Funções: exponenciais, logaritmos e derivadas
Potências de expoente real, a função exponencial e o número e, função inversa e logaritmos, escalas logarítmicas, função composta, derivadas, segunda derivada e problemas de otimização — com a revisão do 10.º e do 11.º ano incluída onde faz falta. Teoria, laboratórios interativos e exercícios no formato do Exame Nacional, com resolução passo a passo.
Revisão · Potências, radicais e expoentes racionais
A primeira metade do capítulo vive de uma ideia só: deixar o expoente ser a variável. Antes de o fazer, é preciso saber o que significa
- Retomar o estudo das regras operatórias das potências feito no ensino básico.
- Conhecer as raízes de índice natural, nomeadamente a radiciação de índice natural como inversa da potenciação de expoente natural.
- Mencionar a relação entre as potências de expoente fracionário e as raízes de índice natural:
a^{p/q} = \sqrt[q]{a^{p}} , coma > 0 ,q \in \mathbb{N} ep \in \mathbb{Z} .
1 · Do expoente natural ao expoente inteiro
Uma potência de expoente natural é uma multiplicação repetida — e mais nada:
Com esta definição,
Aparece então uma pergunta que vai reaparecer três vezes nesta secção: e se quisermos que a regra continue a valer para expoentes que não são naturais? Não se demonstra nada; escolhe-se o valor que mantém a regra viva. É isso que fixa
Para
Estes valores não são arbitrários: são os únicos que fazem
2 · Raízes de índice n
A raiz é a operação que desfaz a potência — e é o primeiro exemplo, neste capítulo, de função inversa, o assunto da secção 5.
Seja
- Se
n é ímpar,\sqrt[n]{a} é o único número realb tal queb^{n} = a . Existe para todo oa \in \mathbb{R} . - Se
n é par,\sqrt[n]{a} é o único número real não negativob tal queb^{n} = a . Só existe paraa \geq 0 .
Em qualquer dos casos,
Com
3 · Expoente racional
Segunda extensão, com o mesmo método. Se quisermos que
Para
Com
Simplifica, para
- Tirar os radicais. Cada raiz é uma potência de expoente racional:
\sqrt{x} = x^{1/2}, \qquad \sqrt[3]{x^{2}} = x^{2/3}, \qquad \sqrt[6]{x} = x^{1/6}. - Multiplicar é somar expoentes; dividir é subtrair.
\dfrac{x^{1/2} \times x^{2/3}}{x^{1/6}} = x^{\frac{1}{2} + \frac{2}{3} - \frac{1}{6}}. - A conta do expoente, com denominador comum
6 :\frac{1}{2} + \frac{2}{3} - \frac{1}{6} = \frac{3+4-1}{6} = \frac{6}{6} = 1. - Logo a expressão vale
x^{1} = x .Enquanto houver radicais não há regra nenhuma para aplicar; assim que tudo é potência, sobram as oito regras de sempre. É o mesmo gesto que mais à frente permite derivar\sqrt{x} : não há regra da raiz, há a regra da potência.
4 · Expoente real
Falta o último passo, e é o que abre o capítulo. O que é
Os valores estabilizam. Define-se
Para
São exatamente as mesmas oito regras do 3.º ciclo. Nada mudou — mudou apenas o conjunto onde o expoente pode andar.
Determina o valor exato de
- Escreve-se tudo em base
2 :\sqrt[3]{4} = 4^{1/3} = \left(2^{2}\right)^{1/3} = 2^{2/3} . 8^{2/3} = \left(2^{3}\right)^{2/3} = 2^{2} .- Junta-se:
\dfrac{2^{2/3} \times 2^{2}}{2^{-1/3}} = 2^{\frac{2}{3} + 2 + \frac{1}{3}} = 2^{3} = 8 .Reduzir à mesma base é o gesto-padrão. Vale a pena praticá-lo até ficar automático: é ele que resolve as equações da secção 3.
Python Ver 2^{r} a estabilizar em 2^{\sqrt{2}}
from math import sqrt
r = 0
for casas in range(0, 9):
r = int(sqrt(2) * 10**casas) / 10**casas
print(r, '->', 2**r)
print('2^raiz(2) =', 2**sqrt(2))
# Uma potencia de expoente irracional e' um limite de potencias
# de expoente racional. Este programa constroi essa sucessao.
from math import sqrt
r = 0
for casas in range(0, 9): # casas = 0, 1, 2, ... 8
# trunca raiz(2) a 'casas' casas decimais: 1 ; 1.4 ; 1.41 ; ...
r = int(sqrt(2) * 10**casas) / 10**casas
print(r, '->', 2**r) # r e' racional: a potencia ja' esta' definida
print('2^raiz(2) =', 2**sqrt(2)) # o valor para o qual tudo converge
Cada casa decimal a mais no expoente compra, mais ou menos, uma casa decimal certa no resultado. Troca a base
Exercícios propostos
Doze exercícios para pôr as potências em dia. Se resolveres os quatro primeiros sem hesitar, podes avançar já para a secção 1 e voltar aqui só se precisares.
A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.
Calcula, sem calculadora.
a)
Escreve cada expressão como uma só potência de base
a)
Determina, sem calculadora.
a)
Escreve na forma
a)
Simplifica, apresentando o resultado na forma de uma só potência (
a)
Determina o valor exato.
a)
Seja
- (A)
a^{3/4} - (B)
a^{2/3} - (C)
a^{1/4} - (D)
a^{5/4}
Ordena, por ordem crescente, os números
Depositam-se
a) Escreve uma expressão que dê o capital acumulado ao fim de
Considera a igualdade
a) Mostra que ela é falsa para
Sejam
a)
Determina, em cada caso, o valor exato.
Considera a sucessão de racionais
a) Calcula, com a calculadora,
Expoente negativo é o inverso:
- a)
2^{-3} = \dfrac{1}{2^{3}} = \dfrac{1}{8} . - b)
\left(\dfrac{2}{5}\right)^{-2} = \left(\dfrac{5}{2}\right)^{2} = \dfrac{25}{4} . - c)
(-3)^{0} = 1 — qualquer base não nula elevada a zero dá 1. - d)
\dfrac{3^{7}}{3^{5}} = 3^{7-5} = 3^{2} = 9 .
Começa por escrever
- a)
4 \times 8 = 2^{2} \times 2^{3} = 2^{5} . - b)
\dfrac{16}{32} = \dfrac{2^{4}}{2^{5}} = 2^{-1} . - c)
\left(2^{3}\right)^{4} = 2^{12} . - d)
\sqrt{2} = 2^{1/2} .Reduzir tudo à mesma base é o gesto que resolve praticamente todas as equações exponenciais da secção 3. Vale a pena automatizá-lo já.
De índice ímpar existe sempre e conserva o sinal; de índice par só existe para radicando não negativo, e é não negativa.
- a)
(-4)^{3} = -64 , logo\sqrt[3]{-64} = -4 . - b)
3^{4} = 81 e a raiz de índice par é não negativa, logo\sqrt[4]{81} = 3 . - c)
2^{5} = 32 , logo\sqrt[5]{32} = 2 . - d)
0{,}2^{3} = 0{,}008 , logo\sqrt[3]{0{,}008} = 0{,}2 .
A definição é
- a)
\sqrt[3]{7^{2}} = 7^{2/3} . - b)
\dfrac{1}{\sqrt{5}} = \dfrac{1}{5^{1/2}} = 5^{-1/2} . - c)
\sqrt[4]{a^{3}} = a^{3/4} . - d)
\sqrt{\sqrt[3]{2}} = \left(2^{1/3}\right)^{1/2} = 2^{1/6} .
As regras são as mesmas das potências de expoente inteiro: somam-se expoentes no produto, subtraem-se no quociente, multiplicam-se na potência de potência.
- a)
a^{1/2 + 1/3} = a^{5/6} . - b)
a^{3/4 - 1/4} = a^{1/2} . - c)
a^{(2/3)\times(3/2)} = a^{1}= a . - d)
a^{1/2} \times a^{2/3} \div a^{1} = a^{1/2 + 2/3 - 1} = a^{1/6} .É por as regras se manterem exatamente as mesmas que faz sentido estender a definição. Se alguma delas falhasse, a extensão não valeria a pena.
Escreve cada base como potência de um número pequeno:
- a)
27^{2/3} = \left(3^{3}\right)^{2/3} = 3^{2} = 9 . - b)
16^{-3/4} = \left(2^{4}\right)^{-3/4} = 2^{-3} = \dfrac{1}{8} . - c)
\left(\dfrac{8}{125}\right)^{-1/3} = \left(\dfrac{125}{8}\right)^{1/3} = \dfrac{5}{2} . - d)
81^{1/4} \times 9^{1/2} = 3 \times 3 = 9 .
Trabalha de dentro para fora: primeiro
a\,\sqrt{a} = a^{1} \times a^{1/2} = a^{3/2} .\sqrt{a^{3/2}} = \left(a^{3/2}\right)^{1/2} = a^{3/4} .
Escreve os três com o mesmo índice — o mínimo múltiplo comum de
- O índice comum é
6 :\sqrt{2} = 2^{1/2} = 2^{3/6} = \sqrt[6]{8} . \sqrt[3]{3} = 3^{1/3} = 3^{2/6} = \sqrt[6]{9} .\sqrt[6]{10} já está no índice certo.- Com o mesmo índice, maior radicando dá maior raiz:
\sqrt[6]{8} < \sqrt[6]{9} < \sqrt[6]{10} .
Em juro composto, cada ano o capital fica multiplicado por
- a)
C(n) = 2500 \times (1 + 0{,}018)^{n} = 2500 \times 1{,}018^{n} euros. - b)
C(5) = 2500 \times 1{,}018^{5} \approx 2733{,}25 euros.Repara quen está no expoente. É esta a assinatura de todos os modelos deste capítulo: o que cresce não é o que se soma, é o que se multiplica.
Na alínea c), experimenta
- a)
\sqrt{(-3)^{2}} = \sqrt{9} = 3 \neq -3 . A raiz de índice par nunca é negativa. - b) É verdadeira exatamente para
x \geq 0 . Em\mathbb{R} , o que vale sempre é\sqrt{x^{2}} = |x| . - c) Com
a = -8 : por um ladoa^{1/3} = \sqrt[3]{-8} = -2 ; por outro, como\frac{1}{3} = \frac{2}{6} , viriaa^{2/6} = \sqrt[6]{(-8)^{2}} = \sqrt[6]{64} = 2 . O mesmo expoente daria dois valores, conforme a fração escolhida — a definição deixaria de ser uma definição.É por isso que, daqui em diante, a base de uma exponencial é sempre positiva. Não é um capricho: é a única maneira de a extensão a expoente real ser coerente.
Não se procura o valor de
- a)
2^{x+3} = 2^{x} \times 2^{3} = 5 \times 8 = 40 . - b)
2^{2x} = \left(2^{x}\right)^{2} = 25 . - c)
2^{-x} = \dfrac{1}{2^{x}} = \dfrac{1}{5} . - d)
4^{x} = \left(2^{2}\right)^{x} = \left(2^{x}\right)^{2} = 25 e8^{x} = \left(2^{x}\right)^{3} = 125 , logo a soma é150 .É exatamente esta manobra — trocar4^{x} e8^{x} por potências de2^{x} — que resolve as equações exponenciais por mudança de variável, na secção 3.
Cada termo da sucessão é um racional — e para racionais a potência já está definida na alínea anterior desta secção. A questão é o que acontece no limite.
- a)
2^{1} = 2 ;2^{1{,}4} \approx 2{,}6390 ;2^{1{,}41} \approx 2{,}6574 ;2^{1{,}414} \approx 2{,}6647 . - b)
2^{\sqrt{2}} \approx 2{,}6651 . Os valores aproximam-se dele, e cada casa decimal a mais no expoente dá uma casa decimal certa a mais no resultado. Define-se2^{\sqrt{2}} como o limite dos2^{r} , comr racional a tender para\sqrt{2} . - c) Com base negativa, muitos dos expoentes racionais nem sequer dão um número real:
(-2)^{1{,}4} = (-2)^{7/5} = \sqrt[5]{(-2)^{7}} ainda existe, mas(-2)^{1{,}41} = (-2)^{141/100} = \sqrt[100]{(-2)^{141}} não existe em\mathbb{R} . A sucessão de valores nem chega a formar-se.Fica assim justificada a condiçãoa > 0 da definição de função exponencial, na secção 1: só para bases positivas a potência faz sentido para todo o expoente real.
A função exponencial
Trocar de sítio a variável e o expoente muda tudo. Em
- Identificar função exponencial como função do tipo
f(x) = a^{x} ,a \in \mathbb{R}^{+} , que verifica as propriedadesa^{0} = 1 ,1^{x} = 1 ,a^{x}a^{y} = a^{x+y} ,a^{x}b^{x} = (ab)^{x} ,a^{-x} = \frac{1}{a^{x}} ,\frac{a^{x}}{a^{y}} = a^{x-y} ,\frac{a^{x}}{b^{x}} = \left(\frac{a}{b}\right)^{x} e\left(a^{x}\right)^{y} = a^{xy} . - Apresentar a função exponencial num contexto de resolução de problemas de crescimento e decrescimento exponencial.
1 · A definição
Chama-se função exponencial de base
com
As duas restrições não são decorativas.
a > 0 porque, como se viu na secção de revisão, só para bases positivas a potênciaa^{x} faz sentido para todo o expoente real.a \neq 1 porque1^{x} = 1 para todo ox : seria a função constante1 , sem interesse nenhum — e, sobretudo, sem a propriedade que torna tudo o resto possível, a injetividade.
Duas leituras imediatas da definição:
2 · Base maior do que 1
Comecemos por tabelar três casos,
À direita os valores disparam; à esquerda encolhem, mas nunca chegam a zero — são sempre positivos. É essa a forma do gráfico.
- Domínio:
\mathbb{R} . · Contradomínio:\mathbb{R}^{+} . - Interseção com
Oy :(0,\,1) . Zeros: não tem —a^{x} = 0 é impossível. - Sinal:
a^{x} > 0 para todo ox \in \mathbb{R} . - Monotonia: estritamente crescente. Assim,
x < y \iff a^{x} < a^{y} . - Injetividade: é injetiva.
- Comportamento nos extremos: quando
x \to +\infty ,a^{x} \to +\infty ; quandox \to -\infty ,a^{x} \to 0 . - Assíntota: a reta de equação
y = 0 é assíntota horizontal do gráfico. - Continuidade: é contínua em
\mathbb{R} .
3 · Base entre 0 e 1
Não é preciso estudo novo. Basta reparar que
e trocar
- Domínio:
\mathbb{R} . · Contradomínio:\mathbb{R}^{+} . - Interseção com
Oy :(0,\,1) . Zeros: não tem. - Sinal:
a^{x} > 0 para todo ox \in \mathbb{R} . - Monotonia: estritamente decrescente. Assim,
x < y \iff a^{x} > a^{y} . - Injetividade: é injetiva.
- Comportamento nos extremos: quando
x \to +\infty ,a^{x} \to 0 ; quandox \to -\infty ,a^{x} \to +\infty . - Assíntota: a reta de equação
y = 0 é assíntota horizontal do gráfico. - Continuidade: é contínua em
\mathbb{R} .
Seja qual for a base, o domínio é
Sendo estritamente monótona, a função exponencial é injetiva. Daí sai a equivalência que resolve praticamente todas as equações da secção 3:
e, para as inequações, com o cuidado de olhar para a base:
4 · Uma base com nome próprio: o número e
De todas as bases maiores do que
O número de Euler, ou número de Neper, é o número irracional
A função exponencial de base
Por agora,
O número aparece pela primeira vez em 1683, com Jacob Bernoulli, a estudar juro composto: se um capital render
Laboratório · \left(1 + \frac{1}{n}\right)^{n} a subir para e
interativoO eixo horizontal está em escala logarítmica: cada divisão multiplica
O gráfico de
- Do primeiro ponto:
f(0) = b \cdot a^{0} = b , logob = 3 . - Do segundo:
3a^{2} = 12 \iff a^{2} = 4 \iff a = 2 , já que a base tem de ser positiva. - Como
a = 2 > 1 , a função é estritamente crescente.A ordenada na origem dá sempre o «valor inicial»b ; a basea é o fator por que o valor fica multiplicado quandox avança uma unidade.
Sem recorrer à calculadora, indica em cada caso qual dos dois números é maior.
a)
- a) A base é
2 > 1 , logox \mapsto 2^{x} é estritamente crescente: o maior expoente dá o maior valor. - Ora
\sqrt{3} \approx 1{,}73 , e de facto\sqrt{3} > 1{,}7 porque3 > 1{,}7^{2} = 2{,}89 . Logo2^{\sqrt{3}} > 2^{1{,}7} . - b) A base é
\frac{2}{3} \in \left]0,\,1\right[ , logo a função é estritamente decrescente: agora o maior expoente dá o menor valor. - Como
-1{,}2 > -1{,}5 , vem\left(\frac{2}{3}\right)^{-1{,}2} < \left(\frac{2}{3}\right)^{-1{,}5} .Não se calcula nada: decide-se só com o sinal dea-1 e com a comparação dos expoentes. Com base entre0 e1 , a desigualdade inverte-se — é o erro mais frequente.
Laboratório · A família y = a^{x}
interativoArrasta a base. Repara em três coisas: o ponto
Python Diferença constante contra quociente constante
linear = 400
expo = 400
print('hora linear exponencial')
for t in range(0, 11):
print(t, linear, round(expo))
linear = linear + 400
expo = expo * 2
# Duas populacoes que comecam iguais, com 400 individuos.
# Uma cresce somando sempre 400 (linear).
# A outra cresce multiplicando sempre por 2 (exponencial).
linear = 400
expo = 400
print('hora linear exponencial')
for t in range(0, 11): # t vai de 0 a 10
print(t, linear, round(expo))
linear = linear + 400 # crescimento linear: soma-se sempre o mesmo
expo = expo * 2 # crescimento exponencial: multiplica-se sempre pelo mesmo
Ao fim de 3 horas a diferença é pequena; ao fim de 10 é de
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre a definição, a monotonia e a leitura de gráficos. A injetividade é a peça de que se vai precisar em toda a secção 3.
Indica quais das funções seguintes, de domínio
a)
Considera
| ? | ? | ? | ? | ? |
Classifica cada função quanto à monotonia, sem fazer contas.
a)
Compara os dois números de cada alínea, usando apenas a monotonia da função exponencial.
a)
De uma função exponencial
a) Determina
O gráfico de
a) Determina
Seja
- (A)O contradomínio de
f é\mathbb{R}^{+} . - (B)A função
f não tem zeros. - (C)A reta de equação
x = 0 é assíntota do gráfico def . - (D)A função
f é injetiva.
Na figura estão os gráficos de
a) Compara
Uma cultura de bactérias cresce segundo
a) Quantas bactérias havia no instante inicial?b) Mostra que
Seja
a) Justifica que, se
Considera
a) Compara
Para cada
a) Mostra que todos os gráficos desta família passam num mesmo ponto e indica-o.b) Mostra que os gráficos de
Numa função exponencial a variável está no expoente e a base é um número fixo, positivo e diferente de
- a) É exponencial, de base
3 . - b) Não é: a variável está na base e o expoente é fixo. É uma função potência.
- c) Não é: a base é
1 e1^{x} = 1 para todo ox — é a função constante1 . Exclui-se a base1 exatamente por isso. - d) É exponencial, de base
\frac{2}{7} , que está entre0 e1 : é decrescente.
Expoente negativo dá o inverso; expoente
f(-3) = 2^{-3} = \dfrac{1}{8} .f(-1) = \dfrac{1}{2} .f(0) = 1 — como em toda a exponencial.f\left(\frac{1}{2}\right) = \sqrt{2} \approx 1{,}41 .f(4) = 16 .
Só interessa comparar a base com
- a)
1{,}05 > 1 : crescente. - b)
0{,}98 < 1 : decrescente. - c)
\sqrt{2} \approx 1{,}41 > 1 : crescente. - d)
\frac{3}{4} < 1 : decrescente.Uma base a um passo de1 , como1{,}05 , dá uma subida muito lenta — mas é uma subida, e ao fim de muitos passos torna-se enorme. É o juro composto.
Base maior do que
- a) Base
3 > 1 e1{,}2 < 1{,}3 , logo3^{1{,}2} < 3^{1{,}3} . - b) Base
0{,}4 < 1 e2 < 3 , logo0{,}4^{2} > 0{,}4^{3} . - c)
-\sqrt{2} \approx -1{,}414 > -1{,}5 e a base é2 > 1 , logo2^{-\sqrt{2}} > 2^{-1{,}5} . - d)
\pi > 3 e a base está entre0 e1 , logo\left(\frac{1}{2}\right)^{\pi} < \left(\frac{1}{2}\right)^{3} .
- a)
a^{3} = 27 \iff a = 3 (única solução positiva). - b)
f(-2) = 3^{-2} = \dfrac{1}{9} ef\left(\frac{1}{2}\right) = \sqrt{3} . - c)
D'_{f} = \mathbb{R}^{+} e a assíntota horizontal é a reta de equaçãoy = 0 .
Substitui
- a)
f(0) = b \cdot a^{0} = b = 5 . - Depois
f(2) = 5a^{2} = 45 \iff a^{2} = 9 \iff a = 3 , porquea > 0 . - b)
f(-1) = 5 \times 3^{-1} = \dfrac{5}{3} .Ob lê-se sempre na ordenada na origem: é o valor inicial. Oa é o fator de crescimento por cada unidade dex .
Qual é o eixo de que o gráfico se aproxima sem nunca lá chegar?
- (A) é verdadeira:
a^{x} > 0 e todos os positivos são atingidos. - (B) é verdadeira:
a^{x} = 0 é impossível. - (C) é falsa: a assíntota é horizontal, de equação
y = 0 . A retax = 0 é o eixoOy , que o gráfico interseta em(0,1) . - (D) é verdadeira: sendo estritamente monótona, é injetiva.
Compara os dois em
- a) Em
x = 1 vema^{1} > b^{1} , ou sejaa > b . Como ambas são crescentes,a > b > 1 . - b) Em
x = -1 :a^{-1} = \dfrac{1}{a} eb^{-1} = \dfrac{1}{b} . Comoa > b > 0 , tem-se\dfrac{1}{a} < \dfrac{1}{b} . Parax < 0 é o gráfico dey = b^{x} que está acima.Os dois gráficos cruzam-se exatamente uma vez, em(0,1) — é o ponto por onde todas as exponenciais passam. À direita manda a base maior; à esquerda, a menor.
Na alínea b) simplifica a fração com a regra
- a)
N(0) = 400 \times 2^{0} = 400 bactérias. - b)
\dfrac{N(t+1)}{N(t)} = \dfrac{400 \times 2^{t+1}}{400 \times 2^{t}} = 2^{t+1-t} = 2 . Em cada hora que passa a população fica multiplicada por2 : duplica de hora a hora, sempre, seja qual for o instante. - c)
N(0{,}5) = 400\sqrt{2} \approx 566 bactérias.É esta razão constante que distingue o crescimento exponencial do linear: no linear é a diferença que se mantém, no exponencial é o quociente.
Uma função estritamente monótona nunca repete imagens.
- a) Para
a > 1 a funçãox \mapsto a^{x} é estritamente crescente; para0 < a < 1 , estritamente decrescente. Em qualquer dos casos é injetiva: objetos diferentes têm imagens diferentes. Logo, imagens iguais obrigam a objetos iguais. - b)
5^{x^{2}} = 5^{3x-2} \iff x^{2} = 3x-2 \iff x^{2}-3x+2 = 0 \iff x = 1 \lor x = 2 . - c) Com
a = 1 viria1^{u} = 1^{v} = 1 para quaisqueru ev : a função é constante, não é injetiva, e nada se pode concluir sobre os expoentes.É esta propriedade — e só ela — que autoriza o passo «bases iguais, expoentes iguais» que se vai usar em toda a secção 3.
Na alínea b) representa as duas funções na mesma janela e procura o último ponto de interseção. Experimenta uma janela com
- a)
f(10) = 1024 eg(10) = 100\,000 : aqui o polinómio ganha, e por muito. Masf(20) = 1\,048\,576 eg(20) = 3\,200\,000 : a diferença já encolheu muito. - b) Os gráficos voltam a cruzar-se entre
22 e23 ; a partir dex = 23 tem-se sempre2^{x} > x^{5} . Com efeito,2^{23} = 8\,388\,608 e23^{5} = 6\,436\,343 . Logon = 23 . - c) O polinómio pode liderar durante muito tempo, mas a exponencial acaba sempre por ultrapassá-lo e a distância torna-se depois esmagadora. Nenhuma potência de
x , por maior que seja o expoente, aguenta a comparação a longo prazo.Este facto tem nome e demonstra-se com um limite notável, no capítulo dos limites:\lim_{x \to +\infty} \frac{a^{x}}{x^{p}} = +\infty , paraa > 1 . Aqui fica a experiência; a prova chega mais tarde.
Na alínea b) escreve
- a)
f_{a}(0) = a^{0} = 1 para toda a basea > 0 . Todos os gráficos passam em(0,\,1) . - b)
f_{1/a}(x) = \left(\dfrac{1}{a}\right)^{x} = \left(a^{-1}\right)^{x} = a^{-x} = f_{a}(-x) . Trocarx por-x é precisamente refletir o gráfico no eixoOy . - c)
a^{-2} = \dfrac{1}{9} \iff \dfrac{1}{a^{2}} = \dfrac{1}{9} \iff a^{2} = 9 \iff a = 3 , porquea > 0 .Esta simetria explica por que razão as duas figuras da secção são, afinal, a mesma figura vista ao espelho.
Transformações do gráfico
Um modelo real quase nunca é
- Identificar, em funções do tipo
f(x) = b \cdot a^{x-c} + d , coma \in \mathbb{R}^{+} ,c, d \in \mathbb{R} eb \in \mathbb{R} \setminus \{0\} , o domínio, o contradomínio, as coordenadas dos pontos de interseção com os eixos coordenados, a monotonia e o comportamento quandox tende para mais infinito e menos infinito.
1 · Quatro parâmetros, quatro efeitos
Partindo do gráfico de
| Parâmetro | Efeito no gráfico | Exemplo |
|---|---|---|
| translação horizontal de | ||
| translação vertical de | ||
| dilatação vertical de fator | ||
| sinal de | se |
Em
2 · O que se lê sem fazer contas
- Domínio:
\mathbb{R} , sempre. - Assíntota horizontal: a reta de equação
y = d . As translações horizontais e as dilatações não lhe tocam. - Contradomínio:
\left]d,\, +\infty\right[ seb > 0 ;\left]-\infty,\, d\right[ seb < 0 . O valord nunca é atingido. - Monotonia: se
b > 0 , acompanha a base — crescente paraa > 1 , decrescente para0 < a < 1 . Seb < 0 , é ao contrário. - Interseção com
Oy :f(0) = b\,a^{-c} + d . - Zeros: há no máximo um, e só existe se
d eb tiverem sinais contrários.
A última linha merece um segundo de atenção. Sendo
- Parâmetros:
a = \frac{1}{2} ,b = -2 ,c = 1 ,d = 3 . - Domínio e assíntota:
D_{f} = \mathbb{R} ; a retay = 3 é assíntota horizontal. - Contradomínio: como
b < 0 ,D'_{f} = \left]-\infty,\, 3\right[ . - Monotonia: a base é menor do que
1 (decrescente) eb < 0 inverte:f é estritamente crescente. - Interseção com
Oy :f(0) = 3 - 2\left(\frac{1}{2}\right)^{-1} = 3 - 4 = -1 , ponto(0,\,-1) . - Zero:
3 - 2\left(\frac{1}{2}\right)^{x-1} = 0 \iff \left(\frac{1}{2}\right)^{x-1} = \frac{3}{2} . Não é uma potência exata de\frac{1}{2} : guarda-se para a secção 9, onde os logaritmos resolvem o caso. Com a calculadora,x \approx 0{,}415 . - Limites: quando
x \to -\infty ,\left(\frac{1}{2}\right)^{x-1} \to +\infty ef(x) \to -\infty ; quandox \to +\infty ,f(x) \to 3 .Repara na ordem de trabalho: primeiro identificam-se os quatro parâmetros, depois lê-se tudo o que eles dão. Só no fim é que se faz uma conta.
O gráfico de
Escreve uma expressão de
- Reflexão no eixo
Oy : troca-sex por-x , e ficay = 2^{-x} . - Translação de
3 para cima: soma-se3 ao valor da função, e ficay = 2^{-x}+3 . - Dilatação vertical de fator
2 : multiplica-se tudo por2 :g(x) = 2\left(2^{-x}+3\right) = 2^{-x+1}+6. - Como
2^{-x} > 0 , tem-seg(x) > 6 : o contradomínio é\left]6,\,+\infty\right[ e a assíntota horizontal éy = 6 .A ordem conta. Se a dilatação viesse antes da translação, o3 não seria multiplicado por2 e a assíntota seriay = 3 .
Laboratório · Os quatro parâmetros de y = b\,a^{x-c} + d
interativoPõe
Python Qual é o efeito de cada parâmetro?
def f(x, a, b, c, d):
return b * a**(x - c) + d
print(' x a^x 2*a^x a^(x-1) a^x + 3')
for x in range(-2, 4):
print(x,
round(f(x, 2, 1, 0, 0), 3),
round(f(x, 2, 2, 0, 0), 3),
round(f(x, 2, 1, 1, 0), 3),
round(f(x, 2, 1, 0, 3), 3))
# Uma so' funcao com os quatro parametros, e quatro chamadas
# que mudam um parametro de cada vez.
def f(x, a, b, c, d):
return b * a**(x - c) + d # b . a^(x-c) + d
print(' x a^x 2*a^x a^(x-1) a^x + 3')
for x in range(-2, 4):
print(x,
round(f(x, 2, 1, 0, 0), 3), # o original
round(f(x, 2, 2, 0, 0), 3), # so' muda b: valores a dobrar
round(f(x, 2, 1, 1, 0), 3), # so' muda c: coluna deslocada uma linha
round(f(x, 2, 1, 0, 3), 3)) # so' muda d: mais 3 em toda a coluna
A terceira coluna é a primeira a dobrar; a quarta é a primeira deslocada uma linha para baixo; a quinta é a primeira mais
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre leitura de parâmetros, assíntotas, contradomínios e monotonia. Repara em que dois deles esbarram na mesma parede: uma equação que só se resolve com logaritmos.
Indica a equação da assíntota horizontal do gráfico e o contradomínio de cada função, de domínio
a)
Seja
a)
Determina as coordenadas dos pontos de interseção do gráfico de
Classifica cada função quanto à monotonia.
a)
Considera
a) Indica o contradomínio e a equação da assíntota do gráfico.b) Determina as coordenadas dos pontos de interseção com os eixos.c) Estuda a monotonia e indica
O gráfico de
a) Determina
Seja
Quais são os valores de
- (A)
a = -1 eb = 2 - (B)
a = -1 eb = 1 - (C)
a = 1 eb = -1 - (D)
a = 1 eb = -2
Associa cada função à descrição do seu gráfico.
a)
Descrições: I — passa em
A temperatura, em graus Celsius, de um café,
a) Qual era a temperatura do café no instante em que foi servido?b) Qual é a temperatura ao fim de
Mostra que o gráfico de
Explica por que razão isto não acontece com
Considera
a) Escreve
Sejam
a) Mostra que, para
A assíntota é
- a)
d = 5 eb = 1 > 0 : assíntotay = 5 ,D' = \left]5,\, +\infty\right[ . - b)
d = 0 : assíntotay = 0 ,D' = \mathbb{R}^{+} . A translação horizontal não mexe na assíntota. - c)
d = 1 eb = -1 < 0 : assíntotay = 1 ,D' = \left]-\infty,\, 1\right[ . - d)
d = -2 eb = 4 > 0 : assíntotay = -2 ,D' = \left]-2,\, +\infty\right[ .
O que está dentro do expoente mexe na horizontal (e ao contrário do que parece); o que está fora mexe na vertical.
- a) Translação associada ao vetor
(0,\,-3) : desce3 unidades. - b) Translação associada ao vetor
(-2,\,0) : desloca-se2 unidades para a esquerda. - c) Reflexão em relação ao eixo
Ox . - d) Dilatação vertical de fator
5 .O sinal doc engana toda a gente:2^{x+2} = 2^{x-(-2)} , logoc = -2 e o gráfico anda para a esquerda.
Com
- Com
Oy :f(0) = 3^{0} - 9 = 1 - 9 = -8 , logo o ponto é(0,\,-8) . - Com
Ox :3^{x} - 9 = 0 \iff 3^{x} = 3^{2} \iff x = 2 , logo o ponto é(2,\,0) .
Duas coisas decidem: a base (maior ou menor do que
- a) Base
2 > 1 eb = 1 > 0 : crescente. As translações não alteram a monotonia. - b) Base
2 > 1 masb = -3 < 0 : decrescente. - c) Base
\frac{1}{2} < 1 eb = 5 > 0 : decrescente. - d) Base
\frac{1}{3} < 1 (decrescente) eb = -1 < 0 (inverte): crescente.
Escreve
- a)
b = -1 < 0 ed = 8 :D'_{f} = \left]-\infty,\, 8\right[ e a assíntota éy = 8 . - b) Com
Oy :f(0) = 8 - 2 = 6 , ponto(0,\,6) . ComOx :8 - 2^{x+1} = 0 \iff 2^{x+1} = 2^{3} \iff x = 2 , ponto(2,\,0) . - c) Estritamente decrescente. Quando
x \to -\infty ,2^{x+1} \to 0 ef(x) \to 8 ; quandox \to +\infty ,2^{x+1} \to +\infty ef(x) \to -\infty .
A assíntota dá
- a) Da assíntota,
d = -3 . Def(0) = b \times 1 + d = 1 vemb - 3 = 1 , logob = 4 . - b)
4 \times 2^{x} - 3 = 0 \iff 2^{x} = \dfrac{3}{4} . Como\frac{3}{4} não é potência inteira de2 , a solução exata só se escreve com um logaritmo — assunto da secção 6. Com a calculadora gráfica obtém-sex \approx -0{,}415 .Aparece aqui, pela primeira vez, o limite do que se consegue fazer sem logaritmos: sabe-se que existe uma solução (a função é injetiva), mas não se sabe escrevê-la.
Quando
- A assíntota horizontal está em
y = a , logoa = -1 . f(0) = a + b\,e^{0} = a + b = 1 , logo-1 + b = 1 eb = 2 .
Calcula
- a)
f(0) = 0 e assíntotay = -1 → IV. - b)
g(1) = 2^{0} = 1 e assíntotay = 0 → III. - c) Assíntota
y = 2 e2 - 2^{x} = 0 \iff x = 1 → II. - d)
j(x) = \left(\frac{1}{2}\right)^{x} : decrescente e passa em(0,1) → I.
Na alínea c) pensa no que acontece a
- a)
T(0) = 20 + 60 \times 1 = 80^{\circ}\mathrm{C} . - b)
T(20) = 20 + 60 \times \left(\frac{1}{2}\right)^{2} = 20 + 15 = 35^{\circ}\mathrm{C} . - c) Quando
t \to +\infty ,\left(\frac{1}{2}\right)^{t/10} \to 0 eT(t) \to 20 . O20 é a temperatura ambiente — a assíntota horizontal do gráfico. O café arrefece até à temperatura da sala, e nunca abaixo dela.Sempre que num modelo aparece uma constante somada a uma exponencial decrescente, essa constante é o valor de equilíbrio. É a assinatura da lei do arrefecimento de Newton, que volta na secção 4.
Aplica a regra
- Translação:
g(x) = f(x-3) , translação associada ao vetor(3,\,0) . - Contração vertical:
g(x) = 2^{x-3} = \dfrac{2^{x}}{2^{3}} = \dfrac{1}{8}\,f(x) — contração vertical de fator\frac{1}{8} . - Com
f(x) = x^{2} ,f(x-3) = (x-3)^{2} = x^{2} - 6x + 9 , que não é múltiplo dex^{2} . A coincidência é exclusiva da exponencial e vem dea^{x-c} = a^{-c}\,a^{x} : no expoente, somar é multiplicar.É a mesma propriedade que faz com que, num modelo exponencial, «atrasar o relógio» e «mudar a unidade de medida» sejam a mesma coisa.
Na alínea b) precisas de um número
- a)
4^{x} = \left(2^{2}\right)^{x} = 2^{2x} , logof(x) = 5 \times 2^{2x} :b = 5 ek = 2 . - b) Seria preciso
2^{c} = 5 . Como2^{2} = 4 < 5 < 8 = 2^{3} e a exponencial é estritamente crescente, o talc existe e está entre2 e3 — logo não é inteiro. Escrevê-lo exatamente exige um logaritmo:c = \log_{2} 5 , notação que chega na secção 6. - c)
\dfrac{5 \times 4^{x+1}}{5 \times 4^{x}} = 4 : a cada unidade dex , o valor fica multiplicado por4 .
Na alínea a) usa a mudança de variável
- a)
2^{x} = 2^{-x} \iff x = -x \iff x = 0 , pela injetividade. O ponto é(0,\,1) . - b)
f(1) = g(1) \iff 2 + k = \dfrac{1}{2} \iff k = -\dfrac{3}{2} . - c)
f é estritamente crescente com contradomínio\left]k,\, +\infty\right[ eg é estritamente decrescente com contradomínio\mathbb{R}^{+} . A diferençaf - g é estritamente crescente; quandox \to -\infty tende para-\infty , e quandox \to +\infty tende para+\infty . Há, portanto, sempre exatamente um ponto de interseção, seja qual fork : os gráficos intersetam-se sempre.A calculadora confirma, mas não prova. A justificação está na monotonia da diferença — o argumento completo, com o teorema de Bolzano-Cauchy, chega no capítulo das funções contínuas.
Equações e inequações exponenciais
Uma equação exponencial resolve-se com uma ideia só: pôr os dois membros na mesma base. A partir daí é a injetividade que faz o trabalho. Quando isso não chega, muda-se de variável — e a equação exponencial transforma-se numa equação do 2.º grau.
- Resolver equações envolvendo funções exponenciais, em contexto de resolução de problemas, tanto analiticamente como graficamente.
- Aplicar as propriedades operatórias das potências de expoente real na simplificação de expressões.
1 · A ideia central: a mesma base
Tudo assenta na injetividade estabelecida na secção 1:
Para
3^{x+1} = 81 \iff 3^{x+1} = 3^{4} \iff x + 1 = 4 \iff x = 3 .4^{x} = \dfrac{1}{\sqrt{2}} \iff 2^{2x} = 2^{-1/2} \iff 2x = -\dfrac{1}{2} \iff x = -\dfrac{1}{4} .Aqui o trabalho todo foi escolher a base2 . Com base4 a conta ficava mais feia; com base\sqrt{2} também dava.e^{x^{2}} = \left(\dfrac{1}{e}\right)^{2x-1} \iff e^{x^{2}} = e^{-2x+1} \iff x^{2} + 2x - 1 = 0 \iff x = -1 \pm \sqrt{2} .
2 · Mudança de variável
Quando aparecem duas potências com a mesma base mas expoentes relacionados —
Ao fazer
- Como
9^{x} = \left(3^{2}\right)^{x} = \left(3^{x}\right)^{2} , põe-sey = 3^{x} , comy > 0 . - A equação fica
3y^{2} + 1 = 4y \iff 3y^{2} - 4y + 1 = 0 . y = \dfrac{4 \pm \sqrt{16 - 12}}{6} = \dfrac{4 \pm 2}{6} , logoy = 1 ouy = \dfrac{1}{3} . Ambos positivos: nenhum se rejeita.- Volta-se a
x :3^{x} = 1 \iff x = 0 e3^{x} = \dfrac{1}{3} \iff x = -1 .
3 · Inequações: a monotonia manda
Numa inequação, tirar os expoentes já não é automático — é preciso olhar para a base.
Se
Se
0{,}008 = \dfrac{8}{1000} = \dfrac{1}{125} = 5^{-3} e25^{x} = 5^{2x} .- A inequação fica
5^{-3} \leq 5^{2x} . - A base é
5 > 1 , logo o sentido mantém-se:-3 \leq 2x \iff x \geq -\dfrac{3}{2} .
2^{2-x} = \dfrac{2^{2}}{2^{x}} = \dfrac{4}{2^{x}} . Comy = 2^{x} > 0 , vemy + \dfrac{4}{y} \leq 5 .- Como
y > 0 , multiplica-se pory sem trocar o sentido:y^{2} - 5y + 4 \leq 0 \iff (y-1)(y-4) \leq 0 \iff 1 \leq y \leq 4 . - Volta-se a
x :2^{0} \leq 2^{x} \leq 2^{2} e, sendo a base maior do que1 ,0 \leq x \leq 2 .Multiplicar uma inequação pory só é legítimo por se saber quey > 0 . Se o sinal fosse desconhecido, seria preciso estudar os dois casos.
Em
Laboratório · a^{x} = k : uma solução, sempre
interativoDesce
Python Procurar a solução de 2^{x} = 5 por bissecção
a, b = 2.0, 3.0
for passo in range(25):
m = (a + b) / 2
if 2**m < 5:
a = m
else:
b = m
if passo % 5 == 0:
print(passo, round(m, 8))
print('solucao :', round((a+b)/2, 8))
print('2^x :', 2**((a+b)/2))
# 2^2 = 4 < 5 e 2^3 = 8 > 5 : a solucao esta' entre 2 e 3.
# Vamos partindo o intervalo ao meio e ficando com a metade certa.
a, b = 2.0, 3.0
for passo in range(25):
m = (a + b) / 2 # ponto medio do intervalo
if 2**m < 5: # ainda estamos aquem de 5
a = m # a solucao esta' na metade da direita
else:
b = m # esta' na metade da esquerda
if passo % 5 == 0:
print(passo, round(m, 8))
print('solucao :', round((a+b)/2, 8))
print('2^x :', 2**((a+b)/2)) # confirma: da' 5
Ao fim de 25 passos o valor está certo até à sétima casa decimal:
Exercícios propostos
Doze exercícios: reduzir à mesma base, mudar de variável, fatorizar e resolver inequações sem trocar o sentido por descuido. Dois deles acabam num impasse propositado — a solução existe, mas ainda não se sabe escrever.
Resolve, em
a)
Resolve, em
a)
Resolve, em
a)
Resolve, em
Resolve, em
a)
Resolve, em
Resolve, em
Qual é o conjunto dos números reais que são solução da inequação
- (A)
\left]-\infty,\, -1\right[ - (B)
\left]-\infty,\, 1\right[ - (C)
\left]-1,\, +\infty\right[ - (D)
\left]1,\, +\infty\right[
Resolve, em
Resolve, em
a)
Considera a equação
a) Mostra que
Sejam
a) Determina os valores possíveis de
Escreve o segundo membro como potência da mesma base e iguala os expoentes.
- a)
2^{x} = 2^{5} \iff x = 5 . - b)
3^{x-1} = 3^{4} \iff x - 1 = 4 \iff x = 5 . - c)
5^{2x} = 5^{3} \iff 2x = 3 \iff x = \dfrac{3}{2} . - d)
10^{x} = 10^{-3} \iff x = -3 .
Reduz os dois membros à mesma base, transformando raízes em expoentes fracionários.
- a)
2^{2x} = 2^{-1/2} \iff 2x = -\dfrac{1}{2} \iff x = -\dfrac{1}{4} . - b)
3^{2x} = 3^{1/3} \iff 2x = \dfrac{1}{3} \iff x = \dfrac{1}{6} . - c)
e^{x-2} = e^{-1/2} \iff x - 2 = -\dfrac{1}{2} \iff x = \dfrac{3}{2} . - d)
2^{-x} = 2^{3} \iff -x = 3 \iff x = -3 .
Base maior do que
- a)
2^{x} > 2^{4} \iff x > 4 .S = \left]4,\, +\infty\right[ . - b)
3^{x} \leq 3^{-2} \iff x \leq -2 .S = \left]-\infty,\, -2\right] . - c)
\left(\frac{1}{2}\right)^{x} < \left(\frac{1}{2}\right)^{3} ; a base é menor do que1 , logox > 3 .S = \left]3,\, +\infty\right[ . - d)
e^{-x} > e^{0} \iff -x > 0 \iff x < 0 .S = \mathbb{R}^{-} .
Reduz à mesma base e resolve a equação do 2.º grau que aparece nos expoentes.
2^{x^{2}-x} = 2^{2} \iff x^{2} - x = 2 , pela injetividade.x^{2} - x - 2 = 0 \iff x = \dfrac{1 \pm \sqrt{1+8}}{2} = \dfrac{1 \pm 3}{2} .x = 2 \lor x = -1 .
Em a) faz
- a) Com
y = 2^{x} > 0 :y^{2} - 5y + 4 = 0 \iff y = 1 \lor y = 4 . - Voltando a
x :2^{x} = 1 \iff x = 0 e2^{x} = 4 \iff x = 2 . - b) Com
y = 3^{x} > 0 :y^{2} - 4y + 3 = 0 \iff y = 1 \lor y = 3 . 3^{x} = 1 \iff x = 0 e3^{x} = 3 \iff x = 1 .
Com
- Com
y = e^{x} , e sabendo quey > 0 :y^{2} + y - 6 = 0 . y = \dfrac{-1 \pm \sqrt{1+24}}{2} = \dfrac{-1 \pm 5}{2} , ou sejay = 2 \lor y = -3 .y = -3 rejeita-se:e^{x} = -3 é impossível, porque a exponencial é sempre positiva.- Resta
e^{x} = 2 . Este valor não é uma potência exata dee : a solução escreve-sex = \ln 2 , notação que chega na secção 6. Com a calculadora,x \approx 0{,}693 .Rejeitar a raiz negativa não é um pormenor: é a condiçãoy > 0 da mudança de variável, e vale metade da cotação num item de exame.
Escreve
2^{2-x} = \dfrac{2^{2}}{2^{x}} = \dfrac{4}{2^{x}} . Comy = 2^{x} > 0 , a inequação ficay + \dfrac{4}{y} \leq 5 .- Como
y > 0 , pode multiplicar-se pory sem trocar o sentido:y^{2} + 4 \leq 5y \iff y^{2} - 5y + 4 \leq 0 . - As raízes são
1 e4 ; a parábola tem concavidade voltada para cima, logo1 \leq y \leq 4 . - Voltando a
x :2^{0} \leq 2^{x} \leq 2^{2} e, como a base é maior do que1 ,0 \leq x \leq 2 .
Escreve
e^{-x} > e^{-1} .- Como
e > 1 , a exponencial é crescente e o sentido mantém-se:-x > -1 \iff x < 1 .
Não dividas por
x\,e^{x} - 3e^{x} = 0 \iff e^{x}(x - 3) = 0 .- Pela lei do anulamento do produto:
e^{x} = 0 \lor x - 3 = 0 . e^{x} = 0 é impossível — a exponencial nunca se anula. Restax = 3 .É este passo que aparece em quase todos os itens de exame com produtos de exponenciais: o fator exponencial é sempre positivo, logo nunca contribui com soluções. Convém dizê-lo por escrito.
Em a) começa por escrever
- a)
9^{x} = 3^{2x} = \left(3^{x}\right)^{2} . Comy = 3^{x} > 0 :3y^{2} + 1 = 4y \iff 3y^{2} - 4y + 1 = 0 . y = \dfrac{4 \pm \sqrt{16-12}}{6} = \dfrac{4 \pm 2}{6} , ou sejay = 1 \lor y = \dfrac{1}{3} . Ambos positivos.3^{x} = 1 \iff x = 0 e3^{x} = \dfrac{1}{3} \iff x = -1 .- b)
e^{x^{2}} = e^{-(2x-1)} = e^{-2x+1} \iff x^{2} = -2x + 1 \iff x^{2} + 2x - 1 = 0 . x = \dfrac{-2 \pm \sqrt{4+4}}{2} = \dfrac{-2 \pm 2\sqrt{2}}{2} = -1 \pm \sqrt{2} .
Com
- a) Com
x = 0 :1 - (k+1) + k = 1 - k - 1 + k = 0 . Verifica-se sempre. - b) Com
y = 2^{x} > 0 :y^{2} - (k+1)y + k = 0 . Como a soma das raízes ék+1 e o produto ék , as raízes sãoy = 1 ey = k . Logoy^{2} - (k+1)y + k = (y-1)(y-k) . 2^{x} = 1 dáx = 0 — é a solução da alínea anterior.2^{x} = k só tem solução sek > 0 , e nesse caso a solução é única (a exponencial é injetiva).- Assim: se
k \leq 0 , a única solução éx = 0 ; sek = 1 , as duas condições dão a mesma soluçãox = 0 ; sek > 0 ek \neq 1 , há duas soluções.A equação tem exatamente uma solução parak \leq 0 ouk = 1 . Repara em que a condiçãoy > 0 não é uma formalidade: é ela que faz desaparecer metade dos casos.
Dois números de que se conhece a soma e o produto são as raízes de
- a)
e^{u} ee^{v} são as raízes det^{2} - 10t + 21 = 0 , ou sejat = 3 et = 7 . Logo\{e^{u},\, e^{v}\} = \{3,\, 7\} . - b)
e^{u+v} = e^{u} \times e^{v} = 21 . - c)
e^{2u} + e^{2v} = \left(e^{u}\right)^{2} + \left(e^{v}\right)^{2} = \left(e^{u} + e^{v}\right)^{2} - 2\,e^{u}e^{v} = 100 - 42 = 58 .Em nenhum momento foi preciso saber quanto valemu ev . Tratare^{u} como um número e usar as regras operatórias resolve o problema todo.
Crescimento e decaimento exponencial
Juros, bactérias, medicamentos no sangue, carbono-14, um café a arrefecer. São situações diferentes com a mesma matemática por baixo: em cada intervalo de tempo igual, a grandeza fica multiplicada pelo mesmo fator. Esta secção mostra como se lê um modelo desses — e o que ainda não se consegue fazer sem logaritmos.
- Apresentar a função exponencial num contexto de resolução de problemas de crescimento e decrescimento exponencial, como por exemplo o crescimento de bactérias, o arrefecimento de um café e o decaimento radioativo.
- Resolver, graficamente, equações envolvendo funções exponenciais em contexto de resolução de problemas.
- Resolver problemas de modelação que envolvam a função exponencial, como o cálculo da taxa de juro anual nominal, ou que envolvam a função logística.
1 · A assinatura de um modelo exponencial
Uma grandeza segue um modelo exponencial quando
em que
Como reconhecer um destes modelos? Pelo quociente:
que não depende de
Se algo cresce
2 · Tempo de duplicação e semivida
O tempo de duplicação
Com eles, o modelo escreve-se na forma mais legível de todas:
3 · A base e nos modelos
Na prática, quase todos os modelos aparecem escritos com a base
Não há aqui nada de novo — é a mesma coisa com outra roupa, porque
Decaimento radioativo:
Crescimento populacional:
Lei do arrefecimento de Newton: a temperatura de um corpo numa sala a
em que
Nenhuma população cresce para sempre. Quando o meio tem capacidade limitada, o modelo é o logístico:
No início cresce quase como uma exponencial; depois trava e aproxima-se de
A concentração de um medicamento no sangue, em mg por litro,
- Concentração inicial:
C(0) = 4 mg/L. - Ao fim de 8 horas:
C(8) = 4e^{-2} \approx 0{,}54 mg/L. - Fator por hora:
\dfrac{C(t+1)}{C(t)} = e^{-0{,}25} \approx 0{,}779 . Em cada hora perde-se cerca de22\% da concentração existente. - Quando desce abaixo de 1 mg/L? É preciso resolver
4e^{-0{,}25t} = 1 , ou sejae^{-0{,}25t} = 0{,}25 . Não é uma potência exata dee : com a calculadora gráfica, a interseção dát \approx 5{,}5 horas.A última alínea é o muro desta secção. Sabemos que a solução existe e é única, e a calculadora dá-a com a precisão que quisermos — mas escrevê-la exatamente exige o logaritmo, na secção 10.
Numa cultura, o número de bactérias cresce exponencialmente. Havia
a) Escreve o modelo na forma
- a) De
N(0) = 500 vemN_{0} = 500 . DeN(4) = 2000 :500a^{4} = 2000 \iff a^{4} = 4 \iff a = \sqrt[4]{4} = \sqrt{2}, já que a base tem de ser positiva. LogoN(t) = 500\left(\sqrt{2}\right)^{t} . - b) Duplicar é passar de
N_{0} a2N_{0} , ou sejaa^{T} = 2 :\left(\sqrt{2}\right)^{T} = 2 \iff 2^{\frac{T}{2}} = 2^{1} \iff T = 2. O número de bactérias duplica de duas em duas horas. - c) Igualando as duas formas,
e^{k} = a = \sqrt{2} , logok = \ln\sqrt{2} = \frac{1}{2}\ln 2 \approx 0{,}35 , eN(t) \approx 500e^{0{,}35t} .As duas formas descrevem o mesmo crescimento. A primeira lê-se melhor («multiplica por\sqrt{2} por hora»); a segunda é a que se deriva sem trabalho.
Laboratório · Meia-vida e duplicação em N(t) = N_{0}\,e^{kt}
interativoRepara em que os degraus têm sempre a mesma largura, esteja a curva alta ou baixa: é isso que significa ter semivida constante. Passa
NumWorks Resolver graficamente o que ainda não sabemos resolver
-
Tecla casa, aplicação Funções, separador Expressões. Em «Adicionar um elemento» escreve as duas funções do exemplo do capital:
f(x) = 4000 \times 1{,}025^{x} eg(x) = 5000 .O
x vem da tecla x,n,t e o expoente da tecla ^. Repara em que a máquina já classifica cada linha: «Função exponencial» e «Função constante».As duas expressões escritas. Em baixo, «Traçar o gráfico» e «Exibir os valores». -
Escolhe Traçar o gráfico. O primeiro desenho quase nunca serve: a janela automática vai de
-500 a200 emx e a exponencial fica esmagada contra o eixo vertical.É o erro mais comum no Exame — responder a partir de uma janela que não mostra o que interessa. A janela faz parte da resposta.
Janela automática. A reta y = 5000 vê-se bem; a exponencial, não. -
Com o gráfico à vista, sobe até ao painel de cima e abre Eixos. Em Eixo do X, desliga o Auto e escreve Mínimo
0 e Máximo15 — os quinze primeiros anos do depósito.Depois de desligar o Auto, o Passo pode ficar como está. O eixo do
y ajusta-se sozinho ao que a janela emx mostrar.O painel Eixo do X tal como aparece: Auto ligado e uma janela que não serve. É aqui que se escreve [0,\, 15] . -
De volta ao gráfico, abre o painel Cálculo. A máquina pergunta primeiro sobre que função queres trabalhar — escolhe
f(x) .Neste painel estão também Zeros, Máximo e Mínimo. Vais precisar deles noutras secções.
O painel Cálculo começa por pedir a função. -
Segue por Encontrar → Ponto de interseção. A máquina devolve
x = 9{,}036855 : é aí que o capital atinge os5000 €.O valor lê-se em baixo, no rodapé do ecrã. Como o juro só é creditado no fim de cada ano, a resposta ao problema é
10 anos — a calculadora dá o instante, a interpretação é tua.Janela [0,\, 15] , ponto de interseção assinalado:x = 9{,}036855 .
Python Descobrir se um modelo é linear ou exponencial
dados = [15, 22.5, 33.8, 50.6, 75.9, 113.9]
print('t valor diferenca quociente')
for i in range(1, len(dados)):
dif = dados[i] - dados[i-1]
quo = dados[i] / dados[i-1]
print(i, dados[i], round(dif, 2), round(quo, 3))
# Recebemos uma tabela de valores e queremos saber que modelo a descreve.
# Regra: diferenca constante -> linear ; quociente constante -> exponencial.
dados = [15, 22.5, 33.8, 50.6, 75.9, 113.9]
print('t valor diferenca quociente')
for i in range(1, len(dados)):
dif = dados[i] - dados[i-1] # de quanto aumentou
quo = dados[i] / dados[i-1] # por quanto foi multiplicado
print(i, dados[i], round(dif, 2), round(quo, 3))
As diferenças crescem, os quocientes ficam em
Exercícios propostos
Doze exercícios de modelação: ler um modelo, mostrar que uma razão é constante, usar semividas e resolver graficamente o que ainda não se sabe resolver de outra maneira.
