fAstrolábio · Funções: exponenciais, logaritmos e derivadas
Matemática A · 12.º ano · Aprendizagens Essenciais

Funções: exponenciais, logaritmos e derivadas

Potências de expoente real, a função exponencial e o número e, função inversa e logaritmos, escalas logarítmicas, função composta, derivadas, segunda derivada e problemas de otimização — com a revisão do 10.º e do 11.º ano incluída onde faz falta. Teoria, laboratórios interativos e exercícios no formato do Exame Nacional, com resolução passo a passo.

y = a^{x} \iff x = \log_{a} y Duas funções, uma só ideia: cada uma desfaz o que a outra faz.
0exercícios
19laboratórios interativos
20secções
0%concluído
R1

Revisão · Potências, radicais e expoentes racionais

A primeira metade do capítulo vive de uma ideia só: deixar o expoente ser a variável. Antes de o fazer, é preciso saber o que significa 2^{x} quando x é -3, \frac{2}{3} ou \sqrt{2}. É isso que esta secção arruma — o 3.º ciclo e o 10.º ano postos à mão mesmo a tempo.

Aprendizagens Essenciais
  • Retomar o estudo das regras operatórias das potências feito no ensino básico.
  • Conhecer as raízes de índice natural, nomeadamente a radiciação de índice natural como inversa da potenciação de expoente natural.
  • Mencionar a relação entre as potências de expoente fracionário e as raízes de índice natural: a^{p/q} = \sqrt[q]{a^{p}}, com a > 0, q \in \mathbb{N} e p \in \mathbb{Z}.

1 · Do expoente natural ao expoente inteiro

Uma potência de expoente natural é uma multiplicação repetida — e mais nada:

a^{n} = \underbrace{a \times a \times \cdots \times a}_{n \text{ fatores}}, \qquad n \in \mathbb{N}.

Com esta definição, a^{2} \times a^{3} = a^{5} é óbvio: dois fatores seguidos de três fatores são cinco fatores. A regra a^{m} \times a^{n} = a^{m+n} não é uma convenção — é uma contagem.

Aparece então uma pergunta que vai reaparecer três vezes nesta secção: e se quisermos que a regra continue a valer para expoentes que não são naturais? Não se demonstra nada; escolhe-se o valor que mantém a regra viva. É isso que fixa a^{0} e a^{-n}.

Definição · expoente zero e expoente negativo

Para a \neq 0 e n \in \mathbb{N}:

a^{0} = 1 \qquad \text{e} \qquad a^{-n} = \dfrac{1}{a^{n}}.

Estes valores não são arbitrários: são os únicos que fazem a^{m} \times a^{n} = a^{m+n} continuar verdadeira. De a^{n} \times a^{0} = a^{n} sai a^{0} = 1; de a^{n} \times a^{-n} = a^{0} = 1 sai a^{-n} = \frac{1}{a^{n}}.

2 · Raízes de índice n

A raiz é a operação que desfaz a potência — e é o primeiro exemplo, neste capítulo, de função inversa, o assunto da secção 5.

Definição · raiz de índice n

Seja n \in \mathbb{N}, n \geq 2.

  • Se n é ímpar, \sqrt[n]{a} é o único número real b tal que b^{n} = a. Existe para todo o a \in \mathbb{R}.
  • Se n é par, \sqrt[n]{a} é o único número real não negativo b tal que b^{n} = a. Só existe para a \geq 0.

Em qualquer dos casos, \sqrt[n]{0} = 0.

Atenção · \sqrt{x^{2}} não é x

Com x = -3 vem \sqrt{(-3)^{2}} = \sqrt{9} = 3, e não -3. O que vale em \mathbb{R} é \sqrt{x^{2}} = |x|. Este engano custa pontos todos os anos, e não só neste capítulo.

3 · Expoente racional

Segunda extensão, com o mesmo método. Se quisermos que \left(a^{r}\right)^{s} = a^{rs} continue a valer, então \left(a^{1/n}\right)^{n} = a^{1} = a — ou seja, a^{1/n} tem de ser um número cuja n-ésima potência é a. É a raiz de índice n.

Definição · potência de expoente racional

Para a > 0, p \in \mathbb{Z} e q \in \mathbb{N}, q \geq 2:

a^{p/q} = \sqrt[q]{a^{p}}.
Porque é que a base tem de ser positiva

Com a = -8, o expoente \frac{1}{3} daria \sqrt[3]{-8} = -2; mas \frac{1}{3} = \frac{2}{6}, e \sqrt[6]{(-8)^{2}} = \sqrt[6]{64} = 2. O mesmo expoente, dois valores — a definição deixaria de ser uma definição. Restringindo a a > 0, o problema desaparece de vez. É por isso que a base de uma função exponencial é sempre positiva.

Exemplo 1 De radicais a uma só potência

Simplifica, para x > 0, a expressão \dfrac{\sqrt{x} \times \sqrt[3]{x^{2}}}{\sqrt[6]{x}}.

  1. Tirar os radicais. Cada raiz é uma potência de expoente racional: \sqrt{x} = x^{1/2}, \qquad \sqrt[3]{x^{2}} = x^{2/3}, \qquad \sqrt[6]{x} = x^{1/6}.
  2. Multiplicar é somar expoentes; dividir é subtrair. \dfrac{x^{1/2} \times x^{2/3}}{x^{1/6}} = x^{\frac{1}{2} + \frac{2}{3} - \frac{1}{6}}.
  3. A conta do expoente, com denominador comum 6: \frac{1}{2} + \frac{2}{3} - \frac{1}{6} = \frac{3+4-1}{6} = \frac{6}{6} = 1.
  4. Logo a expressão vale x^{1} = x.Enquanto houver radicais não há regra nenhuma para aplicar; assim que tudo é potência, sobram as oito regras de sempre. É o mesmo gesto que mais à frente permite derivar \sqrt{x}: não há regra da raiz, há a regra da potência.
Respostax

4 · Expoente real

Falta o último passo, e é o que abre o capítulo. O que é 2^{\sqrt{2}}? A ideia é simples: \sqrt{2} é limite de racionais — 1; 1{,}4; 1{,}41; 1{,}414; … — e para cada um desses racionais a potência já está definida. Calcula-se:

r11{,}41{,}411{,}4141{,}4142\to \sqrt{2}
2^{r}22{,}63902{,}65742{,}66472{,}6651\to 2{,}66514\ldots

Os valores estabilizam. Define-se 2^{\sqrt{2}} como esse limite — e o mesmo para qualquer base a > 0 e qualquer expoente real. Fica assim definida uma potência a^{x} para todo o x \in \mathbb{R}, e é isso que permite falar de função exponencial.

Propriedades operatórias · válidas para todo o expoente real

Para a, b \in \mathbb{R}^{+} e x, y \in \mathbb{R}:

a^{0} = 1 \qquad 1^{x} = 1 \qquad a^{x} \times a^{y} = a^{x+y} \qquad \dfrac{a^{x}}{a^{y}} = a^{x-y} a^{-x} = \dfrac{1}{a^{x}} \qquad \left(a^{x}\right)^{y} = a^{xy} \qquad a^{x}b^{x} = (ab)^{x} \qquad \dfrac{a^{x}}{b^{x}} = \left(\dfrac{a}{b}\right)^{x}

São exatamente as mesmas oito regras do 3.º ciclo. Nada mudou — mudou apenas o conjunto onde o expoente pode andar.

Exemplo 2 Reduzir tudo à mesma base

Determina o valor exato de \dfrac{\sqrt[3]{4} \times 8^{2/3}}{2^{-1/3}}.

  1. Escreve-se tudo em base 2: \sqrt[3]{4} = 4^{1/3} = \left(2^{2}\right)^{1/3} = 2^{2/3}.
  2. 8^{2/3} = \left(2^{3}\right)^{2/3} = 2^{2}.
  3. Junta-se: \dfrac{2^{2/3} \times 2^{2}}{2^{-1/3}} = 2^{\frac{2}{3} + 2 + \frac{1}{3}} = 2^{3} = 8.Reduzir à mesma base é o gesto-padrão. Vale a pena praticá-lo até ficar automático: é ele que resolve as equações da secção 3.
Resposta8
Python Ver 2^{r} a estabilizar em 2^{\sqrt{2}}
from math import sqrt

r = 0
for casas in range(0, 9):
    r = int(sqrt(2) * 10**casas) / 10**casas
    print(r, '->', 2**r)

print('2^raiz(2) =', 2**sqrt(2))

Cada casa decimal a mais no expoente compra, mais ou menos, uma casa decimal certa no resultado. Troca a base 2 por 0{,}5 e repara que a convergência é igualmente boa — mas os valores descem em vez de subir.

Exercícios propostos

Doze exercícios para pôr as potências em dia. Se resolveres os quatro primeiros sem hesitar, podes avançar já para a secção 1 e voltar aqui só se precisares.

A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.

Exercício 1§R1 · potências de expoente inteiro

Calcula, sem calculadora.

a) 2^{-3}b) \left(\dfrac{2}{5}\right)^{-2}c) (-3)^{0}d) \dfrac{3^{7}}{3^{5}}

Exercício 2§R1 · escrever como potência de base única

Escreve cada expressão como uma só potência de base 2.

a) 4 \times 8b) \dfrac{16}{32}c) \left(2^{3}\right)^{4}d) \sqrt{2}

Exercício 3§R1 · raízes de índice n

Determina, sem calculadora.

a) \sqrt[3]{-64}b) \sqrt[4]{81}c) \sqrt[5]{32}d) \sqrt[3]{0{,}008}

Exercício 4§R1 · de raiz para expoente fracionário

Escreve na forma a^{r}, com r racional.

a) \sqrt[3]{7^{2}}b) \dfrac{1}{\sqrt{5}}c) \sqrt[4]{a^{3}}, a > 0d) \sqrt{\sqrt[3]{2}}

Exercício 5§R1 · simplificar com expoentes racionais

Simplifica, apresentando o resultado na forma de uma só potência (a > 0).

a) a^{1/2} \times a^{1/3}b) \dfrac{a^{3/4}}{a^{1/4}}c) \left(a^{2/3}\right)^{3/2}d) \sqrt{a} \times \sqrt[3]{a^{2}} \div a

Exercício 6§R1 · valor exato sem calculadora

Determina o valor exato.

a) 27^{2/3}b) 16^{-3/4}c) \left(\dfrac{8}{125}\right)^{-1/3}d) 81^{0{,}25} \times 9^{0{,}5}

Exercício 7§R1 · escolha múltipla

Seja a um número real positivo. A expressão \sqrt{a\,\sqrt{a}} é igual a:

  • (A)a^{3/4}
  • (B)a^{2/3}
  • (C)a^{1/4}
  • (D)a^{5/4}
Exercício 8§R1 · comparar sem calcular

Ordena, por ordem crescente, os números \sqrt{2}, \sqrt[3]{3} e \sqrt[6]{10}, sem recorrer à calculadora.

Exercício 9§R1 · juro composto

Depositam-se 2\,500 euros num banco, a uma taxa de juro composto anual de 1{,}8\%.

a) Escreve uma expressão que dê o capital acumulado ao fim de n anos.b) Determina o capital acumulado ao fim de 5 anos, arredondado aos cêntimos.

Exercício 10§R1 · a raiz de índice par e o módulo

Considera a igualdade \sqrt{x^{2}} = x.

a) Mostra que ela é falsa para x = -3.b) Determina o conjunto dos números reais para os quais é verdadeira e escreve a igualdade correta, válida em \mathbb{R}.c) Explica por que razão a definição a^{m/n} = \sqrt[n]{a^{m}} se exige apenas para a > 0.

Exercício 11§R1 · uma soma de potências

Sejam x um número real e 2^{x} = 5.

a) 2^{x+3}b) 2^{2x}c) 2^{-x}d) 4^{x} + 8^{x}

Determina, em cada caso, o valor exato.

Exercício 12§R1 · o que significa um expoente irracional

Considera a sucessão de racionais 1; 1{,}4; 1{,}41; 1{,}414; 1{,}4142; … que converge para \sqrt{2}.

a) Calcula, com a calculadora, 2^{1}, 2^{1{,}4}, 2^{1{,}41} e 2^{1{,}414}, com quatro casas decimais.b) Compara com 2^{\sqrt{2}} e explica o que a experiência sugere sobre o significado de uma potência de expoente irracional.c) Explica por que razão este processo não funcionaria com base negativa, por exemplo (-2)^{\sqrt{2}}.

Expoente negativo é o inverso: a^{-n} = \dfrac{1}{a^{n}}. E numa fração o inverso troca numerador com denominador.

  1. a) 2^{-3} = \dfrac{1}{2^{3}} = \dfrac{1}{8}.
  2. b) \left(\dfrac{2}{5}\right)^{-2} = \left(\dfrac{5}{2}\right)^{2} = \dfrac{25}{4}.
  3. c) (-3)^{0} = 1 — qualquer base não nula elevada a zero dá 1.
  4. d) \dfrac{3^{7}}{3^{5}} = 3^{7-5} = 3^{2} = 9.
Respostasa) \dfrac{1}{8} · b) \dfrac{25}{4} · c) 1 · d) 9

Começa por escrever 4, 8, 16 e 32 como potências de 2. A raiz quadrada é a potência de expoente \frac{1}{2}.

  1. a) 4 \times 8 = 2^{2} \times 2^{3} = 2^{5}.
  2. b) \dfrac{16}{32} = \dfrac{2^{4}}{2^{5}} = 2^{-1}.
  3. c) \left(2^{3}\right)^{4} = 2^{12}.
  4. d) \sqrt{2} = 2^{1/2}.Reduzir tudo à mesma base é o gesto que resolve praticamente todas as equações exponenciais da secção 3. Vale a pena automatizá-lo já.
Respostasa) 2^{5} · b) 2^{-1} · c) 2^{12} · d) 2^{1/2}

De índice ímpar existe sempre e conserva o sinal; de índice par só existe para radicando não negativo, e é não negativa.

  1. a) (-4)^{3} = -64, logo \sqrt[3]{-64} = -4.
  2. b) 3^{4} = 81 e a raiz de índice par é não negativa, logo \sqrt[4]{81} = 3.
  3. c) 2^{5} = 32, logo \sqrt[5]{32} = 2.
  4. d) 0{,}2^{3} = 0{,}008, logo \sqrt[3]{0{,}008} = 0{,}2.
Respostasa) -4 · b) 3 · c) 2 · d) 0{,}2

A definição é a^{m/n} = \sqrt[n]{a^{m}}, para a > 0. Uma raiz dentro de outra multiplica os índices.

  1. a) \sqrt[3]{7^{2}} = 7^{2/3}.
  2. b) \dfrac{1}{\sqrt{5}} = \dfrac{1}{5^{1/2}} = 5^{-1/2}.
  3. c) \sqrt[4]{a^{3}} = a^{3/4}.
  4. d) \sqrt{\sqrt[3]{2}} = \left(2^{1/3}\right)^{1/2} = 2^{1/6}.
Respostasa) 7^{2/3} · b) 5^{-1/2} · c) a^{3/4} · d) 2^{1/6}

As regras são as mesmas das potências de expoente inteiro: somam-se expoentes no produto, subtraem-se no quociente, multiplicam-se na potência de potência.

  1. a) a^{1/2 + 1/3} = a^{5/6}.
  2. b) a^{3/4 - 1/4} = a^{1/2}.
  3. c) a^{(2/3)\times(3/2)} = a^{1}= a.
  4. d) a^{1/2} \times a^{2/3} \div a^{1} = a^{1/2 + 2/3 - 1} = a^{1/6}.É por as regras se manterem exatamente as mesmas que faz sentido estender a definição. Se alguma delas falhasse, a extensão não valeria a pena.
Respostasa) a^{5/6} · b) a^{1/2} · c) a · d) a^{1/6}

Escreve cada base como potência de um número pequeno: 27 = 3^{3}, 16 = 2^{4}, 8 = 2^{3}, 125 = 5^{3}, 81 = 3^{4}.

  1. a) 27^{2/3} = \left(3^{3}\right)^{2/3} = 3^{2} = 9.
  2. b) 16^{-3/4} = \left(2^{4}\right)^{-3/4} = 2^{-3} = \dfrac{1}{8}.
  3. c) \left(\dfrac{8}{125}\right)^{-1/3} = \left(\dfrac{125}{8}\right)^{1/3} = \dfrac{5}{2}.
  4. d) 81^{1/4} \times 9^{1/2} = 3 \times 3 = 9.
Respostasa) 9 · b) \dfrac{1}{8} · c) \dfrac{5}{2} · d) 9

Trabalha de dentro para fora: primeiro a\sqrt{a} numa só potência, depois a raiz exterior.

  1. a\,\sqrt{a} = a^{1} \times a^{1/2} = a^{3/2}.
  2. \sqrt{a^{3/2}} = \left(a^{3/2}\right)^{1/2} = a^{3/4}.
RespostaOpção (A)

Escreve os três com o mesmo índice — o mínimo múltiplo comum de 2, 3 e 6 — e compara os radicandos.

  1. O índice comum é 6: \sqrt{2} = 2^{1/2} = 2^{3/6} = \sqrt[6]{8}.
  2. \sqrt[3]{3} = 3^{1/3} = 3^{2/6} = \sqrt[6]{9}.
  3. \sqrt[6]{10} já está no índice certo.
  4. Com o mesmo índice, maior radicando dá maior raiz: \sqrt[6]{8} < \sqrt[6]{9} < \sqrt[6]{10}.
Resposta\sqrt{2} < \sqrt[3]{3} < \sqrt[6]{10}

Em juro composto, cada ano o capital fica multiplicado por 1 + r. Ao fim de n anos, foi multiplicado n vezes.

  1. a) C(n) = 2500 \times (1 + 0{,}018)^{n} = 2500 \times 1{,}018^{n} euros.
  2. b) C(5) = 2500 \times 1{,}018^{5} \approx 2733{,}25 euros.Repara que n está no expoente. É esta a assinatura de todos os modelos deste capítulo: o que cresce não é o que se soma, é o que se multiplica.
Respostasa) C(n) = 2500 \times 1{,}018^{n} · b) \approx 2733{,}25

Na alínea c), experimenta a = -8 com \frac{m}{n} = \frac{1}{3} e com a fração equivalente \frac{2}{6}.

  1. a) \sqrt{(-3)^{2}} = \sqrt{9} = 3 \neq -3. A raiz de índice par nunca é negativa.
  2. b) É verdadeira exatamente para x \geq 0. Em \mathbb{R}, o que vale sempre é \sqrt{x^{2}} = |x|.
  3. c) Com a = -8: por um lado a^{1/3} = \sqrt[3]{-8} = -2; por outro, como \frac{1}{3} = \frac{2}{6}, viria a^{2/6} = \sqrt[6]{(-8)^{2}} = \sqrt[6]{64} = 2. O mesmo expoente daria dois valores, conforme a fração escolhida — a definição deixaria de ser uma definição.É por isso que, daqui em diante, a base de uma exponencial é sempre positiva. Não é um capricho: é a única maneira de a extensão a expoente real ser coerente.
Respostasa) \sqrt{9}=3\neq-3 · b) x \geq 0; em \mathbb{R}, \sqrt{x^{2}} = |x| · c) para a < 0 o valor dependeria da fração escolhida

Não se procura o valor de x. Escreve cada expressão à custa de 2^{x}, usando as regras operatórias.

  1. a) 2^{x+3} = 2^{x} \times 2^{3} = 5 \times 8 = 40.
  2. b) 2^{2x} = \left(2^{x}\right)^{2} = 25.
  3. c) 2^{-x} = \dfrac{1}{2^{x}} = \dfrac{1}{5}.
  4. d) 4^{x} = \left(2^{2}\right)^{x} = \left(2^{x}\right)^{2} = 25 e 8^{x} = \left(2^{x}\right)^{3} = 125, logo a soma é 150.É exatamente esta manobra — trocar 4^{x} e 8^{x} por potências de 2^{x} — que resolve as equações exponenciais por mudança de variável, na secção 3.
Respostasa) 40 · b) 25 · c) \dfrac{1}{5} · d) 150

Cada termo da sucessão é um racional — e para racionais a potência já está definida na alínea anterior desta secção. A questão é o que acontece no limite.

  1. a) 2^{1} = 2; 2^{1{,}4} \approx 2{,}6390; 2^{1{,}41} \approx 2{,}6574; 2^{1{,}414} \approx 2{,}6647.
  2. b) 2^{\sqrt{2}} \approx 2{,}6651. Os valores aproximam-se dele, e cada casa decimal a mais no expoente dá uma casa decimal certa a mais no resultado. Define-se 2^{\sqrt{2}} como o limite dos 2^{r}, com r racional a tender para \sqrt{2}.
  3. c) Com base negativa, muitos dos expoentes racionais nem sequer dão um número real: (-2)^{1{,}4} = (-2)^{7/5} = \sqrt[5]{(-2)^{7}} ainda existe, mas (-2)^{1{,}41} = (-2)^{141/100} = \sqrt[100]{(-2)^{141}} não existe em \mathbb{R}. A sucessão de valores nem chega a formar-se.Fica assim justificada a condição a > 0 da definição de função exponencial, na secção 1: só para bases positivas a potência faz sentido para todo o expoente real.
Ecrã da calculadora NumWorks com os valores de 2 elevado a 1,4, de 2 elevado a 1,414 e de 2 elevado a raiz de 2
Na aplicação Cálculo: 2^{1{,}4} \approx 2{,}6390, 2^{1{,}414} \approx 2{,}6647 e 2^{\sqrt{2}} \approx 2{,}6651. Cada casa decimal a mais no expoente acerta mais uma casa decimal no resultado — é isto que dá sentido a 2^{\sqrt{2}}.
Respostasa) 2; 2{,}6390; 2{,}6574; 2{,}6647 · b) tendem para 2^{\sqrt{2}} \approx 2{,}6651 · c) com base negativa a maior parte das potências de expoente racional não é real
01

A função exponencial

Trocar de sítio a variável e o expoente muda tudo. Em x^{2} a variável está na base; em 2^{x} está no expoente — e passa a haver uma função que multiplica sempre pelo mesmo fator quando se avança um passo. É a função que descreve juros, populações, decaimento e quase tudo o que dobra ou reduz a metade.

Aprendizagens Essenciais
  • Identificar função exponencial como função do tipo f(x) = a^{x}, a \in \mathbb{R}^{+}, que verifica as propriedades a^{0} = 1, 1^{x} = 1, a^{x}a^{y} = a^{x+y}, a^{x}b^{x} = (ab)^{x}, a^{-x} = \frac{1}{a^{x}}, \frac{a^{x}}{a^{y}} = a^{x-y}, \frac{a^{x}}{b^{x}} = \left(\frac{a}{b}\right)^{x} e \left(a^{x}\right)^{y} = a^{xy}.
  • Apresentar a função exponencial num contexto de resolução de problemas de crescimento e decrescimento exponencial.

1 · A definição

Definição · função exponencial de base a

Chama-se função exponencial de base a à função

f : \mathbb{R} \to \mathbb{R}^{+}, \qquad f(x) = a^{x},

com a > 0 e a \neq 1.

As duas restrições não são decorativas.

  • a > 0 porque, como se viu na secção de revisão, só para bases positivas a potência a^{x} faz sentido para todo o expoente real.
  • a \neq 1 porque 1^{x} = 1 para todo o x: seria a função constante 1, sem interesse nenhum — e, sobretudo, sem a propriedade que torna tudo o resto possível, a injetividade.

Duas leituras imediatas da definição: f(0) = a^{0} = 1 e f(1) = a. O gráfico de qualquer função exponencial passa em (0,\,1), e a base lê-se na imagem de 1.

2 · Base maior do que 1

Comecemos por tabelar três casos, f(x) = 2^{x}, g(x) = 3^{x} e h(x) = 5^{x}:

x-3-2-10123
2^{x}\frac{1}{8}\frac{1}{4}\frac{1}{2}1248
3^{x}\frac{1}{27}\frac{1}{9}\frac{1}{3}13927
5^{x}\frac{1}{125}\frac{1}{25}\frac{1}{5}1525125

À direita os valores disparam; à esquerda encolhem, mas nunca chegam a zero — são sempre positivos. É essa a forma do gráfico.

x y −3 −2 −1 1 2 3 1 2 4 6 8 y = 5x y = 3x y = 2x assíntota y = 0
Três exponenciais de base maior do que 1. Todas passam em (0,\,1), todas são crescentes e todas se colam ao eixo Ox à esquerda. Quanto maior a base, mais depressa sobem à direita — e mais depressa se colam à assíntota à esquerda.
Propriedades · função exponencial de base a > 1
  • Domínio: \mathbb{R}.  ·  Contradomínio: \mathbb{R}^{+}.
  • Interseção com Oy: (0,\,1). Zeros: não tem — a^{x} = 0 é impossível.
  • Sinal: a^{x} > 0 para todo o x \in \mathbb{R}.
  • Monotonia: estritamente crescente. Assim, x < y \iff a^{x} < a^{y}.
  • Injetividade: é injetiva.
  • Comportamento nos extremos: quando x \to +\infty, a^{x} \to +\infty; quando x \to -\infty, a^{x} \to 0.
  • Assíntota: a reta de equação y = 0 é assíntota horizontal do gráfico.
  • Continuidade: é contínua em \mathbb{R}.

3 · Base entre 0 e 1

Não é preciso estudo novo. Basta reparar que

\left(\dfrac{1}{a}\right)^{x} = \left(a^{-1}\right)^{x} = a^{-x},

e trocar x por -x é refletir o gráfico no eixo Oy. Tudo o que era crescente passa a decrescente, e o comportamento nos dois infinitos troca de lado.

x y −3 −2 −1 1 2 3 1 2 4 6 8 y = (1/5)x y = (1/3)x y = (1/2)x assíntota y = 0
Três exponenciais de base entre 0 e 1. É a mesma imagem, vista ao espelho: \left(\frac{1}{a}\right)^{x} = a^{-x}, e trocar x por -x é refletir no eixo Oy.
Propriedades · função exponencial de base 0 < a < 1
  • Domínio: \mathbb{R}.  ·  Contradomínio: \mathbb{R}^{+}.
  • Interseção com Oy: (0,\,1). Zeros: não tem.
  • Sinal: a^{x} > 0 para todo o x \in \mathbb{R}.
  • Monotonia: estritamente decrescente. Assim, x < y \iff a^{x} > a^{y}.
  • Injetividade: é injetiva.
  • Comportamento nos extremos: quando x \to +\infty, a^{x} \to 0; quando x \to -\infty, a^{x} \to +\infty.
  • Assíntota: a reta de equação y = 0 é assíntota horizontal do gráfico.
  • Continuidade: é contínua em \mathbb{R}.
O que é sempre igual

Seja qual for a base, o domínio é \mathbb{R}, o contradomínio é \mathbb{R}^{+}, o gráfico passa em (0,1), não há zeros, o sinal é sempre positivo, a assíntota é y = 0 e a função é injetiva. Só a monotonia muda — e com ela o lado para onde o gráfico dispara.

A propriedade que vale por todas

Sendo estritamente monótona, a função exponencial é injetiva. Daí sai a equivalência que resolve praticamente todas as equações da secção 3:

a^{u} = a^{v} \iff u = v \qquad (a > 0,\ a \neq 1)

e, para as inequações, com o cuidado de olhar para a base:

a > 1: \quad a^{u} < a^{v} \iff u < v \qquad\qquad 0 < a < 1: \quad a^{u} < a^{v} \iff u > v.

4 · Uma base com nome próprio: o número e

De todas as bases maiores do que 1, há uma que aparece em quase todos os modelos de crescimento e de decaimento, e que a calculadora tem numa tecla própria.

Definição · exponencial natural

O número de Euler, ou número de Neper, é o número irracional

e = 2{,}718281828459045\ldots

A função exponencial de base e, f(x) = e^{x}, chama-se exponencial natural. Como 2 < e < 3, o seu gráfico fica entre os de y = 2^{x} e y = 3^{x} — e tem exatamente as mesmas propriedades de qualquer exponencial de base maior do que 1.

Porquê logo esta base?

Por agora, e é apenas um número entre 2 e 3: nada do que se faz nas secções 1 a 11 depende de ele ser especial. O que o torna especial é uma propriedade que só se pode enunciar mais à frente — e é a única base para a qual a função exponencial coincide com a sua própria derivada. É esse o assunto da secção 12. Até lá, trata e^{x} como tratarias 2^{x}.

Um pouco de história

O número aparece pela primeira vez em 1683, com Jacob Bernoulli, a estudar juro composto: se um capital render 100\% ao ano e o juro for capitalizado n vezes, o fator de crescimento é \left(1 + \frac{1}{n}\right)^{n}, e esse valor não cresce indefinidamente — estabiliza perto de 2{,}718. Foi Leonhard Euler, em 1748, o primeiro a estudá-lo sistematicamente, a dar-lhe a letra e e a provar que é irracional. A designação «número de Neper» homenageia John Napier (1550-1617), o inventor dos logaritmos, ainda que Napier nunca tenha trabalhado com esta base.

Laboratório · \left(1 + \frac{1}{n}\right)^{n} a subir para e

interativo

O eixo horizontal está em escala logarítmica: cada divisão multiplica n por dez. Arrasta até ao fim e repara em duas coisas — os valores sobem sempre e nunca chegam a e. É por isso que se diz que a sucessão tende para e por valores inferiores, e é preciso ir a n = 10^{6} para acertar a sexta casa decimal.

Exemplo 3 Ler uma função exponencial a partir de dois pontos

O gráfico de f(x) = b \cdot a^{x}, com a > 0, contém os pontos (0,\,3) e (2,\,12). Determina a e b, e diz se f é crescente ou decrescente.

  1. Do primeiro ponto: f(0) = b \cdot a^{0} = b, logo b = 3.
  2. Do segundo: 3a^{2} = 12 \iff a^{2} = 4 \iff a = 2, já que a base tem de ser positiva.
  3. Como a = 2 > 1, a função é estritamente crescente.A ordenada na origem dá sempre o «valor inicial» b; a base a é o fator por que o valor fica multiplicado quando x avança uma unidade.
Respostaa = 2, b = 3; crescente
Exemplo 4 Comparar potências sem calculadora

Sem recorrer à calculadora, indica em cada caso qual dos dois números é maior.

a) 2^{\sqrt{3}} e 2^{1{,}7}b) \left(\frac{2}{3}\right)^{-1{,}2} e \left(\frac{2}{3}\right)^{-1{,}5}

  1. a) A base é 2 > 1, logo x \mapsto 2^{x} é estritamente crescente: o maior expoente dá o maior valor.
  2. Ora \sqrt{3} \approx 1{,}73, e de facto \sqrt{3} > 1{,}7 porque 3 > 1{,}7^{2} = 2{,}89. Logo 2^{\sqrt{3}} > 2^{1{,}7}.
  3. b) A base é \frac{2}{3} \in \left]0,\,1\right[, logo a função é estritamente decrescente: agora o maior expoente dá o menor valor.
  4. Como -1{,}2 > -1{,}5, vem \left(\frac{2}{3}\right)^{-1{,}2} < \left(\frac{2}{3}\right)^{-1{,}5}.Não se calcula nada: decide-se só com o sinal de a-1 e com a comparação dos expoentes. Com base entre 0 e 1, a desigualdade inverte-se — é o erro mais frequente.
Respostasa) 2^{\sqrt{3}} · b) \left(\frac{2}{3}\right)^{-1{,}5}

Laboratório · A família y = a^{x}

interativo

Arrasta a base. Repara em três coisas: o ponto (0,\,1) nunca se mexe; a curva azul e a curva vermelha são sempre simétricas em relação ao eixo Oy; e quando a se aproxima de 1 as duas achatam-se sobre a reta y = 1 — é por isso que se exclui a base 1.

Python Diferença constante contra quociente constante
linear = 400
expo = 400

print('hora  linear  exponencial')
for t in range(0, 11):
    print(t, linear, round(expo))
    linear = linear + 400
    expo = expo * 2

Ao fim de 3 horas a diferença é pequena; ao fim de 10 é de 4\,400 contra 409\,600. Troca o 2 por 1{,}1 e corre outra vez: mesmo um crescimento de 10\% por hora acaba por ultrapassar o linear.

Exercícios propostos

Doze exercícios sobre a definição, a monotonia e a leitura de gráficos. A injetividade é a peça de que se vai precisar em toda a secção 3.

Exercício 13§1 · é ou não é exponencial?

Indica quais das funções seguintes, de domínio \mathbb{R}, são funções exponenciais. Justifica as respostas negativas.

a) f(x) = 3^{x}b) g(x) = x^{3}c) h(x) = 1^{x}d) j(x) = \left(\dfrac{2}{7}\right)^{x}

Exercício 14§1 · imagens e tabela

Considera f(x) = 2^{x}, de domínio \mathbb{R}. Completa mentalmente a tabela e indica os valores em falta.

x-3-10\frac{1}{2}4
f(x)?????
Exercício 15§1 · crescente ou decrescente?

Classifica cada função quanto à monotonia, sem fazer contas.

a) f(x) = 1{,}05^{x}b) g(x) = 0{,}98^{x}c) h(x) = \left(\sqrt{2}\right)^{x}d) j(x) = \left(\dfrac{3}{4}\right)^{x}

Exercício 16§1 · comparar sem calculadora

Compara os dois números de cada alínea, usando apenas a monotonia da função exponencial.

a) 3^{1{,}2} e 3^{1{,}3}b) 0{,}4^{2} e 0{,}4^{3}c) 2^{-\sqrt{2}} e 2^{-1{,}5}d) \left(\frac{1}{2}\right)^{\pi} e \left(\frac{1}{2}\right)^{3}

Exercício 17§1 · determinar a base

De uma função exponencial f(x) = a^{x} sabe-se que f(3) = 27.

a) Determina a.b) Calcula f(-2) e f\left(\frac{1}{2}\right).c) Indica o contradomínio de f e a equação da assíntota do gráfico.

Exercício 18§1 · dois pontos, uma exponencial

O gráfico de f(x) = b \cdot a^{x}, com a > 0 e b \neq 0, contém os pontos (0,\,5) e (2,\,45).

a) Determina a e b.b) Calcula f(-1).

Exercício 19§1 · escolha múltipla

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = a^{x}, com a > 1. Qual das afirmações seguintes é falsa?

  • (A)O contradomínio de f é \mathbb{R}^{+}.
  • (B)A função f não tem zeros.
  • (C)A reta de equação x = 0 é assíntota do gráfico de f.
  • (D)A função f é injetiva.
Exercício 20§1 · ler um gráfico

Na figura estão os gráficos de y = a^{x} e y = b^{x}, com a e b positivos e diferentes de 1. Sabe-se que, para x > 0, o gráfico de y = a^{x} está acima do de y = b^{x}, e que ambos são crescentes.

a) Compara a e b. Justifica.b) Qual dos dois gráficos está acima do outro para x < 0? Justifica.

Exercício 21§1 · o fator de crescimento

Uma cultura de bactérias cresce segundo N(t) = 400 \times 2^{t}, com t em horas.

a) Quantas bactérias havia no instante inicial?b) Mostra que \dfrac{N(t+1)}{N(t)} é constante e interpreta o valor obtido.c) Quantas bactérias há ao fim de meia hora? Apresenta o valor arredondado às unidades.

Exercício 22§1 · injetividade em ação

Seja a > 0, a \neq 1.

a) Justifica que, se a^{u} = a^{v}, então u = v.b) Usa a alínea anterior para resolver, em \mathbb{R}, a equação 5^{x^{2}} = 5^{3x-2}.c) Explica por que razão o raciocínio da alínea a) falha se se admitir a = 1.

Exercício 23§1 · exponencial contra polinómio

Considera f(x) = 2^{x} e g(x) = x^{5}, ambas de domínio \mathbb{R}.

a) Compara f(10) com g(10), e f(20) com g(20).b) Recorrendo à calculadora gráfica, determina, arredondado às unidades, o menor número natural n a partir do qual 2^{x} > x^{5} para todo o x \geq n.c) Que conclusão tiras sobre a comparação entre crescimento exponencial e crescimento polinomial?

Exercício 24§1 · uma família e um ponto fixo

Para cada a > 0, com a \neq 1, seja f_{a}(x) = a^{x}.

a) Mostra que todos os gráficos desta família passam num mesmo ponto e indica-o.b) Mostra que os gráficos de f_{a} e de f_{1/a} são simétricos em relação ao eixo Oy.c) Determina o valor de a para o qual o gráfico de f_{a} contém o ponto \left(-2,\, \frac{1}{9}\right).

Numa função exponencial a variável está no expoente e a base é um número fixo, positivo e diferente de 1.

  1. a) É exponencial, de base 3.
  2. b) Não é: a variável está na base e o expoente é fixo. É uma função potência.
  3. c) Não é: a base é 1 e 1^{x} = 1 para todo o x — é a função constante 1. Exclui-se a base 1 exatamente por isso.
  4. d) É exponencial, de base \frac{2}{7}, que está entre 0 e 1: é decrescente.
RespostasSão exponenciais a) e d)

Expoente negativo dá o inverso; expoente \frac{1}{2} dá a raiz quadrada.

  1. f(-3) = 2^{-3} = \dfrac{1}{8}.
  2. f(-1) = \dfrac{1}{2}.
  3. f(0) = 1 — como em toda a exponencial.
  4. f\left(\frac{1}{2}\right) = \sqrt{2} \approx 1{,}41.
  5. f(4) = 16.
Respostas\frac{1}{8} · \frac{1}{2} · 1 · \sqrt{2} · 16

Só interessa comparar a base com 1.

  1. a) 1{,}05 > 1: crescente.
  2. b) 0{,}98 < 1: decrescente.
  3. c) \sqrt{2} \approx 1{,}41 > 1: crescente.
  4. d) \frac{3}{4} < 1: decrescente.Uma base a um passo de 1, como 1{,}05, dá uma subida muito lenta — mas é uma subida, e ao fim de muitos passos torna-se enorme. É o juro composto.
Respostasa) crescente · b) decrescente · c) crescente · d) decrescente

Base maior do que 1: maior expoente, maior potência. Base entre 0 e 1: maior expoente, menor potência.

  1. a) Base 3 > 1 e 1{,}2 < 1{,}3, logo 3^{1{,}2} < 3^{1{,}3}.
  2. b) Base 0{,}4 < 1 e 2 < 3, logo 0{,}4^{2} > 0{,}4^{3}.
  3. c) -\sqrt{2} \approx -1{,}414 > -1{,}5 e a base é 2 > 1, logo 2^{-\sqrt{2}} > 2^{-1{,}5}.
  4. d) \pi > 3 e a base está entre 0 e 1, logo \left(\frac{1}{2}\right)^{\pi} < \left(\frac{1}{2}\right)^{3}.
Respostasa) < · b) > · c) > · d) <

a^{3} = 27 e a > 0: há um só valor possível.

  1. a) a^{3} = 27 \iff a = 3 (única solução positiva).
  2. b) f(-2) = 3^{-2} = \dfrac{1}{9} e f\left(\frac{1}{2}\right) = \sqrt{3}.
  3. c) D'_{f} = \mathbb{R}^{+} e a assíntota horizontal é a reta de equação y = 0.
Respostasa) a = 3 · b) \frac{1}{9} e \sqrt{3} · c) \mathbb{R}^{+}; y = 0

Substitui x = 0 primeiro: a^{0} = 1, o que dá logo b.

  1. a) f(0) = b \cdot a^{0} = b = 5.
  2. Depois f(2) = 5a^{2} = 45 \iff a^{2} = 9 \iff a = 3, porque a > 0.
  3. b) f(-1) = 5 \times 3^{-1} = \dfrac{5}{3}.O b lê-se sempre na ordenada na origem: é o valor inicial. O a é o fator de crescimento por cada unidade de x.
Respostasa) a = 3, b = 5 · b) \frac{5}{3}

Qual é o eixo de que o gráfico se aproxima sem nunca lá chegar?

  1. (A) é verdadeira: a^{x} > 0 e todos os positivos são atingidos.
  2. (B) é verdadeira: a^{x} = 0 é impossível.
  3. (C) é falsa: a assíntota é horizontal, de equação y = 0. A reta x = 0 é o eixo Oy, que o gráfico interseta em (0,1).
  4. (D) é verdadeira: sendo estritamente monótona, é injetiva.
RespostaOpção (C)

Compara os dois em x = 1. E depois lembra-te de que a^{-1} = \frac{1}{a}.

  1. a) Em x = 1 vem a^{1} > b^{1}, ou seja a > b. Como ambas são crescentes, a > b > 1.
  2. b) Em x = -1: a^{-1} = \dfrac{1}{a} e b^{-1} = \dfrac{1}{b}. Como a > b > 0, tem-se \dfrac{1}{a} < \dfrac{1}{b}. Para x < 0 é o gráfico de y = b^{x} que está acima.Os dois gráficos cruzam-se exatamente uma vez, em (0,1) — é o ponto por onde todas as exponenciais passam. À direita manda a base maior; à esquerda, a menor.
Respostasa) a > b > 1 · b) o de y = b^{x}

Na alínea b) simplifica a fração com a regra \frac{a^{x}}{a^{y}} = a^{x-y} — o t desaparece.

  1. a) N(0) = 400 \times 2^{0} = 400 bactérias.
  2. b) \dfrac{N(t+1)}{N(t)} = \dfrac{400 \times 2^{t+1}}{400 \times 2^{t}} = 2^{t+1-t} = 2. Em cada hora que passa a população fica multiplicada por 2: duplica de hora a hora, sempre, seja qual for o instante.
  3. c) N(0{,}5) = 400\sqrt{2} \approx 566 bactérias.É esta razão constante que distingue o crescimento exponencial do linear: no linear é a diferença que se mantém, no exponencial é o quociente.
Respostasa) 400 · b) 2: duplica em cada hora · c) \approx 566

Uma função estritamente monótona nunca repete imagens.

  1. a) Para a > 1 a função x \mapsto a^{x} é estritamente crescente; para 0 < a < 1, estritamente decrescente. Em qualquer dos casos é injetiva: objetos diferentes têm imagens diferentes. Logo, imagens iguais obrigam a objetos iguais.
  2. b) 5^{x^{2}} = 5^{3x-2} \iff x^{2} = 3x-2 \iff x^{2}-3x+2 = 0 \iff x = 1 \lor x = 2.
  3. c) Com a = 1 viria 1^{u} = 1^{v} = 1 para quaisquer u e v: a função é constante, não é injetiva, e nada se pode concluir sobre os expoentes.É esta propriedade — e só ela — que autoriza o passo «bases iguais, expoentes iguais» que se vai usar em toda a secção 3.
Respostasa) porque é estritamente monótona, logo injetiva · b) S = \{1,\, 2\} · c) 1^{x} é constante

Na alínea b) representa as duas funções na mesma janela e procura o último ponto de interseção. Experimenta uma janela com x até 40 e y até 10^{8}.

  1. a) f(10) = 1024 e g(10) = 100\,000: aqui o polinómio ganha, e por muito. Mas f(20) = 1\,048\,576 e g(20) = 3\,200\,000: a diferença já encolheu muito.
  2. b) Os gráficos voltam a cruzar-se entre 22 e 23; a partir de x = 23 tem-se sempre 2^{x} > x^{5}. Com efeito, 2^{23} = 8\,388\,608 e 23^{5} = 6\,436\,343. Logo n = 23.
  3. c) O polinómio pode liderar durante muito tempo, mas a exponencial acaba sempre por ultrapassá-lo e a distância torna-se depois esmagadora. Nenhuma potência de x, por maior que seja o expoente, aguenta a comparação a longo prazo.Este facto tem nome e demonstra-se com um limite notável, no capítulo dos limites: \lim_{x \to +\infty} \frac{a^{x}}{x^{p}} = +\infty, para a > 1. Aqui fica a experiência; a prova chega mais tarde.
Ecrã da calculadora NumWorks com os gráficos de y = 2 elevado a x e de y = x elevado a 5 a cruzarem-se em x igual a 22,44
Na janela x \in [20,\, 25], o menu Cálculo → Encontrar → Ponto de interseçãox = 22{,}44001. À direita desse ponto é a exponencial que passa a estar por cima — e nunca mais é ultrapassada.
Respostasa) 1024 < 100\,000; 1\,048\,576 < 3\,200\,000 · b) n = 23 · c) a exponencial acaba sempre por ultrapassar qualquer polinómio

Na alínea b) escreve \left(\frac{1}{a}\right)^{x} como potência de base a.

  1. a) f_{a}(0) = a^{0} = 1 para toda a base a > 0. Todos os gráficos passam em (0,\,1).
  2. b) f_{1/a}(x) = \left(\dfrac{1}{a}\right)^{x} = \left(a^{-1}\right)^{x} = a^{-x} = f_{a}(-x). Trocar x por -x é precisamente refletir o gráfico no eixo Oy.
  3. c) a^{-2} = \dfrac{1}{9} \iff \dfrac{1}{a^{2}} = \dfrac{1}{9} \iff a^{2} = 9 \iff a = 3, porque a > 0.Esta simetria explica por que razão as duas figuras da secção são, afinal, a mesma figura vista ao espelho.
Respostasa) (0,\,1) · b) f_{1/a}(x) = f_{a}(-x) · c) a = 3
02

Transformações do gráfico

Um modelo real quase nunca é a^{x} puro: há um valor inicial, há um patamar, há um instante que conta como zero. Tudo isso cabe em f(x) = b \cdot a^{x-c} + d — quatro parâmetros, quatro efeitos geométricos, e nenhuma propriedade nova para decorar.

Aprendizagens Essenciais
  • Identificar, em funções do tipo f(x) = b \cdot a^{x-c} + d, com a \in \mathbb{R}^{+}, c, d \in \mathbb{R} e b \in \mathbb{R} \setminus \{0\}, o domínio, o contradomínio, as coordenadas dos pontos de interseção com os eixos coordenados, a monotonia e o comportamento quando x tende para mais infinito e menos infinito.

1 · Quatro parâmetros, quatro efeitos

Partindo do gráfico de y = a^{x}, cada parâmetro faz uma coisa — e uma só:

ParâmetroEfeito no gráficoExemplo
ctranslação horizontal de c unidades (para a direita se c > 0)2^{x-3}: 3 para a direita
dtranslação vertical de d unidades (para cima se d > 0)2^{x} + 5: 5 para cima
|b|dilatação vertical de fator |b| (contração se |b| < 1)3 \cdot 2^{x}: estica ao triplo
sinal de bse b < 0, reflexão em relação ao eixo Ox-2^{x}: vira ao contrário
O sinal que engana

Em 2^{x+2} o gráfico anda para a esquerda, não para a direita. Escreve sempre na forma x - c: aqui x + 2 = x - (-2), logo c = -2. Vale a pena confirmar com um ponto: 2^{x} passa em (0,1); 2^{x+2} vale 1 em x = -2.

2 · O que se lê sem fazer contas

Propriedades · f(x) = b\,a^{x-c} + d
  • Domínio: \mathbb{R}, sempre.
  • Assíntota horizontal: a reta de equação y = d. As translações horizontais e as dilatações não lhe tocam.
  • Contradomínio: \left]d,\, +\infty\right[ se b > 0; \left]-\infty,\, d\right[ se b < 0. O valor d nunca é atingido.
  • Monotonia: se b > 0, acompanha a base — crescente para a > 1, decrescente para 0 < a < 1. Se b < 0, é ao contrário.
  • Interseção com Oy: f(0) = b\,a^{-c} + d.
  • Zeros: há no máximo um, e só existe se d e b tiverem sinais contrários.

A última linha merece um segundo de atenção. Sendo f estritamente monótona, não pode ter dois zeros. E como b\,a^{x-c} tem sempre o sinal de b, a equação b\,a^{x-c} = -d só é possível quando -d tem o sinal de b.

x y −2 −1 1 2 3 4 −2 1 3 5 y = 2x y = 3 − 2·(1/2)x−1 y = 3
A curva vermelha vem de y = \left(\frac{1}{2}\right)^{x}: uma translação de 1 para a direita, uma dilatação vertical de fator 2, uma reflexão em Ox e, por fim, uma translação de 3 para cima. A assíntota subiu de y = 0 para y = 3, e o contradomínio passou a \left]-\infty,\, 3\right[.
Exemplo 5 Estudo completo de f(x) = 3 - 2\left(\frac{1}{2}\right)^{x-1}
  1. Parâmetros: a = \frac{1}{2}, b = -2, c = 1, d = 3.
  2. Domínio e assíntota: D_{f} = \mathbb{R}; a reta y = 3 é assíntota horizontal.
  3. Contradomínio: como b < 0, D'_{f} = \left]-\infty,\, 3\right[.
  4. Monotonia: a base é menor do que 1 (decrescente) e b < 0 inverte: f é estritamente crescente.
  5. Interseção com Oy: f(0) = 3 - 2\left(\frac{1}{2}\right)^{-1} = 3 - 4 = -1, ponto (0,\,-1).
  6. Zero: 3 - 2\left(\frac{1}{2}\right)^{x-1} = 0 \iff \left(\frac{1}{2}\right)^{x-1} = \frac{3}{2}. Não é uma potência exata de \frac{1}{2}: guarda-se para a secção 9, onde os logaritmos resolvem o caso. Com a calculadora, x \approx 0{,}415.
  7. Limites: quando x \to -\infty, \left(\frac{1}{2}\right)^{x-1} \to +\infty e f(x) \to -\infty; quando x \to +\infty, f(x) \to 3.Repara na ordem de trabalho: primeiro identificam-se os quatro parâmetros, depois lê-se tudo o que eles dão. Só no fim é que se faz uma conta.
RespostaD'_{f} = \left]-\infty,3\right[; assíntota y = 3; crescente; (0,-1); zero \approx 0{,}415
Exemplo 6 Da descrição para a expressão

O gráfico de g obtém-se do gráfico de y = 2^{x} por esta ordem: uma reflexão no eixo Oy, seguida de uma translação de 3 unidades para cima e de uma dilatação vertical de fator 2.

Escreve uma expressão de g, indica o contradomínio e a equação da assíntota.

  1. Reflexão no eixo Oy: troca-se x por -x, e fica y = 2^{-x}.
  2. Translação de 3 para cima: soma-se 3 ao valor da função, e fica y = 2^{-x}+3.
  3. Dilatação vertical de fator 2: multiplica-se tudo por 2: g(x) = 2\left(2^{-x}+3\right) = 2^{-x+1}+6.
  4. Como 2^{-x} > 0, tem-se g(x) > 6: o contradomínio é \left]6,\,+\infty\right[ e a assíntota horizontal é y = 6.A ordem conta. Se a dilatação viesse antes da translação, o 3 não seria multiplicado por 2 e a assíntota seria y = 3.
Respostag(x) = 2^{-x+1}+6; D'_{g} = \left]6,\,+\infty\right[; assíntota y = 6

Laboratório · Os quatro parâmetros de y = b\,a^{x-c} + d

interativo

Põe b em 0 e repara que a curva desaparece — é por isso que se exige b \neq 0. Depois faz b negativo e vê o gráfico virar-se: o contradomínio muda de lado da assíntota, mas a assíntota fica onde estava.

Python Qual é o efeito de cada parâmetro?
def f(x, a, b, c, d):
    return b * a**(x - c) + d

print(' x      a^x    2*a^x   a^(x-1)  a^x + 3')
for x in range(-2, 4):
    print(x,
          round(f(x, 2, 1, 0, 0), 3),
          round(f(x, 2, 2, 0, 0), 3),
          round(f(x, 2, 1, 1, 0), 3),
          round(f(x, 2, 1, 0, 3), 3))

A terceira coluna é a primeira a dobrar; a quarta é a primeira deslocada uma linha para baixo; a quinta é a primeira mais 3. Três efeitos diferentes, visíveis só de olhar para os números.

Exercícios propostos

Doze exercícios sobre leitura de parâmetros, assíntotas, contradomínios e monotonia. Repara em que dois deles esbarram na mesma parede: uma equação que só se resolve com logaritmos.

Exercício 25§2 · assíntota e contradomínio

Indica a equação da assíntota horizontal do gráfico e o contradomínio de cada função, de domínio \mathbb{R}.

a) f(x) = 2^{x} + 5b) g(x) = 3^{x-4}c) h(x) = -2^{x} + 1d) j(x) = 4 \times 3^{x} - 2

Exercício 26§2 · descrever a transformação

Seja f(x) = 2^{x}. Descreve a transformação que leva o gráfico de f ao gráfico de cada uma das funções seguintes.

a) g(x) = 2^{x} - 3b) h(x) = 2^{x+2}c) p(x) = -2^{x}d) q(x) = 5 \times 2^{x}

Exercício 27§2 · interseções com os eixos

Determina as coordenadas dos pontos de interseção do gráfico de f(x) = 3^{x} - 9 com os eixos coordenados.

Exercício 28§2 · monotonia depois da transformação

Classifica cada função quanto à monotonia.

a) f(x) = 2^{x-3} + 1b) g(x) = -3 \times 2^{x}c) h(x) = 5 \times \left(\frac{1}{2}\right)^{x}d) j(x) = -\left(\frac{1}{3}\right)^{x} + 4

Exercício 29§2 · estudo completo

Considera f(x) = 8 - 2^{x+1}, de domínio \mathbb{R}.

a) Indica o contradomínio e a equação da assíntota do gráfico.b) Determina as coordenadas dos pontos de interseção com os eixos.c) Estuda a monotonia e indica \lim_{x \to -\infty} f(x) e \lim_{x \to +\infty} f(x).

Exercício 30§2 · da assíntota para a expressão

O gráfico de f(x) = b \times 2^{x} + d tem assíntota horizontal de equação y = -3 e interseta o eixo Oy no ponto de ordenada 1.

a) Determina b e d.b) Determina o zero de f.

Exercício 31§2 · escolha múltipla

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = a + b\,e^{x}, com a e b reais. Sabe-se que a reta de equação y = -1 é assíntota do gráfico de f e que o gráfico interseta Oy no ponto de ordenada 1.

Quais são os valores de a e de b?

  • (A)a = -1 e b = 2
  • (B)a = -1 e b = 1
  • (C)a = 1 e b = -1
  • (D)a = 1 e b = -2
Exercício 32§2 · quatro gráficos, quatro expressões

Associa cada função à descrição do seu gráfico.

a) f(x) = 2^{x} - 1b) g(x) = 2^{x-1}c) h(x) = 2 - 2^{x}d) j(x) = 2^{-x}

Descrições: I — passa em (0,\,1) e é decrescente; II — assíntota y = 2 e interseta Ox em x = 1; III — passa em (1,\,1) e tem assíntota y = 0; IV — interseta Ox na origem e tem assíntota y = -1.

Exercício 33§2 · um modelo com patamar

A temperatura, em graus Celsius, de um café, t minutos depois de servido, é modelada por

T(t) = 20 + 60 \times \left(\dfrac{1}{2}\right)^{t/10}, \qquad t \geq 0.

a) Qual era a temperatura do café no instante em que foi servido?b) Qual é a temperatura ao fim de 20 minutos?c) Interpreta o valor 20 que aparece na expressão.

Exercício 34§2 · uma dilatação disfarçada de translação

Mostra que o gráfico de g(x) = 2^{x-3} se pode obter do de f(x) = 2^{x} de duas maneiras diferentes: por uma translação horizontal e por uma contração vertical. Indica, em cada caso, o vetor ou o fator.

Explica por que razão isto não acontece com f(x) = x^{2}.

Exercício 35§2 · escrever com outra base

Considera f(x) = 5 \times 4^{x}, de domínio \mathbb{R}.

a) Escreve f na forma b \times 2^{kx}, indicando b e k.b) Mostra que f se pode também escrever na forma 2^{2x+c}, com c real, e explica por que razão c não é um número inteiro.c) Determina o valor exato de \dfrac{f(x+1)}{f(x)} e interpreta-o.

Exercício 36§2 · duas famílias que se cruzam

Sejam f(x) = 2^{x} + k e g(x) = 2^{-x}, com k real.

a) Mostra que, para k = 0, os gráficos se intersetam num único ponto e determina-o.b) Determina o valor de k para o qual os gráficos se intersetam no ponto de abcissa 1.c) Recorrendo à calculadora gráfica, determina para que valores de k os dois gráficos não se intersetam. Justifica a resposta com o comportamento de cada função.

A assíntota é y = d, o valor que se soma. O contradomínio fica de um lado de d — o sinal de b diz qual.

  1. a) d = 5 e b = 1 > 0: assíntota y = 5, D' = \left]5,\, +\infty\right[.
  2. b) d = 0: assíntota y = 0, D' = \mathbb{R}^{+}. A translação horizontal não mexe na assíntota.
  3. c) d = 1 e b = -1 < 0: assíntota y = 1, D' = \left]-\infty,\, 1\right[.
  4. d) d = -2 e b = 4 > 0: assíntota y = -2, D' = \left]-2,\, +\infty\right[.
Respostasa) y=5; \left]5,+\infty\right[ · b) y=0; \mathbb{R}^{+} · c) y=1; \left]-\infty,1\right[ · d) y=-2; \left]-2,+\infty\right[

O que está dentro do expoente mexe na horizontal (e ao contrário do que parece); o que está fora mexe na vertical.

  1. a) Translação associada ao vetor (0,\,-3): desce 3 unidades.
  2. b) Translação associada ao vetor (-2,\,0): desloca-se 2 unidades para a esquerda.
  3. c) Reflexão em relação ao eixo Ox.
  4. d) Dilatação vertical de fator 5.O sinal do c engana toda a gente: 2^{x+2} = 2^{x-(-2)}, logo c = -2 e o gráfico anda para a esquerda.
Respostasa) baixa 3 · b) 2 para a esquerda · c) reflexão em Ox · d) dilatação vertical de fator 5

Com Oy: faz x = 0. Com Ox: resolve f(x) = 0, reduzindo à mesma base.

  1. Com Oy: f(0) = 3^{0} - 9 = 1 - 9 = -8, logo o ponto é (0,\,-8).
  2. Com Ox: 3^{x} - 9 = 0 \iff 3^{x} = 3^{2} \iff x = 2, logo o ponto é (2,\,0).
Resposta(0,\,-8) e (2,\,0)

Duas coisas decidem: a base (maior ou menor do que 1) e o sinal de b. Um sinal negativo inverte a monotonia.

  1. a) Base 2 > 1 e b = 1 > 0: crescente. As translações não alteram a monotonia.
  2. b) Base 2 > 1 mas b = -3 < 0: decrescente.
  3. c) Base \frac{1}{2} < 1 e b = 5 > 0: decrescente.
  4. d) Base \frac{1}{3} < 1 (decrescente) e b = -1 < 0 (inverte): crescente.
Respostasa) crescente · b) decrescente · c) decrescente · d) crescente

Escreve f(x) = -2^{x+1} + 8 para identificar b e d sem hesitar.

  1. a) b = -1 < 0 e d = 8: D'_{f} = \left]-\infty,\, 8\right[ e a assíntota é y = 8.
  2. b) Com Oy: f(0) = 8 - 2 = 6, ponto (0,\,6). Com Ox: 8 - 2^{x+1} = 0 \iff 2^{x+1} = 2^{3} \iff x = 2, ponto (2,\,0).
  3. c) Estritamente decrescente. Quando x \to -\infty, 2^{x+1} \to 0 e f(x) \to 8; quando x \to +\infty, 2^{x+1} \to +\infty e f(x) \to -\infty.
Respostasa) \left]-\infty,8\right[; y = 8 · b) (0,6) e (2,0) · c) decrescente; 8 e -\infty

A assíntota dá d de imediato; a ordenada na origem dá b + d.

  1. a) Da assíntota, d = -3. De f(0) = b \times 1 + d = 1 vem b - 3 = 1, logo b = 4.
  2. b) 4 \times 2^{x} - 3 = 0 \iff 2^{x} = \dfrac{3}{4}. Como \frac{3}{4} não é potência inteira de 2, a solução exata só se escreve com um logaritmo — assunto da secção 6. Com a calculadora gráfica obtém-se x \approx -0{,}415.Aparece aqui, pela primeira vez, o limite do que se consegue fazer sem logaritmos: sabe-se que existe uma solução (a função é injetiva), mas não se sabe escrevê-la.
Ecrã da calculadora NumWorks com a interseção de y = 4 vezes 2 elevado a x com a reta y = 3, em x igual a menos 0,415
Com f(x) = 4 \times 2^{x} e g(x) = 3, na janela x \in [-3,\, 1], a interseção dá x = -0{,}4150375.
Respostasa) b = 4, d = -3 · b) x \approx -0{,}415

Quando x \to -\infty, e^{x} \to 0, logo f(x) \to a.

  1. A assíntota horizontal está em y = a, logo a = -1.
  2. f(0) = a + b\,e^{0} = a + b = 1, logo -1 + b = 1 e b = 2.
RespostaOpção (A)

Calcula f(0), o zero e a assíntota de cada uma. Basta uma dessas três informações para decidir.

  1. a) f(0) = 0 e assíntota y = -1IV.
  2. b) g(1) = 2^{0} = 1 e assíntota y = 0III.
  3. c) Assíntota y = 2 e 2 - 2^{x} = 0 \iff x = 1II.
  4. d) j(x) = \left(\frac{1}{2}\right)^{x}: decrescente e passa em (0,1)I.
Respostasa) IV · b) III · c) II · d) I

Na alínea c) pensa no que acontece a \left(\frac{1}{2}\right)^{t/10} quando t cresce muito.

  1. a) T(0) = 20 + 60 \times 1 = 80^{\circ}\mathrm{C}.
  2. b) T(20) = 20 + 60 \times \left(\frac{1}{2}\right)^{2} = 20 + 15 = 35^{\circ}\mathrm{C}.
  3. c) Quando t \to +\infty, \left(\frac{1}{2}\right)^{t/10} \to 0 e T(t) \to 20. O 20 é a temperatura ambiente — a assíntota horizontal do gráfico. O café arrefece até à temperatura da sala, e nunca abaixo dela.Sempre que num modelo aparece uma constante somada a uma exponencial decrescente, essa constante é o valor de equilíbrio. É a assinatura da lei do arrefecimento de Newton, que volta na secção 4.
Respostasa) 80^{\circ}\mathrm{C} · b) 35^{\circ}\mathrm{C} · c) é a temperatura ambiente, valor da assíntota

Aplica a regra a^{u-v} = \frac{a^{u}}{a^{v}} à expressão de g.

  1. Translação: g(x) = f(x-3), translação associada ao vetor (3,\,0).
  2. Contração vertical: g(x) = 2^{x-3} = \dfrac{2^{x}}{2^{3}} = \dfrac{1}{8}\,f(x) — contração vertical de fator \frac{1}{8}.
  3. Com f(x) = x^{2}, f(x-3) = (x-3)^{2} = x^{2} - 6x + 9, que não é múltiplo de x^{2}. A coincidência é exclusiva da exponencial e vem de a^{x-c} = a^{-c}\,a^{x}: no expoente, somar é multiplicar.É a mesma propriedade que faz com que, num modelo exponencial, «atrasar o relógio» e «mudar a unidade de medida» sejam a mesma coisa.
RespostaTranslação de vetor (3,0) ou contração vertical de fator \frac{1}{8}; porque a^{x-c} = a^{-c}a^{x}

Na alínea b) precisas de um número c tal que 2^{c} = 5. Existe? É inteiro?

  1. a) 4^{x} = \left(2^{2}\right)^{x} = 2^{2x}, logo f(x) = 5 \times 2^{2x}: b = 5 e k = 2.
  2. b) Seria preciso 2^{c} = 5. Como 2^{2} = 4 < 5 < 8 = 2^{3} e a exponencial é estritamente crescente, o tal c existe e está entre 2 e 3 — logo não é inteiro. Escrevê-lo exatamente exige um logaritmo: c = \log_{2} 5, notação que chega na secção 6.
  3. c) \dfrac{5 \times 4^{x+1}}{5 \times 4^{x}} = 4: a cada unidade de x, o valor fica multiplicado por 4.
Respostasa) b = 5, k = 2 · b) c tal que 2^{c} = 5, entre 2 e 3 · c) 4

Na alínea a) usa a mudança de variável y = 2^{x}. Na c) repara em que g é decrescente e toma todos os valores de \mathbb{R}^{+}, enquanto f é crescente com assíntota y = k.

  1. a) 2^{x} = 2^{-x} \iff x = -x \iff x = 0, pela injetividade. O ponto é (0,\,1).
  2. b) f(1) = g(1) \iff 2 + k = \dfrac{1}{2} \iff k = -\dfrac{3}{2}.
  3. c) f é estritamente crescente com contradomínio \left]k,\, +\infty\right[ e g é estritamente decrescente com contradomínio \mathbb{R}^{+}. A diferença f - g é estritamente crescente; quando x \to -\infty tende para -\infty, e quando x \to +\infty tende para +\infty. Há, portanto, sempre exatamente um ponto de interseção, seja qual for k: os gráficos intersetam-se sempre.A calculadora confirma, mas não prova. A justificação está na monotonia da diferença — o argumento completo, com o teorema de Bolzano-Cauchy, chega no capítulo das funções contínuas.
Ecrã da calculadora NumWorks com os gráficos de y = 2 elevado a x menos 5 e de y = 2 elevado a menos x a cruzarem-se uma só vez
Para k = -5: os gráficos de y = 2^{x} - 5 e de y = 2^{-x} encontram-se uma única vez, em x = 2{,}376452.
Respostasa) (0,\,1) · b) k = -\frac{3}{2} · c) para nenhum valor de k: intersetam-se sempre uma vez
03

Equações e inequações exponenciais

Uma equação exponencial resolve-se com uma ideia só: pôr os dois membros na mesma base. A partir daí é a injetividade que faz o trabalho. Quando isso não chega, muda-se de variável — e a equação exponencial transforma-se numa equação do 2.º grau.

Aprendizagens Essenciais
  • Resolver equações envolvendo funções exponenciais, em contexto de resolução de problemas, tanto analiticamente como graficamente.
  • Aplicar as propriedades operatórias das potências de expoente real na simplificação de expressões.

1 · A ideia central: a mesma base

Tudo assenta na injetividade estabelecida na secção 1:

Equações exponenciais

Para a > 0 e a \neq 1,

a^{u(x)} = a^{v(x)} \iff u(x) = v(x).
Exemplo 7 Três equações resolvidas pela mesma via
  1. 3^{x+1} = 81 \iff 3^{x+1} = 3^{4} \iff x + 1 = 4 \iff x = 3.
  2. 4^{x} = \dfrac{1}{\sqrt{2}} \iff 2^{2x} = 2^{-1/2} \iff 2x = -\dfrac{1}{2} \iff x = -\dfrac{1}{4}.Aqui o trabalho todo foi escolher a base 2. Com base 4 a conta ficava mais feia; com base \sqrt{2} também dava.
  3. e^{x^{2}} = \left(\dfrac{1}{e}\right)^{2x-1} \iff e^{x^{2}} = e^{-2x+1} \iff x^{2} + 2x - 1 = 0 \iff x = -1 \pm \sqrt{2}.
Respostasx = 3 · x = -\frac{1}{4} · x = -1 \pm \sqrt{2}

2 · Mudança de variável

Quando aparecem duas potências com a mesma base mas expoentes relacionados — 9^{x} e 3^{x}, 4^{x} e 2^{x}, e^{2x} e e^{x} — a equação é, disfarçadamente, do 2.º grau.

A condição que não se pode esquecer

Ao fazer y = a^{x}, fica automaticamente y > 0. Qualquer raiz negativa ou nula da equação do 2.º grau tem de ser rejeitada, e convém dizê-lo por escrito: a^{x} = -3 é uma condição impossível em \mathbb{R}.

Exemplo 8 3 \times 9^{x} + 1 = 4 \times 3^{x}
  1. Como 9^{x} = \left(3^{2}\right)^{x} = \left(3^{x}\right)^{2}, põe-se y = 3^{x}, com y > 0.
  2. A equação fica 3y^{2} + 1 = 4y \iff 3y^{2} - 4y + 1 = 0.
  3. y = \dfrac{4 \pm \sqrt{16 - 12}}{6} = \dfrac{4 \pm 2}{6}, logo y = 1 ou y = \dfrac{1}{3}. Ambos positivos: nenhum se rejeita.
  4. Volta-se a x: 3^{x} = 1 \iff x = 0 e 3^{x} = \dfrac{1}{3} \iff x = -1.
RespostaS = \{-1,\, 0\}

3 · Inequações: a monotonia manda

Numa inequação, tirar os expoentes já não é automático — é preciso olhar para a base.

Inequações exponenciais

Se a > 1 (função crescente), o sentido mantém-se:

a^{u(x)} < a^{v(x)} \iff u(x) < v(x).

Se 0 < a < 1 (função decrescente), o sentido inverte-se:

a^{u(x)} < a^{v(x)} \iff u(x) > v(x).
Exemplo 9 0{,}008 \leq 25^{x}
  1. 0{,}008 = \dfrac{8}{1000} = \dfrac{1}{125} = 5^{-3} e 25^{x} = 5^{2x}.
  2. A inequação fica 5^{-3} \leq 5^{2x}.
  3. A base é 5 > 1, logo o sentido mantém-se: -3 \leq 2x \iff x \geq -\dfrac{3}{2}.
RespostaS = \left[-\dfrac{3}{2},\, +\infty\right[
Exemplo 10 2^{x} + 2^{2-x} \leq 5
  1. 2^{2-x} = \dfrac{2^{2}}{2^{x}} = \dfrac{4}{2^{x}}. Com y = 2^{x} > 0, vem y + \dfrac{4}{y} \leq 5.
  2. Como y > 0, multiplica-se por y sem trocar o sentido: y^{2} - 5y + 4 \leq 0 \iff (y-1)(y-4) \leq 0 \iff 1 \leq y \leq 4.
  3. Volta-se a x: 2^{0} \leq 2^{x} \leq 2^{2} e, sendo a base maior do que 1, 0 \leq x \leq 2.Multiplicar uma inequação por y só é legítimo por se saber que y > 0. Se o sinal fosse desconhecido, seria preciso estudar os dois casos.
RespostaS = [0,\, 2]
Onde é que este método falha

Em 2^{x} = 5 não há nenhuma maneira de escrever 5 como potência exata de 2. A solução existe e é única — a função é injetiva e toma todos os valores positivos —, mas não se escreve com as ferramentas desta secção. É precisamente para isso que serve o logaritmo, na secção 6. Até lá, a resposta a estes casos é gráfica, com a calculadora.

Laboratório · a^{x} = k: uma solução, sempre

interativo

Desce k abaixo de zero: a reta horizontal deixa de encontrar a curva e a equação passa a ser impossível. Para k > 0 há sempre exatamente um ponto de encontro — é a injetividade a ser vista de lado. Repara em que quase nunca a abcissa é um número «bonito»: é essa a razão de ser dos logaritmos.

Python Procurar a solução de 2^{x} = 5 por bissecção
a, b = 2.0, 3.0

for passo in range(25):
    m = (a + b) / 2
    if 2**m < 5:
        a = m
    else:
        b = m
    if passo % 5 == 0:
        print(passo, round(m, 8))

print('solucao :', round((a+b)/2, 8))
print('2^x     :', 2**((a+b)/2))

Ao fim de 25 passos o valor está certo até à sétima casa decimal: 2{,}3219281. Guarda este número — na secção 6 vai ter nome, \log_{2} 5. Troca o 5 por 8 e a bissecção devolve exatamente 3.

Exercícios propostos

Doze exercícios: reduzir à mesma base, mudar de variável, fatorizar e resolver inequações sem trocar o sentido por descuido. Dois deles acabam num impasse propositado — a solução existe, mas ainda não se sabe escrever.

Exercício 37§3 · mesma base

Resolve, em \mathbb{R}, sem recorrer à calculadora.

a) 2^{x} = 32b) 3^{x-1} = 81c) 5^{2x} = 125d) 10^{x} = 0{,}001

Exercício 38§3 · raízes no segundo membro

Resolve, em \mathbb{R}, sem recorrer à calculadora.

a) 4^{x} = \dfrac{1}{\sqrt{2}}b) 9^{x} = \sqrt[3]{3}c) e^{x-2} = \dfrac{1}{\sqrt{e}}d) \left(\dfrac{1}{2}\right)^{x} = 8

Exercício 39§3 · inequações simples

Resolve, em \mathbb{R}, e apresenta o conjunto-solução em forma de intervalo.

a) 2^{x} > 16b) 3^{x} \leq \dfrac{1}{9}c) \left(\dfrac{1}{2}\right)^{x} < \dfrac{1}{8}d) e^{-x} > 1

Exercício 40§3 · equação com expoente do 2.º grau

Resolve, em \mathbb{R}, a equação 2^{x^{2}-x} = 4.

Exercício 41§3 · mudança de variável

Resolve, em \mathbb{R}, sem recorrer à calculadora.

a) 4^{x} - 5 \times 2^{x} + 4 = 0b) 3^{2x} - 4 \times 3^{x} + 3 = 0

Exercício 42§3 · uma solução a rejeitar

Resolve, em \mathbb{R}, a equação e^{2x} + e^{x} - 6 = 0, sem recorrer à calculadora.

Exercício 43§3 · inequação com mudança de variável

Resolve, em \mathbb{R}, a inequação 2^{x} + 2^{2-x} \leq 5.

Exercício 44§3 · escolha múltipla

Qual é o conjunto dos números reais que são solução da inequação e^{-x} > \dfrac{1}{e}?

  • (A)\left]-\infty,\, -1\right[
  • (B)\left]-\infty,\, 1\right[
  • (C)\left]-1,\, +\infty\right[
  • (D)\left]1,\, +\infty\right[
Exercício 45§3 · fatorizar em vez de resolver

Resolve, em \mathbb{R}, a equação x\,e^{x} - 3e^{x} = 0, sem recorrer à calculadora.

Exercício 46§3 · quando os expoentes não fecham

Resolve, em \mathbb{R}, sem recorrer à calculadora.

a) 3 \times 9^{x} + 1 = 4 \times 3^{x}b) e^{x^{2}} = \left(\dfrac{1}{e}\right)^{2x-1}

Exercício 47§3 · uma equação com parâmetro

Considera a equação 4^{x} - (k+1)\,2^{x} + k = 0, com k real.

a) Mostra que x = 0 é solução, seja qual for k.b) Determina, em função de k, as restantes soluções, e indica para que valores de k a equação tem exatamente uma solução.

Exercício 48§3 · uma soma e um produto

Sejam u e v números reais tais que e^{u} + e^{v} = 10 e e^{u} \times e^{v} = 21.

a) Determina os valores possíveis de e^{u} e de e^{v}.b) Determina o valor exato de e^{u+v}.c) Mostra que e^{2u} + e^{2v} = 58.

Escreve o segundo membro como potência da mesma base e iguala os expoentes.

  1. a) 2^{x} = 2^{5} \iff x = 5.
  2. b) 3^{x-1} = 3^{4} \iff x - 1 = 4 \iff x = 5.
  3. c) 5^{2x} = 5^{3} \iff 2x = 3 \iff x = \dfrac{3}{2}.
  4. d) 10^{x} = 10^{-3} \iff x = -3.
Respostasa) 5 · b) 5 · c) \frac{3}{2} · d) -3

Reduz os dois membros à mesma base, transformando raízes em expoentes fracionários.

  1. a) 2^{2x} = 2^{-1/2} \iff 2x = -\dfrac{1}{2} \iff x = -\dfrac{1}{4}.
  2. b) 3^{2x} = 3^{1/3} \iff 2x = \dfrac{1}{3} \iff x = \dfrac{1}{6}.
  3. c) e^{x-2} = e^{-1/2} \iff x - 2 = -\dfrac{1}{2} \iff x = \dfrac{3}{2}.
  4. d) 2^{-x} = 2^{3} \iff -x = 3 \iff x = -3.
Respostasa) -\frac{1}{4} · b) \frac{1}{6} · c) \frac{3}{2} · d) -3

Base maior do que 1: o sentido da desigualdade mantém-se. Base entre 0 e 1: inverte-se.

  1. a) 2^{x} > 2^{4} \iff x > 4. S = \left]4,\, +\infty\right[.
  2. b) 3^{x} \leq 3^{-2} \iff x \leq -2. S = \left]-\infty,\, -2\right].
  3. c) \left(\frac{1}{2}\right)^{x} < \left(\frac{1}{2}\right)^{3}; a base é menor do que 1, logo x > 3. S = \left]3,\, +\infty\right[.
  4. d) e^{-x} > e^{0} \iff -x > 0 \iff x < 0. S = \mathbb{R}^{-}.
Respostasa) \left]4,+\infty\right[ · b) \left]-\infty,-2\right] · c) \left]3,+\infty\right[ · d) \mathbb{R}^{-}

Reduz à mesma base e resolve a equação do 2.º grau que aparece nos expoentes.

  1. 2^{x^{2}-x} = 2^{2} \iff x^{2} - x = 2, pela injetividade.
  2. x^{2} - x - 2 = 0 \iff x = \dfrac{1 \pm \sqrt{1+8}}{2} = \dfrac{1 \pm 3}{2}.
  3. x = 2 \lor x = -1.
RespostaS = \{-1,\, 2\}

Em a) faz y = 2^{x} e repara em que 4^{x} = y^{2}. Não te esqueças de que y > 0.

  1. a) Com y = 2^{x} > 0: y^{2} - 5y + 4 = 0 \iff y = 1 \lor y = 4.
  2. Voltando a x: 2^{x} = 1 \iff x = 0 e 2^{x} = 4 \iff x = 2.
  3. b) Com y = 3^{x} > 0: y^{2} - 4y + 3 = 0 \iff y = 1 \lor y = 3.
  4. 3^{x} = 1 \iff x = 0 e 3^{x} = 3 \iff x = 1.
Respostasa) S = \{0,\, 2\} · b) S = \{0,\, 1\}

Com y = e^{x}, uma das raízes da equação do 2.º grau é negativa. O que se faz com ela?

  1. Com y = e^{x}, e sabendo que y > 0: y^{2} + y - 6 = 0.
  2. y = \dfrac{-1 \pm \sqrt{1+24}}{2} = \dfrac{-1 \pm 5}{2}, ou seja y = 2 \lor y = -3.
  3. y = -3 rejeita-se: e^{x} = -3 é impossível, porque a exponencial é sempre positiva.
  4. Resta e^{x} = 2. Este valor não é uma potência exata de e: a solução escreve-se x = \ln 2, notação que chega na secção 6. Com a calculadora, x \approx 0{,}693.Rejeitar a raiz negativa não é um pormenor: é a condição y > 0 da mudança de variável, e vale metade da cotação num item de exame.
Respostae^{x} = 2, isto é x \approx 0{,}693 (na secção 6 escreve-se x = \ln 2)

Escreve 2^{2-x} = \dfrac{4}{2^{x}} e faz y = 2^{x}. Ao multiplicar pela incógnita, lembra-te de que y > 0.

  1. 2^{2-x} = \dfrac{2^{2}}{2^{x}} = \dfrac{4}{2^{x}}. Com y = 2^{x} > 0, a inequação fica y + \dfrac{4}{y} \leq 5.
  2. Como y > 0, pode multiplicar-se por y sem trocar o sentido: y^{2} + 4 \leq 5y \iff y^{2} - 5y + 4 \leq 0.
  3. As raízes são 1 e 4; a parábola tem concavidade voltada para cima, logo 1 \leq y \leq 4.
  4. Voltando a x: 2^{0} \leq 2^{x} \leq 2^{2} e, como a base é maior do que 1, 0 \leq x \leq 2.
RespostaS = [0,\, 2]

Escreve \frac{1}{e} como potência de e. A base é maior do que 1.

  1. e^{-x} > e^{-1}.
  2. Como e > 1, a exponencial é crescente e o sentido mantém-se: -x > -1 \iff x < 1.
RespostaOpção (B)

Não dividas por e^{x} antes de pensar: põe e^{x} em evidência e usa a lei do anulamento do produto.

  1. x\,e^{x} - 3e^{x} = 0 \iff e^{x}(x - 3) = 0.
  2. Pela lei do anulamento do produto: e^{x} = 0 \lor x - 3 = 0.
  3. e^{x} = 0 é impossível — a exponencial nunca se anula. Resta x = 3.É este passo que aparece em quase todos os itens de exame com produtos de exponenciais: o fator exponencial é sempre positivo, logo nunca contribui com soluções. Convém dizê-lo por escrito.
RespostaS = \{3\}

Em a) começa por escrever 9^{x} em base 3. Em b) escreve \frac{1}{e} como e^{-1}.

  1. a) 9^{x} = 3^{2x} = \left(3^{x}\right)^{2}. Com y = 3^{x} > 0: 3y^{2} + 1 = 4y \iff 3y^{2} - 4y + 1 = 0.
  2. y = \dfrac{4 \pm \sqrt{16-12}}{6} = \dfrac{4 \pm 2}{6}, ou seja y = 1 \lor y = \dfrac{1}{3}. Ambos positivos.
  3. 3^{x} = 1 \iff x = 0 e 3^{x} = \dfrac{1}{3} \iff x = -1.
  4. b) e^{x^{2}} = e^{-(2x-1)} = e^{-2x+1} \iff x^{2} = -2x + 1 \iff x^{2} + 2x - 1 = 0.
  5. x = \dfrac{-2 \pm \sqrt{4+4}}{2} = \dfrac{-2 \pm 2\sqrt{2}}{2} = -1 \pm \sqrt{2}.
Respostasa) S = \{-1,\, 0\} · b) S = \left\{-1-\sqrt{2},\, -1+\sqrt{2}\right\}

Com y = 2^{x}, a equação do 2.º grau em y tem soma k+1 e produto k. Isso identifica logo as raízes.

  1. a) Com x = 0: 1 - (k+1) + k = 1 - k - 1 + k = 0. Verifica-se sempre.
  2. b) Com y = 2^{x} > 0: y^{2} - (k+1)y + k = 0. Como a soma das raízes é k+1 e o produto é k, as raízes são y = 1 e y = k. Logo y^{2} - (k+1)y + k = (y-1)(y-k).
  3. 2^{x} = 1x = 0 — é a solução da alínea anterior. 2^{x} = k só tem solução se k > 0, e nesse caso a solução é única (a exponencial é injetiva).
  4. Assim: se k \leq 0, a única solução é x = 0; se k = 1, as duas condições dão a mesma solução x = 0; se k > 0 e k \neq 1, há duas soluções.A equação tem exatamente uma solução para k \leq 0 ou k = 1. Repara em que a condição y > 0 não é uma formalidade: é ela que faz desaparecer metade dos casos.
Respostasa) 1-(k+1)+k=0 · b) 2^{x} = k, com solução só se k>0; solução única para k \leq 0 ou k = 1

Dois números de que se conhece a soma e o produto são as raízes de t^{2} - St + P = 0.

  1. a) e^{u} e e^{v} são as raízes de t^{2} - 10t + 21 = 0, ou seja t = 3 e t = 7. Logo \{e^{u},\, e^{v}\} = \{3,\, 7\}.
  2. b) e^{u+v} = e^{u} \times e^{v} = 21.
  3. c) e^{2u} + e^{2v} = \left(e^{u}\right)^{2} + \left(e^{v}\right)^{2} = \left(e^{u} + e^{v}\right)^{2} - 2\,e^{u}e^{v} = 100 - 42 = 58.Em nenhum momento foi preciso saber quanto valem u e v. Tratar e^{u} como um número e usar as regras operatórias resolve o problema todo.
Respostasa) 3 e 7 · b) 21 · c) 100 - 42 = 58
04

Crescimento e decaimento exponencial

Juros, bactérias, medicamentos no sangue, carbono-14, um café a arrefecer. São situações diferentes com a mesma matemática por baixo: em cada intervalo de tempo igual, a grandeza fica multiplicada pelo mesmo fator. Esta secção mostra como se lê um modelo desses — e o que ainda não se consegue fazer sem logaritmos.

Aprendizagens Essenciais
  • Apresentar a função exponencial num contexto de resolução de problemas de crescimento e decrescimento exponencial, como por exemplo o crescimento de bactérias, o arrefecimento de um café e o decaimento radioativo.
  • Resolver, graficamente, equações envolvendo funções exponenciais em contexto de resolução de problemas.
  • Resolver problemas de modelação que envolvam a função exponencial, como o cálculo da taxa de juro anual nominal, ou que envolvam a função logística.

1 · A assinatura de um modelo exponencial

Modelo exponencial

Uma grandeza segue um modelo exponencial quando

N(t) = N_{0}\,a^{t}, \qquad N_{0} > 0,\ a > 0,

em que N_{0} é o valor no instante inicial e a é o fator de crescimento por unidade de tempo. Se a > 1 há crescimento; se 0 < a < 1, decaimento.

Como reconhecer um destes modelos? Pelo quociente:

\dfrac{N(t+1)}{N(t)} = \dfrac{N_{0}\,a^{t+1}}{N_{0}\,a^{t}} = a,

que não depende de t. Num modelo linear é a diferença N(t+1) - N(t) que é constante; num modelo exponencial é o quociente. Este cálculo — mostrar que uma razão é constante e interpretá-la — é um clássico do Exame.

Percentagens

Se algo cresce p\% por período, então a = 1 + \frac{p}{100}; se decresce p\%, então a = 1 - \frac{p}{100}. Um decrescimento de 12\% ao ano dá a = 0{,}88 — e ao fim de 5 anos resta 0{,}88^{5} \approx 53\%, e não 100\% - 5 \times 12\% = 40\%. As percentagens não se somam; os fatores multiplicam-se.

2 · Tempo de duplicação e semivida

Definição

O tempo de duplicação T de um modelo crescente é o tempo ao fim do qual a grandeza duplica, seja qual for o instante de partida. A semivida de um modelo decrescente é o tempo ao fim do qual a grandeza se reduz a metade.

Com eles, o modelo escreve-se na forma mais legível de todas:

N(t) = N_{0}\,2^{t/T} \qquad\qquad m(t) = m_{0}\left(\dfrac{1}{2}\right)^{t/T}.
t (dias) m (mg) 4 8 12 16 5 10 20 40 cada 4 dias, metade
Decaimento com semivida de 4 dias: 40 \to 20 \to 10 \to 5. O que é constante não é o que se perde — é a fração que se perde. Por isso a curva se aproxima do eixo sem nunca lá chegar.

3 · A base e nos modelos

Na prática, quase todos os modelos aparecem escritos com a base e:

N(t) = N_{0}\,e^{kt}.

Não há aqui nada de novo — é a mesma coisa com outra roupa, porque e^{kt} = \left(e^{k}\right)^{t}, ou seja a = e^{k}. A vantagem é que o sinal de k diz logo tudo: k > 0 é crescimento, k < 0 é decaimento, e |k| mede a rapidez.

Três modelos que aparecem sempre

Decaimento radioativo: m(t) = m_{0}\,e^{-k(t - t_{0})}, com k > 0. m_{0} é a massa inicial e k a constante de desintegração.

Crescimento populacional: P(t) = P_{0}\,e^{k(t-t_{0})}, com k > 0.

Lei do arrefecimento de Newton: a temperatura de um corpo numa sala a T_{a} graus é

T(t) = T_{a} + (T_{0} - T_{a})\,e^{-k(t-t_{0})},

em que T_{0} é a temperatura inicial. Quando t \to +\infty, T(t) \to T_{a}: o corpo aproxima-se da temperatura ambiente, sem nunca lá chegar.

Um quarto modelo: o logístico

Nenhuma população cresce para sempre. Quando o meio tem capacidade limitada, o modelo é o logístico:

N(t) = \dfrac{C}{1 + k\,e^{-\lambda t}}, \qquad C, k, \lambda > 0.

No início cresce quase como uma exponencial; depois trava e aproxima-se de C, a capacidade de carga. Repara em que N(t) < C sempre, porque o denominador é maior do que 1.

Exemplo 11 Um medicamento no sangue

A concentração de um medicamento no sangue, em mg por litro, t horas após a toma, é C(t) = 4\,e^{-0{,}25t}.

  1. Concentração inicial: C(0) = 4 mg/L.
  2. Ao fim de 8 horas: C(8) = 4e^{-2} \approx 0{,}54 mg/L.
  3. Fator por hora: \dfrac{C(t+1)}{C(t)} = e^{-0{,}25} \approx 0{,}779. Em cada hora perde-se cerca de 22\% da concentração existente.
  4. Quando desce abaixo de 1 mg/L? É preciso resolver 4e^{-0{,}25t} = 1, ou seja e^{-0{,}25t} = 0{,}25. Não é uma potência exata de e: com a calculadora gráfica, a interseção dá t \approx 5{,}5 horas.A última alínea é o muro desta secção. Sabemos que a solução existe e é única, e a calculadora dá-a com a precisão que quisermos — mas escrevê-la exatamente exige o logaritmo, na secção 10.
Ecrã da calculadora NumWorks com a interseção de y igual a 4 vezes e elevado a menos 0,25t com a reta y igual a 1
Interseção de y = 4e^{-0{,}25x} com y = 1: x = 5{,}545177, ou seja cerca de 5 horas e 33 minutos.
Respostas4 mg/L · \approx 0{,}54 mg/L · fator e^{-0{,}25} \approx 0{,}78 · t \approx 5{,}5 h
Exemplo 12 Uma cultura de bactérias, e o tempo de duplicação

Numa cultura, o número de bactérias cresce exponencialmente. Havia 500 bactérias no instante inicial e 2000 quatro horas depois.

a) Escreve o modelo na forma N(t) = N_{0}a^{t}, com t em horas.b) Determina o tempo de duplicação.c) Escreve o mesmo modelo na forma N(t) = N_{0}e^{kt}, com k arredondado às centésimas.

  1. a) De N(0) = 500 vem N_{0} = 500. De N(4) = 2000: 500a^{4} = 2000 \iff a^{4} = 4 \iff a = \sqrt[4]{4} = \sqrt{2}, já que a base tem de ser positiva. Logo N(t) = 500\left(\sqrt{2}\right)^{t}.
  2. b) Duplicar é passar de N_{0} a 2N_{0}, ou seja a^{T} = 2: \left(\sqrt{2}\right)^{T} = 2 \iff 2^{\frac{T}{2}} = 2^{1} \iff T = 2. O número de bactérias duplica de duas em duas horas.
  3. c) Igualando as duas formas, e^{k} = a = \sqrt{2}, logo k = \ln\sqrt{2} = \frac{1}{2}\ln 2 \approx 0{,}35, e N(t) \approx 500e^{0{,}35t}.As duas formas descrevem o mesmo crescimento. A primeira lê-se melhor («multiplica por \sqrt{2} por hora»); a segunda é a que se deriva sem trabalho.
Respostasa) N(t) = 500\left(\sqrt{2}\right)^{t} · b) 2 horas · c) k \approx 0{,}35

Laboratório · Meia-vida e duplicação em N(t) = N_{0}\,e^{kt}

interativo

Repara em que os degraus têm sempre a mesma largura, esteja a curva alta ou baixa: é isso que significa ter semivida constante. Passa k para valores positivos e os degraus passam a duplicações.

