PAstrolábio · Probabilidades
Matemática A · 12.º ano · Aprendizagens Essenciais

Probabilidades

Do acaso à regularidade: modelos que dizem o que não conseguimos prever — teoria, laboratórios interativos e exercícios no formato do Exame Nacional, com resolução passo a passo.

P(A) = \dfrac{\#A}{\#S} A regra de Laplace: contar o que interessa e dividir pelo que é possível.
0exercícios
9laboratórios interativos
20secções
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01

Do jogo à ciência

A teoria das probabilidades nasceu de uma questão sobre um jogo de dados. Três séculos depois, é a linguagem da física, da medicina e da inteligência artificial.

Aprendizagem Essencial
  • Compreender que as realizações individuais de um fenómeno aleatório são incertas, mas existe um padrão genérico de comportamento.

Em 1654, o Cavaleiro de Méré — jogador experiente — levou a Blaise Pascal um problema que o incomodava. Dois jogadores interrompem uma partida a meio: como repartir a bolsa de forma justa, sabendo quantas rondas cada um já ganhou? A pergunta parece de contabilidade, mas não é: exige medir o que ainda podia acontecer.

O problema dos pontos

Pascal escreveu a Pierre de Fermat e, na troca de cartas que se seguiu, os dois chegaram à mesma resposta por caminhos diferentes. A ideia decisiva foi esta: para repartir a bolsa é preciso olhar para todos os desfechos possíveis da partida que não se jogou, contá-los e ver em quantos cada jogador venceria.

Foi a primeira vez que alguém tratou o acaso com o rigor de um cálculo. Dessa correspondência de 1654 nasce a Teoria das Probabilidades.

Nem tudo começou aí. Cerca de um século antes, Girolamo Cardano — matemático, médico e jogador crónico — tinha escrito o Liber de ludo aleae, o primeiro tratado sobre jogos de azar. Continha já a ideia de dividir os casos favoráveis pelos casos possíveis, mas o livro só foi publicado em 1663, muito depois da sua morte.

O que se seguiu foi a transformação de um cálculo de jogadores numa ciência: Huygens escreveu o primeiro livro impresso sobre o tema, Jacob Bernoulli provou que a frequência relativa estabiliza, de Moivre e Gauss encontraram a curva em forma de sino, Laplace deu-lhe forma de teoria — e, em 1933, Kolmogorov assentou tudo em três axiomas.

  1. 1564 · Cardano

    Escreve o Liber de ludo aleae, o primeiro tratado sobre jogos de azar. Já lá está a razão entre casos favoráveis e casos possíveis.

  2. 1654 · Pascal e Fermat

    A correspondência sobre o «problema dos pontos» funda o cálculo das probabilidades.

  3. 1657 · Huygens

    Publica De ratiociniis in ludo aleae, o primeiro livro impresso sobre probabilidades, onde aparece a noção de valor esperado.

  4. 1713 · Jacob Bernoulli

    No Ars Conjectandi, prova a lei dos grandes números: repetindo muitas vezes, a frequência relativa aproxima-se da probabilidade.

  5. 1733 · 1809 · de Moivre e Gauss

    Aparece a curva em forma de sino — a distribuição Normal — primeiro como aproximação do binomial, depois como modelo dos erros de medição.

  6. 1812 · Laplace

    A Théorie analytique des probabilités organiza a disciplina e leva-a para a astronomia, a demografia e os tribunais.

  7. 1933 · Kolmogorov

    Reduz toda a teoria a três axiomas. A probabilidade passa a ser, formalmente, uma medida — e entra na matemática moderna pela porta principal.

Onde vivem hoje

Ensaios clínicos e testes de diagnóstico, seguros e pensões, controlo de qualidade, previsão do tempo, mecânica quântica, criptografia, filtros de spam e modelos de linguagem: em todos, a pergunta é a mesma — com que confiança podemos afirmar isto?

02

Fenómeno e experiência aleatória

Há fenómenos que se repetem sempre da mesma maneira e há outros em que só o padrão se repete. A probabilidade é a matemática dos segundos.

Aprendizagens Essenciais
  • Distinguir entre fenómeno aleatório e não aleatório (determinístico).
  • Compreender que as realizações individuais de um fenómeno aleatório são incertas, mas que existe um padrão genérico de comportamento, e que a Teoria da Probabilidade constrói modelos que descrevem a regularidade estatística observada numa longa série de repetições.
Definição · fenómeno determinístico e fenómeno aleatório

Um fenómeno é determinístico quando, repetido nas mesmas condições, produz sempre o mesmo resultado.

Um fenómeno é aleatório quando, mesmo repetido nas mesmas condições, pode produzir resultados diferentes, impossíveis de prever à partida.

Largar uma pedra de uma altura conhecida, no vácuo, é determinístico: as leis da queda dizem exatamente quanto tempo demora. Lançar um dado é aleatório: por muito cuidado que se ponha no lançamento, o resultado não se consegue prever.

Atenção · aleatório não é «sem regras»

Aleatório não quer dizer caótico nem imprevisível em conjunto. Cada lançamento de um dado é imprevisível, mas em dez mil lançamentos a face 6 sai perto de \frac{1}{6} das vezes — com uma regularidade notável. É essa regularidade que se pode medir, e é isso que a probabilidade faz.

Definição · experiência aleatória

Chama-se experiência aleatória à realização de um fenómeno aleatório: lançar uma moeda, extrair uma carta de um baralho, medir o tempo de espera do próximo autocarro, escolher ao acaso um aluno da escola.

Python Ver a frequência relativa a estabilizar
import random

f = 0
for i in range(1, 6001):
    if random.randint(1, 6) == 6:
        f = f + 1
    if i % 1000 == 0:
        print(i, 'lancamentos ->', f/i)

Corre várias vezes. Os primeiros valores saltam; os últimos ficam sempre perto de 0{,}1667. É a regularidade que dá sentido à palavra «probabilidade».

Laboratório · A lei dos grandes números

interativo

Ao princípio a linha salta muito; depois cola-se à reta tracejada. É o teorema de Jacob Bernoulli: a frequência relativa converge para a probabilidade. Repara que ela nunca «corrige» os desvios — apenas os dilui num número cada vez maior de repetições.

A falácia do jogador

Se saiu coroa cinco vezes seguidas, a próxima não tem mais probabilidade de ser cara. A moeda não tem memória: P = \frac{1}{2} em cada lançamento, independentemente do passado. O que a lei dos grandes números garante é outra coisa — que a proporção se aproxima de \frac{1}{2}, não que as contas se equilibrem.

Exemplo 1 Aleatório ou determinístico?

Classifica cada fenómeno.

  1. a) O tempo que um objeto demora a cair de 20 m, no vácuo — determinístico: a lei da queda dos graves dá sempre o mesmo valor.
  2. b) O número de pintas na face de cima de um dado lançado — aleatório: seis resultados possíveis, nenhum previsível.
  3. c) A soma dos ângulos internos de um triângulo desenhado ao acaso — determinístico: é sempre 180^\circ, por muito «ao acaso» que seja o desenho.Atenção à armadilha: o triângulo é escolhido ao acaso, mas a grandeza observada não varia.
  4. d) A temperatura máxima de amanhã na tua cidade — aleatório: há modelos que a preveem com erro, não com certeza.

Exercícios propostos

Dez exercícios sobre a distinção entre determinístico e aleatório, sobre o que a frequência relativa promete — e sobre o que ela não promete.

A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.

Exercício 1§2 · determinístico ou aleatório?

Classifica cada fenómeno como determinístico ou aleatório.

a) Aquecer água pura, ao nível do mar, até ferver e registar a temperatura.b) Registar o número de chamadas recebidas por um centro de apoio numa hora.c) Medir o tempo de queda de um corpo largado no vácuo de uma altura conhecida.d) Perguntar a um transeunte, escolhido ao acaso, em que mês faz anos.

Exercício 2§2 · dois olhares sobre o mesmo dado

Um dado tem as seis faces numeradas 1,\ 1,\ 2,\ 2,\ 3,\ 3, sendo as duas faces com o mesmo número da mesma cor: as do 1 são azuis, as do 2 verdes e as do 3 vermelhas.

a) Escreve o espaço de resultados da experiência «lançar o dado e registar o número da face voltada para cima».b) E o da experiência «lançar o dado e registar a cor dessa face».c) As duas experiências são a mesma? Justifica.

Exercício 3§2 · da frequência à probabilidade

Lançou-se uma moeda 500 vezes e obtiveram-se 262 faces nacionais.

a) Determina a frequência relativa de «sair face nacional».b) Que valor é de esperar que essa frequência tome se a experiência for repetida 500 000 vezes, admitindo que a moeda é equilibrada?

Exercício 4§2 · a falácia do jogador

Numa roleta europeia saiu preto nas últimas oito jogadas. Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)Na próxima jogada, «vermelho» é mais provável do que «preto», porque a roleta tem de compensar.
  • (B)Na próxima jogada, «preto» é mais provável, porque a roleta está numa série.
  • (C)Na próxima jogada, as duas cores continuam igualmente prováveis.
  • (D)Nada se pode dizer, porque a lei dos grandes números só se aplica a moedas.
Exercício 5§2 · o dado está equilibrado?

Um dado foi lançado 6000 vezes e registaram-se as faces obtidas:

Face123456
N.º de vezes100498710219951013980

Que conclusão tiras sobre o equilíbrio do dado? Justifica com números.

Exercício 6§2 · o que a frequência não garante

Numa turma, cada aluno lançou uma moeda 20 vezes. Um deles obteve 20 faces nacionais.

a) Esse resultado prova que a moeda desse aluno está viciada? Justifica.b) A frequência relativa de um acontecimento pode ser 0 sem que o acontecimento seja impossível? Dá um exemplo.

Exercício 7§2 · o que a lei dos grandes números diz

Uma moeda equilibrada é lançada muitas vezes. Seja d a diferença entre o número de faces nacionais e o número de faces europeias obtidas, e f a frequência relativa de «face nacional». Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)d aproxima-se de 0 e f aproxima-se de 0{,}5.
  • (B)d pode crescer sem limite e f aproxima-se de 0{,}5.
  • (C)d aproxima-se de 0 e f pode afastar-se de 0{,}5.
  • (D)Tanto d como f podem crescer sem limite.
Exercício 8§2 · quantas repetições chegam?

Pretende-se estimar, por simulação, a probabilidade de um acontecimento cujo valor exato é desconhecido. Fizeram-se três séries de repetições e obtiveram-se as frequências relativas seguintes.

N.º de repetições10010 0001 000 000
Frequência relativa0,3100,33720,33338

Qual te parece ser o valor da probabilidade procurada? Justifica.

Exercício 9§2 · aleatório, mas com padrão

Um estudo registou, durante um ano, o número de nascimentos diários numa maternidade. A média diária foi de 8 nascimentos, mas houve dias com 2 e dias com 15.

a) O número de nascimentos num dia é um fenómeno aleatório ou determinístico? Justifica.b) Explica, em duas ou três linhas, o que se quer dizer com «existe um padrão genérico de comportamento» num fenómeno aleatório, usando este exemplo.

Exercício 10§2 · quando a moeda passa a ser suspeita

Quatro pessoas lançaram, cada uma, a sua moeda, e registaram a frequência relativa de «face nacional». Qual dos resultados seguintes é o mais forte indício de que a moeda usada não é equilibrada?

  • (A)8 nacionais em 10 lançamentos.
  • (B)62 nacionais em 100 lançamentos.
  • (C)545 nacionais em 1000 lançamentos.
  • (D)5100 nacionais em 10 000 lançamentos.

A pergunta é sempre a mesma: repetindo nas mesmas condições, o resultado é sempre o mesmo?

  1. a) Determinístico: nas mesmas condições, a água ferve sempre a 100^{\circ}\mathrm{C}.
  2. b) Aleatório: numa hora podem entrar 3 chamadas ou 47.
  3. c) Determinístico: as leis da queda fixam o tempo.
  4. d) Aleatório: qualquer dos doze meses pode sair.Repara em que «aleatório» não é o mesmo que «desconhecido». O mês de nascimento de uma pessoa concreta está determinado — o que é aleatório é a escolha da pessoa.
Respostasa) determinístico · b) aleatório · c) determinístico · d) aleatório

O espaço de resultados não depende do dado: depende do que se decide registar.

  1. a) S = \{1,\, 2,\, 3\} — e não seis elementos, porque cada número aparece em duas faces.
  2. b) S = \{\text{azul},\, \text{verde},\, \text{vermelho}\}.
  3. c) O lançamento físico é o mesmo, mas as experiências aleatórias são diferentes: mudou o que se regista, logo mudou o espaço de resultados.É o erro mais comum no início do capítulo: escrever seis elementos só porque o dado tem seis faces. O que conta são os resultados distintos daquilo que se está a observar.
Respostasa) \{1, 2, 3\} · b) \{\text{azul}, \text{verde}, \text{vermelho}\} · c) não, porque muda o que se regista

A frequência relativa é \dfrac{n_A}{n}. A segunda alínea é sobre o valor em que ela estabiliza.

  1. a) \dfrac{262}{500} = 0{,}524.
  2. b) Perto de 0{,}5. Com 500 lançamentos um desvio de 0{,}024 é banal; com 500 000, um desvio dessa ordem seria muito improvável.Não se espera exatamente 0{,}5 — espera-se que a diferença encolha. É essa a afirmação da lei dos grandes números.
Respostasa) 0{,}524 · b) perto de 0{,}5

A roleta não tem memória. Pergunta-te o que é que muda, na roleta, por causa das oito jogadas anteriores.

  1. As jogadas são independentes: o resultado de uma não altera as condições da seguinte.
  2. A lei dos grandes números não diz que os desvios são corrigidos — diz que são diluídos num número cada vez maior de repetições.
  3. Opção (C).Oito pretos seguidos numa roleta equilibrada têm probabilidade próxima de 0{,}004: raro, mas nada de impossível. Se acontecesse oitenta vezes seguidas, aí sim, valeria a pena duvidar do equilíbrio da roleta — e essa é outra conversa.
RespostaOpção (C)

Calcula as seis frequências relativas e compara-as com \frac{1}{6} \approx 0{,}1667.

  1. As frequências relativas são 0{,}1673;\ 0{,}1645;\ 0{,}1702;\ 0{,}1658;\ 0{,}1688;\ 0{,}1633.
  2. Todas distam de \frac{1}{6} \approx 0{,}1667 menos de 0{,}004.
  3. Com 6000 lançamentos, desvios desta ordem são perfeitamente naturais: os dados são compatíveis com um dado equilibrado.Repara na prudência da conclusão. Os dados não provam que o dado é equilibrado — apenas não dão motivo para duvidar. É assim que a estatística fala.
RespostaCompatíveis com um dado equilibrado: todas as frequências relativas distam de \frac{1}{6} menos de 0{,}004

Um acontecimento pouco provável não é um acontecimento impossível — e numa turma de trinta alunos há trinta oportunidades para o raro acontecer.

  1. a) Não prova. Com uma moeda equilibrada, 20 faces nacionais seguidas têm probabilidade \left(\frac{1}{2}\right)^{20} \approx 0{,}000001: é raríssimo, mas possível. O resultado levanta suspeitas e justifica repetir a experiência — não decide nada sozinho.
  2. b) Pode. Nesses mesmos 20 lançamentos, a frequência relativa de «sair face europeia» foi 0, e esse acontecimento não é impossível.Frequência relativa nula significa «não ocorreu nestas repetições». Probabilidade nula é outra coisa — e é por isso que os dois conceitos têm nomes diferentes.
Respostasa) não prova, apenas levanta suspeitas · b) sim — por exemplo, «face europeia» nesses 20 lançamentos

Uma coisa é a diferença absoluta entre as contagens; outra é a proporção. A lei dos grandes números fala de uma delas.

  1. Em 1\,000\,000 de lançamentos é perfeitamente normal ter, por exemplo, 500\,600 nacionais e 499\,400 europeias: d = 1200, um valor grande.
  2. Mas f = \dfrac{500\,600}{1\,000\,000} = 0{,}5006, muito perto de 0{,}5.
  3. É isso que significa «os desvios são diluídos, não corrigidos»: d não tende para zero, \dfrac{d}{n} é que sim.
  4. Opção (B).Esta é a raiz matemática da falácia do jogador. Quem espera que d volte a zero está a atribuir memória à moeda.
RespostaOpção (B)

Olha para o que os três valores estão a fazer, não para cada um deles isoladamente.

  1. As três frequências aproximam-se sucessivamente de um mesmo valor, e a última está a menos de 0{,}00005 de \dfrac{1}{3}.
  2. É razoável concluir que P \approx \dfrac{1}{3}.
  3. Repara ainda em que o número de casas decimais que se pode acreditar cresce com o número de repetições: com 100 repetições nem a primeira casa é de fiar.É este raciocínio que sustenta o método de Monte Carlo, usado quando contar casos favoráveis é impossível — como no laboratório de Monty Hall da secção 15.
RespostaP \approx \dfrac{1}{3}

Distingue o que acontece num dia do que acontece ao longo de um ano.

  1. a) Aleatório: nas mesmas condições — a mesma maternidade, a mesma época — o número de nascimentos varia de dia para dia e não se consegue prever.
  2. b) Cada dia é imprevisível, mas o conjunto dos 365 dias não é: a média fixa-se perto de 8, a maioria dos dias cai entre 5 e 11 e os valores extremos são raros. É essa regularidade do conjunto que permite planear turnos, camas e pessoal.
  3. É exatamente por o padrão existir que se pode construir um modelo — e é isso que a Teoria da Probabilidade faz.Sem regularidade não haveria nada a modelar; com previsibilidade total não seria preciso probabilidade nenhuma. A probabilidade vive precisamente entre as duas coisas.
Respostasa) aleatório · b) o dia a dia é imprevisível, o conjunto do ano é regular

Todas as frequências relativas estão acima de 0{,}5. A questão não é qual está mais longe, mas em qual desses desvios é mais difícil de explicar pelo acaso — e isso depende do número de lançamentos.

  1. As frequências relativas são 0{,}8; 0{,}62; 0{,}545; 0{,}51.
  2. Em (A) o desvio é enorme, mas com 10 lançamentos qualquer coisa acontece — 8 em 10 não é sequer invulgar numa moeda equilibrada.
  3. Em (D) o desvio é pequeníssimo, mas com 10\,000 lançamentos já é difícil de explicar: um afastamento de 0{,}01 corresponde a 100 nacionais a mais.
  4. Em (B), com 100 lançamentos, um desvio de 0{,}12 é raro mas ocorre; em (C), 0{,}045 em 1000 lançamentos é ainda mais difícil de justificar; em (D) o indício é o mais forte de todos, porque a lei dos grandes números já devia ter apertado a frequência muito mais do que isso.
  5. Opção (D).É contraintuitivo, e é essa a lição: um desvio pequeno num número enorme de repetições diz mais do que um desvio grande em poucas. Quantificar isto é o que se faz em Estatística Inferencial, na secção 14 e depois dela.
RespostaOpção (D)
03

Espaço de resultados e acontecimentos

Antes de calcular qualquer probabilidade há um trabalho de escrita: listar o que pode acontecer. Metade dos erros de exame nasce de um espaço de resultados mal escrito.

Aprendizagens Essenciais
  • Compreender que ao conjunto dos resultados possíveis se dá o nome de espaço de resultados ou espaço amostral.
  • Compreender que um acontecimento é um subconjunto do espaço de resultados e que a esses resultados se dá o nome de «resultados favoráveis» à realização do acontecimento.
  • Relembrar os conceitos de acontecimento certo, impossível, elementar e composto.
Definição · espaço de resultados

Chama-se espaço de resultados (ou espaço amostral) ao conjunto de todos os resultados possíveis de uma experiência aleatória. Representa-se por S ou por {\Omega}.

Lançar uma moeda e registar a face: S = \{\mathcal{N},\, \mathcal{E}\} onde \mathcal{N} é a face nacional e \mathcal{E} a face europeia.

Lançar a mesma moeda duas vezes: cada resultado é agora um par ordenado, e há quatro.

S = \{(\mathcal{N},\mathcal{N}),\, (\mathcal{N},\mathcal{E}),\, (\mathcal{E},\mathcal{N}),\, (\mathcal{E},\mathcal{E})\}
Duas ferramentas para não esquecer resultados

Uma árvore mostra a experiência por etapas: um ramo por cada resultado de cada etapa. Uma tabela de dupla entrada cruza a primeira etapa com a segunda. As duas garantem a mesma coisa — que não falta nem sobra nenhum resultado.

2.^{\text{o}} \backslash \; 1.^{\text{o}}\mathcal{N}\mathcal{E}
\mathcal{N}(\mathcal{N},\mathcal{N})(\mathcal{E},\mathcal{N})
\mathcal{E}(\mathcal{N},\mathcal{E})(\mathcal{E},\mathcal{E})
Definição · acontecimento

Um acontecimento é qualquer subconjunto do espaço de resultados: A \subseteq S. Os elementos de A dizem-se os resultados favoráveis a A.

O conjunto de todos os acontecimentos representa-se por \mathscr{P}(S) e tem 2^{\#S} elementos.

Um acontecimento pode ser descrito em extensão, enumerando os elementos — A = \{(\mathcal{N},\mathcal{N}),\, (\mathcal{N},\mathcal{E})\} — ou em compreensão, por uma propriedade: «sair face nacional no primeiro lançamento». As duas descrevem o mesmo conjunto.

Tipo de acontecimentoDefiniçãoExemplo (dois lançamentos de uma moeda)
Elementartem um só elemento\{(\mathcal{N},\mathcal{N})\}
Compostotem mais do que um elemento\{(\mathcal{N},\mathcal{E}),\, (\mathcal{E},\mathcal{N})\}
Certoé o próprio S«sair face nacional ou europeia»
Impossívelé o conjunto vazio, \varnothing«sair face marroquina»
O erro mais caro do capítulo

Escrever S com resultados que não são igualmente prováveis e depois aplicar a regra de Laplace. Ao lançar duas moedas, o espaço \{\text{duas caras},\, \text{duas coroas},\, \text{uma de cada}\} tem três elementos — mas o terceiro vale o dobro dos outros. O espaço correto é o dos pares ordenados, com quatro elementos equiprováveis.

Exemplo 2 Escrever o espaço de resultados

Lançam-se dois dados equilibrados, um verde e um vermelho, e regista-se o par de números saídos.

  1. Cada resultado é um par ordenado (v, r), com v e r em \{1,2,3,4,5,6\}.
  2. Pelo princípio da contagem há 6 \times 6 = 36 resultados, todos igualmente prováveis porque os dados são equilibrados e distinguíveis.
  3. O acontecimento A: «a soma é 5» é A = \{(1,4),(2,3),(3,2),(4,1)\}, com \#A = 4.
  4. O acontecimento B: «saiu o mesmo número nos dois» é B = \{(1,1),(2,2),\ldots,(6,6)\}, com \#B = 6.Se os dados fossem indistinguíveis, a experiência seria a mesma — o que muda é a nossa descrição. Trabalhar com pares ordenados mantém a equiprobabilidade e evita erros.
Python Construir o espaço de resultados
from itertools import product

S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))

print('Numero de casos possiveis:', len(S))
print('Os cinco primeiros:', S[:5])

A = [x for x in S if x[0] + x[1] == 7]
print('Soma 7:', A)

Repara em que o acontecimento é mesmo um subconjunto do espaço de resultados — em Python, uma lista tirada de S. Muda a condição para x[0] == x[1] e obténs «saírem faces iguais».

Exercícios propostos

Dez exercícios de escrita: enumerar o espaço de resultados, traduzir enunciados para conjuntos e classificar acontecimentos. É o trabalho que evita metade dos erros de Exame.

Exercício 11§3 · escrever o espaço de resultados

Indica o espaço de resultados de cada uma das experiências aleatórias seguintes, e o respetivo número de elementos.

a) Escolher ao acaso uma família com três filhos e registar o sexo de cada um, pela ordem de nascimento.b) Extrair uma carta de um baralho completo e registar o naipe.c) Lançar um dado tetraédrico com as faces numeradas de 1 a 4 e registar o número da face voltada para baixo.

Exercício 12§3 · certo, impossível, elementar, composto

Lança-se um dado cúbico equilibrado e regista-se o número da face voltada para cima. Considera os acontecimentos:

A: «sair um número maior do que 6»;B: «sair um número menor do que 10»;C: «sair o número 4»;D: «sair um número primo».

Escreve cada um em extensão e classifica-o como certo, impossível, elementar ou composto.

Exercício 13§3 · tabela de dupla entrada

Lança-se uma moeda e, em seguida, um dado cúbico. Regista-se a face da moeda e o número do dado.

a) Constrói a tabela de dupla entrada do espaço de resultados e indica \#S.b) Escreve em extensão o acontecimento «sair face nacional e um número par».

Exercício 14§3 · do enunciado para o conjunto

Retoma a experiência «escolher ao acaso uma família com três filhos e registar o sexo de cada um, pela ordem de nascimento», com R «rapaz» e F «rapariga».

Escreve em extensão os acontecimentos:

a) «ter exatamente uma rapariga»;b) «ter pelo menos duas raparigas»;c) «ter no máximo uma rapariga»;d) «não ter nenhum rapaz».

Exercício 15§3 · em extensão e em compreensão

Seja S = \{1,2,3,4,5,6,7,8,9\} o espaço de resultados de uma experiência aleatória, e considera

A = \{2,\, 4,\, 6,\, 8\}B = \{3,\, 6,\, 9\}

a) Descreve A e B em compreensão.b) Escreve em extensão o acontecimento «sair um número que é múltiplo de 2 e de 3».c) Indica um acontecimento elementar e um acontecimento impossível associados a esta experiência.

Exercício 16§3 · quantos acontecimentos há

Uma experiência aleatória tem um espaço de resultados com 5 elementos. Quantos acontecimentos diferentes lhe estão associados?

  • (A)5
  • (B)10
  • (C)25
  • (D)32
Exercício 17§3 · o espaço não tem o tamanho que parece

Uma roda de um jogo está dividida em quatro setores de igual amplitude, numerados 1,\ 2,\ 2,\ 3. A roda é posta a girar duas vezes e regista-se, de cada vez, o número do setor para o qual a seta aponta.

a) Escreve o espaço de resultados desta experiência.b) Escreve em extensão o acontecimento «as duas pontuações são iguais».c) Um aluno afirmou que \#S = 16. Explica onde está o erro.

Exercício 18§3 · o torneio

Dois jogadores, A e B, disputam um torneio. Vence o torneio quem ganhar dois jogos seguidos ou quem ganhar um total de três jogos. Não há empates, e o torneio termina assim que houver vencedor.

De quantas maneiras diferentes se pode desenrolar o torneio? Constrói a árvore.

Exercício 19§3 · o contrário de «pelo menos um»

Lançam-se três moedas equilibradas. Seja A o acontecimento «sair pelo menos uma face nacional». Qual é o acontecimento contrário de A?

  • (A)«Sair pelo menos uma face europeia.»
  • (B)«Sair no máximo uma face nacional.»
  • (C)«Não sair nenhuma face nacional.»
  • (D)«Sair exatamente uma face nacional.»
Exercício 20§3 · o mesmo acontecimento, duas escritas

Lançam-se dois dados cúbicos equilibrados, um preto e um branco, e regista-se o par de números obtido. Considera

A: «a soma dos números é 5»;B: «os dois números são diferentes e a sua soma é ímpar e menor do que 6».

a) Escreve A e B em extensão.b) Mostra que A \subseteq B.c) Serão A e B o mesmo acontecimento? Justifica.

Em a) a ordem interessa: (R,\, F,\, R) e (F,\, R,\, R) são resultados diferentes. Uma árvore evita esquecimentos.

  1. a) Com R «rapaz» e F «rapariga», S = \{(R,R,R),\, (R,R,F),\, (R,F,R),\, (F,R,R),\, (R,F,F),\, (F,R,F),\, (F,F,R),\, (F,F,F)\}, com \#S = 8.
  2. b) S = \{\text{copas},\, \text{espadas},\, \text{ouros},\, \text{paus}\}, com \#S = 4.
  3. c) S = \{1,\, 2,\, 3,\, 4\}, com \#S = 4.Em b) o baralho tem 52 cartas, mas o espaço de resultados tem 4 elementos: outra vez, o que conta é o que se regista.
Respostasa) 8 elementos · b) 4 · c) 4

Escreve primeiro os quatro conjuntos. A classificação lê-se depois do número de elementos.

  1. A = \varnothing — acontecimento impossível.
  2. B = \{1,2,3,4,5,6\} = S — acontecimento certo.
  3. C = \{4\} — acontecimento elementar, por ter um só elemento.
  4. D = \{2,\, 3,\, 5\} — acontecimento composto.O 1 não é primo: é o descuido clássico neste tipo de alínea.
RespostasA impossível · B certo · C elementar · D = \{2,3,5\} composto

Uma linha por face da moeda, uma coluna por número do dado.

  1. a) Cada resultado é um par (\text{face},\, \text{número}). São 2 \times 6 = 12 pares, logo \#S = 12.
  2. 123456
    \mathcal{N}(\mathcal{N},1)(\mathcal{N},2)(\mathcal{N},3)(\mathcal{N},4)(\mathcal{N},5)(\mathcal{N},6)
    \mathcal{E}(\mathcal{E},1)(\mathcal{E},2)(\mathcal{E},3)(\mathcal{E},4)(\mathcal{E},5)(\mathcal{E},6)
  3. b) \{(\mathcal{N},2),\, (\mathcal{N},4),\, (\mathcal{N},6)\}.
Respostasa) \#S = 12 · b) \{(\mathcal{N},2), (\mathcal{N},4), (\mathcal{N},6)\}

Traduz cada expressão para uma contagem: «exatamente uma», «pelo menos duas», «no máximo uma», «nenhum». Depois percorre os oito resultados.

  1. a) Exatamente uma F: \{(F,R,R),\, (R,F,R),\, (R,R,F)\}.
  2. b) Duas ou três F: \{(F,F,R),\, (F,R,F),\, (R,F,F),\, (F,F,F)\}.
  3. c) Zero ou uma F: \{(R,R,R),\, (F,R,R),\, (R,F,R),\, (R,R,F)\}.
  4. d) Nenhum R: \{(F,F,F)\} — elementar.Repara em que c) é o acontecimento contrário de b): juntos dão os oito resultados e não têm nenhum em comum.
Respostasa) 3 resultados · b) 4 · c) 4 · d) 1

Descrever em compreensão é dar a propriedade que caracteriza os elementos, e não listá-los.

  1. a) A: «sair um número par»; B: «sair um múltiplo de 3».
  2. b) Múltiplos de 2 e de 3 em S: só o 6. O acontecimento é \{6\}.
  3. c) Elementar: por exemplo \{5\}. Impossível: por exemplo «sair um número maior do que 9», que é \varnothing.A alínea b) é uma interseção, A \cap B, escrita por palavras — é a ponte para a secção seguinte.
Respostasa) pares e múltiplos de 3 · b) \{6\} · c) por exemplo \{5\} e \varnothing

Um acontecimento é qualquer subconjunto de S — incluindo \varnothing e o próprio S.

  1. O conjunto de todos os acontecimentos é \mathscr{P}(S), que tem 2^{\#S} elementos.
  2. Com \#S = 5: 2^{5} = 32.
  3. Opção (D).Cada elemento de S ou entra ou não entra no subconjunto: são 5 decisões independentes com 2 hipóteses cada. É o princípio da contagem da secção 7, aplicado antes do tempo.
RespostaOpção (D)

O espaço de resultados é o conjunto dos resultados distintos. Os dois setores com o número 2 dão o mesmo resultado registado.

  1. a) Cada volta dá 1, 2 ou 3. Logo S = \{(1,1),(1,2),(1,3),(2,1),(2,2),(2,3),(3,1),(3,2),(3,3)\}, com \#S = 9.
  2. b) \{(1,1),\, (2,2),\, (3,3)\}.
  3. c) O aluno contou setores (4 \times 4 = 16) e não resultados registados. Há quatro setores mas só três números possíveis.
  4. Atenção: estes 9 resultados não são equiprováveis — o 2 ocupa metade da roda. Para calcular probabilidades é preciso voltar aos setores.Esta distinção volta na secção 5: escrever bem S é uma coisa; poder aplicar-lhe a regra de Laplace é outra.
Respostasa) \#S = 9 · b) \{(1,1),(2,2),(3,3)\} · c) contou setores, não resultados

Cada resultado é uma sequência de vitórias, como AA ou ABABA. Constrói a árvore e corta cada ramo assim que uma das condições se verifique.

  1. Depois de AA ou BB o torneio acaba: dois ramos com dois jogos.
  2. Se os dois primeiros jogos forem alternados — AB ou BA — o torneio continua.
  3. Por exemplo, a partir de AB: ABB termina (dois seguidos), e ABA continua; de ABA saem ABAA (dois seguidos) e ABAB, que continua; de ABAB saem ABABB e ABABA, que terminam ambos, o primeiro por dois seguidos e o segundo por três vitórias.
  4. Começando por A, o torneio pode então desenrolar-se de 5 maneiras: AA, ABB, ABAA, ABABA e ABABB.
  5. Por simetria, começando por B há outras 5. Ao todo, 2 \times 5 = 10 maneiras.A árvore é aqui indispensável: sem ela é quase certo esquecer as sequências mais longas. Repara em que o torneio nunca chega ao sexto jogo.
Resposta10 maneiras

O contrário de A tem de conter todos os resultados que não estão em A, e mais nenhum. Escreve os oito resultados se for preciso.

  1. A reúne os resultados com uma, duas ou três faces nacionais: são 7 dos 8.
  2. Fica de fora um único resultado, (\mathcal{E},\mathcal{E},\mathcal{E}): é o contrário de A, isto é, «não sair nenhuma face nacional».
  3. A opção (A) está errada porque (\mathcal{N},\mathcal{N},\mathcal{E}), por exemplo, pertence tanto a A como a ela — e um acontecimento e o seu contrário não podem partilhar resultados.
  4. Opção (C).A regra prática vale a pena guardar: o contrário de «pelo menos um» é «nenhum», e o contrário de «todos» é «pelo menos um não». É onde mais se troca o pé nos exames.
RespostaOpção (C)

Escreve os dois conjuntos por extenso, sem saltar nenhum par. Em B, «menor do que 6» exclui a soma 5? Lê com cuidado.

  1. a) A = \{(1,4),\, (2,3),\, (3,2),\, (4,1)\}.
  2. Para B, as somas ímpares menores do que 6 são 3 e 5, e com números diferentes: B = \{(1,2),\, (2,1),\, (1,4),\, (2,3),\, (3,2),\, (4,1)\}.
  3. b) Todos os elementos de A têm soma 5, que é ímpar e menor do que 6, e os seus dois números são diferentes. Logo cada elemento de A está em B, isto é, A \subseteq B.
  4. c) Não são o mesmo: (1,2) \in B mas (1,2) \notin A, porque 1+2 = 3 \neq 5. A inclusão é estrita.Duas descrições em compreensão podem parecer próximas e definir conjuntos diferentes. A única forma segura de decidir é escrevê-los em extensão — ou exibir um elemento que esteja num e não no outro, como se fez aqui.
Respostasa) \#A = 4, \#B = 6 · b) todos os pares de A verificam a condição de B · c) não, (1,2) \in B \setminus A
04

Operações com acontecimentos

Traduzir «e», «ou» e «não» para \cap, \cup e \overline{\phantom{A}} é metade do trabalho de qualquer problema de probabilidades.

Aprendizagens Essenciais
  • Relembrar os conceitos de acontecimentos disjuntos ou mutuamente exclusivos, acontecimentos contrários ou complementares, união e interseção de acontecimentos.
  • Utilizar a representação dos acontecimentos em diagramas de Venn.

Um acontecimento é um conjunto. Por isso as operações entre acontecimentos são as operações entre conjuntos — e cada uma tem uma leitura em linguagem corrente que convém fixar.

Definição · interseção

O acontecimento A \cap B ocorre quando ocorrem simultaneamente A e B. Lê-se «A e B».

Definição · reunião

O acontecimento A \cup B ocorre quando ocorre pelo menos um dos acontecimentos A ou B. Lê-se «A ou B» — um «ou» inclusivo, que não exclui os dois ao mesmo tempo.

Definição · acontecimento contrário

O acontecimento contrário (ou complementar) de A, representado por \overline{A}, ocorre exatamente quando A não ocorre.

Verificam-se sempre as duas igualdades A \cap \overline{A} = \varnothing \hspace{2em} A \cup \overline{A} = S

Definição · diferença

O acontecimento A \setminus B ocorre quando ocorre A e não ocorre B. Escreve-se também A - B, e vale sempre A \setminus B = A \cap \overline{B}.

Definição · acontecimentos incompatíveis

Dois acontecimentos dizem-se disjuntos, incompatíveis ou mutuamente exclusivos quando não podem ocorrer ao mesmo tempo:

A \cap B = \varnothing

Note-se que não são o mesmo que acontecimentos contrários: contrários são incompatíveis, mas dois acontecimentos incompatíveis podem deixar de fora resultados de S.

Diz-se ainda que A está incluído em B, e escreve-se A \subseteq B, quando todos os resultados favoráveis a A também o são a B — ou seja, sempre que ocorre A, ocorre B. Equivale a dizer que A \cap \overline{B} = \varnothing.

Python Operações com acontecimentos, usando conjuntos
S = set(range(1, 13))
A = {x for x in S if x % 2 == 0}
B = {x for x in S if x % 3 == 0}

print('A =', sorted(A))
print('B =', sorted(B))
print('A ou B :', sorted(A | B))
print('A e B  :', sorted(A & B))
print('nao A  :', sorted(S - A))

Os símbolos mudam, as ideias não: | é \cup, & é \cap e S - é a barra do contrário. Confirma que A \cap B são os múltiplos de 6.

Laboratório · Diagrama de Venn interativo

interativo

Arrasta os dois círculos. Afasta-os até deixarem de se tocar: nesse momento A \cap B = \varnothing e os acontecimentos passam a ser incompatíveis. Mete um dentro do outro e obténs A \subseteq B.

Exemplo 3 Traduzir frases para conjuntos

Lança-se um dado equilibrado. Considera A: «sair número par» e B: «sair número maior do que 3».

  1. S = \{1,2,3,4,5,6\}, A = \{2,4,6\} e B = \{4,5,6\}.
  2. «Sair par e maior do que 3»: A \cap B = \{4,6\}.
  3. «Sair par ou maior do que 3»: A \cup B = \{2,4,5,6\}.O 4 e o 6 pertencem aos dois conjuntos mas contam uma só vez na reunião.
  4. «Não sair par»: \overline{A} = \{1,3,5\}.
  5. «Sair par e não ser maior do que 3»: A \setminus B = A \cap \overline{B} = \{2\}.
NotaA e B não são incompatíveis, porque A \cap B = \{4,6\} \neq \varnothing.

Exercícios propostos

Exercícios para treinar a tradução entre a linguagem corrente e a linguagem dos conjuntos — o passo que decide tudo o que vem a seguir.

Exercício 21§4 · operações num dado

Lança-se um dado cúbico equilibrado. Sejam A: «sair um número par» e B: «sair um número primo».

Escreve em extensão os acontecimentos A, B, A \cup B, A \cap B, \overline{A} e A \cap \overline{B}.

Exercício 22§4 · incompatíveis ou contrários?

Lança-se um dado cúbico equilibrado. Para cada par de acontecimentos, indica se são incompatíveis, se são contrários, ou se não são nem uma coisa nem outra.

a) «sair 1» e «sair 6»b) «sair par» e «sair ímpar»c) «sair par» e «sair maior do que 3»d) «sair menor do que 3» e «sair maior do que 4»

Exercício 23§4 · da linguagem para os símbolos

Sejam A e B dois acontecimentos de um mesmo espaço de resultados. Escreve em símbolos:

a) ocorre A mas não ocorre B;b) ocorre pelo menos um dos dois;c) não ocorre nenhum dos dois;d) ocorrem os dois.

Exercício 24§4 · num conjunto de números

Seja S = \{1,2,3,4,5,6,7,8,9,10\} o espaço de resultados de uma experiência aleatória, e sejam A = \{1,2,3,4,5\} e B = \{4,5,6,7\}.

Escreve em extensão: A \cup B, A \cap B, \overline{A}, \overline{B}, \overline{A} \cap B e \overline{A \cup B}.

Exercício 25§4 · traduzir em conjuntos

Sejam A, B e C acontecimentos de um espaço amostral \Omega, possíveis mas não certos.

Traduz em termos de conjuntos cada uma das afirmações seguintes:

a) ocorre unicamente A;b) ocorrem apenas A e C;c) ocorre pelo menos um dos acontecimentos;d) ocorre exatamente um dos acontecimentos;e) ocorrem precisamente dois acontecimentos.

Exercício 26§4 · três filhos, dois acontecimentos

Escolhe-se ao acaso uma família com três filhos e regista-se o sexo de cada um, pela ordem de nascimento, com R «rapaz» e F «rapariga». Sejam

A: «há pelo menos duas raparigas»;B: «o primeiro filho é rapaz».

a) Escreve A, B, A \cap B e A \cup B em extensão.b) A e B são incompatíveis? E contrários?

Exercício 27§4 · ler um diagrama de Venn

Num diagrama de Venn com dois acontecimentos A e B dentro de S, ficam desenhadas quatro regiões disjuntas.

a) Escreve em símbolos cada uma das quatro regiões.b) Verifica que a reunião das quatro é S.c) Escreve A como reunião de duas dessas regiões.

Exercício 28§4 · o contrário da reunião

Sejam A e B dois acontecimentos. Qual das expressões seguintes é igual a \overline{A \cup B}?

  • (A)\overline{A} \cup \overline{B}
  • (B)\overline{A} \cap \overline{B}
  • (C)\overline{A} \cap B
  • (D)A \cap \overline{B}
Exercício 29§4 · exatamente um dos dois

Sejam A e B dois acontecimentos de um mesmo espaço de resultados.

a) Escreve em símbolos o acontecimento «ocorre exatamente um dos dois».b) Verifica, num diagrama, que esse acontecimento é (A \cup B) \setminus (A \cap B).

Exercício 30§4 · dois dados e três acontecimentos

Lançam-se dois dados cúbicos equilibrados, um preto e um branco. Considera

A: «a soma é 7»;B: «os dois números são iguais»;C: «o número do dado preto é 1».

a) Mostra que A e B são incompatíveis.b) Escreve A \cap C em extensão.c) Serão A e C incompatíveis? Justifica.

Exercício 31§4 · simplificar com as leis

Sejam A e B acontecimentos de um mesmo espaço de resultados S. Mostra que:

a) A \cup \left(B \cap \overline{A}\right) = A \cup Bb) (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right) = Ac) A \cap (A \cup B) = A

Em cada passo, diz que lei estás a usar.

Exercício 32§4 · qual é que não dá A

Sejam A e B acontecimentos de um mesmo espaço de resultados. Qual das expressões seguintes não é necessariamente igual a A?

  • (A)A \cup (A \cap B)
  • (B)A \cap (A \cup B)
  • (C)(A \cup B) \cap \left(A \cup \overline{B}\right)
  • (D)A \cup \left(\overline{A} \cap B\right)
Exercício 33§4 · distributividade, num caso e em geral

Sejam A, B e C acontecimentos de um mesmo espaço de resultados.

a) Com S = \{1,\ldots,8\}, A = \{1,2,3,4\}, B = \{3,4,5\} e C = \{4,5,6\}, verifica que A \cap (B \cup C) = (A \cap B) \cup (A \cap C).b) Justifica a igualdade em geral, raciocinando sobre um resultado qualquer.

Exercício 34§4 · três acontecimentos, uma condição

Sejam A, B e C acontecimentos de um espaço de resultados S, com A \subseteq B. Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?

  • (A)A \cap B = B
  • (B)A \cup B = A
  • (C)\overline{B} \subseteq \overline{A}
  • (D)A e B são incompatíveis
Exercício 35§4 · o certo, o impossível e a diferença

Sejam A e B acontecimentos de um espaço de resultados S. Mostra que:

a) \overline{A \cap B} \cup A = Sb) \overline{A \cup \overline{B}} \cap \overline{B} = \varnothingc) \overline{A} \setminus \left(\overline{A} \cap B\right) = \overline{A \cup B}

Interpreta ainda a alínea a) em linguagem corrente.

Escreve primeiro A e B. Depois é só reunir, intersetar e passar ao complementar dentro de S = \{1,2,3,4,5,6\}.

  1. A = \{2,4,6\} e B = \{2,3,5\}.
  2. A \cup B = \{2,3,4,5,6\} — sai um número par ou primo.
  3. A \cap B = \{2\} — o único par que é primo.
  4. \overline{A} = \{1,3,5\} — os ímpares.
  5. A \cap \overline{B} = \{4,6\} — par mas não primo.Repara em que A \cap B é elementar: um acontecimento pode ser interseção de dois compostos e ter um só elemento.
Respostas\{2,3,4,5,6\} · \{2\} · \{1,3,5\} · \{4,6\}

Incompatíveis: A \cap B = \varnothing. Contrários: além disso, A \cup B = S. Ser contrário é mais exigente do que ser incompatível.

  1. a) \{1\} \cap \{6\} = \varnothing, mas a reunião não é S: incompatíveis, não contrários.
  2. b) \{2,4,6\} e \{1,3,5\}: interseção vazia e reunião igual a Scontrários.
  3. c) \{2,4,6\} \cap \{4,5,6\} = \{4,6\} \neq \varnothing: nem uma coisa nem outra.
  4. d) \{1,2\} \cap \{5,6\} = \varnothing, mas falta o 3 e o 4 na reunião: incompatíveis.Contrários são sempre incompatíveis; o recíproco é falso, e é o que as alíneas a) e d) mostram.
Respostasa) incompatíveis · b) contrários · c) nenhuma · d) incompatíveis

«mas não» é uma interseção com um complementar. «Nenhum dos dois» é o contrário de «pelo menos um».

  1. a) A \cap \overline{B}.
  2. b) A \cup B.
  3. c) \overline{A} \cap \overline{B}, que é o mesmo que \overline{A \cup B}.
  4. d) A \cap B.A igualdade da alínea c) é uma das leis de De Morgan. Vale a pena guardá-la: o contrário de «pelo menos um» é «nenhum».
Respostasa) A \cap \overline{B} · b) A \cup B · c) \overline{A} \cap \overline{B} · d) A \cap B

Faz um diagrama com os dez números e vai riscando. O complementar é sempre dentro de S.

  1. A \cup B = \{1,2,3,4,5,6,7\}.
  2. A \cap B = \{4,5\}.
  3. \overline{A} = \{6,7,8,9,10\} e \overline{B} = \{1,2,3,8,9,10\}.
  4. \overline{A} \cap B = \{6,7\} — os de B que não estão em A.
  5. \overline{A \cup B} = \{8,9,10\}.Confirma: \overline{A} \cap \overline{B} = \{8,9,10\} também. É De Morgan a funcionar num caso concreto.
Respostas\{1,\ldots,7\} · \{4,5\} · \{6,\ldots,10\} · \{1,2,3,8,9,10\} · \{6,7\} · \{8,9,10\}

Parte dos oito resultados possíveis. B é metade deles.

  1. A = \{(F,F,R),\, (F,R,F),\, (R,F,F),\, (F,F,F)\}.
  2. B = \{(R,R,R),\, (R,R,F),\, (R,F,R),\, (R,F,F)\}.
  3. A \cap B = \{(R,F,F)\} — o primeiro é rapaz e há duas raparigas.
  4. A \cup B tem 4 + 4 - 1 = 7 elementos: todos menos (F,R,R).
  5. b) Não são incompatíveis, porque A \cap B \neq \varnothing; logo também não são contrários.Repara em que \#(A \cup B) = \#A + \#B - \#(A \cap B). É a mesma contagem que dá origem à probabilidade da reunião, na secção 6.
Respostasa) \#A = \#B = 4, \#(A\cap B) = 1, \#(A\cup B) = 7 · b) não e não

As regiões são: só A, só B, os dois, e nenhum dos dois.

  1. a) A \cap \overline{B} (só A), A \cap B (ambos), \overline{A} \cap B (só B) e \overline{A} \cap \overline{B} (nenhum).
  2. b) Qualquer resultado de S ou está em A ou não está, e o mesmo para B: são quatro casos, e as quatro regiões esgotam-nos. Além disso não se sobrepõem duas a duas.
  3. c) A = (A \cap B) \cup (A \cap \overline{B}).Esta última igualdade é a propriedade 4 da secção 6, escrita antes de lá chegar. Decompor por um acontecimento é sempre partir em duas regiões disjuntas.
Respostac) A = (A \cap B) \cup (A \cap \overline{B})

Traduz por palavras: «não ocorre nenhum dos dois». Ou testa num caso concreto, com S = \{1,2,3,4\}.

  1. Não ocorrer A \cup B é não ocorrer A e não ocorrer B.
  2. Em símbolos, \overline{A \cup B} = \overline{A} \cap \overline{B}.
  3. Teste rápido: com S = \{1,2,3,4\}, A = \{1,2\} e B = \{2,3\}, vem \overline{A \cup B} = \{4\} e \overline{A} \cap \overline{B} = \{3,4\} \cap \{1,4\} = \{4\} ✓, enquanto a opção (A) daria \{1,3,4\}.
  4. Opção (B).A outra lei de De Morgan é \overline{A \cap B} = \overline{A} \cup \overline{B}: ao passar ao contrário, a reunião troca com a interseção.
RespostaOpção (B)

«Exatamente um» é «só A» ou «só B» — e as duas coisas são incompatíveis entre si.

  1. a) \left(A \cap \overline{B}\right) \cup \left(\overline{A} \cap B\right).
  2. b) No diagrama, essas são as duas «luas» de fora; juntas dão a reunião menos a zona central.
  3. Confirmação num caso: S = \{1,2,3,4\}, A = \{1,2\}, B = \{2,3\}. A expressão de a) dá \{1\} \cup \{3\} = \{1,3\}, e (A \cup B) \setminus (A \cap B) = \{1,2,3\} \setminus \{2\} = \{1,3\}Este acontecimento reaparece na secção 6: a sua probabilidade é P(A \cup B) - P(A \cap B), e é o exercício das três demonstrações.
Resposta\left(A \cap \overline{B}\right) \cup \left(\overline{A} \cap B\right)

Em a) pensa na paridade da soma de dois números iguais.

  1. a) Se os dois números são iguais, a soma é 2k, um número par. Como 7 é ímpar, nenhum resultado pode estar em A e em B: A \cap B = \varnothing.
  2. b) Com o preto igual a 1, a soma é 7 só se o branco for 6: A \cap C = \{(1,6)\}.
  3. c) Não são incompatíveis, precisamente porque A \cap C \neq \varnothing.Repara em que a alínea a) se resolveu sem escrever conjunto nenhum. Quando dá, é sempre preferível a um caso a caso.
Respostasa) a soma de números iguais é par · b) \{(1,6)\} · c) não

Em b), toma um resultado x e pergunta-te o que significa x pertencer a cada um dos membros.

  1. a) B \cup C = \{3,4,5,6\}, logo A \cap (B \cup C) = \{3,4\}.
  2. Por outro lado A \cap B = \{3,4\} e A \cap C = \{4\}, cuja reunião é \{3,4\}
  3. b) Seja x um resultado qualquer. Dizer que x \in A \cap (B \cup C) é dizer que x \in A e (x \in B ou x \in C).
  4. Isso é o mesmo que (x \in A e x \in B) ou (x \in A e x \in C) — porque o «e» distribui sobre o «ou» —, ou seja, x \in (A \cap B) \cup (A \cap C).
  5. Como qualquer x está num membro se e só se está no outro, os dois acontecimentos são iguais. ∎Verificar num exemplo não demonstra — mostra apenas que não há contradição. A alínea b) é que é a demonstração, e assenta na distributividade do «e» sobre o «ou».
RespostaAmbos os membros dão \{3,4\}; em geral vale pela distributividade do «e» sobre o «ou»

Desenha dois círculos, um dentro do outro, e vai testando as quatro. Em (C), pensa no que fica fora de cada um.

  1. Com A dentro de B: A \cap B = A (e não B), logo (A) é falsa.
  2. A \cup B = B (e não A), logo (B) é falsa.
  3. (D) é falsa: A \cap B = A, que só é vazio se A for o acontecimento impossível.
  4. (C) é verdadeira: se todo o resultado de A está em B, então todo o resultado que não está em B também não está em A.
  5. Opção (C).É a versão em conjuntos do contra-recíproco: «se A então B» equivale a «se não B então não A». Na secção 6, esta inclusão dá P(A) \leq P(B).
RespostaOpção (C)

Nas duas primeiras, começa por distribuir. Na terceira, distribui também — e repara no que acontece a A \cap A.

  1. a) Distribui-se a reunião pela interseção: \begin{aligned} A \cup \left(B \cap \overline{A}\right) &= (A \cup B) \cap \left(A \cup \overline{A}\right) && \text{distributiva} \\ &= (A \cup B) \cap S && \text{complementar} \\ &= A \cup B && \text{elemento neutro} \end{aligned}
  2. b) A mesma lei lida ao contrário — põe-se A em evidência: \begin{aligned} (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right) &= A \cap \left(B \cup \overline{B}\right) && \text{distributiva} \\ &= A \cap S && \text{complementar} \\ &= A && \text{elemento neutro} \end{aligned} É a leitura em conjuntos de uma ideia que vais usar muitas vezes: ou ocorre B, ou não ocorre, e não há terceira hipótese. Na secção 11 é ela que dá a fórmula da probabilidade total.
  3. c) Esta igualdade é a lei da absorção, e por isso não se pode usar a absorção para a demonstrar. O caminho é fazer aparecer o elemento neutro — A = A \cup \varnothing — para haver o que distribuir: \begin{aligned} A \cap (A \cup B) &= (A \cup \varnothing) \cap (A \cup B) && \text{elemento neutro} \\ &= A \cup (\varnothing \cap B) && \text{distributiva} \\ &= A \cup \varnothing && \text{elemento absorvente} \\ &= A && \text{elemento neutro} \end{aligned} A outra absorção sai do mesmo modo, com os papéis trocados: escreve-se A = A \cap S e põe-se A em evidência, (A \cap S) \cup (A \cap B) = A \cap (S \cup B) = A \cap S = A. Escrever A \cap (A \cup B) = (A \cap A) \cup (A \cap B) = A \cup (A \cap B) e parar aí não demonstra nada: o que ficou é a outra absorção, que ainda estava por demonstrar.
O que se usaSó a distributiva, o complementar e os elementos neutro e absorvente. Nenhuma alínea precisa da absorção — a c) é a absorção.

As três começam da mesma maneira: aplicar De Morgan ao que está debaixo do traço. Na c), lembra-te de que X \setminus Y = X \cap \overline{Y}.

  1. a) Começa-se por levantar o traço com De Morgan: \begin{aligned} \overline{A \cap B} \cup A &= \left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) \cup A && \text{De Morgan} \\ &= \left(A \cup \overline{A}\right) \cup \overline{B} && \text{comutativa e associativa} \\ &= S \cup \overline{B} && \text{complementar} \\ &= S && \text{elemento absorvente} \end{aligned} Em linguagem corrente: ou não ocorrem os dois ao mesmo tempo, ou ocorre A — e uma destas duas coisas tem sempre de acontecer.
  2. b) Outra vez De Morgan, com o duplo complementar a desaparecer: \begin{aligned} \overline{A \cup \overline{B}} \cap \overline{B} &= \left(\overline{A} \cap B\right) \cap \overline{B} && \text{De Morgan} \\ &= \overline{A} \cap \left(B \cap \overline{B}\right) && \text{associativa} \\ &= \overline{A} \cap \varnothing && \text{complementar} \\ &= \varnothing && \text{elemento absorvente} \end{aligned}
  3. c) A diferença troca-se primeiro por uma interseção, e só depois se trabalha: \begin{aligned} \overline{A} \setminus \left(\overline{A} \cap B\right) &= \overline{A} \cap \overline{\overline{A} \cap B} && \text{diferença} \\ &= \overline{A} \cap \left(A \cup \overline{B}\right) && \text{De Morgan} \\ &= \left(\overline{A} \cap A\right) \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) && \text{distributiva} \\ &= \varnothing \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) && \text{complementar} \\ &= \overline{A} \cap \overline{B} && \text{elemento neutro} \\ &= \overline{A \cup B} && \text{De Morgan} \end{aligned} No segundo passo há dois traços a desaparecer ao mesmo tempo: De Morgan dá \overline{\overline{A}} \cup \overline{B}, e \overline{\overline{A}} = A. Vale a pena ler o resultado: tirar a \overline{A} a parte que também é B deixa exatamente o que não é nem A nem B.
O que se usaDe Morgan nas três · associativa em a) e b) · X \setminus Y = X \cap \overline{Y} e distributiva em c)

Três delas são leis da tabela desta secção. Para a que sobra, faz um diagrama de Venn e pinta.

  1. (A) e (B) são as duas leis da absorção. Nenhuma delas se cita aqui sem mais: as duas saem da distributiva, depois de se fazer aparecer o elemento neutro. \begin{aligned} A \cup (A \cap B) &= (A \cap S) \cup (A \cap B) = A \cap (S \cup B) = A \cap S = A \\ A \cap (A \cup B) &= (A \cup \varnothing) \cap (A \cup B) = A \cup (\varnothing \cap B) = A \cup \varnothing = A \end{aligned}
  2. (C) é a distributiva da reunião em relação à interseção: (A \cup B) \cap \left(A \cup \overline{B}\right) = A \cup \left(B \cap \overline{B}\right) = A \cup \varnothing = A
  3. (D) é a única que sai de A: A \cup \left(\overline{A} \cap B\right) = (A \cup \overline{A}) \cap (A \cup B) = S \cap (A \cup B) = A \cup B Só dá A no caso particular de B estar contido em A.
  4. Opção (D).Repara na diferença entre (A) e (D): trocar A por \overline{A} dentro do parêntesis transforma a absorção — que não acrescenta nada — na reunião, que acrescenta tudo o que B tem de novo.
RespostaOpção (D)

«Ocorre unicamente A» quer dizer que A ocorre e os outros dois não — o que se escreve com interseções e acontecimentos contrários.

  1. a) Unicamente A. Ocorre A e não ocorrem B nem C:A \cap \overline{B} \cap \overline{C}
  2. b) Apenas A e C. Ocorrem A e C, mas não B:A \cap \overline{B} \cap C
  3. c) Pelo menos um. É a reunião dos três:A \cup B \cup C
  4. d) Exatamente um. Reúnem-se os três casos «unicamente A», «unicamente B» e «unicamente C», que se excluem entre si:\left(A \cap \overline{B} \cap \overline{C}\right) \cup \left(\overline{A} \cap B \cap \overline{C}\right) \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B} \cap C\right)
  5. e) Precisamente dois. Escolhe-se qual é o que não ocorre:\left(A \cap B \cap \overline{C}\right) \cup \left(A \cap \overline{B} \cap C\right) \cup \left(\overline{A} \cap B \cap C\right)
  6. Nota: em d) e e) as três parcelas são incompatíveis duas a duas, pelo que as probabilidades correspondentes se somam.
RespostaA \cap \overline{B} \cap \overline{C}; A \cap \overline{B} \cap C; A \cup B \cup C; reunião dos três «unicamente»; reunião dos três «dois em três»

Exercícios de Exame · Noções e propriedades

Trinta e dois itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre experiências aleatórias, espaço de resultados, acontecimentos e as suas operações — o tema das secções 2 a 4.

Item 1 construçãoProva Modelo 2000

Seja S o espaço de resultados associado a uma experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos.

Prova queP(A) + P(B) + P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 + P(A \cap B)

Item 2 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Lança-se um dado com as faces numeradas de 1 a 6. Sejam A: «sair face ímpar» e B: «sair face de número maior ou igual a 4».

Qual é o acontecimento contrário de A \cup B?

  • (A)Sair a face 1 ou a face 5
  • (B)Sair a face 4 ou a face 6
  • (C)Sair a face 2
  • (D)Sair a face 5
Item 3 escolha múltiplaProva modelo · 2001

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados finito S, nenhum deles impossível nem certo, com A \subset B.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)P(A) > P(B)
  • (B)P(A \cap B) = 0
  • (C)P(A \cup B) = 1
  • (D)P\left(\overline{A}\right) \geqslant P\left(\overline{B}\right)
Item 4 construçãoExame 2001 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Num saco podem existir até quinze bolas, indistinguíveis ao tato: cinco amarelas, cinco verdes e cinco brancas; para cada cor, as bolas estão numeradas de 1 a 5. Supõe que no saco estão apenas algumas dessas quinze bolas e que, ao retirar ao acaso uma bola:

  • a probabilidade de a bola ser amarela é 50\%;
  • a probabilidade de a bola ter o número 1 é 25\%;
  • a probabilidade de a bola ser amarela ou ter o número 1 é 62{,}5\%.

Prova que a bola amarela número 1 está no saco.

Item 5 escolha múltiplaExame 2003 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados E, com P(A) = 0{,}3 e P(B) = 0{,}5.

Qual dos números seguintes pode ser o valor de P(A \cup B)?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}4
  • (C)0{,}6
  • (D)0{,}9
Item 6 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase · 2.ª chamada

O sangue humano está classificado em quatro grupos: A, B, AB e O. Independentemente do grupo, o sangue pode ter, ou não, o fator Rhésus. Na população portuguesa a repartição é:

ABABO
Rh^{+}40%6,9%2,9%35,4%
Rh^{-}6,5%1,2%0,4%6,7%

Escolhido um português ao acaso, qual é a probabilidade de o seu grupo sanguíneo não ser o O? Apresenta o resultado em percentagem, arredondado às unidades.

Item 7 escolha múltiplaExame 2003 · 1.ª Fase · 2.ª chamada

Um saco contém bolas azuis, brancas e pretas. Tira-se, ao acaso, uma bola do saco. Sejam A: «a bola retirada é azul» e B: «a bola retirada é branca».

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)A e B são acontecimentos contrários.
  • (B)\overline{A} e \overline{B} são acontecimentos contrários.
  • (C)A e B são acontecimentos incompatíveis.
  • (D)\overline{A} e \overline{B} são acontecimentos incompatíveis.
Item 8 escolha múltiplaExame 2004 · 1.ª Fase

Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?

  • (A)A soma das probabilidades de dois acontecimentos incompatíveis é 1.
  • (B)O produto das probabilidades de dois acontecimentos incompatíveis é 1.
  • (C)A soma das probabilidades de dois acontecimentos contrários é 1.
  • (D)O produto das probabilidades de dois acontecimentos contrários é 1.
Item 9 escolha múltiplaExame 2004 · 2.ª Fase

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados S, com P(A) = 0{,}3, P(A \cap B) = 0{,}1 e P(A \cup B) = 0{,}8.

Qual é o valor de P\left(\overline{B}\right)?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}2
  • (C)0{,}3
  • (D)0{,}4
Item 10 escolha múltiplaExame 2005 · 1.ª Fase

Sejam X e Y dois acontecimentos de um espaço de resultados finito {\Omega}.

Qual das afirmações seguintes é a única que não é equivalente à igualdade P(X \cap Y) = 0?

  • (A)X e Y são acontecimentos incompatíveis.
  • (B)X e Y não podem ocorrer simultaneamente.
  • (C)Se X ocorreu, Y não pode ocorrer.
  • (D)X e Y são ambos impossíveis.
Item 11 escolha múltiplaExame 2005 · Ép. especial

Escolhe-se, ao acaso, um aluno de uma turma. Sejam A: «o aluno é uma rapariga» e B: «o aluno não usa óculos».

Qual é o acontecimento contrário de A \cup B?

  • (A)O aluno é um rapaz e usa óculos
  • (B)O aluno é um rapaz e não usa óculos
  • (C)O aluno é um rapaz ou usa óculos
  • (D)O aluno é um rapaz ou não usa óculos
Item 12 escolha múltiplaExame 2006 · 1.ª Fase

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados {\Omega}, com P(A) = 0{,}3.

Qual dos acontecimentos seguintes é o único que pode ter probabilidade inferior a 0{,}3?

  • (A)A \cup B
  • (B)A \cup \overline{B}
  • (C)A \cap B
  • (D)\overline{A} \cup B
Item 13 construçãoExame 2006 · 2.ª Fase

Uma turma de 12.º ano é constituída por raparigas, umas de 16 anos e as restantes de 17, e por rapazes, uns de 17 anos e os restantes de 18. Os alunos estão numerados consecutivamente a partir do número 1.

Escolhe-se, ao acaso, um aluno e registam-se o número, a idade e o sexo. Em cada uma das opções seguintes estão indicados dois acontecimentos X e Y:

  • Opção 1X: tem idade superior ou igual a 17 anos; Y: tem 16 ou 17 anos.
  • Opção 2X: o número é par; Y: o número é múltiplo de 4.
  • Opção 3X: tem 18 anos; Y: é rapariga.
  • Opção 4X: é rapaz; Y: tem 17 anos.

Em apenas uma das opções são verdadeiras as três afirmações P(X \cup Y) > P(X), P(X \cup Y) < 1 e P(X \cap Y) > 0. Qual é essa opção? Explica, para cada uma das outras três, qual é a afirmação falsa.

Item 14 construçãoExame 2006 · Ép. especial

A Sofia tem dois dados equilibrados: um cubo com as faces numeradas de 1 a 6 e um octaedro com as faces numeradas de 1 a 8. Lança os dois dados e observa os números saídos.

No âmbito desta experiência, dá um exemplo de dois acontecimentos A e B, nem impossíveis nem certos, tais que A \neq B e P(A \cap B) = P(A).

Item 15 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2006

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados {\Omega}, com 0 < P(A) < 1 e 0 < P(B) < 1. Sabe-se que A \subset B.

Qual é o valor de P\left((A \cup B) \cap \overline{B}\right)?

  • (A)0
  • (B)P(A)
  • (C)P(B)
  • (D)1
Item 16 construçãoExame 2007 · 1.ª Fase

Sejam A, B e C três acontecimentos de um espaço de resultados {\Omega} tais que (A \cup B) \cap C = \varnothing. Sabe-se que P(A) = 0{,}21 e P(C) = 0{,}47.

Calcula P(A \cup C), utilizando as propriedades das operações com conjuntos e a axiomática das probabilidades.

Item 17 escolha múltiplaExame 2008 · 1.ª Fase

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados {\Omega}, com P(A \cup B) = 80\%, P(B) = 60\% e P(A \cap B) = 10\%.

Qual é o valor de P(A)?

  • (A)10\%
  • (B)20\%
  • (C)30\%
  • (D)40\%
Item 18 construçãoExame 2008 · 2.ª Fase

Numa determinada cidade, das 160 raparigas que fizeram o exame nacional de Matemática, 65\% tiveram classificação positiva; dos 120 rapazes que fizeram o mesmo exame, 60\% também tiveram classificação positiva.

Escolhendo ao acaso um dos estudantes que realizaram o exame, qual é a probabilidade de o estudante escolhido não ser rapaz ou não ter tido classificação positiva? Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às centésimas.

Item 19 construçãoExame 2008 · 2.ª Fase

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), possíveis.

Prova queP\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = P\left(\overline{A}\right) - P(B) + P(A \cup B)

Item 20 escolha múltiplaTeste Intermédio · 10.12.2008

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados {\Omega}, com P(A) = 0{,}5 e P(B) = 0{,}7.

O que podemos então garantir sobre os acontecimentos A e B?

  • (A)A e B são acontecimentos contrários
  • (B)A e B são acontecimentos compatíveis
  • (C)A está contido em B
  • (D)O acontecimento A \cup B é certo
Item 21 construçãoExame 2009 · Ép. especial

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega).

Mostra queP(B) + P\left(\overline{A}\right) + P\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = 2P\left(\overline{A}\right) + P(A \cup B)

Item 22 escolha múltiplaExame 2010 · 1.ª Fase

Sejam A e B dois acontecimentos incompatíveis, com P(A) = 30\% e P(A \cup B) = 70\%.

Qual é o valor de P(B)?

  • (A)21\%
  • (B)40\%
  • (C)60\%
  • (D)61\%
Item 23 escolha múltiplaExame 2010 · Ép. especial

Sejam A e B dois acontecimentos com P(A) = 0{,}4, P\left(\overline{B}\right) = 0{,}3 e P(A \cap B) = 0{,}3.

Qual é o valor de P(A \cup B)?

  • (A)0{,}4
  • (B)0{,}6
  • (C)0{,}7
  • (D)0{,}8
Item 24 escolha múltiplaExame 2011 · Ép. especial (adaptado)

Sejam A e B dois acontecimentos incompatíveis, com P\left(\overline{A \cup B}\right) = 0{,}3 e P(A) = 0{,}5.

Qual é o valor de P(B)?

  • (A)0{,}2
  • (B)0
  • (C)0{,}5
  • (D)0{,}4
Item 25 escolha múltiplaTeste Intermédio · 13.03.2012

Sejam A e B dois acontecimentos incompatíveis de um espaço de resultados {\Omega}.

Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?

  • (A)P(A \cup B) = P(A \cap B)
  • (B)P(A) + P(B) = 1
  • (C)P(A \cap B) = 0
  • (D)P(A \cap B) = P(A) \times P(B)
Item 26 escolha múltiplaExame 2013 · Ép. especial (adaptado)

Sejam A e B dois acontecimentos incompatíveis, com P(A) = 0{,}3 e P\left(\overline{A} \cap B\right) = 0{,}55.

Qual é o valor de P\left(\overline{A \cup B}\right)?

  • (A)0{,}85
  • (B)0{,}25
  • (C)0{,}15
  • (D)0
Item 27 escolha múltiplaExame 2015 · 1.ª Fase (adaptado)

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados {\Omega}, com P(A) = 0{,}4, P\left(\overline{B}\right) = 0{,}7 e P(A \cup B) = 0{,}5.

Qual é o valor de P\left(\overline{A \cap B}\right)?

  • (A)0{,}6
  • (B)0{,}7
  • (C)0{,}8
  • (D)0{,}9
Item 28 construçãoExame 2017 · 1.ª Fase

Um saco contém n bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a n, com n par e superior a 6. Retira-se, ao acaso, uma bola do saco. Sejam A e B os acontecimentos:

A: «o número da bola retirada é menor ou igual a 6»;
B: «o número da bola retirada é par».

Escreve o significado de P\left(\overline{A} \cup B\right) no contexto da situação descrita e determina uma expressão, em função de n, que dê esta probabilidade. Apresenta a expressão na forma de fração.

Item 29 escolha múltiplaExame 2022 · 1.ª Fase

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço amostral finito {\Omega}. Sabe-se que P\left(\overline{B}\right) = 0{,}6, P(A \cup B) = 0{,}6 e A \cap B = \varnothing.

Qual é o valor de P\left(\overline{A}\right)?

  • (A)0{,}2
  • (B)0{,}4
  • (C)0{,}6
  • (D)0{,}8
Item 30 escolha múltiplaExame 2023 · Ép. especial

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço amostral {\Omega}, com P(A \cup B) = 0{,}8 e P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}5.

Qual é o valor de P(B)?

  • (A)0{,}2
  • (B)0{,}3
  • (C)0{,}5
  • (D)0{,}6
Item 31 escolha múltiplaExame 2025 · 2.ª Fase

Seja E o espaço amostral associado a uma experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos. Sabe-se que P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}5 e P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}3.

Qual é o valor de P(B)?

  • (A)0{,}2
  • (B)0{,}3
  • (C)0{,}7
  • (D)0{,}8
Item 32 construçãoExame 2025 · Ép. especial

Numa assembleia de alunos de uma escola secundária estão presentes alunos de vários anos de escolaridade. Dos alunos presentes, 25 são do 12.º ano e, destes, 10 frequentam a disciplina de Matemática A.

Seleciona-se, ao acaso, um aluno presente na assembleia. Sabe-se que a probabilidade de esse aluno não ser do 12.º ano ou não frequentar Matemática A é igual a \dfrac{9}{11}.

Determina o número de alunos presentes na assembleia.

Aplica as leis de De Morgan à terceira parcela do primeiro membro.

  1. Pelas leis de De Morgan, \overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B}, pelo queP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A \cup B)
  2. O primeiro membro ficaP(A) + P(B) + 1 - P(A \cup B)
  3. Substituindo P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B):P(A) + P(B) + 1 - P(A) - P(B) + P(A \cap B) = 1 + P(A \cap B)
RespostaResulta de P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A \cup B)

Escreve A e B como conjuntos de faces, faz a reunião e vê que faces ficam de fora.

  1. A = \{1,\,3,\,5\} e B = \{4,\,5,\,6\}.
  2. A \cup B = \{1,\,3,\,4,\,5,\,6\}
  3. O acontecimento contrário é o que fica de fora:\overline{A \cup B} = \{2\}
  4. Ou seja, «sair a face 2».
RespostaOpção (C)

De A \subset B tira primeiro a desigualdade entre P(A) e P(B); depois passa aos contrários — e repara no que acontece ao sentido da desigualdade.

