Estatística
O 12.º ano faz contas com médias e desvios padrão sem voltar a explicá-los, e o Exame Nacional de Matemática A pede correlação e reta de regressão desde 2023. Este capítulo repõe o degrau que falta, e repõe-o inteiro: da primeira pergunta — a que só se responde recolhendo dados — até à reta dos mínimos quadrados. Pelo meio ficam as tabelas de frequências, as classes e o histograma, a média, a mediana e os quartis, a amplitude interquartil e o desvio padrão amostral, e o que acontece a tudo isso quando se transformam os dados. Os conjuntos de dados são pequenos de propósito: quase todos se fazem à mão, e a calculadora entra onde entra no Exame. No fim há mais de cem itens de Exame e de MACS, com resolução passo a passo.
O problema estatístico
A Estatística começa antes das contas: começa numa pergunta cuja resposta depende de recolher dados, e cujos dados variam de caso para caso. Esta secção arruma o vocabulário que todo o resto pressupõe — população, amostra, variável — e mostra por que razão uma amostra grande mal escolhida vale menos do que uma pequena bem escolhida.
- Reconhecer o papel relevante desempenhado pela Estatística em todos os campos do conhecimento.
- Reconhecer a variabilidade como um conceito chave de um problema estatístico.
- Conhecer e interpretar situações do mundo que nos rodeia em que a variabilidade está presente.
- Identificar num estudo estatístico, população, amostra e a(s) caraterística(s) a estudar, que se designa(m) por variável (variáveis).
- Reconhecer as fases de um procedimento estatístico: Produção ou aquisição de dados; Organização e representação de dados; Interpretação tendo por base as representações obtidas.
- Reconhecer os métodos existentes para a seleção de amostras, no sentido de que estas sejam representativas das populações subjacentes, e de modo a evitar amostras enviesadas cujo estudo levaria a inferir conclusões erradas para as populações.
- Intuir que os problemas estatísticos em que se recorre a amostras para inferir para a população subjacente, não têm uma solução matemática única que se possa exprimir como verdadeiro ou falso.
- Identificar dados quantitativos discretos ou contínuos.
1 · Uma pergunta cujas respostas variam
Uma pergunta é uma questão estatística quando cumpre duas condições:
a) responder-lhe exige recolher dados; b) as respostas variam de unidade para unidade.
«Qual é a minha altura?» não é uma questão estatística: tem uma resposta só, e mede-se de uma vez. «Que altura têm os alunos do 10.º ano desta escola?» é: obriga a medir muitos alunos, e cada um dá um valor diferente. É essa segunda pergunta que a Estatística sabe responder — e a resposta não vai ser um número, vai ser uma descrição de como os valores se espalham.
A essa diferença entre valores chama-se variabilidade, e é ela que põe a Estatística a trabalhar. Repara em quatro decisões banais, todas presas à mesma dificuldade:
— um autarca pergunta-se se vale a pena recandidatar-se, e as intenções de voto dos seus concidadãos não são todas iguais; — o diretor de um agrupamento quer saber que percentagem de alunos almoça na escola, e essa percentagem muda de dia para dia; — um padeiro decide quantos pães vai fazer amanhã, sabendo que a procura de ontem não foi a de anteontem; — o gerente de uma fábrica de camisas escolhe em que tamanhos há de investir, e os corpos das pessoas não têm todos a mesma medida.
Nenhuma destas perguntas tem uma resposta certa que se possa deduzir. Todas se respondem do mesmo modo: recolhem-se dados e resume-se o que eles mostram.
É por isso que a Estatística acaba por ser a linguagem comum de campos que não falam entre si. A medicina serve-se dela para decidir se um tratamento funciona melhor do que outro; a climatologia, para separar uma oscilação de um ano de uma tendência de cinquenta; a economia, para medir o desemprego sem perguntar a toda a gente; a biologia, a psicologia, o desporto, o controlo de qualidade de uma fábrica. E a própria Matemática A do 12.º ano volta a ela na Inferência estatística. A razão é sempre a mesma: onde há variabilidade, não há uma observação que chegue — é preciso recolher muitas e saber resumi-las.
Estás habituado a problemas de Matemática cuja resposta está certa ou errada. Aqui não é assim. Quando se conclui de uma amostra para a população, o resultado vem sempre com um grau de confiança — nunca com um valor lógico. Podes fazer tudo bem e ainda assim enganar-te, porque calhou a amostra ser pouco típica; o que se pode fazer é tornar isso improvável e dizer quanto. Quantificar esse grau é trabalho do 12.º ano, e faz-se com probabilidade: é o capítulo da Inferência estatística.
2 · População, amostra e variável
Num estudo estatístico:
— a população é o conjunto de todos os elementos — as unidades estatísticas — sobre os quais se quer concluir;
— a amostra é o subconjunto da população cujos elementos são efetivamente observados; ao seu número de elementos chama-se dimensão da amostra e representa-se por
Aos valores observados chama-se dados. Um estudo pode ter mais do que uma variável: observam-se então duas ou mais características sobre as mesmas unidades.
«População» e «amostra» designam tanto o conjunto das unidades como o conjunto dos valores que a variável tomou nelas. Quando se diz «a amostra tem
Numa escola com
a) Qual é a população? b) Qual é a amostra, e qual é a sua dimensão? c) Qual é a variável em estudo, e de que tipo é?
- a) A população é o conjunto dos
840 alunos da escola. É sobre eles que se quer concluir, ainda que só se vá observar uma parte. - b) A amostra é o conjunto dos
60 alunos escolhidos, e a sua dimensão én = 60 . - c) A variável é o tempo de deslocação até à escola. É quantitativa contínua: obtém-se por medição e pode tomar qualquer valor de um intervalo —
7 minutos,7{,}5 ,7{,}23 , conforme o rigor do relógio.Repara que a população não são os840 tempos: são os840 alunos. Os tempos são os valores que a variável toma neles — e é essa a ambiguidade da nota acima.
Daí virem as medidas com as letras que trazem:
Repara na assimetria, porque é dela que vive metade dos enganos. Perante os mesmos dados, há um valor para a média e dois para o desvio padrão, conforme se divida por
3 · Recenseamento e sondagem
Num recenseamento — ou censo — recolhem-se dados sobre toda a população. Numa sondagem recolhem-se dados apenas sobre uma amostra.
O recenseamento parece sempre melhor, e às vezes é: quando a população é pequena e a observação é barata, não há razão nenhuma para sondar. Mas há três situações em que ele não se faz — e a terceira é a mais comum:
a) a população é infinita, ou não está toda formada: todas as peças que uma máquina virá a produzir, todos os lançamentos possíveis de um dado; b) a observação é destrutiva: para saber com que força um cabo de aço parte, é preciso parti-lo — recensear o lote deixaria a fábrica sem lote; c) o custo ou o tempo tornam-no impraticável: perguntar a dez milhões de pessoas o que elas tencionam votar, todas as semanas, não é possível.
Em Portugal faz-se um recenseamento à população de dez em dez anos, e é uma operação nacional de meses. As sondagens que aparecem nos jornais fazem-se em dias — porque observam algumas centenas de pessoas, e não dez milhões.
Mesmo bem escolhida, uma sondagem dá uma estimativa, e uma estimativa tem erro. Duas amostras diferentes da mesma população dão resultados diferentes — e nenhuma delas é «a verdadeira». Existem técnicas para decidir que dimensão é precisa para o erro ficar dentro de um limite aceitável, e para dizer com que confiança se afirma o que se afirma; não são matéria do 10.º ano. O que interessa reter agora é que o erro existe, que ele se pode medir, e que é a probabilidade que permite fazê-lo.
4 · Amostras enviesadas
Uma amostra é representativa quando reproduz a população naquilo que interessa ao estudo. Para isso precisa de duas coisas:
a) ser aleatória — todos os elementos da população com a mesma hipótese de entrar nela; b) ter dimensão suficiente — tanto maior quanto maior for a variabilidade da população.
Ao processo mais simples de garantir a primeira condição — numerar todos os elementos da população e sortear os da amostra, todos com a mesma hipótese de saírem — chama-se amostragem aleatória simples. Há outros processos, que as Aprendizagens Essenciais do 10.º ano não desenvolvem.
Quando a amostra falha a primeira condição, diz-se enviesada: há grupos da população com hipótese nula, ou muito reduzida, de entrar nela. E o que sai de uma amostra enviesada não descreve a população — descreve o grupo que teve hipótese de ser ouvido.
São os dois que aparecem em quase todos os casos reais:
— por conveniência: inquirem-se os elementos que estão à mão — os que passam naquela rua, os que estão naquela sala, os que se conhecem; — por resposta voluntária: publica-se o questionário e só entra na amostra quem decidir responder.
Nos dois casos a amostra deixou de ser escolhida por quem faz o estudo. No primeiro, escolhe-a o sítio; no segundo, escolhe-a o próprio inquirido — e quem se dá ao trabalho de responder costuma ser quem tem uma opinião forte sobre o assunto.
É o engano mais teimoso do tema. Mil respostas recolhidas todas no mesmo sítio continuam a ser mil respostas daquele sítio: o grupo que ficou de fora continua de fora, e continua a ser tão grande como era. Recolher mais dados torna a resposta mais precisa — e a resposta precisa continua a ser a resposta errada, agora com mais casas decimais. Uma amostra pequena e aleatória vale mais do que uma amostra enorme e enviesada.
Numa cidade com
Sondagem A —
Qual das duas merece mais confiança?
- A sondagem B tem dez vezes mais inquiridos. É a primeira coisa que se vê, e é a que engana.
- Em B, só pode entrar na amostra quem está naquele centro comercial, naquela tarde. Quem não vai a centros comerciais, quem trabalha ao sábado, quem vive longe dali — todos com hipótese praticamente nula de serem ouvidos. É uma amostra por conveniência.
- Em A, todos os eleitores do concelho tinham a mesma hipótese de ser escolhidos: a amostra é aleatória.
- Merece mais confiança a sondagem A, apesar de ser dez vezes menor.Se B tivesse inquirido
20\,000 pessoas em vez de2000 , continuaria a ser pior do que A. O defeito de B não está na dimensão — está na maneira de escolher, e essa não se corrige com mais respostas.
5 · Dados quantitativos discretos e contínuos
Ao observar uma variável quantitativa sobre as unidades da amostra, aparecem duas situações:
— a variável toma valores num conjunto finito ou numerável e a observação é uma contagem: diz-se discreta. O número de irmãos, o número de golos, o número de livros requisitados;
— a variável pode tomar qualquer valor de um intervalo de
O teste rápido é este: contaste ou mediste?
A natureza dos dados não é uma propriedade da característica em si — depende de como ela foi registada. A idade é contínua por natureza, mas registada em anos completos (
6 · As fases de um procedimento estatístico
Todo o procedimento estatístico tem três fases, por esta ordem:
a) Produção ou aquisição de dados — formular a questão, identificar a população e a variável, decidir se se recenseia ou se se sonda, escolher a amostra e recolher os valores. É a fase que mais decide o resultado, e a única cujos erros as outras duas não conseguem reparar; b) Organização e representação de dados — arrumar os valores em tabelas de frequências e escolher a representação gráfica adequada ao tipo de dados. É o que se faz em R2 e R3; c) Interpretação tendo por base as representações obtidas — ler o que as tabelas e os gráficos mostram, resumi-lo em medidas, comparar conjuntos de dados e responder à questão inicial, dizendo também o que os dados não permitem concluir. É o que se faz de R4 a R7.
Esta secção é a primeira fase; as outras cinco secções do capítulo são as outras duas.
Python Uma amostra à mão e uma amostra ao acaso
A lista tem as alturas, em centímetros, dos
import random
alturas = [152, 154, 155, 156, 157, 158, 158, 159, 160, 161,
161, 162, 163, 163, 164, 165, 165, 166, 166, 167,
167, 168, 168, 169, 170, 170, 171, 172, 172, 173,
174, 175, 176, 177, 178, 179, 180, 181, 183, 185]
def percentagem_altos(lista):
altos = 0
for a in lista:
if a > 170:
altos = altos + 1
return round(100 * altos / len(lista), 1)
print("populacao (40 alunos):", percentagem_altos(alturas), "%")
print("8 primeiros da lista:", percentagem_altos(alturas[:8]), "%")
print("8 sorteados ao acaso:", percentagem_altos(random.sample(alturas, 8)), "%")
import random # random.sample sorteia sem repetir
alturas = [152, 154, 155, 156, 157, 158, 158, 159, 160, 161,
161, 162, 163, 163, 164, 165, 165, 166, 166, 167,
167, 168, 168, 169, 170, 170, 171, 172, 172, 173,
174, 175, 176, 177, 178, 179, 180, 181, 183, 185]
# a lista esta ORDENADA: e essa a armadilha
def percentagem_altos(lista): # que percentagem passa dos 170 cm
altos = 0
for a in lista:
if a > 170:
altos = altos + 1
return round(100 * altos / len(lista), 1)
print("populacao (40 alunos):", percentagem_altos(alturas), "%")
# 35.0 — o valor que se quer estimar
print("8 primeiros da lista:", percentagem_altos(alturas[:8]), "%")
# 0.0 — amostra por conveniencia: os 8 mais baixos
print("8 sorteados ao acaso:", percentagem_altos(random.sample(alturas, 8)), "%")
# varia de corrida para corrida, a volta de 35
Corre o programa cinco vezes seguidas. A percentagem da amostra sorteada salta de corrida para corrida —
Exercícios propostos
Doze exercícios de leitura e de crítica: identificar população, amostra e variável num estudo, distinguir recenseamento de sondagem, classificar dados como discretos, contínuos ou qualitativos, e reconhecer os dois enviesamentos com nome. Não há uma única conta — o que se treina aqui é ler um estudo e ver-lhe os defeitos antes de olhar para os números.
A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.
Numa escola com
a) Indica a população. b) Indica a amostra e a sua dimensão. c) Indica a variável em estudo e classifica-a.
Das quatro variáveis seguintes, qual é quantitativa contínua?
- (A)O número de irmãos de cada aluno.
- (B)O número de golos marcados numa jornada.
- (C)O tempo de reação a um sinal luminoso.
- (D)A cor dos olhos de cada aluno.
Considera as quatro perguntas seguintes.
a) «Quantos anos tenho?» b) «Que idade têm os sócios deste clube?» c) «Que horas são?» d) «A que horas se deitam os alunos do 10.º ano desta escola?»
Indica quais são questões estatísticas e explica porquê.
A câmara mediu o consumo de água das
Trata-se de:
- (A)uma sondagem.
- (B)um recenseamento.
- (C)uma amostra por conveniência.
- (D)uma amostra aleatória.
a) Explica, por palavras tuas, a diferença entre população e amostra. b) Dá um exemplo de uma população infinita e explica por que razão, nesse caso, o recenseamento é impossível.
Num clube com
a) Indica a população. b) Alguém propõe inquirir apenas os sócios que estiverem no ginásio à terça-feira de manhã. Explica por que razão essa amostra não é representativa.
A mesma característica pode ser registada de maneiras diferentes. Classifica cada um dos registos seguintes.
a) A idade de cada pessoa, calculada a partir do dia de nascimento. b) A idade de cada pessoa, em anos completos. c) O tamanho de uma sweatshirt, medido em centímetros de perímetro do peito. d) O tamanho de uma sweatshirt, registado como S, M, L ou XL.
Um grupo de alunos quer saber quanto papel se gasta na escola durante uma semana.
Descreve o que o grupo tem de fazer em cada uma das três fases de um procedimento estatístico, neste caso concreto.
Qual destas amostras é enviesada por resposta voluntária?
- (A)
100 alunos sorteados da lista de todos os alunos da escola. - (B)Os leitores que responderam ao questionário publicado no jornal escolar.
- (C)Os
30 primeiros alunos a entrar no refeitório. - (D)
5 alunos de uma escola com756 .
Uma sondagem feita por mensagem numa rede social, às
Aponta duas razões independentes para esta amostra poder não representar a população do país.
Numa vila com
Recolha A —
Qual das duas merece mais confiança? Justifica.
O jornal de uma escola publica: «
a) Critica a conclusão, apontando os defeitos da recolha. b) Propõe um plano de recolha melhor, indicando a população, a maneira de escolher a amostra e a variável em estudo.
A população é o conjunto sobre o qual se quer concluir; a amostra é a parte que se observa. Para classificar a variável, pergunta se o valor se obtém por contagem ou por medição.
- a) A população é o conjunto dos
720 alunos da escola. - b) A amostra é o conjunto dos
90 alunos escolhidos, e a sua dimensão én = 90 . - c) A variável é o número de livros requisitados no último mês. É quantitativa discreta.É discreta porque o valor observado é uma contagem:
0 ,1 ,2 , … livros. Ninguém requisita2{,}4 livros.
Uma variável é contínua quando o valor se obtém por medição e pode ser qualquer número de um intervalo.
- (A) e (B) obtêm-se por contagem: são quantitativas discretas.
- (D) não é sequer numérica: é qualitativa.
- (C) obtém-se por medição e pode tomar qualquer valor de um intervalo —
0{,}18 s,0{,}235 s, o que o cronómetro conseguir distinguir. É contínua.Repara que o que decide não é o número aparecer com vírgula: é a observação ser uma medição e não uma contagem.
Aplica as duas condições: a resposta exige recolher dados? E as respostas variam de caso para caso?
- a) Não é. A resposta é um número só, e sei-o sem recolher nada.
- c) Não é. Basta olhar para o relógio — não há variabilidade nenhuma para estudar.
- b) É. Para responder é preciso recolher a idade de cada sócio, e essas idades variam de sócio para sócio.
- d) É, pela mesma razão: cada aluno deita-se à sua hora, e a resposta só se constrói a partir dos dados recolhidos.As duas que são estatísticas não têm uma resposta única: têm uma distribuição de respostas, que é precisamente o que o resto deste capítulo aprende a resumir e a representar.
Quantos elementos da população ficaram por observar?
- A população é o conjunto das
8 piscinas municipais. - Observaram-se todas: não houve amostra nenhuma.
- Recolher dados sobre toda a população é um recenseamento.Aqui o recenseamento é fácil porque a população é minúscula. É essa a regra: quando a população é pequena e a observação é barata, não há razão para sondar.
Na alínea b), pensa num conjunto que ainda não está todo formado — ou que nunca chega a estar.
- a) A população é o conjunto de todas as unidades sobre as quais se quer concluir. A amostra é o subconjunto da população que é efetivamente observado.
- Recolhem-se dados na amostra, mas o que se quer saber é sobre a população — e é essa passagem que obriga a ter cuidado com a maneira de escolher a amostra.
- b) Por exemplo: todas as peças que uma máquina virá a produzir enquanto estiver a funcionar; ou todos os lançamentos possíveis de um dado.
- Nestes casos o recenseamento é impossível por princípio, e não por falta de dinheiro ou de tempo: a população não está toda formada, e nunca estará.Há um segundo motivo, este bem concreto, para não recensear mesmo uma população finita: quando observar destrói o que se observa. Testar até à rutura todos os cabos de aço de um lote deixaria a fábrica sem lote nenhum para vender.
Na alínea b), pergunta-te quem é que não pode aparecer nessa amostra.
- a) A população é o conjunto dos
500 sócios do clube. - b) É uma amostra por conveniência: inquirem-se os que estão à mão, no sítio e na hora que dão jeito.
- Quem só vai ao clube ao fim do dia, ou ao fim de semana, tem hipótese nula de entrar na amostra — e quem vai ao clube só para nadar, sem passar pelo ginásio, também.
- Como o que se quer estimar é precisamente a percentagem de sócios que usam a piscina, a amostra é escolhida num sítio ligado à resposta. O resultado sai enviesado, e não há maneira de saber para que lado.A pergunta que denuncia quase todos os enviesamentos é sempre a mesma: quem é que não podia ter sido escolhido?
A natureza dos dados não é uma propriedade da característica: depende da forma como é medida.
- a) Quantitativa contínua: o tempo decorrido desde o nascimento pode tomar qualquer valor de um intervalo.
- b) Quantitativa discreta: o registo passou a ser uma contagem de anos inteiros.
- c) Quantitativa contínua: é uma medição, em centímetros.
- d) Qualitativa: os valores deixaram de ser números e passaram a ser categorias.A mesma característica deu três naturezas diferentes. Por isso a primeira pergunta a fazer nunca é «que característica é esta?», mas «como é que ela foi registada?».
As três fases são: produção ou aquisição de dados; organização e representação de dados; interpretação tendo por base as representações obtidas.
- Produção ou aquisição de dados. Decidir o que se conta — resmas abertas, folhas saídas de cada fotocopiadora — e em que unidades; decidir onde e quando se recolhe (todas as fotocopiadoras da escola? só as da sala de professores? cinco dias ou uma semana inteira?); e recolher, registando cada valor à medida que aparece.
- Organização e representação de dados. Passar os registos para uma tabela, agrupar por dia e por local, e escolher a representação gráfica que deixa ver o que se procura.
- Interpretação tendo por base as representações obtidas. Ler o que a tabela e o gráfico mostram — que dias gastam mais, que locais pesam mais no total — e responder à pergunta inicial, dizendo também o que os dados não permitem concluir.A primeira fase é a que mais decide o resultado e a que menos tempo costuma levar. Um dado mal recolhido não se corrige nas outras duas.
Numa amostra por resposta voluntária, quem decide se entra na amostra não é quem faz o estudo — é o próprio inquirido.
- (A) não é enviesada: o sorteio dá a todos os alunos a mesma hipótese de entrar.
- (C) é enviesada, mas por conveniência: inquirem-se os que estão à mão, e quem não almoça no refeitório nunca aparece.
- (D) não é enviesada pela maneira de escolher, mas tem dimensão insuficiente: cinco respostas dizem muito pouco sobre setecentos e cinquenta e seis alunos.
- (B) é a de resposta voluntária: só entra na amostra quem se deu ao trabalho de responder — e quem responde a um questionário de jornal costuma ser quem tem uma opinião forte sobre o assunto.Repara na diferença entre (C) e (D): uma amostra pode falhar por ser mal escolhida ou por ser pequena de mais. São dois defeitos independentes, e o segundo é o único que se corrige recolhendo mais dados.
Uma das razões tem que ver com o meio escolhido; a outra, com o momento.
- Primeira razão — o meio. Quem não usa aquela rede social tem hipótese nula de entrar na amostra. E quem a usa não é um grupo tirado ao acaso da população portuguesa: tende a ser mais jovem e mais urbano do que o país.
- Segunda razão — o momento. Às
23 horas de um sábado responde quem está acordado, com o telemóvel à mão e disponível para responder. Isso volta a selecionar um grupo particular, e por um critério diferente do primeiro. - São razões independentes: mudar a hora não resolve a primeira, e mudar de rede social não resolve a segunda.
- Acrescente-se que a amostra é ainda de resposta voluntária — responde quem quer —, o que costuma favorecer quem tem uma opinião forte.O erro maior não está no
68\% : está na frase «os portugueses». A sondagem descreve as pessoas que responderam, e mais ninguém. Nenhum cálculo posterior repara isto.
Compara as duas por dois critérios separados: a dimensão e a maneira de escolher quem responde. Só um deles se corrige com mais respostas.
- A recolha B tem doze vezes mais respostas do que a A.
- Mas em B só entra quem passa à porta de uma loja de bicicletas — um grupo escolhido, precisamente, por um critério ligado à resposta que se quer estimar. É uma amostra por conveniência, e quem não anda de bicicleta quase não aparece.
- Em A todos os moradores inscritos tinham a mesma hipótese de ser escolhidos: a amostra é aleatória, e portanto representativa.
- Merece mais confiança a recolha A, apesar de ser muito menor.Multiplicar por doze uma amostra enviesada não corrige o enviesamento: torna-o mais preciso. O resultado passa a estar errado com mais casas decimais — e a dimensão grande dá-lhe uma aparência de rigor que ele não tem.
Na alínea a) há dois enviesamentos, não um. Na b), garante que todos os alunos da escola podem entrar na amostra.
- a) A amostra é enviesada por conveniência: só chega a quem passa pelo balcão da cantina. Um aluno que traga almoço de casa, ou que almoce fora, nunca viu o questionário — e é justamente quem teria mais razões para não aprovar a ementa.
- E é enviesada por resposta voluntária: entre os que viram o questionário, só respondeu quem quis.
- A conclusão fala de «os alunos», mas os dados só descrevem quem almoça na cantina e decidiu responder. Nem sequer se sabe quantos alunos responderam — sem a dimensão da amostra, o
80\% não se pode avaliar. - b) População: todos os alunos da escola. Amostra: numerar todos os alunos na pauta da escola e sortear, por exemplo,
120 números — amostragem aleatória simples; os sorteados são procurados na sala de aula, para que responder não dependa de o aluno ir à cantina nem de ele querer responder. - Variável: o grau de satisfação com a ementa, registado numa escala de
1 a5 . Convém registar também se o aluno almoça habitualmente na cantina, para se poder comparar os dois grupos.Repara no que muda: no plano do jornal era o aluno que decidia se entrava na amostra; no plano novo é o sorteio. É essa troca — e não o número de respostas — que transforma a recolha.
Tabelas de frequências e gráficos
Recolhidos os dados, o passo seguinte é arrumá-los para que digam alguma coisa. Uma tabela de frequências com quatro colunas e três gráficos — barras, caule-e-folhas e, na secção seguinte, o histograma — chegam para o programa inteiro. Nesta secção não há ainda nenhuma média nem nenhuma mediana: só se conta e se representa.
- Organizar e representar a informação contida em dados quantitativos discretos e contínuos em tabelas de frequências absolutas, absolutas acumuladas, relativas e relativas acumuladas e interpretá-las.
- Selecionar representações gráficas adequadas para cada tipo de dados identificando vantagens/inconvenientes, relembrando a construção de gráficos de barras, diagramas de caule-e-folhas e diagramas de extremos-e-quartis.
Dos três gráficos que a segunda alínea nomeia, dois constroem-se aqui: o de barras e o de caule-e-folhas. O terceiro — o diagrama de extremos e quartis — fica para R4 §6, porque precisa de medidas que ainda não foram dadas.
1 · As quatro frequências
Uma amostra de
Seja uma amostra de dimensão
- a frequência absoluta
n_{i} — o número de observações iguais ax_{i} ; - a frequência absoluta acumulada
N_{i} = n_{1} + n_{2} + \ldots + n_{i} ; - a frequência relativa
f_{i} = \dfrac{n_{i}}{n} ; - a frequência relativa acumulada
F_{i} = \dfrac{N_{i}}{n} = f_{1} + f_{2} + \ldots + f_{i} .
E há duas igualdades que apanham quase todos os erros de contagem:
ou, o que dá no mesmo, a última linha das acumuladas tem de ser
2 · A tabela completa
Cada um dos
a) Quantos alunos requisitaram no máximo
- Contar. Os valores distintos são
0, 1, 2, 3 e4 . Percorrendo a lista uma vez: três zeros, seis uns, sete dois, três três e um quatro. - Acumular e dividir. As acumuladas somam-se de cima para baixo; as relativas dividem-se por
n = 20 . - a) «No máximo
2 » é a acumulada do valor2 :N_{3} = 16 alunos. - b) «Pelo menos
3 » é o complementar de «no máximo2 »:1 - F_{3} = 1 - 0{,}80 = 0{,}20 , ou seja20\% .As duas perguntas resolvem-se sem voltar à lista: a tabela já tem lá dentro tudo o que a lista tinha. É para isso que ela serve.
| Valor | Frequência absoluta | Frequência absoluta acumulada | Frequência relativa | Frequência relativa acumulada |
|---|---|---|---|---|
| 0 | 3 | 3 | 0,15 | 0,15 |
| 1 | 6 | 9 | 0,3 | 0,45 |
| 2 | 7 | 16 | 0,35 | 0,8 |
| 3 | 3 | 19 | 0,15 | 0,95 |
| 4 | 1 | 20 | 0,05 | 1 |
| Total | 20 | — | 1 | — |
3 · Gráfico de barras
Serve para dados discretos — e também para dados qualitativos. No eixo horizontal ficam os valores da variável; sobre cada um levanta-se uma barra de altura igual à sua frequência, absoluta ou relativa. As barras têm todas a mesma largura e ficam separadas umas das outras. O gráfico leva título e o nome de cada eixo, com a unidade.
A forma do gráfico é exatamente a mesma nas duas versões: muda só a escala do eixo vertical. Mas quando se comparam duas amostras de dimensões diferentes, usam-se sempre as relativas — com as absolutas, a amostra maior parece ter mais de tudo, e a comparação não diz nada.
4 · Diagrama de caule-e-folhas
Traça-se uma linha vertical. À esquerda escreve-se o algarismo (ou os algarismos) de maior ordem de cada observação — é o caule —; à direita, o algarismo de menor ordem — a folha. Há uma folha por observação, incluindo as repetições, e as folhas escrevem-se ordenadas dentro de cada caule. O diagrama leva sempre uma legenda a dizer quanto vale o caule e quanto vale a folha.
Faz duas coisas ao mesmo tempo: ordena os dados — é o papel que as Aprendizagens Essenciais lhe atribuem — e mostra a forma da distribuição, como um gráfico de barras deitado. E guarda todos os valores, um a um. É por guardar tudo que deixa de servir quando os dados são muitos.
Pesaram-se
Constrói o diagrama de caule-e-folhas e determina a massa do quarto morango mais leve.
- Escolher o caule. As massas têm dois algarismos, entre
43 e76 : o caule é o algarismo das dezenas, de4 a7 , e a folha é o das unidades. - Distribuir e ordenar. Cada morango dá uma folha. O
58 aparece duas vezes, e escrevem-se as duas folhas. - Ler. O diagrama já está ordenado, e é só contar quatro folhas da esquerda para a direita, de cima para baixo:
43 ,45 ,47 ,51 .Não foi preciso ordenar a lista à parte: o diagrama ordenou-a ao ser construído. É esta a vantagem que as Aprendizagens Essenciais realçam — uma ordenação rápida, feita à mão, sem calculadora.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 4 | 3 5 7 |
| 5 | 1 2 5 8 8 |
| 6 | 1 2 4 7 |
| 7 | 0 3 4 6 |
5 · A função cumulativa
São funções definidas por ramos e constantes entre dois valores observados consecutivos: o gráfico é uma escada, com um degrau em cada valor da amostra. Marca-se bola cheia no início de cada patamar e bola aberta no fim — o valor onde a função salta já pertence ao patamar de cima.
Com os
e a coluna
A função cumulativa não é um gráfico a mais: é a coluna
Python A tabela de frequências, com as quatro colunas
dados = [1, 2, 0, 3, 2, 1, 4, 2, 1, 0, 2, 3, 1, 2, 0, 1, 3, 2, 1, 2]
n = len(dados)
valores = sorted(set(dados))
acumulada = 0
print("xi ni Ni fi Fi")
for v in valores:
ni = dados.count(v)
acumulada = acumulada + ni
print(v, ni, acumulada, round(ni / n, 2), round(acumulada / n, 2))
print("Total", n, "-", "-", 1.0)
# A tabela de frequencias das quatro colunas, sem bibliotecas nenhumas.
dados = [1, 2, 0, 3, 2, 1, 4, 2, 1, 0, 2, 3, 1, 2, 0, 1, 3, 2, 1, 2]
n = len(dados) # dimensao da amostra
valores = sorted(set(dados)) # set() tira as repeticoes, sorted() ordena
acumulada = 0 # o acumulador guarda a soma dos ni anteriores
print("xi ni Ni fi Fi")
for v in valores:
ni = dados.count(v) # count() conta quantas vezes v aparece na lista
acumulada = acumulada + ni # Ni = n1 + ... + ni
# fi = ni/n e Fi = Ni/n, arredondados a duas casas
print(v, ni, acumulada, round(ni / n, 2), round(acumulada / n, 2))
print("Total", n, "-", "-", 1.0)
# a ultima acumulada tem de dar n, e a soma
# das frequencias relativas tem de dar 1
Acrescenta um
Exercícios propostos
Catorze exercícios sobre contar e representar. Os primeiros constroem a tabela das quatro frequências a partir dos dados, de um gráfico de barras ou de três informações soltas; os do meio escolhem a representação adequada, comparam dois diagramas de caule-e-folhas e leem uma escada; os últimos comparam amostras de dimensões diferentes, refazem a tabela a partir da coluna acumulada e discutem o que cada representação mostra e esconde.
Num quiz de
Constrói a tabela de frequências com as quatro colunas:
O gráfico seguinte mostra o número de animais de estimação de
Constrói a tabela com as colunas
Registaram-se os tempos, em segundos, de
a) Constrói o diagrama de caule-e-folhas, com as folhas ordenadas. b) Escreve a legenda de leitura do diagrama.
Na tabela do quiz do exercício e2a, a frequência relativa acumulada do valor
Que percentagem dos alunos acertou no máximo
- (A)
25\% - (B)
45\% - (C)
55\% - (D)
80\%
Numa amostra de dimensão
a)
Completa a tabela com as quatro colunas.
Registou-se, durante 25 dias, o número de reclamações recebidas por uma loja:
0, 2, 1, 0, 3, 1, 1, 2, 0, 4, 2, 1, 0, 1, 3, 2, 1, 0, 2, 1, 5, 1, 2, 0, 3
Constrói a tabela com as frequências absolutas, relativas e relativas acumuladas, e indica em que percentagem dos dias houve no máximo 2 reclamações.
Considera três conjuntos de dados.
a) O número de irmãos de
Em a) e c), diz qual das representações desta secção serve melhor, e justifica. Em b), diz por que razão nenhuma delas serve — e que característica teria de ter a representação que serve.
Dois grupos de
Grupo
a) Constrói o diagrama de caule-e-folhas de cada grupo. b) Compara as duas distribuições quanto à forma e à concentração, sem calcular nada.
Volta à tabela do quiz do exercício e2a, em que
a) Escreve
Um inquérito a
a)
Recupera as frequências absolutas e verifica a soma.
O gráfico seguinte é a função cumulativa das frequências relativas do número de irmãos dos
Que percentagem dos alunos tem um número de irmãos inferior a
- (A)
30\% - (B)
35\% - (C)
65\% - (D)
90\%
Volta aos dados do exercício e2b:
a) Desenha o gráfico de barras das frequências relativas. b) Explica por que razão é essa a versão a usar quando se quer comparar estas famílias com as de outro prédio, com um número diferente de famílias.
Registou-se o número de irmãos dos alunos de duas turmas.
Turma
a) Constrói a tabela das frequências relativas das duas turmas.
b) Compara as duas distribuições.
c) Alguém afirma: «a turma
A
a) Reconstrói a coluna
Os mesmos
a) Diz o que cada uma das representações mostra que a outra esconde.
b) Explica o que aconteceria a cada uma com
Começa por listar os valores distintos por ordem crescente. Depois conta um valor de cada vez e confirma que a soma dos
- Os valores distintos são
1, 2, 3, 4 e5 . Contando:1 aluno com uma certa,3 com duas,5 com três,7 com quatro e4 com cinco. - As acumuladas vão-se somando:
1 ,1+3=4 ,4+5=9 ,9+7=16 ,16+4=20 . - As relativas dividem-se por
n = 20 :\dfrac{1}{20} = 0{,}05 ,\dfrac{3}{20} = 0{,}15 , e assim por diante. - Verificação:
\sum n_{i} = 20 = n e\sum f_{i} = 1 ; a última acumulada éN_{5} = 20 eF_{5} = 1 . ✓As duas verificações apanham quase todos os erros de contagem. Se a última acumulada não dern , ou perdeste uma observação ou contaste alguma duas vezes.
| 1 | 1 | 1 | 0,05 | 0,05 |
|---|---|---|---|---|
| 2 | 3 | 4 | 0,15 | 0,2 |
| 3 | 5 | 9 | 0,25 | 0,45 |
| 4 | 7 | 16 | 0,35 | 0,8 |
| 5 | 4 | 20 | 0,2 | 1 |
| Total | 20 | — | 1 | — |
A altura de cada barra é a frequência absoluta. Confirma que as cinco somam
- Do gráfico lêem-se as alturas:
7 ,9 ,5 ,3 e1 . - Verificação:
7+9+5+3+1 = 25 . ✓ - As relativas obtêm-se dividindo por
25 :\dfrac{7}{25} = 0{,}28 ,\dfrac{9}{25} = 0{,}36 ,\dfrac{5}{25} = 0{,}20 ,\dfrac{3}{25} = 0{,}12 ,\dfrac{1}{25} = 0{,}04 .Aqui as frequências relativas dão todas exatas com duas casas, porque25 divide100 . Comn = 30 nenhuma daria — e aí arredondam-se a duas casas, e a soma pode ficar em0{,}99 ou1{,}01 .
| 7 | 0,28 | |
| 9 | 0,36 | |
| 5 | 0,2 | |
| 3 | 0,12 | |
| 1 | 0,04 | |
| Total | 25 | 1 |
O caule é o algarismo das dezenas e a folha o das unidades. Faz primeiro os caules de
- a) O algarismo das dezenas dá quatro caules:
2 ,3 ,4 e5 . Distribuem-se as unidades e ordenam-se dentro de cada linha. - Repara que o
41 aparece duas vezes: uma folha por observação, e as repetições escrevem-se todas. - b) A legenda diz quanto vale o caule e quanto vale a folha.Sem legenda o diagrama é ambíguo: a linha «
4 |1 » tanto poderia valer41 como4{,}1 . É por isso que a legenda não é decoração — faz parte do gráfico.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 2 | 6 8 9 |
| 3 | 0 3 4 5 7 8 |
| 4 | 1 1 4 5 7 |
| 5 | 2 |
«Acumulada até
F_{3} é a fração dos alunos com valor menor ou igual a3 .- Logo a percentagem é
0{,}45 \times 100 = 45\% . - A opção (C),
55\% , é a percentagem dos que acertaram mais de3 :1 - 0{,}45 = 0{,}55 .Ler uma acumulada é responder a «até aqui, quantos?». Quem quiser «daqui para cima, quantos?» tem de fazer1 - F_{i} — e é aí que se erra.
De
n_{2} = 0{,}35 \times 40 = 14 .N_{3} = n_{1}+n_{2}+n_{3} = 34 , logon_{3} = 34 - 6 - 14 = 14 .- A última frequência sai do total:
n_{4} = 40 - 34 = 6 . - As acumuladas:
6 ,20 ,34 ,40 . As relativas:0{,}15 ;0{,}35 ;0{,}35 ;0{,}15 . - Verificação:
\sum f_{i} = 0{,}15+0{,}35+0{,}35+0{,}15 = 1 eN_{4} = 40 = n . ✓A distribuição saiu simétrica —6, 14, 14, 6 —, e isso não estava dado: apareceu das três informações. Uma tabela de frequências fica determinada por muito menos do que parece.
| 6 | 6 | 0,15 | 0,15 | |
| 14 | 20 | 0,35 | 0,5 | |
| 14 | 34 | 0,35 | 0,85 | |
| 6 | 40 | 0,15 | 1 | |
| Total | 40 | — | 1 | — |
Conta primeiro quantas vezes aparece cada valor de 0 a 5; a soma das contagens tem de dar 25.
- Contagens:
0 aparece 6 vezes,1 aparece 8,2 aparece 6,3 aparece 3,4 aparece 1 e5 aparece 1. Total:6+8+6+3+1+1 = 25 ✓ - Frequências relativas:
0{,}24 ;0{,}32 ;0{,}24 ;0{,}12 ;0{,}04 ;0{,}04 . Somam1 ✓ - Acumuladas:
0{,}24 ;0{,}56 ;0{,}80 ;0{,}92 ;0{,}96 ;1 . - «No máximo 2» é a acumulada em
2 :0{,}80 .
Pergunta-te sempre duas coisas: quantos valores distintos há, e quantas observações. Uma barra por valor distinto só resulta enquanto os valores distintos forem poucos.
- a) Gráfico de barras. A variável é discreta e só tem cinco valores distintos: cinco barras separadas mostram a distribuição inteira num relance.
- c) Diagrama de caule-e-folhas. São só
18 observações, todas de dois algarismos — o caule é a dezena e a folha a unidade. Ordena os dados e mostra a forma ao mesmo tempo, sem perder um único valor. - b) As massas são contínuas: cada maçã tem a sua, e é de esperar que quase todas as
300 sejam diferentes. Um gráfico de barras daria trezentas barras de altura1 , e um caule-e-folhas daria trezentas folhas — nenhum dos dois mostra padrão nenhum. - A representação que serve tem de agrupar os valores em intervalos e contar quantas maçãs caem em cada um. É o que a secção seguinte faz.O critério não é a variável ser discreta ou contínua por si só: é o número de valores distintos. Uma variável discreta com centenas de valores distintos — o salário em cêntimos — também se agrupa em intervalos.
Na alínea b), olha para o comprimento das linhas e para o número de caules ocupados. Um grupo que ocupe mais caules está mais espalhado.
- a) O grupo
A ocupa três caules; o grupoB ocupa quatro. - b) Concentração. No
A , oito das dez pontuações estão entre25 e35 , e a linha mais comprida é a do caule3 . As pontuações estão apertadas à volta do meio. - Forma e alcance. O
B desce até18 e sobe até44 : espalha-se mais para os dois lados, e tem a linha mais comprida no caule2 , com a cauda a estender-se para cima. - Em resumo: as duas distribuições cobrem valores parecidos, mas o
A está mais concentrado e oB mais disperso.Isto leu-se no desenho, sem uma única conta. As medidas que põem número nesta leitura — e que confirmam o que os olhos veem — chegam em R4 e R5.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 2 | 1 3 5 8 |
| 3 | 0 2 3 5 8 |
| 4 | 1 |
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 8 |
| 2 | 2 2 6 7 9 |
| 3 | 1 4 |
| 4 | 0 4 |
Cada ramo vale entre dois valores observados consecutivos e toma o valor de
- a) As acumuladas são
1 ,4 ,9 ,16 e20 , e cada uma vale desde o seu valor até ao seguinte, exclusive:N(x) = \begin{cases} 0 & \text{se } x < 1\\ 1 & \text{se } 1 \le x < 2\\ 4 & \text{se } 2 \le x < 3\\ 9 & \text{se } 3 \le x < 4\\ 16 & \text{se } 4 \le x < 5\\ 20 & \text{se } x \ge 5\end{cases} - b) O gráfico são seis patamares horizontais, cada um com bola cheia à esquerda e bola aberta à direita, e saltos de altura
n_{i} em1, 2, 3, 4 e5 . - O primeiro patamar está à altura
0 e o último à altura20 , e daí para a direita já não sobe mais.As bolas não são um detalhe de desenho: dizem que a função é contínua à direita. Emx = 3 o valor é9 , e não4 — o próprio3 já conta na acumulada.
0{,}12 \times 200 = 24 ;0{,}28 \times 200 = 56 ;0{,}35 \times 200 = 70 ;0{,}20 \times 200 = 40 ;0{,}05 \times 200 = 10 .- Verificação:
24+56+70+40+10 = 200 = n , e as percentagens somam100\% . ✓ - Todas as contagens deram números inteiros — e tinham de dar.Se uma percentagem publicada com uma casa desse aqui, por exemplo,
24{,}6 pessoas, era sinal de que a percentagem estava arredondada. Fazer a conta ao contrário é a maneira mais rápida de perceber se um quadro de percentagens é exato ou arredondado.
| percentagem | ||
|---|---|---|
| 12% | 24 | |
| 28% | 56 | |
| 35% | 70 | |
| 20% | 40 | |
| 5% | 10 | |
| Total | 100% | 200 |
«Inferior a
- Ter menos de
3 irmãos é ter0 ,1 ou2 — ou seja,F(2) . - No gráfico, o patamar que começa em
x = 2 está à altura0{,}65 . - Logo a percentagem é
65\% . - A opção (D),
90\% , éF(3) — a percentagem dos que têm no máximo3 irmãos, que já inclui os de3 .Numa variável discreta, «inferior a3 » e «até3 » são coisas diferentes, e a diferença é exatamente a altura do salto em3 :0{,}90 - 0{,}65 = 0{,}25 .
Na alínea a), a forma do gráfico não muda: muda só o que está escrito no eixo vertical.
- a) As alturas passam a ser
0{,}28 ;0{,}36 ;0{,}20 ;0{,}12 e0{,}04 . O eixo vertical vai de0 a0{,}4 e o seu nome passa a ser «proporção de famílias». - O desenho é o mesmo do exercício e2b, com outra escala vertical: a razão entre duas barras quaisquer não mudou.
- b) Num prédio com
50 famílias,10 famílias com dois animais são o dobro das5 daqui — mas em proporção são0{,}20 nos dois casos, exatamente a mesma coisa. - Com as frequências absolutas, a amostra maior parece sempre «ter mais de tudo». Só as relativas põem as duas na mesma escala.É o mesmo motivo por que se comparam países por casos por cem mil habitantes, e não por casos. A frequência relativa é a versão comparável da contagem.
Divide cada contagem pela dimensão da sua turma —
- a) Na
A :\dfrac{2}{20} = 0{,}10 ;\dfrac{6}{20} = 0{,}30 ;\dfrac{8}{20} = 0{,}40 ;\dfrac{4}{20} = 0{,}20 . NaB :\dfrac{6}{30} = 0{,}20 ;\dfrac{9}{30} = 0{,}30 ;\dfrac{9}{30} = 0{,}30 ;\dfrac{6}{30} = 0{,}20 . - b) A turma
A está mais puxada para os2 irmãos, que sozinhos levam40\% dos alunos. AB reparte-se de forma simétrica:0{,}20 ;0{,}30 ;0{,}30 ;0{,}20 . - Filho único é o dobro mais frequente na
B (0{,}20 contra0{,}10 ). - c) Comparam-se
9 alunos com6 alunos como se as turmas tivessem o mesmo tamanho, e não têm: aB tem metade dos alunos a mais. Em proporção,\dfrac{9}{30} = 0{,}30 e\dfrac{6}{20} = 0{,}30 — ter um irmão é exatamente igual de comum nas duas turmas.O erro é sempre este: comparar contagens de amostras de dimensões diferentes. A turma maior ganha em todas as categorias por ser maior, e isso não diz nada sobre a distribuição.
| 2 | 0,1 | 6 | 0,2 | |
| 6 | 0,3 | 9 | 0,3 | |
| 8 | 0,4 | 9 | 0,3 | |
| 4 | 0,2 | 6 | 0,2 | |
| Total | 20 | 1 | 30 | 1 |
- a) Multiplicando por
n = 50 :N_{i} = 4 ,14 ,30 ,44 ,50 . - b) Diferenças sucessivas:
n_{1} = 4 ;n_{2} = 14-4 = 10 ;n_{3} = 30-14 = 16 ;n_{4} = 44-30 = 14 ;n_{5} = 50-44 = 6 . - Verificação:
4+10+16+14+6 = 50 = n . ✓ - c) «Pelo menos
3 » são as pessoas com3 ou4 línguas:50 - N_{3} = 50 - 30 = 20 pessoas — ou, em proporção,1 - 0{,}60 = 0{,}40 , isto é40\% .A acumulada guarda a tabela inteira: as diferenças devolvem as frequências uma a uma. É o mesmo que acontece com um extrato bancário — dos saldos recuperam-se os movimentos.
| 0,08 | 4 | 4 | |
| 0,28 | 14 | 10 | |
| 0,6 | 30 | 16 | |
| 0,88 | 44 | 14 | |
| 1 | 50 | 6 |
Pergunta-te, para cada uma: consigo recuperar os dados originais a partir do desenho? E o que acontece ao desenho quando o número de observações cresce cem vezes?
- a) O caule-e-folhas guarda tudo. Cada folha é uma observação, e do diagrama recuperam-se os
40 valores exatos, já ordenados. O gráfico de barras não: de uma barra de altura7 só se sabe que há sete alunos naquele valor. - O gráfico de barras mostra melhor a comparação. As alturas veem-se de longe e comparam-se a olho; num caule-e-folhas é preciso contar folhas linha a linha.
- b) Com
4000 observações o caule-e-folhas rebenta primeiro. Seriam4000 folhas distribuídas por umas dez linhas: linhas com centenas de algarismos, que não cabem na página nem se contam. - O gráfico de barras aguenta-se enquanto os valores distintos forem poucos: com resultados de
0 a100 seriam cento e uma barras finíssimas, quase todas de altura parecida — ilegível também, mas por outro motivo. - O caule-e-folhas falha por causa do número de observações; o gráfico de barras falha por causa do número de valores distintos.É por isso que nenhum dos dois serve para
4000 resultados: a saída é agrupar os valores em intervalos, e é o que a secção seguinte faz. O caule-e-folhas é a representação que se usa quando os dados são poucos e se quer guardá-los todos — o preço de guardar tudo é não escalar.
Classes e histograma
Quando os dados são contínuos, ou são muitos e todos diferentes, uma tabela com uma linha por valor não diz nada: agrupam-se em classes. O histograma é o gráfico dessas classes — e o seu aspeto depende de três escolhas nossas, não dos dados. É a experiência que o laboratório desta secção faz.
- Reconhecer que o histograma é um diagrama de áreas, e que para a sua construção é necessária uma organização prévia dos dados em classes na forma de intervalos.
- Construir histogramas, considerando classes com a mesma amplitude.
1 · Quando se agrupa, e o que se perde
Na secção anterior, cada valor distinto teve a sua linha na tabela e a sua barra no gráfico. Isso resulta enquanto os valores distintos forem poucos. Se a variável for contínua — um tempo, uma massa, uma altura —, é quase certo que não haja dois dados exatamente iguais, e uma tabela com vinte linhas todas de frequência
Nesses casos reparte-se o intervalo onde os dados caem em classes, e conta-se quantos dados caem em cada uma. Ganha-se a forma da distribuição: onde os dados se acumulam, onde rareiam, se há uma cauda comprida de um dos lados. E perde-se o valor exato de cada observação — depois de agrupar já só se sabe em que classe cada dado caiu, e não onde dentro dela.
Agrupar dados em classes é reparti-los por intervalos
Um valor igual a
2 · A tabela de dados agrupados
No clube de matemática, vinte alunos resolveram o mesmo enigma. Registou-se o tempo de cada um, em minutos:
Os tempos vão de
| Classe | ||||
|---|---|---|---|---|
| 3 | 3 | 0,15 | 0,15 | |
| 5 | 8 | 0,25 | 0,4 | |
| 7 | 15 | 0,35 | 0,75 | |
| 3 | 18 | 0,15 | 0,9 | |
| 2 | 20 | 0,1 | 1 | |
| Total | 20 | — | 1 | — |
a) Qual é a classe com maior frequência?
b) Que percentagem dos alunos resolveu o enigma em menos de
- a) A maior frequência absoluta é
7 , na classe[20, 25[ . É aí que os tempos se acumulam — e vai ser a barra mais alta do histograma que se desenha a seguir. - b) «Menos de
25 minutos» é exatamente o fim da terceira classe, e a colunaF_{i} já tem essa conta feita:F_{3} = 0{,}75 , ou seja75\% . - Sem a coluna acumulada dava o mesmo trabalho:
3 + 5 + 7 = 15 alunos em20 , e15 : 20 = 0{,}75 .Repara em que a pergunta caiu numa fronteira de classe. Se fosse «menos de23 minutos», a tabela agrupada não respondia: dentro de[20, 25[ não se sabe onde estão os sete tempos.
Numa tabela de dados agrupados,
3 · O histograma é um diagrama de áreas
O histograma representa cada classe por um retângulo, e os retângulos são adjacentes: a base de cada um é o intervalo da classe, desenhado sobre o eixo horizontal, e a área é proporcional à frequência da classe. É daqui que vem o nome diagrama de áreas.
Quando todas as classes têm a mesma amplitude — e neste capítulo têm sempre —, as bases são todas iguais, e uma área proporcional à frequência obriga a altura a ser-lhe também proporcional. É por essa razão, e só por essa, que se marca a frequência absoluta no eixo vertical.
No eixo vertical pode marcar-se a frequência relativa em vez da absoluta. O desenho tem exatamente a mesma forma — dividir todas as alturas pelo mesmo
Num gráfico de barras o eixo horizontal traz valores isolados de uma variável discreta, e entre dois deles não há nada: o espaço entre as barras diz isso mesmo. Num histograma o eixo horizontal é um intervalo contínuo, e um espaço entre dois retângulos seria afirmar que naquele bocado do eixo não pode cair nenhuma observação. Os dois gráficos parecem-se — e não são a mesma coisa nem se leem da mesma maneira.
4 · O aspeto depende de três escolhas
Um histograma não é o desenho dos dados: é o desenho de uma decisão nossa sobre os dados. O aspeto que ele tem depende de três escolhas — o número de classes, a amplitude de cada classe e o ponto onde a primeira classe começa —, e das três a primeira e a segunda são a mesma, porque fixada uma fica a outra. Com muitas classes vê-se toda a variabilidade dos dados e o padrão não sobressai; com poucas, o padrão desaparece dentro de duas ou três barras.
Os três desenhos — o de cinco classes, o de três e o de dez — são do mesmo conjunto de vinte tempos. Nenhum deles está errado, e nenhum deles é o único possível. É por isso que um histograma se lê sempre com a amplitude das classes à vista, e é por isso que quem o constrói tem de dizer que amplitude escolheu.
Laboratório · A amplitude das classes e o ponto onde começa a primeira
interativoPõe a amplitude em
Python Contar por classes
O programa recebe os vinte tempos, a amplitude
tempos = [20.7, 15.1, 24.4, 11.2, 19.3, 22.3, 17.6, 31.4, 13.5, 23.1,
16.4, 25.6, 20.0, 33.7, 18.2, 21.5, 14.8, 26.2, 22.8, 29.5]
h = 5
inicio = 10
n = len(tempos)
k = 1
while inicio + k * h <= max(tempos):
k = k + 1
conta = [0] * k
for v in tempos:
conta[int((v - inicio) // h)] = conta[int((v - inicio) // h)] + 1
print("classe ni fi")
for i in range(k):
a = inicio + i * h
print("[", a, ",", a + h, "[ ", conta[i], round(conta[i] / n, 2))
print("total ", sum(conta), round(sum(conta) / n, 2))
tempos = [20.7, 15.1, 24.4, 11.2, 19.3, 22.3, 17.6, 31.4, 13.5, 23.1,
16.4, 25.6, 20.0, 33.7, 18.2, 21.5, 14.8, 26.2, 22.8, 29.5]
h = 5 # amplitude de cada classe
inicio = 10 # onde comeca a primeira classe
n = len(tempos)
k = 1
while inicio + k * h <= max(tempos):
k = k + 1 # mais uma classe, ate a ultima apanhar o maximo
conta = [0] * k # um contador por classe, todos a zero
for v in tempos:
conta[int((v - inicio) // h)] = conta[int((v - inicio) // h)] + 1
# a divisao inteira da o indice da classe:
# com h = 5 e inicio = 10, o 23,1 da (13,1)//5 = 2
print("classe ni fi")
for i in range(k):
a = inicio + i * h # extremo esquerdo da classe i
print("[", a, ",", a + h, "[ ", conta[i], round(conta[i] / n, 2))
print("total ", sum(conta), round(sum(conta) / n, 2))
# o total tem de dar 20 e 1.0: e a verificacao
Corre como está: sai a tabela do exemplo,
NumWorks O histograma, e as classes que ele escolhe
-
Toma dez tempos de espera, em minutos:
12 ,15 ,15 ,18 ,20 ,20 ,20 ,24 ,24 e31 . Em home›Estatística, separador Dados, escreve-os na coluna V1, cada um seguido de EXE. Depois vai ao separador Gráfico e escolhe Histograma.As setas ← e → percorrem as classes uma a uma, e o rodapé diz de cada uma o intervalo, a frequência e a frequência relativa.
A máquina escolheu sozinha classes de amplitude 2 a começar em12 . A primeira,[12, 14[ , tem um só valor: frequência1 e relativa0{,}1 . -
A amplitude que a máquina escolheu não é obrigatória. Em Definições, na barra de cima, mudam-se a largura das classes e o início da primeira — que são exatamente os dois cursores do laboratório desta secção.
Muda a largura para
5 , volta ao gráfico, e vê o desenho mudar sem que nenhum dado tenha mudado. É a maneira mais rápida de repetir a experiência das três escolhas com a máquina do exame.
Onde fica a aplicação, para que servem as colunas V1 e N1 e que outros gráficos a máquina desenha está no tutorial da calculadora, com as capturas todas.
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre agrupar em classes e sobre o histograma: construir a tabela de dados agrupados a partir de dados brutos e de um caule-e-folhas, ler um histograma de frequências absolutas e um de frequências relativas, apanhar um agrupamento mal feito, e discutir o que muda quando se muda a amplitude das classes — e o que se perde ao agrupar.
Mediu-se a duração, em segundos, de
Agrupa as durações em classes de amplitude
Retoma a tabela do exercício anterior, com as
a) Desenha o histograma correspondente. b) Indica a classe com maior frequência.