NumWorks Resolver graficamente o que ainda não sabemos resolver
  1. Tecla casa, aplicação Funções, separador Expressões. Em «Adicionar um elemento» escreve as duas funções do exemplo do capital: f(x) = 4000 \times 1{,}025^{x} e g(x) = 5000.

    O x vem da tecla x,n,t e o expoente da tecla ^. Repara em que a máquina já classifica cada linha: «Função exponencial» e «Função constante».

    Separador Expressões da aplicação Funções da NumWorks, com f(x)=4000 vezes 1,025 elevado a x e g(x)=5000
    As duas expressões escritas. Em baixo, «Traçar o gráfico» e «Exibir os valores».
  2. Escolhe Traçar o gráfico. O primeiro desenho quase nunca serve: a janela automática vai de -500 a 200 em x e a exponencial fica esmagada contra o eixo vertical.

    É o erro mais comum no Exame — responder a partir de uma janela que não mostra o que interessa. A janela faz parte da resposta.

    Gráfico da NumWorks na janela automática, com a exponencial esmagada junto ao eixo vertical
    Janela automática. A reta y = 5000 vê-se bem; a exponencial, não.
  3. Com o gráfico à vista, sobe até ao painel de cima e abre Eixos. Em Eixo do X, desliga o Auto e escreve Mínimo 0 e Máximo 15 — os quinze primeiros anos do depósito.

    Depois de desligar o Auto, o Passo pode ficar como está. O eixo do y ajusta-se sozinho ao que a janela em x mostrar.

    Painel Eixo do X da NumWorks, com Auto ligado, Mínimo menos 555,1649 e Máximo 290,7624
    O painel Eixo do X tal como aparece: Auto ligado e uma janela que não serve. É aqui que se escreve [0,\, 15].
  4. De volta ao gráfico, abre o painel Cálculo. A máquina pergunta primeiro sobre que função queres trabalhar — escolhe f(x).

    Neste painel estão também Zeros, Máximo e Mínimo. Vais precisar deles noutras secções.

    Painel Cálculo da NumWorks a pedir sobre que função trabalhar, com f(x) e g(x) na lista
    O painel Cálculo começa por pedir a função.
  5. Segue por EncontrarPonto de interseção. A máquina devolve x = 9{,}036855: é aí que o capital atinge os 5000 €.

    O valor lê-se em baixo, no rodapé do ecrã. Como o juro só é creditado no fim de cada ano, a resposta ao problema é 10 anos — a calculadora dá o instante, a interpretação é tua.

    Ecrã da NumWorks com o ponto de interseção assinalado em x igual a 9,036855
    Janela [0,\, 15], ponto de interseção assinalado: x = 9{,}036855.
Python Descobrir se um modelo é linear ou exponencial
dados = [15, 22.5, 33.8, 50.6, 75.9, 113.9]

print('t   valor   diferenca   quociente')
for i in range(1, len(dados)):
    dif = dados[i] - dados[i-1]
    quo = dados[i] / dados[i-1]
    print(i, dados[i], round(dif, 2), round(quo, 3))

As diferenças crescem, os quocientes ficam em 1{,}5: o modelo é exponencial, com N(t) = 15 \times 1{,}5^{t}. Troca a lista por [15, 25, 35, 45, 55] e vê a coluna do meio ficar constante.

Exercícios propostos

Doze exercícios de modelação: ler um modelo, mostrar que uma razão é constante, usar semividas e resolver graficamente o que ainda não se sabe resolver de outra maneira.

Exercício 49§4 · ler o modelo

Uma cultura de bactérias evolui segundo N(t) = 250 \times 3^{t}, com t em horas.

a) Quantas bactérias havia no instante inicial?b) E ao fim de 2 horas?c) Ao fim de quanto tempo havia 6750 bactérias?

Exercício 50§4 · semivida

Uma amostra de 80 mg de uma substância radioativa tem semivida de 6 anos.

a) Escreve a massa m(t), em miligramas, em função do tempo t, em anos.b) Que massa resta ao fim de 18 anos?c) Ao fim de quantos anos restam 5 mg?

Exercício 51§4 · juro composto

Depositam-se 4000 euros a uma taxa de juro composto anual de 2{,}5\%.

a) Escreve o capital acumulado C(n) ao fim de n anos.b) Determina C(10), arredondado aos cêntimos.c) Recorrendo à calculadora gráfica, determina ao fim de quantos anos completos o capital ultrapassa 5000 euros.

Exercício 52§4 · arrefecimento

Um corpo aquecido arrefece numa sala a 18^{\circ}\mathrm{C} segundo T(t) = 18 + 62\,e^{-0{,}04t}, com t em minutos.

a) Qual era a temperatura inicial do corpo?b) Qual é a temperatura ao fim de 30 minutos? Apresenta o resultado arredondado às décimas.c) Qual é a temperatura de que o corpo se aproxima ao fim de muito tempo? Justifica.

Exercício 53§4 · a razão constante

O número de utilizadores de uma aplicação, t dias após o lançamento, é dado por U(t) = 1800\,e^{0{,}15t}.

a) Mostra que \dfrac{U(t+1)}{U(t)} é constante e determina o seu valor, arredondado às centésimas.b) Interpreta esse valor no contexto do problema.c) Determina, com a calculadora gráfica, ao fim de quantos dias o número de utilizadores atinge 10\,000. Apresenta o resultado arredondado às unidades.

Exercício 54§4 · determinar os parâmetros

A massa de uma substância, em gramas, é dada por m(t) = m_{0}\,a^{t}, com t em horas. Sabe-se que m(0) = 90 e m(3) = 10.

a) Determina m_{0} e o valor exato de a.b) Determina a massa ao fim de 6 horas.c) Justifica que a massa nunca chega a ser zero.

Exercício 55§4 · escolha múltipla

Uma substância radioativa decresce de acordo com y = y_{0}\,0{,}88^{t}, em que y_{0} é a quantidade inicial e y a quantidade ao fim de t anos. Que percentagem, aproximada, da quantidade inicial resta ao fim de cinco anos?

  • (A)88\%
  • (B)12\%
  • (C)53\%
  • (D)47\%
Exercício 56§4 · comparar dois modelos

Duas populações de insetos evoluem segundo A(t) = 500\,e^{0{,}08t} e B(t) = 1200\,e^{0{,}03t}, com t em dias.

a) Qual das populações é maior no instante inicial?b) Recorrendo à calculadora gráfica, determina ao fim de quantos dias as duas populações são iguais. Apresenta o resultado arredondado às unidades.c) Justifica, sem recorrer à calculadora, que a partir desse instante a população A é sempre maior do que a população B.

Exercício 57§4 · o modelo logístico

O número de nenúfares de um lago, t dias depois de terem sido introduzidos, é dado por

N(t) = \dfrac{120}{1 + 7\,e^{-0{,}2t}}, \qquad t \geq 0.

a) Quantos nenúfares foram introduzidos?b) Quantos há ao fim de 7 dias? Apresenta o resultado arredondado às unidades.c) Mostra que N(t) < 120 para todo o t \geq 0 e interpreta o número 120 no contexto do problema.

Exercício 58§4 · duplicar e reduzir a metade

Uma população cresce segundo P(t) = P_{0}\,a^{t}, com a > 1. Chama-se tempo de duplicação ao número T tal que P(t+T) = 2P(t), para todo o t.

a) Mostra que T não depende de t, e que fica determinado pela condição a^{T} = 2.b) Determina T quando a = \sqrt[5]{2}.c) Mostra que, se T é o tempo de duplicação, então P(t) = P_{0}\,2^{t/T}.

Exercício 59§4 · datação por carbono-14

A quantidade de carbono-14 numa amostra segue Q(t) = Q_{0}\,e^{-kt}, com t em anos e k > 0. Sabe-se que a semivida do carbono-14 é de 5730 anos.

a) Mostra que e^{-5730k} = \dfrac{1}{2}.b) Recorrendo à calculadora gráfica, determina k arredondado a sete casas decimais.c) Numa amostra encontrou-se 25\% do carbono-14 esperado num organismo vivo. Determina a idade da amostra, sem recorrer à calculadora a não ser para cálculos numéricos.

Exercício 60§4 · o juro e o número e

Um capital de 1 euro rende 100\% ao ano. Se o juro for capitalizado n vezes por ano, ao fim de um ano o capital é C_{n} = \left(1 + \dfrac{1}{n}\right)^{n}.

a) Calcula C_{1}, C_{2}, C_{12} e C_{365}, com quatro casas decimais.b) Compara os resultados com e e comenta.c) Explica por que razão C_{n} não cresce indefinidamente, apesar de o expoente crescer.

Na alínea c) resolve 3^{t} = 27, depois de dividir por 250.

  1. a) N(0) = 250 bactérias.
  2. b) N(2) = 250 \times 9 = 2250 bactérias.
  3. c) 250 \times 3^{t} = 6750 \iff 3^{t} = 27 \iff t = 3 horas.
Respostasa) 250 · b) 2250 · c) 3 horas

Semivida T significa m(t) = m_{0} \left(\frac{1}{2}\right)^{t/T}.

  1. a) m(t) = 80 \left(\dfrac{1}{2}\right)^{t/6}.
  2. b) 18 = 3 \times 6, logo três semividas: 80 \to 40 \to 20 \to 10. Restam 10 mg.
  3. c) 5 = \dfrac{80}{16} = 80 \times \left(\frac{1}{2}\right)^{4}: são quatro semividas, ou seja 24 anos.
Respostasa) m(t) = 80\left(\frac{1}{2}\right)^{t/6} · b) 10 mg · c) 24 anos

Na alínea c) representa y = 4000 \times 1{,}025^{x} e y = 5000 e procura a interseção.

  1. a) C(n) = 4000 \times 1{,}025^{n} euros.
  2. b) C(10) = 4000 \times 1{,}025^{10} \approx 5120{,}34 euros.
  3. c) A interseção ocorre em x \approx 9{,}04. Como o juro só é creditado ao fim de cada ano completo, o capital ultrapassa 5000 euros ao fim de 10 anos.
Ecrã da calculadora NumWorks com a interseção de y igual a 4000 vezes 1,025 elevado a x com a reta y igual a 5000
Interseção de y = 4000 \times 1{,}025^{x} com y = 5000, na janela x \in [0,\, 15]: x = 9{,}036855. Como o juro só é creditado no fim de cada ano, a resposta é 10 anos.
Respostasa) C(n) = 4000 \times 1{,}025^{n} · b) \approx 5120{,}34 € · c) 10 anos

Na alínea c) pensa no que acontece a e^{-0{,}04t} quando t \to +\infty.

  1. a) T(0) = 18 + 62 = 80^{\circ}\mathrm{C}.
  2. b) T(30) = 18 + 62\,e^{-1{,}2} \approx 18 + 18{,}67 \approx 36{,}7^{\circ}\mathrm{C}.
  3. c) Quando t \to +\infty, e^{-0{,}04t} \to 0 e T(t) \to 18: aproxima-se da temperatura ambiente, sem nunca a atingir.
Respostasa) 80^{\circ}\mathrm{C} · b) \approx 36{,}7^{\circ}\mathrm{C} · c) 18^{\circ}\mathrm{C}, a temperatura ambiente

Na alínea a) usa \frac{e^{u}}{e^{v}} = e^{u-v}: o t desaparece.

  1. a) \dfrac{U(t+1)}{U(t)} = \dfrac{1800\,e^{0{,}15(t+1)}}{1800\,e^{0{,}15t}} = e^{0{,}15} \approx 1{,}16. Não depende de t.
  2. b) Em cada dia que passa o número de utilizadores fica multiplicado por 1{,}16: cresce, aproximadamente, 16\% por dia.
  3. c) Representando y = 1800\,e^{0{,}15x} e y = 10000, a interseção ocorre em x \approx 11{,}43. Ao fim de 12 dias completos o número de utilizadores já ultrapassou 10\,000.A constante e^{k} é o fator de crescimento por unidade de tempo; e k é, aproximadamente, a taxa de crescimento quando k é pequeno — e^{0{,}15} \approx 1{,}16, ou seja perto de 15\%.
Ecrã da calculadora NumWorks com a interseção de y igual a 1800 vezes e elevado a 0,15x com a reta y igual a 10000
Interseção de y = 1800\,e^{0{,}15x} com y = 10\,000, na janela x \in [0,\, 20]: x = 11{,}43199.
Respostasa) e^{0{,}15} \approx 1{,}16 · b) cresce cerca de 16\% por dia · c) 12 dias

De a^{3} = \frac{1}{9} tira-se a elevando ambos os membros a \frac{1}{3}.

  1. a) m_{0} = m(0) = 90. De 90a^{3} = 10 vem a^{3} = \dfrac{1}{9}, logo a = \sqrt[3]{\dfrac{1}{9}} = 9^{-1/3} = 3^{-2/3}.
  2. b) m(6) = 90\,a^{6} = 90 \left(a^{3}\right)^{2} = 90 \times \dfrac{1}{81} = \dfrac{10}{9} \approx 1{,}11 gramas.
  3. c) a^{t} > 0 para todo o t, logo m(t) = 90a^{t} > 0. A massa aproxima-se de zero mas nunca o atinge — matematicamente, o modelo nunca «acaba».Na prática há um número inteiro de átomos e o processo termina. O modelo contínuo é uma aproximação excelente enquanto esse número for enorme.
Respostasa) m_{0} = 90, a = 3^{-2/3} · b) \frac{10}{9} \approx 1{,}11 g · c) porque a^{t} > 0 sempre

A fração que resta é 0{,}88^{5} — não é 5 \times 12\%.

  1. \dfrac{y(5)}{y_{0}} = 0{,}88^{5} \approx 0{,}5277.
  2. Resta cerca de 53\% da quantidade inicial.A armadilha é somar as perdas: 5 \times 12\% = 60\% daria 40\%, que não é opção nenhuma por acaso. Cada ano perde-se 12\% do que resta, não 12\% do inicial.
RespostaOpção (C)

Na alínea c) estuda o quociente \frac{A(t)}{B(t)}: é uma exponencial de base maior do que 1?

  1. a) A(0) = 500 e B(0) = 1200: a população B é maior.
  2. b) Os gráficos intersetam-se em t \approx 17{,}5. Ao fim de aproximadamente 18 dias.
  3. c) \dfrac{A(t)}{B(t)} = \dfrac{500}{1200}\,e^{0{,}05t} = \dfrac{5}{12}\,e^{0{,}05t}, que é uma função estritamente crescente de t. Vale 1 uma única vez; antes é menor do que 1, depois é maior. Logo, a partir do instante de igualdade, A(t) > B(t) para sempre.
Ecrã da calculadora NumWorks com a interseção das curvas de 500 vezes e elevado a 0,08t e 1200 vezes e elevado a 0,03t
Interseção de y = 500\,e^{0{,}08x} com y = 1200\,e^{0{,}03x}, na janela x \in [0,\, 30]: x = 17{,}50937.
Respostasa) B · b) \approx 18 dias · c) porque \frac{A(t)}{B(t)} = \frac{5}{12}e^{0{,}05t} é crescente

Na alínea c) repara em que 7e^{-0{,}2t} > 0, logo o denominador é sempre maior do que 1.

  1. a) N(0) = \dfrac{120}{1+7} = 15 nenúfares.
  2. b) N(7) = \dfrac{120}{1 + 7e^{-1{,}4}} \approx \dfrac{120}{1 + 1{,}726} \approx 44 nenúfares.
  3. c) Como e^{-0{,}2t} > 0, tem-se 1 + 7e^{-0{,}2t} > 1 e portanto N(t) = \dfrac{120}{1 + 7e^{-0{,}2t}} < 120. Quando t \to +\infty, e^{-0{,}2t} \to 0 e N(t) \to 120: o número 120 é a capacidade de carga do lago, o valor de que a população se aproxima sem nunca o ultrapassar.Este é o modelo logístico: no início cresce quase como uma exponencial, depois trava. É o modelo com que se descreve o crescimento de uma população num meio limitado — e aparece em dezenas de itens de exame.
Respostasa) 15 · b) \approx 44 · c) capacidade de carga do lago

Na alínea a) escreve P(t+T) com as regras das potências e simplifica.

  1. a) P(t+T) = P_{0}\,a^{t+T} = P_{0}\,a^{t}\,a^{T} = P(t)\,a^{T}. A condição P(t+T) = 2P(t) equivale a a^{T} = 2 — uma condição só sobre T, sem t nenhum.
  2. b) \left(2^{1/5}\right)^{T} = 2 \iff 2^{T/5} = 2^{1} \iff T = 5.
  3. c) De a^{T} = 2 sai a = 2^{1/T}, logo P(t) = P_{0}\left(2^{1/T}\right)^{t} = P_{0}\,2^{t/T}.Esta é a forma mais legível de um modelo exponencial: em P_{0}2^{t/T} lê-se de imediato o valor inicial e o tempo de duplicação. Para o decaimento, m_{0}\left(\frac{1}{2}\right)^{t/T} mostra a semivida da mesma maneira.
Respostasa) a^{T} = 2 · b) T = 5 · c) a = 2^{1/T}

Na alínea c) repara em que 25\% = \frac{1}{4} = \left(\frac{1}{2}\right)^{2}: são exatamente duas semividas.

  1. a) Semivida 5730 significa Q(5730) = \dfrac{Q_{0}}{2}, isto é Q_{0}e^{-5730k} = \dfrac{Q_{0}}{2}. Dividindo por Q_{0} \neq 0, vem e^{-5730k} = \dfrac{1}{2}.
  2. b) Representando y = e^{-5730x} e y = 0{,}5, a interseção dá k \approx 0{,}0001210.
  3. c) \dfrac{Q(t)}{Q_{0}} = \dfrac{1}{4} = \left(\dfrac{1}{2}\right)^{2}: passaram exatamente duas semividas, ou seja 2 \times 5730 = 11\,460 anos.Repara em que a alínea c) não precisou de k nenhum. Sempre que a fração que resta é uma potência exata de \frac{1}{2}, a resposta lê-se em semividas. Para frações quaisquer — 0{,}894, por exemplo — é preciso o logaritmo da secção 10.
Ecrã da calculadora NumWorks com a interseção de y igual a e elevado a menos 5730x com a reta y igual a 0,5
Interseção de y = e^{-5730x} com y = 0{,}5, na janela x \in \left[0,\; 4 \times 10^{-4}\right]: x = 1{,}209681 \times 10^{-4}.
Respostasa) de Q(5730) = \frac{Q_0}{2} · b) k \approx 0{,}0001210 · c) 11\,460 anos

Na alínea c) repara em que a base 1 + \frac{1}{n} se aproxima de 1 à medida que o expoente cresce. Há duas forças em sentidos contrários.

  1. a) C_{1} = 2; C_{2} = 1{,}5^{2} = 2{,}25; C_{12} \approx 2{,}6130; C_{365} \approx 2{,}7146.
  2. b) Os valores sobem, mas cada vez menos, e aproximam-se de e \approx 2{,}7183. Capitalizar de hora a hora, ou ao segundo, quase não acrescenta nada: o limite é e.
  3. c) Há duas forças opostas. O expoente n cresce — o que puxa para cima —, mas a base 1 + \frac{1}{n} aproxima-se de 1 — o que puxa para baixo, já que 1^{n} = 1. O equilíbrio entre as duas dá um valor finito, e esse valor é precisamente e.É esta a origem histórica do número e, encontrada por Jacob Bernoulli em 1683 a estudar juros. A prova de que o limite existe usa ferramentas do capítulo dos limites; aqui fica a evidência numérica.
Respostasa) 2; 2{,}25; 2{,}6130; 2{,}7146 · b) aproximam-se de e · c) a base tende para 1 enquanto o expoente cresce
05

Funções injetivas e função inversa

O logaritmo ainda não apareceu, e no entanto já o encontrámos três vezes: sempre que uma equação a^{x} = k ficou por resolver. O que falta é uma função que desfaça a exponencial. Esta secção arruma a ideia geral — quando é que uma função se pode desfazer, e como se escreve a que a desfaz.

Aprendizagens Essenciais
  • Identificar funções invertíveis e não invertíveis, nomeadamente recorrendo aos gráficos das funções, ao «teste da reta horizontal» e à sua formulação algébrica, em casos simples.
  • Estabelecer as relações entre o domínio e o contradomínio de funções inversas, bem como a simetria das respetivas representações gráficas, relativamente à bissetriz dos quadrantes ímpares.

1 · Funções injetivas

Definição · função injetiva

Sejam A e B dois conjuntos e f : A \to B. A função f é injetiva quando a objetos diferentes correspondem imagens diferentes:

x_{1} \neq x_{2} \implies f(x_{1}) \neq f(x_{2}),

ou, na forma que é mais cómoda de usar, f(x_{1}) = f(x_{2}) \implies x_{1} = x_{2}.

Para provar que uma função não é injetiva basta exibir dois objetos distintos com a mesma imagem. Para provar que é, mostra-se que a igualdade das imagens obriga à igualdade dos objetos — ou invoca-se a monotonia: toda a função estritamente monótona é injetiva.

Teste da reta horizontal

Uma função é injetiva se e só se nenhuma reta horizontal interseta o seu gráfico em mais do que um ponto. Se alguma reta o cortar duas vezes, os dois pontos de interseção têm a mesma ordenada e abcissas diferentes — dois objetos com a mesma imagem.

x y −2 −1 1 2 2 4 (−2, 4) (2, 4) y = 4
O teste da reta horizontal: a reta y = 4 corta o gráfico em dois pontos, logo -2 e 2 têm a mesma imagem. A função x \mapsto x^{2} não é injetiva em \mathbb{R} — e portanto não é invertível no seu domínio.

Uma função não injetiva pode tornar-se injetiva se se restringir o domínio. É o que se faz com x \mapsto x^{2}: em \mathbb{R}^{+}_{0} passa a ser estritamente crescente, logo injetiva — e a sua inversa é a raiz quadrada. Foi exatamente esta a manobra da secção de revisão.

2 · A função inversa

Definição · função inversa

Seja f uma função injetiva, de domínio A e contradomínio B. Chama-se função inversa de f, e representa-se por f^{-1}, à função de domínio B e contradomínio A tal que, para cada y \in B, f^{-1}(y) é o único x \in A para o qual f(x) = y.

Numa linha:

f(x) = y \iff f^{-1}(y) = x.

Daqui saem, de imediato, três consequências que se usam constantemente:

D_{f^{-1}} = D'_{f} \qquad D'_{f^{-1}} = D_{f} \qquad f^{-1}\left(f(x)\right) = x \ \text{ e } \ f\left(f^{-1}(y)\right) = y.
Erro típico · f^{-1} não é \dfrac{1}{f}

O expoente -1 em f^{-1} é apenas notação: designa a função inversa, não o inverso. Com f(x) = 2x-3, a inversa é f^{-1}(x) = \dfrac{x+3}{2}, ao passo que \dfrac{1}{f(x)} = \dfrac{1}{2x-3} — funções completamente diferentes, com domínios diferentes.

3 · Os gráficos são simétricos em relação a y = x

Se (a,\,b) pertence ao gráfico de f, então f(a) = b, logo f^{-1}(b) = a, ou seja (b,\,a) pertence ao gráfico de f^{-1}. E trocar as coordenadas de um ponto é exatamente refleti-lo na reta y = x.

x y −3 −2 −1 1 2 3 4 5 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 A(2, 1) A'(1, 2) y = x f(x) = 2x − 3 f−1(x) = (x + 3)/2
Os gráficos de f e de f^{-1} são simétricos em relação à reta y = x. Se (a,\,b) pertence ao gráfico de f, então (b,\,a) pertence ao de f^{-1} — e o segmento que os une é perpendicular à bissetriz.
Como determinar uma expressão de f^{-1}
  1. Confirmar que f é injetiva (e, se não for, restringir o domínio).
  2. Escrever y = f(x) e resolver a equação em ordem a x.
  3. Trocar as letras, para voltar à variável independente habitual.
  4. Indicar o domínio de f^{-1}, que é o contradomínio de f.
Exemplo 13 Restringir para poder inverter

Considera f(x) = x^{2} + 2x + 3. Determina o menor valor de k para o qual f é injetiva em [k,\, +\infty[ e, com essa restrição, caracteriza f^{-1}.

  1. Completar o quadrado: x^{2}+2x+3 = (x+1)^{2} - 1 + 3 = (x+1)^{2} + 2.
  2. O vértice da parábola é (-1,\,2). À direita de -1 a função é estritamente crescente, logo injetiva. O menor k é -1.
  3. Contradomínio: em [-1, +\infty[, D'_{f} = [2,\, +\infty[.
  4. Inverter: y = (x+1)^{2} + 2 \iff (x+1)^{2} = y - 2 \iff x + 1 = \sqrt{y-2}, tomando a raiz positiva porque x \geq -1.
  5. Logo f^{-1}(x) = -1 + \sqrt{x-2}, de domínio [2,\, +\infty[ e contradomínio [-1,\, +\infty[.O passo 4 é onde quase toda a gente escorrega: \sqrt{(x+1)^{2}} = |x+1|, e só a restrição do domínio autoriza a escrever x+1 sem módulo.
Respostak = -1; f^{-1} : [2,+\infty[ \,\to\, [-1,+\infty[, f^{-1}(x) = -1 + \sqrt{x-2}
Exemplo 14 Calcular a inversa, e não esquecer os conjuntos

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}\setminus\{-3\}, definida por f(x) = \dfrac{2x-1}{x+3}. Admite que f é injetiva.

Determina uma expressão de f^{-1}, e indica o domínio e o contradomínio de f^{-1}.

  1. Resolver em ordem a x. Escreve-se y = \dfrac{2x-1}{x+3} e desembaraça-se de denominadores: y(x+3) = 2x-1 \iff yx+3y = 2x-1 \iff yx-2x = -1-3y.
  2. Pondo x em evidência, x(y-2) = -1-3y \iff x = \frac{-3y-1}{y-2} \quad (y \neq 2).
  3. Trocar os nomes. Logo f^{-1}(x) = \dfrac{-3x-1}{x-2}.
  4. Os conjuntos. O domínio de f^{-1} é o contradomínio de f, e o contradomínio de f^{-1} é o domínio de f: D_{f^{-1}} = \mathbb{R}\setminus\{2\}, \qquad D'_{f^{-1}} = \mathbb{R}\setminus\{-3\}.O 2 que sobrou da condição y \neq 2 não é um acaso: é exatamente o valor que f nunca toma. Resolver a equação o contradomínio de f de borla.
Respostaf^{-1}(x) = \frac{-3x-1}{x-2}, com D_{f^{-1}} = \mathbb{R}\setminus\{2\} e D'_{f^{-1}} = \mathbb{R}\setminus\{-3\}
E a exponencial?

A função f(x) = a^{x}, com a > 0 e a \neq 1, é estritamente monótona — logo injetiva — e tem contradomínio \mathbb{R}^{+}. É portanto invertível, de \mathbb{R} em \mathbb{R}^{+}. A sua inversa tem domínio \mathbb{R}^{+} e contradomínio \mathbb{R}. Só falta uma coisa: escrevê-la. Para isso é preciso um símbolo novo — e é isso que a secção seguinte faz.

Laboratório · Refletir na bissetriz

interativo

Escolhe x^{2} e liga o teste da reta horizontal: a reta corta o gráfico duas vezes e o «gráfico da inversa» deixa de ser o gráfico de uma função — falha o teste da reta vertical. Com 2^{x} nunca falha: é a razão de ser do logaritmo.

Python Testar a injetividade por força bruta
def f(x):
    return x**2 - 4*x + 1

vistos = {}
repetidos = 0

for k in range(-30, 31):
    x = k / 10
    y = round(f(x), 6)
    if y in vistos:
        print('mesma imagem:', vistos[y], 'e', x, '->', y)
        repetidos = repetidos + 1
    vistos[y] = x

print('pares com a mesma imagem:', repetidos)

Os pares encontrados são simétricos em relação a x = 2 — o vértice da parábola. Troca a expressão por 2^{x} ou por x^{3} e nenhum par aparece: o programa não prova a injetividade, mas dá uma boa pista sobre onde procurar o contraexemplo.

Exercícios propostos

Doze exercícios sobre injetividade, restrição de domínio e cálculo de inversas. O último grupo prepara diretamente a secção seguinte: a inversa da exponencial é o logaritmo.

Exercício 61§5 · injetiva ou não?

Indica, justificando, quais das funções seguintes são injetivas no domínio indicado.

a) f(x) = 4x + 3, em \mathbb{R}b) g(x) = x^{2} + 3, em \mathbb{R}c) h(x) = \dfrac{1}{x}, em \mathbb{R} \setminus \{0\}d) j(x) = x^{3} + 1, em \mathbb{R}

Exercício 62§5 · imagens e imagens inversas

Seja f uma função injetiva, de domínio e contradomínio \mathbb{R}, tal que f(1) = 5, f(2) = -3 e f(0) = 4.

a) f^{-1}(5)b) f^{-1}(-3)c) f\left(f^{-1}(4)\right)d) f^{-1}\left(f(2)\right)

Determina, em cada caso, o valor.

Exercício 63§5 · inversa de uma função afim

Caracteriza a função inversa de cada uma das funções seguintes, de domínio \mathbb{R}.

a) f(x) = 4x + 1b) g(x) = -x + 2c) h(x) = \dfrac{x}{3} - 5d) j(x) = 2 - 3x

Exercício 64§5 · domínio e contradomínio

Seja f uma função invertível, de domínio [2,\, +\infty[ e contradomínio ]-\infty,\, 5].

a) Indica o domínio e o contradomínio de f^{-1}.b) Sabendo que f(3) = 1, indica um ponto do gráfico de f^{-1}.

Exercício 65§5 · restringir o domínio

Considera f(x) = x^{2} - 6x + 11.

a) Escreve f(x) na forma (x-h)^{2} + k.b) Determina o menor valor de c para o qual f é injetiva em [c,\, +\infty[.c) Com essa restrição, determina uma expressão para f^{-1} e indica o seu domínio.

Exercício 66§5 · inversa de uma função racional

Considera f(x) = \dfrac{x+2}{x-2}, de domínio \mathbb{R} \setminus \{2\} e contradomínio \mathbb{R} \setminus \{1\}.

a) Determina uma expressão para f^{-1}.b) Indica o domínio e o contradomínio de f^{-1}.c) Comenta o que observas.

Exercício 67§5 · escolha múltipla

Seja f a função, de domínio [1,\, +\infty[, definida por f(x) = \sqrt{x-1}. Qual é o valor de f^{-1}(3)?

  • (A)8
  • (B)9
  • (C)10
  • (D)11
Exercício 68§5 · a inversa de uma exponencial

Considera f(x) = 2^{x}, de domínio \mathbb{R} e contradomínio \mathbb{R}^{+}.

a) Justifica que f é invertível.b) Indica o domínio e o contradomínio de f^{-1}.c) Determina f^{-1}(8), f^{-1}(1) e f^{-1}\left(\frac{1}{4}\right).d) Explica por que razão não consegues, ainda, escrever uma expressão analítica para f^{-1}.

Exercício 69§5 · simetria em relação a y = x

Na figura da secção está representada a reta y = x. Seja f uma função invertível.

a) Sabendo que o gráfico de f contém (-2,\,5) e (4,\,0), indica dois pontos do gráfico de f^{-1}.b) Se o gráfico de f interseta a reta y = x no ponto de abcissa 3, o que se pode concluir sobre f^{-1}(3)?c) Justifica que, se f é estritamente crescente, então f^{-1} também é.

Exercício 70§5 · a inversa não é o inverso

Seja f(x) = 2x - 3, de domínio \mathbb{R}.

a) Determina f^{-1}(x) e \dfrac{1}{f(x)}, indicando o domínio de cada uma.b) Calcula f^{-1}(1) e \dfrac{1}{f(1)} e compara.c) Determina o conjunto dos números reais x para os quais f^{-1}(x) = \dfrac{1}{f(x)}.

Exercício 71§5 · uma condição algébrica de injetividade

Considera f(x) = \dfrac{ax + b}{cx + d}, com c \neq 0 e domínio \mathbb{R} \setminus \left\{-\frac{d}{c}\right\}.

a) Mostra que, se f(x_{1}) = f(x_{2}), então (ad - bc)(x_{1} - x_{2}) = 0.b) Conclui em que condições f é injetiva.c) Verifica o que acontece a f quando ad - bc = 0, tomando a = 2, b = 4, c = 1, d = 2.

Exercício 72§5 · funções que são a sua própria inversa

Diz-se que uma função invertível f é uma involução quando f^{-1} = f.

a) Mostra que f(x) = \dfrac{1}{x}, em \mathbb{R} \setminus \{0\}, é uma involução.b) Mostra que g(x) = k - x é uma involução, seja qual for o real k.c) Que particularidade tem o gráfico de uma involução em relação à reta y = x?d) Justifica que nenhuma função exponencial a^{x} é uma involução.

Para mostrar que não é injetiva basta um par de objetos distintos com a mesma imagem.

  1. a) É injetiva: é estritamente crescente (função afim de declive positivo).
  2. b) Não é: g(-1) = g(1) = 4.
  3. c) É injetiva: se \frac{1}{x_{1}} = \frac{1}{x_{2}}, então x_{1} = x_{2}.
  4. d) É injetiva: x \mapsto x^{3} é estritamente crescente em \mathbb{R}, e somar 1 não altera isso.
RespostasSão injetivas a), c) e d)

f(a) = b \iff f^{-1}(b) = a. Nas duas últimas alíneas nem é preciso saber os valores.

  1. a) f(1) = 5, logo f^{-1}(5) = 1.
  2. b) f(2) = -3, logo f^{-1}(-3) = 2.
  3. c) f\left(f^{-1}(4)\right) = 4 — uma função desfaz a outra.
  4. d) f^{-1}\left(f(2)\right) = 2, pela mesma razão.
Respostasa) 1 · b) 2 · c) 4 · d) 2

Escreve y = f(x), resolve em ordem a x e troca as letras no fim.

  1. a) y = 4x+1 \iff x = \dfrac{y-1}{4}, logo f^{-1}(x) = \dfrac{x-1}{4}, de \mathbb{R} em \mathbb{R}.
  2. b) g^{-1}(x) = -x + 2 — a função é a sua própria inversa.
  3. c) h^{-1}(x) = 3(x+5) = 3x + 15.
  4. d) j^{-1}(x) = \dfrac{2-x}{3}.
Respostasa) \frac{x-1}{4} · b) -x+2 · c) 3x+15 · d) \frac{2-x}{3}; em todas, D = D' = \mathbb{R}

A inversa troca os papéis: o domínio de uma é o contradomínio da outra.

  1. a) D_{f^{-1}} = D'_{f} = \left]-\infty,\, 5\right] e D'_{f^{-1}} = D_{f} = \left[2,\, +\infty\right[.
  2. b) Como (3,\,1) pertence ao gráfico de f, o ponto (1,\,3) pertence ao gráfico de f^{-1}.
Respostasa) \left]-\infty,5\right] e \left[2,+\infty\right[ · b) (1,\,3)

Depois de completar o quadrado, o vértice diz onde é que a parábola muda de sentido.

  1. a) x^{2}-6x+11 = (x-3)^{2} - 9 + 11 = (x-3)^{2} + 2.
  2. b) O vértice é (3,\,2); à direita de 3 a função é estritamente crescente. Logo c = 3.
  3. c) Em [3, +\infty[, y = (x-3)^{2}+2 \iff (x-3)^{2} = y-2 \iff x - 3 = \sqrt{y-2}, tomando a raiz positiva porque x \geq 3. Assim f^{-1}(x) = 3 + \sqrt{x-2}, de domínio D'_{f} = [2,\, +\infty[.A escolha do sinal da raiz não é livre: é a restrição do domínio que a impõe. Se se tivesse restringido a ]-\infty,\,3], a inversa seria 3 - \sqrt{x-2}.
Respostasa) (x-3)^{2}+2 · b) c = 3 · c) f^{-1}(x) = 3+\sqrt{x-2}, D = [2,+\infty[

Multiplica em cruz e junta os termos com x do mesmo lado.

  1. a) y = \dfrac{x+2}{x-2} \iff y(x-2) = x+2 \iff yx - 2y = x + 2 \iff x(y-1) = 2y+2 \iff x = \dfrac{2y+2}{y-1}.
  2. Logo f^{-1}(x) = \dfrac{2x+2}{x-1}.
  3. b) D_{f^{-1}} = \mathbb{R} \setminus \{1\} e D'_{f^{-1}} = \mathbb{R} \setminus \{2\}.
  4. c) As duas expressões são diferentes, mas os gráficos são simétricos em relação à reta y = x; e os valores excluídos trocaram de papel — o 2 que faltava ao domínio de f passou a faltar ao contradomínio de f^{-1}.
Respostasa) f^{-1}(x) = \frac{2x+2}{x-1} · b) \mathbb{R}\setminus\{1\} e \mathbb{R}\setminus\{2\}

f^{-1}(3) é o objeto cuja imagem por f é 3. Resolve f(x) = 3.

  1. \sqrt{x-1} = 3 \iff x - 1 = 9 \iff x = 10.
  2. Como 10 pertence ao domínio, f^{-1}(3) = 10.
RespostaOpção (C)

Em c), f^{-1}(k) é o expoente a que é preciso elevar 2 para obter k.

  1. a) É estritamente crescente, logo injetiva; e o seu contradomínio é \mathbb{R}^{+}. Logo é invertível de \mathbb{R} em \mathbb{R}^{+}.
  2. b) D_{f^{-1}} = \mathbb{R}^{+} e D'_{f^{-1}} = \mathbb{R}.
  3. c) 2^{3} = 8, logo f^{-1}(8) = 3. 2^{0} = 1, logo f^{-1}(1) = 0. 2^{-2} = \frac{1}{4}, logo f^{-1}\left(\frac{1}{4}\right) = -2.
  4. d) Resolver y = 2^{x} em ordem a x exigiria «desfazer» a exponencial — e não há, entre as operações conhecidas até aqui, nenhuma que o faça. É preciso inventar um símbolo para essa operação: é isso que se faz na secção 6, e esse símbolo chama-se logaritmo.Esta função inversa é, palavra por palavra, a definição de \log_{2}. O capítulo inteiro passa por aqui.
Respostasa) estritamente crescente · b) \mathbb{R}^{+} e \mathbb{R} · c) 3, 0, -2 · d) falta o logaritmo

Em c) parte de y_{1} < y_{2} no contradomínio e escreve y_{i} = f(x_{i}).

  1. a) (5,\,-2) e (0,\,4).
  2. b) Se o gráfico de f passa em (3,\,3), então f(3) = 3 e portanto f^{-1}(3) = 3: os dois gráficos encontram-se sobre a bissetriz.
  3. c) Sejam y_{1} < y_{2} no contradomínio de f, e x_{1} = f^{-1}(y_{1}), x_{2} = f^{-1}(y_{2}). Se fosse x_{1} \geq x_{2}, viria f(x_{1}) \geq f(x_{2}), isto é y_{1} \geq y_{2} — contradição. Logo x_{1} < x_{2}, ou seja f^{-1}(y_{1}) < f^{-1}(y_{2}): f^{-1} é estritamente crescente.
Respostasa) (5,-2) e (0,4) · b) f^{-1}(3) = 3 · c) por redução ao absurdo, usando a monotonia de f

Em c) resolve a equação \frac{x+3}{2} = \frac{1}{2x-3}, com a condição de existência devida.

  1. a) f^{-1}(x) = \dfrac{x+3}{2}, de domínio \mathbb{R}; \dfrac{1}{f(x)} = \dfrac{1}{2x-3}, de domínio \mathbb{R} \setminus \left\{\frac{3}{2}\right\}.
  2. b) f^{-1}(1) = 2 e \dfrac{1}{f(1)} = \dfrac{1}{-1} = -1. São coisas completamente diferentes.
  3. c) \dfrac{x+3}{2} = \dfrac{1}{2x-3} \iff (x+3)(2x-3) = 2 \iff 2x^{2} + 3x - 9 = 2 \iff 2x^{2} + 3x - 11 = 0.
  4. x = \dfrac{-3 \pm \sqrt{9 + 88}}{4} = \dfrac{-3 \pm \sqrt{97}}{4}. Nenhuma delas é \frac{3}{2}, logo ambas servem.O símbolo f^{-1} não é uma potência de expoente -1: é um nome para a função inversa. Coincidirem em dois pontos é um acaso aritmético, não uma identidade.
Respostasa) \frac{x+3}{2} e \frac{1}{2x-3} · b) 2 e -1 · c) x = \frac{-3 \pm \sqrt{97}}{4}

Em a) multiplica em cruz e simplifica; muitos termos cancelam-se aos pares.

  1. a) De \dfrac{ax_{1}+b}{cx_{1}+d} = \dfrac{ax_{2}+b}{cx_{2}+d} vem (ax_{1}+b)(cx_{2}+d) = (ax_{2}+b)(cx_{1}+d).
  2. Desenvolvendo: acx_{1}x_{2} + adx_{1} + bcx_{2} + bd = acx_{1}x_{2} + adx_{2} + bcx_{1} + bd.
  3. Cancelando: adx_{1} + bcx_{2} = adx_{2} + bcx_{1} \iff ad(x_{1}-x_{2}) - bc(x_{1}-x_{2}) = 0 \iff (ad-bc)(x_{1}-x_{2}) = 0.
  4. b) Se ad - bc \neq 0, o produto só se anula com x_{1} = x_{2}: f é injetiva.
  5. c) Com esses valores, ad - bc = 4 - 4 = 0 e f(x) = \dfrac{2x+4}{x+2} = \dfrac{2(x+2)}{x+2} = 2, para x \neq -2. É uma função constante — e uma constante nunca é injetiva.
Respostasa) desenvolvendo o produto em cruz · b) ad - bc \neq 0 · c) f é a função constante 2

Em c) usa a simetria dos gráficos de f e de f^{-1}. Em d) compara os domínios.

  1. a) y = \dfrac{1}{x} \iff x = \dfrac{1}{y}, logo f^{-1}(x) = \dfrac{1}{x} = f(x).
  2. b) y = k - x \iff x = k - y, logo g^{-1}(x) = k - x = g(x).
  3. c) Sendo f^{-1} = f, o gráfico é simétrico do de f^{-1}, isto é, de si próprio, em relação à reta y = x. O gráfico de uma involução é simétrico em relação à bissetriz dos quadrantes ímpares.
  4. d) Uma exponencial tem domínio \mathbb{R} e contradomínio \mathbb{R}^{+}. Se fosse involução, a inversa teria domínio \mathbb{R}^{+} e contradomínio \mathbb{R} — e teria de coincidir com f, o que obrigaria \mathbb{R} = \mathbb{R}^{+}. Impossível.É por os domínios trocarem de papel que a inversa de uma exponencial é uma função genuinamente nova, de domínio \mathbb{R}^{+}. Essa função é o logaritmo.
Respostasa) e b) resolvendo em ordem a x · c) é simétrico de si próprio em relação a y = x · d) os domínios não coincidem
06

O logaritmo de um número

A equação 2^{x} = 8 resolve-se de cabeça. A equação 2^{x} = 9 tem solução — é única, está entre 3 e 4 —, mas não há nenhuma maneira de a escrever com o que existia até aqui. A saída é dar-lhe um nome. Esse nome é logaritmo.

Aprendizagens Essenciais
  • Identificar a função logarítmica como a inversa da função exponencial com a mesma base.
  • Estudar intuitivamente, com recurso à tecnologia, o comportamento de funções com logaritmos.

1 · A pergunta que define o logaritmo

Olhemos para seis equações do mesmo feitio:

EquaçãoPerguntaResposta
2^{x} = 8a que expoente elevar 2 para obter 8?x = 3
2^{x} = \frac{1}{2}… para obter \frac{1}{2}?x = -1
2^{x} = 1… para obter 1?x = 0
2^{x} = 0… para obter 0?impossível
2^{x} = -2… para obter -2?impossível
2^{x} = 9… para obter 9?existe, mas não tem nome

Nas três primeiras a resposta sai de cabeça. Nas duas seguintes não há resposta nenhuma, porque 2^{x} é sempre positivo. A última é diferente: a solução existe e é única — a função x \mapsto 2^{x} é contínua, estritamente crescente e tem contradomínio \mathbb{R}^{+}, logo cada positivo é imagem de exatamente um objeto. Só falta um símbolo para a designar.

Definição · logaritmo de base a

Sejam a > 0, a \neq 1 e x > 0. Chama-se logaritmo de x na base a, e escreve-se \log_{a} x, ao expoente a que é preciso elevar a para obter x:

\log_{a} x = y \iff a^{y} = x.

Ao número x chama-se logaritmando; a a, base do logaritmo.

Com este símbolo, a última linha da tabela fecha-se: a solução de 2^{x} = 9 é x = \log_{2} 9. Não é um truque de notação — é a mesma manobra que se fez ao escrever \sqrt{2} para a solução de x^{2} = 2. Um número que existe recebe um nome, e a partir daí trabalha-se com ele.

Não há logaritmo de zero nem de números negativos

Como a^{y} > 0 para todo o y, a equação a^{y} = x só tem solução se x > 0. Escrever \log(-5) ou \ln 0 não é «dar um valor negativo» — é escrever uma expressão sem significado em \mathbb{R}. É por isso que toda a resolução de uma equação com logaritmos começa pelas condições de existência.

2 · O que sai imediatamente da definição

Propriedades imediatas

Para a > 0, a \neq 1:

\log_{a} 1 = 0 \qquad \log_{a} a = 1 \qquad \log_{a}\left(a^{y}\right) = y \ \ (y \in \mathbb{R}) \qquad a^{\log_{a} x} = x \ \ (x > 0).

As duas últimas são a tradução, em símbolos, de uma função desfaz a outra — exatamente o que a secção 5 chamou f^{-1}(f(x)) = x e f(f^{-1}(x)) = x. E a razão é simples: \log_{a} é a função inversa de x \mapsto a^{x}.

3 · Duas bases com nome próprio

Logaritmo decimal e logaritmo neperiano

Logaritmo decimal: base 10. Escreve-se \log x, sem indicar a base.

Logaritmo neperiano (ou natural): base e. Escreve-se \ln x.

Atenção à notação

Em Portugal, \log x significa sempre \log_{10} x, e é essa a convenção do Exame Nacional. Noutros países — e em muitos livros de análise — \log designa o logaritmo natural. Na dúvida, olha para o contexto: se aparece ao lado de e^{x}, é quase de certeza o neperiano.

Exemplo 15 Calcular logaritmos de cabeça
  1. \log_{3} 81 = 4, porque 3^{4} = 81.
  2. \log_{2} \dfrac{1}{16} = -4, porque 2^{-4} = \dfrac{1}{16}.
  3. \log_{5} \sqrt[3]{5} = \dfrac{1}{3}, porque 5^{1/3} = \sqrt[3]{5}.
  4. \log 0{,}001 = -3, porque 10^{-3} = 0{,}001.
  5. \ln \dfrac{1}{e^{2}} = -2, porque e^{-2} = \dfrac{1}{e^{2}}.Em todos os casos o gesto é o mesmo: escrever o logaritmando como potência da base. Se conseguires fazê-lo, o logaritmo é o expoente e a conta acabou.
Respostas4 · -4 · \frac{1}{3} · -3 · -2
Exemplo 16 Equações que se resolvem só com a definição
  1. \log_{2} x = 3 \iff x = 2^{3} = 8.
  2. \ln x = 5 \iff x = e^{5}.
  3. 3^{x} = 6 \iff x = \log_{3} 6. Repara em que a resposta é esta: um número perfeitamente definido, entre 1 e 2.
  4. \log_{4}(3x - 2) = \dfrac{1}{2}. Condição de existência: 3x - 2 > 0 \iff x > \dfrac{2}{3}. Então 3x - 2 = 4^{1/2} = 2 \iff x = \dfrac{4}{3}, que cumpre a condição.
Respostas8 · e^{5} · \log_{3} 6 · \frac{4}{3}
Um pouco de história

Os logaritmos não foram inventados para resolver equações: foram inventados para poupar trabalho. Em 1614, o escocês John Napier publicou tábuas que transformavam multiplicações em somas — e, com elas, reduziu a meses o que aos astrónomos custava anos. Laplace escreveu que a invenção «duplicou a vida dos astrónomos». Henry Briggs viajou até à Escócia para convencer Napier a usar a base 10, e publicou as primeiras tábuas decimais em 1617. Durante três séculos e meio, até à chegada das máquinas de calcular, a régua de cálculo — que é uma tábua de logaritmos deslizante — foi o instrumento de trabalho de toda a engenharia.

Laboratório · A que expoente? \log_{a} x

interativo

A curva é y = a^{x}; a reta horizontal está à altura do logaritmando. A abcissa do encontro é, por definição, \log_{a} x. Põe x em 1 e o logaritmo dá 0, seja qual for a base; põe x = a e dá 1.

Python Uma tábua de logaritmos como a de Briggs
from math import log10

print(' n     log n')
for n in range(1, 11):
    print(n, round(log10(n), 5))

print()
print('log 6      =', round(log10(6), 5))
print('log 2 + log 3 =', round(log10(2) + log10(3), 5))

As duas últimas linhas dão o mesmo número. Não é coincidência: é a propriedade que transforma produtos em somas, e que se demonstra na secção 8. Foi ela que fez das tábuas de logaritmos o instrumento de cálculo mais importante de três séculos.

Exercícios propostos

Doze exercícios sobre a definição. Nenhum precisa de propriedades operatórias — só de saber transformar cada logaritmando numa potência da base.

Exercício 73§6 · calcular logaritmos

Calcula, sem recorrer à calculadora.

a) \log_{2} 64b) \log_{3} \dfrac{1}{9}c) \log_{5} \sqrt{5}d) \log 1000

Exercício 74§6 · logaritmos neperianos

Calcula, sem recorrer à calculadora.

a) \ln eb) \ln 1c) \ln e^{5}d) \ln \dfrac{1}{\sqrt{e}}

Exercício 75§6 · da forma exponencial à logarítmica

Escreve cada igualdade na forma logarítmica.

a) 4^{3} = 64b) 10^{-2} = 0{,}01c) e^{0} = 1d) 7^{x} = 20

Exercício 76§6 · existe ou não existe?

Indica, justificando, quais das expressões seguintes têm significado em \mathbb{R}.

a) \log_{2}(-8)b) \log_{3} 0c) \ln 0{,}5d) \log_{1} 5

Exercício 77§6 · resolver equações elementares

Resolve, em \mathbb{R}, sem recorrer à calculadora.

a) \log_{2} x = 5b) \ln x = -2c) \log_{x} 81 = 4d) \log_{5}(2x-1) = 2

Exercício 78§6 · uma função desfaz a outra

Simplifica, indicando as condições em que a simplificação é válida.

a) 2^{\log_{2} 7}b) \log_{3}\left(3^{x^{2}}\right)c) e^{\ln 5}d) 10^{2\log 3}

Exercício 79§6 · escolha múltipla

Seja x um número real tal que \log_{5} x = \pi - 1. Qual é o valor de 5x?

  • (A)25^{\pi-1}
  • (B)5^{\pi-1}
  • (C)5^{\pi}
  • (D)5(\pi-1)^{5}
Exercício 80§6 · enquadrar sem calculadora

Sem recorrer à calculadora, indica dois inteiros consecutivos entre os quais se encontra cada número. Justifica.

a) \log_{2} 100b) \log 500c) \ln 10d) \log_{3} 0{,}2

Exercício 81§6 · condições de existência

Determina o domínio de cada expressão, em \mathbb{R}.

a) \log_{2}(x-3)b) \ln(5-2x)c) \log\left(x^{2}\right)d) \ln\left(1-x^{2}\right)

Exercício 82§6 · a base como incógnita

Determina, em cada caso, o valor de a (com a > 0 e a \neq 1).

a) \log_{a} 16 = 4b) \log_{a} \dfrac{1}{8} = -3c) \log_{a} 2 = \dfrac{1}{3}d) \log_{a} a^{7} = 7

Exercício 83§6 · um logaritmo dentro de outro

Resolve, em \mathbb{R}, sem recorrer à calculadora.

a) \log_{2}\left(\log_{3} x\right) = 1b) \ln\left(\log x\right) = 0

Em cada caso, começa por indicar as condições de existência.

Exercício 84§6 · quantos algarismos tem uma potência?

Sabe-se que \log 2 \approx 0{,}30103.

a) Justifica que, se n \leq \log N < n+1, então N tem n+1 algarismos, para N inteiro positivo.b) Sabendo que \log\left(2^{1000}\right) = 1000 \log 2, determina quantos algarismos tem 2^{1000}.c) Qual é o primeiro algarismo de 2^{1000}? Sugestão: usa a parte decimal de 1000\log 2.

Em cada caso, a pergunta é: «a que expoente é preciso elevar a base para obter este número?»

  1. a) 2^{6} = 64, logo \log_{2} 64 = 6.
  2. b) 3^{-2} = \dfrac{1}{9}, logo \log_{3} \dfrac{1}{9} = -2.
  3. c) 5^{1/2} = \sqrt{5}, logo \log_{5} \sqrt{5} = \dfrac{1}{2}.
  4. d) 10^{3} = 1000, logo \log 1000 = 3.
Respostasa) 6 · b) -2 · c) \frac{1}{2} · d) 3

\ln é o logaritmo de base e. Escreve cada número como potência de e.

  1. a) e^{1} = e, logo \ln e = 1.
  2. b) e^{0} = 1, logo \ln 1 = 0.
  3. c) \ln e^{5} = 5.
  4. d) \dfrac{1}{\sqrt{e}} = e^{-1/2}, logo o logaritmo é -\dfrac{1}{2}.
Respostasa) 1 · b) 0 · c) 5 · d) -\frac{1}{2}

a^{y} = x \iff \log_{a} x = y: a base fica base, o expoente passa a ser o valor do logaritmo.

  1. a) \log_{4} 64 = 3.
  2. b) \log 0{,}01 = -2.
  3. c) \ln 1 = 0.
  4. d) \log_{7} 20 = x.
Respostasa) \log_{4} 64 = 3 · b) \log 0{,}01 = -2 · c) \ln 1 = 0 · d) \log_{7} 20 = x

Só há logaritmo de números positivos, e a base tem de ser positiva e diferente de 1.

  1. a) Não existe: 2^{y} > 0 para todo o y, logo 2^{y} = -8 é impossível.
  2. b) Não existe: 3^{y} = 0 é impossível.
  3. c) Existe e é negativo, porque 0 < 0{,}5 < 1 e a base e é maior do que 1.
  4. d) Não existe: a base 1 está excluída, porque 1^{y} = 1 nunca dá 5.
RespostasSó c) tem significado

Passa para a forma exponencial. Na alínea c) a incógnita é a base — não te esqueças de que tem de ser positiva e diferente de 1.

  1. a) x = 2^{5} = 32.
  2. b) x = e^{-2} = \dfrac{1}{e^{2}}.
  3. c) x^{4} = 81 com x > 0 e x \neq 1, logo x = 3.
  4. d) 2x - 1 = 5^{2} = 25 \iff x = 13. Confere a condição de existência: 2 \times 13 - 1 = 25 > 0.
Respostasa) 32 · b) e^{-2} · c) 3 · d) 13

a^{\log_{a} x} = x para x > 0; \log_{a}\left(a^{y}\right) = y para todo o y. Em d), começa por escrever 2\log 3 = \log 3 + \log 3.

  1. a) 2^{\log_{2} 7} = 7.
  2. b) \log_{3}\left(3^{x^{2}}\right) = x^{2}, para todo o x real.
  3. c) e^{\ln 5} = 5.
  4. d) 10^{2\log 3} = \left(10^{\log 3}\right)^{2} = 3^{2} = 9.A ordem importa: \log_{a}(a^{y}) = y vale sempre; a^{\log_{a} x} = x só vale para x > 0, porque só aí é que \log_{a} x existe.
Respostasa) 7 · b) x^{2} · c) 5 · d) 9

Primeiro escreve x na forma exponencial; só depois multiplica por 5.

  1. \log_{5} x = \pi - 1 \iff x = 5^{\pi-1}.
  2. 5x = 5 \times 5^{\pi-1} = 5^{1 + \pi - 1} = 5^{\pi}.
RespostaOpção (C)

Encaixa o número entre duas potências consecutivas da base e usa a monotonia.

  1. a) 2^{6} = 64 < 100 < 128 = 2^{7}, logo 6 < \log_{2} 100 < 7.
  2. b) 10^{2} = 100 < 500 < 1000 = 10^{3}, logo 2 < \log 500 < 3.
  3. c) e^{2} \approx 7{,}39 < 10 < 20{,}1 \approx e^{3}, logo 2 < \ln 10 < 3.
  4. d) 3^{-2} = \frac{1}{9} \approx 0{,}11 < 0{,}2 < 0{,}33 \approx 3^{-1}, logo -2 < \log_{3} 0{,}2 < -1.Este enquadramento é a maneira mais rápida de detetar um erro de calculadora. Um logaritmo decimal diz, grosso modo, quantos algarismos tem o número.
Respostasa) entre 6 e 7 · b) entre 2 e 3 · c) entre 2 e 3 · d) entre -2 e -1

Em cada caso é preciso que o logaritmando seja estritamente positivo.

  1. a) x - 3 > 0 \iff x > 3. Domínio: \left]3,\, +\infty\right[.
  2. b) 5 - 2x > 0 \iff x < \dfrac{5}{2}. Domínio: \left]-\infty,\, \dfrac{5}{2}\right[.
  3. c) x^{2} > 0 \iff x \neq 0. Domínio: \mathbb{R} \setminus \{0\}.
  4. d) 1 - x^{2} > 0 \iff -1 < x < 1. Domínio: \left]-1,\, 1\right[.A alínea c) é a que apanha mais gente: \log(x^{2}) existe para x negativo, ao contrário de 2\log x. As duas expressões não são iguais — voltamos a este ponto na secção 8.
Respostasa) \left]3,+\infty\right[ · b) \left]-\infty,\frac{5}{2}\right[ · c) \mathbb{R}\setminus\{0\} · d) \left]-1,1\right[

Passa à forma exponencial e resolve em ordem a a, sem esquecer a > 0.

  1. a) a^{4} = 16 com a > 0, logo a = 2 (a raiz -2 não serve).
  2. b) a^{-3} = \dfrac{1}{8} \iff a^{3} = 8 \iff a = 2.
  3. c) a^{1/3} = 2 \iff a = 2^{3} = 8.
  4. d) A igualdade é verdadeira para qualquer base admissível: a \in \mathbb{R}^{+} \setminus \{1\}. É uma identidade, não uma equação.
Respostasa) 2 · b) 2 · c) 8 · d) qualquer a \in \mathbb{R}^{+}\setminus\{1\}

Duas condições: o argumento do logaritmo exterior tem de ser positivo, e o do interior também.

  1. a) Condições: x > 0 e \log_{3} x > 0 \iff x > 1. Logo x > 1.
  2. \log_{2}\left(\log_{3} x\right) = 1 \iff \log_{3} x = 2^{1} = 2 \iff x = 3^{2} = 9. Como 9 > 1, serve.
  3. b) Condições: x > 0 e \log x > 0 \iff x > 1.
  4. \ln(\log x) = 0 \iff \log x = e^{0} = 1 \iff x = 10^{1} = 10. Como 10 > 1, serve.
Respostasa) x = 9 · b) x = 10

Em c), 2^{1000} = 10^{301} \times 10^{0{,}03}. O que é 10^{0{,}03}?

  1. a) n \leq \log N < n+1 equivale a 10^{n} \leq N < 10^{n+1}, pela monotonia da exponencial de base 10. Os inteiros nesse intervalo são exatamente os que têm n+1 algarismos.
  2. b) \log\left(2^{1000}\right) = 1000 \times 0{,}30103 = 301{,}03. Como 301 \leq 301{,}03 < 302, o número tem 302 algarismos.
  3. c) 2^{1000} = 10^{301{,}03} = 10^{301} \times 10^{0{,}03}. Ora 10^{0{,}03} \approx 1{,}072, logo 2^{1000} \approx 1{,}072 \times 10^{301}: começa por 1.É exatamente para isto que os logaritmos foram inventados, no século XVII: substituir contas gigantescas por somas pequenas. Antes das máquinas de calcular, uma tábua de logaritmos era o instrumento de trabalho dos astrónomos e dos navegadores.
Respostasa) 10^{n} \leq N < 10^{n+1} · b) 302 algarismos · c) começa por 1
07

A função logarítmica

Fixada a base, cada número positivo tem um e um só logaritmo. Está definida uma função — e essa função é, por construção, a inversa da exponencial da mesma base. Tudo o que se sabe de uma passa para a outra, com os eixos trocados.

Aprendizagens Essenciais
  • Identificar a função logarítmica como a inversa da função exponencial com a mesma base.
  • Estudar intuitivamente, com recurso à tecnologia, o comportamento de funções com logaritmos.
  • Estabelecer as relações entre o domínio e o contradomínio de funções inversas, bem como a simetria das respetivas representações gráficas, relativamente à bissetriz dos quadrantes ímpares.

1 · A definição, outra vez — agora como função

Definição · função logarítmica de base a

Sendo a > 0 e a \neq 1, chama-se função logarítmica de base a à função

f : \mathbb{R}^{+} \to \mathbb{R}, \qquad f(x) = \log_{a} x.

É a função inversa da função exponencial de base a.

Que é mesmo a inversa vê-se numa linha, a partir da definição de logaritmo:

y = a^{x} \iff x = \log_{a} y.

E daqui saem, de graça, todas as propriedades — basta traduzir as da exponencial trocando x com y:

Na exponencial a^{x}Na logarítmica \log_{a} x
domínio \mathbb{R}contradomínio \mathbb{R}
contradomínio \mathbb{R}^{+}domínio \mathbb{R}^{+}
passa em (0,\,1)passa em (1,\,0)
não tem zerostem um único zero, x = 1
assíntota horizontal y = 0assíntota vertical x = 0
crescente se a > 1crescente se a > 1
x y −3 −2 −1 1 2 3 4 5 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 y = x y = 2x y = log₂ x
Uma é a inversa da outra, logo os gráficos são simétricos em relação a y = x. O ponto (0,\,1) da exponencial corresponde ao ponto (1,\,0) do logaritmo; a assíntota horizontal y = 0 corresponde à assíntota vertical x = 0.

2 · As propriedades, por escrito

Propriedades · f(x) = \log_{a} x, com a > 1
  • Domínio: \mathbb{R}^{+}.  ·  Contradomínio: \mathbb{R}.
  • Zero: x = 1, único.
  • Sinal: positiva em \left]1,\, +\infty\right[, negativa em \left]0,\, 1\right[.
  • Monotonia: estritamente crescente. Logo, \log_{a} x < \log_{a} y \iff x < y.
  • Injetividade: é injetiva — e é isto que resolve as equações da secção 9.
  • Comportamento nos extremos: \lim_{x \to 0^{+}} \log_{a} x = -\infty e \lim_{x \to +\infty} \log_{a} x = +\infty.
  • Assíntota: a reta de equação x = 0 é assíntota vertical do gráfico.
  • Continuidade: é contínua em \mathbb{R}^{+}.
Propriedades · f(x) = \log_{a} x, com 0 < a < 1

Muda apenas a monotonia — e o que dela depende. A função é estritamente decrescente: positiva em \left]0,\, 1\right[ e negativa em \left]1,\, +\infty\right[; \lim_{x \to 0^{+}} \log_{a} x = +\infty e \lim_{x \to +\infty} \log_{a} x = -\infty. O domínio, o contradomínio, o zero e a assíntota são exatamente os mesmos.

x y 1 2 4 6 8 −3 −2 −1 1 2 3 y = log₂ x y = ln x y = log x y = log₁ᐟ₂ x
Quatro logaritmos. Todos passam em (1,\,0) e todos têm a reta x = 0 por assíntota vertical. Base maior do que 1: crescente. Base entre 0 e 1: decrescente — e é o simétrico, porque \log_{1/a} x = -\log_{a} x.
Crescer devagar não é deixar de crescer

O logaritmo cresce muito devagar: para \log_{2} x chegar a 10 é preciso x = 1024; para chegar a 20, x tem de ser mais de um milhão. Mas cresce sempre, e sem limite — tal como a exponencial disparava, o logaritmo arrasta-se. São as duas faces da mesma simetria.

Exemplo 17 Estudo de f(x) = 2 + \log_{3}(x-1)
  1. Domínio: x - 1 > 0 \iff x > 1, logo D_{f} = \left]1,\, +\infty\right[.
  2. Contradomínio: \log_{3}(x-1) toma todos os valores reais, e somar 2 não muda isso: D'_{f} = \mathbb{R}.
  3. Assíntota: vertical, de equação x = 1.
  4. Zero: 2 + \log_{3}(x-1) = 0 \iff \log_{3}(x-1) = -2 \iff x - 1 = 3^{-2} = \dfrac{1}{9} \iff x = \dfrac{10}{9}.
  5. Monotonia: base 3 > 1, logo estritamente crescente.
  6. Inversa: y = 2 + \log_{3}(x-1) \iff \log_{3}(x-1) = y-2 \iff x = 1 + 3^{y-2}, ou seja f^{-1}(x) = 1 + 3^{x-2}, de domínio \mathbb{R}.O gráfico de f^{-1} é uma exponencial com assíntota horizontal y = 1 — a assíntota vertical de f, deitada. A simetria funciona até ao fim.
RespostaD_{f} = \left]1,+\infty\right[; D'_{f} = \mathbb{R}; assíntota x = 1; zero \frac{10}{9}; f^{-1}(x) = 1 + 3^{x-2}
Exemplo 18 O domínio antes de tudo

Determina o domínio de cada uma das funções seguintes.

a) f(x) = \ln\left(x^{2}-4\right)b) g(x) = \dfrac{\ln(x+1)}{x-2}

  1. a) O logaritmo só está definido para argumento positivo: x^{2}-4 > 0 \iff x < -2 \lor x > 2. Logo D_{f} = \left]-\infty,\,-2\right[ \cup \left]2,\,+\infty\right[.
  2. b) Há duas condições: o argumento do logaritmo positivo e o denominador não nulo. x+1 > 0 \wedge x-2 \neq 0 \iff x > -1 \wedge x \neq 2.
  3. Logo D_{g} = \left]-1,\,2\right[ \cup \left]2,\,+\infty\right[.Repara em a): o domínio não é x > 2. O quadrado torna o argumento positivo também à esquerda de -2, e essa metade esquece-se com facilidade.
Respostasa) \left]-\infty,-2\right[\cup\left]2,+\infty\right[ · b) \left]-1,2\right[\cup\left]2,+\infty\right[

Laboratório · y = \log_{a} x ao espelho

interativo

Aproxima a base de 1: a exponencial achata-se sobre y = 1 e o logaritmo levanta-se até quase vertical. É a mesma razão pela qual se exclui a base 1 — a exponencial deixaria de ser injetiva e o logaritmo não existiria.

Python A que passo cresce o logaritmo?
from math import log2

x = 2
for k in range(1, 11):
    print('x =', x, '   log2(x) =', log2(x))
    x = x * 4

À décima linha x já passou de um milhão e o logaritmo mal chegou a 20. Repara na coluna da direita: sobe sempre de dois em dois. É essa a propriedade que a secção seguinte transforma em regra.

Exercícios propostos

Doze exercícios sobre domínios, assíntotas, monotonia e inversas. O domínio é a primeira coisa a determinar em todos eles — e é onde se perdem mais pontos no Exame.

Exercício 85§7 · domínio de uma função logarítmica

Determina o domínio de cada função.

a) f(x) = \log_{2}(x+4)b) g(x) = \ln(3-x)c) h(x) = \log(2x-6)d) j(x) = \ln\left(x^{2}+1\right)

Exercício 86§7 · zeros e sinal

Considera f(x) = \log_{3} x, de domínio \mathbb{R}^{+}.

a) Determina o zero de f.b) Indica o conjunto onde f é positiva e o conjunto onde é negativa.c) Indica \lim_{x \to 0^{+}} f(x) e \lim_{x \to +\infty} f(x).

Exercício 87§7 · crescente ou decrescente?

Indica, justificando, se cada função é crescente ou decrescente no seu domínio.

a) f(x) = \log_{5} xb) g(x) = \log_{0{,}3} xc) h(x) = \ln xd) j(x) = \log_{1/4} x

Exercício 88§7 · ler pontos do gráfico

Seja f(x) = \log_{4} x. Indica, em cada caso, o ponto do gráfico com a coordenada dada.

a) abcissa 16b) abcissa \frac{1}{2}c) ordenada 3d) ordenada -1

Exercício 89§7 · a inversa de uma exponencial

Caracteriza a função inversa de cada uma das funções seguintes.

a) f(x) = 2^{x} - 3, de domínio \mathbb{R} e contradomínio \left]-3,\, +\infty\right[b) g(x) = 1 + \ln(x-2), de domínio \left]2,\, +\infty\right[ e contradomínio \mathbb{R}

Exercício 90§7 · transformações do gráfico

Considera f(x) = \ln x e as funções g(x) = \ln(x-2), h(x) = \ln x + 3 e j(x) = \ln(-x).

a) Indica o domínio de cada uma.b) Indica a equação da assíntota vertical do gráfico de cada uma.c) Descreve, para cada uma, a transformação que a obtém do gráfico de f.

Exercício 91§7 · escolha múltipla

Na figura da secção está representada parte do gráfico de f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \log_{9} x. Seja P o ponto do gráfico de ordenada \frac{1}{2}. Qual é a abcissa de P?

  • (A)\dfrac{3}{2}
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)\dfrac{9}{2}
Exercício 92§7 · comparar sem calculadora

Sem recorrer à calculadora, indica o sinal (maior, menor ou igual) que torna cada afirmação verdadeira.

a) \log_{2} 5 \ \square \ \log_{2} 7b) \log_{0{,}5} 5 \ \square \ \log_{0{,}5} 7c) \ln 0{,}9 \ \square \ 0d) \log_{3} 3 \ \square \ \log_{7} 7

Exercício 93§7 · uma área com logaritmos

Seja g a função, de domínio \left]-2,\, +\infty\right[, definida por g(x) = \ln(x+2). Considera o triângulo [OAB] em que O é a origem, A é um ponto do eixo Oy de ordenada 5 e B é o ponto de interseção do gráfico de g com o eixo Ox.

Determina a área do triângulo [OAB].

Exercício 94§7 · o contradomínio muda tudo

Considera f(x) = \ln\left(x^{2} - 4\right).

a) Determina o domínio de f.b) Determina os zeros de f.c) Justifica que f não é injetiva.d) Indica um intervalo, o mais amplo possível, onde f seja injetiva.

Exercício 95§7 · uma reta secante que passa na origem

Considera f, de domínio \left]-\infty,\, -1\right[ \cup \left]1,\, +\infty\right[, definida por f(x) = \ln\left(\dfrac{x-1}{x+1}\right).

Seja a um número real maior do que 1. Mostra que a reta secante ao gráfico de f nos pontos de abcissas a e -a passa na origem do referencial.

Exercício 96§7 · quando a base é a incógnita

Sejam a e b dois números reais, com a > 1. Considera a função f, de domínio \left]-b,\, +\infty\right[, definida por f(x) = \log_{a}(x+b). Sabe-se que:

· o ponto (0,\, 2) pertence ao gráfico de f;· o ponto (1,\, -2) pertence ao gráfico de f^{-1}.

Determina a e b.

O logaritmando tem de ser estritamente positivo.

  1. a) x + 4 > 0 \iff x > -4: D_{f} = \left]-4,\, +\infty\right[.
  2. b) 3 - x > 0 \iff x < 3: D_{g} = \left]-\infty,\, 3\right[.
  3. c) 2x - 6 > 0 \iff x > 3: D_{h} = \left]3,\, +\infty\right[.
  4. d) x^{2} + 1 > 0 para todo o x: D_{j} = \mathbb{R}.
Respostasa) \left]-4,+\infty\right[ · b) \left]-\infty,3\right[ · c) \left]3,+\infty\right[ · d) \mathbb{R}

O zero de um logaritmo é sempre x = 1. Depois usa a monotonia.

  1. a) \log_{3} x = 0 \iff x = 3^{0} = 1.
  2. b) A base é 3 > 1, logo f é crescente: positiva em \left]1,\, +\infty\right[ e negativa em \left]0,\, 1\right[.
  3. c) \lim_{x \to 0^{+}} \log_{3} x = -\infty e \lim_{x \to +\infty} \log_{3} x = +\infty.
Respostasa) 1 · b) positiva em \left]1,+\infty\right[, negativa em \left]0,1\right[ · c) -\infty e +\infty

Só interessa comparar a base com 1 — tal como na exponencial.

  1. a) 5 > 1: crescente.
  2. b) 0{,}3 < 1: decrescente.
  3. c) e \approx 2{,}72 > 1: crescente.
  4. d) \frac{1}{4} < 1: decrescente.
Respostasa) crescente · b) decrescente · c) crescente · d) decrescente

Nas duas primeiras calcula f; nas duas últimas resolve f(x) = k.

  1. a) 4^{2} = 16, logo o ponto é (16,\, 2).
  2. b) 4^{-1/2} = \dfrac{1}{2}, logo o ponto é \left(\dfrac{1}{2},\, -\dfrac{1}{2}\right).
  3. c) x = 4^{3} = 64: ponto (64,\, 3).
  4. d) x = 4^{-1} = \dfrac{1}{4}: ponto \left(\dfrac{1}{4},\, -1\right).
Respostasa) (16,2) · b) \left(\frac{1}{2},-\frac{1}{2}\right) · c) (64,3) · d) \left(\frac{1}{4},-1\right)

Resolve y = f(x) em ordem a x: numa passa-se a logaritmo, na outra a exponencial.

  1. a) y = 2^{x} - 3 \iff 2^{x} = y + 3 \iff x = \log_{2}(y+3).
  2. Logo f^{-1} : \left]-3,\, +\infty\right[ \to \mathbb{R}, f^{-1}(x) = \log_{2}(x+3).
  3. b) y = 1 + \ln(x-2) \iff \ln(x-2) = y - 1 \iff x - 2 = e^{y-1} \iff x = 2 + e^{y-1}.
  4. Logo g^{-1} : \mathbb{R} \to \left]2,\, +\infty\right[, g^{-1}(x) = 2 + e^{x-1}.Repara em que os domínios trocam exatamente de papel — é a marca de água de um par de funções inversas.
Respostasa) f^{-1}(x) = \log_{2}(x+3) · b) g^{-1}(x) = 2 + e^{x-1}

O que está dentro do logaritmo mexe na horizontal — e é ele que muda o domínio e a assíntota.

  1. a) D_{g} = \left]2,\, +\infty\right[; D_{h} = \mathbb{R}^{+}; D_{j} = \mathbb{R}^{-}.
  2. b) x = 2 para g; x = 0 para h; x = 0 para j.
  3. c) g: translação de vetor (2,\,0). h: translação de vetor (0,\,3). j: reflexão em relação ao eixo Oy.
Respostasa) \left]2,+\infty\right[, \mathbb{R}^{+}, \mathbb{R}^{-} · b) x=2, x=0, x=0 · c) translação, translação, reflexão

\log_{9} x = \frac{1}{2} \iff x = 9^{1/2}.

  1. \log_{9} x = \dfrac{1}{2} \iff x = 9^{1/2} = \sqrt{9} = 3.
RespostaOpção (C)

Base maior do que 1: preserva a ordem. Base entre 0 e 1: inverte-a.

  1. a) Base 2 > 1 e 5 < 7: \log_{2} 5 < \log_{2} 7.
  2. b) Base 0{,}5 < 1: a ordem inverte-se, \log_{0{,}5} 5 > \log_{0{,}5} 7.
  3. c) 0{,}9 < 1 e a base e é maior do que 1: \ln 0{,}9 < 0.
  4. d) Ambos valem 1: \log_{3} 3 = \log_{7} 7.
Respostasa) < · b) > · c) < · d) =

Começa por determinar B: é o zero de g. O triângulo é retângulo em O.

  1. Zero de g: \ln(x+2) = 0 \iff x + 2 = e^{0} = 1 \iff x = -1. Logo B(-1,\,0).
  2. O triângulo é retângulo em O, com catetos \overline{OA} = 5 e \overline{OB} = |-1| = 1.
  3. Área = \dfrac{5 \times 1}{2} = \dfrac{5}{2}.A abcissa de B é negativa, mas o comprimento do cateto é o seu módulo. Trocar as duas coisas é um erro clássico.
Resposta\dfrac{5}{2} unidades de área

Repara em que x^{2}-4 é uma função par: f(-x) = f(x).

  1. a) x^{2} - 4 > 0 \iff x < -2 \lor x > 2: D_{f} = \left]-\infty,\, -2\right[ \cup \left]2,\, +\infty\right[.
  2. b) \ln(x^{2}-4) = 0 \iff x^{2} - 4 = 1 \iff x^{2} = 5 \iff x = \pm\sqrt{5}. Ambos pertencem ao domínio (\sqrt{5} \approx 2{,}24 > 2).
  3. c) f(-x) = \ln\left((-x)^{2}-4\right) = \ln\left(x^{2}-4\right) = f(x): dois objetos simétricos têm a mesma imagem. Por exemplo, f(3) = f(-3) = \ln 5.
  4. d) Em \left]2,\, +\infty\right[ a função x \mapsto x^{2}-4 é estritamente crescente e o logaritmo também, logo f é estritamente crescente — e portanto injetiva.Vale a pena reter: \ln(x^{2}) e 2\ln x não são a mesma função. A primeira está definida para x negativo; a segunda não. Voltamos a este ponto na secção 8.
Respostasa) \left]-\infty,-2\right[ \cup \left]2,+\infty\right[ · b) \pm\sqrt{5} · c) f(-x)=f(x) · d) \left]2,+\infty\right[

Mostra que f(-a) = -f(a). Uma reta que une dois pontos simétricos em relação à origem passa pela origem.

  1. f(-a) = \ln\left(\dfrac{-a-1}{-a+1}\right) = \ln\left(\dfrac{-(a+1)}{-(a-1)}\right) = \ln\left(\dfrac{a+1}{a-1}\right).
  2. Ora \dfrac{a+1}{a-1} é o inverso de \dfrac{a-1}{a+1}, e \ln\left(\dfrac{1}{u}\right) = -\ln u.
  3. Logo f(-a) = -\ln\left(\dfrac{a-1}{a+1}\right) = -f(a).
  4. Os pontos A(a,\, f(a)) e B(-a,\, -f(a)) são simétricos em relação à origem: o ponto médio de [AB] é \left(\dfrac{a-a}{2},\, \dfrac{f(a)-f(a)}{2}\right) = (0,\,0). A reta AB passa, portanto, na origem. \squareEste é o item do Exame de 2016, 1.ª Fase. A ideia toda está na primeira linha: reconhecer que f é uma função ímpar.
Respostaf é ímpar: f(-a) = -f(a), logo os dois pontos são simétricos em relação à origem

Traduz cada condição numa igualdade com f: a segunda diz que f(-2) = 1.

  1. Da primeira: f(0) = 2, ou seja \log_{a} b = 2, isto é b = a^{2}.
  2. Da segunda: (1,\,-2) no gráfico de f^{-1} significa f(-2) = 1, ou seja \log_{a}(-2+b) = 1, isto é b - 2 = a.
  3. Substituindo: a^{2} - 2 = a \iff a^{2} - a - 2 = 0 \iff a = 2 \lor a = -1.
  4. Como a > 1, vem a = 2 e b = a^{2} = 4.
  5. Confirmação: f(x) = \log_{2}(x+4)f(0) = \log_{2} 4 = 2 ✓ e f(-2) = \log_{2} 2 = 1 ✓.
Respostaa = 2 e b = 4
08

Propriedades operatórias dos logaritmos

O logaritmo transforma produtos em somas. Foi por isso que foi inventado, é por isso que resolve equações, e é daqui que vêm todas as regras desta secção — que são, afinal, as regras das potências vistas do outro lado do espelho.

Aprendizagens Essenciais
  • Conhecer e aplicar as propriedades e regras operatórias dos logaritmos, em casos simples, e em contexto de resolução de problemas e de modelação.
  • Promover a utilização das propriedades e regras operatórias dos logaritmos, incluindo a fórmula da mudança de base.

1 · As três regras

Propriedades operatórias

Sejam a, b \in \mathbb{R}^{+} \setminus \{1\}, x, y \in \mathbb{R}^{+} e p \in \mathbb{R}. Então:

\log_{a}(x \times y) = \log_{a} x + \log_{a} y \log_{a}\left(\dfrac{x}{y}\right) = \log_{a} x - \log_{a} y \log_{a}\left(x^{p}\right) = p \times \log_{a} x

E, como caso particular da última, \log_{a}\left(\dfrac{1}{x}\right) = -\log_{a} x.

As três saem da mesma ideia: um logaritmo é um expoente, e nas potências o produto soma expoentes. A demonstração da primeira mostra o mecanismo; as outras duas repetem-no.

Sejam x, y > 0. Escrevendo cada um deles como potência de a — o que é sempre possível, porque a^{\log_{a} x} = x —, vem

x \times y = a^{\log_{a} x} \times a^{\log_{a} y} = a^{\log_{a} x \,+\, \log_{a} y},

usando a regra a^{u}a^{v} = a^{u+v}. Por outro lado, por definição de logaritmo,

x \times y = a^{\log_{a}(xy)}.

Igualando as duas escritas, a^{\log_{a}(xy)} = a^{\log_{a} x + \log_{a} y}. Como a função exponencial de base a é injetiva, os expoentes têm de ser iguais:

\log_{a}(xy) = \log_{a} x + \log_{a} y. \qquad \square

A regra do quociente demonstra-se do mesmo modo, com \frac{a^{u}}{a^{v}} = a^{u-v}; e a da potência com \left(a^{u}\right)^{p} = a^{up}.

Precauções · onde é que estas regras falham

As duas primeiras regras só são válidas quando x e y são positivos. Se A e B forem ambos negativos, \log_{a}(A \times B) existe — o produto é positivo — mas \log_{a} A e \log_{a} B não existem. A igualdade não se pode escrever.

A regra da potência, \log_{a}(A^{p}) = p\log_{a} A, exige igualmente A > 0. O engano típico: \ln\left((-2)^{4}\right) = \ln 16 existe, mas 4\ln(-2) não. O que vale em geral é \ln\left(x^{2}\right) = 2\ln|x|, para x \neq 0.

2 · Mudança de base

A calculadora tem teclas para \ln e para \log. Para qualquer outra base há uma fórmula — e é ela que permite, por exemplo, comparar logaritmos de bases diferentes.

Fórmula de mudança de base \log_{a} x = \dfrac{\log_{b} x}{\log_{b} a}, \qquad \text{em particular} \qquad \log_{a} x = \dfrac{\ln x}{\ln a}.

Parte-se de x = a^{\log_{a} x} e aplica-se \log_{b} aos dois membros:

\log_{b} x = \log_{b}\left(a^{\log_{a} x}\right) = \log_{a} x \times \log_{b} a,

pela regra da potência (repara em que \log_{a} x é aqui apenas um expoente, e a > 0). Como a \neq 1, tem-se \log_{b} a \neq 0 e pode dividir-se:

\log_{a} x = \dfrac{\log_{b} x}{\log_{b} a}. \qquad \square

Fazendo x = b obtém-se ainda a relação útil \log_{a} b = \dfrac{1}{\log_{b} a}.

3 · Qualquer exponencial é uma exponencial de base e

Uma igualdade que se usa constantemente

Para a > 0 e x \in \mathbb{R}:

a^{x} = e^{x \ln a}.

Como a > 0, tem-se a = e^{\ln a} — é a igualdade e^{\ln u} = u, aplicada a u = a. Então

a^{x} = \left(e^{\ln a}\right)^{x} = e^{x\ln a}, \qquad \square

usando \left(e^{u}\right)^{v} = e^{uv}. É esta igualdade que permite escrever qualquer modelo exponencial na forma N_{0}e^{kt}, com k = \ln a — e, mais à frente, derivar a^{x} sabendo apenas derivar e^{x}.

Exemplo 19 Desenvolver e voltar a juntar

Simplifica \ln\left(16\sqrt{\dfrac{32}{27}}\right), escrevendo o resultado na forma \alpha \ln 2 + \beta \ln 3.

  1. Separa-se o produto: \ln 16 + \ln\sqrt{\dfrac{32}{27}}.
  2. \ln 16 = \ln\left(2^{4}\right) = 4\ln 2.
  3. A raiz é potência de expoente \frac{1}{2}: \ln\sqrt{\dfrac{32}{27}} = \dfrac{1}{2}\left(\ln 32 - \ln 27\right) = \dfrac{1}{2}\left(5\ln 2 - 3\ln 3\right).
  4. Somando: 4\ln 2 + \dfrac{5}{2}\ln 2 - \dfrac{3}{2}\ln 3 = \dfrac{13}{2}\ln 2 - \dfrac{3}{2}\ln 3.O gesto é sempre o mesmo: fatorizar os números em potências de primos, e depois deixar as regras trabalharem.
Resposta\dfrac{13}{2}\ln 2 - \dfrac{3}{2}\ln 3
Exemplo 20 Trabalhar com bases desconhecidas

Sabe-se que \log_{a}\left(ab^{3}\right) = 5, com a > 1 e b > 1. Determina \log_{b} a.

  1. Separa-se: \log_{a} a + \log_{a}\left(b^{3}\right) = 5, ou seja 1 + 3\log_{a} b = 5.
  2. Logo \log_{a} b = \dfrac{4}{3}.
  3. Pela mudança de base, \log_{b} a = \dfrac{1}{\log_{a} b} = \dfrac{3}{4}.
Resposta\dfrac{3}{4}

Laboratório · A régua de cálculo

interativo

As duas escalas não são regulares: a distância à origem é o logaritmo do número. Encostando o 1 da régua de cima ao primeiro fator, a posição do segundo fator marca o produto — porque somar comprimentos é somar logaritmos. Foi assim que se fizeram contas durante três séculos, e é assim que se chegou à Lua.

Python Multiplicar sem multiplicar
from math import log10

def multiplica(a, b):
    soma = log10(a) + log10(b)
    return 10**soma

for a, b in [(2, 3), (25, 4), (1.5, 8), (123, 456)]:
    print(a, 'x', b, '=', round(multiplica(a, b), 6), '   (verificacao:', a*b, ')')

A função multiplica nunca usa o sinal \times entre a e b: só somas. Os pequenos desvios na última casa são erros de arredondamento — exatamente os mesmos que afetavam as tábuas em papel.

Exercícios propostos

Doze exercícios sobre as três regras, a mudança de base e — sobretudo — sobre as condições em que elas se podem aplicar. O exercício das duas funções \ln(x^{2}) e 2\ln x vale por si só.

Exercício 97§8 · juntar num só logaritmo

Escreve como um único logaritmo (x > 0, y > 0).

a) \log_{2} 5 + \log_{2} 3b) \ln 12 - \ln 4c) 3\log xd) \log_{3} x + 2\log_{3} y

Exercício 98§8 · separar em vários logaritmos

Desenvolve, supondo todas as letras positivas.

a) \log_{2}(8x)b) \ln\dfrac{x}{y^{3}}c) \log\left(x^{2}\sqrt{y}\right)d) \log_{5}\dfrac{25}{x}

Exercício 99§8 · calcular usando as regras

Calcula, sem recorrer à calculadora.

a) \log_{2} 8 + \log_{2} 4b) \log 50 + \log 2c) \ln e^{3} - \ln ed) \log_{3} 18 - \log_{3} 2

Exercício 100§8 · mudança de base

Escreve em função de logaritmos neperianos e calcula com a calculadora, arredondado às milésimas.

a) \log_{2} 7b) \log_{5} 20c) \log_{3} 0{,}5d) \log_{7} 7

Exercício 101§8 · exprimir em função de outro logaritmo

Sabendo que \log_{2} 5 = k, exprime em função de k.

a) \log_{2} 10b) \log_{2} 0{,}4c) \log_{2} 25d) \log_{2} \sqrt{5}

Exercício 102§8 · simplificar expressões

Mostra que, para x \in \mathbb{R}^{+}:

a) \log\left(x^{3}\right) + \log\left(\sqrt{x}\right) - \log\left(x^{2}\right) = \dfrac{3}{2}\log xb) \log_{2}\left(8x^{2}\right) - \log_{2}(2x) = 2 + \log_{2} x

Exercício 103§8 · escolha múltipla

Sejam a e b dois números reais positivos. Qual das igualdades seguintes é equivalente a \ln a = -\ln b?

  • (A)a + b = 1
  • (B)\dfrac{a}{b} = 1
  • (C)a \times b = 1
  • (D)a - b = 1
Exercício 104§8 · a armadilha do domínio

Considera as funções f(x) = \ln\left(x^{2}\right) e g(x) = 2\ln x.

a) Determina o domínio de cada uma.b) As duas funções são iguais? Justifica.c) Calcula f(-3) e explica por que razão g(-3) não existe.

Exercício 105§8 · dois logaritmos com bases trocadas

Sejam a e b dois números reais maiores do que 1, tais que \log_{a} b = 2.

a) Determina \log_{b} a.b) Determina \log_{a}\left(a^{2}b\right).c) Determina \log_{b}\sqrt{a}.

Exercício 106§8 · trocar a base pelo logaritmando

Sejam a e b números reais maiores do que 1.

a) Mostra que \log_{a} b \times \log_{b} a = 1.b) Sabendo que a = b^{3}, determina \log_{a} b + \log_{b} a.c) Mostra que, se \log_{a} b + \log_{b} a = 2, então a = b.

Exercício 107§8 · uma identidade com logaritmos

Seja a um número real maior do que 1.

a) Mostra que a^{\ln b} = b^{\ln a}, para todo o b > 0.b) Usa a alínea anterior para determinar o valor exato de 2^{\ln 8} \div 8^{\ln 2}.c) Mostra que 4 + \log_{a}\left(5^{\ln a}\right) = \ln\left(5\,e^{4}\right).

Exercício 108§8 · uma soma telescópica

Considera a sucessão (u_{n}) definida por

u_{n} = \log_{2}\dfrac{2}{1} + \log_{2}\dfrac{3}{2} + \log_{2}\dfrac{4}{3} + \cdots + \log_{2}\dfrac{n+1}{n}.

a) Mostra que u_{n} = \log_{2}(n+1).b) Determina u_{1023}.c) Determina o menor valor de n para o qual u_{n} > 10.

Soma vira produto, diferença vira quociente, coeficiente vira expoente.

  1. a) \log_{2}(5 \times 3) = \log_{2} 15.
  2. b) \ln\dfrac{12}{4} = \ln 3.
  3. c) \log\left(x^{3}\right).
  4. d) \log_{3} x + \log_{3}\left(y^{2}\right) = \log_{3}\left(xy^{2}\right).
Respostasa) \log_{2} 15 · b) \ln 3 · c) \log(x^{3}) · d) \log_{3}(xy^{2})

A raiz é uma potência de expoente \frac{1}{2}. E não te esqueças de calcular os logaritmos que dão inteiros.