Uma cultura de bactérias evolui segundo
a) Quantas bactérias havia no instante inicial?b) E ao fim de
Uma amostra de
a) Escreve a massa
Depositam-se
a) Escreve o capital acumulado
Um corpo aquecido arrefece numa sala a
a) Qual era a temperatura inicial do corpo?b) Qual é a temperatura ao fim de
O número de utilizadores de uma aplicação,
a) Mostra que
A massa de uma substância, em gramas, é dada por
a) Determina
Uma substância radioativa decresce de acordo com
- (A)
88\% - (B)
12\% - (C)
53\% - (D)
47\%
Duas populações de insetos evoluem segundo
a) Qual das populações é maior no instante inicial?b) Recorrendo à calculadora gráfica, determina ao fim de quantos dias as duas populações são iguais. Apresenta o resultado arredondado às unidades.c) Justifica, sem recorrer à calculadora, que a partir desse instante a população
O número de nenúfares de um lago,
a) Quantos nenúfares foram introduzidos?b) Quantos há ao fim de
Uma população cresce segundo
a) Mostra que
A quantidade de carbono-14 numa amostra segue
a) Mostra que
Um capital de
a) Calcula
Na alínea c) resolve
- a)
N(0) = 250 bactérias. - b)
N(2) = 250 \times 9 = 2250 bactérias. - c)
250 \times 3^{t} = 6750 \iff 3^{t} = 27 \iff t = 3 horas.
Semivida
- a)
m(t) = 80 \left(\dfrac{1}{2}\right)^{t/6} . - b)
18 = 3 \times 6 , logo três semividas:80 \to 40 \to 20 \to 10 . Restam10 mg. - c)
5 = \dfrac{80}{16} = 80 \times \left(\frac{1}{2}\right)^{4} : são quatro semividas, ou seja24 anos.
Na alínea c) representa
- a)
C(n) = 4000 \times 1{,}025^{n} euros. - b)
C(10) = 4000 \times 1{,}025^{10} \approx 5120{,}34 euros. - c) A interseção ocorre em
x \approx 9{,}04 . Como o juro só é creditado ao fim de cada ano completo, o capital ultrapassa5000 euros ao fim de10 anos.
Na alínea c) pensa no que acontece a
- a)
T(0) = 18 + 62 = 80^{\circ}\mathrm{C} . - b)
T(30) = 18 + 62\,e^{-1{,}2} \approx 18 + 18{,}67 \approx 36{,}7^{\circ}\mathrm{C} . - c) Quando
t \to +\infty ,e^{-0{,}04t} \to 0 eT(t) \to 18 : aproxima-se da temperatura ambiente, sem nunca a atingir.
Na alínea a) usa
- a)
\dfrac{U(t+1)}{U(t)} = \dfrac{1800\,e^{0{,}15(t+1)}}{1800\,e^{0{,}15t}} = e^{0{,}15} \approx 1{,}16 . Não depende det . - b) Em cada dia que passa o número de utilizadores fica multiplicado por
1{,}16 : cresce, aproximadamente,16\% por dia. - c) Representando
y = 1800\,e^{0{,}15x} ey = 10000 , a interseção ocorre emx \approx 11{,}43 . Ao fim de12 dias completos o número de utilizadores já ultrapassou10\,000 .A constantee^{k} é o fator de crescimento por unidade de tempo; ek é, aproximadamente, a taxa de crescimento quandok é pequeno —e^{0{,}15} \approx 1{,}16 , ou seja perto de15\% .
De
- a)
m_{0} = m(0) = 90 . De90a^{3} = 10 vema^{3} = \dfrac{1}{9} , logoa = \sqrt[3]{\dfrac{1}{9}} = 9^{-1/3} = 3^{-2/3} . - b)
m(6) = 90\,a^{6} = 90 \left(a^{3}\right)^{2} = 90 \times \dfrac{1}{81} = \dfrac{10}{9} \approx 1{,}11 gramas. - c)
a^{t} > 0 para todo ot , logom(t) = 90a^{t} > 0 . A massa aproxima-se de zero mas nunca o atinge — matematicamente, o modelo nunca «acaba».Na prática há um número inteiro de átomos e o processo termina. O modelo contínuo é uma aproximação excelente enquanto esse número for enorme.
A fração que resta é
\dfrac{y(5)}{y_{0}} = 0{,}88^{5} \approx 0{,}5277 .- Resta cerca de
53\% da quantidade inicial.A armadilha é somar as perdas:5 \times 12\% = 60\% daria40\% , que não é opção nenhuma por acaso. Cada ano perde-se12\% do que resta, não12\% do inicial.
Na alínea c) estuda o quociente
- a)
A(0) = 500 eB(0) = 1200 : a populaçãoB é maior. - b) Os gráficos intersetam-se em
t \approx 17{,}5 . Ao fim de aproximadamente18 dias. - c)
\dfrac{A(t)}{B(t)} = \dfrac{500}{1200}\,e^{0{,}05t} = \dfrac{5}{12}\,e^{0{,}05t} , que é uma função estritamente crescente det . Vale1 uma única vez; antes é menor do que1 , depois é maior. Logo, a partir do instante de igualdade,A(t) > B(t) para sempre.
Na alínea c) repara em que
- a)
N(0) = \dfrac{120}{1+7} = 15 nenúfares. - b)
N(7) = \dfrac{120}{1 + 7e^{-1{,}4}} \approx \dfrac{120}{1 + 1{,}726} \approx 44 nenúfares. - c) Como
e^{-0{,}2t} > 0 , tem-se1 + 7e^{-0{,}2t} > 1 e portantoN(t) = \dfrac{120}{1 + 7e^{-0{,}2t}} < 120 . Quandot \to +\infty ,e^{-0{,}2t} \to 0 eN(t) \to 120 : o número120 é a capacidade de carga do lago, o valor de que a população se aproxima sem nunca o ultrapassar.Este é o modelo logístico: no início cresce quase como uma exponencial, depois trava. É o modelo com que se descreve o crescimento de uma população num meio limitado — e aparece em dezenas de itens de exame.
Na alínea a) escreve
- a)
P(t+T) = P_{0}\,a^{t+T} = P_{0}\,a^{t}\,a^{T} = P(t)\,a^{T} . A condiçãoP(t+T) = 2P(t) equivale aa^{T} = 2 — uma condição só sobreT , semt nenhum. - b)
\left(2^{1/5}\right)^{T} = 2 \iff 2^{T/5} = 2^{1} \iff T = 5 . - c) De
a^{T} = 2 saia = 2^{1/T} , logoP(t) = P_{0}\left(2^{1/T}\right)^{t} = P_{0}\,2^{t/T} .Esta é a forma mais legível de um modelo exponencial: emP_{0}2^{t/T} lê-se de imediato o valor inicial e o tempo de duplicação. Para o decaimento,m_{0}\left(\frac{1}{2}\right)^{t/T} mostra a semivida da mesma maneira.
Na alínea c) repara em que
- a) Semivida
5730 significaQ(5730) = \dfrac{Q_{0}}{2} , isto éQ_{0}e^{-5730k} = \dfrac{Q_{0}}{2} . Dividindo porQ_{0} \neq 0 , veme^{-5730k} = \dfrac{1}{2} . - b) Representando
y = e^{-5730x} ey = 0{,}5 , a interseção dák \approx 0{,}0001210 . - c)
\dfrac{Q(t)}{Q_{0}} = \dfrac{1}{4} = \left(\dfrac{1}{2}\right)^{2} : passaram exatamente duas semividas, ou seja2 \times 5730 = 11\,460 anos.Repara em que a alínea c) não precisou dek nenhum. Sempre que a fração que resta é uma potência exata de\frac{1}{2} , a resposta lê-se em semividas. Para frações quaisquer —0{,}894 , por exemplo — é preciso o logaritmo da secção 10.
Na alínea c) repara em que a base
- a)
C_{1} = 2 ;C_{2} = 1{,}5^{2} = 2{,}25 ;C_{12} \approx 2{,}6130 ;C_{365} \approx 2{,}7146 . - b) Os valores sobem, mas cada vez menos, e aproximam-se de
e \approx 2{,}7183 . Capitalizar de hora a hora, ou ao segundo, quase não acrescenta nada: o limite ée . - c) Há duas forças opostas. O expoente
n cresce — o que puxa para cima —, mas a base1 + \frac{1}{n} aproxima-se de1 — o que puxa para baixo, já que1^{n} = 1 . O equilíbrio entre as duas dá um valor finito, e esse valor é precisamentee .É esta a origem histórica do númeroe , encontrada por Jacob Bernoulli em 1683 a estudar juros. A prova de que o limite existe usa ferramentas do capítulo dos limites; aqui fica a evidência numérica.
Funções injetivas e função inversa
O logaritmo ainda não apareceu, e no entanto já o encontrámos três vezes: sempre que uma equação
- Identificar funções invertíveis e não invertíveis, nomeadamente recorrendo aos gráficos das funções, ao «teste da reta horizontal» e à sua formulação algébrica, em casos simples.
- Estabelecer as relações entre o domínio e o contradomínio de funções inversas, bem como a simetria das respetivas representações gráficas, relativamente à bissetriz dos quadrantes ímpares.
1 · Funções injetivas
Sejam
ou, na forma que é mais cómoda de usar,
Para provar que uma função não é injetiva basta exibir dois objetos distintos com a mesma imagem. Para provar que é, mostra-se que a igualdade das imagens obriga à igualdade dos objetos — ou invoca-se a monotonia: toda a função estritamente monótona é injetiva.
Uma função é injetiva se e só se nenhuma reta horizontal interseta o seu gráfico em mais do que um ponto. Se alguma reta o cortar duas vezes, os dois pontos de interseção têm a mesma ordenada e abcissas diferentes — dois objetos com a mesma imagem.
Uma função não injetiva pode tornar-se injetiva se se restringir o domínio. É o que se faz com
2 · A função inversa
Seja
Numa linha:
Daqui saem, de imediato, três consequências que se usam constantemente:
O expoente
3 · Os gráficos são simétricos em relação a y = x
Se
- Confirmar que
f é injetiva (e, se não for, restringir o domínio). - Escrever
y = f(x) e resolver a equação em ordem ax . - Trocar as letras, para voltar à variável independente habitual.
- Indicar o domínio de
f^{-1} , que é o contradomínio def .
Considera
- Completar o quadrado:
x^{2}+2x+3 = (x+1)^{2} - 1 + 3 = (x+1)^{2} + 2 . - O vértice da parábola é
(-1,\,2) . À direita de-1 a função é estritamente crescente, logo injetiva. O menork é-1 . - Contradomínio: em
[-1, +\infty[ ,D'_{f} = [2,\, +\infty[ . - Inverter:
y = (x+1)^{2} + 2 \iff (x+1)^{2} = y - 2 \iff x + 1 = \sqrt{y-2} , tomando a raiz positiva porquex \geq -1 . - Logo
f^{-1}(x) = -1 + \sqrt{x-2} , de domínio[2,\, +\infty[ e contradomínio[-1,\, +\infty[ .O passo 4 é onde quase toda a gente escorrega:\sqrt{(x+1)^{2}} = |x+1| , e só a restrição do domínio autoriza a escreverx+1 sem módulo.
Considera a função
Determina uma expressão de
- Resolver em ordem a
x . Escreve-sey = \dfrac{2x-1}{x+3} e desembaraça-se de denominadores:y(x+3) = 2x-1 \iff yx+3y = 2x-1 \iff yx-2x = -1-3y. - Pondo
x em evidência,x(y-2) = -1-3y \iff x = \frac{-3y-1}{y-2} \quad (y \neq 2). - Trocar os nomes. Logo
f^{-1}(x) = \dfrac{-3x-1}{x-2} . - Os conjuntos. O domínio de
f^{-1} é o contradomínio def , e o contradomínio def^{-1} é o domínio def :D_{f^{-1}} = \mathbb{R}\setminus\{2\}, \qquad D'_{f^{-1}} = \mathbb{R}\setminus\{-3\}. O2 que sobrou da condiçãoy \neq 2 não é um acaso: é exatamente o valor quef nunca toma. Resolver a equação dá o contradomínio def de borla.
A função
Laboratório · Refletir na bissetriz
interativoEscolhe
Python Testar a injetividade por força bruta
def f(x):
return x**2 - 4*x + 1
vistos = {}
repetidos = 0
for k in range(-30, 31):
x = k / 10
y = round(f(x), 6)
if y in vistos:
print('mesma imagem:', vistos[y], 'e', x, '->', y)
repetidos = repetidos + 1
vistos[y] = x
print('pares com a mesma imagem:', repetidos)
# Percorre muitos objetos e guarda as imagens ja' vistas.
# Se uma imagem se repetir, a funcao nao e' injetiva.
def f(x):
return x**2 - 4*x + 1
vistos = {} # dicionario imagem -> objeto que a deu
repetidos = 0
for k in range(-30, 31): # x de -3 a 3, de decima em decima
x = k / 10
y = round(f(x), 6) # arredonda para evitar erros de virgula flutuante
if y in vistos: # esta imagem ja' tinha aparecido
print('mesma imagem:', vistos[y], 'e', x, '->', y)
repetidos = repetidos + 1
vistos[y] = x
print('pares com a mesma imagem:', repetidos)
Os pares encontrados são simétricos em relação a
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre injetividade, restrição de domínio e cálculo de inversas. O último grupo prepara diretamente a secção seguinte: a inversa da exponencial é o logaritmo.
Indica, justificando, quais das funções seguintes são injetivas no domínio indicado.
a)
Seja
a)
Determina, em cada caso, o valor.
Caracteriza a função inversa de cada uma das funções seguintes, de domínio
a)
Seja
a) Indica o domínio e o contradomínio de
Considera
a) Escreve
Considera
a) Determina uma expressão para
Seja
- (A)
8 - (B)
9 - (C)
10 - (D)
11
Considera
a) Justifica que
Na figura da secção está representada a reta
a) Sabendo que o gráfico de
Seja
a) Determina
Considera
a) Mostra que, se
Diz-se que uma função invertível
a) Mostra que
Para mostrar que não é injetiva basta um par de objetos distintos com a mesma imagem.
- a) É injetiva: é estritamente crescente (função afim de declive positivo).
- b) Não é:
g(-1) = g(1) = 4 . - c) É injetiva: se
\frac{1}{x_{1}} = \frac{1}{x_{2}} , entãox_{1} = x_{2} . - d) É injetiva:
x \mapsto x^{3} é estritamente crescente em\mathbb{R} , e somar1 não altera isso.
- a)
f(1) = 5 , logof^{-1}(5) = 1 . - b)
f(2) = -3 , logof^{-1}(-3) = 2 . - c)
f\left(f^{-1}(4)\right) = 4 — uma função desfaz a outra. - d)
f^{-1}\left(f(2)\right) = 2 , pela mesma razão.
Escreve
- a)
y = 4x+1 \iff x = \dfrac{y-1}{4} , logof^{-1}(x) = \dfrac{x-1}{4} , de\mathbb{R} em\mathbb{R} . - b)
g^{-1}(x) = -x + 2 — a função é a sua própria inversa. - c)
h^{-1}(x) = 3(x+5) = 3x + 15 . - d)
j^{-1}(x) = \dfrac{2-x}{3} .
A inversa troca os papéis: o domínio de uma é o contradomínio da outra.
- a)
D_{f^{-1}} = D'_{f} = \left]-\infty,\, 5\right] eD'_{f^{-1}} = D_{f} = \left[2,\, +\infty\right[ . - b) Como
(3,\,1) pertence ao gráfico def , o ponto(1,\,3) pertence ao gráfico def^{-1} .
Depois de completar o quadrado, o vértice diz onde é que a parábola muda de sentido.
- a)
x^{2}-6x+11 = (x-3)^{2} - 9 + 11 = (x-3)^{2} + 2 . - b) O vértice é
(3,\,2) ; à direita de3 a função é estritamente crescente. Logoc = 3 . - c) Em
[3, +\infty[ ,y = (x-3)^{2}+2 \iff (x-3)^{2} = y-2 \iff x - 3 = \sqrt{y-2} , tomando a raiz positiva porquex \geq 3 . Assimf^{-1}(x) = 3 + \sqrt{x-2} , de domínioD'_{f} = [2,\, +\infty[ .A escolha do sinal da raiz não é livre: é a restrição do domínio que a impõe. Se se tivesse restringido a]-\infty,\,3] , a inversa seria3 - \sqrt{x-2} .
Multiplica em cruz e junta os termos com
- a)
y = \dfrac{x+2}{x-2} \iff y(x-2) = x+2 \iff yx - 2y = x + 2 \iff x(y-1) = 2y+2 \iff x = \dfrac{2y+2}{y-1} . - Logo
f^{-1}(x) = \dfrac{2x+2}{x-1} . - b)
D_{f^{-1}} = \mathbb{R} \setminus \{1\} eD'_{f^{-1}} = \mathbb{R} \setminus \{2\} . - c) As duas expressões são diferentes, mas os gráficos são simétricos em relação à reta
y = x ; e os valores excluídos trocaram de papel — o2 que faltava ao domínio def passou a faltar ao contradomínio def^{-1} .
\sqrt{x-1} = 3 \iff x - 1 = 9 \iff x = 10 .- Como
10 pertence ao domínio,f^{-1}(3) = 10 .
Em c),
- a) É estritamente crescente, logo injetiva; e o seu contradomínio é
\mathbb{R}^{+} . Logo é invertível de\mathbb{R} em\mathbb{R}^{+} . - b)
D_{f^{-1}} = \mathbb{R}^{+} eD'_{f^{-1}} = \mathbb{R} . - c)
2^{3} = 8 , logof^{-1}(8) = 3 .2^{0} = 1 , logof^{-1}(1) = 0 .2^{-2} = \frac{1}{4} , logof^{-1}\left(\frac{1}{4}\right) = -2 . - d) Resolver
y = 2^{x} em ordem ax exigiria «desfazer» a exponencial — e não há, entre as operações conhecidas até aqui, nenhuma que o faça. É preciso inventar um símbolo para essa operação: é isso que se faz na secção 6, e esse símbolo chama-se logaritmo.Esta função inversa é, palavra por palavra, a definição de\log_{2} . O capítulo inteiro passa por aqui.
Em c) parte de
- a)
(5,\,-2) e(0,\,4) . - b) Se o gráfico de
f passa em(3,\,3) , entãof(3) = 3 e portantof^{-1}(3) = 3 : os dois gráficos encontram-se sobre a bissetriz. - c) Sejam
y_{1} < y_{2} no contradomínio def , ex_{1} = f^{-1}(y_{1}) ,x_{2} = f^{-1}(y_{2}) . Se fossex_{1} \geq x_{2} , viriaf(x_{1}) \geq f(x_{2}) , isto éy_{1} \geq y_{2} — contradição. Logox_{1} < x_{2} , ou sejaf^{-1}(y_{1}) < f^{-1}(y_{2}) :f^{-1} é estritamente crescente.
Em c) resolve a equação
- a)
f^{-1}(x) = \dfrac{x+3}{2} , de domínio\mathbb{R} ;\dfrac{1}{f(x)} = \dfrac{1}{2x-3} , de domínio\mathbb{R} \setminus \left\{\frac{3}{2}\right\} . - b)
f^{-1}(1) = 2 e\dfrac{1}{f(1)} = \dfrac{1}{-1} = -1 . São coisas completamente diferentes. - c)
\dfrac{x+3}{2} = \dfrac{1}{2x-3} \iff (x+3)(2x-3) = 2 \iff 2x^{2} + 3x - 9 = 2 \iff 2x^{2} + 3x - 11 = 0 . x = \dfrac{-3 \pm \sqrt{9 + 88}}{4} = \dfrac{-3 \pm \sqrt{97}}{4} . Nenhuma delas é\frac{3}{2} , logo ambas servem.O símbolof^{-1} não é uma potência de expoente-1 : é um nome para a função inversa. Coincidirem em dois pontos é um acaso aritmético, não uma identidade.
Em a) multiplica em cruz e simplifica; muitos termos cancelam-se aos pares.
- a) De
\dfrac{ax_{1}+b}{cx_{1}+d} = \dfrac{ax_{2}+b}{cx_{2}+d} vem(ax_{1}+b)(cx_{2}+d) = (ax_{2}+b)(cx_{1}+d) . - Desenvolvendo:
acx_{1}x_{2} + adx_{1} + bcx_{2} + bd = acx_{1}x_{2} + adx_{2} + bcx_{1} + bd . - Cancelando:
adx_{1} + bcx_{2} = adx_{2} + bcx_{1} \iff ad(x_{1}-x_{2}) - bc(x_{1}-x_{2}) = 0 \iff (ad-bc)(x_{1}-x_{2}) = 0 . - b) Se
ad - bc \neq 0 , o produto só se anula comx_{1} = x_{2} :f é injetiva. - c) Com esses valores,
ad - bc = 4 - 4 = 0 ef(x) = \dfrac{2x+4}{x+2} = \dfrac{2(x+2)}{x+2} = 2 , parax \neq -2 . É uma função constante — e uma constante nunca é injetiva.
Em c) usa a simetria dos gráficos de
- a)
y = \dfrac{1}{x} \iff x = \dfrac{1}{y} , logof^{-1}(x) = \dfrac{1}{x} = f(x) . - b)
y = k - x \iff x = k - y , logog^{-1}(x) = k - x = g(x) . - c) Sendo
f^{-1} = f , o gráfico é simétrico do def^{-1} , isto é, de si próprio, em relação à retay = x . O gráfico de uma involução é simétrico em relação à bissetriz dos quadrantes ímpares. - d) Uma exponencial tem domínio
\mathbb{R} e contradomínio\mathbb{R}^{+} . Se fosse involução, a inversa teria domínio\mathbb{R}^{+} e contradomínio\mathbb{R} — e teria de coincidir comf , o que obrigaria\mathbb{R} = \mathbb{R}^{+} . Impossível.É por os domínios trocarem de papel que a inversa de uma exponencial é uma função genuinamente nova, de domínio\mathbb{R}^{+} . Essa função é o logaritmo.
O logaritmo de um número
A equação
- Identificar a função logarítmica como a inversa da função exponencial com a mesma base.
- Estudar intuitivamente, com recurso à tecnologia, o comportamento de funções com logaritmos.
1 · A pergunta que define o logaritmo
Olhemos para seis equações do mesmo feitio:
| Equação | Pergunta | Resposta |
|---|---|---|
| a que expoente elevar | ||
| … para obter | ||
| … para obter | ||
| … para obter | impossível | |
| … para obter | impossível | |
| … para obter | existe, mas não tem nome |
Nas três primeiras a resposta sai de cabeça. Nas duas seguintes não há resposta nenhuma, porque
Sejam
Ao número
Com este símbolo, a última linha da tabela fecha-se: a solução de
Como
2 · O que sai imediatamente da definição
Para
As duas últimas são a tradução, em símbolos, de uma função desfaz a outra — exatamente o que a secção 5 chamou
3 · Duas bases com nome próprio
Logaritmo decimal: base
Logaritmo neperiano (ou natural): base
Em Portugal,
\log_{3} 81 = 4 , porque3^{4} = 81 .\log_{2} \dfrac{1}{16} = -4 , porque2^{-4} = \dfrac{1}{16} .\log_{5} \sqrt[3]{5} = \dfrac{1}{3} , porque5^{1/3} = \sqrt[3]{5} .\log 0{,}001 = -3 , porque10^{-3} = 0{,}001 .\ln \dfrac{1}{e^{2}} = -2 , porquee^{-2} = \dfrac{1}{e^{2}} .Em todos os casos o gesto é o mesmo: escrever o logaritmando como potência da base. Se conseguires fazê-lo, o logaritmo é o expoente e a conta acabou.
\log_{2} x = 3 \iff x = 2^{3} = 8 .\ln x = 5 \iff x = e^{5} .3^{x} = 6 \iff x = \log_{3} 6 . Repara em que a resposta é esta: um número perfeitamente definido, entre1 e2 .\log_{4}(3x - 2) = \dfrac{1}{2} . Condição de existência:3x - 2 > 0 \iff x > \dfrac{2}{3} . Então3x - 2 = 4^{1/2} = 2 \iff x = \dfrac{4}{3} , que cumpre a condição.
Os logaritmos não foram inventados para resolver equações: foram inventados para poupar trabalho. Em 1614, o escocês John Napier publicou tábuas que transformavam multiplicações em somas — e, com elas, reduziu a meses o que aos astrónomos custava anos. Laplace escreveu que a invenção «duplicou a vida dos astrónomos». Henry Briggs viajou até à Escócia para convencer Napier a usar a base
Laboratório · A que expoente? \log_{a} x
interativoA curva é
Python Uma tábua de logaritmos como a de Briggs
from math import log10
print(' n log n')
for n in range(1, 11):
print(n, round(log10(n), 5))
print()
print('log 6 =', round(log10(6), 5))
print('log 2 + log 3 =', round(log10(2) + log10(3), 5))
# Uma tabua de logaritmos decimais dos dez primeiros inteiros,
# como as que se publicavam no seculo XVII.
from math import log10 # log10(x) e' o logaritmo de base 10
print(' n log n')
for n in range(1, 11):
print(n, round(log10(n), 5))
print()
# O truque que fez a fama das tabuas: multiplicar somando.
print('log 6 =', round(log10(6), 5))
print('log 2 + log 3 =', round(log10(2) + log10(3), 5))
As duas últimas linhas dão o mesmo número. Não é coincidência: é a propriedade que transforma produtos em somas, e que se demonstra na secção 8. Foi ela que fez das tábuas de logaritmos o instrumento de cálculo mais importante de três séculos.
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre a definição. Nenhum precisa de propriedades operatórias — só de saber transformar cada logaritmando numa potência da base.
Calcula, sem recorrer à calculadora.
a)
Calcula, sem recorrer à calculadora.
a)
Escreve cada igualdade na forma logarítmica.
a)
Indica, justificando, quais das expressões seguintes têm significado em
a)
Resolve, em
a)
Simplifica, indicando as condições em que a simplificação é válida.
a)
Seja
- (A)
25^{\pi-1} - (B)
5^{\pi-1} - (C)
5^{\pi} - (D)
5(\pi-1)^{5}
Sem recorrer à calculadora, indica dois inteiros consecutivos entre os quais se encontra cada número. Justifica.
a)
Determina o domínio de cada expressão, em
a)
Determina, em cada caso, o valor de
a)
Resolve, em
a)
Em cada caso, começa por indicar as condições de existência.
Sabe-se que
a) Justifica que, se
Em cada caso, a pergunta é: «a que expoente é preciso elevar a base para obter este número?»
- a)
2^{6} = 64 , logo\log_{2} 64 = 6 . - b)
3^{-2} = \dfrac{1}{9} , logo\log_{3} \dfrac{1}{9} = -2 . - c)
5^{1/2} = \sqrt{5} , logo\log_{5} \sqrt{5} = \dfrac{1}{2} . - d)
10^{3} = 1000 , logo\log 1000 = 3 .
- a)
e^{1} = e , logo\ln e = 1 . - b)
e^{0} = 1 , logo\ln 1 = 0 . - c)
\ln e^{5} = 5 . - d)
\dfrac{1}{\sqrt{e}} = e^{-1/2} , logo o logaritmo é-\dfrac{1}{2} .
- a)
\log_{4} 64 = 3 . - b)
\log 0{,}01 = -2 . - c)
\ln 1 = 0 . - d)
\log_{7} 20 = x .
Só há logaritmo de números positivos, e a base tem de ser positiva e diferente de
- a) Não existe:
2^{y} > 0 para todo oy , logo2^{y} = -8 é impossível. - b) Não existe:
3^{y} = 0 é impossível. - c) Existe e é negativo, porque
0 < 0{,}5 < 1 e a basee é maior do que1 . - d) Não existe: a base
1 está excluída, porque1^{y} = 1 nunca dá5 .
Passa para a forma exponencial. Na alínea c) a incógnita é a base — não te esqueças de que tem de ser positiva e diferente de
- a)
x = 2^{5} = 32 . - b)
x = e^{-2} = \dfrac{1}{e^{2}} . - c)
x^{4} = 81 comx > 0 ex \neq 1 , logox = 3 . - d)
2x - 1 = 5^{2} = 25 \iff x = 13 . Confere a condição de existência:2 \times 13 - 1 = 25 > 0 .
- a)
2^{\log_{2} 7} = 7 . - b)
\log_{3}\left(3^{x^{2}}\right) = x^{2} , para todo ox real. - c)
e^{\ln 5} = 5 . - d)
10^{2\log 3} = \left(10^{\log 3}\right)^{2} = 3^{2} = 9 .A ordem importa:\log_{a}(a^{y}) = y vale sempre;a^{\log_{a} x} = x só vale parax > 0 , porque só aí é que\log_{a} x existe.
Primeiro escreve
\log_{5} x = \pi - 1 \iff x = 5^{\pi-1} .5x = 5 \times 5^{\pi-1} = 5^{1 + \pi - 1} = 5^{\pi} .
Encaixa o número entre duas potências consecutivas da base e usa a monotonia.
- a)
2^{6} = 64 < 100 < 128 = 2^{7} , logo6 < \log_{2} 100 < 7 . - b)
10^{2} = 100 < 500 < 1000 = 10^{3} , logo2 < \log 500 < 3 . - c)
e^{2} \approx 7{,}39 < 10 < 20{,}1 \approx e^{3} , logo2 < \ln 10 < 3 . - d)
3^{-2} = \frac{1}{9} \approx 0{,}11 < 0{,}2 < 0{,}33 \approx 3^{-1} , logo-2 < \log_{3} 0{,}2 < -1 .Este enquadramento é a maneira mais rápida de detetar um erro de calculadora. Um logaritmo decimal diz, grosso modo, quantos algarismos tem o número.
Em cada caso é preciso que o logaritmando seja estritamente positivo.
- a)
x - 3 > 0 \iff x > 3 . Domínio:\left]3,\, +\infty\right[ . - b)
5 - 2x > 0 \iff x < \dfrac{5}{2} . Domínio:\left]-\infty,\, \dfrac{5}{2}\right[ . - c)
x^{2} > 0 \iff x \neq 0 . Domínio:\mathbb{R} \setminus \{0\} . - d)
1 - x^{2} > 0 \iff -1 < x < 1 . Domínio:\left]-1,\, 1\right[ .A alínea c) é a que apanha mais gente:\log(x^{2}) existe parax negativo, ao contrário de2\log x . As duas expressões não são iguais — voltamos a este ponto na secção 8.
Passa à forma exponencial e resolve em ordem a
- a)
a^{4} = 16 coma > 0 , logoa = 2 (a raiz-2 não serve). - b)
a^{-3} = \dfrac{1}{8} \iff a^{3} = 8 \iff a = 2 . - c)
a^{1/3} = 2 \iff a = 2^{3} = 8 . - d) A igualdade é verdadeira para qualquer base admissível:
a \in \mathbb{R}^{+} \setminus \{1\} . É uma identidade, não uma equação.
Duas condições: o argumento do logaritmo exterior tem de ser positivo, e o do interior também.
- a) Condições:
x > 0 e\log_{3} x > 0 \iff x > 1 . Logox > 1 . \log_{2}\left(\log_{3} x\right) = 1 \iff \log_{3} x = 2^{1} = 2 \iff x = 3^{2} = 9 . Como9 > 1 , serve.- b) Condições:
x > 0 e\log x > 0 \iff x > 1 . \ln(\log x) = 0 \iff \log x = e^{0} = 1 \iff x = 10^{1} = 10 . Como10 > 1 , serve.
Em c),
- a)
n \leq \log N < n+1 equivale a10^{n} \leq N < 10^{n+1} , pela monotonia da exponencial de base10 . Os inteiros nesse intervalo são exatamente os que têmn+1 algarismos. - b)
\log\left(2^{1000}\right) = 1000 \times 0{,}30103 = 301{,}03 . Como301 \leq 301{,}03 < 302 , o número tem302 algarismos. - c)
2^{1000} = 10^{301{,}03} = 10^{301} \times 10^{0{,}03} . Ora10^{0{,}03} \approx 1{,}072 , logo2^{1000} \approx 1{,}072 \times 10^{301} : começa por1 .É exatamente para isto que os logaritmos foram inventados, no século XVII: substituir contas gigantescas por somas pequenas. Antes das máquinas de calcular, uma tábua de logaritmos era o instrumento de trabalho dos astrónomos e dos navegadores.
A função logarítmica
Fixada a base, cada número positivo tem um e um só logaritmo. Está definida uma função — e essa função é, por construção, a inversa da exponencial da mesma base. Tudo o que se sabe de uma passa para a outra, com os eixos trocados.
- Identificar a função logarítmica como a inversa da função exponencial com a mesma base.
- Estudar intuitivamente, com recurso à tecnologia, o comportamento de funções com logaritmos.
- Estabelecer as relações entre o domínio e o contradomínio de funções inversas, bem como a simetria das respetivas representações gráficas, relativamente à bissetriz dos quadrantes ímpares.
1 · A definição, outra vez — agora como função
Sendo
É a função inversa da função exponencial de base
Que é mesmo a inversa vê-se numa linha, a partir da definição de logaritmo:
E daqui saem, de graça, todas as propriedades — basta traduzir as da exponencial trocando
| Na exponencial | Na logarítmica |
|---|---|
| domínio | contradomínio |
| contradomínio | domínio |
| passa em | passa em |
| não tem zeros | tem um único zero, |
| assíntota horizontal | assíntota vertical |
| crescente se | crescente se |
2 · As propriedades, por escrito
- Domínio:
\mathbb{R}^{+} . · Contradomínio:\mathbb{R} . - Zero:
x = 1 , único. - Sinal: positiva em
\left]1,\, +\infty\right[ , negativa em\left]0,\, 1\right[ . - Monotonia: estritamente crescente. Logo,
\log_{a} x < \log_{a} y \iff x < y . - Injetividade: é injetiva — e é isto que resolve as equações da secção 9.
- Comportamento nos extremos:
\lim_{x \to 0^{+}} \log_{a} x = -\infty e\lim_{x \to +\infty} \log_{a} x = +\infty . - Assíntota: a reta de equação
x = 0 é assíntota vertical do gráfico. - Continuidade: é contínua em
\mathbb{R}^{+} .
Muda apenas a monotonia — e o que dela depende. A função é estritamente decrescente: positiva em
O logaritmo cresce muito devagar: para
- Domínio:
x - 1 > 0 \iff x > 1 , logoD_{f} = \left]1,\, +\infty\right[ . - Contradomínio:
\log_{3}(x-1) toma todos os valores reais, e somar2 não muda isso:D'_{f} = \mathbb{R} . - Assíntota: vertical, de equação
x = 1 . - Zero:
2 + \log_{3}(x-1) = 0 \iff \log_{3}(x-1) = -2 \iff x - 1 = 3^{-2} = \dfrac{1}{9} \iff x = \dfrac{10}{9} . - Monotonia: base
3 > 1 , logo estritamente crescente. - Inversa:
y = 2 + \log_{3}(x-1) \iff \log_{3}(x-1) = y-2 \iff x = 1 + 3^{y-2} , ou sejaf^{-1}(x) = 1 + 3^{x-2} , de domínio\mathbb{R} .O gráfico def^{-1} é uma exponencial com assíntota horizontaly = 1 — a assíntota vertical def , deitada. A simetria funciona até ao fim.
Determina o domínio de cada uma das funções seguintes.
a)
- a) O logaritmo só está definido para argumento positivo:
x^{2}-4 > 0 \iff x < -2 \lor x > 2. LogoD_{f} = \left]-\infty,\,-2\right[ \cup \left]2,\,+\infty\right[ . - b) Há duas condições: o argumento do logaritmo positivo e o denominador não nulo.
x+1 > 0 \wedge x-2 \neq 0 \iff x > -1 \wedge x \neq 2. - Logo
D_{g} = \left]-1,\,2\right[ \cup \left]2,\,+\infty\right[ .Repara em a): o domínio não éx > 2 . O quadrado torna o argumento positivo também à esquerda de-2 , e essa metade esquece-se com facilidade.
Laboratório · y = \log_{a} x ao espelho
interativoAproxima a base de
Python A que passo cresce o logaritmo?
from math import log2
x = 2
for k in range(1, 11):
print('x =', x, ' log2(x) =', log2(x))
x = x * 4
# Multiplicar x por 4 soma sempre 2 ao logaritmo de base 2.
# O programa mostra isso: x cresce de forma explosiva, o logaritmo em passos iguais.
from math import log2
x = 2
for k in range(1, 11):
print('x =', x, ' log2(x) =', log2(x))
x = x * 4 # x fica 4 vezes maior em cada volta
À décima linha
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre domínios, assíntotas, monotonia e inversas. O domínio é a primeira coisa a determinar em todos eles — e é onde se perdem mais pontos no Exame.
Determina o domínio de cada função.
a)
Considera
a) Determina o zero de
Indica, justificando, se cada função é crescente ou decrescente no seu domínio.
a)
Seja
a) abcissa
Caracteriza a função inversa de cada uma das funções seguintes.
a)
Considera
a) Indica o domínio de cada uma.b) Indica a equação da assíntota vertical do gráfico de cada uma.c) Descreve, para cada uma, a transformação que a obtém do gráfico de
Na figura da secção está representada parte do gráfico de
- (A)
\dfrac{3}{2} - (B)
2 - (C)
3 - (D)
\dfrac{9}{2}
Sem recorrer à calculadora, indica o sinal (maior, menor ou igual) que torna cada afirmação verdadeira.
a)
Seja
Determina a área do triângulo
Considera
a) Determina o domínio de
Considera
Seja
Sejam
· o ponto
Determina
O logaritmando tem de ser estritamente positivo.
- a)
x + 4 > 0 \iff x > -4 :D_{f} = \left]-4,\, +\infty\right[ . - b)
3 - x > 0 \iff x < 3 :D_{g} = \left]-\infty,\, 3\right[ . - c)
2x - 6 > 0 \iff x > 3 :D_{h} = \left]3,\, +\infty\right[ . - d)
x^{2} + 1 > 0 para todo ox :D_{j} = \mathbb{R} .
O zero de um logaritmo é sempre
- a)
\log_{3} x = 0 \iff x = 3^{0} = 1 . - b) A base é
3 > 1 , logof é crescente: positiva em\left]1,\, +\infty\right[ e negativa em\left]0,\, 1\right[ . - c)
\lim_{x \to 0^{+}} \log_{3} x = -\infty e\lim_{x \to +\infty} \log_{3} x = +\infty .
Só interessa comparar a base com
- a)
5 > 1 : crescente. - b)
0{,}3 < 1 : decrescente. - c)
e \approx 2{,}72 > 1 : crescente. - d)
\frac{1}{4} < 1 : decrescente.
Nas duas primeiras calcula
- a)
4^{2} = 16 , logo o ponto é(16,\, 2) . - b)
4^{-1/2} = \dfrac{1}{2} , logo o ponto é\left(\dfrac{1}{2},\, -\dfrac{1}{2}\right) . - c)
x = 4^{3} = 64 : ponto(64,\, 3) . - d)
x = 4^{-1} = \dfrac{1}{4} : ponto\left(\dfrac{1}{4},\, -1\right) .
Resolve
- a)
y = 2^{x} - 3 \iff 2^{x} = y + 3 \iff x = \log_{2}(y+3) . - Logo
f^{-1} : \left]-3,\, +\infty\right[ \to \mathbb{R} ,f^{-1}(x) = \log_{2}(x+3) . - b)
y = 1 + \ln(x-2) \iff \ln(x-2) = y - 1 \iff x - 2 = e^{y-1} \iff x = 2 + e^{y-1} . - Logo
g^{-1} : \mathbb{R} \to \left]2,\, +\infty\right[ ,g^{-1}(x) = 2 + e^{x-1} .Repara em que os domínios trocam exatamente de papel — é a marca de água de um par de funções inversas.
O que está dentro do logaritmo mexe na horizontal — e é ele que muda o domínio e a assíntota.
- a)
D_{g} = \left]2,\, +\infty\right[ ;D_{h} = \mathbb{R}^{+} ;D_{j} = \mathbb{R}^{-} . - b)
x = 2 parag ;x = 0 parah ;x = 0 paraj . - c)
g : translação de vetor(2,\,0) .h : translação de vetor(0,\,3) .j : reflexão em relação ao eixoOy .
\log_{9} x = \dfrac{1}{2} \iff x = 9^{1/2} = \sqrt{9} = 3 .
Base maior do que
- a) Base
2 > 1 e5 < 7 :\log_{2} 5 < \log_{2} 7 . - b) Base
0{,}5 < 1 : a ordem inverte-se,\log_{0{,}5} 5 > \log_{0{,}5} 7 . - c)
0{,}9 < 1 e a basee é maior do que1 :\ln 0{,}9 < 0 . - d) Ambos valem
1 :\log_{3} 3 = \log_{7} 7 .
Começa por determinar
- Zero de
g :\ln(x+2) = 0 \iff x + 2 = e^{0} = 1 \iff x = -1 . LogoB(-1,\,0) . - O triângulo é retângulo em
O , com catetos\overline{OA} = 5 e\overline{OB} = |-1| = 1 . - Área
= \dfrac{5 \times 1}{2} = \dfrac{5}{2} .A abcissa deB é negativa, mas o comprimento do cateto é o seu módulo. Trocar as duas coisas é um erro clássico.
Repara em que
- a)
x^{2} - 4 > 0 \iff x < -2 \lor x > 2 :D_{f} = \left]-\infty,\, -2\right[ \cup \left]2,\, +\infty\right[ . - b)
\ln(x^{2}-4) = 0 \iff x^{2} - 4 = 1 \iff x^{2} = 5 \iff x = \pm\sqrt{5} . Ambos pertencem ao domínio (\sqrt{5} \approx 2{,}24 > 2 ). - c)
f(-x) = \ln\left((-x)^{2}-4\right) = \ln\left(x^{2}-4\right) = f(x) : dois objetos simétricos têm a mesma imagem. Por exemplo,f(3) = f(-3) = \ln 5 . - d) Em
\left]2,\, +\infty\right[ a funçãox \mapsto x^{2}-4 é estritamente crescente e o logaritmo também, logof é estritamente crescente — e portanto injetiva.Vale a pena reter:\ln(x^{2}) e2\ln x não são a mesma função. A primeira está definida parax negativo; a segunda não. Voltamos a este ponto na secção 8.
Mostra que
f(-a) = \ln\left(\dfrac{-a-1}{-a+1}\right) = \ln\left(\dfrac{-(a+1)}{-(a-1)}\right) = \ln\left(\dfrac{a+1}{a-1}\right) .- Ora
\dfrac{a+1}{a-1} é o inverso de\dfrac{a-1}{a+1} , e\ln\left(\dfrac{1}{u}\right) = -\ln u . - Logo
f(-a) = -\ln\left(\dfrac{a-1}{a+1}\right) = -f(a) . - Os pontos
A(a,\, f(a)) eB(-a,\, -f(a)) são simétricos em relação à origem: o ponto médio de[AB] é\left(\dfrac{a-a}{2},\, \dfrac{f(a)-f(a)}{2}\right) = (0,\,0) . A retaAB passa, portanto, na origem.\square Este é o item do Exame de 2016, 1.ª Fase. A ideia toda está na primeira linha: reconhecer quef é uma função ímpar.
Traduz cada condição numa igualdade com
- Da primeira:
f(0) = 2 , ou seja\log_{a} b = 2 , isto éb = a^{2} . - Da segunda:
(1,\,-2) no gráfico def^{-1} significaf(-2) = 1 , ou seja\log_{a}(-2+b) = 1 , isto éb - 2 = a . - Substituindo:
a^{2} - 2 = a \iff a^{2} - a - 2 = 0 \iff a = 2 \lor a = -1 . - Como
a > 1 , vema = 2 eb = a^{2} = 4 . - Confirmação:
f(x) = \log_{2}(x+4) dáf(0) = \log_{2} 4 = 2 ✓ ef(-2) = \log_{2} 2 = 1 ✓.
Propriedades operatórias dos logaritmos
O logaritmo transforma produtos em somas. Foi por isso que foi inventado, é por isso que resolve equações, e é daqui que vêm todas as regras desta secção — que são, afinal, as regras das potências vistas do outro lado do espelho.
- Conhecer e aplicar as propriedades e regras operatórias dos logaritmos, em casos simples, e em contexto de resolução de problemas e de modelação.
- Promover a utilização das propriedades e regras operatórias dos logaritmos, incluindo a fórmula da mudança de base.
1 · As três regras
Sejam
E, como caso particular da última,
As três saem da mesma ideia: um logaritmo é um expoente, e nas potências o produto soma expoentes. A demonstração da primeira mostra o mecanismo; as outras duas repetem-no.
Sejam
usando a regra
Igualando as duas escritas,
A regra do quociente demonstra-se do mesmo modo, com
As duas primeiras regras só são válidas quando
A regra da potência,
2 · Mudança de base
A calculadora tem teclas para
Parte-se de
pela regra da potência (repara em que
Fazendo
3 · Qualquer exponencial é uma exponencial de base e
Para
Como
usando
Simplifica
- Separa-se o produto:
\ln 16 + \ln\sqrt{\dfrac{32}{27}} . \ln 16 = \ln\left(2^{4}\right) = 4\ln 2 .- A raiz é potência de expoente
\frac{1}{2} :\ln\sqrt{\dfrac{32}{27}} = \dfrac{1}{2}\left(\ln 32 - \ln 27\right) = \dfrac{1}{2}\left(5\ln 2 - 3\ln 3\right) . - Somando:
4\ln 2 + \dfrac{5}{2}\ln 2 - \dfrac{3}{2}\ln 3 = \dfrac{13}{2}\ln 2 - \dfrac{3}{2}\ln 3 .O gesto é sempre o mesmo: fatorizar os números em potências de primos, e depois deixar as regras trabalharem.
Sabe-se que
- Separa-se:
\log_{a} a + \log_{a}\left(b^{3}\right) = 5 , ou seja1 + 3\log_{a} b = 5 . - Logo
\log_{a} b = \dfrac{4}{3} . - Pela mudança de base,
\log_{b} a = \dfrac{1}{\log_{a} b} = \dfrac{3}{4} .
Laboratório · A régua de cálculo
interativoAs duas escalas não são regulares: a distância à origem é o logaritmo do número. Encostando o
Python Multiplicar sem multiplicar
from math import log10
def multiplica(a, b):
soma = log10(a) + log10(b)
return 10**soma
for a, b in [(2, 3), (25, 4), (1.5, 8), (123, 456)]:
print(a, 'x', b, '=', round(multiplica(a, b), 6), ' (verificacao:', a*b, ')')
# O metodo das tabuas de logaritmos, tal e qual:
# 1) procurar o logaritmo de cada fator ; 2) somar ; 3) procurar o antilogaritmo.
from math import log10
def multiplica(a, b):
soma = log10(a) + log10(b) # log(a) + log(b) = log(a x b)
return 10**soma # o "antilogaritmo": desfaz o log10
for a, b in [(2, 3), (25, 4), (1.5, 8), (123, 456)]:
print(a, 'x', b, '=', round(multiplica(a, b), 6), ' (verificacao:', a*b, ')')
A função multiplica nunca usa o sinal
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre as três regras, a mudança de base e — sobretudo — sobre as condições em que elas se podem aplicar. O exercício das duas funções
Escreve como um único logaritmo (
a)
Desenvolve, supondo todas as letras positivas.
a)
Calcula, sem recorrer à calculadora.
a)
Escreve em função de logaritmos neperianos e calcula com a calculadora, arredondado às milésimas.
a)
Sabendo que
a)
Mostra que, para
a)
Sejam
- (A)
a + b = 1 - (B)
\dfrac{a}{b} = 1 - (C)
a \times b = 1 - (D)
a - b = 1
Considera as funções
a) Determina o domínio de cada uma.b) As duas funções são iguais? Justifica.c) Calcula
Sejam
a) Determina
Sejam
a) Mostra que
Seja
a) Mostra que
Considera a sucessão
a) Mostra que
Soma vira produto, diferença vira quociente, coeficiente vira expoente.
- a)
\log_{2}(5 \times 3) = \log_{2} 15 . - b)
\ln\dfrac{12}{4} = \ln 3 . - c)
\log\left(x^{3}\right) . - d)
\log_{3} x + \log_{3}\left(y^{2}\right) = \log_{3}\left(xy^{2}\right) .
A raiz é uma potência de expoente
- a)
\log_{2} 8 + \log_{2} x = 3 + \log_{2} x . - b)
\ln x - 3\ln y . - c)
2\log x + \dfrac{1}{2}\log y . - d)
\log_{5} 25 - \log_{5} x = 2 - \log_{5} x .
Junta primeiro num só logaritmo; muitas vezes o resultado fica bonito.
- a)
\log_{2}(8 \times 4) = \log_{2} 32 = 5 . - b)
\log(50 \times 2) = \log 100 = 2 . - c)
3 - 1 = 2 . - d)
\log_{3}\dfrac{18}{2} = \log_{3} 9 = 2 .
- a)
\dfrac{\ln 7}{\ln 2} \approx 2{,}807 . - b)
\dfrac{\ln 20}{\ln 5} \approx 1{,}861 . - c)
\dfrac{\ln 0{,}5}{\ln 3} \approx -0{,}631 . - d)
\dfrac{\ln 7}{\ln 7} = 1 , exatamente.
Escreve cada número à custa de
- a)
\log_{2}(2 \times 5) = 1 + k . - b)
\log_{2}\dfrac{2}{5} = 1 - k . - c)
\log_{2}\left(5^{2}\right) = 2k . - d)
\log_{2}\left(5^{1/2}\right) = \dfrac{k}{2} .
Reduz tudo a múltiplos de
- a)
3\log x + \dfrac{1}{2}\log x - 2\log x = \left(3 + \dfrac{1}{2} - 2\right)\log x = \dfrac{3}{2}\log x .\square - b)
\log_{2}\dfrac{8x^{2}}{2x} = \log_{2}(4x) = \log_{2} 4 + \log_{2} x = 2 + \log_{2} x .\square Em b) foi mais rápido juntar primeiro num só logaritmo. Nem sempre o melhor caminho é desenvolver.
Passa tudo para o primeiro membro e junta num só logaritmo.
\ln a = -\ln b \iff \ln a + \ln b = 0 \iff \ln(ab) = 0 .\ln(ab) = 0 \iff ab = e^{0} = 1 .
Duas funções são iguais quando têm o mesmo domínio e a mesma expressão nesse domínio.
- a)
D_{f} = \{x : x^{2} > 0\} = \mathbb{R} \setminus \{0\} eD_{g} = \mathbb{R}^{+} . - b) Não são iguais: os domínios são diferentes. Coincidem em
\mathbb{R}^{+} — aí, e só aí,\ln(x^{2}) = 2\ln x . A funçãog é uma restrição def . - c)
f(-3) = \ln 9 = 2\ln 3 , que existe. Jág(-3) = 2\ln(-3) não tem significado: não há logaritmo de números negativos. - A escrita correta em
\mathbb{R} \setminus \{0\} é\ln\left(x^{2}\right) = 2\ln|x| .Esta é a precaução da regra da potência:\log_{a}(A^{p}) = p\log_{a} A exigeA > 0 . ComA = x ep par, o primeiro membro existe parax negativo e o segundo não.
A mudança de base dá
- a)
\log_{b} a = \dfrac{\log_{a} a}{\log_{a} b} = \dfrac{1}{2} . - b)
\log_{a}\left(a^{2}b\right) = \log_{a}\left(a^{2}\right) + \log_{a} b = 2 + 2 = 4 . - c)
\log_{b}\sqrt{a} = \dfrac{1}{2}\log_{b} a = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4} .
Em c), põe
- a) Pela mudança de base,
\log_{b} a = \dfrac{\log_{a} a}{\log_{a} b} = \dfrac{1}{\log_{a} b} . Multiplicando, dá1 .\square - b) De
a = b^{3} vem\log_{b} a = 3 e, pela alínea a),\log_{a} b = \dfrac{1}{3} . A soma é3 + \dfrac{1}{3} = \dfrac{10}{3} . - c) Com
t = \log_{a} b (note-se quet > 0 , porquea, b > 1 ):t + \dfrac{1}{t} = 2 \iff t^{2} - 2t + 1 = 0 \iff (t-1)^{2} = 0 \iff t = 1 . \log_{a} b = 1 \iff b = a^{1} = a .\square Este é o caso de igualdade da desigualdadet + \frac{1}{t} \geq 2 , válida parat > 0 : a soma de um positivo com o seu inverso nunca é menor do que2 , e vale2 só quando o número é1 .
Em a), escreve
- a)
a^{\ln b} = \left(e^{\ln a}\right)^{\ln b} = e^{\ln a \,\ln b} . Do mesmo modo,b^{\ln a} = e^{\ln b\,\ln a} . Os expoentes são iguais, logo os números também.\square - b) Pela alínea a) com
a = 2 eb = 8 :2^{\ln 8} = 8^{\ln 2} , logo o quociente é1 . - c)
\log_{a}\left(5^{\ln a}\right) = \ln a \times \log_{a} 5 = \ln a \times \dfrac{\ln 5}{\ln a} = \ln 5 . - Então
4 + \ln 5 = \ln e^{4} + \ln 5 = \ln\left(5e^{4}\right) .\square O truque de escrever qualquer número positivo comoe^{\ln(\cdot)} resolve muitos itens de exame. Repara em que a alínea c) é, com outros números, o item do Exame de 2017.
Junta tudo num só logaritmo: o produto das frações simplifica-se quase todo.
- a) Pela regra do produto,
u_{n} = \log_{2}\left(\dfrac{2}{1} \times \dfrac{3}{2} \times \dfrac{4}{3} \times \cdots \times \dfrac{n+1}{n}\right) . - No produto, cada numerador cancela com o denominador seguinte: sobra
\dfrac{n+1}{1} = n+1 . Logou_{n} = \log_{2}(n+1) .\square - b)
u_{1023} = \log_{2} 1024 = \log_{2}\left(2^{10}\right) = 10 . - c)
\log_{2}(n+1) > 10 \iff n + 1 > 2^{10} = 1024 \iff n > 1023 . O menor natural én = 1024 .É esta a razão de ser das tábuas de Napier: uma soma de mil parcelas colapsou num único logaritmo. Transformar produtos em somas — e, aqui, somas em produtos — é o que os logaritmos fazem de melhor.
Equações e inequações com logaritmos
Aqui há uma diferença importante em relação às exponenciais:
- Resolver equações, envolvendo funções exponenciais e funções logarítmicas, em contexto de resolução de problemas, tanto analiticamente como graficamente.
- Conhecer e aplicar as propriedades e regras operatórias dos logaritmos em contexto de resolução de problemas.
1 · As duas equivalências
Para
A primeira é a injetividade da função logarítmica; a segunda é a própria definição de logaritmo.
2 · O procedimento, passo a passo
- Determinar o domínio da expressão que envolve logaritmos: cada logaritmando tem de ser positivo, e as condições intersetam-se.
- Se houver bases diferentes, aplicar a mudança de base e escrever tudo na mesma base.
- Usar as propriedades operatórias, com precaução, para obter uma expressão do tipo
\log_{a} x = \log_{a} y ou\log_{a} x = z . - Aplicar
\log_{a} x = \log_{a} y \iff x = y , ou\log_{a} x = z \iff x = a^{z} . - Resolver a equação obtida.
- Intersetar as soluções com o domínio determinado no primeiro passo e apresentar o conjunto-solução.
Ao passar de
O passo continua a poder dar-se — mas só é seguro se, no fim, se intersetarem as soluções com o domínio da equação inicial. É esse o sexto passo, e é o que se esquece.