O histograma seguinte mostra o tempo de espera, em minutos, de
Quantos clientes esperaram menos de
- (A)
15 - (B)
27 - (C)
32 - (D)
38
De
Propõe uma amplitude e um ponto de partida que deem cinco classes de igual amplitude a cobrir todos os dados, e escreve as cinco classes.
Mediu-se o tempo, em minutos, que 30 pessoas esperaram numa fila. O menor valor foi 2 e o maior 26.
a) Agrupando em classes de amplitude 4 a partir de 2, quantas classes são necessárias?b) Escreve-as.
Sabendo que 9 pessoas esperaram menos de 10 minutos, qual é a frequência relativa acumulada da classe
Volta às
a) Agrupa-as agora em classes de amplitude
O histograma seguinte diz respeito à massa, em gramas, de um lote de
a) Constrói a tabela das frequências absolutas.
b) Quantas peças têm massa inferior a
Para agrupar
a) Aponta os três defeitos deste agrupamento. b) Propõe um agrupamento correto, com cinco classes.
Num histograma cujas classes têm todas a mesma amplitude, a altura de cada retângulo é proporcional:
- (A)à amplitude da classe.
- (B)ao ponto médio da classe.
- (C)à frequência da classe.
- (D)ao número de classes.
O diagrama de caule-e-folhas seguinte regista o número de flexões que cada um de
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 2 5 7 8 |
| 2 | 0 1 3 4 6 6 |
| 3 | 0 2 3 5 7 8 |
| 4 | 1 3 6 8 |
a) Constrói a tabela de frequências com classes de amplitude
Um histograma de 200 medições usa classes de amplitude 5 e a barra da classe
a) Qual é a frequência relativa dessa classe?b) Quantas medições caíram nela?
Responde sem fazer contas, por palavras tuas.
a) Por que razão as barras de um histograma são adjacentes e as de um gráfico de barras não? b) Em que sentido é que o histograma é um diagrama de áreas? E por que motivo, com classes de igual amplitude, basta olhar para a altura?
Tens à mão as
a) Responde à pergunta «quantos anúncios duraram menos de
Os dois histogramas seguintes representam o mesmo conjunto de
a) Qual dos dois esconde o padrão dos dados? Justifica. b) E qual deles mostra «muita da variabilidade» presente nos dados, sem fazer sobressair esse padrão? c) Que informação é preciso ter sempre à vista para ler um histograma?
Começa por ver quantas classes são precisas: o mínimo é
- Com
h = 5 a partir de10 , cinco classes chegam:[10, 15[ ,[15, 20[ ,[20, 25[ ,[25, 30[ e[30, 35[ . A primeira contém o mínimo11{,}4 e a última o máximo31{,}6 . - Contando:
2 durações abaixo de15 ;6 entre15 e20 ;7 entre20 e25 ;4 entre25 e30 ; e1 acima de30 . - As acumuladas somam-se de cima para baixo e as relativas obtêm-se dividindo por
20 .
| Classe | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2 | 2 | 0,1 | 0,1 | |
| 6 | 8 | 0,3 | 0,4 | |
| 7 | 15 | 0,35 | 0,75 | |
| 4 | 19 | 0,2 | 0,95 | |
| 1 | 20 | 0,05 | 1 | |
| Total | 20 | — | 1 | — |
A última linha de
No eixo horizontal marcam-se os extremos das classes —
- a) Cinco retângulos adjacentes, todos com
5 segundos de base, e com as alturas2 ,6 ,7 ,4 e1 . O eixo horizontal é «duração (segundos)» e o vertical «número de anúncios», de0 a7 . - Como todas as classes têm a mesma amplitude, a altura de cada retângulo é a frequência absoluta da classe — não é preciso mais conta nenhuma.
- b) A maior frequência é
7 , na classe[20, 25[ : é o retângulo mais alto.O desenho tem de deixar ver que as barras se tocam. Um espaço entre a barra de[15, 20[ e a de[20, 25[ diria que entre19{,}9 e20 segundos não pode cair nada — e pode.
«Menos de
- As classes são
[0, 10[ ,[10, 20[ ,[20, 30[ ,[30, 40[ e[40, 50[ , com as alturas5 ,12 ,15 ,6 e2 . - Como as classes têm todas a mesma amplitude, cada altura é a frequência absoluta da sua classe.
- Menos de
30 minutos são as três primeiras:5 + 12 + 15 = 32 clientes. - Confirmação: as cinco alturas somam
5 + 12 + 15 + 6 + 2 = 40 , que é o número de clientes.A opção15 é a frequência de uma só classe e a opção38 é a soma das quatro primeiras — o erro de contar também a classe[30, 40[ , que já começa em30 .
Os dados ocupam
- Cinco classes de amplitude
h cobrem5h unidades, e é preciso que5h > 44{,}7 , ou sejah > 8{,}94 . - O valor redondo mais próximo é
h = 10 . Começando em0 , ficam[0, 10[ ,[10, 20[ ,[20, 30[ ,[30, 40[ e[40, 50[ . - Verificação: a primeira classe contém
3{,}2 e a última contém47{,}9 , porque47{,}9 < 50 . Nenhum dado fica de fora. - Não é a única resposta:
h = 9 a partir de3 dá[3, 12[ até[39, 48[ e também serve.O que não serve é começar acima do mínimo — com início em4 , o valor3{,}2 não teria classe nenhuma. A primeira classe tem de conter o mínimo.
A primeira classe começa no mínimo. Vai somando 4 até passar o máximo — e não te esqueças de que a última classe também tem de conter o 26.
- As classes são
\left[2,6\right[ ,\left[6,10\right[ ,\left[10,14\right[ ,\left[14,18\right[ ,\left[18,22\right[ ,\left[22,26\right[ e\left[26,30\right[ . - São necessárias 7 classes: o valor 26 não pertence a
\left[22,26\right[ , por a classe ser aberta à direita.É um descuido clássico: com 6 classes o maior valor ficava de fora. - «Menos de 10 minutos» são as duas primeiras classes:
9 pessoas em30 , ou seja0{,}30 .
Com
- a) As classes passam a ser
[10, 20[ ,[20, 30[ e[30, 40[ . Juntando as frequências anteriores:2 + 6 = 8 ,7 + 4 = 11 e1 . - Verificação:
8 + 11 + 1 = 20 . ✓ - b) São agora três retângulos, com
10 segundos de base cada um e alturas8 ,11 e1 . As duas primeiras barras são quase iguais e a terceira é minúscula. - c) O de amplitude
5 . Com três classes, as durações entre10 e30 segundos ficam repartidas por duas barras quase da mesma altura, e desaparece o que o outro histograma mostrava: que os anúncios se concentram à volta dos20 a25 segundos e vão rareando para os dois lados.É o efeito de que a secção fala: com poucas classes o padrão esconde-se dentro de duas ou três barras. Os dados são exatamente os mesmos nos dois desenhos.
A frequência absoluta obtém-se de
- a) Multiplicando cada frequência relativa por
200 :
| Classe (gramas) | |||
|---|---|---|---|
| 20 | 20 | ||
| 50 | 70 | ||
| 70 | 140 | ||
| 40 | 180 | ||
| 20 | 200 | ||
| Total | 200 | — |
- Verificação:
20 + 50 + 70 + 40 + 20 = 200 . ✓ - b) «Menos de
50 gramas» é o fim da terceira classe:20 + 50 + 70 = 140 peças, que é oN_{3} da tabela. - Repara em que a forma dos dois histogramas — o de frequências relativas e o de frequências absolutas — é exatamente a mesma. Só muda a escala do eixo vertical.É por isso que se pode passar de um para o outro sem voltar aos dados: com
n fixo, dividir todas as alturas por200 não mexe nas proporções entre elas.
Confere três coisas, uma de cada vez: as amplitudes são todas iguais? há algum valor que caiba em duas classes? há algum valor que não caiba em nenhuma?
- a) Primeiro defeito — as amplitudes são diferentes:
10 ,15 ,10 e5 . As classes deste capítulo têm todas de ter a mesma amplitude. - Segundo — há sobreposição:
[10, 25[ e[20, 30[ partilham o intervalo de20 a25 . Um dado igual a22 caberia nas duas, e seria contado duas vezes. - Terceiro — há uma lacuna: entre
30 e35 não há classe nenhuma. Um dado igual a32 não teria onde ser contado, e a soma das frequências deixaria de dar50 . - b) Os dados vão de
2 a38 . Comh = 8 a partir de0 saem exatamente cinco classes:[0, 8[ ,[8, 16[ ,[16, 24[ ,[24, 32[ e[32, 40[ . - Verificação: a primeira contém
2 , a última contém38 , as amplitudes são iguais e não há sobreposições nem lacunas. ✓Os três defeitos são as três metades da definição: mesma amplitude, sem sobreposições, sem lacunas. Uma classe fechada dos dois lados,[10, 25] , criaria o mesmo problema da sobreposição — é por isso que se escrevem sempre[a, b[ .
Parte do princípio do histograma: a área de cada retângulo é proporcional à frequência. E a área é a base vezes a altura.
- Num histograma, a área de cada retângulo é proporcional à frequência da classe:
\text{base} \times \text{altura} = c \times n_{i} , para uma constantec . - Se todas as classes têm a mesma amplitude, a base é a mesma em todos os retângulos, digamos
h . Então\text{altura} = \dfrac{c}{h} \times n_{i} . - Ou seja, a altura é proporcional a
n_{i} , a frequência da classe. - É exatamente por isto que se marca a frequência no eixo vertical.Repara na condição: mesma amplitude. Se as classes tivessem amplitudes diferentes, a altura deixava de ser a frequência — mas esse caso não é matéria do 10.º ano.
Num caule-e-folhas com o caule às dezenas, cada linha já é uma classe de amplitude
- a) Cada caule é uma classe. Contando as folhas:
4 ,6 ,6 e4 .
| Classe | ||||
|---|---|---|---|---|
| 4 | 4 | 0,2 | 0,2 | |
| 6 | 10 | 0,3 | 0,5 | |
| 6 | 16 | 0,3 | 0,8 | |
| 4 | 20 | 0,2 | 1 | |
| Total | 20 | — | 1 | — |
- b) Quatro retângulos adjacentes, com
10 flexões de base cada um e alturas4 ,6 ,6 e4 . O desenho é simétrico: as duas classes centrais têm a mesma frequência e as duas extremas também. - c) O caule-e-folhas guarda os valores todos — vê-se que houve dois atletas com
26 flexões, que o mínimo foi12 e o máximo48 . Na tabela agrupada só se sabe quantos caíram em cada classe.Um caule-e-folhas com o caule às dezenas é, na prática, um histograma deitado que não perdeu nada: por isso é que a Aprendizagem Essencial lhe atribui o papel de ordenar os dados depressa.
Na escala da densidade, a área da barra é que é a frequência relativa: altura × amplitude.
- Frequência relativa
= 0{,}06 \times 5 = 0{,}30 - Número de medições
= 0{,}30 \times 200 = 60
Na alínea a), pensa no que está representado no eixo horizontal em cada um dos dois gráficos. Na b), escreve a relação entre a área de um retângulo, a sua base e a sua altura.
- a) Num gráfico de barras o eixo horizontal traz valores isolados de uma variável discreta, e entre dois deles não há nada que se possa observar — o espaço entre as barras é honesto, e é ele que mostra que a variável é discreta.
- Num histograma o eixo horizontal é um intervalo contínuo, repartido em classes encostadas umas às outras. Deixar um espaço entre dois retângulos seria afirmar que naquele bocado do eixo não pode cair nenhuma observação — e pode:
19{,}97 é um valor tão possível como20 . - b) Num histograma o que representa a frequência de uma classe é a área do seu retângulo, e não a altura: é essa a convenção, e é dela que vem o nome diagrama de áreas.
- A área é
\text{base} \times \text{altura} . Quando todas as classes têm a mesma amplitude, todas as bases são iguais, e duas áreas só podem estar na razão das frequências se as alturas estiverem também: a altura fica proporcional à frequência. - Por isso, e só por isso, se pode ler a frequência diretamente no eixo vertical.Vale a pena guardar a ordem das ideias: a área é que é a regra, a altura é uma consequência do caso particular em que este capítulo trabalha. Quem troque as duas coisas fica sem saber o que fazer diante de um histograma com classes de larguras diferentes.
Na alínea a), repara em que
- a) Pelos dados brutos:
11{,}4 ;13{,}8 ;15{,}2 ;16{,}0 ;17{,}3 ;18{,}1 ;18{,}9 e19{,}6 — são8 anúncios. - Pela tabela agrupada:
20 é o fim da segunda classe, logo a resposta éN_{2} = 2 + 6 = 8 . - As duas vias dão o mesmo, e dão o mesmo porque a pergunta caiu numa fronteira de classe. Se a pergunta fosse «quantos duraram menos de
22 segundos?», a tabela agrupada não chegava: dentro de[20, 25[ não se sabe onde estão os sete anúncios. - b) Primeira: «qual foi o anúncio mais curto?» Os dados brutos dizem
11{,}4 segundos; a tabela agrupada só diz que houve dois anúncios em[10, 15[ , e o mais curto tanto podia ser10{,}1 como14{,}9 . - Segunda: «houve dois anúncios exatamente com a mesma duração?» Os dados brutos dizem que não — os vinte valores são todos diferentes. A tabela agrupada não tem como responder, porque perdeu os valores.
- É isto que se troca ao agrupar: dá-se o valor exato de cada observação em troca da forma da distribuição.Também serviriam: «qual foi a duração mais frequente?», «que duração ficou a meio da lista, depois de a ordenar?» ou qualquer pergunta cuja resposta seja um valor observado e não uma contagem.
Pergunta-te, para cada painel, o que é que ele te deixa dizer sobre a distribuição. Repara em quantas observações cabem numa classe de cada um: são
- a) O painel A. Com três classes, metade das observações cai toda dentro do mesmo retângulo, e não se fica a saber nada sobre a maneira como se distribuem lá dentro: o desenho reduz-se a «poucos à esquerda, muitos ao meio, poucos à direita».
- Em concreto, o painel B mostra que a distribuição sobe até um máximo e desce depois com uma cauda longa à direita — e nada disso se vê no painel A.
- b) O painel B. Com dez classes, cada uma fica com muito poucas observações — as alturas vão de
1 a8 —, e as pequenas subidas e descidas de uma classe para a seguinte são em boa parte acaso desta amostra, e não forma da distribuição. - É o que a Aprendizagem Essencial diz: uma representação com muitas classes apresenta muita da variabilidade presente nos dados sem fazer sobressair o padrão, e uma com um número muito pequeno de classes esconderá esse padrão.
- c) A amplitude das classes e o ponto onde a primeira começa. Sem isso não se sabe o que uma altura significa nem se dois histogramas são comparáveis.Nenhum dos dois painéis está errado: são o mesmo conjunto de dados, agrupado de duas maneiras legítimas. É por isso que a escolha do número de classes é uma decisão de quem representa — e tem de ser dita.
Exercícios de Exame · Tabelas de frequências e gráficos
Trinta e dois itens, todos de exames de Matemática Aplicada às Ciências Sociais — a disciplina que trata estes assuntos há vinte anos e que tem, por isso, um manancial de itens de organização e representação de dados que a Matemática A não tem. Não contam para o número de itens de Exame de Matemática A anunciado na capa: um item de MACS não é um item de Matemática A. O enunciado é o original, com o ano e a fase em cada cartão. Alguns trazem representações que a Matemática A do 10.º ano não pede que se construam — gráficos circulares, pictogramas, barras empilhadas: aqui só se leem, que é o que o item pede.
Com o objetivo de estudar o grau de informação dos cidadãos da União Europeia (UE) sobre as políticas e instituições da UE, uma empresa de sondagens realizou um inquérito no Outono de 1999.
A dimensão da amostra foi de 15 800 pessoas, escolhidas aleatoriamente entre os cidadãos da UE com 15 ou mais anos.
Perguntava-se aos inquiridos em que medida se sentiam informados sobre a UE, sendo a resposta dada mediante a seleção de um número de 1 (não sabe nada) a 10 (sabe muito).
No quadro seguinte, apresentam-se os resultados desse inquérito.
Para cada nível, indica-se a percentagem de inquiridos que se auto-avaliaram nesse nível.
| Escala | Percentagem |
|---|---|
| 1 | 10 |
| 2 | 12 |
| 3 | 16 |
| 4 | 17 |
| 5 | 19 |
| 6 | 12 |
| 7 | 8 |
| 8 | 4 |
| 9 | 1 |
| 10 | 1 |
Admita que os níveis 8, 9 e 10 correspondem a um elevado conhecimento das questões da UE.
Determine o número de inquiridos que considera ter um elevado conhecimento sobre as questões da UE.
No dia 14 de Dezembro de 1997, realizaram-se eleições autárquicas em Portugal.
Num certo concelho, concorreram quatro partidos às eleições para a Câmara Municipal. Estavam em disputa sete mandatos. Esses quatro partidos são aqui designados pelas letras A, B, C e D.
A distribuição dos votos pelos quatro partidos, nessas eleições de 1997, foi a seguinte.
| Partidos | A | B | C | D |
|---|---|---|---|---|
| Número de votos | 13 442 | 8 723 | 6 033 | 1 120 |
Houve 1 258 votos brancos e nulos.
Em 2001, realizaram-se novamente eleições para a mesma Câmara Municipal. Os partidos concorrentes foram os mesmos. Os resultados estão representados no seguinte gráfico de barras.
Elabore um gráfico de barras semelhante ao apresentado, mas relativo às eleições de 1997 para a mesma Câmara Municipal.
A secção de controlo de qualidade de uma fábrica de parafusos escolhe, aleatoriamente, uma amostra de 100 parafusos produzidos por uma determinada máquina e regista o comprimento dos parafusos selecionados.
Na tabela seguinte, estão indicados os dados, agrupados, dos comprimentos dos parafusos da amostra, à esquerda do correspondente histograma.
| Comprimento dos parafusos (em cm) | Frequência absoluta |
|---|---|
| 3 | |
| 5 | |
| 9 | |
| 13 | |
| 18 | |
| 19 | |
| 17 | |
| 10 | |
| 3 | |
| 2 | |
| 1 | |
| TOTAL | 100 |
a) Qual é a variável associada à representação feita pelo histograma?b) Determine, nesta amostra, a percentagem de parafusos cujo comprimento é inferior a
Na alínea c) deve incluir, obrigatoriamente, na sua resposta:
- a amplitude de cada classe;
- os extremos das 7 classes que compõem o histograma;
- uma justificação da impossibilidade de associar a cada uma das classes construídas a respetiva frequência absoluta, face aos dados de que dispõe.
No âmbito da disciplina de MACS, os alunos de uma turma da Escola Secundária APRENDERMAIS desenvolveram um trabalho de projeto que incluía um estudo sobre a intenção dos jovens da sua região, que frequentavam o ensino secundário, de prosseguirem os estudos, após terminarem esse nível de ensino.
Para a recolha dos dados, elaboraram um inquérito e selecionaram uma amostra aleatória, constituída por 300 jovens, representativa da população em estudo.
No trabalho, incluíram gráficos, um dos quais é o gráfico circular, que representa os dados recolhidos quanto à auto-avaliação do desempenho escolar dos alunos inquiridos:
No gráfico circular, não constam as percentagens referentes a «Muito Bom» e «Não Responde», mas, no trabalho, refere-se que a percentagem de alunos que se auto-avaliaram com «Muito Bom» é o dobro da percentagem de alunos que responderam «Insuficiente».
Determine a percentagem de alunos inquiridos que não responderam à questão relativa à auto-avaliação do desempenho escolar.
Na escola da Marta, o professor de MACS resolveu questionar os alunos de uma turma sobre o número de mensagens que cada aluno recebeu, num sábado, no telemóvel. Os resultados obtidos encontram-se representados numa tabela.
| N.º de mensagens recebidas | N.º de alunos |
|---|---|
| 10 | 1 |
| 11 | 2 |
| 12 | 4 |
| 13 | 12 |
| 14 | 3 |
| 15 | 2 |
| 16 | 1 |
a) Determine as frequências relativas simples e as frequências relativas acumuladas do número de mensagens recebidas pelo conjunto dos alunos, nesse sábado. Apresente as frequências com duas casas decimais.b) Represente, num diagrama de barras, os dados relativos às frequências absolutas.
Na tabela seguinte, é apresentado o número de filhos de uma amostra de 200 sócios do Grupo Desportivo de Bicas (GDB).
| Número de filhos | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
|---|---|---|---|---|---|
| Frequência absoluta acumulada | 78 | 166 | 184 | 196 | 200 |
Construa uma tabela de frequências absolutas e relativas para os dados apresentados na tabela, determinando as frequências absolutas simples e as frequências relativas simples e acumuladas.
Na escola secundária de Semedo, os alunos estudam o consumo diário de café no bar da escola.
Na tabela seguinte, encontram-se registados os dados referentes à variável «número de cafés bebidos, em cada dia, pelo Manuel», numa amostra aleatória de 40 dias.
| 0 | 1 | 2 | 2 | 2 | 1 | 3 | 2 | 1 | 1 | 3 | 4 | 1 | 3 | 3 | 0 | 1 | 5 | 4 | 2 |
| 0 | 4 | 1 | 3 | 4 | 4 | 2 | 4 | 5 | 3 | 3 | 1 | 2 | 4 | 8 | 5 | 0 | 1 | 8 | 4 |
Represente os dados da tabela anterior, referentes à variável «número de cafés bebidos, em cada dia, pelo Manuel», num diagrama de barras.
Comece por organizar os dados numa tabela de frequências absolutas simples.
Habitualmente, o café é servido com uma saqueta de açúcar. Para os comerciantes, estão disponíveis, no mercado, os seguintes tipos de embalagens:
- caixa de 5 quilogramas, com uma média de 830 saquetas com, aproximadamente, 6 gramas de açúcar cada uma;
- caixa de 5,4 quilogramas, com uma média de 760 saquetas com, aproximadamente, 7 gramas de açúcar cada uma;
- caixa de 6 quilogramas, com uma média de 750 saquetas com, aproximadamente, 8 gramas de açúcar cada uma.
A Maria recolheu, aleatoriamente, uma amostra de saquetas de uma caixa de 5 quilogramas e pesou cada uma das saquetas.
No gráfico da figura seguinte, está uma representação dos dados recolhidos pela Maria.
Construa uma tabela de frequências, em que indique as frequências absolutas simples, as frequências relativas simples e as frequências relativas acumuladas, para a variável massa de açúcar na saqueta, com os dados recolhidos pela Maria.
Recentemente, o GAP levou a cabo um inquérito a 200 condutores encartados, selecionados ao acaso, com o intuito de saber quantos exames de condução realizaram até ficarem encartados.
O número de exames realizados variou entre 1 e 4. Na tabela seguinte, apresenta-se parte da informação recolhida.
| Número de exames realizados | 1 | 2 | 3 | 4 |
|---|---|---|---|---|
| Número de encartados | 130 | 50 |
Os autores do estudo pretendiam divulgar a informação recolhida na revista do GAP e decidiram apresentá-la através de um gráfico circular idêntico ao gráfico seguinte.
Sabe-se que o ângulo ao centro correspondente ao setor dos encartados que realizaram exatamente três exames de condução tem de amplitude 27 graus.
Determine os valores de
O Sr. Pereira é motorista da empresa PTM.
O veículo da empresa que o Sr. Pereira conduz é utilizado todos os dias, mesmo quando o Sr. Pereira está de folga.
O departamento de contabilidade da PTM necessita de informação sobre os gastos diários de cada veículo em portagens. Assim, em cada veículo, existe um impresso destinado ao registo desses gastos diários e que é entregue ao departamento de contabilidade no final de cada mês de trabalho.
A tabela seguinte apresenta uma síntese dos dados referentes ao mês de abril do veículo que o Sr. Pereira conduz.
| Gastos em abril (em euros) | ||||
|---|---|---|---|---|
| Número de dias | 3 | 9 | 15 | 3 |
No gráfico seguinte, está representado o histograma de frequências relativas acumuladas com os dados relativos aos gastos do veículo do Sr. Pereira em portagens, no mês de novembro.
Depois de analisar os dados sobre os gastos deste veículo, o Sr. Pereira afirma:
«Curioso, nos meses de abril e de novembro, foi igual o número de dias em que a quantia gasta em portagens foi inferior a 10 euros.»
Verifique se o Sr. Pereira tem razão, apresentando todos os cálculos que fundamentam a sua resposta.
Na tabela seguinte, está registado o número de utilizadores de uma das diversões do parque, nas duas primeiras semanas do mês de agosto de 2015.
| SEG. | TER. | QUA. | QUI. | SEX. | SÁB. | DOM. | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1.ª semana | 184 | 224 | 232 | 240 | 280 | 328 | 312 |
| 2.ª semana | 208 | 200 | 256 | 264 | 280 | 344 | 288 |
Na figura seguinte, está registada a variação do número de utilizadores dessa diversão em cada dia da terceira semana do mês de agosto de 2015, relativamente ao dia imediatamente anterior.
A variação do número de utilizadores da diversão na quarta-feira relativamente a terça-feira está representada na figura seguinte por
Relativamente aos utilizadores da diversão na terceira semana do mês de agosto, sabe-se ainda que um total de 734 pessoas a utilizou até quarta-feira (inclusive).
Determine o valor de
Fez-se um estudo estatístico do tempo que os alunos da Escola de Vilar de Sadeija demoram no percurso de casa à escola.
Na tabela seguinte, estão parcialmente registados os dados recolhidos.
| Tempo (em minutos) | Número de alunos | Frequência relativa simples % | Frequência relativa acumulada % |
|---|---|---|---|
| 144 | 12 | ||
| 336 | 65 | ||
Atendendo aos dados da tabela anterior, determine o valor de
Inquiriram-se 500 alunos da escola, escolhidos ao acaso, relativamente ao número de vezes que foram ao cinema durante o ano de 2016.
Na figura seguinte, está uma representação dos dados recolhidos.
Considere apenas os dados referentes às 350 raparigas inquiridas.
Qual é a percentagem, arredondada às décimas, de raparigas que foram ao cinema, pelo menos, três vezes no ano?
- (A)
29{,}4 - (B)
40{,}3 - (C)
59{,}7 - (D)
71{,}4
Na tabela seguinte, estão registados, para cada um dos filmes, A, B, C, D, E, F e G, o custo de produção, em milhares de euros, e o número de espectadores, em milhares, que teve nas semanas de exibição em Portugal.
| Filme | Custo de produção (em milhares de euros) | Número de espectadores (em milhares) |
|---|---|---|
| A | 435 | 99 |
| B | 379 | 84 |
| C | 65 | 16 |
| D | 60 | 13 |
| E | 276 | 75 |
| F | 59 | 12 |
| G | 43 | 9 |
Admita que o número de espectadores do filme D, registado na tabela anterior, foi obtido nas quatro semanas em que o filme esteve em exibição.
O gráfico seguinte, que não está completo, apresenta a distribuição da percentagem de espectadores do filme D nessas quatro semanas.
Admita que na terceira semana o número de espectadores foi 3250.
Determine o número total de espectadores do filme D nas duas primeiras semanas
Na ilha de Dujal existe uma espécie de larvas que se encontram em algumas árvores. Uma equipa de biólogos estudou a evolução da massa das larvas, em gramas, em função do tempo de vida, em semanas.
Numa das semanas em que foram realizadas pesagens de larvas, os biólogos construíram uma tabela onde anotaram a informação recolhida. A tabela por eles criada foi danificada, sendo possível recuperar apenas uma parte da informação nela contida. Na tabela seguinte, apresenta-se a informação recuperada.
| Massa (g) | Frequência absoluta simples | Frequência relativa acumulada |
|---|---|---|
| 3 | ||
| 15 | ||
| … | ||
| 5 |
Determine os valores de
Foi levado a cabo um levantamento do número de espectadores presentes em 100 sessões da peça realizadas em Portugal Continental.
No gráfico seguinte, está representado um histograma de frequências absolutas simples dos dados recolhidos.
Foi igualmente levado a cabo um levantamento do número de espectadores presentes nas 50 sessões da peça realizadas nas ilhas dos Açores e da Madeira.
No gráfico seguinte, está representado um histograma de frequências absolutas acumuladas dos dados recolhidos.
Construa uma tabela de frequências absolutas simples, considerando os dados das 150 sessões realizadas, 100 em Portugal Continental e 50 nas ilhas dos Açores e da Madeira, mantendo as classes utilizadas.
Na festa de Fonte Melo, teve lugar uma prova de corrida.
a) Uma das equipas participantes registou os tempos obtidos pelos seus atletas. O diagrama de caule-e-folhas seguinte apresenta os 20 registos dos tempos, em minutos, que foram obtidos pelos atletas desta equipa. No caule, consta o valor das dezenas e, nas folhas, o algarismo das unidades de cada registo.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 4 | 6 8 8 |
| 5 | 0 0 0 4 6 6 6 7 |
| 6 | 2 2 3 5 9 |
| 7 | 4 4 4 9 |
Qual é a percentagem de atletas com um tempo de prova de, pelo menos, 54 minutos?
- (A)30%
- (B)35%
- (C)65%
- (D)70%
b) Na corrida participaram 1600 atletas, dos quais 1300 eram do género masculino. As idades dos atletas participantes na corrida foram organizadas, por género, em dois histogramas de frequências relativas simples.
Na figura seguinte, apresenta-se o histograma relativo aos dados dos atletas do género feminino.
Na figura seguinte, apresenta-se o histograma relativo aos dados dos atletas do género masculino, em que não estão registados todos os valores.
Determine o valor de
Uma aplicação informática permite medir a qualidade do acesso à Internet, executando diversos testes, nomeadamente a medição da latência.
A latência é o tempo, em milissegundos (ms), que um conjunto de dados demora a ir de um computador até um servidor e a regressar.
Na figura seguinte, estão representados os dados relativos à latência numa determinada região obtidos nos testes realizados em 2015 e em 2017.
Na tabela seguinte, está parcialmente registado o número de testes realizados nos últimos cinco anos, nessa região.
| Anos | 2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 |
|---|---|---|---|---|---|
| N.º de testes realizados | 10 980 | 12 000 | 15 000 | 16 450 |
Considere a afirmação:
«O número de testes cujo valor da latência foi inferior a 34 ms diminui quando se comparam os resultados obtidos nos anos de 2015 e 2017.»
A afirmação é verdadeira? Justifique.
Na Escola Secundária de Avelares, os
Os dados recolhidos foram organizados pelos alunos de MACS da escola, tendo-se concluído que:
Qual dos gráficos pode representar a informação recolhida?
A ParaPagar tem
Na tabela seguinte, apresentam-se, organizadas por classes, as idades dos
| Idade | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| N.º de funcionários |
Apresente uma tabela de frequências relativas acumuladas para as idades dos
Na sua resposta, mantenha as classes utilizadas.
A rádio OnOfff é uma rádio local que transmite através da Internet, com recurso a tecnologia de transmissão de áudio e de vídeo em tempo real.
No Dia Internacional da Saúde, a rádio OnOfff lançou aos ouvintes o desafio seguinte: calcularem o seu índice de massa corporal (IMC) e de o enviarem para a rádio.
Os programas da rádio com maior participação dos ouvintes foram «A sua tarde na OnOfff» e «OnOfff night».
As respostas recebidas durante a emissão do programa «A sua tarde na OnOfff» apresentam-se no histograma de frequências absolutas simples, representado no gráfico seguinte, organizadas nas classes
As respostas recebidas durante a emissão do programa «OnOfff night» apresentam-se no histograma de frequências absolutas acumuladas, representado no gráfico seguinte, organizadas nas classes
Considere
Apresente uma tabela de frequências absolutas simples para o total das respostas recebidas durante a emissão dos programas «A sua tarde na OnOfff» e «OnOfff night».
Na sua resposta, mantenha as classes utilizadas em ambos os histogramas.
No terceiro trimestre do ano de 2021, a agência de viagens Ir&Voltar vendeu, para destinos nacionais e para destinos internacionais, um total de
No gráfico seguinte, está representada, para cada mês do terceiro trimestre de 2021, a distribuição, em percentagem, das viagens vendidas na agência em função do destino.
Admita que:
Determine o número de viagens vendidas no mês de setembro para um destino internacional.
No parque de campismo de Dujal, existem
lugares para tendas;lugares para estacionar autocaravanas;lugares para estacionar automóveis.
Ao longo de uma determinada semana, verificou-se que estiveram sempre ocupados os mesmos
Na figura seguinte, é apresentada a distribuição dos lugares ocupados, tendo em conta a sua função.
Na tabela seguinte, apresenta-se o número de lugares no parque de campismo, tendo em conta a sua função e o número de lugares ocupados por autocaravanas.
| N.º de lugares | N.º de lugares ocupados | |
|---|---|---|
| Tenda | ||
| Autocaravana | ||
| Automóvel |
Determine a percentagem de lugares ocupados por automóveis, relativamente ao número de lugares existentes para os estacionar
No ano passado, a Festa da Freguesia teve a duração de catorze dias, consecutivos, correspondendo a duas semanas completas. A festa começou no domingo, dia
Na Tabela 4, apresentam-se os dados das temperaturas (
| Dom., 7 | Seg., 8 | Terça, 9 | Quarta, 10 | Quinta, 11 | Sexta, 12 | Sáb., 13 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Céu nublado | Céu nublado | Céu nublado | Céu pouco nublado | Céu pouco nublado | Céu pouco nublado | Céu pouco nublado | |
| 16 ºC · 26 ºC | 15 ºC · 23 ºC | 16 ºC · 28 ºC | 16 ºC · 29 ºC | 15 ºC · 29 ºC | 15 ºC · 28 ºC | 14 ºC · 26 ºC | |
| 1 mm | 0,5 mm | 0,1 mm | 0,2 mm | 0 mm | 0,3 mm | 3 mm |
Em qual das opções seguintes está representado, para a primeira semana, o gráfico de variação da temperatura máxima, relativamente ao dia anterior?
- (A)
Dia do mês, de segunda-feira, 8, a sábado, 13. - (B)
Dia do mês, de segunda-feira, 8, a sábado, 13. - (C)
Dia do mês, de segunda-feira, 8, a sábado, 13. - (D)
Dia do mês, de segunda-feira, 8, a sábado, 13.
A Estrada Nacional 2 (EN2) foi incluída no Plano Rodoviário Nacional de 1945. É a mais extensa estrada portuguesa, totalizando
Num estabelecimento comercial, estudou-se o valor gasto, em euros, por um determinado número de clientes na compra de lembranças alusivas à EN2.
Na figura seguinte, estão parcialmente registados os dados recolhidos, junto desses clientes, num histograma de frequências absolutas simples e num histograma de frequências relativas acumuladas, em percentagem. Em ambos os gráficos, os clientes foram agrupados nas classes
Como se pode observar no histograma de frequências absolutas simples, as classes
Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.
Escreva na folha de respostas cada um dos espaços, (a), (b), (c) e (d), seguido da opção (1), (2) ou (3) que lhe corresponde. A cada espaço corresponde uma só opção.
De acordo com a informação disponível na figura anterior, (a), dos clientes gastaram na compra de lembranças alusivas à EN2 um valor, em euros, pertencente à classe
- (a)(1)
15\% · (2)25\% · (3)40\% - (b)(1)
5 · (2)6 · (3)7 - (c)(1)
75 · (2)80 · (3)85 - (d)(1)
46 · (2)52 · (3)58
Numa campanha de sensibilização rodoviária realizada na EN2,
Na figura seguinte, apresentam-se os resultados obtidos relativos às idades, em anos, dos inquiridos, organizados nas classes
a) Apresente uma tabela de frequências absolutas simples e de frequências relativas simples para as idades, em anos, dos
Na sua resposta:
mantenha as classes utilizadas;apresente as frequências relativas simples, em percentagem.
b) Na figura seguinte, apresentam-se os resultados relativos ao tempo de condução habitual, em horas, em viagens longas, até fazer a primeira pausa, de acordo com as respostas dadas pelos condutores ao questionário.
Atendendo aos dados apresentados nas duas figuras anteriores, associe a cada tipologia de condutor apresentada na Coluna I as afirmações da Coluna II que lhe correspondem.
Cada um dos números, de
Escreva na folha de respostas cada uma das letras da Coluna I, seguida do(s) número(s) correspondente(s) da Coluna II.
Coluna I
(a) Condutores de automóveis ligeiros(b) Condutores de motociclos(c) Condutores de autocaravanas
Coluna II
(1) São os mais numerosos.(2) São os menos numerosos de entre os que perfazem mais de
Sala de Fuga é um jogo em que uma equipa, fechada numa sala ou num conjunto de salas, tem de resolver desafios, num intervalo de tempo limitado, para o conseguir concluir. Para ter sucesso e resolver os desafios, é necessário recorrer a diversas competências e apelar ao raciocínio lógico e à intuição.
Junto das equipas que concluíram o desafio de um jogo de Sala de Fuga, foi realizado um estudo estatístico relativo ao tempo, em minutos, que as mesmas demoraram para o concluir.
Na tabela seguinte, estão parcialmente registados os dados recolhidos.
| Tempo (em minutos) | Número de equipas | Frequência relativa simples (%) | Frequência relativa acumulada (%) |
|---|---|---|---|
Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.
Escreva na folha de respostas cada um dos espaços, (a), (b), (c) e (d), seguido da opção (1), (2) ou (3) que lhe corresponde. A cada espaço corresponde uma só opção.
A variável estatística em estudo é uma variável (a).
De acordo com a informação disponível na tabela anterior, o valor de
- (a)(1) qualitativa · (2) quantitativa discreta · (3) quantitativa contínua
- (b)(1)
20 · (2)30 · (3)40 - (c)(1)
80 · (2)92{,}5 · (3)97{,}7 - (d)(1)
15 · (2)17 · (3)18
Um navio de cruzeiro, que atracou no Funchal para a passagem de ano, tinha a bordo
Na tabela seguinte, está registado o número de turistas de nacionalidade
| Nacionalidade | Número de turistas |
|---|---|
| X | |
| Y | |
| Z | |
| Outra |
Na figura seguinte, apresentam-se organizados os dados referentes às alturas, em metros, dos turistas de nacionalidade
Nos histogramas, as alturas estão organizadas nas classes
Associe a cada uma das nacionalidades, apresentadas na Coluna I, as afirmações da Coluna II que lhe correspondem, considerando os dados apresentados na tabela e na figura anteriores.
Cada um dos números, de
Escreva na folha de respostas cada uma das letras da Coluna I, seguida do(s) número(s) correspondente(s) da Coluna II.
Coluna I
(a)
Coluna II
(1) O turista mais baixo não pode ter esta nacionalidade.(2) Exatamente
Numa praia frequentada pela Leonor, é possível realizar passeios de gaivota, de canoa ou de barco.
Na figura seguinte, apresenta-se a informação recolhida junto de
a) Escreva na folha de respostas cada um dos espaços, (a), (b), (c) e (d), seguido da opção (1), (2) ou (3) selecionada. A cada espaço corresponde uma só opção.
O número de pessoas que realizaram passeios com duração superior a duas horas foi (a). Dos passeios com duração inferior ou igual a uma hora, o que registou o maior número de pessoas foi o passeio de (b). No que respeita às pessoas que realizaram um passeio de barco, verifica-se que a mediana das suas idades pertence à classe (c), e que a percentagem das que têm idade inferior a
- (a)(1)
94 · (2)75 · (3)68 - (b)(1) barco · (2) canoa · (3) gaivota
- (c)(1)
[18,\,26[ · (2)[26,\,34[ · (3)[34,\,42[ - (d)(1)
41{,}25\% · (2)58{,}75\% · (3)90\%
b) De acordo com os dados apresentados na figura anterior e mantendo as classes utilizadas, foi construída uma tabela de frequências relativas acumuladas para a idade das
- (A)
0{,}33 - (B)
0{,}41 - (C)
0{,}67 - (D)
0{,}73
A corrida em trilhos ou corrida todo o terreno é um desporto que consiste em correr em trilhos através de montanhas e colinas, cruzando riachos e rios, com subidas e descidas íngremes. No nosso país, realizam-se diversas provas deste tipo, normalmente designadas por trail.
O
A unidade de medida do
a) Uma equipa estudou o valor do
Na figura seguinte, está representado o gráfico de percentis construído com base nos dados recolhidos.
A localização do ponto
Numa amostra com
- (A)
190 - (B)
120 - (C)
90 - (D)
44
b) Foram recolhidos os valores do
Os valores recolhidos foram organizados nas classes
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço.
Escreva na folha de respostas cada um dos espaços, (a), (b), (c) e (d), seguido da opção (1), (2) ou (3) selecionada. A cada espaço corresponde uma só opção.
A classe modal dos dados recolhidos foi a classe (a), e a classe à qual corresponde o menor número de utilizadores foi a classe (b). No diagrama de extremos e quartis, um possível valor de
- (a)(1)
[10,\,20[ · (2)[20,\,30[ · (3)[30,\,40[ - (b)(1)
[10,\,20[ · (2)[20,\,30[ · (3)[30,\,40[ - (c)(1)
11 · (2)9 · (3)7 - (d)(1)
31 · (2)22 · (3)18
As plataformas de Inteligência Artificial (IA) estão cada vez mais presentes no nosso quotidiano, oferecendo uma grande diversidade de recursos.
As plataformas de IA são utilizadas como ferramenta de trabalho para a realização de diversas tarefas.
A um conjunto de pessoas foi proposta a realização de uma tarefa, durante a qual poderiam aceder a plataformas de IA. Concluída a tarefa, registou-se o número de vezes,
Na tabela seguinte, estão parcialmente registados esses dados.
Legenda:
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço.
Escreva na folha de respostas cada um dos espaços, (a), (b), (c) e (d), seguido da opção (1), (2) ou (3) selecionada. A cada espaço corresponde uma só opção.
O valor de
- (a)(1)
9 · (2)12 · (3)15 - (b)(1)
0{,}02 · (2)0{,}03 · (3)0{,}04 - (c)(1)
3 · (2)6 · (3)9 - (d)(1)
147 · (2)150 · (3)153
Numa loja, cada bicicleta que está à venda é catalogada numa das categorias seguintes: Speed, Elétrica, BMX ou Dobrável.
Numa determinada semana, foram vendidas, nessa loja,
No gráfico seguinte, encontra-se organizada, por categorias, a contagem das
Considerando o conjunto das bicicletas vendidas no último dia dessa semana, o número de bicicletas da categoria Elétrica é o dobro do número de bicicletas da categoria Speed.
Considere que o conjunto de dados referentes a essa semana admite uma única moda, que é a categoria Elétrica.
Quantas bicicletas da categoria Speed foram vendidas no último dia?
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
Os três níveis do topo dão uma única percentagem, que se obtém somando as três linhas da tabela. Aplica-a depois à dimensão da amostra, que está no segundo parágrafo do enunciado.
- Os níveis 8, 9 e 10 correspondem, no total, a
4 + 1 + 1 = 6 \text{ por cento dos inquiridos.} As percentagens somam-se porque cada inquirido escolheu um só nível: as dez categorias são disjuntas e esgotam a amostra — e, de facto, as dez percentagens da tabela somam 100. - A amostra tem 15 800 pessoas, logo
0{,}06 \times 15\,800 = 948 \text{ inquiridos.} A tabela dá frequências relativas; o item pede uma frequência absoluta. É a passagem que este item treina, e faz-se multiplicando pela dimensão da amostra.
O gráfico de 2001 está em percentagem — e é isso que o teu tem de estar, senão os dois não se podem comparar. Repara ainda que o gráfico modelo tem cinco barras, e não quatro: os votos brancos e nulos entram no total pelo qual se divide.
- O total de votos de 1997 é a soma dos votos dos quatro partidos com os brancos e nulos:
13\,442 + 8\,723 + 6\,033 + 1\,120 + 1\,258 = 30\,576. Os1\,258 votos brancos e nulos entram no total. O gráfico modelo tem cinco barras, e as cinco percentagens têm de somar 100 — deixá-los de fora empolava as quatro percentagens dos partidos. - Cada número de votos é uma frequência absoluta simples; a frequência relativa, em percentagem e arredondada às décimas, é
\dfrac{13\,442}{30\,576} \times 100 \approx 44{,}0 \quad\text{e, do mesmo modo,}\quad 28{,}5;\ 19{,}7;\ 3{,}7;\ 4{,}1. - Em quadro:
As cinco percentagens arredondadas somam exatamente
A B C D Brancos e nulos Total Número de votos 13 442 8 723 6 033 1 120 1 258 30 576 Percentagem 44,0 28,5 19,7 3,7 4,1 100,0 100{,}0 : é a verificação. Quando um arredondamento faz a soma dar99{,}9 ou100{,}1 , diz-se — não se corrige um valor à socapa. - O gráfico de barras de 1997 desenha-se como o de 2001: as mesmas cinco categorias no eixo horizontal, pela mesma ordem, o mesmo eixo vertical em percentagem graduado de 10 em 10 até 50, e barras separadas de alturas
44{,}0 ,28{,}5 ,19{,}7 ,3{,}7 e4{,}1 .Os sete mandatos em disputa não entram em nada: o item pede um gráfico de barras, e não a distribuição dos mandatos pelos partidos.
As alíneas a) e b) leem-se na tabela — na b), repara em que classes acabam antes de
- a) A variável é o comprimento, em centímetros, dos parafusos produzidos por aquela máquina. É uma variável quantitativa contínua, e é por isso que os dados aparecem agrupados em classes.
- b) Comprimento inferior a
5{,}5 cm são as cinco primeiras classes:3+5+9+13+18 = 48 \text{ parafusos em } 100, \text{ ou seja } 48 \text{ por cento.} As classes são fechadas à esquerda e abertas à direita, por isso a classe[5{,}4; 5{,}5[ conta inteira e a classe seguinte não contribui com nada. - c) A amplitude da amostra é a diferença entre o maior e o menor valor registados:
6{,}070 - 5{,}025 = 1{,}045 \text{ cm.} - A amplitude de cada uma das 7 classes obtém-se dividindo por 7 e arredondando por excesso:
\dfrac{1{,}045}{7} \approx 0{,}1493 \longrightarrow 0{,}15 \text{ cm.} Por excesso e nunca por defeito: com0{,}14 , as sete classes cobririam7 \times 0{,}14 = 0{,}98 cm, menos do que a amplitude da amostra, e ficavam parafusos de fora. Com0{,}15 cobrem1{,}05 cm, que chega. - Começando no menor valor registado,
5{,}025 , as sete classes são[5{,}025; 5{,}175[,\ [5{,}175; 5{,}325[,\ [5{,}325; 5{,}475[,\ [5{,}475; 5{,}625[, [5{,}625; 5{,}775[,\ [5{,}775; 5{,}925[,\ [5{,}925; 6{,}075[. O maior valor,6{,}070 , cai na última, e o menor,5{,}025 , na primeira. - Não é possível associar a cada uma destas classes a respetiva frequência absoluta. Os novos extremos —
5{,}175 ,5{,}325 ,5{,}475 , … — caem dentro das classes antigas, e a tabela não diz como os dados se distribuem no interior de cada classe: dos 5 parafusos da classe[5{,}1; 5{,}2[ não se sabe quantos medem menos de5{,}175 cm.Só os dados em bruto responderiam. Agrupar em classes é uma operação com perdas: depois de agrupados, os 100 comprimentos originais já não se recuperam da tabela.
As cinco fatias do círculo esgotam os inquiridos, logo as cinco percentagens somam 100. Escreve primeiro a de «Muito Bom» à custa da de «Insuficiente», que está no gráfico, e fica uma só incógnita.
- No gráfico leem-se «Insuficiente» 10%, «Suficiente» 35% e «Bom» 25%.
- A percentagem de «Muito Bom» é o dobro da de «Insuficiente»:
2 \times 10 = 20 \text{ por cento.} - As cinco categorias esgotam os alunos inquiridos, logo as percentagens somam 100:
10 + 35 + 25 + 20 + x = 100 \iff x = 10. Os 300 jovens da amostra não entram na conta nenhuma vez: o item pede uma percentagem, não um número de alunos. Quem responder «30 alunos» respondeu a outra pergunta.
Nenhum total te é dado: começa por somar as sete frequências absolutas, porque é esse número que divide tudo na alínea a). Na alínea b) não há nada para calcular — a altura de cada barra já está na coluna da direita da tabela.
- a) A turma tem
1+2+4+12+3+2+1 = 25 alunos.A dimensão da amostra não está escrita em lado nenhum do enunciado: obtém-se somando a coluna das frequências absolutas, e sem ela não há frequências relativas. - Cada frequência absoluta dividida por 25 dá a frequência relativa simples:
\dfrac{1}{25}=0{,}04; \quad \dfrac{2}{25}=0{,}08; \quad \dfrac{4}{25}=0{,}16; \quad \dfrac{12}{25}=0{,}48; \quad \dfrac{3}{25}=0{,}12; \quad \dfrac{2}{25}=0{,}08; \quad \dfrac{1}{25}=0{,}04. - Somando-as sucessivamente vêm as frequências relativas acumuladas:
As duas casas decimais pedidas saem exatas: 25 divide bem todos os numeradores e nenhuma frequência precisa de arredondamento. A última acumulada tem de dar
N.º de mensagens N.º de alunos Frequência relativa simples Frequência relativa acumulada 10 1 0{,}04 0{,}04 11 2 0{,}08 0{,}12 12 4 0{,}16 0{,}28 13 12 0{,}48 0{,}76 14 3 0{,}12 0{,}88 15 2 0{,}08 0{,}96 16 1 0{,}04 1 Total 25 1 1 . - b) O diagrama de barras tem, sobre os valores
10 a16 , barras separadas de alturas1 ,2 ,4 ,12 ,3 ,2 e1 , com o eixo horizontal rotulado «número de mensagens» e o vertical «número de alunos».Barras separadas, porque a variável é discreta: um histograma, de barras encostadas, é para dados agrupados em classes.
A linha dada é de frequências absolutas acumuladas: o 78 já é a primeira frequência simples, e cada uma das seguintes obtém-se subtraindo a anterior. O último valor acumulado, 200, é a dimensão da amostra e é por ele que se divide.
- As frequências absolutas simples obtêm-se por diferenças sucessivas:
78; \quad 166-78=88; \quad 184-166=18; \quad 196-184=12; \quad 200-196=4. As frequências acumuladas nunca decrescem, e a última é o total. Uma diferença negativa entre duas colunas seguidas denunciava logo um erro de leitura. - Dividindo cada uma pelos 200 sócios vêm as frequências relativas simples:
\dfrac{78}{200}=0{,}39; \quad \dfrac{88}{200}=0{,}44; \quad \dfrac{18}{200}=0{,}09; \quad \dfrac{12}{200}=0{,}06; \quad \dfrac{4}{200}=0{,}02. - Por somas sucessivas obtêm-se as frequências relativas acumuladas:
0{,}39 ;0{,}83 ;0{,}92 ;0{,}98 ;1 . - A tabela pedida:
Os valores das frequências relativas saem exatos, sem arredondamento: 200 divide bem todos os numeradores. E a última acumulada é
Número de filhos 1 2 3 4 5 Total Frequência absoluta simples 78 88 18 12 4 200 Frequência absoluta acumulada 78 166 184 196 200 Frequência relativa simples 0{,}39 0{,}44 0{,}09 0{,}06 0{,}02 1 Frequência relativa acumulada 0{,}39 0{,}83 0{,}92 0{,}98 1 1 , como tem de ser.
Antes de desenhar seja o que for, conta: percorre os 40 valores uma única vez, marcando cada um na linha do seu valor, e confirma no fim que as contagens somam 40. Repara também nos valores que não aparecem nenhuma vez — a variável é discreta e eles têm lugar no eixo.
- Contam-se os 40 valores da tabela, valor a valor, e organizam-se numa tabela de frequências absolutas simples:
A soma das frequências absolutas tem de ser 40, a dimensão da amostra. Fazer esta soma é a única maneira de apanhar um valor contado a mais ou a menos.
Número de cafés 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Total Número de dias 4 9 7 7 8 3 0 0 2 40 - O diagrama de barras representa cada valor da variável no eixo horizontal e a respetiva frequência absoluta na altura da barra: barras de altura
4 ,9 ,7 ,7 ,8 ,3 ,0 ,0 e2 sobre os valores0 a8 . - As barras desenham-se separadas umas das outras, com o eixo horizontal rotulado «número de cafés» e o vertical «número de dias».Os valores 6 e 7 não ocorrem, mas ficam no eixo com barra de altura zero: a escala do eixo é a da variável, não a dos valores observados. Saltá-los encostava o 8 ao 5 e deformava a distribuição. E as barras ficam separadas porque a variável é discreta — encostadas, o desenho passaria por um histograma.
O histograma é de frequências absolutas acumuladas: a última barra dá-te a dimensão da amostra e as diferenças entre barras consecutivas dão-te as frequências absolutas simples. Só depois de teres essas é que se divide pelo total.
- O histograma é acumulado, por isso a última barra é o total: a Maria pesou
60 saquetas. - As frequências absolutas simples obtêm-se por diferenças sucessivas entre as barras:
24; \quad 36-24=12; \quad 54-36=18; \quad 57-54=3; \quad 60-57=3. A primeira classe não se subtrai a nada: a acumulada da primeira classe já é a sua frequência simples. - Dividindo cada uma pelas 60 saquetas obtêm-se as frequências relativas simples:
\dfrac{24}{60}=0{,}4; \quad \dfrac{12}{60}=0{,}2; \quad \dfrac{18}{60}=0{,}3; \quad \dfrac{3}{60}=0{,}05; \quad \dfrac{3}{60}=0{,}05. - Somando-as sucessivamente vêm as frequências relativas acumuladas:
0{,}4 ;0{,}6 ;0{,}9 ;0{,}95 ;1 . - A tabela pedida:
A última frequência relativa acumulada tem de dar exatamente
Massa (g) Frequência absoluta simples Frequência relativa simples Frequência relativa acumulada [5{,}8; 5{,}9[ 24 0{,}4 0{,}4 [5{,}9; 6{,}0[ 12 0{,}2 0{,}6 [6{,}0; 6{,}1[ 18 0{,}3 0{,}9 [6{,}1; 6{,}2[ 3 0{,}05 0{,}95 [6{,}2; 6{,}3[ 3 0{,}05 1 Total 60 1 1 , e a coluna das absolutas simples tem de somar60 . É a verificação da tabela inteira: se falhar, uma das subtrações do segundo passo está errada.
Num gráfico circular a amplitude de cada setor é proporcional à frequência que ele representa: a volta inteira, 360 graus, corresponde aos 200 inquiridos. Escreve essa proporção para o setor dos três exames e o resto sai da própria tabela.
- A volta inteira, de 360 graus, corresponde aos 200 encartados inquiridos, e o setor dos três exames tem 27 graus. Da proporcionalidade entre a amplitude do setor e a frequência absoluta:
\dfrac{a}{200} = \dfrac{27}{360}. O gráfico circular está aqui apenas para ser lido: a Matemática A do 10.º ano não pede que se construa. Tudo o que dele se usa é esta proporcionalidade. - Resolvendo,
a = \dfrac{27 \times 200}{360} = 15. - Os quatro valores esgotam os 200 inquiridos:
b = 200 - 130 - 50 - 15 = 5. Confere com o desenho:15 em200 são7{,}5 por cento e5 em200 são2{,}5 por cento — os dois setores mais pequenos, tal como aparecem na figura.
Os dois meses estão em unidades diferentes: abril vem em número de dias e novembro em percentagem acumulada. Converte novembro para dias antes de comparar — e repara que o número de dias do mês faz falta à conta.
- Abril. Gastar menos de 10 euros é cair na classe
[0,5[ ou na classe[5,10[ :3 + 9 = 12 \text{ dias.} As classes são fechadas à esquerda e abertas à direita, por isso a classe[5,10[ conta inteira para «inferior a 10 euros» e a seguinte não conta nada. - Novembro. O histograma é de frequências relativas acumuladas: a barra da classe
[5,10[ chega a 30%, e isso significa que em 30% dos dias o gasto foi inferior a 10 euros.Numa frequência acumulada, a barra de uma classe já traz as anteriores. Os 30% são a percentagem de dias com gasto inferior a 10 euros; a classe[5,10[ , sozinha, vale30 - 10 = 20 por cento. - Novembro tem 30 dias, logo
0{,}30 \times 30 = 9 \text{ dias.} - Em abril foram 12 dias e em novembro 9 dias. Como
12 \neq 9 , a afirmação é falsa.
As barras do gráfico não são números de utilizadores: são variações em relação ao dia imediatamente anterior. Para a segunda-feira da terceira semana, esse dia anterior é o domingo da segunda semana — e esse só está na tabela. É aí que a cadeia começa.
- O último dia registado na tabela é o domingo da 2.ª semana, com
288 utilizadores.A barra de-45 da segunda-feira mede-se a partir do dia imediatamente anterior, que é este domingo. Sem ele a cadeia não arranca — e é a única razão para a tabela estar no enunciado. - Segunda-feira da 3.ª semana:
288 - 45 = 243 utilizadores. - Terça-feira:
243 + 10 = 253 utilizadores. - Quarta-feira:
253 + k utilizadores. - O total dos três dias é
734 :243 + 253 + (253 + k) = 734 \iff 749 + k = 734 \iff k = -15. O sinal confere com o desenho: a barra da quarta-feira está abaixo do eixo, e é pequena.