  1. De A \subset B resulta P(A) \leqslant P(B) — a opção (A) está ao contrário.
  2. A \cap B = A e A não é impossível, logo P(A \cap B) > 0 — falha (B).
  3. A \cup B = B e B não é certo, logo P(A \cup B) < 1 — falha (C).
  4. Passando aos contrários: P\left(\overline{A}\right) = 1-P(A) e P\left(\overline{B}\right) = 1-P(B). Como P(A) \leqslant P(B), o sentido inverte-se:P\left(\overline{A}\right) \geqslant P\left(\overline{B}\right) \;✓
RespostaOpção (D)

Provar que uma bola «está no saco» é provar que a probabilidade de a tirar não é nula. Que acontecimento corresponde a ela?

  1. Sejam A: «a bola é amarela» e U: «a bola tem o número 1».
  2. A bola amarela número 1 corresponde exatamente ao acontecimento A \cap U.
  3. Da regra da adição, P(A \cup U) = P(A)+P(U)-P(A \cap U):P(A \cap U) = 0{,}5+0{,}25-0{,}625 = 0{,}125
  4. Como P(A \cap U) = 0{,}125 \neq 0, o acontecimento «sair a bola amarela número 1» não é impossível — logo essa bola está no saco. \blacksquare
RespostaP(A \cap U) = 0{,}125 > 0

A reunião nunca é menor do que a maior das partes, nem maior do que a soma das duas. Enquadra P(A \cup B) entre esses dois valores.

  1. Mínimo: B \subset A \cup B, logo P(A \cup B) \geqslant 0{,}5. Ficam excluídas (A) e (B).
  2. Máximo: P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) \leqslant 0{,}3+0{,}5 = 0{,}8 (a igualdade dá-se quando são incompatíveis). Fica excluída (D).
  3. Resta 0{,}6, que corresponde a P(A \cap B) = 0{,}2 — um valor admissível.
RespostaOpção (C)

É mais rápido calcular a probabilidade de ser do grupo O e passar ao contrário.

  1. P(O) = 35{,}4\% + 6{,}7\% = 42{,}1\%
  2. P\left(\overline{O}\right) = 100\% - 42{,}1\% = 57{,}9\%
  3. Arredondando às unidades, 58\%.
Resposta\approx 58\%

A existência de bolas pretas é o que estraga as opções sobre acontecimentos contrários — e é também o que torna os contrários compatíveis.

  1. Só se retira uma bola e cada bola tem uma só cor: nunca pode ser azul e branca ao mesmo tempo, logo A \cap B = \varnothingsão incompatíveis
  2. Não são contrários: se sair uma bola preta, não ocorre A nem B. Falham (A) e (B).
  3. \overline{A} («não é azul») e \overline{B} («não é branca») ocorrem em simultâneo sempre que sai uma bola preta, logo não são incompatíveis. Falha (D).
RespostaOpção (C)

Não confundas incompatíveis (não podem ocorrer ao mesmo tempo) com contrários (um ocorre exatamente quando o outro não ocorre).

  1. Se A e \overline{A} são contrários, então A \cup \overline{A} = {\Omega} e A \cap \overline{A} = \varnothing, dondeP(A) + P\left(\overline{A}\right) = 1
  2. Acontecimentos incompatíveis apenas garantem P(A \cap B) = 0; a soma P(A)+P(B) pode ser qualquer valor entre 0 e 1 — as opções (A) e (B) falham.
  3. A opção (D) também falha: por exemplo, com P(A) = 0{,}5, o produto seria 0{,}25 \neq 1.
RespostaOpção (C)

Obtém primeiro P(B) pela regra da adição e só depois passa ao contrário.

  1. Da regra da adição:P(B) = P(A \cup B) - P(A) + P(A \cap B) = 0{,}8-0{,}3+0{,}1 = 0{,}6
  2. P\left(\overline{B}\right) = 1-0{,}6 = 0{,}4
RespostaOpção (D)

P(X \cap Y) = 0 diz alguma coisa sobre a interseção — não sobre cada acontecimento isoladamente.

  1. Num espaço finito, P(X \cap Y) = 0 equivale a X \cap Y = \varnothing, ou seja, os acontecimentos são incompatíveis.
  2. As opções (A), (B) e (C) são três maneiras de dizer exatamente isso.
  3. A opção (D) é bem mais forte: exige que X = \varnothing e Y = \varnothing. Dois acontecimentos podem ser incompatíveis sem serem impossíveis — por exemplo, «sair face par» e «sair face 1» no lançamento de um dado.
RespostaOpção (D)

Pelas leis de De Morgan, \overline{A \cup B} = \overline{A} \cap \overline{B}: a reunião passa a interseção e cada acontecimento passa ao contrário.

  1. Pelas leis de De Morgan:\overline{A \cup B} = \overline{A} \cap \overline{B}
  2. \overline{A}: «o aluno é um rapaz».
  3. \overline{B}: «o aluno usa óculos».
  4. Logo o acontecimento contrário é «o aluno é um rapaz e usa óculos».
RespostaOpção (A)

Uma reunião nunca é «mais pequena» do que cada uma das partes; uma interseção nunca é «maior». Enquadra cada opção com P(A) = 0{,}3 ou com P\left(\overline{A}\right) = 0{,}7.

  1. Uma reunião contém cada uma das partes, logo a sua probabilidade nunca é inferior à de qualquer delas; uma interseção está contida em cada parte, logo a sua probabilidade nunca é superior.
  2. (A) A \subset A \cup B, logo P(A \cup B) \geqslant P(A) = 0{,}3 — nunca inferior.
  3. (B) A \subset A \cup \overline{B}, logo P\left(A \cup \overline{B}\right) \geqslant 0{,}3 — nunca inferior.
  4. (D) \overline{A} \subset \overline{A} \cup B e P\left(\overline{A}\right) = 0{,}7, logo P\left(\overline{A} \cup B\right) \geqslant 0{,}7 — muito longe de ser inferior a 0{,}3.
  5. (C) A \cap B \subset A, logo P(A \cap B) \leqslant 0{,}3: é o único que pode ficar abaixo de 0{,}3 (basta, por exemplo, que A e B sejam incompatíveis, e então P(A \cap B) = 0).
RespostaOpção (C)

Cada uma das três afirmações tem uma leitura simples: Y acrescenta alguma coisa a X; a reunião não é o acontecimento certo; e a interseção não é vazia.

  1. Opção 1 — todos os alunos têm 16, 17 ou 18 anos, logo X \cup Y = {\Omega} e P(X \cup Y) = 1. É falsa a afirmação P(X \cup Y) < 1.
  2. Opção 2 — todo o múltiplo de 4 é par, logo Y \subset X e X \cup Y = X. É falsa a afirmação P(X \cup Y) > P(X).
  3. Opção 3 — não há raparigas de 18 anos, logo X \cap Y = \varnothing. É falsa a afirmação P(X \cap Y) > 0.
  4. Opção 4 — há rapazes de 17 anos, logo P(X \cap Y) > 0 ✓; há raparigas de 17 anos que não estão em X, logo P(X \cup Y) > P(X) ✓; e as raparigas de 16 anos não pertencem a X \cup Y, logo P(X \cup Y) < 1
RespostaOpção 4

Quando é que P(A \cap B) = P(A)? Pensa no caso em que um dos acontecimentos implica o outro.

  1. P(A \cap B) = P(A) verifica-se, em particular, quando A \subset B: nesse caso A \cap B = A.
  2. Basta então escolher dois acontecimentos em que um implique o outro, sem serem iguais e sem serem impossíveis nem certos.
  3. Exemplo:A: \text{``sai a face 1 no cubo''} \qquad B: \text{``sai um número ímpar no cubo''}
  4. De facto A \subset B (se sai 1, sai um ímpar), A \neq B, e ambos são possíveis e não certos:P(A) = \dfrac{1}{6},\quad P(B) = \dfrac{1}{2},\quad P(A \cap B) = P(A) = \dfrac{1}{6} \;✓
RespostaPor exemplo A: «sai 1 no cubo» e B: «sai ímpar no cubo», com A \subset B

Simplifica primeiro A \cup B usando A \subset B. O resto é uma interseção muito conhecida.

  1. Como A \subset B, vem A \cup B = B.
  2. (A \cup B) \cap \overline{B} = B \cap \overline{B} = \varnothing
  3. Um acontecimento é sempre incompatível com o seu contrário, logoP\left((A \cup B) \cap \overline{B}\right) = P(\varnothing) = 0
RespostaOpção (A)

De (A \cup B) \cap C = \varnothing tira uma conclusão sobre A \cap C — repara em que A \subset A \cup B.

  1. Como A \subset A \cup B, vem A \cap C \subset (A \cup B) \cap C = \varnothing.
  2. Logo A \cap C = \varnothing: os acontecimentos A e C são incompatíveis e P(A \cap C) = 0.
  3. Pela regra da adição:P(A \cup C) = P(A)+P(C)-P(A \cap C) = 0{,}21+0{,}47-0 = 0{,}68
RespostaP(A \cup C) = 0{,}68

É a regra da adição resolvida em ordem a P(A).

  1. Da regra da adição, P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B):80\% = P(A) + 60\% - 10\%
  2. P(A) = 80\% - 50\% = 30\%
RespostaOpção (C)

Pelas leis de De Morgan, o acontecimento contrário do pedido é «ser rapaz e ter positiva» — muito mais simples de contar.

  1. Sejam R: «é rapaz» e P: «teve classificação positiva». O total de estudantes é 160+120 = 280.
  2. O acontecimento pedido é \overline{R} \cup \overline{P}. Pelas leis de De Morgan,\overline{R} \cup \overline{P} = \overline{R \cap P}
  3. Rapazes com positiva: 60\% de 120 = 72, logo P(R \cap P) = \dfrac{72}{280}.
  4. P\left(\overline{R \cap P}\right) = 1 - \dfrac{72}{280} = \dfrac{208}{280} \approx 0{,}743
  5. Arredondando às centésimas: 0{,}74.
Resposta\approx 0{,}74

Aplica as leis de De Morgan ao primeiro membro e a fórmula da reunião ao segundo.

  1. Primeiro membro. Pelas leis de De Morgan, \overline{A} \cup \overline{B} = \overline{A \cap B}, pelo queP\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = 1 - P(A \cap B)
  2. Segundo membro. Usando P\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A) e P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B):1 - P(A) - P(B) + P(A) + P(B) - P(A \cap B) = 1 - P(A \cap B)
  3. Os dois membros coincidem.
RespostaAmbos os membros são iguais a 1 - P(A \cap B)

Usa P(A \cup B) \leqslant 1 para obter um mínimo para P(A \cap B). Se esse mínimo for positivo, o que se conclui?

  1. Como P(A \cup B) \leqslant 1 e P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B):0{,}5+0{,}7-P(A \cap B) \leqslant 1 \Leftrightarrow P(A \cap B) \geqslant 0{,}2
  2. Como P(A \cap B) > 0, o acontecimento A \cap B não é impossível: A e B são compatíveis.
  3. Porque não as outras: se fossem contrários teríamos P(A)+P(B) = 1, o que é falso; nada obriga A \subset B nem P(A \cup B) = 1 (por exemplo, P(A \cap B) = 0{,}4 daria P(A \cup B) = 0{,}8).
RespostaOpção (B)

Aplica as leis de De Morgan a \overline{A} \cup \overline{B} e desenvolve os dois membros até obterem a mesma expressão.

  1. Primeiro membro. Pelas leis de De Morgan, \overline{A} \cup \overline{B} = \overline{A \cap B}, pelo que P\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = 1 - P(A \cap B). Usando ainda P\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A):P(B) + 1 - P(A) + 1 - P(A \cap B) = 2 + P(B) - P(A) - P(A \cap B)
  2. Segundo membro. Com P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B):2\left(1 - P(A)\right) + P(A) + P(B) - P(A \cap B) = 2 - P(A) + P(B) - P(A \cap B)
  3. As duas expressões são iguais.
RespostaAmbos os membros são iguais a 2 + P(B) - P(A) - P(A \cap B)

Incompatíveis: a interseção tem probabilidade nula, logo as probabilidades somam-se.

  1. P(A \cup B) = P(A) + P(B) porque P(A \cap B) = 0.
  2. 70\% = 30\% + P(B) \Leftrightarrow P(B) = 40\%
  3. A opção (A), 21\%, é 0{,}3 \times 0{,}7 — a resposta de quem confunde incompatíveis com independentes.
RespostaOpção (B)

Aplicação direta da fórmula da reunião — só é preciso passar de P\left(\overline{B}\right) para P(B).

  1. P(B) = 1 - 0{,}3 = 0{,}7
  2. P(A \cup B) = 0{,}4 + 0{,}7 - 0{,}3 = 0{,}8
RespostaOpção (D)

Passa primeiro ao acontecimento contrário para obter P(A \cup B).

  1. P(A \cup B) = 1 - 0{,}3 = 0{,}7
  2. Sendo incompatíveis, P(A \cup B) = P(A) + P(B).
  3. 0{,}7 = 0{,}5 + P(B) \Leftrightarrow P(B) = 0{,}2
RespostaOpção (A)

Incompatíveis significa A \cap B = \varnothing. E P(\varnothing) = 0.

  1. De A \cap B = \varnothing vem P(A \cap B) = P(\varnothing) = 0
  2. A opção (B) só valeria se fossem contrários, o que é mais forte do que incompatíveis.
  3. A opção (D) exigiria P(A)P(B) = 0, ou seja um deles impossível — não é obrigatório.
RespostaOpção (C)

Se A e B são incompatíveis, então B está todo contido em \overline{A}.

  1. Sendo incompatíveis, B \subseteq \overline{A}, logo \overline{A} \cap B = B e P(B) = 0{,}55.
  2. P(A \cup B) = P(A) + P(B) = 0{,}3 + 0{,}55 = 0{,}85
  3. P\left(\overline{A \cup B}\right) = 1 - 0{,}85 = 0{,}15
RespostaOpção (C)

Primeiro P(A \cap B) pela fórmula da reunião; só depois o acontecimento contrário.

  1. P(B) = 1 - 0{,}7 = 0{,}3
  2. P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}4 + 0{,}3 - 0{,}5 = 0{,}2
  3. P\left(\overline{A \cap B}\right) = 1 - 0{,}2 = 0{,}8
RespostaOpção (C)

Traduz primeiro \overline{A} em palavras. Depois conta os números favoráveis sem os contar duas vezes.

  1. Significado. \overline{A} é o acontecimento «o número da bola retirada é maior do que 6». Logo P\left(\overline{A} \cup B\right) é a probabilidade de, ao retirar uma bola ao acaso, o seu número ser maior do que 6 ou ser par.
  2. Casos possíveis: n — há n bolas no saco.
  3. Casos favoráveis. Números maiores do que 6: são n-6. Falta juntar os pares que não são maiores do que 6, para não os contar duas vezes: 2, 4 e 6 — três números.
  4. P\left(\overline{A} \cup B\right) = \dfrac{(n-6)+3}{n} = \dfrac{n-3}{n}
Resposta«O número da bola é maior do que 6 ou é par»; P = \dfrac{n-3}{n}

Sendo incompatíveis, P(A \cup B) = P(A) + P(B).

  1. P(B) = 1 - 0{,}6 = 0{,}4
  2. Como A \cap B = \varnothing, P(A \cup B) = P(A) + P(B).
  3. 0{,}6 = P(A) + 0{,}4 \Leftrightarrow P(A) = 0{,}2
  4. P\left(\overline{A}\right) = 1 - 0{,}2 = 0{,}8
RespostaOpção (D)

Parte A \cup B em dois pedaços disjuntos: A \setminus B e B.

  1. A \cup B = \left(A \cap \overline{B}\right) \cup B, e estes dois conjuntos são disjuntos.
  2. P(A \cup B) = P\left(A \cap \overline{B}\right) + P(B)
  3. 0{,}8 = 0{,}5 + P(B) \Leftrightarrow P(B) = 0{,}3
RespostaOpção (B)

Os dois acontecimentos dados são disjuntos e a sua reunião é \overline{B}. Usa a propriedade 4.

  1. \overline{B} = \left(A \cap \overline{B}\right) \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B}\right), e os dois pedaços são disjuntos.
  2. P\left(\overline{B}\right) = 0{,}5 + 0{,}3 = 0{,}8
  3. P(B) = 1 - 0{,}8 = 0{,}2
RespostaOpção (A)

O acontecimento contrário de «não ser do 12.º ou não frequentar Mat. A» é «ser do 12.º e frequentar Mat. A» — leis de De Morgan.

  1. Sejam D: «é do 12.º ano» e M: «frequenta Matemática A».
  2. O acontecimento dado é \overline{D} \cup \overline{M} = \overline{D \cap M}.
  3. Logo P(D \cap M) = 1 - \dfrac{9}{11} = \dfrac{2}{11}.
  4. Os alunos do 12.º que frequentam Mat. A são 10, logo \dfrac{10}{N} = \dfrac{2}{11}.
  5. N = \dfrac{10 \times 11}{2} = 55.
Resposta55 alunos
05

Probabilidade e regra de Laplace

Uma probabilidade é uma função que dá a cada acontecimento um número entre 0 e 1. Quando os resultados são equiprováveis, calcular essa função é contar.

Aprendizagens Essenciais
  • Compreender que a probabilidade de um acontecimento A é o valor em que estabiliza a frequência relativa \frac{n_A}{n} num grande número de repetições.
  • Reconhecer que as probabilidades dos acontecimentos elementares são números entre 0 e 1 cuja soma é 1, e que a probabilidade de um acontecimento é a soma das probabilidades dos elementares que o compõem.
  • Compreender que, quando os acontecimentos elementares são equiprováveis, se pode usar a regra de Laplace.
Definição · probabilidade

Dado um conjunto finito E, chama-se probabilidade em \mathscr{P}(E) a uma função P: \mathscr{P}(E) \to \mathbb{R}^{+}_{0} que verifica:

  1. P(E) = 1;
  2. se A e B são disjuntos, isto é A \cap B = \varnothing, então P(A \cup B) = P(A) + P(B).

São estes dois requisitos — mais a não negatividade, já contida no contradomínio — que Kolmogorov transformou em axiomas. Tudo o resto se demonstra a partir deles.

Definir uma probabilidade num espaço finito é, na prática, atribuir um número a cada resultado elementar, de forma que sejam todos não negativos e somem 1. A probabilidade de um acontecimento é depois a soma das probabilidades dos elementares que o compõem.

A visão frequencista

De onde vêm esses números? Da experiência. A frequência relativa \frac{n_A}{n} — número de vezes em que A ocorreu, a dividir pelo número de repetições — estabiliza num valor quando n cresce, e é esse valor que se toma para P(A). É o que se vê no laboratório da secção 2.

Regra de Laplace

Se o espaço de resultados é finito e todos os resultados são equiprováveis, então, para qualquer acontecimento A,

P(A) = \dfrac{\#A}{\#S} = \dfrac{\text{n.}^{\text{o}}\text{ de casos favoráveis}}{\text{n.}^{\text{o}}\text{ de casos possíveis}}

Admite-se a equiprobabilidade sempre que não haja, à partida, razão para supor que algum resultado seja mais provável do que outro — um dado «equilibrado», bolas «indistinguíveis ao tato», uma escolha «ao acaso».

Quando Laplace não se aplica

Na vida real a equiprobabilidade é a exceção, não a regra: o grupo sanguíneo de um português escolhido ao acaso, a eficácia de uma vacina ou a probabilidade de chover amanhã não se calculam contando casos. Nesses problemas a probabilidade vem de dados observados, não de uma contagem.

Python A regra de Laplace, por contagem
from itertools import product

S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))

def prob(condicao):
    favoraveis = [x for x in S if condicao(x)]
    return len(favoraveis) / len(S)

print('Soma 7        :', prob(lambda x: x[0]+x[1] == 7))
print('Soma maior 9  :', prob(lambda x: x[0]+x[1] > 9))
print('Faces iguais  :', prob(lambda x: x[0] == x[1]))

Só funciona porque os 36 casos são equiprováveis. Experimenta com dois dados de cores diferentes e verás que contar pares ordenados é mesmo o que faz a regra funcionar.

Laboratório · Casos favoráveis, casos possíveis

interativo

Repara que a probabilidade só depende da proporção: 5 em 10 e 7 em 14 dão o mesmo \frac{1}{2}. E que as três probabilidades somam sempre 1 — os três acontecimentos são incompatíveis e a sua reunião é S.

Exemplo 4 Duas bolas da mesma cor

Num saco há dezoito bolas indistinguíveis ao tato: doze azuis e seis vermelhas. Tiram-se duas bolas ao acaso, simultaneamente. Qual é a probabilidade de formarem um par da mesma cor?

  1. Casos possíveis. Tirar duas bolas de dezoito, sem ordem: \#S = {}^{18}C_{2} = \dfrac{18 \times 17}{2} = 153.
  2. Casos favoráveis. Duas azuis, {}^{12}C_{2} = \dfrac{12 \times 11}{2} = 66, ou duas vermelhas, {}^{6}C_{2} = \dfrac{6 \times 5}{2} = 15. Como os dois casos são incompatíveis, somam-se: 66 + 15 = 81.
  3. Pela regra de Laplace, P = \dfrac{81}{153} = \dfrac{9}{17}.
  4. Escrito com pares ordenados dá o mesmo: \dfrac{12 \times 11 + 6 \times 5}{18 \times 17} = \dfrac{162}{306} = \dfrac{9}{17}.A ordem pode contar-se ou não — desde que se conte do mesmo modo em cima e em baixo. É o erro clássico deste tipo de item de exame.
Resposta\dfrac{9}{17} \approx 0{,}53

Exercícios propostos

Doze exercícios sobre a regra de Laplace: contar bem, decidir se ela se aplica e, quando não se aplica, encontrar o espaço onde se aplica.

Exercício 36§5 · contar favoráveis e possíveis

Extrai-se ao acaso uma carta de um baralho completo de 52 cartas.

a) Qual é a probabilidade de sair uma carta de copas?b) E de sair uma figura (dama, valete ou rei)?c) E de sair a dama de copas?

Exercício 37§5 · o dado e os seus acontecimentos

Lança-se um dado cúbico equilibrado. Determina a probabilidade de:

a) sair um número primo;b) sair um número maior do que 4;c) sair um número que não seja múltiplo de 3.

Exercício 38§5 · o saco de bolas

Um saco contém 4 bolas verdes, 6 vermelhas e 5 azuis, indistinguíveis ao tato. Extrai-se uma bola ao acaso.

a) Determina a probabilidade de a bola ser vermelha.b) Determina a probabilidade de a bola não ser azul.c) Quantas bolas verdes seria preciso acrescentar ao saco para que a probabilidade de sair verde passasse a \frac{1}{2}?

Exercício 39§5 · dois dados, uma tabela

Lançam-se dois dados cúbicos equilibrados, um preto e um branco, e regista-se o par de números obtido.

a) Determina a probabilidade de a soma ser 7.b) Determina a probabilidade de a soma ser maior ou igual a 10.c) Determina a probabilidade de os dois números serem iguais.d) Determina a probabilidade de a soma ser par.

Exercício 40§5 · a roda, duas voltas

Uma roda de um jogo está dividida em quatro setores de igual amplitude, numerados de 1 a 4. A roda é posta a girar duas vezes e, de cada vez, regista-se o número do setor para o qual a seta aponta.

a) As duas pontuações são iguais.b) Nenhuma pontuação é 3.c) Pelo menos uma pontuação é 3.d) A soma das pontuações é 5.e) Nenhuma pontuação é 3 ou as duas pontuações são iguais.

Determina a probabilidade de cada acontecimento.

Exercício 41§5 · as elementares somam 1

Uma experiência aleatória tem espaço de resultados S = \{a,\, b,\, c,\, d\} e sabe-se que

P(\{a\}) = 2kP(\{b\}) = kP(\{c\}) = 3kP(\{d\}) = 0{,}2

a) Determina k.b) Determina P(\{a,\, c\}).c) Os resultados são equiprováveis? Justifica.

Exercício 42§5 · onde Laplace não se aplica

Em qual das situações seguintes não é legítimo calcular a probabilidade pela regra de Laplace?

  • (A)Extrair ao acaso uma bola de um saco com 7 bolas indistinguíveis ao tato e calcular a probabilidade de sair uma bola determinada.
  • (B)Lançar um dado equilibrado de 12 faces e calcular a probabilidade de sair um número par.
  • (C)Escolher ao acaso um dia do próximo ano e calcular a probabilidade de nesse dia chover em Lisboa.
  • (D)Escolher ao acaso um dos 30 alunos de uma turma e calcular a probabilidade de ser um dos 12 rapazes.
Exercício 43§5 · a roda que não é justa

Uma roda está dividida em três setores, de amplitudes 180^{\circ}, 120^{\circ} e 60^{\circ}, numerados 1, 2 e 3, respetivamente. Faz-se girar a seta uma vez.

a) Explica por que razão não se pode escrever P(\{1\}) = \frac{1}{3}.b) Determina a probabilidade de cada resultado.c) Determina a probabilidade de sair um número maior do que 1.

Exercício 44§5 · três moedas

Lançam-se três moedas equilibradas e regista-se a face de cada uma.

a) Determina a probabilidade de saírem exatamente duas faces nacionais.b) Determina a probabilidade de saírem pelo menos duas faces nacionais.c) Um aluno resolveu a alínea a) assim: «os resultados possíveis são 0, 1, 2 ou 3 faces nacionais, logo P = \frac{1}{4}». Explica o erro.

Exercício 45§5 · as moedas do bolso

Num bolso estão seis moedas: uma de 20 cêntimos, duas de 50 cêntimos e três de 1 euro. Retiram-se ao acaso, simultaneamente, duas moedas.

a) Quantos pares diferentes de moedas se podem retirar?b) Determina a probabilidade de as duas moedas perfazerem exatamente 1{,}50 €.

Exercício 46§5 · será uma probabilidade?

Considera S = \{x,\, y,\, z\} e as três atribuições seguintes.

P(\{x\})P(\{y\})P(\{z\})
I0{,}40{,}50{,}1
II0{,}60{,}6-0{,}2
III\frac{1}{2}\frac{1}{4}\frac{1}{8}

Indica, justificando, quais delas definem uma probabilidade em \mathscr{P}(S).

Exercício 47§5 · do dado ao produto

Lançam-se dois dados tetraédricos equilibrados, com as faces numeradas de 1 a 4, e regista-se o par de números das faces voltadas para baixo.

a) Determina a probabilidade de o produto dos dois números ser par.b) Determina a probabilidade de o produto ser um quadrado perfeito.

Em cada alínea conta os casos favoráveis; os possíveis são sempre 52. Cada naipe tem 13 cartas e três figuras.

  1. a) São 13 cartas de copas em 52: P = \dfrac{13}{52} = \dfrac{1}{4}.
  2. b) São 3 figuras por naipe, num total de 3 \times 4 = 12: P = \dfrac{12}{52} = \dfrac{3}{13}.
  3. c) Há uma única dama de copas: P = \dfrac{1}{52}.«Ao acaso» é a expressão que autoriza a regra de Laplace: sem ela, nada garante que as 52 cartas sejam equiprováveis.
Respostasa) \frac{1}{4} · b) \frac{3}{13} · c) \frac{1}{52}

Escreve cada acontecimento em extensão antes de contar. Em c) pode ser mais rápido contar os múltiplos de 3 e subtrair.

  1. a) \{2,3,5\}, logo P = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2}.
  2. b) \{5,6\}, logo P = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}.
  3. c) Os múltiplos de 3 são \{3,6\}; sobram 4 casos favoráveis: P = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3}.Em c) usou-se, sem lhe chamar nome, a probabilidade do acontecimento contrário: 1 - \frac{2}{6}. Na secção 6 ela ganha estatuto de propriedade.
Respostasa) \frac{1}{2} · b) \frac{1}{3} · c) \frac{2}{3}

Em c), se acrescentares x bolas verdes, tanto o numerador como o denominador mudam. Escreve a equação.

  1. Ao todo são 4+6+5 = 15 bolas.
  2. a) P = \dfrac{6}{15} = \dfrac{2}{5}.
  3. b) Não azuis são 4+6 = 10: P = \dfrac{10}{15} = \dfrac{2}{3}.
  4. c) \dfrac{4+x}{15+x} = \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow 8 + 2x = 15 + x \Leftrightarrow x = 7.
  5. São precisas 7 bolas verdes: ficariam 11 verdes em 22 bolas ✓O erro clássico em c) é escrever \frac{4+x}{15}, esquecendo que as bolas acrescentadas também aumentam o total.
Respostasa) \frac{2}{5} · b) \frac{2}{3} · c) 7 bolas

São 36 casos possíveis, todos equiprováveis. Uma tabela de dupla entrada com as somas resolve as quatro alíneas de uma vez.

  1. a) Soma 7: (1,6), (2,5), (3,4), (4,3), (5,2), (6,1) — 6 casos. P = \dfrac{6}{36} = \dfrac{1}{6}.
  2. b) Soma 10, 11 ou 12: 3 + 2 + 1 = 6 casos. P = \dfrac{6}{36} = \dfrac{1}{6}.
  3. c) (1,1), \ldots, (6,6) — 6 casos. P = \dfrac{1}{6}.
  4. d) A soma é par quando os dois números têm a mesma paridade: 3 \times 3 + 3 \times 3 = 18 casos. P = \dfrac{18}{36} = \dfrac{1}{2}.Os dados serem de cores diferentes não é um detalhe decorativo: é o que torna (2,5) e (5,2) resultados distintos e, por isso, os 36 casos equiprováveis. Com dados iguais o resultado é o mesmo — mas a contagem deixa de ser óbvia.
Respostasa) \frac{1}{6} · b) \frac{1}{6} · c) \frac{1}{6} · d) \frac{1}{2}

São 4 \times 4 = 16 pares, todos equiprováveis porque os setores têm a mesma amplitude. A alínea c) sai de b) sem contas novas; em e), cuidado em não contar duas vezes os pares que servem às duas condições.

  1. a) (1,1), (2,2), (3,3), (4,4) — 4 casos: P = \dfrac{4}{16} = \dfrac{1}{4}.
  2. b) Cada volta tem 3 hipóteses sem o 3: 3 \times 3 = 9 casos. P = \dfrac{9}{16}.
  3. c) É o contrário de b): P = 1 - \dfrac{9}{16} = \dfrac{7}{16}.
  4. d) Soma 5: (1,4), (2,3), (3,2), (4,1) — 4 casos. P = \dfrac{1}{4}.
  5. e) Os 9 pares sem 3, mais os pares iguais que ainda não estão contados — só (3,3) —, dão 10 casos: P = \dfrac{10}{16} = \dfrac{5}{8}.Em e), (1,1), (2,2) e (4,4) já pertenciam aos 9 primeiros. Somar 9 + 4 daria 13 e estaria errado — é a razão de ser do -P(A \cap B) que aparece na secção 6.
Respostasa) \frac{1}{4} · b) \frac{9}{16} · c) \frac{7}{16} · d) \frac{1}{4} · e) \frac{5}{8}

A soma das probabilidades dos acontecimentos elementares é sempre 1. É a única equação de que precisas.

  1. a) 2k + k + 3k + 0{,}2 = 1 \Leftrightarrow 6k = 0{,}8 \Leftrightarrow k = \dfrac{2}{15}.
  2. b) P(\{a,c\}) = 2k + 3k = 5k = \dfrac{10}{15} = \dfrac{2}{3}.
  3. c) Não: P(\{b\}) = \frac{2}{15} e P(\{c\}) = \frac{6}{15} são diferentes. Aqui a regra de Laplace não se aplica.Todas as quatro probabilidades são não negativas e somam 1, portanto isto é uma probabilidade legítima — apenas não é a uniforme. Laplace é um caso particular, não a definição.
Respostasa) k = \frac{2}{15} · b) \frac{2}{3} · c) não são equiprováveis

Laplace exige duas coisas: um número finito de casos e casos equiprováveis. Verifica-as uma a uma.

  1. Em (A), (B) e (D) os casos possíveis são finitos e nada distingue uns dos outros — o enunciado garante-o com «indistinguíveis ao tato», «equilibrado» e «ao acaso».
  2. Em (C) a escolha do dia é equiprovável, mas o acontecimento «chover» não é um caso favorável que se possa contar: chover em janeiro e chover em julho não têm a mesma probabilidade, e essa probabilidade não se obtém contando dias — obtém-se de dados observados.
  3. Opção (C).É a distinção entre a visão clássica e a visão frequencista. Fora da escola, a maior parte das probabilidades interessantes é do tipo (C).
RespostaOpção (C)

A seta pára numa posição ao acaso: o que é equiprovável são as posições, não os três números. Trabalha com as amplitudes.

  1. a) Os três resultados não são equiprováveis — o setor 1 ocupa metade da roda e o setor 3 apenas um sexto —, e a regra de Laplace exige equiprobabilidade.
  2. b) A probabilidade de cada setor é a fração da roda que ele ocupa: P(\{1\}) = \dfrac{180}{360} = \dfrac{1}{2}, P(\{2\}) = \dfrac{120}{360} = \dfrac{1}{3}, P(\{3\}) = \dfrac{60}{360} = \dfrac{1}{6}.
  3. Confirmação: \frac{1}{2} + \frac{1}{3} + \frac{1}{6} = 1
  4. c) P(\{2,3\}) = \dfrac{1}{3} + \dfrac{1}{6} = \dfrac{1}{2}.Laplace continua lá — mas aplicado às posições da seta, que essas sim são equiprováveis. É sempre assim: quando os resultados registados não são equiprováveis, procura-se um espaço mais fino onde sejam.
Respostasb) \frac{1}{2}, \frac{1}{3}, \frac{1}{6} · c) \frac{1}{2}

Escreve os oito resultados. A alínea c) é sobre qual é o espaço onde os casos são equiprováveis.

  1. Os oito resultados equiprováveis são (\mathcal{N},\mathcal{N},\mathcal{N}), (\mathcal{N},\mathcal{N},\mathcal{E}), (\mathcal{N},\mathcal{E},\mathcal{N}), (\mathcal{E},\mathcal{N},\mathcal{N}), (\mathcal{N},\mathcal{E},\mathcal{E}), (\mathcal{E},\mathcal{N},\mathcal{E}), (\mathcal{E},\mathcal{E},\mathcal{N}) e (\mathcal{E},\mathcal{E},\mathcal{E}).
  2. a) Exatamente duas \mathcal{N}: 3 casos. P = \dfrac{3}{8}.
  3. b) Duas ou três: 3 + 1 = 4 casos. P = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2}.
  4. c) Os quatro «resultados» 0, 1, 2, 3 não são equiprováveis: o 0 e o 3 correspondem a um único caso cada, mas o 1 e o 2 correspondem a três. Laplace não se aplica a esse espaço.Foi este o erro que d'Alembert cometeu, no século XVIII, com duas moedas. A saída é sempre a mesma: descer ao espaço onde os casos são mesmo equiprováveis.
Respostasa) \frac{3}{8} · b) \frac{1}{2} · c) os quatro valores não são equiprováveis

Numera as moedas de 1 a 6 para as distinguir, mesmo as do mesmo valor. Em b), que valores é que somam 1{,}50 €?

  1. a) Numerando as moedas de 1 a 6, cada par é um conjunto de duas delas. A primeira pode ser qualquer das 6 e a segunda qualquer das 5 restantes, mas cada par fica assim contado duas vezes: \dfrac{6 \times 5}{2} = 15 pares.
  2. b)0{,}50 + 1{,}001{,}50 €. As outras somas possíveis são 0{,}70, 1{,}20, 1{,}00 e 2{,}00 €.
  3. Há 2 moedas de 50 cêntimos e 3 de 1 euro, logo 2 \times 3 = 6 pares favoráveis.
  4. P = \dfrac{6}{15} = \dfrac{2}{5}.Dividir por 2 na alínea a) é o passo em que se decide que a ordem não conta. É exatamente o raciocínio que, na secção 8, dá origem à fórmula das combinações.
Respostasa) 15 pares · b) \frac{2}{5}

São duas condições a verificar: nenhuma probabilidade negativa, e a soma das elementares igual a 1.

  1. I: todos os valores são não negativos e 0{,}4 + 0{,}5 + 0{,}1 = 1. É uma probabilidade.
  2. II: a soma dá 1, mas P(\{z\}) = -0{,}2 < 0. Uma probabilidade toma valores em \mathbb{R}^{+}_{0}: não é.
  3. III: todos os valores são positivos, mas \frac{1}{2} + \frac{1}{4} + \frac{1}{8} = \frac{7}{8} \neq 1. Não é: faltaria P(S) = 1.
  4. Só a atribuição I define uma probabilidade.As duas condições não são decorativas: sem a primeira perdia-se o sentido de «medida»; sem a segunda, o acontecimento certo deixaria de ser certo.
RespostaApenas I

Em a), um produto é ímpar quando os dois fatores são ímpares — é o caminho mais curto. Em b), percorre a tabela dos 16 produtos.

  1. São 4 \times 4 = 16 pares equiprováveis.
  2. a) O produto é ímpar só quando ambos os números são ímpares — 1 ou 3 em cada dado: 2 \times 2 = 4 casos. Logo o produto é par em 16 - 4 = 12 casos: P = \dfrac{12}{16} = \dfrac{3}{4}.
  3. b) Os produtos que são quadrados perfeitos: 1 = 1\times1; 4 = 1\times4,\ 4\times1,\ 2\times2; 9 = 3\times3; 16 = 4\times4. São 1+3+1+1 = 6 casos.
  4. P = \dfrac{6}{16} = \dfrac{3}{8}.Em a) contar o contrário poupou onze contagens. É o primeiro reflexo a treinar: quando o acontecimento pedido tem muitos casos, conta o outro.
Respostasa) \frac{3}{4} · b) \frac{3}{8}
06

Propriedades da probabilidade

Seis consequências dos axiomas. Todas se demonstram em três linhas — e todas aparecem, mais tarde ou mais cedo, num item de exame.

Aprendizagens Essenciais
  • Utilizar a representação dos acontecimentos em diagramas de Venn para mostrar que, dados dois acontecimentos A e B quaisquer, P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B).
Propriedade 1 · acontecimento contrário P\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A)

Propriedade 2 · acontecimento impossível P(\varnothing) = 0

Propriedade 3 · a probabilidade vive em [0, 1] 0 \leq P(A) \leq 1

Propriedade 4 · decompor por um acontecimento P(A) = P(A \cap B) + P\left(A \cap \overline{B}\right)

Propriedade 5 · monotonia

Se A \subseteq B, então

P(B \setminus A) = P(B) - P(A) \hspace{2em}\text{e}\hspace{2em} P(A) \leq P(B)

Propriedade 6 · probabilidade da reunião P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B)

Porque é que se subtrai a interseção

Ao somar P(A) com P(B), os resultados que estão nos dois conjuntos são contados duas vezes. Subtrair P(A \cap B) repõe a contagem. Se A e B forem incompatíveis, P(A \cap B) = 0 e a fórmula reduz-se à aditividade.

Exemplo 5 Usar a fórmula da reunião ao contrário

Sabe-se que P(A) = 0{,}6, P(B) = 0{,}5 e P(A \cup B) = 0{,}9. Determina P(A \cap B) e P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right).

  1. Da propriedade 6, P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}6 + 0{,}5 - 0{,}9 = 0{,}2.
  2. Pelas leis de De Morgan, \overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B}.
  3. Logo P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A \cup B) = 1 - 0{,}9 = 0{,}1.Traduzido: «nem A nem B» é o contrário de «pelo menos um deles». Vale a pena decorar este par de leis — aparece em quase todos os anos.
RespostasP(A \cap B) = 0{,}2 · P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}1
Python Verificar a probabilidade da reunião
from itertools import product

S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
p = lambda c: len([x for x in S if c(x)]) / len(S)

A = lambda x: x[0] == x[1]
B = lambda x: x[0] + x[1] >= 9

esquerda = p(lambda x: A(x) or B(x))
direita  = p(A) + p(B) - p(lambda x: A(x) and B(x))

print(esquerda, direita, esquerda == direita)

Verificar não é demonstrar — mas apanha erros. Tira o - P(A \cap B) da última linha e vê o resultado deixar de bater certo.

Exercícios propostos

Exercícios sobre as propriedades da probabilidade: majorar, minorar e demonstrar. Vários pedem uma justificação escrita, como no Exame.

Exercício 48§6 · aplicar as propriedades

Sejam A e B acontecimentos de um mesmo espaço de resultados, com P(A) = 0{,}5, P(B) = 0{,}4 e P(A \cap B) = 0{,}2.

a) Determina P\left(\overline{A}\right).b) Determina P(A \cup B).c) Determina P\left(A \cap \overline{B}\right).

Exercício 49§6 · com acontecimentos incompatíveis

Numa caixa há berlindes de três cores. Ao tirar um ao acaso, a probabilidade de sair azul é 0{,}45 e a de sair verde é 0{,}3.

a) Determina a probabilidade de sair azul ou verde.b) Determina a probabilidade de sair da terceira cor.

Exercício 50§6 · do contrário para o acontecimento

Numa turma, a probabilidade de um aluno escolhido ao acaso não praticar desporto é \frac{3}{8}.

a) Determina a probabilidade de praticar desporto.b) Sabendo que a turma tem 24 alunos, quantos praticam desporto?

Exercício 51§6 · leis de De Morgan

Seja S o espaço de resultados associado a uma experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos contidos em S. Sabe-se queP(A) = 0{,}6 \qquad P(B) = 0{,}2 = P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right)

Prova que A e B são acontecimentos incompatíveis.

Exercício 52§6 · minorar uma probabilidade

Sejam A e B dois acontecimentos de uma experiência aleatória, comP(A) = 0{,}7 \qquad P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}5

Qual é o menor valor que P(B) pode tomar?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}2
  • (C)0{,}3
  • (D)0{,}4
Exercício 53§6 · majorar uma probabilidade

Sejam A e B dois acontecimentos de uma mesma experiência aleatória, com P(A) = 0{,}6 e P(A \cap B) = 0{,}2.

O máximo valor que P(B) pode tomar é:

  • (A)0{,}4
  • (B)0{,}5
  • (C)0{,}6
  • (D)0{,}7
Exercício 54§6 · minorar uma probabilidade

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados \Omega, comP(A) = 0{,}2 \qquad P(A \cup B) = 0{,}7

Qual é o menor valor que P\left(\overline{B}\right) pode tomar?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}2
  • (C)0{,}3
  • (D)0{,}4
Exercício 55§6 · o que fica de fora

Sejam A e B acontecimentos com P(A \cup B) = 0{,}8 e P(A \cap B) = 0{,}25.

a) Determina P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right).b) Determina P(A) + P(B).c) Determina a probabilidade de ocorrer exatamente um dos dois acontecimentos.

Exercício 56§6 · percentagens num inquérito

Num inquérito a 500 pessoas, 62% leem o jornal A, 44% leem o jornal B e 18% leem os dois.

a) Que percentagem lê pelo menos um dos jornais?b) Que percentagem não lê nenhum?c) Quantas pessoas leem apenas o jornal B?

Exercício 57§6 · com parâmetros

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados \Omega, comP(A) = a \qquad P(B) = a + \dfrac{1}{5} \qquad P(A \cap B) = c

Qual das probabilidades seguintes se pode exprimir, em função de a e c, por 1-a+c?

  • (A)P\left(\overline{A} \cup B\right)
  • (B)P\left(A \cup \overline{B}\right)
  • (C)P(A \cup B)
  • (D)P\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right)
Exercício 58§6 · três demonstrações

Sejam A, B e C acontecimentos associados a uma experiência aleatória. Prova as igualdades seguintes:

a) P(A \cap B) - P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = P(A) + P(B) - 1b) P\left[(A \cup B) \cap C\right] = P(A \cap C) + P(B \cap C) - P(A \cap B \cap C)c) P\left[\left(\overline{A} \cap B\right) \cup \left(A \cap \overline{B}\right)\right] = P(A \cup B) - P(A \cap B)

Exercício 59§6 · enquadrar uma probabilidade

Sejam A e B acontecimentos com P(A) = 0{,}7 e P(B) = 0{,}6.

a) Mostra que P(A \cap B) \geq 0{,}3.b) Indica o maior valor possível de P(A \cap B) e a situação em que é atingido.

Três propriedades da secção, uma por alínea: a do contrário, a da reunião e a da decomposição.

  1. a) P\left(\overline{A}\right) = 1 - 0{,}5 = 0{,}5.
  2. b) P(A \cup B) = 0{,}5 + 0{,}4 - 0{,}2 = 0{,}7.
  3. c) De P(A) = P(A \cap B) + P\left(A \cap \overline{B}\right) vem P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}5 - 0{,}2 = 0{,}3.Confirma com o diagrama: as quatro regiões valem 0{,}3, 0{,}2, 0{,}2 e 0{,}3, e somam 1.
Respostasa) 0{,}5 · b) 0{,}7 · c) 0{,}3

Um berlinde não pode ser azul e verde ao mesmo tempo: os dois acontecimentos são incompatíveis.

  1. a) Sendo incompatíveis, P(A \cup V) = P(A) + P(V) = 0{,}45 + 0{,}3 = 0{,}75.
  2. b) A terceira cor é o contrário de «azul ou verde»: 1 - 0{,}75 = 0{,}25.Só se somam probabilidades assim quando os acontecimentos são incompatíveis. Fora desse caso, falta subtrair a interseção.
Respostasa) 0{,}75 · b) 0{,}25

A alínea b) usa a regra de Laplace ao contrário: a probabilidade e o total dão a contagem.

  1. a) P(D) = 1 - \dfrac{3}{8} = \dfrac{5}{8}.
  2. b) \dfrac{5}{8} \times 24 = 15 alunos.Vale a pena a confirmação: 15 praticam e 9 não praticam, e \frac{9}{24} = \frac{3}{8}
Respostasa) \frac{5}{8} · b) 15 alunos

Em a), usa uma lei de De Morgan. Em c), «exatamente um» é a reunião sem a interseção.

  1. a) \overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B}, logo P = 1 - 0{,}8 = 0{,}2.
  2. b) De P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) vem P(A) + P(B) = 0{,}8 + 0{,}25 = 1{,}05.
  3. c) P(A \cup B) - P(A \cap B) = 0{,}8 - 0{,}25 = 0{,}55.Repara em que P(A) + P(B) pode passar de 1 sem que nada esteja errado: só uma probabilidade tem de estar entre 0 e 1, não a soma de duas.
Respostasa) 0{,}2 · b) 1{,}05 · c) 0{,}55

Passa tudo para probabilidades — 0{,}62, 0{,}44, 0{,}18 — e só no fim volta a percentagens ou a pessoas.

  1. a) P(A \cup B) = 0{,}62 + 0{,}44 - 0{,}18 = 0{,}88, ou seja 88%.
  2. b) 1 - 0{,}88 = 0{,}12, ou seja 12%.
  3. c)B: P\left(\overline{A} \cap B\right) = 0{,}44 - 0{,}18 = 0{,}26, o que dá 0{,}26 \times 500 = 130 pessoas.As 500 pessoas só servem na alínea c). Nas outras duas seriam um número a mais — e é frequente aparecerem só para isso.
Respostasa) 88% · b) 12% · c) 130 pessoas

Em a), parte de P(A \cup B) \leq 1 e usa a fórmula da reunião. Em b), lembra-te de que A \cap B está contido em A e em B.

  1. a) Como P(A \cup B) \leq 1, de P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) vem 1 \geq 0{,}7 + 0{,}6 - P(A \cap B), isto é P(A \cap B) \geq 0{,}3. ∎
  2. b) Como A \cap B \subseteq B, tem-se P(A \cap B) \leq P(B) = 0{,}6.
  3. O valor 0{,}6 é atingido quando B \subseteq A: aí A \cap B = B.
  4. Portanto 0{,}3 \leq P(A \cap B) \leq 0{,}6.A desigualdade de a) é o caso mais simples da desigualdade de Bonferroni. Aparece com frequência nos itens de Exame que pedem para «mostrar que» sem dar números suficientes para calcular.
Respostasa) de P(A\cup B)\leq 1 · b) máximo 0{,}6, quando B \subseteq A

\overline{A} \cap \overline{B} é o contrário de A \cup B. Escreve tudo em função de P(A \cap B).

  1. Pelas leis de De Morgan, \overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B}, pelo queP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A \cup B) = 1 - P(A) - P(B) + P(A \cap B)
  2. Substituindo os valores dados:0{,}2 = 1 - 0{,}6 - 0{,}2 + P(A \cap B)
  3. P(A \cap B) = 0{,}2 - 0{,}2 = 0
  4. Como P(A \cap B) = 0, os acontecimentos A e B não podem ocorrer em simultâneo: são incompatíveis. ∎
RespostaP(A \cap B) = 0, logo A e B são incompatíveis

Decompõe A em duas partes incompatíveis: a que está em B e a que não está.

  1. Como A = (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right) é uma reunião de acontecimentos incompatíveis:P(A \cap B) = P(A) - P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}7 - 0{,}5 = 0{,}2
  2. Ora A \cap B \subset B, pelo que P(B) \geq P(A \cap B) = 0{,}2.
  3. O valor 0{,}2 é atingível — basta que B \subset A — pelo que é mesmo o mínimo.
RespostaOpção (B)

A restrição vem de P(A \cup B) \leq 1.

  1. Da fórmula da reunião:P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) = 0{,}6 + P(B) - 0{,}2 = 0{,}4 + P(B)
  2. Como qualquer probabilidade não excede 1:0{,}4 + P(B) \leq 1 \;\Leftrightarrow\; P(B) \leq 0{,}6
  3. O valor 0{,}6 é atingível — basta que A \cup B seja o acontecimento certo — pelo que é mesmo o máximo.
RespostaOpção (C)

Repara em que a expressão 1-a+c não contém \frac{1}{5}: a parcela em P(B) tem de se cancelar.

  1. Testemos a opção (A). Pela fórmula da reunião:P\left(\overline{A} \cup B\right) = P\left(\overline{A}\right) + P(B) - P\left(\overline{A} \cap B\right)
  2. Como B = (A \cap B) \cup \left(\overline{A} \cap B\right) é uma reunião de incompatíveis, P\left(\overline{A} \cap B\right) = P(B) - P(A \cap B). Substituindo:P\left(\overline{A} \cup B\right) = (1-a) + P(B) - \left[P(B) - c\right] = 1 - a + c
  3. É a opção (A) — repare-se em que P(B) se cancela, o que explica a ausência de \dfrac{1}{5} na expressão.
  4. As outras: P(A \cup B) = 2a + \frac{1}{5} - c; P\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = 1 - c; P\left(A \cup \overline{B}\right) = 1 - \frac{1}{5} + c — nenhuma coincide.
RespostaOpção (A)

Em b), aplica a distributividade e depois a fórmula da reunião a (A \cap C) \cup (B \cap C). Em c), repara em que as duas parcelas são incompatíveis.

  1. a) Por De Morgan, \overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B}, pelo queP(A \cap B) - \left[1 - P(A \cup B)\right] = P(A \cap B) - 1 + P(A)+P(B)-P(A \cap B) = P(A)+P(B)-1
  2. b) Pela distributividade, (A \cup B) \cap C = (A \cap C) \cup (B \cap C). Aplicando a fórmula da reunião a estes dois acontecimentos:P(A \cap C) + P(B \cap C) - P\left[(A \cap C) \cap (B \cap C)\right]
  3. Ora (A \cap C) \cap (B \cap C) = A \cap B \cap C, o que dá a igualdade pretendida. ∎
  4. c) Os acontecimentos \overline{A} \cap B e A \cap \overline{B} são incompatíveis (num deles A não ocorre, no outro ocorre), pelo que as probabilidades se somam:P\left(\overline{A} \cap B\right) + P\left(A \cap \overline{B}\right) = \left[P(B)-P(A \cap B)\right] + \left[P(A)-P(A \cap B)\right]
  5. = P(A)+P(B)-2P(A \cap B) = \left[P(A)+P(B)-P(A \cap B)\right] - P(A \cap B) = P(A \cup B) - P(A \cap B)
  6. Nota: o acontecimento da alínea c) é «ocorre exatamente um dos dois» — daí a leitura «reunião menos interseção».
RespostaAs três resultam da fórmula da reunião, das leis de De Morgan e da distributividade

Minimizar P\left(\overline{B}\right) é maximizar P(B). Escreve P(B) em função de P(A \cap B).

  1. Da fórmula da reunião:P(B) = P(A \cup B) - P(A) + P(A \cap B) = 0{,}5 + P(A \cap B)
  2. Ora A \cap B \subset A, pelo que 0 \leq P(A \cap B) \leq P(A) = 0{,}2.
  3. Logo 0{,}5 \leq P(B) \leq 0{,}7, e o maior valor de P(B) é 0{,}7 — atingido quando A \subset B.
  4. P\left(\overline{B}\right) = 1 - P(B) \geq 1 - 0{,}7 = 0{,}3
RespostaOpção (C)

Exercícios de Exame · Regra de Laplace e propriedades

Cento e dezoito itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre a regra de Laplace e as propriedades da probabilidade. Casos favoráveis, casos possíveis — e o que fazer quando contá-los à mão deixa de ser possível.

Item 33 escolha múltiplaExame 1997 · 1.ª Fase

Uma empresa de cofres atribui ao acaso um código secreto a cada cofre que comercializa. Cada código é formado por quatro algarismos, por uma certa ordem.

Escolhendo um cofre ao acaso, qual é a probabilidade de o código ter exatamente três zeros?

  • (A)0{,}0004
  • (B)0{,}0027
  • (C)0{,}0036
  • (D)0{,}004
Item 34 construçãoExame 1997 · 1.ª Fase

Uma roda gigante tem doze cadeiras, numeradas de 1 a 12, cada uma com um lugar (ver figura). Seis raparigas e seis rapazes vão andar na roda gigante e sorteiam entre si os lugares que vão ocupar.

Qual é a probabilidade de rapazes e raparigas ficarem sentados alternadamente — cada rapaz entre duas raparigas e cada rapariga entre dois rapazes? Apresenta o resultado na forma de percentagem.

123456789101112
A roda gigante, com as doze cadeiras numeradas de 1 a 12.
Item 35 construçãoExame 1997 · 1.ª Fase

Seis amigos entram numa pastelaria e sentam-se ao acaso numa mesa retangular com três lugares de cada lado, como esquematizado na figura.

Determina a probabilidade de dois desses amigos, a Joana e o Rui, ficarem sentados em frente um do outro.

A mesa retangular, com três lugares de cada lado.
Item 36 escolha múltiplaExame 1997 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Lançam-se simultaneamente dois dados equilibrados com as faces numeradas de 1 a 6 e multiplicam-se os números saídos.

A probabilidade do acontecimento «o produto dos números saídos é 21» é

  • (A)0
  • (B)\dfrac{1}{36}
  • (C)\dfrac{1}{18}
  • (D)\dfrac{21}{36}
Item 37 escolha múltiplaExame 1997 · 2.ª Fase

Abre-se, ao acaso, um livro, ficando à vista duas páginas numeradas.

A probabilidade de a soma dos números dessas duas páginas ser ímpar é

  • (A)0
  • (B)\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{1}{2}
  • (D)1
Item 38 construçãoExame 1997 · 2.ª Fase

Uma embalagem contém doze pastilhas com igual aspeto exterior: três de ananás, três de cereja, três de laranja e três de morango.

Esvaziando a embalagem e retirando quatro pastilhas ao acaso, qual é a probabilidade de se retirar uma de cada sabor?

Item 39 escolha múltiplaExame 1997 · Prova para militares

Considera uma caixa de doze aguarelas, sendo uma de cada cor, e também uma caixa de doze lápis de cera com as mesmas cores das aguarelas. Retirou-se, ao acaso, uma aguarela e um lápis de cera.

Qual é a probabilidade de ter obtido uma aguarela e um lápis de cera da mesma cor?

  • (A)\dfrac{1}{12}
  • (B)\dfrac{1}{24}
  • (C)\dfrac{1}{144}
  • (D)\dfrac{1}{12!}
Item 40 construçãoExame 1997 · Prova para militares

Na figura estão representados um prisma quadrangular regular e uma pirâmide cuja base [OFGE] coincide com a base inferior do prisma. O vértice H da pirâmide coincide com o centro da base superior do prisma.

Considerando, ao acaso, cinco dos nove vértices da figura, qual é a probabilidade de que pelo menos quatro sejam vértices da pirâmide? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

OEGFABCDH
O prisma quadrangular regular e a pirâmide nele inscrita.
Item 41 construçãoProva Modelo 1998

Sobre um tabuleiro de três por três colocam-se nove peças de igual tamanho e feitio, das quais quatro são brancas e cinco são pretas. Cada casa é ocupada por uma só peça.

Supondo que as peças são colocadas ao acaso, determina a probabilidade de uma das diagonais ficar só com peças brancas.

A caixa, com nove compartimentos.
Item 42 construçãoExame 1998 · 1.ª Fase

O código de um cartão multibanco é uma sequência de quatro algarismos, como por exemplo 0559. Admitindo que o código de qualquer cartão é atribuído ao acaso, qual é a probabilidade de o código ter os quatro algarismos diferentes?

Apresenta o resultado na forma de dízima.

Item 43 construçãoExame 1998 · 1.ª Fase

Uma comissão é constituída por 4 raparigas e 3 rapazes. Os 7 membros vão pousar para uma fotografia, colocando-se uns ao lado dos outros ao acaso.

Qual é a probabilidade de as raparigas ficarem todas juntas? Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às milésimas.

Item 44 construçãoExame 1998 · 2.ª Fase

Um fiscal vai inspecionar a contabilidade de sete empresas, das quais três são clubes de futebol profissional. A sequência segundo a qual as inspeções vão ser feitas é aleatória.

Qual é a probabilidade de que as três primeiras empresas inspecionadas sejam exatamente os três clubes de futebol? Apresenta o resultado na forma de percentagem, arredondado às unidades.

Item 45 construçãoExame 1998 · Prova para militares

Trinta soldados participam num exercício; a Marina Santos é um deles. É necessário escolher três dos trinta soldados para ficarem de sentinela durante a noite.

Admitindo que a escolha é feita ao acaso, qual é a probabilidade de a Marina Santos ficar de sentinela? Apresenta o resultado na forma de percentagem.

Item 46 construçãoProva modelo · 1999

Lança-se três vezes um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6.

Indica, justificando, qual dos dois acontecimentos seguintes é mais provável: «nunca sair o número 6» ou «saírem números todos diferentes».

Item 47 construçãoExame 1999 · 1.ª Fase

A Joana selecionou seis livros para ler nas férias: dois de José Saramago, um de Sophia de Mello Breyner Andresen e três de Carl Sagan. Supondo aleatória a sequência pela qual estes seis livros vão ser lidos, qual é a probabilidade de os dois livros de José Saramago serem lidos um a seguir ao outro?

Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 48 escolha múltiplaExame 1999 · 1.ª Fase · 2.ª chamada

O João tem no bolso do casaco uma moeda de 50 cêntimos, duas moedas de um euro e três moedas de dois euros.

Retirando duas moedas ao acaso, qual é a probabilidade de, com elas, perfazer a quantia exata de dois euros e 50 cêntimos?

  • (A)\dfrac{1}{2}
  • (B)\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{1}{4}
  • (D)\dfrac{1}{5}
Item 49 construçãoExame 1999 · 2.ª Fase

Foram selecionados dez jogadores de hóquei em patins: dois guarda-redes, quatro defesas e quatro avançados. Um patrocinador oferece uma viagem a cinco dos dez jogadores, escolhidos ao acaso.

Qual é a probabilidade de os dois guarda-redes serem contemplados com essa viagem? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 50 escolha múltiplaExame 1999 · Ép. especial

Escolhem-se aleatoriamente dois vértices distintos de um cubo.

Qual é a probabilidade de o centro do cubo ser o ponto médio do segmento por eles definido?

  • (A)\dfrac{1}{{}^{8}C_{2}}
  • (B)\dfrac{4}{{}^{8}C_{2}}
  • (C)\dfrac{1}{8!}
  • (D)\dfrac{4}{8!}
Item 51 construçãoExame 1999 · Ép. especial

Um grupo de dez jovens, cinco rapazes e cinco raparigas, vai dividir-se em duas equipas de cinco elementos cada uma. Supondo que a divisão é feita ao acaso, determina a probabilidade de as equipas ficarem constituídas por elementos do mesmo sexo — uma só com rapazes e a outra só com raparigas.

Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às milésimas.

Item 52 escolha múltiplaExame 1999 · Prova para militares

Sete amigos vão ao futebol: três são adeptos do clube Alfa e quatro do clube Beta. No estádio sentam-se na mesma fila, uns ao lado dos outros, distribuídos ao acaso.

Qual é a probabilidade de os adeptos do Alfa ficarem todos juntos e os do Beta ficarem também todos juntos?

  • (A)\dfrac{3! \times 4!}{7!}
  • (B)\dfrac{2 \times 3! \times 4!}{7!}
  • (C)\dfrac{2}{3! \times 4!}
  • (D)\dfrac{1}{3! \times 4!}
Item 53 construçãoExame 1999 · Prova para militares

Na figura está representado o sólido [ABCDEFGHI], que tem nove faces. Dispomos de cinco cores — amarelo, branco, castanho, preto e vermelho — para as colorir, sendo cada face colorida por uma única cor. O sólido vai ser colorido ao acaso, podendo qualquer cor colorir qualquer face.

Determina a probabilidade de exatamente cinco faces ficarem coloridas de branco e as restantes com cores todas distintas. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às décimas de milésima.

ABCDEFGHI
O sólido, com quatro faces triangulares e cinco retangulares.
Item 54 escolha múltiplaProva Modelo 2000

Cada uma de seis pessoas lança um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6.

Qual é a probabilidade de os números saídos serem todos diferentes?

  • (A)\dfrac{6!}{6^{6}}
  • (B)\dfrac{1}{6^{6}}
  • (C)\dfrac{1}{6!}
  • (D)\dfrac{1}{6}
Item 55 construçãoProva Modelo 2000

Na figura está representado, num referencial o.n. Oxyz, um octaedro regular. Sabe-se que um dos vértices é a origem O, que a reta ST é paralela ao eixo Oz, que P pertence ao semieixo positivo Ox e que R pertence ao semieixo positivo Oy.

Escolhidos ao acaso dois vértices do octaedro, qual é a probabilidade de estes definirem uma reta contida no plano de equação x=y? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

zyxOPQRST
O octaedro regular [OPQRST], num referencial.
Item 56 construçãoExame 2000 · 1.ª Fase

Uma caixa tem doze compartimentos para colocar iogurtes, dispostos em três filas de quatro (ver figura). Em cada compartimento cabe apenas um iogurte.

Colocando ao acaso, na caixa vazia, quatro iogurtes, qual é a probabilidade de ficarem todos na mesma fila? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

A caixa, com doze compartimentos.
Item 57 construçãoExame 2000 · 1.ª Fase

Na figura está representado um poliedro com doze faces, que se pode decompor num cubo e em duas pirâmides quadrangulares regulares. O poliedro está colocado num referencial o.n. Oxyz de tal forma que as bases das duas pirâmides — os quadrados onde o cubo e as pirâmides se unem — são paralelas ao plano de equação y=0.

Escolhidos ao acaso três vértices distintos, qual é a probabilidade de eles definirem um plano paralelo ao plano de equação y=0? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

O poliedro de doze faces: um cubo com uma pirâmide quadrangular em cada base.
Item 58 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Uma turma de uma escola secundária tem nove rapazes e algumas raparigas. Escolhendo ao acaso um aluno da turma, a probabilidade de ele ser rapaz é \dfrac{1}{3}.

Quantas raparigas tem a turma?

  • (A)27
  • (B)18
  • (C)15
  • (D)12
Item 59 construçãoExame 2000 · 2.ª Fase

Num certo jogo de cartas utiliza-se um baralho completo, que tem treze cartas do naipe de espadas, e dão-se treze cartas a cada jogador.

Qual é a probabilidade de, nas treze cartas que vais receber, haver exatamente seis cartas do naipe de espadas? Apresenta o resultado na forma de percentagem, arredondado às unidades.

Item 60 construçãoExame 2000 · Ép. especial

Um stand de venda de automóveis tem, num certo dia, seis automóveis diferentes de três tipos: dois utilitários, dois desportivos e dois comerciais.

a) O stand tem a forma de um hexágono regular, com uma montra num dos lados (ver figura). Pretende-se arrumar os seis automóveis de tal forma que cada um fique voltado para um vértice do hexágono. Arrumando-os ao acaso, qual é a probabilidade de os dois desportivos ficarem voltados para os vértices das extremidades da montra?

b) O gerente pretende oferecer dois automóveis a uma instituição, escolhidos ao acaso de entre os seis. Qual é a probabilidade de os dois automóveis selecionados serem de tipos diferentes?

Apresenta os resultados na forma de fração irredutível.

Montra
O stand hexagonal, com a montra num dos lados.
Item 61 construçãoExame 2001 · 1.ª Fase

Três casais — os Nunes, os Martins e os Santos — vão ao cinema.

a) Ficou decidido que uma mulher, escolhida ao acaso de entre as três, paga três bilhetes, e que um homem, escolhido igualmente ao acaso de entre os três, paga os outros três. Qual é a probabilidade de o casal Nunes pagar os seis bilhetes?

b) Considera o problema seguinte: «Depois de comprados os bilhetes, todos para a mesma fila e em lugares consecutivos, as seis pessoas distribuem-nos ao acaso entre si. Qual é a probabilidade de os membros de cada casal ficarem juntos, com o casal Martins no meio?» Explica por que razão \dfrac{2^{4}}{6!} é uma resposta correta.

Item 62 construçãoExame 2001 · 1.ª Fase

Num saco existem quinze bolas indistinguíveis ao tato: cinco amarelas, cinco verdes e cinco brancas. Para cada cor, as bolas estão numeradas de 1 a 5.

a) Retirando todas as bolas do saco e dispondo-as ao acaso numa fila, qual é a probabilidade de as bolas da mesma cor ficarem todas juntas? Apresenta o resultado na forma de dízima, com sete casas decimais.

b) Colocadas de novo as quinze bolas no saco, extraem-se simultaneamente três bolas ao acaso. Qual é a probabilidade de elas terem cores e números diferentes? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 63 construçãoExame 2001 · Ép. especial

Considera uma caixa com seis bolas, todas brancas, seis bolas pretas fora da caixa e um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6. Lança-se o dado duas vezes: tiram-se da caixa tantas bolas brancas quantas o número saído no primeiro lançamento e colocam-se tantas bolas pretas quantas o número saído no segundo.

Qual é a probabilidade de a caixa ficar com seis bolas? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 64 construçãoExame 2002 · 1.ª Fase

Considera todos os números de quatro algarismos que se podem formar com os algarismos de 1 a 9. Escolhe-se, ao acaso, um desses números.

a) Determina a probabilidade de o número escolhido ter exatamente dois algarismos iguais a 1. Apresenta o resultado na forma de percentagem, arredondado às unidades.

b) Determina a probabilidade de o número escolhido ter os algarismos todos diferentes e ser maior do que 9800. Apresenta o resultado na forma de dízima, com três casas decimais.

Item 65 escolha múltiplaExame 2002 · 1.ª Fase

Um saco contém cinco cartões, numerados de 1 a 5. A Joana retira sucessivamente, ao acaso, os cinco cartões do saco e alinha-os, da esquerda para a direita, pela ordem de saída, formando um número de cinco algarismos.

Qual é a probabilidade de esse número ser par e de ter o algarismo das dezenas também par?

  • (A)\dfrac{{}^{5}C_{2}}{{}^{5}A_{2}}
  • (B)\dfrac{{}^{5}C_{2}}{5!}
  • (C)\dfrac{2 \times 3!}{{}^{5}A_{2}}
  • (D)\dfrac{2 \times 3!}{5!}
Item 66 construçãoExame 2002 · 2.ª Fase

Um baralho completo tem cinquenta e duas cartas repartidas por quatro naipes de treze cartas cada, tendo cada naipe um Rei.

Retirando ao acaso seis cartas de um baralho completo, qual é a probabilidade de, entre elas, haver um e um só Rei? Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às milésimas.

Item 67 construçãoExame 2002 · Prova para militares

Numa turma de vinte e cinco jovens, as idades e os sexos estão distribuídos como indica a tabela:

IdadeRapazesRaparigas
1542
1654
1764

Pretende-se escolher, ao acaso, um jovem para representar a turma. Qual é a probabilidade de que tenha dezasseis anos ou seja uma rapariga? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 68 construçãoExame 2002 · Prova para militares

Numa turma de vinte e cinco jovens, as idades e os sexos distribuem-se assim: com 15 anos, 4 rapazes e 2 raparigas; com 16 anos, 5 rapazes e 4 raparigas; com 17 anos, 6 rapazes e 4 raparigas.

Ao escolher dois jovens ao acaso, qual é a probabilidade de eles serem de sexo diferente e terem a mesma idade? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 69 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase

Considera o problema seguinte:

«Vinte e cinco jovens (doze rapazes e treze raparigas) pretendem ir ao cinema, mas existem apenas vinte bilhetes, para duas filas com dez lugares consecutivos cada uma. Comprados os vinte bilhetes, distribuem-nos ao acaso — cinco jovens ficarão sem bilhete. Qual é a probabilidade de uma das filas ficar ocupada só com rapazes e a outra só com raparigas?»

Uma resposta correta é\dfrac{{}^{12}C_{10} \times {}^{13}C_{10} \times 2 \times 10! \times 10!}{{}^{25}C_{20} \times 20!}

Explica esta resposta numa composição, com referência à regra de Laplace e à explicação dos casos possíveis e favoráveis.

Item 70 construçãoExame 2003 · Prova para militares

O dono de um casino pede-te que inventes um jogo para dois jogadores. Em cada jogada lança-se um par de dados numerados de 1 a 6 e observa-se a soma dos números saídos. O jogo tem de obedecer a três condições:

  • ser justo: ambos os jogadores devem ter igual probabilidade de ganhar;
  • deve haver situações em que ninguém ganha, transitando o prémio para a jogada seguinte;
  • deve haver uma situação em que o prémio reverte a favor do casino, com probabilidade bastante mais pequena do que a de cada jogador ganhar.

Apresenta uma proposta de jogo que obedeça a estas condições, indicando, na forma de percentagem, a probabilidade de cada jogador ganhar e a de o casino ganhar.

Item 71 construçãoExame 2004 · 2.ª Fase

Considera o problema seguinte:

«Um saco contém doze bolas, indistinguíveis ao tato: três com o número 1, cinco com o número 2 e quatro com o número 3. Retiram-se do saco três bolas, ao acaso. Qual é a probabilidade de a soma dos números saídos ser igual a cinco?»

Uma resposta correta é \dfrac{{}^{3}C_{2} \times 4 + {}^{5}C_{2} \times 3}{{}^{12}C_{3}}. Explica esta resposta numa pequena composição, com referência à regra de Laplace e à explicação dos casos possíveis e favoráveis.

Item 72 construçãoExame 2005 · 1.ª Fase

Num saco estão três bolas pretas e nove bolas brancas, indistinguíveis ao tato. Extraem-se ao acaso, sucessivamente e sem reposição, as doze bolas do saco. Determina:

a) a probabilidade de as duas primeiras bolas extraídas não serem da mesma cor;

b) a probabilidade de as três bolas pretas serem extraídas consecutivamente.

Apresenta os resultados na forma de fração irredutível.

Item 73 escolha múltiplaExame 2005 · 2.ª Fase

Considera duas caixas, A e B, cada uma com quatro bolas numeradas, como ilustra a figura. Extraem-se, ao acaso, duas bolas da caixa A e uma bola da caixa B, e multiplicam-se os três números das bolas retiradas.

1246Caixa A3578Caixa B
As duas caixas, com quatro bolas numeradas cada uma.

Qual é a probabilidade de o número obtido ser par?

  • (A)0
  • (B)1
  • (C)\dfrac{2 \times 1}{{}^{4}C_{2} \times {}^{4}C_{1}}
  • (D)\dfrac{{}^{3}C_{2} \times {}^{1}C_{1}}{{}^{4}C_{2} \times {}^{4}C_{1}}
Item 74 construçãoExame 2005 · Ép. especial

Seis amigos — a Ana, o Bruno, a Catarina, o Diogo, a Elsa e o Filipe — sentam-se, ao acaso, numa mesa redonda com seis lugares numerados de 1 a 6.

Determina a probabilidade do acontecimento A: «o Diogo, a Elsa e o Filipe sentam-se em lugares consecutivos, ficando a Elsa no meio». Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 75 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2005

Considera a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = x^{2} - 9. No gráfico desta função considera os pontos cujas abcissas são -4, -2, 0, 2 e 4.

xy-4-2024
O gráfico de f(x) = x^{2}-9, com cinco pontos assinalados.

