Funções: limites e resolução aproximada de equações
O que acontece quando não se pode substituir. Limites e indeterminações, limites notáveis e a regra de L’Hôpital, continuidade, assíntotas, o estudo completo de uma função e a resolução aproximada de equações — de Bolzano-Cauchy à bisseção e a Newton-Raphson. Teoria, laboratórios interativos e exercícios no formato do Exame Nacional, com resolução passo a passo.
Limites: propriedades e indeterminações
Já usámos limites sem lhes chamar nomes: a derivada é um. Agora vale a pena arrumar a casa. Um limite não pergunta quanto vale a função no ponto — pergunta para onde vão os valores à volta do ponto. Essa distinção é toda a matéria.
- Retomar a utilização da noção intuitiva e informal de limite num ponto.
- Conhecer as propriedades operatórias dos limites: adição, subtração, multiplicação e divisão.
- Levantar indeterminações por técnicas de cálculo simples.
1 · O que o limite pergunta
Escrever
Quatro observações que vale a pena fixar:
não é relevante que
A primeira já a conhecias sem dar por isso: na razão incremental
2 · Limites laterais
Aproximar-se de
Se os dois limites laterais existirem mas forem diferentes, o limite não existe.
3 · Propriedades operatórias
Se
São estas quatro — adição, subtração, multiplicação e divisão — as que as Aprendizagens Essenciais nomeiam.
Duas consequências imediatas usam-se a toda a hora e valem a pena escrever:
Todas estas regras pedem que os dois limites existam e sejam finitos. É por isso que falham nos casos interessantes — e é aí que entram as indeterminações.
4 · O que se sabe calcular — e as quatro indeterminações
Com infinitos há operações que estão decididas de antemão. Vale a pena tê-las na cabeça, porque metade dos erros vem de tratar como indeterminação o que não é.
Nestes casos só falta, quando muito, decidir o sinal — e isso lê-se no quadro de sinais ou nos limites laterais.
Uma indeterminação não é um valor: é um aviso de que é preciso trabalhar mais. Repara que
As Aprendizagens Essenciais nomeiam as duas primeiras,
Calcular
- Substituindo, numerador e denominador dão
0 : indeterminação\frac{0}{0} . - Como ambos se anulam em
2 , ambos são divisíveis porx-2 . Dividindo:2x^{3}-x^{2}-5x-2 = (x-2)\left(2x^{2}+3x+1\right), \qquad 2x^{2}-5x+2 = (x-2)(2x-1). - Para
x \neq 2 , o quociente é\dfrac{2x^{2}+3x+1}{2x-1} .Simplificar exigex \neq 2 — e no limite é sempre esse o caso. - Agora já não há indeterminação:
\dfrac{8+6+1}{3} = 5 .
Calcular
- Cada parcela tende para infinito: indeterminação
\infty - \infty . - Fatorizando o segundo denominador,
x^{2}-3x+2 = (x-1)(x-2) . Reduzindo ao mesmo denominador:\frac{(x-1)-(x-3)}{(x-1)(x-2)} = \frac{2}{(x-1)(x-2)}. - Já não há indeterminação: o numerador vale
2 e o denominador tende para0 . O limite é infinito. - Que sinal? À direita de
2 ,x-2 > 0 ex-1 > 0 :+\infty . À esquerda,x-2 < 0 :-\infty .
5 · No infinito manda o maior grau
Num polinómio, quando
Para
grau de
Cuidado com as raízes. Ao pôr
6 · Um resumo de estratégias
Calcular
- Por definição de módulo,
\left|4-x^{2}\right| = 4-x^{2} se-2 \leq x \leq 2 , ex^{2}-4 caso contrário. - Como
x \to +\infty , podemos suporx > 2 . Nesse ramo,\left|4-x^{2}\right| = x^{2}-4 .É este o passo decisivo: o módulo abre-se antes do limite, escolhendo o ramo com a informação sobre para ondex vai. - Fica um quociente de polinomiais de graus iguais:
\lim_{x \to +\infty} \frac{x^{2}-4}{2x^{2}-4x+3} = \frac{1}{2}.
Laboratório · O limite ao microscópio
interativoArrasta a distância até ao fim. Nos quatro casos a função não está definida em
Python Ver a indeterminação levantar-se
def f(x):
return (2*x**3 - x**2 - 5*x - 2) / (2*x**2 - 5*x + 2)
print(' x f(x)')
for d in [0.1, 0.01, 0.001, 1e-4, 1e-5, 1e-6]:
print('%9.6f %14.9f' % (2 - d, f(2 - d)))
print('%9.6f %14.9f' % (2 + d, f(2 + d)))
print('valor simplificado em x = 2 :', (2*4 + 3*2 + 1) / (2*2 - 1))
# A expressao da' 0/0 em x = 2, mas os valores a' volta aproximam-se
# de um numero. E' isso, e so' isso, que o limite afirma.
def f(x):
return (2*x**3 - x**2 - 5*x - 2) / (2*x**2 - 5*x + 2)
print(' x f(x)')
for d in [0.1, 0.01, 0.001, 1e-4, 1e-5, 1e-6]:
print('%9.6f %14.9f' % (2 - d, f(2 - d))) # pela esquerda
print('%9.6f %14.9f' % (2 + d, f(2 + d))) # pela direita
# depois de simplificar (x-2), fica (2x^2+3x+1)/(2x-1), que em x = 2 da' 5
print('valor simplificado em x = 2 :', (2*4 + 3*2 + 1) / (2*2 - 1))
As duas colunas fecham sobre
Exercícios propostos
Catorze exercícios de limites, do imediato ao com parâmetro. Antes de aplicar qualquer técnica, substitui: metade dos erros vem de levantar uma indeterminação que não existia.
Calcula, sem calculadora, cada um dos limites seguintes.
a)
Calcula cada um dos limites, levantando a indeterminação por fatorização.
a)
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
Considera a função
a) Calcula
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
A concentração de um medicamento no sangue, em miligramas por litro,
a) Determina
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Calcula, se existirem, os limites seguintes.
a)
De uma função
Indica, para cada afirmação, se é necessariamente verdadeira, justificando.
I.
Considera, para cada número real
a) Mostra que, se
Considera a função
a) Mostra que
Considera, para certos números reais
a) Calcula
Nenhum destes limites é indeterminado: as funções são contínuas nos pontos em causa, e por isso basta substituir.
- a)
\lim\limits_{x \to 2}\left(x^{2}-3x+1\right) = 2^{2}-3 \times 2 + 1 = -1 . - b)
\lim\limits_{x \to 0} \dfrac{x+5}{x^{2}+1} = \dfrac{0+5}{0+1} = 5 . - c)
\lim\limits_{x \to 1} e^{x-1} = e^{1-1} = e^{0} = 1 . - d)
\lim\limits_{x \to 8}\left(2 - 3\log_{2} x\right) = 2 - 3\log_{2} 8 = 2 - 3 \times 3 = -7 .Substituir só é legítimo porque estas funções são contínuas — é o que a secção 3 vai arrumar. Para já, fica a regra prática.
Em todas, o numerador e o denominador anulam-se no ponto. Isso garante que
- a)
\lim_{x \to 3} \frac{x^{2}-9}{x-3} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 3} \frac{(x-3)(x+3)}{x-3} = \lim_{x \to 3}\,(x+3) = 6. - b)
\lim_{x \to -1} \frac{x^{2}+2x+1}{x+1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to -1} \frac{(x+1)^{2}}{x+1} = \lim_{x \to -1}\,(x+1) = 0. - c)
\lim_{x \to 2} \frac{x^{3}-8}{x-2} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 2} \frac{(x-2)\left(x^{2}+2x+4\right)}{x-2} = \lim_{x \to 2}\left(x^{2}+2x+4\right) = 12. - d)
\lim_{x \to 1} \frac{x^{2}-1}{x^{2}-3x+2} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 1} \frac{(x-1)(x+1)}{(x-1)(x-2)} = \lim_{x \to 1} \frac{x+1}{x-2} = \frac{2}{-1} = -2. Simplificar\frac{x-1}{x-1} só é legítimo porquex \neq 1 : no limite,x aproxima-se de1 mas nunca lá chega.
No infinito manda o termo de maior grau. Põe-no em evidência, ou compara os graus do numerador e do denominador.
- a) Graus iguais — vale o termo de maior grau:
\lim_{x \to +\infty} \frac{3x^{2}-x}{5x^{2}+7} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{3x^{2}}{5x^{2}} = \frac{3}{5}. - b)
\lim_{x \to +\infty} \frac{4x+1}{x^{2}-3} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{4x}{x^{2}} = \lim_{x \to +\infty} \frac{4}{x} = 0. - c)
\lim_{x \to -\infty} \frac{2x^{3}+x}{x^{2}+1} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to -\infty} \frac{2x^{3}}{x^{2}} = \lim_{x \to -\infty}\,(2x) = -\infty. - d)
\lim_{x \to +\infty}\left(x^{3}-100x^{2}\right) \overset{(\infty-\infty)}{=} \lim_{x \to +\infty}\left[x^{3}\left(1-\frac{100}{x}\right)\right] = (+\infty) \times 1 = +\infty. Emx = 100 a função ainda vale0 . O «no infinito» é mesmo no infinito: o que domina só se vê muito longe.
Cada limite lateral calcula-se com o ramo que está desse lado — e só com esse. O valor
- a) À esquerda vale o ramo
2x+1 e à direita o ramox^{2}+2 :\lim_{x \to 1^{-}} f(x) = \lim_{x \to 1^{-}}\,(2x+1) = 3, \qquad \lim_{x \to 1^{+}} f(x) = \lim_{x \to 1^{+}}\left(x^{2}+2\right) = 3. - b) Os dois limites laterais são iguais, logo
\lim\limits_{x \to 1} f(x) = 3 . - c)
f(1) = 5 \neq 3 : o limite existe mas não coincide com a imagem. O gráfico tem um ponto deslocado para fora da curva.É exatamente esta situação que a secção 3 vai chamar descontinuidade.
Todas dão
- a) Forma
\frac{0}{0} . Racionalização pelo conjugado\sqrt{2x+1}+3 .Cálculo auxiliar:
\left(\sqrt{2x+1}-3\right)\left(\sqrt{2x+1}+3\right) = (2x+1)-9 = 2x-8 = 2(x-4) .\lim_{x \to 4} \frac{\sqrt{2x+1}-3}{x-4} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 4} \frac{2(x-4)}{(x-4)\left(\sqrt{2x+1}+3\right)} = \lim_{x \to 4} \frac{2}{\sqrt{2x+1}+3} = \frac{2}{3+3} = \frac{1}{3}. - b) Forma
\frac{0}{0} . Racionalização pelo conjugado\sqrt{x}+1 .Cálculo auxiliar:
\left(\sqrt{x}-1\right)\left(\sqrt{x}+1\right) = x-1 .\lim_{x \to 1} \frac{x-1}{\sqrt{x}-1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 1} \frac{(x-1)\left(\sqrt{x}+1\right)}{x-1} = \lim_{x \to 1}\left(\sqrt{x}+1\right) = 1+1 = 2. - c) Não há indeterminação. O numerador tende para
10-9 = 1 e só o denominador tende para zero.Cálculo auxiliar: quando
x \to 9^{-} tem-sex < 9 , logo\sqrt{x} < 3 e\sqrt{x}-3 \to 0^{-} .\lim_{x \to 9^{-}} \frac{10-x}{\sqrt{x}-3} = \frac{1}{0^{-}} = -\infty. A armadilha está em aplicar o conjugado por hábito. Antes de escolher a técnica, nomeia a forma — e se não houver indeterminação, não há nada a levantar.
A indeterminação é
- a) Forma
\infty-\infty . Racionalização pelo conjugadox+\sqrt{x^{2}+1} .Cálculo auxiliar:
\left(x-\sqrt{x^{2}+1}\right)\left(x+\sqrt{x^{2}+1}\right) = x^{2}-\left(x^{2}+1\right) = -1 .\lim_{x \to +\infty}\left(x-\sqrt{x^{2}+1}\right) \overset{(\infty-\infty)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{-1}{x+\sqrt{x^{2}+1}} = \frac{-1}{+\infty} = 0. - b) Forma
\infty-\infty . O mesmo método, com o conjugado\sqrt{x+1}+\sqrt{x+2} .Cálculo auxiliar:
\left(\sqrt{x+1}-\sqrt{x+2}\right)\left(\sqrt{x+1}+\sqrt{x+2}\right) = (x+1)-(x+2) = -1 .\lim_{x \to +\infty}\left(\sqrt{x+1}-\sqrt{x+2}\right) \overset{(\infty-\infty)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{-1}{\sqrt{x+1}+\sqrt{x+2}} = \frac{-1}{+\infty} = 0. Duas quantidades enormes cuja diferença é minúscula:\sqrt{10^{12}+1} - 10^{6} é da ordem de5 \times 10^{-7} . É por isso que\infty-\infty não decide nada por si.
Ao pôr
- a) Forma
\frac{\infty}{\infty} . Colocandox^{2} em evidência dentro da raiz.Cálculo auxiliar: como
x \to +\infty , tem-sex > 0 e portanto|x| = x :\sqrt{9x^{2}-2} = \sqrt{x^{2}\left(9-\frac{2}{x^{2}}\right)} = |x|\sqrt{9-\frac{2}{x^{2}}} = x\sqrt{9-\frac{2}{x^{2}}}. \lim_{x \to +\infty} \frac{\sqrt{9x^{2}-2}}{x} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{x\sqrt{9-\frac{2}{x^{2}}}}{x} = \lim_{x \to +\infty} \sqrt{9-\frac{2}{x^{2}}} = \sqrt{9} = 3. - b) Forma
\frac{\infty}{\infty} . O mesmo método, com o cuidado do sinal.Cálculo auxiliar: como
x \to -\infty , tem-sex < 0 e portanto|x| = -x :\sqrt{x^{2}+1} = |x|\sqrt{1+\frac{1}{x^{2}}} = -x\sqrt{1+\frac{1}{x^{2}}}. \lim_{x \to -\infty} \frac{\sqrt{x^{2}+1}}{2x-1} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to -\infty} \frac{-x\sqrt{1+\frac{1}{x^{2}}}}{x\left(2-\frac{1}{x}\right)} = \lim_{x \to -\infty} \frac{-\sqrt{1+\frac{1}{x^{2}}}}{2-\frac{1}{x}} = \frac{-1}{2}.
Em a),
- a) Não há indeterminação.
Cálculo auxiliar:
\lim\limits_{x \to -\infty} e^{x} = 0 , logo o numerador tende para0+5 = 5 .\lim_{x \to -\infty} \frac{e^{x}+5}{x} = \frac{5}{-\infty} = 0. - b) Não há indeterminação.
Cálculo auxiliar: se
x \to -\infty então-x \to +\infty , e5^{-x} \to +\infty .\lim_{x \to -\infty} \frac{2}{5^{-x}+1} = \frac{2}{+\infty} = 0. - c) Forma
\infty-\infty . Juntam-se os dois logaritmos antes de passar ao limite.Cálculo auxiliar:
\ln(3x-1)-\ln(2x+4) = \ln\dfrac{3x-1}{2x+4} , válido parax grande, onde ambos os argumentos são positivos.\lim_{x \to +\infty}\left[\ln(3x-1)-\ln(2x+4)\right] \overset{(\infty-\infty)}{=} \lim_{x \to +\infty} \ln\frac{3x-1}{2x+4} = \ln\left(\lim_{x \to +\infty}\frac{3x}{2x}\right) = \ln\frac{3}{2}. Passar o limite para dentro do logaritmo é legítimo por continuidade — mais uma dívida que a secção 3 paga.
Em a), compara os graus. Em b), começa por escrever a condição pedida e vê o que acontece quando
- a) Forma
\frac{\infty}{\infty} ; vale o termo de maior grau.\lim_{t \to +\infty} \frac{18t}{t^{2}+9} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{t \to +\infty} \frac{18t}{t^{2}} = \lim_{t \to +\infty} \frac{18}{t} = 0. Ao fim de muito tempo o medicamento é eliminado: a concentração aproxima-se de zero, sem nunca lá chegar. - b) A condição é
\dfrac{18t}{t^{2}+9} = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{18t}{t^{2}} . Parat = 0 ambos os membros são0 , mas o segundo nem sequer está definido —t^{2} = 0 . Parat > 0 podemos simplificar18t :\frac{1}{t^{2}+9} = \frac{1}{2t^{2}} \iff 2t^{2} = t^{2}+9 \iff t^{2} = 9 \iff t = 3. - Ao fim de
3 horas.
Lê primeiro cada limite de
- Do gráfico:
\lim\limits_{x \to 2^{-}} f(x) = -\infty ,\lim\limits_{x \to 2^{+}} f(x) = +\infty ,\lim\limits_{x \to -\infty} f(x) = 1 e\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = 1 . - a)
\lim\limits_{x \to 2^{-}} f(x) = -\infty . - b)
\lim_{x \to 2^{+}}\left[f(x)\right]^{2} = \left[\lim_{x \to 2^{+}} f(x)\right]^{2} = (+\infty)^{2} = +\infty. - c)
\lim_{x \to -\infty} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{\lim\limits_{x \to -\infty} f(x)} = \frac{1}{1} = 1. - d) O numerador tende para
1 e o denominador para+\infty :\lim_{x \to +\infty} \frac{f(x)}{x} = \frac{1}{+\infty} = 0. Em c) a divisão só é legítima porque o limite do denominador é1 \neq 0 . Se fosse0 , a propriedade não se aplicava e havia que estudar o sinal.
Volta às quatro observações do início da secção. Duas destas afirmações são exatamente duas dessas observações; as outras duas são as armadilhas.
- I é falsa. O limite não diz nada sobre
f(a) . Um contraexemplo:g(x) = 5 parax \neq 3 eg(3) = 0 tem limite5 em3 eg(3) = 0 . - II é verdadeira. Se o limite existe, os dois limites laterais existem e são iguais a ele.
- III é verdadeira. É a própria leitura da definição.
- IV é falsa. O limite, quando existe, é único.
O denominador tende para
- a) O numerador em
x = 2 vale4+2k-6 = 2k-2 = 2(k-1) . Sek \neq 1 , esse valor não é zero, enquanto o denominador tende para0 : o quociente tende para\pm\infty (o sinal depende do lado por que se aproxima). - b) Para o limite ser finito é preciso
2(k-1) = 0 , ou seja,k = 1 .Cálculo auxiliar: com
k = 1 ,x^{2}+x-6 = (x-2)(x+3) .\lim_{x \to 2} \frac{x^{2}+x-6}{x-2} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 2} \frac{(x-2)(x+3)}{x-2} = \lim_{x \to 2}\,(x+3) = 5. - Repara que
k = 1 é necessário, mas é a fatorização que confirma que é suficiente.Anular o numerador garante a indeterminação\frac{0}{0} ; não garante, por si só, que o limite exista. Aqui existe porque(x-2) sai por fatorização.
Em c), simplifica a expressão
- a) Para
x > 0 ,|x| = x eg(x) = \frac{x}{x} = 1 . Parax < 0 ,|x| = -x eg(x) = \frac{-x}{x} = -1 . - b)
\lim\limits_{x \to 0^{+}} g(x) = 1 e\lim\limits_{x \to 0^{-}} g(x) = -1 . Os limites laterais são diferentes, logo o limite não existe. - c) Existe.
Cálculo auxiliar: para
x \neq 0 ,x\,g(x) = x \times \dfrac{|x|}{x} = |x| .\lim_{x \to 0}\left[x\,g(x)\right] = \lim_{x \to 0} |x| = 0. A regra do produto dos limites exige que os dois limites existam. Quando um não existe, a regra não se aplica — mas isso não impede o produto de ter limite. A regra dá condições suficientes, não necessárias.
À esquerda, conjugado. À direita, simplifica
- a) Forma
\frac{0}{0} . Racionalização pelo conjugado\sqrt{x+4}+2 .Cálculo auxiliar:
\left(\sqrt{x+4}-2\right)\left(\sqrt{x+4}+2\right) = (x+4)-4 = x .\lim_{x \to 0^{-}} \frac{\sqrt{x+4}-2}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{x}{x\left(\sqrt{x+4}+2\right)} = \lim_{x \to 0^{-}} \frac{1}{\sqrt{x+4}+2} = \frac{1}{2+2} = \frac{1}{4}. - b) Forma
\frac{0}{0} à direita. Pondox em evidência no numerador:\lim_{x \to 0^{+}} \frac{x^{2}+bx}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{+}} \frac{x(x+b)}{x} = \lim_{x \to 0^{+}}\,(x+b) = b. O limite existe se e só se os laterais coincidirem:b = \dfrac{1}{4} . - c) Nesse caso
\lim\limits_{x \to 0} h(x) = \dfrac{1}{4} , e para queh(0) coincida bastaa = \dfrac{1}{4} .As três condições — limite à esquerda, limite à direita e imagem — são exatamente as três que a secção 3 vai exigir para a continuidade num ponto.
Limites notáveis e a regra de L’Hôpital
Há indeterminações que a álgebra não levanta:
- Estudar o limite de funções que conduzem a indeterminações do tipo
\frac{0}{0} e\frac{\infty}{\infty} , aplicando a regra de L’Hôpital, usando limites notáveis ou técnicas de cálculo simples. - Conhecer a tabela dos limites notáveis.
- Reconhecer as condições em que não é possível aplicar a regra de L’Hôpital e os casos em que não é aconselhável o seu uso.
1 · Os limites notáveis saem da definição de derivada
Não é preciso decorar nada de novo. Repara em
É a razão incremental da exponencial em
Os três primeiros dizem que, perto de zero,
2 · A hierarquia das magnitudes
Os dois limites do infinito arrumam-se numa frase:
Quando
Ou seja: a exponencial cresce mais depressa do que qualquer potência, e qualquer potência cresce mais depressa do que qualquer logaritmo — seja qual for a base e seja qual for o expoente.
Num quociente entre duas destas famílias, o limite é
3 · A regra de L’Hôpital
Sejam
então
Vale igualmente para
Três avisos que valem cotação.
0. Assinala sempre que usaste a regra — escrevendo
Calcular
- Pelo limite notável. Mudança de variável
u = 2x , que tende para0 :\lim_{x \to 0} \frac{e^{2x}-1}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} 2 \lim_{u \to 0} \frac{e^{u}-1}{u} = 2 \times 1 = 2. - Por L’Hôpital.
\lim_{x \to 0} \frac{e^{2x}-1}{x} \overset{\scriptscriptstyle\mathrm{L'H}}{=} \lim_{x \to 0} \frac{2e^{2x}}{1} = 2. - Pela definição de derivada. É a razão incremental de
x \mapsto e^{2x} em0 , cujo valor é a derivada nesse ponto:2e^{0} = 2 . - Os três caminhos são o mesmo caminho, visto de três lados.L’Hôpital não é magia: é a definição de derivada, aplicada duas vezes ao mesmo tempo.
Calcular
- É uma indeterminação
0 \times (-\infty) , e L’Hôpital não se aplica a produtos. - Passa-se a quociente escrevendo
x = \dfrac{1}{1/x} :x\ln x = \frac{\ln x}{\frac{1}{x}}, \qquad \text{que é } \frac{-\infty}{+\infty}. - Agora sim:
\lim_{x \to 0^{+}} \frac{\ln x}{\frac{1}{x}} \overset{\scriptscriptstyle\mathrm{L'H}}{=} \lim_{x \to 0^{+}} \frac{\frac{1}{x}}{-\frac{1}{x^{2}}} = \lim_{x \to 0^{+}}\,(-x) = 0. - A escolha importa. Se em vez disso escrevêssemos
\dfrac{x}{1/\ln x} , L’Hôpital daria uma expressão pior do que a inicial.
4 · Três casos em que L’Hôpital não ajuda
Em
A regra precisa de duas aplicações:
enquanto o termo de maior grau resolve num só passo:
Em
Mas o limite original existe:
A moral dos três casos. Quando a manipulação algébrica é simples e direta, prefere-a. E, sobretudo: não existir
Laboratório · A corrida das magnitudes
interativoSobe o expoente
Python Procurar o ponto em que a exponencial passa a potência
def cruzamento(a, p):
x = 1.0
while a**x <= x**p:
x = x + 0.5
if x > 1e6:
return None
return x
print(' a p a^x passa x^p perto de x =')
for a in (1.1, 1.5, 2.0, 3.0):
for p in (2, 5, 10):
print('%4.1f %3d %12s' % (a, p, cruzamento(a, p)))
# A hierarquia diz que a^x acaba SEMPRE por ultrapassar x^p, com a > 1.
# O programa nao demonstra isso - mostra ate' onde e' preciso ir para ver.
def cruzamento(a, p):
x = 1.0
while a**x <= x**p: # enquanto a potencia ainda vai a' frente
x = x + 0.5
if x > 1e6: # travao: sem ele, um ciclo destes nao acaba
return None
return x
print(' a p a^x passa x^p perto de x =')
for a in (1.1, 1.5, 2.0, 3.0):
for p in (2, 5, 10):
print('%4.1f %3d %12s' % (a, p, cruzamento(a, p)))
Com
Exercícios propostos
Doze exercícios com os limites notáveis e com L’Hôpital. Em cada um, pergunta-te primeiro qual é a indeterminação — e se há mesmo alguma.
Calcula cada um dos limites seguintes, usando os limites notáveis.
a)
Calcula, aplicando a regra de L’Hôpital.
a)
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
Sem fazer contas, indica o valor de cada limite, justificando com a hierarquia exponencial > potência > logaritmo.
a)
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
Calcula cada um dos limites seguintes.
a)
Considera
a) Aplica a regra de L’Hôpital uma vez e depois outra. O que acontece?b) Calcula o limite por um método elementar.
Calcula
Considera, para cada número real
a) Determina
Mostra que
Na tua resposta deves apresentar a transformação que permite levantar a indeterminação e identificar o limite notável utilizado.
Todos se reduzem a
- a) Forma
\frac{0}{0} . Limite notável\lim\limits_{u \to 0}\frac{e^{u}-1}{u} = 1 .\lim_{x \to 0} \frac{e^{x}-1}{2x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0}\left(\frac{1}{2} \times \frac{e^{x}-1}{x}\right) = \frac{1}{2} \times 1 = \frac{1}{2}. - b) Forma
\frac{0}{0} . Mudança de variávelu = 3x , que tende para0 .Cálculo auxiliar:
\dfrac{e^{3x}-1}{x} = 3 \times \dfrac{e^{3x}-1}{3x} = 3 \times \dfrac{e^{u}-1}{u} .\lim_{x \to 0} \frac{e^{3x}-1}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} 3 \lim_{u \to 0} \frac{e^{u}-1}{u} = 3 \times 1 = 3. - c) Forma
\frac{0}{0} . Limite notável\lim\limits_{u \to 0}\frac{\ln(u+1)}{u} = 1 .\lim_{x \to 0} \frac{\ln(x+1)}{3x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0}\left(\frac{1}{3} \times \frac{\ln(x+1)}{x}\right) = \frac{1}{3} \times 1 = \frac{1}{3}. - d) Forma
\frac{0}{0} . Mudança de variávelu = 8x ; o notável aparece invertido.Cálculo auxiliar:
\dfrac{2x}{\ln(8x+1)} = \dfrac{2}{8} \times \dfrac{8x}{\ln(8x+1)} = \dfrac{1}{4} \times \dfrac{u}{\ln(u+1)} .\lim_{x \to 0} \frac{2x}{\ln(8x+1)} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \frac{1}{4} \lim_{u \to 0} \frac{u}{\ln(u+1)} = \frac{1}{4} \times \frac{1}{1} = \frac{1}{4}. O limite notável está escrito com o numerador em cima; aqui aparece invertido. Como o limite é1 \neq 0 , o inverso também tende para1 .
Confirma primeiro que há mesmo indeterminação
- a)
\lim_{x \to 1} \frac{\ln x}{x-1} \overset{\scriptscriptstyle\mathrm{L'H}}{=} \lim_{x \to 1} \frac{\frac{1}{x}}{1} = 1. - b)
\lim_{x \to 0} \frac{e^{2x}-1}{e^{x}-1} \overset{\scriptscriptstyle\mathrm{L'H}}{=} \lim_{x \to 0} \frac{2e^{2x}}{e^{x}} = \frac{2}{1} = 2. - c)
\lim_{x \to 2} \frac{e^{x-2}+x-3}{x^{2}-4} \overset{\scriptscriptstyle\mathrm{L'H}}{=} \lim_{x \to 2} \frac{e^{x-2}+1}{2x} = \frac{1+1}{4} = \frac{1}{2}. Repara na diferença: em b) podia também simplificar-se come^{2x}-1 = \left(e^{x}-1\right)\left(e^{x}+1\right) . L’Hôpital é cómodo, mas quase nunca é a única via.
Em a) e b) compara magnitudes. Em c) põe
- a) Forma
\frac{\infty}{\infty} . Pela regra de L'Hôpital:Cálculo auxiliar:
\ln\left(x^{3}\right) = 3\ln x , logo\left(\ln x^{3}\right)' = \dfrac{3}{x} e(2x)' = 2 .\lim_{x \to +\infty} \frac{\ln\left(x^{3}\right)}{2x} \overset{\scriptscriptstyle\mathrm{L'H}}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{\frac{3}{x}}{2} = \lim_{x \to +\infty} \frac{3}{2x} = 0. - b) Forma
\frac{\infty}{\infty} . Separando as parcelas, sem precisar da regra.\lim_{x \to +\infty} \frac{5x-1+\ln x}{-x} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty}\left(-5 + \frac{1}{x} - \frac{\ln x}{x}\right) = -5 + 0 - 0 = -5, usando o limite notável\lim\limits_{x \to +\infty}\frac{\ln x}{x} = 0 . - c) Forma
\frac{\infty}{\infty} . Colocando\ln x em evidência — é o truque do maior grau, com\ln x no papel dex .\lim_{x \to +\infty} \frac{2-\ln x}{3\ln x+1} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{\ln x\left(\frac{2}{\ln x}-1\right)}{\ln x\left(3+\frac{1}{\ln x}\right)} = \lim_{x \to +\infty} \frac{\frac{2}{\ln x}-1}{3+\frac{1}{\ln x}} = \frac{-1}{3}. Em c) L’Hôpital também funciona, mas dá\frac{-1/x}{3/x} — que é o mesmo, com mais trabalho.
Em qualquer quociente das três famílias, quem manda é o mais forte: se está em cima, o limite é
- a) A exponencial está em baixo e é mais forte:
0 . - b) A exponencial está em cima:
+\infty . O expoente100 não muda nada — só adia o cruzamento. - c)
\sqrt{x} = x^{1/2} é uma potência, mais forte do que o logaritmo:0 . - d) Forma
\frac{\infty}{\infty} . Separando as parcelas:\lim_{x \to +\infty} \frac{x^{2}+\ln x}{x^{2}} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty}\left(1 + \frac{\ln x}{x^{2}}\right) = 1+0 = 1. Em b), o cruzamento entre2^{x} ex^{100} só acontece perto dex \approx 1000 . A hierarquia é uma afirmação sobre o infinito, não sobre os números que se veem numa tabela.
Em a), divide numerador e denominador por
- a) Forma
\frac{0}{0} . Dividindo numerador e denominador porx , para fazer aparecer os dois notáveis.\lim_{x \to 0} \frac{\ln(x+1)}{e^{x}-1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0} \frac{\frac{\ln(x+1)}{x}}{\frac{e^{x}-1}{x}} = \frac{1}{1} = 1. - b) Forma
\frac{0}{0} .Cálculo auxiliar:
\ln\sqrt{x+1} = \ln(x+1)^{1/2} = \dfrac{1}{2}\ln(x+1) .\lim_{x \to 0} \frac{\ln\sqrt{x+1}}{3x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0}\left(\frac{1}{6} \times \frac{\ln(x+1)}{x}\right) = \frac{1}{6} \times 1 = \frac{1}{6}. - c) Forma
\frac{0}{0} . Mudança de variávelu = -x , que tende para0 .Cálculo auxiliar:
\dfrac{\ln(1-x)}{x} = \dfrac{\ln(1+u)}{-u} = -\dfrac{\ln(u+1)}{u} .\lim_{x \to 0} \frac{\ln(1-x)}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} -\lim_{u \to 0} \frac{\ln(u+1)}{u} = -1.
Em a), L’Hôpital resolve depressa. Em b), muda de base:
- a)
\lim_{x \to +\infty} \frac{\ln(2x+1)}{\ln(x+4)} \overset{\scriptscriptstyle\mathrm{L'H}}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{\frac{2}{2x+1}}{\frac{1}{x+4}} = \lim_{x \to +\infty} \frac{2(x+4)}{2x+1} = 1. - b) Mudança de base.
Cálculo auxiliar:
\log_{4} x = \dfrac{\log_{2} x}{\log_{2} 4} = \dfrac{\log_{2} x}{2} .\lim_{x \to +\infty} \frac{6+\log_{4} x}{\log_{2} x} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{6+\frac{1}{2}\log_{2} x}{\log_{2} x} = \lim_{x \to +\infty}\left(\frac{6}{\log_{2} x} + \frac{1}{2}\right) = 0 + \frac{1}{2} = \frac{1}{2}. - Dois logaritmos, mesmo de bases diferentes, crescem à mesma velocidade a menos de uma constante.
L’Hôpital só sabe tratar
- a) Passa-se o produto a quociente e só então se aplica a regra:
\lim_{x \to 0^{+}}\left(x\ln x\right) = \lim_{x \to 0^{+}} \frac{\ln x}{\frac{1}{x}} \overset{\scriptscriptstyle\mathrm{L'H}}{=} \lim_{x \to 0^{+}} \frac{\frac{1}{x}}{-\frac{1}{x^{2}}} = \lim_{x \to 0^{+}}\,(-x) = 0. - b) Forma
0 \times \infty . Desdobrando o produto e usando a alínea anterior:\lim_{x \to 0^{+}}\left[(x-1)\ln x\right] \overset{\left(0 \times \infty\right)}{=} \lim_{x \to 0^{+}}\left(x\ln x - \ln x\right) = 0 - (-\infty) = +\infty. - c) Forma
\infty \times 0 . Mudança de variávelu = \dfrac{1}{x} , que tende para0^{-} .Cálculo auxiliar: como
x = \dfrac{1}{u} , tem-sex\left(e^{1/x}-1\right) = \dfrac{e^{u}-1}{u} .\lim_{x \to -\infty}\left[x\left(e^{1/x}-1\right)\right] \overset{\left(\infty \times 0\right)}{=} \lim_{u \to 0^{-}} \frac{e^{u}-1}{u} = 1. Em c) o limite notável resolve tudo numa linha; L’Hôpital também dá, mas obriga a derivare^{1/x} .
Em a),
- a) Em
x = 1 o numerador valee-1 \neq 0 e o denominador vale0 : não há indeterminação. O limite é infinito, com sinais diferentes de cada lado — logo não existe. - À direita de
1 :\dfrac{e-1}{0^{+}} = +\infty . À esquerda:-\infty . - b) Colocando
e^{x} em evidência dentro do logaritmo.Cálculo auxiliar:
\ln\left(e^{x}+3\right) = \ln\left[e^{x}\left(1+3e^{-x}\right)\right] = x + \ln\left(1+3e^{-x}\right) .\lim_{x \to +\infty} \frac{\ln\left(e^{x}+3\right)}{x} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{x+\ln\left(1+3e^{-x}\right)}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left(1 + \frac{\ln\left(1+3e^{-x}\right)}{x}\right) = 1+0 = 1. Em a), quem aplicasse a regra sem verificar obteria\lim\limits_{x \to 1}\dfrac{e^{x}(x+1)}{3} = \dfrac{2e}{3} — um valor errado. Nomear a forma antes de escolher a técnica não é burocracia.
Em a), deriva e simplifica com cuidado. Em b), põe
- a) Primeira aplicação:
\dfrac{\frac{x}{\sqrt{x^{2}+1}}}{1} = \dfrac{x}{\sqrt{x^{2}+1}} — que é o inverso do limite inicial, e continua indeterminado. Aplicando outra vez volta-se ao ponto de partida: a regra entra em ciclo e nunca decide. - b) Forma
\frac{\infty}{\infty} . Colocandox^{2} em evidência dentro da raiz.Cálculo auxiliar: como
x \to +\infty ,x > 0 e\sqrt{x^{2}+1} = |x|\sqrt{1+\frac{1}{x^{2}}} = x\sqrt{1+\frac{1}{x^{2}}} .\lim_{x \to +\infty} \frac{\sqrt{x^{2}+1}}{x} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \sqrt{1+\frac{1}{x^{2}}} = \sqrt{1} = 1. - É o exemplo clássico de um limite em que L’Hôpital é aplicável e ao mesmo tempo inútil.
Usa
- Com
L = \ln(x+1) , o numerador éL^{2}-2L = L(L-2) . Então\frac{L(L-2)}{x} = \frac{L}{x} \times (L-2). - O primeiro fator tende para
1 (limite notável) e o segundo para\ln 1 - 2 = -2 . - Logo o limite é
1 \times (-2) = -2 .Separar num produto só é legítimo porque os dois fatores têm limite finito. É exatamente a propriedade operatória da secção 1 a ser usada no sítio certo.
Separa a fração em duas parcelas. Uma delas é um limite notável disfarçado.
- a)
f(x) = \dfrac{e^{2x}-1}{x} + k . Comu = 2x ,\dfrac{e^{2x}-1}{x} = 2 \times \dfrac{e^{u}-1}{u} \to 2 . Logo\lim\limits_{x \to 0} f(x) = 2+k . - b)
2+k = 0 \iff k = -2 . - c) Com
k = -2 ,f(x) = \dfrac{e^{2x}-1}{x} - 2 . Pela hierarquia das magnitudes,\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{e^{2x}}{x} = +\infty :\lim_{x \to +\infty} f(x) = \lim_{x \to +\infty}\left(\frac{e^{2x}-1}{x} - 2\right) = (+\infty) - 2 = +\infty.
É uma indeterminação
- Pondo
e^{x} em evidência:e^{x}-x^{100} = e^{x}\left(1-\frac{x^{100}}{e^{x}}\right). - Pelo limite notável
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{e^{x}}{x^{p}} = +\infty (comp = 100 ), o seu inverso tende para0 :\lim_{x \to +\infty}\frac{x^{100}}{e^{x}} = 0. - Logo
\lim_{x \to +\infty}\left(e^{x}-x^{100}\right) \overset{(\infty-\infty)}{=} \lim_{x \to +\infty}\left[e^{x}\left(1-\frac{x^{100}}{e^{x}}\right)\right] = (+\infty) \times (1-0) = +\infty. - Note-se que para
x = 1000 ainda se teme^{x} < x^{100} : a diferença só se torna positiva bem depois. O limite não descreve o que se passa em nenhum número concreto.Fica a valer a mesma lição da secção 1: o comportamento no infinito não se lê numa tabela de valores.
Continuidade
Desenhar o gráfico sem levantar o lápis — é a imagem popular, e não é má. Mas a definição é mais exata e diz três coisas: a função tem de estar definida no ponto, tem de ter limite nesse ponto, e os dois números têm de ser o mesmo. Falhar qualquer uma delas é falhar a continuidade.
- Reconhecer uma função contínua num ponto do seu domínio como uma função que admite limite nesse ponto igual à sua imagem.
- Identificar se uma função é contínua num intervalo aberto, em casos simples, tendo como apoio o conhecimento de uma lista de funções contínuas e respetivas operações.
1 · A definição
Uma função
Esta igualdade exige, de uma só vez, três coisas:
1.
Se
Uma função diz-se contínua num conjunto
Repara na diferença com a secção 1. Ali o valor
Num ponto de junção de ramos escrevem-se sempre os três valores — limite à esquerda, limite à direita e imagem. É a definição, passo a passo.
2 · Operações entre funções contínuas
Verificar a definição ponto a ponto seria impraticável. O que se faz é o contrário: parte-se de meia dúzia de funções que se sabem contínuas e usam-se as operações que preservam a continuidade.
Se
E a composta de funções contínuas é contínua. São estas — soma, diferença, produto, quociente e composição — as operações que as Aprendizagens Essenciais nomeiam.
Daqui saem, como consequências, todas as famílias de que precisamos:
toda a função polinomial é contínua em
A lista é um catálogo de certezas, não uma classificação. Há muitas outras funções contínuas —
Determinar
- Fora de
2 ,f é um quociente de polinomiais com denominador não nulo: já é contínua. - Em
2 :f(2) = k existe, e\lim\limits_{x \to 2} f(x) = \lim\limits_{x \to 2}(x+2) = 4 . - A terceira condição obriga a
k = 4 .Nenhum outro valor serve. A continuidade não deixa margem: o limite escolhe a imagem.
Mostrar que a função seguinte, de domínio
- Em
\left]0,\,+\infty\right[ . É a diferença entre a composta da raiz quadrada com uma polinomial sempre positiva e uma função afim: diferença de contínuas, logo contínua. Não é preciso estudar ponto a ponto. - Em
\left]-\infty,\,0\right[ . É o quociente de duas polinomiais e o denominador3x não se anula nesse intervalo: contínua. - Em
x = 0 . Só aqui é preciso a definição, porque é o ponto de junção:\lim_{x \to 0^{+}} h(x) = \sqrt{4}-0 = 2, \qquad \lim_{x \to 0^{-}} \frac{x^{3}-7x^{2}+6x}{3x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{x^{2}-7x+6}{3} = \frac{6}{3} = 2, \qquad h(0) = 2. - Os três valores coincidem, logo
h é contínua em0 — e portanto em todos os pontos do domínio.Repara na economia: dois terços do trabalho fazem-se citando operações. À definição só se vai onde os ramos se encontram.
3 · Funções que saltam — e fazem bem
Nem todos os modelos são contínuos, e isso não é um defeito. Um tarifário de estacionamento cobra por hora ou fração; os escalões do IRS mudam a taxa de um degrau; a força de um propulsor cai a zero no instante em que se desliga.