Só uma linha da tabela tem as duas colunas preenchidas ao mesmo tempo — o número de alunos e a percentagem que lhe corresponde. É dessa linha que sai o total da amostra, e com o total todas as outras células se calculam.
- A classe
[10,20[ tem 144 alunos, que são 12% do total. Sendon o número de alunos inquiridos,0{,}12\,n = 144 \iff n = \dfrac{144}{0{,}12} = 1200. - A classe
[20,30[ tem 336 alunos, ou seja\dfrac{336}{1200} \times 100 = 28 \text{ por cento.} - A classe
[30,40[ é a última: a sua frequência relativa acumulada é 100%. Como a acumulada da classe anterior é 65%, a sua frequência relativa simples é100 - 65 = 35 por cento.É para isto que serve a coluna acumulada. A última classe fecha sempre em 100%, e a diferença para os 65% é a frequência relativa simples da classe que falta — mais nada. - As quatro frequências relativas simples somam 100%:
a = 100 - 12 - 28 - 35 = 25.
Só o lado das raparigas conta, e «pelo menos três vezes» junta três barras — a de 3, a de 4 e a de 5. O denominador é o das 350 raparigas, e não o dos 500 alunos inquiridos.
- Do lado das raparigas, as barras de 3, 4 e 5 idas ao cinema valem
106 ,60 e43 . Foram, pelo menos, três vezes:106 + 60 + 43 = 209 \text{ raparigas.} «Pelo menos três» inclui o próprio 3. Deixar a barra de 106 de fora dá103 raparigas e\dfrac{103}{350} \times 100 \approx 29{,}4 , que é exatamente a opção (A). - A percentagem, em 350 raparigas, é
\dfrac{209}{350} \times 100 = 59{,}71\ldots \approx 59{,}7. A opção (B) é a distribuição complementar: as32+46+63 = 141 raparigas que foram menos de três vezes dão\dfrac{141}{350} \times 100 \approx 40{,}3 . Repara que59{,}7 + 40{,}3 = 100 — as duas opções estão lá para se apanhar quem responda à pergunta trocada.
De toda a tabela só interessa a linha do filme D, e o valor que lá está vem em milhares — converte-o primeiro. Depois repara que o gráfico só é preciso para uma das quatro barras: as duas primeiras semanas obtêm-se do total, por subtração.
- O filme D teve
13 milhares de espectadores nas quatro semanas de exibição, isto é,13\,000 espectadores.A coluna diz «em milhares»: quem trabalhar com13 em vez de13\,000 obtém percentagens certas e números de pessoas absurdos. - A 4.ª semana corresponde a 5% do total:
0{,}05 \times 13\,000 = 650 \text{ espectadores.} - Na 3.ª semana foram
3250 espectadores, valor dado no enunciado. - As duas primeiras semanas são o que sobra do total:
13\,000 - 650 - 3250 = 9100. O gráfico está incompleto de propósito. As barras da 1.ª e da 2.ª semana não têm valor escrito e não é preciso lê-las: quem fecha a conta é o total das quatro semanas.
A primeira classe é a chave da tabela toda: nela a frequência relativa acumulada ainda não acumulou nada e coincide com a simples, e ao lado está a frequência absoluta correspondente. Dessas duas células sai o número total de larvas — e sem ele nenhuma outra célula se calcula.
- Na classe
[0,5[ a frequência relativa acumulada coincide com a simples, porque não há classes antes dela. Logo, sendon o número total de larvas,\dfrac{3}{n} = 0{,}015 \iff n = \dfrac{3}{0{,}015} = 200. É o único ponto de entrada da tabela. A coluna do meio e a coluna da direita só se ligam através do total, e o total só se obtém aqui. - A frequência relativa simples de
[5,10[ é\dfrac{15}{200} = 0{,}075 , e a acumulada é a anterior mais esta:a = 0{,}015 + 0{,}075 = 0{,}09. - A classe
[30,35[ tem 5 larvas, ou seja frequência relativa simples\dfrac{5}{200} = 0{,}025 . Como a acumulada acaba em1 , a acumulada de[25,30[ é1 - 0{,}025 = 0{,}975 . - A frequência relativa simples de
[25,30[ é então0{,}975 - 0{,}9 = 0{,}075 , eb = 0{,}075 \times 200 = 15. Subtrai-se sempre na coluna acumulada, nunca na coluna das simples: a subtração é a operação inversa da acumulação. O0{,}9 é a proporção de larvas com massa inferior a 25 gramas — não é a frequência da classe[20,25[ .
Os dois histogramas não se leem da mesma maneira: o do Continente é de frequências simples, o das ilhas é acumulado. Passa o segundo a frequências simples antes de somar seja o que for — e a operação que desfaz uma acumulação é a subtração entre barras consecutivas.
- Do primeiro histograma leem-se, diretamente, as frequências absolutas simples do Continente:
16 ,24 ,8 ,32 e20 , que somam100 sessões. - O segundo histograma é acumulado:
12 ,30 ,38 ,44 e50 . As frequências simples das ilhas obtêm-se por diferenças sucessivas:12; \quad 30-12=18; \quad 38-30=8; \quad 44-38=6; \quad 50-44=6. Numa frequência acumulada, a barra de cada classe já contém as anteriores; a diferença entre duas barras consecutivas devolve a classe sozinha. A última barra vale50 , que é o total das sessões das ilhas: é a verificação de que a leitura está certa. - Somam-se as duas colunas, classe a classe:
16+12=28; \quad 24+18=42; \quad 8+8=16; \quad 32+6=38; \quad 20+6=26. - A tabela pedida:
O total tem de dar
Número de espectadores Frequência absoluta simples [100,150[ 28 [150,200[ 42 [200,250[ 16 [250,300[ 38 [300,350[ 26 Total 150 150 , que são as100 sessões do Continente mais as50 das ilhas. Se não desse, uma das subtrações do passo anterior estava errada.
Na alínea a), o caule-e-folhas já traz os tempos ordenados: conta os que ficam abaixo de 54 minutos, que são menos, e tira os restantes por diferença. Na alínea b), separa os dois géneros antes de fazer contas — cada histograma tem o seu total, e os 682 atletas são a soma das duas partes.
- a) No caule-e-folhas, os tempos inferiores a 54 minutos são
46 ,48 ,48 (caule 4) e50 ,50 ,50 (caule 5): são 6 atletas.Conta-se o lado mais curto. E o54 conta para «pelo menos 54 minutos»: é o que a expressão significa. - Logo com um tempo de, pelo menos, 54 minutos há
20 - 6 = 14 atletas, e a percentagem é\dfrac{14}{20} \times 100 = 70 . - b) Atletas do género feminino:
1600 - 1300 = 300 . - No histograma feminino, as classes
[20,30[ e[30,40[ dão23 + 44 = 67 por cento das atletas com idade inferior a 40 anos, ou seja300 \times 0{,}67 = 201 atletas.As duas percentagens somam-se sem mais porque a classe[30,40[ acaba exatamente em 40 — não é preciso repartir nada dentro de uma classe. - Dos 682 atletas com idade inferior a 40 anos, os do género masculino são
682 - 201 = 481 . - No histograma masculino, a classe
[20,30[ vale 15 por cento de 1300, isto é1300 \times 0{,}15 = 195 atletas. Logo na classe[30,40[ há481 - 195 = 286 atletas. - Por fim,
a = \dfrac{286}{1300} \times 100 = 22 .O erro que este item apanha é aplicar os 67% do histograma feminino ao total de 1600 participantes. Os dois histogramas são de frequências relativas simples e têm bases diferentes: 300 atletas num, 1300 no outro.
A afirmação fala em número de testes e o gráfico dá percentagens. Como o total de testes de 2015 é diferente do de 2017, a percentagem e o número podem variar em sentidos contrários: converte cada percentagem no número de testes que lhe corresponde, com o total do respetivo ano, e compara os dois números.
- Ler a figura. Com latência inferior a
34 ms:57{,}5\% dos testes em 2015 e54{,}7\% em 2017. - Ler a tabela. Realizaram-se
12\,000 testes em 2015 e15\,000 em 2017. - Converter em número de testes. Em 2015,
0{,}575 \times 12\,000 = 6900 testes. Em 2017,0{,}547 \times 15\,000 = 8205 testes. - De
6900 para8205 houve um aumento de1305 testes: a afirmação é falsa.A percentagem desceu (57{,}5\% para54{,}7\% ) e o número subiu, porque o total de testes cresceu de12\,000 para15\,000 . Uma frequência relativa só se compara com outra quando as duas dimensões são iguais — é o erro de leitura que este item existe para apanhar. O valora da tabela não é preciso.
Converte primeiro os
- A percentagem do ambiente.
\dfrac{645}{1500} \times 100 = 43\% . - Isso elimina as opções (A) e (C), que marcam
40\% no sector Ambiente. - O que sobra para Poupança e Saúde.
100 - 43 - 4 = 53\% . - Na opção (B),
35 + 20 = 55 \neq 53 . Na opção (D),35 + 18 = 53 .Nenhuma das quatro opções rotula os quatro sectores: com dois rótulos por gráfico, é a soma que decide. Estimar a olho a amplitude dos sectores não distingue (B) de (D) —2\% de um círculo são pouco mais de7 graus.
O histograma dá frequências acumuladas e a tabela dá frequências simples: são escalas diferentes e não se somam. Desacumula primeiro o histograma — cada barra menos a anterior —, soma então as duas regiões classe a classe, divide pelos
- Desacumular o histograma. De
15 ,75 ,120 ,140 e150 , as diferenças sucessivas dão15 ,60 ,45 ,20 e10 funcionários de Lisboa e Vale do Tejo — num total de150 . - Juntar as duas regiões.
15+30 = 45 ;60+25 = 85 ;45+30 = 75 ;20+10 = 30 ;10+5 = 15 . O total é250 .Somar o histograma acumulado (15 ,75 , …) com a tabela simples (30 ,25 , …) daria uma coluna sem significado nenhum. As duas representações só se juntam depois de estarem no mesmo tipo de frequência. - Frequências relativas simples. Dividindo por
250 :0{,}18 ;0{,}34 ;0{,}30 ;0{,}12 ;0{,}06 . - Acumular.
0{,}18 ;0{,}18+0{,}34 = 0{,}52 ;0{,}52+0{,}30 = 0{,}82 ;0{,}82+0{,}12 = 0{,}94 ;0{,}94+0{,}06 = 1 .A última frequência relativa acumulada é sempreIdade [18,28[ [28,38[ [38,48[ [48,58[ [58,68[ N.º de funcionários 45 85 75 30 15 Freq. relativa acumulada 0{,}18 0{,}52 0{,}82 0{,}94 1 1 : é a verificação da tabela toda. A prova de MACS tinha aqui outra alínea, que pedia a amplitude do ângulo ao centro de um sector de um gráfico circular — matéria que não consta das Aprendizagens Essenciais de Matemática A do 10.º ano, e que por isso não foi reproduzida.
Os dois histogramas não estão na mesma escala: o primeiro dá frequências simples e o segundo frequências acumuladas. Antes de somar seja o que for, converte o segundo em frequências simples, subtraindo cada barra da anterior — e só depois soma classe a classe.
- «A sua tarde na OnOfff». O histograma já dá frequências simples, e o enunciado fixa
a = 26 :18 ,26 ,6 ,32 e16 respostas, num total de98 .A barra rotuladaa está desenhada à altura28 , mas o enunciado manda considerara = 26 : é o enunciado que manda, não o desenho. - «OnOfff night». As frequências absolutas acumuladas são
11 ,27 ,41 ,42 e50 . Por diferenças sucessivas:11 ,27-11 = 16 ,41-27 = 14 ,42-41 = 1 e50-42 = 8 , num total de50 . - Somar classe a classe.
18+11 = 29 ;26+16 = 42 ;6+14 = 20 ;32+1 = 33 ;16+8 = 24 .IMC [14,18[ [18,22[ [22,26[ [26,30[ [30,34[ Total N.º de respostas 29 42 20 33 24 148 - Verificação.
98 + 50 = 148 , que é a soma da linha da tabela.A última barra de um histograma de frequências acumuladas dá sempre o total do conjunto: os50 do segundo programa leem-se diretamente, sem contas.
O gráfico não diz quantas viagens se venderam em cada mês — só como se repartem, dentro de cada mês, entre destino nacional e internacional. Os números de viagens por mês saem das duas condições do enunciado, e só no fim é que a percentagem de setembro entra.
- Agosto. São
48\% das500 viagens:0{,}48 \times 500 = 240 viagens. - Julho. Metade de agosto:
\dfrac{240}{2} = 120 viagens. - Setembro. O que resta do trimestre:
500 - 240 - 120 = 140 viagens. - Destino internacional em setembro. O gráfico dá
75\% para setembro:0{,}75 \times 140 = 105 viagens.As percentagens do gráfico são dentro de cada mês e somam100\% em cada barra — não se aplicam ao total do trimestre. Aplicar os75\% às500 viagens daria375 , que é o erro que o gráfico convida a cometer.
A percentagem que o gráfico circular mostra é dos lugares ocupados, não dos lugares existentes: começa por a converter em número de lugares. Depois repara que a pergunta compara os automóveis ocupados com os
- Lugares ocupados por tendas. O gráfico dá
70\% dos200 lugares ocupados:0{,}70 \times 200 = 140 lugares. - Lugares ocupados por automóveis. Dos
200 ocupados,140 são de tendas e20 de autocaravanas, logo200 - 140 - 20 = 40 são de automóveis. - A percentagem pedida. Existem
125 lugares para automóveis, e40 estão ocupados:\dfrac{40}{125} = 0{,}32 , ou seja32\% .O denominador é a armadilha do item. Com os200 lugares ocupados obtinha-se20\% , e com os380 do parque cerca de10{,}5\% : a pergunta diz «relativamente ao número de lugares existentes para os estacionar», e esse número é125 .
Da tabela só interessa a segunda temperatura de cada célula, a máxima. Escreve os sete valores em linha e calcula as seis diferenças entre cada dia e o dia anterior — não em relação ao domingo, nem à média. Depois compara essas seis diferenças com as barras de cada opção, começando pelos dias em que os quatro gráficos discordam.
- As temperaturas máximas. De domingo a sábado:
26 ,23 ,28 ,29 ,29 ,28 e26 graus Celsius. - As variações em relação ao dia anterior. Segunda:
23 - 26 = -3 . Terça:28 - 23 = 5 . Quarta:29 - 28 = 1 . Quinta:29 - 29 = 0 . Sexta:28 - 29 = -1 . Sábado:26 - 28 = -2 .A variação de segunda-feira compara-se com o domingo, que está na tabela mas não aparece no gráfico: por isso o gráfico tem seis barras e a tabela sete dias. - Comparar com as opções. As quatro coincidem de terça a quinta (
5 ,1 ,0 ) e separam-se em segunda, sexta e sábado. A opção (C) dá-2 na segunda, a (A) dá-2 na sexta e a (B) dá-1 no sábado. - Só a opção (D) tem
-3 ,5 ,1 ,0 ,-1 e-2 .
Os dois histogramas falam do mesmo conjunto de clientes: as duas primeiras barras da esquerda (
- A percentagem da classe
]20,30] . É a subida da acumulada de uma barra para a seguinte:40 - 25 = 15\% . - O total de clientes. As duas primeiras classes têm
29 + 116 = 145 clientes e correspondem a25\% do total:n = \dfrac{145 \times 100}{25} = 580 clientes.É a ponte entre os dois histogramas. Sem ela ficamos com números de clientes de um lado e percentagens do outro, e não há como comparar. - O valor de
z . A primeira classe tem29 clientes em580 :z = \dfrac{29 \times 100}{580} = 5 , ou seja5\% . - O valor de
x . A última classe vale100 - 90 = 10\% e, por hipótese, a classe]40,50] tem a mesma frequência, logo também vale10\% :x = 90 - 10 = 80 . - O valor de
y . É a frequência absoluta da última classe:y = 0{,}10 \times 580 = 58 clientes. - Verificação. As barras sem rótulo do histograma da esquerda ficam
0{,}15 \times 580 = 87 e0{,}40 \times 580 = 232 , e a soma29+116+87+232+58+58 = 580 fecha.
Para a alínea a) basta somar, classe a classe, as três barras da primeira figura — e a soma final tem de dar
- a) Somar as três barras de cada classe.
25+40+10 = 75 ;100+30+20 = 150 ;50+30+30 = 110 ;25+20+20 = 65 . O total é400 , como deve ser. - As frequências relativas simples obtêm-se dividindo por
400 :As quatro percentagens somamIdade (anos) [18,28[ [28,38[ [38,48[ [48,58[ Total N.º de condutores 75 150 110 65 400 Frequência relativa 18{,}75\% 37{,}5\% 27{,}5\% 16{,}25\% 100\% 100\% : é a verificação que se faz sempre no fim de uma tabela de frequências relativas. - b) Os totais por tipo.
25+100+50+25 = 200 ligeiros,40+30+30+20 = 120 motociclos e10+20+30+20 = 80 autocaravanas. Os mais numerosos são os condutores de automóveis ligeiros: (1). - (2) e (3). Com mais de
2 horas:200 \times 0{,}30 = 60 ligeiros,120 \times 0{,}10 = 12 motociclos e80 \times 0{,}60 = 48 autocaravanas. Os menos numerosos são os motociclos — (2). Em percentagem, só as autocaravanas passam de metade, com60\% — (3).As duas afirmações usam os mesmos três números e dão respostas diferentes: uma pergunta por quantos, a outra por que fração. É a distinção entre frequência absoluta e frequência relativa, e é ela que o item testa. - (4). Até
1 hora:200 \times 0{,}30 = 60 ,120 \times 0{,}30 = 36 e80 \times 0{,}10 = 8 . Os36 são os motociclos. - (5). A classe modal das idades é
[28,38[ nos ligeiros (100 ),[18,28[ nos motociclos (40 ) e[38,48[ nas autocaravanas (30 ). É a dos motociclos. - (6). O primeiro quartil deixa
25\% dos dados abaixo. Nos ligeiros e nos motociclos, a classe]0,1] já tem30\% , e o quartil cai lá; nas autocaravanas só tem10\% , e a acumulada só chega a40\% em]1,2] . São as autocaravanas. - (7). As frequências acumuladas das idades são
25 ,125 nos ligeiros (de200 ),40 ,70 nos motociclos (de120 ) e10 ,30 ,60 nas autocaravanas (de80 ). Os valores centrais caem em[28,38[ nos dois primeiros e em[38,48[ nas autocaravanas.
Duas colunas chegam para tudo: numa frequência relativa acumulada, a diferença entre duas linhas consecutivas é a frequência relativa simples da segunda. Aplica isso à linha que tem, ao mesmo tempo, o número de equipas (
- A variável. O tempo pode tomar qualquer valor num intervalo, e é isso que justifica os dados estarem agrupados em classes: é uma variável quantitativa contínua.
- O valor de
y . É a frequência relativa simples da classe]10,20] :y = 52{,}5 - 12{,}5 = 40 . - O valor de
z . A última classe tem7{,}5\% e a acumulada fecha em100\% , logoz = 100 - 7{,}5 = 92{,}5 . - O total de equipas. A classe
]30,40] tem frequência relativa simples70 - 60 = 10\% e12 equipas, logo o total é\dfrac{12}{0{,}10} = 120 equipas.É a única linha da tabela em que se conhecem, ao mesmo tempo, uma frequência absoluta e a percentagem que lhe corresponde — é sempre daí que se descobre a dimensão da amostra. - O valor de
x . A primeira classe tem12{,}5\% das120 equipas:x = 0{,}125 \times 120 = 15 . - Verificação. As frequências relativas simples são
12{,}5 ,40 ,7{,}5 ,10 ,22{,}5 e7{,}5 , em percentagem, e somam100\% .
Os três histogramas estão em escalas diferentes — relativa, absoluta e absoluta acumulada — e nada se compara antes de os pôr todos na mesma moeda. Converte tudo para número de turistas por classe: em
- Pôr os três na mesma moeda. Em
X ,0{,}05 \times 180 = 9 ,0{,}2 \times 180 = 36 ,0{,}45 \times 180 = 81 ,0{,}2 \times 180 = 36 e0{,}1 \times 180 = 18 . EmZ , as diferenças sucessivas de0 ,30 ,110 ,180 e210 dão0 ,30 ,80 ,70 e30 .Os totaisAltura (m) [1{,}0;\,1{,}2[ [1{,}2;\,1{,}4[ [1{,}4;\,1{,}6[ [1{,}6;\,1{,}8[ [1{,}8;\,2{,}0[ Total X 9 36 81 36 18 180 Y 25 150 100 75 0 350 Z 0 30 80 70 30 210 180 ,350 e210 batem certo com a tabela das nacionalidades: é a prova de que as três leituras estão corretas antes de se comparar seja o que for. - (1) Só
Z tem0 turistas na classe mais baixa,[1{,}0;\,1{,}2[ . O turista mais baixo não pode ser deZ . - (2) Turistas com menos de
1{,}6 metros, em cada nacionalidade:\dfrac{9+36+81}{180} = 70\% emX ,\dfrac{275}{350} \approx 78{,}6\% emY e\dfrac{110}{210} \approx 52{,}4\% emZ . ÉX . - (3) Com pelo menos
1{,}6 metros:36+18 = 54 emX ,75+0 = 75 emY e70+30 = 100 emZ . O maior número é o deZ . - (4) A classe mais frequente é
[1{,}4;\,1{,}6[ emX (81 ) e emZ (80 ), e[1{,}2;\,1{,}4[ emY (150 ). ÉY . - (5) Com pelo menos
1{,}4 metros:\dfrac{135}{180} = 75\% emX ,\dfrac{175}{350} = 50\% emY e\dfrac{180}{210} \approx 85{,}7\% emZ . Exatamente metade éY . - (6) Na classe
[1{,}6;\,1{,}8[ :36 emX ,75 emY e70 emZ . Os menos numerosos são os deX . - (7) Na classe
[1{,}4;\,1{,}6[ :81 emX ,100 emY e80 emZ . Os80 são deZ .Note-se a diferença entre81 e80 : a afirmação diz «apenas80 », e é por um turista queX não serve. Numa associação em que todos os números têm de ser usados, é preciso conferir cada valor, não estimar a altura da barra. - Sobram três afirmações para
Z — (1), (3) e (7) —, duas paraX e duas paraY , e todos os números de1 a7 ficam usados uma só vez.A prova de MACS tinha aqui outra alínea, que pedia a amplitude do ângulo ao centro de um sector de um gráfico circular — matéria que não consta das Aprendizagens Essenciais de Matemática A do 10.º ano, e que por isso não foi reproduzida.
O gráfico do meio dá percentagens dentro de cada passeio, não números de pessoas: para contar pessoas tens de aplicar cada percentagem ao total do seu passeio, que vem do pictograma de cima (
- a) Passeios com mais de duas horas. Aplica-se a cada passeio a sua percentagem:
200 \times 0{,}25 + 120 \times 0{,}10 + 80 \times 0{,}40 = 50 + 12 + 32 = 94 pessoas.Somar as percentagens25 + 10 + 40 = 75 daria a opção (2) — e está errado: são percentagens de totais diferentes, e só se somam depois de convertidas em pessoas. - Passeios até uma hora.
200 \times 0{,}50 = 100 de gaivota,120 \times 0{,}60 = 72 de canoa e80 \times 0{,}40 = 32 de barco. O maior número é o do passeio de gaivota — apesar de a canoa ter a maior percentagem. - A mediana das idades no passeio de barco. São
80 pessoas, com22 ,25 ,25 e8 por classe. As acumuladas são22 e47 : como22 < 40 \le 47 , os valores centrais estão na classe[26,\,34[ . - A percentagem com menos de
34 anos. São22 + 25 = 47 das80 pessoas:\dfrac{47}{80} \times 100 = 58{,}75\% . - b) Somar as três barras de cada classe.
80+28+22 = 130 ,80+57+25 = 162 ,24+27+25 = 76 e16+8+8 = 32 , num total de400 pessoas. - A frequência relativa acumulada até ao fim de
[26,\,34[ é\dfrac{130+162}{400} = \dfrac{292}{400} = 0{,}73 .O0{,}41 da opção (B) é a frequência relativa simples dessa classe; a acumulada tem de incluir a classe anterior. Confundir as duas colunas é o erro clássico das tabelas de frequências.
Na alínea a), repara na palavra percentil: procura, aos
- a) Ler o gráfico de percentis. Aos
25 anos, o valor45 está sobre a curvaP_{60} . - Estar no percentil
60 significa que, pelo menos,60\% dos utilizadores dessa idade têm um valor inferior ou igual:0{,}60 \times 200 = 120 utilizadores.A pergunta diz «número mínimo» porque a definição de percentil garante pelo menos60\% abaixo, não exatamente60\% . O190 corresponderia aP_{95} e o90 aP_{45} , curvas que não passam por45 aos25 anos. - b) Das acumuladas para as simples. Subtraindo cada barra da anterior,
18 ,48-18 = 30 ,60-48 = 12 ,80-60 = 20 e100-80 = 20 , em percentagem.Classe [10,20[ [20,30[ [30,40[ [40,50[ [50,60[ Acumulada (%) 18 48 60 80 100 Simples (%) 18 30 12 20 20 - A maior frequência simples é
30\% , na classe[20,30[ : é a classe modal. A menor é12\% , na classe[30,40[ .Num histograma de frequências acumuladas a barra mais alta é sempre a última — vale100\% . A classe modal não é a barra mais alta: é aquela onde a subida de uma barra para a seguinte é maior. - O mínimo. A primeira classe já tem
18\% dos dados, logo há utilizadores em[10,20[ e o mínimo pertence a essa classe. Das três opções, só11 está em[10,20[ . - O primeiro quartil. Como
18\% < 25\% \le 48\% , o valor que deixa25\% dos dados abaixo cai na classe[20,30[ . Das três opções, só22 está nessa classe.
Há uma linha da tabela que dá tudo: a primeira. Nela vês ao mesmo tempo a frequência absoluta (
- O valor de
p . A frequência absoluta acumulada da primeira classe é a própria frequência absoluta:N_{1} = 3 . Logop = N_{2} = 3 + 12 = 15 . - O total. Na primeira classe,
fr_{1} = Fr_{1} = 0{,}02 , e a essa frequência relativa correspondem3 pessoas. Então\dfrac{3}{n} = 0{,}02 \iff n = \dfrac{3}{0{,}02} = 150 .A frequência relativa acumulada da primeira classe é sempre igual à simples — não há classes antes dela. É a porta de entrada de quase todas as tabelas parcialmente preenchidas. - O valor de
q . A terceira classe tem também3 pessoas, logoq = \dfrac{3}{150} = 0{,}02 . - O valor de
r . Até ao fim da quarta classe estão0{,}94 \times 150 = 141 pessoas. Como a última classe tem3 pessoas, sobram para a quintar = 150 - 141 - 3 = 6 .A tabela fecha: as classes têm3 ,12 ,3 ,123 ,6 e3 pessoas, que somam150 . A ficha imprime0{,}2 na primeira opção do espaço (b); é gralha da ficha — o valor coerente com a tabela, e o que a resolução oficial escolhe, é0{,}02 .
Lê primeiro no gráfico a contagem de cada categoria até ao penúltimo dia. Depois chama
- Ler o gráfico. Cada barra dá a contagem da sua categoria. Até ao penúltimo dia venderam-se
18 Speed,16 Elétricas,16 BMX e12 Dobráveis.A soma18+16+16+12 = 62 é a confirmação de que a leitura está certa: é o número que o enunciado dá. Se a leitura de alguma barra falhar, a soma deixa de dar62 — o próprio enunciado denuncia o engano. - O último dia. Venderam-se
72 - 62 = 10 bicicletas. - Seja
n o número de bicicletas Speed vendidas no último dia. As Elétricas são2n , e para as BMX e as Dobráveis sobram10 - 3n bicicletas. Como esse número não pode ser negativo,n \le 3 . - Totais da semana. Speed:
18+n . Elétrica:16+2n . Para a Elétrica ser moda tem de superar a Speed:16+2n > 18+n \iff n > 2 . - De
n > 2 en \le 3 resultan = 3 .O distrator é on = 2 : dá20 Speed e20 Elétricas, uma distribuição bimodal. O enunciado exige moda única, e é essa palavra que elimina a opção (B). - Confirmação. Com
n = 3 ficam21 Speed e22 Elétricas, e sobra1 bicicleta para repartir entre BMX e Dobrável: no máximo17 BMX ou13 Dobráveis. A Elétrica, com22 , é a única moda.
Medidas de localização
Uma tabela e um gráfico mostram a distribuição inteira; uma medida de localização resume-a num número. Média, moda e mediana dizem onde está o centro — e nem sempre concordam. Os percentis dizem onde está qualquer ponto da distribuição, e os quartis são três deles.
- Interpretar as medidas de localização: média (
\overline{x} ), mediana (M_{e} ), moda(s) (M_{o} ) e percentis (quartis como caso especial) na caraterização da distribuição dos dados, relacionando-as com as representações gráficas obtidas. - Selecionar representações gráficas adequadas para cada tipo de dados … relembrando a construção de … diagramas de extremos-e-quartis.
1 · A média
Sendo
Quando os dados vêm numa tabela de frequências, com
A média pode não ser um valor da amostra: com
A média não é a média dos valores distintos: cada valor entra tantas vezes quantas a sua frequência. Com a tabela dos livros requisitados de R2 —
e não
2 · A moda
A moda é o valor de maior frequência absoluta.
Pode haver mais do que uma — a distribuição diz-se bimodal quando há duas — ou nenhuma: quando todos os valores têm a mesma frequência absoluta, a distribuição diz-se amodal.
Nos livros requisitados de R2, o valor mais frequente é o
3 · A mediana
Com os dados ordenados, a mediana é o valor que os divide ao meio:
se
Pelo menos
Registou-se o tempo de espera, em minutos, em
a) Determina a média. b) Determina a moda. c) Determina a mediana.
- a)
\overline{x} = \dfrac{12+15+15+18+20+20+20+24+24+31}{10} = \dfrac{199}{10} = 19{,}9 minutos. - b) O valor mais frequente é o
20 , com três ocorrências:M_{o} = 20 minutos. - c) Como
n = 10 é par, a mediana é a média dos valores das posições5 e6 :M_{e} = \dfrac{x_{5}+x_{6}}{2} = \dfrac{20+20}{2} = 20 \ \text{minutos}. - As três medidas estão próximas, mas a média é a mais baixa das três.A culpa é do
31 : é o único tempo muito acima dos outros, e a média — que soma os valores — sente-o. A mediana e a moda, que olham para posições e para contagens, não o sentem. Este conjunto volta em §5, com os quartis, e outra vez em R5, com a dispersão.
O laboratório seguinte põe oito tempos de atendimento sobre um eixo e deixa-te arrastá-los com o dedo ou com o rato. Por agora chegam-te os dois primeiros interruptores, o da média e o da mediana; o terceiro desenha o diagrama de extremos e quartis, e esse só se lê depois de §5 — volta cá quando lá chegares.
Laboratório · A média é o ponto de equilíbrio
arrasta o apoioCada peso vale o mesmo e marca um dado na sua posição. Arrasta um peso para o mudar de sítio e vê a régua tombar; depois arrasta o apoio até ela ficar direita outra vez. Clica na régua para acrescentar um peso, e clica num peso, sem o arrastar, para o tirar. O sítio onde ela equilibra é a média — e não é coincidência: à esquerda do apoio os desvios são negativos, à direita positivos, e no equilíbrio somam
Laboratório · Onde ficam a média, a mediana e os quartis quando um ponto se mexe
arrasta os pontosArrasta o ponto mais à direita para longe, sozinho: a média vai atrás dele e a mediana não se mexe. Depois arrasta um dos pontos do meio: agora é a mediana que se mexe. Liga o diagrama de extremos e quartis e repara em que a caixa também fica quieta — os quartis só olham para as posições, e não para o valor de quem está nos extremos. O botão «puxar o maior para 40» faz isto de uma vez.
4 · Percentis
Sejam
calcula-se
Em palavras — e é assim que os exames o pedem: pelo menos
As classificações, de
a) Determina
- a)
\dfrac{25 \times 12}{100} = 3 , que é inteiro. Aplica-se o primeiro caso:P_{25} = \dfrac{x_{3}+x_{4}}{2} = \dfrac{10+11}{2} = 10{,}5. - b)
\dfrac{50 \times 12}{100} = 6 , inteiro:P_{50} = \dfrac{x_{6}+x_{7}}{2} = \dfrac{13+14}{2} = 13{,}5. - c)
\dfrac{90 \times 12}{100} = 10{,}8 , que não é inteiro. Arredonda-se para cima,m = 11 , eP_{90} = x_{11} = 18 . - d) Pelo menos
90\% das classificações são menores ou iguais a18 — e pelo menos10\% são maiores ou iguais a18 . - Repara em que
P_{50} é a mediana: comn = 12 par, a regra dá a média das posições6 e7 , que é exatamente o que §3 mandava fazer.Não são duas definições: é a mesma. A regra\dfrac{k n}{100} , aplicada comk = 50 , reduz-se ao par de casos da mediana. É por isso que a mediana éP_{50} .
As tabelas de crescimento infantil, que os centros de saúde usam, são feitas de percentis: dizem em que percentil está o peso ou a estatura de uma criança, para a sua idade. «Estar no percentil
5 · Quartis
Os quartis são três percentis com nome próprio:
Dividem os dados ordenados em quatro partes com aproximadamente o mesmo número de elementos:
Volta aos dez tempos:
Q_{1} = P_{25} :\dfrac{25 \times 10}{100} = 2{,}5 , não é inteiro. Arredonda-se para3 , eQ_{1} = x_{3} = 15 minutos.Q_{2} = M_{e} = 20 minutos, já calculado no exemplo anterior.Q_{3} = P_{75} :\dfrac{75 \times 10}{100} = 7{,}5 , não é inteiro. Arredonda-se para8 , eQ_{3} = x_{8} = 24 minutos.- Metade dos atendimentos demorou entre
15 e24 minutos.
Programas de cálculo e calculadoras gráficas usam processos diferentes e nem sempre chegam ao mesmo valor. Neste capítulo — e no Exame — vale sempre a definição de percentil de cima. Com os dez tempos deste exemplo, a NumWorks dá
6 · Diagrama de extremos e quartis
Desenha-se sobre um eixo com a escala da variável, a partir de cinco números: o mínimo,
uma caixa de
A caixa contém
Existem convenções, posteriores ao programa do 10.º ano, que truncam os bigodes e marcam à parte os pontos mais afastados. Este capítulo não as usa: aqui os bigodes acabam sempre no mínimo e no máximo observados, e todos os dados estão dentro do desenho.
Um diagrama destes vale sobretudo quando há mais do que um: desenhados sobre o mesmo eixo, dois ou três diagramas comparam-se a olho, e é isso que R6 §5 faz com as classificações de duas turmas.
Python As idades de cinco alunos
É o programa que as Aprendizagens Essenciais pedem com todas as letras: recolher as idades de cinco alunos, organizá-las numa lista e devolver a média, a mediana, o máximo e o mínimo.
idades = []
for i in [1, 2, 3, 4, 5]:
idade = int(input("Idade do aluno " + str(i) + ": "))
idades.append(idade)
idades.sort()
soma = idades[0] + idades[1] + idades[2] + idades[3] + idades[4]
media = soma / 5
print("Lista ordenada:", idades)
print("Media:", media)
print("Mediana:", idades[2])
print("Maximo:", idades[4])
print("Minimo:", idades[0])
idades = [] # a lista comeca vazia
for i in [1, 2, 3, 4, 5]:
idade = int(input("Idade do aluno " + str(i) + ": "))
idades.append(idade) # int() porque o input() devolve texto
idades.sort() # ordena a lista — sem isto, nada do
# que vem a seguir esta certo
soma = idades[0] + idades[1] + idades[2] + idades[3] + idades[4]
media = soma / 5 # a media: soma a dividir pelo numero de dados
print("Lista ordenada:", idades)
print("Media:", media)
print("Mediana:", idades[2]) # n = 5 e impar: a posicao central e a 3.ª,
# e em Python a 3.ª posicao e o indice 2
print("Maximo:", idades[4]) # ja esta ordenada: o maior e o ultimo
print("Minimo:", idades[0]) # e o menor e o primeiro
Corre-o com
NumWorks As medidas dos dez tempos, e o diagrama da caixa
-
Os dados. Em home›Estatística, separador Dados, escreve os dez tempos na coluna V1 — um valor, EXE, o seguinte —, e deixa a coluna N1 toda a
1 , que é o que a máquina põe sozinha.Se os dados vierem numa tabela de frequências, escreve-se o valor em V1 e a frequência em N1, e não é preciso repetir nada.
Os primeiros tempos escritos, com a frequência a 1 em cada linha. -
As medidas. No separador Estat, a máquina dá logo dimensão
10 , mínimo12 , máximo31 e média19{,}9 ; descendo na mesma lista aparecem a mediana20 e os quartisQ_{1} = 15 eQ_{3} = 24 .São exatamente os valores que esta secção calculou à mão — a máquina serve para conferir, não para dispensar a conta. O ecrã traz ainda a amplitude, o desvio padrão e a variância: são medidas de dispersão, e quem trata delas é R5 — que mostra também por que razão o
{\sigma} dessa linha não é o desvio padrão que o 10.º ano pede.O separador Estat mostra tudo de uma vez, e continua para baixo com a mediana e os quartis. -
O diagrama. No separador Gráfico, escolhe Diagrama da caixa. As teclas ← e → percorrem os cinco números, um de cada vez, e o rodapé diz qual é cada um: na captura, o mínimo,
12 .Repara em que os bigodes vão até ao mínimo e até ao máximo, como o desenho desta secção.
O diagrama dos dez tempos, com o mínimo assinalado.
Exercícios propostos
Catorze exercícios sobre as quatro medidas de localização: a média a partir de uma lista e a partir de uma tabela de frequências, a moda e os casos bimodal e amodal, a mediana com
As massas, em quilogramas, de
Determina a massa média das oito mochilas.
Considera os sete valores
a) Determina a mediana.
b) Retira o último valor,
Perguntou-se a
| 4 | |
| 9 | |
| 6 | |
| 1 |
a) Determina a moda. b) Determina a mediana.
De uma amostra sabe-se que
Isso significa que:
- (A)exatamente
75\% dos dados são iguais a18 . - (B)pelo menos
75\% dos dados são menores ou iguais a18 . - (C)
18 é a média dos75\% menores. - (D)
75\% dos dados são maiores do que18 .
De uma amostra sabe-se que o mínimo é
a) Desenha o diagrama de extremos e quartis correspondente.
b) Que percentagem dos dados está entre
O número de irmãos de nove alunos é:
a) Determina a média.b) Indica a moda.c) Determina a mediana.
Treze medições, já ordenadas:
Determina
Registou-se, para
| 4 | |
| 8 | |
| 10 | |
| 6 | |
| 2 |
a) Determina o número médio de idas ao ginásio.
b) Explica por que razão o cálculo
Considera a mesma tabela das idas ao ginásio do exercício anterior, com
Determina a mediana, usando a coluna das frequências absolutas acumuladas,
Onze tempos, em minutos, já ordenados:
a) Determina os cinco números do diagrama de extremos e quartis. b) Desenha o diagrama.
Qual destes conjuntos de dados é amodal?
- (A)
1, 2, 2, 3, 4, 4, 5 - (B)
1, 1, 2, 3, 3, 4, 5 - (C)
2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 - (D)
1, 1, 1, 2, 3, 4, 5
A média de
Determina a sexta classificação.
Numa disciplina, a nota final é a média das notas dos três testes, com pesos 25%, 35% e 40%. Um aluno teve 12, 15 e 14 valores.
a) Determina a nota final.b) Compara-a com a média simples dos três testes.
Cinco alunos fizeram um teste. Quatro deles tiveram 12, 15, 9 e 14 valores, e a média dos cinco foi exatamente 13.
a) Determina a nota do quinto aluno.b) Determina a mediana das cinco notas.
Dezasseis pontuações, já ordenadas:
a) Determina
O diagrama seguinte resume as idades, em anos, dos
a) Indica os cinco números do resumo.
b) Quantos sócios têm idade entre
Constrói um conjunto de
Explica depois o que teve de acontecer para as duas medidas ficarem tão afastadas.
Soma os oito valores e divide por
- Soma:
12+15+15+18+20+22+24+30 = 156 . \overline{x} = \dfrac{156}{8} = 19{,}5 kg.- Repara em que
19{,}5 não é a massa de nenhuma mochila.A média é um valor de referência, não uma observação: representa o conjunto, não um dos seus elementos.
Ordena sempre primeiro. Com
- a) Ordenados:
3, 4, 5, \mathbf{7}, 8, 9, 11 . Comon = 7 é ímpar, a mediana é o valor da posição\dfrac{7+1}{2} = 4 :M_{e} = 7 . - b) Ordenados:
3, 4, \mathbf{5}, \mathbf{7}, 9, 11 . Comon = 6 é par, a mediana é a média dos valores das posições3 e4 : M_{e} = \dfrac{5+7}{2} = 6 .- Tirar um valor mudou a mediana de
7 para6 .Nem sempre acontece: a mediana só se mexe se a saída de um valor deslocar a posição central. Aqui deslocou.
A moda lê-se diretamente na coluna
- a) A maior frequência absoluta é
9 , no valor1 :M_{o} = 1 . - b) Frequências acumuladas:
N_{i} = 4,\ 13,\ 19,\ 20 . - Como
n = 20 é par, a mediana é a média dos valores das posições10 e11 . - As posições de
5 a13 estão todas no valor1 , logoM_{e} = \dfrac{1+1}{2} = 1 . - Aqui a moda e a mediana coincidem.Não é regra nenhuma: são duas medidas com definições diferentes, e neste conjunto calharam no mesmo valor porque quase metade das respostas foi
1 .
Q_{3} é o percentil de ordem75 .- Pela interpretação do percentil: pelo menos
75\% dos dados são menores ou iguais aQ_{3} , e pelo menos25\% são maiores ou iguais aQ_{3} . - A opção (A) troca «menores ou iguais» por «iguais»; a (C) confunde o quartil com uma média; a (D) inverte o sentido.A palavra que decide é pelo menos. Com valores repetidos, a percentagem dos dados abaixo do quartil pode ser bastante maior do que
75\% — e a definição continua a servir.
São cinco números e cinco marcas: a caixa vai de
- a) Sobre um eixo que cubra pelo menos de
4 a24 : caixa de8 a15 , traço vertical em11 dentro da caixa, bigode da esquerda de8 até4 e bigode da direita de15 até24 . - A caixa fica descentrada:
M_{e} - Q_{1} = 3 eQ_{3} - M_{e} = 4 . E o bigode da direita, com9 unidades, é bem maior do que o da esquerda, com4 . - b) Entre
Q_{1} eQ_{3} está a caixa, ou seja,50\% dos dados. - Os dois bigodes têm
25\% cada um — e o da direita ocupa mais do dobro do espaço do da esquerda com o mesmo número de dados.É a leitura mais útil deste gráfico: comprimento no eixo é espalhamento, não quantidade. Um bigode comprido significa dados muito afastados uns dos outros, e não muitos dados.
Para a mediana é preciso ordenar primeiro. Com nove valores, a mediana é o do meio.
- a)
\overline{x} = \dfrac{1+0+2+1+3+1+0+2+1}{9} = \dfrac{11}{9} \approx 1{,}22 . - b) O valor mais frequente é
1 , que aparece quatro vezes: a moda é 1. - c) Ordenados:
0,0,1,1,1,1,2,2,3 . O quinto valor é1 : a mediana é 1.As três medidas coincidem quase sempre em dados simétricos e afastam-se quando há valores extremos — é o que o exercício do salário do sócio-gerente mostra.
Calcula
P_{25} :\dfrac{25 \times 13}{100} = 3{,}25 — não é inteiro. Arredonda-se para cima,m = 4 , eP_{25} = x_{4} = 9 .P_{50} :\dfrac{50 \times 13}{100} = 6{,}5 — não é inteiro. Arredonda-se param = 7 , eP_{50} = x_{7} = 13 .P_{75} :\dfrac{75 \times 13}{100} = 9{,}75 — não é inteiro. Arredonda-se param = 10 , eP_{75} = x_{10} = 18 .- Nos três aplicou-se o caso «não inteiro».Com
n = 13 , o produto\dfrac{k \times 13}{100} só é inteiro para valores dek múltiplos de100 divididos por13 — o que nunca acontece comk entre1 e99 . Por isso, com13 dados, o segundo caso da definição nunca chega a ser usado.
Cada valor entra tantas vezes quantas a sua frequência:
- a)
\sum x_{i}\,n_{i} = 0 \times 4 + 1 \times 8 + 2 \times 10 + 3 \times 6 + 4 \times 2 = 0 + 8 + 20 + 18 + 8 = 54 . \overline{x} = \dfrac{54}{30} = 1{,}8 idas por semana.- b) Aquele cálculo é a média dos cinco valores distintos, e não a média das
30 observações. - Daria o mesmo se as cinco frequências fossem todas iguais — e aqui não são: o
2 aparece10 vezes e o4 só2 .É o erro mais frequente do tema. A tabela tem cinco linhas mas trinta pessoas, e é por trinta que se divide.
Constrói a coluna
- Frequências acumuladas:
N_{i} = 4,\ 12,\ 22,\ 28,\ 30 . - Como
n = 30 é par, a mediana é a média dos valores das posições15 e16 . - As posições de
13 a22 estão todas no valor2 — é isso que a acumulada diz, ao passar de12 para22 nessa linha. - Logo
M_{e} = \dfrac{2+2}{2} = 2 . - A média era
1{,}8 e a mediana é2 : são medidas diferentes e não têm de coincidir.A acumulada poupa a escrita dos trinta valores por extenso. É exatamente para isto que ela serve: a mediana e os percentis são contas de posição, e a colunaN_{i} diz em que valor cai cada posição.
São o mínimo,
- Mínimo:
3 . Máximo:25 . Q_{1} :\dfrac{25 \times 11}{100} = 2{,}75 , não inteiro, arredonda-se para3 :Q_{1} = x_{3} = 6 .M_{e} :\dfrac{50 \times 11}{100} = 5{,}5 , não inteiro, arredonda-se para6 :M_{e} = x_{6} = 10 .Q_{3} :\dfrac{75 \times 11}{100} = 8{,}25 , não inteiro, arredonda-se para9 :Q_{3} = x_{9} = 15 .- b) Caixa de
6 a15 , traço em10 , bigodes até3 e até25 . - O bigode da direita mede
10 e o da esquerda3 : os tempos altos espalham-se muito mais.Comn ímpar, a mediana pela regra dos percentis é o valor da posição\dfrac{n+1}{2} = 6 — o mesmo que a definição de §3 dá. As duas maneiras de a dizer são a mesma conta.
Amodal é o conjunto em que todos os valores têm a mesma frequência absoluta.
- (A): o
2 e o4 aparecem duas vezes cada um, os outros uma — é bimodal, comM_{o} = 2 eM_{o} = 4 . - (B): o
1 e o3 aparecem duas vezes — também é bimodal. - (C): os sete valores são todos diferentes, todos com frequência
1 . Não há um valor mais frequente do que os outros: é amodal. - (D): o
1 aparece três vezes, mais do que qualquer outro — tem moda,M_{o} = 1 . - Amodal não quer dizer «sem valores repetidos».Um conjunto como
2, 2, 5, 5, 9, 9 também é amodal: os três valores têm a mesma frequência, e nenhum se destaca. O que conta é a igualdade das frequências, não a ausência de repetições.
Se a média é
- De
\overline{x} = \dfrac{\text{soma}}{6} = 14 vem soma= 6 \times 14 = 84 . - Soma das cinco conhecidas:
10+12+13+16+19 = 70 . - A sexta é
84 - 70 = 14 . - Verificação:
\dfrac{70+14}{6} = \dfrac{84}{6} = 14 . ✓ - Calhou ser igual à média — e por isso não a alterou.Acrescentar a uma amostra um valor igual à média deixa a média onde estava. É a mesma ideia que em R6 vai justificar que a soma dos desvios em relação à média é nula.
Média ponderada: multiplica cada nota pelo seu peso e soma. Os pesos já somam 1.
- a)
0{,}25 \times 12 + 0{,}35 \times 15 + 0{,}40 \times 14 = 3 + 5{,}25 + 5{,}6 = 13{,}85 . - b) A média simples seria
\dfrac{12+15+14}{3} \approx 13{,}67 : a ponderada é maior, porque os testes com melhor nota têm mais peso.A média simples é o caso particular em que todos os pesos são iguais a\frac{1}{n} . É exatamente a mesma fórmula que dará o valor médio de uma variável aleatória, com as probabilidades no lugar dos pesos.
A média multiplicada pelo número de dados dá a soma de todos eles. É por aí que se descobre o valor em falta.
- a) A soma das cinco notas é
5 \times 13 = 65 . As quatro conhecidas somam12+15+9+14 = 50 . - A quinta nota é
65 - 50 = 15 valores. - b) Ordenadas:
9,\ 12,\ 14,\ 15,\ 15 . A mediana é o terceiro valor: 14.Passar da média para a soma é o primeiro reflexo a treinar: quase todos os problemas de «descobrir o valor que falta» se resolvem assim.
Com
- a)
\dfrac{75 \times 16}{100} = 12 , que é inteiro. - Logo
P_{75} = \dfrac{x_{12} + x_{13}}{2} = \dfrac{8+9}{2} = 8{,}5 . - b) Maiores do que
8{,}5 :9 ,10 ,12 e15 — são4 pontuações. - Quatro em dezasseis são
25\% , que é exatamente o que se espera acima deP_{75} .Aqui a conta fecha certa porque8{,}5 não é nenhuma das pontuações. Se o percentil calhasse num valor observado — e repetido —, «maiores do queP_{75} » e «maiores ou iguais aP_{75} » dariam contagens diferentes, e nenhuma teria de dar25\% . O enunciado tem sempre de dizer qual das duas se quer; a definição garante pelo menos75\% abaixo e pelo menos25\% acima, e não exatamente.
Os cinco números leem-se nas cinco marcas do desenho. Cada quarto dos dados tem, aproximadamente, um quarto dos
- a) Mínimo
20 ,Q_{1} = 34 ,M_{e} = 41 ,Q_{3} = 52 , máximo78 . - b) Entre
Q_{1} eM_{e} está um quarto dos dados:0{,}25 \times 200 = 50 sócios. - Entre
M_{e} eQ_{3} , outro quarto:50 sócios. - Acima de
Q_{3} , o último quarto:50 sócios. - Os três intervalos têm o mesmo número de sócios e comprimentos muito diferentes —
7 ,11 e26 anos. - Os valores são aproximados, e não exatos.Os quartis dividem os dados ordenados em quatro partes com aproximadamente o mesmo número de elementos. Se houver idades repetidas em cima de um quartil, o corte não cai a direito e a contagem afasta-se um pouco de
50 . Com200 observações e o diagrama como única informação,50 é a melhor resposta possível — e convém dizer que é aproximada.
A média fixa a soma:
- A média
12 obriga a soma8 \times 12 = 96 . - A mediana
10 obriga\dfrac{x_{4}+x_{5}}{2} = 10 , ou sejax_{4}+x_{5} = 20 . - Um conjunto possível:
6, 7, 8, 9, 11, 12, 13, 30 . - Verificação:
M_{e} = \dfrac{9+11}{2} = 10 e\overline{x} = \dfrac{6+7+8+9+11+12+13+30}{8} = \dfrac{96}{8} = 12 . ✓ - O que teve de acontecer: com sete valores entre
6 e13 , a soma só chega a96 se o oitavo for muito grande — aqui,30 . - A mediana olha para posições e a média olha para valores. Substituindo o
30 por300 , a mediana continua10 e a média salta para45{,}75 .Esta é a diferença que R6 vai chamar resistência: a mediana aguenta um valor muito afastado sem se mexer, e a média não. Há muitas soluções para este exercício; todas têm de ter, no fim, pelo menos um valor bastante maior do que os outros.
Medidas de dispersão
Duas amostras podem ter exatamente a mesma média e não se parecerem nada uma com a outra. O que as distingue é a dispersão: quanto é que os dados se afastam do centro. Há três maneiras de a medir, e cada uma olha para uma parte diferente da distribuição.
- Interpretar as medidas de dispersão, amplitude, amplitude interquartil e desvio padrão amostral,
s , (variância amostrals^{2} ) na caraterização da distribuição dos dados, relacionando-as com as representações gráficas obtidas. - Conhecer que se os dados forem fornecidos já agrupados em classes, na forma de intervalos, torna-se necessário adequar as fórmulas ou os procedimentos existentes para dados não agrupados, para obter valores aproximados da média e do desvio padrão.
1 · A amplitude
A amplitude de um conjunto de dados é a diferença entre o maior e o menor:
É a mais simples das três, e a que usa menos informação: de todos os dados recolhidos, entram na conta exatamente dois — os dois extremos. Tudo o que está no meio não conta. É por isso que a amplitude é a medida que mais depende de um único valor: basta um dado isolado, muito acima ou muito abaixo dos outros, para a fazer crescer sem que a distribuição tenha mudado.
Nos dez tempos de espera de R4 —
2 · A amplitude interquartil
A amplitude interquartil (AIQ) é a diferença entre o terceiro e o primeiro quartis:
É a amplitude dos
Ao contrário da amplitude, a AIQ não olha para os extremos: entre os dados que a decidem e o mínimo fica um quarto da amostra, e outro tanto entre
Nos mesmos dez tempos, R4 deu
3 · Variância e desvio padrão amostrais
As duas primeiras medidas usam dois valores cada uma. Falta uma que use todos os dados — e a ideia natural é medir, para cada um, a que distância está da média, e depois resumir essas distâncias num número só.
Sendo
e o desvio padrão amostral é a sua raiz quadrada:
A variância vem nas unidades dos dados ao quadrado — minutos ao quadrado, gramas ao quadrado —, o que a torna impossível de ler no contexto. O desvio padrão vem nas mesmas unidades dos dados, e é por isso a medida de dispersão mais usada: escreve-se ao lado da média e lê-se como uma distância típica ao centro.
O procedimento tem quatro passos, sempre os mesmos. Primeiro, a média
Os cinco elementos de uma equipa de xadrez têm, em anos, as idades
- A média.
\overline{x} = \dfrac{14+16+16+20+24}{5} = \dfrac{90}{5} = 18 anos. - Os desvios.
-4 ,-2 ,-2 ,2 e6 . - Os quadrados.
16 ,4 ,4 ,4 e36 , que somam64 . - A divisão e a raiz.
s^{2} = \dfrac{64}{5-1} = \dfrac{64}{4} = 16 es = \sqrt{16} = 4 anos. - Antes de fechar, uma verificação que custa cinco segundos: a soma dos desvios tem de dar
0 . Aqui,-4-2-2+2+6 = 0 . ✓Se não der zero, o erro está na média — e vale a pena refazê-la antes de continuar, porque todos os passos seguintes dependem dela. Que isto aconteça sempre, e porquê, é uma das propriedades de R6.
Retomando os dez tempos de espera de R4 —
- Com
n = 10 , a média é\overline{x} = \dfrac{199}{10} = 19{,}9 minutos. - A soma dos quadrados dos desvios é
270{,}9 , logos^{2} = \dfrac{270{,}9}{9} = 30{,}1 . s = \sqrt{30{,}1} \approx 5{,}49 minutos.\text{amplitude} = 31 - 12 = 19 minutos e\text{AIQ} = 24 - 15 = 9 minutos.- Leitura. Metade dos atendimentos cabe num intervalo de
9 minutos, mas o conjunto todo espalha-se por19 ; e a distância típica de um atendimento à média é de cerca de5{,}5 minutos.Os três números não se contradizem — dizem coisas diferentes. A amplitude fala dos extremos, a amplitude interquartil do miolo e o desvio padrão de todos os dados ao mesmo tempo. Num relatório escrevem-se a média e o desvio padrão; num diagrama de extremos e quartis leem-se os outros dois.
Com dez valores ainda se faz à mão, mas ninguém o faz: escrevem-se os dados na calculadora e leem-se as medidas todas de uma vez. O tutorial da NumWorks de R4 mostra onde — no separador Estat, o desvio padrão fica na mesma lista da média e dos quartis.