A equação
\ln(x-2) - \ln(-2x) = 0 . C.E.:x - 2 > 0 \iff x > 2 e-2x > 0 \iff x < 0 . As duas condições são incompatíveis: o domínio é vazio eS = \varnothing . Não é preciso fazer mais nada.2\ln x - \ln(x+2) = 0 . C.E.:x > 0 \land x + 2 > 0 \iff x > 0 .- Como
x > 0 , pode escrever-se2\ln x = \ln\left(x^{2}\right) :\ln\left(x^{2}\right) = \ln(x+2) \iff x^{2} = x + 2 . x^{2}-x-2 = 0 \iff x = 2 \lor x = -1 . Como-1 \notin \left]0,+\infty\right[ , vemS = \{2\} .Na primeira, tudo se decidiu no primeiro passo. Na segunda, o passo2\ln x = \ln(x^{2}) foi legítimo porque já se sabia quex > 0 .
3 · Inequações
Vale o mesmo procedimento, mais um cuidado: no passo em que se tiram os logaritmos, o sentido da desigualdade depende da base.
Com
No fim, interseta-se sempre com o domínio.
- C.E.:
1 - 2x > 0 \iff x < \dfrac{1}{2} . - A base
e é maior do que1 , logo o sentido mantém-se:1 - 2x \leq e^{1} \iff -2x \leq e - 1 \iff x \geq \dfrac{1-e}{2} . - Intersetando com a condição de existência:
S = \left[\dfrac{1-e}{2},\, \dfrac{1}{2}\right[ .Repara em que o extremo esquerdo é fechado (vem de\leq ) e o direito é aberto (vem da condição de existência, que é estrita).
Resolve
- C.E.:
x > 0 . - Como
x > 0 ,2\log_{1/3} x = \log_{1/3}\left(x^{2}\right) . A inequação fica\log_{1/3}\left(x^{2}\right) < \log_{1/3} 3 . - A base é
\frac{1}{3} < 1 : o sentido inverte-se. Vemx^{2} > 3 \iff x < -\sqrt{3} \lor x > \sqrt{3} . - Intersetando com
x > 0 :S = \left]\sqrt{3},\, +\infty\right[ .
Laboratório · Onde é que a equação faz sentido
interativoA faixa verde é onde todos os logaritmandos são positivos ao mesmo tempo — o domínio da equação. Na última escolha não sobra faixa nenhuma: a equação não tem soluções, e isso decide-se sem fazer contas.
Python Caçar soluções estranhas
from math import log10
def existe(x):
return x + 1 > 0 and x - 2 > 0
for x in [-3, 4]:
print('candidato x =', x)
if existe(x):
e = 1 - log10(x+1) - log10(x-2)
print(' pertence ao dominio; 1 - log(x+1) - log(x-2) =', round(e, 10))
else:
print(' NAO pertence ao dominio: e uma solucao estranha')
# A equacao 1 - log(x+1) = log(x-2), depois de "juntar os logaritmos",
# devolve dois candidatos: -3 e 4. So um deles serve.
from math import log10
def existe(x):
return x + 1 > 0 and x - 2 > 0 # as duas condicoes de existencia
for x in [-3, 4]:
print('candidato x =', x)
if existe(x):
e = 1 - log10(x+1) - log10(x-2) # deve dar 0 se for solucao
print(' pertence ao dominio; 1 - log(x+1) - log(x-2) =', round(e, 10))
else:
print(' NAO pertence ao dominio: e uma solucao estranha')
O
Exercícios propostos
Doze exercícios. Em todos eles a primeira linha da resolução é a mesma: as condições de existência. Os dois últimos são adaptações de itens de Exame Nacional.
Resolve, em
a)
Resolve, em
a)
Resolve, em
a)
Indica o domínio em que cada equação faz sentido — sem a resolver.
a)
Resolve, em
a)
Resolve, em
a)
(
Qual é o conjunto dos números reais que são soluções da inequação
- (A)
\left[-2,\, 1\right[ - (B)
\left[-1,\, 2\right[ - (C)
\left]-\infty,\, -2\right] - (D)
\left[2,\, +\infty\right[
Resolve, em
Resolve, em
Um aluno resolveu a equação
·
a) Determina o domínio da equação inicial.b) Explica onde está o erro e apresenta o conjunto-solução correto.
Determina, em
Considera a função
a) Determina o conjunto dos números reais para os quais
Passa à forma exponencial e, no fim, verifica se a solução cumpre a condição de existência.
- a) C.E.:
x > 1 .x - 1 = 2^{3} = 8 \iff x = 9 . Serve. - b) C.E.:
x > 0 .2x = e^{0} = 1 \iff x = \dfrac{1}{2} . Serve. - c) C.E.:
x > -\dfrac{1}{3} .3x + 1 = 10^{2} = 100 \iff x = 33 . Serve. - d) C.E.:
x \neq 0 .x^{2} = 25 \iff x = 5 \lor x = -5 . Ambas servem.A alínea d) mostra por que razão as condições de existência se escrevem antes: aqui não excluíram nada, mas se se tivesse escrito2\log_{5} x em vez de\log_{5}(x^{2}) perder-se-ia a solução-5 .
Logaritmos iguais na mesma base obrigam a logaritmandos iguais — desde que ambos existam.
- a) C.E.:
x > 0 .2x = 8 \iff x = 4 . Serve. - b) C.E.:
x + 1 > 0 \land 3x - 5 > 0 \iff x > \dfrac{5}{3} . x + 1 = 3x - 5 \iff -2x = -6 \iff x = 3 . Como3 > \dfrac{5}{3} , serve.
Não te esqueças da condição de existência — e, na última, de que a base é menor do que
- a) C.E.:
x > 0 . Base2 > 1 :x > 2^{3} = 8 .S = \left]8,\, +\infty\right[ . - b) C.E.:
x > 0 .x \leq e .S = \left]0,\, e\right] . - c) C.E.:
1 - x > 0 \iff x < 1 . Base3 > 1 :1 - x \leq 3 \iff x \geq -2 . Intersetando:S = \left[-2,\, 1\right[ . - d) C.E.:
x > 0 . Base\frac{1}{2} < 1 , o sentido inverte-se:x < \left(\frac{1}{2}\right)^{2} = \dfrac{1}{4} .S = \left]0,\, \dfrac{1}{4}\right[ .
Cada logaritmando tem de ser positivo ao mesmo tempo: interseta as condições.
- a)
x - 2 > 0 \land x > 0 \iff x > 2 :\left]2,\, +\infty\right[ . - b)
x + 1 > 0 \land 4 - x > 0 \iff -1 < x < 4 :\left]-1,\, 4\right[ . - c)
x^{2} - 1 > 0 \iff x < -1 \lor x > 1 :\left]-\infty,\, -1\right[ \cup \left]1,\, +\infty\right[ . - d)
x > 0 \land -x > 0 é impossível: o domínio é\varnothing , e a equação não tem soluções.A alínea d) resolve-se sem fazer uma única conta. Vale sempre a pena escrever as condições antes de começar.
Junta os logaritmos num só e passa à forma exponencial. Depois confronta com as condições de existência.
- a) C.E.:
x > 0 \land x + 1 > 0 \iff x > 0 . \log_{2}\left(x(x+1)\right) = 1 \iff x^{2} + x = 2 \iff x^{2}+x-2 = 0 \iff x = 1 \lor x = -2 .x = -2 não pertence a\left]0,+\infty\right[ : rejeita-se.S = \{1\} .- b) C.E.:
x > 0 \land 5 - x > 0 \iff 0 < x < 5 . 1 = \log_{4} x + \log_{4}(5-x) \iff \log_{4}\left(x(5-x)\right) = 1 \iff 5x - x^{2} = 4 .x^{2}-5x+4 = 0 \iff x = 1 \lor x = 4 . Ambos em\left]0,5\right[ .S = \{1,\, 4\} .
Faz
- a) C.E.:
x > 0 . Comy = \ln x :y^{2} - 3y + 2 = 0 \iff y = 1 \lor y = 2 . \ln x = 1 \iff x = e e\ln x = 2 \iff x = e^{2} .S = \{e,\, e^{2}\} .- b) C.E.:
x > 0 . Comy = \log_{2} x :y^{2} - 5y + 6 = 0 \iff y = 2 \lor y = 3 . x = 2^{2} = 4 oux = 2^{3} = 8 .S = \{4,\, 8\} .Ao contrário da mudança de variável nas exponenciais, aqui não há condiçãoy > 0 : o contradomínio do logaritmo é\mathbb{R} inteiro.
A condição de existência sozinha já elimina duas opções.
- C.E.:
1 - x > 0 \iff x < 1 . Isto exclui já as opções (B) e (D). - Base
3 > 1 , o sentido mantém-se:1 - x \leq 3^{1} = 3 \iff -x \leq 2 \iff x \geq -2 . - Intersetando com
x < 1 :S = \left[-2,\, 1\right[ .
Condições de existência primeiro; depois junta os dois logaritmos e usa a monotonia.
- C.E.:
x + 2 > 0 \land x > 0 \iff x > 0 . \log_{3}\left(x(x+2)\right) > 1 . Como a base é maior do que1 :x^{2} + 2x > 3^{1} = 3 .x^{2}+2x-3 > 0 \iff (x+3)(x-1) > 0 \iff x < -3 \lor x > 1 .- Intersetando com
x > 0 :S = \left]1,\, +\infty\right[ .
Separa o logaritmo do produto e usa
- C.E.:
(1-x)e^{x-1} > 0 . Comoe^{x-1} > 0 sempre, a condição é1 - x > 0 \iff x < 1 . \ln(1-x) + \ln\left(e^{x-1}\right) = x \iff \ln(1-x) + x - 1 = x .\ln(1-x) = 1 \iff 1 - x = e \iff x = 1 - e .- Como
e \approx 2{,}72 , tem-se1-e \approx -1{,}72 < 1 : a solução serve.Este é o item do Exame de 2021, 1.ª Fase. A chave está em ver que ox do segundo membro se cancela com ox que vem de\ln(e^{x-1}) .
Compara o domínio de
- a) C.E.:
x + 1 > 0 \land x - 2 > 0 \iff x > 2 . O domínio é\left]2,\, +\infty\right[ . - b) Ao juntar os dois logaritmos num só, o domínio alargou-se:
(x-2)(x+1) > 0 é verdade também parax < -1 , onde nenhum dos logaritmos originais existe. A equação transformada não é equivalente à inicial — tem soluções a mais. - Das duas raízes encontradas, só
x = 4 pertence a\left]2,+\infty\right[ . A raizx = -3 é uma solução estranha, introduzida pela transformação. S = \{4\} .O passo em si não está errado — o que falta é intersetar as soluções com o domínio da equação inicial. É o sexto passo do procedimento desta secção, e é o mais esquecido.
Multiplica por
- C.E.:
9x + 1 > 0 \land 6x > 0 \iff x > 0 . - Multiplicando por
2 :\log_{2}(9x+1) = 2\log_{2}(6x) = \log_{2}\left(36x^{2}\right) . Como6x > 0 , o passo é legítimo. - Pela injetividade:
9x + 1 = 36x^{2} \iff 36x^{2} - 9x - 1 = 0 . x = \dfrac{9 \pm \sqrt{81 + 144}}{72} = \dfrac{9 \pm 15}{72} , ou sejax = \dfrac{1}{3} oux = -\dfrac{1}{12} .- Como
x > 0 , rejeita-se-\dfrac{1}{12} .S = \left\{\dfrac{1}{3}\right\} .
Em b), a diferença de dois logaritmos é o logaritmo do quociente — e o quociente é bem mais simples do que cada um dos números.
- a) C.E.:
x > 0 \land x - 8 > 0 \iff x > 8 . 2 + \log_{3} x \geq 4 + \log_{3}(x-8) \iff \log_{3} x - \log_{3}(x-8) \geq 2 \iff \log_{3}\dfrac{x}{x-8} \geq 2 .- Base
3 > 1 :\dfrac{x}{x-8} \geq 9 . Comox > 8 , tem-sex - 8 > 0 e pode multiplicar-se:x \geq 9x - 72 \iff 72 \geq 8x \iff x \leq 9 . - Intersetando:
S = \left]8,\, 9\right] . - b)
f\left(36^{1000}\right) - f\left(4^{1000}\right) = \log_{3}\left(36^{1000}\right) - \log_{3}\left(4^{1000}\right) = \log_{3}\dfrac{36^{1000}}{4^{1000}} = \log_{3}\left(9^{1000}\right) . = 1000\log_{3}\left(3^{2}\right) = 2000 .Este é o Teste Intermédio de março de 2012. Nenhum dos dois números cabe numa calculadora — e não é preciso: só a diferença interessa.
Escalas logarítmicas e modelos
Agora que existe o logaritmo, as equações que ficaram por resolver na secção 4 resolvem-se em duas linhas. E aparece uma segunda utilidade, tão importante como a primeira: quando uma grandeza varia por fatores, e não por parcelas, a régua certa para a medir é uma régua logarítmica.
- Referir as escalas logarítmicas na medição de certas grandezas, como por exemplo o pH de uma solução, a magnitude do som em decibéis, ou a escala logarítmica usada na medição da acuidade visual.
- Promover a resolução de problemas e a modelação, com tecnologia ou analiticamente, que envolvam a função exponencial e a função logarítmica.
1 · Resolver, finalmente, os modelos da secção 4
Todas as equações que ficaram em suspenso tinham a mesma forma:
- Isolar a exponencial:
e^{kt} = \dfrac{B}{A} . - Aplicar o logaritmo aos dois membros — o neperiano, se a base for
e :kt = \ln\dfrac{B}{A} . - Resolver em ordem a
t :t = \dfrac{1}{k}\ln\dfrac{B}{A} .
Na secção 4 ficou por resolver
- Isolar:
e^{-0{,}25t} = \dfrac{1}{4} . - Aplicar
\ln :-0{,}25t = \ln\dfrac{1}{4} = -\ln 4 . - Resolver:
t = \dfrac{\ln 4}{0{,}25} = 4\ln 4 = 8\ln 2 . - Numericamente,
8\ln 2 \approx 5{,}545 horas, ou seja5 horas e33 minutos — exatamente o que a calculadora tinha dado.A calculadora dava o número; o logaritmo dá a fórmula. É a diferença entre saber o valor num caso e saber a lei em todos.
Para
para
2 · Escalas logarítmicas
Há grandezas cujos valores se estendem por muitas ordens de grandeza: a energia de um sismo vai de
A solução é medir o logaritmo da grandeza em vez da grandeza. Numa escala dessas, multiplicar por
| Escala | Fórmula | O que significa somar 1 |
|---|---|---|
| pH de uma solução | concentração de iões dividida por | |
| Nível sonoro | intensidade multiplicada por | |
| Magnitude sísmica | energia multiplicada por cerca de |
Num sismo, passar de magnitude
O nível
- Como a função
\log é crescente, basta resolver120 + 10\log I = 100 . 10\log I = -20 \iff \log I = -2 \iff I = 10^{-2} .- A menor intensidade é
10^{-2} = 0{,}01 watt por metro quadrado.Compara com o limiar da audição,10^{-12} W/m², que corresponde a0 decibéis: dez ordens de grandeza acima. O ouvido humano é um instrumento logarítmico.
Laboratório · A régua logarítmica
interativoMove o cursor uma unidade e olha para a grandeza física: ela não aumenta uma unidade — fica multiplicada por um fator constante. É essa a assinatura de uma escala logarítmica, e a razão pela qual estas escalas existem.
Python De magnitude a energia, e de volta
from math import log10
def energia(M):
return 10**((M + 3.25) / 0.67)
def magnitude(E):
return 0.67 * log10(E) - 3.25
for M in [4, 5, 6, 7, 8, 9]:
E = energia(M)
print('M =', M, ' E =', '%.3e' % E, ' E(M+1)/E(M) =', round(energia(M+1)/E, 1))
# Duas funcoes inversas uma da outra: magnitude -> energia e energia -> magnitude.
from math import log10
def energia(M):
return 10**((M + 3.25) / 0.67) # resolve M = 0,67 log E - 3,25 em ordem a E
def magnitude(E):
return 0.67 * log10(E) - 3.25 # a formula original
for M in [4, 5, 6, 7, 8, 9]:
E = energia(M)
# a ultima coluna mostra que a razao e' sempre a mesma
print('M =', M, ' E =', '%.3e' % E, ' E(M+1)/E(M) =', round(energia(M+1)/E, 1))
A última coluna dá sempre
Exercícios propostos
Doze exercícios de modelação e de escalas. A partir daqui já não há equações por resolver: todas as da secção 4 se fecham em três linhas.
A acidez de uma solução mede-se pelo pH, dado por
a) Determina o pH de uma solução com
O nível de intensidade
a) Verifica que
Uma substância radioativa decai segundo
a) Mostra que o tempo ao fim do qual a massa se reduz a metade é
Uma cultura de bactérias segue
a) Determina o número de bactérias ao fim de
A magnitude
a) Determina a energia libertada por um sismo de magnitude
Sabe-se que a concentração de iões
a) Determina a diferença entre o pH do leite e o pH do café, arredondada às décimas.b) Qual dos dois é mais ácido? Justifica.
A magnitude
- (A)
0{,}21 - (B)
0{,}44 - (C)
1{,}44 - (D)
2
A água de um recipiente arrefece numa sala a
a) Determina, analiticamente, ao fim de quanto tempo a temperatura da água atinge
O número de sócios de uma associação,
Determina, analiticamente, ao fim de quantos dias se comemorou a inscrição do sócio número
A magnitude aparente
a) A estrela Sírio tem
A quantidade de carbono-14 numa amostra segue
a) Determina o valor exato de
A escala de Richter é logarítmica; a escala de intensidade
a) Mostra que
Em c) usa
- a)
\mathrm{pH} = -\log\left(10^{-5}\right) = 5 . - b)
-\log x = 3 \iff \log x = -3 \iff x = 10^{-3} mol/dm³. - c)
-\log(10x) = -\left(1 + \log x\right) = -1 - \log x = \mathrm{pH} - 1 : o pH desce uma unidade. Multiplicar por dez a concentração corresponde sempre à mesma variação de pH.É esta a razão de ser de todas as escalas logarítmicas: multiplicar por um fator fixo passa a ser somar uma parcela fixa.
Em a) separa o logaritmo do produto. Em b) resolve a equação em ordem a
- a)
N = 10\log\left(10^{12}I\right) = 10\left(\log 10^{12} + \log I\right) = 10(12 + \log I) = 120 + 10\log I .\square - b)
120 + 10\log I = 140 \iff \log I = 2 \iff I = 10^{2} = 100 W/m².
Resolve
- a)
m_{0}e^{-kt} = \dfrac{m_{0}}{2} . Comom_{0} \neq 0 , veme^{-kt} = \dfrac{1}{2} . - Aplicando
\ln :-kt = \ln\dfrac{1}{2} = -\ln 2 , logot = \dfrac{\ln 2}{k} .\square - b)
t = \dfrac{\ln 2}{0{,}02} \approx 34{,}66 , ou seja cerca de35 anos.Repara em que a semivida não depende dem_{0} : é a mesma quer se comece com um grama quer com uma tonelada. Sem logaritmos, este resultado não se escrevia.
Em b) isola a exponencial e aplica
- a)
N(10) = 3000\,e^{3} \approx 60\,257 bactérias. - b)
3000\,e^{0{,}3t} = 5000 \iff e^{0{,}3t} = \dfrac{5}{3} . 0{,}3t = \ln\dfrac{5}{3} \iff t = \dfrac{1}{0{,}3}\ln\dfrac{5}{3} = \dfrac{10}{3}\ln\dfrac{5}{3} \approx 1{,}703 dias.0{,}703 \times 24 \approx 16{,}9 horas: aproximadamente 1 dia e 17 horas.
Em b) subtrai as duas igualdades: os
- a)
4{,}7 = 0{,}67\log E - 3{,}25 \iff \log E = \dfrac{7{,}95}{0{,}67} \approx 11{,}866 . E \approx 10^{11{,}866} \approx 7 \times 10^{11} joule.- b)
M_{1} - M_{2} = 0{,}67\left(\log E_{1} - \log E_{2}\right) = 0{,}67\log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = 1 . \log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = \dfrac{1}{0{,}67} \approx 1{,}4925 , logo\dfrac{E_{1}}{E_{2}} \approx 31 .- Uma unidade a mais na escala de Richter corresponde a cerca de 31 vezes mais energia libertada.É por isso que um sismo de magnitude 8 não é «o dobro» de um de magnitude 4: é cerca de um milhão de vezes mais energético.
Designa por
- a)
\mathrm{pH_{leite}} - \mathrm{pH_{café}} = -\log l - \left(-\log(3l)\right) = \log(3l) - \log l = \log 3 \approx 0{,}5 . - A diferença é aproximadamente
0{,}5 , e é a mesma seja qual for a concentração no leite. - b) O pH do café é menor (o pH do leite é maior meia unidade). Menor pH significa maior concentração de iões, isto é, mais ácido: o café é mais ácido.
Escreve a relação para
\log(2E) - \log E = 1{,}44\left(M' - M\right) , ou seja\log 2 = 1{,}44\,\Delta M .\Delta M = \dfrac{\log 2}{1{,}44} \approx \dfrac{0{,}301}{1{,}44} \approx 0{,}21 .
Em a) isola a exponencial e aplica
- a)
25 + 48e^{-0{,}05t} = 36 \iff e^{-0{,}05t} = \dfrac{11}{48} . -0{,}05t = \ln\dfrac{11}{48} \iff t = -20\ln\dfrac{11}{48} = 20\ln\dfrac{48}{11} \approx 29{,}47 minutos.0{,}47 \times 60 \approx 28 segundos: aproximadamente 29 minutos e 28 segundos.- b)
48e^{-0{,}05t} > 0 para todo ot , logoT(t) > 25 sempre. A retay = 25 é assíntota horizontal: a água aproxima-se da temperatura ambiente sem nunca a atingir.
Resolve
\dfrac{2000}{1 + 199e^{-0{,}01t}} = 1000 \iff 1 + 199e^{-0{,}01t} = 2 .199e^{-0{,}01t} = 1 \iff e^{-0{,}01t} = \dfrac{1}{199} .-0{,}01t = \ln\dfrac{1}{199} = -\ln 199 \iff t = 100\ln 199 \approx 529{,}3 .- Ao fim de aproximadamente 529 dias.A metade da capacidade de carga é sempre o ponto onde o denominador vale
2 — e é também onde o crescimento é mais rápido. Voltaremos a este ponto no capítulo das derivadas.
Em b) aplica
- a)
m - M = -1{,}44 - 1{,}45 = -2{,}89 , logo\dfrac{d^{2}}{100} = 10^{-1{,}156} . d^{2} = 100 \times 10^{-1{,}156} \approx 6{,}98 , logod \approx 2{,}64 , ou seja cerca de 3 parsec.- b) Aplicando
\log :0{,}4(m-M) = \log\dfrac{d^{2}}{100} = 2\log d - 2 . m - M = \dfrac{2\log d - 2}{0{,}4} = 5\log d - 5 .- Logo
M = m - 5\log d + 5 = m + 5\left(1 - \log d\right) .\square
Em b) aplica
- a) De
Q(5730) = \dfrac{Q_{0}}{2} veme^{-5730k} = \dfrac{1}{2} , logo-5730k = -\ln 2 ek = \dfrac{\ln 2}{5730} . - b)
e^{-kt} = 0{,}894 \iff -kt = \ln 0{,}894 \iff t = -\dfrac{\ln 0{,}894}{k} = -\dfrac{5730\ln 0{,}894}{\ln 2} . t \approx 926 anos.- c) Não confirma. O século V terminou há mais de
1500 anos, e a mesa tem cerca de926 : é bastante mais recente do que a lenda exige.A datação por carbono-14 é um dos usos mais bonitos dos logaritmos — e a resposta «não» é tão informativa como um «sim».
Em c) usa
- a) É a fórmula de mudança de base:
\dfrac{\ln I}{\ln 10} = \log_{10} I = \log I .\square - b)
\log\left(4{,}2 \times 10^{17}\right) = \log 4{,}2 + 17 \approx 17{,}623 . M = \dfrac{17{,}623 - 5{,}24}{1{,}44} \approx 8{,}6 .- c)
\log(5E) = \log 5 + \log E \approx 0{,}699 + 17{,}623 = 18{,}322 . M' = \dfrac{18{,}322 - 5{,}24}{1{,}44} \approx 9{,}1 .- Cinco vezes mais energia acrescenta apenas
0{,}5 à magnitude. É esse o efeito de comprimir tudo numa escala logarítmica.
Função composta
Quase todas as funções deste capítulo são compostas:
- Conhecer e aplicar a função composta, em casos simples, analisando o seu domínio.
- Recorrer a exemplos simples para estudar casos de funções compostas em que se evidenciem eventuais alterações aos seus domínios.
1 · Duas máquinas em série
Um automóvel consome
Sejam
de domínio
Para
Sejam
f \circ g : exige-se3^{x+2} > 0 , o que é sempre verdade. Domínio\mathbb{R} .(f \circ g)(x) = \log_{3}\left(3^{x+2}\right) = x + 2 . Uma função afim, de\mathbb{R} em\mathbb{R} .g \circ f : exige-sex \in \mathbb{R}^{+} e\log_{3} x \in \mathbb{R} , o que é automático. Domínio\mathbb{R}^{+} .(g \circ f)(x) = 3^{\log_{3} x + 2} = 3^{\log_{3} x} \times 3^{2} = 9x , mas só parax > 0 .A expressão9x faria sentido parax negativo; a composta não. Determinar o domínio antes de simplificar evita este engano.
Escreve cada função seguinte como composta
a)
- a) Pergunta-se: o que é que se faz primeiro a
x ? Calcula-se3x-1 ; só depois se aplica a exponencial. Logog(x) = 3x-1 \quad \text{e} \quad f(x) = e^{x}, e de facto(f \circ g)(x) = f(3x-1) = e^{3x-1} . - b) Primeiro o logaritmo, depois o quadrado:
g(x) = \ln x \quad \text{e} \quad f(x) = x^{2}, comD_{g} = \mathbb{R}^{+} . - Em ambos os casos,
g é a função de dentro ef a de fora. A decomposição não é única — em b) também serviaf(x) = x eg(x) = (\ln x)^{2} , mas essa não simplifica nada.Decompor é a leitura ao contrário de compor, e é o que vai fazer falta na regra da cadeia: derivar «de fora para dentro» exige saber quem está dentro.
2 · A ordem conta
Com
São funções diferentes. A composição não é comutativa — e, ao contrário do que acontece com a soma ou o produto, não há aqui nenhuma exceção simpática: a igualdade é rara e não é regra.
3 · Compor com a inversa
Se
É isto que as igualdades
Saber olhar para
Laboratório · Duas máquinas em série
interativoEscolhe a segunda opção e arrasta
Python Compor funções, e ver a ordem contar
from math import log, exp
def f(x):
return x**2
def g(x):
return x + 1
def gf(x):
return g(f(x))
def fg(x):
return f(g(x))
for x in [-2, -1, 0, 1, 2, 3]:
print('x =', x, ' (g o f)(x) =', gf(x), ' (f o g)(x) =', fg(x))
# Duas funcoes simples e as duas compostas possiveis.
from math import log, exp
def f(x):
return x**2
def g(x):
return x + 1
def gf(x):
return g(f(x)) # primeiro f, depois g: x^2 + 1
def fg(x):
return f(g(x)) # primeiro g, depois f: (x+1)^2
for x in [-2, -1, 0, 1, 2, 3]:
print('x =', x, ' (g o f)(x) =', gf(x), ' (f o g)(x) =', fg(x))
As duas colunas só coincidem em
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre composição. Em todos, a pergunta mais importante é a mesma: qual é o domínio? A expressão simplificada mente quase sempre.
Sejam
a)
Sejam
a)
Sejam
a) Determina
Sejam
a)
Sejam
a) Caracteriza
Em cada caso, indica funções
a)
Sejam
- (A)
-3 - (B)
3 - (C)
x-3 - (D)
x+3
Sejam
Determina
Sejam
a) Determina os domínios de
Sejam
a) Caracteriza
Sejam
a) Mostra que
Considera
Seja
- a)
f(3) = 5 , logo(g \circ f)(3) = g(5) = 25 . - b)
g(3) = 9 , logo(f \circ g)(3) = f(9) = 17 . - c)
f(0) = -1 , logo(f \circ f)(0) = f(-1) = -3 . - d)
g(-2) = 4 , logo(g \circ g)(-2) = g(4) = 16 .Compara a) com b):25 \neq 17 . A composição não é comutativa.
Substitui a variável da função de fora pela expressão da de dentro.
- a)
(g \circ f)(x) = g(x+3) = e^{x+3} . - b)
(f \circ g)(x) = f\left(e^{x}\right) = e^{x} + 3 . - c)
(g \circ g)(x) = e^{e^{x}} . - d)
(f \circ f)(x) = (x+3)+3 = x+6 .
Uma função e a sua inversa desfazem-se — mas o domínio de cada composta não é o mesmo.
- a)
(g \circ f)(x) = \ln\left(e^{x}\right) = x . O domínio é\{x \in \mathbb{R} : e^{x} \in \mathbb{R}^{+}\} = \mathbb{R} . - b)
(f \circ g)(x) = e^{\ln x} = x . O domínio é\{x \in \mathbb{R}^{+} : \ln x \in \mathbb{R}\} = \mathbb{R}^{+} . - c) Não: ambas têm expressão
x , mas os domínios são diferentes —\mathbb{R} e\mathbb{R}^{+} . São funções distintas.É a tradução, em composição, das igualdades\ln(e^{x}) = x para todo ox real ee^{\ln x} = x só parax > 0 .
- a) Exige-se
f(x) \geq 0 , ou sejax - 4 \geq 0 \iff x \geq 4 . LogoD_{g \circ f} = [4,\, +\infty[ e(g \circ f)(x) = \sqrt{x-4} . - b) Exige-se
x \in D_{g} , ou sejax \geq 0 , eg(x) \in \mathbb{R} , o que é sempre verdade. LogoD_{f \circ g} = \mathbb{R}^{+}_{0} e(f \circ g)(x) = \sqrt{x} - 4 .
Usa
- a)
(f \circ g)(x) = \log_{3}\left(3^{x+2}\right) = x + 2 . Domínio:\{x \in \mathbb{R} : 3^{x+2} > 0\} = \mathbb{R} . - Logo
f \circ g : \mathbb{R} \to \mathbb{R} ,x \mapsto x+2 . - b)
(g \circ f)(x) = 3^{\log_{3} x \,+\, 2} = 3^{\log_{3} x} \times 3^{2} = 9x . Domínio:\mathbb{R}^{+} . - Logo
g \circ f : \mathbb{R}^{+} \to \mathbb{R}^{+} ,x \mapsto 9x .Repara em que a expressão simplificada,9x , faria sentido parax negativo — mas a composta não existe aí. É por isso que o domínio se determina antes de simplificar.
A função «de dentro» é aquela em que a variável entra primeiro.
- a)
f(x) = x^{2} eg(x) = e^{x} . - b)
f(x) = 3x+1 eg(x) = \ln x . - c)
f(x) = \ln x eg(x) = x^{3} . - d)
f(x) = e^{x}-1 eg(x) = \sqrt{x} . - Em qualquer dos casos há outras respostas possíveis — a decomposição não é única.Saber ver uma função como composta é o que torna possível derivá-la, na secção 14: é exatamente essa a leitura que a regra da cadeia exige.
f\left(g(x)\right) = 2g(x) + 1 = 7 para todo ox .- Logo
2g(x) = 6 \iff g(x) = 3 : a funçãog é constante igual a3 .
- De
(f-g)^{-1}(2) = 3 vem(f-g)(3) = 2 , ou sejaf(3) - g(3) = 2 . - Como
f(3) = 4 , vem4 - g(3) = 2 \iff g(3) = 2 .
Em c),
- a)
D_{f} = \mathbb{R}^{+} (de2x > 0 ) eD_{g} = \mathbb{R} . - b)
D_{f \circ g} = \{x \in \mathbb{R} : e^{x}+2 > 0\} = \mathbb{R} , porquee^{x}+2 > 2 > 0 sempre. (f \circ g)(x) = \ln\left(2e^{x}+4\right) , de\mathbb{R} em\mathbb{R} .- c)
D_{g \circ f} = \{x \in \mathbb{R}^{+} : \ln(2x) \in \mathbb{R}\} = \mathbb{R}^{+} . (g \circ f)(x) = e^{\ln(2x)} + 2 = 2x + 2 , de\mathbb{R}^{+} em\left]2,\, +\infty\right[ .
O domínio de uma composta nunca é maior do que o domínio da função de dentro.
- a)
D_{f} = \left]-1,\, +\infty\right[ . Exige-se aindaf(x) \in D_{g} = \mathbb{R} , o que é automático. LogoD_{g \circ f} = \left]-1,\, +\infty\right[ e(g \circ f)(x) = 3^{\ln(x+1)} . - b)
D_{g} = \mathbb{R} e exige-se3^{x} + 1 > 0 , sempre verdadeiro. LogoD_{f \circ g} = \mathbb{R} e(f \circ g)(x) = \ln\left(3^{x}+1\right) . - c) O erro é olhar só para a função de fora. Para calcular
3^{\ln(x+1)} é preciso, primeiro, calcular\ln(x+1) — e isso só é possível parax > -1 . O domínio deg \circ f está sempre contido no def .É a mesma armadilha que aparecerá na derivação: o domínio da função derivada está contido no da função, e não o contrário.
Em a) verifica que
- a) Seja
h = f^{-1} \circ g^{-1} . Então, para todo ox , \left(h \circ (g \circ f)\right)(x) = f^{-1}\left(g^{-1}\left(g\left(f(x)\right)\right)\right) = f^{-1}\left(f(x)\right) = x .- Do mesmo modo,
\left((g \circ f) \circ h\right)(x) = x . Logoh é a inversa deg \circ f .\square - b) Primeiro processo:
(g \circ f)(x) = (2x+1)^{3} . Resolve-se(2x+1)^{3} = 27 \iff 2x+1 = 3 \iff x = 1 . - Segundo processo:
g^{-1}(27) = \sqrt[3]{27} = 3 ef^{-1}(3) = \dfrac{3-1}{2} = 1 . Dá o mesmo,1 .A ordem inverte-se — como ao despir: veste-se a meia e depois o sapato; tira-se o sapato e depois a meia.
Começa por determinar
h(x) = x+1 , logoh^{-1}(x) = x - 1 eh^{-1}(2) = 1 .\left(f \circ h^{-1}\right)(2) = f(1) . Como1 \geq 1 , usa-se o segundo ramo.f(1) = \dfrac{\ln\left(1^{2}\right)+2}{1} = \dfrac{0+2}{1} = 2 .Este é o item do Exame de 2018, 2.ª Fase. Todo o trabalho está em não confundir a ordem: primeiroh^{-1} , depoisf — e só então escolher o ramo certo.
Revisão · Derivada: definição e regras
As três secções que se seguem derivam exponenciais e logaritmos. Antes disso convém ter à mão o que o 11.º ano deixou: o que é uma taxa média de variação, o que é a derivada num ponto, e as cinco regras que permitem derivar sem voltar ao limite de cada vez. Nada aqui é novo — mas tudo aqui é usado a partir da secção 12.
- Determinar a taxa média de variação de uma função num intervalo
[a,\,b] e fazer a sua interpretação geométrica. - Determinar a razão incremental de uma função num dado ponto e chegar à taxa de variação instantânea através da noção intuitiva de limite.
- Identificar a derivada de uma dada função num ponto com o declive da reta tangente ao gráfico nesse ponto.
- Conhecer a definição de função derivada.
- Aplicar regras de derivação (adição, subtração, multiplicação, divisão, potências com expoente natural) para obter a função derivada.
1 · Taxa média de variação
Uma função pode subir depressa num troço e devagar noutro. A primeira maneira de medir isso é comparar o que a função variou com o que a variável variou.
Sendo
Geometricamente, é o declive da reta secante ao gráfico nos pontos
Se a variável for o tempo e a função for uma distância, a taxa média de variação é a velocidade média. Um automóvel que percorre
Uma taxa média nula não significa função constante: significa apenas que a função voltou ao valor de partida. Entre
2 · Da secante à tangente: a derivada num ponto
Fixemos
Chama-se derivada de
quando esse limite existe e é finito. As duas escritas são a mesma coisa: basta pôr
Duas leituras, sempre as duas ao mesmo tempo:
Geométrica:
A reta tangente ao gráfico de
Desenvolvendo o parêntesis obtém-se a equação reduzida
Laboratório · x \to a e h \to 0 são o mesmo movimento
interativoOs dois cursores são o mesmo número:
Calcula
- Escrever a definição em
a = 4 , comf(4) = 2 :f'(4) = \lim_{h \to 0} \dfrac{\sqrt{4+h} - 2}{h}. Substituirh por0 dá\frac{0}{0} : não diz nada. - Multiplicar pelo conjugado. O numerador é uma diferença de raízes, e
(A-B)(A+B) = A^{2}-B^{2} faz a raiz desaparecer:\dfrac{\sqrt{4+h} - 2}{h} \times \dfrac{\sqrt{4+h} + 2}{\sqrt{4+h} + 2} = \dfrac{(4+h) - 4}{h\left(\sqrt{4+h} + 2\right)}. E(4+h)-4 = h , ou seja, sobra\dfrac{h}{h\left(\sqrt{4+h} + 2\right)} . - Cortar o
h — legítimo, porque no limiteh \neq 0 :f'(4) = \lim_{h \to 0} \dfrac{1}{\sqrt{4+h} + 2} = \dfrac{1}{2+2} = \dfrac{1}{4}. - Confirmação pela regra. Como
\left(\sqrt{x}\right)' = \dfrac{1}{2\sqrt{x}} , vemf'(4) = \dfrac{1}{2\sqrt{4}} = \dfrac{1}{4} .A conta pela definição é sempre a mesma história: a substituição directa dá\frac{0}{0} , e o trabalho todo está em fazer aparecer umh no numerador que corte com o do denominador. É esseh que se anda a caçar.
O cálculo diferencial nasce no final do século XVII, com Isaac Newton (1642-1727) e Gottfried Leibniz (1646-1716), a trabalhar em paralelo e sem se lerem. Newton procurava descrever o movimento dos corpos; Leibniz procurava um método geral para traçar tangentes — e é dele a notação
3 · Função derivada
Calcular
Chama-se função derivada de
Laboratório · arrastar o ponto e ver nascer o gráfico de f'
interativoArrasta o ponto
4 · As regras de derivação
Com estas cinco regras deriva-se qualquer polinómio e qualquer fração de polinómios sem escrever um único limite.
| Função | Derivada | Exemplo |
|---|---|---|
Falta derivar
Considera
- Derivada, pela regra do quociente com
u = x^{2} ev = x+1 : f'(x) = \dfrac{2x(x+1) - x^{2}\times 1}{(x+1)^{2}} = \dfrac{x^{2} + 2x}{(x+1)^{2}} = \dfrac{x(x+2)}{(x+1)^{2}}. - Ponto de tangência:
f(1) = \dfrac{1}{2} . - Declive:
f'(1) = \dfrac{1\times 3}{4} = \dfrac{3}{4} . - Tangente:
y = \dfrac{3}{4}(x-1) + \dfrac{1}{2} = \dfrac{3}{4}x - \dfrac{1}{4} .Deixar a derivada fatorizada,\frac{x(x+2)}{(x+1)^{2}} , não é estética: é o formato de que a secção seguinte precisa para estudar o sinal de uma assentada.
Python Ver a razão incremental a estabilizar
def f(x):
return x**2 - 3*x
a = 2
print(' h (f(a+h)-f(a))/h')
for k in range(1, 9):
h = 10**(-k)
razao = (f(a + h) - f(a)) / h
print(h, ' ', round(razao, 8))
print('valor exato (2a-3) :', 2*a - 3)
# A derivada num ponto e' o limite da razao incremental quando h tende para 0.
# Este programa mostra a razao a aproximar-se do valor exato.
def f(x):
return x**2 - 3*x
a = 2 # o ponto onde queremos a derivada
print(' h (f(a+h)-f(a))/h')
for k in range(1, 9): # h = 0.1 ; 0.01 ; 0.001 ; ...
h = 10**(-k)
razao = (f(a + h) - f(a)) / h # a razao incremental
print(h, ' ', round(razao, 8))
print('valor exato (2a-3) :', 2*a - 3) # o que a regra de derivacao da'
A coluna da direita aproxima-se de
Exercícios propostos
Doze exercícios para reactivar o cálculo de derivadas. Nenhum deles usa exponenciais ou logaritmos — é só a máquina do 11.º ano, afinada antes de entrar nas secções 12 a 14.
Considera
a)
Determina a função derivada de cada função, de domínio
a)
Seja
Considera
a)
Determina a função derivada, usando a regra do produto e simplificando o resultado.
a)
Determina a função derivada, indicando o domínio.
a)
Determina a função derivada, sem desenvolver a potência.
a)
Uma bola é lançada verticalmente para cima. A sua altura, em metros,
a) Determina a velocidade média da bola em
Seja
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
4 - (D)
6
Seja
a) Mostra, pela definição, que
Considera
a) Escreve, em função de
Seja
a) Escreve as duas condições que
A taxa média de variação em
- a)
f(0) = 0 ef(2) = -4 :\dfrac{-4-0}{2} = -2 . - b)
f(2) = -4 ef(4) = 0 :\dfrac{0-(-4)}{2} = 2 . - c)
f(1) = -3 ef(3) = -3 :\dfrac{-3-(-3)}{2} = 0 . - d)
f(-1) = 5 ef(1) = -3 :\dfrac{-3-5}{2} = -4 .Em c) a taxa média é nula sem que a função seja constante: entre1 e3 desce e volta a subir. A taxa média só vê os extremos do intervalo.
- a)
f'(x) = 15x^{2} - 2 . - b)
g'(x) = 2x^{3} - 6x . - c) Desenvolvendo,
h(x) = 4x^{2} - 4x + 1 , logoh'(x) = 8x - 4 . - d)
j'(x) = 5\pi x^{4} — o\sqrt{3} é uma constante e desaparece.Em c) também se podia usar\left(u^{2}\right)' = 2uu' :2(2x-1)\times 2 = 8x-4 . Dá o mesmo, como tinha de ser.
Substitui, desenvolve o quadrado e simplifica antes de fazer
f(3+h) = (3+h)^{2} + 1 = 9 + 6h + h^{2} + 1 = 10 + 6h + h^{2} ef(3) = 10 .\dfrac{f(3+h)-f(3)}{h} = \dfrac{6h + h^{2}}{h} = \dfrac{h(6+h)}{h} = 6 + h , parah \neq 0 .\lim_{h \to 0} (6+h) = 6 . Logof'(3) = 6 .- Confirmação pela regra:
f'(x) = 2x , logof'(3) = 6 . ✓O passo decisivo é o cancelamento doh . Se ele não se cancelasse, o quociente não teria limite finito — e a função não seria derivável nesse ponto.
A tangente em
f'(x) = 3x^{2} - 2 .- a)
f(0) = 0 ,f'(0) = -2 :y = -2x . - b)
f(1) = -1 ,f'(1) = 1 :y = 1(x-1) - 1 = x - 2 . - c)
f(-1) = 1 ,f'(-1) = 1 :y = x + 2 . - d)
f(2) = 4 ,f'(2) = 10 :y = 10(x-2) + 4 = 10x - 16 .
- a)
f'(x) = 2x(x-3) + (x^{2}+1)\times 1 = 2x^{2}-6x+x^{2}+1 = 3x^{2}-6x+1 . - b)
g'(x) = 2x(2x-5)^{2} + x^{2}\times 2(2x-5)\times 2 = 2x(2x-5)\left[(2x-5)+2x\right] = 2x(2x-5)(4x-5) . - c)
h'(x) = -(x^{3}+2) + (3-x)3x^{2} = -x^{3}-2+9x^{2}-3x^{3} = -4x^{3}+9x^{2}-2 . - d)
j(x) = x^{3/2} , logoj'(x) = \dfrac{3}{2}x^{1/2} = \dfrac{3\sqrt{x}}{2} .Em b), pôr2x(2x-5) em evidência poupa contas e, mais importante, deixa a derivada já fatorizada — que é o formato certo para estudar o sinal.
- a)
f'(x) = \dfrac{1(x+2) - x}{(x+2)^{2}} = \dfrac{2}{(x+2)^{2}} , em\mathbb{R}\setminus\{-2\} . - b)
g'(x) = \dfrac{2x(x-1) - x^{2}}{(x-1)^{2}} = \dfrac{x^{2}-2x}{(x-1)^{2}} = \dfrac{x(x-2)}{(x-1)^{2}} , em\mathbb{R}\setminus\{1\} . - c)
h'(x) = \dfrac{2(x^{2}+1) - (2x-1)2x}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} = \dfrac{-2x^{2}+2x+2}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} , em\mathbb{R} . - d)
j(x) = x^{-2} , logoj'(x) = -2x^{-3} = -\dfrac{2}{x^{3}} , em\mathbb{R}\setminus\{0\} .O denominador de uma derivada obtida pela regra do quociente é sempre um quadrado — logo, positivo. É por isso que, no estudo do sinal, só o numerador conta.
- a)
f'(x) = 4(x^{2}-3)^{3}\times 2x = 8x(x^{2}-3)^{3} . - b)
g'(x) = 5(1-2x)^{4}\times(-2) = -10(1-2x)^{4} . - c) Com
u = \dfrac{x}{x+1} ,u' = \dfrac{1}{(x+1)^{2}} :h'(x) = 2\times\dfrac{x}{x+1}\times\dfrac{1}{(x+1)^{2}} = \dfrac{2x}{(x+1)^{3}} . - d)
j(x) = \left(x^{2}+1\right)^{1/2} , logoj'(x) = \dfrac{1}{2}\left(x^{2}+1\right)^{-1/2}\times 2x = \dfrac{x}{\sqrt{x^{2}+1}} .Esta regra é um caso particular da regra da cadeia, que aparece por inteiro na secção 14 — e é lá que ela se estende ae^{u} e a\ln u .
A velocidade média é a taxa média de variação da altura; a velocidade instantânea é a derivada.
- a)
h(0) = 0 ,h(1) = 15 ,h(2) = 20 . Em[0,\,1] :\dfrac{15-0}{1} = 15 m/s. Em[1,\,2] :\dfrac{20-15}{1} = 5 m/s. - b)
h'(t) = 20 - 10t : é a velocidade instantânea, em metros por segundo, no instantet . - c)
h'(3) = 20 - 30 = -10 m/s. O sinal negativo diz que, aos3 segundos, a bola já está a descer.A velocidade anula-se emt = 2 : é aí que a bola atinge o ponto mais alto. Derivada nula, altura máxima — é o assunto da secção seguinte.
O declive da tangente em
f'(x) = 3x^{2} + 1 .f'(1) = 3 + 1 = 4 .- A opção (B) é
f(1) = 2 — a armadilha clássica: confundir o valor da função com o valor da derivada.
Em a) calcula
- a)
f(a+h) = (a+h)^{2} - 3(a+h) = a^{2} + 2ah + h^{2} - 3a - 3h ef(a) = a^{2}-3a . \dfrac{f(a+h)-f(a)}{h} = \dfrac{2ah + h^{2} - 3h}{h} = \dfrac{h(2a + h - 3)}{h} = 2a + h - 3 , parah \neq 0 .- Fazendo
h \to 0 :f'(a) = 2a - 3 .\blacksquare - b)
f'(a) = 0 \iff 2a - 3 = 0 \iff a = \dfrac{3}{2} . Comof\left(\frac{3}{2}\right) = -\dfrac{9}{4} , o ponto é\left(\dfrac{3}{2},\, -\dfrac{9}{4}\right) . - c)
f'(a) = 1 \iff 2a - 3 = 1 \iff a = 2 .Duas retas são paralelas quando têm o mesmo declive. Repara em que a alínea a) devolve a mesma expressão que a regra\left(x^{n}\right)' = nx^{n-1} dá em duas linhas — a regra é um atalho para este cálculo, não outra coisa.
Escreve a tangente genérica e impõe que as coordenadas de
- a)
f'(x) = 2x , logo a tangente emx = a éy = 2a(x-a) + a^{2} = 2ax - a^{2} . - b) Passa em
P(0,\,-1) se-1 = 2a\times 0 - a^{2} , ou sejaa^{2} = 1 :a = -1 oua = 1 . - c) Com
a = 1 :y = 2x - 1 . Coma = -1 :y = -2x - 1 .Passar por um ponto e ser tangente nesse ponto são coisas diferentes. AquiP está fora do gráfico e há duas tangentes; seP estivesse dentro da parábola não haveria nenhuma.
Duas informações: o ponto de tangência pertence às duas curvas (
- a) A reta dá
y = 3\times 1 - 1 = 2 emx = 1 , logof(1) = 2 :a + b + 1 = 2 , isto éa + b = 1 . E o declive:f'(x) = 3ax^{2} + 2bx , logof'(1) = 3a + 2b = 3 . - b) De
a + b = 1 vemb = 1 - a . Substituindo:3a + 2(1-a) = 3 \iff a + 2 = 3 \iff a = 1 , e entãob = 0 . - c) Com
a = 1 eb = 0 ,f(x) = x^{3} + 1 ef'(x) = 3x^{2} .f'(x) = 0 \iff x = 0 : há uma única tangente horizontal, no ponto(0,\,1) .Repara em que, emx = 0 , a derivada anula-se mas não muda de sinal:3x^{2} \geq 0 sempre. Não há extremo — é o contraexemplo que a secção seguinte usa.
Revisão · Monotonia e extremos
Uma derivada não é só um declive: é um indicador de sentido. Onde a derivada é positiva a função sobe, onde é negativa desce, e onde muda de sinal há um extremo. É esta a leitura que transforma o cálculo de derivadas num método — e é ela que as secções 12, 13 e 14 aplicam a exponenciais e logaritmos.
- Reconhecer, numérica e graficamente, a relação entre o sinal da derivada e a monotonia de uma função.
- Saber que se uma dada função definida num intervalo aberto tem extremo num ponto e tem derivada nesse ponto, então essa derivada é nula (teorema de Fermat).
- Estudar a monotonia e existência de extremos de uma função com derivada finita em todos os pontos do seu domínio, tendo por base o sinal e os zeros da sua derivada.
- Resolver problemas de otimização de modelação matemática, em casos simples, no contexto da vida real.
1 · O sinal da derivada dá o sentido de variação
Se num troço todas as tangentes têm declive positivo, o gráfico só pode estar a subir. Escrito a sério:
Seja
- se
f'(x) > 0 para todo ox \in \left]a,\,b\right[ ,f é estritamente crescente emI ; - se
f'(x) < 0 para todo ox \in \left]a,\,b\right[ ,f é estritamente decrescente emI ; - se
f'(x) = 0 para todo ox \in \left]a,\,b\right[ ,f é constante emI .
A monotonia enuncia-se sempre por intervalos. Uma função pode ser decrescente em
2 · Extremos e derivada nula
Num máximo ou num mínimo interiores, a curva deixa de subir e passa a descer (ou o contrário). Nesse ponto a tangente fica horizontal.
Se
Derivada nula não garante extremo. Com
Daí a regra prática, que é a que se usa sempre:
Num zero
3 · O quadro de sinais, passo a passo
O procedimento é sempre o mesmo, e é o que se escreve no Exame:
- Domínio. Determinar
D_{f} — é ele que limita tudo o resto. - Derivada. Determinar
f'(x) e deixá-la fatorizada. - Zeros. Resolver
f'(x) = 0 . - Sinal. Estudar o sinal de
f' em cada intervalo determinado pelos zeros e pelos pontos que não pertencem ao domínio. - Quadro. Numa linha o sinal de
f' , na linha de baixo o sentido de variação def e os extremos. - Conclusão. Indicar os intervalos de monotonia e os extremos relativos, com os valores de
f — não só as abcissas.
Estuda
- Domínio:
\mathbb{R} . - Derivada:
f'(x) = 3x^{2} - 6x - 9 = 3\left(x^{2}-2x-3\right) = 3(x+1)(x-3) . - Zeros:
x = -1 ex = 3 . - Sinal: a parábola tem concavidade voltada para cima, logo
f' > 0 fora de[-1,\,3] ef' < 0 entre-1 e3 .x -\infty -1 3 +\infty Sinal de f' + 0 − 0 + Variação de f ↗ 10 máx↘ -22 mín↗ - Variação:
f cresce em\left]-\infty,\,-1\right] , decresce em\left[-1,\,3\right] e cresce em\left[3,\,+\infty\right[ . - Extremos:
f(-1) = -1 - 3 + 9 + 5 = 10 é máximo relativo;f(3) = 27 - 27 - 27 + 5 = -22 é mínimo relativo.Nenhum é absoluto: uma cúbica com coeficiente principal positivo desce sem limite à esquerda e sobe sem limite à direita.
4 · Problemas de otimização
Otimizar é encontrar o máximo ou o mínimo de uma grandeza sujeita a uma restrição. O cálculo é a parte fácil; o difícil é chegar à função certa.
- Ler e identificar o que se quer maximizar ou minimizar, e de que depende.
- Escrever a grandeza a otimizar em função de duas variáveis, se for preciso.
- Usar a restrição para eliminar uma delas e ficar com uma função de uma só variável.
- Determinar o domínio do contexto — quase sempre um intervalo aberto, e quase sempre esquecido.
- Derivar, estudar o sinal e concluir, respondendo à pergunta que foi feita.
De todos os retângulos com
- Grandeza a otimizar: a área
A = x\,y , sendox ey os lados. - Restrição:
2x + 2y = 36 , ou sejay = 18 - x . - Uma variável:
A(x) = x(18-x) = 18x - x^{2} . - Domínio do contexto:
x > 0 e18 - x > 0 , logox \in \left]0,\,18\right[ . - Derivar:
A'(x) = 18 - 2x , que se anula emx = 9 , é positiva antes e negativa depois: máximo emx = 9 .x 0 9 18 Sinal de A' n.d. + 0 − n.d. Variação de A ↗ 81 máx↘ - Concluir:
y = 18 - 9 = 9 . O retângulo de área máxima é o quadrado de lado9 cm, com81 cm² de área.A resposta é um quadrado — e isso vale para qualquer perímetro. É o género de resultado que compensa reconhecer: poupa metade do trabalho num item de exame.
Python Construir o quadro de sinais sem o desenhar
def derivada(x):
return 3*x**2 - 6*x - 9
anterior = derivada(-10)
print(' x f(x) sinal de f(x)')
for k in range(-100, 101):
x = k / 10
d = derivada(x)
sinal = '+' if d > 0 else ('-' if d < 0 else '0')
if d == 0 or d * anterior < 0:
print('mudanca de sinal perto de x =', x)
anterior = d
print('zeros esperados : -1 e 3')
# Percorre o dominio de decima em decima e assinala onde a derivada
# muda de sinal. E' o quadro de sinais, feito por forca bruta.
def derivada(x):
return 3*x**2 - 6*x - 9 # derivada de x^3 - 3x^2 - 9x + 5
anterior = derivada(-10)
print(' x f(x) sinal de f(x)')
for k in range(-100, 101): # x de -10 a 10
x = k / 10
d = derivada(x)
sinal = '+' if d > 0 else ('-' if d < 0 else '0')
# se o produto de dois valores consecutivos e' negativo, houve troca de sinal
if d == 0 or d * anterior < 0:
print('mudanca de sinal perto de x =', x)
anterior = d
print('zeros esperados : -1 e 3')
O programa encontra as duas mudanças de sinal, em
Exercícios propostos
Doze exercícios de monotonia, extremos e otimização, todos com funções polinomiais e racionais. É o treino que falta para que, nas secções seguintes, só o
De uma função
a) Determina os zeros de
Estuda cada função quanto à monotonia e indica os extremos relativos.
a)
Considera
a) Determina
De uma função
a) Determina os zeros de
Considera
a) Mostra que
Uma editora estima que, se vender cada exemplar a
a) Mostra que a receita, em euros, é
Pretende-se vedar um terreno retangular encostado a um muro, usando
a) Mostra que a área do terreno é
Seja
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
- (A)
f tem um extremo relativo emx = 2 . - (B)A reta tangente ao gráfico de
f emx = 2 é horizontal. - (C)
f(2) = 0 . - (D)
f é constante numa vizinhança de2 .