Nestes modelos importa saber o que acontece exatamente na fronteira — e é por isso que se desenham bolas cheias e vazias. Aos
Laboratório · Colar os ramos
interativoMove
Python Testar a continuidade num ponto
def f(x):
if x < 1:
return x**2 + 1
return 3*x - 1
def testa(f, a, valor, eps=1e-9):
esq = f(a - eps)
dir = f(a + eps)
print('limite a esquerda :', round(esq, 6))
print('limite a direita :', round(dir, 6))
print('imagem f(a) :', round(valor, 6))
if abs(esq - dir) > 1e-6:
return 'salto: os limites laterais sao diferentes'
if abs(esq - valor) > 1e-6:
return 'o limite existe mas nao acerta na imagem'
return 'contínua em a'
print(testa(f, 1, f(1)))
# As tres condicoes da definicao, uma a uma. O programa nao DEMONSTRA
# a continuidade: aproxima os limites laterais por dois valores muito
# proximos de a. Serve para conjeturar, nao para concluir.
def f(x):
if x < 1:
return x**2 + 1
return 3*x - 1
def testa(f, a, valor, eps=1e-9):
esq = f(a - eps) # aproximacao do limite a' esquerda
dir = f(a + eps) # aproximacao do limite a' direita
print('limite a esquerda :', round(esq, 6))
print('limite a direita :', round(dir, 6))
print('imagem f(a) :', round(valor, 6))
# comparar floats com == nao serve: compara-se com uma tolerancia
if abs(esq - dir) > 1e-6:
return 'salto: os limites laterais sao diferentes'
if abs(esq - valor) > 1e-6:
return 'o limite existe mas nao acerta na imagem'
return 'contínua em a'
print(testa(f, 1, f(1)))
Troca o segundo ramo por
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre continuidade. Nos que têm parâmetro, o método é sempre o mesmo: calcular os dois limites laterais, calcular a imagem, e igualar os três.
Considera a função
a) Determina
Justifica, usando a lista das funções contínuas e as operações que a preservam, que cada uma das funções seguintes é contínua em todo o seu domínio. Indica também esse domínio.
a)
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
a) Indica os pontos em que
Um parque de estacionamento cobra
a) Quanto se paga por
Considera, para um certo número real
Determina o valor de
Considera a função
Sem recorrer à calculadora, verifica se
Considera a função
a) Justifica que
Seja
a) Determina o domínio de
A força exercida pelo propulsor de um foguete, em quilonewton,
a) Calcula
Considera a função
a) Calcula os dois limites laterais em
Seja
Averigua se a função
Considera, para certos números reais
Determina
Comenta a afirmação seguinte, apresentando um argumento ou um contraexemplo.
«Se
Considera, para cada número real positivo
Determina o valor de
São sempre as mesmas três perguntas, por esta ordem: existe
- a) Como
2 \leq 2 , vale o primeiro ramo:f(2) = 4+1 = 5 . - b)
\lim\limits_{x \to 2^{-}} f(x) = 2^{2}+1 = 5 e\lim\limits_{x \to 2^{+}} f(x) = 3 \times 2 - 1 = 5 . - c) Os dois limites laterais coincidem, logo
\lim\limits_{x \to 2} f(x) = 5 , e esse valor é igual af(2) . Portantof é contínua emx = 2 .
Polinomiais, exponenciais e logarítmicas são contínuas. Somas, diferenças, produtos, quocientes (onde o denominador não se anula) e composições de contínuas continuam contínuas.
- a) Soma de uma polinomial com uma exponencial: contínua em
\mathbb{R} . - b) Quociente de duas polinomiais, contínuo onde o denominador não se anula:
D = \mathbb{R}\setminus\{-3,\,3\} . - c) Composição de
\ln com a polinomialx^{2}+1 , que é sempre positiva: contínua em\mathbb{R} . - d) Produto de uma polinomial por uma exponencial composta: contínua em
\mathbb{R} .A lista não diz que só estas são contínuas — diz que estas seguramente o são. É um catálogo de certezas, não uma classificação completa.
Percorre o gráfico com o dedo, sem levantar. Cada vez que fores obrigado a levantar, há uma descontinuidade — mas repara porquê: falta o ponto, o ponto está fora do sítio, ou os dois lados não se encontram.
- a) Em
x = -1 e emx = 2 . - b) Em
x = -1 os limites laterais são diferentes (1 à esquerda e3 à direita): não existe limite. É um salto. - Em
x = 2 o limite existe e vale1 , mas a imagem ég(2) = 3 : existe limite, existe imagem, não são iguais. É removível.
«Hora ou fração» quer dizer que o preço só muda quando se passa uma fronteira inteira — e muda de um salto.
- a) Por
59 minutos paga-se1{,}20 €; por61 minutos já se paga1{,}20 + 0{,}80 = 2{,}00 €. - b) Nos instantes
t = 1,\,2,\,3,\,4 horas: aí os limites laterais diferem em0{,}80 €. - c) Porque o preço é descontínuo na realidade. Um modelo contínuo — que cobrasse proporcionalmente ao minuto — descreveria outro parque, não este. A descontinuidade é informação, não erro.Os escalões do IRS têm a mesma estrutura: a taxa salta ao passar o escalão. É por isso que se discute tanto o que acontece a quem está mesmo na fronteira.
O ramo da direita é contínuo: dá logo
- À direita:
f(-2) = \dfrac{-8+4+k}{8} = \dfrac{k-4}{8} , que é também\lim\limits_{x \to -2^{+}} f(x) . - À esquerda há indeterminação (
\sqrt{16}-4 = 0 ). Multiplicando pelo conjugado\sqrt{x^{2}+12}-2x :\frac{x^{2}+12-4x^{2}}{(x+2)\left(\sqrt{x^{2}+12}-2x\right)} = \frac{-3\left(x^{2}-4\right)}{(x+2)\left(\sqrt{x^{2}+12}-2x\right)} = \frac{-3(x-2)}{\sqrt{x^{2}+12}-2x}. - Substituindo
x = -2 :\dfrac{-3 \times (-4)}{4+4} = \dfrac{12}{8} = \dfrac{3}{2} . - Igualando:
\dfrac{k-4}{8} = \dfrac{3}{2} \iff k-4 = 12 \iff k = 16 .
À direita, fatoriza numerador e denominador. À esquerda, conjugado. Depois compara os dois com
- À direita. Em
x = 3 os dois se anulam. Fatorizando,2x^{3}-5x^{2}-9x+18 = (x-3)\left(2x^{2}+x-6\right) e9x-3x^{2} = -3x(x-3) . Logo\lim_{x \to 3^{+}} \frac{2x^{2}+x-6}{-3x} = \frac{18+3-6}{-9} = \frac{15}{-9} = -\frac{5}{3}. - À esquerda. Multiplicando pelo conjugado
9+\sqrt{5x^{2}+36} :\frac{81-\left(5x^{2}+36\right)}{(x-3)\left(9+\sqrt{5x^{2}+36}\right)} = \frac{-5\left(x^{2}-9\right)}{(x-3)\left(9+\sqrt{5x^{2}+36}\right)} = \frac{-5(x+3)}{9+\sqrt{5x^{2}+36}}. Substituindo:\dfrac{-30}{18} = -\dfrac{5}{3} . - Os dois limites laterais valem
-\frac{5}{3} ef(3) = -\frac{5}{3} . As três condições verificam-se:f é contínua emx = 3 .
Uma descontinuidade em que o limite existe pode ser removida: basta escolher para imagem, nesse ponto, o valor do limite.
- a) É um quociente de polinomiais e o denominador só se anula em
1 , que está fora do domínio. Logog é contínua em\mathbb{R}\setminus\{1\} . - b) Forma
\frac{0}{0} . Fatorizando o numerador:Cálculo auxiliar:
x^{3}-1 = (x-1)\left(x^{2}+x+1\right) .\lim_{x \to 1} \frac{x^{3}-1}{x-1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 1} \frac{(x-1)\left(x^{2}+x+1\right)}{x-1} = \lim_{x \to 1}\left(x^{2}+x+1\right) = 3. - c)
\tilde{g}(x) = x^{2}+x+1 , de domínio\mathbb{R} . Parax \neq 1 coincide comg , e em1 vale3 , que é o limite. Chama-se prolongamento por continuidade.Só é possível porque o limite existe. Num salto, nenhuma escolha de imagem resolve — não há valor que sirva para os dois lados.
O argumento do logaritmo tem de ser positivo: faz o quadro de sinais do quociente. Depois usa a regra da composta.
- a) É preciso
\dfrac{x+1}{x-2} > 0 . O quociente é positivo fora de[-1,\,2] :D_{f} = \left]-\infty,\,-1\right[ \cup \left]2,\,+\infty\right[ . - b) Em
D_{f} , a função interior é um quociente de polinomiais com denominador não nulo — contínua — e toma valores positivos; o logaritmo é contínuo em\mathbb{R}^{+} . A composta de contínuas é contínua. - c) Por continuidade do logaritmo, o limite passa para dentro:
\lim_{x \to +\infty} f(x) = \lim_{x \to +\infty} \ln\left(\frac{x+1}{x-2}\right) = \ln\left(\lim_{x \to +\infty}\frac{x+1}{x-2}\right) = \ln 1 = 0.
Repara no que acontece exatamente no instante em que o propulsor se desliga.
- a)
\lim\limits_{t \to 120^{-}} F(t) = 800 + 40 \times 120 = 5600 kN, enquantoF(120) = 0 . - b) Os dois limites laterais existem (
5600 e0 ) mas são diferentes: é um salto, e por isso não é removível. - Fisicamente, é o corte do propulsor: a força passa de
5600 kN a zero num intervalo tão curto que o modelo o trata como instantâneo. É a mesma idealização de um interruptor.Nenhuma grandeza física salta mesmo de forma instantânea. O salto é a forma económica de descrever uma transição rápida de mais.
À direita, simplifica
- a) À direita, forma
\frac{0}{0} .Cálculo auxiliar:
\dfrac{x}{\sqrt{x}} = \dfrac{\left(\sqrt{x}\right)^{2}}{\sqrt{x}} = \sqrt{x} .\lim_{x \to 0^{+}} \frac{x}{\sqrt{x}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{+}} \sqrt{x} = 0. - À esquerda, forma
\frac{0}{0} ; racionalização pelo conjugado\sqrt{1-x}+1 .Cálculo auxiliar:
\left(\sqrt{1-x}-1\right)\left(\sqrt{1-x}+1\right) = (1-x)-1 = -x .\lim_{x \to 0^{-}} \frac{\sqrt{1-x}-1}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{-x}{x\left(\sqrt{1-x}+1\right)} = \lim_{x \to 0^{-}} \frac{-1}{\sqrt{1-x}+1} = \frac{-1}{2}. - b) Os dois limites laterais são diferentes:
\lim_{x \to 0^{-}} h(x) = -\frac{1}{2} \neq 0 = \lim_{x \to 0^{+}} h(x). Logo não existe\lim\limits_{x \to 0} h(x) e, portanto,h não é contínua emx = 0 .Falha logo a segunda das três condições. Quando o limite não existe, nem é preciso comparar comh(0) .
Em
- Fora de
1 . Parax < 1 ,x^{2}-2x+10 = (x-1)^{2}+9 \geq 9 > 0 : é a composta da raiz com uma polinomial positiva, logo contínua. Parax > 1 , é um quociente de polinomiais cujo denominador não se anula (só se anularia em\pm 1 ): contínua. - Em
x = 1 . Calculam-se os dois limites laterais:\lim_{x \to 1^{-}} f(x) = \lim_{x \to 1^{-}} \sqrt{x^{2}-2x+10} = \sqrt{9} = 3, \lim_{x \to 1^{+}} f(x) = \lim_{x \to 1^{+}} \frac{3x^{2}-3}{x^{2}-1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 1^{+}} \frac{3\left(x^{2}-1\right)}{x^{2}-1} = \lim_{x \to 1^{+}} 3 = 3. - Os dois limites laterais valem
3 , logo\lim\limits_{x \to 1} f(x) = 3 = f(1) . - Verificam-se as três condições em
1 e a função é contínua em todos os outros pontos:f é contínua em\mathbb{R} .
À esquerda há um limite notável disfarçado. À direita, o logaritmo é contínuo. Iguala tudo.
- À esquerda. Forma
\frac{0}{0} ; mudança de variávelu = 2x , que tende para0 :\lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{2x}-1}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} 2 \lim_{u \to 0^{-}} \frac{e^{u}-1}{u} = 2 \times 1 = 2. - À direita.
\lim_{x \to 0^{+}}\left[b + \ln(x+1)\right] = b + \ln 1 = b. - Para existir limite em
0 é precisob = 2 ; para a função ser contínua nesse ponto é preciso aindaa = 2 . - Nos restantes pontos
h já é contínua: à esquerda é um quociente de contínuas com denominador não nulo, à direita é a soma de uma constante com uma composta de contínuas.
As propriedades operatórias dizem que contínua + contínua = contínua. Não dizem nada sobre o que acontece quando as parcelas não são contínuas — e é aí que a afirmação escorrega.
- A afirmação é falsa. Basta um contraexemplo.
- Sejam, em
a = 0 ,f(x) = \begin{cases} 1 & \text{se } x \geq 0\\ 0 & \text{se } x < 0\end{cases} \qquad g(x) = \begin{cases} 0 & \text{se } x \geq 0\\ 1 & \text{se } x < 0\end{cases} - Nenhuma é contínua em
0 : ambas dão um salto de amplitude1 . - Mas
(f+g)(x) = 1 para todo ox : é a função constante1 , contínua em\mathbb{R} . - Os dois saltos são simétricos e cancelam-se. As propriedades operatórias dão condições suficientes, e a recíproca não vale.É o mesmo padrão do exercício 11 da secção 1: uma regra que exige hipóteses não diz nada quando as hipóteses falham.
O ponto de junção é o próprio parâmetro. Calcula na mesma o limite à direita — o conjugado funciona com
- À esquerda e no ponto. O ramo de baixo é constante:
\lim\limits_{x \to k^{-}} f(x) = k ef(k) = k . - À direita. Forma
\frac{0}{0} ; racionalização pelo conjugado\sqrt{x}+\sqrt{k} .Cálculo auxiliar:
\left(\sqrt{x}-\sqrt{k}\right)\left(\sqrt{x}+\sqrt{k}\right) = x-k .\lim_{x \to k^{+}} \frac{x-k}{\sqrt{x}-\sqrt{k}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to k^{+}} \frac{(x-k)\left(\sqrt{x}+\sqrt{k}\right)}{x-k} = \lim_{x \to k^{+}}\left(\sqrt{x}+\sqrt{k}\right) = 2\sqrt{k}. - A continuidade exige
2\sqrt{k} = k . Elevando ao quadrado,4k = k^{2} \iff k(k-4) = 0 , logok = 0 ouk = 4 . - Como
k é positivo, ficak = 4 .Elevar ao quadrado pode criar soluções falsas — aqui não criou, mas convém sempre voltar à condição original:2\sqrt{4} = 4 . ✓
Assíntotas
Uma assíntota é uma reta que o gráfico persegue sem nunca apanhar. Não é uma barreira nem uma fronteira: há curvas que atravessam a própria assíntota. O que a define é uma coisa só — a distância entre a curva e a reta tende para zero.
- Determinar analiticamente as equações das assíntotas, verticais e não verticais, ao gráfico de uma função.
1 · Assíntotas verticais
A reta de equação
1.º Determinar os pontos
2.º Calcular
3.º Se algum deles for
Faltar ao domínio não chega. Em
E note-se o outro lado: um gráfico pode não ter nenhuma assíntota vertical — como
Depois de as encontrar, justifica que não há mais. A frase que se escreve é sempre a mesma: «como
Determinar as assíntotas verticais do gráfico de
- Candidatos. Em cada ramo,
f é contínua: à esquerda de1 é um quociente de polinómios cujo denominador só se anula em1 , que não pertence a esse ramo; à direita é a soma de uma constante com\ln x , contínua em\mathbb{R}^{+} . O único candidato é o ponto de junção,x = 1 .Repara em que1 pertence ao domínio —f(1) = 2 . É o segundo caso da lista do método: não é um ponto que falte ao domínio, é um ponto de descontinuidade. - Limite à esquerda. Quando
x \to 1^{-} , o numerador tende para4 e o denominador para0^{-} , porquex < 1 :\lim_{x \to 1^{-}} \frac{x+3}{x-1} = \frac{4}{0^{-}} = -\infty. - Limite à direita. O ramo é contínuo em
1 :\lim_{x \to 1^{+}}\left(2+\ln x\right) = 2+\ln 1 = 2. É um número real — deste lado a curva não foge para lado nenhum. - Conclusão. A definição pede pelo menos um limite lateral infinito, e há um: a reta
x = 1 é assíntota vertical ao gráfico def . Comof é contínua no resto do domínio, não há mais nenhuma.Uma assíntota vertical não obriga o gráfico a fugir dos dois lados. Aqui foge só à esquerda, e à direita arranca calmamente de(1,\,2) — que é um ponto do gráfico, e não um ponto aberto.
2 · Assíntotas não verticais
Uma reta não vertical tem equação
Dessa igualdade saem, por esta ordem, os dois números:
Se ambos forem números reais, a reta
Quando
Tudo isto se repete, palavra por palavra, com
Em cada sentido do infinito há exatamente três possibilidades: o gráfico tem uma assíntota horizontal, ou tem uma assíntota oblíqua, ou não tem assíntota nenhuma. Nunca duas.
Partimos da definição e dividimos tudo por
porque dividir por uma quantidade que tende para infinito não altera o facto de o limite ser zero. Separando as parcelas:
Conhecido
É por isso que os dois limites se calculam nesta ordem: o segundo precisa do valor do primeiro. E é por isso que ambos têm de ser finitos — se o primeiro não for, o segundo nem sequer se pode escrever.
vertical
horizontal
oblíqua
Determinar as assíntotas do gráfico de
- Verticais. O denominador
x^{2}+1 nunca se anula:D_{f} = \mathbb{R} e não há assíntotas verticais. - Declive. Forma
\frac{\infty}{\infty} :m = \lim_{x \to +\infty} \frac{f(x)}{x} = \lim_{x \to +\infty} \frac{x^{3}-1}{x^{3}+x} = \lim_{x \to +\infty} \frac{x^{3}}{x^{3}} = 1. - Ordenada na origem. Forma
\infty-\infty ; reduzindo ao mesmo denominador:Cálculo auxiliar:
x^{3}-1-x\left(x^{2}+1\right) = -x-1 .b = \lim_{x \to +\infty}\left[f(x)-x\right] = \lim_{x \to +\infty} \frac{-x-1}{x^{2}+1} = 0, porque o grau do denominador é maior. - A assíntota é
y = x . Os dois limites dão o mesmo em-\infty , portanto a mesma reta serve dos dois lados.É o primeiro dos três exemplos que as Aprendizagens Essenciais dão como referência de dificuldade para este tema.
Mostrar que o gráfico de
- Forma
\frac{\infty}{\infty} . O declive existe:m = \lim_{x \to +\infty} \frac{h(x)}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left(1 + \frac{\ln x}{x}\right) = 1+0 = 1. - Mas o segundo limite não é finito:
\lim_{x \to +\infty}\left[h(x)-x\right] \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \ln x = +\infty. - Falta uma das duas condições, logo não há assíntota.
- A leitura geométrica vale a pena: a curva vai ficando paralela à reta
y = x — a diferença de declives tende para zero — e ao mesmo tempo vai-se afastando dela sem limite. Ter a mesma direção não é acompanhar.
Laboratório · Perseguir a assíntota
interativoA leitura mostra a distância vertical entre a curva e a reta na ponta da janela. Nos dois primeiros casos ela encolhe para zero. Em
Python Descobrir a assíntota por medição
from math import log, exp
def f(x):
return (x**3 - 1) / (x**2 + 1)
print(' x f(x)/x f(x) - m x')
m = None
for k in range(1, 8):
x = 10.0**k
dec = f(x) / x
if m is None or k >= 5:
m = round(dec, 6)
print('%9.0e %12.8f %14.8f' % (x, dec, f(x) - m*x))
print('assintota provavel : y =', m, 'x +', round(f(1e7) - m*1e7, 6))
# Os dois limites da definicao, calculados por medicao em x cada vez maior.
# O programa NAO demonstra a assintota: sugere quais sao m e b, para
# depois se confirmarem com contas.
from math import log, exp
def f(x):
return (x**3 - 1) / (x**2 + 1)
print(' x f(x)/x f(x) - m x')
m = None
for k in range(1, 8):
x = 10.0**k
dec = f(x) / x # candidato a declive
if m is None or k >= 5:
m = round(dec, 6) # so' se fixa m quando ja' estabilizou
print('%9.0e %12.8f %14.8f' % (x, dec, f(x) - m*x))
# atencao: f(x) - m*x subtrai dois numeros enormes e quase iguais.
# E' o cancelamento da seccao A: a partir de certa altura o valor e' ruido.
print('assintota provavel : y =', m, 'x +', round(f(1e7) - m*1e7, 6))
Troca
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre assíntotas. Faz sempre a mesma varrida: pontos que faltam ao domínio, depois
Determina as equações das assíntotas verticais ao gráfico de cada uma das funções seguintes.
a)
Determina as equações das assíntotas horizontais ao gráfico de cada função, indicando em que sentido do infinito existem.
a)
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
a) Escreve as equações das assíntotas do gráfico de
Considera a função
a) Determina
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Seja
Estuda a função
Considera a função
Estuda o gráfico de
Considera a função
a) Mostra que
Considera a função
Estuda o gráfico de
Numa cultura de bactérias, o número de indivíduos, em milhares,
a) Determina a assíntota horizontal ao gráfico de
Seja
O gráfico de
Seja
Indica o valor de cada um dos limites seguintes, justificando.
a)
Seja
a) Determina as equações das assíntotas do gráfico de
Considera, para cada número real
a) Mostra que, para
Seja
O gráfico de
De uma função
a reta de equação
Considera a função
Elabora uma composição em que justifiques que o gráfico de
Procura só nos pontos que faltam ao domínio — e confirma sempre com o limite. Nem todo o ponto que falta dá assíntota.
- a)
D_{f} = \mathbb{R}\setminus\{3\} . Em3 o numerador vale7 \neq 0 e o denominador tende para0 :\lim_{x \to 3^{-}} \frac{2x+1}{x-3} = \frac{7}{0^{-}} = -\infty, \qquad \lim_{x \to 3^{+}} \frac{2x+1}{x-3} = \frac{7}{0^{+}} = +\infty. A retax = 3 é assíntota vertical ao gráfico def . Comof é racional e, portanto, contínua no seu domínio, o gráfico não admite mais assíntotas verticais. - b)
D_{g} = \mathbb{R}\setminus\{-2,\,2\} e em nenhum deles o numerador se anula, logo os limites laterais são infinitos. As retasx = -2 ex = 2 são assíntotas verticais ao gráfico deg ; sendog racional, não há mais. - c)
D = \mathbb{R}\setminus\{1\} , mash(x) = \dfrac{(x-1)(x+1)}{x-1} = x+1 parax \neq 1 , e o limite em1 é2 , finito. Não há assíntota vertical — há um buraco. - d)
D = \left]2,\,+\infty\right[ e\lim\limits_{x \to 2^{+}} \ln(x-2) = -\infty . Assíntota:x = 2 .A alínea c) é a armadilha clássica: um ponto fora do domínio não é, por si só, uma assíntota. É preciso o limite ser infinito.
Uma assíntota horizontal é um limite finito em
- a) Graus iguais:
\lim\limits_{x \to \pm\infty} f(x) = 3 . Assíntotay = 3 , nos dois sentidos. - b)
\lim\limits_{x \to \pm\infty} g(x) = 0 . Assíntotay = 0 , nos dois sentidos. - c)
\lim_{x \to +\infty}\left(2+e^{-x}\right) = 2+0 = 2, logo há assíntota horizontaly = 2 quandox \to +\infty . Já\lim_{x \to -\infty}\left(2+e^{-x}\right) = 2 + (+\infty) = +\infty, pelo que não há assíntota horizontal em-\infty . - d) O grau do numerador é maior: o limite é
\pm\infty . Não há assíntota horizontal (mas há oblíqua, como se verá).
Uma assíntota vertical corresponde a um limite lateral infinito; uma horizontal, a um limite finito no infinito.
- a)
x = 2 (vertical) ey = 1 (horizontal). - b) A vertical justifica-se por
\lim\limits_{x \to 2^{+}} f(x) = +\infty (e\lim\limits_{x \to 2^{-}} f(x) = -\infty ); basta um dos dois ser infinito. - A horizontal justifica-se por
\lim\limits_{x \to -\infty} f(x) = \lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = 1 .
São sempre dois limites, por esta ordem: primeiro o declive, depois a ordenada na origem. O segundo usa o valor do primeiro.
- a) Forma
\frac{\infty}{\infty} .m = \lim_{x \to +\infty} \frac{f(x)}{x} = \lim_{x \to +\infty} \frac{x^{2}}{x(x+1)} = \lim_{x \to +\infty} \frac{x}{x+1} = 1. - b) Forma
\infty-\infty . Reduzindo ao mesmo denominador:b = \lim_{x \to +\infty}\left[f(x)-x\right] = \lim_{x \to +\infty} \frac{x^{2}-x(x+1)}{x+1} = \lim_{x \to +\infty} \frac{-x}{x+1} = -1. - c) A assíntota é
y = x-1 . Os dois limites dão o mesmo resultado quandox \to -\infty , logo a mesma reta serve nos dois sentidos.
Separa a fração em duas parcelas: uma delas é um limite notável. Para a vertical, o único candidato é
- Escrevendo
f(x) = \dfrac{\ln x}{x^{2}} - 6 . - Vertical. Sendo
D_{f} = \mathbb{R}^{+} , o único candidato é a fronteirax = 0 — e só pela direita:\lim_{x \to 0^{+}} f(x) = \lim_{x \to 0^{+}}\left(\frac{\ln x}{x^{2}} - 6\right) = \frac{-\infty}{0^{+}} - 6 = -\infty. A retax = 0 é assíntota vertical ao gráfico def . Comof é o quociente de funções contínuas em\mathbb{R}^{+} com denominador não nulo, é contínua no seu domínio e o gráfico não admite mais assíntotas verticais. - Horizontal. Pelo limite notável
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{\ln x}{x^{p}} = 0 (comp = 2 ):\lim_{x \to +\infty} f(x) = 0 - 6 = -6. - Há assíntota horizontal
y = -6 quandox \to +\infty . Como o domínio é\mathbb{R}^{+} , não há nada a estudar em-\infty .
Faz os dois sentidos do infinito em separado — e não te esqueças do ponto que falta ao domínio.
- Vertical.
D_{g} = \mathbb{R}\setminus\{-1\} . Emx = -1 o numerador tende parae^{-1} \neq 0 e o denominador para0 :\lim_{x \to -1^{-}} \frac{e^{x}}{x+1} = \frac{e^{-1}}{0^{-}} = -\infty, \qquad \lim_{x \to -1^{+}} \frac{e^{x}}{x+1} = \frac{e^{-1}}{0^{+}} = +\infty. A retax = -1 é assíntota vertical ao gráfico deg . Sendog o quociente de funções contínuas, é contínua no seu domínio e não há mais assíntotas verticais. - Em
-\infty .e^{x} \to 0 ex+1 \to -\infty , logog(x) \to 0 . Assíntota horizontaly = 0 . - Em
+\infty . Forma\frac{\infty}{\infty} ; pela hierarquia das magnitudes, a exponencial esmaga a potência:\lim_{x \to +\infty} \frac{g(x)}{x} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{e^{x}}{x(x+1)} = \lim_{x \to +\infty} \frac{e^{x}}{x^{2}+x} = +\infty. Comom não é finito, não há assíntota não vertical em+\infty . - Em resumo:
x = -1 ey = 0 (só em-\infty ).O gráfico cola-se ao eixoOx à esquerda e dispara sem reta que o acompanhe à direita. As duas pontas não têm de se parecer.
São precisas as duas condições. Ter declive não chega.
- a) Forma
\frac{\infty}{\infty} . Separando as parcelas e usando o limite notável\lim\limits_{x \to +\infty}\frac{\ln x}{x} = 0 :\lim_{x \to +\infty} \frac{h(x)}{x} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{x+\ln x}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left(1 + \frac{\ln x}{x}\right) = 1+0 = 1. - b)
\lim_{x \to +\infty}\left[h(x)-x\right] = \lim_{x \to +\infty}\left(x+\ln x - x\right) = \lim_{x \to +\infty} \ln x = +\infty. - c) O declive existe e vale
1 , mas a segunda condição falha:b não é finito. Logo não há assíntota oblíqua. - Geometricamente: a curva sobe com declive cada vez mais parecido com
1 , mas afasta-se indefinidamente da retay = x . Aproximar-se em direção não é aproximar-se em distância.É o contraexemplo que mostra por que razão a definição pede os dois limites. É também o exemploh(x) = x + \ln x que as Aprendizagens Essenciais dão como referência de dificuldade.
Cada ramo tem o seu infinito. Em
- Em
-\infty . Forma\frac{\infty}{\infty} no primeiro limite:m = \lim_{x \to -\infty} \frac{f(x)}{x} = \lim_{x \to -\infty} \frac{2x^{2}+1}{x^{2}} = 2, b = \lim_{x \to -\infty}\left[f(x)-2x\right] = \lim_{x \to -\infty} \frac{2x^{2}+1-2x^{2}}{x} = \lim_{x \to -\infty} \frac{1}{x} = 0. Assíntota oblíquay = 2x . - Em
+\infty .e^{-x} \to 0 , logof(x) \to 3 . Assíntota horizontaly = 3 . - Em
0 . Calculam-se os dois limites laterais:\lim_{x \to 0^{-}} \frac{2x^{2}+1}{x} = \frac{1}{0^{-}} = -\infty, \qquad \lim_{x \to 0^{+}}\left(3-e^{-x}\right) = 3-1 = 2. Basta um deles ser infinito: a retax = 0 é assíntota vertical ao gráfico def . Em cada um dos ramosf é contínua — quociente de polinomiais com denominador não nulo, e diferença de contínuas — logo não há mais assíntotas verticais.
Em c), escreve a condição
- a) Graus iguais:
\lim\limits_{t \to +\infty} N(t) = 40 . Assíntotay = 40 . - b) A população tende para
40 mil indivíduos sem nunca lá chegar: é a capacidade de carga do meio. - c)
\dfrac{40t+5}{t+2} = 39{,}6 \iff 40t+5 = 39{,}6t + 79{,}2 \iff 0{,}4t = 74{,}2 \iff t = 185{,}5 . - Cerca de
185{,}5 horas, ou seja, pouco mais de7 dias e meio.
Compara a expressão dada com a definição
- Escrevendo a condição dada na forma da definição:
\lim_{x \to -\infty}\left[h(x)+2x-3\right] = 0 \iff \lim_{x \to -\infty}\left[h(x)-(-2x+3)\right] = 0. - Logo, por definição de assíntota não vertical, a reta de equação
y = -2x+3 é assíntota ao gráfico deh quandox \to -\infty . - Como
m = -2 \neq 0 , trata-se de uma assíntota oblíqua.Não foi preciso calcularm nemb por limites: a definição estava lá, disfarçada de sinais trocados. Vale sempre a pena tentar reconhecê-la antes de aplicar as fórmulas.
Escreve a definição com
- a) Por definição de assíntota,
\lim_{x \to +\infty}\left[f(x)-(x-1)\right] = 0, \quad \text{isto é,} \quad \lim_{x \to +\infty}\left[f(x)-x+1\right] = 0. - b) O declive da assíntota é
m = 1 , em = \lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{f(x)}{x} . Logo o limite é1 . - c) De a) conclui-se que
f(x) se aproxima dex-1 , que tende para+\infty ; logo\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = +\infty e\lim_{x \to +\infty} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{+\infty} = 0.
Em b), reduz
- a) Vertical. O extremo finito do domínio é
0 , e\lim_{x \to 0^{+}}\left[\frac{1}{x}+2\right] = +\infty+2 = +\infty, logox = 0 é assíntota vertical. - Horizontal.
\lim\limits_{x \to +\infty}\left[\dfrac{1}{x}+2\right] = 0+2 = 2 , logoy = 2 é assíntota horizontal. - b) A expressão. Reduzindo ao mesmo denominador,
f(x) = \dfrac{1+2x}{x} , e portantog(x) = \frac{1}{f(x)} = \frac{x}{2x+1}. - Assíntotas de
g . Em\mathbb{R}^{+} tem-se2x+1 > 1 > 0 : o denominador nunca se anula, e\lim_{x \to 0^{+}} \frac{x}{2x+1} = \frac{0}{1} = 0, um valor finito. Não há assíntota vertical. - E
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{x}{2x+1} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{x}{2x} = \dfrac{1}{2} , logoy = \dfrac{1}{2} é assíntota horizontal. - c) Porquê. Onde
f tende para+\infty , o inverso tende para\dfrac{1}{+\infty} = 0 : a assíntota vertical def transforma-se num zero deg , não numa assíntota. - Para
g ter assíntota vertical seria preciso\dfrac{1}{0} , ou seja, um ponto ondef se anulasse. Oraf(x) = \dfrac{1}{x}+2 > 2 em todo o domínio:f não tem zeros.Inverter troca os papéis: zeros def ↔ assíntotas verticais de\frac{1}{f} , e assíntotas verticais def ↔ zeros de\frac{1}{f} . Vários itens de Exame vivem só desta troca.
Em c), lembra-te do exercício 1: a assíntota vertical só falha se o numerador também se anular no ponto.
- a) Forma
\frac{\infty}{\infty} :m = \lim_{x \to +\infty} \frac{f_{k}(x)}{x} = \lim_{x \to +\infty} \frac{kx^{2}+x-2}{x^{2}-x} = \lim_{x \to +\infty} \frac{kx^{2}}{x^{2}} = k. Cálculo auxiliar:
kx^{2}+x-2-kx(x-1) = (k+1)x-2 .b = \lim_{x \to +\infty}\left[f_{k}(x)-kx\right] = \lim_{x \to +\infty} \frac{(k+1)x-2}{x-1} = k+1. A assíntota éy = kx + k + 1 . - b) Passar em
(0,\,3) dák+1 = 3 , ou seja,k = 2 . - c) Sim. Não há assíntota vertical em
1 quando o numerador também se anula aí:k+1-2 = 0 \iff k = 1 . Nesse casof_{1}(x) = \frac{x^{2}+x-2}{x-1} = \frac{(x-1)(x+2)}{x-1} = x+2 \quad (x \neq 1), e o limite em1 é3 , finito. Há um buraco, não uma assíntota.
Põe
- Dentro do logaritmo, pondo
e^{x+1} em evidência:\ln\left(e^{x+1}-1\right) = \ln\left[e^{x+1}\left(1-e^{-(x+1)}\right)\right] = x+1+\ln\left(1-e^{-(x+1)}\right). - Logo
f(x)-x = x^{2}e^{-x} + 1 + \ln\left(1-e^{-(x+1)}\right). - Passando ao limite parcela a parcela, com
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{x^{2}}{e^{x}} = 0 (hierarquia das magnitudes) e\lim\limits_{x \to +\infty} e^{-(x+1)} = 0 :b = \lim_{x \to +\infty}\left[f(x)-x\right] = \lim_{x \to +\infty}\left[\frac{x^{2}}{e^{x}} + 1 + \ln\left(1-e^{-(x+1)}\right)\right] = 0 + 1 + \ln 1 = 1. - Logo a assíntota é
y = x+1 .
A primeira parte é a definição de declive da assíntota. Para a segunda, calcula
- A assíntota horizontal. Dizer que
y = 2x é assíntota ao gráfico deg quandox \to +\infty implica, em particular, que o declive é\lim_{x \to +\infty} \frac{g(x)}{x} = 2. Ora esse limite é exatamente\lim\limits_{x \to +\infty} q(x) . Logo o gráfico deq tem assíntota horizontaly = 2 em+\infty . O mesmo argumento em-\infty dá a mesma reta. - A paridade. O domínio
\mathbb{R}\setminus\{0\} é simétrico. Para qualquerx do domínio,q(-x) = \frac{g(-x)}{-x} = \frac{-g(x)}{-x} = \frac{g(x)}{x} = q(x), usando queg é ímpar. Logoq é par. - Em consequência, o gráfico de
q é simétrico em relação ao eixoOy — e é por isso que a mesma assíntota horizontal serve nos dois sentidos.Repara em como a informação sobreg se converte em informação sobreq sem nunca se saber quem ég . É o modo de trabalhar dos itens de composição do Exame.
Estudo de funções, com e sem calculadora
Chegámos com as ferramentas todas: domínio, limites, continuidade, assíntotas, primeira e segunda derivadas. Falta juntá-las num só guião — e perceber onde é que a máquina ajuda e onde é que ela engana. Porque engana, e o programa quer que se saiba porquê.
- Resolver problemas, envolvendo o estudo de funções, complementando o uso da tecnologia com o estudo analítico.
- Compreender que as representações gráficas apresentadas pela tecnologia podem, por vezes, não corresponder com rigor ao gráfico da função em estudo.
1 · O guião do estudo completo
1. Domínio. Denominadores, argumentos de logaritmos, radicandos de índice par.2. Zeros e sinal. Onde a função vale zero e onde é positiva ou negativa.3. Assíntotas. Verticais nos pontos que faltam ao domínio e nas descontinuidades; não verticais em
As Aprendizagens Essenciais restringem este estudo a funções polinomiais, racionais, exponenciais e logarítmicas, e a operações entre estas. Não se pede o estudo de funções trigonométricas.
2 · O que a calculadora faz — e o que não faz
Uma calculadora gráfica avalia a função num número finito de abcissas, uma por coluna de píxeis, e une os valores com segmentos. Daí vêm todas as suas virtudes e todos os seus enganos.
A janela esconde. Um extremo de amplitude menor do que um píxel não aparece. Ver ao lado.O traço que não existe. Junto de uma assíntota vertical, a máquina une o último ponto de um ramo ao primeiro do outro, desenhando um segmento quase vertical que não pertence ao gráfico.O buraco invisível. Numa descontinuidade removível, o ponto que falta ocuparia menos de um píxel — e não se vê.O zero que não é zero. Um valor da ordem de
janela [−10, 10] · parece x³
janela [−0,3 ; 0,3] · há dois extremos
Nada disto é defeito da máquina: é a consequência de desenhar com um número finito de píxeis. A regra prática é simples — a tecnologia explora, o cálculo conclui. Quando as duas discordam, verifica-se a conta; se a conta estiver certa, é o desenho que não tem resolução.
3 · Como se responde a um item de resolução gráfica
as funções que se visualizaram, escritas:
Numa equação
- Domínio. O logaritmo exige
x > 0 , e o denominador não se anula aí:D_{f} = \mathbb{R}^{+} . - Zeros e sinal.
f(x) = 0 \iff \ln x = 0 \iff x = 1 . Comox > 0 , o sinal é o de\ln x . - Assíntota vertical.
\lim\limits_{x \to 0^{+}} \dfrac{\ln x}{x} = \dfrac{-\infty}{0^{+}} = -\infty , logox = 0 . Sendof contínua no seu domínio, não há mais. - Assíntota horizontal. Pelo limite notável,
\lim\limits_{x \to +\infty} \dfrac{\ln x}{x} = 0 : a retay = 0 . - Monotonia.
f'(x) = \dfrac{1-\ln x}{x^{2}} , com zero emx = e : máximo\dfrac{1}{e} . - Concavidade.
f''(x) = \dfrac{2\ln x - 3}{x^{3}} , com zero emx = e^{3/2} : ponto de inflexão.Repare-se em quantas peças do capítulo entram num só estudo: domínio, limites notáveis (§02), assíntotas (§04), derivada do logaritmo e segunda derivada — estas duas últimas do capítulo Funções.
Estuda a função
- 1 · Domínio, zeros e sinal.
D_{f} = \mathbb{R} . Comoe^{-x} > 0 , o sinal def é o dex^{2} :f(x) \geq 0 sempre, com um único zero emx = 0 . - 2 · Assíntotas. Não há verticais —
f é contínua em\mathbb{R} . Nos infinitos,\lim_{x \to -\infty} x^{2}e^{-x} = (+\infty) \times (+\infty) = +\infty, \lim_{x \to +\infty} \frac{x^{2}}{e^{x}} = 0, pelo limite notável das magnitudes. Logoy = 0 é assíntota horizontal quandox \to +\infty ; no outro ramo não há assíntota, porque\lim\limits_{x \to -\infty}\dfrac{f(x)}{x} = \lim\limits_{x \to -\infty} xe^{-x} = -\infty . - 3 · Monotonia. Pela regra do produto,
f'(x) = 2xe^{-x} - x^{2}e^{-x} = x(2-x)e^{-x}. Comoe^{-x} > 0 , o sinal é o dex(2-x) :x -\infty 0 2 +\infty Sinal de f' − 0 + 0 − Variação de f ↘ 0 mín↗ 4e^{-2} máx↘ - Há um mínimo
f(0) = 0 e um máximof(2) = 4e^{-2} \approx 0{,}54 . - 4 · Concavidades. Derivando outra vez,
f''(x) = (2-2x)e^{-x} - \left(2x-x^{2}\right)e^{-x} = \left(x^{2}-4x+2\right)e^{-x}. O trinómio tem zerosx = 2 \pm \sqrt{2} e muda de sinal em ambos: há dois pontos de inflexão, de abcissas2-\sqrt{2} \approx 0{,}59 e2+\sqrt{2} \approx 3{,}41 . - 5 · O esboço. Junta-se tudo: a curva desce de
+\infty até tocar o eixo em0 , sobe até ao máximo em2 e desce depois, colando-se ao eixoOx .O gráfico de f(x) = x^{2}e^{-x} . Os dois pontos cheios são o mínimo(0,\,0) e o máximo\left(2,\,4e^{-2}\right) ; os dois pontos vazados são as inflexões, em2 \pm \sqrt{2} . Tudo isto se obteve sem calculadora.