No separador Estat, logo a seguir à média, aparece uma linha Desvio padrão com um
Com os dez tempos desta secção,
São
Python Amostral ou populacional? A calculadora e o Python concordam
from statistics import mean, stdev, pstdev
dados = [12, 14, 14, 15, 16, 16, 16, 18, 19, 20]
print('Media :', mean(dados))
print('Desvio amostral:', stdev(dados))
print('Desvio popul. :', pstdev(dados))
# Ha' DOIS desvios padrao, e o Python separa-os com nomes diferentes.
from statistics import mean, stdev, pstdev
dados = [12, 14, 14, 15, 16, 16, 16, 18, 19, 20]
print('Media :', mean(dados))
# stdev divide por n-1 -> e' o desvio padrao AMOSTRAL (o 's' da calculadora)
print('Desvio amostral:', stdev(dados))
# pstdev divide por n -> e' o POPULACIONAL (o sigma da calculadora)
print('Desvio popul. :', pstdev(dados))
São os dois valores que a NumWorks mostra lado a lado. Se os dados são uma amostra, usa-se
4 · Dados agrupados: a marca da classe
Quando os dados chegam já agrupados em classes — e é assim que quase toda a informação publicada chega —, os valores individuais perderam-se: da tabela só se sabe quantos dados caíram em cada intervalo, não quais. As fórmulas da média e do desvio padrão precisam de um número por dado, e é preciso arranjar-lhe um substituto.
Cada dado é substituído pela marca da sua classe, o ponto médio
Os valores obtidos são aproximados, e o sinal
Em R3 agruparam-se os tempos, em minutos, que
| Classe (min) | Marca | ||
|---|---|---|---|
| 3 | |||
| 5 | |||
| 7 | |||
| 3 | |||
| 2 | |||
| Total | 20 | — |
- A média.
\overline{x} \approx \dfrac{430}{20} = 21{,}5 minutos. - Os desvios das marcas.
-9 ,-4 ,1 ,6 e11 minutos. - As parcelas
n_{i}(c_{i}-\overline{x})^{2} .3 \times 81 = 243 ,5 \times 16 = 80 ,7 \times 1 = 7 ,3 \times 36 = 108 e2 \times 121 = 242 ; a soma é680 . - A divisão e a raiz.
s \approx \sqrt{\dfrac{680}{19}} \approx \sqrt{35{,}79} \approx 5{,}98 minutos. - Com os vinte tempos exatos, que R3 lista, os valores verdadeiros são
\overline{x} \approx 21{,}37 minutos es \approx 5{,}98 minutos.A tabela errou a média por pouco mais de um décimo de minuto e acertou no desvio padrão às centésimas. Não é sorte: dentro de cada classe uns dados estão acima da marca e outros abaixo, e os desvios quase se anulam.
Há uma garantia simples por trás do
Python Amplitude e desvio padrão, sem importar nada
dados = [14, 16, 16, 20, 24]
n = len(dados)
media = sum(dados) / n
amplitude = max(dados) - min(dados)
soma_quad = sum((x - media) ** 2 for x in dados)
variancia = soma_quad / (n - 1)
desvio = variancia ** 0.5
print("dados ", dados)
print("media ", media)
print("amplitude ", amplitude)
print("variancia ", variancia)
print("desvio ", round(desvio, 2))
print("soma desvios", round(sum(x - media for x in dados), 10))
# As idades dos cinco elementos da equipa de xadrez.
# Nada e importado: as formulas ficam todas a vista.
dados = [14, 16, 16, 20, 24]
n = len(dados)
media = sum(dados) / n # a media: soma a dividir por n
amplitude = max(dados) - min(dados) # maximo menos minimo
soma_quad = sum((x - media) ** 2 for x in dados) # soma dos quadrados dos desvios
variancia = soma_quad / (n - 1) # variancia AMOSTRAL: divide-se por n-1
desvio = variancia ** 0.5 # o desvio padrao e a raiz quadrada
print("dados ", dados)
print("media ", media) # 18.0
print("amplitude ", amplitude) # 10
print("variancia ", variancia) # 16.0
print("desvio ", round(desvio, 2)) # 4.0
print("soma desvios", round(sum(x - media for x in dados), 10)) # 0.0
Três experiências, e as três respondem a perguntas que só R6 vai tratar — aqui olha-se para o que acontece, e o porquê fica para lá. Uma: soma
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre as três medidas: a amplitude e a amplitude interquartil lidas nos dados e no diagrama de extremos e quartis, o desvio padrão amostral à mão e com a calculadora, e a média e o desvio padrão de dados agrupados pela marca da classe. Os últimos comparam duas amostras que não se podem comparar e confrontam o valor exato com o valor aproximado.
Uma loja de aluguer de bicicletas registou, em nove dias seguidos, o número de bicicletas alugadas:
a) Determina a amplitude. b) Determina a amplitude interquartil.
Um robô percorreu cinco vezes o mesmo trajeto. Os tempos, em segundos, foram:
Determina a média, a variância amostral e o desvio padrão amostral. Apresenta o desvio padrão com duas casas decimais.
O diagrama seguinte resume o número de mensagens que uma pessoa recebeu por dia, ao longo de um mês.
a) Determina a amplitude e a amplitude interquartil. b) Que fração dos dias está representada dentro da caixa?
Duas amostras têm exatamente a mesma média, e a segunda tem maior desvio padrão amostral.
Então, na segunda amostra:
- (A)os dados são maiores.
- (B)há mais dados.
- (C)os dados afastam-se mais da média.
- (D)a mediana é maior.
Numa turma, as classificações de um teste foram:
| Classificação | 8 | 10 | 12 | 14 | 16 |
|---|---|---|---|---|---|
| N.º de alunos | 2 | 5 | 8 | 4 | 1 |
a) Determina a média.b) Determina o desvio padrão amostral, com a calculadora.
Registaram-se as pontuações de cinco jogadores em duas provas.
Prova
a) Mostra que as duas provas têm a mesma média. b) Calcula os dois desvios padrão amostrais, com duas casas decimais, e compara as duas provas.
O tempo de espera, em minutos, de
| Classe (min) | |
|---|---|
| 5 | |
| 10 | |
| 10 | |
| 5 | |
| Total | 30 |
Determina a média e o desvio padrão aproximados, usando a marca de cada classe. Apresenta o desvio padrão com duas casas decimais.
Sete alunos fizeram um teste. As classificações, ordenadas, foram:
Conjunto I:
a) Determina a amplitude dos dois conjuntos. b) Determina a amplitude interquartil dos dois conjuntos. c) Explica por que razão uma das medidas mudou muito e a outra não mudou nada.
Mediram-se as massas, em gramas, de doze ovos:
a) Com a calculadora, determina
De uma amostra de
a) Determina a amplitude interquartil.
b) Quantos tempos estão, aproximadamente, entre
Mediram-se as alturas, em centímetros, de 40 plantas, agrupadas em classes:
| Classe | ||||
|---|---|---|---|---|
| N.º de plantas | 6 | 14 | 13 | 7 |
a) Determina um valor aproximado da média.b) Explica por que razão o valor obtido é apenas aproximado.c) Determina a frequência relativa acumulada da classe
De um lote de folhas de uma árvore mediram-se duas coisas:
Amostra I — o comprimento, em centímetros, de
Alguém conclui que «a amostra II é mais dispersa do que a I, porque
Retoma os
Agrupados em classes de amplitude
a) Determina a média exata das
A precipitação total, em milímetros, foi registada em
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 5 | 2 4 7 |
| 6 | 0 1 3 5 8 8 |
| 7 | 0 2 4 6 9 |
| 8 | 1 3 5 |
| 9 | 0 |
a) Escreve os
Os dados já estão ordenados. Para os quartis, calcula
- a)
\text{amplitude} = 22 - 4 = 18 bicicletas. - b)
\dfrac{25 \times 9}{100} = 2{,}25 , que não é inteiro: arredonda-se para3 eQ_{1} = x_{3} = 7 . \dfrac{75 \times 9}{100} = 6{,}75 , que também não é inteiro: arredonda-se para7 eQ_{3} = x_{7} = 15 .\text{AIQ} = 15 - 7 = 8 bicicletas.Repara na diferença entre as duas: a amplitude,18 , usa só os dois extremos; a amplitude interquartil,8 , é a largura da zona onde cabe metade dos dias.
Começa pela média. Depois faz a tabela dos desvios
\overline{x} = \dfrac{3+5+8+10+14}{5} = \dfrac{40}{5} = 8 segundos.- Desvios:
-5 ,-3 ,0 ,2 ,6 . Somam0 . ✓ - Quadrados:
25 ,9 ,0 ,4 ,36 ; a soma é74 . s^{2} = \dfrac{74}{5-1} = \dfrac{74}{4} = 18{,}5 .s = \sqrt{18{,}5} \approx 4{,}30 segundos.A variância vem em segundos ao quadrado, que não quer dizer nada num cronómetro; o desvio padrão vem em segundos, e por isso é o que se lê ao lado da média.
A caixa vai de
- a) O mínimo é
5 e o máximo é30 , logo\text{amplitude} = 30 - 5 = 25 mensagens. - Os extremos da caixa são
Q_{1} = 11 eQ_{3} = 19 , logo\text{AIQ} = 19 - 11 = 8 mensagens. - b) Entre
Q_{1} eQ_{3} está metade dos dias —50\% . - A caixa mede
8 e o bigode da direita, sozinho, mede19 a30 , ou seja11 .Metade dos dias cabe num intervalo de8 mensagens, mas o mês inteiro espalha-se por25 . É a leitura que a amplitude sozinha não dá.
Volta à fórmula: o que é que está dentro do somatório de
- Em
s^{2} = \dfrac{1}{n-1}\sum_{i=1}^{n}(x_{i}-\overline{x})^{2} só entram os desvios — as distâncias de cada dado à média. - Um desvio padrão maior significa desvios maiores, ou seja, dados mais afastados da média: (C).
- As outras três não se seguem: os dados podem ser maiores e ter a mesma dispersão (A); o número de dados não é medido pelo desvio padrão (B); e a mediana pode até ser menor, apesar de a média ser igual (D).Duas amostras com a mesma média e desvios padrão diferentes são exatamente o caso do exercício seguinte, com números.
Na calculadora, os valores numa coluna e o número de alunos na outra. Repara em que aqui as frequências são contagens, não probabilidades.
n = 2+5+8+4+1 = 20 \overline{x} = \dfrac{8 \times 2 + 10 \times 5 + 12 \times 8 + 14 \times 4 + 16 \times 1}{20} = \dfrac{16+50+96+56+16}{20} = \dfrac{234}{20} = 11{,}7 - Com a calculadora,
s \approx 2{,}05 .Como os dados são uma amostra — as classificações observadas —, o valor a usar és , não{\sigma} .
As duas médias dão
- a)
\overline{x}_{A} = \dfrac{8+9+10+11+12}{5} = \dfrac{50}{5} = 10 e\overline{x}_{B} = \dfrac{2+6+10+14+18}{5} = \dfrac{50}{5} = 10 . - b) Em
A , os desvios são-2, -1, 0, 1, 2 e os quadrados4, 1, 0, 1, 4 , que somam10 . s_{A}^{2} = \dfrac{10}{4} = 2{,}5 es_{A} = \sqrt{2{,}5} \approx 1{,}58 .- Em
B , os desvios são-8, -4, 0, 4, 8 e os quadrados64, 16, 0, 16, 64 , que somam160 . s_{B}^{2} = \dfrac{160}{4} = 40 es_{B} = \sqrt{40} \approx 6{,}32 .- As pontuações da prova
B estão muito mais espalhadas do que as da provaA , apesar de o centro ser o mesmo.A média sozinha não distingue as duas provas. É precisamente para isso que serve uma medida de dispersão: dizer o que a média cala.
A marca é o ponto médio da classe:
- Marcas:
c_{1} = 5 ,c_{2} = 15 ,c_{3} = 25 ,c_{4} = 35 . \overline{x} \approx \dfrac{5 \times 5 + 10 \times 15 + 10 \times 25 + 5 \times 35}{30} = \dfrac{25+150+250+175}{30} = \dfrac{600}{30} = 20 minutos.- Desvios das marcas à média:
-15 ,-5 ,5 ,15 . - Parcelas
n_{i}(c_{i}-\overline{x})^{2} :5 \times 225 = 1125 ,10 \times 25 = 250 ,10 \times 25 = 250 ,5 \times 225 = 1125 ; a soma é2750 . s^{2} \approx \dfrac{2750}{29} \approx 94{,}83 es \approx \sqrt{94{,}83} \approx 9{,}74 minutos.- Os dois valores são aproximados, e o
\approx escreve-se.A tabela já não guarda os tempos verdadeiros: substituiu cada um pela marca da sua classe. Com os30 tempos originais os valores seriam outros — próximos, mas outros.
Repara em quantos valores entram em cada uma das duas contas: a amplitude usa dois; a amplitude interquartil usa outros dois, e nenhum deles é um extremo.
- a) Conjunto I:
18 - 10 = 8 valores. Conjunto II:18 - 3 = 15 valores. - b) Em ambos,
n = 7 :\dfrac{25 \times 7}{100} = 1{,}75 \to 2 , logoQ_{1} = x_{2} = 12 ; e\dfrac{75 \times 7}{100} = 5{,}25 \to 6 , logoQ_{3} = x_{6} = 17 . - Nos dois conjuntos,
\text{AIQ} = 17 - 12 = 5 valores. - c) A amplitude é
\text{máximo}-\text{mínimo} : o valor que mudou era o mínimo, e por isso a amplitude mudou logo. - A amplitude interquartil só olha para
Q_{1} eQ_{3} , que ocupam as posições2 e6 . Baixar o menor valor de10 para3 não muda nenhuma dessas posições — o menor continua a ser o menor.É esta a diferença entre as duas: a amplitude conta com os dois extremos e mais nada; a amplitude interquartil ignora-os por completo, e mede só a largura dos50\% centrais.
Na calculadora, escreve os doze valores na lista V1 com frequência
- a)
\overline{x} = \dfrac{740}{12} \approx 61{,}67 g es \approx 9{,}14 g. - b)
\overline{x}-s \approx 52{,}53 g e\overline{x}+s \approx 70{,}81 g. - Ficam dentro desse intervalo
55 ,55 ,58 ,60 ,61 ,63 ,66 e70 : são oito das doze massas. - Ficam de fora quatro:
48 e52 por baixo,72 e80 por cima.Oito em doze são dois terços. Não é coincidência que a maior parte dos dados caiba a menos de um desvio padrão da média — é a razão des se chamar «desvio padrão»: é a distância típica de um dado ao centro.
Na alínea b), lembra-te do que
- a)
\text{AIQ} = 21 - 12 = 9 minutos. - b) Abaixo de
Q_{1} está cerca de25\% da amostra e acima deQ_{3} outros25\% ; entre os dois está cerca de50\% . 50\% de200 são cerca de100 tempos.- c) Os quartis são valores de posição:
Q_{1} eQ_{3} saem das posições50 e150 da lista ordenada. - O maior tempo continua a ser o maior depois da correção, e por isso nenhum valor troca de posição:
Q_{1} eQ_{3} são os mesmos e a amplitude interquartil também.A amplitude, essa, saltava de50 menos o mínimo para500 menos o mínimo. Duas medidas de dispersão, a mesma correção, e reações opostas — é a razão de haver mais do que uma.
Com dados agrupados, cada classe representa-se pelo seu ponto médio, e usa-se a média ponderada pelas contagens.
- Pontos médios:
12 ,16 ,20 e24 . - a)
\overline{x} \approx \dfrac{6 \times 12 + 14 \times 16 + 13 \times 20 + 7 \times 24}{40} = \dfrac{72 + 224 + 260 + 168}{40} = \dfrac{724}{40} = 18{,}1 cm. - b) Porque se perdeu a informação sobre os valores exatos: admite-se que, dentro de cada classe, os dados se distribuem em torno do ponto médio. Se estivessem todos junto de um dos extremos, a média verdadeira seria diferente.
- c) Até
[18,\, 22[ acumulam-se6+14+13 = 33 plantas:\dfrac{33}{40} = 0{,}825 .É esta perda de informação que o histograma torna visível — e é também por isso que, quanto mais estreitas as classes, melhor a aproximação. É o fio que leva ao laboratório da secção 14.
Escreve as unidades ao lado de cada número. O que é que
- O desvio padrão vem nas unidades dos dados: o da amostra I é
3 centímetros, o da amostra II é5 gramas. - Comparar
5 gramas com3 centímetros não é comparar dispersões — é comparar coisas que não se somam nem se subtraem uma à outra. - E as duas médias serem
12 não ajuda:12 cm e12 g também não são a mesma coisa. - A afirmação é, portanto, infundada. O desvio padrão compara dispersões da mesma variável, medida na mesma unidade — como as duas provas do exercício e5e, ambas em pontos.
- Se a mesma amostra de comprimentos fosse convertida de centímetros para milímetros, o desvio padrão passaria de
3 para30 sem que uma única folha mudasse.É isso que mostra que o número sozinho não mede nada: mede na unidade em que está. Em R6 vais ver exatamente o que uma mudança de unidade faz a cada medida.
Na alínea a), soma as vinte durações. Na b), as marcas são
- a) A soma das vinte durações é
430{,}4 , logo\overline{x} = \dfrac{430{,}4}{20} = 21{,}52 segundos. - b)
\overline{x} \approx \dfrac{2 \times 12{,}5 + 6 \times 17{,}5 + 7 \times 22{,}5 + 4 \times 27{,}5 + 1 \times 32{,}5}{20} . = \dfrac{25 + 105 + 157{,}5 + 110 + 32{,}5}{20} = \dfrac{430}{20} = 21{,}5 segundos.- c) A diferença é de
0{,}02 segundos, e vem de a tabela agrupada ter substituído cada duração pela marca da sua classe: dentro de cada classe, uns dados estão acima da marca e outros abaixo, e os desvios quase se anulam. - Com classes de amplitude
h , nenhum dado dista da sua marca mais do que\dfrac{h}{2} ; aqui,2{,}5 segundos. Reduzirh reduz essa garantia — e é isso que aproxima os dois valores. - Mas o que a faz desaparecer é ter os dados brutos: com eles, a média sai exata e não há nada a aproximar.É por isso que a tabela agrupada não substitui os dados originais quando eles existem. Agrupar é uma forma de ver a distribuição, não de a guardar.
O caule-e-folhas já entrega os dados ordenados: o caule
- a) Os valores são
52 ,54 ,57 ,60 ,61 ,63 ,65 ,68 ,68 ,70 ,72 ,74 ,76 ,79 ,81 ,83 ,85 e90 . \dfrac{50 \times 18}{100} = 9 , que é inteiro, logoM_{e} = \dfrac{x_{9}+x_{10}}{2} = \dfrac{68+70}{2} = 69 mm.- b)
\overline{x} = \dfrac{1258}{18} \approx 69{,}89 mm es \approx 11{,}02 mm. - c)
\text{amplitude} = 90 - 52 = 38 mm. \dfrac{25 \times 18}{100} = 4{,}5 \to 5 , logoQ_{1} = x_{5} = 61 mm; e\dfrac{75 \times 18}{100} = 13{,}5 \to 14 , logoQ_{3} = x_{14} = 79 mm.\text{AIQ} = 79 - 61 = 18 mm.- Leitura: os
18 meses espalham-se por38 mm, mas metade deles cabe numa faixa de18 mm à volta do centro; e a distância típica de um mês à média é de cerca de11 mm.As três medidas dizem coisas diferentes sobre o mesmo conjunto —38 ,18 e11 — e nenhuma delas está errada. A amplitude fala dos extremos, a amplitude interquartil do miolo, o desvio padrão de todos os dados ao mesmo tempo.
Propriedades das medidas
Se se somar o mesmo a todos os dados, o que acontece à média? E ao desvio padrão? E se um único valor for substituído por outro muito maior? As respostas a estas perguntas são matéria — e são o que permite escolher, em cada situação, a medida de centro e a medida de dispersão certas.
- Interpretar e mostrar analiticamente as alterações provocadas na média por transformação dos dados pela multiplicação de cada um por uma constante "a" e pela adição de uma constante "b". (pág. 23)
- Compreender os conceitos e as seguintes propriedades das medidas: Pouca resistência da média e do desvio padrão; Soma dos desvios dos dados relativamente à média é igual a zero; Desvio padrão é igual a zero se e só se todos os dados forem iguais; Amplitude interquartil igual a zero, não implica a não existência de variabilidade. (pág. 23)
- Reconhecer que existem situações em que é preferível utilizar, como medida de localização do centro da distribuição dos dados, a mediana em vez da média, e como medida de dispersão a amplitude interquartil em vez do desvio padrão, apresentando exemplos simples. (págs. 23–24)
- Reconhecer que algumas representações gráficas são mais adequadas que outras para comparar conjuntos de dados, nomeadamente o diagrama de extremos e quartis, para comparar a distribuição de dois ou mais conjuntos de dados, realçando aspetos de simetria, dispersão, concentração, etc. (pág. 24)
1 · Transformar os dados: y = ax + b
Mudar de unidade — de centímetros para metros, de euros para dólares, de graus Celsius para graus Fahrenheit — é sempre a mesma operação: substituir cada dado
Substitui-se cada dado
e as medidas de dispersão ficam apenas multiplicadas por
Somar
De todas estas propriedades, a da média é a única que as Aprendizagens Essenciais mandam mostrar analiticamente. E mostra-se em três linhas:
O passo que faz o trabalho é o do meio: no numerador há
Para o desvio padrão as Aprendizagens Essenciais não pedem demonstração: pedem que se explore com a tecnologia, e é o que o laboratório desta secção faz. A razão vê-se, ainda assim, numa linha — o
Cada desvio ficou multiplicado por
As temperaturas máximas de cinco dias, em graus Celsius, foram
Confirma-se sem dificuldade que
Convertendo para graus Fahrenheit pela regra
- Os cinco valores convertidos são
55{,}4 ,66{,}2 ,68 ,69{,}8 e80{,}6 . - Aqui
a = 1{,}8 eb = 32 . Média:\overline{y} = 1{,}8 \times 20 + 32 = 68 . - Mediana:
M_{e}(y) = 1{,}8 \times 20 + 32 = 68 . - Quartis:
Q_{1}(y) = 1{,}8 \times 19 + 32 = 66{,}2 eQ_{3}(y) = 1{,}8 \times 21 + 32 = 69{,}8 . - Desvio padrão:
s_{y} = 1{,}8 \times 5 = 9 . Amplitude interquartil:1{,}8 \times 2 = 3{,}6 . - Repara no que aconteceu ao
+32 : entrou na média, na mediana e nos quartis, e não entrou no desvio padrão nem na amplitude interquartil.Faz sentido: deslocar toda a gente32 unidades para cima não aproxima nem afasta ninguém de ninguém. O que muda distâncias é o1{,}8 — e esse multiplica tudo, localização e dispersão.
Laboratório · O que os dois números de y = ax + b fazem às medidas
interativoDeixa o
2 · A soma dos desvios é zero
Chama-se desvio do dado
Seja qual for a amostra,
De facto,
Nas cinco temperaturas do exemplo anterior, com
e somam
É por isso que a dispersão não se pode medir somando desvios: daria zero para toda a gente, para os dados apertados e para os dados espalhados. Elevam-se ao quadrado primeiro, e é daí que sai a variância — e, com ela, o desvio padrão.
3 · s = 0 e amplitude interquartil = 0
Se todos os dados são iguais, são todos iguais à média, todos os desvios são nulos, a soma dos quadrados é nula e
Ao contrário: se
Com o desvio padrão, portanto, zero quer mesmo dizer «não há variabilidade nenhuma». Com a amplitude interquartil, não.
A amplitude interquartil só olha para dois números,
Como
E, no entanto, a amplitude é
4 · Resistência: quando a mediana ganha à média
A média e o desvio padrão mudam sempre que se altera um dado, e mudam tanto mais quanto maior for a alteração: todos os valores entram na conta, e entram pelo valor que têm.
A mediana e a amplitude interquartil, não: só dependem das posições centrais. Puxar o maior dos dados para dez vezes o que era não lhes mexe. Diz-se, por isso, que a mediana e a amplitude interquartil são resistentes, e que a média e o desvio padrão têm pouca resistência.
Chama-se outlier a um dado muito diferente do padrão dos restantes. É tudo o que a palavra diz: não há aqui nenhum critério numérico que decida, a partir de que distância, um valor passa a sê-lo — olha-se para os dados e para o contexto de onde vieram. O que interessa é o efeito: um outlier arrasta consigo a média e o desvio padrão, e deixa a mediana e a amplitude interquartil onde estavam.
Numa loja registaram-se os valores, em euros, das compras de nove clientes seguidos:
Compara as quatro medidas com e sem a compra de
- Com as nove. A soma é
180 , logo\overline{x} = \dfrac{180}{9} = 20 €. - Com
n = 9 , a mediana é o valor da posição5 :M_{e} = 12 €. Q_{1} = x_{3} = 11 eQ_{3} = x_{7} = 14 , logo a amplitude interquartil é14-11 = 3 €. Es \approx 24{,}07 €.- Sem a compra de
84 €. A soma passa a96 en a8 , logo\overline{x} = \dfrac{96}{8} = 12 €. - Com
n = 8 , a mediana é a média dos valores das posições4 e5 :M_{e} = \dfrac{12+12}{2} = 12 €. Q_{1} = \dfrac{10+11}{2} = 10{,}5 eQ_{3} = \dfrac{13+14}{2} = 13{,}5 , logo a amplitude interquartil é13{,}5-10{,}5 = 3 €. Es = 2 €.- Um único cliente fez a média saltar de
12 € para20 € e o desvio padrão de2 € para24{,}07 €. A mediana e a amplitude interquartil não se mexeram um cêntimo.Dizer que «a compra média foi de20 €» descreve mal o que se passou naquela loja: oito dos nove clientes gastaram menos do que isso. A mediana de12 € responde melhor à pergunta que interessa — quanto gasta um cliente normal?
Quando a distribuição é aproximadamente simétrica e não tem valores muito afastados dos outros, usam-se média e desvio padrão — aproveitam todos os dados. Quando há outliers, ou a distribuição é claramente assimétrica, usam-se mediana e amplitude interquartil, que não se deixam arrastar.
Numa distribuição aproximadamente simétrica, média, mediana e moda ficam próximas umas das outras. Quando há uma cauda comprida à direita — poucos valores muito grandes —, a média é puxada para lá e fica acima da mediana; com a cauda à esquerda, acontece o contrário. É uma tendência que ajuda a ler um histograma, e não uma regra para aplicar de olhos fechados: há distribuições assimétricas que não a cumprem.
5 · Comparar distribuições
O diagrama de extremos e quartis foi feito para isto. Dois ou mais, desenhados sobre o mesmo eixo e à mesma escala, deixam ler de uma vez o centro (onde está o traço da mediana), a dispersão (a largura da caixa e o comprimento total), a simetria (a posição da mediana dentro da caixa e o comprimento relativo dos dois bigodes) e a concentração (uma caixa estreita quer dizer que metade dos dados está apertada num intervalo curto). Nenhuma medida sozinha diz isto tudo.
As classificações, de
Compara as duas distribuições.
- Turma A. Mínimo
8 ;Q_{1} = \dfrac{10+11}{2} = 10{,}5 ;M_{e} = \dfrac{12+13}{2} = 12{,}5 ;Q_{3} = \dfrac{14+15}{2} = 14{,}5 ; máximo17 . - Turma B. Mínimo
4 ;Q_{1} = \dfrac{8+10}{2} = 9 ;M_{e} = \dfrac{12+13}{2} = 12{,}5 ;Q_{3} = \dfrac{15+17}{2} = 16 ; máximo20 . - Amplitude interquartil:
14{,}5-10{,}5 = 4 na A e16-9 = 7 na B. - Amplitude:
17-8 = 9 na A e20-4 = 16 na B. - A mediana é a mesma nas duas turmas,
12{,}5 . Mas a caixa de B é quase o dobro da de A, e a amplitude também: a turma B é muito mais heterogénea.É um exemplo do que uma medida de centro sozinha não consegue dizer. Se um jornal escrevesse «as duas turmas tiveram o mesmo resultado», estaria a dizer a verdade — e a esconder o essencial: na turma B há alunos com4 e alunos com20 .
Desenhados sobre o mesmo eixo, os dois diagramas dizem isto de uma vez, e sem contas:
Python Antes e depois de ax+b
O programa calcula as quatro medidas de uma lista e da lista transformada, e põe-nas lado a lado. A função quartil é a regra dos percentis do capítulo: calcula
def media(d):
return sum(d) / len(d)
def quartil(d, k):
d = sorted(d)
n = len(d)
p = k * n / 100
if p == int(p):
m = int(p)
return (d[m - 1] + d[m]) / 2
m = int(p) + 1
return d[m - 1]
def mediana(d):
return quartil(d, 50)
def desvio(d):
m = media(d)
v = sum((x - m) ** 2 for x in d) / (len(d) - 1)
return v ** 0.5
def medidas(d):
return [media(d), mediana(d), desvio(d), quartil(d, 75) - quartil(d, 25)]
dados = [13, 19, 20, 21, 27]
a = 1.8
b = 32
novos = [a * x + b for x in dados]
nomes = ["media", "mediana", "desvio padrao", "AIQ"]
antes = medidas(dados)
depois = medidas(novos)
print("medida antes depois")
for i in range(4):
print(nomes[i].ljust(14), round(antes[i], 2), " ", round(depois[i], 2))
def media(d):
return sum(d) / len(d)
def quartil(d, k): # o percentil de ordem k, pela regra do programa
d = sorted(d) # a regra trabalha sempre com os dados ordenados
n = len(d)
p = k * n / 100
if p == int(p): # caso inteiro: media das posicoes p e p+1
m = int(p)
return (d[m - 1] + d[m]) / 2
m = int(p) + 1 # caso nao inteiro: arredonda para cima
return d[m - 1] # as listas do Python comecam no indice 0
def mediana(d):
return quartil(d, 50) # a mediana e o percentil 50
def desvio(d):
m = media(d)
v = sum((x - m) ** 2 for x in d) / (len(d) - 1) # variancia amostral: divide por n-1
return v ** 0.5
def medidas(d):
return [media(d), mediana(d), desvio(d), quartil(d, 75) - quartil(d, 25)]
dados = [13, 19, 20, 21, 27] # temperaturas em graus Celsius
a = 1.8
b = 32
novos = [a * x + b for x in dados] # a mesma transformacao aplicada a todos
nomes = ["media", "mediana", "desvio padrao", "AIQ"]
antes = medidas(dados)
depois = medidas(novos)
print("medida antes depois")
for i in range(4):
print(nomes[i].ljust(14), round(antes[i], 2), " ", round(depois[i], 2))
# 20.0 68.0 | 20 68.0 | 5.0 9.0 | 2 3.6
Põe a = 1 e mexe só no b: a média e a mediana andam com ele e as duas últimas colunas não se mexem. Depois põe b = 0 e mexe só no a: agora multiplicam-se as quatro. É a propriedade de §1, verificada em dois segundos — e é também o que o laboratório desta secção faz com os cursores.
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre as propriedades das medidas: o efeito de
Registaram-se as idades dos sócios de um clube de xadrez e obteve-se
Daqui a
Os artigos de um catálogo têm preço médio
A loja aplica um desconto de
Considera uma amostra
A soma dos desvios dos dados em relação à média,
- (A)sempre positiva.
- (B)sempre igual a zero.
- (C)igual ao desvio padrão.
- (D)igual a
n .
Sete atendimentos demoraram, em minutos,
Um erro de registo trocou o último valor: onde estava
a) Determina a média e a mediana antes da troca. b) Determina a média e a mediana depois da troca. c) Diz qual das duas medidas deu por causa do erro.
Seja
Mostra que a amostra
Cinco pacotes de fruta têm, em gramas, as massas
a) Calcula a média e os cinco desvios em relação à média. b) Verifica que os cinco desvios somam zero. c) Justifica, em geral, por que razão isso acontece com qualquer amostra.
Registou-se, ao longo de uma semana, o número de atendimentos por hora em duas lojas. Os dois diagramas de extremos e quartis estão desenhados sobre o mesmo eixo.
Classifica cada afirmação em verdadeira ou falsa, justificando.
a) As duas lojas têm a mesma mediana.
b) A loja A tem maior amplitude do que a loja B.
c) A loja B tem maior amplitude interquartil do que a loja A.
d) Metade dos valores registados na loja B está entre
Oito pessoas foram atendidas num balcão. Os tempos de atendimento, em minutos, foram
Uma nona pessoa levou
a) Determina a média e a mediana dos oito primeiros tempos. b) Determina a média e a mediana dos nove tempos. c) Diz qual das duas medidas descreve melhor o serviço daquele balcão, e porquê.
O desvio padrão amostral de uma amostra é igual a zero.
Então, com certeza:
- (A)a média é zero.
- (B)a amostra tem um só elemento.
- (C)todos os dados são iguais.
- (D)a amplitude interquartil é diferente de zero.
Os salários mensais, em euros, de uma pequena empresa com 6 trabalhadores são 900, 950, 1000, 1000, 1050 e 5100 (o do sócio-gerente).
a) Determina a média e a mediana.b) Qual das duas descreve melhor «o salário de quem ali trabalha»? Justifica.
Uma amostra tem média
a) Somando 2 a todos os valores, o que acontece à média e ao desvio padrão?b) E multiplicando todos os valores por 2?c) Justifica a resposta dada em a) para o desvio padrão.
Duas turmas fizeram o mesmo teste. As classificações foram:
Turma A: 10, 12, 12, 13, 13, 14, 14, 16Turma B: 6, 9, 11, 13, 13, 16, 18, 18
a) Mostra que as duas turmas têm a mesma média.b) Sem calcular, indica qual tem maior desvio padrão e porquê.c) Confirma com a calculadora, usando o desvio padrão amostral.
a) Constrói uma amostra de
Cinco classificações, na escala de
Convertem-se para a escala de
a) Determina
De três conjuntos de dados conhecem-se os cinco números e uma descrição:
I — massas, em gramas, de
Para cada conjunto, escolhe a medida de localização do centro e a medida de dispersão que melhor o descrevem, e justifica com as propriedades desta secção.
Daqui a três anos cada idade
- Média:
\overline{y} = 1 \times 15{,}4 + 3 = 18{,}4 anos. - Desvio padrão:
s_{y} = 1 \times 2{,}1 = 2{,}1 anos — não muda. - Somar a mesma quantidade a todos os dados desloca-os em bloco.O grupo envelheceu todo ao mesmo tempo: as distâncias entre as idades são exatamente as mesmas de hoje, e é isso que o desvio padrão mede.
Descontar
- Média:
\overline{y} = 0{,}75 \times 24 = 18 €. - Desvio padrão:
s_{y} = 0{,}75 \times 6 = 4{,}50 €. - Aqui a dispersão muda: os preços ficaram mais próximos uns dos outros, na mesma proporção em que baixaram.Reparaste na diferença? No exercício anterior somava-se; aqui multiplica-se. Somar desloca e não aperta; multiplicar desloca e aperta.
Separa a soma em duas:
\sum_{i=1}^{n}\left(x_{i}-\overline{x}\right) = \sum_{i=1}^{n} x_{i} - n\,\overline{x} , porque\overline{x} aparecen vezes.- Mas
\sum_{i=1}^{n} x_{i} = n\,\overline{x} , por definição de média. - Logo a soma é
n\,\overline{x} - n\,\overline{x} = 0 , sejam quais forem os dados.É por isso que uma medida de dispersão não pode ser a soma dos desvios: daria zero para toda a gente. Elevam-se ao quadrado primeiro — e daí sai a variância.
Os dados já estão ordenados e
- a)
\overline{x} = \dfrac{101}{7} \approx 14{,}43 minutos; o valor da posição4 é15 , logoM_{e} = 15 minutos. - b) A nova soma é
143 , logo\overline{x} = \dfrac{143}{7} \approx 20{,}43 minutos. - Os dados continuam ordenados e o da posição
4 continua a ser15 :M_{e} = 15 minutos. - c) A média deu por causa do erro — subiu seis minutos. A mediana não deu por nada.A mediana só olha para quem está na posição do meio, e não para o valor de quem está nos extremos. É exatamente isso que se chama ser resistente.
Escreve a definição de média da nova amostra e separa a soma em duas parcelas: a que tem os
- Por definição de média,
\overline{y} = \frac{(a x_{1}+b)+(a x_{2}+b)+\ldots+(a x_{n}+b)}{n}. - No numerador há
n parcelasa x_{i} en parcelasb . Pondoa em evidência nas primeiras:\overline{y} = \frac{a\left(x_{1}+x_{2}+\ldots+x_{n}\right) + n\,b}{n}. - Separando a fração em duas:
\overline{y} = a \cdot \frac{x_{1}+x_{2}+\ldots+x_{n}}{n} + \frac{n\,b}{n} = a\,\overline{x}+b. - Como se queria mostrar.O passo que faz o trabalho é o do meio: as
n parcelasb somamn\,b , en\,b a dividir porn dáb . É por isso que ob reaparece inteiro na média.
O desvio do dado
- a)
\overline{x} = \dfrac{48+51+55+58+63}{5} = \dfrac{275}{5} = 55 gramas. - Desvios:
-7 ,-4 ,0 ,3 e8 . - b)
-7-4+0+3+8 = 0 . ✓ - c)
\sum_{i=1}^{n}\left(x_{i}-\overline{x}\right) = \sum_{i=1}^{n} x_{i} - n\,\overline{x} = n\,\overline{x} - n\,\overline{x} = 0 . - Os desvios negativos compensam exatamente os positivos.A média é o ponto de equilíbrio dos dados: se pusesses os cinco valores sobre uma régua, com pesos iguais, a régua ficaria equilibrada em
55 .
Lê os cinco números de cada diagrama: mínimo,
- Loja A:
2 ,Q_{1} = 6 ,M_{e} = 9 ,Q_{3} = 12 ,20 . Loja B:5 ,Q_{1} = 8 ,M_{e} = 9 ,Q_{3} = 10 ,14 . - a) Verdadeira. O traço da mediana está em
9 nas duas. - b) Verdadeira. Amplitude de A:
20-2 = 18 ; de B:14-5 = 9 . - c) Falsa. A amplitude interquartil de B é
10-8 = 2 e a de A é12-6 = 6 : é a de A que é maior — a caixa de A é visivelmente mais larga. - d) Verdadeira. Entre
Q_{1} eQ_{3} está sempre cerca de metade dos dados, e na loja B esse intervalo é[8, 10] . - Mesma mediana, distribuições muito diferentes.A loja B é a previsível: quase todas as horas rendem entre
8 e10 atendimentos. A loja A tem horas mortas e horas de ponta — e, no entanto, a hora do meio é igual nas duas.
Com
- a) A soma dos oito é
176 , logo\overline{x} = \dfrac{176}{8} = 22 minutos. - Posições
4 e5 :22 e22 . LogoM_{e} = 22 minutos. - b) A soma dos nove é
288 , logo\overline{x} = \dfrac{288}{9} = 32 minutos. - Posição
5 :22 . LogoM_{e} = 22 minutos. - c) A mediana. Dizer que o atendimento médio demora
32 minutos descreve mal aquele balcão: oito das nove pessoas esperaram menos de28 minutos.Um só outlier em nove dados deslocou a média dez minutos. A mediana, que continua em22 , é a que responde à pergunta que interessa: quanto tempo espera uma pessoa normal?
- Se
s = 0 , entãos^{2} = 0 , ou seja\left(x_{1}-\overline{x}\right)^{2}+\ldots+\left(x_{n}-\overline{x}\right)^{2} = 0 . - Cada parcela é um quadrado, logo é maior ou igual a zero. Uma soma de parcelas não negativas só é nula se todas forem nulas.
- Então
x_{i}-\overline{x} = 0 para todo oi , ou seja, todos os dados são iguais à média — e, portanto, iguais entre si. - (A) é falsa: os dados podem ser todos iguais a
7 . (B) é falsa: podem ser dez valores iguais. (D) é falsa: se todos os dados são iguais, tambémQ_{1} = Q_{3} e a amplitude interquartil é zero.
A mediana de seis valores ordenados é a média dos dois do meio.
\overline{x} = \dfrac{900+950+1000+1000+1050+5100}{6} = \dfrac{10\,000}{6} \approx 1666{,}67 €- Ordenados, os dois do meio são
1000 e1000 : a mediana é1000 €. - A mediana descreve melhor: cinco dos seis trabalhadores ganham menos do que a média, que está inflacionada por um único salário muito acima dos restantes.A média não é «errada» — responde a outra pergunta: quanto custaria a folha salarial dividida por igual.
Pensa no que cada transformação faz aos desvios em relação à média, que é o que o desvio padrão mede.
- a) A média passa a
16 ; o desvio padrão não muda, continua3 . - b) A média passa a
28 e o desvio padrão passa a6 . - c) Se todos os valores sobem 2, a média também sobe 2, e cada desvio
x_{i} - \overline{x} fica igual:(x_{i}+2) - (\overline{x}+2) = x_{i} - \overline{x} . Como o desvio padrão só depende desses desvios, não se altera.Deslocar não espalha; ampliar espalha. É a razão pela qual mudar de graus Celsius para Kelvin não altera o desvio padrão, mas mudar para Fahrenheit altera.
O desvio padrão mede o espalhamento em torno da média, não o valor da média.
- a) Turma A:
10+12+12+13+13+14+14+16 = 104 , logo\overline{x} = 13 . Turma B:6+9+11+13+13+16+18+18 = 104 , logo também13 . - b) A turma B: as suas notas vão de 6 a 18, enquanto as de A ficam todas entre 10 e 16 — estão muito mais concentradas em torno de 13.
- c) Com a calculadora,
s_{A} \approx 1{,}77 es_{B} \approx 4{,}28 ✓Médias iguais e espalhamentos muito diferentes: é o exemplo que mostra por que razão a média sozinha nunca chega para descrever um conjunto de dados.
Com
- a) Serve, por exemplo,
2, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 8, 15 . Q_{1} = P_{25} :\dfrac{25 \times 10}{100} = 2{,}5 , que não é inteiro; arredonda-se para3 eQ_{1} = x_{3} = 8 .Q_{3} = P_{75} :\dfrac{75 \times 10}{100} = 7{,}5 , que não é inteiro; arredonda-se para8 eQ_{3} = x_{8} = 8 .- Logo a amplitude interquartil é
8-8 = 0 , e a amplitude é15-2 = 13 . ✓ - b) A amplitude interquartil só olha para dois valores,
Q_{1} eQ_{3} : mede a largura dos50\% centrais e mais nada. Aqui os50\% centrais são todos iguais a8 , e por isso a caixa tem largura nula. - Mas variabilidade há: a amplitude é
13 es \approx 3{,}07 .É o contraexemplo que as Aprendizagens Essenciais pedem com todas as letras — «amplitude interquartil igual a zero não implica a não existência de variabilidade». Uma amplitude interquartil nula não é um erro de conta: é um aviso de que a informação está toda nas pontas.
Podes calcular tudo de novo nos valores convertidos — ou aplicar as propriedades de §1 e confirmar. Faz as duas coisas: é a melhor maneira de as fixar.
- a) Antes:
\overline{x} = \dfrac{60}{5} = 12 eM_{e} = 12 (posição3 ). Q_{1} :\dfrac{25 \times 5}{100} = 1{,}25 , arredonda para2 , logoQ_{1} = 11 .Q_{3} :\dfrac{75 \times 5}{100} = 3{,}75 , arredonda para4 , logoQ_{3} = 14 . Amplitude interquartil= 3 .- Desvio padrão:
s^{2} = \dfrac{16+1+0+4+9}{4} = \dfrac{30}{4} = 7{,}5 , logos \approx 2{,}74 . - Depois, os valores são
45, 60, 65, 75, 80 :\overline{y} = 5 \times 12 + 5 = 65 ,M_{e} = 5 \times 12 + 5 = 65 ,s_{y} = 5 \times 2{,}74 \approx 13{,}69 e amplitude interquartil= 5 \times 3 = 15 . - b) As quatro foram multiplicadas por
5 . O+5 entrou só na média e na mediana; no desvio padrão e na amplitude interquartil não entrou.Repara na conta:65 = 5 \times 12 + 5 , com o+5 lá; mas15 = 5 \times 3 , sem ele. Somar a mesma quantidade a todos os dados não os afasta uns dos outros.
Os cinco números são, por esta ordem, mínimo,
- I. Amplitude
20 , amplitude interquartil8 ; a mediana está no meio da caixa (22-18 = 4 e26-22 = 4 ) e os bigodes têm o mesmo comprimento. - É o caso simétrico e sem outliers: usam-se média e desvio padrão, que aproveitam todos os dados.
- II. Amplitude
54 , amplitude interquartil4 : o bigode direito é enorme e a caixa é minúscula. - O donativo de
58 € é um outlier: puxa a média e o desvio padrão. Usam-se mediana e amplitude interquartil, que são resistentes. - III. Aqui
Q_{1} = M_{e} = Q_{3} = 5 , logo a amplitude interquartil é0 — e uma medida que dá zero não descreve nada. - A mediana serve como centro (
5 mensagens), mas a dispersão tem de ser dita pela amplitude (14 ) ou pelo desvio padrão: há alunos que não enviaram nenhuma e alunos que enviaram catorze.Os três casos mostram que não há uma escolha certa de uma vez por todas. Escolhe-se depois de olhar para a forma da distribuição — e é para isso que serve desenhar antes de calcular.
Exercícios de Exame · Gráficos e medidas estatísticas
Cinquenta e três itens: quarenta e nove de exames de Matemática Aplicada às Ciências Sociais e quatro de Prova Nacional de Matemática A — os itens de dispersão dos Exames de 2024 e de 2025 e o item de média do Teste Intermédio de 2008. Os de MACS vêm de uma disciplina que trata estes assuntos há vinte anos e não contam para o número de itens de Exame de Matemática A anunciado na capa; os quatro de Matemática A contam. É o bloco mais completo do capítulo: média, moda, mediana, percentis, quartis, diagramas de extremos e quartis, amplitude, amplitude interquartil, desvio padrão e as propriedades das medidas, tudo com o enunciado original.
Com o objetivo de estudar o grau de informação dos cidadãos da União Europeia (UE) sobre as políticas e instituições da UE, uma empresa de sondagens realizou um inquérito no Outono de 1999.
A dimensão da amostra foi de
Perguntava-se aos inquiridos em que medida se sentiam informados sobre a UE, sendo a resposta dada mediante a seleção de um número de 1 (não sabe nada) a 10 (sabe muito).
No quadro seguinte, apresentam-se os resultados desse inquérito.
Para cada nível, indica-se a percentagem de inquiridos que se auto-avaliaram nesse nível.
| Escala | Percentagem |
|---|---|
| 1 | 10 |
| 2 | 12 |
| 3 | 16 |
| 4 | 17 |
| 5 | 19 |
| 6 | 12 |
| 7 | 8 |
| 8 | 4 |
| 9 | 1 |
| 10 | 1 |
Tendo em conta a tabela acima e com base nas respetivas definições, justifique que o primeiro quartil desta distribuição é 3 e que a mediana é 4.
A secção de controlo de qualidade de uma fábrica de parafusos escolhe, aleatoriamente, uma amostra de 100 parafusos produzidos por uma determinada máquina e regista o comprimento dos parafusos selecionados.
Na tabela seguinte, estão indicados os dados, agrupados, dos comprimentos dos parafusos da amostra, à esquerda do correspondente histograma.
| Comprimento dos parafusos (em cm) | Frequência absoluta |
|---|---|
| 3 | |
| 5 | |
| 9 | |
| 13 | |
| 18 | |
| 19 | |
| 17 | |
| 10 | |
| 3 | |
| 2 | |
| 1 | |
| TOTAL | 100 |
Calcule um valor aproximado para a média do comprimento dos parafusos da amostra selecionada.
Nos cálculos intermédios, utilize duas casas decimais, apresentando o resultado final arredondado às décimas.
Foi realizado um inquérito acerca do número de livros que cada um dos alunos de uma turma tinha lido nas férias. Os resultados do inquérito estão representados no gráfico que se segue:
Em média, quantos livros foram lidos por aluno?
- (A)
1{,}8 - (B)
2 - (C)
2{,}5 - (D)
3
A empresa FUTUROLIMPO quis saber o tempo necessário para a recolha seletiva dos resíduos na zona residencial referida no item anterior. Para tal, selecionou, aleatoriamente, uma amostra de 22 registos dos tempos necessários a essa recolha.
O diagrama de caule-e-folhas seguinte apresenta os 22 registos dos tempos, em minutos, que foram necessários para a recolha seletiva dos resíduos. No caule, consta o valor das dezenas e, nas folhas, o algarismo das unidades de cada registo.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 8 | 6, 6, 7, 7, 7, 9, 9 |
| 9 | 0, 0, 4, 4, 5, 5, 5, 5 |
| 10 | 3, 3, 6, 6, 8 |
| 11 | 1, 6 |
Tendo em conta os dados apresentados no diagrama de caule-e-folhas, relativos à amostra selecionada, responda aos itens seguintes:
a) Recorrendo à calculadora, determine o valor da média (
Apresente o valor do desvio padrão arredondado às centésimas.
Apresente a(s) lista(s) que introduzir na calculadora, para obter as estatísticas solicitadas.b) Determine a percentagem dos tempos necessários à recolha seletiva dos resíduos que pertencem ao intervalo
Apresente o resultado arredondado às unidades.
Caso não tenha respondido à questão anterior, e somente neste caso, considere que
No âmbito da disciplina de MACS, os alunos de uma turma da Escola Secundária APRENDERMAIS desenvolveram um trabalho de projeto que incluía um estudo sobre a intenção dos jovens da sua região, que frequentavam o ensino secundário, de prosseguirem os estudos, após terminarem esse nível de ensino.
Para a recolha dos dados, elaboraram um inquérito e selecionaram uma amostra aleatória, constituída por 300 jovens, representativa da população em estudo.
No trabalho, incluíram gráficos, um dos quais é o diagrama de extremos e quartis, que traduz os dados relativos à idade, em anos, dos alunos inquiridos:
Com base nos dados representados no diagrama de extremos e quartis, indique, justificando, se é verdadeira ou falsa a seguinte afirmação: «50% dos alunos inquiridos têm 18 ou mais anos de idade».
Diversos estudos destacam a importância dos hábitos de leitura no desenvolvimento do nível de literacia (capacidade de processamento da informação escrita na vida quotidiana). No sentido de incentivar o gosto pela leitura, o Governo Português tem implementado vários projetos como, por exemplo, o Plano Nacional de Leitura.
Em Outubro de 2007, o Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), do Ministério da Educação, publicou um estudo intitulado «Os Estudantes e a Leitura», cuja intenção foi fornecer indicações sobre o desenvolvimento de apetências e capacidades de leitura dos estudantes portugueses dos ensinos básico e secundário.
O estudo foi conduzido, no ano letivo 2006/2007, por meio de inquéritos a estudantes portugueses dos diferentes ciclos de escolaridade, utilizando amostras representativas de cada uma das populações em estudo.
Relativamente aos alunos que frequentavam o ensino secundário, a amostra foi recolhida em 61 escolas do Continente, sendo constituída por 4738 alunos, dos quais 43% pertenciam ao sexo masculino e 57% ao feminino.
Uma das questões incluídas no inquérito era:
«Qual das seguintes frases exprime melhor o teu gosto pela leitura?
Sou viciado na leitura.Gosto muito de ler.Gosto de ler de vez em quando.Gosto pouco de ler.Não gosto nada de ler.»
O gráfico e a tabela que se apresentam de seguida traduzem as respostas obtidas à questão anterior, em função do sexo:
o gráfico refere-se ao sexo feminino e apresenta as frequências relativas em percentagem
a tabela refere-se ao sexo masculino e apresenta as frequências relativas acumuladas em percentagem.
| Intensidade do gosto de ler | Frequência relativa acumulada (%) |
|---|---|
| Não gosto nada de ler. | 12 |
| Gosto pouco de ler. | 38 |
| Gosto de ler de vez em quando. | 82 |
| Gosto muito de ler. | 97 |
| Sou viciado na leitura. | 100 |
Num pequeno texto, tendo em conta os dados apresentados no gráfico e na tabela, indique, justificando, se é verdadeira ou falsa a seguinte afirmação: «A moda da intensidade do gosto de ler é a mesma para ambos os sexos, mas, neste inquérito, as raparigas revelaram um maior gosto pela leitura do que os rapazes».
No seu texto deve, obrigatoriamente, apresentar todas as percentagens necessárias à sua fundamentação.
Para estudar o rendimento mensal de um agregado familiar, recolheram-se, aleatoriamente, os dados relativos a doze agregados familiares. Obtiveram-se os dados representados na tabela.
| Agregado familiar | Rendimento mensal (€) ( |
|---|---|
| A | 1250 |
| B | 2800 |
| C | 1900 |
| D | 1650 |
| E | 1300 |
| F | 1800 |
| G | 1200 |
| H | 2500 |
| I | 1350 |
| J | 2100 |
| K | 1200 |
| L | 1500 |
O António pertence ao agregado familiar indicado na tabela pela letra B.
Suponha que o rendimento mensal do agregado familiar do António se alterou, passando a ser de
Num pequeno texto, comente a afirmação seguinte, tomando como exemplo os dados relativos ao rendimento mensal dos doze agregados familiares, antes e após a alteração do rendimento mensal do agregado familiar do António:
«Ao reduzir-se a informação relativa a um conjunto de dados, sob a forma de algumas medidas de localização, está a proceder-se a uma redução drástica dos dados, pelo que as medidas consideradas devem ser convenientemente escolhidas, de modo a representarem o melhor possível os dados que pretendem resumir.»
No seu texto deve incluir:
os valores da média e da mediana do rendimento mensal dos doze agregados familiares, antes da alteração do rendimento mensal do agregado familiar do António;os valores da média e da mediana do rendimento mensal dos doze agregados familiares, após a alteração do rendimento mensal do agregado familiar do António;a indicação das medidas de localização que melhor representam os dados, antes e após a alteração do rendimento mensal do agregado familiar do António.
Na escola da Marta, o professor de MACS resolveu questionar os alunos de duas turmas distintas sobre o número de mensagens que cada aluno recebeu, num sábado, no telemóvel. Os resultados obtidos encontram-se representados num diagrama de barras, os da Turma A, e numa tabela, os da Turma B.
Turma A
Turma B
| N.º de mensagens recebidas | N.º de alunos |
|---|---|
| 10 | 1 |
| 11 | 2 |
| 12 | 4 |
| 13 | 12 |
| 14 | 3 |
| 15 | 2 |
| 16 | 1 |
Num trabalho para a disciplina de MACS, depois de ter calculado a média e o desvio padrão do número de mensagens recebidas pelo conjunto dos alunos, para cada uma das turmas, a Marta comentou:
«A média do número de mensagens recebidas pelos alunos da turma A e a média do número de mensagens recebidas pelos da turma B são iguais, mas o mesmo não acontece com os desvios padrão.»
O António, aluno da turma da Marta, com quem ela estava a tratar os dados, comentou:
«Quando me disseste que as médias eram iguais, eu, observando as representações gráficas, concluí logo que os desvios padrão eram diferentes.»
Num pequeno texto, apresente as médias e os desvios padrão obtidos e justifique o raciocínio do António.
No seu texto deve:
indicar o valor da média e o do desvio padrão, com aproximação às centésimas, do número de mensagens recebidas pelos alunos da turma A;indicar o valor da média e o do desvio padrão do número de mensagens recebidas pelos alunos da turma B;incluir a justificação do raciocínio do António.
A Joana e a Maria, irmãs gémeas, são alunas da Escola Secundária de Mornas e frequentam a mesma turma.
Leia, atentamente, a informação: «Num conjunto de dados, se adicionarmos uma constante
Considere, agora, o problema:
Para a viagem de finalistas, a Joana, a Maria e o Henrique precisam que a média das quantias depositadas seja de
Determine o valor que o pai do Henrique deve oferecer, a cada um dos jovens, para que a média das quantias depositadas se fixe em
Para resolver o problema, pode ser útil usar o conhecimento que consta da informação inicial.
Um grupo de alunos está interessado em estudar o grau de desenvolvimento de sete países. As variáveis estudadas foram analisadas individualmente e através de associações entre elas.
A tabela seguinte apresenta, para os sete países, num determinado ano, duas das variáveis: a Taxa de Alfabetização de Adultos (TAA), em percentagem; e o Produto Interno Bruto per capita (PIB), em dólares.
| País | TAA ( | PIB ( |
|---|---|---|
| A | ||
| B | ||
| C | ||
| D | ||
| E | ||
| F | ||
| G |
No item seguinte, pode recorrer à calculadora. Sempre que recorrer a estatísticas obtidas na calculadora (média, desvio padrão, etc.), apresente a(s) lista(s) que introduziu na calculadora para a(s) obter.
Determine a média da taxa de alfabetização de adultos, no conjunto dos sete países, tendo em conta os dados da tabela anterior.
Apresente o resultado arredondado às décimas.
Num questionário, aplicado a 40 alunos de uma escola, sobre o número de livros lidos por aluno, nas férias de Verão, obtiveram-se os resultados que se encontram organizados no gráfico seguinte.
a) A média é uma medida de localização do centro da distribuição dos dados.
Justifique o facto de a média, nesta amostra, não ser um bom indicador do número de livros lidos por aluno, nas férias de Verão.