  1. a) \log_{2} 8 + \log_{2} x = 3 + \log_{2} x.
  2. b) \ln x - 3\ln y.
  3. c) 2\log x + \dfrac{1}{2}\log y.
  4. d) \log_{5} 25 - \log_{5} x = 2 - \log_{5} x.
Respostasa) 3 + \log_{2} x · b) \ln x - 3\ln y · c) 2\log x + \frac{1}{2}\log y · d) 2 - \log_{5} x

Junta primeiro num só logaritmo; muitas vezes o resultado fica bonito.

  1. a) \log_{2}(8 \times 4) = \log_{2} 32 = 5.
  2. b) \log(50 \times 2) = \log 100 = 2.
  3. c) 3 - 1 = 2.
  4. d) \log_{3}\dfrac{18}{2} = \log_{3} 9 = 2.
Respostasa) 5 · b) 2 · c) 2 · d) 2

\log_{a} x = \dfrac{\ln x}{\ln a}.

  1. a) \dfrac{\ln 7}{\ln 2} \approx 2{,}807.
  2. b) \dfrac{\ln 20}{\ln 5} \approx 1{,}861.
  3. c) \dfrac{\ln 0{,}5}{\ln 3} \approx -0{,}631.
  4. d) \dfrac{\ln 7}{\ln 7} = 1, exatamente.
Ecrã da calculadora NumWorks com os quocientes de logaritmos neperianos ln 7 sobre ln 2 e ln 20 sobre ln 5
Alíneas a) e b), na aplicação Cálculo: \dfrac{\ln 7}{\ln 2} \approx 2{,}807 e \dfrac{\ln 20}{\ln 5} \approx 1{,}861. Repara que a calculadora devolve o primeiro quociente já escrito como \log_{2} 7 — é a mudança de base lida ao contrário.
Respostasa) \approx 2{,}807 · b) \approx 1{,}861 · c) \approx -0{,}631 · d) 1

Escreve cada número à custa de 5 e de potências de 2: 10 = 2 \times 5, 0{,}4 = \frac{2}{5}.

  1. a) \log_{2}(2 \times 5) = 1 + k.
  2. b) \log_{2}\dfrac{2}{5} = 1 - k.
  3. c) \log_{2}\left(5^{2}\right) = 2k.
  4. d) \log_{2}\left(5^{1/2}\right) = \dfrac{k}{2}.
Respostasa) 1+k · b) 1-k · c) 2k · d) \frac{k}{2}

Reduz tudo a múltiplos de \log x, tratando os logaritmos de números como constantes.

  1. a) 3\log x + \dfrac{1}{2}\log x - 2\log x = \left(3 + \dfrac{1}{2} - 2\right)\log x = \dfrac{3}{2}\log x. \square
  2. b) \log_{2}\dfrac{8x^{2}}{2x} = \log_{2}(4x) = \log_{2} 4 + \log_{2} x = 2 + \log_{2} x. \squareEm b) foi mais rápido juntar primeiro num só logaritmo. Nem sempre o melhor caminho é desenvolver.
Respostasa) \left(3+\frac{1}{2}-2\right)\log x · b) \log_{2}(4x)

Passa tudo para o primeiro membro e junta num só logaritmo.

  1. \ln a = -\ln b \iff \ln a + \ln b = 0 \iff \ln(ab) = 0.
  2. \ln(ab) = 0 \iff ab = e^{0} = 1.
RespostaOpção (C)

Duas funções são iguais quando têm o mesmo domínio e a mesma expressão nesse domínio.

  1. a) D_{f} = \{x : x^{2} > 0\} = \mathbb{R} \setminus \{0\} e D_{g} = \mathbb{R}^{+}.
  2. b) Não são iguais: os domínios são diferentes. Coincidem em \mathbb{R}^{+} — aí, e só aí, \ln(x^{2}) = 2\ln x. A função g é uma restrição de f.
  3. c) f(-3) = \ln 9 = 2\ln 3, que existe. Já g(-3) = 2\ln(-3) não tem significado: não há logaritmo de números negativos.
  4. A escrita correta em \mathbb{R} \setminus \{0\} é \ln\left(x^{2}\right) = 2\ln|x|.Esta é a precaução da regra da potência: \log_{a}(A^{p}) = p\log_{a} A exige A > 0. Com A = x e p par, o primeiro membro existe para x negativo e o segundo não.
Respostasa) \mathbb{R}\setminus\{0\} e \mathbb{R}^{+} · b) não, domínios diferentes · c) f(-3) = \ln 9; \ln(-3) não existe

A mudança de base dá \log_{b} a = \dfrac{1}{\log_{a} b}.

  1. a) \log_{b} a = \dfrac{\log_{a} a}{\log_{a} b} = \dfrac{1}{2}.
  2. b) \log_{a}\left(a^{2}b\right) = \log_{a}\left(a^{2}\right) + \log_{a} b = 2 + 2 = 4.
  3. c) \log_{b}\sqrt{a} = \dfrac{1}{2}\log_{b} a = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4}.
Respostasa) \frac{1}{2} · b) 4 · c) \frac{1}{4}

Em c), põe t = \log_{a} b: a condição fica t + \frac{1}{t} = 2.

  1. a) Pela mudança de base, \log_{b} a = \dfrac{\log_{a} a}{\log_{a} b} = \dfrac{1}{\log_{a} b}. Multiplicando, dá 1. \square
  2. b) De a = b^{3} vem \log_{b} a = 3 e, pela alínea a), \log_{a} b = \dfrac{1}{3}. A soma é 3 + \dfrac{1}{3} = \dfrac{10}{3}.
  3. c) Com t = \log_{a} b (note-se que t > 0, porque a, b > 1): t + \dfrac{1}{t} = 2 \iff t^{2} - 2t + 1 = 0 \iff (t-1)^{2} = 0 \iff t = 1.
  4. \log_{a} b = 1 \iff b = a^{1} = a. \squareEste é o caso de igualdade da desigualdade t + \frac{1}{t} \geq 2, válida para t > 0: a soma de um positivo com o seu inverso nunca é menor do que 2, e vale 2 só quando o número é 1.
Respostasa) mudança de base · b) \frac{10}{3} · c) (t-1)^{2} = 0, logo \log_{a} b = 1

Em a), escreve a = e^{\ln a} e usa \left(e^{u}\right)^{v} = e^{uv}.

  1. a) a^{\ln b} = \left(e^{\ln a}\right)^{\ln b} = e^{\ln a \,\ln b}. Do mesmo modo, b^{\ln a} = e^{\ln b\,\ln a}. Os expoentes são iguais, logo os números também. \square
  2. b) Pela alínea a) com a = 2 e b = 8: 2^{\ln 8} = 8^{\ln 2}, logo o quociente é 1.
  3. c) \log_{a}\left(5^{\ln a}\right) = \ln a \times \log_{a} 5 = \ln a \times \dfrac{\ln 5}{\ln a} = \ln 5.
  4. Então 4 + \ln 5 = \ln e^{4} + \ln 5 = \ln\left(5e^{4}\right). \squareO truque de escrever qualquer número positivo como e^{\ln(\cdot)} resolve muitos itens de exame. Repara em que a alínea c) é, com outros números, o item do Exame de 2017.
Respostasa) ambos são e^{\ln a \ln b} · b) 1 · c) \log_{a}(5^{\ln a}) = \ln 5

Junta tudo num só logaritmo: o produto das frações simplifica-se quase todo.

  1. a) Pela regra do produto, u_{n} = \log_{2}\left(\dfrac{2}{1} \times \dfrac{3}{2} \times \dfrac{4}{3} \times \cdots \times \dfrac{n+1}{n}\right).
  2. No produto, cada numerador cancela com o denominador seguinte: sobra \dfrac{n+1}{1} = n+1. Logo u_{n} = \log_{2}(n+1). \square
  3. b) u_{1023} = \log_{2} 1024 = \log_{2}\left(2^{10}\right) = 10.
  4. c) \log_{2}(n+1) > 10 \iff n + 1 > 2^{10} = 1024 \iff n > 1023. O menor natural é n = 1024.É esta a razão de ser das tábuas de Napier: uma soma de mil parcelas colapsou num único logaritmo. Transformar produtos em somas — e, aqui, somas em produtos — é o que os logaritmos fazem de melhor.
Respostasa) o produto é telescópico · b) 10 · c) n = 1024
09

Equações e inequações com logaritmos

Aqui há uma diferença importante em relação às exponenciais: a^{x} existe sempre, \log_{a} x não. Toda a resolução começa, por isso, pelas condições de existência — e acaba com uma verificação. Entre uma coisa e outra, é a injetividade que faz o trabalho.

Aprendizagens Essenciais
  • Resolver equações, envolvendo funções exponenciais e funções logarítmicas, em contexto de resolução de problemas, tanto analiticamente como graficamente.
  • Conhecer e aplicar as propriedades e regras operatórias dos logaritmos em contexto de resolução de problemas.

1 · As duas equivalências

Resolver com logaritmos

Para a > 0, a \neq 1:

\log_{a} x = \log_{a} y \iff x = y \qquad (x > 0,\ y > 0) \log_{a} x = y \iff x = a^{y} \qquad (x > 0)

A primeira é a injetividade da função logarítmica; a segunda é a própria definição de logaritmo.

2 · O procedimento, passo a passo

Seis passos
  1. Determinar o domínio da expressão que envolve logaritmos: cada logaritmando tem de ser positivo, e as condições intersetam-se.
  2. Se houver bases diferentes, aplicar a mudança de base e escrever tudo na mesma base.
  3. Usar as propriedades operatórias, com precaução, para obter uma expressão do tipo \log_{a} x = \log_{a} y ou \log_{a} x = z.
  4. Aplicar \log_{a} x = \log_{a} y \iff x = y, ou \log_{a} x = z \iff x = a^{z}.
  5. Resolver a equação obtida.
  6. Intersetar as soluções com o domínio determinado no primeiro passo e apresentar o conjunto-solução.
Erro típico · juntar logaritmos alarga o domínio

Ao passar de \log(x-2) + \log(x+1) para \log\left[(x-2)(x+1)\right], o domínio muda: o primeiro exige x > 2, o segundo aceita também x < -1. As duas expressões não são equivalentes.

O passo continua a poder dar-se — mas só é seguro se, no fim, se intersetarem as soluções com o domínio da equação inicial. É esse o sexto passo, e é o que se esquece.

Erro típico · trocar \ln(x^{2}) por 2\ln x

A equação \ln\left(x^{2}\right) = 2\ln 3 tem duas soluções, 3 e -3. Se se escrever 2\ln x = 2\ln 3, o domínio encolhe para \mathbb{R}^{+} e perde-se a solução -3. Nunca se substitui uma expressão por outra de domínio mais restrito.

Exemplo 21 Duas equações, dois destinos diferentes
  1. \ln(x-2) - \ln(-2x) = 0. C.E.: x - 2 > 0 \iff x > 2 e -2x > 0 \iff x < 0. As duas condições são incompatíveis: o domínio é vazio e S = \varnothing. Não é preciso fazer mais nada.
  2. 2\ln x - \ln(x+2) = 0. C.E.: x > 0 \land x + 2 > 0 \iff x > 0.
  3. Como x > 0, pode escrever-se 2\ln x = \ln\left(x^{2}\right): \ln\left(x^{2}\right) = \ln(x+2) \iff x^{2} = x + 2.
  4. x^{2}-x-2 = 0 \iff x = 2 \lor x = -1. Como -1 \notin \left]0,+\infty\right[, vem S = \{2\}.Na primeira, tudo se decidiu no primeiro passo. Na segunda, o passo 2\ln x = \ln(x^{2}) foi legítimo porque já se sabia que x > 0.
RespostasS = \varnothing · S = \{2\}

3 · Inequações

Vale o mesmo procedimento, mais um cuidado: no passo em que se tiram os logaritmos, o sentido da desigualdade depende da base.

Inequações logarítmicas

Com u(x) > 0 e v(x) > 0:

a > 1: \quad \log_{a} u(x) < \log_{a} v(x) \iff u(x) < v(x) 0 < a < 1: \quad \log_{a} u(x) < \log_{a} v(x) \iff u(x) > v(x)

No fim, interseta-se sempre com o domínio.

Exemplo 22 \ln(1-2x) \leq 1
  1. C.E.: 1 - 2x > 0 \iff x < \dfrac{1}{2}.
  2. A base e é maior do que 1, logo o sentido mantém-se: 1 - 2x \leq e^{1} \iff -2x \leq e - 1 \iff x \geq \dfrac{1-e}{2}.
  3. Intersetando com a condição de existência: S = \left[\dfrac{1-e}{2},\, \dfrac{1}{2}\right[.Repara em que o extremo esquerdo é fechado (vem de \leq) e o direito é aberto (vem da condição de existência, que é estrita).
RespostaS = \left[\dfrac{1-e}{2},\, \dfrac{1}{2}\right[
Exemplo 23 Uma base entre 0 e 1

Resolve 2\log_{1/3} x - \log_{1/3} 3 < 0.

  1. C.E.: x > 0.
  2. Como x > 0, 2\log_{1/3} x = \log_{1/3}\left(x^{2}\right). A inequação fica \log_{1/3}\left(x^{2}\right) < \log_{1/3} 3.
  3. A base é \frac{1}{3} < 1: o sentido inverte-se. Vem x^{2} > 3 \iff x < -\sqrt{3} \lor x > \sqrt{3}.
  4. Intersetando com x > 0: S = \left]\sqrt{3},\, +\infty\right[.
RespostaS = \left]\sqrt{3},\, +\infty\right[

Laboratório · Onde é que a equação faz sentido

interativo

A faixa verde é onde todos os logaritmandos são positivos ao mesmo tempo — o domínio da equação. Na última escolha não sobra faixa nenhuma: a equação não tem soluções, e isso decide-se sem fazer contas.

Python Caçar soluções estranhas
from math import log10

def existe(x):
    return x + 1 > 0 and x - 2 > 0

for x in [-3, 4]:
    print('candidato x =', x)
    if existe(x):
        e = 1 - log10(x+1) - log10(x-2)
        print('   pertence ao dominio; 1 - log(x+1) - log(x-2) =', round(e, 10))
    else:
        print('   NAO pertence ao dominio: e uma solucao estranha')

O -3 nem chega a ser testado: falha logo o domínio. O 4 passa e dá resíduo zero. Este é, em três linhas, o sexto passo do procedimento.

Exercícios propostos

Doze exercícios. Em todos eles a primeira linha da resolução é a mesma: as condições de existência. Os dois últimos são adaptações de itens de Exame Nacional.

Exercício 109§9 · equações imediatas

Resolve, em \mathbb{R}, indicando sempre as condições de existência.

a) \log_{2}(x-1) = 3b) \ln(2x) = 0c) \log(3x+1) = 2d) \log_{5}(x^{2}) = 2

Exercício 110§9 · dois logaritmos da mesma base

Resolve, em \mathbb{R}.

a) \log_{3}(2x) = \log_{3} 8b) \ln(x+1) = \ln(3x-5)

Exercício 111§9 · inequações imediatas

Resolve, em \mathbb{R}, e apresenta o conjunto-solução como intervalo.

a) \log_{2} x > 3b) \ln x \leq 1c) \log_{3}(1-x) \leq 1d) \log_{1/2} x > 2

Exercício 112§9 · condições de existência primeiro

Indica o domínio em que cada equação faz sentido — sem a resolver.

a) \ln(x-2) + \ln x = 1b) \log(x+1) - \log(4-x) = 0c) \log_{2}(x^{2}-1) = 3d) \ln x + \ln(-x) = 2

Exercício 113§9 · juntar antes de resolver

Resolve, em \mathbb{R}, sem recorrer à calculadora.

a) \log_{2} x + \log_{2}(x+1) = 1b) 1 - \log_{4} x = \log_{4}(5-x)

Exercício 114§9 · mudança de variável

Resolve, em \mathbb{R}, sem recorrer à calculadora.

a) \ln^{2} x - 3\ln x + 2 = 0b) \log_{2}^{2} x - 5\log_{2} x + 6 = 0

(\ln^{2} x designa (\ln x)^{2}.)

Exercício 115§9 · escolha múltipla

Qual é o conjunto dos números reais que são soluções da inequação \log_{3}(1-x) \leq 1?

  • (A)\left[-2,\, 1\right[
  • (B)\left[-1,\, 2\right[
  • (C)\left]-\infty,\, -2\right]
  • (D)\left[2,\, +\infty\right[
Exercício 116§9 · uma inequação com produto

Resolve, em \mathbb{R}, a inequação \log_{3}(x+2) + \log_{3} x > 1.

Exercício 117§9 · equação com exponencial e logaritmo

Resolve, em \mathbb{R}, a equação \ln\left((1-x)e^{x-1}\right) = x, sem recorrer à calculadora.

Exercício 118§9 · o erro de alargar o domínio

Um aluno resolveu a equação 1 - \log(x+1) = \log(x-2) assim:

· \log\left[(x-2)(x+1)\right] = 1· (x-2)(x+1) = 10· x^{2} - x - 12 = 0 \iff x = 4 \lor x = -3· S = \{-3,\, 4\}

a) Determina o domínio da equação inicial.b) Explica onde está o erro e apresenta o conjunto-solução correto.

Exercício 119§9 · uma equação de exame

Determina, em \mathbb{R} e sem recorrer à calculadora, o conjunto dos números reais que são solução da equação

\dfrac{1}{2}\log_{2}(9x+1) = \log_{2}(6x).
Exercício 120§9 · uma inequação com duas bases

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = 2 + \log_{3} x.

a) Determina o conjunto dos números reais para os quais f(x) \geq 4 + \log_{3}(x-8).b) Determina o valor exato de f\left(36^{1000}\right) - f\left(4^{1000}\right).

Passa à forma exponencial e, no fim, verifica se a solução cumpre a condição de existência.

  1. a) C.E.: x > 1. x - 1 = 2^{3} = 8 \iff x = 9. Serve.
  2. b) C.E.: x > 0. 2x = e^{0} = 1 \iff x = \dfrac{1}{2}. Serve.
  3. c) C.E.: x > -\dfrac{1}{3}. 3x + 1 = 10^{2} = 100 \iff x = 33. Serve.
  4. d) C.E.: x \neq 0. x^{2} = 25 \iff x = 5 \lor x = -5. Ambas servem.A alínea d) mostra por que razão as condições de existência se escrevem antes: aqui não excluíram nada, mas se se tivesse escrito 2\log_{5} x em vez de \log_{5}(x^{2}) perder-se-ia a solução -5.
Respostasa) 9 · b) \frac{1}{2} · c) 33 · d) \pm 5

Logaritmos iguais na mesma base obrigam a logaritmandos iguais — desde que ambos existam.

  1. a) C.E.: x > 0. 2x = 8 \iff x = 4. Serve.
  2. b) C.E.: x + 1 > 0 \land 3x - 5 > 0 \iff x > \dfrac{5}{3}.
  3. x + 1 = 3x - 5 \iff -2x = -6 \iff x = 3. Como 3 > \dfrac{5}{3}, serve.
Respostasa) 4 · b) 3

Não te esqueças da condição de existência — e, na última, de que a base é menor do que 1.

  1. a) C.E.: x > 0. Base 2 > 1: x > 2^{3} = 8. S = \left]8,\, +\infty\right[.
  2. b) C.E.: x > 0. x \leq e. S = \left]0,\, e\right].
  3. c) C.E.: 1 - x > 0 \iff x < 1. Base 3 > 1: 1 - x \leq 3 \iff x \geq -2. Intersetando: S = \left[-2,\, 1\right[.
  4. d) C.E.: x > 0. Base \frac{1}{2} < 1, o sentido inverte-se: x < \left(\frac{1}{2}\right)^{2} = \dfrac{1}{4}. S = \left]0,\, \dfrac{1}{4}\right[.
Respostasa) \left]8,+\infty\right[ · b) \left]0,e\right] · c) \left[-2,1\right[ · d) \left]0,\frac{1}{4}\right[

Cada logaritmando tem de ser positivo ao mesmo tempo: interseta as condições.

  1. a) x - 2 > 0 \land x > 0 \iff x > 2: \left]2,\, +\infty\right[.
  2. b) x + 1 > 0 \land 4 - x > 0 \iff -1 < x < 4: \left]-1,\, 4\right[.
  3. c) x^{2} - 1 > 0 \iff x < -1 \lor x > 1: \left]-\infty,\, -1\right[ \cup \left]1,\, +\infty\right[.
  4. d) x > 0 \land -x > 0 é impossível: o domínio é \varnothing, e a equação não tem soluções.A alínea d) resolve-se sem fazer uma única conta. Vale sempre a pena escrever as condições antes de começar.
Respostasa) \left]2,+\infty\right[ · b) \left]-1,4\right[ · c) \left]-\infty,-1\right[\cup\left]1,+\infty\right[ · d) \varnothing

Junta os logaritmos num só e passa à forma exponencial. Depois confronta com as condições de existência.

  1. a) C.E.: x > 0 \land x + 1 > 0 \iff x > 0.
  2. \log_{2}\left(x(x+1)\right) = 1 \iff x^{2} + x = 2 \iff x^{2}+x-2 = 0 \iff x = 1 \lor x = -2.
  3. x = -2 não pertence a \left]0,+\infty\right[: rejeita-se. S = \{1\}.
  4. b) C.E.: x > 0 \land 5 - x > 0 \iff 0 < x < 5.
  5. 1 = \log_{4} x + \log_{4}(5-x) \iff \log_{4}\left(x(5-x)\right) = 1 \iff 5x - x^{2} = 4.
  6. x^{2}-5x+4 = 0 \iff x = 1 \lor x = 4. Ambos em \left]0,5\right[. S = \{1,\, 4\}.
Respostasa) S = \{1\} · b) S = \{1,\, 4\}

Faz y = \ln x — desta vez sem restrição de sinal, porque um logaritmo pode ser negativo.

  1. a) C.E.: x > 0. Com y = \ln x: y^{2} - 3y + 2 = 0 \iff y = 1 \lor y = 2.
  2. \ln x = 1 \iff x = e e \ln x = 2 \iff x = e^{2}. S = \{e,\, e^{2}\}.
  3. b) C.E.: x > 0. Com y = \log_{2} x: y^{2} - 5y + 6 = 0 \iff y = 2 \lor y = 3.
  4. x = 2^{2} = 4 ou x = 2^{3} = 8. S = \{4,\, 8\}.Ao contrário da mudança de variável nas exponenciais, aqui não há condição y > 0: o contradomínio do logaritmo é \mathbb{R} inteiro.
Respostasa) S = \{e,\, e^{2}\} · b) S = \{4,\, 8\}

A condição de existência sozinha já elimina duas opções.

  1. C.E.: 1 - x > 0 \iff x < 1. Isto exclui já as opções (B) e (D).
  2. Base 3 > 1, o sentido mantém-se: 1 - x \leq 3^{1} = 3 \iff -x \leq 2 \iff x \geq -2.
  3. Intersetando com x < 1: S = \left[-2,\, 1\right[.
RespostaOpção (A)

Condições de existência primeiro; depois junta os dois logaritmos e usa a monotonia.

  1. C.E.: x + 2 > 0 \land x > 0 \iff x > 0.
  2. \log_{3}\left(x(x+2)\right) > 1. Como a base é maior do que 1: x^{2} + 2x > 3^{1} = 3.
  3. x^{2}+2x-3 > 0 \iff (x+3)(x-1) > 0 \iff x < -3 \lor x > 1.
  4. Intersetando com x > 0: S = \left]1,\, +\infty\right[.
RespostaS = \left]1,\, +\infty\right[

Separa o logaritmo do produto e usa \ln\left(e^{u}\right) = u.

  1. C.E.: (1-x)e^{x-1} > 0. Como e^{x-1} > 0 sempre, a condição é 1 - x > 0 \iff x < 1.
  2. \ln(1-x) + \ln\left(e^{x-1}\right) = x \iff \ln(1-x) + x - 1 = x.
  3. \ln(1-x) = 1 \iff 1 - x = e \iff x = 1 - e.
  4. Como e \approx 2{,}72, tem-se 1-e \approx -1{,}72 < 1: a solução serve.Este é o item do Exame de 2021, 1.ª Fase. A chave está em ver que o x do segundo membro se cancela com o x que vem de \ln(e^{x-1}).
RespostaS = \{1-e\}

Compara o domínio de \log(x-2) + \log(x+1) com o de \log\left[(x-2)(x+1)\right].

  1. a) C.E.: x + 1 > 0 \land x - 2 > 0 \iff x > 2. O domínio é \left]2,\, +\infty\right[.
  2. b) Ao juntar os dois logaritmos num só, o domínio alargou-se: (x-2)(x+1) > 0 é verdade também para x < -1, onde nenhum dos logaritmos originais existe. A equação transformada não é equivalente à inicial — tem soluções a mais.
  3. Das duas raízes encontradas, só x = 4 pertence a \left]2,+\infty\right[. A raiz x = -3 é uma solução estranha, introduzida pela transformação.
  4. S = \{4\}.O passo em si não está errado — o que falta é intersetar as soluções com o domínio da equação inicial. É o sexto passo do procedimento desta secção, e é o mais esquecido.
Respostasa) \left]2,+\infty\right[ · b) juntar os logaritmos alargou o domínio; S = \{4\}

Multiplica por 2 e usa 2\log_{2} u = \log_{2}\left(u^{2}\right), com o cuidado devido às condições de existência.

  1. C.E.: 9x + 1 > 0 \land 6x > 0 \iff x > 0.
  2. Multiplicando por 2: \log_{2}(9x+1) = 2\log_{2}(6x) = \log_{2}\left(36x^{2}\right). Como 6x > 0, o passo é legítimo.
  3. Pela injetividade: 9x + 1 = 36x^{2} \iff 36x^{2} - 9x - 1 = 0.
  4. x = \dfrac{9 \pm \sqrt{81 + 144}}{72} = \dfrac{9 \pm 15}{72}, ou seja x = \dfrac{1}{3} ou x = -\dfrac{1}{12}.
  5. Como x > 0, rejeita-se -\dfrac{1}{12}. S = \left\{\dfrac{1}{3}\right\}.
RespostaS = \left\{\dfrac{1}{3}\right\}

Em b), a diferença de dois logaritmos é o logaritmo do quociente — e o quociente é bem mais simples do que cada um dos números.

  1. a) C.E.: x > 0 \land x - 8 > 0 \iff x > 8.
  2. 2 + \log_{3} x \geq 4 + \log_{3}(x-8) \iff \log_{3} x - \log_{3}(x-8) \geq 2 \iff \log_{3}\dfrac{x}{x-8} \geq 2.
  3. Base 3 > 1: \dfrac{x}{x-8} \geq 9. Como x > 8, tem-se x - 8 > 0 e pode multiplicar-se: x \geq 9x - 72 \iff 72 \geq 8x \iff x \leq 9.
  4. Intersetando: S = \left]8,\, 9\right].
  5. b) f\left(36^{1000}\right) - f\left(4^{1000}\right) = \log_{3}\left(36^{1000}\right) - \log_{3}\left(4^{1000}\right) = \log_{3}\dfrac{36^{1000}}{4^{1000}} = \log_{3}\left(9^{1000}\right).
  6. = 1000\log_{3}\left(3^{2}\right) = 2000.Este é o Teste Intermédio de março de 2012. Nenhum dos dois números cabe numa calculadora — e não é preciso: só a diferença interessa.
Respostasa) S = \left]8,\, 9\right] · b) 2000
10

Escalas logarítmicas e modelos

Agora que existe o logaritmo, as equações que ficaram por resolver na secção 4 resolvem-se em duas linhas. E aparece uma segunda utilidade, tão importante como a primeira: quando uma grandeza varia por fatores, e não por parcelas, a régua certa para a medir é uma régua logarítmica.

Aprendizagens Essenciais
  • Referir as escalas logarítmicas na medição de certas grandezas, como por exemplo o pH de uma solução, a magnitude do som em decibéis, ou a escala logarítmica usada na medição da acuidade visual.
  • Promover a resolução de problemas e a modelação, com tecnologia ou analiticamente, que envolvam a função exponencial e a função logarítmica.

1 · Resolver, finalmente, os modelos da secção 4

Todas as equações que ficaram em suspenso tinham a mesma forma: A\,e^{kt} = B, ou A\,a^{t} = B. Com logaritmos, o procedimento é sempre este:

Três passos
  1. Isolar a exponencial: e^{kt} = \dfrac{B}{A}.
  2. Aplicar o logaritmo aos dois membros — o neperiano, se a base for e: kt = \ln\dfrac{B}{A}.
  3. Resolver em ordem a t: t = \dfrac{1}{k}\ln\dfrac{B}{A}.
Exemplo 24 A concentração do medicamento, agora com exatidão

Na secção 4 ficou por resolver 4e^{-0{,}25t} = 1, que dava, com a calculadora, t \approx 5{,}5 horas. Vejamos o valor exato.

  1. Isolar: e^{-0{,}25t} = \dfrac{1}{4}.
  2. Aplicar \ln: -0{,}25t = \ln\dfrac{1}{4} = -\ln 4.
  3. Resolver: t = \dfrac{\ln 4}{0{,}25} = 4\ln 4 = 8\ln 2.
  4. Numericamente, 8\ln 2 \approx 5{,}545 horas, ou seja 5 horas e 33 minutos — exatamente o que a calculadora tinha dado.A calculadora dava o número; o logaritmo dá a fórmula. É a diferença entre saber o valor num caso e saber a lei em todos.
Respostat = 8\ln 2 \approx 5{,}545 horas
Semivida e tempo de duplicação, em fórmula

Para m(t) = m_{0}e^{-kt}, com k > 0, a semivida é

t_{1/2} = \dfrac{\ln 2}{k};

para P(t) = P_{0}e^{kt}, com k > 0, o tempo de duplicação é T = \dfrac{\ln 2}{k}. Em ambos os casos, o valor inicial não entra.

2 · Escalas logarítmicas

Há grandezas cujos valores se estendem por muitas ordens de grandeza: a energia de um sismo vai de 10^{9} a 10^{18} joule; a intensidade de um som audível, de 10^{-12} a 10^{2} watt por metro quadrado. Num eixo comum, tudo se amontoa junto à origem e só o maior valor se vê.

A solução é medir o logaritmo da grandeza em vez da grandeza. Numa escala dessas, multiplicar por 10 corresponde a andar sempre o mesmo bocado.

1 10 102 103 104 105 106 107 108 109 escala linear escala logarítmica
As mesmas dez potências de 10, nas duas escalas. Em cima, na escala linear, nove delas ficam empilhadas junto à origem e só a última se vê. Em baixo, na escala logarítmica, ficam igualmente espaçadas — porque a posição de cada número é o seu logaritmo.
Três escalas logarítmicas em uso
EscalaFórmulaO que significa somar 1
pH de uma solução\mathrm{pH} = -\log x, x em mol/dm³concentração de iões dividida por 10
Nível sonoroN = 10\log\left(10^{12}I\right), em decibéisintensidade multiplicada por \sqrt[10]{10} \approx 1{,}26
Magnitude sísmicaM = 0{,}67\log E - 3{,}25energia multiplicada por cerca de 31
Ler uma escala logarítmica

Num sismo, passar de magnitude 6 para 7 não é «um pouco mais forte»: é cerca de 31 vezes mais energia. E de 6 para 8 são 31^{2} \approx 960 vezes. Quem lê estas escalas como se fossem lineares subestima sempre — e por muito.

Exemplo 25 Um som ensurdecedor

O nível N de um som, em decibéis, é N = 120 + 10\log I. Considera-se ensurdecedor um som de nível entre 100 e 120 decibéis. Qual é a menor intensidade de um som ensurdecedor?

  1. Como a função \log é crescente, basta resolver 120 + 10\log I = 100.
  2. 10\log I = -20 \iff \log I = -2 \iff I = 10^{-2}.
  3. A menor intensidade é 10^{-2} = 0{,}01 watt por metro quadrado.Compara com o limiar da audição, 10^{-12} W/m², que corresponde a 0 decibéis: dez ordens de grandeza acima. O ouvido humano é um instrumento logarítmico.
Resposta10^{-2} W/m²

Laboratório · A régua logarítmica

interativo

Move o cursor uma unidade e olha para a grandeza física: ela não aumenta uma unidade — fica multiplicada por um fator constante. É essa a assinatura de uma escala logarítmica, e a razão pela qual estas escalas existem.

Python De magnitude a energia, e de volta
from math import log10

def energia(M):
    return 10**((M + 3.25) / 0.67)

def magnitude(E):
    return 0.67 * log10(E) - 3.25

for M in [4, 5, 6, 7, 8, 9]:
    E = energia(M)
    print('M =', M, '  E =', '%.3e' % E, '  E(M+1)/E(M) =', round(energia(M+1)/E, 1))

A última coluna dá sempre 31{,}1 — a razão constante que caracteriza a escala. Troca a fórmula pela do pH e verás aparecer o fator 10.

Exercícios propostos

Doze exercícios de modelação e de escalas. A partir daqui já não há equações por resolver: todas as da secção 4 se fecham em três linhas.

Exercício 121§10 · pH

A acidez de uma solução mede-se pelo pH, dado por \mathrm{pH} = -\log x, em que x é a concentração de iões \mathrm{H_{3}O^{+}}, em mol/dm³.

a) Determina o pH de uma solução com x = 10^{-5} mol/dm³.b) Determina a concentração de iões numa solução de pH 3.c) Se a concentração de iões passar a ser dez vezes maior, o que acontece ao pH?

Exercício 122§10 · decibéis

O nível de intensidade N de um som, em decibéis, relaciona-se com a intensidade I, em watt por metro quadrado, por N = 10\log\left(10^{12}I\right), com I > 0.

a) Verifica que N = 120 + 10\log I.b) Um avião a jato produz, na varanda de um aeroporto, um nível de ruído de 140 decibéis. Determina a intensidade desse som.

Exercício 123§10 · semivida com logaritmos

Uma substância radioativa decai segundo m(t) = m_{0}\,e^{-kt}, com k > 0 e t em anos.

a) Mostra que o tempo ao fim do qual a massa se reduz a metade é \dfrac{\ln 2}{k}.b) Determina esse tempo para k = 0{,}02, arredondado às unidades.

Exercício 124§10 · resolver um modelo exponencial

Uma cultura de bactérias segue N(t) = 3000\,e^{0{,}3t}, com t em dias.

a) Determina o número de bactérias ao fim de 10 dias, arredondado às unidades.b) Determina, analiticamente, ao fim de quanto tempo há 5000 bactérias. Apresenta o resultado em dias e horas.

Exercício 125§10 · escala de Richter

A magnitude M de um sismo, na escala de Richter, relaciona-se com a energia E libertada, em joule, por M = 0{,}67\log E - 3{,}25.

a) Determina a energia libertada por um sismo de magnitude 4{,}7. Escreve o resultado em notação científica, com o coeficiente arredondado às unidades.b) Sejam E_{1} e E_{2} as energias de dois sismos de magnitudes M_{1} e M_{2}, com M_{1} - M_{2} = 1. Determina \dfrac{E_{1}}{E_{2}}, arredondado às unidades, e interpreta o resultado.

Exercício 126§10 · pH do leite e do café

Sabe-se que a concentração de iões \mathrm{H_{3}O^{+}} no café é o triplo da concentração no leite.

a) Determina a diferença entre o pH do leite e o pH do café, arredondada às décimas.b) Qual dos dois é mais ácido? Justifica.

Exercício 127§10 · escolha múltipla

A magnitude M de um sismo e a energia total E libertada relacionam-se por \log E = 5{,}24 + 1{,}44M. Se a energia libertada duplicar, a magnitude aumenta, aproximadamente:

  • (A)0{,}21
  • (B)0{,}44
  • (C)1{,}44
  • (D)2
Exercício 128§10 · arrefecimento de Newton

A água de um recipiente arrefece numa sala a 25^{\circ}\mathrm{C} segundo T(t) = 25 + 48\,e^{-0{,}05t}, com t em minutos.

a) Determina, analiticamente, ao fim de quanto tempo a temperatura da água atinge 36^{\circ}\mathrm{C}. Apresenta o resultado em minutos e segundos.b) Justifica que a temperatura nunca chega a 25^{\circ}\mathrm{C}.

Exercício 129§10 · o modelo logístico, resolvido

O número de sócios de uma associação, t dias após a fundação, é dado por

N(t) = \dfrac{2000}{1 + 199\,e^{-0{,}01t}}, \qquad t \geq 0.

Determina, analiticamente, ao fim de quantos dias se comemorou a inscrição do sócio número 1000. Apresenta o resultado arredondado às unidades.

Exercício 130§10 · magnitude das estrelas

A magnitude aparente m e a magnitude absoluta M de uma estrela relacionam-se com a distância d à Terra, medida em parsec, por

10^{0{,}4(m-M)} = \dfrac{d^{2}}{100}.

a) A estrela Sírio tem m = -1{,}44 e M = 1{,}45. Determina a sua distância à Terra, em parsec, arredondada às unidades.b) Mostra que, para quaisquer m, M e d, se tem M = m + 5\left(1 - \log d\right).

Exercício 131§10 · datação por carbono-14

A quantidade de carbono-14 numa amostra segue Q(t) = Q_{0}\,e^{-kt}, com t em anos. A semivida do carbono-14 é 5730 anos.

a) Determina o valor exato de k, na forma \dfrac{\ln 2}{a}.b) Numa mesa de madeira mediu-se 0{,}894\,Q_{0} de carbono-14. Determina a idade da mesa, arredondada às unidades.c) Uma lenda diz que a mesa é a Távola Redonda do Rei Artur, que viveu no século V. A medição confirma a lenda? Justifica.

Exercício 132§10 · quantos algarismos e que ordem de grandeza

A escala de Richter é logarítmica; a escala de intensidade I é linear. Considera a relação R = \dfrac{\ln I}{\ln 10}, que dá a magnitude a partir da intensidade.

a) Mostra que R = \log I.b) O terramoto de Lisboa de 1755 libertou uma energia de aproximadamente 4{,}2 \times 10^{17} joule. Sabendo que \log E = 5{,}24 + 1{,}44 M, determina a sua magnitude, arredondada às décimas.c) A ponte Vasco da Gama foi concebida para resistir a um sismo com cinco vezes a energia do de 1755. Qual é a magnitude de um sismo desses? Apresenta o resultado arredondado às décimas.

Em c) usa \log(10x) = 1 + \log x.

  1. a) \mathrm{pH} = -\log\left(10^{-5}\right) = 5.
  2. b) -\log x = 3 \iff \log x = -3 \iff x = 10^{-3} mol/dm³.
  3. c) -\log(10x) = -\left(1 + \log x\right) = -1 - \log x = \mathrm{pH} - 1: o pH desce uma unidade. Multiplicar por dez a concentração corresponde sempre à mesma variação de pH.É esta a razão de ser de todas as escalas logarítmicas: multiplicar por um fator fixo passa a ser somar uma parcela fixa.
Respostasa) 5 · b) 10^{-3} mol/dm³ · c) desce uma unidade

Em a) separa o logaritmo do produto. Em b) resolve a equação em ordem a I.

  1. a) N = 10\log\left(10^{12}I\right) = 10\left(\log 10^{12} + \log I\right) = 10(12 + \log I) = 120 + 10\log I. \square
  2. b) 120 + 10\log I = 140 \iff \log I = 2 \iff I = 10^{2} = 100 W/m².
Respostasa) \log(10^{12}I) = 12 + \log I · b) 100 W/m²

Resolve m_{0}e^{-kt} = \frac{m_{0}}{2} em ordem a t. O m_{0} desaparece.

  1. a) m_{0}e^{-kt} = \dfrac{m_{0}}{2}. Como m_{0} \neq 0, vem e^{-kt} = \dfrac{1}{2}.
  2. Aplicando \ln: -kt = \ln\dfrac{1}{2} = -\ln 2, logo t = \dfrac{\ln 2}{k}. \square
  3. b) t = \dfrac{\ln 2}{0{,}02} \approx 34{,}66, ou seja cerca de 35 anos.Repara em que a semivida não depende de m_{0}: é a mesma quer se comece com um grama quer com uma tonelada. Sem logaritmos, este resultado não se escrevia.
Respostasa) e^{-kt} = \frac{1}{2} · b) \approx 35 anos

Em b) isola a exponencial e aplica \ln aos dois membros.

  1. a) N(10) = 3000\,e^{3} \approx 60\,257 bactérias.
  2. b) 3000\,e^{0{,}3t} = 5000 \iff e^{0{,}3t} = \dfrac{5}{3}.
  3. 0{,}3t = \ln\dfrac{5}{3} \iff t = \dfrac{1}{0{,}3}\ln\dfrac{5}{3} = \dfrac{10}{3}\ln\dfrac{5}{3} \approx 1{,}703 dias.
  4. 0{,}703 \times 24 \approx 16{,}9 horas: aproximadamente 1 dia e 17 horas.
Respostasa) \approx 60\,257 · b) \frac{10}{3}\ln\frac{5}{3} \approx 1 dia e 17 horas

Em b) subtrai as duas igualdades: os -3{,}25 cancelam-se e sobra 0{,}67\log\frac{E_{1}}{E_{2}}.

  1. a) 4{,}7 = 0{,}67\log E - 3{,}25 \iff \log E = \dfrac{7{,}95}{0{,}67} \approx 11{,}866.
  2. E \approx 10^{11{,}866} \approx 7 \times 10^{11} joule.
  3. b) M_{1} - M_{2} = 0{,}67\left(\log E_{1} - \log E_{2}\right) = 0{,}67\log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = 1.
  4. \log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = \dfrac{1}{0{,}67} \approx 1{,}4925, logo \dfrac{E_{1}}{E_{2}} \approx 31.
  5. Uma unidade a mais na escala de Richter corresponde a cerca de 31 vezes mais energia libertada.É por isso que um sismo de magnitude 8 não é «o dobro» de um de magnitude 4: é cerca de um milhão de vezes mais energético.
Respostasa) \approx 7 \times 10^{11} J · b) \approx 31 vezes mais energia

Designa por l a concentração no leite; a do café é 3l. A diferença de pH não depende de l.

  1. a) \mathrm{pH_{leite}} - \mathrm{pH_{café}} = -\log l - \left(-\log(3l)\right) = \log(3l) - \log l = \log 3 \approx 0{,}5.
  2. A diferença é aproximadamente 0{,}5, e é a mesma seja qual for a concentração no leite.
  3. b) O pH do café é menor (o pH do leite é maior meia unidade). Menor pH significa maior concentração de iões, isto é, mais ácido: o café é mais ácido.
Respostasa) \log 3 \approx 0{,}5 · b) o café

Escreve a relação para E e para 2E e subtrai.

  1. \log(2E) - \log E = 1{,}44\left(M' - M\right), ou seja \log 2 = 1{,}44\,\Delta M.
  2. \Delta M = \dfrac{\log 2}{1{,}44} \approx \dfrac{0{,}301}{1{,}44} \approx 0{,}21.
RespostaOpção (A)

Em a) isola a exponencial e aplica \ln. Em b) repara no sinal de 48e^{-0{,}05t}.

  1. a) 25 + 48e^{-0{,}05t} = 36 \iff e^{-0{,}05t} = \dfrac{11}{48}.
  2. -0{,}05t = \ln\dfrac{11}{48} \iff t = -20\ln\dfrac{11}{48} = 20\ln\dfrac{48}{11} \approx 29{,}47 minutos.
  3. 0{,}47 \times 60 \approx 28 segundos: aproximadamente 29 minutos e 28 segundos.
  4. b) 48e^{-0{,}05t} > 0 para todo o t, logo T(t) > 25 sempre. A reta y = 25 é assíntota horizontal: a água aproxima-se da temperatura ambiente sem nunca a atingir.
Respostasa) 20\ln\frac{48}{11} \approx 29 min 28 s · b) porque 48e^{-0{,}05t} > 0

Resolve N(t) = 1000. Repara em que 1000 é metade de 2000, o que simplifica muito.

  1. \dfrac{2000}{1 + 199e^{-0{,}01t}} = 1000 \iff 1 + 199e^{-0{,}01t} = 2.
  2. 199e^{-0{,}01t} = 1 \iff e^{-0{,}01t} = \dfrac{1}{199}.
  3. -0{,}01t = \ln\dfrac{1}{199} = -\ln 199 \iff t = 100\ln 199 \approx 529{,}3.
  4. Ao fim de aproximadamente 529 dias.A metade da capacidade de carga é sempre o ponto onde o denominador vale 2 — e é também onde o crescimento é mais rápido. Voltaremos a este ponto no capítulo das derivadas.
Resposta100\ln 199 \approx 529 dias

Em b) aplica \log aos dois membros da igualdade dada.

  1. a) m - M = -1{,}44 - 1{,}45 = -2{,}89, logo \dfrac{d^{2}}{100} = 10^{-1{,}156}.
  2. d^{2} = 100 \times 10^{-1{,}156} \approx 6{,}98, logo d \approx 2{,}64, ou seja cerca de 3 parsec.
  3. b) Aplicando \log: 0{,}4(m-M) = \log\dfrac{d^{2}}{100} = 2\log d - 2.
  4. m - M = \dfrac{2\log d - 2}{0{,}4} = 5\log d - 5.
  5. Logo M = m - 5\log d + 5 = m + 5\left(1 - \log d\right). \square
Respostasa) \approx 3 parsec · b) aplicando \log à igualdade dada

Em b) aplica \ln a e^{-kt} = 0{,}894; o Q_{0} cancela-se.

  1. a) De Q(5730) = \dfrac{Q_{0}}{2} vem e^{-5730k} = \dfrac{1}{2}, logo -5730k = -\ln 2 e k = \dfrac{\ln 2}{5730}.
  2. b) e^{-kt} = 0{,}894 \iff -kt = \ln 0{,}894 \iff t = -\dfrac{\ln 0{,}894}{k} = -\dfrac{5730\ln 0{,}894}{\ln 2}.
  3. t \approx 926 anos.
  4. c) Não confirma. O século V terminou há mais de 1500 anos, e a mesa tem cerca de 926: é bastante mais recente do que a lenda exige.A datação por carbono-14 é um dos usos mais bonitos dos logaritmos — e a resposta «não» é tão informativa como um «sim».
Respostasa) k = \frac{\ln 2}{5730} · b) \approx 926 anos · c) não: seriam precisos mais de 1500 anos

Em c) usa \log(5E) = \log 5 + \log E — não é preciso recalcular E.

  1. a) É a fórmula de mudança de base: \dfrac{\ln I}{\ln 10} = \log_{10} I = \log I. \square
  2. b) \log\left(4{,}2 \times 10^{17}\right) = \log 4{,}2 + 17 \approx 17{,}623.
  3. M = \dfrac{17{,}623 - 5{,}24}{1{,}44} \approx 8{,}6.
  4. c) \log(5E) = \log 5 + \log E \approx 0{,}699 + 17{,}623 = 18{,}322.
  5. M' = \dfrac{18{,}322 - 5{,}24}{1{,}44} \approx 9{,}1.
  6. Cinco vezes mais energia acrescenta apenas 0{,}5 à magnitude. É esse o efeito de comprimir tudo numa escala logarítmica.
Respostasa) mudança de base · b) \approx 8{,}6 · c) \approx 9{,}1
11

Função composta

Quase todas as funções deste capítulo são compostas: e^{x^{2}}, \ln(3x+1), 2^{-x}. Compor é encadear duas máquinas — a saída da primeira é a entrada da segunda. A única subtileza está no domínio: nem tudo o que sai da primeira serve de entrada à segunda.

Aprendizagens Essenciais
  • Conhecer e aplicar a função composta, em casos simples, analisando o seu domínio.
  • Recorrer a exemplos simples para estudar casos de funções compostas em que se evidenciem eventuais alterações aos seus domínios.

1 · Duas máquinas em série

Um automóvel consome C(v) litros por cada 100 km, em função da velocidade média v; e com um depósito de 50 litros, a autonomia é A(c) = \dfrac{5000}{c} km, em função do consumo c. Se quisermos a autonomia em função da velocidade, encadeamos as duas: v \mapsto C(v) \mapsto A\left(C(v)\right). É isso, e só isso, uma função composta.

Definição · função composta

Sejam f e g duas funções, de domínios D_{f} e D_{g}. Chama-se função composta de g com f, e escreve-se g \circ f (lê-se «g após f»), à função definida por

(g \circ f)(x) = g\left(f(x)\right),

de domínio

D_{g \circ f} = \left\{x \in D_{f} : f(x) \in D_{g}\right\}.
Duas condições, não uma

Para x pertencer ao domínio de g \circ f não basta estar em D_{f}: é preciso que a imagem f(x) caia no domínio de g. Daí que D_{g \circ f} \subseteq D_{f} — o domínio de uma composta nunca é maior do que o da função de dentro. Simplificar a expressão pode dar a ilusão contrária, e é aí que se erra.

Exemplo 26 Duas compostas, dois domínios

Sejam f(x) = \log_{3} x, de domínio \mathbb{R}^{+}, e g(x) = 3^{x+2}, de domínio \mathbb{R}.

  1. f \circ g: exige-se 3^{x+2} > 0, o que é sempre verdade. Domínio \mathbb{R}.
  2. (f \circ g)(x) = \log_{3}\left(3^{x+2}\right) = x + 2. Uma função afim, de \mathbb{R} em \mathbb{R}.
  3. g \circ f: exige-se x \in \mathbb{R}^{+} e \log_{3} x \in \mathbb{R}, o que é automático. Domínio \mathbb{R}^{+}.
  4. (g \circ f)(x) = 3^{\log_{3} x + 2} = 3^{\log_{3} x} \times 3^{2} = 9x, mas só para x > 0.A expressão 9x faria sentido para x negativo; a composta não. Determinar o domínio antes de simplificar evita este engano.
Respostaf \circ g : \mathbb{R} \to \mathbb{R}, x \mapsto x+2 · g \circ f : \mathbb{R}^{+} \to \mathbb{R}^{+}, x \mapsto 9x
Exemplo 27 Decompor: ver as duas máquinas

Escreve cada função seguinte como composta f \circ g de duas funções mais simples, indicando f e g.

a) h(x) = e^{3x-1}b) j(x) = \left(\ln x\right)^{2}

  1. a) Pergunta-se: o que é que se faz primeiro a x? Calcula-se 3x-1; só depois se aplica a exponencial. Logo g(x) = 3x-1 \quad \text{e} \quad f(x) = e^{x}, e de facto (f \circ g)(x) = f(3x-1) = e^{3x-1}.
  2. b) Primeiro o logaritmo, depois o quadrado: g(x) = \ln x \quad \text{e} \quad f(x) = x^{2}, com D_{g} = \mathbb{R}^{+}.
  3. Em ambos os casos, g é a função de dentro e f a de fora. A decomposição não é única — em b) também servia f(x) = x e g(x) = (\ln x)^{2}, mas essa não simplifica nada.Decompor é a leitura ao contrário de compor, e é o que vai fazer falta na regra da cadeia: derivar «de fora para dentro» exige saber quem está dentro.
Respostasa) g(x) = 3x-1, f(x) = e^{x} · b) g(x) = \ln x, f(x) = x^{2}

2 · A ordem conta

Com f(x) = x+1 e g(x) = x^{2}:

(g \circ f)(x) = (x+1)^{2} \qquad \text{e} \qquad (f \circ g)(x) = x^{2}+1.

São funções diferentes. A composição não é comutativa — e, ao contrário do que acontece com a soma ou o produto, não há aqui nenhuma exceção simpática: a igualdade é rara e não é regra.

3 · Compor com a inversa

Uma desfaz a outra

Se f é invertível, de domínio A e contradomínio B, então

\left(f^{-1} \circ f\right)(x) = x \ \ (x \in A) \qquad \text{e} \qquad \left(f \circ f^{-1}\right)(y) = y \ \ (y \in B).

É isto que as igualdades \ln\left(e^{x}\right) = x e e^{\ln x} = x dizem — a primeira em \mathbb{R}, a segunda apenas em \mathbb{R}^{+}. As duas compostas têm a mesma expressão e domínios diferentes: são funções distintas.

Onde é que isto vai dar

Saber olhar para e^{-2x^{2}+2} como «primeiro -2x^{2}+2, depois a exponencial» não é um exercício de estilo: é exatamente o que a regra da cadeia exige, na secção 14, para se poder derivar a expressão. A prática desta secção é a preparação dessa.

Laboratório · Duas máquinas em série

interativo

Escolhe a segunda opção e arrasta x até 0: a primeira máquina devolve 0 e a segunda encrava — \ln 0 não existe. É assim que se vê, a olho, de onde vêm as restrições ao domínio de uma composta.

Python Compor funções, e ver a ordem contar
from math import log, exp

def f(x):
    return x**2

def g(x):
    return x + 1

def gf(x):
    return g(f(x))

def fg(x):
    return f(g(x))

for x in [-2, -1, 0, 1, 2, 3]:
    print('x =', x, '   (g o f)(x) =', gf(x), '   (f o g)(x) =', fg(x))

As duas colunas só coincidem em x = 0. Troca f por \ln e experimenta x = -1: o programa pára com um erro — que é precisamente a informação de que -1 não pertence ao domínio da composta.

Exercícios propostos

Doze exercícios sobre composição. Em todos, a pergunta mais importante é a mesma: qual é o domínio? A expressão simplificada mente quase sempre.

Exercício 133§11 · calcular composições

Sejam f(x) = 2x - 1 e g(x) = x^{2}, ambas de domínio \mathbb{R}. Calcula:

a) (g \circ f)(3)b) (f \circ g)(3)c) (f \circ f)(0)d) (g \circ g)(-2)

Exercício 134§11 · expressões das compostas

Sejam f(x) = x + 3 e g(x) = e^{x}, de domínio \mathbb{R}. Determina uma expressão para:

a) g \circ fb) f \circ gc) g \circ gd) f \circ f

Exercício 135§11 · a composta desfaz-se

Sejam f(x) = e^{x}, de domínio \mathbb{R}, e g(x) = \ln x, de domínio \mathbb{R}^{+}.

a) Determina (g \circ f)(x) e o seu domínio.b) Determina (f \circ g)(x) e o seu domínio.c) As duas compostas são a mesma função? Justifica.

Exercício 136§11 · domínio de uma composta

Sejam f(x) = x - 4, de domínio \mathbb{R}, e g(x) = \sqrt{x}, de domínio \mathbb{R}^{+}_{0}. Determina o domínio e uma expressão de:

a) g \circ fb) f \circ g

Exercício 137§11 · compor exponencial com logaritmo

Sejam f(x) = \log_{3} x, de domínio \mathbb{R}^{+}, e g(x) = 3^{x+2}, de domínio \mathbb{R}.

a) Caracteriza f \circ g, simplificando a expressão o mais possível.b) Caracteriza g \circ f, simplificando a expressão o mais possível.

Exercício 138§11 · descobrir a função de dentro

Em cada caso, indica funções f e g, não constantes, tais que h = g \circ f.

a) h(x) = e^{x^{2}}b) h(x) = \ln(3x+1)c) h(x) = \left(\ln x\right)^{3}d) h(x) = \sqrt{e^{x} - 1}

Exercício 139§11 · escolha múltipla

Sejam f e g duas funções de domínio \mathbb{R}. Sabe-se que f(x) = 2x + 1 e que (f \circ g)(x) = 7, para todo o valor real de x. Qual das expressões seguintes define g?

  • (A)-3
  • (B)3
  • (C)x-3
  • (D)x+3
Exercício 140§11 · compor com a inversa

Sejam f e g duas funções de domínio \mathbb{R}, tais que a função f - g admite inversa. Sabe-se que f(3) = 4 e que (f-g)^{-1}(2) = 3.

Determina g(3).

Exercício 141§11 · uma composta com logaritmo

Sejam f(x) = \ln(2x) e g(x) = e^{x} + 2.

a) Determina os domínios de f e de g.b) Caracteriza f \circ g.c) Caracteriza g \circ f, simplificando a expressão.

Exercício 142§11 · o domínio que encolhe

Sejam f(x) = \ln(x+1) e g(x) = 3^{x}.

a) Caracteriza g \circ f.b) Caracteriza f \circ g.c) Um aluno escreveu que (g \circ f)(x) = 3^{\ln(x+1)} tem domínio \mathbb{R}, porque «a exponencial está definida em todo o lado». Explica o erro.

Exercício 143§11 · a inversa de uma composta

Sejam f e g duas funções invertíveis, de domínio e contradomínio \mathbb{R}.

a) Mostra que (g \circ f)^{-1} = f^{-1} \circ g^{-1}.b) Com f(x) = 2x+1 e g(x) = x^{3}, determina (g \circ f)^{-1}(27), de duas maneiras diferentes.

Exercício 144§11 · uma equação com compostas

Considera f, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} 3 + \dfrac{e^{x}}{1-x} & \text{se } x < 1 \\[6pt] \dfrac{\ln\left(x^{2}\right) + 2}{x} & \text{se } x \geq 1 \end{cases}

Seja h, de domínio \mathbb{R}, definida por h(x) = x + 1. Determina \left(f \circ h^{-1}\right)(2).

(g \circ f)(x) = g\left(f(x)\right): aplica-se primeiro a função de dentro.

  1. a) f(3) = 5, logo (g \circ f)(3) = g(5) = 25.
  2. b) g(3) = 9, logo (f \circ g)(3) = f(9) = 17.
  3. c) f(0) = -1, logo (f \circ f)(0) = f(-1) = -3.
  4. d) g(-2) = 4, logo (g \circ g)(-2) = g(4) = 16.Compara a) com b): 25 \neq 17. A composição não é comutativa.
Respostasa) 25 · b) 17 · c) -3 · d) 16

Substitui a variável da função de fora pela expressão da de dentro.

  1. a) (g \circ f)(x) = g(x+3) = e^{x+3}.
  2. b) (f \circ g)(x) = f\left(e^{x}\right) = e^{x} + 3.
  3. c) (g \circ g)(x) = e^{e^{x}}.
  4. d) (f \circ f)(x) = (x+3)+3 = x+6.
Respostasa) e^{x+3} · b) e^{x}+3 · c) e^{e^{x}} · d) x+6

Uma função e a sua inversa desfazem-se — mas o domínio de cada composta não é o mesmo.

  1. a) (g \circ f)(x) = \ln\left(e^{x}\right) = x. O domínio é \{x \in \mathbb{R} : e^{x} \in \mathbb{R}^{+}\} = \mathbb{R}.
  2. b) (f \circ g)(x) = e^{\ln x} = x. O domínio é \{x \in \mathbb{R}^{+} : \ln x \in \mathbb{R}\} = \mathbb{R}^{+}.
  3. c) Não: ambas têm expressão x, mas os domínios são diferentes — \mathbb{R} e \mathbb{R}^{+}. São funções distintas.É a tradução, em composição, das igualdades \ln(e^{x}) = x para todo o x real e e^{\ln x} = x só para x > 0.
Respostasa) x, em \mathbb{R} · b) x, em \mathbb{R}^{+} · c) não, domínios diferentes

D_{g \circ f} = \{x \in D_{f} : f(x) \in D_{g}\}.

  1. a) Exige-se f(x) \geq 0, ou seja x - 4 \geq 0 \iff x \geq 4. Logo D_{g \circ f} = [4,\, +\infty[ e (g \circ f)(x) = \sqrt{x-4}.
  2. b) Exige-se x \in D_{g}, ou seja x \geq 0, e g(x) \in \mathbb{R}, o que é sempre verdade. Logo D_{f \circ g} = \mathbb{R}^{+}_{0} e (f \circ g)(x) = \sqrt{x} - 4.
Respostasa) \sqrt{x-4}, [4,+\infty[ · b) \sqrt{x}-4, \mathbb{R}^{+}_{0}

Usa \log_{3}\left(3^{u}\right) = u numa; na outra, 3^{u+2} = 9 \times 3^{u}.

  1. a) (f \circ g)(x) = \log_{3}\left(3^{x+2}\right) = x + 2. Domínio: \{x \in \mathbb{R} : 3^{x+2} > 0\} = \mathbb{R}.
  2. Logo f \circ g : \mathbb{R} \to \mathbb{R}, x \mapsto x+2.
  3. b) (g \circ f)(x) = 3^{\log_{3} x \,+\, 2} = 3^{\log_{3} x} \times 3^{2} = 9x. Domínio: \mathbb{R}^{+}.
  4. Logo g \circ f : \mathbb{R}^{+} \to \mathbb{R}^{+}, x \mapsto 9x.Repara em que a expressão simplificada, 9x, faria sentido para x negativo — mas a composta não existe aí. É por isso que o domínio se determina antes de simplificar.
Respostasa) x+2, em \mathbb{R} · b) 9x, em \mathbb{R}^{+}

A função «de dentro» é aquela em que a variável entra primeiro.

  1. a) f(x) = x^{2} e g(x) = e^{x}.
  2. b) f(x) = 3x+1 e g(x) = \ln x.
  3. c) f(x) = \ln x e g(x) = x^{3}.
  4. d) f(x) = e^{x}-1 e g(x) = \sqrt{x}.
  5. Em qualquer dos casos há outras respostas possíveis — a decomposição não é única.Saber ver uma função como composta é o que torna possível derivá-la, na secção 14: é exatamente essa a leitura que a regra da cadeia exige.
Respostasa) x^{2} e e^{x} · b) 3x+1 e \ln x · c) \ln x e x^{3} · d) e^{x}-1 e \sqrt{x}

(f \circ g)(x) = f\left(g(x)\right) = 2g(x) + 1.

  1. f\left(g(x)\right) = 2g(x) + 1 = 7 para todo o x.
  2. Logo 2g(x) = 6 \iff g(x) = 3: a função g é constante igual a 3.
RespostaOpção (B)

(f-g)^{-1}(2) = 3 quer dizer (f-g)(3) = 2.

  1. De (f-g)^{-1}(2) = 3 vem (f-g)(3) = 2, ou seja f(3) - g(3) = 2.
  2. Como f(3) = 4, vem 4 - g(3) = 2 \iff g(3) = 2.
Respostag(3) = 2

Em c), e^{\ln(2x)} = 2x — mas só onde \ln(2x) existe.

  1. a) D_{f} = \mathbb{R}^{+} (de 2x > 0) e D_{g} = \mathbb{R}.
  2. b) D_{f \circ g} = \{x \in \mathbb{R} : e^{x}+2 > 0\} = \mathbb{R}, porque e^{x}+2 > 2 > 0 sempre.
  3. (f \circ g)(x) = \ln\left(2e^{x}+4\right), de \mathbb{R} em \mathbb{R}.
  4. c) D_{g \circ f} = \{x \in \mathbb{R}^{+} : \ln(2x) \in \mathbb{R}\} = \mathbb{R}^{+}.
  5. (g \circ f)(x) = e^{\ln(2x)} + 2 = 2x + 2, de \mathbb{R}^{+} em \left]2,\, +\infty\right[.
Respostasa) \mathbb{R}^{+} e \mathbb{R} · b) \ln(2e^{x}+4), em \mathbb{R} · c) 2x+2, em \mathbb{R}^{+}

O domínio de uma composta nunca é maior do que o domínio da função de dentro.

  1. a) D_{f} = \left]-1,\, +\infty\right[. Exige-se ainda f(x) \in D_{g} = \mathbb{R}, o que é automático. Logo D_{g \circ f} = \left]-1,\, +\infty\right[ e (g \circ f)(x) = 3^{\ln(x+1)}.
  2. b) D_{g} = \mathbb{R} e exige-se 3^{x} + 1 > 0, sempre verdadeiro. Logo D_{f \circ g} = \mathbb{R} e (f \circ g)(x) = \ln\left(3^{x}+1\right).
  3. c) O erro é olhar só para a função de fora. Para calcular 3^{\ln(x+1)} é preciso, primeiro, calcular \ln(x+1) — e isso só é possível para x > -1. O domínio de g \circ f está sempre contido no de f.É a mesma armadilha que aparecerá na derivação: o domínio da função derivada está contido no da função, e não o contrário.
Respostasa) 3^{\ln(x+1)}, em \left]-1,+\infty\right[ · b) \ln(3^{x}+1), em \mathbb{R} · c) o domínio de g\circ f está contido no de f

Em a) verifica que f^{-1} \circ g^{-1} composta com g \circ f dá a identidade.

  1. a) Seja h = f^{-1} \circ g^{-1}. Então, para todo o x,
  2. \left(h \circ (g \circ f)\right)(x) = f^{-1}\left(g^{-1}\left(g\left(f(x)\right)\right)\right) = f^{-1}\left(f(x)\right) = x.
  3. Do mesmo modo, \left((g \circ f) \circ h\right)(x) = x. Logo h é a inversa de g \circ f. \square
  4. b) Primeiro processo: (g \circ f)(x) = (2x+1)^{3}. Resolve-se (2x+1)^{3} = 27 \iff 2x+1 = 3 \iff x = 1.
  5. Segundo processo: g^{-1}(27) = \sqrt[3]{27} = 3 e f^{-1}(3) = \dfrac{3-1}{2} = 1. Dá o mesmo, 1.A ordem inverte-se — como ao despir: veste-se a meia e depois o sapato; tira-se o sapato e depois a meia.
Respostasa) compondo nos dois sentidos dá a identidade · b) 1

Começa por determinar h^{-1}(2); só depois escolhes o ramo de f.

  1. h(x) = x+1, logo h^{-1}(x) = x - 1 e h^{-1}(2) = 1.
  2. \left(f \circ h^{-1}\right)(2) = f(1). Como 1 \geq 1, usa-se o segundo ramo.
  3. f(1) = \dfrac{\ln\left(1^{2}\right)+2}{1} = \dfrac{0+2}{1} = 2.Este é o item do Exame de 2018, 2.ª Fase. Todo o trabalho está em não confundir a ordem: primeiro h^{-1}, depois f — e só então escolher o ramo certo.
Resposta2
R2

Revisão · Derivada: definição e regras

As três secções que se seguem derivam exponenciais e logaritmos. Antes disso convém ter à mão o que o 11.º ano deixou: o que é uma taxa média de variação, o que é a derivada num ponto, e as cinco regras que permitem derivar sem voltar ao limite de cada vez. Nada aqui é novo — mas tudo aqui é usado a partir da secção 12.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Determinar a taxa média de variação de uma função num intervalo [a,\,b] e fazer a sua interpretação geométrica.
  • Determinar a razão incremental de uma função num dado ponto e chegar à taxa de variação instantânea através da noção intuitiva de limite.
  • Identificar a derivada de uma dada função num ponto com o declive da reta tangente ao gráfico nesse ponto.
  • Conhecer a definição de função derivada.
  • Aplicar regras de derivação (adição, subtração, multiplicação, divisão, potências com expoente natural) para obter a função derivada.

1 · Taxa média de variação

Uma função pode subir depressa num troço e devagar noutro. A primeira maneira de medir isso é comparar o que a função variou com o que a variável variou.

Definição · taxa média de variação

Sendo f uma função definida em [a,\,b], chama-se taxa média de variação de f em [a,\,b] — que se abrevia \text{t.m.v.}, e é assim que aparece daqui em diante — ao número

\text{t.m.v.}_{[a,\,b]} = \dfrac{f(b) - f(a)}{b - a}.

Geometricamente, é o declive da reta secante ao gráfico nos pontos \left(a,\,f(a)\right) e \left(b,\,f(b)\right).

Se a variável for o tempo e a função for uma distância, a taxa média de variação é a velocidade média. Um automóvel que percorre 150 km em 3 horas tem velocidade média \frac{150}{3} = 50 km/h — sem que isso diga o que quer que seja sobre a velocidade em cada instante.

A taxa média só vê as pontas

Uma taxa média nula não significa função constante: significa apenas que a função voltou ao valor de partida. Entre a e b pode ter subido e descido várias vezes — a secante não dá por isso.

2 · Da secante à tangente: a derivada num ponto

Fixemos a e façamos b aproximar-se de a. As secantes vão rodando e aproximam-se de uma posição limite: a reta tangente ao gráfico no ponto de abcissa a. O declive dessa tangente é a derivada.

Definição · derivada num ponto

Chama-se derivada de f em a, e representa-se por f'(a), ao limite

f'(a) = \lim_{x \to a} \dfrac{f(x) - f(a)}{x - a} = \lim_{h \to 0} \dfrac{f(a+h) - f(a)}{h},

quando esse limite existe e é finito. As duas escritas são a mesma coisa: basta pôr x = a + h.

Duas leituras, sempre as duas ao mesmo tempo:

Geométrica: f'(a) é o declive da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a.Física: f'(a) é a taxa de variação instantânea de f em a — a velocidade, se f for uma posição.

Reta tangente

A reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a tem equação

y = f'(a)\,(x - a) + f(a).

Desenvolvendo o parêntesis obtém-se a equação reduzida y = mx + b — que é a forma pedida no Exame:

y = \underbrace{f'(a)}_{m}\;x \;+\; \underbrace{f(a) - a\,f'(a)}_{b}.

Laboratório · x \to a e h \to 0 são o mesmo movimento

interativo

Os dois cursores são o mesmo número: x = a + h. Mexe num e o outro acompanha — à esquerda vês x a aproximar-se de a, à direita vês h a aproximar-se de 0, e a secante desenhada é a mesma reta nas duas janelas. Carrega em «aproximar o zero» e repara em que o declive tende para f'(a), o declive da tangente. Passa h para valores negativos: Q muda de lado, o declive continua a tender para o mesmo número.

Exemplo 28 A derivada pela definição

Calcula f'(4), pela definição, sendo f(x) = \sqrt{x}.

  1. Escrever a definição em a = 4, com f(4) = 2: f'(4) = \lim_{h \to 0} \dfrac{\sqrt{4+h} - 2}{h}. Substituir h por 0\frac{0}{0}: não diz nada.
  2. Multiplicar pelo conjugado. O numerador é uma diferença de raízes, e (A-B)(A+B) = A^{2}-B^{2} faz a raiz desaparecer: \dfrac{\sqrt{4+h} - 2}{h} \times \dfrac{\sqrt{4+h} + 2}{\sqrt{4+h} + 2} = \dfrac{(4+h) - 4}{h\left(\sqrt{4+h} + 2\right)}. E (4+h)-4 = h, ou seja, sobra \dfrac{h}{h\left(\sqrt{4+h} + 2\right)}.
  3. Cortar o h — legítimo, porque no limite h \neq 0: f'(4) = \lim_{h \to 0} \dfrac{1}{\sqrt{4+h} + 2} = \dfrac{1}{2+2} = \dfrac{1}{4}.
  4. Confirmação pela regra. Como \left(\sqrt{x}\right)' = \dfrac{1}{2\sqrt{x}}, vem f'(4) = \dfrac{1}{2\sqrt{4}} = \dfrac{1}{4}.A conta pela definição é sempre a mesma história: a substituição directa dá \frac{0}{0}, e o trabalho todo está em fazer aparecer um h no numerador que corte com o do denominador. É esse h que se anda a caçar.
Respostaf'(4) = \dfrac{1}{4}
Um pouco de história

O cálculo diferencial nasce no final do século XVII, com Isaac Newton (1642-1727) e Gottfried Leibniz (1646-1716), a trabalhar em paralelo e sem se lerem. Newton procurava descrever o movimento dos corpos; Leibniz procurava um método geral para traçar tangentes — e é dele a notação \frac{dy}{dx} que ainda hoje se usa. A disputa sobre quem chegou primeiro envenenou a matemática inglesa durante um século.

3 · Função derivada

Calcular f'(a) ponto a ponto é insuportável. Em vez disso calcula-se de uma vez para um a genérico, e obtém-se uma função.

Definição · função derivada

Chama-se função derivada de f, e representa-se por f', à função que a cada x onde f é derivável faz corresponder f'(x). O seu domínio, D_{f'}, está sempre contido no domínio de f.

Laboratório · arrastar o ponto e ver nascer o gráfico de f'

interativo

Arrasta o ponto P sobre a curva da esquerda — com o cursor ou diretamente com o rato sobre o gráfico. Em cada posição, a altura do ponto na janela da direita é o declive da tangente na janela da esquerda. Ao varrer o domínio de uma ponta à outra, os pontos que vais deixando desenham o gráfico de f'. Repara em que f' se anula exatamente onde a tangente fica horizontal, é negativa onde f desce e positiva onde f sobe.

4 · As regras de derivação

Com estas cinco regras deriva-se qualquer polinómio e qualquer fração de polinómios sem escrever um único limite.

Regras de derivação · 11.º ano
FunçãoDerivadaExemplo
k (constante)0(7)' = 0
x^{n}, n \in \mathbb{N}n\,x^{n-1}\left(x^{4}\right)' = 4x^{3}
k\,uk\,u'\left(5x^{2}\right)' = 10x
u \pm vu' \pm v'\left(x^{3}-x\right)' = 3x^{2}-1
u\,vu'v + uv'\left(x^{2}(x-1)\right)' = 3x^{2}-2x
\dfrac{u}{v}\dfrac{u'v - uv'}{v^{2}}\left(\dfrac{1}{x}\right)' = -\dfrac{1}{x^{2}}
u^{n}n\,u^{n-1}u'\left((x^{2}+1)^{3}\right)' = 6x(x^{2}+1)^{2}
O que ainda falta

Falta derivar e^{x} e \ln x — e é isso que as secções 12 e 13 fazem. A última linha da tabela, \left(u^{n}\right)' = n\,u^{n-1}u', é já um caso particular da regra da cadeia, que na secção 14 se enuncia por inteiro e passa a valer para qualquer função de fora.

Exemplo 29 Derivar e escrever a tangente

Considera f(x) = \dfrac{x^{2}}{x+1}, de domínio \mathbb{R}\setminus\{-1\}. Determina f' e a equação reduzida da tangente ao gráfico no ponto de abcissa 1.

  1. Derivada, pela regra do quociente com u = x^{2} e v = x+1:
  2. f'(x) = \dfrac{2x(x+1) - x^{2}\times 1}{(x+1)^{2}} = \dfrac{x^{2} + 2x}{(x+1)^{2}} = \dfrac{x(x+2)}{(x+1)^{2}}.
  3. Ponto de tangência: f(1) = \dfrac{1}{2}.
  4. Declive: f'(1) = \dfrac{1\times 3}{4} = \dfrac{3}{4}.
  5. Tangente: y = \dfrac{3}{4}(x-1) + \dfrac{1}{2} = \dfrac{3}{4}x - \dfrac{1}{4}.Deixar a derivada fatorizada, \frac{x(x+2)}{(x+1)^{2}}, não é estética: é o formato de que a secção seguinte precisa para estudar o sinal de uma assentada.
Respostaf'(x) = \frac{x(x+2)}{(x+1)^{2}} · y = \frac{3}{4}x - \frac{1}{4}
Python Ver a razão incremental a estabilizar
def f(x):
    return x**2 - 3*x

a = 2

print('   h            (f(a+h)-f(a))/h')
for k in range(1, 9):
    h = 10**(-k)
    razao = (f(a + h) - f(a)) / h
    print(h, '  ', round(razao, 8))

print('valor exato (2a-3) :', 2*a - 3)

A coluna da direita aproxima-se de 1, que é f'(2). Troca a por 0 e o limite passa a ser -3. Experimenta k até 15 e verás os valores piorarem: com h demasiado pequeno, o erro de arredondamento da vírgula flutuante domina.

Exercícios propostos

Doze exercícios para reactivar o cálculo de derivadas. Nenhum deles usa exponenciais ou logaritmos — é só a máquina do 11.º ano, afinada antes de entrar nas secções 12 a 14.

Exercício 145§R2 · taxa média de variação

Considera f(x) = x^{2} - 4x, de domínio \mathbb{R}. Calcula a taxa média de variação de f em cada intervalo.

a) [0,\,2]b) [2,\,4]c) [1,\,3]d) [-1,\,1]

Exercício 146§R2 · derivar polinómios

Determina a função derivada de cada função, de domínio \mathbb{R}.

a) f(x) = 5x^{3} - 2x + 7b) g(x) = \dfrac{x^{4}}{2} - 3x^{2}c) h(x) = (2x-1)^{2}d) j(x) = \pi x^{5} + \sqrt{3}

Exercício 147§R2 · derivada pela definição

Seja f(x) = x^{2} + 1. Determina f'(3) pela definição, isto é, calculando

\lim_{h \to 0} \dfrac{f(3+h) - f(3)}{h}.
Exercício 148§R2 · reta tangente

Considera f(x) = x^{3} - 2x, de domínio \mathbb{R}. Escreve a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa:

a) x = 0b) x = 1c) x = -1d) x = 2

Exercício 149§R2 · regra do produto

Determina a função derivada, usando a regra do produto e simplificando o resultado.

a) f(x) = (x^{2}+1)(x-3)b) g(x) = x^{2}(2x-5)^{2}c) h(x) = (3-x)(x^{3}+2)d) j(x) = x\sqrt{x}, em \mathbb{R}^{+}

Exercício 150§R2 · regra do quociente

Determina a função derivada, indicando o domínio.

a) f(x) = \dfrac{x}{x+2}b) g(x) = \dfrac{x^{2}}{x-1}c) h(x) = \dfrac{2x-1}{x^{2}+1}d) j(x) = \dfrac{1}{x^{2}}

Exercício 151§R2 · potência de uma função

Determina a função derivada, sem desenvolver a potência.

a) f(x) = (x^{2}-3)^{4}b) g(x) = (1-2x)^{5}c) h(x) = \left(\dfrac{x}{x+1}\right)^{2}d) j(x) = \sqrt{x^{2}+1}

Exercício 152§R2 · taxa média e taxa instantânea

Uma bola é lançada verticalmente para cima. A sua altura, em metros, t segundos depois do lançamento, é h(t) = 20t - 5t^{2}, com t \in [0,\,4].

a) Determina a velocidade média da bola em [0,\,1] e em [1,\,2].b) Determina h'(t) e interpreta o seu significado físico.c) Qual é a velocidade da bola no instante t = 3? Interpreta o sinal.

Exercício 153§R2 · escolha múltipla

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = x^{3} + x. A reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 1 tem declive:

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)4
  • (D)6
Exercício 154§R2 · da definição à regra

Seja f(x) = x^{2} - 3x, de domínio \mathbb{R}.

a) Mostra, pela definição, que f'(a) = 2a - 3 para todo o a real.b) Determina os pontos do gráfico de f onde a tangente é horizontal.c) Determina a de modo que a tangente em \left(a,\,f(a)\right) seja paralela à reta de equação y = x + 5.

Exercício 155§R2 · uma tangente que passa num ponto dado

Considera f(x) = x^{2}, de domínio \mathbb{R}, e o ponto P(0,\,-1), que não pertence ao gráfico de f.

a) Escreve, em função de a, a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a.b) Determina os valores de a para os quais essa tangente passa em P.c) Escreve as equações das duas tangentes obtidas.

Exercício 156§R2 · determinar parâmetros a partir da derivada

Seja f(x) = ax^{3} + bx^{2} + 1, com a e b reais, de domínio \mathbb{R}. Sabe-se que a reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 1 tem equação y = 3x - 1.

a) Escreve as duas condições que a e b têm de verificar.b) Determina a e b.c) Com esses valores, determina os pontos de tangente horizontal.

A taxa média de variação em [a,\,b] é \dfrac{f(b)-f(a)}{b-a} — o declive da reta que une os dois pontos do gráfico.

  1. a) f(0) = 0 e f(2) = -4: \dfrac{-4-0}{2} = -2.
  2. b) f(2) = -4 e f(4) = 0: \dfrac{0-(-4)}{2} = 2.
  3. c) f(1) = -3 e f(3) = -3: \dfrac{-3-(-3)}{2} = 0.
  4. d) f(-1) = 5 e f(1) = -3: \dfrac{-3-5}{2} = -4.Em c) a taxa média é nula sem que a função seja constante: entre 1 e 3 desce e volta a subir. A taxa média só vê os extremos do intervalo.
Respostasa) -2 · b) 2 · c) 0 · d) -4

\left(x^{n}\right)' = n\,x^{n-1}, a derivada de uma constante é 0 e as constantes multiplicativas ficam onde estão.

  1. a) f'(x) = 15x^{2} - 2.
  2. b) g'(x) = 2x^{3} - 6x.
  3. c) Desenvolvendo, h(x) = 4x^{2} - 4x + 1, logo h'(x) = 8x - 4.
  4. d) j'(x) = 5\pi x^{4} — o \sqrt{3} é uma constante e desaparece.Em c) também se podia usar \left(u^{2}\right)' = 2uu': 2(2x-1)\times 2 = 8x-4. Dá o mesmo, como tinha de ser.
Respostasa) 15x^{2}-2 · b) 2x^{3}-6x · c) 8x-4 · d) 5\pi x^{4}

Substitui, desenvolve o quadrado e simplifica antes de fazer h \to 0. O h do denominador tem de se cancelar.

  1. f(3+h) = (3+h)^{2} + 1 = 9 + 6h + h^{2} + 1 = 10 + 6h + h^{2} e f(3) = 10.
  2. \dfrac{f(3+h)-f(3)}{h} = \dfrac{6h + h^{2}}{h} = \dfrac{h(6+h)}{h} = 6 + h, para h \neq 0.
  3. \lim_{h \to 0} (6+h) = 6. Logo f'(3) = 6.
  4. Confirmação pela regra: f'(x) = 2x, logo f'(3) = 6. ✓O passo decisivo é o cancelamento do h. Se ele não se cancelasse, o quociente não teria limite finito — e a função não seria derivável nesse ponto.
Respostaf'(3) = 6

A tangente em x = a tem declive f'(a) e passa em \left(a,\,f(a)\right): y = f'(a)(x-a) + f(a).

  1. f'(x) = 3x^{2} - 2.
  2. a) f(0) = 0, f'(0) = -2: y = -2x.
  3. b) f(1) = -1, f'(1) = 1: y = 1(x-1) - 1 = x - 2.
  4. c) f(-1) = 1, f'(-1) = 1: y = x + 2.
  5. d) f(2) = 4, f'(2) = 10: y = 10(x-2) + 4 = 10x - 16.
Respostasa) y=-2x · b) y=x-2 · c) y=x+2 · d) y=10x-16

(uv)' = u'v + uv'. Em d), escreve x\sqrt{x} = x^{3/2} antes de derivar.

  1. a) f'(x) = 2x(x-3) + (x^{2}+1)\times 1 = 2x^{2}-6x+x^{2}+1 = 3x^{2}-6x+1.
  2. b) g'(x) = 2x(2x-5)^{2} + x^{2}\times 2(2x-5)\times 2 = 2x(2x-5)\left[(2x-5)+2x\right] = 2x(2x-5)(4x-5).
  3. c) h'(x) = -(x^{3}+2) + (3-x)3x^{2} = -x^{3}-2+9x^{2}-3x^{3} = -4x^{3}+9x^{2}-2.
  4. d) j(x) = x^{3/2}, logo j'(x) = \dfrac{3}{2}x^{1/2} = \dfrac{3\sqrt{x}}{2}.Em b), pôr 2x(2x-5) em evidência poupa contas e, mais importante, deixa a derivada já fatorizada — que é o formato certo para estudar o sinal.
Respostasa) 3x^{2}-6x+1 · b) 2x(2x-5)(4x-5) · c) -4x^{3}+9x^{2}-2 · d) \frac{3\sqrt{x}}{2}

\left(\dfrac{u}{v}\right)' = \dfrac{u'v - uv'}{v^{2}}. Em d) também dá para escrever j(x) = x^{-2}.

  1. a) f'(x) = \dfrac{1(x+2) - x}{(x+2)^{2}} = \dfrac{2}{(x+2)^{2}}, em \mathbb{R}\setminus\{-2\}.
  2. b) g'(x) = \dfrac{2x(x-1) - x^{2}}{(x-1)^{2}} = \dfrac{x^{2}-2x}{(x-1)^{2}} = \dfrac{x(x-2)}{(x-1)^{2}}, em \mathbb{R}\setminus\{1\}.
  3. c) h'(x) = \dfrac{2(x^{2}+1) - (2x-1)2x}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} = \dfrac{-2x^{2}+2x+2}{\left(x^{2}+1\right)^{2}}, em \mathbb{R}.
  4. d) j(x) = x^{-2}, logo j'(x) = -2x^{-3} = -\dfrac{2}{x^{3}}, em \mathbb{R}\setminus\{0\}.O denominador de uma derivada obtida pela regra do quociente é sempre um quadrado — logo, positivo. É por isso que, no estudo do sinal, só o numerador conta.
Respostasa) \frac{2}{(x+2)^{2}} · b) \frac{x(x-2)}{(x-1)^{2}} · c) \frac{-2x^{2}+2x+2}{(x^{2}+1)^{2}} · d) -\frac{2}{x^{3}}

\left(u^{n}\right)' = n\,u^{n-1}u'. Em d), \sqrt{u} = u^{1/2}.

  1. a) f'(x) = 4(x^{2}-3)^{3}\times 2x = 8x(x^{2}-3)^{3}.
  2. b) g'(x) = 5(1-2x)^{4}\times(-2) = -10(1-2x)^{4}.
  3. c) Com u = \dfrac{x}{x+1}, u' = \dfrac{1}{(x+1)^{2}}: h'(x) = 2\times\dfrac{x}{x+1}\times\dfrac{1}{(x+1)^{2}} = \dfrac{2x}{(x+1)^{3}}.
  4. d) j(x) = \left(x^{2}+1\right)^{1/2}, logo j'(x) = \dfrac{1}{2}\left(x^{2}+1\right)^{-1/2}\times 2x = \dfrac{x}{\sqrt{x^{2}+1}}.Esta regra é um caso particular da regra da cadeia, que aparece por inteiro na secção 14 — e é lá que ela se estende a e^{u} e a \ln u.
Respostasa) 8x(x^{2}-3)^{3} · b) -10(1-2x)^{4} · c) \frac{2x}{(x+1)^{3}} · d) \frac{x}{\sqrt{x^{2}+1}}

A velocidade média é a taxa média de variação da altura; a velocidade instantânea é a derivada.

  1. a) h(0) = 0, h(1) = 15, h(2) = 20. Em [0,\,1]: \dfrac{15-0}{1} = 15 m/s. Em [1,\,2]: \dfrac{20-15}{1} = 5 m/s.
  2. b) h'(t) = 20 - 10t: é a velocidade instantânea, em metros por segundo, no instante t.
  3. c) h'(3) = 20 - 30 = -10 m/s. O sinal negativo diz que, aos 3 segundos, a bola já está a descer.A velocidade anula-se em t = 2: é aí que a bola atinge o ponto mais alto. Derivada nula, altura máxima — é o assunto da secção seguinte.
Respostasa) 15 e 5 m/s · b) 20-10t, a velocidade instantânea · c) -10 m/s: está a descer

O declive da tangente em x = a é f'(a) — não f(a).

  1. f'(x) = 3x^{2} + 1.
  2. f'(1) = 3 + 1 = 4.
  3. A opção (B) é f(1) = 2 — a armadilha clássica: confundir o valor da função com o valor da derivada.
RespostaOpção (C)

Em a) calcula \dfrac{f(a+h)-f(a)}{h} e simplifica antes de h \to 0. Tangente horizontal significa declive 0; paralela a y = x+5 significa declive 1.

  1. a) f(a+h) = (a+h)^{2} - 3(a+h) = a^{2} + 2ah + h^{2} - 3a - 3h e f(a) = a^{2}-3a.
  2. \dfrac{f(a+h)-f(a)}{h} = \dfrac{2ah + h^{2} - 3h}{h} = \dfrac{h(2a + h - 3)}{h} = 2a + h - 3, para h \neq 0.
  3. Fazendo h \to 0: f'(a) = 2a - 3. \blacksquare
  4. b) f'(a) = 0 \iff 2a - 3 = 0 \iff a = \dfrac{3}{2}. Como f\left(\frac{3}{2}\right) = -\dfrac{9}{4}, o ponto é \left(\dfrac{3}{2},\, -\dfrac{9}{4}\right).
  5. c) f'(a) = 1 \iff 2a - 3 = 1 \iff a = 2.Duas retas são paralelas quando têm o mesmo declive. Repara em que a alínea a) devolve a mesma expressão que a regra \left(x^{n}\right)' = nx^{n-1} dá em duas linhas — a regra é um atalho para este cálculo, não outra coisa.
Respostasa) pelo limite da razão incremental · b) \left(\frac{3}{2},-\frac{9}{4}\right) · c) a = 2

Escreve a tangente genérica e impõe que as coordenadas de P a verifiquem. Vai dar uma equação em a.

  1. a) f'(x) = 2x, logo a tangente em x = a é y = 2a(x-a) + a^{2} = 2ax - a^{2}.
  2. b) Passa em P(0,\,-1) se -1 = 2a\times 0 - a^{2}, ou seja a^{2} = 1: a = -1 ou a = 1.
  3. c) Com a = 1: y = 2x - 1. Com a = -1: y = -2x - 1.Passar por um ponto e ser tangente nesse ponto são coisas diferentes. Aqui P está fora do gráfico e há duas tangentes; se P estivesse dentro da parábola não haveria nenhuma.
Respostasa) y = 2ax - a^{2} · b) a = \pm 1 · c) y = 2x-1 e y = -2x-1

Duas informações: o ponto de tangência pertence às duas curvas (f(1) é a ordenada da reta em x=1) e os declives coincidem (f'(1) = 3).

  1. a) A reta dá y = 3\times 1 - 1 = 2 em x = 1, logo f(1) = 2: a + b + 1 = 2, isto é a + b = 1. E o declive: f'(x) = 3ax^{2} + 2bx, logo f'(1) = 3a + 2b = 3.
  2. b) De a + b = 1 vem b = 1 - a. Substituindo: 3a + 2(1-a) = 3 \iff a + 2 = 3 \iff a = 1, e então b = 0.
  3. c) Com a = 1 e b = 0, f(x) = x^{3} + 1 e f'(x) = 3x^{2}. f'(x) = 0 \iff x = 0: há uma única tangente horizontal, no ponto (0,\,1).Repara em que, em x = 0, a derivada anula-se mas não muda de sinal: 3x^{2} \geq 0 sempre. Não há extremo — é o contraexemplo que a secção seguinte usa.
Respostasa) a+b=1 e 3a+2b=3 · b) a=1, b=0 · c) (0,\,1)
R3

Revisão · Monotonia e extremos

Uma derivada não é só um declive: é um indicador de sentido. Onde a derivada é positiva a função sobe, onde é negativa desce, e onde muda de sinal há um extremo. É esta a leitura que transforma o cálculo de derivadas num método — e é ela que as secções 12, 13 e 14 aplicam a exponenciais e logaritmos.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Reconhecer, numérica e graficamente, a relação entre o sinal da derivada e a monotonia de uma função.
  • Saber que se uma dada função definida num intervalo aberto tem extremo num ponto e tem derivada nesse ponto, então essa derivada é nula (teorema de Fermat).
  • Estudar a monotonia e existência de extremos de uma função com derivada finita em todos os pontos do seu domínio, tendo por base o sinal e os zeros da sua derivada.
  • Resolver problemas de otimização de modelação matemática, em casos simples, no contexto da vida real.