Seja
a) Determina
De uma folha quadrada de cartão com
a) Mostra que o volume da caixa é
Considera
a) Mostra que
Para cada
a) Determina
O sinal de um produto de dois fatores do 1.º grau lê-se numa parábola de concavidade voltada para cima: positiva fora das raízes, negativa entre elas.
- a)
f'(x) = 0 \iff x = -1 \lor x = 3 . - b)
f' é positiva em\left]-\infty,\,-1\right[ \cup \left]3,\,+\infty\right[ e negativa em\left]-1,\,3\right[ .x -\infty -1 3 +\infty Sinal de f' + 0 − 0 + Variação de f ↗ máx ↘ mín ↗ - c)
f é crescente em\left]-\infty,\,-1\right] , decrescente em\left[-1,\,3\right] e crescente em\left[3,\,+\infty\right[ . - Em
x = -1 a derivada passa de+ a- : máximo relativo. Emx = 3 passa de- a+ : mínimo relativo.Repara em que não é preciso conhecerf : a monotonia lê-se toda no sinal def' .
Deriva, iguala a zero e vê o sinal da derivada — que aqui é uma função afim.
- a)
f'(x) = 2x - 6 , que se anula emx = 3 , é negativa antes e positiva depois. - Logo
f é decrescente em\left]-\infty,\,3\right] e crescente em\left[3,\,+\infty\right[ : mínimof(3) = -4 .x -\infty 3 +\infty Sinal de f' − 0 + Variação de f ↘ -4 mín↗ - b)
g'(x) = -4x + 8 , que se anula emx = 2 , é positiva antes e negativa depois. - Logo
g é crescente em\left]-\infty,\,2\right] e decrescente em\left[2,\,+\infty\right[ : máximog(2) = 8 .Confere com o que já sabias do 10.º ano: o vértice dex -\infty 2 +\infty Sinal de g' + 0 − Variação de g ↗ 8 máx↘ y = ax^{2}+bx+c está emx = -\frac{b}{2a} . É exatamente o zero da derivada.
Depois de derivar, fatoriza:
- a)
f'(x) = 3x^{2} - 12x + 9 = 3(x-1)(x-3) . Zeros:x = 1 ex = 3 . - b) A parábola tem concavidade voltada para cima:
f' > 0 em\left]-\infty,\,1\right[ \cup \left]3,\,+\infty\right[ ef' < 0 em\left]1,\,3\right[ . - Logo
f é crescente em\left]-\infty,\,1\right] , decrescente em\left[1,\,3\right] e crescente em\left[3,\,+\infty\right[ .x -\infty 1 3 +\infty Sinal de f' + 0 − 0 + Variação de f ↗ 5 máx↘ 1 mín↗ - c)
f(1) = 5 é máximo relativo;f(3) = 1 é mínimo relativo.Nenhum deles é absoluto: à esquerda a função desce sem limite e à direita sobe sem limite. «Relativo» quer dizer «o melhor da vizinhança», não «o melhor de todos».
- a)
g'(x) = 0 \iff x = 0 \lor x = 4 . - b) Como
x^{2} > 0 parax \neq 0 , o sinal deg' é o dex-4 : negativa em\left]-\infty,\,4\right[\setminus\{0\} e positiva em\left]4,\,+\infty\right[ . - c)
g é decrescente em\left]-\infty,\,4\right] e crescente em\left[4,\,+\infty\right[ .x -\infty 0 4 +\infty Sinal de g' − 0 − 0 + Variação de g ↘ sem extremo ↘ mín ↗ - Há mínimo em
x = 4 . Emx = 0 a derivada anula-se mas não muda de sinal: não há extremo.Derivada nula é condição necessária para haver extremo num ponto interior — nunca suficiente. Este é o contraexemplo a decorar.
O denominador de
- a)
f'(x) = \dfrac{2x(x-2) - x^{2}}{(x-2)^{2}} = \dfrac{x^{2}-4x}{(x-2)^{2}} = \dfrac{x(x-4)}{(x-2)^{2}} .\blacksquare - b) Como
(x-2)^{2} > 0 no domínio, o sinal def' é o dex(x-4) : positivo em\left]-\infty,\,0\right[ e em\left]4,\,+\infty\right[ , negativo em\left]0,\,4\right[ . - Logo
f é crescente em\left]-\infty,\,0\right] , decrescente em\left[0,\,2\right[ e em\left]2,\,4\right] , e crescente em\left[4,\,+\infty\right[ .x -\infty 0 2 4 +\infty Sinal de f' + 0 − n.d. − 0 + Variação de f ↗ 0 máx↘ ↘ 8 mín↗ - c)
f(0) = 0 é máximo relativo;f(4) = 8 é mínimo relativo.Atenção ao2 : não pertence ao domínio, logo parte os intervalos de monotonia. Escrever «decrescente em[0,4] » seria erro.
Receita
- a)
R(p) = p\,q(p) = p(1200 - 40p) = 1200p - 40p^{2} .\blacksquare - b)
R'(p) = 1200 - 80p , que se anula emp = 15 , é positiva antes e negativa depois. - Logo
R cresce em\left]0,\,15\right] e decresce em\left[15,\,30\right[ : o máximo é emp = 15 euros.p 0 15 30 Sinal de R' n.d. + 0 − n.d. Variação de R ↗ 9\,000 máx↘ - c)
R(15) = 1200\times 15 - 40\times 225 = 18\,000 - 9\,000 = 9\,000 euros.Repara em que a resposta a b) é um preço e a de c) é uma receita. Trocar as duas é o erro mais comum nos problemas de otimização — vale sempre a pena reler a pergunta no fim.
Se dois lados medem
- a) O lado paralelo ao muro mede
60 - 2x , logoA(x) = x(60 - 2x) = 60x - 2x^{2} . Para o terreno existir é precisox > 0 e60 - 2x > 0 , ou sejax < 30 .\blacksquare - b)
A'(x) = 60 - 4x , que se anula emx = 15 , é positiva em\left]0,\,15\right[ e negativa em\left]15,\,30\right[ : máximo emx = 15 .x 0 15 30 Sinal de A' n.d. + 0 − n.d. Variação de A ↗ 450 máx↘ - c) Os lados medem
15 m e60 - 30 = 30 m, e a área máxima é15 \times 30 = 450 m².Sem o muro, o retângulo de área máxima com perímetro fixo é um quadrado. Com o muro, deixa de ser: a restrição muda o problema, e é por isso que se constrói o modelo antes de derivar.
Pensa em
- (A) é falsa: com
f(x) = (x-2)^{3} tem-sef'(x) = 3(x-2)^{2} ef'(2) = 0 , masf é estritamente crescente — não há extremo. - (C) é falsa:
f'(2) ef(2) não têm relação nenhuma. No exemplo anterior,f(2) = 0 por acaso; comf(x) = (x-2)^{3} + 7 a derivada é a mesma ef(2) = 7 . - (D) é falsa pelo mesmo contraexemplo.
- (B) é verdadeira:
f'(2) é, por definição, o declive da tangente emx = 2 ; sendo nulo, a tangente é horizontal.É o teorema de Fermat lido no sentido certo: extremo interior\Rightarrow derivada nula. A recíproca é falsa.
Se há extremo em
- a)
f'(x) = 3x^{2} + 2kx + 3 . - b)
f'(1) = 0 \iff 3 + 2k + 3 = 0 \iff k = -3 . - c) Com
k = -3 :f'(x) = 3x^{2} - 6x + 3 = 3(x-1)^{2} . - Esta derivada é sempre não negativa e só se anula em
x = 1 : não muda de sinal. Logof é estritamente crescente em\mathbb{R} e não há extremo emx = 1 .A condiçãox -\infty 1 +\infty Sinal de f' + 0 + Variação de f ↗ sem extremo ↗ f'(1)=0 é necessária, mas não chega. Este exercício é a armadilha completa: a alínea b) tem solução e a alínea c) mostra que ela não serve para o fim pretendido.
A base é um quadrado de lado
- a)
V(x) = (24-2x)^{2}x = \left(576 - 96x + 4x^{2}\right)x = 4x^{3} - 96x^{2} + 576x . Para haver caixa é precisox > 0 e24 - 2x > 0 , ou sejax < 12 .\blacksquare - b)
V'(x) = 12x^{2} - 192x + 576 = 12\left(x^{2} - 16x + 48\right) = 12(x-4)(x-12) . - Em
\left]0,\,12\right[ , o fatorx-12 é negativo. LogoV' > 0 parax < 4 eV' < 0 parax > 4 : máximo emx = 4 .x 0 4 12 Sinal de V' n.d. + 0 − n.d. Variação de V ↗ 1024 máx↘ - c)
V(4) = (24-8)^{2}\times 4 = 16^{2}\times 4 = 1024 cm³.A raizx = 12 existe mas está fora do domínio do problema — corresponde a cortar tudo e não sobrar caixa nenhuma. Verificar o domínio do contexto é o último passo de qualquer problema de otimização.
Escreve
- a)
f(x) = x + x^{-1} , logof'(x) = 1 - x^{-2} = 1 - \dfrac{1}{x^{2}} = \dfrac{x^{2}-1}{x^{2}} .\blacksquare - b) Em
\mathbb{R}^{+} ,x^{2} > 0 , logo o sinal def' é o dex^{2}-1 : negativo em\left]0,\,1\right[ , nulo emx = 1 , positivo em\left]1,\,+\infty\right[ . - Logo
f decresce em\left]0,\,1\right] e cresce em\left[1,\,+\infty\right[ :f(1) = 2 é mínimo absoluto.x 0 1 +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ 2 mín↗ - c) Sendo
2 o mínimo absoluto,f(x) \geq 2 para todo ox > 0 , isto éx + \dfrac{1}{x} \geq 2 , com igualdade apenas emx = 1 .\blacksquare Este é o modelo de demonstração que volta várias vezes no capítulo: para provarg(x) \geq c , mostra-se quec é o mínimo deg . As desigualdadese^{x} \geq x+1 e\ln x \leq \frac{x}{e} provam-se exatamente assim.
- a)
f_{k}'(x) = 3x^{2} - 3k = 3\left(x^{2}-k\right) . Sek < 0 não há zeros; sek = 0 há um zero duplo emx = 0 ; sek > 0 há dois zeros,x = -\sqrt{k} ex = \sqrt{k} . - b) Para
k \leq 0 tem-sef_{k}'(x) \geq 0 para todo ox , anulando-se no máximo num ponto:f_{k} é estritamente crescente em\mathbb{R} . - Para
k > 0 a derivada é negativa em\left]-\sqrt{k},\,\sqrt{k}\right[ , e portantof_{k} não é crescente em\mathbb{R} . Resposta:k \leq 0 . - c) Com
k > 0 , o máximo é emx = -\sqrt{k} e o mínimo emx = \sqrt{k} . Orax -\infty -\sqrt{k} \sqrt{k} +\infty Sinal de f_{k}' + 0 − 0 + Variação de f_{k} ↗ 2k\sqrt{k} máx↘ -2k\sqrt{k} mín↗ f_{k}\left(\sqrt{k}\right) = k\sqrt{k} - 3k\sqrt{k} = -2k\sqrt{k}, \qquad f_{k}\left(-\sqrt{k}\right) = -k\sqrt{k} + 3k\sqrt{k} = 2k\sqrt{k}. - São simétricos.
\blacksquare Não é coincidência:f_{k}(-x) = -f_{k}(x) , ou sejaf_{k} é ímpar — o gráfico é simétrico em relação à origem, e por isso o máximo e o mínimo também são.
O número e e a derivada da exponencial
Na secção 1 apareceu um número,
- Identificar o número
e (número de Euler) como a única base da função exponencial em que o seu gráfico coincide com o gráfico da respetiva função derivada. - Conhecer a derivada da função
f(x) = e^{x} . - Utilizar a tecnologia para representar funções da família
f(x) = a^{x} , coma \in [2,\,3] , e respetivas derivadas, e verificar que só existe um valor dea para o qual a função e a sua derivada coincidem.
1 · O que já se sabe derivar
Recorda:
2 · A experiência que define e
Fixemos uma base
e pode estimar-se numericamente, tomando
| base | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| declive em |
O declive cresce com a base, é menor do que
O número
Que a condição no ponto
e o segundo fator é exatamente a expressão cujo limite, quando
O passo «o limite de
3 · Consequências imediatas
Com
Note-se o que ainda não se sabe derivar:
- Derivada:
f'(x) = 2x\,e^{x} + \left(x^{2}-3\right)e^{x} = \left(x^{2}+2x-3\right)e^{x} . - Zeros de
f' : comoe^{x} > 0 , bastax^{2}+2x-3 = 0 \iff x = -3 \lor x = 1 . - Sinal: a parábola
x^{2}+2x-3 tem concavidade voltada para cima, logo é positiva fora das raízes e negativa entre elas.x -\infty -3 1 +\infty Sinal de f' + 0 − 0 + Variação de f ↗ 6e^{-3} máx↘ -2e mín↗ - Conclusão:
f é crescente em\left]-\infty,\,-3\right] , decrescente em[-3,\,1] e crescente em\left[1,\,+\infty\right[ . - Máximo relativo
f(-3) = 6e^{-3} \approx 0{,}299 ; mínimo relativof(1) = -2e \approx -5{,}44 .O fatore^{x} é sempre positivo — nunca contribui para o sinal da derivada, mas contribui (e muito) para o valor dos extremos.
Seja
Determina uma equação da reta tangente ao gráfico de
- O ponto.
f(1) = (1-1)e^{1} = 0 : a reta passa em(1,\,0) . - A derivada. Pela regra do produto,
f'(x) = 1 \times e^{x} + (x-1)e^{x} = xe^{x}. - O declive.
m = f'(1) = 1 \times e^{1} = e . - A equação. Com
y-y_{0} = m(x-x_{0}) :y-0 = e(x-1) \iff y = ex-e. Simplificarf' antes de substituir poupa contas:e^{x}+(x-1)e^{x} parece pior do quexe^{x} , e é a mesma coisa.
Laboratório · y = a^{x} : procurar a base em que a derivada é a própria função
interativoArrasta a base entre
Python Encontrar e por bissecção
h = 1e-6
def declive(a):
return (a**h - 1) / h
lo, hi = 2.0, 3.0
for passo in range(40):
a = (lo + hi) / 2
if declive(a) < 1:
lo = a
else:
hi = a
print('base procurada :', round((lo+hi)/2, 9))
print('declive nessa base:', round(declive((lo+hi)/2), 9))
# O declive de a^x em (0,1) e' aproximadamente (a^h - 1)/h, com h pequeno.
h = 1e-6
def declive(a):
return (a**h - 1) / h
lo, hi = 2.0, 3.0 # sabemos que declive(2) < 1 < declive(3)
for passo in range(40):
a = (lo + hi) / 2
if declive(a) < 1: # ainda estamos aquem
lo = a
else:
hi = a
print('base procurada :', round((lo+hi)/2, 9))
print('declive nessa base:', round(declive((lo+hi)/2), 9))
Sai e. Troca o
Exercícios propostos
Doze exercícios que usam apenas
Determina a função derivada de cada uma das funções seguintes, de domínio
a)
Determina a função derivada, indicando o domínio da derivada.
a)
Seja
a)
Determina o valor exato em cada caso.
Considera
a)
Considera
a) Determina
Seja
a) Determina
Seja
- (A)
e^{4} - (B)
0 - (C)
\pi e^{\pi-1} - (D)
e
Seja
a) Recorrendo à calculadora, estima
A massa de uma amostra, em gramas, ao fim de
a) Determina a taxa média de variação de
Seja
a) Mostra que a reta tangente ao gráfico de
Considera
a) Determina
Considera
a) Mostra que
Só é preciso
- a)
f'(x) = 12x + e^{x} . - b)
g'(x) = 3e^{x} - 5 . - c)
h'(x) = 1 \times e^{x} + x \times e^{x} = (1+x)e^{x} . - d)
j'(x) = 2x\,e^{x} + \left(x^{2}+1\right)e^{x} = \left(x^{2}+2x+1\right)e^{x} = (x+1)^{2}e^{x} .
Regra do quociente:
- a)
f'(x) = \dfrac{e^{x}\,x - e^{x}}{x^{2}} = \dfrac{(x-1)e^{x}}{x^{2}} , em\mathbb{R} \setminus \{0\} . - b)
g'(x) = \dfrac{e^{x} - x\,e^{x}}{\left(e^{x}\right)^{2}} = \dfrac{(1-x)e^{x}}{e^{2x}} = \dfrac{1-x}{e^{x}} , em\mathbb{R} . - c) Simplificando primeiro,
h(x) = 1 + \dfrac{1}{e^{x}} = 1 + e^{-x} … mas ainda não sabemos derivare^{-x} . Pela regra do quociente:h'(x) = \dfrac{e^{x}e^{x} - \left(e^{x}+1\right)e^{x}}{e^{2x}} = \dfrac{-e^{x}}{e^{2x}} = -\dfrac{1}{e^{x}} , em\mathbb{R} . - d)
j'(x) = \dfrac{e^{x}\left(x^{2}+1\right) - e^{x} \times 2x}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} = \dfrac{\left(x^{2}-2x+1\right)e^{x}}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} = \dfrac{(x-1)^{2}e^{x}}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} , em\mathbb{R} .
Sendo
- a)
f'(0) = e^{0} = 1 . - b)
f'(1) = e . - c)
f'(\ln 5) = e^{\ln 5} = 5 . - d)
f'(-2) = e^{-2} = \dfrac{1}{e^{2}} .
A reta tangente em
- a)
f(0) = 1 ef'(0) = 1 :y - 1 = 1(x-0) \iff y = x + 1 . - b)
f(1) = e ef'(1) = e :y - e = e(x-1) \iff y = ex . - A segunda tangente passa na origem — repara em que é a única reta pela origem tangente ao gráfico de
e^{x} .
Ao estudar o sinal de
- a)
f'(x) = e^{x} + x\,e^{x} = (1+x)e^{x} . - b) Como
e^{x} > 0 , o sinal def' é o de1+x : negativo parax < -1 , nulo emx = -1 , positivo parax > -1 .x -\infty -1 +\infty Sinal de f' − 0 + Variação de f ↘ -\frac{1}{e} mín↗ - Logo
f é decrescente em\left]-\infty,\, -1\right] e crescente em\left[-1,\, +\infty\right[ . - Há um mínimo relativo (e absoluto) em
x = -1 , de valorf(-1) = -e^{-1} = -\dfrac{1}{e} \approx -0{,}368 .
Tangente horizontal significa
- a)
f'(x) = e^{x} - 2 . - b)
e^{x} - 2 = 0 \iff e^{x} = 2 \iff x = \ln 2 . - c)
f(0) = 1 - 0 = 1 ef'(0) = 1 - 2 = -1 . y - 1 = -1(x-0) \iff y = -x + 1 .
A derivada de
h'(x) = e^{x} , logoh'(1) = e^{1} = e .
O declive em
- a)
\dfrac{2^{0{,}0001}-1}{0{,}0001} \approx 0{,}693 e\dfrac{3^{0{,}0001}-1}{0{,}0001} \approx 1{,}099 . - b) Como
m(2) < 1 < m(3) em varia continuamente coma , existe uma base entre2 e3 para a qual o declive na origem é exatamente1 . - c) Com
a = 2{,}718 :\dfrac{2{,}718^{0{,}0001}-1}{0{,}0001} \approx 0{,}99995 — praticamente1 . - Essa base é o número
e .Estes valores não são arbitrários:m(a) = \ln a , como se verá na secção 14. Aqui,0{,}693 \approx \ln 2 e1{,}099 \approx \ln 3 .
Taxa média de variação em
- a)
m(0) = 20 em(2) = 20 - 2e^{2} \approx 5{,}22 . - T.m.v.
= \dfrac{20-2e^{2} - 20}{2} = -e^{2} \approx -7{,}39 gramas por hora. - b)
m'(t) = -\left(e^{t} + t\,e^{t}\right) = -(1+t)e^{t} . m'(1) = -2e \approx -5{,}44 : no instantet = 1 hora, a massa está a diminuir à taxa de aproximadamente5{,}44 gramas por hora.A taxa média mede um intervalo inteiro; a derivada mede um instante. Neste caso a segunda é menor em módulo do que a primeira, porque a perda vai acelerando.
Em b), «passa na origem» significa que a ordenada na origem é zero.
- a) Declive
f'(a) = e^{a} ; ponto\left(a,\, e^{a}\right) . A reta éy - e^{a} = e^{a}(x-a) , ou sejay = e^{a}x - a\,e^{a} + e^{a} = e^{a}x + e^{a}(1-a) .\square - b) Passa na origem se
e^{a}(1-a) = 0 . Comoe^{a} \neq 0 , vema = 1 . A tangente éy = ex . - c) Uma tangente é horizontal quando o declive é zero, ou seja
f'(a) = e^{a} = 0 — condição impossível. Não há tangentes horizontais.É a tradução geométrica dee^{x} ser estritamente crescente: o declive nunca chega a zero, por mais que a curva se cole ao eixo.
Em b), do estudo do sinal de
- a)
g'(x) = e^{x} - 1 . Orae^{x} - 1 < 0 \iff x < 0 ,= 0 \iff x = 0 e> 0 \iff x > 0 .x -\infty 0 +\infty Sinal de g' − 0 + Variação de g ↘ 0 mín↗ - b) Logo
g decresce em\left]-\infty,\,0\right] e cresce em\left[0,\,+\infty\right[ : tem mínimo absoluto emx = 0 . g(0) = e^{0} - 0 - 1 = 0 . Como0 é o mínimo absoluto,g(x) \geq 0 para todo ox .\square - c)
g(x) \geq 0 equivale ae^{x} \geq x+1 : o gráfico da exponencial está sempre acima da sua tangente em(0,\,1) , tocando-a só nesse ponto.Esta desigualdade —e^{x} \geq x+1 — é uma das mais úteis da análise. Vale a pena guardá-la.
Em c), escreve
- a)
f'(x) = \dfrac{e^{x}\left(e^{x}+1\right) - \left(e^{x}-1\right)e^{x}}{\left(e^{x}+1\right)^{2}} = \dfrac{e^{2x}+e^{x}-e^{2x}+e^{x}}{\left(e^{x}+1\right)^{2}} = \dfrac{2e^{x}}{\left(e^{x}+1\right)^{2}} .\square - b) O numerador é positivo (
e^{x} > 0 ) e o denominador é um quadrado não nulo:f'(x) > 0 para todo ox . Logof é estritamente crescente.x -\infty +\infty Sinal de f' + Variação de f ↗ - c)
f(x) = \dfrac{e^{x}+1-2}{e^{x}+1} = 1 - \dfrac{2}{e^{x}+1} . - Como
e^{x} > 0 , tem-see^{x}+1 > 1 e portanto0 < \dfrac{2}{e^{x}+1} < 2 . - Logo
1 - 2 < f(x) < 1 - 0 , ou seja-1 < f(x) < 1 .\square O contradomínio é exatamente\left]-1,\,1\right[ . Esta função tem nome — chama-se tangente hiperbólica — e é usada em redes neuronais precisamente por comprimir toda a reta num intervalo limitado.
A derivada do logaritmo
Não é preciso começar do zero. O logaritmo é a inversa da exponencial, os gráficos são simétricos em relação à bissetriz — e as tangentes também. Refletir uma reta na bissetriz troca
- Identificar
g(x) = \ln x como a função inversa def(x) = e^{x} . - Saber relacionar geometricamente a derivada da função logarítmica com a derivada da função exponencial, tendo por base a simetria das retas tangentes aos gráficos em pontos simétricos, relativamente à bissetriz dos quadrantes ímpares.
- Conhecer a derivada da função
g(x) = \ln x .
1 · A construção
Fixemos um número
- Representar
f(x) = e^{x} e, por simetria em relação à bissetriz dos quadrantes ímpares, obter o gráfico deg(x) = \ln x . - Marcar o ponto
P\left(x,\, \ln x\right) do gráfico deg e o seu simétricoQ\left(\ln x,\, x\right) , que pertence ao gráfico def . - Traçar a tangente ao gráfico de
g emP e a tangente ao gráfico def emQ . - Verificar que o produto dos declives das duas tangentes é
1 , seja qual forx . - Observar que o declive da tangente ao gráfico de
f emQ éf'(\ln x) = e^{\ln x} = x . - Concluir que o declive da tangente ao gráfico de
g emP é\dfrac{1}{x} , isto é,\left(\ln x\right)' = \dfrac{1}{x} .
Seja
É uma reta de declive
Ora
Repara em que o argumento exige
A expressão
2 · O que se consegue derivar agora
Com
Estuda
- Derivada. Aqui aparece
\ln(x+1) , que é uma composta — mas neste caso pode contornar-se: pela definição de derivada num ponto, a translação horizontal não altera o declive, e\left(\ln(x+1)\right)' = \dfrac{1}{x+1} . (Na secção seguinte isto sai da regra da cadeia, sem truques.) h'(x) = -1 + \dfrac{1}{x+1} = \dfrac{-(x+1)+1}{x+1} = \dfrac{-x}{x+1} .- Zeros e sinal. Em
\left]-1,+\infty\right[ o denominador é positivo, logo o sinal deh' é o de-x : positivo para-1 < x < 0 , nulo em0 , negativo parax > 0 .x -1 0 +\infty Sinal de h' n.d. + 0 − Variação de h ↗ 4 máx↘ - Conclusão.
h cresce em\left]-1,\,0\right] e decresce em\left[0,\,+\infty\right[ : há máximo absoluto emx = 0 , de valorh(0) = 4 - 0 + \ln 1 = 4 .É este o modelo do que sai no Exame: derivar, achar os zeros da derivada, fazer o quadro de sinais, concluir.
Determina a derivada de cada uma das funções seguintes, de domínio
a)
- a) Pela propriedade do logaritmo de um produto,
f(x) = \ln 5 + \ln x . A parcela\ln 5 é uma constante, logof'(x) = 0 + \frac{1}{x} = \frac{1}{x}. - b) Pela propriedade da potência,
g(x) = 3\ln x , e portantog'(x) = \dfrac{3}{x} . - c) Pelo logaritmo de um quociente,
h(x) = \ln x - \ln e^{2} = \ln x - 2 , logoh'(x) = \dfrac{1}{x} . - Repara em a) e c): as três funções têm a mesma derivada que
\ln x . Multiplicar o argumento por uma constante só soma uma constante ao logaritmo — e constantes desaparecem ao derivar.As propriedades do logaritmo transformam produtos e potências em somas e múltiplos. Aplicá-las antes de derivar dispensa aqui a regra da cadeia por completo.
Laboratório · Tangentes ao espelho
interativoA leitura mostra os dois declives e o seu produto. Move o ponto: o produto fica sempre em
Python Verificar que a derivada de ln é 1/x
from math import log
h = 1e-7
print(' x (ln(x+h)-ln(x))/h 1/x')
for x in [0.5, 1, 2, 3, 5, 10]:
aprox = (log(x + h) - log(x)) / h
print(x, ' ', round(aprox, 8), ' ', round(1/x, 8))
# A derivada num ponto e' o limite da taxa media de variacao.
# Com h muito pequeno, a taxa media ja' esta' muito perto da derivada.
from math import log
h = 1e-7
print(' x (ln(x+h)-ln(x))/h 1/x')
for x in [0.5, 1, 2, 3, 5, 10]:
aprox = (log(x + h) - log(x)) / h # taxa media entre x e x+h
print(x, ' ', round(aprox, 8), ' ', round(1/x, 8))
As duas colunas coincidem até à sétima casa. Experimenta
Exercícios propostos
Doze exercícios com
Determina a função derivada de cada função, indicando o seu domínio.
a)
Determina a função derivada.
a)
Seja
a)
Determina a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de
a)
Considera
a) Determina
Considera
a) Determina
A reta de equação
- (A)
f(x) = e^{x^{2}+x} - (B)
g(x) = \ln x - (C)
h(x) = \dfrac{\ln x}{x} - (D)
j(x) = \dfrac{e^{x}}{x}
Seja
a) Mostra que
Sejam
a) Determina o declive da tangente ao gráfico de
Seja
a) Justifica que nenhuma tangente ao gráfico de
Considera, no primeiro quadrante, o retângulo
a) Mostra que a área do retângulo é
Considera
a) Mostra que
Só é preciso
- a)
f'(x) = \dfrac{1}{x} + 3 , em\mathbb{R}^{+} . - b)
g'(x) = \dfrac{5}{x} - 2x , em\mathbb{R}^{+} . - c)
h'(x) = 1 \times \ln x + x \times \dfrac{1}{x} = \ln x + 1 , em\mathbb{R}^{+} . - d)
j'(x) = 2x\ln x + x^{2} \times \dfrac{1}{x} = 2x\ln x + x = x\left(2\ln x + 1\right) , em\mathbb{R}^{+} .
Regra do quociente. Em b) e d), atenção ao domínio:
- a)
f'(x) = \dfrac{\frac{1}{x} \times x - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{1 - \ln x}{x^{2}} , em\mathbb{R}^{+} . - b)
g'(x) = \dfrac{\ln x - x \times \frac{1}{x}}{\left(\ln x\right)^{2}} = \dfrac{\ln x - 1}{\left(\ln x\right)^{2}} , em\mathbb{R}^{+} \setminus \{1\} . - c)
h'(x) = \dfrac{\frac{1}{x} \times x - (1+\ln x)}{x^{2}} = \dfrac{-\ln x}{x^{2}} , em\mathbb{R}^{+} . - d)
j'(x) = \dfrac{e^{x}\ln x - e^{x} \times \frac{1}{x}}{\left(\ln x\right)^{2}} = \dfrac{e^{x}\left(x\ln x - 1\right)}{x\left(\ln x\right)^{2}} , em\mathbb{R}^{+} \setminus \{1\} .
- a)
f'(1) = 1 . - b)
f'(e) = \dfrac{1}{e} . - c)
f'\left(\frac{1}{2}\right) = 2 . - d)
f'\left(e^{2}\right) = \dfrac{1}{e^{2}} = e^{-2} .
Declive
- a)
f(1) = 0 ef'(1) = 1 :y - 0 = 1(x-1) \iff y = x - 1 . - b)
f(e) = 1 ef'(e) = \dfrac{1}{e} :y - 1 = \dfrac{1}{e}(x-e) \iff y = \dfrac{x}{e} . - Compara com a secção 12: a tangente a
e^{x} em(0,1) eray = x+1 , e esta éy = x-1 . São simétricas em relação à bissetriz, como tinha de ser.
Resolve
- a)
f'(x) = \ln x + 1 . - b)
f'(x) = 0 \iff \ln x = -1 \iff x = e^{-1} = \dfrac{1}{e} . - Como
\ln é crescente,f'(x) < 0 para0 < x < \frac{1}{e} ef'(x) > 0 parax > \frac{1}{e} . f é decrescente em\left]0,\, \frac{1}{e}\right] e crescente em\left[\frac{1}{e},\, +\infty\right[ .x 0 \frac{1}{e} +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ -\frac{1}{e} mín↗ - Mínimo absoluto em
x = \dfrac{1}{e} , de valorf\left(\frac{1}{e}\right) = \dfrac{1}{e} \times (-1) = -\dfrac{1}{e} \approx -0{,}368 .
Em c) multiplica a desigualdade
- a)
f'(x) = \dfrac{\frac{1}{x}\,x - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{1-\ln x}{x^{2}} . Zero:1 - \ln x = 0 \iff x = e . - b) Como
x^{2} > 0 , o sinal def' é o de1-\ln x : positivo parax < e , negativo parax > e . - Logo
f cresce atée e decresce a partir daí: há máximo absoluto emx = e , de valorf(e) = \dfrac{1}{e} .x 0 e +\infty Sinal de f' n.d. + 0 − Variação de f ↗ \frac{1}{e} máx↘ - c) Para todo o
x > 0 ,\dfrac{\ln x}{x} \leq \dfrac{1}{e} . Multiplicando porx > 0 (o sentido mantém-se):\ln x \leq \dfrac{x}{e} .\square Geometricamente: a retay = \frac{x}{e} é tangente ao gráfico de\ln x em(e,\,1) e fica sempre por cima. É a versão logarítmica da desigualdadee^{x} \geq x+1 da secção 12 — e não por acaso: uma é o reflexo da outra.
Uma reta horizontal é tangente onde a derivada se anula. Procura em qual delas o valor mínimo (ou máximo) é
- Em (D):
j'(x) = \dfrac{e^{x}x - e^{x}}{x^{2}} = \dfrac{(x-1)e^{x}}{x^{2}} , que se anula emx = 1 . j(1) = \dfrac{e^{1}}{1} = e : a tangente nesse ponto é horizontal, de equaçãoy = e . ✓- Em (B),
g'(x) = \frac{1}{x} nunca se anula. Em (C), o máximo é\frac{1}{e} , nãoe . Em (A), o mínimo ée^{-1/4} .
Escreve
- a) Com
u(x) = 1 + \ln 2 + \ln x , tem-seu'(x) = \dfrac{1}{x} . f'(x) = \dfrac{\frac{1}{x} \times x - \left(1+\ln 2 + \ln x\right)}{x^{2}} = \dfrac{1 - 1 - \ln 2 - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{-\left(\ln 2 + \ln x\right)}{x^{2}} = -\dfrac{\ln(2x)}{x^{2}} .\square - b)
f'(x) = 0 \iff \ln(2x) = 0 \iff 2x = 1 \iff x = \dfrac{1}{2} .
Em b),
- a)
g'(a) = \dfrac{1}{a} . - b)
f'(\ln a) = e^{\ln a} = a . - c) O produto é
\dfrac{1}{a} \times a = 1 .\square - Os pontos
\left(a,\, \ln a\right) e\left(\ln a,\, a\right) são simétricos em relação à retay = x , e as tangentes nesses pontos também. Refletir na bissetriz trocax comy , e por isso o declive passa a ser o seu inverso.É exatamente esta observação que demonstra\left(\ln x\right)' = \frac{1}{x} a partir de\left(e^{x}\right)' = e^{x} — e é o raciocínio que as Aprendizagens Essenciais propõem.
Em c), escreve a tangente no ponto de abcissa
- a)
f'(x) = \dfrac{1}{x} e o domínio é\mathbb{R}^{+} :\frac{1}{x} > 0 sempre. Todos os declives são positivos. - b) Paralela significa igual declive:
\dfrac{1}{x} = 4 \iff x = \dfrac{1}{4} . - c) A tangente em
a :y - \ln a = \dfrac{1}{a}(x-a) , ou sejay = \dfrac{x}{a} + \ln a - 1 . - Passa na origem se
\ln a - 1 = 0 \iff a = e . Como a equação\ln a = 1 tem solução única, a tangente é única. - Com
a = e :y = \dfrac{x}{e} .Compara com a secção 12: a única tangente ae^{x} pela origem eray = ex . As duas retas são simétricas em relação ay = x , e os declives são inversos. Nada disto é coincidência.
A base do retângulo é
- a) Base
\overline{OA} = x , alturaf(x) = \dfrac{\ln x}{x} . Área= x \times \dfrac{\ln x}{x} = \ln x .\square - b)
A'(x) = \dfrac{1}{x} > 0 parax > 1 : a área é estritamente crescente e não tem máximo. Aumentandox , a área cresce sem limite — ainda que muito devagar. - c)
\ln x = 2 \iff x = e^{2} \approx 7{,}39 .O retângulo fica cada vez mais largo e cada vez mais baixo, e a área continua a crescer. É o comportamento típico do logaritmo: cresce sempre, mas cada vez mais devagar.
Em b), resolve
- a)
f'(x) = 2x\ln x + x^{2} \times \dfrac{1}{x} = 2x\ln x + x = x\left(2\ln x+1\right) .\square - b) Como
x > 0 , o sinal def' é o de2\ln x + 1 . Ora2\ln x + 1 = 0 \iff \ln x = -\dfrac{1}{2} \iff x = e^{-1/2} = \dfrac{1}{\sqrt{e}} . f decresce em\left]0,\, \frac{1}{\sqrt{e}}\right] e cresce em\left[\frac{1}{\sqrt{e}},\, +\infty\right[ .x 0 \frac{1}{\sqrt{e}} +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ -\frac{1}{2e} mín↗ - Mínimo absoluto
f\left(e^{-1/2}\right) = e^{-1}\times\left(-\dfrac{1}{2}\right) = -\dfrac{1}{2e} \approx -0{,}184 . - c)
f(x) = 0 \iff x^{2}\ln x = 0 \iff \ln x = 0 \iff x = 1 (único zero, porquex > 0 ). - Sinal:
f(x) < 0 em\left]0,\,1\right[ ef(x) > 0 em\left]1,\,+\infty\right[ . O gráfico desce atéx = e^{-1/2} \approx 0{,}61 , sobe daí em diante, corta o eixo emx = 1 e dispara.
Regras de derivação
Falta uma peça: derivar
- Conhecer o teorema da derivada da função composta (Regra da Cadeia).
- Conhecer as regras de derivação para funções do tipo
f(x) = x^{\alpha} (com\alpha real ex > 0 ),f(x) = a^{x} (coma > 0 ea \neq 1 ) ef(x) = \log_{a} x (coma > 0 ,a \neq 1 ex > 0 ),f(x) = \operatorname{sen}(x) ,f(x) = \cos(x) ef(x) = \operatorname{tg}(x) . - Determinar derivadas envolvendo operações com as funções estudadas anteriormente, em casos simples.
1 · A regra da cadeia
Se
Em palavras: deriva-se a de fora, deixando a de dentro quieta, e multiplica-se pela derivada da de dentro. É esta a leitura que a secção 11 preparou — ver
2 · As quatro regras que faltavam
Ambas são aplicação direta da regra da cadeia. Para a primeira, toma-se
Para a segunda, toma-se
e, compondo,
A ideia é a mesma nas duas: reduzir a base
Para
Para
Confirmação: com
e, compondo,
É a mesma fórmula da secção R2, agora com
São duas regras diferentes e usam-se em situações diferentes:
Na primeira o expoente é constante e a variável está na base —
3 · As trigonométricas
As Aprendizagens Essenciais nomeiam três funções mais:
e, compondo,
Não é preciso decorar qual das duas leva o sinal de menos: basta olhar para os gráficos. Em
Escrever
O passo final é a fórmula fundamental da trigonometria. Vale a pena fazer a conta uma vez: é a maneira de nunca mais confundir a fórmula.
4 · O formulário completo
| Função de referência | Composta |
|---|---|
\left(e^{-10x}\right)' = -10\,e^{-10x} .\left(e^{-2x^{2}+2}\right)' = (-4x)\,e^{-2x^{2}+2} .\left(\ln(\cos x)\right)' = \dfrac{-\operatorname{sen} x}{\cos x} = -\operatorname{tg} x , onde\cos x > 0 .\left(\log_{5}(2x-1)\right)' = \dfrac{2}{(2x-1)\ln 5} , parax > \dfrac{1}{2} .\left(a^{\operatorname{sen}(2x)}\right)' = 2\cos(2x)\,a^{\operatorname{sen}(2x)}\ln a .\left(\left(e^{x}+x\right)^{2}\right)' = 2\left(e^{x}+x\right)\left(e^{x}+1\right) .Os cinco primeiros usam famílias diferentes — exponencial, trigonométrica, logarítmica, basea — e o movimento é sempre o mesmo. A regra da cadeia não distingue de que família é a função de fora.
Estuda
f'(x) = 3x^{2}e^{-x} + x^{3}\left(-e^{-x}\right) = x^{2}e^{-x}(3-x) .- Zeros:
x^{2} = 0 \lor 3-x = 0 , isto éx = 0 oux = 3 (recorda quee^{-x} > 0 ). - Sinal:
x^{2} \geq 0 sempre ee^{-x} > 0 , logo o sinal def' é o de3-x : positivo parax < 3 , negativo parax > 3 .x -\infty 0 3 +\infty Sinal de f' + 0 + 0 − Variação de f ↗ sem extremo ↗ 27e^{-3} máx↘ - Conclusão:
f é crescente em\left]-\infty,\,3\right] e decrescente em\left[3,\,+\infty\right[ . Máximo absolutof(3) = 27e^{-3} \approx 1{,}344 . - Em
x = 0 a derivada anula-se mas não muda de sinal: não há extremo — a curva tem aí um patamar horizontal.É o contraexemplo clássico ao «derivada nula implica extremo». Anular-se é condição necessária, não suficiente.
Laboratório · A função e a sua derivada
interativoA leitura compara o declive da tangente, medido no desenho, com o valor da fórmula da derivada. Move
Python Testar uma regra de derivação
from math import exp, log
h = 1e-6
def f(x):
return exp(-2*x**2 + 2)
def derivada_formula(x):
return -4*x * exp(-2*x**2 + 2)
print(' x numerica formula')
for k in range(-3, 4):
x = k / 2
num = (f(x + h) - f(x - h)) / (2*h)
print(x, ' ', round(num, 7), ' ', round(derivada_formula(x), 7))
# Compara a derivada obtida pela regra da cadeia com uma estimativa numerica.
from math import exp, log
h = 1e-6
def f(x):
return exp(-2*x**2 + 2) # e^(-2x^2+2)
def derivada_formula(x):
return -4*x * exp(-2*x**2 + 2) # (u')e^u, com u = -2x^2+2
print(' x numerica formula')
for k in range(-3, 4):
x = k / 2
# diferenca centrada: mais precisa do que (f(x+h)-f(x))/h
num = (f(x + h) - f(x - h)) / (2*h)
print(x, ' ', round(num, 7), ' ', round(derivada_formula(x), 7))
As duas colunas coincidem até à sétima casa: a regra da cadeia está certa. Troca a fórmula por
Exercícios propostos
Quinze exercícios com a regra da cadeia. O sexto vale por todos: distinguir uma potência de uma exponencial é o que separa uma derivada certa de uma errada.
Determina a função derivada.
a)
Determina a função derivada, indicando o domínio.
a)
Determina a função derivada.
a)
Determina a função derivada, em
a)
Determina a função derivada.
a)
Determina a função derivada.
a)
Determina a função derivada, distinguindo com cuidado os dois casos.
a)
Considera as funções
- (A)
0 - (B)
3 - (C)
\ln 3 - (D)
1
Seja
a) Determina a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de
A concentração de cafeína no sangue, em mg por litro,
a) Determina
Determina a função derivada, simplificando o resultado.
a)
Considera
a) Mostra que
Para cada
a) Determina
Seja
a) Verifica que
Seja
a) Determina uma equação da reta tangente ao gráfico de
- a)
f'(x) = -10\,e^{-10x} . - b)
g'(x) = (-4x)\,e^{-2x^{2}+2} . - c)
h'(x) = 2\,e^{2x+1} . - d)
j'(x) = 3 \times 3x^{2}\,e^{x^{3}} = 9x^{2}e^{x^{3}} .
- a)
f'(x) = \dfrac{3}{3x} = \dfrac{1}{x} , em\mathbb{R}^{+} . - b)
g'(x) = \dfrac{-3}{4-3x} , em\left]-\infty,\, \frac{4}{3}\right[ . - c)
h'(x) = \dfrac{2x}{x^{2}+2} , em\mathbb{R} . - d)
j'(x) = \dfrac{2x}{x^{2}-1} , em\left]-\infty,-1\right[ \cup \left]1,+\infty\right[ .Em a) a derivada de\ln(3x) é a mesma de\ln x — porque\ln(3x) = \ln 3 + \ln x , e uma constante somada não altera a derivada.
- a)
f'(x) = 2^{x}\ln 2 . - b)
g'(x) = 3 \times 5^{3x}\ln 5 . - c)
h'(x) = \dfrac{1}{x\ln 2} , em\mathbb{R}^{+} . - d)
j'(x) = \dfrac{2}{(2x-1)\ln 5} , em\left]\frac{1}{2},\, +\infty\right[ .
Escreve tudo na forma
- a)
f'(x) = \sqrt{2}\,x^{\sqrt{2}-1} . - b)
g(x) = x^{1/2} , logog'(x) = \dfrac{1}{2}x^{-1/2} = \dfrac{1}{2\sqrt{x}} . - c)
h(x) = x^{1/3} , logoh'(x) = \dfrac{1}{3}x^{-2/3} = \dfrac{1}{3\sqrt[3]{x^{2}}} . - d)
j(x) = x^{-2} , logoj'(x) = -2x^{-3} = -\dfrac{2}{x^{3}} .
Em todas: deriva a de fora, deixa a de dentro quieta, multiplica pela derivada da de dentro. Em d), a de fora é o quadrado.
- a)
u = 3x ,u' = 3 :f'(x) = 3\cos(3x). - b)
u = x^{2} ,u' = 2x , e o cosseno traz o sinal de menos:g'(x) = -2x\operatorname{sen}\left(x^{2}\right). - c)
u = 2x-1 ,u' = 2 :h'(x) = \frac{2}{\cos^{2}(2x-1)}. - d) Aqui a de fora é a potência:
j(x) = \left(\operatorname{sen} x\right)^{2} , logoj'(x) = 2\operatorname{sen} x \times \cos x. Repara na diferença entre b) e d): em\cos\left(x^{2}\right) o quadrado está dentro; em\operatorname{sen}^{2} x está fora. A notação é traiçoeira e a derivada é completamente diferente.
Em a) usa
- a)
f'(x) = 2\left(e^{x}+x\right)\left(e^{x}+1\right) . - b)
g'(x) = e^{-x} + x\left(-e^{-x}\right) = (1-x)e^{-x} . - c)
h'(x) = \dfrac{2e^{2x}\,x - e^{2x}}{x^{2}} = \dfrac{(2x-1)e^{2x}}{x^{2}} , em\mathbb{R}\setminus\{0\} . - d)
j'(x) = \dfrac{\left(\ln x\right)'}{\ln x} = \dfrac{1}{x\ln x} , em\left]1,\, +\infty\right[ .O domínio de\ln(\ln x) exige\ln x > 0 , ou sejax > 1 — e não apenasx > 0 .
Na potência a variável está na base; na exponencial está no expoente. As regras são diferentes.
- a) Potência:
f'(x) = 3x^{2} . - b) Exponencial:
g'(x) = 3^{x}\ln 3 . - c) Potência composta:
h'(x) = 3\left(x^{2}+5x\right)^{2}(2x+5) . - d) Exponencial composta:
j'(x) = (2x+5)\,3^{x^{2}+5x}\ln 3 .Este é o erro típico apontado no manual: aplicar\left(u^{n}\right)' = nu^{n-1}u' a uma exponencial, ou o contrário. Antes de derivar, pergunta sempre: onde está ox ?
Calcula as duas derivadas e iguala.
f'(x) = \dfrac{1}{x+k} eg'(x) = \dfrac{1}{x} .\dfrac{1}{x+k} = \dfrac{1}{x} \iff x + k = x \iff k = 0 .
Em b), impõe
- a)
f'(x) = 2e^{2x+3} . Entãof(0) = e^{3} ef'(0) = 2e^{3} . y - e^{3} = 2e^{3}(x-0) \iff y = 2e^{3}x + e^{3} .- b)
2e^{2x+3} = 2 \iff e^{2x+3} = 1 \iff 2x+3 = 0 \iff x = -\dfrac{3}{2} .
Em b), põe
- a)
C'(t) = 40\left(-0{,}4\,e^{-0{,}4t} + 2\,e^{-2t}\right) . - b)
C'(t) = 0 \iff 0{,}4\,e^{-0{,}4t} = 2\,e^{-2t} \iff \dfrac{e^{-0{,}4t}}{e^{-2t}} = \dfrac{2}{0{,}4} = 5 . \dfrac{e^{-0{,}4t}}{e^{-2t}} = e^{-0{,}4t+2t} = e^{1{,}6t} , logoe^{1{,}6t} = 5 .\square 1{,}6t = \ln 5 \iff t = \dfrac{\ln 5}{1{,}6} \approx 1{,}006 horas, ou seja aproximadamente 1 hora.- Antes desse instante
C' é positiva e depois negativa (a exponencial de expoente mais negativo decresce mais depressa), logo trata-se de um máximo.t 0 \frac{\ln 5}{1{,}6} +\infty Sinal de C' n.d. + 0 − Variação de C ↗ máx ↘
a) é um produto, c) um quociente, b) um logaritmo composto. Nenhuma exige regra nova — só juntar as que já há.
- a) Regra do produto:
f'(x) = e^{x}\cos x + e^{x}\left(-\operatorname{sen} x\right) = e^{x}\left(\cos x - \operatorname{sen} x\right). - b) Com
\left(\ln u\right)' = \dfrac{u'}{u} eu = \operatorname{sen} x :g'(x) = \frac{\cos x}{\operatorname{sen} x}. No intervalo dado\operatorname{sen} x > 0 , e por issog está definida. - c) Regra do quociente:
h'(x) = \frac{x\cos x - \operatorname{sen} x}{x^{2}}. Em b),\dfrac{\cos x}{\operatorname{sen} x} é a cotangente — mas o programa não lhe dá nome, e deixar a fracção escrita é resposta completa.
Usa
- a) Para
x > 0 ,x = e^{\ln x} , logox^{x} = \left(e^{\ln x}\right)^{x} = e^{x\ln x} .\square - b) Com
u(x) = x\ln x eu'(x) = \ln x + 1 : f'(x) = \left(\ln x + 1\right)e^{x\ln x} = \left(\ln x + 1\right)x^{x} .- c) Como
x^{x} > 0 , o sinal def' é o de\ln x + 1 : negativo parax < \frac{1}{e} , positivo parax > \frac{1}{e} .x 0 \frac{1}{e} +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ e^{-1/e} mín↗ - Mínimo absoluto em
x = \dfrac{1}{e} , de valorf\left(\frac{1}{e}\right) = \left(\frac{1}{e}\right)^{1/e} = e^{-1/e} \approx 0{,}6922 .Sem a igualdadea^{b} = e^{b\ln a} esta função não se derivaria com nenhuma das regras conhecidas. É a mesma manobra que deu\left(a^{x}\right)' = a^{x}\ln a .
Em c), escreve o ponto de máximo
- a)
f_{k}'(x) = e^{-kx} + x\left(-k\,e^{-kx}\right) = (1-kx)e^{-kx} . - b) Como
e^{-kx} > 0 , o sinal é o de1-kx : positivo parax < \frac{1}{k} , negativo parax > \frac{1}{k} .x -\infty \frac{1}{k} +\infty Sinal de f_{k}' + 0 − Variação de f_{k} ↗ \frac{1}{ke} máx↘ - Há máximo absoluto em
x = \dfrac{1}{k} , de valorf_{k}\left(\frac{1}{k}\right) = \dfrac{1}{k}\,e^{-1} = \dfrac{1}{ke} . - c) O ponto de máximo é
M_{k} = \left(\dfrac{1}{k},\, \dfrac{1}{ke}\right) . Ora, comx = \dfrac{1}{k} , a retay = \dfrac{x}{e} dáy = \dfrac{1}{ke} — exatamente a ordenada deM_{k} .\square Quandok varia, o máximo desliza ao longo de uma reta. Este tipo de «lugar geométrico dos extremos» é um clássico das questões de exame com parâmetro.
Em b) deriva o produto e usa a hipótese
- a) Com
f(x) = 5e^{3x} :f'(x) = 15e^{3x} = 3 \times 5e^{3x} = 3f(x) ✓ ef(0) = 5e^{0} = 5 ✓. - b)
g'(x) = f'(x)e^{-3x} + f(x)\left(-3e^{-3x}\right) = e^{-3x}\left(f'(x) - 3f(x)\right) . - Por hipótese
f'(x) - 3f(x) = 0 , logog'(x) = 0 para todo ox .\square - c) Sendo
g' \equiv 0 em\mathbb{R} ,g é constante:g(x) = g(0) = f(0)e^{0} = 5 . - Então
f(x)e^{-3x} = 5 \iff f(x) = \dfrac{5}{e^{-3x}} = 5e^{3x} . É a única possibilidade.\square A condiçãof' = kf — «a taxa de variação é proporcional ao próprio valor» — é o que define todos os modelos exponenciais da secção 4. Acabámos de provar que esses modelos são os únicos possíveis: o crescimento exponencial não é uma escolha entre muitas, é uma consequência.
Em b), depois de derivar, lembra-te de que o cosseno está sempre entre
- A derivada.
f'(x) = 1 + 2\cos(2x) . - a)
f(0) = 0 + \operatorname{sen} 0 = 0 ef'(0) = 1 + 2\cos 0 = 3 . Comy-y_{0} = m(x-x_{0}) :y = 3x. - b) Como
-1 \leq \cos(2x) \leq 1 , multiplicando por2 e somando1 :-1 \leq 1+2\cos(2x) \leq 3, ou sejaf'(x) \geq -1 . - A igualdade dá-se quando
\cos(2x) = -1 , isto é,2x = {\pi} + 2k{\pi} , comk \in \mathbb{Z} :x = \frac{{\pi}}{2} + k{\pi}, \quad k \in \mathbb{Z}. Enquadrar uma expressão trigonométrica é quase sempre o mesmo movimento: parte-se de-1 \leq \cos u \leq 1 e aplicam-se as operações pela ordem em que aparecem.
Segunda derivada: concavidade e pontos de inflexão
A primeira derivada diz se a função sobe ou desce. A segunda diz de que maneira: se a subida acelera ou abranda. Traduzido em desenho, é o sentido em que a curva se dobra — e o instante em que ela troca de sentido tem nome próprio.
- Determinar a segunda derivada de funções polinomiais, racionais, exponenciais, logarítmicas e trigonométricas.
- Relacionar o sinal e os zeros da segunda derivada com o sentido das concavidades e pontos de inflexão do gráfico de uma função.
1 · Derivar duas vezes
Se
f(x) = x^{4}-4x^{3}+7 :f'(x) = 4x^{3}-12x^{2} ef''(x) = 12x^{2}-24x .g(x) = x^{2}\ln x :g'(x) = 2x\ln x + x eg''(x) = 2\ln x + 3 .h(x) = \dfrac{e^{x}}{x} :h'(x) = \dfrac{e^{x}(x-1)}{x^{2}} eh''(x) = \dfrac{e^{x}\left(x^{2}-2x+2\right)}{x^{3}} .São os três exemplos que as Aprendizagens Essenciais dão como referência de dificuldade para este tema. Simplificarf' antes de derivar outra vez poupa metade do trabalho.
2 · O sinal de f'' e o sentido das concavidades
Dizer que
Seja
Se
A leitura geométrica. Ter a concavidade voltada para cima num intervalo é o mesmo que o gráfico ficar acima de qualquer tangente traçada nesse intervalo; voltada para baixo, abaixo de qualquer tangente. É isso que o laboratório desta secção mostra a mexer.
Não confundir com monotonia. O sinal de
3 · Pontos de inflexão
Um ponto
Duas condições que se esquecem com facilidade:
o ponto tem de existir:
y = x⁴ · não é ponto de inflexão
y = x³ · é ponto de inflexão
Na prática, o estudo faz-se sempre com um quadro — o mesmo instrumento da secção R3, agora com
| Sinal de | + | − | + | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Concavidade de | ∪ | ∩ | ∪ |
É o quadro de
Estudar as concavidades do gráfico de
- Do exemplo anterior,
h''(x) = \dfrac{e^{x}\left(x^{2}-2x+2\right)}{x^{3}} . - O trinómio
x^{2}-2x+2 tem binómio discriminante4-8 = -4 < 0 : não tem zeros e é sempre positivo. Ee^{x} > 0 . - Logo o sinal de
h'' é o sinal dex^{3} , ou seja, o dex : negativo em\left]-\infty,\,0\right[ e positivo em\left]0,\,+\infty\right[ . - Há mudança de sinal em
0 — mas0 não pertence ao domínio. Não há ponto de inflexão.A resposta correta é: concavidade voltada para baixo em\left]-\infty,0\right[ , para cima em\left]0,+\infty\right[ , sem pontos de inflexão.