Laboratório · A janela que engana
interativoAperta a janela e vê aparecer o que estava escondido. Liga «unir os pontos» em
Python Quantos zeros tem mesmo?
from math import exp
def f(x):
return exp(-x*x) * (x*x - 0.0001)
def conta_zeros(a, b, n):
zeros = 0
x0, y0 = a, f(a)
for k in range(1, n + 1):
x1 = a + (b - a) * k / n
y1 = f(x1)
if (y0 < 0) != (y1 < 0):
zeros += 1
x0, y0 = x1, y1
return zeros
for n in (50, 200, 1000, 100000):
print('%7d pontos -> %d zeros' % (n, conta_zeros(-3, 3, n)))
# A funcao tem exatamente DOIS zeros, em -0.01 e 0.01.
# Uma calculadora com poucas colunas de pixeis nao os separa.
from math import exp
def f(x):
return exp(-x*x) * (x*x - 0.0001)
def conta_zeros(a, b, n):
zeros = 0
x0, y0 = a, f(a)
for k in range(1, n + 1):
x1 = a + (b - a) * k / n
y1 = f(x1)
# o mesmo teste de troca de sinal do quadro de sinais
if (y0 < 0) != (y1 < 0):
zeros += 1
x0, y0 = x1, y1
return zeros
# com poucos pontos os dois zeros caem no mesmo intervalo e nao se veem
for n in (50, 200, 1000, 100000):
print('%7d pontos -> %d zeros' % (n, conta_zeros(-3, 3, n)))
Com
NumWorks Resolver uma equação graficamente — e contar as interseções
-
Tecla casa, aplicação Funções, separador Expressões. Escreve as duas funções da equação
e^{-x} = x^{2}-1 :f(x) = e^{-x} eg(x) = x^{2}-1 .A exponencial tem tecla própria; o
x vem de x,n,t e o quadrado de x². A máquina classifica cada linha — «Função exponencial», «Função polinomial» — e é a primeira confirmação de que escreveste o que querias.Uma função em cada linha, como no enunciado: y_{1} ey_{2} . -
Separador Gráfico. Desta vez a janela automática serve: mostra as duas curvas e toda a zona onde se poderiam encontrar.
Nem sempre serve — no capítulo anterior há uma janela automática que esconde precisamente o que interessa. A pergunta a fazer é sempre a mesma: este desenho mostra tudo o que preciso de ver?
Janela automática. É este desenho que se reproduz na folha de prova, com os eixos e as funções identificados. -
Sobe ao painel de cima e escolhe Cálculo. A máquina pergunta primeiro sobre que função queres trabalhar — escolhe
f(x) — e segue depois por Encontrar.No mesmo menu estão Zeros, Máximo e Mínimo. É por aí que se faz a outra via: representar
y = f(x)-g(x) e pedir os zeros.O menu Encontrar, com Ponto de interseção. -
A máquina assinala o ponto e escreve a abcissa em baixo:
x = 1{,}147758 . Arredondando às centésimas,x \approx 1{,}15 . E não há mais nenhum.Era de esperar dois, um de cada lado, como quando uma reta corta uma parábola? À esquerda de
-1 a exponencial dispara e a parábola sobe devagar: nunca se encontram. Contar as interseções faz parte da resposta — e é a máquina que resolve a dúvida, desde que a janela mostre os dois lados.Um só ponto de interseção: x = 1{,}147758 .
Exercícios propostos
Doze exercícios de estudo de funções. Em todos, o estudo analítico decide — a calculadora serve para explorar, para confirmar e para os itens que pedem expressamente resolução gráfica.
Considera a função
a) Determina o domínio e os zeros.b) Estuda o sinal de
Recorrendo à calculadora gráfica, determina as soluções da equação
Na tua resposta deves:
reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados;assinalar os pontos relevantes para responder à questão.
Considera
a) Na janela
Ao representar
a) Explica por que razão esse traço não faz parte do gráfico.b) Que objeto matemático é que ele se parece a imitar?
Considera a função
a) Determina os zeros e estuda o sinal.b) Determina as assíntotas do gráfico.c) Estuda a monotonia e determina os extremos.
Considera a função
a) Determina o zero e estuda o sinal.b) Determina as assíntotas do gráfico.c) Estuda a monotonia e determina o extremo.d) Determina o sentido das concavidades.
Considera
a) Determina o domínio de
Considera a equação
a) Recorrendo à calculadora gráfica, determina o número de soluções e os seus valores aproximados às centésimas.b) Justifica analiticamente que não há mais soluções do que as encontradas.
A altura, em metros, de uma planta
a) Determina a altura na plantação e a altura limite.b) Recorrendo à calculadora, determina, às décimas, ao fim de quanto tempo a planta atinge
Considera a função
a) Determina as assíntotas do gráfico.b) Estuda a monotonia e determina os extremos.c) Determina o sentido das concavidades.d) Esboça o gráfico, respeitando o domínio.
Considera
a) Determina os zeros de
Considera, para cada
a) Mostra que, para
Segue sempre a mesma ordem: domínio, zeros, sinal, assíntotas, monotonia. Cada passo usa o anterior.
- a) O denominador
x^{2}+1 nunca se anula, logoD_{f} = \mathbb{R} . Os zeros vêm dex = 0 : um só zero, emx = 0 . - b) O denominador é sempre positivo, logo o sinal de
f é o dex : negativa em\mathbb{R}^{-} , positiva em\mathbb{R}^{+} . - c) Não há assíntotas verticais:
D_{f} = \mathbb{R} ef é racional, logo contínua em todo o domínio. Quanto às não verticais,\lim_{x \to \pm\infty} \frac{x}{x^{2}+1} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to \pm\infty} \frac{x}{x^{2}} = \lim_{x \to \pm\infty} \frac{1}{x} = 0. Assíntota horizontaly = 0 , nos dois sentidos. - d)
f'(x) = \dfrac{\left(x^{2}+1\right)-x \times 2x}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} = \dfrac{1-x^{2}}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} . O denominador é positivo, logo o sinal é o de1-x^{2} .x -\infty -1 1 +\infty Sinal de f' − 0 + 0 − Variação de f ↘ -\frac{1}{2} mín↗ \frac{1}{2} máx↘ - Mínimo
-\frac{1}{2} emx = -1 e máximo\frac{1}{2} emx = 1 .
Duas funções, dois gráficos, e as soluções são as abcissas dos pontos de interseção. Escolhe uma janela onde se veja o que interessa — e conta bem quantas interseções há.
- Consideram-se
y_{1} = e^{-x} ey_{2} = x^{2}-1 , e procuram-se as abcissas dos pontos de interseção. - Numa janela
\left[-3,\,3\right] \times \left[-2,\,6\right] vê-se um só ponto de interseção. À esquerda de-1 não há nenhum: a parábola sobe devagar e a exponencial dispara, e a exponencial fica sempre por cima. Entre-1 e1 também não: a parábola é negativa e a exponencial é positiva. - Usando a função de interseção da calculadora, a abcissa é
x \approx 1{,}15 .Um só ponto de interseção, em x = 1{,}147758 . À esquerda, as duas curvas afastam-se em vez de se cruzarem. - A solução é
x \approx 1{,}15 .Numa resposta de Exame, o desenho dos gráficos identificados e o ponto assinalado valem cotação — não é decoração. E vale a pena contar as interseções em vez de as supor: quem espere duas, uma de cada lado, como quando uma reta corta uma parábola, responde a mais.
Faz as contas primeiro e só depois olha para o desenho — é essa a ordem que a máquina não impõe, mas que resolve o problema.
- a) Nenhum: nessa janela o gráfico parece uma cúbica estritamente crescente.
- b)
f'(x) = 3x^{2}-0{,}03 , que se anula quandox^{2} = 0{,}01 , ou sejax = \pm 0{,}1 . - Há um máximo em
x = -0{,}1 , de valorf(-0{,}1) = -0{,}001+0{,}003 = 0{,}002 , e um mínimo emx = 0{,}1 , de valor-0{,}002 . - c) Uma janela da ordem de
\left[-0{,}3,\,0{,}3\right] \times \left[-0{,}005,\,0{,}005\right] . Na janela inicial, os extremos distam0{,}004 em ordenada — menos de um pixel.A máquina não mentiu: desenhou o que cabia. Foi a escolha da janela que escondeu a informação — e a janela é nossa.
A máquina calcula pontos e une-os com segmentos. O que acontece entre um ponto à esquerda de
- a) Porque
2 \notin D_{f} : não há nenhum ponto do gráfico com abcissa2 . A calculadora avaliaf num ponto pouco antes de2 (valor muito negativo) e noutro pouco depois (valor muito positivo) e une os dois com um segmento — que é um artefacto do algoritmo de desenho, não parte do gráfico. - b) Parece-se com a assíntota vertical
x = 2 , que essa sim existe — mas a assíntota é uma reta que o gráfico nunca toca, e o traço desenhado é uma união indevida de dois ramos. - É por isso que, num Exame, se traçam as assíntotas a tracejado: para as distinguir do gráfico.
- a)
f(x) = 0 \iff x^{2}-3 = 0 \iff x = \pm\sqrt{3} . Comoe^{-x} > 0 , o sinal é o dex^{2}-3 : positiva fora de\left[-\sqrt{3},\,\sqrt{3}\right] , negativa dentro. - b)
D_{f} = \mathbb{R} ef é contínua (produto de contínuas), logo não há assíntotas verticais. - Em
+\infty , pela hierarquia das magnitudes:\lim_{x \to +\infty} \left(x^{2}-3\right)e^{-x} = \lim_{x \to +\infty} \frac{x^{2}-3}{e^{x}} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} 0. Assíntota horizontaly = 0 em+\infty . Em-\infty ,x^{2}-3 \to +\infty ee^{-x} \to +\infty , logof(x) \to +\infty : não há assíntota horizontal, e como\lim\limits_{x \to -\infty}\frac{f(x)}{x} = -\infty , também não há oblíqua. - c)
f'(x) = 2x e^{-x} - \left(x^{2}-3\right)e^{-x} = e^{-x}\left(-x^{2}+2x+3\right) = -e^{-x}(x-3)(x+1). - Como
-e^{-x} < 0 , o sinal def' é o simétrico do de(x-3)(x+1) : negativa fora de[-1,\,3] , positiva dentro.x -\infty -1 3 +\infty Sinal de f' − 0 + 0 − Variação de f ↘ -2e mín↗ 6e^{-3} máx↘ - Mínimo
f(-1) = -2e e máximof(3) = 6e^{-3} .
Em b), há uma vertical na fronteira do domínio e uma horizontal em
- a)
f(x) = 0 \iff \ln x = 0 \iff x = 1 . Comox > 0 , o sinal é o de\ln x : negativa em\left]0,\,1\right[ , positiva em\left]1,\,+\infty\right[ . - b) O único candidato a assíntota vertical é a fronteira
x = 0 :\lim_{x \to 0^{+}} \frac{\ln x}{x} = \frac{-\infty}{0^{+}} = -\infty. A retax = 0 é assíntota vertical ao gráfico def ; sendof quociente de contínuas com denominador não nulo em\mathbb{R}^{+} , não há mais. - Em
+\infty , pelo limite notável\lim\limits_{x \to +\infty}\frac{\ln x}{x} = 0 : assíntota horizontaly = 0 . - c)
f'(x) = \dfrac{\frac{1}{x} \times x - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{1-\ln x}{x^{2}} . O denominador é positivo, logo o sinal é o de1-\ln x , que se anula emx = e .x 0 e +\infty Sinal de f' + 0 − Variação de f ↗ \frac{1}{e} máx↘ - Máximo
f(e) = \dfrac{1}{e} emx = e . - d)
f''(x) = \dfrac{-\frac{1}{x} \times x^{2} - (1-\ln x) \times 2x}{x^{4}} = \dfrac{2\ln x - 3}{x^{3}} , que se anula emx = e^{3/2} .x 0 e^{3/2} +\infty Sinal de f'' − 0 + Concavidade de f ∩ \text{P.I.} ∪
Simplifica a expressão para
- a)
D_{g} = \mathbb{R}\setminus\{2\} . - b) Para
x \neq 2 ,g(x) = \dfrac{(x-2)(x+2)}{x-2} = x+2 . O gráfico é a retay = x+2 sem o ponto de abcissa2 . - c) Não mostra o buraco em
(2,\,4) . A calculadora avalia a função numa grelha de pontos, e a probabilidade de um deles ser exatamente2 é praticamente nula; mesmo que fosse, o pixel em falta seria invisível. - É o exemplo mais limpo de que a tecnologia não substitui o domínio: quem não o determinar analiticamente nunca saberá que o ponto falta.Repara que
x = 2 não é assíntota vertical: o limite aí é4 , finito. É descontinuidade removível.
Em b), estuda a função diferença
- a) Representando
y_{1} = \ln x ey_{2} = \dfrac{x}{4} numa janela\left[0,\,12\right] \times \left[-1,\,3\right] , veem-se duas interseções, de abcissasx \approx 1{,}43 ex \approx 8{,}61 . - b) Seja
h(x) = \ln x - \dfrac{x}{4} , de domínio\mathbb{R}^{+} . Entãoh'(x) = \frac{1}{x} - \frac{1}{4} = \frac{4-x}{4x}. - Em
\mathbb{R}^{+} o denominador é positivo, logo o sinal é o de4-x :h é crescente em\left]0,\,4\right] e decrescente em\left[4,\,+\infty\right[ , com máximoh(4) = \ln 4 - 1 \approx 0{,}386 > 0 . - Como
h é estritamente crescente antes de4 e estritamente decrescente depois, tem no máximo um zero em cada um desses intervalos — logo no máximo dois ao todo. E como o máximo é positivo e os limites nas pontas são-\infty , há exatamente dois.
Em c), olha para o denominador: pode ele alguma vez valer
- a)
h(0) = \dfrac{3}{1+8} = \dfrac{1}{3} \approx 0{,}33 m. E\lim_{t \to +\infty} h(t) = \frac{3}{1+8 \times 0} = 3, porquee^{-0{,}5t} \to 0 . A altura limite é3 m — a retay = 3 é assíntota horizontal ao gráfico deh . - b) Representando
y_{1} = h(t) ey_{2} = 2 numa janela\left[0,\,15\right] \times \left[0,\,3{,}5\right] , a interseção tem abcissat \approx 5{,}5 meses. - c) Para qualquer
t ,e^{-0{,}5t} > 0 , logo1+8e^{-0{,}5t} > 1 e portantoh(t) = \frac{3}{1+8e^{-0{,}5t}} < \frac{3}{1} = 3. A altura é sempre estritamente menor do que3 m.
Em a), há uma vertical e uma oblíqua — e a oblíqua lê-se quase de imediato na expressão.
- a) Vertical. O único candidato é
x = 0 :\lim_{x \to 0^{\pm}} \left(x + \frac{4}{x^{2}}\right) = 0 + \frac{4}{0^{+}} = +\infty, porquex^{2} > 0 dos dois lados. A retax = 0 é assíntota vertical; sendof soma de contínuas em\mathbb{R}\setminus\{0\} , não há mais. - Não vertical.
m = \lim_{x \to \pm\infty} \frac{f(x)}{x} = \lim_{x \to \pm\infty}\left(1 + \frac{4}{x^{3}}\right) = 1, b = \lim_{x \to \pm\infty}\left[f(x)-x\right] = \lim_{x \to \pm\infty} \frac{4}{x^{2}} = 0. Assíntota oblíquay = x , nos dois sentidos. - b)
f'(x) = 1 - \dfrac{8}{x^{3}} = \dfrac{x^{3}-8}{x^{3}} , que se anula emx = 2 e não está definida em0 .x -\infty 0 2 +\infty Sinal de f' + n.d. − 0 + Variação de f ↗ ↘ 3 mín↗ - Mínimo
f(2) = 2+1 = 3 emx = 2 . Emx = 0 não há extremo — não pertence ao domínio. - c)
f''(x) = \dfrac{24}{x^{4}} > 0 para todo ox do domínio: a concavidade está sempre voltada para cima, e não há pontos de inflexão. - d) O gráfico tem dois ramos, um de cada lado de
x = 0 , ambos com a concavidade voltada para cima, ambos a subir para+\infty junto de0 , e ambos a colar-se à retay = x longe da origem.
Os zeros vêm do fator que se pode anular. Depois pensa na distância entre eles, comparada com a largura da janela.
- a) Como
e^{-x^{2}} > 0 para todo ox , os zeros vêm dex^{2} = 0{,}0001 , ou sejax = \pm 0{,}01 . São dois zeros. - b) Um só — e no ponto
x = 0 , onde na verdadef não se anula:f(0) = -0{,}0001 . - c) A resposta correta é a analítica: dois zeros, em
\pm 0{,}01 . Numa janela de largura6 repartida por algumas centenas de pixels, cada pixel vale mais de0{,}02 — os dois zeros e o mínimo entre eles cabem todos no mesmo pixel. - A tecnologia é uma ferramenta de exploração; a conclusão vem do estudo analítico. Quando as duas discordam, é o desenho que está a mentir por falta de resolução.É exatamente este o ponto que as Aprendizagens Essenciais pedem que se trabalhe: «as representações gráficas apresentadas pela tecnologia podem, por vezes, não corresponder com rigor ao gráfico da função em estudo».
A equação
- a)
f_{k}'(x) = e^{x}-k , que se anula quandoe^{x} = k , ou sejax = \ln k (possível porquek > 0 ). - Como
e^{x} é crescente,f_{k}' é negativa antes de\ln k e positiva depois: há mínimo emx = \ln k , de valorf_{k}(\ln k) = e^{\ln k} - k\ln k = k - k\ln k = k(1-\ln k). - b) A equação tem duas soluções quando o mínimo é negativo:
k(1-\ln k) < 0 \iff 1-\ln k < 0 \iff \ln k > 1 \iff k > e, usandok > 0 . Sek = e o mínimo é zero e há uma só solução; se0 < k < e não há nenhuma. Parak \leq 0 a função é estritamente crescente e há sempre uma só solução. - c) Com
k = 5 > e , representandoy_{1} = e^{x} ey_{2} = 5x numa janela\left[0,\,3\right] \times \left[0,\,20\right] veem-se duas interseções, de abcissasx \approx 0{,}26 ex \approx 2{,}54 — como previsto.
Bolzano-Cauchy e a resolução aproximada de equações
Nem todas as equações se resolvem.
- Conhecer o teorema dos valores intermédios (Bolzano-Cauchy).
- Conhecer e aplicar o método da Bisseção.
- Conhecer e aplicar o método de Newton-Raphson.
1 · O Teorema dos Valores Intermédios
Seja
Isto é: se
Duas coisas que o teorema não diz. Não diz qual é o
Se
É o caso particular
O teorema não se aplica diretamente a
É o passo que falta em metade das resoluções erradas deste tipo de item.
2 · Porquê o intervalo fechado
A hipótese não é decorativa. Se a continuidade só valesse no intervalo aberto, a função poderia saltar por cima do valor
3 · O método da bisseção
Localizada a solução num intervalo
Enquanto o intervalo for maior do que a precisão pretendida:
1. Calcular o ponto médio
Ao fim de
A bisseção termina sempre e o número de passos sabe-se de antemão: cerca de
4 · O método de Newton-Raphson
A ideia é outra: em vez de partir o intervalo, troca-se a curva pela sua tangente e vai-se onde a tangente vai.
A tangente ao gráfico de
Fazendo
Onde falha. Se
Resolver
- Existência. Seja
h(x) = x-e^{-x} , contínua em\mathbb{R} . Comoh(0) = -1 < 0 eh(1) = 1-e^{-1} \approx 0{,}632 > 0 , o corolário de Bolzano-Cauchy garante uma solução em\left]0,\,1\right[ . - Unicidade.
h'(x) = 1+e^{-x} > 0 :h é estritamente crescente, logo a solução é única. - Bisseção. De
[0,\,1] , o primeiro ponto médio é0{,}5 , comh(0{,}5) \approx -0{,}107 < 0 : a solução está em\left]0{,}5;\,1\right[ . Ao fim de20 passos, o erro é inferior a10^{-6} . - Newton.
x_{n+1} = x_{n} - \frac{x_{n}-e^{-x_{n}}}{1+e^{-x_{n}}}. Partindo dex_{0} = 0{,}5 , obtém-sex_{1} \approx 0{,}5663 ,x_{2} \approx 0{,}56714 ex_{3} \approx 0{,}5671433 — sete casas corretas em três passos.Vinte passos contra três. Mas a bisseção nunca falha, e Newton pode falhar. Os dois métodos respondem a perguntas diferentes: «quanto tempo demora, garantidamente?» e «com que rapidez, se correr bem?».
Mostra que a equação
- A função diferença. A equação equivale a
e^{x}+x-2 = 0 . Define-seg(x) = e^{x}+x-2, contínua em\mathbb{R} por ser soma de funções contínuas — em particular, contínua em\left[0,\,1\right] . - Os valores nos extremos.
g(0) = 1+0-2 = -1 < 0, \qquad g(1) = e+1-2 = e-1 \approx 1{,}72 > 0. - Bolzano.
g é contínua em\left[0,\,1\right] eg(0) eg(1) têm sinais contrários;0 está entre eles. Pelo Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]0,\,1\right[ tal queg(c) = 0 . - A unicidade. O teorema garante que existe pelo menos uma. Para ver que é só uma, olha-se para a derivada:
g'(x) = e^{x}+1 > 0 \quad \text{para todo o } x, logog é estritamente crescente e não pode ter dois zeros.Bolzano dá existência, nunca unicidade. Quando o Exame pede «exatamente uma», falta sempre esta segunda metade — e é quase sempre a monotonia que a fecha.
Laboratório · Bisseção e Newton, lado a lado
interativoCompara as duas colunas de erros. Ao terceiro passo Newton já tem mais algarismos corretos do que a bisseção terá ao vigésimo — mas repara também no tamanho do intervalo: a bisseção sabe sempre onde está a solução, Newton não.
Python Os dois métodos, contados passo a passo
from math import exp
def h(x): return x - exp(-x)
def dh(x): return 1 + exp(-x)
def bissecao(a, b, passos):
for k in range(passos):
m = (a + b) / 2
if h(a) * h(m) < 0:
b = m
else:
a = m
return (a + b) / 2, (b - a) / 2
def newton(x, passos):
for k in range(passos):
x = x - h(x) / dh(x)
return x
print(' n bissecao erro maximo Newton')
for n in range(1, 9):
m, e = bissecao(0, 1, n)
print('%2d %.9f %.9f %.9f' % (n, m, e, newton(0.5, n)))
# A equacao e^(-x) = x escreve-se h(x) = 0 com h(x) = x - e^(-x).
from math import exp
def h(x): return x - exp(-x)
def dh(x): return 1 + exp(-x) # h'(x) = 1 + e^(-x) > 0 sempre
def bissecao(a, b, passos):
for k in range(passos):
m = (a + b) / 2
# fica-se com a metade onde ha' mudanca de sinal
if h(a) * h(m) < 0:
b = m
else:
a = m
return (a + b) / 2, (b - a) / 2 # ponto medio e majorante do erro
def newton(x, passos):
for k in range(passos):
# x - h(x)/h'(x) : onde a tangente corta Ox
x = x - h(x) / dh(x)
return x
print(' n bissecao erro maximo Newton')
for n in range(1, 9):
m, e = bissecao(0, 1, n)
print('%2d %.9f %.9f %.9f' % (n, m, e, newton(0.5, n)))
Repara na coluna do erro da bisseção:
Exercícios propostos
Doze exercícios. Nos de Bolzano, escreve sempre as três verificações — continuidade no fechado, os dois valores, o enquadramento — e não te esqueças da função diferença quando a equação é
Seja
Mostra que a equação
Considera
a) Mostra que
Seja
a) Aplica três passos do método da bisseção ao intervalo
Seja
a) Escreve a fórmula de Newton-Raphson para esta função.b) Calcula
Seja
Mostra que a equação
Considera um número real
Mostra que o gráfico de
Considera
a) Mostra que
Seja
a) Escreve a equação da reta tangente ao gráfico de
Aplica-se o método da bisseção ao intervalo
a) Qual é a amplitude do intervalo ao fim de
Considera a função
a) Verifica que
Considera um número real
Sem recorrer à calculadora, mostra que a equação
Pretende-se resolver
a) Mostra que a equação tem solução única em
São sempre três verificações, por esta ordem: continuidade no intervalo fechado, cálculo de
f é uma função polinomial, logo é contínua em\mathbb{R} e, em particular, em\left[1,\,2\right] .f(1) = 1-1 = 0 ef(2) = 8-2 = 6 .- Como
f(1) < 3 < f(2) , o valor3 está compreendido entref(1) ef(2) . - Logo, pelo Teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos um
c \in \left]1,\,2\right[ tal quef(c) = 3 , ou seja, a equação é possível nesse intervalo.Repara na redação: continuidade no fechado[1,\,2] , conclusão no aberto\left]1,\,2\right[ . Trocar os dois desconta.
Em a), usa o corolário: basta que
- a)
g é soma de funções contínuas em\mathbb{R} , logo é contínua em\left[0,\,1\right] . g(0) = 1+0-2 = -1 eg(1) = e+1-2 = e-1 \approx 1{,}718 .- Como
g(0) \times g(1) < 0 , pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy existe pelo menos umc \in \left]0,\,1\right[ tal queg(c) = 0 . - b)
g'(x) = e^{x}+1 > 0 para todo ox :g é estritamente crescente em\mathbb{R} , logo injetiva. Não pode ter dois zeros — o zero é único.O teorema dá existência; a unicidade vem sempre da monotonia, nunca do teorema.
Em cada passo calcula-se o valor no ponto médio e guarda-se a metade onde há mudança de sinal. O erro é sempre metade da amplitude do intervalo atual.
- Passo 1.
m_{1} = 1{,}5 ef(1{,}5) = 3{,}375-1{,}5-1 = 0{,}875 > 0 . Comof(1) < 0 , o zero está em\left]1;\,1{,}5\right[ . - Passo 2.
m_{2} = 1{,}25 ef(1{,}25) = 1{,}953-1{,}25-1 = -0{,}297 < 0 . O zero está em\left]1{,}25;\,1{,}5\right[ . - Passo 3.
m_{3} = 1{,}375 ef(1{,}375) = 2{,}600-1{,}375-1 = 0{,}225 > 0 . O zero está em\left]1{,}25;\,1{,}375\right[ . - b) Toma-se o ponto médio,
c \approx 1{,}3125 . O erro é, no máximo, metade da amplitude do intervalo:\text{erro} \leq \frac{1{,}375-1{,}25}{2} = 0{,}0625. - Ao fim de
n passos a amplitude é\dfrac{b-a}{2^{n}} — cada passo ganha um bit de precisão.
A fórmula é
- a)
f'(x) = 2x , logox_{n+1} = x_{n} - \frac{x_{n}^{2}-2}{2x_{n}} = \frac{x_{n}}{2} + \frac{1}{x_{n}}. - b)
x_{1} = \dfrac{2}{2}+\dfrac{1}{2} = 1{,}5 ex_{2} = \dfrac{1{,}5}{2}+\dfrac{1}{1{,}5} = 0{,}75+0{,}6\overline{6} \approx 1{,}416\overline{6} . - c)
\sqrt{2} \approx 1{,}4142136 . O erro dex_{2} é cerca de0{,}0025 — dois passos a partir dex_{0} = 2 . - Esta é a fórmula que os babilónios já usavam para extrair raízes quadradas, mil anos antes de Newton.Cada passo aproximadamente duplica o número de algarismos corretos:
x_{3} já acerta em seis casas.
O teorema de Bolzano não se aplica diretamente a uma equação
- Seja
h(x) = f(x)-x . Como diferença de funções contínuas em\left[0,\,1\right] ,h é contínua nesse intervalo. - Resolver
f(x) = x é o mesmo que resolverh(x) = 0 . h(0) = f(0)-0 = f(0) . Como o contradomínio é\left]0,\,1\right[ , tem-sef(0) > 0 , logoh(0) > 0 .h(1) = f(1)-1 . Comof(1) < 1 , tem-seh(1) < 0 .- Logo
h(0) \times h(1) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]0,\,1\right[ tal queh(c) = 0 , isto é,f(c) = c .A função diferença é o passo que falta em metade das resoluções erradas deste tipo de item. Sem ela, não há teorema a aplicar.
Outra vez a função diferença. Repara que
- Seja
h(x) = f(x)-(2x-1) . Como diferença entre uma função contínua e uma função afim,h é contínua em\mathbb{R} e, em particular, em\left[a,\,a+1\right] . - Os pontos de interseção são as soluções de
f(x) = 2x-1 , isto é, deh(x) = 0 . h(a) = f(a)-(2a-1) < 0 , pela segunda condição.h(a+1) = f(a+1)-\left[2(a+1)-1\right] = f(a+1)-(2a+1) > 0 , pela terceira.- Logo
h(a) \times h(a+1) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]a,\,a+1\right[ comh(c) = 0 , ou seja,f(c) = 2c-1 .
Em b), usa a calculadora só para os valores de
- a)
f é soma de funções contínuas em\mathbb{R}^{+} , logo contínua em\left[2,\,3\right] . f(2) = \ln 2 - 1 \approx -0{,}307 < 0 ef(3) = \ln 3 \approx 1{,}099 > 0 . Comof(2) \times f(3) < 0 , pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy há pelo menos um zero em\left]2,\,3\right[ .- b)
m_{1} = 2{,}5 :f(2{,}5) = \ln 2{,}5 - 0{,}5 \approx 0{,}416 > 0 . O zero está em\left]2;\,2{,}5\right[ . m_{2} = 2{,}25 :f(2{,}25) = \ln 2{,}25 - 0{,}75 \approx 0{,}061 > 0 . O zero está em\left]2;\,2{,}25\right[ .- c)
f'(x) = \dfrac{1}{x}+1 > 0 em\mathbb{R}^{+} :f é estritamente crescente, logo injetiva, e o zero é único.
É toda a ideia do método: trocar a curva pela sua tangente e ir onde a tangente vai.
- a)
y = f(x_{n}) + f'(x_{n})\left(x-x_{n}\right) . - b) Fazendo
y = 0 :0 = f(x_{n}) + f'(x_{n})\left(x-x_{n}\right) \iff x = x_{n} - \frac{f(x_{n})}{f'(x_{n})}, desde quef'(x_{n}) \neq 0 . É exatamente a fórmula de Newton-Raphson:x_{n+1} é a abcissa desse ponto. - c) Se
f'(x_{n}) = 0 , a tangente é horizontal e não interseta o eixoOx (a menos que coincida com ele). A fórmula não está definida — divisão por zero — e o método falha nesse ponto. - É por isso que, na prática, se combina Newton com a bisseção: quando a tangente não serve, dá-se um passo de bisseção, que nunca falha.A secção A leva esta ideia até ao fim, com um programa que conta quantos passos de cada tipo foram precisos.
Em b) e c), resolve a inequação com logaritmos — são as inequações com logaritmos do capítulo Funções a aparecer aqui.
- a) Cada passo divide a amplitude ao meio, logo ao fim de
n passos é\dfrac{1}{2^{n}} . O erro, tomando o ponto médio, é no máximo\dfrac{1}{2^{n+1}} . - b) Basta
\dfrac{1}{2^{n}} < 10^{-3} , ou seja2^{n} > 1000 . Aplicando\log_{2} :n > \log_{2} 1000 = \frac{\ln 1000}{\ln 2} \approx 9{,}97. Bastam10 passos. - c)
2^{n} > 10^{6} \iff n > \log_{2} 10^{6} \approx 19{,}93 : bastam20 passos. - Dez passos por cada três casas decimais — a bisseção é lenta mas perfeitamente previsível. É essa a sua virtude.
Em b), determina o contradomínio do ramo do meio. Em c), verifica todas as hipóteses do teorema.
- a)
f(1) = 0{,}7 ef(4) = 3{,}3 , logo0{,}7 < 1 < 3{,}3 . - b) Em
\left]1,\,4\right[ ,f(x) = 1{,}2+0{,}55(x-1) , que é crescente e toma valores em\left]1{,}2;\,2{,}85\right[ . Como1 < 1{,}2 , o valor1 não é atingido. - c) Porque
f não é contínua em\left[1,\,4\right] : emx = 1 o limite à direita é1{,}2 e a imagem é0{,}7 ; emx = 4 o limite à esquerda é2{,}85 e a imagem é3{,}3 . - Falha a hipótese, logo o teorema não se aplica — e não há contradição nenhuma. É exatamente por isto que o enunciado exige continuidade no intervalo fechado, e não apenas no aberto.Um teorema só diz alguma coisa quando as hipóteses se verificam. Verificá-las é parte da resolução, não formalidade.
Função diferença
- Seja
h(x) = f(x)-(1-3x) = f(x)+3x-1 . Como soma de uma função contínua com uma função afim,h é contínua em\mathbb{R} e, em particular, em\left[a-2,\,a\right] . - Em
a . Da desigualdadef(a)+3 > 4-3a vemf(a) > 1-3a , logoh(a) = f(a)-(1-3a) > 0. - Em
a-2 . Da desigualdade4-3a > f(a-2) vemf(a-2) < 4-3a . Ora1-3(a-2) = 1-3a+6 = 7-3a, e como4-3a < 7-3a , tem-sef(a-2) < 7-3a = 1-3(a-2) , logoh(a-2) = f(a-2)-\left[1-3(a-2)\right] < 0. - Assim
h(a-2) \times h(a) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]a-2,\,a\right[ comh(c) = 0 , isto é,f(c) = 1-3c .
Em a), função diferença e monotonia. Em c), a função a anular é
- a) Seja
h(x) = x-e^{-x} , contínua em\mathbb{R} por ser diferença de contínuas. h(0) = 0-1 = -1 < 0 eh(1) = 1-e^{-1} \approx 0{,}632 > 0 . Pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy há pelo menos uma solução em\left]0,\,1\right[ .h'(x) = 1+e^{-x} > 0 para todo ox :h é estritamente crescente, logo injetiva, e a solução é única.- b) A amplitude ao fim de
n passos é\dfrac{1}{2^{n}} . De\dfrac{1}{2^{n}} < 10^{-6} vemn > \log_{2} 10^{6} \approx 19{,}93 : bastam20 passos. - c)
x_{n+1} = x_{n} - \frac{h(x_{n})}{h'(x_{n})} = x_{n} - \frac{x_{n}-e^{-x_{n}}}{1+e^{-x_{n}}}. - Partindo de
x_{0} = 0{,}5 , Newton chega ao mesmo erro em quatro ou cinco passos, contra os20 da bisseção. Em troca, a bisseção nunca falha e o número de passos sabe-se de antemão.
Python e pensamento computacional
Três problemas que só existem porque a máquina existe. Não são traduções de contas para código: são perguntas que a folha de papel não sabe responder — qual é o melhor
- Utilizar a tecnologia para resolver problemas que envolvam funções exponenciais e logarítmicas, incluindo equações sem solução algébrica.
- Explorar a utilização da programação na determinação aproximada de zeros, de extremos e de imagens por uma função inversa.
Os programas correm no Python Math Studio, a consola que já vive nesta página. Em cada bloco há o botão ▶ Correr no compilador — a consola abre com o programa escrito, basta carregar em Run Code. O botão 💬 Explicar o código troca o programa pela versão comentada linha a linha.
Nenhum destes três problemas se resolve com uma fórmula. Todos se resolvem com um algoritmo — e todos têm um caso de fronteira que o faz falhar se não for previsto. É esse caso de fronteira o verdadeiro conteúdo de cada problema.
Consola de Python
corre no navegadorprograma inserido no editor — carrega em Run CodeComo usar
- Num bloco de código desta página, carrega em ▶ Correr no compilador — a consola abre-se com o programa já escrito.
- Carrega em Run Code e lê a saída.
- Muda os valores e volta a correr — é assim que se explora.
from math import * · log, exp, e
numpy · malhas e vetores
sympy · contas exatas
matplotlib · gráficos
Corre tudo dentro do teu navegador: nada sai do computador, e funciona sem ligação à Internet.
A máquina confirma resultados; nos itens de construção o exame exige a resolução analítica justificada.
1 · O melhor h não é o mais pequeno
DecomposiçãoReconhecimento de padrõesErros de vírgula flutuante
A derivada é um limite:
A segunda é a média das razões incrementais dos dois lados, e os erros dos dois lados cancelam-se em parte. Por isso é a que se usa.
O desafio. Diminuir
from math import log
def f(x):
return log(x) / x
def D(f, x, h): # diferenca centrada
return (f(x + h) - f(x - h)) / (2*h)
# f'(x) = (1 - ln x) / x**2 -> f'(1) = 1. Qual e' o melhor h?
print(' h D(f,1,h) erro')
for k in range(1, 15):
h = 10.0**(-k)
d = D(f, 1, h)
print('1e-%-2d %18.14f %.3e' % (k, d, abs(d - 1)))
from math import log
def f(x):
return log(x) / x
# A definicao diz f'(x) = lim (f(x+h) - f(x)) / h.
# Na maquina nao ha limites: ha' um h pequeno mas FIXO.
# A diferenca CENTRADA usa os dois lados e engana-se muito menos.
def D(f, x, h):
return (f(x + h) - f(x - h)) / (2*h)
# Sabemos a resposta exata: f'(x) = (1 - ln x)/x**2, logo f'(1) = 1.
# Isso deixa-nos MEDIR o erro em vez de o adivinhar.
print(' h D(f,1,h) erro')
for k in range(1, 15):
h = 10.0**(-k) # h = 0.1, 0.01, 0.001, ...
d = D(f, 1, h)
# %.3e escreve em notacao cientifica: e' assim que se ve' uma ordem de grandeza
print('1e-%-2d %18.14f %.3e' % (k, d, abs(d - 1)))
O erro desce, atinge um mínimo por volta de
Segunda parte. Com o
from math import log, e
H = 1e-6 # o h que ganhou a corrida acima
EPS = 1e-12 # criterio de paragem da bissecao
def f(x):
return log(x) / x
def D(x):
return (f(x + H) - f(x - H)) / (2*H)
def varre(a, b, n):
"""Percorre a malha e devolve os intervalos onde D muda de sinal."""
passo = (b - a) / n
trocas = []
x0, d0 = a, D(a)
for i in range(1, n + 1):
x1 = a + i * passo
d1 = D(x1)
if (d0 < 0) != (d1 < 0): # mudou de sinal: ha' extremo entre os dois
trocas.append((x0, x1, d0))
x0, d0 = x1, d1
return trocas
def aperta(x0, x1, d0):
"""Bissecao sobre a derivada. Termina sempre: o intervalo e' sempre metade."""
while x1 - x0 > EPS * (1 + abs(x0)):
m = (x0 + x1) / 2
dm = D(m)
if dm == 0:
return m
if (dm < 0) == (d0 < 0):
x0, d0 = m, dm
else:
x1 = m
return (x0 + x1) / 2
for (x0, x1, d0) in varre(0.5, 8, 300):
c = aperta(x0, x1, d0)
tipo = 'maximo' if d0 > 0 else 'minimo'
print('%s relativo em x = %.12f f(x) = %.12f' % (tipo, c, f(c)))
print('exato: e = %.12f 1/e = %.12f' % (e, 1/e))
from math import log, e
H = 1e-6 # h fixo: nem grande de mais (erro de aproximacao),
EPS = 1e-12 # nem pequeno de mais (erro de arredondamento)
def f(x):
return log(x) / x
def D(x): # derivada aproximada
return (f(x + H) - f(x - H)) / (2*H)
# PASSO 1 - VARRER. Nao procuramos o extremo: procuramos onde a derivada
# TROCA DE SINAL. E' o mesmo criterio do quadro de sinais feito a mao.
def varre(a, b, n):
passo = (b - a) / n
trocas = []
x0, d0 = a, D(a)
for i in range(1, n + 1):
x1 = a + i * passo
d1 = D(x1)
# (d0 < 0) != (d1 < 0) e' o teste de troca de sinal que nao rebenta
# quando um dos valores e' exatamente zero
if (d0 < 0) != (d1 < 0):
trocas.append((x0, x1, d0))
x0, d0 = x1, d1
return trocas
# PASSO 2 - APERTAR. Bissecao: parte-se ao meio ate' o intervalo ser minusculo.
def aperta(x0, x1, d0):
while x1 - x0 > EPS * (1 + abs(x0)): # criterio RELATIVO: funciona para
m = (x0 + x1) / 2 # numeros grandes e pequenos
dm = D(m)
if dm == 0:
return m
if (dm < 0) == (d0 < 0): # o zero esta' na metade da direita
x0, d0 = m, dm
else: # ... ou na da esquerda
x1 = m
return (x0 + x1) / 2
# PASSO 3 - CLASSIFICAR. Se a derivada passa de + a -, e' maximo; ao contrario,
# e' minimo. Nao e' preciso mais nada: e' a leitura do quadro de sinais.
for (x0, x1, d0) in varre(0.5, 8, 300):
c = aperta(x0, x1, d0)
tipo = 'maximo' if d0 > 0 else 'minimo'
print('%s relativo em x = %.12f f(x) = %.12f' % (tipo, c, f(c)))
print('exato: e = %.12f 1/e = %.12f' % (e, 1/e))
O programa devolve
Casos de fronteira. (i) O teste (d0 < 0) != (d1 < 0) em vez de d0 * d1 < 0 — o produto dá eps * (1 + abs(x)) — um critério absoluto como x1 - x0 > 1e-12 nunca terminaria para valores da ordem de while dm != 0 podia não terminar nunca.
Análise Cinco perguntas críticas
- O varrimento avalia
f em2n pontos: éO(n) . A bisseção divide o intervalo ao meio de cada vez, logo fazO(\log_{2}(1/\varepsilon)) passos. Qual das duas partes domina o tempo total quando\varepsilon = 10^{-12} en = 300 ? - Se aumentares
n para3000 , que erro deixas de cometer? E que erro não desaparece por mais que aumentesn ? - O que acontece se a malha for grosseira e
f tiver dois extremos muito próximos dentro do mesmo intervalo da malha? O algoritmo dá erro, ou dá uma resposta errada em silêncio? Qual dos dois é pior? - Experimenta
H = 10^{-14} na segunda parte. Quantos extremos falsos aparecem? Explica-os com o gráfico em V da primeira parte. - Numa função com um patamar —
f quase constante num intervalo — a derivada aproximada oscila em torno de zero por puro ruído. Que teste acrescentarias para não declarar um extremo em cada oscilação?