1 · O sinal da derivada dá o sentido de variação

Se num troço todas as tangentes têm declive positivo, o gráfico só pode estar a subir. Escrito a sério:

Sinal da derivada e monotonia

Seja f uma função contínua num intervalo I e derivável no seu interior \left]a,\,b\right[. Então:

  • se f'(x) > 0 para todo o x \in \left]a,\,b\right[, f é estritamente crescente em I;
  • se f'(x) < 0 para todo o x \in \left]a,\,b\right[, f é estritamente decrescente em I;
  • se f'(x) = 0 para todo o x \in \left]a,\,b\right[, f é constante em I.
Intervalos, não uniões

A monotonia enuncia-se sempre por intervalos. Uma função pode ser decrescente em \left]-\infty,\,0\right[ e em \left]0,\,+\infty\right[ sem ser decrescente na união dos dois — f(x) = \frac{1}{x} é o exemplo de sempre. Escrever «decrescente em \mathbb{R}\setminus\{0\}» é erro.

2 · Extremos e derivada nula

Num máximo ou num mínimo interiores, a curva deixa de subir e passa a descer (ou o contrário). Nesse ponto a tangente fica horizontal.

Teorema de Fermat

Se f tem um extremo relativo num ponto x_{0} interior ao seu domínio e é derivável em x_{0}, então f'(x_{0}) = 0.

A recíproca é falsa

Derivada nula não garante extremo. Com f(x) = x^{3} tem-se f'(x) = 3x^{2} e f'(0) = 0, mas f é estritamente crescente em \mathbb{R} — em x = 0 a curva apenas «faz um patamar». O que decide é a derivada mudar de sinal, não anular-se.

Daí a regra prática, que é a que se usa sempre:

Como classificar

Num zero x_{0} de f': se f' passa de positiva a negativa, há máximo relativo; se passa de negativa a positiva, há mínimo relativo; se não muda de sinal, não há extremo.

3 · O quadro de sinais, passo a passo

O procedimento é sempre o mesmo, e é o que se escreve no Exame:

  1. Domínio. Determinar D_{f} — é ele que limita tudo o resto.
  2. Derivada. Determinar f'(x) e deixá-la fatorizada.
  3. Zeros. Resolver f'(x) = 0.
  4. Sinal. Estudar o sinal de f' em cada intervalo determinado pelos zeros e pelos pontos que não pertencem ao domínio.
  5. Quadro. Numa linha o sinal de f', na linha de baixo o sentido de variação de f e os extremos.
  6. Conclusão. Indicar os intervalos de monotonia e os extremos relativos, com os valores de f — não só as abcissas.
Exemplo 30 Um estudo completo

Estuda f(x) = x^{3} - 3x^{2} - 9x + 5, de domínio \mathbb{R}, quanto à monotonia e aos extremos.

  1. Domínio: \mathbb{R}.
  2. Derivada: f'(x) = 3x^{2} - 6x - 9 = 3\left(x^{2}-2x-3\right) = 3(x+1)(x-3).
  3. Zeros: x = -1 e x = 3.
  4. Sinal: a parábola tem concavidade voltada para cima, logo f' > 0 fora de [-1,\,3] e f' < 0 entre -1 e 3.
    x-\infty-13+\infty
    Sinal de f'+00+
    Variação de f10máx-22mín
  5. Variação: f cresce em \left]-\infty,\,-1\right], decresce em \left[-1,\,3\right] e cresce em \left[3,\,+\infty\right[.
  6. Extremos: f(-1) = -1 - 3 + 9 + 5 = 10 é máximo relativo; f(3) = 27 - 27 - 27 + 5 = -22 é mínimo relativo.Nenhum é absoluto: uma cúbica com coeficiente principal positivo desce sem limite à esquerda e sobe sem limite à direita.
RespostaCresce até -1, decresce até 3, cresce depois; máximo 10, mínimo -22

4 · Problemas de otimização

Otimizar é encontrar o máximo ou o mínimo de uma grandeza sujeita a uma restrição. O cálculo é a parte fácil; o difícil é chegar à função certa.

Cinco passos
  1. Ler e identificar o que se quer maximizar ou minimizar, e de que depende.
  2. Escrever a grandeza a otimizar em função de duas variáveis, se for preciso.
  3. Usar a restrição para eliminar uma delas e ficar com uma função de uma só variável.
  4. Determinar o domínio do contexto — quase sempre um intervalo aberto, e quase sempre esquecido.
  5. Derivar, estudar o sinal e concluir, respondendo à pergunta que foi feita.
Exemplo 31 O retângulo de área máxima

De todos os retângulos com 36 cm de perímetro, qual é o que tem área máxima?

  1. Grandeza a otimizar: a área A = x\,y, sendo x e y os lados.
  2. Restrição: 2x + 2y = 36, ou seja y = 18 - x.
  3. Uma variável: A(x) = x(18-x) = 18x - x^{2}.
  4. Domínio do contexto: x > 0 e 18 - x > 0, logo x \in \left]0,\,18\right[.
  5. Derivar: A'(x) = 18 - 2x, que se anula em x = 9, é positiva antes e negativa depois: máximo em x = 9.
    x0918
    Sinal de A'n.d.+0n.d.
    Variação de A81máx
  6. Concluir: y = 18 - 9 = 9. O retângulo de área máxima é o quadrado de lado 9 cm, com 81 cm² de área.A resposta é um quadrado — e isso vale para qualquer perímetro. É o género de resultado que compensa reconhecer: poupa metade do trabalho num item de exame.
RespostaQuadrado de lado 9 cm; área 81 cm²
Python Construir o quadro de sinais sem o desenhar
def derivada(x):
    return 3*x**2 - 6*x - 9

anterior = derivada(-10)
print('  x      f(x)     sinal de f(x)')
for k in range(-100, 101):
    x = k / 10
    d = derivada(x)
    sinal = '+' if d > 0 else ('-' if d < 0 else '0')
    if d == 0 or d * anterior < 0:
        print('mudanca de sinal perto de x =', x)
    anterior = d

print('zeros esperados : -1 e 3')

O programa encontra as duas mudanças de sinal, em -1 e em 3. Troca a derivada por 3x^{2} — a de x^{3} — e vê que ele assinala o zero em 0 mas nenhuma mudança de sinal: é o contraexemplo da secção, detetado por um computador.

Exercícios propostos

Doze exercícios de monotonia, extremos e otimização, todos com funções polinomiais e racionais. É o treino que falta para que, nas secções seguintes, só o e^{x} e o \ln x sejam novidade.

Exercício 157§R3 · ler um quadro de sinais

De uma função f, de domínio \mathbb{R}, sabe-se que f'(x) = (x+1)(x-3).

a) Determina os zeros de f'.b) Estuda o sinal de f'.c) Indica os intervalos de monotonia de f e o tipo de extremo em cada zero de f'.

Exercício 158§R3 · monotonia de um polinómio do 2.º grau

Estuda cada função quanto à monotonia e indica os extremos relativos.

a) f(x) = x^{2} - 6x + 5b) g(x) = -2x^{2} + 8x

Exercício 159§R3 · monotonia de um polinómio do 3.º grau

Considera f(x) = x^{3} - 6x^{2} + 9x + 1, de domínio \mathbb{R}.

a) Determina f'(x) e os seus zeros.b) Estuda f quanto à monotonia.c) Determina os extremos relativos.

Exercício 160§R3 · do gráfico da derivada ao da função

De uma função g, de domínio \mathbb{R}, sabe-se que a sua derivada é g'(x) = x^{2}(x-4).

a) Determina os zeros de g'.b) Estuda o sinal de g'.c) Indica os intervalos de monotonia de g e diga em que zeros de g' há extremo.

Exercício 161§R3 · monotonia de uma função racional

Considera f(x) = \dfrac{x^{2}}{x-2}, de domínio \mathbb{R}\setminus\{2\}.

a) Mostra que f'(x) = \dfrac{x(x-4)}{(x-2)^{2}}.b) Estuda f quanto à monotonia.c) Determina os extremos relativos.

Exercício 162§R3 · otimizar uma receita

Uma editora estima que, se vender cada exemplar a p euros, com 0 < p < 30, venderá q(p) = 1200 - 40p exemplares.

a) Mostra que a receita, em euros, é R(p) = 1200p - 40p^{2}.b) Determina o preço que maximiza a receita.c) Qual é a receita máxima?

Exercício 163§R3 · otimizar uma área

Pretende-se vedar um terreno retangular encostado a um muro, usando 60 metros de rede nos três lados que não encostam ao muro. Seja x o comprimento, em metros, de cada um dos dois lados perpendiculares ao muro.

a) Mostra que a área do terreno é A(x) = 60x - 2x^{2}, com x \in \left]0,\,30\right[.b) Determina x de modo que a área seja máxima.c) Indica as dimensões do terreno de área máxima e essa área.

Exercício 164§R3 · escolha múltipla

Seja f uma função de domínio \mathbb{R}, derivável em \mathbb{R}, tal que f'(2) = 0.

Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?

  • (A)f tem um extremo relativo em x = 2.
  • (B)A reta tangente ao gráfico de f em x = 2 é horizontal.
  • (C)f(2) = 0.
  • (D)f é constante numa vizinhança de 2.
Exercício 165§R3 · um parâmetro e um extremo

Seja f(x) = x^{3} + kx^{2} + 3x, com k real, de domínio \mathbb{R}.

a) Determina f'(x).b) Determina k de modo que f tenha um extremo relativo em x = 1.c) Com esse valor de k, classifica o extremo.

Exercício 166§R3 · uma caixa de volume máximo

De uma folha quadrada de cartão com 24 cm de lado cortam-se quatro quadrados iguais, de lado x, nos cantos, e dobram-se os lados para cima, formando uma caixa sem tampa.

a) Mostra que o volume da caixa é V(x) = 4x^{3} - 96x^{2} + 576x, com x \in \left]0,\,12\right[.b) Determina o valor de x que maximiza o volume.c) Determina o volume máximo.

Exercício 167§R3 · provar uma desigualdade com um mínimo

Considera f(x) = x + \dfrac{1}{x}, de domínio \mathbb{R}^{+}.

a) Mostra que f'(x) = \dfrac{x^{2}-1}{x^{2}}.b) Estuda f quanto à monotonia e determina o seu mínimo.c) Conclui que x + \dfrac{1}{x} \geq 2 para todo o x > 0, com igualdade só em x = 1.

Exercício 168§R3 · uma família de cúbicas

Para cada k real, seja f_{k}(x) = x^{3} - 3kx, de domínio \mathbb{R}.

a) Determina f_{k}'(x) e discute os seus zeros em função de k.b) Determina os valores de k para os quais f_{k} é estritamente crescente em \mathbb{R}.c) Para k > 0, mostra que o máximo e o mínimo relativos de f_{k} são simétricos um do outro.

O sinal de um produto de dois fatores do 1.º grau lê-se numa parábola de concavidade voltada para cima: positiva fora das raízes, negativa entre elas.

  1. a) f'(x) = 0 \iff x = -1 \lor x = 3.
  2. b) f' é positiva em \left]-\infty,\,-1\right[ \cup \left]3,\,+\infty\right[ e negativa em \left]-1,\,3\right[.
    x-\infty-13+\infty
    Sinal de f'+00+
    Variação de fmáxmín
  3. c) f é crescente em \left]-\infty,\,-1\right], decrescente em \left[-1,\,3\right] e crescente em \left[3,\,+\infty\right[.
  4. Em x = -1 a derivada passa de + a -: máximo relativo. Em x = 3 passa de - a +: mínimo relativo.Repara em que não é preciso conhecer f: a monotonia lê-se toda no sinal de f'.
Respostasa) -1 e 3 · b) positiva fora de [-1,3] · c) máximo em -1, mínimo em 3

Deriva, iguala a zero e vê o sinal da derivada — que aqui é uma função afim.

  1. a) f'(x) = 2x - 6, que se anula em x = 3, é negativa antes e positiva depois.
  2. Logo f é decrescente em \left]-\infty,\,3\right] e crescente em \left[3,\,+\infty\right[: mínimo f(3) = -4.
    x-\infty3+\infty
    Sinal de f'0+
    Variação de f-4mín
  3. b) g'(x) = -4x + 8, que se anula em x = 2, é positiva antes e negativa depois.
  4. Logo g é crescente em \left]-\infty,\,2\right] e decrescente em \left[2,\,+\infty\right[: máximo g(2) = 8.
    x-\infty2+\infty
    Sinal de g'+0
    Variação de g8máx
    Confere com o que já sabias do 10.º ano: o vértice de y = ax^{2}+bx+c está em x = -\frac{b}{2a}. É exatamente o zero da derivada.
Respostasa) mínimo -4 em x=3 · b) máximo 8 em x=2

Depois de derivar, fatoriza: 3x^{2}-12x+9 = 3(x^{2}-4x+3).

  1. a) f'(x) = 3x^{2} - 12x + 9 = 3(x-1)(x-3). Zeros: x = 1 e x = 3.
  2. b) A parábola tem concavidade voltada para cima: f' > 0 em \left]-\infty,\,1\right[ \cup \left]3,\,+\infty\right[ e f' < 0 em \left]1,\,3\right[.
  3. Logo f é crescente em \left]-\infty,\,1\right], decrescente em \left[1,\,3\right] e crescente em \left[3,\,+\infty\right[.
    x-\infty13+\infty
    Sinal de f'+00+
    Variação de f5máx1mín
  4. c) f(1) = 5 é máximo relativo; f(3) = 1 é mínimo relativo.Nenhum deles é absoluto: à esquerda a função desce sem limite e à direita sobe sem limite. «Relativo» quer dizer «o melhor da vizinhança», não «o melhor de todos».
Respostasa) 3(x-1)(x-3), zeros 1 e 3 · b) cresce, decresce, cresce · c) máximo 5, mínimo 1

x^{2} \geq 0 sempre. O sinal do produto é, portanto, o sinal de x - 4 — exceto em x = 0, onde se anula sem mudar de sinal.

  1. a) g'(x) = 0 \iff x = 0 \lor x = 4.
  2. b) Como x^{2} > 0 para x \neq 0, o sinal de g' é o de x-4: negativa em \left]-\infty,\,4\right[\setminus\{0\} e positiva em \left]4,\,+\infty\right[.
  3. c) g é decrescente em \left]-\infty,\,4\right] e crescente em \left[4,\,+\infty\right[.
    x-\infty04+\infty
    Sinal de g'00+
    Variação de gsem extremomín
  4. mínimo em x = 4. Em x = 0 a derivada anula-se mas não muda de sinal: não há extremo.Derivada nula é condição necessária para haver extremo num ponto interior — nunca suficiente. Este é o contraexemplo a decorar.
Respostasa) 0 e 4 · b) sinal de x-4 · c) mínimo só em x=4

O denominador de f' é um quadrado: é sempre positivo no domínio. O sinal é todo do numerador.

  1. a) f'(x) = \dfrac{2x(x-2) - x^{2}}{(x-2)^{2}} = \dfrac{x^{2}-4x}{(x-2)^{2}} = \dfrac{x(x-4)}{(x-2)^{2}}. \blacksquare
  2. b) Como (x-2)^{2} > 0 no domínio, o sinal de f' é o de x(x-4): positivo em \left]-\infty,\,0\right[ e em \left]4,\,+\infty\right[, negativo em \left]0,\,4\right[.
  3. Logo f é crescente em \left]-\infty,\,0\right], decrescente em \left[0,\,2\right[ e em \left]2,\,4\right], e crescente em \left[4,\,+\infty\right[.
    x-\infty024+\infty
    Sinal de f'+0n.d.0+
    Variação de f0máx8mín
  4. c) f(0) = 0 é máximo relativo; f(4) = 8 é mínimo relativo.Atenção ao 2: não pertence ao domínio, logo parte os intervalos de monotonia. Escrever «decrescente em [0,4]» seria erro.
Respostasa) regra do quociente · b) cresce, decresce (com corte em 2), cresce · c) máximo 0, mínimo 8

Receita = preço \times quantidade vendida. Depois é derivar e igualar a zero.

  1. a) R(p) = p\,q(p) = p(1200 - 40p) = 1200p - 40p^{2}. \blacksquare
  2. b) R'(p) = 1200 - 80p, que se anula em p = 15, é positiva antes e negativa depois.
  3. Logo R cresce em \left]0,\,15\right] e decresce em \left[15,\,30\right[: o máximo é em p = 15 euros.
    p01530
    Sinal de R'n.d.+0n.d.
    Variação de R9\,000máx
  4. c) R(15) = 1200\times 15 - 40\times 225 = 18\,000 - 9\,000 = 9\,000 euros.Repara em que a resposta a b) é um preço e a de c) é uma receita. Trocar as duas é o erro mais comum nos problemas de otimização — vale sempre a pena reler a pergunta no fim.
Respostasa) p\,q(p) · b) 15 € · c) 9000

Se dois lados medem x, o terceiro mede 60 - 2x. A área é o produto dos dois lados diferentes.

  1. a) O lado paralelo ao muro mede 60 - 2x, logo A(x) = x(60 - 2x) = 60x - 2x^{2}. Para o terreno existir é preciso x > 0 e 60 - 2x > 0, ou seja x < 30. \blacksquare
  2. b) A'(x) = 60 - 4x, que se anula em x = 15, é positiva em \left]0,\,15\right[ e negativa em \left]15,\,30\right[: máximo em x = 15.
    x01530
    Sinal de A'n.d.+0n.d.
    Variação de A450máx
  3. c) Os lados medem 15 m e 60 - 30 = 30 m, e a área máxima é 15 \times 30 = 450 m².Sem o muro, o retângulo de área máxima com perímetro fixo é um quadrado. Com o muro, deixa de ser: a restrição muda o problema, e é por isso que se constrói o modelo antes de derivar.
Respostasa) x(60-2x) · b) x = 15 · c) 15 \times 30 m, área 450

Pensa em f(x) = (x-2)^{3}: tem derivada nula em 2, mas não tem extremo aí.

  1. (A) é falsa: com f(x) = (x-2)^{3} tem-se f'(x) = 3(x-2)^{2} e f'(2) = 0, mas f é estritamente crescente — não há extremo.
  2. (C) é falsa: f'(2) e f(2) não têm relação nenhuma. No exemplo anterior, f(2) = 0 por acaso; com f(x) = (x-2)^{3} + 7 a derivada é a mesma e f(2) = 7.
  3. (D) é falsa pelo mesmo contraexemplo.
  4. (B) é verdadeira: f'(2) é, por definição, o declive da tangente em x = 2; sendo nulo, a tangente é horizontal.É o teorema de Fermat lido no sentido certo: extremo interior \Rightarrow derivada nula. A recíproca é falsa.
RespostaOpção (B)

Se há extremo em x = 1 e a função é derivável, então f'(1) = 0. Depois de achar k, confirma que a derivada muda mesmo de sinal.

  1. a) f'(x) = 3x^{2} + 2kx + 3.
  2. b) f'(1) = 0 \iff 3 + 2k + 3 = 0 \iff k = -3.
  3. c) Com k = -3: f'(x) = 3x^{2} - 6x + 3 = 3(x-1)^{2}.
  4. Esta derivada é sempre não negativa e só se anula em x = 1: não muda de sinal. Logo f é estritamente crescente em \mathbb{R} e não há extremo em x = 1.
    x-\infty1+\infty
    Sinal de f'+0+
    Variação de fsem extremo
    A condição f'(1)=0 é necessária, mas não chega. Este exercício é a armadilha completa: a alínea b) tem solução e a alínea c) mostra que ela não serve para o fim pretendido.
Respostasa) 3x^{2}+2kx+3 · b) k=-3 · c) não há extremo: f' não muda de sinal

A base é um quadrado de lado 24 - 2x e a altura é x. Desenvolve o quadrado antes de derivar.

  1. a) V(x) = (24-2x)^{2}x = \left(576 - 96x + 4x^{2}\right)x = 4x^{3} - 96x^{2} + 576x. Para haver caixa é preciso x > 0 e 24 - 2x > 0, ou seja x < 12. \blacksquare
  2. b) V'(x) = 12x^{2} - 192x + 576 = 12\left(x^{2} - 16x + 48\right) = 12(x-4)(x-12).
  3. Em \left]0,\,12\right[, o fator x-12 é negativo. Logo V' > 0 para x < 4 e V' < 0 para x > 4: máximo em x = 4.
    x0412
    Sinal de V'n.d.+0n.d.
    Variação de V1024máx
  4. c) V(4) = (24-8)^{2}\times 4 = 16^{2}\times 4 = 1024 cm³.A raiz x = 12 existe mas está fora do domínio do problema — corresponde a cortar tudo e não sobrar caixa nenhuma. Verificar o domínio do contexto é o último passo de qualquer problema de otimização.
Respostasa) (24-2x)^{2}x · b) x = 4 cm · c) 1024 cm³

Escreve \frac{1}{x} = x^{-1} antes de derivar. Em \mathbb{R}^{+} o denominador x^{2} é positivo: o sinal é o do numerador.

  1. a) f(x) = x + x^{-1}, logo f'(x) = 1 - x^{-2} = 1 - \dfrac{1}{x^{2}} = \dfrac{x^{2}-1}{x^{2}}. \blacksquare
  2. b) Em \mathbb{R}^{+}, x^{2} > 0, logo o sinal de f' é o de x^{2}-1: negativo em \left]0,\,1\right[, nulo em x = 1, positivo em \left]1,\,+\infty\right[.
  3. Logo f decresce em \left]0,\,1\right] e cresce em \left[1,\,+\infty\right[: f(1) = 2 é mínimo absoluto.
    x01+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de f2mín
  4. c) Sendo 2 o mínimo absoluto, f(x) \geq 2 para todo o x > 0, isto é x + \dfrac{1}{x} \geq 2, com igualdade apenas em x = 1. \blacksquareEste é o modelo de demonstração que volta várias vezes no capítulo: para provar g(x) \geq c, mostra-se que c é o mínimo de g. As desigualdades e^{x} \geq x+1 e \ln x \leq \frac{x}{e} provam-se exatamente assim.
Respostasa) derivando x + x^{-1} · b) mínimo 2 em x=1 · c) porque 2 é o mínimo absoluto

f_{k}'(x) = 3x^{2} - 3k = 3\left(x^{2}-k\right). Se k \leq 0, esta expressão nunca é negativa. Em c), repara em que f_{k} é uma função ímpar.

  1. a) f_{k}'(x) = 3x^{2} - 3k = 3\left(x^{2}-k\right). Se k < 0 não há zeros; se k = 0 há um zero duplo em x = 0; se k > 0 há dois zeros, x = -\sqrt{k} e x = \sqrt{k}.
  2. b) Para k \leq 0 tem-se f_{k}'(x) \geq 0 para todo o x, anulando-se no máximo num ponto: f_{k} é estritamente crescente em \mathbb{R}.
  3. Para k > 0 a derivada é negativa em \left]-\sqrt{k},\,\sqrt{k}\right[, e portanto f_{k} não é crescente em \mathbb{R}. Resposta: k \leq 0.
  4. c) Com k > 0, o máximo é em x = -\sqrt{k} e o mínimo em x = \sqrt{k}. Ora
    x-\infty-\sqrt{k}\sqrt{k}+\infty
    Sinal de f_{k}'+00+
    Variação de f_{k}2k\sqrt{k}máx-2k\sqrt{k}mín
  5. f_{k}\left(\sqrt{k}\right) = k\sqrt{k} - 3k\sqrt{k} = -2k\sqrt{k}, \qquad f_{k}\left(-\sqrt{k}\right) = -k\sqrt{k} + 3k\sqrt{k} = 2k\sqrt{k}.
  6. São simétricos. \blacksquareNão é coincidência: f_{k}(-x) = -f_{k}(x), ou seja f_{k} é ímpar — o gráfico é simétrico em relação à origem, e por isso o máximo e o mínimo também são.
Respostasa) 3(x^{2}-k) · b) k \leq 0 · c) porque f_{k} é ímpar
12

O número e e a derivada da exponencial

Na secção 1 apareceu um número, e, com a promessa de que era especial. É aqui que a promessa se cumpre: e é a única base para a qual a função exponencial coincide com a sua própria derivada. Uma função que é igual à sua taxa de variação — é o que descreve tudo o que cresce à custa do que já tem.

Aprendizagens Essenciais
  • Identificar o número e (número de Euler) como a única base da função exponencial em que o seu gráfico coincide com o gráfico da respetiva função derivada.
  • Conhecer a derivada da função f(x) = e^{x}.
  • Utilizar a tecnologia para representar funções da família f(x) = a^{x}, com a \in [2,\,3], e respetivas derivadas, e verificar que só existe um valor de a para o qual a função e a sua derivada coincidem.

1 · O que já se sabe derivar

Vem da secção R2

Recorda: (k)' = 0, (x)' = 1, \left(x^{n}\right)' = n x^{n-1}, (u+v)' = u'+v', (uv)' = u'v + uv' e \left(\dfrac{u}{v}\right)' = \dfrac{u'v-uv'}{v^{2}}. E que f'(a) é o declive da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a.

2 · A experiência que define e

Fixemos uma base a > 1 e olhemos para o declive da tangente ao gráfico de y = a^{x} no ponto (0,\,1). Esse declive é o limite das taxas médias de variação,

m(a) = \lim_{h \to 0} \dfrac{a^{h} - a^{0}}{h} = \lim_{h \to 0} \dfrac{a^{h} - 1}{h},

e pode estimar-se numericamente, tomando h pequeno:

base a22{,}52{,}72{,}7182{,}83
declive em (0,1)0{,}6930{,}9160{,}9931{,}0001{,}0301{,}099

O declive cresce com a base, é menor do que 1 para a = 2 e maior do que 1 para a = 3. Existe, portanto, uma e uma só base entre 2 e 3 para a qual o declive na origem é exatamente 1. Essa base é o número e.

Definição · o número e, pela derivada

O número e = 2{,}718281828\ldots é a única base para a qual a função exponencial tem, no ponto (0,\,1), tangente de declive 1 — e, por consequência, para a qual a função coincide em toda a parte com a sua derivada:

\left(e^{x}\right)' = e^{x}.

Que a condição no ponto 0 arraste a igualdade em todos os pontos vê-se assim: a taxa média de variação de e^{x} entre x e x+h é

\dfrac{e^{x+h} - e^{x}}{h} = e^{x} \times \dfrac{e^{h} - 1}{h},

e o segundo fator é exatamente a expressão cujo limite, quando h \to 0, é o declive na origem — que vale 1. Sobra e^{x}.

O que fica em dívida

O passo «o limite de \dfrac{e^{h}-1}{h} quando h \to 0 é 1» é, ele próprio, um limite notável, e a sua justificação completa exige ferramentas do capítulo das funções contínuas e deriváveis — em particular a Regra de L'Hôpital. Aqui ele é a definição do número e, exatamente como nas Aprendizagens Essenciais: e é a base em que isso acontece. A escrita \lim_{h \to 0}\dfrac{e^{h}-1}{h} = 1 volta a aparecer, com estatuto de teorema, nesse capítulo.

x y −2 −1 1 2 1 2 4 6 y = ex y = x + 1 (tangente em x = 0) y = e·x (tangente em x = 1)
Em cada ponto, o declive da tangente é igual à ordenada do ponto. Em (0,\,1) o declive é 1; em (1,\,e) o declive é e. É esta a propriedade que define o número e — e não acontece com mais nenhuma base.

3 · Consequências imediatas

Com \left(e^{x}\right)' = e^{x} e as regras do 11.º ano já se deriva bastante:

Exemplos-tipo \left(3e^{x} - 5x\right)' = 3e^{x} - 5 \qquad \left(x\,e^{x}\right)' = e^{x} + x\,e^{x} = (1+x)e^{x} \left(\dfrac{e^{x}}{x}\right)' = \dfrac{e^{x}\,x - e^{x}}{x^{2}} = \dfrac{(x-1)e^{x}}{x^{2}}
Ainda não

Note-se o que ainda não se sabe derivar: e^{2x}, e^{-x^{2}}, 2^{x}. Todas elas são compostas, e para as derivar é preciso a regra da cadeia — que chega na secção 14. Até lá, só e^{x} «puro», combinado com somas, produtos e quocientes.

Exemplo 32 Monotonia de f(x) = \left(x^{2}-3\right)e^{x}
  1. Derivada: f'(x) = 2x\,e^{x} + \left(x^{2}-3\right)e^{x} = \left(x^{2}+2x-3\right)e^{x}.
  2. Zeros de f': como e^{x} > 0, basta x^{2}+2x-3 = 0 \iff x = -3 \lor x = 1.
  3. Sinal: a parábola x^{2}+2x-3 tem concavidade voltada para cima, logo é positiva fora das raízes e negativa entre elas.
    x-\infty-31+\infty
    Sinal de f'+00+
    Variação de f6e^{-3}máx-2emín
  4. Conclusão: f é crescente em \left]-\infty,\,-3\right], decrescente em [-3,\,1] e crescente em \left[1,\,+\infty\right[.
  5. Máximo relativo f(-3) = 6e^{-3} \approx 0{,}299; mínimo relativo f(1) = -2e \approx -5{,}44.O fator e^{x} é sempre positivo — nunca contribui para o sinal da derivada, mas contribui (e muito) para o valor dos extremos.
RespostaMáximo 6e^{-3} em x=-3; mínimo -2e em x=1
Exemplo 33 A recta tangente num ponto

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = (x-1)e^{x}.

Determina uma equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 1.

  1. O ponto. f(1) = (1-1)e^{1} = 0: a reta passa em (1,\,0).
  2. A derivada. Pela regra do produto, f'(x) = 1 \times e^{x} + (x-1)e^{x} = xe^{x}.
  3. O declive. m = f'(1) = 1 \times e^{1} = e.
  4. A equação. Com y-y_{0} = m(x-x_{0}): y-0 = e(x-1) \iff y = ex-e.Simplificar f' antes de substituir poupa contas: e^{x}+(x-1)e^{x} parece pior do que xe^{x}, e é a mesma coisa.
Respostay = ex-e

Laboratório · y = a^{x}: procurar a base em que a derivada é a própria função

interativo

Arrasta a base entre 2 e 3: a curva azul é a^{x} e a vermelha é a sua derivada. Para a < e a derivada fica por baixo; para a > e, por cima. Há um só valor em que se sobrepõem — e a leitura mostra que é 2{,}718\ldots

Python Encontrar e por bissecção
h = 1e-6

def declive(a):
    return (a**h - 1) / h

lo, hi = 2.0, 3.0
for passo in range(40):
    a = (lo + hi) / 2
    if declive(a) < 1:
        lo = a
    else:
        hi = a

print('base procurada :', round((lo+hi)/2, 9))
print('declive nessa base:', round(declive((lo+hi)/2), 9))

Sai 2{,}718281\ldots — o número e, encontrado sem nunca se ter escrito a letra e. Troca o 1 da condição por 2 e o programa devolve e^{2} \approx 7{,}389: a base cujo declive na origem é 2.

Exercícios propostos

Doze exercícios que usam apenas \left(e^{x}\right)^{\prime} = e^{x} e as regras do 11.º ano. Nenhum precisa da regra da cadeia — essa chega na secção 14.

Exercício 169§12 · derivar somas e produtos

Determina a função derivada de cada uma das funções seguintes, de domínio \mathbb{R}.

a) f(x) = 6x^{2} + e^{x}b) g(x) = 3e^{x} - 5xc) h(x) = x\,e^{x}d) j(x) = \left(x^{2}+1\right)e^{x}

Exercício 170§12 · derivar quocientes

Determina a função derivada, indicando o domínio da derivada.

a) f(x) = \dfrac{e^{x}}{x}b) g(x) = \dfrac{x}{e^{x}}c) h(x) = \dfrac{e^{x}+1}{e^{x}}d) j(x) = \dfrac{e^{x}}{x^{2}+1}

Exercício 171§12 · valores da derivada

Seja f(x) = e^{x}, de domínio \mathbb{R}.

a) f'(0)b) f'(1)c) f'(\ln 5)d) f'(-2)

Determina o valor exato em cada caso.

Exercício 172§12 · reta tangente

Considera f(x) = e^{x}. Determina a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa:

a) x = 0b) x = 1

Exercício 173§12 · monotonia e extremos

Considera f(x) = x\,e^{x}, de domínio \mathbb{R}.

a) Determina f'(x).b) Estuda f quanto à monotonia e determina os extremos relativos, caso existam.

Exercício 174§12 · uma tangente com declive dado

Seja f(x) = e^{x} - 2x, de domínio \mathbb{R}.

a) Determina f'(x).b) Determina a abcissa do ponto do gráfico de f onde a tangente é horizontal.c) Determina a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 0.

Exercício 175§12 · escolha múltipla

Seja h a função, de domínio \mathbb{R}, definida por h(x) = e^{x}. Qual é o valor de h'(1)?

  • (A)e^{4}
  • (B)0
  • (C)\pi e^{\pi-1}
  • (D)e
Exercício 176§12 · a única base que serve

Seja f(x) = a^{x}, com a > 0 e a \neq 1. Define-se m(a) como o declive da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 0.

a) Recorrendo à calculadora, estima m(2) e m(3), com três casas decimais, calculando \dfrac{a^{h}-1}{h} para h = 0{,}0001.b) O que podes concluir sobre a existência de uma base entre 2 e 3 para a qual m(a) = 1?c) Verifica, com o mesmo processo, que essa base é aproximadamente 2{,}718.

Exercício 177§12 · taxa de variação

A massa de uma amostra, em gramas, ao fim de t horas, é m(t) = 20 - t\,e^{t}, para t \in [0,\, 2].

a) Determina a taxa média de variação de m em [0,\, 2].b) Determina m'(t) e calcula m'(1), interpretando o resultado.

Exercício 178§12 · uma tangente pela origem

Seja f(x) = e^{x}, de domínio \mathbb{R}.

a) Mostra que a reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a tem equação y = e^{a}x + e^{a}(1-a).b) Determina o valor de a para o qual essa tangente passa na origem.c) Justifica que nenhuma reta tangente ao gráfico de f é horizontal.

Exercício 179§12 · a exponencial acima da sua tangente

Considera g(x) = e^{x} - x - 1, de domínio \mathbb{R}.

a) Determina g'(x) e estuda o sinal de g'.b) Mostra que g(x) \geq 0 para todo o x real.c) Interpreta geometricamente o resultado da alínea anterior.

Exercício 180§12 · duas exponenciais numa fração

Considera f(x) = \dfrac{e^{x} - 1}{e^{x} + 1}, de domínio \mathbb{R}.

a) Mostra que f'(x) = \dfrac{2e^{x}}{\left(e^{x}+1\right)^{2}}.b) Justifica que f é estritamente crescente em \mathbb{R}.c) Mostra que -1 < f(x) < 1 para todo o x real.

Só é preciso \left(e^{x}\right)' = e^{x} e as regras da soma e do produto, revistas na secção R2.

  1. a) f'(x) = 12x + e^{x}.
  2. b) g'(x) = 3e^{x} - 5.
  3. c) h'(x) = 1 \times e^{x} + x \times e^{x} = (1+x)e^{x}.
  4. d) j'(x) = 2x\,e^{x} + \left(x^{2}+1\right)e^{x} = \left(x^{2}+2x+1\right)e^{x} = (x+1)^{2}e^{x}.
Respostasa) 12x+e^{x} · b) 3e^{x}-5 · c) (1+x)e^{x} · d) (x+1)^{2}e^{x}

Regra do quociente: \left(\dfrac{u}{v}\right)' = \dfrac{u'v - uv'}{v^{2}}.

  1. a) f'(x) = \dfrac{e^{x}\,x - e^{x}}{x^{2}} = \dfrac{(x-1)e^{x}}{x^{2}}, em \mathbb{R} \setminus \{0\}.
  2. b) g'(x) = \dfrac{e^{x} - x\,e^{x}}{\left(e^{x}\right)^{2}} = \dfrac{(1-x)e^{x}}{e^{2x}} = \dfrac{1-x}{e^{x}}, em \mathbb{R}.
  3. c) Simplificando primeiro, h(x) = 1 + \dfrac{1}{e^{x}} = 1 + e^{-x}… mas ainda não sabemos derivar e^{-x}. Pela regra do quociente: h'(x) = \dfrac{e^{x}e^{x} - \left(e^{x}+1\right)e^{x}}{e^{2x}} = \dfrac{-e^{x}}{e^{2x}} = -\dfrac{1}{e^{x}}, em \mathbb{R}.
  4. d) j'(x) = \dfrac{e^{x}\left(x^{2}+1\right) - e^{x} \times 2x}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} = \dfrac{\left(x^{2}-2x+1\right)e^{x}}{\left(x^{2}+1\right)^{2}} = \dfrac{(x-1)^{2}e^{x}}{\left(x^{2}+1\right)^{2}}, em \mathbb{R}.
Respostasa) \frac{(x-1)e^{x}}{x^{2}} · b) \frac{1-x}{e^{x}} · c) -\frac{1}{e^{x}} · d) \frac{(x-1)^{2}e^{x}}{(x^{2}+1)^{2}}

Sendo f' = f, basta calcular a própria função.

  1. a) f'(0) = e^{0} = 1.
  2. b) f'(1) = e.
  3. c) f'(\ln 5) = e^{\ln 5} = 5.
  4. d) f'(-2) = e^{-2} = \dfrac{1}{e^{2}}.
Respostasa) 1 · b) e · c) 5 · d) e^{-2}

A reta tangente em a tem declive f'(a) e passa em (a,\, f(a)).

  1. a) f(0) = 1 e f'(0) = 1: y - 1 = 1(x-0) \iff y = x + 1.
  2. b) f(1) = e e f'(1) = e: y - e = e(x-1) \iff y = ex.
  3. A segunda tangente passa na origem — repara em que é a única reta pela origem tangente ao gráfico de e^{x}.
Respostasa) y = x+1 · b) y = ex

Ao estudar o sinal de f', lembra-te de que e^{x} > 0 sempre: o sinal é o do outro fator.

  1. a) f'(x) = e^{x} + x\,e^{x} = (1+x)e^{x}.
  2. b) Como e^{x} > 0, o sinal de f' é o de 1+x: negativo para x < -1, nulo em x = -1, positivo para x > -1.
    x-\infty-1+\infty
    Sinal de f'0+
    Variação de f-\frac{1}{e}mín
  3. Logo f é decrescente em \left]-\infty,\, -1\right] e crescente em \left[-1,\, +\infty\right[.
  4. Há um mínimo relativo (e absoluto) em x = -1, de valor f(-1) = -e^{-1} = -\dfrac{1}{e} \approx -0{,}368.
Respostasa) (1+x)e^{x} · b) mínimo -\frac{1}{e} em x = -1

Tangente horizontal significa f'(x) = 0.

  1. a) f'(x) = e^{x} - 2.
  2. b) e^{x} - 2 = 0 \iff e^{x} = 2 \iff x = \ln 2.
  3. c) f(0) = 1 - 0 = 1 e f'(0) = 1 - 2 = -1.
  4. y - 1 = -1(x-0) \iff y = -x + 1.
Respostasa) e^{x}-2 · b) x = \ln 2 · c) y = -x+1

A derivada de e^{x} é ela própria.

  1. h'(x) = e^{x}, logo h'(1) = e^{1} = e.
RespostaOpção (D)

O declive em x = 0 é o limite de \dfrac{f(h)-f(0)}{h} = \dfrac{a^{h}-1}{h} quando h \to 0.

  1. a) \dfrac{2^{0{,}0001}-1}{0{,}0001} \approx 0{,}693 e \dfrac{3^{0{,}0001}-1}{0{,}0001} \approx 1{,}099.
  2. b) Como m(2) < 1 < m(3) e m varia continuamente com a, existe uma base entre 2 e 3 para a qual o declive na origem é exatamente 1.
  3. c) Com a = 2{,}718: \dfrac{2{,}718^{0{,}0001}-1}{0{,}0001} \approx 0{,}99995 — praticamente 1.
  4. Essa base é o número e.Estes valores não são arbitrários: m(a) = \ln a, como se verá na secção 14. Aqui, 0{,}693 \approx \ln 2 e 1{,}099 \approx \ln 3.
Ecrã da calculadora NumWorks com o quociente de 2 elevado a 0,0001 menos 1 por 0,0001 e o mesmo quociente com base 3
Alínea a), na aplicação Cálculo: m(2) \approx 0{,}6932 e m(3) \approx 1{,}0987. Um declive fica abaixo de 1 e o outro acima — a base que procuramos está entre 2 e 3.
Respostasa) \approx 0{,}693 e \approx 1{,}099 · b) existe uma base entre 2 e 3 com declive 1 · c) \approx 1, logo a \approx e

Taxa média de variação em [a,b] é \dfrac{m(b)-m(a)}{b-a}.

  1. a) m(0) = 20 e m(2) = 20 - 2e^{2} \approx 5{,}22.
  2. T.m.v. = \dfrac{20-2e^{2} - 20}{2} = -e^{2} \approx -7{,}39 gramas por hora.
  3. b) m'(t) = -\left(e^{t} + t\,e^{t}\right) = -(1+t)e^{t}.
  4. m'(1) = -2e \approx -5{,}44: no instante t = 1 hora, a massa está a diminuir à taxa de aproximadamente 5{,}44 gramas por hora.A taxa média mede um intervalo inteiro; a derivada mede um instante. Neste caso a segunda é menor em módulo do que a primeira, porque a perda vai acelerando.
Respostasa) -e^{2} \approx -7{,}39 g/h · b) m'(t) = -(1+t)e^{t}; m'(1) = -2e \approx -5{,}44 g/h

Em b), «passa na origem» significa que a ordenada na origem é zero.

  1. a) Declive f'(a) = e^{a}; ponto \left(a,\, e^{a}\right). A reta é y - e^{a} = e^{a}(x-a), ou seja y = e^{a}x - a\,e^{a} + e^{a} = e^{a}x + e^{a}(1-a). \square
  2. b) Passa na origem se e^{a}(1-a) = 0. Como e^{a} \neq 0, vem a = 1. A tangente é y = ex.
  3. c) Uma tangente é horizontal quando o declive é zero, ou seja f'(a) = e^{a} = 0 — condição impossível. Não há tangentes horizontais.É a tradução geométrica de e^{x} ser estritamente crescente: o declive nunca chega a zero, por mais que a curva se cole ao eixo.
Respostasa) y = e^{a}x + e^{a}(1-a) · b) a = 1 · c) e^{a} = 0 é impossível

Em b), do estudo do sinal de g' tira-se o mínimo de g. Basta mostrar que esse mínimo é 0.

  1. a) g'(x) = e^{x} - 1. Ora e^{x} - 1 < 0 \iff x < 0, = 0 \iff x = 0 e > 0 \iff x > 0.
    x-\infty0+\infty
    Sinal de g'0+
    Variação de g0mín
  2. b) Logo g decresce em \left]-\infty,\,0\right] e cresce em \left[0,\,+\infty\right[: tem mínimo absoluto em x = 0.
  3. g(0) = e^{0} - 0 - 1 = 0. Como 0 é o mínimo absoluto, g(x) \geq 0 para todo o x. \square
  4. c) g(x) \geq 0 equivale a e^{x} \geq x+1: o gráfico da exponencial está sempre acima da sua tangente em (0,\,1), tocando-a só nesse ponto.Esta desigualdade — e^{x} \geq x+1 — é uma das mais úteis da análise. Vale a pena guardá-la.
Respostasa) e^{x}-1, negativa antes de 0 · b) mínimo g(0)=0 · c) e^{x} \geq x+1

Em c), escreve f(x) = 1 - \dfrac{2}{e^{x}+1} e estuda os valores que \dfrac{2}{e^{x}+1} pode tomar.

  1. a) f'(x) = \dfrac{e^{x}\left(e^{x}+1\right) - \left(e^{x}-1\right)e^{x}}{\left(e^{x}+1\right)^{2}} = \dfrac{e^{2x}+e^{x}-e^{2x}+e^{x}}{\left(e^{x}+1\right)^{2}} = \dfrac{2e^{x}}{\left(e^{x}+1\right)^{2}}. \square
  2. b) O numerador é positivo (e^{x} > 0) e o denominador é um quadrado não nulo: f'(x) > 0 para todo o x. Logo f é estritamente crescente.
    x-\infty+\infty
    Sinal de f'+
    Variação de f
  3. c) f(x) = \dfrac{e^{x}+1-2}{e^{x}+1} = 1 - \dfrac{2}{e^{x}+1}.
  4. Como e^{x} > 0, tem-se e^{x}+1 > 1 e portanto 0 < \dfrac{2}{e^{x}+1} < 2.
  5. Logo 1 - 2 < f(x) < 1 - 0, ou seja -1 < f(x) < 1. \squareO contradomínio é exatamente \left]-1,\,1\right[. Esta função tem nome — chama-se tangente hiperbólica — e é usada em redes neuronais precisamente por comprimir toda a reta num intervalo limitado.
Respostasa) regra do quociente · b) f'(x) > 0 · c) f(x) = 1 - \frac{2}{e^{x}+1}
13

A derivada do logaritmo

Não é preciso começar do zero. O logaritmo é a inversa da exponencial, os gráficos são simétricos em relação à bissetriz — e as tangentes também. Refletir uma reta na bissetriz troca x com y, e um declive m passa a \frac{1}{m}. Daí sai tudo.

Aprendizagens Essenciais
  • Identificar g(x) = \ln x como a função inversa de f(x) = e^{x}.
  • Saber relacionar geometricamente a derivada da função logarítmica com a derivada da função exponencial, tendo por base a simetria das retas tangentes aos gráficos em pontos simétricos, relativamente à bissetriz dos quadrantes ímpares.
  • Conhecer a derivada da função g(x) = \ln x.

1 · A construção

Fixemos um número x > 0 e sigamos os passos:

Seis passos, com a tecnologia à mão
  1. Representar f(x) = e^{x} e, por simetria em relação à bissetriz dos quadrantes ímpares, obter o gráfico de g(x) = \ln x.
  2. Marcar o ponto P\left(x,\, \ln x\right) do gráfico de g e o seu simétrico Q\left(\ln x,\, x\right), que pertence ao gráfico de f.
  3. Traçar a tangente ao gráfico de g em P e a tangente ao gráfico de f em Q.
  4. Verificar que o produto dos declives das duas tangentes é 1, seja qual for x.
  5. Observar que o declive da tangente ao gráfico de f em Q é f'(\ln x) = e^{\ln x} = x.
  6. Concluir que o declive da tangente ao gráfico de g em P é \dfrac{1}{x}, isto é, \left(\ln x\right)' = \dfrac{1}{x}.
x y −1 1 2 3 4 5 −1 1 2 3 4 5 P(2, ln 2) Q(ln 2, 2) y = ex y = ln x tangente em Q: declive 2 tangente em P: declive ½
Os pontos P e Q são simétricos em relação a y = x, e as tangentes também. Refletir uma reta na bissetriz troca x com y: uma reta de declive m passa a ter declive \frac{1}{m}. Como o declive em Q é e^{\ln 2} = 2, o declive em P é \frac{1}{2} — que é \frac{1}{x} com x = 2.

Seja r a reta tangente ao gráfico de f em Q, de equação y = mx + b, com m \neq 0. A sua reflexão na reta y = x obtém-se trocando os papéis de x e de y: um ponto (u,\,v) está em r se e só se (v,\,u) está na reflexão. Ou seja, a reflexão é o conjunto dos (x,\,y) tais que

x = my + b \iff y = \dfrac{1}{m}\,x - \dfrac{b}{m}.

É uma reta de declive \dfrac{1}{m}: refletir na bissetriz inverte o declive. Como a reflexão do gráfico de f é o gráfico de g, e a reflexão de uma tangente a f em Q é tangente a g em P, os dois declives são inversos um do outro. Daí m_{P} \times m_{Q} = 1.

Ora m_{Q} = f'\left(\ln x\right) = e^{\ln x} = x. Logo

\left(\ln x\right)'\Big|_{x} = m_{P} = \dfrac{1}{m_{Q}} = \dfrac{1}{x}. \qquad \square

Repara em que o argumento exige m_{Q} \neq 0 — e é o caso, porque e^{u} > 0 sempre. Se a exponencial tivesse alguma tangente horizontal, a inversa teria aí uma tangente vertical e não seria derivável nesse ponto.

Derivada do logaritmo neperiano \left(\ln x\right)' = \dfrac{1}{x}, \qquad x > 0.
O domínio da derivada

A expressão \dfrac{1}{x} faz sentido para x negativo — mas a função \ln não existe aí. O domínio da derivada está sempre contido no da função: D_{f'} \subseteq D_{f}. Escrever «\left(\ln x\right)' = \frac{1}{x}, de domínio \mathbb{R}\setminus\{0\}» é erro.

2 · O que se consegue derivar agora

Com \left(\ln x\right)' = \frac{1}{x}, \left(e^{x}\right)' = e^{x} e as regras da secção R2, já se derivam muitas expressões:

Exemplos-tipo \left(x\ln x\right)' = \ln x + x \times \dfrac{1}{x} = \ln x + 1 \left(\dfrac{\ln x}{x}\right)' = \dfrac{\frac{1}{x}\,x - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{1-\ln x}{x^{2}} \left(e^{x}\ln x\right)' = e^{x}\ln x + \dfrac{e^{x}}{x} = e^{x}\left(\ln x + \dfrac{1}{x}\right)
Exemplo 34 Um extremo com logaritmo

Estuda h(x) = 4 - x + \ln(x+1), de domínio \left]-1,\, +\infty\right[, quanto à monotonia e aos extremos.

  1. Derivada. Aqui aparece \ln(x+1), que é uma composta — mas neste caso pode contornar-se: pela definição de derivada num ponto, a translação horizontal não altera o declive, e \left(\ln(x+1)\right)' = \dfrac{1}{x+1}. (Na secção seguinte isto sai da regra da cadeia, sem truques.)
  2. h'(x) = -1 + \dfrac{1}{x+1} = \dfrac{-(x+1)+1}{x+1} = \dfrac{-x}{x+1}.
  3. Zeros e sinal. Em \left]-1,+\infty\right[ o denominador é positivo, logo o sinal de h' é o de -x: positivo para -1 < x < 0, nulo em 0, negativo para x > 0.
    x-10+\infty
    Sinal de h'n.d.+0
    Variação de h4máx
  4. Conclusão. h cresce em \left]-1,\,0\right] e decresce em \left[0,\,+\infty\right[: há máximo absoluto em x = 0, de valor h(0) = 4 - 0 + \ln 1 = 4.É este o modelo do que sai no Exame: derivar, achar os zeros da derivada, fazer o quadro de sinais, concluir.
RespostaMáximo absoluto 4 em x = 0
Exemplo 35 Simplificar antes de derivar

Determina a derivada de cada uma das funções seguintes, de domínio \mathbb{R}^{+}.

a) f(x) = \ln(5x)b) g(x) = \ln\left(x^{3}\right)c) h(x) = \ln\dfrac{x}{e^{2}}

  1. a) Pela propriedade do logaritmo de um produto, f(x) = \ln 5 + \ln x. A parcela \ln 5 é uma constante, logo f'(x) = 0 + \frac{1}{x} = \frac{1}{x}.
  2. b) Pela propriedade da potência, g(x) = 3\ln x, e portanto g'(x) = \dfrac{3}{x}.
  3. c) Pelo logaritmo de um quociente, h(x) = \ln x - \ln e^{2} = \ln x - 2, logo h'(x) = \dfrac{1}{x}.
  4. Repara em a) e c): as três funções têm a mesma derivada que \ln x. Multiplicar o argumento por uma constante só soma uma constante ao logaritmo — e constantes desaparecem ao derivar.As propriedades do logaritmo transformam produtos e potências em somas e múltiplos. Aplicá-las antes de derivar dispensa aqui a regra da cadeia por completo.
Respostasa) \frac{1}{x} · b) \frac{3}{x} · c) \frac{1}{x}

Laboratório · Tangentes ao espelho

interativo

A leitura mostra os dois declives e o seu produto. Move o ponto: o produto fica sempre em 1, com o erro de arredondamento à décima milésima. É a demonstração, feita com o rato.

Python Verificar que a derivada de ln é 1/x
from math import log

h = 1e-7

print('  x      (ln(x+h)-ln(x))/h        1/x')
for x in [0.5, 1, 2, 3, 5, 10]:
    aprox = (log(x + h) - log(x)) / h
    print(x, '  ', round(aprox, 8), '  ', round(1/x, 8))

As duas colunas coincidem até à sétima casa. Experimenta h = 10^{-12}: os valores pioram — é o erro de arredondamento da vírgula flutuante a dominar. Há um h ótimo, e não é o mais pequeno possível.

Exercícios propostos

Doze exercícios com \left(\ln x\right)^{\prime} = \frac{1}{x}. Repara em que aparecem, várias vezes, as duas desigualdades irmãs: e^{x} \geq x+1 e \ln x \leq \frac{x}{e}.

Exercício 181§13 · derivadas imediatas

Determina a função derivada de cada função, indicando o seu domínio.

a) f(x) = \ln x + 3xb) g(x) = 5\ln x - x^{2}c) h(x) = x\ln xd) j(x) = x^{2}\ln x

Exercício 182§13 · quocientes com logaritmo

Determina a função derivada.

a) f(x) = \dfrac{\ln x}{x}b) g(x) = \dfrac{x}{\ln x}c) h(x) = \dfrac{1 + \ln x}{x}d) j(x) = \dfrac{e^{x}}{\ln x}

Exercício 183§13 · valores da derivada

Seja f(x) = \ln x, de domínio \mathbb{R}^{+}. Determina o valor exato de:

a) f'(1)b) f'(e)c) f'\left(\frac{1}{2}\right)d) f'\left(e^{2}\right)

Exercício 184§13 · reta tangente

Determina a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f(x) = \ln x no ponto de abcissa:

a) x = 1b) x = e

Exercício 185§13 · monotonia e extremos

Considera f(x) = x\ln x, de domínio \mathbb{R}^{+}.

a) Determina f'(x).b) Estuda f quanto à monotonia e determina os extremos relativos.

Exercício 186§13 · o máximo de ln x sobre x

Considera f(x) = \dfrac{\ln x}{x}, de domínio \mathbb{R}^{+}.

a) Determina f'(x) e os seus zeros.b) Mostra que f tem um máximo absoluto e determina-o.c) Deduz que \ln x \leq \dfrac{x}{e} para todo o x > 0.

Exercício 187§13 · escolha múltipla

A reta de equação y = e é tangente ao gráfico de qual das funções seguintes?

  • (A)f(x) = e^{x^{2}+x}
  • (B)g(x) = \ln x
  • (C)h(x) = \dfrac{\ln x}{x}
  • (D)j(x) = \dfrac{e^{x}}{x}
Exercício 188§13 · tangente e normal

Seja f(x) = \dfrac{1 + \ln(2x)}{x}, de domínio \mathbb{R}^{+}. Sabe-se que \ln(2x) = \ln 2 + \ln x.

a) Mostra que f'(x) = -\dfrac{\ln(2x)}{x^{2}}.b) Determina a abcissa do ponto em que a tangente ao gráfico de f é horizontal.

Exercício 189§13 · o produto dos declives

Sejam f(x) = e^{x} e g(x) = \ln x. Seja a um número real positivo.

a) Determina o declive da tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa a.b) Determina o declive da tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa \ln a.c) Mostra que o produto dos dois declives é 1, seja qual for a > 0.

Exercício 190§13 · nenhuma tangente com declive negativo

Seja f(x) = \ln x, de domínio \mathbb{R}^{+}.

a) Justifica que nenhuma tangente ao gráfico de f tem declive negativo.b) Determina a abcissa do ponto onde a tangente é paralela à reta de equação y = 4x - 1.c) Mostra que existe uma única tangente ao gráfico de f que passa na origem, e determina a sua equação.

Exercício 191§13 · um problema de otimização

Considera, no primeiro quadrante, o retângulo [OABC] em que O é a origem, A(x,\,0) com x > 1, B pertence ao gráfico de f(t) = \dfrac{\ln t}{t} e C pertence ao eixo Oy.

a) Mostra que a área do retângulo é A(x) = \ln x.b) A área tem máximo? Justifica.c) Determina x de modo que a área seja igual a 2.

Exercício 192§13 · uma equação com a derivada

Considera f(x) = x^{2}\ln x, de domínio \mathbb{R}^{+}.

a) Mostra que f'(x) = x\left(2\ln x + 1\right).b) Estuda f quanto à monotonia e determina o mínimo absoluto.c) Determina os zeros de f e esboça o aspeto do gráfico, indicando o sinal em cada intervalo.

Só é preciso \left(\ln x\right)' = \dfrac{1}{x} e a regra do produto.

  1. a) f'(x) = \dfrac{1}{x} + 3, em \mathbb{R}^{+}.
  2. b) g'(x) = \dfrac{5}{x} - 2x, em \mathbb{R}^{+}.
  3. c) h'(x) = 1 \times \ln x + x \times \dfrac{1}{x} = \ln x + 1, em \mathbb{R}^{+}.
  4. d) j'(x) = 2x\ln x + x^{2} \times \dfrac{1}{x} = 2x\ln x + x = x\left(2\ln x + 1\right), em \mathbb{R}^{+}.
Respostasa) \frac{1}{x}+3 · b) \frac{5}{x}-2x · c) \ln x + 1 · d) x(2\ln x+1); todas em \mathbb{R}^{+}

Regra do quociente. Em b) e d), atenção ao domínio: \ln x não pode ser zero.

  1. a) f'(x) = \dfrac{\frac{1}{x} \times x - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{1 - \ln x}{x^{2}}, em \mathbb{R}^{+}.
  2. b) g'(x) = \dfrac{\ln x - x \times \frac{1}{x}}{\left(\ln x\right)^{2}} = \dfrac{\ln x - 1}{\left(\ln x\right)^{2}}, em \mathbb{R}^{+} \setminus \{1\}.
  3. c) h'(x) = \dfrac{\frac{1}{x} \times x - (1+\ln x)}{x^{2}} = \dfrac{-\ln x}{x^{2}}, em \mathbb{R}^{+}.
  4. d) j'(x) = \dfrac{e^{x}\ln x - e^{x} \times \frac{1}{x}}{\left(\ln x\right)^{2}} = \dfrac{e^{x}\left(x\ln x - 1\right)}{x\left(\ln x\right)^{2}}, em \mathbb{R}^{+} \setminus \{1\}.
Respostasa) \frac{1-\ln x}{x^{2}} · b) \frac{\ln x-1}{(\ln x)^{2}} · c) -\frac{\ln x}{x^{2}} · d) \frac{e^{x}(x\ln x-1)}{x(\ln x)^{2}}

f'(x) = \dfrac{1}{x}: basta inverter.

  1. a) f'(1) = 1.
  2. b) f'(e) = \dfrac{1}{e}.
  3. c) f'\left(\frac{1}{2}\right) = 2.
  4. d) f'\left(e^{2}\right) = \dfrac{1}{e^{2}} = e^{-2}.
Respostasa) 1 · b) \frac{1}{e} · c) 2 · d) e^{-2}

Declive f'(a) = \frac{1}{a}; ponto (a,\, \ln a).

  1. a) f(1) = 0 e f'(1) = 1: y - 0 = 1(x-1) \iff y = x - 1.
  2. b) f(e) = 1 e f'(e) = \dfrac{1}{e}: y - 1 = \dfrac{1}{e}(x-e) \iff y = \dfrac{x}{e}.
  3. Compara com a secção 12: a tangente a e^{x} em (0,1) era y = x+1, e esta é y = x-1. São simétricas em relação à bissetriz, como tinha de ser.
Respostasa) y = x-1 · b) y = \frac{x}{e}

Resolve \ln x + 1 = 0. A solução é uma potência de e.

  1. a) f'(x) = \ln x + 1.
  2. b) f'(x) = 0 \iff \ln x = -1 \iff x = e^{-1} = \dfrac{1}{e}.
  3. Como \ln é crescente, f'(x) < 0 para 0 < x < \frac{1}{e} e f'(x) > 0 para x > \frac{1}{e}.
  4. f é decrescente em \left]0,\, \frac{1}{e}\right] e crescente em \left[\frac{1}{e},\, +\infty\right[.
    x0\frac{1}{e}+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de f-\frac{1}{e}mín
  5. Mínimo absoluto em x = \dfrac{1}{e}, de valor f\left(\frac{1}{e}\right) = \dfrac{1}{e} \times (-1) = -\dfrac{1}{e} \approx -0{,}368.
Respostasa) \ln x + 1 · b) mínimo -\frac{1}{e} em x = \frac{1}{e}

Em c) multiplica a desigualdade f(x) \leq f(e) por x, que é positivo.

  1. a) f'(x) = \dfrac{\frac{1}{x}\,x - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{1-\ln x}{x^{2}}. Zero: 1 - \ln x = 0 \iff x = e.
  2. b) Como x^{2} > 0, o sinal de f' é o de 1-\ln x: positivo para x < e, negativo para x > e.
  3. Logo f cresce até e e decresce a partir daí: há máximo absoluto em x = e, de valor f(e) = \dfrac{1}{e}.
    x0e+\infty
    Sinal de f'n.d.+0
    Variação de f\frac{1}{e}máx
  4. c) Para todo o x > 0, \dfrac{\ln x}{x} \leq \dfrac{1}{e}. Multiplicando por x > 0 (o sentido mantém-se): \ln x \leq \dfrac{x}{e}. \squareGeometricamente: a reta y = \frac{x}{e} é tangente ao gráfico de \ln x em (e,\,1) e fica sempre por cima. É a versão logarítmica da desigualdade e^{x} \geq x+1 da secção 12 — e não por acaso: uma é o reflexo da outra.
Respostasa) \frac{1-\ln x}{x^{2}}, zero em x = e · b) máximo \frac{1}{e} · c) multiplicando por x > 0

Uma reta horizontal é tangente onde a derivada se anula. Procura em qual delas o valor mínimo (ou máximo) é e.

  1. Em (D): j'(x) = \dfrac{e^{x}x - e^{x}}{x^{2}} = \dfrac{(x-1)e^{x}}{x^{2}}, que se anula em x = 1.
  2. j(1) = \dfrac{e^{1}}{1} = e: a tangente nesse ponto é horizontal, de equação y = e. ✓
  3. Em (B), g'(x) = \frac{1}{x} nunca se anula. Em (C), o máximo é \frac{1}{e}, não e. Em (A), o mínimo é e^{-1/4}.
RespostaOpção (D)

Escreve f(x) = \dfrac{1+\ln 2 + \ln x}{x} antes de derivar: o \ln 2 é uma constante.

  1. a) Com u(x) = 1 + \ln 2 + \ln x, tem-se u'(x) = \dfrac{1}{x}.
  2. f'(x) = \dfrac{\frac{1}{x} \times x - \left(1+\ln 2 + \ln x\right)}{x^{2}} = \dfrac{1 - 1 - \ln 2 - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{-\left(\ln 2 + \ln x\right)}{x^{2}} = -\dfrac{\ln(2x)}{x^{2}}. \square
  3. b) f'(x) = 0 \iff \ln(2x) = 0 \iff 2x = 1 \iff x = \dfrac{1}{2}.
Respostasa) regra do quociente, com \ln(2x) = \ln 2 + \ln x · b) x = \frac{1}{2}

Em b), f'(\ln a) = e^{\ln a}. Simplifica.

  1. a) g'(a) = \dfrac{1}{a}.
  2. b) f'(\ln a) = e^{\ln a} = a.
  3. c) O produto é \dfrac{1}{a} \times a = 1. \square
  4. Os pontos \left(a,\, \ln a\right) e \left(\ln a,\, a\right) são simétricos em relação à reta y = x, e as tangentes nesses pontos também. Refletir na bissetriz troca x com y, e por isso o declive passa a ser o seu inverso.É exatamente esta observação que demonstra \left(\ln x\right)' = \frac{1}{x} a partir de \left(e^{x}\right)' = e^{x} — e é o raciocínio que as Aprendizagens Essenciais propõem.
Respostasa) \frac{1}{a} · b) a · c) o produto é 1

Em c), escreve a tangente no ponto de abcissa a e impõe que passe em (0,\,0).

  1. a) f'(x) = \dfrac{1}{x} e o domínio é \mathbb{R}^{+}: \frac{1}{x} > 0 sempre. Todos os declives são positivos.
  2. b) Paralela significa igual declive: \dfrac{1}{x} = 4 \iff x = \dfrac{1}{4}.
  3. c) A tangente em a: y - \ln a = \dfrac{1}{a}(x-a), ou seja y = \dfrac{x}{a} + \ln a - 1.
  4. Passa na origem se \ln a - 1 = 0 \iff a = e. Como a equação \ln a = 1 tem solução única, a tangente é única.
  5. Com a = e: y = \dfrac{x}{e}.Compara com a secção 12: a única tangente a e^{x} pela origem era y = ex. As duas retas são simétricas em relação a y = x, e os declives são inversos. Nada disto é coincidência.
Respostasa) \frac{1}{x} > 0 em \mathbb{R}^{+} · b) x = \frac{1}{4} · c) y = \frac{x}{e}

A base do retângulo é x e a altura é f(x).

  1. a) Base \overline{OA} = x, altura f(x) = \dfrac{\ln x}{x}. Área = x \times \dfrac{\ln x}{x} = \ln x. \square
  2. b) A'(x) = \dfrac{1}{x} > 0 para x > 1: a área é estritamente crescente e não tem máximo. Aumentando x, a área cresce sem limite — ainda que muito devagar.
  3. c) \ln x = 2 \iff x = e^{2} \approx 7{,}39.O retângulo fica cada vez mais largo e cada vez mais baixo, e a área continua a crescer. É o comportamento típico do logaritmo: cresce sempre, mas cada vez mais devagar.
Respostasa) x \times \frac{\ln x}{x} · b) não, é estritamente crescente · c) x = e^{2}

Em b), resolve 2\ln x + 1 = 0. Em c), o sinal de f é o de \ln x, porque x^{2} > 0.

  1. a) f'(x) = 2x\ln x + x^{2} \times \dfrac{1}{x} = 2x\ln x + x = x\left(2\ln x+1\right). \square
  2. b) Como x > 0, o sinal de f' é o de 2\ln x + 1. Ora 2\ln x + 1 = 0 \iff \ln x = -\dfrac{1}{2} \iff x = e^{-1/2} = \dfrac{1}{\sqrt{e}}.
  3. f decresce em \left]0,\, \frac{1}{\sqrt{e}}\right] e cresce em \left[\frac{1}{\sqrt{e}},\, +\infty\right[.
    x0\frac{1}{\sqrt{e}}+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de f-\frac{1}{2e}mín
  4. Mínimo absoluto f\left(e^{-1/2}\right) = e^{-1}\times\left(-\dfrac{1}{2}\right) = -\dfrac{1}{2e} \approx -0{,}184.
  5. c) f(x) = 0 \iff x^{2}\ln x = 0 \iff \ln x = 0 \iff x = 1 (único zero, porque x > 0).
  6. Sinal: f(x) < 0 em \left]0,\,1\right[ e f(x) > 0 em \left]1,\,+\infty\right[. O gráfico desce até x = e^{-1/2} \approx 0{,}61, sobe daí em diante, corta o eixo em x = 1 e dispara.
Respostasa) regra do produto · b) mínimo -\frac{1}{2e} em x = e^{-1/2} · c) zero em x = 1; negativa antes, positiva depois
14

Regras de derivação

Falta uma peça: derivar e^{2x}, \ln(3x+1), 2^{x}. Todas elas são compostas, e para as derivar basta um teorema — a regra da cadeia. Com ele, e com as duas derivadas das secções anteriores, fecha-se o formulário do capítulo.

Aprendizagens Essenciais
  • Conhecer o teorema da derivada da função composta (Regra da Cadeia).
  • Conhecer as regras de derivação para funções do tipo f(x) = x^{\alpha} (com \alpha real e x > 0), f(x) = a^{x} (com a > 0 e a \neq 1) e f(x) = \log_{a} x (com a > 0, a \neq 1 e x > 0), f(x) = \operatorname{sen}(x), f(x) = \cos(x) e f(x) = \operatorname{tg}(x).
  • Determinar derivadas envolvendo operações com as funções estudadas anteriormente, em casos simples.

1 · A regra da cadeia

Teorema · derivada da função composta

Se f' e g' existem e se f \circ g está definida, então

\left(f \circ g\right)'(x) = f'\left(g(x)\right) \times g'(x).

Em palavras: deriva-se a de fora, deixando a de dentro quieta, e multiplica-se pela derivada da de dentro. É esta a leitura que a secção 11 preparou — ver e^{x^{2}} como «primeiro x^{2}, depois a exponencial».

2 · As quatro regras que faltavam

Exponencial e logaritmo, compostos \left(e^{u}\right)' = u'\,e^{u} \qquad\qquad \left(\ln u\right)' = \dfrac{u'}{u}

Ambas são aplicação direta da regra da cadeia. Para a primeira, toma-se f(t) = e^{t}, de derivada f'(t) = e^{t}. Então

\left(e^{u(x)}\right)' = \left(f \circ u\right)'(x) = f'\left(u(x)\right)u'(x) = e^{u(x)}\,u'(x).

Para a segunda, toma-se f(t) = \ln t, de derivada f'(t) = \dfrac{1}{t}, válida para t > 0. Então, onde u(x) > 0,

\left(\ln u(x)\right)' = \dfrac{1}{u(x)} \times u'(x) = \dfrac{u'(x)}{u(x)}. \qquad \square
Outras bases \left(a^{x}\right)' = a^{x}\ln a \qquad\qquad \left(\log_{a} x\right)' = \dfrac{1}{x\ln a}

e, compondo, \left(a^{u}\right)' = u'\,a^{u}\ln a e \left(\log_{a} u\right)' = \dfrac{u'}{u\ln a}.

A ideia é a mesma nas duas: reduzir a base a à base e, com as igualdades da secção 8.

Para a^{x}. Como a^{x} = e^{x\ln a}, e \ln a é uma constante,

\left(a^{x}\right)' = \left(e^{x\ln a}\right)' = \left(x\ln a\right)' e^{x\ln a} = \ln a \times a^{x}.

Para \log_{a} x. Pela mudança de base, \log_{a} x = \dfrac{\ln x}{\ln a}, e \dfrac{1}{\ln a} é uma constante:

\left(\log_{a} x\right)' = \dfrac{1}{\ln a}\left(\ln x\right)' = \dfrac{1}{\ln a} \times \dfrac{1}{x} = \dfrac{1}{x\ln a}. \qquad \square

Confirmação: com a = e vem \ln e = 1 e recuperam-se \left(e^{x}\right)' = e^{x} e \left(\ln x\right)' = \frac{1}{x}. É por \ln a valer 1 só quando a = e que essa base é a mais cómoda.

Expoente real \left(x^{\alpha}\right)' = \alpha\, x^{\alpha - 1}, \qquad \alpha \in \mathbb{R},\ x > 0

e, compondo, \left(u^{\alpha}\right)' = \alpha\, u^{\alpha-1}u'.

É a mesma fórmula da secção R2, agora com \alpha real qualquer — o que permite derivar \sqrt{x} = x^{1/2}, \dfrac{1}{x^{3}} = x^{-3} ou x^{\sqrt{2}}.

Erro típico · potência não é exponencial

São duas regras diferentes e usam-se em situações diferentes:

\left(u^{\alpha}\right)' = \alpha\,u^{\alpha-1}u' \qquad \text{mas} \qquad \left(a^{u}\right)' = u'\,a^{u}\ln a.

Na primeira o expoente é constante e a variável está na base — x^{7}, \left(x^{2}+5x\right)^{3}, \left(\ln x\right)^{2}. Na segunda a base é constante e a variável está no expoente — 7^{x}, 3^{x^{2}+5x}, 5^{x+e^{x}}. Antes de derivar, procura o x.

3 · As trigonométricas

As Aprendizagens Essenciais nomeiam três funções mais: \operatorname{sen} x, \cos x e \operatorname{tg} x. São funções do 11.º ano — se as propriedades não estiverem à mão, o capítulo de Trigonometria tem-nas todas — e as suas derivadas conhecem-se sem demonstração, que é o que as AE pedem, do mesmo modo que se conhecia a de e^{x} antes de haver limites para a justificar.

Seno, cosseno e tangente \left(\operatorname{sen} x\right)' = \cos x \qquad \left(\cos x\right)' = -\operatorname{sen} x \qquad \left(\operatorname{tg} x\right)' = \dfrac{1}{\cos^{2} x}

e, compondo, \left(\operatorname{sen} u\right)' = u'\cos u, \left(\cos u\right)' = -u'\operatorname{sen} u e \left(\operatorname{tg} u\right)' = \dfrac{u'}{\cos^{2} u}. A terceira vale onde \cos u \neq 0, que é o domínio da tangente.

De onde vem o sinal

Não é preciso decorar qual das duas leva o sinal de menos: basta olhar para os gráficos. Em x = 0 o seno está a subir com declive 1, e \cos 0 = 1; o cosseno está no seu máximo, com tangente horizontal, e -\operatorname{sen} 0 = 0. As duas fórmulas acertam. A justificação completa precisa do limite \lim\limits_{x \to 0}\dfrac{\operatorname{sen} x}{x} = 1, que aparece no capítulo seguinte, na tabela dos limites notáveis.

Erro típico · a tangente já é um quociente

Escrever \left(\operatorname{tg} x\right)' = \dfrac{1}{\cos^{2} x} é o mesmo que derivar \dfrac{\operatorname{sen} x}{\cos x} pela regra do quociente:

\left(\frac{\operatorname{sen} x}{\cos x}\right)' = \frac{\cos x \times \cos x - \operatorname{sen} x \times \left(-\operatorname{sen} x\right)}{\cos^{2} x} = \frac{\cos^{2} x + \operatorname{sen}^{2} x}{\cos^{2} x} = \frac{1}{\cos^{2} x}.

O passo final é a fórmula fundamental da trigonometria. Vale a pena fazer a conta uma vez: é a maneira de nunca mais confundir a fórmula.

4 · O formulário completo

Regras de derivação — capítulo fechado
Função de referênciaComposta
\left(x^{\alpha}\right)' = \alpha x^{\alpha-1}\left(u^{\alpha}\right)' = \alpha u^{\alpha-1}u'
\left(e^{x}\right)' = e^{x}\left(e^{u}\right)' = u'e^{u}
\left(a^{x}\right)' = a^{x}\ln a\left(a^{u}\right)' = u'a^{u}\ln a
\left(\ln x\right)' = \dfrac{1}{x}\left(\ln u\right)' = \dfrac{u'}{u}
\left(\log_{a} x\right)' = \dfrac{1}{x\ln a}\left(\log_{a} u\right)' = \dfrac{u'}{u\ln a}
\left(\operatorname{sen} x\right)' = \cos x\left(\operatorname{sen} u\right)' = u'\cos u
\left(\cos x\right)' = -\operatorname{sen} x\left(\cos u\right)' = -u'\operatorname{sen} u
\left(\operatorname{tg} x\right)' = \dfrac{1}{\cos^{2} x}\left(\operatorname{tg} u\right)' = \dfrac{u'}{\cos^{2} u}
Exemplo 36 Seis derivadas, uma de cada tipo
  1. \left(e^{-10x}\right)' = -10\,e^{-10x}.
  2. \left(e^{-2x^{2}+2}\right)' = (-4x)\,e^{-2x^{2}+2}.
  3. \left(\ln(\cos x)\right)' = \dfrac{-\operatorname{sen} x}{\cos x} = -\operatorname{tg} x, onde \cos x > 0.
  4. \left(\log_{5}(2x-1)\right)' = \dfrac{2}{(2x-1)\ln 5}, para x > \dfrac{1}{2}.
  5. \left(a^{\operatorname{sen}(2x)}\right)' = 2\cos(2x)\,a^{\operatorname{sen}(2x)}\ln a.
  6. \left(\left(e^{x}+x\right)^{2}\right)' = 2\left(e^{x}+x\right)\left(e^{x}+1\right).Os cinco primeiros usam famílias diferentes — exponencial, trigonométrica, logarítmica, base a — e o movimento é sempre o mesmo. A regra da cadeia não distingue de que família é a função de fora.
Regra usadaSempre a mesma: derivada da de fora, vezes derivada da de dentro
Exemplo 37 Um estudo completo

Estuda f(x) = x^{3}e^{-x}, de domínio \mathbb{R}, quanto à monotonia e aos extremos.

  1. f'(x) = 3x^{2}e^{-x} + x^{3}\left(-e^{-x}\right) = x^{2}e^{-x}(3-x).
  2. Zeros: x^{2} = 0 \lor 3-x = 0, isto é x = 0 ou x = 3 (recorda que e^{-x} > 0).
  3. Sinal: x^{2} \geq 0 sempre e e^{-x} > 0, logo o sinal de f' é o de 3-x: positivo para x < 3, negativo para x > 3.
    x-\infty03+\infty
    Sinal de f'+0+0
    Variação de fsem extremo27e^{-3}máx
  4. Conclusão: f é crescente em \left]-\infty,\,3\right] e decrescente em \left[3,\,+\infty\right[. Máximo absoluto f(3) = 27e^{-3} \approx 1{,}344.
  5. Em x = 0 a derivada anula-se mas não muda de sinal: não há extremo — a curva tem aí um patamar horizontal.É o contraexemplo clássico ao «derivada nula implica extremo». Anular-se é condição necessária, não suficiente.
RespostaCrescente até 3, decrescente depois; máximo 27e^{-3}; em x=0 não há extremo

Laboratório · A função e a sua derivada

interativo

A leitura compara o declive da tangente, medido no desenho, com o valor da fórmula da derivada. Move a até onde a curva vermelha corta o eixo: é exatamente aí que a tangente fica horizontal — e é aí que estão os extremos.

Python Testar uma regra de derivação
from math import exp, log

h = 1e-6

def f(x):
    return exp(-2*x**2 + 2)

def derivada_formula(x):
    return -4*x * exp(-2*x**2 + 2)

print('  x     numerica        formula')
for k in range(-3, 4):
    x = k / 2
    num = (f(x + h) - f(x - h)) / (2*h)
    print(x, '  ', round(num, 7), '  ', round(derivada_formula(x), 7))

As duas colunas coincidem até à sétima casa: a regra da cadeia está certa. Troca a fórmula por -2x\,e^{-2x^{2}+2} — esquecendo o fator 2 do expoente — e vê as colunas separarem-se de imediato. É um bom teste para quando não se tem a certeza de uma derivada.

Exercícios propostos

Quinze exercícios com a regra da cadeia. O sexto vale por todos: distinguir uma potência de uma exponencial é o que separa uma derivada certa de uma errada.

Exercício 193§14 · exponenciais compostas

Determina a função derivada.

a) f(x) = e^{-10x}b) g(x) = e^{-2x^{2}+2}c) h(x) = e^{2x+1}d) j(x) = 3e^{x^{3}}

Exercício 194§14 · logaritmos compostos

Determina a função derivada, indicando o domínio.

a) f(x) = \ln(3x)b) g(x) = \ln(4-3x)c) h(x) = \ln\left(x^{2}+2\right)d) j(x) = \ln\left(x^{2}-1\right)

Exercício 195§14 · outras bases

Determina a função derivada.

a) f(x) = 2^{x}b) g(x) = 5^{3x}c) h(x) = \log_{2} xd) j(x) = \log_{5}(2x-1)

Exercício 196§14 · expoente real

Determina a função derivada, em \mathbb{R}^{+}.

a) f(x) = x^{\sqrt{2}}b) g(x) = \sqrt{x}c) h(x) = \sqrt[3]{x}d) j(x) = \dfrac{1}{x^{2}}

Exercício 197§14 · trigonométricas compostas

Determina a função derivada.

a) f(x) = \operatorname{sen}(3x)b) g(x) = \cos\left(x^{2}\right)c) h(x) = \operatorname{tg}(2x-1)d) j(x) = \operatorname{sen}^{2} x

Exercício 198§14 · misturar as regras

Determina a função derivada.

a) f(x) = \left(e^{x}+x\right)^{2}b) g(x) = x\,e^{-x}c) h(x) = \dfrac{e^{2x}}{x}d) j(x) = \ln\left(\ln x\right)

Exercício 199§14 · potência ou exponencial?

Determina a função derivada, distinguindo com cuidado os dois casos.

a) f(x) = x^{3}b) g(x) = 3^{x}c) h(x) = \left(x^{2}+5x\right)^{3}d) j(x) = 3^{x^{2}+5x}

Exercício 200§14 · escolha múltipla

Considera as funções f e g, definidas por f(x) = \ln(x+k) e g(x) = \ln x + 3, com k real. Qual pode ser o valor de k para o qual se tem f'(x) = g'(x), para todo o x do domínio comum?

  • (A)0
  • (B)3
  • (C)\ln 3
  • (D)1
Exercício 201§14 · reta tangente com composta

Seja f(x) = e^{2x+3}, de domínio \mathbb{R}.

a) Determina a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 0.b) Determina a abcissa do ponto onde a tangente é paralela à reta de equação y = 2x.

Exercício 202§14 · monotonia de um modelo

A concentração de cafeína no sangue, em mg por litro, t horas após a ingestão, é

C(t) = 40\left(e^{-0{,}4t} - e^{-2t}\right), \qquad t \geq 0.

a) Determina C'(t).b) Mostra que C'(t) = 0 \iff e^{1{,}6t} = 5 e determina, analiticamente, o instante em que a concentração é máxima.

Exercício 203§14 · trigonométricas e as outras

Determina a função derivada, simplificando o resultado.

a) f(x) = e^{x}\cos xb) g(x) = \ln\left(\operatorname{sen} x\right), em \left]0,\,{\pi}\right[c) h(x) = \dfrac{\operatorname{sen} x}{x}, em \mathbb{R}\setminus\{0\}

Exercício 204§14 · derivar uma potência de base variável

Considera f(x) = x^{x}, de domínio \mathbb{R}^{+}. Repara em que não é uma potência (o expoente varia) nem uma exponencial (a base varia).

a) Mostra que f(x) = e^{x\ln x}.b) Determina f'(x).c) Determina o mínimo absoluto de f.

Exercício 205§14 · uma família com parâmetro

Para cada k > 0, seja f_{k}(x) = x\,e^{-kx}, de domínio \mathbb{R}.

a) Determina f_{k}'(x).b) Mostra que f_{k} tem um único máximo, em x = \dfrac{1}{k}, e determina o valor desse máximo.c) Mostra que todos os máximos, quando k varia, pertencem ao gráfico de y = \dfrac{x}{e}.

Exercício 206§14 · uma equação diferencial disfarçada

Seja f uma função derivável em \mathbb{R} tal que f'(x) = 3f(x), para todo o x, e f(0) = 5.

a) Verifica que f(x) = 5e^{3x} satisfaz as duas condições.b) Seja g(x) = f(x)\,e^{-3x}. Mostra que g'(x) = 0 para todo o x.c) Conclui que f(x) = 5e^{3x} é a única função nessas condições.

Exercício 207§14 · uma tangente com seno

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = x + \operatorname{sen}(2x).

a) Determina uma equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 0.b) Mostra que f'(x) \geq -1 para todo o x real, e indica os valores de x em que f'(x) = -1.

\left(e^{u}\right)' = u'\,e^{u}: a exponencial repete-se e multiplica-se pela derivada do expoente.

  1. a) f'(x) = -10\,e^{-10x}.
  2. b) g'(x) = (-4x)\,e^{-2x^{2}+2}.
  3. c) h'(x) = 2\,e^{2x+1}.
  4. d) j'(x) = 3 \times 3x^{2}\,e^{x^{3}} = 9x^{2}e^{x^{3}}.
Respostasa) -10e^{-10x} · b) -4x\,e^{-2x^{2}+2} · c) 2e^{2x+1} · d) 9x^{2}e^{x^{3}}

\left(\ln u\right)' = \dfrac{u'}{u}.

  1. a) f'(x) = \dfrac{3}{3x} = \dfrac{1}{x}, em \mathbb{R}^{+}.
  2. b) g'(x) = \dfrac{-3}{4-3x}, em \left]-\infty,\, \frac{4}{3}\right[.
  3. c) h'(x) = \dfrac{2x}{x^{2}+2}, em \mathbb{R}.
  4. d) j'(x) = \dfrac{2x}{x^{2}-1}, em \left]-\infty,-1\right[ \cup \left]1,+\infty\right[.Em a) a derivada de \ln(3x) é a mesma de \ln x — porque \ln(3x) = \ln 3 + \ln x, e uma constante somada não altera a derivada.
Respostasa) \frac{1}{x} · b) \frac{-3}{4-3x} · c) \frac{2x}{x^{2}+2} · d) \frac{2x}{x^{2}-1}

\left(a^{u}\right)' = u'\,a^{u}\ln a e \left(\log_{a} u\right)' = \dfrac{u'}{u\ln a}.

  1. a) f'(x) = 2^{x}\ln 2.
  2. b) g'(x) = 3 \times 5^{3x}\ln 5.
  3. c) h'(x) = \dfrac{1}{x\ln 2}, em \mathbb{R}^{+}.
  4. d) j'(x) = \dfrac{2}{(2x-1)\ln 5}, em \left]\frac{1}{2},\, +\infty\right[.
Respostasa) 2^{x}\ln 2 · b) 3 \times 5^{3x}\ln 5 · c) \frac{1}{x\ln 2} · d) \frac{2}{(2x-1)\ln 5}

Escreve tudo na forma x^{\alpha} e usa \left(x^{\alpha}\right)' = \alpha x^{\alpha-1}.

  1. a) f'(x) = \sqrt{2}\,x^{\sqrt{2}-1}.
  2. b) g(x) = x^{1/2}, logo g'(x) = \dfrac{1}{2}x^{-1/2} = \dfrac{1}{2\sqrt{x}}.
  3. c) h(x) = x^{1/3}, logo h'(x) = \dfrac{1}{3}x^{-2/3} = \dfrac{1}{3\sqrt[3]{x^{2}}}.
  4. d) j(x) = x^{-2}, logo j'(x) = -2x^{-3} = -\dfrac{2}{x^{3}}.
Respostasa) \sqrt{2}x^{\sqrt{2}-1} · b) \frac{1}{2\sqrt{x}} · c) \frac{1}{3\sqrt[3]{x^{2}}} · d) -\frac{2}{x^{3}}

Em todas: deriva a de fora, deixa a de dentro quieta, multiplica pela derivada da de dentro. Em d), a de fora é o quadrado.

  1. a) u = 3x, u' = 3: f'(x) = 3\cos(3x).
  2. b) u = x^{2}, u' = 2x, e o cosseno traz o sinal de menos: g'(x) = -2x\operatorname{sen}\left(x^{2}\right).
  3. c) u = 2x-1, u' = 2: h'(x) = \frac{2}{\cos^{2}(2x-1)}.
  4. d) Aqui a de fora é a potência: j(x) = \left(\operatorname{sen} x\right)^{2}, logo j'(x) = 2\operatorname{sen} x \times \cos x.Repara na diferença entre b) e d): em \cos\left(x^{2}\right) o quadrado está dentro; em \operatorname{sen}^{2} x está fora. A notação é traiçoeira e a derivada é completamente diferente.
Respostasa) 3\cos(3x) · b) -2x\operatorname{sen}\left(x^{2}\right) · c) \frac{2}{\cos^{2}(2x-1)} · d) 2\operatorname{sen} x\cos x

Em a) usa \left(u^{n}\right)' = n u^{n-1}u'. Em d) aplica \left(\ln u\right)' com u = \ln x.

  1. a) f'(x) = 2\left(e^{x}+x\right)\left(e^{x}+1\right).
  2. b) g'(x) = e^{-x} + x\left(-e^{-x}\right) = (1-x)e^{-x}.
  3. c) h'(x) = \dfrac{2e^{2x}\,x - e^{2x}}{x^{2}} = \dfrac{(2x-1)e^{2x}}{x^{2}}, em \mathbb{R}\setminus\{0\}.
  4. d) j'(x) = \dfrac{\left(\ln x\right)'}{\ln x} = \dfrac{1}{x\ln x}, em \left]1,\, +\infty\right[.O domínio de \ln(\ln x) exige \ln x > 0, ou seja x > 1 — e não apenas x > 0.
Respostasa) 2(e^{x}+x)(e^{x}+1) · b) (1-x)e^{-x} · c) \frac{(2x-1)e^{2x}}{x^{2}} · d) \frac{1}{x\ln x}

Na potência a variável está na base; na exponencial está no expoente. As regras são diferentes.

  1. a) Potência: f'(x) = 3x^{2}.
  2. b) Exponencial: g'(x) = 3^{x}\ln 3.
  3. c) Potência composta: h'(x) = 3\left(x^{2}+5x\right)^{2}(2x+5).
  4. d) Exponencial composta: j'(x) = (2x+5)\,3^{x^{2}+5x}\ln 3.Este é o erro típico apontado no manual: aplicar \left(u^{n}\right)' = nu^{n-1}u' a uma exponencial, ou o contrário. Antes de derivar, pergunta sempre: onde está o x?
Respostasa) 3x^{2} · b) 3^{x}\ln 3 · c) 3(x^{2}+5x)^{2}(2x+5) · d) (2x+5)3^{x^{2}+5x}\ln 3

Calcula as duas derivadas e iguala.

  1. f'(x) = \dfrac{1}{x+k} e g'(x) = \dfrac{1}{x}.
  2. \dfrac{1}{x+k} = \dfrac{1}{x} \iff x + k = x \iff k = 0.
RespostaOpção (A)

Em b), impõe f'(x) = 2 e resolve — vai dar uma equação exponencial.

  1. a) f'(x) = 2e^{2x+3}. Então f(0) = e^{3} e f'(0) = 2e^{3}.
  2. y - e^{3} = 2e^{3}(x-0) \iff y = 2e^{3}x + e^{3}.
  3. b) 2e^{2x+3} = 2 \iff e^{2x+3} = 1 \iff 2x+3 = 0 \iff x = -\dfrac{3}{2}.
Respostasa) y = 2e^{3}x + e^{3} · b) x = -\frac{3}{2}

Em b), põe e^{-2t} em evidência na equação C'(t) = 0.

  1. a) C'(t) = 40\left(-0{,}4\,e^{-0{,}4t} + 2\,e^{-2t}\right).
  2. b) C'(t) = 0 \iff 0{,}4\,e^{-0{,}4t} = 2\,e^{-2t} \iff \dfrac{e^{-0{,}4t}}{e^{-2t}} = \dfrac{2}{0{,}4} = 5.
  3. \dfrac{e^{-0{,}4t}}{e^{-2t}} = e^{-0{,}4t+2t} = e^{1{,}6t}, logo e^{1{,}6t} = 5. \square
  4. 1{,}6t = \ln 5 \iff t = \dfrac{\ln 5}{1{,}6} \approx 1{,}006 horas, ou seja aproximadamente 1 hora.
  5. Antes desse instante C' é positiva e depois negativa (a exponencial de expoente mais negativo decresce mais depressa), logo trata-se de um máximo.
    t0\frac{\ln 5}{1{,}6}+\infty
    Sinal de C'n.d.+0
    Variação de Cmáx
Respostasa) 40(-0{,}4e^{-0{,}4t}+2e^{-2t}) · b) t = \frac{\ln 5}{1{,}6} \approx 1 hora

a) é um produto, c) um quociente, b) um logaritmo composto. Nenhuma exige regra nova — só juntar as que já há.