Laboratório · A tangente que roda
interativoArrasta
Python Encontrar pontos de inflexão sem a fórmula de f''
from math import exp
H = 1e-4
def f(x):
return x**4 - 4*x**3 + 7
def d2(x):
return (f(x + H) - 2*f(x) + f(x - H)) / H**2
print(' x f\'\'(x) aproximada')
anterior = d2(-1.0)
for k in range(-10, 41):
x = k / 10
v = d2(x)
if v * anterior < 0:
print('mudanca de sinal perto de x =', round(x, 2))
anterior = v
if k % 5 == 0:
print('%5.1f %14.4f' % (x, v))
# A segunda derivada tambem se aproxima por diferencas: e' a diferenca
# das diferencas. A formula centrada e' (f(x+h) - 2f(x) + f(x-h)) / h^2.
from math import exp
H = 1e-4 # maior do que o h da primeira derivada: h^2 no denominador
# amplifica o erro de arredondamento
def f(x):
return x**4 - 4*x**3 + 7
def d2(x):
return (f(x + H) - 2*f(x) + f(x - H)) / H**2
print(' x f\'\'(x) aproximada')
anterior = d2(-1.0)
for k in range(-10, 41):
x = k / 10
v = d2(x)
# o mesmo criterio do quadro de sinais: procura-se a TROCA
if v * anterior < 0:
print('mudanca de sinal perto de x =', round(x, 2))
anterior = v
if k % 5 == 0:
print('%5.1f %14.4f' % (x, v))
O programa encontra as trocas perto de
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre a segunda derivada. O método é sempre o mesmo — calcular
Determina a segunda derivada de cada uma das funções seguintes.
a)
De uma função
a) Estuda o sinal de
Considera a função
a) Determina
Considera as funções
a) Mostra que
Considera a função
onde
Sabe-se que o ponto
Considera a função
a) Mostra que
Considera a função
a) Mostra que
Um objeto move-se numa reta e a sua posição, em metros,
a) Determina a velocidade
Considera a função
a) Mostra que
Na figura está representada parte do gráfico de
a) Indica os intervalos em que o gráfico de
Numa epidemia num concelho, o número de pessoas infetadas
a) Mostra que
Seja
Sem recorrer à calculadora, estuda a função
Na tua resposta, apresenta os intervalos em que a concavidade está voltada para cima, os intervalos em que está voltada para baixo, e as coordenadas dos pontos de inflexão.
Seja
a) Mostra que, nesse intervalo,
Resolve recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.
De uma função
Considera as afirmações seguintes:
I.
Indica quais são verdadeiras, justificando.
Considera, para cada número real
a) Determina os valores de
A segunda derivada é a derivada da derivada: deriva uma vez, simplifica, deriva outra vez.
- a)
f'(x) = 4x^{3}-12x^{2} ef''(x) = 12x^{2}-24x . - b)
g'(x) = 6e^{2x} eg''(x) = 12e^{2x} . - c)
h'(x) = \dfrac{1}{x} = x^{-1} eh''(x) = -x^{-2} = -\dfrac{1}{x^{2}} . - d)
j'(x) = -\dfrac{1}{x^{2}} ej''(x) = \dfrac{2}{x^{3}} .Repara em c):h'' < 0 em todo o domínio. O logaritmo tem sempre a concavidade voltada para baixo — é por isso que o seu gráfico «abranda».
- a)
6x-12 = 0 \iff x = 2 , e o sinal é o de uma reta crescente: negativo antes de2 , positivo depois. - b) Concavidade voltada para baixo em
\left]-\infty,\,2\right] e para cima em\left[2,\,+\infty\right[ . - c) Há mudança de sinal em
2 , logo a abcissa do ponto de inflexão éx = 2 .
Fatoriza
- a)
f'(x) = 4x^{3}-12x^{2} ef''(x) = 12x^{2}-24x = 12x(x-2) . Zeros:x = 0 ex = 2 . - b) É uma parábola com a concavidade para cima: positiva fora de
[0,\,2] e negativa entre0 e2 .x -\infty 0 2 +\infty Sinal de f'' + 0 − 0 + Concavidade de f ∪ \text{P.I.} ∩ \text{P.I.} ∪ - c)
f(0) = 7 ef(2) = 16-32+7 = -9 . Os pontos de inflexão são(0,\,7) e(2,\,-9) .
Estuda o sinal de cada segunda derivada dos dois lados de
- a)
f''(x) = 12x^{2} eg''(x) = 6x . Ambas se anulam em0 . - b)
f''(x) = 12x^{2} \geq 0 para todo ox : não muda de sinal, e a concavidade def está sempre voltada para cima. Não há ponto de inflexão. - Já
g''(x) = 6x é negativa antes de0 e positiva depois: há mudança de sinal, logo(0,\,0) é ponto de inflexão do gráfico deg . - c)
f''(a) = 0 é condição necessária mas não suficiente. O que caracteriza o ponto de inflexão é a mudança de sinal def'' .É o mesmo padrão def'(a) = 0 para os extremos, visto na secção R3: anular-se não chega, tem de trocar de sinal.
Duas informações, duas equações: o ponto pertence ao gráfico, e a segunda derivada anula-se na sua abcissa.
- A segunda derivada.
f'(x) = 3x^{2}+2ax+b ef''(x) = 6x+2a . - Primeira condição. Num ponto de inflexão a segunda derivada anula-se:
f''(1) = 0 \iff 6+2a = 0 \iff a = -3. - Segunda condição. O ponto pertence ao gráfico, logo
f(1) = 3 :1+a+b+1 = 3 \iff 1-3+b+1 = 3 \iff b = 4. - Confirmar. Com
a = -3 vemf''(x) = 6x-6 , que muda de sinal em1 — negativa antes, positiva depois. Há mesmo ponto de inflexão.O terceiro passo não é decoração:f''(1) = 0 sozinho não garante inflexão. Sem a mudança de sinal, os valores encontrados podiam não servir.
Regra do produto duas vezes. Em b), resolve
- a)
g'(x) = 2x\ln x + x^{2} \times \dfrac{1}{x} = 2x\ln x + x . Derivando outra vez:g''(x) = 2\ln x + 2x \times \frac{1}{x} + 1 = 2\ln x + 3. - b)
2\ln x + 3 = 0 \iff \ln x = -\dfrac{3}{2} \iff x = e^{-3/2} . - Como
\ln é crescente,g'' é negativa antes dee^{-3/2} e positiva depois: concavidade para baixo em\left]0,\,e^{-3/2}\right] e para cima em\left[e^{-3/2},\,+\infty\right[ . - A ordenada é
g\left(e^{-3/2}\right) = e^{-3} \times \left(-\dfrac{3}{2}\right) = -\dfrac{3}{2e^{3}} . O ponto de inflexão é\left(e^{-3/2},\,-\frac{3}{2e^{3}}\right) .
Regra do quociente duas vezes. Em b), repara no sinal do numerador: será que
- a)
h'(x) = \dfrac{e^{x}x - e^{x}}{x^{2}} = \dfrac{e^{x}(x-1)}{x^{2}} . Derivando:h''(x) = \frac{\left[e^{x}(x-1)+e^{x}\right]x^{2} - e^{x}(x-1)\,2x}{x^{4}} = \frac{e^{x}\left[x^{2}-2(x-1)\right]}{x^{3}} = \frac{e^{x}\left(x^{2}-2x+2\right)}{x^{3}}. - b) O binómio discriminante de
x^{2}-2x+2 é4-8 = -4 < 0 : o numerador nunca se anula e é sempre positivo. Comoe^{x} > 0 , o sinal deh'' é o sinal dex^{3} , ou seja, o dex . - Concavidade voltada para baixo em
\left]-\infty,\,0\right[ e para cima em\left]0,\,+\infty\right[ . - Não há ponto de inflexão: em
0 a função não está definida, e um ponto de inflexão tem de pertencer ao gráfico.É a confusão mais comum do tema:f'' muda de sinal, mas não há inflexão porque não há ponto.
A velocidade é a primeira derivada da posição; a aceleração é a derivada da velocidade, isto é, a segunda derivada da posição.
- a)
s'(t) = 3t^{2}-12t+9 es''(t) = 6t-12 . - b)
6t-12 = 0 \iff t = 2 . A aceleração é negativa antes de2 s e positiva depois. - c) É exatamente o ponto de inflexão do gráfico de
s : a concavidade passa de voltada para baixo a voltada para cima emt = 2 , coms(2) = 8-24+18 = 2 . - Fisicamente: até aos
2 s o objeto está a travar; a partir daí volta a acelerar. O ponto de inflexão é o instante em que a travagem se inverte.
Duas aplicações da regra do produto. Em b),
- a)
f'(x) = e^{-x} - x e^{-x} = (1-x)e^{-x} . Derivando outra vez:f''(x) = -e^{-x} - (1-x)e^{-x} = e^{-x}\left[-1-1+x\right] = (x-2)e^{-x}. - b) Como
e^{-x} > 0 , o sinal def'' é o dex-2 : negativo antes de2 , positivo depois.x -\infty 2 +\infty Sinal de f'' − 0 + Concavidade de f ∩ \text{P.I.} ∪ - A ordenada é
f(2) = 2e^{-2} . O ponto de inflexão é\left(2,\,\frac{2}{e^{2}}\right) .
O que interessa no gráfico de
- a)
f'' está acima do eixo em\left]-\infty,\,-1\right[ e em\left]3,\,+\infty\right[ . Nesses intervalos o gráfico def tem a concavidade voltada para cima. - b)
f'' muda de sinal em-1 e em3 : são dois pontos de inflexão. - Repara que
f'' tem um mínimo emx = 1 — e isso não corresponde a nada de especial no gráfico def . Só os zeros com mudança de sinal contam.Ler o gráfico def'' é como ler o def' na secção R3: procura-se o sinal, não a forma.
Em a), regra do produto duas vezes, pondo
- a) Primeira derivada. Pela regra do produto,
N'(t) = 120t\,e^{-0{,}5t} + 60t^{2}\left(-0{,}5\right)e^{-0{,}5t} = 30t\left(4-t\right)e^{-0{,}5t}. - Segunda derivada. Escrevendo
N'(t) = \left(120t-30t^{2}\right)e^{-0{,}5t} ,N''(t) = \left(120-60t\right)e^{-0{,}5t} + \left(120t-30t^{2}\right)\left(-0{,}5\right)e^{-0{,}5t} = \left(120-60t-60t+15t^{2}\right)e^{-0{,}5t} = 15\left(t^{2}-8t+8\right)e^{-0{,}5t}. - b) Os zeros. Como
e^{-0{,}5t} > 0 , o sinal deN'' é o do trinómio:t^{2}-8t+8 = 0 \iff t = \frac{8 \pm \sqrt{64-32}}{2} = 4 \pm 2\sqrt{2}. Os dois valores são positivos, logo pertencem ao domínio. - O trinómio é positivo fora das raízes e negativo entre elas, e muda de sinal em ambas: há dois pontos de inflexão, de abcissas
4-2\sqrt{2} \approx 1{,}2 e4+2\sqrt{2} \approx 6{,}8 . - c) A interpretação. Entre os dois,
N'' é negativa eN' é decrescente; fora deles,N' é crescente. ComoN cresce até ao dia4 , emt = 4-2\sqrt{2} o ritmo de crescimento passa de crescente a decrescente: é o dia em que aparecem mais infetados novos. - Depois do dia
4 o número de infetados desce, e emt = 4+2\sqrt{2} o ritmo de descida deixa de aumentar: é o dia em que a epidemia recua mais depressa.O máximo deN é onde há mais infetados; o ponto de inflexão é onde a situação muda mais depressa. São perguntas diferentes, e é frequente confundi-las.
Só interessa o primeiro ramo. Deriva
- Em
\left]-\infty,\,0\right[ ,g(x) = 6\ln(-x)+x^{2} . g'(x) = 6 \times \dfrac{-1}{-x} + 2x = \dfrac{6}{x} + 2x .g''(x) = -\dfrac{6}{x^{2}} + 2 = \dfrac{2x^{2}-6}{x^{2}} .- O denominador é positivo, logo o sinal é o de
2x^{2}-6 = 2\left(x^{2}-3\right) , que se anula emx = \pm\sqrt{3} . No intervalo em estudo só interessax = -\sqrt{3} .x -\infty -\sqrt{3} 0 Sinal de f'' + 0 − Concavidade de f ∪ \text{P.I.} ∩ - Concavidade voltada para cima em
\left]-\infty,\,-\sqrt{3}\right] e para baixo em\left[-\sqrt{3},\,0\right[ . - A ordenada é
g\left(-\sqrt{3}\right) = 6\ln\sqrt{3}+3 = 3\ln 3 + 3 . O ponto de inflexão é\left(-\sqrt{3},\,3\ln 3 + 3\right) .
Escreve
- a) Com
u = \ln(-x) , tem-seu' = \dfrac{-1}{-x} = \dfrac{1}{x} . Entãof'(x) = \frac{1}{2} \times 2u \times u' + 1 = \frac{\ln(-x)}{x} + 1. - Derivando outra vez, pela regra do quociente:
f''(x) = \frac{\frac{1}{x} \times x - \ln(-x) \times 1}{x^{2}} = \frac{1-\ln(-x)}{x^{2}}. - b) O denominador é positivo. O sinal é o de
1-\ln(-x) , que se anula quando\ln(-x) = 1 \iff -x = e \iff x = -e . - Como
\ln(-x) é decrescente emx (quanto mais negativo ox , maior-x ), tem-se1-\ln(-x) < 0 parax < -e e> 0 para-e < x < -1 .x -\infty -e -1 Sinal de f'' − 0 + Concavidade de f ∩ \text{P.I.} ∪ - Concavidade para baixo em
\left]-\infty,\,-e\right] e para cima em\left[-e,\,-1\right[ . A ordenada éf(-e) = \dfrac{1}{2} \times 1 - e = \dfrac{1}{2}-e .
- I é falsa. Um contraexemplo basta:
f(x) = x^{2} temf''(x) = 2 > 0 e não é crescente em\mathbb{R} — decresce em\left]-\infty,\,0\right] . - II é verdadeira.
f'' é a derivada def' ; sendo positiva em\mathbb{R} , a funçãof' é crescente em\mathbb{R} . - III é verdadeira. Um ponto de inflexão exige mudança de sinal de
f'' , e aquif'' é sempre positiva. A concavidade está sempre voltada para cima. - A confusão em I é frequente: o sinal de
f'' governa a monotonia def' , não a def . Quem governa a monotonia def éf' .Vale a pena guardar a cadeia: sinal def' → monotonia def ; sinal def'' → monotonia def' → concavidade def .
Calcula
- A segunda derivada.
f_{k}'(x) = 4x^{3}+2kx ef_{k}''(x) = 12x^{2}+2k. - Quando
k < 0 . A equação12x^{2}+2k = 0 dáx^{2} = -\dfrac{k}{6} > 0 , ou sejax = -\sqrt{-\frac{k}{6}} \quad \lor \quad x = \sqrt{-\frac{k}{6}}. São dois zeros distintos de uma parábola com a concavidade voltada para cima: em ambos há mudança de sinal, logo há exatamente dois pontos de inflexão. - a) A resposta é
k < 0 , isto é,k \in \left]-\infty,\,0\right[ . - b) Quando
k > 0 . Tem-se12x^{2} \geq 0 e2k > 0 , logof_{k}''(x) > 0 para todo ox : nunca se anula, e a concavidade está sempre voltada para cima. - Quando
k = 0 . Ficaf_{0}''(x) = 12x^{2} , que se anula em0 mas é positiva dos dois lados — não muda de sinal. É o caso dey = x^{4} : zero da segunda derivada sem ponto de inflexão.Os três casos separam-se pelo sinal dek , e o casok = 0 é o único em quef'' tem um zero que não conta. É sempre o caso de fronteira que é preciso tratar à parte.
Problemas de otimização
A pergunta «qual é o maior?» tem, desde a secção R3, uma resposta mecânica: derivar, achar os zeros, fazer o quadro. O que é difícil não é isso — é chegar até lá. É traduzir um enunciado com uma folha de cartão, dois postes ou uma lata numa função de uma só variável, e saber em que intervalo ela faz sentido.
- Resolver problemas de otimização tendo por base funções deriváveis.
1 · O método, em cinco passos
1. Identificar a grandeza a otimizar e dar-lhe um nome.2. Escrevê-la como função de uma só variável, usando as condições do problema para eliminar as outras.3. Determinar o domínio no contexto — não o da expressão, o do problema.4. Derivar, achar os zeros da derivada que pertencem ao domínio e fazer o quadro de sinais.5. Responder à pergunta feita, com as unidades e com o arredondamento pedido.
O passo 3 é o que mais desconta. A expressão
O passo 5 também: se o enunciado pergunta as dimensões, não basta dar o
De uma folha de
- A grandeza. O volume
V , em cm³. - Uma variável. Depois de cortar, a altura é
x e a base mede(20-2x) por(12-2x) :V(x) = x(20-2x)(12-2x) = 4x^{3}-64x^{2}+240x. - O domínio. As três medidas têm de ser positivas:
x > 0 ,20-2x > 0 e12-2x > 0 . A mais restritiva é a última, logoD_{V} = \left]0,\,6\right[ . - A derivada.
V'(x) = 12x^{2}-128x+240 = 4\left(3x^{2}-32x+60\right) , com zerosx = \frac{32 \pm \sqrt{304}}{6}, \quad \text{isto é,} \quad x \approx 2{,}43 \ \text{ou} \ x \approx 8{,}24. Só2{,}43 pertence a\left]0,\,6\right[ . O outro descarta-se — e escreve-se que se descartou. - O quadro. A parábola
V' tem a concavidade voltada para cima, logo é positiva antes de2{,}43 e negativa depois, dentro do domínio. - A resposta. O volume é máximo para
x \approx 2{,}4 cm.
Para cada
Determina o valor de
- 1 · A função a otimizar. A base mede
x e a alturae^{-x} , logoA(x) = xe^{-x}, \qquad x \in \left]0,\,+\infty\right[. - 2 · Derivar. Pela regra do produto,
A'(x) = 1 \times e^{-x} + x \times \left(-e^{-x}\right) = (1-x)e^{-x}. - 3 · Zeros e sinal. Como
e^{-x} > 0 , o sinal deA' é o de1-x : positiva em\left]0,\,1\right[ e negativa em\left]1,\,+\infty\right[ . - 4 · Concluir.
A é crescente até1 e decrescente depois: há um máximo absoluto emx = 1 . - 5 · Responder à pergunta feita. A área máxima é
A(1) = 1 \times e^{-1} = \frac{1}{e} \approx 0{,}37. O passo 4 não se salta:A'(1) = 0 só diz que ali pode haver extremo. É a mudança de sinal deA' que garante que é máximo — e o quadro é a maneira mais rápida de a mostrar.
2 · A segunda derivada como confirmação
O quadro de sinais de
Se
É cómodo, mas não substitui o quadro: o teste é local e não diz nada sobre extremos absolutos, nem sobre o que acontece nas pontas de um domínio fechado. Num intervalo
Laboratório · A caixa que se dobra
interativoRepara em duas coisas. O domínio muda com a folha: o corte nunca pode passar de metade da menor dimensão. E o maximizante não é metade do domínio — a curva é assimétrica.
Python Otimizar sem derivar
def volume(x, a=20, b=12):
return x * (a - 2*x) * (b - 2*x)
def maximo(a=20, b=12, n=200000):
lo, hi = 0, min(a, b) / 2
melhor_x, melhor_v = None, -1
for k in range(1, n):
x = lo + (hi - lo) * k / n
v = volume(x, a, b)
if v > melhor_v:
melhor_v, melhor_x = v, x
return melhor_x, melhor_v
x, v = maximo()
print('x otimo : %.4f cm' % x)
print('volume max : %.4f cm3' % v)
# Forca bruta: varre o dominio todo e guarda o melhor valor encontrado.
# Nao e' uma demonstracao - e' uma verificacao da conta feita a' mao.
def volume(x, a=20, b=12):
return x * (a - 2*x) * (b - 2*x)
def maximo(a=20, b=12, n=200000):
lo, hi = 0, min(a, b) / 2 # o DOMINIO do problema, nao o da expressao
melhor_x, melhor_v = None, -1
for k in range(1, n):
x = lo + (hi - lo) * k / n
v = volume(x, a, b)
if v > melhor_v: # so' guarda quando melhora
melhor_v, melhor_x = v, x
return melhor_x, melhor_v
x, v = maximo()
print('x otimo : %.4f cm' % x)
print('volume max : %.4f cm3' % v)
Dá
Exercícios propostos
Doze problemas de otimização. Em todos, escreve o domínio no contexto antes de derivar — e confirma, no fim, que a resposta lá pertence.
De todos os retângulos com
a) Sendo
De uma folha de cartão retangular com
a) Mostra que o volume, em cm³, é
Uma lata cilíndrica sem tampa tem
a) Mostra que a área do material usado é
Uma função
a) Determina os zeros de
Dois postes verticais, de
a) Sendo
A concentração de um fármaco no sangue, em mg/L,
a) Determina o instante em que a concentração é máxima.b) Calcula esse valor máximo, com aproximação às centésimas.
Considera a função
a) Escreve a área de
Na figura,
a) Escreve a área do triângulo em função de
O custo de produção, em euros, de
a) Determina o custo médio por milhar,
Considera a parábola de equação
a) Mostra que o quadrado da distância de
Considera, para cada
a) Mostra que
Uma chapa de
a) Escreve a área da secção em função de
Do perímetro tiras o outro lado em função de
- a) Se um lado mede
x , o perímetro dá2x + 2y = 40 , logoy = 20-x eA(x) = x(20-x) . - Para haver retângulo é preciso
x > 0 e20-x > 0 . LogoD_{A} = \left]0,\,20\right[ .O domínio é do problema, não da expressão. A expressãox(20-x) faz sentido em\mathbb{R} ; o retângulo não. - b)
A'(x) = 20-2x , que se anula emx = 10 .x 0 10 20 Sinal de A' + 0 − Variação de A ↗ 100 máx↘ - A área é máxima em
x = 10 , e entãoy = 10 : o retângulo é um quadrado de lado10 cm, com100 cm² de área.
Depois de cortar, a base mede
- a) A altura é
x e a base mede(20-2x) por(12-2x) , logoV(x) = x(20-2x)(12-2x) . - É preciso
x > 0 ,20-2x > 0 e12-2x > 0 , ou seja0 < x < 6 . LogoD_{V} = \left]0,\,6\right[ . - b) Desenvolvendo,
V(x) = 4x^{3}-64x^{2}+240x , eV'(x) = 12x^{2}-128x+240 = 4\left(3x^{2}-32x+60\right). - Os zeros de
3x^{2}-32x+60 sãox = \dfrac{32 \pm \sqrt{1024-720}}{6} = \dfrac{32 \pm \sqrt{304}}{6} , ou sejax \approx 2{,}43 ex \approx 8{,}24 . - Só o primeiro pertence ao domínio. Como
V' é uma parábola com a concavidade voltada para cima, é positiva antes de2{,}43 e negativa depois — dentro de\left]0,\,6\right[ .x 0 2{,}43 6 Sinal de V' + 0 − Variação de V ↗ 262{,}7 máx↘ - O volume é máximo para
x \approx 2{,}4 cm.Descartar a raiz8{,}24 não é um pormenor: é a aplicação da checklist — a resposta tem de estar no domínio.
Do volume
- a) De
\pi r^{2}h = 500 vemh = \dfrac{500}{\pi r^{2}} . A área éA(r) = \pi r^{2} + 2\pi r h = \pi r^{2} + 2\pi r \times \frac{500}{\pi r^{2}} = \pi r^{2} + \frac{1000}{r}, comD_{A} = \mathbb{R}^{+} , porque o raio tem de ser positivo. - b)
A'(r) = 2\pi r - \dfrac{1000}{r^{2}} = \dfrac{2\pi r^{3}-1000}{r^{2}} . - O denominador é positivo, logo o sinal é o do numerador:
2\pi r^{3} = 1000 \iff r = \sqrt[3]{\dfrac{500}{\pi}} \approx 5{,}42 .x 0 5{,}4 +\infty Sinal de A' − 0 + Variação de A ↘ 276{,}8 mín↗ - A área é mínima para
r \approx 5{,}4 cm.
O domínio é
- a)
3t^{2}-24t+36 = 3\left(t^{2}-8t+12\right) = 3(t-2)(t-6) . Zeros:t = 2 et = 6 , ambos no domínio. - b) A parábola tem a concavidade voltada para cima: positiva fora de
[2,\,6] , negativa entre.x 0 2 6 10 Sinal de C' + 0 − 0 + Variação de C ↗ máx ↘ mín ↗ - c)
t = 2 é maximizante et = 6 é minimizante, ambos relativos. - Nos extremos do domínio também há extremos:
t = 0 é minimizante et = 10 é maximizante — não relativos, mas absolutos, e contam.Num domínio fechado os extremos absolutos podem estar nas pontas, mesmo sem a derivada se anular lá. Esquecer as pontas é dos erros mais caros.
Cada troço é a hipotenusa de um triângulo retângulo. Depois de derivar, resolve a equação isolando as duas raízes e elevando ao quadrado.
- a)
L(x) = \sqrt{x^{2}+36} + \sqrt{(10-x)^{2}+64} , comD_{L} = \left[0,\,10\right] —P está entre os postes. - b)
L'(x) = \frac{x}{\sqrt{x^{2}+36}} - \frac{10-x}{\sqrt{(10-x)^{2}+64}}. L'(x) = 0 quando\dfrac{x}{\sqrt{x^{2}+36}} = \dfrac{10-x}{\sqrt{(10-x)^{2}+64}} . Elevando ao quadrado e simplificando:x^{2}\left[(10-x)^{2}+64\right] = (10-x)^{2}\left(x^{2}+36\right) \iff 64x^{2} = 36(10-x)^{2}. - Como
x \geq 0 e10-x \geq 0 , tira-se a raiz quadrada de ambos os membros:8x = 6(10-x) , logo14x = 60 ex = \dfrac{30}{7} \approx 4{,}3 . L' é negativa antes e positiva depois, logo trata-se de um mínimo. O pontoP fica a\approx 4{,}3 m do primeiro poste.Repara na proporção:\frac{x}{10-x} = \frac{6}{8} . O ponto divide a distância na razão das alturas — é a lei da reflexão, e não é coincidência.
Regra do produto, e depois põe
- a)
C'(t) = 12e^{-0{,}4t} + 12t \times (-0{,}4)e^{-0{,}4t} = 12e^{-0{,}4t}\left(1-0{,}4t\right). - Como
12e^{-0{,}4t} > 0 , o sinal deC' é o de1-0{,}4t , que se anula emt = 2{,}5 .x 0 2{,}5 +\infty Sinal de C' + 0 − Variação de C ↗ 11{,}04 máx↘ - A concentração é máxima ao fim de
2{,}5 horas, ou seja,2 h e30 min. - b)
C(2{,}5) = 30e^{-1} \approx 11{,}04 mg/L.
A área é base vezes altura. Simplifica antes de derivar — a expressão fica muito mais simples do que parece.
- a) A base mede
a e a alturaf(a) = \dfrac{\ln a}{a} , logoA(a) = a \times \frac{\ln a}{a} = \ln a. Para a área ser positiva é preciso\ln a > 0 , ou sejaa > 1 :D_{A} = \left]1,\,+\infty\right[ . - b)
A'(a) = \dfrac{1}{a} > 0 para todo oa do domínio: a área é estritamente crescente e não tem máximo. - A área cresce sem limite, embora muito devagar — é o crescimento logarítmico.Nem todo o problema de otimização tem solução. Responder «não existe máximo», com a justificação, é uma resposta completa.
A área de um triângulo é
- a)
A(x) = \dfrac{1}{2}x e^{-x} , comD_{A} = \mathbb{R}^{+} . - b)
A'(x) = \frac{1}{2}\left(e^{-x} - x e^{-x}\right) = \frac{1}{2}e^{-x}(1-x). - Como
\frac{1}{2}e^{-x} > 0 , o sinal é o de1-x , que se anula emx = 1 .x 0 1 +\infty Sinal de A' + 0 − Variação de A ↗ \frac{1}{2e} máx↘ - A área é máxima em
x = 1 e valeA(1) = \dfrac{1}{2e} \approx 0{,}18 .
Simplifica
- a)
M(x) = x^{2}-12x+60+\dfrac{100}{x} , em\left]0,\,10\right] . - b)
M'(x) = 2x-12-\frac{100}{x^{2}} = \frac{2x^{3}-12x^{2}-100}{x^{2}}. - O denominador é positivo; o numerador
2\left(x^{3}-6x^{2}-50\right) anula-se emx \approx 7{,}66 (por tentativa: em7 vale-149 e em8 vale28 ). - Esse valor pertence ao domínio. O numerador é negativo antes e positivo depois, logo
M decresce até7{,}66 e cresce a seguir: é um mínimo.x 0 7{,}66 10 Sinal de M' − 0 + Variação de M ↘ 26{,}0 mín↗ - O custo médio é mínimo para
x \approx 7{,}7 milhares de unidades.
Em c), pensa no que a função raiz quadrada faz à monotonia.
- a)
d^{2}(x) = (x-3)^{2}+\left(x^{2}-0\right)^{2} = x^{2}-6x+9+x^{4} = x^{4}+x^{2}-6x+9. - b)
\left(d^{2}\right)'(x) = 4x^{3}+2x-6 = 2\left(2x^{3}+x-3\right) . - Por inspeção,
x = 1 é raiz:2+1-3 = 0 . Dividindo,2x^{3}+x-3 = (x-1)\left(2x^{2}+2x+3\right) , e o segundo fator tem binómio discriminante4-24 < 0 : não tem zeros e é sempre positivo. - Logo o sinal de
\left(d^{2}\right)' é o dex-1 : negativo antes, positivo depois. Há um mínimo emx = 1 , e o ponto éP(1,\,1) . - c) A função
u \mapsto \sqrt{u} é estritamente crescente em\mathbb{R}^{+}_{0} . Logod ed^{2} têm os mesmos minimizantes — ed^{2} é polinomial, muito mais cómoda de derivar.É um truque geral: compor com uma função estritamente crescente não muda onde estão os extremos, só os valores.
Deriva, iguala a zero e não te esqueças de que
- a)
f_{k}'(x) = k - \dfrac{9}{x^{2}} = \dfrac{kx^{2}-9}{x^{2}} . - O denominador é positivo; o numerador anula-se quando
x^{2} = \dfrac{9}{k} , e comox > 0 ,x = \dfrac{3}{\sqrt{k}} . - O numerador é negativo antes e positivo depois: há mínimo em
x = \dfrac{3}{\sqrt{k}} .x 0 \frac{3}{\sqrt{k}} +\infty Sinal de f_{k}' − 0 + Variação de f_{k} ↘ 6\sqrt{k} mín↗ - b) O valor mínimo é
f_{k}\left(\frac{3}{\sqrt{k}}\right) = k \times \frac{3}{\sqrt{k}} + \frac{9\sqrt{k}}{3} = 3\sqrt{k}+3\sqrt{k} = 6\sqrt{k}. 6\sqrt{k} = 12 \iff \sqrt{k} = 2 \iff k = 4 .
Depois de dobrar, as duas abas medem
- a) A altura é
x e a largura do fundo é60-2x , logoA(x) = x(60-2x) = 60x-2x^{2}. É precisox > 0 e60-2x > 0 , logoD_{A} = \left]0,\,30\right[ . - b)
A'(x) = 60-4x , que se anula emx = 15 .x 0 15 30 Sinal de A' + 0 − Variação de A ↗ 450 máx↘ - A área é máxima para
x = 15 cm, e valeA(15) = 15 \times 30 = 450 cm². - c)
A''(x) = -4 < 0 para todo ox : o gráfico tem a concavidade voltada para baixo em todo o domínio, o que confirma que o ponto crítico é um máximo.É o teste da segunda derivada: ondef'(a) = 0 ef''(a) < 0 , há máximo; sef''(a) > 0 , mínimo. O quadro de sinais def' chega, mas a segunda derivada dá a confirmação em duas linhas.
Python e pensamento computacional
Três problemas que só existem porque a máquina existe. Não são traduções de contas para código: são perguntas que a folha de papel não sabe responder — qual é o melhor
- Utilizar a tecnologia para resolver problemas que envolvam funções exponenciais e logarítmicas, incluindo equações sem solução algébrica.
- Explorar a utilização da programação na determinação aproximada de zeros, de extremos e de imagens por uma função inversa.
Os programas correm no Python Math Studio, a consola que já vive nesta página. Em cada bloco há o botão ▶ Correr no compilador — a consola abre com o programa escrito, basta carregar em Run Code. O botão 💬 Explicar o código troca o programa pela versão comentada linha a linha.
Nenhum destes três problemas se resolve com uma fórmula. Todos se resolvem com um algoritmo — e todos têm um caso de fronteira que o faz falhar se não for previsto. É esse caso de fronteira o verdadeiro conteúdo de cada problema.
Consola de Python
corre no navegadorprograma inserido no editor — carrega em Run CodeComo usar
- Num bloco de código desta página, carrega em ▶ Correr no compilador — a consola abre-se com o programa já escrito.
- Carrega em Run Code e lê a saída.
- Muda os valores e volta a correr — é assim que se explora.
from math import * · log, exp, e
numpy · malhas e vetores
sympy · contas exatas
matplotlib · gráficos
Corre tudo dentro do teu navegador: nada sai do computador, e funciona sem ligação à Internet.
A máquina confirma resultados; nos itens de construção o exame exige a resolução analítica justificada.
1 · O melhor h não é o mais pequeno
DecomposiçãoReconhecimento de padrõesErros de vírgula flutuante
A derivada é um limite:
A segunda é a média das razões incrementais dos dois lados, e os erros dos dois lados cancelam-se em parte. Por isso é a que se usa.
O desafio. Diminuir
from math import log
def f(x):
return log(x) / x
def D(f, x, h): # diferenca centrada
return (f(x + h) - f(x - h)) / (2*h)
# f'(x) = (1 - ln x) / x**2 -> f'(1) = 1. Qual e' o melhor h?
print(' h D(f,1,h) erro')
for k in range(1, 15):
h = 10.0**(-k)
d = D(f, 1, h)
print('1e-%-2d %18.14f %.3e' % (k, d, abs(d - 1)))
from math import log
def f(x):
return log(x) / x
# A definicao diz f'(x) = lim (f(x+h) - f(x)) / h.
# Na maquina nao ha limites: ha' um h pequeno mas FIXO.
# A diferenca CENTRADA usa os dois lados e engana-se muito menos.
def D(f, x, h):
return (f(x + h) - f(x - h)) / (2*h)
# Sabemos a resposta exata: f'(x) = (1 - ln x)/x**2, logo f'(1) = 1.
# Isso deixa-nos MEDIR o erro em vez de o adivinhar.
print(' h D(f,1,h) erro')
for k in range(1, 15):
h = 10.0**(-k) # h = 0.1, 0.01, 0.001, ...
d = D(f, 1, h)
# %.3e escreve em notacao cientifica: e' assim que se ve' uma ordem de grandeza
print('1e-%-2d %18.14f %.3e' % (k, d, abs(d - 1)))
O erro desce, atinge um mínimo por volta de
Segunda parte. Com o
from math import log, e
H = 1e-6 # o h que ganhou a corrida acima
EPS = 1e-12 # criterio de paragem da bissecao
def f(x):
return log(x) / x
def D(x):
return (f(x + H) - f(x - H)) / (2*H)
def varre(a, b, n):
"""Percorre a malha e devolve os intervalos onde D muda de sinal."""
passo = (b - a) / n
trocas = []
x0, d0 = a, D(a)
for i in range(1, n + 1):
x1 = a + i * passo
d1 = D(x1)
if (d0 < 0) != (d1 < 0): # mudou de sinal: ha' extremo entre os dois
trocas.append((x0, x1, d0))
x0, d0 = x1, d1
return trocas
def aperta(x0, x1, d0):
"""Bissecao sobre a derivada. Termina sempre: o intervalo e' sempre metade."""
while x1 - x0 > EPS * (1 + abs(x0)):
m = (x0 + x1) / 2
dm = D(m)
if dm == 0:
return m
if (dm < 0) == (d0 < 0):
x0, d0 = m, dm
else:
x1 = m
return (x0 + x1) / 2
for (x0, x1, d0) in varre(0.5, 8, 300):
c = aperta(x0, x1, d0)
tipo = 'maximo' if d0 > 0 else 'minimo'
print('%s relativo em x = %.12f f(x) = %.12f' % (tipo, c, f(c)))
print('exato: e = %.12f 1/e = %.12f' % (e, 1/e))
from math import log, e
H = 1e-6 # h fixo: nem grande de mais (erro de aproximacao),
EPS = 1e-12 # nem pequeno de mais (erro de arredondamento)
def f(x):
return log(x) / x
def D(x): # derivada aproximada
return (f(x + H) - f(x - H)) / (2*H)
# PASSO 1 - VARRER. Nao procuramos o extremo: procuramos onde a derivada
# TROCA DE SINAL. E' o mesmo criterio do quadro de sinais feito a mao.
def varre(a, b, n):
passo = (b - a) / n
trocas = []
x0, d0 = a, D(a)
for i in range(1, n + 1):
x1 = a + i * passo
d1 = D(x1)
# (d0 < 0) != (d1 < 0) e' o teste de troca de sinal que nao rebenta
# quando um dos valores e' exatamente zero
if (d0 < 0) != (d1 < 0):
trocas.append((x0, x1, d0))
x0, d0 = x1, d1
return trocas
# PASSO 2 - APERTAR. Bissecao: parte-se ao meio ate' o intervalo ser minusculo.
def aperta(x0, x1, d0):
while x1 - x0 > EPS * (1 + abs(x0)): # criterio RELATIVO: funciona para
m = (x0 + x1) / 2 # numeros grandes e pequenos
dm = D(m)
if dm == 0:
return m
if (dm < 0) == (d0 < 0): # o zero esta' na metade da direita
x0, d0 = m, dm
else: # ... ou na da esquerda
x1 = m
return (x0 + x1) / 2
# PASSO 3 - CLASSIFICAR. Se a derivada passa de + a -, e' maximo; ao contrario,
# e' minimo. Nao e' preciso mais nada: e' a leitura do quadro de sinais.
for (x0, x1, d0) in varre(0.5, 8, 300):
c = aperta(x0, x1, d0)
tipo = 'maximo' if d0 > 0 else 'minimo'
print('%s relativo em x = %.12f f(x) = %.12f' % (tipo, c, f(c)))
print('exato: e = %.12f 1/e = %.12f' % (e, 1/e))
O programa devolve
Casos de fronteira. (i) O teste (d0 < 0) != (d1 < 0) em vez de d0 * d1 < 0 — o produto dá eps * (1 + abs(x)) — um critério absoluto como x1 - x0 > 1e-12 nunca terminaria para valores da ordem de while dm != 0 podia não terminar nunca.
Análise Cinco perguntas críticas
- O varrimento avalia
f em2n pontos: éO(n) . A bisseção divide o intervalo ao meio de cada vez, logo fazO(\log_{2}(1/\varepsilon)) passos. Qual das duas partes domina o tempo total quando\varepsilon = 10^{-12} en = 300 ? - Se aumentares
n para3000 , que erro deixas de cometer? E que erro não desaparece por mais que aumentesn ? - O que acontece se a malha for grosseira e
f tiver dois extremos muito próximos dentro do mesmo intervalo da malha? O algoritmo dá erro, ou dá uma resposta errada em silêncio? Qual dos dois é pior? - Experimenta
H = 10^{-14} na segunda parte. Quantos extremos falsos aparecem? Explica-os com o gráfico em V da primeira parte. - Numa função com um patamar —
f quase constante num intervalo — a derivada aproximada oscila em torno de zero por puro ruído. Que teste acrescentarias para não declarar um extremo em cada oscilação?
2 · Inverter uma função que não se sabe inverter
AbstraçãoOtimização algorítmicaDerivada nulaSeparação de ramos
Uma função estritamente monótona num intervalo é injetiva, logo tem inversa (secção 5). Calcular
O método de Newton sai diretamente da secção R2. A tangente ao gráfico de
Newton é isto e mais nada: trocar a curva pela sua tangente e ir onde a tangente vai.
O desafio. Inverter
| Sinal de | − | + | |
|---|---|---|---|
| Variação de | ↘ | ↗ |
Logo, para
from math import exp, e
def f(x): # queremos inverter y = x e^x
return x * exp(x)
def df(x): # regra do produto
return (1 + x) * exp(x)
def newton_seguro(y, a, b, eps=1e-14, maxit=80):
"""Resolve f(x) = y em [a, b]. Newton quando pode, bissecao quando deve."""
fa = f(a) - y
fb = f(b) - y
if (fa < 0) == (fb < 0):
raise ValueError('sem mudanca de sinal em [%g, %g]' % (a, b))
x = a
nn = nb = 0 # quantos passos de cada tipo
for n in range(1, maxit + 1):
d = df(x)
xn = None
if d != 0: # derivada nula: Newton nao serve
cand = x - (f(x) - y) / d
if a < cand < b: # saiu do intervalo: nao serve
xn = cand
if xn is None:
xn = (a + b) / 2 # rede de seguranca
nb += 1
else:
nn += 1
fn = f(xn) - y
if (fn < 0) == (fa < 0): # aperta o intervalo
a, fa = xn, fn
else:
b = xn
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
return xn, nn, nb
x = xn
return x, nn, nb
y = -0.2 # -1/e < y < 0: DOIS ramos
print('minimo de f em x = -1, f(-1) = -1/e = %.12f' % (-1/e))
for nome, a, b in (('direito', -1 + 1e-9, 20), ('esquerdo', -10, -1 - 1e-9)):
x, nn, nb = newton_seguro(y, a, b)
print('ramo %-9s x = %.12f f(x) = %.12f Newton: %d bissecao: %d'
% (nome, x, f(x), nn, nb))
from math import exp, e
# f(x) = x e^x NAO e' injetiva em R: f'(x) = (1+x)e^x anula-se em x = -1.
# Ha' um minimo em (-1, -1/e). Logo, para -1/e < y < 0 ha' DUAS solucoes.
# Inverter exige primeiro SEPARAR OS RAMOS.
def f(x):
return x * exp(x)
def df(x):
return (1 + x) * exp(x) # (uv)' = u'v + uv'
def newton_seguro(y, a, b, eps=1e-14, maxit=80):
fa = f(a) - y
fb = f(b) - y
# Sem mudanca de sinal nao ha' garantia de solucao: mais vale parar.
if (fa < 0) == (fb < 0):
raise ValueError('sem mudanca de sinal em [%g, %g]' % (a, b))
x = a
nn = nb = 0
for n in range(1, maxit + 1):
d = df(x)
xn = None
# NEWTON = onde a tangente corta Ox: x - (f(x) - y)/f'(x)
if d != 0:
cand = x - (f(x) - y) / d
if a < cand < b: # se a tangente atira para fora, ignoramos
xn = cand
if xn is None:
xn = (a + b) / 2 # ... e damos um passo de bissecao
nb += 1
else:
nn += 1
# o intervalo [a, b] vai encolhendo: e' isso que impede a fuga
fn = f(xn) - y
if (fn < 0) == (fa < 0):
a, fa = xn, fn
else:
b = xn
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)): # criterio RELATIVO
return xn, nn, nb
x = xn
return x, nn, nb # maxit trava o ciclo infinito
y = -0.2
print('minimo de f em x = -1, f(-1) = -1/e = %.12f' % (-1/e))
# afastamo-nos de -1 com 1e-9: e' la' que f'(x) = 0 e Newton explodiria
for nome, a, b in (('direito', -1 + 1e-9, 20), ('esquerdo', -10, -1 - 1e-9)):
x, nn, nb = newton_seguro(y, a, b)
print('ramo %-9s x = %.12f f(x) = %.12f Newton: %d bissecao: %d'
% (nome, x, f(x), nn, nb))
Para
Análise Cinco perguntas críticas
- A bisseção ganha um bit de precisão por iteração:
O(\log_{2}(1/\varepsilon)) , cerca de50 passos para10^{-15} . Newton duplica o número de algarismos corretos de cada vez. Conta as iterações dos dois no mesmo problema e confirma a diferença. - Porque é que o programa começa em
-1 + 10^{-9} e não em-1 ? O que imprimedf(-1)? - Retira a rede de segurança (fica só Newton, sem bisseção) e arranca em
x_0 = -0{,}999 . Para onde vai o primeiro iterado? E porque é que o contadornbé tão alto no ramo esquerdo? - O critério de paragem compara
|x_{n+1} - x_n| , não|f(x_n) - y| . Dá um exemplo de função em que estes dois critérios discordam — um diz «cheguei» e o outro não. - Este problema tem nome: a inversa de
x e^{x} chama-se função W de Lambert, e os seus dois ramos são exatamente os dois que separaste. Onde é que a escolha do ramo tem de ser feita por quem escreve o programa, e não pelo programa?
3 · A mesma equação, duas escritas, dois destinos
Reconhecimento de padrõesConvergênciaOtimização algorítmicaCiclos infinitos
A equação
São algebricamente equivalentes. Numericamente, comportam-se ao contrário uma da outra.
O desafio. Se
Uma converge, a outra foge. Escreve um iterador que sobreviva às duas: tem de detetar a divergência (o valor explode, ou sai do domínio do logaritmo) e tem de ter um travão de iterações — sem ele, o segundo caso nunca termina.
from math import exp, log
# Equacao: e^(-x) = x. Nao se resolve com as regras da seccao 3.
def g1(x): return exp(-x) # x = e^(-x) -> g1'(x) = -e^(-x)
def g2(x): return -log(x) # x = -ln x -> g2'(x) = -1/x
def ponto_fixo(g, x0, eps=1e-13, maxit=300):
"""Iteracao x <- g(x). Devolve (raiz, iteracoes) ou (None, iteracoes)."""
x = x0
for n in range(1, maxit + 1):
try:
xn = g(x)
except (ValueError, OverflowError):
return None, n # saiu do dominio: divergiu
if abs(xn) > 1e12:
return None, n # explodiu: divergiu
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
return xn, n
x = xn
return None, maxit # nao convergiu a tempo
def newton(x0, eps=1e-13, maxit=300):
x = x0
for n in range(1, maxit + 1):
fx = x - exp(-x)
d = 1 + exp(-x) # f'(x) = 1 + e^(-x) > 0 sempre
xn = x - fx / d
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
return xn, n
x = xn
return None, maxit
r1, n1 = ponto_fixo(g1, 0.5)
r2, n2 = ponto_fixo(g2, 0.5)
r3, n3 = newton(0.5)
print('x = e^(-x) ->', r1, 'em', n1, 'iteracoes')
print('x = -ln x ->', r2, 'em', n2, 'iteracoes')
print('Newton ->', r3, 'em', n3, 'iteracoes')
# Porque? Porque o erro e' multiplicado por |g'(x*)| em cada passo.
x = r3
print('|g1\'(x*)| =', abs(-exp(-x)), ' < 1 -> converge')
print('|g2\'(x*)| =', abs(-1/x), ' > 1 -> diverge')
from math import exp, log
# A MESMA equacao, escrita de duas maneiras algebricamente equivalentes.
# Uma converge; a outra nao. A algebra nao distingue: o calculo distingue.
def g1(x): return exp(-x) # de e^(-x) = x tira-se x = e^(-x)
def g2(x): return -log(x) # ... ou entao -x = ln x, x = -ln x
def ponto_fixo(g, x0, eps=1e-13, maxit=300):
x = x0
for n in range(1, maxit + 1):
# try/except apanha o caso em que g2 recebe um x negativo:
# log(x) rebenta, e isso E' informacao - a sucessao saiu do dominio
try:
xn = g(x)
except (ValueError, OverflowError):
return None, n
if abs(xn) > 1e12: # cresceu sem controlo
return None, n
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)): # dois termos ja' indistinguiveis
return xn, n
x = xn
return None, maxit # maxit: sem isto, um ciclo destes nao acaba
def newton(x0, eps=1e-13, maxit=300):
x = x0
for n in range(1, maxit + 1):
fx = x - exp(-x) # queremos o zero de f
d = 1 + exp(-x) # f'(x) = 1 + e^(-x)
xn = x - fx / d # onde a tangente corta Ox
if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
return xn, n
x = xn
return None, maxit
r1, n1 = ponto_fixo(g1, 0.5)
r2, n2 = ponto_fixo(g2, 0.5)
r3, n3 = newton(0.5)
print('x = e^(-x) ->', r1, 'em', n1, 'iteracoes')
print('x = -ln x ->', r2, 'em', n2, 'iteracoes')
print('Newton ->', r3, 'em', n3, 'iteracoes')
# A explicacao esta' na derivada de g no ponto fixo: o erro fica multiplicado
# por |g'(x*)| de cada vez. Menor do que 1 encolhe; maior do que 1 cresce.
x = r3
print('|g1\'(x*)| =', abs(-exp(-x)), ' < 1 -> converge')
print('|g2\'(x*)| =', abs(-1/x), ' > 1 -> diverge')
A primeira escrita chega a None; Newton chega ao mesmo valor em quatro ou cinco. A diferença não está na equação — está na forma como a escrevemos.
Convergência linear e convergência quadrática. No ponto fixo o erro fica multiplicado por
Análise Cinco perguntas críticas
- Imprime
|x_{n+1} - x^{*}| em cada passo da primeira iteração e calcula o quociente entre erros consecutivos. Aproxima-se de0{,}567 ? Porquê? - Faz o mesmo com Newton. O quociente
|e_{n+1}|/|e_n|^{2} estabiliza — em que valor? - A segunda escrita diverge a partir de
x_0 = 0{,}5 . Existe algumx_0 a partir do qual ela convirja? (Cuidado: o ponto fixo é o mesmo. O que muda?) - O travão
maxité o que separa um programa de um bloqueio. Que outra condição de paragem acrescentarias para detetar cedo que a sucessão está a afastar-se, em vez de esperar pelas 300 iterações? - Aceleração de Aitken. Com três iterados consecutivos,
\tilde{x} = x_0 - \dfrac{(x_1 - x_0)^{2}}{x_2 - 2x_1 + x_0} costuma estar muito mais perto dex^{*} do quex_2 . Implementa-o sobre a primeira iteração e conta quantas iterações poupas. Que caso de fronteira tens de tratar no denominador?
Teste rápido
Dez questões de resposta imediata, com correção e explicação. Serve para verificares se podes avançar — ou se convém voltar atrás.
Formulário essencial e referências
Tudo o que precisas de ter na cabeça (ou à mão) para um exame — numa página.
Potências
Função exponencial
Passa em
Crescente se
Equações e inequações
Definição de logaritmo
Propriedades operatórias
válidas para
Mudança de base
Função logarítmica
Zero em
Inversa de
Função inversa e composta
Modelos
Exponencial:
Semivida / duplicação:
Newton:
Logístico:
Escalas logarítmicas
pH:
Decibéis:
Richter:
Derivadas · regras do 11.º ano
Tangente em
Forma reduzida:
Monotonia e extremos
Fermat: extremo em
Classificar:
Derivadas · funções de referência
Derivadas · regra da cadeia
Referências
- Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano. Ministério da Educação / DGE, janeiro de 2023.
- Ministério da Educação. Brochura Funções, 12.º ano. Departamento do Ensino Secundário.
- Maor, E. (1994). e: The Story of a Number. Princeton University Press.
- Trocado, A. Matemática A — Exames Nacionais. alexandretrocado.com/mat_a
- Enunciados de Provas Nacionais e Testes Intermédios compilados em mat.absolutamente.net.
- Emulador da calculadora gráfica NumWorks, versão web oficial: numworks.com.
Banco de exercícios · Exame Nacional
Todos os itens são enunciados originais de Provas Nacionais e de Testes Intermédios, com a prova e o ano indicados, do mais recente para o mais antigo. Estão arrumados por tema, na ordem em que os temas aparecem no capítulo, e cada bloco tem os seus próprios filtros. Cada item traz sugestão, para desbloquear, e resolução passo a passo. Marca os que já resolveste — o progresso fica guardado neste dispositivo.
Exercícios de Exame · Exponenciais e logaritmos
Os 121 itens de Provas Nacionais e de Testes Intermédios sobre funções exponenciais e logarítmicas, do mais recente para o mais antigo. Cobrem tudo o que foi tratado da secção 1 à secção 10 — só ficam de fora os que precisam de derivadas, que vêm nos blocos seguintes.
A atividade
a) Mostra que o tempo necessário para que a atividade passe do valor inicial a metade é
Considera a função
Qual dos seguintes pontos pertence ao gráfico de
- (A)
(e,\, \ln 3) - (B)
(e,\, 1+\ln 3) - (C)
(e,\, e+\ln 3) - (D)
(e,\, e\ln 3)
Um fio está suspenso entre dois postes distanciados
Determina a diferença de altura dos dois postes, na forma de dízima com aproximação às décimas.
Seja
a) Mostra que
A magnitude
a) Estimou-se que o terramoto de Lisboa de 1755 teve magnitude
Um paraquedista salta de um helicóptero. A distância ao solo, em metros,
Sabendo que, no momento em que salta, o helicóptero está a
Seja
Qual das expressões seguintes também pode definir
- (A)
2+\log_{2}\left(\sqrt[3]{x}\right) - (B)
2\log_{2}\left(\sqrt[3]{x}\right) - (C)
\dfrac{3+\log_{2} x}{3} - (D)
\dfrac{1+\log_{2} x}{2}
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
1+c - (B)
a+c - (C)
ac - (D)
a+bc
Seja
Qual é a abcissa do ponto
- (A)
\dfrac{8}{3} - (B)
1 - (C)
\ln\dfrac{8}{3} - (D)
2
Considera a função
Resolve a equação
A pressão atmosférica
a) O cume da montanha do Pico está a
Considera a função
Qual é o valor de
- (A)
\ln 2 - (B)
2 - (C)
e^{2} - (D)
e+\ln 2
Qual das expressões seguintes é, para qualquer número real positivo
- (A)
2a - (B)
2+a - (C)
2^{a} - (D)
a^{2}
Considera as funções
Qual é o conjunto-solução da inequação
- (A)Conjunto vazio
- (B)
\mathbb{R}^{-} - (C)
\mathbb{R}^{+} - (D)
\mathbb{R}
A altura
a) O Ricardo tem
Um petroleiro encalhou e começou a derramar crude. Às
a) Verifica que
Considera a equação
Qual das seguintes condições é equivalente a esta equação?
- (A)
x = 8^{y} - (B)
x = 3y^{2} - (C)
y = 9x - (D)
y = \left(\dfrac{x}{3}\right)^{2}
Um pudim foi colocado a arrefecer na bancada e, uma hora depois, no frigorífico. A sua temperatura, em graus centígrados,
Quanto tempo deverá o pudim estar no frigorífico para que a sua temperatura seja de doze graus? Apresenta o resultado em minutos, usando métodos exclusivamente analíticos.
Doses iguais de um antibiótico foram administradas à Ana e ao Carlos. Durante as doze primeiras horas, as concentrações no sangue, em mg por litro, são
a) Determina a concentração no sangue da Ana quinze minutos depois da toma. Apresenta o resultado arredondado às centésimas.b) No instante da toma as concentrações são iguais (ambas nulas). Determina, analiticamente, quanto tempo depois voltam a ser iguais. Apresenta o resultado em horas e minutos.
O nível de intensidade
a) Verifica que
Considera as funções
Utilizando métodos exclusivamente analíticos, resolve a equação
Sejam
Qual das seguintes igualdades é equivalente a
- (A)
a+b = 1 - (B)
\dfrac{a}{b} = 1 - (C)
a \times b = 1 - (D)
a-b = 1
Num laboratório, um purificador de ar foi ligado às zero horas. O nível de poluição, em mg/l de ar, às
Qual é o nível de poluição à uma hora e trinta minutos da tarde? Apresenta o resultado arredondado às décimas.