2 · Inverter uma função que não se sabe inverter
AbstraçãoOtimização algorítmicaDerivada nulaSeparação de ramos
Uma função estritamente monótona num intervalo é injetiva, logo tem inversa (secção 5). Calcular
O método de Newton sai diretamente da secção R2. A tangente ao gráfico de
Newton é isto e mais nada: trocar a curva pela sua tangente e ir onde a tangente vai.
O desafio. Inverter
| Sinal de | − | + | |
|---|---|---|---|
| Variação de | ↘ | ↗ |
Logo, para
from math import exp, e
def f(x): # queremos inverter y = x e^x
return x * exp(x)
def df(x): # regra do produto
return (1 + x) * exp(x)
def newton_seguro(y, a, b, eps=1e-14, maxit=80):
"""Resolve f(x) = y em [a, b]. Newton quando pode, bissecao quando deve."""
fa = f(a) - y
fb = f(b) - y
if (fa < 0) == (fb < 0):
raise ValueError('sem mudanca de sinal em [%g, %g]' % (a, b))
x = a
nn = nb = 0 # quantos passos de cada tipo
for n in range(1, maxit + 1):
d = df(x)
xn = None
if d != 0: # derivada nula: Newton nao serve
cand = x - (f(x) - y) / d
if a < cand < b: # saiu do intervalo: nao serve
xn = cand
if xn is None:
xn = (a + b) / 2 # rede de seguranca
nb += 1
else:
nn += 1
fn = f(xn) - y
if (fn < 0) == (fa < 0): # aperta o intervalo
a, fa = xn, fn
else:
b = xn
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
return xn, nn, nb
x = xn
return x, nn, nb
y = -0.2 # -1/e < y < 0: DOIS ramos
print('minimo de f em x = -1, f(-1) = -1/e = %.12f' % (-1/e))
for nome, a, b in (('direito', -1 + 1e-9, 20), ('esquerdo', -10, -1 - 1e-9)):
x, nn, nb = newton_seguro(y, a, b)
print('ramo %-9s x = %.12f f(x) = %.12f Newton: %d bissecao: %d'
% (nome, x, f(x), nn, nb))
from math import exp, e
# f(x) = x e^x NAO e' injetiva em R: f'(x) = (1+x)e^x anula-se em x = -1.
# Ha' um minimo em (-1, -1/e). Logo, para -1/e < y < 0 ha' DUAS solucoes.
# Inverter exige primeiro SEPARAR OS RAMOS.
def f(x):
return x * exp(x)
def df(x):
return (1 + x) * exp(x) # (uv)' = u'v + uv'
def newton_seguro(y, a, b, eps=1e-14, maxit=80):
fa = f(a) - y
fb = f(b) - y
# Sem mudanca de sinal nao ha' garantia de solucao: mais vale parar.
if (fa < 0) == (fb < 0):
raise ValueError('sem mudanca de sinal em [%g, %g]' % (a, b))
x = a
nn = nb = 0
for n in range(1, maxit + 1):
d = df(x)
xn = None
# NEWTON = onde a tangente corta Ox: x - (f(x) - y)/f'(x)
if d != 0:
cand = x - (f(x) - y) / d
if a < cand < b: # se a tangente atira para fora, ignoramos
xn = cand
if xn is None:
xn = (a + b) / 2 # ... e damos um passo de bissecao
nb += 1
else:
nn += 1
# o intervalo [a, b] vai encolhendo: e' isso que impede a fuga
fn = f(xn) - y
if (fn < 0) == (fa < 0):
a, fa = xn, fn
else:
b = xn
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)): # criterio RELATIVO
return xn, nn, nb
x = xn
return x, nn, nb # maxit trava o ciclo infinito
y = -0.2
print('minimo de f em x = -1, f(-1) = -1/e = %.12f' % (-1/e))
# afastamo-nos de -1 com 1e-9: e' la' que f'(x) = 0 e Newton explodiria
for nome, a, b in (('direito', -1 + 1e-9, 20), ('esquerdo', -10, -1 - 1e-9)):
x, nn, nb = newton_seguro(y, a, b)
print('ramo %-9s x = %.12f f(x) = %.12f Newton: %d bissecao: %d'
% (nome, x, f(x), nn, nb))
Para
Análise Cinco perguntas críticas
- A bisseção ganha um bit de precisão por iteração:
O(\log_{2}(1/\varepsilon)) , cerca de50 passos para10^{-15} . Newton duplica o número de algarismos corretos de cada vez. Conta as iterações dos dois no mesmo problema e confirma a diferença. - Porque é que o programa começa em
-1 + 10^{-9} e não em-1 ? O que imprimedf(-1)? - Retira a rede de segurança (fica só Newton, sem bisseção) e arranca em
x_0 = -0{,}999 . Para onde vai o primeiro iterado? E porque é que o contadornbé tão alto no ramo esquerdo? - O critério de paragem compara
|x_{n+1} - x_n| , não|f(x_n) - y| . Dá um exemplo de função em que estes dois critérios discordam — um diz «cheguei» e o outro não. - Este problema tem nome: a inversa de
x e^{x} chama-se função W de Lambert, e os seus dois ramos são exatamente os dois que separaste. Onde é que a escolha do ramo tem de ser feita por quem escreve o programa, e não pelo programa?
3 · A mesma equação, duas escritas, dois destinos
Reconhecimento de padrõesConvergênciaOtimização algorítmicaCiclos infinitos
A equação
São algebricamente equivalentes. Numericamente, comportam-se ao contrário uma da outra.
O desafio. Se
Uma converge, a outra foge. Escreve um iterador que sobreviva às duas: tem de detetar a divergência (o valor explode, ou sai do domínio do logaritmo) e tem de ter um travão de iterações — sem ele, o segundo caso nunca termina.
from math import exp, log
# Equacao: e^(-x) = x. Nao se resolve com as regras da seccao 3.
def g1(x): return exp(-x) # x = e^(-x) -> g1'(x) = -e^(-x)
def g2(x): return -log(x) # x = -ln x -> g2'(x) = -1/x
def ponto_fixo(g, x0, eps=1e-13, maxit=300):
"""Iteracao x <- g(x). Devolve (raiz, iteracoes) ou (None, iteracoes)."""
x = x0
for n in range(1, maxit + 1):
try:
xn = g(x)
except (ValueError, OverflowError):
return None, n # saiu do dominio: divergiu
if abs(xn) > 1e12:
return None, n # explodiu: divergiu
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
return xn, n
x = xn
return None, maxit # nao convergiu a tempo
def newton(x0, eps=1e-13, maxit=300):
x = x0
for n in range(1, maxit + 1):
fx = x - exp(-x)
d = 1 + exp(-x) # f'(x) = 1 + e^(-x) > 0 sempre
xn = x - fx / d
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
return xn, n
x = xn
return None, maxit
r1, n1 = ponto_fixo(g1, 0.5)
r2, n2 = ponto_fixo(g2, 0.5)
r3, n3 = newton(0.5)
print('x = e^(-x) ->', r1, 'em', n1, 'iteracoes')
print('x = -ln x ->', r2, 'em', n2, 'iteracoes')
print('Newton ->', r3, 'em', n3, 'iteracoes')
# Porque? Porque o erro e' multiplicado por |g'(x*)| em cada passo.
x = r3
print('|g1\'(x*)| =', abs(-exp(-x)), ' < 1 -> converge')
print('|g2\'(x*)| =', abs(-1/x), ' > 1 -> diverge')
from math import exp, log
# A MESMA equacao, escrita de duas maneiras algebricamente equivalentes.
# Uma converge; a outra nao. A algebra nao distingue: o calculo distingue.
def g1(x): return exp(-x) # de e^(-x) = x tira-se x = e^(-x)
def g2(x): return -log(x) # ... ou entao -x = ln x, x = -ln x
def ponto_fixo(g, x0, eps=1e-13, maxit=300):
x = x0
for n in range(1, maxit + 1):
# try/except apanha o caso em que g2 recebe um x negativo:
# log(x) rebenta, e isso E' informacao - a sucessao saiu do dominio
try:
xn = g(x)
except (ValueError, OverflowError):
return None, n
if abs(xn) > 1e12: # cresceu sem controlo
return None, n
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)): # dois termos ja' indistinguiveis
return xn, n
x = xn
return None, maxit # maxit: sem isto, um ciclo destes nao acaba
def newton(x0, eps=1e-13, maxit=300):
x = x0
for n in range(1, maxit + 1):
fx = x - exp(-x) # queremos o zero de f
d = 1 + exp(-x) # f'(x) = 1 + e^(-x)
xn = x - fx / d # onde a tangente corta Ox
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
return xn, n
x = xn
return None, maxit
r1, n1 = ponto_fixo(g1, 0.5)
r2, n2 = ponto_fixo(g2, 0.5)
r3, n3 = newton(0.5)
print('x = e^(-x) ->', r1, 'em', n1, 'iteracoes')
print('x = -ln x ->', r2, 'em', n2, 'iteracoes')
print('Newton ->', r3, 'em', n3, 'iteracoes')
# A explicacao esta' na derivada de g no ponto fixo: o erro fica multiplicado
# por |g'(x*)| de cada vez. Menor do que 1 encolhe; maior do que 1 cresce.
x = r3
print('|g1\'(x*)| =', abs(-exp(-x)), ' < 1 -> converge')
print('|g2\'(x*)| =', abs(-1/x), ' > 1 -> diverge')
A primeira escrita chega a None; Newton chega ao mesmo valor em quatro ou cinco. A diferença não está na equação — está na forma como a escrevemos.
Convergência linear e convergência quadrática. No ponto fixo o erro fica multiplicado por
Análise Cinco perguntas críticas
- Imprime
|x_{n+1} - x^{*}| em cada passo da primeira iteração e calcula o quociente entre erros consecutivos. Aproxima-se de0{,}567 ? Porquê? - Faz o mesmo com Newton. O quociente
|e_{n+1}|/|e_n|^{2} estabiliza — em que valor? - A segunda escrita diverge a partir de
x_0 = 0{,}5 . Existe algumx_0 a partir do qual ela convirja? (Cuidado: o ponto fixo é o mesmo. O que muda?) - O travão
maxité o que separa um programa de um bloqueio. Que outra condição de paragem acrescentarias para detetar cedo que a sucessão está a afastar-se, em vez de esperar pelas 300 iterações? - Aceleração de Aitken. Com três iterados consecutivos,
\tilde{x} = x_0 - \dfrac{(x_1 - x_0)^{2}}{x_2 - 2x_1 + x_0} costuma estar muito mais perto dex^{*} do quex_2 . Implementa-o sobre a primeira iteração e conta quantas iterações poupas. Que caso de fronteira tens de tratar no denominador?
Teste rápido
Dez questões de resposta imediata, com correção e explicação. Serve para verificares se podes avançar — ou se convém voltar atrás.
Formulário essencial e referências
Tudo o que precisas de ter na cabeça (ou à mão) para um exame — numa página.
Propriedades operatórias
Se
As quatro indeterminações
As duas últimas reduzem-se sempre às duas primeiras.
Limites laterais
Se os dois laterais existem e são diferentes, o limite não existe.
No infinito manda o maior grau
Limites notáveis
com
Regra de L’Hôpital
Se
desde que este último exista. Derivam-se separadamente — não é a derivada do quociente.
Continuidade
São contínuas em todo o domínio: polinomiais, racionais, exponenciais, logarítmicas e trigonométricas.
Soma, diferença, produto, quociente e composta de contínuas são contínuas.
Assíntotas verticais
Procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade.
Assíntotas não verticais
Segunda derivada
Ponto de inflexão: onde
Teorema de Bolzano-Cauchy
Corolário:
Para
Métodos aproximados
Bisseção. Amplitude ao fim de
Newton-Raphson.
Escrever a resolução de um limite
Escrever
Assinalar a indeterminação por cima do igual:
Assinalar L’Hôpital:
Guião do estudo de uma função
1. Domínio · 2. zeros e sinal · 3. assíntotas
4.
5.
6. esboço e contradomínio
Referências
- Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano. Ministério da Educação / DGE, janeiro de 2023.
- Ministério da Educação. Brochura Funções, 12.º ano. Departamento do Ensino Secundário.
- Trocado, A. Matemática A — Exames Nacionais. alexandretrocado.com/mat_a
- Enunciados de Provas Nacionais e Testes Intermédios compilados em mat.absolutamente.net.
- Emulador da calculadora gráfica NumWorks, versão web oficial: numworks.com.
Banco de exercícios · Exame Nacional
Todos os itens são enunciados originais de Provas Nacionais e de Testes Intermédios, com a prova e o ano indicados, do mais recente para o mais antigo. Estão arrumados por tema, na ordem em que os temas aparecem no capítulo, e cada bloco tem os seus próprios filtros. Cada item traz sugestão, para desbloquear, e resolução passo a passo. Marca os que já resolveste — o progresso fica guardado neste dispositivo.
Exercícios de Exame · Limites e continuidade
Sessenta e dois itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1999 a 2026, sobre limites e continuidade — o tema das secções 1 a 3. É o arquivo inteiro. Repara em quantos se resolvem só com os limites notáveis da §02, sem derivar nada.
Na figura está representada parte dos gráficos de duas funções
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
-\infty - (D)
+\infty
Qual é o valor de
- (A)
-\infty - (B)
0 - (C)
1 - (D)
+\infty
Para um certo valor de
Qual é o valor de
- (A)
-1 - (B)
0 - (C)
1 - (D)
2
A Sofia preparou um pudim. Depois de o ter confecionado, colocou-o a arrefecer na bancada da cozinha. Uma hora depois, colocou-o no frigorífico.
Admite que a temperatura do pudim, em graus centígrados,
Atendendo a que a função é contínua, mostra que
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
-\infty - (D)
+\infty
Na figura está parte da representação gráfica de uma função
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
+\infty - (D)
-\infty
Na figura está parte da representação gráfica de uma função
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
+\infty - (D)
-\infty
Seja
Sem recorrer à calculadora, justifica a seguinte afirmação: a função
Admite que o número de elementos de uma população de aves,
em que
Sabendo que
Para um certo valor de
Qual é o valor de
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
Com o objetivo de estudar as leis do aquecimento e do arrefecimento, realizou-se, num laboratório de Física, a seguinte experiência: aqueceu-se ao lume uma certa quantidade de água, durante cinco minutos; passado este tempo, apagou-se o lume e deixou-se a água a arrefecer. A temperatura da água foi sendo medida ao longo da experiência.
Admite que:
neste laboratório, a temperatura ambiente é constante;a temperatura da água, no instante em que começou a ser aquecida, era igual à temperatura ambiente;depois de se ter apagado o lume, a temperatura da água tende, com o passar do tempo, a igualar a temperatura ambiente.
Concluiu-se que a relação entre a temperatura da água e o tempo
Qual das quatro funções é a correta? Numa pequena composição, explica porque não pode ser nenhuma das outras três, indicando, para cada uma delas, uma razão pela qual a rejeitas.
De duas funções,
o gráfico de
o gráfico de
o gráfico de
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
2 - (C)
+\infty - (D)
-\infty
Considera a função
Utilizando métodos exclusivamente analíticos, averigua se a função
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
+\infty - (D)
-\infty
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
\lim\limits_{x \to 3} \dfrac{1}{f(x)} = 0 - (B)
\lim\limits_{x \to 3} \dfrac{1}{f(x)} = \dfrac{1}{2} - (C)
\lim\limits_{x \to 3} \dfrac{1}{f(x)} = -\dfrac{1}{2} - (D)Não existe
\lim\limits_{x \to 3} \dfrac{1}{f(x)}
Seja
Utilizando métodos exclusivamente analíticos, mostra que
Num determinado dia, um grupo de amigos decidiu formar uma associação desportiva.
Admite que,
Determina
Aqueceu-se água num recipiente, durante um determinado tempo, num local onde a temperatura ambiente é constante e igual a
O arrefecimento segue a Lei do arrefecimento de Newton, de acordo com o modelo
em que
Recorrendo exclusivamente a métodos analíticos, determina
Para um certo valor de
Qual é o valor de
- (A)
-3 - (B)
-2 - (C)
2 - (D)
3
Considera a função
Verifica se a função
Para um certo número real positivo
Qual é o valor de
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
Considera a função
Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, estuda a continuidade de
Seja
Usando exclusivamente métodos analíticos, averigua se a função
Seja
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{a} - (B)
\dfrac{1}{2a} - (C)
0 - (D)
+\infty
Considera a função
Determina o valor de
Considera a função
Estuda a continuidade da função
Para um certo número real positivo
é contínua. Qual é o valor de
- (A)
\sqrt[3]{e} - (B)
e^{3} - (C)
-\dfrac{e}{3} - (D)
3e
A função
Calcula o valor de
Seja
Averigua se a função
Na figura está representada, num referencial o.n.
Para esse valor de
Qual é o valor de
- (A)
-\dfrac{28}{3} - (B)
-\dfrac{25}{3} - (C)
-\dfrac{19}{3} - (D)
-\dfrac{8}{3}
Considera a função
Determina
Considera as funções
Determina
Seja
Recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora, averigua se a função
Para um certo número real
Sabe-se que
- (A)
\ln 2 - (B)
e^{2} - (C)
\ln 3 - (D)
e^{3}
Considera a função
Averigua, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora, se a função
Considera, para um certo número real
Determina
Considera a função
Recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora, averigua se a função
Considera, para um certo número real
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
2 - (D)
4
Para um certo número real
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
\ln 2 - (D)
\ln 3
Seja
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{4} - (B)
\dfrac{1}{2} - (C)
1 - (D)
2
O José e o António são estudantes de Economia. O José pediu emprestados
Nesse contrato, a prestação mensal
em que
Determina, recorrendo a métodos analíticos,
Para um certo número real
Qual é o valor de
- (A)
-\dfrac{5}{3} - (B)
-\dfrac{5}{4} - (C)
\dfrac{5}{4} - (D)
\dfrac{5}{3}
Seja
Averigua se a função
Seja
Averigua se a função
Para um certo número real
Qual é o valor de
- (A)
5 - (B)
6 - (C)
8 - (D)
9
Para um certo número real
Qual é o valor de
- (A)
2 - (B)
3 - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
Considera a função
Determina
Seja
Averigua, sem recorrer à calculadora, se a função
Para um certo número real
Sabe-se que
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{6} - (B)
\dfrac{1}{7} - (C)
\dfrac{1}{8} - (D)
\dfrac{1}{9}
Seja
Averigua, sem recorrer à calculadora, se a função
Para conhecer a variação do número de bactérias de uma determinada estirpe, colocou-se num tubo de ensaio fechado, com alguns nutrientes, um certo número de bactérias dessa estirpe.
Admite que, nessas condições, o número,
em que
Com o decorrer do tempo, para que tende o número de bactérias vivas existentes no tubo?
- (A)
+\infty - (B)
0{,}78N_{0} - (C)
N_{0} - (D)
0
Seja
Averigua, sem recorrer à calculadora, se a função
Seja
Averigua, sem recorrer à calculadora, se a função
Seja
Averigua, sem recorrer à calculadora, se a função
Considera a função
Averigua, sem recorrer à calculadora, se a função
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
\dfrac{1}{2} - (C)
1 - (D)
2
Considera a função
Sem recorrer à calculadora, determina o valor de
Seja
Determina, sem recorrer à calculadora, o valor de
Seja
Averigua, sem recorrer à calculadora, se a função
Seja
Averigua, sem recorrer à calculadora, se a função
Considera a função
Averigua, sem recorrer à calculadora, se a função
Seja
Sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos, averigua se a função
Lê no gráfico:
- Como
g é contínua e o seu gráfico está acima do eixo emx = 3 , tem-se\lim\limits_{x \to 3^{-}} g(x) = g(3) = k , comk > 0 . - Como
f é contínua,f(3) = 0 ; e à esquerda de3 o gráfico def está acima do eixo, logof(x) \to 0^{+} . - Logo
\lim_{x \to 3^{-}} \frac{g(x)}{f(x)} = \frac{k}{0^{+}} = +\infty. Atenção ao sinal: com0^{-} a resposta seria-\infty . Metade dos erros neste tipo de item está aqui.
Não há indeterminação nenhuma: calcula os dois limites em separado e repara nos sinais.
- O numerador.
\lim\limits_{x \to 0^{+}} \log_{2} x = -\infty . - O denominador. Para
x pequeno e positivo,\operatorname{sen} x > 0 , logo\lim\limits_{x \to 0^{+}} \operatorname{sen} x = 0^{+} . - O quociente.
\lim_{x \to 0^{+}} \frac{\log_{2} x}{\operatorname{sen} x} = \frac{-\infty}{0^{+}} = -\infty. Ver um seno em baixo faz pensar logo no limite notável — mas esse é\frac{\operatorname{sen} x}{x} , e aqui em cima está um logaritmo. Não há indeterminação:\frac{-\infty}{0^{+}} é imediato.
Basta igualar o limite à direita a
- A imagem.
f(0) = 0 , e\lim\limits_{x \to 0^{-}} f(x) = 0 . - Limite à direita.
\lim\limits_{x \to 0^{+}} \ln(x+k) = \ln k . - Igualar.
\ln k = 0 \iff k = e^{0} = 1 .Ek = 1 > 0 , como o logaritmo exige — vale a pena verificá-lo.
Continuidade em
- A imagem.
f(60) = 6+A \times 2^{0} = 6+A . - Limite à esquerda.
\lim_{t \to 60^{-}} \left(20+80 \times 2^{-0{,}05t}\right) = 20+80 \times 2^{-3} = 20+\frac{80}{8} = 20+10 = 30. - Igualar. Como
f é contínua em60 ,6+A = 30 \iff A = 24.
Não é indeterminação. Vê para onde vai cada parcela, e não te esqueças do sinal do denominador.
- Quando
x \to 0^{+} :\log_{2} x \to -\infty . - E
e^{x}-1 \to e^{0}-1 = 0 , por valores positivos (poisx > 0 \Rightarrow e^{x} > 1 ): tende para0^{+} . - Logo
\lim_{x \to 0^{+}} \frac{\log_{2} x}{e^{x}-1} = \frac{-\infty}{0^{+}} = -\infty.
A assíntota
- Sendo
y = 0 assíntota horizontal,\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = 0 ; e comof é positiva, esse zero é0^{+} . - Logo
\lim_{x \to +\infty} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{0^{+}} = +\infty.
Duas palavras do enunciado decidem tudo: positiva e assíntota
- O limite de
f . A retay = 0 é assíntota, logo\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = 0 . E comof é positiva, aproxima-se de zero por valores positivos:\lim_{x \to +\infty} f(x) = 0^{+}. - O inverso.
\lim_{x \to +\infty} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{0^{+}} = +\infty. Sem a positividade não se poderia escrever0^{+} , e o limite podia não existir. A opção (D) é para quem esquece esse detalhe.
Três coisas: contínua em
- Em
\mathbb{R}^{-} . Quociente de funções contínuas com denominador não nulo:f é contínua. - Em
\mathbb{R}^{+} . Função racional cujo denominador2x+2 não se anula parax \geq 0 :f é contínua. - Em
x = 0 : a imagem.f(0) = \dfrac{2}{2} = 1 . - Limite à direita.
\lim\limits_{x \to 0^{+}} \dfrac{3x+2}{2x+2} = \dfrac{2}{2} = 1 . - Limite à esquerda.
\lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{x}-1}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} 1, pelo limite notável. - Os três valores são
1 , logof é contínua em0 e, portanto, contínua em\mathbb{R} .
De
- Como
N < M , tem-seN-M < 0 , logo(N-M)t \to -\infty quandot \to +\infty . - Assim
\lim_{t \to +\infty} P(t) = 5{,}2 \times 10^{7} \times \lim_{u \to -\infty} e^{u} = 5{,}2 \times 10^{7} \times 0 = 0. - Interpretação. Se a taxa de mortalidade for superior à de natalidade, a população tende a extinguir-se com o passar dos anos.
À direita, separa a fracção em duas parcelas: uma é
- A imagem e o limite à esquerda.
f(0) = k+\operatorname{sen} 0 = k , e o ramo é contínuo, logo o limite à esquerda também ék . - Limite à direita. Separando,
\frac{3x+\ln(1+x)}{x} = 3 + \frac{\ln(1+x)}{x} \longrightarrow 3+1 = 4, pelo limite notável\lim\limits_{x \to 0}\dfrac{\ln(x+1)}{x} = 1 . - Resolver.
k = 4 .A opção (C) é a armadilha: quem esquece o+1 do limite notável fica-se pelo3 .
Três leituras diferentes, uma por cada função a rejeitar: o que acontece enquanto aquece, o que acontece aos cinco minutos, e o que acontece no instante inicial.
- A temperatura ambiente. Em qualquer das quatro, o limite quando
t \to +\infty é24 : a temperatura ambiente é24 . - Rejeitar
a . Nos primeiros cinco minutos a água está ao lume, logo a temperatura tem de subir. Ora24-2t é uma reta de declive negativo: descreve um arrefecimento. - Rejeitar
b . A temperatura varia de forma contínua, masb(5) = 12 \times 7 = 84 \quad \text{e} \quad \lim_{t \to 5^{+}} b(t) = 24+70 = 94. Há um salto de10 graus no instante em que se apaga o lume. - Rejeitar
c . No instante inicial a temperatura era a ambiente, isto é,24 . Orac(0) = 14 \times 1 = 14 \neq 24 . - Fica
d .d(0) = 24 (parte da ambiente), é crescente em\left[0,\,5\right] , ed(5) = 84 = 24+60e^{0} (é contínua). Depois decresce para24 .Cada uma das três razões usa uma hipótese diferente do enunciado. Numa composição, é isso que se procura: uma razão por opção, e razões que não se repitam.
Um dos limites é finito e não nulo; o outro é infinito. Um quociente
- Pela figura,
\lim\limits_{x \to 1^{+}} f(x) = k , um número real finito (o valor da reta emx=1 ). - Também pela figura,
\lim\limits_{x \to 1^{+}} g(x) = -\infty , porquex = 1 é assíntota vertical. - Logo
\lim_{x \to 1^{+}} \frac{f(x)}{g(x)} = \frac{k}{-\infty} = 0.
Para averiguar a continuidade em
Em cada ramo, põe
- A imagem.
f(0) = 2 . - Limite à esquerda.
\lim_{x \to 0^{-}} \frac{x(x+2)}{x\left(x^{2}+1\right)} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{x+2}{x^{2}+1} = \frac{2}{1} = 2. - Limite à direita. Pondo
x em evidência,\lim_{x \to 0^{+}} \frac{x\left[3x-\ln(x+1)\right]}{x^{2}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{+}} \left(3 - \frac{\ln(x+1)}{x}\right) = 3-1 = 2, pelo limite notável\lim\limits_{x \to 0}\dfrac{\ln(x+1)}{x} = 1 . - Os três valores são
2 :f é contínua emx = 0 .
Não é indeterminação:
- Quando
x \to 2^{+} , tem-sex > 2 , logox^{2} > 4 e4-x^{2} < 0 : o denominador tende para0^{-} . - Logo
\lim_{x \to 2^{+}} \frac{1}{4-x^{2}} = \frac{1}{0^{-}} = -\infty.
Lê no gráfico os dois limites laterais de
- Pela figura,
\lim\limits_{x \to 3^{-}} f(x) é um número negativo (o ponto aberto está abaixo do eixo). - Logo
\lim\limits_{x \to 3^{-}} \dfrac{1}{f(x)} < 0 . - Do outro lado,
\lim\limits_{x \to 3^{+}} f(x) é um número positivo (o ponto cheio está acima do eixo), logo\lim\limits_{x \to 3^{+}} \dfrac{1}{f(x)} > 0 . - Os limites laterais têm sinais contrários, logo são diferentes: não existe
\lim\limits_{x \to 3} \dfrac{1}{f(x)} .Não é preciso conhecer os valores. Basta que os dois lados não coincidam — e sinais contrários garantem-no.
Para averiguar a continuidade em
À esquerda, separa:
- A imagem.
f(0) = 2-0+\ln 1 = 2 . - Limite à direita. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 0^{+}} f(x) = 2 . - Limite à esquerda. Separando a fracção,
\lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{x}-1+x}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \left(\frac{e^{x}-1}{x}+1\right) = 1+1 = 2. - Os três valores são
2 :f é contínua emx = 0 .
É um modelo logístico. O denominador tende para
- O valor inicial.
N(0) = \dfrac{2000}{1+199e^{0}} = \dfrac{2000}{200} = 10 . - O limite. Como
e^{-0{,}01t} \to 0 quandot \to +\infty ,\lim_{t \to +\infty} N(t) = \frac{2000}{1+199 \times 0} = 2000. - Interpretação. A associação foi fundada por
10 amigos. Com o passar do tempo o número de sócios tende para2000 , sem nunca o atingir: é o limite de crescimento do modelo.
- O valor inicial.
T(0) = 25+48e^{0} = 25+48 = 73 . - O limite. Como
-0{,}05t \to -\infty , tem-see^{-0{,}05t} \to 0 , logo\lim_{t \to +\infty} T(t) = 25+48 \times 0 = 25. - Interpretação. No instante em que se interrompeu o aquecimento a água estava a
73^{\circ} C. Com o passar do tempo, a temperatura aproxima-se de25^{\circ} C, que é a temperatura ambiente — a água arrefece até ficar à temperatura do local.
Os dois ramos são polinómios, logo contínuos. Basta que os valores coincidam em
- Cada ramo é polinomial, logo contínuo. O único ponto crítico é
x = a . - Igualar os dois ramos em
a .a^{2}-2a = a^{2}-a+3 \iff -2a+a = 3 \iff -a = 3 \iff a = -3.
Para averiguar a continuidade em
À direita, repara que
- A imagem.
g(1) = 2 . - Limite à esquerda.
1+x-x^{2} \to 1 , logo\lim_{x \to 1^{-}} \left[2x+\ln\left(1+x-x^{2}\right)\right] = 2+\ln 1 = 2. - Cálculo auxiliar. Para
x > 0 ,x-1 = \left(\sqrt{x}\right)^{2}-1^{2} = \left(\sqrt{x}-1\right)\left(\sqrt{x}+1\right) . - Limite à direita.
\lim_{x \to 1^{+}} \frac{x-1}{\sqrt{x}-1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 1^{+}} \left(\sqrt{x}+1\right) = 2. - Os três valores são
2 :g é contínua emx = 1 .
À esquerda, ajusta ao limite notável:
- A imagem.
f(0) = \log_{2} k . - Limite à esquerda.
\lim_{x \to 0^{-}} \frac{\operatorname{sen}(2x)}{x} = 2\lim_{x \to 0^{-}} \frac{\operatorname{sen}(2x)}{2x} = 2. - Resolver.
\log_{2} k = 2 \iff k = 2^{2} = 4 .Um logaritmo igualado a um número resolve-se sempre da mesma maneira: passa-se à forma exponencial. Aqui, base2 e expoente2 .
Trata primeiro os intervalos
- Fora de
0 . Em\mathbb{R}^{+} ,h é diferença de funções contínuas (uma raiz de um polinómio sempre positivo e a identidade), logo é contínua. Em\mathbb{R}^{-} , é quociente de contínuas com denominador não nulo, logo é contínua.Este passo vale cotação. Estudar só o ponto de junção deixa metade da resposta por dar. - Em
x = 0 : a imagem.h(0) = 2 . - Limite à direita.
\lim\limits_{x \to 0^{+}}\left(\sqrt{x^{2}+4}-x\right) = \sqrt{4}-0 = 2 . - Limite à esquerda. Com
y = 2x \to 0 ,\lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{2x}-1}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} 2\lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{2x}-1}{2x} = 2 \times 1 = 2. - Os três valores são
2 :h é contínua em0 e, portanto, contínua em\mathbb{R} .
Para averiguar a continuidade em
À esquerda há uma raiz no denominador: multiplica em cima e em baixo pelo conjugado
- A imagem.
f(2) = 2e^{-2}+3 = \dfrac{2}{e^{2}}+3 . - Limite à direita. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 2^{+}} f(x) = \dfrac{2}{e^{2}}+3 . - Cálculo auxiliar. Multiplicando pelo conjugado,
\frac{x-2}{x-\sqrt{2x}} = \frac{(x-2)\left(x+\sqrt{2x}\right)}{x^{2}-2x} = \frac{(x-2)\left(x+\sqrt{2x}\right)}{x(x-2)} = \frac{x+\sqrt{2x}}{x}. - Limite à esquerda.
\lim_{x \to 2^{-}} \frac{x-2}{x-\sqrt{2x}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 2^{-}} \frac{x+\sqrt{2x}}{x} = \frac{2+2}{2} = 2. - Como
\dfrac{2}{e^{2}}+3 \approx 3{,}27 \neq 2 ,f não é contínua emx = 2 .
Põe
- A forma. Substituindo,
\dfrac{e^{0}-1}{0} = \dfrac{0}{0} . - Factorizar.
ax^{2}+a^{2}x = ax(x+a) . - O limite.
\lim_{x \to 0} \frac{e^{ax}-1}{ax(x+a)} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0} \frac{e^{ax}-1}{ax} \times \frac{1}{x+a} = 1 \times \frac{1}{a} = \frac{1}{a}.
À direita, separa:
- A imagem e o limite à esquerda.
f(0) = a \times 0 + b + e^{0} = b+1 , e o ramo é contínuo, logo o limite à esquerda também éb+1 . - Limite à direita. Separando,
\frac{x-\operatorname{sen}(2x)}{x} = 1 - 2 \times \frac{\operatorname{sen}(2x)}{2x} \longrightarrow 1-2 = -1. - Resolver.
b+1 = -1 \iff b = -2 .O parâmetroa multiplicax , e emx = 0 desaparece: por isso a continuidade em0 não diz nada sobre ele.
Para averiguar a continuidade em
À direita, escreve
- A imagem.
h(0) = \ln 1 = 0 . - Limite à esquerda. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 0^{-}} h(x) = 0 . - Limite à direita. Somando e subtraindo
1 ,\frac{e^{2x}-e^{x}}{x} = 2 \times \frac{e^{2x}-1}{2x} - \frac{e^{x}-1}{x} \longrightarrow 2 \times 1 - 1 = 1. - Como
0 \neq 1 , os limites laterais são diferentes:h não é contínua emx = 0 .Somar e subtrair1 não muda nada e faz aparecer dois limites notáveis. É o mesmo movimento de completar o quadrado, aplicado a exponenciais.
Iguala
- A imagem e o limite à esquerda.
g(0) = \ln(k-0) = \ln k , e o ramo é contínuo em0 (comk > 0 ). - Limite à direita.
\lim_{x \to 0^{+}} \frac{\operatorname{sen} x}{3x} = \frac{1}{3}\lim_{x \to 0^{+}} \frac{\operatorname{sen} x}{x} = \frac{1}{3}. - Resolver.
\ln k = \dfrac{1}{3} \iff k = e^{\frac{1}{3}} = \sqrt[3]{e} .A opçãoe^{3} é o erro simétrico: trocar\ln k = \frac{1}{3} por\ln k = 3 . Escrever a exponencial devagar evita-o.
Repara que
- Simplificar o denominador.
f(x)-{\pi} = -4\operatorname{sen}(5x) . - Preparar os dois notáveis.
\frac{\operatorname{sen} x}{-4\operatorname{sen}(5x)} = -\frac{1}{20} \times \frac{\operatorname{sen} x}{x} \times \frac{5x}{\operatorname{sen}(5x)}. - Os dois quocientes tendem para
1 , logo\lim_{x \to 0} \frac{\operatorname{sen} x}{f(x)-{\pi}} = -\frac{1}{20}. O truque é multiplicar e dividir pelos argumentos certos,x e5x , e arrumar as constantes à frente. O-\frac{1}{20} vem de\frac{1}{-4} \times \frac{1}{5} .
Para averiguar a continuidade em
O limite da esquerda é uma razão incremental disfarçada: qual é a função e qual é o ponto?
- A imagem.
f(2) = 3e^{2}+\ln 1 = 3e^{2} . - Limite à direita. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 2^{+}} f(x) = 3e^{2} . - Limite à esquerda. Com
g(x) = xe^{x} , tem-seg(2) = 2e^{2} e\lim_{x \to 2^{-}} \frac{xe^{x}-2e^{2}}{x-2} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 2^{-}} \frac{g(x)-g(2)}{x-2} = g'(2). Reconhecer a razão incremental poupa a regra de L’Hôpital — e mostra que se percebeu o que ali está. - Cálculo auxiliar.
g'(x) = e^{x}+xe^{x} = (1+x)e^{x} , logog'(2) = 3e^{2} . - Os três valores são
3e^{2} :f é contínua emx = 2 .
A figura dá
- Do gráfico.
f(a) = g(a) = 2 , e\lim\limits_{x \to a^{+}} f(x) = 2 . - Limite à esquerda. O ramo é contínuo, logo
\lim_{x \to a^{-}} f(x) = \log_{3}\left(-a-\frac{1}{3}\right). - Igualar.
\log_{3}\left(-a-\frac{1}{3}\right) = 2 \iff -a-\frac{1}{3} = 9 \iff -a = \frac{28}{3} \iff a = -\frac{28}{3}. - E de facto
-\dfrac{28}{3} < -\dfrac{1}{3} , como o enunciado exigia.
Só o ramo da direita entra na conta. Ajusta ao limite notável:
- O limite à direita. É
\frac{0}{0} . Escrevendo\frac{1-e^{4x}}{x} = -4 \times \frac{e^{4x}-1}{4x}, e comy = 4x \to 0 , vem\lim\limits_{x \to 0^{+}} f(x) = -4 \times 1 = -4 . - Igualar a
f(0) .1-e^{k+1} = -4 \iff e^{k+1} = 5 \iff k+1 = \ln 5 \iff k = \ln 5 - 1. O ramo da esquerda, com o seno, não é usado: o enunciado só pede a igualdade com o limite à direita. Ler o que é pedido poupa metade do trabalho.
Fora de
- Onde falta verificar. Em
\mathbb{R}\setminus\{0\} ,g resulta de operações entre funções contínuas. Só é preciso a continuidade em0 . - O limite. Separando,
\frac{-x+\operatorname{sen}\frac{x}{2}}{x} = -1 + \frac{\operatorname{sen}\frac{x}{2}}{x} = -1 + \frac{1}{2} \times \frac{\operatorname{sen}\frac{x}{2}}{\frac{x}{2}}. - Com
y = \dfrac{x}{2} \to 0 , o último fator tende para1 :\lim_{x \to 0} g(x) = -1 + \frac{1}{2} = -\frac{1}{2}. - Resolver.
e^{k}-1 = -\dfrac{1}{2} \iff e^{k} = \dfrac{1}{2} \iff k = \ln\dfrac{1}{2} = -\ln 2 .O\frac{1}{2} aparece duas vezes e por razões diferentes: uma vem do argumento do seno, a outra é o valor do limite. Confundi-las é fácil.
Para averiguar a continuidade em
À direita, faz
- A imagem.
f(4) = \dfrac{15}{\sqrt{25}} = \dfrac{15}{5} = 3 . - Limite à esquerda. O ramo é contínuo em
x = 4 , logo\lim\limits_{x \to 4^{-}} f(x) = 3 . - Limite à direita. Escrevendo
3x-11 = 1+3(x-4) , e comy = 3(x-4) \to 0 :\lim_{x \to 4^{+}} \frac{\ln\left(1+3(x-4)\right)}{x-4} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} 3\lim_{y \to 0^{+}} \frac{\ln(1+y)}{y} = 3 \times 1 = 3. - Os três valores são
3 :f é contínua emx = 4 .
Quando
- Limite à direita. Quando
x \to 0^{+} ,\ln x \to -\infty , logo\dfrac{1}{\ln x} \to 0 . Assim\lim_{x \to 0^{+}} f(x) = 2e^{0}+0 = 2. - A imagem e o limite à esquerda.
f(0) = \ln k , e o ramo é contínuo, logo\lim\limits_{x \to 0^{-}} f(x) = \ln k . - Igualar.
\ln k = 2 \iff k = e^{2} .
Para averiguar a continuidade em
À direita é
- A imagem.
f(1) = 1 \times e^{4} + 2 = e^{4}+2 . - Limite à esquerda. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 1^{-}} f(x) = e^{4}+2 . - Limite à direita. É
\frac{0}{0} . As derivadas são-\dfrac{1}{2\sqrt{x}}+\cos(x-1) e-1 , logo\lim_{x \to 1^{+}} \frac{1-\sqrt{x}+\operatorname{sen}(x-1)}{1-x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \frac{-\dfrac{1}{2}+1}{-1} = -\frac{1}{2}. - Como
e^{4}+2 \neq -\dfrac{1}{2} , os limites laterais são diferentes:f não é contínua emx = 1 .Nem era preciso a conta toda: o ramo da esquerda dá um número maior do que50 , e o da direita está entre-1 e0 . Um enquadramento grosseiro já decidia.
Só o ramo da esquerda interessa. Escreve
- O limite. Com
y = 2x \to 0 :\lim_{x \to 0^{-}} \frac{3x}{1-e^{2x}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{-\dfrac{3}{2} \times 2x}{e^{2x}-1} = -\frac{3}{2} \times \frac{1}{1} = -\frac{3}{2}. - Igualar a
f(0) .\ln k = -\frac{3}{2} \iff k = e^{-3/2}.
Para averiguar a continuidade em
À esquerda, separa a fracção em duas: uma dá o limite notável, a outra sai por substituição.
- A imagem.
f(4) = \ln\left(2e^{4}-e^{4}\right) = \ln e^{4} = 4 . - Limite à direita. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 4^{+}} f(x) = f(4) = 4 . - Limite à esquerda. Escrevendo
-3x+11 = -3(x-4)-1 :\frac{e^{x-4}-3x+11}{4-x} = \frac{e^{x-4}-1}{-(x-4)} + \frac{-3(x-4)}{-(x-4)} = -\frac{e^{x-4}-1}{x-4} + 3. - Com
y = x-4 \to 0 :\lim_{x \to 4^{-}} f(x) \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} -1 + 3 = 2. - Como
2 \neq 4 ,f não é contínua emx = 4 .
