Apoio · a calculadora do exame
Tutorial da NumWorks
A NumWorks faz muito mais do que a maioria de quem a leva ao exame sabe que ela faz. Esta página percorre-a inteira, aplicação a aplicação: o que cada uma resolve, em que tecla se carrega, e o engano que se comete de facto. Todos os ecrãs desta página são capturas do emulador, e falam a língua que escolheres aqui em cima.
O botão Calculadora aqui em cima abre o emulador oficial numa janela que se arrasta para o lado do texto. Faz cada passo à medida que o lês — é a única maneira de aprender uma máquina.
A máquina, antes de fazer contas
Doze aplicações, uma tecla para voltar a casa e duas teclas que mudam o significado de todas as outras. Quem souber isto já não se perde — e o resto do tutorial passa a ser sobre matemática.
1 · As teclas que mudam as outras
A NumWorks tem menos teclas do que funções, e resolve isso com duas teclas modificadoras. Estão no canto de cima, à esquerda, e são as únicas que vale a pena decorar:
shift — dá acesso ao que está escrito por cima de cada tecla, na cor amarela. Carrega-se e larga-se; não se mantém premida.
alpha — dá acesso às letras, na cor vermelha, uma por tecla: e^x é o a, ln é o b, log é o c, e assim por diante até ao +, que é o z.
Há um terceiro sinal que se procura durante muito tempo antes de se encontrar: o igual. Não tem tecla própria — escreve-se com shift›π. É dele que se precisa para escrever sistemas na aplicação Equações.
home volta sempre ao menu das aplicações, de qualquer sítio e sem perguntar nada. Se te perderes num menu que não sabes o que é — e vai acontecer — é essa. back recua um passo de cada vez, que às vezes é o que se quer.
2 · As doze aplicações
Carrega em home e escolhe com as setas. São doze, em quatro filas de três:
Cálculo — a folha de contas. É onde se passa metade do tempo.
Funções — escrever
Repara no nome: o que o programa chama sucessões a máquina chama Sequências, e o que o programa chama distribuições a máquina arruma em Probabilidades. É a mesma matemática com outro rótulo, e é onde toda a gente se perde da primeira vez.
3 · As definições, que é onde se perdem os pontos
Em home›Definições há três linhas que decidem se as tuas contas dão o que devem:
Valor do ângulo — Radianos, Graus ou Grados. No 12.º ano é quase sempre radianos. Uma máquina em graus dá nonreal a
Confirma o valor do ângulo. É o engano mais caro que uma calculadora permite, e o único que não dá erro nenhum — dá um resultado, e o resultado está errado.
4 · Apagar e desfazer
delete apaga o caractere à esquerda do cursor. shift›delete limpa a linha inteira. Na aplicação Cálculo, ↑ percorre o histórico; OK sobre um resultado antigo copia-o para a linha nova. ans é o último resultado — poupa copiar números longos, e não perde casas decimais pelo caminho.
Se alguma vez a máquina ficar irreconhecível — menus que não são teus, definições trocadas —, home›Definições›Reset da calculadora põe tudo como saiu da caixa. Apaga também os teus scripts, por isso é o último recurso e não o primeiro.
Cálculo: escrever matemática como se escreve
A NumWorks aceita a expressão como ela se escreve no papel — a fração por cima e por baixo, a raiz com o traço, o expoente em cima. Isso é uma vantagem e uma armadilha: o cursor sai de onde estava sem avisar.
1 · Frações, raízes e expoentes
Fração: ÷ cria a barra e põe o cursor em cima. ↓ desce para o denominador, → sai da fração.
Raiz quadrada: √, que é tecla própria. Para uma raiz de índice
Olha sempre para a expressão no ecrã antes de carregar em EXE: ela mostra-te exactamente o que vai calcular. Este é o único erro de escrita que a máquina não pode apanhar por ti — as duas expressões são legítimas, só que uma delas não é a tua.
