∞Astrolábio · Trigonometria · revisão do 11.º ano
Matemática A · revisão do 11.º ano

Trigonometria

Este capítulo é revisão do 11.º ano, e só isso: razões trigonométricas e resolução de triângulos, ângulo e arco generalizados, a circunferência trigonométrica, o radiano, a redução ao primeiro quadrante, as três funções e os fenómenos periódicos. As Aprendizagens Essenciais do 12.º não têm tema de Trigonometria — o que dela lá aparece está arrumado onde as AE o põem, dentro do tema Funções. Teoria, laboratórios interativos e exercícios com resolução passo a passo.

\operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha} = 1 Pitágoras, escrito na circunferência de raio um.
0exercícios
4laboratórios interativos
8secções
0%concluído
R1

Razões trigonométricas e resolução de triângulos retângulos

O degrau mais baixo, e o que mais custa quando falta: seno, cosseno e tangente num triângulo retângulo, os valores exatos de 30^{\circ}, 45^{\circ} e 60^{\circ}, e os problemas em que dois triângulos retângulos partilham um lado — a altura de uma torre medida de longe, a estátua em cima do pedestal, uma área escrita em função de um ângulo.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Resolver problemas variados, ligados a situações concretas, que permitam recordar e aplicar métodos trigonométricos estudados no 3.º ciclo do Ensino Básico, na resolução de triângulos retângulos e não retângulos.

1 · As três razões

Num triângulo retângulo, fixado um dos ângulos agudos, os três lados ganham nome: a hipotenusa é o lado oposto ao ângulo reto, e dos outros dois um é oposto ao ângulo escolhido e o outro adjacente.

α A B C cateto adjacente a α cateto oposto a α hipotenusa
No triângulo retângulo, cada razão compara dois dos três lados. Qual é o oposto e qual é o adjacente depende do ângulo que se escolheu.
Definição · seno, cosseno e tangente de um ângulo agudo \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\text{cateto oposto}}{\text{hipotenusa}}, \quad \cos{\alpha} = \frac{\text{cateto adjacente}}{\text{hipotenusa}}, \quad \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\text{cateto oposto}}{\text{cateto adjacente}}.

Os três valores dependem só de {\alpha}, e não do triângulo: dois triângulos retângulos com o mesmo ângulo agudo são semelhantes, e a semelhança não muda as razões entre lados.

Da definição sai imediatamente que \operatorname{tg}{\alpha} = \dfrac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}} — basta dividir as duas primeiras. E, pelo teorema de Pitágoras aplicado a um triângulo de hipotenusa 1, sai a igualdade que se usa mais vezes do que qualquer outra:

Fórmula fundamental da trigonometria \operatorname{sen}^{2}{\alpha} + \cos^{2}{\alpha} = 1.

Escreve-se \operatorname{sen}^{2}{\alpha} em vez de \left(\operatorname{sen}{\alpha}\right)^{2}: é uma abreviatura, não uma potência do ângulo.

2 · Os três ângulos que se sabem de cor

Um triângulo equilátero partido ao meio dá os ângulos de 30^{\circ} e 60^{\circ}; meio quadrado dá o de 45^{\circ}. São os três únicos ângulos cujos valores exatos se pedem sem calculadora.

{\alpha}30^{\circ}45^{\circ}60^{\circ}
\operatorname{sen}{\alpha}\frac{1}{2}\frac{\sqrt{2}}{2}\frac{\sqrt{3}}{2}
\cos{\alpha}\frac{\sqrt{3}}{2}\frac{\sqrt{2}}{2}\frac{1}{2}
\operatorname{tg}{\alpha}\frac{\sqrt{3}}{3}1\sqrt{3}
Uma linha só para decorar

Os senos de 30^{\circ}, 45^{\circ} e 60^{\circ} são \frac{\sqrt{1}}{2}, \frac{\sqrt{2}}{2}, \frac{\sqrt{3}}{2}. Os cossenos são os mesmos, lidos ao contrário — porque 30^{\circ} e 60^{\circ} são complementares, e o cosseno de um ângulo é o seno do seu complementar.

Exemplo 1 Resolver um triângulo retângulo

No triângulo [ABC], retângulo em C, sabe-se que \overline{AC} = 7 e que o ângulo em A tem 60^{\circ}. Determina \overline{BC} e \overline{AB}.

  1. Nomear os lados a partir de A. O cateto [AC] é adjacente ao ângulo de 60^{\circ}, [BC] é oposto e [AB] é a hipotenusa.
  2. O cateto oposto, pela tangente. \operatorname{tg}60^{\circ} = \frac{\overline{BC}}{7} \iff \overline{BC} = 7\sqrt{3}.
  3. A hipotenusa, pelo cosseno. \cos 60^{\circ} = \frac{7}{\overline{AB}} \iff \frac{1}{2} = \frac{7}{\overline{AB}} \iff \overline{AB} = 14.
  4. Confirmar. 7^{2}+\left(7\sqrt{3}\right)^{2} = 49+147 = 196 = 14^{2}.Escolher a razão certa é escolher aquela em que só há uma incógnita. Aqui a tangente liga os dois catetos e o cosseno liga o adjacente à hipotenusa: nenhuma das duas obriga a calcular primeiro a outra.
Resposta\overline{BC} = 7\sqrt{3} · \overline{AB} = 14

3 · Onde isto aparece

Medir o que não se pode alcançar é o problema original da trigonometria: a altura de uma torre, a largura de um rio, a distância a um navio. Em todos, o desenho vem primeiro e a conta vem depois.

α d h P
O ângulo de elevação mede-se a partir da horizontal. Com ele e a distância no chão, h = d\operatorname{tg}{\alpha} — e a torre fica medida sem lá se ir.
Elevação e depressão

Quem olha para cima mede um ângulo de elevação; quem olha para baixo, um ângulo de depressão. Os dois medem-se sempre a partir da horizontal que passa pelo olho. Se de P se vê Q sob uma elevação {\alpha}, de Q vê-se P sob uma depressão {\alpha}: as duas horizontais são paralelas, e os dois ângulos são alternos internos.

4 · Dois triângulos retângulos com um lado em comum

Muitas vezes um triângulo retângulo sozinho não chega: conhece-se um ângulo, mas nenhum dos lados. O que resolve é haver dois triângulos retângulos que partilham um lado — a altura da torre, a distância à base. Dá-se um nome a esse lado, escreve-se uma equação em cada triângulo, e resolve-se o sistema.

Exemplo 2 Dois ângulos de elevação

De um ponto A do solo vê-se o topo T de uma torre sob um ângulo de elevação de 24^{\circ}. Avançando 40 metros em direção à torre, até ao ponto B, passa a ver-se sob 37^{\circ}. Determina a altura da torre, com arredondamento às décimas do metro.

24° 37° A B H T 40 m x h
Nenhum dos dois triângulos retângulos, [AHT] e [BHT], tem um lado conhecido. O que têm é o cateto h em comum — e a diferença de 40 metros entre as duas distâncias à base.
  1. As incógnitas. Seja H a base da torre, h = \overline{HT} a sua altura e x = \overline{BH}. Nenhum dos triângulos [BHT] e [AHT] tem um lado conhecido — mas os dois partilham o cateto h.
  2. Um sistema de duas equações. Nos dois triângulos, h é o cateto oposto ao ângulo de elevação e a distância à base é o cateto adjacente: \begin{cases} \operatorname{tg}37^{\circ} = \dfrac{h}{x} \\[6pt] \operatorname{tg}24^{\circ} = \dfrac{h}{x+40} \end{cases} \iff \begin{cases} h = x\operatorname{tg}37^{\circ} \\[6pt] h = (x+40)\operatorname{tg}24^{\circ} \end{cases}
  3. Substituir h na segunda equação e resolvê-la em ordem a x: \iff \begin{cases} h = x\operatorname{tg}37^{\circ} \\[6pt] x\operatorname{tg}37^{\circ} = (x+40)\operatorname{tg}24^{\circ} \end{cases} \iff \begin{cases} h = x\operatorname{tg}37^{\circ} \\[6pt] x = \dfrac{40\operatorname{tg}24^{\circ}}{\operatorname{tg}37^{\circ}-\operatorname{tg}24^{\circ}} \end{cases}
  4. A altura. \iff \begin{cases} h \approx 57{,}761 \times \operatorname{tg}37^{\circ} \approx 43{,}526 \\[6pt] x \approx 57{,}761 \end{cases}Nos cálculos intermédios guardam-se três casas decimais, e só a resposta se arredonda. Arredondar x às unidades logo no passo 3 já mudava a altura: 58\operatorname{tg}37^{\circ} \approx 43{,}7.
Respostah \approx 43{,}5 metros
Exemplo 3 A estátua em cima do pedestal

Uma estátua com 4 metros está em cima de um pedestal. De um ponto P do solo vê-se o topo do pedestal sob um ângulo de elevação de 31^{\circ} e o topo da estátua sob 38^{\circ}. Determina a distância de P à base do pedestal e a altura do pedestal, com arredondamento às décimas do metro.

31° 38° P Q M S 4 m p d
Os dois ângulos de elevação medem-se a partir da horizontal. Os 7^{\circ} que ficam entre as duas visadas não são ângulo de nenhum triângulo retângulo.
  1. Os dois triângulos. Seja Q a base do pedestal, M o seu topo e S o topo da estátua, com d = \overline{PQ} e p = \overline{QM}. Os triângulos [PQM] e [PQS] são retângulos em Q e partilham o cateto d.
  2. Um sistema. Em cada triângulo, a tangente do ângulo de elevação liga a altura à distância d; o de cima tem p+4 de altura: \begin{cases} \operatorname{tg}31^{\circ} = \dfrac{p}{d} \\[6pt] \operatorname{tg}38^{\circ} = \dfrac{p+4}{d} \end{cases} \iff \begin{cases} p = d\operatorname{tg}31^{\circ} \\[6pt] p+4 = d\operatorname{tg}38^{\circ} \end{cases}
  3. Substituir p na segunda equação. \iff \begin{cases} p = d\operatorname{tg}31^{\circ} \\[6pt] d\operatorname{tg}31^{\circ}+4 = d\operatorname{tg}38^{\circ} \end{cases} \iff \begin{cases} p = d\operatorname{tg}31^{\circ} \\[6pt] d = \dfrac{4}{\operatorname{tg}38^{\circ}-\operatorname{tg}31^{\circ}} \end{cases}
  4. Os valores. \iff \begin{cases} p \approx 22{,}170 \times \operatorname{tg}31^{\circ} \approx 13{,}321 \\[6pt] d \approx 22{,}170 \end{cases}O erro que mais aparece é tomar o ângulo de 7^{\circ} entre as duas visadas como ângulo de um triângulo retângulo com a estátua por cateto. Não é: o triângulo [PMS] não tem ângulo reto. Os ângulos de elevação medem-se sempre a partir da horizontal.
Resposta\overline{PQ} \approx 22{,}2 m · pedestal \approx 13{,}3 m

5 · Uma medida em função de um ângulo

Quando o ângulo não é dado mas varia, a mesma técnica dá uma expressão em vez de um número: cada lado escreve-se à custa do ângulo, e a medida pedida — área, perímetro, volume — fica em função dele. É o formato em que os triângulos voltam a aparecer no Exame.

Exemplo 4 A área de um trapézio em função de um ângulo

O trapézio isósceles [ABCD] tem a base menor, [CD], com 6 cm e os lados não paralelos com 4 cm. Seja {\alpha} a amplitude dos ângulos da base maior, com 0^{\circ} < {\alpha} < 90^{\circ}. Mostra que a área do trapézio, em centímetros quadrados, é dada por A({\alpha}) = 24\operatorname{sen}{\alpha}+16\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}, e determina o seu valor exato para {\alpha} = 60^{\circ}.

α α A B C D E 4 4 6 h
A altura tirada de D corta um triângulo retângulo de hipotenusa 4. Do outro lado há outro igual, e entre os dois fica um retângulo de largura 6.
  1. A altura. Seja E o pé da perpendicular tirada de D para [AB]. No triângulo [AED], retângulo em E e com hipotenusa 4, h = \overline{DE} = 4\operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \overline{AE} = 4\cos{\alpha}.
  2. A base maior. Do lado de B há um triângulo igual, e entre os dois fica um retângulo de largura 6: \overline{AB} = 4\cos{\alpha}+6+4\cos{\alpha} = 6+8\cos{\alpha}.
  3. A área. A({\alpha}) = \frac{\overline{AB}+\overline{CD}}{2} \times h = \frac{12+8\cos{\alpha}}{2} \times 4\operatorname{sen}{\alpha}, e, desenvolvendo, A({\alpha}) = \left(6+4\cos{\alpha}\right) \times 4\operatorname{sen}{\alpha} = 24\operatorname{sen}{\alpha}+16\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. \quad \square
  4. Para {\alpha} = 60^{\circ}. A(60^{\circ}) = 24 \times \frac{\sqrt{3}}{2}+16 \times \frac{\sqrt{3}}{2} \times \frac{1}{2} = 12\sqrt{3}+4\sqrt{3} = 16\sqrt{3}.A expressão só vale para 0^{\circ} < {\alpha} < 90^{\circ}: com {\alpha} = 90^{\circ} o trapézio passava a retângulo, e acima disso [AB] deixava de ser a base maior. Dizer onde a expressão vale faz parte da resposta.
RespostaA(60^{\circ}) = 16\sqrt{3} cm²
Python A tabela dos ângulos notáveis, sem decorar
from math import sin, cos, tan, radians, sqrt

print('graus     sen        cos        tg')
for g in (30, 45, 60):
    print('%3d   %9.6f  %9.6f  %9.6f' % (g, sin(radians(g)), cos(radians(g)), tan(radians(g))))

print()
print('sqrt(3)/2 =', sqrt(3) / 2)
print('sqrt(2)/2 =', sqrt(2) / 2)
print('sqrt(3)/3 =', sqrt(3) / 3)

Compara linha a linha: \operatorname{sen}60^{\circ} e \frac{\sqrt{3}}{2} têm os mesmos algarismos. Acrescenta 0 e 90 à lista e vê o que o Python faz à tangente de 90^{\circ}.

Exercícios propostos

Dezoito exercícios sobre triângulos retângulos. Os seis primeiros aplicam as definições e a tabela; os do meio juntam dois triângulos com um lado em comum — elevações, depressões, um objeto em cima de outro; os últimos escrevem medidas em função de um ângulo, que é o formato em que isto reaparece no Exame.

A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.

Exercício 1§R1 · razões no triângulo retângulo

No triângulo [ABC], retângulo em B, sabe-se que \overline{AB} = 8 e \overline{BC} = 6.

α 8 6 A B C

a) Determina \overline{AC}.b) Determina \operatorname{sen} {\alpha}, \cos {\alpha} e \operatorname{tg} {\alpha}, sendo {\alpha} a amplitude do ângulo BAC.

Exercício 2§R1 · valores exatos

Sem calculadora, determina o valor exato de cada expressão.

a) \operatorname{sen} 30^{\circ} + \cos 60^{\circ}b) \operatorname{tg} 45^{\circ} \times \cos 30^{\circ}c) \cos^{2} 45^{\circ} + \operatorname{sen}^{2} 45^{\circ}d) \dfrac{\operatorname{sen} 60^{\circ}}{\cos 60^{\circ}}

Exercício 3§R1 · resolver um triângulo retângulo

Num triângulo retângulo, a hipotenusa mede 12 e um dos ângulos agudos tem 35^{\circ} de amplitude.

35° 12

Determina, com arredondamento às décimas, a medida dos dois catetos.

Exercício 4§R1 · ângulo de elevação

De um ponto do solo, a 40 metros da base de um farol, vê-se o topo do farol sob um ângulo de elevação de 28^{\circ}.

28° 40 m h

Determina a altura do farol, com arredondamento às décimas do metro.

Exercício 5§R1 · escolha múltipla

Num triângulo retângulo, um dos ângulos agudos tem seno igual a \dfrac{5}{13}.

α

O cosseno desse ângulo é igual a:

  • (A)\dfrac{8}{13}
  • (B)\dfrac{12}{13}
  • (C)\dfrac{13}{5}
  • (D)\dfrac{5}{12}
Exercício 6§R1 · um ângulo a partir de valores exatos

Num triângulo retângulo, os catetos medem \sqrt{6} e 3\sqrt{2}.

3√2̅ √6̅

a) Determina o valor exato da medida da hipotenusa. b) Sem recorrer à calculadora, determina a amplitude do menor dos ângulos agudos do triângulo.

Exercício 7§R1 · do valor de uma razão para as outras

Num triângulo retângulo, um ângulo agudo {\alpha} verifica \operatorname{tg}{\alpha} = \dfrac{3}{4}.

α

Determina, sem calculadora, \operatorname{sen}{\alpha} e \cos{\alpha}.

Exercício 8§R1 · dois pontos de observação

Um observador vê o topo de uma antena sob um ângulo de elevação de 30^{\circ}. Aproximando-se 50 metros em linha reta, na direção da base, passa a vê-lo sob 45^{\circ}.

30° 45° 50 m

Determina a altura da antena, com arredondamento às décimas do metro.

Exercício 9§R1 · área e trigonometria

Num losango de lado 6, um dos ângulos internos tem 60^{\circ} de amplitude.

60° 6 6

Determina a área do losango, na forma a\sqrt{b} com a e b inteiros.

Exercício 10§R1 · escolha múltipla

Uma rampa de acesso tem 12 metros de comprimento e faz com o solo um ângulo de amplitude {\theta}.

θ 12 m

A altura, em metros, a que a rampa chega é:

  • (A)12\operatorname{sen}{\theta}
  • (B)12\cos{\theta}
  • (C)\dfrac{12}{\operatorname{sen}{\theta}}
  • (D)12\operatorname{tg}{\theta}
Exercício 11§R1 · um objeto em cima de outro

No topo de um prédio há uma antena com 9 metros. De um ponto do solo vê-se o topo do prédio sob um ângulo de elevação de 34^{\circ} e o topo da antena sob um ângulo de elevação de 41^{\circ}.

34° 41° 9 m

Determina a altura do prédio, com arredondamento às décimas do metro. Nos cálculos intermédios, conserva três casas decimais.

Exercício 12§R1 · elevação e depressão

Da janela J de um apartamento, a 15 metros do solo, a Inês vê o topo T do prédio em frente sob um ângulo de elevação de 28^{\circ} e a base B do mesmo prédio sob um ângulo de depressão de 40^{\circ}.

28° 40° J T B 15 m
Os dois ângulos medem-se a partir da horizontal tracejada que passa pela janela: um para cima, o outro para baixo.

Determina a distância entre os dois prédios e a altura do prédio em frente, com arredondamento às décimas do metro.

Exercício 13§R1 · o baloiço

As correntes de um baloiço medem 2 metros e, em repouso, o assento fica a 0{,}5 metros do chão. No ponto mais alto de uma oscilação, as correntes, sempre esticadas, fazem um ângulo de 45^{\circ} com a vertical.

45° O 2 m 0,5 m ?

A que altura do chão fica o assento nesse instante? Apresenta o valor exato e um valor arredondado às centésimas do metro.

Exercício 14§R1 · observadores em lados opostos

A Rita e o Tomás estão de lados opostos de um poste vertical com 12 metros de altura, alinhados com a base do poste. A Rita vê o topo do poste sob um ângulo de elevação de 35^{\circ} e o Tomás sob um ângulo de elevação de 52^{\circ}.

35° 52° R T 12 m

Desprezando a altura dos olhos, determina a distância entre a Rita e o Tomás, com arredondamento às décimas do metro.

Exercício 15§R1 · uma expressão em função do ângulo

Considera um retângulo [ABCD] em que \overline{AB} = 8 e \overline{AD} = 3. O ponto P pertence ao lado [AB] e {\alpha} é a amplitude, em graus, do ângulo APD, com 0^{\circ} < {\alpha} < 90^{\circ}.

α A B C D P 3 8

a) Mostra que \overline{AP} = \dfrac{3}{\operatorname{tg}{\alpha}}. b) Escreve a área do triângulo [PBC] em função de {\alpha}.

Exercício 16§R1 · perímetro em função do ângulo

Numa circunferência de centro O e raio 1, considera um ponto A da circunferência e o ponto B, também da circunferência, tal que o ângulo AOB tem amplitude {\theta}, com 0^{\circ} < {\theta} < 180^{\circ}. Seja M o ponto médio de [AB].

θ O A B M 1

Mostra que \overline{AB} = 2\operatorname{sen}\dfrac{{\theta}}{2} e conclui o perímetro do triângulo [OAB] em função de {\theta}.

Exercício 17§R1 · três dimensões

Uma pirâmide quadrangular regular tem base de lado 10 e altura 12.

A B C D V O 10 12

a) Determina a amplitude, arredondada às décimas do grau, do ângulo que uma aresta lateral faz com o plano da base. b) Determina a amplitude, arredondada às décimas do grau, do ângulo que uma face lateral faz com o plano da base.

Exercício 18§R1 · volume em função de um ângulo

Um cone reto tem geratriz com 6 cm. Seja {\theta} a amplitude do ângulo que a geratriz faz com o plano da base, com 0^{\circ} < {\theta} < 90^{\circ}.

θ 6 cm

a) Mostra que o volume do cone, em centímetros cúbicos, é dado por V({\theta}) = 72{\pi}\cos^{2}{\theta}\operatorname{sen}{\theta}. b) Determina o valor exato do volume para {\theta} = 30^{\circ} e para {\theta} = 60^{\circ}. c) Dos dois cones da alínea b), o mais alto é o que tem maior volume? Justifica.

A hipotenusa sai do teorema de Pitágoras. Depois é só decidir, para o ângulo {\alpha}, qual dos catetos é o oposto e qual é o adjacente.

α 8 6 10 A B C
  1. a) Pelo teorema de Pitágoras, \overline{AC}^{2} = 8^{2}+6^{2} = 100 \iff \overline{AC} = 10.
  2. b) Visto de A, o cateto oposto é [BC] e o adjacente é [AB]: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{6}{10} = \frac{3}{5}, \qquad \cos{\alpha} = \frac{8}{10} = \frac{4}{5}, \qquad \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{6}{8} = \frac{3}{4}.Repara que \left(\frac{3}{5}\right)^{2}+\left(\frac{4}{5}\right)^{2} = \frac{9+16}{25} = 1. A fórmula fundamental já estava aqui, disfarçada de Pitágoras.
Resposta\overline{AC} = 10 · \frac{3}{5}, \frac{4}{5}, \frac{3}{4}

Os três ângulos 30^{\circ}, 45^{\circ} e 60^{\circ} saem da tabela. Em c) e d) há um atalho: nem é preciso substituir.

  1. a) \operatorname{sen}30^{\circ} = \frac{1}{2} e \cos 60^{\circ} = \frac{1}{2}, logo a soma é 1.
  2. b) \operatorname{tg}45^{\circ} = 1, logo o produto é \cos 30^{\circ} = \frac{\sqrt{3}}{2}.
  3. c) Pela fórmula fundamental, vale 1 — seja qual for o ângulo.
  4. d) É a definição de tangente: \operatorname{tg}60^{\circ} = \sqrt{3}.Em a) o resultado 1 é coincidência de valores; em c) é identidade. Vale a pena não confundir as duas coisas.
Resposta1 · \frac{\sqrt{3}}{2} · 1 · \sqrt{3}

O cateto oposto ao ângulo relaciona-se com a hipotenusa pelo seno; o adjacente, pelo cosseno. A calculadora tem de estar em graus.

35° 12 ≈ 6,9 ≈ 9,8
  1. Cateto oposto. \operatorname{sen}35^{\circ} = \frac{c_{\text{op}}}{12} \iff c_{\text{op}} = 12\operatorname{sen}35^{\circ} \approx 6{,}9.
  2. Cateto adjacente. \cos 35^{\circ} = \frac{c_{\text{adj}}}{12} \iff c_{\text{adj}} = 12\cos 35^{\circ} \approx 9{,}8.
  3. Confirmação. 6{,}9^{2}+9{,}8^{2} \approx 143{,}6 \approx 12^{2}. Bate certo.Arredondar só no fim. Se se arredondar o seno antes de multiplicar, o erro entra na resposta e a confirmação por Pitágoras deixa de fechar.
Resposta\approx 6{,}9 e \approx 9{,}8

Faz a figura: um triângulo retângulo em que conheces o cateto adjacente ao ângulo e queres o oposto. É a tangente.

28° 40 m h ≈ 21,3
  1. O modelo. A altura h é o cateto oposto ao ângulo de 28^{\circ}, e os 40 metros são o cateto adjacente.
  2. A razão que liga os dois é a tangente. \operatorname{tg}28^{\circ} = \frac{h}{40} \iff h = 40\operatorname{tg}28^{\circ} \approx 21{,}3.
  3. O farol tem cerca de 21{,}3 metros.O ângulo de elevação mede-se sempre a partir da horizontal. Medido a partir da vertical seria o complementar, e a tangente trocaria de razão.
Resposta\approx 21{,}3 metros

Usa a fórmula fundamental — ou reconhece o terno pitagórico 5, 12, 13.

  1. Pela fórmula fundamental, \cos^{2}{\alpha} = 1-\left(\frac{5}{13}\right)^{2} = 1-\frac{25}{169} = \frac{144}{169}.
  2. Num triângulo, o ângulo é agudo e o cosseno é positivo: \cos{\alpha} = \frac{12}{13}.
  3. A opção correta é a (B).A opção (D) é a tangente e a (C) é o inverso do seno. Nenhuma delas é o que se pediu — e as duas aparecem sempre, em todos os testes.
RespostaOpção (B)

O menor ângulo é o que fica oposto ao menor cateto. Compara \sqrt{6} com 3\sqrt{2} = \sqrt{18}, e procura a razão que dê um valor da tabela dos ângulos notáveis.

30° 3√2̅ √6̅ 2√6̅
  1. a) Pelo teorema de Pitágoras, sendo c a hipotenusa, c^{2} = \left(\sqrt{6}\right)^{2}+\left(3\sqrt{2}\right)^{2} = 6+18 = 24 \iff c = \sqrt{24} = 2\sqrt{6}.
  2. b) Como \sqrt{6} < \sqrt{18} = 3\sqrt{2}, o menor cateto é o que mede \sqrt{6}, e o menor ângulo, {\alpha}, é o que lhe fica oposto: \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\sqrt{6}}{3\sqrt{2}} = \frac{\sqrt{3}}{3}.
  3. Na tabela, \frac{\sqrt{3}}{3} é a tangente de 30^{\circ}. Logo {\alpha} = 30^{\circ}.O seno confirma: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\sqrt{6}}{2\sqrt{6}} = \frac{1}{2}. Com valores exatos e sem calculadora, a amplitude só pode vir da tabela — é por isso que ela se sabe de cor.
Respostaa) 2\sqrt{6} · b) 30^{\circ}

A tangente diz a proporção entre os catetos, não a medida. Escolhe um triângulo com essa proporção — por exemplo catetos 3 e 4 — e calcula a hipotenusa.

α 4 3 5
  1. Um triângulo com essa tangente. Se o oposto for 3 e o adjacente 4, a tangente é \frac{3}{4}, como se quer.
  2. A hipotenusa. \sqrt{3^{2}+4^{2}} = 5.
  3. As duas razões. \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{3}{5}, \qquad \cos{\alpha} = \frac{4}{5}.
  4. Qualquer outro triângulo com a mesma tangente é semelhante a este, e dá as mesmas razões.É esta invariância que faz as razões trigonométricas serem do ângulo e não do triângulo. Sem ela, nada disto funcionava.
Resposta\operatorname{sen}{\alpha} = \frac{3}{5} · \cos{\alpha} = \frac{4}{5}

Chama h à altura e d à distância da segunda posição à base. Escreve duas equações com a tangente e resolve o sistema.

30° 45° 50 m d = h h ≈ 68,3
  1. Duas incógnitas, duas equações. Sejam h a altura da antena e d a distância da segunda posição à base; a primeira fica a d+50. Em cada triângulo retângulo, a tangente do ângulo de elevação liga a altura à distância: \begin{cases} \operatorname{tg}45^{\circ} = \dfrac{h}{d} \\[6pt] \operatorname{tg}30^{\circ} = \dfrac{h}{d+50} \end{cases} \iff \begin{cases} d = h \\[6pt] \dfrac{\sqrt{3}}{3} = \dfrac{h}{h+50} \end{cases} A primeira equação dá logo d = h, porque \operatorname{tg}45^{\circ} = 1, e foi isso que se substituiu na segunda.
  2. Resolver a segunda equação. \iff \begin{cases} d = h \\[6pt] \sqrt{3}\,(h+50) = 3h \end{cases} \iff \begin{cases} d = h \\[6pt] h\left(3-\sqrt{3}\right) = 50\sqrt{3} \end{cases} \iff \begin{cases} d = h \\[6pt] h = \dfrac{50\sqrt{3}}{3-\sqrt{3}} \end{cases}
  3. O valor. Racionalizando o denominador, h = \frac{50\sqrt{3}\left(3+\sqrt{3}\right)}{9-3} = \frac{150\sqrt{3}+150}{6} = 25\left(\sqrt{3}+1\right) \approx 68{,}3.Duas observações e um deslocamento conhecido chegam para medir uma altura sem conhecer nenhuma distância à base. É assim que se mede o que não se pode alcançar.
Resposta25\left(\sqrt{3}+1\right) \approx 68{,}3 metros

A área de um paralelogramo é base \times altura. A altura sai do seno do ângulo de 60^{\circ}.

60° 6 6 h = 3√3̅
  1. A altura. Tirando a altura de um vértice sobre o lado, fica um triângulo retângulo de hipotenusa 6 e ângulo 60^{\circ}: h = 6\operatorname{sen}60^{\circ} = 6 \times \frac{\sqrt{3}}{2} = 3\sqrt{3}.
  2. A área. A = 6 \times 3\sqrt{3} = 18\sqrt{3}.O ângulo de 120^{\circ} do losango daria a mesma altura: \operatorname{sen}120^{\circ} = \operatorname{sen}60^{\circ}. A área não distingue os dois — e há razão para isso, que se vê melhor no círculo trigonométrico, na secção R3.
Resposta18\sqrt{3} unidades de área

Os 12 metros são o comprimento da rampa: é a hipotenusa, não o cateto no chão.

θ 12 h = 12sen θ
  1. A rampa é a hipotenusa; a altura é o cateto oposto a {\theta}.
  2. \operatorname{sen}{\theta} = \frac{h}{12} \iff h = 12\operatorname{sen}{\theta}.
  3. A opção correta é a (A).A opção (D) seria a resposta se os 12 metros fossem medidos no chão. É o erro mais comum nestes enunciados: ler o comprimento da rampa como se fosse a distância horizontal.
RespostaOpção (A)

Chama h à altura do prédio e d à distância do ponto de observação à base. A tangente de cada ângulo de elevação dá uma equação — e as duas formam um sistema.

34° 41° 9 d ≈ 46,2 h ≈ 31,2
  1. Duas incógnitas. Sejam h a altura do prédio e d a distância do ponto de observação à base. Os dois triângulos são retângulos na base do prédio e têm o cateto d em comum; o de cima tem h+9 de altura: \begin{cases} \operatorname{tg}34^{\circ} = \dfrac{h}{d} \\[6pt] \operatorname{tg}41^{\circ} = \dfrac{h+9}{d} \end{cases} \iff \begin{cases} h = d\operatorname{tg}34^{\circ} \\[6pt] h+9 = d\operatorname{tg}41^{\circ} \end{cases}
  2. Substituir h na segunda equação. \iff \begin{cases} h = d\operatorname{tg}34^{\circ} \\[6pt] d\operatorname{tg}34^{\circ}+9 = d\operatorname{tg}41^{\circ} \end{cases} \iff \begin{cases} h = d\operatorname{tg}34^{\circ} \\[6pt] d = \dfrac{9}{\operatorname{tg}41^{\circ}-\operatorname{tg}34^{\circ}} \end{cases} \iff \begin{cases} h \approx 46{,}206 \times \operatorname{tg}34^{\circ} \approx 31{,}167 \\[6pt] d \approx 46{,}206 \end{cases}
  3. O prédio tem cerca de 31{,}2 metros.Sete graus para abranger nove metros de antena é pouco — e é por isso que o ponto de observação fica longe, a mais de 46 metros. Um ângulo pequeno entre as duas visadas pede uma distância grande.
Resposta\approx 31{,}2 metros

A horizontal que passa por J parte o problema em dois triângulos retângulos. O de baixo tem um cateto conhecido — os 15 metros — e dá a distância; o de cima usa essa distância.

28° 40° J K T B d ≈ 17,9 ≈ 9,5 15 15
  1. O triângulo de baixo. A horizontal por J encontra o prédio em frente num ponto K, também a 15 metros do solo. No triângulo [JKB], retângulo em K, o ângulo em J é a depressão de 40^{\circ}, \overline{KB} = 15 é o cateto oposto e a distância d = \overline{JK} é o adjacente: \operatorname{tg}40^{\circ} = \frac{15}{d} \iff d = \frac{15}{\operatorname{tg}40^{\circ}} \approx 17{,}876.
  2. O triângulo de cima. Em [JKT], retângulo em K: \overline{KT} = d\operatorname{tg}28^{\circ} \approx 9{,}505.
  3. A altura do prédio é \overline{KT}+\overline{KB} \approx 9{,}505+15 \approx 24{,}5 metros.Os 15 metros da janela entram duas vezes: primeiro como cateto do triângulo de baixo, depois somados no fim. Esquecer a segunda vez é o erro mais comum — e dá um prédio de 9{,}5 metros, mais baixo do que a janela de onde se olha para cima.
Respostadistância \approx 17{,}9 m · altura \approx 24{,}5 m

O ponto onde as correntes estão presas fica a 2+0{,}5 metros do chão. Com as correntes inclinadas, o assento fica abaixo desse ponto apenas o cateto vertical do triângulo retângulo que elas formam.

45° O 2 v = √2̅ 2,5 2,5−√2̅
  1. O ponto de suspensão fica a 2{,}5 metros do chão: é a altura do assento em repouso mais o comprimento das correntes.
  2. O que o assento desce abaixo dele. As correntes são a hipotenusa e o ângulo de 45^{\circ} fica no ponto de suspensão, entre elas e a vertical. A distância vertical do ponto de suspensão ao assento é o cateto adjacente a esse ângulo: v = 2\cos 45^{\circ} = 2 \times \frac{\sqrt{2}}{2} = \sqrt{2}.
  3. A altura do assento é 2{,}5-\sqrt{2} \approx 1{,}09 metros.É o cosseno, e não o seno, porque o ângulo foi medido a partir da vertical. A 45^{\circ} a troca passava despercebida — os dois valem \frac{\sqrt{2}}{2} —, mas com 30^{\circ} já dava outra resposta.
Resposta2{,}5-\sqrt{2} \approx 1{,}09 metros

São dois triângulos retângulos com o poste como cateto comum, um de cada lado. A distância pedida é a soma das duas distâncias à base.

35° 52° R T 12 r ≈ 17,1 t ≈ 9,4
  1. Do lado da Rita. O poste é o cateto oposto ao ângulo de 35^{\circ} e a distância r à base é o adjacente: \operatorname{tg}35^{\circ} = \frac{12}{r} \iff r = \frac{12}{\operatorname{tg}35^{\circ}} \approx 17{,}138.
  2. Do lado do Tomás. Da mesma maneira, t = \frac{12}{\operatorname{tg}52^{\circ}} \approx 9{,}375.
  3. A distância entre os dois é r+t \approx 26{,}5 metros.Se estivessem os dois do mesmo lado do poste, a distância entre eles seria a diferença, r-t. O que decide a conta é o enunciado — e a figura é o que o deixa ver.
Resposta\approx 26{,}5 metros

No triângulo [APD], retângulo em A, o cateto [AD] é oposto a {\alpha} e [AP] é adjacente. Em b), \overline{PB} = 8 - \overline{AP}.

α A B C D P 3 3 3/tg α 8−3/tg α
  1. a) No triângulo [APD], retângulo em A: \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\overline{AD}}{\overline{AP}} = \frac{3}{\overline{AP}} \iff \overline{AP} = \frac{3}{\operatorname{tg}{\alpha}}. \quad \square
  2. b) O triângulo [PBC] é retângulo em B, com catetos \overline{PB} = 8-\overline{AP} e \overline{BC} = \overline{AD} = 3: A({\alpha}) = \frac{\overline{PB} \times \overline{BC}}{2} = \frac{3}{2}\left(8 - \frac{3}{\operatorname{tg}{\alpha}}\right) = 12 - \frac{9}{2\operatorname{tg}{\alpha}}.
  3. O domínio da expressão é o conjunto dos {\alpha} para os quais P cai dentro de [AB], isto é \frac{3}{\operatorname{tg}{\alpha}} \leq 8.Escrever uma medida em função de um ângulo é o tipo de item que o Exame repete todos os anos. O trabalho é sempre o mesmo: identificar o triângulo retângulo onde o ângulo vive, e escrever os outros comprimentos a partir dele.
Resposta\overline{AP} = \frac{3}{\operatorname{tg}{\alpha}} · A({\alpha}) = 12-\frac{9}{2\operatorname{tg}{\alpha}}

O triângulo [OAB] é isósceles: \overline{OA} = \overline{OB} = 1. A mediana [OM] é também altura e bissetriz, e parte o triângulo em dois retângulos.

θ/2 O A B M 1 sen θ/2
  1. O triângulo é isósceles porque \overline{OA} = \overline{OB} = 1. Logo [OM] é altura e bissetriz: o ângulo AOM tem amplitude \frac{{\theta}}{2} e o triângulo [OMA] é retângulo em M.
  2. No triângulo [OMA], com hipotenusa \overline{OA} = 1: \operatorname{sen}\frac{{\theta}}{2} = \frac{\overline{AM}}{1} = \overline{AM}.
  3. Como M é o ponto médio, \overline{AB} = 2\overline{AM} = 2\operatorname{sen}\frac{{\theta}}{2}. \square
  4. O perímetro é \overline{OA}+\overline{OB}+\overline{AB}: P({\theta}) = 2 + 2\operatorname{sen}\frac{{\theta}}{2}.Este é o comprimento da corda. Não confundir com o comprimento do arco, que fica para a secção R4 — é com o radiano que ele se torna simples: numa circunferência de raio 1, o arco mede o próprio ângulo.
Resposta\overline{AB} = 2\operatorname{sen}\frac{{\theta}}{2} · P({\theta}) = 2+2\operatorname{sen}\frac{{\theta}}{2}

Em a) o triângulo retângulo tem por catetos a altura da pirâmide e metade da diagonal da base. Em b) o cateto na base é metade do lado — e não metade da diagonal.

α β O C V O M V 5√2̅ 5 12 12
  1. a) A diagonal da base mede 10\sqrt{2}, logo do centro a um vértice vão 5\sqrt{2}. Com a altura 12: \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{12}{5\sqrt{2}} \iff {\alpha} \approx 59{,}5^{\circ}.
  2. b) O ângulo de uma face com a base mede-se pelo apótema: do centro ao meio de um lado vão 5. \operatorname{tg}{\beta} = \frac{12}{5} \iff {\beta} \approx 67{,}4^{\circ}.
  3. Os dois ângulos são diferentes, e tem de ser assim: a aresta é mais comprida do que o apótema, e portanto mais deitada.O erro clássico é usar o mesmo triângulo nas duas alíneas. Vale a pena desenhar cada secção plana separadamente antes de escrever seja o que for.
Resposta{\alpha} \approx 59{,}5^{\circ} · {\beta} \approx 67{,}4^{\circ}

Corta o cone por um plano que contenha o eixo: fica um triângulo retângulo com a geratriz por hipotenusa, o raio da base e a altura por catetos, e o ângulo {\theta} entre a geratriz e o raio.

θ 6 r = 6 cos θ h = 6sen θ
  1. a) No triângulo retângulo da secção, com hipotenusa 6 e o ângulo {\theta} entre a geratriz e o raio, r = 6\cos{\theta}, \qquad h = 6\operatorname{sen}{\theta}. Logo V({\theta}) = \frac{1}{3}{\pi}r^{2}h = \frac{1}{3}{\pi} \times 36\cos^{2}{\theta} \times 6\operatorname{sen}{\theta} = 72{\pi}\cos^{2}{\theta}\operatorname{sen}{\theta}. \quad \square
  2. b) V(30^{\circ}) = 72{\pi} \times \frac{3}{4} \times \frac{1}{2} = 27{\pi}, \qquad V(60^{\circ}) = 72{\pi} \times \frac{1}{4} \times \frac{\sqrt{3}}{2} = 9\sqrt{3}\,{\pi}.
  3. c) O de 60^{\circ} é o mais alto: h = 6\operatorname{sen}60^{\circ} = 3\sqrt{3} \approx 5{,}2 cm, contra 6\operatorname{sen}30^{\circ} = 3 cm. Mas 9\sqrt{3} \approx 15{,}6 < 27: é o mais baixo que leva mais.O volume depende do quadrado do raio e só da primeira potência da altura. Quando o cone se levanta, o raio encolhe — e o quadrado encolhe depressa. Representando V na calculadora gráfica, em graus, vê-se que o volume máximo se atinge perto de 35^{\circ}.
Respostab) 27{\pi} e 9\sqrt{3}\,{\pi} cm³ · c) Não
R2

Resolução de triângulos não retângulos

Não há teoria nova: um triângulo qualquer parte-se em dois triângulos retângulos por uma altura, e cada pedaço resolve-se com as razões da secção R1. O trabalho está em escolher a altura certa, em saber o que fazer quando ela cai fora do triângulo — e em reconhecer o único caso em que os dados podem dar dois triângulos, ou nenhum.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Resolver problemas variados, ligados a situações concretas, que permitam recordar e aplicar métodos trigonométricos estudados no 3.º ciclo do Ensino Básico, na resolução de triângulos retângulos e não retângulos.

1 · Partir o triângulo por uma altura

Não é preciso teoria nova. Um triângulo qualquer parte-se em dois retângulos por uma altura, e cada pedaço resolve-se com as três razões.

α β A B C h H
Um triângulo que não é retângulo parte-se num que é. A altura \overline{CH} é o lado comum aos dois, e é por ela que a informação passa de um para o outro.

O método é sempre o mesmo: escolher a altura que caia sobre o lado conhecido, escrever os dois pedaços da base em função de h, e usar que a soma dos dois é o lado inteiro.

Que altura escolher? A que forma um triângulo retângulo com dois elementos conhecidos — um lado e um ângulo agudo, ou dois lados. Esse resolve-se logo, e o que se descobre nele passa para o outro pela altura, que é o lado que os dois partilham.

Exemplo 5 Dois ângulos e o lado entre eles

No triângulo [ABC] sabe-se que \overline{AB} = 30, que o ângulo BAC tem 105^{\circ} e que o ângulo ABC tem 35^{\circ}. Determina \overline{AC} e \overline{BC}, com arredondamento às décimas.

35° 40° 105° B C A H 30
Os ângulos em B e em C são agudos, e por isso a altura tirada de A cai dentro de [BC]. O triângulo [ABH] tem dois elementos conhecidos — a hipotenusa e um ângulo — e é por ele que se começa.
  1. O terceiro ângulo. O ângulo em C tem 180^{\circ}-105^{\circ}-35^{\circ} = 40^{\circ}.
  2. Que altura. O lado conhecido é [AB] e o ângulo em B é agudo: a altura [AH], tirada de A para [BC], faz do triângulo [ABH] um triângulo retângulo com hipotenusa 30 e um ângulo de 35^{\circ} — dois elementos conhecidos. \overline{AH} = 30\operatorname{sen}35^{\circ} \approx 17{,}207, \qquad \overline{BH} = 30\cos 35^{\circ} \approx 24{,}575.
  3. O outro triângulo. Em [AHC], retângulo em H, com o ângulo de 40^{\circ} em C: \overline{AC} = \frac{\overline{AH}}{\operatorname{sen}40^{\circ}} \approx 26{,}770, \overline{HC} = \frac{\overline{AH}}{\operatorname{tg}40^{\circ}} \approx 20{,}507.
  4. Somar os dois pedaços. \overline{BC} = \overline{BH}+\overline{HC} \approx 24{,}575+20{,}507 \approx 45{,}1.Tirar a altura de C para [AB] também dava, mas custava mais: como o ângulo em A é obtuso, o pé dessa altura cai fora do lado [AB], no seu prolongamento — é o assunto do ponto seguinte. A altura tirada de A é o caminho mais curto.
Resposta\overline{AC} \approx 26{,}8 · \overline{BC} \approx 45{,}1

2 · Quando a altura cai fora do triângulo

Num triângulo com um ângulo obtuso, as alturas tiradas dos outros dois vértices caem fora: o pé fica no prolongamento do lado. O triângulo retângulo que se forma não usa o ângulo obtuso {\theta}, que não cabe em triângulo retângulo nenhum — usa o seu suplementar, 180^{\circ}-{\theta}, que fica do lado de fora.

θ 180°−θ B A C H h
Com o ângulo em A obtuso, a altura tirada de C cai no prolongamento de [BA]. O triângulo retângulo [AHC] tem em A o ângulo suplementar, 180^{\circ}-{\theta}.
Ainda sem seno de ângulos obtusos

O seno e o cosseno de um ângulo obtuso só ficam definidos na secção R3, no círculo trigonométrico. Até lá não fazem falta: o ângulo obtuso nunca entra na conta — entra o seu suplementar, que é agudo e pertence a um triângulo retângulo.

Exemplo 6 Dois lados e o ângulo obtuso entre eles

Dois caminhos retos partem de um cruzamento A e fazem entre si um ângulo de 110^{\circ}. Um leva a uma fonte B, a 400 metros de A; o outro a um moinho C, a 250 metros de A. Determina a distância, em linha reta, da fonte ao moinho, com arredondamento ao metro.

110° 70° B A C H 400 m 250 m h
O ângulo em A é obtuso: a altura tirada de C cai para lá de A, e o triângulo [AHC] usa o suplementar, 70^{\circ}. O pedaço \overline{AH} soma-se aos 400 metros.
  1. A altura, tirada de C. O ângulo em A é obtuso, por isso o pé H da perpendicular tirada de C para a reta AB cai no prolongamento de [BA], para lá de A. No triângulo [AHC], retângulo em H, o ângulo em A tem 180^{\circ}-110^{\circ} = 70^{\circ}.
  2. Os dois catetos de [AHC]. \overline{CH} = 250\operatorname{sen}70^{\circ} \approx 234{,}923, \qquad \overline{AH} = 250\cos 70^{\circ} \approx 85{,}505.
  3. O triângulo grande. [BHC] é retângulo em H, com \overline{BH} = 400+\overline{AH} \approx 485{,}505. Pelo teorema de Pitágoras, \overline{BC} = \sqrt{\overline{BH}^{2}+\overline{CH}^{2}} \approx \sqrt{485{,}505^{2}+234{,}923^{2}} \approx 539.O pedaço \overline{AH} soma-se aos 400 metros porque o pé caiu para lá de A. Com um ângulo agudo em A, o pé cairia dentro de [AB] e o pedaço subtraía-se: \overline{BH} = 400-\overline{AH}. É o desenho que decide o sinal — e por isso faz-se sempre.
Resposta\overline{BC} \approx 539 metros

3 · Conhecidos os três lados

Sem ângulo nenhum, não há razão trigonométrica por onde começar. Começa-se pela altura na mesma, mas agora com duas incógnitas — a altura e um dos pedaços da base —, e é o teorema de Pitágoras, aplicado aos dois triângulos, que as determina. Os ângulos vêm no fim.

Exemplo 7 Os três lados de um terreno

Um terreno triangular [ABC] tem \overline{AB} = 13 m, \overline{BC} = 14 m e \overline{AC} = 15 m. Determina a amplitude de cada um dos ângulos do terreno, arredondada às décimas do grau, e a área do terreno.