A continuidade em
- O que a continuidade obriga.
f\left(\dfrac{{\pi}}{2}\right) = k-3 , e tem de ser igual ao limite à esquerda. - O limite. Numerador e denominador anulam-se em
\dfrac{{\pi}}{2} . Por L’Hôpital,\lim_{x \to \left(\frac{{\pi}}{2}\right)^{-}} \frac{\cos x}{x-\dfrac{{\pi}}{2}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to \left(\frac{{\pi}}{2}\right)^{-}} \frac{-\operatorname{sen} x}{1} = -\operatorname{sen}\frac{{\pi}}{2} = -1. - Resolver.
k-3 = -1 \iff k = 2 .Repara na estrutura:\frac{\cos x}{x-\frac{{\pi}}{2}} é a razão incremental do cosseno em\frac{{\pi}}{2} . O limite é, por definição,\left(\cos x\right)^{\prime} nesse ponto.
À direita, separa a fracção em duas parcelas: uma é
- À esquerda.
f(0) = 2+e^{k} , e o ramo é contínuo, logo o limite à esquerda é o mesmo. - À direita. Separando,
\frac{2x+\ln(x+1)}{x} = 2 + \frac{\ln(x+1)}{x} \longrightarrow 2+1 = 3, pelo limite notável\lim\limits_{x \to 0}\dfrac{\ln(x+1)}{x} = 1 . - Resolver.
2+e^{k} = 3 \iff e^{k} = 1 \iff k = 0 .Separar a fracção é o movimento que faz aparecer o limite notável. Com L’Hôpital dava o mesmo, mas com mais contas.
Põe
- A forma. Substituindo,
\dfrac{a e^{0}-a}{a^{2}-a^{2}} = \dfrac{0}{0} . - Factorizar.
ae^{x-a}-a = a\left(e^{x-a}-1\right) ex^{2}-a^{2} = (x-a)(x+a) . - O limite. Com
y = x-a \to 0 ,\lim_{x \to a} \frac{a\left(e^{x-a}-1\right)}{(x-a)(x+a)} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} a \lim_{x \to a} \frac{e^{x-a}-1}{x-a} \times \frac{1}{x+a} = a \times 1 \times \frac{1}{2a} = \frac{1}{2}.
Escreve
- A forma. Substituindo,
\dfrac{0}{1-e^{0}} = \dfrac{0}{0} : indeterminação. - Cálculo auxiliar. Com
y = -nx (en \neq 0 ), quandox \to 0 tambémy \to 0 , ex = -\dfrac{y}{n} . - O limite.
\lim_{x \to 0} \frac{600x}{1-e^{-nx}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{y \to 0} \frac{-\dfrac{600y}{n}}{-\left(e^{y}-1\right)} = \frac{600}{n}\lim_{y \to 0}\frac{y}{e^{y}-1} = \frac{600}{n}. - Interpretação. Se a taxa de juro for arbitrariamente próxima de zero, a prestação mensal aproxima-se de
\dfrac{600}{n} euros — ou seja, o José paga os600 euros emn prestações iguais, sem juro nenhum.
Põe
- O que a continuidade obriga.
f(-1) = k+2 , e é precisok+2 = \lim\limits_{x \to -1} f(x) . - Ajustar ao limite notável.
\frac{\operatorname{sen}\left(3(x+1)\right)}{4(x+1)} = \frac{3}{4} \times \frac{\operatorname{sen}\left(3(x+1)\right)}{3(x+1)}. - Com
y = 3(x+1) \to 0 , o segundo fator tende para1 , logo o limite é\dfrac{3}{4} . - Resolver.
k+2 = \dfrac{3}{4} \iff k = \dfrac{3}{4}-2 = -\dfrac{5}{4} .As três opções erradas são os enganos previsíveis: esquecer o-2 , trocar3 com4 , ou trocar o sinal. Vale a pena fazer a subtração devagar.
Para averiguar a continuidade em
À esquerda, ajusta ao limite notável:
- A imagem.
g(0) = \dfrac{1}{2-\operatorname{sen} 0} = \dfrac{1}{2} . - Limite à direita. O ramo é contínuo (o denominador nunca se anula, porque
\operatorname{sen}(2x) \leq 1 < 2 ), logo\lim\limits_{x \to 0^{+}} g(x) = \dfrac{1}{2} . - Limite à esquerda. É
\frac{0}{0} . Comy = 2x \to 0 ,\lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{2x}-1}{4x} = \frac{1}{2}\lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{2x}-1}{2x} = \frac{1}{2} \times 1 = \frac{1}{2}. - Os três valores são
\dfrac{1}{2} :g é contínua em0 .A observação2-\operatorname{sen}(2x) \geq 1 não é decorativa: é ela que garante que o segundo ramo está definido — e contínuo — em todo o intervalo.
Para averiguar a continuidade em
À direita não há indeterminação: repara para onde tende
- A imagem.
f(0) = 0 . - Limite à direita. Quando
x \to 0^{+} , tem-se\ln x \to -\infty , logo o denominador tende para0^{+}-(-\infty) = +\infty :\lim_{x \to 0^{+}} \frac{x}{x-\ln x} = \frac{0^{+}}{+\infty} = 0. - Limite à esquerda. É
\frac{0}{0} . Por L’Hôpital,\lim_{x \to 0^{-}} \frac{1-\cos x}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{\operatorname{sen} x}{1} = 0. - Os três valores são
0 :f é contínua em0 .O ramo da direita parece uma indeterminação e não é: basta ver que-\ln x explode. Vale a pena substituir antes de derivar seja o que for.
- O limite.
\lim_{x \to 1} \frac{x^{2}-1}{x-1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 1} \frac{(x-1)(x+1)}{x-1} = \lim_{x \to 1}(x+1) = 2. - Continuidade. É preciso
f(1) = 2 , isto é,\log_{3} k = 2 \iff k = 3^{2} = 9 .
A continuidade em
- O que a continuidade obriga. À esquerda de
1 a função valek , ef(1) = k . Logo tem de serk = \lim\limits_{x \to 1^{+}} f(x) . - Fatorizar. Como
1 é raiz dex^{2}+x-2 , vemx^{2}+x-2 = (x-1)(x+2) , e parax \neq 1 \frac{x-1}{x^{2}+x-2} = \frac{1}{x+2}. - O limite.
\lim\limits_{x \to 1^{+}} \dfrac{1}{x+2} = \dfrac{1}{3} , logok = \dfrac{1}{3} .Fatorizar é mais rápido do que L’Hôpital e dá o mesmo. Sempre que numerador e denominador são polinómios com a mesma raiz, é por aí que se começa.
Começa por escrever
- Simplificar o numerador. Pelas reduções ao primeiro quadrante,
f({\pi}-x) = \frac{\operatorname{sen}({\pi}-x)}{2+\cos({\pi}-x)} = \frac{\operatorname{sen} x}{2-\cos x}. - O limite. Fica
\lim_{x \to 0} \frac{\operatorname{sen} x}{x\left(2-\cos x\right)} = \lim_{x \to 0} \frac{\operatorname{sen} x}{x} \times \lim_{x \to 0} \frac{1}{2-\cos x}. - O primeiro fator é o limite notável do seno, que vale
1 ; o segundo substitui-se:\dfrac{1}{2-1} = 1 . Logo o limite é1 .Separar num produto de dois limites — um notável, outro que se substitui — evita L’Hôpital e a derivada do produto que ele obrigaria a fazer.
Para averiguar a continuidade em
À direita, põe
- A imagem.
h(1) = 1+1 \times e^{0} = 2 . - Limite à esquerda. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 1^{-}} h(x) = h(1) = 2 . - Limite à direita. É
\frac{0}{0} . Comy = x-1 \to 0^{+} ,\frac{\sqrt{y}}{\operatorname{sen} y} = \frac{y}{\operatorname{sen} y} \times \frac{1}{\sqrt{y}} \longrightarrow 1 \times \frac{1}{0^{+}} = +\infty. - O limite à direita não é finito, logo é diferente do da esquerda:
h não é contínua emx = 1 .A raiz é de ordem menor do que o seno:\sqrt{y} vai para zero muito mais devagar do quey , e por isso o quociente rebenta.
Factoriza numerador e denominador:
- A imagem.
g(1) = 1-10+8\ln 1 = -9 . - Limite à esquerda.
\lim_{x \to 1^{-}} \frac{x(x-1)}{-k(x-1)} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 1^{-}} \frac{x}{-k} = -\frac{1}{k}. Simplificar exigex \neq 1 — e no limite é sempre esse o caso. - Igualar.
-\dfrac{1}{k} = -9 \iff k = \dfrac{1}{9} .
Para averiguar a continuidade em
À direita, factoriza
- A imagem.
f(1) = -1 \times (1+2\ln 1) = -1 . - Limite à esquerda. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 1^{-}} f(x) = f(1) = -1 . - Limite à direita. Como
x^{2}+3x-4 = (x-1)(x+4) ,\lim_{x \to 1^{+}} \frac{-5\left(e^{x-1}-1\right)}{(x-1)(x+4)} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} -5 \lim_{x \to 1^{+}} \frac{e^{x-1}-1}{x-1} \times \frac{1}{x+4} = -5 \times 1 \times \frac{1}{5} = -1. - Os três valores são
-1 :f é contínua emx = 1 .
Estuda o expoente quando
- No expoente,
1{,}08t-0{,}3t^{2} é um polinómio de grau dois com coeficiente principal negativo, logo\lim_{t \to +\infty}\left(1{,}08t-0{,}3t^{2}\right) = \lim_{t \to +\infty}\left(-0{,}3t^{2}\right) = -\infty. - Logo
\lim_{t \to +\infty} N(t) = N_{0} \times \lim_{u \to -\infty} e^{u} = N_{0} \times 0 = 0. - Faz sentido: o tubo está fechado, os nutrientes acabam e a população extingue-se.
Para averiguar a continuidade em
Atenção a qual dos ramos vale de cada lado de
- A imagem. Em
x = 2 vale o primeiro ramo:f(2) = \dfrac{e^{0}}{4} = \dfrac{1}{4} . - Limite à direita. Também é o primeiro ramo, que é contínuo em
2 :\lim_{x \to 2^{+}} \frac{e^{2-x}}{x+2} = \frac{1}{4}. - Limite à esquerda. É o segundo ramo, e dá
\frac{0}{0} . Fatorizandox^{2}-4 = (x-2)(x+2) e usando o limite notável do seno comy = x-2 \to 0 :\lim_{x \to 2^{-}} \frac{\operatorname{sen}(x-2)}{x-2} \times \frac{1}{x+2} = 1 \times \frac{1}{4} = \frac{1}{4}. - Os três valores coincidem:
f é contínua emx = 2 .O ramo com a condiçãox < -2 \lor x \geq 2 é o que faz a diferença: em2 a função vale a exponencial, não o seno.
Para averiguar a continuidade em
À direita,
- A imagem.
f(0) = \ln\sqrt{e} = \ln e^{\frac{1}{2}} = \dfrac{1}{2} . - Limite à direita. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 0^{+}} f(x) = \dfrac{1}{2} . - Limite à esquerda. É
\frac{0}{0} . Por L’Hôpital,\lim_{x \to 0^{-}} \frac{1-\cos x}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{\operatorname{sen} x}{1} = \operatorname{sen} 0 = 0. - Como
0 \neq \dfrac{1}{2} , os limites laterais são diferentes:f não é contínua emx = 0 .Perto de zero,1-\cos x comporta-se como\frac{x^{2}}{2} — é de segunda ordem, e por isso dividido porx ainda tende para zero.
Aqui os dois lados têm a mesma expressão: basta um limite. Faz aparecer
- A imagem.
f(0) = \dfrac{3}{5} . - O limite (o mesmo dos dois lados). Com
y = 5x \to 0 :\lim_{x \to 0} \frac{3x}{e^{5x}-1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0} \frac{3}{5} \times \frac{5x}{e^{5x}-1} = \frac{3}{5} \times \frac{1}{1} = \frac{3}{5}. - Como
\lim\limits_{x \to 0} f(x) = f(0) ,f é contínua emx = 0 .
Para averiguar a continuidade em
À esquerda, põe
- A imagem.
g(1) = 7 \times 3^{0}-3 = 7-3 = 4 . - Limite à direita. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 1^{+}} g(x) = g(1) = 4 . - Limite à esquerda. Com
y = x-1 \to 0 ,\lim_{x \to 1^{-}} \frac{4(x-1)}{e^{x-1}-1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{y \to 0^{-}} \frac{4y}{e^{y}-1} = 4 \times \frac{1}{\lim\limits_{y \to 0}\dfrac{e^{y}-1}{y}} = 4 \times \frac{1}{1} = 4. Quando o limite notável aparece de cabeça para baixo, inverte-se — não se muda a regra. - Os três valores são
4 :g é contínua emx = 1 .
Não é
- Ajustar ao limite notável.
\frac{\operatorname{sen}(2x)}{x} = 2 \times \frac{\operatorname{sen}(2x)}{2x}. - Com
y = 2x \to 0 , o segundo fator tende para1 :\lim_{x \to 0} \frac{\operatorname{sen}(2x)}{x} = 2 \times 1 = 2. - O mesmo por L’Hôpital:
\lim\limits_{x \to 0} \dfrac{2\cos(2x)}{1} = 2 .A opção (C) é a armadilha: quem lê\frac{\operatorname{sen}(2x)}{x} como se fosse\frac{\operatorname{sen} y}{y} responde1 .
Para averiguar a continuidade em
Calcula os três e iguala. O limite à esquerda vai ficar em função de
- A imagem.
f(0) = \ln\left(2-e^{0}\right)+0+2 = \ln 1 + 2 = 2 . - Limite à direita. O ramo é contínuo, logo
\lim\limits_{x \to 0^{+}} f(x) = f(0) = 2 . - Limite à esquerda. É
\frac{0}{0} . Por L’Hôpital,\lim_{x \to 0^{-}} \frac{\operatorname{sen}(ax)}{e^{x}-1} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{a\cos(ax)}{e^{x}} = \frac{a \times 1}{1} = a. - Igualar. A continuidade exige
a = 2 .O mesmo se obtinha com os dois limites notáveis de uma vez:\frac{\operatorname{sen}(ax)}{ax} \times \frac{x}{e^{x}-1} \times a \to 1 \times 1 \times a .
- À direita. Como
f é contínua,\lim\limits_{x \to 0^{+}} g(x) = f(0) = 2 = g(0) . - À esquerda.
\lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{-k}\left(e^{x}-1\right)}{x(2-x)} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} e^{-k}\lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{x}-1}{x} \times \frac{1}{2-x} = e^{-k} \times 1 \times \frac{1}{2} = \frac{e^{-k}}{2}. - Igualar.
\frac{e^{-k}}{2} = 2 \iff e^{-k} = 4 \iff -k = \ln 4 \iff k = -\ln 4.
Para averiguar a continuidade em
À direita não há indeterminação nenhuma: substitui. À esquerda, ou L’Hôpital, ou o limite notável
- A imagem.
f(0) = \dfrac{4\cos 0}{\operatorname{sen} 0 - 2} = \dfrac{4}{-2} = -2 . - Limite à direita. O ramo é um quociente de contínuas com denominador não nulo, logo
\lim_{x \to 0^{+}} f(x) = f(0) = -2. - Limite à esquerda. É
\frac{0}{0} . Escrevendo\dfrac{1-e^{6x}}{3x} = -2 \times \dfrac{e^{6x}-1}{6x} e usando o limite notável comy = 6x \to 0 :\lim_{x \to 0^{-}} \frac{1-e^{6x}}{3x} = -2 \times 1 = -2. - Os três valores coincidem:
f é contínua emx = 0 .Ajustar a fracção para o limite notável — pôr6x em baixo e compensar com o-2 — poupa a derivação. É quase sempre mais rápido do que L’Hôpital.
Para averiguar a continuidade em
À esquerda é
- A imagem.
g(0) = 2\operatorname{sen}^{2} 0 - 0 + 2 = 2 . - Limite à direita. O ramo é contínuo, logo
\lim_{x \to 0^{+}} g(x) = g(0) = 2. - Limite à esquerda. É
\frac{0}{0} . Escrevendo\sqrt{1-x} = (1-x)^{\frac{1}{2}} , a derivada do denominador é\left(1-(1-x)^{\frac{1}{2}}\right)^{\prime} = -\frac{1}{2}(1-x)^{-\frac{1}{2}} \times (-1) = \frac{1}{2\sqrt{1-x}}. - Por L’Hôpital,
\lim_{x \to 0^{-}} \frac{\operatorname{sen} x}{1-\sqrt{1-x}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{\cos x}{\dfrac{1}{2\sqrt{1-x}}} = \lim_{x \to 0^{-}} 2\cos x\sqrt{1-x} = 2. - Os três valores coincidem:
g é contínua emx = 0 .Dividir por uma fracção é multiplicar pelo inverso — e é isso que transforma um quociente feio num produto que se substitui de imediato.
Para averiguar a continuidade em
À esquerda, escreve
- A imagem.
f(0) = 1 . - Limite à esquerda.
\lim_{x \to 0^{-}} \frac{1-e^{-x}}{x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{-}} \frac{e^{-x}-1}{-x} = 1, pelo limite notável\lim\limits_{y \to 0}\dfrac{e^{y}-1}{y} = 1 , comy = -x \to 0 . - Limite à direita. Não há indeterminação: substitui-se.
\lim_{x \to 0^{+}} \frac{x^{2}+\ln(ex+e)}{x+1} = \frac{0+\ln e}{1} = 1. - Os três valores coincidem:
f é contínua emx = 0 .
Para averiguar a continuidade em
- A imagem.
f(3) = 4-e^{0}\times 4-\dfrac{9}{2} = 4-4-4{,}5 = -4{,}5 . - Limite à esquerda. O ramo é contínuo (produto e soma de contínuas), logo
\lim_{x \to 3^{-}} f(x) = f(3) = -\dfrac{9}{2}. - Limite à direita.
\lim_{x \to 3^{+}} \frac{e^{x-3}-1}{x^{2}-9} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 3^{+}} \frac{e^{x-3}-1}{(x-3)(x+3)}. - Com
y = x-3 \to 0 , e usando o limite notável\lim\limits_{y \to 0}\dfrac{e^{y}-1}{y} = 1 :\lim_{x \to 3^{+}} \frac{e^{x-3}-1}{x-3} \times \frac{1}{x+3} = 1 \times \frac{1}{6} = \frac{1}{6}. - Como
-\dfrac{9}{2} \neq \dfrac{1}{6} , os limites laterais são diferentes:f não é contínua emx = 3 .
Exercícios de Exame · Assíntotas
Sessenta e três itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 2000 a 2026 — o arquivo inteiro, tirando três itens cujo enunciado se perdeu na extração. Repara em quantos se resolvem sem conhecer a expressão de
De uma função
Qual é o contradomínio de
- (A)
\left[-1,\,+\infty\right[ - (B)
\left]-\infty,\,1\right] - (C)
\left]0,\,+\infty\right[ - (D)
\left]-\infty,\,0\right[
Considera uma função
Mostra que o gráfico da função
Sejam
o gráfico de
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
- (A)A reta
s é tangente ao gráfico def . - (B)A reta
s é secante ao gráfico def . - (C)A reta
s não interseta o gráfico def . - (D)A reta
s é uma assíntota do gráfico def .
Malmequeres de Baixo é uma povoação com cinco mil habitantes. Num certo dia ocorreu um acidente em Malmequeres de Baixo, que foi testemunhado por algumas pessoas. Admite que,
Recorrendo exclusivamente a processos analíticos, estuda a função
De uma função
Seja
Prova que o eixo
Na figura estão representadas, num referencial o.n.
uma curva
Estuda a função
O gráfico da função
Qual das condições seguintes é uma equação dessa assíntota?
- (A)
y = 0 - (B)
y = 0{,}1 - (C)
y = 0{,}2 - (D)
y = 0{,}3
De uma função
Qual é o valor de
- (A)
+\infty - (B)
-\infty - (C)
0 - (D)
2
Considera a função
Utilizando métodos exclusivamente analíticos, estuda a função
Considera uma função
o gráfico de
Em qual das alternativas seguintes podem estar representadas, num referencial o.n.
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
5 - (D)
+\infty
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Em qual das figuras seguintes pode estar representada parte do gráfico da função
Considera a função
Sem recorrer à calculadora, estuda a função
Seja
Qual das condições seguintes pode ser uma equação dessa assíntota?
- (A)
y = x+3 - (B)
y = 3x - (C)
y = x+4 - (D)
y = 4x
Considera uma função
Em cada uma das opções seguintes estão escritas duas equações, representando cada uma delas uma reta. Em qual das opções as duas retas assim definidas são as assíntotas do gráfico da função
- (A)
y = x ey = 2 - (B)
y = 2 ex = 5 - (C)
y = x ex = 5 - (D)
y = -3 ex = 2
Considera a função
Sem recorrer à calculadora, estuda a função
De uma certa função
Mostra que o gráfico da função
Seja
Sem recorrer à calculadora, estuda a função quanto à existência de assíntotas do seu gráfico.
Seja
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
5 - (C)
6 - (D)
+\infty
Na figura está representada, num referencial
o gráfico de
Em qual das opções seguintes poderá estar representada, num referencial
Na figura está parte da representação gráfica de uma função
Seja
Em qual das opções seguintes pode estar parte da representação gráfica da função
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Seja
Qual é o valor de
- (A)
-\infty - (B)
+\infty - (C)
0 - (D)
1
De uma função
Seja
O gráfico de
- (A)
y = \dfrac{1}{3} - (B)
y = \dfrac{1}{2} - (C)
y = 2 - (D)
y = 3
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Qual é o valor de
- (A)
-1 - (B)
0 - (C)
1 - (D)
+\infty
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Qual é o valor de
- (A)
-\infty - (B)
-3 - (C)
-1 - (D)
3
De uma função
Em cada uma das opções seguintes está representado, num referencial o.n.
Seja
Sem recorrer à calculadora, estuda a função
Sejam
Prova que o gráfico de
Na figura estão representadas parte do gráfico de uma função
Qual é o valor de
- (A)
-1 - (B)
0 - (C)
1 - (D)
2
Na figura está representada, num referencial o.n.
Qual é o valor de
- (A)
-\infty - (B)
3 - (C)
0 - (D)
+\infty
Considera a função
Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, prova que a reta de equação
Considera a função
Estuda a função
Considera a função
Qual é o valor de
- (A)
-\infty - (B)
+\infty - (C)
4 - (D)
0
Seja
Considera a função
Prova que o gráfico de
Na figura está representada, num referencial o.n.
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
\lim\limits_{x \to +\infty}\left(g(x)-2x-4\right) = 0 - (B)
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{x}{g(x)} = 2 - (C)
\lim\limits_{x \to +\infty}\left(g(x)-2x+4\right) = 0 - (D)
\lim\limits_{x \to +\infty}\left(g(x)-2x\right) = 0
Considera a função
Estuda
Considera uma função
Em qual das opções seguintes as equações definem duas assíntotas do gráfico de
- (A)
x = -2 ey = 1 - (B)
x = 3 ey = -2x - (C)
y = -2x ey = 1 - (D)
y = 2x ey = -1
Seja
Em qual das opções seguintes pode estar representado o gráfico da função
Seja
Em qual das opções seguintes as duas equações definem assíntotas do gráfico da função
- (A)
x = 1 ey = -2x+1 - (B)
x = 1 ey = 2x+1 - (C)
y = 3 ey = -2x+1 - (D)
y = 2 ey = 2x+1
Sejam
a reta de equação
Qual das opções seguintes define uma assíntota horizontal do gráfico de
- (A)
y = 3 - (B)
y = e - (C)
y = 0 - (D)
y = -1
Considera, num referencial o.n.
Apenas uma das opções seguintes pode representar uma parte do gráfico da função
Elabora uma composição na qual indiques a opção que pode representar
Na figura está representada, num referencial ortogonal
Sabe-se que:
Apenas uma das opções seguintes pode representar a função
Em cada uma das opções estão representadas parte do gráfico de uma função e, a tracejado, uma assíntota desse gráfico.
Elabora uma composição na qual identifiques a opção que pode representar a função
Seja
Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função
Em cada uma das opções estão representadas parte do gráfico de uma função e, a tracejado, assíntotas desse gráfico.
Na figura está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
Considera as afirmações seguintes.
I. A função
Elabora uma composição na qual indiques, justificando, se cada uma das afirmações é verdadeira ou falsa. Na tua resposta, apresenta três razões diferentes, uma para cada afirmação.
Seja
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
+\infty
Seja
Qual é o declive dessa assíntota?
- (A)
-2 - (B)
-1 - (C)
1 - (D)
2
Considera a função
Estuda a função
Sejam
Sabe-se que a reta de equação
Qual é o valor de
- (A)
+\infty - (B)
1 - (C)
-1 - (D)
-\infty
Considera a função
Estuda a função
Seja
Sabendo que a função
Seja
Resolve o item seguinte sem recorrer à calculadora.
O gráfico de
Seja
Mostra que o gráfico da função
Seja
Estuda, sem recorrer à calculadora, a função
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Seja
Estuda a função
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Seja
Estuda a função
Sejam
a reta
Considera as proposições seguintes.
I. O gráfico da função
Justifica que as proposições I, II e III são falsas. Na tua resposta, apresenta, para cada uma das proposições, uma razão que justifique a sua falsidade.
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Considera a função
O gráfico da função
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Considera a função
O gráfico de
Seja
para qualquer número real
Considera a proposição seguinte.
A reta de equação
Justifica que a proposição anterior é falsa.
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Considera a função
Estuda a função
Seja
A reta de equação
Qual das seguintes igualdades é verdadeira?
- (A)
\lim\limits_{x \to +\infty}\left(g(x)+3x\right) = -5 - (B)
\lim\limits_{x \to +\infty}\left(g(x)+3x\right) = 5 - (C)
\lim\limits_{x \to +\infty}\left(g(x)-3x-5\right) = 0 - (D)
\lim\limits_{x \to +\infty}\left(g(x)-3x+5\right) = 0
Considera a função
Mostra, sem recorrer à calculadora, que a reta de equação
Considera uma função
Seja
Determina uma equação da assíntota não vertical ao gráfico da função
Duas assíntotas, dois ramos: qual delas serve em
- Qual assíntota em cada ramo. A bissetriz dos quadrantes ímpares tem declive
1 : só pode ser assíntota no ramo ondef tende para infinito. Comof é estritamente crescente, esse ramo éx \to +\infty , e\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = +\infty . - Sobra o eixo
Ox parax \to -\infty . E comof é crescente ef(0) = 1 > 0 , a curva aproxima-se de0 por cima:\lim\limits_{x \to -\infty} f(x) = 0^{+} . - O contradomínio.
f é contínua e estritamente crescente, e vai de0 (exclusive) a+\infty . LogoD'_{f} = \left]0,\,+\infty\right[. Os extremos ficam abertos porque nenhum dos dois é atingido — são limites, não valores da função.
«
- O que se sabe. Como o domínio é
\mathbb{R}^{+} , o único ramo éx \to +\infty . E comoOx é assíntota ef é positiva,\lim_{x \to +\infty} f(x) = 0^{+}. - O inverso.
\lim_{x \to +\infty} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{0^{+}} = +\infty. - O limite não é um número real, logo o gráfico de
\frac{1}{f} não tem assíntota horizontal — e, sendo o domínio\mathbb{R}^{+} , não há outro ramo a estudar.Sem a hipótese «f positiva» não se poderia escrever0^{+} , e o limite podia não existir. É uma hipótese que se usa mesmo.
Escreve
- Escrever a reta. Sendo
s o gráfico deg , tem-seg(x) = mx+b para certos reaism eb . - Substituir. A hipótese fica
\lim_{x \to +\infty}\left[f(x)-(mx+b)\right] = 0, que é exatamente a definição des ser assíntota do gráfico def quandox \to +\infty . - As outras três afirmações não são necessárias: a curva pode cortar a assíntota uma vez, muitas vezes, ou nenhuma.Uma assíntota pode intersetar o gráfico — até infinitas vezes. O que a define é o limite da diferença, não a posição relativa.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
O extremo finito do domínio é
- Assíntota vertical. O único candidato é
t = 0 . Masf(0) = \frac{5}{1+124e^{0}} = \frac{5}{125} = \frac{1}{25}, um valor finito. Logot = 0 não é assíntota vertical — e a função é contínua no resto do domínio. - Em
+\infty . Como-0{,}3t \to -\infty , tem-see^{-0{,}3t} \to 0 , e portanto\lim_{t \to +\infty} \frac{5}{1+124e^{-0{,}3t}} = \frac{5}{1+124 \times 0} = 5. - A única assíntota é a reta
y = 5 . - No contexto. Com o passar do tempo, o número de habitantes que sabem do acidente aproxima-se de
5 milhares — ou seja, da totalidade da povoação, sem nunca a atingir.Num modelo logístico a assíntota horizontal é a capacidade do modelo. Aqui, os cinco mil habitantes que a povoação tem.
Escreve
- O que a assíntota de
g dá. A bissetriz dos quadrantes ímpares é a retay = x , de declive1 . Logo\lim_{x \to +\infty} \frac{g(x)}{x} = 1. - Separar o produto.
\lim_{x \to +\infty} h(x) = \lim_{x \to +\infty}\left[\frac{g(x)}{x} \times \frac{1}{x}\right] = 1 \times 0 = 0. - Logo
y = 0 — o eixoOx — é assíntota horizontal do gráfico deh .Não se conheceg , e não é preciso: o declive da assíntota é um limite, e é esse limite que entra na conta.
Para a assíntota não vertical: primeiro
Repara que
- Verticais.
f eg são contínuas em\mathbb{R} , logof+g também é. O gráfico não tem assíntotas verticais. - Declive em
-\infty .m = \lim_{x \to -\infty} \frac{e^{x}+x-2}{x} = \lim_{x \to -\infty}\left[\frac{e^{x}}{x}+1-\frac{2}{x}\right] = 0+1-0 = 1. - Ordenada na origem.
b = \lim_{x \to -\infty}\left[e^{x}+x-2-x\right] = \lim_{x \to -\infty}\left[e^{x}-2\right] = 0-2 = -2. Logoy = x-2 — a própria retar — é assíntota do gráfico def+g quandox \to -\infty . - Em
+\infty .\lim_{x \to +\infty} \frac{e^{x}+x-2}{x} = +\infty, pelo limite notável das magnitudes. Comom não é finito, não há assíntota nesse ramo. - A reta
r é a única assíntota do gráfico def+g .É bonito e não é coincidência: somare^{x} ag quase não muda nada quandox \to -\infty , porque a exponencial se apaga.
A função é contínua, logo a assíntota não é vertical. Calcula o limite no ramo em que a exponencial desaparece.
- Em
-\infty . Como0{,}3x \to -\infty , tem-see^{0{,}3x} \to 0 , e portanto\lim_{x \to -\infty}\left[0{,}1+0{,}2e^{0{,}3x}\right] = 0{,}1+0{,}2 \times 0 = 0{,}1. - Logo
y = 0{,}1 é assíntota horizontal quandox \to -\infty . - No outro ramo o limite é
+\infty , e a função é contínua: é mesmo a única assíntota.Os três números do enunciado —0{,}1 ,0{,}2 e0{,}3 — estão lá para se confundirem. Só a constante que sobra quando a exponencial se anula é que é a assíntota.
O domínio é
- O numerador. Como
y = 2 é assíntota e o domínio é\mathbb{R}^{-} ,\lim\limits_{x \to -\infty} h(x) = 2 . - O denominador.
\lim\limits_{x \to -\infty} e^{x} = 0^{+} . - O quociente.
\lim_{x \to -\infty} \frac{h(x)}{e^{x}} = \frac{2}{0^{+}} = +\infty. Escrever0^{+} em vez de0 é o que decide entre+\infty e-\infty . A exponencial é sempre positiva.
A função é contínua em
- Verticais.
f é contínua em\mathbb{R} (soma de uma constante com uma exponencial), e o domínio não tem extremos finitos. Logo o gráfico não tem assíntotas verticais. - Em
-\infty . Como1-x \to +\infty ,\lim_{x \to -\infty}\left[\frac{1}{3}+2e^{1-x}\right] = \frac{1}{3}+2 \times (+\infty) = +\infty. Não há assíntota horizontal nesse ramo. - Em
+\infty . Como1-x \to -\infty ,\lim_{x \to +\infty}\left[\frac{1}{3}+2e^{1-x}\right] = \frac{1}{3}+2 \times 0 = \frac{1}{3}. - Logo
y = \dfrac{1}{3} é assíntota horizontal quandox \to +\infty .O1-x no expoente inverte os dois ramos: é onde se erra com mais frequência.
- O declive. De
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{g(x)}{x} = \dfrac{1}{2} vem que a única assíntota é não vertical e tem declive\dfrac{1}{2} . - Eliminar. A assíntota da opção (A) é horizontal, de declive
0 ; a da opção (C) tem declive negativo. - A opção (B) tem uma assíntota vertical, e portanto mais do que uma assíntota — contra a primeira hipótese.
- Sobra a opção (D).Um declive positivo mas menor do que
1 desenha-se como uma reta que sobe devagar: é isso que distingue esta opção das outras.
A assíntota horizontal dá o limite do numerador. E
- O numerador. Como
y = 3 é assíntota do gráfico deh ,\lim\limits_{x \to +\infty} h(x) = 3 . - O denominador.
\lim\limits_{x \to +\infty}\left(3+e^{-x}\right) = 3+0 = 3 . - O quociente.
\lim_{x \to +\infty} \frac{h(x)}{3+e^{-x}} = \frac{3}{3} = 1. A assíntota verticalx = 5 não entra na conta: o limite é em+\infty , longe do5 .
- Junto a zero. Pela figura,
\lim\limits_{x \to 0} f(x) = k comk > 0 . Logo\lim_{x \to 0^{-}} g(x) = \frac{k}{0^{-}} = -\infty, \qquad \lim_{x \to 0^{+}} g(x) = \frac{k}{0^{+}} = +\infty. Ficam de fora a opção (B), contínua na origem, e a (D), que sobe dos dois lados. - Em
-\infty . A bissetriz dos quadrantes pares tem declive-1 , logo\lim\limits_{x \to -\infty} g(x) = -1 . - Em
+\infty . A bissetriz dos quadrantes ímpares tem declive1 , logo\lim\limits_{x \to +\infty} g(x) = 1 . A opção (C) tem estes dois valores trocados. - Sobra a opção (A).Dividir por
x transforma cada assíntota oblíqua def numa assíntota horizontal deg , à altura do respetivo declive.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
O limite em
- Assíntota vertical. O único candidato é
x = 0 . Ora\lim_{x \to 0} \frac{e^{x}-1}{x} = 1, pelo limite notável. O limite é finito, logox = 0 não é assíntota vertical — e não há mais nenhuma, porque a função é contínua no resto do domínio. - Em
-\infty . Comoe^{x} \to 0 ,\lim_{x \to -\infty} \frac{e^{x}-1}{x} = \frac{0-1}{-\infty} = 0. Logoy = 0 é assíntota horizontal quandox \to -\infty . - Em
+\infty . Separando,\lim_{x \to +\infty}\left[\frac{e^{x}}{x}-\frac{1}{x}\right] = +\infty-0 = +\infty, pelo limite notável das magnitudes. Não há assíntota horizontal nesse ramo.
Separa a fracção em duas parcelas. O que sobra é exatamente
- Separar.
\frac{g(x)+x}{x} = \frac{g(x)}{x}+1. - Logo
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{g(x)}{x}+1 = 4 , ou seja\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{g(x)}{x} = 3 . - O declive. Como o domínio é
\mathbb{R}^{+} , só há o ramox \to +\infty , e o declive da assíntota ém = 3 . Das quatro opções, sóy = 3x tem declive3 .A ordenada na origem não se pode determinar — e não é preciso: só uma opção tem o declive certo.
O primeiro limite é finito — e um limite finito num ponto não dá assíntota vertical. Os outros dois traduzem-se diretamente em retas.
- Não há assíntota vertical. A função é contínua em
\mathbb{R} \setminus \{5\} e\lim\limits_{x \to 5} f(x) = 3 é finito. Logox = 5 não é assíntota, e ficam de fora as opções (B) e (C). - Em
+\infty . De\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = 2 vem a assíntota horizontaly = 2 . Fica de fora a opção (D). - Em
-\infty . De\lim\left[f(x)-x\right] = 0 vem a assíntota oblíquay = x . - As duas assíntotas são
y = x ey = 2 .O5 está no enunciado só para ser descartado: o buraco no domínio não chega, é preciso que o limite seja infinito.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
Separa:
- Assíntota vertical. O extremo finito do domínio é
0 . Quandox \to 0^{+} :1-\ln x \to 1+\infty = +\infty ex \to 0^{+} , logo\lim_{x \to 0^{+}} f(x) = \frac{+\infty}{0^{+}} = +\infty. Logox = 0 é assíntota vertical. - Assíntota horizontal. Separando,
\lim_{x \to +\infty}\left[\frac{1}{x}-\frac{\ln x}{x}\right] = 0-0 = 0, pelo limite notável das magnitudes. - Logo
y = 0 é assíntota horizontal.
Três coisas a excluir: assíntotas verticais (usa a continuidade), e assíntotas não verticais em cada um dos dois ramos.
- Verticais.
f é contínua em\mathbb{R} , logog(x) = x f(x) também é (produto de contínuas). Uma função contínua em\mathbb{R} não tem assíntotas verticais. - O que a assíntota de
f dá.\lim\limits_{x \to \pm\infty}\dfrac{f(x)}{x} = 1 . - Declive de
g .m = \lim_{x \to \pm\infty} \frac{x f(x)}{x} = \lim_{x \to \pm\infty} f(x). - Ora, como
f(x) se aproxima dex , tem-se\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = +\infty e\lim\limits_{x \to -\infty} f(x) = -\infty . - Em ambos os ramos
m é infinito, logo não há assíntota não vertical. Somando com o primeiro passo: o gráfico deg não tem qualquer assíntota.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
Para a assíntota não vertical: primeiro
- Assíntota vertical. O extremo finito do domínio é
1 . Quandox \to 1^{+} :x \to 1 e\ln(x-1) \to -\infty , logo\lim_{x \to 1^{+}} f(x) = 1+1 \times (-\infty) = -\infty. Logox = 1 é assíntota vertical. - Declive em
+\infty .m = \lim_{x \to +\infty} \frac{x+x\ln(x-1)}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left[1+\ln(x-1)\right] = +\infty. - Como
m não é finito, não há assíntota não vertical. - O gráfico tem uma única assíntota:
x = 1 .
Os dois fatores têm limite conhecido: um é o declive, o outro é a ordenada na origem.
- Da assíntota:
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{g(x)}{x} = 2 e\lim\limits_{x \to +\infty}\left[g(x)-2x\right] = 3 . - Como os dois limites são finitos, o limite do produto é o produto dos limites:
\lim_{x \to +\infty}\left[\frac{g(x)}{x} \times \left(g(x)-2x\right)\right] = 2 \times 3 = 6.
Três limites de
- Em
1^{-} . Comox = 1 é assíntota,\lim\limits_{x \to 1^{-}} f(x) = +\infty , logo\lim_{x \to 1^{-}} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{+\infty} = 0. A opção (A) sobe aí para+\infty : fica de fora. - Em
-\infty . Comoy = 0 é assíntota e a curva está acima do eixo,\lim\limits_{x \to -\infty} f(x) = 0^{+} , logo\lim\limits_{x \to -\infty} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{0^{+}} = +\infty . A opção (C) desce aí para zero: fica de fora. - Em
0^{-} . A origem pertence ao gráfico e a curva está acima do eixo, logo\lim\limits_{x \to 0^{-}} f(x) = 0^{+} e\lim\limits_{x \to 0^{-}} \frac{1}{f(x)} = +\infty : o eixoOy é assíntota de\frac{1}{f} . A opção (D) é contínua na origem: fica de fora. - Sobra a opção (B).Um zero de
f transforma-se em assíntota vertical de\frac{1}{f} , e uma assíntota vertical def transforma-se num zero. É essa troca que o item pede para ler.
Três leituras: o que
- Em
-\infty . Pela figura,\lim\limits_{x \to -\infty} f(x) = 0^{+} , logo\lim_{x \to -\infty} g(x) = \ln 0^{+} = -\infty. A opção (A) não cumpre isto. - Em
+\infty . Pela figura,\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = 1^{+} , logo\lim\limits_{x \to +\infty} g(x) = \ln 1^{+} = 0^{+} : o eixoOx é assíntota do gráfico deg , e a curva aproxima-se dele por cima. A opção (D) não cumpre isto. - Na origem. Pela figura,
f(0) = k comk > 1 , logog(0) = \ln k > 0 . As opções (B) e (D) não cumprem isto. - Sobra a opção (C).O logaritmo troca
1 por0 e0^{+} por-\infty : é essa troca que transforma a assíntotay = 1 def na assíntotay = 0 deg .
O numerador tende para
- O numerador.
\lim\limits_{x \to 1} h(x) = \lim\limits_{x \to 1}(x-1) = 0 . - O denominador. Pela figura,
\lim\limits_{x \to 1^{-}} g(x) = +\infty e\lim\limits_{x \to 1^{+}} g(x) = -\infty . - Os dois limites laterais do quociente.
\lim_{x \to 1^{-}} \frac{h(x)}{g(x)} = \frac{0}{+\infty} = 0, \qquad \lim_{x \to 1^{+}} \frac{h(x)}{g(x)} = \frac{0}{-\infty} = 0. - São iguais, logo
\lim\limits_{x \to 1} \dfrac{h(x)}{g(x)} = 0 .Um número finito a dividir por um infinito dá zero — não é indeterminação nenhuma. A armadilha do item é ver0 em cima e ler\frac{0}{0} .
Divide numerador e denominador por
- Da assíntota:
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{f(x)}{x} = \dfrac{1}{3} . - O limite.
\lim_{x \to +\infty} h(x) = \lim_{x \to +\infty} \frac{x}{f(x)} = \lim_{x \to +\infty} \frac{1}{\dfrac{f(x)}{x}} = \frac{1}{\frac{1}{3}} = 3. - A assíntota horizontal do gráfico de
h éy = 3 .
Escreve a definição de assíntota com
- Por definição de assíntota não vertical,
\lim_{x \to -\infty}\left[f(x)-(-x-1)\right] = 0. - Ora
f(x)-(-x-1) = f(x)+x+1 : é exatamente a expressão do enunciado. - Logo o limite é
0 .