2 · Exacto ou aproximado
A NumWorks responde as duas coisas quando pode:
← e → escolhem qual dos dois se copia. Quando o exercício diz «valor exacto», é o da esquerda que se escreve na folha — e é o da esquerda que mostra que a máquina simplificou
3 · A caixa de ferramentas
toolbox abre um catálogo com tudo o que a máquina sabe fazer, arrumado por temas:
Lá dentro estão Cálculo (derivada, integral, somatório, produto), Números complexos, Probabilidade, Aritmética (mdc, mmc, factorização em primos), Matrizes, Listas e Trigonometria.
Vale a pena abrir a caixa uma vez de vento em popa e ver o que lá está. Metade das perguntas «a máquina faz isto?» respondem-se em trinta segundos, e a resposta é quase sempre sim.
4 · Guardar valores em letras
Não há tecla sto nenhuma nesta máquina, ao contrário do que acontece noutras. Quem guarda valores é a tecla var:
À esquerda da seta escreve-se a expressão, à direita a letra (com alpha). Serve para não reescrever um número comprido três vezes:
c, a letra passa a valer esse número em qualquer expressão — com todas as casas decimais, e não com as que se copiaram para o papel.var mostra depois o que está guardado, e é por aí que se apagam as variáveis, as funções e as listas que já não fazem falta.
Números complexos
A máquina faz complexos a sério — forma algébrica, forma exponencial, módulo, argumento e conjugado — mas só depois de lhe dizerem que os quer.
1 · Ligar os complexos
Como vem de fábrica, a máquina não os conhece:
nonreal. Não é um erro da máquina: é a resposta certa dentro de Em home›Definições›Complexos há três opções:
Real — a máquina recusa tudo o que saia de
O
2 · Módulo, argumento e conjugado
Estão todos em toolbox›Números complexos:
|x|, arg(z), re(z) e im(z) na linha, já com os parênteses.abs(z), ou arg(z) — o argumento, em radianos, no intervalo conj(z) — o conjugado re(z) e im(z) — a parte real e a parte imaginária.
arg devolve sempre o argumento principal, em
3 · Passar de uma forma à outra
Não é preciso reescrever nada: mudar a definição de Cartesiana para Exponencial reescreve o histórico todo na forma nova.
O argumento sai sempre em decimal na forma exponencial, mesmo quando é
4 · Raízes de índice n
A máquina dá uma raiz, e o exercício pede todas.
É por isso que este é dos poucos sítios em que a máquina serve mais para confirmar do que para resolver: a fórmula das
Funções: gráfico, tabela e o menu que resolve
É a aplicação que mais rende no exame. Não é o gráfico que interessa — é o menu «Cálculo», que dá zeros, extremos, interseções, tangentes e integrais sem se escrever uma conta.
1 · Escrever a função
Em home›Funções aparece a lista, com três separadores em cima: Expressões, Gráfico e Tabela. Escolhe Adicionar um elemento e escreve a expressão — a variável escreve-se com x,n,t.
Cada função tem uma cor e um interruptor: desligá-la tira-a do gráfico sem a apagar.
Os três pontos à direita da expressão abrem as opções — cor, derivada a traçar, intervalo do gráfico.
Podes escrever f(x) dentro de outra função: g(x)=f(x)+2 funciona, e é a maneira rápida de estudar translações.
2 · A janela, que é metade do trabalho
Na barra de cima do gráfico:
Auto — a máquina escolhe uma janela que mostre alguma coisa. É por onde se começa, e é o que está ligado de fábrica.
Eixos — escrever à mão o
Uma função pode parecer não ter zeros só porque estão fora da janela, ou parecer uma reta porque a janela é estreita de mais. Antes de concluir seja o que for de um gráfico, alarga a janela e vê se a conclusão se mantém.