B C A H 13 15 x 14−x h
Sem ângulos conhecidos, a altura h e o pedaço x são as duas incógnitas. O teorema de Pitágoras, uma vez em cada triângulo, dá as duas equações.
  1. A altura sobre [BC]. Seja H o pé da perpendicular tirada de A, h = \overline{AH} e x = \overline{BH}; então \overline{HC} = 14-x.
  2. Pitágoras duas vezes: um sistema. Uma equação em cada triângulo retângulo, com o mesmo h: \begin{cases} h^{2}+x^{2} = 13^{2} \\[4pt] h^{2}+(14-x)^{2} = 15^{2} \end{cases} \iff \begin{cases} h^{2} = 169-x^{2} \\[4pt] 169-x^{2}+196-28x+x^{2} = 225 \end{cases}
  3. Resolver. Na segunda equação o x^{2} desaparece: \iff \begin{cases} h^{2} = 169-x^{2} \\[4pt] 28x = 140 \end{cases} \iff \begin{cases} h^{2} = 144 \\[4pt] x = 5 \end{cases} \iff \begin{cases} h = 12 \\[4pt] x = 5 \end{cases} porque h > 0.
  4. Os ângulos. Sejam \hat{A}, \hat{B} e \hat{C} as amplitudes dos ângulos nos vértices com esses nomes. Nos dois triângulos retângulos, \cos\hat{B} = \frac{5}{13}, \qquad \cos\hat{C} = \frac{14-5}{15} = \frac{3}{5}, e, com a calculadora, \hat{B} \approx 67{,}4^{\circ} e \hat{C} \approx 53{,}1^{\circ}. O terceiro é \hat{A} \approx 180^{\circ}-67{,}4^{\circ}-53{,}1^{\circ} = 59{,}5^{\circ}.
  5. A área é base vezes altura a dividir por dois: \dfrac{14 \times 12}{2} = 84 m².Se x tivesse saído negativo, ou maior do que 14, o pé da altura estaria fora de [BC] — sinal de um ângulo obtuso em B ou em C. As equações do passo 2 continuam certas nesse caso; é o desenho que tem de ser refeito.
Resposta\hat{A} \approx 59{,}5^{\circ}, \hat{B} \approx 67{,}4^{\circ}, \hat{C} \approx 53{,}1^{\circ} · área 84 m²

4 · Dois lados e um ângulo que não fica entre eles

É o único caso em que os dados podem não chegar para decidir o triângulo. Tira-se a altura do vértice comum aos dois lados conhecidos e compara-se o lado que sobra com essa altura: pode não haver triângulo nenhum, pode haver um, e pode haver dois.

Exemplo 8 Um triângulo, ou dois?

Pretende-se construir um triângulo [ABC] com \overline{AB} = 10, \overline{AC} = 7 e o ângulo ABC de 30^{\circ}. Quantos triângulos há nestas condições? Determina, para cada um, o valor exato de \overline{BC}.

30° B A H C1​ C2​ 10 7 7 5
A circunferência de centro A e raio 7 corta a semirreta em dois pontos: há dois triângulos, [ABC_{1}] e [ABC_{2}], com os mesmos três dados.
  1. A altura tirada de A para a reta que contém [BC], com pé H. No triângulo [ABH], com hipotenusa 10 e o ângulo de 30^{\circ} em B: \overline{AH} = 10\operatorname{sen}30^{\circ} = 5, \qquad \overline{BH} = 10\cos 30^{\circ} = 5\sqrt{3}.
  2. Onde pode estar C. C está na reta BH, a 7 de A. No triângulo [AHC], retângulo em H, \overline{HC} = \sqrt{7^{2}-5^{2}} = \sqrt{24} = 2\sqrt{6}. Há dois pontos a essa distância de H: um para lá de H e outro entre B e H — este existe porque 2\sqrt{6} < 5\sqrt{3}.
  3. Os dois triângulos. \overline{BC_{1}} = 5\sqrt{3}+2\sqrt{6} \approx 13{,}56, \qquad \overline{BC_{2}} = 5\sqrt{3}-2\sqrt{6} \approx 3{,}76.
  4. O que decidiu foi comparar \overline{AC} = 7 com a altura, 5, e com \overline{AB} = 10.Com \overline{AC} menor do que 5, a circunferência de centro A não chegava à reta: nenhum triângulo. Igual a 5, tocava-a num ponto só: um triângulo, retângulo em C. Entre 5 e 10, dois — é o caso deste exemplo. A partir de 10, o segundo ponto passa para trás de B e volta a haver um só.
RespostaDois triângulos, com \overline{BC} = 5\sqrt{3}+2\sqrt{6} ou \overline{BC} = 5\sqrt{3}-2\sqrt{6}
Possível aprofundamento (AE)

As Aprendizagens Essenciais colocam a lei dos senos e a lei dos cossenos nos possíveis aprofundamentos — não no essencial. Quem as souber pode usá-las; quem não as souber resolve tudo o que é pedido pelo método da altura.

Python Resolver um triângulo conhecidos os três lados
from math import sqrt, acos, degrees

def resolve(a, b, c):
    x = (a**2 + c**2 - b**2) / (2 * a)
    h = sqrt(c**2 - x**2)
    B = degrees(acos(x / c))
    C = degrees(acos((a - x) / b))
    return h, B, C, 180 - B - C

h, B, C, A = resolve(14, 15, 13)
print('altura =', h)
print('B = %.1f   C = %.1f   A = %.1f' % (B, C, A))
print('área =', 14 * h / 2)

Confirma o terreno do exemplo: altura 12, área 84. Depois experimenta resolve(40, 30, 25), com os lados do terreno dos exercícios, e compara os ângulos. Por fim tenta resolve(8, 4, 3): o que responde o Python, e porquê?

Exercícios propostos

Catorze exercícios sobre triângulos que não são retângulos. Os quatro primeiros aplicam o método da altura quase sem mais nada; os do meio são problemas — faróis, um terreno, um poste inclinado, um barco que muda de rumo; os três últimos generalizam, e o último chega, sem lhe dar esse nome, à lei dos cossenos.

Exercício 19§R2 · a área com dois lados e o ângulo entre eles

No triângulo [ABC] sabe-se que \overline{AB} = 8, \overline{AC} = 5 e que o ângulo BAC tem 40^{\circ} de amplitude.

8 5 40° A B C

Determina a altura do triângulo relativa ao lado [AB] e a área do triângulo, com arredondamento às décimas.

Exercício 20§R2 · o terceiro lado

No triângulo [ABC] sabe-se que \overline{AB} = 9, \overline{AC} = 6 e que o ângulo BAC tem 50^{\circ} de amplitude.

9 6 50° A B C

Determina \overline{BC}, com arredondamento às décimas.

Exercício 21§R2 · a altura que cai fora

No triângulo [ABC] sabe-se que \overline{AB} = 6, \overline{AC} = 4 e que o ângulo BAC tem 130^{\circ} de amplitude.

6 4 130° A B C

a) Explica por que razão o pé da altura tirada de C não pertence ao lado [AB]. b) Determina essa altura e a área do triângulo, com arredondamento às décimas.

Exercício 22§R2 · escolha múltipla

No triângulo [ABC], o ângulo BAC tem 120^{\circ} de amplitude, \overline{AB} = 6 e \overline{AC} = 4.

6 4 120° A B C

A altura do triângulo relativa ao lado [AB] mede:

  • (A)2\sqrt{3}
  • (B)2
  • (C)3\sqrt{3}
  • (D)4
Exercício 23§R2 · dois ângulos e o lado entre eles

No triângulo [ABC] sabe-se que \overline{AB} = 10, que o ângulo em A tem 40^{\circ} e que o ângulo em B tem 65^{\circ}.

10 40° 65° A B C

Determina a altura relativa ao lado [AB], com arredondamento às centésimas.

Exercício 24§R2 · dois faróis e um navio

Dois faróis, A e B, estão numa costa retilínea, a 15 km um do outro. De um navio N no mar, sabe-se que o ângulo NAB tem 48^{\circ} e o ângulo NBA tem 64^{\circ}.

48° 64° A B N 15 km

a) Determina a distância do navio à costa. b) Determina a distância do navio a cada um dos faróis.

Apresenta os resultados em quilómetros, arredondados às décimas. Nos cálculos intermédios, conserva três casas decimais.

Exercício 25§R2 · conhecidos os três lados

Um terreno triangular [ABC] tem \overline{AB} = 25 m, \overline{BC} = 30 m e \overline{AC} = 40 m.

25 30 40 A C B

a) Determina a amplitude de cada um dos ângulos do terreno, em graus, arredondada às décimas. b) Determina a área do terreno, em metros quadrados, arredondada às unidades.

Exercício 26§R2 · as diagonais de um paralelogramo

Um paralelogramo [ABCD] tem \overline{AB} = 9, \overline{AD} = 5 e o ângulo DAB com 60^{\circ} de amplitude.

60° 9 5 A B C D

Determina o valor exato do comprimento de cada uma das diagonais.

Exercício 27§R2 · um poste inclinado

Um poste [PT] está inclinado, afastando-se de um ponto A do solo que fica a 20 metros da base P. De A vê-se o topo T sob um ângulo de elevação de 32^{\circ}, e o poste faz com o solo, do lado de A, um ângulo de 100^{\circ}.

32° 100° A P T 20 m
O poste inclina-se para o lado oposto a A: com o solo faz 100^{\circ} do lado de A e 80^{\circ} do outro.

a) Determina o comprimento do poste. b) Determina a que altura do solo está o topo do poste.

Apresenta os resultados em metros, arredondados às décimas. Nos cálculos intermédios, conserva três casas decimais.

Exercício 28§R2 · a área de um polígono regular

Uma caixa tem a forma de um prisma octogonal regular. A base é um octógono regular com 6 cm de lado, e a caixa tem 20 cm de altura.

6 cm 20 cm

Cabem na caixa 3 litros de água? Mostra como chegaste à resposta.

Exercício 29§R2 · uma mudança de rumo

Um barco sai do porto P e navega 12 km em linha reta até ao ponto Q. Aí vira 35^{\circ} para a esquerda e navega mais 8 km em linha reta, até ao ponto R.

35° P Q R 12 km 8 km

A que distância do porto fica o barco? Apresenta o resultado em quilómetros, arredondado às décimas.

Exercício 30§R2 · a área pelo seno

Num triângulo, dois lados medem a e b e formam um ângulo de amplitude {\theta}.

a b A B C θ

a) Mostra que, se {\theta} for agudo, a área do triângulo é \dfrac{1}{2}ab\operatorname{sen}{\theta}. b) Mostra que, se {\theta} for obtuso, a área é \dfrac{1}{2}ab\operatorname{sen}\left(180^{\circ}-{\theta}\right). c) A vela de um barco é um triângulo com dois lados de 5 m e 3{,}5 m que formam um ângulo de 115^{\circ}. Determina a área da vela, em metros quadrados, arredondada às centésimas.

Exercício 31§R2 · um triângulo, dois, ou nenhum

Pretende-se construir um triângulo [ABC] com \overline{AB} = 12, o ângulo ABC com 40^{\circ} de amplitude e \overline{AC} = x.

40° 12 x A B C

a) Mostra que só há triângulo se x \geq 12\operatorname{sen}40^{\circ}. b) Para que valores de x há exatamente dois triângulos nestas condições? c) Para x = 9, determina os dois valores possíveis de \overline{BC}, com arredondamento às décimas.

Exercício 32§R2 · o terceiro lado em função do ângulo

Num triângulo [ABC], \overline{AB} = 5, \overline{AC} = 3 e o ângulo BAC tem amplitude {\theta}, com 0^{\circ} < {\theta} < 90^{\circ}.

5 3 A B C θ

a) Mostra que \overline{BC} = \sqrt{34-30\cos{\theta}}. b) Determina o valor exato de \overline{BC} para {\theta} = 60^{\circ}. c) Determina {\theta}, em graus e arredondado às décimas, de modo que \overline{BC} = 4. Que tem de especial o triângulo que se obtém?

A altura relativa a [AB] tira-se de C. No triângulo retângulo que ela forma com [AC], a hipotenusa é 5.

40° A B C H 5 8 ≈ 3,21
  1. A altura. Seja H o pé da perpendicular tirada de C para [AB]. No triângulo [AHC], retângulo em H, com hipotenusa \overline{AC} = 5 e o ângulo de 40^{\circ} em A: \overline{CH} = 5\operatorname{sen}40^{\circ} \approx 3{,}214.
  2. A área. \frac{\overline{AB} \times \overline{CH}}{2} = \frac{8 \times 5\operatorname{sen}40^{\circ}}{2} = 20\operatorname{sen}40^{\circ} \approx 12{,}9.Repara na forma da conta: metade do produto dos dois lados pelo seno do ângulo entre eles. Não é coincidência deste triângulo — um dos exercícios vermelhos desta grelha mostra que é sempre assim.
Respostaaltura \approx 3{,}2 · área \approx 12{,}9

Tira a altura de C para [AB]. O triângulo retângulo do lado de A dá a altura e um pedaço da base; o outro pedaço é o que falta para 9, e o teorema de Pitágoras fecha a conta.

50° A B C H 6 ≈ 4,60 ≈ 3,86 ≈ 5,14 ≈ 6,9
  1. O triângulo do lado de A. Seja H o pé da altura tirada de C. Em [AHC], retângulo em H e com hipotenusa 6: \overline{CH} = 6\operatorname{sen}50^{\circ} \approx 4{,}596, \qquad \overline{AH} = 6\cos 50^{\circ} \approx 3{,}857.
  2. O outro pedaço da base. \overline{HB} = 9-\overline{AH} \approx 5{,}143.
  3. Pitágoras no triângulo [HBC]. \overline{BC} = \sqrt{\overline{CH}^{2}+\overline{HB}^{2}} \approx \sqrt{4{,}596^{2}+5{,}143^{2}} \approx 6{,}9.O pé H cai dentro de [AB] porque \overline{AH} \approx 3{,}9 é menor do que 9. Se fosse maior, H ficava para lá de B e o pedaço seria \overline{AH}-9 — o quadrado dava o mesmo, mas o desenho seria outro.
Resposta\overline{BC} \approx 6{,}9

O ângulo em A é obtuso. A perpendicular tirada de C vai encontrar o prolongamento de [BA] para lá de A, e o triângulo retângulo que se forma tem em A o ângulo suplementar, 180^{\circ}-130^{\circ}.

130° 50° A B C H 6 4 ≈ 3,06
  1. a) Se o pé H estivesse em [AB], o triângulo [AHC] seria retângulo em H e teria em A o ângulo de 130^{\circ}: dois ângulos, de 130^{\circ} e de 90^{\circ}, que somados já passam dos 180^{\circ}. Logo H fica no prolongamento de [BA], para lá de A.
  2. b) No triângulo [AHC], retângulo em H, o ângulo em A tem 180^{\circ}-130^{\circ} = 50^{\circ} e a hipotenusa é \overline{AC} = 4: \overline{CH} = 4\operatorname{sen}50^{\circ} \approx 3{,}064.
  3. A área usa na mesma a base [AB]: \frac{6 \times \overline{CH}}{2} = 12\operatorname{sen}50^{\circ} \approx 9{,}2.A altura relativa a um lado não tem de cair em cima dele: é a distância do vértice oposto à reta que contém o lado. A fórmula da área não quer saber de onde cai o pé.
Respostaaltura \approx 3{,}1 · área \approx 9{,}2

O pé da altura cai fora de [AB]. No triângulo retângulo que se forma, a hipotenusa é [AC] e o ângulo em A é o suplementar de 120^{\circ}.

120° 60° A B C H 6 4 h = 2√3̅ 2
  1. O ângulo agudo do triângulo retângulo tem 180^{\circ}-120^{\circ} = 60^{\circ}, e a hipotenusa é 4: h = 4\operatorname{sen}60^{\circ} = 4 \times \frac{\sqrt{3}}{2} = 2\sqrt{3}.
  2. A opção correta é a (A).A opção (B) é 4\cos 60^{\circ}: a distância de A ao pé da altura, não a altura. A (C) é 6\operatorname{sen}60^{\circ}, que usa o lado errado — a altura relativa a [AB] sai do lado que liga A ao vértice oposto, [AC].
RespostaOpção (A)

Traça a altura [CH]: parte o triângulo em dois retângulos e é o lado comum aos dois. Com x = \overline{AH}, a tangente de cada ângulo dá uma equação em h e x — resolve o sistema.

40° 65° A B C H h ≈ 6,03 x ≈ 7,19 10−x
  1. Partir em dois. Seja H o pé da altura tirada de C sobre [AB], h = \overline{CH} e x = \overline{AH}, de modo que \overline{HB} = 10-x.
  2. Um sistema, com uma equação por triângulo retângulo. \begin{cases} \operatorname{tg}40^{\circ} = \dfrac{h}{x} \\[6pt] \operatorname{tg}65^{\circ} = \dfrac{h}{10-x} \end{cases} \iff \begin{cases} h = x\operatorname{tg}40^{\circ} \\[6pt] h = (10-x)\operatorname{tg}65^{\circ} \end{cases}
  3. Substituir h na segunda equação. \iff \begin{cases} h = x\operatorname{tg}40^{\circ} \\[6pt] x\operatorname{tg}40^{\circ} = (10-x)\operatorname{tg}65^{\circ} \end{cases} \iff \begin{cases} h = x\operatorname{tg}40^{\circ} \\[6pt] x = \dfrac{10\operatorname{tg}65^{\circ}}{\operatorname{tg}40^{\circ}+\operatorname{tg}65^{\circ}} \end{cases} \iff \begin{cases} h \approx 7{,}188 \times \operatorname{tg}40^{\circ} \approx 6{,}03 \\[6pt] x \approx 7{,}188 \end{cases}Não é preciso lei nenhuma nova: um triângulo qualquer resolve-se sempre partindo-o em dois retângulos por uma altura. É o método do 3.º ciclo, e chega para tudo o que o 11.º ano pede.
Respostah \approx 6{,}03

A distância do navio à costa é a altura h do triângulo [ABN] relativa a [AB]. Com x = \overline{AH}, a tangente de cada ângulo dá uma equação em h e x: resolve o sistema.

48° 64° A B N H h ≈ 10,8 x ≈ 9,73 ≈ 14,5 ≈ 12,0
  1. a) Seja H o pé da perpendicular tirada de N para a reta AB, h = \overline{NH} e x = \overline{AH}. Os dois ângulos são agudos, por isso H fica entre os faróis e \overline{HB} = 15-x. Uma equação em cada triângulo retângulo: \begin{cases} \operatorname{tg}48^{\circ} = \dfrac{h}{x} \\[6pt] \operatorname{tg}64^{\circ} = \dfrac{h}{15-x} \end{cases} \iff \begin{cases} h = x\operatorname{tg}48^{\circ} \\[6pt] x\operatorname{tg}48^{\circ} = (15-x)\operatorname{tg}64^{\circ} \end{cases}
  2. Resolver o sistema. \iff \begin{cases} h = x\operatorname{tg}48^{\circ} \\[6pt] x = \dfrac{15\operatorname{tg}64^{\circ}}{\operatorname{tg}48^{\circ}+\operatorname{tg}64^{\circ}} \end{cases} \iff \begin{cases} h \approx 10{,}806 \\[6pt] x \approx 9{,}730 \end{cases}
  3. b) Nos dois triângulos retângulos, h é o cateto oposto e a distância ao farol é a hipotenusa: \overline{NA} = \frac{h}{\operatorname{sen}48^{\circ}} \approx 14{,}541, \qquad \overline{NB} = \frac{h}{\operatorname{sen}64^{\circ}} \approx 12{,}023.O farol mais próximo é o do ângulo maior, B. Num triângulo, ao maior ângulo opõe-se o maior lado — e o lado oposto ao ângulo em B é precisamente [NA], o mais comprido dos dois.
Respostaa) \approx 10{,}8 km · b) \overline{NA} \approx 14{,}5 km e \overline{NB} \approx 12{,}0 km

Tira a altura sobre o maior lado, [AC]: os dois ângulos que lhe são adjacentes são agudos, e o pé cai dentro. Com x = \overline{AH}, o teorema de Pitágoras em cada triângulo retângulo dá um sistema em h e x.

48,5° 38,6° 92,9° A C B H 25 30 h ≈ 18,73 16,5625
  1. A altura sobre [AC]. Seja H o pé da perpendicular tirada de B, h = \overline{BH} e x = \overline{AH}, de modo que \overline{HC} = 40-x. Pelo teorema de Pitágoras nos dois triângulos retângulos, \begin{cases} h^{2}+x^{2} = 25^{2} \\[4pt] h^{2}+(40-x)^{2} = 30^{2} \end{cases} \iff \begin{cases} h^{2} = 625-x^{2} \\[4pt] 625-x^{2}+(40-x)^{2} = 900 \end{cases}
  2. Resolver. Na segunda equação o x^{2} desaparece: \iff \begin{cases} h^{2} = 625-x^{2} \\[4pt] 2225-80x = 900 \end{cases} \iff \begin{cases} h^{2} = 625-x^{2} \\[4pt] x = 16{,}5625 \end{cases} \iff \begin{cases} h = \sqrt{625-16{,}5625^{2}} \approx 18{,}727 \\[4pt] x = 16{,}5625 \end{cases}
  3. a) Sejam \hat{A}, \hat{B} e \hat{C} as amplitudes dos ângulos nos vértices com esses nomes. Nos dois triângulos retângulos, \cos\hat{A} = \frac{16{,}5625}{25} = 0{,}6625, \qquad \cos\hat{C} = \frac{40-16{,}5625}{30} = 0{,}78125, e, com a calculadora, \hat{A} \approx 48{,}5^{\circ} e \hat{C} \approx 38{,}6^{\circ}. O terceiro é \hat{B} \approx 180^{\circ}-48{,}5^{\circ}-38{,}6^{\circ} = 92{,}9^{\circ}.
  4. b) \frac{\overline{AC} \times h}{2} \approx \frac{40 \times 18{,}727}{2} \approx 375.O ângulo em B é obtuso, embora por pouco — o terreno quase tem um canto em esquadria. Sobre um dos outros lados o pé da altura podia cair fora; sobre o maior cai sempre dentro, e foi por isso que se escolheu [AC].
Respostaa) \hat{A} \approx 48{,}5^{\circ}, \hat{B} \approx 92{,}9^{\circ}, \hat{C} \approx 38{,}6^{\circ} · b) \approx 375 m²

A diagonal [BD] é o terceiro lado do triângulo [ABD], que tem o ângulo de 60^{\circ} em A. A diagonal [AC] é o terceiro lado do triângulo [ABC], em que o ângulo em B é o suplementar, 120^{\circ} — e aí a altura cai fora.

60° A B C D H K 5 5√3̅/2 5/2 5/2 √61 √151
  1. A altura tirada de D. Seja H o pé da perpendicular tirada de D para a reta AB. No triângulo [AHD], com hipotenusa 5 e o ângulo de 60^{\circ} em A: \overline{DH} = 5\operatorname{sen}60^{\circ} = \frac{5\sqrt{3}}{2}, \qquad \overline{AH} = 5\cos 60^{\circ} = \frac{5}{2}.
  2. A diagonal menor, [BD]. H fica em [AB] e \overline{HB} = 9-\frac{5}{2} = \frac{13}{2}: \overline{BD}^{2} = \left(\frac{13}{2}\right)^{2}+\left(\frac{5\sqrt{3}}{2}\right)^{2} = \frac{169+75}{4} = 61 \iff \overline{BD} = \sqrt{61}.
  3. A diagonal maior, [AC]. A altura tirada de C para a reta AB tem o mesmo comprimento, \frac{5\sqrt{3}}{2}, e o seu pé K fica para lá de B, com \overline{BK} = \frac{5}{2} — o triângulo [BKC] é igual a [AHD]. Então \overline{AK} = 9+\frac{5}{2} = \frac{23}{2} e \overline{AC}^{2} = \left(\frac{23}{2}\right)^{2}+\left(\frac{5\sqrt{3}}{2}\right)^{2} = \frac{529+75}{4} = 151 \iff \overline{AC} = \sqrt{151}.Confere: \overline{AC}^{2}+\overline{BD}^{2} = 212 = 2\left(9^{2}+5^{2}\right). Num paralelogramo, a soma dos quadrados das diagonais é a soma dos quadrados dos quatro lados — uma boa maneira de apanhar um erro de conta.
Resposta\overline{BD} = \sqrt{61} · \overline{AC} = \sqrt{151}

No triângulo [APT] conheces um lado e dois ângulos — o terceiro sai da soma. A altura tirada de P para [AT] forma um triângulo retângulo com hipotenusa 20. Em b), o topo está acima do solo o cateto vertical de um triângulo retângulo com hipotenusa [PT].

32° 48° 80° A P T Q R ≈ 10,60 ≈ 14,26 ≈ 14,0
  1. O terceiro ângulo. Em [APT], o ângulo em T tem 180^{\circ}-32^{\circ}-100^{\circ} = 48^{\circ}.
  2. a) Seja Q o pé da perpendicular tirada de P para [AT] — cai dentro, porque os ângulos em A e em T são agudos. Em [AQP], com hipotenusa 20 e o ângulo de 32^{\circ} em A: \overline{PQ} = 20\operatorname{sen}32^{\circ} \approx 10{,}598. Em [PQT], retângulo em Q, com o ângulo de 48^{\circ} em T: \overline{PT} = \frac{\overline{PQ}}{\operatorname{sen}48^{\circ}} \approx 14{,}262.
  3. b) Do outro lado do poste, o ângulo com o solo é o suplementar, 180^{\circ}-100^{\circ} = 80^{\circ}. Seja R o pé da perpendicular tirada de T para o solo: o triângulo [PRT] é retângulo em R, com hipotenusa \overline{PT} e o ângulo de 80^{\circ} em P, e \overline{RT} = \overline{PT}\operatorname{sen}80^{\circ} \approx 14{,}0.Confirmação por outro caminho: o topo está também à altura \overline{AT}\operatorname{sen}32^{\circ}, com \overline{AT} = \overline{AQ}+\overline{QT} = 20\cos 32^{\circ}+\frac{\overline{PQ}}{\operatorname{tg}48^{\circ}} \approx 26{,}504 — e dá o mesmo.
Respostaa) \approx 14{,}3 m · b) \approx 14{,}0 m

Une o centro do octógono aos oito vértices: ficam oito triângulos isósceles iguais, com \frac{360^{\circ}}{8} = 45^{\circ} no centro. A altura de cada um — o apótema — parte-o em dois triângulos retângulos. Lembra-te de que um litro são 1000 cm³.

22,5° O a ≈ 7,24 3 3
  1. O triângulo central. Cada um dos oito triângulos tem base 6 e um ângulo de 45^{\circ} no centro. A altura tirada do centro, o apótema a, é também bissetriz e mediana: parte-o em dois triângulos retângulos com catetos a e 3 e um ângulo de 22{,}5^{\circ} no centro: \operatorname{tg}22{,}5^{\circ} = \frac{3}{a} \iff a = \frac{3}{\operatorname{tg}22{,}5^{\circ}} \approx 7{,}243.
  2. A área da base são oito triângulos destes: A_{b} = 8 \times \frac{6a}{2} = 24a \approx 173{,}823.
  3. O volume é A_{b} \times 20 \approx 3476 cm³, cerca de 3{,}48 litros.
  4. Como 3{,}48 > 3, os três litros cabem, e ainda sobra perto de meio litro.Os triângulos em que o octógono se parte não são retângulos — são isósceles, com 45^{\circ} no vértice. É a altura que os torna tratáveis, como em toda esta secção.
RespostaCabem: a caixa leva cerca de 3{,}48 litros

Faz a figura. Se o barco virou 35^{\circ}, o ângulo PQR do triângulo não é 35^{\circ}: é o seu suplementar. A perpendicular tirada de R para a reta PQ cai no prolongamento de [PQ], para lá de Q.

35° 145° P Q R H ≈ 4,59 ≈ 6,55 ≈ 19,1
  1. O ângulo em Q. O barco vinha na direção de P para Q e rodou 35^{\circ}: é esse o ângulo entre o prolongamento de [PQ] e [QR]. O ângulo PQR do triângulo tem 180^{\circ}-35^{\circ} = 145^{\circ}.
  2. A altura tirada de R. Seja H o pé da perpendicular tirada de R para a reta PQ, para lá de Q. Em [QHR], com hipotenusa 8 e o ângulo de 35^{\circ} em Q: \overline{RH} = 8\operatorname{sen}35^{\circ} \approx 4{,}589, \qquad \overline{QH} = 8\cos 35^{\circ} \approx 6{,}553.
  3. Pitágoras em [PHR]. Com \overline{PH} = 12+\overline{QH} \approx 18{,}553, \overline{PR} = \sqrt{\overline{PH}^{2}+\overline{RH}^{2}} \approx \sqrt{18{,}553^{2}+4{,}589^{2}} \approx 19{,}1.Com uma viragem pequena, o barco quase não perde caminho: navegou 20 km e está a 19{,}1 do porto. Se tivesse virado 145^{\circ}, o ângulo em Q seria de 35^{\circ}, o pé da altura caía dentro de [PQ], o pedaço subtraía-se — e o barco ficava a pouco mais de 7 km do porto.
Resposta\approx 19{,}1 km

Toma o lado de medida a por base e tira a altura do vértice oposto. Essa altura é cateto de um triângulo retângulo com hipotenusa b. Em b), o pé cai fora, e o ângulo desse triângulo retângulo é o suplementar de {\theta}.

A B C H b a θ bsen θ
A B C H b a θ 180°−θ bsen (180°−θ)
  1. a) Seja [AB] o lado de medida a, [AC] o de medida b e {\theta} o ângulo em A. A altura tirada de C, [CH], é cateto do triângulo [AHC], retângulo em H, com hipotenusa b e o ângulo {\theta} em A. Logo \overline{CH} = b\operatorname{sen}{\theta}, e a área é \frac{a \times \overline{CH}}{2} = \frac{1}{2}ab\operatorname{sen}{\theta}. \quad \square
  2. b) Com {\theta} obtuso, H cai no prolongamento de [BA], para lá de A, e no triângulo [AHC] o ângulo em A tem 180^{\circ}-{\theta}. A mesma conta dá \overline{CH} = b\operatorname{sen}\left(180^{\circ}-{\theta}\right) e \frac{a \times \overline{CH}}{2} = \frac{1}{2}ab\operatorname{sen}\left(180^{\circ}-{\theta}\right). \quad \square
  3. c) Pela alínea b), com 180^{\circ}-115^{\circ} = 65^{\circ}: \frac{1}{2} \times 5 \times 3{,}5 \times \operatorname{sen}65^{\circ} \approx 7{,}93.Na secção R3 o seno passa a estar definido para qualquer ângulo, e vê-se lá que \operatorname{sen}\left(180^{\circ}-{\theta}\right) = \operatorname{sen}{\theta}. As duas fórmulas ficam então uma só: a área é sempre metade do produto de dois lados pelo seno do ângulo que eles formam.
Respostac) \approx 7{,}93 m²

Tira a altura de A para a reta que contém [BC]. O ponto C tem de estar nessa reta, à distância x de A: compara x com a altura e com \overline{AB}, como no último exemplo desta secção.

40° B A H C1​ C2​ 12 ≈ 7,71 9 ≈ 9,19 ≈ 4,64
  1. a) Seja H o pé da perpendicular tirada de A para a reta BC. No triângulo [ABH], \overline{AH} = 12\operatorname{sen}40^{\circ} \approx 7{,}713. Como [AC] é a hipotenusa do triângulo [AHC] — ou é o próprio [AH], se C = H —, tem de ser x \geq \overline{AH} = 12\operatorname{sen}40^{\circ}. \square
  2. b) Para x > \overline{AH} há dois pontos da reta BC à distância x de A, um de cada lado de H, ambos a \sqrt{x^{2}-\overline{AH}^{2}} de H. Os dois servem enquanto ficarem do mesmo lado de B que H — e o mais próximo de B só passa para trás de B quando x chega a \overline{AB} = 12. Há dois triângulos quando 12\operatorname{sen}40^{\circ} < x < 12.
  3. c) Com x = 9, que está entre 7{,}713 e 12: \overline{BH} = 12\cos 40^{\circ} \approx 9{,}193, \qquad \overline{HC} = \sqrt{81-\overline{AH}^{2}} \approx 4{,}637, e \overline{BC} \approx 9{,}193+4{,}637 \approx 13{,}8 ou \overline{BC} \approx 9{,}193-4{,}637 \approx 4{,}6.Para x = 12\operatorname{sen}40^{\circ} há um só triângulo, retângulo em C; para x \geq 12 também um só, porque o segundo ponto já está do lado errado de B — com ele, o ângulo em B teria 140^{\circ} e não 40^{\circ}. À medida que x cresce: nenhum triângulo, um, dois, e outra vez um.
Respostab) 12\operatorname{sen}40^{\circ} < x < 12 · c) \approx 13{,}8 ou \approx 4{,}6

Tira a altura de C para [AB] e escreve os dois catetos do triângulo do lado de A em função de {\theta}. O resto é o teorema de Pitágoras e a fórmula fundamental.

θ A B C H 3 3sen θ 3 cos θ 5−3 cos θ
  1. a) Seja H o pé da perpendicular tirada de C para [AB]. Em [AHC], com hipotenusa 3, \overline{CH} = 3\operatorname{sen}{\theta}, \qquad \overline{AH} = 3\cos{\theta}, e H fica em [AB] porque 3\cos{\theta} < 3 < 5. Então \overline{HB} = 5-3\cos{\theta} e, pelo teorema de Pitágoras em [HBC], \overline{BC}^{2} = 9\operatorname{sen}^{2}{\theta}+\left(5-3\cos{\theta}\right)^{2} = 9\operatorname{sen}^{2}{\theta}+9\cos^{2}{\theta}+25-30\cos{\theta}. Como 9\operatorname{sen}^{2}{\theta}+9\cos^{2}{\theta} = 9, fica \overline{BC}^{2} = 34-30\cos{\theta}. \square
  2. b) \overline{BC} = \sqrt{34-30 \times \frac{1}{2}} = \sqrt{19}.
  3. c) 34-30\cos{\theta} = 16 \iff \cos{\theta} = \frac{3}{5}, e, com a calculadora, {\theta} \approx 53{,}1^{\circ}. Os lados ficam 3, 4 e 5, e 3^{2}+4^{2} = 5^{2}: o triângulo é retângulo em C.A fórmula da alínea a) é um caso da lei dos cossenos, a^{2} = b^{2}+c^{2}-2bc\cos{\theta} — aqui 34 = 3^{2}+5^{2} e 30 = 2 \times 3 \times 5. As Aprendizagens Essenciais põem-na nos possíveis aprofundamentos; quem a quiser tem-na sem lei nenhuma, com uma altura e a fórmula fundamental.
Respostab) \sqrt{19} · c) {\theta} \approx 53{,}1^{\circ}; o triângulo é retângulo em C
R3

Ângulo e arco generalizados. A circunferência trigonométrica

Aqui o ângulo deixa de estar preso a um triângulo. Passa a poder ser obtuso, negativo, maior do que uma volta — e as três razões passam a ler-se como coordenadas de um ponto numa circunferência de raio um. É a mudança de ideia que faz toda a trigonometria que vem a seguir.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Relacionar e aplicar, na resolução de problemas, as noções de ângulo e arco orientados e de ângulo e arco generalizados e a respetiva amplitude.
  • Identificar e interpretar o círculo trigonométrico.
  • Reconhecer, analisar e aplicar, na resolução de problemas, razões trigonométricas (seno, cosseno e tangente) de ângulos generalizados no círculo trigonométrico.

1 · Ângulos orientados e ângulos generalizados

Num triângulo, um ângulo tem entre 0^{\circ} e 90^{\circ}, e não há mais nada a dizer. Fora do triângulo, convém dizer também de que lado se contou e quantas voltas se deram.

x y A P Q α > 0 β < 0
O lado origem é sempre o semieixo positivo Ox. Contado no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, o ângulo é positivo; no sentido dos ponteiros, negativo.
Definição · ângulo orientado e ângulo generalizado

Um ângulo orientado tem um lado origem e um lado extremidade, e uma amplitude com sinal: positiva se o lado extremidade se obtém rodando no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, negativa no outro sentido.

Um ângulo generalizado admite qualquer número de voltas completas — a sua amplitude pode ser qualquer número real.

Dar uma volta completa devolve o lado extremidade ao sítio onde estava. Logo, dois ângulos têm o mesmo lado extremidade exatamente quando as suas amplitudes diferem por um número inteiro de voltas.

Expressão geral das amplitudes dos ângulos com os mesmos lados {\alpha}+k \times 360^{\circ}, \quad k \in \mathbb{Z} \qquad\text{ou, em radianos,}\qquad {\alpha}+2k{\pi}, \quad k \in \mathbb{Z}.

O k conta as voltas: k > 0 no sentido positivo, k < 0 no negativo. Escrever k \in \mathbb{Z} faz parte da resposta — sem isso a expressão não diz o que quer dizer.

2 · As razões lidas no círculo

Chama-se circunferência trigonométrica à circunferência de centro na origem e raio 1. Marcado o ângulo a partir do semieixo positivo Ox, o lado extremidade corta-a num ponto P — e as coordenadas desse ponto são o cosseno e o seno.

x y P Q A cos α sen α tg α α
O ponto P tem coordenadas \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right). A tangente lê-se na reta x = 1, no ponto Q onde a reta OP a corta — e por isso \operatorname{tg}{\alpha} pode ser qualquer número real.
Definição · seno, cosseno e tangente de um ângulo generalizado \begin{gathered}\cos{\alpha} = \text{abcissa de } P, \qquad \operatorname{sen}{\alpha} = \text{ordenada de } P,\\[2pt] \operatorname{tg}{\alpha} = \text{ordenada de } Q,\end{gathered}

em que Q é o ponto onde a reta OP corta a reta de equação x = 1.

Para ângulos agudos isto coincide com as razões no triângulo retângulo da secção R1 — o triângulo de hipotenusa 1 tem cateto oposto \operatorname{sen}{\alpha} e cateto adjacente \cos{\alpha}. A definição nova estende a antiga, não a substitui.

Onde é que a tangente falha

Quando o lado extremidade é vertical, a reta OP é paralela à reta x = 1 e nunca a corta: não há ponto Q, e não há tangente. É exatamente o caso \cos{\alpha} = 0, isto é {\alpha} = 90^{\circ}+k \times 180^{\circ}.

Como P está na circunferência de raio 1, tem-se x^{2}+y^{2} = 1 — que, nas novas letras, é a fórmula fundamental da secção R1, agora válida para qualquer ângulo:

Fórmula fundamental, para ângulos generalizados \operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha} = 1, \qquad \forall {\alpha} \in \mathbb{R}.

Também a igualdade \operatorname{tg}{\alpha} = \dfrac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}} da secção R1 continua a valer, sempre que \cos{\alpha} \neq 0: a reta OP passa pela origem e por P\left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right), tem equação y = \dfrac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}}\,x, e em x = 1 dá a ordenada de Q. Das duas sai uma terceira, que liga a tangente diretamente ao cosseno.

Consequência da fórmula fundamental \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}}, \qquad \cos{\alpha} \neq 0.

Basta dividir os dois membros de \operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha} = 1 por \cos^{2}{\alpha}, que não é nulo:

\begin{gathered}\frac{\operatorname{sen}^{2}{\alpha}}{\cos^{2}{\alpha}}+\frac{\cos^{2}{\alpha}}{\cos^{2}{\alpha}} = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}}\\[2pt] \iff \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}}.\end{gathered}

Serve quando o dado é a tangente: dá logo \cos^{2}{\alpha}, daí \cos{\alpha} — com o sinal escolhido pelo quadrante — e depois \operatorname{sen}{\alpha} = \operatorname{tg}{\alpha} \times \cos{\alpha}, sem resolver o sistema formado por \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}} e pela fórmula fundamental.

3 · Sinal e variação, quadrante a quadrante

Não há aqui nada para memorizar: o sinal de cada razão é o sinal da coordenada que a define.

x y 2.º quadrante 1.º quadrante 3.º quadrante 4.º quadrante + + + + − − − − + − + −
Dentro de cada quadrante estão os três sinais, pela ordem seno, cosseno, tangente. Não há nada para decorar: o sinal do seno é o da ordenada, o do cosseno é o da abcissa, e o da tangente é o do quociente.
1.º quadrante2.º quadrante3.º quadrante4.º quadrante
\operatorname{sen}++--
\cos+--+
\operatorname{tg}+-+-

E a mesma leitura dá a variação. Percorrendo a circunferência no sentido positivo, a ordenada sobe de 0 a 1 no 1.º quadrante e desce de 1 a 0 no 2.º; a abcissa desce de 1 a 0 no 1.º e continua a descer até -1 no 2.º.

1.º quadrante2.º quadrante3.º quadrante4.º quadrante
\operatorname{sen}cresce de 0 a 1decresce de 1 a 0decresce de 0 a -1cresce de -1 a 0
\cosdecresce de 1 a 0decresce de 0 a -1cresce de -1 a 0cresce de 0 a 1
\operatorname{tg}cresce de 0 a +\infty, e de -\infty a 0cresce de 0 a +\infty, e de -\infty a 0
Exemplo 9 Do quadrante para o sinal, e de volta

De um ângulo de amplitude {\theta} sabe-se que \operatorname{sen}{\theta} = \dfrac{2}{3} e que \cos{\theta} < 0. Determina \cos{\theta} e \operatorname{tg}{\theta}.

  1. Localizar. Seno positivo e cosseno negativo: o lado extremidade está no 2.º quadrante.
  2. Fórmula fundamental. \cos^{2}{\theta} = 1-\left(\frac{2}{3}\right)^{2} = \frac{5}{9} \iff \cos{\theta} = \pm\frac{\sqrt{5}}{3}.
  3. Escolher pelo sinal dado: \cos{\theta} = -\frac{\sqrt{5}}{3}.
  4. Tangente. \operatorname{tg}{\theta} = \frac{2/3}{-\sqrt{5}/3} = -\frac{2}{\sqrt{5}} = -\frac{2\sqrt{5}}{5}.A fórmula fundamental dá sempre dois candidatos. Alguma informação sobre o quadrante — dada em palavras, num intervalo ou pelo sinal de outra razão — é o que escolhe entre eles. Sem ela, o problema não tem resposta única.
Resposta\cos{\theta} = -\frac{\sqrt{5}}{3} · \operatorname{tg}{\theta} = -\frac{2\sqrt{5}}{5}
Python Uma volta ao círculo, de vinte em vinte graus
from math import sin, cos, radians

print('graus     abcissa    ordenada   quadrante')
for g in range(0, 360, 20):
    x, y = cos(radians(g)), sin(radians(g))
    if   x > 0 and y > 0: q = '1.o'
    elif x < 0 and y > 0: q = '2.o'
    elif x < 0 and y < 0: q = '3.o'
    else:                 q = '4.o'
    print('%4d   %9.4f  %9.4f     %s' % (g, x, y, q))

Segue a coluna da ordenada: sobe até 90^{\circ}, desce até 270^{\circ}, volta a subir. É o gráfico do seno, escrito em números. Acrescenta uma coluna com x^{2}+y^{2} e confirma que dá sempre 1.

Exercícios propostos

Treze exercícios sobre o círculo. O trabalho é quase sempre o mesmo: localizar o lado extremidade, ler o sinal das coordenadas e só depois calcular.

Exercício 33§R3 · expressão geral das amplitudes

Escreve a expressão geral das amplitudes, em graus, dos ângulos com o mesmo lado extremidade que um ângulo de:

a) 50^{\circ}b) -120^{\circ}c) 390^{\circ}d) 180^{\circ}

Exercício 34§R3 · quadrante de um ângulo

Indica a que quadrante pertence o lado extremidade de cada ângulo.

a) 200^{\circ}b) -40^{\circ}c) 460^{\circ}d) -300^{\circ}

Exercício 35§R3 · sinal das razões

Indica o sinal de cada uma das razões seguintes, justificando pelo quadrante.

a) \operatorname{sen}150^{\circ}b) \cos 250^{\circ}c) \operatorname{tg}200^{\circ}d) \cos\left(-70^{\circ}\right)

Exercício 36§R3 · razões nos eixos

Sem calculadora, indica o valor de cada expressão — ou justifica que não existe.

a) \operatorname{sen}180^{\circ}b) \cos 270^{\circ}c) \operatorname{tg}180^{\circ}d) \operatorname{tg}90^{\circ}

Exercício 37§R3 · escolha múltipla

Seja {\alpha} a amplitude de um ângulo do 3.º quadrante.

Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?

  • (A)\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha} < 0
  • (B)\operatorname{sen}{\alpha}+\cos{\alpha} < 0
  • (C)\operatorname{tg}{\alpha} < 0
  • (D)\cos{\alpha} > \operatorname{sen}{\alpha}
Exercício 38§R3 · da razão para o quadrante

De um ângulo de amplitude {\alpha} sabe-se que \operatorname{sen}{\alpha} < 0 e \operatorname{tg}{\alpha} < 0.

Determina o quadrante a que pertence o lado extremidade de {\alpha} e o sinal de \cos{\alpha}.

Exercício 39§R3 · fórmula fundamental e quadrante

Sabe-se que \cos{\alpha} = -\dfrac{3}{5} e que o lado extremidade de {\alpha} pertence ao 3.º quadrante.

x y α −⅗ P

Determina \operatorname{sen}{\alpha} e \operatorname{tg}{\alpha}.

Exercício 40§R3 · coordenadas de um ponto do círculo

Num referencial ortonormado, P é o ponto da circunferência trigonométrica cujo lado extremidade corresponde a um ângulo de amplitude {\alpha}, com {\alpha} \in \left]90^{\circ},\,180^{\circ}\right[. Sabe-se que a ordenada de P é \dfrac{\sqrt{7}}{4}.

x y α √7̅/4 P

Determina as coordenadas de P e o valor de \operatorname{tg}{\alpha}.

Exercício 41§R3 · ângulos com o mesmo lado

Determina todos os ângulos de amplitude entre -720^{\circ} e 720^{\circ} que têm o mesmo lado extremidade que um ângulo de 145^{\circ}.

Exercício 42§R3 · escolha múltipla

Na circunferência trigonométrica, P é o ponto do 2.º quadrante de abcissa -\dfrac{1}{2}.

x y −½ P

A ordenada de P é igual a:

  • (A)\dfrac{1}{2}
  • (B)\dfrac{\sqrt{3}}{2}
  • (C)-\dfrac{\sqrt{3}}{2}
  • (D)\dfrac{3}{4}
Exercício 43§R3 · variação no círculo

Sejam {\alpha} e {\beta} as amplitudes de dois ângulos tais que {\alpha} \in \left]90^{\circ},\,180^{\circ}\right[ e {\beta} \in \left]180^{\circ},\,270^{\circ}\right[.

Indica, justificando, o sinal de cada uma das expressões.

a) \operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\beta}b) \operatorname{tg}{\alpha}+\operatorname{tg}{\beta}c) \cos{\alpha}-\operatorname{sen}{\beta}

Exercício 44§R3 · uma condição no círculo

Considera, na circunferência trigonométrica, o ponto P associado a um ângulo de amplitude {\alpha}, com {\alpha} \in \left[0^{\circ},\,360^{\circ}\right[.

x y α P

Determina todos os valores de {\alpha} para os quais P tem abcissa e ordenada iguais.

Exercício 45§R3 · uma área no círculo

Na circunferência trigonométrica considera o ponto P, do 1.º quadrante, associado a um ângulo de amplitude {\alpha}, com 0^{\circ} < {\alpha} < 90^{\circ}. Sejam A = (1,\,0) e H a projeção ortogonal de P sobre o eixo Ox.

α x y O H A P

a) Mostra que a área do triângulo [OHP] é \dfrac{1}{2}\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. b) Mostra que a área do triângulo [AHP] é \dfrac{1}{2}\operatorname{sen}{\alpha}\left(1-\cos{\alpha}\right).

Dois ângulos têm o mesmo lado extremidade quando diferem por um número inteiro de voltas. Uma volta são 360^{\circ}.