Escolhem-se, ao acaso, dois desses cinco pontos e desenha-se o segmento de reta que os tem por extremidades. Qual é a probabilidade de esse segmento intersetar o eixo das abcissas?

  • (A)0{,}4
  • (B)0{,}5
  • (C)0{,}6
  • (D)0{,}7
Item 76 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2005

Na figura está representado um hexágono regular com os vértices numerados de 1 a 6. Lança-se três vezes um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6, e em cada lançamento seleciona-se o vértice do hexágono que corresponde ao número saído.

Note-se que, no final da experiência, podemos ter um, dois ou três pontos selecionados — se sair o mesmo número três vezes, só é selecionado um ponto.

123456
O hexágono regular, com os vértices numerados de 1 a 6.

Qual é a probabilidade de se selecionarem três pontos que sejam os vértices de um triângulo equilátero?

  • (A)\dfrac{1}{18}
  • (B)\dfrac{1}{16}
  • (C)\dfrac{1}{14}
  • (D)\dfrac{1}{12}
Item 77 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2005

Uma caixa contém duas bolas pretas e uma bola verde. Colocam-se na caixa mais n bolas, todas amarelas. Retiram-se então, ao acaso e simultaneamente, duas bolas da caixa.

Sabendo que a probabilidade de uma delas ser amarela e a outra ser verde é \dfrac{5}{39}, determina o valor de n.

Item 78 escolha múltiplaTeste Intermédio · 17.03.2006

Considera, num referencial o.n. Oxyz, um octaedro regular em que cada um dos seus vértices pertence a um dos eixos coordenados (dois vértices em cada eixo).

yzxAFCEBDO
O octaedro regular [ABCDEF], com os vértices nos eixos coordenados.

Escolhendo, ao acaso, três vértices desse octaedro, qual é a probabilidade de eles definirem um plano perpendicular ao eixo Oy?

  • (A)\dfrac{1}{3}
  • (B)\dfrac{2}{3}
  • (C)\dfrac{1}{5}
  • (D)\dfrac{2}{5}
Item 79 construçãoExame 2006 · 1.ª Fase

Considera, num referencial o.n. Oxyz, um prisma hexagonal regular, de tal forma que uma das suas bases está contida no plano de equação z=2.

Escolhendo ao acaso dois vértices do prisma, qual é a probabilidade de eles definirem uma reta paralela ao eixo Oz? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

A coluna, com a forma de um prisma hexagonal regular.
Item 80 construçãoExame 2006 · 2.ª Fase

Numa sala de Tempos Livres, a distribuição dos alunos por idades e sexo é a seguinte: com 5 anos, 1 rapaz e 3 raparigas; com 6 anos, 5 rapazes e 5 raparigas; com 7 anos, 2 rapazes e 7 raparigas.

Escolhem-se dois alunos ao acaso. Qual é a probabilidade de a soma das suas idades ser igual a 12? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 81 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2006

Um baralho completo tem 52 cartas repartidas por 4 naipes; em cada naipe há um Ás e mais 12 cartas.

Retirando ao acaso, sucessivamente e sem reposição, seis cartas de um baralho completo, qual é a probabilidade de, entre elas, haver um e um só Ás? Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às centésimas.

Item 82 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2006

Um saco contém dez bolas: quatro numeradas com o número 1, cinco com o número 2 e uma com o número 3. Do saco tiram-se simultaneamente, ao acaso, duas bolas.

Determina a probabilidade de essas duas bolas terem o mesmo número. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 83 escolha múltiplaTeste Intermédio · 15.03.2007

Um saco contém vinte bolas, numeradas de 1 a 20. Ao acaso, extraem-se simultaneamente três bolas do saco e anotam-se os respetivos números.

Qual é a probabilidade de o maior desses três números ser 10?

  • (A)\dfrac{24}{{}^{20}C_{3}}
  • (B)\dfrac{28}{{}^{20}C_{3}}
  • (C)\dfrac{32}{{}^{20}C_{3}}
  • (D)\dfrac{36}{{}^{20}C_{3}}
Item 84 escolha múltiplaExame 2007 · 1.ª Fase

Escolhem-se, ao acaso, dois vértices diferentes de um paralelepípedo retângulo.

Qual é a probabilidade de esses dois vértices serem extremos de uma aresta?

  • (A)\dfrac{12}{{}^{8}C_{2}}
  • (B)\dfrac{12}{8^{2}}
  • (C)\dfrac{8}{{}^{8}C_{2}}
  • (D)\dfrac{8}{{}^{8}A_{2}}
Item 85 escolha múltiplaExame 2007 · 2.ª Fase

Dois cientistas mandam reservar hotel na mesma cidade, cada um sem conhecimento da marcação feita pelo outro. Nessa cidade existem sete hotéis, todos com igual probabilidade de serem escolhidos.

Qual é a probabilidade de os dois cientistas ficarem no mesmo hotel?

  • (A)\dfrac{1}{7}
  • (B)\dfrac{2}{7}
  • (C)\dfrac{5}{7}
  • (D)\dfrac{6}{7}
Item 86 construçãoExame 2007 · 2.ª Fase

De um baralho selecionaram-se 16 cartas: 4 ases, 4 reis, 4 damas e 4 valetes. Dividiram-se as 16 cartas em dois grupos: um com os ases e os reis, outro com as damas e os valetes. Retiraram-se, ao acaso, duas cartas de cada grupo, sem reposição.

Qual é a probabilidade de obter um conjunto formado por um ás, um rei, uma dama e um valete, não necessariamente do mesmo naipe? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 87 construçãoTeste Intermédio · 17.01.2008

Numa operação STOP, a Brigada de Trânsito mandou parar cinco viaturas, entre as quais a carrinha conduzida pelo Gonçalo.

Se a Brigada escolher, ao acaso, dois dos cinco condutores para fazer o teste de alcoolemia, qual é a probabilidade de o Gonçalo ter de fazer o teste? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 88 construçãoTeste Intermédio · 29.04.2008

Considera o problema seguinte:

«Lança-se três vezes um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6, e multiplicam-se os números saídos. Qual é a probabilidade de o produto obtido ser igual a 6

Uma resposta correta é \dfrac{3! + 3}{6^{3}}. Explica porquê, numa pequena composição que inclua uma referência à regra de Laplace e uma explicação do número de casos possíveis e do número de casos favoráveis.

Item 89 escolha múltiplaExame 2008 · 1.ª Fase

O João e a Maria convidaram três amigos para irem, com eles, ao cinema. Compraram cinco bilhetes com numeração seguida, numa determinada fila, e distribuíram-nos ao acaso.

Qual é a probabilidade de o João e a Maria ficarem sentados um ao lado do outro?

  • (A)\dfrac{1}{5}
  • (B)\dfrac{2}{5}
  • (C)\dfrac{3}{5}
  • (D)\dfrac{4}{5}
Item 90 construçãoExame 2008 · 1.ª Fase

A numeração de umas rifas é uma sequência de três algarismos — como, por exemplo, 099 — iniciando-se em 000. De entre as rifas, que foram todas vendidas, será sorteada uma para atribuir um prémio.

Qual é a probabilidade de a rifa premiada ter um único algarismo cinco? Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às centésimas.

Item 91 escolha múltiplaExame 2008 · Ép. especial

Em cada semana, a chave do Totoloto é formada por seis números inteiros distintos, escolhidos aleatoriamente entre 1 e 49.

Qual é a probabilidade de a chave da próxima semana incluir os números 1, 2 e 3?

  • (A)\dfrac{{}^{46}C_{3}}{{}^{46}C_{6}}
  • (B)\dfrac{{}^{46}C_{3}}{{}^{49}C_{6}}
  • (C)\dfrac{{}^{46}C_{6}}{{}^{49}C_{6}}
  • (D)\dfrac{{}^{49}C_{3}}{{}^{49}C_{6}}
Item 92 construçãoExame 2008 · Ép. especial

Três rapazes — o João, o Rui e o Paulo — e três raparigas — a Ana, a Maria e a Francisca — vão dançar aos pares. Numa dança, cada rapaz dança com uma rapariga, todos os jovens dançam e todos os pares são escolhidos ao acaso.

A probabilidade de, nessa dança, a Ana dançar com o João é igual a \dfrac{2}{3!}. Explica, numa pequena composição, o raciocínio que conduziu a esta expressão, fazendo referência à regra de Laplace, ao número de casos possíveis e ao número de casos favoráveis.

Item 93 construçãoTeste Intermédio · 10.12.2008

Na figura estão representados dois poliedros: o cubo [ABCDEFGH] e o octaedro [IJKLMN] (o vértice L não está visível). Cada vértice do octaedro pertence a uma face do cubo.

Escolhem-se ao acaso cinco dos catorze vértices dos dois poliedros. Qual é a probabilidade de os cinco vértices escolhidos pertencerem todos à mesma face do cubo? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

ABCDEFGHIJKLMN
O cubo [ABCDEFGH] e o octaedro [IJKLMN] nele inscrito.
Item 94 construçãoTeste Intermédio · 11.03.2009

Um saco contém onze bolas, numeradas de 1 a 11. Ao acaso, extraem-se simultaneamente três bolas do saco e anotam-se os respetivos números.

Qual é a probabilidade de o produto desses números ser ímpar? Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às centésimas.

Item 95 construçãoExame 2009 · 1.ª Fase

Uma caixa contém bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 20. As de 1 a 10 são verdes e as de 11 a 20 são amarelas. Retiram-se sucessivamente duas bolas da caixa, sem repor a primeira.

Determina a probabilidade de as duas bolas terem cores diferentes. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 96 escolha múltiplaExame 2009 · 1.ª Fase

De um baralho com 40 cartas repartidas por quatro naipes — cada naipe com um Ás, uma Dama, um Valete, um Rei e seis cartas (do Dois ao Sete) — foram dadas sucessivamente, ao acaso, seis cartas a um jogador, que as coloca na mão pela ordem por que as recebe.

Qual é a probabilidade de o jogador obter a sequência 2467 – Dama – Rei?

  • (A)\dfrac{4^{6}}{{}^{40}A_{6}}
  • (B)\dfrac{4^{6}}{{}^{40}C_{6}}
  • (C)\dfrac{1}{{}^{40}A_{6}}
  • (D)\dfrac{1}{{}^{40}C_{6}}
Item 97 escolha múltiplaExame 2009 · 2.ª Fase

A Maria gravou nove CD, sete com música rock e dois com música popular, mas esqueceu-se de identificar cada um deles.

Qual é a probabilidade de, ao escolher dois CD ao acaso, um ser de música rock e o outro de música popular?

  • (A)\dfrac{7}{36}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{2}{9}
  • (D)\dfrac{7}{18}
Item 98 construçãoExame 2009 · 2.ª Fase

Num baralho de 52 cartas repartidas por quatro naipes, cada naipe tem um Ás, três figuras e mais nove cartas. Num jogo, cada jogador recebe três cartas, por qualquer ordem.

Uma resposta correta para a probabilidade de um determinado jogador receber exatamente dois ases é\dfrac{{}^{4}C_{2} \times 48}{{}^{52}C_{3}}

Justifica esta resposta numa pequena composição, fazendo referência à regra de Laplace, ao número de casos possíveis e ao número de casos favoráveis.

Item 99 escolha múltiplaExame 2009 · Ép. especial

Duas crianças escrevem, em segredo e cada uma no seu papel, uma letra da palavra VERÃO.

Qual é a probabilidade de as duas crianças escreverem a mesma letra?

  • (A)\dfrac{1}{25}
  • (B)\dfrac{2}{25}
  • (C)\dfrac{1}{5}
  • (D)\dfrac{2}{5}
Item 100 construçãoTeste Intermédio · 04.12.2009

Na figura está representado um prisma pentagonal regular, com quatro dos seus vértices designados pelas letras A, B, E e O.

a) Escolhem-se aleatoriamente três dos dez vértices do prisma. Qual é a probabilidade de esses três vértices pertencerem todos a uma mesma face? (Por exemplo, os vértices A, B e O pertencem todos a uma mesma face.)

b) Escolhe-se aleatoriamente um vértice em cada base do prisma. Qual é a probabilidade de o segmento de reta definido por esses dois vértices ser diagonal de uma face?

Apresenta os resultados na forma de fração irredutível.

AEOB
O prisma pentagonal regular, com quatro vértices designados.
Item 101 construçãoTeste Intermédio · 04.12.2009

Um saco contém bolas azuis e bolas verdes, indistinguíveis ao tato.

Redige, no contexto desta situação, o enunciado de um problema de cálculo de probabilidade, inventado por ti, que admita como resposta correta\dfrac{{}^{7}C_{4} \times 3 + {}^{7}C_{5}}{{}^{10}C_{5}}

No enunciado deves explicitar claramente o número total de bolas, o número de bolas de cada cor, a experiência aleatória e o acontecimento cuja probabilidade se pretende.

Item 102 escolha múltiplaTeste Intermédio · 19.05.2010

Um teste é constituído por oito perguntas de escolha múltipla. A sequência das oito respostas corretas é A\,A\,B\,D\,A\,D\,A\,A. O Pedro, que não se preparou, respondeu ao acaso às oito perguntas.

Qual é a probabilidade de o Pedro ter respondido corretamente a todas as perguntas, sabendo que escolheu cinco opções A, uma opção B e duas opções D?

  • (A)\dfrac{1}{56}
  • (B)\dfrac{1}{112}
  • (C)\dfrac{1}{168}
  • (D)\dfrac{1}{224}
Item 103 construçãoExame 2010 · 1.ª Fase

Num saco estão dezoito bolas, de duas cores diferentes, indistinguíveis ao tato: doze são azuis e seis são vermelhas. Tiram-se duas bolas do saco, simultaneamente, ao acaso.

Uma resposta correta para a probabilidade de elas formarem um par da mesma cor é \dfrac{12 \times 11 + 6 \times 5}{18 \times 17}. Numa composição, explica porquê, referindo a regra de Laplace, o número de casos possíveis e o número de casos favoráveis.

Item 104 escolha múltiplaExame 2010 · 1.ª Fase

Num grupo de dez trabalhadores vão ser escolhidos três, ao acaso, para frequentarem uma ação de formação. Nesse grupo há três amigos — o João, o António e o Manuel — que gostariam de frequentar essa ação.

Qual é a probabilidade de serem escolhidos exatamente os três amigos?

  • (A)\dfrac{1}{{}^{10}A_{3}}
  • (B)\dfrac{3}{{}^{10}A_{3}}
  • (C)\dfrac{1}{{}^{10}C_{3}}
  • (D)\dfrac{3}{{}^{10}C_{3}}
Item 105 escolha múltiplaExame 2010 · 2.ª Fase

Uma caixa contém bolas indistinguíveis ao tato, de duas cores: azul e roxo. Sabe-se que há 8 bolas azuis e que, extraindo uma bola ao acaso, a probabilidade de ela ser azul é \dfrac{1}{2}.

Quantas bolas roxas há na caixa?

  • (A)16
  • (B)12
  • (C)8
  • (D)4
Item 106 construçãoTeste Intermédio · 19.01.2011

A Ana dispõe de sete cartas todas diferentes: quatro do naipe de espadas e três do naipe de copas. Baralha as sete cartas e, em seguida, tira três ao acaso.

Qual é a probabilidade de, nessas três cartas, haver pelo menos uma carta de copas? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 107 escolha múltiplaTeste Intermédio · 26.05.2011

Um saco contém dezasseis bolas, numeradas de 1 a 16. Retiram-se, simultaneamente e ao acaso, duas dessas bolas e adicionam-se os respetivos números.

Qual é a probabilidade de a soma obtida ser igual a 7?

  • (A)\dfrac{1}{35}
  • (B)\dfrac{1}{40}
  • (C)\dfrac{1}{45}
  • (D)\dfrac{1}{50}
Item 108 escolha múltiplaExame 2011 · 2.ª Fase

Um lote contém dez caixas de um medicamento X e vinte caixas de um medicamento Y, de igual aspeto exterior e indistinguíveis ao tato. Desse lote retiram-se, ao acaso e simultaneamente, quatro caixas para controlo de qualidade.

Qual é a probabilidade de as caixas retiradas serem todas do medicamento Y?

  • (A)\dfrac{{}^{10}C_{4}}{{}^{30}C_{4}}
  • (B)\dfrac{{}^{20}C_{4}}{{}^{30}C_{4}}
  • (C)\dfrac{4}{{}^{30}C_{4}}
  • (D)\left(\dfrac{2}{3}\right)^{4}
Item 109 construçãoExame 2011 · Ép. especial

Considera as 13 cartas do naipe de copas: o ás, três figuras (rei, dama e valete) e mais nove cartas (do 2 ao 10).

Determina a probabilidade de, ao retirar ao acaso 4 das 13 cartas, obter pelo menos duas figuras. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 110 construçãoExame 2011 · Prova especial

Na figura está representado um tetraedro com as faces numeradas de 1 a 4. O João tem um catálogo de tintas com 12 cores diferentes, uma das quais é a sua preferida. Seleciona, ao acaso, 4 cores diferentes para pintar as quatro faces do tetraedro, sendo cada face pintada com uma única cor.

Determina a probabilidade de o tetraedro ter uma das faces pintadas com a cor preferida do João. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

123
O tetraedro visto de frente: as faces 1, 2 e 3 ficam à vista, e a face 4 é a que fica escondida por trás.
Item 111 escolha múltiplaExame 2012 · 1.ª Fase

Para assistirem a um espetáculo, o João, a Margarida e cinco amigos sentam-se, ao acaso, numa fila com sete lugares.

Qual é a probabilidade de o João e a Margarida não ficarem sentados um ao lado do outro?

  • (A)\dfrac{2 \times 5!}{7!}
  • (B)\dfrac{5!}{7!}
  • (C)\dfrac{2}{7}
  • (D)\dfrac{5}{7}
Item 112 construçãoExame 2012 · 1.ª Fase

Numa escola com 200 alunos, 55\% são raparigas. Pretende-se escolher, ao acaso, três alunos para representarem a escola num concurso.

Determina a probabilidade de serem escolhidos duas raparigas e um rapaz. Apresenta o resultado com arredondamento às centésimas.

Item 113 escolha múltiplaExame 2012 · Ép. especial

Considera um dado cúbico com as faces numeradas de 1 a 6 e um saco com cinco bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas com 0, 1, 2, 3 e 4. Lança-se o dado e retira-se, ao acaso, uma bola do saco, registando-se os números saídos.

Qual é a probabilidade de o produto desses números ser igual a zero?

  • (A)0
  • (B)\dfrac{1}{15}
  • (C)\dfrac{1}{30}
  • (D)\dfrac{1}{5}
Item 114 construçãoExame 2012 · Ép. especial

Numa empresa com 50 funcionários, 80\% apostam no euromilhões. Escolhem-se, ao acaso, oito funcionários dessa empresa.

Determina a probabilidade de pelo menos sete desses funcionários serem apostadores no euromilhões. Apresenta o resultado com arredondamento às centésimas.

Item 115 construçãoTeste Intermédio · 29.11.2013

Na figura está representado, num referencial o.n. Oxyz, um octaedro regular [ABCDEF] cujos vértices pertencem aos eixos coordenados.

Escolhem-se, ao acaso, dois vértices distintos do octaedro. Qual é a probabilidade de a reta definida por esses dois vértices ser paralela à reta definida por x=1 \land y=2? Apresenta o resultado na forma de fração.

yzxAFCEBDO
O octaedro regular [ABCDEF], com os vértices nos eixos coordenados.
Item 116 construçãoTeste Intermédio · 30.04.2014

Numa escola com 300 alunos, 17 estão com gripe. Vão ser escolhidos aleatoriamente 3 alunos, de entre os 300, para responderem a um inquérito.

Qual é a probabilidade de pelo menos um dos alunos escolhidos estar com gripe? Apresenta o resultado na forma de dízima, com arredondamento às centésimas.

Item 117 construçãoExame 2014 · 1.ª Fase

Uma caixa tem nove bolas distinguíveis apenas pela cor: seis pretas, duas brancas e uma amarela. Retiram-se dessa caixa, simultaneamente e ao acaso, três bolas.

Determina a probabilidade de as bolas retiradas não terem todas a mesma cor. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 118 escolha múltiplaExame 2014 · 2.ª Fase

Na figura está representado, num referencial o.n. Oxyz, um octaedro [ABCDEF] cujos vértices pertencem aos eixos coordenados.

yzxAFCEBDO
O octaedro regular [ABCDEF], com os vértices nos eixos coordenados.

Escolhem-se, ao acaso, três vértices desse octaedro. Qual é a probabilidade de esses três vértices definirem um plano paralelo ao plano de equação z=5?

  • (A)\dfrac{1}{{}^{6}C_{3}}
  • (B)\dfrac{4}{{}^{6}C_{3}}
  • (C)\dfrac{8}{{}^{6}C_{3}}
  • (D)\dfrac{12}{{}^{6}C_{3}}
Item 119 construçãoExame 2014 · 2.ª Fase

Uma caixa tem seis bolas distinguíveis apenas pela cor: duas azuis e quatro pretas. Retiram-se, ao acaso, uma a uma, sucessivamente e sem reposição, todas as bolas da caixa, colocando-as lado a lado, da esquerda para a direita.

Determina a probabilidade de as duas bolas azuis ficarem uma ao lado da outra. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 120 construçãoExame 2014 · Ép. especial

De uma turma de 12.º ano com 25 alunos sabe-se que 80\% dos alunos estão inscritos no desporto escolar. Pretende-se escolher, ao acaso, três alunos dessa turma.

Determina a probabilidade de serem escolhidos pelo menos dois alunos que estão inscritos no desporto escolar. Apresenta o resultado com arredondamento às centésimas.

Item 121 construçãoExame 2015 · 1.ª Fase

De uma empresa com sede em Coimbra sabe-se que 60\% dos funcionários residem fora de Coimbra e os restantes residem em Coimbra. A empresa tem oitenta funcionários e escolhem-se, ao acaso, três deles.

A probabilidade de, entre esses funcionários, haver no máximo dois a residir em Coimbra é igual a\dfrac{{}^{80}C_{3} - {}^{32}C_{3}}{{}^{80}C_{3}}

Elabora uma composição na qual enuncies a regra de Laplace e expliques o número de casos possíveis e o número de casos favoráveis.

Item 122 construçãoExame 2015 · 2.ª Fase

Na figura está representado o poliedro [NOPQRSTUV], que se pode decompor num cubo e numa pirâmide quadrangular regular. O poliedro tem, portanto, quatro faces triangulares e cinco faces quadradas.

Dispõe-se de sete cores diferentes, das quais uma é branca e outra é azul, para colorir as nove faces, sendo cada face colorida com uma única cor. Considera a experiência aleatória que consiste em colorir, ao acaso, as nove faces, podendo cada face ser colorida por qualquer uma das sete cores.

Determina a probabilidade de o poliedro ficar com exatamente duas faces brancas, ambas triangulares, exatamente duas faces azuis, ambas quadradas, e as restantes faces coloridas com cores todas diferentes. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às décimas de milésima.

VTURSONQP
O sólido, com quatro faces triangulares e cinco retangulares.
Item 123 construçãoExame 2015 · Ép. especial

Um saco contém nove bolas numeradas de 1 a 9, indistinguíveis ao tato. Retiram-se, sucessivamente e ao acaso, três bolas do saco, com reposição.

Qual é a probabilidade de o produto dos números das três bolas retiradas ser igual a 2? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 124 escolha múltiplaExame 2016 · Ép. especial

Uma pessoa lança um dado cúbico com as faces numeradas de 1 a 6 e regista o número da face voltada para cima. Outra pessoa lança um dado com a forma de um tetraedro regular, com as faces numeradas de 1 a 4, e regista o número da face voltada para baixo. Ambos os dados são equilibrados.

Qual é a probabilidade de, pelo menos uma dessas pessoas, registar o número 4?

  • (A)\dfrac{3}{8}
  • (B)\dfrac{5}{8}
  • (C)\dfrac{5}{12}
  • (D)\dfrac{7}{12}
Item 125 construçãoExame 2016 · Ép. especial

Um saco contém n bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a n, sendo n um número par maior do que 3. Retiram-se, em simultâneo e ao acaso, três bolas do saco.

Escreve uma expressão, em função de n, que dê a probabilidade de, dessas três bolas, duas terem número par e uma ter número ímpar. Não simplifiques a expressão.

Item 126 construçãoExame 2017 · 1.ª Fase

Na figura está representado, num referencial o.n. Oxyz, um prisma quadrangular regular [OPQRSTUV], com a face [OPQR] contida no plano xOy.

Escolhem-se, ao acaso, três vértices do prisma. Determina a probabilidade de o plano definido por esses três vértices ser perpendicular ao plano xOy. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

OPQRTUVS
O paralelepípedo retângulo, em perspetiva.
Item 127 construçãoExame 2017 · 2.ª Fase

Introduzem-se num saco trinta cartões, indistinguíveis ao tato, numerados de 1 a 30. Retiram-se quatro cartões do saco, simultaneamente e ao acaso.

Qual é a probabilidade de os dois menores números saídos serem o 7 e o 22? Apresenta o resultado arredondado às milésimas.

Item 128 construçãoExame 2018 · 1.ª Fase

Na figura está representado um prisma hexagonal regular. Escolhem-se, ao acaso, dois vértices de cada uma das bases do prisma.

Determina a probabilidade de esses quatro pontos pertencerem a uma mesma face lateral do prisma. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às centésimas.

A coluna, com a forma de um prisma hexagonal regular.
Item 129 construçãoExame 2018 · 2.ª Fase

Dispõe-se de catorze caracteres — os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e as vogais a, e, i, o, u — para formar códigos de quatro caracteres. Escolhe-se, ao acaso, um código de entre todos os que é possível formar com esses catorze caracteres, repetidos ou não.

Determina a probabilidade de esse código ser constituído por quatro algarismos diferentes cujo produto seja ímpar. Apresenta o resultado arredondado às milésimas.

Item 130 escolha múltiplaExame 2019 · 1.ª Fase

Numa caixa há dez bolas amarelas, indistinguíveis ao tato, das quais três têm um logotipo desenhado. Dispõem-se, ao acaso, as dez bolas amarelas lado a lado, em linha reta.

Qual é a probabilidade de as três bolas com o logotipo ficarem juntas?

  • (A)\dfrac{1}{16}
  • (B)\dfrac{1}{15}
  • (C)\dfrac{1}{14}
  • (D)\dfrac{1}{13}
Item 131 construçãoExame 2019 · 2.ª Fase

Na figura está representado, num referencial o.n. Oxyz, um paralelepípedo retângulo [ABCDEFGH], com duas faces paralelas ao plano xOy.

Escolhe-se, ao acaso, um vértice do paralelepípedo e, seguidamente, também ao acaso, um outro vértice diferente do anterior. Designa-se por X o primeiro vértice escolhido e por Y o segundo.

Qual é a probabilidade de a terceira coordenada do vetor \overrightarrow{XY} ser igual a zero? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

ABCDEFGH
O paralelepípedo retângulo, em perspetiva.
Item 132 escolha múltiplaExame 2019 · Ép. especial

Um saco contém nove cartões, indistinguíveis ao tato, numerados de 1 a 9. Retiram-se, simultaneamente e ao acaso, quatro cartões do saco.

Qual é a probabilidade de o menor dos números saídos ser 3 e o maior ser 8?

  • (A)\dfrac{1}{18}
  • (B)\dfrac{1}{21}
  • (C)\dfrac{1}{6}
  • (D)\dfrac{1}{7}
Item 133 escolha múltiplaExame 2020 · 1.ª Fase

Quatro pessoas vão escolher, cada uma e em segredo, um dos números 1, 2, 3, 4 e 5.

Qual é a probabilidade de exatamente duas delas escolherem o número 5?

  • (A)0{,}1530
  • (B)0{,}1532
  • (C)0{,}1534
  • (D)0{,}1536
Item 134 escolha múltiplaExame 2020 · 2.ª Fase

Considera um cubo [MNPQRSTU]. Escolhem-se, ao acaso, três vértices distintos desse cubo.

MNPQRSTU
O paralelepípedo retângulo, em perspetiva.

Qual é a probabilidade de o plano por eles definido conter uma das faces do cubo?

  • (A)\dfrac{1}{7}
  • (B)\dfrac{3}{7}
  • (C)\dfrac{1}{8}
  • (D)\dfrac{3}{8}
Item 135 escolha múltiplaExame 2020 · Ép. especial

Lança-se quatro vezes um dado cúbico equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6, e escrevem-se, da esquerda para a direita, os algarismos saídos, obtendo-se um número com quatro algarismos.

Qual é a probabilidade de esse número ser par, menor do que 5000 e capicua?

  • (A)\dfrac{1}{36}
  • (B)\dfrac{5}{36}
  • (C)\dfrac{1}{108}
  • (D)\dfrac{5}{108}
Item 136 construçãoExame 2021 · 1.ª Fase

Uma turma de 11.º ano é constituída por 30 alunos com idades de 15, 16 e 17 anos, dos quais 60\% são raparigas. Sabe-se que um terço dos rapazes tem 17 anos e que um terço das raparigas tem 15 ou 16 anos. O André e a Beatriz, alunos da turma, são gémeos e têm 16 anos.

Escolhem-se, ao acaso, cinco alunos da turma. Determina a probabilidade de o grupo ser formado pelo André, pela Beatriz, por dois jovens com 17 anos e por outro com 15 ou 16 anos. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às centésimas.

Item 137 escolha múltiplaExame 2021 · 2.ª Fase

Com doze raquetes distintas, sendo seis de badmínton e seis de ténis, formam-se ao acaso dois conjuntos de seis raquetes cada um.

Qual é o valor, arredondado às centésimas, da probabilidade de cada um dos dois conjuntos ficar com três raquetes de badmínton e três de ténis?

  • (A)0{,}22
  • (B)0{,}43
  • (C)0{,}50
  • (D)0{,}87
Item 138 escolha múltiplaExame 2021 · Ép. especial

Num referencial o.n. xOy considera a região definida por 0 \leq x \leq 10 \;\wedge\; 0 \leq y \leq 10 e todos os pontos dessa região cujas coordenadas são números inteiros. Escolhe-se, ao acaso, um desses pontos.

Qual é o valor, arredondado às milésimas, da probabilidade de esse ponto pertencer à reta de equação y = x + 7?

  • (A)0{,}025
  • (B)0{,}033
  • (C)0{,}041
  • (D)0{,}057
Item 139 construçãoExame 2022 · 2.ª Fase

Um saco contém 12 cartões com a forma de retângulos geometricamente iguais: 3 azuis, 2 brancos, 3 pretos e 4 vermelhos. Os 12 cartões vão ser retirados, sucessivamente e ao acaso, e dispostos sobre uma mesa, alinhados pela ordem por que são retirados.

Determina a probabilidade de os cartões azuis ficarem todos juntos. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 140 construçãoExame 2022 · Ép. especial

Uma empresa tem 60 funcionários; todos trabalham cinco dias por semana, mas em regimes diferentes:

  • 40\% trabalham todos os dias em regime presencial;
  • 25\% trabalham todos os dias à distância;
  • os restantes trabalham dois dias em regime presencial e três dias à distância.

Selecionam-se, ao acaso, quatro funcionários. A expressão \dfrac{{}^{60}C_{4} - {}^{45}C_{4}}{{}^{60}C_{4}} permite determinar a probabilidade de serem selecionados, no máximo, três funcionários que trabalham em regime presencial pelo menos dois dias por semana. Explica esta expressão no contexto descrito, enunciando a regra de Laplace e explicando o número de casos possíveis e o número de casos favoráveis.

Item 141 construçãoExame 2023 · 1.ª Fase

Num grupo há 70 jovens com 13 ou 14 anos de idade, sendo o número de jovens com 14 anos maior do que o número de jovens com 13 anos. Vão ser selecionados, aleatoriamente, dois desses jovens.

Sabe-se que a probabilidade de selecionar dois jovens com idades distintas é \dfrac{16}{35}.

Determina o número de jovens com 13 anos que há no grupo.

Item 142 construçãoExame 2023 · 2.ª Fase

Uma composição geométrica é formada por n hexágonos regulares inscritos em circunferências concêntricas, contidas num mesmo plano, de centro no ponto V, sendo n>3. A figura é um esquema de parte dessa composição, mostrando três dos n hexágonos.

Considera o conjunto de pontos formado pelo ponto V e pelos vértices de todos os hexágonos. Sabe-se que, selecionando ao acaso dois pontos desse conjunto, a probabilidade de estes serem vértices do mesmo hexágono é igual a \dfrac{5}{49}.

Determina o valor de n.

V
Os três hexágonos regulares concêntricos, de centro V.
Item 143 construçãoExame 2023 · Ép. especial

O Rui tem nove bombons com recheio de frutos secos: quatro de amêndoa, dois de avelã e três de noz. Numa caixa com nove compartimentos numerados de 1 a 9, dispostos em três linhas por três colunas, vai colocar aleatoriamente os nove bombons, um em cada compartimento.

Determina a probabilidade de uma das três linhas ficar preenchida com três bombons de amêndoa. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

123456789
O tabuleiro de 3 \times 3, com as casas numeradas.
Item 144 construçãoExame 2024 · 1.ª Fase

Na figura está representado o prisma reto [ABCDEFGH], cujas bases [ABCD] e [EFGH] são trapézios retângulos.

Selecionam-se, ao acaso, dois vértices de cada uma das bases do prisma.

Determina a probabilidade de os quatro vértices selecionados não pertencerem a uma mesma face lateral do prisma. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

ABCDEFGH
O prisma reto, de bases [ABCD] e [EFGH], trapézios retângulos.
Item 145 escolha múltiplaExame 2024 · 2.ª Fase

Considera um dado cúbico equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6. Lança-se esse dado três vezes e regista-se o número da face voltada para cima em cada lançamento.

Qual é a probabilidade de, em exatamente dois desses lançamentos, se obter um múltiplo de 3?

  • (A)\dfrac{1}{27}
  • (B)\dfrac{2}{27}
  • (C)\dfrac{1}{9}
  • (D)\dfrac{2}{9}
Item 146 construçãoExame 2024 · Ép. especial

Um saco contém duzentas bolas indistinguíveis ao tato, das quais 49\% são verdes e as restantes amarelas. Extraem-se, ao acaso, quatro bolas do saco.

Determina a probabilidade de o conjunto formado por essas quatro bolas conter pelo menos três bolas verdes. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às décimas.

Item 147 construçãoExame 2025 · 1.ª Fase

O código de um cartão multibanco é uma sequência de quatro algarismos, como por exemplo 1526 e 0232. Admite que o código de qualquer cartão é atribuído ao acaso, com algarismos de 0 a 9.

Determina a probabilidade de o código atribuído ter todos os algarismos diferentes, um dos algarismos ser o zero e a soma dos quatro algarismos ser ímpar. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 148 construçãoExame 2025 · 2.ª Fase

Uma turma do 12.º ano é constituída por 25 alunos com 17 ou 18 anos de idade. A Isabel e o José são alunos da turma e têm 17 anos. Sabe-se ainda que:

  • 64\% dos alunos são rapazes;
  • \dfrac{3}{4} dos rapazes têm 17 anos;
  • \dfrac{1}{3} das raparigas têm 18 anos.

Pretende-se constituir um grupo de seis alunos selecionados, ao acaso, de entre todos os alunos da turma. Determina a probabilidade de o grupo ser constituído pela Isabel, pelo José, por outro aluno com 17 anos e por três alunos com 18 anos. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às milésimas.

Item 149 escolha múltiplaExame 2025 · Ép. especial

Numa assembleia de alunos estão presentes alunos de vários anos de escolaridade. Dos alunos presentes, 25 são do 12.º ano e, destes, 10 frequentam a disciplina de Matemática A.

Dos alunos do 12.º ano presentes vão ser selecionados três, ao acaso, para integrarem a mesa da assembleia.

Qual é a probabilidade de pelo menos um desses alunos frequentar Matemática A?

  • (A)\dfrac{6}{115}
  • (B)\dfrac{21}{460}
  • (C)\dfrac{369}{460}
  • (D)\dfrac{109}{115}
Item 150 construçãoExame 2026 · 1.ª Fase

A Margarida tem cinco pares de sapatos, cada par de uma cor diferente: azul, branco, cinzento, vermelho e preto. Para os guardar dispõe de uma sapateira com dez compartimentos iguais, identificados com as letras de A a J, como se ilustra na figura.

Admite que a Margarida vai guardar, aleatoriamente, os cinco pares de sapatos na sapateira, um par da mesma cor por compartimento.

Determina a probabilidade de o par de sapatos brancos e o par de sapatos pretos ficarem em compartimentos adjacentes. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Dois compartimentos dizem-se adjacentes quando partilham uma divisória física, isto é, quando têm um lado comum. Por exemplo, o compartimento C é adjacente aos compartimentos A, D e E.

ABCDEFGHIJ
A sapateira, com os dez compartimentos identificados de A a J.

Múltiplos de 3 nas faces: 3 e 6. «Exatamente dois em três» obriga a contar em quantas ordens isso pode acontecer.

  1. Em cada lançamento, P(\text{múltiplo de }3) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} e P(\text{não}) = \dfrac{2}{3}.
  2. Uma sequência concreta com dois sucessos e um insucesso tem probabilidade \left(\dfrac{1}{3}\right)^{2} \times \dfrac{2}{3} = \dfrac{2}{27}.
  3. {}^{3}C_{2} = 3 maneiras de escolher em que lançamentos ocorrem os sucessos.
  4. P = 3 \times \dfrac{2}{27} = \dfrac{6}{27} = \dfrac{2}{9}
RespostaOpção (D)

Conta os pontos de coordenadas inteiras do quadrado (não te esqueças do zero) e depois os que satisfazem a equação, dentro do quadrado.

  1. Casos possíveis: x e y tomam 11 valores cada (de 0 a 10), logo 11 \times 11 = 121 pontos.
  2. Na reta y = x + 7, com 0 \leq y \leq 10, tem de ser 0 \leq x \leq 3.
  3. Os pontos favoráveis são (0,7), (1,8), (2,9), (3,10) — quatro.
  4. P = \dfrac{4}{121} \approx 0{,}033
RespostaOpção (B)

«Pelo menos um» pede o acontecimento contrário: nenhum dos dois regista 4.

  1. P(\text{o cúbico não dá }4) = \dfrac{5}{6} e P(\text{o tetraedro não dá }4) = \dfrac{3}{4}.
  2. Os lançamentos são independentes: P(\text{nenhum dá }4) = \dfrac{5}{6} \times \dfrac{3}{4} = \dfrac{15}{24} = \dfrac{5}{8}.
  3. P(\text{pelo menos um}) = 1 - \dfrac{5}{8} = \dfrac{3}{8}
RespostaOpção (A)

Um produto é zero se e só se um dos fatores é zero. E o dado nunca dá zero.

  1. O dado só dá números de 1 a 6: nunca é zero.
  2. Logo o produto é zero exatamente quando sai a bola 0.
  3. P = \dfrac{1}{5} — o resultado do dado é irrelevante.
RespostaOpção (D)

Chama N ao total de bolas e escreve a regra de Laplace.

  1. \dfrac{8}{N} = \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow N = 16
  2. Das 16 bolas, 8 são azuis, logo há 16 - 8 = 8 roxas.
RespostaOpção (C)

A expressão dada conta pares ordenados. Explica o que é cada fator.

  1. Pela regra de Laplace, sendo as bolas indistinguíveis ao tato, todos os pares têm a mesma probabilidade: P = \dfrac{\text{casos favoráveis}}{\text{casos possíveis}}.
  2. Casos possíveis: tirando as bolas uma a seguir à outra, há 18 hipóteses para a primeira e 17 para a segunda — 18 \times 17 pares ordenados.
  3. Casos favoráveis: duas azuis dá 12 \times 11 pares ordenados; duas vermelhas dá 6 \times 5. Como os dois casos são incompatíveis, somam-se.
  4. Logo P = \dfrac{12 \times 11 + 6 \times 5}{18 \times 17} = \dfrac{162}{306} = \dfrac{9}{17}.
Resposta\dfrac{9}{17} \approx 0{,}53

A palavra tem cinco letras distintas. As escolhas são independentes.

  1. Casos possíveis: 5 \times 5 = 25 pares ordenados de letras.
  2. Casos favoráveis: os cinco pares com letras iguais.
  3. P = \dfrac{5}{25} = \dfrac{1}{5}
  4. Em alternativa: a primeira criança escreve o que quiser e a segunda tem de acertar — P = \dfrac{1}{5}.
RespostaOpção (C)

Conta com ordem em cima e em baixo. Há dois casos favoráveis: verde-amarela e amarela-verde.

  1. Casos possíveis: 20 \times 19 = 380 pares ordenados.
  2. Verde e depois amarela: 10 \times 10 = 100. Amarela e depois verde: 10 \times 10 = 100.
  3. Total de favoráveis: 200.
  4. P = \dfrac{200}{380} = \dfrac{10}{19}
Resposta\dfrac{10}{19}

O primeiro escolhe o que quiser; a questão é a probabilidade de o segundo escolher o mesmo.

  1. Casos possíveis: 7 \times 7 = 49 pares ordenados de hotéis.
  2. Casos favoráveis: os 7 pares em que os dois hotéis coincidem.
  3. P = \dfrac{7}{49} = \dfrac{1}{7}
RespostaOpção (A)

A caixa fica com seis bolas exatamente quando se retiram tantas quantas as que se colocam.

  1. Se sai a no primeiro lançamento e b no segundo, a caixa fica com 6 - a + b bolas.
  2. 6 - a + b = 6 \Leftrightarrow a = b
  3. Casos possíveis: 6 \times 6 = 36. Favoráveis: os 6 pares com os dois números iguais.
  4. P = \dfrac{6}{36} = \dfrac{1}{6}
Resposta\dfrac{1}{6}

Escreve a regra de Laplace com o total N de alunos.

  1. \dfrac{9}{N} = \dfrac{1}{3} \Leftrightarrow N = 27
  2. Raparigas: 27 - 9 = 18.
RespostaOpção (B)

As duas páginas à vista são sempre consecutivas. Que paridade têm dois números consecutivos?

  1. Ao abrir um livro ficam à vista duas páginas de números consecutivos, n e n+1.
  2. De dois inteiros consecutivos, um é par e o outro é ímpar.
  3. A soma par + ímpar é sempre ímpar, logo o acontecimento é certo: P = 1.
RespostaOpção (D)

Decompõe 21 em fatores. Algum par de fatores cabe em \{1,\ldots,6\}?

  1. 21 = 3 \times 7 = 1 \times 21 — não há outras decomposições em dois fatores naturais.
  2. Nem 7 nem 21 são faces de um dado, logo não há nenhum caso favorável.
  3. O acontecimento é impossível: P = 0.
RespostaOpção (A)

É a regra da adição: soma as duas contagens e desconta os que foram contados duas vezes.

  1. Sejam D: «tem 16 anos» e R: «é rapariga».
  2. Com 16 anos: 5+4 = 9 jovens, logo P(D) = \dfrac{9}{25}.
  3. Raparigas: 2+4+4 = 10, logo P(R) = \dfrac{10}{25}.
  4. Raparigas de 16 anos (contadas nas duas): 4, logo P(D \cap R) = \dfrac{4}{25}.
  5. P(D \cup R) = \dfrac{9}{25}+\dfrac{10}{25}-\dfrac{4}{25} = \dfrac{15}{25} = \dfrac{3}{5}
Resposta\dfrac{3}{5}

Só interessam os compartimentos do par branco e do par preto — os outros três pares não influenciam o acontecimento. Começa por contar os pares de compartimentos adjacentes.

  1. Os únicos compartimentos que importam são o do par branco e o do par preto; os restantes três pares podem ficar onde quiserem.
  2. Casos possíveis. Escolher, com ordem, o compartimento do par branco e o do par preto: {}^{10}A_{2} = 10 \times 9 = 90.
  3. Casos favoráveis. Conta-se primeiro o número de pares de compartimentos adjacentes:
  4. na horizontal: A-B, C-D, E-F, G-H e I-J5 pares;
    na vertical, coluna esquerda: A-C, C-E, E-G e G-I4 pares;
    na vertical, coluna direita: B-D, D-F, F-H e H-J4 pares.
  5. Ao todo, 5+4+4 = 13 pares de compartimentos adjacentes. Em cada par, os sapatos brancos podem ficar num dos dois compartimentos e os pretos no outro: 13 \times 2 = 26 casos favoráveis.
  6. Pela regra de Laplace:P = \dfrac{26}{90} = \dfrac{13}{45}
RespostaP = \dfrac{13}{45}

Uma soma é ímpar quando o número de parcelas ímpares é ímpar. O zero é par — quantos ímpares podem então entrar nos outros três algarismos?

  1. Casos possíveis: cada uma das quatro posições leva um dos dez algarismos, com repetição — 10^{4} = 10\,000.
  2. Casos favoráveis. O código contém o 0 e mais três algarismos, todos diferentes, escolhidos de \{1, 2, \ldots, 9\}: cinco ímpares (1,3,5,7,9) e quatro pares (2,4,6,8).
  3. A soma é ímpar se e só se o número de algarismos ímpares for ímpar. Como o 0 é par, os outros três têm de conter um ou três ímpares.
  4. Um ímpar e dois pares: escolher o ímpar (5) e dois pares sem ordem ({}^{4}C_{2} = 6) — 30 conjuntos.
    Três ímpares: {}^{5}C_{3} = 10 conjuntos.
  5. Em qualquer dos casos, o conjunto dos quatro algarismos (incluindo o 0) pode ser ordenado de 4! = 24 maneiras:(30 + 10) \times 4! = 40 \times 24 = 960
  6. P = \dfrac{960}{10\,000} = \dfrac{12}{125}
RespostaP = \dfrac{12}{125}

«Pelo menos três» em quatro bolas significa exatamente três ou exatamente quatro — dois casos que se excluem.

  1. Composição do saco: verdes 0{,}49 \times 200 = 98; amarelas 200 - 98 = 102.
  2. Casos possíveis: {}^{200}C_{4} conjuntos de quatro bolas.
  3. Casos favoráveis. Exatamente três verdes: {}^{98}C_{3} \times {}^{102}C_{1}. Quatro verdes: {}^{98}C_{4}.
  4. P = \dfrac{{}^{98}C_{3} \times {}^{102}C_{1} + {}^{98}C_{4}}{{}^{200}C_{4}} \approx 0{,}2957 \approx 0{,}3
RespostaP \approx 0{,}3

É mais fácil contar os casos em que os quatro vértices pertencem a uma mesma face lateral: cada face lateral tem exatamente dois vértices em cada base.

  1. Casos possíveis. Em cada base escolhem-se 2 dos 4 vértices, sem ordem: {}^{4}C_{2} = 6. Como as escolhas nas duas bases são independentes:{}^{4}C_{2} \times {}^{4}C_{2} = 6 \times 6 = 36
  2. Acontecimento contrário. O prisma tem 4 faces laterais, e cada uma delas contém exatamente dois vértices de cada base — por exemplo, a face [ABFE] contém A e B na base inferior e E e F na superior.
  3. Logo, para os quatro vértices selecionados pertencerem a uma mesma face lateral, basta escolher essa face (4 hipóteses); os vértices ficam determinados. Há assim 4 casos.
  4. P = 1 - \dfrac{4}{36} = 1 - \dfrac{1}{9} = \dfrac{8}{9}
RespostaP = \dfrac{8}{9}

Para este acontecimento só interessa quais os compartimentos que ficam com bombons de amêndoa — os de avelã e de noz não entram na conta.

  1. Os bombons de amêndoa são indistinguíveis entre si, tal como os de avelã e os de noz. O acontecimento só depende de quais os quatro compartimentos que ficam com amêndoa.
  2. Casos possíveis: escolher 4 dos 9 compartimentos para os bombons de amêndoa — {}^{9}C_{4} = 126.
  3. Casos favoráveis. Uma linha (três compartimentos) fica cheia de amêndoa e o quarto bombom de amêndoa fica num dos 6 compartimentos restantes:3 \times 6 = 18
  4. Não há sobreposição entre casos: com apenas quatro bombons de amêndoa é impossível preencher duas linhas.
  5. P = \dfrac{18}{126} = \dfrac{1}{7}
RespostaP = \dfrac{1}{7}

Quantos pontos tem o conjunto ao todo? E quantos pares de pontos há dentro de cada hexágono? Escreve a probabilidade em função de n e resolve a equação.

  1. Número de pontos. Cada hexágono tem 6 vértices e há n hexágonos; juntando o ponto V, o conjunto tem 6n+1 pontos.
  2. Casos possíveis: escolher 2 pontos de entre 6n+1{}^{6n+1}C_{2} = \dfrac{(6n+1) \cdot 6n}{2} = 3n(6n+1).
  3. Casos favoráveis: os dois pontos são vértices do mesmo hexágono. Escolhe-se o hexágono (n hipóteses) e dois dos seus seis vértices ({}^{6}C_{2} = 15) — 15n.
  4. P = \dfrac{15n}{3n(6n+1)} = \dfrac{5}{6n+1}
  5. \dfrac{5}{6n+1} = \dfrac{5}{49} \;\Leftrightarrow\; 6n+1 = 49 \;\Leftrightarrow\; n = 8
  6. Como 8>3, o valor obtido é admissível.
Respostan = 8

Chama x ao número de jovens com 13 anos, escreve a probabilidade em função de x e não te esqueças de usar a condição do enunciado para escolher entre as duas soluções.

  1. Seja x o número de jovens com 13 anos; os restantes 70-x têm 14 anos.
  2. Casos possíveis: {}^{70}C_{2} = 2415.
  3. Casos favoráveis: escolher um jovem de cada idade — x(70-x).
  4. \dfrac{x(70-x)}{2415} = \dfrac{16}{35} \;\Leftrightarrow\; x(70-x) = 1104 \;\Leftrightarrow\; x^{2} - 70x + 1104 = 0
  5. x = \dfrac{70 \pm \sqrt{4900 - 4416}}{2} = \dfrac{70 \pm 22}{2} \;\Leftrightarrow\; x = 24 \;\lor\; x = 46
  6. Como há mais jovens com 14 anos do que com 13, tem de ser x < 35. Logo x = 24.
  7. Confirmação: \dfrac{24 \times 46}{2415} = \dfrac{1104}{2415} = \dfrac{16}{35}
Resposta24 jovens com 13 anos

Quantos funcionários trabalham presencialmente pelo menos dois dias? E o que é o contrário de «no máximo três»?

  1. Regra de Laplace. Num espaço amostral finito em que todos os casos são equiprováveis, a probabilidade de um acontecimento é o quociente entre o número de casos favoráveis a esse acontecimento e o número de casos possíveis.
  2. Quem trabalha presencialmente pelo menos dois dias. São os 0{,}40 \times 60 = 24 que estão sempre em regime presencial e ainda os que trabalham dois dias presencialmente, que são 60 - 24 - 0{,}25 \times 60 = 60-24-15 = 21. Ao todo, 24+21 = 45 funcionários. Os restantes 15 trabalham sempre à distância.
  3. Casos possíveis — o denominador. Escolhem-se 4 funcionários de entre 60, ao acaso e sem ordem, porque o que interessa é quem foi selecionado: {}^{60}C_{4}. Como a seleção é feita ao acaso, todos estes conjuntos são igualmente prováveis, o que legitima a aplicação da regra de Laplace.
  4. Casos favoráveis — o numerador. O acontecimento contrário de «no máximo três dos quatro trabalham presencialmente pelo menos dois dias» é «os quatro trabalham presencialmente pelo menos dois dias», que ocorre de {}^{45}C_{4} maneiras — escolhem-se os quatro de entre os 45.
  5. Subtraindo esses casos ao total obtêm-se os casos favoráveis: {}^{60}C_{4} - {}^{45}C_{4}.
  6. P = \dfrac{{}^{60}C_{4} - {}^{45}C_{4}}{{}^{60}C_{4}} \approx 0{,}694
RespostaTotal de conjuntos de quatro funcionários menos aqueles em que os quatro são dos 45

Só as posições dos três cartões azuis interessam. Quantos blocos de três posições consecutivas há numa fila de doze?

  1. O acontecimento depende apenas das posições ocupadas pelos três cartões azuis, que são indistinguíveis entre si.
  2. Casos possíveis: escolher 3 das 12 posições — {}^{12}C_{3} = 220.
  3. Casos favoráveis: as três posições têm de ser consecutivas. Numa fila de 12 posições, os blocos de três consecutivas começam nas posições 1, 2, \ldots, 1010 casos.
  4. P = \dfrac{10}{220} = \dfrac{1}{22}
  5. Em alternativa, distinguindo todos os cartões: P = \dfrac{3! \times 10!}{12!} = \dfrac{1}{22} — o bloco azul e os outros 9 cartões dão 10! ordenações, com 3! arrumações internas ✓
RespostaP = \dfrac{1}{22}

Basta acompanhar um dos conjuntos: assim que ele fica definido, o outro fica automaticamente determinado.

  1. Formar os dois conjuntos equivale a escolher os seis elementos de um deles — o outro fica determinado.
  2. Casos possíveis: {}^{12}C_{6} = 924.
  3. Casos favoráveis: esse conjunto tem três raquetes de badmínton ({}^{6}C_{3} = 20) e três de ténis ({}^{6}C_{3} = 20) — e então o outro conjunto fica também com três de cada:{}^{6}C_{3} \times {}^{6}C_{3} = 20 \times 20 = 400
  4. P = \dfrac{400}{924} = \dfrac{100}{231} \approx 0{,}43
RespostaOpção (B)

Reduz tudo a dois grupos etários: «17 anos» e «15 ou 16 anos». E não te esqueças de que o André e a Beatriz já ocupam dois lugares do segundo grupo.

  1. Composição da turma. Raparigas: 0{,}6 \times 30 = 18; rapazes: 12.
  2. Rapazes com 17 anos: \dfrac{1}{3} \times 12 = 4; com 15 ou 16: 8. Raparigas com 15 ou 16 anos: \dfrac{1}{3} \times 18 = 6; com 17: 12.
  3. Ao todo: 4+12 = 16 alunos com 17 anos e 8+6 = 14 com 15 ou 16 anos.
  4. Casos possíveis: {}^{30}C_{5} = 142\,506.
  5. Casos favoráveis. O André e a Beatriz estão fixados (ambos com 16 anos). Falta escolher dois alunos com 17 anos ({}^{16}C_{2} = 120) e um com 15 ou 16 anos de entre os 14-2 = 12 restantes (12):{}^{16}C_{2} \times 12 = 120 \times 12 = 1440
  6. P = \dfrac{1440}{142\,506} \approx 0{,}0101 \approx 0{,}01
RespostaP \approx 0{,}01

Numa capicua \overline{abba}, o primeiro e o último algarismos são o mesmo — e é ele que decide, ao mesmo tempo, a paridade e a comparação com 5000.

  1. Casos possíveis: quatro lançamentos independentes, cada um com 6 resultados — 6^{4} = 1296.
  2. Uma capicua de quatro algarismos tem a forma \overline{abba}: basta escolher a e b.
  3. Ser par obriga a a ser par: a \in \{2,4,6\}. Ser menor do que 5000 obriga a \leq 4: a \in \{1,2,3,4\}. Reunindo as duas condições: a \in \{2,4\}2 hipóteses.
  4. b é livre: 6 hipóteses.
  5. P = \dfrac{2 \times 6}{6^{4}} = \dfrac{12}{1296} = \dfrac{1}{108}
RespostaOpção (C)

Três vértices de uma mesma face definem o plano dessa face. Quantos trios há em cada face?

  1. Casos possíveis: escolher 3 dos 8 vértices — {}^{8}C_{3} = 56.
  2. Casos favoráveis. O plano definido contém uma face se e só se os três vértices pertencerem todos a essa face. Cada face tem 4 vértices, dos quais se escolhem 3: {}^{4}C_{3} = 4 trios por face.
  3. Como o cubo tem 6 faces e nenhum trio pertence a duas faces distintas:6 \times {}^{4}C_{3} = 6 \times 4 = 24
  4. P = \dfrac{24}{56} = \dfrac{3}{7}
RespostaOpção (B)

As quatro escolhas são independentes e cada uma acerta no 5 com probabilidade \frac{1}{5}. Falta decidir quais as duas pessoas.

  1. Cada pessoa escolhe o 5 com probabilidade \dfrac{1}{5} e outro número com probabilidade \dfrac{4}{5}, independentemente das restantes.
  2. Quais as duas pessoas que escolhem o 5: {}^{4}C_{2} = 6.
  3. P = {}^{4}C_{2} \times \left(\dfrac{1}{5}\right)^{2} \times \left(\dfrac{4}{5}\right)^{2} = 6 \times \dfrac{1}{25} \times \dfrac{16}{25} = \dfrac{96}{625} = 0{,}1536
  4. Pela regra de Laplace: casos possíveis 5^{4} = 625; favoráveis {}^{4}C_{2} \times 4^{2} = 96
RespostaOpção (D)

Se o menor é 3 e o maior é 8, esses dois cartões saíram forçosamente. Onde é que podem estar os outros dois?

  1. Casos possíveis: {}^{9}C_{4} = 126.
  2. Casos favoráveis. Os cartões 3 e 8 têm de sair. Os outros dois têm de estar estritamente entre eles, ou seja, em \{4,5,6,7\} — senão o 3 deixaria de ser o menor ou o 8 de ser o maior:{}^{4}C_{2} = 6
  3. P = \dfrac{6}{126} = \dfrac{1}{21}
RespostaOpção (B)

A terceira coordenada de \overrightarrow{XY} é a diferença das cotas. Quando é que essa diferença é nula?

  1. A terceira coordenada de \overrightarrow{XY} é z_{Y} - z_{X}, que é nula precisamente quando X e Y têm a mesma cota.
  2. Como duas faces do paralelepípedo são paralelas ao plano xOy, os oito vértices repartem-se por dois grupos de quatro, cada grupo com a mesma cota.
  3. Casos possíveis: escolher dois vértices distintos — {}^{8}C_{2} = 28.
  4. Casos favoráveis: os dois vértices no mesmo grupo — 2 \times {}^{4}C_{2} = 2 \times 6 = 12.
  5. P = \dfrac{12}{28} = \dfrac{3}{7}
RespostaP = \dfrac{3}{7}

Só interessam as posições das três bolas com logotipo. Quantos blocos de três posições consecutivas cabem numa fila de dez?

  1. Casos possíveis: escolher 3 das 10 posições para as bolas com logotipo — {}^{10}C_{3} = 120.
  2. Casos favoráveis: as três posições consecutivas. Numa fila de 10, esses blocos começam nas posições 1 a 88 casos.
  3. P = \dfrac{8}{120} = \dfrac{1}{15}
RespostaOpção (B)

Um produto de inteiros é ímpar apenas quando todos os fatores são ímpares.

  1. Casos possíveis: cada uma das quatro posições leva um dos catorze caracteres, com repetição — 14^{4} = 38\,416.
  2. Casos favoráveis. O produto dos quatro algarismos é ímpar se e só se todos forem ímpares. Os algarismos ímpares disponíveis são 1, 3, 5, 7 e 9 — cinco.
  3. Como têm de ser diferentes e as quatro posições são distintas, trata-se de um arranjo: {}^{5}A_{4} = 5 \times 4 \times 3 \times 2 = 120.
  4. P = \dfrac{{}^{5}A_{4}}{14^{4}} = \dfrac{120}{38\,416} \approx 0{,}003
RespostaP \approx 0{,}003

Cada face lateral contém exatamente dois vértices de cada base — e são vértices consecutivos.

  1. Cada base do prisma hexagonal tem 6 vértices.
  2. Casos possíveis. Em cada base escolhem-se 2 dos 6 vértices: {}^{6}C_{2} = 15. As duas escolhas são independentes:{}^{6}C_{2} \times {}^{6}C_{2} = 15 \times 15 = 225
  3. Casos favoráveis. O prisma tem 6 faces laterais e cada uma contém exatamente dois vértices de cada base — os que são consecutivos na respetiva base. Escolhida a face lateral (6 hipóteses), os quatro vértices ficam determinados.
  4. P = \dfrac{6}{225} = \dfrac{2}{75} \approx 0{,}03
RespostaP = \dfrac{2}{75} \approx 0{,}03

Se o 7 e o 22 são os dois menores, o que se pode dizer dos outros dois cartões?

  1. Casos possíveis: {}^{30}C_{4} = 27\,405.
  2. Casos favoráveis. Os cartões 7 e 22 têm de sair. Para serem os dois menores, os outros dois cartões têm de ter números maiores do que 22, isto é, pertencer a \{23, 24, \ldots, 30\} — oito números:{}^{8}C_{2} = 28
  3. P = \dfrac{28}{27\,405} \approx 0{,}001
RespostaP = \dfrac{28}{27\,405} \approx 0{,}001

Um plano é perpendicular a xOy quando contém uma reta perpendicular a esse plano — no prisma, uma aresta lateral.

  1. Casos possíveis: escolher 3 dos 8 vértices — {}^{8}C_{3} = 56.
  2. Casos favoráveis. Como a base [OPQR] está contida em xOy e o prisma é reto, as suas 4 arestas laterais são perpendiculares a xOy.
  3. Um plano é perpendicular a xOy se e só se contiver uma reta perpendicular a xOy. Assim, o plano definido pelos três vértices é perpendicular a xOy exatamente quando dois deles são os extremos de uma aresta lateral.
  4. Escolhe-se a aresta lateral (4 hipóteses) e um terceiro vértice de entre os 6 restantes — e nenhum trio é contado duas vezes, porque um trio não pode conter duas arestas laterais completas:4 \times 6 = 24
  5. P = \dfrac{24}{56} = \dfrac{3}{7}
RespostaP = \dfrac{3}{7}

Como n é par, metade dos números de 1 a n são pares e metade são ímpares.

  1. Como n é par, de 1 a n há exatamente \dfrac{n}{2} números pares e \dfrac{n}{2} números ímpares.
  2. Casos possíveis: escolher 3 das n bolas, sem ordem (são retiradas em simultâneo) — {}^{n}C_{3}.
  3. Casos favoráveis: escolher 2 bolas de número par de entre \dfrac{n}{2} e 1 de número ímpar de entre \dfrac{n}{2}:{}^{\frac{n}{2}}C_{2} \times {}^{\frac{n}{2}}C_{1}
  4. P = \dfrac{{}^{\frac{n}{2}}C_{2} \times {}^{\frac{n}{2}}C_{1}}{{}^{n}C_{3}}
RespostaP = \dfrac{{}^{\frac{n}{2}}C_{2} \times {}^{\frac{n}{2}}C_{1}}{{}^{n}C_{3}}

Que trios de números de 1 a 9 têm produto 2? Repara em que a ordem das extrações interessa.

  1. Casos possíveis: três extrações com reposição, cada uma com 9 resultados — 9^{3} = 729.
  2. Casos favoráveis. Para o produto de três números naturais ser 2, os fatores só podem ser 1, 1 e 2.
  3. Como as bolas são retiradas sucessivamente, importa a ordem: o 2 pode sair na primeira, na segunda ou na terceira extração — 3 sequências: (2,1,1), (1,2,1) e (1,1,2).
  4. P = \dfrac{3}{729} = \dfrac{1}{243}
RespostaP = \dfrac{1}{243}

Depois de fixadas as faces brancas e as azuis, sobram cinco faces e exatamente cinco cores por usar — e todas têm de ser diferentes.

  1. Casos possíveis: cada uma das 9 faces pode receber qualquer das 7 cores, independentemente das outras — 7^{9} = 40\,353\,607.
  2. Casos favoráveis.
  3. Faces brancas: escolher 2 das 4 triangulares — {}^{4}C_{2} = 6.
  4. Faces azuis: escolher 2 das 5 quadradas — {}^{5}C_{2} = 10.
  5. Faces restantes: sobram 2 triangulares e 3 quadradas, num total de 5 faces. Nenhuma delas pode ser branca ou azul (senão haveria mais do que duas de cada), pelo que ficam disponíveis 7-2 = 5 cores. Como têm de ser todas diferentes, distribuem-se as 5 cores pelas 5 faces: 5! = 120.
  6. P = \dfrac{{}^{4}C_{2} \times {}^{5}C_{2} \times 5!}{7^{9}} = \dfrac{6 \times 10 \times 120}{40\,353\,607} = \dfrac{7200}{40\,353\,607} \approx 0{,}0002
RespostaP \approx 0{,}0002

«No máximo dois» tem por contrário «os três». É esse o significado da subtração.

  1. Regra de Laplace. Se um espaço amostral for finito e todos os casos forem equiprováveis, a probabilidade de um acontecimento é o quociente entre o número de casos favoráveis a esse acontecimento e o número de casos possíveis.
  2. Quantos residem em Coimbra. Residem fora 0{,}60 \times 80 = 48 funcionários, pelo que residem em Coimbra 80-48 = 32.
  3. Casos possíveis — o denominador. Escolher três funcionários de entre os oitenta, ao acaso e sem ordem, pois o que interessa é quem foi escolhido e não a ordem por que o foi: {}^{80}C_{3}. Sendo a escolha aleatória, todos estes conjuntos são igualmente prováveis, o que legitima a regra de Laplace.
  4. Casos favoráveis — o numerador. O acontecimento contrário de «no máximo dois residem em Coimbra» é «os três residem em Coimbra», o que acontece de {}^{32}C_{3} maneiras — os três são escolhidos de entre os 32 residentes em Coimbra.
  5. Subtraindo esses casos ao total, obtêm-se os casos favoráveis: {}^{80}C_{3} - {}^{32}C_{3}.
RespostaTotal de conjuntos de três funcionários menos aqueles em que os três residem em Coimbra

«Pelo menos dois» em três alunos significa exatamente dois ou três — dois casos que se excluem.

  1. Composição da turma: inscritos 0{,}80 \times 25 = 20; não inscritos 25-20 = 5.
  2. Casos possíveis: {}^{25}C_{3} = 2300.
  3. Casos favoráveis. Exatamente dois inscritos: {}^{20}C_{2} \times {}^{5}C_{1} = 190 \times 5 = 950. Três inscritos: {}^{20}C_{3} = 1140.
  4. P = \dfrac{{}^{20}C_{2} \times 5 + {}^{20}C_{3}}{{}^{25}C_{3}} = \dfrac{2090}{2300} = \dfrac{209}{230} \approx 0{,}91
RespostaP = \dfrac{209}{230} \approx 0{,}91

Um plano paralelo a z=5 é um plano de equação z = k: todos os seus pontos têm a mesma cota. Quantos vértices do octaedro partilham a cota?

  1. Um plano paralelo ao plano z=5 tem equação da forma z=k: todos os seus pontos têm a mesma cota.
  2. Como os vértices do octaedro pertencem aos eixos coordenados, dois deles estão no eixo Oz (as duas «pontas», A e F) e os outros quatroB, C, D e E — estão nos eixos Ox e Oy, tendo todos cota nula.
  3. Casos favoráveis: escolher três desses quatro vértices — {}^{4}C_{3} = 4. (Nenhum outro trio serve: os vértices A e F são os únicos com cota não nula e não há outro com a cota de cada um deles.)
  4. Casos possíveis: {}^{6}C_{3} = 20.
  5. P = \dfrac{4}{{}^{6}C_{3}} = \dfrac{4}{20} = \dfrac{1}{5}
RespostaOpção (B)

Só interessam as posições ocupadas pelas duas bolas azuis, que são indistinguíveis entre si.

  1. Como as bolas só se distinguem pela cor, o resultado da experiência fica determinado pelas posições ocupadas pelas duas bolas azuis.
  2. Casos possíveis: escolher 2 das 6 posições — {}^{6}C_{2} = 15.
  3. Casos favoráveis: as duas posições consecutivas. Numa fila de 6, os pares consecutivos começam nas posições 1 a 55 casos.
  4. P = \dfrac{5}{15} = \dfrac{1}{3}
RespostaP = \dfrac{1}{3}

O acontecimento contrário é bem mais simples de contar — e só há uma cor com bolas suficientes.

  1. Casos possíveis: {}^{9}C_{3} = 84.
  2. Acontecimento contrário — as três bolas da mesma cor. Só é possível com bolas pretas: há apenas duas brancas e uma amarela.{}^{6}C_{3} = 20
  3. P = 1 - \dfrac{{}^{6}C_{3}}{{}^{9}C_{3}} = 1 - \dfrac{20}{84} = \dfrac{64}{84} = \dfrac{16}{21}
RespostaP = \dfrac{16}{21}

«Pelo menos um» pede o acontecimento contrário: nenhum estar com gripe.

  1. Casos possíveis: {}^{300}C_{3} = 4\,455\,100.
  2. Acontecimento contrário — nenhum dos três está com gripe, isto é, os três são escolhidos de entre os 300-17 = 283 alunos saudáveis: {}^{283}C_{3} = 3\,737\,581.
  3. P = 1 - \dfrac{{}^{283}C_{3}}{{}^{300}C_{3}} = 1 - \dfrac{3\,737\,581}{4\,455\,100} \approx 0{,}16
RespostaP \approx 0{,}16

A condição x=1 \land y=2 define uma reta vertical, paralela ao eixo Oz. Que par de vértices do octaedro define uma reta com essa direção?

  1. A condição x=1 \land y=2 define a reta que passa pelo ponto (1,2,0) e é paralela ao eixo Oz.
  2. Casos possíveis: escolher 2 dos 6 vértices — {}^{6}C_{2} = 15.
  3. Casos favoráveis. Como os vértices pertencem aos eixos coordenados, os únicos dois que estão sobre o eixo Oz são A e F. A reta AF é o próprio eixo Oz, logo é paralela à reta dada.
  4. Qualquer outro par de vértices define uma reta que não tem a direção do eixo Oz. Há, portanto, 1 caso favorável.
  5. P = \dfrac{1}{15}
RespostaP = \dfrac{1}{15}

«Pelo menos sete» em oito significa exatamente sete ou oito.

  1. Composição: apostadores no euromilhões 0{,}80 \times 50 = 40; não apostadores 50-40 = 10.
  2. Casos possíveis: {}^{50}C_{8}.
  3. Casos favoráveis. Exatamente sete apostadores: {}^{40}C_{7} \times {}^{10}C_{1}. Os oito apostadores: {}^{40}C_{8}.
  4. P = \dfrac{{}^{40}C_{7} \times {}^{10}C_{1} + {}^{40}C_{8}}{{}^{50}C_{8}} \approx 0{,}4905 \approx 0{,}49
RespostaP \approx 0{,}49

Começa pelo acontecimento contrário: o João e a Margarida lado a lado, tratados como um bloco.

  1. Casos possíveis: 7! = 5040 maneiras de sentar as sete pessoas.
  2. Acontecimento contrário — o João e a Margarida lado a lado. Tratando-os como um bloco, há 6 objetos a ordenar (6! = 720) e, dentro do bloco, os dois podem trocar (2! = 2): 2 \times 6! = 1440.
  3. P = 1 - \dfrac{2 \times 6!}{7!} = 1 - \dfrac{1440}{5040} = 1 - \dfrac{2}{7} = \dfrac{5}{7}
  4. Em alternativa, contando só as posições do par: {}^{7}C_{2} = 21 pares de lugares, dos quais 6 são de lugares consecutivos — P = 1 - \dfrac{6}{21} = \dfrac{5}{7}
RespostaOpção (D)

Uma escolha de três alunos é um conjunto: a ordem não interessa.

  1. Composição da escola: raparigas 0{,}55 \times 200 = 110; rapazes 200-110 = 90.
  2. Casos possíveis: {}^{200}C_{3} = 1\,313\,400.
  3. Casos favoráveis: duas raparigas de entre 110 e um rapaz de entre 90{}^{110}C_{2} \times 90 = 5995 \times 90 = 539\,550.
  4. P = \dfrac{{}^{110}C_{2} \times 90}{{}^{200}C_{3}} = \dfrac{327}{796} \approx 0{,}41
RespostaP = \dfrac{327}{796} \approx 0{,}41

A pergunta só depende de quais as quatro cores selecionadas — a atribuição às faces não altera o acontecimento.

  1. O acontecimento «uma das faces é pintada com a cor preferida» é o mesmo que «a cor preferida está entre as quatro cores selecionadas»: a maneira como as cores são distribuídas pelas faces é irrelevante.
  2. Casos possíveis: escolher 4 das 12 cores, sem ordem — {}^{12}C_{4} = 495.
  3. Casos favoráveis: a cor preferida está garantida, faltando escolher 3 das 11 restantes — {}^{11}C_{3} = 165.
  4. P = \dfrac{{}^{11}C_{3}}{{}^{12}C_{4}} = \dfrac{165}{495} = \dfrac{1}{3}
RespostaP = \dfrac{1}{3}

Só há três figuras: «pelo menos duas» significa exatamente duas ou exatamente três.