  1. a) Regra do produto: f'(x) = e^{x}\cos x + e^{x}\left(-\operatorname{sen} x\right) = e^{x}\left(\cos x - \operatorname{sen} x\right).
  2. b) Com \left(\ln u\right)' = \dfrac{u'}{u} e u = \operatorname{sen} x: g'(x) = \frac{\cos x}{\operatorname{sen} x}. No intervalo dado \operatorname{sen} x > 0, e por isso g está definida.
  3. c) Regra do quociente: h'(x) = \frac{x\cos x - \operatorname{sen} x}{x^{2}}.Em b), \dfrac{\cos x}{\operatorname{sen} x} é a cotangente — mas o programa não lhe dá nome, e deixar a fracção escrita é resposta completa.
Respostasa) e^{x}(\cos x - \operatorname{sen} x) · b) \frac{\cos x}{\operatorname{sen} x} · c) \frac{x\cos x-\operatorname{sen} x}{x^{2}}

Usa a^{b} = e^{b\ln a}, com a = x e b = x. Depois é só a regra da cadeia.

  1. a) Para x > 0, x = e^{\ln x}, logo x^{x} = \left(e^{\ln x}\right)^{x} = e^{x\ln x}. \square
  2. b) Com u(x) = x\ln x e u'(x) = \ln x + 1:
  3. f'(x) = \left(\ln x + 1\right)e^{x\ln x} = \left(\ln x + 1\right)x^{x}.
  4. c) Como x^{x} > 0, o sinal de f' é o de \ln x + 1: negativo para x < \frac{1}{e}, positivo para x > \frac{1}{e}.
    x0\frac{1}{e}+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de fe^{-1/e}mín
  5. Mínimo absoluto em x = \dfrac{1}{e}, de valor f\left(\frac{1}{e}\right) = \left(\frac{1}{e}\right)^{1/e} = e^{-1/e} \approx 0{,}6922.Sem a igualdade a^{b} = e^{b\ln a} esta função não se derivaria com nenhuma das regras conhecidas. É a mesma manobra que deu \left(a^{x}\right)' = a^{x}\ln a.
Respostasa) x = e^{\ln x} · b) (\ln x + 1)x^{x} · c) e^{-1/e} \approx 0{,}692 em x = \frac{1}{e}

Em c), escreve o ponto de máximo \left(\frac{1}{k},\, f_{k}\left(\frac{1}{k}\right)\right) e verifica que satisfaz a equação da reta.

  1. a) f_{k}'(x) = e^{-kx} + x\left(-k\,e^{-kx}\right) = (1-kx)e^{-kx}.
  2. b) Como e^{-kx} > 0, o sinal é o de 1-kx: positivo para x < \frac{1}{k}, negativo para x > \frac{1}{k}.
    x-\infty\frac{1}{k}+\infty
    Sinal de f_{k}'+0
    Variação de f_{k}\frac{1}{ke}máx
  3. Há máximo absoluto em x = \dfrac{1}{k}, de valor f_{k}\left(\frac{1}{k}\right) = \dfrac{1}{k}\,e^{-1} = \dfrac{1}{ke}.
  4. c) O ponto de máximo é M_{k} = \left(\dfrac{1}{k},\, \dfrac{1}{ke}\right). Ora, com x = \dfrac{1}{k}, a reta y = \dfrac{x}{e}y = \dfrac{1}{ke} — exatamente a ordenada de M_{k}. \squareQuando k varia, o máximo desliza ao longo de uma reta. Este tipo de «lugar geométrico dos extremos» é um clássico das questões de exame com parâmetro.
Respostasa) (1-kx)e^{-kx} · b) máximo \frac{1}{ke} em x = \frac{1}{k} · c) M_{k} satisfaz y = \frac{x}{e}

Em b) deriva o produto e usa a hipótese f' = 3f. Em c) lembra-te de que uma função de derivada nula em \mathbb{R} é constante.

  1. a) Com f(x) = 5e^{3x}: f'(x) = 15e^{3x} = 3 \times 5e^{3x} = 3f(x) ✓ e f(0) = 5e^{0} = 5 ✓.
  2. b) g'(x) = f'(x)e^{-3x} + f(x)\left(-3e^{-3x}\right) = e^{-3x}\left(f'(x) - 3f(x)\right).
  3. Por hipótese f'(x) - 3f(x) = 0, logo g'(x) = 0 para todo o x. \square
  4. c) Sendo g' \equiv 0 em \mathbb{R}, g é constante: g(x) = g(0) = f(0)e^{0} = 5.
  5. Então f(x)e^{-3x} = 5 \iff f(x) = \dfrac{5}{e^{-3x}} = 5e^{3x}. É a única possibilidade. \squareA condição f' = kf — «a taxa de variação é proporcional ao próprio valor» — é o que define todos os modelos exponenciais da secção 4. Acabámos de provar que esses modelos são os únicos possíveis: o crescimento exponencial não é uma escolha entre muitas, é uma consequência.
Respostasa) 15e^{3x} = 3 \times 5e^{3x} · b) g'(x) = e^{-3x}(f'-3f) = 0 · c) g constante igual a 5

Em b), depois de derivar, lembra-te de que o cosseno está sempre entre -1 e 1.

  1. A derivada. f'(x) = 1 + 2\cos(2x).
  2. a) f(0) = 0 + \operatorname{sen} 0 = 0 e f'(0) = 1 + 2\cos 0 = 3. Com y-y_{0} = m(x-x_{0}): y = 3x.
  3. b) Como -1 \leq \cos(2x) \leq 1, multiplicando por 2 e somando 1: -1 \leq 1+2\cos(2x) \leq 3, ou seja f'(x) \geq -1.
  4. A igualdade dá-se quando \cos(2x) = -1, isto é, 2x = {\pi} + 2k{\pi}, com k \in \mathbb{Z}: x = \frac{{\pi}}{2} + k{\pi}, \quad k \in \mathbb{Z}.Enquadrar uma expressão trigonométrica é quase sempre o mesmo movimento: parte-se de -1 \leq \cos u \leq 1 e aplicam-se as operações pela ordem em que aparecem.
Respostasa) y = 3x · b) x = \frac{{\pi}}{2}+k{\pi}, k \in \mathbb{Z}
15

Segunda derivada: concavidade e pontos de inflexão

A primeira derivada diz se a função sobe ou desce. A segunda diz de que maneira: se a subida acelera ou abranda. Traduzido em desenho, é o sentido em que a curva se dobra — e o instante em que ela troca de sentido tem nome próprio.

Aprendizagens Essenciais
  • Determinar a segunda derivada de funções polinomiais, racionais, exponenciais, logarítmicas e trigonométricas.
  • Relacionar o sinal e os zeros da segunda derivada com o sentido das concavidades e pontos de inflexão do gráfico de uma função.

1 · Derivar duas vezes

Se f' é ela própria derivável, a sua derivada chama-se segunda derivada de f, e o seu domínio é o conjunto dos pontos em que f' tem derivada finita. Escreve-se f'' — também se vê D^{2}f ou \dfrac{d^{2}f}{dx^{2}}. Não há regra nova: deriva-se, simplifica-se, deriva-se outra vez.

Exemplo 38 Três segundas derivadas
  1. f(x) = x^{4}-4x^{3}+7: f'(x) = 4x^{3}-12x^{2} e f''(x) = 12x^{2}-24x.
  2. g(x) = x^{2}\ln x: g'(x) = 2x\ln x + x e g''(x) = 2\ln x + 3.
  3. h(x) = \dfrac{e^{x}}{x}: h'(x) = \dfrac{e^{x}(x-1)}{x^{2}} e h''(x) = \dfrac{e^{x}\left(x^{2}-2x+2\right)}{x^{3}}.São os três exemplos que as Aprendizagens Essenciais dão como referência de dificuldade para este tema. Simplificar f' antes de derivar outra vez poupa metade do trabalho.
Regra usadaNenhuma nova: as mesmas de sempre, aplicadas duas vezes

2 · O sinal de f'' e o sentido das concavidades

Dizer que f''(x) > 0 num intervalo é dizer que f' é crescente nesse intervalo — o declive das tangentes vai aumentando. A curva dobra-se para cima.

Concavidade

Seja f duas vezes derivável num intervalo I.

Se f''(x) > 0 em I, o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em I;Se f''(x) < 0 em I, o gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo em I.

A leitura geométrica. Ter a concavidade voltada para cima num intervalo é o mesmo que o gráfico ficar acima de qualquer tangente traçada nesse intervalo; voltada para baixo, abaixo de qualquer tangente. É isso que o laboratório desta secção mostra a mexer.

Não confundir com monotonia. O sinal de f' diz se f sobe ou desce; o sinal de f'' diz para que lado se dobra. Uma função pode descer com a concavidade voltada para cima — é o que faz e^{-x}.

3 · Pontos de inflexão

Ponto de inflexão

Um ponto (a,\,f(a)) do gráfico de f é ponto de inflexão quando o sentido da concavidade muda ao passar por a — isto é, quando f'' muda de sinal em a.

Duas condições que se esquecem com facilidade:

o ponto tem de existir: a tem de pertencer ao domínio. Em \frac{e^{x}}{x} a segunda derivada muda de sinal em 0, e não há inflexão nenhuma — não há ponto;f''(a) = 0 não chega: é preciso mudança de sinal.

x y −1 1 1 2

y = x⁴ · não é ponto de inflexão

x y −1 1 1 2

y = x³ · é ponto de inflexão

Nos dois casos f''(0) = 0. Só à direita há ponto de inflexão. Em y = x^{4} a segunda derivada é 12x^{2}, que é positiva dos dois lados — anula-se sem mudar de sinal, e a concavidade nunca troca. Anular a segunda derivada não chega: é preciso mudança de sinal.

Na prática, o estudo faz-se sempre com um quadro — o mesmo instrumento da secção R3, agora com f'' na linha do sinal e o sentido da concavidade na linha de baixo. Na última linha, \text{P.I.} abrevia ponto de inflexão, e é assim que aparece daqui em diante:

x-\infty02+\infty
Sinal de f''+00+
Concavidade de f\text{P.I.}\text{P.I.}

É o quadro de f(x) = x^{4}-4x^{3}+7, cuja segunda derivada é 12x(x-2).

x y −1 1 2 3 4 −10 10 P.I. P.I.
O gráfico de f(x) = x^{4}-4x^{3}+7. A concavidade está voltada para cima antes de 0 e depois de 2, e para baixo entre os dois. Nos dois pontos assinalados a curva troca de sentido: são os pontos de inflexão, e é aí que f'' muda de sinal.
Exemplo 39 Quando a mudança de sinal não dá inflexão

Estudar as concavidades do gráfico de h(x) = \dfrac{e^{x}}{x}, de domínio \mathbb{R}\setminus\{0\}.

  1. Do exemplo anterior, h''(x) = \dfrac{e^{x}\left(x^{2}-2x+2\right)}{x^{3}}.
  2. O trinómio x^{2}-2x+2 tem binómio discriminante 4-8 = -4 < 0: não tem zeros e é sempre positivo. E e^{x} > 0.
  3. Logo o sinal de h'' é o sinal de x^{3}, ou seja, o de x: negativo em \left]-\infty,\,0\right[ e positivo em \left]0,\,+\infty\right[.
  4. Há mudança de sinal em 0 — mas 0 não pertence ao domínio. Não há ponto de inflexão.A resposta correta é: concavidade voltada para baixo em \left]-\infty,0\right[, para cima em \left]0,+\infty\right[, sem pontos de inflexão.
RespostaBaixo em \left]-\infty,0\right[, cima em \left]0,+\infty\right[; sem pontos de inflexão

Laboratório · A tangente que roda

interativo

Arrasta a e olha para a tangente: onde a concavidade está voltada para cima, ela roda no sentido dos ponteiros ao contrário à medida que avanças; onde está para baixo, roda ao contrário. No ponto de inflexão a tangente atravessa a curva.

Python Encontrar pontos de inflexão sem a fórmula de f''
from math import exp

H = 1e-4

def f(x):
    return x**4 - 4*x**3 + 7

def d2(x):
    return (f(x + H) - 2*f(x) + f(x - H)) / H**2

print('  x        f\'\'(x) aproximada')
anterior = d2(-1.0)
for k in range(-10, 41):
    x = k / 10
    v = d2(x)
    if v * anterior < 0:
        print('mudanca de sinal perto de x =', round(x, 2))
    anterior = v
    if k % 5 == 0:
        print('%5.1f   %14.4f' % (x, v))

O programa encontra as trocas perto de 0 e de 2 — os pontos de inflexão. Experimenta H = 10^{-8}: o resultado piora, porque h^{2} no denominador amplifica o cancelamento. É a mesma lição do problema 1 da secção A, agravada.

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre a segunda derivada. O método é sempre o mesmo — calcular f'', estudar-lhe o sinal, montar o quadro — e as duas armadilhas também: anular-se não chega, e o ponto tem de existir.

Exercício 208§15 · calcular a segunda derivada

Determina a segunda derivada de cada uma das funções seguintes.

a) f(x) = x^{4}-4x^{3}+7b) g(x) = 3e^{2x}c) h(x) = \ln x, em \mathbb{R}^{+}d) j(x) = \dfrac{1}{x}, em \mathbb{R}\setminus\{0\}

Exercício 209§15 · ler a concavidade no sinal

De uma função f, de domínio \mathbb{R}, sabe-se que f''(x) = 6x-12.

a) Estuda o sinal de f''.b) Indica os intervalos em que o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima e para baixo.c) Indica a abcissa do ponto de inflexão.

Exercício 210§15 · um estudo completo, com quadro

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = x^{4}-4x^{3}+7.

a) Determina f'' e os seus zeros.b) Constrói o quadro de sinal de f''.c) Indica as coordenadas dos pontos de inflexão.

Exercício 211§15 · a armadilha do x⁴

Considera as funções f(x) = x^{4} e g(x) = x^{3}, ambas de domínio \mathbb{R}.

a) Mostra que f''(0) = g''(0) = 0.b) Verifica que só uma delas tem ponto de inflexão em x = 0.c) Que conclusão tiras sobre a condição «f''(a) = 0»?

Exercício 212§15 · determinar parâmetros

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = x^{3}+ax^{2}+bx+1,

onde a e b são números reais.

Sabe-se que o ponto (1,\,3) é ponto de inflexão do gráfico de f. Determina a e b.

Exercício 213§15 · com um logaritmo

Considera a função g, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por g(x) = x^{2}\ln x.

a) Mostra que g''(x) = 2\ln x + 3.b) Estuda o sentido das concavidades do gráfico de g e determina as coordenadas do ponto de inflexão.

Exercício 214§15 · com um quociente

Considera a função h, de domínio \mathbb{R}\setminus\{0\}, definida por h(x) = \dfrac{e^{x}}{x}.

a) Mostra que h''(x) = \dfrac{e^{x}\left(x^{2}-2x+2\right)}{x^{3}}.b) Estuda o sentido das concavidades do gráfico de h.

Exercício 215§15 · da aceleração à concavidade

Um objeto move-se numa reta e a sua posição, em metros, t segundos após o início do movimento, é dada por

s(t) = t^{3}-6t^{2}+9t, \quad t \in [0,\,5].

a) Determina a velocidade s' e a aceleração s''.b) Em que instante a aceleração muda de sinal?c) Relaciona esse instante com a concavidade do gráfico de s.

Exercício 216§15 · duas concavidades e um ponto

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = x\,e^{-x}.

a) Mostra que f''(x) = (x-2)e^{-x}.b) Estuda o sentido das concavidades e determina as coordenadas do ponto de inflexão.

Exercício 217§15 · ler no gráfico da segunda derivada

Na figura está representada parte do gráfico de f'', a segunda derivada de uma função f de domínio \mathbb{R}.

x y −3 −1 1 3 5 −4 −2 2 4 f''

a) Indica os intervalos em que o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima.b) Quantos pontos de inflexão tem o gráfico de f?

Exercício 218§15 · onde o crescimento é mais rápido

Numa epidemia num concelho, o número de pessoas infetadas t dias depois do primeiro caso é dado, aproximadamente, por

N(t) = 60\,t^{2}e^{-0{,}5t}, \qquad t \geq 0.

a) Mostra que N''(t) = 15\left(t^{2}-8t+8\right)e^{-0{,}5t}.b) Determina os pontos de inflexão do gráfico de N, com os valores exatos das abcissas.c) Sabendo que N é crescente em \left[0,\,4\right] e decrescente em \left[4,\,+\infty\right[, interpreta cada um dos dois pontos de inflexão no contexto do problema.

Exercício 219§15 · item de Exame, com ramos

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

g(x) = \begin{cases} 6\ln(-x)+x^{2} & \text{se } x < 0\\[6pt] x\left(2-e^{3x}\right) & \text{se } x \geq 0\end{cases}

Sem recorrer à calculadora, estuda a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão, no intervalo \left]-\infty,\,0\right[.

Na tua resposta, apresenta os intervalos em que a concavidade está voltada para cima, os intervalos em que está voltada para baixo, e as coordenadas dos pontos de inflexão.

Exercício 220§15 · mostrar uma fórmula e usá-la

Seja f a função definida, em \left]-\infty,\,-1\right[, por f(x) = \dfrac{1}{2}\ln^{2}(-x)+x.

a) Mostra que, nesse intervalo, f''(x) = \dfrac{1-\ln(-x)}{x^{2}}.b) Estuda f quanto ao sentido das concavidades e à existência de pontos de inflexão.

Resolve recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Exercício 221§15 · uma afirmação para decidir

De uma função f, duas vezes derivável em \mathbb{R}, sabe-se que f''(x) > 0 para todo o x.

Considera as afirmações seguintes:

I. f é crescente em \mathbb{R}.II. f' é crescente em \mathbb{R}.III. O gráfico de f não tem pontos de inflexão.

Indica quais são verdadeiras, justificando.

Exercício 222§15 · discutir um parâmetro

Considera, para cada número real k, a função f_{k}, de domínio \mathbb{R}, definida por f_{k}(x) = x^{4}+kx^{2}.

a) Determina os valores de k para os quais o gráfico de f_{k} tem exatamente dois pontos de inflexão.b) Mostra que, para os restantes valores de k, o gráfico não tem ponto de inflexão nenhum.

A segunda derivada é a derivada da derivada: deriva uma vez, simplifica, deriva outra vez.

  1. a) f'(x) = 4x^{3}-12x^{2} e f''(x) = 12x^{2}-24x.
  2. b) g'(x) = 6e^{2x} e g''(x) = 12e^{2x}.
  3. c) h'(x) = \dfrac{1}{x} = x^{-1} e h''(x) = -x^{-2} = -\dfrac{1}{x^{2}}.
  4. d) j'(x) = -\dfrac{1}{x^{2}} e j''(x) = \dfrac{2}{x^{3}}.Repara em c): h'' < 0 em todo o domínio. O logaritmo tem sempre a concavidade voltada para baixo — é por isso que o seu gráfico «abranda».
Respostasa) 12x^{2}-24x · b) 12e^{2x} · c) -\frac{1}{x^{2}} · d) \frac{2}{x^{3}}

f'' > 0 quer dizer concavidade para cima; f'' < 0, para baixo. O ponto de inflexão está onde há mudança de sinal.

  1. a) 6x-12 = 0 \iff x = 2, e o sinal é o de uma reta crescente: negativo antes de 2, positivo depois.
  2. b) Concavidade voltada para baixo em \left]-\infty,\,2\right] e para cima em \left[2,\,+\infty\right[.
  3. c) Há mudança de sinal em 2, logo a abcissa do ponto de inflexão é x = 2.
Respostasb) baixo em \left]-\infty,2\right], cima em \left[2,+\infty\right[ · c) x = 2

Fatoriza f'' antes de estudar o sinal. Não te esqueças de calcular as ordenadas dos pontos de inflexão.

  1. a) f'(x) = 4x^{3}-12x^{2} e f''(x) = 12x^{2}-24x = 12x(x-2). Zeros: x = 0 e x = 2.
  2. b) É uma parábola com a concavidade para cima: positiva fora de [0,\,2] e negativa entre 0 e 2.
    x-\infty02+\infty
    Sinal de f''+00+
    Concavidade de f\text{P.I.}\text{P.I.}
  3. c) f(0) = 7 e f(2) = 16-32+7 = -9. Os pontos de inflexão são (0,\,7) e (2,\,-9).
Respostasa) 12x(x-2), zeros 0 e 2 · c) (0,\,7) e (2,\,-9)

Estuda o sinal de cada segunda derivada dos dois lados de 0, e não apenas o seu valor em 0.

  1. a) f''(x) = 12x^{2} e g''(x) = 6x. Ambas se anulam em 0.
  2. b) f''(x) = 12x^{2} \geq 0 para todo o x: não muda de sinal, e a concavidade de f está sempre voltada para cima. Não há ponto de inflexão.
  3. g''(x) = 6x é negativa antes de 0 e positiva depois: há mudança de sinal, logo (0,\,0) é ponto de inflexão do gráfico de g.
  4. c) f''(a) = 0 é condição necessária mas não suficiente. O que caracteriza o ponto de inflexão é a mudança de sinal de f''.É o mesmo padrão de f'(a) = 0 para os extremos, visto na secção R3: anular-se não chega, tem de trocar de sinal.
Respostaf''(a) = 0 é necessária mas não suficiente — é precisa mudança de sinal

Duas informações, duas equações: o ponto pertence ao gráfico, e a segunda derivada anula-se na sua abcissa.

  1. A segunda derivada. f'(x) = 3x^{2}+2ax+b e f''(x) = 6x+2a.
  2. Primeira condição. Num ponto de inflexão a segunda derivada anula-se: f''(1) = 0 \iff 6+2a = 0 \iff a = -3.
  3. Segunda condição. O ponto pertence ao gráfico, logo f(1) = 3: 1+a+b+1 = 3 \iff 1-3+b+1 = 3 \iff b = 4.
  4. Confirmar. Com a = -3 vem f''(x) = 6x-6, que muda de sinal em 1 — negativa antes, positiva depois. Há mesmo ponto de inflexão.O terceiro passo não é decoração: f''(1) = 0 sozinho não garante inflexão. Sem a mudança de sinal, os valores encontrados podiam não servir.
Respostaa = -3 e b = 4

Regra do produto duas vezes. Em b), resolve 2\ln x + 3 = 0 e lembra-te de que \ln é crescente.

  1. a) g'(x) = 2x\ln x + x^{2} \times \dfrac{1}{x} = 2x\ln x + x. Derivando outra vez: g''(x) = 2\ln x + 2x \times \frac{1}{x} + 1 = 2\ln x + 3.
  2. b) 2\ln x + 3 = 0 \iff \ln x = -\dfrac{3}{2} \iff x = e^{-3/2}.
  3. Como \ln é crescente, g'' é negativa antes de e^{-3/2} e positiva depois: concavidade para baixo em \left]0,\,e^{-3/2}\right] e para cima em \left[e^{-3/2},\,+\infty\right[.
  4. A ordenada é g\left(e^{-3/2}\right) = e^{-3} \times \left(-\dfrac{3}{2}\right) = -\dfrac{3}{2e^{3}}. O ponto de inflexão é \left(e^{-3/2},\,-\frac{3}{2e^{3}}\right).
RespostaP.I. em \left(e^{-3/2},\,-\frac{3}{2e^{3}}\right)

Regra do quociente duas vezes. Em b), repara no sinal do numerador: será que x^{2}-2x+2 tem zeros?

  1. a) h'(x) = \dfrac{e^{x}x - e^{x}}{x^{2}} = \dfrac{e^{x}(x-1)}{x^{2}}. Derivando: h''(x) = \frac{\left[e^{x}(x-1)+e^{x}\right]x^{2} - e^{x}(x-1)\,2x}{x^{4}} = \frac{e^{x}\left[x^{2}-2(x-1)\right]}{x^{3}} = \frac{e^{x}\left(x^{2}-2x+2\right)}{x^{3}}.
  2. b) O binómio discriminante de x^{2}-2x+2 é 4-8 = -4 < 0: o numerador nunca se anula e é sempre positivo. Como e^{x} > 0, o sinal de h'' é o sinal de x^{3}, ou seja, o de x.
  3. Concavidade voltada para baixo em \left]-\infty,\,0\right[ e para cima em \left]0,\,+\infty\right[.
  4. Não há ponto de inflexão: em 0 a função não está definida, e um ponto de inflexão tem de pertencer ao gráfico.É a confusão mais comum do tema: f'' muda de sinal, mas não há inflexão porque não há ponto.
Respostasb) baixo em \left]-\infty,0\right[, cima em \left]0,+\infty\right[; sem ponto de inflexão

A velocidade é a primeira derivada da posição; a aceleração é a derivada da velocidade, isto é, a segunda derivada da posição.

  1. a) s'(t) = 3t^{2}-12t+9 e s''(t) = 6t-12.
  2. b) 6t-12 = 0 \iff t = 2. A aceleração é negativa antes de 2 s e positiva depois.
  3. c) É exatamente o ponto de inflexão do gráfico de s: a concavidade passa de voltada para baixo a voltada para cima em t = 2, com s(2) = 8-24+18 = 2.
  4. Fisicamente: até aos 2 s o objeto está a travar; a partir daí volta a acelerar. O ponto de inflexão é o instante em que a travagem se inverte.
Respostasa) 3t^{2}-12t+9 e 6t-12 · b) t = 2 s · c) P.I. em (2,\,2)

Duas aplicações da regra do produto. Em b), e^{-x} é sempre positivo — o sinal está todo no outro fator.

  1. a) f'(x) = e^{-x} - x e^{-x} = (1-x)e^{-x}. Derivando outra vez: f''(x) = -e^{-x} - (1-x)e^{-x} = e^{-x}\left[-1-1+x\right] = (x-2)e^{-x}.
  2. b) Como e^{-x} > 0, o sinal de f'' é o de x-2: negativo antes de 2, positivo depois.
    x-\infty2+\infty
    Sinal de f''0+
    Concavidade de f\text{P.I.}
  3. A ordenada é f(2) = 2e^{-2}. O ponto de inflexão é \left(2,\,\frac{2}{e^{2}}\right).
RespostaP.I. em \left(2,\,\frac{2}{e^{2}}\right); baixo antes, cima depois

O que interessa no gráfico de f'' é onde está acima e abaixo do eixo — não o seu declive nem os seus extremos.

  1. a) f'' está acima do eixo em \left]-\infty,\,-1\right[ e em \left]3,\,+\infty\right[. Nesses intervalos o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima.
  2. b) f'' muda de sinal em -1 e em 3: são dois pontos de inflexão.
  3. Repara que f'' tem um mínimo em x = 1 — e isso não corresponde a nada de especial no gráfico de f. Só os zeros com mudança de sinal contam.Ler o gráfico de f'' é como ler o de f' na secção R3: procura-se o sinal, não a forma.
Respostasa) \left]-\infty,-1\right[ e \left]3,+\infty\right[ · b) dois

Em a), regra do produto duas vezes, pondo e^{-0{,}5t} em evidência de cada vez. Em c), lembra-te de que o sinal de N'' governa a monotonia de N' — e N' é o ritmo a que a epidemia avança.

  1. a) Primeira derivada. Pela regra do produto, N'(t) = 120t\,e^{-0{,}5t} + 60t^{2}\left(-0{,}5\right)e^{-0{,}5t} = 30t\left(4-t\right)e^{-0{,}5t}.
  2. Segunda derivada. Escrevendo N'(t) = \left(120t-30t^{2}\right)e^{-0{,}5t}, N''(t) = \left(120-60t\right)e^{-0{,}5t} + \left(120t-30t^{2}\right)\left(-0{,}5\right)e^{-0{,}5t} = \left(120-60t-60t+15t^{2}\right)e^{-0{,}5t} = 15\left(t^{2}-8t+8\right)e^{-0{,}5t}.
  3. b) Os zeros. Como e^{-0{,}5t} > 0, o sinal de N'' é o do trinómio: t^{2}-8t+8 = 0 \iff t = \frac{8 \pm \sqrt{64-32}}{2} = 4 \pm 2\sqrt{2}. Os dois valores são positivos, logo pertencem ao domínio.
  4. O trinómio é positivo fora das raízes e negativo entre elas, e muda de sinal em ambas: há dois pontos de inflexão, de abcissas 4-2\sqrt{2} \approx 1{,}2 e 4+2\sqrt{2} \approx 6{,}8.
  5. c) A interpretação. Entre os dois, N'' é negativa e N' é decrescente; fora deles, N' é crescente. Como N cresce até ao dia 4, em t = 4-2\sqrt{2} o ritmo de crescimento passa de crescente a decrescente: é o dia em que aparecem mais infetados novos.
  6. Depois do dia 4 o número de infetados desce, e em t = 4+2\sqrt{2} o ritmo de descida deixa de aumentar: é o dia em que a epidemia recua mais depressa.O máximo de N é onde há mais infetados; o ponto de inflexão é onde a situação muda mais depressa. São perguntas diferentes, e é frequente confundi-las.
Respostasb) t = 4-2\sqrt{2} e t = 4+2\sqrt{2} · c) o dia de mais infetados novos e o dia de recuo mais rápido

Só interessa o primeiro ramo. Deriva 6\ln(-x) pela regra da cadeia: a derivada é \frac{-1}{-x} \times 6 = \frac{6}{x}.

  1. Em \left]-\infty,\,0\right[, g(x) = 6\ln(-x)+x^{2}.
  2. g'(x) = 6 \times \dfrac{-1}{-x} + 2x = \dfrac{6}{x} + 2x.
  3. g''(x) = -\dfrac{6}{x^{2}} + 2 = \dfrac{2x^{2}-6}{x^{2}}.
  4. O denominador é positivo, logo o sinal é o de 2x^{2}-6 = 2\left(x^{2}-3\right), que se anula em x = \pm\sqrt{3}. No intervalo em estudo só interessa x = -\sqrt{3}.
    x-\infty-\sqrt{3}0
    Sinal de f''+0
    Concavidade de f\text{P.I.}
  5. Concavidade voltada para cima em \left]-\infty,\,-\sqrt{3}\right] e para baixo em \left[-\sqrt{3},\,0\right[.
  6. A ordenada é g\left(-\sqrt{3}\right) = 6\ln\sqrt{3}+3 = 3\ln 3 + 3. O ponto de inflexão é \left(-\sqrt{3},\,3\ln 3 + 3\right).
RespostaCima em \left]-\infty,-\sqrt{3}\right], baixo em \left[-\sqrt{3},0\right[; P.I. \left(-\sqrt{3},\,3\ln 3+3\right)

Escreve \ln^{2}(-x) = \left[\ln(-x)\right]^{2} e usa a regra da cadeia. Em b), lembra-te de que -x > 1 em todo o intervalo.

  1. a) Com u = \ln(-x), tem-se u' = \dfrac{-1}{-x} = \dfrac{1}{x}. Então f'(x) = \frac{1}{2} \times 2u \times u' + 1 = \frac{\ln(-x)}{x} + 1.
  2. Derivando outra vez, pela regra do quociente: f''(x) = \frac{\frac{1}{x} \times x - \ln(-x) \times 1}{x^{2}} = \frac{1-\ln(-x)}{x^{2}}.
  3. b) O denominador é positivo. O sinal é o de 1-\ln(-x), que se anula quando \ln(-x) = 1 \iff -x = e \iff x = -e.
  4. Como \ln(-x) é decrescente em x (quanto mais negativo o x, maior -x), tem-se 1-\ln(-x) < 0 para x < -e e > 0 para -e < x < -1.
    x-\infty-e-1
    Sinal de f''0+
    Concavidade de f\text{P.I.}
  5. Concavidade para baixo em \left]-\infty,\,-e\right] e para cima em \left[-e,\,-1\right[. A ordenada é f(-e) = \dfrac{1}{2} \times 1 - e = \dfrac{1}{2}-e.
RespostaP.I. em \left(-e,\,\frac{1}{2}-e\right); baixo antes, cima depois

f'' é a derivada de f'. O que é que o sinal de uma derivada diz sobre a monotonia da função que ela deriva?

  1. I é falsa. Um contraexemplo basta: f(x) = x^{2} tem f''(x) = 2 > 0 e não é crescente em \mathbb{R} — decresce em \left]-\infty,\,0\right].
  2. II é verdadeira. f'' é a derivada de f'; sendo positiva em \mathbb{R}, a função f' é crescente em \mathbb{R}.
  3. III é verdadeira. Um ponto de inflexão exige mudança de sinal de f'', e aqui f'' é sempre positiva. A concavidade está sempre voltada para cima.
  4. A confusão em I é frequente: o sinal de f'' governa a monotonia de f', não a de f. Quem governa a monotonia de f é f'.Vale a pena guardar a cadeia: sinal de f' → monotonia de f; sinal de f'' → monotonia de f' → concavidade de f.
RespostaVerdadeiras: II e III. I é falsa (f(x) = x^{2})

Calcula f_{k}'' — é um trinómio sem termo em x. Depois discute quantos zeros com mudança de sinal ele tem, conforme o sinal de k.

  1. A segunda derivada. f_{k}'(x) = 4x^{3}+2kx e f_{k}''(x) = 12x^{2}+2k.
  2. Quando k < 0. A equação 12x^{2}+2k = 0x^{2} = -\dfrac{k}{6} > 0, ou seja x = -\sqrt{-\frac{k}{6}} \quad \lor \quad x = \sqrt{-\frac{k}{6}}. São dois zeros distintos de uma parábola com a concavidade voltada para cima: em ambos há mudança de sinal, logo há exatamente dois pontos de inflexão.
  3. a) A resposta é k < 0, isto é, k \in \left]-\infty,\,0\right[.
  4. b) Quando k > 0. Tem-se 12x^{2} \geq 0 e 2k > 0, logo f_{k}''(x) > 0 para todo o x: nunca se anula, e a concavidade está sempre voltada para cima.
  5. Quando k = 0. Fica f_{0}''(x) = 12x^{2}, que se anula em 0 mas é positiva dos dois lados — não muda de sinal. É o caso de y = x^{4}: zero da segunda derivada sem ponto de inflexão.Os três casos separam-se pelo sinal de k, e o caso k = 0 é o único em que f'' tem um zero que não conta. É sempre o caso de fronteira que é preciso tratar à parte.
Respostasa) k < 0 · b) para k \geq 0, f_{k}'' não muda de sinal
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Problemas de otimização

A pergunta «qual é o maior?» tem, desde a secção R3, uma resposta mecânica: derivar, achar os zeros, fazer o quadro. O que é difícil não é isso — é chegar até lá. É traduzir um enunciado com uma folha de cartão, dois postes ou uma lata numa função de uma só variável, e saber em que intervalo ela faz sentido.

Aprendizagens Essenciais
  • Resolver problemas de otimização tendo por base funções deriváveis.

1 · O método, em cinco passos

Como se resolve um problema de otimização

1. Identificar a grandeza a otimizar e dar-lhe um nome.2. Escrevê-la como função de uma só variável, usando as condições do problema para eliminar as outras.3. Determinar o domínio no contexto — não o da expressão, o do problema.4. Derivar, achar os zeros da derivada que pertencem ao domínio e fazer o quadro de sinais.5. Responder à pergunta feita, com as unidades e com o arredondamento pedido.

O passo 3 é o que mais desconta. A expressão x(20-2x)(12-2x) faz sentido para x = 100; a caixa não. E um zero da derivada fora do domínio não é candidato a nada — descarta-se, e diz-se porquê.

O passo 5 também: se o enunciado pergunta as dimensões, não basta dar o x; se pede às décimas, não se responde com quatro casas; e se a grandeza tem unidades, elas escrevem-se.

Exemplo 40 A caixa sem tampa, do princípio ao fim

De uma folha de 20 cm por 12 cm cortam-se quadrados de lado x nos cantos e dobram-se as abas. Qual é o x que dá volume máximo?

  1. A grandeza. O volume V, em cm³.
  2. Uma variável. Depois de cortar, a altura é x e a base mede (20-2x) por (12-2x): V(x) = x(20-2x)(12-2x) = 4x^{3}-64x^{2}+240x.
  3. O domínio. As três medidas têm de ser positivas: x > 0, 20-2x > 0 e 12-2x > 0. A mais restritiva é a última, logo D_{V} = \left]0,\,6\right[.
  4. A derivada. V'(x) = 12x^{2}-128x+240 = 4\left(3x^{2}-32x+60\right), com zeros x = \frac{32 \pm \sqrt{304}}{6}, \quad \text{isto é,} \quad x \approx 2{,}43 \ \text{ou} \ x \approx 8{,}24. 2{,}43 pertence a \left]0,\,6\right[. O outro descarta-se — e escreve-se que se descartou.
  5. O quadro. A parábola V' tem a concavidade voltada para cima, logo é positiva antes de 2{,}43 e negativa depois, dentro do domínio.
  6. A resposta. O volume é máximo para x \approx 2{,}4 cm.
Respostax \approx 2{,}4 cm
Exemplo 41 O maior rectângulo debaixo de uma exponencial

Para cada x > 0, considera o rectângulo de vértices (0,\,0), (x,\,0), \left(x,\,e^{-x}\right) e \left(0,\,e^{-x}\right).

Determina o valor de x que torna a área do rectângulo máxima, e essa área.

  1. 1 · A função a otimizar. A base mede x e a altura e^{-x}, logo A(x) = xe^{-x}, \qquad x \in \left]0,\,+\infty\right[.
  2. 2 · Derivar. Pela regra do produto, A'(x) = 1 \times e^{-x} + x \times \left(-e^{-x}\right) = (1-x)e^{-x}.
  3. 3 · Zeros e sinal. Como e^{-x} > 0, o sinal de A' é o de 1-x: positiva em \left]0,\,1\right[ e negativa em \left]1,\,+\infty\right[.
  4. 4 · Concluir. A é crescente até 1 e decrescente depois: há um máximo absoluto em x = 1.
  5. 5 · Responder à pergunta feita. A área máxima é A(1) = 1 \times e^{-1} = \frac{1}{e} \approx 0{,}37.O passo 4 não se salta: A'(1) = 0 só diz que ali pode haver extremo. É a mudança de sinal de A' que garante que é máximo — e o quadro é a maneira mais rápida de a mostrar.
Respostax = 1, com área \frac{1}{e}
x (cm) V (cm³) 1 2 3 4 5 6 50 100 150 200 250 máximo
O volume da caixa em função da altura do corte, x. O domínio não é \mathbb{R}: é \left]0,\,6\right[, porque fora daí não há caixa nenhuma. É esse o primeiro passo de qualquer problema de otimização — e o mais esquecido.

2 · A segunda derivada como confirmação

O quadro de sinais de f' decide sempre. Mas quando já se tem f'', há um atalho:

Teste da segunda derivada

Se f'(a) = 0 e

f''(a) < 0, então f tem um máximo relativo em a;f''(a) > 0, então f tem um mínimo relativo em a;f''(a) = 0, nada se conclui — é preciso o quadro de sinais de f'.

É cómodo, mas não substitui o quadro: o teste é local e não diz nada sobre extremos absolutos, nem sobre o que acontece nas pontas de um domínio fechado. Num intervalo [a,\,b], os extremos absolutos podem estar em a ou em b sem que a derivada se anule lá.

Laboratório · A caixa que se dobra

interativo

Repara em duas coisas. O domínio muda com a folha: o corte nunca pode passar de metade da menor dimensão. E o maximizante não é metade do domínio — a curva é assimétrica.

Python Otimizar sem derivar
def volume(x, a=20, b=12):
    return x * (a - 2*x) * (b - 2*x)

def maximo(a=20, b=12, n=200000):
    lo, hi = 0, min(a, b) / 2
    melhor_x, melhor_v = None, -1
    for k in range(1, n):
        x = lo + (hi - lo) * k / n
        v = volume(x, a, b)
        if v > melhor_v:
            melhor_v, melhor_x = v, x
    return melhor_x, melhor_v

x, v = maximo()
print('x otimo    : %.4f cm' % x)
print('volume max : %.4f cm3' % v)

x \approx 2{,}427, que é \frac{32-\sqrt{304}}{6}. Repara no hi = \min(a,b)/2: é o domínio do problema escrito em código. Sem ele, o programa encontrava «volumes» negativos.

Exercícios propostos

Doze problemas de otimização. Em todos, escreve o domínio no contexto antes de derivar — e confirma, no fim, que a resposta lá pertence.

Exercício 223§16 · o retângulo de perímetro fixo

De todos os retângulos com 40 cm de perímetro, pretende-se o de área máxima.

a) Sendo x a medida, em centímetros, de um dos lados, mostra que a área é A(x) = x(20-x) e indica o domínio de A no contexto do problema.b) Determina as dimensões do retângulo de área máxima.

Exercício 224§16 · a caixa sem tampa

De uma folha de cartão retangular com 20 cm por 12 cm cortam-se quatro quadrados iguais, de lado x, nos cantos, e dobram-se as abas para formar uma caixa sem tampa.

a) Mostra que o volume, em cm³, é V(x) = x(20-2x)(12-2x) e indica o domínio no contexto.b) Determina, com aproximação às décimas, o valor de x que dá volume máximo.

Exercício 225§16 · a lata cilíndrica

Uma lata cilíndrica sem tampa tem 500 cm³ de capacidade. Seja r o raio da base, em centímetros.

a) Mostra que a área do material usado é A(r) = \pi r^{2} + \dfrac{1000}{r}.b) Determina, às décimas, o raio que minimiza essa área.

Exercício 226§16 · ler o quadro até ao fim

Uma função C, de domínio \left[0,\,10\right], tem derivada C'(t) = 3t^{2}-24t+36.

a) Determina os zeros de C' que pertencem ao domínio.b) Constrói o quadro de variação de C, respeitando o domínio.c) Indica os maximizantes e os minimizantes.

Exercício 227§16 · o poste e o cabo

Dois postes verticais, de 6 m e 8 m de altura, estão a 10 m um do outro. Um cabo vai do topo do primeiro a um ponto P do solo entre eles, e daí ao topo do segundo.

a) Sendo x a distância de P à base do primeiro poste, escreve o comprimento total L(x) do cabo e indica o domínio.b) Determina, às décimas, a posição de P que minimiza esse comprimento.

Exercício 228§16 · com uma exponencial

A concentração de um fármaco no sangue, em mg/L, t horas após a toma, é C(t) = 12t\,e^{-0{,}4t}, com t \geq 0.

a) Determina o instante em que a concentração é máxima.b) Calcula esse valor máximo, com aproximação às centésimas.

Exercício 229§16 · área sob uma curva

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \dfrac{\ln x}{x}. Para cada a > 0, seja R(a) o retângulo de vértices (0,\,0), (a,\,0), (a,\,f(a)) e (0,\,f(a)).

a) Escreve a área de R(a) em função de a.b) Determina o valor de a que a maximiza e a área máxima.

Exercício 230§16 · o triângulo e a exponencial

Na figura, P é um ponto do gráfico de f(x) = e^{-x}, com x > 0, e o triângulo tem vértices na origem, em (x,\,0) e em P.

a) Escreve a área do triângulo em função de x.b) Determina o valor de x que a maximiza e a área máxima.

Exercício 231§16 · custo mínimo

O custo de produção, em euros, de x milhares de unidades de um artigo é

C(x) = x^{3}-12x^{2}+60x+100, \quad x \in \left]0,\,10\right].

a) Determina o custo médio por milhar, M(x) = \dfrac{C(x)}{x}.b) Determina o valor de x que minimiza o custo médio.

Exercício 232§16 · a distância a uma curva

Considera a parábola de equação y = x^{2} e o ponto A(3,\,0).

a) Mostra que o quadrado da distância de A a um ponto P\left(x,\,x^{2}\right) da parábola é d^{2}(x) = x^{4}+x^{2}-6x+9.b) Determina as coordenadas do ponto da parábola mais próximo de A.c) Justifica por que razão se minimiza d^{2} em vez de d.

Exercício 233§16 · com parâmetro

Considera, para cada k > 0, a função f_{k} definida em \mathbb{R}^{+} por f_{k}(x) = kx + \dfrac{9}{x}.

a) Mostra que f_{k} tem um mínimo e determina o minimizante em função de k.b) Determina k de modo que o valor mínimo seja 12.

Exercício 234§16 · o canal de secção máxima

Uma chapa de 60 cm de largura vai ser dobrada ao longo de duas linhas paralelas às bordas, à mesma distância x de cada uma, formando um canal de secção retangular.

a) Escreve a área da secção em função de x e indica o domínio no contexto.b) Determina x de modo que a secção tenha área máxima, e indica essa área.c) Verifica a resposta com a segunda derivada.

Do perímetro tiras o outro lado em função de x. O domínio sai da condição de existir mesmo um retângulo: os dois lados têm de ser positivos.

  1. a) Se um lado mede x, o perímetro dá 2x + 2y = 40, logo y = 20-x e A(x) = x(20-x).
  2. Para haver retângulo é preciso x > 0 e 20-x > 0. Logo D_{A} = \left]0,\,20\right[.O domínio é do problema, não da expressão. A expressão x(20-x) faz sentido em \mathbb{R}; o retângulo não.
  3. b) A'(x) = 20-2x, que se anula em x = 10.
    x01020
    Sinal de A'+0
    Variação de A100máx
  4. A área é máxima em x = 10, e então y = 10: o retângulo é um quadrado de lado 10 cm, com 100 cm² de área.
RespostaQuadrado de lado 10 cm, de área 100 cm²

Depois de cortar, a base mede 20-2x por 12-2x e a altura é x. As três medidas têm de ser positivas.

  1. a) A altura é x e a base mede (20-2x) por (12-2x), logo V(x) = x(20-2x)(12-2x).
  2. É preciso x > 0, 20-2x > 0 e 12-2x > 0, ou seja 0 < x < 6. Logo D_{V} = \left]0,\,6\right[.
  3. b) Desenvolvendo, V(x) = 4x^{3}-64x^{2}+240x, e V'(x) = 12x^{2}-128x+240 = 4\left(3x^{2}-32x+60\right).
  4. Os zeros de 3x^{2}-32x+60 são x = \dfrac{32 \pm \sqrt{1024-720}}{6} = \dfrac{32 \pm \sqrt{304}}{6}, ou seja x \approx 2{,}43 e x \approx 8{,}24.
  5. Só o primeiro pertence ao domínio. Como V' é uma parábola com a concavidade voltada para cima, é positiva antes de 2{,}43 e negativa depois — dentro de \left]0,\,6\right[.
    x02{,}436
    Sinal de V'+0
    Variação de V262{,}7máx
  6. O volume é máximo para x \approx 2{,}4 cm.Descartar a raiz 8{,}24 não é um pormenor: é a aplicação da checklist — a resposta tem de estar no domínio.
Respostasa) D_{V} = \left]0,\,6\right[ · b) x \approx 2{,}4 cm

Do volume \pi r^{2}h = 500 tiras h em função de r. A área é a base mais a superfície lateral 2\pi r h.

  1. a) De \pi r^{2}h = 500 vem h = \dfrac{500}{\pi r^{2}}. A área é A(r) = \pi r^{2} + 2\pi r h = \pi r^{2} + 2\pi r \times \frac{500}{\pi r^{2}} = \pi r^{2} + \frac{1000}{r}, com D_{A} = \mathbb{R}^{+}, porque o raio tem de ser positivo.
  2. b) A'(r) = 2\pi r - \dfrac{1000}{r^{2}} = \dfrac{2\pi r^{3}-1000}{r^{2}}.
  3. O denominador é positivo, logo o sinal é o do numerador: 2\pi r^{3} = 1000 \iff r = \sqrt[3]{\dfrac{500}{\pi}} \approx 5{,}42.
    x05{,}4+\infty
    Sinal de A'0+
    Variação de A276{,}8mín
  4. A área é mínima para r \approx 5{,}4 cm.
Respostar \approx 5{,}4 cm

O domínio é \left[0,\,10\right] — o quadro começa em 0 e acaba em 10, não em \pm\infty. E não te esqueças dos extremos do intervalo.

  1. a) 3t^{2}-24t+36 = 3\left(t^{2}-8t+12\right) = 3(t-2)(t-6). Zeros: t = 2 e t = 6, ambos no domínio.
  2. b) A parábola tem a concavidade voltada para cima: positiva fora de [2,\,6], negativa entre.
    x02610
    Sinal de C'+00+
    Variação de Cmáxmín
  3. c) t = 2 é maximizante e t = 6 é minimizante, ambos relativos.
  4. Nos extremos do domínio também há extremos: t = 0 é minimizante e t = 10 é maximizante — não relativos, mas absolutos, e contam.Num domínio fechado os extremos absolutos podem estar nas pontas, mesmo sem a derivada se anular lá. Esquecer as pontas é dos erros mais caros.
Respostasa) t = 2 e t = 6 · c) máximo relativo em 2, mínimo relativo em 6; nas pontas, extremos absolutos

Cada troço é a hipotenusa de um triângulo retângulo. Depois de derivar, resolve a equação isolando as duas raízes e elevando ao quadrado.

  1. a) L(x) = \sqrt{x^{2}+36} + \sqrt{(10-x)^{2}+64}, com D_{L} = \left[0,\,10\right]P está entre os postes.
  2. b) L'(x) = \frac{x}{\sqrt{x^{2}+36}} - \frac{10-x}{\sqrt{(10-x)^{2}+64}}.
  3. L'(x) = 0 quando \dfrac{x}{\sqrt{x^{2}+36}} = \dfrac{10-x}{\sqrt{(10-x)^{2}+64}}. Elevando ao quadrado e simplificando: x^{2}\left[(10-x)^{2}+64\right] = (10-x)^{2}\left(x^{2}+36\right) \iff 64x^{2} = 36(10-x)^{2}.
  4. Como x \geq 0 e 10-x \geq 0, tira-se a raiz quadrada de ambos os membros: 8x = 6(10-x), logo 14x = 60 e x = \dfrac{30}{7} \approx 4{,}3.
  5. L' é negativa antes e positiva depois, logo trata-se de um mínimo. O ponto P fica a \approx 4{,}3 m do primeiro poste.Repara na proporção: \frac{x}{10-x} = \frac{6}{8}. O ponto divide a distância na razão das alturas — é a lei da reflexão, e não é coincidência.
Respostax = \frac{30}{7} \approx 4{,}3 m do primeiro poste

Regra do produto, e depois põe e^{-0{,}4t} em evidência — é sempre positivo, logo o sinal fica todo no outro fator.

  1. a) C'(t) = 12e^{-0{,}4t} + 12t \times (-0{,}4)e^{-0{,}4t} = 12e^{-0{,}4t}\left(1-0{,}4t\right).
  2. Como 12e^{-0{,}4t} > 0, o sinal de C' é o de 1-0{,}4t, que se anula em t = 2{,}5.
    x02{,}5+\infty
    Sinal de C'+0
    Variação de C11{,}04máx
  3. A concentração é máxima ao fim de 2{,}5 horas, ou seja, 2 h e 30 min.
  4. b) C(2{,}5) = 30e^{-1} \approx 11{,}04 mg/L.
Respostasa) t = 2{,}5 h · b) \approx 11{,}04 mg/L

A área é base vezes altura. Simplifica antes de derivar — a expressão fica muito mais simples do que parece.

  1. a) A base mede a e a altura f(a) = \dfrac{\ln a}{a}, logo A(a) = a \times \frac{\ln a}{a} = \ln a. Para a área ser positiva é preciso \ln a > 0, ou seja a > 1: D_{A} = \left]1,\,+\infty\right[.
  2. b) A'(a) = \dfrac{1}{a} > 0 para todo o a do domínio: a área é estritamente crescente e não tem máximo.
  3. A área cresce sem limite, embora muito devagar — é o crescimento logarítmico.Nem todo o problema de otimização tem solução. Responder «não existe máximo», com a justificação, é uma resposta completa.
Respostasa) A(a) = \ln a, em \left]1,+\infty\right[ · b) não há máximo: A é estritamente crescente

A área de um triângulo é \frac{1}{2} \times base \times altura. A altura é a ordenada de P.

  1. a) A(x) = \dfrac{1}{2}x e^{-x}, com D_{A} = \mathbb{R}^{+}.
  2. b) A'(x) = \frac{1}{2}\left(e^{-x} - x e^{-x}\right) = \frac{1}{2}e^{-x}(1-x).
  3. Como \frac{1}{2}e^{-x} > 0, o sinal é o de 1-x, que se anula em x = 1.
    x01+\infty
    Sinal de A'+0
    Variação de A\frac{1}{2e}máx
  4. A área é máxima em x = 1 e vale A(1) = \dfrac{1}{2e} \approx 0{,}18.
Respostasa) A(x) = \frac{1}{2}xe^{-x} · b) x = 1, área \frac{1}{2e}

Simplifica M antes de derivar. Não te esqueças de verificar se o zero da derivada pertence a \left]0,\,10\right].

  1. a) M(x) = x^{2}-12x+60+\dfrac{100}{x}, em \left]0,\,10\right].
  2. b) M'(x) = 2x-12-\frac{100}{x^{2}} = \frac{2x^{3}-12x^{2}-100}{x^{2}}.
  3. O denominador é positivo; o numerador 2\left(x^{3}-6x^{2}-50\right) anula-se em x \approx 7{,}66 (por tentativa: em 7 vale -149 e em 8 vale 28).
  4. Esse valor pertence ao domínio. O numerador é negativo antes e positivo depois, logo M decresce até 7{,}66 e cresce a seguir: é um mínimo.
    x07{,}6610
    Sinal de M'0+
    Variação de M26{,}0mín
  5. O custo médio é mínimo para x \approx 7{,}7 milhares de unidades.
Respostax \approx 7{,}7 milhares de unidades

Em c), pensa no que a função raiz quadrada faz à monotonia.

  1. a) d^{2}(x) = (x-3)^{2}+\left(x^{2}-0\right)^{2} = x^{2}-6x+9+x^{4} = x^{4}+x^{2}-6x+9.
  2. b) \left(d^{2}\right)'(x) = 4x^{3}+2x-6 = 2\left(2x^{3}+x-3\right).
  3. Por inspeção, x = 1 é raiz: 2+1-3 = 0. Dividindo, 2x^{3}+x-3 = (x-1)\left(2x^{2}+2x+3\right), e o segundo fator tem binómio discriminante 4-24 < 0: não tem zeros e é sempre positivo.
  4. Logo o sinal de \left(d^{2}\right)' é o de x-1: negativo antes, positivo depois. Há um mínimo em x = 1, e o ponto é P(1,\,1).
  5. c) A função u \mapsto \sqrt{u} é estritamente crescente em \mathbb{R}^{+}_{0}. Logo d e d^{2} têm os mesmos minimizantes — e d^{2} é polinomial, muito mais cómoda de derivar.É um truque geral: compor com uma função estritamente crescente não muda onde estão os extremos, só os valores.
Respostasb) P(1,\,1) · c) a raiz quadrada é crescente, logo preserva os minimizantes

Deriva, iguala a zero e não te esqueças de que x > 0 ao extrair a raiz quadrada.

  1. a) f_{k}'(x) = k - \dfrac{9}{x^{2}} = \dfrac{kx^{2}-9}{x^{2}}.
  2. O denominador é positivo; o numerador anula-se quando x^{2} = \dfrac{9}{k}, e como x > 0, x = \dfrac{3}{\sqrt{k}}.
  3. O numerador é negativo antes e positivo depois: há mínimo em x = \dfrac{3}{\sqrt{k}}.
    x0\frac{3}{\sqrt{k}}+\infty
    Sinal de f_{k}'0+
    Variação de f_{k}6\sqrt{k}mín
  4. b) O valor mínimo é f_{k}\left(\frac{3}{\sqrt{k}}\right) = k \times \frac{3}{\sqrt{k}} + \frac{9\sqrt{k}}{3} = 3\sqrt{k}+3\sqrt{k} = 6\sqrt{k}.
  5. 6\sqrt{k} = 12 \iff \sqrt{k} = 2 \iff k = 4.
Respostasa) minimizante \frac{3}{\sqrt{k}}, mínimo 6\sqrt{k} · b) k = 4

Depois de dobrar, as duas abas medem x cada e o fundo mede 60-2x. A secção é um retângulo de altura x.

  1. a) A altura é x e a largura do fundo é 60-2x, logo A(x) = x(60-2x) = 60x-2x^{2}. É preciso x > 0 e 60-2x > 0, logo D_{A} = \left]0,\,30\right[.
  2. b) A'(x) = 60-4x, que se anula em x = 15.
    x01530
    Sinal de A'+0
    Variação de A450máx
  3. A área é máxima para x = 15 cm, e vale A(15) = 15 \times 30 = 450 cm².
  4. c) A''(x) = -4 < 0 para todo o x: o gráfico tem a concavidade voltada para baixo em todo o domínio, o que confirma que o ponto crítico é um máximo.É o teste da segunda derivada: onde f'(a) = 0 e f''(a) < 0, há máximo; se f''(a) > 0, mínimo. O quadro de sinais de f' chega, mas a segunda derivada dá a confirmação em duas linhas.
Respostasa) A(x) = 60x-2x^{2} em \left]0,30\right[ · b) x = 15 cm, 450 cm² · c) A'' = -4 < 0
A

Python e pensamento computacional

Três problemas que só existem porque a máquina existe. Não são traduções de contas para código: são perguntas que a folha de papel não sabe responder — qual é o melhor h?, como é que o algoritmo sabe que já chegou?, porque é que duas formas da mesma equação se comportam ao contrário?

Possíveis aprofundamentos (AE)
  • Utilizar a tecnologia para resolver problemas que envolvam funções exponenciais e logarítmicas, incluindo equações sem solução algébrica.
  • Explorar a utilização da programação na determinação aproximada de zeros, de extremos e de imagens por uma função inversa.

Os programas correm no Python Math Studio, a consola que já vive nesta página. Em cada bloco há o botão ▶ Correr no compilador — a consola abre com o programa escrito, basta carregar em Run Code. O botão 💬 Explicar o código troca o programa pela versão comentada linha a linha.

Nenhum destes três problemas se resolve com uma fórmula. Todos se resolvem com um algoritmo — e todos têm um caso de fronteira que o faz falhar se não for previsto. É esse caso de fronteira o verdadeiro conteúdo de cada problema.

Consola de Python

corre no navegadorprograma inserido no editor — carrega em Run Code

Como usar

  1. Num bloco de código desta página, carrega em ▶ Correr no compilador — a consola abre-se com o programa já escrito.
  2. Carrega em Run Code e lê a saída.
  3. Muda os valores e volta a correr — é assim que se explora.
já vem carregado
from math import * · log, exp, e
numpy · malhas e vetores
sympy · contas exatas
matplotlib · gráficos

Corre tudo dentro do teu navegador: nada sai do computador, e funciona sem ligação à Internet.

A máquina confirma resultados; nos itens de construção o exame exige a resolução analítica justificada.

1 · O melhor h não é o mais pequeno

DecomposiçãoReconhecimento de padrõesErros de vírgula flutuante

Enquadramento

A derivada é um limite: f'(a) = \lim_{h \to 0} \dfrac{f(a+h) - f(a)}{h}. Um computador não sabe fazer limites — sabe fazer contas com um h pequeno mas fixo. Duas escolhas naturais:

\underbrace{\dfrac{f(a+h) - f(a)}{h}}_{\text{razão incremental à direita}} \qquad\text{e}\qquad \underbrace{\dfrac{f(a+h) - f(a-h)}{2h}}_{\text{diferença centrada}}.

A segunda é a média das razões incrementais dos dois lados, e os erros dos dois lados cancelam-se em parte. Por isso é a que se usa.

O desafio. Diminuir h aproxima a razão incremental do limite — mas cada subtração f(a+h) - f(a-h) subtrai dois números quase iguais, e o computador guarda-os com cerca de 16 algarismos. Quando h é minúsculo, quase todos esses algarismos cancelam-se e sobra ruído. Há portanto dois erros a puxar em sentidos contrários e um h ótimo algures no meio. Descobre-o por medição, não por adivinhação: usa f(x) = \dfrac{\ln x}{x}, cuja derivada sabes calcular — f'(x) = \dfrac{1 - \ln x}{x^{2}}, logo f'(1) = 1 — e mede o erro para h = 10^{-1}, 10^{-2}, \ldots, 10^{-14}.

from math import log

def f(x):
    return log(x) / x

def D(f, x, h):                       # diferenca centrada
    return (f(x + h) - f(x - h)) / (2*h)

# f'(x) = (1 - ln x) / x**2  ->  f'(1) = 1.  Qual e' o melhor h?
print(' h        D(f,1,h)            erro')
for k in range(1, 15):
    h = 10.0**(-k)
    d = D(f, 1, h)
    print('1e-%-2d  %18.14f   %.3e' % (k, d, abs(d - 1)))

O erro desce, atinge um mínimo por volta de h \approx 10^{-5} ou 10^{-6} — e depois volta a subir. Em h = 10^{-14} já quase não há algarismos corretos. Este gráfico em V é uma das primeiras coisas que se aprende em cálculo numérico.

Segunda parte. Com o h escolhido, encontra os extremos de f em [0{,}5,\; 8] sem usar a expressão da derivada — só valores de f. O algoritmo é a versão computacional do quadro de sinais: varrer a malha à procura de uma troca de sinal da derivada aproximada, e depois apertar cada troca por bisseção.

from math import log, e

H   = 1e-6            # o h que ganhou a corrida acima
EPS = 1e-12           # criterio de paragem da bissecao

def f(x):
    return log(x) / x

def D(x):
    return (f(x + H) - f(x - H)) / (2*H)

def varre(a, b, n):
    """Percorre a malha e devolve os intervalos onde D muda de sinal."""
    passo = (b - a) / n
    trocas = []
    x0, d0 = a, D(a)
    for i in range(1, n + 1):
        x1 = a + i * passo
        d1 = D(x1)
        if (d0 < 0) != (d1 < 0):        # mudou de sinal: ha' extremo entre os dois
            trocas.append((x0, x1, d0))
        x0, d0 = x1, d1
    return trocas

def aperta(x0, x1, d0):
    """Bissecao sobre a derivada. Termina sempre: o intervalo e' sempre metade."""
    while x1 - x0 > EPS * (1 + abs(x0)):
        m = (x0 + x1) / 2
        dm = D(m)
        if dm == 0:
            return m
        if (dm < 0) == (d0 < 0):
            x0, d0 = m, dm
        else:
            x1 = m
    return (x0 + x1) / 2

for (x0, x1, d0) in varre(0.5, 8, 300):
    c = aperta(x0, x1, d0)
    tipo = 'maximo' if d0 > 0 else 'minimo'
    print('%s relativo em x = %.12f   f(x) = %.12f' % (tipo, c, f(c)))

print('exato:              e = %.12f   1/e  = %.12f' % (e, 1/e))

O programa devolve x = 2{,}718281828\ldots — o número e — com f(e) = 1/e. Confere com a conta à mão: f'(x) = 0 \iff 1 - \ln x = 0 \iff x = e. A máquina não sabia disso; chegou lá só com subtrações e divisões.

Casos de fronteira. (i) O teste (d0 < 0) != (d1 < 0) em vez de d0 * d1 < 0 — o produto dá 0 quando um dos valores é exatamente zero, e um extremo seria perdido. (ii) O critério de paragem é relativo, eps * (1 + abs(x)) — um critério absoluto como x1 - x0 > 1e-12 nunca terminaria para valores da ordem de 10^{6}. (iii) A bisseção termina sempre: o intervalo é exatamente metade em cada passo. Já while dm != 0 podia não terminar nunca.

Análise Cinco perguntas críticas
  1. O varrimento avalia f em 2n pontos: é O(n). A bisseção divide o intervalo ao meio de cada vez, logo faz O(\log_{2}(1/\varepsilon)) passos. Qual das duas partes domina o tempo total quando \varepsilon = 10^{-12} e n = 300?
  2. Se aumentares n para 3000, que erro deixas de cometer? E que erro não desaparece por mais que aumentes n?
  3. O que acontece se a malha for grosseira e f tiver dois extremos muito próximos dentro do mesmo intervalo da malha? O algoritmo dá erro, ou dá uma resposta errada em silêncio? Qual dos dois é pior?
  4. Experimenta H = 10^{-14} na segunda parte. Quantos extremos falsos aparecem? Explica-os com o gráfico em V da primeira parte.
  5. Numa função com um patamar — f quase constante num intervalo — a derivada aproximada oscila em torno de zero por puro ruído. Que teste acrescentarias para não declarar um extremo em cada oscilação?

2 · Inverter uma função que não se sabe inverter

AbstraçãoOtimização algorítmicaDerivada nulaSeparação de ramos

Enquadramento

Uma função estritamente monótona num intervalo é injetiva, logo tem inversa (secção 5). Calcular f^{-1}(y) é resolver f(x) = y, ou seja, achar o zero de F(x) = f(x) - y.

O método de Newton sai diretamente da secção R2. A tangente ao gráfico de F no ponto de abcissa x_n é y = F'(x_n)(x - x_n) + F(x_n). Onde é que essa recta corta Ox? Fazendo y = 0:

x_{n+1} = x_n - \dfrac{F(x_n)}{F'(x_n)} = x_n - \dfrac{f(x_n) - y}{f'(x_n)}.

Newton é isto e mais nada: trocar a curva pela sua tangente e ir onde a tangente vai.

O desafio. Inverter y = x\,e^{x}. Pela regra do produto, f'(x) = (1+x)e^{x}, que se anula em x = -1: a função não é injetiva em \mathbb{R}. O quadro de sinais dá

x-\infty-1+\infty
Sinal de f'0+
Variação de f-1/emín

Logo, para -1/e < y < 0duas soluções — uma em cada ramo. Antes de inverter é preciso escolher o ramo. E há um segundo perigo: exatamente em x = -1 a derivada é nula e a tangente é horizontal — nunca corta Ox. Newton, sozinho, atira o ponto para o infinito. A solução é Newton com rede: manter sempre um intervalo [a,b] com mudança de sinal e, sempre que Newton propuser um ponto fora dele (ou a derivada for nula), dar um passo de bisseção.

from math import exp, e

def f(x):                       # queremos inverter  y = x e^x
    return x * exp(x)

def df(x):                      # regra do produto
    return (1 + x) * exp(x)

def newton_seguro(y, a, b, eps=1e-14, maxit=80):
    """Resolve f(x) = y em [a, b]. Newton quando pode, bissecao quando deve."""
    fa = f(a) - y
    fb = f(b) - y
    if (fa < 0) == (fb < 0):
        raise ValueError('sem mudanca de sinal em [%g, %g]' % (a, b))
    x = a
    nn = nb = 0                                  # quantos passos de cada tipo
    for n in range(1, maxit + 1):
        d = df(x)
        xn = None
        if d != 0:                               # derivada nula: Newton nao serve
            cand = x - (f(x) - y) / d
            if a < cand < b:                     # saiu do intervalo: nao serve
                xn = cand
        if xn is None:
            xn = (a + b) / 2                     # rede de seguranca
            nb += 1
        else:
            nn += 1
        fn = f(xn) - y
        if (fn < 0) == (fa < 0):                 # aperta o intervalo
            a, fa = xn, fn
        else:
            b = xn
        if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
            return xn, nn, nb
        x = xn
    return x, nn, nb

y = -0.2                        # -1/e < y < 0: DOIS ramos
print('minimo de f em x = -1,  f(-1) = -1/e = %.12f' % (-1/e))
for nome, a, b in (('direito', -1 + 1e-9, 20), ('esquerdo', -10, -1 - 1e-9)):
    x, nn, nb = newton_seguro(y, a, b)
    print('ramo %-9s x = %.12f   f(x) = %.12f   Newton: %d   bissecao: %d'
          % (nome, x, f(x), nn, nb))

Para y = -0{,}2 obtêm-se x \approx -0{,}2592 e x \approx -2{,}5426 — duas imagens inversas do mesmo y, uma por ramo. Repara na contagem dos dois tipos de passo. No ramo direito são 19 de Newton e apenas 1 de bisseção: a partir de x = 9{,}5 a tangente faz o ponto descer cerca de uma unidade de cada vez — Newton só fica rápido quando já está perto. No ramo esquerdo é 6 e 6: ali x e^{x} é quase plano, a tangente é quase horizontal e atira o ponto para fora do intervalo — sem a rede de bisseção, o algoritmo fugia.

Análise Cinco perguntas críticas
  1. A bisseção ganha um bit de precisão por iteração: O(\log_{2}(1/\varepsilon)), cerca de 50 passos para 10^{-15}. Newton duplica o número de algarismos corretos de cada vez. Conta as iterações dos dois no mesmo problema e confirma a diferença.
  2. Porque é que o programa começa em -1 + 10^{-9} e não em -1? O que imprime df(-1)?
  3. Retira a rede de segurança (fica só Newton, sem bisseção) e arranca em x_0 = -0{,}999. Para onde vai o primeiro iterado? E porque é que o contador nb é tão alto no ramo esquerdo?
  4. O critério de paragem compara |x_{n+1} - x_n|, não |f(x_n) - y|. Dá um exemplo de função em que estes dois critérios discordam — um diz «cheguei» e o outro não.
  5. Este problema tem nome: a inversa de x e^{x} chama-se função W de Lambert, e os seus dois ramos são exatamente os dois que separaste. Onde é que a escolha do ramo tem de ser feita por quem escreve o programa, e não pelo programa?

3 · A mesma equação, duas escritas, dois destinos

Reconhecimento de padrõesConvergênciaOtimização algorítmicaCiclos infinitos

Enquadramento

A equação e^{-x} = x não se resolve com as regras da secção 3: não há como pôr o x de um lado só. Mas pode escrever-se como x = g(x) e iterar x_{n+1} = g(x_n) — o método do ponto fixo. Há duas escritas óbvias:

x = e^{-x} \qquad\text{ou}\qquad -x = \ln x \;\Longleftrightarrow\; x = -\ln x.

São algebricamente equivalentes. Numericamente, comportam-se ao contrário uma da outra.

O desafio. Se x^{*} é o ponto fixo, então perto dele a tangente descreve bem g e g(x_n) - g(x^{*}) \approx g'(x^{*})\,(x_n - x^{*}). Ou seja, o erro é multiplicado por |g'(x^{*})| em cada passo: menor do que 1 encolhe, maior do que 1 cresce. Aqui x^{*} \approx 0{,}567, e

|g_1'(x^{*})| = e^{-x^{*}} \approx 0{,}567 < 1, \qquad |g_2'(x^{*})| = \dfrac{1}{x^{*}} \approx 1{,}76 > 1.

Uma converge, a outra foge. Escreve um iterador que sobreviva às duas: tem de detetar a divergência (o valor explode, ou sai do domínio do logaritmo) e tem de ter um travão de iterações — sem ele, o segundo caso nunca termina.

from math import exp, log

# Equacao:  e^(-x) = x.  Nao se resolve com as regras da seccao 3.
def g1(x): return exp(-x)         # x = e^(-x)   ->  g1'(x) = -e^(-x)
def g2(x): return -log(x)         # x = -ln x    ->  g2'(x) = -1/x

def ponto_fixo(g, x0, eps=1e-13, maxit=300):
    """Iteracao x <- g(x). Devolve (raiz, iteracoes) ou (None, iteracoes)."""
    x = x0
    for n in range(1, maxit + 1):
        try:
            xn = g(x)
        except (ValueError, OverflowError):
            return None, n                       # saiu do dominio: divergiu
        if abs(xn) > 1e12:
            return None, n                       # explodiu: divergiu
        if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
            return xn, n
        x = xn
    return None, maxit                           # nao convergiu a tempo

def newton(x0, eps=1e-13, maxit=300):
    x = x0
    for n in range(1, maxit + 1):
        fx = x - exp(-x)
        d  = 1 + exp(-x)                         # f'(x) = 1 + e^(-x) > 0 sempre
        xn = x - fx / d
        if abs(xn - x) <= eps * (1 + abs(xn)):
            return xn, n
        x = xn
    return None, maxit

r1, n1 = ponto_fixo(g1, 0.5)
r2, n2 = ponto_fixo(g2, 0.5)
r3, n3 = newton(0.5)
print('x = e^(-x)  ->', r1, 'em', n1, 'iteracoes')
print('x = -ln x   ->', r2, 'em', n2, 'iteracoes')
print('Newton      ->', r3, 'em', n3, 'iteracoes')

# Porque? Porque o erro e' multiplicado por |g'(x*)| em cada passo.
x = r3
print('|g1\'(x*)| =', abs(-exp(-x)), ' < 1  -> converge')
print('|g2\'(x*)| =', abs(-1/x),     ' > 1  -> diverge')

A primeira escrita chega a 0{,}5671432904\ldots ao fim de umas dezenas de iterações; a segunda devolve None; Newton chega ao mesmo valor em quatro ou cinco. A diferença não está na equação — está na forma como a escrevemos.

Convergência linear e convergência quadrática. No ponto fixo o erro fica multiplicado por 0{,}567 por passo: para ganhar um algarismo decimal são precisos cerca de 4 passos, e para 12 algarismos cerca de 48. Em Newton o erro passa a ser aproximadamente proporcional ao quadrado do erro anterior: 10^{-2} \to 10^{-4} \to 10^{-8} \to 10^{-16}. É a diferença entre O(\log(1/\varepsilon)) e O(\log\log(1/\varepsilon)) iterações.

Análise Cinco perguntas críticas
  1. Imprime |x_{n+1} - x^{*}| em cada passo da primeira iteração e calcula o quociente entre erros consecutivos. Aproxima-se de 0{,}567? Porquê?
  2. Faz o mesmo com Newton. O quociente |e_{n+1}|/|e_n|^{2} estabiliza — em que valor?
  3. A segunda escrita diverge a partir de x_0 = 0{,}5. Existe algum x_0 a partir do qual ela convirja? (Cuidado: o ponto fixo é o mesmo. O que muda?)
  4. O travão maxit é o que separa um programa de um bloqueio. Que outra condição de paragem acrescentarias para detetar cedo que a sucessão está a afastar-se, em vez de esperar pelas 300 iterações?
  5. Aceleração de Aitken. Com três iterados consecutivos, \tilde{x} = x_0 - \dfrac{(x_1 - x_0)^{2}}{x_2 - 2x_1 + x_0} costuma estar muito mais perto de x^{*} do que x_2. Implementa-o sobre a primeira iteração e conta quantas iterações poupas. Que caso de fronteira tens de tratar no denominador?
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Teste rápido

Dez questões de resposta imediata, com correção e explicação. Serve para verificares se podes avançar — ou se convém voltar atrás.

Pergunta 1 de 10
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Formulário essencial e referências

Tudo o que precisas de ter na cabeça (ou à mão) para um exame — numa página.

Potências

a^{x}a^{y} = a^{x+y} \hspace{1em} \dfrac{a^{x}}{a^{y}} = a^{x-y} \left(a^{x}\right)^{y} = a^{xy} \hspace{1em} a^{-x} = \dfrac{1}{a^{x}}

a^{p/q} = \sqrt[q]{a^{p}}, com a > 0

Função exponencial

f(x) = a^{x}, a > 0, a \neq 1. D = \mathbb{R}, D' = \mathbb{R}^{+}.

Passa em (0,\,1); assíntota y = 0; sem zeros; injetiva.

Crescente se a > 1; decrescente se 0 < a < 1.

Equações e inequações

a^{u} = a^{v} \iff u = v

a > 1: a^{u} < a^{v} \iff u < v

0 < a < 1: a^{u} < a^{v} \iff u > v

Definição de logaritmo

\log_{a} x = y \iff a^{y} = x \quad (x > 0)

\log_{a} 1 = 0 · \log_{a} a = 1

a^{\log_{a} x} = x · \log_{a}\left(a^{y}\right) = y

Propriedades operatórias

\log_{a}(xy) = \log_{a} x + \log_{a} y \log_{a}\dfrac{x}{y} = \log_{a} x - \log_{a} y \log_{a}\left(x^{p}\right) = p\log_{a} x

válidas para x, y > 0

Mudança de base

\log_{a} x = \dfrac{\log_{b} x}{\log_{b} a} = \dfrac{\ln x}{\ln a}

\log_{a} b = \dfrac{1}{\log_{b} a} · a^{x} = e^{x\ln a}

Função logarítmica

f(x) = \log_{a} x. D = \mathbb{R}^{+}, D' = \mathbb{R}.

Zero em x = 1; assíntota x = 0; injetiva.

Inversa de x \mapsto a^{x}: gráficos simétricos em relação a y = x.

Função inversa e composta

f(x) = y \iff f^{-1}(y) = x

D_{f^{-1}} = D'_{f} e D'_{f^{-1}} = D_{f}

(g \circ f)(x) = g\left(f(x)\right)

D_{g \circ f} = \left\{x \in D_{f} : f(x) \in D_{g}\right\}

Modelos

Exponencial: N(t) = N_{0}\,a^{t} = N_{0}\,e^{kt}, com a = e^{k}.

Semivida / duplicação: T = \dfrac{\ln 2}{|k|}

Newton: T(t) = T_{a} + (T_{0}-T_{a})e^{-kt}

Logístico: N(t) = \dfrac{C}{1+k\,e^{-\lambda t}}

Escalas logarítmicas

pH: \mathrm{pH} = -\log x

Decibéis: N = 10\log\left(10^{12}I\right) = 120 + 10\log I

Richter: M = 0{,}67\log E - 3{,}25

Derivadas · regras do 11.º ano

(k)' = 0 \hspace{1em} \left(x^{n}\right)' = n\,x^{n-1} \hspace{1em} (k\,u)' = k\,u' (u \pm v)' = u' \pm v' \hspace{1em} (uv)' = u'v + uv' \left(\dfrac{u}{v}\right)' = \dfrac{u'v - uv'}{v^{2}} \hspace{1em} \left(u^{n}\right)' = n\,u^{n-1}u'

Tangente em x = a: y = f'(a)(x-a) + f(a)

Forma reduzida: y = mx + b, com m = f'(a) e b = f(a) - a\,f'(a)

Monotonia e extremos

f' > 0 num intervalo \Rightarrow f estritamente crescente nesse intervalo

f' < 0 num intervalo \Rightarrow f estritamente decrescente nesse intervalo

Fermat: extremo em x_{0} interior, com derivada \Rightarrow f'(x_{0}) = 0

Classificar: + \to - máximo · - \to + mínimo · sem mudança de sinal, não há extremo

Derivadas · funções de referência

\left(x^{\alpha}\right)' = \alpha x^{\alpha-1} \hspace{1em} \left(e^{x}\right)' = e^{x} \left(a^{x}\right)' = a^{x}\ln a \hspace{1em} \left(\ln x\right)' = \dfrac{1}{x} \left(\log_{a} x\right)' = \dfrac{1}{x\ln a} \left(\operatorname{sen} x\right)' = \cos x \hspace{1em} \left(\cos x\right)' = -\operatorname{sen} x \left(\operatorname{tg} x\right)' = \dfrac{1}{\cos^{2} x}

Derivadas · regra da cadeia

\left(f \circ g\right)' = \left(f' \circ g\right) \times g' \left(e^{u}\right)' = u'e^{u} \hspace{1em} \left(\ln u\right)' = \dfrac{u'}{u} \left(a^{u}\right)' = u'a^{u}\ln a \hspace{1em} \left(u^{\alpha}\right)' = \alpha u^{\alpha-1}u' \left(\operatorname{sen} u\right)' = u'\cos u \hspace{1em} \left(\cos u\right)' = -u'\operatorname{sen} u \left(\operatorname{tg} u\right)' = \dfrac{u'}{\cos^{2} u}

Referências

  • Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano. Ministério da Educação / DGE, janeiro de 2023.
  • Ministério da Educação. Brochura Funções, 12.º ano. Departamento do Ensino Secundário.
  • Maor, E. (1994). e: The Story of a Number. Princeton University Press.
  • Trocado, A. Matemática A — Exames Nacionais. alexandretrocado.com/mat_a
  • Enunciados de Provas Nacionais e Testes Intermédios compilados em mat.absolutamente.net.
  • Emulador da calculadora gráfica NumWorks, versão web oficial: numworks.com.
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Banco de exercícios · Exame Nacional

Todos os itens são enunciados originais de Provas Nacionais e de Testes Intermédios, com a prova e o ano indicados, do mais recente para o mais antigo. Estão arrumados por tema, na ordem em que os temas aparecem no capítulo, e cada bloco tem os seus próprios filtros. Cada item traz sugestão, para desbloquear, e resolução passo a passo. Marca os que já resolveste — o progresso fica guardado neste dispositivo.

Exercícios de Exame · Exponenciais e logaritmos

Os 121 itens de Provas Nacionais e de Testes Intermédios sobre funções exponenciais e logarítmicas, do mais recente para o mais antigo. Cobrem tudo o que foi tratado da secção 1 à secção 10 — só ficam de fora os que precisam de derivadas, que vêm nos blocos seguintes.

Item 1 construçãoExame 1997 · 2.ª Fase

A atividade R de uma substância radioativa é dada por R(t) = A\,e^{-Bt}, em que A e B são constantes reais positivas e t é o tempo, em horas, com t \geq 0.

a) Mostra que o tempo necessário para que a atividade passe do valor inicial a metade é \dfrac{\ln 2}{B}.b) Sabendo que a atividade inicial de uma substância é 28 unidades e que R(1) = 26, determina A e B.

Item 2 escolha múltiplaExame 1998 · Prova modelo

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \ln(3x).

Qual dos seguintes pontos pertence ao gráfico de f?

  • (A)(e,\, \ln 3)
  • (B)(e,\, 1+\ln 3)
  • (C)(e,\, e+\ln 3)
  • (D)(e,\, e\ln 3)
Item 3 construçãoExame 1998 · Prova modelo

Um fio está suspenso entre dois postes distanciados 30 metros. A distância ao solo, em metros, do ponto do fio situado x metros à direita do primeiro poste é

f(x) = 5\left(e^{1-0{,}1x} + e^{0{,}1x-1}\right), \qquad x \in [0,\,30].

Determina a diferença de altura dos dois postes, na forma de dízima com aproximação às décimas.

Item 4 construçãoExame 1998 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \log_{2}\left(8x^{2}\right) - \log_{2} x.

a) Mostra que f(x) = 3 + \log_{2} x, para qualquer x \in \mathbb{R}^{+}.b) Determina a abcissa do ponto de interseção do gráfico de f com a reta de equação y = 8.

Item 5 construçãoExame 1998 · 2.ª Fase

A magnitude M de um sismo e a energia total E libertada, em joule, relacionam-se por

\log_{10} E = 5{,}24 + 1{,}44M.

a) Estimou-se que o terramoto de Lisboa de 1755 teve magnitude 8{,}6. Mostra que a energia libertada foi aproximadamente 4{,}2 \times 10^{17} joule.b) A ponte Vasco da Gama foi concebida para resistir a um sismo cuja energia libertada seja cinco vezes a do terramoto de 1755. Qual é a magnitude de um sismo desses? Apresenta o resultado arredondado às décimas.

Item 6 construçãoExame 1998 · Prova para militares

Um paraquedista salta de um helicóptero. A distância ao solo, em metros, t segundos após a abertura do paraquedas, é

d(t) = 840 - 6t + 25\,e^{-1{,}7t}.

Sabendo que, no momento em que salta, o helicóptero está a 1500 metros do solo, determina a distância percorrida em queda livre pelo paraquedista.

Item 7 escolha múltiplaExame 1999 · Prova modelo

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por g(x) = \log_{2}\left(2\sqrt[3]{x}\right).

Qual das expressões seguintes também pode definir g?

  • (A)2+\log_{2}\left(\sqrt[3]{x}\right)
  • (B)2\log_{2}\left(\sqrt[3]{x}\right)
  • (C)\dfrac{3+\log_{2} x}{3}
  • (D)\dfrac{1+\log_{2} x}{2}
Item 8 escolha múltiplaExame 2000 · Prova modelo

Sejam a, b e c três números reais tais que \log_{a} b = c.

Qual é o valor de \log_{a}(ab)?

  • (A)1+c
  • (B)a+c
  • (C)ac
  • (D)a+bc
Item 9 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \log_{8} x. Seja P o ponto do gráfico de f que tem ordenada \dfrac{1}{3}.

Qual é a abcissa do ponto P?

  • (A)\dfrac{8}{3}
  • (B)1
  • (C)\ln\dfrac{8}{3}
  • (D)2
Item 10 construçãoExame 2000 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}\setminus\{1\}, definida por f(x) = \dfrac{e^{x}}{x-1}.

Resolve a equação \ln\left[f(x)\right] = x, recorrendo exclusivamente a processos analíticos.

Item 11 construçãoExame 2000 · 2.ª Fase

A pressão atmosférica P, em quilopascal, à altitude h, em quilómetros, é P(h) = 101\,e^{-0{,}12h}.

a) O cume da montanha do Pico está a 2350 metros de altitude. Qual é a pressão atmosférica nesse local? Apresenta o resultado em quilopascal, arredondado às unidades.b) Determina x tal que, para qualquer h, P(h+x) = \dfrac{1}{2}P(h). Apresenta o resultado arredondado às décimas e interpreta-o.

Item 12 escolha múltiplaExame 2000 · Prova para militares

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = e^{x+a}, com a real. O gráfico de f interseta o eixo Oy no ponto de ordenada 2.

Qual é o valor de a?

  • (A)\ln 2
  • (B)2
  • (C)e^{2}
  • (D)e+\ln 2
Item 13 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Qual das expressões seguintes é, para qualquer número real positivo a, igual a e^{2\ln a}?

  • (A)2a
  • (B)2+a
  • (C)2^{a}
  • (D)a^{2}
Item 14 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

Considera as funções f e g, de domínio \mathbb{R}, definidas por f(x) = 2^{x} e g(x) = 3^{x}.

Qual é o conjunto-solução da inequação f(x) > g(x)?

  • (A)Conjunto vazio
  • (B)\mathbb{R}^{-}
  • (C)\mathbb{R}^{+}
  • (D)\mathbb{R}
Item 15 construçãoExame 2001 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

A altura A, em metros, de uma criança do sexo masculino pode ser expressa em função do peso p, em quilogramas, por

A(p) = -0{,}52 + 0{,}55\ln p.

a) O Ricardo tem 1{,}4 m de altura. Qual será o seu peso, em quilogramas, arredondado às unidades?b) Verifica que A(2p) - A(p) é constante, determina um valor aproximado dessa constante (com duas casas decimais) e interpreta-o.

Item 16 construçãoExame 2001 · 2.ª Fase

Um petroleiro encalhou e começou a derramar crude. Às t horas do dia seguinte ao acidente, a área de crude espalhado, em \mathrm{km}^{2}, é

A(t) = 16\,e^{0{,}1t}, \qquad t \in [0,\,24].

a) Verifica que \dfrac{A(t+1)}{A(t)} é constante, determina um valor aproximado dessa constante (arredondado às décimas) e interpreta-o.b) A mancha é circular, com centro no local do encalhe, a sete quilómetros da costa. Determina a que horas do dia seguinte a mancha atinge a costa. Apresenta o resultado em horas e minutos.

Item 17 escolha múltiplaExame 2001 · Época especial

Considera a equação 3y = \log_{2} x, com x > 0.

Qual das seguintes condições é equivalente a esta equação?

  • (A)x = 8^{y}
  • (B)x = 3y^{2}
  • (C)y = 9x
  • (D)y = \left(\dfrac{x}{3}\right)^{2}
Item 18 construçãoExame 2001 · Prova para militares

Um pudim foi colocado a arrefecer na bancada e, uma hora depois, no frigorífico. A sua temperatura, em graus centígrados, t minutos depois de ter sido colocado na bancada, é

f(t) = \begin{cases} 20 + 80 \times 2^{-0{,}05t} & \text{se } 0 \leq t < 60 \\[6pt] 6 + 24 \times 2^{-0{,}05(t-60)} & \text{se } t \geq 60 \end{cases}

Quanto tempo deverá o pudim estar no frigorífico para que a sua temperatura seja de doze graus? Apresenta o resultado em minutos, usando métodos exclusivamente analíticos.

Item 19 construçãoExame 2002 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Doses iguais de um antibiótico foram administradas à Ana e ao Carlos. Durante as doze primeiras horas, as concentrações no sangue, em mg por litro, são

A(t) = 4t^{3}e^{-t} \qquad \text{e} \qquad C(t) = 2t^{3}e^{-0{,}7t}, \qquad t \in [0,\,12].

a) Determina a concentração no sangue da Ana quinze minutos depois da toma. Apresenta o resultado arredondado às centésimas.b) No instante da toma as concentrações são iguais (ambas nulas). Determina, analiticamente, quanto tempo depois voltam a ser iguais. Apresenta o resultado em horas e minutos.

Item 20 construçãoExame 2002 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

O nível de intensidade N de um som, em decibéis, relaciona-se com a intensidade I, em watt por metro quadrado, por N = 10\log_{10}\left(10^{12}I\right), com I > 0.

a) Verifica que N = 120 + 10\log_{10} I.b) O ruído de um avião a jato, ouvido de uma varanda do aeroporto, é de 140 decibéis. Determina a intensidade desse som, em watt por metro quadrado.

Item 21 construçãoExame 2002 · 2.ª Fase

Considera as funções f e g, de domínio \mathbb{R}, definidas por

f(x) = \dfrac{1}{3} + 2e^{1-x} \qquad \text{e} \qquad g(x) = 2\operatorname{sen} x - \cos x.

Utilizando métodos exclusivamente analíticos, resolve a equação f(x) = g(\pi), apresentando a solução na forma \ln(ke), com k real positivo.

Item 22 escolha múltiplaExame 2002 · Prova para militares

Sejam a e b dois números reais positivos.

Qual das seguintes igualdades é equivalente a \ln a = -\ln b?

  • (A)a+b = 1
  • (B)\dfrac{a}{b} = 1
  • (C)a \times b = 1
  • (D)a-b = 1
Item 23 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Num laboratório, um purificador de ar foi ligado às zero horas. O nível de poluição, em mg/l de ar, às t horas desse dia, é

P(t) = 1 - \dfrac{\ln(t+1)}{t+1}, \qquad t \in [0,\,24].

Qual é o nível de poluição à uma hora e trinta minutos da tarde? Apresenta o resultado arredondado às décimas.

Item 24 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

Uma rampa foi construída entre duas paredes, A e B, distanciadas 10 metros. A altura da rampa, em metros, no ponto situado a x metros à direita da parede A, é

h(x) = 15 - 4\ln\left(-x^{2}+10x+11\right).

a) Determina a altura da parede A, arredondada às décimas de metro.b) Mostra, analiticamente, que h(5-x) = h(5+x) e interpreta a igualdade no contexto.

Item 25 escolha múltiplaExame 2003 · 2.ª Fase

Seja g uma função de domínio A, definida por g(x) = \ln\left(1-x^{2}\right).

Qual dos seguintes poderá ser o conjunto A?