  1. a) 50^{\circ}+k \times 360^{\circ}, k \in \mathbb{Z}.
  2. b) -120^{\circ}+k \times 360^{\circ}, k \in \mathbb{Z}. Também se pode escrever 240^{\circ}+k \times 360^{\circ}: é a mesma família.
  3. c) Como 390^{\circ} = 30^{\circ}+360^{\circ}, a expressão é 30^{\circ}+k \times 360^{\circ}.
  4. d) 180^{\circ}+k \times 360^{\circ}.A mesma família admite infinitas escritas — todas certas. O que não pode variar é o conjunto de ângulos que a expressão descreve.
Resposta50^{\circ}+360^{\circ}k · -120^{\circ}+360^{\circ}k · 30^{\circ}+360^{\circ}k · 180^{\circ}+360^{\circ}k

Tira as voltas completas até ficares com um ângulo entre 0^{\circ} e 360^{\circ}.

x y a) b) c) d) 1.º 2.º 3.º 4.º
  1. a) 200^{\circ} está entre 180^{\circ} e 270^{\circ}: 3.º quadrante.
  2. b) -40^{\circ} = 320^{\circ}-360^{\circ}, e 320^{\circ} está entre 270^{\circ} e 360^{\circ}: 4.º quadrante.
  3. c) 460^{\circ}-360^{\circ} = 100^{\circ}: 2.º quadrante.
  4. d) -300^{\circ}+360^{\circ} = 60^{\circ}: 1.º quadrante.Retirar voltas é somar ou subtrair 360^{\circ} até cair no intervalo \left[0^{\circ},\,360^{\circ}\right[. O lado extremidade não muda: as voltas não deixam rasto.
Resposta3.º · 4.º · 2.º · 1.º quadrante

Localiza o lado extremidade e pergunta: a ordenada do ponto é positiva ou negativa? E a abcissa?

x y a) b) c) d)
  1. a) 150^{\circ} é do 2.º quadrante, onde a ordenada é positiva: \operatorname{sen}150^{\circ} > 0.
  2. b) 250^{\circ} é do 3.º quadrante, onde a abcissa é negativa: \cos 250^{\circ} < 0.
  3. c) 200^{\circ} é do 3.º quadrante: seno e cosseno são ambos negativos, e o quociente é positivo.
  4. d) -70^{\circ} é do 4.º quadrante, onde a abcissa é positiva: \cos\left(-70^{\circ}\right) > 0.A tangente é o único caso em que dois sinais negativos dão um positivo — e é por isso que a tangente é positiva em dois quadrantes opostos, o 1.º e o 3.º.
Resposta+ · - · + · +

Cada um destes ângulos tem o lado extremidade sobre um eixo. Escreve as coordenadas do ponto e lê.

x y (1, 0) (0, 1) (−1, 0) (0, −1) x = 1
  1. a) O lado extremidade de 180^{\circ} encontra a circunferência em (-1,\,0). A ordenada é 0: \operatorname{sen}180^{\circ} = 0.
  2. b) O de 270^{\circ} encontra-a em (0,\,-1). A abcissa é 0: \cos 270^{\circ} = 0.
  3. c) \operatorname{tg}180^{\circ} = \frac{0}{-1} = 0.
  4. d) \cos 90^{\circ} = 0, logo o quociente não está definido: não existe \operatorname{tg}90^{\circ}. No círculo vê-se porquê: o lado extremidade é vertical e nunca corta a reta x = 1.Os quatro pontos sobre os eixos — (1,0), (0,1), (-1,0), (0,-1) — respondem sozinhos a todas as perguntas deste tipo. Não há tabela para decorar.
Resposta0 · 0 · 0 · não existe

No 3.º quadrante, o seno e o cosseno são ambos negativos. Vê o que isso obriga em cada opção.

x y 200° 250°
  1. No 3.º quadrante, \operatorname{sen}{\alpha} < 0 e \cos{\alpha} < 0.
  2. (A) O produto de dois negativos é positivo: falsa.
  3. (B) A soma de dois negativos é negativa: verdadeira.
  4. (C) O quociente de dois negativos é positivo: falsa.
  5. (D) Nada obriga a isso — em 250^{\circ} tem-se \cos > \operatorname{sen}, mas em 200^{\circ} é ao contrário: falsa.«Necessariamente verdadeira» quer dizer para todos os ângulos do quadrante. Um contraexemplo chega para eliminar uma opção.
RespostaOpção (B)

Com o seno negativo, ficam dois quadrantes possíveis. A tangente decide entre eles.

x y sen α < 0 tg α < 0 4.º
  1. Do seno. \operatorname{sen}{\alpha} < 0 nos 3.º e 4.º quadrantes.
  2. Da tangente. \operatorname{tg}{\alpha} < 0 nos 2.º e 4.º.
  3. Interseção: 4.º quadrante. Aí a abcissa é positiva, logo \cos{\alpha} > 0.
  4. Confirmação. \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}} = \frac{-}{+} = -. Coerente.Dois sinais chegam sempre para fixar o quadrante: cada razão parte o círculo em duas metades e as duas metades cruzam-se num quarto.
Resposta4.º quadrante · \cos{\alpha} > 0

A fórmula fundamental dá o quadrado do seno — e portanto dois valores possíveis. É o quadrante que decide qual deles serve.

x y α −⅗ −⅘ P
  1. Fórmula fundamental. \operatorname{sen}^{2}{\alpha} = 1-\cos^{2}{\alpha} = 1-\frac{9}{25} = \frac{16}{25} \iff \operatorname{sen}{\alpha} = \pm\frac{4}{5}.
  2. Escolher. No 3.º quadrante a ordenada é negativa: \operatorname{sen}{\alpha} = -\frac{4}{5}.
  3. Tangente. \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{-4/5}{-3/5} = \frac{4}{3}.Sair da fórmula fundamental sem escolher o sinal é meio exercício. O quadrante não é decoração do enunciado: é o dado que fecha a resposta.
Resposta\operatorname{sen}{\alpha} = -\frac{4}{5} · \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{4}{3}

A ordenada de P é \operatorname{sen}{\alpha}. E P está na circunferência de raio 1, logo x^{2}+y^{2} = 1.

x y −¾ √7̅/4 P
  1. A ordenada é o seno: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\sqrt{7}}{4}.
  2. A abcissa, pela equação da circunferência: x^{2} = 1-\frac{7}{16} = \frac{9}{16} \iff x = \pm\frac{3}{4}.
  3. Escolher. No 2.º quadrante a abcissa é negativa: P = \left(-\frac{3}{4},\, \frac{\sqrt{7}}{4}\right).
  4. Tangente. \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\sqrt{7}/4}{-3/4} = -\frac{\sqrt{7}}{3}.A equação x^{2}+y^{2} = 1 da circunferência é a fórmula fundamental. São a mesma igualdade escrita em duas linguagens: a da geometria analítica e a da trigonometria.
RespostaP = \left(-\frac{3}{4},\,\frac{\sqrt{7}}{4}\right) · \operatorname{tg}{\alpha} = -\frac{\sqrt{7}}{3}

Escreve a expressão geral e percorre os valores de k que mantêm o resultado no intervalo.

x y 145°, 505° −215°, −575°
  1. Expressão geral: 145^{\circ}+k \times 360^{\circ}, k \in \mathbb{Z}.
  2. Percorrer k: k = -2: -575^{\circ}; \quad k = -1: -215^{\circ}; \quad k = 0: 145^{\circ}; \quad k = 1: 505^{\circ}.
  3. Com k = 2 viria 865^{\circ}, já fora; com k = -3 viria -935^{\circ}, também.
  4. São quatro: -575^{\circ}, -215^{\circ}, 145^{\circ} e 505^{\circ}.O intervalo tem 1440^{\circ}, isto é quatro voltas — e por isso a resposta tem exatamente quatro ângulos. Contar as voltas antes de calcular é uma boa maneira de saber quantos se esperam.
Resposta-575^{\circ},\ -215^{\circ},\ 145^{\circ},\ 505^{\circ}

O ponto está na circunferência de raio 1. E no 2.º quadrante a ordenada é positiva.

x y −½ √3̅/2 P
  1. y^{2} = 1-\left(-\frac{1}{2}\right)^{2} = \frac{3}{4} \iff y = \pm\frac{\sqrt{3}}{2}.
  2. No 2.º quadrante a ordenada é positiva: y = \frac{\sqrt{3}}{2}.
  3. A opção correta é a (B).A opção (D) é y^{2}, não y — é a distração mais frequente nestes itens. Vale a pena voltar a ler a pergunta antes de escolher.
RespostaOpção (B)

Faz um quadro com o sinal das três razões em cada um dos dois quadrantes, e depois lê cada expressão a partir dele. Em b), atenção: os dois sinais são diferentes.

x y α β
  1. No 2.º quadrante ({\alpha}): \operatorname{sen} > 0, \cos < 0, \operatorname{tg} < 0. No 3.º ({\beta}): \operatorname{sen} < 0, \cos < 0, \operatorname{tg} > 0.
  2. a) (+) \times (-) = -: negativa.
  3. b) Uma parcela é negativa e a outra positiva: o sinal não fica determinado. Com {\alpha} = 135^{\circ} e {\beta} = 200^{\circ} a soma é -1+0{,}36 < 0; com {\alpha} = 135^{\circ} e {\beta} = 260^{\circ} a soma é -1+5{,}67 > 0.
  4. c) \cos{\alpha} < 0 e -\operatorname{sen}{\beta} > 0: também não fica determinado. Basta comparar {\alpha} = 100^{\circ}, {\beta} = 185^{\circ} com {\alpha} = 100^{\circ}, {\beta} = 260^{\circ}.Nem todas as perguntas de sinal têm resposta. Quando as parcelas têm sinais contrários, é preciso exibir dois exemplos — dizer «depende» sem os mostrar não é justificação.
Respostaa) negativa · b) indeterminado · c) indeterminado

Escreve a condição x = y e junta-lhe x^{2}+y^{2} = 1. Dá dois pontos — em que quadrantes é que eles ficam?

x y 45° 225° y = x
  1. O sistema. Com y = x em x^{2}+y^{2} = 1: 2x^{2} = 1 \iff x = \pm\frac{\sqrt{2}}{2}.
  2. Os dois pontos são \left(\frac{\sqrt{2}}{2},\,\frac{\sqrt{2}}{2}\right), no 1.º quadrante, e \left(-\frac{\sqrt{2}}{2},\,-\frac{\sqrt{2}}{2}\right), no 3.º.
  3. Os ângulos. O primeiro corresponde a 45^{\circ} e o segundo a 225^{\circ}.
  4. A condição x = y é a bissetriz dos quadrantes ímpares, que corta a circunferência exatamente nesses dois pontos.Dizer que a abcissa e a ordenada são iguais é dizer que \cos{\alpha} = \operatorname{sen}{\alpha}, ou seja \operatorname{tg}{\alpha} = 1. As duas soluções são pontos diametralmente opostos: distam meia volta, 180^{\circ}.
Resposta{\alpha} = 45^{\circ} \lor {\alpha} = 225^{\circ}

Os dois triângulos são retângulos em H. Em cada um, identifica os catetos: um deles é sempre a ordenada de P.

α x y O A P cos α 1−cos α sen α
  1. As coordenadas. P = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right) e H = \left(\cos{\alpha},\,0\right).
  2. a) O triângulo [OHP] é retângulo em H, com catetos \overline{OH} = \cos{\alpha} e \overline{HP} = \operatorname{sen}{\alpha}: A_{1} = \frac{\cos{\alpha} \times \operatorname{sen}{\alpha}}{2}. \quad \square
  3. b) O triângulo [AHP] é também retângulo em H, com catetos \overline{HA} = 1-\cos{\alpha} e \overline{HP} = \operatorname{sen}{\alpha}: A_{2} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}\left(1-\cos{\alpha}\right)}{2}. \quad \square
  4. Somando, A_{1}+A_{2} = \frac{1}{2}\operatorname{sen}{\alpha} — que é a área do triângulo [OAP], de base \overline{OA} = 1 e altura \operatorname{sen}{\alpha}. Bate certo.Como {\alpha} está no 1.º quadrante, \cos{\alpha} < 1 e 1-\cos{\alpha} > 0: o comprimento fica positivo, como tem de ser. Se o ângulo fosse do 2.º quadrante, H mudava de lado e a expressão do comprimento também.
RespostaAmbos os triângulos são retângulos em H; os catetos são \cos{\alpha} ou 1-\cos{\alpha} e \operatorname{sen}{\alpha}
R4

Radiano e redução ao primeiro quadrante

A unidade que a análise usa — e a razão de a usar. Depois, o mecanismo que reduz qualquer ângulo a um ângulo agudo: quatro pontos simétricos no círculo, e todas as fórmulas de redução saem deles sem ser preciso decorar nenhuma.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Conhecer a unidade de medida radiano.
  • Utilizar o círculo trigonométrico, na redução ao primeiro quadrante, na dedução da fórmula fundamental da Trigonometria e na resolução de problemas.

1 · O radiano

Medir ângulos em graus é uma convenção antiga e arbitrária: o número 360 não tem nada de especial. Há uma unidade que não é arbitrária — a que mede o ângulo pelo arco que ele abre.

x y A B r = 1 r = 1 arco = 1 1 rad
Um radiano é a amplitude do ângulo ao centro a que corresponde um arco de comprimento igual ao raio. Numa circunferência de raio 1, a amplitude em radianos é o comprimento do arco.
Definição · radiano

Um radiano é a amplitude do ângulo ao centro que, numa circunferência, determina um arco de comprimento igual ao raio.

Como o perímetro é 2{\pi}r, uma volta completa tem 2{\pi} radianos e meia volta tem {\pi}. Daí a conversão:

180^{\circ} = {\pi}\ \text{rad} \quad\Longrightarrow\quad 1^{\circ} = \frac{{\pi}}{180}\ \text{rad}, \qquad 1\ \text{rad} = \frac{180^{\circ}}{{\pi}} \approx 57{,}3^{\circ}.

A amplitude em radianos é um número real, sem unidade escrita: é por isso que se pode falar de \operatorname{sen}x com x \in \mathbb{R}.

graus0^{\circ}30^{\circ}45^{\circ}60^{\circ}90^{\circ}180^{\circ}270^{\circ}360^{\circ}
radianos0\frac{{\pi}}{6}\frac{{\pi}}{4}\frac{{\pi}}{3}\frac{{\pi}}{2}{\pi}\frac{3{\pi}}{2}2{\pi}

Numa circunferência de raio r, um ângulo ao centro de {\theta} radianos abre um arco proporcional a {\theta}, e recorta um setor proporcional a {\theta}:

Comprimento de arco e área de setor s = r{\theta}, \qquad A_{\text{setor}} = \frac{1}{2}r^{2}{\theta},

com {\theta} em radianos. Com {\theta} = 2{\pi} recupera-se s = 2{\pi}r e A = {\pi}r^{2}, como tem de ser.

Porque é que a análise usa radianos

Não é só elegância. Com o ângulo em radianos, o seno de um ângulo pequeno é quase igual ao próprio ângulo — experimenta: \operatorname{sen}(0{,}01) \approx 0{,}0099998. Em graus isso não acontece, e todas as fórmulas do cálculo ficariam com um fator \frac{{\pi}}{180} pendurado. Ao usar a calculadora com funções trigonométricas, confirma sempre que está em modo radiano.

Laboratório · O ângulo como fração de {\pi}

interativo

A circunferência parte-se em 2n arcos iguais, e o ângulo é k desses arcos. Repara que \frac{10{\pi}}{8} e \frac{5{\pi}}{4} param no mesmo sítio: são a mesma fração, escrita de duas maneiras. Leva k até ao fim do cursor — é a volta completa, 2{\pi}.

2 · Redução ao primeiro quadrante

Marcados no círculo, os ângulos {\alpha}, {\pi}-{\alpha}, {\pi}+{\alpha} e -{\alpha} dão quatro pontos simétricos dois a dois. As coordenadas são as mesmas a menos do sinal — e as fórmulas de redução são apenas a leitura desses sinais.

x y P α P' π−α P'' π+α P''' −α
Os quatro pontos têm as mesmas coordenadas a menos do sinal. É daqui, e só daqui, que saem todas as fórmulas de redução: nenhuma se decora, todas se leem.
Relações com -{\alpha}, {\pi}-{\alpha} e {\pi}+{\alpha}
-{\alpha}{\pi}-{\alpha}{\pi}+{\alpha}
\operatorname{sen}-\operatorname{sen}{\alpha}\operatorname{sen}{\alpha}-\operatorname{sen}{\alpha}
\cos\cos{\alpha}-\cos{\alpha}-\cos{\alpha}
\operatorname{tg}-\operatorname{tg}{\alpha}-\operatorname{tg}{\alpha}\operatorname{tg}{\alpha}

A primeira coluna diz que o seno e a tangente são funções ímpares e o cosseno é par.

Com \frac{{\pi}}{2} e \frac{3{\pi}}{2} acontece outra coisa: o ponto roda um quarto de volta, e as duas coordenadas trocam de papel. O seno vira cosseno e o cosseno vira seno.

Relações com \dfrac{{\pi}}{2}\pm{\alpha} e \dfrac{3{\pi}}{2}\pm{\alpha}
\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\frac{{\pi}}{2}+{\alpha}\frac{3{\pi}}{2}-{\alpha}\frac{3{\pi}}{2}+{\alpha}
\operatorname{sen}\cos{\alpha}\cos{\alpha}-\cos{\alpha}-\cos{\alpha}
\cos\operatorname{sen}{\alpha}-\operatorname{sen}{\alpha}-\operatorname{sen}{\alpha}\operatorname{sen}{\alpha}

A primeira coluna é o caso dos ângulos complementares, já conhecido do triângulo retângulo: o seno de um é o cosseno do outro.

Como não decorar nada disto

Duas perguntas, sempre pela mesma ordem. Primeira: o ângulo tem {\pi} (ou 2{\pi}) ou tem \frac{{\pi}}{2} (ou \frac{3{\pi}}{2})? Com {\pi}, a razão mantém-se; com \frac{{\pi}}{2}, o seno troca com o cosseno. Segunda: em que quadrante fica o ângulo todo? Esse quadrante dá o sinal. Duas perguntas, oito fórmulas.

Laboratório · As sete reduções, uma de cada vez

interativo

O ponto a dourado é P, o do ângulo {\alpha}; o outro é o transformado. As duas projeções a tracejado dizem tudo: onde é que foi parar a abcissa, onde é que foi parar a ordenada, e com que sinal. Muda o cursor e vê que as igualdades não dependem do valor de {\alpha}.

Exemplo 10 Reduzir e calcular

Determina o valor exato de \operatorname{sen}\dfrac{11{\pi}}{6}+\cos\dfrac{5{\pi}}{3}.

  1. Localizar os dois ângulos. \frac{11{\pi}}{6} = 2{\pi}-\frac{{\pi}}{6} e \frac{5{\pi}}{3} = 2{\pi}-\frac{{\pi}}{3}: ambos no 4.º quadrante.
  2. Reduzir. No 4.º quadrante o seno é negativo e o cosseno é positivo: \operatorname{sen}\frac{11{\pi}}{6} = -\operatorname{sen}\frac{{\pi}}{6} = -\frac{1}{2}, \qquad \cos\frac{5{\pi}}{3} = \cos\frac{{\pi}}{3} = \frac{1}{2}.
  3. Somar. -\frac{1}{2}+\frac{1}{2} = 0.Reduzir a 2{\pi}-{\alpha} é o mesmo que reduzir a -{\alpha}: uma volta completa não muda nada. Escolhe-se a escrita que der menos trabalho.
Resposta0
Python Descobrir uma fórmula de redução por comparação
from math import sin, cos, pi

print('  x        sen(pi/2 + x)      cos(x)      diferenca')
for k in range(9):
    x = k * pi / 6
    a, b = sin(pi / 2 + x), cos(x)
    print('%6.3f   %12.8f  %12.8f   %.1e' % (x, a, b, abs(a - b)))

A diferença anda na casa de 10^{-16}: as duas expressões são a mesma. Agora troca \operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}+x\right) por \operatorname{sen}\left(\frac{3{\pi}}{2}+x\right) e descobre com que expressão em x é que ela coincide.

Exercícios propostos

Treze exercícios. Os primeiros treinam a conversão e os valores exatos; os últimos misturam redução, área de setor e as equações que se leem sobre os eixos.

Exercício 46§R4 · graus e radianos

Converte para radianos, na forma de fração de {\pi}.

a) 45^{\circ}b) 150^{\circ}c) -60^{\circ}d) 270^{\circ}

Exercício 47§R4 · radianos e graus

Converte para graus.

a) \dfrac{2{\pi}}{3}b) \dfrac{7{\pi}}{6}c) \dfrac{{\pi}}{10}d) -\dfrac{5{\pi}}{4}

Exercício 48§R4 · valores exatos em radianos

Sem calculadora, determina o valor exato de cada expressão.

a) \operatorname{sen}\dfrac{2{\pi}}{3}b) \cos\dfrac{5{\pi}}{4}c) \operatorname{tg}\dfrac{7{\pi}}{6}d) \operatorname{sen}\left(-\dfrac{{\pi}}{3}\right)

Exercício 49§R4 · comprimento de arco

Numa circunferência de raio 6 cm, considera um arco a que corresponde um ângulo ao centro de amplitude \dfrac{2{\pi}}{5} radianos.

2π/5 6 cm

a) Determina o comprimento do arco.b) Determina a área do setor circular correspondente.

Exercício 50§R4 · escolha múltipla

O valor de \cos\left({\pi}-x\right)+\cos x, para todo o x real, é:

  • (A)0
  • (B)2\cos x
  • (C)-2\cos x
  • (D)1
Exercício 51§R4 · reduzir ao primeiro quadrante

Escreve cada expressão em função de uma razão trigonométrica de x.

a) \operatorname{sen}\left({\pi}+x\right)b) \cos\left(\dfrac{{\pi}}{2}-x\right)c) \operatorname{tg}\left(-x\right)d) \operatorname{sen}\left(\dfrac{3{\pi}}{2}+x\right)

Exercício 52§R4 · simplificar

Simplifica, para todo o x onde a expressão está definida,

\frac{\operatorname{sen}\left({\pi}-x\right)+\cos\left(\dfrac{{\pi}}{2}+x\right)}{\operatorname{tg}\left({\pi}+x\right)}.
Exercício 53§R4 · de um valor para outro ângulo

Sabe-se que \operatorname{sen}{\alpha} = \dfrac{1}{4}.

Determina, em função desse valor, cada uma das expressões seguintes.

a) \operatorname{sen}\left({\pi}-{\alpha}\right)b) \operatorname{sen}\left({\pi}+{\alpha}\right)c) \cos\left(\dfrac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right)d) \operatorname{sen}\left({\alpha}+6{\pi}\right)

Exercício 54§R4 · setor e triângulo

Numa circunferência de centro O e raio 4, os pontos A e B são tais que o ângulo AOB tem amplitude \dfrac{{\pi}}{3}.

π/3 O A B 4

Determina a área da região limitada pela corda [AB] e pelo arco AB — o chamado segmento circular.

Exercício 55§R4 · escolha múltipla

Seja {\alpha} um ângulo do 2.º quadrante. A expressão \operatorname{sen}\left({\pi}+{\alpha}\right) \times \cos\left(-{\alpha}\right) é:

  • (A)sempre positiva
  • (B)sempre negativa
  • (C)sempre nula
  • (D)positiva ou negativa, conforme {\alpha}
Exercício 56§R4 · uma identidade

Mostra que, para todo o x real,

\operatorname{sen}^{2}\left({\pi}-x\right)+\cos^{2}\left(\dfrac{{\pi}}{2}+x\right) = 2\operatorname{sen}^{2}x.
Exercício 57§R4 · equações sobre os eixos

Resolve, em \left[0,\,2{\pi}\right[, cada uma das equações.

a) 2\operatorname{sen}x+2 = 0 b) 3\cos x-3 = 0 c) \operatorname{sen}x \times \cos x = 0

Exercício 58§R4 · o setor de área máxima

Um setor circular tem perímetro 20 cm — o perímetro conta os dois raios e o arco.

θ r r

a) Sendo r o raio e {\theta} a amplitude em radianos, mostra que a área do setor é A(r) = 10r-r^{2}. b) Determina o valor de r para o qual a área é máxima, e a amplitude {\theta} correspondente.

Meia volta são 180^{\circ} e são {\pi} radianos. Multiplica por \dfrac{{\pi}}{180^{\circ}}.

  1. a) 45 \times \frac{{\pi}}{180} = \frac{{\pi}}{4}.
  2. b) 150 \times \frac{{\pi}}{180} = \frac{5{\pi}}{6}.
  3. c) -60 \times \frac{{\pi}}{180} = -\frac{{\pi}}{3}.
  4. d) 270 \times \frac{{\pi}}{180} = \frac{3{\pi}}{2}.Simplificar a fração antes de multiplicar poupa trabalho: \frac{150}{180} = \frac{5}{6} lê-se de imediato.
Resposta\frac{{\pi}}{4} · \frac{5{\pi}}{6} · -\frac{{\pi}}{3} · \frac{3{\pi}}{2}

Agora é ao contrário: multiplica por \dfrac{180^{\circ}}{{\pi}}.

  1. a) \frac{2{\pi}}{3} \times \frac{180}{{\pi}} = 120^{\circ}.
  2. b) \frac{7{\pi}}{6} \times \frac{180}{{\pi}} = 210^{\circ}.
  3. c) \frac{{\pi}}{10} \times \frac{180}{{\pi}} = 18^{\circ}.
  4. d) -\frac{5{\pi}}{4} \times \frac{180}{{\pi}} = -225^{\circ}.O {\pi} corta-se sempre. Uma amplitude em radianos escrita com {\pi} é, no fundo, uma fração de meia-volta.
Resposta120^{\circ} · 210^{\circ} · 18^{\circ} · -225^{\circ}

Em cada caso, localiza o ângulo no círculo, vê em que quadrante cai — isso dá o sinal — e reduz ao ângulo agudo correspondente.

x y a) 2π/3 b) 5π/4 c) 7π/6 d) −π/3
  1. a) \frac{2{\pi}}{3} está no 2.º quadrante, onde o seno é positivo, e \frac{2{\pi}}{3} = {\pi}-\frac{{\pi}}{3}: \operatorname{sen}\frac{2{\pi}}{3} = \operatorname{sen}\frac{{\pi}}{3} = \frac{\sqrt{3}}{2}.
  2. b) \frac{5{\pi}}{4} = {\pi}+\frac{{\pi}}{4}, do 3.º quadrante, onde o cosseno é negativo: \cos\frac{5{\pi}}{4} = -\cos\frac{{\pi}}{4} = -\frac{\sqrt{2}}{2}.
  3. c) \frac{7{\pi}}{6} = {\pi}+\frac{{\pi}}{6}, do 3.º quadrante, onde a tangente é positiva: \operatorname{tg}\frac{7{\pi}}{6} = \operatorname{tg}\frac{{\pi}}{6} = \frac{\sqrt{3}}{3}.
  4. d) O seno é ímpar: \operatorname{sen}\left(-\frac{{\pi}}{3}\right) = -\operatorname{sen}\frac{{\pi}}{3} = -\frac{\sqrt{3}}{2}.O sinal vem do quadrante; o valor vem do ângulo de referência. São duas perguntas separadas, e convém respondê-las por essa ordem.
Resposta\frac{\sqrt{3}}{2} · -\frac{\sqrt{2}}{2} · \frac{\sqrt{3}}{3} · -\frac{\sqrt{3}}{2}

Com o ângulo em radianos, o comprimento do arco é r{\theta} e a área do setor é \frac{1}{2}r^{2}{\theta}.

2π/5 6 s = 12π/5
  1. a) s = r{\theta} = 6 \times \frac{2{\pi}}{5} = \frac{12{\pi}}{5}\ \text{cm}.
  2. b) A = \frac{1}{2}r^{2}{\theta} = \frac{1}{2} \times 36 \times \frac{2{\pi}}{5} = \frac{36{\pi}}{5}\ \text{cm}^{2}.
  3. Confirmação por proporção. O ângulo é \frac{2{\pi}/5}{2{\pi}} = \frac{1}{5} da volta, logo o arco é \frac{1}{5} do perímetro 12{\pi} e o setor é \frac{1}{5} do círculo 36{\pi}. Bate certo.As duas fórmulas só valem com o ângulo em radianos. Em graus é preciso converter primeiro — e é aí que se perdem exercícios que estavam certos.
Resposta\frac{12{\pi}}{5} cm · \frac{36{\pi}}{5} cm2

Reduz a primeira parcela ao ângulo x. O ponto associado a {\pi}-x é o simétrico do de x em relação ao eixo Oy.

x y x π−x cos x −cos x
  1. Do círculo: \cos\left({\pi}-x\right) = -\cos x.
  2. Logo a soma é -\cos x + \cos x = 0.
  3. A opção correta é a (A).Se a expressão fosse \operatorname{sen}\left({\pi}-x\right)+\operatorname{sen}x, a resposta seria 2\operatorname{sen}x: o seno não muda de sinal com {\pi}-x. Ler o círculo evita ter de decidir isto de cor.
RespostaOpção (A)

Desenha, para cada caso, o ponto associado a x e o ponto associado ao ângulo pedido. Compara as coordenadas: mudam de sinal, trocam de lugar, ou as duas coisas.

x y x π+x π/2−x −x 3π/2+x
  1. a) {\pi}+x dá o ponto simétrico da origem: as duas coordenadas mudam de sinal. \operatorname{sen}\left({\pi}+x\right) = -\operatorname{sen}x.
  2. b) \frac{{\pi}}{2}-x é o complementar de x: as coordenadas trocam de lugar. \cos\left(\frac{{\pi}}{2}-x\right) = \operatorname{sen}x.
  3. c) -x dá o simétrico em relação a Ox: a ordenada muda de sinal e a abcissa fica. \operatorname{tg}\left(-x\right) = \frac{-\operatorname{sen}x}{\cos x} = -\operatorname{tg}x.
  4. d) \frac{3{\pi}}{2}+x: trocam de lugar e a nova ordenada muda de sinal. \operatorname{sen}\left(\frac{3{\pi}}{2}+x\right) = -\cos x.Há uma regra de bolso: com {\pi} ou 2{\pi}, a razão mantém-se e só o sinal pode mudar; com \frac{{\pi}}{2} ou \frac{3{\pi}}{2}, o seno vira cosseno e vice-versa. O sinal decide-se sempre pelo quadrante.
Resposta-\operatorname{sen}x · \operatorname{sen}x · -\operatorname{tg}x · -\cos x

Reduz cada parcela ao ângulo x, com as fórmulas de redução. Repara no que acontece ao numerador.

  1. Reduzir. \operatorname{sen}\left({\pi}-x\right) = \operatorname{sen}x; \cos\left(\frac{{\pi}}{2}+x\right) = -\operatorname{sen}x; \operatorname{tg}\left({\pi}+x\right) = \operatorname{tg}x.
  2. Substituir. \frac{\operatorname{sen}x+\left(-\operatorname{sen}x\right)}{\operatorname{tg}x} = \frac{0}{\operatorname{tg}x} = 0.
  3. A expressão vale 0 em todo o seu domínio.O denominador não desaparece do problema por o resultado ser zero: é ele que impõe \operatorname{tg}x \neq 0 e \cos x \neq 0, e portanto o domínio da expressão.
Resposta0

Nenhuma destas alíneas precisa de saber quanto vale {\alpha}. Em d), quantas voltas são 6{\pi}?

x y α π−α π+α π/2−α ¼ −¼
  1. a) \operatorname{sen}\left({\pi}-{\alpha}\right) = \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{1}{4}.
  2. b) \operatorname{sen}\left({\pi}+{\alpha}\right) = -\operatorname{sen}{\alpha} = -\frac{1}{4}.
  3. c) \cos\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{1}{4}.
  4. d) 6{\pi} são três voltas completas, que não mudam o lado extremidade: \operatorname{sen}\left({\alpha}+6{\pi}\right) = \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{1}{4}.Repara que em nenhuma alínea foi preciso calcular {\alpha}. Isso é próprio destes itens: o que se testa é a relação entre ângulos, não o valor de nenhum deles.
Resposta\frac{1}{4} · -\frac{1}{4} · \frac{1}{4} · \frac{1}{4}

A região é o que sobra ao setor circular depois de lhe tirar o triângulo [OAB]. Repara no tipo de triângulo que [OAB] é.

π/3 O A B 4 4 4
  1. Área do setor. A_{\text{setor}} = \frac{1}{2}r^{2}{\theta} = \frac{1}{2} \times 16 \times \frac{{\pi}}{3} = \frac{8{\pi}}{3}.
  2. Área do triângulo [OAB]. É isósceles, com \overline{OA} = \overline{OB} = 4 e ângulo de \frac{{\pi}}{3} entre eles — logo os outros dois ângulos valem \frac{{\pi}}{3} cada um, e o triângulo é equilátero de lado 4: A_{\triangle} = \frac{4^{2}\sqrt{3}}{4} = 4\sqrt{3}.
  3. A diferença. A = \frac{8{\pi}}{3}-4\sqrt{3} \approx 1{,}45.Vale a pena confirmar que o resultado é positivo: o setor tem de ser maior do que o triângulo, porque o contém. Um resultado negativo aqui denuncia sempre uma troca entre os dois.
Resposta\frac{8{\pi}}{3}-4\sqrt{3} unidades de área

Reduz cada fator ao ângulo {\alpha} e depois usa os sinais do 2.º quadrante.

  1. Reduzir. \operatorname{sen}\left({\pi}+{\alpha}\right) = -\operatorname{sen}{\alpha} e \cos\left(-{\alpha}\right) = \cos{\alpha}.
  2. Produto. -\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}.
  3. Sinais no 2.º quadrante: \operatorname{sen}{\alpha} > 0 e \cos{\alpha} < 0, logo \operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha} < 0 e o simétrico é positivo.
  4. A opção correta é a (A).Dois passos, e nenhum deles envolve calcular nada: reduzir e depois ler os sinais. É esta a rotina que estes itens querem ver.
RespostaOpção (A)

Reduz cada parcela antes de elevar ao quadrado. Repara que o quadrado apaga os sinais.

  1. Reduzir. \operatorname{sen}\left({\pi}-x\right) = \operatorname{sen}x e \cos\left(\frac{{\pi}}{2}+x\right) = -\operatorname{sen}x.
  2. Elevar ao quadrado. \operatorname{sen}^{2}\left({\pi}-x\right) = \operatorname{sen}^{2}x, \qquad \cos^{2}\left(\frac{{\pi}}{2}+x\right) = \left(-\operatorname{sen}x\right)^{2} = \operatorname{sen}^{2}x.
  3. Somar. \operatorname{sen}^{2}x+\operatorname{sen}^{2}x = 2\operatorname{sen}^{2}x. \square
  4. A igualdade vale em \mathbb{R}: nenhuma das expressões tem restrições de domínio.Reduzir antes de elevar ao quadrado é o caminho curto. Ao contrário, ficava-se com quadrados de somas para desenvolver, e o exercício ficava três vezes maior.
RespostaReduzindo, as duas parcelas valem \operatorname{sen}^{2}x cada uma

Isola a razão trigonométrica. Nos três casos ela fica igual a 0, a 1 ou a -1 — e esses valores leem-se sobre os eixos do círculo.

x y 0 π/2 π 3π/2
  1. a) 2\operatorname{sen}x+2 = 0 \iff \operatorname{sen}x = -1. A ordenada vale -1 num único ponto da circunferência, (0,\,-1): x = \frac{3{\pi}}{2}.
  2. b) 3\cos x-3 = 0 \iff \cos x = 1. A abcissa vale 1 em (1,\,0): x = 0.
  3. c) Um produto é nulo quando um dos fatores é nulo: \operatorname{sen}x = 0 \;\lor\; \cos x = 0. Os zeros do seno, no intervalo, são 0 e {\pi}; os do cosseno são \frac{{\pi}}{2} e \frac{3{\pi}}{2}.
  4. Logo x \in \left\{0,\, \frac{{\pi}}{2},\, {\pi},\, \frac{3{\pi}}{2}\right\} — os quatro pontos onde a circunferência corta os eixos.Nunca dividir por \operatorname{sen}x ou por \cos x para resolver uma equação: fatoriza-se e iguala-se cada fator a zero. Dividir perde exatamente as soluções em que o divisor se anula.
Resposta\frac{3{\pi}}{2} · 0 · \left\{0,\frac{{\pi}}{2},{\pi},\frac{3{\pi}}{2}\right\}

O perímetro é 2r+r{\theta}. Tira daí {\theta} em função de r e substitui na fórmula da área. Em b), fica uma função do 2.º grau.

r A 5 10 25
  1. a) Do perímetro, 2r+r{\theta} = 20 \iff {\theta} = \frac{20-2r}{r}. Substituindo na área: A = \frac{1}{2}r^{2}{\theta} = \frac{1}{2}r^{2} \times \frac{20-2r}{r} = \frac{r(20-2r)}{2} = 10r-r^{2}. \quad \square
  2. b) A(r) = -r^{2}+10r é uma função do 2.º grau com concavidade voltada para baixo e zeros em 0 e 10. O máximo está no vértice, a meio dos zeros: r = 5\ \text{cm}, \qquad A(5) = 25\ \text{cm}^{2}.
  3. A amplitude. {\theta} = \frac{20-10}{5} = 2 radianos.
  4. Confirma-se que {\theta} = 2 \in \left]0,\,2{\pi}\right[: o setor existe.Repara que a resposta não precisou de derivadas — a função é do 2.º grau, e o vértice resolve tudo. É o método do 10.º ano, e é o que aqui basta.
Respostar = 5 cm, com {\theta} = 2 rad e área 25 cm2
R5

Funções trigonométricas e fenómenos periódicos

O seno e o cosseno deixam de ser razões e passam a ser funções de uma variável real. Com isso vêm os gráficos, o período, a amplitude e a frequência — e a razão de tudo isto interessar: quase tudo o que se repete no tempo se descreve com uma onda destas.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Reconhecer, analisar e aplicar as funções trigonométricas \operatorname{sen}(x), \cos(x) e \operatorname{tg}(x) na modelação de fenómenos periódicos.
  • Identificar fenómenos periódicos e usar os conceitos de período, máximo, mínimo, amplitude e frequência, no estudo dos fenómenos periódicos.
  • Determinar valores aproximados de zeros, extremos e outros pontos relevantes, num contexto de resolução de problemas, com recurso à tecnologia gráfica.

1 · As três funções

A cada número real x corresponde um ângulo generalizado de x radianos, e a esse ângulo corresponde um ponto do círculo. Ficam assim definidas três funções reais de variável real: x \mapsto \operatorname{sen}x, x \mapsto \cos x e x \mapsto \operatorname{tg}x.

x y −1 1 −2π −π π 2π y = sen x y = cos x
As duas curvas têm período positivo mínimo 2{\pi} e contradomínio \left[-1,\,1\right]. O gráfico do seno é simétrico em relação à origem; o do cosseno, em relação ao eixo Oy.
A função seno

domínio \mathbb{R}, contradomínio \left[-1,\,1\right], período positivo mínimo 2{\pi}; zeros: \operatorname{sen}x = 0 \iff x = k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}; maximizantes: \operatorname{sen}x = 1 \iff x = \frac{{\pi}}{2}+2k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}; minimizantes: \operatorname{sen}x = -1 \iff x = \frac{3{\pi}}{2}+2k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}; função ímpar: o gráfico é simétrico em relação à origem.

A função cosseno

domínio \mathbb{R}, contradomínio \left[-1,\,1\right], período positivo mínimo 2{\pi}; zeros: \cos x = 0 \iff x = \frac{{\pi}}{2}+k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}; maximizantes: \cos x = 1 \iff x = 2k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}; minimizantes: \cos x = -1 \iff x = {\pi}+2k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}; função par: o gráfico é simétrico em relação ao eixo Oy.

É tudo o que há para saber sobre equações

As seis expressões gerais acima são a totalidade das equações trigonométricas que este programa pede resolver analiticamente: as que levam o seno ou o cosseno a valer 0, 1 ou -1 — isto é, as que caem sobre os eixos do círculo. Uma equação como 2\operatorname{sen}x+2 = 0 resolve-se porque se reduz a \operatorname{sen}x = -1. Qualquer outro valor resolve-se com a calculadora gráfica, e é assim que os enunciados o pedem.

Laboratório · O ponto do círculo e a onda que ele escreve

interativo

Repara na última leitura: \operatorname{sen}^{2}+\cos^{2} dá 1 em toda a volta. Escolhe y = \operatorname{tg}x à direita e leva o ângulo até perto de \frac{{\pi}}{2}: o ponto Q foge para cima e a curva sobe, encostada à reta x = \frac{{\pi}}{2} — a assíntota vertical, definida logo a seguir ao laboratório. É aí que a tangente deixa de existir.

A tangente é o quociente das duas, e por isso falha onde o cosseno se anula. Entre duas falhas consecutivas, cresce de -\infty a +\infty.

Definição · assíntota vertical

A reta de equação x = a é uma assíntota vertical do gráfico de uma função f quando, à medida que x se aproxima de a (por um dos lados, pelo menos), os valores de f(x) crescem — ou decrescem — sem limitação. O gráfico sobe, ou desce, encostando-se cada vez mais à reta.

É o que acontece à tangente. Em x = \frac{{\pi}}{2}+k{\pi} o cosseno é 0 e a tangente não está definida; perto desses pontos, \operatorname{tg}x toma valores tão grandes quanto se queira — positivos à esquerda, negativos à direita. Por isso as retas x = \frac{{\pi}}{2}+k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}, são assíntotas verticais do gráfico da tangente, que se encosta a elas sem nunca as tocar.

x y −1 1 −π π π/2 −π/2
A tangente tem período {\pi}, contradomínio \mathbb{R} e uma assíntota vertical em cada zero do cosseno. Cresce em cada ramo — mas não no seu domínio.
A função tangente

domínio \mathbb{R}\setminus\left\{\frac{{\pi}}{2}+k{\pi} : k \in \mathbb{Z}\right\}, contradomínio \mathbb{R}, período positivo mínimo {\pi}; zeros: \operatorname{tg}x = 0 \iff x = k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}; não tem maximizantes nem minimizantes; função ímpar.

O erro típico

A tangente é crescente em cada intervalo \left]-\frac{{\pi}}{2}+k{\pi},\, \frac{{\pi}}{2}+k{\pi}\right[ — não no seu domínio. Repara que \frac{{\pi}}{4} < \frac{3{\pi}}{4} mas \operatorname{tg}\frac{{\pi}}{4} = 1 > -1 = \operatorname{tg}\frac{3{\pi}}{4}: entre os dois há uma assíntota, e a monotonia não atravessa assíntotas.

2 · O que cada parâmetro faz

Multiplicar o x por c comprime o gráfico na horizontal — e portanto encurta o período na mesma proporção.

Período de \operatorname{sen}(cx) e de \cos(cx) T = \frac{2{\pi}}{|c|}, \qquad c \neq 0.

Com c = 2 a onda repete-se duas vezes mais depressa; com c = \frac{1}{2}, duas vezes mais devagar. O sinal de c não afeta o período — só espelha o gráfico.

período T = 2π/|c| x y 1 3 5 a + |b| a a − |b|
Na família y = a + b\operatorname{sen}\left(c(x-d)\right), o a é o meio do contradomínio, o |b| é a amplitude, o |c| fixa o período e o d desloca na horizontal.
A família y = a+b\operatorname{sen}\left(c(x-d)\right)

contradomínio \left[a-|b|,\, a+|b|\right]; período positivo mínimo T = \dfrac{2{\pi}}{|c|}; a desloca na vertical e é o meio do contradomínio; d desloca na horizontal e não altera nem o contradomínio nem o período.

O mesmo vale com o cosseno em vez do seno. Exige-se b \neq 0 e c \neq 0: com b = 0 a função é constante e deixa de ter período mínimo.

Laboratório · Os quatro parâmetros de y = a + b\,f\left(c(x-d)\right), com f o seno, o cosseno ou a tangente

interativo

Mexe só no d e confirma que o contradomínio, o período e a amplitude não se alteram — a onda desliza, mas é a mesma onda. Depois torna b negativo e vê o gráfico virar-se sem que o contradomínio mude. Por fim escolhe a tangente: o contradomínio passa a ser \mathbb{R}, deixa de haver amplitude, e o período é \frac{{\pi}}{|c|} — metade do das outras duas.

3 · Fenómenos periódicos

Marés, dias e noites, batimentos cardíacos, a corrente elétrica de uma tomada, a altura de uma cadeira numa roda gigante: são todos fenómenos que se repetem em intervalos regulares. Chama-se-lhes periódicos, e é para os descrever que estas funções servem.

Definição · função periódica

Dado P > 0, uma função f diz-se periódica de período P se, para todo o x \in D_{f}, se tem x+P \in D_{f} e f(x+P) = f(x).

Ao menor período positivo, quando existe, chama-se período positivo mínimo ou período fundamental.

Amplitude e frequência

Numa função periódica e limitada, de máximo M e mínimo m, chama-se amplitude a metade da diferença entre eles; e frequência ao inverso do período positivo mínimo:

\text{amplitude} = \frac{M-m}{2}, \qquad \text{frequência} = \frac{1}{P}.

A frequência conta quantas oscilações completas cabem numa unidade — por segundo, por hora, por ano, conforme a variável.

Exemplo 11 Ler um modelo periódico

A distância, em centímetros, de uma bola ao solo, t segundos depois de a mola ter sido largada, é dada por d(t) = 40-10\cos\left(\dfrac{{\pi}t}{2}\right), com t \geq 0.

Determina a distância máxima e a distância mínima ao solo, o período e a frequência do movimento.

  1. Enquadrar. De -1 \leq \cos\left(\frac{{\pi}t}{2}\right) \leq 1 vem -10 \leq -10\cos\left(\frac{{\pi}t}{2}\right) \leq 10, e portanto 30 \leq d(t) \leq 50. Mínimo 30 cm, máximo 50 cm.
  2. Período. T = \frac{2{\pi}}{{\pi}/2} = 4\ \text{segundos}.
  3. Frequência. \frac{1}{4} oscilações por segundo.
  4. Amplitude. \frac{50-30}{2} = 10 cm — que é o valor de |b|, como havia de ser.Repara na ordem em que as desigualdades foram multiplicadas por -10: multiplicar por um número negativo inverte os sinais. Fazer isso de cabeça é o erro mais frequente nestes enquadramentos.
Respostamáximo 50 cm, mínimo 30 cm, T = 4 s, frequência \frac{1}{4}
O que a calculadora resolve, e o que não resolve

Nas questões de modelação, o contradomínio, o período e a amplitude determinam-se analiticamente — são leituras dos parâmetros. Já os instantes em que o fenómeno atinge um dado valor obtêm-se com a calculadora gráfica, intersetando o modelo com uma reta horizontal. Nesses itens, a resposta completa inclui a equação, o referencial com as curvas e as coordenadas dos pontos relevantes — e a calculadora tem de estar em modo radiano.

Python Descobrir o período por medição
from math import sin, pi

def f(x):
    return 3 + 2 * sin(4 * (x - 0.5))

# procura dois maximos consecutivos, varrendo com passo pequeno
passo = 0.0005
maximos = []
x = 0.0
while x < 6 and len(maximos) < 2:
    if f(x) > f(x - passo) and f(x) >= f(x + passo):
        maximos.append(x)
        x = x + 1.0
    x = x + passo

print('maximos em', [round(v, 4) for v in maximos])
print('periodo medido  =', round(maximos[1] - maximos[0], 4))
print('periodo teorico =', round(2 * pi / 4, 4))

Os dois valores coincidem até às milésimas — a diferença é o passo do varrimento. Muda o 4 para 0{,}5 e confirma que o período quadruplica; muda o -0{,}5 e confirma que o período não muda.

NumWorks Pôr a máquina em radianos, e resolver uma equação trigonométrica no gráfico
  1. Antes de tudo o resto: tecla casa, aplicação Definições, primeira linha — Valor do ângulo. Tem de dizer Radianos.

    Repara no canto superior esquerdo do ecrã: a máquina escreve lá rad ou deg, em todos os ecrãs. É a verificação mais rápida que há, e a que evita o erro que mais custa num item de calculadora.

    Ecrã das definições da NumWorks com a primeira linha, Valor do ângulo, a dizer Radianos, e a etiqueta rad no canto superior esquerdo
    O modo do ângulo é a primeira linha das Definições — e o rad do canto confirma-o em qualquer ecrã.
  2. Aplicação Funções, separador Expressões. A equação é 4\operatorname{sen}x\left(1+2\cos x\right) = 5: escreve um lado em cada linha, f(x) = 4\operatorname{sen}x\left(1+2\cos x\right) e g(x) = 5.

    O seno e o cosseno têm tecla própria, e a máquina abre logo o parênteses. O x vem de x,n,t. Repara que ela classifica cada linha — «Função», «Função constante» — e é a primeira confirmação de que escreveste o que querias.

    Separador Expressões da NumWorks com f de x igual a 4 seno de x vezes 1 mais 2 cosseno de x, e g de x igual a 5
    Uma equação, duas funções: y_{1} e y_{2}. É o que a folha de prova também tem de mostrar.
  3. Separador Gráfico. A janela automática não serve: o domínio do problema é \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[. Sobe ao painel de cima, escolhe Eixos e põe x de 0 a 1{,}6 e y de 0 a 9.

    Porquê 1{,}6? Porque \frac{{\pi}}{2} \approx 1{,}571, e a janela tem de mostrar o domínio inteiro — nem menos, que esconderia soluções, nem muito mais, que as encolheria todas num canto.

    Gráfico da NumWorks na janela de 0 a 1,6 e de 0 a 9, com a curva a subir até um máximo perto de 7 e a reta horizontal de ordenada 5 a cortá-la em dois pontos
    É este desenho que se reproduz na folha de prova, com os eixos e as duas curvas identificados.
  4. No painel de cima, Cálculo. A máquina pergunta primeiro sobre que função — escolhe f — e segue por Encontrar \rightarrow Ponto de interseção. Escreve em baixo x = 0{,}4649795: arredondando, x \approx 0{,}46.

    A direita leva ao ponto seguinte: x \approx 1{,}44. São dois, e contá-los faz parte da resposta — a curva sobe até ao máximo e volta a descer, por isso corta a reta duas vezes. Se a máquina desse só um, era a janela que estava mal.

    Ecrã da NumWorks com o ponto de interseção assinalado e, no rodapé, x igual a 0,4649795 e f de x igual a g de x igual a 5
    A primeira interseção: x = 0{,}4649795.

Exercícios propostos

Quinze exercícios. Os primeiros leem propriedades e parâmetros; os últimos são de modelação, no formato em que o Exame os põe — com equação, gráfico da calculadora e valores arredondados.

Exercício 59§R5 · propriedades das três funções

Indica, para cada função, o domínio, o contradomínio e o período positivo mínimo.

a) f(x) = \operatorname{sen}xb) g(x) = \cos xc) h(x) = \operatorname{tg}x

Exercício 60§R5 · zeros e extremantes

Determina, em \left[0,\,2{\pi}\right]:

a) os zeros de f(x) = \operatorname{sen}x; b) os maximizantes de g(x) = \cos x; c) os minimizantes de f(x) = \operatorname{sen}x.