Na sua resposta, deve: apresentar a média, arredondada às unidades, do número de livros lidos por aluno, nas férias de Verão; relacionar a média do número de livros lidos por aluno, nas férias de Verão, com a distribuição dos dados apresentada no gráfico anterior.b) O diagrama de extremos e quartis também dá informação relevante sobre a localização do centro da amostra, bem como sobre a variabilidade e a simetria da mesma.
Descreva essa informação, depois de representar os dados do Gráfico 1 num diagrama de extremos e quartis.
Na sua resposta, deve: indicar os valores dos extremos, do 1.º quartil, do 3.º quartil e da mediana; apresentar o diagrama de extremos e quartis; referir a forma como os dados se distribuem quanto à variabilidade; referir a forma como os dados se distribuem quanto à simetria.c) Os 40 alunos que responderam ao questionário foram envolvidos num projeto da escola destinado à promoção de hábitos de leitura.
Pretende-se que, concluído o projeto, nas próximas férias de Verão, cada um dos alunos envolvidos aumente em 1 o número de livros lidos.
Explique as repercussões desse aumento na média e na mediana do número de livros lidos por aluno, nas férias de Verão.
Uma empresa de telecomunicações e multimédia pretende lançar um novo produto. Para isso, encomendou uma sondagem a um especialista no assunto. No seu trabalho, o especialista procurou determinar o número de televisores e o número de leitores de DVD, por habitação. Numa amostra aleatória de 1000 habitações, recolhida em 2009, verificou que o número de televisores e o número de leitores de DVD se distribuíam como consta dos gráficos seguintes.
a) Determine a mediana e os quartis do número de leitores de DVD, por habitação.b) Comente a afirmação seguinte, tendo em conta os dados que constam dos dois gráficos anteriores.
«O aspeto do gráfico e o valor do desvio padrão de uma variável estatística estão relacionados.»
Na sua resposta, deve: calcular os valores da média e do desvio padrão da variável número de televisores, por habitação, na amostra; calcular os valores da média e do desvio padrão da variável número de leitores de DVD, por habitação, na amostra; concluir, comparando o aspeto dos dois gráficos anteriores; nessa comparação, use os valores obtidos para os desvios padrão.
Apresente os valores das médias e dos desvios padrão arredondados às centésimas.
A Maria analisou algumas das características dos alunos de Francês de três escolas.
a) Para concretizar esse estudo na sua escola, escolheu aleatoriamente uma amostra de entre os alunos de Francês. Na tabela seguinte, apresentam-se os dados que a Maria recolheu, nessa amostra, relativamente à idade dos alunos.
| Idade | 14 | 15 | 16 | |
|---|---|---|---|---|
| Número de alunos | 6 | 10 | 6 | 2 |
A Maria sabe que escreveu corretamente os valores de idade 14, 15 e 16 na calculadora, porque conferiu os valores depois de os ter introduzido. Ao efetuar o cálculo, a Maria obteve um valor igual a
Determine o número que a Maria escreveu, com o qual obteve erradamente a média de idades igual a
b) No gráfico seguinte, apresenta-se o número de alunos de Francês com 0, 1, 2, 3, 4 ou 5 irmãos, de uma amostra escolhida pela Maria na sua escola.
Na tabela seguinte, apresenta-se o número de alunos de Francês com 0, 1, 2, 3, 4 ou 5 irmãos, de uma amostra de outra escola.
| N.º de irmãos | N.º de alunos |
|---|---|
| 0 | 1 |
| 1 | 4 |
| 2 | 14 |
| 3 | 4 |
| 4 | 1 |
| 5 | 0 |
Compare as duas amostras quanto à variabilidade de cada uma delas relativamente à média.
Na sua resposta, deve:
determinar a média de cada uma das amostras;determinar o desvio padrão de cada uma das amostras;interpretar os resultados obtidos.
Caso proceda a arredondamentos, conserve, no mínimo, três casas decimais.
O professor da disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais da escola de Xisto estudou a existência de uma correlação linear entre as classificações dos alunos na disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais no final do 3.º período de 2010 (CI) e as classificações desses mesmos alunos no exame nacional da disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais (CE).
Os dados recolhidos encontram-se organizados na tabela seguinte.
| N.º do aluno | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| (CI) | 9 | 9 | 10 | 13 | 14 | 9 | 11 | 11 | 14 | 8 | 14 | 16 | 16 | 19 | 14 | 11 | 16 | 10 |
| (CE) | 7 |
A análise do diagrama de barras dos dados obtidos para a variável estatística «classificação dos alunos da escola de Xisto na disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais no final do 3.º período de 2010 (CI)» fornece informação relevante sobre a dispersão e a representatividade da média da amostra das classificações naquela disciplina.
Descreva essa informação.
Na sua resposta, deve:
representar os dados da variável estatística «classificação dos alunos da escola de Xisto na disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais no final do 3.º período de 2010 (CI)» num diagrama de barras;determinar o valor da média da variável estatística «classificação dos alunos da escola de Xisto na disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais no final do 3.º período de 2010 (CI)»;relacionar a representação gráfica dos dados com o valor da média.
Apresente o valor da média com arredondamento às décimas.
Na tabela seguinte, é apresentado o número de filhos de uma amostra de
| Número de filhos | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
|---|---|---|---|---|---|
| Frequência absoluta simples | 66 | 46 | 38 | 38 | 12 |
Admita que houve um erro na transcrição da tabela e que o número de filhos deveria ser
Explique as repercussões desse erro na média e no desvio padrão do número de filhos dos
Na sua resposta, deve:
determinar a média e o desvio padrão com os dados da tabela;determinar a média e o desvio padrão com os dados corrigidos;concluir.
Apresente os valores dos desvios padrão arredondados com uma casa decimal.
Caso proceda a arredondamentos nos cálculos intermédios, conserve, no mínimo, quatro casas decimais.
Em 2004, num determinado concelho com doze pontos de acesso à rede postal, a média do número de habitantes por cada ponto de acesso foi
| 531 | 518 | 481 | 535 | 493 | 500 | 490 | 525 | 502 | 493 | 550 |
Determine o valor do desvio padrão do número de habitantes servidos por cada um dos pontos de acesso desse concelho, em 2004.
Comece por calcular o valor de
Apresente o valor do desvio padrão arredondado às unidades.
Duas empresas de informática,
Em cada uma das empresas, os trabalhadores são remunerados de forma distinta, consoante a função desempenhada.
Apresentam-se a seguir os vencimentos mensais dos trabalhadores, em janeiro de 2009, em cada uma das empresas.
| Empresa X | |
|---|---|
| Vencimento mensal (em euros) | Número de trabalhadores |
| 500 | 4 |
| 512 | 6 |
| 752 | 3 |
| 840 | 1 |
| 1520 | 1 |
| 3850 | 1 |
| Empresa Y | |
|---|---|
| Vencimento mensal (em euros) | Número de trabalhadores |
| 750 | 5 |
| 870 | 10 |
| 1088 | 1 |
Compare a dispersão dos vencimentos mensais, em janeiro de 2009, na empresa
Na sua resposta, deve:
• determinar o valor da média e o do desvio padrão, com aproximação às centésimas, dos vencimentos mensais dos trabalhadores da empresa
Na escola secundária de Semedo, os alunos estudam o consumo diário de café no bar da escola.
Na tabela seguinte, encontram-se registados os dados referentes à variável «número de cafés bebidos, em cada dia, pelo Manuel», numa amostra aleatória de
| 0 | 1 | 2 | 2 | 2 | 1 | 3 | 2 | 1 | 1 | 3 | 4 | 1 | 3 | 3 | 0 | 1 | 5 | 4 | 2 |
| 0 | 4 | 1 | 3 | 4 | 4 | 2 | 4 | 5 | 3 | 3 | 1 | 2 | 4 | 8 | 5 | 0 | 1 | 8 | 4 |
Um aluno apresentou o diagrama da figura seguinte como sendo o diagrama de extremos e quartis da variável «número de cafés bebidos, em cada dia, pelo Manuel» referente à amostra recolhida.
Ao analisar o diagrama da figura anterior, o Manuel afirmou: «este diagrama não pode representar a amostra recolhida».
Construa, com os dados da tabela, o diagrama de extremos e quartis que representa a amostra recolhida e identifique as diferenças entre o diagrama que construiu e o diagrama da figura anterior.
Habitualmente, o café é servido com uma saqueta de açúcar. Para os comerciantes, estão disponíveis, no mercado, os seguintes tipos de embalagens:
• caixa de
Na fábrica SUCRE, apenas se produzem e se embalam saquetas com, aproximadamente,
Na tabela seguinte, é apresentado o número de saquetas de açúcar, por caixa, na amostra recolhida.
| Número de saquetas de açúcar por caixa | 693 | 714 | 735 | 756 | 819 | 840 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Número de caixas | 1 | 1 | 2 | 3 | 5 | 8 |
Na amostra, a média do número de saquetas de açúcar por caixa é diferente da média esperada.
Determine o número de saquetas de açúcar que se deve retirar a cada uma das caixas da amostra de modo que a média do número de saquetas, por caixa, na amostra seja
Nos
| 15 680 | 17 549 | 14 746 | 19 418 | 20 353 | 22 222 |
| 28 763 | 26 894 | 34 370 | 37 174 | 38 108 | 39 043 |
Determine a média e o desvio padrão dos dados registados.
Apresente os resultados com arredondamento às centésimas.
Caso proceda a arredondamentos nos cálculos intermédios, conserve, no mínimo, quatro casas decimais.
A realização do MaréFest obriga à presença de elementos da organização no recinto do festival além dos dias em que as portas estão abertas ao público.
O número de elementos da organização presentes no recinto ao longo de quinze dias, na edição do MaréFest de 2010, está parcialmente registado no diagrama de caule-e-folhas seguinte. O algarismo das dezenas de cada registo é indicado no caule, e o algarismo das unidades é indicado nas folhas.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 7 | 5, 7, 7 |
| 8 | 0, 0, 3, |
| 9 | 3, 9 |
| 10 | 0, 0, 2, 5, 5 |
a) Determine o valor de
b) Considere agora que
Os dados relativos ao número de elementos da organização presentes, por dia, no recinto do MaréFest situados entre o 1.º quartil e a mediana estão mais concentrados na amostra referente à edição de 2010 do que na amostra referente ao ano de 2011.
Na sua resposta, apresente:
– os valores do 1.º quartil e da mediana das distribuições de 2010 e de 2011.
A redação de informação do TPT é constituída por uma equipa de jornalistas.
No gráfico seguinte, apresenta-se o histograma de frequências relativas acumuladas referente às idades dos jornalistas.
Tendo em conta os dados apresentados, determine a média aproximada das idades dos jornalistas.
Na tabela seguinte, está registado o número de utilizadores de uma das diversões do parque, nas duas primeiras semanas do mês de agosto de 2015.
| SEG. | TER. | QUA. | QUI. | SEX. | SÁB. | DOM. | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1.ª semana | 184 | 224 | 232 | 240 | 280 | 328 | 312 |
| 2.ª semana | 208 | 200 | 256 | 264 | 280 | 344 | 288 |
a) O valor da mediana dos dados apresentados na tabela anterior resulta de cálculos entre os números de utilizadores da diversão _______ e _______.
(A) na quinta-feira da primeira semana … na sexta-feira da primeira semana(B) no domingo da primeira semana … na segunda-feira da segunda semana(C) na quarta-feira da segunda semana … na quinta-feira da segunda semana(D) na quarta-feira da primeira semana … no domingo da segunda semana
b) Admita que, nas duas primeiras semanas de agosto do ano seguinte, a média diária do número de utilizadores dessa diversão foi
Na tabela seguinte, estão registados, para cada um dos filmes,
| Filme | Custo de produção (em milhares de euros) | Número de espectadores (em milhares) |
|---|---|---|
| A | 435 | 99 |
| B | 379 | 84 |
| C | 65 | 16 |
| D | 60 | 13 |
| E | 276 | 75 |
| F | 59 | 12 |
| G | 43 | 9 |
O número de filmes cujo custo de produção é superior ao custo de produção médio é
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
Na ilha de Dujal existe uma espécie de larvas que se encontram em algumas árvores. Uma equipa de biólogos estudou a evolução da massa das larvas, em gramas, em função do tempo de vida, em semanas.
Na figura seguinte, está representado o gráfico de percentis construído com base nos dados recolhidos.
A localização do ponto
Numa amostra com
Foi levado a cabo um levantamento do número de espectadores presentes em
No gráfico seguinte, está representado um histograma de frequências absolutas simples dos dados recolhidos.
Verifique se a média dos dados agrupados do número de espectadores por sessão pertence à classe modal.
Na festa de Fonte Melo, teve lugar uma prova de corrida.
Uma das equipas participantes registou os tempos obtidos pelos seus atletas.
O diagrama de caule-e-folhas seguinte apresenta os 20 registos dos tempos, em minutos, que foram obtidos pelos atletas desta equipa. No caule, consta o valor das dezenas e, nas folhas, o algarismo das unidades de cada registo.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 4 | 6, 8, 8 |
| 5 | 0, 0, 0, 4, 6, 6, 6, 7 |
| 6 | 2, 2, 3, 5, 9 |
| 7 | 4, 4, 4, 9 |
Determine o número de atletas desta equipa cujos tempos pertencem ao intervalo
Na sua resposta, apresente o valor exato de
Uma aplicação informática permite medir a qualidade do acesso à Internet, executando diversos testes, nomeadamente a medição da latência.
A latência é o tempo, em milissegundos (ms), que um conjunto de dados demora a ir de um computador até um servidor e a regressar.
a) Na tabela seguinte, está parcialmente registado o número de testes realizados nos últimos cinco anos, numa determinada região.
| Anos | 2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 |
|---|---|---|---|---|---|
| N.º de testes realizados | 10 980 | 12 000 | 15 000 | 16 450 |
A média do número de testes realizados nos últimos cinco anos é 13 576.
Determine o valor de
b) Recolheu-se, na plataforma informática onde está alojada esta aplicação, uma amostra de testes em que se obtiveram valores de latência inferiores a 34 ms.
Na tabela seguinte, estão parcialmente registados os dados recolhidos.
| Latência (ms) | N.º de testes | Frequência absoluta acumulada |
|---|---|---|
| 9 | 18 | |
| 13 | 27 | |
| 17 | 51 | |
| 21 | 42 | |
| 25 | ||
| 29 | ||
| 33 | 15 | 150 |
Em qual das opções pode estar representado o diagrama de extremos e quartis referente aos dados da tabela anterior?
Uma leiloeira vende diversos artigos, entre os quais peças do espólio do Clube de Colecionadores.
a) No último leilão, uma das peças colocadas à venda obteve 10 licitações.
No diagrama de caule e folhas seguinte, apresenta-se o valor, em euros, de 9 dessas licitações.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 4, 6 |
| 2 | 2 |
| 3 | 1, 2, 7 |
| 4 | 5, 8 |
| 5 | 0 |
O algarismo das dezenas de cada licitação é indicado no caule, e o algarismo das unidades é indicado nas folhas.
Admita que o valor médio das 10 licitações foi 34 euros.
Qual o valor da licitação em falta?
(A) 45 euros(B) 41 euros(C) 31 euros(D) 11 euros
b) A leiloeira regista os valores de venda dos artigos leiloados e, no final de cada mês, analisa-os.
Na figura seguinte, estão representados os diagramas de extremos e quartis relativos aos valores de venda, em euros, referentes a alguns meses.
Admita que o número de artigos vendidos pela leiloeira a um preço máximo de 60 euros, no mês de maio, foi 48.
Indique, fundamentando a sua indicação, um número de artigos, vendidos nesse mês, cujo valor de venda tenha sido, no mínimo, 40 euros.
c) No período de tempo correspondente ao gráfico da figura anterior, a leiloeira vendeu seis peças do Clube de Colecionadores.
Em abril, vendeu uma peça pelo valor da mediana e outra pelo valor mínimo. Em julho, vendeu uma peça pelo valor do primeiro quartil e outra pelo valor do terceiro quartil. Em agosto, vendeu duas peças pelo valor máximo.
Qual foi o valor obtido com estas vendas?
No Centro Comercial Futuro são realizados, periodicamente, inquéritos junto dos clientes com o objetivo de conhecer as suas preferências.
Foi pedido ao João e à Maria, dois colaboradores do CCF, que cada um perguntasse a 50 clientes (perfazendo o total de 100 clientes) quantos artigos haviam comprado naquele dia. O João organizou os dados na tabela seguinte, e a Maria organizou os dados no gráfico de barras seguinte.
| N.º de artigos comprados | N.º de clientes |
|---|---|
| 0 | 8 |
| 1 | 14 |
| 2 | 12 |
| 3 | 13 |
| 3 |
a) Admita que a média do número de artigos comprados pelos 50 clientes inquiridos, cujos dados se encontram representados na tabela anterior, é 1,96.
Determine o valor de
b) Considere agora que
Construa um diagrama de extremos e quartis que traduza os dados relativos ao número de artigos que os 100 clientes inquiridos compraram naquele dia no CCF.
Para responder a esta questão, recorra às capacidades da sua calculadora e apresente a(s) lista(s) utilizada(s).
A venda de bilhetes para o concerto da banda BigBand gerou tanta procura que, na véspera do primeiro dia de venda, se formou fila para a aquisição de bilhetes à porta da bilheteira.
Ao longo do primeiro dia de venda dos bilhetes, as pessoas foram questionadas sobre o número de horas que permaneceram na fila antes da abertura da bilheteira (
A tabela seguinte apresenta as respostas dadas por sete das pessoas questionadas: A, B, C, D, E, F e G.
| Pessoa | (horas) | (horas) |
|---|---|---|
| A | 30 | 0,5 |
| B | 24 | 1 |
| C | 22,5 | 2 |
| D | 18 | 4 |
| E | 12 | 8 |
| F | 8 | 9 |
| G | 3 | 12 |
a) O Filipe e um amigo chegaram e permaneceram juntos na fila para a aquisição de bilhetes.
O tempo médio de espera das nove pessoas, as sete referidas na Tabela 4 e os dois amigos, até à abertura da bilheteira foi 15,5 horas.
Determine quantas horas o Filipe esperou na fila até à abertura da bilheteira.
b) No final do primeiro dia de venda dos bilhetes, foi registado o tempo de espera de cada cliente, em horas, decorrido desde a abertura da bilheteira até ter adquirido os bilhetes, incluindo as pessoas mencionadas na tabela anterior.
A informação recolhida foi organizada num gráfico circular semelhante ao gráfico seguinte.
Admita que, das pessoas indicadas na tabela anterior, as que esperaram menos de três horas correspondem a 0,4% do número total de pessoas que adquiriram bilhetes nesse intervalo de tempo.
O número total de clientes que, nesse dia, adquiriram bilhete foi:
(A) 1250(B) 5(C) 750(D) 50
Um hotel divulgou, no final do mês de maio de 2019, a variação do número de quartos ocupados em cada mês, relativamente ao mês anterior.
No gráfico seguinte, apresentam-se os dados recolhidos, em percentagem.
No mês de abril, o hotel registou uma ocupação de 198 quartos.
Quantos quartos foram ocupados no mês de março?
- (A)228
- (B)264
- (C)267
- (D)792
Um dos aspetos mais importantes para que um Interrail decorra de acordo com o planeado é o cumprimento dos horários dos comboios.
a) Na tabela seguinte, estão parcialmente registados os dados relativos aos tempos de atraso de comboios, em minutos, arredondados à unidade.
| Tempo de atraso (min) | N.º de comboios | Frequência absoluta acumulada |
|---|---|---|
| 0 | 2 | |
| 2 | 14 | |
| 4 | ||
| 5 | 13 | 37 |
| 13 | ||
| 15 | ||
| 17 | 100 |
Admita que a mediana do conjunto de dados apresentados na tabela anterior é 11 minutos e que todos os valores em falta na tabela são diferentes de zero.
Determine os valores de
b) O atraso dos comboios é um dos motivos que levam os clientes a apresentarem reclamações. Uma companhia ferroviária apresentou, no seu relatório de qualidade do ano 2019, o ponto de situação relativamente às reclamações apresentadas. Estas foram classificadas como concluídas (respondidas) ou pendentes (a aguardar resposta).
No gráfico seguinte, indicam-se os dados referentes ao total das reclamações apresentadas e às apresentadas em duas das estações, E1 e E2.
Sabe-se que, do conjunto das reclamações apresentadas em todas as estações daquela companhia, 13 680 se encontram pendentes e que, do total das reclamações apresentadas, 40% são da estação E2.
Quantas reclamações apresentadas na estação E2 estão pendentes?
Numa turma do 1.º ciclo da Escola Básica de Avelares, os alunos, sempre que depositavam um resíduo no ecoponto amarelo ou no azul, faziam um registo em local próprio.
No final do mês, a professora recolheu os dados e organizou-os.
a) No que respeita ao número de resíduos depositados no ecoponto amarelo, a professora organizou os dados relativos aos rapazes na tabela seguinte e os dados relativos às raparigas no diagrama de caule e folhas que se lhe segue.
| N.º de resíduos | Frequência absoluta |
|---|---|
| 5 | 3 |
| 6 | 4 |
| 13 | 2 |
| 16 | 2 |
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 0 | 5, 5, 7, |
| 1 | 1, 1, 3 |
| 2 | 2, 2 |
No caule do diagrama, apresenta-se o algarismo das dezenas e, nas folhas, o algarismo das unidades.
Admita que a mediana dos dados relativos a todos os alunos da turma é 8.
Determine o valor de
b) Na tabela seguinte, são apresentados os dados referentes ao ecoponto azul.
| N.º de resíduos | Frequência absoluta |
|---|---|
| 1 | 4 |
| 2 | 5 |
| 5 | 6 |
| 9 | 4 |
| 10 | 1 |
Na figura seguinte, está representado um diagrama de extremos e quartis.
O diagrama representado na figura anterior não traduz os dados apresentados na tabela acima.
Justifique esta afirmação.
Na sua resposta:
indique os valores dos quartis do conjunto dos dados apresentados na tabela acima;apresente o diagrama de extremos e quartis que traduz os dados apresentados na tabela acima.
A ParaPagar tem 150 funcionários na região de Lisboa e Vale do Tejo cujas idades se apresentam no histograma de frequências absolutas acumuladas, representado na figura seguinte, organizadas nas classes
Determine, recorrendo ao histograma da figura anterior, a média das idades dos 150 funcionários.
Apresente o resultado com arredondamento às unidades.
No gráfico seguinte, está parcialmente apresentada, em percentagem, a taxa de utilização da cantina pelos alunos inscritos numa universidade, em cada um dos meses do ano de 2019, em que
a) No mês 6, frequentaram a cantina 1016 alunos.
No mês 7, o número de alunos que frequentaram a cantina diminuiu, aproximadamente,
Qual é o valor de
(A) 26(B) 3(C) 35(D) 2
b) Admita que a mediana dos dados recolhidos, relativos à taxa de utilização da cantina ao longo dos meses do ano de 2019, é 14,9%.
Determine o valor de
Foram escolhidos, ao acaso, 110 alunos universitários que participaram no programa Erasmus+ num único semestre.
No gráfico seguinte, estão representados os dados referentes ao sexo e ao semestre de participação desses alunos.
Admita que a média da nota de candidatura dos alunos que participaram no programa Erasmus+ no primeiro semestre foi 15,65 valores e que a média da nota de candidatura dos alunos que participaram no programa Erasmus+ no segundo semestre foi 14,22 valores.
Determine a média da nota de candidatura destes 110 alunos universitários. Apresente o resultado na forma de dízima.
A rádio OnOfff é uma rádio local que transmite através da Internet, com recurso a tecnologia de transmissão de áudio e de vídeo em tempo real.
No Dia Internacional da Saúde, a rádio OnOfff lançou aos ouvintes o desafio seguinte: calcularem o seu índice de massa corporal (IMC) e de o enviarem para a rádio.
a) O diagrama de caule e folhas seguinte apresenta o IMC dos primeiros 20 ouvintes que responderam ao desafio. No caule, consta o algarismo das dezenas e, nas folhas, o algarismo das unidades de cada registo.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 5, 5, 6, 7, 8, 9, 9 |
| 2 | 0, 0, 0, 3, 5, 6, 8, 9 |
| 3 | 0, 1, 1, 2, 3 |
Na tabela seguinte, apresentam-se os valores de referência do IMC e sua classificação.
| IMC (kg/m2) | Classificação |
|---|---|
| Baixo peso | |
| de 18,5 a 24,9 | Variação normal |
| de 25,0 a 29,9 | Pré-obesidade |
| Obesidade |
Fonte: DGS, Programa Nacional de Combate à Obesidade, 17 de março de 2005, in www.dgs.pt (consultado em abril de 2021). (Adaptado)
Qual é a percentagem dos 20 ouvintes considerados cujo IMC não pode ser classificado como variação normal?
(A) 70%(B) 45%(C) 25%(D) 20%
b) Os programas da rádio com maior participação dos ouvintes foram «A sua tarde na OnOfff» e «OnOfff night».
As respostas recebidas durante a emissão do programa «A sua tarde na OnOfff» apresentam-se no histograma de frequências absolutas simples, representado no gráfico seguinte, organizadas nas classes
Admita que a média dos dados agrupados de IMC apresentados no gráfico anterior é igual a 24.
Determine o valor de
A agência de viagens Ir&Voltar foi inaugurada a 3 de janeiro de 2015. Desde essa data até ao dia 3 de janeiro de 2018, houve um grupo de funcionários que se manteve na empresa.
Na tabela seguinte, estão representadas as idades desses funcionários no dia da inauguração da Ir&Voltar, em que
| Idade no dia da inauguração (em anos) | Número de Funcionários |
|---|---|
| 20 | 1 |
| 22 | 3 |
| 26 | 2 |
| 31 | |
| 40 | 2 |
No dia 3 de janeiro de 2018, a média das idades desses funcionários era
Determine quantos desses funcionários tinham 31 anos quando a agência foi inaugurada.
Um grupo de catorze pessoas, o grupo A, cuja média de idades é 20 anos, realizou uma festa no parque de campismo de Dujal.
a) Admita que a amplitude da distribuição das idades das pessoas do grupo A é 19 anos.
Em cada uma das opções seguintes, é apresentado um diagrama de caule e folhas. Nos diagramas, o algarismo das dezenas de cada registo é indicado no caule, e o algarismo das unidades é indicado nas folhas.
Qual dos diagramas seguintes pode representar as idades daquele grupo de pessoas?
| (A) Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 8, 8, 8, 8, 9, 9 |
| 2 | 0, 0, 0, 0, 0, 0, 0 |
| 3 | 0 |
| (B) Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 2, 2, 3, 3, 5, 5, 5 |
| 2 | 0, 1, 2 |
| 3 | 0, 0, 1, 1 |
| (C) Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 4, 6 |
| 2 | 0, 2 |
| 3 | 1, 2, 2, 5, 5, 6, 6, 6, 7, 9 |
| (D) Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 2, 2, 2, 3, 3, 5, 5, 7, 8, 9 |
| 2 | 1, 1, 2 |
| 3 | 1 |
b) Ao grupo A, constituído por 14 pessoas, juntou-se um outro grupo de pessoas, o grupo B, cuja média de idades é 18 anos.
Admita que a média das idades da totalidade das pessoas dos dois grupos é
Determine por quantas pessoas é constituído o grupo B.
O Campeonato Mundial de Fórmula 1 é composto por várias corridas, denominadas Grandes Prémios (GP), que se realizam em países diferentes.
No final de cada GP, são atribuídos pontos aos pilotos, até à 10.ª posição, em função do lugar em que cada um terminou a prova.
Na tabela seguinte, está representado o sistema de pontuação utilizado.
| Lugar | 1.º | 2.º | 3.º | 4.º | 5.º | 6.º | 7.º | 8.º | 9.º | 10.º |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pontos | 25 | 18 | 15 | 12 | 10 | 8 | 6 | 4 | 2 | 1 |
a) Um piloto obteve 58 pontos nos três primeiros GP.
Por quantas vezes, no máximo, pode ter ficado em segundo lugar?
(A) 0(B) 1(C) 2(D) 3
Em cada temporada do Campeonato Mundial de Fórmula 1, é definida previamente a ordem dos GP.
Numa determinada temporada, o GP da Austrália foi o primeiro a realizar-se, seguindo-se os da Espanha, do Canadá, do Reino Unido, da Itália, da França e do Japão.
Na figura seguinte, está registada a variação do número de pontos obtidos por Mike, um dos pilotos, em cada GP, em relação ao número de pontos obtidos no GP imediatamente anterior.
b) No GP do Reino Unido, Mike obteve 18 pontos.
Determine o número médio de pontos obtidos por este piloto nos quatro últimos GP apresentados na figura anterior.
c) As condições meteorológicas podem limitar a realização dos GP, inviabilizando a realização da totalidade das voltas previstas. Caso uma corrida termine antes de se efetuar um número de voltas correspondente a 70% do total de voltas previstas, atribui-se a cada um dos dez primeiros pilotos metade dos pontos apresentados na tabela anterior, arredondados às unidades.
Admita que:
o total de voltas do GP da Espanha é 66 e que, devido a condições adversas, só foram realizadas 45 voltas;Mike obteve o primeiro lugar no GP da Austrália, onde se percorreram todas as voltas previstas.
Determine o lugar em que Mike terminou o GP da Espanha.
No ano passado, a Festa da Freguesia teve a duração de catorze dias, consecutivos, correspondendo a duas semanas completas. A festa começou no domingo, dia 7, e terminou no sábado, dia 20.
Na tabela seguinte, apresentam-se os dados das temperaturas (T), mínima e máxima, em graus Celsius (ºC), e da precipitação acumulada diária (P), em milímetros (mm), para cada dia da primeira semana da festa.
| Dom., 7 | Seg., 8 | Terça, 9 | Quarta, 10 | Quinta, 11 | Sexta, 12 | Sáb., 13 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Céu | Céu nublado | Céu nublado | Céu nublado | Céu pouco nublado | Céu pouco nublado | Céu pouco nublado | Céu pouco nublado |
| T | 16 ºC · 26 ºC | 15 ºC · 23 ºC | 16 ºC · 28 ºC | 16 ºC · 29 ºC | 15 ºC · 29 ºC | 15 ºC · 28 ºC | 14 ºC · 26 ºC |
| P | 1 mm | 0 mm | 3 mm |
a) Associe a cada conjunto de dados apresentados na Coluna I (e registados na tabela anterior) as afirmações da Coluna II que lhe correspondem.
Cada um dos números, de 1 a 7, deve ser associado apenas a uma letra, e todos os números devem ser utilizados.
Escreva na folha de respostas cada uma das letras da Coluna I, seguida do(s) número(s) correspondente(s) da Coluna II.
COLUNA I
(a) Dados da temperatura mínima(b) Dados da temperatura máxima(c) Dados da precipitação acumulada diária
COLUNA II
- (1) O conjunto dos dados é o que apresenta média inferior à mediana.
- (2) O conjunto dos dados é o que apresenta o primeiro quartil igual à mediana.
- (3) Num par de dias consecutivos, são os únicos dados que apresentam um valor decrescente, enquanto os outros apresentam um valor crescente.
- (4) O conjunto dos dados é amodal.
- (5) O conjunto dos dados é o que apresenta menor dispersão em relação à média.
- (6) A amplitude dos dados é igual a 6.
- (7) A percentagem dos dados acima da sua média é inferior a 30%.
b) Admita que, comparando a temperatura máxima registada no domingo, dia 7, com a temperatura máxima registada no domingo, dia 14; comparando a temperatura máxima registada na segunda-feira, dia 8, com a temperatura máxima registada na segunda-feira, dia 15, e assim sucessivamente, as mesmas diminuíram exatamente o mesmo valor em graus Celsius.
Considere que a média das temperaturas máximas registadas na freguesia de Avelares durante os catorze dias da Festa da Freguesia foi
Qual foi a descida, em graus Celsius, da temperatura máxima, comparando a temperatura máxima registada no domingo, dia 7, com a temperatura máxima registada no domingo, dia 14?
Caso proceda a arredondamentos nos cálculos intermédios, conserve duas casas decimais.
O Net Promoter Score (
Para calcular o
«Numa escala de 0 a 10, recomendaria a nossa empresa a um amigo?» Em que 0 representa «nada provável» e 10 «extremamente provável».
Recolhidas as respostas, os clientes são divididos em três grupos: Promotores, se atribuem 9 ou 10 pontos; Neutros, se atribuem 7 ou 8 pontos; Detratores, se atribuem entre 0 e 6 pontos.
De seguida, aplica-se a seguinte fórmula:
O valor
Na tabela seguinte, apresenta-se a escala de classificação do grau de satisfação dos clientes de uma empresa, de acordo com o resultado do
| 0 a 49 | 50 a 74 | 75 a 100 | ||
|---|---|---|---|---|
| Classificação do grau de satisfação | Zona crítica | Zona de aperfeiçoamento | Zona de qualidade | Zona de excelência |
A empresa de cruzeiros LZD pretende aferir o grau de satisfação dos seus clientes. Para isso, recolheu os resultados da pontuação atribuída por 1080 dos seus clientes. Na tabela seguinte, apresentam-se os resultados obtidos.
| Detratores | Neutros | Promotores | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pontos | 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| N.º de clientes | 0 | 34 | 25 | 9 | 0 | 22 | 30 | 124 | 170 | 369 | 297 |
a) Atualmente, para aferir o grau de satisfação dos seus clientes, a empresa de cruzeiros LZD recorre ao cálculo do
Admita que uma média de pontuações igual ou superior a 9 pontos corresponde a um grau de satisfação numa Zona de excelência.
Prove que o grau de satisfação dos clientes não se encontra na Zona de excelência, independentemente da forma de aferição, recorrendo aos dados das tabelas anteriores.
Caso proceda a arredondamentos nos cálculos intermédios, conserve duas casas decimais.
Na sua resposta, apresente: a média das pontuações atribuídas pelos clientes; o valor do
b) Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada a cada espaço.
Escreva na folha de respostas cada um dos números, I, II, III e IV, seguido da opção a), b) ou c) que lhe corresponde. A cada espaço corresponde uma só opção.
A moda das pontuações atribuídas pelos Detratores é (I).
Os clientes Neutros representam, com arredondamento às unidades, aproximadamente (II) % da amostra.
A mediana das pontuações atribuídas pelos 1080 clientes é (III).
Os resultados obtidos estão organizados no gráfico circular (IV), no qual se apresenta a amplitude, em graus, de um dos sectores.
- (I) a) 1 · b) 3 · c) 6
- (II) a) 31 · b) 29 · c) 27
- (III) a) 10 · b) 9 · c) 8
- (IV) a), b) e c) são os três gráficos circulares da figura seguinte, com as amplitudes
193 º,219 º e222 º.
c) Analisados os resultados obtidos numa outra amostra composta por 1000 clientes da empresa LZD, conclui-se que 723 são clientes Promotores.
Admita que os clientes Detratores representam 8% da amostra.
Determine, para esta amostra, o número mínimo de clientes Neutros que teriam de passar a Promotores para que a empresa LZD se classificasse na Zona de excelência, de acordo com o resultado do
O gráfico da figura seguinte apresenta a distribuição das classificações finais, em valores, na disciplina de Português, dos
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço, de acordo com os dados representados no gráfico da figura anterior.
Escreva na folha de respostas cada um dos números, I, II, III e IV, seguido da opção a), b) ou c) que lhe corresponde. A cada espaço corresponde uma só opção.
Na turma, há I alunos com classificação final inferior a
A mediana da distribuição das classificações finais na disciplina de Português é II valores.
A classificação média final na disciplina de Português é III valores, e o desvio padrão desta distribuição, arredondado às décimas, é IV valores.
- I a)
4 · b)6 · c)10 - II a)
12{,}5 · b)13 · c)13{,}5 - III a)
13{,}4 · b)13{,}6 · c)13{,}8 - IV a)
2{,}9 · b)3{,}8 · c)4{,}1
Sala de Fuga é um jogo em que uma equipa, fechada numa sala ou num conjunto de salas, tem de resolver desafios, num intervalo de tempo limitado, para o conseguir concluir. Para ter sucesso e resolver os desafios, é necessário recorrer a diversas competências e apelar ao raciocínio lógico e à intuição.
Num determinado jogo de Sala de Fuga, registou-se, mensalmente, o número de equipas que nele participaram e, destas, quantas o concluíram e quantas não o concluíram.
Na figura seguinte, são apresentados os dados referentes à idade, em anos, organizada nas classes
Associe a cada classe, apresentada na Coluna I, as afirmações da Coluna II que lhe correspondem.
Cada um dos números, de 1 a 7, deve ser associado apenas a uma letra, e todos os números devem ser utilizados.
Escreva na folha de respostas cada uma das letras da Coluna I, seguida do(s) número(s) correspondente(s) da Coluna II.
COLUNA I
(a)
COLUNA II
- (1) Das equipas que concluíram o jogo de Sala de Fuga, o número de capitães cuja idade pertence a esta classe é o menor.
- (2) 56% dos capitães de equipa têm idade pertencente a esta classe.
- (3) A quinta parte dos capitães das equipas que não concluíram o jogo de Sala de Fuga tem idade pertencente a esta classe.
- (4) É a classe em que é maior a diferença entre o número de capitães das equipas que concluíram o jogo de Sala de Fuga e o número de capitães das equipas que não o concluíram.
- (5) Considerando a totalidade dos capitães das equipas, é a classe modal das suas idades.
- (6) Considerando a totalidade dos capitães das equipas, é a classe mediana das suas idades.
- (7) O primeiro quartil das idades dos capitães das equipas que não concluíram o jogo de Sala de Fuga pertence a esta classe.
Uma empresa tem
A distribuição dos vencimentos, em euros, dos funcionários da área de produção tem média
Na tabela seguinte, estão representados os vencimentos, em euros, dos
| Vencimento (em euros) | Número de funcionários (área comercial) |
|---|---|
| 910 | 2 |
| 920 | 2 |
| 940 | 3 |
| 960 | 2 |
| 980 | 2 |
| 1100 | 1 |
Nenhum dos funcionários da empresa tem vencimento igual a
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço, de acordo com os dados apresentados.
Escreva na folha de respostas cada um dos números, I, II, III e IV, seguido da opção a), b) ou c) que lhe corresponde. A cada espaço corresponde uma só opção.
A mediana dos vencimentos dos funcionários da área comercial é I euros, e o vencimento médio dos funcionários desta área é II ao vencimento médio dos funcionários da área de produção.
A dispersão relativamente à média da distribuição dos vencimentos dos funcionários da área de produção é III à dispersão relativamente à média da distribuição dos vencimentos dos funcionários da área comercial.
A percentagem de funcionários da empresa com vencimento menor do que
- I a)
930 · b)940 · c)950 - II a) inferior · b) igual · c) superior
- III a) inferior · b) igual · c) superior
- IV a)
36\% · b)38\% · c)50\%
Um navio de cruzeiro, que atracou no Funchal para a passagem de ano, tinha a bordo 1200 turistas de diferentes nacionalidades, tendo cada um deles apenas uma nacionalidade.
Na tabela seguinte, está registado o número de turistas de nacionalidade X, de nacionalidade Y e de nacionalidade Z. Os turistas de outras nacionalidades foram contabilizados na categoria «Outra».
| Nacionalidade | Número de turistas |
|---|---|
| X | 180 |
| Y | 350 |
| Z | 210 |
| Outra | 460 |
Admita que a média das idades:
dos 1200 turistas que estavam a bordo do navio de cruzeiros é
Determine a média das idades dos turistas a bordo do navio de cruzeiro que têm nacionalidade X.
Numa praia frequentada pela Leonor, é possível realizar passeios de gaivota, de canoa ou de barco.
Na figura seguinte, apresenta-se a informação recolhida junto de 400 pessoas que realizaram, cada uma, apenas um dos passeios referidos e que tinham idades compreendidas entre os 18 e os 49 anos.
Considere que as idades se distribuem uniformemente em cada uma das classes etárias apresentadas na figura anterior.
Às 200 pessoas que realizaram um passeio de gaivota, cujas idades são apresentadas na figura anterior, juntou-se um grupo de 24 pessoas (Grupo A), todas da mesma idade, que realizaram o mesmo tipo de passeio.
Estima-se que a média das idades destas 224 pessoas é 30 anos.
A que classe etária, das indicadas na figura anterior, pertence a idade de cada uma das pessoas do Grupo A? Justifique a sua resposta.
Na tabela seguinte, apresentam-se os dados referentes à produção de pera e de maçã, em quilogramas por hectare (kg/ha), em cada ano, de 2019 a 2023, em Portugal continental.
| Ano | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 |
|---|---|---|---|---|---|
| Pera (kg/ha) | 17 530 | 11 565 | 20 208 | 12 197 | 10 929 |
| Maçã (kg/ha) | 26 067 | 20 087 | 26 644 | 21 330 | 21 072 |
Fonte: Instituto Nacional de Estatística (consultado em setembro de 2024).
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço, de acordo com os dados apresentados na tabela.
Escreva na folha de respostas cada um dos números, I, II, III e IV, seguido da opção a), b) ou c) que lhe corresponde. A cada espaço corresponde uma só opção.
A mediana dos valores da produção de maçã excede a mediana dos valores da produção de pera em I kg/ha.
De 2020 para 2021, a produção de maçã teve um aumento de, aproximadamente, II.
No que respeita à distribuição da produção de pera, houve III anos em que a produção foi inferior à soma da média com o desvio padrão.
De acordo com previsões do INE, a produção acumulada de maçã, de 2019 a 2024, seria
- I a)
6435 · b)8554 · c)9133 - II a)
25\% · b)33\% · c)75\% - III a) dois · b) três · c) quatro
- IV a)
6557 · b)9333 · c)12\,643
A corrida em trilhos ou corrida todo o terreno é um desporto que consiste em correr em trilhos através de montanhas e colinas, cruzando riachos e rios, com subidas e descidas íngremes. No nosso país, realizam-se diversas provas deste tipo, normalmente designadas por trail.
O
A unidade de medida do
Admita que, no diagrama de caule-e-folhas apresentado na figura seguinte, estão registadas as medições do
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 2 | 0 |
| 3 | 7 7 9 |
| 4 | 1 1 1 3 6 6 |
| 5 | 2 2 |
Mais tarde, fizeram-se medições num outro grupo, grupo B, composto por 24 pessoas.
Determine a média do
Durante a realização de um estudo estatístico, os participantes nesse estudo foram divididos em grupos. Nos diagramas de caule-e-folhas apresentados na figura seguinte, estão registadas as idades, em anos, dos participantes integrados no Grupo A e no Grupo B. Nos diagramas, o algarismo das dezenas de cada registo é apresentado no caule, e o algarismo das unidades é apresentado nas folhas.
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 5 5 7 7 |
| 2 | 0 0 3 5 5 |
| 3 | 2 2 |
| Caule | Folhas |
|---|---|
| 1 | 7 9 |
| 2 | 0 0 0 5 5 9 |
| 3 | 4 4 4 |
a) Considere apenas os participantes integrados no Grupo A.
Quantos têm idade pertencente ao intervalo
- (A)6
- (B)7
- (C)8
- (D)9
b) Construa um diagrama de extremos e quartis que traduza os dados referentes à idade, em anos, dos 22 participantes integrados no Grupo A e no Grupo B.
Para responder a esta questão, recorra às capacidades da sua calculadora e apresente a(s) lista(s) utilizada(s).
Ao entrar num estádio onde decorreu um jogo de um campeonato mundial de futebol, cada um dos 50 000 espectadores foi questionado acerca da distância, em quilómetros, entre o estádio e o seu alojamento, e acerca da sua idade, em anos.
As respostas relativas às distâncias, em quilómetros, entre o estádio e o alojamento, organizadas nas classes
A tabela seguinte, parcialmente preenchida, relaciona essas distâncias com as idades dos espectadores, em anos, organizadas nas classes
| Distância (km) | Idade (anos) | ||
|---|---|---|---|
| 3000 | |||
| 3800 | 4500 | 2500 | |
| 3500 | |||
a) Determine, em média, a que distância do estádio, em quilómetros, está alojado cada espectador.
b) Admita que 25% dos espectadores têm idades pertencentes à classe
Quantos destes espectadores estão alojados a uma distância superior ou igual a 300 km do estádio?
- (A)1100
- (B)2250
- (C)3500
- (D)4250
Em duas localidades, A e B, foram realizadas, em simultâneo, sessões de prevenção rodoviária para ciclistas, sujeitas a inscrição. No boletim de inscrição dessas sessões, solicitava-se que cada pessoa indicasse a sua idade e, relativamente à sua aptidão para o ciclismo, que assinalasse o seu nível, escolhendo entre Principiante, Intermédio ou Experiente.
No gráfico seguinte, estão representados os dados relativos à idade, em anos completos, das 100 pessoas inscritas na localidade A e das 150 pessoas inscritas na localidade B, bem como o nível de aptidão que cada uma assinalou. As idades estão agrupadas nas classes
a) Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço.
Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.
O nível de aptidão para o ciclismo mais assinalado no boletim de inscrição pelas pessoas inscritas na localidade B e cuja idade pertence à classe
Considerando o conjunto das pessoas inscritas nas duas localidades, o número de pessoas que tinham idade superior ou igual a 25 anos e assinalaram o nível Principiante é igual a (b). A percentagem de pessoas que, na localidade A, assinalaram o nível Intermédio e cuja idade pertence à classe (c) é igual à percentagem de pessoas que, na localidade B, assinalaram o mesmo nível de aptidão para o ciclismo e têm idade pertencente à mesma classe.
Admitindo que as idades se distribuem uniformemente em cada classe, há 3 anos, a média de idades, em anos, das pessoas que, na localidade A, assinalaram o nível Principiante era igual a (d).
(a) (1) Principiante · (2) Intermédio · (3) Experiente(b) (1) 9 · (2) 22 · (3) 31(c) (1)
b) No gráfico seguinte, estão parcialmente registadas as idades, em anos completos, das 20 pessoas que, na localidade B, se inscreveram nas sessões de prevenção rodoviária, que tinham idade pertencente à classe
Admita que, no conjunto dos dados representados no gráfico anterior:
20% dizem respeito a pessoas com idade inferior ou igual a 27 anos;a idade mediana é igual a 34 anos;o valor de
Determine o valor de
- As frequências relativas acumuladas. Somando as percentagens da tabela nível a nível:
10;\ 22;\ 38;\ 55;\ 74;\ 86;\ 94;\ 98;\ 99;\ 100 \quad (\%). A última é100 %, como tem de ser. - Passar as acumuladas a número de pessoas. Com
n = 15\,800 inquiridos, as três acumuladas de que se vai precisar valem0{,}22 \times 15\,800 = 3476, \qquad 0{,}38 \times 15\,800 = 6004, \qquad 0{,}55 \times 15\,800 = 8690. Ordenadas as respostas por ordem crescente, isto quer dizer: as posições3477 a6004 são todas do nível3 , e as posições6005 a8690 são todas do nível4 . - O primeiro quartil.
Q_{1} = P_{25} , e\frac{25 \times 15\,800}{100} = 3950, que é inteiro, logoQ_{1} é a média dos valores das posições3950 e3951 . Como3476 < 3950 e3951 \leq 6004 , as duas posições estão no nível3 , e portantoQ_{1} = \frac{3+3}{2} = 3. - A mediana.
M_{e} = P_{50} , e\frac{50 \times 15\,800}{100} = 7900, também inteiro, logoM_{e} é a média dos valores das posições7900 e7901 . Como6004 < 7900 e7901 \leq 8690 , as duas posições estão no nível4 , eM_{e} = \frac{4+4}{2} = 4. Numa distribuição com tantos dados repetidos, as duas posições que a regra manda somar caem quase sempre no mesmo valor, e a média delas é esse valor. Em vez de listar15\,800 respostas, basta saber entre que acumuladas cai cada posição — e é isso que a coluna das frequências acumuladas dá de graça.
- A marca de cada classe. Agrupados os dados, cada classe passa a ser representada pelo seu ponto médio,
c_{i} = \dfrac{a+b}{2} . Com classes de amplitude0{,}1 cm, as onze marcas são5{,}05;\ 5{,}15;\ 5{,}25;\ 5{,}35;\ 5{,}45;\ 5{,}55;\ 5{,}65;\ 5{,}75;\ 5{,}85;\ 5{,}95;\ 6{,}05. A média assim obtida é aproximada, e é por isso que o enunciado diz «um valor aproximado»: dentro de cada classe faz-se de conta que os parafusos estão todos no meio, o que não é verdade. É o preço de trabalhar com dados agrupados. - A soma das parcelas
c_{i}\,n_{i} .\begin{aligned} &5{,}05 \times 3 + 5{,}15 \times 5 + 5{,}25 \times 9 + 5{,}35 \times 13 + 5{,}45 \times 18 + 5{,}55 \times 19\\ &\quad {}+ 5{,}65 \times 17 + 5{,}75 \times 10 + 5{,}85 \times 3 + 5{,}95 \times 2 + 6{,}05 \times 1 = 550{,}30. \end{aligned} - A média. A amostra tem
100 parafusos, logo\overline{x} = \frac{550{,}30}{100} = 5{,}503 \approx 5{,}5 \ \text{cm}. O valor cai dentro da classe[5{,}5; 5{,}6[ , que é a de maior frequência — e isso é boa notícia: num histograma quase simétrico como este, a média tem mesmo de ficar junto do centro.
O gráfico é uma tabela de frequências desenhada: em baixo o número de livros, em cima o número de alunos que leu esse número de livros. Começa por somar as alturas das barras — é a dimensão da turma — e só depois soma os livros, dando a cada valor o peso da sua barra.
- Lê as seis alturas:
0 livros,3 alunos;1 livro,7 alunos;2 livros,10 alunos;3 livros,3 alunos;4 livros,1 aluno;5 livros,1 aluno. A turma tem3 + 7 + 10 + 3 + 1 + 1 = 25 alunos. - Total de livros lidos:
0 \times 3 + 1 \times 7 + 2 \times 10 + 3 \times 3 + 4 \times 1 + 5 \times 1 = 45 livros. - A média é
\overline{x} = \dfrac{45}{25} = 1{,}8 livros por aluno.A média de dados com frequências não é a média dos valores distintos:\dfrac{0+1+2+3+4+5}{6} = 2{,}5 é a opção (C), e sai de dar o mesmo peso a valores que não têm a mesma frequência. A opção (B),2 , é a moda — o valor mais frequente, que aqui não coincide com a média.
- a) A lista introduzida na calculadora. Lendo o diagrama linha a linha, os
22 registos são86, 86, 87, 87, 87, 89, 89, 90, 90, 94, 94, 95, 95, 95, 95, 103, 103, 106, 106, 108, 111, 116. Cada folha é um registo: as folhas repetidas contam todas. A linha do caule9 tem oito folhas e vale por oito tempos, não por quatro valores distintos. - A média. Os
22 tempos somam2112 minutos, logo\overline{x} = \frac{2112}{22} = 96 \ \text{minutos}. - O desvio padrão. Com a mesma lista, a calculadora dá
s \approx 8{,}98 minutos. - b) O intervalo.
\left]\,\overline{x} - s,\ \overline{x} + s\,\right[ \ = \ \left]\,96 - 8{,}98,\ 96 + 8{,}98\,\right[ \ = \ \left]\,87{,}02;\ 104{,}98\,\right[. - Contar os registos que lhe pertencem. Da lista ordenada, ficam dentro
89, 89, 90, 90, 94, 94, 95, 95, 95, 95, 103 e103 —12 registos. Os cinco tempos de86 e87 minutos ficam fora:87 < 87{,}02 , por duas centésimas. É aqui que se ganha ou se perde este item — arredondar o extremo do intervalo a87 arrastaria três registos para dentro e daria uma percentagem errada. - A percentagem.
\frac{12}{22} = 0{,}5454\ldots \approx 55\%.
- Os cinco números do diagrama. Extremo mínimo
14 anos,Q_{1} = 16 ,M_{e} = 17 ,Q_{3} = 18 e extremo máximo22 anos. - O que diz a mediana. A mediana é
17 anos: pelo menos50 % dos alunos têm17 ou menos anos e pelo menos50 % têm17 ou mais anos. É o valor17 , e não o18 , que está associado a metade da amostra. - O que diz o terceiro quartil.
Q_{3} = 18 anos: pelo menos75 % dos alunos têm18 ou menos anos e pelo menos25 % têm18 ou mais. Sobre os alunos com18 ou mais anos, o diagrama garante25 %, e não50 %. A caixa vai de16 a18 e guarda os50 % centrais; a metade superior da amostra começa em17 e não em18 . Trocar o quartil pela mediana é exatamente o engano que esta afirmação convida a cometer. - Concluir. A afirmação é falsa. Do diagrama, o que se pode garantir é que
50 % dos alunos inquiridos têm17 ou mais anos de idade, e que25 % têm18 ou mais. Os cinco números não determinam a distribuição toda: há distribuições com estes mesmos cinco números em que a percentagem de alunos com18 ou mais anos chega a50 % — bastaria não haver nenhum aluno de17 anos. Mas isso é um caso-limite, e não o que o diagrama afirma: como leitura do diagrama, a afirmação não se sustenta.
- Passar a tabela dos rapazes a frequências relativas simples. Cada valor acumulado é a soma de todos os anteriores com o da sua linha, logo a simples obtém-se subtraindo a acumulada anterior:
12; \quad 38-12 = 26; \quad 82-38 = 44; \quad 97-82 = 15; \quad 100-97 = 3. Os rapazes distribuem-se, então, por12 %,26 %,44 %,15 % e3 %, e estas cinco percentagens somam100 %. A soma100 % é a conferência da conta. E repara que a última linha da tabela já dizia100 : numa tabela de frequências relativas acumuladas, a última linha vale sempre100 %. - Do gráfico, as percentagens das raparigas. São já simples:
3 %,11 %,49 %,31 % e6 %, pela mesma ordem de respostas — e somam também100 %. - A moda. A moda é a resposta com maior frequência. Nas raparigas o maior valor é
49 % e nos rapazes é44 %, e nos dois casos corresponde à mesma resposta: «Gosto de ler de vez em quando.» A primeira parte da afirmação é verdadeira. - Comparar o gosto pela leitura. As respostas que revelam gosto pela leitura são «Gosto de ler de vez em quando.», «Gosto muito de ler.» e «Sou viciado na leitura.». Somando:
\text{raparigas: } 49 + 31 + 6 = 86\% \qquad \text{rapazes: } 44 + 15 + 3 = 62\%. Do outro lado,14 % das raparigas contra38 % dos rapazes gostam pouco ou nada de ler. - Concluir. A moda é a mesma nos dois sexos e a percentagem de raparigas que revelam gosto pela leitura,
86 %, é bastante superior à dos rapazes,62 %. A afirmação é verdadeira. A moda de uma variável qualitativa é uma categoria, não um número: escreve-se a frase, e não a percentagem. Aqui as duas modas coincidem — e é justamente por coincidirem que a comparação tem de ser feita com as outras respostas.
- Antes da alteração: a média. Os doze rendimentos somam
1250+2800+1900+1650+1300+1800+1200+2500+1350+2100+1200+1500 = 20\,550, logo\overline{x} = \dfrac{20\,550}{12} = 1712{,}5 €. - Antes da alteração: a mediana. Por ordem crescente, os rendimentos são
1200 ,1200 ,1250 ,1300 ,1350 ,1500 ,1650 ,1800 ,1900 ,2100 ,2500 e2800 . Como\dfrac{50 \times 12}{100} = 6 é inteiro,M_{e} = \frac{x_{6}+x_{7}}{2} = \frac{1500+1650}{2} = 1575. A mediana é, portanto,1575 €. - Depois da alteração: a média. O
2800 passa a8000 , e a soma sobe5200 :\overline{x} = \frac{25\,750}{12} = 2145{,}8333\ldots \approx 2145{,}83, ou seja,2145{,}83 €. - Depois da alteração: a mediana. A lista ordenada só muda no último lugar —
8000 ocupa o lugar que era do2800 , o mais alto de todos. As posições6 e7 continuam a ser1500 e1650 , logoM_{e} = 1575 €, exatamente o mesmo valor de antes. É por isto que se diz que a mediana é resistente: ela só olha para a posição dos dados, e não para o valor deles. O rendimento do agregado B podia ter passado a80\,000 € que a mediana ficaria na mesma nos1575 €. - Comentar a afirmação. A afirmação está certa, e estes dados mostram porquê. Antes da alteração, a média e a mediana estão próximas —
1712{,}5 € e1575 € — e qualquer das duas resume razoavelmente os doze rendimentos. Depois da alteração, um único agregado com8000 € puxa a média para2145{,}83 €, um valor que dez dos doze agregados não atingem: a média deixou de representar o conjunto. A mediana, que não se moveu, continua a dizer que metade dos agregados ganha até1575 €. Reduzir os dados a uma medida de localização é sempre uma redução drástica, e por isso a medida tem de ser escolhida à vista do que se quer resumir: aqui, depois da alteração, é a mediana.