Uma rampa foi construída entre duas paredes,
a) Determina a altura da parede
Seja
Qual dos seguintes poderá ser o conjunto
- (A)
\left]-e+1,\, e-1\right[ - (B)
\left]-1,\,1\right[ - (C)
\left]0,\,+\infty\right[ - (D)
\left]-\infty,\,1\right[
A população de Portugal Continental, em milhões de habitantes, é dada aproximadamente por
em que
a) Qual foi a população no final de 2003, segundo este modelo? Apresenta o resultado em milhões de habitantes, arredondado às décimas.b) Em que ano a população foi de
Seja
Quais são os valores de
- (A)
a = -1 eb = 2 - (B)
a = -1 eb = 1 - (C)
a = 1 eb = -1 - (D)
a = 1 eb = -2
Sabe-se que
Qual é o valor de
- (A)
-1 - (B)
-2 - (C)
-3 - (D)
-4
Qual é o valor de
- (A)
-4 - (B)
4 - (C)
2 - (D)
\sqrt{2}
Seja
Qual das expressões seguintes dá a área do triângulo
- (A)
9a^{2} - (B)
9a - (C)
\dfrac{9a^{2}}{2} - (D)
\dfrac{9a+1}{2}
Seja
Qual é a área do triângulo
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
O número de elementos de uma população de aves,
em que
No início de 2000 a população era metade da de 1970. Sabendo que
Seja
Sem utilizar a calculadora, mostra que a taxa média de variação de
O tempo
em que
a) A distância média de Urano ao Sol é aproximadamente o dobro da de Saturno, e Urano demora cerca de
Qual é o número real que é solução da equação
- (A)
\dfrac{1}{2} - (B)
\dfrac{3}{2} - (C)
\dfrac{5}{2} - (D)
\dfrac{7}{2}
Qual é o conjunto dos números reais que são soluções da inequação
- (A)
\left[-2,\,1\right[ - (B)
\left[-1,\,2\right[ - (C)
\left]-\infty,\,-2\right] - (D)
\left[2,\,+\infty\right[
Sejam
Qual é a área do triângulo
- (A)
\dfrac{(e-1)\ln 2}{2} - (B)
\dfrac{\left(e^{2}-1\right)\ln 2}{2} - (C)
\dfrac{e(e-2)}{2} - (D)
\dfrac{e^{2}(e-2)}{2}
Um estudo concluiu que a quantidade de azeite vendida num mês depende do preço de venda ao público segundo
Sabendo que cada litro vendido acarreta uma despesa total de
Considera a função
Sem recorrer à calculadora, mostra que
Seja
Qual das seguintes expressões pode também definir
- (A)
\sqrt{x} - (B)
\dfrac{x}{2} - (C)
\dfrac{x}{4} - (D)
\dfrac{\sqrt{x}}{2}
Seja
Mostra que, para cada
Sejam
Quais são os valores de
- (A)
a = 2 eb = 1 - (B)
a = 2 eb = 3 - (C)
a = 3 eb = 2 - (D)
a = 3 eb = 1
Qual é o conjunto dos números reais que são soluções da inequação
- (A)
\left]-\infty,\,-1\right[ - (B)
\left]-\infty,\,1\right[ - (C)
\left]-1,\,+\infty\right[ - (D)
\left]1,\,+\infty\right[
Seja
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{5}{4} - (B)
\dfrac{4}{3} - (C)
\dfrac{5}{3} - (D)
\dfrac{3}{2}
A acidez de uma solução é medida pelo pH, dado por
a) O pH do sangue arterial humano é
Seja
Mostra que, se o declive da reta
Sabendo que
- (A)
0 - (B)
-1 - (C)
1 - (D)
2
A intensidade da luz solar a
Medições no Atlântico mostraram que, a
Considera a função
Determina, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, os pontos de interseção do gráfico de
De um número real
Qual é o valor de
- (A)
25^{\pi-1} - (B)
5^{\pi-1} - (C)
5^{\pi} - (D)
5(\pi-1)^{5}
Uma população evolui segundo
a) Seja
Seja
Qual das expressões seguintes é igual a
- (A)
\log_{a} 30 - (B)
\log_{a} 40 - (C)
\log_{a} 75 - (D)
\log_{a} 100
Num lago sem peixes introduziram-se alguns peixes.
a) Determina
Seja
Qual dos valores seguintes é igual a
- (A)
-\dfrac{2}{3} - (B)
-\dfrac{1}{3} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{2}{3}
Um grupo de amigos formou uma associação desportiva.
Ao fim de quantos dias se comemorou a inscrição do sócio número
Sabe-se que o ponto
Qual é o valor de
- (A)
2 - (B)
1 - (C)
0 - (D)
-2
A massa de uma amostra radioativa, em gramas, ao fim de
Ao fim de quanto tempo se reduz a metade a massa inicial? Apresenta o resultado em horas e minutos, arredondados às unidades, usando métodos analíticos.
Para todo o
- (A)
e^{x} - (B)
ex - (C)
e\,e^{x} - (D)
x+e
Aqueceu-se água num local onde a temperatura ambiente é
com
Determina, recorrendo exclusivamente a métodos analíticos, ao fim de quanto tempo a temperatura atinge
A massa de uma substância radioativa, em gramas, varia segundo
a) Num fóssil, a massa de carbono-14 mil anos depois de um instante inicial era
Sejam
Qual das igualdades seguintes é necessariamente verdadeira?
- (A)
x = a\,y^{5} - (B)
x = 5ay - (C)
x = 5y - (D)
x = y^{5}
Seja
Qual das expressões seguintes é igual a
- (A)
\ln\left(x^{4}\right) - \log\left(x^{2}\right) - (B)
x^{4}+x^{2} - (C)
x^{4}-x^{2} - (D)
\dfrac{\ln\left(x^{4}\right)}{\log\left(x^{2}\right)}
Seja
Qual dos pontos seguintes pertence ao gráfico de
- (A)
(-1,\,0) - (B)
(\ln 2,\, 2e) - (C)
(\ln 5,\, 6) - (D)
(-2,\, e)
Numa zona de cultivo, a área afetada por uma doença, em hectares, é dada por
com
Sejam
Qual dos valores seguintes é igual a
- (A)
\dfrac{2}{3} - (B)
\dfrac{3}{4} - (C)
\dfrac{4}{3} - (D)
\dfrac{3}{2}
Seja
Qual das expressões seguintes representa, em função de
- (A)
x\,e^{x} - (B)
\dfrac{x\,e^{x}}{2} - (C)
\dfrac{x+e^{x}}{2} - (D)
e^{x}
A magnitude
a) Sejam
Qual é o valor de
- (A)
40 - (B)
500 - (C)
975 - (D)
998
Numa região, o número, em milhares, de coelhos existentes
a) Supõe
Considera a função
Determina, usando exclusivamente métodos analíticos, os zeros da função
Seja
Qual é a área do triângulo
- (A)
\dfrac{5}{2} - (B)
-\dfrac{1}{2} - (C)
\dfrac{5\ln 2}{2} - (D)
-\dfrac{\ln 2}{2}
Colocaram-se à venda os bilhetes de um espetáculo.
a) Mostra que
Considera a função
Qual é a solução da equação
- (A)
\dfrac{1}{2}e^{3} - (B)
-\dfrac{1}{2}e^{3} - (C)
-\dfrac{1}{3}e^{2} - (D)
\dfrac{1}{3}e^{2}
Seja
Qual é a abcissa do ponto
- (A)
\dfrac{3}{2} - (B)
2 - (C)
3 - (D)
\dfrac{9}{2}
Na década de sessenta do século passado, uma doença infecciosa atacou várias regiões. O número, em milhares, de pessoas infetadas,
em que
a) Para uma certa região,
Seja
Resolve, sem recorrer à calculadora, no intervalo
Em dois lagos aquecidos foram introduzidos nenúfares de espécies diferentes.
a) Decorridos
A quantidade de combustível, em litros, no depósito de uma máquina agrícola,
para um certo valor real de
O momento sísmico
a) Um sismo no Haiti, em 2010, teve magnitude
Seja
a) Determina o conjunto dos números reais para os quais
Um vírus atacou os frangos de um aviário.
No instante da deteção já existiam frangos infetados. Passados alguns dias, o número de infetados era dez vezes maior. Quantos dias tinham passado? Resolve sem recorrer à calculadora, a não ser para cálculos numéricos.
Seja
Qual é o valor, arredondado às unidades, de
- (A)
138 - (B)
326 - (C)
1238 - (D)
3770
Considera a função
Mostra que
Sejam
Qual das expressões seguintes é equivalente a
- (A)
c+3 - (B)
c-3 - (C)
\dfrac{c}{2}+3 - (D)
\dfrac{c}{2}-3
Para certos valores de
Qual é, para esses valores, o valor de
- (A)
\dfrac{1}{2}+\sqrt{2} - (B)
-2+\sqrt{2} - (C)
\dfrac{1}{2} - (D)
\dfrac{3}{2}
Dois balões esféricos deslocam-se por cima de um solo plano e horizontal. Durante o primeiro minuto, as distâncias, em metros, dos centros dos balões
com
a) Determina a distância entre os centros dos dois balões cinco segundos após o início da contagem, sabendo que nesse instante a distância entre as projeções ortogonais dos centros no solo era
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
6+b - (B)
8+b - (C)
6+ab - (D)
8+ab
Seja
Qual dos conjuntos seguintes é o conjunto
- (A)
\left]-\ln(1+a),\, -\ln a\right[ - (B)
\left[-\ln(1+a),\, -\ln a\right[ - (C)
\left]-\infty,\, -\ln(1+a)\right] - (D)
\left[-\ln(1+a),\, +\infty\right[
Seja
Qual é o valor de
- (A)
2016 - (B)
2024 - (C)
2114 - (D)
4028
Qual das expressões seguintes é, para qualquer número real
- (A)
\dfrac{k}{2} - (B)
k-2 - (C)
\dfrac{k}{9} - (D)
k-9
Dentro de um recipiente, presa à base, encontra-se uma esfera ligada a um ponto
Sabe-se que a distância do ponto
Para certos valores de
Qual é, para esses valores, o valor de
- (A)
\dfrac{2}{3} - (B)
\dfrac{5}{3} - (C)
2 - (D)
5
Seja
Resolve, em
Seja
Qual é o valor de
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
Ao longo dos séculos XIX, XX e XXI, o número de habitantes
em que
a) Determina a taxa média de variação de
Considera a função
Seja
Para certos valores de
Qual é, para esses valores, o valor de
- (A)
\dfrac{5}{3} - (B)
\dfrac{3}{4} - (C)
\dfrac{3}{5} - (D)
\dfrac{1}{3}
O José pediu emprestados
em que
Sendo
Sejam
Qual dos valores seguintes é igual a
- (A)
\dfrac{4}{3} - (B)
1 - (C)
\dfrac{10}{3} - (D)
3
Uma nave transporta carga para uma estação espacial. Sendo
a) Uma nave transporta
Seja
Qual é o valor de
- (A)
\ln(10e) - (B)
\ln\left(5e^{4}\right) - (C)
\ln\left(5e^{2}\right) - (D)
\ln(20e)
Pretende-se eliminar um poluente diluído na água de um tanque. A massa
a) Determina
Sejam
Qual é o valor, arredondado às décimas, de
- (A)
0{,}7 - (B)
1{,}4 - (C)
-0{,}7 - (D)
-1{,}4
Considera a função
Resolve, em
Seja
A equação
Dados dois números reais positivos, sabe-se que a soma dos seus logaritmos na base
A que é igual o produto desses dois números?
- (A)
2 - (B)
3 - (C)
8 - (D)
9
Determina, sem recorrer à calculadora, os números reais que são solução da equação
Num laboratório de temperatura ambiente constante, aqueceu-se uma substância e deixou-se arrefecer durante uma hora. A temperatura, em graus Celsius,
com
Qual é o valor de
- (A)
\ln\dfrac{10}{t_{1}} - (B)
t_{1} - \ln 10 - (C)
\dfrac{\ln 10}{t_{1}} - (D)
t_{1} + \ln 10
Determina, sem recorrer à calculadora, os números reais que são solução da equação
Um cabo está suspenso pelas extremidades em dois postes iguais, distanciados
Seja
em que
Qual é a distância, arredondada às décimas de metro, da base do poste da esquerda ao ponto do cabo mais próximo do solo?
- (A)
7{,}1 m - (B)
7{,}3 m - (C)
7{,}6 m - (D)
7{,}8 m
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Determina os números reais que são solução da equação
Determina, sem recorrer à calculadora, o conjunto dos números reais que são solução da equação
Considera a função
Resolve, sem recorrer à calculadora, no intervalo
Seja
Sabendo que o gráfico de
Para certos valores de
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{13}{2} - (B)
\dfrac{15}{2} - (C)
\dfrac{19}{2} - (D)
\dfrac{21}{2}
Resolve, em
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Considera, em referencial o.n.
·
Determina o valor de
Resolve, em
Considera a função
Resolve o item seguinte sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos.
Considera, num referencial o.n.
·
Determina a área do trapézio
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Determina os números reais que são solução da equação
Para certos valores de
Qual é o valor de
- (A)
-7 - (B)
-3 - (C)
5 - (D)
9
Em a) resolve
- a)
A\,e^{-Bt} = \dfrac{A}{2} \iff e^{-Bt} = \dfrac{1}{2} \iff -Bt = -\ln 2 \iff t = \dfrac{\ln 2}{B} .\square - b)
R(0) = A\,e^{0} = A = 28 . R(1) = 28e^{-B} = 26 \iff e^{-B} = \dfrac{26}{28} = \dfrac{13}{14} .B = -\ln\dfrac{13}{14} = \ln\dfrac{14}{13} \approx 0{,}074 .
Calcula
f(e) = \ln(3e) = \ln 3 + \ln e = \ln 3 + 1 .
As alturas dos postes são
f(0) = 5\left(e^{1}+e^{-1}\right) \approx 5(2{,}718+0{,}368) \approx 15{,}431 metros.f(30) = 5\left(e^{-2}+e^{2}\right) \approx 5(0{,}135+7{,}389) \approx 37{,}622 metros.- Diferença:
37{,}622 - 15{,}431 \approx 22{,}2 metros.
Em a) separa o produto e usa a regra da potência (legítima porque
- a)
\log_{2}\left(8x^{2}\right) = \log_{2} 8 + \log_{2}\left(x^{2}\right) = 3 + 2\log_{2} x . - Logo
f(x) = 3 + 2\log_{2} x - \log_{2} x = 3 + \log_{2} x .\square - b)
3 + \log_{2} x = 8 \iff \log_{2} x = 5 \iff x = 2^{5} = 32 .
Em b) usa
- a)
\log E = 5{,}24 + 1{,}44 \times 8{,}6 = 5{,}24 + 12{,}384 = 17{,}624 . E = 10^{17{,}624} = 10^{0{,}624} \times 10^{17} \approx 4{,}2 \times 10^{17} joule.\square - b)
\log(5E) = \log 5 + 17{,}624 \approx 0{,}699 + 17{,}624 = 18{,}323 . M = \dfrac{18{,}323 - 5{,}24}{1{,}44} \approx 9{,}1 .
A queda livre acaba no instante em que o paraquedas abre, que corresponde a
- No instante da abertura do paraquedas,
t = 0 :d(0) = 840 - 0 + 25e^{0} = 865 metros. - O paraquedista saltou a
1500 metros e abriu o paraquedas a865 metros. - Queda livre:
1500 - 865 = 635 metros.
Separa o produto e escreve a raiz como potência.
\log_{2}\left(2\sqrt[3]{x}\right) = \log_{2} 2 + \log_{2}\left(x^{1/3}\right) = 1 + \dfrac{1}{3}\log_{2} x .= \dfrac{3 + \log_{2} x}{3} .
Separa o produto.
\log_{a}(ab) = \log_{a} a + \log_{a} b = 1 + c .
Passa à forma exponencial:
\log_{8} x = \dfrac{1}{3} \iff x = 8^{1/3} = \sqrt[3]{8} = 2 .
Separa o logaritmo do quociente:
- C.E.:
\dfrac{e^{x}}{x-1} > 0 . Comoe^{x} > 0 , é precisox-1 > 0 \iff x > 1 . \ln\left(e^{x}\right) - \ln(x-1) = x \iff x - \ln(x-1) = x .\ln(x-1) = 0 \iff x-1 = 1 \iff x = 2 , que verificax > 1 .
Atenção às unidades em a):
- a)
P(2{,}35) = 101\,e^{-0{,}282} \approx 76 quilopascal. - b)
101e^{-0{,}12(h+x)} = \dfrac{1}{2} \times 101e^{-0{,}12h} \iff e^{-0{,}12x} = \dfrac{1}{2} . x = \dfrac{\ln 2}{0{,}12} \approx 5{,}8 quilómetros.- Por cada
5{,}8 km de subida, a pressão atmosférica reduz-se a metade, seja qual for a altitude de partida.
Substitui
f(0) = e^{a} = 2 \iff a = \ln 2 .
Leva o
e^{2\ln a} = e^{\ln\left(a^{2}\right)} = a^{2} , porquea^{2} > 0 .
Divide os dois membros por
2^{x} > 3^{x} \iff \dfrac{2^{x}}{3^{x}} > 1 \iff \left(\dfrac{2}{3}\right)^{x} > 1 = \left(\dfrac{2}{3}\right)^{0} .- A base
\frac{2}{3} é menor do que1 , logo o sentido inverte-se:x < 0 . S = \mathbb{R}^{-} .
Em b) usa
- a)
-0{,}52 + 0{,}55\ln p = 1{,}4 \iff \ln p = \dfrac{1{,}92}{0{,}55} \approx 3{,}491 . p \approx e^{3{,}491} \approx 33 quilogramas.- b)
A(2p)-A(p) = 0{,}55\left(\ln(2p)-\ln p\right) = 0{,}55\ln 2 \approx 0{,}38 : não depende dep . - Sempre que o peso duplica, a altura aumenta cerca de
0{,}38 metros, ou seja38 centímetros.
Em b), a mancha atinge a costa quando o raio é
- a)
\dfrac{A(t+1)}{A(t)} = \dfrac{16e^{0{,}1(t+1)}}{16e^{0{,}1t}} = e^{0{,}1} \approx 1{,}1 : não depende det . - Em cada hora, a área da mancha aumenta cerca de
10\% . - b) Área de um círculo de raio
7 :49\pi \approx 153{,}94\ \mathrm{km}^{2} . 16e^{0{,}1t} = 49\pi \iff e^{0{,}1t} = \dfrac{49\pi}{16} \iff t = 10\ln\dfrac{49\pi}{16} \approx 22{,}64 horas.0{,}64 \times 60 \approx 38 minutos: cerca das 22 h 38 min.
Passa à forma exponencial e usa
\log_{2} x = 3y \iff x = 2^{3y} = \left(2^{3}\right)^{y} = 8^{y} .
No frigorífico vale o segundo ramo. A resposta pedida é o tempo dentro do frigorífico, que é
6 + 24 \times 2^{-0{,}05(t-60)} = 12 \iff 2^{-0{,}05(t-60)} = \dfrac{6}{24} = \dfrac{1}{4} = 2^{-2} .-0{,}05(t-60) = -2 \iff t - 60 = 40 .- O pudim deve estar 40 minutos no frigorífico (ou seja,
t = 100 minutos após ter sido colocado na bancada).
Em b) resolve
- a) Quinze minutos são
t = 0{,}25 horas:A(0{,}25) = 4 \times 0{,}25^{3} \times e^{-0{,}25} \approx 0{,}05 mg/L. - b)
4t^{3}e^{-t} = 2t^{3}e^{-0{,}7t} . Parat > 0 , divide-se por2t^{3} > 0 :2e^{-t} = e^{-0{,}7t} . \dfrac{e^{-0{,}7t}}{e^{-t}} = 2 \iff e^{0{,}3t} = 2 \iff 0{,}3t = \ln 2 .t = \dfrac{\ln 2}{0{,}3} \approx 2{,}31 horas, ou seja2 horas e0{,}31 \times 60 \approx 19 minutos.
Em a) separa o logaritmo do produto.
- a)
N = 10\left(\log 10^{12} + \log I\right) = 10(12+\log I) = 120 + 10\log I .\square - b)
120 + 10\log I = 140 \iff \log I = 2 \iff I = 100 W/m².
Começa por calcular
g(\pi) = 2 \times 0 - (-1) = 1 .\dfrac{1}{3} + 2e^{1-x} = 1 \iff 2e^{1-x} = \dfrac{2}{3} \iff e^{1-x} = \dfrac{1}{3} .1-x = \ln\dfrac{1}{3} = -\ln 3 \iff x = 1 + \ln 3 .x = \ln e + \ln 3 = \ln(3e) , ou sejak = 3 .
Passa tudo para o primeiro membro e junta num só logaritmo.
\ln a + \ln b = 0 \iff \ln(ab) = 0 \iff ab = e^{0} = 1 .
Uma e trinta da tarde são
t = 13{,}5 , logot+1 = 14{,}5 .P(13{,}5) = 1 - \dfrac{\ln 14{,}5}{14{,}5} \approx 1 - \dfrac{2{,}674}{14{,}5} \approx 1 - 0{,}184 \approx 0{,}8 .
Em a) calcula
- a)
h(0) = 15 - 4\ln 11 \approx 15 - 9{,}59 \approx 5{,}4 metros. - b)
-(5-x)^{2}+10(5-x)+11 = -(25-10x+x^{2})+50-10x+11 = -x^{2}+36 . -(5+x)^{2}+10(5+x)+11 = -(25+10x+x^{2})+50+10x+11 = -x^{2}+36 .- As duas expressões coincidem, logo
h(5-x) = h(5+x) .\square - Significa que a rampa é simétrica em relação à vertical que passa a meio das duas paredes, isto é, a
5 metros da paredeA .
O logaritmando tem de ser positivo.
1-x^{2} > 0 \iff x^{2} < 1 \iff -1 < x < 1 .
O final de 2003 corresponde a
- a)
p(140) = 3{,}5 + \dfrac{6{,}8}{1+12{,}8\,e^{-5{,}04}} \approx 3{,}5 + 6{,}28 \approx 9{,}8 milhões. - b)
3{,}5 + \dfrac{6{,}8}{1+12{,}8e^{-0{,}036t}} = 3{,}7 \iff 1+12{,}8e^{-0{,}036t} = \dfrac{6{,}8}{0{,}2} = 34 . e^{-0{,}036t} = \dfrac{33}{12{,}8} \iff -0{,}036t = \ln\dfrac{33}{12{,}8} \approx 0{,}947 .t \approx -26{,}3 : cerca de26 anos antes de 1864, ou seja durante o ano de 1838.
Quando
- Assíntota horizontal em
y = a , logoa = -1 . f(0) = a + b = 1 \iff -1 + b = 1 \iff b = 2 .
Separa o quociente e usa a regra da potência.
\log_{2}\left(a^{5}\right) - \log_{2} 8 = 5\log_{2} a - 3 = 5 \times \dfrac{1}{5} - 3 = 1 - 3 = -2 .
Passa à forma exponencial. A base tem de ser positiva.
p^{4} = 16 comp > 0 ep \neq 1 .p = 2 (a raiz-2 não serve como base).
Repara em que
P\left(a,\, \log_{3} a\right) ,Q\left(9a,\, 2+\log_{3} a\right) eR\left(0,\, 2+\log_{3} a\right) .- O triângulo é retângulo em
R :\overline{RQ} = 9a (horizontal) e\overline{RP} = \left|\log_{3} a - \left(2+\log_{3} a\right)\right| = 2 (vertical). - Área
= \dfrac{9a \times 2}{2} = 9a .
Calcula
f(3) = \log_{2} 4 = 2 , logoA(3,\,2) eB(0,\,2) .- Catetos:
\overline{AB} = 3 e\overline{OB} = 2 . - Área
= \dfrac{3 \times 2}{2} = 3 .
O início de 2000 corresponde a
5{,}2 \times 10^{7}\,e^{30(N-M)} = \dfrac{5{,}2 \times 10^{7}}{2} \iff e^{30(N-M)} = \dfrac{1}{2} .30(N-M) = -\ln 2 \iff N-M = -\dfrac{\ln 2}{30} .M = N + \dfrac{\ln 2}{30} = 7{,}56 + 0{,}0231 \approx 7{,}58 .
Calcula
h(3) = 6 + 10\ln 0{,}7 eh(1) = 2 + 10\ln 0{,}9 .- T.m.v.
= \dfrac{h(3)-h(1)}{2} = \dfrac{4 + 10\ln 0{,}7 - 10\ln 0{,}9}{2} = 2 + 5\ln\dfrac{0{,}7}{0{,}9} = 2 + 5\ln\dfrac{7}{9} . = \ln\left(e^{2}\right) + \ln\left(\dfrac{7}{9}\right)^{5} = \ln\left[e^{2}\left(\dfrac{7}{9}\right)^{5}\right] .\square - Numericamente,
\approx 0{,}743 metros por metro.
Em a), escreve a relação para os dois planetas e subtrai: o
- a) Para Urano:
2\ln 84 = k + 3\ln(2d) ; para Saturno:2\ln t = k + 3\ln d . - Subtraindo:
2\ln 84 - 2\ln t = 3\ln(2d) - 3\ln d = 3\ln 2 . 2\ln\dfrac{84}{t} = 3\ln 2 \iff \ln\dfrac{84}{t} = \dfrac{3\ln 2}{2} = \ln\left(2^{3/2}\right) .\dfrac{84}{t} = 2\sqrt{2} \iff t = \dfrac{84}{2\sqrt{2}} \approx 29{,}7 anos.- b) Para a Terra,
t = 1 ed = 149{,}6 :2\ln 1 = k + 3\ln 149{,}6 . k = -3\ln 149{,}6 \approx -15 .
Escreve o segundo membro como potência de
\dfrac{1}{\sqrt{e}} = e^{-1/2} .e^{x-2} = e^{-1/2} \iff x-2 = -\dfrac{1}{2} \iff x = \dfrac{3}{2} .
Começa pela condição de existência: ela já limita o extremo direito.
- C.E.:
1-x > 0 \iff x < 1 . - Base
3 > 1 :1-x \leq 3 \iff x \geq -2 . S = \left[-2,\,1\right[ .
Determina
A(0,\,1) eB(1,\,0) , logo\overline{OA} = 1 eC(0,\,2) .D tem a abcissa deB :D\left(1,\, e\right) .E tem a ordenada deC :\ln x = 2 \iff x = e^{2} , logoE\left(e^{2},\, 2\right) .- Base
\overline{CE} = e^{2} ; altura (distância deD à retay = 2 )= |e-2| = e-2 . - Área
= \dfrac{e^{2}(e-2)}{2} \approx 2{,}65 .
Lucro = receita − despesa. Ambas são proporcionais ao número de litros vendidos.
- Vendendo
V(x) litros ao preço dex euros cada, a receita éx \times V(x) = x\,e^{14-x} euros. - Cada litro custa
3 euros à empresa, logo a despesa total é3 \times V(x) = 3e^{14-x} euros. - Lucro
= x\,e^{14-x} - 3e^{14-x} = (x-3)e^{14-x} .\square
Calcula
f\left(\dfrac{1}{2}\right) = \dfrac{1-\ln\frac{1}{2}}{\frac{1}{2}} = 2\left(1 - \ln\dfrac{1}{2}\right) = 2(1+\ln 2) .= 2 + 2\ln 2 = \ln\left(e^{2}\right) + \ln\left(2^{2}\right) = \ln\left(4e^{2}\right) .\square
Escreve a raiz como potência de expoente
\sqrt{e^{x}} = e^{x/2} , logo\ln\left(\sqrt{e^{x}}\right) = \dfrac{x}{2} .h(x) = \dfrac{x/2}{2} = \dfrac{x}{4} .
Num triângulo isósceles, o pé da altura tirada do vértice
- Sendo
P\left(x,\, e^{-x}\right) , a altura do triângulo relativa à base[OQ] ée^{-x} . - Como
\overline{PO} = \overline{PQ} , o triângulo é isósceles e a projeção deP sobreOx , que tem abcissax , é o ponto médio de[OQ] . - Logo
Q(2x,\,0) e a base mede\overline{OQ} = 2x . - Área
= \dfrac{2x \times e^{-x}}{2} = x\,e^{-x} .\square
Substitui primeiro
f(0) = 1 + b = 2 \iff b = 1 .f(1) = a + 1 = 3 \iff a = 2 .
Escreve
e^{-x} > e^{-1} . Comoe > 1 , o sentido mantém-se:-x > -1 \iff x < 1 .
Junta as duas potências numa só e lê o expoente.
a \times a^{1/3} = a^{4/3} .\log_{a}\left(a^{4/3}\right) = \dfrac{4}{3} .
Em b) designa por
- a)
-\log x = 7{,}4 \iff x = 10^{-7{,}4} \approx 3{,}98 \times 10^{-8} . - Com
a arredondado às unidades:x \approx 4 \times 10^{-8} mol/dm³. - b)
\mathrm{pH_{leite}} - \mathrm{pH_{café}} = -\log l + \log(3l) = \log\dfrac{3l}{l} = \log 3 \approx 0{,}5 .
Determina as coordenadas de
f(x) = 0 \iff e^{x} = c \iff x = \ln c , logoA(\ln c,\, 0) .f(0) = 1-c , logoB(0,\, 1-c) .- Declive
= \dfrac{0-(1-c)}{\ln c - 0} = \dfrac{c-1}{\ln c} . - Impondo
\dfrac{c-1}{\ln c} = c-1 e sabendo quec > 1 (logoc-1 \neq 0 ), vem\ln c = 1 . c = e .\square
Simplifica
\ln x - \dfrac{1}{3} > 0 \iff \ln x > \dfrac{1}{3} \iff x > e^{1/3} \approx 1{,}396 .- Das opções, só
2 satisfaz.
Escreve
a\,e^{-20b} = \dfrac{a}{2} \iff e^{-20b} = \dfrac{1}{2} .-20b = -\ln 2 \iff b = \dfrac{\ln 2}{20} \approx 0{,}0347 .- Arredondado às centésimas:
b \approx 0{,}03 .
Resolve
1 - \ln\left(x^{2}\right) = 0 \iff \ln\left(x^{2}\right) = 1 \iff x^{2} = e .x = \sqrt{e} oux = -\sqrt{e} . Ambos pertencem a\mathbb{R}\setminus\{0\} .- Os pontos são
\left(-\sqrt{e},\, 0\right) e\left(\sqrt{e},\, 0\right) .Se se tivesse escrito2\ln x em vez de\ln(x^{2}) , perdia-se a solução negativa — e metade da cotação.
Passa à forma exponencial antes de multiplicar por
x = 5^{\pi-1} .5x = 5^{1} \times 5^{\pi-1} = 5^{\pi} .
Em a) escreve
- a)
a\,e^{kn} = r\,a \iff e^{kn} = r \iff kn = \ln r \iff k = \dfrac{\ln r}{n} .\square - b) Estirpe
A :r = \dfrac{250}{500} = \dfrac{1}{2} en = 1 , logok_{A} = \ln\dfrac{1}{2} = -\ln 2 \approx -0{,}6931 . - Estirpe
B :r = 2 en = 6 , logok_{B} = \dfrac{\ln 2}{6} \approx 0{,}1155 .
Primeiro passa o coeficiente
\log_{a} 3 + \log_{a}\left(5^{2}\right) = \log_{a}(3 \times 25) = \log_{a} 75 .
Em a), «foram introduzidos
- a)
f(0) = \dfrac{2000}{1+k} = 100 \iff 1+k = 20 \iff k = 19 . - b) Com
k = 24 :\dfrac{2000}{1+24e^{-0{,}13t}} = 500 \iff 1 + 24e^{-0{,}13t} = 4 . e^{-0{,}13t} = \dfrac{3}{24} = \dfrac{1}{8} \iff -0{,}13t = -\ln 8 .t = \dfrac{\ln 8}{0{,}13} \approx 16 anos.
Aplica a regra da potência e depois
2\log_{a}\left(a^{1/3}\right) = 2 \times \dfrac{1}{3}\log_{a} a = \dfrac{2}{3} .
\dfrac{2000}{1+199e^{-0{,}01t}} = 1000 \iff 1 + 199e^{-0{,}01t} = 2 .e^{-0{,}01t} = \dfrac{1}{199} \iff -0{,}01t = -\ln 199 .t = 100\ln 199 \approx 529{,}3 : ao fim de aproximadamente 529 dias.
Substitui o ponto e resolve a equação exponencial.
f(1) = 2^{a} - 1 = 3 \iff 2^{a} = 4 = 2^{2} .a = 2 .
Resolve
15e^{-0{,}02t} = 7{,}5 \iff e^{-0{,}02t} = \dfrac{1}{2} .-0{,}02t = -\ln 2 \iff t = \dfrac{\ln 2}{0{,}02} = 50\ln 2 \approx 34{,}657 horas.0{,}657 \times 60 \approx 39 minutos.
\ln\left(e^{e}\right) = e .- Logo a expressão é
x \times e = ex .
Isola a exponencial e aplica
25 + 48e^{-0{,}05t} = 36 \iff e^{-0{,}05t} = \dfrac{11}{48} .-0{,}05t = \ln\dfrac{11}{48} \iff t = -20\ln\dfrac{11}{48} = 20\ln\dfrac{48}{11} \approx 29{,}466 minutos.0{,}466 \times 60 \approx 28 segundos.
Em a) divide as duas condições: o
- a)
a\,e^{b} = 2{,}91 ea\,e^{2b} = 2{,}58 . Dividindo:e^{b} = \dfrac{2{,}58}{2{,}91} . b = \ln\dfrac{2{,}58}{2{,}91} \approx -0{,}12 .a = \dfrac{2{,}91}{e^{b}} = \dfrac{2{,}91}{0{,}8866} \approx 3{,}28 gramas.- b)
\dfrac{m(t+1{,}6)}{m(t)} = \dfrac{a\,e^{-0{,}43(t+1{,}6)}}{a\,e^{-0{,}43t}} = e^{-0{,}688} \approx 0{,}5 : não depende det . - Em cada
1{,}6 milénios (isto é,1600 anos) a massa reduz-se a metade: essa é a semivida do rádio-226.
Escreve o segundo membro como um único logaritmo de base
1 + 5\log_{a} y = \log_{a} a + \log_{a}\left(y^{5}\right) = \log_{a}\left(a\,y^{5}\right) .- Pela injetividade do logaritmo:
x = a\,y^{5} .
Usa a regra da potência dentro do expoente e depois
e^{4\ln x} = e^{\ln\left(x^{4}\right)} = x^{4} .10^{2\log x} = 10^{\log\left(x^{2}\right)} = x^{2} .- Diferença:
x^{4}-x^{2} .
Calcula
f(-1) = e^{0} = 1 \neq 0 : (A) falha.f(\ln 2) = e^{\ln 2 + 1} = e^{\ln 2} \times e = 2e ✓.f(\ln 5) = 5e \approx 13{,}59 \neq 6 ;f(-2) = e^{-1} \neq e .
Calcula
A(0) = 2 - 0 + 5\ln 1 = 2 hectares.A(1) = 2 - 1 + 5\ln 2 = 1 + 5\ln 2 .- Aumento
= A(1) - A(0) = 5\ln 2 - 1 \approx 2{,}47 hectares.
De
\log_{a} b = \log_{a}\left(a^{2}\right) = 2 , logo\log_{b} a = \dfrac{1}{2} .1 + \dfrac{1}{2} = \dfrac{3}{2} .
O triângulo é retângulo em
P(x,\,0) eA\left(x,\, e^{x}\right) , logo\overline{OP} = x e\overline{PA} = e^{x} .- Área
= \dfrac{x \times e^{x}}{2} .
Em a) subtrai as duas igualdades. Em b) isola
- a)
M_{1}-M_{2} = 0{,}67\log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = 1 \iff \log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = \dfrac{1}{0{,}67} \approx 1{,}4925 . \dfrac{E_{1}}{E_{2}} \approx 10^{1{,}4925} \approx 31 : um sismo com mais uma unidade de magnitude liberta cerca de 31 vezes mais energia.- b)
4{,}7 = 0{,}67\log E - 3{,}25 \iff \log E = \dfrac{7{,}95}{0{,}67} \approx 11{,}866 . E \approx 10^{11{,}866} \approx 7 \times 10^{11} joule.
Separa o quociente.
\log_{5}\left(5^{1000}\right) - \log_{5} 25 = 1000 - 2 = 998 .
Em b) escreve
- a)
\dfrac{10}{3-2e^{-0{,}13t}} = 9 \iff 3 - 2e^{-0{,}13t} = \dfrac{10}{9} . 2e^{-0{,}13t} = \dfrac{17}{9} \iff e^{-0{,}13t} = \dfrac{17}{18} , logot = -\dfrac{1}{0{,}13}\ln\dfrac{17}{18} \approx 0{,}44 semanas.0{,}44 \times 7 \approx 3{,}1 : cerca de 3 dias.- b)
f(0) = \dfrac{k}{3-2} = k ef(1) = \dfrac{k}{3-2e^{-0{,}13}} . k - \dfrac{k}{3-2e^{-0{,}13}} = 2 \iff k\left(1 - \dfrac{1}{3-2e^{-0{,}13}}\right) = 2 .- Com
3-2e^{-0{,}13} \approx 1{,}2437 :k\left(1-0{,}8041\right) = 2 \iff k \approx 10{,}2 .
Substitui
f(x) - 3 = 4x^{2}e^{-x} , positivo parax \neq 0 .g(x) = x + \ln\left(4x^{2}\right) + \ln\left(e^{-x}\right) = x + \ln\left(4x^{2}\right) - x = \ln\left(4x^{2}\right) .g(x) = 0 \iff 4x^{2} = 1 \iff x^{2} = \dfrac{1}{4} \iff x = \pm\dfrac{1}{2} .- Ambos pertencem a
\mathbb{R}\setminus\{0\} .
Determina o zero de
\ln(x+2) = 0 \iff x+2 = 1 \iff x = -1 . LogoB(-1,\,0) .- Catetos:
\overline{OA} = 5 e\overline{OB} = |-1| = 1 . - Área
= \dfrac{5 \times 1}{2} = \dfrac{5}{2} .
Em a) aplica a regra da potência. Em b),
- a)
8\log_{4}\left((3t+1)^{3}\right) = 24\log_{4}(3t+1) , logoN(t) = 24\log_{4}(3t+1) - 8\log_{4}(3t+1) = 16\log_{4}(3t+1) .\square - b)
16\log_{4}(3t+1) = 24 \iff \log_{4}(3t+1) = \dfrac{3}{2} . 3t+1 = 4^{3/2} = 8 \iff t = \dfrac{7}{3} \approx 2{,}333 horas.0{,}333 \times 60 = 20 minutos: 2 horas e 20 minutos.
Passa à forma exponencial e resolve em ordem a
\ln(-3x) = 2 \iff -3x = e^{2} \iff x = -\dfrac{e^{2}}{3} .- É negativo, logo pertence ao domínio.
Resolve
\log_{9} x = \dfrac{1}{2} \iff x = 9^{1/2} = 3 .
Em b), escreve
- a)
\dfrac{3e^{t/2}}{1+e^{t/2}} = 2{,}5 \iff 3e^{t/2} = 2{,}5 + 2{,}5e^{t/2} \iff 0{,}5e^{t/2} = 2{,}5 . e^{t/2} = 5 \iff t = 2\ln 5 \approx 3{,}22 anos após o início de 1960: durante o ano de 1963.- b)
I(1) = 1 \iff \dfrac{3e^{k}}{1+p\,e^{k}} = 1 \iff 3e^{k} = 1 + p\,e^{k} . e^{k}(3-p) = 1 \iff e^{k} = \dfrac{1}{3-p} , logok = -\ln(3-p) .- Na forma pedida,
A = 3 eB = -1 .
Em
- Em
\left[1,+\infty\right[ :\dfrac{f(x)}{x} = \dfrac{x\,e^{-x}+2x}{x} = e^{-x}+2 . - A equação fica
e^{-x} + 2 = e^{x} - \dfrac{2}{3} \iff e^{-x} - e^{x} + \dfrac{8}{3} = 0 . - Multiplicando por
e^{x} > 0 :1 - e^{2x} + \dfrac{8}{3}e^{x} = 0 . Comy = e^{x} > 0 :3y^{2} - 8y - 3 = 0 . y = \dfrac{8 \pm \sqrt{64+36}}{6} = \dfrac{8 \pm 10}{6} , ou sejay = 3 ouy = -\dfrac{1}{3} . Rejeita-se a negativa.e^{x} = 3 \iff x = \ln 3 \approx 1{,}0986 \geq 1 : serve.
Em a) calcula
- a)
N_{A}(0) = \dfrac{120}{8} = 15 eN_{A}(7) = \dfrac{120}{1+7e^{-1{,}4}} \approx 44{,}02 . - Aumento
\approx 44 - 15 = 29 nenúfares. - b) Representando as duas funções, os gráficos intersetam-se em
t \approx 8{,}05 . - Foram necessários aproximadamente
8 dias.
Consumir
Q(0) = 12 + \log_{3} 81 = 12 + 4 = 16 litros.Q(20) = 16 - 2 = 14 .12 + \log_{3}\left(81 - 400k\right) = 14 \iff \log_{3}(81-400k) = 2 \iff 81 - 400k = 9 .400k = 72 \iff k = \dfrac{72}{400} = 0{,}18 .
Em b), subtrai as duas igualdades: fica
- a)
7{,}1 = \dfrac{2}{3}\log E - 2{,}9 \iff \log E = \dfrac{3 \times 10}{2} = 15 \iff E = 10^{15} joule. M_{0} = \dfrac{E}{1{,}6 \times 10^{-5}} = \dfrac{10^{15}}{1{,}6 \times 10^{-5}} = 6{,}25 \times 10^{19} .- b)
M_{1}-M_{2} = \dfrac{2}{3}\left(\log E_{1} - \log E_{2}\right) = \dfrac{2}{3}\log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = \dfrac{2}{3} . \log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = 1 \iff \dfrac{E_{1}}{E_{2}} = 10 : a energia do primeiro é dez vezes a do segundo.\square
Em b), a diferença dos dois logaritmos é o logaritmo do quociente — e o quociente é muito simples.
- a) C.E.:
x > 0 \land x-8 > 0 \iff x > 8 . \log_{3} x - \log_{3}(x-8) \geq 2 \iff \log_{3}\dfrac{x}{x-8} \geq 2 \iff \dfrac{x}{x-8} \geq 9 .- Como
x-8 > 0 :x \geq 9x-72 \iff x \leq 9 . S = \left]8,\, 9\right] .- b)
\log_{3}\left(36^{1000}\right) - \log_{3}\left(4^{1000}\right) = \log_{3}\left(\dfrac{36}{4}\right)^{1000} = \log_{3}\left(9^{1000}\right) = 2000 .
Calcula
f(0) = \dfrac{200}{1+3 \times 2^{3}} = \dfrac{200}{25} = 8 frangos.- Pretende-se
f(x) = 80 :\dfrac{200}{1+3 \times 2^{3-0{,}1x}} = 80 \iff 1 + 3 \times 2^{3-0{,}1x} = 2{,}5 . 3 \times 2^{3-0{,}1x} = 1{,}5 \iff 2^{3-0{,}1x} = 0{,}5 = 2^{-1} .3 - 0{,}1x = -1 \iff x = 40 .
De
\log_{a}\left(a^{12}b^{100}\right) = 12 + 100\log_{a} b = 12 + 100\pi .12 + 100\pi \approx 12 + 314{,}16 \approx 326 .
Multiplica tudo por
f(x) = 0 \iff \dfrac{e^{x}}{e^{2}} = \dfrac{4e^{-x}+4}{e^{2}} \iff e^{x} = 4e^{-x}+4 .- Multiplicando por
e^{x} > 0 :e^{2x} = 4 + 4e^{x} . - Com
y = e^{x} > 0 :y^{2}-4y-4 = 0 \iff y = \dfrac{4 \pm \sqrt{16+16}}{2} = 2 \pm 2\sqrt{2} . 2 - 2\sqrt{2} \approx -0{,}83 < 0 : rejeita-se, porquee^{x} > 0 .- Fica
e^{x} = 2+2\sqrt{2} , ou sejax = \ln\left(2+2\sqrt{2}\right) — único, pela injetividade da exponencial.\square
Separa o produto e usa a regra da potência na raiz.
\log_{a}\left(\sqrt{b}\,c\right) = \log_{a}\left(b^{1/2}\right) + \log_{a} c = \dfrac{1}{2}\log_{a} b + \log_{a} c .= \dfrac{c}{2} + 3 .
\log_{b} a = \dfrac{1}{2} .\log_{a}\sqrt{b} = \dfrac{1}{2}\log_{a} b = 1 .- Soma:
\dfrac{1}{2}+1 = \dfrac{3}{2} .
Em a), a distância entre os centros é a hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos são
- a)
a(5) = e^{-0{,}15} - 0{,}1 + 3 \approx 3{,}761 eb(5) = 6e^{-0{,}3} - 0{,}1 + 2 \approx 6{,}345 . - Diferença de alturas:
6{,}345 - 3{,}761 \approx 2{,}584 metros. - Distância
= \sqrt{7^{2} + 2{,}584^{2}} \approx \sqrt{49 + 6{,}677} \approx 7{,}5 metros. - b) Representando
y = e^{-0{,}03x}-0{,}02x+3 ey = 6e^{-0{,}06x}-0{,}02x+2 em[0,\,60] , os gráficos intersetam-se emt \approx 23{,}1 . - Decorreram aproximadamente
23 segundos.
Separa a primeira parcela e usa
\log_{a}\left(a^{5}\right) + \log_{a}\left(b^{1/3}\right) = 5 + \dfrac{1}{3}\log_{a} b = 5 + \dfrac{3}{3} = 6 .a^{\log_{a} b} = b .- Soma:
6 + b .
Não te esqueças da condição de existência
- C.E.:
e^{-x} - a > 0 \iff e^{-x} > a \iff -x > \ln a \iff x < -\ln a . \ln\left(e^{-x}-a\right) \leq 0 \iff e^{-x} - a \leq e^{0} = 1 \iff e^{-x} \leq 1+a .-x \leq \ln(1+a) \iff x \geq -\ln(1+a) .- Intersetando:
S = \left[-\ln(1+a),\, -\ln a\right[ .
Separa o produto:
\log(100b) = \log 100 + \log b = 2 + 2014 = 2016 .
Separa o quociente e calcula cada logaritmo.
\log_{3}\left(3^{k}\right) - \log_{3} 9 = k - 2 .
No instante inicial a esfera está presa à base. A distância de
- Em
t = 0 :d(0) = 10 + 5 \times e^{0} = 15 cm. É a distância deP ao centro da esfera. - A distância de
P à base é16 cm; o centro da esfera está a15 cm deP , logo a16-15 = 1 cm da base. - Estando a esfera assente na base, essa distância é o raio:
r = 1 cm. - Volume
= \dfrac{4}{3}\pi r^{3} = \dfrac{4}{3}\pi \approx 4{,}19\ \mathrm{cm}^{3} .
\log_{a} b = \dfrac{1}{\log_{b} a} = 3 .\log_{a}\left(a^{2}b\right) = 2\log_{a} a + \log_{a} b = 2 + 3 = 5 .
Substitui o ramo, simplifica e põe
- Em
\left]-\infty,3\right] :1 + x\,e^{x} - 2x > 1 \iff x\,e^{x} - 2x > 0 \iff x\left(e^{x}-2\right) > 0 . e^{x} - 2 = 0 \iff x = \ln 2 \approx 0{,}69 . O produto é positivo quando os dois fatores têm o mesmo sinal.x < 0 ee^{x}-2 < 0 (verdade, porquex < 0 < \ln 2 ): serve todo ox < 0 .x > 0 ex > \ln 2 : servex > \ln 2 .- Intersetando com
x \leq 3 :S = \left]-\infty,\,0\right[ \,\cup\, \left]\ln 2,\, 3\right] .
Simplifica primeiro
e^{a\ln x} = e^{\ln\left(x^{a}\right)} = x^{a} , parax > 0 .f(2) = 2^{a} = 8 = 2^{3} \iff a = 3 .
Em b), parte da definição de
- a)
N(10) = \dfrac{200}{1+50e^{-2{,}5}} \approx 39{,}18 eN(20) = \dfrac{200}{1+50e^{-5}} \approx 149{,}60 . - T.m.v.
= \dfrac{149{,}60 - 39{,}18}{10} \approx 11 : entre o final de 1900 e o final de 2000, a população aumentou, em média, cerca de11 milhões de habitantes por década. - b)
N\left(1+50e^{-0{,}25t}\right) = 200 \iff 50e^{-0{,}25t} = \dfrac{200-N}{N} \iff e^{-0{,}25t} = \dfrac{200-N}{50N} . -0{,}25t = \ln\dfrac{200-N}{50N} = -\ln\dfrac{50N}{200-N} .t = 4\ln\dfrac{50N}{200-N} .\square
Mostra que
f(-a) = \ln\left(\dfrac{-a-1}{-a+1}\right) = \ln\left(\dfrac{-(a+1)}{-(a-1)}\right) = \ln\left(\dfrac{a+1}{a-1}\right) .- Ora
\dfrac{a+1}{a-1} = \left(\dfrac{a-1}{a+1}\right)^{-1} , e\ln\left(u^{-1}\right) = -\ln u . - Logo
f(-a) = -\ln\left(\dfrac{a-1}{a+1}\right) = -f(a) : a função é ímpar. - Os pontos
A\left(a,\, f(a)\right) eB\left(-a,\, -f(a)\right) têm ponto médio\left(0,\,0\right) . - Uma reta que contém dois pontos cujo ponto médio é a origem passa necessariamente na origem.
\square
Separa o produto, tira
\log_{a} a + 3\log_{a} b = 5 \iff 1 + 3\log_{a} b = 5 \iff \log_{a} b = \dfrac{4}{3} .\log_{b} a = \dfrac{1}{\log_{a} b} = \dfrac{3}{4} .
Substitui os valores e isola
24 = \dfrac{600 \times 0{,}003}{1-e^{-0{,}003n}} = \dfrac{1{,}8}{1-e^{-0{,}003n}} .1 - e^{-0{,}003n} = \dfrac{1{,}8}{24} = 0{,}075 \iff e^{-0{,}003n} = 0{,}925 .-0{,}003n = \ln 0{,}925 \iff n = \dfrac{\ln 0{,}925}{-0{,}003} \approx 25{,}98 .- Aproximadamente
26 meses.
De
\log_{b} a = \log_{b}\left(b^{3}\right) = 3 .\log_{a} b = \dfrac{1}{\log_{b} a} = \dfrac{1}{3} .- Soma:
3 + \dfrac{1}{3} = \dfrac{10}{3} .
Em b) resolve
- a)
V(25) = 3\ln\dfrac{325}{85} = 3\ln\dfrac{65}{17} \approx 4{,}02 km/s. - Tempo
= \dfrac{200}{4{,}02} \approx 50 segundos. - b)
3\ln\dfrac{x+300}{x+60} = 3 \iff \ln\dfrac{x+300}{x+60} = 1 \iff \dfrac{x+300}{x+60} = e . x + 300 = e x + 60e \iff x(1-e) = 60e - 300 \iff x = \dfrac{60e-300}{1-e} \approx 79{,}7 .- Cerca de
80 milhares de toneladas.
Usa a regra da potência e depois a mudança de base:
\log_{a}\left(5^{\ln a}\right) = \ln a \times \log_{a} 5 = \ln a \times \dfrac{\ln 5}{\ln a} = \ln 5 .4 + \ln 5 = \ln\left(e^{4}\right) + \ln 5 = \ln\left(5e^{4}\right) .
Em a) escreve
- a)
120e^{-2k} = \dfrac{1}{2} \times 120e^{-k} \iff \dfrac{e^{-2k}}{e^{-k}} = \dfrac{1}{2} \iff e^{-k} = \dfrac{1}{2} . -k = -\ln 2 \iff k = \ln 2 .- b)
p(0) = 120 ep(3) = 120e^{-2{,}1} \approx 14{,}69 . - T.m.v.
= \dfrac{14{,}69 - 120}{3} \approx -35 . - Nas três primeiras horas do processo, a massa de poluente diminuiu, em média, cerca de
35 gramas por hora.
Fatoriza
\ln\left((a-b)(a+b)\right) - 2\ln(a+b) = \ln(a-b) + \ln(a+b) - 2\ln(a+b) = \ln\dfrac{a-b}{a+b} .- De
a+b = 2(a-b) vem\dfrac{a-b}{a+b} = \dfrac{1}{2} . \ln\dfrac{1}{2} = -\ln 2 \approx -0{,}693 \approx -0{,}7 .
O produto
(x-1)h(x) = e^{x} , logo a equação ficae^{x} + 2e^{-x} = 3 .- Multiplicando por
e^{x} > 0 :e^{2x} + 2 = 3e^{x} . - Com
y = e^{x} > 0 :y^{2}-3y+2 = 0 \iff y = 1 \lor y = 2 . e^{x} = 1 \iff x = 0 ee^{x} = 2 \iff x = \ln 2 . Nenhum é1 .
O
x + \ln\left(e^{x}+1\right) = 2x+1 \iff \ln\left(e^{x}+1\right) = x+1 .e^{x}+1 = e^{x+1} = e \cdot e^{x} \iff 1 = e^{x}(e-1) \iff e^{x} = \dfrac{1}{e-1} .x = \ln\dfrac{1}{e-1} = -\ln(e-1) .-\ln(e-1) \approx -0{,}541 \leq 2 : pertence ao domínio.
A soma de logaritmos da mesma base é o logaritmo do produto.
- Sejam
x ey os números.\log_{8} x + \log_{8} y = \log_{8}(xy) = \dfrac{1}{3} . xy = 8^{1/3} = 2 .
Separa o logaritmo do produto e usa
- C.E.:
(1-x)e^{x-1} > 0 . Comoe^{x-1} > 0 , a condição éx < 1 . \ln(1-x) + \ln\left(e^{x-1}\right) = x \iff \ln(1-x) + x - 1 = x .\ln(1-x) = 1 \iff 1-x = e \iff x = 1-e .- Como
e > 1 , tem-se1-e < 0 < 1 : a solução serve.
Escreve
20 + 100e^{-kt_{1}} = 30 \iff e^{-kt_{1}} = \dfrac{1}{10} .-kt_{1} = \ln\dfrac{1}{10} = -\ln 10 .k = \dfrac{\ln 10}{t_{1}} .
Põe
- C.E.:
1-x > 0 \land 3-2x > 0 \iff x < 1 . (x-1)\ln(1-x) = (1-x)\ln(3-2x) \iff -(1-x)\ln(1-x) - (1-x)\ln(3-2x) = 0 .-(1-x)\left[\ln(1-x)+\ln(3-2x)\right] = 0 . Como1-x \neq 0 no domínio, fica\ln\left[(1-x)(3-2x)\right] = 0 .(1-x)(3-2x) = 1 \iff 2x^{2}-5x+2 = 0 \iff x = 2 \lor x = \dfrac{1}{2} .- Só
\dfrac{1}{2} é menor do que1 .
Cuidado com a pergunta: pede-se a distância da base do poste ao ponto mais baixo do cabo — não a abcissa desse ponto.
- O enunciado diz que o ponto mais baixo é equidistante dos dois postes: está em
x = 5 . - A sua altura é
h(5) = 6{,}3\left(e^{0}+e^{0}\right) - 7{,}6 = 12{,}6 - 7{,}6 = 5 metros. - A base do poste da esquerda é o ponto
(0,\,0) ; o ponto do cabo é(5,\,5) . - Distância
= \sqrt{5^{2}+5^{2}} = \sqrt{50} \approx 7{,}07 \approx 7{,}1 metros.