  • (A)\left]-e+1,\, e-1\right[
  • (B)\left]-1,\,1\right[
  • (C)\left]0,\,+\infty\right[
  • (D)\left]-\infty,\,1\right[
Item 26 construçãoExame 2003 · 2.ª Fase

A população de Portugal Continental, em milhões de habitantes, é dada aproximadamente por

p(t) = 3{,}5 + \dfrac{6{,}8}{1+12{,}8\,e^{-0{,}036t}},

em que t é medido em anos e t = 0 corresponde ao início de 1864.

a) Qual foi a população no final de 2003, segundo este modelo? Apresenta o resultado em milhões de habitantes, arredondado às décimas.b) Em que ano a população foi de 3{,}7 milhões de habitantes? Resolve sem recorrer à calculadora, a não ser para cálculos numéricos.

Item 27 escolha múltiplaExame 2003 · Prova para militares

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = a + b\,e^{x}. Sabe-se que a reta de equação y = -1 é assíntota do gráfico de f e que o gráfico interseta o eixo Oy no ponto de ordenada 1.

Quais são os valores de a e de b?

  • (A)a = -1 e b = 2
  • (B)a = -1 e b = 1
  • (C)a = 1 e b = -1
  • (D)a = 1 e b = -2
Item 28 escolha múltiplaExame 2004 · 1.ª Fase

Sabe-se que \log_{2} a = \dfrac{1}{5}.

Qual é o valor de \log_{2}\dfrac{a^{5}}{8}?

  • (A)-1
  • (B)-2
  • (C)-3
  • (D)-4
Item 29 escolha múltiplaExame 2004 · 2.ª Fase

Qual é o valor de p para o qual se verifica a igualdade \log_{p} 16 = 4?

  • (A)-4
  • (B)4
  • (C)2
  • (D)\sqrt{2}
Item 30 escolha múltiplaExame 2004 · Época especial

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \log_{3} x. Considera o triângulo [PQR], em que P e Q pertencem ao gráfico de f e têm abcissas a e 9a, respetivamente (a > 0), e R pertence ao eixo Oy e tem a mesma ordenada que Q.

Qual das expressões seguintes dá a área do triângulo [PQR]?

  • (A)9a^{2}
  • (B)9a
  • (C)\dfrac{9a^{2}}{2}
  • (D)\dfrac{9a+1}{2}
Item 31 escolha múltiplaExame 2005 · 1.ª Fase

Seja f a função, definida em \left]-1,\,+\infty\right[, por f(x) = \log_{2}(x+1). Considera o triângulo retângulo [ABO], em que O é a origem, A é o ponto do gráfico de f de abcissa 3 e B pertence ao eixo Oy e tem a mesma ordenada que A.

Qual é a área do triângulo [ABO]?

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)4
Item 32 construçãoExame 2005 · 1.ª Fase

O número de elementos de uma população de aves, t anos após o início de 1970, é

P(t) = 5{,}2 \times 10^{7} \times e^{(N-M)t}, \qquad t \geq 0,

em que N é a taxa de natalidade e M a de mortalidade.

No início de 2000 a população era metade da de 1970. Sabendo que N = 7{,}56, determina M, arredondado às centésimas, sem recorrer à calculadora a não ser para cálculos numéricos.

Item 33 construçãoExame 2005 · 2.ª Fase

Seja h a função definida em [0,\,a] por h(x) = 2x + 10\ln(1-0{,}1x), em que h(x) é a distância ao solo, em metros, de uma bola de futebol cuja projeção no solo está a x metros do local do pontapé.

Sem utilizar a calculadora, mostra que a taxa média de variação de h no intervalo [1,\,3] é \ln\left[e^{2}\left(\dfrac{7}{9}\right)^{5}\right].

Item 34 construçãoExame 2005 · Época especial

O tempo t, em anos, que um planeta demora a dar uma volta completa ao Sol relaciona-se com a distância média d ao Sol, em milhões de quilómetros, por

2\ln t = k + 3\ln d,

em que k é uma constante real.

a) A distância média de Urano ao Sol é aproximadamente o dobro da de Saturno, e Urano demora cerca de 84 anos. Determina quanto tempo demora Saturno, em anos, arredondado às décimas.b) Sabendo que a distância média da Terra ao Sol é 149{,}6 milhões de quilómetros, determina k, arredondado às unidades.

Item 35 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 17.03.2006

Qual é o número real que é solução da equação e^{x-2} = \dfrac{1}{\sqrt{e}}?

  • (A)\dfrac{1}{2}
  • (B)\dfrac{3}{2}
  • (C)\dfrac{5}{2}
  • (D)\dfrac{7}{2}
Item 36 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 17.03.2006

Qual é o conjunto dos números reais que são soluções da inequação \log_{3}(1-x) \leq 1?

  • (A)\left[-2,\,1\right[
  • (B)\left[-1,\,2\right[
  • (C)\left]-\infty,\,-2\right]
  • (D)\left[2,\,+\infty\right[
Item 37 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 17.03.2006

Sejam f(x) = e^{x}, de domínio \mathbb{R}, e g(x) = \ln x, de domínio \mathbb{R}^{+}. Seja A a interseção do gráfico de f com Oy e B a interseção do gráfico de g com Ox. Considera o triângulo [CDE], em que C pertence a Oy, D ao gráfico de f, E ao gráfico de g, a reta BD é paralela a Oy, a reta CE é paralela a Ox e \overline{AC} = \overline{OA}.

Qual é a área do triângulo [CDE]?

  • (A)\dfrac{(e-1)\ln 2}{2}
  • (B)\dfrac{\left(e^{2}-1\right)\ln 2}{2}
  • (C)\dfrac{e(e-2)}{2}
  • (D)\dfrac{e^{2}(e-2)}{2}
Item 38 construçãoTeste Intermédio 12.º · 17.03.2006

Um estudo concluiu que a quantidade de azeite vendida num mês depende do preço de venda ao público segundo V(x) = e^{14-x}, em que x é o preço, em euros, de um litro, e V(x) a quantidade vendida, em litros.

Sabendo que cada litro vendido acarreta uma despesa total de 3 euros, justifica que o lucro mensal, em euros, é L(x) = (x-3)e^{14-x}.

Item 39 construçãoTeste Intermédio 12.º · 17.03.2006

Considera a função f, de domínio \left]0,\,+\infty\right[, definida por f(x) = \dfrac{1-\ln x}{x}.

Sem recorrer à calculadora, mostra que f\left(\dfrac{1}{2}\right) = \ln\left(4e^{2}\right).

Item 40 escolha múltiplaExame 2006 · 1.ª Fase

Seja h a função, de domínio \mathbb{R}, definida por h(x) = \dfrac{\ln\left(\sqrt{e^{x}}\right)}{2}.

Qual das seguintes expressões pode também definir h?

  • (A)\sqrt{x}
  • (B)\dfrac{x}{2}
  • (C)\dfrac{x}{4}
  • (D)\dfrac{\sqrt{x}}{2}
Item 41 construçãoExame 2006 · 1.ª Fase

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = e^{-x}. Considera o triângulo isósceles [OPQ], com \overline{PO} = \overline{PQ}, em que O é a origem, P é um ponto do gráfico de f no primeiro quadrante e Q pertence ao eixo das abcissas. Seja A a função que faz corresponder à abcissa x de P a área do triângulo [OPQ].

Mostra que, para cada x \in \mathbb{R}^{+}, se tem A(x) = x\,e^{-x}.

Item 42 escolha múltiplaExame 2006 · 2.ª Fase

Sejam a e b dois números reais positivos e seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = a^{x}+b. Sabe-se que os pontos (0,\,2) e (1,\,3) pertencem ao gráfico de f.

Quais são os valores de a e de b?

  • (A)a = 2 e b = 1
  • (B)a = 2 e b = 3
  • (C)a = 3 e b = 2
  • (D)a = 3 e b = 1
Item 43 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 15.03.2007

Qual é o conjunto dos números reais que são soluções da inequação e^{-x} > \dfrac{1}{e}?

  • (A)\left]-\infty,\,-1\right[
  • (B)\left]-\infty,\,1\right[
  • (C)\left]-1,\,+\infty\right[
  • (D)\left]1,\,+\infty\right[
Item 44 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 15.03.2007

Seja a um número real maior do que 1.

Qual é o valor de \log_{a}\left(a \times \sqrt[3]{a}\right)?

  • (A)\dfrac{5}{4}
  • (B)\dfrac{4}{3}
  • (C)\dfrac{5}{3}
  • (D)\dfrac{3}{2}
Item 45 construçãoTeste Intermédio 12.º · 15.03.2007

A acidez de uma solução é medida pelo pH, dado por \mathrm{pH} = -\log x, em que x é a concentração de iões \mathrm{H_{3}O^{+}}, em mol/dm³.

a) O pH do sangue arterial humano é 7{,}4. Qual é a concentração de iões? Escreve o resultado na forma a \times 10^{b}, com b inteiro e 1 < a < 10, com a arredondado às unidades.b) A concentração de iões no café é tripla da do leite. Qual é a diferença entre o pH do leite e o pH do café? Apresenta o resultado arredondado às décimas.

Item 46 construçãoTeste Intermédio 12.º · 15.03.2007

Seja c um número real maior do que 1 e seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = e^{x} - c. Sejam A o ponto de interseção do gráfico de f com o eixo Ox e B o ponto de interseção com o eixo Oy.

Mostra que, se o declive da reta AB é c-1, então c = e.

Item 47 escolha múltiplaExame 2007 · 1.ª Fase

Sabendo que \ln x - \ln\left(e^{\frac{1}{3}}\right) > 0, qual dos seguintes é um valor possível para x?

  • (A)0
  • (B)-1
  • (C)1
  • (D)2
Item 48 construçãoExame 2007 · 1.ª Fase

A intensidade da luz solar a x metros abaixo da superfície da água é I(x) = a\,e^{-bx}, com x \geq 0 e a, b constantes positivas.

Medições no Atlântico mostraram que, a 20 metros de profundidade, a intensidade era metade da intensidade à superfície. Determina b, arredondado às centésimas.

Item 49 construçãoExame 2007 · 2.ª Fase

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}\setminus\{0\}, definida por f(x) = 1 - \ln\left(x^{2}\right).

Determina, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, os pontos de interseção do gráfico de f com o eixo Ox.

Item 50 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 17.01.2008

De um número real x sabe-se que \log_{5} x = \pi - 1.

Qual é o valor de 5x?

  • (A)25^{\pi-1}
  • (B)5^{\pi-1}
  • (C)5^{\pi}
  • (D)5(\pi-1)^{5}
Item 51 construçãoTeste Intermédio 12.º · 17.01.2008

Uma população evolui segundo P(t) = a\,e^{kt}, com t \geq 0 em dias, a > 0 o número inicial de indivíduos e k constante real.

a) Seja r um número real positivo. Ao fim de n dias, o número de indivíduos é r vezes o inicial. Mostra que k = \dfrac{\ln r}{n}.b) Numa cultura, uma estirpe passou de 500 para 250 indivíduos em 1 dia, e outra de 500 para 1000 em 6 dias. Determina as constantes k_{A} e k_{B}, com quatro casas decimais.

Item 52 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 29.04.2008

Seja a um número real maior do que 1.

Qual das expressões seguintes é igual a \log_{a} 3 + 2\log_{a} 5?

  • (A)\log_{a} 30
  • (B)\log_{a} 40
  • (C)\log_{a} 75
  • (D)\log_{a} 100
Item 53 construçãoTeste Intermédio 12.º · 29.04.2008

Num lago sem peixes introduziram-se alguns peixes. t anos depois, o número de peixes é

f(t) = \dfrac{2000}{1+k\,e^{-0{,}13t}}, \qquad k \in \mathbb{R}.

a) Determina k, supondo que foram introduzidos 100 peixes.b) Admite k = 24. Ao fim de quantos anos o número de peixes atinge o meio milhar? Apresenta o resultado arredondado às unidades.

Item 54 escolha múltiplaExame 2008 · 1.ª Fase

Seja a um número real maior do que 1.

Qual dos valores seguintes é igual a 2\log_{a}\left(a^{\frac{1}{3}}\right)?

  • (A)-\dfrac{2}{3}
  • (B)-\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{2}{3}
Item 55 construçãoExame 2008 · 1.ª Fase

Um grupo de amigos formou uma associação desportiva. t dias depois, o número de sócios é

N(t) = \dfrac{2000}{1+199\,e^{-0{,}01t}}, \qquad t \geq 0.

Ao fim de quantos dias se comemorou a inscrição do sócio número 1000? Resolve usando métodos analíticos.

Item 56 escolha múltiplaExame 2008 · 2.ª Fase

Sabe-se que o ponto P(1,\,3) pertence ao gráfico da função f(x) = 2^{ax} - 1, com a \in \mathbb{R}.

Qual é o valor de a?

  • (A)2
  • (B)1
  • (C)0
  • (D)-2
Item 57 construçãoExame 2008 · 2.ª Fase

A massa de uma amostra radioativa, em gramas, ao fim de t horas, é M(t) = 15\,e^{-0{,}02t}, com t \geq 0.

Ao fim de quanto tempo se reduz a metade a massa inicial? Apresenta o resultado em horas e minutos, arredondados às unidades, usando métodos analíticos.

Item 58 escolha múltiplaExame 2008 · Época especial

Para todo o x \in \mathbb{R}, qual das expressões seguintes é equivalente a x \times \ln\left(e^{e}\right)?

  • (A)e^{x}
  • (B)ex
  • (C)e\,e^{x}
  • (D)x+e
Item 59 construçãoExame 2008 · Época especial

Aqueceu-se água num local onde a temperatura ambiente é 25^{\circ}\mathrm{C}. O arrefecimento segue a lei de Newton:

T(t) = 25 + 48\,e^{-0{,}05t},

com T(t) em graus Celsius e t em minutos após o início do arrefecimento.

Determina, recorrendo exclusivamente a métodos analíticos, ao fim de quanto tempo a temperatura atinge 36^{\circ}\mathrm{C}. Apresenta o resultado em minutos e segundos, arredondados às unidades.

Item 60 construçãoTeste Intermédio 12.º · 11.03.2009

A massa de uma substância radioativa, em gramas, varia segundo m(t) = a\,e^{bt}, com t em milénios.

a) Num fóssil, a massa de carbono-14 mil anos depois de um instante inicial era 2{,}91 g e dois mil anos depois era 2{,}58 g. Determina b e a massa inicial a, arredondados às centésimas.b) Para o rádio-226 tem-se b = -0{,}43. Verifica que \dfrac{m(t+1{,}6)}{m(t)} é constante, determina o seu valor arredondado às décimas e interpreta-o.

Item 61 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 27.05.2009

Sejam a, x e y três números reais tais que \log_{a} x = 1 + 5\log_{a} y.

Qual das igualdades seguintes é necessariamente verdadeira?

  • (A)x = a\,y^{5}
  • (B)x = 5ay
  • (C)x = 5y
  • (D)x = y^{5}
Item 62 escolha múltiplaExame 2009 · 1.ª Fase

Seja x um número real positivo.

Qual das expressões seguintes é igual a e^{4\ln x} - 10^{2\log x}?

  • (A)\ln\left(x^{4}\right) - \log\left(x^{2}\right)
  • (B)x^{4}+x^{2}
  • (C)x^{4}-x^{2}
  • (D)\dfrac{\ln\left(x^{4}\right)}{\log\left(x^{2}\right)}
Item 63 escolha múltiplaExame 2009 · 2.ª Fase

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = e^{x+1}.

Qual dos pontos seguintes pertence ao gráfico de f?

  • (A)(-1,\,0)
  • (B)(\ln 2,\, 2e)
  • (C)(\ln 5,\, 6)
  • (D)(-2,\, e)
Item 64 construçãoExame 2009 · 2.ª Fase

Numa zona de cultivo, a área afetada por uma doença, em hectares, é dada por

A(t) = 2 - t + 5\ln(t+1), \qquad 0 \leq t < 16,

com t em semanas após a deteção. Quando a doença foi detetada já uma parte estava afetada. Passada uma semana, a área aumentou. De quanto foi esse aumento? Apresenta o resultado em hectares, arredondado às centésimas, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.

Item 65 escolha múltiplaExame 2009 · Época especial

Sejam a e b dois números reais superiores a 1 e tais que b = a^{2}.

Qual dos valores seguintes é igual a 1 + \log_{b} a?

  • (A)\dfrac{2}{3}
  • (B)\dfrac{3}{4}
  • (C)\dfrac{4}{3}
  • (D)\dfrac{3}{2}
Item 66 escolha múltiplaExame 2009 · Época especial

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = e^{x}. Um ponto P desloca-se sobre o semieixo positivo das abcissas e A é o ponto do gráfico de f com a mesma abcissa que P. Para cada posição de P fica definido o triângulo [OAP].

Qual das expressões seguintes representa, em função de x, a área do triângulo [OAP]?

  • (A)x\,e^{x}
  • (B)\dfrac{x\,e^{x}}{2}
  • (C)\dfrac{x+e^{x}}{2}
  • (D)e^{x}
Item 67 construçãoExame 2009 · Época especial

A magnitude M de um sismo, na escala de Richter, é dada por M = 0{,}67\log E - 3{,}25, sendo E a energia libertada, em joule.

a) Sejam E_{1} e E_{2} as energias de dois sismos de magnitudes M_{1} e M_{2}. Determina \dfrac{E_{1}}{E_{2}}, com aproximação às unidades, sabendo que M_{1}-M_{2} = 1, e interpreta o valor obtido.b) O sismo dos Açores de 1 de abril de 2009 teve magnitude 4{,}7. Qual foi a energia libertada? Escreve o resultado em notação científica, com a arredondado às unidades.

Item 68 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 15.03.2010

Qual é o valor de \log_{5}\dfrac{5^{1000}}{25}?

  • (A)40
  • (B)500
  • (C)975
  • (D)998
Item 69 construçãoTeste Intermédio 12.º · 15.03.2010

Numa região, o número, em milhares, de coelhos existentes t semanas após a deteção de uma doença é

f(t) = \dfrac{k}{3-2e^{-0{,}13t}}, \qquad k > 0.

a) Supõe k = 10. Ao fim de quantos dias o número de coelhos é igual a 9000?b) Admite agora que k é desconhecido. Sabe-se que, durante a primeira semana, morreram dois mil coelhos e não nasceu nenhum. Determina k, arredondado às décimas.

Item 70 construçãoTeste Intermédio 12.º · 19.05.2010

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = 3 + 4x^{2}e^{-x}. Seja g a função, de domínio \mathbb{R}\setminus\{0\}, definida por

g(x) = x + \ln\left[f(x)-3\right].

Determina, usando exclusivamente métodos analíticos, os zeros da função g.

Item 71 escolha múltiplaExame 2010 · 1.ª Fase

Seja g a função, de domínio \left]-2,\,+\infty\right[, definida por g(x) = \ln(x+2). Considera, num referencial o.n. xOy, o triângulo [OAB] em que O é a origem, A é um ponto de ordenada 5 do eixo Oy e B é o ponto de interseção do gráfico de g com o eixo Ox.

Qual é a área do triângulo [OAB]?

  • (A)\dfrac{5}{2}
  • (B)-\dfrac{1}{2}
  • (C)\dfrac{5\ln 2}{2}
  • (D)-\dfrac{\ln 2}{2}
Item 72 construçãoExame 2010 · 1.ª Fase

Colocaram-se à venda os bilhetes de um espetáculo. t horas após o início da venda, o número de bilhetes vendidos, em centenas, é

N(t) = 8\log_{4}\left((3t+1)^{3}\right) - 8\log_{4}(3t+1), \qquad t \in [0,\,5].

a) Mostra que N(t) = 16\log_{4}(3t+1), para qualquer t \in [0,\,5].b) Determina quanto tempo foi necessário para vender 2400 bilhetes. Apresenta o resultado em horas e minutos.

Item 73 escolha múltiplaExame 2010 · Época especial

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}^{-}, definida por f(x) = \ln(-3x).

Qual é a solução da equação f(x) = 2?

  • (A)\dfrac{1}{2}e^{3}
  • (B)-\dfrac{1}{2}e^{3}
  • (C)-\dfrac{1}{3}e^{2}
  • (D)\dfrac{1}{3}e^{2}
Item 74 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 19.01.2011

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \log_{9} x. Seja P o ponto do gráfico de f que tem ordenada \dfrac{1}{2}.

Qual é a abcissa do ponto P?

  • (A)\dfrac{3}{2}
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)\dfrac{9}{2}
Item 75 construçãoTeste Intermédio 12.º · 19.01.2011

Na década de sessenta do século passado, uma doença infecciosa atacou várias regiões. O número, em milhares, de pessoas infetadas, t anos após o início de 1960, é

I(t) = \dfrac{3e^{kt}}{1+p\,e^{kt}},

em que k e p são parâmetros reais.

a) Para uma certa região, k = \dfrac{1}{2} e p = 1. Determina o ano em que o número de infetados atingiu 2500.b) Noutra região havia um milhar de infetados no início de 1961. Apresenta a relação entre k e p na forma k = -\ln(A+pB), com A e B reais.

Item 76 construçãoTeste Intermédio 12.º · 26.05.2011

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por

f(x) = \begin{cases} 2 + \dfrac{\operatorname{sen}(x-1)}{e^{x}-e} & \text{se } 0 < x < 1 \\[8pt] x\,e^{-x} + 2x & \text{se } x \geq 1 \end{cases}

Resolve, sem recorrer à calculadora, no intervalo \left[1,\,+\infty\right[, a equação \dfrac{f(x)}{x} = e^{x} - \dfrac{2}{3}.

Item 77 construçãoExame 2011 · 2.ª Fase

Em dois lagos aquecidos foram introduzidos nenúfares de espécies diferentes. t dias depois, os números de nenúfares são

N_{A}(t) = \dfrac{120}{1+7e^{-0{,}2t}} \qquad \text{e} \qquad N_{B}(t) = \dfrac{150}{1+50e^{-0{,}4t}}, \qquad t \geq 0.

a) Decorridos 7 dias, o número de nenúfares do lago A aumentou. Determina de quanto foi esse aumento, arredondado às unidades.b) Determina, com a calculadora gráfica, quantos dias foram necessários para que os dois lagos tivessem o mesmo número de nenúfares. Apresenta o resultado arredondado às unidades.

Item 78 construçãoExame 2011 · Época especial

A quantidade de combustível, em litros, no depósito de uma máquina agrícola, t minutos após ter começado a funcionar, é

Q(t) = 12 + \log_{3}\left(81 - kt^{2}\right), \qquad t \in [0,\,20],

para um certo valor real de k. A máquina funcionou 20 minutos e, nesse período, consumiu 2 litros. Determina k, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.

Item 79 construçãoExame 2011 · Prova especial

O momento sísmico M_{0} mede a energia total transformada num sismo. A energia sísmica irradiada é E = M_{0} \times 1{,}6 \times 10^{-5} joule, e a magnitude é M = \dfrac{2}{3}\log(E) - 2{,}9.

a) Um sismo no Haiti, em 2010, teve magnitude 7{,}1. Determina M_{0}, escrevendo o resultado na forma a \times 10^{n}, com n inteiro e 1 < a < 10.b) Sejam M_{1} e M_{2} as magnitudes de dois sismos. Mostra que, se M_{1} - M_{2} = \dfrac{2}{3}, então a energia irradiada por um deles é dez vezes superior à do outro.

Item 80 construçãoTeste Intermédio 12.º · 13.03.2012

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = 2 + \log_{3} x. Resolve os dois itens sem recorrer à calculadora.

a) Determina o conjunto dos números reais para os quais f(x) \geq 4 + \log_{3}(x-8). Apresenta a resposta na forma de intervalo.b) Determina o valor de f\left(36^{1000}\right) - f\left(4^{1000}\right).

Item 81 construçãoTeste Intermédio 12.º · 13.03.2012

Um vírus atacou os frangos de um aviário. x dias após a deteção do vírus, o número de frangos infetados é

f(x) = \dfrac{200}{1+3 \times 2^{3-0{,}1x}}, \qquad x \geq 0.

No instante da deteção já existiam frangos infetados. Passados alguns dias, o número de infetados era dez vezes maior. Quantos dias tinham passado? Resolve sem recorrer à calculadora, a não ser para cálculos numéricos.

Item 82 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 24.05.2012

Seja a um número real maior do que 1 e seja b = a^{\pi}.

Qual é o valor, arredondado às unidades, de \log_{a}\left(a^{12} \times b^{100}\right)?

  • (A)138
  • (B)326
  • (C)1238
  • (D)3770
Item 83 construçãoExame 2012 · 1.ª Fase

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = e^{x-2} - \dfrac{4e^{-x}+4}{e^{2}}.

Mostra que \ln\left(2+2\sqrt{2}\right) é o único zero da função f, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.

Item 84 escolha múltiplaExame 2012 · Época especial

Sejam a, b e c três números tais que a \in \left]1,\,+\infty\right[, b \in \mathbb{R}^{+} e c \in \mathbb{R}^{+}. Sabe-se que \log_{a} b = c e que \log_{a} c = 3.

Qual das expressões seguintes é equivalente a \log_{a}\left(\sqrt{b} \times c\right)?

  • (A)c+3
  • (B)c-3
  • (C)\dfrac{c}{2}+3
  • (D)\dfrac{c}{2}-3
Item 85 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 23.02.2013

Para certos valores de a e de b, com a > 1 e b > 1, tem-se \log_{a} b = 2.

Qual é, para esses valores, o valor de \log_{b} a + \log_{a}\sqrt{b}?

  • (A)\dfrac{1}{2}+\sqrt{2}
  • (B)-2+\sqrt{2}
  • (C)\dfrac{1}{2}
  • (D)\dfrac{3}{2}
Item 86 construçãoTeste Intermédio 12.º · 28.02.2013

Dois balões esféricos deslocam-se por cima de um solo plano e horizontal. Durante o primeiro minuto, as distâncias, em metros, dos centros dos balões A e B ao solo são

a(t) = e^{-0{,}03t} - 0{,}02t + 3 \qquad \text{e} \qquad b(t) = 6e^{-0{,}06t} - 0{,}02t + 2,

com t \in [0,\,60] em segundos.

a) Determina a distância entre os centros dos dois balões cinco segundos após o início da contagem, sabendo que nesse instante a distância entre as projeções ortogonais dos centros no solo era 7 metros. Apresenta o resultado em metros, arredondado às décimas.b) Determina, com a calculadora gráfica, quanto tempo decorreu até os centros dos dois balões estarem à mesma distância do solo. Apresenta o resultado em segundos, arredondado às unidades.

Item 87 escolha múltiplaExame 2013 · 2.ª Fase

Sejam a e b dois números reais tais que 1 < a < b e \log_{a} b = 3.

Qual é o valor de \log_{a}\left(a^{5} \times \sqrt[3]{b}\right) + a^{\log_{a} b}?

  • (A)6+b
  • (B)8+b
  • (C)6+ab
  • (D)8+ab
Item 88 escolha múltiplaExame 2013 · Época especial

Seja a um número real positivo. Considera o conjunto S = \left\{x \in \mathbb{R} : \ln\left(e^{-x}-a\right) \leq 0\right\}.

Qual dos conjuntos seguintes é o conjunto S?

  • (A)\left]-\ln(1+a),\, -\ln a\right[
  • (B)\left[-\ln(1+a),\, -\ln a\right[
  • (C)\left]-\infty,\, -\ln(1+a)\right]
  • (D)\left[-\ln(1+a),\, +\infty\right[
Item 89 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 30.04.2014

Seja b um número real. Sabe-se que \log b = 2014 (\log designa logaritmo de base 10).

Qual é o valor de \log(100b)?

  • (A)2016
  • (B)2024
  • (C)2114
  • (D)4028
Item 90 escolha múltiplaExame 2015 · 1.ª Fase

Qual das expressões seguintes é, para qualquer número real k, igual a \log_{3}\dfrac{3^{k}}{9}?

  • (A)\dfrac{k}{2}
  • (B)k-2
  • (C)\dfrac{k}{9}
  • (D)k-9
Item 91 construçãoExame 2015 · 1.ª Fase

Dentro de um recipiente, presa à base, encontra-se uma esfera ligada a um ponto P por uma mola esticada. Num certo instante a esfera é solta. t segundos depois, a distância, em centímetros, do centro da esfera ao ponto P é

d(t) = 10 + (5-t)e^{-0{,}05t}, \qquad t \geq 0.

Sabe-se que a distância do ponto P à base do recipiente é 16 cm. Determina o volume da esfera, em \mathrm{cm}^{3}, arredondado às centésimas.

Item 92 escolha múltiplaExame 2015 · 2.ª Fase

Para certos valores de a e de b, com a > 1 e b > 1, tem-se \log_{b} a = \dfrac{1}{3}.

Qual é, para esses valores, o valor de \log_{a}\left(a^{2}b\right)?

  • (A)\dfrac{2}{3}
  • (B)\dfrac{5}{3}
  • (C)2
  • (D)5
Item 93 construçãoExame 2015 · 2.ª Fase

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} 1 + x\,e^{x} & \text{se } x \leq 3 \\[6pt] \ln(x-3) - \ln x & \text{se } x > 3 \end{cases}

Resolve, em \left]-\infty,\,3\right], a condição f(x) - 2x > 1, recorrendo a métodos analíticos. Apresenta o conjunto-solução usando a notação de intervalos.

Item 94 escolha múltiplaExame 2015 · Época especial

Seja a um número real e seja f a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = e^{a\ln x}. Considera, num referencial o.n. xOy, o ponto P(2,\,8), que pertence ao gráfico de f.

Qual é o valor de a?

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)4
Item 95 construçãoExame 2015 · Época especial

Ao longo dos séculos XIX, XX e XXI, o número de habitantes N, em milhões, de uma certa região é dado aproximadamente por

N(t) = \dfrac{200}{1+50\,e^{-0{,}25t}}, \qquad t \geq 0,

em que t é o tempo, em décadas, e t = 0 corresponde ao final de 1800.

a) Determina a taxa média de variação de N em [10,\,20], arredondada às unidades, e interpreta o resultado.b) Mostra que t = 4\ln\left(\dfrac{50N}{200-N}\right).

Item 96 construçãoExame 2016 · 1.ª Fase

Considera a função f, de domínio \left]-\infty,\,-1\right[ \cup \left]1,\,+\infty\right[, definida por f(x) = \ln\left(\dfrac{x-1}{x+1}\right).

Seja a um número real maior do que 1. Mostra que a reta secante ao gráfico de f nos pontos de abcissas a e -a passa na origem do referencial. Resolve o item recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Item 97 escolha múltiplaExame 2016 · 2.ª Fase

Para certos valores de a e de b, com a > 1 e b > 1, tem-se \log_{a}\left(ab^{3}\right) = 5.

Qual é, para esses valores, o valor de \log_{b} a?

  • (A)\dfrac{5}{3}
  • (B)\dfrac{3}{4}
  • (C)\dfrac{3}{5}
  • (D)\dfrac{1}{3}
Item 98 construçãoExame 2016 · 2.ª Fase

O José pediu emprestados 600 euros ao António, a pagar em prestações mensais. A prestação mensal p, em euros, é dada por

p = \dfrac{600x}{1-e^{-nx}},

em que n é o número de meses e x a taxa de juro mensal.

Sendo x = 0{,}003, em quantos meses será pago o empréstimo, sabendo que a prestação mensal é de 24 euros? Apresenta o resultado arredondado às unidades.

Item 99 escolha múltiplaExame 2016 · Época especial

Sejam a e b dois números reais superiores a 1, tais que a = b^{3}.

Qual dos valores seguintes é igual a \log_{a} b + \log_{b} a?

  • (A)\dfrac{4}{3}
  • (B)1
  • (C)\dfrac{10}{3}
  • (D)3
Item 100 construçãoExame 2016 · Época especial

Uma nave transporta carga para uma estação espacial. Sendo x a massa da carga, em milhares de toneladas, a velocidade V atingida, em quilómetro por segundo, é dada por

V(x) = 3\ln\left(\dfrac{x+300}{x+60}\right), \qquad x \geq 0.

a) Uma nave transporta 25 mil toneladas. Determina quanto tempo demora a percorrer 200 quilómetros a velocidade constante, a partir do instante em que termina a queima do combustível. Apresenta o resultado em segundos, arredondado às unidades.b) Determina a massa da carga para que a nave atinja 3 quilómetros por segundo. Apresenta o resultado em milhares de toneladas, arredondado às unidades.

Item 101 escolha múltiplaExame 2017 · Época especial

Seja a um número real superior a 1.

Qual é o valor de 4 + \log_{a}\left(5^{\ln a}\right)?

  • (A)\ln(10e)
  • (B)\ln\left(5e^{4}\right)
  • (C)\ln\left(5e^{2}\right)
  • (D)\ln(20e)
Item 102 construçãoExame 2017 · Época especial

Pretende-se eliminar um poluente diluído na água de um tanque. A massa p de poluente, em gramas, t horas após o início do processo, é, para um certo k > 0,

p(t) = 120\,e^{-kt}, \qquad t \geq 0.

a) Determina k, sabendo que, duas horas após o início, a massa de poluente é metade da existente ao fim de uma hora. Apresenta o resultado na forma \ln a, com a > 1.b) Admite agora que k = 0{,}7. Determina a taxa média de variação de p em [0,\,3], arredondada às unidades, e interpreta o resultado.

Item 103 escolha múltiplaExame 2019 · 1.ª Fase

Sejam a e b dois números reais positivos tais que a > b. Sabe-se que a+b = 2(a-b).

Qual é o valor, arredondado às décimas, de \ln\left(a^{2}-b^{2}\right) - 2\ln(a+b)?

  • (A)0{,}7
  • (B)1{,}4
  • (C)-0{,}7
  • (D)-1{,}4
Item 104 construçãoExame 2019 · 2.ª Fase

Considera a função h, de domínio \mathbb{R} \setminus \{1\}, definida por h(x) = \dfrac{e^{x}}{x-1}.

Resolve, em \mathbb{R} \setminus \{1\}, a equação (x-1) \times h(x) + 2e^{-x} = 3.

Item 105 construçãoExame 2020 · 1.ª Fase

Seja f a função definida em \left]-\infty,\, 2\right] por f(x) = x + \ln\left(e^{x}+1\right).

A equação f(x) = 2x+1 tem uma única solução. Determina essa solução e apresenta-a na forma -\ln k, com k > 0, sem recorrer à calculadora.

Item 106 escolha múltiplaExame 2020 · 2.ª Fase

Dados dois números reais positivos, sabe-se que a soma dos seus logaritmos na base 8 é igual a \dfrac{1}{3}.

A que é igual o produto desses dois números?

  • (A)2
  • (B)3
  • (C)8
  • (D)9
Item 107 construçãoExame 2021 · 1.ª Fase

Determina, sem recorrer à calculadora, os números reais que são solução da equação

\ln\left((1-x)e^{x-1}\right) = x
Item 108 escolha múltiplaExame 2021 · 2.ª Fase

Num laboratório de temperatura ambiente constante, aqueceu-se uma substância e deixou-se arrefecer durante uma hora. A temperatura, em graus Celsius, t minutos após o início do arrefecimento, é

T(t) = 20 + 100e^{-kt}, \qquad 0 \leq t \leq 60,

com k constante real positiva. Houve um instante t_{1} em que a temperatura foi 30^{\circ}\mathrm{C}.

Qual é o valor de k?

  • (A)\ln\dfrac{10}{t_{1}}
  • (B)t_{1} - \ln 10
  • (C)\dfrac{\ln 10}{t_{1}}
  • (D)t_{1} + \ln 10
Item 109 construçãoExame 2021 · 2.ª Fase

Determina, sem recorrer à calculadora, os números reais que são solução da equação

x\ln(1-x) - \ln(1-x) = (1-x)\ln(3-2x)
Item 110 escolha múltiplaExame 2022 · 1.ª Fase

Um cabo está suspenso pelas extremidades em dois postes iguais, distanciados 10 metros entre si, perpendiculares a um solo plano e horizontal. O ponto do cabo mais próximo do solo é equidistante dos dois postes.

Seja h a função, de domínio [0,\,10], definida por

h(x) = 6{,}3\left(e^{\frac{x-5}{12{,}6}} + e^{\frac{5-x}{12{,}6}}\right) - 7{,}6,

em que h(x) é a altura, em metros, de um ponto do cabo situado a x metros do poste da esquerda.

Qual é a distância, arredondada às décimas de metro, da base do poste da esquerda ao ponto do cabo mais próximo do solo?

  • (A)7{,}1 m
  • (B)7{,}3 m
  • (C)7{,}6 m
  • (D)7{,}8 m
Item 111 construçãoExame 2022 · 1.ª Fase

Resolve este item sem recorrer à calculadora.

Determina os números reais que são solução da equação

\left(e^{x}-1\right)\ln(5-2x) + e^{x}\ln(3-x) = \ln(3-x)
Item 112 construçãoExame 2022 · Época especial

Determina, sem recorrer à calculadora, o conjunto dos números reais que são solução da equação

\dfrac{1}{2}\log_{2}(9x+1) = \log_{2}(6x)
Item 113 construçãoExame 2023 · 1.ª Fase

Considera a função g, de domínio \mathbb{R}, definida por

g(x) = \begin{cases} \dfrac{4^{x}-4}{e^{x-1}-1} & \text{se } x < 1 \\[8pt] 7 \times 3^{x-1} - 3 & \text{se } x \geq 1 \end{cases}

Resolve, sem recorrer à calculadora, no intervalo \left[1,\, +\infty\right[, a equação \log_{3}\left(g(x)\right) = x + \log_{3} 2.

Item 114 construçãoExame 2023 · 2.ª Fase

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = a + e^{bx}, em que a e b são números reais.

Sabendo que o gráfico de f contém os pontos de coordenadas (1,\,5) e (2,\,7), determina os valores de a e de b.

Item 115 escolha múltiplaExame 2023 · Época especial

Para certos valores de a e de b, com a > 1 e b > 1, tem-se \log_{a}\dfrac{b}{a} = 2.

Qual é o valor de \log_{a}\left(\sqrt{a^{3}} \times b^{2}\right)?

  • (A)\dfrac{13}{2}
  • (B)\dfrac{15}{2}
  • (C)\dfrac{19}{2}
  • (D)\dfrac{21}{2}
Item 116 construçãoExame 2023 · Época especial

Resolve, em \mathbb{R}, a equação

\dfrac{e^{x}-e^{-x}}{e^{x}+e^{-x}} = \dfrac{1}{3}
Item 117 construçãoExame 2024 · 2.ª Fase

Resolve este item sem recorrer à calculadora.

Considera, em referencial o.n. Oxy, a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \log_{2a} x, com a > 1, e o trapézio [ABCD]. Sabe-se que:

· A e B pertencem ao eixo Ox e têm abcissas a e a+4, respetivamente;· D e C pertencem ao gráfico de f e têm abcissas a e a+4, respetivamente.

Determina o valor de a para o qual a área do trapézio [ABCD] é igual a 4.

Item 118 construçãoExame 2024 · Época especial

Resolve, em \mathbb{R}, sem recorrer à calculadora, a equação

\dfrac{1}{2}\log_{2} x - \log_{2}\sqrt{x+1} = -1
Item 119 construçãoExame 2025 · 1.ª Fase

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = 3e^{x} - 2e^{-x}.

Resolve o item seguinte sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos.

Considera, num referencial o.n. Oxy, a representação gráfica de f e o trapézio [OCAB], tais que:

· A é o ponto de interseção do gráfico de f com a reta de equação y = 5;· B pertence ao gráfico de f e ao eixo Oy;· C pertence ao eixo Ox e tem abcissa igual à de A.

Determina a área do trapézio [OCAB], apresentando o resultado na forma \ln a, com a > 0.

Item 120 construçãoExame 2025 · 2.ª Fase

Resolve este item sem recorrer à calculadora.

Determina os números reais que são solução da equação

\dfrac{1}{2}e^{x}\ln\left((4-x)^{2}\right) - 5\ln(4-x) = \left(5-e^{x}\right)\ln(7-2x)
Item 121 escolha múltiplaExame 2026 · 2.ª Fase

Para certos valores de a e de b, com a > 1 e b > 1, tem-se \log_{a}\left(b^{2}\right) = 16.

Qual é o valor de \log_{a}\dfrac{a}{b}?

  • (A)-7
  • (B)-3
  • (C)5
  • (D)9

Em a) resolve R(t) = \frac{1}{2}R(0); em b) R(0) = A.

  1. a) A\,e^{-Bt} = \dfrac{A}{2} \iff e^{-Bt} = \dfrac{1}{2} \iff -Bt = -\ln 2 \iff t = \dfrac{\ln 2}{B}. \square
  2. b) R(0) = A\,e^{0} = A = 28.
  3. R(1) = 28e^{-B} = 26 \iff e^{-B} = \dfrac{26}{28} = \dfrac{13}{14}.
  4. B = -\ln\dfrac{13}{14} = \ln\dfrac{14}{13} \approx 0{,}074.
Respostasa) e^{-Bt} = \frac{1}{2} · b) A = 28, B = \ln\frac{14}{13} \approx 0{,}074

Calcula f(e) separando o logaritmo do produto.

  1. f(e) = \ln(3e) = \ln 3 + \ln e = \ln 3 + 1.
RespostaOpção (B)

As alturas dos postes são f(0) e f(30).

  1. f(0) = 5\left(e^{1}+e^{-1}\right) \approx 5(2{,}718+0{,}368) \approx 15{,}431 metros.
  2. f(30) = 5\left(e^{-2}+e^{2}\right) \approx 5(0{,}135+7{,}389) \approx 37{,}622 metros.
  3. Diferença: 37{,}622 - 15{,}431 \approx 22{,}2 metros.
Resposta\approx 22{,}2 metros

Em a) separa o produto e usa a regra da potência (legítima porque x > 0).

  1. a) \log_{2}\left(8x^{2}\right) = \log_{2} 8 + \log_{2}\left(x^{2}\right) = 3 + 2\log_{2} x.
  2. Logo f(x) = 3 + 2\log_{2} x - \log_{2} x = 3 + \log_{2} x. \square
  3. b) 3 + \log_{2} x = 8 \iff \log_{2} x = 5 \iff x = 2^{5} = 32.
Respostasa) \log_{2}(8x^{2}) = 3+2\log_{2}x · b) x = 32

Em b) usa \log(5E) = \log 5 + \log E: não é preciso recalcular E.

  1. a) \log E = 5{,}24 + 1{,}44 \times 8{,}6 = 5{,}24 + 12{,}384 = 17{,}624.
  2. E = 10^{17{,}624} = 10^{0{,}624} \times 10^{17} \approx 4{,}2 \times 10^{17} joule. \square
  3. b) \log(5E) = \log 5 + 17{,}624 \approx 0{,}699 + 17{,}624 = 18{,}323.
  4. M = \dfrac{18{,}323 - 5{,}24}{1{,}44} \approx 9{,}1.
Respostasa) 10^{17{,}624} \approx 4{,}2 \times 10^{17} J · b) \approx 9{,}1

A queda livre acaba no instante em que o paraquedas abre, que corresponde a t = 0 na função d.

  1. No instante da abertura do paraquedas, t = 0: d(0) = 840 - 0 + 25e^{0} = 865 metros.
  2. O paraquedista saltou a 1500 metros e abriu o paraquedas a 865 metros.
  3. Queda livre: 1500 - 865 = 635 metros.
Resposta635 metros

Separa o produto e escreve a raiz como potência.

  1. \log_{2}\left(2\sqrt[3]{x}\right) = \log_{2} 2 + \log_{2}\left(x^{1/3}\right) = 1 + \dfrac{1}{3}\log_{2} x.
  2. = \dfrac{3 + \log_{2} x}{3}.
RespostaOpção (C)

Separa o produto.

  1. \log_{a}(ab) = \log_{a} a + \log_{a} b = 1 + c.
RespostaOpção (A)

Passa à forma exponencial: 8^{1/3} é a raiz cúbica de 8.

  1. \log_{8} x = \dfrac{1}{3} \iff x = 8^{1/3} = \sqrt[3]{8} = 2.
RespostaOpção (D)

Separa o logaritmo do quociente: \ln\left(e^{x}\right) - \ln(x-1).

  1. C.E.: \dfrac{e^{x}}{x-1} > 0. Como e^{x} > 0, é preciso x-1 > 0 \iff x > 1.
  2. \ln\left(e^{x}\right) - \ln(x-1) = x \iff x - \ln(x-1) = x.
  3. \ln(x-1) = 0 \iff x-1 = 1 \iff x = 2, que verifica x > 1.
RespostaS = \{2\}

Atenção às unidades em a): 2350 metros são 2{,}35 quilómetros.

  1. a) P(2{,}35) = 101\,e^{-0{,}282} \approx 76 quilopascal.
  2. b) 101e^{-0{,}12(h+x)} = \dfrac{1}{2} \times 101e^{-0{,}12h} \iff e^{-0{,}12x} = \dfrac{1}{2}.
  3. x = \dfrac{\ln 2}{0{,}12} \approx 5{,}8 quilómetros.
  4. Por cada 5{,}8 km de subida, a pressão atmosférica reduz-se a metade, seja qual for a altitude de partida.
Respostasa) \approx 76 kPa · b) \approx 5{,}8 km

Substitui x = 0 e resolve a equação exponencial.

  1. f(0) = e^{a} = 2 \iff a = \ln 2.
RespostaOpção (A)

Leva o 2 para dentro do logaritmo.

  1. e^{2\ln a} = e^{\ln\left(a^{2}\right)} = a^{2}, porque a^{2} > 0.
RespostaOpção (D)

Divide os dois membros por 3^{x}, que é positivo, e reconhece uma exponencial de base menor do que 1.

  1. 2^{x} > 3^{x} \iff \dfrac{2^{x}}{3^{x}} > 1 \iff \left(\dfrac{2}{3}\right)^{x} > 1 = \left(\dfrac{2}{3}\right)^{0}.
  2. A base \frac{2}{3} é menor do que 1, logo o sentido inverte-se: x < 0.
  3. S = \mathbb{R}^{-}.
RespostaOpção (B)

Em b) usa \ln(2p) = \ln 2 + \ln p: o \ln p cancela-se.

  1. a) -0{,}52 + 0{,}55\ln p = 1{,}4 \iff \ln p = \dfrac{1{,}92}{0{,}55} \approx 3{,}491.
  2. p \approx e^{3{,}491} \approx 33 quilogramas.
  3. b) A(2p)-A(p) = 0{,}55\left(\ln(2p)-\ln p\right) = 0{,}55\ln 2 \approx 0{,}38: não depende de p.
  4. Sempre que o peso duplica, a altura aumenta cerca de 0{,}38 metros, ou seja 38 centímetros.
Respostasa) \approx 33 kg · b) 0{,}55\ln 2 \approx 0{,}38 m

Em b), a mancha atinge a costa quando o raio é 7 km, ou seja quando a área é 49\pi.

  1. a) \dfrac{A(t+1)}{A(t)} = \dfrac{16e^{0{,}1(t+1)}}{16e^{0{,}1t}} = e^{0{,}1} \approx 1{,}1: não depende de t.
  2. Em cada hora, a área da mancha aumenta cerca de 10\%.
  3. b) Área de um círculo de raio 7: 49\pi \approx 153{,}94\ \mathrm{km}^{2}.
  4. 16e^{0{,}1t} = 49\pi \iff e^{0{,}1t} = \dfrac{49\pi}{16} \iff t = 10\ln\dfrac{49\pi}{16} \approx 22{,}64 horas.
  5. 0{,}64 \times 60 \approx 38 minutos: cerca das 22 h 38 min.
Respostasa) e^{0{,}1} \approx 1{,}1: aumenta 10\% por hora · b) \approx 22 h 38 min

Passa à forma exponencial e usa 2^{3y} = \left(2^{3}\right)^{y}.

  1. \log_{2} x = 3y \iff x = 2^{3y} = \left(2^{3}\right)^{y} = 8^{y}.
RespostaOpção (A)

No frigorífico vale o segundo ramo. A resposta pedida é o tempo dentro do frigorífico, que é t-60.

  1. 6 + 24 \times 2^{-0{,}05(t-60)} = 12 \iff 2^{-0{,}05(t-60)} = \dfrac{6}{24} = \dfrac{1}{4} = 2^{-2}.
  2. -0{,}05(t-60) = -2 \iff t - 60 = 40.
  3. O pudim deve estar 40 minutos no frigorífico (ou seja, t = 100 minutos após ter sido colocado na bancada).
Resposta40 minutos

Em b) resolve A(t) = C(t): divide por 2t^{3}, que é positivo para t > 0.

  1. a) Quinze minutos são t = 0{,}25 horas: A(0{,}25) = 4 \times 0{,}25^{3} \times e^{-0{,}25} \approx 0{,}05 mg/L.
  2. b) 4t^{3}e^{-t} = 2t^{3}e^{-0{,}7t}. Para t > 0, divide-se por 2t^{3} > 0: 2e^{-t} = e^{-0{,}7t}.
  3. \dfrac{e^{-0{,}7t}}{e^{-t}} = 2 \iff e^{0{,}3t} = 2 \iff 0{,}3t = \ln 2.
  4. t = \dfrac{\ln 2}{0{,}3} \approx 2{,}31 horas, ou seja 2 horas e 0{,}31 \times 60 \approx 19 minutos.
Respostasa) \approx 0{,}05 mg/L · b) \approx 2 h 19 min

Em a) separa o logaritmo do produto.

  1. a) N = 10\left(\log 10^{12} + \log I\right) = 10(12+\log I) = 120 + 10\log I. \square
  2. b) 120 + 10\log I = 140 \iff \log I = 2 \iff I = 100 W/m².
Respostasa) \log(10^{12}I) = 12+\log I · b) 100 W/m²

Começa por calcular g(\pi): \operatorname{sen}\pi = 0 e \cos\pi = -1.

  1. g(\pi) = 2 \times 0 - (-1) = 1.
  2. \dfrac{1}{3} + 2e^{1-x} = 1 \iff 2e^{1-x} = \dfrac{2}{3} \iff e^{1-x} = \dfrac{1}{3}.
  3. 1-x = \ln\dfrac{1}{3} = -\ln 3 \iff x = 1 + \ln 3.
  4. x = \ln e + \ln 3 = \ln(3e), ou seja k = 3.
Respostax = \ln(3e) \approx 2{,}0986

Passa tudo para o primeiro membro e junta num só logaritmo.

  1. \ln a + \ln b = 0 \iff \ln(ab) = 0 \iff ab = e^{0} = 1.
RespostaOpção (C)

Uma e trinta da tarde são 13{,}5 horas.

  1. t = 13{,}5, logo t+1 = 14{,}5.
  2. P(13{,}5) = 1 - \dfrac{\ln 14{,}5}{14{,}5} \approx 1 - \dfrac{2{,}674}{14{,}5} \approx 1 - 0{,}184 \approx 0{,}8.
Resposta\approx 0{,}8 mg/l

Em a) calcula h(0). Em b) desenvolve os dois membros: a expressão dentro do logaritmo é a mesma.

  1. a) h(0) = 15 - 4\ln 11 \approx 15 - 9{,}59 \approx 5{,}4 metros.
  2. b) -(5-x)^{2}+10(5-x)+11 = -(25-10x+x^{2})+50-10x+11 = -x^{2}+36.
  3. -(5+x)^{2}+10(5+x)+11 = -(25+10x+x^{2})+50+10x+11 = -x^{2}+36.
  4. As duas expressões coincidem, logo h(5-x) = h(5+x). \square
  5. Significa que a rampa é simétrica em relação à vertical que passa a meio das duas paredes, isto é, a 5 metros da parede A.
Respostasa) \approx 5{,}4 m · b) ambas dão -x^{2}+36: a rampa é simétrica

O logaritmando tem de ser positivo.

  1. 1-x^{2} > 0 \iff x^{2} < 1 \iff -1 < x < 1.
RespostaOpção (B)

O final de 2003 corresponde a t = 140. Em b), isola a exponencial — o valor de t pode sair negativo, e isso tem significado.

  1. a) p(140) = 3{,}5 + \dfrac{6{,}8}{1+12{,}8\,e^{-5{,}04}} \approx 3{,}5 + 6{,}28 \approx 9{,}8 milhões.
  2. b) 3{,}5 + \dfrac{6{,}8}{1+12{,}8e^{-0{,}036t}} = 3{,}7 \iff 1+12{,}8e^{-0{,}036t} = \dfrac{6{,}8}{0{,}2} = 34.
  3. e^{-0{,}036t} = \dfrac{33}{12{,}8} \iff -0{,}036t = \ln\dfrac{33}{12{,}8} \approx 0{,}947.
  4. t \approx -26{,}3: cerca de 26 anos antes de 1864, ou seja durante o ano de 1838.
Respostasa) \approx 9{,}8 milhões · b) 1838

Quando x \to -\infty, e^{x} \to 0: a assíntota está em y = a.

  1. Assíntota horizontal em y = a, logo a = -1.
  2. f(0) = a + b = 1 \iff -1 + b = 1 \iff b = 2.
RespostaOpção (A)

Separa o quociente e usa a regra da potência.

  1. \log_{2}\left(a^{5}\right) - \log_{2} 8 = 5\log_{2} a - 3 = 5 \times \dfrac{1}{5} - 3 = 1 - 3 = -2.
RespostaOpção (B)

Passa à forma exponencial. A base tem de ser positiva.

  1. p^{4} = 16 com p > 0 e p \neq 1.
  2. p = 2 (a raiz -2 não serve como base).
RespostaOpção (C)

Repara em que \log_{3}(9a) = 2 + \log_{3} a: a diferença de ordenadas é constante.

  1. P\left(a,\, \log_{3} a\right), Q\left(9a,\, 2+\log_{3} a\right) e R\left(0,\, 2+\log_{3} a\right).
  2. O triângulo é retângulo em R: \overline{RQ} = 9a (horizontal) e \overline{RP} = \left|\log_{3} a - \left(2+\log_{3} a\right)\right| = 2 (vertical).
  3. Área = \dfrac{9a \times 2}{2} = 9a.
RespostaOpção (B)

Calcula f(3). Os catetos são \overline{AB} e \overline{OB}.

  1. f(3) = \log_{2} 4 = 2, logo A(3,\,2) e B(0,\,2).
  2. Catetos: \overline{AB} = 3 e \overline{OB} = 2.
  3. Área = \dfrac{3 \times 2}{2} = 3.
RespostaOpção (C)

O início de 2000 corresponde a t = 30. Escreve P(30) = \frac{1}{2}P(0).

  1. 5{,}2 \times 10^{7}\,e^{30(N-M)} = \dfrac{5{,}2 \times 10^{7}}{2} \iff e^{30(N-M)} = \dfrac{1}{2}.
  2. 30(N-M) = -\ln 2 \iff N-M = -\dfrac{\ln 2}{30}.
  3. M = N + \dfrac{\ln 2}{30} = 7{,}56 + 0{,}0231 \approx 7{,}58.
RespostaM \approx 7{,}58

Calcula h(3) e h(1), subtrai e divide por 2. Depois junta tudo num só logaritmo.

  1. h(3) = 6 + 10\ln 0{,}7 e h(1) = 2 + 10\ln 0{,}9.
  2. T.m.v. = \dfrac{h(3)-h(1)}{2} = \dfrac{4 + 10\ln 0{,}7 - 10\ln 0{,}9}{2} = 2 + 5\ln\dfrac{0{,}7}{0{,}9} = 2 + 5\ln\dfrac{7}{9}.
  3. = \ln\left(e^{2}\right) + \ln\left(\dfrac{7}{9}\right)^{5} = \ln\left[e^{2}\left(\dfrac{7}{9}\right)^{5}\right]. \square
  4. Numericamente, \approx 0{,}743 metros por metro.
Resposta2+5\ln\frac{7}{9} = \ln\left[e^{2}\left(\frac{7}{9}\right)^{5}\right]

Em a), escreve a relação para os dois planetas e subtrai: o k desaparece.

  1. a) Para Urano: 2\ln 84 = k + 3\ln(2d); para Saturno: 2\ln t = k + 3\ln d.
  2. Subtraindo: 2\ln 84 - 2\ln t = 3\ln(2d) - 3\ln d = 3\ln 2.
  3. 2\ln\dfrac{84}{t} = 3\ln 2 \iff \ln\dfrac{84}{t} = \dfrac{3\ln 2}{2} = \ln\left(2^{3/2}\right).
  4. \dfrac{84}{t} = 2\sqrt{2} \iff t = \dfrac{84}{2\sqrt{2}} \approx 29{,}7 anos.
  5. b) Para a Terra, t = 1 e d = 149{,}6: 2\ln 1 = k + 3\ln 149{,}6.
  6. k = -3\ln 149{,}6 \approx -15.
Respostasa) \approx 29{,}7 anos · b) k \approx -15

Escreve o segundo membro como potência de e.

  1. \dfrac{1}{\sqrt{e}} = e^{-1/2}.
  2. e^{x-2} = e^{-1/2} \iff x-2 = -\dfrac{1}{2} \iff x = \dfrac{3}{2}.
RespostaOpção (B)

Começa pela condição de existência: ela já limita o extremo direito.

  1. C.E.: 1-x > 0 \iff x < 1.
  2. Base 3 > 1: 1-x \leq 3 \iff x \geq -2.
  3. S = \left[-2,\,1\right[.
RespostaOpção (A)

Determina A, B, C, D e E por ordem. A base do triângulo é [CE], horizontal.

  1. A(0,\,1) e B(1,\,0), logo \overline{OA} = 1 e C(0,\,2).
  2. D tem a abcissa de B: D\left(1,\, e\right).
  3. E tem a ordenada de C: \ln x = 2 \iff x = e^{2}, logo E\left(e^{2},\, 2\right).
  4. Base \overline{CE} = e^{2}; altura (distância de D à reta y = 2) = |e-2| = e-2.
  5. Área = \dfrac{e^{2}(e-2)}{2} \approx 2{,}65.
RespostaOpção (D)

Lucro = receita − despesa. Ambas são proporcionais ao número de litros vendidos.

  1. Vendendo V(x) litros ao preço de x euros cada, a receita é x \times V(x) = x\,e^{14-x} euros.
  2. Cada litro custa 3 euros à empresa, logo a despesa total é 3 \times V(x) = 3e^{14-x} euros.
  3. Lucro = x\,e^{14-x} - 3e^{14-x} = (x-3)e^{14-x}. \square
RespostaReceita menos despesa, pondo e^{14-x} em evidência

Calcula f(1/2) e depois escreve o resultado como um único logaritmo.

  1. f\left(\dfrac{1}{2}\right) = \dfrac{1-\ln\frac{1}{2}}{\frac{1}{2}} = 2\left(1 - \ln\dfrac{1}{2}\right) = 2(1+\ln 2).
  2. = 2 + 2\ln 2 = \ln\left(e^{2}\right) + \ln\left(2^{2}\right) = \ln\left(4e^{2}\right). \square
Resposta2+2\ln 2 = \ln\left(4e^{2}\right) \approx 3{,}386

Escreve a raiz como potência de expoente \frac{1}{2} e usa \ln\left(e^{u}\right) = u.

  1. \sqrt{e^{x}} = e^{x/2}, logo \ln\left(\sqrt{e^{x}}\right) = \dfrac{x}{2}.
  2. h(x) = \dfrac{x/2}{2} = \dfrac{x}{4}.
RespostaOpção (C)

Num triângulo isósceles, o pé da altura tirada do vértice P é o ponto médio da base [OQ].

  1. Sendo P\left(x,\, e^{-x}\right), a altura do triângulo relativa à base [OQ] é e^{-x}.
  2. Como \overline{PO} = \overline{PQ}, o triângulo é isósceles e a projeção de P sobre Ox, que tem abcissa x, é o ponto médio de [OQ].
  3. Logo Q(2x,\,0) e a base mede \overline{OQ} = 2x.
  4. Área = \dfrac{2x \times e^{-x}}{2} = x\,e^{-x}. \square
RespostaA(x) = \dfrac{2x \cdot e^{-x}}{2} = x\,e^{-x}

Substitui primeiro x = 0: a^{0} = 1, seja qual for a.

  1. f(0) = 1 + b = 2 \iff b = 1.
  2. f(1) = a + 1 = 3 \iff a = 2.
RespostaOpção (A)

Escreve \frac{1}{e} como potência de e. A base é maior do que 1.

  1. e^{-x} > e^{-1}. Como e > 1, o sentido mantém-se: -x > -1 \iff x < 1.
RespostaOpção (B)

Junta as duas potências numa só e lê o expoente.

  1. a \times a^{1/3} = a^{4/3}.
  2. \log_{a}\left(a^{4/3}\right) = \dfrac{4}{3}.
RespostaOpção (B)

Em b) designa por l a concentração no leite; a do café é 3l. A diferença não depende de l.

  1. a) -\log x = 7{,}4 \iff x = 10^{-7{,}4} \approx 3{,}98 \times 10^{-8}.
  2. Com a arredondado às unidades: x \approx 4 \times 10^{-8} mol/dm³.
  3. b) \mathrm{pH_{leite}} - \mathrm{pH_{café}} = -\log l + \log(3l) = \log\dfrac{3l}{l} = \log 3 \approx 0{,}5.
Respostasa) \approx 4 \times 10^{-8} mol/dm³ · b) \log 3 \approx 0{,}5

Determina as coordenadas de A e de B e escreve o declive como um quociente.

  1. f(x) = 0 \iff e^{x} = c \iff x = \ln c, logo A(\ln c,\, 0).
  2. f(0) = 1-c, logo B(0,\, 1-c).
  3. Declive = \dfrac{0-(1-c)}{\ln c - 0} = \dfrac{c-1}{\ln c}.
  4. Impondo \dfrac{c-1}{\ln c} = c-1 e sabendo que c > 1 (logo c-1 \neq 0), vem \ln c = 1.
  5. c = e. \square
Resposta\ln c = 1, logo c = e

Simplifica \ln\left(e^{1/3}\right) e resolve a inequação.

  1. \ln x - \dfrac{1}{3} > 0 \iff \ln x > \dfrac{1}{3} \iff x > e^{1/3} \approx 1{,}396.
  2. Das opções, só 2 satisfaz.
RespostaOpção (D)

Escreve I(20) = \frac{1}{2}I(0). A constante a desaparece.

  1. a\,e^{-20b} = \dfrac{a}{2} \iff e^{-20b} = \dfrac{1}{2}.
  2. -20b = -\ln 2 \iff b = \dfrac{\ln 2}{20} \approx 0{,}0347.
  3. Arredondado às centésimas: b \approx 0{,}03.
Respostab = \dfrac{\ln 2}{20} \approx 0{,}03

Resolve f(x) = 0. Cuidado: x^{2} = e tem duas soluções.

  1. 1 - \ln\left(x^{2}\right) = 0 \iff \ln\left(x^{2}\right) = 1 \iff x^{2} = e.
  2. x = \sqrt{e} ou x = -\sqrt{e}. Ambos pertencem a \mathbb{R}\setminus\{0\}.
  3. Os pontos são \left(-\sqrt{e},\, 0\right) e \left(\sqrt{e},\, 0\right).Se se tivesse escrito 2\ln x em vez de \ln(x^{2}), perdia-se a solução negativa — e metade da cotação.
Resposta\left(\pm\sqrt{e},\, 0\right)

Passa à forma exponencial antes de multiplicar por 5.

  1. x = 5^{\pi-1}.
  2. 5x = 5^{1} \times 5^{\pi-1} = 5^{\pi}.
RespostaOpção (C)

Em a) escreve P(n) = r\,P(0) e simplifica.

  1. a) a\,e^{kn} = r\,a \iff e^{kn} = r \iff kn = \ln r \iff k = \dfrac{\ln r}{n}. \square
  2. b) Estirpe A: r = \dfrac{250}{500} = \dfrac{1}{2} e n = 1, logo k_{A} = \ln\dfrac{1}{2} = -\ln 2 \approx -0{,}6931.
  3. Estirpe B: r = 2 e n = 6, logo k_{B} = \dfrac{\ln 2}{6} \approx 0{,}1155.
Respostasa) e^{kn} = r · b) k_{A} \approx -0{,}6931, k_{B} \approx 0{,}1155

Primeiro passa o coeficiente 2 para expoente; depois junta o produto.

  1. \log_{a} 3 + \log_{a}\left(5^{2}\right) = \log_{a}(3 \times 25) = \log_{a} 75.
RespostaOpção (C)

Em a), «foram introduzidos 100 peixes» significa f(0) = 100.

  1. a) f(0) = \dfrac{2000}{1+k} = 100 \iff 1+k = 20 \iff k = 19.
  2. b) Com k = 24: \dfrac{2000}{1+24e^{-0{,}13t}} = 500 \iff 1 + 24e^{-0{,}13t} = 4.
  3. e^{-0{,}13t} = \dfrac{3}{24} = \dfrac{1}{8} \iff -0{,}13t = -\ln 8.
  4. t = \dfrac{\ln 8}{0{,}13} \approx 16 anos.
Respostasa) k = 19 · b) \approx 16 anos

Aplica a regra da potência e depois \log_{a} a = 1.

  1. 2\log_{a}\left(a^{1/3}\right) = 2 \times \dfrac{1}{3}\log_{a} a = \dfrac{2}{3}.
RespostaOpção (D)

1000 é metade de 2000: o denominador tem de valer 2.

  1. \dfrac{2000}{1+199e^{-0{,}01t}} = 1000 \iff 1 + 199e^{-0{,}01t} = 2.
  2. e^{-0{,}01t} = \dfrac{1}{199} \iff -0{,}01t = -\ln 199.
  3. t = 100\ln 199 \approx 529{,}3: ao fim de aproximadamente 529 dias.
Resposta100\ln 199 \approx 529 dias

Substitui o ponto e resolve a equação exponencial.

  1. f(1) = 2^{a} - 1 = 3 \iff 2^{a} = 4 = 2^{2}.
  2. a = 2.
RespostaOpção (A)

Resolve M(t) = \frac{1}{2}M(0). O 15 cancela-se.

  1. 15e^{-0{,}02t} = 7{,}5 \iff e^{-0{,}02t} = \dfrac{1}{2}.
  2. -0{,}02t = -\ln 2 \iff t = \dfrac{\ln 2}{0{,}02} = 50\ln 2 \approx 34{,}657 horas.
  3. 0{,}657 \times 60 \approx 39 minutos.
Resposta\approx 34 h 39 min

\ln\left(e^{u}\right) = u, seja qual for u.

  1. \ln\left(e^{e}\right) = e.
  2. Logo a expressão é x \times e = ex.
RespostaOpção (B)

Isola a exponencial e aplica \ln.

  1. 25 + 48e^{-0{,}05t} = 36 \iff e^{-0{,}05t} = \dfrac{11}{48}.
  2. -0{,}05t = \ln\dfrac{11}{48} \iff t = -20\ln\dfrac{11}{48} = 20\ln\dfrac{48}{11} \approx 29{,}466 minutos.
  3. 0{,}466 \times 60 \approx 28 segundos.
Resposta\approx 29 min 28 s

Em a) divide as duas condições: o a desaparece.

  1. a) a\,e^{b} = 2{,}91 e a\,e^{2b} = 2{,}58. Dividindo: e^{b} = \dfrac{2{,}58}{2{,}91}.
  2. b = \ln\dfrac{2{,}58}{2{,}91} \approx -0{,}12.
  3. a = \dfrac{2{,}91}{e^{b}} = \dfrac{2{,}91}{0{,}8866} \approx 3{,}28 gramas.
  4. b) \dfrac{m(t+1{,}6)}{m(t)} = \dfrac{a\,e^{-0{,}43(t+1{,}6)}}{a\,e^{-0{,}43t}} = e^{-0{,}688} \approx 0{,}5: não depende de t.
  5. Em cada 1{,}6 milénios (isto é, 1600 anos) a massa reduz-se a metade: essa é a semivida do rádio-226.
Respostasa) b \approx -0{,}12, a \approx 3{,}28 g · b) \approx 0{,}5: reduz-se a metade

Escreve o segundo membro como um único logaritmo de base a.

  1. 1 + 5\log_{a} y = \log_{a} a + \log_{a}\left(y^{5}\right) = \log_{a}\left(a\,y^{5}\right).
  2. Pela injetividade do logaritmo: x = a\,y^{5}.
RespostaOpção (A)

Usa a regra da potência dentro do expoente e depois a^{\log_{a} u} = u.

  1. e^{4\ln x} = e^{\ln\left(x^{4}\right)} = x^{4}.
  2. 10^{2\log x} = 10^{\log\left(x^{2}\right)} = x^{2}.
  3. Diferença: x^{4}-x^{2}.
RespostaOpção (C)

Calcula f em cada abcissa e usa e^{\ln k} = k.

  1. f(-1) = e^{0} = 1 \neq 0: (A) falha.
  2. f(\ln 2) = e^{\ln 2 + 1} = e^{\ln 2} \times e = 2e ✓.
  3. f(\ln 5) = 5e \approx 13{,}59 \neq 6; f(-2) = e^{-1} \neq e.
RespostaOpção (B)

Calcula A(1) - A(0). Repara em que \ln 1 = 0.

  1. A(0) = 2 - 0 + 5\ln 1 = 2 hectares.
  2. A(1) = 2 - 1 + 5\ln 2 = 1 + 5\ln 2.
  3. Aumento = A(1) - A(0) = 5\ln 2 - 1 \approx 2{,}47 hectares.
Resposta5\ln 2 - 1 \approx 2{,}47 hectares

De b = a^{2} vem \log_{a} b = 2; inverte para obter \log_{b} a.

  1. \log_{a} b = \log_{a}\left(a^{2}\right) = 2, logo \log_{b} a = \dfrac{1}{2}.
  2. 1 + \dfrac{1}{2} = \dfrac{3}{2}.
RespostaOpção (D)

O triângulo é retângulo em P: os catetos são \overline{OP} e \overline{PA}.

  1. P(x,\,0) e A\left(x,\, e^{x}\right), logo \overline{OP} = x e \overline{PA} = e^{x}.
  2. Área = \dfrac{x \times e^{x}}{2}.
RespostaOpção (B)

Em a) subtrai as duas igualdades. Em b) isola \log E.

  1. a) M_{1}-M_{2} = 0{,}67\log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = 1 \iff \log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = \dfrac{1}{0{,}67} \approx 1{,}4925.
  2. \dfrac{E_{1}}{E_{2}} \approx 10^{1{,}4925} \approx 31: um sismo com mais uma unidade de magnitude liberta cerca de 31 vezes mais energia.
  3. b) 4{,}7 = 0{,}67\log E - 3{,}25 \iff \log E = \dfrac{7{,}95}{0{,}67} \approx 11{,}866.
  4. E \approx 10^{11{,}866} \approx 7 \times 10^{11} joule.
Respostasa) \approx 31 · b) \approx 7 \times 10^{11} J

Separa o quociente.

  1. \log_{5}\left(5^{1000}\right) - \log_{5} 25 = 1000 - 2 = 998.
RespostaOpção (D)

Em b) escreve f(0) - f(1) = 2 (em milhares) e resolve em ordem a k.

  1. a) \dfrac{10}{3-2e^{-0{,}13t}} = 9 \iff 3 - 2e^{-0{,}13t} = \dfrac{10}{9}.
  2. 2e^{-0{,}13t} = \dfrac{17}{9} \iff e^{-0{,}13t} = \dfrac{17}{18}, logo t = -\dfrac{1}{0{,}13}\ln\dfrac{17}{18} \approx 0{,}44 semanas.
  3. 0{,}44 \times 7 \approx 3{,}1: cerca de 3 dias.
  4. b) f(0) = \dfrac{k}{3-2} = k e f(1) = \dfrac{k}{3-2e^{-0{,}13}}.
  5. k - \dfrac{k}{3-2e^{-0{,}13}} = 2 \iff k\left(1 - \dfrac{1}{3-2e^{-0{,}13}}\right) = 2.
  6. Com 3-2e^{-0{,}13} \approx 1{,}2437: k\left(1-0{,}8041\right) = 2 \iff k \approx 10{,}2.
Respostasa) \approx 3 dias · b) k \approx 10{,}2

Substitui f(x)-3 e separa o logaritmo do produto: o termo \ln\left(e^{-x}\right) cancela o x.

  1. f(x) - 3 = 4x^{2}e^{-x}, positivo para x \neq 0.
  2. g(x) = x + \ln\left(4x^{2}\right) + \ln\left(e^{-x}\right) = x + \ln\left(4x^{2}\right) - x = \ln\left(4x^{2}\right).
  3. g(x) = 0 \iff 4x^{2} = 1 \iff x^{2} = \dfrac{1}{4} \iff x = \pm\dfrac{1}{2}.
  4. Ambos pertencem a \mathbb{R}\setminus\{0\}.
Respostax = -\dfrac{1}{2} e x = \dfrac{1}{2}

Determina o zero de g. A base do triângulo é o comprimento — logo, um valor positivo.

  1. \ln(x+2) = 0 \iff x+2 = 1 \iff x = -1. Logo B(-1,\,0).
  2. Catetos: \overline{OA} = 5 e \overline{OB} = |-1| = 1.
  3. Área = \dfrac{5 \times 1}{2} = \dfrac{5}{2}.
RespostaOpção (A)

Em a) aplica a regra da potência. Em b), 2400 bilhetes são 24 centenas.

  1. a) 8\log_{4}\left((3t+1)^{3}\right) = 24\log_{4}(3t+1), logo N(t) = 24\log_{4}(3t+1) - 8\log_{4}(3t+1) = 16\log_{4}(3t+1). \square
  2. b) 16\log_{4}(3t+1) = 24 \iff \log_{4}(3t+1) = \dfrac{3}{2}.
  3. 3t+1 = 4^{3/2} = 8 \iff t = \dfrac{7}{3} \approx 2{,}333 horas.
  4. 0{,}333 \times 60 = 20 minutos: 2 horas e 20 minutos.
Respostasa) regra da potência · b) 2 h 20 min

Passa à forma exponencial e resolve em ordem a x. A solução tem de ser negativa.

  1. \ln(-3x) = 2 \iff -3x = e^{2} \iff x = -\dfrac{e^{2}}{3}.
  2. É negativo, logo pertence ao domínio.
RespostaOpção (C)

Resolve \log_{9} x = \frac{1}{2} passando à forma exponencial.

  1. \log_{9} x = \dfrac{1}{2} \iff x = 9^{1/2} = 3.
RespostaOpção (C)

Em b), escreve I(1) = 1 e isola e^{k}.

  1. a) \dfrac{3e^{t/2}}{1+e^{t/2}} = 2{,}5 \iff 3e^{t/2} = 2{,}5 + 2{,}5e^{t/2} \iff 0{,}5e^{t/2} = 2{,}5.
  2. e^{t/2} = 5 \iff t = 2\ln 5 \approx 3{,}22 anos após o início de 1960: durante o ano de 1963.
  3. b) I(1) = 1 \iff \dfrac{3e^{k}}{1+p\,e^{k}} = 1 \iff 3e^{k} = 1 + p\,e^{k}.
  4. e^{k}(3-p) = 1 \iff e^{k} = \dfrac{1}{3-p}, logo k = -\ln(3-p).
  5. Na forma pedida, A = 3 e B = -1.
Respostasa) 1963 · b) k = -\ln(3-p)

Em \left[1,+\infty\right[, \dfrac{f(x)}{x} simplifica-se muito. Depois é uma equação em e^{x}.

  1. Em \left[1,+\infty\right[: \dfrac{f(x)}{x} = \dfrac{x\,e^{-x}+2x}{x} = e^{-x}+2.
  2. A equação fica e^{-x} + 2 = e^{x} - \dfrac{2}{3} \iff e^{-x} - e^{x} + \dfrac{8}{3} = 0.
  3. Multiplicando por e^{x} > 0: 1 - e^{2x} + \dfrac{8}{3}e^{x} = 0. Com y = e^{x} > 0: 3y^{2} - 8y - 3 = 0.
  4. y = \dfrac{8 \pm \sqrt{64+36}}{6} = \dfrac{8 \pm 10}{6}, ou seja y = 3 ou y = -\dfrac{1}{3}. Rejeita-se a negativa.
  5. e^{x} = 3 \iff x = \ln 3 \approx 1{,}0986 \geq 1: serve.
RespostaS = \{\ln 3\}

Em a) calcula N_{A}(7) - N_{A}(0).

  1. a) N_{A}(0) = \dfrac{120}{8} = 15 e N_{A}(7) = \dfrac{120}{1+7e^{-1{,}4}} \approx 44{,}02.
  2. Aumento \approx 44 - 15 = 29 nenúfares.
  3. b) Representando as duas funções, os gráficos intersetam-se em t \approx 8{,}05.
  4. Foram necessários aproximadamente 8 dias.
Ecrã da calculadora NumWorks com a interseção das curvas de 120 sobre 1 mais 7e elevado a menos 0,2x e de 150 sobre 1 mais 50e elevado a menos 0,4x
Interseção de y = \dfrac{120}{1+7e^{-0{,}2x}} com y = \dfrac{150}{1+50e^{-0{,}4x}}, na janela x \in [0,\, 20]: x = 8{,}04719.
Respostasa) \approx 29 nenúfares · b) \approx 8 dias

Consumir 2 litros significa Q(20) = Q(0) - 2.

  1. Q(0) = 12 + \log_{3} 81 = 12 + 4 = 16 litros.
  2. Q(20) = 16 - 2 = 14.
  3. 12 + \log_{3}\left(81 - 400k\right) = 14 \iff \log_{3}(81-400k) = 2 \iff 81 - 400k = 9.
  4. 400k = 72 \iff k = \dfrac{72}{400} = 0{,}18.
Respostak = 0{,}18

Em b), subtrai as duas igualdades: fica \frac{2}{3}\log\frac{E_{1}}{E_{2}}.

  1. a) 7{,}1 = \dfrac{2}{3}\log E - 2{,}9 \iff \log E = \dfrac{3 \times 10}{2} = 15 \iff E = 10^{15} joule.
  2. M_{0} = \dfrac{E}{1{,}6 \times 10^{-5}} = \dfrac{10^{15}}{1{,}6 \times 10^{-5}} = 6{,}25 \times 10^{19}.
  3. b) M_{1}-M_{2} = \dfrac{2}{3}\left(\log E_{1} - \log E_{2}\right) = \dfrac{2}{3}\log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = \dfrac{2}{3}.
  4. \log\dfrac{E_{1}}{E_{2}} = 1 \iff \dfrac{E_{1}}{E_{2}} = 10: a energia do primeiro é dez vezes a do segundo. \square
Respostasa) 6{,}25 \times 10^{19} · b) \log\frac{E_{1}}{E_{2}} = 1

Em b), a diferença dos dois logaritmos é o logaritmo do quociente — e o quociente é muito simples.

  1. a) C.E.: x > 0 \land x-8 > 0 \iff x > 8.
  2. \log_{3} x - \log_{3}(x-8) \geq 2 \iff \log_{3}\dfrac{x}{x-8} \geq 2 \iff \dfrac{x}{x-8} \geq 9.
  3. Como x-8 > 0: x \geq 9x-72 \iff x \leq 9.
  4. S = \left]8,\, 9\right].
  5. b) \log_{3}\left(36^{1000}\right) - \log_{3}\left(4^{1000}\right) = \log_{3}\left(\dfrac{36}{4}\right)^{1000} = \log_{3}\left(9^{1000}\right) = 2000.
Respostasa) \left]8,\,9\right] · b) 2000

Calcula f(0) e resolve f(x) = 10\,f(0).

  1. f(0) = \dfrac{200}{1+3 \times 2^{3}} = \dfrac{200}{25} = 8 frangos.
  2. Pretende-se f(x) = 80: \dfrac{200}{1+3 \times 2^{3-0{,}1x}} = 80 \iff 1 + 3 \times 2^{3-0{,}1x} = 2{,}5.
  3. 3 \times 2^{3-0{,}1x} = 1{,}5 \iff 2^{3-0{,}1x} = 0{,}5 = 2^{-1}.
  4. 3 - 0{,}1x = -1 \iff x = 40.
Resposta40 dias

De b = a^{\pi} tira-se \log_{a} b = \pi.

  1. \log_{a}\left(a^{12}b^{100}\right) = 12 + 100\log_{a} b = 12 + 100\pi.
  2. 12 + 100\pi \approx 12 + 314{,}16 \approx 326.
RespostaOpção (B)

Multiplica tudo por e^{2}e^{x}, que é positivo, e faz a mudança de variável y = e^{x}.

  1. f(x) = 0 \iff \dfrac{e^{x}}{e^{2}} = \dfrac{4e^{-x}+4}{e^{2}} \iff e^{x} = 4e^{-x}+4.
  2. Multiplicando por e^{x} > 0: e^{2x} = 4 + 4e^{x}.
  3. Com y = e^{x} > 0: y^{2}-4y-4 = 0 \iff y = \dfrac{4 \pm \sqrt{16+16}}{2} = 2 \pm 2\sqrt{2}.
  4. 2 - 2\sqrt{2} \approx -0{,}83 < 0: rejeita-se, porque e^{x} > 0.
  5. Fica e^{x} = 2+2\sqrt{2}, ou seja x = \ln\left(2+2\sqrt{2}\right) — único, pela injetividade da exponencial. \square
Respostax = \ln\left(2+2\sqrt{2}\right), único zero

Separa o produto e usa a regra da potência na raiz.

  1. \log_{a}\left(\sqrt{b}\,c\right) = \log_{a}\left(b^{1/2}\right) + \log_{a} c = \dfrac{1}{2}\log_{a} b + \log_{a} c.
  2. = \dfrac{c}{2} + 3.
RespostaOpção (C)

\log_{b} a é o inverso de \log_{a} b; e \sqrt{b} = b^{1/2}.

  1. \log_{b} a = \dfrac{1}{2}.
  2. \log_{a}\sqrt{b} = \dfrac{1}{2}\log_{a} b = 1.
  3. Soma: \dfrac{1}{2}+1 = \dfrac{3}{2}.
RespostaOpção (D)

Em a), a distância entre os centros é a hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos são 7 e a diferença de alturas.

  1. a) a(5) = e^{-0{,}15} - 0{,}1 + 3 \approx 3{,}761 e b(5) = 6e^{-0{,}3} - 0{,}1 + 2 \approx 6{,}345.
  2. Diferença de alturas: 6{,}345 - 3{,}761 \approx 2{,}584 metros.
  3. Distância = \sqrt{7^{2} + 2{,}584^{2}} \approx \sqrt{49 + 6{,}677} \approx 7{,}5 metros.
  4. b) Representando y = e^{-0{,}03x}-0{,}02x+3 e y = 6e^{-0{,}06x}-0{,}02x+2 em [0,\,60], os gráficos intersetam-se em t \approx 23{,}1.
  5. Decorreram aproximadamente 23 segundos.
Ecrã da calculadora NumWorks com a interseção das curvas de e elevado a menos 0,03x menos 0,02x mais 3 e de 6e elevado a menos 0,06x menos 0,02x mais 2
Interseção de y = e^{-0{,}03x}-0{,}02x+3 com y = 6e^{-0{,}06x}-0{,}02x+2, na janela x \in [0,\, 60]: x = 23{,}10491.
Respostasa) \approx 7{,}5 m · b) \approx 23 s

Separa a primeira parcela e usa a^{\log_{a} b} = b na segunda.

  1. \log_{a}\left(a^{5}\right) + \log_{a}\left(b^{1/3}\right) = 5 + \dfrac{1}{3}\log_{a} b = 5 + \dfrac{3}{3} = 6.
  2. a^{\log_{a} b} = b.
  3. Soma: 6 + b.
RespostaOpção (A)

Não te esqueças da condição de existência e^{-x} - a > 0, que dá o extremo aberto.

  1. C.E.: e^{-x} - a > 0 \iff e^{-x} > a \iff -x > \ln a \iff x < -\ln a.
  2. \ln\left(e^{-x}-a\right) \leq 0 \iff e^{-x} - a \leq e^{0} = 1 \iff e^{-x} \leq 1+a.
  3. -x \leq \ln(1+a) \iff x \geq -\ln(1+a).
  4. Intersetando: S = \left[-\ln(1+a),\, -\ln a\right[.
RespostaOpção (B)

Separa o produto: \log(100b) = \log 100 + \log b.

  1. \log(100b) = \log 100 + \log b = 2 + 2014 = 2016.
RespostaOpção (A)

Separa o quociente e calcula cada logaritmo.

  1. \log_{3}\left(3^{k}\right) - \log_{3} 9 = k - 2.
RespostaOpção (B)

No instante inicial a esfera está presa à base. A distância de P ao centro da esfera nesse instante permite calcular o raio.

  1. Em t = 0: d(0) = 10 + 5 \times e^{0} = 15 cm. É a distância de P ao centro da esfera.
  2. A distância de P à base é 16 cm; o centro da esfera está a 15 cm de P, logo a 16-15 = 1 cm da base.
  3. Estando a esfera assente na base, essa distância é o raio: r = 1 cm.
  4. Volume = \dfrac{4}{3}\pi r^{3} = \dfrac{4}{3}\pi \approx 4{,}19\ \mathrm{cm}^{3}.
Resposta\approx 4{,}19\ \mathrm{cm}^{3}

\log_{a} b é o inverso de \log_{b} a.

  1. \log_{a} b = \dfrac{1}{\log_{b} a} = 3.
  2. \log_{a}\left(a^{2}b\right) = 2\log_{a} a + \log_{a} b = 2 + 3 = 5.
RespostaOpção (D)

Substitui o ramo, simplifica e põe x em evidência. O sinal de e^{x}-2 resolve-se com um logaritmo.

  1. Em \left]-\infty,3\right]: 1 + x\,e^{x} - 2x > 1 \iff x\,e^{x} - 2x > 0 \iff x\left(e^{x}-2\right) > 0.
  2. e^{x} - 2 = 0 \iff x = \ln 2 \approx 0{,}69. O produto é positivo quando os dois fatores têm o mesmo sinal.
  3. x < 0 e e^{x}-2 < 0 (verdade, porque x < 0 < \ln 2): serve todo o x < 0.
  4. x > 0 e x > \ln 2: serve x > \ln 2.
  5. Intersetando com x \leq 3: S = \left]-\infty,\,0\right[ \,\cup\, \left]\ln 2,\, 3\right].
RespostaS = \left]-\infty,\,0\right[ \cup \left]\ln 2,\, 3\right]

Simplifica primeiro e^{a\ln x}: é uma potência de x.

  1. e^{a\ln x} = e^{\ln\left(x^{a}\right)} = x^{a}, para x > 0.
  2. f(2) = 2^{a} = 8 = 2^{3} \iff a = 3.
RespostaOpção (C)

Em b), parte da definição de N, isola e^{-0{,}25t} e aplica \ln.

  1. a) N(10) = \dfrac{200}{1+50e^{-2{,}5}} \approx 39{,}18 e N(20) = \dfrac{200}{1+50e^{-5}} \approx 149{,}60.
  2. T.m.v. = \dfrac{149{,}60 - 39{,}18}{10} \approx 11: entre o final de 1900 e o final de 2000, a população aumentou, em média, cerca de 11 milhões de habitantes por década.
  3. b) N\left(1+50e^{-0{,}25t}\right) = 200 \iff 50e^{-0{,}25t} = \dfrac{200-N}{N} \iff e^{-0{,}25t} = \dfrac{200-N}{50N}.
  4. -0{,}25t = \ln\dfrac{200-N}{50N} = -\ln\dfrac{50N}{200-N}.
  5. t = 4\ln\dfrac{50N}{200-N}. \square
Respostasa) \approx 11 milhões por década · b) isolando a exponencial e aplicando \ln

Mostra que f(-a) = -f(a): os dois pontos ficam simétricos em relação à origem.

  1. f(-a) = \ln\left(\dfrac{-a-1}{-a+1}\right) = \ln\left(\dfrac{-(a+1)}{-(a-1)}\right) = \ln\left(\dfrac{a+1}{a-1}\right).
  2. Ora \dfrac{a+1}{a-1} = \left(\dfrac{a-1}{a+1}\right)^{-1}, e \ln\left(u^{-1}\right) = -\ln u.
  3. Logo f(-a) = -\ln\left(\dfrac{a-1}{a+1}\right) = -f(a): a função é ímpar.
  4. Os pontos A\left(a,\, f(a)\right) e B\left(-a,\, -f(a)\right) têm ponto médio \left(0,\,0\right).
  5. Uma reta que contém dois pontos cujo ponto médio é a origem passa necessariamente na origem. \square
Respostaf é ímpar, logo A e B são simétricos em relação à origem

Separa o produto, tira \log_{a} b e depois inverte.

  1. \log_{a} a + 3\log_{a} b = 5 \iff 1 + 3\log_{a} b = 5 \iff \log_{a} b = \dfrac{4}{3}.
  2. \log_{b} a = \dfrac{1}{\log_{a} b} = \dfrac{3}{4}.
RespostaOpção (B)

Substitui os valores e isola e^{-0{,}003n}.

  1. 24 = \dfrac{600 \times 0{,}003}{1-e^{-0{,}003n}} = \dfrac{1{,}8}{1-e^{-0{,}003n}}.
  2. 1 - e^{-0{,}003n} = \dfrac{1{,}8}{24} = 0{,}075 \iff e^{-0{,}003n} = 0{,}925.
  3. -0{,}003n = \ln 0{,}925 \iff n = \dfrac{\ln 0{,}925}{-0{,}003} \approx 25{,}98.
  4. Aproximadamente 26 meses.
Resposta\approx 26 meses

De a = b^{3} tira-se \log_{b} a; o outro é o seu inverso.

  1. \log_{b} a = \log_{b}\left(b^{3}\right) = 3.
  2. \log_{a} b = \dfrac{1}{\log_{b} a} = \dfrac{1}{3}.
  3. Soma: 3 + \dfrac{1}{3} = \dfrac{10}{3}.
RespostaOpção (C)

Em b) resolve V(x) = 3: divide por 3 e passa à forma exponencial.

  1. a) V(25) = 3\ln\dfrac{325}{85} = 3\ln\dfrac{65}{17} \approx 4{,}02 km/s.
  2. Tempo = \dfrac{200}{4{,}02} \approx 50 segundos.
  3. b) 3\ln\dfrac{x+300}{x+60} = 3 \iff \ln\dfrac{x+300}{x+60} = 1 \iff \dfrac{x+300}{x+60} = e.
  4. x + 300 = e x + 60e \iff x(1-e) = 60e - 300 \iff x = \dfrac{60e-300}{1-e} \approx 79{,}7.
  5. Cerca de 80 milhares de toneladas.
Respostasa) \approx 50 s · b) \approx 80 milhares de toneladas

Usa a regra da potência e depois a mudança de base: \log_{a} 5 = \dfrac{\ln 5}{\ln a}.

  1. \log_{a}\left(5^{\ln a}\right) = \ln a \times \log_{a} 5 = \ln a \times \dfrac{\ln 5}{\ln a} = \ln 5.
  2. 4 + \ln 5 = \ln\left(e^{4}\right) + \ln 5 = \ln\left(5e^{4}\right).
RespostaOpção (B)

Em a) escreve p(2) = \frac{1}{2}p(1) e simplifica o quociente das exponenciais.