- A turma A. Do diagrama de barras:
1 aluno com6 mensagens,1 com7 ,2 com9 ,3 com10 ,1 com11 ,2 com12 ,6 com13 ,2 com15 ,3 com16 ,1 com17 ,2 com18 e1 com19 — ao todo25 alunos, que receberam324 mensagens. Logo\overline{x}_{A} = \frac{324}{25} = 12{,}96 \ \text{mensagens}. - A turma B. Da tabela, também
1+2+4+12+3+2+1 = 25 alunos, e\overline{x}_{B} = \frac{10+22+48+156+42+30+16}{25} = \frac{324}{25} = 12{,}96 \ \text{mensagens}. As duas médias são iguais, como a Marta disse. - Os desvios padrão. Com as duas listas de cada turma na calculadora,
s_{A} \approx 3{,}46 \qquad \text{e} \qquad s_{B} \approx 1{,}31 \ \text{mensagens}. - O raciocínio do António. Na turma B os dados estão amontoados à volta do centro:
12 dos25 alunos receberam exatamente13 mensagens, e as frequências caem depressa dos dois lados, entre10 e16 . Na turma A não há esse amontoado: as barras espalham-se de6 a19 , com alunos a receber tão poucas como6 e tantas como19 , longe da média12{,}96 . Como o desvio padrão mede precisamente o quanto os dados se afastam da média, uma distribuição espalhada tem de dar um desvio padrão maior do que uma distribuição concentrada — e isso lê-se nos gráficos, sem fazer contas nenhumas. A resolução oficial deste item usa o desvio padrão populacional\sigma , que divide porn ; as Aprendizagens Essenciais de Matemática A do 10.º ano definem o amostrals , que divide porn-1 , e é esse o valor que aqui se dá. Com\sigma obtinha-se\sigma_{A} \approx 3{,}39 e\sigma_{B} = 1{,}28 . A conclusão não muda uma vírgula: o da turma A é o maior nas duas convenções.
- A média das quantias já depositadas.
\overline{x} = \frac{720 + 800 + 910}{3} = \frac{2430}{3} = 810. Os três têm, em média,810 € depositados. - Usar a propriedade dada. O pai do Henrique dá a mesma quantia
k a cada um dos três, ou seja, soma a constantek a todos os dados. Pela informação inicial, a nova média é810 + k , e quer-se que valha1100 :810 + k = 1100 \iff k = 290. Sem a propriedade dava o mesmo, mas com muito mais escrita:\dfrac{(720+k)+(800+k)+(910+k)}{3} = \dfrac{2430+3k}{3} = 810+k . É esta conta que a informação inicial poupa. - Confirmação. Com
290 € para cada um, as quantias passam a1010 €,1090 € e1200 €, e\frac{1010 + 1090 + 1200}{3} = \frac{3300}{3} = 1100.
- A lista introduzida na calculadora. É a coluna da taxa de alfabetização de adultos dos sete países:
L_{1} = \{\, 15{,}4;\ 74{,}8;\ 43{,}5;\ 17{,}8;\ 11{,}5;\ 89{,}6;\ 61{,}2 \,\}. A coluna do PIB fica de fora. Introduzi-la como segunda lista não é erro — mas as estatísticas que se pedem são as deL_{1} , e é essa lista que a resposta tem de mostrar. - A soma dos sete valores.
15{,}4 + 74{,}8 + 43{,}5 + 17{,}8 + 11{,}5 + 89{,}6 + 61{,}2 = 313{,}8. - A média.
\overline{x} = \frac{313{,}8}{7} = 44{,}82857\ldots \approx 44{,}8. A taxa de alfabetização de adultos é, em média,44{,}8 % no conjunto dos sete países.
- a) A média. Do gráfico,
10 alunos leram1 livro,8 leram2 ,6 leram3 ,4 leram7 ,3 leram8 ,1 leu10 ,3 leram11 e5 leram12 — ao todo40 alunos. Então\overline{x} = \frac{10+16+18+28+24+10+33+60}{40} = \frac{199}{40} = 4{,}975 \approx 5 \ \text{livros}. - Porque é que a média não serve aqui. Os alunos que leram
1 ,2 ou3 livros são24 em40 , isto é, mais de metade da amostra, e nenhum aluno leu4 ,5 ou6 livros. A média,5 livros, cai justamente nesse intervalo vazio: é maior do que o que leu a maioria e muito menor do que o que leram os9 alunos que passaram dos10 livros. Não representa bem nem uns nem outros. - b) Os cinco números. Com os
40 valores ordenados, o mínimo é1 e o máximo é12 . As posições ocupadas por cada valor são:1 a10 valem1 ;11 a18 valem2 ;19 a24 valem3 ;25 a28 valem7 ;29 a31 valem8 ;32 vale10 ;33 a35 valem11 ;36 a40 valem12 . - Aplicar a regra dos percentis.
\dfrac{25 \times 40}{100} = 10 , inteiro, logoQ_{1} = \dfrac{x_{10}+x_{11}}{2} = \dfrac{1+2}{2} = 1{,}5 .\dfrac{50 \times 40}{100} = 20 , inteiro, logoM_{e} = \dfrac{x_{20}+x_{21}}{2} = \dfrac{3+3}{2} = 3 . E\dfrac{75 \times 40}{100} = 30 , inteiro, logoQ_{3} = \dfrac{x_{30}+x_{31}}{2} = \dfrac{8+8}{2} = 8 . Os três resultados vêm todos do caso inteiro da regra, porque40 é múltiplo de4 . Só o primeiro quartil cai entre dois valores diferentes, e é por isso que é o único que não é inteiro. - O diagrama de extremos e quartis. Sobre um eixo graduado de
0 a12 livros, desenha-se a caixa de1{,}5 a8 , com o traço da mediana em3 , o bigode da esquerda de1 a1{,}5 e o da direita de8 a12 . - Variabilidade e simetria. A amplitude é
12 - 1 = 11 livros e a caixa, que guarda os50\% centrais, ocupa8 - 1{,}5 = 6{,}5 livros — mais de metade de todo o percurso dos dados: a variabilidade é grande. E a distribuição é claramente assimétrica: os25\% mais baixos cabem entre1 e1{,}5 , enquanto os25\% mais altos se espalham de8 a12 . A mediana está encostada ao lado esquerdo da caixa, e o bigode da direita é muito mais comprido do que o da esquerda — os dados acumulam-se nos valores baixos e alongam-se para a direita. - c) Somar um livro a cada aluno. Cada dado passa a ser
x_{i}+1 . A média fica\overline{x} + 1 = 4{,}975 + 1 = 5{,}975 \approx 6 livros. Quanto à mediana, somar a mesma constante a todos os dados não altera a ordem deles, e o valor que estava no meio continua no meio, aumentado de1 :M_{e} = 3 + 1 = 4 livros. As duas medidas de localização deslocam-se o mesmo, e é isso que uma translação faz: mexe o centro e não mexe a forma. Se o item perguntasse pelo desvio padrão ou pela amplitude interquartil, a resposta seria «não mudam nada».
- a) As frequências acumuladas dos leitores de DVD. Com
n = 1000 habitações e as frequências330 ,450 ,47 e173 , as acumuladas são330 ,780 ,827 e1000 . Ordenadas as mil habitações, as posições1 a330 valem0 , as posições331 a780 valem1 , as posições781 a827 valem2 e as restantes valem3 . - A mediana.
\dfrac{50 \times 1000}{100} = 500 , que é inteiro, logoM_{e} é a média dos valores das posições500 e501 . As duas estão entre331 e780 , ou seja, valem1 :M_{e} = \frac{1+1}{2} = 1 \ \text{leitor de DVD}. - Os quartis.
\dfrac{25 \times 1000}{100} = 250 é inteiro: as posições250 e251 estão ambas nas330 primeiras, logoQ_{1} = 0 . E\dfrac{75 \times 1000}{100} = 750 também é inteiro: as posições750 e751 estão entre331 e780 , logoQ_{3} = 1 . Um quartil pode muito bem coincidir com a mediana, como aqui acontece comQ_{3} : metade das habitações têm exatamente um leitor de DVD, e essa classe sozinha engole a mediana e o terceiro quartil. - b) Os leitores de DVD. Com os valores
0, 1, 2, 3 numa lista e as frequências330, 450, 47, 173 noutra,\overline{x} = \frac{0 \times 330 + 1 \times 450 + 2 \times 47 + 3 \times 173}{1000} = \frac{1063}{1000} = 1{,}063 \approx 1{,}06, e a calculadora dás \approx 1{,}03 leitores de DVD. - Os televisores. Com as frequências
5, 417, 450, 128 ,\overline{x} = \frac{0 \times 5 + 1 \times 417 + 2 \times 450 + 3 \times 128}{1000} = \frac{1701}{1000} = 1{,}701 \approx 1{,}70, e a calculadora dás \approx 0{,}69 televisores. Comn = 1000 a diferença entre o desvio padrão amostral e o populacional já não se vê às centésimas: dividir por999 ou por1000 dá, nos dois casos, os mesmos1{,}03 e0{,}69 . - Concluir. A afirmação é verdadeira, e estes dois gráficos mostram-no. No dos televisores as duas barras altas —
1 e2 televisores — estão encostadas uma à outra, à volta da média1{,}70 , e quase não há habitações longe dela: o desvio padrão é pequeno,0{,}69 . No dos leitores de DVD há barras altas em0 e em1 e ainda173 habitações em3 , bem afastadas da média1{,}06 : os dados estão espalhados e o desvio padrão sobe para1{,}03 . Dados concentrados junto da média dão desvio padrão baixo; dados espalhados pelos extremos dão desvio padrão alto.
- a) Quantos alunos tem a amostra.
6 + 10 + 6 + 2 = 24 alunos. - A soma das idades que a Maria escreveu. Da definição de média,
\overline{x} = \dfrac{S}{n} , vemS = 48{,}5 \times 24 = 1164. - Descontar a parte que estava certa. Os alunos de
14 ,15 e16 anos contribuem com14 \times 6 + 15 \times 10 + 16 \times 6 = 84 + 150 + 96 = 330. Sobram1164 - 330 = 834 para os dois alunos de idadep , logo2p = 834 ep = 417 . O2 é o passo em que este item apanha quem se distrai: a coluna dop tem dois alunos, e não um. Dividir834 por1 daria834 , um número que a Maria não escreveu. - b) A escola da Maria. Do gráfico de barras:
3 alunos sem irmãos,6 com um,8 com dois,3 com três, nenhum com quatro e4 com cinco — ao todo24 alunos. Então\overline{x} = \frac{0 \times 3 + 1 \times 6 + 2 \times 8 + 3 \times 3 + 4 \times 0 + 5 \times 4}{24} = \frac{51}{24} = 2{,}125 \ \text{irmãos}, e a calculadora, com as duas listas, dás \approx 1{,}569 irmãos. - A outra escola. Da tabela, com os mesmos
24 alunos,\overline{x} = \frac{0 \times 1 + 1 \times 4 + 2 \times 14 + 3 \times 4 + 4 \times 1 + 5 \times 0}{24} = \frac{48}{24} = 2 \ \text{irmãos}, e a calculadora dás \approx 0{,}834 irmãos. Neste item o arredondamento a três casas ainda distingue as duas convenções —s \approx 1{,}569 contra\sigma \approx 1{,}536 na escola da Maria —, mas a comparação que se pede é a mesma nas duas: o que decide é qual dos desvios padrão é maior, e é sempre o da escola da Maria. - Comparar. As duas médias são próximas,
2{,}125 e2 irmãos, mas os desvios padrão não:1{,}569 > 0{,}834 . Na outra escola quase todos os alunos têm dois irmãos e os restantes ficam ao lado; na escola da Maria há alunos espalhados por todos os valores, incluindo quatro com cinco irmãos, bem longe da média. Logo a amostra da escola da Maria tem maior variabilidade relativamente à média.
- A tabela de frequências das classificações internas. Contando os
18 alunos, classificação a classificação:8 tem1 aluno,9 tem3 ,10 tem2 ,11 tem3 ,12 não tem nenhum,13 tem1 ,14 tem4 ,15 não tem nenhum,16 tem3 ,17 e18 não têm nenhum e19 tem1 . As frequências somam1+3+2+3+0+1+4+0+3+0+0+1 = 18 , que é o número de alunos. A conferência da soma não é enfeite: num diagrama de barras que se desenha à mão a partir de dezoito valores soltos, esquecer ou repetir um aluno é o engano mais provável. - O diagrama de barras. No eixo horizontal marcam-se as classificações de
8 a19 e no vertical o número de alunos, de0 a4 . As barras, separadas umas das outras, têm as alturas da tabela anterior — e as classificações12 ,15 ,17 e18 ficam sem barra. - A média.
\overline{x} = \frac{9+9+10+13+14+9+11+11+14+8+14+16+16+19+14+11+16+10}{18} = \frac{224}{18} \approx 12{,}4 \ \text{valores}. - Relacionar o gráfico com a média. As classificações vão de
8 a19 , uma amplitude de11 valores em18 alunos, e as barras não formam um único monte: há um grupo em9 ,10 e11 (oito alunos) e outro em14 e16 (sete alunos), separados por uma zona quase vazia. Os dados estão, portanto, muito dispersos. - Concluir. A média,
12{,}4 valores, cai precisamente nessa zona vazia — a classificação12 não foi obtida por nenhum aluno e a13 só por um. Como não fica junto da maior concentração de dados, a média é pouco representativa desta amostra: resume dois grupos afastados num valor que quase ninguém tem. É o aviso que este tipo de item repete: a média está sempre definida, mas só representa bem os dados quando eles se juntam à volta dela. Num conjunto com dois grupos afastados, ela cai no vazio entre os dois.
- A média com os dados da tabela. A amostra tem
66+46+38+38+12 = 200 sócios e\overline{x} = \frac{1 \times 66 + 2 \times 46 + 3 \times 38 + 4 \times 38 + 5 \times 12}{200} = \frac{66+92+114+152+60}{200} = \frac{484}{200} = 2{,}42 \ \text{filhos}. - O desvio padrão com os dados da tabela. Com os valores numa lista e as frequências absolutas noutra, a calculadora dá
s \approx 1{,}2852 , ou seja,s \approx 1{,}3 filhos. Comn = 200 não se soma nada à mão: o enunciado manda usar a calculadora e pede quatro casas nos cálculos intermédios exatamente para o arredondamento final não escorregar. - A média com os dados corrigidos. As frequências não mudam, mudam os valores:
\overline{x} = \frac{0 \times 66 + 1 \times 46 + 2 \times 38 + 3 \times 38 + 4 \times 12}{200} = \frac{0+46+76+114+48}{200} = \frac{284}{200} = 1{,}42 \ \text{filhos}. - O desvio padrão com os dados corrigidos. Repetindo o cálculo com a lista
0, 1, 2, 3, 4 e as mesmas frequências, a calculadora dá de novos \approx 1{,}2852 , isto é,s \approx 1{,}3 filhos. - Concluir. A média baixou exatamente uma unidade,
2{,}42 - 1 = 1{,}42 , e o desvio padrão ficou igual. É a propriedade da translação: subtrair1 a todos os dados subtrai1 à média e deixa a dispersão intacta, porque cada dado e a média se deslocam o mesmo, e a distância entre eles não se altera. O erro de transcrição, portanto, não estraga tudo: falseia a média em uma unidade e não toca no desvio padrão. Só as medidas de localização sentem uma translação; as de dispersão não. Aqui a diferença entres e o desvio padrão populacional também não se vê:s \approx 1{,}2852 e\sigma \approx 1{,}2820 arredondam ambos a1{,}3 .
A média conhecida vale por uma equação: doze pontos de acesso com média
- A soma dos doze valores. A média é
512{,}5 habitantes por ponto de acesso, logoS = 512{,}5 \times 12 = 6150 \ \text{habitantes}. - Os onze valores conhecidos.
531 + 518 + 481 + 535 + 493 + 500 + 490 + 525 + 502 + 493 + 550 = 5618. - O valor em falta.
a = 6150 - 5618 = 532 \ \text{habitantes}. - O desvio padrão. Com os doze valores na calculadora, e tomando o desvio padrão amostral,
s \approx 22{,}05, ou sejas \approx 22 habitantes com arredondamento às unidades. A resolução oficial deste item usa o desvio padrão populacional\sigma , que divide porn ; as Aprendizagens Essenciais de Matemática A do 10.º ano definem o amostrals , que divide porn-1 , e é esse o valor que aqui se dá. Com\sigma obtinha-se21{,}11 , ou seja21 às unidades.
Cada quadro é uma tabela de frequências: numa lista os vencimentos, noutra o número de trabalhadores, e a calculadora dá média e desvio padrão de uma vez — faz isso duas vezes, uma por empresa. Antes de comparar, confirma que as duas empresas têm mesmo o mesmo número de trabalhadores, como o enunciado afirma; e repara no que salta à vista no quadro de
- A empresa X. São
4 + 6 + 3 + 1 + 1 + 1 = 16 \ \text{trabalhadores}, e a soma dos vencimentos é500 \times 4 + 512 \times 6 + 752 \times 3 + 840 + 1520 + 3850 = 13\,538 euros. - Média e desvio padrão de X.
\overline{x}_{X} = \frac{13\,538}{16} = 846{,}125 \approx 846{,}13, \qquad s_{X} \approx 842{,}74. O arredondamento de846{,}125 às centésimas faz-se para cima:846{,}13 . - A empresa Y. São
5 + 10 + 1 = 16 \ \text{trabalhadores}, e a soma dos vencimentos é750 \times 5 + 870 \times 10 + 1088 = 13\,538 euros — a mesma deX . - Média e desvio padrão de Y.
\overline{x}_{Y} = \frac{13\,538}{16} = 846{,}125 \approx 846{,}13, \qquad s_{Y} \approx 85{,}79. - Comparar. As duas empresas têm o mesmo número de trabalhadores e exatamente o mesmo vencimento médio, cerca de
846{,}13 euros. O desvio padrão deX é quase dez vezes o deY : emY os vencimentos estão muito mais concentrados em torno da média, e emX muito mais dispersos. Duas distribuições com a mesma média podem ser completamente diferentes, e é isso que o desvio padrão mede. EmX o vencimento de3850 euros, sozinho entre dezasseis, chega para afastar a média de todos os outros: dez dos dezasseis trabalhadores ganham menos de520 euros, e mesmo assim a média passa dos846 .
Quarenta valores numa tabela desarrumada pedem primeiro uma tabela de frequências: conta quantos dias houve com
- Contar os quarenta dias. Houve
4 dias com0 cafés,9 com1 ,7 com2 ,7 com3 ,8 com4 ,3 com5 e2 com8 . As frequências acumuladas são4, \quad 13, \quad 20, \quad 27, \quad 35, \quad 38, \quad 40, e a última é40 : a contagem fecha. - Os extremos. O mínimo é
0 e o máximo é8 cafés. - O primeiro quartil.
Q_{1} = P_{25} e\dfrac{25 \times 40}{100} = 10 , que é inteiro; entãoQ_{1} = \frac{x_{10} + x_{11}}{2} = \frac{1 + 1}{2} = 1, porque as posições5 a13 valem todas1 . - A mediana.
\dfrac{50 \times 40}{100} = 20 , inteiro; a posição20 é a última das que valem2 e a21 é a primeira das que valem3 :M_{e} = \frac{x_{20} + x_{21}}{2} = \frac{2 + 3}{2} = 2{,}5. - O terceiro quartil.
\dfrac{75 \times 40}{100} = 30 , inteiro; as posições28 a35 valem4 :Q_{3} = \frac{x_{30} + x_{31}}{2} = \frac{4 + 4}{2} = 4. - O diagrama correto. Sobre um eixo de
0 a8 , a caixa vai de1 a4 , com o traço da mediana em2{,}5 , e os bigodes vão até0 e até8 :0 \ \cdot \ 1 \ \cdot \ 2{,}5 \ \cdot \ 4 \ \cdot \ 8. Os bigodes vão sempre até ao mínimo e até ao máximo dos dados. O8 aparece dois dias e tem de estar no diagrama. - As diferenças. O mínimo (
0 ) e o primeiro quartil (1 ) coincidem. Diferem três valores: a mediana é2{,}5 e no diagrama do aluno é2 ; o terceiro quartil é4 e no do aluno é3 ; o máximo é8 e no do aluno é7{,}5 . O máximo denuncia logo o erro sem conta nenhuma:7{,}5 cafés num dia é impossível numa variável que só toma valores inteiros.
Dos três tipos de embalagem só um interessa: o de
- A dimensão da amostra.
1 + 1 + 2 + 3 + 5 + 8 = 20 \ \text{caixas}, como o enunciado diz. - A média da amostra. Cada valor entra com o peso do número de caixas:
\overline{x} = \frac{693 \times 1 + 714 \times 1 + 735 \times 2 + 756 \times 3 + 819 \times 5 + 840 \times 8}{20} = \frac{15\,960}{20} = 798 saquetas por caixa. - O efeito de retirar a mesma quantidade a todas as caixas. Se a cada caixa se retirarem
k saquetas, cada dado passa dex_{i} ax_{i} - k e a média passa de\overline{x} a\overline{x} - k . É a propriedade da translação: somar (ou subtrair) a mesma constante a todos os dados soma (ou subtrai) essa constante à média. Não é preciso refazer a tabela nem a soma ponderada. - Resolver.
798 - k = 760 \iff k = 38.
São doze valores e duas medidas: mete-os todos numa lista da calculadora e lê a média e o desvio padrão de uma vez, sem contas intermédias. A única decisão que tens de tomar é qual dos dois desvios padrão da lista da máquina é o teu — o que divide por
- Os doze registos.
15\,680,\ 17\,549,\ 14\,746,\ 19\,418,\ 20\,353,\ 22\,222,\ 28\,763,\ 26\,894,\ 34\,370,\ 37\,174,\ 38\,108,\ 39\,043. - A média. Os doze valores somam
314\,320 , logo\overline{x} = \frac{314\,320}{12} = 26\,193{,}333\ldots \approx 26\,193{,}33 \ \text{sócios}. - O desvio padrão. Com a calculadora, e tomando o desvio padrão amostral,
s \approx 9113{,}84 \ \text{sócios}. A resolução oficial deste item usa o desvio padrão populacional\sigma , que divide porn ; as Aprendizagens Essenciais de Matemática A do 10.º ano definem o amostrals , que divide porn-1 , e é esse o valor que aqui se dá. Com\sigma obtinha-se8725{,}84 . A média é a mesma nos dois casos: a divergência está só no divisor do desvio padrão. - O que os dois números dizem. Em média foram cerca de
26\,193 sócios por jogo, com uma dispersão da ordem dos9000 sócios — os registos vão dos14\,746 aos39\,043 , e é uma amostra muito espalhada em torno da média.
Na alínea a) usa a média ao contrário: quinze dias com média
- a) A soma dos quinze dias. A média é
90 e há15 registos, logoS = 90 \times 15 = 1350. - Os catorze registos conhecidos.
75,\ 77,\ 77,\ 80,\ 80,\ 83,\ 88,\ 93,\ 99,\ 100,\ 100,\ 102,\ 105,\ 105, que somam1264 . - O registo em falta.
1350 - 1264 = 86. Está no caule8 , e a folha é o algarismo das unidades:a = 6 . - b) O rol de 2010, com
a = 8 .75,\ 77,\ 77,\ 80,\ 80,\ 83,\ 88,\ 88,\ 93,\ 99,\ 100,\ 100,\ 102,\ 105,\ 105. - A mediana de 2010. São
n = 15 dados e\frac{50 \times 15}{100} = 7{,}5, que não é inteiro; arredonda-se para cima eM_{e} = x_{8} = 88 . - O primeiro quartil de 2010.
\frac{25 \times 15}{100} = 3{,}75, que também não é inteiro; arredonda-se para cima eQ_{1} = x_{4} = 80 . - Os dois valores de 2011. Leem-se no diagrama:
Q_{1} = 80 eM_{e} = 100 . - Comparar as amplitudes. Entre
Q_{1} e a mediana está, nas duas amostras, o mesmo quarto dos dados:2010 \colon 88 - 80 = 8, \qquad 2011 \colon 100 - 80 = 20. Os mesmos25\% dos dias ocupam8 unidades em2010 e20 em2011 , logo estão mais concentrados em2010 e a afirmação é verdadeira. É este o raciocínio que um diagrama de extremos e quartis permite: cada um dos quatro troços contém sempre um quarto dos dados, e por isso um troço mais curto é um troço com os dados mais juntos.
O histograma dá frequências acumuladas, e a média não se calcula a partir delas: a altura de cada barra já traz dentro tudo o que veio antes. Recupera primeiro a frequência de cada classe por diferenças sucessivas — e confirma que as quatro somam
- Ler as frequências acumuladas.
[20, 30[ \colon 10\%, \quad [30, 40[ \colon 30\%, \quad [40, 50[ \colon 80\%, \quad [50, 60[ \colon 100\%. - Passar às frequências de cada classe. Por diferenças sucessivas:
10\%, \quad 30\% - 10\% = 20\%, \quad 80\% - 30\% = 50\%, \quad 100\% - 80\% = 20\%, e a soma é100\% , como tinha de ser. A barra de uma classe num histograma de acumuladas diz o que se juntou até ao fim dessa classe. A frequência da própria classe é a diferença entre a sua barra e a anterior — e é essa que serve de peso na média. - As marcas das classes.
c_{1} = 25, \quad c_{2} = 35, \quad c_{3} = 45, \quad c_{4} = 55 \ \text{anos}. - A média dos dados agrupados.
\overline{x} = \frac{25 \times 10 + 35 \times 20 + 45 \times 50 + 55 \times 20}{100} = \frac{250 + 700 + 2250 + 1100}{100} = \frac{4300}{100} = 43 anos. Como as frequências estão em percentagem, dividir por100 é dividir pelo total — não é preciso saber quantos jornalistas há. - A prova de MACS tinha aqui uma segunda alínea, com um quadro das alturas dos jornalistas, que pedia o polígono de frequências acumuladas e a mediana de dados agrupados por processos geométricos — matéria que não consta das Aprendizagens Essenciais de Matemática A do 10.º ano, e que por isso não foi reproduzida.
Na alínea a) o primeiro gesto é ordenar os catorze valores: a tabela está arrumada por dias da semana, e a ordem dos dias não é a ordem dos números. Só depois procura as posições centrais e vê a que dias correspondem os dois valores que lá caem. Na alínea b) precisas da média diária de
- a) Ordenar os catorze registos.
184,\ 200,\ 208,\ 224,\ 232,\ 240,\ 256,\ 264,\ 280,\ 280,\ 288,\ 312,\ 328,\ 344. - A posição da mediana. São
n = 14 dados eM_{e} = P_{50} :\frac{50 \times 14}{100} = 7, que é inteiro; entãoM_{e} = \dfrac{x_{7} + x_{8}}{2} , a média dos dois valores centrais. - Que dias são esses.
x_{7} = 256 ex_{8} = 264 : na tabela,256 é a quarta-feira da segunda semana e264 a quinta-feira da segunda semana. É a opção (C). A opção (D) é a armadilha: aponta para as duas casas que ficam a meio da tabela. A mediana lê-se no rol ordenado, nunca na tabela por ordem de dias. - b) A média diária de 2015. Os catorze valores somam
3640 , logo\overline{x} = \frac{3640}{14} = 260 \ \text{utilizadores por dia}. - O aumento.
292{,}5 - 260 = 32{,}5 \ \text{utilizadores por dia}. - Em percentagem do valor inicial.
\frac{32{,}5}{260} = 0{,}125, ou seja, um aumento de12{,}5\% .
A tabela tem duas colunas de números, mas a pergunta só fala de custos: a coluna dos espectadores não entra em conta nenhuma. Calcula a média dos sete custos e depois percorre a coluna a comparar cada valor com ela — a resposta é uma contagem, não uma medida.
- Os dados que interessam. Só a coluna do custo de produção, em milhares de euros:
435,\ 379,\ 65,\ 60,\ 276,\ 59,\ 43. - O custo médio.
\overline{x} = \frac{435 + 379 + 65 + 60 + 276 + 59 + 43}{7} = \frac{1317}{7} \approx 188{,}1 milhares de euros. - Contar os que o superam. São
435 (filmeA ),379 (filmeB ) e276 (filmeE ): três filmes. Quatro dos sete filmes custaram menos de70 milhares de euros e mesmo assim a média passa dos188 : são os dois filmes caros que a puxam. A média não parte os dados ao meio — quem contar «metade dos sete» responde4 e cai na opção (D).
O ponto
- Ler o gráfico na vertical das 10 semanas. A massa
14 gramas está sobre a curvaP_{15} e a massa27 gramas está sobre a curvaP_{85} . - Traduzir cada percentil.
P_{15} = 14 gramas quer dizer que15\% das larvas de10 semanas têm massa até14 gramas;P_{85} = 27 gramas quer dizer que85\% têm massa até27 gramas. - A percentagem entre as duas massas.
85\% - 15\% = 70\%. Subtraem-se percentagens acumuladas, e não os percentis:27 - 14 daria a amplitude do intervalo de massas, que não é o que se pergunta. - Passar às larvas.
0{,}70 \times 500 = 350 \ \text{larvas}.
São duas coisas independentes, e depois uma comparação. A classe modal lê-se logo no histograma, sem contas. A média de dados agrupados é a média de sempre, mas com cada classe representada pela sua marca, o ponto médio dos extremos — e com a frequência da classe como peso; confirma primeiro que as cinco frequências somam as
- Ler o histograma. As cinco classes e as respetivas frequências absolutas são
[100, 150[ \colon 16, \quad [150, 200[ \colon 24, \quad [200, 250[ \colon 8, \quad [250, 300[ \colon 32, \quad [300, 350[ \colon 20, e16 + 24 + 8 + 32 + 20 = 100 sessões, como o enunciado diz. - As marcas das classes. Cada classe representa-se pelo seu ponto médio:
c_{1} = 125, \quad c_{2} = 175, \quad c_{3} = 225, \quad c_{4} = 275, \quad c_{5} = 325. - A média dos dados agrupados.
\overline{x} = \frac{125 \times 16 + 175 \times 24 + 225 \times 8 + 275 \times 32 + 325 \times 20}{100} = \frac{23\,300}{100} = 233 espectadores por sessão. É um valor aproximado: dentro de cada classe não se sabe onde estão os dados, e a marca faz de conta que estão todos no meio. Com os dados originais o valor seria outro, próximo deste. - A classe modal. É a classe com maior frequência:
32 sessões, na classe[250, 300[ . - Comparar.
233 pertence a[200, 250[ , e não a[250, 300[ . Logo a média não pertence à classe modal. Não há nenhuma razão para que pertencesse. A classe modal está à direita, mas as duas primeiras classes juntam40 sessões que puxam a média para baixo — e a classe[200, 250[ , a mais pobre de todas, é onde a média acaba por cair.
Começa por transcrever o diagrama para uma lista de vinte tempos — o caule dá as dezenas e cada folha uma unidade — e mete-a na calculadora, que te dá a média e o desvio padrão de uma vez. Depois escreve o intervalo com os números já arredondados como o enunciado manda e conta; como o intervalo é aberto nos dois extremos, é mais rápido contar os tempos que ficam de fora — os mais baixos e os mais altos — e subtrair aos vinte.
- Ler o diagrama. Os vinte tempos, em minutos, são
46,\ 48,\ 48,\ 50,\ 50,\ 50,\ 54,\ 56,\ 56,\ 56,\ 57,\ 62,\ 62,\ 63,\ 65,\ 69,\ 74,\ 74,\ 74,\ 79. - A média. A soma dos vinte registos é
1193 , logo\overline{x} = \frac{1193}{20} = 59{,}65 \ \text{minutos}, valor exato, como o enunciado pede. - O desvio padrão. Com a calculadora,
s \approx 10{,}12 minutos, ou sejas \approx 10 minutos com arredondamento às unidades. Aqui as duas teclas da calculadora dão a mesma resposta: o desvio padrão amostral,s \approx 10{,}12 , e o populacional,\sigma \approx 9{,}87 , arredondam ambos a10 . O do capítulo — e o das Aprendizagens Essenciais de Matemática A — é o amostral, o que divide porn-1 . - O intervalo.
\left]\,59{,}65 - 10;\ 59{,}65 + 10\,\right[ \ = \ \left]\,49{,}65;\ 69{,}65\,\right[. - Contar os que ficam de fora. Abaixo de
49{,}65 estão46 ,48 e48 ; acima de69{,}65 estão74 ,74 ,74 e79 . São sete registos. - Os que ficam dentro.
20 - 7 = 13 \ \text{atletas}.
Na alínea a) usa a média ao contrário: cinco anos com média
- a) A soma dos cinco anos. A média é a soma a dividir pelo número de anos, logo a soma é
13\,576 \times 5 = 67\,880 \ \text{testes}. - Os quatro anos conhecidos.
10\,980 + 12\,000 + 15\,000 + 16\,450 = 54\,430. - O ano em falta.
a = 67\,880 - 54\,430 = 13\,450 \ \text{testes}. - b) Fechar a coluna das acumuladas. Até
9 ms acumulam-se18 testes; até13 ms,18 + 27 = 45 . Como a acumulada até17 ms é51 , a esse valor correspondem51 - 45 = 6 testes, e até21 ms acumulam-se51 + 42 = 93 .18, \quad 45, \quad 51, \quad 93, \quad \ldots, \quad 150. As frequências de25 e de29 ms não se separam: só se sabe que somam150 - 93 - 15 = 42 . É por isso que o enunciado pergunta qual dos diagramas pode representar os dados, e não qual os representa. - O primeiro quartil. São
n = 150 dados eQ_{1} = P_{25} :\frac{25 \times 150}{100} = 37{,}5, que não é inteiro; arredonda-se para cima eQ_{1} = x_{38} . As18 primeiras posições valem9 ms e as posições19 a45 valem13 ms, logoQ_{1} = 13 ms. - A mediana.
M_{e} = P_{50} e\frac{50 \times 150}{100} = 75, que é inteiro; entãoM_{e} = \dfrac{x_{75} + x_{76}}{2} . As posições52 a93 valem todas21 ms, logoM_{e} = 21 ms. - Escolher o diagrama. Procura-se o que tem
Q_{1} = 13 eM_{e} = 21 : a opção (B) temQ_{1} = 17 , a (C) e a (D) têm mediana17 . Sobra a opção (A). Os quatro diagramas têm o mesmo mínimo,9 , e o mesmo máximo,33 — os extremos não decidem nada. O que os separa é o interior da caixa, e por isso é aí que se calcula. - A prova de MACS abria esta alínea a) com dois gráficos de barras da distribuição da latência nessa região em
2015 e em2017 . Nenhuma das duas perguntas os usa, e não foram reproduzidos.
- a) As nove licitações do diagrama.
14,\ 16,\ 22,\ 31,\ 32,\ 37,\ 45,\ 48,\ 50 \ \text{euros}, \qquad \text{de soma } 295. - A soma das dez. A média das dez licitações é
34 euros, logo somam34 \times 10 = 340 euros. - A licitação em falta.
340 - 295 = 45 \ \text{euros}. É a opção (A). - b) Ler o diagrama de maio. Os cinco números de maio são
20 ,30 ,40 ,60 e70 euros:60 euros é o terceiro quartil e40 euros é a mediana. - O total de artigos vendidos em maio. Como
Q_{3} = 60 , pelo menos75 % dos artigos foram vendidos a60 euros ou menos, e esses são os48 do enunciado:0{,}75 \, t = 48 \iff t = 64 \ \text{artigos}. - Os que valeram, no mínimo, 40 euros. Como
M_{e} = 40 , pelo menos50 % dos artigos foram vendidos a40 euros ou mais:0{,}50 \times 64 = 32 \ \text{artigos}. O item pede «um número, fundamentando», e não «o número»: um diagrama de extremos e quartis não determina a distribuição toda, só as percentagens que os cinco números marcam. O32 é a indicação que sai diretamente da mediana e se justifica em duas linhas. - c) As seis peças, mês a mês. Em abril, a mediana vale
40 euros e o mínimo10 euros; em julho,Q_{1} = 40 euros eQ_{3} = 70 euros; em agosto, o máximo é90 euros, e foram duas peças. - O total.
40 + 10 + 40 + 70 + 2 \times 90 = 340 \ \text{euros}.
- a) A soma dos 50 registos do João. A média é a soma a dividir pelo número de clientes, logo
\sum x_{i}\,n_{i} = 1{,}96 \times 50 = 98. - O que as quatro primeiras linhas explicam.
0 \times 8 + 1 \times 14 + 2 \times 12 + 3 \times 13 = 0 + 14 + 24 + 39 = 77. - O valor de
a . Sobram98 - 77 = 21 artigos, comprados pelos3 clientes da última linha:3a = 21 \iff a = 7. Confirmação:\dfrac{77 + 7 \times 3}{50} = \dfrac{98}{50} = 1{,}96 . - b) Juntar os dois conjuntos. Com
a = 4 , somam-se as frequências do João e as da Maria, valor a valor:N.º de artigos 0 1 2 3 4 5 João 8 14 12 13 3 0 Maria 10 15 8 7 7 3 Total 18 29 20 20 10 3 As listas para a calculadora são
L_{1} = 0, 1, 2, 3, 4, 5 eL_{2} = 18, 29, 20, 20, 10, 3 , com18 + 29 + 20 + 20 + 10 + 3 = 100 clientes. - As frequências acumuladas.
18 ,47 ,67 ,87 ,97 e100 — é o que permite saber que valor ocupa cada posição. - Os cinco números. O mínimo é
0 e o máximo é5 . Comn = 100 , as três contas dão inteiros:\begin{aligned} Q_{1} = P_{25} &: \tfrac{25 \times 100}{100} = 25 \Rightarrow Q_{1} = \tfrac{x_{25} + x_{26}}{2} = \tfrac{1 + 1}{2} = 1\\ M_{e} = P_{50} &: \tfrac{50 \times 100}{100} = 50 \Rightarrow M_{e} = \tfrac{x_{50} + x_{51}}{2} = \tfrac{2 + 2}{2} = 2\\ Q_{3} = P_{75} &: \tfrac{75 \times 100}{100} = 75 \Rightarrow Q_{3} = \tfrac{x_{75} + x_{76}}{2} = \tfrac{3 + 3}{2} = 3 \end{aligned} As posições leem-se nas acumuladas: as posições19 a47 valem1 , as48 a67 valem2 e as68 a87 valem3 . - O diagrama. Numa escala de
0 a5 artigos: bigode de0 a1 , caixa de1 a3 com o traço da mediana em2 , e bigode de3 a5 . A alínea b) manda considerara = 4 , e não oa = 7 que a alínea a) deu: são dois cenários diferentes, e é assim no exame.
- a) A soma dos tempos conhecidos. Da coluna do
x :30 + 24 + 22{,}5 + 18 + 12 + 8 + 3 = 117{,}5 \ \text{horas}. - A equação da média. O Filipe e o amigo estiveram juntos na fila, logo esperaram o mesmo tempo
t , e as nove pessoas têm média15{,}5 horas:\frac{117{,}5 + 2t}{9} = 15{,}5 \iff 117{,}5 + 2t = 139{,}5 \iff t = 11. - Confirmação.
\dfrac{117{,}5 + 2 \times 11}{9} = \dfrac{139{,}5}{9} = 15{,}5 . - b) Quantas das sete esperaram menos de três horas. Agora conta-se o
y . São as pessoas A, B e C, com0{,}5 ,1 e2 horas: 3 pessoas. A troca de coluna é o primeiro alçapão do item: ox é o tempo antes da abertura, e a pergunta é sobre o tempo depois dela — que é o do gráfico circular. - O setor que as contém. Sendo
t o número total de clientes, o setor[0,\, 3[ vale60 % do total, ou seja,0{,}60\,t clientes esperaram menos de três horas. - Traduzir os 0,4%. As três pessoas são
0{,}4 % desse grupo:0{,}004 \times 0{,}60 \, t = 3 \iff 0{,}0024 \, t = 3 \iff t = 1250. - Confirmação.
60 % de1250 são750 clientes, e0{,}4 % de750 são3 . É a opção (A). Quem aplicar os0{,}4 % ao total, e não ao setor, obtém3 : 0{,}004 = 750 — que é precisamente a opção (C). O gráfico circular só é lido: nada aqui pede que se construa um.
- Ler a barra certa. A barra de abril vale
-25 %: de março para abril o número de quartos ocupados diminuiu25 %. - Escrever abril à custa de março. Sendo
m o número de quartos ocupados em março, abril tem100\% - 25\% = 75\% desse número:0{,}75 \, m = 198. - Resolver.
m = \frac{198}{0{,}75} = 264 \ \text{quartos}. - Confirmação.
264 \times 0{,}75 = 198 . É a opção (B). As outras três são erros com nome. Dividir por0{,}25 em vez de0{,}75 dá792 — a opção (D). Somar as duas barras,25\% + 10\% , e fazer198 \times 1{,}35 dá267{,}3 — a opção (C); mas a barra de março diz o que março cresceu sobre fevereiro, e não tem nada que ver com esta pergunta. E acrescentar25 % a198 daria247{,}5 : uma descida de25 % não se desfaz com uma subida de25 %, porque as bases são diferentes.
- a) A acumulada da linha dos 4 minutos. Na linha dos
5 minutos, a frequência é13 e a acumulada é37 . Como a acumulada de uma linha é a anterior mais a sua frequência,N(4) = 37 - 13 = 24. - O valor de
a . A acumulada da linha dos2 minutos é14 , logo14 + a = 24 \iff a = 10. - A acumulada da linha de
b . A frequência dessa linha é13 e a acumulada anterior é37 :N(b) = 37 + 13 = 50. Há, portanto,50 comboios com atraso atéb minutos e os outros50 têm15 ou17 minutos de atraso. - A mediana. A última acumulada é
100 , logon = 100 . Como\dfrac{50 \times 100}{100} = 50 é inteiro,M_{e} = \frac{x_{50} + x_{51}}{2} = \frac{b + 15}{2} = 11 \iff b = 7. Ox_{50} é o último dos50 primeiros, que éb ; ox_{51} é o primeiro dos seguintes, que é15 . E7 está mesmo entre os5 da linha de cima e os15 da de baixo — a tabela está ordenada, e o valor tinha de caber ali. - b) O total de reclamações. As
13\,680 pendentes são45 % do total:0{,}45 \, t = 13\,680 \iff t = \frac{13\,680}{0{,}45} = 30\,400. - As reclamações da estação E2. São
40 % do total:0{,}40 \times 30\,400 = 12\,160. - As que estão pendentes. Na barra da E2,
75 % das reclamações dessa estação estão pendentes:0{,}75 \times 12\,160 = 9120. Cada percentagem tem a sua base, e o gráfico convida a confundi-las: os45 % são do total geral, os40 % também, mas os75 % são só da E2. Aplicar os45 % às reclamações da E2 daria5472 , que é uma resposta errada com ar de certa.
- a) Os registos dos rapazes. Da tabela,
3 + 4 + 2 + 2 = 11 registos:5,\ 5,\ 5,\ 6,\ 6,\ 6,\ 6,\ 13,\ 13,\ 16,\ 16. - Os registos das raparigas. Do diagrama,
9 registos:5,\ 5,\ 7,\ a,\ 11,\ 11,\ 13,\ 22,\ 22, em quea é uma folha do caule0 , ou seja, um valor de um só algarismo. Ao todo,n = 11 + 9 = 20 . - Onde está a mediana.
\dfrac{50 \times 20}{100} = 10 , que é inteiro, logoM_{e} = \frac{x_{10} + x_{11}}{2} = 8 \iff x_{10} + x_{11} = 16. - Localizar
a . Os dezanove valores conhecidos, por ordem, são5,\ 5,\ 5,\ 5,\ 5,\ 6,\ 6,\ 6,\ 6,\ 7,\ 11,\ 11,\ 13,\ 13,\ 13,\ 16,\ 16,\ 22,\ 22. Sea ficar entre7 e11 , as posições10 e11 são ocupadas por7 e pora , e\frac{7 + a}{2} = 8 \iff a = 9. E9 está mesmo entre7 e11 : a suposição confirma-se. Confirmar que o valor encontrado cabe no lugar onde foi suposto é parte da resolução, não um extra. Se tivesse saídoa = 13 , a hipótese caía e as posições centrais teriam de ser recalculadas. - b) Os vinte registos do ecoponto azul.
1,\ 1,\ 1,\ 1,\ 2,\ 2,\ 2,\ 2,\ 2,\ 5,\ 5,\ 5,\ 5,\ 5,\ 5,\ 9,\ 9,\ 9,\ 9,\ 10. O mínimo é1 e o máximo é10 . - Os três quartis. Com
n = 20 , as três contas\dfrac{k \times 20}{100} dão inteiros:\begin{aligned} Q_{1} = P_{25} &: \tfrac{25 \times 20}{100} = 5 \Rightarrow Q_{1} = \tfrac{x_{5} + x_{6}}{2} = \tfrac{2 + 2}{2} = 2\\ M_{e} = P_{50} &: \tfrac{50 \times 20}{100} = 10 \Rightarrow M_{e} = \tfrac{x_{10} + x_{11}}{2} = \tfrac{5 + 5}{2} = 5\\ Q_{3} = P_{75} &: \tfrac{75 \times 20}{100} = 15 \Rightarrow Q_{3} = \tfrac{x_{15} + x_{16}}{2} = \tfrac{5 + 9}{2} = 7 \end{aligned} - A justificação. O diagrama da figura tem o terceiro quartil em
8 , e os dados da tabela dãoQ_{3} = 7 . Como os terceiros quartis são diferentes, aquele diagrama não traduz estes dados. - O diagrama certo. Tem os cinco números
1 ,2 ,5 ,7 e10 : bigode de1 a2 , caixa de2 a7 com o traço da mediana em5 , e bigode de7 a10 . Os bigodes vão sempre até ao mínimo e até ao máximo dos dados — neste capítulo não se assinalam pontos afastados nem se truncam bigodes.
- Das acumuladas para as simples. As alturas lidas no histograma são
N_{i} = 15,\ 75,\ 120,\ 140,\ 150 . Subtraindo cada uma à anterior:n_{1} = 15, \quad n_{2} = 75 - 15 = 60, \quad n_{3} = 120 - 75 = 45, n_{4} = 140 - 120 = 20, \quad n_{5} = 150 - 140 = 10. Somam15 + 60 + 45 + 20 + 10 = 150 , que é o número de funcionários. A verificação da soma não é um luxo: quem usasse as alturas do histograma como se fossem frequências de classe obteria um total de500 funcionários, e a média sairia disparatada. A última barra de um histograma de acumuladas é sempren . - As marcas das classes. As classes têm amplitude
10 e as suas marcas sãoc_{i} = 23,\ 33,\ 43,\ 53,\ 63. - A média dos dados agrupados.
\overline{x} = \frac{23 \times 15 + 33 \times 60 + 43 \times 45 + 53 \times 20 + 63 \times 10}{150} = \frac{345 + 1980 + 1935 + 1060 + 630}{150} = \frac{5950}{150} \approx 39{,}67. - Arredondar às unidades.
39{,}67 arredonda para40 anos. É um valor aproximado, e não a média verdadeira das 150 idades: ao substituir cada funcionário pela marca da sua classe, perde-se a informação de onde ele estava dentro dela.
- a) Do gráfico. A taxa do mês 6 é
12{,}7 % e a do mês 7 é9{,}4 %. Como o número de alunos inscritos é o mesmo todo o ano, o número de utilizadores da cantina é proporcional à taxa. - Quantos alunos no mês 7.
\frac{1016}{12{,}7} = \frac{n_{7}}{9{,}4} \iff n_{7} = \frac{1016 \times 9{,}4}{12{,}7} = 752 \ \text{alunos}. - A diminuição, em percentagem do mês anterior.
\frac{1016 - 752}{1016} = \frac{264}{1016} \approx 0{,}2598, ou seja, cerca de26 % — opção (A). Os três distratores são três enganos com nome. Dividir os264 pelos752 do mês 7 dá35 % — opção (C): a diminuição mede-se sobre o valor de partida, não sobre o de chegada. E subtrair as taxas,12{,}7 - 9{,}4 = 3{,}3 , dá as opções (B) e (D): isso é a diferença em pontos percentuais, que não é uma variação percentual. - b) Onde está a mediana. Há
n = 12 dados. Pelo procedimento do percentil,\dfrac{50 \times 12}{100} = 6 , que é inteiro, logoM_{e} = \frac{x_{6} + x_{7}}{2}. - Ordenar o que se conhece. No gráfico,
b é o ponto mais baixo de todos (fica abaixo dos9{,}4 % do mês 7), ea fica pouco abaixo de15{,}5 %. Ordenados, os dados sãob,\ 9{,}4,\ 11{,}7,\ 12{,}7,\ 13{,}9,\ 14{,}5,\ a,\ 15{,}5,\ 15{,}9,\ 15{,}9,\ 16{,}2,\ 16{,}5, e os dois centrais são14{,}5 ea . O valor deb nunca chega a ser preciso: só interessa que seja o menor, para não trocar as posições centrais. - Resolver.
\frac{14{,}5 + a}{2} = 14{,}9 \iff 14{,}5 + a = 29{,}8 \iff a = 15{,}3. E15{,}3 está mesmo entre14{,}5 e15{,}5 , como a ordenação supôs.
- Quantos alunos em cada semestre. Somando as duas barras de cada semestre:
n_{1} = 15 + 55 = 70, \qquad n_{2} = 10 + 30 = 40, e70 + 40 = 110 , como o enunciado diz. - A soma das notas de cada semestre. A soma das notas de um grupo é a média vezes o número de alunos:
15{,}65 \times 70 = 1095{,}5, \qquad 14{,}22 \times 40 = 568{,}8. - A média dos 110 alunos.
\overline{x} = \frac{1095{,}5 + 568{,}8}{110} = \frac{1664{,}3}{110} = 15{,}13 \ \text{valores}. É uma média ponderada, e o peso de cada semestre é o seu número de alunos. A média das duas médias,\dfrac{15{,}65 + 14{,}22}{2} = 14{,}935 , está errada: o primeiro semestre tem quase o dobro dos alunos do segundo e puxa mais a média para o seu lado.
- a) Ler o diagrama. Os vinte registos, por ordem, são
15,\ 15,\ 16,\ 17,\ 18,\ 19,\ 19,\ 20,\ 20,\ 20,\ 23,\ 25,\ 26,\ 28,\ 29,\ 30,\ 31,\ 31,\ 32,\ 33. - Quais são «variação normal». São os que estão entre
18{,}5 e24{,}9 : os registos19, 19, 20, 20, 20 e23 , ou seja, 6 ouvintes. O18 fica de fora, porque18 < 18{,}5 , e o25 também, porque25 > 24{,}9 . É aqui que o item se ganha ou se perde: quem os conta obtém8 normais e12 fora, isto é,60\% , que nem sequer é opção. - A percentagem pedida. Não são variação normal
20 - 6 = 14 ouvintes:\frac{14}{20} = 0{,}70, ou seja,70 % — opção (A). - b) As marcas das classes. Cada classe tem amplitude
4 e a sua marca é o ponto médio:c_{1} = 16, \quad c_{2} = 20, \quad c_{3} = 24, \quad c_{4} = 28, \quad c_{5} = 32. - A média dos dados agrupados. As frequências lidas no histograma são
18 ,a ,6 ,32 e16 . A parte conhecida do numerador vale16 \times 18 + 24 \times 6 + 28 \times 32 + 32 \times 16 = 288 + 144 + 896 + 512 = 1840, e o número de respostas conhecidas é18 + 6 + 32 + 16 = 72 . Logo\overline{x} = \frac{20a + 1840}{a + 72}. - Resolver.
\frac{20a + 1840}{a + 72} = 24 \iff 20a + 1840 = 24a + 1728 \iff 4a = 112 \iff a = 28. A média de dados agrupados é aproximada: dentro de cada classe supõe-se que todos os registos valem a marca. Aqui o enunciado dá-a como exata e usa-a para recuperar a barra que falta — é a leitura do histograma ao contrário. - Confirmação. Com
a = 28 , o total é100 respostas e\frac{16 \times 18 + 20 \times 28 + 24 \times 6 + 28 \times 32 + 32 \times 16}{100} = \frac{2400}{100} = 24.
- Levar a média para a data da tabela. De 3 de janeiro de 2015 a 3 de janeiro de 2018 vão três anos, e cada funcionário do grupo envelheceu exatamente três anos. Somar
3 a todos os dados soma3 à média, logo a média das idades no dia da inauguração era31{,}5 - 3 = 28{,}5 \ \text{anos}. É a propriedade da translação: sey_{i} = x_{i} + 3 , então\overline{y} = \overline{x} + 3 . Trabalhar com31{,}5 na tabela de 2015 é o erro que este item procura. - A soma das idades conhecidas.
20 \times 1 + 22 \times 3 + 26 \times 2 + 40 \times 2 = 20 + 66 + 52 + 80 = 218. Faltam osb funcionários de31 anos, que somam31b , e o total de funcionários é8 + b . - A equação da média.
\frac{218 + 31b}{8 + b} = 28{,}5 218 + 31b = 228 + 28{,}5b \iff 2{,}5b = 10 \iff b = 4. - Confirmação. Com
b = 4 , as doze idades de 2015 são20, 22, 22, 22, 26, 26, 31, 31, 31, 31, 40, 40 , de soma342 , e\overline{x} = \frac{342}{12} = 28{,}5, \qquad 28{,}5 + 3 = 31{,}5.
- a) A amplitude, primeiro. A amplitude é a diferença entre o maior e o menor registo de cada diagrama:
\begin{aligned} (A) &: 30 - 18 = 12 & (B) &: 31 - 12 = 19\\ (C) &: 39 - 14 = 25 & (D) &: 31 - 12 = 19 \end{aligned} Ficam de fora (A) e (C). Os quatro diagramas têm catorze folhas, ou seja, todos podiam ser um grupo de catorze pessoas. É a amplitude que os separa, e separa metade deles com quatro subtrações. - Entre (B) e (D), decide a média. Em (B) as catorze idades são
12, 12, 13, 13, 15, 15, 15, 20, 21, 22, 30, 30, 31, 31 , cuja soma é280 :\overline{x}_{(B)} = \frac{280}{14} = 20. Em (D) as idades são12, 12, 12, 13, 13, 15, 15, 17, 18, 19, 21, 21, 22, 31 , de soma241 , e\overline{x}_{(D)} = \frac{241}{14} \approx 17{,}21 \neq 20. - Só o diagrama (B) tem, ao mesmo tempo, catorze registos, amplitude
19 e média20 . - b) A soma das idades de cada grupo. Sendo
n_{B} o número de pessoas do grupo B, a soma das idades do grupo A é14 \times 20 = 280 anos e a do grupo B é18\,n_{B} anos. - A média dos dois grupos juntos.
\frac{280 + 18\,n_{B}}{14 + n_{B}} = 18{,}7 280 + 18\,n_{B} = 261{,}8 + 18{,}7\,n_{B} \iff 18{,}2 = 0{,}7\,n_{B} \iff n_{B} = 26. A média conjunta não é a média das médias: essa daria19 . O valor dado,18{,}7 , está mais perto de18 do que de20 — sinal de que o grupo B é o maior dos dois, como o26 confirma. - Confirmação.
\dfrac{280 + 18 \times 26}{14 + 26} = \dfrac{748}{40} = 18{,}7 .
- a) Que somas de três pontuações dão 58. As pontuações possíveis são as dez da tabela e ainda
0 , para quem termina fora dos dez primeiros. Percorrendo-as todas, só há duas somas de três parcelas iguais a58 :25 + 25 + 8 = 58 \qquad \text{e} \qquad 25 + 18 + 15 = 58. Com um0 pelo meio era impossível: as duas maiores pontuações dão25+25 = 50 , e50 < 58 . - Contar os segundos lugares. A pontuação do 2.º lugar é
18 . Na primeira soma não aparece nenhum18 ; na segunda aparece uma vez. Logo o máximo é um segundo lugar — opção (B). - b) Do gráfico para as pontuações. Cada barra diz quanto Mike ganhou ou perdeu em relação ao GP anterior. Partindo dos
18 pontos do Reino Unido:\text{Itália} = 18 - 8 = 10, \qquad \text{França} = 10 + 0 = 10, \qquad \text{Japão} = 10 + 15 = 25. A barra0 da França não significa zero pontos: significa que a pontuação não mudou. - A média dos quatro últimos GP. Os quatro últimos GP da figura são o do Reino Unido, o da Itália, o da França e o do Japão:
\overline{x} = \frac{18 + 10 + 10 + 25}{4} = \frac{63}{4} = 15{,}75. - c) A regra da metade aplica-se?
70\% de66 voltas são0{,}70 \times 66 = 46{,}2 voltas, e só se realizaram45 . Como45 < 46{,}2 , a corrida terminou antes das70\% e cada piloto recebeu metade dos pontos da tabela. - Quantos pontos fez Mike em Espanha. Na Austrália ficou em primeiro lugar, com todas as voltas cumpridas:
25 pontos. A barra da Espanha vale-21 , logo25 - 21 = 4 \ \text{pontos em Espanha}. - Do meio para o lugar. Esses
4 pontos são metade dos da tabela, ou seja, o lugar de Mike vale2 \times 4 = 8 pontos. Na tabela,8 pontos são o 6.º lugar. É o único lugar que serve: metade de cada uma das outras pontuações dá13 ,9 ,8 ,6 ,5 ,3 ,2 ,1 e1 — nenhuma delas4 .