3 · O menu Cálculo
No separador Gráfico, OK abre o menu que resolve quase tudo:
Zeros — onde a função corta o eixo
Estes dão um resultado de cada vez. Uma função com três zeros exige três saltos com → — e é aí que se esquece um.
4 · A tabela
Com passo
Equações e sistemas
A aplicação Equações resolve o que é resolúvel e aproxima o resto — e diz sempre qual dos dois fez.
1 · Uma equação
Em home›Equações, Adicionar uma equação. Escreve-se só o lado esquerdo: o
2 · Sistemas
Adicionar uma equação outra vez acrescenta uma linha, e a máquina desenha a chaveta. Aqui já é preciso o sinal de igual, que se escreve com shift›π, e as incógnitas com alpha — o
3 · Quando não há solução exacta
Numa equação como
Nos itens que dizem «recorrendo à calculadora gráfica», a resposta esperada inclui o que se fez: as funções introduzidas, a janela usada e o valor lido, arredondado como o enunciado pede. Só o número final não chega.
Sucessões
Por termo geral ou por recorrência, com tabela, gráfico e a soma dos primeiros termos. É a aplicação que o capítulo das Sucessões usa do princípio ao fim — e que na máquina se chama Sequências.
1 · As duas maneiras de definir
Em home›Sequências, Adicionar uma sequência. Antes de escrever seja o que for, a máquina pergunta o tipo:
Explícita — dá-se
2 · Onde começa o n
Nas opções da sucessão está a linha que decide tudo o resto:
Confirma que está em 1. As Aprendizagens Essenciais definem as sucessões em
3 · A tabela e o gráfico
4 · A soma dos termos
No separador Gráfico, OK abre as opções e ali está Soma dos termos: pede o primeiro índice, depois o último, e devolve a soma com as parcelas desenhadas.
Serve para confirmar a fórmula, não para a substituir. No exame a resposta é a fórmula aplicada; a máquina diz-te se te enganaste a contar os termos — que é o erro mais frequente do capítulo.
Python dentro da máquina
A mesma linguagem dos programas do livro, na calculadora que levas ao exame — com as bibliotecas que lá cabem e as que não cabem.
1 · Escrever e correr
Em home›Python está a lista de scripts. Já vem com quatro exemplos da própria NumWorks:
EXE sobre um script abre-o para escrever; OK abre antes as opções, que é onde está o Executar.
toolbox dentro do editor dá o catálogo das funções, com as palavras da linguagem e os módulos — poupa escrever letra a letra com alpha. var dá as variáveis e as funções já definidas no script.
2 · A consola
sum(range(1,21)) dá 3 · O que lá está
math — sqrt, pi, e, sin, cos, log, floor, factorial.
cmath — os complexos, com sqrt que aceita negativos.
random — randint, random, choice.
matplotlib.pyplot — uma versão reduzida, com plot, scatter, bar, show.
turtle — para desenhar, e é dos poucos sítios em que uma máquina de calcular é divertida.
Não há numpy, não há ficheiros, não há Internet, e a memória é pequena. Um programa que trate cem mil termos numa lista não corre aqui — e quase sempre não precisa: reescrito com um ciclo que não guarda nada, corre.
4 · Do livro para a máquina
Os programas deste livro correm na NumWorks tal e qual, com uma excepção: os que usam input(). Na máquina o input() funciona, mas é incómodo de escrever — vale mais fixar o valor numa variável no princípio do programa e mudá-lo ali.
O simulador desta página é o mesmo emulador oficial que está no botão Calculadora da barra de topo, em qualquer capítulo. O que escreveres num, escreves no outro.
Estatística
Listas, medidas e os gráficos que o programa pede. É rápido — o que demora é escrever os dados, e há uma maneira de o fazer sem os escrever duas vezes.
1 · Meter os dados
Em home›Estatística há três separadores — Dados, Gráfico e Estat — e duas colunas: Valores V1 e Frequências N1. Escreve-se um valor, EXE, o seguinte.