  1. a) 120e^{-2k} = \dfrac{1}{2} \times 120e^{-k} \iff \dfrac{e^{-2k}}{e^{-k}} = \dfrac{1}{2} \iff e^{-k} = \dfrac{1}{2}.
  2. -k = -\ln 2 \iff k = \ln 2.
  3. b) p(0) = 120 e p(3) = 120e^{-2{,}1} \approx 14{,}69.
  4. T.m.v. = \dfrac{14{,}69 - 120}{3} \approx -35.
  5. Nas três primeiras horas do processo, a massa de poluente diminuiu, em média, cerca de 35 gramas por hora.
Respostasa) k = \ln 2 · b) \approx -35 g/h

Fatoriza a^{2}-b^{2} e simplifica; da condição dada tira-se a razão entre a-b e a+b.

  1. \ln\left((a-b)(a+b)\right) - 2\ln(a+b) = \ln(a-b) + \ln(a+b) - 2\ln(a+b) = \ln\dfrac{a-b}{a+b}.
  2. De a+b = 2(a-b) vem \dfrac{a-b}{a+b} = \dfrac{1}{2}.
  3. \ln\dfrac{1}{2} = -\ln 2 \approx -0{,}693 \approx -0{,}7.
RespostaOpção (C)

O produto (x-1)h(x) simplifica-se. Depois é uma equação com e^{x} e e^{-x}: multiplica por e^{x}.

  1. (x-1)h(x) = e^{x}, logo a equação fica e^{x} + 2e^{-x} = 3.
  2. Multiplicando por e^{x} > 0: e^{2x} + 2 = 3e^{x}.
  3. Com y = e^{x} > 0: y^{2}-3y+2 = 0 \iff y = 1 \lor y = 2.
  4. e^{x} = 1 \iff x = 0 e e^{x} = 2 \iff x = \ln 2. Nenhum é 1.
RespostaS = \{0,\ \ln 2\}

O x cancela-se. Fica um logaritmo igualado a uma expressão linear.

  1. x + \ln\left(e^{x}+1\right) = 2x+1 \iff \ln\left(e^{x}+1\right) = x+1.
  2. e^{x}+1 = e^{x+1} = e \cdot e^{x} \iff 1 = e^{x}(e-1) \iff e^{x} = \dfrac{1}{e-1}.
  3. x = \ln\dfrac{1}{e-1} = -\ln(e-1).
  4. -\ln(e-1) \approx -0{,}541 \leq 2: pertence ao domínio.
Respostax = -\ln(e-1), ou seja k = e-1

A soma de logaritmos da mesma base é o logaritmo do produto.

  1. Sejam x e y os números. \log_{8} x + \log_{8} y = \log_{8}(xy) = \dfrac{1}{3}.
  2. xy = 8^{1/3} = 2.
RespostaOpção (A)

Separa o logaritmo do produto e usa \ln\left(e^{u}\right) = u.

  1. C.E.: (1-x)e^{x-1} > 0. Como e^{x-1} > 0, a condição é x < 1.
  2. \ln(1-x) + \ln\left(e^{x-1}\right) = x \iff \ln(1-x) + x - 1 = x.
  3. \ln(1-x) = 1 \iff 1-x = e \iff x = 1-e.
  4. Como e > 1, tem-se 1-e < 0 < 1: a solução serve.
RespostaS = \{1-e\}

Escreve T(t_{1}) = 30, isola a exponencial e aplica \ln.

  1. 20 + 100e^{-kt_{1}} = 30 \iff e^{-kt_{1}} = \dfrac{1}{10}.
  2. -kt_{1} = \ln\dfrac{1}{10} = -\ln 10.
  3. k = \dfrac{\ln 10}{t_{1}}.
RespostaOpção (C)

Põe \ln(1-x) em evidência no primeiro membro e repara em que x-1 = -(1-x).

  1. C.E.: 1-x > 0 \land 3-2x > 0 \iff x < 1.
  2. (x-1)\ln(1-x) = (1-x)\ln(3-2x) \iff -(1-x)\ln(1-x) - (1-x)\ln(3-2x) = 0.
  3. -(1-x)\left[\ln(1-x)+\ln(3-2x)\right] = 0. Como 1-x \neq 0 no domínio, fica \ln\left[(1-x)(3-2x)\right] = 0.
  4. (1-x)(3-2x) = 1 \iff 2x^{2}-5x+2 = 0 \iff x = 2 \lor x = \dfrac{1}{2}.
  5. \dfrac{1}{2} é menor do que 1.
RespostaS = \left\{\dfrac{1}{2}\right\}

Cuidado com a pergunta: pede-se a distância da base do poste ao ponto mais baixo do cabo — não a abcissa desse ponto.

  1. O enunciado diz que o ponto mais baixo é equidistante dos dois postes: está em x = 5.
  2. A sua altura é h(5) = 6{,}3\left(e^{0}+e^{0}\right) - 7{,}6 = 12{,}6 - 7{,}6 = 5 metros.
  3. A base do poste da esquerda é o ponto (0,\,0); o ponto do cabo é (5,\,5).
  4. Distância = \sqrt{5^{2}+5^{2}} = \sqrt{50} \approx 7{,}07 \approx 7{,}1 metros.
RespostaOpção (A)

Passa tudo para o primeiro membro e põe e^{x}-1 em evidência.

  1. C.E.: 5-2x > 0 \land 3-x > 0 \iff x < \dfrac{5}{2}.
  2. \left(e^{x}-1\right)\ln(5-2x) + \left(e^{x}-1\right)\ln(3-x) = 0.
  3. \left(e^{x}-1\right)\left[\ln(5-2x)+\ln(3-x)\right] = 0 \iff \left(e^{x}-1\right)\ln\left[(5-2x)(3-x)\right] = 0.
  4. Primeiro fator: e^{x} = 1 \iff x = 0, que pertence ao domínio.
  5. Segundo: (5-2x)(3-x) = 1 \iff 2x^{2}-11x+14 = 0 \iff x = 2 \lor x = \dfrac{7}{2}.
  6. \dfrac{7}{2} > \dfrac{5}{2}: rejeita-se. Fica x = 2.
RespostaS = \{0,\ 2\}

Multiplica por 2 e usa 2\log_{2}(6x) = \log_{2}\left(36x^{2}\right), legítimo porque 6x > 0.

  1. C.E.: 9x+1 > 0 e 6x > 0, ou seja x > 0.
  2. \log_{2}(9x+1) = 2\log_{2}(6x) = \log_{2}\left(36x^{2}\right).
  3. 9x+1 = 36x^{2} \iff 36x^{2}-9x-1 = 0.
  4. x = \dfrac{9 \pm \sqrt{81+144}}{72} = \dfrac{9 \pm 15}{72}, ou seja x = \dfrac{1}{3} ou x = -\dfrac{1}{12}.
  5. \dfrac{1}{3} é positivo.
RespostaS = \left\{\dfrac{1}{3}\right\}

Em \left[1,+\infty\right[ usa-se o segundo ramo. Escreve o segundo membro como um só logaritmo de base 3.

  1. Em \left[1,+\infty\right[, g(x) = 7 \times 3^{x-1} - 3, que é positivo (é crescente e g(1) = 4 > 0).
  2. x + \log_{3} 2 = \log_{3}\left(3^{x}\right) + \log_{3} 2 = \log_{3}\left(2 \times 3^{x}\right).
  3. Pela injetividade: 7 \times 3^{x-1} - 3 = 2 \times 3^{x}.
  4. 7 \times \dfrac{3^{x}}{3} - 2 \times 3^{x} = 3 \iff \dfrac{7 \times 3^{x} - 6 \times 3^{x}}{3} = 3 \iff 3^{x} = 9.
  5. x = 2, que pertence a \left[1,+\infty\right[.
RespostaS = \{2\}

Escreve as duas condições, elimina a e faz a mudança de variável y = e^{b}.

  1. f(1) = 5 \iff a + e^{b} = 5 \iff a = 5 - e^{b}.
  2. f(2) = 7 \iff a + e^{2b} = 7 \iff a = 7 - e^{2b}.
  3. Igualando: 5 - e^{b} = 7 - e^{2b} \iff e^{2b} - e^{b} - 2 = 0.
  4. Com y = e^{b} > 0: y^{2}-y-2 = 0 \iff y = 2 \lor y = -1. Rejeita-se -1.
  5. e^{b} = 2 \iff b = \ln 2, e a = 5 - 2 = 3.
Respostaa = 3 e b = \ln 2

Da condição tira-se \log_{a} b. Depois separa o produto e usa \sqrt{a^{3}} = a^{3/2}.

  1. \log_{a} b - \log_{a} a = 2 \iff \log_{a} b - 1 = 2 \iff \log_{a} b = 3.
  2. \log_{a}\left(a^{3/2}b^{2}\right) = \dfrac{3}{2}\log_{a} a + 2\log_{a} b = \dfrac{3}{2} + 6 = \dfrac{15}{2}.
RespostaOpção (B)

O denominador nunca se anula. Multiplica em cruz e depois multiplica tudo por e^{x}.

  1. Como e^{x} > 0 e e^{-x} > 0, tem-se e^{x}+e^{-x} \neq 0: a equação está definida em \mathbb{R}.
  2. Multiplicando em cruz: 3\left(e^{x}-e^{-x}\right) = e^{x}+e^{-x} \iff 2e^{x} - 4e^{-x} = 0.
  3. Multiplicando por e^{x} > 0: 2e^{2x} - 4 = 0 \iff e^{2x} = 2.
  4. 2x = \ln 2 \iff x = \dfrac{\ln 2}{2}.
RespostaS = \left\{\dfrac{\ln 2}{2}\right\}

As bases do trapézio são f(a) e f(a+4); a altura é 4. Junta os dois logaritmos numa só expressão.

  1. \overline{AB} = (a+4) - a = 4, \overline{AD} = f(a) = \log_{2a} a e \overline{BC} = f(a+4) = \log_{2a}(a+4).
  2. Área = \dfrac{\log_{2a} a + \log_{2a}(a+4)}{2} \times 4 = 4, logo \log_{2a} a + \log_{2a}(a+4) = 2.
  3. \log_{2a}\left[a(a+4)\right] = 2 \iff a^{2}+4a = (2a)^{2} = 4a^{2}.
  4. 3a^{2} - 4a = 0 \iff a(3a-4) = 0 \iff a = 0 \lor a = \dfrac{4}{3}.
  5. Como a > 1, vem a = \dfrac{4}{3}.
Respostaa = \dfrac{4}{3}

Escreve a raiz como potência de expoente \frac{1}{2} e põe \frac{1}{2} em evidência.

  1. C.E.: x > 0 e x + 1 > 0, ou seja x > 0.
  2. \log_{2}\sqrt{x+1} = \dfrac{1}{2}\log_{2}(x+1), logo a equação fica \dfrac{1}{2}\left[\log_{2} x - \log_{2}(x+1)\right] = -1.
  3. \log_{2}\dfrac{x}{x+1} = -2 \iff \dfrac{x}{x+1} = 2^{-2} = \dfrac{1}{4}.
  4. 4x = x+1 \iff x = \dfrac{1}{3}, que pertence a \left]0,+\infty\right[.
RespostaS = \left\{\dfrac{1}{3}\right\}

Determina primeiro y_{B} = f(0); depois resolve f(x) = 5 com a mudança de variável y = e^{x}. As bases do trapézio são \overline{OB} e \overline{CA}, e a altura é \overline{OC}.

  1. y_{B} = f(0) = 3 - 2 = 1, logo B(0,\,1).
  2. f(x) = 5 \iff 3e^{x} - \dfrac{2}{e^{x}} = 5. Com y = e^{x} > 0: 3y^{2}-5y-2 = 0 \iff y = 2 \lor y = -\dfrac{1}{3}.
  3. Rejeita-se a raiz negativa; e^{x} = 2 \iff x = \ln 2. Logo A(\ln 2,\, 5) e C(\ln 2,\, 0).
  4. Trapézio de bases \overline{OB} = 1 e \overline{CA} = 5, e altura \overline{OC} = \ln 2.
  5. Área = \dfrac{1+5}{2} \times \ln 2 = 3\ln 2 = \ln\left(2^{3}\right) = \ln 8.
Resposta\ln 8

Começa pelas condições de existência. Depois usa \ln\left((4-x)^{2}\right) = 2\ln(4-x), válida porque 4-x > 0, e põe e^{x}-5 em evidência.

  1. Condições de existência: (4-x)^{2} > 0, 4-x > 0 e 7-2x > 0. A segunda dá x < 4, a terceira x < \dfrac{7}{2}. Domínio: \left]-\infty,\, \dfrac{7}{2}\right[.
  2. Como 4-x > 0, \dfrac{1}{2}\ln\left((4-x)^{2}\right) = \ln(4-x). A equação fica
  3. e^{x}\ln(4-x) - 5\ln(4-x) = \left(5-e^{x}\right)\ln(7-2x).
  4. \left(e^{x}-5\right)\ln(4-x) = -\left(e^{x}-5\right)\ln(7-2x), ou seja \left(e^{x}-5\right)\left[\ln(4-x) + \ln(7-2x)\right] = 0.
  5. \left(e^{x}-5\right)\ln\left[(4-x)(7-2x)\right] = 0.
  6. Primeiro fator: e^{x} = 5 \iff x = \ln 5 \approx 1{,}61, que pertence ao domínio.
  7. Segundo fator: (4-x)(7-2x) = e^{0} = 1 \iff 2x^{2}-15x+27 = 0 \iff x = 3 \lor x = \dfrac{9}{2}.
  8. \dfrac{9}{2} > \dfrac{7}{2}: rejeita-se. Fica x = 3.
RespostaS = \left\{\ln 5,\ 3\right\}

Começa por tirar \log_{a} b da condição dada, e depois separa o logaritmo do quociente.

  1. \log_{a}\left(b^{2}\right) = 16 \iff 2\log_{a} b = 16 \iff \log_{a} b = 8.
  2. \log_{a}\dfrac{a}{b} = \log_{a} a - \log_{a} b = 1 - 8 = -7.
RespostaOpção (A)

Exercícios de Exame · Função inversa e função composta

Itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre composição e inversão. Os enunciados são do 11.º ano, mas o Exame do 12.º volta a eles todos os anos — quase sempre disfarçados dentro de uma pergunta sobre exponenciais ou logaritmos.

Item 122 escolha múltiplaExame 2002 · Prova para militares

Na figura está a representação gráfica de uma função f e, a tracejado, parte da recta de equação y = x.

x y 1 2 3 4 1 2 3 4 f
Parte do gráfico de f e, a tracejado, a recta de equação y = x.

Em qual das figuras seguintes pode estar a representação gráfica da função f^{-1}, função inversa de f?

x y 1 2 3 4 1 2 3 4
(A)
x y 1 2 3 4 1 2 3 4
(B)
x y 1 2 3 4 1 2 3 4
(C)
x y 1 2 3 4 1 2 3 4
(D)
Item 123 escolha múltiplaExame 2005 · 1.ª Fase

Na figura está representada parte do gráfico de uma função f, contínua em \mathbb{R}. A função f tem apenas dois zeros: -3 e 1.

x y −3 −2 −1 1 2 1 2 −2 −4 f
Parte do gráfico de f, contínua em \mathbb{R}, com zeros -3 e 1.

Seja g a função definida por g(x) = \sqrt{f(x)}.

Qual dos seguintes conjuntos pode ser o domínio da função g?

  • (A)\,]-\infty,\,1]
  • (B)\mathbb{R} \setminus \{-3,\,1\}
  • (C)\,]-\infty,\,-3]
  • (D)[-3,\,+\infty[
Item 124 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 10.05.2007

Considere as seguintes funções:

f: \{1,2,3\} \to \{1,2,3\}, definida pela tabela

x123
f(x)312

g: \mathbb{R} \to \mathbb{R}, definida por g(x) = 2x + 1;

h: [0,\,4] \to \{1,2,3\}, cujo gráfico é

x y 1 2 3 4 1 2 3
O gráfico da função h, de domínio [0,\,4].

Indique o valor de f^{-1}(2) + (g \circ h)\big(\sqrt{2}\big).

  • (A)4
  • (B)5
  • (C)6
  • (D)7
Item 125 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 06.05.2008

Na figura está representada parte do gráfico de uma função g.

x y −3 3 −4 g
Parte do gráfico da função g.

Seja f a função de domínio \mathbb{R} definida por f(x) = |x|.

Qual é o valor de (f \circ g)(-3)?

  • (A)-4
  • (B)0
  • (C)3
  • (D)4
Item 126 escolha múltiplaExame 2008 · Época especial

Na figura está representada parte do gráfico de uma função f e a recta r de equação y = x.

x y 1 2 3 4 1 2 3 4 f r
Parte do gráfico de f e a recta r de equação y = x.

Qual das figuras seguintes pode ser parte do gráfico da função f^{-1}, função inversa de f?

x y 1 2 3 4 1 2 3 4
(A)
x y 1 2 3 4 1 2 3 4
(B)
x y 1 2 3 4 1 2 3 4
(C)
x y 1 2 3 4 1 2 3 4
(D)
Item 127 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 07.05.2009

Seja f a função cujo gráfico está representado na figura.

x y −3 −1 1 2 1 −2 f
O gráfico da função f.

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = -2x + 1.

Qual é o valor de (f \circ g)(2)?

  • (A)-2
  • (B)-1
  • (C)1
  • (D)2
Item 128 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 06.05.2010

Seja f a função cujo gráfico está representado na figura.

x y −4 −2 2 3 4 2 −3 f
O gráfico da função f.

Seja f^{-1} a função inversa da função f.

Qual é o valor de f(-4) + f^{-1}(2)?

  • (A)-2
  • (B)0
  • (C)1
  • (D)2
Item 129 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 06.05.2010

Seja f a função cujo gráfico está representado na figura.

x y 1 2 3 4 1 −1 2 f
O gráfico da função f.

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = -x + 3.

Qual é o valor de (g \circ f)(3)?

  • (A)-1
  • (B)0
  • (C)1
  • (D)2
Item 130 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 24.05.2011

Seja f a função, de domínio [1,\,+\infty[, definida por f(x) = \sqrt{x-1}.

Qual é o valor de f^{-1}(3)?

  • (A)8
  • (B)9
  • (C)10
  • (D)11
Item 131 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 24.05.2011

Seja h a função, de domínio \mathbb{R}, definida por h(x) = x + 1.

Seja g a função, de domínio \mathbb{R} \setminus \{0\}, definida por g(x) = \dfrac{1}{x}.

Para um certo número real a, tem-se (g \circ h)(a) = \dfrac{1}{9}.

Qual é o valor de a?

  • (A)7
  • (B)8
  • (C)9
  • (D)10
Item 132 construçãoTeste Intermédio 11.º · 06.03.2013

Admita que a função f, de domínio \mathbb{R} \setminus \{2\}, é definida pela expressão f(x) = \dfrac{6-x}{x-2}.

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = x^{3}.

A equação (f \circ g)(x) = x tem exatamente duas soluções.

Determine, recorrendo à calculadora gráfica, essas soluções. Apresente as soluções arredondadas às centésimas.

Na sua resposta deve reproduzir, num referencial, o gráfico da função ou os gráficos das funções que tiver necessidade de visualizar, devidamente identificados, e assinalar os pontos relevantes para responder à questão colocada.

Item 133 construçãoTeste Intermédio 11.º · 11.03.2014

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \dfrac{2}{3}x^{3} + 3x^{2} - 13.

Considere, para cada número real k, a função g, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = kx + 2.

Determine o valor de k para o qual se tem (g \circ f)(-3) = 6.

Item 134 escolha múltiplaExame 2016 · Época especial

Seja f uma função de domínio [-3,\,3] cujo gráfico, tal como a figura do enunciado original sugere, tem apenas dois zeros: -1 e 1. Todos os objetos inteiros têm imagens inteiras.

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por g(x) = \ln x.

Quais são as soluções da equação (f \circ g)(x) = 0?

  • (A)\dfrac{1}{e} e e^{2}
  • (B)e e e^{2}
  • (C)1 e e
  • (D)\dfrac{1}{e} e e
Item 135 escolha múltiplaExame 2017 · 2.ª Fase

Na figura da esquerda está representado o gráfico de uma função f, de domínio [-1,\,6], e na figura da direita está representada parte do gráfico de uma função g, de domínio \mathbb{R}.

Tal como as figuras sugerem, em ambas as funções todos os objetos inteiros têm imagens inteiras.

x y −1 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 f
A função f, de domínio [-1,\,6].
x y −1 1 2 3 4 −3 −2 −1 1 2 3 4 g
Parte do gráfico de g, de domínio \mathbb{R}.

Quais são os zeros da função g \circ f?

  • (A)0 \text{ e } 4
  • (B)1 \text{ e } 5
  • (C)-1 \text{ e } 3
  • (D)2 \text{ e } 6
Item 136 escolha múltiplaExame 2017 · Época especial

Sejam f e g duas funções de domínio \mathbb{R}, tais que a função f - g admite inversa.

Sabe-se que f(3) = 4 e que (f-g)^{-1}(2) = 3.

Qual é o valor de g(3)?

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)4
Item 137 escolha múltiplaExame 2018 · 2.ª Fase

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} 3 + \dfrac{e^{x}}{1-x} & \text{se } x < 1 \\[8pt] \dfrac{\ln\left(x^{2}\right)+2}{x} & \text{se } x \geq 1 \end{cases}

Seja h a função, de domínio \mathbb{R}, definida por h(x) = x+1. Qual é o valor de \left(f \circ h^{-1}\right)(2)?

  • (A)0
  • (B)1
  • (C)2
  • (D)3
Item 138 escolha múltiplaExame 2019 · Época especial

Sejam f e g duas funções de domínio \mathbb{R}.

Sabe-se que f(x) = 2x + 1 e que (f \circ g)(x) = 7, para todo o valor real de x.

Qual das seguintes expressões define a função g?

  • (A)-3
  • (B)3
  • (C)x-3
  • (D)x+3
Item 139 escolha múltiplaExame 2020 · 1.ª Fase

Seja f a função definida em \left]-\infty,\, 2\right] por f(x) = x + \ln\left(e^{x}+1\right) e seja h a função definida no mesmo domínio por h(x) = f(x) - x.

Qual das expressões seguintes pode ser a expressão analítica de h^{-1}?

  • (A)e^{x}-1
  • (B)1-e^{x}
  • (C)\ln\left(e^{x}-1\right)
  • (D)\ln\left(1-e^{x}\right)

Reflecte mentalmente a curva na recta a tracejado. A concavidade troca de sentido.

  1. Os gráficos de f e de f^{-1} são simétricos relativamente à recta y = x.
  2. f é crescente, passa na origem e tem a concavidade voltada para baixo; a reflexão tem de ser crescente, passar na origem e ter a concavidade voltada para cima.
  3. Só a opção (D) reúne as três condições.
RespostaOpção (D)

A raiz quadrada só está definida onde o radicando não é negativo. Onde é que o gráfico de f está acima do eixo (ou sobre ele)?

  1. g = h \circ f, com h(x) = \sqrt{x} de domínio \mathbb{R}^{+}_{0}.
  2. Logo D_g = \{x \in \mathbb{R}: f(x) \geq 0\}.
  3. Do gráfico, f(x) < 0 em \,]-\infty,\,-3[ e f(x) \geq 0 em [-3,\,+\infty[ — em x = 1 o gráfico toca o eixo sem o atravessar.
  4. A opção (B) tira precisamente os pontos onde f se anula — mas aí a raiz está definida e vale 0.
RespostaOpção (D)

Na tabela, f^{-1}(2) é o objeto cuja imagem é 2. Para h(\sqrt{2}), repara em que 1 < \sqrt{2} < 3.

  1. Na tabela, f(3) = 2, logo f^{-1}(2) = 3.
  2. Como 1 < \sqrt{2} < 3, o gráfico dá h\big(\sqrt{2}\big) = 1.
  3. (g \circ h)\big(\sqrt{2}\big) = g(1) = 2 \times 1 + 1 = 3.
  4. Total: 3 + 3 = 6.
RespostaOpção (C)

g(-3) no gráfico e aplica-lhe o módulo. Repara no sinal.

  1. Do gráfico, g(-3) = -4.
  2. (f \circ g)(-3) = f\big(g(-3)\big) = f(-4) = |-4| = 4.
  3. A opção (A) é a armadilha: dá o valor de g(-3), não o da composta.
RespostaOpção (D)

Os gráficos de f e de f^{-1} são simétricos relativamente à recta y = x. Repara em particular por onde é que a curva começa.

  1. O gráfico de f^{-1} obtém-se do de f por reflexão na recta y = x: cada ponto (a,\,b) de f dá o ponto (b,\,a) de f^{-1}.
  2. Como f está acima da recta, f^{-1} tem de ficar abaixo dela.
  3. O gráfico de f começa em (0,\,1), logo o de f^{-1} começa em (1,\,0) — o que só acontece na opção (D).
RespostaOpção (D)

Aqui a ordem é a contrária da do item anterior: calcula g(2) e só depois vais ao gráfico.

  1. g(2) = -2 \times 2 + 1 = -3.
  2. (f \circ g)(2) = f\big(g(2)\big) = f(-3) e, do gráfico, f(-3) = -2.
RespostaOpção (A)

São duas leituras diferentes do mesmo gráfico: numa entras pelo x, na outra entras pelo y.

  1. Do gráfico, f(-4) = -3.
  2. Ainda do gráfico, f(3) = 2, ou seja, f^{-1}(2) = 3.
  3. f(-4) + f^{-1}(2) = -3 + 3 = 0.
  4. Não é preciso saber a expressão de f^{-1}: ler f^{-1}(2) é entrar no eixo Oy em 2 e sair no eixo Ox.
RespostaOpção (B)

Primeiro f, depois g — pela ordem em que aparecem da direita para a esquerda.

  1. Do gráfico, f(3) = 1.
  2. (g \circ f)(3) = g\big(f(3)\big) = g(1) = -1 + 3 = 2.
RespostaOpção (D)

f^{-1}(3) = a é o mesmo que f(a) = 3. Resolve essa equação.

  1. f^{-1}(3) = a \iff f(a) = 3 \iff \sqrt{a-1} = 3.
  2. Como a - 1 \geq 0, pode elevar-se ao quadrado: a - 1 = 9 \iff a = 10.
RespostaOpção (C)

Escreve (g \circ h)(x) numa só fração e só depois iguala a \frac{1}{9}.

  1. (g \circ h)(x) = g(x+1) = \dfrac{1}{x+1}, para x \neq -1.
  2. \dfrac{1}{a+1} = \dfrac{1}{9} \iff a + 1 = 9 \iff a = 8.
RespostaOpção (B)

Escreve primeiro (f \circ g)(x). Depois, em vez de resolver a equação, representa y = (f \circ g)(x) e y = x e procura as interseções.

  1. (f \circ g)(x) = f\big(x^{3}\big) = \dfrac{6 - x^{3}}{x^{3} - 2}.
  2. As soluções de (f \circ g)(x) = x são as abcissas dos pontos de interseção dos gráficos de y = \dfrac{6-x^{3}}{x^{3}-2} e de y = x.
  3. Numa janela que mostre as duas interseções — por exemplo x \in [-3,\,3] e y \in [-3,\,3] — a calculadora dá as abcissas.
  4. Atenção à assíntota vertical em x = \sqrt[3]{2} \approx 1{,}26: o traço quase vertical que aparece no ecrã não é parte do gráfico.
Ecrã da calculadora NumWorks com a interseção dos dois gráficos
A janela [-3,\,3] \times [-3,\,3] mostra as duas interseções; a calculadora dá a primeira, x \approx -1{,}63. Com a seta da direita salta para a segunda.
Respostax \approx -1{,}63 e x \approx 1{,}53

Calcula primeiro f(-3). Só depois é que a incógnita k entra em jogo.

  1. f(-3) = \dfrac{2}{3}(-3)^{3} + 3(-3)^{2} - 13 = \dfrac{2}{3}(-27) + 27 - 13 = -18 + 14 = -4.
  2. (g \circ f)(-3) = g\big(f(-3)\big) = g(-4) = -4k + 2.
  3. -4k + 2 = 6 \iff -4k = 4 \iff k = -1.
Respostak = -1

(f \circ g)(x) = 0 significa f(\ln x) = 0: o logaritmo tem de cair num zero de f.

  1. (f \circ g)(x) = f\left(\ln x\right) = 0 se e só se \ln x for zero de f.
  2. Os zeros de f são -1 e 1, logo \ln x = -1 \lor \ln x = 1.
  3. x = e^{-1} = \dfrac{1}{e} ou x = e. Ambos pertencem a \mathbb{R}^{+}, domínio de g, e as imagens -1 e 1 pertencem a [-3,3], domínio de f.
RespostaOpção (D)

(g \circ f)(x) = 0 quer dizer g\big(f(x)\big) = 0. Começa por descobrir, no gráfico da direita, qual é o único zero de g.

  1. No gráfico de g, o único zero é 2: g(a) = 0 \iff a = 2.
  2. Portanto (g \circ f)(x) = 0 \iff g\big(f(x)\big) = 0 \iff f(x) = 2.
  3. No gráfico de f, a recta y = 2 corta o gráfico em x = 1 e em x = 5.
  4. O zero da composta não é o zero de f: é o objeto que f manda para o zero de g.
RespostaOpção (B)

Traduz (f-g)^{-1}(2) = 3 pela definição de função inversa: o que é que isso diz sobre (f-g)(3)?

  1. Pela definição de inversa, (f-g)^{-1}(2) = 3 \iff (f-g)(3) = 2.
  2. Ora (f-g)(3) = f(3) - g(3) = 4 - g(3).
  3. Logo 4 - g(3) = 2 \iff g(3) = 2.
RespostaOpção (B)

Determina h^{-1}(2) e só depois escolhe o ramo de f.

  1. h^{-1}(x) = x-1, logo h^{-1}(2) = 1.
  2. Como 1 \geq 1, usa-se o segundo ramo: f(1) = \dfrac{\ln 1 + 2}{1} = 2.
RespostaOpção (C)

Escreve (f \circ g)(x) à custa de g(x): onde estiver x na expressão de f, entra g(x).

  1. (f \circ g)(x) = f\big(g(x)\big) = 2\,g(x) + 1.
  2. Como isto vale 7 para todo o x: 2\,g(x) + 1 = 7 \iff 2\,g(x) = 6 \iff g(x) = 3.
  3. A função g é constante — e tinha de ser: se f \circ g é constante e f é injetiva, então g também é constante.
RespostaOpção (B)

Começa por simplificar h: é apenas o logaritmo. Depois resolve y = h(x) em ordem a x.

  1. h(x) = f(x) - x = \ln\left(e^{x}+1\right).
  2. y = \ln\left(e^{x}+1\right) \iff e^{y} = e^{x}+1 \iff e^{x} = e^{y}-1.
  3. x = \ln\left(e^{y}-1\right), logo h^{-1}(x) = \ln\left(e^{x}-1\right).
RespostaOpção (C)

Exercícios de Exame · 1.ª derivada

Oitenta e um itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2026, sobre a primeira derivada — recta tangente, monotonia, extremos e otimização. Todos se resolvem com o que está nas secções R2, R3 e 12 a 14. Dos 123 itens do arquivo ficaram de fora os que precisam de trigonometria, de limites ou de assíntotas — matéria de outros capítulos — e alguns que exigem resolução gráfica na calculadora.

Item 140 escolha múltiplaExame 1997 · 1.ª Fase

Seja h uma função de domínio \mathbb{R} e seja t a reta tangente ao gráfico de h no ponto de abcissa a. A reta t passa pela origem do referencial e pelo ponto de coordenadas (6,\,3).

Qual é o valor de h'(a)?

  • (A)-\dfrac{1}{2}
  • (B)\dfrac{1}{6}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{2}
Item 141 construçãoExame 1998 · Prova modelo

Um fio encontra-se suspenso entre dois postes. A distância entre ambos é de 30 metros. Considere a função f, definida por

f(x) = 5\left(e^{1-0{,}1x} + e^{0{,}1x-1}\right), \quad x \in [0,\,30].

Admita que f(x) é a distância ao solo, em metros, do ponto do fio situado x metros à direita do primeiro poste.

Recorrendo ao estudo da derivada da função f, determine a distância ao primeiro poste do ponto do fio mais próximo do solo.

Item 142 construçãoExame 1998 · 1.ª Fase

De uma certa função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, sabe-se que:

a) f(1) = 0;
b) a sua derivada, f', é definida por f'(x) = \dfrac{1 + \ln x}{x}.

Escreva uma equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 1.

Item 143 escolha múltiplaExame 1998 · Prova para militares

Seja g a função de domínio \mathbb{R}^{+} definida por g(x) = \ln x. No gráfico da função g existe um ponto onde a reta tangente é paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares.

Qual é a abcissa desse ponto?

  • (A)0
  • (B)1
  • (C)e
  • (D)\ln 2
Item 144 construçãoExame 1999 · Prova modelo

Foi administrado um medicamento a um doente às 9 horas da manhã de um certo dia. A concentração desse medicamento, em miligrama por mililitro de sangue, t horas após ter sido administrado, é dada por C(t) = 2t\,e^{-0{,}3t}.

Recorrendo à derivada da função C, determine o instante em que a concentração de medicamento no sangue do doente foi máxima. Apresente o resultado em horas e minutos.

Item 145 construçãoExame 1999 · 1.ª Fase

Ao ser lançado, um foguetão é impulsionado pela expulsão dos gases resultantes da queima de combustível numa câmara. Desde o arranque até se esgotar o combustível, a velocidade do foguetão, em quilómetros por segundo, é dada por

v(t) = -3\ln(1 - 0{,}005t) - 0{,}01t

(\ln designa logaritmo de base e). A variável t designa o tempo, em segundos, após o arranque.

Verifique que a derivada da função v, no intervalo [0,\,160], é positiva e conclua qual é a velocidade máxima que o foguetão atinge nesse intervalo de tempo.

Apresente o resultado em quilómetros por segundo, arredondado às décimas.

Item 146 escolha múltiplaExame 1999 · 1.ª Fase

Na figura estão representadas parte do gráfico da função g, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = \sqrt{3}\,x^{2} - 1, e uma reta r, tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa a. A inclinação da reta r é 60^{\circ}.

x y a
A parábola g e a tangente r, de inclinação 60^{\circ}.

Indique o valor de a.

  • (A)\dfrac{\sqrt{3}}{4}
  • (B)\dfrac{\sqrt{3}}{2}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{2}
Item 147 escolha múltiplaExame 1999 · 2.ª Fase

Na figura estão representadas graficamente duas funções: a função f, definida em \mathbb{R} por f(x) = e^{x}, e a função g, definida em \mathbb{R}^{+} por g(x) = \ln x (\ln designa o logaritmo de base e).

A reta r é tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa a e é tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa b.

x y 2 4 2 a b f g r
A reta r é tangente ao gráfico de f em a e ao gráfico de g em b.

Qual das seguintes igualdades é verdadeira?

  • (A)e^{a} = \dfrac{1}{b}
  • (B)e^{a} = \ln b
  • (C)e^{a+b} = 1
  • (D)\ln(ab) = 1
Item 148 construçãoExame 2000 · Prova modelo

Um laboratório farmacêutico lançou no mercado um novo analgésico. A concentração deste medicamento, em decigramas por litro de sangue, t horas após ter sido administrado a uma pessoa, é dada por

c(t) = t^{2}e^{-0{,}6t}, \quad t \geq 0.

Recorrendo exclusivamente a processos analíticos, determine o valor de t para o qual é máxima a concentração do medicamento no sangue de uma pessoa que o tenha tomado.

Calcule o valor dessa concentração máxima, apresentando o resultado na unidade considerada, com aproximação às décimas.

Item 149 construçãoExame 2000 · 1.ª Fase

Considere a função f, de domínio \mathbb{R} \setminus \{1\}, definida por f(x) = \dfrac{e^{x}}{x-1}.

Estude a função f quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos, recorrendo exclusivamente a processos analíticos.

Item 150 construçãoExame 2000 · 1.ª Fase

Considere a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = e^{x}\left(x^{2}+x\right).

Recorrendo exclusivamente a processos analíticos, verifique que f'(x) = e^{x}\left(x^{2}+3x+1\right) e determine uma equação da reta tangente ao gráfico de f, no ponto de abcissa 0.

Item 151 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª Fase

Na figura está parte da representação gráfica de uma função g, de domínio \mathbb{R} \setminus \{0\}.

x y
Parte do gráfico de g: decrescente em \,]-\infty,\,0[ e crescente em \,]0,\,+\infty[.

Qual das figuras seguintes poderá ser parte da representação gráfica da função g', derivada de g?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 152 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª Fase

A reta de equação y = x é tangente ao gráfico de uma certa função f, no ponto de abcissa 0.

Qual das seguintes expressões pode definir a função f?

  • (A)x^{2}+x
  • (B)x^{2}+2x
  • (C)x^{2}+2x+1
  • (D)x^{2}+x+1
Item 153 construçãoExame 2001 · 1.ª Fase

Considere a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = 3x - 2\ln x (\ln designa o logaritmo de base e).

Mostre que a função tem um único mínimo, utilizando métodos exclusivamente analíticos.

Item 154 construçãoExame 2001 · 1.ª Fase

Malmequeres de Baixo é uma povoação com cinco mil habitantes. Num certo dia ocorreu ali um acidente, testemunhado por algumas pessoas. Admita que, t horas depois do acidente, o número (expresso em milhares) de habitantes que sabiam do ocorrido era, aproximadamente,

f(t) = \dfrac{5}{1 + 124\,e^{-0{,}3t}}, \quad t \geq 0.

Recorrendo exclusivamente a processos analíticos, estude a função f quanto à monotonia. Interprete a conclusão a que chegou, no contexto do problema.

Item 155 escolha múltiplaExame 2001 · Época especial

Seja f uma função de domínio \mathbb{R}. Sabe-se que a sua derivada, f', é tal que f'(x) = x - 2, para todo o x \in \mathbb{R}.

Relativamente à função f, qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)f é crescente em \mathbb{R}
  • (B)f é decrescente em \mathbb{R}
  • (C)f tem um mínimo para x = 2
  • (D)f tem um máximo para x = 2
Item 156 construçãoExame 2001 · Época especial

Considere, num referencial o.n. xOy, a curva C, gráfico da função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = e^{x}, e a reta r, gráfico da função g, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = x - 2.

Determine uma equação da reta paralela à reta r e tangente à curva C, utilizando métodos exclusivamente analíticos.

Item 157 construçãoExame 2002 · 2.ª Fase

Uma nova empresa de refrigerantes pretende lançar embalagens de sumo de fruta com capacidade de dois litros. Por questões de marketing, as embalagens deverão ter a forma de um prisma quadrangular regular. A área total da embalagem é dada por

A(x) = \dfrac{2x^{3} + 8}{x}

(x é o comprimento da aresta da base, em dm).

Utilizando métodos exclusivamente analíticos, mostre que existe um valor de x para o qual a área total da embalagem é mínima e determine-o.

Item 158 construçãoExame 2002 · 2.ª Fase

Seja f uma função de domínio \mathbb{R}, com derivada finita em todos os pontos do domínio, e crescente.

Sejam a e b dois quaisquer números reais. Considere as retas r e s, tangentes ao gráfico de f nos pontos de abcissas a e b, respetivamente.

Prove que as retas r e s não podem ser perpendiculares.

Item 159 construçãoExame 2002 · Prova para militares

Considere as funções f: \mathbb{R}^{+} \to \mathbb{R} e g: \mathbb{R} \to \mathbb{R} definidas por f(x) = \ln x (\ln designa logaritmo de base e) e g(x) = x^{2} - 3.

Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, estude, quanto à monotonia, a função f - g.

Item 160 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase

Num laboratório foi colocado um purificador de ar. Num determinado dia, o purificador foi ligado às zero horas e desligado algum tempo depois. Ao longo desse dia, o nível de poluição do ar diminuiu enquanto o purificador esteve ligado; uma vez o purificador desligado, o nível de poluição começou de imediato a aumentar.

Admita que o nível de poluição do ar no laboratório, medido em mg/l de ar, às t horas desse dia, pode ser dado por

P(t) = 1 - \dfrac{\ln(t+1)}{t+1}, \quad t \in [0,\,24].

Sem recorrer à calculadora, a não ser para efetuar eventuais cálculos numéricos, resolva o seguinte problema: quanto tempo esteve o purificador de ar ligado?

Apresente o resultado em horas e minutos (minutos arredondados às unidades).

Item 161 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase, 1.ª chamada

Prove que, para qualquer função quadrática, existe um e um só ponto do gráfico onde a reta tangente é paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares.

Item 162 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

Uma rampa de desportos radicais foi construída entre duas paredes, A e B, distanciadas de 10 metros. Considere a função h definida por

h(x) = 15 - 4\ln\left(-x^{2} + 10x + 11\right)

(\ln designa logaritmo de base e). Admita que h(x) é a altura, em metros, do ponto da rampa situado a x metros à direita da parede A.

Sem recorrer à calculadora, estude a função h quanto à monotonia e conclua daí que é num ponto equidistante das duas paredes que a altura da rampa é mínima.

Item 163 construçãoExame 2003 · Prova para militares

Considere a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \ln\left(x + \dfrac{1}{x}\right).

Sem recorrer à calculadora, estude a função quanto à monotonia e à existência de extremos relativos.

Item 164 construçãoExame 2003 · Prova para militares

Seja g uma função, de domínio \mathbb{R}, cuja expressão analítica é um polinómio do quarto grau, que tem uma raiz dupla x_0.

Prove que o eixo Ox é tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa x_0.

Sugestão do enunciado: tenha em conta que, se x_0 é raiz dupla do polinómio que define g, então g(x) = (x-x_0)^{2}\left(ax^{2}+bx+c\right).

Item 165 construçãoExame 2004 · 1.ª Fase

Considere a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = 1 + 3x^{2}e^{-x}.

Sem recorrer à calculadora, mostre que a função f tem um único mínimo relativo e determine-o.

Item 166 construçãoExame 2004 · 2.ª Fase

Considere a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \dfrac{e^{x}-1}{x}.

Sem recorrer à calculadora, determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 1.

Item 167 escolha múltiplaExame 2004 · 2.ª Fase

Seja f uma função de domínio \mathbb{R}, com derivada finita em todos os pontos do seu domínio. Na figura encontra-se parte do gráfico de f', função derivada de f. Sabe-se ainda que f(0) = 2.

x y 3
Parte do gráfico de f': em [0,\,3] está toda abaixo do eixo Ox.

Qual pode ser o valor de f(3)?

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)5
  • (D)7
Item 168 construçãoExame 2004 · Época especial

Seja f a função definida, em \mathbb{R}, por f(x) = \dfrac{3x+2}{2x+2}, para x \geq 0.

Sem recorrer à calculadora, estude a função f quanto à monotonia em \mathbb{R}^{+}.

Item 169 construçãoExame 2005 · 1.ª Fase

Seja f uma função, de domínio \mathbb{R}^{+}, tal que a sua derivada é dada por f'(x) = 2 + x\ln x, para todo o x \in \mathbb{R}^{+}.

Seja r a reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 1 e seja P o ponto de interseção da reta r com o eixo Ox.

Sabendo que f(1) = 3, determine a abcissa do ponto P, sem recorrer à calculadora.

Item 170 escolha múltiplaExame 2005 · 1.ª Fase

Na figura está representada, num referencial xOy, parte do gráfico da função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = e^{ax} + 1 (a é uma constante real positiva). Está também representada a reta r, que é tangente ao gráfico de f no ponto em que este interseta o eixo Oy. A reta r interseta o eixo Ox no ponto de abcissa -6.

x y −6 −4 −2 2 1 2 3 f r
O gráfico de f e a reta r, tangente no ponto em que f interseta Oy.

Qual é o valor de a?

  • (A)\dfrac{1}{2}
  • (B)\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{2}{3}
  • (D)\dfrac{3}{2}
Item 171 construçãoExame 2005 · 2.ª Fase

Uma bola de futebol foi pontapeada por um jogador durante um treino. Designou-se por a a distância, em metros, entre o ponto onde a bola foi pontapeada e o ponto onde ela caiu.

Considere a função h definida em [0,\,a] por h(x) = 2x + 10\ln(1 - 0{,}1x) (\ln designa logaritmo de base e). Admita que h(x) é a distância, em metros, da bola ao solo, no momento em que a sua projeção no solo se encontra a x metros do local onde foi pontapeada.

Sem utilizar a calculadora, a não ser para efetuar eventuais cálculos numéricos, estude a função h quanto à monotonia e conclua qual foi a maior altura que a bola atingiu, relativamente ao solo, depois de pontapeada.

Apresente o resultado em metros, arredondado às centésimas.

Item 172 construçãoExame 2005 · Época especial

De uma função f, de domínio \mathbb{R}, sabe-se que:

a) f tem derivada finita em todos os pontos de \mathbb{R};
b) f(0) = -1;
c) f é estritamente crescente em \mathbb{R}^{-} e estritamente decrescente em \mathbb{R}^{+}.

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = \left[f(x)\right]^{2}.

Prove que 1 é o mínimo da função g.

Item 173 construçãoExame 2006 · 1.ª Fase

Na figura estão representados parte do gráfico da função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = e^{-x}, e um triângulo isósceles [OPQ], com \overline{PO} = \overline{PQ}, em que O é a origem do referencial, P é um ponto do gráfico de f e Q pertence ao eixo das abcissas.

x y 1 2 3 1 O P Q f
O triângulo isósceles [OPQ], com \overline{PO} = \overline{PQ}.

Considere que o ponto P se desloca no primeiro quadrante (eixos não incluídos), ao longo do gráfico de f. O ponto Q acompanha o movimento do ponto P, deslocando-se ao longo do eixo das abcissas, de tal modo que \overline{PO} permanece sempre igual a \overline{PQ}.

Seja A a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, que faz corresponder à abcissa x do ponto P a área do triângulo [OPQ], definida por A(x) = x\,e^{-x}.

Sem recorrer à calculadora, estude a função A quanto à monotonia e conclua qual é o valor máximo que a área do triângulo [OPQ] pode assumir.

Item 174 construçãoExame 2006 · 2.ª Fase

Seja f a função, de domínio \,]1,\,+\infty[, definida por f(x) = x + x\ln(x-1).

Na figura estão representados, num referencial o.n. xOy, uma reta r e um trapézio [OPQR]. Sabe-se que:

a) Q tem abcissa 2 e pertence ao gráfico de f (o qual não está representado na figura);
b) r é tangente ao gráfico de f no ponto Q;
c) P é o ponto de interseção da reta r com o eixo Ox;
d) R pertence ao eixo Oy e tem ordenada igual à do ponto Q.

x y 1 2 1 2 O P Q R r
O trapézio [OPQR] e a reta r, tangente ao gráfico de f em Q.

Sem recorrer à calculadora, determine a área do trapézio [OPQR]. Apresente o resultado na forma de fração irredutível.

Item 175 construçãoExame 2008 · 2.ª Fase

Seja h a função de domínio \,]-1,\,+\infty[, definida por h(x) = 4 - x + \ln(x+1) (\ln designa logaritmo de base e).

Usando métodos analíticos, estude a função h quanto à monotonia, no seu domínio. Indique os intervalos de monotonia e, se existir algum extremo relativo, determine-o.

Item 176 construçãoExame 2008 · Época especial

Considere a função f, de domínio \mathbb{R} \setminus \{0\}, definida por f(x) = \dfrac{e^{x}}{x}.

Determine, recorrendo exclusivamente a métodos analíticos, a equação reduzida da reta tangente ao gráfico da função f no ponto de abcissa 2.

Item 177 construçãoExame 2008 · Época especial

Considere a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = \ln\left(x^{2}+1\right) (\ln designa logaritmo de base e).

Estude, recorrendo exclusivamente a métodos analíticos, a função f quanto à monotonia e à existência de extremos relativos, indicando os intervalos de monotonia e os valores dos extremos relativos, caso existam.

Item 178 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 27.05.2009

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = x^{2} + 1. Seja g a função cujo gráfico é a reta representada na figura.

x y O g
O gráfico da função g.

Seja h = f + g e seja h' a função derivada da função h. O gráfico da função h' é uma reta. Sejam m e b, respetivamente, o declive e a ordenada na origem dessa reta.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)m > 0 e b > 0
  • (B)m > 0 e b < 0
  • (C)m < 0 e b > 0
  • (D)m < 0 e b < 0
Item 179 construçãoTeste Intermédio 12.º · 27.05.2009

De uma função f, de domínio \mathbb{R}, sabe-se que a sua derivada, f', é definida por f'(x) = (2x+4)e^{x}.

Seja A o ponto de interseção do gráfico de f com o eixo das ordenadas. Sabe-se que a ordenada deste ponto é igual a 1.

Sem recorrer à calculadora, determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto A.

Item 180 construçãoExame 2009 · 1.ª Fase

Num certo dia, o Fernando esteve doente e tomou, às 9 horas da manhã, um medicamento cuja concentração C(t) no sangue, em mg/l, t horas após o medicamento ter sido ministrado, é dada por

C(t) = 2t\,e^{-0{,}3t}, \quad t \geq 0.

Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, determine a que horas se verificou a concentração máxima.

Apresente o resultado em horas e minutos, arredondando estes às unidades.

Item 181 construçãoExame 2010 · 2.ª Fase

Considere a função f, de domínio \,]0,\,+\infty[, definida por

f(x) = \begin{cases} \dfrac{e^{x} - 3x}{x} & \text{se } 0 < x \leq 2 \\[8pt] \dfrac{1}{5}x - \ln x & \text{se } x > 2 \end{cases}

Mostre, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, que a função f tem um extremo relativo no intervalo \,]2,\,+\infty[.

Item 182 construçãoExame 2010 · 2.ª Fase

Considere a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = -x + e^{2x^{3}-1}.

Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa x = 0.

Item 183 escolha múltiplaExame 2010 · Época especial

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, parte do gráfico da função derivada, f', de uma função f.

x y a b
Parte do gráfico de f', com zeros a e b.

Em qual das figuras seguintes pode estar representada parte do gráfico da função f?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 184 escolha múltiplaExame 2011 · 1.ª Fase

Na figura está representada, num referencial ortogonal xOy, parte do gráfico de uma função polinomial f, de grau 3, de domínio \mathbb{R}.

Sabe-se que -2, 2 e 5 são zeros de f e que f' representa a função derivada de f.

x y −2 2 5 −10 10 20 f
Parte do gráfico de f, polinomial de grau 3, com zeros -2, 2 e 5.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)f'(0) \times f'(6) = 0
  • (B)f'(-3) \times f'(6) < 0
  • (C)f'(-3) \times f'(0) > 0
  • (D)f'(0) \times f'(6) < 0
Item 185 construçãoExame 2011 · 1.ª Fase

Num museu, a temperatura ambiente em graus centígrados, t horas após as zero horas do dia 1 de abril de 2010, é dada, aproximadamente, por

T(t) = 15 + 0{,}1\,t^{2}e^{-0{,}15t}, \quad t \in [0,\,20].

Determine o instante em que a temperatura atingiu o valor máximo, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.

Apresente o resultado em horas e minutos, apresentando os minutos arredondados às unidades.

Item 186 escolha múltiplaExame 2011 · Prova especial

Sejam f e g duas funções deriváveis em \mathbb{R}. Sabe-se que:

a) f(1) = f'(1) = 1;
b) g(x) = (2x-1) \times f(x), para todo o valor real de x.

Qual é a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa 1?

  • (A)y = 3x - 2
  • (B)y = 3x + 4
  • (C)y = 2x - 1
  • (D)y = -3x + 2
Item 187 escolha múltiplaExame 2011 · Prova especial

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, parte do gráfico de uma função h', primeira derivada de h.

x y
Parte do gráfico de h'.

Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função h?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 188 construçãoExame 2012 · 1.ª Fase

Considere a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} x\ln(x+1) - x\ln x + 3x & \text{se } x > 0 \\[6pt] x\,e^{1-x} & \text{se } x \leq 0 \end{cases}

Determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico da função f no ponto de abcissa x = -1, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.

Item 189 construçãoExame 2012 · Época especial

Admita que a concentração de um produto químico na água, em gramas por litro, t minutos após a sua colocação na água, é dada, aproximadamente, por

C(t) = 0{,}5\,t^{2}\,e^{-0{,}1t}, \quad t \geq 0.

Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, determine o valor de t para o qual a concentração desse produto químico na água é máxima.

Item 190 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 24.05.2013

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = x^{a} + a^{2}\ln x (a é um número real maior do que 1), e seja r a reta tangente ao gráfico da função f no ponto de abcissa a.

Qual é o declive da reta r?

  • (A)a^{a-1} + a^{2}
  • (B)a^{a} + a^{2}
  • (C)a^{a-1} + a
  • (D)a^{a} + a
Item 191 escolha múltiplaExame 2013 · 1.ª Fase

Considere, para um certo número real a superior a 1, as funções f e g, de domínio \mathbb{R}, definidas por f(x) = a^{x} e g(x) = a^{-x}.

Considere as afirmações seguintes.

I) Os gráficos das funções f e g não se intersetam.
II) As funções f e g são monótonas crescentes.
III) f'(-1) - g'(1) = \dfrac{2\ln a}{a}.

Qual das opções seguintes é a correta?

  • (A)II e III são verdadeiras.
  • (B)I é falsa e III é verdadeira.
  • (C)I é verdadeira e III é falsa.
  • (D)II e III são falsas.
Item 192 construçãoExame 2013 · 1.ª Fase

Considere a função f, de domínio \mathbb{R} \setminus \{0\}, definida por

f(x) = \begin{cases} \dfrac{e^{x-1}}{e^{4x}-1} & \text{se } x < 0 \\[8pt] x\ln x & \text{se } x > 0 \end{cases}

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por g(x) = f(x) - x + \ln^{2}x.

Estude a função g quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos em \,]0,\,e], recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Item 193 construçãoExame 2013 · Época especial

Considere, para um certo número real k positivo, a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} \dfrac{3x}{1 - e^{2x}} & \text{se } x < 0 \\[8pt] \ln k & \text{se } x = 0 \\[8pt] \dfrac{x}{2} - \ln\dfrac{6x}{x+1} & \text{se } x > 0 \end{cases}

Mostre que \ln\dfrac{\sqrt{e}}{3} é um extremo relativo da função f no intervalo \,]0,\,+\infty[, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Item 194 construçãoTeste Intermédio 12.º · 30.04.2014

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} 2x + 1 + e^{-x} & \text{se } x \leq 0 \\[8pt] \dfrac{3x + \ln x}{x} & \text{se } x > 0 \end{cases}

Seja t a reta tangente ao gráfico da função f no ponto de abcissa 1.

Determine a equação reduzida da reta t, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Item 195 construçãoTeste Intermédio 12.º · 30.04.2014

Numa certa escola, eclodiu uma epidemia de gripe que está a afetar muitos alunos. Admita que o número de alunos com gripe, t dias após as zero horas de segunda-feira da próxima semana, é dado aproximadamente por

f(t) = (4t+2)e^{3{,}75-t}, \quad t \in [0,\,6].

Como, por exemplo, f(1{,}5) \approx 76, pode concluir-se que 76 alunos dessa escola estarão com gripe às 12 horas de terça-feira da próxima semana.

Resolva este item recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Estude a função f quanto à monotonia e conclua em que dia da próxima semana, e a que horas desse dia, será máximo o número de alunos com gripe.

Item 196 escolha múltiplaExame 2014 · 1.ª Fase

Considere, para um certo número real a positivo, a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = a + \ln\dfrac{a}{x}.

Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função f', primeira derivada da função f?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 197 construçãoExame 2014 · 2.ª Fase

Considere as funções f e g, de domínio \,]-\infty,\,0[, definidas por f(x) = x - 1 + \dfrac{\ln(-x)}{x} e g(x) = -x + f(x).

Estude a função g quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Na sua resposta, deve indicar o(s) intervalo(s) de monotonia e, caso existam, os valores de x para os quais a função g tem extremos relativos.

Item 198 construçãoExame 2014 · Época especial

Considere a função g, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por g(x) = \dfrac{1 + \ln x}{x^{2}}.

Estude a função g quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Na sua resposta, deve indicar o(s) intervalo(s) de monotonia e, caso existam, os valores de x para os quais a função g tem extremos relativos.

Item 199 construçãoExame 2015 · 1.ª Fase

Um recipiente está cheio de um líquido viscoso. Dentro do recipiente, presa à sua base, encontra-se uma esfera, ligada a um ponto P por uma mola esticada. Num certo instante, a esfera é desprendida da base do recipiente e inicia um movimento vertical.

Admita que, t segundos após esse instante, a distância, em centímetros, do centro da esfera ao ponto P é dada por

d(t) = 10 + (5-t)e^{-0{,}05t}, \quad t \geq 0.

Determine o instante em que a distância do centro da esfera ao ponto P é mínima, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Item 200 construçãoExame 2015 · 2.ª Fase

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} 1 + xe^{x} & \text{se } x \leq 3 \\[6pt] \ln(x-3) - \ln x & \text{se } x > 3 \end{cases}

Recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora, determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico da função f no ponto de abcissa 4.

Item 201 construçãoExame 2015 · Época especial

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}^{+}_{0}, definida por f(x) = x^{2}e^{1-x}.

Estude a função f quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Item 202 construçãoExame 2017 · 1.ª Fase

Na figura está representada uma secção de uma ponte pedonal que liga as duas margens de um rio. A ponte, representada pelo arco PQ, está suportada por duas paredes, representadas pelos segmentos de reta [OP] e [RQ]. A distância entre as duas paredes é 7 metros. O segmento de reta [OR] representa a superfície da água do rio.

O R P Q 7 m
A secção da ponte. [OR] é a superfície da água e f(x) é a distância vertical do ponto de abcissa x ao arco.

Considere a reta OR como um eixo orientado da esquerda para a direita, com origem no ponto O e em que uma unidade corresponde a 1 metro. Para cada ponto situado entre O e R, de abcissa x, a distância na vertical, medida em metros, desse ponto ao arco PQ é dada por

f(x) = 9 - 2{,}5\left(e^{1-0{,}2x} + e^{0{,}2x-1}\right), \quad x \in [0,\,7].

Resolva o item seguinte recorrendo a métodos analíticos; utilize a calculadora apenas para efetuar eventuais cálculos numéricos.

O clube náutico de uma povoação situada numa das margens do rio possui um barco à vela. Admita que, sempre que esse barco navega no rio, a distância do ponto mais alto do mastro à superfície da água é 6 metros.

Será que esse barco, navegando no rio, pode passar por baixo da ponte? Justifique a sua resposta.

Item 203 construçãoExame 2017 · 2.ª Fase

Considere a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = \dfrac{\ln x}{x}.

Para um certo número real k, a função g, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por g(x) = \dfrac{k}{x} + f(x), tem um extremo relativo para x = 1.

Determine esse número k, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Item 204 construçãoExame 2019 · 1.ª Fase

Seja g a função, de domínio \mathbb{R} \setminus \{0\}, definida por g(x) = \dfrac{e^{-x}}{x}.

Estude a função g quanto à monotonia e determine, caso existam, os extremos relativos.

Item 205 escolha múltiplaExame 2019 · Época especial

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

g(x) = \begin{cases} x\ln(1-x) & \text{se } x \leq 0 \\[8pt] \dfrac{1-3x}{1-e^{-x}} & \text{se } x > 0 \end{cases}

Qual é o declive da reta tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa -1?

  • (A)0{,}5 + \ln 2
  • (B)-0{,}5 + \ln 2
  • (C)0{,}5 - \ln 2
  • (D)-0{,}5 - \ln 2
Item 206 construçãoExame 2021 · 1.ª Fase

Seja f a função, de domínio \,]0,\,+\infty[, definida por

f(x) = \begin{cases} -x^{2}\left(1 + 2\ln x\right) & \text{se } 0 < x \leq 1 \\[8pt] \dfrac{5 - 5e^{x-1}}{x^{2}+3x-4} & \text{se } x > 1 \end{cases}

Estude, no intervalo \,]0,\,1[, a função f quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos, e determine, caso existam, esses extremos.

Na sua resposta, apresente o(s) intervalo(s) de monotonia.

Item 207 construçãoExame 2021 · 2.ª Fase

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} \dfrac{x - e^{-x}}{x} & \text{se } x \leq 0 \\[8pt] \dfrac{\sqrt{x^{2}+1}}{x+1} - 3 & \text{se } x > 0 \end{cases}

Resolva o item seguinte sem recorrer à calculadora.

Determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico da função f no ponto de abcissa -2.

Item 208 construçãoExame 2021 · Época especial

Na figura estão representadas, num referencial o.n. xOy, partes dos gráficos das funções f e g, ambas de domínio \mathbb{R}, definidas, respetivamente, por f(x) = 2x^{2} e g(x) = -(x-1)^{2}, e a única reta não horizontal que é tangente, simultaneamente, ao gráfico de f e ao gráfico de g.

x y −1 1 −2 2 A B f g
As duas parábolas e a única recta não horizontal tangente a ambas.

Seja A o ponto de tangência dessa reta com o gráfico de f e seja B o ponto de tangência dessa mesma reta com o gráfico de g.

Determine, sem recorrer à calculadora, as abcissas dos pontos A e B.

Item 209 construçãoExame 2022 · 1.ª Fase

Seja k um número real não nulo, e seja f a função definida, em \mathbb{R}^{+}, por f(x) = \dfrac{k}{x}.

Considere dois pontos do gráfico de f, A e B, sendo A o de menor abcissa. Considere, também, o ponto desse gráfico em que a reta tangente ao gráfico é paralela à reta AB.

Mostre que, para qualquer valor de k, as abcissas dos três pontos são termos consecutivos de uma progressão geométrica.

Item 210 construçãoExame 2022 · 2.ª Fase

Seja a um número real.

Considere a função polinomial definida, em \mathbb{R}, por f(x) = \dfrac{1}{3}x^{3} + ax^{2} + a^{2}x + \sqrt{2}.

Mostre que, para qualquer valor de a, a função não tem extremos.

Item 211 construçãoExame 2022 · Época especial

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = \ln\left(1 + e^{x}\right) - x.

Num referencial o.n. Oxy, seja r a reta tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa 0. Sejam A e B os pontos de interseção da reta r com os eixos coordenados.

Mostre que a área do triângulo [OAB] é igual a \ln^{2} 2.

Item 212 construçãoExame 2023 · 1.ª Fase

Sejam a e b números reais, não nulos, tais que a reta de equação y = ax + b é tangente ao gráfico da função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = ax^{2} + bx.

Determine as coordenadas do ponto de tangência.

Item 213 construçãoExame 2023 · 2.ª Fase

Considere as funções f e g, de domínio \,]0,\,+\infty[, definidas por f(x) = \dfrac{k}{x} e por g(x) = -\dfrac{k}{x}, com k > 0.

Considere ainda:

a) dois pontos P e Q, com a mesma abcissa, pertencentes, respetivamente, ao gráfico da função f e ao gráfico da função g;
b) a reta s, tangente ao gráfico da função f no ponto P;
c) a reta t, tangente ao gráfico da função g no ponto Q;
d) o ponto R, ponto de interseção das retas s e t.

Mostre que, qualquer que seja a abcissa dos pontos P e Q, a área do triângulo [PQR] é igual a k.

Item 214 construçãoExame 2023 · Época especial

Considere uma função h, de domínio \mathbb{R}, definida por h(x) = ax^{2}, com a \neq 0, e dois pontos, A e B, do seu gráfico.

Mostre que o ponto de interseção das retas tangentes ao gráfico de h nos pontos A e B pertence à reta vertical que contém o ponto médio do segmento de reta [AB].

Item 215 construçãoExame 2024 · 1.ª Fase

Considere, para um certo valor de k real, a função g, de domínio \mathbb{R}, definida por

g(x) = \begin{cases} e^{x-1} - 1 - e^{\frac{1-x}{x-k}} & \text{se } x < 1 \\[6pt] x^{2} - 3x - 2\ln x & \text{se } x \geq 1 \end{cases}

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Estude, no intervalo \,]1,\,+\infty[, a função g quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos, e determine, caso existam, esses extremos.

Na sua resposta, apresente o(s) intervalo(s) de monotonia.

Item 216 construçãoExame 2024 · 1.ª Fase

Para certos valores reais de b e de m, não nulos, a reta de equação y = mx + 1 é tangente ao gráfico da função quadrática definida por f(x) = 2x^{2} + bx + 5 num ponto cuja abcissa é positiva.

Determine a abcissa desse ponto.

Item 217 construçãoExame 2024 · 2.ª Fase

Seja f uma função de domínio \mathbb{R}^{+}, duas vezes diferenciável. Sabe-se que:

a) a função f', derivada da função f, é estritamente crescente no intervalo \,]0,\,+\infty[;
b) f'(1) = 2.

Considere a proposição seguinte.

No intervalo \,]1,\,5[, a função f tem, pelo menos, um extremo.

Justifique que a proposição anterior é falsa. Na sua resposta, apresente uma razão que justifique a sua falsidade.

Item 218 construçãoExame 2025 · Época especial

Seja f a função, de domínio \,]-\infty,\,1[, definida por f(x) = 2x + 3 + \ln\left[(1-x)^{3}\right].

Estude, sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos, a função f quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos.

Na sua resposta, apresente os intervalos de monotonia e o(s) valor(es) de x em que a função f tem extremo(s) relativo(s).

Item 219 construçãoExame 2026 · 1.ª Fase

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} 4 - e^{3-x}(x+1) - \dfrac{1}{2}x^{2} & \text{se } x \leq 3 \\[6pt] \dfrac{e^{x-3}-1}{x^{2}-9} & \text{se } x > 3 \end{cases}

Sem recorrer à calculadora, exceto em eventuais cálculos numéricos, estude, no intervalo \,]-\infty,\,3[, a função f quanto à monotonia e quanto à existência de extremos relativos.

Na sua resposta, apresente o(s) intervalo(s) de monotonia e o(s) valor(es) de x em que a função f tem extremo(s) relativo(s), caso este(s) exista(m).

Item 220 construçãoExame 2026 · 2.ª Fase

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Seja f uma função real, de domínio \mathbb{R}^{+}, cuja derivada, f', de domínio \mathbb{R}^{+}, é dada por

f'(x) = \dfrac{1 + 2\ln x}{x}.

Considere, num referencial o.n. Oxy, as retas r e s. Sabe-se que:

a) a reta r é tangente ao gráfico da função f no ponto A, de coordenadas (e,\,2);
b) a reta s é perpendicular à reta r e interseta o eixo Ox no ponto de abcissa -3;
c) a reta s interseta o eixo Oy no ponto B.

Determine a área do triângulo [AOB].

Não é preciso saber nada sobre h: h'(a) é o declive da tangente, e a tangente está determinada por dois pontos.

  1. A reta t passa em (0,\,0) e em (6,\,3): m_t = \dfrac{3-0}{6-0} = \dfrac{1}{2}.
  2. Por definição de recta tangente, h'(a) = m_t = \dfrac{1}{2}.
RespostaOpção (D)

Depois de derivar, iguala as duas exponenciais: como a exponencial é injetiva, basta igualar os expoentes.

  1. f'(x) = 5\left(-0{,}1\,e^{1-0{,}1x} + 0{,}1\,e^{0{,}1x-1}\right) = 0{,}5\left(e^{0{,}1x-1} - e^{1-0{,}1x}\right).
  2. f'(x) = 0 \iff 0{,}1x - 1 = 1 - 0{,}1x \iff 0{,}2x = 2 \iff x = 10.
  3. Para x < 10 tem-se 0{,}1x-1 < 1-0{,}1x, logo f' < 0; para x > 10, f' > 0.
  4. x01030
    Sinal de f'0+
    Variação de f10mín
  5. A altura mínima é f(10) = 5\left(e^{0}+e^{0}\right) = 10 metros.
RespostaA 10 metros do primeiro poste.

Tens tudo: a ordenada do ponto está em (a) e o declive sai de (b).

  1. m = f'(1) = \dfrac{1 + \ln 1}{1} = 1.
  2. O ponto de tangência é (1,\,0).
  3. 0 = 1 \times 1 + b \iff b = -1.
Respostay = x - 1

A bissetriz dos quadrantes ímpares tem declive 1.

  1. g'(x) = \dfrac{1}{x}.
  2. \dfrac{1}{x} = 1 \iff x = 1.
  3. A opção (A) nem sequer está no domínio, e a (C) daria declive \tfrac{1}{e}.
RespostaOpção (B)

Regra do produto e e^{-0{,}3t} em evidência.

  1. C'(t) = 2e^{-0{,}3t} - 0{,}6t\,e^{-0{,}3t} = e^{-0{,}3t}\left(2 - 0{,}6t\right).
  2. Zero: t = \dfrac{2}{0{,}6} = \dfrac{10}{3} horas.
  3. x0\frac{10}{3}+\infty
    Sinal de f'+0
    Variação de fmáx
  4. \dfrac{10}{3} = 3 h e 20 min após a administração.
Resposta3 horas e 20 minutos depois — ou seja, às 12h20.

Reduz v' ao mesmo denominador. Depois verifica os sinais do numerador e do denominador em [0,\,160].

  1. v'(t) = \dfrac{0{,}015}{1-0{,}005t} - 0{,}01 = \dfrac{0{,}015 - 0{,}01(1-0{,}005t)}{1-0{,}005t} = \dfrac{0{,}005 + 0{,}00005t}{1-0{,}005t}.
  2. Em [0,\,160]: 1-0{,}005t \geq 1-0{,}8 = 0{,}2 > 0 e o numerador é sempre positivo. Logo v'(t) > 0.
  3. Sendo v' positiva, v é estritamente crescente: o máximo está no extremo direito, t = 160.
  4. v(160) = -3\ln(0{,}2) - 1{,}6 \approx 4{,}828 - 1{,}6 \approx 3{,}2 km/s.
Respostav' > 0 em [0,\,160]; velocidade máxima \approx 3{,}2 km/s.

O declive de uma reta é a tangente da sua inclinação: m = \operatorname{tg} 60^{\circ}. E o declive da tangente ao gráfico em a é g'(a).

  1. g'(x) = 2\sqrt{3}\,x, logo m_r = g'(a) = 2\sqrt{3}\,a.
  2. Da inclinação: m_r = \operatorname{tg} 60^{\circ} = \sqrt{3}.
  3. 2\sqrt{3}\,a = \sqrt{3} \iff a = \dfrac{1}{2}.
RespostaOpção (D)

Uma só reta, dois pontos de tangência: os dois declives têm de ser iguais.

  1. f'(x) = e^{x}, logo o declive em a é e^{a}.
  2. g'(x) = \dfrac{1}{x}, logo o declive em b é \dfrac{1}{b}.
  3. Sendo a mesma reta, e^{a} = \dfrac{1}{b}.
  4. Daqui sai também b = e^{-a}, isto é, \ln b = -a — mas isso não é nenhuma das outras opções.
RespostaOpção (A)

Regra do produto e t\,e^{-0{,}6t} em evidência. Cuidado: t=0 também anula a derivada.

  1. c'(t) = 2t\,e^{-0{,}6t} - 0{,}6t^{2}e^{-0{,}6t} = t\,e^{-0{,}6t}\left(2 - 0{,}6t\right).
  2. Zeros: t = 0 e t = \dfrac{2}{0{,}6} = \dfrac{10}{3}.
  3. x0\frac{10}{3}+\infty
    Sinal de f'0+0
    Variação de f0mínmáx
  4. c\!\left(\tfrac{10}{3}\right) = \dfrac{100}{9}e^{-2} \approx 1{,}5 decigramas por litro.
Respostat = \dfrac{10}{3} horas, com concentração máxima \approx 1{,}5 dg/l.

Regra do quociente. Depois põe e^{x} em evidência no numerador.

  1. f'(x) = \dfrac{e^{x}(x-1) - e^{x}}{(x-1)^{2}} = \dfrac{e^{x}(x-2)}{(x-1)^{2}}.
  2. Como e^{x} > 0 e (x-1)^{2} > 0, o sinal é o de x-2.
  3. x-\infty12+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de fe^{2}mín
  4. f(2) = \dfrac{e^{2}}{1} = e^{2}.
  5. x = 1 não é extremo: não pertence ao domínio. A função decresce em dois intervalos separados.
RespostaDecrescente em \,]-\infty,\,1[ e em \,]1,\,2], crescente em [2,\,+\infty[; mínimo relativo f(2) = e^{2}.

Regra do produto e depois e^{x} em evidência — os dois parêntesis somam-se.

  1. f'(x) = e^{x}\left(x^{2}+x\right) + e^{x}(2x+1) = e^{x}\left(x^{2}+x+2x+1\right) = e^{x}\left(x^{2}+3x+1\right) ✓.
  2. m = f'(0) = e^{0} \times 1 = 1.
  3. f(0) = 1 \times 0 = 0.
  4. 0 = 1 \times 0 + b \iff b = 0.
Respostay = x

Lê a monotonia de g de cada lado de 0 e traduz cada uma num sinal para g'.

  1. g é decrescente em \,]-\infty,\,0[, logo g' < 0 aí.
  2. g é crescente em \,]0,\,+\infty[, logo g' > 0 aí.
  3. O gráfico de g' tem de estar abaixo do eixo à esquerda de 0 e acima à direita: opção (A).
RespostaOpção (A)

São duas condições, não uma: o ponto tem de estar na reta e o declive tem de bater certo.

  1. A reta y = x passa em (0,\,0), logo é preciso f(0) = 0: ficam (A) e (B).
  2. O declive é 1, logo é preciso f'(0) = 1.
  3. (A): f'(x) = 2x+1 e f'(0) = 1 ✓. (B): f'(0) = 2 ✗.
RespostaOpção (A)

Reduz f' ao mesmo denominador: em \mathbb{R}^{+} o denominador é positivo e o numerador é uma expressão do 1.^{\text{o}} grau.

  1. f'(x) = 3 - \dfrac{2}{x} = \dfrac{3x-2}{x}.
  2. Zero: x = \dfrac{2}{3}, único em \mathbb{R}^{+}.
  3. x0\frac{2}{3}+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de f2+2\ln\frac{3}{2}mín
  4. f\!\left(\tfrac{2}{3}\right) = 2 - 2\ln\tfrac{2}{3} = 2 + 2\ln\tfrac{3}{2}.
  5. Há uma só mudança de sinal, e é de - para +: o mínimo é único.
RespostaMínimo único em x = \tfrac{2}{3}, de valor 2 + 2\ln\tfrac{3}{2}.

Escreve f(t) = 5\left(1+124e^{-0{,}3t}\right)^{-1} ou usa a regra do quociente. O que interessa é o sinal, não o valor.

  1. Com u(t) = 1 + 124e^{-0{,}3t}, u'(t) = -37{,}2\,e^{-0{,}3t}.
  2. f'(t) = -\dfrac{5\,u'(t)}{u(t)^{2}} = \dfrac{186\,e^{-0{,}3t}}{\left(1+124e^{-0{,}3t}\right)^{2}}.
  3. O numerador é positivo e o denominador é um quadrado positivo: f'(t) > 0 para todo o t \geq 0.
  4. Logo f é estritamente crescente: o número de pessoas que sabem do acidente aumenta sempre, nunca diminui.
  5. Faz sentido: quem já soube não desaprende. E os valores nunca chegam a 5 milhares — o denominador é sempre maior do que 1.
RespostaEstritamente crescente: a notícia vai chegando a cada vez mais habitantes.

Basta o sinal de x-2. Antes de 2 é negativo, depois é positivo — e isso já diz tudo sobre f.

  1. f'(x) = 0 \iff x = 2.
  2. x-\infty2+\infty
    Sinal de f'0+
    Variação de fmín
  3. f decresce em \,]-\infty,\,2] e cresce em [2,\,+\infty[: tem um mínimo em x = 2.
RespostaOpção (C)

Paralela a r quer dizer declive 1. Onde é que f'(x) = 1?

  1. f'(x) = e^{x}.
  2. e^{x} = 1 \iff x = 0: o ponto de tangência é (0,\,1).
  3. 1 = 1 \times 0 + b \iff b = 1.
  4. É a tangente à exponencial na origem das ordenadas — a mesma que aparece na definição de e.
Respostay = x + 1

Escreve A(x) = 2x^{2} + \dfrac{8}{x} antes de derivar — sai muito mais depressa do que pela regra do quociente.

  1. A(x) = 2x^{2} + \dfrac{8}{x}, logo A'(x) = 4x - \dfrac{8}{x^{2}} = \dfrac{4x^{3} - 8}{x^{2}}.
  2. Zero: 4x^{3} = 8 \iff x^{3} = 2 \iff x = \sqrt[3]{2}.
  3. Como x > 0, o sinal é o de 4x^{3}-8: negativo antes, positivo depois.
  4. x0\sqrt[3]{2}+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de fmín
  5. Há mudança de sinal de - para +: x = \sqrt[3]{2} é minimizante.
  6. A área mínima é A\left(\sqrt[3]{2}\right) = \dfrac{12}{\sqrt[3]{2}} \approx 9{,}52 dm².
Respostax = \sqrt[3]{2} \approx 1{,}26 dm.

Que sinal tem f' numa função crescente? E qual é a condição algébrica para duas retas serem perpendiculares?

  1. Os declives são m_r = f'(a) e m_s = f'(b).
  2. Como f é crescente, f'(x) \geq 0 para todo o x; logo m_r \geq 0 e m_s \geq 0.
  3. Se r e s fossem perpendiculares, teria de ser m_r \times m_s = -1.
  4. Mas o produto de dois números não negativos é não negativo: m_r \times m_s \geq 0 \neq -1.
  5. Portanto r e s nunca podem ser perpendiculares.
  6. Fica de fora o caso de uma delas ser vertical — mas isso não acontece: a derivada é finita em todos os pontos.
Respostaf'(a)\,f'(b) \geq 0, logo nunca é -1.

Começa pelo domínio de f-g: é a interseção dos dois. Depois deriva termo a termo.

  1. D_{f-g} = \mathbb{R}^{+} \cap \mathbb{R} = \mathbb{R}^{+}.
  2. (f-g)'(x) = \dfrac{1}{x} - 2x = \dfrac{1 - 2x^{2}}{x}.
  3. Zero em \mathbb{R}^{+}: 2x^{2} = 1 \iff x = \dfrac{\sqrt{2}}{2}.
  4. Como x > 0, o sinal é o de 1-2x^{2}: positivo antes, negativo depois.
  5. x0\frac{\sqrt{2}}{2}+\infty
    Sinal de f'n.d.+0
    Variação de fmáx
RespostaCrescente em \left]0,\,\tfrac{\sqrt{2}}{2}\right] e decrescente em \left[\tfrac{\sqrt{2}}{2},\,+\infty\right[; máximo em x = \tfrac{\sqrt{2}}{2}.

O purificador esteve ligado enquanto P desceu. O instante em que foi desligado é, portanto, o minimizante de P.

  1. P'(t) = -\dfrac{\frac{1}{t+1}(t+1) - \ln(t+1)}{(t+1)^{2}} = \dfrac{\ln(t+1) - 1}{(t+1)^{2}}.
  2. Zero: \ln(t+1) = 1 \iff t+1 = e \iff t = e - 1.
  3. Como (t+1)^{2} > 0, o sinal é o de \ln(t+1)-1: negativo antes de e-1, positivo depois.
  4. x0e-124
    Sinal de f'0+
    Variação de fmín
  5. t = e - 1 \approx 1{,}718 horas = 1 h e 0{,}718 \times 60 \approx 43 min.
Resposta1 hora e 43 minutos.

A bissetriz dos quadrantes ímpares é a reta y = x: tem declive 1. Traduz «paralela» numa equação em x.

  1. Uma função quadrática é f(x) = ax^{2}+bx+c, com a \neq 0.
  2. f'(x) = 2ax + b.
  3. A tangente é paralela a y = x quando f'(x) = 1, isto é, 2ax + b = 1.
  4. Como a \neq 0, esta equação do 1.^{\text{o}} grau tem uma e uma só solução: x = \dfrac{1-b}{2a}.
  5. Logo há exatamente um ponto do gráfico nessas condições.
  6. O argumento não usa nada de especial sobre o 1: para qualquer declive m haveria também um e um só ponto. É a derivada ser afim e não constante que garante a unicidade.
RespostaO ponto de abcissa x = \dfrac{1-b}{2a}, único porque a \neq 0.

Verifica primeiro que o argumento do logaritmo é positivo em todo o [0,\,10] — isso fixa o sinal do denominador.

  1. h'(x) = -4 \times \dfrac{-2x+10}{-x^{2}+10x+11} = \dfrac{8x - 40}{-x^{2}+10x+11}.
  2. O denominador anula-se em x = -1 e x = 11, logo é positivo em todo o [0,\,10].
  3. O sinal de h' é o de 8x-40: negativo antes de 5, positivo depois.
  4. x0510
    Sinal de f'0+
    Variação de f15-4\ln 36mín
  5. x = 5 é o ponto médio entre as duas paredes: a rampa é mais baixa exatamente a meio.
  6. A altura mínima é h(5) = 15 - 4\ln 36 \approx 0{,}67 metros.
RespostaDecrescente em [0,\,5] e crescente em [5,\,10]: o mínimo é em x = 5, equidistante de A e de B.

Regra da cadeia: a derivada do logaritmo é \dfrac{u'}{u}. Reduz tudo ao mesmo denominador antes de estudar o sinal.

  1. Com u(x) = x + \dfrac{1}{x}, u'(x) = 1 - \dfrac{1}{x^{2}} = \dfrac{x^{2}-1}{x^{2}}.
  2. f'(x) = \dfrac{u'}{u} = \dfrac{\frac{x^{2}-1}{x^{2}}}{\frac{x^{2}+1}{x}} = \dfrac{x^{2}-1}{x\left(x^{2}+1\right)}.
  3. Em \mathbb{R}^{+}, x\left(x^{2}+1\right) > 0, logo o sinal é o de x^{2}-1: negativo em \,]0,\,1[, positivo depois.
  4. x01+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de f\ln 2mín
  5. f(1) = \ln(1+1) = \ln 2.
RespostaDecrescente em \,]0,\,1], crescente em [1,\,+\infty[; mínimo f(1) = \ln 2.

Ser o eixo Ox tangente em x_0 quer dizer duas coisas: g(x_0) = 0 e g'(x_0) = 0. Verifica as duas.

  1. Escrevendo g(x) = (x-x_0)^{2}\,p(x), com p(x) = ax^{2}+bx+c:
  2. g(x_0) = 0 \times p(x_0) = 0: o ponto de abcissa x_0 está no eixo Ox.
  3. Pela regra do produto, g'(x) = 2(x-x_0)\,p(x) + (x-x_0)^{2}\,p'(x) = (x-x_0)\left[2p(x) + (x-x_0)p'(x)\right].
  4. g'(x_0) = 0, porque o fator (x-x_0) se anula.
  5. A tangente em x_0 tem declive 0 e passa em (x_0,\,0): é a reta y = 0, ou seja, o eixo Ox.
  6. É por isso que, numa raiz dupla, o gráfico toca o eixo sem o atravessar.
Respostag(x_0) = g'(x_0) = 0, logo a tangente em x_0 é y = 0.

Regra do produto. A derivada tem dois zeros — só um deles é minimizante.

  1. f'(x) = 6xe^{-x} - 3x^{2}e^{-x} = 3x\,e^{-x}(2-x).
  2. Zeros: x = 0 e x = 2.
  3. Como e^{-x} > 0, o sinal é o de 3x(2-x): negativo antes de 0, positivo entre 0 e 2, negativo depois.
  4. x-\infty02+\infty
    Sinal de f'0+0
    Variação de f1mín1+12e^{-2}máx
  5. Só há uma mudança de sinal de - para +, em x = 0: o único mínimo relativo é f(0) = 1.
RespostaMínimo relativo único: f(0) = 1.

Regra do quociente e depois substitui x = 1: o numerador simplifica-se muito.

  1. f'(x) = \dfrac{e^{x}x - \left(e^{x}-1\right)}{x^{2}} = \dfrac{xe^{x} - e^{x} + 1}{x^{2}}.
  2. m = f'(1) = \dfrac{e - e + 1}{1} = 1.
  3. f(1) = e - 1.
  4. e - 1 = 1 \times 1 + b \iff b = e - 2.
Respostay = x + e - 2

Se f' é negativa em todo o [0,\,3], o que é que f faz nesse intervalo? Compara f(3) com f(0).

  1. No intervalo [0,\,3] o gráfico de f' está abaixo do eixo: f'(x) < 0.
  2. Logo f é estritamente decrescente em [0,\,3] e portanto f(3) < f(0) = 2.
  3. Das quatro opções, só 1 é menor do que 2.
RespostaOpção (A)

Regra do quociente. Vale a pena simplificar o numerador até ao fim: ele é constante.

  1. f'(x) = \dfrac{3(2x+2) - (3x+2) \times 2}{(2x+2)^{2}} = \dfrac{6x+6-6x-4}{(2x+2)^{2}} = \dfrac{2}{(2x+2)^{2}}.
  2. Em \mathbb{R}^{+}, o numerador é 2 > 0 e o denominador é um quadrado positivo: f'(x) > 0.
  3. Logo f é estritamente crescente em \mathbb{R}^{+} e não tem extremos.
RespostaEstritamente crescente em \mathbb{R}^{+}.

Não precisas de f, só de f(1) e de f'(1). Depois faz y = 0.

  1. m = f'(1) = 2 + 1 \times \ln 1 = 2.
  2. O ponto de tangência é (1,\,3): 3 = 2 \times 1 + b \iff b = 1. Logo r: y = 2x + 1.
  3. 0 = 2x + 1 \iff x = -\dfrac{1}{2}.
Respostax_P = -\dfrac{1}{2}

Calcula a ordenada do ponto de tangência e, com o ponto (-6,\,0), o declive da reta. Depois iguala a f'(0).

  1. f(0) = e^{0}+1 = 2: o ponto de tangência é (0,\,2).
  2. r passa em (-6,\,0) e em (0,\,2): m_r = \dfrac{2-0}{0-(-6)} = \dfrac{1}{3}.
  3. f'(x) = a\,e^{ax}, logo f'(0) = a.
  4. a = \dfrac{1}{3}.
RespostaOpção (B)

Repara em que 1 - 0{,}1x > 0 no domínio — isso decide metade do sinal.

  1. h'(x) = 2 + 10 \times \dfrac{-0{,}1}{1-0{,}1x} = 2 - \dfrac{1}{1-0{,}1x} = \dfrac{1 - 0{,}2x}{1 - 0{,}1x}.
  2. Zero: 1 - 0{,}2x = 0 \iff x = 5.
  3. Como o logaritmo obriga a 1 - 0{,}1x > 0, o denominador é positivo; o sinal é o de 1-0{,}2x.
  4. x05a
    Sinal de f'+0
    Variação de f10-10\ln 2máx
  5. h(5) = 10 + 10\ln(0{,}5) = 10 - 10\ln 2 \approx 3{,}07 metros.
RespostaA bola sobe até x = 5 e desce depois; a altura máxima é 10 - 10\ln 2 \approx 3{,}07 m.

De (b) e (c) tira o sinal de f em todo o \mathbb{R}. Depois deriva g pela regra do produto e junta os dois sinais.

  1. Por (c), f tem em 0 um máximo, e por (b) esse máximo é -1. Logo f(x) \leq -1 < 0 para todo o x.
  2. g'(x) = 2f(x)\,f'(x).
  3. Como 2f(x) < 0, o sinal de g' é o contrário do de f': g' < 0 em \mathbb{R}^{-} e g' > 0 em \mathbb{R}^{+}.
  4. x-\infty0+\infty
    Sinal de f'0+
    Variação de f1mín
  5. g(0) = (-1)^{2} = 1, e como g decresce antes de 0 e cresce depois, 1 é o mínimo absoluto de g.
Respostag(0) = 1 é o mínimo de g.

Regra do produto e e^{-x} em evidência. A exponencial é sempre positiva — o sinal fica no outro fator.

  1. A'(x) = e^{-x} - x\,e^{-x} = e^{-x}(1-x).
  2. Zero: x = 1. Como e^{-x} > 0, o sinal é o de 1-x.
  3. x01+\infty
    Sinal de A'n.d.+0
    Variação de Ae^{-1}máx
  4. A(1) = 1 \times e^{-1} = \dfrac{1}{e}.
  5. O triângulo é isósceles com \overline{PO}=\overline{PQ}, logo P está sobre a mediatriz de [OQ] e a base mede 2x: a área é \tfrac{1}{2}(2x)e^{-x} = x e^{-x}, tal como o enunciado diz.
RespostaCrescente em \,]0,\,1] e decrescente em [1,\,+\infty[: área máxima \dfrac{1}{e}.

As bases do trapézio são [OP] e [RQ], ambas horizontais; a altura é a ordenada de Q.

  1. f(2) = 2 + 2\ln 1 = 2, logo Q(2,\,2) e R(0,\,2).
  2. f'(x) = 1 + \ln(x-1) + \dfrac{x}{x-1}, logo m = f'(2) = 1 + 0 + 2 = 3.
  3. r: y = 3x + b com 2 = 6 + b \iff b = -4. Logo r: y = 3x - 4.
  4. P: 0 = 3x - 4 \iff x = \dfrac{4}{3}.
  5. Bases: \overline{OP} = \dfrac{4}{3} e \overline{RQ} = 2; altura = 2.
  6. A = \dfrac{\frac{4}{3} + 2}{2} \times 2 = \dfrac{10}{3}.
Resposta\dfrac{10}{3}

A derivada é -1 + \dfrac{1}{x+1}. Reduz ao mesmo denominador antes de estudar o sinal.

  1. h'(x) = -1 + \dfrac{1}{x+1} = \dfrac{-x}{x+1}.
  2. Zero: x = 0. No domínio, x+1 > 0, logo o sinal é o de -x.
  3. x-10+\infty
    Sinal de f'n.d.+0
    Variação de f4máx
  4. h(0) = 4 - 0 + \ln 1 = 4.
RespostaCrescente em \,]-1,\,0], decrescente em [0,\,+\infty[; máximo relativo h(0) = 4.

Regra do quociente. E repara no que acontece à ordenada na origem: nem sempre b \neq 0.

  1. f'(x) = \dfrac{e^{x}x - e^{x}}{x^{2}} = \dfrac{e^{x}(x-1)}{x^{2}}.
  2. m = f'(2) = \dfrac{e^{2}}{4}.
  3. f(2) = \dfrac{e^{2}}{2}.
  4. \dfrac{e^{2}}{2} = \dfrac{e^{2}}{4} \times 2 + b = \dfrac{e^{2}}{2} + b \iff b = 0.
  5. A tangente passa na origem — o que quer dizer que (0,\,0), \left(2,\tfrac{e^{2}}{2}\right) e o declive estão todos alinhados.
Respostay = \dfrac{e^{2}}{4}\,x

Regra da cadeia. O denominador nunca se anula nem muda de sinal — o sinal da derivada fica todo no numerador.