Na alínea a), separa a tabela em três listas de sete valores e, para cada uma, calcula de uma vez média, mediana, primeiro quartil, desvio padrão e amplitude — as sete afirmações leem-se todas nesse quadro, e cada uma é uma comparação entre os três conjuntos. A afirmação (3) não é medida nenhuma: percorre-se a tabela dia a dia. Na alínea b), toda a segunda semana desce a mesma constante — e há uma propriedade que diz o que isso faz à média.
- a) As três listas, já ordenadas. Mínimas:
14 ,15 ,15 ,15 ,16 ,16 ,16 . Máximas:23 ,26 ,26 ,28 ,28 ,29 ,29 . Precipitação:0 ;0{,}1 ;0{,}2 ;0{,}3 ;0{,}5 ;1 ;3 . - Com
n = 7 :\dfrac{25 \times 7}{100} = 1{,}75 arredonda para2 , logoQ_{1} = x_{2} ; e\dfrac{50 \times 7}{100} = 3{,}5 arredonda para4 , logoM_{e} = x_{4} . Daí: mínimasQ_{1} = 15 eM_{e} = 15 ; máximasQ_{1} = 26 eM_{e} = 28 ; precipitaçãoQ_{1} = 0{,}1 eM_{e} = 0{,}3 . - Médias: mínimas
\dfrac{107}{7} \approx 15{,}29 ºC; máximas\dfrac{189}{7} = 27 ºC; precipitação\dfrac{5{,}1}{7} \approx 0{,}73 mm. Desvios padrão amostrais:0{,}76 ;2{,}16 ;1{,}05 . Amplitudes:16 - 14 = 2 ;29 - 23 = 6 ;3 - 0 = 3 . - (1) Média inferior à mediana: só nas máximas,
27 < 28 (nas mínimas15{,}29 > 15 e na precipitação0{,}73 > 0{,}3 ) → (b). - (2) Primeiro quartil igual à mediana: só nas mínimas,
Q_{1} = M_{e} = 15 → (a). - (3) De segunda para terça, as duas temperaturas sobem (
15 para16 e23 para28 ) e a precipitação desce (0{,}5 para0{,}1 ) → (c). - (4) Nas mínimas repetem-se o
15 e o16 ; nas máximas repetem-se o26 , o28 e o29 ; na precipitação os sete valores são todos diferentes, logo é a única distribuição amodal → (c).Amodal não é «sem valor repetido por acaso»: é ter todos os valores com a mesma frequência — aqui, todos com frequência1 . - (5) O menor desvio padrão é
0{,}76 , das mínimas → (a).Compara-se pelo desvio padrão porque é ele que mede a dispersão em relação à média. A amplitude também é pequena nas mínimas, mas é a afirmação (6) que fala dela, e com outro valor. - (6) Amplitude igual a
6 : máximas → (b). - (7) Dados acima da própria média: mínimas
3 em7 ,\approx 42{,}86\% ; máximas4 em7 ,\approx 57{,}14\% ; precipitação2 em7 ,\approx 28{,}57\% , a única inferior a30\% → (c). - b) A média das máximas da primeira semana é
\dfrac{189}{7} = 27 ºC. Na segunda semana cada máxima é a do dia correspondente menosd , logo a média da segunda semana é27 - d .Subtrair a mesma constante a todos os dados subtrai essa constante à média — não é preciso conhecer as sete temperaturas da segunda semana. - As duas semanas têm sete dias cada, logo a média dos catorze dias é a média das duas médias semanais:
\frac{27 + (27 - d)}{2} = 25{,}5 \iff 54 - d = 51 \iff d = 3 A média das duas semanas só é a média das duas médias porque as semanas têm o mesmo número de dias. Com semanas de tamanhos diferentes seria preciso pesar cada média pelo número de dias.
A tabela dos
- a) A soma das pontuações é
1 \times 34 + 2 \times 25 + 3 \times 9 + 5 \times 22 + 6 \times 30 + 7 \times 124 + 8 \times 170 + 9 \times 369 + 10 \times 297 = 8920 , logo\overline{x} = \dfrac{8920}{1080} \approx 8{,}26 pontos, que é inferior a9 . - Promotores:
369 + 297 = 666 clientes, ou seja\dfrac{666}{1080} \approx 61{,}67\% . Detratores:34 + 25 + 9 + 22 + 30 = 120 clientes, ou seja\dfrac{120}{1080} \approx 11{,}11\% . NPS = 61{,}67 - 11{,}11 = 50{,}56\% , valor que está entre50 e74 : Zona de qualidade. Nem pela média (8{,}26 < 9 ) nem peloNPS a empresa se encontra na Zona de excelência.- (I) Entre os Detratores, que atribuíram de
0 a6 pontos, a maior frequência é34 , na pontuação1 . A moda é1 → a).A moda é o valor mais frequente, não a frequência. Quem responde34 confunde as duas colunas da tabela. - (II) Os Neutros são
124 + 170 = 294 clientes:\dfrac{294}{1080} \approx 27{,}2\% , ou seja27\% arredondado às unidades → c). - (III) Com
n = 1080 ,\dfrac{50 \times 1080}{100} = 540 é inteiro, logo a mediana é a média das observações das posições540 e541 . As frequências acumuladas são0 ,34 ,59 ,68 ,68 ,90 ,120 ,244 ,414 ,783 e1080 : as duas posições caem no bloco dos9 pontos, logoM_{e} = 9 → b). - (IV) O sector dos Promotores tem amplitude
360 \times \dfrac{666}{1080} = 222 º, e é o gráfico da opção c).Os outros dois sectores dariam40 º (Detratores) e98 º (Neutros): as amplitudes193 º e219 º não correspondem a sector nenhum destes dados. - c) Na nova amostra os Promotores são
\dfrac{723}{1000} = 72{,}3\% e os Detratores8\% , logoNPS = 72{,}3 - 8 = 64{,}3\% . Para a Zona de excelência é precisoNPS \ge 75\% . - Cada Neutro que passa a Promotor acrescenta um cliente aos Promotores e não mexe nos Detratores, ou seja, sobe o
NPS em0{,}1 pontos percentuais. Faltam75 - 64{,}3 = 10{,}7 pontos percentuais, ou seja\dfrac{10{,}7}{0{,}1} = 107 clientes.
O eixo vertical do gráfico dá frequências relativas, e nenhuma das medidas se calcula diretamente a partir delas. Passa-as primeiro a frequências absolutas — multiplica cada percentagem pelos
- Multiplica cada frequência relativa pelos
20 alunos:8 →1 aluno,10 →3 ,12 →2 ,13 →4 ,14 →5 ,17 →4 ,20 →1 . As sete frequências somam20 , como tinha de ser.Este é o passo que o item avalia. As classificações9 ,11 ,15 ,16 ,18 e19 aparecem no eixo mas não têm barra: têm frequência zero e não entram em conta nenhuma. - I. Com classificação inferior a
13 valores estão os alunos com8 ,10 e12 :1 + 3 + 2 = 6 alunos. (São5\% + 15\% + 10\% = 30\% da turma, e0{,}30 \times 20 = 6 .) - II. Como
n = 20 e\dfrac{50 \times 20}{100} = 10 é inteiro, a mediana é a média dos valores das posições10 e11 . As frequências acumuladas são1 ,4 ,6 ,10 ,15 ,19 ,20 : a décima observação é13 e a décima primeira é14 , logoM_{e} = \dfrac{13 + 14}{2} = 13{,}5 valores.A coluna das frequências acumuladas é o que evita escrever as vinte classificações uma a uma — diz logo em que valor cai cada posição. - III. A soma das classificações é
8 \times 1 + 10 \times 3 + 12 \times 2 + 13 \times 4 + 14 \times 5 + 17 \times 4 + 20 \times 1 = 272 , logo\overline{x} = \dfrac{272}{20} = 13{,}6 valores. - IV. Com as mesmas duas listas, o desvio padrão amostral é
s \approx 2{,}945 , ou seja2{,}9 valores arredondado às décimas.Aqui o valor populacional da calculadora,\sigma \approx 2{,}871 , arredonda também a2{,}9 : as duas convenções dão a mesma opção. As outras duas hipóteses,3{,}8 e4{,}1 , são grandes de mais para um conjunto em que quase todos os valores ficam entre10 e17 .
Antes de olhar para as sete afirmações, escreve um quadro pequeno: por classe, quantos concluíram, quantos não concluíram e o total. Repara que há três conjuntos de dados em jogo — os que concluíram, os que não concluíram e a totalidade dos capitães —, e cada afirmação diz claramente sobre qual deles fala. Para as afirmações (6) e (7) não precisas de calcular a mediana nem o quartil: basta saber em que posição eles caem e, pelas frequências acumuladas, em que classe está essa posição.
- Do gráfico: concluíram
6 ,3 e21 capitães nas classes[18{,}28[ ,[28{,}38[ e[38{,}48[ ; não concluíram9 ,15 e21 . Os totais por classe são15 ,18 e42 , num total de75 capitães, dos quais45 não concluíram. - (1) Entre os que concluíram, o menor número é
3 , na classe[28{,}38[ → (b). - (2)
\dfrac{42}{75} = 0{,}56 , ou seja56\% dos capitães estão na classe[38{,}48[ → (c). - (3) A quinta parte de
45 é9 , que é o número de capitães da classe[18{,}28[ entre os que não concluíram → (a). - (4) As diferenças entre os que não concluíram e os que concluíram são
9 - 6 = 3 ,15 - 3 = 12 e21 - 21 = 0 . A maior é12 , na classe[28{,}38[ → (b). - (5) A classe modal é a de maior frequência:
[38{,}48[ , com42 capitães → (c). - (6) Com
n = 75 ,\dfrac{50 \times 75}{100} = 37{,}5 não é inteiro, logo a mediana é a observação da posição38 . As frequências absolutas acumuladas são15 ,33 e75 : a posição38 cai na terceira classe,[38{,}48[ → (c).Basta localizar a posição na coluna das acumuladas — não se interpola dentro da classe. Em dados agrupados a mediana identifica-se pela classe em que cai. - (7) Nos
45 capitães que não concluíram,\dfrac{25 \times 45}{100} = 11{,}25 não é inteiro, logoQ_{1} é a observação da posição12 . As acumuladas são9 ,24 e45 : a posição12 cai na classe[28{,}38[ → (b).Repara que este quartil é do conjunto dos que não concluíram, e não da totalidade dos capitães. Trocar os conjuntos é o erro que este item procura.
Da área comercial tens os dados todos, e são só doze: escreve o rol e trabalha sobre ele. Da área de produção não tens dados nenhuns — tens as três medidas, e é com elas que respondes: a média serve para o espaço II, o desvio padrão para o III e a mediana para o IV. No último espaço, pensa no que a mediana
- I. O rol dos
12 vencimentos da área comercial é910 ,910 ,920 ,920 ,940 ,940 ,940 ,960 ,960 ,980 ,980 ,1100 euros. Como\dfrac{50 \times 12}{100} = 6 é inteiro, a mediana é a média dos valores das posições6 e7 :M_{e} = \dfrac{940 + 940}{2} = 940 euros. - II. A soma dos doze vencimentos é
11\,460 euros, logo\overline{x} = \dfrac{11\,460}{12} = 955 euros. Como955 < 1010 , o vencimento médio da área comercial é inferior ao da área de produção.Na área comercial a média (955 ) é maior do que a mediana (940 ): é o vencimento de1100 euros a puxá-la para cima. A média não resiste a um valor afastado; a mediana resiste. - III. O desvio padrão amostral dos vencimentos da área comercial é
s \approx 51{,}79 euros, contra62{,}71 euros na área de produção. Como62{,}71 > 51{,}79 , a dispersão relativamente à média é superior na área de produção.É o desvio padrão que mede a dispersão em torno da média, e as duas distribuições estão na mesma unidade, por isso comparam-se diretamente. Com o desvio padrão populacional da calculadora,\sigma \approx 49{,}58 , a conclusão seria a mesma. - IV. Na área comercial o vencimento mais baixo é
910 euros: ninguém ganha menos de900 euros. Na área de produção a mediana é900 euros e ninguém ganha exatamente900 euros, logo metade dos38 funcionários —19 — ganha menos do que isso. Na empresa inteira são19 em50 :\dfrac{19}{50} = 0{,}38 , ou seja38\% .A mediana é a fronteira que deixa metade dos dados de cada lado. É por isso que ela dá a contagem sem que se conheça um único vencimento da produção.
Chama
- Os quatro grupos têm
180 ,350 ,210 e460 turistas, e180 + 350 + 210 + 460 = 1200 . - A soma das idades dos
1200 turistas é1200 \times 54{,}5 = 65\,400 anos. - Seja
m a média das idades dos turistas de nacionalidade X, que é igual à dos de nacionalidade Z. As somas dos quatro grupos são180m ,350 \times 62 = 21\,700 ,210m e460 \times 56 = 25\,760 , logo180m + 21\,700 + 210m + 25\,760 = 65\,400 - Daí
390m = 65\,400 - 47\,460 = 17\,940 em = \dfrac{17\,940}{390} = 46 anos.X e Z têm a mesma média mas números diferentes de turistas (180 e210 ): por isso as duas parcelas se juntam em390m , e não se faz a média das médias, que ignorava os pesos.
Dos três gráficos do painel só interessa o de baixo, e dele só as barras da gaivota. Com as quatro frequências e as marcas das quatro classes etárias, calcula a soma das idades das
- No gráfico de baixo, as barras da gaivota valem
80 ,80 ,24 e16 pessoas nas classes[18{,}26[ ,[26{,}34[ ,[34{,}42[ e[42{,}50[ . Somam200 , que é o número do pictograma. - As marcas das quatro classes são
22 ,30 ,38 e46 anos. - A soma das idades das
200 pessoas é22 \times 80 + 30 \times 80 + 38 \times 24 + 46 \times 16 = 1760 + 2400 + 912 + 736 = 5808 anos.Estas idades são aproximadas — cada pessoa foi representada pela marca da sua classe. É o enunciado que o autoriza, ao dizer que as idades se distribuem uniformemente em cada classe. - Chamando
n à idade comum das24 pessoas do Grupo A, a média das224 pessoas é\frac{5808 + 24n}{224} = 30 \iff 5808 + 24n = 6720 \iff 24n = 912 \iff n = 38 - Cada pessoa do Grupo A tem
38 anos, e38 pertence à classe[34{,}42[ .O resultado é coerente: a média das200 era\dfrac{5808}{200} = 29{,}04 anos, e para a média subir até30 o grupo que se junta tem mesmo de entrar acima dela.
Os quatro espaços tratam-se um a um, e o primeiro gesto é sempre o mesmo: ordenar cada linha da tabela antes de procurar a mediana — a ordem dos anos não é a ordem dos valores. Para o espaço III precisas da média e do desvio padrão da linha da pera, e depois basta contar quantos dos cinco anos ficam abaixo da soma dos dois. O espaço IV não é estatística: é a diferença entre o acumulado previsto para 2019–2024 e o que a tabela já registou de 2019 a 2023.
- I. Ordena cada linha. Pera:
10\,929 ,11\,565 ,12\,197 ,17\,530 ,20\,208 . Maçã:20\,087 ,21\,072 ,21\,330 ,26\,067 ,26\,644 . Comn = 5 ,\dfrac{50 \times 5}{100} = 2{,}5 não é inteiro: arredonda-se para3 e a mediana é o terceiro valor. LogoM_{e} = 12\,197 na pera eM_{e} = 21\,330 na maçã, e21\,330 - 12\,197 = 9133 kg/ha.A mediana não é o valor do ano do meio da tabela: é o do meio da lista ordenada. Quem lê a tabela pela ordem dos anos apanha20\,208 e26\,644 e falha os dois valores. - II. De 2020 para 2021 a produção de maçã sobe
26\,644 - 20\,087 = 6557 kg/ha, a partir de20\,087 kg/ha. O aumento relativo é\dfrac{6557}{20\,087} \approx 0{,}3264 , ou seja, aproximadamente33\% .A variação divide-se sempre pelo valor inicial. O aumento absoluto,6557 , está à espera na opção a) do espaço IV — é o distrator de quem pára a meio. - III. Para a produção de pera,
\overline{x} = \dfrac{72\,429}{5} = 14\,485{,}8 kg/ha es \approx 4136{,}16 kg/ha, logo\overline{x} + s \approx 18\,621{,}96 kg/ha. Ficam abaixo deste valor17\,530 ,11\,565 ,12\,197 e10\,929 : são quatro anos, e só20\,208 fica acima.Com o desvio padrão populacional que a calculadora também mostra,\sigma \approx 3699{,}49 , o limite seria18\,185{,}29 kg/ha e a contagem manter-se-ia em quatro. A resposta não depende da convenção — mas o desvio padrão do 10.º ano de Matemática A é o amostrals . - IV. A produção acumulada de pera prevista para 2019–2024 é
0{,}6 \times 136\,270 = 81\,762 kg/ha. De 2019 a 2023 a tabela dá72\,429 kg/ha, logo para 2024 sobram81\,762 - 72\,429 = 9333 kg/ha.
Uma média é sempre uma soma a dividir por um número de dados — e é a soma que se transporta de um grupo para o outro. Tira do caule-e-folhas as doze medições do grupo A e soma-as; depois escreve a soma das
- Do diagrama, as
12 medições do grupo A são20 ,37 ,37 ,39 ,41 ,41 ,41 ,43 ,46 ,46 ,52 e52 \mathrm{mLkg^{-1}min^{-1}} . A soma é495 , logo\overline{x}_{A} = \dfrac{495}{12} = 41{,}25 . - Nas
36 pessoas a média é45 , logo a soma de todas as medições é45 \times 36 = 1620 . - A soma das medições do grupo B é
1620 - 495 = 1125 . - Como o grupo B tem
24 pessoas,\overline{x}_{B} = \dfrac{1125}{24} = 46{,}875 \mathrm{mLkg^{-1}min^{-1}} .A média das36 não é a média das duas médias:\dfrac{41{,}25 + 46{,}875}{2} \approx 44{,}06 , que não é45 . O grupo B tem o dobro das pessoas do grupo A e por isso pesa o dobro.
Começa por transcrever os dois diagramas para duas listas de idades — o caule dá as dezenas e cada folha uma unidade. Na alínea a) precisas da média e do desvio padrão só do Grupo A, e depois é contar quantas idades caem dentro do intervalo (que é aberto nos dois extremos). Na alínea b) junta as duas listas numa só, com
- a) Do diagrama, o Grupo A tem as idades
15 ,15 ,17 ,17 ,20 ,20 ,23 ,25 ,25 e29 anos. - A soma é
206 , logo\overline{x} = \dfrac{206}{10} = 20{,}6 anos, e o desvio padrão amostral és \approx 4{,}77 anos. O intervalo é]20{,}6 - 4{,}77\,,\ 20{,}6 + 4{,}77[ \ = \ ]15{,}83\,,\ 25{,}37[ . - Das dez idades ficam de fora
15 ,15 (abaixo de15{,}83 ) e29 (acima de25{,}37 ). Pertencem ao intervalo10 - 3 = 7 participantes.A resolução oficial da prova usa o desvio padrão populacional da calculadora,\sigma \approx 4{,}52 , com o qual o intervalo seria]16{,}08\,,\ 25{,}12[ — e a contagem continuaria a ser7 . Este item é seguro nas duas convenções, mas o símbolo que o próprio enunciado escreve és , o desvio padrão amostral do 10.º ano. - b) Juntando os dois grupos numa só lista, as
22 idades ordenadas são15 ,15 ,17 ,17 ,17 ,20 ,20 ,20 ,20 ,20 ,23 ,25 ,25 ,25 ,25 ,29 ,29 ,32 ,32 ,34 ,34 ,34 anos. - Os cinco números, com
n = 22 : mínimo15 ;Q_{1} = P_{25} , e como\dfrac{25 \times 22}{100} = 5{,}5 não é inteiro arredonda-se para6 , logoQ_{1} = x_{6} = 20 ;M_{e} = P_{50} , e como\dfrac{50 \times 22}{100} = 11 é inteiro,M_{e} = \dfrac{x_{11} + x_{12}}{2} = \dfrac{23 + 25}{2} = 24 ;Q_{3} = P_{75} , e como\dfrac{75 \times 22}{100} = 16{,}5 arredonda para17 ,Q_{3} = x_{17} = 29 ; máximo34 . - O diagrama de extremos e quartis desenha-se sobre um eixo em anos: a caixa vai de
20 a29 , com o traço da mediana em24 , e os bigodes prolongam-se até15 à esquerda e até34 à direita.Os bigodes vão sempre até ao mínimo e ao máximo dos dados. Metade das idades está entre20 e29 anos — é a caixa —, e a mediana não está a meio dela: fica encostada à esquerda, sinal de que os valores mais baixos estão mais concentrados.
O histograma só está legendado em duas barras, e a tabela só tem uma linha completa — mas as duas peças completam-se. Soma a linha da classe
- a) A linha da classe
[100{,}200[ está completa na tabela:3800 + 4500 + 2500 = 10\,800 espectadores. Do histograma leem-se15\,100 para a classe[200{,}300[ e10\,100 para a classe[300{,}400[ . Como os espectadores são50\,000 , a classe[0{,}100[ tem50\,000 - 10\,800 - 15\,100 - 10\,100 = 14\,000 .As duas barras sem legenda não se leem pela altura: deduzem-se. E o resultado é coerente com o desenho — a barra de[0{,}100[ é mais alta do que a de[100{,}200[ , que é mesmo a mais baixa das quatro. - As marcas das quatro classes são
50 ,150 ,250 e350 km. - Com as marcas como valores e as frequências
14\,000 ,10\,800 ,15\,100 e10\,100 ,\overline{x} = \frac{50 \times 14\,000 + 150 \times 10\,800 + 250 \times 15\,100 + 350 \times 10\,100}{50\,000} = \frac{9\,630\,000}{50\,000} = 192{,}6 ou seja, em média, cada espectador está alojado a192{,}6 km do estádio.É um valor aproximado: dentro de cada classe as distâncias verdadeiras foram substituídas pela marca. O enunciado autoriza-o ao dizer que as distâncias se distribuem uniformemente em cada classe. - b) Os espectadores com idade na classe
[55{,}80[ são0{,}25 \times 50\,000 = 12\,500 — é o total da última coluna da tabela. - Essa coluna já regista
3000 ,2500 e3500 nas três primeiras classes de distância, ou seja9000 espectadores. Para a classe[300{,}400[ sobram12\,500 - 9000 = 3500 .
Na alínea a), lê os números escritos dentro dos segmentos: cada barra é uma localidade dentro de uma classe, e os segmentos são os três níveis. Como as duas localidades têm totais diferentes (
- (a) Na barra da localidade B da classe
[5{,}25[ , os três segmentos valem15 (Experiente),45 (Intermédio) e3 (Principiante). O maior é o do nível Intermédio — opção (2). - (b) Idade superior ou igual a
25 anos são as classes[25{,}45[ e[45{,}65[ . Os segmentos de Principiante nessas quatro barras valem5 e17 na localidade A e0 e9 na localidade B:5 + 17 + 0 + 9 = 31 pessoas — opção (3). - (c) Percentagens de nível Intermédio na localidade A:
\dfrac{30}{100} = 30\% ,\dfrac{20}{100} = 20\% e\dfrac{10}{100} = 10\% . Na localidade B:\dfrac{45}{150} = 30\% ,\dfrac{20}{150} \approx 13{,}3\% e\dfrac{8}{150} \approx 5{,}3\% . A única classe em que as duas percentagens coincidem é[5{,}25[ — opção (1).Em número de pessoas,20 e20 na classe[25{,}45[ pareciam a resposta. Não são: as duas localidades têm100 e150 inscritos, e a mesma contagem dá percentagens diferentes. - (d) Os Principiantes da localidade A são
10 ,5 e17 , num total de32 pessoas. Com as marcas das classes,15 ,35 e55 anos, a média de idades hoje é\dfrac{10 \times 15 + 5 \times 35 + 17 \times 55}{32} = \dfrac{1260}{32} = 39{,}375 anos. Há três anos cada uma tinha menos3 anos, logo a média era39{,}375 - 3 = 36{,}375 anos — opção (3).Não é preciso refazer a conta com as idades de há três anos: subtrair a mesma constante a todos os dados subtrai essa constante à média, e mais nada. - b) São
20 pessoas. Os20\% com idade inferior ou igual a27 anos são0{,}20 \times 20 = 4 pessoas, que são as dos sectores «25 anos» e «27 anos». O gráfico dá ainda6 pessoas comx anos e2 com44 anos, logo o sector dos38 anos tem20 - 4 - 6 - 2 = 8 pessoas. - Como
27 < x < 38 , o rol ordenado é:4 valores até27 anos (posições1 a4 ),6 valores iguais ax (posições5 a10 ),8 valores iguais a38 (posições11 a18 ) e2 valores iguais a44 . - Com
n = 20 ,\dfrac{50 \times 20}{100} = 10 é inteiro, logo a mediana é a média dos valores das posições10 e11 :\dfrac{x + 38}{2} = 34 \iff x + 38 = 68 \iff x = 30 . E30 pertence mesmo a]27{,}38[ .
Dados bivariados
Até aqui olhou-se para uma variável de cada vez. Agora observam-se duas sobre as mesmas unidades, e a pergunta muda: haverá associação entre elas? A nuvem de pontos responde primeiro; só depois vêm o coeficiente de correlação e a reta de regressão — e nessa ordem, sempre. É a matéria que o Exame Nacional de Matemática A avalia desde 2023.
- Reconhecer que, para estudar a associação entre duas variáveis quantitativas de uma população, se observam essas variáveis sobre cada unidade estatística, obtendo-se uma amostra de pares de dados. (pág. 24)
- Reconhecer a importância da representação dos dados no diagrama de dispersão, nuvem de pontos, para interpretar a forma, direção e força da associação (linear) entre as duas variáveis. (pág. 24)
- Identificar o coeficiente de correlação linear r, como medida dessa direção e grau de associação (linear), e saber que assume valores pertencentes a [−1, 1], dizendo-se com base nesse valor que a correlação é positiva, negativa ou nula. Recorrer à tecnologia para proceder ao cálculo do coeficiente de correlação linear. (pág. 24)
- Compreender que no caso do diagrama de dispersão mostrar uma forte associação linear entre as variáveis, essa associação pode ser descrita pela reta de regressão ou reta dos mínimos quadrados. Utilizar a tecnologia para determinar uma equação da reta de regressão. (pág. 24)
- Compreender que na construção da reta de regressão não é indiferente qual das variáveis é que se considera como variável independente ou explanatória. (págs. 24–25)
- Compreender que a existência de outliers influencia estes procedimentos. (pág. 25)
- Utilizar a reta de regressão para inferir o valor da variável dependente ou resposta, para um dado valor da variável independente ou explanatória, quando existe uma forte associação linear entre as variáveis, quer positiva, quer negativa, e desde que este esteja no domínio dos dados considerados. (pág. 25)
- Compreender que não se pode confundir correlação com relação causa-efeito, pois podem existir variáveis "perturbadoras" que podem provocar uma aparente associação entre as variáveis em estudo. (pág. 25)
- Entender que um gráfico de linhas é um caso particular de um diagrama de dispersão, em que se pretende estudar a evolução de uma das variáveis relativamente a outra variável, de um modo geral o tempo, e em que se unem, por linhas, os pontos representados. (pág. 25)
1 · Pares de dados e diagrama de dispersão
Mede-se a altura de vinte alunos: é uma amostra de vinte números, e tudo o que R2 a R6 fizeram serve para a resumir. Mede-se agora, nos mesmos vinte alunos, a altura e o comprimento do pé: passa a haver vinte pares de números, e a pergunta interessante deixa de ser «qual é a altura típica?» para passar a ser «quem tem o pé maior é, em geral, mais alto?».
Para estudar a associação entre duas variáveis quantitativas de uma população, observam-se as duas sobre cada unidade estatística. Obtém-se uma sequência de
a que se chama amostra bivariada. O que a torna diferente de duas amostras quaisquer é que os dois valores de cada par vêm da mesma unidade — do mesmo aluno, do mesmo dia, da mesma encomenda. Trocar a ordem de uma das listas destrói a informação toda.
O diagrama de dispersão, ou nuvem de pontos, representa cada par como o ponto
Nele leem-se três coisas, e é sempre por esta ordem que se leem:
a forma — os pontos alinham-se? encurvam? não têm forma nenhuma? a direção — a nuvem sobe (associação positiva) ou desce (associação negativa)? a força — os pontos estão apertados junto de uma reta ou espalhados à volta dela?
Começar os dois eixos em
2 · Variável explanatória e variável resposta
Das duas variáveis, a explanatória (ou independente) é a que se usa para explicar ou prever, e vai no eixo horizontal; a resposta (ou dependente) é a que se quer explicar, e vai no eixo vertical.
A escolha não é estatística: é do contexto. Nenhuma conta a decide — decide-a quem conhece a situação. Entre «idade» e «altura» de uma criança, a explanatória é a idade: cresce-se porque se vai tendo mais anos, e não ao contrário.
Esta decisão não é uma formalidade. Trocar os papéis das duas variáveis dá outra reta de regressão — não a mesma reta escrita ao contrário —, e o §5 mostra isso com números.
3 · O coeficiente de correlação linear
Depois de olhar para a nuvem, quer-se um número que diga a direção e a força da associação linear. É o coeficiente de correlação.
Numa amostra bivariada de
Prova-se que
O numerador é uma soma de produtos de desvios, e é dele que sai o sinal:
quando as duas variáveis crescem juntas, um ponto acima da média em
O denominador não tem sinal — são duas raízes quadradas — e serve só para obrigar o resultado a ficar entre
O coeficiente de correlação mede apenas o que há de linear na relação entre as duas variáveis. Pode existir uma relação perfeita — uma em que o valor de
Cinco vasos iguais receberam doses diferentes de adubo. Registou-se a dose,
Descreve a associação entre as duas variáveis.
- A nuvem, primeiro. Os pontos sobem de
4 até8 e depois voltam a descer até4 : desenham um arco, e não uma reta. - O número, depois. Com a calculadora,
r = 0 — exatamente0 , e não uma aproximação. - A verificação faz-se à mão em duas linhas:
\overline{x} = 3 e\overline{y} = 6 , e os cinco produtos de desvios são(-2)(-2) + (-1)(1) + (0)(2) + (1)(1) + (2)(-2) = 4 - 1 + 0 + 1 - 4 = 0. - E, no entanto, a associação é perfeita: para cada dose há uma e uma só altura, e o desenho mostra-o sem margem para dúvidas.
- A conclusão é a que interessa guardar:
r = 0 não diz «não há associação». Diz «não há associação linear».O que se passa aqui tem sentido agronómico: pouco adubo alimenta mal e adubo a mais queima as raízes. O ótimo está no meio — e é justamente o tipo de relação que uma reta nunca poderia descrever.
A calculadora — e alguns enunciados de exame — mostram ainda
4 · A reta de regressão
Quando a nuvem mostra uma associação aproximadamente linear, essa associação pode ser descrita por uma reta. De entre todas as retas que se poderiam traçar sobre a nuvem, a reta de regressão é aquela para a qual é mínima a soma dos quadrados dos desvios verticais dos pontos à reta — daí o outro nome, reta dos mínimos quadrados.
Escreve-se
com
a reta passa pelo centro de gravidade
Primeiro desenha-se a nuvem. Só se ela mostrar uma associação aproximadamente linear é que faz sentido calcular
Um serviço de encomendas cobrou os seguintes valores por cinco envios. A massa,
a) Constrói o diagrama de dispersão e descreve a associação. b) Determina o coeficiente de correlação linear, com três casas decimais. c) Determina uma equação da reta de regressão. d) Interpreta os dois coeficientes no contexto. e) Confirma o resultado pelo centro de gravidade.
- a) A nuvem sobe e os cinco pontos ficam quase alinhados: associação linear positiva e forte.
- b) Com a calculadora,
r \approx 0{,}990 — o que confirma a leitura do desenho. - c) A mesma aplicação dá
a = 1{,}15 eb = 3{,}1 :y = 1{,}15x + 3{,}1. - d) A ordenada na origem,
b = 3{,}10 €, é o que se paga antes de pesar seja o que for: a parte fixa do envio. - O declive,
a = 1{,}15 € por quilograma, é o que cada quilograma acrescenta ao custo. - e) As médias são
\overline{x} = 6 e\overline{y} = 10 . Substituindo:1{,}15 \times 6 + 3{,}1 = 6{,}9 + 3{,}1 = 10 = \overline{y}. \ \checkmark Esta última verificação vale sempre a pena, e demora cinco segundos: se a reta que se escreveu não passar por(\overline{x}, \overline{y}) , houve um engano a copiar os coeficientes da máquina.
Laboratório · A nuvem, o r e a reta y = ax + b
arrasta os pontosArrasta um ponto para longe da nuvem e vê o
5 · Prever — e onde parar
Para estimar o valor da variável resposta a partir de um valor da variável explanatória, substitui-se esse valor de
Só é legítimo com duas condições, e as duas têm de se verificar: (i) a associação linear é forte; (ii) o valor de
Voltando ao exemplo dos envios, com a reta
As duas condições verificam-se —
Para
A reta de
e
6 · Outliers, e correlação não é causa
Um outlier — um dado muito diferente do padrão dos restantes, como se definiu em R6 §4 — tem aqui um efeito ainda mais visível do que nas medidas de localização: num conjunto de pares, um único ponto afastado chega para mudar o valor de
Aos cinco envios do exemplo anterior junta-se um sexto: uma encomenda de
Compara
- Com os seis pares. A calculadora dá
r \approx 0{,}209 ey = 0{,}23x + 7{,}40. - Sem o sexto par.
r \approx 0{,}990 ey = 1{,}15x + 3{,}1 , como antes. - O declive caiu de
1{,}15 para0{,}23 — a reta quase deitou —, e o coeficiente de correlação passou de «forte» a «praticamente nulo». - Um ponto em seis destruiu a associação.O que se faz a seguir não é uma regra automática. Procura-se a razão do valor afastado: se foi um erro de registo, corrige-se ou retira-se, e diz-se que se retirou; se for um valor genuíno, fica — e a resposta tem de mencionar que ele existe e que influencia os resultados. O que nunca se faz é apagar um dado só porque estraga a reta.
Um
Nas semanas em que se vendem mais gelados também se vendem mais óculos de sol, e a correlação entre as duas vendas é altíssima. Não é o gelado que faz comprar óculos: é o calor, que faz as duas coisas.
Para concluir que
7 · Gráfico de linhas
O gráfico de linhas é um caso particular do diagrama de dispersão: a variável do eixo horizontal é, em geral, o tempo, e os pontos consecutivos unem-se por segmentos, pela ordem do eixo horizontal.
Serve para ler a evolução de uma variável — subidas, descidas, quebras, regularidades. E é o tempo que autoriza a união dos pontos: num diagrama de dispersão vulgar não há ordem nenhuma para os percorrer, e uni-los não faria sentido nenhum.
Uma exposição esteve aberta sete dias. O número de visitantes, de segunda-feira a domingo, foi
a) Descreve a evolução do número de visitantes. b) Faz sentido unir os pontos por segmentos? E o que representa a linha entre segunda e terça-feira?
- a) De segunda a sexta-feira o número de visitantes sobe de forma suave, de
40 para70 , com uma pequena descida à quarta-feira (58 , contra62 na terça). - No fim de semana o número dispara:
120 no sábado e145 no domingo — mais do dobro do melhor dia útil. - b) Sim, faz sentido: no eixo horizontal está o tempo, os dias têm uma ordem natural, e unir os pontos torna a evolução legível de uma vez.
- Mas a linha entre segunda e terça-feira não representa observações: ninguém contou visitantes a meio da noite de segunda para terça. Serve só para a vista seguir a passagem de um dia para o seguinte.É a diferença entre unir pontos e inventar dados. O gráfico de linhas une; quem o lê tem de saber que só os pontos foram medidos.
Python O r e a reta, à mão de máquina
O programa calcula as três somas de que tudo depende —
x = [2, 4, 6, 8, 10]
y = [5, 8, 10, 13, 14]
n = len(x)
mx = sum(x) / n
my = sum(y) / n
Sxx = sum((x[i] - mx) ** 2 for i in range(n))
Syy = sum((y[i] - my) ** 2 for i in range(n))
Sxy = sum((x[i] - mx) * (y[i] - my) for i in range(n))
r = Sxy / (Sxx * Syy) ** 0.5
a = Sxy / Sxx
b = my - a * mx
print("Sxx", Sxx, " Sxy", Sxy, " Syy", Syy)
print("r =", round(r, 4))
print("reta: y =", round(a, 2), "x +", round(b, 2))
print("previsao para x = 7:", round(a * 7 + b, 2))
x = [2, 4, 6, 8, 10] # massa das encomendas, em kg
y = [5, 8, 10, 13, 14] # custo do envio, em euros
n = len(x)
mx = sum(x) / n # a media dos x
my = sum(y) / n # a media dos y
# as tres somas: duas de quadrados de desvios e uma de produtos de desvios
Sxx = sum((x[i] - mx) ** 2 for i in range(n))
Syy = sum((y[i] - my) ** 2 for i in range(n))
Sxy = sum((x[i] - mx) * (y[i] - my) for i in range(n))
r = Sxy / (Sxx * Syy) ** 0.5 # e a formula da seccao 3, escrita com as somas
a = Sxy / Sxx # o declive da reta dos minimos quadrados
b = my - a * mx # sai de a reta passar em (mx, my)
print("Sxx", Sxx, " Sxy", Sxy, " Syy", Syy)
print("r =", round(r, 4))
print("reta: y =", round(a, 2), "x +", round(b, 2))
print("previsao para x = 7:", round(a * 7 + b, 2))
# Sxx 40 | Sxy 46 | Syy 54
# r 0.9898 | a 1.15 | b 3.1 | y(7) 11.15
Acrescenta o par
NumWorks Do par de listas à reta, em quatro ecrãs
Cinco semanas de crescimento de um feijoeiro:
-
Os pontos. Em home›Regressão, escreve a coluna X1 toda — um valor, EXE, o seguinte — e só depois a coluna Y1.
As duas colunas têm de ficar com o mesmo número de linhas: cada linha é um par, observado na mesma unidade estatística. Uma linha a mais numa delas e a máquina recusa-se a trabalhar.
As duas listas escritas lado a lado, par a par. -
A nuvem. Passa ao separador Gráfico. Repara no rodapé: o coeficiente de correlação já lá está, antes de se ter escolhido modelo nenhum — na captura,
r = 0{,}9986517556 .É a ordem certa, e a máquina impõe-na sozinha: primeiro vê-se a nuvem, e só depois se decide se faz sentido ajustar-lhe uma reta.
Os cinco pontos e, em baixo, o r — antes de qualquer modelo. -
O modelo. Com o gráfico à vista, sobe à barra de cima e abre Regressão: aparece a lista dos modelos. Escolhe o linear,
ax+b .Os outros modelos da lista — quadrático, exponencial, logarítmico — não são matéria do 10.º ano. Aqui usa-se sempre o linear.
A lista dos modelos. O do 10.º ano é o primeiro, ax+b . -
A reta e o centro de gravidade. A reta aparece por cima da nuvem. As teclas ↑ e ↓ mudam o que o rodapé mostra, e um dos pontos que ele dá é o centro de gravidade
(\overline{x}, \overline{y}) = (3;\ 6{,}02) , por onde a reta passa sempre.O separador Estat dá os números todos: o
r , o Coeficiente a e o Coeficiente b. Com estes cinco pontos,a = 1{,}99 eb = 0{,}05 — ou seja,y = 1{,}99x + 0{,}05 : o feijoeiro cresce cerca de2 cm por semana.A reta por cima da nuvem, e o rodapé a percorrer os pontos notáveis.
Os outros modelos de regressão, o que cada linha do separador Estat mostra e as restantes aplicações da máquina estão no tutorial da calculadora, com as capturas todas.
As Aprendizagens Essenciais fecham a Estatística do 10.º ano com um trabalho de projeto: formular um problema, planificar a recolha, ir buscar dados reais, analisá-los, escrever o relatório e apresentá-lo. Não cabe no formato de um capítulo de revisão — mas é onde tudo isto se junta, e é assim que a Estatística se faz fora da escola. As próprias Aprendizagens Essenciais sugerem temas: a nossa região em números, a cantina da escola, as alterações climáticas.
Exercícios propostos
Catorze exercícios sobre dados bivariados: construir e ler a nuvem de pontos, escolher a variável explanatória, obter
Num estudo sobre seis canteiros iguais registaram-se o número de horas de rega por semana,
a) Constrói o diagrama de dispersão, com as horas de rega no eixo horizontal. b) Descreve a forma, a direção e a força da associação.
Numa amostra bivariada, a nuvem de pontos mostra uma associação linear negativa e forte.
Qual dos valores seguintes pode ser o coeficiente de correlação linear
- (A)
0{,}95 - (B)
-1{,}4 - (C)
-0{,}92 - (D)
-0{,}08
Uma máquina de venda automática foi recarregada em cinco dias seguidos. Registou-se o número de recargas,
a) Determina, com a calculadora, o coeficiente de correlação linear (três casas decimais) e uma equação da reta de regressão (duas casas decimais). b) Interpreta o declive no contexto.
O gráfico mostra o número de livros requisitados na biblioteca de uma escola, mês a mês, de setembro a fevereiro.
a) Em que mês houve menos requisições, e quantas? b) Descreve a evolução em duas frases. c) Explica por que razão este gráfico é um caso particular de diagrama de dispersão.
Ajustou-se a reta de regressão
A estimativa de
- (A)
20 - (B)
32 - (C)
37 - (D)
320
Em cada uma das situações seguintes vão observar-se duas variáveis sobre as mesmas unidades estatísticas.
a) Idade de uma árvore e diâmetro do tronco.
b) Horas de treino por semana e tempo obtido numa prova de
Para cada uma, indica qual é a variável explanatória e qual é a resposta, justificando pelo contexto.
As três nuvens seguintes têm seis pontos cada uma.
Os coeficientes de correlação linear destas três amostras são, por alguma ordem,
Associa cada valor à sua nuvem, justificando pela direção e pela dispersão dos pontos.
Numa agência imobiliária registaram-se a área,
a) Determina, com a calculadora, o coeficiente de correlação linear e uma equação da reta de regressão, com três casas decimais.
b) Interpreta
Continua com a reta obtida no exercício anterior,
a) Estima a renda mensal de um apartamento com
Numa amostra bivariada obteve-se
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)Não existe qualquer associação entre as duas variáveis.
- (B)Não existe associação linear apreciável, mas pode existir outra.
- (C)As duas variáveis são independentes.
- (D)A reta de regressão é horizontal e descreve bem os dados.
Registou-se o número de visitantes de um museu, mês a mês, de janeiro a agosto:
| mês | jan. | fev. | mar. | abr. | mai. | jun. | jul. | ago. |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| visitantes |
a) Constrói o gráfico de linhas. b) Indica qual é a variável explanatória. c) Explica por que razão não faz sentido calcular aqui um coeficiente de correlação entre «mês» e «visitantes» sem olhar primeiro para o desenho.
Num serviço de encomendas registaram-se a massa,
a) Determina
Considera os cinco pares
a) Determina a reta de regressão de
Um jornal publica a seguinte notícia:
«Nos concelhos onde há mais bibliotecas há menos desemprego. Abrir bibliotecas reduz o desemprego.»
a) Diz o que um coeficiente de correlação pode e não pode sustentar. b) Nomeia uma variável perturbadora plausível e explica como ela produziria esta associação sem que houvesse relação de causa e efeito.
Marca os seis pontos numa janela justa aos dados — não é preciso começar os eixos em
- a) Seis pontos, com
x de1 a6 no eixo horizontal ey de3 a11 no vertical. A rega é a variável explanatória: é ela que se manipula, e a altura é a resposta. - b) Forma: os pontos dispõem-se quase sobre uma reta — a associação é linear.
- Direção: à medida que
x cresce,y também cresce — a associação é positiva. - Força: os pontos afastam-se muito pouco da reta — a associação é forte. Com a calculadora,
r \approx 0{,}996 , o que confirma a leitura.A leitura do desenho vem primeiro e o número vem depois — nunca ao contrário. Aqui or só serviu para confirmar aquilo que os olhos já tinham visto.
Duas perguntas, por esta ordem: o valor está em
- A opção (B) está fora de
[-1, 1] : nenhum coeficiente de correlação vale-1{,}4 . - A opção (A) é positiva — descreveria uma associação em que as duas variáveis crescem juntas.
- A opção (D) é negativa, mas tem módulo
0{,}08 , muito perto de0 : seria uma associação linear fraca, quase nula. - Fica a opção (C):
-0{,}92 é negativo e tem módulo perto de1 .São dois passos independentes. O sinal dá a direção; o módulo dá a força. Confundir os dois leva a aceitar-0{,}08 como «forte» só por ser negativo.
Na calculadora, aplicação Regressão: a coluna do
- a) A máquina dá
r \approx 0{,}998 : associação linear positiva e muito forte. - E dá
a = 2{,}5 eb = 0{,}3 , ou sejay = 2{,}5x + 0{,}3. - Confirmação. A reta passa pelo centro de gravidade:
\overline{x} = 3 ,\overline{y} = 7{,}8 , e2{,}5 \times 3 + 0{,}3 = 7{,}8 . ✓ - b) Por cada recarga a mais, o número de garrafas vendidas aumenta, em média,
2{,}5 dezenas — ou seja, cerca de25 garrafas.O declive lê-se sempre assim: por cada unidade a mais emx ,y variaa , nas unidades dey . Sem as unidades, a interpretação não diz nada.
Em c), pergunta-te quais são as duas variáveis que estão a ser observadas e o que representa cada ponto.
- a) Em dezembro, com
90 requisições. - b) De setembro a novembro há uma subida regular, de
120 para160 . Em dezembro dá-se uma quebra acentuada, para90 , e a partir daí a subida recomeça e ultrapassa os valores anteriores, chegando a190 em fevereiro. - A quebra de dezembro explica-se pelo contexto: o mês tem menos dias de aulas.
- c) Estão a observar-se duas variáveis sobre as mesmas unidades — o mês e o número de requisições —, e cada ponto é um par
(x_{i}, y_{i}) : é exatamente um diagrama de dispersão. - O que o distingue é que a variável do eixo horizontal é o tempo, e por isso os pontos têm uma ordem natural e unem-se por segmentos.Os segmentos não são observações: entre novembro e dezembro ninguém contou nada. Servem só para a vista seguir a evolução pela ordem do tempo.
Substitui
- O valor
25 está entre10 e40 : a previsão é legítima. y = 0{,}8 \times 25 + 12 = 20 + 12 = 32 .- A opção (A) esquece a ordenada na origem; a (D) multiplica sem dividir pela escala.Prever é substituir — mas só depois de duas verificações: a associação linear é forte, e o valor de
x está dentro do intervalo dos dados observados. Fora dele, a conta faz-se e a resposta não se dá.
A pergunta a fazer é sempre a mesma: qual das duas é que se usaria para explicar ou prever a outra? Essa é a explanatória, e vai no eixo horizontal.
- a) Explanatória: a idade. Resposta: o diâmetro. A árvore engrossa porque envelhece; não envelhece porque engrossa.
- b) Explanatória: as horas de treino. Resposta: o tempo na prova. Treina-se para melhorar o tempo — e a associação será negativa, porque mais treino corresponde a menos minutos.
- c) Explanatória: o número de habitantes. Resposta: o número de farmácias. As farmácias abrem onde há gente.
- d) Explanatória: a temperatura máxima. Resposta: o consumo. Liga-se o ar condicionado por causa do calor.
- A escolha não se decide com os dados: decide-se com o conhecimento da situação.E não é indiferente. A reta de
y em função dex minimiza os desvios verticais; trocar os papéis muda os desvios que se minimizam, e dá outra reta — é o que a nota de §5 e o exercício e7m mostram com números.
Primeiro o sinal: qual das nuvens desce? Depois o módulo: qual das duas restantes tem os pontos quase sobre uma reta?
- Sinal. Só a nuvem B desce — o
y diminui quando ox aumenta. Logor_{1} = -0{,}995 é o de B. - Módulo. Restam A e C, as duas sem direção descendente. Em A os pontos estão quase sobre uma reta a subir; em C estão espalhados, sem tendência visível.
- Logo
r_{3} = 0{,}995 é o de A er_{2} = 0{,}090 é o de C. - Repara em que
A eB têm o mesmo módulo,0{,}995 : as duas associações são igualmente fortes, e só o sinal as distingue.Em C, o valor0{,}090 não é zero — quase nunca é, com dados reais. O que ele diz é que não há associação linear apreciável; umr desta ordem lê-se como «nada de linear a assinalar».
Em b), pergunta-te o que significaria
- a) A calculadora dá
r \approx 0{,}998 ,a \approx 1{,}512 eb \approx 7{,}048 :y = 1{,}512x + 7{,}048. - b) O declive: por cada metro quadrado a mais, a renda aumenta, em média,
1{,}512 centenas de euros — cerca de151 euros. - A ordenada na origem é o valor que a reta dá em
x = 0 : uma renda de7{,}048 centenas de euros para um apartamento de área nula. - Não tem significado prático por duas razões, e as duas contam: um apartamento com
0\ \text{m}^{2} não existe, ex = 0 está muito longe do intervalo observado, que vai de10 a24\ \text{m}^{2} .Ob nem sempre se interpreta. Às vezes é uma parte fixa com sentido — a taxa que se paga antes de pesar a encomenda, no exemplo de §4 — e às vezes é só o ponto onde a reta corta o eixo, muito fora do que se observou. É o contexto que decide, não a fórmula.
Em a), substitui na equação tal como ela ficou escrita, com os coeficientes já arredondados. Em b), olha para o intervalo dos
- a)
y = 1{,}512 \times 19 + 7{,}048 = 28{,}728 + 7{,}048 = 35{,}776 \approx 35{,}78 . - São
35{,}78 centenas de euros, ou seja cerca de3578 euros por mês. - A previsão é legítima:
19 está entre10 e24 , e a associação linear é forte (r \approx 0{,}998 ). - b) O valor
150 está fora do domínio dos dados: observaram-se apartamentos entre10 e24\ \text{m}^{2} , e nada nesta amostra diz o que acontece a um apartamento seis vezes maior do que o maior observado. - A conta faz-se — daria
1{,}512 \times 150 + 7{,}048 \approx 233{,}85 centenas de euros —, mas o número não é uma estimativa: é uma extrapolação.A regra das Aprendizagens Essenciais está escrita com estas palavras: a reta usa-se para inferir desde que este esteja no domínio dos dados considerados. Fora dele, a relação pode nem sequer continuar a ser linear.
Lembra-te do que o
- O coeficiente de correlação mede apenas a associação linear. Um valor perto de
0 diz que não há tendência linear apreciável — e mais nada. - As opções (A) e (C) vão longe de mais: pode haver uma associação forte e não linear, como no exemplo do adubo, em que
r = 0 e oy fica completamente determinado pelox . - A opção (D) engana em duas frentes: a reta sai quase horizontal, é verdade, mas dizer que «descreve bem os dados» é precisamente o que
r \approx 0 não autoriza. - Fica a (B).É a razão pela qual a nuvem se desenha antes de se calcular o que quer que seja. Um
r pequeno é um convite a olhar para o desenho, não uma conclusão.
Em a), marca os oito pontos e une-os pela ordem dos meses. Em c), repara na forma da linha: sobe sempre? sobe da mesma maneira?
- a) No eixo horizontal os oito meses, no vertical o número de visitantes, de
0 a cerca de650 . Marcam-se os oito pontos e unem-se por segmentos, pela ordem dos meses. - b) A variável explanatória é o mês — o tempo —, e a resposta é o número de visitantes.
- c) Porque o
r só mede o que há de linear na relação, e esta não é linear: há uma quebra em fevereiro, uma subida cada vez mais acentuada até julho e uma descida em agosto. - A máquina daria
r \approx 0{,}937 , um valor alto — e uma reta ajustada a estes oito pontos falharia justamente onde interessa, no salto de julho.É o mesmo erro do exemplo do adubo, ao contrário: ali umr nulo escondia uma associação perfeita; aqui umr alto esconde uma forma que não é uma reta. Nos dois casos, o desenho responde e o número não.
Antes de escrever números, marca os seis pontos. Um deles não acompanha os outros — e é o mais pesado que custa menos.
- a) Com os seis pares. A calculadora dá
r \approx 0{,}209 ey = 0{,}23x + 7{,}40. - Só com os cinco primeiros.
r \approx 0{,}990 ey = 1{,}15x + 3{,}10. - b) Os cinco primeiros pontos estão quase alinhados a subir. O sexto,
(12, 4) , é um outlier: é a encomenda mais pesada e a mais barata, o que contraria tudo o resto — muito provavelmente um erro de registo. - Esse único ponto puxou a reta para baixo do lado direito: o declive caiu de
1{,}15 para0{,}23 e or de0{,}990 para0{,}209 . Um ponto em seis destruiu a associação. - Antes de calcular, desenha-se a nuvem. Se houver um ponto muito afastado, procura-se a razão: um engano de registo corrige-se ou retira-se, mas um valor genuíno não se apaga só porque incomoda — e nesse caso diz-se, na resposta, que ele existe e que influencia os resultados.Repara em que os dois cálculos estão certos: a máquina fez o que lhe pediram nos dois casos. O que muda é a pergunta a que a resposta serve — e essa decide-se a olhar para o desenho, não a carregar em teclas.
Em b), volta a introduzir as listas na máquina trocadas: a lista dos
- a)
y = 1{,}15x + 3{,}10 , comr \approx 0{,}990 . - b) Com as listas trocadas,
x = 0{,}85y - 2{,}52 . (Or é o mesmo:r não distingue os papéis das duas variáveis.) - c) Resolvendo a de a) em ordem a
x :y = 1{,}15x+3{,}10 \iff x = \frac{y-3{,}10}{1{,}15} \approx 0{,}87y - 2{,}70. - E
0{,}87 \ne 0{,}85 : as duas retas são diferentes. - A razão está na definição. A reta de a) torna mínima a soma dos quadrados dos desvios verticais — as distâncias medidas na direção do
y . A de b) torna mínima a soma dos quadrados dos desvios horizontais. São dois problemas de mínimo diferentes, e por isso duas soluções diferentes.As duas retas passam as duas pelo centro de gravidade(6, 10) — cruzam-se lá — e só coincidem quando os pontos estão exatamente sobre uma reta, isto é, quando|r| = 1 . Quanto mais fraca é a associação, mais afastadas ficam uma da outra.
Em b), procura uma terceira variável que faça as duas coisas ao mesmo tempo: subir o número de bibliotecas e baixar o desemprego.
- a) Um coeficiente de correlação diz que as duas variáveis andam juntas, e com que força e em que sentido. Não diz que uma faz a outra acontecer.
- A primeira frase da notícia é uma descrição da associação e pode estar certa. A segunda é uma afirmação de causa e efeito, e não se tira de um
r . - b) Uma variável perturbadora plausível é a dimensão económica do concelho — população, riqueza, atividade das empresas.
- Um concelho maior e mais rico tem mais equipamentos culturais, e portanto mais bibliotecas; e tem também mais emprego, e portanto menos desemprego. A terceira variável mexe nas duas ao mesmo tempo, e a associação aparece sem que nenhuma das duas cause a outra.
- Para concluir que abrir bibliotecas reduz o desemprego seria preciso um estudo desenhado para isso — comparar concelhos parecidos em tudo o resto, ou acompanhar o que acontece depois de abrir uma biblioteca. Um coeficiente de correlação não substitui esse trabalho.O teste rápido é sempre o mesmo: consigo imaginar uma terceira variável que explique as duas? Se sim, a relação de causa e efeito fica por demonstrar — e quase sempre consigo.
Exercícios de Exame · Dados bivariados
Vinte itens, e são os que mais interessam a quem vai fazer o Exame de Matemática A: seis são de Prova Nacional de Matemática A (os Exames de 2024, de 2025 e de 2026, em que a correlação e a reta de regressão entraram para valer), e os outros catorze vêm dos exames de Matemática Aplicada às Ciências Sociais, que fazem estas perguntas desde 2006 — uma disciplina que trata estes assuntos há vinte anos. Os de MACS não contam para o número de itens de Exame de Matemática A anunciado na capa. Em todos, o coeficiente de correlação e a reta obtêm-se com a calculadora — e em todos vale a mesma regra: primeiro a nuvem, só depois os números.