Exercício 61§R5 · contradomínio de uma família

Determina o contradomínio e o período positivo mínimo de cada função, de domínio \mathbb{R}.

a) f(x) = 3\operatorname{sen}xb) g(x) = \cos x+2c) h(x) = \operatorname{sen}(4x)d) j(x) = -2\cos\left(\dfrac{x}{3}\right)

Exercício 62§R5 · ler um gráfico periódico

De uma função periódica f sabe-se que o máximo é 9, o mínimo é 1 e que dois máximos consecutivos distam 6.

a) Indica o período positivo mínimo.b) Determina a amplitude.c) Determina a frequência.

Exercício 63§R5 · escolha múltipla

O período positivo mínimo da função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = \cos(3x), é:

  • (A)\dfrac{{\pi}}{3}
  • (B)\dfrac{2{\pi}}{3}
  • (C)3{\pi}
  • (D)6{\pi}
Exercício 64§R5 · contradomínio e período

Considera f(x) = 3\operatorname{sen}\left(2x-\dfrac{{\pi}}{3}\right)+1, de domínio \mathbb{R}.

a) Indica o contradomínio de f.b) Indica o período positivo mínimo de f.

Exercício 65§R5 · zeros de uma função trigonométrica

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = 2\operatorname{sen}x+2.

a) Determina o contradomínio de f.b) Determina, analiticamente, os zeros de f.

Exercício 66§R5 · reconhecer os parâmetros

De uma função g, definida em \mathbb{R} por g(x) = a+b\cos(cx), com b > 0 e c > 0, sabe-se que o contradomínio é \left[1,\,7\right] e que o período positivo mínimo é \dfrac{{\pi}}{2}.

Determina a, b e c.

Exercício 67§R5 · domínio de uma tangente

Determina o domínio e o contradomínio de cada função.

a) f(x) = \operatorname{tg}(2x)b) g(x) = 3\operatorname{tg}x-1

Exercício 68§R5 · a maré

Num certo porto, a altura da água, em metros, t horas depois da meia-noite, é dada aproximadamente por

h(t) = 2{,}8+1{,}2\operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{6}\left(t-4\right)\right), \quad t \in \left[0,\,24\right].

a) Determina a altura máxima e a altura mínima da água.b) Determina de quantas em quantas horas a maré se repete.c) Determina, recorrendo à calculadora gráfica, os instantes em que a água está a 3{,}5 metros, arredondados às centésimas.

Exercício 69§R5 · escolha múltipla

Uma boia move-se para cima e para baixo. A sua altura, em metros e relativamente ao nível médio do mar, t segundos após o início da observação, é dada por a(t) = 0{,}8\operatorname{sen}\left(\dfrac{{\pi}t}{4}\right).

A frequência deste movimento, em oscilações por segundo, é:

  • (A)\dfrac{1}{8}
  • (B)8
  • (C)\dfrac{{\pi}}{4}
  • (D)0{,}8
Exercício 70§R5 · mostrar que é periódica

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = \operatorname{sen}(2x)+1.

Mostra, pela definição, que {\pi} é período de g.

Exercício 71§R5 · uma expressão sem zeros

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = 5+4\cos({\pi}x+{\pi}).

a) Determina o contradomínio de f. b) Mostra que f não tem zeros. c) Indica o período positivo mínimo e a frequência de f.

Exercício 72§R5 · ajustar um modelo

A temperatura média mensal, em graus Celsius, de uma cidade é bem modelada por uma função do tipo

T(n) = a+b\operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{6}\left(n-d\right)\right),

em que n é o número do mês (n = 1 corresponde a janeiro). Sabe-se que a temperatura máxima, 26\ ^{\circ}C, ocorre em julho, e que a mínima é 10\ ^{\circ}C.

Determina a, b e d, com b > 0 e d \in \left[0,\,12\right[.

Exercício 73§R5 · área e calculadora

A área de uma certa região, em centímetros quadrados, é dada em função de x, com x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, por

A(x) = 4\operatorname{sen}x\left(1+2\cos x\right).

Determina, recorrendo à calculadora gráfica, os valores de x para os quais a área é igual a 5 cm2, arredondados às centésimas.

Na tua resposta deves apresentar a equação que permite resolver o problema, reproduzir num referencial os gráficos visualizados e apresentar as abcissas dos pontos relevantes.

Tudo se lê no círculo: o contradomínio do seno é o conjunto das ordenadas possíveis, o do cosseno o das abcissas, e o da tangente o das ordenadas na reta x = 1.

  1. a) D_{f} = \mathbb{R}, D'_{f} = \left[-1,\,1\right], período 2{\pi}.
  2. b) D_{g} = \mathbb{R}, D'_{g} = \left[-1,\,1\right], período 2{\pi}.
  3. c) D_{h} = \mathbb{R}\setminus\left\{\frac{{\pi}}{2}+k{\pi} : k \in \mathbb{Z}\right\}, D'_{h} = \mathbb{R}, período {\pi}.O período da tangente é {\pi} e não 2{\pi}: meia volta leva o lado extremidade para a mesma reta, e a tangente só depende da reta.
Respostaseno e cosseno: \mathbb{R}, \left[-1,1\right], 2{\pi} · tangente: \mathbb{R}\setminus\left\{\frac{{\pi}}{2}+k{\pi}\right\}, \mathbb{R}, {\pi}

Um zero do seno é um ponto do círculo com ordenada nula; um maximizante do cosseno é um ponto com abcissa 1. São sempre pontos sobre os eixos.

x y π/2 π 3π/2 2π 1 −1 y = sen x y = cos x
  1. a) \operatorname{sen}x = 0 \iff x = k{\pi}. Em \left[0,\,2{\pi}\right]: 0, {\pi} e 2{\pi}.
  2. b) \cos x = 1 \iff x = 2k{\pi}. No intervalo: 0 e 2{\pi}.
  3. c) \operatorname{sen}x = -1 \iff x = \frac{3{\pi}}{2}+2k{\pi}. No intervalo: \frac{3{\pi}}{2}.Os extremos 1 e -1 só se atingem num ponto da circunferência de cada vez — daí uma só família de soluções, com 2k{\pi}. Já os zeros do seno são dois pontos por volta, e por isso a família junta-se numa só com k{\pi}.
Respostaa) 0, {\pi}, 2{\pi} · b) 0, 2{\pi} · c) \frac{3{\pi}}{2}

Parte sempre de -1 \leq \operatorname{sen}(\cdots) \leq 1 e aplica as operações pela ordem em que aparecem. O período só depende do que multiplica o x.

  1. a) -3 \leq 3\operatorname{sen}x \leq 3: contradomínio \left[-3,\,3\right], período 2{\pi}.
  2. b) 1 \leq \cos x+2 \leq 3: contradomínio \left[1,\,3\right], período 2{\pi}.
  3. c) Contradomínio \left[-1,\,1\right]; período \frac{2{\pi}}{4} = \frac{{\pi}}{2}.
  4. d) -2 \leq -2\cos\left(\frac{x}{3}\right) \leq 2: contradomínio \left[-2,\,2\right]; período \frac{2{\pi}}{1/3} = 6{\pi}.O sinal de -2 vira o gráfico ao contrário, mas o contradomínio é o mesmo: \left[-|b|,\,|b|\right] não distingue o sinal de b.
Resposta\left[-3,3\right], 2{\pi} · \left[1,3\right], 2{\pi} · \left[-1,1\right], \frac{{\pi}}{2} · \left[-2,2\right], 6{\pi}

A distância entre dois máximos consecutivos é o período. A amplitude é metade da diferença entre o máximo e o mínimo, e a frequência é o inverso do período.

P = 6 4 x y 1 5 9
  1. a) P = 6.
  2. b) \text{amplitude} = \frac{M-m}{2} = \frac{9-1}{2} = 4.
  3. c) f = \frac{1}{P} = \frac{1}{6}.
  4. Se o fenómeno for temporal e P vier em segundos, a frequência lê-se em oscilações por segundo.Amplitude não é a mesma coisa que máximo. Aqui o máximo é 9 e a amplitude é 4: a onda oscila 4 unidades para cada lado do valor médio 5.
RespostaP = 6 · amplitude 4 · frequência \frac{1}{6}

Para g(x) = \cos(cx), com c \neq 0, o período positivo mínimo é \dfrac{2{\pi}}{|c|}.

2π/3 x y 2π/3 2π 1 −1 y = cos x
  1. Com c = 3: T = \frac{2{\pi}}{|3|} = \frac{2{\pi}}{3}.
  2. A opção correta é a (B).A opção (D) sai de multiplicar por 3 em vez de dividir. Uma verificação rápida: \cos(3x) oscila mais depressa do que \cos x, logo o período tem de ser menor do que 2{\pi}.
RespostaOpção (B)

O seno anda sempre entre -1 e 1, seja qual for o argumento. Multiplicar por 3 estica; somar 1 levanta. E o período é \frac{2{\pi}}{|c|}, com c o que multiplica o x.

π x y 4 1 −2
  1. a) Como -1 \leq \operatorname{sen}\left(2x-\frac{{\pi}}{3}\right) \leq 1, vem -3 \leq 3\operatorname{sen}(\cdots) \leq 3 e portanto -2 \leq f(x) \leq 4. O contradomínio é \left[-2,\,4\right].
  2. b) Com c = 2: T = \frac{2{\pi}}{2} = {\pi}.O -\frac{{\pi}}{3} não entra em nenhuma das duas respostas: desloca o gráfico na horizontal, mas não o estica nem o encolhe.
Resposta\left[-2,\,4\right] · T = {\pi}

Em b), isola o seno. O valor a que ele fica igual lê-se sobre um eixo do círculo.

x y 3π/2 7π/2 2 4
  1. a) De -1 \leq \operatorname{sen}x \leq 1 vem 0 \leq f(x) \leq 4: contradomínio \left[0,\,4\right].
  2. b) f(x) = 0 \iff 2\operatorname{sen}x = -2 \iff \operatorname{sen}x = -1.
  3. A ordenada vale -1 num único ponto da circunferência: x = \frac{3{\pi}}{2}+2k{\pi}, \quad k \in \mathbb{Z}.
  4. Note-se que 0 é o mínimo de f: os zeros são exatamente os minimizantes.Quando o zero de uma função trigonométrica coincide com o seu mínimo, há uma só família de soluções. Se o valor pedido estivesse dentro do contradomínio, haveria duas — e a leitura teria de ser feita no círculo, ponto a ponto.
Resposta\left[0,\,4\right] · x = \frac{3{\pi}}{2}+2k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}

O comprimento do contradomínio dá 2b; o meio do contradomínio dá a; e o período dá c.

π/2 x y π/2 π 1 4 7
  1. Amplitude. O contradomínio de b\cos(cx) é \left[-b,\,b\right], logo o de g é \left[a-b,\,a+b\right]. Do comprimento: (a+b)-(a-b) = 2b = 7-1 = 6 \iff b = 3.
  2. Deslocamento vertical. a-b = 1, logo a = 4 — que é o ponto médio de \left[1,\,7\right].
  3. Período. \frac{2{\pi}}{c} = \frac{{\pi}}{2} \iff c = 4.
  4. Portanto g(x) = 4+3\cos(4x).Estas três leituras — meio, amplitude, período — são as mesmas que servem para ajustar um modelo a dados reais, na alínea de modelação que fecha esta secção.
Respostaa = 4, b = 3, c = 4

A tangente existe onde o cosseno do argumento não se anula. Em a) o argumento é 2x: resolve a condição em ordem ao argumento e só depois isola o x.

x y π/4 3π/4
  1. a) É preciso 2x \neq \frac{{\pi}}{2}+k{\pi}, isto é x \neq \frac{{\pi}}{4}+\frac{k{\pi}}{2}, \quad k \in \mathbb{Z}. Logo D_{f} = \mathbb{R}\setminus\left\{\frac{{\pi}}{4}+\frac{k{\pi}}{2} : k \in \mathbb{Z}\right\} e D'_{f} = \mathbb{R}.
  2. b) O argumento é x: D_{g} = \mathbb{R}\setminus\left\{\frac{{\pi}}{2}+k{\pi}\right\}. Como a tangente toma todos os valores reais, 3\operatorname{tg}x-1 também: D'_{g} = \mathbb{R}.Dividir k{\pi} por 2 dá \frac{k{\pi}}{2}, e os pontos excluídos passam a estar duas vezes mais próximos — como tem de ser, porque \operatorname{tg}(2x) tem período \frac{{\pi}}{2}.
Respostaa) \mathbb{R}\setminus\left\{\frac{{\pi}}{4}+\frac{k{\pi}}{2}\right\}, \mathbb{R} · b) \mathbb{R}\setminus\left\{\frac{{\pi}}{2}+k{\pi}\right\}, \mathbb{R}

Em a) e b) não é preciso calculadora: leem-se os parâmetros. Em c), representa y_{1} = h(t) e y_{2} = 3{,}5 e procura as interseções.

t h 5,19 8,81 17,19 20,81 1,6 3,5 4
  1. a) De -1 \leq \operatorname{sen}(\cdots) \leq 1 vem 2{,}8-1{,}2 \leq h(t) \leq 2{,}8+1{,}2 \iff 1{,}6 \leq h(t) \leq 4. Máximo 4 metros, mínimo 1{,}6 metros.
  2. b) T = \frac{2{\pi}}{{\pi}/6} = 12\ \text{horas}.
  3. c) Na calculadora, em modo radiano, com a janela \left[0,\,24\right] \times \left[1,\,4{,}5\right], as curvas y_{1} = h(t) e y_{2} = 3{,}5 intersetam-se em t \approx 5{,}19; \quad t \approx 8{,}81; \quad t \approx 17{,}19; \quad t \approx 20{,}81.
  4. São quatro instantes, dois em cada ciclo de 12 horas — o que era de esperar, porque 3{,}5 está entre o mínimo e o máximo.Antes de aceitar o que a calculadora diz, conta quantas soluções deve haver. Se o valor está estritamente entre o mínimo e o máximo, há duas por período; e em 24 horas cabem dois períodos.
Respostaa) 4 m e 1{,}6 m · b) 12 h · c) \approx 5{,}19; 8{,}81; 17{,}19; 20{,}81

Primeiro o período, T = \frac{2{\pi}}{|c|}. A frequência é o seu inverso.

T = 8 t a 8 16 0,8 −0,8
  1. Período. T = \frac{2{\pi}}{{\pi}/4} = 8\ \text{segundos}.
  2. Frequência. f = \frac{1}{T} = \frac{1}{8}.
  3. A opção correta é a (A).A opção (B) é o período, não a frequência; a (D) é a amplitude. Convém escrever a unidade — «oscilações por segundo» — antes de escolher: é ela que distingue as três.
RespostaOpção (A)

Pela definição, P é período de g quando g(x+P) = g(x) para todo o x do domínio. Calcula g(x+{\pi}) e usa que 2{\pi} é período do seno.

  1. Partir da definição. Seja x \in \mathbb{R} qualquer. O domínio é \mathbb{R}, logo x+{\pi} também lhe pertence.
  2. Calcular. g(x+{\pi}) = \operatorname{sen}\left(2(x+{\pi})\right)+1 = \operatorname{sen}(2x+2{\pi})+1.
  3. Usar o período do seno. Como 2{\pi} é período do seno, \operatorname{sen}(2x+2{\pi}) = \operatorname{sen}(2x): g(x+{\pi}) = \operatorname{sen}(2x)+1 = g(x).
  4. Como isto vale para todo o x, {\pi} é período de g. \squareMostrar que {\pi} é período não é o mesmo que mostrar que é o menor período positivo. A primeira afirmação prova-se assim, em três linhas; a segunda é o que a fórmula \frac{2{\pi}}{|c|} garante.
Respostag(x+{\pi}) = \operatorname{sen}(2x+2{\pi})+1 = \operatorname{sen}(2x)+1 = g(x)

Em b), a alínea a) já responde: basta ver onde é que o 0 fica em relação ao contradomínio.

x y 2 4 1 5 9
  1. a) De -1 \leq \cos({\pi}x+{\pi}) \leq 1: -4 \leq 4\cos({\pi}x+{\pi}) \leq 4 \iff 1 \leq f(x) \leq 9. O contradomínio é \left[1,\,9\right].
  2. b) Como f(x) \geq 1 > 0 para todo o x, a função nunca se anula: não tem zeros. \square
  3. c) T = \frac{2{\pi}}{|{\pi}|} = 2, \qquad f_{\text{req}} = \frac{1}{2}.Resolver f(x) = 0 analiticamente daria \cos({\pi}x+{\pi}) = -\frac{5}{4}, impossível — mas o argumento do contradomínio é mais curto e mais seguro. Vale sempre a pena olhar para o contradomínio antes de tentar resolver uma equação.
Resposta\left[1,\,9\right] · f(x) \geq 1 > 0 · T = 2, frequência \frac{1}{2}

O a é o meio entre o máximo e o mínimo; o b é metade da diferença. Para o d: o seno vale 1 quando o argumento é \frac{{\pi}}{2}, e isso tem de acontecer em julho.

n T 1 4 7 10 10 18 26
  1. O valor médio e a amplitude. a = \frac{26+10}{2} = 18, \qquad b = \frac{26-10}{2} = 8.
  2. O desfasamento. O máximo ocorre quando o seno vale 1, isto é quando o argumento é \frac{{\pi}}{2}. Julho é n = 7: \frac{{\pi}}{6}(7-d) = \frac{{\pi}}{2} \iff 7-d = 3 \iff d = 4.
  3. O modelo. T(n) = 18+8\operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{6}(n-4)\right).
  4. Confirmar. T(7) = 18+8\operatorname{sen}\frac{{\pi}}{2} = 26 e T(1) = 18+8\operatorname{sen}\left(-\frac{{\pi}}{2}\right) = 10. O período é \frac{2{\pi}}{{\pi}/6} = 12 meses, como tem de ser.O parâmetro d é o único que não se lê no eixo vertical: obriga a impor uma condição sobre onde o máximo acontece. É por isso que é o que mais custa a determinar — e o que os enunciados dão sempre com uma pista temporal.
Respostaa = 18, b = 8, d = 4

A equação é A(x) = 5. Representa y_{1} = A(x) e y_{2} = 5 em \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[ e procura as interseções. Cuidado com a janela: o domínio vai só até \frac{{\pi}}{2} \approx 1{,}571.

x y 0,46 1,44 5
  1. A equação. 4\operatorname{sen}x\left(1+2\cos x\right) = 5, \quad x \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[.
  2. Na calculadora, em modo radiano, com a janela \left[0,\,1{,}6\right] \times \left[0,\,9\right]: representam-se y_{1} = 4\operatorname{sen}x\left(1+2\cos x\right), \qquad y_{2} = 5.
  3. As interseções. A curva sobe de 0 até um máximo próximo de x \approx 0{,}94 e desce depois até 4 em \frac{{\pi}}{2}. A reta y = 5 corta-a em dois pontos: x \approx 0{,}46 \quad\text{e}\quad x \approx 1{,}44.
  4. Confirmar que ambos pertencem ao domínio: os dois estão em \left]0,\,1{,}571\right[.O enunciado pede a equação, o gráfico e as abcissas. Nos itens de calculadora do Exame, a cotação está repartida pelas três coisas — apresentar só o valor final perde a maior parte dela.
Respostax \approx 0{,}46 e x \approx 1{,}44
01

Teste rápido

Doze questões de resposta imediata, com correção e explicação, sobre as quatro secções de revisão. Serve para verificares se o 11.º ano está no sítio — ou se convém voltar atrás antes de entrar nas Funções.

Pergunta 1 de 12
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02

Formulário essencial e referências

Tudo o que este capítulo usa, numa página. Se alguma linha parecer nova, é sinal de que a secção correspondente merece uma segunda leitura.

No triângulo retângulo

\operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\text{cateto oposto}}{\text{hipotenusa}}, \quad \cos{\alpha} = \frac{\text{cateto adjacente}}{\text{hipotenusa}} \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\text{cateto oposto}}{\text{cateto adjacente}} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}}

Valores exatos

\frac{{\pi}}{6}\frac{{\pi}}{4}\frac{{\pi}}{3}
\operatorname{sen}\frac{1}{2}\frac{\sqrt{2}}{2}\frac{\sqrt{3}}{2}
\cos\frac{\sqrt{3}}{2}\frac{\sqrt{2}}{2}\frac{1}{2}
\operatorname{tg}\frac{\sqrt{3}}{3}1\sqrt{3}

No círculo trigonométrico

\cos{\alpha} = \text{abcissa de } P, \quad \operatorname{sen}{\alpha} = \text{ordenada de } P \operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha} = 1 \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}}, \qquad \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}}

Ambas pedem \cos{\alpha} \neq 0; a segunda é a fórmula fundamental dividida por \cos^{2}{\alpha}.

Expressão geral das amplitudes dos ângulos com os mesmos lados:

{\alpha}+2k{\pi}, \quad k \in \mathbb{Z} \qquad \left({\alpha}+k \times 360^{\circ}\right)

Radiano

180^{\circ} = {\pi}\ \text{rad} s = r{\theta}, \qquad A_{\text{setor}} = \frac{1}{2}r^{2}{\theta} \quad ({\theta} \text{ em radianos})

Redução ao primeiro quadrante

\operatorname{sen}(-{\alpha}) = -\operatorname{sen}{\alpha} \qquad \cos(-{\alpha}) = \cos{\alpha} \qquad \operatorname{tg}(-{\alpha}) = -\operatorname{tg}{\alpha} \operatorname{sen}({\pi}-{\alpha}) = \operatorname{sen}{\alpha} \qquad \cos({\pi}-{\alpha}) = -\cos{\alpha} \operatorname{sen}({\pi}+{\alpha}) = -\operatorname{sen}{\alpha} \qquad \cos({\pi}+{\alpha}) = -\cos{\alpha} \operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = \cos{\alpha} \qquad \cos\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = \operatorname{sen}{\alpha} \operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}+{\alpha}\right) = \cos{\alpha} \qquad \cos\left(\frac{{\pi}}{2}+{\alpha}\right) = -\operatorname{sen}{\alpha} \operatorname{sen}\left(\frac{3{\pi}}{2}\pm{\alpha}\right) = -\cos{\alpha} \cos\left(\frac{3{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = -\operatorname{sen}{\alpha} \qquad \cos\left(\frac{3{\pi}}{2}+{\alpha}\right) = \operatorname{sen}{\alpha}

As três funções

\operatorname{sen}\cos\operatorname{tg}
domínio\mathbb{R}\mathbb{R}\mathbb{R}\setminus\left\{\frac{{\pi}}{2}+k{\pi}\right\}
contradomínio\left[-1,1\right]\left[-1,1\right]\mathbb{R}
período2{\pi}2{\pi}{\pi}
paridadeímparparímpar

Zeros, maximizantes e minimizantes

\operatorname{sen}x = 0 \iff x = k{\pi} \qquad \cos x = 0 \iff x = \frac{{\pi}}{2}+k{\pi} \operatorname{sen}x = 1 \iff x = \frac{{\pi}}{2}+2k{\pi} \qquad \operatorname{sen}x = -1 \iff x = \frac{3{\pi}}{2}+2k{\pi} \cos x = 1 \iff x = 2k{\pi} \qquad \cos x = -1 \iff x = {\pi}+2k{\pi} \operatorname{tg}x = 0 \iff x = k{\pi}

com k \in \mathbb{Z}. São estas as equações que se resolvem analiticamente. Qualquer outro valor pede a calculadora gráfica.

Famílias e fenómenos periódicos

y = a+b\operatorname{sen}\left(c(x-d)\right), \quad b \neq 0,\ c \neq 0

contradomínio \left[a-|b|,\, a+|b|\right]; período positivo mínimo T = \dfrac{2{\pi}}{|c|}; amplitude \dfrac{M-m}{2} · frequência \dfrac{1}{T}.

Antes de dar uma resolução por fechada

o quadrante não é decoração do enunciado: é o que escolhe o sinal depois da fórmula fundamental; uma expressão geral de amplitudes só está completa com k \in \mathbb{Z} escrito; nunca se divide por \operatorname{sen}x nem por \cos x numa equação: fatoriza-se, ou perdem-se soluções; quando o argumento não é x, resolve-se em ordem ao argumento e só depois se isola o x; a amplitude de uma função periódica é \frac{M-m}{2} — não é o máximo; o comprimento de arco e a área de setor exigem o ângulo em radianos; a tangente cresce em cada ramo, não no seu domínio; num item de calculadora, a resposta completa tem equação, referencial com as curvas e coordenadas — e a máquina em modo radiano.

Referências

Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 11.º ano (2023), tema «Geometria», tópico «Trigonometria» — a origem de tudo o que está neste capítulo. Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 12.º ano (2023), tema «Funções» — onde a trigonometria reaparece: as regras de derivação de \operatorname{sen}x, \cos x e \operatorname{tg}x em Funções · §14, e o limite \lim\limits_{x \to 0}\frac{\operatorname{sen}x}{x} = 1 em Limites · §02. Hiparco de Niceia — a primeira tabela de cordas, no século II a.C., que é o antepassado direto da tabela de senos. Leonhard Euler, Introductio in analysin infinitorum (1748) — onde o seno e o cosseno deixam de ser razões num triângulo e passam a ser funções de uma variável real. Joseph Fourier, Théorie analytique de la chaleur (1822) — a descoberta de que quase qualquer função periódica é uma soma de senos e cossenos.

03

Exercícios de Exame e globais

Primeiro o arquivo de exame: todos os itens de Provas Nacionais e de Testes Intermédios sobre a trigonometria do 11.º ano, com a prova e o ano indicados, do mais recente para o mais antigo. Depois, dezasseis exercícios originais que misturam as quatro secções, na ordem em que apareceriam numa prova: um item raramente avisa de que secção vem. Os enunciados são originais, escritos no formato do Exame Nacional — não são itens de prova, e por isso não trazem indicação de ano. Cada um tem sugestão e resolução passo a passo; o progresso fica guardado neste dispositivo.

Exercícios de Exame · Provas Nacionais e Testes Intermédios

Noventa itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1998 a 2026, sobre a trigonometria do 11.º ano — é o arquivo inteiro, tirando dois itens que pedem \operatorname{arcsen} e \operatorname{arccos}, funções que não constam das Aprendizagens Essenciais de 2023. Repara em quantos se resolvem só com as coordenadas de um ponto da circunferência e um triângulo retângulo bem escolhido.

Item 1 construçãoExame 1998 · Prova modelo (adaptado)

Na figura está representado um triângulo [ABC]. Sabe-se que:

x é a amplitude do ângulo BCA; \overline{BC} = 2; [BH] é a altura relativa ao vértice B; \overline{AH} = 1.

Triângulo ABC com a altura BH relativa ao vértice B, com AH igual a 1, BC igual a 2 e o ângulo de amplitude x no vértice C

Mostre que a área do triângulo [ABC] é dada, para cada valor de x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, por \operatorname{sen}x\left(1+2\cos x\right).

Item 2 construçãoExame 1998 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Duas povoações, A e B, distanciadas 8 km uma da outra, estão a igual distância de uma fonte de abastecimento de água, localizada em F.

Pretende-se construir uma canalização ligando a fonte às duas povoações, como se indica na figura. A canalização é formada por três canos: um que vai da fonte F até um ponto P e dois que partem de P, um para A e outro para B. O ponto P está a igual distância de A e de B.

Tem-se ainda que:

o ponto M, ponto médio de [AB], dista 4 km de F; x é a amplitude do ângulo PAM, com x \in \left[0,\,\dfrac{{\pi}}{4}\right].

As povoações A e B, a 8 quilómetros uma da outra, a fonte F a 4 quilómetros do ponto médio M, e o ponto P sobre o segmento FM, de onde partem os dois canos para A e para B

a) Tomando para unidade o quilómetro, mostre que o comprimento total da canalização é dado por 4+\dfrac{8-4\operatorname{sen}x}{\cos x}. (Sugestão: comece por mostrar que \overline{PA} = \dfrac{4}{\cos x} e que \overline{FP} = 4-4\operatorname{tg}x.) b) Calcule o comprimento total da canalização para x = 0 e interprete o resultado obtido, referindo a forma da canalização e o consequente comprimento.

Item 3 construçãoExame 1998 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

A figura representa um canteiro de forma circular com 5 m de raio. O canteiro tem uma zona retangular, que se destina à plantação de flores, e uma zona relvada, assinalada a sombreado na figura.

Os vértices A, B, C e D do retângulo pertencem à circunferência que limita o canteiro. Na figura também estão assinalados:

dois diâmetros da circunferência, [EG] e [HF], que contêm os pontos médios dos lados do retângulo; o centro O da circunferência; o ângulo BOF, de amplitude x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Canteiro circular de raio 5 metros com um retângulo ABCD inscrito; os dois diâmetros perpendiculares passam pelos pontos médios dos lados do retângulo e a zona relvada, entre o retângulo e a circunferência, está sombreada

Mostre que a área (em \text{m}^{2}) da zona relvada é dada por 25\left({\pi}-4\operatorname{sen}x\cos x\right).

Item 4 construçãoExame 1998 · 2.ª Fase

Na figura:

o triângulo [ABC] é isósceles, com \overline{AB} = \overline{BC}; [DEFG] é um retângulo; \overline{DG} = 2 e \overline{DE} = 1; x designa a amplitude do ângulo BAC.

Triângulo isósceles ABC com o retângulo DEFG inscrito, de base DG igual a 2 e altura DE igual a 1; H é o ponto médio de EF e I o ponto médio de AC

Mostre que a área do triângulo [ABC] é dada por

2+\operatorname{tg}x+\frac{1}{\operatorname{tg}x}, \quad x \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[.

Nota: pode ser-lhe útil reparar que o ângulo BEF tem a mesma amplitude que o ângulo BAC.

Item 5 construçãoExame 1998 · Prova para militares

Considere um triângulo retângulo [ABC], cujos catetos são [AB] e [BC]. Admita que se tem \overline{AB} = 1 e que x designa a amplitude do ângulo BAC.

Triângulo retângulo ABC com o ângulo reto em B, cateto AB de comprimento 1 e ângulo de amplitude x no vértice A

a) Mostre que o perímetro do triângulo [ABC] é dado, para cada valor de x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, por \dfrac{1+\operatorname{sen}x+\cos x}{\cos x}. b) Seja {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[ tal que \cos\left(\dfrac{{\pi}}{2}+{\alpha}\right) = -\dfrac{3}{5}. Determine o valor do perímetro do triângulo [ABC] para este valor de {\alpha}.

Item 6 construçãoExame 1999 · Prova modelo (adaptado)

Na figura está representado o trapézio isósceles [ABCD] (os lados [AD] e [BC] são paralelos). Tem-se que:

\overline{AB} = \overline{BC} = \overline{CD} = 1; \overline{AD} \leq 1.

Seja {\alpha} a amplitude do ângulo ABC, com {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{3},\,\dfrac{{\pi}}{2}\right].

Trapézio isósceles ABCD com os lados AB, BC e CD de comprimento 1, a base menor AD no topo e o ângulo de amplitude alfa no vértice B

a) Mostre que, para cada {\alpha} nesse intervalo, a área do trapézio é igual a \left(\operatorname{sen}{\alpha}\right)\left(1-\cos{\alpha}\right). b) Determine a área do trapézio para {\alpha} = \dfrac{{\pi}}{2} e interprete geometricamente o resultado obtido, caracterizando o quadrilátero que se obtém neste caso.

Item 7 escolha múltiplaExame 2000 · Prova para militares

Na figura está representado um triângulo retângulo [ABC], cuja hipotenusa mede 2 m.

Triângulo retângulo ABC com o ângulo reto em A, hipotenusa BC de 2 metros e ângulo de amplitude alfa no vértice B

Qual das expressões seguintes dá a área (em \text{m}^{2}) do triângulo [ABC], em função da amplitude, {\alpha}, do ângulo ABC?

  • (A)2\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}
  • (B)2\operatorname{sen}{\alpha} \times \operatorname{tg}{\alpha}
  • (C)4\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}
  • (D)4\operatorname{sen}{\alpha} \times \operatorname{tg}{\alpha}
Item 8 construçãoExame 2001 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Na figura está representada uma pirâmide quadrangular regular. Sabe-se que:

a base da pirâmide tem centro F e lado 2; G é o ponto médio da aresta [BC]; x designa a amplitude do ângulo FGE.

Pirâmide quadrangular regular de vértice E sobre uma base quadrada ABCD de lado 2 e centro F; G é o ponto médio da aresta BC e x é a amplitude do ângulo FGE

Mostre que a área total da pirâmide é dada, em função de x, por

\frac{4\cos x+4}{\cos x}, \quad x \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[.
Item 9 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

Na figura estão representados, em referencial o.n. xOy:

um quarto de círculo, de centro na origem e raio 1; uma semirreta paralela ao eixo Oy, com origem no ponto (1,\,0); um ponto A, pertencente a esta semirreta; um ângulo de amplitude {\alpha}, cujo lado origem é o semieixo positivo Ox e cujo lado extremidade é a semirreta \dot{O}A.

Quarto de círculo de centro na origem e raio 1, e a semirreta vertical de origem no ponto de abcissa 1; o ponto A é a interseção dessa semirreta com o lado extremidade do ângulo de amplitude alfa; a região sombreada é o quarto de círculo mais o triângulo OPA

Qual das expressões seguintes dá a área da região sombreada, em função de {\alpha}?

  • (A)\frac{{\pi}}{4}+\frac{\operatorname{tg}{\alpha}}{2}
  • (B)\frac{{\pi}}{4}+\frac{2}{\operatorname{tg}{\alpha}}
  • (C){\pi}+\frac{\operatorname{tg}{\alpha}}{2}
  • (D){\pi}+\frac{2}{\operatorname{tg}{\alpha}}
Item 10 construçãoExame 2001 · Época especial

Na figura está representado um lago artificial de forma retangular.

Pretende-se construir uma ponte, ligando duas margens do lago, entre os pontos P_{1} e P_{2}, tal como a figura ilustra. A ponte tem um ponto de apoio A, situado a 12 m de uma das margens e a 16 m da outra.

Seja x a amplitude do ângulo P_{2}P_{1}B.

Lago retangular com o vértice B ao canto; a ponte vai do ponto P1 numa margem ao ponto P2 na outra, passando pelo apoio A, que dista 12 metros de uma margem e 16 da outra

a) Mostre que o comprimento da ponte, em metros, é dado por \dfrac{16\operatorname{sen}x+12\cos x}{\operatorname{sen}x\cos x}. b) Considerando que a localização de P_{1} e P_{2} pode variar, determine o comprimento da ponte para o qual se tem \overline{BP_{1}} = \overline{BP_{2}}. Apresente o resultado em metros, arredondado às décimas.

Item 11 construçãoExame 2002 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Na figura está representado um quadrado [ABCD] de lado 1.

O ponto E desloca-se sobre o lado [AB] e o ponto F desloca-se sobre o lado [AD], de tal forma que se tem sempre \overline{AE} = \overline{AF}.

Para cada posição do ponto E, seja x a amplitude do ângulo BEC, com x \in \left]\dfrac{{\pi}}{4},\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Quadrado ABCD de lado 1 com o ponto E sobre AB e o ponto F sobre AD, com AE igual a AF; o quadrilátero CEAF está sombreado

Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, mostre que o perímetro do quadrilátero [CEAF] é dado, em função de x, por

2-\frac{2}{\operatorname{tg}x}+\frac{2}{\operatorname{sen}x}.
Item 12 escolha múltiplaExame 2002 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

Na figura estão representados, em referencial o.n. xOy, o círculo trigonométrico e um triângulo [OAB].

Os pontos A e B pertencem à circunferência. O segmento [AB] é perpendicular ao semieixo positivo Ox. O ponto C é o ponto de interseção da circunferência com o semieixo positivo Ox.

Seja {\alpha} a amplitude do ângulo COA, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Círculo trigonométrico com o triângulo OAB, em que A está no primeiro quadrante, B é o seu simétrico em relação ao eixo das abcissas e o segmento AB é perpendicular ao semieixo positivo Ox

Qual das expressões seguintes dá a área do triângulo [OAB], em função de {\alpha}?

  • (A)\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}
  • (B)\frac{\operatorname{tg}{\alpha} \times \cos{\alpha}}{2}
  • (C)\operatorname{tg}{\alpha} \times \operatorname{sen}{\alpha}
  • (D)\frac{\operatorname{tg}{\alpha} \times \operatorname{sen}{\alpha}}{2}
Item 13 escolha múltiplaExame 2002 · 2.ª Fase

Considere uma circunferência de centro C e raio 1, tangente a uma reta r. Um ponto P começa a deslocar-se sobre a circunferência, no sentido indicado na figura. Inicialmente, o ponto P encontra-se à distância de duas unidades da reta r.

Seja d a distância de P a r, após uma rotação de amplitude {\alpha}.

Circunferência de centro C e raio 1 tangente à reta r; o ponto P parte da posição I, à distância 2 da reta, e roda de uma amplitude alfa; d é a distância de P à reta

Qual das igualdades seguintes é verdadeira para qualquer número real positivo {\alpha}?

  • (A)d = 1+\cos{\alpha}
  • (B)d = 2+\operatorname{sen}{\alpha}
  • (C)d = 1-\cos{\alpha}
  • (D)d = 2-\operatorname{sen}{\alpha}
Item 14 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Na figura está representado a sombreado um polígono [ABEG]. Tem-se que:

[ABFG] é um quadrado de lado 2; FD é um arco de circunferência de centro em B; o ponto E move-se ao longo desse arco; em consequência, o ponto C desloca-se sobre o segmento [BD], de tal forma que se tem sempre [EC] \perp [BD]; x designa a amplitude, em radianos, do ângulo CBE, com x \in \left[0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right].

Quadrado ABFG de lado 2, com o arco de circunferência de centro em B e raio 2 que vai de F a D; o ponto E percorre o arco e C é a sua projeção sobre BD; o polígono ABEG está sombreado

a) Mostre que a área do polígono [ABEG] é dada, em função de x, por 2\left(1+\operatorname{sen}x+\cos x\right). (Sugestão: pode ser-lhe útil considerar o trapézio [ACEG].) b) Determine a área do polígono para x = 0 e para x = \dfrac{{\pi}}{2}. Interprete geometricamente cada um dos valores obtidos.

Item 15 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase, 2.ª chamada (adaptado)

Considere {\theta} \in \mathbb{R}. Sabendo que \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{1}{2}, sem recorrer à calculadora, calcule o valor de 2-5\operatorname{sen}^{2}{\theta}.

Item 16 escolha múltiplaExame 2003 · 2.ª Fase

Na figura está representado um trapézio retângulo [ABCD], cujas bases têm 10 e 30 unidades de comprimento e a altura tem 10 unidades de comprimento.

Considere que um ponto P se desloca sobre o segmento [AB]. Para cada posição do ponto P, seja x a amplitude, em radianos, do ângulo PDA.

Trapézio retângulo ABCD com a base maior AD de trinta unidades, a base menor BC de dez, altura AB de dez, e o ponto P sobre AB unido a D

Pretende-se determinar o valor de x para o qual o segmento [PD] divide o trapézio em duas figuras com a mesma área.

Qual das equações seguintes traduz este problema?

  • (A)\frac{30^{2}\operatorname{sen}x}{2} = 100
  • (B)\frac{30^{2}\operatorname{tg}x}{2} = 100
  • (C)\frac{30 \times 10\operatorname{sen}x}{4} = 150
  • (D)\frac{30 \times 10\operatorname{tg}x}{4} = 150
Item 17 construçãoExame 2003 · Prova para militares

A Rita foi andar num carrossel. A figura ilustra a situação.

Em cada volta, que se inicia no ponto A, a Rita descreve uma circunferência com 5 metros de raio, centrada no ponto O, rodando no sentido indicado na figura.

A mãe da Rita ficou a observá-la de um ponto M, situado à distância de 8 metros de O e tal que o ângulo AOM é reto.

Para cada posição R, da Rita, fica determinado um ângulo de amplitude x, medida em radianos, que tem como lado origem a semirreta \dot{O}A e como lado extremidade a semirreta \dot{O}R.

Circunferência de centro O e raio 5 metros com a Rita no ponto R, a mãe no ponto M sobre o eixo vertical a 8 metros de O, e o ponto de partida A sobre o eixo horizontal

a) Mostre que, para cada valor de x, a distância d(x), da Rita à mãe, é dada, em metros, por d(x) = \sqrt{89-80\operatorname{sen}x}. b) Calcule d\left(\frac{{\pi}}{2}\right) e justifique o valor obtido, no contexto do problema.

Item 18 escolha múltiplaExame 2004 · 2.ª Fase

Na figura está representada parte do gráfico de uma função periódica.

Parte do gráfico de uma função periódica, com quatro extremos marcados no eixo das abcissas em menos quatro pi sobre nove, dois pi sobre nove, oito pi sobre nove e catorze pi sobre nove

Qual dos valores seguintes poderá ser período desta função?

  • (A)\frac{{\pi}}{9}
  • (B)\frac{2{\pi}}{9}
  • (C)\frac{2{\pi}}{3}
  • (D)\frac{4{\pi}}{3}
Item 19 construçãoExame 2005 · 1.ª Fase

Na figura está representada uma circunferência com centro no ponto O e raio 3. Os diâmetros [EF] e [GH] são perpendiculares.

Considere que o ponto B se desloca sobre o arco FG. Os pontos A, C e D acompanham o movimento do ponto B, de tal forma que:

as cordas [AB] e [CD] permanecem paralelas a [EF]; [AD] e [BC] são sempre diâmetros da circunferência.

Os pontos I e J também acompanham o mesmo movimento, de tal forma que são sempre os pontos de interseção de [GH] com [AB] e [CD], respetivamente.

Circunferência de centro O e raio 3 com os diâmetros perpendiculares EF e GH; as cordas AB e CD são paralelas a EF e a região sombreada é a faixa entre elas

Para cada posição do ponto B, seja x a amplitude, em radianos, do ângulo FOB, com x \in \left[0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right].

Mostre que a área da região sombreada é dada, em função de x, por 18\left(x+\operatorname{sen}x \times \cos x\right).

Sugestão: use a decomposição sugerida na figura.

Item 20 construçãoExame 2005 · Época especial

Na figura estão representadas uma semirreta \dot{A}B e uma circunferência de centro O e de raio 1 (os pontos O, A e B são colineares; o ponto A pertence à circunferência).

Considere que o ponto P se desloca ao longo da semirreta \dot{A}B, nunca coincidindo com o ponto A. Os pontos R e S acompanham o movimento do ponto P, de tal forma que as retas PR e PS são sempre tangentes à circunferência, nos pontos R e S, respetivamente.

Seja {\alpha} a amplitude, em radianos, do ângulo SOR, com {\alpha} \in \left]0,\,{\pi}\right[.

Circunferência de centro O e raio 1, com o ponto P sobre a semirreta AB e as duas tangentes tiradas de P, que tocam a circunferência em R e em S, simétricos em relação à reta OP

Mostre que a área do quadrilátero [ORPS] é dada, em função de {\alpha}, por \operatorname{tg}\dfrac{{\alpha}}{2}.

Item 21 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 19.05.2006

Na figura está representado o círculo trigonométrico e um triângulo [OPR].

o ponto P desloca-se ao longo da circunferência, no primeiro quadrante; o ponto R desloca-se ao longo do eixo Ox, de tal modo que o triângulo [OPR] é sempre isósceles.

Círculo trigonométrico com o ponto P no arco do primeiro quadrante e o ponto R no eixo horizontal, escolhido de modo que o triângulo OPR seja isósceles; Q é o pé da altura

Sendo {\alpha} a amplitude, em radianos, do ângulo ROP, qual das expressões seguintes dá a área do triângulo [OPR], em função de {\alpha}?

  • (A)\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}
  • (B)2\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}
  • (C)\frac{1+\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}}{2}
  • (D)\frac{\left(1+\cos{\alpha}\right)\operatorname{sen}{\alpha}}{2}
Item 22 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 19.05.2006

Da amplitude {\alpha} de um certo ângulo orientado sabe-se que \cos{\alpha} < 0 e \operatorname{tg}{\alpha} > 0.

Qual das expressões seguintes dá o valor de \operatorname{sen}{\alpha}?

  • (A)\sqrt{1-\cos^{2}{\alpha}}
  • (B)-\sqrt{1-\cos^{2}{\alpha}}
  • (C)\sqrt{1+\cos^{2}{\alpha}}
  • (D)-\sqrt{1+\cos^{2}{\alpha}}
Item 23 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 19.05.2006

Sabe-se que {\beta} \in \mathbb{R} é uma solução da equação \operatorname{sen}x = \dfrac{1}{5}.

Qual das expressões seguintes designa uma solução da equação \cos x = -\dfrac{1}{5}?

  • (A){\pi}+{\beta}
  • (B)\frac{{\pi}}{2}+{\beta}
  • (C)-{\beta}
  • (D)\frac{{\pi}}{2}-{\beta}
Item 24 escolha múltiplaExame 2006 · 2.ª Fase

Na figura está representado, em referencial o.n. xOy, um arco AB, que está contido na circunferência de equação x^{2}+y^{2} = 1.

O ponto C pertence ao eixo Ox e o segmento de reta [AC] é perpendicular a este eixo. {\alpha} é a amplitude, em radianos, do ângulo AOB.

Arco AB da circunferência de raio 1, com A no primeiro quadrante, B no semieixo positivo Ox e C o pé da perpendicular de A ao eixo; a região sombreada é limitada pelo arco, pelo segmento CA e pelo segmento CB

Qual é a expressão que dá o perímetro da região sombreada, em função de {\alpha}?

  • (A){\pi} \times {\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}+\cos{\alpha}
  • (B){\pi} \times {\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}+1-\cos{\alpha}
  • (C)1+{\alpha}-\operatorname{sen}{\alpha}+\cos{\alpha}
  • (D)1+{\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}-\cos{\alpha}
Item 25 escolha múltiplaExame 2006 · Época especial

Na figura está representado o círculo trigonométrico. Os pontos A, B e C têm coordenadas (1,\,0), (0,\,1) e (0,\,-1), respetivamente.

O ponto P desloca-se ao longo do arco AB, nunca coincidindo com o ponto B. Para cada posição do ponto P, seja x a amplitude do ângulo AOP, e seja f(x) a área do triângulo [OPC].

Círculo trigonométrico com A no semieixo positivo horizontal, B no topo, C em baixo, e o ponto P no arco do primeiro quadrante; o triângulo OPC está desenhado

Qual das expressões seguintes define a função f?

  • (A)\frac{\operatorname{sen}x}{2}
  • (B)\frac{\cos x}{2}
  • (C)\frac{\operatorname{sen}x+\cos x}{2}
  • (D)\frac{\operatorname{sen}x \times \cos x}{2}
Item 26 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 10.05.2007

Indique as soluções da equação 5+2\cos x = 6 que pertencem ao intervalo \left]0,\,2{\pi}\right[.

  • (A)\dfrac{{\pi}}{3} \text{ e } \dfrac{4{\pi}}{3}
  • (B)\dfrac{{\pi}}{3} \text{ e } \dfrac{5{\pi}}{3}
  • (C)\dfrac{{\pi}}{6} \text{ e } \dfrac{7{\pi}}{6}
  • (D)\dfrac{{\pi}}{6} \text{ e } \dfrac{11{\pi}}{6}
Item 27 construçãoTeste Intermédio 11.º · 10.05.2007

Na figura estão representados, em referencial o.n. xOy:

o círculo trigonométrico; a reta r, de equação x = 1; o ângulo, de amplitude {\alpha}, que tem por lado origem o semieixo positivo Ox e por lado extremidade a semirreta \dot{O}A; o ponto B, interseção do prolongamento da semirreta \dot{O}A com a reta r.

Como a figura sugere, a ordenada de B é \sqrt{8}.

Círculo trigonométrico e a reta vertical de abcissa um; o ponto A está na circunferência no terceiro quadrante, e o prolongamento da semirreta OA encontra a reta no ponto B, de ordenada raiz de oito

Sem recorrer à calculadora, determine o valor de

5\operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}+{\alpha}\right)+2\cos\left(3{\pi}-{\alpha}\right)
Item 28 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 24.01.2008

Na figura está representado um triângulo [ABC] com dois ângulos de amplitude {\alpha} e um ângulo de amplitude {\beta}.

Triângulo isósceles com os dois ângulos da base iguais, de amplitude alfa, e o ângulo do vértice de cima de amplitude beta

Qual das igualdades seguintes é verdadeira, para qualquer triângulo nestas condições?

  • (A)\cos{\beta} = \operatorname{sen}(2{\alpha})
  • (B)\cos{\beta} = \cos(2{\alpha})
  • (C)\cos{\beta} = -\operatorname{sen}(2{\alpha})
  • (D)\cos{\beta} = -\cos(2{\alpha})
Item 29 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 24.01.2008

Seja {\theta} um valor pertencente ao intervalo \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[.

Qual das expressões seguintes designa um número real positivo?