Se os dados vierem numa tabela de frequências, escreve-se o valor em V1 e a frequência em N1 — não é preciso repetir nada. Se vierem soltos, escrevem-se todos em V1 e deixa-se N1 como está. Há espaço para três conjuntos ao mesmo tempo: V1/N1, V2/N2 e V3/N3, lado a lado.
2 · As medidas
Logo a seguir à média aparece
Qual dos dois se lê não é questão de gosto: depende do que está na tabela. Se os números são dados recolhidos — uma amostra, contagens, um inquérito —, o que se quer é o
A mesma aplicação dá os dois, e poupa a conta toda. Em V1 escrevem-se os valores da variável; em N1, as probabilidades — ou quaisquer frequências proporcionais a elas, que é o mais rápido quando as probabilidades são fracções com o mesmo denominador, e não perde casas decimais pelo caminho.
Para o ganho de valores
3 · Os gráficos
O separador Gráfico começa por perguntar qual: Histograma, Diagrama da caixa, Frequências acumuladas ou Distribuição normal.
Regressão
Uma nuvem de pontos e o modelo que melhor lhe assenta — com o coeficiente que diz se assenta mesmo.
1 · Os pontos
Em home›Regressão há duas colunas, X1 e Y1: cada linha é um ponto.
2 · Escolher o modelo
Na barra de cima do gráfico, Regressão abre a lista dos modelos:
O separador Estat traz, a seguir às medidas de cada coluna, as quatro linhas que interessam: Coefic. correlação
O coeficiente de correlação mede o ajuste, não a adequação. Uma nuvem claramente curva dá muitas vezes
3 · Prever
Com a curva desenhada, as setas ← e → andam sobre ela e o rodapé vai dizendo o
Distribuições
A binomial e a normal com as perguntas que o 12.º ano faz — incluindo a de trás para a frente, que é a que se esquece que a máquina sabe. Na máquina, a aplicação chama-se Probabilidades.
1 · Escolher a distribuição
Binomial — pede
2 · As perguntas
Escritos os parâmetros, Seguinte leva ao ecrã de contas:
3 · A pergunta ao contrário
É o modo que se esquece: em vez de escrever o
É assim que se respondem os itens do tipo «acima de que valor estão os 10% mais altos» sem tabelas nenhumas — e é assim que se calcula a margem de erro de um intervalo de confiança, no capítulo da Inferência.
No exame
O que é permitido, o que tem de estar limpo, e o que a folha de prova exige que se escreva mesmo quando foi a máquina a fazer a conta.
1 · O modo de exame
Está em home›Definições›Modo de exame, quase no fim da lista. A máquina reconhece o país pela sua configuração e oferece o modo que aqui se usa:
Com o modo ligado, uma luz vermelha intermitente acende na parte de cima da máquina. É o que o vigilante vê da mesa. Não se sai do modo de exame sem ligar a máquina a um computador. Liga-o em casa, na véspera, e confirma que a luz acende. Depois de o ligar, confirma as definições — o valor do ângulo e o formato dos complexos. Começas de uma máquina limpa, e é o pior momento para descobrir que está em graus.
2 · O que a folha de prova quer ver
Nos itens que dizem «recorrendo às capacidades gráficas da calculadora», a cotação está no que se escreve, não no número. Uma resposta completa tem:
as funções introduzidas, escritas; a janela usada — os valores mínimo e máximo dos dois eixos; um esboço do que se viu, com o ponto assinalado; o valor lido, arredondado como o enunciado pede.
Arredondar a meio de uma conta e usar o valor arredondado no passo seguinte muda o resultado final — às vezes na casa que o enunciado pede. Guarda o valor todo com ans ou numa letra, e arredonda só na resposta.
3 · Uma lista para a véspera
Pilha carregada. Modo de exame testado, e a luz a acender. Valor do ângulo em radianos. Complexos em cartesiana, se o exame os tiver. Saber onde está o Cálculo do gráfico sem procurar.