A assíntota dá
- Como
y = -1 é assíntota horizontal,\lim\limits_{x \to -\infty} f(x) = -1 . - Logo
\lim_{x \to -\infty} \frac{3}{f(x)} = \frac{3}{-1} = -3.
A primeira condição diz o que acontece junto ao eixo
- Junto a zero. De
\lim\limits_{x \to 0} g(x) = -\infty vem que o eixoOy é assíntota vertical, e que a curva desce para-\infty . Ficam de fora a opção (B), que sobe para+\infty , e a (C), que parte de um valor finito. - No infinito. De
\lim\left[g(x)-x\right] = 0 vem quey = x — a bissetriz dos quadrantes ímpares — é assíntota do gráfico deg . A assíntota tracejada da opção (A) é horizontal. - Sobra a opção (D).Repara que
\lim\left[g(x)-x\right] = 0 é a definição de assíntota escrita comm = 1 eb = 0 . Não é preciso calcularm eb : já lá estão.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
Factoriza os dois polinómios:
- Simplificar. Para
x < 1 ,f(x) = \frac{3(x-1)(x+1)}{(x-1)^{2}} = \frac{3(x+1)}{x-1}. - Assíntota vertical. Quando
x \to 1^{-} : numerador\to 6 , denominador\to 0^{-} , logo\lim_{x \to 1^{-}} f(x) = \frac{6}{0^{-}} = -\infty. Logox = 1 é assíntota vertical. - Horizontal em
-\infty .\lim_{x \to -\infty} \frac{3x+3}{x-1} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to -\infty} \frac{3x}{x} = 3. Logoy = 3 é assíntota horizontal quandox \to -\infty . - Horizontal em
+\infty .\ln x \to +\infty ee^{1-x} \to 0 , logo\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = +\infty : não há assíntota horizontal nesse ramo.
Calcula
- O que se sabe. De
\lim\left(f(x)-2x\right) = 0 vem\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{f(x)}{x} = 2 . - Declive de
g .m = \lim_{x \to +\infty} \frac{f(x)+x^{2}}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left[\frac{f(x)}{x}+x\right] = 2+\infty = +\infty. - Como
m não é finito, o gráfico deg não tem assíntota oblíqua em+\infty . E o domínio é\mathbb{R}^{+} , logo não há outro ramo a estudar.
- Por definição,
m = \lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{f(x)}{x} é o declive da assíntota não vertical do gráfico def — ou seja, o declive der . - Dois pontos da reta. Pela figura,
r passa em(0,\,-1) e em(1,\,0) . - Declive.
m = \frac{0-(-1)}{1-0} = 1. - Logo
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{f(x)}{x} = 1 .Note-se que a assíntota é oblíqua: se fosse horizontal, o limite seria0 .
O numerador tende para
- O numerador.
\lim\limits_{x \to 1^{-}} 3x = 3 . - O denominador. Pela figura,
\lim\limits_{x \to 1^{-}} f(x) = +\infty . - Logo
\lim_{x \to 1^{-}} \frac{3x}{f(x)} = \frac{3}{+\infty} = 0. Um número finito a dividir por um infinito dá zero — o sinal do infinito nem chega a ser preciso.
Não é preciso calcular
- Onde procurar. O domínio é
\left]-\infty,\,2{\pi}\right] : é limitado à direita, logo o único comportamento assintótico possível é quandox \to -\infty . Aí vale o primeiro ramo. - A definição. A reta
y = ax+b é assíntota do gráfico def em-\infty se e só se\lim\limits_{x \to -\infty}\left[f(x)-(ax+b)\right] = 0 . Oraf(x)-(ax+b) = ax+b+e^{x}-ax-b = e^{x}. - O limite.
\lim_{x \to -\infty} e^{x} = 0. Logoy = ax+b é assíntota do gráfico def . - E como
a \neq 0 , a reta não é horizontal: é uma assíntota oblíqua.A conta reduz-se a uma subtração que apaga tudo menose^{x} . Quando a reta é dada, verificar a definição é quase sempre mais curto do que calcularm eb .
Para a assíntota não vertical: primeiro
O único ramo infinito é
- Que ramo. Para
x \to +\infty valef(x) = \dfrac{1}{5}x-\ln x . - Declive.
m = \lim_{x \to +\infty} \frac{\frac{1}{5}x-\ln x}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left[\frac{1}{5}-\frac{\ln x}{x}\right] = \frac{1}{5}-0 = \frac{1}{5}, pelo limite notável das magnitudes. - Ordenada na origem.
b = \lim_{x \to +\infty}\left[f(x)-\frac{1}{5}x\right] = \lim_{x \to +\infty} \left(-\ln x\right) = -\infty. - Como
b não é finito, o gráfico def não tem assíntota oblíqua.
O denominador tende para
- Da assíntota:
\lim\limits_{x \to +\infty} h(x) = -4 . - O numerador. Quando
x \to +\infty ,\dfrac{1}{2x} \to 0^{+} , logo\ln\left(\dfrac{1}{2x}\right) \to -\infty . - Assim
\lim_{x \to +\infty} \frac{\ln\left(\frac{1}{2x}\right)}{h(x)} = \frac{-\infty}{-4} = +\infty.
Para a assíntota não vertical: primeiro
Paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares significa declive
- O que se sabe. Como
y = 1 é assíntota horizontal do gráfico def :\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = 1 . - Declive.
m = \lim_{x \to +\infty} \frac{f(x)+x}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left[\frac{f(x)}{x}+1\right] = \frac{1}{+\infty}+1 = 0+1 = 1. - Ordenada na origem.
b = \lim_{x \to +\infty}\left[g(x)-x\right] = \lim_{x \to +\infty} f(x) = 1. - Como
m = 1 eb = 1 são finitos, a retay = x+1 é assíntota oblíqua do gráfico deg , e tem declive1 : é paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares.
Escreve a definição com
- Por definição,
\lim\limits_{x \to +\infty}\left[g(x)-(2x-4)\right] = 0 , isto é,\lim\left(g(x)-2x+4\right) = 0 . (C) é verdadeira. - (A) troca o sinal do
4 : seria a assíntotay = 2x+4 . - (D) daria
b = 0 , ou seja, a assíntotay = 2x . - (B) é o inverso do declive:
\lim\dfrac{x}{g(x)} = \dfrac{1}{2} , e não2 .
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
Aqui não há extremos finitos abertos: o candidato é o ponto de junção
- Candidatos. O domínio é
\left[0,\,+\infty\right[ , fechado em0 . O único ponto a investigar éx = 2 , onde muda o ramo. - À esquerda de
2 . Comy = 2-x \to 0 ,\lim_{x \to 2^{-}} \frac{e^{2-x}-1}{x-2} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 2^{-}} -\frac{e^{2-x}-1}{2-x} = -1, pelo limite notável. O limite é finito. - À direita de
2 .\lim\limits_{x \to 2^{+}} \dfrac{x+1}{\ln(x+1)} = \dfrac{3}{\ln 3} , também finito. - Nenhum limite é infinito: o gráfico de
f não tem assíntotas verticais.Nos restantes pontos do domínio a função é contínua, por ser obtida por operações entre funções contínuas — e por isso não admite mais assíntotas verticais.
Cuidado com a segunda condição: um limite finito em
- Em
+\infty .\lim f(x) = 1 : a retay = 1 é assíntota horizontal. - Em
3 . O limite é-2 , finito:x = 3 não é assíntota vertical (há apenas uma descontinuidade removível). - Em
-\infty .\lim\left(f(x)+2x\right) = 0 , isto é,\lim\left[f(x)-(-2x)\right] = 0 : a retay = -2x é assíntota oblíqua. - As duas assíntotas são
y = -2x ey = 1 .Um ponto fora do domínio não dá automaticamente assíntota vertical. É preciso o limite ser infinito.
Duas contas de limites, e nada mais:
- Junto a zero. Como
\lim\limits_{x \to 0^{+}} f(x) = -\infty ,\lim_{x \to 0^{+}} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{-\infty} = 0^{-}. Ficam de fora as opções (B) e (C), que não partem de zero por valores negativos. - No infinito. A bissetriz dos quadrantes ímpares é a reta
y = x , e é assíntota do gráfico def , logo\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = +\infty . Então\lim_{x \to +\infty} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{+\infty} = 0^{+}. Fica de fora a opção (A), cujo ramo direito se aproxima de zero por baixo. - Sobra a opção (D).O zero de
f — que existe, porquef é contínua e passa de-\infty a+\infty — é o que dá a assíntota vertical de\frac{1}{f} que se vê nas quatro opções.
Cada uma das quatro condições dá (ou não dá) uma assíntota. Traduz-as uma a uma.
- Primeira.
\lim\left(f(x)-2x\right) = 1 significa\lim\left[f(x)-(2x+1)\right] = 0 : a retay = 2x+1 é assíntota em+\infty . - Segunda.
\lim\limits_{x \to -\infty} f(x) = 3 : a retay = 3 é assíntota horizontal em-\infty . - Terceira.
\lim\limits_{x \to 1^{+}} f(x) = +\infty : a retax = 1 é assíntota vertical. (Basta um limite lateral infinito.) - Quarta.
\lim\limits_{x \to 1^{-}} f(x) = 2 é finito: não dá assíntota nenhuma, e em particulary = 2 não é assíntota. - Das opções, só (B) apresenta duas assíntotas verdadeiras.
Calcula
- Da assíntota de
f :\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = 3 . - E
\lim\limits_{x \to +\infty} e^{-x} = 0 , logo o numerador tende para-3 . - Assim
\lim_{x \to +\infty} g(x) = \frac{0-3}{3} = -1. - A reta
y = -1 é assíntota horizontal do gráfico deg .
Quatro condições, quatro opções: cada uma das rejeitadas falha exatamente uma. Verifica-as por esta ordem — a assíntota, o mínimo, e o sentido da concavidade depois de
- Rejeitar (B). De
\lim\limits_{x \to -\infty}\left(h(x)-1\right) = 0 vem\lim\limits_{x \to -\infty} h(x) = 1 . Na função da opção (B) esse limite é-1 . - Rejeitar (C). A função
h tem um mínimo relativo em\left]a,\,c\right[ . A função da opção (C) é crescente nesse intervalo, logo não tem aí mínimo nenhum. - Rejeitar (D). De
h''(x) > 0 parax > b vem que o gráfico tem a concavidade voltada para cima em\left]b,\,+\infty\right[ . Na opção (D) está voltada para baixo. - Sobra a opção (A), que cumpre as quatro condições em simultâneo.Uma composição destas ganha-se a organizar: uma condição de cada vez, e para cada uma a opção que ela sozinha elimina.
Três leituras independentes: o que
- Rejeitar (A). Como
-1 é zero def ,g'(-1) = f(-1) \times e^{1} = 0 : a tangente ao gráfico deg no ponto de abcissa-1 é horizontal. O gráfico da opção (A) não tem aí tangente horizontal. - Rejeitar (B). Como
e^{-x} > 0 , o sinal deg' é o def . Pela figura,f só é positiva em\left]2,\,+\infty\right[ , logog só é crescente nesse intervalo — ao contrário do gráfico da opção (B), que é sempre crescente. - Rejeitar (C). De
\lim\left[g(x)-2\right] = 0 vem quey = 2 é assíntota do gráfico deg . A assíntota do gráfico da opção (C) éy = -2 . - Resta a opção (D), que tem tangente horizontal em
x = -1 , é decrescente até2 e crescente depois, e temy = 2 por assíntota.Repara que-1 é um zero deg' sem mudança de sinal: dá tangente horizontal, mas não dá extremo.
Reescreve o segundo limite como
- A assíntota em
+\infty . De\lim\limits_{x \to +\infty} f(x) = 1 vem quey = 1 é assíntota horizontal nesse ramo. - A assíntota em
-\infty . De\lim\left[f(x)+2x\right] = 2 vem\lim\left[f(x)-(-2x)\right] = 2 , ou sejam = -2 eb = 2 :y = -2x+2. - Eliminar. A opção (B) tem a horizontal do lado errado; a (C) tem uma oblíqua de declive
+2 ; a (D) tem uma oblíqua que corta o eixoOy abaixo da origem, e não em2 . - Só a opção (A) junta
y = -2x+2 em-\infty ey = 1 em+\infty .Cuidado com o sinal:f(x)+2x éf(x)-(-2x) . O declive da assíntota é-2 , não2 .
Como
- I é falsa. Como
e^{2x} > 0 , o sinal deh' é o def . E-2 é um zero def com extremo relativo: a curva toca o eixo sem o atravessar, logof não muda aí de sinal. - Fica
f > 0 antes de3 (anulando-se em-2 ) ef < 0 depois. Logoh é crescente em\left]-\infty,\,3\right] e decrescente em\left[3,\,+\infty\right[ : tem um único extremo, emx = 3 . - II é verdadeira. Derivando o quociente,
h''(x) = \frac{f'(x)e^{2x}-f(x) \times 2e^{2x}}{\left(e^{2x}\right)^{2}} = \frac{f'(x)-2f(x)}{e^{2x}}. - Ora
f(-2) = 0 (é zero def ) ef'(-2) = 0 (é extremo relativo de uma função polinomial, logo derivável). Portantoh''(-2) = \frac{0-2 \times 0}{e^{-4}} = 0. - III é falsa. De
\lim\limits_{x \to +\infty} h(x) = 3 vem que a assíntota éy = 3 . Masy+3 = 0 é a retay = -3 , que não é assíntota do gráfico deh .A afirmação III só falha num sinal — e é por isso que se lê a equação até ao fim antes de decidir.
Divide numerador e denominador por
- Da assíntota:
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{f(x)}{x} = 2 . - Dividir por
x .\lim_{x \to +\infty} \frac{6x-1}{f(x)} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{\dfrac{6x-1}{x}}{\dfrac{f(x)}{x}} = \frac{6-0}{2} = 3.
Separa o quociente em três parcelas e calcula as duas que não envolvem
- Separar.
\frac{f(x)+e^{x}-x}{x} = \frac{f(x)}{x} + \frac{e^{x}}{x} - 1. - Cálculo auxiliar. Quando
x \to -\infty ,e^{x} \to 0^{+} ex \to -\infty , logo\dfrac{e^{x}}{x} \to \dfrac{0^{+}}{-\infty} = 0 . - Resolver. Da hipótese,
\lim_{x \to -\infty}\frac{f(x)}{x} + 0 - 1 = 1 \iff \lim_{x \to -\infty}\frac{f(x)}{x} = 2. - Como o domínio é
\mathbb{R}^{-} , o único ramo éx \to -\infty , e o declive da assíntota ém = 2 .
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
Há dois extremos finitos:
- Candidatos. Os extremos finitos do domínio são
-1 (pela esquerda) e1 (pela direita). - Em
x = -1 . Quandox \to -1^{-} :x-1 \to -2 ex+1 \to 0^{-} , logo\dfrac{x-1}{x+1} \to \dfrac{-2}{0^{-}} = +\infty , e\lim_{x \to -1^{-}} f(x) = \ln(+\infty) = +\infty. Logox = -1 é assíntota vertical. - Em
x = 1 . Quandox \to 1^{+} :x-1 \to 0^{+} ex+1 \to 2 , logo\dfrac{x-1}{x+1} \to 0^{+} , e\lim_{x \to 1^{+}} f(x) = \ln\left(0^{+}\right) = -\infty. Logox = 1 é assíntota vertical. - O gráfico tem duas assíntotas verticais:
x = -1 ex = 1 .
Separa:
- Da assíntota de
f :\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{f(x)}{x} = -1 . - Da assíntota de
g : comog(x) se aproxima de-x , tem-se\lim\limits_{x \to +\infty} g(x) = -\infty . - Logo
\lim_{x \to +\infty} \frac{f(x) \times g(x)}{x} = \lim_{x \to +\infty}\frac{f(x)}{x} \times \lim_{x \to +\infty} g(x) = (-1) \times (-\infty) = +\infty.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
Em
- Assíntota vertical. O extremo finito do domínio é
0 . Quandox \to 0^{+} ,e^{x} \to 1 ex \to 0^{+} , logo\lim_{x \to 0^{+}} \frac{e^{x}}{x} = \frac{1}{0^{+}} = +\infty. Logox = 0 é assíntota vertical. - Assíntota horizontal. Pelo limite notável das magnitudes (com
p = 1 ),\lim_{x \to +\infty} \frac{e^{x}}{x} = +\infty. Como o limite não é finito, não há assíntota horizontal.
A continuidade está dada de bandeja — usa-a para arrumar as verticais. Depois só resta o ramo
- Verticais. Em
\left[-\frac{{\pi}}{3},\,0\right[ ,h é um quociente de funções contínuas com denominador não nulo; em\left[0,\,+\infty\right[ , também, porquex+1 > 0 . E o enunciado garante a continuidade em0 . Logoh é contínua em todo o domínio: não há assíntotas verticais. - Não verticais. O domínio só é ilimitado à direita, logo só há um ramo a estudar. Com
x \geq 0 vale o segundo ramo:m = \lim_{x \to +\infty} \frac{h(x)}{x} = \lim_{x \to +\infty} \frac{e^{x}}{x^{2}+x}. - É
\frac{\infty}{\infty} , e pelo limite notável das magnitudes a exponencial ganha ao polinómio:\lim_{x \to +\infty} \frac{e^{x}}{x^{2}+x} = +\infty. - Como
m não é finito, não há assíntota não vertical. O gráfico deh não tem assíntotas.O ramo com senos serve só para o domínio ser o que é: em+\infty não conta, e a continuidade em0 vem dada. Repara em quanto do enunciado não é preciso usar.
Para a assíntota não vertical: primeiro
O domínio só é ilimitado à esquerda: o ramo a estudar é
- Que ramo. O domínio é
\left]-\infty,\,2\right] : só há assíntota possível quandox \to -\infty . - Declive.
m = \lim_{x \to -\infty} \frac{x+\ln\left(e^{x}+1\right)}{x} = \lim_{x \to -\infty}\left[1+\frac{\ln\left(e^{x}+1\right)}{x}\right]. - Cálculo auxiliar. Quando
x \to -\infty ,e^{x} \to 0^{+} , logo\ln\left(e^{x}+1\right) \to \ln 1 = 0 . Assim\dfrac{\ln\left(e^{x}+1\right)}{x} \to \dfrac{0}{-\infty} = 0 , em = 1 . - Ordenada na origem.
b = \lim_{x \to -\infty}\left[f(x)-x\right] = \lim_{x \to -\infty} \ln\left(e^{x}+1\right) = \ln 1 = 0. - A assíntota oblíqua é a reta de equação
y = x .
O domínio é um intervalo limitado: isso arruma as não verticais numa linha. Ficam os dois extremos,
- Não verticais. O domínio é
\left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[ , que não contém nenhum ramo infinito:x nunca tende para+\infty nem para-\infty . Logo não pode haver assíntotas não verticais. - Candidatos a vertical.
f resulta de operações entre funções contínuas no intervalo, logo só os dois extremos podem dar assíntota. - Em
0^{+} . É uma indeterminação\frac{0}{0} . Por L’Hôpital, com\left(\operatorname{tg} x\right)^{\prime} = \frac{1}{\cos^{2} x} :\lim_{x \to 0^{+}} \frac{e^{2x}-1}{\operatorname{tg} x} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0^{+}} \frac{2e^{2x}}{\dfrac{1}{\cos^{2} x}} = \lim_{x \to 0^{+}} 2e^{2x}\cos^{2} x = 2 \times 1 \times 1 = 2. O limite é finito:x = 0 não é assíntota. - Em
\left(\frac{{\pi}}{2}\right)^{-} . O numerador tende parae^{{\pi}}-1 , um número, e\operatorname{tg} x \to +\infty :\lim_{x \to \left(\frac{{\pi}}{2}\right)^{-}} f(x) = \frac{e^{{\pi}}-1}{+\infty} = 0. Também é finito:x = \frac{{\pi}}{2} não é assíntota. - Não há verticais nem não verticais: o gráfico de
f não tem assíntotas.Quando o domínio é um intervalo limitado, as não verticais despacham-se numa frase. Vale sempre a pena olhar primeiro para o domínio.
O domínio é
- Em
-\infty . Vale o primeiro ramo, e nos polinómios manda o termo de maior grau:\lim_{x \to -\infty} \frac{x^{2}-4}{x^{2}-5x+6} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to -\infty} \frac{x^{2}}{x^{2}} = 1. Logoy = 1 é assíntota horizontal quandox \to -\infty . - Em
+\infty . Vale o segundo ramo. Escrevendoe^{x-2} = \dfrac{e^{x}}{e^{2}} ,\lim_{x \to +\infty} \frac{x-1}{e^{x-2}} = e^{2}\lim_{x \to +\infty}\left[\frac{x}{e^{x}}-\frac{1}{e^{x}}\right] = e^{2}(0-0) = 0, pelo limite notável das magnitudes. - Logo
y = 0 é assíntota horizontal quandox \to +\infty .São duas assíntotas horizontais diferentes, uma em cada ramo — é o que pode acontecer sempre que a função é definida por ramos.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
Para a assíntota não vertical: primeiro
- Assíntota vertical. O extremo finito do domínio é
1 . Quandox \to 1^{+} ,\ln(x-1) \to -\infty , logo\lim_{x \to 1^{+}} g(x) = 5-\infty = -\infty. Logox = 1 é assíntota vertical. - Declive.
m = \lim_{x \to +\infty} \frac{5x+3\ln(x-1)}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left[5+3\,\frac{\ln(x-1)}{x}\right]. - Cálculo auxiliar. Como
\dfrac{\ln(x-1)}{x} = \dfrac{\ln(x-1)}{x-1} \times \dfrac{x-1}{x} , e o primeiro fator tende para0 e o segundo para1 , o produto tende para0 . Logom = 5 . - Ordenada na origem.
b = \lim_{x \to +\infty}\left[g(x)-5x\right] = \lim_{x \to +\infty} 3\ln(x-1) = +\infty. - Como
b não é finito, o gráfico deg não tem assíntota oblíqua.Ter declive finito não chega: seb for infinito, não há assíntota. É um caso que os Exames gostam de propor.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
Em
- Assíntota vertical. O único extremo finito do domínio é
0 . Quandox \to 0^{+} :e^{x}+\ln x \to 1-\infty = -\infty ee^{x}-1 \to 0^{+} . - Logo
\lim_{x \to 0^{+}} h(x) = \frac{-\infty}{0^{+}} = -\infty, ex = 0 é assíntota vertical. - Assíntota horizontal. Dividindo por
e^{x} :h(x) = \frac{1+\dfrac{\ln x}{e^{x}}}{1-\dfrac{1}{e^{x}}}. - Como
\dfrac{\ln x}{e^{x}} \to 0 (a exponencial cresce mais depressa) e\dfrac{1}{e^{x}} \to 0 ,\lim_{x \to +\infty} h(x) = \frac{1+0}{1-0} = 1, ey = 1 é assíntota horizontal.
Cada uma falha por uma razão diferente: a primeira porque a assíntota que existe não é horizontal; a segunda porque a tangente dá o valor de
- I é falsa. De
\lim\left[f(x)-2x+1\right] = 0 vem\lim\left[f(x)-(2x-1)\right] = 0 : a retay = 2x-1 é assíntota do gráfico def quandox \to +\infty . - Como o declive é
2 \neq 0 , essa assíntota é oblíqua. Num mesmo ramo o gráfico não pode ter duas assíntotas não verticais, logo não há assíntota horizontal em+\infty . - II é falsa. A reta
r é tangente ao gráfico deg no ponto de abcissa1 , logo esse ponto pertence às duas:g(1) = 2 \times 1-1 = 1 . - E como
g é contínua,\lim\limits_{x \to 1} g(x) = g(1) = 1 \neq 2 . - III é falsa. Concavidade voltada para cima dá
f''(x) > 0 ; voltada para baixo dág''(x) < 0 . Logof''(x) > 0 > g''(x) em\left]0,\,+\infty\right[ — exatamente o contrário do que a proposição afirma.Nenhuma das três precisa da expressão def ou deg . Tudo se decide traduzindo cada hipótese na igualdade ou na desigualdade que ela significa.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
Separa a fracção:
- Cálculo auxiliar.
f(x) = \dfrac{\ln x}{x}+2 . - Assíntota vertical. O único extremo finito do domínio é
0 . Como\ln x \to -\infty ex \to 0^{+} ,\lim_{x \to 0^{+}} f(x) = \frac{-\infty}{0^{+}}+2 = -\infty. Logox = 0 é assíntota vertical. - Assíntota horizontal. Pelo limite notável das magnitudes,
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{\ln x}{x} = 0 , logo\lim_{x \to +\infty} f(x) = 0+2 = 2. Logoy = 2 é assíntota horizontal.
Para a assíntota não vertical: primeiro
Só o segundo ramo interessa. Divide-o parcela a parcela por
- Um cálculo auxiliar. Como
e^{-x} \to 0 quandox \to +\infty ,\lim_{x \to +\infty} \ln\left(2-e^{-x}\right) = \ln(2-0) = \ln 2. - Declive. Dividindo parcela a parcela,
m = \lim_{x \to +\infty} \frac{\ln\left(2-e^{-x}\right)+x+2}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left[\frac{\ln\left(2-e^{-x}\right)}{x}+1+\frac{2}{x}\right] = \frac{\ln 2}{+\infty}+1+0 = 1. - Ordenada na origem.
b = \lim_{x \to +\infty}\left[f(x)-x\right] = \lim_{x \to +\infty}\left[\ln\left(2-e^{-x}\right)+2\right] = \ln 2 + 2. - A assíntota oblíqua é a reta de equação
y = x + \ln 2 + 2 .O primeiro ramo, com o seno, não entra na conta: em+\infty só vale o segundo. Metade do trabalho de um item destes é perceber qual dos ramos se usa.
Para
- À esquerda. Como
\lim\limits_{x \to 2^{-}} f(x) = -\infty ,\lim_{x \to 2^{-}} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{-\infty} = 0. - À direita. Como
\lim\limits_{x \to 2^{+}} f(x) = f(2) > 0 , que é um número real não nulo,\lim_{x \to 2^{+}} \frac{1}{f(x)} = \frac{1}{f(2)}, um número real. - Nenhum dos limites laterais é infinito, logo
x = 2 não é assíntota vertical do gráfico de\frac{1}{f} . A proposição é falsa.
Assíntotas verticais procuram-se nos extremos finitos do domínio e nos pontos de descontinuidade. Em cada candidato, calcula o limite lateral que existir.
O limite em
- O único candidato.
f resulta de operações entre funções contínuas e0 é o único valor que anula o denominador, logox = 0 é a única reta vertical que pode ser assíntota. - Primeira aplicação de L’Hôpital.
\lim_{x \to 0} \frac{1-\cos x}{x^{4}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0} \frac{\operatorname{sen} x}{4x^{3}}, que continua a ser\frac{0}{0} . - Segunda aplicação.
\lim_{x \to 0} \frac{\operatorname{sen} x}{4x^{3}} \overset{\left(\frac{0}{0}\right)}{=} \lim_{x \to 0} \frac{\cos x}{12x^{2}} = \frac{1}{0^{+}} = +\infty. - Como
12x^{2} \to 0^{+} dos dois lados, o limite é+\infty em ambos. Logox = 0 é assíntota vertical do gráfico def — e é a única.Podia usar-se o limite notável do seno em vez da segunda aplicação:\frac{\operatorname{sen} x}{4x^{3}} = \frac{\operatorname{sen} x}{x} \times \frac{1}{4x^{2}} \to 1 \times \frac{1}{0^{+}} . Dá o mesmo, com menos contas.
A definição é
- Por definição de assíntota não vertical,
\lim_{x \to +\infty}\left[g(x)-(3x-5)\right] = 0. - Ora
g(x)-(3x-5) = g(x)-3x+5 . - Logo a igualdade verdadeira é
\lim\limits_{x \to +\infty}\left(g(x)-3x+5\right) = 0 .Distrair-se num sinal é o erro que este item procura. Vale a pena escrever a definição por extenso antes de comparar.
Basta mostrar que
- Reduzir ao mesmo denominador.
f(x)-(x-1) = \frac{x^{2}+\ln(ex+e)}{x+1} - \frac{(x-1)(x+1)}{x+1} = \frac{x^{2}+\ln(ex+e)-x^{2}+1}{x+1} = \frac{\ln(ex+e)+1}{x+1}. - O limite.
\lim_{x \to +\infty} \frac{\ln(ex+e)+1}{x+1} \overset{\left(\frac{\infty}{\infty}\right)}{=} \lim_{x \to +\infty} \frac{\dfrac{e}{ex+e}}{1} pela regra de L’Hôpital. - Ora
\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{e}{ex+e} = \dfrac{e}{+\infty} = 0 . - Como
\lim\limits_{x \to +\infty}\left[f(x)-(x-1)\right] = 0 , a retay = x-1 é assíntota do gráfico def quandox \to +\infty .
A assíntota de
- O que a assíntota de
f diz. Comoy = -x+2 é assíntota do gráfico def em+\infty :\lim_{x \to +\infty}\frac{f(x)}{x} = -1, \qquad \lim_{x \to +\infty}\left[f(x)+x\right] = 2. - Cálculo auxiliar.
\dfrac{x+e^{x}}{e^{x}} = \dfrac{x}{e^{x}}+1 , e pelo limite notável das magnitudes,\lim\limits_{x \to +\infty}\dfrac{x}{e^{x}} = 0 . - Declive.
m = \lim_{x \to +\infty}\frac{g(x)}{x} = \lim_{x \to +\infty}\left[\frac{f(x)}{x}+\frac{1}{e^{x}}+\frac{1}{x}\right] = -1+0+0 = -1. - Ordenada na origem.
b = \lim_{x \to +\infty}\left[g(x)+x\right] = \lim_{x \to +\infty}\left[f(x)+x\right] + \lim_{x \to +\infty}\left[\frac{x}{e^{x}}+1\right] = 2+0+1 = 3. - A assíntota não vertical do gráfico de
g é a reta de equaçãoy = -x+3 .
Exercícios de Exame · Teorema de Bolzano-Cauchy
Quarenta e cinco itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2026. Repara em quantos deles o trabalho todo está em escolher a função diferença — e em quantos a resposta é «o teorema não se aplica».
Seja
Em qual dos seguintes intervalos é que o Teorema de Bolzano nos permite afirmar que a equação
- (A)
\left]-1,\,0\right[ - (B)
\left]0,\,1\right[ - (C)
\left]1,\,2\right[ - (D)
\left]2,\,3\right[
Foi administrado um medicamento a um doente às
A concentração desse medicamento, em miligrama por mililitro de sangue,
Utiliza o Teorema de Bolzano para mostrar que houve um instante, entre as
Considera a função
Recorrendo ao Teorema de Bolzano, mostra que a função tem, pelo menos, um zero no intervalo
De uma função
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
- (A)A função
f tem pelo menos um zero no intervalo[1,\,3] . - (B)A função
f não tem zeros em[1,\,3] . - (C)A equação
f(x) = 5 tem pelo menos uma solução no intervalo[1,\,3] . - (D)A equação
f(x) = 5 não tem solução no intervalo[1,\,3] .
De uma função
Prova que a equação
Seja
Seja
Prova que a função
Considera a função
Sem recorrer à calculadora (a não ser para efetuar eventuais cálculos numéricos), mostra que, no intervalo
De uma certa função
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
- (A)
1 \leq f(6) \leq 8 - (B)A função
f não tem zeros em[3,\,7] . - (C)
f(4) > f(5) - (D)
2 pertence ao contradomínio def .
Seja
Prova que existe pelo menos um número real
Sugestão do enunciado: considera a função
Considera, num referencial o.n.
a curva
Sem recorrer à calculadora, justifica que a reta
Considera as funções
Considera ainda a função
Sem recorrer à calculadora, a não ser para efetuar eventuais cálculos numéricos, mostra que a função
Seja
Indica qual das expressões seguintes define uma função
- (A)
g(x) = x+f(x) - (B)
g(x) = x-f(x) - (C)
g(x) = x^{2}+f(x) - (D)
g(x) = x^{2}-f(x)
Seja
Justifica, aplicando o Teorema de Bolzano, que a função
A massa de uma substância radioativa diminui com a passagem do tempo. Supõe-se que, para uma amostra de uma determinada substância, a massa, em gramas, ao fim de
Utiliza o Teorema de Bolzano para justificar que houve, pelo menos, um instante, entre as
De uma função
Seja
Prova que a função
Considera a função
Mostra, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, que a função
Seja
Em qual dos intervalos seguintes o Teorema de Bolzano permite garantir a existência de pelo menos um zero da função
- (A)
\left]0,\,1\right[ - (B)
\left]1,\,3\right[ - (C)
\left]3,\,5\right[ - (D)
\left]5,\,9\right[
Considera a função
Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, mostra que
Seja
Em qual das opções seguintes está definida uma função
- (A)
g(x) = 2x+f(x) - (B)
g(x) = 2x-f(x) - (C)
g(x) = x^{2}+f(x) - (D)
g(x) = x^{2}-f(x)
Seja
Em qual dos intervalos seguintes o Teorema de Bolzano permite garantir a existência de, pelo menos, um zero da função
- (A)
\left]0,\,1\right[ - (B)
\left]1,\,4\right[ - (C)
\left]4,\,6\right[ - (D)
\left]6,\,7\right[
Considera a função
Mostra, sem resolver a equação e recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, que
Considera a função
Seja
Se utilizares a calculadora em eventuais cálculos numéricos, usa duas casas decimais nos arredondamentos.
Seja
Seja
Mostra, sem recorrer à calculadora, que
Seja
Em qual dos intervalos seguintes o Teorema de Bolzano permite afirmar que a equação
- (A)
\left]0,\,\dfrac{1}{5}\right[ - (B)
\left]\dfrac{1}{5},\,\dfrac{1}{4}\right[ - (C)
\left]\dfrac{1}{4},\,\dfrac{1}{3}\right[ - (D)
\left]\dfrac{1}{3},\,1\right[
Admite que a concentração de um produto químico na água, em gramas por litro,
Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, mostra que, durante os primeiros
Seja
Seja
Mostra que a função
Considera, para um certo número real
Sabe-se que
Mostra que a condição
Seja
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
- (A)A equação
f(x)-1 = 0 tem pelo menos uma solução em\left]-e,\,1\right[ . - (B)A equação
f(x) = e tem pelo menos uma solução em\left]-e,\,1\right[ . - (C)A equação
f(x) = 0 tem pelo menos uma solução em\left]-e,\,1\right[ . - (D)A equação
f(x) = \dfrac{e}{2} tem pelo menos uma solução em\left]-e,\,1\right[ .
Considera, para um certo número real
O Teorema de Bolzano garante que a função
A qual dos intervalos seguintes pode pertencer
- (A)
\left]-e,\,-\dfrac{1}{e}\right[ - (B)
\left]-\dfrac{1}{e},\,0\right[ - (C)
\left]0,\,\dfrac{1}{e}\right[ - (D)
\left]\dfrac{1}{e},\,1\right[
Considera a função
Mostra que a condição
Um cubo encontra-se em movimento oscilatório provocado pela força elástica exercida por uma mola. Na figura,
Sabe-se que a distância, em metros, do ponto
onde
Justifica, recorrendo ao Teorema de Bolzano, que houve, pelo menos, um instante entre os três e os quatro segundos em que a distância de
Seja
para todo o número real
Mostra que a equação
Na figura está representada, num referencial o.n.
Para cada número real
Mostra que existe, pelo menos, um número real
Sugestão: começa por identificar o valor do declive da reta
Sejam
Mostra, recorrendo ao Teorema de Bolzano-Cauchy, que a equação
Para um certo número real
Mostra, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, que a função
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Seja
Mostra, recorrendo ao Teorema de Bolzano-Cauchy, que existe pelo menos um ponto pertencente ao gráfico da função
Resolve este item sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos.
Seja
Mostra, recorrendo ao Teorema de Bolzano-Cauchy, que o gráfico da função
Resolve este item sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos.
Considera a função
Mostra, recorrendo ao Teorema de Bolzano-Cauchy, que existe, pelo menos, um ponto do gráfico de
Seja
para qualquer número real
Considera a proposição seguinte.
O Teorema de Bolzano-Cauchy permite afirmar que a função
Justifica que a proposição anterior é falsa.
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Seja
Mostra que a função
Considera a função
Sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos, mostra, recorrendo ao Teorema de Bolzano-Cauchy, que o gráfico da função
Seja
Prova que existe, pelo menos, um ponto do gráfico da função
Seja
Mostra, sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos, que a equação
Seja
Sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos, mostra que existe, pelo menos, um ponto do gráfico da função
Considera uma função
Sabe-se que:
Considera as proposições seguintes.
I.
Justifica que as proposições I e II são falsas.
Calcula
g é polinomial, logo contínua em\mathbb{R} .- Cálculos auxiliares.
g(-1) = -1+1+1 = 1, \quad g(0) = 1, \quad g(1) = 1, \quad g(2) = 32-2+1 = 31. - O valor
8 está entreg(1) = 1 eg(2) = 31 , e não está entre os valores nos outros intervalos. - Pelo Teorema de Bolzano-Cauchy, a equação
g(x) = 8 tem pelo menos uma solução em\left]1,\,2\right[ .
O teorema não se aplica a uma equação
Às
- Função diferença. Seja
g(t) = C(t)-1 , contínua em\mathbb{R} por ser produto e diferença de contínuas, logo contínua em[0{,}5;\,1] . - Cálculos auxiliares.
C(0{,}5) = 1 \times e^{-0{,}15} \approx 0{,}861, \qquad C(1) = 2e^{-0{,}3} \approx 1{,}482. - Nos extremos.
g(0{,}5) \approx -0{,}139 < 0 eg(1) \approx 0{,}482 > 0 . - Logo, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existe
c \in \left]0{,}5;\,1\right[ comC(c) = 1 : houve um instante entre as9 h30 e as10 h em que a concentração foi de1 mg/ml.
Aqui não é preciso função diferença nenhuma: procura-se um zero de
- Continuidade.
f é a diferença de uma função afim com uma função trigonométrica, ambas contínuas em\mathbb{R} :f é contínua em\left[0,\,{\pi}\right] . - Nos extremos. Com
\cos 0 = 1 e\cos{\pi} = -1 :f(0) = 0-1 = -1, \qquad f({\pi}) = 2{\pi}+1 \approx 7{,}28. - Logo
f(0) < 0 < f({\pi}) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]0,\,{\pi}\right[ comf(c) = 0 .Os dois valores são exatos:-1 e2{\pi}+1 . Nem a calculadora foi precisa — só para confirmar que2{\pi}+1 é positivo, o que se vê a olho.
Qual dos valores nomeados nas opções está entre
- O teorema garante que
f toma todos os valores entref(3) = 4 ef(1) = 7 . - (A) e (B).
0 não está entre4 e7 : nada se pode garantir num sentido nem no outro. - (C). Como
4 < 5 < 7 , o Teorema de Bolzano-Cauchy garante que existec \in \left]1,\,3\right[ comf(c) = 5 . Verdadeira. - (D). Contradiz (C): é falsa.
Aqui nem é preciso a função diferença: o valor
- Continuidade.
g é contínua em\mathbb{R} , logo em[1,\,3] . - Nos extremos.
g(1) = 0 (é zero deg ) eg(3) > 0 . - Enquadramento. Como
g(3) > 0 , tem-se0 < \frac{g(3)}{2} < g(3), \quad\text{ou seja,}\quad g(1) < \frac{g(3)}{2} < g(3). - Pelo Teorema de Bolzano-Cauchy, existe
c \in \left]1,\,3\right[ comg(c) = \dfrac{g(3)}{2} .Nem sempre é preciso passar pelo corolário. Quando o valor pedido não é zero, a forma original do teorema é mais direta.
O contradomínio dá o enquadramento
- Continuidade.
g é diferença de funções contínuas em[0,\,5] , logo é contínua nesse intervalo. - Em
0 .g(0) = f(0) , e como3 \leq f(0) \leq 4 , tem-seg(0) \geq 3 > 0 . - Em
5 .g(5) = f(5)-5 , e de3 \leq f(5) \leq 4 vem-2 \leq g(5) \leq -1 , logog(5) \leq -1 < 0 . - Logo
g(5) < 0 < g(0) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy,g tem pelo menos um zero em\left]0,\,5\right[ .
O teorema não se aplica a uma equação
- Função diferença. Seja
g(x) = f(x)-4 = 3x^{2}e^{-x}-3 , contínua em\mathbb{R} por ser produto e diferença de contínuas, logo contínua em[-1,\,0] . - Cálculos auxiliares.
f(-1) = 1+3e \approx 1+8{,}155 = 9{,}155, \qquad f(0) = 1+0 = 1. - Nos extremos.
g(-1) \approx 5{,}155 > 0 eg(0) = -3 < 0 . - Logo, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existe
c \in \left]-1,\,0\right[ comg(c) = 0 , isto é,f(c) = 4 .
O teorema garante que todos os valores entre
- (A) Falso. Nada impede que
f suba acima de8 ou desça abaixo de1 dentro do intervalo — o teorema não limita os valores, só garante que os intermédios são atingidos. - (B) Falso. Também nada impede que
f se anule aí. - (C) Falso. O teorema não diz nada sobre a monotonia.
- (D) Verdadeiro. Como
1 < 2 < 8 , o Teorema de Bolzano-Cauchy garante que existec \in \left]3,\,7\right[ comf(c) = 2 :2 pertence ao contradomínio.
Calcula
- Continuidade. Para
x \in [0,\,1] tem-sex+1 \in [1,\,2] , logog(x) = f(x)-f(x+1) está definida, e é contínua em[0,\,1] por ser diferença de contínuas. - Cálculos auxiliares.
g(0) = f(0)-f(1) = 0-f(1) = -f(1), g(1) = f(1)-f(2) = f(1)-0 = f(1). - Sinais. Como
f(1) > 0 :g(0) < 0 eg(1) > 0 . - Logo
g(0) < 0 < g(1) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]0,\,1\right[ comg(c) = 0 , isto é,f(c) = f(c+1) .