  • (A)\cos{\theta}-\operatorname{sen}{\theta}
  • (B)\operatorname{sen}{\theta} \times \cos{\theta}
  • (C)\operatorname{sen}{\theta} \times \operatorname{tg}{\theta}
  • (D)\operatorname{sen}{\theta}-\operatorname{tg}{\theta}
Item 30 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 24.01.2008

Considere a equação

1+3\operatorname{tg}(2x) = 4

Qual dos seguintes valores é solução desta equação?

  • (A)-\dfrac{{\pi}}{8}
  • (B)\dfrac{3{\pi}}{8}
  • (C)\dfrac{5{\pi}}{8}
  • (D)\dfrac{7{\pi}}{8}
Item 31 construçãoTeste Intermédio 11.º · 24.01.2008

Na figura estão representadas, em referencial o.n. xOy, uma reta e uma circunferência com centro na origem e raio igual a 5.

Os pontos A e B pertencem à circunferência; o ponto A também pertence ao eixo das abcissas.

Admita que o ponto B se desloca ao longo da circunferência, no primeiro quadrante. Para cada posição de B, seja {\alpha} a amplitude do ângulo orientado cujo lado origem é o semieixo positivo Ox e cujo lado extremidade é a semirreta \dot{O}B, e seja d o comprimento do segmento [AB].

Circunferência de raio cinco com o ponto A no semieixo negativo horizontal e o ponto B na circunferência, no primeiro quadrante; o segmento de A a B está marcado com a letra d

a) Mostre que d^{2} = 50+50\cos{\alpha}. b) Para uma certa posição do ponto B, tem-se \operatorname{tg}{\alpha} = \sqrt{24}. Sem recorrer à calculadora, determine, para este caso, o valor de d.

Item 32 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 29.04.2008

Na figura está representado o círculo trigonométrico. Tal como a figura sugere, O é a origem do referencial, Q pertence à circunferência, P é o ponto de coordenadas (1,\,0) e R é o ponto de coordenadas (-1,\,0).

A amplitude, em radianos, do ângulo POQ é \dfrac{5{\pi}}{7}.

Círculo trigonométrico com os pontos P e R nos extremos do diâmetro horizontal e o ponto Q na circunferência, no segundo quadrante; o triângulo OQR está desenhado

Qual é o valor, arredondado às centésimas, da área do triângulo [OQR]?

  • (A)0{,}39
  • (B)0{,}42
  • (C)0{,}46
  • (D)0{,}49
Item 33 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 06.05.2008

Na figura está representado, em referencial o.n. xOy, um arco de circunferência AB, de centro na origem do referencial e raio igual a 1. A reta r tem equação y = 1. O ponto C pertence ao arco AB.

Seja {\alpha} a amplitude do ângulo AOC.

Quarto de circunferência de raio um no primeiro quadrante e a reta horizontal de ordenada um; o ponto C está no arco e o segmento vertical de C até à reta está marcado com a letra d

Qual das expressões seguintes dá a distância d do ponto C à reta r?

  • (A)1+\operatorname{sen}{\alpha}
  • (B)1-\operatorname{sen}{\alpha}
  • (C)1+\cos{\alpha}
  • (D)1-\cos{\alpha}
Item 34 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 06.05.2008

Seja x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Qual das expressões seguintes designa um número positivo?

  • (A)\cos\left({\pi}-x\right)
  • (B)\operatorname{sen}\left({\pi}-x\right)
  • (C)\cos\left(\dfrac{3{\pi}}{2}-x\right)
  • (D)\operatorname{sen}\left(\dfrac{3{\pi}}{2}-x\right)
Item 35 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 29.01.2009

Considere a equação trigonométrica

\cos x = -0{,}3

Num dos intervalos seguintes, esta equação tem apenas uma solução. Em qual deles?

  • (A)\left[0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right]
  • (B)\left[0,\,{\pi}\right]
  • (C)\left[\dfrac{{\pi}}{2},\,\dfrac{3{\pi}}{2}\right]
  • (D)\left[\dfrac{3{\pi}}{2},\,2{\pi}\right]
Item 36 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 29.01.2009

Na figura estão representados, em referencial o.n. xOy:

o círculo trigonométrico; o raio [OB] deste círculo; o arco de circunferência AB, de centro no ponto C.

Tal como a figura sugere, o ponto B pertence ao primeiro quadrante, os pontos A e C pertencem ao eixo Ox e a reta BC é perpendicular a este eixo.

Seja {\theta} a amplitude do ângulo AOB.

Quarto de círculo trigonométrico com o raio OB oblíquo, o ponto C no eixo horizontal por baixo de B, e um segundo arco de centro em C que vai de B até ao ponto A do eixo horizontal

Qual é a abcissa do ponto A?

  • (A)1+\operatorname{sen}{\theta}
  • (B)1+\cos{\theta}
  • (C)\cos{\theta}+\operatorname{sen}{\theta}
  • (D)1+\cos{\theta}+\operatorname{sen}{\theta}
Item 37 construçãoTeste Intermédio 11.º · 29.01.2009

Relativamente à figura, sabe-se que:

o triângulo [ABD] é retângulo em B; o ponto C pertence ao cateto [BD]; x designa a amplitude, em radianos, do ângulo BAD; \overline{AB} = 2 e \overline{BC} = 1.

Triângulo ABD retângulo em B, com o cateto AB horizontal de comprimento dois e o cateto BD vertical; o ponto C está no cateto vertical a uma unidade de B, e o triângulo ACD está sombreado

a) Mostre que a área do triângulo [ACD] é dada por 2\operatorname{tg}x-1. b) Determine o valor de x para o qual a área do triângulo [ACD] é igual a 1. c) Sabendo que \operatorname{sen}\left(\dfrac{{\pi}}{2}+a\right) = \dfrac{5}{13} e que a \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, determine o valor de 2\operatorname{tg}a-1.

Item 38 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 07.05.2009

Na figura está representado o círculo trigonométrico.

Os pontos P e Q pertencem à circunferência, sendo PQ uma reta paralela ao eixo Ox. O ponto R pertence ao eixo Ox. O ângulo ROP tem 53^{\circ} de amplitude.

Círculo trigonométrico com os pontos P e Q na circunferência, simétricos em relação ao eixo vertical, e R no eixo horizontal por baixo de P; o triângulo OPQ está sombreado

Qual é o perímetro do triângulo [OPQ], com valor aproximado às décimas?

  • (A)3{,}2
  • (B)3{,}4
  • (C)3{,}6
  • (D)3{,}8
Item 39 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 07.05.2009

A Inês olhou para o seu relógio quando este marcava 10 h e 45 min. Passado algum tempo, ao ver novamente as horas, a Inês concluiu que o ponteiro dos minutos tinha rodado -3{\pi} radianos.

Que horas marcava o relógio da Inês, neste último instante?

  • (A)11 h e 15 min
  • (B)11 h e 45 min
  • (C)12 h e 15 min
  • (D)13 h e 45 min
Item 40 escolha múltiplaExame 2009 · 1.ª Fase (adaptado)

Na figura está representado um triângulo inscrito numa circunferência de centro O e raio igual a 1. Um dos lados do triângulo é um diâmetro da circunferência.

Circunferência de raio um com um triângulo inscrito cujo lado maior é um diâmetro horizontal; a região sombreada é a parte do círculo que fica fora do triângulo

Qual das expressões seguintes representa, em função de x, a área da parte sombreada?

  • (A){\pi}-2\operatorname{sen}x\cos x
  • (B)\dfrac{{\pi}}{2}-2\operatorname{sen}x\cos x
  • (C){\pi}-\operatorname{sen}x\cos x
  • (D){\pi}-\dfrac{\operatorname{sen}x\cos x}{2}
Item 41 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 27.01.2010

Em cada uma das figuras seguintes está representado, no círculo trigonométrico, a traço grosso, o lado extremidade de um ângulo cujo lado origem é o semieixo positivo Ox.

Em qual das figuras esse ângulo pode ter 3 radianos de amplitude?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 42 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 27.01.2010

Considere a equação trigonométrica

\operatorname{sen}x = 0{,}1

Em qual dos intervalos seguintes esta equação não tem solução?

  • (A)\left[-\dfrac{{\pi}}{2},\,\dfrac{{\pi}}{2}\right]
  • (B)\left[0,\,{\pi}\right]
  • (C)\left[0,\,\dfrac{{\pi}}{6}\right]
  • (D)\left[\dfrac{{\pi}}{6},\,\dfrac{{\pi}}{2}\right]
Item 43 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2010

Na figura está representado o quadrado [ABCD] de lado 2.

Considere que um ponto P se desloca ao longo do lado [CD], nunca coincidindo com C nem com D. Para cada posição de P, seja x a amplitude, em radianos, do ângulo BAP, com x \in \left]\dfrac{{\pi}}{4},\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Quadrado ABCD de lado dois com o ponto P no lado de cima; o trapézio ABCP, entre a base, o lado direito e o segmento AP, está sombreado

Resolva os três itens seguintes sem recorrer à calculadora, a não ser para efetuar eventuais cálculos numéricos.

a) Mostre que a área da região sombreada é dada por 4-\dfrac{2}{\operatorname{tg}x}. b) Determine o valor de x para o qual a área da região sombreada é \dfrac{12-2\sqrt{3}}{3}. c) Para um certo valor de x, sabe-se que \cos\left(x+\dfrac{{\pi}}{2}\right) = -\dfrac{15}{17}. Determine, para esse valor, a área da região sombreada.

Item 44 construçãoTeste Intermédio 11.º · 06.05.2010

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a superfície esférica E, de equação

x^{2}+y^{2}+\left(z-2\right)^{2} = 4

Para um certo valor de {\alpha} pertencente ao intervalo \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, o ponto P, de coordenadas \left(\operatorname{tg}{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha},\,2+\cos{\alpha}\right), pertence à superfície esférica E.

Determine os valores numéricos das coordenadas do ponto P.

Item 45 construçãoTeste Intermédio 12.º · 19.05.2010

Na figura está representado um triângulo retângulo [ABC], cujos catetos [AB] e [BC] medem 5 unidades.

Considere que um ponto P se desloca sobre o cateto [BC], nunca coincidindo com B nem com C. Para cada posição de P, seja x a amplitude, em radianos, do ângulo BAP, com x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{4}\right[.

Triângulo retângulo ABC com os catetos AB horizontal e BC vertical, ambos de comprimento cinco; o ponto P está no cateto vertical, entre B e C, e o triângulo APC está sombreado

Mostre, usando exclusivamente métodos analíticos, que para cada valor de x o perímetro do triângulo [APC] é dado por

\frac{5}{\cos x}-5\operatorname{tg}x+\sqrt{50}+5
Item 46 construçãoExame 2010 · 1.ª Fase

Na figura estão representados, num referencial o.n. xOy, uma circunferência e o triângulo [OAB].

Sabe-se que:

a circunferência tem diâmetro [OA]; o ponto A tem coordenadas (2,\,0); o vértice O do triângulo coincide com a origem do referencial; o ponto B desloca-se ao longo da semicircunferência superior.

Para cada posição do ponto B, seja {\alpha} a amplitude do ângulo AOB, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Circunferência com o diâmetro sobre o eixo horizontal, da origem até ao ponto A de abcissa dois, e o triângulo OAB com o vértice B sobre a semicircunferência de cima

Mostre, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, que o perímetro do triângulo [OAB] é dado, em função de {\alpha}, por

2\left(1+\cos{\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}\right)
Item 47 construçãoExame 2010 · 2.ª Fase

Um depósito de combustível tem a forma de uma esfera. A figura representa um corte do depósito, feito por um plano vertical que passa pelo centro da esfera.

Sabe-se que:

o ponto O é o centro da esfera; a esfera tem 6 metros de diâmetro; a amplitude {\theta}, em radianos, do arco AB é igual à do ângulo ao centro AOB correspondente.

Corte vertical de uma esfera pelo centro; a parte de baixo, até uma linha horizontal, está sombreada como o combustível, e o ângulo ao centro entre o ponto mais baixo A e o ponto B do nível está marcado

A altura \overline{AC}, em metros, do combustível existente no depósito é dada, em função de {\theta}, por h, de domínio \left[0,\,{\pi}\right].

Resolva os itens seguintes recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.

a) Mostre que h({\theta}) = 3-3\cos{\theta}, para qualquer {\theta} \in \left]0,\,{\pi}\right[. b) Resolva a condição h({\theta}) = 3, com {\theta} \in \left]0,\,{\pi}\right[, e interprete o resultado no contexto da situação.

Item 48 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Considere, em \mathbb{R}, a equação trigonométrica

\cos x = 0{,}9

Em qual dos intervalos seguintes esta equação não tem solução?

  • (A)\left[-\dfrac{{\pi}}{2},\,\dfrac{{\pi}}{2}\right]
  • (B)\left[0,\,{\pi}\right]
  • (C)\left[\dfrac{{\pi}}{4},\,\dfrac{3{\pi}}{4}\right]
  • (D)\left[-\dfrac{{\pi}}{4},\,\dfrac{{\pi}}{4}\right]
Item 49 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Na figura está representado o círculo trigonométrico.

Sabe-se que:

a reta r é tangente à circunferência no ponto A(1,\,0); a reta s passa na origem do referencial e interseta a reta r no ponto P, cuja ordenada é 2; o ponto Q, situado no terceiro quadrante, pertence à reta s.

Seja {\alpha} a amplitude, em radianos, do ângulo orientado assinalado na figura, que tem por lado origem o semieixo positivo Ox e por lado extremidade a semirreta \dot{O}Q.

Círculo trigonométrico, a reta vertical tangente no ponto A de abcissa um, e uma reta pela origem que corta essa tangente no ponto P de ordenada dois e a circunferência no ponto Q do terceiro quadrante; o ângulo alfa está marcado do semieixo positivo até OQ, no sentido positivo

Qual é o valor de {\alpha}, arredondado às centésimas?

  • (A)4{,}23
  • (B)4{,}25
  • (C)4{,}27
  • (D)4{,}29
Item 50 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Sejam {\alpha}, {\beta} e {\theta} três números reais.

Sabe-se que:

{\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{4}\right[; {\alpha}+{\beta} = \dfrac{{\pi}}{2}; {\alpha}+{\theta} = 2{\pi}.

Qual das expressões seguintes é equivalente a \operatorname{sen}{\alpha}+\operatorname{sen}{\beta}+\operatorname{sen}{\theta}?

  • (A)2\operatorname{sen}{\alpha}+\cos{\alpha}
  • (B)2\operatorname{sen}{\alpha}-\cos{\alpha}
  • (C)-\cos{\alpha}
  • (D)\cos{\alpha}
Item 51 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Na figura está representada, em referencial o.n. xOy, a circunferência de centro em O e raio 5. Os pontos A e B são os pontos de interseção da circunferência com os semieixos positivos Ox e Oy.

Considere que um ponto P se desloca ao longo do arco AB, nunca coincidindo com A nem com B. Para cada posição de P:

Q é o ponto do eixo Ox tal que \overline{PO} = \overline{PQ}; a reta r é a mediatriz do segmento [OQ]; R é o ponto de interseção da reta r com o eixo Ox; {\alpha} é a amplitude, em radianos, do ângulo AOP, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Quarto de circunferência de raio cinco com A no eixo horizontal e B no vertical; o ponto P está no arco, R é a sua projeção no eixo horizontal e Q é o ponto do eixo tal que o triângulo OPQ é isósceles

Seja f a função, de domínio \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, definida por f(x) = 25\operatorname{sen}x\cos x.

Resolva os itens seguintes sem recorrer à calculadora.

a) Mostre que a área do triângulo [OPQ] é dada por f({\alpha}). b) Determine o valor de {\alpha}, no intervalo \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, para o qual f({\alpha}) = 25\cos^{2}{\alpha}. c) Seja {\theta} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[ tal que f({\theta}) = 5. Determine o valor de \left(\operatorname{sen}{\theta}+\cos{\theta}\right)^{2}.

Item 52 construçãoTeste Intermédio 11.º · 24.05.2011

Determine o valor de

3-\frac{1}{\operatorname{tg}{\alpha}}

sabendo que {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[ e que \cos\left(\dfrac{3{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = -\dfrac{4}{5}.

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Item 53 construçãoTeste Intermédio 12.º · 26.05.2011

Na figura está representada uma circunferência de centro no ponto O e raio 1.

Sabe-se que:

o ponto A pertence à circunferência; os pontos O, A e B são colineares, e A está entre O e B; o ponto P desloca-se ao longo da semirreta \dot{A}B, nunca coincidindo com A; d é a distância do ponto A ao ponto P; para cada posição de P, o ponto Q é um ponto da circunferência tal que a reta PQ é tangente à circunferência; x é a amplitude, em radianos, do ângulo OPQ, com x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Circunferência de raio um com centro O; sobre a reta horizontal estão A na circunferência, P mais à direita e B ainda mais à direita; a reta de P até ao ponto Q da circunferência é tangente

Sem recorrer à calculadora, mostre que

d = \frac{1-\operatorname{sen}x}{\operatorname{sen}x}
Item 54 escolha múltiplaExame 2011 · 2.ª Fase

Na figura está representado, num referencial o.n. xOy, um círculo trigonométrico.

Sabe-se que:

C é o ponto de coordenadas (1,\,0); os pontos D e E pertencem ao eixo Oy; [AB] é um diâmetro do círculo trigonométrico; as retas EA e BD são paralelas ao eixo Ox; {\theta} é a amplitude do ângulo COA, com {\theta} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Círculo trigonométrico com o diâmetro AB oblíquo; E é a projeção de A no eixo vertical e D a de B; a região sombreada é o polígono formado pelos dois segmentos e pelos raios

Qual das expressões seguintes dá o perímetro da região sombreada na figura?

  • (A)2\left(\cos{\theta}+\operatorname{sen}{\theta}\right)
  • (B)\cos{\theta}+\operatorname{sen}{\theta}
  • (C)2\left(1+\cos{\theta}+\operatorname{sen}{\theta}\right)
  • (D)1+\cos{\theta}+\operatorname{sen}{\theta}
Item 55 escolha múltiplaExame 2011 · Época especial

Na figura estão representados, num referencial o.n. xOy, uma circunferência e o triângulo [OAB].

Sabe-se que:

O é a origem do referencial; a circunferência tem centro no ponto O e raio 1; A é o ponto de coordenadas (-1,\,0); B pertence à circunferência e tem ordenada negativa; o ângulo AOB tem amplitude igual a \dfrac{2{\pi}}{3} radianos.

Circunferência de raio um com o ponto A no semieixo negativo horizontal e o ponto B na circunferência abaixo do eixo, formando com a origem um triângulo

Qual é a área do triângulo [OAB]?

  • (A)\dfrac{\sqrt{3}}{4}
  • (B)\dfrac{1}{2}
  • (C)\dfrac{\sqrt{1}}{4}
  • (D)\sqrt{3}
Item 56 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 09.02.2012

Seja {\theta} um número real. Sabe-se que {\theta} é uma solução da equação \operatorname{sen}x = -\dfrac{1}{3}.

Qual das expressões seguintes designa uma solução da equação \operatorname{sen}x = \dfrac{1}{3}?

  • (A){\pi}-{\theta}
  • (B){\pi}+{\theta}
  • (C)\dfrac{{\pi}}{2}-{\theta}
  • (D)\dfrac{{\pi}}{2}+{\theta}
Item 57 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 09.02.2012

Considere o triângulo [ABC] representado na figura.

Sabe-se que:

\overline{AB} = 2; A\hat{C}B = 30^{\circ}.

Seja {\alpha} = B\hat{A}C.

A B C α 30° 2 h
A altura tirada de B parte o triângulo em dois retângulos, e é o lado comum aos dois.

Qual das expressões seguintes representa \overline{BC}, em função de {\alpha}?

  • (A)4\operatorname{sen}{\alpha}
  • (B)6\operatorname{sen}{\alpha}
  • (C)4\cos{\alpha}
  • (D)6\cos{\alpha}
Item 58 construçãoTeste Intermédio 11.º · 09.02.2012

Na figura está representado, num referencial o.n. xOy, o círculo trigonométrico.

Sabe-se que:

o ponto A tem coordenadas (1,\,0); o ponto B tem coordenadas (3,\,0).

Considere que um ponto P se move sobre a circunferência. Para cada posição de P, seja d = \overline{PB} e seja {\alpha} \in \left[0,\,2{\pi}\right[ a amplitude, em radianos, do ângulo orientado cujo lado origem é o semieixo positivo Ox e cujo lado extremidade é a semirreta \dot{O}P.

Círculo trigonométrico com o ponto A de abcissa um e o ponto B de abcissa três sobre o eixo horizontal; o ponto P está na circunferência e o segmento de P a B está marcado com a letra d

Resolva os itens seguintes sem recorrer à calculadora.

a) Mostre que d^{2} = 10-6\cos{\alpha}. b) Determine os valores de {\alpha} \in \left[0,\,2{\pi}\right[ para os quais d^{2} = 7. c) Para um certo valor de {\alpha} pertencente a \left[0,\,{\pi}\right], tem-se \operatorname{tg}{\alpha} = -\sqrt{35}. Determine d, para esse valor de {\alpha}.

Item 59 construçãoTeste Intermédio 12.º · 24.05.2012 (adaptado)

Relativamente à figura, sabe-se que:

o segmento de reta [AC] tem comprimento 4; o ponto B é o ponto médio de [AC]; o segmento de reta [BD] é perpendicular a [AC]; o arco de circunferência CD tem centro em B.

Admita que um ponto P se desloca ao longo do arco CD, nunca coincidindo com C nem com D, e que um ponto Q se desloca ao longo do segmento [BC] de tal forma que [PQ] é sempre perpendicular a [BC].

Para cada posição do ponto P, seja x a amplitude, em radianos, do ângulo CBP.

Segmento AC de comprimento quatro com B no meio, o segmento BD perpendicular para cima, e o arco de circunferência de centro B e raio dois de C até D; o ponto P está no arco e Q é a sua projeção em BC

Mostre que a área do triângulo [APQ] é dada por 2\operatorname{sen}x\left(1+\cos x\right), com x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Item 60 construçãoExame 2012 · 1.ª Fase

Na figura está representado um trapézio retângulo [ABCD].

Sabe-se que:

\overline{BC} = 1; \overline{CD} = 1; {\alpha} é a amplitude, em radianos, do ângulo ADC, com {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[.

Trapézio retângulo ABCD com a base maior AB em baixo, o lado BC vertical de comprimento um, o lado DC de comprimento um em cima, e o lado AD oblíquo

Mostre, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, que o perímetro do trapézio [ABCD] é dado, em função de {\alpha}, por

3+\frac{1-\cos{\alpha}}{\operatorname{sen}{\alpha}}
Item 61 construçãoExame 2012 · 2.ª Fase

Na figura está representado o quadrado [ABCD].

Sabe-se que:

\overline{AB} = 4; \overline{AE} = \overline{AH} = \overline{BE} = \overline{BF} = \overline{CF} = \overline{CG} = \overline{DG} = \overline{DH}; x é a amplitude, em radianos, do ângulo EAB, com x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{4}\right[.

Quadrado ABCD de lado quatro com quatro pontos E, F, G e H, um por lado, ligados aos vértices formando uma estrela de oito pontas sombreada

Mostre que a área da região sombreada é dada, em função de x, por 16\left(1-\operatorname{tg}x\right).

Item 62 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 06.03.2013

Considere o intervalo \left[\dfrac{5{\pi}}{6},\,\dfrac{4{\pi}}{3}\right].

Qual das equações seguintes não tem solução neste intervalo?

  • (A)\cos x = -0{,}5
  • (B)\operatorname{sen}x = -0{,}5
  • (C)\cos x = -0{,}9
  • (D)\operatorname{sen}x = -0{,}9
Item 63 construçãoTeste Intermédio 11.º · 06.03.2013

Na figura está representado, num referencial o.n. xOy, o círculo trigonométrico. Os pontos A, B, C e D são os pontos de interseção da circunferência com os eixos do referencial.

Considere que um ponto P se desloca ao longo do arco BC, nunca coincidindo com B nem com C. Para cada posição do ponto P, seja Q o ponto do arco AB que tem ordenada igual à do ponto P, e seja R o ponto do eixo Ox que tem abcissa igual à do ponto Q.

Seja {\alpha} a amplitude, em radianos, do ângulo orientado que tem por lado origem o semieixo positivo Ox e por lado extremidade a semirreta \dot{O}P, com {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[.

Círculo trigonométrico com os pontos A, B, C e D nos eixos; o ponto P está no arco do segundo quadrante, Q é o ponto do primeiro quadrante com a mesma ordenada, e R é a projeção de Q no eixo horizontal; o trapézio OPQR está sombreado

Resolva os itens seguintes sem recorrer à calculadora.

a) Mostre que a área do trapézio [OPQR] é dada por -\dfrac{3}{2}\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. b) Para uma certa posição do ponto P, a reta OP interseta a reta de equação x = 1 num ponto de ordenada -\dfrac{7}{24}. Determine, para essa posição, a área do trapézio [OPQR], na forma de fração irredutível.

Item 64 construçãoExame 2013 · 2.ª Fase (adaptado)

Na figura estão representados, num referencial o.n. xOy, o triângulo [OAB] e a reta r.

Sabe-se que:

a reta r é definida por x = -3; o ponto A pertence à reta r e tem ordenada positiva; o ponto B é o simétrico do ponto A em relação ao eixo Ox; {\alpha} é a amplitude, em radianos, do ângulo cujo lado origem é o semieixo positivo Ox e cujo lado extremidade é a semirreta \dot{O}A, com {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[.

Triângulo com um vértice na origem e os outros dois na reta vertical de abcissa menos três, simétricos em relação ao eixo horizontal

Mostre que o perímetro do triângulo [OAB] é dado, em função de {\alpha}, pela expressão

-6\operatorname{tg}{\alpha}-\frac{6}{\cos{\alpha}}
Item 65 construçãoExame 2013 · Época especial (adaptado)

Na figura estão representados a circunferência de centro no ponto C e de raio 1, a semirreta \dot{C}B, a reta AD e o triângulo [ACE].

Sabe-se que:

os pontos A e B pertencem à circunferência; os pontos D e E pertencem à semirreta \dot{C}B; a reta AD é perpendicular à semirreta \dot{C}B; o ponto A desloca-se sobre a circunferência, e os pontos D e E acompanham esse movimento de modo que \overline{DE} = 6; x é a amplitude, em radianos, do ângulo ACB, com x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Circunferência de centro C e raio um, com a semirreta horizontal de C para a esquerda; o ponto A está na circunferência abaixo dessa reta, D é o pé da perpendicular de A à reta, e E está mais à esquerda, a seis unidades de D

Mostre que a área do triângulo [ACE] é dada, em função de x, por

\frac{\operatorname{sen}x\left(6+\cos x\right)}{2}
Item 66 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 11.03.2014

Qual das expressões seguintes designa um número real positivo, para qualquer x pertencente ao intervalo \left]{\pi},\,\dfrac{3{\pi}}{2}\right[?

  • (A)\operatorname{sen}x+\cos x
  • (B)\dfrac{\cos x}{\operatorname{tg}x}
  • (C)\operatorname{tg}x-\operatorname{sen}x
  • (D)\operatorname{sen}x \times \operatorname{tg}x
Item 67 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 11.03.2014

Considere, em \mathbb{R}, a equação trigonométrica

\operatorname{sen}x = 0{,}3

Quantas soluções tem esta equação no intervalo \left[-20{\pi},\,20{\pi}\right[?

  • (A)20
  • (B)40
  • (C)60
  • (D)80
Item 68 construçãoTeste Intermédio 11.º · 11.03.2014

Na figura estão representados:

o retângulo [ABCD], em que \overline{DC} = 1 e \overline{BC} = 2; o ponto O, ponto médio do segmento [AD]; uma semicircunferência de centro no ponto O e raio 1.

Considere que um ponto P se desloca ao longo do segmento de reta [AB], nunca coincidindo com A, mas podendo coincidir com B. Para cada posição do ponto P, seja Q o ponto de interseção da reta PO com a semicircunferência.

Seja x a amplitude, em radianos, do ângulo DOQ, com x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{4}\right].

Retângulo ABCD com o lado AD em cima, uma semicircunferência de raio um com centro no ponto médio O de AD, o ponto P no lado AB e o ponto Q na semicircunferência, alinhado com P e O

Resolva os dois itens seguintes sem recorrer à calculadora.

a) Mostre que a área do polígono [BCDQP], representado a sombreado, é dada, em função de x, por 2-\dfrac{\operatorname{tg}x}{2}+\dfrac{\operatorname{sen}x}{2}. b) Para uma certa posição do ponto P, tem-se \cos\left(\dfrac{3{\pi}}{2}-x\right) = -\dfrac{3}{5}. Determine, para essa posição, a área do polígono [BCDQP], na forma de fração irredutível.

Item 69 escolha múltiplaExame 2014 · 1.ª Fase

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, uma circunferência de centro O e raio 1.

Sabe-se que:

os pontos A e B pertencem à circunferência; o ponto A tem coordenadas (1,\,0); os pontos B e C têm a mesma abcissa; o ponto C tem ordenada zero; o ponto D tem coordenadas (-3,\,0); {\alpha} é a amplitude, em radianos, do ângulo AOB, com {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[.

Circunferência de raio um; o ponto B está no segundo quadrante, C é a sua projeção no eixo horizontal e D é o ponto de abcissa menos três; o triângulo BCD está desenhado

Qual das expressões seguintes representa, em função de {\alpha}, a área do triângulo [BCD]?

  • (A)\dfrac{1}{2}\left(-3-\operatorname{sen}{\alpha}\right)\cos{\alpha}
  • (B)\dfrac{1}{2}\left(-3+\operatorname{sen}{\alpha}\right)\cos{\alpha}
  • (C)\dfrac{1}{2}\left(3+\cos{\alpha}\right)\operatorname{sen}{\alpha}
  • (D)\dfrac{1}{2}\left(3-\cos{\alpha}\right)\operatorname{sen}{\alpha}
Item 70 construçãoExame 2014 · 2.ª Fase (adaptado)

Na figura estão representados uma circunferência de centro O e raio 2 e os pontos P, Q, R e S.

Sabe-se que:

os pontos P, Q, R e S pertencem à circunferência; [PR] é um diâmetro da circunferência; \overline{PQ} = \overline{PS}; {\alpha} é a amplitude, em radianos, do ângulo QPR, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Circunferência de raio dois com o diâmetro vertical PR e os pontos Q e S na circunferência, simétricos em relação a esse diâmetro, formando o quadrilátero PQRS

a) Mostre que a área do quadrilátero [PQRS] é dada, em função de {\alpha}, pela expressão 16\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. b) Para um certo número real {\theta}, com {\theta} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, tem-se \operatorname{tg}{\theta} = 2\sqrt{2}. Determine o valor exato da área do quadrilátero [PQRS] correspondente a {\theta}, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Item 71 escolha múltiplaExame 2014 · Época especial

Na figura estão representadas, num referencial o.n. xOy, a circunferência de centro O e a reta r.

Sabe-se que:

os pontos A e B pertencem à circunferência; o ponto B tem coordenadas (0,\,1); a reta r é tangente à circunferência no ponto B; o ponto C é o ponto de interseção da reta r com a semirreta \dot{O}A; {\alpha} é a amplitude, em radianos, do ângulo AOB, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Circunferência de raio um, a reta horizontal tangente no ponto B do topo, o ponto A na circunferência e o ponto C onde a semirreta OA encontra a tangente; a região sombreada é o triângulo OBC sem o setor circular OBA

Qual das expressões seguintes representa, em função de {\alpha}, a área da região a sombreado?

  • (A)\dfrac{\operatorname{sen}{\alpha}-{\alpha}}{2}
  • (B)\dfrac{\operatorname{tg}{\alpha}-{\alpha}}{2}
  • (C)\dfrac{\operatorname{tg}{\alpha}}{2}
  • (D)\dfrac{{\alpha}}{2}
Item 72 escolha múltiplaExame 2015 · 1.ª Fase (adaptado)

Na figura está representado o círculo trigonométrico.

Sabe-se que:

o ponto A pertence ao primeiro quadrante e à circunferência; o ponto B pertence ao eixo Ox; o ponto C tem coordenadas (1,\,0); o ponto D pertence à semirreta \dot{O}A; os segmentos de reta [AB] e [DC] são paralelos ao eixo Oy.

Seja {\alpha} a amplitude do ângulo COD, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Círculo trigonométrico com o ponto A no primeiro quadrante, a sua projeção B no eixo horizontal, o ponto C de abcissa um e o ponto D na vertical de C sobre a semirreta OA; o quadrilátero ABCD está sombreado

Qual das expressões seguintes dá a área do quadrilátero [ABCD], representado a sombreado, em função de {\alpha}?

  • (A)\operatorname{tg}{\alpha}-\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}
  • (B)\dfrac{\operatorname{tg}{\alpha}-\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}{2}
  • (C)\dfrac{\operatorname{tg}{\alpha}}{2}-\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}
  • (D)\operatorname{tg}{\alpha}-\dfrac{\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}{2}
Item 73 escolha múltiplaExame 2016 · 1.ª Fase

Na figura estão representados o círculo trigonométrico e um trapézio retângulo [OPQR].

Sabe-se que:

o ponto P tem coordenadas (0,\,1); o ponto R pertence ao quarto quadrante e à circunferência.

Seja {\alpha} a amplitude de um ângulo orientado cujo lado origem é o semieixo positivo Ox e cujo lado extremidade é a semirreta \dot{O}R.

Círculo trigonométrico e um trapézio retângulo com o lado OP sobre o eixo vertical, o lado PQ horizontal no topo, e o vértice R sobre a circunferência no quarto quadrante

Qual das expressões seguintes dá a área do trapézio [OPQR], em função de {\alpha}?

  • (A)\dfrac{\cos{\alpha}}{2}+\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}
  • (B)\dfrac{\cos{\alpha}}{2}-\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}
  • (C)\cos{\alpha}+\dfrac{\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}{2}
  • (D)\cos{\alpha}-\dfrac{\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}{2}
Item 74 escolha múltiplaExame 2016 · 2.ª Fase (adaptado)

Na figura está representada uma circunferência de centro no ponto O e raio 1.

Sabe-se que:

os diâmetros [AC] e [BD] são perpendiculares; o ponto P pertence ao arco AB; [PQ] é um diâmetro da circunferência; o ponto R pertence a [OD] e é tal que [QR] é paralelo a [AC].

Seja {\alpha} a amplitude, em radianos, do ângulo AOP, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Circunferência de raio um com os diâmetros horizontal AC e vertical BD; o ponto P está no arco do primeiro quadrante, Q é o ponto diametralmente oposto e R está sobre o raio vertical de baixo, à mesma altura de Q; o triângulo PQR está sombreado

Qual das expressões seguintes dá a área do triângulo [PQR], representado a sombreado, em função de {\alpha}?

  • (A)\dfrac{\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}{4}
  • (B)\dfrac{\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}{2}
  • (C)2\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}
  • (D)\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}
Item 75 escolha múltiplaExame 2018 · 2.ª Fase

Na figura está representado um triângulo [ABC].

Sabe-se que:

\overline{AC} = 5; B\hat{A}C = 57^{\circ}; A\hat{B}C = 81^{\circ}.

Triângulo ABC com o ângulo de cinquenta e sete graus no vértice A, o de oitenta e um graus no vértice B, e o lado AC de comprimento cinco

Qual é o valor de \overline{AB}, arredondado às centésimas?

  • (A)3{,}31
  • (B)3{,}35
  • (C)3{,}39
  • (D)3{,}43
Item 76 escolha múltiplaExame 2019 · 1.ª Fase

Qual é a solução da equação 2\cos x+1 = 0 no intervalo \left[-{\pi},\,0\right]?

  • (A)-\dfrac{5{\pi}}{6}
  • (B)-\dfrac{2{\pi}}{3}
  • (C)-\dfrac{{\pi}}{3}
  • (D)-\dfrac{{\pi}}{6}
Item 77 escolha múltiplaExame 2020 · 1.ª Fase

Na figura estão representados, num referencial o.n. xOy, a circunferência trigonométrica, a reta r de equação x = 1, e um ponto A, de ordenada a (a > 1), pertencente à reta r.

Está também representada a semirreta \dot{O}A, que interseta a circunferência trigonométrica no ponto B.

Circunferência trigonométrica e a reta vertical de abcissa um; o ponto A está nessa reta acima de um, e a semirreta da origem até A corta a circunferência no ponto B

Qual das expressões seguintes dá, em função de a, a abcissa do ponto B?

  • (A)\dfrac{1}{\sqrt{a^{2}+1}}
  • (B)\sqrt{a^{2}+1}
  • (C)\dfrac{1}{\sqrt{a^{2}-1}}
  • (D)\sqrt{a^{2}-1}
Item 78 construçãoExame 2021 · 1.ª Fase

Na figura estão representados, num referencial o.n. xOy, a circunferência de centro em O e raio 3 e o triângulo [ABC].

Sabe-se que:

o segmento de reta [AB] é um diâmetro da circunferência; {\alpha} é a amplitude do ângulo orientado de lado origem o semieixo positivo Ox e lado extremidade a semirreta \dot{O}A, com {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[; o ponto C pertence ao semieixo positivo Ox; a reta BC é paralela ao eixo Oy.

Circunferência de raio três com o diâmetro AB oblíquo, A no segundo quadrante e B no quarto, e o vértice C sobre o semieixo positivo horizontal, na vertical de B

Mostre que a área do triângulo [ABC] é dada pela expressão -9\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}.

Item 79 construçãoExame 2021 · 2.ª Fase

Sabe-se que \operatorname{sen}\left({\alpha}-\dfrac{{\pi}}{2}\right) = -\dfrac{1}{5} e que {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Determine, sem recorrer à calculadora, o valor de

\operatorname{tg}\left({\pi}-{\alpha}\right)+2\cos\left(-\frac{7{\pi}}{2}+{\alpha}\right)

Apresente o resultado na forma \dfrac{a\sqrt{b}}{c}, com a \in \mathbb{Z}, b \in \mathbb{N} e c \in \mathbb{N}.

Item 80 construçãoExame 2021 · Época especial

Na figura está representado, num referencial o.n. xOy, o arco de circunferência AB, contido no primeiro quadrante do plano cartesiano, cujo centro é a origem do referencial e cujo raio é igual a r (r > 0).

O ponto A pertence ao eixo Ox e o ponto B pertence ao eixo Oy.

Seja P um ponto do arco AB, distinto de A e de B, e seja d o comprimento do arco AP.

O ponto S pertence ao eixo das ordenadas e tem ordenada igual à do ponto P. O ponto T pertence ao eixo das abcissas e tem abcissa igual à do ponto P.

Quarto de circunferência no primeiro quadrante, com A no eixo horizontal, B no eixo vertical, o ponto P sobre o arco, a sua projeção S no eixo vertical e T no eixo horizontal, e o arco de A a P marcado com o comprimento d

Mostre que uma expressão que dá o valor de \overline{BS}+\overline{TA}, em função de d e de r, é

r\left(2-\operatorname{sen}\frac{d}{r}-\cos\frac{d}{r}\right)
Item 81 construçãoExame 2022 · 2.ª Fase

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Na figura estão representadas, em referencial o.n. Oxy, as retas r e s.

a reta r é definida pela equação y = \dfrac{\sqrt{3}}{2}x+1; a reta s passa pela origem do referencial; o ponto A é o ponto de interseção da reta r com o eixo Ox; o ponto B é o ponto de interseção das duas retas; {\alpha} é a amplitude do ângulo orientado de lado origem o semieixo positivo Ox e lado extremidade a semirreta \dot{O}B, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Sabe-se que \cos{\alpha} = \dfrac{1}{2}.

Duas retas num referencial: a reta r, menos inclinada, corta o eixo horizontal à esquerda no ponto A e o eixo vertical em um; a reta s passa pela origem, é mais inclinada, e as duas cortam-se no ponto B, acima e à direita

Determine a área do triângulo [AOB].

Item 82 construçãoExame 2022 · Época especial (adaptado)

Na figura está representado um triângulo [ABC], inscrito numa semicircunferência de diâmetro \overline{AC} = 4.

Seja {\alpha} a amplitude do ângulo CAB.

Semicircunferência com o diâmetro AC sobre a reta horizontal e o vértice B sobre o arco, formando um triângulo retângulo em B

Mostre que a área da região sombreada na figura é dada, em função de {\alpha}, por

2{\pi}-8\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}
Item 83 construçãoExame 2023 · 2.ª Fase (adaptado)

Na figura estão representados, em referencial o.n. Oxy, uma semicircunferência de raio 2 e centro na origem do referencial, e o triângulo isósceles [ABC].

Sabe-se que:

o vértice A pertence ao semieixo positivo Ox; o vértice B pertence ao semieixo positivo Oy; o vértice C pertence ao semieixo negativo Ox; \overline{AB} = \overline{BC}; o lado [AB] é tangente à semicircunferência no ponto T; A\hat{O}T = {\alpha}, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Semicircunferência de raio dois centrada na origem e triângulo isósceles com a base sobre o eixo horizontal, o vértice de cima sobre o eixo vertical, e o lado AB tangente à semicircunferência no ponto T

Prove que a área do triângulo [ABC] é dada, em função de {\alpha}, por

\frac{4}{\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}
Item 84 construçãoExame 2023 · Época especial

Na figura estão representados, em referencial o.n. Oxy, a circunferência trigonométrica, o triângulo [ABC] e a reta de equação x = 1.

Sabe-se que:

o ponto A tem coordenadas (1,\,0); o ponto B pertence à reta de equação x = 1; C é o ponto de interseção da semirreta \dot{O}B com a circunferência trigonométrica; A\hat{O}B = {\alpha}, com 0 < {\alpha} < \dfrac{{\pi}}{2} e \cos{\alpha} = \dfrac{1}{3}.

Circunferência trigonométrica, o ponto A no semieixo positivo horizontal, o ponto B mais acima na reta vertical de abcissa um, e o ponto C onde o segmento OB corta a circunferência

Determine a área do triângulo [ABC].

Item 85 construçãoExame 2024 · 1.ª Fase (adaptado)

Na figura estão representadas, em referencial o.n. Oxy, a circunferência de centro em O e raio 2 e uma região sombreada composta pelo trapézio [OBCD], retângulo em C e em D, e pelo setor circular correspondente ao ângulo orientado AOB, de amplitude {\alpha}, em radianos, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, e raio \overline{OA}.

Sabe-se que:

o ponto A pertence à circunferência e ao semieixo positivo Ox; os pontos B e C pertencem à circunferência, sendo C o simétrico de B em relação ao eixo Oy.

Circunferência de raio dois; a região sombreada é o setor circular entre o semieixo positivo e o raio OB, mais o trapézio de vértices O, B, C e D, com C simétrico de B em relação ao eixo vertical e D sobre o eixo horizontal

Mostre que a área da região sombreada é dada, em função de {\alpha}, pela expressão

2{\alpha}+6\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}
Item 86 construçãoExame 2024 · Época especial (adaptado)

Na figura estão representados, em referencial o.n. Oxy, o quadrilátero [ABCD] e a circunferência de centro em O e raio 4.

Sabe-se que:

o segmento de reta [AC] é um diâmetro da circunferência; {\alpha} é a amplitude, em radianos, do ângulo orientado de lado origem o semieixo positivo Ox e lado extremidade a semirreta \dot{O}A, com {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[; o ponto B pertence ao semieixo negativo Ox e o ponto D pertence ao semieixo positivo Ox; as retas AB e CD são paralelas ao eixo Oy.

Circunferência de raio quatro com um quadrilátero inscrito de vértices A no segundo quadrante, B e D sobre o eixo horizontal e C no quarto quadrante, sendo AC um diâmetro

Mostre que a área do quadrilátero [ABCD] é dada pela expressão -32\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}.

Item 87 construçãoExame 2025 · 2.ª Fase (adaptado)

Na figura estão representados, em referencial o.n. Oxy, a circunferência centrada na origem e de raio 1, o triângulo [ABC] e a reta de equação x = 1.

Sabe-se que:

o ponto A pertence à circunferência; o ponto B pertence à reta de equação x = 1; o ponto O pertence à reta AB; {\alpha} é a amplitude, em radianos, do ângulo orientado de lado origem o semieixo positivo Ox e lado extremidade a semirreta \dot{O}A, com {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[; o ponto C pertence ao semieixo positivo Oy; a reta AC é paralela ao eixo Ox.

Circunferência de raio um, o ponto A no segundo quadrante, o ponto C sobre o eixo vertical à mesma altura de A, e o ponto B na reta vertical de abcissa um, abaixo do eixo horizontal

Mostre que a área do triângulo [ABC] é dada, em função de {\alpha}, por

\frac{\operatorname{sen}{\alpha}\left(1-\cos{\alpha}\right)}{2}
Item 88 construçãoExame 2026 · 1.ª Fase

Na figura estão representados, em referencial o.n. Oxy, a circunferência de centro na origem O e raio 1, a reta r de equação y = 1, o triângulo [BCD] e o ponto A.

Sabe-se que:

A é o ponto da circunferência que pertence ao semieixo positivo Ox; C é o ponto da circunferência que pertence ao semieixo positivo Oy; B é o ponto da reta r tal que a amplitude do ângulo AOB é {\alpha}, com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[; D é o ponto da circunferência tal que o segmento de reta [BD] contém um diâmetro da circunferência.

Circunferência de centro na origem e raio um, a reta horizontal de ordenada um, e o triângulo BCD com B sobre essa reta, C no topo da circunferência e D na circunferência do lado oposto

Mostre que a área do triângulo [BCD] é dada pela expressão

\frac{\cos{\alpha}\left(1+\operatorname{sen}{\alpha}\right)}{2\operatorname{sen}{\alpha}}
Item 89 construçãoExame 2026 · 2.ª Fase

Na figura estão representados, em referencial o.n. Oxy, a circunferência trigonométrica, o triângulo [ABC] e o ponto D.

Sabe-se que:

A é um ponto pertencente à reta de equação x = 1, de ordenada positiva; {\alpha} é a amplitude do ângulo AOP, sendo P o ponto de coordenadas (1,\,0), com {\alpha} \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{4}\right[; C é o ponto de interseção da reta OA com a circunferência, de coordenadas negativas; D é o ponto de coordenadas (0,\,1); B é o ponto de interseção da reta de equação x = 1 com a reta CD.

Circunferência trigonométrica, a reta vertical de abcissa um, o ponto A sobre essa reta, o ponto C diametralmente oposto na circunferência, o ponto D no topo do eixo vertical e o ponto B onde a reta CD encontra a reta de abcissa um

Mostre que

\overline{AB} = 1+\frac{1}{\cos{\alpha}}
Item 90 construçãoExame 2026 · Época especial

Na figura, estão representados, em referencial o.n. Oxy, o gráfico da função f, de domínio \left[0,\,2{\pi}\right], definida por f(x) = k\cos x, com k \in \mathbb{R}^{+}, e os pontos A e B, pertencentes ao gráfico da função f.

Sabe-se que:

a abcissa do ponto A pertence ao intervalo \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, e a abcissa do ponto B excede em \dfrac{{\pi}}{2} a abcissa do ponto A; a distância do ponto A ao semieixo positivo Ox excede em 1 a distância do ponto B a esse semieixo; \dfrac{7{\pi}}{2} é a área do retângulo de diagonal [AB] e lados paralelos, dois a dois, aos eixos coordenados.

Cossinusoide de zero a dois pi: começa no máximo, desce até ao mínimo e volta a subir; o ponto A está no ramo descendente, acima do eixo das abcissas, e o ponto B está abaixo desse eixo, um quarto de período à frente

Determine o valor de k.

A altura parte o triângulo em dois retângulos. O da direita tem hipotenusa [BC] = 2 e o ângulo x: dá a altura e o pedaço [HC] da base.

  1. No triângulo [BHC]. É retângulo em H, com hipotenusa \overline{BC} = 2 e o ângulo x em C: \operatorname{sen}x = \frac{\overline{BH}}{2} \iff \overline{BH} = 2\operatorname{sen}x, \qquad \cos x = \frac{\overline{HC}}{2} \iff \overline{HC} = 2\cos x.
  2. A base. Como \overline{AH} = 1 e H está entre A e C: \overline{AC} = \overline{AH}+\overline{HC} = 1+2\cos x.
  3. A área. A_{[ABC]} = \frac{\overline{AC} \times \overline{BH}}{2} = \frac{\left(1+2\cos x\right) \times 2\operatorname{sen}x}{2} = \operatorname{sen}x\left(1+2\cos x\right).A altura é a mesma para os dois triângulos em que [BH] parte [ABC] — é por isso que basta somar as duas bases e usar \overline{BH} uma só vez.
Respostademonstração

O triângulo [AMP] é retângulo em M e \overline{AM} = 4. O cano [FP] é o que sobra de [FM] depois de tirar [PM].