  1. 3 figuras e 13-3 = 10 cartas que não são figuras.
  2. Casos possíveis: {}^{13}C_{4} = 715.
  3. Casos favoráveis. Exatamente duas figuras: {}^{3}C_{2} \times {}^{10}C_{2} = 3 \times 45 = 135. As três figuras: {}^{3}C_{3} \times {}^{10}C_{1} = 10.
  4. P = \dfrac{135 + 10}{715} = \dfrac{145}{715} = \dfrac{29}{143}
RespostaP = \dfrac{29}{143}

As caixas são retiradas em simultâneo: a ordem não conta.

  1. O lote tem 10+20 = 30 caixas.
  2. Casos possíveis: escolher 4 das 30 caixas, sem ordem — {}^{30}C_{4}.
  3. Casos favoráveis: as quatro caixas escolhidas de entre as 20 do medicamento Y{}^{20}C_{4}.
  4. P = \dfrac{{}^{20}C_{4}}{{}^{30}C_{4}} = \dfrac{4845}{27\,405} = \dfrac{323}{1827}
  5. Nota: a opção (D) corresponderia a quatro extrações com reposição, o que não é o caso.
RespostaOpção (B)

Enumera os pares de números diferentes cuja soma é 7.

  1. Casos possíveis: {}^{16}C_{2} = 120.
  2. Casos favoráveis: os pares de números diferentes com soma 7 são \{1,6\}, \{2,5\} e \{3,4\}3 casos.
  3. P = \dfrac{3}{120} = \dfrac{1}{40}
RespostaOpção (B)

«Pelo menos uma de copas» tem por contrário «nenhuma de copas», isto é, as três serem de espadas.

  1. Casos possíveis: {}^{7}C_{3} = 35.
  2. Acontecimento contrário — nenhuma carta de copas, ou seja, as três são de espadas: {}^{4}C_{3} = 4.
  3. P = 1 - \dfrac{{}^{4}C_{3}}{{}^{7}C_{3}} = 1 - \dfrac{4}{35} = \dfrac{31}{35}
RespostaP = \dfrac{31}{35}

Quantos conjuntos de três trabalhadores são formados exatamente pelos três amigos?

  1. Casos possíveis: escolher 3 dos 10 trabalhadores, sem ordem — {}^{10}C_{3} = 120.
  2. Casos favoráveis:um só conjunto formado exatamente pelo João, pelo António e pelo Manuel.
  3. P = \dfrac{1}{{}^{10}C_{3}} = \dfrac{1}{120}
RespostaOpção (C)

Dada a informação, os casos possíveis são as sequências que se conseguem formar com cinco A, um B e dois D.

  1. A informação dada restringe o espaço de resultados: apenas se consideram as sequências de oito respostas formadas por cinco A, um B e dois D.
  2. Casos possíveis. Escolhem-se as 5 perguntas onde o Pedro respondeu A ({}^{8}C_{5} = 56) e, das 3 restantes, a que levou B ({}^{3}C_{1} = 3); as outras duas ficam com D:{}^{8}C_{5} \times {}^{3}C_{1} = 56 \times 3 = 168
  3. Em alternativa, por permutações com repetição: \dfrac{8!}{5! \times 1! \times 2!} = 168
  4. Casos favoráveis: a sequência correta é única — 1 caso.
  5. P = \dfrac{1}{168}
RespostaOpção (C)

Em a) separa as faces em dois tipos: as bases (pentágonos) e as laterais (retângulos). Em b), quantas diagonais tem cada face lateral?

  1. a) Casos possíveis: {}^{10}C_{3} = 120.
  2. Trios numa base: cada base é um pentágono com 5 vértices — {}^{5}C_{3} = 10 trios por base, e há 2 bases: 20.
  3. Trios numa face lateral: cada face lateral é um retângulo com 4 vértices — {}^{4}C_{3} = 4 trios por face, e há 5 faces laterais: 20.
  4. Nenhum trio é contado duas vezes: duas faces distintas partilham no máximo dois vértices (uma aresta).
  5. P = \dfrac{20+20}{120} = \dfrac{40}{120} = \dfrac{1}{3}
  6. b) Casos possíveis: um vértice em cada base — 5 \times 5 = 25.
  7. Casos favoráveis. Um segmento com um extremo em cada base é diagonal de uma face apenas quando é diagonal de uma face lateral (as diagonais das bases unem vértices da mesma base). Cada uma das 5 faces laterais é um retângulo com 2 diagonais: 5 \times 2 = 10.
  8. P = \dfrac{10}{25} = \dfrac{2}{5}
Respostaa) \dfrac{1}{3}; b) \dfrac{2}{5}

Lê a expressão de trás para a frente: o denominador diz-te quantas bolas há e quantas se retiram; o numerador tem duas parcelas — logo o acontecimento é uma reunião de dois casos.

  1. Leitura do denominador. {}^{10}C_{5} indica que o saco tem 10 bolas e que se retiram 5, em simultâneo (sem ordem).
  2. Leitura do numerador. Aparecem {}^{7}C_{4}, {}^{7}C_{5} e o fator 3: há 7 bolas de uma cor e 3 da outra. A primeira parcela, {}^{7}C_{4} \times 3, conta os conjuntos com quatro bolas da primeira cor e uma da segunda; a segunda parcela, {}^{7}C_{5}, conta os conjuntos com as cinco bolas da primeira cor.
  3. Somadas, dão os casos com pelo menos quatro bolas da primeira cor.
  4. Enunciado possível. «Um saco contém dez bolas indistinguíveis ao tato: sete azuis e três verdes. Retiram-se do saco, simultaneamente e ao acaso, cinco bolas. Qual é a probabilidade de, entre as bolas retiradas, haver pelo menos quatro bolas azuis?»
  5. Confirmação: \dfrac{35 \times 3 + 21}{252} = \dfrac{126}{252} = \dfrac{1}{2}.
RespostaSaco com 7 bolas azuis e 3 verdes; retiram-se 5 em simultâneo; acontecimento: «pelo menos quatro azuis»

Escolher dois CD é escolher um conjunto: a ordem não interessa.

  1. Casos possíveis: {}^{9}C_{2} = 36.
  2. Casos favoráveis: um CD de rock de entre 7 e um de música popular de entre 27 \times 2 = 14.
  3. P = \dfrac{14}{36} = \dfrac{7}{18}
RespostaOpção (D)

«Exatamente dois ases» quer dizer que a terceira carta não pode ser um ás.

  1. Regra de Laplace. Sendo as cartas distribuídas ao acaso, todos os conjuntos de três cartas são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
  2. Casos possíveis — o denominador. O jogador recebe três cartas de entre as 52 do baralho e, como as recebe «por qualquer ordem», o que interessa é quais as cartas e não a ordem: {}^{52}C_{3}.
  3. Casos favoráveis — o numerador. O baralho tem 4 ases. Para o jogador ter exatamente dois ases, escolhem-se 2 dos 4 ases ({}^{4}C_{2}) e a terceira carta de entre as que não são ases — há 52-4 = 48. É esta exclusão que garante o «exatamente».
  4. P = \dfrac{{}^{4}C_{2} \times 48}{{}^{52}C_{3}} = \dfrac{6 \times 48}{22\,100} = \dfrac{72}{5525} \approx 0{,}013
RespostaP = \dfrac{72}{5525} \approx 0{,}013

A ordem das cartas interessa. E cada uma das cartas pedidas existe em quantos naipes?

  1. Como as cartas são colocadas na mão pela ordem por que são recebidas, a ordem interessa.
  2. Casos possíveis: sequências de 6 cartas distintas escolhidas de entre 40{}^{40}A_{6}.
  3. Casos favoráveis: a sequência de valores está fixada, mas o enunciado não impõe naipes. Cada um dos seis valores — 2, 4, 6, 7, Dama e Rei — existe em 4 naipes: 4^{6}.
  4. P = \dfrac{4^{6}}{{}^{40}A_{6}}
RespostaOpção (A)

Um produto é ímpar apenas quando todos os fatores são ímpares.

  1. O produto de três números é ímpar se e só se os três forem ímpares. De 1 a 116 números ímpares (1, 3, 5, 7, 9, 11).
  2. Casos possíveis: {}^{11}C_{3} = 165.
  3. Casos favoráveis: {}^{6}C_{3} = 20.
  4. P = \dfrac{20}{165} = \dfrac{4}{33} \approx 0{,}12
RespostaP = \dfrac{4}{33} \approx 0{,}12

Quantos dos catorze pontos pertencem a uma dada face do cubo? Conta os do cubo e os do octaedro.

  1. Casos possíveis: escolher 5 dos 14 vértices — {}^{14}C_{5} = 2002.
  2. Casos favoráveis. Cada face do cubo contém 4 vértices do cubo e, por hipótese, exatamente 1 vértice do octaedro — ao todo, 5 pontos.
  3. Como se escolhem precisamente 5 pontos, para todos pertencerem à mesma face têm de ser exatamente esses cinco. Há, portanto, um conjunto favorável por face, e o cubo tem 6 faces: 6 casos.
  4. P = \dfrac{6}{{}^{14}C_{5}} = \dfrac{6}{2002} = \dfrac{3}{1001}
RespostaP = \dfrac{3}{1001}

Se os números 1, 2 e 3 já estão na chave, quantos faltam escolher — e de entre quantos?

  1. Casos possíveis: escolher 6 números de entre 49, sem ordem — {}^{49}C_{6}.
  2. Casos favoráveis: os números 1, 2 e 3 estão garantidos, faltando escolher os outros 3 de entre os 49-3 = 46 restantes — {}^{46}C_{3}.
  3. P = \dfrac{{}^{46}C_{3}}{{}^{49}C_{6}} = \dfrac{5}{4606}
RespostaOpção (B)

Fixa a ordem dos rapazes e pensa numa dança como uma ordenação das raparigas ao lado deles.

  1. Regra de Laplace. Como todos os emparelhamentos são escolhidos ao acaso, todos são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
  2. Casos possíveis. Fixando os rapazes por uma ordem qualquer — João, Rui, Paulo —, uma dança fica completamente definida pela ordem por que as três raparigas se lhes associam. Há, portanto, 3! = 6 emparelhamentos possíveis.
  3. Casos favoráveis. A Ana dança com o João, o que fixa um dos pares. As outras duas raparigas distribuem-se pelos dois rapazes restantes de 2! = 2 maneiras.
  4. P = \dfrac{2}{3!} = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}
  5. Nota: era de esperar — a Ana dança com um dos três rapazes, todos igualmente prováveis.
RespostaP = \dfrac{2}{3!} = \dfrac{1}{3}

Só interessam os dois lugares ocupados pelo João e pela Maria.

  1. Casos possíveis: escolher os dois lugares do João e da Maria de entre os cinco — {}^{5}C_{2} = 10.
  2. Casos favoráveis: os pares de lugares consecutivos numa fila de cinco são (1,2), (2,3), (3,4) e (4,5)4 casos.
  3. P = \dfrac{4}{10} = \dfrac{2}{5}
  4. Em alternativa: P = \dfrac{2 \times 4!}{5!} = \dfrac{48}{120} = \dfrac{2}{5}
RespostaOpção (B)

As rifas vão de 000 a 999. Escolhe primeiro a posição do 5.

  1. Casos possíveis: as rifas vão de 000 a 999, ou seja, 10^{3} = 1000 rifas.
  2. Casos favoráveis. Escolhe-se a posição do algarismo 5 (3 hipóteses); as outras duas posições levam algarismos diferentes de 5, podendo repetir-se entre si (9^{2} = 81):3 \times 9^{2} = 243
  3. P = \dfrac{243}{1000} = 0{,}243 \approx 0{,}24
RespostaP = 0{,}243 \approx 0{,}24

Quais são os trios de números de 1 a 6 cujo produto é 6? Há dois — e um deles tem elementos repetidos.

  1. Regra de Laplace. O dado é equilibrado, pelo que todas as sequências de três resultados são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
  2. Casos possíveis — o denominador. Três lançamentos, cada um com 6 resultados possíveis: 6^{3} = 216.
  3. Casos favoráveis — o numerador. Os únicos trios de números de 1 a 6 com produto 6 são \{1,2,3\} e \{1,1,6\}.
  4. Com os números 1, 2 e 3, todos diferentes, há 3! = 6 sequências.
    Com os números 1, 1 e 6, basta escolher a posição do 63 sequências.
  5. P = \dfrac{3! + 3}{6^{3}} = \dfrac{9}{216} = \dfrac{1}{24}
RespostaP = \dfrac{1}{24}

Se o Gonçalo é escolhido, falta escolher apenas mais um condutor.

  1. Casos possíveis: escolher 2 dos 5 condutores — {}^{5}C_{2} = 10.
  2. Casos favoráveis: o Gonçalo está escolhido e o segundo condutor é um dos 4 restantes — 4 casos.
  3. P = \dfrac{4}{10} = \dfrac{2}{5}
  4. Pelo contrário: P = 1 - \dfrac{{}^{4}C_{2}}{{}^{5}C_{2}} = 1 - \dfrac{6}{10} = \dfrac{2}{5}
RespostaP = \dfrac{2}{5}

Os dois grupos são independentes e têm exatamente a mesma estrutura: 4+4 cartas, das quais se tiram duas.

  1. Cada grupo tem 8 cartas, 4 de cada tipo, e de cada grupo tiram-se 2 cartas. As extrações nos dois grupos são independentes.
  2. Primeiro grupo (ases e reis). Casos possíveis: {}^{8}C_{2} = 28. Casos favoráveis (um ás e um rei): 4 \times 4 = 16.P_{1} = \dfrac{16}{28} = \dfrac{4}{7}
  3. Segundo grupo (damas e valetes). Pela mesma razão, P_{2} = \dfrac{4}{7}.
  4. P = P_{1} \times P_{2} = \dfrac{4}{7} \times \dfrac{4}{7} = \dfrac{16}{49}
RespostaP = \dfrac{16}{49}

Quantos vértices e quantas arestas tem um paralelepípedo? E escolher dois vértices tem ordem?

  1. Um paralelepípedo retângulo tem 8 vértices e 12 arestas.
  2. Casos possíveis: escolher 2 dos 8 vértices, sem ordem — {}^{8}C_{2} = 28.
  3. Casos favoráveis: cada aresta corresponde a um par de vértices — 12 casos.
  4. P = \dfrac{12}{{}^{8}C_{2}} = \dfrac{12}{28} = \dfrac{3}{7}
RespostaOpção (A)

Se o maior é 10, a bola 10 saiu — e as outras duas têm de ser menores.

  1. Casos possíveis: {}^{20}C_{3}.
  2. Casos favoráveis: a bola 10 sai obrigatoriamente e as outras duas têm números menores do que 10, ou seja, pertencem a \{1, 2, \ldots, 9\}:{}^{9}C_{2} = 36
  3. P = \dfrac{36}{{}^{20}C_{3}} = \dfrac{36}{1140} = \dfrac{3}{95}
RespostaOpção (D)

Como se retiram todas as cartas antes de olhar para elas, só interessa quais saíram — pensa em combinações.

  1. O baralho tem 4 ases e 52-4 = 48 cartas que não são ases.
  2. Casos possíveis: escolher 6 das 52 cartas — {}^{52}C_{6}.
  3. Casos favoráveis: exatamente um ás ({}^{4}C_{1} = 4) e cinco cartas que não são ases ({}^{48}C_{5}).
  4. P = \dfrac{{}^{4}C_{1} \times {}^{48}C_{5}}{{}^{52}C_{6}} = \dfrac{18\,216}{54\,145} \approx 0{,}34
RespostaP \approx 0{,}34

Repara em que só há uma bola com o número 3.

  1. Casos possíveis: {}^{10}C_{2} = 45.
  2. Casos favoráveis. Duas bolas com o número 1: {}^{4}C_{2} = 6. Duas com o número 2: {}^{5}C_{2} = 10. Com o número 3 é impossível, pois só existe uma bola.
  3. P = \dfrac{6+10}{45} = \dfrac{16}{45}
RespostaP = \dfrac{16}{45}

De que maneiras é que duas idades de \{5,6,7\} podem somar 12? O sexo dos alunos é irrelevante.

  1. Por idade, há 1+3 = 4 alunos com 5 anos, 5+5 = 10 com 6 anos e 2+7 = 9 com 7 anos — 23 alunos ao todo. O sexo não interfere no acontecimento.
  2. Casos possíveis: {}^{23}C_{2} = 253.
  3. Casos favoráveis. A soma 12 obtém-se com 5+7 ou com 6+6.
  4. Um com 5 e um com 7 anos: 4 \times 9 = 36. Dois com 6 anos: {}^{10}C_{2} = 45.
  5. P = \dfrac{36+45}{253} = \dfrac{81}{253}
RespostaP = \dfrac{81}{253}

Num prisma regular as arestas laterais são perpendiculares às bases. Se uma base é horizontal, que direção têm essas arestas?

  1. Um prisma hexagonal regular é um prisma reto: as arestas laterais são perpendiculares às bases. Como uma das bases está contida no plano z=2, que é paralelo ao plano xOy, as arestas laterais têm a direção do eixo Oz.
  2. O prisma tem 6+6 = 12 vértices.
  3. Casos possíveis: {}^{12}C_{2} = 66.
  4. Casos favoráveis: os pares de vértices que definem uma reta com a direção de Oz são exatamente os extremos das 6 arestas laterais.
  5. P = \dfrac{6}{66} = \dfrac{1}{11}
RespostaP = \dfrac{1}{11}

Um plano perpendicular a Oy tem equação y = k: todos os seus pontos têm a mesma ordenada.

  1. Um plano perpendicular ao eixo Oy tem equação da forma y=k, ou seja, todos os seus pontos têm a mesma ordenada.
  2. Dos seis vértices, dois estão no eixo Oy (com ordenadas simétricas e não nulas) e os outros quatro — os que estão em Ox e em Oz — têm todos ordenada nula.
  3. Casos favoráveis: escolher três desses quatro vértices, que definem o plano y=0: {}^{4}C_{3} = 4. Nenhum outro trio serve, pois os dois vértices do eixo Oy têm ordenadas distintas entre si e distintas de zero.
  4. Casos possíveis: {}^{6}C_{3} = 20.
  5. P = \dfrac{4}{20} = \dfrac{1}{5}
RespostaOpção (C)

Calcula as ordenadas dos cinco pontos. Um segmento interseta o eixo Ox quando os extremos estão de lados opostos desse eixo.

  1. Ordenadas dos cinco pontos:f(-4) = f(4) = 7 \qquad f(-2) = f(2) = -5 \qquad f(0) = -9
  2. Há, portanto, 2 pontos com ordenada positiva (abcissas -4 e 4) e 3 com ordenada negativa (abcissas -2, 0 e 2).
  3. Um segmento interseta o eixo Ox se e só se os seus extremos tiverem ordenadas de sinais contrários — nenhum dos pontos tem ordenada nula.
  4. Casos possíveis: {}^{5}C_{2} = 10. Casos favoráveis: 2 \times 3 = 6.
  5. P = \dfrac{6}{10} = 0{,}6
RespostaOpção (C)

Quantos triângulos equiláteros se conseguem formar com vértices de um hexágono regular? E não te esqueças de que os lançamentos são ordenados.

  1. Casos possíveis: três lançamentos independentes, cada um com 6 resultados — 6^{3} = 216.
  2. Triângulos equiláteros. Num hexágono regular, os triângulos equiláteros com vértices no hexágono obtêm-se tomando vértices alternados: \{1,3,5\} e \{2,4,6\} — apenas 2.
  3. Casos favoráveis. Cada um desses conjuntos exige que saiam os três números, todos diferentes, em qualquer ordem: 3! = 6 sequências por triângulo.
  4. P = \dfrac{2 \times 3!}{6^{3}} = \dfrac{12}{216} = \dfrac{1}{18}
RespostaOpção (A)

Escreve a probabilidade em função de n — repara em que só há uma bola verde.

  1. A caixa passa a ter 2+1+n = n+3 bolas.
  2. Casos possíveis: {}^{n+3}C_{2} = \dfrac{(n+3)(n+2)}{2}.
  3. Casos favoráveis: uma amarela de entre n e a única bola verde — n \times 1 = n.
  4. \dfrac{n}{\frac{(n+3)(n+2)}{2}} = \dfrac{5}{39} \;\Leftrightarrow\; \dfrac{2n}{(n+3)(n+2)} = \dfrac{5}{39}
  5. 78n = 5\left(n^{2}+5n+6\right) \;\Leftrightarrow\; 5n^{2} - 53n + 30 = 0
  6. n = \dfrac{53 \pm \sqrt{2809-600}}{10} = \dfrac{53 \pm 47}{10} \;\Leftrightarrow\; n = 10 \;\lor\; n = \dfrac{3}{5}
  7. Como n é um número de bolas, tem de ser natural: n = 10.
Respostan = 10

Numa mesa redonda com lugares numerados, quantos lugares pode a Elsa ocupar? E, fixada a Elsa, de quantas maneiras se colocam o Diogo e o Filipe ao seu lado?

  1. Casos possíveis: seis pessoas em seis lugares numerados — 6! = 720.
  2. Casos favoráveis. Como a mesa é redonda, todos os lugares têm dois vizinhos, pelo que a Elsa pode ocupar qualquer um dos 6 lugares.
  3. Fixado o lugar da Elsa, o Diogo e o Filipe ocupam os dois lugares ao seu lado, podendo trocar entre si: 2! = 2.
  4. Os restantes três amigos ocupam os três lugares que sobram: 3! = 6.
  5. P = \dfrac{6 \times 2 \times 3!}{6!} = \dfrac{72}{720} = \dfrac{1}{10}
RespostaP = \dfrac{1}{10}

Olha para a caixa A: quantas bolas ímpares tem? Se retirares duas bolas dessa caixa, poderão ser ambas ímpares?

  1. Um produto é par se e só se pelo menos um dos fatores for par.
  2. A caixa A tem as bolas 1, 2, 4 e 6: apenas uma é ímpar (a bola 1).
  3. Como se retiram duas bolas da caixa A, é impossível que ambas sejam ímpares: pelo menos uma delas é forçosamente par.
  4. O produto contém então sempre um fator par, pelo que é sempre par. Trata-se de um acontecimento certo:P = 1
RespostaOpção (B)

Em a) repara em que há duas ordens possíveis. Em b), só as posições das três bolas pretas interessam.

  1. a) As duas primeiras bolas são de cores diferentes se a primeira for preta e a segunda branca, ou o contrário:P = \dfrac{3}{12} \times \dfrac{9}{11} + \dfrac{9}{12} \times \dfrac{3}{11} = 2 \times \dfrac{27}{132} = \dfrac{9}{22}
  2. Em alternativa, pela regra de Laplace sobre pares de bolas: P = \dfrac{3 \times 9}{{}^{12}C_{2}} = \dfrac{27}{66} = \dfrac{9}{22}
  3. b) Como as bolas da mesma cor são indistinguíveis, o resultado fica determinado pelas posições das três bolas pretas na sequência das doze extrações.
  4. Casos possíveis: {}^{12}C_{3} = 220. Casos favoráveis: as três posições consecutivas — os blocos começam nas posições 1 a 10, ou seja, 10 casos.
  5. P = \dfrac{10}{220} = \dfrac{1}{22}
Respostaa) \dfrac{9}{22}; b) \dfrac{1}{22}

De quantas maneiras se obtém 5 somando três números de \{1,2,3\}?

  1. Regra de Laplace. Sendo as bolas indistinguíveis ao tato e a extração feita ao acaso, todos os conjuntos de três bolas são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
  2. Casos possíveis — o denominador. Escolher 3 das 12 bolas, sem ordem: {}^{12}C_{3} = 220.
  3. Casos favoráveis — o numerador. A soma de três números de \{1,2,3\} é 5 apenas em dois casos: 1+1+3 e 1+2+2.
  4. Duas bolas com o número 1 e uma com o número 3: {}^{3}C_{2} \times 4 = 3 \times 4 = 12.
  5. Uma bola com o número 1 e duas com o número 2: {}^{5}C_{2} \times 3 = 10 \times 3 = 30.
  6. Os dois casos excluem-se, pelo que se somam:P = \dfrac{12+30}{220} = \dfrac{42}{220} = \dfrac{21}{110}
RespostaP = \dfrac{21}{110}

A distribuição faz-se em duas etapas: quem recebe bilhete e que bilhete recebe cada um. É essa a estrutura das duas expressões.

  1. Regra de Laplace. Como os bilhetes são distribuídos ao acaso, todas as distribuições são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
  2. Casos possíveis — o denominador. Primeiro escolhem-se os 20 jovens que recebem bilhete, de entre os 25: {}^{25}C_{20}. Depois distribuem-se os 20 bilhetes — todos diferentes, pois correspondem a lugares distintos — por esses 20 jovens: 20!.
  3. Casos favoráveis — o numerador.
  4. Quem recebe bilhete: 10 dos 12 rapazes ({}^{12}C_{10}) e 10 das 13 raparigas ({}^{13}C_{10}).
  5. Qual a fila de cada grupo: os rapazes podem ficar na primeira ou na segunda fila — 2 hipóteses.
  6. Lugares dentro de cada fila: os dez rapazes distribuem-se pelos dez lugares da sua fila de 10! maneiras, e as dez raparigas de 10! maneiras.
  7. P = \dfrac{{}^{12}C_{10} \times {}^{13}C_{10} \times 2 \times 10! \times 10!}{{}^{25}C_{20} \times 20!} = \dfrac{1}{260\,015}
RespostaP = \dfrac{1}{260\,015} \approx 3{,}8 \times 10^{-6}

Separa por idade: em cada idade, quantos pares «um rapaz e uma rapariga» se conseguem formar?

  1. Casos possíveis: {}^{25}C_{2} = 300.
  2. Casos favoráveis. Para cada idade, conta-se o número de pares formados por um rapaz e uma rapariga:
  3. 15 anos: 4 \times 2 = 8. 16 anos: 5 \times 4 = 20. 17 anos: 6 \times 4 = 24.
  4. Os três casos excluem-se: 8+20+24 = 52.
  5. P = \dfrac{52}{300} = \dfrac{13}{75}
RespostaP = \dfrac{13}{75}

Um e um só Rei: uma das cartas é Rei e as outras cinco não podem ser.

  1. O baralho tem 4 Reis e 52-4 = 48 cartas que não são Reis.
  2. Casos possíveis: {}^{52}C_{6}.
  3. Casos favoráveis: um Rei ({}^{4}C_{1} = 4) e cinco cartas de entre as que não são Reis ({}^{48}C_{5}).
  4. P = \dfrac{4 \times {}^{48}C_{5}}{{}^{52}C_{6}} = \dfrac{18\,216}{54\,145} \approx 0{,}336
RespostaP \approx 0{,}336

Em b), o algarismo dos milhares está forçado. E o das centenas — que valores pode tomar, sem repetir?

  1. Casos possíveis: cada uma das quatro posições leva um algarismo de 1 a 9, com repetição — 9^{4} = 6561.
  2. a) Escolhem-se as 2 posições dos algarismos 1 ({}^{4}C_{2} = 6); as outras duas posições levam algarismos diferentes de 1, podendo repetir-se entre si (8^{2} = 64):P = \dfrac{{}^{4}C_{2} \times 8^{2}}{9^{4}} = \dfrac{384}{6561} \approx 0{,}0585 \approx 6\%
  3. b) Para o número ser maior do que 9800, o algarismo dos milhares tem de ser 9. O das centenas tem de ser 8 ou 9; como os algarismos são todos diferentes, o 9 está excluído — logo é 8.
  4. O número tem a forma \overline{98xy}, com x e y diferentes entre si e diferentes de 9 e de 8. Qualquer número desta forma é maior do que 9800. Restam 7 algarismos: {}^{7}A_{2} = 42.
  5. P = \dfrac{42}{6561} \approx 0{,}006
Respostaa) \approx 6\%; b) \approx 0{,}006

De 1 a 5 há apenas dois algarismos pares. Se as unidades e as dezenas são ambas pares, o que resta decidir?

  1. Casos possíveis: os cinco cartões, todos diferentes, em cinco posições — 5! = 120.
  2. Casos favoráveis. De 1 a 5, os algarismos pares são apenas 2 e 4. Se as unidades e as dezenas são ambas pares, essas duas posições levam precisamente o 2 e o 4, em qualquer ordem: 2! = 2.
  3. Os restantes três cartões ocupam as três primeiras posições: 3! = 6.
  4. P = \dfrac{2 \times 3!}{5!} = \dfrac{12}{120} = \dfrac{1}{10}
RespostaOpção (D)

Em b), os três casais ocupam os pares de lugares (1,2), (3,4) e (5,6). Conta as escolhas binárias que ainda restam.

  1. a) As duas escolhas são independentes. A probabilidade de a Sra. Nunes ser escolhida de entre as três mulheres é \dfrac{1}{3} e a de o Sr. Nunes ser escolhido de entre os três homens é também \dfrac{1}{3}.P = \dfrac{1}{3} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{9}
  2. b) Regra de Laplace. Como os bilhetes são distribuídos ao acaso, todas as disposições são igualmente prováveis.
  3. Casos possíveis: seis pessoas em seis lugares — 6! = 720.
  4. Casos favoráveis. Para os três casais ficarem juntos em seis lugares consecutivos, cada casal ocupa um dos pares (1,2), (3,4) e (5,6). Restam então quatro escolhas, cada uma com duas hipóteses:
  5. 1.ª — a ordem dos Martins no par central: o marido à esquerda ou à direita — 2;
    2.ª — qual dos outros casais fica no par da esquerda (o outro fica no da direita) — 2;
    3.ª e 4.ª — a ordem interna de cada um desses dois casais — 2 e 2.
  6. P = \dfrac{2 \times 2 \times 2 \times 2}{6!} = \dfrac{2^{4}}{6!} = \dfrac{16}{720} = \dfrac{1}{45}
Respostaa) \dfrac{1}{9}; b) \dfrac{2^{4}}{6!} = \dfrac{1}{45}

Em a), cada cor forma um bloco: falta ordenar os blocos e o interior de cada um. Em b), quantas cores há ao todo?

  1. As quinze bolas são todas distinguíveis: cada uma fica identificada pelo par (cor, número).
  2. a) Casos possíveis: 15! filas diferentes.
  3. Casos favoráveis: as três cores formam três blocos, que se podem ordenar de 3! maneiras; dentro de cada bloco, as cinco bolas ordenam-se de 5! maneiras.P = \dfrac{3! \times (5!)^{3}}{15!} = \dfrac{1}{126\,126} \approx 0{,}0000079
  4. b) Casos possíveis: {}^{15}C_{3} = 455.
  5. Casos favoráveis. Como há apenas três cores e as três bolas têm de ter cores diferentes, sai exatamente uma bola de cada cor.
  6. Os números também têm de ser diferentes: escolhe-se o número da amarela (5 hipóteses), depois o da verde (4) e o da branca (3):5 \times 4 \times 3 = 60
  7. P = \dfrac{60}{455} = \dfrac{12}{91}
Respostaa) \approx 0{,}0000079; b) \dfrac{12}{91}

Em a) as extremidades da montra são dois vértices bem determinados. Em b), conta pelo contrário: quantos pares são do mesmo tipo?

  1. a) Casos possíveis: os seis automóveis, todos diferentes, pelos seis vértices — 6! = 720.
  2. Casos favoráveis: os dois desportivos ocupam os dois vértices das extremidades da montra, podendo trocar entre si (2! = 2); os outros quatro ocupam os restantes quatro vértices (4! = 24).P = \dfrac{2! \times 4!}{6!} = \dfrac{48}{720} = \dfrac{1}{15}
  3. b) Casos possíveis: {}^{6}C_{2} = 15.
  4. Acontecimento contrário — os dois do mesmo tipo. Como há exatamente dois automóveis de cada tipo, há um par por tipo: 3 casos.
  5. P = 1 - \dfrac{3}{15} = \dfrac{12}{15} = \dfrac{4}{5}
Respostaa) \dfrac{1}{15}; b) \dfrac{4}{5}

Se seis das treze cartas são de espadas, as outras sete têm de vir dos restantes naipes.

  1. O baralho tem 13 cartas de espadas e 52-13 = 39 de outros naipes.
  2. Casos possíveis: {}^{52}C_{13} — a mão é um conjunto de treze cartas.
  3. Casos favoráveis: seis cartas de espadas ({}^{13}C_{6}) e sete de outros naipes ({}^{39}C_{7}).
  4. P = \dfrac{{}^{13}C_{6} \times {}^{39}C_{7}}{{}^{52}C_{13}} \approx 0{,}0416 \approx 4\%
RespostaP \approx 4\%

Só interessa quais os compartimentos ocupados. Quantas filas há — e quantos compartimentos tem cada uma?

  1. Como só interessa quais os compartimentos ocupados, a ordem por que os iogurtes são colocados é irrelevante.
  2. Casos possíveis: escolher 4 dos 12 compartimentos — {}^{12}C_{4} = 495.
  3. Casos favoráveis: cada fila tem exatamente 4 compartimentos, pelo que a fila fica completamente ocupada. Há 3 filas, logo 3 casos.
  4. P = \dfrac{3}{{}^{12}C_{4}} = \dfrac{3}{495} = \dfrac{1}{165}
RespostaP = \dfrac{1}{165}

Quantos vértices tem o poliedro? E que conjuntos de vértices ficam todos num mesmo plano paralelo a y=0?

  1. O poliedro tem 8 vértices do cubo e os 2 vértices das pirâmides — 10 ao todo.
  2. Casos possíveis: {}^{10}C_{3} = 120.
  3. Casos favoráveis. Os únicos planos paralelos a y=0 definidos por vértices do poliedro são os que contêm as bases das pirâmides — cada uma com 4 vértices. Os vértices das pirâmides estão sozinhos nos seus planos, pelo que não geram casos favoráveis.
  4. De cada base escolhem-se 3 dos 4 vértices:2 \times {}^{4}C_{3} = 2 \times 4 = 8
  5. P = \dfrac{8}{120} = \dfrac{1}{15}
RespostaP = \dfrac{1}{15}

Se os seis números são todos diferentes e há apenas seis valores possíveis, o que se pode dizer da sequência?

  1. Casos possíveis: seis lançamentos independentes, cada um com 6 resultados — 6^{6}.
  2. Casos favoráveis: como há exatamente seis valores possíveis e os seis resultados têm de ser todos diferentes, a sequência é uma ordenação dos números 1 a 6: 6!.
  3. P = \dfrac{6!}{6^{6}} = \dfrac{720}{46\,656} = \dfrac{5}{324}
RespostaOpção (A)

Que vértices têm abcissa igual à ordenada? Começa por O, que é a origem.

  1. Uma reta está contida no plano x=y se e só se os dois pontos que a definem pertencerem a esse plano.
  2. Que vértices pertencem a x=y. A origem O pertence, porque 0=0. O vértice P está no semieixo positivo Ox, logo tem ordenada nula e abcissa não nula — não pertence; pela mesma razão, R, que está em Oy, também não.
  3. Os restantes três vértices — Q, oposto a O, e S e T, que estão sobre a reta vertical que passa pelo centro do octaedro — pertencem todos ao plano x=y, por simetria da figura relativamente a esse plano.
  4. São, portanto, quatro os vértices no plano x=y: O, Q, S e T.
  5. Casos possíveis: {}^{6}C_{2} = 15. Casos favoráveis: {}^{4}C_{2} = 6.
  6. P = \dfrac{6}{15} = \dfrac{2}{5}
RespostaP = \dfrac{2}{5}

Se cada grupo fica junto, a fila divide-se em dois blocos — e os blocos podem trocar de posição.

  1. Casos possíveis: 7! = 5040.
  2. Casos favoráveis. Cada grupo forma um bloco. Os dois blocos podem aparecer por duas ordens — Alfa à esquerda ou à direita: 2! = 2.
  3. Dentro do bloco Alfa há 3! ordenações e dentro do bloco Beta há 4!.
  4. P = \dfrac{2 \times 3! \times 4!}{7!} = \dfrac{288}{5040} = \dfrac{2}{35}
RespostaOpção (B)

Depois de escolhidas as cinco faces brancas, sobram quatro faces — e exatamente quatro cores que ainda podem ser usadas.

  1. Casos possíveis: cada uma das 9 faces pode receber qualquer das 5 cores — 5^{9} = 1\,953\,125.
  2. Casos favoráveis. Escolher as 5 faces brancas de entre as 9: {}^{9}C_{5} = 126.
  3. As restantes 4 faces têm de ficar com cores todas distintas e nenhuma pode ser branca — senão haveria mais do que cinco faces brancas. Restam exatamente 4 cores para 4 faces:4! = 24
  4. P = \dfrac{{}^{9}C_{5} \times 4!}{5^{9}} = \dfrac{3024}{1\,953\,125} \approx 0{,}0015
RespostaP \approx 0{,}0015

Que segmentos com extremos em vértices do cubo têm o centro do cubo como ponto médio?

  1. O centro do cubo é o ponto médio de um segmento com extremos em dois vértices exatamente quando esses vértices são opostos, isto é, quando o segmento é uma diagonal espacial do cubo.
  2. Um cubo tem 4 diagonais espaciais (cada vértice tem um e um só vértice oposto, e 8 \div 2 = 4).
  3. Casos possíveis: {}^{8}C_{2} = 28. Casos favoráveis: 4.
  4. P = \dfrac{4}{{}^{8}C_{2}} = \dfrac{4}{28} = \dfrac{1}{7}
RespostaOpção (B)

Basta acompanhar uma das equipas: assim que ela fica definida, a outra fica determinada.

  1. Formar as duas equipas equivale a escolher os cinco elementos de uma delas — a outra fica automaticamente determinada.
  2. Casos possíveis: {}^{10}C_{5} = 252.
  3. Casos favoráveis: essa equipa é a dos cinco rapazes ou a das cinco raparigas — 2 casos.
  4. P = \dfrac{2}{{}^{10}C_{5}} = \dfrac{2}{252} = \dfrac{1}{126} \approx 0{,}008
RespostaP = \dfrac{1}{126} \approx 0{,}008

Se os dois guarda-redes vão, quantos lugares sobram — e de entre quantos jogadores?

  1. Casos possíveis: escolher 5 dos 10 jogadores — {}^{10}C_{5} = 252.
  2. Casos favoráveis: os dois guarda-redes estão garantidos, faltando escolher 3 dos 8 jogadores restantes — {}^{8}C_{3} = 56.
  3. P = \dfrac{{}^{8}C_{3}}{{}^{10}C_{5}} = \dfrac{56}{252} = \dfrac{2}{9}
RespostaP = \dfrac{2}{9}

Só as posições dos dois livros de Saramago interessam.

  1. Casos possíveis: escolher as duas posições ocupadas pelos livros de Saramago de entre as seis — {}^{6}C_{2} = 15.
  2. Casos favoráveis: as duas posições consecutivas — (1,2), (2,3), (3,4), (4,5) e (5,6), ou seja, 5 casos.
  3. P = \dfrac{5}{15} = \dfrac{1}{3}
  4. Em alternativa: P = \dfrac{2 \times 5!}{6!} = \dfrac{240}{720} = \dfrac{1}{3}
RespostaP = \dfrac{1}{3}

Se a Marina fica de sentinela, faltam escolher apenas mais dois soldados.

  1. Casos possíveis: {}^{30}C_{3} = 4060.
  2. Casos favoráveis: a Marina está garantida e escolhem-se os outros dois de entre os 29 restantes — {}^{29}C_{2} = 406.
  3. P = \dfrac{{}^{29}C_{2}}{{}^{30}C_{3}} = \dfrac{406}{4060} = \dfrac{1}{10} = 10\%
  4. Nota: era de esperar — escolhem-se 3 dos 30 soldados, ou seja, uma décima parte.
RespostaP = 10\%

Só interessa quais as três empresas que ocupam os três primeiros lugares.

  1. Casos possíveis: 7! = 5040 sequências de inspeção.
  2. Casos favoráveis: os três clubes ocupam as três primeiras posições, em qualquer ordem (3! = 6), e as outras quatro empresas as restantes posições (4! = 24):3! \times 4! = 144
  3. P = \dfrac{3! \times 4!}{7!} = \dfrac{144}{5040} = \dfrac{1}{35} \approx 0{,}029 \approx 3\%
  4. Em alternativa, contando apenas quais as três empresas nos primeiros lugares: P = \dfrac{1}{{}^{7}C_{3}} = \dfrac{1}{35}
RespostaP = \dfrac{1}{35} \approx 3\%

Sem restrições, cada posição tem dez hipóteses; com algarismos todos diferentes, quantas restam em cada passo?

  1. Casos possíveis: quatro algarismos, com repetição — 10^{4} = 10\,000.
  2. Casos favoráveis: quatro algarismos distintos, em quatro posições distintas — {}^{10}A_{4} = 10 \times 9 \times 8 \times 7 = 5040.
  3. P = \dfrac{5040}{10\,000} = 0{,}504
RespostaP = 0{,}504

Trata as quatro raparigas como um bloco único — sem esquecer que dentro do bloco elas podem trocar de lugar.

  1. Casos possíveis: 7! = 5040.
  2. Casos favoráveis. Tratando as quatro raparigas como um bloco, há 3+1 = 4 objetos a ordenar: 4! = 24. Dentro do bloco, as raparigas ordenam-se de 4! = 24 maneiras.
  3. P = \dfrac{4! \times 4!}{7!} = \dfrac{576}{5040} = \dfrac{4}{35} \approx 0{,}114
RespostaP = \dfrac{4}{35} \approx 0{,}114

Cada diagonal tem três casas e só existem quatro peças brancas. Repara também em que as duas diagonais partilham a casa central.

  1. Casos possíveis: escolher as 4 casas das peças brancas de entre as 9{}^{9}C_{4} = 126.
  2. Casos favoráveis. Escolhe-se a diagonal que fica só com peças brancas (2 hipóteses); as suas 3 casas ficam brancas e a quarta peça branca vai para uma das 6 casas restantes:2 \times 6 = 12
  3. Não há casos contados duas vezes: para as duas diagonais ficarem só com peças brancas seriam precisas 5 peças brancas (as duas diagonais têm 5 casas ao todo, porque partilham a central) e só existem 4.
  4. P = \dfrac{12}{126} = \dfrac{2}{21}
RespostaP = \dfrac{2}{21}

Quantos vértices tem a pirâmide? E quantos, dos nove da figura, não lhe pertencem?

  1. A figura tem 9 vértices: os 8 do prisma e o vértice H da pirâmide.
  2. A pirâmide tem 5 vértices — os quatro da base [OFGE] e o vértice H. Os outros 4 vértices (os da base superior do prisma) não lhe pertencem.
  3. Casos possíveis: {}^{9}C_{5} = 126.
  4. Casos favoráveis. Exatamente quatro da pirâmide: {}^{5}C_{4} \times {}^{4}C_{1} = 5 \times 4 = 20. Os cinco da pirâmide: {}^{5}C_{5} = 1.
  5. P = \dfrac{20+1}{126} = \dfrac{21}{126} = \dfrac{1}{6}
RespostaP = \dfrac{1}{6}

Há quatro sabores e retiram-se quatro pastilhas: uma de cada sabor significa uma escolha por sabor.

  1. Casos possíveis: {}^{12}C_{4} = 495.
  2. Casos favoráveis: para cada um dos quatro sabores escolhe-se uma das três pastilhas — 3^{4} = 81.
  3. P = \dfrac{3^{4}}{{}^{12}C_{4}} = \dfrac{81}{495} = \dfrac{9}{55}
RespostaP = \dfrac{9}{55}

Escolhe primeiro as posições dos zeros; o algarismo restante não pode ser 0.

  1. Casos possíveis: 10^{4} = 10\,000.
  2. Casos favoráveis: escolher as 3 posições dos zeros ({}^{4}C_{3} = 4); a posição restante leva um algarismo diferente de 0 (9 hipóteses):{}^{4}C_{3} \times 9 = 36
  3. P = \dfrac{36}{10\,000} = 0{,}0036
RespostaOpção (C)

Numa disposição alternada, os rapazes ocupam ou todas as cadeiras pares ou todas as ímpares.

  1. Casos possíveis: doze pessoas em doze cadeiras numeradas — 12!.
  2. Casos favoráveis. Para haver alternância em torno da roda, os rapazes têm de ocupar todas as cadeiras de numeração par ou todas as de numeração ímpar — 2 hipóteses.
  3. Fixada essa escolha, os seis rapazes distribuem-se pelas suas seis cadeiras de 6! maneiras e as seis raparigas pelas restantes de 6! maneiras.
  4. P = \dfrac{2 \times 6! \times 6!}{12!} = \dfrac{1\,036\,800}{479\,001\,600} = \dfrac{1}{462} \approx 0{,}22\%
RespostaP = \dfrac{1}{462} \approx 0{,}22\%

Só interessam os dois lugares ocupados pela Joana e pelo Rui. Quantos pares de lugares ficam frente a frente?

  1. Casos possíveis: escolher os dois lugares ocupados pela Joana e pelo Rui de entre os seis — {}^{6}C_{2} = 15.
  2. Casos favoráveis: como há três lugares de cada lado, há 3 pares de lugares frente a frente.
  3. P = \dfrac{3}{15} = \dfrac{1}{5}
  4. Em alternativa: sentada a Joana, restam 5 lugares para o Rui e apenas 1 lhe fica em frente — P = \dfrac{1}{5}
RespostaP = \dfrac{1}{5}
07

Princípio fundamental da contagem

Para aplicar a regra de Laplace é preciso contar. E contar bem, sem enumerar: é disso que trata o cálculo combinatório.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano · Matemática Discreta
  • Conhecer e aplicar os princípios da adição e da multiplicação em problemas de contagem.
  • Usar diferentes formas de representação, nomeadamente diagramas em árvore e tabelas, em problemas de contagem.
Porque está isto aqui

A contagem é aprendizagem do 11.º ano (tema Matemática Discreta) e retoma-se aqui como ferramenta para a regra de Laplace. As Aprendizagens Essenciais do 12.º pedem expressamente que se resolvam os problemas de probabilidade «evitando o uso excessivo de cálculo combinatório» — conta-se o que é preciso contar, e nada mais.

Princípio fundamental da contagem

Se uma escolha se faz em k etapas sucessivas, havendo n_{1} hipóteses na primeira, n_{2} na segunda, …, n_{k} na última, então o número total de sequências possíveis é

n_{1} \times n_{2} \times \cdots \times n_{k}

O princípio vale desde que o número de hipóteses em cada etapa não dependa das escolhas anteriores — mesmo que as hipóteses concretas mudem.

Um menu com 3 entradas, 4 pratos e 2 sobremesas dá 3 \times 4 \times 2 = 24 refeições diferentes. Uma matrícula com duas letras (de 26) seguidas de quatro algarismos dá 26^{2} \times 10^{4} = 6\,760\,000 hipóteses.

Com ou sem repetição?

A pergunta a fazer é sempre a mesma: o elemento escolhido volta ao conjunto? Lançar um dado duas vezes: sim, há 6 \times 6 hipóteses. Tirar duas cartas de um baralho sem repor: não, há 40 \times 39.

Exemplo 6 Contar por etapas

Num saco há 5 bolas numeradas de 1 a 5. Extraem-se duas bolas, uma a seguir à outra, e regista-se o par ordenado.

  1. Com reposição. A primeira bola volta ao saco: 5 \times 5 = 25 pares possíveis.
  2. Sem reposição. A primeira não volta: 5 \times 4 = 20 pares possíveis.
  3. Probabilidade de as duas bolas terem o mesmo número, com reposição: os casos favoráveis são (1,1), \ldots, (5,5), cinco em vinte e cinco, logo \dfrac{5}{25} = \dfrac{1}{5}.
  4. Sem reposição esse acontecimento é impossível: P = 0.É o mesmo raciocínio do item de exame das duas crianças que escrevem uma letra de VERÃO: cinco letras distintas, escolhas independentes, P = \frac{5}{25} = \frac{1}{5}.
Python Contar sem enumerar, e depois enumerar para confirmar
from itertools import product

letras = ['A', 'B', 'C']
digitos = [0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9]

print('Pelo principio:', len(letras) * len(digitos) * len(digitos))

codigos = list(product(letras, digitos, digitos))
print('Contando       :', len(codigos))
print('Exemplos       :', codigos[:3])

O princípio poupa-te o trabalho de listar. Aumenta para quatro dígitos e repara em que a multiplicação responde num instante enquanto a lista fica com 30 000 elementos.

Exercícios propostos

Exercícios de contagem: decidir se a ordem interessa e organizar a contagem por etapas.

Exercício 60§7 · escolhas sucessivas

Numa ementa há 3 entradas, 5 pratos principais e 2 sobremesas.

a) Quantas refeições completas diferentes se podem compor?b) E se se puder dispensar a sobremesa?

Exercício 61§7 · matrículas

Uma matrícula é formada por duas letras seguidas de quatro algarismos, como AB\text{-}1234. As letras podem repetir-se e os algarismos também, e usam-se as 26 letras do alfabeto.

Quantas matrículas diferentes se podem formar?

Exercício 62§7 · quantos resultados

Lançam-se quatro moedas equilibradas e regista-se a face de cada uma.

a) Quantos resultados possíveis tem esta experiência?b) E se, em vez de moedas, se lançarem quatro dados cúbicos?

Exercício 63§7 · caminhos

Para ir de casa à escola, o Rui passa obrigatoriamente pelo quiosque. De casa ao quiosque há 4 caminhos possíveis; do quiosque à escola há 3.

a) De quantas maneiras pode ir de casa à escola?b) E ir à escola e voltar, sem repetir o caminho entre casa e quiosque?

Exercício 64§7 · acender ou apagar

Numa rua de Paris existem 10 candeeiros. Cada candeeiro tem uma lâmpada que pode estar acesa ou apagada, conforme o «efeito» escolhido para a noite — por exemplo, todos apagados ou todos acesos.

a) Quantos efeitos se podem produzir com os candeeiros dessa rua?

b) Pretende-se um efeito com exatamente 4 candeeiros acesos. De quantas maneiras se pode escolher esse efeito?

c) Introduz-se agora um sistema em que cada candeeiro aceso pode ter uma de quatro cores — amarela, vermelha, azul ou verde. Com 5 candeeiros acesos, quantos efeitos se podem produzir?

Exercício 65§7 · com e sem repetição

Considera os algarismos 1, 2, 3, 4, 5.

a) Quantos números de três algarismos se podem formar, podendo repetir?b) E sem repetir nenhum algarismo?c) Quantos dos números da alínea b) são pares?

Exercício 66§7 · o primeiro algarismo não pode ser zero

Quantos números de quatro algarismos existem que:

a) tenham todos os algarismos diferentes;b) sejam ímpares e tenham todos os algarismos diferentes.

Exercício 67§7 · contar pelo contrário

Um código é formado por 5 algarismos, de 0 a 9, podendo repetir-se.

a) Quantos códigos existem?b) Quantos não têm nenhum algarismo 7?c) Quantos têm pelo menos um algarismo 7?

Exercício 68§7 · o mesmo número, duas leituras

Numa escola há 8 turmas do 12.º ano. Vai ser escolhida uma turma para receber uma visita de manhã e outra, diferente, para a receber à tarde. Quantas escolhas diferentes existem?

  • (A)8 \times 8
  • (B)8 \times 7
  • (C)\dfrac{8 \times 7}{2}
  • (D)8 + 7
Exercício 69§7 · contar divisores

Decompondo em fatores primos, 1800 = 2^{3} \times 3^{2} \times 5^{2}. Um divisor natural de 1800 é um número da forma 2^{a} \times 3^{b} \times 5^{c}, com a, b e c inteiros não negativos e não maiores do que os expoentes de 1800.

a) Quantos divisores naturais tem 1800?b) Quantos deles são pares?c) Quantos são múltiplos de 15?

Exercício 70§7 · objetos iguais em caixas

a) De quantas maneiras se podem distribuir 5 bolas iguais por duas caixas distintas?

b) E por duas caixas iguais?

c) Generaliza: de quantas maneiras se podem distribuir n objetos iguais por duas caixas distintas? E por duas caixas iguais?

Exercício 71§7 · cores em faixas vizinhas

Uma bandeira tem quatro faixas horizontais. Dispõe-se de 5 cores e exige-se apenas que faixas vizinhas tenham cores diferentes — cores não vizinhas podem repetir-se.

a) Quantas bandeiras diferentes se podem pintar?b) E se, além disso, a primeira e a última faixa tiverem de ser da mesma cor?

Exercício 72§7 · separar em casos

Quantos números de três algarismos, com os algarismos todos diferentes, são múltiplos de 5?

Escolhas sucessivas multiplicam-se. Em b), «não levar sobremesa» é mais uma hipótese na terceira escolha.

  1. a) 3 \times 5 \times 2 = 30 refeições.
  2. b) A sobremesa passa a ter 3 hipóteses — as duas mais «nenhuma»: 3 \times 5 \times 3 = 45.É o truque que resolve metade dos problemas de contagem: transformar «pode não haver» numa hipótese extra.
Respostasa) 30 · b) 45

São seis escolhas sucessivas: duas com 26 hipóteses e quatro com 10.

  1. 26 \times 26 \times 10 \times 10 \times 10 \times 10 = 26^{2} \times 10^{4}.
  2. 676 \times 10\,000 = 6\,760\,000 matrículas.Repara em que «podem repetir-se» é o que autoriza manter 26 e 10 em todas as posições. Sem repetição, a segunda letra teria 25 hipóteses.
Resposta6\,760\,000

Cada moeda contribui com 2 hipóteses, cada dado com 6 — e as escolhas são sucessivas.

  1. a) 2 \times 2 \times 2 \times 2 = 2^{4} = 16.
  2. b) 6^{4} = 1296.É a mesma conta que dá 2^{\#S} acontecimentos num espaço com \#S elementos: para cada elemento há duas decisões, entra ou não entra.
Respostasa) 16 · b) 1296

Em b) há quatro escolhas sucessivas — e uma delas fica com menos uma hipótese.

  1. a) 4 \times 3 = 12 maneiras.
  2. b) À ida: 4 \times 3 = 12. À volta: 3 hipóteses da escola ao quiosque e, do quiosque a casa, só 3 (não pode repetir o de ida): 12 \times 3 \times 3 = 108.Cuidado a ler a restrição: só o troço entre casa e quiosque é que não pode repetir-se.
Respostasa) 12 · b) 108

Em c), começa pela restrição: escolhe primeiro o algarismo das unidades.

  1. a) 5 \times 5 \times 5 = 125.
  2. b) 5 \times 4 \times 3 = 60.
  3. c) As unidades têm de ser 2 ou 4: 2 hipóteses. Sobram 4 algarismos para as centenas e 3 para as dezenas: 2 \times 4 \times 3 = 24.A ordem por que se decide é livre — mas começar pela posição mais condicionada evita quase sempre ter de separar em casos.
Respostasa) 125 · b) 60 · c) 24

Um número de quatro algarismos não começa por 0. Em b) há duas restrições ao mesmo tempo — trata primeiro a das unidades e só depois a dos milhares.

  1. a) Milhares: 9 hipóteses (de 1 a 9). Depois sobram 9, 8 e 7 algarismos: 9 \times 9 \times 8 \times 7 = 4536.
  2. b) Unidades: 5 hipóteses (1,3,5,7,9). Milhares: não pode ser 0 nem o algarismo já usado, logo 8 hipóteses. Restam 8 e 7 para o meio.
  3. 5 \times 8 \times 8 \times 7 = 2240.Se se começasse pelos milhares, seria preciso separar o caso em que o algarismo escolhido é ímpar do caso em que é par — duas contas em vez de uma.
Respostasa) 4536 · b) 2240

A alínea c) sai de b) sem contas novas. É o mesmo raciocínio do acontecimento contrário.

  1. a) 10^{5} = 100\,000.
  2. b) Cada posição tem 9 hipóteses: 9^{5} = 59\,049.
  3. c) 100\,000 - 59\,049 = 40\,951.Contar diretamente os que têm pelo menos um 7 obrigaria a separar por «exatamente um», «exatamente dois»… cinco contas em vez de uma subtração.
Respostasa) 100\,000 · b) 59\,049 · c) 40\,951

Pergunta-te se trocar as duas turmas de horário dá uma escolha diferente ou a mesma.

  1. São duas escolhas sucessivas: a turma da manhã (8 hipóteses) e a da tarde (7, por ter de ser diferente).
  2. Aqui a ordem conta: a turma A de manhã e a B à tarde não é a mesma coisa que o contrário. Logo não se divide por 2.
  3. 8 \times 7 = 56. Opção (B).A opção (C) seria a resposta certa a outra pergunta: «quantos pares de turmas se podem escolher para receber a visita no mesmo horário». É essa distinção que a secção 8 formaliza.
RespostaOpção (B)

Pinta de cima para baixo. Cada faixa, a partir da segunda, só tem de evitar a cor da faixa imediatamente acima.

  1. a) Primeira faixa: 5 cores. Cada uma das três seguintes: 4 cores (todas menos a de cima).
  2. 5 \times 4 \times 4 \times 4 = 320 bandeiras.
  3. b) Agora a quarta faixa é igual à primeira. Falta garantir que é diferente da terceira, ou seja, que a terceira não é da cor da primeira.
  4. Primeira: 5. Segunda: 4. Terceira: diferente da segunda e diferente da primeira. Como a segunda já é diferente da primeira, são duas cores proibidas distintas: sobram 3.
  5. 5 \times 4 \times 3 = 60 bandeiras.O passo delicado é perceber que as duas cores proibidas na terceira faixa são mesmo diferentes uma da outra — se não fossem, sobrariam 4 e não 3.
Respostasa) 320 · b) 60

Um múltiplo de 5 termina em 0 ou em 5. Os dois casos não se contam da mesma maneira — porque o 0 não pode estar nas centenas.

  1. Caso 1: termina em 0. Centenas: 9 hipóteses (de 1 a 9). Dezenas: 8 das restantes. São 9 \times 8 = 72.
  2. Caso 2: termina em 5. Centenas: não pode ser 0 nem 5, logo 8 hipóteses. Dezenas: 8 das restantes (incluindo agora o 0). São 8 \times 8 = 64.
  3. Os dois casos são incompatíveis, logo somam-se: 72 + 64 = 136.Multiplicar é para escolhas sucessivas; somar é para casos alternativos que não se sobrepõem. Trocar as duas coisas é o erro mais caro do cálculo combinatório.
Resposta136 números

Escolher um divisor é escolher a, depois b, depois c: três escolhas sucessivas e independentes. Conta quantos valores cada expoente pode tomar.

  1. a) O expoente a pode ser 0, 1, 2 ou 3 — quatro valores; b pode ser 0, 1 ou 2 — três; e c também três. Pelo princípio fundamental da contagem: 4 \times 3 \times 3 = 36 \text{ divisores.}
  2. b) Ser par é ter a \geq 1: restam três valores para a. 3 \times 3 \times 3 = 27 Os 36 - 27 = 9 que sobram são os divisores ímpares — exatamente os divisores de 3^{2} \times 5^{2} = 225.
  3. c) Ser múltiplo de 15 = 3 \times 5 é ter b \geq 1 e c \geq 1: dois valores para cada um, e a continua livre. 4 \times 2 \times 2 = 16
Respostasa) 36 · b) 27 · c) 16

Em b), pergunta-te se a ordem por que os elevadores são escolhidos para cada troço faz alguma diferença.

  1. a) O percurso faz-se em três troços independentes: 10 elevadores no primeiro, 5 no segundo e 4 no terceiro.10 \times 5 \times 4 = 200
  2. b) A resposta correta é a do Pedro.
  3. Para o primeiro troço escolhem-se 10 elevadores de entre os 73 disponíveis. O que interessa é quais os elevadores afetos ao troço, e não a ordem por que foram escolhidos — trata-se, portanto, de uma combinação: {}^{73}C_{10}.
  4. Feita essa escolha, restam 63 elevadores, de onde se escolhem 5 para o segundo troço ({}^{63}C_{5}) e, dos 58 que sobram, 4 para o terceiro ({}^{58}C_{4}).
  5. Porque a resposta da Joana está errada. Ao usar arranjos, ela impõe uma ordem na escolha dos elevadores de cada troço. Mas afetar ao primeiro troço os elevadores 17, 24, 36, 64 e 99 é exatamente o mesmo que afetá-los por qualquer outra ordem: cada afetação seria contada 10! vezes.
Respostaa) 200 maneiras; b) a do Pedro — a ordem de escolha dos elevadores é irrelevante

Em a), cada candeeiro decide-se independentemente entre dois estados. Em c), primeiro decide-se quais acendem e só depois a cor de cada um.

  1. a) Cada um dos 10 candeeiros pode estar aceso ou apagado, independentemente dos outros:2^{10} = 1024 \text{ efeitos}
  2. Em alternativa, somando por número de candeeiros acesos: {}^{10}C_{0} + {}^{10}C_{1} + \cdots + {}^{10}C_{10} = 2^{10} — é a soma de uma linha do triângulo de Pascal.
  3. b) Basta escolher quais os 4 candeeiros acesos:{}^{10}C_{4} = 210 \text{ efeitos}
  4. c) Escolhem-se os 5 candeeiros que acendem ({}^{10}C_{5} = 252) e, para cada um deles, uma das 4 cores, independentemente dos outros (4^{5} = 1024):{}^{10}C_{5} \times 4^{5} = 252 \times 1024 = 258\,048 \text{ efeitos}
Respostaa) 1024; b) 210; c) 258\,048

Com as caixas distintas, uma distribuição fica determinada pelo número de bolas na primeira caixa. Com as caixas iguais, as distribuições «k e n-k» e «n-k e k» passam a ser a mesma.

  1. a) Caixas distintas. Como as bolas são iguais, uma distribuição fica completamente determinada pelo número de bolas colocadas na primeira caixa, que pode ser 0, 1, 2, 3, 4 ou 5:6 \text{ maneiras}
  2. b) Caixas iguais. Agora as distribuições (0,5) e (5,0) — e do mesmo modo (1,4) e (4,1), (2,3) e (3,2) — deixam de se distinguir. As 6 distribuições agrupam-se duas a duas:\dfrac{6}{2} = 3 \text{ maneiras}
  3. c) Caso geral. Com caixas distintas, a primeira caixa pode receber 0, 1, \ldots, n objetos: são n+1 maneiras.
  4. Com caixas iguais, cada distribuição é identificada com a sua «simétrica»:
  5. Se n é ímpar, n+1 é par e não há distribuição que coincida com a sua simétrica, pelo que as n+1 se agrupam duas a duas: \dfrac{n+1}{2} maneiras.
  6. Se n é par, a distribuição \left(\frac{n}{2}, \frac{n}{2}\right) coincide com a sua simétrica; as restantes n agrupam-se duas a duas: \dfrac{n}{2} + 1 maneiras.
Respostaa) 6; b) 3; c) n+1 com caixas distintas; \frac{n+1}{2} (n ímpar) ou \frac{n}{2}+1 (n par) com caixas iguais
08

Arranjos, permutações e combinações

Três fórmulas para três perguntas. A que interessa distinguir é sempre: a ordem conta?

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano · Matemática Discreta
  • Identificar arranjos completos, permutações e arranjos simples como casos particulares da aplicação do princípio da multiplicação.
  • Identificar combinações como forma de saber o número de subconjuntos com p elementos de um dado conjunto com n elementos (p \leq n).
Arranjos completos (com repetição)

Sequências de p elementos escolhidos entre n, podendo repetir-se e contando a ordem:

{}^{n}A'_{p} = n^{p}
Arranjos simples (sem repetição)

Sequências de p elementos distintos escolhidos entre n, contando a ordem:

{}^{n}A_{p} = n \times (n-1) \times \cdots \times (n-p+1) = \dfrac{n!}{(n-p)!}
Permutações

O caso p = n: todas as ordenações de n elementos distintos.

P_{n} = n! = n \times (n-1) \times \cdots \times 2 \times 1

Convenciona-se 0! = 1, para que as fórmulas funcionem nos casos extremos.

Combinações

Subconjuntos de p elementos escolhidos entre n, sem contar a ordem:

{}^{n}C_{p} = \binom{n}{p} = \dfrac{n!}{p!\,(n-p)!} = \dfrac{{}^{n}A_{p}}{p!}

Divide-se por p! porque cada subconjunto foi contado tantas vezes quantas as suas ordenações.

PerguntaOrdem conta?Repete?Fórmula
Códigos de 4 algarismossimsim10^{4}
Pódio (1.º, 2.º, 3.º) entre 8 atletassimnão{}^{8}A_{3} = 336
Ordenar 5 livros na estantesimnão (usa todos)5! = 120
Comissão de 3 entre 7 pessoasnãonão{}^{7}C_{3} = 35
O teste decisivo

Troca dois elementos de lugar. Se ficas com outra hipótese, a ordem conta — são arranjos. Se ficas com a mesma, são combinações. Um pódio (A,B,C) não é o mesmo que (B,A,C); uma comissão \{A,B,C\} é.

Exemplo 7 Contar as duas coisas na mesma fração

Numa caixa há 20 bolas numeradas de 1 a 20: as de 1 a 10 são verdes e as de 11 a 20 amarelas. Retiram-se sucessivamente duas bolas, sem reposição. Qual é a probabilidade de terem cores diferentes?

  1. Casos possíveis, contando a ordem: {}^{20}A_{2} = 20 \times 19 = 380.
  2. Casos favoráveis. Verde e depois amarela: 10 \times 10 = 100. Amarela e depois verde: 10 \times 10 = 100. Total 200.
  3. P = \dfrac{200}{380} = \dfrac{10}{19}.
  4. Sem contar a ordem daria o mesmo: \dfrac{{}^{10}C_{1} \times {}^{10}C_{1}}{{}^{20}C_{2}} = \dfrac{100}{190} = \dfrac{10}{19}.Contar com ordem em cima e em baixo, ou sem ordem em cima e em baixo — nunca uma de cada.
Resposta\dfrac{10}{19}
Python Arranjos, permutações e combinações
from math import perm, comb, factorial

print('Arranjos sem repeticao A(10,3):', perm(10, 3))
print('Permutacoes de 5 elementos    :', factorial(5))
print('Combinacoes C(10,3)           :', comb(10, 3))

print()
for k in range(6):
    print('C(5,', k, ') =', comb(5, k))

perm conta sequências (a ordem conta) e comb conta conjuntos (a ordem não conta). A última linha imprime 1, 5, 10, 10, 5, 1 — a simetria que reaparece no binómio de Newton.

Exercícios propostos

Exercícios sobre arranjos, permutações e combinações — incluindo a relação entre uns e outros.

Exercício 73§8 · calcular e distinguir

Calcula, sem calculadora:

a) {}^{7}A_{3}b) 5!c) {}^{7}C_{3}d) {}^{9}C_{7}

Exercício 74§8 · comissões

Numa turma de 12 alunos vai formar-se uma comissão.

a) De quantas maneiras se pode escolher uma comissão de 3 alunos?b) E se, em vez disso, se escolher um presidente, um secretário e um tesoureiro, todos diferentes?c) Compara os dois resultados e explica a diferença.

Exercício 75§8 · anagramas

Considera a palavra LIVRO.

a) Quantos anagramas tem?b) Quantos começam por vogal?c) Em quantos as duas vogais ficam juntas?

Exercício 76§8 · diagonais de um polígono

Mostra que qualquer polígono convexo com n lados (n \geq 3) tem exatamente\dfrac{n(n-3)}{2}diagonais.

Exercício 77§8 · letras repetidas

Considera a palavra BANANA.

a) Quantos anagramas diferentes tem?b) Quantos começam e acabam em A?

Exercício 78§8 · com uma condição

Num grupo de 7 raparigas e 5 rapazes vai formar-se uma comissão de 4 pessoas.

a) Quantas comissões diferentes se podem formar?b) Quantas têm exatamente 2 raparigas?c) Quantas têm pelo menos uma rapariga?

Exercício 79§8 · juntos ou separados

Seis amigos — três rapazes e três raparigas — vão sentar-se numa fila de seis lugares.

a) De quantas maneiras se podem sentar?b) Em quantas os três rapazes ficam juntos?c) Em quantas os lugares alternam entre rapaz e rapariga?

Exercício 80§8 · duas respostas certas

Considera o problema seguinte:

Usando todos os seis algarismos do número 484217, quantos números de seis algarismos se podem formar?

Duas respostas corretas para este problema são

{}^{6}C_{2} \times 4! \qquad \text{e} \qquad {}^{6}A_{4}.

Numa pequena composição, explica o raciocínio que conduz a cada uma delas.

Exercício 81§8 · dois vértices de um cubo

Considera um cubo [ABCDEFGH]. Escolhem-se ao acaso, simultaneamente, dois dos seus oito vértices.

a) Quantos pares de vértices se podem escolher?b) Qual é a probabilidade de os dois vértices escolhidos serem os extremos de uma aresta do cubo?c) Qual é a probabilidade de a reta que eles definem ser paralela ou coincidente com a reta AB?d) Qual é a probabilidade de eles serem os extremos de uma diagonal espacial?

Apresenta os resultados na forma de fração irredutível.

Exercício 82§8 · uma sequência a subir

Lança-se um dado cúbico equilibrado quatro vezes e regista-se, por ordem, o número de pintas saído em cada lançamento.

a) Quantas sequências de quatro resultados são possíveis?b) Em quantas delas os quatro números estão por ordem estritamente crescente?c) Qual é a probabilidade de a sequência registada ser estritamente crescente?

Exercício 83§8 · pontos em duas retas paralelas

Num plano marcam-se 12 pontos: 7 sobre uma reta r e 5 sobre uma reta s, estritamente paralela a r. Não há mais nenhum alinhamento além destes dois.

a) Quantas retas distintas ficam definidas por dois destes pontos?b) Quantos triângulos distintos têm os três vértices entre estes pontos?c) Escolhendo três dos pontos ao acaso, qual é a probabilidade de eles definirem um triângulo? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Exercício 84§8 · uma resposta certa e outra por corrigir

Considera de novo os 12 pontos do exercício anterior — 7 sobre r e 5 sobre s, estritamente paralelas — e o problema: quantos triângulos distintos se podem formar com estes pontos?

Apresentam-se duas respostas, das quais só uma está correta:

Resposta I: {}^{12}C_{3} - {}^{7}C_{3}Resposta II: 7 \times {}^{5}C_{2} + 5 \times {}^{7}C_{2}

Elabora uma composição na qual:

identifiques a resposta correta;expliques um raciocínio que conduza a essa resposta;proponhas uma alteração à expressão incorreta, de modo a torná-la correta;expliques, no contexto do problema, a razão da alteração proposta.

Exercício 85§8 · relação entre arranjos e combinações

a) Sabendo que {}^{n}A_{3} = 336, determina {}^{n}C_{3}.

b) Prova que{}^{n}C_{p} = \dfrac{{}^{n}A_{p}}{p!}, \qquad n, p \in \mathbb{N} \;\land\; p \leq n

Exercício 86§8 · mesas redondas

Num congresso internacional participam 100 médicos. Sabe-se que 60 falam francês, 25 falam alemão e 20 não falam nenhuma dessas línguas.

Pretende-se escolher 5 médicos que falem apenas francês e 3 que falem apenas alemão, para se sentarem em duas mesas redondas, de modo que cada mesa tenha médicos que falam a mesma língua.

De quantas maneiras distintas se podem escolher e sentar os médicos?

  • (A){}^{55}C_{5} \times {}^{20}C_{3} \times {}^{2}C_{1} \times 4! \times 2!
  • (B){}^{60}C_{5} \times {}^{25}C_{3} \times 4! \times 2!
  • (C){}^{60}C_{5} \times {}^{25}C_{3} \times 5! \times 3!
  • (D){}^{60}C_{5} \times {}^{25}C_{3} \times {}^{2}C_{1} \times 5! \times 3!
Exercício 87§8 · equação com combinações

Uma turma é constituída por 30 alunos, havendo mais raparigas do que rapazes. Vai ser nomeada uma comissão de dois alunos para organizar o Baile de Gala.

Sabendo que o número de comissões diferentes que é possível formar com dois alunos do mesmo sexo é 235, determina quantos rapazes tem a turma.

Exercício 88§8 · arranjos ou combinações?

No Empire State Building são determinados todos os dias elevadores diferentes para os turistas acederem ao topo, com mudança de elevador em andares distintos. O edifício dispõe de 73 elevadores. Num dado dia foram definidos 10 elevadores para transportar turistas do rés do chão ao 60.º andar, 5 elevadores do 60.º ao 89.º e 4 elevadores do 89.º ao topo. Os turistas são obrigados a sair nesses andares e a mudar de elevador. (Um elevador que faça um dado transporte não é usado nos restantes.)

a) O António decidiu ir ao topo do edifício nesse dia. De quantas maneiras o pode fazer?

b) Sabendo que qualquer dos 73 elevadores pode fazer qualquer transporte, o Pedro e a Joana apresentaram respostas diferentes para o número de maneiras de fazer a escolha dos elevadores desse dia:\text{Joana:}\;\; {}^{73}A_{10} \times {}^{63}A_{5} \times {}^{58}A_{4} \qquad\qquad \text{Pedro:}\;\; {}^{73}C_{10} \times {}^{63}C_{5} \times {}^{58}C_{4}Indica qual das respostas está correta, justificando, e explica por que razão a outra deve ser excluída.