Passa tudo para o primeiro membro e põe
- C.E.:
5-2x > 0 \land 3-x > 0 \iff x < \dfrac{5}{2} . \left(e^{x}-1\right)\ln(5-2x) + \left(e^{x}-1\right)\ln(3-x) = 0 .\left(e^{x}-1\right)\left[\ln(5-2x)+\ln(3-x)\right] = 0 \iff \left(e^{x}-1\right)\ln\left[(5-2x)(3-x)\right] = 0 .- Primeiro fator:
e^{x} = 1 \iff x = 0 , que pertence ao domínio. - Segundo:
(5-2x)(3-x) = 1 \iff 2x^{2}-11x+14 = 0 \iff x = 2 \lor x = \dfrac{7}{2} . \dfrac{7}{2} > \dfrac{5}{2} : rejeita-se. Ficax = 2 .
Multiplica por
- C.E.:
9x+1 > 0 e6x > 0 , ou sejax > 0 . \log_{2}(9x+1) = 2\log_{2}(6x) = \log_{2}\left(36x^{2}\right) .9x+1 = 36x^{2} \iff 36x^{2}-9x-1 = 0 .x = \dfrac{9 \pm \sqrt{81+144}}{72} = \dfrac{9 \pm 15}{72} , ou sejax = \dfrac{1}{3} oux = -\dfrac{1}{12} .- Só
\dfrac{1}{3} é positivo.
Em
- Em
\left[1,+\infty\right[ ,g(x) = 7 \times 3^{x-1} - 3 , que é positivo (é crescente eg(1) = 4 > 0 ). x + \log_{3} 2 = \log_{3}\left(3^{x}\right) + \log_{3} 2 = \log_{3}\left(2 \times 3^{x}\right) .- Pela injetividade:
7 \times 3^{x-1} - 3 = 2 \times 3^{x} . 7 \times \dfrac{3^{x}}{3} - 2 \times 3^{x} = 3 \iff \dfrac{7 \times 3^{x} - 6 \times 3^{x}}{3} = 3 \iff 3^{x} = 9 .x = 2 , que pertence a\left[1,+\infty\right[ .
Escreve as duas condições, elimina
f(1) = 5 \iff a + e^{b} = 5 \iff a = 5 - e^{b} .f(2) = 7 \iff a + e^{2b} = 7 \iff a = 7 - e^{2b} .- Igualando:
5 - e^{b} = 7 - e^{2b} \iff e^{2b} - e^{b} - 2 = 0 . - Com
y = e^{b} > 0 :y^{2}-y-2 = 0 \iff y = 2 \lor y = -1 . Rejeita-se-1 . e^{b} = 2 \iff b = \ln 2 , ea = 5 - 2 = 3 .
Da condição tira-se
\log_{a} b - \log_{a} a = 2 \iff \log_{a} b - 1 = 2 \iff \log_{a} b = 3 .\log_{a}\left(a^{3/2}b^{2}\right) = \dfrac{3}{2}\log_{a} a + 2\log_{a} b = \dfrac{3}{2} + 6 = \dfrac{15}{2} .
O denominador nunca se anula. Multiplica em cruz e depois multiplica tudo por
- Como
e^{x} > 0 ee^{-x} > 0 , tem-see^{x}+e^{-x} \neq 0 : a equação está definida em\mathbb{R} . - Multiplicando em cruz:
3\left(e^{x}-e^{-x}\right) = e^{x}+e^{-x} \iff 2e^{x} - 4e^{-x} = 0 . - Multiplicando por
e^{x} > 0 :2e^{2x} - 4 = 0 \iff e^{2x} = 2 . 2x = \ln 2 \iff x = \dfrac{\ln 2}{2} .
As bases do trapézio são
\overline{AB} = (a+4) - a = 4 ,\overline{AD} = f(a) = \log_{2a} a e\overline{BC} = f(a+4) = \log_{2a}(a+4) .- Área
= \dfrac{\log_{2a} a + \log_{2a}(a+4)}{2} \times 4 = 4 , logo\log_{2a} a + \log_{2a}(a+4) = 2 . \log_{2a}\left[a(a+4)\right] = 2 \iff a^{2}+4a = (2a)^{2} = 4a^{2} .3a^{2} - 4a = 0 \iff a(3a-4) = 0 \iff a = 0 \lor a = \dfrac{4}{3} .- Como
a > 1 , vema = \dfrac{4}{3} .
Escreve a raiz como potência de expoente
- C.E.:
x > 0 ex + 1 > 0 , ou sejax > 0 . \log_{2}\sqrt{x+1} = \dfrac{1}{2}\log_{2}(x+1) , logo a equação fica\dfrac{1}{2}\left[\log_{2} x - \log_{2}(x+1)\right] = -1 .\log_{2}\dfrac{x}{x+1} = -2 \iff \dfrac{x}{x+1} = 2^{-2} = \dfrac{1}{4} .4x = x+1 \iff x = \dfrac{1}{3} , que pertence a\left]0,+\infty\right[ .
Determina primeiro
y_{B} = f(0) = 3 - 2 = 1 , logoB(0,\,1) .f(x) = 5 \iff 3e^{x} - \dfrac{2}{e^{x}} = 5 . Comy = e^{x} > 0 :3y^{2}-5y-2 = 0 \iff y = 2 \lor y = -\dfrac{1}{3} .- Rejeita-se a raiz negativa;
e^{x} = 2 \iff x = \ln 2 . LogoA(\ln 2,\, 5) eC(\ln 2,\, 0) . - Trapézio de bases
\overline{OB} = 1 e\overline{CA} = 5 , e altura\overline{OC} = \ln 2 . - Área
= \dfrac{1+5}{2} \times \ln 2 = 3\ln 2 = \ln\left(2^{3}\right) = \ln 8 .
Começa pelas condições de existência. Depois usa
- Condições de existência:
(4-x)^{2} > 0 ,4-x > 0 e7-2x > 0 . A segunda dáx < 4 , a terceirax < \dfrac{7}{2} . Domínio:\left]-\infty,\, \dfrac{7}{2}\right[ . - Como
4-x > 0 ,\dfrac{1}{2}\ln\left((4-x)^{2}\right) = \ln(4-x) . A equação fica e^{x}\ln(4-x) - 5\ln(4-x) = \left(5-e^{x}\right)\ln(7-2x) .\left(e^{x}-5\right)\ln(4-x) = -\left(e^{x}-5\right)\ln(7-2x) , ou seja\left(e^{x}-5\right)\left[\ln(4-x) + \ln(7-2x)\right] = 0 .\left(e^{x}-5\right)\ln\left[(4-x)(7-2x)\right] = 0 .- Primeiro fator:
e^{x} = 5 \iff x = \ln 5 \approx 1{,}61 , que pertence ao domínio. - Segundo fator:
(4-x)(7-2x) = e^{0} = 1 \iff 2x^{2}-15x+27 = 0 \iff x = 3 \lor x = \dfrac{9}{2} . \dfrac{9}{2} > \dfrac{7}{2} : rejeita-se. Ficax = 3 .
Começa por tirar
\log_{a}\left(b^{2}\right) = 16 \iff 2\log_{a} b = 16 \iff \log_{a} b = 8 .\log_{a}\dfrac{a}{b} = \log_{a} a - \log_{a} b = 1 - 8 = -7 .
Exercícios de Exame · Função inversa e função composta
Itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre composição e inversão. Os enunciados são do 11.º ano, mas o Exame do 12.º volta a eles todos os anos — quase sempre disfarçados dentro de uma pergunta sobre exponenciais ou logaritmos.
Na figura está a representação gráfica de uma função
Em qual das figuras seguintes pode estar a representação gráfica da função
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Seja
Qual dos seguintes conjuntos pode ser o domínio da função
- (A)
\,]-\infty,\,1] - (B)
\mathbb{R} \setminus \{-3,\,1\} - (C)
\,]-\infty,\,-3] - (D)
[-3,\,+\infty[
Considere as seguintes funções:
Indique o valor de
- (A)
4 - (B)
5 - (C)
6 - (D)
7
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Seja
Qual é o valor de
- (A)
-4 - (B)
0 - (C)
3 - (D)
4
Na figura está representada parte do gráfico de uma função
Qual das figuras seguintes pode ser parte do gráfico da função
Seja
Seja
Qual é o valor de
- (A)
-2 - (B)
-1 - (C)
1 - (D)
2
Seja
Seja
Qual é o valor de
- (A)
-2 - (B)
0 - (C)
1 - (D)
2
Seja
Seja
Qual é o valor de
- (A)
-1 - (B)
0 - (C)
1 - (D)
2
Seja
Qual é o valor de
- (A)
8 - (B)
9 - (C)
10 - (D)
11
Seja
Seja
Para um certo número real
Qual é o valor de
- (A)
7 - (B)
8 - (C)
9 - (D)
10
Admita que a função
Seja
A equação
Determine, recorrendo à calculadora gráfica, essas soluções. Apresente as soluções arredondadas às centésimas.
Na sua resposta deve reproduzir, num referencial, o gráfico da função ou os gráficos das funções que tiver necessidade de visualizar, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes para responder à questão colocada.
Seja
Considere, para cada número real
Determine o valor de
Seja
Seja
Quais são as soluções da equação
- (A)
\dfrac{1}{e} ee^{2} - (B)
e ee^{2} - (C)
1 ee - (D)
\dfrac{1}{e} ee
Na figura da esquerda está representado o gráfico de uma função
Tal como as figuras sugerem, em ambas as funções todos os objetos inteiros têm imagens inteiras.
Quais são os zeros da função
- (A)
0 \text{ e } 4 - (B)
1 \text{ e } 5 - (C)
-1 \text{ e } 3 - (D)
2 \text{ e } 6
Sejam
Sabe-se que
Qual é o valor de
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
Seja
Seja
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
2 - (D)
3
Sejam
Sabe-se que
Qual das seguintes expressões define a função
- (A)
-3 - (B)
3 - (C)
x-3 - (D)
x+3
Seja
Qual das expressões seguintes pode ser a expressão analítica de
- (A)
e^{x}-1 - (B)
1-e^{x} - (C)
\ln\left(e^{x}-1\right) - (D)
\ln\left(1-e^{x}\right)
Reflecte mentalmente a curva na recta a tracejado. A concavidade troca de sentido.
- Os gráficos de
f e def^{-1} são simétricos relativamente à rectay = x . f é crescente, passa na origem e tem a concavidade voltada para baixo; a reflexão tem de ser crescente, passar na origem e ter a concavidade voltada para cima.- Só a opção (D) reúne as três condições.
A raiz quadrada só está definida onde o radicando não é negativo. Onde é que o gráfico de
g = h \circ f , comh(x) = \sqrt{x} de domínio\mathbb{R}^{+}_{0} .- Logo
D_g = \{x \in \mathbb{R}: f(x) \geq 0\} . - Do gráfico,
f(x) < 0 em\,]-\infty,\,-3[ ef(x) \geq 0 em[-3,\,+\infty[ — emx = 1 o gráfico toca o eixo sem o atravessar. - A opção (B) tira precisamente os pontos onde
f se anula — mas aí a raiz está definida e vale0 .
Na tabela,
- Na tabela,
f(3) = 2 , logof^{-1}(2) = 3 . - Como
1 < \sqrt{2} < 3 , o gráfico dáh\big(\sqrt{2}\big) = 1 . (g \circ h)\big(\sqrt{2}\big) = g(1) = 2 \times 1 + 1 = 3 .- Total:
3 + 3 = 6 .
Lê
- Do gráfico,
g(-3) = -4 . (f \circ g)(-3) = f\big(g(-3)\big) = f(-4) = |-4| = 4 .- A opção (A) é a armadilha: dá o valor de
g(-3) , não o da composta.
Os gráficos de
- O gráfico de
f^{-1} obtém-se do def por reflexão na rectay = x : cada ponto(a,\,b) def dá o ponto(b,\,a) def^{-1} . - Como
f está acima da recta,f^{-1} tem de ficar abaixo dela. - O gráfico de
f começa em(0,\,1) , logo o def^{-1} começa em(1,\,0) — o que só acontece na opção (D).
Aqui a ordem é a contrária da do item anterior: calcula
g(2) = -2 \times 2 + 1 = -3 .(f \circ g)(2) = f\big(g(2)\big) = f(-3) e, do gráfico,f(-3) = -2 .
São duas leituras diferentes do mesmo gráfico: numa entras pelo
- Do gráfico,
f(-4) = -3 . - Ainda do gráfico,
f(3) = 2 , ou seja,f^{-1}(2) = 3 . f(-4) + f^{-1}(2) = -3 + 3 = 0 .- Não é preciso saber a expressão de
f^{-1} : lerf^{-1}(2) é entrar no eixoOy em2 e sair no eixoOx .
Primeiro
- Do gráfico,
f(3) = 1 . (g \circ f)(3) = g\big(f(3)\big) = g(1) = -1 + 3 = 2 .
f^{-1}(3) = a \iff f(a) = 3 \iff \sqrt{a-1} = 3 .- Como
a - 1 \geq 0 , pode elevar-se ao quadrado:a - 1 = 9 \iff a = 10 .
Escreve
(g \circ h)(x) = g(x+1) = \dfrac{1}{x+1} , parax \neq -1 .\dfrac{1}{a+1} = \dfrac{1}{9} \iff a + 1 = 9 \iff a = 8 .
Escreve primeiro
(f \circ g)(x) = f\big(x^{3}\big) = \dfrac{6 - x^{3}}{x^{3} - 2} .- As soluções de
(f \circ g)(x) = x são as abcissas dos pontos de interseção dos gráficos dey = \dfrac{6-x^{3}}{x^{3}-2} e dey = x . - Numa janela que mostre as duas interseções — por exemplo
x \in [-3,\,3] ey \in [-3,\,3] — a calculadora dá as abcissas. - Atenção à assíntota vertical em
x = \sqrt[3]{2} \approx 1{,}26 : o traço quase vertical que aparece no ecrã não é parte do gráfico.
Calcula primeiro
f(-3) = \dfrac{2}{3}(-3)^{3} + 3(-3)^{2} - 13 = \dfrac{2}{3}(-27) + 27 - 13 = -18 + 14 = -4 .(g \circ f)(-3) = g\big(f(-3)\big) = g(-4) = -4k + 2 .-4k + 2 = 6 \iff -4k = 4 \iff k = -1 .
(f \circ g)(x) = f\left(\ln x\right) = 0 se e só se\ln x for zero def .- Os zeros de
f são-1 e1 , logo\ln x = -1 \lor \ln x = 1 . x = e^{-1} = \dfrac{1}{e} oux = e . Ambos pertencem a\mathbb{R}^{+} , domínio deg , e as imagens-1 e1 pertencem a[-3,3] , domínio def .
- No gráfico de
g , o único zero é2 :g(a) = 0 \iff a = 2 . - Portanto
(g \circ f)(x) = 0 \iff g\big(f(x)\big) = 0 \iff f(x) = 2 . - No gráfico de
f , a rectay = 2 corta o gráfico emx = 1 e emx = 5 . - O zero da composta não é o zero de
f : é o objeto quef manda para o zero deg .
Traduz
- Pela definição de inversa,
(f-g)^{-1}(2) = 3 \iff (f-g)(3) = 2 . - Ora
(f-g)(3) = f(3) - g(3) = 4 - g(3) . - Logo
4 - g(3) = 2 \iff g(3) = 2 .
Determina
h^{-1}(x) = x-1 , logoh^{-1}(2) = 1 .- Como
1 \geq 1 , usa-se o segundo ramo:f(1) = \dfrac{\ln 1 + 2}{1} = 2 .
Escreve
(f \circ g)(x) = f\big(g(x)\big) = 2\,g(x) + 1 .- Como isto vale
7 para todo ox :2\,g(x) + 1 = 7 \iff 2\,g(x) = 6 \iff g(x) = 3 . - A função
g é constante — e tinha de ser: sef \circ g é constante ef é injetiva, entãog também é constante.
Começa por simplificar
h(x) = f(x) - x = \ln\left(e^{x}+1\right) .y = \ln\left(e^{x}+1\right) \iff e^{y} = e^{x}+1 \iff e^{x} = e^{y}-1 .x = \ln\left(e^{y}-1\right) , logoh^{-1}(x) = \ln\left(e^{x}-1\right) .
Exercícios de Exame · 1.ª derivada
Oitenta e um itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2026, sobre a primeira derivada — recta tangente, monotonia, extremos e otimização. Todos se resolvem com o que está nas secções R2, R3 e 12 a 14. Dos
Seja
Qual é o valor de
- (A)
-\dfrac{1}{2} - (B)
\dfrac{1}{6} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
Um fio encontra-se suspenso entre dois postes. A distância entre ambos é de
Admita que
Recorrendo ao estudo da derivada da função
De uma certa função
a)
b) a sua derivada,
Escreva uma equação da reta tangente ao gráfico de
Seja
Qual é a abcissa desse ponto?
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
e - (D)
\ln 2
Foi administrado um medicamento a um doente às
Recorrendo à derivada da função
Ao ser lançado, um foguetão é impulsionado pela expulsão dos gases resultantes da queima de combustível numa câmara. Desde o arranque até se esgotar o combustível, a velocidade do foguetão, em quilómetros por segundo, é dada por
(
Verifique que a derivada da função
Apresente o resultado em quilómetros por segundo, arredondado às décimas.
Na figura estão representadas parte do gráfico da função
Indique o valor de
- (A)
\dfrac{\sqrt{3}}{4} - (B)
\dfrac{\sqrt{3}}{2} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
Na figura estão representadas graficamente duas funções: a função
A reta
Qual das seguintes igualdades é verdadeira?
- (A)
e^{a} = \dfrac{1}{b} - (B)
e^{a} = \ln b - (C)
e^{a+b} = 1 - (D)
\ln(ab) = 1
Um laboratório farmacêutico lançou no mercado um novo analgésico. A concentração deste medicamento, em decigramas por litro de sangue,
Recorrendo exclusivamente a processos analíticos, determine o valor de
Calcule o valor dessa concentração máxima, apresentando o resultado na unidade considerada, com aproximação às décimas.
Considere a função
Estude a função
Considere a função
Recorrendo exclusivamente a processos analíticos, verifique que
Na figura está parte da representação gráfica de uma função
Qual das figuras seguintes poderá ser parte da representação gráfica da função
A reta de equação
Qual das seguintes expressões pode definir a função
- (A)
x^{2}+x - (B)
x^{2}+2x - (C)
x^{2}+2x+1 - (D)
x^{2}+x+1
Considere a função
Mostre que a função tem um único mínimo, utilizando métodos exclusivamente analíticos.
Malmequeres de Baixo é uma povoação com cinco mil habitantes. Num certo dia ocorreu ali um acidente, testemunhado por algumas pessoas. Admita que,
Recorrendo exclusivamente a processos analíticos, estude a função
Seja
Relativamente à função
- (A)
f é crescente em\mathbb{R} - (B)
f é decrescente em\mathbb{R} - (C)
f tem um mínimo parax = 2 - (D)
f tem um máximo parax = 2
Considere, num referencial o.n.
Determine uma equação da reta paralela à reta
Uma nova empresa de refrigerantes pretende lançar embalagens de sumo de fruta com capacidade de dois litros. Por questões de marketing, as embalagens deverão ter a forma de um prisma quadrangular regular. A área total da embalagem é dada por
(
Utilizando métodos exclusivamente analíticos, mostre que existe um valor de
Seja
Sejam
Prove que as retas
Considere as funções
Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, estude, quanto à monotonia, a função
Num laboratório foi colocado um purificador de ar. Num determinado dia, o purificador foi ligado às zero horas e desligado algum tempo depois. Ao longo desse dia, o nível de poluição do ar diminuiu enquanto o purificador esteve ligado; uma vez o purificador desligado, o nível de poluição começou de imediato a aumentar.
Admita que o nível de poluição do ar no laboratório, medido em mg/l de ar, às
Sem recorrer à calculadora, a não ser para efetuar eventuais cálculos numéricos, resolva o seguinte problema: quanto tempo esteve o purificador de ar ligado?
Apresente o resultado em horas e minutos (minutos arredondados às unidades).
Prove que, para qualquer função quadrática, existe um e um só ponto do gráfico onde a reta tangente é paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares.
Uma rampa de desportos radicais foi construída entre duas paredes,
(
Sem recorrer à calculadora, estude a função
Considere a função
Sem recorrer à calculadora, estude a função quanto à monotonia e à existência de extremos relativos.
Seja
Prove que o eixo
Sugestão do enunciado: tenha em conta que, se
Considere a função
Sem recorrer à calculadora, mostre que a função
Considere a função
Sem recorrer à calculadora, determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de
Seja
Qual pode ser o valor de
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
5 - (D)
7
Seja
Sem recorrer à calculadora, estude a função
Seja
Seja
Sabendo que
Na figura está representada, num referencial
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{2} - (B)
\dfrac{1}{3} - (C)
\dfrac{2}{3} - (D)
\dfrac{3}{2}
Uma bola de futebol foi pontapeada por um jogador durante um treino. Designou-se por
Considere a função
Sem utilizar a calculadora, a não ser para efetuar eventuais cálculos numéricos, estude a função
Apresente o resultado em metros, arredondado às centésimas.
De uma função
a)
b)
c)
Seja
Prove que
Na figura estão representados parte do gráfico da função
Considere que o ponto
Seja
Sem recorrer à calculadora, estude a função
Seja
Na figura estão representados, num referencial o.n.
a)
b)
c)
d)
Sem recorrer à calculadora, determine a área do trapézio
Seja
Usando métodos analíticos, estude a função
Considere a função
Determine, recorrendo exclusivamente a métodos analíticos, a equação reduzida da reta tangente ao gráfico da função
Considere a função
Estude, recorrendo exclusivamente a métodos analíticos, a função
Seja
Seja
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
m > 0 eb > 0 - (B)
m > 0 eb < 0 - (C)
m < 0 eb > 0 - (D)
m < 0 eb < 0
De uma função
Seja
Sem recorrer à calculadora, determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de
Num certo dia, o Fernando esteve doente e tomou, às
Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, determine a que horas se verificou a concentração máxima.
Apresente o resultado em horas e minutos, arredondando estes às unidades.
Considere a função
Mostre, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, que a função
Considere a função
Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de
Na figura está representada, num referencial o.n.
Em qual das figuras seguintes pode estar representada parte do gráfico da função
Na figura está representada, num referencial ortogonal
Sabe-se que
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
f'(0) \times f'(6) = 0 - (B)
f'(-3) \times f'(6) < 0 - (C)
f'(-3) \times f'(0) > 0 - (D)
f'(0) \times f'(6) < 0
Num museu, a temperatura ambiente em graus centígrados,
Determine o instante em que a temperatura atingiu o valor máximo, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.
Apresente o resultado em horas e minutos, apresentando os minutos arredondados às unidades.
Sejam
a)
b)
Qual é a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de
- (A)
y = 3x - 2 - (B)
y = 3x + 4 - (C)
y = 2x - 1 - (D)
y = -3x + 2
Na figura está representada, num referencial o.n.
Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função
Considere a função
Determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico da função
Admita que a concentração de um produto químico na água, em gramas por litro,
Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, determine o valor de
Seja
Qual é o declive da reta
- (A)
a^{a-1} + a^{2} - (B)
a^{a} + a^{2} - (C)
a^{a-1} + a - (D)
a^{a} + a
Considere, para um certo número real
Considere as afirmações seguintes.
I) Os gráficos das funções
II) As funções
III)
Qual das opções seguintes é a correta?
- (A)II e III são verdadeiras.
- (B)I é falsa e III é verdadeira.
- (C)I é verdadeira e III é falsa.
- (D)II e III são falsas.
Considere a função
Seja
Estude a função
Considere, para um certo número real
Mostre que
Seja
Seja
Determine a equação reduzida da reta
Numa certa escola, eclodiu uma epidemia de gripe que está a afetar muitos alunos. Admita que o número de alunos com gripe,
Como, por exemplo,
Resolva este item recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.
Estude a função
Considere, para um certo número real
Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função
Considere as funções
Estude a função
Na sua resposta, deve indicar o(s) intervalo(s) de monotonia e, caso existam, os valores de
Considere a função
Estude a função
Na sua resposta, deve indicar o(s) intervalo(s) de monotonia e, caso existam, os valores de
Um recipiente está cheio de um líquido viscoso. Dentro do recipiente, presa à sua base, encontra-se uma esfera, ligada a um ponto
Admita que,
Determine o instante em que a distância do centro da esfera ao ponto
Seja
Recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora, determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico da função
Seja
Estude a função
Na figura está representada uma secção de uma ponte pedonal que liga as duas margens de um rio. A ponte, representada pelo arco
Considere a reta
Resolva o item seguinte recorrendo a métodos analíticos; utilize a calculadora apenas para efetuar eventuais cálculos numéricos.
O clube náutico de uma povoação situada numa das margens do rio possui um barco à vela. Admita que, sempre que esse barco navega no rio, a distância do ponto mais alto do mastro à superfície da água é
Será que esse barco, navegando no rio, pode passar por baixo da ponte? Justifique a sua resposta.
Considere a função
Para um certo número real
Determine esse número
Seja
Estude a função
Seja
Qual é o declive da reta tangente ao gráfico de
- (A)
0{,}5 + \ln 2 - (B)
-0{,}5 + \ln 2 - (C)
0{,}5 - \ln 2 - (D)
-0{,}5 - \ln 2
Seja
Estude, no intervalo
Na sua resposta, apresente o(s) intervalo(s) de monotonia.
Seja
Resolva o item seguinte sem recorrer à calculadora.
Determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico da função
Na figura estão representadas, num referencial o.n.
Seja
Determine, sem recorrer à calculadora, as abcissas dos pontos
Seja
Considere dois pontos do gráfico de
Mostre que, para qualquer valor de
Seja
Considere a função polinomial definida, em
Mostre que, para qualquer valor de
Resolva este item sem recorrer à calculadora.
Seja
Num referencial o.n.
Mostre que a área do triângulo
Sejam
Determine as coordenadas do ponto de tangência.
Considere as funções
Considere ainda:
a) dois pontos
b) a reta
c) a reta
d) o ponto
Mostre que, qualquer que seja a abcissa dos pontos
Considere uma função
Mostre que o ponto de interseção das retas tangentes ao gráfico de
Considere, para um certo valor de
Resolva este item sem recorrer à calculadora.
Estude, no intervalo
Na sua resposta, apresente o(s) intervalo(s) de monotonia.
Para certos valores reais de
Determine a abcissa desse ponto.
Seja
a) a função
b)
Considere a proposição seguinte.
No intervalo
Justifique que a proposição anterior é falsa. Na sua resposta, apresente uma razão que justifique a sua falsidade.
Seja
Estude, sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos, a função
Na sua resposta, apresente os intervalos de monotonia e o(s) valor(es) de
Seja
Sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos, estude, no intervalo
Na sua resposta, apresente o(s) intervalo(s) de monotonia e o(s) valor(es) de
Resolva este item sem recorrer à calculadora.
Seja
Considere, num referencial o.n.
a) a reta
b) a reta
c) a reta
Determine a área do triângulo
Não é preciso saber nada sobre
- A reta
t passa em(0,\,0) e em(6,\,3) :m_t = \dfrac{3-0}{6-0} = \dfrac{1}{2} . - Por definição de recta tangente,
h'(a) = m_t = \dfrac{1}{2} .
Depois de derivar, iguala as duas exponenciais: como a exponencial é injetiva, basta igualar os expoentes.
f'(x) = 5\left(-0{,}1\,e^{1-0{,}1x} + 0{,}1\,e^{0{,}1x-1}\right) = 0{,}5\left(e^{0{,}1x-1} - e^{1-0{,}1x}\right) .f'(x) = 0 \iff 0{,}1x - 1 = 1 - 0{,}1x \iff 0{,}2x = 2 \iff x = 10 .- Para
x < 10 tem-se0{,}1x-1 < 1-0{,}1x , logof' < 0 ; parax > 10 ,f' > 0 . -
x 0 10 30 Sinal de f' − 0 + Variação de f ↘ 10 mín↗ - A altura mínima é
f(10) = 5\left(e^{0}+e^{0}\right) = 10 metros.
Tens tudo: a ordenada do ponto está em (a) e o declive sai de (b).
m = f'(1) = \dfrac{1 + \ln 1}{1} = 1 .- O ponto de tangência é
(1,\,0) . 0 = 1 \times 1 + b \iff b = -1 .
A bissetriz dos quadrantes ímpares tem declive
g'(x) = \dfrac{1}{x} .\dfrac{1}{x} = 1 \iff x = 1 .- A opção (A) nem sequer está no domínio, e a (C) daria declive
\tfrac{1}{e} .
Regra do produto e
C'(t) = 2e^{-0{,}3t} - 0{,}6t\,e^{-0{,}3t} = e^{-0{,}3t}\left(2 - 0{,}6t\right) .- Zero:
t = \dfrac{2}{0{,}6} = \dfrac{10}{3} horas. -
x 0 \frac{10}{3} +\infty Sinal de f' + 0 − Variação de f ↗ máx ↘ \dfrac{10}{3} = 3 h e20 min após a administração.
Reduz
v'(t) = \dfrac{0{,}015}{1-0{,}005t} - 0{,}01 = \dfrac{0{,}015 - 0{,}01(1-0{,}005t)}{1-0{,}005t} = \dfrac{0{,}005 + 0{,}00005t}{1-0{,}005t} .- Em
[0,\,160] :1-0{,}005t \geq 1-0{,}8 = 0{,}2 > 0 e o numerador é sempre positivo. Logov'(t) > 0 . - Sendo
v' positiva,v é estritamente crescente: o máximo está no extremo direito,t = 160 . v(160) = -3\ln(0{,}2) - 1{,}6 \approx 4{,}828 - 1{,}6 \approx 3{,}2 km/s.
O declive de uma reta é a tangente da sua inclinação:
g'(x) = 2\sqrt{3}\,x , logom_r = g'(a) = 2\sqrt{3}\,a .- Da inclinação:
m_r = \operatorname{tg} 60^{\circ} = \sqrt{3} . 2\sqrt{3}\,a = \sqrt{3} \iff a = \dfrac{1}{2} .
Uma só reta, dois pontos de tangência: os dois declives têm de ser iguais.
f'(x) = e^{x} , logo o declive ema ée^{a} .g'(x) = \dfrac{1}{x} , logo o declive emb é\dfrac{1}{b} .- Sendo a mesma reta,
e^{a} = \dfrac{1}{b} . - Daqui sai também
b = e^{-a} , isto é,\ln b = -a — mas isso não é nenhuma das outras opções.
Regra do produto e
c'(t) = 2t\,e^{-0{,}6t} - 0{,}6t^{2}e^{-0{,}6t} = t\,e^{-0{,}6t}\left(2 - 0{,}6t\right) .- Zeros:
t = 0 et = \dfrac{2}{0{,}6} = \dfrac{10}{3} . -
x 0 \frac{10}{3} +\infty Sinal de f' 0 + 0 − Variação de f 0 mín↗ máx ↘ c\!\left(\tfrac{10}{3}\right) = \dfrac{100}{9}e^{-2} \approx 1{,}5 decigramas por litro.
Regra do quociente. Depois põe
f'(x) = \dfrac{e^{x}(x-1) - e^{x}}{(x-1)^{2}} = \dfrac{e^{x}(x-2)}{(x-1)^{2}} .- Como
e^{x} > 0 e(x-1)^{2} > 0 , o sinal é o dex-2 . -
x -\infty 1 2 +\infty Sinal de f' − n.d. − 0 + Variação de f ↘ ↘ e^{2} mín↗ f(2) = \dfrac{e^{2}}{1} = e^{2} .x = 1 não é extremo: não pertence ao domínio. A função decresce em dois intervalos separados.
Regra do produto e depois
f'(x) = e^{x}\left(x^{2}+x\right) + e^{x}(2x+1) = e^{x}\left(x^{2}+x+2x+1\right) = e^{x}\left(x^{2}+3x+1\right) ✓.m = f'(0) = e^{0} \times 1 = 1 .f(0) = 1 \times 0 = 0 .0 = 1 \times 0 + b \iff b = 0 .
Lê a monotonia de
g é decrescente em\,]-\infty,\,0[ , logog' < 0 aí.g é crescente em\,]0,\,+\infty[ , logog' > 0 aí.- O gráfico de
g' tem de estar abaixo do eixo à esquerda de0 e acima à direita: opção (A).
São duas condições, não uma: o ponto tem de estar na reta e o declive tem de bater certo.
- A reta
y = x passa em(0,\,0) , logo é precisof(0) = 0 : ficam (A) e (B). - O declive é
1 , logo é precisof'(0) = 1 . - (A):
f'(x) = 2x+1 ef'(0) = 1 ✓. (B):f'(0) = 2 ✗.
Reduz
f'(x) = 3 - \dfrac{2}{x} = \dfrac{3x-2}{x} .- Zero:
x = \dfrac{2}{3} , único em\mathbb{R}^{+} . -
x 0 \frac{2}{3} +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ 2+2\ln\frac{3}{2} mín↗ f\!\left(\tfrac{2}{3}\right) = 2 - 2\ln\tfrac{2}{3} = 2 + 2\ln\tfrac{3}{2} .- Há uma só mudança de sinal, e é de
- para+ : o mínimo é único.
Escreve
- Com
u(t) = 1 + 124e^{-0{,}3t} ,u'(t) = -37{,}2\,e^{-0{,}3t} . f'(t) = -\dfrac{5\,u'(t)}{u(t)^{2}} = \dfrac{186\,e^{-0{,}3t}}{\left(1+124e^{-0{,}3t}\right)^{2}} .- O numerador é positivo e o denominador é um quadrado positivo:
f'(t) > 0 para todo ot \geq 0 . - Logo
f é estritamente crescente: o número de pessoas que sabem do acidente aumenta sempre, nunca diminui. - Faz sentido: quem já soube não desaprende. E os valores nunca chegam a
5 milhares — o denominador é sempre maior do que1 .
Basta o sinal de
f'(x) = 0 \iff x = 2 .-
x -\infty 2 +\infty Sinal de f' − 0 + Variação de f ↘ mín ↗ f decresce em\,]-\infty,\,2] e cresce em[2,\,+\infty[ : tem um mínimo emx = 2 .
Paralela a
f'(x) = e^{x} .e^{x} = 1 \iff x = 0 : o ponto de tangência é(0,\,1) .1 = 1 \times 0 + b \iff b = 1 .- É a tangente à exponencial na origem das ordenadas — a mesma que aparece na definição de
e .
Escreve
A(x) = 2x^{2} + \dfrac{8}{x} , logoA'(x) = 4x - \dfrac{8}{x^{2}} = \dfrac{4x^{3} - 8}{x^{2}} .- Zero:
4x^{3} = 8 \iff x^{3} = 2 \iff x = \sqrt[3]{2} . - Como
x > 0 , o sinal é o de4x^{3}-8 : negativo antes, positivo depois. -
x 0 \sqrt[3]{2} +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ mín ↗ - Há mudança de sinal de
- para+ :x = \sqrt[3]{2} é minimizante. - A área mínima é
A\left(\sqrt[3]{2}\right) = \dfrac{12}{\sqrt[3]{2}} \approx 9{,}52 dm².
Que sinal tem
- Os declives são
m_r = f'(a) em_s = f'(b) . - Como
f é crescente,f'(x) \geq 0 para todo ox ; logom_r \geq 0 em_s \geq 0 . - Se
r es fossem perpendiculares, teria de serm_r \times m_s = -1 . - Mas o produto de dois números não negativos é não negativo:
m_r \times m_s \geq 0 \neq -1 . - Portanto
r es nunca podem ser perpendiculares. - Fica de fora o caso de uma delas ser vertical — mas isso não acontece: a derivada é finita em todos os pontos.
Começa pelo domínio de
D_{f-g} = \mathbb{R}^{+} \cap \mathbb{R} = \mathbb{R}^{+} .(f-g)'(x) = \dfrac{1}{x} - 2x = \dfrac{1 - 2x^{2}}{x} .- Zero em
\mathbb{R}^{+} :2x^{2} = 1 \iff x = \dfrac{\sqrt{2}}{2} . - Como
x > 0 , o sinal é o de1-2x^{2} : positivo antes, negativo depois. -
x 0 \frac{\sqrt{2}}{2} +\infty Sinal de f' n.d. + 0 − Variação de f ↗ máx ↘
O purificador esteve ligado enquanto
P'(t) = -\dfrac{\frac{1}{t+1}(t+1) - \ln(t+1)}{(t+1)^{2}} = \dfrac{\ln(t+1) - 1}{(t+1)^{2}} .- Zero:
\ln(t+1) = 1 \iff t+1 = e \iff t = e - 1 . - Como
(t+1)^{2} > 0 , o sinal é o de\ln(t+1)-1 : negativo antes dee-1 , positivo depois. -
x 0 e-1 24 Sinal de f' − 0 + Variação de f ↘ mín ↗ t = e - 1 \approx 1{,}718 horas= 1 h e0{,}718 \times 60 \approx 43 min.
A bissetriz dos quadrantes ímpares é a reta
- Uma função quadrática é
f(x) = ax^{2}+bx+c , coma \neq 0 . f'(x) = 2ax + b .- A tangente é paralela a
y = x quandof'(x) = 1 , isto é,2ax + b = 1 . - Como
a \neq 0 , esta equação do1.^{\text{o}} grau tem uma e uma só solução:x = \dfrac{1-b}{2a} . - Logo há exatamente um ponto do gráfico nessas condições.
- O argumento não usa nada de especial sobre o
1 : para qualquer declivem haveria também um e um só ponto. É a derivada ser afim e não constante que garante a unicidade.
Verifica primeiro que o argumento do logaritmo é positivo em todo o
h'(x) = -4 \times \dfrac{-2x+10}{-x^{2}+10x+11} = \dfrac{8x - 40}{-x^{2}+10x+11} .- O denominador anula-se em
x = -1 ex = 11 , logo é positivo em todo o[0,\,10] . - O sinal de
h' é o de8x-40 : negativo antes de5 , positivo depois. -
x 0 5 10 Sinal de f' − 0 + Variação de f ↘ 15-4\ln 36 mín↗ x = 5 é o ponto médio entre as duas paredes: a rampa é mais baixa exatamente a meio.- A altura mínima é
h(5) = 15 - 4\ln 36 \approx 0{,}67 metros.
Regra da cadeia: a derivada do logaritmo é
- Com
u(x) = x + \dfrac{1}{x} ,u'(x) = 1 - \dfrac{1}{x^{2}} = \dfrac{x^{2}-1}{x^{2}} . f'(x) = \dfrac{u'}{u} = \dfrac{\frac{x^{2}-1}{x^{2}}}{\frac{x^{2}+1}{x}} = \dfrac{x^{2}-1}{x\left(x^{2}+1\right)} .- Em
\mathbb{R}^{+} ,x\left(x^{2}+1\right) > 0 , logo o sinal é o dex^{2}-1 : negativo em\,]0,\,1[ , positivo depois. -
x 0 1 +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ \ln 2 mín↗ f(1) = \ln(1+1) = \ln 2 .
Ser o eixo
- Escrevendo
g(x) = (x-x_0)^{2}\,p(x) , comp(x) = ax^{2}+bx+c : g(x_0) = 0 \times p(x_0) = 0 : o ponto de abcissax_0 está no eixoOx .- Pela regra do produto,
g'(x) = 2(x-x_0)\,p(x) + (x-x_0)^{2}\,p'(x) = (x-x_0)\left[2p(x) + (x-x_0)p'(x)\right] . g'(x_0) = 0 , porque o fator(x-x_0) se anula.- A tangente em
x_0 tem declive0 e passa em(x_0,\,0) : é a retay = 0 , ou seja, o eixoOx . - É por isso que, numa raiz dupla, o gráfico toca o eixo sem o atravessar.
Regra do produto. A derivada tem dois zeros — só um deles é minimizante.
f'(x) = 6xe^{-x} - 3x^{2}e^{-x} = 3x\,e^{-x}(2-x) .- Zeros:
x = 0 ex = 2 . - Como
e^{-x} > 0 , o sinal é o de3x(2-x) : negativo antes de0 , positivo entre0 e2 , negativo depois. -
x -\infty 0 2 +\infty Sinal de f' − 0 + 0 − Variação de f ↘ 1 mín↗ 1+12e^{-2} máx↘ - Só há uma mudança de sinal de
- para+ , emx = 0 : o único mínimo relativo éf(0) = 1 .
Regra do quociente e depois substitui
f'(x) = \dfrac{e^{x}x - \left(e^{x}-1\right)}{x^{2}} = \dfrac{xe^{x} - e^{x} + 1}{x^{2}} .m = f'(1) = \dfrac{e - e + 1}{1} = 1 .f(1) = e - 1 .e - 1 = 1 \times 1 + b \iff b = e - 2 .
Se
- No intervalo
[0,\,3] o gráfico def' está abaixo do eixo:f'(x) < 0 . - Logo
f é estritamente decrescente em[0,\,3] e portantof(3) < f(0) = 2 . - Das quatro opções, só
1 é menor do que2 .
Regra do quociente. Vale a pena simplificar o numerador até ao fim: ele é constante.
f'(x) = \dfrac{3(2x+2) - (3x+2) \times 2}{(2x+2)^{2}} = \dfrac{6x+6-6x-4}{(2x+2)^{2}} = \dfrac{2}{(2x+2)^{2}} .- Em
\mathbb{R}^{+} , o numerador é2 > 0 e o denominador é um quadrado positivo:f'(x) > 0 . - Logo
f é estritamente crescente em\mathbb{R}^{+} e não tem extremos.
Não precisas de
m = f'(1) = 2 + 1 \times \ln 1 = 2 .- O ponto de tangência é
(1,\,3) :3 = 2 \times 1 + b \iff b = 1 . Logor: y = 2x + 1 . 0 = 2x + 1 \iff x = -\dfrac{1}{2} .
Calcula a ordenada do ponto de tangência e, com o ponto
f(0) = e^{0}+1 = 2 : o ponto de tangência é(0,\,2) .r passa em(-6,\,0) e em(0,\,2) :m_r = \dfrac{2-0}{0-(-6)} = \dfrac{1}{3} .f'(x) = a\,e^{ax} , logof'(0) = a .a = \dfrac{1}{3} .
Repara em que
h'(x) = 2 + 10 \times \dfrac{-0{,}1}{1-0{,}1x} = 2 - \dfrac{1}{1-0{,}1x} = \dfrac{1 - 0{,}2x}{1 - 0{,}1x} .- Zero:
1 - 0{,}2x = 0 \iff x = 5 . - Como o logaritmo obriga a
1 - 0{,}1x > 0 , o denominador é positivo; o sinal é o de1-0{,}2x . -
x 0 5 a Sinal de f' + 0 − Variação de f ↗ 10-10\ln 2 máx↘ h(5) = 10 + 10\ln(0{,}5) = 10 - 10\ln 2 \approx 3{,}07 metros.
De (b) e (c) tira o sinal de
- Por (c),
f tem em0 um máximo, e por (b) esse máximo é-1 . Logof(x) \leq -1 < 0 para todo ox . g'(x) = 2f(x)\,f'(x) .- Como
2f(x) < 0 , o sinal deg' é o contrário do def' :g' < 0 em\mathbb{R}^{-} eg' > 0 em\mathbb{R}^{+} . -
x -\infty 0 +\infty Sinal de f' − 0 + Variação de f ↘ 1 mín↗ g(0) = (-1)^{2} = 1 , e comog decresce antes de0 e cresce depois,1 é o mínimo absoluto deg .
Regra do produto e
A'(x) = e^{-x} - x\,e^{-x} = e^{-x}(1-x) .- Zero:
x = 1 . Comoe^{-x} > 0 , o sinal é o de1-x . -
x 0 1 +\infty Sinal de A' n.d. + 0 − Variação de A ↗ e^{-1} máx↘ A(1) = 1 \times e^{-1} = \dfrac{1}{e} .- O triângulo é isósceles com
\overline{PO}=\overline{PQ} , logoP está sobre a mediatriz de[OQ] e a base mede2x : a área é\tfrac{1}{2}(2x)e^{-x} = x e^{-x} , tal como o enunciado diz.
As bases do trapézio são
f(2) = 2 + 2\ln 1 = 2 , logoQ(2,\,2) eR(0,\,2) .f'(x) = 1 + \ln(x-1) + \dfrac{x}{x-1} , logom = f'(2) = 1 + 0 + 2 = 3 .r: y = 3x + b com2 = 6 + b \iff b = -4 . Logor: y = 3x - 4 .P :0 = 3x - 4 \iff x = \dfrac{4}{3} .- Bases:
\overline{OP} = \dfrac{4}{3} e\overline{RQ} = 2 ; altura= 2 . A = \dfrac{\frac{4}{3} + 2}{2} \times 2 = \dfrac{10}{3} .
A derivada é
h'(x) = -1 + \dfrac{1}{x+1} = \dfrac{-x}{x+1} .- Zero:
x = 0 . No domínio,x+1 > 0 , logo o sinal é o de-x . -
x -1 0 +\infty Sinal de f' n.d. + 0 − Variação de f ↗ 4 máx↘ h(0) = 4 - 0 + \ln 1 = 4 .
Regra do quociente. E repara no que acontece à ordenada na origem: nem sempre
f'(x) = \dfrac{e^{x}x - e^{x}}{x^{2}} = \dfrac{e^{x}(x-1)}{x^{2}} .m = f'(2) = \dfrac{e^{2}}{4} .f(2) = \dfrac{e^{2}}{2} .\dfrac{e^{2}}{2} = \dfrac{e^{2}}{4} \times 2 + b = \dfrac{e^{2}}{2} + b \iff b = 0 .- A tangente passa na origem — o que quer dizer que
(0,\,0) ,\left(2,\tfrac{e^{2}}{2}\right) e o declive estão todos alinhados.
Regra da cadeia. O denominador nunca se anula nem muda de sinal — o sinal da derivada fica todo no numerador.
f'(x) = \dfrac{2x}{x^{2}+1} .- Como
x^{2}+1 \geq 1 > 0 , o sinal def' é o de2x . -
x -\infty 0 +\infty Sinal de f' − 0 + Variação de f ↘ 0 mín↗ f(0) = \ln 1 = 0 .
A derivada de uma função afim é o seu declive — uma constante. Lê no gráfico o sinal desse declive.
- Se
g(x) = ax + k , entãog'(x) = a . A reta desce, logoa < 0 . h'(x) = f'(x) + g'(x) = 2x + a .- Portanto
m = 2 > 0 eb = a < 0 . - Repara em que a ordenada na origem de
g não entra em nada: a derivada apaga as constantes.
Não precisas de
A está no eixoOy , logoA(0,\,1) .m = f'(0) = (0+4)e^{0} = 4 .1 = 4 \times 0 + b \iff b = 1 .
Não te esqueças do último passo: o
C'(t) = 2e^{-0{,}3t} - 0{,}6t\,e^{-0{,}3t} = e^{-0{,}3t}\left(2 - 0{,}6t\right) .- Zero:
0{,}6t = 2 \iff t = \dfrac{10}{3} horas. -
x 0 \frac{10}{3} +\infty Sinal de f' + 0 − Variação de f ↗ máx ↘ \dfrac{10}{3} = 3 h e\dfrac{1}{3} \times 60 = 20 min.9\text{h}00 + 3\text{h}20 = 12\text{h}20 .
Só o segundo ramo. A derivada é uma diferença de duas coisas simples — iguala-as.
- Para
x > 2 :f'(x) = \dfrac{1}{5} - \dfrac{1}{x} = \dfrac{x - 5}{5x} . - Zero:
x = 5 , que pertence ao intervalo. - Como
5x > 0 , o sinal é o dex - 5 : negativo em\,]2,\,5[ e positivo em\,]5,\,+\infty[ . -
x 2 5 +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ 1-\ln 5 mín↗ - Há mudança de sinal, logo
f(5) = 1 - \ln 5 é mínimo relativo def .
Regra da cadeia na exponencial: o expoente é
f'(x) = -1 + 6x^{2}e^{2x^{3}-1} .m = f'(0) = -1 + 0 = -1 .f(0) = 0 + e^{-1} = \dfrac{1}{e} .\dfrac{1}{e} = -1 \times 0 + b \iff b = \dfrac{1}{e} .
Onde
- Do gráfico:
f' > 0 antes dea ,f' < 0 entrea eb ,f' > 0 depois deb . -
x a b Sinal de f' 0 − 0 Variação de f máx ↘ mín - Logo
f cresce, tem um máximo ema , decresce, tem um mínimo emb e volta a crescer. - Só a opção (A) tem essa forma.
Não é preciso calcular nada: o sinal de
- Em
x = -3 o gráfico sobe:f'(-3) > 0 . - Em
x = 0 o gráfico desce:f'(0) < 0 . - Em
x = 6 o gráfico sobe:f'(6) > 0 . - Logo
f'(0) \times f'(6) < 0 — a opção (D). As outras falham:f'(-3)f'(6) > 0 ef'(-3)f'(0) < 0 .
Depois de achar
T'(t) = 0{,}1\left(2t\,e^{-0{,}15t} - 0{,}15\,t^{2}e^{-0{,}15t}\right) = t\,e^{-0{,}15t}\left(0{,}2 - 0{,}015t\right) .- Zeros:
t = 0 e0{,}015t = 0{,}2 \iff t = \dfrac{40}{3} . -
x 0 \frac{40}{3} 20 Sinal de f' 0 + 0 − Variação de f mín ↗ máx ↘ \dfrac{40}{3} = 13{,}333\ldots horas= 13 h e0{,}333\ldots \times 60 = 20 minutos.
Não é preciso conhecer
g'(x) = 2f(x) + (2x-1)f'(x) .m = g'(1) = 2 \times 1 + 1 \times 1 = 3 .g(1) = (2-1) \times f(1) = 1 .1 = 3 \times 1 + b \iff b = -2 .
A recta está acima do eixo à esquerda de
h' > 0 parax < 0 eh' < 0 parax > 0 , anulando-se em0 .-
x -\infty 0 +\infty Sinal de h' + 0 − Variação de h ↗ máx ↘ h cresce até0 , tem aí um máximo, e decresce depois: só a opção (D).
Segundo ramo. Regra do produto, com
- Para
x \leq 0 :f'(x) = e^{1-x} + x\left(-e^{1-x}\right) = (1-x)e^{1-x} . m = f'(-1) = 2e^{2} .f(-1) = -e^{2} .-e^{2} = 2e^{2}(-1) + b \iff b = -e^{2} + 2e^{2} = e^{2} .
Regra do produto e depois
C'(t) = t\,e^{-0{,}1t} - 0{,}05\,t^{2}e^{-0{,}1t} = t\,e^{-0{,}1t}\left(1 - 0{,}05t\right) .- Zeros:
t = 0 e1 - 0{,}05t = 0 \iff t = 20 . - Para
0 < t < 20 os três fatores são positivos, logoC' > 0 ; parat > 20 ,1-0{,}05t < 0 eC' < 0 . -
x 0 20 +\infty Sinal de f' 0 + 0 − Variação de f 0 mín↗ máx ↘ - A concentração máxima é
C(20) = 0{,}5 \times 400 \times e^{-2} \approx 27{,}07 gramas por litro.
f'(x) = a\,x^{a-1} + \dfrac{a^{2}}{x} .f'(a) = a \times a^{a-1} + \dfrac{a^{2}}{a} = a^{a} + a .- A armadilha é derivar
x^{a} como se fossea^{x} . Uma dáa\,x^{a-1} , a outraa^{x}\ln a .
Para (I) e (II) basta pensar em
- I)
f(0) = g(0) = 1 : os gráficos intersetam-se em(0,\,1) . A afirmação é falsa. - II) Com
a > 1 ,f é crescente masg(x) = a^{-x} = \left(\tfrac{1}{a}\right)^{x} é decrescente. Falsa. - III)
f'(x) = a^{x}\ln a , logof'(-1) = \dfrac{\ln a}{a} ;g'(x) = -a^{-x}\ln a , logog'(1) = -\dfrac{\ln a}{a} . f'(-1) - g'(1) = \dfrac{\ln a}{a} + \dfrac{\ln a}{a} = \dfrac{2\ln a}{a} . Verdadeira.
Para
g'(x) = \left(\ln x + 1\right) - 1 + \dfrac{2\ln x}{x} = \ln x + \dfrac{2\ln x}{x} .g'(x) = \ln x\left(1 + \dfrac{2}{x}\right) . Em\,]0,\,e] ,1 + \dfrac{2}{x} > 0 , logo o sinal é o de\ln x .- Zero:
\ln x = 0 \iff x = 1 . -
x 0 1 e Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ -1 mín↗ g(1) = 1 \times 0 - 1 + 0 = -1 .
Separa o logaritmo do quociente antes de derivar. E lembra-te de que
- Para
x > 0 :f(x) = \dfrac{x}{2} - \ln(6x) + \ln(x+1) . f'(x) = \dfrac{1}{2} - \dfrac{1}{x} + \dfrac{1}{x+1} = \dfrac{x(x+1) - 2(x+1) + 2x}{2x(x+1)} = \dfrac{x^{2} + x - 2}{2x(x+1)} .- Numerador:
x^{2}+x-2 = (x+2)(x-1) . No intervalo\,]0,\,+\infty[ ,x+2 > 0 e2x(x+1) > 0 , logo o sinal é o dex-1 . -
x 0 1 +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ \ln\frac{\sqrt{e}}{3} mín↗ f(1) = \dfrac{1}{2} - \ln\dfrac{6}{2} = \dfrac{1}{2} - \ln 3 = \ln e^{1/2} - \ln 3 = \ln\dfrac{\sqrt{e}}{3} .- Há mudança de sinal de
f' emx=1 , logo esse valor é mesmo um extremo (um mínimo) relativo.
Escreve o segundo ramo como
- Para
x > 0 :f(x) = 3 + \dfrac{\ln x}{x} , logof'(x) = \dfrac{\frac{1}{x}\,x - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{1 - \ln x}{x^{2}} . m = f'(1) = \dfrac{1 - 0}{1} = 1 .f(1) = 3 + \dfrac{0}{1} = 3 .3 = 1 \times 1 + b \iff b = 2 .
Depois de achar o maximizante, traduz o valor de
f'(t) = 4e^{3{,}75-t} + (4t+2)\left(-e^{3{,}75-t}\right) = \left(4 - 4t - 2\right)e^{3{,}75-t} = (2-4t)\,e^{3{,}75-t} .- Zero:
2 - 4t = 0 \iff t = \dfrac{1}{2} (a exponencial nunca se anula). -
x 0 \frac{1}{2} 6 Sinal de f' + 0 − Variação de f ↗ máx ↘ t = 0{,}5 corresponde a meio dia depois das zero horas de segunda-feira.- Nessa altura há
f(0{,}5) = 4e^{3{,}25} \approx 103 alunos com gripe.
Usa a propriedade do logaritmo do quociente antes de derivar:
f(x) = a + \ln a - \ln x , em quea + \ln a é uma constante.f'(x) = -\dfrac{1}{x} .- Em
\mathbb{R}^{+} ,f' é sempre negativa e crescente, aproximando-se de zero. - Só a opção (B) tem um gráfico inteiramente abaixo do eixo
Ox com essa forma. - Repara em que o valor de
a desaparece na derivada: a resposta não depende dele.
Antes de derivar, simplifica
g(x) = -x + x - 1 + \dfrac{\ln(-x)}{x} = -1 + \dfrac{\ln(-x)}{x} .g'(x) = \dfrac{\frac{1}{x}\,x - \ln(-x)}{x^{2}} = \dfrac{1 - \ln(-x)}{x^{2}} .- Zero:
\ln(-x) = 1 \iff -x = e \iff x = -e . - Como
x^{2} > 0 , o sinal é o de1 - \ln(-x) : negativo enquanto-x > e , positivo depois. -
x -\infty -e 0 Sinal de f' − 0 + n.d. Variação de f ↘ -1-\frac{1}{e} mín↗ g(-e) = -1 + \dfrac{\ln e}{-e} = -1 - \dfrac{1}{e} .