  1. a) No triângulo [AMP]. É retângulo em M, com \overline{AM} = \frac{8}{2} = 4 e o ângulo x em A: \cos x = \frac{4}{\overline{PA}} \iff \overline{PA} = \frac{4}{\cos x}, \qquad \operatorname{tg}x = \frac{\overline{PM}}{4} \iff \overline{PM} = 4\operatorname{tg}x.
  2. O cano vertical. Como \overline{FM} = 4 e P está entre F e M: \overline{FP} = 4-\overline{PM} = 4-4\operatorname{tg}x.
  3. O total. Como \overline{PA} = \overline{PB}: C(x) = 2 \times \frac{4}{\cos x}+4-4\operatorname{tg}x = \frac{8}{\cos x}-\frac{4\operatorname{sen}x}{\cos x}+4 = 4+\frac{8-4\operatorname{sen}x}{\cos x}.
  4. b) Em x = 0. C(0) = 4+\frac{8-0}{1} = 12 \text{ km}.
  5. A interpretação. Com x = 0, o ponto P coincide com M: a canalização toma a forma de um T invertido, com o cano [FM] de 4 km e os dois canos ao longo de [AB], que juntos medem 8 km. Ao todo, 4+8 = 12 km, como a expressão dá.O intervalo pára em \frac{{\pi}}{4} porque aí \operatorname{tg}x = 1 e \overline{PM} = 4: o ponto P chega a F e o cano [FP] desaparece. Passar disso punha P acima da fonte, fora da figura.
RespostaC(0) = 12 km

A zona relvada é o círculo menos o retângulo. Para os lados do retângulo, repara que [OB] é um raio e vale 5 — e que os diâmetros passam pelos pontos médios dos lados.

  1. As coordenadas de B. Seja P a projeção de B sobre o diâmetro [HF]. Como \overline{OB} = 5: \overline{BP} = 5\operatorname{sen}x, \qquad \overline{OP} = 5\cos x.
  2. Os lados. Os diâmetros contêm os pontos médios dos lados, logo cada lado é o dobro: \overline{AB} = 2\overline{OP} = 10\cos x, \qquad \overline{BC} = 2\overline{BP} = 10\operatorname{sen}x.
  3. As duas áreas. A_{\circ} = {\pi} \times 5^{2} = 25{\pi}, \qquad A_{[ABCD]} = 10\cos x \times 10\operatorname{sen}x = 100\operatorname{sen}x\cos x.
  4. A diferença. A = 25{\pi}-100\operatorname{sen}x\cos x = 25\left({\pi}-4\operatorname{sen}x\cos x\right).O retângulo maior que cabe assim no círculo é o quadrado, em x = \frac{{\pi}}{4} — e é aí que a zona relvada é mínima. Nos extremos do intervalo o retângulo achata-se e a relva ocupa quase todo o canteiro.
Respostademonstração

Dois triângulos retângulos com o mesmo ângulo x: um em A, que dá \overline{AD}, e outro em E, que dá a parte da altura acima do retângulo. Como [EF] é paralelo a [AC], os ângulos em A e em E são iguais.

  1. Metades. Sejam H o ponto médio de [EF] e I o de [AC]. Como \overline{EF} = \overline{DG} = 2, tem-se \overline{EH} = 1; e \overline{HI} = \overline{DE} = 1.
  2. À esquerda do retângulo. No triângulo retângulo [ADE], com \overline{DE} = 1: \operatorname{tg}x = \frac{1}{\overline{AD}} \iff \overline{AD} = \frac{1}{\operatorname{tg}x}.
  3. Acima do retângulo. Como [EF] \parallel [AC], o ângulo BEF tem amplitude x. No triângulo retângulo [EHB], com \overline{EH} = 1: \operatorname{tg}x = \frac{\overline{BH}}{1} \iff \overline{BH} = \operatorname{tg}x.
  4. A base e a altura. \overline{AC} = 2\overline{AD}+\overline{DG} = \frac{2}{\operatorname{tg}x}+2, \qquad \overline{BI} = \overline{BH}+\overline{HI} = \operatorname{tg}x+1.
  5. A área. A_{[ABC]} = \frac{\left(\frac{2}{\operatorname{tg}x}+2\right)\left(\operatorname{tg}x+1\right)}{2} = \frac{2+\frac{2}{\operatorname{tg}x}+2\operatorname{tg}x+2}{2} = 2+\operatorname{tg}x+\frac{1}{\operatorname{tg}x}.O passo que o enunciado sugere — B\hat{E}F = B\hat{A}C — é o que evita ter de calcular a altura toda de uma vez: parte-se em \overline{BH} e \overline{HI}, e cada pedaço sai de um triângulo diferente.
Respostademonstração

O cateto conhecido é o adjacente a x: o cosseno dá a hipotenusa e a tangente dá o outro cateto. Em b), começa por reduzir \cos\left(\frac{{\pi}}{2}+{\alpha}\right).

  1. a) Os outros lados. Com \overline{AB} = 1 e o ângulo x em A: \cos x = \frac{1}{\overline{AC}} \iff \overline{AC} = \frac{1}{\cos x}, \qquad \operatorname{tg}x = \frac{\overline{BC}}{1} \iff \overline{BC} = \operatorname{tg}x.
  2. O perímetro. P = 1+\operatorname{tg}x+\frac{1}{\cos x} = \frac{\cos x}{\cos x}+\frac{\operatorname{sen}x}{\cos x}+\frac{1}{\cos x} = \frac{1+\operatorname{sen}x+\cos x}{\cos x}.
  3. b) Reduzir. \cos\left(\frac{{\pi}}{2}+{\alpha}\right) = -\operatorname{sen}{\alpha} = -\frac{3}{5} \iff \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{3}{5}.
  4. O cosseno. Pela fórmula fundamental, \cos^{2}{\alpha} = 1-\frac{9}{25} = \frac{16}{25} \iff \cos{\alpha} = \pm\frac{4}{5}, e como {\alpha} \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[, o cosseno é positivo: \cos{\alpha} = \frac{4}{5}.
  5. O perímetro. P = \frac{1+\frac{3}{5}+\frac{4}{5}}{\frac{4}{5}} = \frac{\frac{12}{5}}{\frac{4}{5}} = 3.Sem a condição {\alpha} \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[, o cosseno admitia os dois sinais e o perímetro daria também -1 — que um perímetro não pode ser. O intervalo faz aqui o trabalho que a figura fez noutros itens.
RespostaP = 3

Projeta A e D sobre a base [BC]. Por simetria, os dois pedaços que sobram nos extremos são iguais — e é isso que dá a base menor.

  1. a) A altura. Sejam P e Q as projeções de A e de D sobre [BC]. No triângulo retângulo [ABP], com \overline{AB} = 1: \overline{AP} = \operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \overline{BP} = \cos{\alpha}.
  2. A base menor. Por simetria, \overline{QC} = \overline{BP} = \cos{\alpha}, e como \overline{BC} = 1: \overline{AD} = \overline{PQ} = 1-2\cos{\alpha}.
  3. A área. A_{[ABCD]} = \frac{\overline{BC}+\overline{AD}}{2} \times \overline{AP} = \frac{1+1-2\cos{\alpha}}{2} \times \operatorname{sen}{\alpha} = \left(1-\cos{\alpha}\right)\operatorname{sen}{\alpha}.
  4. b) O valor. A\left(\frac{{\pi}}{2}\right) = \operatorname{sen}\frac{{\pi}}{2}\left(1-\cos\frac{{\pi}}{2}\right) = 1 \times \left(1-0\right) = 1.
  5. A interpretação. Com {\alpha} = \frac{{\pi}}{2}, os ângulos em B e em C são retos e \overline{AD} = 1-2 \times 0 = 1. O quadrilátero tem os quatro lados iguais a 1 e quatro ângulos retos: é um quadrado de lado 1, cuja área é 1^{2} = 1.A restrição {\alpha} > \frac{{\pi}}{3} vem de \overline{AD} > 0: se \cos{\alpha} \geq \frac{1}{2}, a base menor anulava-se ou ficava negativa e o trapézio deixava de existir.
RespostaA\left(\frac{{\pi}}{2}\right) = 1 (um quadrado de lado 1)

Num triângulo retângulo, os dois catetos servem de base e de altura um do outro. E a hipotenusa é 2, não 1.

  1. Os catetos. Com \overline{BC} = 2 por hipotenusa e o ângulo {\alpha} em B: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\overline{AC}}{2} \iff \overline{AC} = 2\operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \cos{\alpha} = \frac{\overline{AB}}{2} \iff \overline{AB} = 2\cos{\alpha}.
  2. A área. Os catetos são perpendiculares, logo um é base e o outro altura: A_{[ABC]} = \frac{2\cos{\alpha} \times 2\operatorname{sen}{\alpha}}{2} = 2\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}. A opção correta é a (A).A opção (C) é o que sai de esquecer a divisão por 2 da fórmula da área do triângulo — e é por isso que lá está.
RespostaOpção (A)

[EG] é a altura de uma face lateral, e [FG] mede metade do lado da base. O triângulo [FGE] é retângulo em F.

  1. A metade do lado. Como F é o centro da base e G o ponto médio de [BC], o segmento [FG] mede metade do lado: \overline{FG} = \frac{2}{2} = 1.
  2. A altura da face. No triângulo retângulo [FGE], com o ângulo x em G: \cos x = \frac{\overline{FG}}{\overline{EG}} = \frac{1}{\overline{EG}} \iff \overline{EG} = \frac{1}{\cos x}.
  3. Uma face lateral. É um triângulo de base \overline{BC} = 2 e altura [EG]: A_{[BCE]} = \frac{2 \times \frac{1}{\cos x}}{2} = \frac{1}{\cos x}.
  4. A área total. Quatro faces laterais iguais mais a base quadrada de área 2^{2} = 4: A_{T} = 4 \times \frac{1}{\cos x}+4 = \frac{4}{\cos x}+\frac{4\cos x}{\cos x} = \frac{4\cos x+4}{\cos x}.O ângulo x mede a inclinação da face, não a da aresta lateral: o triângulo onde ele vive tem por catetos a apótema da base e a altura da pirâmide.
Respostademonstração

A região é a soma de duas: um quarto de círculo de raio 1 e um triângulo retângulo. A ordenada de A lê-se na reta x = 1.

  1. O quarto de círculo. \frac{{\pi} \times 1^{2}}{4} = \frac{{\pi}}{4}.
  2. O triângulo. Sendo P = (1,\,0), o triângulo [OPA] é retângulo em P, com \overline{OP} = 1: \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\overline{PA}}{1} \iff \overline{PA} = \operatorname{tg}{\alpha}, \qquad A_{[OPA]} = \frac{1 \times \operatorname{tg}{\alpha}}{2} = \frac{\operatorname{tg}{\alpha}}{2}.
  3. A soma. A = \frac{{\pi}}{4}+\frac{\operatorname{tg}{\alpha}}{2}. A opção correta é a (A).A reta x = 1 é o eixo das tangentes: a ordenada do ponto onde o lado extremidade a corta é \operatorname{tg}{\alpha}. As opções (C) e (D) esquecem que o quarto de círculo é um quarto — e não o círculo inteiro.
RespostaOpção (A)

Parte a ponte em dois no apoio A. Cada pedaço é a hipotenusa de um triângulo retângulo em que o cateto conhecido é 12 ou 16. Em b), um triângulo retângulo isósceles tem os ângulos agudos iguais.

  1. a) O primeiro troço. Seja A_{1} a projeção de A sobre a margem que contém P_{1}, com \overline{AA_{1}} = 12. No triângulo retângulo [AA_{1}P_{1}], o ângulo em P_{1} tem amplitude x: \operatorname{sen}x = \frac{12}{\overline{AP_{1}}} \iff \overline{AP_{1}} = \frac{12}{\operatorname{sen}x}.
  2. O segundo troço. Seja A_{2} a projeção de A sobre a outra margem, com \overline{AA_{2}} = 16. O ângulo A_{2}AP_{2} também tem amplitude x (ângulos de lados perpendiculares), logo \cos x = \frac{16}{\overline{AP_{2}}} \iff \overline{AP_{2}} = \frac{16}{\cos x}.
  3. O comprimento. \overline{P_{1}P_{2}} = \frac{12}{\operatorname{sen}x}+\frac{16}{\cos x} = \frac{12\cos x+16\operatorname{sen}x}{\operatorname{sen}x\cos x} = \frac{16\operatorname{sen}x+12\cos x}{\operatorname{sen}x\cos x}.
  4. b) O ângulo. Se \overline{BP_{1}} = \overline{BP_{2}}, o triângulo [BP_{1}P_{2}] é retângulo em B e isósceles: os dois ângulos agudos são iguais e valem \frac{{\pi}}{4}. Logo x = \frac{{\pi}}{4}.
  5. O valor. Com \operatorname{sen}\frac{{\pi}}{4} = \cos\frac{{\pi}}{4} = \frac{\sqrt{2}}{2}: \frac{16 \times \frac{\sqrt{2}}{2}+12 \times \frac{\sqrt{2}}{2}}{\frac{\sqrt{2}}{2} \times \frac{\sqrt{2}}{2}} = \frac{28 \times \frac{\sqrt{2}}{2}}{\frac{1}{2}} = 28\sqrt{2} \approx 39{,}6 \text{ metros}.O segundo troço usa o cosseno, e não o seno, porque o ângulo x aparece lá noutro sítio: em A, e não em P_{2}. Dois ângulos de lados dois a dois perpendiculares são iguais — é isso que transporta o x de um triângulo para o outro.
Resposta28\sqrt{2} \approx 39{,}6 m

Trabalha no triângulo retângulo [EBC]: o cateto [BC] mede 1, e é o oposto ao ângulo x. A simetria em relação a [AC] dá o resto do perímetro.

  1. No triângulo [EBC]. É retângulo em B, com \overline{BC} = 1: \operatorname{sen}x = \frac{\overline{BC}}{\overline{EC}} = \frac{1}{\overline{EC}} \iff \overline{EC} = \frac{1}{\operatorname{sen}x}, \operatorname{tg}x = \frac{\overline{BC}}{\overline{EB}} = \frac{1}{\overline{EB}} \iff \overline{EB} = \frac{1}{\operatorname{tg}x}.
  2. O lado [AE]. Como \overline{AE}+\overline{EB} = 1: \overline{AE} = 1-\frac{1}{\operatorname{tg}x}.
  3. A simetria. A diagonal [AC] é eixo de simetria do quadrado e \overline{AE} = \overline{AF}, logo \overline{FC} = \overline{EC}.
  4. O perímetro. P = 2\overline{AE}+2\overline{EC} = 2\left(1-\frac{1}{\operatorname{tg}x}\right)+\frac{2}{\operatorname{sen}x} = 2-\frac{2}{\operatorname{tg}x}+\frac{2}{\operatorname{sen}x}.A restrição x \in \left]\frac{{\pi}}{4},\,\frac{{\pi}}{2}\right[ não é decorativa: é ela que garante \operatorname{tg}x > 1, isto é, \overline{EB} < 1, e portanto que E cai mesmo dentro do lado [AB].
Respostademonstração

Toma [AB] por base. Como [AB] é perpendicular a Ox, os pontos A e B são simétricos em relação a esse eixo: a base é o dobro da ordenada de A.

  1. As medidas. Seja P a interseção de [AB] com o eixo Ox. Como \overline{OA} = 1: \overline{AP} = \operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \overline{OP} = \cos{\alpha}.
  2. A base. Por simetria em relação ao eixo Ox, \overline{AB} = 2\overline{AP} = 2\operatorname{sen}{\alpha}.
  3. A área. Com [AB] por base e [OP] por altura: A_{[OAB]} = \frac{2\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}}{2} = \operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}. A opção correta é a (A).Quem esquece a simetria toma \overline{AB} = \operatorname{sen}{\alpha} e fica com metade do valor. O enunciado diz que A e B pertencem à circunferência e que [AB] \perp Ox: são essas duas condições que fazem de P o ponto médio de [AB].
RespostaOpção (A)

Mede a partir do centro: C está sempre à distância 1 da reta. Falta saber quanto é que P está acima ou abaixo de C.

  1. Um ponto de apoio. Seja I a posição inicial de P: está à distância 2 de r, é o ponto da circunferência mais afastado da reta, e [IC] é perpendicular a r.
  2. A altura de P sobre C. Depois de uma rotação de amplitude {\alpha}, o ângulo ICP tem amplitude {\alpha}. Sendo Q a projeção de P sobre a reta IC, e \overline{CP} = 1: \cos{\alpha} = \frac{\overline{CQ}}{1} \iff \overline{CQ} = \cos{\alpha}.
  3. A distância. O centro está à distância 1 de r, e P está \cos{\alpha} acima de C — quantidade que fica negativa quando P desce abaixo do centro: d = 1+\cos{\alpha}. A opção correta é a (A).Um teste rápido de plausibilidade: em {\alpha} = 0 tem de dar 2, e em {\alpha} = {\pi} tem de dar 0, que é quando P toca a reta. Só a opção (A) passa nos dois.
RespostaOpção (A)

O raio do arco é \overline{BE} = 2. Tira daí \overline{CE} e \overline{BC}, e depois retira ao trapézio [ACEG] o triângulo [BCE].

  1. a) Os catetos. Como [BE] é um raio do arco, \overline{BE} = 2. No triângulo retângulo [BCE]: \operatorname{sen}x = \frac{\overline{CE}}{2} \iff \overline{CE} = 2\operatorname{sen}x, \qquad \cos x = \frac{\overline{BC}}{2} \iff \overline{BC} = 2\cos x.
  2. O trapézio. [ACEG] tem bases \overline{AG} = 2 e \overline{CE} = 2\operatorname{sen}x, e altura \overline{AC} = \overline{AB}+\overline{BC} = 2+2\cos x: A_{[ACEG]} = \frac{2+2\operatorname{sen}x}{2} \times \left(2+2\cos x\right) = \left(1+\operatorname{sen}x\right)\left(2+2\cos x\right).
  3. O triângulo a retirar. A_{[BCE]} = \frac{\overline{BC} \times \overline{CE}}{2} = \frac{2\cos x \times 2\operatorname{sen}x}{2} = 2\operatorname{sen}x\cos x.
  4. A diferença. A_{[ABEG]} = 2+2\cos x+2\operatorname{sen}x+2\operatorname{sen}x\cos x-2\operatorname{sen}x\cos x = 2\left(1+\operatorname{sen}x+\cos x\right).
  5. b) Nos extremos. A(0) = 2\left(1+0+1\right) = 4, \qquad A\left(\frac{{\pi}}{2}\right) = 2\left(1+1+0\right) = 4.
  6. A interpretação. Com x = 0, o ponto E coincide com D e o polígono é o triângulo [AGD], de base \overline{AD} = 4 e altura \overline{AG} = 2: área \frac{4 \times 2}{2} = 4. Com x = \frac{{\pi}}{2}, o ponto E coincide com F e o polígono é o quadrado [ABFG], de área 2 \times 2 = 4.Os dois extremos dão o mesmo valor, mas o polígono não é constante pelo meio: a expressão 2\left(1+\operatorname{sen}x+\cos x\right) tem máximo em x = \frac{{\pi}}{4}, onde a área vale 2+2\sqrt{2} \approx 4{,}83.
RespostaA(0) = A\left(\frac{{\pi}}{2}\right) = 4

Divide a fórmula fundamental por \cos^{2}{\theta}: fica uma relação entre a tangente e o cosseno. Repara que só aparecem quadrados — o sinal, e portanto o quadrante, não interessa.

  1. Uma relação com a tangente. Dividindo \operatorname{sen}^{2}{\theta}+\cos^{2}{\theta} = 1 por \cos^{2}{\theta}: \operatorname{tg}^{2}{\theta}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\theta}}.
  2. O cosseno ao quadrado. Com \operatorname{tg}{\theta} = \frac{1}{2}: \frac{1}{4}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\theta}} \iff \frac{5}{4} = \frac{1}{\cos^{2}{\theta}} \iff \cos^{2}{\theta} = \frac{4}{5}.
  3. O seno ao quadrado. Pela fórmula fundamental: \operatorname{sen}^{2}{\theta} = 1-\frac{4}{5} = \frac{1}{5}.
  4. A expressão. 2-5\operatorname{sen}^{2}{\theta} = 2-5 \times \frac{1}{5} = 2-1 = 1.Não é preciso saber em que quadrante está {\theta}: só entram quadrados, e um quadrado apaga o sinal. Num item que pedisse \operatorname{sen}{\theta}, já haveria duas respostas possíveis.
Resposta1

Primeiro a área do trapézio; metade dela é a área do triângulo [APD]. Depois \overline{PA}: no triângulo retângulo [APD], o cateto conhecido é \overline{AD} = 30 e o ângulo está em D.

  1. A área do trapézio. A_{[ABCD]} = \frac{\overline{AD}+\overline{BC}}{2} \times \overline{AB} = \frac{30+10}{2} \times 10 = 200. Metade é 100: é essa a área que o triângulo [APD] tem de ter.
  2. O cateto [PA]. No triângulo retângulo [APD], o ângulo em D tem amplitude x, o cateto oposto é [PA] e o adjacente é [AD]: \operatorname{tg}x = \frac{\overline{PA}}{30} \iff \overline{PA} = 30\operatorname{tg}x.
  3. A equação. A_{[APD]} = \frac{\overline{AD} \times \overline{PA}}{2} = \frac{30 \times 30\operatorname{tg}x}{2} = \frac{30^{2}\operatorname{tg}x}{2}, e a condição pedida é \frac{30^{2}\operatorname{tg}x}{2} = 100. A opção correta é a (B).O seno não serve: [AD] não é a hipotenusa do triângulo, é um cateto. Quem relaciona dois catetos é a tangente.
RespostaOpção (B)

Projeta R sobre os dois eixos que [OA] e [OM] determinam. Fica um triângulo retângulo com [RM] por hipotenusa — e a fórmula fundamental faz o resto.

  1. a) As projeções. Seja B a projeção de R sobre [OM] e C a projeção sobre [OA]. Como \overline{OR} = 5: \overline{OB} = \overline{CR} = 5\operatorname{sen}x, \qquad \overline{BR} = \overline{OC} = 5\cos x.
  2. O outro cateto. Como \overline{OM} = 8: \overline{BM} = \overline{OM}-\overline{OB} = 8-5\operatorname{sen}x.
  3. Pitágoras. O triângulo [BRM] é retângulo em B: \overline{RM}^{2} = \left(8-5\operatorname{sen}x\right)^{2}+\left(5\cos x\right)^{2} = 64-80\operatorname{sen}x+25\operatorname{sen}^{2}x+25\cos^{2}x.
  4. A fórmula fundamental. Como 25\operatorname{sen}^{2}x+25\cos^{2}x = 25\left(\operatorname{sen}^{2}x+\cos^{2}x\right) = 25: \overline{RM}^{2} = 64+25-80\operatorname{sen}x = 89-80\operatorname{sen}x, e, sendo uma distância, d(x) = \sqrt{89-80\operatorname{sen}x}.
  5. b) O valor. d\left(\frac{{\pi}}{2}\right) = \sqrt{89-80\operatorname{sen}\frac{{\pi}}{2}} = \sqrt{89-80} = \sqrt{9} = 3.
  6. A justificação. Com x = \frac{{\pi}}{2}, a Rita está sobre o segmento [OM], entre O e a mãe. Nessa posição \overline{RM} = \overline{OM}-\overline{OR} = 8-5 = 3 \text{ metros}, que é o valor obtido — e é a menor distância a que a Rita chega da mãe.A expressão de d continua a valer quando R sai do primeiro quadrante: aí \cos x e \operatorname{sen}x mudam de sinal, mas entram elevados ao quadrado ou multiplicados pelo mesmo -80. É a vantagem de definir seno e cosseno no círculo, e não só no triângulo.
Respostad\left(\frac{{\pi}}{2}\right) = 3 metros

Um período é a distância entre dois maximizantes consecutivos — não entre um maximizante e o minimizante seguinte.

  1. Ler o gráfico. Os valores \frac{2{\pi}}{9} e \frac{14{\pi}}{9} são maximizantes consecutivos; entre eles, \frac{8{\pi}}{9} é um minimizante.
  2. A distância. P = \frac{14{\pi}}{9}-\frac{2{\pi}}{9} = \frac{12{\pi}}{9} = \frac{4{\pi}}{3}. A opção correta é a (D).A opção (C), \frac{2{\pi}}{3}, é exatamente meio período: a distância de um maximizante ao minimizante seguinte. Avançar meio período leva o gráfico ao seu simétrico, não a si próprio.
RespostaOpção (D)

Os quatro raios cortam a região em oito peças: quatro triângulos retângulos iguais e quatro setores de amplitude x. A área do setor de raio r e amplitude {\theta} é \frac{1}{2}r^{2}{\theta}.

  1. Os catetos. Como \overline{OB} = 3, no triângulo retângulo [OIB]: \operatorname{sen}x = \frac{\overline{OI}}{3} \iff \overline{OI} = 3\operatorname{sen}x, \qquad \cos x = \frac{\overline{IB}}{3} \iff \overline{IB} = 3\cos x.
  2. Os quatro triângulos. Por simetria, [OIA], [OIB], [OJC] e [OJD] são iguais: 4 \times A_{[OIB]} = 4 \times \frac{\overline{OI} \times \overline{IB}}{2} = 4 \times \frac{3\operatorname{sen}x \times 3\cos x}{2} = 18\operatorname{sen}x \times \cos x.
  3. Os quatro setores. Cada um tem raio 3 e amplitude x: 4 \times \frac{1}{2} \times 3^{2} \times x = 18x.
  4. Somar. A(x) = 18\operatorname{sen}x \times \cos x+18x = 18\left(x+\operatorname{sen}x \times \cos x\right), \quad x \in \left[0,\,\frac{{\pi}}{2}\right].A fórmula do setor só vale com a amplitude em radianos — e é isso que faz aparecer o x «solto» na expressão final, sem função trigonométrica à volta.
Respostademonstração

A reta OP é eixo de simetria da figura: parte o ângulo SOR ao meio e o quadrilátero em dois triângulos iguais. Um raio é sempre perpendicular à tangente no ponto de tangência.

  1. O ângulo reto. A reta PR é tangente à circunferência em R, logo é perpendicular ao raio [OR]. O triângulo [ORP] é retângulo em R.
  2. A simetria. Os pontos R e S são simétricos relativamente à reta OP, pelo que o ângulo ROP tem amplitude \frac{{\alpha}}{2}.
  3. O cateto. No triângulo retângulo [ORP], com \overline{OR} = 1: \operatorname{tg}\frac{{\alpha}}{2} = \frac{\overline{RP}}{\overline{OR}} = \frac{\overline{RP}}{1} \iff \overline{RP} = \operatorname{tg}\frac{{\alpha}}{2}.
  4. Meia área. Tomando [OR] por base e [RP] por altura: A_{[ORP]} = \frac{\overline{OR} \times \overline{RP}}{2} = \frac{1 \times \operatorname{tg}\frac{{\alpha}}{2}}{2} = \frac{\operatorname{tg}\frac{{\alpha}}{2}}{2}.
  5. O quadrilátero. Os triângulos [ORP] e [OPS] são iguais, logo A_{[ORPS]} = 2 \times \frac{\operatorname{tg}\frac{{\alpha}}{2}}{2} = \operatorname{tg}\frac{{\alpha}}{2}, \quad {\alpha} \in \left]0,\,{\pi}\right[.É o «meio ângulo» que explica o \frac{{\alpha}}{2} da expressão pedida: o enunciado dá o ângulo SOR inteiro, mas quem entra no triângulo retângulo é metade dele. A restrição {\alpha} \in \left]0,\,{\pi}\right[ garante \frac{{\alpha}}{2} \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[, onde a tangente está definida e é positiva.
Respostademonstração

Baixa a altura de P sobre [OR]. Num triângulo isósceles, essa altura é também mediana — parte a base em duas partes iguais.

  1. A altura. Seja Q o pé da altura tirada de P. Como \overline{OP} = 1: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\overline{PQ}}{1} \iff \overline{PQ} = \operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \cos{\alpha} = \frac{\overline{OQ}}{1} \iff \overline{OQ} = \cos{\alpha}.
  2. A base. O triângulo é isósceles com \overline{OP} = \overline{PR}, logo a altura tirada de P é também mediana e \overline{OQ} = \overline{QR}. Assim \overline{OR} = \overline{OQ}+\overline{QR} = 2\cos{\alpha}.
  3. A área. A_{[OPR]} = \frac{\overline{OR} \times \overline{PQ}}{2} = \frac{2\cos{\alpha} \times \operatorname{sen}{\alpha}}{2} = \operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha}. A opção correta é a (A).A palavra «isósceles» não é adorno do enunciado: é ela que duplica \cos{\alpha} para dar a base. Sem ela, a base ficava por determinar.
RespostaOpção (A)

A fórmula fundamental dá o seno a menos do sinal. O sinal decide-se pelo quadrante — e as duas condições do enunciado localizam-no.

  1. A fórmula fundamental. \operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha} = 1 \iff \operatorname{sen}^{2}{\alpha} = 1-\cos^{2}{\alpha} \iff \operatorname{sen}{\alpha} = \pm\sqrt{1-\cos^{2}{\alpha}}. Isto já elimina as opções (C) e (D).
  2. O quadrante. \cos{\alpha} < 0 põe {\alpha} no 2.º ou no 3.º quadrante; \operatorname{tg}{\alpha} > 0 põe-no no 1.º ou no 3.º. Em comum: o 3.º quadrante.
  3. O sinal. No 3.º quadrante o seno é negativo, logo \operatorname{sen}{\alpha} = -\sqrt{1-\cos^{2}{\alpha}}. A opção correta é a (B).A tangente é o quociente \frac{\operatorname{sen}}{\cos}: ser positiva com o cosseno negativo obriga o seno a ser também negativo. É outra forma de fechar o mesmo raciocínio.
RespostaOpção (B)

Testa cada opção com uma fórmula de redução. Qual delas transforma um cosseno num menos seno?

  1. O que se sabe. \operatorname{sen}{\beta} = \frac{1}{5}. Procura-se um valor cujo cosseno seja -\frac{1}{5}, ou seja, -\operatorname{sen}{\beta}.
  2. Reduzir cada opção. \cos\left({\pi}+{\beta}\right) = -\cos{\beta} \qquad \cos\left(\frac{{\pi}}{2}+{\beta}\right) = -\operatorname{sen}{\beta} \cos\left(-{\beta}\right) = \cos{\beta} \qquad \cos\left(\frac{{\pi}}{2}-{\beta}\right) = \operatorname{sen}{\beta}
  3. Escolher. Só a segunda dá -\operatorname{sen}{\beta} = -\frac{1}{5}: \cos\left(\frac{{\pi}}{2}+{\beta}\right) = -\operatorname{sen}{\beta} = -\frac{1}{5}. A opção correta é a (B).As opções (A) e (C) devolvem \pm\cos{\beta}, que o enunciado não dá; e (D) devolve +\frac{1}{5}, com o sinal trocado.
RespostaOpção (B)

São três pedaços: um arco e dois segmentos. O arco de raio 1 mede {\alpha} — é essa a definição de radiano.

  1. O arco. Num círculo de raio 1, o comprimento do arco é s = r{\theta} = 1 \times {\alpha} = {\alpha}.
  2. O segmento vertical. Como \overline{OA} = 1, no triângulo [OCA]: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\overline{AC}}{1} \iff \overline{AC} = \operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \cos{\alpha} = \frac{\overline{OC}}{1} \iff \overline{OC} = \cos{\alpha}.
  3. O segmento no eixo. Como \overline{OB} = 1: \overline{CB} = \overline{OB}-\overline{OC} = 1-\cos{\alpha}.
  4. Somar. P = {\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}+1-\cos{\alpha} = 1+{\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}-\cos{\alpha}. A opção correta é a (D).As opções (A) e (B) põem {\pi} \times {\alpha} no arco: é a confusão entre s = r{\theta} e o perímetro 2{\pi}r. Num raio 1, o arco é o próprio ângulo em radianos.
RespostaOpção (D)

Toma [OC] por base — está sobre o eixo Oy. A altura é então a distância de P a esse eixo.

  1. A base. \overline{OC} = 1, sobre o eixo Oy.
  2. A altura. A altura relativa a essa base é a distância de P ao eixo Oy, isto é, a abcissa de P. Como P está no círculo trigonométrico, essa abcissa é \cos x.
  3. A área. f(x) = \frac{\overline{OC} \times \cos x}{2} = \frac{1 \times \cos x}{2} = \frac{\cos x}{2}. A opção correta é a (B).O reflexo é tomar o seno, porque é a coordenada que costuma dar alturas. Aqui a base está no eixo vertical: quem mede a altura é a outra coordenada.
RespostaOpção (B)

Isola o cosseno. O valor que sai lê-se no círculo em dois pontos, simétricos em relação ao eixo Ox.

  1. Isolar. 5+2\cos x = 6 \iff \cos x = \frac{1}{2}.
  2. Ler no círculo. A abcissa vale \frac{1}{2} em dois pontos, associados a \frac{{\pi}}{3} e a -\frac{{\pi}}{3}.
  3. Pôr no intervalo. Em \left]0,\,2{\pi}\right[, o segundo escreve-se -\frac{{\pi}}{3}+2{\pi} = \frac{5{\pi}}{3}.
  4. A opção correta é a (B).As opções com \frac{{\pi}}{6} correspondem a \cos x = \frac{\sqrt{3}}{2}. Confundir os ângulos de referência \frac{{\pi}}{6} e \frac{{\pi}}{3} é o erro que estas quatro opções procuram.
RespostaOpção (B)

A ordenada do ponto onde a reta corta x = 1 é a tangente do ângulo. Depois reduz as duas parcelas: uma com \frac{{\pi}}{2}, outra tirando primeiro uma volta.

  1. A tangente. A reta OA corta x = 1 num ponto de ordenada \sqrt{8}, logo \operatorname{tg}{\alpha} = \sqrt{8}.
  2. O cosseno. Dividindo a fórmula fundamental por \cos^{2}{\alpha}: \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}} \iff 9 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}} \iff \cos^{2}{\alpha} = \frac{1}{9}. A figura põe A no 3.º quadrante, onde o cosseno é negativo: \cos{\alpha} = -\frac{1}{3}.
  3. A primeira parcela. \operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}+{\alpha}\right) = \cos{\alpha} = -\frac{1}{3}.
  4. A segunda. Tirando uma volta, 3{\pi}-{\alpha} = {\pi}-{\alpha}+2{\pi}: \cos\left(3{\pi}-{\alpha}\right) = \cos\left({\pi}-{\alpha}\right) = -\cos{\alpha} = \frac{1}{3}.
  5. Juntar. 5\left(-\frac{1}{3}\right)+2 \times \frac{1}{3} = -\frac{5}{3}+\frac{2}{3} = -1.O quadrante vem da figura, não das contas: é ela que diz que A está no 3.º quadrante e obriga \cos{\alpha} < 0. A tangente sozinha admitia os dois sinais.
Resposta-1

A soma dos ângulos internos é {\pi}. Escreve {\beta} em função de {\alpha} e reduz, tratando 2{\alpha} como um único ângulo.

  1. A soma dos ângulos. {\alpha}+{\alpha}+{\beta} = {\pi} \iff {\beta} = {\pi}-2{\alpha}.
  2. Reduzir. Com a fórmula \cos\left({\pi}-u\right) = -\cos u, aplicada a u = 2{\alpha}: \cos{\beta} = \cos\left({\pi}-2{\alpha}\right) = -\cos(2{\alpha}). A opção correta é a (D).Não é preciso saber nenhuma fórmula de duplicação: 2{\alpha} trata-se como um ângulo qualquer, e a redução é a de sempre.
RespostaOpção (D)

O intervalo é o 2.º quadrante: seno positivo, cosseno negativo, tangente negativa.

  1. Os sinais. \operatorname{sen}{\theta} > 0, \cos{\theta} < 0, \operatorname{tg}{\theta} < 0.
  2. (A) Negativo menos positivo: negativo.
  3. (B) e (C) Positivo vezes negativo: negativos.
  4. (D) Positivo menos negativo — isto é, \operatorname{sen}{\theta}+\left|\operatorname{tg}{\theta}\right|: positivo.
  5. A opção correta é a (D).Outra vez a mesma leitura: uma diferença em que o subtraendo é negativo é, no fundo, uma soma de dois positivos.
RespostaOpção (D)

Isola a tangente. Depois resolve em ordem ao argumento 2x, e só no fim divide por 2 — é aí que o período {\pi} se transforma em \frac{{\pi}}{2}.

  1. Isolar. 1+3\operatorname{tg}(2x) = 4 \iff \operatorname{tg}(2x) = 1.
  2. Resolver em ordem ao argumento. A tangente vale 1 em \frac{{\pi}}{4}, e tem período {\pi}: 2x = \frac{{\pi}}{4}+k{\pi}, \quad k \in \mathbb{Z}.
  3. Isolar x. x = \frac{{\pi}}{8}+\frac{k{\pi}}{2}, \quad k \in \mathbb{Z}.
  4. Percorrer k. Com k = 1: x = \frac{{\pi}}{8}+\frac{{\pi}}{2} = \frac{5{\pi}}{8}. A opção correta é a (C).Dividir k{\pi} por 2 dá \frac{k{\pi}}{2}: as soluções passam a estar duas vezes mais juntas. É por isso que \frac{3{\pi}}{8} e \frac{7{\pi}}{8} parecem plausíveis e não são.
RespostaOpção (C)

Seja P a projeção de B sobre o eixo Ox. O triângulo [ABP] é retângulo em P: aplica-lhe o teorema de Pitágoras. Em b), divide a fórmula fundamental por \cos^{2}{\alpha}.

  1. a) Os catetos. Seja P a projeção ortogonal de B sobre Ox. Como \overline{OB} = 5: \overline{BP} = 5\operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \overline{OP} = 5\cos{\alpha}.
  2. O outro cateto. Como A = (-5,\,0) e P está à direita da origem: \overline{AP} = \overline{AO}+\overline{OP} = 5+5\cos{\alpha}.
  3. Pitágoras. d^{2} = \overline{BP}^{2}+\overline{AP}^{2} = 25\operatorname{sen}^{2}{\alpha}+25+50\cos{\alpha}+25\cos^{2}{\alpha}.
  4. A fórmula fundamental. Agrupando 25\left(\operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha}\right) = 25: d^{2} = 25+25+50\cos{\alpha} = 50+50\cos{\alpha}. \quad \square
  5. b) O cosseno. Dividindo a fórmula fundamental por \cos^{2}{\alpha}: \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}} \iff 25 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}} \iff \cos^{2}{\alpha} = \frac{1}{25}. Como B está no 1.º quadrante, \cos{\alpha} = \frac{1}{5}.
  6. A distância. d^{2} = 50+50 \times \frac{1}{5} = 60 \implies d = \sqrt{60} = 2\sqrt{15}.Também se podia usar diretamente a fórmula da distância entre A e B = \left(5\cos{\alpha},\,5\operatorname{sen}{\alpha}\right): dá o mesmo, com uma linha a menos.
Respostaa) d^{2} = 50+50\cos{\alpha} · b) d = \sqrt{60} = 2\sqrt{15}

Toma [OR] por base: mede 1. A altura é a ordenada de Q.

  1. As coordenadas de Q. Como Q está no círculo trigonométrico: Q = \left(\cos\frac{5{\pi}}{7},\,\operatorname{sen}\frac{5{\pi}}{7}\right).
  2. A área. Com [OR] por base, sobre o eixo Ox, e altura y_{Q}: A_{[OQR]} = \frac{1 \times \operatorname{sen}\frac{5{\pi}}{7}}{2} \approx \frac{0{,}7818}{2} \approx 0{,}39. A opção correta é a (A).A calculadora tem de estar em radianos. E repara que a altura é a ordenada de Q — não o comprimento \overline{OQ}, que é o raio e vale 1.
RespostaOpção (A)

A reta r é horizontal, de ordenada 1. A distância de um ponto a uma reta horizontal é a diferença de ordenadas.

  1. As coordenadas de C. O arco tem raio 1, logo C = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right).
  2. A distância. A reta r é y = 1, e no 1.º quadrante \operatorname{sen}{\alpha} \leq 1: d = 1-y_{C} = 1-\operatorname{sen}{\alpha}. A opção correta é a (B).Confirmação rápida: quando C chega a B, tem-se {\alpha} = \frac{{\pi}}{2} e d = 0 — o ponto está sobre a reta. A expressão (B) dá isso; as outras, não.
RespostaOpção (B)

Reduz as quatro ao ângulo x. Como x é do 1.º quadrante, o seno e o cosseno de x são ambos positivos.

  1. Reduzir as quatro. \cos\left({\pi}-x\right) = -\cos x, \qquad \operatorname{sen}\left({\pi}-x\right) = \operatorname{sen}x, \cos\left(\frac{3{\pi}}{2}-x\right) = -\operatorname{sen}x, \qquad \operatorname{sen}\left(\frac{3{\pi}}{2}-x\right) = -\cos x.
  2. Ler os sinais. No 1.º quadrante \operatorname{sen}x > 0 e \cos x > 0, logo três das expressões são negativas e só \operatorname{sen}\left({\pi}-x\right) = \operatorname{sen}x é positiva.
  3. A opção correta é a (B).Vale a pena reduzir as quatro antes de decidir: três delas trazem um sinal de menos que não se vê no enunciado.
RespostaOpção (B)

A abcissa vale -0{,}3 em dois pontos da circunferência, um no 2.º quadrante e outro no 3.º. Vê quantos deles cabem em cada intervalo.

  1. Onde está a solução. Como -0{,}3 < 0, os pontos com essa abcissa estão no 2.º e no 3.º quadrantes.
  2. (A) e (D). São o 1.º e o 4.º quadrantes, onde \cos x > 0: nenhuma solução.
  3. (C). O intervalo \left[\frac{{\pi}}{2},\,\frac{3{\pi}}{2}\right] cobre o 2.º e o 3.º quadrantes: duas soluções.
  4. (B). O intervalo \left[0,\,{\pi}\right] cobre o 1.º e o 2.º: só a do 2.º quadrante, isto é uma solução.
  5. A opção correta é a (B).Contar soluções é sempre a mesma coisa: ver quantos pontos da circunferência têm a coordenada pedida, e depois quantos deles caem no intervalo.
RespostaOpção (B)

O arco AB tem centro em C: \overline{CA} e \overline{CB} são raios do mesmo arco, e por isso são iguais.

  1. As coordenadas de B. Como [OB] é um raio do círculo trigonométrico: B = \left(\cos{\theta},\,\operatorname{sen}{\theta}\right), \quad\text{logo}\quad \overline{OC} = \cos{\theta}, \quad \overline{BC} = \operatorname{sen}{\theta}.
  2. O raio do segundo arco. O arco AB tem centro em C, logo \overline{CA} = \overline{CB} = \operatorname{sen}{\theta}.
  3. A abcissa de A. x_{A} = \overline{OC}+\overline{CA} = \cos{\theta}+\operatorname{sen}{\theta}. A opção correta é a (C).A palavra «centro» no enunciado é o dado que resolve o item: sem ela, \overline{CA} seria desconhecido. Vale a pena sublinhar sempre o que a figura diz por palavras.
RespostaOpção (C)

Em a), [ACD] é a diferença entre [ABD] e [ABC], e ambos têm a mesma base [AB]. Em c), \operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}+a\right) = \cos a.

  1. a) O cateto vertical. No triângulo [ABD], retângulo em B: \operatorname{tg}x = \frac{\overline{BD}}{\overline{AB}} = \frac{\overline{BD}}{2} \iff \overline{BD} = 2\operatorname{tg}x.
  2. A diferença de dois triângulos. Ambos têm base \overline{AB} = 2: A_{[ACD]} = A_{[ABD]}-A_{[ABC]} = \frac{2 \times 2\operatorname{tg}x}{2}-\frac{2 \times 1}{2} = 2\operatorname{tg}x-1. \quad \square
  3. b) A equação. 2\operatorname{tg}x-1 = 1 \iff \operatorname{tg}x = 1 \iff x = \frac{{\pi}}{4}, única solução no intervalo em que x faz sentido.
  4. c) O dado, reduzido. \operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}+a\right) = \cos a, logo \cos a = \frac{5}{13}.
  5. A tangente. Da fórmula fundamental, \operatorname{sen}^{2}a = 1-\frac{25}{169} = \frac{144}{169}; no 1.º quadrante \operatorname{sen}a = \frac{12}{13} e \operatorname{tg}a = \frac{12/13}{5/13} = \frac{12}{5}.
  6. O valor pedido. 2 \times \frac{12}{5}-1 = \frac{24-5}{5} = \frac{19}{5}.O terno 5, 12, 13 outra vez. Reconhecê-lo poupa a raiz quadrada e evita erros de arredondamento.
Respostaa) 2\operatorname{tg}x-1 · b) x = \frac{{\pi}}{4} · c) \frac{19}{5}

Dois lados são raios, e valem 1. O terceiro é horizontal: Q é o simétrico de P em relação ao eixo Oy.

  1. Os dois raios. \overline{OP} = \overline{OQ} = 1.
  2. O terceiro lado. Como P = \left(\cos 53^{\circ},\,\operatorname{sen}53^{\circ}\right) e Q é o seu simétrico em relação a Oy: \overline{PQ} = 2\cos 53^{\circ} \approx 2 \times 0{,}6018 \approx 1{,}2036.
  3. O perímetro. P = 1+1+1{,}2036 \approx 3{,}2. A opção correta é a (A).A calculadora tem de estar em graus: em radianos, \cos 53 daria -0{,}92 e o lado \overline{PQ} sairia negativo, \approx -1{,}84 — um comprimento não pode ser negativo, sinal seguro de que o modo está errado.
RespostaOpção (A)

Uma volta completa do ponteiro dos minutos são 2{\pi} radianos e 60 minutos. Atenção ao sinal: o ponteiro roda no sentido negativo.

  1. Quantas voltas. -3{\pi} = -2{\pi}+\left(-{\pi}\right), isto é, uma volta completa mais meia volta — no sentido dos ponteiros do relógio, que é o sentido negativo.
  2. Quanto tempo. Uma volta do ponteiro dos minutos é uma hora; meia volta é meia hora. Passou uma hora e meia.
  3. A hora. 10h45 mais 1h30 dá 12h15.
  4. A opção correta é a (C).O sinal negativo diz o sentido da rotação, não que o tempo ande para trás: o ponteiro dos minutos roda sempre no sentido negativo, e é por isso que o enunciado o escreve assim.
RespostaOpção (C)

A região sombreada é o círculo menos o triângulo. O triângulo é retângulo, com hipotenusa igual ao diâmetro.

  1. O triângulo é retângulo, por estar inscrito com o diâmetro por lado. A hipotenusa mede 2, e os catetos são b = 2\operatorname{sen}x, \qquad a = 2\cos x.
  2. O círculo. De raio 1: A_{\circ} = {\pi} \times 1^{2} = {\pi}.
  3. A diferença. A = {\pi}-\frac{2\operatorname{sen}x \times 2\cos x}{2} = {\pi}-2\operatorname{sen}x\cos x. A opção correta é a (A).A opção (B) trocaria o círculo pelo semicírculo. Convém confirmar sempre se a região sombreada é o círculo inteiro ou metade — a figura dá a resposta num relance.
RespostaOpção (A)

Compara 3 com \dfrac{{\pi}}{2} \approx 1{,}57 e com {\pi} \approx 3{,}14.

  1. Onde cai o 3. Como \frac{{\pi}}{2} \approx 1{,}57 e {\pi} \approx 3{,}14: \frac{{\pi}}{2} < 3 < {\pi}.
  2. Que quadrante é esse. Um ângulo entre \frac{{\pi}}{2} e {\pi} é obtuso: o lado extremidade fica no 2.º quadrante, e perto do semieixo negativo Ox, porque 3 está perto de {\pi}.
  3. A opção correta é a (B).Saber de cor que {\pi} \approx 3{,}14 resolve o item numa linha. É a razão pela qual convém ter uma ideia do tamanho dos ângulos em radianos, e não só das suas frações de {\pi}.
RespostaOpção (B)

Em cada intervalo, vê entre que valores a ordenada pode andar, e compara com 0{,}1.

  1. Opção (D). No arco de \frac{{\pi}}{6} a \frac{{\pi}}{2}, o seno cresce de \frac{1}{2} a 1: \frac{1}{2} \leq \operatorname{sen}x \leq 1. Como 0{,}1 < \frac{1}{2}, a equação não tem solução aí.
  2. As outras três. Em (C), o seno vai de 0 a \frac{1}{2} e passa por 0{,}1; em (A) e (B) o intervalo contém (C).
  3. A opção correta é a (D).Nestes itens compensa procurar o intervalo onde o valor pedido fica fora do enquadramento, em vez de testar as quatro opções uma a uma.
RespostaOpção (D)

A região é um trapézio de bases [AB] e [PC] e altura 2. O comprimento \overline{DP} sai da tangente no triângulo [ADP]. Em c), \cos\left(x+\frac{{\pi}}{2}\right) = -\operatorname{sen}x.