O teorema não se aplica a uma equação
Basta
- Função diferença. Seja
g(x) = f(x)-5 = e^{x}+3x-5 , contínua em[0,\,1] por ser soma de funções contínuas. - Cálculos auxiliares.
g(0) = 1+0-5 = -4, \qquad g(1) = e+3-5 = e-2 \approx 0{,}718. - Logo
g(0) \times g(1) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]0,\,1\right[ comg(c) = 0 , isto é,f(c) = 5 . - O ponto
\left(c,\,5\right) pertence à curvaC e à retar .
Escreve primeiro
- Escrever
h . Comof'(x) = e^{x-1} eg'(x) = \cos x ,h(x) = e^{x-1}-\cos x. - Continuidade.
h é a diferença de duas funções contínuas em\mathbb{R} , logo é contínua em\left[0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right] . - Cálculos auxiliares. Com
\cos 0 = 1 e\cos\dfrac{{\pi}}{2} = 0 :h(0) = e^{-1}-1 \approx -0{,}63, \qquad h\left(\frac{{\pi}}{2}\right) = e^{\frac{{\pi}}{2}-1} \approx 1{,}77. - Logo
h(0) < 0 < h\left(\frac{{\pi}}{2}\right) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy,h tem um zero em\left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[ .Aqui não é preciso inventar a função diferença: o enunciado já a dá feita. Basta reconhecê-la — e derivarf eg antes de mais nada.
Quatro contas rápidas:
- (A)
g(-2) = -2+1 = -1 eg(2) = 2+3 = 5 : sinais contrários. - (B)
g(-2) = -2-1 = -3 eg(2) = 2-3 = -1 : mesmo sinal. - (C)
g(-2) = 4+1 = 5 eg(2) = 4+3 = 7 : mesmo sinal. - (D)
g(-2) = 4-1 = 3 eg(2) = 4-3 = 1 : mesmo sinal. - Só em (A) o teorema garante um zero.
São sempre as mesmas três verificações, por esta ordem: continuidade no intervalo fechado, cálculo dos valores nos extremos, e enquadramento (ou sinais contrários).
- Continuidade.
h é soma de funções contínuas em\left]-1,\,+\infty\right[ , logo contínua em[5,\,6] . - Cálculos auxiliares.
h(5) = 4-5+\ln 6 \approx -1+1{,}79 = 0{,}79 > 0, h(6) = 4-6+\ln 7 \approx -2+1{,}95 = -0{,}05 < 0. - Logo
h(5) \times h(6) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy,h tem pelo menos um zero em\left]5,\,6\right[ .
O teorema não se aplica a uma equação
- Função diferença. Seja
g(t) = M(t)-14 , contínua em\mathbb{R} por ser diferença de contínuas, e em particular em[2{,}5;\,4] . - Cálculos auxiliares.
M(2{,}5) = 15e^{-0{,}05} \approx 15 \times 0{,}951 \approx 14{,}268, M(4) = 15e^{-0{,}08} \approx 15 \times 0{,}923 \approx 13{,}846. - Nos extremos.
g(2{,}5) \approx 0{,}268 > 0 eg(4) \approx -0{,}154 < 0 . - Logo, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existe
c \in \left]2{,}5;\,4\right[ comg(c) = 0 , isto é,M(c) = 14 gramas.
Calcula
- Continuidade.
g resulta de operações entre funções contínuas em[1,\,2] (f(1) é uma constante), logog é contínua em[1,\,2] . - Cálculos auxiliares.
g(1) = 2f(1)-f(1) = f(1) = 3f(2), g(2) = 2f(2)-f(1) = 2f(2)-3f(2) = -f(2). - Sinais. Como
f(2) < 0 :g(1) = 3f(2) < 0 eg(2) = -f(2) > 0 . - Logo
g(1) \times g(2) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy,g tem pelo menos um zero em\left]1,\,2\right[ .
São sempre as mesmas três verificações, por esta ordem: continuidade no intervalo fechado, cálculo dos valores nos extremos, e enquadramento (ou sinais contrários).
- Continuidade.
g é soma de funções contínuas em\mathbb{R}^{+} , logo contínua em\left[0{,}1;\,0{,}3\right] . - Cálculos auxiliares.
g(0{,}1) = e^{0{,}2}+\ln 0{,}1 \approx 1{,}221-2{,}303 \approx -1{,}082, g(0{,}3) = e^{0{,}6}+\ln 0{,}3 \approx 1{,}822-1{,}204 \approx 0{,}618. - Logo
g(0{,}1) \times g(0{,}3) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy,g tem pelo menos um zero em\left]0{,}1;\,0{,}3\right[ .
Um dos intervalos contém o ponto de junção
- (A).
g(0) = 3^{0}-0 = 1 eg(1) = 3-1 = 2 : mesmo sinal. - (B). O intervalo contém
x = 2 . Ora\lim\limits_{x \to 2^{-}} g(x) = 9-\sqrt{2} \approx 7{,}59 eg(2) = 2-5+\log_{2} 1 = -3 :g não é contínua em2 , logo o teorema não se aplica em[1,\,3] . - (D).
g(5) = 0+\log_{2} 4 = 2 eg(9) = 4+\log_{2} 8 = 7 : mesmo sinal. - (C). Em
[3,\,5] \subset \left[2,\,+\infty\right[ a função éx-5+\log_{2}(x-1) , soma de contínuas (comx-1 > 0 ), logo contínua. - E
g(3) = -2+\log_{2} 2 = -1 < 0 < 2 = g(5) : o teorema garante um zero em\left]3,\,5\right[ .
O teorema não se aplica a uma equação
- Função diferença. Seja
g(x) = f(x)-1{,}5 , contínua em\mathbb{R} por ser soma de funções contínuas, e em particular em[-2,\,-1] . - Cálculos auxiliares.
f(-2) = 2+e^{2(-8)-1} = 2+e^{-17} \approx 2{,}000, \qquad f(-1) = 1+e^{-3} \approx 1{,}050. - Nos extremos.
g(-2) \approx 0{,}500 > 0 eg(-1) \approx -0{,}450 < 0 . - Logo
g(-1) < 0 < g(-2) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]-2,\,-1\right[ comg(c) = 0 , isto é,f(c) = 1{,}5 .
Calcula, em cada opção,
- Todas as quatro são contínuas em
[-1,\,4] . Basta procurar a que muda de sinal. - (A)
g(-1) = -2+3 = 1 ,g(4) = 8+9 = 17 : mesmo sinal. - (B)
g(-1) = -2-3 = -5 ,g(4) = 8-9 = -1 : mesmo sinal. - (C)
g(-1) = 1+3 = 4 ,g(4) = 16+9 = 25 : mesmo sinal. - (D)
g(-1) = 1-3 = -2 ,g(4) = 16-9 = 7 : sinais contrários. O teorema garante um zero.
Duas coisas a verificar em cada opção: se o intervalo contém o ponto de junção
- (A).
f(0) = 1-9 = -8 ef(1) = 2-9 = -7 : mesmo sinal. - (C). O intervalo contém
x = 5 . Ora\lim\limits_{x \to 5^{-}} f(x) = 2^{5}-9 = 23 ef(5) = \dfrac{1-e^{5}}{5} \approx -29{,}5 :f não é contínua em5 , logo não é contínua em[4,\,6] e o teorema não se aplica. - (D).
f(6) = \dfrac{1-e^{6}}{6} \approx -67 ef(7) = \dfrac{1-e^{7}}{7} \approx -157 : mesmo sinal. - (B). Em
[1,\,4] \subset [0,\,5[ a função é2^{x}-9 , contínua. Ef(1) = -7 < 0 < 7 = f(4) : o teorema garante um zero em\left]1,\,4\right[ .Num item destes há sempre duas armadilhas: um intervalo sem mudança de sinal e um intervalo onde a função não é contínua.
O teorema não se aplica a uma equação
O intervalo está dentro de
- Função diferença. Seja
g(x) = f(x)+3 . Em\left[0,\,\frac{1}{2}\right] vale o primeiro ramo, quociente de contínuas com denominadorx-2 \neq 0 :g é contínua nesse intervalo. - Cálculos auxiliares.
f(0) = \frac{e^{2}-1}{-2} \approx \frac{6{,}389}{-2} \approx -3{,}195, f\!\left(\tfrac{1}{2}\right) = \frac{e^{1{,}5}-1}{-1{,}5} \approx \frac{3{,}482}{-1{,}5} \approx -2{,}321. - Nos extremos.
g(0) \approx -0{,}195 < 0 eg\!\left(\frac{1}{2}\right) \approx 0{,}679 > 0 . - Logo, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existe
c \in \left]0,\,\frac{1}{2}\right[ comg(c) = 0 , isto é,f(c) = -3 .
O teorema não se aplica a uma equação
Em
- A derivada. Em
\left[0,\,1\right] ,f(x) = \dfrac{x+1}{1-e^{x+1}}+1 . Pela regra do quociente,f'(x) = \frac{\left(1-e^{x+1}\right)-(x+1)\left(-e^{x+1}\right)}{\left(1-e^{x+1}\right)^{2}} = \frac{1-e^{x+1}+(x+1)e^{x+1}}{\left(1-e^{x+1}\right)^{2}}. - Continuidade. Em
\left[0,\,1\right] tem-sex+1 \geq 1 , logoe^{x+1} \geq e > 1 e o denominador nunca se anula:f' é contínua nesse intervalo. - Função diferença. Seja
g(x) = f'(x)-\dfrac{1}{4} , contínua em\left[0,\,1\right] . Oraf'(0) = \frac{1-e+e}{(1-e)^{2}} = \frac{1}{(1-e)^{2}} \approx 0{,}34, \qquad f'(1) = \frac{1+e^{2}}{\left(1-e^{2}\right)^{2}} \approx 0{,}21. - Logo
g(0) \approx 0{,}09 > 0 eg(1) \approx -0{,}04 < 0 , e pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy existec \in \left]0,\,1\right[ comf'(c) = \dfrac{1}{4} .O parâmetroa e o ramox = -1 não entram: o intervalo\left]0,\,1\right[ está longe de-1 . Vale a pena verificar isso logo no início.
O teorema não se aplica a uma equação
Aqui a diferença é
- Função diferença. Seja
h(x) = g(x)-5 = x+2+\log_{3} x-5 = x+\log_{3} x-3 , contínua em\mathbb{R}^{+} e, em particular, em[1,\,3] . - Cálculos auxiliares.
h(1) = 1+0-3 = -2, \qquad h(3) = 3+1-3 = 1. - Logo
h(1) \times h(3) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]1,\,3\right[ comh(c) = 0 , isto é,g(c) = 5 .
O teorema não se aplica a uma equação
Com
- Função diferença.
g(x) = f(x)+x+\dfrac{3}{2} = e^{x}+x-\dfrac{3}{2} , contínua em\mathbb{R} . - Cálculos auxiliares.
g(0) = 1-1{,}5 = -0{,}5, \quad g(0{,}2) \approx 1{,}221+0{,}2-1{,}5 = -0{,}079, g(0{,}25) \approx 1{,}284+0{,}25-1{,}5 = 0{,}034. - A mudança de sinal dá-se entre
\dfrac{1}{5} e\dfrac{1}{4} :g\left(\frac{1}{5}\right) \times g\left(\frac{1}{4}\right) < 0 . - Nesse intervalo, e só nesse, o teorema garante a existência de solução.Como
g' = e^{x}+1 > 0 ,g é estritamente crescente: a solução é única, e só pode estar num dos quatro intervalos.
O teorema não se aplica a uma equação
A função diferença é
- Função diferença. Seja
g(t) = C(t)-13 . Como produto e diferença de funções contínuas,g é contínua em[0,\,15] . - Cálculos auxiliares.
C(0) = 0 \Rightarrow g(0) = -13 < 0, C(15) = 0{,}5 \times 225 \times e^{-1{,}5} \approx 112{,}5 \times 0{,}223 \approx 25{,}104 \Rightarrow g(15) \approx 12{,}104 > 0. - Logo
g(0) \times g(15) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]0,\,15\right[ comg(c) = 0 , isto é,C(c) = 13 . - Houve, pois, pelo menos um instante nos primeiros
15 minutos em que a concentração foi de13 g/L.
São sempre as mesmas três verificações, por esta ordem: continuidade no intervalo fechado, cálculo dos valores nos extremos, e enquadramento (ou sinais contrários).
Calcula
- Continuidade.
g é soma de funções contínuas em\mathbb{R}^{+} . Comoa > e > 1 , tem-se0 < \frac{1}{a} < \frac{1}{e} , e o intervalo\left[\frac{1}{a},\,\frac{1}{e}\right] está contido em\mathbb{R}^{+} . - Cálculos auxiliares.
g\left(\frac{1}{a}\right) = a \times \frac{1}{a}+\ln\frac{1}{a} = 1-\ln a, g\left(\frac{1}{e}\right) = \frac{a}{e}+\ln\frac{1}{e} = \frac{a}{e}-1. - Sinais. De
a > e vem\ln a > \ln e = 1 , logo1-\ln a < 0 . E\dfrac{a}{e} > 1 , logo\dfrac{a}{e}-1 > 0 . - Logo
g\left(\frac{1}{a}\right) \times g\left(\frac{1}{e}\right) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy,g tem pelo menos um zero nesse intervalo.
O teorema não se aplica a uma equação
Com
- Função diferença. Seja
g(x) = f(x)-f(x+a) , de domínio[-a,\,0] . Parax \in [-a,\,0] tem-sex+a \in [0,\,a] , logo ambas as parcelas estão definidas e são contínuas:g é contínua em[-a,\,0] . - Cálculos auxiliares.
g(-a) = f(-a)-f(0) = f(a)-f(0), \qquad g(0) = f(0)-f(a). - Como
f(a) > f(0) , vemg(-a) > 0 eg(0) < 0 . - Logo
g(0) < 0 < g(-a) e, pelo Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]-a,\,0\right[ comg(c) = 0 , ou seja,f(c) = f(c+a) .
O teorema garante os valores estritamente entre
- Pelo Teorema de Bolzano-Cauchy,
f toma, em\left]-e,\,1\right[ , todos os valores compreendidos entre1 ee \approx 2{,}718 . - (A) e (B). Os valores
1 ee são atingidos nos extremos; o teorema nada garante quanto ao interior. Podiam ser as únicas soluções. - (C).
0 não está entre1 ee : nada é garantido. - (D).
\dfrac{e}{2} \approx 1{,}36 está entre1 ee : o teorema garante que é atingido em\left]-e,\,1\right[ .
Impõe
f é contínua em\mathbb{R} (soma de contínuas), logo o que falta é a mudança de sinal.- Nos extremos.
f(0) = k ef(1) = ke+1 . - A condição.
k(ke+1) < 0. As raízes dek(ke+1) sãok = 0 ek = -\dfrac{1}{e} ; a parábola tem concavidade voltada para cima, logo é negativa entre as raízes:-\frac{1}{e} < k < 0. - Logo
k \in \left]-\dfrac{1}{e},\,0\right[ .
O teorema não se aplica a uma equação
Aqui a diferença é simplesmente
- Função diferença. Seja
g(x) = f(x)+e , contínua em\left]-\infty,\,0\right[ por ser soma de funções contínuas — logo contínua em[-e,\,-1] . - Cálculos auxiliares.
f(-e) = -e-1+\frac{\ln e}{-e} = -e-1-\frac{1}{e}, \qquad f(-1) = -1-1+\frac{\ln 1}{-1} = -2. - Nos extremos.
g(-e) = -e-1-\frac{1}{e}+e = -1-\frac{1}{e} \approx -1{,}37 < 0, g(-1) = -2+e \approx 0{,}72 > 0. - Logo
g(-e) \times g(-1) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]-e,\,-1\right[ comg(c) = 0 , isto é,f(c) = -e .
O teorema não se aplica a uma equação
Repara que
- Função diferença. Seja
g(t) = d(t)-1{,}1 . Comod resulta de operações entre funções contínuas,g é contínua em\left[3,\,4\right] . - Cálculos auxiliares. Como
\operatorname{sen}\left(3{\pi}+\dfrac{{\pi}}{6}\right) = \operatorname{sen}\left({\pi}+\dfrac{{\pi}}{6}\right) = -\dfrac{1}{2} e\operatorname{sen}\left(4{\pi}+\dfrac{{\pi}}{6}\right) = \operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{6} = \dfrac{1}{2} :g(3) = 1-\frac{1}{4}-1{,}1 = -0{,}35, \qquad g(4) = 1+\frac{1}{4}-1{,}1 = 0{,}15. - Logo
g(3) < 0 < g(4) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]3,\,4\right[ comg(c) = 0 , isto é,d(c) = 1{,}1 . - Houve, portanto, um instante entre os três e os quatro segundos em que a distância foi de
1{,}1 metros.A resposta é exata, sem arredondamentos: o período é2 segundos, e por isso3 e4 caem em ângulos notáveis.
O teorema não se aplica a uma equação
Para calcular
- Função diferença. Seja
f(x) = g(x)-x-1 . Comog é contínua em\mathbb{R} ,f também é, e em particular em\left[a,\,g(a)\right] . - Em
a .f(a) = g(a)-(a+1) . Comog(a) > a+1 , tem-sef(a) > 0 . - Cálculo auxiliar. De
(g \circ g)(a) = a vemg\left(g(a)\right) = a . - Em
g(a) .f\left(g(a)\right) = g\left(g(a)\right)-g(a)-1 = a-g(a)-1. Comog(a) > a+1 , vema-g(a) < -1 , logof\left(g(a)\right) < -2 < 0 . - Assim
f\left(g(a)\right) < 0 < f(a) e, pelo Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]a,\,g(a)\right[ comf(c) = 0 , isto é,g(c) = c+1 .
O triângulo é retângulo em
- Que declive? O triângulo tem o ângulo reto em
O e os catetos sobre os eixos. É isósceles quando os catetos são iguais, ou seja, quando a retaPQ faz45^{\circ} com os eixos. Pela figura a reta é ascendente, logo o declive é1 . - O declive em função de
a .m(a) = \frac{h(2a)-h(a)}{2a-a} = \frac{1}{a}\left[\frac{\ln(2a)}{2a}-\frac{\ln a}{a}\right]. - Função diferença. Seja
\varphi(a) = m(a)-1 . Comoh é contínua em\mathbb{R}^{+} ea \neq 0 ,\varphi é contínua em\left[\dfrac{1}{2},\,1\right] . - Cálculos auxiliares. Com
h\left(\frac{1}{2}\right) = -2\ln 2 ,h(1) = 0 eh(2) = \dfrac{\ln 2}{2} :\varphi\left(\frac{1}{2}\right) = \frac{0-(-2\ln 2)}{\frac{1}{2}}-1 = 4\ln 2 - 1 \approx 1{,}77, \varphi(1) = \frac{\frac{\ln 2}{2}-0}{1}-1 = \frac{\ln 2}{2}-1 \approx -0{,}65. - Logo
\varphi(1) < 0 < \varphi\left(\frac{1}{2}\right) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existea \in \left]\frac{1}{2},\,1\right[ comm(a) = 1 : para essea , o triângulo é isósceles.A sugestão do Exame é o passo difícil: traduzir «isósceles» em «declive1 ». Depois disso é o guião de sempre.
O teorema não se aplica a uma equação
- Função diferença. Seja
h(x) = f(x)-g(x) = x^{2}-\cos x . Como diferença de funções contínuas em\mathbb{R} ,h é contínua em\left[0,\,\dfrac{{\pi}}{3}\right] . - Cálculos auxiliares. Com
\cos 0 = 1 e\cos\dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{1}{2} :h(0) = 0-1 = -1, \qquad h\left(\frac{{\pi}}{3}\right) = \frac{{\pi}^{2}}{9}-\frac{1}{2} \approx 1{,}10-0{,}5 \approx 0{,}60. - Logo
h(0) < 0 < h\left(\frac{{\pi}}{3}\right) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{3}\right[ comh(c) = 0 , isto é,c^{2} = \cos c .Os dois valores exatos,-1 e\frac{{\pi}^{2}}{9}-\frac{1}{2} , saem dos ângulos notáveis. Só o segundo precisa de calculadora, e só para se ver que é positivo.
São sempre as mesmas três verificações, por esta ordem: continuidade no intervalo fechado, cálculo dos valores nos extremos, e enquadramento (ou sinais contrários).
O intervalo está todo em
- Continuidade. Como
\sqrt{e} \approx 1{,}65 > 1 , em\left[\sqrt{e},\,e\right] vale o ramox^{2}-10+8\ln x , contínuo por ser soma de funções contínuas em\mathbb{R}^{+} . - Cálculos auxiliares.
g\left(\sqrt{e}\right) = e-10+8 \times \frac{1}{2} = e-6 \approx -3{,}28 < 0, g(e) = e^{2}-10+8 \times 1 = e^{2}-2 \approx 5{,}39 > 0. - Logo
g\left(\sqrt{e}\right) \times g(e) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy,g tem pelo menos um zero em\left]\sqrt{e},\,e\right[ .
O teorema não se aplica a uma equação
Declive da tangente é
- A derivada. Pela regra do produto,
g'(x) = \cos x - x\operatorname{sen} x + \cos x = 2\cos x - x\operatorname{sen} x. - Função diferença. Seja
h(x) = g'(x)+\dfrac{1}{2} , contínua em\left[\dfrac{{\pi}}{2},\,\dfrac{3{\pi}}{2}\right] . - Cálculos auxiliares. Com
\cos\dfrac{{\pi}}{2} = \cos\dfrac{3{\pi}}{2} = 0 ,\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{2} = 1 e\operatorname{sen}\dfrac{3{\pi}}{2} = -1 :h\left(\frac{{\pi}}{2}\right) = -\frac{{\pi}}{2}+\frac{1}{2} \approx -1{,}07, \qquad h\left(\frac{3{\pi}}{2}\right) = \frac{3{\pi}}{2}+\frac{1}{2} \approx 5{,}21. - Logo
h\left(\frac{{\pi}}{2}\right) < 0 < h\left(\frac{3{\pi}}{2}\right) e existec no intervalo comg'(c) = -\dfrac{1}{2} : a tangente nesse ponto tem o declive pedido.O teorema aplica-se ag' , não ag . É preciso dizer queg' é contínua — e é, porque resulta de operações entre funções contínuas.
O teorema não se aplica a uma equação
Nos dois extremos o seno vale
- Função diferença. Seja
h(x) = f(x)-(-x+2) = \operatorname{sen}(2x)+2x-2 , contínua em\left[\dfrac{{\pi}}{6},\,\dfrac{{\pi}}{3}\right] . - Cálculos auxiliares. Como
\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{3} = \operatorname{sen}\dfrac{2{\pi}}{3} = \dfrac{\sqrt{3}}{2} :h\left(\frac{{\pi}}{6}\right) = \frac{\sqrt{3}}{2}+\frac{{\pi}}{3}-2 \approx 0{,}87+1{,}05-2 \approx -0{,}09, h\left(\frac{{\pi}}{3}\right) = \frac{\sqrt{3}}{2}+\frac{2{\pi}}{3}-2 \approx 0{,}87+2{,}09-2 \approx 0{,}96. - Logo
h\left(\frac{{\pi}}{6}\right) < 0 < h\left(\frac{{\pi}}{3}\right) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec no intervalo comh(c) = 0 , isto é,f(c) = -c+2 : os dois gráficos intersetam-se.O primeiro valor está muito perto de zero —-0{,}09 . Arredondar cedo demais podia dá-lo como positivo e estragar tudo. Duas casas decimais, no mínimo.
O teorema não se aplica a uma equação
Ordenada igual à abcissa é
- Função diferença. Seja
h(x) = g(x)-x = e^{x}\cos x - x . Como produto e diferença de funções contínuas,h é contínua em\left[\dfrac{{\pi}}{3},\,\dfrac{{\pi}}{2}\right] . - Cálculos auxiliares. Com
\cos\dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{1}{2} e\cos\dfrac{{\pi}}{2} = 0 :h\left(\frac{{\pi}}{3}\right) = \frac{e^{\frac{{\pi}}{3}}}{2}-\frac{{\pi}}{3} \approx 1{,}42-1{,}05 \approx 0{,}38, \qquad h\left(\frac{{\pi}}{2}\right) = 0-\frac{{\pi}}{2} \approx -1{,}57. - Logo
h\left(\frac{{\pi}}{2}\right) < 0 < h\left(\frac{{\pi}}{3}\right) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec no intervalo comh(c) = 0 , isto é,g(c) = c .O extremo\frac{{\pi}}{2} foi escolhido pelo Exame por uma razão: anula o cosseno e deixa o valor exato-\frac{{\pi}}{2} , sem arredondamentos.
Verifica todas as hipóteses do teorema. Uma delas falha — qual?
- O Teorema de Bolzano-Cauchy exige que
f seja contínua no intervalo fechado[1,\,3] . - Ora
\lim\limits_{x \to 2^{-}} f(x) = -\infty \neq f(2) : a função não é contínua emx = 2 , e2 \in [1,\,3] . - Falhando a hipótese, o teorema não se aplica e nada permite concluir. A proposição é falsa.Falso é dizer que o teorema garante. A função até pode ter um zero — só que não é este teorema que o diz.
São sempre as mesmas três verificações, por esta ordem: continuidade no intervalo fechado, cálculo dos valores nos extremos, e enquadramento (ou sinais contrários).
Repara que
- Continuidade.
f é polinomial, logo contínua em\mathbb{R} e, em particular, em\left[0,\,1\right] . - Nos extremos.
f(0) = -2 < 0 ef(1) = a+1-2 = a-1 . - Como
a > 1 , tem-sea-1 > 0 , ou seja,f(1) > 0 . - Logo
f(0) \times f(1) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy,f tem pelo menos um zero em\left]0,\,1\right[ .
O teorema não se aplica a uma equação
- Função diferença. Seja
g(x) = f(x)-(3x+4) = 3e^{x}-2e^{-x}-3x-4 . Como soma e diferença de funções contínuas em\mathbb{R} ,g é contínua em\left[0,\,1\right] . - Cálculos auxiliares.
g(0) = 3-2-0-4 = -3, \qquad g(1) = 3e-\frac{2}{e}-7 \approx 8{,}155-0{,}736-7 \approx 0{,}419. - Logo
g(0) \times g(1) < 0 e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]0,\,1\right[ comg(c) = 0 . - Ora
g(c) = 0 \iff f(c) = 3c+4 : o gráfico def e a reta intersetam-se num ponto de abcissac \in \left]0,\,1\right[ .
O teorema não se aplica a uma equação
Um ponto do gráfico está na bissetriz dos quadrantes ímpares quando
- Um ponto
\left(x,\,h(x)\right) pertence à bissetriz do primeiro quadrante quandoh(x) = x . - Função diferença. Seja
g(x) = h(x)-x . Como diferença de funções contínuas em[0,\,a] ,g é contínua nesse intervalo. - Nos extremos. Como o contradomínio de
h é[0,\,a] :g(0) = h(0)-0 = h(0) \geq 0, \qquad g(a) = h(a)-a \leq a-a = 0. - Se
g(0) = 0 oug(a) = 0 , o ponto procurado é logo0 oua . Caso contráriog(a) < 0 < g(0) e, pelo Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]0,\,a\right[ comg(c) = 0 , ou seja,h(c) = c . - Em qualquer dos casos, há um ponto do gráfico de
h na bissetriz.Este é o «teorema do ponto fixo» em versão de 12.º ano — e o exemplo perfeito de por que se define a função diferença.
O teorema não se aplica a uma equação
Começa por calcular
- Calcular
g(0) . Comof(0) = 0+3+\ln 1 = 3 ,g(0) = \frac{f(0)}{0-1} = \frac{3}{-1} = -3. - Função diferença. Seja
h(x) = f(x)+3 = 2x+6+3\ln(1-x) , usando\ln\left[(1-x)^{3}\right] = 3\ln(1-x) , válido porque1-x > 0 no domínio.h é contínua em\left[-6,\,-5\right] . - Cálculos auxiliares.
h(-6) = -6+3\ln 7 \approx -6+5{,}84 \approx -0{,}16, \qquad h(-5) = -4+3\ln 6 \approx -4+5{,}38 \approx 1{,}38. - Logo
h(-6) < 0 < h(-5) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]-6,\,-5\right[ comh(c) = 0 , isto é,f(c) = -3 = g(0) .Sem a propriedade do logaritmo de uma potência,\ln\left[(1-x)^{3}\right] emx = -6 pedia\ln 343 . Com ela, pede3\ln 7 — muito mais fácil de estimar.
O teorema não se aplica a uma equação
«Ordenada simétrica da abcissa» quer dizer
- Traduzir. A ordenada ser simétrica da abcissa é
f(x) = -x , ou seja,f(x)+x = 0 . - Função diferença. Seja
g(x) = f(x)+x . Em\left[-1,\,0\right] vale o primeiro ramo, que é soma e produto de funções contínuas:g é contínua nesse intervalo. - Cálculos auxiliares.
g(-1) = 4-e^{4} \times 0-\frac{1}{2}-1 = \frac{5}{2}, \qquad g(0) = 4-e^{3} \times 1-0+0 = 4-e^{3} \approx -16{,}09. - Logo
g(0) < 0 < g(-1) e, pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, existec \in \left]-1,\,0\right[ comg(c) = 0 . - Ora
g(c) = 0 \iff f(c) = -c : o ponto\left(c,\,f(c)\right) tem a ordenada simétrica da abcissa.Oe^{4} desaparece porque vem multiplicado porx+1 , que se anula em-1 . Escolher bem os extremos é meio caminho andado.
- Proposição I. Como
f'(x) < 0 para todo ox , a funçãof é estritamente decrescente em\mathbb{R} . - Ora
0 < 1 , logof(0) > f(1) , isto é,f(1) < 2 . A proposição I é falsa. - Proposição II. Como
f é contínua em[1,\,2] ef(1) \times f(2) < 0 , o corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy garante que existec \in \left]1,\,2\right[ comf(c) = 0 . - Logo
c não pertence ao domínio de\dfrac{1}{f} , que por isso não é\mathbb{R} . A proposição II é falsa.
Exercícios de Exame · Resolução gráfica de equações
Trinta e nove itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre resolução gráfica — o tema da secção 5. Em todos, o Exame pede o desenho como parte da resposta, e por isso cada resolução traz a figura que se espera na folha de prova. Ficaram de fora os que exigem funções trigonométricas.
Um laboratório farmacêutico lançou no mercado um novo analgésico. A concentração do medicamento, em decigramas por litro de sangue,
O laboratório promoveu-o com o slogan «ação rápida e prolongada». Comenta o slogan, tendo em conta que:
o medicamento só produz efeito se a sua concentração for superior a
Recorre à calculadora gráfica e apresenta os valores com arredondamento às décimas.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Considera a função
O gráfico de
Determina um valor aproximado para a abcissa desse ponto, recorrendo à calculadora gráfica, com arredondamento às décimas.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Num referencial o.n.
Uma reta
Determina
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Um jogador pontapeia uma bola. Designa por
Admite que
Determina o valor de
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
No início de 1972 havia quatrocentos lobos num determinado parque natural. As medidas de proteção fizeram com que esse número aumentasse continuamente. Os recursos do parque permitem que o número de lobos cresça até bastante perto de um milhar, mas não permitem que esse valor seja ultrapassado.
Nestas condições, apenas uma das expressões seguintes pode definir a função
- (A)
\dfrac{1000}{1+e^{-0{,}5t}} - (B)
\dfrac{1000}{1+1{,}5e^{-0{,}5t}} - (C)
\dfrac{1200}{1+2e^{-t}} - (D)
1000-\dfrac{600\left(t^{3}+1\right)}{e^{t}}
Um estudo de mercado concluiu que a quantidade de azeite vendida num mês por uma empresa depende do lucro obtido, de acordo com a função
em que
Entre que valores deve variar o preço de um litro de azeite para que o lucro mensal seja superior a dezasseis mil e quinhentos euros? Recorre à calculadora gráfica e apresenta os valores em euros, arredondados aos cêntimos.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Num referencial o.n.
a curva
Considera ainda os pontos
Desenha o triângulo
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Seja
Um ponto
Exprime a área do retângulo em função da abcissa de
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Uma população de seres vivos evolui de acordo com a lei
em que
Às zero horas do dia 1 de um certo mês iniciou-se, em laboratório, uma cultura com
no caso da estirpe
Nunca foram introduzidos mais indivíduos destas estirpes, e ambas evoluíram de acordo com a lei referida. Durante a primeira semana houve um momento em que o número total de indivíduos atingiu o valor mínimo.
Determina o dia e a hora em que tal aconteceu (hora arredondada às unidades), recorrendo à calculadora gráfica. Escreve a expressão da função que dá o número total de indivíduos e indica a coordenada relevante com arredondamento às milésimas.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Num referencial ortonormado
Considera ainda o triângulo
Determina a área do triângulo
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Considera a função
O gráfico de
Traduz esta situação por meio de uma equação e resolve-a, recorrendo à calculadora gráfica. Indica as coordenadas de
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Considera a função
Num referencial o.n.
Determina a área do triângulo
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Num referencial o.n.
Um ponto
Determina, recorrendo à calculadora gráfica, a abcissa do ponto
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Considera a função
Num referencial o.n.
Determina a área do triângulo
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Considera a função
Sejam
Determina
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Num referencial o.n.
Seja
Determina a abcissa do ponto
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Seja
Num referencial o.n.
Para cada posição de
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Num referencial o.n.
Existe uma posição do ponto
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Seja
Num referencial o.n.
a reta
Seja
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Considera a função
Num referencial o.n.
Determina a abcissa do ponto
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Num referencial o.n.
Determina a abcissa do ponto
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Considera a função
Num referencial o.n.
Determina a abcissa do ponto
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Seja
Considera, num referencial o.n.
Determina, recorrendo à calculadora gráfica, a área do quadrilátero
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Um feixe de luz incide perpendicularmente sobre um conjunto de três placas sobrepostas, homogéneas e iguais, feitas de um material transparente. Admite que a potência,
Relativamente ao material de que as placas são feitas, sabe-se que o coeficiente de reflexão,
Determina, recorrendo à calculadora gráfica, o valor comum dos coeficientes de absorção e de reflexão do material, sabendo que esse valor existe e é único. Apresenta o resultado arredondado às milésimas.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Na cidade de Saint Louis existe um monumento em forma de arco conhecido como Portal do Oeste. No ponto mais elevado do arco encontra-se um miradouro,
Considera a reta
Num certo instante, o ascensor encontra-se num ponto
Determina, recorrendo à calculadora gráfica, a distância, em metros, do ponto
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Uma lente de contacto é um meio transparente limitado por duas faces, cada uma delas parte de uma superfície esférica. Considera duas superfícies esféricas, uma de centro
Sabe-se que o diâmetro,
Uma lente de contacto foi obtida a partir de duas superfícies esféricas com
Determina, recorrendo às capacidades gráficas da calculadora, o valor de
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
O nível,
Relativamente ao som de um certo despertador, sabe-se que, aumentando a sua intensidade em
Determina, recorrendo à calculadora gráfica, o valor da intensidade inicial do som desse despertador, sabendo que pertence ao intervalo
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Num referencial o.n.
Considera que um ponto
Determina, recorrendo às capacidades gráficas da calculadora, o valor de
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Os satélites artificiais são utilizados para diversos fins, e a altitude a que são colocados depende do fim a que se destinam. Admite que a Terra é uma esfera, e considera:
As grandezas
e a percentagem da área da superfície terrestre coberta pelo satélite é dada por
Considera que o raio da Terra é
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Num laboratório cuja temperatura ambiente é constante, aqueceu-se uma substância até atingir uma certa temperatura, superior à temperatura ambiente, e, a seguir, deixou-se arrefecer essa substância durante uma hora.
Admite que a temperatura dessa substância, em graus Celsius,
em que
Sabe-se que, durante os primeiros
Determina, recorrendo às capacidades gráficas da calculadora, o valor de
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Para conhecer a variação do número de bactérias de uma determinada estirpe, colocou-se num tubo de ensaio fechado, com alguns nutrientes, um certo número de bactérias dessa estirpe.
Admite que, nessas condições, o número,
em que
Num certo instante,
Determina, recorrendo à calculadora, o valor de
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Um cabo está suspenso pelas suas extremidades em dois postes iguais, distanciados
Seja
Admite que
Para um ponto do cabo situado a
Determina, recorrendo à calculadora, o valor de
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Uma empresa está a desenvolver um programa de testes para melhorar a propulsão de foguetes. Os foguetes utilizados partem do solo e seguem uma trajetória vertical.
Em relação a um dos modelos de foguete utilizados, admite que, após o lançamento e até se esgotar o combustível, a sua distância ao solo,
Determina, utilizando a calculadora gráfica, o instante a partir do qual, durante
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Para fazer obras de remodelação das instalações, uma pequena empresa pretende pedir um empréstimo a um banco, a pagar em prestações mensais iguais.
De acordo com a proposta do banco, o valor da prestação mensal a pagar,
Sabe-se que, no caso de a taxa de juro anual inicial duplicar, a prestação mensal aumentará
Determina, utilizando a calculadora gráfica, a taxa de juro anual inicial. Apresenta o resultado em percentagem, arredondado às milésimas.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Admite que, nos primeiros quinze minutos de uma reação química entre duas substâncias, a massa,
No primeiro minuto da reação, existe um instante
Determina, recorrendo à calculadora, a amplitude desse intervalo. Apresenta o resultado em minutos e segundos, com arredondamento ao segundo. Se, nos cálculos intermédios, procederes a arredondamentos, conserva, no mínimo, três casas decimais.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Numa certa região, foi localizado um enxame de gafanhotos.
Admite que o número,
De acordo com o modelo, existe um único instante a partir do qual, passadas quatro semanas, o número de gafanhotos ficou reduzido a metade do número de gafanhotos existentes nesse instante.
Determina, recorrendo à calculadora, quantos dias decorreram desde as zero horas do dia em que o enxame foi localizado até esse instante. Apresenta o resultado arredondado às unidades.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Admite que, de acordo com um estudo de mercado realizado pela Biclatour, empresa de fabrico de bicicletas, o número de unidades das bicicletas Ciclatour que se prevê vender, em função do preço,
De acordo com este modelo, sabe-se que existe um único preço para o qual o valor total que se prevê obter com a venda das bicicletas Ciclatour é igual a
Determina esse preço, recorrendo à calculadora. Apresenta o resultado em euros, arredondado às unidades.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
O paracetamol é um fármaco indicado quer para aliviar as dores leves e moderadas, quer para controlar a febre.
Admite que a concentração de paracetamol, em miligramas por litro de sangue,
Admite ainda que, para produzir efeito terapêutico significativo, a concentração de paracetamol tem de ser superior a
Determina, recorrendo à calculadora, durante quanto tempo, após a administração da referida dose terapêutica, o paracetamol produz efeito terapêutico significativo. Apresenta o resultado em horas e minutos, com os minutos arredondados às unidades.
Na tua resposta deves apresentar uma condição que permita resolver o problema, reproduzir os gráficos visualizados e apresentar as coordenadas relevantes arredondadas às milésimas.
A Inês pretende subscrever uma conta-poupança, com a duração de 25 anos, nas condições seguintes:
no início de cada ano, a Inês compromete-se a depositar na conta a quantia fixa de
O capital,
A Inês pretende obter, no final dos 25 anos, um acréscimo de
Determina, recorrendo à calculadora, a taxa de juro anual, em percentagem, que a Inês deverá negociar com o banco, de modo a concretizar o seu objetivo. Apresenta o resultado arredondado às milésimas.
Na tua resposta deves:
apresentar uma equação que permita resolver o problema;reproduzir, num referencial, os gráficos das funções que visualizaste, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes.
Resolve
- Quando é que faz efeito. O medicamento atua enquanto
c(t) > 1 , pelo que interessam as soluções dec(t) = 1 \iff t^{2}e^{-0{,}6t} = 1. A concentração e o limiar de 1 dg/L: acima dele entret \approx 1{,}6 et \approx 5{,}9 horas. - Os dois instantes. A calculadora dá
t \approx 1{,}6 et \approx 5{,}9 : é entre estas duas horas que a concentração se mantém acima de1 dg/L. - O veredicto. O efeito só começa
1{,}6 horas depois de tomado, muito mais do que a meia hora exigida; e dura5{,}9-1{,}6 = 4{,}3 horas, menos do que as cinco horas exigidas. O slogan não se justifica nem na parte «rápida» nem na parte «prolongada».São duas exigências e, portanto, duas comparações. Responder só a uma delas deixa metade do item por fazer.
«Ordenada igual ao quadrado da abcissa» é o mesmo que dizer que o ponto está na parábola
- A equação. Os pontos cuja ordenada é o quadrado da abcissa são os da parábola
y = x^{2} , logof(x) = x^{2} \iff 3x-2\ln x = x^{2}. - Na calculadora. Representam-se
f eg(x) = x^{2} , numa janela compatível comx > 0 .Os gráficos de f e deg(x) = x^{2} : um único ponto, de abcissa\approx 2{,}3 . - A abcissa do ponto é
\approx 2{,}3 .Junto de zero,f dispara para+\infty por causa do-2\ln x , enquanto a parábola vale quase nada; longe, a parábola ganha. Entre um extremo e o outro só há um cruzamento — que é o que o enunciado garante.
- A distância. Os dois pontos têm abcissa
x , e em\left[0,\,2\right] tem-sef(x) > 0 \geq g(x) , logo\overline{AB} = f(x)-g(x) = e^{x}-(x-2). - A equação. Representam-se
y_{1} = e^{x}-(x-2) ey_{2} = 5 , em\left[0,\,2\right] .A distância \overline{AB} = e^{x}-(x-2) e o nível5 : cruzam-se emx \approx 1{,}5 . - A abcissa procurada é
x \approx 1{,}5 .A distância nunca é negativa: é por isso que se escrevef(x)-g(x) e não o contrário. Trocar a ordem daria-5 , que não é distância nenhuma.
No sítio onde a bola cai, a altura é zero. Mas
- A condição. No ponto de queda a bola está no solo:
h(a) = 0 \iff 2a+10\ln(1-0{,}1a) = 0, \qquad a > 0. - Na calculadora. Representa-se
h numa janela que mostre o zero de abcissa positiva.A altura da bola: o segundo zero de h dáa \approx 7{,}97 metros. - A bola caiu a
a \approx 7{,}97 metros do sítio onde foi pontapeada.Ox = 0 é sempre solução — é o instante do pontapé. Aceitá-lo como resposta seria dizer que a bola caiu onde foi chutada.