Na tabela seguinte, estão alguns dados sobre a população residente em Portugal, desde 1864 até ao final do século XX.
| Ano | População, em milhões |
|---|---|
Na figura abaixo está representado o diagrama de dispersão relativo aos dados apresentados na tabela, assim como a respetiva reta de regressão, cuja equação é
a) Com recurso à calculadora, determine o coeficiente de correlação linear das variáveis
Num dos muitos sites em que se joga xadrez online, na Internet, a entrada de um jogador é condicionada pelo gestor do site, com probabilidade fixa igual a
O gestor do site decidiu estudar a evolução do número de jogadores de xadrez, desde o lançamento do site até à sexagésima semana, para o que foi registando o número de jogadores, de cinco em cinco semanas, tendo obtido a tabela seguinte:
| Tempo (em semanas) | Número de jogadores (em milhares) |
|---|---|
Represente na sua calculadora o diagrama de dispersão dos dados e determine a equação da reta de regressão linear,
Transcreva para a sua folha de prova um esboço, no mesmo referencial, dos gráficos obtidos (diagrama de dispersão e reta de regressão linear).
Na atualidade, há uma crescente preocupação com a preservação da natureza, nomeadamente, quanto à necessidade de proteger espécies que se encontram em vias de extinção.
Considere que uma certa espécie animal se encontrava em vias de extinção. Para a proteger, tomaram-se medidas protecionistas, designadamente, a criação de uma área protegida, no seu habitat natural.
Admita que, no início, apenas existiam 8 animais da espécie nessa área. A tabela seguinte traduz a contagem anual do número de animais nela existentes.
| Anos decorridos desde a criação da área protegida | Número de animais existentes na área protegida |
|---|---|
O gráfico seguinte representa os dados da tabela, através de uma nuvem de pontos.
Com recurso à calculadora, determine o modelo de regressão linear, de equação
Indique os valores de
As despesas de um agregado familiar com a alimentação dependem de muitos fatores. Do ponto de vista sociológico, pode ser estudada a relação entre as despesas mensais com a alimentação e o rendimento mensal. Para conhecer esta relação, recolheram-se, aleatoriamente, os dados relativos a doze agregados familiares. Obtiveram-se os dados representados no diagrama de dispersão e constantes da tabela.
| Agregado familiar | Rendimento mensal (€) | Despesas com a alimentação (€) |
|---|---|---|
| A | ||
| B | ||
| C | ||
| D | ||
| E | ||
| F | ||
| G | ||
| H | ||
| I | ||
| J | ||
| K | ||
| L |
a) Admita que a associação entre as variáveis
Um grupo de alunos está interessado em estudar o grau de desenvolvimento de sete países. As variáveis estudadas foram analisadas individualmente e através de associações entre elas.
A tabela e o diagrama de dispersão seguintes apresentam, para os sete países, num determinado ano, duas das variáveis: a Taxa de Alfabetização de Adultos (TAA), em percentagem; e o Produto Interno Bruto per capita (PIB), em dólares.
| País | TAA | PIB |
|---|---|---|
| A | ||
| B | ||
| C | ||
| D | ||
| E | ||
| F | ||
| G |
Nos dois itens seguintes, pode recorrer à calculadora. Sempre que recorrer a estatísticas obtidas na calculadora (média, desvio padrão, coeficiente de correlação, declive e ordenada na origem de uma reta de regressão, etc.), apresente a(s) lista(s) que introduziu na calculadora para a(s) obter.
a) Admita um modelo em que a associação entre as variáveis TAA
O professor da disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais da escola de Xisto estudou a existência de uma correlação linear entre as classificações dos alunos na disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais no final do 3.º período de 2010 (CI) e as classificações desses mesmos alunos no exame nacional da disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais (CE).
Os dados recolhidos encontram-se organizados na tabela seguinte.
| N.º do aluno | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| (CI) | ||||||||||||||||||
| (CE) |
a) Uma aluna, após calcular o coeficiente de correlação dos dados organizados na tabela anterior, afirma: «A correlação linear entre as classificações dos alunos da escola de Xisto na disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais no final do 3.º período de 2010 (CI) e as classificações obtidas no exame (CE) é fraca. No entanto, se excluirmos as classificações do aluno número 14, essa correlação linear aumenta substancialmente.» Justifique a veracidade da afirmação da aluna. Na sua resposta, deve: determinar o coeficiente de correlação linear incluindo as classificações do aluno número 14; determinar o coeficiente de correlação linear excluindo as classificações do aluno número 14; relacionar os valores dos dois coeficientes, justificando a veracidade da afirmação da aluna. Apresente os coeficientes de correlação com arredondamento às milésimas.b) Admita que a reta de regressão
Nas tabelas seguintes encontram-se o número total de pontos de acesso à rede postal e a densidade postal (número de habitantes / número de pontos de acesso), de 2001 a 2009, em Portugal.
| Ano | Número total de pontos de acesso à rede postal |
|---|---|
| 2001 | |
| 2002 | |
| 2003 | |
| 2004 | |
| 2005 | |
| 2006 | |
| 2007 | |
| 2008 | |
| 2009 |
| Ano | Densidade postal (habitantes / pontos de acesso) |
|---|---|
| 2001 | |
| 2002 | |
| 2003 | |
| 2004 | |
| 2005 | |
| 2006 | |
| 2007 | |
| 2008 | |
| 2009 |
Ao serem representados os dados que constam das tabelas anteriores num diagrama de dispersão, verificou-se que o ponto
Explique o efeito da exclusão do outlier no valor do coeficiente de correlação linear e na reta de regressão quando se pretende fazer previsões.
Na sua resposta, deve:
apresentar os dados das tabelas num diagrama de dispersão, incluindo o ano 2001;determinar o valor do coeficiente de correlação linear entre as variáveis número total de pontos de acesso à rede postal
Apresente os resultados com arredondamento às milésimas.
O número,
A tabela seguinte apresenta o número de sócios do GDA no final de alguns anos.
| Ano | N.º de sócios |
|---|---|
| 1980 | 10 585 |
| 1990 | 23 150 |
| 2000 | 30 981 |
| 2010 | 39 125 |
a) Estime o número de sócios que o GDA atingiu no final de 2005 com base no modelo
b) O diagrama de dispersão representado na figura seguinte mostra uma forte associação linear negativa entre o número de sócios do Grupo Desportivo de Altivo (GDA), e o número de lugares por vender nos jogos de futebol.
Relativamente à figura anterior, apenas uma das opções seguintes está correta.
| Opção I | Opção II | Opção III |
|---|---|---|
Em cada uma das opções,
Elabore uma composição na qual:
identifique a opção correta;apresente uma razão para rejeitar cada uma das restantes opções.
A maratona é a última prova em diversos encontros desportivos.
Existem diversos estudos estatísticos sobre esta prova, que envolvem dados como o tempo de conclusão da prova, a frequência cardíaca dos atletas no final da prova ou as condições climatéricas.
Na tabela seguinte, estão parcialmente registados os dados referentes à frequência cardíaca do atleta vencedor da maratona, no momento em que acaba a prova, nas edições do Encontro Desportivo Internacional dos últimos dez anos.
Sabe-se ainda que:
a média dos valores constantes da tabela seguinte é
| Ano | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Frequência cardíaca (pulsações/minuto) | 165 | 166 | 166 | 168 | 170 | 170 | 160 | 160 | 168 |
Na figura seguinte, está representado o diagrama de dispersão da temperatura ambiente, em graus Celsius (ºC), e da frequência cardíaca, em pulsações por minuto, dos atletas referidos na tabela anterior, no final da prova.
a) Considere as seguintes afirmações.
O atleta vencedor em 2012 terminou a maratona com uma frequência cardíaca entre 169 e 171 pulsações por minuto.
A mediana das frequências cardíacas é 170 pulsações por minuto.
O coeficiente de correlação linear entre a temperatura ambiente e a frequência cardíaca dos atletas pode ser
Elabore uma pequena composição na qual justifique, com base nos dados apresentados, que as três afirmações são falsas.b) A reta de equação
Na tabela seguinte, estão registados, para cada um dos filmes, A, B, C, D, E, F e G, o custo de produção, em milhares de euros, e o número de espectadores, em milhares, que teve nas semanas de exibição em Portugal.
| Filme | Custo de produção (em milhares de euros) | Número de espectadores (em milhares) |
|---|---|---|
| A | 435 | 99 |
| B | 379 | 84 |
| C | 65 | 16 |
| D | 60 | 13 |
| E | 276 | 75 |
| F | 59 | 12 |
| G | 43 | 9 |
Admita que a relação entre as variáveis
Estime o custo de produção de um filme com
Apresente o resultado, em milhares de euros, arredondado às unidades.
Na sua resposta, utilize os valores de
A venda de bilhetes para o concerto da banda BigBand gerou tanta procura que, na véspera do primeiro dia de venda, se formou fila para a aquisição de bilhetes à porta da bilheteira.
Ao longo do primeiro dia de venda dos bilhetes, as pessoas foram questionadas sobre o número de horas que permaneceram na fila antes da abertura da bilheteira (
A tabela seguinte apresenta as respostas dadas por sete das pessoas questionadas: A, B, C, D, E, F e G.
| Pessoa | ||
|---|---|---|
| A | 30 | 0,5 |
| B | 24 | 1 |
| C | 22,5 | 2 |
| D | 18 | 4 |
| E | 12 | 8 |
| F | 8 | 9 |
| G | 3 | 12 |
Admita que a relação entre as variáveis
Determine qual poderá ter sido o tempo que decorreu desde a abertura da bilheteira até à aquisição dos bilhetes por parte de uma pessoa que tenha estado seis horas na fila antes da abertura da bilheteira.
Apresente o resultado em horas, arredondado às unidades.
Na sua resposta, apresente a equação da reta de regressão, com os valores de
O diagrama de dispersão representado na figura seguinte mostra uma forte associação linear positiva entre o preço das viagens de avião vendidas na agência de viagens Ir&Voltar, num determinado período de tempo, e as horas de voo despendidas na viagem de ida e volta.
Em cada uma das opções seguintes, são dados um valor de
Em qual das opções poderão estar representados o valor de
- (A)
r = -0{,}92 y = 0{,}03x - 0{,}86 - (B)
r = -0{,}2 y = -0{,}03x - 0{,}86 - (C)
r = 0{,}92 y = -0{,}03x - 0{,}86 - (D)
r = 0{,}89 y = 0{,}03x - 0{,}86
Sala de Fuga é um jogo em que uma equipa, fechada numa sala ou num conjunto de salas, tem de resolver desafios, num intervalo de tempo limitado, para o conseguir concluir. Para ter sucesso e resolver os desafios, é necessário recorrer a diversas competências e apelar ao raciocínio lógico e à intuição.
Num determinado jogo de Sala de Fuga, registou-se, mensalmente, o número de equipas que nele participaram e, destas, quantas o concluíram e quantas não o concluíram.
Na figura seguinte, estão organizados os dados recolhidos, referentes a cinco meses.
Admita que a relação entre as variáveis «número de equipas que participaram neste jogo de Sala de Fuga» (
Num outro mês, participaram neste jogo de Sala de Fuga
Estime o número de equipas que o concluiu nesse mês, com base no modelo de regressão linear.
Apresente o resultado arredondado às unidades.
Na sua resposta, apresente:
as listas que introduziu na calculadora;a equação da reta de regressão, com os valores de
Na tabela seguinte, apresentam-se os dados relativos à remuneração base média mensal dos trabalhadores portugueses por conta de outrem, por sexo, em seis anos pertencentes ao período de 1995 a 2020.
| Anos | Remuneração base média mensal – homens (€) ( | Remuneração base média mensal – mulheres (€) ( |
|---|---|---|
| 1995 | 542,8 | 416,8 |
| 2000 | 674,7 | 523,6 |
| 2005 | 832,5 | 672,0 |
| 2010 | 976,7 | 800,8 |
| 2015 | 990,1 | 825,0 |
| 2020 | 1109,2 | 960,3 |
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço, de acordo com os dados representados no gráfico da figura anterior.
Escreva na folha de respostas cada um dos números, I, II, III e IV, seguido da opção a), b) ou c) que lhe corresponde. A cada espaço corresponde uma só opção.
A mediana da remuneração base média mensal dos homens é I euros, e a amplitude interquartil é II euros.
De 2015 para 2020, a remuneração base média mensal das mulheres teve um aumento percentual igual a III.
O coeficiente de correlação linear das variáveis
- Ia)
832{,}5 · b)854{,}3 · c)904{,}6 - IIa)
315{,}4 · b)440{,}9 · c)566{,}4 - IIIa)
14{,}1 % · b)16{,}4 % · c)17{,}2 % - IVa)
0{,}874 · b)0{,}913 · c)0{,}998
Na tabela seguinte, apresentam-se os dados relativos ao diâmetro biparietal,
| Diâmetro biparietal em cm ( | Perímetro cefálico em cm ( |
|---|---|
| 7,49 | 30,36 |
| 7,81 | 31,99 |
| 8,21 | 33,66 |
| 8,30 | 35,26 |
| 8,66 | 35,51 |
| 8,76 | 34,86 |
| 9,04 | 35,30 |
| 9,24 | 37,63 |
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço, de acordo com os dados apresentados na tabela.
Escreva na folha de respostas cada um dos números, I, II, III e IV, seguido da opção a), b) ou c) que lhe corresponde. A cada espaço corresponde uma só opção.
A mediana dos diâmetros biparietais apresentados excede a respetiva média, arredondada às centésimas, em I cm.
A amplitude da amostra dos perímetros cefálicos apresentados é II cm.
O coeficiente de correlação linear entre as variáveis
Admitindo a validade do modelo de regressão linear de
- Ia)
0{,}04 · b)0{,}7 · c)1{,}75 - IIa)
2{,}58 · b)3{,}64 · c)7{,}27 - IIIa)
0{,}87 · b)0{,}94 · c)3{,}54 - IVa)
34{,}54 · b)36{,}11 · c)41{,}62
A corrida em trilhos ou corrida todo o terreno é um desporto que consiste em correr em trilhos através de montanhas e colinas, cruzando riachos e rios, com subidas e descidas íngremes. No nosso país, realizam-se diversas provas deste tipo, normalmente designadas por trail.
O
A unidade de medida do
Os praticantes de atletismo podem recorrer a estudos teóricos para prever o tempo mínimo necessário para concluir uma maratona, tendo em conta o valor do
Num estudo teórico, relacionou-se cada valor do
Na tabela seguinte, apresentam-se alguns dados recolhidos nesse estudo.
| 36 | 48 | 60 | 72 | 84 | |
| 250 | 198 | 164 | 140 | 122 |
Admita que a relação entre as variáveis
Um praticante de atletismo, no momento em que iniciou uma maratona, tinha um
Estime o tempo mínimo necessário para que o praticante de atletismo conclua essa maratona, com base no modelo de regressão linear.
Apresente o resultado em minutos, arredondado às unidades.
Na sua resposta, apresente:
as listas que introduziu na calculadora;a equação da reta de regressão, com o valor de
A Maria tem um plano de treinos de corrida. Em cada treino, utiliza uma aplicação que regista a distância percorrida e a energia gasta.
No diagrama de dispersão da figura seguinte, apresentam-se os valores registados em alguns desses treinos, sendo
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço, de acordo com os dados apresentados na tabela.
Escreva na folha de respostas cada um dos números, I, II, III e IV, seguido da opção a), b) ou c) que lhe corresponde. A cada espaço corresponde uma só opção.
Nos treinos cujos registos se apresentam, a Maria percorreu, em média, cerca de I quilómetros por treino (valor arredondado às décimas). Neste conjunto de treinos, a mediana das quilocalorias gastas foi II.
Admitindo a validade do modelo de regressão linear de
- Ia)
7{,}5 · b)7{,}7 · c)9{,}4 - IIa)
506 · b)515 · c)630 - IIIa) negativa forte · b) positiva fraca · c) positiva forte
- IVa)
408 · b)411 · c)415
Existem vários indicadores utilizados na monitorização de um peso saudável. Dois desses indicadores são o Índice de Massa Corporal (IMC), expresso em quilogramas por metro quadrado, e a Taxa Metabólica Basal (TMB), expressa em quilocalorias por dia.
Na tabela seguinte, apresentam-se os valores do IMC e da TMB de sete mulheres.
Na figura seguinte, estão representados, para as variáveis idade, em anos, e TMB, em quilocalorias por dia, das sete mulheres:
- o diagrama de dispersão;
- a reta de regressão e a respetiva equação reduzida;
- o quadrado do coeficiente de correlação linear,
r^2 .
Tabela
| Mulheres | IMC ( | TMB ( |
|---|---|---|
| A | 24,6 | 1282 |
| B | 23,4 | 1291 |
| C | 23,9 | 1385 |
| D | 27,5 | 1513 |
| E | 23,6 | 1379 |
| F | 22,7 | 1202 |
| G | 31,2 | 1567 |
Figura
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço, de acordo com os dados apresentados.
Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.
A média dos valores da TMB das sete mulheres, arredondada às unidades, é (a) quilocalorias por dia.
Relativamente à distribuição dos valores do IMC apresentados na Tabela, existem exatamente (b) mulheres com IMC pertencente ao intervalo
O coeficiente de correlação linear entre as variáveis apresentadas na Tabela é (c) ao coeficiente de correlação linear entre as variáveis apresentadas na Figura.
Relativamente às variáveis apresentadas no diagrama de dispersão, e admitindo a validade do modelo de regressão linear aí apresentado, uma mulher com
- (a)(1)
1351 · (2)1374 · (3)1379 - (b)(1)
3 · (2)4 · (3)5 - (c)(1) inferior · (2) igual · (3) superior
- (d)(1)
1350 · (2)1379 · (3)1390
O Instituto Nacional de Estatística (INE) realiza, de forma periódica, o Inquérito às Despesas das Famílias, o qual permite analisar o modo como os agregados familiares portugueses distribuem as suas despesas.
Na tabela seguinte, apresentam-se as percentagens da despesa anual média associadas à habitação e à alimentação, em relação à despesa total anual média por agregado familiar, em seis anos do período entre 1989 e 2023.
| Ano | Despesa anual média em habitação (%) ( | Despesa anual média em alimentação (%) ( |
|---|---|---|
| 1989/1990 | 12,4 | 29,5 |
| 1994/1995 | 20,6 | 21,0 |
| 2005/2006 | 26,6 | 15,5 |
| 2010/2011 | 29,2 | 13,3 |
| 2015/2016 | 31,9 | 14,3 |
| 2022/2023 | 39,0 | 12,9 |
Fonte: www.ine.pt (consultado em setembro de 2025).
O desvio padrão das percentagens da despesa anual média associada à habitação é (a) ao desvio padrão das percentagens da despesa anual média associada à alimentação.
De acordo com dados do INE, em 2022/2023, a despesa anual média associada à alimentação foi
O coeficiente de correlação linear entre as variáveis
Em 2000, a despesa anual média associada à habitação foi
- (a)(1) inferior · (2) igual · (3) superior
- (b)(1)
1217 · (2)4338 · (3)9436 - (c)(1)
-0{,}93 · (2)-0{,}88 · (3)0{,}86 - (d)(1)
20{,}2 % · (2)22{,}2 % · (3)35{,}0 %
Para estudar a associação entre o Produto Interno Bruto (PIB) real per capita de um país e a quantidade de gases com efeito de estufa (GEE) emitidos per capita nesse país, recolheram-se os dados relativos a 2021 de nove países europeus, apresentados na tabela seguinte.
| Países | PIB real per capita (milhares de euros) ( | GEE per capita (tCO2eq) ( |
|---|---|---|
| Alemanha | 35,48 | 9,1 |
| Eslovénia | 21,31 | 7,6 |
| Espanha | 23,45 | 6,1 |
| Dinamarca | 50,01 | 7,5 |
| Irlanda | 70,53 | 12,3 |
| Luxemburgo | 84,49 | 14,7 |
| Países Baixos | 41,86 | 9,6 |
| Portugal | 18,06 | 5,5 |
| Roménia | 9,61 | 6,0 |
Fonte: PORDATA (consultado em outubro de 2025).
Complete o texto seguinte, selecionando a opção correta para cada espaço, de acordo com os dados apresentados na tabela.
Assinale, na folha de respostas, para cada letra, o número da opção selecionada.
Em 2021, o PIB real per capita da Roménia foi, aproximadamente, (a) do PIB real per capita do Luxemburgo (valor arredondado às unidades).
Relativamente à distribuição dos valores do PIB real per capita apresentados na tabela, existem exatamente (b) países com PIB real per capita pertencente ao intervalo
Admitindo a validade do modelo de regressão linear de
- (a)(1)
9 % · (2)11 % · (3)13 % - (b)(1)
6 · (2)7 · (3)8 - (c)(1) negativa forte · (2) positiva fraca · (3) positiva forte
- (d)(1)
7{,}9 · (2)8{,}3 · (3)11{,}6
- a) Introduz na calculadora as duas listas: em
x os catorze anos,1864, 1878, \ldots, 2000 , e emy as populações correspondentes, em milhões,4{,}3; 4{,}7; \ldots; 10{,}3 . Pede a regressão linear das duas listas e lê o coeficiente de correlação:r \approx 0{,}9877 , ou seja,r \approx 0{,}988 com arredondamento às milésimas. - Interpretação:
r é positivo e está muito próximo de1 , o que significa uma correlação linear positiva e muito forte — a população cresceu ao longo do período. É o que se vê no diagrama de dispersão: os catorze pontos estão quase todos sobre a reta de regressão, e a reta ajusta-se bem à nuvem. A pergunta pede duas coisas — o valor e a leitura do diagrama. Umr próximo de1 e uma nuvem quase alinhada dizem a mesma coisa por dois caminhos, e é essa correspondência que a resposta tem de mostrar. - b) Para trás, substitui um ano de há três séculos na equação da reta:
p = 0{,}0477 \times 1700 - 84{,}95 = -3{,}86 O modelo daria-3{,}86 milhões de habitantes — um número negativo de pessoas, que não tem significado nenhum. Logo, o modelo não serve para estimar a população há três ou mais séculos. - Para a frente, substitui um ano bem posterior:
p = 0{,}0477 \times 2100 - 84{,}95 = 15{,}22 A reta cresce indefinidamente: quanto maior for o ano, maior a população que o modelo prevê, sem limite. Ora, os recursos alimentares e os demais recursos do território são limitados e não podem sustentar uma população que cresça sempre ao mesmo ritmo. Logo, o modelo também não serve para prever a evolução a muito longo prazo. Nos dois casos a falha é a mesma: a reta foi ajustada aos anos de1864 a2000 e só descreve o que aconteceu nesse intervalo. Sair dele é extrapolar, e nada garante que a tendência se mantenha lá fora — aqui, o próprio bom senso mostra que não se mantém.
- Introduz na calculadora as duas listas: em
x os tempos5, 10, 15, \ldots, 60 (em semanas) e emy os números de jogadores20, 46, 58, \ldots, 245 (em milhares). Manda desenhar o diagrama de dispersão: os doze pontos aparecem quase alinhados, a subir da esquerda para a direita. A frase sobre a probabilidade fixa de0{,}8 é contexto herdado de outra alínea da prova e não intervém aqui — reconhecer o que é enfeite faz parte de ler um enunciado. - Pede a regressão linear das duas listas. O ecrã dá
a \approx 3{,}8531 eb \approx 4{,}9394 . - Arredondando às centésimas,
a \approx 3{,}85 eb \approx 4{,}94 , pelo que a reta de regressão éy = 3{,}85x + 4{,}94 - Sobrepõe a reta ao diagrama de dispersão e transcreve o ecrã: eixo horizontal com o tempo, em semanas, de
0 a60 ; eixo vertical com o número de jogadores, em milhares, de0 a245 ; os doze pontos a subir e a reta a atravessá-los, deixando alguns pontos acima e outros abaixo. O ajustamento é muito bom — a calculadora dár \approx 0{,}996 —, e é isso que o esboço tem de mostrar: pontos praticamente sobre a reta, e não uma reta desenhada por fora da nuvem.
- Introduz na calculadora as duas listas: em
x os treze valores0, 1, 2, \ldots, 12 dos anos decorridos e emy as contagens correspondentes,8, 9, 13, \ldots, 100 . São treze pontos, não doze: o ano0 , com os8 animais iniciais, é um deles. Deixá-lo de fora muda os dois coeficientes. - Pede a regressão linear das duas listas. O ecrã dá
a \approx 8{,}2033 eb \approx -3{,}5275 . - Arredondando às décimas,
a \approx 8{,}2 eb \approx -3{,}5 . O modelo de regressão linear éy = 8{,}2x - 3{,}5 - A reta traduz a tendência de crescimento da população: cerca de
8{,}2 animais por ano, em média. Olha para a nuvem antes de te contentares com a reta: os pontos não estão alinhados, encurvam para cima — a população cresce cada vez mais depressa. A reta resume a tendência dentro dos doze anos observados, mas usá-la para prever muito à frente seria abusar do modelo. O própriob \approx -3{,}5 denuncia isso: no ano0 a reta dá-3{,}5 animais e a tabela regista8 .
- Introduz na calculadora as duas listas: em
x os doze rendimentos mensais e emy as doze despesas com a alimentação, pela ordem da tabela. Pede a regressão linear das duas listas. - a) A calculadora dá
r \approx 0{,}9024 , ou seja,r \approx 0{,}9 com arredondamento às décimas. Comor é positivo, a associação é positiva: a rendimentos maiores correspondem, em geral, despesas maiores. Comor está próximo de 1, o grau de associação linear é forte. Logo, a associação linear entrex ey é positiva e forte. O sinal e o módulo der respondem a coisas diferentes: o sinal diz o tipo (positiva ou negativa) e a proximidade de1 diz o grau (forte ou fraca). A pergunta pede os dois, e uma resposta que só diga «forte» fica a meio. - b) Da mesma regressão, com quatro casas decimais:
a \approx 0{,}1656 eb \approx 185{,}1833 . A reta de regressão éy = 0{,}1656x + 185{,}1833 . O declivea é positivo, como tinha de ser: o sinal do declive e o sinal der são sempre o mesmo. Se te saísse uma negativo comr positivo, tinhas trocado as listas. - c) Substitui
x = 1750 na reta:y = 0{,}1656 \times 1750 + 185{,}1833 = 474{,}9833 Arredondando às unidades, a estimativa é de475 euros. Substitui-se o valor arredondado que ficou escrito na reta, que é o que a alínea anterior mandou apresentar. E repara que1750 está dentro do intervalo dos rendimentos observados, de1200 a2800 euros: é uma estimativa por interpolação, e é para isso que o modelo serve.
A alínea a) é trabalho direto de calculadora, com as duas colunas da tabela e quatro casas decimais em tudo. A alínea b) não pede conta nenhuma nova: o
- a) As duas listas.
\begin{aligned} x &: 15{,}4,\ 74{,}8,\ 43{,}5,\ 17{,}8,\ 11{,}5,\ 89{,}6,\ 61{,}2\\ y &: 1\,839,\ 7\,932,\ 4\,251,\ 2\,586,\ 1\,524,\ 12\,674,\ 6\,275 \end{aligned} - a) Os três valores. Com as sete observações, a calculadora dá
a \approx 123{,}7159 \qquad b \approx -248{,}7235 \qquad r \approx 0{,}9634 ou seja,y = 123{,}7159x - 248{,}7235 . O enunciado pede quatro casas decimais: escrevem-se as quatro, mesmo quando a última é pequena face à grandeza dos dados. - b) A comparação. Sem o país F, o enunciado indica
r = 0{,}9937 . Como0{,}9937 > 0{,}9634 , a exclusão do outlier aproxima o coeficiente de correlação de1 : a associação linear positiva, que já era forte, passa a ser praticamente perfeita. - b) O efeito nas previsões. Com um
r mais próximo de1 , os seis pontos ficam quase sobre a retay = 96{,}6098x + 457{,}8482 , que se ajusta à nuvem melhor do que a reta obtida em a). As estimativas de PIB feitas a partir dela são, por isso, mais fiáveis. O país F não é um erro de medida: é um país cujo PIB sobe muito acima do que a taxa de alfabetização faria esperar. Ao retirá-lo, ganha-se ajuste mas perde-se alcance — a nova reta só descreve os seis países que ficaram, e é dentro do intervalo das taxas deles que a previsão vale.
Na alínea a) o trabalho é o mesmo duas vezes:
- a) Com os dezoito alunos. Introduzidas as duas listas na calculadora, a classificação interna em
x e a de exame emy :r \approx 0{,}439 Um valor tão longe de1 corresponde a uma correlação linear fraca — é o que a aluna diz na primeira parte da afirmação. - a) Sem o aluno número 14. Esse aluno tem
x = 19 ey = 4{,}2 : a classificação interna mais alta da turma com a pior classificação de exame. Apagando esse par e repetindo com os dezassete restantes:r \approx 0{,}913 Um só ponto entre dezoito faz o coeficiente saltar de0{,}439 para0{,}913 . É a lição do item:r não é resistente, e um ponto muito afastado do padrão dos outros chega para esconder uma associação forte. - a) A conclusão. Como
0{,}913 é muito maior do que0{,}439 e está próximo de1 , a correlação passa de fraca a forte quando se exclui o aluno número 14. A afirmação da aluna é, portanto, verdadeira. - b) A estimativa. A classificação interna
12 pertence ao intervalo[8,\,18] , onde a reta dada se ajusta. Substituindox = 12 :y = 1{,}0927 \times 12 - 1{,}8476 = 13{,}1124 - 1{,}8476 = 11{,}2648 Arredondando às décimas,11{,}3 valores. A reta dada no enunciado é precisamente a reta de regressão dos dezassete alunos, sem o número 14 — é a que faz sentido usar para prever, e por isso o intervalo de validade indicado é[8,\,18] , que já não inclui o19 .
É o mesmo trabalho feito duas vezes: uma com os nove anos e outra com oito, depois de apagares na calculadora a linha de 2001. O que a resposta tem de conter é a comparação dos dois valores de
- As duas listas e a nuvem. Com
x o número de pontos de acesso ey a densidade postal, os nove pares vão para a calculadora e o diagrama de dispersão mostra oito pontos praticamente alinhados a descer, e o ponto de 2001,(19\,775;\ 471{,}3) , nitidamente afastado desse alinhamento. O par de 2001 é o único em que muitos pontos de acesso convivem com uma densidade baixa; nos restantes anos a rede encolhe e a densidade sobe. É por estar fora do padrão dos outros — e não por estar errado — que se lhe chama outlier. - Com os nove anos. A calculadora dá
r \approx -0{,}728 \qquad y = -0{,}022x + 970{,}216 - Sem o ano de 2001. Apagando o primeiro par e repetindo com os oito restantes:
r \approx -0{,}992 \qquad y = -0{,}025x + 1036{,}193 - O efeito. Ao excluir o outlier, o coeficiente de correlação passa de
-0{,}728 para-0{,}992 , ou seja, aproxima-se muito de-1 : a associação linear negativa, que era apenas moderada, passa a ser muito forte. A reta ajusta-se por isso bem melhor à nuvem, e as previsões feitas a partir dela tornam-se mais fiáveis. Repara no que muda e no que não muda: o sinal do declive é negativo nos dois casos — o sentido da associação era esse desde o início. O que o único ponto afastado estragava era a força da associação, e com ela a qualidade do ajuste.
Na alínea a), o
- a) A lista do
t . Ot conta os anos decorridos após o final de 1980, logo 1980 ét = 0 , 1990 ét = 10 , 2000 ét = 20 e 2010 ét = 30 :\begin{aligned} t &: 0,\ 10,\ 20,\ 30\\ N &: 10\,585,\ 23\,150,\ 30\,981,\ 39\,125 \end{aligned} Introduzir os anos do calendário — 1980, 1990, … — dá outrob e leva a substituir 2005 no modelo. Oa até sairia igual, mas a previsão sairia errada. - a) O modelo. A calculadora dá
a \approx 934{,}5 eb \approx 11\,942{,}6 :N(t) = 934{,}5t + 11\,942{,}6 - a) A previsão. O final de 2005 corresponde a
t = 25 , que está entre0 e30 :N(25) = 934{,}5 \times 25 + 11\,942{,}6 = 23\,362{,}5 + 11\,942{,}6 = 35\,305{,}1 Arredondando às unidades, cerca de35\,305 sócios. - b) A opção correta é a Opção II. A nuvem desce da esquerda para a direita e os quatro pontos estão quase alinhados: a associação é linear negativa e forte. Ora a Opção II tem
r = -0{,}987 (negativo e muito perto de-1 ), declivea = -0{,}558 negativo, eb = 65\,346{,}152 , que é onde a reta corta o eixo vertical — coerente com a nuvem, que para valores pequenos dex ronda os60\,000 lugares por vender. - b) Porque se rejeitam as outras duas. A Opção I tem
a = 1{,}744 > 0 : um declive positivo significaria que a mais sócios corresponderiam mais lugares por vender, e a figura mostra exatamente o contrário. A Opção III temr = -0{,}087 , praticamente nulo, que corresponde a uma nuvem sem alinhamento nenhum — e não a quatro pontos quase sobre uma reta. Na Opção I, or negativo e o declive positivo contradizem-se um ao outro: bastava isso para a excluir, sem sequer olhar para a figura.
Cada afirmação da alínea a) cai por um motivo diferente: a primeira exige que descubras o
- a) Descobrir
P . A soma das nove frequências conhecidas é165+166+166+168+170+170+160+160+168 = 1493. Como a média dos dez valores é166{,}5 , a soma dos dez é166{,}5 \times 10 = 1665 , e portantoP = 1665 - 1493 = 172. 172 não está entre169 e171 : a primeira afirmação é falsa. - a) A mediana. Ordenando os dez valores:
160,\ 160,\ 165,\ 166,\ 166,\ 168,\ 168,\ 170,\ 170,\ 172 Como\dfrac{50 \times 10}{100} = 5 é inteiro, a mediana é a média dos valores das posições5 e6 :M_{e} = \frac{166 + 168}{2} = 167. A mediana é167 e não170 : a segunda afirmação é falsa. O170 é a moda, não a mediana — aparece duas vezes, tal como o160 , o166 e o168 . Confundir a que se repete com a que fica no meio é o erro que este distrator procura. - a) O coeficiente de correlação. Na figura, os pontos sobem da esquerda para a direita: a temperaturas mais altas correspondem frequências cardíacas mais altas. A associação linear é positiva, logo
r > 0 e não pode ser-0{,}85 . A terceira afirmação é falsa. - b) A temperatura em 2006. A tabela diz que em 2006 a frequência cardíaca do vencedor foi
165 pulsações por minuto. Substituindoy = 165 na reta ajustada:165 = 0{,}71x + 147{,}1 \iff x = \frac{165 - 147{,}1}{0{,}71} = \frac{17{,}9}{0{,}71} \approx 25{,}2 - Segundo a reta, a temperatura em 2006 terá andado à volta de
25{,}2 ºC. Os31{,}7 ºC estão muito longe desse valor, pelo que não é um valor admissível. Pelo caminho inverso chega-se ao mesmo: a31{,}7 ºC a reta faria corresponder0{,}71 \times 31{,}7 + 147{,}1 \approx 169{,}6 pulsações, quando as registadas em 2006 foram165 .
Lê com atenção o que é dado:
- As duas listas.
\begin{aligned} x &: 435,\ 379,\ 65,\ 60,\ 276,\ 59,\ 43\\ y &: 99,\ 84,\ 16,\ 13,\ 75,\ 12,\ 9 \end{aligned} - A reta de regressão. A calculadora dá
a \approx 0{,}233 eb \approx 0{,}238 :y = 0{,}233x + 0{,}238 Comr \approx 0{,}992 , o ajuste é muito bom: cada mil euros de produção estão associados a mais0{,}233 milhares de espectadores. - O que se dá e o que se pede. Os
52{,}5 milhares de espectadores são o valor dey ; o custo de produção é ox . Resolve-se a equação:52{,}5 = 0{,}233x + 0{,}238 \iff x = \frac{52{,}5 - 0{,}238}{0{,}233} = \frac{52{,}262}{0{,}233} \approx 224{,}3 A reta é a dey sobrex , e é com ela que se trabalha nos dois sentidos — é o que o exame pede. Trocar as listas para obter uma «reta dex sobrey » dá outra reta e outro resultado. - Arredondando às unidades, cerca de
224 milhares de euros. O enunciado manda usara eb com três casas decimais, e é esse arredondamento que decide a unidade: com os coeficientes exatos da calculadora obtinha-se224{,}7 , que arredondaria a225 . Quando o enunciado fixa as casas dos coeficientes, é com esses que se faz a conta.
As duas colunas da tabela são as duas listas, na ordem em que estão — não precisas de as reordenar por
- As duas listas.
\begin{aligned} x &: 30,\ 24,\ 22{,}5,\ 18,\ 12,\ 8,\ 3\\ y &: 0{,}5,\ 1,\ 2,\ 4,\ 8,\ 9,\ 12 \end{aligned} A tabela vem com ox em ordem decrescente. A calculadora não se importa com a ordem — só com o emparelhamento. - A reta de regressão. A calculadora dá
a \approx -0{,}459 eb \approx 12{,}913 :y = -0{,}459x + 12{,}913 O declive é negativo, e faz sentido: quem chegou mais cedo à fila comprou os bilhetes mais depressa depois de a bilheteira abrir. O coeficiente de correlação ér \approx -0{,}983 . - A previsão. Seis horas na fila é
x = 6 , valor que está entre3 e30 :y = -0{,}459 \times 6 + 12{,}913 = -2{,}754 + 12{,}913 = 10{,}159 - Arredondando às unidades, cerca de
10 horas.
Não é preciso calcular nada: cada opção traz dois números com sinal, e uma nuvem que sobe da esquerda para a direita já obriga cada um deles a ter um sinal certo. Vê primeiro o sinal de
- O sinal de
r . A associação linear é positiva — a nuvem sobe da esquerda para a direita —, logor > 0 . Ficam de fora as opções (A), comr = -0{,}92 , e (B), comr = -0{,}2 . - O sinal do declive. Na reta de regressão
y = ax + b , o declive tem sempre o mesmo sinal do coeficiente de correlação. Comr > 0 , tem de sera > 0 . A opção (C) tema = -0{,}03 : fica de fora. O declive e or partilham o numerador — a soma dos produtos dos desvios. Por isso nunca podem ter sinais diferentes, e uma opção que os cruze é sempre distrator. - O que resta. Só a opção (D) tem
r = 0{,}89 ea = 0{,}03 , ambos positivos, e umr perto de1 , como pede uma associação forte. Introduzindo na calculadora cinco pontos lidos na figura obtém-sea \approx 0{,}026 er \approx 0{,}881 — a confirmação de que a ordem de grandeza da opção (D) é mesmo a da nuvem. Mas o item não pede esse trabalho: fecha-se só com os sinais.
A lista do
- Construir a lista do
x . Em cada mês, participaram as equipas que concluíram mais as que não concluíram:\begin{aligned} 24+31 &= 55 & 30+45 &= 75 & 44+56 &= 100\\ 62+63 &= 125 & 50+75 &= 125 \end{aligned} É aqui que o item se ganha ou se perde. Quem tomar porx a parte clara da barra — as que não concluíram — resolve todo o resto sem erro nenhum e chega a um resultado errado. - As duas listas.
\begin{aligned} x &: 55,\ 75,\ 100,\ 125,\ 125\\ y &: 24,\ 30,\ 44,\ 62,\ 50 \end{aligned} - A reta de regressão. Com estas listas, a calculadora dá
a \approx 0{,}474 eb \approx -3{,}487 :y = 0{,}474x - 3{,}487 O coeficiente de correlação ér \approx 0{,}957 : positivo e forte, como a figura deixava esperar. Repara que há dois meses comx = 125 e valores dey diferentes — nada impede que a mesma abcissa apareça duas vezes. - A previsão. Com
x = 80 , que está entre55 e125 :y = 0{,}474 \times 80 - 3{,}487 = 37{,}92 - 3{,}487 = 34{,}433 - Arredondando às unidades, cerca de
34 equipas.
- I A coluna dos homens já está por ordem crescente:
542{,}8; 674{,}7; 832{,}5; 976{,}7; 990{,}1; 1109{,}2 . Comn = 6 ,\frac{50 \times 6}{100} = 3 , que é inteiro, pelo que a mediana é a média dos valores das posições3 e4 :M_{e} = \frac{832{,}5 + 976{,}7}{2} = 904{,}6 A opção c). - II Para
Q_{1} = P_{25} :\frac{25 \times 6}{100} = 1{,}5 , que não é inteiro; arredonda-se para cima,m = 2 , eQ_{1} = x_{2} = 674{,}7 . ParaQ_{3} = P_{75} :\frac{75 \times 6}{100} = 4{,}5 , que não é inteiro; arredonda-se para cima,m = 5 , eQ_{3} = x_{5} = 990{,}1 . A amplitude interquartil éQ_{3} - Q_{1} = 990{,}1 - 674{,}7 = 315{,}4 A opção a). A opção c),566{,}4 , é1109{,}2 - 542{,}8 , isto é, a amplitude total. A interquartil mede a dispersão dos50 % centrais, e é sempre menor. - III A remuneração das mulheres passou de
825{,}0 euros em 2015 para960{,}3 euros em 2020, um aumento de135{,}3 euros. O aumento percentual é\frac{960{,}3 - 825{,}0}{825{,}0} = 0{,}164 ou seja,16{,}4 %: a opção b). Divide-se pelo valor inicial, o de 2015. Dividir pelo de 2020 daria135{,}3 \div 960{,}3 \approx 14{,}1 %, que é exatamente a opção a) — o distrator está montado sobre esse engano. - IV Introduz as duas colunas em duas listas da calculadora e pede a regressão linear:
r \approx 0{,}997983 , ou seja,r \approx 0{,}998 às milésimas: a opção c). Umr tão próximo de1 era de esperar: as duas remunerações subiram lado a lado, ano a ano. Se te saísse0{,}874 , valia a pena reconferir se alguma entrada da lista foi mal copiada.
- Introduz na calculadora as duas listas: em
x os oito diâmetros biparietais e emy os oito perímetros cefálicos, pela ordem da tabela. - I A soma dos diâmetros é
67{,}51 , logo\overline{x} = \frac{67{,}51}{8} = 8{,}43875 \approx 8{,}44 cm. Para a mediana,n = 8 e\frac{50 \times 8}{100} = 4 , que é inteiro, pelo queM_{e} é a média dos valores das posições4 e5 :M_{e} = \frac{8{,}30 + 8{,}66}{2} = 8{,}48 A mediana excede a média em8{,}48 - 8{,}44 = 0{,}04 cm: a opção a). O enunciado diz «a respetiva média, arredondada às centésimas» — o arredondamento vem antes da subtração. Sem ele a diferença seria0{,}04125 , que também arredondaria a0{,}04 , mas em muitos itens não arredondar na altura certa muda mesmo a opção. - II A amplitude dos perímetros cefálicos é o máximo menos o mínimo:
37{,}63 - 30{,}36 = 7{,}27 \text{ cm} A opção c). A amplitude é dosy , os perímetros. A dosx seria9{,}24 - 7{,}49 = 1{,}75 , que aparece — não por acaso — como opção do espaço I. - III Da regressão linear das duas listas,
r \approx 0{,}9354 , ou seja,r \approx 0{,}94 às centésimas: a opção b). A opção c),3{,}54 , é o declive da reta de regressão (a \approx 3{,}536 ) e não o coeficiente de correlação. Basta lembrar quer está sempre entre-1 e1 para a excluir sem calcular nada. - IV A mesma regressão dá, às milésimas,
a \approx 3{,}536 eb \approx 4{,}480 , isto é,y = 3{,}536x + 4{,}480 . Parax = 8{,}50 :y = 3{,}536 \times 8{,}50 + 4{,}480 = 34{,}536 Arredondando às centésimas,34{,}54 cm: a opção a). O diâmetro8{,}50 cm está entre7{,}49 e9{,}24 , os extremos da amostra: a estimativa faz-se dentro do domínio dos dados, que é a única situação em que o modelo se pode aplicar.
Os cinco pares da tabela são as duas listas que a calculadora quer: na primeira o
- As duas listas. Na calculadora,
x (oV_{O_2\text{max}} ) ey (o tempo, em minutos):\begin{aligned} x &: 36,\ 48,\ 60,\ 72,\ 84\\ y &: 250,\ 198,\ 164,\ 140,\ 122 \end{aligned} A ordem dos pares não importa, mas a correspondência importa: o36 tem de ficar em frente ao250 . - A reta de regressão. A calculadora dá
a \approx -2{,}617 eb = 331{,}8 :y = -2{,}617x + 331{,}8 O declive é negativo, e tem de ser: quanto maior é o volume de oxigénio consumido, menor é o tempo previsto. A calculadora dá tambémr \approx -0{,}978 , muito perto de-1 — é o que autoriza usar este modelo. - A previsão. O valor
x = 50 está entre36 e84 , ou seja, dentro do intervalo dos dados: a estimativa é legítima.y = -2{,}617 \times 50 + 331{,}8 = -130{,}85 + 331{,}8 = 200{,}95 - Arredondando às unidades,
201 minutos.
- Lê no diagrama os sete pares e passa-os para duas listas:
x: 5; 6{,}5; 7; 7{,}7; 8; 8{,}6; 9{,}4 (quilómetros) ey: 340; 450; 478; 515; 550; 580; 630 (quilocalorias). - I A soma das distâncias é
52{,}2 , logo\overline{x} = \frac{52{,}2}{7} \approx 7{,}457 Arredondando às décimas,7{,}5 quilómetros: a opção a). A opção b),7{,}7 , é um dos valores da lista — o do quarto ponto, que é a mediana das distâncias. Média e mediana são medidas diferentes, e o enunciado pede a média. - II Os sete valores de
y já estão por ordem crescente. ParaM_{e} = P_{50} :\frac{50 \times 7}{100} = 3{,}5 , que não é inteiro; arredonda-se para cima,m = 4 , eM_{e} = y_{4} = 515 quilocalorias: a opção b). A opção a),506 , é a média das quilocalorias (3543 \div 7 \approx 506{,}14 ). O distrator apanha quem calcula a medida errada, e é por isso que vale a pena reler o que se pede antes de carregar na tecla. - III Da regressão linear das duas listas,
r \approx 0{,}998 : positivo e praticamente igual a1 . A correlação é positiva forte: a opção c). É o que a nuvem mostra — sete pontos quase alinhados, a subir. - IV A mesma regressão dá, às milésimas,
a \approx 65{,}558 eb \approx 17{,}268 , isto é,y = 65{,}558x + 17{,}268 . Parax = 6 :y = 65{,}558 \times 6 + 17{,}268 = 410{,}616 Arredondando às unidades,411 quilocalorias: a opção b). Os6 quilómetros estão dentro do intervalo das distâncias registadas, de5 a9{,}4 quilómetros — é uma interpolação, e é aí que a reta se pode usar com confiança.
- (a) A soma das sete TMB é
1282+1291+1385+1513+1379+1202+1567 = 9619 , logo\overline{y} = \frac{9619}{7} \approx 1374{,}14 Arredondando às unidades,1374 quilocalorias por dia: a opção (2). - (b) Ordena os sete valores do IMC:
22{,}7 \le 23{,}4 \le 23{,}6 \le 23{,}9 \le 24{,}6 \le 27{,}5 \le 31{,}2 . ParaQ_{1} = P_{25} :\frac{25 \times 7}{100} = 1{,}75 , que não é inteiro; arredonda-se para cima,m = 2 , eQ_{1} = x_{2} = 23{,}4 . ParaQ_{3} = P_{75} :\frac{75 \times 7}{100} = 5{,}25 , que não é inteiro; arredonda-se para cima,m = 6 , eQ_{3} = x_{6} = 27{,}5 . - No intervalo
]23{,}4; 27{,}5[ estão23{,}6 ,23{,}9 e24{,}6 — três mulheres: a opção (1). O intervalo é aberto nos dois extremos, e por isso as mulheres cujo IMC é exatamente23{,}4 ou exatamente27{,}5 ficam de fora. Contá-las daria5 , que é a opção (3). - (c) Na Tabela, a TMB cresce com o IMC e a regressão dá
r \approx 0{,}88 , positivo. Na Figura, a reta de regressão éy = -9{,}02x + 1777{,}62 , de declive negativo, e o coeficiente de correlação tem o sinal do declive: é negativo. Um número positivo é maior do que um número negativo, logo o coeficiente da Tabela é superior ao da Figura: a opção (3). Não é preciso calcular or da Figura — nem sequer se conhecem as idades. O sinal do declive resolve a comparação. Or^{2} = 0{,}887 impresso não ajuda aqui: ao elevar ao quadrado perde-se justamente o sinal. - (d) Substitui
x = 43 na equação da reta da Figura:y = -9{,}02 \times 43 + 1777{,}62 = 1389{,}76 Arredondando às unidades,1390 quilocalorias por dia: a opção (3). O43 é uma idade, e a reta que se usa tem de ser a do estudo idade–TMB, isto é, a da Figura. Quem fosse buscar a reta da Tabela estaria a substituir uma idade no lugar de um IMC.
- Introduz na calculadora as duas listas da tabela: em
x as seis percentagens da habitação,12{,}4; 20{,}6; 26{,}6; 29{,}2; 31{,}9; 39{,}0 , e emy as seis da alimentação,29{,}5; 21{,}0; 15{,}5; 13{,}3; 14{,}3; 12{,}9 . - (a) Os desvios padrão amostrais são
s_{x} \approx 9{,}23 es_{y} \approx 6{,}46 . Como9{,}23 > 6{,}46 , o desvio padrão da habitação é superior ao da alimentação: a opção (3). A resolução oficial compara os desvios padrão populacionais,8{,}43 e5{,}90 , e chega à mesma conclusão — é sempre assim numa comparação entre duas listas com o mesmon , porque uma convenção é a outra multiplicada por\sqrt{n/(n-1)} , o mesmo fator para as duas. O que conta no Exame de Matemática A é o amostrals . - (b) Em 2022/2023 a alimentação foi
12{,}9 % da despesa total e valeu3121 euros. Logo, a despesa total foi\frac{3121}{0{,}129} \approx 24\,193{,}80 \text{ euros} e a despesa com a habitação, que é39{,}0 % desse valor, foi0{,}39 \times 24\,193{,}80 \approx 9436 euros: a opção (3). As duas percentagens da tabela referem-se à despesa total, e não uma à outra. Quem calcula39 % de3121 obtém1217 , que é precisamente a opção (1) — o distrator está lá à espera de quem salta o passo da despesa total. - (c) Da regressão linear das duas listas,
r \approx -0{,}9261 , isto é,r \approx -0{,}93 às centésimas: a opção (1). O sinal já se adivinhava na tabela: à medida que a percentagem gasta em habitação sobe, a gasta em alimentação desce. Umr positivo, como o da opção (3), estaria em contradição com os próprios dados. - (d) A mesma regressão dá, às milésimas,
a \approx -0{,}648 eb \approx 35{,}006 , ou seja,y = -0{,}648x + 35{,}006 . Parax = 19{,}8 :y = -0{,}648 \times 19{,}8 + 35{,}006 = 22{,}1756 Arredondando às décimas,22{,}2 %: a opção (2). Substitui-se com os parâmetros já arredondados às milésimas, porque é isso que o enunciado manda. E19{,}8 % está dentro do intervalo dosx observados, de12{,}4 % a39{,}0 %: a estimativa é uma interpolação, que é onde o modelo tem valor.
- (a) A razão entre o PIB da Roménia e o do Luxemburgo é
\frac{9{,}61}{84{,}49} \approx 0{,}1137 ou seja, cerca de11{,}4 %. Arredondando às unidades,11 %: a opção (2). Divide-se pelo valor do Luxemburgo, porque é dele que a frase diz «do PIB real per capita do Luxemburgo» — é esse o todo a que a percentagem se refere. - (b) Introduz na calculadora a lista dos nove valores do PIB. Ela dá
\overline{x} \approx 39{,}42 e, para o desvio padrão amostral,s \approx 25{,}15 . O intervalo é\left]39{,}42 - 25{,}15;\ 39{,}42 + 25{,}15\right[ \ = \ \left]14{,}27;\ 64{,}57\right[ - Percorre a coluna do PIB e conta quantos valores caem nesse intervalo:
18{,}06 (Portugal),21{,}31 (Eslovénia),23{,}45 (Espanha),35{,}48 (Alemanha),41{,}86 (Países Baixos) e50{,}01 (Dinamarca) — seis países. Ficam de fora9{,}61 ,70{,}53 e84{,}49 . A opção (1). O enunciado diz «desvio padrão amostral»: é a tecla que divide porn-1 , a mesma que as Aprendizagens Essenciais de Matemática A do 10.º ano definem. Na calculadora, os e o\sigma aparecem lado a lado na mesma lista de resultados, e enganar-se de linha é o erro mais comum deste tipo de item. - (c) Com as duas listas, a regressão linear dá
r \approx 0{,}931 : positivo e próximo de1 . A correlação é positiva forte: a opção (3). - (d) A mesma regressão dá, às milésimas,
a \approx 0{,}115 eb \approx 4{,}188 , isto é,y = 0{,}115x + 4{,}188 . Parax = 32{,}53 :y = 0{,}115 \times 32{,}53 + 4{,}188 = 7{,}92895 Arredondando às décimas,7{,}9 tCO2eq: a opção (1). O PIB da França,32{,}53 milhares de euros, está entre9{,}61 e84{,}49 , os extremos dos nove países da amostra — a estimativa é uma interpolação, e é para isso que a reta serve.
Teste rápido
Doze questões de resposta imediata, com correção e explicação, sobre as sete secções de revisão. Serve para veres se a Estatística do 10.º ano está no sítio — ou se convém voltar atrás antes de entrar nas Probabilidades e na Inferência.
Formulário essencial e referências
Tudo o que este capítulo usa, numa página. Se alguma linha parecer nova, é sinal de que a secção correspondente merece uma segunda leitura.
As quatro frequências
Para cada valor distinto
Acumulada quer dizer «até aqui, inclusive»:
A tabela de frequências
| valor distinto | frequência absoluta | absoluta acumulada | frequência relativa | relativa acumulada |
Uma linha por valor distinto, por ordem crescente. As duas verificações que apanham quase todos os erros são a soma da coluna
Classes e marca da classe
Cada classe é fechada à esquerda e aberta à direita; a primeira contém o mínimo, a última contém o máximo, e entre elas não há lacunas nem sobreposições. A marca da classe
No histograma, o eixo horizontal leva os extremos das classes com a respetiva unidade e o vertical a frequência. Com classes de igual amplitude, a área de cada retângulo é proporcional à frequência — logo a altura também.
Média, moda e mediana
A segunda forma é a que se usa a partir de uma tabela de frequências: cada valor distinto pesa tanto quanto a sua frequência absoluta.
Moda
Mediana
Percentis e quartis
Sendo
calcula-se
Interpretação, que é o que os exames pedem por palavras: pelo menos
O diagrama de extremos e quartis desenha-se com os cinco números mínimo,
Medidas de dispersão
A amplitude interquartil (AIQ) é a amplitude dos
A variância amostral
| 10.º · a amostra | 12.º · a população | |
|---|---|---|
| centro | média | valor médio |
| dispersão | desvio padrão amostral | desvio padrão populacional |
| de onde vem | de dados observados | de um modelo de probabilidade |
A média não muda de nome ao mudar de lado — o desvio padrão muda. Os dois lados ficam lado a lado em Probabilidades · §13.
Dados agrupados em classes
Quando só se conhece a tabela de classes, cada dado é substituído pela marca da sua classe e os valores saem aproximados:
O sinal
A transformação y = ax+b
Se cada dado
Somar
Três propriedades, e a resistência
A soma dos desvios dá sempre zero — é por isso que se elevam ao quadrado antes de os somar.
A média e o desvio padrão são pouco resistentes: mudam sempre que um dado se altera, e tanto mais quanto maior for a alteração. A mediana e a AIQ são resistentes. Com outliers ou com uma distribuição claramente assimétrica, usam-se mediana e amplitude interquartil.
E
Dados bivariados
Esta fórmula está aqui para se lerem os sinais, e não para se calcular: o coeficiente de correlação obtém-se com a calculadora ou com o Python. O sinal dá a direção da associação linear e
A reta de regressão
Antes de qualquer conta, o diagrama de dispersão: uma nuvem curva dá
Sobre a calculadora
Estatística — os valores escrevem-se em V1 e as frequências em N1 (que fica a
Na aplicação Estatística a calculadora mostra
Programas de cálculo e calculadoras gráficas calculam quartis de maneiras diferentes, e nem sempre chegam ao mesmo valor. Neste capítulo — e nos exames — vale sempre o procedimento de percentil que está aqui em cima, com
Referências
Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 10.º ano (janeiro de 2023), tema «Estatística», págs. 20 a 26 — é daqui que sai tudo o que este capítulo tem, e é aqui que está, escrito com todas as letras, o que ele não tem.
Onde isto é preciso, no 12.º ano — a variável aleatória e a sua distribuição em Probabilidades · §12; o valor médio e o desvio padrão de uma variável aleatória em Probabilidades · §13, que retomam a média e o