  1. a) O pedaço horizontal. Seja Q a projeção de P sobre [AB]. O triângulo [AQP] é retângulo em Q, com \overline{PQ} = \overline{BC} = 2, e o ângulo x está em A: \operatorname{tg}x = \frac{\overline{PQ}}{\overline{AQ}} = \frac{2}{\overline{AQ}} \iff \overline{AQ} = \frac{2}{\operatorname{tg}x}.
  2. A base menor. Como \overline{DP} = \overline{AQ}, \overline{PC} = 2-\frac{2}{\operatorname{tg}x}.
  3. A área do trapézio. Bases \overline{AB} = 2 e \overline{PC}, altura \overline{BC} = 2: A = \frac{2+2-\frac{2}{\operatorname{tg}x}}{2} \times 2 = 4-\frac{2}{\operatorname{tg}x}. \quad \square
  4. b) A equação. 4-\frac{2}{\operatorname{tg}x} = \frac{12-2\sqrt{3}}{3} = 4-\frac{2\sqrt{3}}{3} \iff \frac{2}{\operatorname{tg}x} = \frac{2\sqrt{3}}{3} \iff \operatorname{tg}x = \frac{3}{\sqrt{3}} = \sqrt{3}. No intervalo \left]\frac{{\pi}}{4},\,\frac{{\pi}}{2}\right[, isso dá x = \frac{{\pi}}{3}.
  5. c) O dado, reduzido. \cos\left(x+\frac{{\pi}}{2}\right) = -\operatorname{sen}x, logo \operatorname{sen}x = \frac{15}{17}.
  6. O cosseno e a tangente. \cos^{2}x = 1-\frac{225}{289} = \frac{64}{289}; no intervalo dado o cosseno é positivo, \cos x = \frac{8}{17}, e \operatorname{tg}x = \frac{15/17}{8/17} = \frac{15}{8}.
  7. A área. A = 4-\frac{2}{15/8} = 4-\frac{16}{15} = \frac{60-16}{15} = \frac{44}{15}.O par 8, 15, 17 é outro terno pitagórico. Nestes itens, quando o enunciado dá uma fração de denominador 17 ou 25, é quase certo que os valores exatos saem racionais.
Respostaa) 4-\frac{2}{\operatorname{tg}x} · b) x = \frac{{\pi}}{3} · c) \frac{44}{15}

Substitui as coordenadas na equação. A soma \operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha} aparece sozinha e vale 1.

  1. Substituir. As coordenadas de P verificam a equação: \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+\operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\left(2+\cos{\alpha}-2\right)^{2} = 4 \iff \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+\operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha} = 4.
  2. A fórmula fundamental. \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = 4 \iff \operatorname{tg}^{2}{\alpha} = 3 \iff \operatorname{tg}{\alpha} = \pm\sqrt{3}.
  3. Escolher. No 1.º quadrante a tangente é positiva: \operatorname{tg}{\alpha} = \sqrt{3}. Da tabela dos valores exatos, {\alpha} = \frac{{\pi}}{3}.
  4. As coordenadas. P = \left(\sqrt{3},\,\operatorname{sen}\frac{{\pi}}{3},\,2+\cos\frac{{\pi}}{3}\right) = \left(\sqrt{3},\,\frac{\sqrt{3}}{2},\,\frac{5}{2}\right).A esfera tem centro (0,\,0,\,2) e raio 2 — o \left(z-2\right)^{2} do enunciado é o que faz o \cos{\alpha} ficar sozinho depois de substituir.
RespostaP = \left(\sqrt{3},\,\frac{\sqrt{3}}{2},\,\frac{5}{2}\right)

No triângulo [ABP], retângulo em B, conhece-se o cateto adjacente \overline{AB} = 5. O lado [AC] não depende de x: sai do teorema de Pitágoras.

  1. Os dois lados que dependem de x. No triângulo [ABP], retângulo em B: \cos x = \frac{5}{\overline{AP}} \iff \overline{AP} = \frac{5}{\cos x}, \qquad \operatorname{tg}x = \frac{\overline{BP}}{5} \iff \overline{BP} = 5\operatorname{tg}x.
  2. O pedaço restante do cateto. Como \overline{BP}+\overline{PC} = 5: \overline{PC} = 5-5\operatorname{tg}x.
  3. A hipotenusa. Pelo teorema de Pitágoras, e sem depender de x: \overline{AC} = \sqrt{5^{2}+5^{2}} = \sqrt{50}.
  4. O perímetro. P_{[APC]} = \overline{AP}+\overline{PC}+\overline{AC} = \frac{5}{\cos x}+5-5\operatorname{tg}x+\sqrt{50}. \quad \squareA condição x < \frac{{\pi}}{4} garante \operatorname{tg}x < 1 e portanto \overline{PC} > 0: P fica mesmo entre B e C.
Resposta\overline{AP} = \frac{5}{\cos x}, \overline{PC} = 5-5\operatorname{tg}x, \overline{AC} = \sqrt{50}

O triângulo está inscrito numa semicircunferência com o diâmetro por lado: é retângulo em B, e a hipotenusa é \overline{OA} = 2.

  1. O ângulo reto. Como [OA] é um diâmetro e B está na circunferência, o triângulo [OAB] é retângulo em B, com hipotenusa \overline{OA} = 2.
  2. Os dois catetos. Visto de O, o cateto oposto a {\alpha} é [AB] e o adjacente é [OB]: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\overline{AB}}{2} \iff \overline{AB} = 2\operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \cos{\alpha} = \frac{\overline{OB}}{2} \iff \overline{OB} = 2\cos{\alpha}.
  3. O perímetro. P = \overline{OA}+\overline{AB}+\overline{OB} = 2+2\operatorname{sen}{\alpha}+2\cos{\alpha} = 2\left(1+\cos{\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}\right). \quad \squareA propriedade do ângulo inscrito num semicírculo aparece em quatro itens deste banco. É a que transforma «ponto que anda numa circunferência» em «triângulo retângulo de hipotenusa conhecida».
Resposta\overline{AB} = 2\operatorname{sen}{\alpha}, \overline{OB} = 2\cos{\alpha}

O raio é 3. Põe a origem em O: o ponto A é o mais baixo da esfera, e a ordenada de B lê-se com o cosseno do ângulo ao centro.

  1. a) O raio. O diâmetro é 6, logo o raio é 3 e \overline{OA} = \overline{OB} = 3.
  2. A altura, em duas parcelas. Medindo a partir de O, o ponto A está 3 abaixo. O ponto C, ao nível de B, está 3\cos{\theta} abaixo de O, porque {\theta} é o ângulo entre [OA] e [OB]: h({\theta}) = \overline{AC} = 3-3\cos{\theta}. \quad \square
  3. b) A equação. 3-3\cos{\theta} = 3 \iff \cos{\theta} = 0. Em \left]0,\,{\pi}\right[, a única solução é {\theta} = \frac{{\pi}}{2}.
  4. A interpretação. Com {\theta} = \frac{{\pi}}{2}, o nível do combustível passa exatamente pelo centro da esfera: o depósito está meio cheio, e a altura do combustível é 3 metros, igual ao raio.O enunciado pede a interpretação, não só o valor. Nos itens de modelação, dizer o que o número significa no contexto vale cotação própria.
Respostaa) h({\theta}) = 3-3\cos{\theta} · b) {\theta} = \frac{{\pi}}{2}, o depósito está meio cheio

Em cada intervalo, vê entre que valores a abcissa pode andar. Compara com 0{,}9.

  1. Opção (C). No arco de \frac{{\pi}}{4} a \frac{3{\pi}}{4}, a abcissa vai de \frac{\sqrt{2}}{2} a -\frac{\sqrt{2}}{2}: -\frac{\sqrt{2}}{2} \leq \cos x \leq \frac{\sqrt{2}}{2} \approx 0{,}71. Como 0{,}9 > 0{,}71, a equação não tem solução aí.
  2. As outras três. Todas contêm x = 0 numa vizinhança onde o cosseno passa por 1, e portanto por 0{,}9 — em (A), (B) e (D) há solução.
  3. A opção correta é a (C).O máximo do cosseno num intervalo atinge-se no extremo mais próximo de 0. Aqui esse extremo é \frac{{\pi}}{4}, e \cos\frac{{\pi}}{4} = \frac{\sqrt{2}}{2} fica abaixo de 0{,}9.
RespostaOpção (C)

A ordenada do ponto onde a reta corta x = 1 é a tangente do ângulo. O ângulo procurado está no 3.º quadrante, uma meia-volta à frente do agudo.

  1. A tangente. O ponto P está na reta x = 1 com ordenada 2, logo \operatorname{tg}{\alpha} = 2.
  2. O ângulo agudo correspondente. Com a calculadora em radianos, o ângulo do 1.º quadrante cuja tangente é 2 vale aproximadamente 1{,}1071.
  3. Passar para o 3.º quadrante. A tangente tem período {\pi}, e Q está no 3.º quadrante: {\alpha} \approx 1{,}1071+{\pi} \approx 4{,}2487.
  4. Arredondando às centésimas, {\alpha} \approx 4{,}25: a opção correta é a (B).O período da tangente é {\pi}, não 2{\pi}. Somar 2{\pi} devolveria um ângulo do 1.º quadrante — e nenhuma das opções.
RespostaOpção (B)

Tira {\beta} e {\theta} em função de {\alpha} e reduz cada seno. Um deles é o de um ângulo complementar; o outro, o de um ângulo simétrico a menos de uma volta.

  1. O primeiro. De {\alpha}+{\beta} = \frac{{\pi}}{2} vem {\beta} = \frac{{\pi}}{2}-{\alpha}, e portanto \operatorname{sen}{\beta} = \operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = \cos{\alpha}.
  2. O segundo. De {\alpha}+{\theta} = 2{\pi} vem {\theta} = 2{\pi}-{\alpha}, e uma volta completa não muda nada: \operatorname{sen}{\theta} = \operatorname{sen}\left(-{\alpha}\right) = -\operatorname{sen}{\alpha}.
  3. Somar. \operatorname{sen}{\alpha}+\cos{\alpha}-\operatorname{sen}{\alpha} = \cos{\alpha}. A opção correta é a (D).O intervalo dado para {\alpha} não é usado no cálculo: serve só para garantir que os três ângulos são os da figura mental do enunciado. Nem todo o dado de um item entra na conta.
RespostaOpção (D)

Em a), o triângulo é isósceles: R é o ponto médio de [OQ] e [PR] é a altura. Em c), desenvolve o quadrado e usa a fórmula fundamental.

  1. a) As medidas. Como \overline{OP} = 5, \overline{PR} = 5\operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \overline{OR} = 5\cos{\alpha}.
  2. A base. O triângulo [OPQ] é isósceles (\overline{PO} = \overline{PQ}), logo a altura [PR] é também mediana e \overline{OQ} = 2\overline{OR} = 10\cos{\alpha}.
  3. A área. A_{[OPQ]} = \frac{10\cos{\alpha} \times 5\operatorname{sen}{\alpha}}{2} = 25\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha} = f({\alpha}). \quad \square
  4. b) A equação. Como \cos{\alpha} \neq 0 no intervalo dado, pode dividir-se por 25\cos{\alpha}: 25\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha} = 25\cos^{2}{\alpha} \iff \operatorname{sen}{\alpha} = \cos{\alpha} \iff \operatorname{tg}{\alpha} = 1. No intervalo \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[, a única solução é {\alpha} = \frac{{\pi}}{4}.
  5. c) O produto. De 25\operatorname{sen}{\theta}\cos{\theta} = 5 vem \operatorname{sen}{\theta}\cos{\theta} = \frac{1}{5}.
  6. Desenvolver o quadrado. \left(\operatorname{sen}{\theta}+\cos{\theta}\right)^{2} = \operatorname{sen}^{2}{\theta}+\cos^{2}{\theta}+2\operatorname{sen}{\theta}\cos{\theta} = 1+\frac{2}{5} = \frac{7}{5}.Em b), dividir por \cos{\alpha} só é legítimo porque o intervalo garante que ele não se anula. Fora dele haveria de fatorizar — e apareceriam as soluções com \cos{\alpha} = 0.
Respostaa) 25\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha} · b) \frac{{\pi}}{4} · c) \frac{7}{5}

Reduz o dado: \cos\left(\frac{3{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = -\operatorname{sen}{\alpha}. Depois é a fórmula fundamental e o quadrante.

  1. O dado, reduzido. \cos\left(\frac{3{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = -\operatorname{sen}{\alpha} = -\frac{4}{5} \iff \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{4}{5}.
  2. O cosseno. \cos^{2}{\alpha} = 1-\frac{16}{25} = \frac{9}{25} \iff \cos{\alpha} = \pm\frac{3}{5}. Como {\alpha} é do 1.º quadrante, \cos{\alpha} = \frac{3}{5}.
  3. A tangente. \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{4/5}{3/5} = \frac{4}{3}.
  4. O valor pedido. 3-\frac{1}{4/3} = 3-\frac{3}{4} = \frac{12-3}{4} = \frac{9}{4}.O \frac{3}{4} é o inverso da tangente — a cotangente, que o programa não nomeia. Deixar a fração escrita é resposta completa.
Resposta\frac{9}{4}

A tangente é perpendicular ao raio no ponto de tangência, logo [OQP] é retângulo em Q. A hipotenusa é \overline{OP} = 1+d e o cateto oposto a x é o raio.

  1. Um triângulo retângulo. Como PQ é tangente em Q, o raio [OQ] é perpendicular a [PQ]: o triângulo [OQP] é retângulo em Q.
  2. Os dois lados. A hipotenusa é \overline{OP} = \overline{OA}+\overline{AP} = 1+d, e o cateto oposto ao ângulo x é o raio \overline{OQ} = 1: \operatorname{sen}x = \frac{\overline{OQ}}{\overline{OP}} = \frac{1}{1+d}.
  3. Resolver em ordem a d. 1+d = \frac{1}{\operatorname{sen}x} \iff d = \frac{1}{\operatorname{sen}x}-1 = \frac{1-\operatorname{sen}x}{\operatorname{sen}x}. \quad \square
  4. Confirmar. Para x perto de \frac{{\pi}}{2}, \operatorname{sen}x fica perto de 1 e d fica perto de 0: o ponto P aproxima-se de A, e a tangente aproxima-se da perpendicular ao raio em A. Bate certo.Verificar um caso-limite depois de obter a expressão custa dez segundos e apanha a maior parte dos erros de sinal.
Resposta\operatorname{sen}x = \frac{1}{1+d}

O contorno tem seis lados: dois raios, dois segmentos horizontais e dois verticais. Por simetria, os lados iguais aparecem aos pares.

  1. Os comprimentos. Como \overline{OA} = 1, \overline{OE} = \operatorname{sen}{\theta}, \qquad \overline{EA} = \cos{\theta}.
  2. O contorno. P = \overline{AO}+\overline{OB}+\overline{BD}+\overline{DO}+\overline{OE}+\overline{EA}.
  3. Simetria. Como B é o simétrico de A em relação à origem, \overline{AO} = \overline{OB} = 1, \overline{BD} = \overline{EA} e \overline{DO} = \overline{OE}. Logo P = 2 \times 1+2\cos{\theta}+2\operatorname{sen}{\theta} = 2\left(1+\cos{\theta}+\operatorname{sen}{\theta}\right). A opção correta é a (C).É um perímetro, não uma área — e o contorno inclui os dois raios. Esquecê-los leva à opção (A).
RespostaOpção (C)

Toma [OA] por base: mede 1. A altura é o valor absoluto da ordenada de B. Onde é que B está, contado a partir do semieixo positivo?

  1. Onde está B. O ângulo AOB mede \frac{2{\pi}}{3} a partir de [OA], que aponta para {\pi}. Descendo, B corresponde a {\pi}-\frac{2{\pi}}{3} = \frac{{\pi}}{3} \quad\text{abaixo do eixo, isto é } -\frac{{\pi}}{3}.
  2. As coordenadas. B = \left(\cos\left(-\frac{{\pi}}{3}\right),\,\operatorname{sen}\left(-\frac{{\pi}}{3}\right)\right) = \left(\frac{1}{2},\,-\frac{\sqrt{3}}{2}\right).
  3. A área. Com [OA] por base, sobre o eixo Ox, a altura é \left|y_{B}\right|: A_{[OAB]} = \frac{\overline{OA} \times \left|y_{B}\right|}{2} = \frac{1 \times \frac{\sqrt{3}}{2}}{2} = \frac{\sqrt{3}}{4}. A opção correta é a (A).A amplitude do ângulo AOB conta-se a partir de [OA], não do semieixo positivo. É esse o passo que decide o item — e o que separa -\frac{{\pi}}{3} de \frac{2{\pi}}{3}.
RespostaOpção (A)

Procura-se um ângulo cujo seno seja o simétrico do de {\theta}. Percorre as fórmulas de redução e vê qual delas troca o sinal do seno.

  1. O que se procura. Um ângulo u tal que \operatorname{sen}u = -\operatorname{sen}{\theta}.
  2. Testar as quatro. \operatorname{sen}\left({\pi}-{\theta}\right) = \operatorname{sen}{\theta}, \qquad \operatorname{sen}\left({\pi}+{\theta}\right) = -\operatorname{sen}{\theta}, \operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}-{\theta}\right) = \cos{\theta}, \qquad \operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}+{\theta}\right) = \cos{\theta}.
  3. Concluir. Só {\pi}+{\theta} troca o sinal do seno: \operatorname{sen}\left({\pi}+{\theta}\right) = -\left(-\frac{1}{3}\right) = \frac{1}{3}. A opção correta é a (B).As opções (C) e (D) dão \cos{\theta}, que não se conhece — e é essa a armadilha: parecem naturais, mas trocam a razão em vez de trocar o sinal.
RespostaOpção (B)

A altura tirada de B é o lado comum aos dois triângulos retângulos. Escreve-a duas vezes: uma com o ângulo {\alpha}, outra com os 30^{\circ}.

  1. A altura, vista da esquerda. No triângulo retângulo de hipotenusa [AB]: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{h}{2} \iff h = 2\operatorname{sen}{\alpha}.
  2. A altura, vista da direita. No triângulo retângulo de hipotenusa [BC]: \operatorname{sen}30^{\circ} = \frac{h}{\overline{BC}} \iff \frac{1}{2} = \frac{h}{\overline{BC}} \iff \overline{BC} = 2h.
  3. Juntar. \overline{BC} = 2 \times 2\operatorname{sen}{\alpha} = 4\operatorname{sen}{\alpha}. A opção correta é a (A).É o método da secção R2 inteiro: partir o triângulo pela altura e escrever essa altura duas vezes. Não é preciso lei dos senos nenhuma.
RespostaOpção (A)

Em a), escreve P = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right) e usa a fórmula da distância entre dois pontos. Em c), divide a fórmula fundamental por \cos^{2}{\alpha} para tirar o cosseno da tangente.

  1. a) A distância. Com P = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right) e B = (3,\,0): d = \sqrt{\left(\cos{\alpha}-3\right)^{2}+\operatorname{sen}^{2}{\alpha}} = \sqrt{\cos^{2}{\alpha}-6\cos{\alpha}+9+\operatorname{sen}^{2}{\alpha}}.
  2. A fórmula fundamental. Como \operatorname{sen}^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha} = 1: d = \sqrt{10-6\cos{\alpha}} \implies d^{2} = 10-6\cos{\alpha}. \quad \square
  3. b) A equação. 10-6\cos{\alpha} = 7 \iff \cos{\alpha} = \frac{1}{2}. No círculo, a abcissa vale \frac{1}{2} em dois pontos, associados a \frac{{\pi}}{3} e a -\frac{{\pi}}{3}. Em \left[0,\,2{\pi}\right[: {\alpha} = \frac{{\pi}}{3} \;\lor\; {\alpha} = \frac{5{\pi}}{3}.
  4. c) Do \operatorname{tg}{\alpha} para o cosseno. Dividindo a fórmula fundamental por \cos^{2}{\alpha}: \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}} \iff 35+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}} \iff \cos^{2}{\alpha} = \frac{1}{36}.
  5. Escolher o sinal. Como {\alpha} \in \left[0,\,{\pi}\right] e \operatorname{tg}{\alpha} < 0, o ângulo é do 2.º quadrante e \cos{\alpha} = -\frac{1}{6}.
  6. A distância. d^{2} = 10-6\left(-\frac{1}{6}\right) = 11 \implies d = \sqrt{11}, porque d > 0.A alínea a) é a fórmula da distância mais a fórmula fundamental, e mais nada. É o item que mostra que a trigonometria e a geometria analítica são a mesma coisa vista de dois lados.
Respostaa) d^{2} = 10-6\cos{\alpha} · b) \frac{{\pi}}{3} e \frac{5{\pi}}{3} · c) d = \sqrt{11}

O raio do arco é \overline{BP} = 2. Toma [AQ] por base do triângulo e [PQ] por altura.

  1. A altura. No triângulo [BQP], retângulo em Q, a hipotenusa é o raio \overline{BP} = 2: \operatorname{sen}x = \frac{\overline{PQ}}{2} \iff \overline{PQ} = 2\operatorname{sen}x.
  2. Um pedaço da base. \cos x = \frac{\overline{BQ}}{2} \iff \overline{BQ} = 2\cos x.
  3. A base inteira. Como B é o ponto médio de [AC], \overline{AB} = 2, e \overline{AQ} = \overline{AB}+\overline{BQ} = 2+2\cos x.
  4. A área. A_{[APQ]} = \frac{\overline{AQ} \times \overline{PQ}}{2} = \frac{\left(2+2\cos x\right)2\operatorname{sen}x}{2} = 2\operatorname{sen}x\left(1+\cos x\right). \quad \squareO ponto P move-se, mas \overline{BP} é sempre o raio do arco. É por isso que \overline{PQ} e \overline{BQ} saem tão simples.
Respostabase 2+2\cos x, altura 2\operatorname{sen}x

Marca P em [AB] com [DP] perpendicular a [AB]: então \overline{DP} = 1 e o ângulo ADP tem amplitude {\alpha}-\dfrac{{\pi}}{2}. Usa \cos\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right) = \operatorname{sen}{\alpha}.

  1. O ponto auxiliar. Seja P \in [AB] com [DP] \perp [AB]. Então \overline{DP} = \overline{BC} = 1, \overline{PB} = \overline{DC} = 1, e o ângulo ADP tem amplitude {\alpha}-\frac{{\pi}}{2}.
  2. O lado oblíquo. No triângulo [ADP], retângulo em P: \cos\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right) = \frac{\overline{DP}}{\overline{DA}} \iff \overline{DA} = \frac{1}{\operatorname{sen}{\alpha}}, usando \cos\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right) = \cos\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = \operatorname{sen}{\alpha}.
  3. O pedaço da base. \operatorname{tg}\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right) = \frac{\overline{AP}}{\overline{DP}} = \overline{AP}. Ora \operatorname{tg}\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right) = \frac{\operatorname{sen}\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right)}{\cos\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right)} = \frac{-\cos{\alpha}}{\operatorname{sen}{\alpha}}, logo \overline{AP} = -\frac{\cos{\alpha}}{\operatorname{sen}{\alpha}}, que é positivo porque no 2.º quadrante \cos{\alpha} < 0.
  4. O perímetro. P = \overline{PB}+\overline{BC}+\overline{CD}+\overline{DA}+\overline{AP} = 1+1+1+\frac{1}{\operatorname{sen}{\alpha}}-\frac{\cos{\alpha}}{\operatorname{sen}{\alpha}} = 3+\frac{1-\cos{\alpha}}{\operatorname{sen}{\alpha}}. \quad \squareEscrever o ângulo auxiliar como {\alpha}-\frac{{\pi}}{2} — e não como \frac{{\pi}}{2}-{\alpha} — é o que mantém as amplitudes positivas e a figura coerente. As duas reduções dão o mesmo, mas só uma se lê na figura.
Resposta\overline{DA} = \frac{1}{\operatorname{sen}{\alpha}}, \overline{AP} = -\frac{\cos{\alpha}}{\operatorname{sen}{\alpha}}

A região sombreada é o quadrado menos oito triângulos retângulos congruentes. Marca P, o ponto médio de [AB]: o triângulo [AEP] é um deles.

  1. Um triângulo de referência. Seja P o ponto médio de [AB]. Como \overline{AE} = \overline{BE}, o triângulo [AEB] é isósceles e [EP] é a sua altura, com \overline{AP} = 2.
  2. A altura. No triângulo [AEP], retângulo em P: \operatorname{tg}x = \frac{\overline{EP}}{\overline{AP}} = \frac{\overline{EP}}{2} \iff \overline{EP} = 2\operatorname{tg}x.
  3. Oito triângulos iguais. A região branca é feita de oito triângulos congruentes a [AEP]: 8 \times \frac{\overline{AP} \times \overline{EP}}{2} = 8 \times \frac{2 \times 2\operatorname{tg}x}{2} = 16\operatorname{tg}x.
  4. A diferença. A = \overline{AB}^{2}-16\operatorname{tg}x = 16-16\operatorname{tg}x = 16\left(1-\operatorname{tg}x\right). \quad \squareA condição x < \frac{{\pi}}{4} garante \operatorname{tg}x < 1 e, portanto, área positiva. Em x = \frac{{\pi}}{4} as oito pontas encontrar-se-iam no centro e a área anular-se-ia.
Respostaquadrado 16 menos oito triângulos, 16\operatorname{tg}x

Marca o arco no círculo, de \frac{5{\pi}}{6} a \frac{4{\pi}}{3}, e vê que valores as coordenadas podem tomar nesse arco.

  1. O arco. Vai do 2.º quadrante ao 3.º, dos 150^{\circ} aos 240^{\circ}.
  2. O que a ordenada pode valer. Nos extremos, \operatorname{sen}\frac{5{\pi}}{6} = \frac{1}{2} e \operatorname{sen}\frac{4{\pi}}{3} = -\frac{\sqrt{3}}{2}; pelo meio desce continuamente. Logo -\frac{\sqrt{3}}{2} \leq \operatorname{sen}x \leq \frac{1}{2}.
  3. O que a abcissa pode valer. Analogamente, -1 \leq \cos x \leq -\frac{1}{2}.
  4. Testar as quatro. -0{,}5 está nos dois intervalos; -0{,}9 está no do cosseno. Mas -\frac{\sqrt{3}}{2} \approx -0{,}87, e -0{,}9 < -0{,}87: o seno nunca chega a -0{,}9 neste arco.
  5. A opção correta é a (D).O valor -\frac{\sqrt{3}}{2} é o mínimo do seno no arco porque \frac{4{\pi}}{3} é o extremo — o mínimo absoluto, -1, só se atingiria em \frac{3{\pi}}{2}, que está fora.
RespostaOpção (D)

As bases paralelas são [OR] e [PQ], ambas horizontais; a altura é a ordenada comum de P e Q. Em b), a ordenada do ponto na reta x = 1 é \operatorname{tg}{\alpha}.

  1. a) Os três pontos. P = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right); Q tem a ordenada de P e está no arco do 1.º quadrante, logo Q = \left(-\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right); e R = \left(-\cos{\alpha},\,0\right).
  2. As duas bases. No 2.º quadrante \cos{\alpha} < 0, logo -\cos{\alpha} > 0 e \overline{OR} = -\cos{\alpha}, \qquad \overline{PQ} = -\cos{\alpha}-\cos{\alpha} = -2\cos{\alpha}.
  3. A altura. É a ordenada comum: h = \operatorname{sen}{\alpha}.
  4. A área. A_{[OPQR]} = \frac{\overline{OR}+\overline{PQ}}{2} \times h = \frac{-\cos{\alpha}-2\cos{\alpha}}{2}\operatorname{sen}{\alpha} = -\frac{3}{2}\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. \quad \square
  5. b) A tangente. A ordenada do ponto de interseção da reta OP com x = 1 é \operatorname{tg}{\alpha} = -\frac{7}{24}.
  6. O cosseno. Dividindo a fórmula fundamental por \cos^{2}{\alpha}: \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}} \iff \frac{49}{576}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}} \iff \cos^{2}{\alpha} = \frac{576}{625}. No 2.º quadrante o cosseno é negativo: \cos{\alpha} = -\frac{24}{25}.
  7. O seno. De \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}}: \operatorname{sen}{\alpha} = \operatorname{tg}{\alpha} \times \cos{\alpha} = \left(-\frac{7}{24}\right)\left(-\frac{24}{25}\right) = \frac{7}{25}.
  8. A área. A = -\frac{3}{2} \times \frac{7}{25} \times \left(-\frac{24}{25}\right) = \frac{3 \times 7 \times 24}{2 \times 625} = \frac{504}{1250} = \frac{252}{625}.O \frac{7}{24} do enunciado não é ao acaso: 7, 24 e 25 formam um terno pitagórico, e é por isso que o seno e o cosseno saem racionais.
Respostaa) -\frac{3}{2}\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha} · b) \frac{252}{625}

Seja P = (-3,\,0). No triângulo [OPA], retângulo em P, o ângulo em O tem amplitude {\pi}-{\alpha}. Depois reduz: \cos({\pi}-{\alpha}) = -\cos{\alpha} e \operatorname{tg}({\pi}-{\alpha}) = -\operatorname{tg}{\alpha}.

  1. Um ponto auxiliar. Seja P = (-3,\,0). O ângulo AOP tem amplitude {\pi}-{\alpha}, e \overline{OP} = 3.
  2. A hipotenusa. No triângulo [OPA], retângulo em P: \cos\left({\pi}-{\alpha}\right) = \frac{3}{\overline{OA}} \iff \overline{OA} = \frac{3}{\cos\left({\pi}-{\alpha}\right)} = \frac{3}{-\cos{\alpha}} = -\frac{3}{\cos{\alpha}}.
  3. O cateto. \operatorname{tg}\left({\pi}-{\alpha}\right) = \frac{\overline{AP}}{3} \iff \overline{AP} = 3\operatorname{tg}\left({\pi}-{\alpha}\right) = -3\operatorname{tg}{\alpha}.
  4. O perímetro. Como B é o simétrico de A, tem-se \overline{AB} = 2\overline{AP} e \overline{OB} = \overline{OA}: P_{[OAB]} = \overline{AB}+\overline{OA}+\overline{OB} = 2\left(-3\operatorname{tg}{\alpha}\right)+2\left(-\frac{3}{\cos{\alpha}}\right) = -6\operatorname{tg}{\alpha}-\frac{6}{\cos{\alpha}}. \quad \square
  5. Confirmar o sinal. No 2.º quadrante \operatorname{tg}{\alpha} < 0 e \cos{\alpha} < 0, logo as duas parcelas são positivas.É o mesmo movimento do item do quadrilátero de 2024: os sinais de menos da expressão final são o que torna positivos comprimentos escritos com um cosseno negativo.
Resposta\overline{OA} = -\frac{3}{\cos{\alpha}}, \overline{AP} = -3\operatorname{tg}{\alpha}

Toma [EC] por base e [DA] por altura. No triângulo [ADC], retângulo em D, a hipotenusa é o raio \overline{CA} = 1.

  1. A altura. No triângulo [ADC], retângulo em D, a hipotenusa é \overline{CA} = 1 e [DA] é o cateto oposto a x: \operatorname{sen}x = \frac{\overline{DA}}{1} \iff \overline{DA} = \operatorname{sen}x.
  2. Um pedaço da base. O cateto adjacente é [DC]: \cos x = \frac{\overline{DC}}{1} \iff \overline{DC} = \cos x.
  3. A base inteira. Como \overline{ED} = 6 e D está entre E e C: \overline{EC} = \overline{ED}+\overline{DC} = 6+\cos x.
  4. A área. A_{[ACE]} = \frac{\overline{EC} \times \overline{DA}}{2} = \frac{\left(6+\cos x\right)\operatorname{sen}x}{2}. \quad \squareO ponto A move-se, mas \overline{CA} = 1 não muda: é sempre o raio. É esse comprimento fixo que faz o seno e o cosseno aparecerem sem denominador.
Respostabase 6+\cos x, altura \operatorname{sen}x

O intervalo é o 3.º quadrante: seno e cosseno negativos, tangente positiva. Depois é ler o sinal de cada expressão.

  1. Os sinais no 3.º quadrante. \operatorname{sen}x < 0, \cos x < 0 e, sendo o quociente de dois negativos, \operatorname{tg}x > 0.
  2. (A) Soma de dois negativos: negativa.
  3. (B) Negativo a dividir por positivo: negativo.
  4. (C) Positivo menos negativo — ou, o que é o mesmo, \operatorname{tg}x+\left|\operatorname{sen}x\right|, soma de dois positivos: positivo.
  5. (D) Negativo vezes positivo: negativo.
  6. A opção correta é a (C).Ler uma diferença como soma — a-b = a+|b| quando b < 0 — é o passo que resolve o item. Sem ele, «positivo menos negativo» parece ambíguo e não é.
RespostaOpção (C)

Em cada volta completa, o seno toma um valor estritamente entre -1 e 1 exatamente duas vezes. Quantas voltas cabem no intervalo?

  1. Quantas soluções por volta. Como -1 < 0{,}3 < 1, a reta horizontal de ordenada 0{,}3 corta a circunferência em dois pontos. Em \left[0,\,2{\pi}\right[ há portanto 2 soluções.
  2. Quantas voltas. O intervalo \left[-20{\pi},\,20{\pi}\right[ tem amplitude 40{\pi}, isto é \frac{40{\pi}}{2{\pi}} = 20 voltas completas.
  3. Contar. 20 \times 2 = 40 \ \text{soluções}. A opção correta é a (B).O intervalo é fechado à esquerda e aberto à direita — \left[-20{\pi},\,20{\pi}\right[ — e contém exatamente 20 períodos, sem repetir nenhuma extremidade. Se fosse fechado dos dois lados a contagem seria a mesma, porque \operatorname{sen}(20{\pi}) = 0 \neq 0{,}3.
RespostaOpção (B)

Os ângulos DOQ e AOP são verticalmente opostos, logo têm a mesma amplitude. A área do polígono é o retângulo, mais o triângulo [ODQ], menos o triângulo [OAP]. Em b), \cos\left(\frac{3{\pi}}{2}-x\right) = -\operatorname{sen}x.

  1. a) Os dois comprimentos. Como [OA] e [OQ] são raios, \overline{OA} = \overline{OD} = 1. Sendo R a projeção de Q sobre [AD], \operatorname{sen}x = \frac{\overline{QR}}{1} \iff \overline{QR} = \operatorname{sen}x, \qquad \operatorname{tg}x = \frac{\overline{AP}}{1} \iff \overline{AP} = \operatorname{tg}x. A segunda usa que DOQ e AOP são verticalmente opostos e por isso têm a mesma amplitude.
  2. Compor a área. O polígono é o retângulo, mais o triângulo [ODQ], menos o triângulo [OAP]: A = \overline{DC} \times \overline{BC}+\frac{\overline{OD} \times \overline{QR}}{2}-\frac{\overline{AP} \times \overline{OA}}{2} = 2+\frac{\operatorname{sen}x}{2}-\frac{\operatorname{tg}x}{2}. \quad \square
  3. b) O dado, reduzido. \cos\left(\frac{3{\pi}}{2}-x\right) = -\operatorname{sen}x, logo -\operatorname{sen}x = -\frac{3}{5} \iff \operatorname{sen}x = \frac{3}{5}.
  4. O cosseno e a tangente. Da fórmula fundamental, \cos^{2}x = 1-\frac{9}{25} = \frac{16}{25}. Como x \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{4}\right], o cosseno é positivo: \cos x = \frac{4}{5} e \operatorname{tg}x = \frac{3/5}{4/5} = \frac{3}{4}.
  5. Substituir. A = 2-\frac{3/4}{2}+\frac{3/5}{2} = 2-\frac{3}{8}+\frac{3}{10} = \frac{80-15+12}{40} = \frac{77}{40}.Reduzir tudo ao mesmo denominador 40 no fim evita andar com decimais numa resposta que o enunciado quer em fração irredutível.
Respostaa) 2-\frac{\operatorname{tg}x}{2}+\frac{\operatorname{sen}x}{2} · b) \frac{77}{40}

O triângulo é retângulo em C. Um cateto é a ordenada de B; o outro é a distância de D a C sobre o eixo — e \cos{\alpha} é negativo.

  1. Os dois catetos. Como B = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right) e C = \left(\cos{\alpha},\,0\right): \overline{BC} = \operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \overline{OC} = \left|\cos{\alpha}\right|.
  2. O sinal. No 2.º quadrante \cos{\alpha} < 0, logo \left|\cos{\alpha}\right| = -\cos{\alpha} e \overline{DC} = \overline{OD}-\overline{OC} = 3-\left(-\cos{\alpha}\right) = 3+\cos{\alpha}.
  3. A área. A_{[BCD]} = \frac{\overline{DC} \times \overline{BC}}{2} = \frac{\left(3+\cos{\alpha}\right)\operatorname{sen}{\alpha}}{2}. A opção correta é a (C).Repara em \overline{DC} = 3+\cos{\alpha}, com mais: C está entre D e O, e o cosseno negativo encurta a distância. Um sinal trocado aqui leva à opção (D).
RespostaOpção (C)

Em a), [PQR] está inscrito numa semicircunferência com o diâmetro por lado: é retângulo em Q. Em b), da tangente tira-se o cosseno dividindo a fórmula fundamental por \cos^{2}{\theta}.

  1. a) O triângulo [PQR] é retângulo em Q, porque [PR] é um diâmetro e Q está na circunferência. A hipotenusa é \overline{PR} = 2 \times 2 = 4, e \overline{QR} = 4\operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \overline{PQ} = 4\cos{\alpha}.
  2. A área de metade. Os catetos são perpendiculares: A_{[PQR]} = \frac{4\operatorname{sen}{\alpha} \times 4\cos{\alpha}}{2} = 8\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}.
  3. O quadrilátero. Como \overline{PQ} = \overline{PS}, os triângulos [PQR] e [PSR] são congruentes: A_{[PQRS]} = 2 \times 8\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha} = 16\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. \quad \square
  4. b) Do \operatorname{tg}{\theta} para o cosseno. Dividindo \operatorname{sen}^{2}{\theta}+\cos^{2}{\theta} = 1 por \cos^{2}{\theta}: \operatorname{tg}^{2}{\theta}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\theta}} \iff 8+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\theta}} \iff \cos^{2}{\theta} = \frac{1}{9}. No 1.º quadrante o cosseno é positivo: \cos{\theta} = \frac{1}{3}.
  5. O seno. \operatorname{sen}^{2}{\theta} = 1-\frac{1}{9} = \frac{8}{9} \implies \operatorname{sen}{\theta} = \frac{2\sqrt{2}}{3}.
  6. A área. 16 \times \frac{2\sqrt{2}}{3} \times \frac{1}{3} = \frac{32\sqrt{2}}{9}.A identidade \operatorname{tg}^{2}+1 = \frac{1}{\cos^{2}} não é para decorar: sai da fórmula fundamental numa divisão — é a consequência dada na secção R3.
Respostaa) 16\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha} · b) \frac{32\sqrt{2}}{9}

A região é o triângulo [OBC] menos o setor circular de amplitude {\alpha}. O triângulo é retângulo em B, com \overline{OB} = 1.

  1. O triângulo. A tangente é perpendicular ao raio, logo [OBC] é retângulo em B, com \overline{OB} = 1 adjacente a {\alpha}: \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\overline{BC}}{\overline{OB}} = \overline{BC}, e portanto A_{[OBC]} = \frac{\overline{OB} \times \overline{BC}}{2} = \frac{\operatorname{tg}{\alpha}}{2}.
  2. O setor. De raio 1 e amplitude {\alpha} em radianos: A_{\text{setor}} = \frac{1}{2}r^{2}{\alpha} = \frac{{\alpha}}{2}.
  3. A diferença. A = \frac{\operatorname{tg}{\alpha}}{2}-\frac{{\alpha}}{2} = \frac{\operatorname{tg}{\alpha}-{\alpha}}{2}. A opção correta é a (B).Que a resposta seja positiva é o próprio enquadramento \operatorname{sen}{\alpha} < {\alpha} < \operatorname{tg}{\alpha} — a desigualdade que, no 12.º ano, dá o limite notável \frac{\operatorname{sen}x}{x} = 1.
RespostaOpção (B)

O quadrilátero é a diferença de dois triângulos retângulos com o mesmo vértice em O: o maior, [OCD], e o menor, [OBA].

  1. O que se lê no círculo. Com A na circunferência e D na reta x = 1: \overline{OB} = \cos{\alpha}, \quad \overline{AB} = \operatorname{sen}{\alpha}, \quad \overline{OC} = 1, \quad \overline{CD} = \operatorname{tg}{\alpha}.
  2. A diferença de dois triângulos. O quadrilátero [ABCD] é o que sobra ao triângulo [OCD] depois de lhe tirar [OBA]: A_{[ABCD]} = \frac{\overline{OC} \times \overline{CD}}{2}-\frac{\overline{OB} \times \overline{AB}}{2}.
  3. Substituir. A_{[ABCD]} = \frac{1 \times \operatorname{tg}{\alpha}}{2}-\frac{\cos{\alpha} \times \operatorname{sen}{\alpha}}{2} = \frac{\operatorname{tg}{\alpha}-\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}{2}. A opção correta é a (B).Os dois triângulos são semelhantes — têm o ângulo {\alpha} comum e ângulos retos — e por isso a diferença das áreas é a maneira mais curta de chegar ao quadrilátero. Tentar calculá-lo por decomposição em trapézio dá o mesmo, com o dobro do trabalho.
RespostaOpção (B)

As bases paralelas são [OP] e [QR], ambas verticais; a altura é \overline{PQ}, horizontal. Atenção ao sinal: R está no 4.º quadrante, logo \operatorname{sen}{\alpha} < 0.

  1. As medidas. A base menor é \overline{OP} = 1. Como R = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right) está no 4.º quadrante, \cos{\alpha} > 0 e \operatorname{sen}{\alpha} < 0, e a altura é \overline{PQ} = \cos{\alpha}.
  2. A base maior. O lado [QR] vai de y = 1 até y = \operatorname{sen}{\alpha} < 0: \overline{QR} = 1+\left|\operatorname{sen}{\alpha}\right| = 1-\operatorname{sen}{\alpha}.
  3. A área. A_{[OPQR]} = \frac{\overline{OP}+\overline{QR}}{2} \times \overline{PQ} = \frac{1+1-\operatorname{sen}{\alpha}}{2}\cos{\alpha} = \frac{2-\operatorname{sen}{\alpha}}{2}\cos{\alpha}.
  4. Distribuir. = \cos{\alpha}-\frac{\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}{2}. A opção correta é a (D).Se se escrevesse \overline{QR} = 1+\operatorname{sen}{\alpha}, esquecendo que o seno é negativo, saía a opção (C). O quadrante do enunciado está lá para isto.
RespostaOpção (D)

Escreve as coordenadas de P, de Q e de R. Toma [QR] por base: é horizontal, e a altura é a distância vertical de P a essa reta.

  1. Os três vértices. Como a circunferência tem raio 1, P = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right), \qquad Q = \left(-\cos{\alpha},\,-\operatorname{sen}{\alpha}\right), e R está em [OD] — o semieixo negativo Oy — à altura de Q, logo R = \left(0,\,-\operatorname{sen}{\alpha}\right).
  2. A base. [QR] é horizontal e vai de x = -\cos{\alpha} a x = 0: \overline{QR} = \cos{\alpha}.
  3. A altura. É a distância vertical de P à reta que contém [QR], de ordenada -\operatorname{sen}{\alpha}: h = \operatorname{sen}{\alpha}-\left(-\operatorname{sen}{\alpha}\right) = 2\operatorname{sen}{\alpha}.
  4. A área. A_{[PQR]} = \frac{\cos{\alpha} \times 2\operatorname{sen}{\alpha}}{2} = \operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. A opção correta é a (D).O 2 da altura cancela o 2 do denominador — e é por isso que a resposta não tem denominador. Quem esquecer que P e Q estão de lados opostos do eixo escolhe a opção (B).
RespostaOpção (D)

Falta o terceiro ângulo, que sai da soma dos ângulos internos. Depois, a lei dos senos relaciona cada lado com o seno do ângulo oposto.

  1. O terceiro ângulo. A soma dos ângulos internos é 180^{\circ}: A\hat{C}B = 180^{\circ}-81^{\circ}-57^{\circ} = 42^{\circ}.
  2. A lei dos senos. Cada lado é proporcional ao seno do ângulo que se lhe opõe: \frac{\overline{AC}}{\operatorname{sen}\left(A\hat{B}C\right)} = \frac{\overline{AB}}{\operatorname{sen}\left(A\hat{C}B\right)} \iff \frac{5}{\operatorname{sen}81^{\circ}} = \frac{\overline{AB}}{\operatorname{sen}42^{\circ}}.
  3. Resolver. Com a calculadora em graus, \overline{AB} = \frac{5\operatorname{sen}42^{\circ}}{\operatorname{sen}81^{\circ}} \approx 3{,}39. A opção correta é a (C).A lei dos senos está nos «possíveis aprofundamentos» das Aprendizagens Essenciais, não no essencial. Sem ela, este triângulo resolve-se traçando a altura de C sobre [AB] e escrevendo-a duas vezes — o método da secção R2.
RespostaOpção (C)

Isola o cosseno. O valor que aparece lê-se no círculo: é o cosseno de um dos ângulos da tabela, com o sinal do 2.º ou do 3.º quadrante.

  1. Isolar. 2\cos x+1 = 0 \iff \cos x = -\frac{1}{2}.
  2. Ler no círculo. A abcissa vale -\frac{1}{2} em dois pontos, simétricos em relação ao eixo Ox, associados a \frac{2{\pi}}{3} e a -\frac{2{\pi}}{3}.
  3. Escolher o do intervalo. De \left[-{\pi},\,0\right] só serve x = -\frac{2{\pi}}{3}.
  4. A opção correta é a (B).Vale a pena confirmar: -\frac{5{\pi}}{6} também está no intervalo, mas o seu cosseno é -\frac{\sqrt{3}}{2}, não -\frac{1}{2}. É a distração habitual entre \frac{{\pi}}{6} e \frac{{\pi}}{3} como ângulo de referência.
RespostaOpção (B)

Na reta x = 1, a ordenada de A é \operatorname{tg}{\alpha}, e a abcissa de B é \cos{\alpha}. Divide a fórmula fundamental por \cos^{2}{\alpha}.

  1. O que cada coordenada é. Seja {\alpha} o ângulo entre \dot{O}A e o semieixo positivo Ox. Como A está na reta x = 1, a sua ordenada é \operatorname{tg}{\alpha} = a. E como B está na circunferência trigonométrica, x_{B} = \cos{\alpha}.
  2. Uma relação entre os dois. Da fórmula fundamental, dividindo tudo por \cos^{2}{\alpha} — que não é nulo, porque {\alpha} é agudo: \frac{\operatorname{sen}^{2}{\alpha}}{\cos^{2}{\alpha}}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}} \iff \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}}.
  3. Substituir. Com \operatorname{tg}{\alpha} = a e \cos{\alpha} = x_{B}: a^{2}+1 = \frac{1}{x_{B}^{2}} \iff x_{B}^{2} = \frac{1}{a^{2}+1}.
  4. Escolher o sinal. Como a > 1, o ponto A está no 1.º quadrante e x_{B} > 0: x_{B} = \frac{1}{\sqrt{a^{2}+1}}. A opção correta é a (A).A identidade do segundo passo não é para decorar — deduz-se da fórmula fundamental numa linha, dividindo por \cos^{2}{\alpha}. É a consequência da fórmula fundamental que está na secção R3.
RespostaOpção (A)

As coordenadas de A são \left(3\cos{\alpha},\,3\operatorname{sen}{\alpha}\right), e B é o simétrico de A em relação à origem. Toma [BC] por base; a altura é a distância horizontal de A a C.

  1. Os três vértices. Como o raio é 3, A = \left(3\cos{\alpha},\,3\operatorname{sen}{\alpha}\right); como [AB] é um diâmetro, B = \left(-3\cos{\alpha},\,-3\operatorname{sen}{\alpha}\right); e como BC é vertical com C em Ox, C = \left(-3\cos{\alpha},\,0\right).
  2. Os sinais. No 2.º quadrante, \operatorname{sen}{\alpha} > 0 e \cos{\alpha} < 0. Logo \overline{BC} = \left|-3\operatorname{sen}{\alpha}\right| = 3\operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \overline{OC} = \left|-3\cos{\alpha}\right| = -3\cos{\alpha}.
  3. A altura. A abcissa de A é simétrica da de C, pelo que a distância horizontal de A à reta BC é 2\overline{OC} = -6\cos{\alpha}.
  4. A área. A_{[ABC]} = \frac{\overline{BC} \times 2\overline{OC}}{2} = 3\operatorname{sen}{\alpha} \times \left(-3\cos{\alpha}\right) = -9\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. \quad \squareOs módulos não são zelo excessivo: \cos{\alpha} é negativo, e um comprimento não pode ser. É deles que vem o sinal de menos da expressão final.
Resposta\overline{BC} = 3\operatorname{sen}{\alpha}, altura -6\cos{\alpha}

Reduz primeiro o dado: \operatorname{sen}\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right) = -\cos{\alpha}. Depois tira as voltas de -\frac{7{\pi}}{2}+{\alpha} somando 4{\pi}.