  1. f'(x) = \dfrac{2x}{x^{2}+1}.
  2. Como x^{2}+1 \geq 1 > 0, o sinal de f' é o de 2x.
  3. x-\infty0+\infty
    Sinal de f'0+
    Variação de f0mín
  4. f(0) = \ln 1 = 0.
RespostaDecrescente em \,]-\infty,\,0], crescente em [0,\,+\infty[; mínimo f(0) = 0.

A derivada de uma função afim é o seu declive — uma constante. Lê no gráfico o sinal desse declive.

  1. Se g(x) = ax + k, então g'(x) = a. A reta desce, logo a < 0.
  2. h'(x) = f'(x) + g'(x) = 2x + a.
  3. Portanto m = 2 > 0 e b = a < 0.
  4. Repara em que a ordenada na origem de g não entra em nada: a derivada apaga as constantes.
RespostaOpção (B)

Não precisas de f: o enunciado dá-te a ordenada do ponto e a derivada dá-te o declive.

  1. A está no eixo Oy, logo A(0,\,1).
  2. m = f'(0) = (0+4)e^{0} = 4.
  3. 1 = 4 \times 0 + b \iff b = 1.
Respostay = 4x + 1

Não te esqueças do último passo: o t conta-se a partir das 9 horas.

  1. C'(t) = 2e^{-0{,}3t} - 0{,}6t\,e^{-0{,}3t} = e^{-0{,}3t}\left(2 - 0{,}6t\right).
  2. Zero: 0{,}6t = 2 \iff t = \dfrac{10}{3} horas.
  3. x0\frac{10}{3}+\infty
    Sinal de f'+0
    Variação de fmáx
  4. \dfrac{10}{3} = 3 h e \dfrac{1}{3} \times 60 = 20 min.
  5. 9\text{h}00 + 3\text{h}20 = 12\text{h}20.
RespostaÀs 12 h e 20 min.

Só o segundo ramo. A derivada é uma diferença de duas coisas simples — iguala-as.

  1. Para x > 2: f'(x) = \dfrac{1}{5} - \dfrac{1}{x} = \dfrac{x - 5}{5x}.
  2. Zero: x = 5, que pertence ao intervalo.
  3. Como 5x > 0, o sinal é o de x - 5: negativo em \,]2,\,5[ e positivo em \,]5,\,+\infty[.
  4. x25+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de f1-\ln 5mín
  5. Há mudança de sinal, logo f(5) = 1 - \ln 5 é mínimo relativo de f.
Respostaf tem um mínimo relativo em x = 5, de valor 1 - \ln 5.

Regra da cadeia na exponencial: o expoente é 2x^{3}-1, cuja derivada é 6x^{2} — e essa anula-se em 0.

  1. f'(x) = -1 + 6x^{2}e^{2x^{3}-1}.
  2. m = f'(0) = -1 + 0 = -1.
  3. f(0) = 0 + e^{-1} = \dfrac{1}{e}.
  4. \dfrac{1}{e} = -1 \times 0 + b \iff b = \dfrac{1}{e}.
Respostay = -x + \dfrac{1}{e}

Onde f' está acima do eixo, f sobe; onde está abaixo, f desce. Os zeros de f' são os candidatos a extremo.

  1. Do gráfico: f' > 0 antes de a, f' < 0 entre a e b, f' > 0 depois de b.
  2. xab
    Sinal de f'00
    Variação de fmáxmín
  3. Logo f cresce, tem um máximo em a, decresce, tem um mínimo em b e volta a crescer.
  4. Só a opção (A) tem essa forma.
RespostaOpção (A)

Não é preciso calcular nada: o sinal de f'(a) lê-se no gráfico — é o sentido em que f vai em a.

  1. Em x = -3 o gráfico sobe: f'(-3) > 0.
  2. Em x = 0 o gráfico desce: f'(0) < 0.
  3. Em x = 6 o gráfico sobe: f'(6) > 0.
  4. Logo f'(0) \times f'(6) < 0 — a opção (D). As outras falham: f'(-3)f'(6) > 0 e f'(-3)f'(0) < 0.
RespostaOpção (D)

Depois de achar t, converte a parte decimal em minutos: multiplica-a por 60.

  1. T'(t) = 0{,}1\left(2t\,e^{-0{,}15t} - 0{,}15\,t^{2}e^{-0{,}15t}\right) = t\,e^{-0{,}15t}\left(0{,}2 - 0{,}015t\right).
  2. Zeros: t = 0 e 0{,}015t = 0{,}2 \iff t = \dfrac{40}{3}.
  3. x0\frac{40}{3}20
    Sinal de f'0+0
    Variação de fmínmáx
  4. \dfrac{40}{3} = 13{,}333\ldots horas = 13 h e 0{,}333\ldots \times 60 = 20 minutos.
RespostaÀs 13 h e 20 min.

Não é preciso conhecer f: a regra do produto só precisa de f(1) e de f'(1), que são dados.

  1. g'(x) = 2f(x) + (2x-1)f'(x).
  2. m = g'(1) = 2 \times 1 + 1 \times 1 = 3.
  3. g(1) = (2-1) \times f(1) = 1.
  4. 1 = 3 \times 1 + b \iff b = -2.
RespostaOpção (A)

A recta está acima do eixo à esquerda de 0 e abaixo à direita. Traduz isso em subir e descer.

  1. h' > 0 para x < 0 e h' < 0 para x > 0, anulando-se em 0.
  2. x-\infty0+\infty
    Sinal de h'+0
    Variação de hmáx
  3. h cresce até 0, tem aí um máximo, e decresce depois: só a opção (D).
RespostaOpção (D)

Segundo ramo. Regra do produto, com \left(e^{1-x}\right)' = -e^{1-x}.

  1. Para x \leq 0: f'(x) = e^{1-x} + x\left(-e^{1-x}\right) = (1-x)e^{1-x}.
  2. m = f'(-1) = 2e^{2}.
  3. f(-1) = -e^{2}.
  4. -e^{2} = 2e^{2}(-1) + b \iff b = -e^{2} + 2e^{2} = e^{2}.
Respostay = 2e^{2}x + e^{2}

Regra do produto e depois t\,e^{-0{,}1t} em evidência. Repara em que t = 0 também anula a derivada — mas aí a concentração é nula.

  1. C'(t) = t\,e^{-0{,}1t} - 0{,}05\,t^{2}e^{-0{,}1t} = t\,e^{-0{,}1t}\left(1 - 0{,}05t\right).
  2. Zeros: t = 0 e 1 - 0{,}05t = 0 \iff t = 20.
  3. Para 0 < t < 20 os três fatores são positivos, logo C' > 0; para t > 20, 1-0{,}05t < 0 e C' < 0.
  4. x020+\infty
    Sinal de f'0+0
    Variação de f0mínmáx
  5. A concentração máxima é C(20) = 0{,}5 \times 400 \times e^{-2} \approx 27{,}07 gramas por litro.
Respostat = 20 minutos.

x^{a} é uma potência (expoente constante), não uma exponencial. E a^{2} é só um fator constante.

  1. f'(x) = a\,x^{a-1} + \dfrac{a^{2}}{x}.
  2. f'(a) = a \times a^{a-1} + \dfrac{a^{2}}{a} = a^{a} + a.
  3. A armadilha é derivar x^{a} como se fosse a^{x}. Uma dá a\,x^{a-1}, a outra a^{x}\ln a.
RespostaOpção (D)

Para (I) e (II) basta pensar em x = 0 e no sentido de variação. Para (III), usa \left(a^{u}\right)' = u'\,a^{u}\ln a.

  1. I) f(0) = g(0) = 1: os gráficos intersetam-se em (0,\,1). A afirmação é falsa.
  2. II) Com a > 1, f é crescente mas g(x) = a^{-x} = \left(\tfrac{1}{a}\right)^{x} é decrescente. Falsa.
  3. III) f'(x) = a^{x}\ln a, logo f'(-1) = \dfrac{\ln a}{a}; g'(x) = -a^{-x}\ln a, logo g'(1) = -\dfrac{\ln a}{a}.
  4. f'(-1) - g'(1) = \dfrac{\ln a}{a} + \dfrac{\ln a}{a} = \dfrac{2\ln a}{a}. Verdadeira.
RespostaOpção (B)

Para x > 0, g(x) = x\ln x - x + \ln^{2}x. Cuidado com \left(\ln^{2}x\right)' = 2\ln x \times \dfrac{1}{x}.

  1. g'(x) = \left(\ln x + 1\right) - 1 + \dfrac{2\ln x}{x} = \ln x + \dfrac{2\ln x}{x}.
  2. g'(x) = \ln x\left(1 + \dfrac{2}{x}\right). Em \,]0,\,e], 1 + \dfrac{2}{x} > 0, logo o sinal é o de \ln x.
  3. Zero: \ln x = 0 \iff x = 1.
  4. x01e
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de f-1mín
  5. g(1) = 1 \times 0 - 1 + 0 = -1.
RespostaDecrescente em \,]0,\,1], crescente em [1,\,e]; mínimo relativo g(1) = -1.

Separa o logaritmo do quociente antes de derivar. E lembra-te de que \tfrac{1}{2} - \ln 3 = \ln\sqrt{e} - \ln 3.

  1. Para x > 0: f(x) = \dfrac{x}{2} - \ln(6x) + \ln(x+1).
  2. f'(x) = \dfrac{1}{2} - \dfrac{1}{x} + \dfrac{1}{x+1} = \dfrac{x(x+1) - 2(x+1) + 2x}{2x(x+1)} = \dfrac{x^{2} + x - 2}{2x(x+1)}.
  3. Numerador: x^{2}+x-2 = (x+2)(x-1). No intervalo \,]0,\,+\infty[, x+2 > 0 e 2x(x+1) > 0, logo o sinal é o de x-1.
  4. x01+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de f\ln\frac{\sqrt{e}}{3}mín
  5. f(1) = \dfrac{1}{2} - \ln\dfrac{6}{2} = \dfrac{1}{2} - \ln 3 = \ln e^{1/2} - \ln 3 = \ln\dfrac{\sqrt{e}}{3}.
  6. Há mudança de sinal de f' em x=1, logo esse valor é mesmo um extremo (um mínimo) relativo.
Respostaf(1) = \ln\dfrac{\sqrt{e}}{3} é mínimo relativo de f em \,]0,\,+\infty[.

Escreve o segundo ramo como 3 + \dfrac{\ln x}{x}: derivar fica muito mais simples.

  1. Para x > 0: f(x) = 3 + \dfrac{\ln x}{x}, logo f'(x) = \dfrac{\frac{1}{x}\,x - \ln x}{x^{2}} = \dfrac{1 - \ln x}{x^{2}}.
  2. m = f'(1) = \dfrac{1 - 0}{1} = 1.
  3. f(1) = 3 + \dfrac{0}{1} = 3.
  4. 3 = 1 \times 1 + b \iff b = 2.
Respostay = x + 2

Depois de achar o maximizante, traduz o valor de t em dia e hora: t conta-se em dias a partir das zero horas de segunda-feira.

  1. f'(t) = 4e^{3{,}75-t} + (4t+2)\left(-e^{3{,}75-t}\right) = \left(4 - 4t - 2\right)e^{3{,}75-t} = (2-4t)\,e^{3{,}75-t}.
  2. Zero: 2 - 4t = 0 \iff t = \dfrac{1}{2} (a exponencial nunca se anula).
  3. x0\frac{1}{2}6
    Sinal de f'+0
    Variação de fmáx
  4. t = 0{,}5 corresponde a meio dia depois das zero horas de segunda-feira.
  5. Nessa altura há f(0{,}5) = 4e^{3{,}25} \approx 103 alunos com gripe.
RespostaCrescente em \left[0,\,\tfrac{1}{2}\right] e decrescente em \left[\tfrac{1}{2},\,6\right]: o máximo é na segunda-feira, às 12 horas.

Usa a propriedade do logaritmo do quociente antes de derivar: \ln\dfrac{a}{x} = \ln a - \ln x. Depois pergunta-te só qual é o sinal da derivada.

  1. f(x) = a + \ln a - \ln x, em que a + \ln a é uma constante.
  2. f'(x) = -\dfrac{1}{x}.
  3. Em \mathbb{R}^{+}, f' é sempre negativa e crescente, aproximando-se de zero.
  4. Só a opção (B) tem um gráfico inteiramente abaixo do eixo Ox com essa forma.
  5. Repara em que o valor de a desaparece na derivada: a resposta não depende dele.
RespostaOpção (B)

Antes de derivar, simplifica g: o -x e o x cancelam-se. E \left[\ln(-x)\right]' = \dfrac{-1}{-x} = \dfrac{1}{x}.

  1. g(x) = -x + x - 1 + \dfrac{\ln(-x)}{x} = -1 + \dfrac{\ln(-x)}{x}.
  2. g'(x) = \dfrac{\frac{1}{x}\,x - \ln(-x)}{x^{2}} = \dfrac{1 - \ln(-x)}{x^{2}}.
  3. Zero: \ln(-x) = 1 \iff -x = e \iff x = -e.
  4. Como x^{2} > 0, o sinal é o de 1 - \ln(-x): negativo enquanto -x > e, positivo depois.
  5. x-\infty-e0
    Sinal de f'0+n.d.
    Variação de f-1-\frac{1}{e}mín
  6. g(-e) = -1 + \dfrac{\ln e}{-e} = -1 - \dfrac{1}{e}.
RespostaDecrescente em \,]-\infty,\,-e], crescente em [-e,\,0[; mínimo relativo em x = -e, de valor -1-\dfrac{1}{e}.

Regra do quociente com \left(x^{2}\right)' = 2x. Simplifica o x comum antes de estudar o sinal.

  1. g'(x) = \dfrac{\frac{1}{x}\,x^{2} - (1+\ln x)\,2x}{x^{4}} = \dfrac{x - 2x - 2x\ln x}{x^{4}} = \dfrac{-x(1 + 2\ln x)}{x^{4}}.
  2. Simplificando: g'(x) = \dfrac{-1 - 2\ln x}{x^{3}}.
  3. Zero: \ln x = -\dfrac{1}{2} \iff x = e^{-1/2}. Em \mathbb{R}^{+}, x^{3} > 0, logo o sinal é o de -1-2\ln x.
  4. x0e^{-1/2}+\infty
    Sinal de f'n.d.+0
    Variação de f\frac{e}{2}máx
  5. g\left(e^{-1/2}\right) = \dfrac{1 - \frac{1}{2}}{e^{-1}} = \dfrac{e}{2}.
RespostaCrescente em \,]0,\,e^{-1/2}], decrescente em \left[e^{-1/2},\,+\infty\right[; máximo relativo em x = e^{-1/2}, de valor \dfrac{e}{2}.

Regra do produto. Depois põe e^{-0{,}05t} em evidência — como é sempre positiva, só o outro fator decide o sinal.

  1. d'(t) = -e^{-0{,}05t} + (5-t)\left(-0{,}05\,e^{-0{,}05t}\right).
  2. d'(t) = e^{-0{,}05t}\left(-1 - 0{,}25 + 0{,}05t\right) = e^{-0{,}05t}\left(0{,}05t - 1{,}25\right).
  3. Zero: 0{,}05t = 1{,}25 \iff t = 25.
  4. x025+\infty
    Sinal de f'0+
    Variação de fmín
  5. A exponencial nunca se anula — por isso a equação e^{-0{,}05t} = 0 é impossível e o único zero vem do fator linear.
Respostat = 25 segundos após o início do movimento.

4 > 3: é o segundo ramo. E \ln 1 = 0 simplifica a ordenada.

  1. Para x > 3: f'(x) = \dfrac{1}{x-3} - \dfrac{1}{x}.
  2. m = f'(4) = \dfrac{1}{1} - \dfrac{1}{4} = \dfrac{3}{4}.
  3. f(4) = \ln 1 - \ln 4 = -\ln 4.
  4. -\ln 4 = \dfrac{3}{4} \times 4 + b \iff b = -3 - \ln 4.
Respostay = \dfrac{3}{4}x - 3 - \ln 4

Regra do produto, e depois põe x\,e^{1-x} em evidência. Não te esqueças de que 0 pertence ao domínio.

  1. f'(x) = 2x\,e^{1-x} + x^{2}\left(-e^{1-x}\right) = x\,e^{1-x}(2 - x).
  2. Zeros em \mathbb{R}^{+}_{0}: x = 0 e x = 2 (a exponencial nunca se anula).
  3. Como e^{1-x} > 0, o sinal é o de x(2-x): negativo antes de 0, positivo entre 0 e 2, negativo depois.
  4. x02+\infty
    Sinal de f'0+0
    Variação de f0mín4e^{-1}máx
  5. f(0) = 0 e f(2) = 4e^{-1} = \dfrac{4}{e}.
  6. x = 0 é extremo por ser um ponto do domínio onde a função passa a crescer — mesmo sendo um extremo do intervalo.
RespostaCrescente em [0,\,2], decrescente em [2,\,+\infty[; mínimo f(0) = 0 e máximo f(2) = \dfrac{4}{e}.

A pergunta é sobre o máximo de f em [0,\,7]: é a maior altura livre por baixo da ponte. Deriva, iguala a zero e compara com 6.

  1. f'(x) = -2{,}5\left(-0{,}2\,e^{1-0{,}2x} + 0{,}2\,e^{0{,}2x-1}\right) = -0{,}5\left(e^{0{,}2x-1} - e^{1-0{,}2x}\right).
  2. f'(x) = 0 \iff e^{0{,}2x-1} = e^{1-0{,}2x} \iff 0{,}2x - 1 = 1 - 0{,}2x \iff 0{,}4x = 2 \iff x = 5.
  3. Para x < 5 tem-se 0{,}2x-1 < 1-0{,}2x, logo e^{0{,}2x-1} < e^{1-0{,}2x} e f'(x) > 0; para x > 5, f'(x) < 0.
  4. x057
    Sinal de f'+0
    Variação de f4máx
  5. f(5) = 9 - 2{,}5\left(e^{0} + e^{0}\right) = 9 - 2{,}5 \times 2 = 4 metros.
  6. A maior altura livre é 4 m e o mastro tem 6 m: o barco não passa.
RespostaNão. A distância máxima entre a água e a ponte é 4 m, menor do que os 6 m do mastro.

Se há extremo relativo em x = 1 e g é derivável, então g'(1) = 0. Escreve g' e resolve em ordem a k.

  1. g(x) = \dfrac{k}{x} + \dfrac{\ln x}{x} = \dfrac{k + \ln x}{x}.
  2. g'(x) = \dfrac{\frac{1}{x} \times x - (k + \ln x)}{x^{2}} = \dfrac{1 - k - \ln x}{x^{2}}.
  3. g'(1) = 0 \iff \dfrac{1 - k - \ln 1}{1} = 0 \iff 1 - k = 0 \iff k = 1.
  4. Confirma que é mesmo extremo: com k = 1, g'(x) = \dfrac{-\ln x}{x^{2}}, positiva em \,]0,\,1[ e negativa em \,]1,\,+\infty[ — há mudança de sinal, logo x = 1 é maximizante.
Respostak = 1

Regra do quociente. Depois põe e^{-x} em evidência: sobra um fator linear, e é ele que decide tudo.

  1. g'(x) = \dfrac{-e^{-x} \times x - e^{-x} \times 1}{x^{2}} = \dfrac{-e^{-x}(x+1)}{x^{2}}.
  2. e^{-x} > 0 e x^{2} > 0, logo o sinal de g' é o de -(x+1): positivo antes de -1, negativo depois.
  3. x-\infty-10+\infty
    Sinal de f'+0n.d.
    Variação de f-emáx
  4. g(-1) = \dfrac{e^{1}}{-1} = -e.
  5. Repara em que 0 não é extremo: não pertence ao domínio. A função decresce em [-1,\,0[ e volta a decrescer em \,]0,\,+\infty[, mas são dois intervalos separados.
RespostaCrescente em \,]-\infty,\,-1]; decrescente em [-1,\,0[ e em \,]0,\,+\infty[; máximo relativo g(-1) = -e.

O declive é g'(-1). Como -1 < 0, só interessa o primeiro ramo — regra do produto.

  1. Para x \leq 0: g'(x) = \ln(1-x) + x \times \dfrac{-1}{1-x} = \ln(1-x) - \dfrac{x}{1-x}.
  2. g'(-1) = \ln 2 - \dfrac{-1}{2} = \ln 2 + 0{,}5.
  3. O sinal do segundo termo é a armadilha: -\dfrac{-1}{2} = +\dfrac{1}{2}. É por aí que se chega às opções (B) e (C).
RespostaOpção (A)

Regra do produto. Depois de simplificar, põe -4x em evidência: o sinal fica decidido por um só fator.

  1. f'(x) = -2x(1+2\ln x) - x^{2} \times \dfrac{2}{x} = -2x - 4x\ln x - 2x = -4x - 4x\ln x.
  2. f'(x) = -4x\left(1 + \ln x\right). Em \,]0,\,1[, -4x < 0, logo o sinal de f' é o contrário do de 1 + \ln x.
  3. Zero: 1 + \ln x = 0 \iff \ln x = -1 \iff x = e^{-1}.
  4. x0e^{-1}1
    Sinal de f'n.d.+0n.d.
    Variação de fe^{-2}máx
  5. f\left(e^{-1}\right) = -e^{-2}\left(1 + 2\ln e^{-1}\right) = -e^{-2}(1-2) = e^{-2}.
RespostaCrescente em \,]0,\,e^{-1}], decrescente em \left[e^{-1},\,1\right[; máximo relativo f\left(e^{-1}\right) = e^{-2}.

Só o primeiro ramo interessa. Deriva pela regra do quociente e não te esqueças de que \left(e^{-x}\right)' = -e^{-x}.

  1. Para x < 0: f'(x) = \dfrac{\left(1 + e^{-x}\right)x - \left(x - e^{-x}\right)}{x^{2}}.
  2. Em x = -2: numerador = \left(1+e^{2}\right)(-2) - \left(-2 - e^{2}\right) = -2 - 2e^{2} + 2 + e^{2} = -e^{2}.
  3. Logo m = f'(-2) = -\dfrac{e^{2}}{4}.
  4. f(-2) = \dfrac{-2 - e^{2}}{-2} = 1 + \dfrac{e^{2}}{2}.
  5. y = mx + b com o ponto \left(-2,\,1+\tfrac{e^{2}}{2}\right): 1 + \dfrac{e^{2}}{2} = -\dfrac{e^{2}}{4}(-2) + b = \dfrac{e^{2}}{2} + b, logo b = 1.
Respostay = -\dfrac{e^{2}}{4}\,x + 1

A recta é a mesma: o declive vale f'(a) e g'(b) e \dfrac{f(a)-g(b)}{a-b}. São três expressões para o mesmo número — duas equações.

  1. f'(x) = 4x e g'(x) = -2(x-1), logo m = 4a e m = -2b+2.
  2. Da igualdade dos declives: 4a = -2b + 2 \iff b = -2a + 1.
  3. O declive também é o da reta AB: m = \dfrac{2a^{2} + (b-1)^{2}}{a-b}. Com b - 1 = -2a, o numerador é 2a^{2} + 4a^{2} = 6a^{2} e o denominador a - (-2a+1) = 3a - 1.
  4. 4a = \dfrac{6a^{2}}{3a-1} \iff 4a(3a-1) = 6a^{2} \iff 6a^{2} - 4a = 0 \iff a(6a-4) = 0.
  5. a = 0 daria m = 0, uma reta horizontal — excluída pelo enunciado. Logo a = \dfrac{2}{3} e b = -2 \times \dfrac{2}{3} + 1 = -\dfrac{1}{3}.
  6. Confere: m = 4 \times \tfrac{2}{3} = \tfrac{8}{3} e a reta é y = \tfrac{8}{3}x - \tfrac{8}{9}, que passa em A\left(\tfrac{2}{3},\tfrac{8}{9}\right) e em B\left(-\tfrac{1}{3},-\tfrac{16}{9}\right).
Respostax_A = \dfrac{2}{3} e x_B = -\dfrac{1}{3}

Calcula o declive de AB com as abcissas a e b; depois iguala-o a f'(c). Três números são termos consecutivos de uma progressão geométrica quando o do meio é a média geométrica dos outros.

  1. Com A\left(a,\tfrac{k}{a}\right) e B\left(b,\tfrac{k}{b}\right), 0 < a < b:
  2. m_{AB} = \dfrac{\tfrac{k}{b} - \tfrac{k}{a}}{b-a} = \dfrac{\tfrac{k(a-b)}{ab}}{b-a} = -\dfrac{k}{ab}.
  3. f'(x) = -\dfrac{k}{x^{2}}, logo f'(c) = m_{AB} \iff -\dfrac{k}{c^{2}} = -\dfrac{k}{ab} \iff c^{2} = ab.
  4. Como c > 0: c = \sqrt{ab}.
  5. Ora c^{2} = ab é exatamente a condição para a,\ c,\ b serem termos consecutivos de uma progressão geométrica — a razão é \sqrt{b/a}.
  6. E a < \sqrt{ab} < b, portanto o ponto de tangência está mesmo entre os outros dois. O resultado não depende de k.
RespostaA abcissa do ponto de tangência é \sqrt{ab}, média geométrica das outras duas.

Deriva e olha bem para a expressão que obténs — é um caso notável.

  1. f'(x) = x^{2} + 2ax + a^{2} = (x+a)^{2}.
  2. Um quadrado nunca é negativo: f'(x) \geq 0 para todo o x, e f'(x) = 0 apenas em x = -a.
  3. Como f' é positiva de um lado e do outro de -a, não há mudança de sinal — e sem mudança de sinal não há extremo.
  4. É o contraexemplo do costume: f'(c) = 0 não chega para haver extremo. Aqui f é sempre crescente, com uma tangente horizontal isolada em x = -a — tal como x^{3} na origem.
Respostaf'(x) = (x+a)^{2} \geq 0: não há mudança de sinal, logo não há extremos.

Escreve a equação reduzida da tangente. Os catetos do triângulo são exatamente a ordenada na origem e o zero da reta.

  1. g'(x) = \dfrac{e^{x}}{1+e^{x}} - 1, logo m = g'(0) = \dfrac{1}{2} - 1 = -\dfrac{1}{2}.
  2. g(0) = \ln(1+1) - 0 = \ln 2.
  3. Equação reduzida de r: y = -\dfrac{x}{2} + \ln 2.
  4. Interseções: A(0,\,\ln 2) e, fazendo y = 0, B(2\ln 2,\,0).
  5. A_{[OAB]} = \dfrac{1}{2} \times 2\ln 2 \times \ln 2 = \ln^{2} 2, como se queria mostrar.
RespostaA_{[OAB]} = \ln^{2} 2

O declive da reta é a, portanto f'(x) = a dá a abcissa. Depois calcula a ordenada de duas maneiras — pela reta e pela função — e iguala.

  1. f'(x) = 2ax + b. Do declive: 2ax + b = a \iff x = \dfrac{a-b}{2a}.
  2. Pela reta, a ordenada é a \times \dfrac{a-b}{2a} + b = \dfrac{a-b}{2} + b = \dfrac{a+b}{2}.
  3. Pela função, f\!\left(\dfrac{a-b}{2a}\right) = \dfrac{a^{2}-b^{2}}{4a}.
  4. Igualando: \dfrac{a+b}{2} = \dfrac{(a-b)(a+b)}{4a} \iff 2a = a - b \iff b = -a.
  5. Com b = -a: x = \dfrac{a+a}{2a} = 1 e y = \dfrac{a-a}{2} = 0.
  6. Confere: f(x) = ax^{2} - ax, f'(1) = 2a - a = a ✓ e a tangente em (1,\,0) é y = a(x-1) = ax - a ✓.
Resposta(1,\,0)

[PQ] é vertical — serve de base. Falta a altura, que é a distância horizontal de R a essa vertical.

  1. Seja a > 0 a abcissa comum: P\left(a,\,\dfrac{k}{a}\right) e Q\left(a,\,-\dfrac{k}{a}\right).
  2. f'(x) = -\dfrac{k}{x^{2}} e g'(x) = \dfrac{k}{x^{2}}, logo m_s = -\dfrac{k}{a^{2}} e m_t = \dfrac{k}{a^{2}}.
  3. s: y = -\dfrac{k}{a^{2}}x + \dfrac{2k}{a} e t: y = \dfrac{k}{a^{2}}x - \dfrac{2k}{a}.
  4. Interseção: -\dfrac{k}{a^{2}}x + \dfrac{2k}{a} = \dfrac{k}{a^{2}}x - \dfrac{2k}{a} \iff \dfrac{2k}{a^{2}}x = \dfrac{4k}{a} \iff x = 2a, e então y = 0. Logo R(2a,\,0).
  5. [PQ] é vertical e mede \dfrac{k}{a} - \left(-\dfrac{k}{a}\right) = \dfrac{2k}{a}; a altura relativa a [PQ] é |2a - a| = a.
  6. A_{[PQR]} = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{2k}{a} \times a = k, qualquer que seja a.
RespostaA área é k, independente da abcissa escolhida.

Dá nomes às abcissas: m e n. Escreve as duas tangentes na forma reduzida e resolve o sistema — a abcissa do ponto de encontro sai sozinha.

  1. Sejam A\left(m,\,am^{2}\right) e B\left(n,\,an^{2}\right), com m \neq n. O ponto médio de [AB] tem abcissa \dfrac{m+n}{2}.
  2. h'(x) = 2ax, logo os declives das tangentes são 2am e 2an.
  3. Tangente em A: y = 2am(x - m) + am^{2} = 2amx - am^{2}. Do mesmo modo em B: y = 2anx - an^{2}.
  4. Interseção: 2amx - am^{2} = 2anx - an^{2} \iff 2a(m-n)x = a\left(m^{2}-n^{2}\right).
  5. Como a \neq 0 e m \neq n: x = \dfrac{m^{2}-n^{2}}{2(m-n)} = \dfrac{(m-n)(m+n)}{2(m-n)} = \dfrac{m+n}{2}.
  6. É exatamente a abcissa do ponto médio de [AB], como se queria mostrar. O resultado não depende de a: vale para toda a parábola de vértice na origem.
RespostaA abcissa do ponto de interseção é \dfrac{m+n}{2}.

Só o segundo ramo interessa. Depois de derivar, reduz tudo ao mesmo denominador: o sinal fica à vista.

  1. Em \,]1,\,+\infty[: g'(x) = 2x - 3 - \dfrac{2}{x} = \dfrac{2x^{2} - 3x - 2}{x}.
  2. Zeros do numerador: x = \dfrac{3 \pm \sqrt{9+16}}{4} = \dfrac{3 \pm 5}{4}, ou seja x = 2 e x = -\dfrac{1}{2}. No intervalo só interessa x = 2.
  3. Como x > 1 > 0, o sinal de g' é o do numerador 2(x-2)\left(x+\tfrac{1}{2}\right).
  4. x12+\infty
    Sinal de f'n.d.0+
    Variação de f-2-2\ln 2mín
  5. g(2) = 4 - 6 - 2\ln 2 = -2 - 2\ln 2.
RespostaDecrescente em \,]1,\,2], crescente em [2,\,+\infty[; mínimo relativo g(2) = -2 - 2\ln 2.

Chama a à abcissa do ponto de tangência. Escreve duas coisas: a ordenada é f(a) e o ponto está na reta. O declive é f'(a).

  1. f'(x) = 4x + b. No ponto de abcissa a: ordenada f(a) = 2a^{2} + ba + 5 e declive m = 4a + b.
  2. O ponto pertence à reta: 2a^{2} + ba + 5 = (4a+b)\,a + 1.
  3. 2a^{2} + ba + 5 = 4a^{2} + ba + 1 \iff 4 = 2a^{2} \iff a^{2} = 2 \iff a = \pm\sqrt{2}.
  4. Como a abcissa é positiva, a = \sqrt{2}.
  5. Repara em que b desapareceu: o enunciado diz que existem tais valores, e a abcissa não depende deles.
Respostaa = \sqrt{2}

Onde é que f pode ter um extremo? E o que é que a informação sobre f' diz acerca do sinal de f' à direita de 1?

  1. Num intervalo aberto, um extremo de f só pode ocorrer onde f' se anula (Teorema de Fermat).
  2. Como f' é estritamente crescente em \,]0,\,+\infty[ e f'(1) = 2, então f'(x) > 2 para todo o x > 1.
  3. Logo f'(x) \neq 0 em \,]1,\,5[: a equação f'(x) = 0 é impossível nesse intervalo.
  4. Mais ainda: f' é sempre positiva, portanto f é estritamente crescente em \,]1,\,5[ — e uma função estritamente monótona não tem extremos no interior do intervalo.
RespostaA proposição é falsa: f'(x) > 2 > 0 em \,]1,\,5[, logo f é aí estritamente crescente e não tem extremos.

Antes de derivar, usa a propriedade \ln(a^{3}) = 3\ln a — a conta fica muito mais curta.

  1. f(x) = 2x + 3 + 3\ln(1-x), logo f'(x) = 2 + 3 \times \dfrac{-1}{1-x} = 2 - \dfrac{3}{1-x}.
  2. Zeros: 2 = \dfrac{3}{1-x} \iff 2(1-x) = 3 \iff x = -\dfrac{1}{2}.
  3. Sinal: f'(x) = \dfrac{2(1-x) - 3}{1-x} = \dfrac{-1-2x}{1-x}. No domínio, 1-x > 0, logo o sinal é o de -1-2x.
  4. x-\infty-\frac{1}{2}1
    Sinal de f'+0n.d.
    Variação de f2+3\ln\frac{3}{2}máx
  5. f\!\left(-\tfrac{1}{2}\right) = -1 + 3 + 3\ln\tfrac{3}{2} = 2 + 3\ln\tfrac{3}{2}.
RespostaCrescente em \left]-\infty,\,-\tfrac{1}{2}\right], decrescente em \left[-\tfrac{1}{2},\,1\right[; máximo relativo em x = -\tfrac{1}{2}.

Só interessa o primeiro ramo. Deriva com a regra do produto e repara em que quase tudo se cancela — a derivada fatoriza-se em dois fatores simples.

  1. Em \,]-\infty,\,3[: f'(x) = -\big[-e^{3-x}(x+1) + e^{3-x}\big] - x = e^{3-x}(x+1) - e^{3-x} - x.
  2. Simplificando: f'(x) = e^{3-x}\big[(x+1)-1\big] - x = x\,e^{3-x} - x = x\left(e^{3-x} - 1\right).
  3. Zeros: x = 0 ou e^{3-x} = 1 \iff x = 3, que não pertence ao intervalo.
  4. Em \,]-\infty,\,3[ tem-se 3-x > 0, logo e^{3-x} - 1 > 0 e o sinal de f' é o sinal de x.
  5. x-\infty03
    Sinal de f'0+n.d.
    Variação de f4-e^{3}mín
  6. O valor do mínimo é f(0) = 4 - e^{3}(0+1) - 0 = 4 - e^{3}.
RespostaDecrescente em \,]-\infty,\,0], crescente em [0,\,3[; mínimo relativo em x = 0.

O declive de r é f'(e). Duas retas perpendiculares têm declives cujo produto é -1. Depois é só geometria: o triângulo tem um vértice na origem.

  1. m_r = f'(e) = \dfrac{1 + 2\ln e}{e} = \dfrac{1+2}{e} = \dfrac{3}{e}.
  2. Como s \perp r: m_s = -\dfrac{1}{m_r} = -\dfrac{e}{3}.
  3. s: y = -\dfrac{e}{3}x + b e passa em (-3,\,0): 0 = -\dfrac{e}{3}(-3) + b = e + b, logo b = -e e B(0,\,-e).
  4. No triângulo [AOB], [OB] está sobre Oy e mede e; a altura relativa a [OB] é a abcissa de A, que é e.
  5. A_{[AOB]} = \dfrac{e \times e}{2} = \dfrac{e^{2}}{2}.
Resposta\dfrac{e^{2}}{2}

Exercícios de Exame · Segunda derivada, concavidades e pontos de inflexão

Quarenta itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 2003 a 2026, sobre a segunda derivada. Ficaram de fora os que estudam concavidades de funções trigonométricas — as Aprendizagens Essenciais restringem os pontos de inflexão a funções polinomiais, racionais, exponenciais e logarítmicas — e aqueles cujas figuras não são reconstituíveis sem ambiguidade.

Item 221 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

De uma função f, de domínio \mathbb{R}, sabe-se que a sua derivada é dada por

f'(x) = (x+1)e^{x}-10x.

Seja A o único ponto de inflexão do gráfico de f. Determina a abcissa de A, recorrendo às capacidades gráficas da calculadora, com arredondamento às décimas.

Explica como procedeste e apresenta o gráfico, ou os gráficos, que visualizaste na calculadora.

Item 222 escolha múltiplaExame 2003 · Prova para militares

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = (x-5)^{3}.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)A função f tem um extremo relativo para x = 5.
  • (B)A função f tem um extremo relativo para x = -5.
  • (C)O gráfico da função f tem um ponto de inflexão para x = 5.
  • (D)O gráfico da função f tem um ponto de inflexão para x = -5.
Item 223 construçãoExame 2004 · 2.ª Fase

Considera, para cada {\alpha} \in \left]0,\,1\right[, a função de domínio \mathbb{R}^{+} definida por f(x) = x^{{\alpha}}.

Prova que, qualquer que seja o valor de {\alpha} \in \left]0,\,1\right[, o gráfico da função f tem a concavidade voltada para baixo.

Item 224 escolha múltiplaExame 2004 · Época especial

Na figura está parte da representação gráfica de uma função f, polinomial do terceiro grau.

x y 1 3 2 O f
Parte do gráfico de f, função polinomial do terceiro grau.

Seja f'' a segunda derivada de f. Qual dos valores seguintes pode ser solução da equação f''(x) = 0?

  • (A)0
  • (B)1
  • (C)2
  • (D)3
Item 225 construçãoExame 2005 · 1.ª Fase

Seja f uma função, de domínio \mathbb{R}^{+}, tal que a sua derivada é dada por

f'(x) = 2+x\ln x, \qquad \forall x \in \mathbb{R}^{+}.

Sem recorrer à calculadora, estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão.

Item 226 escolha múltiplaExame 2006 · 1.ª Fase

Na figura está representada parte do gráfico de uma função polinomial f. Tal como a figura sugere, o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em \left]-\infty,\,0\right] e voltada para baixo em \left[0,\,+\infty\right[.

A reta r, tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 0, é paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares e interseta o eixo Ox no ponto de abcissa -2.

x y O −2 f r
Parte do gráfico de f e a reta r, tangente em x = 0.

Sendo f' e f'' a primeira e a segunda derivadas de f, qual é o valor de f(0)+f'(0)+f''(0)?

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)4
Item 227 escolha múltiplaExame 2006 · 2.ª Fase

Na figura está parte do gráfico de uma função h, de domínio \mathbb{R}. Sejam h' e h'' a primeira e a segunda derivadas de h, ambas de domínio \mathbb{R}.

x y O h
Parte do gráfico de h.

Qual das expressões seguintes designa um número positivo?

  • (A)h(0)+h''(0)
  • (B)h(0)-h'(0)
  • (C)h'(0)-h''(0)
  • (D)h'(0) \times h''(0)
Item 228 escolha múltiplaExame 2006 · Época especial

De uma certa função f, de domínio \mathbb{R}, sabe-se que a sua segunda derivada é dada por

f''(x) = \left(x^{2}-1\right)\left(x^{2}+5\right)(x+6)^{2}.

Quantos pontos de inflexão tem o gráfico de f?

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)4
Item 229 construçãoTeste Intermédio 12.º · 27.05.2009

De uma função f, de domínio \mathbb{R}, sabe-se que a sua derivada, f', é definida por

f'(x) = (2x+4)e^{x}.

Sem recorrer à calculadora, estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão.

Item 230 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 19.05.2010

Na figura está parte da representação gráfica de uma função polinomial f. O ponto de abcissa 2 é o único ponto de inflexão do gráfico de f.

x y 2 O f
Parte do gráfico de f, com o único ponto de inflexão em x = 2.

Qual das expressões seguintes pode definir f'', segunda derivada da função f?

  • (A)(x-2)^{2}
  • (B)(2+x)^{2}
  • (C)2-x
  • (D)x-2
Item 231 escolha múltiplaExame 2010 · 1.ª Fase

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, parte do gráfico de uma função afim f, de domínio \mathbb{R}.

x y O f
Parte do gráfico de f, função afim.

Seja h a função definida por h(x) = f(x)+e^{x}. Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função h'', segunda derivada de h?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 232 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 26.05.2011

Na figura está o gráfico de uma função f cujo domínio é o intervalo \left]1,\,3\right[. A função f tem primeira derivada e segunda derivada finitas em todos os pontos do seu domínio.

x y 1 3 O f
Parte do gráfico de f, de domínio \left]1,\,3\right[.

Seja x \in \left]1,\,3\right[. Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)f'(x) > 0 \wedge f''(x) > 0
  • (B)f'(x) < 0 \wedge f''(x) > 0
  • (C)f'(x) > 0 \wedge f''(x) < 0
  • (D)f'(x) < 0 \wedge f''(x) < 0
Item 233 escolha múltiplaExame 2011 · 2.ª Fase

Na figura está representada, num referencial ortogonal xOy, parte do gráfico de uma função polinomial f, de grau 4.

x y O f
Parte do gráfico de f, função polinomial de grau 4.

Qual das expressões seguintes pode definir a função f'', segunda derivada de f?

  • (A)(x-3)^{2}
  • (B)(x+3)^{2}
  • (C)9-x^{2}
  • (D)x^{2}-9
Item 234 escolha múltiplaExame 2011 · Época especial

Para um certo número real a, seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = ax^{2}-1.

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, parte do gráfico da função f'', segunda derivada de f.

x y O f''
Parte do gráfico de f'': uma reta horizontal abaixo do eixo Ox.

Qual dos valores seguintes pode ser o valor de a?

  • (A)0
  • (B){\pi}
  • (C)3
  • (D)-3
Item 235 construçãoExame 2011 · Época especial

De uma função g sabe-se que tem domínio \left]-\dfrac{2{\pi}}{3},\,-\dfrac{{\pi}}{3}\right[ e que a sua primeira derivada, g', tem o mesmo domínio e é definida por

g'(x) = \log_{2}\left(-\dfrac{{\pi}}{6}-x\right).

Estuda a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão, no intervalo \left]-\dfrac{2{\pi}}{3},\,-\dfrac{{\pi}}{3}\right[.

Item 236 construçãoTeste Intermédio 12.º · 24.05.2012

De uma certa função f sabe-se que:

o seu domínio é \left]1,\,+\infty\right[;a sua derivada é dada por f'(x) = x^{2}-4x+\dfrac{9}{2}-4\ln(x-1).

Sabe-se ainda que o gráfico de f tem um ponto de inflexão. Determina a abcissa desse ponto, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.

Item 237 escolha múltiplaExame 2012 · 1.ª Fase

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, parte do gráfico de uma função f, de domínio \mathbb{R}.

x y −5 −4 −3 −2 −1 1 2 −2 −1 1 2 f
Parte do gráfico da função f, de domínio \mathbb{R}.

Sejam f' e f'', de domínio \mathbb{R}, a primeira derivada e a segunda derivada de f, respetivamente.

Qual dos valores seguintes pode ser positivo?

  • (A)f'(1)
  • (B)f'(-3)
  • (C)f''(-3)
  • (D)f''(1)
Item 238 escolha múltiplaExame 2012 · Época especial

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, parte do gráfico de h'', segunda derivada de uma função h, de domínio \mathbb{R}.

x y O a h''
Parte do gráfico de h'', com um único zero, em a.

Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função h?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 239 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 24.05.2013

Seja f uma função de domínio \mathbb{R} e seja f'' a segunda derivada da função f.

Sabe-se que f'' tem domínio \mathbb{R} e é definida por f''(x) = e^{-x}x^{2}(x-1).

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)O gráfico de f tem exatamente quatro pontos de inflexão.
  • (B)O gráfico de f tem exatamente três pontos de inflexão.
  • (C)O gráfico de f tem exatamente dois pontos de inflexão.
  • (D)O gráfico de f tem exatamente um ponto de inflexão.
Item 240 construçãoExame 2013 · 2.ª Fase

Seja g uma função, de domínio \mathbb{R}^{+}, cuja derivada, g', de domínio \mathbb{R}^{+}, é dada por

g'(x) = \ln\left(e^{x}+6e^{-x}+4x\right)

Estuda a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Item 241 escolha múltiplaExame 2013 · Época especial

Seja f uma função cuja derivada, f', de domínio \mathbb{R}, é dada por f'(x) = (4+x)^{2}.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em \mathbb{R}.
  • (B)A função f tem um máximo relativo em x = -4.
  • (C)O gráfico de f não tem pontos de inflexão.
  • (D)O gráfico de f tem um ponto de inflexão de coordenadas \left(-4,\,f(-4)\right).
Item 242 escolha múltiplaTeste Intermédio 12.º · 30.04.2014

Seja f uma função, de domínio \mathbb{R}^{+}, com derivada finita em todos os pontos do seu domínio. A sua derivada, f', é definida por

f'(x) = \dfrac{1}{2}x^{2} - \ln x

Quantos pontos de inflexão tem o gráfico da função f?

  • (A)Zero
  • (B)Um
  • (C)Dois
  • (D)Três
Item 243 escolha múltiplaExame 2014 · 2.ª Fase

Na figura está representada, num referencial ortogonal xOy, parte do gráfico da função g'', segunda derivada de uma função g.

x y O a g''
Parte do gráfico de g'', com zeros em 0 e em a.

Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função g?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 244 escolha múltiplaExame 2014 · Época especial

Seja f uma função de domínio \left]-5,\,5\right[. Sabe-se que o gráfico de f tem exatamente dois pontos de inflexão.

Em qual das opções seguintes pode estar representado o gráfico da função f'', segunda derivada da função f?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 245 construçãoExame 2015 · 1.ª Fase

Seja f a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

f(x) = \begin{cases} \dfrac{e^{x}-\sqrt{e}}{2x-1} & \text{se } x < \dfrac{1}{2}\\[10pt] (x+1)\ln x & \text{se } x \geq \dfrac{1}{2}\end{cases}

Estuda, recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora, a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão, no intervalo \left]\dfrac{1}{2},\,+\infty\right[.

Na tua resposta deves apresentar:

o intervalo, ou os intervalos, em que o gráfico de f tem concavidade voltada para baixo;o intervalo, ou os intervalos, em que o gráfico de f tem concavidade voltada para cima;as coordenadas do ponto, ou dos pontos, de inflexão do gráfico de f.

Item 246 escolha múltiplaExame 2015 · Época especial

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, parte do gráfico de uma função polinomial f.

x y f O
Parte do gráfico de f, com o único ponto de inflexão na origem.

Em qual das opções seguintes pode estar representada parte do gráfico da função f'', segunda derivada da função f?

x y O
(A)
x y O
(B)
x y O
(C)
x y O
(D)
Item 247 construçãoExame 2016 · 1.ª Fase

Seja f uma função, de domínio \mathbb{R}, cuja derivada, f', de domínio \mathbb{R}, é dada por

f'(x) = e^{x}\left(x^{2}+x+1\right)

Resolve o item recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar a calculadora.

Estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão.

Item 248 escolha múltiplaExame 2017 · 1.ª Fase

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, parte do gráfico de uma função polinomial f. Sabe-se que o único ponto de inflexão do gráfico de f tem abcissa 0.

x y f O
Parte do gráfico de f, com o único ponto de inflexão na origem.

Seja f'' a segunda derivada da função f. Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)f''(1)+f''(2) < 0
  • (B)f''(-2)+f''(-1) > 0
  • (C)f''(-1) \times f''(-2) < 0
  • (D)f''(1) \times f''(2) > 0
Item 249 escolha múltiplaExame 2017 · 2.ª Fase

Seja f uma função de domínio \mathbb{R}. A tabela de variação de sinal da função f'', segunda derivada de f, é a seguinte.

x-\infty-10010+\infty
Sinal de f''0+00+
Concavidade de f\text{P.I.}\text{P.I.}\text{P.I.}

Seja g a função definida por g(x) = -f(x-5).

Em qual dos intervalos seguintes o gráfico de g tem concavidade voltada para baixo?

  • (A)\left]-15,\,-5\right[
  • (B)\left]0,\,10\right[
  • (C)\left]-5,\,5\right[
  • (D)\left]5,\,15\right[
Item 250 escolha múltiplaExame 2017 · Época especial

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, parte do gráfico de uma função f, polinomial do terceiro grau.

x y −2 2 f
Parte do gráfico da função f, polinomial do terceiro grau.

Tal como a figura sugere, a função f tem um máximo relativo para x = -2 e tem um mínimo relativo para x = 2. A origem do referencial é ponto de inflexão do gráfico de f.

Sejam f' e f'' a primeira e a segunda derivadas da função f, respetivamente.

Qual é o conjunto solução da condição f'(x) \times f''(x) \geq 0?

  • (A)[-2,\,0] \cup [2,\,+\infty[
  • (B)]-\infty,\,-2] \cup [0,\,2]
  • (C)]-\infty,\,0] \cup [2,\,+\infty[
  • (D)]-\infty,\,-2] \cup [0,\,+\infty[
Item 251 construçãoExame 2018 · Época especial

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}^{+}, definida por f(x) = x^{3}+6\ln x.

Estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão.

Na tua resposta, apresenta as coordenadas do ponto de inflexão.

Item 252 construçãoExame 2020 · 2.ª Fase

Seja f uma função, de domínio \left]0,\,+\infty\right[, cuja derivada, f', de domínio \left]0,\,+\infty\right[, é dada por

f'(x) = \dfrac{2+\ln x}{x}

Resolve este item sem recorrer à calculadora.

Estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão.

Item 253 construçãoExame 2020 · Época especial

Para um certo número real k, seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por

g(x) = \begin{cases} \dfrac{x^{2}-x}{k-kx} & \text{se } x < 1\\[10pt] x^{2}-10+8\ln x & \text{se } x \geq 1\end{cases}

Estuda, sem recorrer à calculadora, a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão no intervalo \left]1,\,+\infty\right[.

Item 254 construçãoExame 2022 · Época especial

Seja g uma função, de domínio \mathbb{R}^{+}, cuja derivada, de domínio \mathbb{R}^{+}, é definida por

g'(x) = \dfrac{x-e^{3x}}{x}

Estuda, sem recorrer à calculadora, a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão.

Item 255 construçãoExame 2023 · 1.ª Fase

Resolve este item sem recorrer à calculadora.

Seja f uma função diferenciável, de domínio \mathbb{R}, cuja derivada, f', é dada por

f'(x) = -2x\,e^{1-x^{2}}

Estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão.

Item 256 construçãoExame 2024 · 2.ª Fase (adaptado)

Seja f uma função de domínio \mathbb{R}^{+}, duas vezes diferenciável.

Sabe-se que:

a função f' é estritamente crescente no intervalo \left]0,\,+\infty\right[;f'(1) = 2.

Considera a proposição seguinte.

O gráfico da função f pode ter concavidade voltada para baixo em \mathbb{R}^{+}.

Justifica que a proposição anterior é falsa.

Item 257 construçãoExame 2025 · Época especial

Considera uma função f, de domínio \mathbb{R}, duas vezes diferenciável, e a função f'', segunda derivada de f.

Sabe-se que:

f''(x) \geq 0 \iff x \geq \dfrac{3}{4};a função f'' tem exatamente dois zeros: \dfrac{3}{4} e 3;as retas r e s são tangentes ao gráfico de f nos pontos de abcissas -2 e -1, respetivamente.

Considera as proposições seguintes.

I. O gráfico de f tem dois pontos de inflexão, de abcissas \dfrac{3}{4} e 3.II. O declive da reta r é menor do que o declive da reta s.

Justifica que as proposições I e II são falsas.

Item 258 construçãoExame 2025 · Época especial

Seja f uma função, de domínio \mathbb{R}, positiva e duas vezes diferenciável, cujo gráfico tem concavidade voltada para cima e cuja primeira derivada não se anula.

Seja g a função, de domínio \mathbb{R}, definida por g(x) = \left[f(x)\right]^{2}.

Estuda a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico.

Item 259 construçãoExame 2026 · 1.ª Fase

Seja f uma função polinomial de grau cinco, e seja f' a primeira derivada da função f.

Na figura está representada, em referencial o.n. Oxy, parte do gráfico da função f'.

x y −1 3 f'
Parte do gráfico de f'.

Sabe-se que:

-1, 0 e 3 são os zeros da função f';f'(x) < 0 \iff -1 < x < 0;a função f' é monótona no intervalo \left[3,\,+\infty\right[.

Considera as proposições seguintes.

I. A função f admite três extremos.II. O gráfico da função f tem concavidade voltada para baixo no intervalo \left]3,\,+\infty\right[.

Justifica que as proposições I e II são falsas.

Item 260 construçãoExame 2026 · 2.ª Fase

Resolve este item sem recorrer à calculadora.

Seja f uma função real, de domínio \mathbb{R}^{+}, cuja derivada, f', de domínio \mathbb{R}^{+}, é dada por

f'(x) = \dfrac{1+2\ln x}{x}

Estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão.

A abcissa de um ponto de inflexão é um zero da segunda derivada. Deriva primeiro, e só depois vai à calculadora.

  1. A segunda derivada. f''(x) = 1 \times e^{x} + (x+1)e^{x} - 10 = (x+2)e^{x}-10.
  2. Na calculadora. Representa-se y = (x+2)e^{x}-10 e procura-se o zero.
    x y 1,2 f''
    O gráfico de f'': o único zero está em x \approx 1{,}2.
  3. A máquina dá x \approx 1{,}1539, ou seja x \approx 1{,}2. É de facto o único zero, e há mudança de sinal.Ir à calculadora com f' em vez de f'' dá os extremos, não a inflexão. A derivação tem de ser feita à mão antes de qualquer gráfico.
Respostax_{A} \approx 1{,}2

Deriva duas vezes. Repara que f' se anula em 5 — mas isso, por si só, não faz um extremo.

  1. As derivadas. f'(x) = 3(x-5)^{2} e f''(x) = 6(x-5).
  2. Não há extremo. f' anula-se em 5, mas é um quadrado: é positiva de ambos os lados. A função é sempre crescente e não tem extremos. (A) e (B) são falsas.
  3. Há ponto de inflexão. f''(x) = 6(x-5) anula-se em 5 e muda de sinal: concavidade para baixo antes, para cima depois.O mesmo ponto anula f' e f''. Anular a primeira derivada não chega para haver extremo — é preciso que ela mude de sinal.
RespostaOpção (C)

Deriva duas vezes com a regra da potência de expoente real. Depois olha para cada fator e decide-lhe o sinal, usando 0 < {\alpha} < 1.

  1. As derivadas. Para x > 0, f'(x) = {\alpha}x^{{\alpha}-1} \qquad\text{e}\qquad f''(x) = {\alpha}({\alpha}-1)x^{{\alpha}-2}.
  2. O sinal de cada fator. Como 0 < {\alpha} < 1, tem-se {\alpha} > 0 e {\alpha}-1 < 0. E x^{{\alpha}-2} > 0, porque toda a potência de base positiva é positiva.
  3. Conclusão. O produto é positivo \times negativo \times positivo: f''(x) < 0, \quad \forall x \in \mathbb{R}^{+}, e portanto o gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo em todo o domínio.Não é preciso um valor concreto de {\alpha}: o sinal de cada fator decide-se só com 0 < {\alpha} < 1. É isso que faz da resposta uma demonstração, e não um exemplo.
Respostaf''(x) = {\alpha}({\alpha}-1)x^{{\alpha}-2} < 0 em \mathbb{R}^{+}

Um polinómio do terceiro grau tem um único ponto de inflexão, e ele fica sempre entre o máximo e o mínimo.

  1. Onde muda a concavidade. Pelo gráfico, f tem um máximo em x = 1 e um mínimo em x = 3. Entre eles a curva passa de concavidade voltada para baixo a voltada para cima.
  2. O ponto de inflexão. É o único ponto onde f'' se anula, e está entre 1 e 3. Das opções, só 2 está nesse intervalo.
  3. Em 1 e em 3 anula-se f', não f''.Confundir os zeros de f' com os de f'' é a armadilha do item: os primeiros são extremos, os segundos pontos de inflexão.
RespostaOpção (C)

Deriva o produto x\ln x. O resultado é mais simples do que parece — e o zero sai de uma equação elementar com logaritmos.

  1. A segunda derivada. f''(x) = 0 + 1 \times \ln x + x \times \dfrac{1}{x} = \ln x + 1.
  2. O zero. \ln x + 1 = 0 \iff \ln x = -1 \iff x = e^{-1}.
  3. O sinal. Como \ln é crescente, f'' é negativa antes de e^{-1} e positiva depois.
    x0e^{-1}+\infty
    Sinal de f''n.d.0+
    Concavidade de f\text{P.I.}
  4. Há mudança de sentido em x = e^{-1}: o gráfico tem aí um ponto de inflexão.O domínio é \mathbb{R}^{+}, e por isso o quadro começa em 0 com f'' não definida — não com um limite.
RespostaConcavidade para baixo em \left]0,\,e^{-1}\right], para cima em \left[e^{-1},\,+\infty\right[; ponto de inflexão de abcissa e^{-1}

Cada uma das três parcelas sai de uma frase do enunciado: o ponto de inflexão dá uma, o paralelismo dá outra, e a reta tangente dá a terceira.

  1. f''(0). Em x = 0 a concavidade inverte-se: é um ponto de inflexão, logo f''(0) = 0.
  2. f'(0). A tangente em x = 0 é paralela à bissetriz dos quadrantes ímpares, que tem declive 1. Logo f'(0) = 1.
  3. f(0). A reta r tem declive 1 e passa em (-2,\,0), logo y = x+2. Como r é tangente em x = 0, passa pelo ponto do gráfico: f(0) = 0+2 = 2.
  4. f(0)+f'(0)+f''(0) = 2+1+0 = 3.A ordenada na origem da tangente é f(0) — a reta e a curva tocam-se nesse ponto. É o passo que se esquece com mais frequência.
RespostaOpção (C)

Lê três coisas em x = 0: a ordenada, se a curva sobe, e para que lado se dobra. Depois é contar sinais.

  1. Os três sinais em 0. A curva está abaixo do eixo, logo h(0) < 0; está a subir, logo h'(0) > 0; e dobra-se para baixo, logo h''(0) < 0.
  2. Opção a opção. h(0)+h''(0) soma dois negativos: negativo. h(0)-h'(0) é negativo menos positivo: negativo. h'(0) \times h''(0) é positivo vezes negativo: negativo.
  3. Fica h'(0)-h''(0): positivo menos negativo, ou seja, positivo.Subtrair um negativo é somar. É o único sítio do item onde a conta de sinais não é imediata — e é o que decide a resposta.
RespostaOpção (C)

Fator a fator: quais é que se anulam, e quais é que mudam de sinal ao anular-se?

  1. Os zeros. x^{2}-1 = 0 em x = -1 e x = 1; x^{2}+5 nunca se anula; (x+6)^{2} = 0 em x = -6.
  2. Quais mudam de sinal. O fator (x+6)^{2} é um quadrado: anula-se em -6 mas não muda de sinal. O fator x^{2}+5 é sempre positivo. Só x^{2}-1 muda de sinal, e muda-o duas vezes.
  3. São, portanto, dois pontos de inflexão, de abcissas -1 e 1.Contar zeros dá três; contar mudanças de sinal dá dois. É a segunda contagem que responde à pergunta.
RespostaOpção (B)

Deriva o produto. Depois põe e^{x} em evidência: como é sempre positivo, o sinal fica todo no outro fator.

  1. A segunda derivada. f''(x) = 2e^{x}+(2x+4)e^{x} = (2x+6)e^{x}.
  2. O sinal. Como e^{x} > 0 para todo o x, o sinal de f'' é o de 2x+6, que se anula em x = -3.
    x-\infty-3+\infty
    Sinal de f''0+
    Concavidade de f\text{P.I.}
  3. Há mudança de sentido em x = -3: o gráfico de f tem um ponto de inflexão de abcissa -3.A ordenada do ponto não se pode dar: só conhecemos f', não f. O item pede a abcissa, e é só isso que há para dar.
RespostaConcavidade para baixo em \left]-\infty,\,-3\right], para cima em \left[-3,\,+\infty\right[; ponto de inflexão de abcissa -3

Um ponto de inflexão é um zero de f'' com mudança de sinal. Depois de escolher os candidatos, decide pelo sentido da concavidade antes de 2.

  1. (A) e (B) ficam de fora. São quadrados perfeitos: anulam-se num ponto mas nunca mudam de sinal, logo não dariam ponto de inflexão nenhum.
  2. Entre (C) e (D). Ambas se anulam em 2 com mudança de sinal. Decide o sentido da concavidade: pelo gráfico, à esquerda de 2 está voltada para cima, logo f''(x) > 0 para x < 2.
  3. A expressão 2-x é positiva para x < 2 e negativa para x > 2 — é a que serve. A opção x-2 tem o sinal trocado.Duas condições, não uma: mudar de sinal em 2 e ter o sinal certo de cada lado.
RespostaOpção (C)

A derivada de uma função afim é uma constante — e a derivada de uma constante é zero. O que é que sobra depois de derivar duas vezes?

  1. Primeira derivada. Sendo f(x) = mx+b, vem h'(x) = m+e^{x}.
  2. Segunda derivada. A constante m desaparece: h''(x) = e^{x}.
  3. O gráfico procurado é o da função exponencial: sempre positiva, crescente, com o eixo Ox por assíntota.O gráfico de f só serve para nos dizer que f é afim. Qual é o declive, e onde corta os eixos, é informação que não entra na conta.
RespostaOpção (A)

Duas leituras independentes no mesmo gráfico: se a curva sobe ou desce, e para que lado se dobra.

  1. A monotonia. A curva sobe em todo o intervalo, logo f'(x) > 0 para todo o x \in \left]1,\,3\right[. Ficam de fora (B) e (D).
  2. A concavidade. A curva sobe cada vez menos depressa — dobra-se para baixo. Logo f''(x) < 0 em todo o intervalo.
  3. Restam f'(x) > 0 e f''(x) < 0.Crescer e ter a concavidade voltada para baixo não é contraditório: é o que faz uma função que cresce a um ritmo cada vez menor, como o logaritmo.
RespostaOpção (C)

Conta os pontos de inflexão no gráfico e vê onde a concavidade está voltada para cima. Depois compara com o sinal de cada opção.

  1. Quantos pontos de inflexão. O gráfico muda de sentido de concavidade duas vezes, logo f'' tem dois zeros com mudança de sinal.
  2. (A) e (B) ficam de fora. Um quadrado perfeito anula-se num só ponto e nunca muda de sinal: dariam um gráfico sem pontos de inflexão.
  3. Entre (C) e (D), decide o sinal. Nos ramos exteriores a curva tem a concavidade voltada para cima, logo f'' tem de ser positiva longe da origem e negativa entre os dois pontos de inflexão. Isso é x^{2}-9; a opção 9-x^{2} tem exatamente o sinal contrário.As duas parábolas com zeros em -3 e 3 só se distinguem pelo sinal. Ler o sentido da concavidade num ramo exterior chega para decidir.
RespostaOpção (D)

Deriva duas vezes ax^{2}-1. O que sobra não depende de x — e é isso que explica a forma do gráfico.

  1. As derivadas. f'(x) = 2ax e f''(x) = 2a.
  2. O gráfico. Como f'' é constante, o seu gráfico é a reta horizontal y = 2a. Na figura essa reta está abaixo do eixo Ox, logo 2a < 0, ou seja a < 0.
  3. Das quatro opções, só -3 é negativo.A opção a = 0 daria f'' = 0: a reta seria o próprio eixo. Também não serve.
RespostaOpção (D)

Deriva o logaritmo com a regra da cadeia. Repara no sinal do que fica dentro do logaritmo em todo o intervalo — é isso que decide tudo.

  1. A segunda derivada. Com u = -\dfrac{{\pi}}{6}-x, tem-se u' = -1 e g''(x) = \dfrac{u'}{u\ln 2} = \dfrac{-1}{\left(-\dfrac{{\pi}}{6}-x\right)\ln 2}.
  2. O sinal. No intervalo dado é x < -\dfrac{{\pi}}{3} < -\dfrac{{\pi}}{6}, logo -\dfrac{{\pi}}{6}-x > 0. Como \ln 2 > 0, o denominador é positivo e o numerador é -1: g''(x) < 0 \quad \text{para todo o } x \text{ do domínio.}
  3. A equação g''(x) = 0 é impossível: o gráfico de g tem a concavidade voltada para baixo em todo o domínio e não tem pontos de inflexão.Não é preciso quadro nenhum quando a segunda derivada nunca se anula: basta mostrar que mantém o sinal.
RespostaConcavidade sempre voltada para baixo; sem pontos de inflexão

Deriva outra vez e reduz ao mesmo denominador. Depois é só resolver f''(x) = 0 — sem esquecer que o domínio é x > 1.

  1. A segunda derivada. f''(x) = 2x-4-\dfrac{4}{x-1} = \dfrac{(2x-4)(x-1)-4}{x-1} = \dfrac{2x^{2}-6x}{x-1}.
  2. Os zeros. Como x-1 \neq 0 no domínio, f''(x) = 0 \iff 2x^{2}-6x = 0 \iff 2x(x-3) = 0 \iff x = 0 \lor x = 3. O valor x = 0 não pertence ao domínio.
  3. Sobra x = 3, e o enunciado garante que o ponto de inflexão existe.Reduzir ao mesmo denominador antes de igualar a zero poupa a discussão: o numerador é que manda, e o denominador só entra como condição de existência.
Respostax = 3

Em cada uma das duas abcissas, lê duas coisas no gráfico: se a função sobe ou desce (dá o sinal de f') e para que lado se dobra (dá o sinal de f'').

  1. Em x = -3. A curva está a descer para o mínimo, logo f'(-3) < 0. (B) é falsa.
  2. Mas aí a concavidade está voltada para cima — é a zona do mínimo. Logo f''(-3) > 0: (C) pode ser positivo.
  3. Em x = 1. A curva desce a pique, logo f'(1) < 0. (A) é falsa.
  4. E aí a concavidade está voltada para baixo — vem-se de um máximo. Logo f''(1) < 0: (D) é falsa.Duas leituras em cada ponto: a inclinação da tangente dá o sinal de f'; o lado para onde a curva se dobra dá o sinal de f''.
RespostaOpção (C)

O gráfico dado é o de h''. Lê-lhe o sinal: onde é negativo, o gráfico de h tem a concavidade voltada para baixo; onde é positivo, para cima.

  1. O sinal de h''. É negativo antes de a e positivo depois. Logo o gráfico de h tem a concavidade voltada para baixo à esquerda de a e para cima à direita, com um ponto de inflexão em a — e a é positivo.
  2. Eliminar. As opções (B) e (C) têm a concavidade sempre voltada para cima: não têm ponto de inflexão nenhum.
  3. A opção (D) tem a mudança de concavidade, mas numa abcissa negativa. Só a (A) a tem à direita da origem.Duas coisas a ler no mesmo gráfico: o sinal de h'' dá o sentido da concavidade; o zero dá a abcissa do ponto de inflexão. Falhar a segunda é o que distingue (A) de (D).
RespostaOpção (A)

Dois zeros — mas um deles é duplo. Pergunta-te, em cada um, se o sinal muda mesmo.

  1. Zeros. Como e^{-x} > 0, f''(x) = 0 \iff x^{2}(x-1) = 0 \iff x = 0 \lor x = 1.
  2. Sinal. x^{2} \geq 0 sempre, anulando-se em 0; o sinal de f'' é o de x-1.
    x-\infty01+\infty
    Sinal de f''00+
    Concavidade de f\text{P.I.}
  3. Em x = 0 a segunda derivada anula-se mas não muda de sinal: não há ponto de inflexão.
  4. Em x = 1 há mudança de sinal: há ponto de inflexão. Logo o gráfico tem exatamente um.É a mesma armadilha do x^{4}: zero da segunda derivada não é sinónimo de ponto de inflexão.
RespostaOpção (D)

(\ln u)' = \dfrac{u'}{u}. O denominador é positivo (é o logaritmando); o sinal está todo no numerador, e aí aparece uma equação em e^{x}.

  1. Segunda derivada. Com u = e^{x}+6e^{-x}+4x, tem-se u' = e^{x}-6e^{-x}+4 e g''(x) = \dfrac{e^{x}-6e^{-x}+4}{e^{x}+6e^{-x}+4x}.
  2. O denominador. Em \mathbb{R}^{+}, e^{x} > 0, 6e^{-x} > 0 e 4x > 0: a soma é positiva. O sinal de g'' é o do numerador.
  3. Zeros do numerador. Multiplicando por e^{x} > 0: e^{x}-6e^{-x}+4 = 0 \iff e^{2x}+4e^{x}-6 = 0.
  4. Com y = e^{x}: y^{2}+4y-6 = 0 \iff y = \dfrac{-4 \pm \sqrt{16+24}}{2} = -2 \pm \sqrt{10}.
  5. Como y = e^{x} > 0, só serve y = -2+\sqrt{10}, donde x = \ln\left(\sqrt{10}-2\right). Ora \sqrt{10}-2 \approx 1{,}16 > 1, logo este x é positivo e pertence ao domínio.
  6. Sinal. e^{2x}+4e^{x}-6 é uma parábola em y = e^{x} com concavidade voltada para cima: negativa antes da raiz, positiva depois. Como x \mapsto e^{x} é crescente, g'' < 0 antes de \ln\left(\sqrt{10}-2\right) e g'' > 0 depois.
    x0\ln\left(\sqrt{10}-2\right)+\infty
    Sinal de g''n.d.0+
    Concavidade de g\text{P.I.}
  7. Concavidade voltada para baixo em \left]0,\,\ln\left(\sqrt{10}-2\right)\right] e para cima em \left[\ln\left(\sqrt{10}-2\right),\,+\infty\right[; um ponto de inflexão de abcissa \ln\left(\sqrt{10}-2\right).
RespostaBaixo, depois cima; P.I. de abcissa \ln\left(\sqrt{10}-2\right)

f' é um quadrado: nunca é negativo. Isso decide logo a monotonia. Para as concavidades, deriva.

  1. f'(x) = (4+x)^{2} \geq 0, anulando-se só em x = -4: f é crescente em \mathbb{R} e não tem extremos. (B) é falsa.
  2. Segunda derivada. f''(x) = 2(4+x), que se anula em x = -4.
  3. Sinal. f'' < 0 para x < -4 e f'' > 0 para x > -4: mudança de sinal. (A) e (C) são falsas.
  4. Logo \left(-4,\,f(-4)\right) é ponto de inflexão do gráfico de f.Um zero duplo da primeira derivada não dá extremo; mas o mesmo ponto é zero simples da segunda, e aí dá inflexão.
RespostaOpção (D)

Deriva, iguala a zero e resolve dentro de \mathbb{R}^{+}. Depois confirma que há mudança de sinal.

  1. Segunda derivada. f''(x) = x - \dfrac{1}{x} = \dfrac{x^{2}-1}{x}.
  2. Zeros. Em \mathbb{R}^{+}, f''(x) = 0 \iff x^{2}-1 = 0 \iff x = -1 \lor x = 1 \underset{x>0}{\iff} x = 1. O -1 descarta-se — e escreve-se que se descartou, dizendo porquê.
  3. Mudança de sinal. Para 0 < x < 1, x^{2}-1 < 0 e x > 0, logo f'' < 0; para x > 1, f'' > 0. Há mudança de sinal em x = 1.
  4. Logo o gráfico tem um ponto de inflexão.
RespostaOpção (B)

Lê o sinal de g'' no gráfico e traduz cada troço num sentido de concavidade para o gráfico de g.

  1. O sinal de g''. Pelo gráfico, g'' é positiva antes de 0, negativa entre 0 e a, e positiva depois de a.
    x-\infty0a+\infty
    Sinal de g''+00+
    Concavidade de g\text{P.I.}\text{P.I.}
  2. O que isso obriga. O gráfico de g tem a concavidade voltada para cima, depois para baixo, depois outra vez para cima — e portanto dois pontos de inflexão, em 0 e em a.
  3. A opção (B) tem uma só concavidade e a (C) um só ponto de inflexão; a (D) tem os sentidos trocados. Só a (A) serve.O gráfico dado é o de g'', não o de g nem o de g'. Lê-se-lhe o sinal, não a forma.
RespostaOpção (A)

Um ponto de inflexão do gráfico de f é um zero de f'' com mudança de sinal. Conta, em cada opção, quantos zeros mudam de sinal — não quantos zeros há.

  1. (B) e (C) têm zeros a mais. A curva de (B) atravessa o eixo em quatro pontos e a de (C) em três: dariam quatro e três pontos de inflexão.
  2. (D) tem zeros a menos. São dois zeros, mas num deles a curva toca o eixo sem o atravessar — aí não há mudança de sinal, e portanto não há ponto de inflexão. Ficaria um só.
  3. Na opção (A) a curva atravessa o eixo em dois pontos, e em ambos muda de sinal: exatamente dois pontos de inflexão.Zero de f'' não chega. É a mudança de sinal que faz o ponto de inflexão — a mesma armadilha do x^{4}, cuja segunda derivada se anula em 0 sem mudar de sinal.
RespostaOpção (A)

No intervalo pedido vale só o segundo ramo. Deriva duas vezes (x+1)\ln x — a segunda derivada sai muito mais simples do que a primeira.

  1. A primeira derivada. Em \left]\dfrac{1}{2},\,+\infty\right[ é f(x) = (x+1)\ln x, logo f'(x) = 1 \times \ln x + (x+1) \times \dfrac{1}{x} = \ln x + 1 + \dfrac{1}{x}.
  2. A segunda. f''(x) = \dfrac{1}{x} - \dfrac{1}{x^{2}} = \dfrac{x-1}{x^{2}}.
  3. O sinal. Como x^{2} > 0, o sinal de f'' é o de x-1: negativo em \left]\dfrac{1}{2},\,1\right[ e positivo em \left]1,\,+\infty\right[.
    x\tfrac{1}{2}1+\infty
    Sinal de f''0+
    Concavidade de f\text{P.I.}
  4. O ponto de inflexão. Há mudança de sentido em x = 1, e f(1) = (1+1)\ln 1 = 0.A conta feia é a primeira derivada; a segunda é que resolve o item. Vale sempre a pena simplificar f' antes de voltar a derivar.
RespostaConcavidade para baixo em \left]\dfrac{1}{2},\,1\right], para cima em \left[1,\,+\infty\right[; ponto de inflexão (1,\,0)

A concavidade muda uma única vez, em x = 0. Que sinal tem de ter f'' de cada lado — e o que é que isso obriga o gráfico de f'' a fazer nesse ponto?

  1. O que o gráfico de f diz. Concavidade para baixo antes de 0, para cima depois: f'' é negativa em \left]-\infty,\,0\right[ e positiva em \left]0,\,+\infty\right[.
  2. Eliminar. As opções (A) e (D) não mudam de sinal — uma é sempre positiva, a outra sempre negativa. Ficam de fora.
  3. Resta decidir o sentido: (B) é positiva antes de 0 e negativa depois, ao contrário do que precisamos. A opção (C) é negativa à esquerda e positiva à direita.Um ponto de inflexão do gráfico de f é um zero com mudança de sinal de f''. Zero sem mudança de sinal não serve — é o que estraga as opções (A) e (D).
RespostaOpção (C)

Regra do produto, e depois e^{x} em evidência. O trinómio que sobra tem binómio discriminante negativo — o que é que isso decide?

  1. Segunda derivada. f''(x) = e^{x}\left(x^{2}+x+1\right) + e^{x}(2x+1) = e^{x}\left(x^{2}+3x+2\right).
  2. Zeros. Como e^{x} > 0, f''(x) = 0 \iff x^{2}+3x+2 = 0 \iff x = \dfrac{-3 \pm \sqrt{9-8}}{2} \iff x = -2 \lor x = -1.
  3. Sinal. A parábola x^{2}+3x+2 tem concavidade voltada para cima: é positiva fora das raízes e negativa entre elas.
    x-\infty-2-1+\infty
    Sinal de f''+00+
    Concavidade de f\text{P.I.}\text{P.I.}
  4. Concavidade voltada para cima em \left]-\infty,\,-2\right] e em \left[-1,\,+\infty\right[, e para baixo em [-2,\,-1]; dois pontos de inflexão, de abcissas -2 e -1.
RespostaCima em \left]-\infty,-2\right] e \left[-1,+\infty\right[, baixo em [-2,-1]; P.I. em -2 e -1

O ponto de inflexão em 0 divide o domínio em dois: de um lado a concavidade está voltada para baixo, do outro para cima. Isso fixa o sinal de f'' em cada lado.

  1. O sinal de f''. Pelo gráfico, a concavidade está voltada para baixo à esquerda de 0 e para cima à direita, e 0 é o único ponto de inflexão. Logo f''(x) < 0 \text{ para } x < 0 \qquad\text{e}\qquad f''(x) > 0 \text{ para } x > 0.
  2. Opção a opção. f''(1) > 0 e f''(2) > 0, logo a soma é positiva — (A) é falsa — e o produto também: (D) é verdadeira.
  3. f''(-2) < 0 e f''(-1) < 0, logo a soma é negativa — (B) é falsa — e o produto é positivo: (C) é falsa.Dois negativos somam negativo mas multiplicam positivo. É essa a única coisa que o item pede: ler o sinal no gráfico e depois contar sinais.
RespostaOpção (D)

Duas transformações, uma de cada vez: x-5 translada o gráfico cinco para a direita; o sinal - reflete-o no eixo Ox e troca o sentido de todas as concavidades.

  1. Derivar. g'(x) = -f'(x-5) e g''(x) = -f''(x-5).
  2. Quer-se g''(x) < 0, isto é, -f''(x-5) < 0 \iff f''(x-5) > 0.
  3. Pela tabela, f''(t) > 0 em \left]-10,\,0\right[ e em \left]10,\,+\infty\right[.
  4. Fazendo t = x-5: -10 < x-5 < 0 \iff -5 < x < 5.
  5. Logo o gráfico de g tem concavidade voltada para baixo em \left]-5,\,5\right[.O erro típico é esquecer o sinal - e responder \left]-5,\,5\right[ pela razão errada, ou trocar o sentido da translação.
RespostaOpção (C)

Faz um só quadro com três linhas: sinal de f' (da monotonia), sinal de f'' (das concavidades) e o sinal do produto.

  1. Sinal de f'. f é crescente até -2, decrescente entre -2 e 2, crescente depois. Logo f' > 0 em \left]-\infty,\,-2\right[, f' < 0 em \left]-2,\,2\right[ e f' > 0 em \left]2,\,+\infty\right[.
  2. Sinal de f''. A origem é ponto de inflexão de uma cúbica, logo f'' < 0 em \left]-\infty,\,0\right[ e f'' > 0 em \left]0,\,+\infty\right[.
  3. Produto. É positivo onde os dois sinais coincidem:

    em \left]-\infty,\,-2\right[: + \times - \;=\; -;em \left]-2,\,0\right[: - \times - \;=\; +;em \left]0,\,2\right[: - \times + \;=\; -;em \left]2,\,+\infty\right[: + \times + \;=\; +.

  4. Juntando os zeros (-2, 0 e 2, onde o produto se anula), o conjunto solução é [-2,\,0] \cup [2,\,+\infty[.
RespostaOpção (A)

Aqui é dada a própria função: são precisas duas derivações. E, no fim, não te esqueças da ordenada.

  1. Primeira derivada. f'(x) = 3x^{2} + \dfrac{6}{x}.
  2. Segunda derivada. f''(x) = 6x - \dfrac{6}{x^{2}} = \dfrac{6x^{3}-6}{x^{2}}.
  3. Zeros. Em \mathbb{R}^{+}, f''(x) = 0 \iff 6x^{3}-6 = 0 \iff x^{3} = 1 \iff x = 1.
  4. Sinal. Como x^{2} > 0, o sinal é o de 6x^{3}-6: negativo para 0 < x < 1, positivo para x > 1.
    x01+\infty
    Sinal de f''n.d.0+
    Concavidade de f\text{P.I.}
  5. Ordenada. f(1) = 1^{3}+6\ln 1 = 1+0 = 1.
  6. Concavidade voltada para baixo em \left]0,\,1\right] e para cima em \left[1,\,+\infty\right[; um ponto de inflexão de coordenadas (1,\,1).Quando o enunciado pede coordenadas, a abcissa sozinha não vale a cotação toda.
RespostaBaixo em \left]0,1\right], cima em \left[1,+\infty\right[; P.I. (1,\,1)

Regra do quociente. O sinal de f'' é o do numerador, porque x^{2} > 0.

  1. Segunda derivada. f''(x) = \dfrac{\dfrac{1}{x} \times x - (2+\ln x)}{x^{2}} = \dfrac{1-2-\ln x}{x^{2}} = \dfrac{-1-\ln x}{x^{2}}.
  2. Zeros. Em \mathbb{R}^{+}, f''(x) = 0 \iff -1-\ln x = 0 \iff \ln x = -1 \iff x = e^{-1} = \dfrac{1}{e}.
  3. Sinal. -1-\ln x > 0 \iff \ln x < -1 \iff x < \frac{1}{e}.
    x0\tfrac{1}{e}+\infty
    Sinal de f''n.d.+0
    Concavidade de f\text{P.I.}
  4. Concavidade voltada para cima em \left]0,\,\frac{1}{e}\right] e para baixo em \left[\frac{1}{e},\,+\infty\right[; um ponto de inflexão de abcissa \frac{1}{e}.
RespostaCima em \left]0,\frac{1}{e}\right], baixo em \left[\frac{1}{e},+\infty\right[; P.I. de abcissa \frac{1}{e}

O intervalo pedido é \left]1,\,+\infty\right[: só interessa o segundo ramo. O primeiro, e o valor de k, não entram.

  1. Primeira derivada, em \left]1,\,+\infty\right[: g'(x) = 2x + \dfrac{8}{x}.
  2. Segunda derivada. g''(x) = 2 - \dfrac{8}{x^{2}}.
  3. Zeros. g''(x) = 0 \iff 2 = \dfrac{8}{x^{2}} \iff x^{2} = 4 \underset{x>1}{\iff} x = 2.
  4. Sinal. Para 1 < x < 2, \frac{8}{x^{2}} > 2, logo g'' < 0; para x > 2, g'' > 0.
    x12+\infty
    Sinal de g''n.d.0+
    Concavidade de g\text{P.I.}
  5. Concavidade voltada para baixo em \left]1,\,2\right] e para cima em \left[2,\,+\infty\right[; um ponto de inflexão de abcissa 2.
RespostaBaixo em \left]1,2\right], cima em \left[2,+\infty\right[; P.I. de abcissa 2

Regra do quociente. Depois de simplificar, põe e^{3x} em evidência no numerador.

  1. Segunda derivada. g''(x) = \dfrac{\left(1-3e^{3x}\right)x - \left(x-e^{3x}\right)}{x^{2}} = \dfrac{x-3xe^{3x}-x+e^{3x}}{x^{2}} = \dfrac{e^{3x}(1-3x)}{x^{2}}.
  2. Zeros. Em \mathbb{R}^{+}, x^{2} \neq 0; e e^{3x} > 0 sempre. Logo g''(x) = 0 \iff 1-3x = 0 \iff x = \dfrac{1}{3}.
  3. Sinal. O sinal de g'' é o de 1-3x: positivo para x < \frac{1}{3}, negativo depois.
    x0\tfrac{1}{3}+\infty
    Sinal de g''n.d.+0
    Concavidade de g\text{P.I.}
  4. Concavidade voltada para cima em \left]0,\,\frac{1}{3}\right] e para baixo em \left[\frac{1}{3},\,+\infty\right[; um ponto de inflexão de abcissa \frac{1}{3}.
RespostaCima em \left]0,\frac{1}{3}\right], baixo em \left[\frac{1}{3},+\infty\right[; P.I. de abcissa \frac{1}{3}

Regra do produto, com a regra da cadeia dentro. Depois põe e^{1-x^{2}} em evidência: é sempre positivo, logo o sinal está todo no outro fator.

  1. Segunda derivada. f''(x) = (-2x)'e^{1-x^{2}} + (-2x)\left(e^{1-x^{2}}\right)' = -2e^{1-x^{2}} + (-2x)(-2x)e^{1-x^{2}}, f''(x) = e^{1-x^{2}}\left(4x^{2}-2\right).
  2. Zeros. Como e^{1-x^{2}} > 0 para todo o x, f''(x) = 0 \iff 4x^{2}-2 = 0 \iff x^{2} = \dfrac{1}{2} \iff x = -\dfrac{\sqrt{2}}{2} \lor x = \dfrac{\sqrt{2}}{2}.
  3. Sinal. O sinal de f'' é o de 4x^{2}-2: parábola de concavidade voltada para cima, positiva fora das raízes e negativa entre elas.
    x-\infty-\tfrac{\sqrt{2}}{2}\tfrac{\sqrt{2}}{2}+\infty
    Sinal de f''+00+
    Concavidade de f\text{P.I.}\text{P.I.}
  4. Concavidade voltada para baixo em \left[-\frac{\sqrt{2}}{2},\,\frac{\sqrt{2}}{2}\right] e para cima em \left]-\infty,\,-\frac{\sqrt{2}}{2}\right] e em \left[\frac{\sqrt{2}}{2},\,+\infty\right[. Dois pontos de inflexão, de abcissas \pm\frac{\sqrt{2}}{2}.
RespostaBaixo em \left[-\frac{\sqrt{2}}{2},\frac{\sqrt{2}}{2}\right], cima fora; dois P.I. de abcissas \pm\frac{\sqrt{2}}{2}

Traduz «f' estritamente crescente» para uma afirmação sobre o sinal de f''.

  1. Se f' é estritamente crescente em \left]0,\,+\infty\right[, então a sua derivada é positiva nesse intervalo: \left(f'\right)'(x) = f''(x) > 0, para todo o x > 0.
  2. Ora f'' > 0 num intervalo significa que o gráfico de f tem, aí, concavidade voltada para cima.
  3. Logo o gráfico de f não pode ter concavidade voltada para baixo em \mathbb{R}^{+}: a proposição é falsa.O valor f'(1) = 2 não é preciso para nada — é informação a mais, como acontece com frequência nos Exames.
Respostaf' crescente \Rightarrow f'' > 0 \Rightarrow concavidade voltada para cima

A primeira condição diz tudo sobre o sinal de f'': negativo antes de \frac{3}{4}, positivo (ou nulo) a partir daí. Os declives das tangentes são f'(-2) e f'(-1).

  1. Sinal de f''. De f''(x) \geq 0 \iff x \geq \frac{3}{4} vem que f'' < 0 em \left]-\infty,\,\frac{3}{4}\right[ e f'' \geq 0 em \left[\frac{3}{4},\,+\infty\right[. Como 3 também é zero de f'', aí a função anula-se sem mudar de sinal.
    x-\infty\tfrac{3}{4}3+\infty
    Sinal de f''0+0+
    Concavidade de f\text{P.I.}
  2. Proposição I. Em x = 3 não há mudança de sinal de f'', logo não há ponto de inflexão. Há um ponto de inflexão, de abcissa \frac{3}{4}. A proposição I é falsa.
  3. Proposição II. Em \left]-\infty,\,\frac{3}{4}\right[ tem-se f'' < 0, logo f' é decrescente nesse intervalo.
  4. Como -2 < -1 e f' é decrescente, f'(-2) > f'(-1): o declive de r é maior do que o de s. A proposição II é falsa.
RespostaI: em 3 não há mudança de sinal · II: f' é decrescente aí, logo f'(-2) > f'(-1)

Deriva duas vezes com a regra da cadeia e a regra do produto, e depois analisa o sinal de cada parcela usando as quatro informações do enunciado.

  1. Primeira derivada. g'(x) = 2f(x)\,f'(x).
  2. Segunda derivada, pela regra do produto: g''(x) = 2\left[f'(x) \times f'(x) + f(x) \times f''(x)\right] = 2\left[\left(f'(x)\right)^{2} + f(x)f''(x)\right].
  3. Sinal, parcela a parcela.

    \left(f'(x)\right)^{2} > 0, porque f' não se anula;f(x) > 0, porque f é positiva;f''(x) \geq 0, porque o gráfico de f tem concavidade voltada para cima.

  4. Soma de uma parcela estritamente positiva com uma não negativa: g''(x) > 0 para todo o x \in \mathbb{R}.
  5. Logo o gráfico de g tem concavidade voltada para cima em \mathbb{R}, e não tem pontos de inflexão.Repara que a hipótese «f' não se anula» é o que garante a desigualdade estrita. Sem ela só se poderia concluir g'' \geq 0.
RespostaConcavidade voltada para cima em \mathbb{R}

Extremos de f ↔ zeros de f' com mudança de sinal. Concavidade de f ↔ monotonia de f'.

  1. Proposição I. f' tem três zeros, mas só muda de sinal em -1 e em 0. Em x = 3 a função f' anula-se sem mudar de sinal (a figura mostra que f' > 0 dos dois lados).
  2. Logo f tem dois extremos — um máximo em -1 e um mínimo em 0 — e não três. A proposição I é falsa.O critério é sempre a mudança de sinal, nunca o número de zeros.
  3. Proposição II. No intervalo \left[3,\,+\infty\right[ a figura mostra que f' é crescente.
  4. Ora f' crescente significa \left(f'\right)' = f'' > 0 nesse intervalo, ou seja, a concavidade está voltada para cima, e não para baixo. A proposição II é falsa.
RespostaI: f' só muda de sinal duas vezes · II: f' crescente \Rightarrow f'' > 0 \Rightarrow concavidade para cima

Deriva outra vez, com a regra do quociente. O denominador x^{2} é sempre positivo em \mathbb{R}^{+}: o sinal de f'' é o do numerador.

  1. Segunda derivada. f''(x) = \left(\dfrac{1+2\ln x}{x}\right)' = \dfrac{\dfrac{2}{x} \times x - (1+2\ln x)}{x^{2}} = \dfrac{2-1-2\ln x}{x^{2}} = \dfrac{1-2\ln x}{x^{2}}.
  2. Zeros. Em \mathbb{R}^{+}, x^{2} \neq 0, logo f''(x) = 0 \iff 1-2\ln x = 0 \iff \ln x = \dfrac{1}{2} \iff x = e^{1/2} = \sqrt{e}.
  3. Sinal. Como x^{2} > 0, o sinal de f'' é o de 1-2\ln x, que é positivo para x < \sqrt{e} e negativo para x > \sqrt{e}.
    x0\sqrt{e}+\infty
    Sinal de f''n.d.+0
    Concavidade de f\text{P.I.}
  4. O gráfico tem concavidade voltada para cima em \left]0,\,\sqrt{e}\,\right], voltada para baixo em \left[\sqrt{e},\,+\infty\right[, e um ponto de inflexão de abcissa \sqrt{e}.
RespostaCima em \left]0,\sqrt{e}\right], baixo em \left[\sqrt{e},+\infty\right[; P.I. de abcissa \sqrt{e}