Exercício 89§8 · repartir por grupos

Doze alunos vão ser repartidos por três grupos de quatro, para três trabalhos diferentes: um sobre álgebra, outro sobre geometria e outro sobre probabilidades.

a) De quantas maneiras se pode fazer a repartição?b) E se os três trabalhos fossem iguais, isto é, se só interessasse a divisão em três grupos de quatro?

Exercício 90§8 · porque é que se subtrai

Numa turma há 14 rapazes e 12 raparigas. Vai formar-se uma comissão de quatro elementos, com o mesmo número de rapazes e de raparigas. Sabe-se ainda que o Rui e a Sara não podem pertencer os dois à mesma comissão.

Justifica, numa pequena composição, que o número de comissões diferentes que se podem formar é dado por

{}^{14}C_{2} \times {}^{12}C_{2} - 13 \times 11.
Exercício 91§8 · três vértices de um octaedro

Um octaedro regular tem 6 vértices e 8 faces, todas triângulos. Os vértices agrupam-se em 3 pares de vértices opostos — cada par é o de dois vértices que não pertencem a nenhuma face comum.

Escolhem-se ao acaso três vértices do octaedro.

a) Quantos conjuntos de três vértices se podem formar?b) Mostra que um conjunto de três vértices é uma face se e só se não contiver nenhum par de vértices opostos.c) Qual é a probabilidade de os três vértices escolhidos definirem um plano que contém uma face do octaedro?

Exercício 92§8 · sem dois lado a lado

Numa prateleira vão dispor-se, lado a lado, 8 livros de Matemática e 4 de Física, todos diferentes.

a) De quantas maneiras se podem arrumar os 12 livros, sem restrição nenhuma?b) De quantas maneiras se podem arrumar de modo que não fiquem dois livros de Física lado a lado?c) Explica por que razão a resposta da alínea b) não é 12! - 4! \times 9!.

{}^{n}A_{k} é um produto de k fatores a começar em n. E {}^{n}C_{k} = \dfrac{{}^{n}A_{k}}{k!}. Em d) usa a simetria.

  1. a) {}^{7}A_{3} = 7 \times 6 \times 5 = 210.
  2. b) 5! = 120.
  3. c) {}^{7}C_{3} = \dfrac{210}{3!} = \dfrac{210}{6} = 35.
  4. d) Pela simetria, {}^{9}C_{7} = {}^{9}C_{2} = \dfrac{9 \times 8}{2} = 36.Escolher 7 de 9 é o mesmo que escolher os 2 que ficam de fora. Usar a simetria poupa cinco fatores de conta.
Respostasa) 210 · b) 120 · c) 35 · d) 36

Numa comissão de 3 a ordem não conta; com três cargos distintos, conta.

  1. a) {}^{12}C_{3} = \dfrac{12 \times 11 \times 10}{6} = 220.
  2. b) {}^{12}A_{3} = 12 \times 11 \times 10 = 1320.
  3. c) 1320 = 220 \times 6 = 220 \times 3!: cada comissão de 3 pode distribuir os três cargos de 3! maneiras.É esta a relação geral: {}^{n}A_{k} = {}^{n}C_{k} \times k!. Ler o enunciado à procura de «cargos», «posições» ou «ordem» é o que decide qual usar.
Respostasa) 220 · b) 1320 · c) {}^{12}A_{3} = {}^{12}C_{3} \times 3!

São cinco letras todas diferentes. Em c), cola as duas vogais numa só peça.

  1. a) 5! = 120 anagramas.
  2. b) As vogais são I e O: 2 hipóteses para a primeira letra, e as restantes 4 permutam-se livremente: 2 \times 4! = 48.
  3. c) Colando I e O, ficam 4 peças a permutar — 4! = 24 — e as duas vogais podem trocar entre si: 24 \times 2 = 48.O truque de «colar» transforma uma restrição de vizinhança numa permutação com menos peças. Não esquecer de multiplicar pelas trocas dentro da peça colada.
Respostasa) 120 · b) 48 · c) 48

Com letras repetidas, as 6! permutações contam cada anagrama várias vezes: uma vez por cada troca entre letras iguais.

  1. a) São 6 letras, com 3 A e 2 N. Cada anagrama é contado 3! \times 2! vezes em 6!: \dfrac{6!}{3! \times 2!} = \dfrac{720}{12} = 60.
  2. b) Fixando um A no início e outro no fim, sobram no meio as letras B, N, A, N — quatro letras com 2 N repetidos: \dfrac{4!}{2!} = 12.Também se pode ver assim: escolher onde ficam os três A, depois onde ficam os dois N, e o B vai para o lugar que sobra — {}^{6}C_{3} \times {}^{3}C_{2} = 20 \times 3 = 60
Respostasa) 60 · b) 12

Em b), escolhe as raparigas e os rapazes separadamente e multiplica. Em c), conta pelo contrário.

  1. a) {}^{12}C_{4} = 495.
  2. b) {}^{7}C_{2} \times {}^{5}C_{2} = 21 \times 10 = 210.
  3. c) O contrário é «nenhuma rapariga», isto é, os 4 são rapazes: {}^{5}C_{4} = 5.
  4. 495 - 5 = 490 comissões.Em b) multiplicam-se as duas escolhas porque são sucessivas e independentes: para cada par de raparigas, qualquer par de rapazes serve.
Respostasa) 495 · b) 210 · c) 490

Em b), cola os três rapazes. Em c), há dois padrões possíveis para a fila.

  1. a) 6! = 720.
  2. b) Colando os três rapazes numa peça, ficam 4 peças: 4! = 24. Dentro da peça, os rapazes permutam-se de 3! = 6 maneiras: 24 \times 6 = 144.
  3. c) Há dois padrões — a fila começa por rapaz ou por rapariga. Em cada um, os três rapazes permutam-se nos seus lugares (3!) e as três raparigas nos delas (3!): 2 \times 3! \times 3! = 2 \times 36 = 72.Uma confirmação grosseira: 144 e 72 são ambos menores do que 720, e as filas alternadas são mais raras do que as que têm os rapazes juntos — o que faz sentido, por serem mais exigentes.
Respostasa) 720 · b) 144 · c) 72

Em a), escolhe os quatro do primeiro trabalho, depois os quatro do segundo, e os últimos quatro ficam determinados. Em b), cada divisão foi contada várias vezes.

  1. a) {}^{12}C_{4} \times {}^{8}C_{4} \times {}^{4}C_{4} = 495 \times 70 \times 1 = 34\,650.
  2. b) Sendo os trabalhos indistinguíveis, cada divisão em três grupos aparece 3! = 6 vezes na contagem anterior — uma por cada maneira de atribuir os três grupos aos três trabalhos.
  3. \dfrac{34\,650}{6} = 5775.É a mesma ideia de dividir por k! que transforma arranjos em combinações: sempre que a ordem deixa de contar, divide-se pelo número de ordenações que davam o mesmo resultado.
Respostasa) 34\,650 · b) 5775

Os seis algarismos não são todos diferentes: o 4 aparece duas vezes. Numa das respostas escolhem-se primeiro os lugares dos dois 4; na outra, escolhem-se primeiro os lugares dos algarismos que são únicos.

  1. O que o número tem. Os algarismos de 484217 são 4, 8, 4, 2, 1, 7: o 4 repete-se e os outros quatro — 8, 2, 1, 7 — são todos distintos. São seis posições a preencher.
  2. Primeira resposta: {}^{6}C_{2} \times 4!. Começa-se por decidir onde ficam os dois 4. Como os dois 4 são indistinguíveis, o que importa é o par de posições que ocupam, e não a ordem por que lá são postos: há {}^{6}C_{2} = 15 pares de posições possíveis. Escolhidas essas duas, sobram quatro posições para quatro algarismos todos diferentes, que se podem dispor de 4! = 24 maneiras. Pelo princípio fundamental da contagem, 15 \times 24 = 360.
  3. Segunda resposta: {}^{6}A_{4}. Agora decide-se primeiro onde ficam os quatro algarismos distintos. Escolher a posição do 8, depois a do 2, depois a do 1 e depois a do 7 é escolher, de entre as seis posições, quatro ordenadas — uma para cada algarismo: {}^{6}A_{4} = 6 \times 5 \times 4 \times 3 = 360. Feito isso, as duas posições que sobram recebem os dois 4, e há uma só maneira de o fazer, porque são iguais.
  4. Porque é que dão o mesmo. Ambas contam o mesmo conjunto de números, e ambas valem \dfrac{6!}{2!} = 360: das 6! ordenações das seis posições, cada número é contado 2! vezes, porque trocar os dois 4 um pelo outro não muda o número. Repara em que aqui nenhuma restrição impede o 0 de ficar à cabeça — este número não tem zeros. Se tivesse, seria preciso descontar os casos em que o 0 ficasse na primeira posição.
Resposta{}^{6}C_{2} \times 4! = {}^{6}A_{4} = \dfrac{6!}{2!} = 360

Conta primeiro todas as comissões com dois rapazes e duas raparigas, sem pensar na restrição. Depois pergunta: quantas dessas têm o Rui e a Sara?

  1. Todas as comissões possíveis. A comissão tem quatro elementos com igual número de rapazes e raparigas, logo dois de cada. Escolher dois rapazes de entre 14 faz-se de {}^{14}C_{2} maneiras — é uma escolha em que a ordem não conta, porque os dois entram para a comissão sem cargo nenhum. Por cada uma dessas escolhas há {}^{12}C_{2} maneiras de escolher as duas raparigas. Pelo princípio fundamental da contagem, são {}^{14}C_{2} \times {}^{12}C_{2} = 91 \times 66 = 6006 comissões.
  2. As que a restrição proíbe. São as que têm ao mesmo tempo o Rui e a Sara. Com esses dois lugares já preenchidos, falta um rapaz — 13 hipóteses, porque o Rui já lá está — e falta uma rapariga — 11 hipóteses. São 13 \times 11 = 143 comissões proibidas.
  3. Porque é que se subtrai. As comissões pedidas são todas as outras. Como as 143 proibidas estão todas contadas nas 6006, e cada uma uma só vez, basta tirá-las: {}^{14}C_{2} \times {}^{12}C_{2} - 13 \times 11 = 6006 - 143 = 5863. Contar o contrário é quase sempre mais barato do que contar diretamente: por casos, seria preciso somar as comissões sem o Rui, as sem a Sara e as sem nenhum dos dois, com o cuidado de não contar nenhuma duas vezes.
Resposta6006 - 143 = 5863 comissões

Três pontos definem um triângulo quando não estão sobre a mesma reta. Na alínea a), atenção: os 7 pontos de r definem, entre si, uma só reta.

  1. a) Um ponto de r com um ponto de s define sempre uma reta nova, e duas escolhas diferentes dão retas diferentes: são 7 \times 5 = 35. A estas juntam-se a própria r e a própria s: 35 + 2 = 37 \text{ retas.}
  2. b) Um triângulo precisa de três pontos não colineares, e isso obriga a que dois estejam numa das retas e o terceiro na outra. Dois casos, que se excluem: 7 \times {}^{5}C_{2} + 5 \times {}^{7}C_{2} = 70 + 105 = 175.
  3. c) Escolher três pontos ao acaso de entre os 12{}^{12}C_{3} = 220 casos possíveis, todos igualmente prováveis; os favoráveis são os 175 triângulos. Pela regra de Laplace: P = \dfrac{175}{220} = \dfrac{35}{44}. A alínea b) também sai por contagem do contrário: {}^{12}C_{3} - {}^{7}C_{3} - {}^{5}C_{3} = 220 - 35 - 10 = 175 — tirar aos conjuntos de três pontos os que ficam todos em r e os que ficam todos em s.
Respostasa) 37 retas · b) 175 triângulos · c) \dfrac{35}{44}

A resposta I conta ao contrário: parte de todos os conjuntos de três pontos e tira os que não servem. Pergunta-te se os tirou todos.

  1. A resposta correta é a II. Um triângulo fica definido por três pontos não colineares. Como os pontos estão todos em duas retas, três pontos não colineares têm de se repartir por elas: dois numa e um na outra. Ou se escolhe 1 ponto em r e 2 em s7 \times {}^{5}C_{2} = 70 maneiras —, ou 1 ponto em s e 2 em r5 \times {}^{7}C_{2} = 105. Os dois casos excluem-se, logo somam-se: 70 + 105 = 175.
  2. Onde falha a resposta I. A ideia é boa: contar todos os conjuntos de três pontos, {}^{12}C_{3} = 220, e tirar os que não formam triângulo por serem colineares. Mas só foram tirados os {}^{7}C_{3} = 35 conjuntos de três pontos da reta r. Ficaram por tirar os que têm os três pontos em s, que também são colineares e também não formam triângulo. A expressão dá 220 - 35 = 185, a mais do que os 175 triângulos que existem.
  3. A correção. Basta subtrair também esses: {}^{12}C_{3} - {}^{7}C_{3} - {}^{5}C_{3} = 220 - 35 - 10 = 175.
  4. Porquê. Contar pelo contrário obriga a tirar todos os casos maus, e neste problema há dois grupos de casos maus, um por cada reta: os {}^{7}C_{3} ternos de r e os {}^{5}C_{3} ternos de s. Como nenhum terno pode estar nas duas retas ao mesmo tempo, não há risco de tirar duas vezes o mesmo. A reta s tem cinco pontos, e {}^{5}C_{3} = 10 não é zero: uma reta só deixa de dar ternos colineares quando tem menos de três pontos marcados.
RespostaCorreta: II · a I corrige-se para {}^{12}C_{3} - {}^{7}C_{3} - {}^{5}C_{3} = 175

Cada par de vértices dá um de três tipos de segmento: aresta, diagonal de uma face ou diagonal espacial. Conta quantos há de cada tipo e confirma que a soma dá o total da alínea a).

  1. a) A ordem não conta — escolhem-se em simultâneo: {}^{8}C_{2} = \dfrac{8 \times 7}{2} = 28.
  2. b) O cubo tem 12 arestas, e cada uma corresponde a um par de vértices: P = \dfrac{12}{28} = \dfrac{3}{7}.
  3. c) As retas com a direção de AB são as das quatro arestas paralelas entre si nessa direção — incluindo a própria AB. Cada uma vem de um par de vértices: P = \dfrac{4}{28} = \dfrac{1}{7}.
  4. d) As diagonais espaciais ligam cada vértice ao vértice oposto: são 4. P = \dfrac{4}{28} = \dfrac{1}{7}. Confirmação: 12 arestas +\; 12 diagonais de face +\; 4 diagonais espaciais = 28, que é exatamente o total da alínea a). Fazer esta soma é a maneira mais rápida de descobrir que se esqueceu um caso.
Respostasa) 28 · b) \dfrac{3}{7} · c) \dfrac{1}{7} · d) \dfrac{1}{7}

Na alínea b), conta pelo contrário: quantos conjuntos de três vértices contêm um par de opostos? Escolhe primeiro o par, depois o terceiro vértice.

  1. a) {}^{6}C_{3} = \dfrac{6 \times 5 \times 4}{6} = 20 conjuntos.
  2. b) Se três vértices formam uma face, então dois a dois pertencem a essa face comum, logo nenhum par deles é um par de opostos. Reciprocamente, conta-se quantos conjuntos contêm um par de opostos: escolhe-se um dos 3 pares e junta-se-lhe um dos 4 vértices restantes, o que dá 3 \times 4 = 12 conjuntos, todos diferentes — um conjunto de três vértices não pode conter dois pares de opostos, porque isso exigiria quatro vértices. Sobram 20 - 12 = 8 conjuntos sem nenhum par de opostos, que são exatamente as 8 faces.
  3. c) Os casos favoráveis são as 8 faces, de entre 20 igualmente prováveis: P = \dfrac{8}{20} = \dfrac{2}{5}. Os outros 12 conjuntos definem planos que cortam o octaedro sem conter nenhuma face — cada um deles contém uma das três diagonais que unem vértices opostos.
Respostasa) 20 · c) \dfrac{2}{5}

Arruma primeiro os livros de Matemática. Repara nos espaços que ficam entre eles — e nas pontas — e pensa em quantos livros de Física cabe pôr em cada espaço.

  1. a) São 12 livros distintos numa fila: 12! = 479001600.
  2. b) Arrumam-se primeiro os 8 de Matemática, de 8! maneiras. Ficam 9 espaços onde pode entrar um livro de Física — os 7 entre livros consecutivos e os 2 das pontas: \_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_ Pôr um livro de Física em cada um de quatro espaços diferentes garante que nunca ficam dois juntos, e é a única maneira de o garantir. Como os quatro livros de Física são distintos, o que se escolhe é uma sequência ordenada de 4 espaços de entre 9: {}^{9}A_{4}. 8! \times {}^{9}A_{4} = 40320 \times 3024 = 121927680.
  3. c) Porque 4! \times 9! conta as arrumações em que os quatro livros de Física ficam todos juntos, num bloco só. Essas são apenas algumas das arrumações a excluir: falta excluir, por exemplo, as que têm exatamente dois livros de Física lado a lado e os outros dois separados. Subtrair só o bloco deixa entrar muitos casos proibidos. Contar pelo contrário aqui é penoso, porque «pelo menos dois juntos» se reparte por vários casos que se sobrepõem. Quando a restrição é «nenhum ao lado do outro», o método dos espaços é quase sempre o caminho curto.
Respostasa) 12! = 479001600 · b) 8! \times {}^{9}A_{4} = 121927680

Numa sequência estritamente crescente os quatro números são forçosamente diferentes — e, escolhidos quatro números diferentes, há uma só maneira de os pôr por ordem crescente.

  1. a) Quatro lançamentos independentes, com 6 resultados cada: 6^{4} = 1296.
  2. b) Se a sequência é estritamente crescente, os quatro números são diferentes. E, dado um conjunto de quatro números diferentes de 1 a 6, há uma só ordem crescente em que os podemos escrever. Contar sequências crescentes é, por isso, contar conjuntos: {}^{6}C_{4} = {}^{6}C_{2} = 15.
  3. c) Pela regra de Laplace, com os 1296 casos igualmente prováveis: P = \dfrac{15}{1296} = \dfrac{5}{432} \approx 0{,}0116. É a diferença entre escolher e ordenar: quando a ordem pedida é única, o número de sequências é o número de escolhas. Com «crescente» em vez de «estritamente crescente» a conta seria outra, porque passaria a haver repetições.
Respostasa) 1296 · b) 15 · c) \dfrac{5}{432}

Em a) não é preciso descobrir n: basta a relação que se prova em b). Em b), escreve ambos com fatoriais.

  1. b) Demonstração. Por definição,{}^{n}A_{p} = n(n-1)(n-2)\cdots\left(n-(p-1)\right) = \dfrac{n!}{(n-p)!}
  2. Dividindo por p!:\dfrac{{}^{n}A_{p}}{p!} = \dfrac{\frac{n!}{(n-p)!}}{p!} = \dfrac{n!}{(n-p)!\,p!} = {}^{n}C_{p}
  3. Leitura combinatória: cada conjunto de p elementos pode ser ordenado de p! maneiras, pelo que os arranjos contam cada combinação exatamente p! vezes.
  4. a) Aplicando a relação com p=3:{}^{n}C_{3} = \dfrac{{}^{n}A_{3}}{3!} = \dfrac{336}{6} = 56
  5. Note-se que não foi preciso determinar n — embora, neste caso, n(n-1)(n-2) = 336n = 8.
Respostaa) {}^{n}C_{3} = 56; b) os arranjos contam cada combinação p! vezes

Duas armadilhas: «apenas francês» não são os 60, e numa mesa redonda só interessam as posições relativas — fixando uma pessoa, restam (k-1)! disposições.

  1. Quantos falam apenas cada língua. Falam pelo menos uma língua 100-20 = 80 médicos. Como 60+25 = 85, falam as duas línguas 85-80 = 5 médicos.
  2. Logo falam apenas francês 60-5 = 55 e apenas alemão 25-5 = 20.
  3. Escolha dos médicos. {}^{55}C_{5} para os de francês e {}^{20}C_{3} para os de alemão.
  4. Escolha das mesas. Decide-se qual das duas mesas fica com o grupo de francês: {}^{2}C_{1} = 2.
  5. Disposição em mesa redonda. Numa mesa redonda só as posições relativas contam: fixando um dos convivas, os restantes ordenam-se livremente. Com 5 pessoas há 4! disposições e com 3 pessoas há 2!.
  6. {}^{55}C_{5} \times {}^{20}C_{3} \times {}^{2}C_{1} \times 4! \times 2!
RespostaOpção (A)

Cada par de vértices define um segmento. Quantos desses segmentos são lados e não diagonais?

  1. Um polígono com n lados tem n vértices.
  2. Cada par de vértices define um segmento de reta, e a ordem não interessa (o segmento [PQ] é o mesmo que [QP]). Há, portanto,{}^{n}C_{2} = \dfrac{n(n-1)}{2}segmentos com extremos em vértices.
  3. Destes, exatamente n são lados do polígono — os que unem vértices consecutivos. Os restantes são diagonais:{}^{n}C_{2} - n = \dfrac{n(n-1)}{2} - n = \dfrac{n(n-1)-2n}{2} = \dfrac{n(n-3)}{2}
  4. Confirmação: para n=30 (um triângulo não tem diagonais) e para n=55
Resposta{}^{n}C_{2} - n = \dfrac{n(n-3)}{2}

Chama n ao número de rapazes. Escreve o número de comissões do mesmo sexo em função de n e resolve a equação — não te esqueças da condição do enunciado no fim.

  1. Seja n o número de rapazes; as raparigas são 30-n.
  2. As comissões com dois alunos do mesmo sexo são as de dois rapazes ou as de duas raparigas — casos que se excluem:{}^{n}C_{2} + {}^{30-n}C_{2} = 235
  3. \dfrac{n(n-1)}{2} + \dfrac{(30-n)(29-n)}{2} = 235
  4. n^{2}-n + 870 - 59n + n^{2} = 470 \;\Leftrightarrow\; 2n^{2} - 60n + 400 = 0 \;\Leftrightarrow\; n^{2} - 30n + 200 = 0
  5. n = \dfrac{30 \pm \sqrt{900-800}}{2} = \dfrac{30 \pm 10}{2} \;\Leftrightarrow\; n = 10 \;\lor\; n = 20
  6. Como há mais raparigas do que rapazes, tem de ser n < 15: a turma tem 10 rapazes (e 20 raparigas).
  7. Confirmação: {}^{10}C_{2} + {}^{20}C_{2} = 45 + 190 = 235
Resposta10 rapazes

Exercícios de Exame · Contagem

Cento e quinze itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre o princípio fundamental da contagem, arranjos, permutações e combinações. Repara em quantos se decidem só por saber se a ordem conta.

Item 151 escolha múltiplaExame 1997 · 1.ª Fase

Foram oferecidos dez bilhetes para uma peça de teatro a uma turma com doze rapazes e oito raparigas. Ficou decidido que o grupo que vai ao teatro é formado por cinco rapazes e cinco raparigas.

De quantas maneiras diferentes se pode formar este grupo?

  • (A){}^{12}C_{5} \times {}^{8}C_{5}
  • (B){}^{12}A_{5} \times {}^{8}A_{5}
  • (C)12 \times 8 \times 5^{2}
  • (D)\dfrac{12! \times 8!}{5!}
Item 152 escolha múltiplaExame 1997 · 1.ª Fase

Considera todos os números pares com cinco algarismos.

Quantos destes números têm quatro algarismos ímpares?

  • (A)5 \times {}^{5}C_{4}
  • (B)5^{5}
  • (C)5!
  • (D)5 \times {}^{5}A_{4}
Item 153 escolha múltiplaExame 1997 · Prova para militares

Um novo país, a Colorilândia, quer escolher a sua bandeira, que terá quatro tiras coloridas verticais. Estão disponíveis cinco cores diferentes e, como é óbvio, duas tiras vizinhas não podem ser da mesma cor.

1234
A bandeira, com quatro tiras verticais.

Quantas bandeiras diferentes se podem fazer nestas condições?

  • (A)5 \times 4^{3}
  • (B)5 \times 4 \times 3 \times 2
  • (C)5^{4}
  • (D)1
Item 154 escolha múltiplaProva Modelo 1998

Na figura estão representados o rio que atravessa certa localidade, uma ilha situada no leito desse rio e as oito pontes que ligam a ilha às margens: cinco do lado da habitação H e três do lado da escola E.

Para efetuar o percurso de ida (casa — ilha — escola) e volta (escola — ilha — casa), o jovem pode seguir vários caminhos, que diferem uns dos outros pela sequência de pontes utilizadas.

HEilha
O rio e a ilha: cinco pontes do lado da habitação e três do lado da escola.

Quantos caminhos diferentes pode o jovem seguir, num percurso de ida e volta, sem passar duas vezes pela mesma ponte?

  • (A)5 \times 3 + 4 \times 2
  • (B)5 \times 4 \times 3 \times 2
  • (C)5 + 4 + 3 + 2
  • (D)5^{2} \times 3^{2}
Item 155 construçãoProva Modelo 1998

Pretende-se colocar, sobre o tabuleiro representado na figura, nove peças de igual tamanho e feitio, das quais quatro são brancas e cinco são pretas. Cada casa do tabuleiro é ocupada por uma só peça.

Mostra que existem 126 maneiras diferentes de as peças ficarem colocadas no tabuleiro.

A caixa, com nove compartimentos.
Item 156 construçãoExame 1998 · 1.ª Fase

O código de um cartão multibanco é uma sequência de quatro algarismos, como por exemplo 0559.

Quantos códigos diferentes existem com um e um só algarismo zero?

Item 157 construçãoExame 1998 · 1.ª Fase

Uma turma tem 27 alunos: 15 raparigas e 12 rapazes. O delegado de turma é um rapaz. Pretende-se constituir uma comissão com 4 raparigas e 3 rapazes, sendo que um dos três rapazes será necessariamente o delegado de turma.

Quantas comissões diferentes se podem constituir?

Item 158 escolha múltiplaExame 1998 · 2.ª Fase

Num torneio de xadrez, cada jogador jogou uma partida com cada um dos outros jogadores. Supondo que participaram no torneio dez jogadores, o número de partidas disputadas foi

  • (A){}^{10}C_{2}
  • (B){}^{10}C_{9}
  • (C)10!
  • (D)10 \times 9
Item 159 escolha múltiplaExame 1998 · Prova para militares

Os números de telefone de uma certa região têm sete algarismos, sendo os três primeiros 1, 2 e 3, por esta ordem.

Quantos números de telefone podem existir nessa região?

  • (A)10^{7}
  • (B)10^{4}
  • (C)7^{4}
  • (D){}^{10}A_{4}
Item 160 escolha múltiplaProva Modelo 1999

Num tabuleiro de xadrez pretende-se colocar os dois cavalos brancos, de tal modo que fiquem na mesma fila horizontal.

O tabuleiro de xadrez, de 8 \times 8.

De quantas maneiras diferentes pode colocar os dois cavalos no tabuleiro, respeitando esta condição?

  • (A)8 \times {}^{8}C_{2}
  • (B){}^{64}C_{2}
  • (C)\dfrac{{}^{64}C_{2}}{8}
  • (D){}^{8}A_{2}
Item 161 construçãoExame 1999 · 1.ª Fase

A Joana tem na estante três livros de José Saramago, quatro de Sophia de Mello Breyner Andresen e cinco de Carl Sagan. Decidiu escolher seis desses livros para levar de férias: dois de José Saramago, um de Sophia de Mello Breyner Andresen e três de Carl Sagan.

De quantas maneiras pode fazer a sua escolha?

Item 162 escolha múltiplaExame 1999 · 2.ª Fase

De quantas maneiras se podem sentar três raparigas e quatro rapazes, num banco de sete lugares, sabendo que em cada um dos extremos fica uma rapariga?

  • (A)120
  • (B)240
  • (C)720
  • (D)5040
Item 163 construçãoExame 1999 · 2.ª Fase

Para representar Portugal num campeonato internacional de hóquei em patins foram selecionados dez jogadores: dois guarda-redes, quatro defesas e quatro avançados. O treinador opta por que Portugal jogue sempre com um guarda-redes, dois defesas e dois avançados.

Quantas equipas diferentes pode ele constituir?

Item 164 construçãoExame 1999 · Prova para militares

Na figura está representado o sólido [ABCDEFGHI], que tem nove faces: quatro triangulares e cinco retangulares. Dispomos de cinco cores — amarelo, branco, castanho, preto e vermelho — para o colorir, sendo cada face colorida por uma única cor.

ABCDEFGHI
O sólido, com quatro faces triangulares e cinco retangulares.

De quantas maneiras diferentes podemos colorir o sólido, supondo que as quatro faces triangulares só podem ser coloridas de amarelo, de branco ou de castanho, e que as cinco faces retangulares só podem ser coloridas de preto ou de vermelho?

Item 165 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª Fase

Considera todos os números de seis algarismos que se podem formar com os algarismos de 1 a 9.

Destes números, quantos têm exatamente um algarismo 4?

  • (A)8^{5}
  • (B)9^{5}
  • (C)6 \times 8^{5}
  • (D)6 \times {}^{8}A_{5}
Item 166 construçãoExame 2000 · 1.ª Fase

Uma caixa tem doze compartimentos para colocar iogurtes (ver figura); em cada compartimento cabe apenas um iogurte. Considera o problema seguinte:

«De quantas maneiras diferentes podemos colocar sete iogurtes nessa caixa, sabendo que quatro iogurtes são naturais (e portanto indistinguíveis) e os restantes três são de fruta — um de morango, um de banana e um de ananás?»

Sabendo que {}^{12}C_{7} \times {}^{7}A_{3} e {}^{12}C_{4} \times {}^{8}A_{3} são ambas respostas certas, explica cada uma delas.

A caixa, com doze compartimentos.
Item 167 construçãoExame 2000 · 1.ª Fase

Na figura está representado um poliedro com doze faces, que pode ser decomposto num cubo e em duas pirâmides quadrangulares regulares. Pretende-se numerar as doze faces com os números de 1 a 12 (um número diferente em cada face). Como se vê na figura, duas das faces — ambas da mesma pirâmide — já estão numeradas com 1 e 3.

a) De quantas maneiras podemos numerar as outras dez faces com os restantes dez números?

13
O poliedro de doze faces: um cubo com uma pirâmide quadrangular em cada base.

b) De quantas maneiras podemos numerar as outras dez faces de forma que, nas faces de uma das pirâmides, fiquem só números ímpares e, nas faces da outra pirâmide, fiquem só números pares?

Item 168 escolha múltiplaExame 2000 · 2.ª Fase

Três rapazes e duas raparigas vão dar um passeio de automóvel; qualquer um dos cinco jovens pode conduzir.

De quantas maneiras podem ocupar os cinco lugares — dois à frente e três atrás — de modo que o condutor seja uma rapariga e a seu lado viaje um rapaz?

  • (A)36
  • (B)120
  • (C)12
  • (D)72
Item 169 escolha múltiplaExame 2000 · Ép. especial

Um frigorífico tem cinco prateleiras. Pretende-se guardar um iogurte, um chocolate e um queijo.

De quantas maneiras diferentes se podem guardar os três produtos, sabendo que devem ficar em prateleiras distintas?

  • (A){}^{5}C_{3}
  • (B){}^{5}A_{3}
  • (C)5^{3}
  • (D)3^{5}
Item 170 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª Fase

Num curso superior existem dez disciplinas de índole literária, das quais três são de literatura contemporânea. Um estudante pretende inscrever-se em seis disciplinas desse curso.

Quantas escolhas pode fazer se tiver de se inscrever em pelo menos duas disciplinas de literatura contemporânea?

  • (A){}^{3}C_{2} + {}^{7}C_{4} \times {}^{7}C_{3}
  • (B){}^{3}C_{2} + {}^{7}C_{4} + {}^{7}C_{3}
  • (C){}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4} \times {}^{7}C_{3}
  • (D){}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4} + {}^{7}C_{3}
Item 171 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª Fase

Capicua é uma sequência de algarismos cuja leitura da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita dá o mesmo resultado — por exemplo, 75\,957 e 30\,003.

Quantas capicuas existem com cinco algarismos, sendo o primeiro algarismo ímpar?

  • (A)300
  • (B)400
  • (C)500
  • (D)600
Item 172 escolha múltiplaExame 2001 · 2.ª Fase

Num certo país existem três operadoras de comunicações móveis: A, B e C. Os números de telemóvel têm nove algarismos: os do operador A começam por 51, os do B por 52 e os do C por 53.

Quantos números de telemóvel constituídos só por algarismos ímpares podem ser atribuídos nesse país?

  • (A)139\,630
  • (B)143\,620
  • (C)156\,250
  • (D)165\,340
Item 173 construçãoExame 2001 · 2.ª Fase

Uma turma do 12.º ano é constituída por vinte e cinco alunos: quinze raparigas e dez rapazes. Vai ser escolhida uma comissão de três pessoas para organizar a viagem de finalistas — um presidente, um tesoureiro e um responsável pelas relações públicas.

a) Se o delegado de turma tivesse obrigatoriamente de fazer parte da comissão, podendo ocupar qualquer um dos três cargos, quantas comissões distintas podem ser formadas?

b) Admite agora que o delegado pode, ou não, fazer parte da comissão. Quantas comissões mistas distintas podem ser formadas? (Uma comissão mista é uma comissão constituída por jovens que não são todos do mesmo sexo.)

Item 174 escolha múltiplaExame 2001 · Ép. especial

Numa turma com doze raparigas e sete rapazes vão ser escolhidos cinco elementos para formar uma comissão. Pretende-se que a comissão seja constituída por alunos dos dois sexos, mas que tenha mais raparigas do que rapazes.

Nestas condições, quantas comissões diferentes se podem formar?

  • (A){}^{19}C_{5} \times {}^{5}C_{3} + {}^{19}C_{5} \times {}^{5}C_{2}
  • (B){}^{12}C_{4} \times {}^{7}C_{1} + {}^{8}C_{3} \times {}^{6}C_{2}
  • (C){}^{19}C_{12} \times {}^{12}C_{3} + {}^{19}C_{7} \times {}^{7}C_{2}
  • (D){}^{12}C_{4} \times {}^{7}C_{1} + {}^{12}C_{3} \times {}^{7}C_{2}
Item 175 construçãoExame 2001 · Prova para militares

Considera o problema seguinte:

«Utilizando os cinco algarismos do número 41\,123, quantos números podem ser formados?»

{}^{5}C_{2} \times 3! e {}^{5}A_{3} são duas respostas corretas. Explica o raciocínio que conduziu a cada uma dessas respostas.

Item 176 construçãoExame 2002 · 1.ª Fase

Considera o problema seguinte:

«De todos os números de quatro algarismos que se podem formar com os algarismos de 1 a 9, alguns começam por 9, têm os algarismos todos diferentes e têm soma dos quatro algarismos par. Quantos são esses números?»

Uma resposta correta é 3 \times 4 \times {}^{4}A_{2} + {}^{4}A_{3}. Explica, numa pequena composição, porquê.

Item 177 construçãoExame 2002 · 1.ª Fase

Das raparigas que moram em Vale do Rei sabe-se que a terça parte tem cabelo louro. Admite que em Vale do Rei moram cento e vinte raparigas e que se pretende formar uma comissão de cinco raparigas para organizar um baile.

Quantas comissões diferentes se podem formar com exatamente duas raparigas louras?

Item 178 escolha múltiplaExame 2002 · 2.ª Fase

Pretende-se dispor, numa prateleira, seis livros, dois dos quais são de Astronomia.

De quantas maneiras diferentes o podemos fazer, de tal forma que os dois primeiros livros, do lado esquerdo, sejam os de Astronomia?

  • (A)24
  • (B)36
  • (C)48
  • (D)60
Item 179 escolha múltiplaExame 2002 · Prova para militares

A Joana comprou dez discos, todos diferentes, sendo três de música clássica e os restantes de jazz. Pretende oferecê-los aos seus dois irmãos, o Ricardo e o Paulo, de modo que cada irmão fique com o mesmo número de discos e que o Ricardo fique com exatamente dois discos de música clássica.

De quantas maneiras o poderá fazer?

  • (A){}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{3}
  • (B){}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{3} \times {}^{3}C_{1} \times {}^{7}C_{4}
  • (C){}^{3}C_{2} + {}^{7}C_{3}
  • (D){}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{3} + {}^{3}C_{1} \times {}^{7}C_{4}
Item 180 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase

No balcão de uma geladaria existe um recipiente com dez compartimentos, cinco à frente e cinco atrás. Em cada compartimento só é colocado um sabor e nunca existem dois compartimentos com o mesmo sabor. Num certo dia a geladaria tem sete sabores disponíveis: cinco de fruta (morango, ananás, pêssego, manga e framboesa) e ainda baunilha e chocolate.

a) De quantas maneiras distintas se podem colocar os sete sabores no recipiente?

b) De quantas maneiras distintas se podem colocar os sete sabores no recipiente, de tal forma que os cinco de fruta preencham a fila da frente?

Item 181 construçãoExame 2003 · 2.ª Fase

De um baralho selecionam-se seis cartas do naipe de Espadas: Ás, Rei, Dama, Valete, Dez e Nove. Dispõem-se as seis cartas, em fila, em cima de uma mesa.

a) Quantas disposições diferentes podem ser feitas, de modo que as duas cartas do meio sejam o Ás e o Rei (não necessariamente por esta ordem)?

b) Quantas disposições diferentes podem ser feitas, de modo que o Rei não fique ao lado da Dama?

Item 182 escolha múltiplaExame 2003 · Prova para militares

De quantas maneiras distintas podem ficar sentados quatro rapazes e cinco raparigas, num banco de nove lugares, de tal modo que os rapazes fiquem todos juntos?

  • (A)16\,470
  • (B)17\,280
  • (C)18\,560
  • (D)19\,340
Item 183 escolha múltiplaExame 2003 · Prova para militares

Queremos colocar 6 bolas indistinguíveis em 4 caixas distintas, de forma que cada caixa contenha pelo menos uma bola.

De quantas maneiras diferentes podem as bolas ficar colocadas nas caixas?

  • (A)4
  • (B)8
  • (C)10
  • (D)12
Item 184 escolha múltiplaExame 2004 · 1.ª Fase

Uma pessoa vai visitar cinco locais do Parque das Nações, em Lisboa: o Pavilhão de Portugal, o Oceanário, o Pavilhão Atlântico, a Torre Vasco da Gama e o Pavilhão do Conhecimento.

De quantas maneiras diferentes pode planear a sequência das cinco visitas, se quiser começar na Torre Vasco da Gama e acabar no Oceanário?

  • (A)6
  • (B)12
  • (C)24
  • (D)120
Item 185 escolha múltiplaExame 2004 · 2.ª Fase

De quantas maneiras distintas podem ficar sentados três rapazes e quatro raparigas num banco de sete lugares, sabendo que se sentam alternadamente por sexo — ou seja, cada rapaz fica sentado entre duas raparigas?

  • (A)121
  • (B)133
  • (C)144
  • (D)156
Item 186 escolha múltiplaExame 2004 · Ép. especial

Considera todos os números de cinco algarismos diferentes que se podem formar com os cinco algarismos ímpares.

Quantos deles são maiores do que 60\,000?

  • (A)48
  • (B)64
  • (C)68
  • (D)74
Item 187 escolha múltiplaExame 2004 · Ép. especial

A Ana e o Bruno vão disputar um torneio de xadrez de dez partidas. Cada partida pode terminar com a vitória de um deles ou empatada; vence o torneio quem ganhar mais partidas. No fim de cada partida regista-se A (vitória da Ana), B (vitória do Bruno) ou E (empate), obtendo-se um registo como AEABBEEABE.

Quantos registos diferentes poderão acontecer, de tal forma que haja exatamente sete empates e a Ana seja a vencedora do torneio?

  • (A)420
  • (B)440
  • (C)460
  • (D)480
Item 188 construçãoExame 2005 · 1.ª Fase

Considera um prisma regular em que cada base tem n lados.

Numa pequena composição, justifica que o número total de diagonais de todas as faces do prisma (incluindo as bases) é dado por2\left({}^{n}C_{2} - n\right) + 2n

Item 189 construçãoExame 2005 · 2.ª Fase

O João tem catorze discos de música ligeira: seis portugueses, quatro espanhóis, três franceses e um italiano. Pretende selecionar quatro desses catorze discos.

a) Quantos conjuntos diferentes pode fazer, de tal modo que os quatro discos sejam de quatro países diferentes — um de cada país?

b) Quantos conjuntos diferentes pode fazer, de tal modo que os quatro discos sejam todos do mesmo país?

Item 190 construçãoExame 2005 · Ép. especial

Seis amigos — a Ana, o Bruno, a Catarina, o Diogo, a Elsa e o Filipe — vão jantar a um restaurante e sentam-se, ao acaso, numa mesa redonda com seis lugares numerados de 1 a 6.

Sejam A: «o Diogo, a Elsa e o Filipe sentam-se em lugares consecutivos, ficando a Elsa no meio» e B: «a Catarina e o Filipe sentam-se ao lado um do outro».

Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, indica o valor de P(B \mid A), explicando o seu significado e o teu raciocínio.

Item 191 construçãoExame 2005 · Ép. especial

Seis amigos vão jantar a um restaurante. Sabe-se que:

  • na ementa existem três pratos de peixe e quatro pratos de carne;
  • cada um dos seis amigos vai escolher um único prato, de peixe ou de carne;
  • só o Filipe está indeciso se vai escolher peixe ou carne;
  • os restantes cinco vão escolher peixe.

De quantas maneiras diferentes podem os seis amigos escolher os seus pratos?

Item 192 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2005

Três raparigas e os respetivos namorados posam para uma fotografia.

De quantas maneiras se podem dispor, lado a lado, de modo que cada par de namorados fique junto?

  • (A)12
  • (B)24
  • (C)36
  • (D)48
Item 193 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2005

Num baralho, cada naipe tem um Ás, três figuras (Rei, Dama e Valete) e mais nove cartas (do Dois ao Dez). A Joana pretende fazer uma sequência com seis cartas do naipe de Espadas: quer iniciar com o Ás, quer que as três cartas seguintes sejam figuras e quer concluir com duas das nove restantes cartas desse naipe.

Quantas sequências diferentes pode a Joana fazer?

  • (A)416
  • (B)432
  • (C)528
  • (D)562
Item 194 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2005

Seja C o conjunto de todos os números naturais com três algarismos, ou seja, de 100 a 999.

a) Quantos elementos de C são múltiplos de 5?

b) Quantos elementos de C têm os algarismos todos diferentes?

Item 195 construçãoExame 2006 · 1.ª Fase

Uma coluna com a forma de um prisma hexagonal regular está assente no chão de um jardim. Dispomos de seis cores (amarelo, branco, castanho, dourado, encarnado e verde) para pintar as sete faces visíveis: as seis laterais e a base superior. Admite que se pintam de verde duas faces laterais opostas.

Determina de quantas maneiras diferentes podem ficar pintadas as restantes cinco faces, de tal modo que:

  • duas faces com uma aresta comum fiquem pintadas com cores diferentes;
  • duas faces laterais opostas fiquem pintadas com a mesma cor.
A coluna, com a forma de um prisma hexagonal regular.
Item 196 escolha múltiplaExame 2006 · 2.ª Fase

Quatro raparigas e quatro rapazes entram num autocarro, no qual existem seis lugares sentados ainda não ocupados.

De quantas maneiras diferentes podem ficar ocupados esses seis lugares, supondo que ficam dois rapazes em pé?

  • (A)3560
  • (B)3840
  • (C)4180
  • (D)4320
Item 197 escolha múltiplaExame 2006 · Ép. especial

Quantos números naturais, escritos com algarismos todos diferentes, existem entre 1000 e 3000?

  • (A)992
  • (B)998
  • (C)1002
  • (D)1008
Item 198 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2006

Pretende-se fazer uma bandeira com cinco tiras verticais, respeitando as condições seguintes:

  • duas tiras vizinhas não podem ser pintadas com a mesma cor;
  • cada uma das três tiras centrais pode ser pintada de vermelho ou de amarelo;
  • cada uma das duas tiras das extremidades pode ser pintada de branco, de azul ou de verde.
12345
A bandeira, com cinco tiras verticais.

Quantas bandeiras diferentes se podem fazer?

  • (A)12
  • (B)18
  • (C)24
  • (D)36
Item 199 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2006

Dois rapazes e três raparigas vão fazer um passeio num automóvel com cinco lugares, dois à frente e três atrás. Sabe-se que apenas os rapazes podem conduzir e que a Inês, namorada do Paulo, tem de ficar ao lado dele.

De quantos modos distintos podem ficar dispostos os cinco jovens no automóvel?

  • (A)10
  • (B)14
  • (C)22
  • (D)48
Item 200 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2006

Um baralho completo tem 52 cartas, repartidas por quatro naipes. Em cada naipe há 13 cartas: um Ás, três figuras (Rei, Dama e Valete) e mais nove cartas (do Dois ao Dez).

Utilizando apenas o naipe de paus, quantas sequências diferentes de cartas, iniciadas com uma figura, é possível construir?

Item 201 construçãoExame 2007 · 1.ª Fase

Considera o problema seguinte:

«De entre todos os números de três algarismos diferentes que se podem formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, em quantos deles o produto dos algarismos é um número par

Uma resposta correta a este problema é {}^{9}A_{3} - {}^{5}A_{3}. Explica, numa pequena composição, porquê.

Item 202 escolha múltiplaTeste Intermédio · 17.01.2008

Os códigos dos cofres de uma empresa consistem numa sequência de cinco algarismos, como por exemplo 0\,7\,7\,5\,7. Um cliente pede que o seu código satisfaça as condições seguintes:

  • tenha exatamente três algarismos 5;
  • os restantes dois algarismos sejam diferentes;
  • a soma dos cinco algarismos seja igual a dezassete.

Quantos códigos diferentes existem nestas condições?

  • (A)20
  • (B)40
  • (C)60
  • (D)80
Item 203 construçãoTeste Intermédio · 17.01.2008

Doze amigos vão passear, deslocando-se num automóvel e numa carrinha. O automóvel dispõe de cinco lugares (o do condutor e mais quatro) e a carrinha de sete (o do condutor e mais seis). Apenas dois elementos do grupo, a Filipa e o Gonçalo, têm carta de condução, podendo qualquer um deles conduzir qualquer dos veículos.

Os doze amigos têm de se separar em dois grupos, de modo que um viaje no automóvel e o outro na carrinha.

De quantas maneiras diferentes podem ficar constituídos os dois grupos?

Item 204 construçãoExame 2008 · 1.ª Fase

Uma turma é constituída por doze raparigas e dez rapazes, que pretendem formar uma comissão organizadora da viagem de finalistas. A comissão terá obrigatoriamente três raparigas e dois rapazes. A Ana e o Miguel, alunos da turma, não querem fazer parte da comissão em simultâneo.

Explica, numa composição, que o número de comissões diferentes que se pode formar é dado por{}^{12}C_{3} \times {}^{10}C_{2} - {}^{11}C_{2} \times 9

Item 205 escolha múltiplaExame 2008 · Ép. especial

Quantos números ímpares, de quatro algarismos diferentes, se podem formar com os algarismos 1, 3, 5 e 8?

  • (A)4
  • (B)6
  • (C)18
  • (D)24
Item 206 construçãoExame 2008 · Ép. especial

Três rapazes — o João, o Rui e o Paulo — e três raparigas — a Ana, a Maria e a Francisca — vão sentar-se num banco corrido com seis lugares.

De quantas maneiras se podem sentar os seis amigos, ficando um rapaz em cada uma das extremidades?

Item 207 escolha múltiplaTeste Intermédio · 10.12.2008

Na figura está representado um círculo dividido em quatro setores circulares diferentes, numerados de 1 a 4. Estão disponíveis cinco cores para o pintar, respeitando as condições seguintes:

  • todos os setores devem ser pintados, cada um com uma única cor;
  • setores com um raio em comum não podem ficar pintados com a mesma cor;
  • o círculo deve ficar pintado com duas ou com quatro cores.
1234
O círculo dividido em quatro setores, numerados de 1 a 4.

De quantas maneiras diferentes pode o círculo ficar pintado?

  • (A)140
  • (B)230
  • (C)310
  • (D)390
Item 208 construçãoTeste Intermédio · 10.12.2008

Na figura estão representados dois poliedros: o cubo [ABCDEFGH] e o octaedro [IJKLMN] (o vértice L não está visível). Cada vértice do octaedro pertence a uma face do cubo.

Considera todos os conjuntos constituídos por cinco dos catorze vértices dos dois poliedros — como, por exemplo, \{A, B, C, K, L\}.

a) Quantos desses conjuntos são constituídos por três vértices do cubo e dois vértices do octaedro?

ABCDEFGHIJKLMN
O cubo [ABCDEFGH] e o octaedro [IJKLMN] nele inscrito.

b) Quantos desses conjuntos são constituídos por cinco vértices do mesmo poliedro?

Item 209 escolha múltiplaTeste Intermédio · 11.03.2009

A Ana, a Bárbara, a Catarina, o Diogo e o Eduardo vão sentar-se num banco corrido com cinco lugares.

De quantas maneiras o podem fazer, ficando uma rapariga no lugar do meio?

  • (A)27
  • (B)72
  • (C)120
  • (D)144
Item 210 construçãoExame 2009 · 1.ª Fase

De um bilhete de lotaria sabe-se que o seu número é formado por sete algarismos, dos quais três são iguais a 1, dois são iguais a 4 e dois são iguais a 5 — por exemplo, 1\,551\,414.

Determina quantos números diferentes satisfazem estas condições.

Item 211 construçãoExame 2009 · 2.ª Fase

Num baralho, as cartas estão repartidas por quatro naipes (Copas, Ouros, Espadas e Paus). Em cada naipe há um Ás, três figuras (Dama, Valete e Rei) e mais nove cartas (do Dois ao Dez).

Retiram-se cinco cartas do baralho, que são colocadas lado a lado, segundo a ordem pela qual vão sendo retiradas.

Quantas sequências se podem formar, caso a primeira e a última cartas sejam ases e as restantes sejam figuras?

Item 212 escolha múltiplaExame 2009 · Ép. especial

Numa turma há 8 rapazes e 12 raparigas. Pretende-se eleger o Delegado e o Subdelegado.

De quantas maneiras se pode fazer essa escolha, de modo que os alunos escolhidos sejam de sexos diferentes?

  • (A)96
  • (B)190
  • (C)192
  • (D)380
Item 213 construçãoExame 2009 · Ép. especial

Considera o conjunto A = \{1,\,3,\,5,\,6,\,8\}.

Com os elementos de A, quantos números pares de quatro algarismos se podem formar, que tenham dois e só dois algarismos iguais a 5?

Item 214 escolha múltiplaTeste Intermédio · 04.12.2009

Quantos números pares de cinco algarismos diferentes se podem escrever, utilizando os algarismos do número 12\,345?

  • (A)24
  • (B)48
  • (C)60
  • (D)96
Item 215 construçãoTeste Intermédio · 04.12.2009

Na figura está representado um prisma pentagonal regular. Quatro dos seus vértices estão designados pelas letras A, B, E e O. Pretende-se designar os restantes seis vértices utilizando letras do alfabeto português (23 letras), não podendo a mesma letra designar vértices diferentes.

AEOB
O prisma pentagonal regular, com quatro vértices designados.

De quantas maneiras diferentes podemos designar esses seis vértices, de tal modo que os cinco vértices de uma das bases sejam designados pelas cinco vogais?

Item 216 construçãoTeste Intermédio · 15.03.2010

Considera o problema seguinte:

«Uma turma tem 25 alunos, dos quais 15 são rapazes e 10 são raparigas. Pretende-se formar uma comissão com dois alunos do mesmo sexo. Quantas comissões diferentes se podem formar?»

Apresentam-se as respostas de dois alunos, das quais apenas uma está correta:\text{Rita:}\;\; {}^{15}C_{2} \times {}^{10}C_{2} \qquad\qquad \text{André:}\;\; {}^{25}C_{2} - 15 \times 10

Identifica a resposta correta, explica o raciocínio que a ela conduz, propõe uma alteração na expressão incorreta de modo a torná-la correta e explica, no contexto do problema, a razão da alteração.

Item 217 escolha múltiplaTeste Intermédio · 19.05.2010

Quantos números naturais de três algarismos diferentes se podem escrever, não utilizando o algarismo 2 nem o algarismo 5?

  • (A)256
  • (B)278
  • (C)286
  • (D)294
Item 218 construçãoExame 2010 · 1.ª Fase

Dos alunos de uma escola sabe-se que a quinta parte tem computador portátil. Admite que essa escola tem 150 alunos e que se pretende formar uma comissão de seis alunos para organizar a viagem de finalistas.

Determina de quantas maneiras diferentes se pode formar uma comissão com exatamente quatro dos alunos que têm computador portátil.

Item 219 escolha múltiplaExame 2010 · 2.ª Fase

Considera todos os números de cinco algarismos que se podem formar com os algarismos 5, 6, 7, 8 e 9 (podendo repetir-se).

De entre estes números, quantos têm exatamente três algarismos 5?

  • (A){}^{5}C_{3} \times {}^{4}A_{2}
  • (B){}^{5}C_{3} \times 4^{2}
  • (C){}^{5}A_{3} \times 4^{2}
  • (D){}^{5}A_{3} \times {}^{4}C_{2}
Item 220 escolha múltiplaExame 2010 · Ép. especial

A Rita tem oito livros, todos diferentes: três de Matemática, três de Português e dois de Biologia. Pretende arrumá-los numa prateleira, uns a seguir aos outros.

De quantas maneiras diferentes o pode fazer, ficando os livros de Matemática todos juntos numa das pontas?

  • (A)72
  • (B)240
  • (C)720
  • (D)1440
Item 221 construçãoExame 2010 · Ép. especial

Uma turma é constituída por 27 alunos, dos quais 17 são rapazes. A professora vai escolher, ao acaso, um grupo de cinco alunos.

Determina quantos grupos diferentes se podem formar, sabendo que em cada grupo tem de estar pelo menos um aluno de cada sexo.

Item 222 construçãoTeste Intermédio · 19.01.2011

A Ana dispõe de sete cartas todas diferentes: quatro do naipe de espadas e três do naipe de copas. Vai dispô-las sobre uma mesa, lado a lado, da esquerda para a direita, formando uma sequência.

A Ana pretende que a primeira e a última cartas da sequência sejam ambas do naipe de espadas.

Quantas sequências diferentes, nestas condições, pode a Ana fazer?

Item 223 escolha múltiplaExame 2011 · 1.ª Fase

O código de um auto-rádio é constituído por uma sequência de quatro algarismos — por exemplo, 0137.

Quantos desses códigos têm dois e só dois algarismos iguais a 7?

  • (A)486
  • (B)810
  • (C)432
  • (D)600
Item 224 construçãoExame 2011 · 2.ª Fase

Considera o problema seguinte:

«De 15 funcionários, 9 estão a favor de um novo horário, 4 estão contra e os restantes estão indecisos. Escolhem-se, ao acaso, 3 funcionários de entre os 15. De quantas maneiras diferentes podem ser escolhidos os 3 funcionários, de forma que pelo menos 2 dos escolhidos estejam a favor do novo horário?»

Apresentam-se duas respostas, das quais apenas uma está correta:\text{I)}\;\; {}^{15}C_{3} - {}^{6}C_{3} \qquad\qquad \text{II)}\;\; 6 \times {}^{9}C_{2} + {}^{9}C_{3}

Identifica a resposta correta, explica um raciocínio que a ela conduza, propõe uma alteração na expressão incorreta de modo a torná-la correta e explica, no contexto do problema, a razão dessa alteração.

Item 225 construçãoExame 2011 · Ép. especial

Considera as 13 cartas do naipe de copas: o ás, três figuras (rei, dama e valete) e mais nove cartas (do 2 ao 10). As cartas vão ser dispostas, ao acaso, sobre uma mesa, lado a lado, de modo a formarem uma sequência.

Determina o número de sequências diferentes que é possível construir, de modo que as três figuras fiquem juntas.

Item 226 construçãoTeste Intermédio · 13.03.2012

Uma turma de 12.º ano é constituída por 14 raparigas e 10 rapazes. Os alunos vão dispor-se em duas filas para tirarem uma fotografia de grupo, tendo combinado que:

  • os rapazes ficam sentados na fila da frente;
  • as raparigas ficam na fila de trás, em pé, ficando a delegada numa das extremidades e a subdelegada na outra, podendo cada uma ocupar qualquer das extremidades.

Escreve uma expressão que dê o número de maneiras diferentes de os jovens se poderem dispor para a fotografia. (Não calcules o valor da expressão.)

Item 227 escolha múltiplaExame 2012 · 1.ª Fase

Numa caixa com 12 compartimentos pretende-se arrumar 10 copos, com tamanho e forma iguais: sete brancos, um verde, um azul e um roxo. Em cada compartimento pode ser arrumado apenas um copo.

De quantas maneiras diferentes se podem arrumar os 10 copos nessa caixa?

  • (A){}^{12}A_{7} \times 3!
  • (B){}^{12}A_{7} \times {}^{5}C_{3}
  • (C){}^{12}C_{7} \times {}^{5}A_{3}
  • (D){}^{12}C_{7} \times {}^{12}A_{3}
Item 228 escolha múltiplaExame 2012 · 2.ª Fase

O código de acesso a uma conta de e-mail é constituído por quatro letras e três algarismos. Sabe-se que um código tem quatro a, dois 5 e um 2 — como, por exemplo, o código 2aa5a5a.

Quantos códigos diferentes existem nestas condições?

  • (A)105
  • (B)210
  • (C)5040
  • (D)39
Item 229 construçãoExame 2012 · 2.ª Fase

Considera o problema seguinte:

«De entre os 500 funcionários de uma empresa vão ser selecionados 30 para formarem um grupo. A Joana e a Margarida são irmãs e são funcionárias dessa empresa. Quantos grupos diferentes podem ser formados de modo que, pelo menos uma das duas irmãs, a Joana ou a Margarida, não seja escolhida para esse grupo?»

Apresentam-se duas respostas corretas:\text{I)}\;\; {}^{500}C_{30} - {}^{498}C_{28} \qquad\qquad \text{II)}\;\; 2 \times {}^{498}C_{29} + {}^{498}C_{30}

Apresenta o raciocínio que conduz a cada uma dessas respostas.

Item 230 escolha múltiplaExame 2012 · Ép. especial

Uma sequência de algarismos cuja leitura da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita dá o mesmo número designa-se por capicua. Por exemplo, 103\,301 é capicua.

Quantos números com seis algarismos são capicuas?

  • (A)729
  • (B)900
  • (C)810\,000
  • (D)900\,000
Item 231 escolha múltiplaTeste Intermédio · 28.02.2013

Os três irmãos Andrade e os quatro irmãos Martins vão escolher, de entre eles, dois elementos de cada família para um jogo de matraquilhos, de uma família contra a outra.

De quantas maneiras pode ser feita a escolha dos jogadores, de modo que o Carlos — o mais velho dos irmãos Andrade — seja um dos escolhidos?

  • (A)8
  • (B)12
  • (C)16
  • (D)20
Item 232 escolha múltiplaTeste Intermédio · 24.05.2013

Considera todos os números que se podem obter alterando a ordem dos algarismos do número 12\,345.

Quantos desses números são ímpares e maiores do que 40\,000?

  • (A)18
  • (B)30
  • (C)120
  • (D)240
Item 233 escolha múltiplaExame 2013 · 1.ª Fase

Num grupo de nove pessoas, constituído por seis homens e três mulheres, vão ser escolhidos três elementos para formarem uma comissão.

Quantas comissões diferentes se podem formar com exatamente duas mulheres?

  • (A){}^{3}C_{2}
  • (B)6 \times {}^{3}C_{2}
  • (C){}^{9}A_{3}
  • (D)6 \times {}^{3}A_{2}
Item 234 escolha múltiplaExame 2013 · 2.ª Fase

Na figura está representado um tabuleiro quadrado dividido em dezasseis quadrados iguais, com linhas A, B, C e D e colunas 1, 2, 3 e 4. O João tem doze discos, nove brancos e três pretos, só distinguíveis pela cor, que pretende colocar no tabuleiro, não mais do que um em cada quadrado.

1234ABCD
O tabuleiro de 4 \times 4, com as filas de A a D e as colunas de 1 a 4.

De quantas maneiras diferentes pode o João colocar os doze discos nos dezasseis quadrados?

  • (A){}^{16}C_{12}
  • (B){}^{16}C_{9} \times {}^{7}C_{3}
  • (C){}^{16}A_{12}
  • (D){}^{16}A_{9} \times {}^{7}A_{3}
Item 235 construçãoExame 2013 · 2.ª Fase

Numa conferência de imprensa estiveram presentes 20 jornalistas. Considera o problema seguinte:

«A conferência realiza-se numa sala cujas cadeiras estão dispostas em cinco filas, cada uma com oito cadeiras. Todos os jornalistas se sentam, não mais do que um em cada cadeira, nas três primeiras filas. De quantas maneiras diferentes se podem sentar os jornalistas, sabendo que as duas primeiras filas devem ficar totalmente ocupadas?»

Apresentam-se duas respostas corretas:\text{I)}\;\; {}^{20}C_{16} \times 16! \times {}^{8}A_{4} \qquad\qquad \text{II)}\;\; {}^{20}A_{8} \times {}^{12}A_{8} \times {}^{8}A_{4}

Apresenta os raciocínios que conduzem a cada uma dessas respostas.

Item 236 escolha múltiplaExame 2013 · Ép. especial

Numa turma com 15 raparigas e 7 rapazes vai ser formada uma comissão com 5 elementos. Pretende-se que essa comissão seja mista e que tenha mais raparigas do que rapazes.

Quantas comissões diferentes se podem formar?

  • (A){}^{15}A_{3} + {}^{15}A_{4}
  • (B){}^{15}C_{3} \times {}^{7}C_{2} + {}^{15}C_{4} \times 7
  • (C){}^{15}C_{3} \times {}^{7}C_{2} \times {}^{15}C_{4} \times 7
  • (D){}^{22}C_{3} \times {}^{19}C_{2}
Item 237 construçãoTeste Intermédio · 29.11.2013

Numa caixa estão cinco bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 5.

De quantas maneiras diferentes se podem colocar, lado a lado, as cinco bolas, de modo que as bolas com os números 3 e 4 fiquem ao lado uma da outra?

Item 238 construçãoTeste Intermédio · 29.11.2013

Na figura está representado, num referencial o.n. Oxyz, um octaedro regular [ABCDEF] cujos vértices pertencem aos eixos coordenados. A face [ABC] está numerada com o número 1.

Pretende-se numerar as restantes faces com os números de 2 a 8 (um número diferente em cada face).

yzxAFCEBDO1
O octaedro regular [ABCDEF], com os vértices nos eixos coordenados.

De quantas maneiras diferentes se podem numerar as restantes sete faces, de modo que pelo menos três das faces concorrentes no vértice A fiquem numeradas com números ímpares?

Item 239 escolha múltiplaExame 2014 · 1.ª Fase

Considera todos os números naturais de dez algarismos que se podem escrever com os algarismos de 1 a 9.

Quantos desses números têm exatamente seis algarismos 2?

  • (A){}^{10}C_{6} \times 8^{4}
  • (B){}^{10}C_{6} \times {}^{8}A_{4}
  • (C){}^{10}A_{6} \times {}^{8}A_{4}
  • (D){}^{10}A_{6} \times 8^{4}
Item 240 escolha múltiplaExame 2014 · Ép. especial

Considera todos os números ímpares com cinco algarismos.

Quantos desses números têm quatro algarismos pares e são superiores a 20\,000?

  • (A)5^{4}
  • (B)5^{5}
  • (C)3 \times 5^{4}
  • (D)4 \times 5^{4}
Item 241 escolha múltiplaExame 2015 · 1.ª Fase

Dois rapazes e quatro raparigas vão sentar-se num banco corrido com seis lugares.

De quantas maneiras o podem fazer, de modo que fique um rapaz em cada extremidade do banco?

  • (A)12
  • (B)24
  • (C)48
  • (D)60
Item 242 escolha múltiplaExame 2015 · Ép. especial

Nove jovens, três rapazes e seis raparigas, vão dispor-se lado a lado para uma fotografia.

De quantas maneiras o podem fazer, de modo que os rapazes fiquem juntos?

  • (A)40\,140
  • (B)30\,240
  • (C)20\,340
  • (D)10\,440
Item 243 construçãoExame 2016 · 1.ª Fase

Considera nove bolas: quatro numeradas com o número 1, quatro com o número 2 e uma com o número 4. Colocam-se as nove bolas lado a lado, de modo a formar um número com nove algarismos.

Quantos números ímpares diferentes se podem obter?

Item 244 construçãoExame 2016 · 2.ª Fase

Considera nove fichas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 9. Na figura está representado um tabuleiro com 16 casas, dispostas em quatro filas horizontais (A, B, C e D) e quatro verticais (1, 2, 3 e 4).

Pretende-se dispor as nove fichas no tabuleiro, de modo que cada ficha ocupe uma única casa e que cada casa não seja ocupada por mais do que uma ficha.

1234ABCD
O tabuleiro de 4 \times 4, com as filas de A a D e as colunas de 1 a 4.

De quantas maneiras diferentes é possível dispor as nove fichas, de tal forma que as que têm número par ocupem uma única fila horizontal?

Item 245 escolha múltiplaExame 2017 · 1.ª Fase

Considera todos os números naturais de quatro algarismos que se podem formar com os algarismos de 1 a 9.

Destes números, quantos são múltiplos de 5?

  • (A)729
  • (B)1458
  • (C)3645
  • (D)6561
Item 246 escolha múltiplaExame 2017 · 2.ª Fase

Considera todos os números naturais de cinco algarismos diferentes que se podem formar com os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5.

Destes números, quantos têm os algarismos pares um a seguir ao outro?

  • (A)24
  • (B)48
  • (C)72
  • (D)96
Item 247 escolha múltiplaExame 2017 · Ép. especial

Com os algarismos 0, 1, 2, 3 e 4, quantos números naturais maiores do que 20\,000 e com os cinco algarismos todos diferentes é possível formar?

  • (A)24
  • (B)48
  • (C)72
  • (D)96
Item 248 escolha múltiplaExame 2018 · 1.ª Fase

Doze alunos de uma escola, quatro de Espanhol e oito de Inglês, dispõem-se lado a lado em linha reta para tirar uma fotografia.

De quantas maneiras se podem dispor os doze alunos, de modo que os alunos da mesma disciplina fiquem juntos?

  • (A)40\,320
  • (B)80\,640
  • (C)967\,680
  • (D)1\,935\,360
Item 249 escolha múltiplaExame 2018 · 2.ª Fase

Dispõe-se de catorze caracteres — os algarismos 1 a 9 e as vogais a, e, i, o, u — para formar códigos de quatro caracteres.

Quantos códigos iniciados por uma vogal seguida de três algarismos diferentes se podem formar?

  • (A)420
  • (B)504
  • (C)1840
  • (D)2520
Item 250 escolha múltiplaExame 2018 · Ép. especial

Com cinco pessoas, quantos conjuntos com, pelo menos, três pessoas é possível formar?

  • (A)60
  • (B)81
  • (C)10
  • (D)16
Item 251 construçãoExame 2019 · 1.ª Fase

Considera todos os números naturais de sete algarismos que se podem escrever utilizando dois algarismos 5, quatro algarismos 6 e um algarismo 7.

Determina quantos destes números são ímpares e maiores do que seis milhões.

Item 252 escolha múltiplaExame 2019 · 2.ª Fase

Uma turma tem 26 alunos, dos quais 15 são raparigas. O delegado de turma é um rapaz. Pretende-se formar uma comissão com três alunos desta turma.

Quantas comissões diferentes, que incluam rapazes e raparigas, se podem formar, sabendo que o delegado de turma tem de fazer parte da comissão?

  • (A)195
  • (B)215
  • (C)235
  • (D)255
Item 253 construçãoExame 2019 · Ép. especial

Um saco contém nove cartões, indistinguíveis ao tato, numerados de 1 a 9. Colocam-se os nove cartões em cima de uma mesa, lado a lado, em linha reta.

Determina de quantas maneiras diferentes é possível colocar os cartões de modo que os números inscritos nos três primeiros cartões sejam primos.

Item 254 escolha múltiplaExame 2020 · 1.ª Fase

Num saco estão oito bolas azuis e sete bolas brancas, indistinguíveis ao tato. Pretende-se colocar todas estas bolas em dez caixas numeradas de 1 a 10, de tal forma que:

  • cada caixa com número par tenha, pelo menos, uma bola azul;
  • cada caixa com número ímpar tenha, pelo menos, uma bola branca;
  • cada caixa tenha, no máximo, duas bolas.

Nestas condições, de quantas maneiras diferentes podem ficar colocadas as bolas nas dez caixas?

  • (A)1176
  • (B)2520
  • (C)28\,016
  • (D)30\,550
Item 255 escolha múltiplaExame 2020 · 2.ª Fase

Considera todos os números naturais superiores a 9999 e inferiores a 22\,000.

Destes números, quantos se podem escrever com os algarismos 0, 1, 2 e 3?

  • (A)192
  • (B)236
  • (C)384
  • (D)512
Item 256 escolha múltiplaExame 2020 · Ép. especial

Três hóspedes suecos e quatro hóspedes dinamarqueses pretendem visitar os arredores de um hotel. Para tal, o hotel disponibiliza quatro motos de dois lugares cada uma (uma preta, uma amarela, uma branca e uma verde). Sabe-se que apenas os hóspedes dinamarqueses podem conduzir.

De quantas maneiras distintas se podem distribuir os sete hóspedes pelas quatro motos?

  • (A)21
  • (B)35
  • (C)268
  • (D)576
Item 257 construçãoExame 2021 · 1.ª Fase

Um clube de corfebol vai participar num torneio. A comitiva desloca-se por via terrestre num automóvel de cinco lugares e numa carrinha de nove lugares, e é constituída por três dirigentes, um treinador, cinco jogadores do sexo masculino e cinco do sexo feminino.

Escreve uma expressão que dê o número de maneiras diferentes de distribuir os catorze elementos da comitiva pelos catorze lugares disponíveis, sabendo que os dois condutores são dois dos dirigentes e que, no automóvel, vão dois jogadores de cada sexo.

Item 258 construçãoExame 2021 · 2.ª Fase

Considera, num plano {\alpha}, duas retas paralelas r e s. Assinalam-se, na reta r, cinco pontos distintos e, na reta s, um certo número n de pontos, igualmente distintos.

Sabe-se que, com os pontos assinalados nas duas retas, é possível definir exatamente 175 triângulos.

Determina o valor de n.

Item 259 construçãoExame 2021 · Ép. especial

A Fernanda tem cinco livros diferentes e sete canetas, também diferentes, para repartir pelos seus dois netos, o Armando e o Catarino.

A Fernanda vai oferecer três livros e três canetas a um dos netos e os restantes objetos ao outro, ou quatro livros e duas canetas a um dos netos e os restantes ao outro.

Determina de quantos modos diferentes pode a Fernanda repartir os doze objetos pelos seus netos.

Item 260 construçãoExame 2022 · 1.ª Fase

O Semáforo é um jogo matemático em que se usa um tabuleiro retangular de 3 \times 4 casas e se dispõe de peças verdes, amarelas e encarnadas. As peças da mesma cor são iguais. Na figura está o tabuleiro com as casas numeradas de 1 a 12.

Pretende-se colocar duas peças no tabuleiro, uma por casa. Duas configurações coloridas são diferentes se diferirem nas casas ocupadas ou nas cores das peças usadas.

A expressão seguinte dá o número de configurações coloridas diferentes:3 \times {}^{12}C_{2} + {}^{3}C_{2} \times {}^{12}A_{2}

Explica, no contexto descrito, cada parcela desta expressão.

123456789101112
O tabuleiro de 3 \times 4, com as casas numeradas.
Item 261 escolha múltiplaExame 2022 · Ép. especial

Considera todos os números naturais de cinco algarismos diferentes que se podem formar com os algarismos de 0 a 5.

Destes números, quantos têm o algarismo das unidades igual a 5?

  • (A)625
  • (B)256
  • (C)128
  • (D)96
Item 262 escolha múltiplaExame 2023 · 1.ª Fase

Dez jovens vão deslocar-se em fila, pela praia, para uma aula de surf. A Ana, o Diogo e o Francisco são três desses jovens.

De quantas formas diferentes se podem dispor os jovens na fila, ficando a Ana, o Diogo e o Francisco juntos?