  1. O dado, reduzido. Como \operatorname{sen}\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right) = -\operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = -\cos{\alpha}: -\cos{\alpha} = -\frac{1}{5} \iff \cos{\alpha} = \frac{1}{5}.
  2. O seno, pela fórmula fundamental. \operatorname{sen}^{2}{\alpha} = 1-\frac{1}{25} = \frac{24}{25} \iff \operatorname{sen}{\alpha} = \pm\frac{\sqrt{24}}{5}. Como {\alpha} \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[, o seno é positivo: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{2\sqrt{6}}{5}.
  3. A tangente. \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{2\sqrt{6}/5}{1/5} = 2\sqrt{6}, \qquad \operatorname{tg}\left({\pi}-{\alpha}\right) = -\operatorname{tg}{\alpha} = -2\sqrt{6}.
  4. A segunda parcela. Somando duas voltas, 4{\pi}, ao argumento: \cos\left(-\frac{7{\pi}}{2}+{\alpha}\right) = \cos\left({\alpha}+\frac{{\pi}}{2}\right) = -\operatorname{sen}{\alpha} = -\frac{2\sqrt{6}}{5}.
  5. Juntar. -2\sqrt{6}+2\left(-\frac{2\sqrt{6}}{5}\right) = -2\sqrt{6}-\frac{4\sqrt{6}}{5} = \frac{-10\sqrt{6}-4\sqrt{6}}{5} = \frac{-14\sqrt{6}}{5}.O enunciado pede a forma \frac{a\sqrt{b}}{c}: convém simplificar \sqrt{24} = 2\sqrt{6} logo no princípio, ou a conta arrasta radicais que não estão na forma pedida.
Resposta-\frac{14\sqrt{6}}{5}

Chama {\alpha} à amplitude do ângulo AOP. As coordenadas de P são \left(r\cos{\alpha},\,r\operatorname{sen}{\alpha}\right). No fim, usa d = r{\alpha} para trocar {\alpha} por \frac{d}{r}.

  1. As coordenadas de P. Seja {\alpha} a amplitude, em radianos, do ângulo AOP. Como P está na circunferência de raio r: P = \left(r\cos{\alpha},\,r\operatorname{sen}{\alpha}\right).
  2. Os dois comprimentos. Tem-se \overline{OA} = \overline{OB} = r, \overline{OT} = x_{P} = r\cos{\alpha} e \overline{OS} = y_{P} = r\operatorname{sen}{\alpha}, logo \overline{BS}+\overline{TA} = \left(\overline{OB}-\overline{OS}\right)+\left(\overline{OA}-\overline{OT}\right) = r-r\operatorname{sen}{\alpha}+r-r\cos{\alpha}.
  3. Pôr r em evidência. \overline{BS}+\overline{TA} = r\left(2-\operatorname{sen}{\alpha}-\cos{\alpha}\right).
  4. Trocar {\alpha} por d e r. O comprimento de arco é d = r{\alpha}, com {\alpha} em radianos, logo {\alpha} = \frac{d}{r}: \overline{BS}+\overline{TA} = r\left(2-\operatorname{sen}\frac{d}{r}-\cos\frac{d}{r}\right). \quad \squareÉ este o item que mostra para que serve o radiano: a relação d = r{\alpha} só é assim tão simples porque a amplitude vai em radianos.
Resposta{\alpha} = \frac{d}{r} e \overline{BS}+\overline{TA} = r\left(2-\operatorname{sen}{\alpha}-\cos{\alpha}\right)

Com \cos{\alpha} = \frac{1}{2} e {\alpha} agudo, a fórmula fundamental dá o seno e daí a tangente. A reta s corta a reta x = 1 no ponto de ordenada \operatorname{tg}{\alpha}: com esse ponto e a origem, escreve a equação de s. Toma [AO] como base: a altura é a ordenada de B.

  1. A tangente de {\alpha}. Da fórmula fundamental, com \cos{\alpha} = \frac{1}{2}: \operatorname{sen}^{2}{\alpha} = 1-\frac{1}{4} = \frac{3}{4}. Como {\alpha} \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[, o seno é positivo: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\sqrt{3}}{2}. Então \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\sqrt{3}/2}{1/2} = \sqrt{3}.
  2. A equação de s. A semirreta \dot{O}B, lado extremidade do ângulo {\alpha}, está contida em s. A tangente de {\alpha} lê-se na reta x = 1, no ponto onde a reta s a corta: esse ponto é \left(1,\,\operatorname{tg}{\alpha}\right) = \left(1,\,\sqrt{3}\right). A reta s passa na origem e neste ponto, logo o seu declive é \frac{\sqrt{3}-0}{1-0} = \sqrt{3}: s\colon\ y = \sqrt{3}x.Numa reta que passa na origem, a ordenada do ponto de abcissa 1 é o declive. Esse ponto está na reta x = 1, que é onde o círculo trigonométrico mostra a tangente.
  3. O ponto B. Resolvendo o sistema: \sqrt{3}x = \frac{\sqrt{3}}{2}x+1 \iff \frac{\sqrt{3}}{2}x = 1 \iff x = \frac{2}{\sqrt{3}} = \frac{2\sqrt{3}}{3}, e y_{B} = \sqrt{3} \times \frac{2\sqrt{3}}{3} = 2.
  4. O ponto A. Fazendo y = 0 em r: \frac{\sqrt{3}}{2}x+1 = 0 \iff x = -\frac{2}{\sqrt{3}} = -\frac{2\sqrt{3}}{3}.
  5. A área. Com [AO] por base, sobre o eixo Ox, a altura é y_{B}: A_{[AOB]} = \frac{\left|x_{A}\right| \times y_{B}}{2} = \frac{\frac{2\sqrt{3}}{3} \times 2}{2} = \frac{2\sqrt{3}}{3}.
Resposta\frac{2\sqrt{3}}{3}

Um triângulo inscrito numa semicircunferência, com o diâmetro por lado, é retângulo no terceiro vértice. A região sombreada é o semicírculo menos o triângulo.

  1. O triângulo é retângulo em B, porque está inscrito numa semicircunferência e tem o diâmetro por lado. A hipotenusa é \overline{AC} = 4.
  2. Os catetos. Visto de A, o cateto oposto a {\alpha} é [BC] e o adjacente é [AB]: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{\overline{BC}}{4} \iff \overline{BC} = 4\operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \cos{\alpha} = \frac{\overline{AB}}{4} \iff \overline{AB} = 4\cos{\alpha}.
  3. O semicírculo. O raio é metade do diâmetro, r = 2: A_{\text{semi}} = \frac{{\pi}r^{2}}{2} = \frac{4{\pi}}{2} = 2{\pi}.
  4. A diferença. A = 2{\pi}-\frac{\overline{BC} \times \overline{AB}}{2} = 2{\pi}-\frac{4\operatorname{sen}{\alpha} \times 4\cos{\alpha}}{2} = 2{\pi}-8\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. \quad \squareA propriedade do primeiro passo — «ângulo inscrito num semicírculo é reto» — é o que transforma um problema de circunferência num problema de triângulo retângulo. Vale a pena tê-la à mão.
Respostasemicírculo 2{\pi} menos triângulo 8\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}

Uma tangente é perpendicular ao raio no ponto de tangência: os triângulos [OTA] e [OTB] são retângulos em T, com \overline{OT} = 2. O ângulo T\hat{O}B é o complementar de {\alpha}.

  1. Dois triângulos retângulos. A reta AB é tangente em T, logo é perpendicular ao raio [OT]. Os triângulos [OTA] e [OTB] são retângulos em T, com hipotenusas [OA] e [OB].
  2. O lado \overline{OA}. No triângulo [OTA], [OT] é adjacente a {\alpha}: \cos{\alpha} = \frac{\overline{OT}}{\overline{OA}} = \frac{2}{\overline{OA}} \iff \overline{OA} = \frac{2}{\cos{\alpha}}.
  3. O lado \overline{OB}. Como T\hat{O}B = \frac{{\pi}}{2}-{\alpha} e \cos\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = \operatorname{sen}{\alpha}: \cos\left(T\hat{O}B\right) = \frac{2}{\overline{OB}} \iff \overline{OB} = \frac{2}{\operatorname{sen}{\alpha}}.
  4. A área. O triângulo [ABC] tem base \overline{AC} = 2\overline{OA} e altura \overline{OB}: A_{[ABC]} = \frac{2\overline{OA} \times \overline{OB}}{2} = \overline{OA} \times \overline{OB} = \frac{2}{\cos{\alpha}} \times \frac{2}{\operatorname{sen}{\alpha}} = \frac{4}{\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}}. \quad \squareO passo que resolve o problema é o primeiro: reconhecer que a tangente é perpendicular ao raio. Sem isso não há triângulo retângulo nenhum e nada se calcula.
Resposta\overline{OA} = \frac{2}{\cos{\alpha}}, \overline{OB} = \frac{2}{\operatorname{sen}{\alpha}}

Toma [AB] como base: mede \operatorname{tg}{\alpha}. A altura é a distância horizontal de C à reta x = 1, isto é 1-\cos{\alpha}. Para \operatorname{tg}{\alpha}, parte da fórmula fundamental.

  1. A base. B está na reta x = 1, logo \overline{AB} = \operatorname{tg}{\alpha}.
  2. Calcular \operatorname{tg}{\alpha}. Da fórmula fundamental, com \cos{\alpha} = \frac{1}{3}: \operatorname{sen}^{2}{\alpha} = 1-\frac{1}{9} = \frac{8}{9}. No 1.º quadrante o seno é positivo: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{2\sqrt{2}}{3}. Logo \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{2\sqrt{2}/3}{1/3} = 2\sqrt{2}.
  3. A altura. A abcissa de C é \cos{\alpha} = \frac{1}{3}, e a base está na reta x = 1: h = 1-\cos{\alpha} = 1-\frac{1}{3} = \frac{2}{3}.
  4. A área. A_{[ABC]} = \frac{2\sqrt{2} \times \frac{2}{3}}{2} = \frac{2\sqrt{2}}{3}.A resolução publicada obtém \operatorname{tg}{\alpha} por \operatorname{tg}^{2}{\alpha}+1 = \frac{1}{\cos^{2}{\alpha}}. Dá o mesmo: essa identidade é consequência imediata da fórmula fundamental — divide-se por \cos^{2}{\alpha} — e está na secção R3, logo a seguir à fórmula fundamental para ângulos generalizados. Aqui a fórmula fundamental chega sozinha.
Resposta\frac{2\sqrt{2}}{3}

A região é a soma de duas: o setor, de área \frac{1}{2}r^{2}{\alpha}, e o trapézio, de área \frac{B+b}{2}\times h. Escreve as coordenadas de B, C e D em função de {\alpha}.

  1. O setor. Com raio 2 e amplitude {\alpha} em radianos, A_{\text{setor}} = \frac{1}{2}r^{2}{\alpha} = \frac{1}{2} \times 4 \times {\alpha} = 2{\alpha}.
  2. Os três pontos. Como B está na circunferência de raio 2: B = \left(2\cos{\alpha},\,2\operatorname{sen}{\alpha}\right), \quad C = \left(-2\cos{\alpha},\,2\operatorname{sen}{\alpha}\right), \quad D = \left(-2\cos{\alpha},\,0\right).
  3. Os lados do trapézio. \overline{BC} = 2\cos{\alpha}+\left|-2\cos{\alpha}\right| = 4\cos{\alpha}, \qquad \overline{OD} = 2\cos{\alpha}, \qquad \overline{CD} = 2\operatorname{sen}{\alpha}.
  4. A área do trapézio. A_{[OBCD]} = \frac{\overline{BC}+\overline{OD}}{2} \times \overline{CD} = \frac{4\cos{\alpha}+2\cos{\alpha}}{2} \times 2\operatorname{sen}{\alpha} = 6\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}.
  5. Somar. A = 2{\alpha}+6\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. \quad \squareA parcela 2{\alpha} só sai limpa porque a amplitude vem em radianos: em graus a fórmula do setor traria um fator \frac{{\pi}}{180}.
Respostasetor 2{\alpha} + trapézio 6\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}

Como A está na circunferência de raio 4 e no lado extremidade do ângulo {\alpha}, as coordenadas de A são \left(4\cos{\alpha},\,4\operatorname{sen}{\alpha}\right). O quadrilátero é a união de dois triângulos congruentes.

  1. As coordenadas de A. A = \left(4\cos{\alpha},\,4\operatorname{sen}{\alpha}\right).
  2. Os comprimentos. Como AB é vertical, B tem a abcissa de A: \overline{AB} = 4\operatorname{sen}{\alpha}, \qquad \overline{OB} = \left|4\cos{\alpha}\right| = -4\cos{\alpha}, porque {\alpha} é do 2.º quadrante e \cos{\alpha} < 0. Como [AC] é um diâmetro, C é o simétrico de A e D o simétrico de B, logo \overline{BD} = 2\overline{OB} = -8\cos{\alpha}.
  3. A área. A diagonal [BD] parte o quadrilátero em dois triângulos congruentes, de base \overline{BD} e altura \overline{AB}: A_{[ABCD]} = 2 \times \frac{\overline{BD} \times \overline{AB}}{2} = \left(-8\cos{\alpha}\right) \times 4\operatorname{sen}{\alpha} = -32\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}. \quad \square
  4. Confirmar o sinal. No 2.º quadrante \operatorname{sen}{\alpha} > 0 e \cos{\alpha} < 0, logo -32\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha} > 0: a área é positiva, como tem de ser.O sinal de menos na expressão final não é um erro — é o que transforma \cos{\alpha}, que é negativo, num comprimento positivo.
Resposta\overline{AB} = 4\operatorname{sen}{\alpha}, \overline{BD} = -8\cos{\alpha}

Toma [AC] como base. Como A está na circunferência, A = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right); a altura é a distância vertical de B à reta AC.

  1. As coordenadas de A. O ponto A está na circunferência de raio 1 e no lado extremidade do ângulo {\alpha}, logo A = \left(\cos{\alpha},\,\operatorname{sen}{\alpha}\right).
  2. A base. Como AC é paralela ao eixo Ox e C está em Oy, tem-se C = \left(0,\,\operatorname{sen}{\alpha}\right). No 2.º quadrante \cos{\alpha} < 0, e portanto \overline{AC} = \left|\cos{\alpha}\right| = -\cos{\alpha}.
  3. A altura. O ponto B está na reta x = 1 e na reta OA, logo B = \left(1,\,\operatorname{tg}{\alpha}\right). A altura relativa a [AC] — que é horizontal, de ordenada \operatorname{sen}{\alpha} — é a diferença de ordenadas. No 2.º quadrante \operatorname{tg}{\alpha} < 0 < \operatorname{sen}{\alpha}, pelo que h = \operatorname{sen}{\alpha}-\operatorname{tg}{\alpha}.
  4. A área. A_{[ABC]} = \frac{\left(-\cos{\alpha}\right)\left(\operatorname{sen}{\alpha}-\operatorname{tg}{\alpha}\right)}{2}.
  5. Simplificar. Substituindo \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}} e distribuindo: A_{[ABC]} = \frac{-\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}}{2} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}\left(1-\cos{\alpha}\right)}{2}. \quad \squareOs dois módulos que a figura obriga a pôr — \overline{AC} = -\cos{\alpha} e h = \operatorname{sen}{\alpha}-\operatorname{tg}{\alpha} — desaparecem os dois na simplificação. É o sinal de que os quadrantes foram bem lidos.
Respostabase -\cos{\alpha}, altura \operatorname{sen}{\alpha}-\operatorname{tg}{\alpha}

Seja P o ponto onde a reta BO volta a encontrar a circunferência do lado de B, e Q a sua projeção sobre Oy. Os triângulos [OPQ] e [OBC] são semelhantes. A base do triângulo é [CB].

  1. Um ponto auxiliar. Seja P o ponto da circunferência sobre a semirreta \dot{O}B, e Q a projeção ortogonal de P em Oy. Então \overline{PQ} = \cos{\alpha}, \qquad \overline{OQ} = \operatorname{sen}{\alpha}.
  2. Semelhança. Os triângulos [OPQ] e [OBC] têm o ângulo em O comum e ângulos retos em Q e em C: \frac{\overline{CB}}{\overline{PQ}} = \frac{\overline{OC}}{\overline{OQ}} \iff \frac{\overline{CB}}{\cos{\alpha}} = \frac{1}{\operatorname{sen}{\alpha}} \iff \overline{CB} = \frac{\cos{\alpha}}{\operatorname{sen}{\alpha}}.
  3. A altura. Como [BD] contém um diâmetro, D é o simétrico de P em relação à origem, e a sua ordenada é y_{D} = -\operatorname{sen}{\alpha}. Tomando [CB] como base — que é horizontal, de ordenada 1 — a altura é 1+\left|-\operatorname{sen}{\alpha}\right| = 1+\operatorname{sen}{\alpha}.
  4. A área. A_{[BCD]} = \frac{\overline{CB} \times \left(1+\operatorname{sen}{\alpha}\right)}{2} = \frac{\frac{\cos{\alpha}}{\operatorname{sen}{\alpha}}\left(1+\operatorname{sen}{\alpha}\right)}{2} = \frac{\cos{\alpha}\left(1+\operatorname{sen}{\alpha}\right)}{2\operatorname{sen}{\alpha}}. \quad \squareO módulo em \left|y_{D}\right| não é decoração: a ordenada de D é negativa, e a altura é uma distância.
Resposta\overline{CB} = \frac{\cos{\alpha}}{\operatorname{sen}{\alpha}} e a altura é 1+\operatorname{sen}{\alpha}

Seja P = (1,\,0). No triângulo [OPA], retângulo em P, o cosseno dá \overline{OA}. Depois compara os triângulos [COD] e [CAB]: têm um ângulo comum e lados paralelos.

  1. O que se lê na figura. Seja P = (1,\,0). Então \overline{CO} = \overline{DO} = \overline{PO} = 1, porque são raios ou o segmento até x = 1, e \overline{CA} = \overline{CO}+\overline{OA} = 1+\overline{OA}.
  2. O comprimento \overline{OA}. No triângulo [OPA], retângulo em P, o cateto [OP] é adjacente a {\alpha} e [OA] é a hipotenusa: \cos{\alpha} = \frac{\overline{OP}}{\overline{OA}} = \frac{1}{\overline{OA}} \iff \overline{OA} = \frac{1}{\cos{\alpha}}.
  3. Dois triângulos semelhantes. Os triângulos [COD] e [CAB] têm o ângulo em C comum, e [OD] é paralelo a [AB] — ambos verticais. Logo são semelhantes, e os lados correspondentes são proporcionais: \frac{\overline{AB}}{\overline{OD}} = \frac{\overline{CA}}{\overline{CO}} \iff \frac{\overline{AB}}{1} = \frac{1+\overline{OA}}{1}.
  4. Concluir. \overline{AB} = 1+\overline{OA} = 1+\frac{1}{\cos{\alpha}}. \quad \squareA condição {\alpha} \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{4}\right[ garante que A fica abaixo de D e que a figura é a que está desenhada; o cálculo em si não a usa.
Resposta\overline{OA} = \frac{1}{\cos{\alpha}} e a semelhança dá \overline{AB} = 1+\overline{OA}

Chama a à abcissa de A e escreve as ordenadas dos dois pontos. O retângulo tem base \dfrac{{\pi}}{2} — a diferença das abcissas — e altura igual à diferença das ordenadas. Ficas com k\cos a e k\operatorname{sen}a; o ângulo desaparece com a fórmula fundamental.

  1. Os dois pontos. Seja a a abcissa de A, com a \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[. A abcissa de B é a+\frac{{\pi}}{2}, e ambos os pontos estão no gráfico de f: A\left(a,\ k\cos a\right), \qquad B\left(a+\frac{{\pi}}{2},\ k\cos\left(a+\frac{{\pi}}{2}\right)\right).
  2. A ordenada de B. Por redução ao primeiro quadrante, \cos\left(a+\frac{{\pi}}{2}\right) = -\operatorname{sen}a, e portanto a ordenada de B é -k\operatorname{sen}a.
  3. As duas distâncias. Como a \in \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[, tem-se \cos a > 0 e \operatorname{sen}a > 0; sendo k > 0, o ponto A está acima do eixo Ox e o ponto B abaixo. As abcissas são positivas, logo as distâncias ao semieixo positivo Ox são os módulos das ordenadas: d_{A} = k\cos a, \qquad d_{B} = k\operatorname{sen}a.
  4. A primeira condição. A distância de A excede em 1 a de B: k\cos a = k\operatorname{sen}a+1 \iff k\cos a-k\operatorname{sen}a = 1.
  5. A segunda condição. O retângulo tem [AB] por diagonal e os lados paralelos aos eixos: a base é a diferença das abcissas e a altura a diferença das ordenadas. \text{base} = \left(a+\frac{{\pi}}{2}\right)-a = \frac{{\pi}}{2}, \qquad \text{altura} = k\cos a-\left(-k\operatorname{sen}a\right) = k\cos a+k\operatorname{sen}a. \frac{{\pi}}{2}\left(k\cos a+k\operatorname{sen}a\right) = \frac{7{\pi}}{2} \iff k\cos a+k\operatorname{sen}a = 7.
  6. O sistema. Somando e subtraindo as duas igualdades: \begin{cases} k\cos a-k\operatorname{sen}a = 1 \\[4pt] k\cos a+k\operatorname{sen}a = 7 \end{cases} \iff \begin{cases} k\cos a = 4 \\[4pt] k\operatorname{sen}a = 3 \end{cases}
  7. A fórmula fundamental. Elevando ao quadrado e somando, o ângulo desaparece: k^{2}\cos^{2}a+k^{2}\operatorname{sen}^{2}a = 4^{2}+3^{2} \iff k^{2}\left(\cos^{2}a+\operatorname{sen}^{2}a\right) = 25 \iff k^{2} = 25. Como k \in \mathbb{R}^{+}, vem k = 5.Nunca foi preciso saber quanto vale a: as duas condições só o trazem dentro de k\cos a e de k\operatorname{sen}a. Quem quiser confirmar, \cos a = \frac{4}{5} dá a \approx 0{,}64, mesmo dentro de \left]0,\,\frac{{\pi}}{2}\right[, e a ordenada de B é -3, abaixo do eixo, como na figura.
Respostak = 5

Exercícios globais · Trigonometria do 11.º ano

Três exercícios sobre triângulos, três sobre o círculo e os ângulos generalizados, quatro sobre o radiano e a redução ao primeiro quadrante, e seis sobre funções trigonométricas e fenómenos periódicos. Os filtros ao lado deixam trabalhar um bloco de cada vez.

Exercício 91 escolha múltiplaGlobal · triângulos

Num triângulo retângulo, a hipotenusa mede o dobro de um dos catetos.

α 2c c

A amplitude do ângulo oposto a esse cateto é:

  • (A)30^{\circ}
  • (B)45^{\circ}
  • (C)60^{\circ}
  • (D)\text{depende do triângulo}
Exercício 92 construçãoGlobal · problema com triângulos

Uma escada de 5 metros está encostada a uma parede vertical e faz com o solo um ângulo de amplitude {\theta}.

θ 5 m h d

a) Escreve, em função de {\theta}, a altura h a que a escada toca a parede e a distância d do pé da escada à parede. b) Mostra que h^{2}+d^{2} não depende de {\theta}. c) Determina {\theta}, em graus e arredondado às décimas, sabendo que o pé da escada está a 1{,}8 metros da parede.

Exercício 93 construçãoGlobal · área em função de um ângulo

Considera um triângulo isósceles [ABC] em que \overline{AB} = \overline{AC} = 6 e o ângulo BAC tem amplitude {\alpha}, com {\alpha} \in \left]0,\,{\pi}\right[.

α 6 6 A B C

a) Mostra que \overline{BC} = 12\operatorname{sen}\dfrac{{\alpha}}{2}. b) Mostra que a altura relativa a [BC] é 6\cos\dfrac{{\alpha}}{2}. c) Determina, recorrendo à calculadora gráfica, o valor de {\alpha} para o qual a área do triângulo é 15, arredondado às centésimas.

Exercício 94 escolha múltiplaGlobal · sinais no círculo

Sabe-se que {\alpha} \in \left]{\pi},\,\dfrac{3{\pi}}{2}\right[.

Qual das afirmações é necessariamente verdadeira?

  • (A)\operatorname{sen}{\alpha} \times \cos{\alpha} < 0
  • (B)\operatorname{tg}{\alpha} > 0
  • (C)\operatorname{sen}{\alpha} > \cos{\alpha}
  • (D)\cos{\alpha} > 0
Exercício 95 construçãoGlobal · coordenadas no círculo

Num referencial ortonormado, P é um ponto da circunferência trigonométrica, do 3.º quadrante, associado a um ângulo de amplitude {\alpha}.

x y α P

Sabe-se que \operatorname{tg}{\alpha} = 2.

a) Determina as coordenadas de P. b) Determina o valor exato de \operatorname{sen}\left({\pi}-{\alpha}\right)+\cos\left(-{\alpha}\right).

Exercício 96 escolha múltiplaGlobal · expressão geral

Quantos ângulos de amplitude entre -2{\pi} e 4{\pi} têm o mesmo lado extremidade que um ângulo de \dfrac{{\pi}}{7}?

  • (A)2
  • (B)3
  • (C)4
  • (D)6
Exercício 97 escolha múltiplaGlobal · redução

A expressão \operatorname{sen}\left(x-\dfrac{11{\pi}}{2}\right)-2\cos\left(x+7{\pi}\right) é igual a:

  • (A)\cos x
  • (B)3\cos x
  • (C)\operatorname{sen}x
  • (D)-\cos x
Exercício 98 construçãoGlobal · simplificar

Simplifica, escrevendo o resultado em função de \operatorname{sen}x e de \cos x, a expressão

\cos\left(\frac{{\pi}}{2}-x\right)\operatorname{sen}\left({\pi}+x\right)+\cos^{2}\left({\pi}-x\right).

Conclui daí o valor da expressão para x = \dfrac{{\pi}}{4}.

Exercício 99 construçãoGlobal · setor circular

Numa circunferência de centro O e raio 10 cm, um arco tem \dfrac{25{\pi}}{3} cm de comprimento.

O 10 cm 25π/3 cm

a) Determina a amplitude, em radianos, do ângulo ao centro correspondente. b) Determina a área do setor circular correspondente. c) Verifica se o arco é maior ou menor do que meia circunferência.

Exercício 100 escolha múltiplaGlobal · valor exato

O valor de \operatorname{sen}\dfrac{7{\pi}}{6}+\cos\dfrac{4{\pi}}{3} é:

  • (A)-1
  • (B)0
  • (C)-\dfrac{1}{2}
  • (D)\dfrac{\sqrt{3}}{2}
Exercício 101 construçãoGlobal · estudo de uma função

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = 1-2\cos\left(\dfrac{x}{2}\right).

a) Determina o contradomínio de f. b) Determina o período positivo mínimo de f. c) Determina, analiticamente, os zeros de f em \left[0,\,8{\pi}\right].

Exercício 102 escolha múltiplaGlobal · gráfico e período

Na figura está representada parte do gráfico de uma função periódica g. Sabe-se que o máximo é 5, o mínimo é -1, e que g atinge dois mínimos consecutivos em x = 2 e x = 10.

2 10 x y −1 5

Uma expressão possível para g é:

  • (A)2+3\cos\left(\dfrac{{\pi}}{4}(x-2)\right)
  • (B)2-3\cos\left(\dfrac{{\pi}}{4}(x-2)\right)
  • (C)2-3\cos\left(\dfrac{{\pi}}{8}(x-2)\right)
  • (D)3-2\cos\left(\dfrac{{\pi}}{4}(x-2)\right)
Exercício 103 construçãoGlobal · roda gigante

Numa roda gigante, a altura ao solo de uma cadeira, em metros, t minutos depois do início do movimento, é dada por

h
h(t) = 21-19\cos\left(\frac{{\pi}t}{5}\right), \quad t \geq 0.

a) Determina a altura mínima e a altura máxima da cadeira. b) Determina quanto tempo demora a roda a dar uma volta completa. c) Determina, analiticamente, os instantes dos primeiros 20 minutos em que a cadeira está no ponto mais alto. d) Recorrendo à calculadora gráfica, determina durante quanto tempo, em cada volta, a cadeira está acima dos 30 metros. Apresenta o resultado em minutos, arredondado às centésimas.

Exercício 104 construçãoGlobal · ajustar um modelo

A profundidade da água, em metros, num certo cais, é bem modelada por uma função do tipo

p(t) = a+b\operatorname{sen}\left(c\left(t-d\right)\right), \quad b > 0,\ c > 0,

em que t é o tempo em horas contado a partir da meia-noite. Sabe-se que a maré é alta às 3 horas, com 7{,}4 metros de profundidade, e que a maré seguinte é baixa, com 2{,}6 metros. As marés repetem-se de 12 em 12 horas.

a) Determina a, b, c e d, com d \in \left[0,\,12\right[. b) Um navio só pode entrar no cais com pelo menos 5 metros de água. Determina, recorrendo à calculadora gráfica, o intervalo de tempo da manhã em que o navio pode entrar, com os extremos arredondados às centésimas da hora.

Exercício 105 escolha múltiplaGlobal · frequência

Um pêndulo oscila de modo que o seu afastamento à posição de equilíbrio, em centímetros, t segundos após o início da observação, é dado por a(t) = 12\operatorname{sen}\left(\dfrac{2{\pi}t}{3}\right).

A frequência deste movimento, em oscilações por segundo, é:

  • (A)3
  • (B)\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{2{\pi}}{3}
  • (D)12
Exercício 106 construçãoGlobal · provar um período

Seja h a função, de domínio \mathbb{R}, definida por h(x) = \cos\left(\dfrac{x}{3}\right)-4.

a) Mostra, pela definição, que 6{\pi} é período de h. b) Justifica que h não tem zeros. c) Determina os maximizantes de h.

Escreve o seno desse ângulo: é o cateto a dividir pela hipotenusa.

  1. Se o cateto oposto for c, a hipotenusa é 2c: \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{c}{2c} = \frac{1}{2}.
  2. Sendo o ângulo agudo, {\alpha} = 30^{\circ}.
  3. A opção correta é a (A).O valor não depende do triângulo — é o que as razões trigonométricas garantem. A opção (D) só seria certa se as razões dependessem do tamanho, e não da forma.
RespostaOpção (A)

A escada é a hipotenusa. Em b), a fórmula fundamental aparece sozinha.

θ 5 h = 5sen θ d = 5 cos θ
  1. a) h = 5\operatorname{sen}{\theta}, \qquad d = 5\cos{\theta}.
  2. b) h^{2}+d^{2} = 25\operatorname{sen}^{2}{\theta}+25\cos^{2}{\theta} = 25\left(\operatorname{sen}^{2}{\theta}+\cos^{2}{\theta}\right) = 25. Vale sempre 25, seja qual for {\theta}. \square
  3. c) De 5\cos{\theta} = 1{,}8 vem \cos{\theta} = 0{,}36 e, com a calculadora em graus, {\theta} \approx 68{,}9^{\circ}.A alínea b) é o teorema de Pitágoras a dizer que o comprimento da escada não muda — que é exatamente o que a fórmula fundamental afirma, escrita noutra linguagem.
Respostaa) h = 5\operatorname{sen}{\theta}, d = 5\cos{\theta} · b) 25 · c) \approx 68{,}9^{\circ}

A altura tirada de A é também mediana e bissetriz: parte o triângulo em dois retângulos, com um ângulo de \frac{{\alpha}}{2} em A.

α/2 A B C M 6 6 6 cos α/2 6sen α/2
  1. a) Seja M o ponto médio de [BC]. No triângulo [AMB], retângulo em M, com hipotenusa 6 e ângulo \frac{{\alpha}}{2} em A: \operatorname{sen}\frac{{\alpha}}{2} = \frac{\overline{MB}}{6} \iff \overline{MB} = 6\operatorname{sen}\frac{{\alpha}}{2}, e \overline{BC} = 2\overline{MB} = 12\operatorname{sen}\frac{{\alpha}}{2}. \square

    O enunciado diz 12\operatorname{sen}\frac{{\alpha}}{2}, e é o que sai — não 6\operatorname{sen}{\alpha}.

  2. b) No mesmo triângulo, \overline{AM} = 6\cos\frac{{\alpha}}{2}. \square
  3. c) A área é A({\alpha}) = \frac{\overline{BC} \times \overline{AM}}{2} = \frac{12\operatorname{sen}\frac{{\alpha}}{2} \times 6\cos\frac{{\alpha}}{2}}{2} = 36\operatorname{sen}\frac{{\alpha}}{2}\cos\frac{{\alpha}}{2}. Na calculadora, em modo radiano e na janela \left[0,\,{\pi}\right] \times \left[0,\,20\right], as curvas y_{1} = A({\alpha}) e y_{2} = 15 intersetam-se em {\alpha} \approx 0{,}99 e {\alpha} \approx 2{,}16.
  4. Ambos pertencem a \left]0,\,{\pi}\right[, logo há duas soluções.A área tem máximo em {\alpha} = \frac{{\pi}}{2}, onde vale 18. Como 15 < 18, tem de haver duas soluções — e é bom sabê-lo antes de ir à calculadora.
Respostac) {\alpha} \approx 0{,}99 e {\alpha} \approx 2{,}16

O intervalo dado é o 3.º quadrante. Escreve os sinais das três razões aí.

  1. No 3.º quadrante, \operatorname{sen}{\alpha} < 0 e \cos{\alpha} < 0.
  2. (A) Produto de dois negativos: positivo. Falsa.
  3. (B) Quociente de dois negativos: positivo. Verdadeira.
  4. (C) Não é necessariamente verdadeira. Em {\alpha} = \frac{7{\pi}}{6} tem-se \operatorname{sen} = -\frac{1}{2} > -\frac{\sqrt{3}}{2} = \cos, mas em {\alpha} = \frac{4{\pi}}{3} tem-se \operatorname{sen} = -\frac{\sqrt{3}}{2} < -\frac{1}{2} = \cos. O contraexemplo elimina a opção.
  5. (D) Falsa: no 3.º quadrante a abcissa é negativa.
  6. A opção correta é a (B).Numa opção do tipo «necessariamente verdadeira», basta um contraexemplo para a eliminar. Foi o que se fez em (C).
RespostaOpção (B)

Escreve \operatorname{sen}{\alpha} = 2\cos{\alpha} e leva à fórmula fundamental. O quadrante escolhe o sinal.

  1. a) De \operatorname{tg}{\alpha} = 2 vem \operatorname{sen}{\alpha} = 2\cos{\alpha}. Na fórmula fundamental: 4\cos^{2}{\alpha}+\cos^{2}{\alpha} = 1 \iff \cos^{2}{\alpha} = \frac{1}{5} \iff \cos{\alpha} = \pm\frac{\sqrt{5}}{5}.
  2. No 3.º quadrante a abcissa é negativa: \cos{\alpha} = -\frac{\sqrt{5}}{5} e \operatorname{sen}{\alpha} = -\frac{2\sqrt{5}}{5}. P = \left(-\frac{\sqrt{5}}{5},\, -\frac{2\sqrt{5}}{5}\right).
  3. b) Reduzindo: \operatorname{sen}({\pi}-{\alpha}) = \operatorname{sen}{\alpha} e \cos(-{\alpha}) = \cos{\alpha}. \operatorname{sen}{\alpha}+\cos{\alpha} = -\frac{2\sqrt{5}}{5}-\frac{\sqrt{5}}{5} = -\frac{3\sqrt{5}}{5}.A tangente sozinha não fixa o ponto: dá dois, simétricos em relação à origem. É o quadrante que decide, e é por isso que o enunciado o dá.
Respostaa) \left(-\frac{\sqrt{5}}{5},\,-\frac{2\sqrt{5}}{5}\right) · b) -\frac{3\sqrt{5}}{5}

A expressão geral é \frac{{\pi}}{7}+2k{\pi}. Conta quantos valores de k mantêm o resultado no intervalo.

  1. A expressão geral: \frac{{\pi}}{7}+2k{\pi}, k \in \mathbb{Z}.
  2. A condição: -2{\pi} < \frac{{\pi}}{7}+2k{\pi} < 4{\pi} \iff -2-\frac{1}{7} < 2k < 4-\frac{1}{7}. Ou seja -1{,}07 < k < 1{,}93.
  3. Os inteiros são k \in \{-1,\,0,\,1\}: três ângulos.
  4. A opção correta é a (B).O intervalo tem 6{\pi}, isto é três voltas — e por isso a resposta havia de ser três. Contar as voltas é a maneira rápida de confirmar.
RespostaOpção (B)

Tira as voltas completas de cada argumento antes de reduzir: \frac{11{\pi}}{2} = 4{\pi}+\frac{3{\pi}}{2} e 7{\pi} = 6{\pi}+{\pi}.

  1. Primeira parcela. Como \frac{11{\pi}}{2} = 4{\pi}+\frac{3{\pi}}{2}, e 4{\pi} são duas voltas: \operatorname{sen}\left(x-\frac{11{\pi}}{2}\right) = \operatorname{sen}\left(x-\frac{3{\pi}}{2}\right) = \operatorname{sen}\left(-\left(\frac{3{\pi}}{2}-x\right)\right) = -\operatorname{sen}\left(\frac{3{\pi}}{2}-x\right) = \cos x.
  2. Segunda parcela. Como 7{\pi} = 6{\pi}+{\pi}: \cos\left(x+7{\pi}\right) = \cos\left(x+{\pi}\right) = -\cos x.
  3. Juntar. \cos x-2\left(-\cos x\right) = 3\cos x.
  4. A opção correta é a (B).Retirar as voltas primeiro deixa sempre um argumento com {\pi}, \frac{{\pi}}{2} ou \frac{3{\pi}}{2} — e aí é uma linha da tabela de redução. Sem esse passo o exercício fica confuso.
RespostaOpção (B)

Reduz cada fator e cada parcela ao ângulo x antes de multiplicar. Atenção ao quadrado: ele apaga o sinal de menos.

  1. Reduzir cada peça. \cos\left(\frac{{\pi}}{2}-x\right) = \operatorname{sen}x, \qquad \operatorname{sen}\left({\pi}+x\right) = -\operatorname{sen}x, \qquad \cos\left({\pi}-x\right) = -\cos x.
  2. Substituir. No último caso o quadrado apaga o sinal: \operatorname{sen}x \times \left(-\operatorname{sen}x\right)+\left(-\cos x\right)^{2} = -\operatorname{sen}^{2}x+\cos^{2}x.
  3. O resultado é \cos^{2}x-\operatorname{sen}^{2}x, válido para todo o x real.
  4. Em x = \frac{{\pi}}{4}: como \operatorname{sen}\frac{{\pi}}{4} = \cos\frac{{\pi}}{4} = \frac{\sqrt{2}}{2}, \frac{1}{2}-\frac{1}{2} = 0.Uma expressão em \operatorname{sen}x e \cos x é resposta completa. Não é preciso — nem é pedido — reconhecer \cos^{2}x-\operatorname{sen}^{2}x como \cos(2x): as fórmulas de duplicação não pertencem às Aprendizagens Essenciais.
Resposta\cos^{2}x-\operatorname{sen}^{2}x · vale 0 em x = \frac{{\pi}}{4}

De s = r{\theta} tira-se {\theta}. Em c), compara com {\pi}.

  1. a) {\theta} = \frac{s}{r} = \frac{25{\pi}/3}{10} = \frac{25{\pi}}{30} = \frac{5{\pi}}{6}.
  2. b) A = \frac{1}{2}r^{2}{\theta} = \frac{1}{2} \times 100 \times \frac{5{\pi}}{6} = \frac{125{\pi}}{3}\ \text{cm}^{2}.
  3. c) \frac{5{\pi}}{6} < {\pi}, logo o arco é menor do que meia circunferência. Em graus, \frac{5{\pi}}{6} = 150^{\circ}.
  4. Confirmação. \frac{150}{360} = \frac{5}{12} da volta; \frac{5}{12} do perímetro 20{\pi} é \frac{25{\pi}}{3} ✓, e \frac{5}{12} da área 100{\pi} é \frac{125{\pi}}{3} ✓.A confirmação por proporção é sempre possível e demora dez segundos. Vale mais do que reler a fórmula.
Resposta\frac{5{\pi}}{6} · \frac{125{\pi}}{3} cm2 · menor

Os dois ângulos são do 3.º quadrante. Reduz cada um ao ângulo agudo de referência.

  1. \frac{7{\pi}}{6} = {\pi}+\frac{{\pi}}{6}, do 3.º quadrante, onde o seno é negativo: \operatorname{sen}\frac{7{\pi}}{6} = -\operatorname{sen}\frac{{\pi}}{6} = -\frac{1}{2}.
  2. \frac{4{\pi}}{3} = {\pi}+\frac{{\pi}}{3}, também do 3.º quadrante, onde o cosseno é negativo: \cos\frac{4{\pi}}{3} = -\cos\frac{{\pi}}{3} = -\frac{1}{2}.
  3. A soma é -1: opção (A).Os dois ângulos estão no mesmo quadrante mas as referências são diferentes — \frac{{\pi}}{6} e \frac{{\pi}}{3}. Coincidiu darem o mesmo valor porque \operatorname{sen}\frac{{\pi}}{6} = \cos\frac{{\pi}}{3}: são ângulos complementares.
RespostaOpção (A)

Em c), isola o cosseno. O valor a que ele fica igual não está sobre um eixo — mas lê-se diretamente no círculo, porque é um dos valores da tabela.

  1. a) De -1 \leq \cos\left(\frac{x}{2}\right) \leq 1 vem -2 \leq -2\cos\left(\frac{x}{2}\right) \leq 2, logo -1 \leq f(x) \leq 3: contradomínio \left[-1,\,3\right].
  2. b) T = \frac{2{\pi}}{1/2} = 4{\pi}.
  3. c) f(x) = 0 \iff \cos\left(\frac{x}{2}\right) = \frac{1}{2}. No círculo, a abcissa vale \frac{1}{2} em dois pontos, associados a \frac{{\pi}}{3} e a -\frac{{\pi}}{3}. Resolvendo em ordem ao argumento: \frac{x}{2} = \frac{{\pi}}{3}+2k{\pi} \;\lor\; \frac{x}{2} = -\frac{{\pi}}{3}+2k{\pi}, \quad k \in \mathbb{Z}.
  4. Isolar x: x = \frac{2{\pi}}{3}+4k{\pi} \;\lor\; x = -\frac{2{\pi}}{3}+4k{\pi}.
  5. Escolher os que caem em \left[0,\,8{\pi}\right]: da primeira família, \frac{2{\pi}}{3} e \frac{14{\pi}}{3}; da segunda, \frac{10{\pi}}{3} e \frac{22{\pi}}{3}.Quatro zeros em 8{\pi}, que são dois períodos — dois por período, como havia de ser, porque 0 está estritamente dentro de \left[-1,\,3\right].
Resposta\left[-1,3\right] · 4{\pi} · \left\{\frac{2{\pi}}{3},\frac{10{\pi}}{3},\frac{14{\pi}}{3},\frac{22{\pi}}{3}\right\}

Três leituras: o meio do contradomínio dá o a, metade da diferença dá |b|, e a distância entre mínimos dá o período. Depois é ver qual das expressões tem mínimo em x = 2.

  1. Meio e amplitude. a = \frac{5+(-1)}{2} = 2 e |b| = \frac{5-(-1)}{2} = 3. Isto elimina a opção (D).
  2. Período. T = 10-2 = 8, logo \frac{2{\pi}}{|c|} = 8 \iff |c| = \frac{{\pi}}{4}. Isto elimina a opção (C).
  3. Onde está o mínimo. Em x = 2 o argumento é 0 e \cos 0 = 1. Para que x = 2 seja minimizante, o coeficiente do cosseno tem de ser negativo: g(2) = 2-3 \times 1 = -1 \ \checkmark A opção (A) daria g(2) = 5, que é o máximo.
  4. A opção correta é a (B).As três leituras — meio, amplitude, período — deixam sempre duas opções de pé. É o sinal de b, decidido por onde está o extremo, que separa a última.
RespostaOpção (B)

Em c), o máximo dá-se quando o cosseno vale -1 — e isso lê-se sobre um eixo. Em d), interseta o modelo com a reta y = 30 e mede o intervalo.

  1. a) De -1 \leq \cos\left(\frac{{\pi}t}{5}\right) \leq 1 vem -19 \leq -19\cos(\cdots) \leq 19, logo 2 \leq h(t) \leq 40. Mínimo 2 m, máximo 40 m.
  2. b) T = \frac{2{\pi}}{{\pi}/5} = 10\ \text{minutos}.
  3. c) A altura é máxima quando \cos\left(\frac{{\pi}t}{5}\right) = -1, isto é \frac{{\pi}t}{5} = {\pi}+2k{\pi} \iff t = 5+10k, \quad k \in \mathbb{Z}. Nos primeiros 20 minutos: t = 5 e t = 15.
  4. d) Na calculadora, em modo radiano, na janela \left[0,\,10\right] \times \left[0,\,45\right], as curvas y_{1} = h(t) e y_{2} = 30 intersetam-se em t \approx 3{,}29 e t \approx 6{,}71. Entre esses dois instantes a cadeira está acima dos 30 metros: 6{,}7146-3{,}2854 \approx 3{,}43\ \text{minutos por volta}.Repara na simetria: 3{,}29 e 6{,}71 são simétricos em relação a t = 5, o instante do máximo. É uma verificação gratuita — se não fossem, algum dos dois valores estaria errado.
Respostaa) 2 m e 40 m · b) 10 min · c) t = 5 e t = 15 · d) \approx 3{,}43 min

Em a), a é o meio entre 7{,}4 e 2{,}6, e b é metade da diferença. O d sai de o seno valer 1 às 3 horas.

  1. a) Meio e amplitude. a = \frac{7{,}4+2{,}6}{2} = 5, \qquad b = \frac{7{,}4-2{,}6}{2} = 2{,}4.
  2. Período. \frac{2{\pi}}{c} = 12 \iff c = \frac{{\pi}}{6}.
  3. Desfasamento. O máximo dá-se quando o seno vale 1, isto é quando o argumento é \frac{{\pi}}{2}. Isso acontece em t = 3: \frac{{\pi}}{6}(3-d) = \frac{{\pi}}{2} \iff 3-d = 3 \iff d = 0. Logo p(t) = 5+2{,}4\operatorname{sen}\left(\frac{{\pi}t}{6}\right).
  4. b) Na calculadora, em modo radiano, na janela \left[0,\,12\right] \times \left[2,\,8\right]: as curvas y_{1} = p(t) e y_{2} = 5 intersetam-se em t = 0, t = 6 e t = 12. Entre 0 e 6 a profundidade é maior ou igual a 5 metros: superior no interior e exatamente 5 metros nos extremos.
  5. O navio pode entrar entre a meia-noite e as 6 horas. Como o enunciado pede os extremos arredondados, escreve-se \left[0{,}00;\ 6{,}00\right] — fechado, porque 5 metros já basta («pelo menos 5»).Aqui os valores saem exatos porque 5 é precisamente o valor médio — e o seno anula-se em 0 e em 6. Nem sempre é assim: se o limiar fosse 5{,}5, os extremos seriam irracionais e a calculadora seria indispensável.
Respostaa) a = 5, b = 2{,}4, c = \frac{{\pi}}{6}, d = 0 · b) entre 0{,}00 e 6{,}00 horas

Primeiro o período, T = \frac{2{\pi}}{|c|}; a frequência é o seu inverso.

  1. Período. T = \frac{2{\pi}}{2{\pi}/3} = 3\ \text{segundos}.
  2. Frequência. \frac{1}{3} oscilações por segundo.
  3. A opção correta é a (B).A opção (A) é o período e a (D) é a amplitude. As três grandezas leem-se na mesma expressão, e é fácil trocá-las — escrever a unidade antes de escolher resolve o problema.
RespostaOpção (B)

Em a), calcula h(x+6{\pi}) e usa que 2{\pi} é período do cosseno. Em b), começa pelo contradomínio.

  1. a) Seja x \in \mathbb{R} qualquer; como D_{h} = \mathbb{R}, também x+6{\pi} \in D_{h}. h(x+6{\pi}) = \cos\left(\frac{x+6{\pi}}{3}\right)-4 = \cos\left(\frac{x}{3}+2{\pi}\right)-4 = \cos\left(\frac{x}{3}\right)-4 = h(x). Logo 6{\pi} é período de h. \square
  2. b) De -1 \leq \cos\left(\frac{x}{3}\right) \leq 1 vem -5 \leq h(x) \leq -3. Como h(x) \leq -3 < 0 para todo o x, a função nunca se anula. \square
  3. c) O máximo -3 atinge-se quando \cos\left(\frac{x}{3}\right) = 1: \frac{x}{3} = 2k{\pi} \iff x = 6k{\pi}, \quad k \in \mathbb{Z}.Repara que os maximizantes distam 6{\pi} uns dos outros — que é o período que se provou em a). Tinha de ser assim: numa função periódica, os máximos repetem-se de período em período.
Respostab) h(x) \leq -3 < 0 · c) x = 6k{\pi},\ k \in \mathbb{Z}

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