Regra do quociente com
g'(x) = \dfrac{\frac{1}{x}\,x^{2} - (1+\ln x)\,2x}{x^{4}} = \dfrac{x - 2x - 2x\ln x}{x^{4}} = \dfrac{-x(1 + 2\ln x)}{x^{4}} .- Simplificando:
g'(x) = \dfrac{-1 - 2\ln x}{x^{3}} . - Zero:
\ln x = -\dfrac{1}{2} \iff x = e^{-1/2} . Em\mathbb{R}^{+} ,x^{3} > 0 , logo o sinal é o de-1-2\ln x . -
x 0 e^{-1/2} +\infty Sinal de f' n.d. + 0 − Variação de f ↗ \frac{e}{2} máx↘ g\left(e^{-1/2}\right) = \dfrac{1 - \frac{1}{2}}{e^{-1}} = \dfrac{e}{2} .
Regra do produto. Depois põe
d'(t) = -e^{-0{,}05t} + (5-t)\left(-0{,}05\,e^{-0{,}05t}\right) .d'(t) = e^{-0{,}05t}\left(-1 - 0{,}25 + 0{,}05t\right) = e^{-0{,}05t}\left(0{,}05t - 1{,}25\right) .- Zero:
0{,}05t = 1{,}25 \iff t = 25 . -
x 0 25 +\infty Sinal de f' − 0 + Variação de f ↘ mín ↗ - A exponencial nunca se anula — por isso a equação
e^{-0{,}05t} = 0 é impossível e o único zero vem do fator linear.
- Para
x > 3 :f'(x) = \dfrac{1}{x-3} - \dfrac{1}{x} . m = f'(4) = \dfrac{1}{1} - \dfrac{1}{4} = \dfrac{3}{4} .f(4) = \ln 1 - \ln 4 = -\ln 4 .-\ln 4 = \dfrac{3}{4} \times 4 + b \iff b = -3 - \ln 4 .
Regra do produto, e depois põe
f'(x) = 2x\,e^{1-x} + x^{2}\left(-e^{1-x}\right) = x\,e^{1-x}(2 - x) .- Zeros em
\mathbb{R}^{+}_{0} :x = 0 ex = 2 (a exponencial nunca se anula). - Como
e^{1-x} > 0 , o sinal é o dex(2-x) : negativo antes de0 , positivo entre0 e2 , negativo depois. -
x 0 2 +\infty Sinal de f' 0 + 0 − Variação de f 0 mín↗ 4e^{-1} máx↘ f(0) = 0 ef(2) = 4e^{-1} = \dfrac{4}{e} .x = 0 é extremo por ser um ponto do domínio onde a função passa a crescer — mesmo sendo um extremo do intervalo.
A pergunta é sobre o máximo de
f'(x) = -2{,}5\left(-0{,}2\,e^{1-0{,}2x} + 0{,}2\,e^{0{,}2x-1}\right) = -0{,}5\left(e^{0{,}2x-1} - e^{1-0{,}2x}\right) .f'(x) = 0 \iff e^{0{,}2x-1} = e^{1-0{,}2x} \iff 0{,}2x - 1 = 1 - 0{,}2x \iff 0{,}4x = 2 \iff x = 5 .- Para
x < 5 tem-se0{,}2x-1 < 1-0{,}2x , logoe^{0{,}2x-1} < e^{1-0{,}2x} ef'(x) > 0 ; parax > 5 ,f'(x) < 0 . -
x 0 5 7 Sinal de f' + 0 − Variação de f ↗ 4 máx↘ f(5) = 9 - 2{,}5\left(e^{0} + e^{0}\right) = 9 - 2{,}5 \times 2 = 4 metros.- A maior altura livre é
4 m e o mastro tem6 m: o barco não passa.
Se há extremo relativo em
g(x) = \dfrac{k}{x} + \dfrac{\ln x}{x} = \dfrac{k + \ln x}{x} .g'(x) = \dfrac{\frac{1}{x} \times x - (k + \ln x)}{x^{2}} = \dfrac{1 - k - \ln x}{x^{2}} .g'(1) = 0 \iff \dfrac{1 - k - \ln 1}{1} = 0 \iff 1 - k = 0 \iff k = 1 .- Confirma que é mesmo extremo: com
k = 1 ,g'(x) = \dfrac{-\ln x}{x^{2}} , positiva em\,]0,\,1[ e negativa em\,]1,\,+\infty[ — há mudança de sinal, logox = 1 é maximizante.
Regra do quociente. Depois põe
g'(x) = \dfrac{-e^{-x} \times x - e^{-x} \times 1}{x^{2}} = \dfrac{-e^{-x}(x+1)}{x^{2}} .e^{-x} > 0 ex^{2} > 0 , logo o sinal deg' é o de-(x+1) : positivo antes de-1 , negativo depois.-
x -\infty -1 0 +\infty Sinal de f' + 0 − n.d. − Variação de f ↗ -e máx↘ ↘ g(-1) = \dfrac{e^{1}}{-1} = -e .- Repara em que
0 não é extremo: não pertence ao domínio. A função decresce em[-1,\,0[ e volta a decrescer em\,]0,\,+\infty[ , mas são dois intervalos separados.
O declive é
- Para
x \leq 0 :g'(x) = \ln(1-x) + x \times \dfrac{-1}{1-x} = \ln(1-x) - \dfrac{x}{1-x} . g'(-1) = \ln 2 - \dfrac{-1}{2} = \ln 2 + 0{,}5 .- O sinal do segundo termo é a armadilha:
-\dfrac{-1}{2} = +\dfrac{1}{2} . É por aí que se chega às opções (B) e (C).
Regra do produto. Depois de simplificar, põe
f'(x) = -2x(1+2\ln x) - x^{2} \times \dfrac{2}{x} = -2x - 4x\ln x - 2x = -4x - 4x\ln x .f'(x) = -4x\left(1 + \ln x\right) . Em\,]0,\,1[ ,-4x < 0 , logo o sinal def' é o contrário do de1 + \ln x .- Zero:
1 + \ln x = 0 \iff \ln x = -1 \iff x = e^{-1} . -
x 0 e^{-1} 1 Sinal de f' n.d. + 0 − n.d. Variação de f ↗ e^{-2} máx↘ f\left(e^{-1}\right) = -e^{-2}\left(1 + 2\ln e^{-1}\right) = -e^{-2}(1-2) = e^{-2} .
Só o primeiro ramo interessa. Deriva pela regra do quociente e não te esqueças de que
- Para
x < 0 :f'(x) = \dfrac{\left(1 + e^{-x}\right)x - \left(x - e^{-x}\right)}{x^{2}} . - Em
x = -2 : numerador= \left(1+e^{2}\right)(-2) - \left(-2 - e^{2}\right) = -2 - 2e^{2} + 2 + e^{2} = -e^{2} . - Logo
m = f'(-2) = -\dfrac{e^{2}}{4} . f(-2) = \dfrac{-2 - e^{2}}{-2} = 1 + \dfrac{e^{2}}{2} .y = mx + b com o ponto\left(-2,\,1+\tfrac{e^{2}}{2}\right) :1 + \dfrac{e^{2}}{2} = -\dfrac{e^{2}}{4}(-2) + b = \dfrac{e^{2}}{2} + b , logob = 1 .
A recta é a mesma: o declive vale
f'(x) = 4x eg'(x) = -2(x-1) , logom = 4a em = -2b+2 .- Da igualdade dos declives:
4a = -2b + 2 \iff b = -2a + 1 . - O declive também é o da reta
AB :m = \dfrac{2a^{2} + (b-1)^{2}}{a-b} . Comb - 1 = -2a , o numerador é2a^{2} + 4a^{2} = 6a^{2} e o denominadora - (-2a+1) = 3a - 1 . 4a = \dfrac{6a^{2}}{3a-1} \iff 4a(3a-1) = 6a^{2} \iff 6a^{2} - 4a = 0 \iff a(6a-4) = 0 .a = 0 dariam = 0 , uma reta horizontal — excluída pelo enunciado. Logoa = \dfrac{2}{3} eb = -2 \times \dfrac{2}{3} + 1 = -\dfrac{1}{3} .- Confere:
m = 4 \times \tfrac{2}{3} = \tfrac{8}{3} e a reta éy = \tfrac{8}{3}x - \tfrac{8}{9} , que passa emA\left(\tfrac{2}{3},\tfrac{8}{9}\right) e emB\left(-\tfrac{1}{3},-\tfrac{16}{9}\right) .
Calcula o declive de
- Com
A\left(a,\tfrac{k}{a}\right) eB\left(b,\tfrac{k}{b}\right) ,0 < a < b : m_{AB} = \dfrac{\tfrac{k}{b} - \tfrac{k}{a}}{b-a} = \dfrac{\tfrac{k(a-b)}{ab}}{b-a} = -\dfrac{k}{ab} .f'(x) = -\dfrac{k}{x^{2}} , logof'(c) = m_{AB} \iff -\dfrac{k}{c^{2}} = -\dfrac{k}{ab} \iff c^{2} = ab .- Como
c > 0 :c = \sqrt{ab} . - Ora
c^{2} = ab é exatamente a condição paraa,\ c,\ b serem termos consecutivos de uma progressão geométrica — a razão é\sqrt{b/a} . - E
a < \sqrt{ab} < b , portanto o ponto de tangência está mesmo entre os outros dois. O resultado não depende dek .
Deriva e olha bem para a expressão que obténs — é um caso notável.
f'(x) = x^{2} + 2ax + a^{2} = (x+a)^{2} .- Um quadrado nunca é negativo:
f'(x) \geq 0 para todo ox , ef'(x) = 0 apenas emx = -a . - Como
f' é positiva de um lado e do outro de-a , não há mudança de sinal — e sem mudança de sinal não há extremo. - É o contraexemplo do costume:
f'(c) = 0 não chega para haver extremo. Aquif é sempre crescente, com uma tangente horizontal isolada emx = -a — tal comox^{3} na origem.
Escreve a equação reduzida da tangente. Os catetos do triângulo são exatamente a ordenada na origem e o zero da reta.
g'(x) = \dfrac{e^{x}}{1+e^{x}} - 1 , logom = g'(0) = \dfrac{1}{2} - 1 = -\dfrac{1}{2} .g(0) = \ln(1+1) - 0 = \ln 2 .- Equação reduzida de
r :y = -\dfrac{x}{2} + \ln 2 . - Interseções:
A(0,\,\ln 2) e, fazendoy = 0 ,B(2\ln 2,\,0) . A_{[OAB]} = \dfrac{1}{2} \times 2\ln 2 \times \ln 2 = \ln^{2} 2 , como se queria mostrar.
O declive da reta é
f'(x) = 2ax + b . Do declive:2ax + b = a \iff x = \dfrac{a-b}{2a} .- Pela reta, a ordenada é
a \times \dfrac{a-b}{2a} + b = \dfrac{a-b}{2} + b = \dfrac{a+b}{2} . - Pela função,
f\!\left(\dfrac{a-b}{2a}\right) = \dfrac{a^{2}-b^{2}}{4a} . - Igualando:
\dfrac{a+b}{2} = \dfrac{(a-b)(a+b)}{4a} \iff 2a = a - b \iff b = -a . - Com
b = -a :x = \dfrac{a+a}{2a} = 1 ey = \dfrac{a-a}{2} = 0 . - Confere:
f(x) = ax^{2} - ax ,f'(1) = 2a - a = a ✓ e a tangente em(1,\,0) éy = a(x-1) = ax - a ✓.
- Seja
a > 0 a abcissa comum:P\left(a,\,\dfrac{k}{a}\right) eQ\left(a,\,-\dfrac{k}{a}\right) . f'(x) = -\dfrac{k}{x^{2}} eg'(x) = \dfrac{k}{x^{2}} , logom_s = -\dfrac{k}{a^{2}} em_t = \dfrac{k}{a^{2}} .s: y = -\dfrac{k}{a^{2}}x + \dfrac{2k}{a} et: y = \dfrac{k}{a^{2}}x - \dfrac{2k}{a} .- Interseção:
-\dfrac{k}{a^{2}}x + \dfrac{2k}{a} = \dfrac{k}{a^{2}}x - \dfrac{2k}{a} \iff \dfrac{2k}{a^{2}}x = \dfrac{4k}{a} \iff x = 2a , e entãoy = 0 . LogoR(2a,\,0) . [PQ] é vertical e mede\dfrac{k}{a} - \left(-\dfrac{k}{a}\right) = \dfrac{2k}{a} ; a altura relativa a[PQ] é|2a - a| = a .A_{[PQR]} = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{2k}{a} \times a = k , qualquer que sejaa .
Dá nomes às abcissas:
- Sejam
A\left(m,\,am^{2}\right) eB\left(n,\,an^{2}\right) , comm \neq n . O ponto médio de[AB] tem abcissa\dfrac{m+n}{2} . h'(x) = 2ax , logo os declives das tangentes são2am e2an .- Tangente em
A :y = 2am(x - m) + am^{2} = 2amx - am^{2} . Do mesmo modo emB :y = 2anx - an^{2} . - Interseção:
2amx - am^{2} = 2anx - an^{2} \iff 2a(m-n)x = a\left(m^{2}-n^{2}\right) . - Como
a \neq 0 em \neq n :x = \dfrac{m^{2}-n^{2}}{2(m-n)} = \dfrac{(m-n)(m+n)}{2(m-n)} = \dfrac{m+n}{2} . - É exatamente a abcissa do ponto médio de
[AB] , como se queria mostrar. O resultado não depende dea : vale para toda a parábola de vértice na origem.
Só o segundo ramo interessa. Depois de derivar, reduz tudo ao mesmo denominador: o sinal fica à vista.
- Em
\,]1,\,+\infty[ :g'(x) = 2x - 3 - \dfrac{2}{x} = \dfrac{2x^{2} - 3x - 2}{x} . - Zeros do numerador:
x = \dfrac{3 \pm \sqrt{9+16}}{4} = \dfrac{3 \pm 5}{4} , ou sejax = 2 ex = -\dfrac{1}{2} . No intervalo só interessax = 2 . - Como
x > 1 > 0 , o sinal deg' é o do numerador2(x-2)\left(x+\tfrac{1}{2}\right) . -
x 1 2 +\infty Sinal de f' n.d. − 0 + Variação de f ↘ -2-2\ln 2 mín↗ g(2) = 4 - 6 - 2\ln 2 = -2 - 2\ln 2 .
Chama
f'(x) = 4x + b . No ponto de abcissaa : ordenadaf(a) = 2a^{2} + ba + 5 e declivem = 4a + b .- O ponto pertence à reta:
2a^{2} + ba + 5 = (4a+b)\,a + 1 . 2a^{2} + ba + 5 = 4a^{2} + ba + 1 \iff 4 = 2a^{2} \iff a^{2} = 2 \iff a = \pm\sqrt{2} .- Como a abcissa é positiva,
a = \sqrt{2} . - Repara em que
b desapareceu: o enunciado diz que existem tais valores, e a abcissa não depende deles.
Onde é que
- Num intervalo aberto, um extremo de
f só pode ocorrer ondef' se anula (Teorema de Fermat). - Como
f' é estritamente crescente em\,]0,\,+\infty[ ef'(1) = 2 , entãof'(x) > 2 para todo ox > 1 . - Logo
f'(x) \neq 0 em\,]1,\,5[ : a equaçãof'(x) = 0 é impossível nesse intervalo. - Mais ainda:
f' é sempre positiva, portantof é estritamente crescente em\,]1,\,5[ — e uma função estritamente monótona não tem extremos no interior do intervalo.
Antes de derivar, usa a propriedade
f(x) = 2x + 3 + 3\ln(1-x) , logof'(x) = 2 + 3 \times \dfrac{-1}{1-x} = 2 - \dfrac{3}{1-x} .- Zeros:
2 = \dfrac{3}{1-x} \iff 2(1-x) = 3 \iff x = -\dfrac{1}{2} . - Sinal:
f'(x) = \dfrac{2(1-x) - 3}{1-x} = \dfrac{-1-2x}{1-x} . No domínio,1-x > 0 , logo o sinal é o de-1-2x . -
x -\infty -\frac{1}{2} 1 Sinal de f' + 0 − n.d. Variação de f ↗ 2+3\ln\frac{3}{2} máx↘ f\!\left(-\tfrac{1}{2}\right) = -1 + 3 + 3\ln\tfrac{3}{2} = 2 + 3\ln\tfrac{3}{2} .
Só interessa o primeiro ramo. Deriva com a regra do produto e repara em que quase tudo se cancela — a derivada fatoriza-se em dois fatores simples.
- Em
\,]-\infty,\,3[ :f'(x) = -\big[-e^{3-x}(x+1) + e^{3-x}\big] - x = e^{3-x}(x+1) - e^{3-x} - x . - Simplificando:
f'(x) = e^{3-x}\big[(x+1)-1\big] - x = x\,e^{3-x} - x = x\left(e^{3-x} - 1\right) . - Zeros:
x = 0 oue^{3-x} = 1 \iff x = 3 , que não pertence ao intervalo. - Em
\,]-\infty,\,3[ tem-se3-x > 0 , logoe^{3-x} - 1 > 0 e o sinal def' é o sinal dex . -
x -\infty 0 3 Sinal de f' − 0 + n.d. Variação de f ↘ 4-e^{3} mín↗ - O valor do mínimo é
f(0) = 4 - e^{3}(0+1) - 0 = 4 - e^{3} .
O declive de
m_r = f'(e) = \dfrac{1 + 2\ln e}{e} = \dfrac{1+2}{e} = \dfrac{3}{e} .- Como
s \perp r :m_s = -\dfrac{1}{m_r} = -\dfrac{e}{3} . s: y = -\dfrac{e}{3}x + b e passa em(-3,\,0) :0 = -\dfrac{e}{3}(-3) + b = e + b , logob = -e eB(0,\,-e) .- No triângulo
[AOB] ,[OB] está sobreOy e medee ; a altura relativa a[OB] é a abcissa deA , que ée . A_{[AOB]} = \dfrac{e \times e}{2} = \dfrac{e^{2}}{2} .
Exercícios de Exame · Segunda derivada, concavidades e pontos de inflexão
Quarenta itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 2003 a 2026, sobre a segunda derivada. Ficaram de fora os que estudam concavidades de funções trigonométricas — as Aprendizagens Essenciais restringem os pontos de inflexão a funções polinomiais, racionais, exponenciais e logarítmicas — e aqueles cujas figuras não são reconstituíveis sem ambiguidade.
De uma função
Seja
Explica como procedeste e apresenta o gráfico, ou os gráficos, que visualizaste na calculadora.
Considera a função
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)A função
f tem um extremo relativo parax = 5 . - (B)A função
f tem um extremo relativo parax = -5 . - (C)O gráfico da função
f tem um ponto de inflexão parax = 5 . - (D)O gráfico da função
f tem um ponto de inflexão parax = -5 .
Considera, para cada
Prova que, qualquer que seja o valor de
Na figura está parte da representação gráfica de uma função
Seja
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
2 - (D)
3
Seja
Sem recorrer à calculadora, estuda a função
Na figura está representada parte do gráfico de uma função polinomial
A reta
Sendo
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
Na figura está parte do gráfico de uma função
Qual das expressões seguintes designa um número positivo?
- (A)
h(0)+h''(0) - (B)
h(0)-h'(0) - (C)
h'(0)-h''(0) - (D)
h'(0) \times h''(0)
De uma certa função
Quantos pontos de inflexão tem o gráfico de
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
De uma função
Sem recorrer à calculadora, estuda a função
Na figura está parte da representação gráfica de uma função polinomial
Qual das expressões seguintes pode definir
- (A)
(x-2)^{2} - (B)
(2+x)^{2} - (C)
2-x - (D)
x-2
Na figura está representada, num referencial o.n.
Seja
Na figura está o gráfico de uma função
Seja
- (A)
f'(x) > 0 \wedge f''(x) > 0 - (B)
f'(x) < 0 \wedge f''(x) > 0 - (C)
f'(x) > 0 \wedge f''(x) < 0 - (D)
f'(x) < 0 \wedge f''(x) < 0
Na figura está representada, num referencial ortogonal
Qual das expressões seguintes pode definir a função
- (A)
(x-3)^{2} - (B)
(x+3)^{2} - (C)
9-x^{2} - (D)
x^{2}-9
Para um certo número real
Na figura está representada, num referencial o.n.
Qual dos valores seguintes pode ser o valor de
- (A)
0 - (B)
{\pi} - (C)
3 - (D)
-3
De uma função
Estuda a função
De uma certa função
o seu domínio é
Sabe-se ainda que o gráfico de
Na figura está representada, num referencial o.n.
Sejam
Qual dos valores seguintes pode ser positivo?
- (A)
f'(1) - (B)
f'(-3) - (C)
f''(-3) - (D)
f''(1)
Na figura está representada, num referencial o.n.
Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função
Seja
Sabe-se que
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)O gráfico de
f tem exatamente quatro pontos de inflexão. - (B)O gráfico de
f tem exatamente três pontos de inflexão. - (C)O gráfico de
f tem exatamente dois pontos de inflexão. - (D)O gráfico de
f tem exatamente um ponto de inflexão.
Seja
Estuda a função
Seja
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)O gráfico de
f tem a concavidade voltada para cima em\mathbb{R} . - (B)A função
f tem um máximo relativo emx = -4 . - (C)O gráfico de
f não tem pontos de inflexão. - (D)O gráfico de
f tem um ponto de inflexão de coordenadas\left(-4,\,f(-4)\right) .
Seja
Quantos pontos de inflexão tem o gráfico da função
- (A)Zero
- (B)Um
- (C)Dois
- (D)Três
Na figura está representada, num referencial ortogonal
Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função
Seja
Em qual das opções seguintes pode estar representado o gráfico da função
Seja
Estuda, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora, a função
Na tua resposta deves apresentar:
o intervalo, ou os intervalos, em que o gráfico de
Na figura está representada, num referencial o.n.
Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função
Seja
Resolve o item recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.
Estuda a função
Na figura está representada, num referencial o.n.
Seja
- (A)
f''(1)+f''(2) < 0 - (B)
f''(-2)+f''(-1) > 0 - (C)
f''(-1) \times f''(-2) < 0 - (D)
f''(1) \times f''(2) > 0
Seja
| Sinal de | − | + | − | + | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Concavidade de | ∩ | ∪ | ∩ | ∪ |
Seja
Em qual dos intervalos seguintes o gráfico de
- (A)
\left]-15,\,-5\right[ - (B)
\left]0,\,10\right[ - (C)
\left]-5,\,5\right[ - (D)
\left]5,\,15\right[
Na figura está representada, num referencial o.n.
Tal como a figura sugere, a função
Sejam
Qual é o conjunto solução da condição
- (A)
[-2,\,0] \cup [2,\,+\infty[ - (B)
]-\infty,\,-2] \cup [0,\,2] - (C)
]-\infty,\,0] \cup [2,\,+\infty[ - (D)
]-\infty,\,-2] \cup [0,\,+\infty[
Considera a função
Estuda a função
Na tua resposta, apresenta as coordenadas do ponto de inflexão.
Seja
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Estuda a função
Para um certo número real
Estuda, sem recorrer à calculadora, a função
Seja
Estuda, sem recorrer à calculadora, a função
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Seja
Estuda a função
Seja
Sabe-se que:
a função
Considera a proposição seguinte.
O gráfico da função
Justifica que a proposição anterior é falsa.
Considera uma função
Sabe-se que:
Considera as proposições seguintes.
I. O gráfico de
Justifica que as proposições I e II são falsas.
Seja
Seja
Estuda a função
Seja
Na figura está representada, em referencial o.n.
Sabe-se que:
Considera as proposições seguintes.
I. A função
Justifica que as proposições I e II são falsas.
Resolve este item sem recorrer à calculadora.
Seja
Estuda a função
A abcissa de um ponto de inflexão é um zero da segunda derivada. Deriva primeiro, e só depois vai à calculadora.
- A segunda derivada.
f''(x) = 1 \times e^{x} + (x+1)e^{x} - 10 = (x+2)e^{x}-10. - Na calculadora. Representa-se
y = (x+2)e^{x}-10 e procura-se o zero.O gráfico de f'' : o único zero está emx \approx 1{,}2 . - A máquina dá
x \approx 1{,}1539 , ou sejax \approx 1{,}2 . É de facto o único zero, e há mudança de sinal.Ir à calculadora comf' em vez def'' dá os extremos, não a inflexão. A derivação tem de ser feita à mão antes de qualquer gráfico.
Deriva duas vezes. Repara que
- As derivadas.
f'(x) = 3(x-5)^{2} ef''(x) = 6(x-5) . - Não há extremo.
f' anula-se em5 , mas é um quadrado: é positiva de ambos os lados. A função é sempre crescente e não tem extremos. (A) e (B) são falsas. - Há ponto de inflexão.
f''(x) = 6(x-5) anula-se em5 e muda de sinal: concavidade para baixo antes, para cima depois.O mesmo ponto anulaf' ef'' . Anular a primeira derivada não chega para haver extremo — é preciso que ela mude de sinal.
Deriva duas vezes com a regra da potência de expoente real. Depois olha para cada fator e decide-lhe o sinal, usando
- As derivadas. Para
x > 0 ,f'(x) = {\alpha}x^{{\alpha}-1} \qquad\text{e}\qquad f''(x) = {\alpha}({\alpha}-1)x^{{\alpha}-2}. - O sinal de cada fator. Como
0 < {\alpha} < 1 , tem-se{\alpha} > 0 e{\alpha}-1 < 0 . Ex^{{\alpha}-2} > 0 , porque toda a potência de base positiva é positiva. - Conclusão. O produto é positivo
\times negativo\times positivo:f''(x) < 0, \quad \forall x \in \mathbb{R}^{+}, e portanto o gráfico def tem a concavidade voltada para baixo em todo o domínio.Não é preciso um valor concreto de{\alpha} : o sinal de cada fator decide-se só com0 < {\alpha} < 1 . É isso que faz da resposta uma demonstração, e não um exemplo.
Um polinómio do terceiro grau tem um único ponto de inflexão, e ele fica sempre entre o máximo e o mínimo.
- Onde muda a concavidade. Pelo gráfico,
f tem um máximo emx = 1 e um mínimo emx = 3 . Entre eles a curva passa de concavidade voltada para baixo a voltada para cima. - O ponto de inflexão. É o único ponto onde
f'' se anula, e está entre1 e3 . Das opções, só2 está nesse intervalo. - Em
1 e em3 anula-sef' , nãof'' .Confundir os zeros def' com os def'' é a armadilha do item: os primeiros são extremos, os segundos pontos de inflexão.
Deriva o produto
- A segunda derivada.
f''(x) = 0 + 1 \times \ln x + x \times \dfrac{1}{x} = \ln x + 1. - O zero.
\ln x + 1 = 0 \iff \ln x = -1 \iff x = e^{-1}. - O sinal. Como
\ln é crescente,f'' é negativa antes dee^{-1} e positiva depois.x 0 e^{-1} +\infty Sinal de f'' n.d. − 0 + Concavidade de f ∩ \text{P.I.} ∪ - Há mudança de sentido em
x = e^{-1} : o gráfico tem aí um ponto de inflexão.O domínio é\mathbb{R}^{+} , e por isso o quadro começa em0 comf'' não definida — não com um limite.
Cada uma das três parcelas sai de uma frase do enunciado: o ponto de inflexão dá uma, o paralelismo dá outra, e a reta tangente dá a terceira.
f''(0) . Emx = 0 a concavidade inverte-se: é um ponto de inflexão, logof''(0) = 0 .f'(0) . A tangente emx = 0 é paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares, que tem declive1 . Logof'(0) = 1 .f(0) . A retar tem declive1 e passa em(-2,\,0) , logoy = x+2 . Comor é tangente emx = 0 , passa pelo ponto do gráfico:f(0) = 0+2 = 2 .f(0)+f'(0)+f''(0) = 2+1+0 = 3. A ordenada na origem da tangente éf(0) — a reta e a curva tocam-se nesse ponto. É o passo que se esquece com mais frequência.
Lê três coisas em
- Os três sinais em
0 . A curva está abaixo do eixo, logoh(0) < 0 ; está a subir, logoh'(0) > 0 ; e dobra-se para baixo, logoh''(0) < 0 . - Opção a opção.
h(0)+h''(0) soma dois negativos: negativo.h(0)-h'(0) é negativo menos positivo: negativo.h'(0) \times h''(0) é positivo vezes negativo: negativo. - Fica
h'(0)-h''(0) : positivo menos negativo, ou seja, positivo.Subtrair um negativo é somar. É o único sítio do item onde a conta de sinais não é imediata — e é o que decide a resposta.
Fator a fator: quais é que se anulam, e quais é que mudam de sinal ao anular-se?
- Os zeros.
x^{2}-1 = 0 emx = -1 ex = 1 ;x^{2}+5 nunca se anula;(x+6)^{2} = 0 emx = -6 . - Quais mudam de sinal. O fator
(x+6)^{2} é um quadrado: anula-se em-6 mas não muda de sinal. O fatorx^{2}+5 é sempre positivo. Sóx^{2}-1 muda de sinal, e muda-o duas vezes. - São, portanto, dois pontos de inflexão, de abcissas
-1 e1 .Contar zeros dá três; contar mudanças de sinal dá dois. É a segunda contagem que responde à pergunta.
Deriva o produto. Depois põe
- A segunda derivada.
f''(x) = 2e^{x}+(2x+4)e^{x} = (2x+6)e^{x}. - O sinal. Como
e^{x} > 0 para todo ox , o sinal def'' é o de2x+6 , que se anula emx = -3 .x -\infty -3 +\infty Sinal de f'' − 0 + Concavidade de f ∩ \text{P.I.} ∪ - Há mudança de sentido em
x = -3 : o gráfico def tem um ponto de inflexão de abcissa-3 .A ordenada do ponto não se pode dar: só conhecemosf' , nãof . O item pede a abcissa, e é só isso que há para dar.
Um ponto de inflexão é um zero de
- (A) e (B) ficam de fora. São quadrados perfeitos: anulam-se num ponto mas nunca mudam de sinal, logo não dariam ponto de inflexão nenhum.
- Entre (C) e (D). Ambas se anulam em
2 com mudança de sinal. Decide o sentido da concavidade: pelo gráfico, à esquerda de2 está voltada para cima, logof''(x) > 0 parax < 2 . - A expressão
2-x é positiva parax < 2 e negativa parax > 2 — é a que serve. A opçãox-2 tem o sinal trocado.Duas condições, não uma: mudar de sinal em2 e ter o sinal certo de cada lado.
A derivada de uma função afim é uma constante — e a derivada de uma constante é zero. O que é que sobra depois de derivar duas vezes?
- Primeira derivada. Sendo
f(x) = mx+b , vemh'(x) = m+e^{x} . - Segunda derivada. A constante
m desaparece:h''(x) = e^{x}. - O gráfico procurado é o da função exponencial: sempre positiva, crescente, com o eixo
Ox por assíntota.O gráfico def só serve para nos dizer quef é afim. Qual é o declive, e onde corta os eixos, é informação que não entra na conta.
Duas leituras independentes no mesmo gráfico: se a curva sobe ou desce, e para que lado se dobra.
- A monotonia. A curva sobe em todo o intervalo, logo
f'(x) > 0 para todo ox \in \left]1,\,3\right[ . Ficam de fora (B) e (D). - A concavidade. A curva sobe cada vez menos depressa — dobra-se para baixo. Logo
f''(x) < 0 em todo o intervalo. - Restam
f'(x) > 0 ef''(x) < 0 .Crescer e ter a concavidade voltada para baixo não é contraditório: é o que faz uma função que cresce a um ritmo cada vez menor, como o logaritmo.
Conta os pontos de inflexão no gráfico e vê onde a concavidade está voltada para cima. Depois compara com o sinal de cada opção.
- Quantos pontos de inflexão. O gráfico muda de sentido de concavidade duas vezes, logo
f'' tem dois zeros com mudança de sinal. - (A) e (B) ficam de fora. Um quadrado perfeito anula-se num só ponto e nunca muda de sinal: dariam um gráfico sem pontos de inflexão.
- Entre (C) e (D), decide o sinal. Nos ramos exteriores a curva tem a concavidade voltada para cima, logo
f'' tem de ser positiva longe da origem e negativa entre os dois pontos de inflexão. Isso éx^{2}-9 ; a opção9-x^{2} tem exatamente o sinal contrário.As duas parábolas com zeros em-3 e3 só se distinguem pelo sinal. Ler o sentido da concavidade num ramo exterior chega para decidir.
Deriva duas vezes
- As derivadas.
f'(x) = 2ax ef''(x) = 2a . - O gráfico. Como
f'' é constante, o seu gráfico é a reta horizontaly = 2a . Na figura essa reta está abaixo do eixoOx , logo2a < 0 , ou sejaa < 0 . - Das quatro opções, só
-3 é negativo.A opçãoa = 0 dariaf'' = 0 : a reta seria o próprio eixo. Também não serve.
Deriva o logaritmo com a regra da cadeia. Repara no sinal do que fica dentro do logaritmo em todo o intervalo — é isso que decide tudo.
- A segunda derivada. Com
u = -\dfrac{{\pi}}{6}-x , tem-seu' = -1 eg''(x) = \dfrac{u'}{u\ln 2} = \dfrac{-1}{\left(-\dfrac{{\pi}}{6}-x\right)\ln 2}. - O sinal. No intervalo dado é
x < -\dfrac{{\pi}}{3} < -\dfrac{{\pi}}{6} , logo-\dfrac{{\pi}}{6}-x > 0 . Como\ln 2 > 0 , o denominador é positivo e o numerador é-1 :g''(x) < 0 \quad \text{para todo o } x \text{ do domínio.} - A equação
g''(x) = 0 é impossível: o gráfico deg tem a concavidade voltada para baixo em todo o domínio e não tem pontos de inflexão.Não é preciso quadro nenhum quando a segunda derivada nunca se anula: basta mostrar que mantém o sinal.
Deriva outra vez e reduz ao mesmo denominador. Depois é só resolver
- A segunda derivada.
f''(x) = 2x-4-\dfrac{4}{x-1} = \dfrac{(2x-4)(x-1)-4}{x-1} = \dfrac{2x^{2}-6x}{x-1}. - Os zeros. Como
x-1 \neq 0 no domínio,f''(x) = 0 \iff 2x^{2}-6x = 0 \iff 2x(x-3) = 0 \iff x = 0 \lor x = 3. O valorx = 0 não pertence ao domínio. - Sobra
x = 3 , e o enunciado garante que o ponto de inflexão existe.Reduzir ao mesmo denominador antes de igualar a zero poupa a discussão: o numerador é que manda, e o denominador só entra como condição de existência.
Em cada uma das duas abcissas, lê duas coisas no gráfico: se a função sobe ou desce (dá o sinal de
- Em
x = -3 . A curva está a descer para o mínimo, logof'(-3) < 0 . (B) é falsa. - Mas aí a concavidade está voltada para cima — é a zona do mínimo. Logo
f''(-3) > 0 : (C) pode ser positivo. - Em
x = 1 . A curva desce a pique, logof'(1) < 0 . (A) é falsa. - E aí a concavidade está voltada para baixo — vem-se de um máximo. Logo
f''(1) < 0 : (D) é falsa.Duas leituras em cada ponto: a inclinação da tangente dá o sinal def' ; o lado para onde a curva se dobra dá o sinal def'' .
O gráfico dado é o de
- O sinal de
h'' . É negativo antes dea e positivo depois. Logo o gráfico deh tem a concavidade voltada para baixo à esquerda dea e para cima à direita, com um ponto de inflexão ema — ea é positivo. - Eliminar. As opções (B) e (C) têm a concavidade sempre voltada para cima: não têm ponto de inflexão nenhum.
- A opção (D) tem a mudança de concavidade, mas numa abcissa negativa. Só a (A) a tem à direita da origem.Duas coisas a ler no mesmo gráfico: o sinal de
h'' dá o sentido da concavidade; o zero dá a abcissa do ponto de inflexão. Falhar a segunda é o que distingue (A) de (D).
Dois zeros — mas um deles é duplo. Pergunta-te, em cada um, se o sinal muda mesmo.
- Zeros. Como
e^{-x} > 0 ,f''(x) = 0 \iff x^{2}(x-1) = 0 \iff x = 0 \lor x = 1 . - Sinal.
x^{2} \geq 0 sempre, anulando-se em0 ; o sinal def'' é o dex-1 .x -\infty 0 1 +\infty Sinal de f'' − 0 − 0 + Concavidade de f ∩ ∩ \text{P.I.} ∪ - Em
x = 0 a segunda derivada anula-se mas não muda de sinal: não há ponto de inflexão. - Em
x = 1 há mudança de sinal: há ponto de inflexão. Logo o gráfico tem exatamente um.É a mesma armadilha dox^{4} : zero da segunda derivada não é sinónimo de ponto de inflexão.
- Segunda derivada. Com
u = e^{x}+6e^{-x}+4x , tem-seu' = e^{x}-6e^{-x}+4 eg''(x) = \dfrac{e^{x}-6e^{-x}+4}{e^{x}+6e^{-x}+4x}. - O denominador. Em
\mathbb{R}^{+} ,e^{x} > 0 ,6e^{-x} > 0 e4x > 0 : a soma é positiva. O sinal deg'' é o do numerador. - Zeros do numerador. Multiplicando por
e^{x} > 0 :e^{x}-6e^{-x}+4 = 0 \iff e^{2x}+4e^{x}-6 = 0. - Com
y = e^{x} :y^{2}+4y-6 = 0 \iff y = \dfrac{-4 \pm \sqrt{16+24}}{2} = -2 \pm \sqrt{10} . - Como
y = e^{x} > 0 , só servey = -2+\sqrt{10} , dondex = \ln\left(\sqrt{10}-2\right) . Ora\sqrt{10}-2 \approx 1{,}16 > 1 , logo estex é positivo e pertence ao domínio. - Sinal.
e^{2x}+4e^{x}-6 é uma parábola emy = e^{x} com concavidade voltada para cima: negativa antes da raiz, positiva depois. Comox \mapsto e^{x} é crescente,g'' < 0 antes de\ln\left(\sqrt{10}-2\right) eg'' > 0 depois.x 0 \ln\left(\sqrt{10}-2\right) +\infty Sinal de g'' n.d. − 0 + Concavidade de g ∩ \text{P.I.} ∪ - Concavidade voltada para baixo em
\left]0,\,\ln\left(\sqrt{10}-2\right)\right] e para cima em\left[\ln\left(\sqrt{10}-2\right),\,+\infty\right[ ; um ponto de inflexão de abcissa\ln\left(\sqrt{10}-2\right) .
f'(x) = (4+x)^{2} \geq 0 , anulando-se só emx = -4 :f é crescente em\mathbb{R} e não tem extremos. (B) é falsa.- Segunda derivada.
f''(x) = 2(4+x) , que se anula emx = -4 . - Sinal.
f'' < 0 parax < -4 ef'' > 0 parax > -4 : há mudança de sinal. (A) e (C) são falsas. - Logo
\left(-4,\,f(-4)\right) é ponto de inflexão do gráfico def .Um zero duplo da primeira derivada não dá extremo; mas o mesmo ponto é zero simples da segunda, e aí dá inflexão.
Deriva, iguala a zero e resolve dentro de
- Segunda derivada.
f''(x) = x - \dfrac{1}{x} = \dfrac{x^{2}-1}{x} . - Zeros. Em
\mathbb{R}^{+} ,f''(x) = 0 \iff x^{2}-1 = 0 \iff x = -1 \lor x = 1 \underset{x>0}{\iff} x = 1. O-1 descarta-se — e escreve-se que se descartou, dizendo porquê. - Mudança de sinal. Para
0 < x < 1 ,x^{2}-1 < 0 ex > 0 , logof'' < 0 ; parax > 1 ,f'' > 0 . Há mudança de sinal emx = 1 . - Logo o gráfico tem um ponto de inflexão.
Lê o sinal de
- O sinal de
g'' . Pelo gráfico,g'' é positiva antes de0 , negativa entre0 ea , e positiva depois dea .x -\infty 0 a +\infty Sinal de g'' + 0 − 0 + Concavidade de g ∪ \text{P.I.} ∩ \text{P.I.} ∪ - O que isso obriga. O gráfico de
g tem a concavidade voltada para cima, depois para baixo, depois outra vez para cima — e portanto dois pontos de inflexão, em0 e ema . - A opção (B) tem uma só concavidade e a (C) um só ponto de inflexão; a (D) tem os sentidos trocados. Só a (A) serve.O gráfico dado é o de
g'' , não o deg nem o deg' . Lê-se-lhe o sinal, não a forma.
Um ponto de inflexão do gráfico de
- (B) e (C) têm zeros a mais. A curva de (B) atravessa o eixo em quatro pontos e a de (C) em três: dariam quatro e três pontos de inflexão.
- (D) tem zeros a menos. São dois zeros, mas num deles a curva toca o eixo sem o atravessar — aí não há mudança de sinal, e portanto não há ponto de inflexão. Ficaria um só.
- Na opção (A) a curva atravessa o eixo em dois pontos, e em ambos muda de sinal: exatamente dois pontos de inflexão.Zero de
f'' não chega. É a mudança de sinal que faz o ponto de inflexão — a mesma armadilha dox^{4} , cuja segunda derivada se anula em0 sem mudar de sinal.
No intervalo pedido vale só o segundo ramo. Deriva duas vezes
- A primeira derivada. Em
\left]\dfrac{1}{2},\,+\infty\right[ éf(x) = (x+1)\ln x , logof'(x) = 1 \times \ln x + (x+1) \times \dfrac{1}{x} = \ln x + 1 + \dfrac{1}{x}. - A segunda.
f''(x) = \dfrac{1}{x} - \dfrac{1}{x^{2}} = \dfrac{x-1}{x^{2}}. - O sinal. Como
x^{2} > 0 , o sinal def'' é o dex-1 : negativo em\left]\dfrac{1}{2},\,1\right[ e positivo em\left]1,\,+\infty\right[ .x \tfrac{1}{2} 1 +\infty Sinal de f'' − 0 + Concavidade de f ∩ \text{P.I.} ∪ - O ponto de inflexão. Há mudança de sentido em
x = 1 , ef(1) = (1+1)\ln 1 = 0 .A conta feia é a primeira derivada; a segunda é que resolve o item. Vale sempre a pena simplificarf' antes de voltar a derivar.
A concavidade muda uma única vez, em
- O que o gráfico de
f diz. Concavidade para baixo antes de0 , para cima depois:f'' é negativa em\left]-\infty,\,0\right[ e positiva em\left]0,\,+\infty\right[ . - Eliminar. As opções (A) e (D) não mudam de sinal — uma é sempre positiva, a outra sempre negativa. Ficam de fora.
- Resta decidir o sentido: (B) é positiva antes de
0 e negativa depois, ao contrário do que precisamos. A opção (C) é negativa à esquerda e positiva à direita.Um ponto de inflexão do gráfico def é um zero com mudança de sinal def'' . Zero sem mudança de sinal não serve — é o que estraga as opções (A) e (D).
Regra do produto, e depois
- Segunda derivada.
f''(x) = e^{x}\left(x^{2}+x+1\right) + e^{x}(2x+1) = e^{x}\left(x^{2}+3x+2\right). - Zeros. Como
e^{x} > 0 ,f''(x) = 0 \iff x^{2}+3x+2 = 0 \iff x = \dfrac{-3 \pm \sqrt{9-8}}{2} \iff x = -2 \lor x = -1. - Sinal. A parábola
x^{2}+3x+2 tem concavidade voltada para cima: é positiva fora das raízes e negativa entre elas.x -\infty -2 -1 +\infty Sinal de f'' + 0 − 0 + Concavidade de f ∪ \text{P.I.} ∩ \text{P.I.} ∪ - Concavidade voltada para cima em
\left]-\infty,\,-2\right] e em\left[-1,\,+\infty\right[ , e para baixo em[-2,\,-1] ; dois pontos de inflexão, de abcissas-2 e-1 .
O ponto de inflexão em
- O sinal de
f'' . Pelo gráfico, a concavidade está voltada para baixo à esquerda de0 e para cima à direita, e0 é o único ponto de inflexão. Logof''(x) < 0 \text{ para } x < 0 \qquad\text{e}\qquad f''(x) > 0 \text{ para } x > 0. - Opção a opção.
f''(1) > 0 ef''(2) > 0 , logo a soma é positiva — (A) é falsa — e o produto também: (D) é verdadeira. f''(-2) < 0 ef''(-1) < 0 , logo a soma é negativa — (B) é falsa — e o produto é positivo: (C) é falsa.Dois negativos somam negativo mas multiplicam positivo. É essa a única coisa que o item pede: ler o sinal no gráfico e depois contar sinais.
Duas transformações, uma de cada vez:
- Derivar.
g'(x) = -f'(x-5) eg''(x) = -f''(x-5) . - Quer-se
g''(x) < 0 , isto é,-f''(x-5) < 0 \iff f''(x-5) > 0 . - Pela tabela,
f''(t) > 0 em\left]-10,\,0\right[ e em\left]10,\,+\infty\right[ . - Fazendo
t = x-5 :-10 < x-5 < 0 \iff -5 < x < 5 . - Logo o gráfico de
g tem concavidade voltada para baixo em\left]-5,\,5\right[ .O erro típico é esquecer o sinal- e responder\left]-5,\,5\right[ pela razão errada, ou trocar o sentido da translação.
Faz um só quadro com três linhas: sinal de
- Sinal de
f' .f é crescente até-2 , decrescente entre-2 e2 , crescente depois. Logof' > 0 em\left]-\infty,\,-2\right[ ,f' < 0 em\left]-2,\,2\right[ ef' > 0 em\left]2,\,+\infty\right[ . - Sinal de
f'' . A origem é ponto de inflexão de uma cúbica, logof'' < 0 em\left]-\infty,\,0\right[ ef'' > 0 em\left]0,\,+\infty\right[ . - Produto. É positivo onde os dois sinais coincidem:
em
\left]-\infty,\,-2\right[ :+ \times - \;=\; - ;em\left]-2,\,0\right[ :- \times - \;=\; + ;em\left]0,\,2\right[ :- \times + \;=\; - ;em\left]2,\,+\infty\right[ :+ \times + \;=\; + . - Juntando os zeros (
-2 ,0 e2 , onde o produto se anula), o conjunto solução é[-2,\,0] \cup [2,\,+\infty[ .
Aqui é dada a própria função: são precisas duas derivações. E, no fim, não te esqueças da ordenada.
- Primeira derivada.
f'(x) = 3x^{2} + \dfrac{6}{x} . - Segunda derivada.
f''(x) = 6x - \dfrac{6}{x^{2}} = \dfrac{6x^{3}-6}{x^{2}} . - Zeros. Em
\mathbb{R}^{+} ,f''(x) = 0 \iff 6x^{3}-6 = 0 \iff x^{3} = 1 \iff x = 1. - Sinal. Como
x^{2} > 0 , o sinal é o de6x^{3}-6 : negativo para0 < x < 1 , positivo parax > 1 .x 0 1 +\infty Sinal de f'' n.d. − 0 + Concavidade de f ∩ \text{P.I.} ∪ - Ordenada.
f(1) = 1^{3}+6\ln 1 = 1+0 = 1 . - Concavidade voltada para baixo em
\left]0,\,1\right] e para cima em\left[1,\,+\infty\right[ ; um ponto de inflexão de coordenadas(1,\,1) .Quando o enunciado pede coordenadas, a abcissa sozinha não vale a cotação toda.
Regra do quociente. O sinal de
- Segunda derivada.
f''(x) = \dfrac{\dfrac{1}{x} \times x - (2+\ln x)}{x^{2}} = \dfrac{1-2-\ln x}{x^{2}} = \dfrac{-1-\ln x}{x^{2}}. - Zeros. Em
\mathbb{R}^{+} ,f''(x) = 0 \iff -1-\ln x = 0 \iff \ln x = -1 \iff x = e^{-1} = \dfrac{1}{e}. - Sinal.
-1-\ln x > 0 \iff \ln x < -1 \iff x < \frac{1}{e} .x 0 \tfrac{1}{e} +\infty Sinal de f'' n.d. + 0 − Concavidade de f ∪ \text{P.I.} ∩ - Concavidade voltada para cima em
\left]0,\,\frac{1}{e}\right] e para baixo em\left[\frac{1}{e},\,+\infty\right[ ; um ponto de inflexão de abcissa\frac{1}{e} .
O intervalo pedido é
- Primeira derivada, em
\left]1,\,+\infty\right[ :g'(x) = 2x + \dfrac{8}{x} . - Segunda derivada.
g''(x) = 2 - \dfrac{8}{x^{2}} . - Zeros.
g''(x) = 0 \iff 2 = \dfrac{8}{x^{2}} \iff x^{2} = 4 \underset{x>1}{\iff} x = 2. - Sinal. Para
1 < x < 2 ,\frac{8}{x^{2}} > 2 , logog'' < 0 ; parax > 2 ,g'' > 0 .x 1 2 +\infty Sinal de g'' n.d. − 0 + Concavidade de g ∩ \text{P.I.} ∪ - Concavidade voltada para baixo em
\left]1,\,2\right] e para cima em\left[2,\,+\infty\right[ ; um ponto de inflexão de abcissa2 .
Regra do quociente. Depois de simplificar, põe
- Segunda derivada.
g''(x) = \dfrac{\left(1-3e^{3x}\right)x - \left(x-e^{3x}\right)}{x^{2}} = \dfrac{x-3xe^{3x}-x+e^{3x}}{x^{2}} = \dfrac{e^{3x}(1-3x)}{x^{2}}. - Zeros. Em
\mathbb{R}^{+} ,x^{2} \neq 0 ; ee^{3x} > 0 sempre. Logog''(x) = 0 \iff 1-3x = 0 \iff x = \dfrac{1}{3}. - Sinal. O sinal de
g'' é o de1-3x : positivo parax < \frac{1}{3} , negativo depois.x 0 \tfrac{1}{3} +\infty Sinal de g'' n.d. + 0 − Concavidade de g ∪ \text{P.I.} ∩ - Concavidade voltada para cima em
\left]0,\,\frac{1}{3}\right] e para baixo em\left[\frac{1}{3},\,+\infty\right[ ; um ponto de inflexão de abcissa\frac{1}{3} .
Regra do produto, com a regra da cadeia dentro. Depois põe
- Segunda derivada.
f''(x) = (-2x)'e^{1-x^{2}} + (-2x)\left(e^{1-x^{2}}\right)' = -2e^{1-x^{2}} + (-2x)(-2x)e^{1-x^{2}}, f''(x) = e^{1-x^{2}}\left(4x^{2}-2\right). - Zeros. Como
e^{1-x^{2}} > 0 para todo ox ,f''(x) = 0 \iff 4x^{2}-2 = 0 \iff x^{2} = \dfrac{1}{2} \iff x = -\dfrac{\sqrt{2}}{2} \lor x = \dfrac{\sqrt{2}}{2}. - Sinal. O sinal de
f'' é o de4x^{2}-2 : parábola de concavidade voltada para cima, positiva fora das raízes e negativa entre elas.x -\infty -\tfrac{\sqrt{2}}{2} \tfrac{\sqrt{2}}{2} +\infty Sinal de f'' + 0 − 0 + Concavidade de f ∪ \text{P.I.} ∩ \text{P.I.} ∪ - Concavidade voltada para baixo em
\left[-\frac{\sqrt{2}}{2},\,\frac{\sqrt{2}}{2}\right] e para cima em\left]-\infty,\,-\frac{\sqrt{2}}{2}\right] e em\left[\frac{\sqrt{2}}{2},\,+\infty\right[ . Dois pontos de inflexão, de abcissas\pm\frac{\sqrt{2}}{2} .
Traduz «
- Se
f' é estritamente crescente em\left]0,\,+\infty\right[ , então a sua derivada é positiva nesse intervalo:\left(f'\right)'(x) = f''(x) > 0 , para todo ox > 0 . - Ora
f'' > 0 num intervalo significa que o gráfico def tem, aí, concavidade voltada para cima. - Logo o gráfico de
f não pode ter concavidade voltada para baixo em\mathbb{R}^{+} : a proposição é falsa.O valorf'(1) = 2 não é preciso para nada — é informação a mais, como acontece com frequência nos Exames.
A primeira condição diz tudo sobre o sinal de
- Sinal de
f'' . Def''(x) \geq 0 \iff x \geq \frac{3}{4} vem quef'' < 0 em\left]-\infty,\,\frac{3}{4}\right[ ef'' \geq 0 em\left[\frac{3}{4},\,+\infty\right[ . Como3 também é zero def'' , aí a função anula-se sem mudar de sinal.x -\infty \tfrac{3}{4} 3 +\infty Sinal de f'' − 0 + 0 + Concavidade de f ∩ \text{P.I.} ∪ ∪ - Proposição I. Em
x = 3 não há mudança de sinal def'' , logo não há ponto de inflexão. Há um ponto de inflexão, de abcissa\frac{3}{4} . A proposição I é falsa. - Proposição II. Em
\left]-\infty,\,\frac{3}{4}\right[ tem-sef'' < 0 , logof' é decrescente nesse intervalo. - Como
-2 < -1 ef' é decrescente,f'(-2) > f'(-1) : o declive der é maior do que o des . A proposição II é falsa.
Deriva duas vezes com a regra da cadeia e a regra do produto, e depois analisa o sinal de cada parcela usando as quatro informações do enunciado.
- Primeira derivada.
g'(x) = 2f(x)\,f'(x) . - Segunda derivada, pela regra do produto:
g''(x) = 2\left[f'(x) \times f'(x) + f(x) \times f''(x)\right] = 2\left[\left(f'(x)\right)^{2} + f(x)f''(x)\right]. - Sinal, parcela a parcela.
\left(f'(x)\right)^{2} > 0 , porquef' não se anula;f(x) > 0 , porquef é positiva;f''(x) \geq 0 , porque o gráfico def tem concavidade voltada para cima. - Soma de uma parcela estritamente positiva com uma não negativa:
g''(x) > 0 para todo ox \in \mathbb{R} . - Logo o gráfico de
g tem concavidade voltada para cima em\mathbb{R} , e não tem pontos de inflexão.Repara que a hipótese «f' não se anula» é o que garante a desigualdade estrita. Sem ela só se poderia concluirg'' \geq 0 .
Extremos de
- Proposição I.
f' tem três zeros, mas só muda de sinal em-1 e em0 . Emx = 3 a funçãof' anula-se sem mudar de sinal (a figura mostra quef' > 0 dos dois lados). - Logo
f tem dois extremos — um máximo em-1 e um mínimo em0 — e não três. A proposição I é falsa.O critério é sempre a mudança de sinal, nunca o número de zeros. - Proposição II. No intervalo
\left[3,\,+\infty\right[ a figura mostra quef' é crescente. - Ora
f' crescente significa\left(f'\right)' = f'' > 0 nesse intervalo, ou seja, a concavidade está voltada para cima, e não para baixo. A proposição II é falsa.
Deriva outra vez, com a regra do quociente. O denominador
- Segunda derivada.
f''(x) = \left(\dfrac{1+2\ln x}{x}\right)' = \dfrac{\dfrac{2}{x} \times x - (1+2\ln x)}{x^{2}} = \dfrac{2-1-2\ln x}{x^{2}} = \dfrac{1-2\ln x}{x^{2}}. - Zeros. Em
\mathbb{R}^{+} ,x^{2} \neq 0 , logof''(x) = 0 \iff 1-2\ln x = 0 \iff \ln x = \dfrac{1}{2} \iff x = e^{1/2} = \sqrt{e}. - Sinal. Como
x^{2} > 0 , o sinal def'' é o de1-2\ln x , que é positivo parax < \sqrt{e} e negativo parax > \sqrt{e} .x 0 \sqrt{e} +\infty Sinal de f'' n.d. + 0 − Concavidade de f ∪ \text{P.I.} ∩ - O gráfico tem concavidade voltada para cima em
\left]0,\,\sqrt{e}\,\right] , voltada para baixo em\left[\sqrt{e},\,+\infty\right[ , e um ponto de inflexão de abcissa\sqrt{e} .