  • (A)483\,840
  • (B)241\,920
  • (C)60\,480
  • (D)30\,240
Item 263 escolha múltiplaExame 2023 · 2.ª Fase

Considera todos os números naturais de seis algarismos que é possível formar com os algarismos de 1 a 9.

Destes números, quantos têm exatamente dois cincos?

  • (A)98\,415
  • (B)61\,440
  • (C)36\,015
  • (D)25\,200
Item 264 escolha múltiplaExame 2024 · 1.ª Fase

Enquanto aguardam as audições de uma orquestra, quatro violinistas, um violoncelista e três contrabaixistas vão sentar-se nas duas primeiras filas de uma plateia, tendo cada fila quatro lugares numerados de 1 a 4.

Qual das expressões seguintes representa o número de maneiras diferentes de dispor os oito músicos, ficando os três contrabaixistas na mesma fila?

  • (A){}^{4}C_{3} \times 3! \times 5!
  • (B)2 \times {}^{4}A_{3} \times 5!
  • (C)2 \times {}^{4}C_{3} \times 5!
  • (D){}^{4}A_{3} \times 3! \times 5!
Item 265 construçãoExame 2024 · 2.ª Fase

Considera um dado cúbico equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6. Considera todos os números naturais com seis algarismos diferentes que é possível formar usando os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, inscritos nas faces do dado.

Determina quantos desses números são pares, inferiores a trezentos mil e têm os algarismos 2 e 4 um ao lado do outro. Um número nestas condições é, por exemplo, 142\,356.

Um grupo não tem ordem: interessa quem vai, não por que ordem foi escolhido.

  1. Rapazes: cinco de entre doze, sem ordem — {}^{12}C_{5} = 792.
  2. Raparigas: cinco de entre oito — {}^{8}C_{5} = 56.
  3. {}^{12}C_{5} \times {}^{8}C_{5} = 792 \times 56 = 44\,352
  4. Nota: a opção (B) usaria arranjos, contando várias vezes o mesmo grupo apenas por ter sido escolhido por outra ordem.
RespostaOpção (A)

Se o número é par e tem quatro algarismos ímpares, onde é que está forçosamente o algarismo par?

  1. O número é par, logo o algarismo das unidades é par. Como quatro dos cinco algarismos são ímpares, esses quatro são precisamente os quatro primeiros — o único par é o das unidades.
  2. Quatro primeiros algarismos: cada um é ímpar (1, 3, 5, 7, 9) e podem repetir-se — 5^{4}. Note-se que o primeiro algarismo nunca é 0, pelo que não há restrição adicional.
  3. Algarismo das unidades: par (0, 2, 4, 6, 8) — 5 hipóteses.
  4. 5^{4} \times 5 = 5^{5} = 3125
RespostaOpção (B)

Duas tiras vizinhas não podem ter a mesma cor — mas duas tiras afastadas podem.

  1. A restrição só se aplica a tiras vizinhas: a primeira e a terceira tiras, por exemplo, podem perfeitamente ter a mesma cor.
  2. Primeira tira: qualquer das cinco cores — 5 hipóteses.
  3. Cada uma das três tiras seguintes: qualquer cor exceto a da tira imediatamente à sua esquerda — 4 hipóteses cada.
  4. 5 \times 4 \times 4 \times 4 = 5 \times 4^{3} = 320
  5. Nota: a opção (B) obrigaria as quatro tiras a terem cores todas diferentes, o que o enunciado não exige.
RespostaOpção (A)

São quatro travessias ao todo. Em cada regresso há menos uma ponte disponível, porque a da ida já foi usada.

  1. O percurso completo tem quatro travessias: H \to ilha, ilha \to E, E \to ilha e ilha \to H.
  2. Ida: H \to ilha — 5 pontes; ilha \to E3 pontes.
  3. Volta: E \to ilha — restam 2 pontes, porque uma já foi usada; ilha \to H — restam 4 pontes.
  4. 5 \times 3 \times 2 \times 4 = 5 \times 4 \times 3 \times 2 = 120
RespostaOpção (B)

As peças da mesma cor são indistinguíveis: basta decidir que casas ficam com peças brancas.

  1. O tabuleiro tem 3 \times 3 = 9 casas e há exatamente 9 peças, pelo que todas as casas ficam ocupadas.
  2. As peças da mesma cor são indistinguíveis entre si, pelo que uma colocação fica completamente determinada assim que se saiba quais as casas com peças brancas — as restantes ficam automaticamente com peças pretas.
  3. Trata-se, portanto, de escolher 4 casas de entre 9, sem ordem:{}^{9}C_{4} = \dfrac{9 \times 8 \times 7 \times 6}{4 \times 3 \times 2 \times 1} = \dfrac{3024}{24} = 126
  4. Em alternativa, escolhendo as casas das peças pretas: {}^{9}C_{5} = 126, pois {}^{9}C_{4} = {}^{9}C_{5}. ∎
Resposta{}^{9}C_{4} = 126 maneiras

Escolhe primeiro a posição do zero; depois preenche as outras, com a condição de não voltar a sair 0.

  1. Posição do zero: qualquer uma das quatro — 4 hipóteses.
  2. Restantes três posições: cada uma leva um algarismo diferente de 09 hipóteses — podendo repetir-se entre si: 9^{3} = 729.
  3. 4 \times 9^{3} = 4 \times 729 = 2916
Resposta4 \times 9^{3} = 2916 códigos

O delegado já está dentro: quantos rapazes faltam escolher, e de entre quantos?

  1. Raparigas: quatro de entre quinze, sem ordem — {}^{15}C_{4} = 1365.
  2. Rapazes: o delegado está garantido, faltando escolher 2 de entre os 12-1 = 11 restantes — {}^{11}C_{2} = 55.
  3. {}^{15}C_{4} \times {}^{11}C_{2} = 1365 \times 55 = 75\,075
Resposta{}^{15}C_{4} \times {}^{11}C_{2} = 75\,075 comissões

A partida entre o jogador X e o jogador Y é a mesma que a partida entre Y e X.

  1. Cada partida corresponde a um par de jogadores, e o par \{X, Y\} é o mesmo que o par \{Y, X\} — a ordem não interessa.
  2. O número de partidas é, portanto, o número de maneiras de escolher 2 jogadores de entre 10:{}^{10}C_{2} = \dfrac{10 \times 9}{2} = 45
  3. Nota: a opção (D), 10 \times 9 = 90, contaria cada partida duas vezes.
RespostaOpção (A)

Os três primeiros algarismos estão fixados. Quantos ficam livres — e há alguma restrição sobre eles?

  1. Os três primeiros algarismos estão determinados, restando 7-3 = 4 posições livres.
  2. Cada uma dessas posições pode levar qualquer um dos dez algarismos, e nada impede que se repitam:10 \times 10 \times 10 \times 10 = 10^{4} = 10\,000
  3. Nota: a opção (D) proibiria a repetição de algarismos, condição que o enunciado não impõe.
RespostaOpção (B)

Decide primeiro qual das filas horizontais; depois, quais as casas dessa fila. Os dois cavalos brancos são iguais entre si.

  1. O tabuleiro de xadrez tem 8 filas horizontais, cada uma com 8 casas.
  2. Escolher a fila: 8 hipóteses.
  3. Escolher as duas casas dessa fila: como os dois cavalos brancos são indistinguíveis, a ordem não interessa — {}^{8}C_{2} = 28.
  4. 8 \times {}^{8}C_{2} = 8 \times 28 = 224
RespostaOpção (A)

A ordem por que os livros são escolhidos não interessa — o que a Joana leva é um conjunto de livros.

  1. Saramago: dois de entre três — {}^{3}C_{2} = 3.
  2. Sophia de Mello Breyner: um de entre quatro — {}^{4}C_{1} = 4.
  3. Carl Sagan: três de entre cinco — {}^{5}C_{3} = 10.
  4. {}^{3}C_{2} \times {}^{4}C_{1} \times {}^{5}C_{3} = 3 \times 4 \times 10 = 120
Resposta120 maneiras

Os dois extremos são lugares distintos: a ordem interessa.

  1. Extremos: duas das três raparigas, em dois lugares distintos: {}^{3}A_{2} = 3 \times 2 = 6.
  2. Cinco lugares do meio: ocupados pelas cinco pessoas restantes: 5! = 120.
  3. {}^{3}A_{2} \times 5! = 6 \times 120 = 720
RespostaOpção (C)

Uma equipa não tem ordem — o que interessa é quem joga, não por que ordem foi escolhido.

  1. Guarda-redes: um de entre dois — 2 hipóteses.
  2. Defesas: dois de entre quatro, sem ordem — {}^{4}C_{2} = 6.
  3. Avançados: dois de entre quatro — {}^{4}C_{2} = 6.
  4. 2 \times {}^{4}C_{2} \times {}^{4}C_{2} = 2 \times 6 \times 6 = 72
Resposta72 equipas

Nada impede que duas faces fiquem com a mesma cor: cada face escolhe a sua independentemente das outras.

  1. Não há qualquer restrição entre faces vizinhas: cada face escolhe a sua cor independentemente das outras.
  2. Faces triangulares: são 4 e cada uma tem 3 cores por onde optar: 3^{4} = 81.
  3. Faces retangulares: são 5 e cada uma tem 2 cores: 2^{5} = 32.
  4. 3^{4} \times 2^{5} = 81 \times 32 = 2592
Resposta3^{4} \times 2^{5} = 2592 maneiras

Nada impede que os outros algarismos se repitam entre si — só não podem ser 4.

  1. Posição do algarismo 4: qualquer uma das seis — 6 hipóteses.
  2. Restantes cinco posições: cada uma leva um algarismo de 1 a 9 diferente de 48 hipóteses — podendo repetir-se entre si: 8^{5}.
  3. 6 \times 8^{5} = 6 \times 32\,768 = 196\,608
  4. Nota: a opção (D) usaria um arranjo, o que proibiria a repetição dos restantes algarismos — condição que o enunciado não impõe.
RespostaOpção (C)

Os iogurtes naturais são indistinguíveis (combinação) e os de fruta são todos diferentes (arranjo). As duas respostas diferem em qual dos grupos se coloca primeiro.

  1. Primeira resposta — escolher primeiro os compartimentos ocupados. Dos 12 compartimentos, 7 ficam com iogurte. Escolhem-se esses 7 sem ordem, porque nesta fase só interessa quais ficam ocupados: {}^{12}C_{7}.
  2. Dentro desses 7 compartimentos, colocam-se os três iogurtes de fruta, que são todos diferentes: interessa qual fica em qual compartimento, logo {}^{7}A_{3}. Os quatro compartimentos que sobram ficam com os naturais, de uma única maneira, por serem indistinguíveis:{}^{12}C_{7} \times {}^{7}A_{3} = 792 \times 210 = 166\,320
  3. Segunda resposta — colocar primeiro os iogurtes naturais. Escolhem-se os 4 compartimentos dos iogurtes naturais, sem ordem: {}^{12}C_{4}.
  4. Depois colocam-se os três iogurtes de fruta em três dos 12-4 = 8 compartimentos ainda livres, com ordem: {}^{8}A_{3}:{}^{12}C_{4} \times {}^{8}A_{3} = 495 \times 336 = 166\,320
  5. As duas expressões contam as mesmas colocações, por caminhos diferentes.
RespostaAmbas dão 166\,320; diferem apenas na ordem por que se colocam os dois tipos de iogurte

Em b), repara em que o 1 e o 3 são ímpares e estão na mesma pirâmide: isso decide logo qual das pirâmides fica com os ímpares.

  1. O poliedro tem 4+4 = 8 faces triangulares (quatro em cada pirâmide) e 4 faces quadradas (as laterais do cubo).
  2. a) Há dez números a colocar em dez faces distintas, um em cada:10! = 3\,628\,800
  3. b) Como o 1 e o 3 são ímpares e estão ambos na mesma pirâmide, é essa a pirâmide que fica com os ímpares — não há escolha a fazer.
  4. Pirâmide dos ímpares: faltam-lhe duas faces, a preencher com dois dos ímpares ainda disponíveis — 5, 7, 9 e 11. Como as faces são distintas, a ordem interessa: {}^{4}A_{2} = 12.
  5. Pirâmide dos pares: as suas quatro faces levam quatro dos seis pares disponíveis — 2, 4, 6, 8, 10, 12: {}^{6}A_{4} = 360.
  6. Faces quadradas do cubo: ficam com os quatro números que ainda não foram usados: 4! = 24.
  7. {}^{4}A_{2} \times {}^{6}A_{4} \times 4! = 12 \times 360 \times 24 = 103\,680
Respostaa) 10! = 3\,628\,800; b) 103\,680

Começa pelos dois lugares da frente, que são os únicos com restrição.

  1. Lugar do condutor: uma das duas raparigas — 2 hipóteses.
  2. Lugar ao lado do condutor: um dos três rapazes — 3 hipóteses.
  3. Três lugares de trás: ocupados pelos três jovens restantes, em qualquer ordem — 3! = 6.
  4. 2 \times 3 \times 3! = 2 \times 3 \times 6 = 36
RespostaOpção (A)

Os três produtos são diferentes uns dos outros: interessa saber qual deles fica em qual prateleira.

  1. Os três produtos são distintos e as prateleiras também, pelo que interessa qual produto fica em qual prateleira — a ordem é relevante. Como as prateleiras têm de ser distintas, não há repetição.
  2. Trata-se de um arranjo de 5 prateleiras 3 a 3:{}^{5}A_{3} = 5 \times 4 \times 3 = 60
  3. Nota: a opção (A) contaria apenas quais as prateleiras usadas, sem distinguir os produtos; a opção (C) permitiria repetir prateleiras.
RespostaOpção (B)

Só há três disciplinas de literatura contemporânea, pelo que «pelo menos duas» significa duas ou três — e não mais.

  1. 3 disciplinas de literatura contemporânea e 10-3 = 7 outras. «Pelo menos duas» significa exatamente duas ou exatamente três, porque não existem mais.
  2. Exatamente duas: {}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4} = 3 \times 35 = 105.
  3. Exatamente três: {}^{3}C_{3} \times {}^{7}C_{3} = 1 \times 35 = 35. Como {}^{3}C_{3} = 1, esta parcela escreve-se simplesmente {}^{7}C_{3}.
  4. {}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4} + {}^{7}C_{3} = 105 + 35 = 140
RespostaOpção (D)

Numa capicua de cinco algarismos, quantos algarismos podes escolher livremente?

  1. Uma capicua de cinco algarismos tem a forma abcba: escolhidos a, b e c, os dois últimos ficam determinados.
  2. a tem de ser ímpar: 1, 3, 5, 7 ou 95 hipóteses. (Repare-se em que o 0 ficaria de qualquer modo excluído, por ser o primeiro algarismo.)
  3. b e c são livres: 10 hipóteses cada.
  4. 5 \times 10 \times 10 = 500
RespostaOpção (C)

Repara nos prefixos: um deles já contém um algarismo par, o que o exclui logo à partida.

  1. Se todos os algarismos têm de ser ímpares, o segundo algarismo também. Dos três prefixos, o 52 contém o algarismo 2, que é par, e fica excluído. Restam os prefixos 51 e 532 hipóteses.
  2. Os restantes 9-2 = 7 algarismos podem ser qualquer um dos cinco ímpares (1, 3, 5, 7, 9), com repetição: 5^{7} = 78\,125.
  3. 2 \times 5^{7} = 2 \times 78\,125 = 156\,250
RespostaOpção (C)

Os três cargos são distintos, pelo que a ordem interessa sempre. Em b), conta pelo contrário.

  1. a) O delegado escolhe um dos três cargos: 3 hipóteses. Os outros dois cargos são ocupados por dois dos 24 alunos restantes, e a ordem interessa porque os cargos são diferentes: {}^{24}A_{2} = 24 \times 23 = 552.3 \times {}^{24}A_{2} = 3 \times 552 = 1656
  2. Em alternativa: escolher os dois acompanhantes ({}^{24}C_{2} = 276) e distribuir os três cargos pelas três pessoas (3! = 6): 276 \times 6 = 1656
  3. b) Como os cargos são distintos, o número total de comissões é {}^{25}A_{3} = 25 \times 24 \times 23 = 13\,800.
  4. As comissões que não são mistas são as formadas só por raparigas ({}^{15}A_{3} = 2730) ou só por rapazes ({}^{10}A_{3} = 720).
  5. {}^{25}A_{3} - {}^{15}A_{3} - {}^{10}A_{3} = 13\,800 - 2730 - 720 = 10\,350
Respostaa) 1656 comissões; b) 10\,350 comissões mistas

Que repartições de 5 elementos têm mais raparigas do que rapazes? E qual delas é excluída pela palavra «mista»?

  1. Com 5 elementos e mais raparigas do que rapazes, as repartições possíveis seriam 5+0, 4+1 e 3+2. A exigência de a comissão ter alunos dos dois sexos exclui o caso 5+0.
  2. Quatro raparigas e um rapaz: {}^{12}C_{4} \times {}^{7}C_{1}.
  3. Três raparigas e dois rapazes: {}^{12}C_{3} \times {}^{7}C_{2}.
  4. Os dois casos excluem-se, pelo que se somam:{}^{12}C_{4} \times {}^{7}C_{1} + {}^{12}C_{3} \times {}^{7}C_{2} = 3465 + 4620 = 8085
RespostaOpção (D)

Os algarismos são 4, 1, 1, 2, 3: há dois 1 iguais entre si e três algarismos distintos. As duas respostas diferem em qual dos grupos se coloca primeiro.

  1. O número 41\,123 tem cinco algarismos: dois 1, iguais entre si, e ainda o 4, o 2 e o 3, todos diferentes. Há, portanto, cinco posições a preencher.
  2. Raciocínio de {}^{5}C_{2} \times 3! — colocar primeiro os dois uns. Escolhem-se as 2 posições que ficam com os algarismos 1. Como os dois uns são indistinguíveis, a ordem entre eles não interessa: {}^{5}C_{2} = 10. Nas 3 posições restantes colocam-se o 4, o 2 e o 3, todos diferentes, em qualquer ordem: 3! = 6.
  3. Raciocínio de {}^{5}A_{3} — colocar primeiro os três algarismos distintos. Escolhem-se 3 das 5 posições para o 4, o 2 e o 3; como são algarismos diferentes, interessa qual fica em qual posição: {}^{5}A_{3} = 5 \times 4 \times 3 = 60. As duas posições que sobram ficam automaticamente com os dois uns, de uma única maneira.
  4. As duas expressões dão o mesmo valor:{}^{5}C_{2} \times 3! = 10 \times 6 = 60 = {}^{5}A_{3}
RespostaAmbas contam 60 números; diferem apenas em qual grupo de algarismos é colocado primeiro

Uma soma é par quando o número de parcelas ímpares é par. Como o 9 já é ímpar, quantos ímpares podem ainda entrar?

  1. O primeiro algarismo é 9, que é ímpar. Como os algarismos são todos diferentes, os outros três são escolhidos de entre 1, 2, \ldots, 8 — quatro ímpares (1, 3, 5, 7) e quatro pares (2, 4, 6, 8).
  2. Uma soma de inteiros é par se e só se tiver um número par de parcelas ímpares. Como o 9 já conta como uma parcela ímpar, o número de ímpares entre os outros três algarismos tem de ser ímpar: um ou três.
  3. Primeira parcela — exatamente um ímpar entre os três algarismos. Escolhe-se a posição desse ímpar (3 hipóteses), escolhe-se qual dos quatro ímpares é (4 hipóteses) e colocam-se dois dos quatro pares nas duas posições que sobram, com ordem ({}^{4}A_{2}):3 \times 4 \times {}^{4}A_{2} = 3 \times 4 \times 12 = 144
  4. Segunda parcela — os três algarismos são ímpares. Escolhem-se três dos quatro ímpares, com ordem: {}^{4}A_{3} = 24.
  5. Os dois casos excluem-se, pelo que se somam:3 \times 4 \times {}^{4}A_{2} + {}^{4}A_{3} = 144 + 24 = 168
RespostaCasos com um algarismo ímpar + casos com três algarismos ímpares: 168 números

Descobre primeiro quantas são louras e quantas não são. Numa comissão a ordem não conta.

  1. Raparigas louras: \dfrac{1}{3} \times 120 = 40. Não louras: 120 - 40 = 80.
  2. Duas louras de entre 40, sem ordem: {}^{40}C_{2} = 780.
  3. Três não louras de entre 80: {}^{80}C_{3} = 82\,160.
  4. {}^{40}C_{2} \times {}^{80}C_{3} = 780 \times 82\,160 = 64\,084\,800
Resposta{}^{40}C_{2} \times {}^{80}C_{3} = 64\,084\,800 comissões

As duas primeiras posições estão reservadas — mas os dois livros de Astronomia podem trocar entre si.

  1. Duas primeiras posições: os dois livros de Astronomia, em qualquer ordem: 2! = 2.
  2. Quatro posições restantes: os outros quatro livros: 4! = 24.
  3. 2! \times 4! = 2 \times 24 = 48
RespostaOpção (C)

Depois de decidido o que o Ricardo recebe, o que é que sobra para o Paulo?

  1. Cada irmão fica com 10 \div 2 = 5 discos.
  2. O Ricardo fica com exatamente 2 discos de clássica, de entre 3: {}^{3}C_{2}. Os restantes 5-2 = 3 discos dele são de jazz, de entre 7: {}^{7}C_{3}.
  3. Os cinco discos que sobram vão todos para o Paulo — não há aqui qualquer escolha a fazer.
  4. {}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{3} = 3 \times 35 = 105
RespostaOpção (A)

Há mais compartimentos do que sabores: a cada sabor associa-se um compartimento, e compartimentos diferentes dão arranjos diferentes.

  1. a)7 sabores a colocar em 10 compartimentos distintos, sem repetir sabores. A cada sabor corresponde um compartimento e a ordem interessa:{}^{10}A_{7} = 10 \times 9 \times 8 \times 7 \times 6 \times 5 \times 4 = 604\,800
  2. b) Fila da frente: os cinco sabores de fruta ocupam os cinco compartimentos, um em cada — 5! = 120 maneiras.
  3. Fila de trás: a baunilha e o chocolate ocupam dois dos cinco compartimentos, com ordem — {}^{5}A_{2} = 20.
  4. 5! \times {}^{5}A_{2} = 120 \times 20 = 2400
Respostaa) {}^{10}A_{7} = 604\,800; b) 5! \times {}^{5}A_{2} = 2400

Em b), é bem mais rápido contar as disposições em que o Rei fica ao lado da Dama e subtrair.

  1. a) As duas cartas do meio são o Ás e o Rei, em qualquer ordem: 2! = 2. As restantes quatro cartas ocupam as quatro posições que sobram: 4! = 24.2! \times 4! = 2 \times 24 = 48
  2. b) Total de disposições, sem restrição: 6! = 720.
  3. Disposições em que o Rei fica ao lado da Dama: tratam-se as duas cartas como um bloco, ficando 5 objetos a ordenar — 5! = 120 — e dentro do bloco podem trocar — 2! = 2: 5! \times 2! = 240.
  4. 6! - 5! \times 2! = 720 - 240 = 480
Respostaa) 48 disposições; b) 480 disposições

Bloco: os quatro rapazes contam como um único objeto — mas por dentro podem trocar.

  1. Tratando os quatro rapazes como um único bloco, há 5+1 = 6 objetos a ordenar no banco: 6! = 720.
  2. Dentro do bloco, os quatro rapazes podem trocar entre si: 4! = 24.
  3. 6! \times 4! = 720 \times 24 = 17\,280
RespostaOpção (B)

Coloca primeiro uma bola em cada caixa — é obrigatório. Quantas bolas sobram e onde as podes pôr?

  1. Como cada caixa tem de conter pelo menos uma bola, começa-se por colocar uma bola em cada caixa. Isso é obrigatório e feito de uma única maneira, porque as bolas são indistinguíveis.
  2. Sobram 6-4 = 2 bolas, também indistinguíveis, a distribuir livremente pelas 4 caixas. Há dois casos:
  3. As duas bolas na mesma caixa: basta escolher a caixa — 4 maneiras.
  4. As duas bolas em caixas diferentes: escolhem-se duas das quatro caixas, sem ordem (as bolas são iguais) — {}^{4}C_{2} = 6 maneiras.
  5. 4 + {}^{4}C_{2} = 4 + 6 = 10
RespostaOpção (C)

A primeira e a última visitas estão fixadas — quantos locais ficam por ordenar?

  1. A primeira e a última visitas estão determinadas: Torre Vasco da Gama e Oceanário.
  2. Restam três locais para as três posições intermédias, em qualquer ordem:3! = 6
RespostaOpção (A)

Com quatro raparigas e três rapazes, só há uma disposição possível dos sexos ao longo do banco. Qual?

  1. Para que os sexos alternem num banco de sete lugares com quatro raparigas e três rapazes, a única disposição possível é\text{rapariga} - \text{rapaz} - \text{rapariga} - \text{rapaz} - \text{rapariga} - \text{rapaz} - \text{rapariga}ou seja, as raparigas nos lugares 1, 3, 5, 7 e os rapazes nos lugares 2, 4, 6.
  2. Raparigas: quatro pessoas em quatro lugares: 4! = 24. Rapazes: três pessoas em três lugares: 3! = 6.
  3. 4! \times 3! = 24 \times 6 = 144
RespostaOpção (C)

Os algarismos ímpares são 1, 3, 5, 7, 9. Quais deles servem para a casa das dezenas de milhar?

  1. Os cinco algarismos ímpares são 1, 3, 5, 7 e 9, e cada número usa-os todos, sem repetir.
  2. Para o número ser maior do que 60\,000, o algarismo das dezenas de milhar tem de ser 7 ou 92 hipóteses.
  3. Os restantes quatro algarismos ocupam as quatro posições seguintes, em qualquer ordem: 4! = 24.
  4. 2 \times 4! = 2 \times 24 = 48
RespostaOpção (A)

Com sete empates sobram três partidas decididas. Em quantas delas é que a Ana tem de vencer para ganhar o torneio?

  1. Posições dos sete empates de entre as dez partidas — os E são indistinguíveis entre si: {}^{10}C_{7} = 120.
  2. Sobram três partidas, cada uma ganha pela Ana ou pelo Bruno. Para a Ana vencer o torneio tem de ganhar mais partidas do que o Bruno, ou seja, duas ou três dessas partidas.
  3. Ana ganha duas: {}^{3}C_{2} = 3. Ana ganha as três: {}^{3}C_{3} = 1. Ao todo, 4.
  4. {}^{10}C_{7} \times \left({}^{3}C_{2} + {}^{3}C_{3}\right) = 120 \times 4 = 480
RespostaOpção (D)

Separa as faces em dois tipos: as duas bases (polígonos de n lados) e as n faces laterais (retângulos).

  1. Diagonais das bases. Cada base é um polígono com n vértices. Cada par de vértices define um segmento de reta, e há {}^{n}C_{2} pares (a ordem não interessa: o segmento [PQ] é o mesmo que [QP]).
  2. Desses segmentos, n são lados do polígono e não diagonais. Logo cada base tem {}^{n}C_{2} - n diagonais e, como há duas bases, 2\left({}^{n}C_{2} - n\right).
  3. Diagonais das faces laterais. Num prisma com bases de n lados há n faces laterais, todas retângulos. Cada retângulo tem exatamente 2 diagonais, o que dá 2n.
  4. Como nenhuma diagonal é contada duas vezes, o total é a soma:2\left({}^{n}C_{2} - n\right) + 2n
Resposta2\left({}^{n}C_{2} - n\right) nas bases +\; 2n nas faces laterais

Em b), repara em que nem todos os países têm discos suficientes.

  1. a) Escolhe-se um disco de cada país: 6 portugueses, 4 espanhóis, 3 franceses e 1 italiano.6 \times 4 \times 3 \times 1 = 72
  2. b) Só é possível com discos portugueses ou espanhóis — há apenas três discos franceses e um italiano, insuficientes para formar um conjunto de quatro.
  3. Portugueses: {}^{6}C_{4} = 15. Espanhóis: {}^{4}C_{4} = 1.{}^{6}C_{4} + {}^{4}C_{4} = 15 + 1 = 16
Respostaa) 72 conjuntos; b) 16 conjuntos

Se A ocorreu, os três lugares do trio estão tomados. Só falta distribuir os outros três amigos — e o Filipe tem exatamente um vizinho livre.

  1. Significado: P(B \mid A) é a probabilidade de a Catarina e o Filipe ficarem lado a lado, sabendo que o Diogo, a Elsa e o Filipe ocupam três lugares consecutivos com a Elsa no meio.
  2. Ocorrido A, o Filipe está numa das pontas do trio: de um lado tem a Elsa e do outro tem um único lugar livre.
  3. Casos possíveis: os três lugares restantes são ocupados pela Ana, pelo Bruno e pela Catarina de 3!\; = 6 maneiras.
  4. Casos favoráveis: a Catarina fica no lugar ao lado do Filipe e os outros dois amigos distribuem-se pelos 2 lugares que sobram: 2!\; = 2 maneiras.
  5. P(B \mid A) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}
Resposta\dfrac{1}{3}

Dois amigos podem perfeitamente pedir o mesmo prato — não há aqui nada a «esgotar».

  1. Os cinco amigos que escolhem peixe: cada um tem 3 pratos por onde optar e nada impede que dois peçam o mesmo. Pelo princípio fundamental da contagem: 3^{5} = 243.
  2. O Filipe: pode escolher qualquer um dos 3+4 = 7 pratos da ementa.
  3. 3^{5} \times 7 = 243 \times 7 = 1701
Resposta3^{5} \times 7 = 1701 maneiras

Cada casal é um bloco — mas não te esqueças de que, dentro do bloco, os dois podem trocar de lugar.

  1. Cada casal forma um bloco. Há 3 blocos a ordenar: 3! = 6 maneiras.
  2. Dentro de cada bloco, os dois namorados podem trocar entre si: 2! por bloco, ou seja 2^{3} = 8.
  3. 3! \times 2^{3} = 6 \times 8 = 48
RespostaOpção (D)

A primeira posição está determinada. Nas outras, a ordem interessa — são posições distintas de uma sequência.

  1. Primeira carta: é o Ás de Espadas — 1 maneira.
  2. Três cartas seguintes: as três figuras do naipe, em qualquer ordem: 3! = 6.
  3. Duas últimas cartas: duas das nove restantes, em duas posições distintas: {}^{9}A_{2} = 9 \times 8 = 72.
  4. 1 \times 3! \times {}^{9}A_{2} = 6 \times 72 = 432
RespostaOpção (B)

Em a) pensa no algarismo das unidades; em b) não te esqueças de que o algarismo das centenas não pode ser 0.

  1. a) Um número é múltiplo de 5 se terminar em 0 ou em 52 hipóteses para as unidades. As centenas não podem ser 0: 9 hipóteses. As dezenas são livres: 10 hipóteses.9 \times 10 \times 2 = 180
  2. b) Centenas: qualquer algarismo exceto 09 hipóteses. Dezenas: qualquer um dos 10 menos o já usado — 9 hipóteses. Unidades: 8 hipóteses.9 \times 9 \times 8 = 648
Respostaa) 180; b) 648

A condição «faces opostas com a mesma cor» reduz as seis faces laterais a três pares. Um deles já está pintado — quantas cores há realmente por escolher?

  1. As seis faces laterais formam três pares de faces opostas, e cada par leva uma só cor. Um dos pares já está pintado de verde, pelo que faltam decidir duas cores laterais e a cor da base superior — três cores ao todo.
  2. Nenhuma dessas três pode ser verde: cada uma das faces em causa tem uma aresta comum com uma face verde (as faces laterais são adjacentes duas a duas em torno da coluna e a base superior é adjacente a todas as laterais). Restam 5 cores.
  3. Além disso, as três cores têm de ser diferentes entre si: os dois pares laterais restantes são adjacentes um ao outro, e a base superior é adjacente a ambos.
  4. Trata-se, portanto, de escolher 3 cores de entre 5, atribuindo-as a três posições distintas (o primeiro par, o segundo par e a base) — um arranjo:{}^{5}A_{3} = 5 \times 4 \times 3 = 60
Resposta{}^{5}A_{3} = 60 maneiras

Se ficam dois rapazes em pé, quem é que se senta? Só depois é que os lugares se distribuem.

  1. Se ficam dois rapazes em pé, sentam-se as quatro raparigas e dois dos quatro rapazes.
  2. Escolher os dois rapazes que se sentam: {}^{4}C_{2} = 6.
  3. Distribuir as seis pessoas pelos seis lugares, que são distintos: 6! = 720.
  4. {}^{4}C_{2} \times 6! = 6 \times 720 = 4320
RespostaOpção (D)

O algarismo dos milhares só pode ser 1 ou 2. E repara em que nem 1000 nem 3000 têm algarismos todos diferentes.

  1. Os números entre 1000 e 3000 têm quatro algarismos e o algarismo dos milhares só pode ser 1 ou 22 hipóteses. (Os extremos 1000 e 3000 não contam, porque têm algarismos repetidos.)
  2. Centenas: qualquer dos 10 algarismos menos o já usado — 9 hipóteses. Dezenas: 8 hipóteses. Unidades: 7 hipóteses.
  3. 2 \times 9 \times 8 \times 7 = 2 \times {}^{9}A_{3} = 1008
RespostaOpção (D)

As cores das extremidades e as das tiras centrais são conjuntos disjuntos — logo a restrição das vizinhas só morde entre as três tiras centrais.

  1. Tiras centrais (2, 3 e 4): só há duas cores e as vizinhas têm de ser diferentes, pelo que as cores alternam. Escolhida a cor da tira 3, as tiras 2 e 4 ficam determinadas — ou, dito de outro modo, escolhida a cor da tira 2 (2 hipóteses), tudo o resto fica fixo: 2 bandeiras centrais possíveis (vermelho-amarelo-vermelho ou amarelo-vermelho-amarelo).
  2. Extremidades (tiras 1 e 5): as cores disponíveis (branco, azul, verde) são diferentes das centrais, pelo que a condição das vizinhas nunca é violada. Cada uma tem 3 hipóteses, independentemente da outra: 3 \times 3 = 9.
  3. 3 \times 2 \times 3 = 18
RespostaOpção (B)

Separa em dois casos: o Paulo conduz, ou é o outro rapaz que conduz. No segundo caso, onde é que o Paulo pode ficar para ter a Inês ao lado?

  1. 1.º caso — o Paulo conduz. A Inês fica no lugar da frente, ao lado dele (o único lugar contíguo ao do condutor). Os restantes três jovens ocupam os três lugares de trás: 3! = 6 disposições.
  2. 2.º caso — o outro rapaz conduz. O Paulo não pode ficar no lugar da frente do passageiro, porque o único lugar ao lado seria o do condutor, que está ocupado. Logo o Paulo fica atrás:
  3. Paulo num dos lugares laterais de trás (2 hipóteses): a Inês fica no lugar do meio — 2 disposições do par.
    Paulo no lugar do meio: a Inês fica à esquerda ou à direita — 2 disposições do par.
    Ao todo, 4 maneiras de colocar o Paulo e a Inês.
  4. As duas raparigas restantes ocupam os dois lugares que sobram (um à frente e um atrás): 2! = 2. Logo 4 \times 2 = 8 disposições.
  5. 6 + 8 = 14
RespostaOpção (B)

A sequência usa as 13 cartas do naipe. Só a primeira posição tem restrição.

  1. A sequência é formada com as 13 cartas do naipe de paus, todas diferentes.
  2. Primeira carta: tem de ser uma das três figuras — 3 hipóteses.
  3. Restantes doze posições: ocupadas pelas 12 cartas que sobram, em qualquer ordem: 12!.
  4. 3 \times 12! = 3 \times 479\,001\,600 = 1\,437\,004\,800
Resposta3 \times 12! = 1\,437\,004\,800 sequências

Quando é que um produto de três números é ímpar?

  1. Primeira parcela. {}^{9}A_{3} conta todos os números de três algarismos diferentes que se podem formar com os nove algarismos dados: escolhem-se três dos nove e a ordem interessa, porque trocar os algarismos de posição dá um número diferente.
  2. Segunda parcela. Um produto de números inteiros é par se pelo menos um dos fatores for par; é ímpar apenas quando todos os fatores são ímpares. Logo os números que não servem são exatamente aqueles cujos três algarismos são todos ímpares.
  3. Os algarismos ímpares disponíveis são 1, 3, 5, 7 e 9 — cinco. O número de números de três algarismos diferentes formados só com eles é {}^{5}A_{3}.
  4. Subtraindo ao total os casos de produto ímpar, obtêm-se os de produto par:{}^{9}A_{3} - {}^{5}A_{3} = 504 - 60 = 444
RespostaTotal de números menos aqueles com os três algarismos ímpares: 444

Os três cincos já somam 15. Que resta para os outros dois algarismos — e que pares diferentes é que dão essa soma?

  1. Os três algarismos 5 somam 15, pelo que os outros dois têm de somar 17-15 = 2.
  2. Os pares de algarismos diferentes com soma 2: apenas 0 e 2 (o par 1 e 1 está excluído, porque os algarismos têm de ser diferentes).
  3. Posições dos três cincos: {}^{5}C_{3} = 10.
  4. Os algarismos 0 e 2 nas duas posições que sobram, em qualquer ordem: 2! = 2.
  5. {}^{5}C_{3} \times 2! = 10 \times 2 = 20
RespostaOpção (A)

Cada veículo precisa de um condutor e só há dois condutores possíveis: um fica em cada veículo. Depois, basta escolher quem acompanha um deles.

  1. Cada veículo precisa de um condutor e apenas a Filipa e o Gonçalo podem conduzir. Logo um deles vai no automóvel e o outro na carrinha: 2 hipóteses.
  2. Restam 12-2 = 10 amigos, dos quais 4 ocupam os lugares livres do automóvel — e os restantes 6 ficam automaticamente na carrinha. Como os grupos não têm ordem:{}^{10}C_{4} = 210
  3. 2 \times {}^{10}C_{4} = 2 \times 210 = 420
  4. Nota: escolher em vez disso os 6 ocupantes da carrinha dava o mesmo, porque {}^{10}C_{4} = {}^{10}C_{6}.
Resposta2 \times {}^{10}C_{4} = 420 maneiras

A expressão tem a forma «total menos os casos maus». Que comissões é que a segunda parcela conta?

  1. Primeira parcela — todas as comissões possíveis. Escolhem-se três das doze raparigas, sem ordem ({}^{12}C_{3}), e dois dos dez rapazes ({}^{10}C_{2}). Pelo princípio fundamental da contagem, há {}^{12}C_{3} \times {}^{10}C_{2} comissões, sem qualquer restrição.
  2. Segunda parcela — as comissões a excluir. São aquelas em que a Ana e o Miguel estão os dois presentes. Fixando ambos, falta escolher as outras duas raparigas de entre as 12-1 = 11 restantes ({}^{11}C_{2}) e o outro rapaz de entre os 10-1 = 9 restantes (9 hipóteses): {}^{11}C_{2} \times 9.
  3. Como as comissões em que a Ana e o Miguel estão juntos são exatamente as que não servem, subtraem-se ao total:{}^{12}C_{3} \times {}^{10}C_{2} - {}^{11}C_{2} \times 9 = 220 \times 45 - 55 \times 9 = 9900 - 495 = 9405
RespostaTotal de comissões menos as que incluem a Ana e o Miguel em simultâneo: 9405

Dos quatro algarismos disponíveis, só um é par.

  1. Como os algarismos são todos diferentes e há exatamente quatro, cada número usa todos.
  2. Unidades: o número é ímpar, logo termina em 1, 3 ou 53 hipóteses.
  3. Restantes três posições: ocupadas pelos três algarismos que sobram: 3! = 6.
  4. 3 \times 3! = 3 \times 6 = 18
RespostaOpção (C)

As extremidades são dois lugares distintos: a ordem interessa.

  1. Extremidades: dois dos três rapazes, em dois lugares distintos — {}^{3}A_{2} = 3 \times 2 = 6.
  2. Quatro lugares do meio: ocupados pelas quatro pessoas restantes: 4! = 24.
  3. {}^{3}A_{2} \times 4! = 6 \times 24 = 144
Resposta144 maneiras

Os setores adjacentes são 1-2, 2-3, 3-4 e 4-1. Com duas cores, quais os setores que podem partilhar a mesma cor?

  1. Os pares de setores com um raio em comum são 1-2, 2-3, 3-4 e 4-1. Já os setores 1 e 3, e os setores 2 e 4, não são adjacentes.
  2. Com duas cores: a única maneira é 1 e 3 com uma cor e 2 e 4 com outra, diferente. Escolhem-se as duas cores com ordem (a do par 1-3 e a do par 2-4): {}^{5}A_{2} = 20.
  3. Com quatro cores: os quatro setores levam cores todas diferentes, escolhidas de entre as cinco: {}^{5}A_{4} = 5 \times 4 \times 3 \times 2 = 120.
  4. Os dois casos excluem-se:{}^{5}A_{2} + {}^{5}A_{4} = 20 + 120 = 140
RespostaOpção (A)

Um conjunto não tem ordem nem elementos repetidos: pensa em combinações. O cubo tem 8 vértices e o octaedro 6.

  1. O cubo tem 8 vértices e o octaedro tem 6, num total de 14. Como se trata de conjuntos, a ordem não interessa.
  2. a) Escolher 3 dos 8 vértices do cubo e 2 dos 6 do octaedro:{}^{8}C_{3} \times {}^{6}C_{2} = 56 \times 15 = 840
  3. b) Ou os cinco vértices são todos do cubo, ou são todos do octaedro — casos que se excluem:{}^{8}C_{5} + {}^{6}C_{5} = 56 + 6 = 62
Respostaa) 840 conjuntos; b) 62 conjuntos

Trata primeiro o lugar com restrição; os outros quatro ficam livres.

  1. Lugar do meio: tem de ser ocupado por uma das três raparigas — 3 hipóteses.
  2. Restantes quatro lugares: ocupados pelas quatro pessoas que sobram, em qualquer ordem: 4! = 24.
  3. 3 \times 4! = 3 \times 24 = 72
RespostaOpção (B)

Como os algarismos repetidos são indistinguíveis entre si, basta decidir que posições ficam com cada um.

  1. 7 posições a preencher.
  2. Posições dos três 1: {}^{7}C_{3} = 35.
  3. Posições dos dois 4, de entre as 4 que sobram: {}^{4}C_{2} = 6.
  4. Posições dos dois 5: ficam determinadas — {}^{2}C_{2} = 1.
  5. {}^{7}C_{3} \times {}^{4}C_{2} = 35 \times 6 = 210
  6. Em alternativa, por permutações com repetição: \dfrac{7!}{3! \times 2! \times 2!} = \dfrac{5040}{24} = 210
Resposta210 números

Quantos ases há no baralho todo? E quantas figuras? Repara em que as posições são distintas.

  1. O baralho tem 4 ases (um por naipe) e 4 \times 3 = 12 figuras.
  2. Primeira e última cartas: dois ases em duas posições distintas — a ordem interessa: {}^{4}A_{2} = 4 \times 3 = 12.
  3. Três posições do meio: três figuras de entre 12, também com ordem: {}^{12}A_{3} = 12 \times 11 \times 10 = 1320.
  4. {}^{4}A_{2} \times {}^{12}A_{3} = 12 \times 1320 = 15\,840
Resposta15\,840 sequências

Delegado e Subdelegado são cargos distintos: a ordem interessa.

  1. Escolhe-se um rapaz (8 hipóteses) e uma rapariga (12 hipóteses): 8 \times 12 = 96 pares.
  2. Mas os cargos são distintos: em cada par, o rapaz pode ser Delegado e a rapariga Subdelegada, ou o contrário — 2 hipóteses.
  3. 8 \times 12 \times 2 = 192
  4. Nota: a opção (A) esqueceria a troca de cargos.
RespostaOpção (C)

O 5 é ímpar, logo nunca pode ocupar as unidades. Isso confina os dois cincos às três primeiras posições.

  1. Unidades: o número é par, logo o último algarismo é 6 ou 82 hipóteses. (Note-se que o 5 não pode ocupar esta posição.)
  2. Posições dos dois cincos: ficam entre as três primeiras posições: {}^{3}C_{2} = 3 maneiras.
  3. Posição restante: leva um elemento de A diferente de 5 — senão haveria três cincos: 4 hipóteses.
  4. 2 \times {}^{3}C_{2} \times 4 = 2 \times 3 \times 4 = 24
Resposta24 números

A paridade decide-se no algarismo das unidades. Quantos algarismos pares há em \{1,2,3,4,5\}?

  1. O número é par se o algarismo das unidades for par. De entre 1,2,3,4,5, os pares são o 2 e o 4: 2 hipóteses.
  2. Os restantes quatro algarismos ocupam as quatro primeiras posições, em qualquer ordem: 4! = 24.
  3. 2 \times 4! = 2 \times 24 = 48
RespostaOpção (B)

Repara em que base já estão três vogais. Isso decide qual das bases é a «base das vogais» — não há escolha a fazer aí.

  1. A base superior já tem três vogais — A, E e O — em posições fixas. Logo é essa a base que há de ficar com as cinco vogais: não há qualquer escolha quanto a qual das bases.
  2. Base superior: faltam colocar as vogais I e U nos dois vértices ainda por designar: 2! = 2 maneiras.
  3. Base inferior: tem o vértice B já designado e 4 vértices por designar. As letras disponíveis são as 23 do alfabeto menos as 5 vogais e menos o B: 23-5-1 = 17.
  4. Como interessa qual letra fica em qual vértice, trata-se de um arranjo: {}^{17}A_{4} = 17 \times 16 \times 15 \times 14 = 57\,120.
  5. 2 \times {}^{17}A_{4} = 2 \times 57\,120 = 114\,240
Resposta2 \times {}^{17}A_{4} = 114\,240 maneiras

Uma comissão «do mesmo sexo» é ou de dois rapazes ou de duas raparigas — e «ou» entre casos que se excluem pede uma soma, não um produto.

  1. A resposta correta é a do André.
  2. Raciocínio: o número total de comissões de dois alunos é {}^{25}C_{2} = 300. As que não servem são as mistas: escolhe-se um rapaz de entre 15 e uma rapariga de entre 10, ou seja 15 \times 10 = 150. Subtraindo:{}^{25}C_{2} - 15 \times 10 = 300 - 150 = 150
  3. Porque a resposta da Rita está errada: ela multiplicou o número de comissões de dois rapazes pelo número de comissões de duas raparigas. Ora, uma comissão tem apenas dois elementos: ou é formada por dois rapazes ou por duas raparigas — os dois casos excluem-se e não ocorrem em simultâneo. A multiplicação contaria comissões de quatro alunos.
  4. Alteração proposta:{}^{15}C_{2} + {}^{10}C_{2}
  5. Razão: como os dois casos são mutuamente exclusivos, as contagens devem ser somadas. Confirmando: 105 + 45 = 150
RespostaA resposta correta é a do André; a da Rita corrige-se trocando \times por +

Sobram oito algarismos — mas um deles, o 0, não pode ocupar a primeira posição.

  1. Excluindo o 2 e o 5, sobram oito algarismos: \{0,1,3,4,6,7,8,9\}.
  2. Centenas: não pode ser 0, senão o número não teria três algarismos: 7 hipóteses.
  3. Dezenas: qualquer um dos oito exceto o já usado: 7 hipóteses.
  4. Unidades: restam 6 hipóteses.
  5. 7 \times 7 \times 6 = 294
RespostaOpção (D)

Começa por descobrir quantos alunos têm portátil e quantos não têm. A comissão não tem ordem.

  1. Alunos com portátil: \dfrac{1}{5} \times 150 = 30. Sem portátil: 150 - 30 = 120.
  2. Quatro alunos com portátil, de entre 30, sem ordem: {}^{30}C_{4} = 27\,405.
  3. Dois alunos sem portátil, de entre 120: {}^{120}C_{2} = 7140.
  4. {}^{30}C_{4} \times {}^{120}C_{2} = 27\,405 \times 7140 = 195\,671\,700
Resposta{}^{30}C_{4} \times {}^{120}C_{2} = 195\,671\,700 comissões

As duas posições que não levam 5 podem repetir algarismos entre si — logo não é nem arranjo nem combinação, é o princípio fundamental da contagem.

  1. Posições dos três cincos: escolher 3 das 5 posições, sem ordem (os cincos são iguais entre si): {}^{5}C_{3}.
  2. Duas posições restantes: cada uma leva um algarismo de \{6,7,8,9\}, podendo repetir-se: 4 \times 4 = 4^{2}.
  3. {}^{5}C_{3} \times 4^{2} = 10 \times 16 = 160
RespostaOpção (B)

«Numa das pontas» — há duas pontas, e o bloco de Matemática pode ficar em qualquer delas.

  1. Escolher a ponta onde fica o bloco de Matemática: 2 hipóteses.
  2. Ordenar os três livros de Matemática dentro do bloco: 3! = 6.
  3. Ordenar os cinco livros restantes nas cinco posições que sobram: 5! = 120.
  4. 2 \times 3! \times 5! = 2 \times 6 \times 120 = 1440
RespostaOpção (D)

É mais rápido contar pelo contrário: quais são os grupos que não servem?

  1. A turma tem 17 rapazes e 27-17 = 10 raparigas.
  2. Total de grupos de cinco: {}^{27}C_{5} = 80\,730.
  3. Os grupos que não têm pelo menos um aluno de cada sexo são os que só têm rapazes ou só têm raparigas:
  4. Só rapazes: {}^{17}C_{5} = 6188. Só raparigas: {}^{10}C_{5} = 252.
  5. {}^{27}C_{5} - {}^{17}C_{5} - {}^{10}C_{5} = 80\,730 - 6188 - 252 = 74\,290
Resposta74\,290 grupos

Trata primeiro as posições com restrição — as duas pontas — e só depois as cinco posições livres.

  1. Pontas: a primeira e a última cartas são espadas, escolhidas de entre as quatro que existem. Como são posições distintas, a ordem interessa: {}^{4}A_{2} = 4 \times 3 = 12.
  2. Cinco posições do meio: ocupadas pelas cinco cartas que sobram, todas diferentes: 5! = 120.
  3. {}^{4}A_{2} \times 5! = 12 \times 120 = 1440
Resposta1440 sequências

Primeiro decide onde ficam os dois setes; depois preenche as outras duas posições — com a condição de não voltar a sair 7.

  1. Posições dos dois setes: escolher 2 das 4 posições, sem ordem: {}^{4}C_{2} = 6.
  2. Restantes duas posições: qualquer algarismo exceto o 7 — senão haveria mais do que dois setes: 9 \times 9 = 81.
  3. {}^{4}C_{2} \times 9^{2} = 6 \times 81 = 486
RespostaOpção (A)

Repara em que {}^{15}C_{3} - {}^{6}C_{3} retira apenas os grupos sem nenhum funcionário a favor — mas a condição pede pelo menos dois.

  1. A resposta correta é a II.
  2. Raciocínio:9 funcionários a favor e 15-9 = 6 que não estão a favor (4 contra e 2 indecisos). «Pelo menos 2 a favor» corresponde a dois casos que se excluem:
  3. Exatamente 2 a favor: escolhem-se 2 dos 9 a favor e 1 dos 6 restantes — {}^{9}C_{2} \times 6.
  4. Os 3 a favor: {}^{9}C_{3}.
  5. Somando: 6 \times {}^{9}C_{2} + {}^{9}C_{3} = 6 \times 36 + 84 = 300.
  6. Porque a I está errada: {}^{15}C_{3} - {}^{6}C_{3} subtrai ao total apenas os grupos formados por funcionários que não estão a favor, ou seja, conta os grupos com pelo menos um a favor — e não com pelo menos dois. De facto, 455 - 20 = 435 \neq 300.
  7. Alteração proposta:{}^{15}C_{3} - {}^{6}C_{3} - 9 \times {}^{6}C_{2}
  8. Razão: falta ainda retirar os grupos com exatamente um funcionário a favor — escolher esse funcionário (9 hipóteses) e os outros dois de entre os 6 que não estão a favor ({}^{6}C_{2}). Confirmando: 455 - 20 - 9 \times 15 = 300
RespostaA resposta correta é a II; a I corrige-se subtraindo ainda 9 \times {}^{6}C_{2}

Bloco: as três figuras contam como um único objeto, mas por dentro podem trocar.

  1. Tratando as três figuras como um único bloco, ficam 10+1 = 11 objetos a ordenar: 11! maneiras.
  2. Dentro do bloco, as três figuras podem ordenar-se de 3! maneiras.
  3. 11! \times 3! = 39\,916\,800 \times 6 = 239\,500\,800
Resposta11! \times 3! = 239\,500\,800 sequências

As duas filas são independentes. Na de trás, começa por colocar as duas alunas com lugar marcado e só depois as restantes.

  1. Fila da frente: os 10 rapazes ocupam os 10 lugares: 10! maneiras.
  2. Extremidades da fila de trás: a delegada e a subdelegada podem trocar entre si: 2! maneiras.
  3. Restantes lugares da fila de trás: as outras 14-2 = 12 raparigas ocupam os 12 lugares do meio: 12! maneiras.
  4. Pelo princípio fundamental da contagem:10! \times 2! \times 12!
Resposta10! \times 2! \times 12!

Os sete copos brancos são indistinguíveis entre si; os outros três são todos diferentes. Isso pede uma combinação para uns e um arranjo para os outros.

  1. Copos brancos: são sete copos iguais, logo só interessa quais compartimentos ocupam: {}^{12}C_{7}.
  2. Copos verde, azul e roxo: são três copos diferentes, a colocar em três dos 12-7 = 5 compartimentos que sobram. Como interessa qual copo fica em qual compartimento: {}^{5}A_{3}.
  3. {}^{12}C_{7} \times {}^{5}A_{3}
RespostaOpção (C)

São sete caracteres com repetições. Basta decidir que posições ficam com cada símbolo.

  1. O código tem 7 caracteres: quatro a (iguais entre si), dois 5 (iguais entre si) e um 2.
  2. Escolhem-se as 4 posições dos a de entre 7, depois as 2 posições dos 5 de entre as 3 restantes; a posição do 2 fica determinada:{}^{7}C_{4} \times {}^{3}C_{2} = 35 \times 3 = 105
  3. Em alternativa, por permutações com repetição: \dfrac{7!}{4! \times 2! \times 1!} = \dfrac{5040}{48} = 105
RespostaOpção (A)

«Pelo menos uma das duas não é escolhida» é o contrário de «as duas são escolhidas» — daí a resposta I. A resposta II conta os casos favoráveis diretamente.

  1. Raciocínio da resposta I — pelo contrário. O acontecimento contrário de «pelo menos uma das irmãs não é escolhida» é «as duas irmãs são escolhidas».
  2. O número total de grupos é {}^{500}C_{30}. Os grupos que incluem as duas irmãs obtêm-se escolhendo os restantes 28 elementos de entre os 498 funcionários que não são as irmãs: {}^{498}C_{28}. Subtraindo:{}^{500}C_{30} - {}^{498}C_{28}
  3. Raciocínio da resposta II — contagem direta. Há dois casos favoráveis, que se excluem:
  4. Exatamente uma das irmãs no grupo: escolhe-se qual das duas (2 hipóteses) e os restantes 29 elementos de entre os 498 que não são irmãs: 2 \times {}^{498}C_{29}.
  5. Nenhuma das irmãs no grupo: os 30 elementos são escolhidos de entre os 498: {}^{498}C_{30}.
  6. Somando os dois casos obtém-se a resposta II.
RespostaI) total menos os grupos com as duas irmãs; II) exatamente uma irmã + nenhuma irmã

Numa capicua de seis algarismos, os três últimos são determinados pelos três primeiros. Quantas escolhas livres restam?

  1. Uma capicua de seis algarismos tem a forma abccba: escolhidos a, b e c, os três últimos algarismos ficam determinados.
  2. a é o algarismo das centenas de milhar, logo não pode ser 0: 9 hipóteses.
  3. b e c são livres: 10 hipóteses cada.
  4. 9 \times 10 \times 10 = 900
RespostaOpção (B)

Com o Carlos já escolhido, falta apenas um Andrade. Do lado dos Martins nada muda.

  1. Família Andrade: o Carlos está garantido, falta escolher um dos outros dois irmãos: 2 hipóteses.
  2. Família Martins: escolher 2 dos 4 irmãos, sem ordem: {}^{4}C_{2} = 6.
  3. 2 \times 6 = 12
RespostaOpção (B)

As duas condições prendem-se com o primeiro e o último algarismos — mas atenção: o 5 pode servir para as duas, e não pode estar nos dois sítios ao mesmo tempo.

  1. Os algarismos são 1,2,3,4,5, todos diferentes. Ser maior do que 40\,000 obriga o primeiro a ser 4 ou 5; ser ímpar obriga o último a ser 1, 3 ou 5.
  2. Começa por 4: o último pode ser 1, 3 ou 53 hipóteses; os três do meio ordenam-se de 3! = 6 maneiras: 3 \times 6 = 18.
  3. Começa por 5: o 5 já foi usado, pelo que o último só pode ser 1 ou 32 hipóteses; os três do meio: 3! = 6: 2 \times 6 = 12.
  4. 18 + 12 = 30
RespostaOpção (B)

Se a comissão tem exatamente duas mulheres, o terceiro elemento é obrigatoriamente um homem.

  1. Duas mulheres de entre três, sem ordem: {}^{3}C_{2}.
  2. Um homem de entre seis: 6 hipóteses.
  3. 6 \times {}^{3}C_{2} = 6 \times 3 = 18
  4. Nota: a opção (D) usaria arranjos para escolher as mulheres, o que contaria cada par duas vezes — numa comissão a ordem não conta.
RespostaOpção (B)

Os discos da mesma cor são indistinguíveis: o que interessa é que quadrados ficam ocupados por cada cor, não a ordem.

  1. Os nove discos brancos são iguais entre si e os três pretos também: só interessa quais quadrados ficam com cada cor.
  2. Brancos: escolher 9 dos 16 quadrados, sem ordem: {}^{16}C_{9}.
  3. Pretos: escolher 3 dos 7 quadrados que sobram: {}^{7}C_{3}.
  4. {}^{16}C_{9} \times {}^{7}C_{3}
  5. Porquê não as outras: as opções com arranjos tratariam os discos da mesma cor como distintos; a opção (A) trata todos os doze discos como iguais entre si, ignorando a diferença de cor.
RespostaOpção (B)

As duas primeiras filas têm 16 cadeiras ao todo. Uma resposta trata-as como um bloco único; a outra trata cada fila de sua vez.

  1. As duas primeiras filas têm 8+8 = 16 cadeiras, que ficam totalmente ocupadas. Os restantes 20-16 = 4 jornalistas sentam-se na terceira fila, que tem 8 cadeiras.
  2. Raciocínio da resposta I — as duas primeiras filas como um bloco de 16 cadeiras:
  3. {}^{20}C_{16} — escolher quais 16 dos 20 jornalistas ocupam essas filas (sem ordem, por enquanto); 16! — distribuí-los pelas 16 cadeiras, que são todas distintas; {}^{8}A_{4} — sentar os 4 restantes em 4 das 8 cadeiras da terceira fila.
  4. Raciocínio da resposta II — fila a fila:
  5. {}^{20}A_{8} — escolher e sentar 8 dos 20 jornalistas nas 8 cadeiras da primeira fila (a ordem interessa, pois as cadeiras são distintas); {}^{12}A_{8} — fazer o mesmo na segunda fila com 8 dos 12 que restam; {}^{8}A_{4} — sentar os 4 últimos em 4 das 8 cadeiras da terceira fila.
  6. As duas expressões contam exatamente as mesmas disposições, por caminhos diferentes.
RespostaI) escolher os 16 e ordená-los nas 16 cadeiras; II) preencher fila a fila

Com 5 elementos e mais raparigas do que rapazes, quais são as composições possíveis? E a palavra «mista» exclui uma delas.

  1. Com 5 elementos e mais raparigas do que rapazes, as composições possíveis seriam 3+2, 4+1 e 5+0.
  2. A comissão tem de ser mista, o que exclui o caso 5 raparigas e 0 rapazes.
  3. Três raparigas e dois rapazes: {}^{15}C_{3} \times {}^{7}C_{2}.
  4. Quatro raparigas e um rapaz: {}^{15}C_{4} \times 7.
  5. Os dois casos excluem-se, logo somam-se.
RespostaOpção (B)

Junta as duas bolas num bloco — sem esquecer que dentro do bloco elas podem trocar.

  1. Tratando as bolas 3 e 4 como um único bloco, ficam 4 objetos a ordenar (o bloco e as bolas 1, 2 e 5): 4! = 24.
  2. Dentro do bloco, as duas bolas podem trocar de posição: 2! = 2.
  3. 4! \times 2! = 24 \times 2 = 48
Resposta48 maneiras

No vértice A concorrem quatro faces, e uma delas já leva o 1 (ímpar). Entre 2 e 8 há três ímpares e quatro pares — separa os casos «as quatro faces de A ímpares» e «exatamente três».

  1. No vértice A concorrem quatro faces; uma delas já está numerada com 1, que é ímpar. Dos números 2 a 8, os ímpares são 3, 5 e 7 (três) e os pares 2, 4, 6 e 8 (quatro).
  2. 1.º caso — as quatro faces de A com números ímpares: as outras três faces de A levam exatamente 3, 5 e 7, em qualquer ordem: 3! . As quatro faces restantes levam os quatro pares: 4!.3! \times 4! = 6 \times 24 = 144
  3. 2.º caso — exatamente três faces de A ímpares: uma das três faces (além da do 1) leva um número par. Escolhe-se essa face (3 hipóteses) e o número par que lá vai (4 hipóteses); as outras duas faces de A levam dois dos três ímpares, com ordem: {}^{3}A_{2} = 6. As quatro faces restantes levam os quatro números que sobram: 4! = 24.3 \times 4 \times {}^{3}A_{2} \times 4! = 12 \times 6 \times 24 = 1728
  4. 144 + 1728 = 1872
Resposta1872 maneiras

Os seis dois são iguais: escolher onde ficam é uma combinação. E as restantes quatro posições podem repetir algarismos.

  1. Posições dos seis 2: escolher 6 das 10 posições. Como os seis algarismos são iguais, a ordem entre eles não conta: {}^{10}C_{6}.
  2. Restantes quatro posições: cada uma leva um algarismo de 1 a 9 diferente de 2 (senão haveria mais do que seis dois) — são 8 hipóteses, com repetição permitida: 8^{4}.
  3. {}^{10}C_{6} \times 8^{4}
RespostaOpção (A)

Se o número é ímpar e tem quatro algarismos pares, é imediato quais posições são pares e qual é ímpar. Depois é só cuidar do primeiro algarismo.

  1. O número é ímpar, logo o algarismo das unidades é ímpar; como tem quatro algarismos pares, esses são os quatro primeiros.
  2. Primeiro algarismo: par, não nulo (para o número ter cinco algarismos) e o número tem de ser superior a 20\,000 — restam 2, 4, 6 e 8: 4 hipóteses.
  3. 2.º, 3.º e 4.º algarismos: pares, sem restrições — 0,2,4,6,8: 5^{3} hipóteses.
  4. Algarismo das unidades: ímpar — 1,3,5,7,9: 5 hipóteses.
  5. 4 \times 5^{3} \times 5 = 4 \times 5^{4}
RespostaOpção (D)

As extremidades ficam reservadas aos rapazes — mas eles podem trocar entre si.

  1. Extremidades: os dois rapazes ocupam-nas, podendo trocar entre si: 2! = 2.
  2. Lugares do meio: as quatro raparigas nos quatro lugares restantes: 4! = 24.
  3. 2! \times 4! = 2 \times 24 = 48
RespostaOpção (C)

Bloco outra vez: quantos objetos ficam a ordenar quando os três rapazes contam como um só?

  1. Tratando os três rapazes como um bloco, ficam 6+1 = 7 objetos a ordenar: 7! = 5040.
  2. Dentro do bloco: 3! = 6.
  3. 7! \times 3! = 5040 \times 6 = 30\,240
RespostaOpção (B)

Só um dos algarismos disponíveis é ímpar — isso fixa por completo o algarismo das unidades. Depois é uma questão de escolher posições, porque há algarismos repetidos.

  1. Dos algarismos disponíveis (1, 2 e 4) apenas o 1 é ímpar, pelo que o algarismo das unidades tem de ser 1.
  2. Restam, para as 8 primeiras posições, três 1, quatro 2 e um 4.
  3. Como há algarismos repetidos, basta escolher posições: primeiro as 4 posições dos dois (de entre 8) e depois a posição do 4 (de entre as 4 restantes); as posições que sobram ficam com os 1.
  4. {}^{8}C_{4} \times {}^{4}C_{1} = 70 \times 4 = 280
  5. Em alternativa, por permutações com repetição: \dfrac{8!}{3! \times 4! \times 1!} = \dfrac{40\,320}{144} = 280
Resposta280 números

As fichas pares são quatro e cada fila horizontal tem exatamente quatro casas — encaixam na perfeição. Escolhe a fila, arruma-as lá, e só depois trata das ímpares.

  1. As fichas com número par são 2, 4, 6 e 8 — são quatro, tantas quantas as casas de uma fila horizontal.
  2. Escolher a fila horizontal: 4 hipóteses.
  3. Arrumar as quatro fichas pares nessas quatro casas (as fichas são distintas e as casas também): 4! = 24.
  4. Fichas ímpares: restam 5 fichas (1,3,5,7,9) para 16-4 = 12 casas livres, com a ordem a interessar:{}^{12}A_{5} = 12 \times 11 \times 10 \times 9 \times 8 = 95\,040
  5. 4 \times 4! \times {}^{12}A_{5} = 4 \times 24 \times 95\,040 = 9\,123\,840
Resposta9\,123\,840 maneiras

Um número é múltiplo de 5 quando termina em 0 ou 5 — mas repara em que algarismos estão disponíveis.

  1. Um múltiplo de 5 termina em 0 ou em 5. Como o 0 não está disponível, o algarismo das unidades tem de ser 5uma hipótese.
  2. Os outros três algarismos são livres (com repetição permitida) entre 1 e 9:9^{3} = 729
  3. 729 \times 1 = 729
RespostaOpção (A)

Os algarismos pares disponíveis são apenas dois. Junta-os num bloco.

  1. Os algarismos pares são o 2 e o 4. Tratando-os como um único bloco, ficam 4 objetos a ordenar (o bloco, o 1, o 3 e o 5): 4! = 24.
  2. Dentro do bloco, o 2 e o 4 podem trocar: 2! = 2.
  3. 4! \times 2! = 24 \times 2 = 48
RespostaOpção (B)

Com cinco algarismos diferentes e apenas cinco algarismos disponíveis, cada número usa-os todos. Só o primeiro é que está condicionado.

  1. Como há exatamente cinco algarismos disponíveis e todos têm de ser diferentes, cada número é uma ordenação de 0,1,2,3,4.
  2. Para o número ser maior do que 20\,000, o primeiro algarismo tem de ser 2, 3 ou 43 hipóteses. (Isto exclui automaticamente o 0 à cabeça.)
  3. Os restantes quatro algarismos ordenam-se de 4! = 24 maneiras.
  4. 3 \times 4! = 3 \times 24 = 72
RespostaOpção (C)

São dois blocos. Além de arrumar cada bloco por dentro, há que decidir qual fica à esquerda.

  1. Formam-se dois blocos — o de Espanhol e o de Inglês — que podem trocar de lugar entre si: 2! = 2 maneiras.
  2. Dentro do bloco de Espanhol: 4! = 24. Dentro do bloco de Inglês: 8! = 40\,320.
  3. 2! \times 4! \times 8! = 2 \times 24 \times 40\,320 = 1\,935\,360
RespostaOpção (D)

A primeira posição e as três seguintes são escolhas independentes: aplica o princípio fundamental da contagem.

  1. Primeira posição: uma das 5 vogais.
  2. Três algarismos diferentes de entre os 9 disponíveis, em posições distintas:{}^{9}A_{3} = 9 \times 8 \times 7 = 504
  3. 5 \times 504 = 2520
RespostaOpção (D)

«Conjunto» — a ordem não interessa. E «pelo menos três» significa três, quatro ou cinco.

  1. Como se trata de conjuntos, a ordem não interessa: usam-se combinações.
  2. {}^{5}C_{3} + {}^{5}C_{4} + {}^{5}C_{5} = 10 + 5 + 1 = 16
RespostaOpção (D)

Duas condições sobre posições extremas: o primeiro algarismo tem de ser 6 ou 7 e o último tem de ser 5 ou 7. Como só existe um 7, os casos separam-se bem.

  1. Ser maior do que seis milhões obriga o primeiro algarismo a ser 6 ou 7; ser ímpar obriga o último a ser 5 ou 7. Como só há um 7, nunca pode ocupar as duas posições.
  2. 1.º caso — começa por 7 (e termina em 5): restam, para as cinco posições do meio, um 5 e quatro 6. Basta escolher a posição do 5:{}^{5}C_{1} = 5
  3. 2.º caso — começa por 6 e termina em 7: restam dois 5 e três 6 para cinco posições. Escolhem-se as duas posições dos cincos:{}^{5}C_{2} = 10
  4. 3.º caso — começa por 6 e termina em 5: restam um 5, um 7 e três 6. Escolhe-se a posição do 5 e depois a do 7:{}^{5}C_{1} \times {}^{4}C_{1} = 5 \times 4 = 20
  5. 5 + 10 + 20 = 35
Resposta35 números

Com o delegado já lá dentro, a comissão já tem um rapaz — falta garantir que tem pelo menos uma rapariga. Conta pelo contrário.

  1. O delegado ocupa um dos três lugares, pelo que restam dois lugares a preencher de entre os outros 25 alunos (10 rapazes e 15 raparigas).
  2. Total sem restrições: {}^{25}C_{2} = 300.
  3. Como o delegado é rapaz, a comissão já tem rapazes; só falha a condição se os outros dois forem também rapazes.
  4. Casos a excluir: dois rapazes de entre os 10 restantes: {}^{10}C_{2} = 45.
  5. 300 - 45 = 255
RespostaOpção (D)

Começa por listar os primos entre 1 e 9. As três primeiras posições são distintas, logo trata-se de arranjos.

  1. Os números primos entre 1 e 9 são 2, 3, 5 e 7 — são quatro.
  2. Três primeiras posições: escolher e ordenar 3 desses 4 primos: {}^{4}A_{3} = 4 \times 3 \times 2 = 24.
  3. Restantes posições: os outros 6 cartões ocupam as 6 posições que sobram: 6! = 720.
  4. {}^{4}A_{3} \times 6! = 24 \times 720 = 17\,280
Resposta17\,280 maneiras

Faz as contas: são 15 bolas em 10 caixas com no máximo 2 cada. Quantas caixas ficam com duas bolas? E o que é que as duas primeiras condições já obrigam?

  1. São 8+7 = 15 bolas em 10 caixas, com no máximo duas por caixa. Logo exatamente cinco caixas ficam com duas bolas e as outras cinco com uma.
  2. As cinco caixas pares levam obrigatoriamente uma bola azul e as cinco ímpares uma bola branca — ficam assim colocadas 5 azuis e 5 brancas.
  3. Sobram 3 bolas azuis e 2 brancas, que serão as «segundas bolas» de cinco caixas.
  4. Escolher as cinco caixas que recebem a segunda bola, de entre as dez: {}^{10}C_{5} = 252.
  5. Escolher quais dessas cinco recebem uma azul (as outras duas recebem uma branca): {}^{5}C_{3} = 10.
  6. {}^{10}C_{5} \times {}^{5}C_{3} = 252 \times 10 = 2520
RespostaOpção (B)

São números de cinco algarismos. Separa os que começam por 1 dos que começam por 2 — e nestes últimos vê o que a condição < 22\,000 obriga.

  1. Os números são maiores do que 9999 e menores do que 22\,000: têm cinco algarismos e começam por 1 ou por 2.
  2. Começam por 1: qualquer número de 10\,000 a 19\,999 serve. Os quatro algarismos seguintes são livres em \{0,1,2,3\}:4^{4} = 256
  3. Começam por 2: para ser inferior a 22\,000, o segundo algarismo tem de ser 0 ou 12 hipóteses. Os três últimos são livres:2 \times 4^{3} = 2 \times 64 = 128
  4. 256 + 128 = 384
RespostaOpção (C)

Há exatamente quatro dinamarqueses para quatro motos — logo cada um conduz uma. Depois faltam colocar três suecos em quatro lugares de trás.

  1. Condutores: os quatro dinamarqueses ocupam os quatro lugares de condução, um em cada moto. Como as motos são todas diferentes, há 4! = 24 maneiras.
  2. Passageiros: os três suecos ocupam três dos quatro lugares de trás (as motos são distintas, logo interessa qual): {}^{4}A_{3} = 4 \times 3 \times 2 = 24.
  3. 4! \times {}^{4}A_{3} = 24 \times 24 = 576
RespostaOpção (D)

Resolve por etapas: quem conduz cada veículo, quem mais vai no automóvel, e só depois a arrumação pelos lugares (que são todos distintos).