Há três coisas a testar: o valor em
- A opção (A) falha no início.
P(0) = \dfrac{1000}{1+e^{0}} = \dfrac{1000}{2} = 500 \neq 400. - A opção (C) falha no fim.
\lim_{t \to +\infty} \dfrac{1200}{1+2e^{-t}} = \dfrac{1200}{1+0} = 1200 > 1000. - A opção (D) falha no meio. Parte de
400 e tende para1000 , mas não é sempre crescente: desce até cerca de162 antes de voltar a subir.As quatro expressões: só (B) parte de400 e se aproxima de1000 sem o ultrapassar. - Fica a (B):
P(0) = \dfrac{1000}{2{,}5} = 400 , a função cresce sempre e tende para1000 .A retay = 1000 é assíntota horizontal do gráfico de (B) — é ela que traduz «até bastante perto de um milhar, mas sem ultrapassar».
«Superior a
- A inequação.
L(x) > 16\,500 \iff (x-3)e^{14-x} > 16\,500. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = L(x) ey_{2} = 16\,500 , para valores positivos do lucro.O lucro mensal e a meta de 16\,500 euros: cruzam-se em3{,}42 e4{,}96 . - As abcissas dos pontos de interseção são
3{,}42 e4{,}96 , e é entre elas que a curva fica acima da reta:x \in \left]3{,}42;\, 4{,}96\right[. A resposta é um intervalo, não dois números. E os extremos ficam de fora, porque o lucro tem de ser superior a16\,500 .
O lado
- A base. Os pontos
O(0,\,0) eP(0,\,e) estão ambos no eixoOy , logo\overline{OP} = e . - A altura. É a distância de
Q ao eixoOy , ou seja, a abcissa deQ — a solução dee^{x}+3x = 5 .A curva C e a retar na janela\left[0,\,1\right] \times \left[0,\,7\right] :x_{Q} \approx 0{,}87 . - A área. Com
x_{Q} \approx 0{,}87 ,A_{[OPQ]} = \dfrac{\overline{OP} \times x_{Q}}{2} \approx \dfrac{e \times 0{,}87}{2} \approx 1{,}2. Escolher[OP] como base poupa trabalho: fica no eixo, e a altura passa a ser uma abcissa, que a calculadora dá de imediato.
Se
- A área. O ponto
P tem coordenadas(x,\, \ln x) , logo os lados medem5-x e\ln x :A(x) = (5-x)\ln x, \qquad x \in \left[1,\,5\right]. - O máximo. Representa-se
A numa janela compatível com o domínio.A área do retângulo em função da abcissa de P : máxima emM(2{,}57;\, 2{,}29) . - A abcissa de
P é\approx 2{,}57 , e a área máxima\approx 2{,}29 .Nos dois extremos a área anula-se: emx = 1 porque\ln 1 = 0 , emx = 5 porque o lado horizontal desaparece. Entre eles tem de haver um máximo.
O total é a soma das duas populações. A parte decimal do minimizante são dias — converte-a em horas.
- A função. Cada estirpe parte de
500 indivíduos, logo o total éN(t) = 500e^{-0{,}6931t}+500e^{0{,}1155t}, \qquad t \in \left[0,\,7\right]. - O mínimo. Procura-se o minimizante de
N na primeira semana.O total das duas estirpes em \left[0,\,7\right] : mínimo emt \approx 2{,}216 dias. - Do número ao relógio. O mínimo ocorre
t \approx 2{,}216 dias depois das zero horas do dia 1. Dois dias inteiros levam ao dia 3, e0{,}216 \times 24 \approx 5{,}2 \text{ horas.} A estirpeA extingue-se depressa(k < 0) e aB cresce devagar(k > 0) : o mínimo é o instante em que a queda de uma deixa de compensar a subida da outra.
A base
- O ponto
B . É o zero deg :e-e^{x-1} = 0 \iff e^{x-1} = e^{1} \iff x = 2. - O ponto
A . É a interseção dos dois gráficos, ou seja, a solução de\ln(x+2) = e-e^{x-1} em\left[0,\,3\right] .Os gráficos de f e deg em\left[0,\,3\right] :A(1{,}4;\, 1{,}2) eB(2;\, 0) . - A área. Tomando
[OB] como base, de comprimento2 , a altura é a ordenada deA :A_{[OAB]} = \dfrac{2 \times 1{,}2}{2} = 1{,}2. O pontoB dispensa a máquina:e^{x-1} = e^{1} dá logox = 2 . Só oA é que a exige.
«Ordenada igual ao dobro da abcissa» é o mesmo que dizer que o ponto está na reta
- A equação. Os pontos cuja ordenada é o dobro da abcissa são os da reta
y = 2x , logog(x) = 2x \iff e^{2x}+\ln x = 2x. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = e^{2x}+\ln x ey_{2} = 2x , numa janela compatível comx > 0 .O gráfico de g e a retay = 2x : um único pontoA(0{,}3;\, 0{,}6) . - A calculadora dá
A(0{,}3;\, 0{,}6) .O gráfico explica a unicidade que o enunciado garante: junto de0 a função vem de-\infty por causa do logaritmo, e depois a exponencial dispara. Cruza a reta uma vez, e mais nenhuma.
Começa por
- O nível. Como
15 > 2 , usa-se o segundo ramo:f(15) = \dfrac{15}{5}-\ln 15 = 3-\ln 15 \approx 0{,}29. - Os três pontos. Em
\left]0,\,2\right] resolve-sef(x) = 0{,}29 e procura-se o mínimo do ramo.O primeiro ramo de f e o nívelf(15) \approx 0{,}29 :A(0{,}50;\, 0{,}29) ,B(1{,}75;\, 0{,}29) eC(1;\, -0{,}28) . - A área. O lado
[AB] é horizontal e mede1{,}75-0{,}50 = 1{,}25 ; a altura é a distância deC a esse lado, ou seja0{,}29+0{,}28 = 0{,}57 :A_{[ABC]} = \dfrac{1{,}25 \times 0{,}57}{2} \approx 0{,}4. No primeiro ramo éf(x) = \dfrac{e^{x}}{x}-3 , e o mínimo cai exatamente emx = 1 , onde valee-3 \approx -0{,}28 . O segundo ramo só entra para dar o valor def(15) .
Se
- A área. Sendo
x a abcissa deA , o lado horizontal medex e o vertical medef(x) , logoA(x) = x\left(2+15\ln\left(3-\dfrac{1}{2}x\right)\right). - Onde é máxima. Como
C tem coordenadas positivas, éx > 0 ef(x) > 0 : a área só está definida enquanto a curva se mantém acima do eixo.A área do retângulo em função da abcissa de A : máxima emM(2{,}47;\, 25{,}99) . - O máximo é
M(2{,}47;\, 25{,}99) , portanto a abcissa deA é\approx 2{,}47 .Pergunta-se onde, não quanto: a resposta é o maximizante,2{,}47 , e não o máximo,25{,}99 . É um engano clássico.
Sendo
- A base. O ponto
A é o zero def , logo está no eixoOx e\overline{OA} = x_{A} . A calculadora dáx_{A} \approx 1{,}57 . - A altura. O ponto
B é a interseção dos dois gráficos, e a altura relativa à base[OA] é a sua ordenada.O zero de f e o cruzamento comg :A(1{,}57;\, 0) eB(3{,}22;\, 2{,}83) . - A área. Com
B(3{,}22;\, 2{,}83) ,A_{[OAB]} = \dfrac{\overline{OA} \times y_{B}}{2} \approx \dfrac{1{,}57 \times 2{,}83}{2} \approx 2{,}2. O zero até se calcula à mão:e^{x-2} = \dfrac{4e^{-x}+4}{e^{2}} \iff e^{x} = 4e^{-x}+4 , e comu = e^{x} vemu^{2}-4u-4 = 0 , ou sejau = 2+2\sqrt{2} ex = \ln\left(2+2\sqrt{2}\right) \approx 1{,}5745 . A máquina confirma.
A bissetriz dos quadrantes pares é a reta
- A equação. A bissetriz dos quadrantes pares tem equação
y = -x , logoe^{x}+\ln\left(x^{2}\right)+3 = -x, \qquad -7 \leq x < 0. O gráfico de f e a bissetriz dos quadrantes pares:A(-6{,}85;\, 6{,}85) eB(-0{,}16;\, 0{,}16) . - Os dois pontos. A calculadora dá as abcissas
-6{,}85 e-0{,}16 ; como os pontos estão na retay = -x ,A(-6{,}85;\, 6{,}85) \qquad\text{e}\qquad B(-0{,}16;\, 0{,}16). - A distância.
d = \sqrt{\left(x_{B}-x_{A}\right)^{2}+\left(y_{B}-y_{A}\right)^{2}} = \sqrt{6{,}69^{2}+(-6{,}69)^{2}} \approx 9{,}46. Numa reta de declive-1 , a distância entre dois pontos é sempre\sqrt{2} vezes a diferença das abcissas:6{,}69\sqrt{2} \approx 9{,}46 . Dá para confirmar de cabeça.
Os pontos à distância
- A condição. Um ponto do gráfico é
P\left(x,\, f(x)\right) , e a sua distância à origem é\overline{OP} = \sqrt{x^{2}+\left(f(x)\right)^{2}} = 2 \iff x^{2}+\left(f(x)\right)^{2} = 4. - A equação. Em
\mathbb{R}^{+} a funçãof só toma valores positivos, logof(x) = \sqrt{4-x^{2}} , e a equação só faz sentido para0 < x \leq 2 .O gráfico de f e a semicircunferênciay = \sqrt{4-x^{2}} :P tem abcissa\approx 0{,}48 . - A abcissa de
P é\approx 0{,}48 .A circunferência resolve-se emy = \pm\sqrt{4-x^{2}} , mas o ramo de baixo não serve:f(x) > 1 em todo o domínio. Escolher o ramo é metade do trabalho.
A base
- A altura. A base
[AB] mede5-2 = 3 , e a altura é a distância deP ao eixoOx :\dfrac{3 \times |g(x)|}{2} = 1 \iff |g(x)| = \dfrac{2}{3}. - As duas equações. O módulo desdobra-se:
g(x) = \dfrac{2}{3} oug(x) = -\dfrac{2}{3} .O gráfico de g e os níveis\pm\frac{2}{3} : quatro pontos de interseção. - A calculadora dá quatro abcissas:
0{,}31 ,0{,}61 ,1{,}56 e2{,}52 .Esquecer o módulo é responder a metade: ficam de fora os dois pontos que estão abaixo do eixo. O triângulo tem a mesma área de um lado e do outro.
A base
- A área em função de
P . Tomando[OA] como base, de comprimento2 , a altura é a distância deP ao eixoOx :A_{[AOP]} = \dfrac{2 \times |y_{P}|}{2} = |y_{P}|. - Onde é mínima. Em
\left[-1,\,2\right] a função é sempre negativa, pelo que|y_{P}| = -y_{P} . A área é mínima quandoy_{P} é máximo — o ponto mais alto do gráfico.O triângulo [AOP] é mínimo quandoP está no máximo def :P(-0{,}15;\, -2{,}92) . - A calculadora dá o máximo em
P(-0{,}15;\, -2{,}92) , e portantoA_{[AOP]} = |-2{,}92| = 2{,}92. Um mínimo de área que se obtém procurando um máximo da função. É o sinal que troca as voltas: como o gráfico está todo abaixo do eixo, o ponto mais alto é o mais próximo dele.
A bissetriz dos quadrantes pares é
- As duas ordenadas. Se
A tem abcissaa > 0 , entãoB tem abcissa-a < 0 , e cada um cai no seu ramo:y_{A} = \dfrac{3a+\ln a}{a}, \qquad y_{B} = -2a+1+e^{a}. - A equação. A bissetriz dos quadrantes pares tem declive
-1 , logo\dfrac{y_{B}-y_{A}}{-a-a} = -1. - Na calculadora. Representa-se o declive em função de
a e procura-se onde vale-1 , em\left]0,\,1\right[ .O declive de AB em função dea e o valor-1 : cruzam-se ema \approx 0{,}413 . - A abcissa de
A éa \approx 0{,}413 .O detalhe que decide o exercício é queA eB estão em ramos diferentes da função. Usar a mesma expressão nos dois dá um resultado errado sem dar erro nenhum — a máquina não avisa.
Chama
- Os três pontos. Sendo
k a abcissa deB , tem-seB\left(k,\, f(k)\right) eC\left(0,\, f(k)\right) , comA(0,\,-2) . - Base e altura.
[BC] é horizontal e mede|k| = -k , porquek < 0 ;[CA] é vertical e medef(k)-(-2) = f(k)+2 . Os dois são perpendiculares, logoA_{[ABC]} = \dfrac{-k\left(f(k)+2\right)}{2} = \dfrac{-k\left(-\ln\left(k+e^{2}\right)+2\right)}{2}. - A equação. Essa área vale
8 .A área de [ABC] em função da abcissa deB e o valor8 : cruzam-se emk \approx -6{,}71 . - A abcissa de
B ék \approx -6{,}71 .O domínio manda:k > -e^{2} \approx -7{,}39 . E a área cresce sem limite à medida quek se aproxima dessa fronteira, porquef(k) \to +\infty — por isso há uma só solução.
Calcula
- O ponto
A . Está no eixoOy , logo tem abcissa0 :f(0) = -e^{0}+0+8 = -1+8 = 7, ou seja,A(0,\, 7) . - A reta
AB . Tem declive-2 e passa emA , logo éy = -2x+7 . - A equação. O ponto
B está no gráfico def e nessa reta:-e^{\frac{x}{2}}+x^{2}+8 = -2x+7. - Na calculadora. Representam-se as duas e procura-se a interseção de abcissa positiva.
O gráfico de f e a retaAB , de declive-2 : cruzam-se emx \approx 9{,}35 . - A abcissa de
B é\approx 9{,}35 .A curva sobe até perto dex = 7 e depois cai a pique — a exponencial acaba por vencer ox^{2} . É essa queda que produz a interseção, já quase no fim do domínio.
O zero de
- O ponto
A . É o zero deg , e o numerador anula-se quando1+\ln x = 0 \iff \ln x = -1 \iff x = e^{-1} \approx 0{,}37. - A altura. Tomando
[OA] como base, de comprimentoe^{-1} , a altura é a distância deB ao eixoOx , ou seja,|g(x_{B})| . Da área:\dfrac{e^{-1} \times |g(x_{B})|}{2} = 1 \iff |g(x_{B})| = 2e \approx 5{,}44. Comom < 0 , o pontoB está abaixo do eixo, e portantog(x_{B}) = -2e . - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = g(x) ey_{2} = -2e .O gráfico de g , o zeroA e o nível-2e que a área impõe:B tem abcissa\approx 0{,}26 . - A abcissa de
B é\approx 0{,}26 .Repara que o enunciado nunca dá o declivem — e não precisa: a reta passa na origem, e o que om<0 garante é apenas queB está abaixo do eixo. É isso que fixa o sinal deg(x_{B}) .
As abcissas de
- Os pontos. As abcissas de
A e deB são as soluções def(x) = 1{,}2 .O trapézio [OABC] : bases\overline{OC} e\overline{AB} , altura1{,}2 . - A calculadora dá
A(1{,}227;\, 1{,}2) eB(3{,}044;\, 1{,}2) , e daíC(3{,}044;\, 0) . - Que quadrilátero é.
[AB] está sobre a retay = 1{,}2 e[OC] sobre o eixoOx : são paralelos. É um trapézio, de bases\overline{OC} \approx 3{,}044, \qquad \overline{AB} \approx 3{,}044-1{,}227 = 1{,}817, e de altura\overline{BC} = 1{,}2 . - A área.
A_{[OABC]} = \dfrac{\overline{OC}+\overline{AB}}{2} \times \overline{BC} \approx \dfrac{3{,}044+1{,}817}{2} \times 1{,}2 \approx 2{,}92. A calculadora só dá as duas abcissas; o resto é geometria elementar. Reconhecer o trapézio poupa ter de decompor a figura em triângulos.
Faz
- A equação. Com
R = \lambda eL = \dfrac{I}{2} :\dfrac{I}{2} = I(1-\lambda)^{6}e^{-3\lambda} \iff \dfrac{1}{2} = (1-\lambda)^{6}e^{-3\lambda}, porqueI \neq 0 . - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = (1-x)^{6}e^{-3x} ey_{2} = \dfrac{1}{2} , para0 < x < 1 .A fração de potência transmitida e a meta de \frac{1}{2} : cruzam-se em\lambda \approx 0{,}075 . - A abcissa do ponto de interseção é
\lambda = R \approx 0{,}075 .Dividir porI é o passo que faz o exercício: a potência incidente não é dada, e não precisa de ser. O que interessa é a fração transmitida.
Sendo
- As duas abcissas. Se
F tem abcissax , entãoG tem abcissa3x . - A equação. O tempo de
C aF ét(x) e o deC aG ét(3x) ; logo o tempo deF aG ét(3x)-t(x) , e esse é o triplo det(x) :t(3x)-t(x) = 3t(x) \iff t(3x) = 4t(x). - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = t(3x) ey_{2} = 4t(x) . Como3x tem de caber em\left[0,\,96\right] , a janela vai atéx = 32 .O tempo até 3x ,y_{1} , contra o quádruplo do tempo atéx ,y_{2} : cruzam-se emx \approx 18{,}7 . - A abcissa do ponto de interseção é
x \approx 18{,}7 metros.A armadilha é somar tempos em vez de os subtrair. Comot mede sempre desdeC , o tempo de um troço interior obtém-se por diferença — tal como uma distância percorrida.
Substitui
- Substituir os raios. Com
r_{1} = 7 er_{2} = 8 :d = \dfrac{\sqrt{\left(225-x^{2}\right)\left(x^{2}-1\right)}}{x}, \quad \text{com } 1 < x < \sqrt{15}. - A equação. O diâmetro excede
x em9 mm, ou seja,d-9 = x :\dfrac{\sqrt{\left(225-x^{2}\right)\left(x^{2}-1\right)}}{x}-9 = x. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = d-9 ey_{2} = x , no intervalo\left]1,\,\sqrt{15}\right[ .O diâmetro menos 9 mm e a distância entre os centros: cruzam-se emx \approx 1{,}4 mm. - A abcissa do ponto de interseção é
x \approx 1{,}4 mm.O intervalo não é decorativo: fora dele o radicando fica negativo. E note-se que\sqrt{15} \approx 3{,}873 — uma janela até15 daria erro em quase toda a parte.
Escreve o nível inicial e o nível aumentado, cada um com a sua fórmula. «
- Os dois níveis. Com intensidade
I o nível é60+10\log_{10} I ; com intensidadeI+150 passa a60+10\log_{10}(I+150) . - A equação. O nível aumentado é
1{,}4\% do quadrado do inicial:60+10\log_{10}(I+150) = 0{,}014\left(60+10\log_{10} I\right)^{2}. - Na calculadora. Representam-se os dois membros e procura-se a interseção em
\left[20,\,80\right] .O nível com a intensidade aumentada, f , e1{,}4\% do quadrado do nível inicial,g : cruzam-se emI \approx 50 . - A abcissa é
I \approx 50 : a intensidade inicial é de50 \mu\text{W/m}^{2} .Repara que a incógnita é a intensidade, não o nível. Quem resolver emN obtém um número certo para a pergunta errada — o enunciado até indica o intervalo em queI está.
Toma
- A base. Os pontos
A eB têm a mesma abcissaa , eB está acima deA :\overline{AB} = f(a)-g(a) = e^{a}-\dfrac{\ln a}{a}. - A altura. Relativamente a essa base, que é vertical, a altura é a distância de
O à retax = a , isto é,a . - A equação. A área é
\dfrac{\text{base} \times \text{altura}}{2} , e quer-se que valha5 :\dfrac{\left(e^{a}-\dfrac{\ln a}{a}\right)a}{2} = 5 \iff \dfrac{ae^{a}-\ln a}{2} = 5. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = \dfrac{xe^{x}-\ln x}{2} ey_{2} = 5 , parax > 1 .A área do triângulo em função de a e o valor5 : cruzam-se ema \approx 1{,}8 . - A abcissa é
a \approx 1{,}8 .O trabalho todo está antes da calculadora: escrever a área em função dea . Depois disso, a máquina resolve uma equação como qualquer outra.
«A altitude é igual ao raio da calote» é
- A equação. Com
R = 6400 er = h , a relação dada torna-seh = \dfrac{6400}{h+6400}\sqrt{h^{2}+12\,800h}. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = x ey_{2} = \dfrac{6400\sqrt{x^{2}+12\,800x}}{x+6400} , para0 < x < 6400 .A bissetriz y = h e o raio da calote,g : cruzam-se emh = r \approx 5371{,}44 km. - A abcissa do ponto de interseção é
h = r \approx 5371{,}44 km. - A percentagem.
50\left(1-\sqrt{1-\left(\dfrac{5371{,}44}{6400}\right)^{2}}\right) \approx 22{,}82, ou seja, cerca de23\% da superfície terrestre.Duas fases num só item: a calculadora dár , e só depois se substitui na fórmula da percentagem. Responder5371 é responder à pergunta errada.
A taxa média de variação em
- A taxa média. Com
T(0) = 20+100 = 120 ,\dfrac{T(t_{2})-T(0)}{t_{2}} = \dfrac{20+100e^{-0{,}04t_{2}}-120}{t_{2}} = \dfrac{100e^{-0{,}04t_{2}}-100}{t_{2}}. - A equação.
\dfrac{100e^{-0{,}04t_{2}}-100}{t_{2}} = -2{,}4. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = \dfrac{100e^{-0{,}04x}-100}{x} ey_{2} = -2{,}4 , em\left]0,\,60\right] .A taxa média de variação em \left[0,\,t\right] e o valor-2{,}4 : cruzam-se emt \approx 28{,}157 . - A abcissa é
t_{2} \approx 28{,}157 minutos. Como0{,}157 \times 60 \approx 9 segundos, são 28 minutos e 9 segundos.A taxa média é sempre negativa — a substância só arrefece — e vai-se aproximando de zero: quanto maior o intervalo, mais suave é a descida média. É isso que torna a interseção única.
«Uma hora antes» é
- A equação. Uma hora antes de
t_{1} haviaN(t_{1}-1) milhares de bactérias, e emt_{1} há meio milhar a mais:N(t_{1}) = N(t_{1}-1)+0{,}5. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = N(x) ey_{2} = N(x-1)+0{,}5 .A população, f , contra a população uma hora antes mais meio milhar,g : cruzam-se emt \approx 2{,}089 . - A abcissa do ponto de interseção é
t_{1} \approx 2{,}089 horas. - Como
0{,}089 \times 60 \approx 5 minutos, o instante é 2 horas e 5 minutos depois da colocação.A unidade deN é o milhar — «meio milhar» é0{,}5 e não500 . Ler as unidades da variável dependente evita metade dos erros nestes modelos.
Diminuir
- A equação. A metade da distância corresponde à altura
h\left(\frac{d}{2}\right) , e essa altura é30 cm menor do queh(d) :h\left(\dfrac{d}{2}\right) = h(d)-0{,}3. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = h\left(\frac{x}{2}\right) ey_{2} = h(x)-0{,}3 , na janela\left[0,\,10\right] .A altura a meia distância, f , contra a altura menos30 cm,g : cruzam-se emd \approx 7{,}93 . - A abcissa do ponto de interseção é
d \approx 7{,}93 , ou seja,7{,}9 metros.As unidades são o que este item mede: a altura vem em metros e o enunciado dá a variação em centímetros. Quem escreverh(d)-30 obtém um valor absurdo — e o desenho, com o cabo entre4{,}7 e6 metros, mostra logo que sim.
A distância percorrida entre
- A equação. No instante
t o foguete está aa(t) metros do solo; três segundos depois está aa(t+3) . A distância percorrida nesse intervalo é a diferença, e quer-se que valha25 :a(t+3)-a(t) = 25. - A janela. Como
D_{a} = \left[0,\,8\right] , paraa(t+3) fazer sentido é precisot+3 \leq 8 , ou sejat \in \left[0,\,5\right] . É essa a janela. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = a(x+3)-a(x) ey_{2} = 25 .A distância percorrida nos três segundos seguintes, g , e a meta de25 m: cruzam-se emt \approx 1{,}8 . - A abcissa é
t \approx 1{,}8 segundos.O domínio não é um pormenor de rigor: fora de\left[0,\,5\right] a máquina calcularia o logaritmo de um número negativo e devolveria erro — ou, pior, um valor sem significado.
«Duplicar a taxa» é
- A equação. Com a taxa duplicada a prestação é
p(2j) , e essa prestação é120 euros maior do que a inicial:p(2j) = p(j)+120. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = p(2x) ey_{2} = p(x)+120 , e procura-se a abcissa do ponto de interseção.A prestação com a taxa duplicada, g , contra a prestação mais120 €,h : cruzam-se emj \approx 3{,}281 . - A abcissa é
j \approx 3{,}281 : a taxa de juro anual inicial é de3{,}281\% .Não é preciso saber quanto foi pedido ao banco nem por quantos meses — a expressão já traz isso lá dentro. O que o item pede é traduzir duas frases em português numa igualdade.
Diminuir
- A equação. Se a massa diminui
5\% entrea e3a , então no instante3a resta95\% da massa que havia ema :m(3a) = 0{,}95 \times m(a). - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = 0{,}95\,m(x) ey_{2} = m(3x) , na janela\left]0,\,1\right[ — o enunciado diz quea ocorre no primeiro minuto.A massa reduzida a 95\% ,g , contra a massa ao triplo do tempo,h : cruzam-se emx \approx 0{,}527 . - A abcissa do ponto de interseção é
a \approx 0{,}527 minutos. - A amplitude.
3a-a = 2a \approx 1{,}054 minutos. Como0{,}054 \times 60 \approx 3 segundos, a amplitude é 1 minuto e 3 segundos.Duas armadilhas num só item: respondera em vez de2a , e arredondara a duas casas antes de multiplicar — daí o enunciado exigir três casas nos cálculos intermédios.
Chama
- A equação. Sendo
k o instante procurado, o número de gafanhotos quatro semanas depois éG(k+4) , e metade do número existente emk é\dfrac{G(k)}{2} . Logo\dfrac{G(k)}{2} = G(k+4). - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = \dfrac{G(x)}{2} ey_{2} = G(x+4) , e procura-se a abcissa do ponto de interseção.Metade do enxame, g , contra o enxame quatro semanas depois,h : cruzam-se emx \approx 4{,}72 . - A abcissa é
x \approx 4{,}72 semanas. - Em dias:
4{,}72 \times 7 \approx 33 dias.Não se resolveG(x) = \frac{1}{2} nem coisa parecida: compara-se a função consigo mesma, deslocada. Escrever as duas funções antes de tocar na máquina é o que faz o exercício.
O valor total não é
- A equação. O valor total das vendas, em centenas de euros, é
p \times N(p) . Procura-se, então, a solução dep \times N(p) = 4000, \quad \text{com } 2 \leq p \leq 10. - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = p \times N(p) ey_{2} = 4000 , na janela\left[2,\,10\right] .O valor total p \times N(p) em\left[2,\,10\right] : vale4000 emp \approx 4{,}73 . - A abcissa do ponto de interseção é
p \approx 4{,}73 . - Como
p está em centenas de euros, o preço é4{,}73 \times 100 \approx 473 euros.Dentro de\left[2,\,10\right] a curva sobe até perto dep = 3 e desce depois; começa acima de4000 , pelo que só a atravessa uma vez — o «único preço» do enunciado.
A condição é
- A condição. O efeito é significativo enquanto
C(t) > 15 . - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = C(t) ey_{2} = 15 . A curva sobe acima da reta e volta a descer: há dois pontos de interseção.A concentração acima de 15 mg/L entret \approx 0{,}166 et \approx 10{,}600 . - As abcissas são
t_{1} \approx 0{,}166 et_{2} \approx 10{,}600 , e a condição verifica-se em\left]0{,}166;\,10{,}600\right[ . - A amplitude.
10{,}600 - 0{,}166 = 10{,}434 \text{ horas}. Como0{,}434 \times 60 \approx 26 minutos, o efeito dura 10 horas e 26 minutos.O erro clássico é responder10{,}600 horas, que é o instante em que o efeito acaba, não o tempo que dura. Ler o que se pede é meio exercício.
Começa pelo total depositado:
- A meta. A Inês deposita
500 € por ano durante25 anos, ou seja,500 \times 25 = 12\,500 € ao todo. Um acréscimo de20\% sobre esse total é0{,}2 \times 12\,500 = 2500 €, pelo que o capital final pretendido é12\,500 + 2500 = 15\,000 \text{ euros}. - A equação. A taxa procurada é a solução de
C(j) = 15\,000 . - Na calculadora. Representam-se
y_{1} = C(j) ey_{2} = 15\,000 , e procura-se a abcissa do ponto de interseção.O capital ao fim de 25 anos e a meta de 15\,000 €: cruzam-se emj \approx 1{,}375 . - A abcissa é
j \approx 1{,}375 : a Inês deve negociar uma taxa de juro anual de1{,}375\% .A interseção é única, e vê-se porquê: quandoj \to 0^{+} ,C(j) tende para12\,500 — os depósitos sozinhos, sem juro nenhum — e a partir daí só cresce. Uma função crescente atravessa o nível15\,000 uma só vez.
Exercícios de Exame · Bisseção e Newton-Raphson
Doze itens de Prova Nacional e dos Itens das Turmas Piloto sobre a resolução aproximada de equações. Repara que quatro deles perguntam onde é que o método falha — é aí que se percebe o que cada um dos dois algoritmos garante.
Considera a função
A função
Determina, utilizando o método da bisseção, uma aproximação desse zero, com um erro inferior a
Considera a função
A função
Determina, pelo método de Newton-Raphson, a aproximação desse zero obtida na primeira iteração, partindo do valor inicial
Considera as funções reais de variável real definidas por
Pretende-se obter uma aproximação da abcissa do ponto de interseção dos gráficos de
Aplica o método de Newton-Raphson com duas iterações a partir de um valor inicial no intervalo
Considera as funções reais de variável real definidas por
Pretende-se obter a abcissa do ponto de interseção dos gráficos de
Determina, recorrendo ao método da bisseção, um valor aproximado dessa abcissa com erro inferior a
Em alguns dos primeiros modelos de computadores digitais a determinação do inverso de um número recorria ao método de Newton-Raphson.
Considera o problema da determinação do inverso de
Averigua a possibilidade de obter um valor aproximado da solução da equação, partindo do valor inicial
Considera ainda o problema da determinação do inverso de
Na figura está representada graficamente a função
a) Mostra que a fórmula iteradora do método de Newton-Raphson pode ser dada pela expressão
Considera as funções reais de variável real definidas por
Pretende-se obter uma aproximação da abcissa do ponto de interseção dos gráficos de
Aplica o método de Newton-Raphson com duas iterações, a partir de um valor inicial no intervalo indicado, e apresenta o valor obtido depois da segunda iteração, com arredondamento às milésimas.
Considera a função
Recorrendo à representação gráfica de
Considera a função
Para obter um valor aproximado do zero de
Iniciar com x = 0.8
Repetir n vezes:
x = x - f(x) / f'(x)
Escrever xSe
Considera a função
Pretende-se determinar uma solução da equação
Mostra que a aplicação deste método conduz à fórmula iterativa
Ao aplicar o método de Newton-Raphson para obter uma boa aproximação do zero de uma função, procuram-se pontos de interseção das retas tangentes ao seu gráfico com o eixo das abcissas — o que não é possível quando o ponto de tangência corresponde a um extremo relativo da função.
Na figura está representada parte do gráfico da função
Sabe-se que
Utiliza a calculadora gráfica para determinar um dos valores de
Com um erro inferior a
Quantas iterações tiveram de ser aplicadas, no mínimo, para garantir a aproximação do zero com a precisão indicada?
Considera que nenhum dos extremos dos intervalos iterados é zero da função e que se considerou o valor médio de cada intervalo iterado como aproximação do zero.
Antes de calcular, decide quantos passos são precisos: a amplitude é
- Quantos passos. A amplitude inicial é
1 . Tomando o ponto médio, o erro ao fim den passos é no máximo\dfrac{1}{2^{n+1}} . De\dfrac{1}{2^{n+1}} < 0{,}1 vem2^{n+1} > 10 , ou sejan \geq 3 . - Cálculos auxiliares.
f(1) = 0-1 = -1 ef(2) = 16\ln 2-1 \approx 10{,}09 . - Passo 1.
m_{1} = 1{,}5 ,f(1{,}5) = 5{,}0625\ln 1{,}5-1 \approx 1{,}053 > 0 . Comof(1) < 0 , o zero está em\left]1;\,1{,}5\right[ . - Passo 2.
m_{2} = 1{,}25 ,f(1{,}25) \approx -0{,}455 < 0 . O zero está em\left]1{,}25;\,1{,}5\right[ . - Passo 3.
m_{3} = 1{,}375 ,f(1{,}375) \approx 0{,}138 > 0 . O zero está em\left]1{,}25;\,1{,}375\right[ . - Tomando o ponto médio,
x \approx 1{,}3125 , com erro máximo\dfrac{1{,}375-1{,}25}{2} = 0{,}0625 < 0{,}1 .
Primeiro
- Cálculo auxiliar: a derivada.
f'(x) = 2xe^{x}+x^{2}e^{x} = xe^{x}(2+x). - Valores em
x_{0} = -1 .f(-1) = e^{-1}-\frac{1}{2} \approx 0{,}3679-0{,}5 = -0{,}1321, f'(-1) = (-1)e^{-1}(2-1) = -e^{-1} \approx -0{,}3679. - A iteração.
x_{1} = -1-\frac{-0{,}1321}{-0{,}3679} \approx -1-0{,}3591 = -1{,}3591. - Arredondando às milésimas,
x_{1} \approx -1{,}359 .
Interseção de dois gráficos: função diferença. Com
- Função diferença.
h(x) = 2^{x}-x^{2} , eh'(x) = 2^{x}\ln 2-2x . - Valor inicial. Toma-se, por exemplo,
x_{0} = -0{,}9 . - Primeira iteração.
x_{1} = -0{,}9-\frac{2^{-0{,}9}-0{,}81}{2^{-0{,}9}\ln 2+1{,}8} \approx -0{,}774. - Segunda iteração.
x_{2} = -0{,}774-\frac{2^{-0{,}774}-0{,}774^{2}}{2^{-0{,}774}\ln 2+1{,}548} \approx -0{,}767. - A abcissa procurada é aproximadamente
-0{,}767 .Com outro valor inicial no mesmo intervalo obtém-se o mesmox_{2} às milésimas — é isso que torna o método fiável quando arranca perto da solução.
Função diferença
- Função diferença.
h(x) = \ln x+\dfrac{1}{2}+x^{2} . - Nos extremos. Quando
x \to 0^{+} ,h(x) \to -\infty < 0 ; eh(1) = 0+0{,}5+1 = 1{,}5 > 0 . - Quantos passos. De
\dfrac{1}{2^{n+1}} < 0{,}2 vem2^{n+1} > 5 , ou sejan \geq 2 . - Passo 1.
m_{1} = 0{,}5 ,h(0{,}5) = \ln 0{,}5+0{,}5+0{,}25 \approx 0{,}057 > 0 . O zero está em\left]0;\,0{,}5\right[ . - Passo 2.
m_{2} = 0{,}25 ,h(0{,}25) \approx -1{,}386+0{,}5+0{,}0625 = -0{,}824 < 0 . O zero está em\left]0{,}25;\,0{,}5\right[ . - Tomando o ponto médio,
x \approx 0{,}375 , com erro máximo0{,}125 < 0{,}2 .
Escreve primeiro a fórmula iteradora, simplificando-a. Depois substitui
- Cálculo auxiliar. Com
f(x) = 7-\dfrac{1}{x} , vemf'(x) = \dfrac{1}{x^{2}} . - Fórmula iteradora.
x_{n+1} = x_{n}-\frac{7-\dfrac{1}{x_{n}}}{\dfrac{1}{x_{n}^{2}}} = x_{n}-x_{n}^{2}\left(7-\frac{1}{x_{n}}\right) = x_{n}\left(2-7x_{n}\right). - Com
x_{0} = \dfrac{2}{7} .x_{1} = \frac{2}{7}\left(2-7 \times \frac{2}{7}\right) = \frac{2}{7} \times 0 = 0. - Ora em
x = 0 a funçãof nem está definida, ef'(0) também não: a iteração seguinte é impossível. - Logo, partindo de
\dfrac{2}{7} , não é possível obter uma aproximação da solução por este método.O valor inicial não é detalhe: é parte do método. Uma escolha infeliz pode bloqueá-lo logo ao primeiro passo.
Em b), supõe
- a) Com
f(x) = 7-\dfrac{1}{x} tem-sef'(x) = \dfrac{1}{x^{2}} , logox_{n+1} = x_{n}-\frac{7-\dfrac{1}{x_{n}}}{\dfrac{1}{x_{n}^{2}}} = x_{n}-7x_{n}^{2}+x_{n} = 2x_{n}-7x_{n}^{2} = x_{n}\left(2-7x_{n}\right). - b) Suponhamos
x_{n} < 0 . Então-7x_{n} > 0 , logo2-7x_{n} > 2 > 0 . - O produto de um número negativo por um positivo é negativo:
x_{n+1} = x_{n}\left(2-7x_{n}\right) < 0 . - Por indução, todos os termos seguintes são negativos. Ora a solução da equação é
\dfrac{1}{7} > 0 : a sucessão nunca se lhe pode aproximar. - Geometricamente, a figura explica porquê: no ramo da esquerda a tangente corta
Ox ainda mais à esquerda, e o método afasta-se em vez de convergir.
Função diferença
- Função diferença.
h(x) = \ln(x+2)-x^{2} eh'(x) = \dfrac{1}{x+2}-2x . - Valor inicial. Toma-se, por exemplo,
x_{0} = 1{,}1 . - Primeira iteração.
x_{1} = 1{,}1-\frac{\ln 3{,}1-1{,}21}{\dfrac{1}{3{,}1}-2{,}2} \approx 1{,}058. - Segunda iteração.
x_{2} = 1{,}058-\frac{\ln 3{,}058-1{,}058^{2}}{\dfrac{1}{3{,}058}-2{,}116} \approx 1{,}057. - A abcissa procurada é aproximadamente
1{,}057 .
Completa o quadrado no denominador:
- Cálculo auxiliar.
x^{2}-4x+5 = (x-2)^{2}+1 \geq 1 , para todo ox . - Logo
0 < \dfrac{1}{(x-2)^{2}+1} \leq 1 , e portanto-1 < g(x) \leq 0 . - O único zero é
x = 2 (onde o denominador vale1 ); em todo o restog(x) < 0 . - O método da bisseção precisa de um intervalo
[a,\,b] ondeg(a) \times g(b) < 0 . Comog nunca é positiva, não existe tal intervalo: o método não pode ser aplicado.A bisseção só encontra zeros com mudança de sinal. Um zero em que a função apenas toca o eixo escapa-lhe sempre.
Três iterações, uma de cada vez.
- Cálculo auxiliar.
f'(x) = 5x^{4}+1 . - Primeira iteração.
f(0{,}8) = 0{,}32768+0{,}8-1 = 0{,}12768 ef'(0{,}8) = 3{,}048 , logox_{1} = 0{,}8-\frac{0{,}12768}{3{,}048} \approx 0{,}7581102. - Segunda iteração.
x_{2} \approx 0{,}7548948 . - Terceira iteração.
x_{3} \approx 0{,}7548777 . - Arredondando a
5 casas decimais, o programa escreve0{,}75488 .Repara na rapidez: da primeira para a terceira iteração ganharam-se quatro algarismos. É a assinatura do método de Newton.
Substitui na fórmula e reduz ao mesmo denominador.
- Cálculo auxiliar.
f'(x) = 2x . - A fórmula.
x_{n+1} = x_{n}-\frac{x_{n}^{2}-a}{2x_{n}} = \frac{2x_{n}^{2}-x_{n}^{2}+a}{2x_{n}} = \frac{x_{n}^{2}+a}{2x_{n}}. - Separar a fração.
\frac{x_{n}^{2}+a}{2x_{n}} = \frac{x_{n}}{2}+\frac{a}{2x_{n}} = \frac{1}{2}\left(x_{n}+\frac{a}{x_{n}}\right), como se queria mostrar. - É a fórmula com que os babilónios extraíam raízes quadradas, mil anos antes de Newton — o chamado método de Herão.
O segundo valor iterado é
- Cálculo auxiliar.
f'(x) = x^{2}-1 . - A condição. O segundo iterado é
b-\dfrac{f(b)}{f'(b)} , e só falha quandof'(b) = 0 , ou seja\left(\frac{2a^{3}-6}{3a^{2}-3}\right)^{2}-1 = 0. - Resolução gráfica. Representando
y = \left(\dfrac{2x^{3}-6}{3x^{2}-3}\right)^{2}-1 na calculadora e procurando os zeros, obtêm-se, entre outros,a \approx 1{,}91 ea \approx 1{,}27 . - Para
a \approx 1{,}91 tem-seb \approx 1 , ponto onde a tangente é horizontal: não corta o eixoOx e o método pára.
A amplitude inicial é
- Amplitude.
1-(-3) = 4 . - Erro. A
1.^{\text{a}} aproximação (ponto médio do intervalo inicial) tem erro inferior a\dfrac{4}{2} = 2 ; a2.^{\text{a}} , a\dfrac{4}{2^{2}} = 1 ; e, em geral, an -ésima tem erro inferior a\dfrac{4}{2^{n}} . - A inequação.
\frac{4}{2^{n}} < 0{,}01 \iff 2^{n} > 400 \iff n > \log_{2} 400 = \frac{\ln 400}{\ln 2} \approx 8{,}64. - Como
n é natural, são precisas, no mínimo,9 iterações.Confirma-se:2^{8} = 256 < 400 e2^{9} = 512 > 400 .