  1. Condutores: dois dos três dirigentes, um em cada veículo. Como os veículos são diferentes, a ordem interessa: {}^{3}A_{2}.
  2. Ocupantes do automóvel: sobram 4 lugares, que levam dois jogadores de cada sexo — {}^{5}C_{2} para os masculinos e {}^{5}C_{2} para os femininos. (Não sobra lugar no automóvel para o treinador nem para o terceiro dirigente.)
  3. Arrumação pelos lugares: os 4 ocupantes do automóvel (além do condutor) distribuem-se pelos 4 lugares de 4! maneiras; os restantes 8 ocupantes da carrinha pelos 8 lugares de 8! maneiras.
  4. {}^{3}A_{2} \times {}^{5}C_{2} \times {}^{5}C_{2} \times 4! \times 8!
Resposta{}^{3}A_{2} \times {}^{5}C_{2} \times {}^{5}C_{2} \times 4! \times 8!

Três pontos colineares não definem triângulo. Logo cada triângulo tem de usar dois pontos de uma reta e um da outra — há dois casos.

  1. Como r e s são paralelas, três pontos da mesma reta são colineares e não definem triângulo. Cada triângulo usa dois pontos de uma reta e um da outra.
  2. Dois pontos em r e um em s: {}^{5}C_{2} \times n = 10n.
  3. Dois pontos em s e um em r: {}^{n}C_{2} \times 5 = \dfrac{5n(n-1)}{2}.
  4. 10n + \dfrac{5n(n-1)}{2} = 175
  5. Multiplicando por 2:20n + 5n^{2} - 5n = 350 \Leftrightarrow 5n^{2} + 15n - 350 = 0 \Leftrightarrow n^{2}+3n-70 = 0
  6. n = \dfrac{-3 \pm \sqrt{9+280}}{2} = \dfrac{-3 \pm 17}{2}
  7. Como n é um número natural, n = 7.
Respostan = 7

Em cada alternativa, escolher os objetos de um dos netos determina automaticamente os do outro — mas não te esqueças de que o «neto beneficiado» pode ser qualquer um dos dois.

  1. 1.ª alternativa — três livros e três canetas a um dos netos: escolhem-se 3 dos 5 livros e 3 das 7 canetas (a ordem não interessa) e o beneficiário pode ser qualquer um dos dois netos:2 \times {}^{5}C_{3} \times {}^{7}C_{3} = 2 \times 10 \times 35 = 700
  2. 2.ª alternativa — quatro livros e duas canetas a um dos netos:2 \times {}^{5}C_{4} \times {}^{7}C_{2} = 2 \times 5 \times 21 = 210
  3. As duas alternativas excluem-se, logo somam-se:700 + 210 = 910
Resposta910 modos

As duas parcelas correspondem a dois casos que se excluem: as peças têm a mesma cor, ou têm cores diferentes. Repara em que num dos casos as peças são indistinguíveis e no outro não.

  1. 1.ª parcela — 3 \times {}^{12}C_{2}: conta as configurações em que as duas peças têm a mesma cor.
  2. {}^{12}C_{2} é o número de maneiras de escolher duas casas das doze. Aqui usa-se uma combinação porque as duas peças são iguais: trocá-las de casa não produz uma configuração diferente.
  3. O fator 3 corresponde à escolha da cor comum às duas peças (verde, amarela ou encarnada).
  4. 2.ª parcela — {}^{3}C_{2} \times {}^{12}A_{2}: conta as configurações em que as duas peças têm cores diferentes.
  5. {}^{3}C_{2} é a escolha das duas cores de entre as três (sem ordem — o par de cores é o mesmo, seja qual for a ordem por que se escolhem).
  6. {}^{12}A_{2} é a colocação das duas peças em duas casas, agora com a ordem a interessar: as peças são de cores distintas, pelo que trocá-las de casa dá uma configuração diferente.
  7. Como os dois casos são incompatíveis e cobrem todas as possibilidades, somam-se as duas parcelas.
Resposta1.ª parcela: peças da mesma cor (3 cores \times escolha de 2 casas). 2.ª parcela: peças de cores diferentes (2 cores em 3 \times 2 casas ordenadas)

Duas restrições ao mesmo tempo: o último algarismo está fixo e o primeiro não pode ser 0. Trata o primeiro algarismo logo a seguir ao último.

  1. O algarismo das unidades é 5 — fica fixo.
  2. O algarismo das dezenas de milhar não pode ser 0 (senão o número não teria cinco algarismos) nem 5 (já usado): restam 1,2,3,4, ou seja 4 hipóteses.
  3. Para as três posições intermédias sobram 4 algarismos, todos diferentes: {}^{4}A_{3} = 4 \times 3 \times 2 = 24.
  4. 4 \times 24 = 96
RespostaOpção (D)

Trata os três amigos como um bloco único. Quantos objetos ficam a ordenar? E de quantas maneiras se arruma o interior do bloco?

  1. Tratando a Ana, o Diogo e o Francisco como um único bloco, ficam 7+1 = 8 objetos a ordenar em fila: 8! = 40\,320 maneiras.
  2. Dentro do bloco, os três podem ordenar-se de 3! = 6 maneiras.
  3. 8! \times 3! = 40\,320 \times 6 = 241\,920
RespostaOpção (B)

Primeiro decide onde ficam os dois cincos (a ordem entre eles não conta, são iguais); depois preenche as outras quatro posições sem usar o 5.

  1. Posições dos cincos: escolher 2 das 6 posições, sem ordem (os dois cincos são iguais): {}^{6}C_{2} = 15.
  2. Restantes posições: as outras 4 posições podem levar qualquer algarismo de 1 a 9 exceto o 5 — são 8 hipóteses, com repetição permitida: 8^{4} = 4096.
  3. {}^{6}C_{2} \times 8^{4} = 15 \times 4096 = 61\,440
RespostaOpção (B)

Os lugares estão numerados: sentar os contrabaixistas em três dos quatro lugares de uma fila é um problema de arranjos, não de combinações. E há duas filas à escolha.

  1. Contrabaixistas: escolhe-se a fila (2 hipóteses) e sentam-se os três em três dos quatro lugares numerados dessa fila. Como os lugares são distintos e os músicos também, é um arranjo: {}^{4}A_{3}.
  2. Até aqui: 2 \times {}^{4}A_{3}.
  3. Restantes: sobram 5 músicos para os 5 lugares que restam, o que dá 5! disposições.
  4. 2 \times {}^{4}A_{3} \times 5!
  5. Porquê não as outras: as opções com {}^{4}C_{3} escolhem os lugares sem os atribuir a cada músico — faltaria multiplicar por 3!; e a opção (D) esquece-se da escolha da fila.
RespostaOpção (B)

«Inferior a trezentos mil» obriga o primeiro algarismo a ser 1 ou 2. Separa esses dois casos — e no caso do 2 repara em que o 4 fica logo determinado.

  1. Os seis algarismos são todos diferentes, logo cada número é uma ordenação de 1,2,3,4,5,6. Ser par obriga o último algarismo a ser 2, 4 ou 6; ser inferior a 300\,000 obriga o primeiro a ser 1 ou 2.
  2. 1.º caso — começa por 2: como o 2 e o 4 têm de ficar juntos, o segundo algarismo é o 4. O último tem então de ser 6 (é o único par que sobra). Restam 1, 3 e 5 para três posições: 3! = 6 números.
  3. 2.º caso — começa por 1 e termina em 6: restam 2,3,4,5 para quatro posições, com o 2 e o 4 juntos. Tratando \{2,4\} como um bloco, há 3 objetos (bloco, 3, 5) em 3! = 6 ordens, e o bloco tem 2 arrumações internas: 2 \times 3! = 12 números.
  4. 3.º caso — começa por 1 e termina em 2 ou 4: se termina em 2, o algarismo das dezenas tem de ser 4 (para ficarem juntos); se termina em 4, as dezenas são 2. Em qualquer dos casos restam 3 algarismos para 3 posições: 2 \times 3! = 12 números.
  5. 6 + 12 + 12 = 30
Resposta30 números
09

Probabilidade condicionada

Saber alguma coisa muda a probabilidade. Condicionar é trocar o espaço de resultados por aquele que a informação já garantiu.

Aprendizagens Essenciais
  • Saber que a probabilidade de A condicionada por B, com P(B) > 0, se representa por P(A \mid B) e se calcula por P(A \mid B) = \frac{P(A \cap B)}{P(B)}.
  • Reconhecer que a partir da definição se obtém a regra do produto, P(A \cap B) = P(A)\,P(B \mid A) ou P(A \cap B) = P(B)\,P(A \mid B).
O batoteiro e as cartas marcadas

Num baralho de 40 cartas, um jogador pouco honesto marcou dez cartas no verso: os 4 ases e 6 figuras de copas e ouros.

a) Um jogador que não sabe das marcas tira a carta de cima para trunfo. A probabilidade de ser rei é P(R) = \dfrac{4}{40} = 0{,}1.

b) O batoteiro, esse, escolhe uma carta que sabe estar marcada. Para ele o baralho já não tem 40 cartas: tem 10. E dos reis, só 2 estão marcados. A sua probabilidade de tirar um rei é \dfrac{2}{10} — o dobro.

Definição · probabilidade condicionada

Sejam A e B acontecimentos, com P(B) \neq 0. A probabilidade de A sabendo que B ocorre é

P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)}

Lê-se «probabilidade de A, dado B» ou «probabilidade de A se B».

No exemplo do baralho, com M: «a carta está marcada»,

P(R \mid M) = \dfrac{P(R \cap M)}{P(M)} = \dfrac{2/40}{10/40} = \dfrac{2}{10} = 0{,}2

Repara no que aconteceu: o denominador deixou de ser o espaço todo e passou a ser B. Condicionar é mudar de universo. Os casos favoráveis também encolhem — de 4 reis para os 2 que estão marcados.

Regra do produto

Multiplicando ambos os membros pela probabilidade do condicionante obtém-se, nas duas versões,

P(A \cap B) = P(B) \times P(A \mid B) \hspace{2em} P(A \cap B) = P(A) \times P(B \mid A)
Dois erros que custam caro
  • P(A \mid B) e P(B \mid A) não são a mesma coisa. A probabilidade de estar doente sabendo que o teste deu positivo é muito diferente da probabilidade de o teste dar positivo sabendo que se está doente.
  • P(A \mid B) não é P(A \cap B). A interseção mede-se no espaço todo; a condicionada mede-se dentro de B.
Python Condicionar é mudar de universo
from itertools import product

S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))

B = [x for x in S if x[0] + x[1] >= 9]
A_e_B = [x for x in B if x[0] == x[1]]

print('Casos possiveis    :', len(S))
print('Casos em B         :', len(B))
print('P(A) sem condicao  :', 6/len(S))
print('P(A | B)           :', len(A_e_B)/len(B))

O numerador quase não muda; o que muda é o denominador. É essa a única ideia da probabilidade condicionada, e o programa põe-na à vista.

Laboratório · Condicionar é mudar de universo

interativo

Cada quadradinho é um resultado elementar equiprovável. Repara que P(A \cap B) não muda quando aumentas os casos de fora, mas P(A \mid B) também não — porque o universo dela é só B.

Exemplo 9 Ler uma condicionada numa tabela

Numa turma de 25 alunos, 14 são raparigas. Praticam desporto federado 6 raparigas e 5 rapazes. Escolhido um aluno ao acaso, qual é a probabilidade de praticar desporto federado, sabendo que é rapariga?

  1. Organiza-se a informação numa tabela de contingência:
DesportoSem desportoTotal
Raparigas6814
Rapazes5611
Total111425
  1. Com D: «pratica desporto» e R: «é rapariga», lê-se P(D \cap R) = \dfrac{6}{25} e P(R) = \dfrac{14}{25}.
  2. P(D \mid R) = \dfrac{6/25}{14/25} = \dfrac{6}{14} = \dfrac{3}{7}.
  3. Na tabela isso lê-se diretamente: das 14 raparigas, 6 praticam.Numa tabela de contingência, a condicionada é sempre «célula a dividir pelo total da linha (ou da coluna) do condicionante».
RespostaP(D \mid R) = \dfrac{3}{7} \approx 0{,}43

Exercícios propostos

Exercícios sobre probabilidade condicionada, com demonstrações a partir da definição.

Exercício 93§9 · aplicar a fórmula

Sejam A e B acontecimentos com P(A) = 0{,}6, P(B) = 0{,}5 e P(A \cap B) = 0{,}3.

a) Determina P(A \mid B).b) Determina P(B \mid A).c) Compara os dois valores e comenta.

Exercício 94§9 · condicionar num dado

Lança-se um dado cúbico equilibrado. Determina a probabilidade de:

a) sair um número par, sabendo que saiu um número maior do que 2;b) sair um número maior do que 4, sabendo que saiu um número par;c) sair 3, sabendo que saiu um número ímpar.

Exercício 95§9 · de uma tabela

Num grupo de 200 pessoas registou-se se usam óculos e se conduzem:

ConduzNão conduz
Usa óculos6822
Não usa óculos6248

Escolhida uma pessoa ao acaso, determina a probabilidade de:

a) usar óculos;b) usar óculos, sabendo que conduz;c) conduzir, sabendo que usa óculos.

Exercício 96§9 · sem reposição

De um baralho completo de 52 cartas extraem-se, sucessivamente e sem reposição, duas cartas.

a) Determina a probabilidade de a segunda ser de copas, sabendo que a primeira foi de copas.b) Determina a probabilidade de as duas serem de copas.c) Determina a probabilidade de a segunda ser de copas, sabendo que a primeira não foi de copas.

Exercício 97§9 · da condicionada para a interseção

Numa fábrica, 8% dos artigos têm um defeito de pintura. Entre os artigos com defeito de pintura, 25% têm também um defeito de montagem.

a) Determina a probabilidade de um artigo escolhido ao acaso ter os dois defeitos.b) Sabendo que 5% dos artigos têm defeito de montagem, determina a probabilidade de um artigo com defeito de montagem ter também defeito de pintura.

Exercício 98§9 · percentagens de um total

Numa escola, 55% dos alunos são raparigas. Sabe-se ainda que 30% dos alunos praticam natação e que 18% são raparigas e praticam natação.

a) Escolhido um aluno ao acaso, determina a probabilidade de praticar natação, sabendo que é rapariga.b) Determina a probabilidade de ser rapariga, sabendo que pratica natação.c) Determina a probabilidade de ser rapaz e não praticar natação.

Exercício 99§9 · condicionada e distributividade

Seja \Omega o espaço de resultados associado a uma experiência aleatória e sejam A, B e C três acontecimentos de probabilidade não nula. Sabe-se que A \subset C e que B e C são incompatíveis.

Prova queP\left[(A \cup B) \mid C\right] = \dfrac{P(A)}{P(C)}

Exercício 100§9 · demonstração

Seja S o espaço de resultados associado a uma experiência aleatória e sejam X e Y dois acontecimentos, com P(Y) \neq 0.

Mostra queP(X \mid Y) = 1 - \dfrac{P(X \cup Y) - P(X)}{P(Y)}

Exercício 101§9 · acontecimentos incompatíveis

Sejam A e B dois acontecimentos possíveis e incompatíveis de um espaço de resultados \Omega.

Prova queP\left(A \mid (A \cup B)\right) = \dfrac{P(A)}{P(A)+P(B)}

Exercício 102§9 · a mesma informação, três perguntas

Sejam A e B acontecimentos de um espaço de resultados, com P(A) = 0{,}4, P(B \mid A) = 0{,}25 e P\left(B \mid \overline{A}\right) = 0{,}5.

a) Determina P(B).b) Determina P(A \mid B).c) Determina P\left(\overline{A} \mid \overline{B}\right).

P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)}. Só muda o denominador.

  1. a) P(A \mid B) = \dfrac{0{,}3}{0{,}5} = 0{,}6.
  2. b) P(B \mid A) = \dfrac{0{,}3}{0{,}6} = 0{,}5.
  3. c) São diferentes: condicionar a B não é o mesmo que condicionar a A. O numerador é o mesmo; o que muda é o universo em que se conta.Aqui deu P(A \mid B) = P(A) e P(B \mid A) = P(B): saber que um ocorreu não altera a probabilidade do outro. É a definição de independência, que chega na secção 10.
Respostasa) 0{,}6 · b) 0{,}5 · c) são diferentes

Escreve o novo universo — os casos que a informação deixa de pé — e conta lá dentro.

  1. a) Universo \{3,4,5,6\}, favoráveis \{4,6\}: P = \dfrac{2}{4} = \dfrac{1}{2}.
  2. b) Universo \{2,4,6\}, favoráveis \{6\}: P = \dfrac{1}{3}.
  3. c) Universo \{1,3,5\}, favoráveis \{3\}: P = \dfrac{1}{3}.Repara em que sem condição nenhuma P(\text{par}) = \frac{1}{2} — e em a) continuou \frac{1}{2}. Condicionar nem sempre muda a probabilidade.
Respostasa) \frac{1}{2} · b) \frac{1}{3} · c) \frac{1}{3}

Numa tabela, condicionar é trocar o total de 200 pelo total da linha ou da coluna que a informação indica.

  1. a) Usam óculos 68 + 22 = 90: P = \dfrac{90}{200} = 0{,}45.
  2. b) Conduzem 68 + 62 = 130, dos quais 68 usam óculos: P = \dfrac{68}{130} \approx 0{,}523.
  3. c) Dos 90 que usam óculos, 68 conduzem: P = \dfrac{68}{90} \approx 0{,}756.As alíneas b) e c) partilham o numerador 68 e diferem no denominador. É a assimetria da probabilidade condicionada, à vista numa tabela.
Respostasa) 0{,}45 · b) \approx 0{,}523 · c) \approx 0{,}756

Depois da primeira extração o baralho tem 51 cartas — e o número de copas depende do que saiu.

  1. a) Restam 12 copas em 51 cartas: P = \dfrac{12}{51} = \dfrac{4}{17}.
  2. b) P = \dfrac{13}{52} \times \dfrac{12}{51} = \dfrac{1}{4} \times \dfrac{4}{17} = \dfrac{1}{17}.
  3. c) Restam as 13 copas em 51 cartas: P = \dfrac{13}{51}.É a marca da extração sem reposição: a condição muda mesmo a probabilidade seguinte. Com reposição, as três respostas seriam \frac{1}{4}, \frac{1}{16} e \frac{1}{4}.
Respostasa) \frac{4}{17} · b) \frac{1}{17} · c) \frac{13}{51}

«Entre os artigos com defeito de pintura, 25%…» é uma probabilidade condicionada. Em a) usa P(A \cap B) = P(B) \times P(A \mid B).

  1. Sejam P: «defeito de pintura» e M: «defeito de montagem». Dão-se P(P) = 0{,}08 e P(M \mid P) = 0{,}25.
  2. a) P(P \cap M) = P(P) \times P(M \mid P) = 0{,}08 \times 0{,}25 = 0{,}02, ou seja 2%.
  3. b) P(P \mid M) = \dfrac{P(P \cap M)}{P(M)} = \dfrac{0{,}02}{0{,}05} = 0{,}4.O mesmo 0{,}02 serve de numerador nas duas leituras. Trocar P(M \mid P) com P(P \mid M) é o erro mais comum do capítulo — aqui valem 0{,}25 e 0{,}4.
Respostasa) 2% · b) 0{,}4

Constrói a tabela em percentagens do total. A alínea c) é uma das quatro células.

  1. Com R: «rapariga» e N: «natação», tem-se P(R) = 0{,}55, P(N) = 0{,}3 e P(R \cap N) = 0{,}18.
  2. a) P(N \mid R) = \dfrac{0{,}18}{0{,}55} \approx 0{,}327.
  3. b) P(R \mid N) = \dfrac{0{,}18}{0{,}3} = 0{,}6.
  4. c) Rapaz e sem natação: 1 - P(R \cup N) = 1 - (0{,}55 + 0{,}3 - 0{,}18) = 1 - 0{,}67 = 0{,}33.A tabela em percentagens do total fica 0{,}18, 0{,}37, 0{,}12, 0{,}33 — e as quatro somam 1, que é a verificação a fazer sempre.
Respostasa) \approx 0{,}327 · b) 0{,}6 · c) 0{,}33

Uma árvore com dois ramos na primeira etapa — A e \overline{A} — resolve as três alíneas. A alínea a) é a probabilidade total.

  1. Ramos: P(A \cap B) = 0{,}4 \times 0{,}25 = 0{,}1 e P\left(\overline{A} \cap B\right) = 0{,}6 \times 0{,}5 = 0{,}3.
  2. a) P(B) = 0{,}1 + 0{,}3 = 0{,}4.
  3. b) P(A \mid B) = \dfrac{0{,}1}{0{,}4} = 0{,}25.
  4. c) P\left(\overline{B}\right) = 0{,}6 e P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}6 - 0{,}3 = 0{,}3, logo P\left(\overline{A} \mid \overline{B}\right) = \dfrac{0{,}3}{0{,}6} = 0{,}5.Vale a pena escrever as quatro probabilidades conjuntas — 0{,}1, 0{,}3, 0{,}3 e 0{,}3 — logo no início: somam 1 e depois qualquer condicionada é uma divisão entre duas delas.
Respostasa) 0{,}4 · b) 0{,}25 · c) 0{,}5

Distribui a interseção com C pela reunião. Depois usa cada uma das duas hipóteses numa das parcelas.

  1. Pela definição de probabilidade condicionada:P\left[(A \cup B) \mid C\right] = \dfrac{P\left[(A \cup B) \cap C\right]}{P(C)}
  2. Pela propriedade distributiva:(A \cup B) \cap C = (A \cap C) \cup (B \cap C)
  3. Primeira parcela. Como A \subset C, tem-se A \cap C = A.
  4. Segunda parcela. Como B e C são incompatíveis, B \cap C = \varnothing.
  5. Logo (A \cup B) \cap C = A \cup \varnothing = A eP\left[(A \cup B) \mid C\right] = \dfrac{P(A)}{P(C)}
Resposta(A \cup B) \cap C = A, donde o resultado

Começa pelo segundo membro e substitui P(X \cup Y) pela fórmula da reunião.

  1. Partindo do segundo membro e usando P(X \cup Y) = P(X) + P(Y) - P(X \cap Y):1 - \dfrac{P(X)+P(Y)-P(X \cap Y)-P(X)}{P(Y)} = 1 - \dfrac{P(Y)-P(X \cap Y)}{P(Y)}
  2. Reduzindo ao mesmo denominador:= \dfrac{P(Y) - P(Y) + P(X \cap Y)}{P(Y)} = \dfrac{P(X \cap Y)}{P(Y)}
  3. que é, por definição, P(X \mid Y). ∎
RespostaO segundo membro reduz-se a \dfrac{P(X \cap Y)}{P(Y)}

Que acontecimento é A \cap (A \cup B)?

  1. Pela definição de probabilidade condicionada:P\left(A \mid (A \cup B)\right) = \dfrac{P\left(A \cap (A \cup B)\right)}{P(A \cup B)}
  2. Como A \subset A \cup B, tem-se A \cap (A \cup B) = A, pelo que o numerador é P(A).
  3. No denominador, sendo A e B incompatíveis, P(A \cap B) = 0 eP(A \cup B) = P(A) + P(B) - 0 = P(A) + P(B)
  4. Como A é possível, P(A)+P(B) > 0 e o quociente faz sentido:P\left(A \mid (A \cup B)\right) = \dfrac{P(A)}{P(A)+P(B)}
RespostaA \cap (A \cup B) = A e P(A \cup B) = P(A)+P(B)
Exercício 103§9 · condicionada a partir da reunião

Sejam A e B dois acontecimentos de um mesmo espaço amostral, tais que

P(A \cap B) = 10\% \hspace{2em} P(A) = 60\% \hspace{2em} P(A \cup B) = 90\%

Qual é o valor de P(A \mid B)?

  • (A)\dfrac{1}{2}
  • (B)\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{1}{4}
  • (D)\dfrac{1}{5}
Exercício 104§9 · do enunciado para a fórmula

Um estudo concluiu que, entre os recém-licenciados de um curso, 70% são mulheres e 60% procuram o primeiro emprego. Sabe-se ainda que, de entre os que procuram o primeiro emprego, 25% são homens.

Escolhido ao acaso um recém-licenciado desse curso, determina a probabilidade de ser mulher, sabendo que é candidato ao primeiro emprego.

Falta-te P(B). Tira-a da fórmula da probabilidade da reunião.

  1. De P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) vem 0{,}9 = 0{,}6 + P(B) - 0{,}1.
  2. P(B) = 0{,}9 - 0{,}6 + 0{,}1 = 0{,}4
  3. P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0{,}1}{0{,}4} = \dfrac{1}{4}O denominador é P(B) e não P(A) — é o acontecimento que vem depois da barra que manda no denominador.
RespostaOpção (C)

«De entre os que procuram emprego, 25% são homens» já é uma condicionada — e o que se pede é o complementar dela.

  1. Sejam M: «ser mulher» e E: «procurar o primeiro emprego».
  2. O enunciado dá P\left(\overline{M} \mid E\right) = 0{,}25.
  3. Como, dentro do universo E, ou se é homem ou se é mulher: P(M \mid E) = 1 - 0{,}25 = 0{,}75.Os 70% de mulheres e os 60% de candidatos não são precisos para esta alínea. Estarem lá é próprio dos enunciados de exame — parte do exercício é reconhecer o que é supérfluo.
Resposta0{,}75

Escreve P(C) como a soma de duas parcelas: os que também fazem ballet e os que não fazem. Fica uma equação numa incógnita.

  1. Sejam B: «inscrito em ballet» e C: «inscrito em contemporânea». P(B) = 0{,}6 e P\left(C \cap \overline{B}\right) = 0{,}25.
  2. Metade dos de contemporânea também fazem ballet: P(B \cap C) = \dfrac{P(C)}{2}.
  3. P(C) = P(B \cap C) + P\left(C \cap \overline{B}\right) = \dfrac{P(C)}{2} + 0{,}25 \Leftrightarrow P(C) = 0{,}5
  4. Logo P(B \cap C) = 0{,}25 e P\left(B \cap \overline{C}\right) = 0{,}6 - 0{,}25 = 0{,}35.
  5. P\left(B \mid \overline{C}\right) = \dfrac{0{,}35}{0{,}5} = 0{,}7
Resposta0{,}7

Usa a regra do produto: P(A \cap B) = P(A) \times P(B \mid A). Depois escreve P(B \mid A) com o número de bolas.

  1. Sejam a o número de bolas amarelas e n o total de bolas.
  2. Pela regra do produto, P(A \cap B) = P(A) \times P(B \mid A).
  3. Como P(A \cap B) = \dfrac{2}{3}P(A) e P(A) \neq 0, vem P(B \mid A) = \dfrac{2}{3}.
  4. Retirada a primeira amarela, sobram a - 1 amarelas em n - 1 bolas: \dfrac{a-1}{n-1} = \dfrac{2}{3}.
  5. 3(a-1) = 2(n-1) \Leftrightarrow 3a = 2n + 1
  6. O segundo membro é ímpar; logo 3a é ímpar e, portanto, a é ímpar. \square
Resposta3a = 2n+1 é ímpar, logo a é ímpar.

Exercícios de Exame · Probabilidade condicionada

Cento e dezoito itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre probabilidade condicionada, árvores e probabilidade total. Condicionar não muda os dados: muda o conjunto onde se conta.

Item 266 escolha múltiplaExame 1998 · 2.ª Fase

Colocaram-se numa urna doze bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 12. Tirou-se uma bola da urna e verificou-se que o respetivo número era par; essa bola não foi reposta na urna.

Tirando ao acaso outra bola da urna, qual é a probabilidade de o número desta bola ser par?

  • (A)\dfrac{1}{2}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{5}{12}
  • (D)\dfrac{5}{11}
Item 267 escolha múltiplaExame 1999 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Lança-se quatro vezes consecutivas um dado com as faces numeradas de 1 a 6. No primeiro lançamento sai face 1 e no segundo sai face 2.

Qual é a probabilidade de os números saídos nos quatro lançamentos serem todos diferentes?

  • (A)\dfrac{6 \times 5 \times 4 \times 3}{6^{4}}
  • (B)\dfrac{6 \times 5}{6^{4}}
  • (C)\dfrac{6 \times 5}{6^{2}}
  • (D)\dfrac{4 \times 3}{6^{2}}
Item 268 escolha múltiplaProva modelo · 2000

Uma caixa contém cinco bolas brancas e cinco bolas pretas, indistinguíveis ao tato. Tiram-se ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas bolas da caixa.

Sejam B_{1}: «a bola retirada em primeiro lugar é branca» e B_{2}: «a bola retirada em segundo lugar é branca».

Qual é o valor da probabilidade condicionada P(B_{2} \mid B_{1})?

  • (A)\dfrac{1}{2} \times \dfrac{4}{9}
  • (B)\dfrac{1}{2} \times \dfrac{5}{9}
  • (C)\dfrac{4}{9}
  • (D)\dfrac{5}{9}
Item 269 construçãoExame 2000 · 1.ª Fase · 2.ª chamada

Um estudo feito a uma certa marca de iogurtes revelou que:

  • se um iogurte está dentro do prazo de validade, a probabilidade de estar estragado é 0{,}005;
  • se um iogurte está fora do prazo de validade, a probabilidade de estar estragado é 0{,}65.

Num certo dia, uma mercearia tem dez iogurtes dessa marca, dos quais dois estão fora do prazo. Escolhendo ao acaso um desses dez iogurtes, qual é a probabilidade de ele estar estragado?

Item 270 construçãoExame 2000 · 2.ª Fase

Um baralho completo tem 52 cartas, repartidas por quatro naipes de treze cartas cada: espadas, copas, ouros e paus. De um baralho completo extraem-se, sucessivamente e sem reposição, duas cartas.

Qual é a probabilidade de pelo menos uma das cartas extraídas não ser do naipe de espadas? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 271 construçãoExame 2000 · 2.ª Fase

Seja S o espaço de resultados associado a uma experiência aleatória e sejam E_{1} e E_{2} dois acontecimentos possíveis.

Prova queP\left(\overline{E_{1}} \cup \overline{E_{2}}\right) = 1 - P(E_{1}) \times P(E_{2} \mid E_{1})

Item 272 construçãoProva modelo · 2001

Um estudo sobre as vendas de automóveis num stand revelou que:

  • 15\% dos clientes compram automóvel com alarme e com rádio;
  • 20\% dos clientes compram automóvel sem alarme e sem rádio;
  • 45\% dos clientes compram automóvel com alarme (com ou sem rádio).

1. Um cliente acaba de comprar um automóvel. Qual é a probabilidade de esse automóvel estar equipado com rádio mas não ter alarme? Apresenta o resultado na forma de percentagem. 2. Sabendo agora que o automóvel vinha equipado com alarme, qual é a probabilidade de também ter rádio? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 273 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Seja A um acontecimento possível cuja probabilidade é diferente de 1.

Qual é o valor da probabilidade condicionada P(A \mid A)?

  • (A)0
  • (B)1
  • (C)P(A)
  • (D)\left[P(A)\right]^{2}
Item 274 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª Fase · 2.ª chamada

Seja E o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos, com P(A \cap B) = 10\%, P(A) = 60\% e P(A \cup B) = 80\%.

Qual é o valor da probabilidade condicionada P(A \mid B)?

  • (A)\dfrac{1}{5}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{2}
Item 275 construçãoExame 2001 · 2.ª Fase

Uma turma do 12.º ano tem vinte e cinco alunos (quinze raparigas e dez rapazes). Vai ser escolhida uma comissão de três pessoas — presidente, tesoureiro e responsável pelas relações públicas — retirando sucessivamente três folhas de um saco com os vinte e cinco nomes.

Sejam A: «o presidente é uma rapariga», B: «o tesoureiro é uma rapariga» e C: «a comissão é formada só por raparigas».

Indica o valor da probabilidade condicionada P\left(C \mid (A \cap B)\right) sem aplicar a fórmula da probabilidade condicionada, justificando.

Item 276 construçãoExame 2001 · Ép. especial

Considera uma caixa com seis bolas, todas brancas, seis bolas pretas fora da caixa e um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6.

Lança-se duas vezes o dado. Tiram-se da caixa tantas bolas brancas quantas o número saído no primeiro lançamento e colocam-se na caixa tantas bolas pretas quantas o número saído no segundo lançamento.

Sejam A: «sai face 5 no primeiro lançamento» e B: «ficam na caixa menos bolas brancas do que pretas».

Indica, justificando, o valor da probabilidade condicionada P(B \mid A). Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 277 escolha múltiplaExame 2001 · Prova para militares

Os alunos de uma turma fizeram as seguintes opções quanto às línguas estrangeiras: 25\% escolheram Inglês (podendo ou não ter escolhido Alemão), 15\% escolheram Alemão (podendo ou não ter escolhido Inglês) e 10\% escolheram ambas.

Selecionado aleatoriamente um estudante dessa turma, e sabendo que ele escolheu Inglês, qual é a probabilidade de ter escolhido também Alemão?

  • (A)\dfrac{4}{5}
  • (B)\dfrac{3}{5}
  • (C)\dfrac{2}{5}
  • (D)\dfrac{1}{5}
Item 278 construçãoExame 2002 · 1.ª Fase

Seja S o espaço de resultados associado a uma experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos possíveis.

Prova queP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = P\left(\overline{A}\right) - P(B) + P(A \mid B) \times P(B)

Item 279 construçãoExame 2002 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Das raparigas que moram em Vale do Rei sabe-se que:

  • a quarta parte tem olhos verdes;
  • a terça parte tem cabelo louro;
  • das que têm cabelo louro, metade tem olhos verdes.

Escolhendo aleatoriamente uma rapariga de Vale do Rei, qual é a probabilidade de ela não ser loura nem ter olhos verdes?

Item 280 escolha múltiplaExame 2002 · 1.ª Fase · 2.ª chamada

O João utiliza, por vezes, o autocarro para ir de casa para a escola. Seja A: «o João vai de autocarro para a escola» e B: «o João chega atrasado à escola».

Qual das igualdades seguintes traduz a afirmação «metade dos dias em que vai de autocarro para a escola, o João chega atrasado»?

  • (A)P(A \cap B) = 0{,}5
  • (B)P(A \cup B) = 0{,}5
  • (C)P(A \mid B) = 0{,}5
  • (D)P(B \mid A) = 0{,}5
Item 281 construçãoExame 2002 · 2.ª Fase

Um baralho completo tem 52 cartas, repartidas por quatro naipes de treze cartas cada (Espadas, Copas, Ouros e Paus). Cada naipe tem três figuras: Rei, Dama e Valete.

De um baralho completo extraem-se ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas cartas. Sejam E_{1}: «sai Espadas na primeira extração», C_{2}: «sai Copas na segunda extração» e F_{2}: «sai uma figura na segunda extração».

Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, indica o valor de P\left((F_{2} \cap C_{2}) \mid E_{1}\right), explicitando o teu raciocínio.

Item 282 escolha múltiplaExame 2002 · Prova para militares

Numa caixa há bolas de duas cores, verdes e pretas, sendo seis o número de bolas verdes. De forma aleatória extraem-se, sucessivamente e sem reposição, duas bolas da caixa.

A probabilidade de a segunda bola extraída ser preta, sabendo que a primeira foi verde, é \dfrac{1}{2}.

Quantas bolas pretas havia inicialmente na caixa?

  • (A)4
  • (B)5
  • (C)6
  • (D)7
Item 283 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Considera duas caixas: a caixa A contém duas bolas verdes e cinco amarelas; a caixa B contém seis bolas verdes e uma amarela.

Lança-se um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6. Se sair a face 1, tira-se ao acaso uma bola da caixa A; caso contrário, tira-se uma bola da caixa B.

Sejam X: «sai face par no lançamento do dado» e Y: «sai bola verde».

Sem aplicar a fórmula da probabilidade condicionada, indica o valor de P(Y \mid X), justificando.

Item 284 construçãoExame 2003 · 1.ª Fase · 2.ª chamada

O sangue humano está classificado em quatro grupos: A, B, AB e O. Independentemente do grupo, o sangue pode possuir ou não o fator Rhésus (Rh+ ou Rh). Na população portuguesa, a repartição é a seguinte:

ABABO
Rh+40%6,9%2,6%35,4%
Rh6,5%1,2%0,4%6,7%

Escolhido um português ao acaso, e sabendo que é Rhésus negativo, qual é a probabilidade de o seu grupo sanguíneo ser o A? Apresenta o resultado na forma de percentagem, arredondado às unidades.

Item 285 construçãoExame 2003 · 2.ª Fase

Seja S o conjunto de resultados associado a uma experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos. Sabe-se que:

  • P(A \cap B) = 0{,}1;
  • P(A \cup B) = 0{,}8;
  • P(A \mid B) = 0{,}25.

Prova que A e \overline{A} são acontecimentos equiprováveis.

Item 286 construçãoExame 2003 · Prova para militares

Um dos membros do casal Silva (o Manuel ou a Adelaide) vai todos os dias de manhã comprar pão à padaria da rua onde moram. Em 40\% dos dias é o Manuel que vai; nos restantes é a Adelaide.

Sabe-se ainda que, nas vezes em que a Adelaide vai à padaria, ela compra apenas pão de trigo (o que acontece em 20\% dessas vezes) ou apenas pão de centeio.

1. Num certo dia, um vizinho vai à mesma padaria. Quem é mais provável que ele lá encontre: o Manuel ou a Adelaide? Justifica.

2. Calcula a probabilidade de, num dia escolhido ao acaso, ser a Adelaide a ir à padaria e trazer pão de centeio. Apresenta o resultado na forma de percentagem.

Item 287 construçãoExame 2004 · 1.ª Fase

O João tem no bolso seis moedas: duas de 1 euro e quatro de 50 cêntimos. Retira, simultaneamente e ao acaso, duas moedas do bolso. Depois de as ter retirado, informa a sua irmã Inês de que elas eram iguais; ela apostou então que a quantia retirada era de 2 euros.

Qual é a probabilidade de a Inês ganhar a aposta? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 288 construçãoExame 2004 · 2.ª Fase

Lança-se um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6. Considera os acontecimentos A: «sai face par» e B: «sai um número menor do que 4».

Indica o valor da probabilidade condicionada P(B \mid A). Justifica a tua resposta.

Item 289 escolha múltiplaExame 2005 · 2.ª Fase

Em cada uma das opções seguintes estão representadas quatro figuras (círculos ou quadrados, pintados de preto ou de branco). Para cada opção considera a experiência que consiste na escolha aleatória de uma das quatro figuras e os acontecimentos X: «a figura escolhida é um quadrado» e Y: «a figura escolhida está pintada de preto».

Em qual das opções se tem P(X \mid Y) = \dfrac{1}{2}?

(A)
(B)
(C)
(D)
Item 290 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2005

Num acampamento internacional de juventude participam jovens de ambos os sexos. Sabe-se que:

  • a quarta parte dos jovens são portugueses, sendo os restantes estrangeiros;
  • 52\% dos jovens participantes são do sexo feminino;
  • considerando apenas os participantes portugueses, 3 em cada 5 são rapazes.

Vai sortear-se um prémio entre todos os jovens participantes. Qual é a probabilidade de o prémio sair a uma rapariga estrangeira? Apresenta o resultado na forma de percentagem.

Item 291 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2005

A caixa 1 contém duas bolas pretas e três bolas verdes; a caixa 2 contém duas bolas pretas e uma bola verde. Realiza-se a experiência seguinte: ao acaso, retiram-se simultaneamente três bolas da caixa 1 e colocam-se na caixa 2; em seguida, novamente ao acaso, retiram-se simultaneamente duas bolas da caixa 2. Sejam:

A: «as três bolas retiradas da caixa 1 são da mesma cor»;
B: «as duas bolas retiradas da caixa 2 são de cores diferentes».

Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, determina o valor de P(B \mid A), começando por explicar o seu significado no contexto do problema. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 292 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2005

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), com P(A) > 0.

Mostra que\dfrac{P\left(\overline{B}\right) - P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right)}{P(A)} = 1 - P(B \mid A)

Item 293 escolha múltiplaTeste Intermédio · 17.03.2006

Todos os alunos de uma turma praticam pelo menos um dos dois desportos seguintes: andebol e basquetebol. Sabe-se que metade dos alunos pratica andebol e 70\% pratica basquetebol.

Escolhe-se ao acaso um aluno dessa turma e constata-se que é praticante de andebol. Qual é a probabilidade de ele praticar basquetebol?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}2
  • (C)0{,}3
  • (D)0{,}4
Item 294 construçãoExame 2006 · 1.ª Fase

De uma caixa com dez bolas brancas e algumas bolas pretas extraem-se sucessivamente, e ao acaso, duas bolas, não repondo a primeira antes de retirar a segunda.

Sejam A: «a primeira bola extraída é preta» e B: «a segunda bola extraída é branca». Sabe-se que P(B \mid A) = \dfrac{1}{2}.

Quantas bolas pretas estão inicialmente na caixa? Justifica a tua resposta, começando por explicar o significado de P(B \mid A).

Item 295 construçãoExame 2006 · 2.ª Fase

Numa sala de Tempos Livres, a distribuição dos alunos por idades e sexo é a seguinte:

5 anos6 anos7 anos
Rapaz152
Rapariga557

Escolhe-se um aluno ao acaso. Sejam A: «o aluno tem 7 anos» e B: «o aluno é rapaz».

Indica, justificando, o valor da probabilidade condicionada P(B \mid A). Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 296 construçãoExame 2006 · Ép. especial

A Sofia tem dois dados equilibrados: um cubo com as faces numeradas de 1 a 6 e um octaedro com as faces numeradas de 1 a 8. Lança os dois dados e observa os números saídos.

Sejam C: «o produto dos números saídos é 16» e D: «os números saídos são iguais».

Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, indica o valor de P(C \mid D) e de P(D \mid C), explicando o significado de cada uma.

Item 297 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2006

Um saco contém um certo número de cartões; em cada cartão está escrito um número natural. Tira-se, ao acaso, um cartão do saco. Considera os acontecimentos A: «o cartão extraído tem número par», B: «o cartão extraído tem número múltiplo de 5» e C: «o cartão extraído tem número múltiplo de 10».

Sabe-se que P(C) = \dfrac{3}{8} e P(B \mid A) = \dfrac{15}{16}.

Qual é o valor de P(A)?

  • (A)\dfrac{1}{5}
  • (B)\dfrac{2}{5}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{2}{3}
Item 298 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2006

Um saco contém dez bolas: quatro numeradas com o número 1, cinco com o número 2 e uma com o número 3.

Tira-se ao acaso uma bola do saco, observa-se o número e repõe-se a bola no saco juntamente com mais dez bolas com o mesmo número. Seguidamente, tira-se ao acaso uma segunda bola do saco.

Sejam A: «sair bola com o número 1 na primeira extração» e B: «sair bola com o número 1 na segunda extração».

Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, indica, na forma de fração, o valor de P(B \mid A), explicando o seu significado e o teu raciocínio.

Item 299 escolha múltiplaTeste Intermédio · 15.03.2007

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos, ambos com probabilidade não nula.

Sabe-se que P(A \cup B) = P(A) + P(B).

Qual é o valor da probabilidade condicionada P(A \mid B)?

  • (A)0
  • (B)1
  • (C)P(A)
  • (D)\dfrac{P(A)}{P(B)}
Item 300 escolha múltiplaExame 2007 · 1.ª Fase

As cinco letras da palavra TIMOR foram pintadas, cada uma em sua bola. As cinco bolas, indistinguíveis ao tato, foram introduzidas num saco. Extraem-se aleatoriamente as bolas do saco, sem reposição, e colocam-se em fila, da esquerda para a direita.

Qual é a probabilidade de, no final do processo, ficar formada a palavra TIMOR, sabendo-se que ao fim da terceira extração estava formada a sucessão de letras TIM?

  • (A)0
  • (B)\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{1}{2}
  • (D)1
Item 301 escolha múltiplaExame 2007 · 2.ª Fase

Lançaram-se dois dados, ambos com as faces numeradas de 1 a 6. Sabe-se que a soma dos números saídos foi 4.

Qual é a probabilidade de ter saído o mesmo número em ambos os dados?

  • (A)\dfrac{1}{5}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{2}
Item 302 escolha múltiplaTeste Intermédio · 17.01.2008

Uma caixa 1 tem uma bola verde e três bolas amarelas. Uma caixa 2 tem apenas uma bola verde.

Considera a experiência que consiste em tirar, simultaneamente e ao acaso, duas bolas da caixa 1, colocá-las na caixa 2 e, em seguida, tirar, também ao acaso, uma bola da caixa 2.

Sejam M: «as bolas retiradas da caixa 1 têm a mesma cor» e V: «a bola retirada da caixa 2 é verde».

Qual é o valor da probabilidade condicionada P\left(V \mid \overline{M}\right)?

  • (A)0
  • (B)\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{2}{3}
  • (D)1
Item 303 construçãoTeste Intermédio · 29.04.2008

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória. De dois acontecimentos A e B, de probabilidade não nula, sabe-se que P(A) = P(B) e P(A \cup B) = 5\,P(A \cap B).

Determina a probabilidade de A acontecer, sabendo que B aconteceu. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 304 construçãoExame 2008 · 1.ª Fase

Em duas caixas, A e B, introduziram-se bolas indistinguíveis ao tato: na caixa A, algumas bolas verdes e algumas bolas azuis; na caixa B, três bolas verdes e quatro azuis.

Retira-se, ao acaso, uma bola da caixa A e coloca-se na caixa B. De seguida, retira-se, também ao acaso, uma bola da caixa B.

Sabendo que a probabilidade de a bola retirada da caixa B ser azul é igual a \dfrac{1}{2}, mostra que a bola que foi retirada da caixa A e colocada na caixa B tinha cor verde.

Item 305 escolha múltiplaExame 2008 · 2.ª Fase

Uma caixa A contém duas bolas verdes e uma bola amarela. Outra caixa B contém uma bola verde e três bolas amarelas. As bolas são indistinguíveis ao tato.

Lança-se um dado cúbico perfeito, com as faces numeradas de 1 a 6. Se sair o número 5, tira-se uma bola da caixa A; caso contrário, tira-se uma bola da caixa B.

Qual é a probabilidade de a bola retirada ser verde, sabendo que saiu o número 5 no lançamento do dado?

  • (A)\dfrac{1}{4}
  • (B)\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{3}{7}
  • (D)\dfrac{2}{3}
Item 306 construçãoExame 2008 · Ép. especial

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), possíveis, com P(B) \neq 0.

Mostra que1 - P\left(\overline{A \cup B}\right) + P(A \mid B) \times P(B) = P(A) + P(B)

Item 307 construçãoTeste Intermédio · 10.12.2008

Relativamente a uma turma do 12.º ano sabe-se que:

  • 60\% dos alunos da turma praticam desporto;
  • 40\% dos alunos da turma são raparigas;
  • metade dos praticantes de desporto são raparigas.

Escolhendo ao acaso um aluno da turma, qual é a probabilidade de ser praticante de desporto, sabendo que é uma rapariga? Apresenta o resultado na forma de percentagem.

Item 308 construçãoTeste Intermédio · 10.12.2008

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), ambos de probabilidade não nula.

Mostra queP(A \mid B) - P\left(\overline{B}\right) \times P(A \mid B) = P(A) \times P(B \mid A)

Item 309 construçãoTeste Intermédio · 11.03.2009

Um saco contém onze bolas, numeradas de 1 a 11. Ao acaso, tiram-se sucessivamente e sem reposição duas bolas do saco. Sejam A: «o número da primeira bola retirada é par» e B: «o número da segunda bola retirada é par».

Indica o valor de P\left(B \mid \overline{A}\right), na forma de fração irredutível, sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, explicando o seu significado.

Item 310 escolha múltiplaExame 2009 · 1.ª Fase

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos, com P(A) = 0{,}3, P(B) = 0{,}4 e P(A \cup B) = 0{,}5.

Qual é a probabilidade de se realizar A, sabendo que B se realiza?

  • (A)\dfrac{1}{6}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{2}
Item 311 construçãoExame 2009 · 1.ª Fase

Uma caixa contém bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 20. As numeradas de 1 a 10 são verdes e as numeradas de 11 a 20 são amarelas.

Retiram-se sucessivamente duas bolas da caixa, sem repor a primeira, e regista-se a cor das bolas retiradas. Sejam A: «a 1.ª bola retirada é verde», B: «a 2.ª bola retirada é amarela» e C: «o número da 2.ª bola retirada é par».

Sabendo que P\left((B \cap C) \mid A\right) = \dfrac{5}{19}, explica esse valor sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, interpretando o seu significado e referindo a regra de Laplace, o número de casos possíveis e o número de casos favoráveis.

Item 312 escolha múltiplaExame 2009 · 2.ª Fase

Um estudante tem de realizar dois testes no mesmo dia. A probabilidade de ter classificação positiva no primeiro teste é 0{,}7, a de ter classificação positiva no segundo é 0{,}8, e a de ter classificação negativa em ambos é 0{,}1.

Qual é a probabilidade de o estudante ter negativa no segundo teste, sabendo que teve negativa no primeiro?

  • (A)\dfrac{1}{8}
  • (B)\dfrac{1}{7}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{2}
Item 313 construçãoExame 2009 · 2.ª Fase

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), com P(B) \neq 0.

Mostra que1 - P(A \mid B) \times P(B) - P\left(A \cap \overline{B}\right) = P\left(\overline{A}\right)

Item 314 escolha múltiplaTeste Intermédio · 04.12.2009

Na figura estão representados oito cartões, numerados de 1 a 8: uns têm a forma de um quadrado e outros a forma de um círculo.

Escolhe-se, ao acaso, um destes oito cartões e observa-se a sua forma e o número nele inscrito. Sejam A: «o número do cartão escolhido é maior do que \sqrt{30}» e B: «o cartão escolhido é um círculo».

12345678
Os oito cartões numerados de 1 a 8, uns quadrados e outros circulares.

Qual é o valor da probabilidade condicionada P(A \mid B)?

  • (A)\dfrac{1}{8}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{2}
Item 315 construçãoTeste Intermédio · 04.12.2009

Num encontro desportivo participam atletas de vários países, entre os quais Portugal. Metade dos atletas portugueses que participam no encontro são do sexo feminino.

Escolhido ao acaso um atleta participante no encontro, a probabilidade de ele ser estrangeiro ou do sexo masculino é 90\%.

Participam no encontro duzentos atletas. Quantos são os atletas portugueses?

Item 316 construçãoTeste Intermédio · 04.12.2009

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), com P(A) > 0.

Prova queP(A) \times \left[P(B \mid A) - 1\right] + P\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = P\left(\overline{A}\right)

Item 317 construçãoTeste Intermédio · 15.03.2010

Uma caixa tem seis bolas: três com o número 0, duas com o número 1 e uma com o número 2. Tiram-se, simultaneamente e ao acaso, duas bolas da caixa e observam-se os respetivos números.

Sejam A: «os números saídos são iguais» e B: «a soma dos números saídos é igual a 1».

Qual é o valor da probabilidade condicionada P(A \mid B)? Justifica a tua resposta.

Item 318 construçãoTeste Intermédio · 19.05.2010

Seja \Omega o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam X e Y dois acontecimentos de probabilidade não nula.

Prova queP\left(\overline{X} \cap \overline{Y}\right) = P(X) \times P(Y \mid X) + P\left(\overline{X}\right) - P(Y)

Item 319 construçãoExame 2010 · 1.ª Fase

Dos alunos de uma escola sabe-se que:

  • a quinta parte dos alunos tem computador portátil;
  • metade dos alunos não sabe o nome do diretor;
  • a terça parte dos alunos que não sabe o nome do diretor tem computador portátil.

Determina a probabilidade de um aluno dessa escola, escolhido ao acaso, não ter computador portátil e saber o nome do diretor. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 320 construçãoExame 2010 · 2.ª Fase

A figura representa as planificações de dois dados cúbicos equilibrados, A e B. Lançam-se, simultaneamente, os dois dados.

Considera que o número da face voltada para cima no dado A é a abcissa de um ponto Q de um referencial o.n. xOy, e que o número da face voltada para cima no dado B é a ordenada desse ponto.

Sejam J: «o número saído no dado A é negativo» e L: «o ponto Q pertence ao terceiro quadrante».

Indica o valor de P(L \mid J) sem aplicar a fórmula da probabilidade condicionada, explicando o seu significado. Apresenta o resultado na forma de fração.

0−10−2001−11111Dado ADado B
As planificações dos dois dados cúbicos.
Item 321 construçãoExame 2010 · 2.ª Fase

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), com P(B) \neq 0.

Mostra que\dfrac{P(A \cup B)}{P(B)} - P\left(\overline{A} \mid B\right) = \dfrac{P(A)}{P(B)}

Item 322 construçãoExame 2010 · Ép. especial

Uma turma é constituída por 27 alunos, dos quais 17 são rapazes. A professora vai escolher, ao acaso, um grupo de cinco alunos. Considera os acontecimentos:

A: «a Maria e o Manuel são escolhidos»;
B: «dos cinco alunos escolhidos, dois são rapazes e três são raparigas».

Uma resposta correta para P(B \mid A) é \dfrac{16 \times {}^{9}C_{2}}{{}^{25}C_{3}}. Explica porquê, numa composição que inclua o significado de P(B \mid A) no contexto descrito, uma referência à regra de Laplace e a explicação do número de casos possíveis e do número de casos favoráveis.

Item 323 escolha múltiplaTeste Intermédio · 19.01.2011

Os vinte e cinco alunos de uma turma do 12.º ano distribuem-se, por idade e sexo, de acordo com a tabela seguinte.

17 anos18 anos
Rapazes82
Raparigas114

Escolhe-se, ao acaso, um dos vinte e cinco alunos da turma. Sejam A: «o aluno escolhido é do sexo masculino» e B: «o aluno escolhido tem 18 anos». Qual é o valor da probabilidade condicionada P(B \mid A)?

  • (A)\dfrac{2}{25}
  • (B)\dfrac{14}{25}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{5}
Item 324 construçãoTeste Intermédio · 19.01.2011

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos. Sabe-se que:

  • P(B) = 0{,}3;
  • P(A \mid B) = 0{,}2;
  • P\left(A \mid \overline{B}\right) = 0{,}4.

Determina P(B \mid A). Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 325 construçãoTeste Intermédio · 26.05.2011

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), ambos com probabilidade diferente de zero.

Prova queP(A \cup B) < P(A \mid B) \times P\left(\overline{B}\right) \;\Leftrightarrow\; P(A) + P(B) < P(A \mid B)

Item 326 construçãoExame 2011 · 1.ª Fase

Uma companhia aérea vende bilhetes a baixo custo exclusivamente para viagens cujos destinos sejam Berlim ou Paris.

A companhia constatou que, quando o destino é Berlim, 5\% dos seus passageiros perdem o voo e que, quando o destino é Paris, 92\% dos passageiros seguem viagem. Sabe-se ainda que 30\% dos bilhetes vendidos têm por destino Berlim.

Determina a probabilidade de um passageiro que comprou o bilhete nessa companhia perder o voo. Apresenta o resultado na forma de dízima.

Item 327 construçãoExame 2011 · 1.ª Fase

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), com P(A) \neq 0.

Mostra queP(B \mid A) \geq 1 - \dfrac{1 - P(B)}{P(A)}

Item 328 construçãoExame 2011 · 2.ª Fase

Dos funcionários de uma empresa de consultoria financeira sabe-se que:

  • 60\% são licenciados;
  • dos que são licenciados, 80\% têm idade inferior a 40 anos;
  • dos que não são licenciados, 10\% têm idade inferior a 40 anos.

Determina a probabilidade de um desses funcionários, escolhido ao acaso, ser licenciado, sabendo que tem idade não inferior a 40 anos. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 329 escolha múltiplaExame 2011 · Ép. especial

Num clube desportivo praticam-se apenas dois desportos, futebol e andebol. Dos jovens inscritos, 28 jogam apenas futebol, 12 jogam apenas andebol e 12 jogam futebol e andebol.

Escolhe-se, ao acaso, um dos jovens inscritos. Qual é a probabilidade de o jovem escolhido jogar andebol, sabendo que joga futebol?

  • (A)\dfrac{1}{2}
  • (B)\dfrac{3}{10}
  • (C)\dfrac{7}{10}
  • (D)\dfrac{3}{7}
Item 330 construçãoExame 2011 · Ép. especial

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), com P(B) \neq 0.

Mostra queP\left(\overline{\overline{A} \cap B} \;\middle|\; B\right) = P(A \mid B)

Item 331 escolha múltiplaExame 2011 · Prova especial

Uma turma do 12.º ano tem 18 raparigas e 10 rapazes. Nessa turma, 20 alunos têm Inglês e, desses, só 4 são rapazes.

Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa turma. Qual é a probabilidade de o aluno escolhido não ter Inglês, sabendo que é rapariga?

  • (A)\dfrac{1}{9}
  • (B)\dfrac{2}{9}
  • (C)\dfrac{3}{5}
  • (D)\dfrac{1}{4}
Item 332 construçãoExame 2011 · Prova especial

Na figura está representado um tetraedro com as faces numeradas de 1 a 4.

Considera a experiência aleatória que consiste em lançar 4 vezes o tetraedro e registar, em cada lançamento, o número inscrito na face voltada para baixo. Sejam I: «o número registado nos três primeiros lançamentos é o número 2» e J: «a soma dos números registados nos quatro lançamentos é menor do que 10».

Indica o valor de P(J \mid I) sem aplicar a fórmula da probabilidade condicionada, explicando o seu raciocínio e começando por referir o significado de P(J \mid I).

123
O tetraedro visto de frente: as faces 1, 2 e 3 ficam à vista, e a face 4 é a que fica escondida por trás.
Item 333 construçãoTeste Intermédio · 13.03.2012

Um vírus atacou os frangos de um aviário. Trinta dias depois, existiam no aviário 50 frangos infetados e 450 não infetados, num total de 500. O veterinário aplica um teste que dá positivo ou negativo, sabendo-se que:

  • quando o frango está infetado, a probabilidade de o teste dar positivo é 96\%;
  • quando o frango não está infetado, a probabilidade de o teste dar negativo é 90\%.

O veterinário escolheu ao acaso um frango e aplicou-lhe o teste, que deu negativo. Qual é a probabilidade de o frango escolhido não estar infetado? Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às milésimas.

Item 334 escolha múltiplaTeste Intermédio · 13.03.2012

O comprimento, em centímetros, das peças produzidas por uma máquina é uma variável aleatória X com distribuição normal de valor médio 6, sabendo-se que P(X>7) = 0{,}1. Escolhe-se ao acaso uma peça e mede-se o seu comprimento. Considera:

A: «o comprimento é inferior a 7 cm»;   B: «o comprimento é superior a 6 cm».

Qual é o valor da probabilidade condicionada P(A \mid B)?

  • (A)\dfrac{3}{5}
  • (B)\dfrac{4}{5}
  • (C)\dfrac{7}{9}
  • (D)\dfrac{8}{9}
Item 335 construçãoTeste Intermédio · 24.05.2012

A caixa 1 tem uma bola branca e duas bolas pretas; a caixa 2 tem três bolas brancas e quatro bolas pretas. Realiza-se a seguinte experiência: ao acaso, tiram-se duas bolas da caixa 1 e colocam-se na caixa 2; em seguida, tiram-se simultaneamente duas bolas da caixa 2. Sejam:

A: «as bolas retiradas da caixa 1 são da mesma cor»;
B: «as bolas retiradas da caixa 2 são da mesma cor».

Determina o valor de P(B \mid A) sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, numa pequena composição que contemple o significado de P(B \mid A) no contexto descrito, o conteúdo da caixa 2 após a realização de A, o número de casos possíveis, o número de casos favoráveis e o valor da probabilidade.

Item 336 construçãoExame 2012 · 1.ª Fase

Numa escola realizou-se um estudo sobre os hábitos alimentares dos alunos, tendo-se analisado o peso de todos. Sabe-se que:

  • 55\% dos alunos são raparigas;
  • 30\% das raparigas têm excesso de peso;
  • 40\% dos rapazes não têm excesso de peso.

Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa escola. Determina a probabilidade de o aluno escolhido ser rapaz, sabendo que tem excesso de peso. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 337 construçãoExame 2012 · 2.ª Fase

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), com P(B) \neq 0.

Mostra queP\left(\overline{A} \cap B \mid B\right) + P(A \mid B) = 1

Item 338 construçãoExame 2012 · Ép. especial

Considera uma empresa em que:

  • 80\% dos funcionários apostam no euromilhões;
  • dos funcionários que apostam no euromilhões, 25\% apostam no totoloto;
  • 5\% dos funcionários não apostam no euromilhões nem no totoloto.

Determina a probabilidade de, ao escolher ao acaso um funcionário dessa empresa, ele apostar no totoloto.

Item 339 construçãoTeste Intermédio · 28.02.2013

Relativamente a uma turma de 12.º ano sabe-se que:

  • o número de rapazes é igual ao número de raparigas;
  • \dfrac{3}{4} dos alunos pretendem frequentar um curso da área de saúde e os restantes um curso da área de engenharia;
  • dos alunos que pretendem frequentar engenharia, dois em cada sete são raparigas.

Escolhe-se, ao acaso, uma rapariga da turma. Qual é a probabilidade de essa rapariga pretender frequentar um curso da área de saúde? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 340 construçãoTeste Intermédio · 24.05.2013

Um saco contém quatro bolas com o número 0, uma bola com o número 2 e duas bolas com o número 3. Considera a experiência que consiste em retirar, ao acaso, uma a uma, sucessivamente e sem reposição, todas as bolas do saco.

Sejam A: «não saem bolas com o número 0 em extrações consecutivas» e B: «a segunda bola retirada tem o número 2».

Determina P(B \mid A) sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, explicando o significado de P(B \mid A), a ordem de saída das bolas com o número 0 e o número de casos possíveis e favoráveis.

Item 341 construçãoExame 2013 · 1.ª Fase

Uma caixa contém apenas bolas brancas e bolas pretas, indistinguíveis ao tato, todas numeradas com um número natural. Sabe-se que:

  • duas bolas em cada cinco são pretas;
  • 20\% das bolas pretas têm um número par;
  • 40\% das bolas brancas têm um número ímpar.

Retira-se, ao acaso, uma bola dessa caixa. Determina a probabilidade de essa bola ser preta, sabendo que tem um número par. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 342 construçãoExame 2013 · 1.ª Fase (adaptado)

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos. Sabe-se que:

  • P(B) = \dfrac{1}{4};
  • P(A \cap B) = \dfrac{1}{16};
  • P\left(A \mid \overline{B}\right) = \dfrac{7}{12}.

Determina P(A).

Item 343 construçãoExame 2013 · Ép. especial

Uma empresa produz apenas dois tipos de lâmpadas: fluorescentes e LED. As lâmpadas de cada tipo podem ter a forma tubular ou ser compactas. Sabe-se que:

  • 55\% das lâmpadas produzidas são fluorescentes;
  • das fluorescentes, 50\% têm a forma tubular;
  • das LED, 90\% são compactas.

Determina a probabilidade de, ao escolher ao acaso uma lâmpada produzida nessa empresa, ela ser fluorescente, sabendo que tem a forma tubular. Apresenta o resultado com arredondamento às centésimas.

Item 344 construçãoTeste Intermédio · 29.11.2013

O João tem uma coleção de dados, uns com a forma de um cubo (cúbicos) e os outros com a forma de um octaedro (octaédricos). Alguns são verdes e os restantes amarelos. Sabe-se que:

  • 10\% dos dados da coleção são amarelos;
  • o número de dados cúbicos é igual ao triplo do número de dados octaédricos;
  • 20\% dos dados amarelos são cúbicos.

O João seleciona ao acaso um dos dados da coleção e verifica que é verde. Qual é a probabilidade de esse dado ser octaédrico? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 345 construçãoTeste Intermédio · 29.11.2013

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega). Sabe-se que A e B são incompatíveis e que P(A) \neq 0 e P(B) \neq 0.

Mostra que as probabilidades P(A), P(A \mid B) e P\left(\overline{B} \mid A\right) são todas diferentes e escreve-as por ordem crescente.

Item 346 escolha múltiplaTeste Intermédio · 30.04.2014

Escolhe-se, ao acaso, um professor de uma certa escola secundária. Sejam A: «o professor escolhido é do sexo masculino» e B: «o professor escolhido ensina Matemática».

Sabe-se que P(A) = 0{,}44 e P\left(A \cup \overline{B}\right) = 0{,}92.

Qual é a probabilidade de o professor escolhido ensinar Matemática, sabendo que é do sexo feminino?

  • (A)\dfrac{1}{5}
  • (B)\dfrac{1}{6}
  • (C)\dfrac{1}{7}
  • (D)\dfrac{1}{8}
Item 347 escolha múltiplaExame 2014 · 1.ª Fase

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos, com P(A) = 0{,}4, P(A \cap B) = 0{,}2 e P\left(B \mid \overline{A}\right) = 0{,}8.

Qual é o valor de P(B)?

  • (A)0{,}28
  • (B)0{,}52
  • (C)0{,}68
  • (D)0{,}80
Item 348 construçãoExame 2014 · 1.ª Fase

Na figura está representada uma planificação de um dado tetraédrico equilibrado, com as faces numeradas com os números -1, 1, 2 e 3.

Considera a experiência aleatória que consiste em lançar esse dado duas vezes consecutivas e registar, após cada lançamento, o número inscrito na face voltada para baixo. Sejam A: «o número registado no primeiro lançamento é negativo» e B: «o produto dos números registados nos dois lançamentos é positivo».

Indica o valor de P(A \mid B) sem aplicar a fórmula da probabilidade condicionada, explicando o seu significado e o número de casos possíveis e favoráveis.

321−1
A planificação do dado tetraédrico, com as faces numeradas.
Item 349 construçãoExame 2014 · Ép. especial

De uma turma de 12.º ano sabe-se que:

  • 60\% dos alunos são rapazes;
  • 80\% dos alunos estão inscritos no desporto escolar;
  • 20\% dos rapazes não estão inscritos no desporto escolar.

Determina a probabilidade de um aluno dessa turma, escolhido ao acaso, ser rapariga, sabendo que está inscrito no desporto escolar. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 350 construçãoExame 2015 · 1.ª Fase

De uma empresa com sede em Coimbra sabe-se que 60\% dos funcionários residem fora de Coimbra e os restantes residem em Coimbra. Sabe-se ainda que:

  • o número de homens é igual ao número de mulheres;
  • 30\% dos homens residem fora de Coimbra.

Escolhe-se, ao acaso, um funcionário dessa empresa. Qual é a probabilidade de o funcionário escolhido ser mulher, sabendo que reside em Coimbra? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 351 escolha múltiplaExame 2015 · 2.ª Fase

Um saco contém nove bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 9. As bolas numeradas de 1 a 5 são pretas e as restantes são brancas.

Retira-se, ao acaso, uma bola do saco e observa-se a sua cor e o seu número. Sejam A: «a bola retirada é preta» e B: «o número da bola retirada é par».

Qual é o valor da probabilidade condicionada P(A \mid B)?

  • (A)\dfrac{2}{5}
  • (B)\dfrac{1}{2}
  • (C)\dfrac{3}{5}
  • (D)\dfrac{3}{4}
Item 352 construçãoExame 2015 · 2.ª Fase

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), com P(A) \neq 0.

Prova queP\left(A \cup \overline{B}\right) - 1 + P(B) = P(A) \times P(B \mid A)

Item 353 escolha múltiplaExame 2015 · Ép. especial

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos, com P(A \cup B) = 0{,}7, P(B) = 0{,}4 e P(A \cap B) = 0{,}2.

Qual é o valor de P(B \mid A)?

  • (A)0{,}25
  • (B)0{,}3
  • (C)0{,}35
  • (D)0{,}4
Item 354 construçãoExame 2016 · 1.ª Fase

Considera nove fichas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 9, e duas caixas U e V. Colocam-se as fichas numeradas de 1 a 5 na caixa U e as numeradas de 6 a 9 na caixa V.

Retira-se, ao acaso, uma ficha da caixa U e, também ao acaso, uma ficha da caixa V. Sejam A: «a soma dos números das fichas retiradas é igual a 10» e B: «o produto dos números das fichas retiradas é ímpar».

Determina o valor de P(B \mid A) sem aplicar a fórmula da probabilidade condicionada, explicando o seu significado e indicando os casos possíveis e os casos favoráveis.

Item 355 escolha múltiplaExame 2016 · 1.ª Fase

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos, com P(A) = \dfrac{2}{5}, P(B) = \dfrac{3}{10} e P(A \mid B) = \dfrac{1}{6}.

Qual é o valor de P(A \cup B)?

  • (A)\dfrac{4}{5}
  • (B)\dfrac{7}{10}
  • (C)\dfrac{13}{20}
  • (D)\dfrac{19}{30}
Item 356 escolha múltiplaExame 2016 · 2.ª Fase (adaptado)

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos, com P(A) = 0{,}2, P(B) = 0{,}3 e P(A \cup B) = 0{,}4.

Qual é o valor de P(A \mid B)?

  • (A)\dfrac{1}{3}
  • (B)\dfrac{1}{2}
  • (C)\dfrac{2}{3}
  • (D)\dfrac{5}{6}
Item 357 construçãoExame 2016 · Ép. especial

Um saco contém 8 bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 8.

Ao acaso, extraem-se sucessivamente duas bolas do saco (primeiro uma e depois outra) e observa-se o número de cada uma delas. Sejam A: «a primeira bola extraída tem número par» e B: «a segunda bola extraída tem número par».

Determina o valor de P(A \cap B) no caso em que a extração é feita com reposição e no caso em que é feita sem reposição, justificando com P(A \cap B) = P(A) \times P(B \mid A). Interpreta ainda o significado de P(A \cap B) no contexto descrito.

Item 358 escolha múltiplaExame 2017 · 1.ª Fase

Uma turma é constituída por rapazes e por raparigas, num total de 20 alunos. Sabe-se que:

  • \dfrac{1}{4} dos rapazes tem olhos verdes;
  • escolhido, ao acaso, um aluno da turma, a probabilidade de ele ser rapaz e ter olhos verdes é \dfrac{1}{10}.

Quantos rapazes tem a turma?

  • (A)4
  • (B)8
  • (C)12
  • (D)16
Item 359 construçãoExame 2017 · 2.ª Fase (adaptado)

Uma escola secundária tem alunos de ambos os sexos. Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa escola. Seja A o acontecimento «o aluno escolhido é rapariga» e B o acontecimento «o aluno escolhido frequenta o 10.º ano». Sabe-se que:

  • a probabilidade de o aluno escolhido ser rapariga e frequentar o 10.º ano é 0{,}18;
  • a probabilidade de o aluno escolhido frequentar o 10.º ano, sabendo que é rapariga, é \dfrac{1}{3}.

Determina P(A).

Item 360 construçãoExame 2017 · Ép. especial

Considera duas caixas, C_{1} e C_{2}. A caixa C_{1} tem 12 bolas, das quais cinco são brancas e as restantes pretas. A caixa C_{2} tem sete bolas, umas brancas e outras pretas.

Considera a experiência que consiste em retirar, simultaneamente e ao acaso, duas bolas da caixa C_{1}, colocá-las na caixa C_{2} e, em seguida, retirar, também ao acaso, uma bola da caixa C_{2}.

Sejam A: «as bolas retiradas da caixa C_{1} têm a mesma cor» e B: «a bola retirada da caixa C_{2} é branca». Sabe-se que P\left(B \mid \overline{A}\right) = \dfrac{2}{3}.

Interpreta o significado de P\left(B \mid \overline{A}\right) e indica, justificando, quantas bolas brancas e quantas bolas pretas existiam inicialmente na caixa C_{2}.

Item 361 construçãoExame 2018 · 1.ª Fase

Uma escola dedica-se ao ensino de Espanhol e de Inglês, entre outras línguas. Relativamente a essa escola sabe-se que:

  • o número de alunos que estudam Espanhol é igual ao número dos que estudam Inglês;
  • o número de alunos que estudam, pelo menos, uma das duas línguas é o quádruplo do número dos que estudam as duas.

Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa escola. Determina a probabilidade de esse aluno estudar Inglês, sabendo que estuda Espanhol. Apresenta o resultado na forma de percentagem.

Item 362 construçãoExame 2018 · 2.ª Fase

Num clube desportivo praticam-se, entre outras, as modalidades de basquetebol e futebol. Escolhido ao acaso um atleta deste clube, a probabilidade de ele praticar basquetebol é \dfrac{1}{5} e a de praticar futebol é \dfrac{2}{5}.

Sabe-se ainda que, dos atletas que não praticam futebol, 3 em cada 4 não praticam basquetebol.

Mostra que existe, pelo menos, um atleta do clube que pratica as duas modalidades desportivas.

Item 363 construçãoExame 2018 · Ép. especial

Seja {\Omega} o espaço amostral associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos, com P(A) = 0{,}6 e P(B) = 0{,}7.

Mostra que P(B \mid A) \geqslant \dfrac{1}{2}.

Item 364 construçãoExame 2019 · 1.ª Fase (adaptado)

Uma caixa contém bolas de várias cores, indistinguíveis ao tato, umas com um logótipo desenhado e outras não. Das bolas existentes na caixa, dez são amarelas e, dessas dez, três têm o logótipo desenhado.

Retira-se, ao acaso, uma bola da caixa. Sabe-se que a probabilidade de ela ser amarela e ter um logótipo desenhado é igual a \dfrac{1}{16}.

Determina o número de bolas que a caixa contém.

Item 365 construçãoExame 2019 · 2.ª Fase

Uma escola secundária tem apenas turmas de 10.º, 11.º e 12.º anos. Relativamente aos alunos desta escola sabe-se que:

  • \dfrac{3}{5} dos alunos do 10.º ano são rapazes;
  • \dfrac{11}{21} dos alunos da escola são rapazes;
  • \dfrac{1}{7} dos alunos da escola são rapazes e frequentam o 10.º ano.

Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa escola. Determina a probabilidade de o aluno escolhido ser uma rapariga e não frequentar o 10.º ano. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às centésimas.

Item 366 construçãoExame 2019 · Ép. especial

Numa turma de 12.º ano, apenas alguns alunos estão matriculados na disciplina de Química. Sabe-se que:

  • o número de raparigas é o dobro do número de alunos matriculados em Química;
  • um terço dos alunos matriculados em Química são raparigas;
  • metade dos rapazes não está matriculada em Química.

Escolhe-se ao acaso um aluno da turma. Determina a probabilidade de esse aluno estar matriculado na disciplina de Química. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 367 construçãoExame 2020 · 1.ª Fase

Um saco contém bolas azuis e bolas brancas, indistinguíveis ao tato. Retiram-se, ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas bolas do saco. Sejam A: «a primeira bola retirada é azul» e B: «a segunda bola retirada é branca».

Sabe-se que P(A \cap B) = \dfrac{1}{3}P(A).

Justifica que inicialmente existia um número ímpar de bolas azuis no saco.

Item 368 construçãoExame 2020 · 2.ª Fase (adaptado)

Seja E o espaço amostral associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset E e B \subset E). Sabe-se que:

  • P(A) = 0{,}3 e P(B) = 0{,}4;
  • P(A \cap B) = 0{,}1.

Determina o valor da probabilidade condicionada P\left(A \mid (A \cup B)\right). Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 369 construçãoExame 2020 · Ép. especial

Um hotel organizou, num certo dia, uma descida do rio Zêzere e uma caminhada na serra da Estrela. Sabe-se que:

  • 80\% dos hóspedes participaram na caminhada;
  • 50\% dos hóspedes participaram na descida do rio;
  • 30\% dos hóspedes que participaram na descida do rio não participaram na caminhada.

Escolhe-se, ao acaso, um dos hóspedes do hotel. Determina a probabilidade de esse hóspede ter participado na caminhada e não ter participado na descida do rio. Apresenta o resultado na forma de percentagem.

Item 370 escolha múltiplaExame 2021 · 1.ª Fase

Numa escola frequentada por estudantes portugueses e estrangeiros, 60\% dos alunos são raparigas e 15\% são rapazes estrangeiros.

Escolheu-se, ao acaso, um aluno dessa escola e verificou-se que era um rapaz. Qual é a probabilidade de ele ser português?

  • (A)45\%
  • (B)50\%
  • (C)57{,}5\%
  • (D)62{,}5\%
Item 371 construçãoExame 2021 · 2.ª Fase

Numa localidade existe um clube onde se pratica badmínton e ténis. Relativamente a este clube sabe-se que:

  • cada sócio pratica uma e só uma das duas modalidades;
  • 65\% dos sócios são mulheres;
  • \dfrac{1}{7} dos homens pratica badmínton;
  • \dfrac{5}{6} dos praticantes de badmínton são mulheres.

Escolhe-se, ao acaso, um sócio deste clube. Determina a probabilidade de o sócio escolhido ser uma mulher que pratica ténis. Apresenta o resultado na forma de percentagem.

Item 372 construçãoExame 2022 · 1.ª Fase

Dos alunos que participaram num torneio de jogos matemáticos, que incluiu os jogos Semáforo e Rastros, sabe-se que:

  • metade dos alunos jogou Semáforo;
  • um quarto dos alunos não jogou Rastros;
  • um quinto dos alunos que não jogaram Rastros jogou Semáforo.

Determina a probabilidade de um aluno que participou no torneio, escolhido ao acaso, não ter jogado Semáforo e ter jogado Rastros. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 373 construçãoExame 2022 · 2.ª Fase

Dos passageiros de um voo do Porto para Faro sabe-se que 70\% nunca tinham viajado de avião, que \dfrac{2}{5} já tinham estado em Faro e que metade dos que já tinham estado em Faro já tinha viajado de avião.

O primeiro passageiro a sair do avião nunca tinha estado em Faro. Qual é a probabilidade de esta ter sido a primeira viagem de avião desse passageiro? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 374 construçãoExame 2023 · 1.ª Fase

Num campo de férias, 65\% dos jovens praticavam surf, 20\% praticavam skate e não praticavam surf, e quatro em cada cinco dos que praticavam surf também praticavam skate.

Selecionou-se, ao acaso, um jovem que não praticava skate. Determina a probabilidade de esse jovem praticar surf. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 375 construçãoExame 2023 · 2.ª Fase

Sejam A e B dois acontecimentos equiprováveis de um espaço amostral finito E, com P\left(\overline{A}\right) = 0{,}6 e P\left(A \cup \overline{B}\right) = 0{,}7.

Determina o valor de P\left(\left(A \cup \overline{B}\right) \mid B\right). Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 376 construçãoExame 2023 · Ép. especial

O Rui tem nove bombons com recheio de frutos secos (quatro de amêndoa, dois de avelã e três de noz), aos quais junta vinte e dois bombons com recheio de caramelo. Selecionam-se, sucessivamente, ao acaso e sem reposição, três bombons.

Sejam A: «o primeiro tem recheio de frutos secos», B: «o segundo tem recheio de frutos secos» e C: «o terceiro tem recheio de caramelo».

Justifica, sem recorrer à fórmula da probabilidade condicionada, que P\left(C \mid A \cap \overline{B}\right) = \dfrac{21}{29}, interpretando o significado dessa probabilidade e explicando o numerador e o denominador.

Item 377 construçãoExame 2024 · 1.ª Fase

No primeiro dia de audições de uma orquestra participaram apenas candidatos a flautistas e a violinistas. Sabe-se que \dfrac{3}{5} dos candidatos eram violinistas, que o número de candidatos estrangeiros era igual ao de portugueses e que \dfrac{3}{10} dos estrangeiros eram flautistas.

Seleciona-se, ao acaso, um dos candidatos. Determina a probabilidade de ser português, sabendo que é violinista. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 378 construçãoExame 2024 · 2.ª Fase (adaptado)

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço amostral finito E, com 0 < P(A) < 1 e 0 < P(B) < 1. Sabe-se que P(A \cup B) + 9P(A \cap B) = 1 e P\left(\overline{A}\right) = 3P(B).

Determina o valor de P(A \mid B). Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 379 construçãoExame 2024 · Ép. especial

Um saco contém apenas bolas amarelas e bolas verdes, todas indistinguíveis ao tato. Retiram-se, ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas bolas do saco.

Sejam A: «a primeira bola retirada é amarela» e B: «a segunda bola retirada é amarela». Sabe-se que P(A \cap B) = \dfrac{2}{3}P(A).

Justifica que, inicialmente, existia um número ímpar de bolas amarelas no saco.

Item 380 construçãoExame 2025 · 1.ª Fase

Numa academia de dança sabe-se que 60\% dos alunos estão inscritos em ballet clássico, que 25\% estão inscritos em dança contemporânea e não em ballet, e que metade dos inscritos em dança contemporânea também estão inscritos em ballet.

Selecionou-se, ao acaso, um aluno que não está inscrito em dança contemporânea. Determina a probabilidade de esse aluno estar inscrito em ballet clássico. Apresenta o resultado na forma de dízima.

Item 381 construçãoExame 2025 · Ép. especial

Relativamente aos alunos do 11.º ano de uma escola sabe-se que o número dos que frequentam Filosofia é o dobro do número dos que frequentam Economia A, e que o número dos que frequentam pelo menos uma dessas disciplinas é o triplo do número dos que frequentam as duas.

Seleciona-se, ao acaso, um aluno do 11.º ano dessa escola. Determina a probabilidade de esse aluno não frequentar Economia A, sabendo que frequenta Filosofia. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 382 construçãoExame 2026 · 1.ª Fase

Num dia de verão, o concessionário de uma praia registou: 75\% das pessoas utilizaram guarda-sol; 22\% não utilizaram guarda-sol nem para-vento; uma em cada cinco das pessoas que utilizaram guarda-sol também utilizou para-vento.

Selecionou-se, ao acaso, uma pessoa que esteve na praia nesse dia e não utilizou o para-vento. Determina a probabilidade de essa pessoa ter utilizado o guarda-sol. Apresenta o resultado em percentagem, arredondado às unidades.

Item 383 construçãoExame 2026 · 2.ª Fase

Numa caixa estão vários cartões, cada um numerado com um número inteiro positivo. Sabe-se que 62{,}5\% são múltiplos de três e que um terço dos que não são múltiplos de três são pares.

Seleciona-se, ao acaso, um cartão da caixa. Determina a probabilidade de esse cartão estar numerado com um múltiplo de três ou com um número ímpar. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

O contrário de «múltiplo de três ou ímpar» é «não múltiplo de três e par» — e essa é exatamente a informação que te dão.

  1. Sejam M: «é múltiplo de três» e I: «é ímpar». Então P(M) = 0{,}625 e P\left(\overline{M}\right) = 0{,}375.
  2. Um terço dos não múltiplos de três são pares: P\left(\overline{M} \cap \overline{I}\right) = \dfrac{0{,}375}{3} = 0{,}125.
  3. Por De Morgan, \overline{M \cup I} = \overline{M} \cap \overline{I}.
  4. P(M \cup I) = 1 - 0{,}125 = 0{,}875 = \dfrac{7}{8}
Resposta\dfrac{7}{8}

Chama G ao guarda-sol e V ao para-vento. «Uma em cada cinco das que usaram guarda-sol» é P(V \mid G) = \frac{1}{5}.

  1. P(G) = 0{,}75 e P\left(\overline{G} \cap \overline{V}\right) = 0{,}22, logo P(G \cup V) = 1 - 0{,}22 = 0{,}78.
  2. P(G \cap V) = P(G) \times P(V \mid G) = 0{,}75 \times \dfrac{1}{5} = 0{,}15
  3. P(V) = P(G \cup V) - P(G) + P(G \cap V) = 0{,}78 - 0{,}75 + 0{,}15 = 0{,}18
  4. P\left(G \cap \overline{V}\right) = 0{,}75 - 0{,}15 = 0{,}60 e P\left(\overline{V}\right) = 0{,}82
  5. P\left(G \mid \overline{V}\right) = \dfrac{0{,}60}{0{,}82} = \dfrac{30}{41} \approx 0{,}732
Resposta\approx 73\%

Trabalha com números de alunos, não com probabilidades. Chama e ao número dos de Economia e i ao dos que frequentam as duas.

  1. Sejam f, e e i os números de alunos de Filosofia, de Economia e de ambas. Então f = 2e.
  2. O número dos que frequentam pelo menos uma é f + e - i = 3i.
  3. Substituindo: 2e + e - i = 3i \Leftrightarrow 3e = 4i \Leftrightarrow i = \dfrac{3e}{4}.
  4. P(E \mid F) = \dfrac{i}{f} = \dfrac{3e/4}{2e} = \dfrac{3}{8}
  5. P\left(\overline{E} \mid F\right) = 1 - \dfrac{3}{8} = \dfrac{5}{8}
Resposta\dfrac{5}{8}

Põe b = P(B), escreve P(A) em função de b e desenvolve a reunião.

  1. Seja b = P(B). De P\left(\overline{A}\right) = 3b vem P(A) = 1 - 3b.
  2. Seja i = P(A \cap B). Então P(A \cup B) = P(A) + b - i.
  3. Substituindo na primeira condição: (1 - 3b) + b - i + 9i = 1.
  4. -2b + 8i = 0 \Leftrightarrow i = \dfrac{b}{4}
  5. P(A \mid B) = \dfrac{i}{b} = \dfrac{1}{4}
Resposta\dfrac{1}{4}

Uma tabela de contingência com as linhas «português / estrangeiro» e as colunas «violinista / flautista» arruma tudo.

  1. Sejam V: «violinista», F: «flautista», E: «estrangeiro». P(V) = \dfrac{3}{5}, P(F) = \dfrac{2}{5} e P(E) = P\left(\overline{E}\right) = \dfrac{1}{2}.
  2. P(F \cap E) = P(F \mid E) \times P(E) = \dfrac{3}{10} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{3}{20}
  3. P\left(F \cap \overline{E}\right) = \dfrac{2}{5} - \dfrac{3}{20} = \dfrac{5}{20} = \dfrac{1}{4}
  4. P\left(V \cap \overline{E}\right) = P\left(\overline{E}\right) - P\left(F \cap \overline{E}\right) = \dfrac{1}{2} - \dfrac{1}{4} = \dfrac{1}{4}
  5. P\left(\overline{E} \mid V\right) = \dfrac{1/4}{3/5} = \dfrac{5}{12}
Resposta\dfrac{5}{12}

Condicionar é mudar de universo: imagina que as duas primeiras extrações já aconteceram e conta o que resta na caixa.

  1. P\left(C \mid A \cap \overline{B}\right) é a probabilidade de o terceiro bombom ser de caramelo sabendo que o primeiro foi de frutos secos e o segundo não foi.
  2. Se o segundo não tem frutos secos, então tem caramelo — só há dois tipos.
  3. Denominador. Ao todo há 9 + 22 = 31 bombons; retirados dois, restam 29 — são os casos possíveis para o terceiro.
  4. Numerador. Dos 22 de caramelo já saiu um (o segundo), logo restam 21 — são os casos favoráveis.
  5. Pela regra de Laplace no novo universo, P = \dfrac{21}{29}. \square
Resposta\dfrac{21}{29}

Simplifica primeiro \left(A \cup \overline{B}\right) \cap B — a distributiva faz desaparecer um dos termos.

  1. P(A) = 1 - 0{,}6 = 0{,}4 e, por serem equiprováveis, P(B) = 0{,}4.
  2. Da reunião: 0{,}7 = 0{,}4 + 0{,}6 - P\left(A \cap \overline{B}\right), logo P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}3.
  3. P(A \cap B) = P(A) - P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}4 - 0{,}3 = 0{,}1
  4. \left(A \cup \overline{B}\right) \cap B = (A \cap B) \cup \left(\overline{B} \cap B\right) = A \cap B
  5. P = \dfrac{0{,}1}{0{,}4} = \dfrac{1}{4}
Resposta\dfrac{1}{4}

«Quatro em cada cinco dos que praticavam surf» é uma probabilidade condicionada: P(K \mid S) = \frac{4}{5}.

  1. Sejam S: «pratica surf» e K: «pratica skate». P(S) = 0{,}65 e P\left(K \cap \overline{S}\right) = 0{,}20.
  2. P(K \cap S) = P(S) \times P(K \mid S) = 0{,}65 \times \dfrac{4}{5} = 0{,}52
  3. P(K) = 0{,}52 + 0{,}20 = 0{,}72, logo P\left(\overline{K}\right) = 0{,}28.
  4. P\left(S \cap \overline{K}\right) = 0{,}65 - 0{,}52 = 0{,}13
  5. P\left(S \mid \overline{K}\right) = \dfrac{0{,}13}{0{,}28} = \dfrac{13}{28}
Resposta\dfrac{13}{28}

Chama N a «nunca viajou de avião» e F a «já esteve em Faro». Pede-se P\left(N \mid \overline{F}\right).

  1. P(N) = 0{,}7 e P(F) = \dfrac{2}{5} = 0{,}4.
  2. Metade dos que estiveram em Faro já tinha viajado: P\left(F \cap \overline{N}\right) = \dfrac{1}{2} \times 0{,}4 = 0{,}2.
  3. Logo P(F \cap N) = 0{,}4 - 0{,}2 = 0{,}2.
  4. P\left(N \cap \overline{F}\right) = P(N) - P(N \cap F) = 0{,}7 - 0{,}2 = 0{,}5
  5. P\left(\overline{F}\right) = 1 - 0{,}4 = 0{,}6
  6. P\left(N \mid \overline{F}\right) = \dfrac{0{,}5}{0{,}6} = \dfrac{5}{6}
Resposta\dfrac{5}{6}

Faz uma tabela de dupla entrada com S / \overline{S} nas colunas e R / \overline{R} nas linhas. O terceiro dado é uma probabilidade condicionada.

  1. Sejam S: «jogou Semáforo» e R: «jogou Rastros». Do enunciado:P(S) = \dfrac{1}{2},\quad P\left(\overline{R}\right) = \dfrac{1}{4},\quad P\left(S \mid \overline{R}\right) = \dfrac{1}{5}
  2. P\left(S \cap \overline{R}\right) = P\left(\overline{R}\right) \times P\left(S \mid \overline{R}\right) = \dfrac{1}{4} \times \dfrac{1}{5} = \dfrac{1}{20}
  3. P(S \cap R) = P(S) - P\left(S \cap \overline{R}\right) = \dfrac{1}{2} - \dfrac{1}{20} = \dfrac{9}{20}
  4. P(R) = 1 - P\left(\overline{R}\right) = \dfrac{3}{4}
  5. P\left(\overline{S} \cap R\right) = P(R) - P(S \cap R) = \dfrac{3}{4} - \dfrac{9}{20} = \dfrac{15-9}{20} = \dfrac{6}{20} = \dfrac{3}{10}
Resposta\dfrac{3}{10}

Chama k a P(B) (praticar badmínton) e escreve as duas «entradas» da coluna do badmínton em função de k. A soma delas é k — daí sai a equação.

  1. Sejam M: «é mulher» e B: «pratica badmínton». Do enunciado:P(M) = 0{,}65,\quad P\left(B \mid \overline{M}\right) = \dfrac{1}{7},\quad P(M \mid B) = \dfrac{5}{6}
  2. Seja P(B) = k. Então P(M \cap B) = P(B) \times P(M\mid B) = \dfrac{5k}{6}.
  3. P\left(\overline{M}\right) = 0{,}35, logo P\left(\overline{M} \cap B\right) = 0{,}35 \times \dfrac{1}{7} = 0{,}05.
  4. Como B = (M \cap B) \cup \left(\overline{M} \cap B\right) e os dois pedaços são disjuntos:k = \dfrac{5k}{6} + 0{,}05 \Leftrightarrow \dfrac{k}{6} = 0{,}05 \Leftrightarrow k = 0{,}3
  5. P(M \cap B) = \dfrac{5 \times 0{,}3}{6} = 0{,}25.
  6. Cada sócio pratica só uma modalidade, logo «mulher que pratica ténis» é M \cap \overline{B}:P\left(M \cap \overline{B}\right) = P(M) - P(M \cap B) = 0{,}65 - 0{,}25 = 0{,}4
Resposta40\%

Já sabes que saiu um rapaz: o universo passa a ser só os rapazes. Quantos são, e quantos desses são portugueses?

  1. Sejam R: «é rapaz» e P: «é português».
  2. P(R) = 1 - 0{,}60 = 0{,}40 e P\left(\overline{P} \cap R\right) = 0{,}15.
  3. P(P \cap R) = P(R) - P\left(\overline{P} \cap R\right) = 0{,}40 - 0{,}15 = 0{,}25.
  4. P(P \mid R) = \dfrac{P(P \cap R)}{P(R)} = \dfrac{0{,}25}{0{,}40} = 0{,}625
RespostaOpção (D)

O terceiro dado é P\left(\overline{C} \mid Z\right). Começa por preencher a coluna do Z e só depois passa para a de \overline{Z}.

  1. Sejam C: «participou na caminhada» e Z: «participou na descida do rio».P(C) = 0{,}8,\quad P(Z) = 0{,}5,\quad P\left(\overline{C} \mid Z\right) = 0{,}3
  2. P\left(\overline{C} \cap Z\right) = P(Z) \times P\left(\overline{C}\mid Z\right) = 0{,}5 \times 0{,}3 = 0{,}15.
  3. P\left(\overline{C}\right) = 1-0{,}8 = 0{,}2, logo P\left(\overline{C} \cap \overline{Z}\right) = 0{,}2 - 0{,}15 = 0{,}05.
  4. P\left(\overline{Z}\right) = 0{,}5, logoP\left(C \cap \overline{Z}\right) = P\left(\overline{Z}\right) - P\left(\overline{C} \cap \overline{Z}\right) = 0{,}5 - 0{,}05 = 0{,}45
Resposta45\%

O numerador é P\left(A \cap (A \cup B)\right) — simplifica essa interseção antes de calcular seja o que for.

  1. P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) = 0{,}3+0{,}4-0{,}1 = 0{,}6.
  2. Como A \subset A \cup B, vem A \cap (A \cup B) = A.
  3. P\left(A \mid (A \cup B)\right) = \dfrac{P(A)}{P(A \cup B)} = \dfrac{0{,}3}{0{,}6} = \dfrac{1}{2}
Resposta\dfrac{1}{2}

A igualdade dada é exatamente a definição de P(B \mid A). Depois designa por a e b os números de bolas de cada cor e conta o que sobra na segunda extração.

  1. De P(A \cap B) = \dfrac{1}{3}P(A) vem, dividindo por P(A) \neq 0,P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = \dfrac{1}{3}
  2. Sejam a o número inicial de bolas azuis e b o de brancas.
  3. Sabendo que a primeira bola foi azul, restam a-1 azuis e b brancas, num total de a-1+b bolas. Logo P(B \mid A) = \dfrac{b}{a-1+b}.
  4. \dfrac{b}{a-1+b} = \dfrac{1}{3} \Leftrightarrow 3b = a-1+b \Leftrightarrow a = 2b+1
  5. Como b \in \mathbb{N}, 2b+1 é ímpar: o número inicial de bolas azuis era ímpar. \blacksquare
Respostaa = 2b+1, que é sempre ímpar

Chama k à probabilidade pedida e escreve tudo em função de k. No fim, a coluna do Q tem de somar k.

  1. Sejam Q: «está matriculado em Química» e H: «é rapaz». Seja P(Q) = k.
  2. «O número de raparigas é o dobro dos matriculados em Química»: P\left(\overline{H}\right) = 2k, logo P(H) = 1-2k.
  3. «Um terço dos matriculados em Química são raparigas»: P\left(\overline{H} \mid Q\right) = \dfrac{1}{3}, logo P\left(\overline{H} \cap Q\right) = \dfrac{k}{3}.
  4. «Metade dos rapazes não está matriculada em Química»: P\left(\overline{Q} \mid H\right) = \dfrac{1}{2}, logo P(H \cap Q) = P(H) \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1-2k}{2}.
  5. Somando as duas parcelas de Q:k = \dfrac{1-2k}{2} + \dfrac{k}{3} \Leftrightarrow 6k = 3(1-2k) + 2k \Leftrightarrow 6k = 3-6k+2k \Leftrightarrow 10k = 3
  6. k = \dfrac{3}{10}
Resposta\dfrac{3}{10}

O primeiro dado é condicionado ao 10.º ano. Com ele e com P(R \cap D) consegues P(D).

  1. Sejam R: «é rapaz» e D: «frequenta o 10.º ano».P(R \mid D) = \dfrac{3}{5},\quad P(R) = \dfrac{11}{21},\quad P(R \cap D) = \dfrac{1}{7}
  2. P(D) = \dfrac{P(R \cap D)}{P(R \mid D)} = \dfrac{\frac{1}{7}}{\frac{3}{5}} = \dfrac{5}{21}
  3. P\left(\overline{D}\right) = 1 - \dfrac{5}{21} = \dfrac{16}{21}.
  4. P\left(R \cap \overline{D}\right) = P(R) - P(R \cap D) = \dfrac{11}{21} - \dfrac{1}{7} = \dfrac{11-3}{21} = \dfrac{8}{21}.
  5. P\left(\overline{R} \cap \overline{D}\right) = P\left(\overline{D}\right) - P\left(R \cap \overline{D}\right) = \dfrac{16}{21} - \dfrac{8}{21} = \dfrac{8}{21} \approx 0{,}38
Resposta\dfrac{8}{21} \approx 0{,}38

Chama n ao total de bolas e conta diretamente os casos favoráveis pela regra de Laplace — não precisas da fórmula da condicionada.

  1. Seja n o número total de bolas da caixa.
  2. As bolas amarelas com logótipo são exatamente 3, logo, pela regra de Laplace,P(A \cap L) = \dfrac{3}{n}
  3. \dfrac{3}{n} = \dfrac{1}{16} \Leftrightarrow n = 48
Resposta48 bolas

A chave é que nenhuma probabilidade excede 1 — aplica isso a P(A \cup B) para obter um mínimo para P(A \cap B).

  1. Como P(A \cup B) \leqslant 1 e P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B):0{,}6+0{,}7-P(A \cap B) \leqslant 1 \Leftrightarrow P(A \cap B) \geqslant 0{,}3
  2. Pela definição de probabilidade condicionada,P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = \dfrac{P(A \cap B)}{0{,}6}
  3. Como P(A \cap B) \geqslant 0{,}3 e o denominador é positivo:P(B \mid A) \geqslant \dfrac{0{,}3}{0{,}6} = \dfrac{1}{2}
  4. Fica demonstrado. \blacksquare
RespostaP(A \cap B) \geqslant 0{,}3 \Rightarrow P(B\mid A) \geqslant \dfrac{1}{2}

Mostrar que «existe pelo menos um» é mostrar que P(B \cap F) > 0. Constrói essa probabilidade a partir da coluna do \overline{F}.

  1. Sejam B: «pratica basquetebol» e F: «pratica futebol».P(B) = \dfrac{1}{5},\quad P(F) = \dfrac{2}{5},\quad P\left(\overline{B} \mid \overline{F}\right) = \dfrac{3}{4}
  2. P\left(\overline{F}\right) = 1 - \dfrac{2}{5} = \dfrac{3}{5}.
  3. P\left(\overline{B} \cap \overline{F}\right) = \dfrac{3}{5} \times \dfrac{3}{4} = \dfrac{9}{20}.
  4. P\left(B \cap \overline{F}\right) = P\left(\overline{F}\right) - P\left(\overline{B} \cap \overline{F}\right) = \dfrac{12}{20} - \dfrac{9}{20} = \dfrac{3}{20}.
  5. P(B \cap F) = P(B) - P\left(B \cap \overline{F}\right) = \dfrac{4}{20} - \dfrac{3}{20} = \dfrac{1}{20}
  6. Como P(B \cap F) = \dfrac{1}{20} > 0, o acontecimento B \cap F não é impossível: existe pelo menos um atleta que pratica as duas modalidades. \blacksquare
RespostaP(B \cap F) = \dfrac{1}{20} > 0

Não há números absolutos — chama k a P(E \cap I) e escreve tudo em função de k. Ele acaba por desaparecer.

  1. Sejam E: «estuda Espanhol» e I: «estuda Inglês». Do enunciado, P(E) = P(I) e P(E \cup I) = 4\,P(E \cap I).
  2. Seja P(E \cap I) = k. Pela regra da adição:P(E \cup I) = P(E)+P(I)-P(E \cap I) = 2P(E) - k
  3. 4k = 2P(E) - k \Leftrightarrow 5k = 2P(E) \Leftrightarrow P(E) = \dfrac{5k}{2}.
  4. P(I \mid E) = \dfrac{P(E \cap I)}{P(E)} = \dfrac{k}{\frac{5k}{2}} = \dfrac{2}{5} = 0{,}4
Resposta40\%

Se ocorreu \overline{A}, sabes exatamente que bolas passaram de C_{1} para C_{2}. Depois é a regra de Laplace — e no fim não te esqueças de «desfazer» a transferência.

  1. Interpretação: P\left(B \mid \overline{A}\right) é a probabilidade de a bola retirada de C_{2} ser branca, sabendo que as duas bolas transferidas de C_{1} tinham cores diferentes.
  2. Se ocorreu \overline{A}, foram transferidas uma bola branca e uma bola preta.
  3. A caixa C_{2} passa a ter 7+2 = 9 bolas. Pela regra de Laplace, sendo x o número de brancas em C_{2} nesse momento:\dfrac{x}{9} = \dfrac{2}{3} = \dfrac{6}{9} \Leftrightarrow x = 6
  4. Ou seja, depois da transferência, C_{2} tem 6 brancas e 3 pretas.
  5. Retirando a bola branca e a bola preta que vieram de C_{1}: inicialmente C_{2} tinha 6-1 = 5 brancas e 3-1 = 2 pretas.
  6. Confirmação: 5+2 = 7
Resposta5 bolas brancas e 2 bolas pretas

É a definição de probabilidade condicionada usada «ao contrário»: conheces o numerador e o quociente, falta o denominador.

  1. Do enunciado: P(A \cap B) = 0{,}18 e P(B \mid A) = \dfrac{1}{3}.
  2. Pela definição de probabilidade condicionada:P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} \Leftrightarrow \dfrac{1}{3} = \dfrac{0{,}18}{P(A)}
  3. P(A) = 3 \times 0{,}18 = 0{,}54
RespostaP(A) = 0{,}54

O primeiro dado é uma probabilidade condicionada ao aluno ser rapaz. Com ela e com P(V \cap R) obténs P(R) — que é a proporção de rapazes.

  1. Sejam R: «é rapaz» e V: «tem olhos verdes». Do enunciado, P(V \mid R) = \dfrac{1}{4} e P(V \cap R) = \dfrac{1}{10}.
  2. P(R) = \dfrac{P(V \cap R)}{P(V \mid R)} = \dfrac{\frac{1}{10}}{\frac{1}{4}} = \dfrac{4}{10} = \dfrac{2}{5}
  3. P(R) é a proporção de rapazes na turma, logo o número de rapazes é\dfrac{2}{5} \times 20 = 8
RespostaOpção (B)

A diferença entre os dois casos está toda em P(B \mid A): com reposição o saco volta ao estado inicial; sem reposição já saiu uma bola par.

  1. Significado: P(A \cap B) é a probabilidade de ambas as bolas extraídas terem número par.
  2. Entre 1 e 84 números pares, logo P(A) = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2} em qualquer dos casos.
  3. Com reposição: a bola volta ao saco, pelo que na 2.ª extração há de novo 4 pares em 8 bolas: P(B \mid A) = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2}.
  4. a = P(A \cap B) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4}
  5. Sem reposição: saiu já uma bola par, restam 3 pares em 7 bolas: P(B \mid A) = \dfrac{3}{7}.
  6. b = P(A \cap B) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{3}{7} = \dfrac{3}{14}
RespostaCom reposição a = \dfrac{1}{4}; sem reposição b = \dfrac{3}{14}

Falta-te P(A \cap B) — tira-o da regra da adição.

  1. Da regra da adição, P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B):P(A \cap B) = 0{,}2+0{,}3-0{,}4 = 0{,}1
  2. P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0{,}1}{0{,}3} = \dfrac{1}{3}
RespostaOpção (A)

Ao saber que ocorreu A, o universo reduz-se aos pares (u,v) cuja soma é 10. Lista-os todos — são poucos.

  1. Significado: P(B \mid A) é a probabilidade de o produto dos números das duas fichas ser ímpar, sabendo que a sua soma é 10.
  2. Casos possíveis (soma 10, com u \in \{1,\dots,5\} e v \in \{6,\dots,9\}):(1,9),\;(2,8),\;(3,7),\;(4,6) — são 4 casos.
  3. Casos favoráveis: o produto é ímpar apenas quando ambos os fatores são ímpares: (1,9) e (3,7) — são 2 casos.
  4. Pela regra de Laplace aplicada ao novo universo:P(B \mid A) = \dfrac{2}{4} = \dfrac{1}{2}
Resposta\dfrac{1}{2}

A probabilidade condicionada dá-te P(A \cap B); depois é a regra da adição.

  1. P(A \cap B) = P(A \mid B) \times P(B) = \dfrac{1}{6} \times \dfrac{3}{10} = \dfrac{1}{20}
  2. P(A \cup B) = \dfrac{2}{5}+\dfrac{3}{10}-\dfrac{1}{20} = \dfrac{8}{20}+\dfrac{6}{20}-\dfrac{1}{20} = \dfrac{13}{20}
RespostaOpção (C)

Falta-te P(A) — usa a regra da adição «ao contrário».

  1. Da regra da adição:P(A) = P(A \cup B) - P(B) + P(A \cap B) = 0{,}7-0{,}4+0{,}2 = 0{,}5
  2. P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = \dfrac{0{,}2}{0{,}5} = 0{,}4
RespostaOpção (D)

Saber que saiu um número par reduz o universo a quatro bolas. Quantas dessas são pretas?

  1. As bolas de número par são 2, 4, 6 e 8: são 4 casos possíveis.
  2. Dessas, são pretas (números de 1 a 5) apenas a 2 e a 4: 2 casos favoráveis.
  3. P(A \mid B) = \dfrac{2}{4} = \dfrac{1}{2}
  4. Pela fórmula: P(A \cap B) = \dfrac{2}{9} e P(B) = \dfrac{4}{9}, logo P(A\mid B) = \dfrac{2/9}{4/9} = \dfrac{1}{2}
RespostaOpção (B)

«O número de homens é igual ao número de mulheres» traduz-se por P(M) = 0{,}5. O último dado é condicionado a ser homem.

  1. Sejam M: «é mulher» e C: «reside em Coimbra».P\left(\overline{C}\right) = 0{,}6 \Rightarrow P(C) = 0{,}4; \qquad P(M) = P\left(\overline{M}\right) = 0{,}5
  2. P\left(\overline{C} \mid \overline{M}\right) = 0{,}3, logo P\left(\overline{M} \cap \overline{C}\right) = 0{,}5 \times 0{,}3 = 0{,}15.
  3. P\left(\overline{M} \cap C\right) = P\left(\overline{M}\right) - P\left(\overline{M} \cap \overline{C}\right) = 0{,}5-0{,}15 = 0{,}35.
  4. P(M \cap C) = P(C) - P\left(\overline{M} \cap C\right) = 0{,}4-0{,}35 = 0{,}05.
  5. P(M \mid C) = \dfrac{0{,}05}{0{,}4} = \dfrac{5}{40} = \dfrac{1}{8}
Resposta\dfrac{1}{8}

Preenche primeiro a coluna dos rapazes (o terceiro dado é condicionado a essa coluna) e só depois a das raparigas.

  1. Sejam R: «é rapariga» e D: «está inscrito no desporto escolar».P\left(\overline{R}\right) = 0{,}6,\quad P(D) = 0{,}8,\quad P\left(\overline{D} \mid \overline{R}\right) = 0{,}2
  2. P\left(\overline{R} \cap \overline{D}\right) = 0{,}6 \times 0{,}2 = 0{,}12.
  3. P\left(\overline{D}\right) = 0{,}2, logo P\left(R \cap \overline{D}\right) = 0{,}2-0{,}12 = 0{,}08.
  4. P(R) = 0{,}4, logo P(R \cap D) = 0{,}4-0{,}08 = 0{,}32.
  5. P(R \mid D) = \dfrac{0{,}32}{0{,}8} = \dfrac{2}{5}
Resposta\dfrac{2}{5}

Reparte B em duas partes disjuntas: a que está dentro de A e a que está fora.

  1. P\left(\overline{A}\right) = 1-0{,}4 = 0{,}6.
  2. P\left(B \cap \overline{A}\right) = P\left(\overline{A}\right) \times P\left(B \mid \overline{A}\right) = 0{,}6 \times 0{,}8 = 0{,}48
  3. B decompõe-se em dois acontecimentos disjuntos: B = (B \cap A) \cup \left(B \cap \overline{A}\right).
  4. P(B) = 0{,}2 + 0{,}48 = 0{,}68
RespostaOpção (C)

Um produto é positivo quando os dois fatores têm o mesmo sinal. Conta separadamente os casos «ambos positivos» e «ambos negativos».

  1. Significado: P(A \mid B) é a probabilidade de o primeiro número registado ser negativo, sabendo que o produto dos dois números é positivo.
  2. O dado tem três faces positivas (1, 2, 3) e uma negativa (-1).
  3. Casos possíveis (produto positivo): ambos positivos — 3 \times 3 = 9 casos; ou ambos negativos — só (-1,\,-1), 1 caso. Total: 10.
  4. Casos favoráveis (primeiro negativo e produto positivo): só (-1,\,-1), 1 caso.
  5. P(A \mid B) = \dfrac{1}{10}
Resposta\dfrac{1}{10}

Aplica as leis de De Morgan a A \cup \overline{B}: o acontecimento contrário é exatamente o que aparece no numerador da probabilidade pedida.

  1. Pelas leis de De Morgan, \overline{A \cup \overline{B}} = \overline{A} \cap B, logoP\left(\overline{A} \cap B\right) = 1 - 0{,}92 = 0{,}08
  2. P\left(\overline{A}\right) = 1-0{,}44 = 0{,}56.
  3. P\left(B \mid \overline{A}\right) = \dfrac{0{,}08}{0{,}56} = \dfrac{8}{56} = \dfrac{1}{7}
RespostaOpção (C)

O segundo dado diz que os octaédricos são \dfrac{1}{4} da coleção. Preenche a linha dos amarelos e o resto sai por diferença.

  1. Sejam V: «é verde» e O: «é octaédrico».
  2. P\left(\overline{V}\right) = 0{,}1 (amarelos) e P(V) = 0{,}9.
  3. Se os cúbicos são o triplo dos octaédricos, então os octaédricos são \dfrac{1}{4} do total: P(O) = 0{,}25.
  4. P\left(\overline{O} \cap \overline{V}\right) = 0{,}1 \times 0{,}2 = 0{,}02, logo P\left(O \cap \overline{V}\right) = 0{,}1-0{,}02 = 0{,}08.
  5. P(O \cap V) = P(O) - P\left(O \cap \overline{V}\right) = 0{,}25-0{,}08 = 0{,}17.
  6. P(O \mid V) = \dfrac{0{,}17}{0{,}9} = \dfrac{17}{90}
Resposta\dfrac{17}{90}

É um caso típico de árvore: primeiro o tipo (fluorescente / LED) e depois a forma. P(T) obtém-se pela regra da probabilidade total.

  1. Sejam F: «é fluorescente» e T: «tem forma tubular».
  2. P(F \cap T) = 0{,}55 \times 0{,}50 = 0{,}275.
  3. P\left(\overline{F}\right) = 0{,}45 e, das LED, 10\% são tubulares: P\left(\overline{F} \cap T\right) = 0{,}45 \times 0{,}10 = 0{,}045.
  4. Pela regra da probabilidade total:P(T) = 0{,}275+0{,}045 = 0{,}32
  5. P(F \mid T) = \dfrac{0{,}275}{0{,}32} = 0{,}859375 \approx 0{,}86
Resposta\approx 0{,}86

Cuidado com o último dado: dá-te os ímpares das brancas. Passa-o a pares antes de o usar.

  1. Sejam P: «a bola é preta» e N: «a bola tem número par».
  2. P(P) = \dfrac{2}{5} = 0{,}4 e P\left(\overline{P}\right) = 0{,}6.
  3. P(N \cap P) = 0{,}4 \times 0{,}2 = 0{,}08.
  4. Das brancas, 40\% são ímpares, logo 60\% são pares: P\left(N \cap \overline{P}\right) = 0{,}6 \times 0{,}6 = 0{,}36.
  5. P(N) = 0{,}08+0{,}36 = 0{,}44.
  6. P(P \mid N) = \dfrac{0{,}08}{0{,}44} = \dfrac{8}{44} = \dfrac{2}{11}
Resposta\dfrac{2}{11}

Decompõe A nas duas partes disjuntas A \cap B e A \cap \overline{B}.

  1. P\left(\overline{B}\right) = 1-\dfrac{1}{4} = \dfrac{3}{4}.
  2. P\left(A \cap \overline{B}\right) = P\left(\overline{B}\right) \times P\left(A \mid \overline{B}\right) = \dfrac{3}{4} \times \dfrac{7}{12} = \dfrac{7}{16}
  3. A = (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right), com os dois pedaços disjuntos:P(A) = \dfrac{1}{16}+\dfrac{7}{16} = \dfrac{8}{16} = \dfrac{1}{2}
RespostaP(A) = \dfrac{1}{2}

4 zeros em 7 extrações e não podem sair seguidos. Só há uma maneira de os colocar — descobre qual e o resto sai sozinho.

  1. Significado: P(B \mid A) é a probabilidade de a bola com o número 2 sair em segundo lugar, sabendo que as bolas com o número 0 nunca saem em extrações consecutivas.
  2. Ordem das bolas 0: são 4 bolas com o número 0 em 7 extrações. Para não haver duas seguidas, entre cada duas tem de existir pelo menos uma bola diferente — o que só é possível colocando-as nas extrações de ordem ímpar: 1.ª, 3.ª, 5.ª e 7.ª.
  3. Casos possíveis: as posições de ordem par (2.ª, 4.ª e 6.ª) são ocupadas pelas bolas 2, 3 e 3. Como as duas bolas com o número 3 são indistinguíveis, basta escolher a posição da bola 2: 3 casos.
  4. Casos favoráveis: a bola 2 na 2.ª posição — 1 caso.
  5. P(B \mid A) = \dfrac{1}{3}
Resposta\dfrac{1}{3}

Repara que a pergunta já condiciona a ser rapariga. Começa por calcular P(\text{rapariga} \cap \text{engenharia}).

  1. Sejam R: «é rapariga» e S: «pretende frequentar saúde». Então P(R) = \dfrac{1}{2} e P\left(\overline{S}\right) = \dfrac{1}{4}.
  2. P\left(R \cap \overline{S}\right) = P\left(\overline{S}\right) \times P\left(R \mid \overline{S}\right) = \dfrac{1}{4} \times \dfrac{2}{7} = \dfrac{1}{14}
  3. P(R \cap S) = P(R) - P\left(R \cap \overline{S}\right) = \dfrac{1}{2}-\dfrac{1}{14} = \dfrac{7-1}{14} = \dfrac{6}{14} = \dfrac{3}{7}.
  4. P(S \mid R) = \dfrac{\frac{3}{7}}{\frac{1}{2}} = \dfrac{6}{7}
Resposta\dfrac{6}{7}

O terceiro dado é P\left(\overline{E} \cap \overline{T}\right). Preenche a tabela e soma a coluna do totoloto.

  1. Sejam E: «aposta no euromilhões» e T: «aposta no totoloto».
  2. P(E \cap T) = 0{,}8 \times 0{,}25 = 0{,}2.
  3. P\left(\overline{E}\right) = 0{,}2 e P\left(\overline{E} \cap \overline{T}\right) = 0{,}05, logoP\left(\overline{E} \cap T\right) = 0{,}2-0{,}05 = 0{,}15
  4. P(T) = P(E \cap T) + P\left(\overline{E} \cap T\right) = 0{,}2+0{,}15 = 0{,}35
Resposta0{,}35

É uma árvore de dois níveis: primeiro o sexo, depois o peso. P(X) obtém-se somando os dois ramos.

  1. Sejam R: «é rapariga» e X: «tem excesso de peso». P(R) = 0{,}55 e P\left(\overline{R}\right) = 0{,}45.
  2. P(R \cap X) = 0{,}55 \times 0{,}30 = 0{,}165.
  3. Dos rapazes, 40\% não têm excesso, logo 60\% têm: P\left(\overline{R} \cap X\right) = 0{,}45 \times 0{,}60 = 0{,}27.
  4. P(X) = 0{,}165+0{,}27 = 0{,}435.
  5. P\left(\overline{R} \mid X\right) = \dfrac{0{,}27}{0{,}435} = \dfrac{270}{435} = \dfrac{18}{29}
Resposta\dfrac{18}{29}

É um problema de árvore com inversão: sabes P(\text{negativo} \mid \text{infetado}) e queres P(\text{não infetado} \mid \text{negativo}).

  1. Sejam I: «o frango está infetado» e N: «o teste dá negativo».
  2. P(I) = \dfrac{50}{500} = 0{,}1 e P\left(\overline{I}\right) = 0{,}9.
  3. Se está infetado, o teste dá positivo com probabilidade 0{,}96, logo dá negativo com 0{,}04:P(I \cap N) = 0{,}1 \times 0{,}04 = 0{,}004
  4. P\left(\overline{I} \cap N\right) = 0{,}9 \times 0{,}90 = 0{,}81.
  5. P(N) = 0{,}004+0{,}81 = 0{,}814.
  6. P\left(\overline{I} \mid N\right) = \dfrac{0{,}81}{0{,}814} \approx 0{,}995
Resposta\approx 0{,}995

Saber que é rapariga reduz o universo a 18 alunas. Quantas dessas não têm Inglês?

  1. Dos 20 alunos com Inglês, 4 são rapazes, logo 16 são raparigas.
  2. Raparigas sem Inglês: 18-16 = 2.
  3. Condicionando a «ser rapariga», o universo tem 18 casos possíveis e 2 favoráveis:P\left(\overline{I} \mid R\right) = \dfrac{2}{18} = \dfrac{1}{9}
RespostaOpção (A)

Se I ocorreu, os três primeiros números já estão fixados. Só falta decidir o quarto — e há apenas quatro hipóteses.

  1. Significado: P(J \mid I) é a probabilidade de a soma dos quatro números ser menor do que 10, sabendo que nos três primeiros lançamentos saiu sempre o número 2.
  2. Se ocorreu I, a soma dos três primeiros lançamentos é 2+2+2 = 6.
  3. Casos possíveis: no quarto lançamento pode sair 1, 2, 3 ou 44 casos.
  4. Casos favoráveis: a soma tem de ser inferior a 10, ou seja 6+x < 10 \Leftrightarrow x < 4: sai 1 (soma 7), 2 (soma 8) ou 3 (soma 9) — 3 casos.
  5. P(J \mid I) = \dfrac{3}{4}
Resposta\dfrac{3}{4}

Quantos jovens jogam futebol ao todo? É esse o novo universo.

  1. Jogam futebol: 28 (apenas futebol) +\;12 (ambos) = 40 jovens.
  2. Desses 40, os que também jogam andebol são 12.
  3. P(A \mid F) = \dfrac{12}{40} = \dfrac{3}{10}
RespostaOpção (B)

Os dois últimos dados são condicionados: passa-os a «não inferior a 40» tomando o complementar em cada ramo.

  1. Sejam L: «é licenciado» e J: «tem idade inferior a 40 anos».
  2. P\left(L \cap \overline{J}\right) = 0{,}6 \times (1-0{,}8) = 0{,}6 \times 0{,}2 = 0{,}12.
  3. P\left(\overline{L} \cap \overline{J}\right) = 0{,}4 \times (1-0{,}1) = 0{,}4 \times 0{,}9 = 0{,}36.
  4. P\left(\overline{J}\right) = 0{,}12+0{,}36 = 0{,}48.
  5. P\left(L \mid \overline{J}\right) = \dfrac{0{,}12}{0{,}48} = \dfrac{1}{4}
Resposta\dfrac{1}{4}

Cuidado: para Paris é dada a percentagem dos que seguem viagem. Passa-a a «perder o voo» antes de somar.

  1. Sejam B: «o destino é Berlim» e V: «o passageiro perde o voo». P(B) = 0{,}3 e P\left(\overline{B}\right) = 0{,}7.
  2. P(B \cap V) = 0{,}3 \times 0{,}05 = 0{,}015.
  3. Para Paris, 92\% seguem viagem, logo 8\% perdem o voo: P\left(\overline{B} \cap V\right) = 0{,}7 \times 0{,}08 = 0{,}056.
  4. Pela regra da probabilidade total:P(V) = 0{,}015+0{,}056 = 0{,}071
Resposta0{,}071

Numa tabela de dupla entrada, condicionar a A é olhar para a linha dos rapazes.

  1. Rapazes: 8+2 = 10. É esse o número de casos possíveis.
  2. Rapazes com 18 anos: 2. É esse o número de casos favoráveis.
  3. P(B \mid A) = \dfrac{2}{10} = \dfrac{1}{5}
  4. Nota: a opção (A) corresponde a P(A \cap B) = \dfrac{2}{25} — é o erro clássico de não reduzir o universo.
RespostaOpção (D)

Constrói P(A) pela regra da probabilidade total: A ou acontece com B, ou acontece com \overline{B}.

  1. P(A \cap B) = P(B) \times P(A \mid B) = 0{,}3 \times 0{,}2 = 0{,}06.
  2. P\left(\overline{B}\right) = 0{,}7, logo P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}7 \times 0{,}4 = 0{,}28.
  3. Pela regra da probabilidade total:P(A) = 0{,}06+0{,}28 = 0{,}34
  4. P(B \mid A) = \dfrac{0{,}06}{0{,}34} = \dfrac{6}{34} = \dfrac{3}{17}
Resposta\dfrac{3}{17}

Se já sabes que a abcissa é negativa, o que falta decidir é apenas o sinal da ordenada — ou seja, só o dado B interessa.

  1. Significado: P(L \mid J) é a probabilidade de o ponto Q pertencer ao 3.º quadrante, sabendo que o número saído no dado A é negativo.
  2. O 3.º quadrante corresponde a abcissa e ordenada negativas. Como já se sabe que a abcissa é negativa, basta que a ordenada também o seja.
  3. A ordenada é o número saído no dado B, cujas faces são 1, -1, 1, 1, 1 e 1: apenas uma das seis faces tem número negativo.
  4. P(L \mid J) = \dfrac{1}{6}
Resposta\dfrac{1}{6}

Preenche a tabela a partir da coluna de quem não sabe o nome do diretor — é aí que está a condicionada.

  1. Sejam C: «tem computador portátil» e D: «sabe o nome do diretor».P(C) = \dfrac{1}{5},\quad P\left(\overline{D}\right) = \dfrac{1}{2},\quad P\left(C \mid \overline{D}\right) = \dfrac{1}{3}
  2. P\left(C \cap \overline{D}\right) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{6}.
  3. P(C \cap D) = P(C) - P\left(C \cap \overline{D}\right) = \dfrac{1}{5}-\dfrac{1}{6} = \dfrac{6-5}{30} = \dfrac{1}{30}.
  4. P\left(\overline{C} \cap D\right) = P(D) - P(C \cap D) = \dfrac{1}{2}-\dfrac{1}{30} = \dfrac{15-1}{30} = \dfrac{14}{30} = \dfrac{7}{15}
Resposta\dfrac{7}{15}

Antes de contar casos, pergunta-te: é sequer possível dois números iguais somarem 1?

  1. Significado: P(A \mid B) é a probabilidade de os dois números saídos serem iguais, sabendo que a sua soma é 1.
  2. Se os dois números fossem iguais, digamos ambos iguais a n, a soma seria 2n — um número par.
  3. Como 1 é ímpar, é impossível que a soma seja 1 e os números sejam iguais: A \cap B = \varnothing.
  4. P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0}{P(B)} = 0
  5. Confirmação por contagem: a soma 1 só ocorre com um 0 e um 1 — números necessariamente diferentes.
RespostaP(A \mid B) = 0 (os acontecimentos são incompatíveis)

Enquadra \sqrt{30} entre dois inteiros consecutivos: 5^{2} = 25 e 6^{2} = 36.

  1. 25 < 30 < 36, logo 5 < \sqrt{30} < 6, ou seja \sqrt{30} \approx 5{,}48.
  2. O acontecimento A corresponde aos cartões com número 6, 7 ou 8.
  3. Condicionando a B, o universo passa a ser só os quatro círculos — os cartões 2, 4, 5 e 7.
  4. Desses quatro, apenas o cartão 7 tem número maior do que \sqrt{30}: 1 caso favorável.
  5. P(A \mid B) = \dfrac{1}{4}
RespostaOpção (B)

Aplica as leis de De Morgan ao acontecimento «estrangeiro ou masculino»: o contrário é muito mais simples de tratar.

  1. Sejam P: «o atleta é português» e F: «o atleta é do sexo feminino».
  2. «Estrangeiro ou masculino» é \overline{P} \cup \overline{F}. Pelas leis de De Morgan, o acontecimento contrário é P \cap F:P(P \cap F) = 1 - 0{,}90 = 0{,}10
  3. Metade dos portugueses são do sexo feminino, ou seja P(F \mid P) = \dfrac{1}{2}, logoP(P \cap F) = P(P) \times \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow 0{,}10 = \dfrac{P(P)}{2} \Leftrightarrow P(P) = 0{,}20
  4. Em 200 atletas: 0{,}20 \times 200 = 40 atletas portugueses.
Resposta40 atletas portugueses

Todos os dados de que precisas já estão no enunciado — falta só passar «positiva no primeiro» para «negativa no primeiro».

  1. Sejam A: «tem positiva no 1.º teste» e B: «tem positiva no 2.º teste».
  2. P\left(\overline{A}\right) = 1-0{,}7 = 0{,}3 e P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}1.
  3. P\left(\overline{B} \mid \overline{A}\right) = \dfrac{P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right)}{P\left(\overline{A}\right)} = \dfrac{0{,}1}{0{,}3} = \dfrac{1}{3}
RespostaOpção (C)

Tira P(A \cap B) da regra da adição e aplica a definição.

  1. P(A \cap B) = P(A)+P(B)-P(A \cup B) = 0{,}3+0{,}4-0{,}5 = 0{,}2.
  2. P(A \mid B) = \dfrac{0{,}2}{0{,}4} = \dfrac{1}{2}
RespostaOpção (D)

Depois de sair uma bola verde, quantas bolas ficam na caixa? E quantas delas são amarelas e de número par?

  1. Significado: P\left((B \cap C) \mid A\right) é a probabilidade de a segunda bola retirada ser amarela e ter número par, sabendo que a primeira bola retirada foi verde.
  2. Casos possíveis: a primeira bola (verde) não é reposta, pelo que restam 20-1 = 19 bolas — todas com igual probabilidade de sair.
  3. Casos favoráveis: as bolas amarelas de número par são 12, 14, 16, 18 e 20 — são 5. Nenhuma delas foi retirada na 1.ª extração, porque a primeira bola era verde (numerada de 1 a 10).
  4. Pela regra de Laplace:P\left((B \cap C) \mid A\right) = \dfrac{5}{19}
Resposta\dfrac{5}{19}5 casos favoráveis em 19 possíveis

\overline{A} quer dizer que a primeira bola foi ímpar — logo não saiu nenhuma bola par. Quantas bolas pares continuam no saco?

  1. Significado: P\left(B \mid \overline{A}\right) é a probabilidade de a segunda bola retirada ter número par, sabendo que a primeira bola retirada teve número ímpar.
  2. Entre 1 e 115 números pares (2, 4, 6, 8, 10) e 6 ímpares.
  3. Casos possíveis: como a primeira bola não é reposta, restam 11-1 = 10 bolas.
  4. Casos favoráveis: a bola retirada era ímpar, pelo que as 5 bolas pares continuam todas no saco.
  5. P\left(B \mid \overline{A}\right) = \dfrac{5}{10} = \dfrac{1}{2}
Resposta\dfrac{1}{2}

O terceiro dado dá-te diretamente P(R \mid D) — e com P(D) obténs a interseção.

  1. Sejam D: «pratica desporto» e R: «é rapariga». P(D) = 0{,}6 e P(R) = 0{,}4.
  2. «Metade dos praticantes são raparigas» é P(R \mid D) = 0{,}5, logoP(D \cap R) = P(D) \times P(R \mid D) = 0{,}6 \times 0{,}5 = 0{,}3
  3. P(D \mid R) = \dfrac{0{,}3}{0{,}4} = 0{,}75
Resposta75\%

Se já sabes que saiu o 5, o dado deixa de interessar: a bola vem de certeza da caixa A.

  1. Saber que saiu o número 5 determina que a bola é retirada da caixa A.
  2. A caixa A tem 3 bolas, das quais 2 são verdes.
  3. P(V \mid \text{sair o } 5) = \dfrac{2}{3}
  4. Nota: a probabilidade de sair o 5 (que é \dfrac{1}{6}) não entra no cálculo — já é dado que ocorreu.
RespostaOpção (D)

Só há duas hipóteses para a bola transferida. Testa cada uma e vê qual delas dá \dfrac{1}{2}.

  1. Depois da transferência, a caixa B passa a ter 7+1 = 8 bolas.
  2. Hipótese 1 — a bola transferida era azul: a caixa B ficaria com 5 azuis em 8 bolas, logoP(\text{azul}) = \dfrac{5}{8} \neq \dfrac{1}{2}
  3. Hipótese 2 — a bola transferida era verde: a caixa B fica com 4 azuis em 8 bolas, logoP(\text{azul}) = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2} \;✓
  4. Como só a segunda hipótese é compatível com o valor dado, a bola transferida era verde. \blacksquare
RespostaA bola transferida era verde (\frac{4}{8} = \frac{1}{2})

Chama k a P(A \cap B) e escreve P(A) em função de k usando a regra da adição. O k acaba por se cancelar.

  1. Seja P(A \cap B) = k, com k > 0. Como P(A) = P(B), a regra da adição dáP(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) = 2P(A) - k
  2. Do enunciado, P(A \cup B) = 5k:5k = 2P(A) - k \Leftrightarrow 6k = 2P(A) \Leftrightarrow P(A) = 3k
  3. Como P(B) = P(A) = 3k:P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{k}{3k} = \dfrac{1}{3}
Resposta\dfrac{1}{3}

Como a caixa 1 só tem uma bola verde, saber que as duas bolas transferidas têm cores diferentes identifica-as por completo.

  1. \overline{M} significa que as duas bolas retiradas da caixa 1 têm cores diferentes.
  2. Como na caixa 1 só existe uma bola verde, essas duas bolas são obrigatoriamente uma verde e uma amarela.
  3. Depois da transferência, a caixa 2 fica com 1+2 = 3 bolas: duas verdes (a original e a transferida) e uma amarela.
  4. P\left(V \mid \overline{M}\right) = \dfrac{2}{3}
RespostaOpção (C)

Lista os pares ordenados cuja soma é 4 — são poucos. Esse é o novo universo.

  1. Saber que a soma foi 4 reduz o universo aos pares (1,3), (2,2) e (3,1): 3 casos possíveis.
  2. Desses, apenas (2,2) tem os dois números iguais: 1 caso favorável.
  3. P = \dfrac{1}{3}
RespostaOpção (C)

Se as três primeiras letras já saíram, restam apenas duas bolas no saco. De quantas maneiras podem sair?

  1. Sabendo que as três primeiras letras extraídas formaram TIM, restam no saco apenas as bolas com as letras O e R.
  2. Casos possíveis: as duas bolas podem sair por duas ordens — OR ou RO: 2!\; = 2.
  3. Casos favoráveis: apenas a ordem OR completa a palavra TIMOR: 1.
  4. P = \dfrac{1}{2}
RespostaOpção (C)

Compara a igualdade dada com a regra da adição. O que é que ela obriga P(A \cap B) a ser?

  1. A regra da adição diz que P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B).
  2. Comparando com P(A \cup B) = P(A)+P(B), conclui-se que P(A \cap B) = 0: os acontecimentos são incompatíveis.
  3. P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0}{P(B)} = 0
  4. (o denominador não é nulo, por hipótese)
RespostaOpção (A)

Que relação há entre C e os acontecimentos A e B? Um número é múltiplo de 10 exatamente quando…

  1. Um número é múltiplo de 10 se e só se for par e múltiplo de 5, ou seja C = A \cap B.
  2. Pela regra do produto:P(A \cap B) = P(A) \times P(B \mid A)
  3. \dfrac{3}{8} = P(A) \times \dfrac{15}{16} \Leftrightarrow P(A) = \dfrac{3}{8} \times \dfrac{16}{15} = \dfrac{48}{120} = \dfrac{2}{5}
RespostaOpção (B)

Depois da primeira extração o saco cresce: conta quantas bolas ficam lá ao todo e quantas têm o número 1.

  1. Significado: P(B \mid A) é a probabilidade de a segunda bola retirada ter o número 1, sabendo que a primeira também teve o número 1.
  2. Se saiu uma bola com o número 1, ela é reposta e juntam-se mais 10 bolas com o número 1.
  3. Casos possíveis: o saco passa a ter 10+10 = 20 bolas.
  4. Casos favoráveis: as bolas com o número 1 passam a ser 4+10 = 14.
  5. P(B \mid A) = \dfrac{14}{20} = \dfrac{7}{10}
Resposta\dfrac{7}{10}

Lista explicitamente os casos de C e os de D. Repara em que o cubo só tem faces até 6.

  1. Casos de D (números iguais): (1,1), (2,2), (3,3), (4,4), (5,5) e (6,6) — o cubo só vai até 6. São 6 casos.
  2. Casos de C (produto 16): (2,8) e (4,4)(8,2) é impossível porque o cubo não tem a face 8. São 2 casos.
  3. P(C \mid D): é a probabilidade de o produto ser 16, sabendo que os números são iguais. Dos 6 casos de D, só (4,4) dá produto 16:P(C \mid D) = \dfrac{1}{6}
  4. P(D \mid C): é a probabilidade de os números serem iguais, sabendo que o produto é 16. Dos 2 casos de C, só (4,4) tem números iguais:P(D \mid C) = \dfrac{1}{2}
RespostaP(C \mid D) = \dfrac{1}{6} e P(D \mid C) = \dfrac{1}{2}

Condicionar a A é olhar apenas para a coluna dos 7 anos.

  1. Alunos com 7 anos: 2 rapazes +\;7 raparigas = 9. É o número de casos possíveis.
  2. Desses, são rapazes 2. É o número de casos favoráveis.
  3. P(B \mid A) = \dfrac{2}{9}
  4. Pela fórmula: o total de alunos é 25, logo P(A \cap B) = \dfrac{2}{25} e P(A) = \dfrac{9}{25}, donde P(B\mid A) = \dfrac{2/25}{9/25} = \dfrac{2}{9}
Resposta\dfrac{2}{9}

Chama p ao número de bolas pretas e escreve P(B \mid A) como um quociente de contagens depois de sair uma bola preta.

  1. Significado: P(B \mid A) é a probabilidade de a segunda bola extraída ser branca, sabendo que a primeira foi preta.
  2. Seja p o número inicial de bolas pretas. Depois de sair uma bola preta (que não é reposta), ficam na caixa 10 brancas e p-1 pretas, num total de 9+p bolas.
  3. P(B \mid A) = \dfrac{10}{9+p} = \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow 9+p = 20 \Leftrightarrow p = 11
  4. A caixa tinha inicialmente 11 bolas pretas.
Resposta11 bolas pretas

«Todos praticam pelo menos um» dá-te P(A \cup B) = 1 — é essa a chave para obter a interseção.

  1. Sejam A: «pratica andebol» e B: «pratica basquetebol». Como todos praticam pelo menos um, P(A \cup B) = 1.
  2. P(A \cap B) = P(A)+P(B)-P(A \cup B) = 0{,}5+0{,}7-1 = 0{,}2
  3. P(B \mid A) = \dfrac{0{,}2}{0{,}5} = 0{,}4
RespostaOpção (D)

O terceiro dado é condicionado a «ser português»: dele tiras a fração de raparigas portuguesas. Depois é uma diferença.

  1. Sejam P: «é português» e F: «é do sexo feminino». P(P) = 0{,}25 e P(F) = 0{,}52.
  2. Dos portugueses, \dfrac{3}{5} são rapazes, logo \dfrac{2}{5} = 0{,}4 são raparigas:P(P \cap F) = 0{,}25 \times 0{,}4 = 0{,}1
  3. P\left(\overline{P} \cap F\right) = P(F) - P(P \cap F) = 0{,}52-0{,}10 = 0{,}42
Resposta42\%

Condicionar a Y é olhar para as figuras pretas. Em qual das opções metade delas são quadrados?

  1. P(X \mid Y) = \dfrac{1}{2} significa que, de entre as figuras pretas, metade são quadrados. Basta olhar para as figuras pretas de cada opção.
  2. (A) duas figuras pretas, ambas quadrados: \dfrac{2}{2} = 1
  3. (B) duas figuras pretas, uma quadrado e uma círculo: \dfrac{1}{2}
  4. (C) três figuras pretas, uma delas quadrado: \dfrac{1}{3}
  5. (D) uma figura preta, que é quadrado: \dfrac{1}{1} = 1
RespostaOpção (B)

Escreve os dois acontecimentos como conjuntos de resultados e vê quantos elementos de A pertencem também a B.

  1. A = \{2,\,4,\,6\} e B = \{1,\,2,\,3\}.
  2. Saber que ocorreu A reduz o universo a 3 resultados possíveis.
  3. Desses, apenas o 2 pertence também a B: 1 caso favorável.
  4. P(B \mid A) = \dfrac{1}{3}
  5. Pela fórmula: A \cap B = \{2\}, logo P(A \cap B) = \dfrac{1}{6} e P(A) = \dfrac{1}{2}, donde P(B\mid A) = \dfrac{1/6}{1/2} = \dfrac{1}{3}
Resposta\dfrac{1}{3}

Na segunda alínea, «pão de centeio» é o acontecimento contrário de «pão de trigo» dentro dos dias da Adelaide.

  1. Sejam M: «vai o Manuel» e T: «traz pão de trigo». P(M) = 0{,}4 e P\left(\overline{M}\right) = 0{,}6.
  2. 1. Como 0{,}6 > 0{,}4, é mais provável encontrar a Adelaide.
  3. 2. Quando é a Adelaide, ela traz trigo em 20\% das vezes, logo centeio em 80\%:P\left(\overline{M} \cap \overline{T}\right) = 0{,}6 \times 0{,}8 = 0{,}48
Resposta1. A Adelaide  ·  2. 48\%

«Equiprováveis» aqui significa P(A) = P\left(\overline{A}\right), ou seja P(A) = 0{,}5. Começa por descobrir P(B).

  1. Da definição de probabilidade condicionada:P(B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A \mid B)} = \dfrac{0{,}1}{0{,}25} = 0{,}4
  2. Da regra da adição, P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B):0{,}8 = P(A) + 0{,}4 - 0{,}1 \Leftrightarrow P(A) = 0{,}5
  3. P\left(\overline{A}\right) = 1 - 0{,}5 = 0{,}5.
  4. Como P(A) = P\left(\overline{A}\right) = 0{,}5, os dois acontecimentos são equiprováveis. \blacksquare
RespostaP(A) = P\left(\overline{A}\right) = 0{,}5

Condicionar a Rh é olhar só para a segunda linha da tabela. Começa por somar essa linha.

  1. A linha do Rh soma6{,}5\% + 1{,}2\% + 0{,}4\% + 6{,}7\% = 14{,}8\%
  2. Dentro dessa linha, o grupo A corresponde a 6{,}5\%.
  3. P\left(A \mid \text{Rh}^{-}\right) = \dfrac{6{,}5}{14{,}8} \approx 0{,}439
  4. Arredondando às unidades: 44\%.
Resposta\approx 44\%

Que faces são pares? Alguma delas é o 1? Isso decide de que caixa vem a bola.

  1. Significado: P(Y \mid X) é a probabilidade de sair bola verde, sabendo que saiu face par no lançamento do dado.
  2. As faces pares são 2, 4 e 6. Nenhuma delas é a face 1, pelo que a bola é necessariamente retirada da caixa B.
  3. A caixa B tem 7 bolas, das quais 6 são verdes.
  4. P(Y \mid X) = \dfrac{6}{7}
Resposta\dfrac{6}{7}

Chama p ao número de bolas pretas. Depois de sair uma verde, quantas bolas restam ao todo?

  1. Seja p o número inicial de bolas pretas. Depois de sair uma bola verde (não reposta), restam 5 verdes e p pretas, num total de 5+p.
  2. \dfrac{p}{5+p} = \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow 2p = 5+p \Leftrightarrow p = 5
RespostaOpção (B)

Quantas cartas são simultaneamente figura e de copas? E a primeira carta retirada afetou esse número?

  1. Significado: é a probabilidade de a segunda carta ser uma figura de Copas, sabendo que a primeira carta foi de Espadas.
  2. Casos possíveis: a primeira carta não é reposta, pelo que restam 52-1 = 51 cartas.
  3. Casos favoráveis: as figuras de Copas são o Rei, a Dama e o Valete de Copas — 3 cartas. Como a primeira carta retirada foi de Espadas, nenhuma delas saiu.
  4. P\left((F_{2} \cap C_{2}) \mid E_{1}\right) = \dfrac{3}{51} = \dfrac{1}{17}
Resposta\dfrac{1}{17}

Identifica qual é a informação já conhecida («os dias em que vai de autocarro») — essa é a condição, e vai depois da barra.

  1. A frase restringe-se «aos dias em que vai de autocarro»: esse é o universo condicionante, ou seja, A.
  2. Dentro desse universo, a metade que chega atrasada corresponde a B.
  3. Logo, a tradução é P(B \mid A) = 0{,}5.
  4. Cuidado: a opção (C), P(A \mid B), diria «metade dos dias em que chega atrasado foi de autocarro» — é diferente. E a (A) diria «em metade de todos os dias vai de autocarro e chega atrasado».
RespostaOpção (D)

O terceiro dado é P(V \mid L). Preenche a tabela e vai buscar a célula \overline{L} \cap \overline{V}.

  1. Sejam V: «tem olhos verdes» e L: «tem cabelo louro».P(V) = \dfrac{1}{4},\quad P(L) = \dfrac{1}{3},\quad P(V \mid L) = \dfrac{1}{2}
  2. P(L \cap V) = \dfrac{1}{3} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{6}.
  3. P\left(\overline{L} \cap V\right) = P(V) - P(L \cap V) = \dfrac{1}{4}-\dfrac{1}{6} = \dfrac{3-2}{12} = \dfrac{1}{12}.
  4. P\left(\overline{L}\right) = 1-\dfrac{1}{3} = \dfrac{2}{3}.
  5. P\left(\overline{L} \cap \overline{V}\right) = \dfrac{2}{3}-\dfrac{1}{12} = \dfrac{8-1}{12} = \dfrac{7}{12}
Resposta\dfrac{7}{12}

Os 10\% já são a interseção — não precisas da regra da adição.

  1. Sejam I: «escolheu Inglês» e A: «escolheu Alemão». Do enunciado, P(I) = 0{,}25 e P(I \cap A) = 0{,}10.
  2. P(A \mid I) = \dfrac{P(I \cap A)}{P(I)} = \dfrac{0{,}10}{0{,}25} = \dfrac{2}{5}
RespostaOpção (C)

Se saiu 5 no primeiro lançamento, quantas bolas brancas ficam? A partir daí só o segundo lançamento interessa.

  1. Se ocorreu A, foram retiradas 5 bolas brancas, pelo que fica 6-5 = 1 bola branca na caixa.
  2. Seja k o número saído no segundo lançamento: colocam-se k bolas pretas na caixa.
  3. B ocorre quando 1 < k, ou seja k \in \{2,\,3,\,4,\,5,\,6\}.
  4. Casos possíveis: 6 (as faces do dado no segundo lançamento). Casos favoráveis: 5.
  5. P(B \mid A) = \dfrac{5}{6}
Resposta\dfrac{5}{6}

Se os dois primeiros nomes já são de raparigas, o que falta é apenas o terceiro. Quantas folhas restam no saco e quantas são de raparigas?

  1. Significado: é a probabilidade de a comissão ser formada só por raparigas, sabendo que o presidente e o tesoureiro já são raparigas.
  2. Nessas condições, só falta o terceiro nome: a comissão é só de raparigas se e só se o terceiro nome for também de uma rapariga.
  3. Casos possíveis: saíram já duas folhas, pelo que restam 25-2 = 23 folhas no saco.
  4. Casos favoráveis: das 15 raparigas, duas já saíram, pelo que restam 13.
  5. P\left(C \mid (A \cap B)\right) = \dfrac{13}{23}
Resposta\dfrac{13}{23}

Falta-te P(B) — tira-o da regra da adição.

  1. P(B) = P(A \cup B) - P(A) + P(A \cap B) = 0{,}8-0{,}6+0{,}1 = 0{,}3
  2. P(A \mid B) = \dfrac{0{,}1}{0{,}3} = \dfrac{1}{3}
RespostaOpção (C)

Constrói a tabela de dupla entrada com as três informações. A segunda alínea é a mesma tabela, mas condicionada à coluna do alarme.

  1. Sejam A: «tem alarme» e R: «tem rádio».P(A \cap R) = 0{,}15,\quad P\left(\overline{A} \cap \overline{R}\right) = 0{,}20,\quad P(A) = 0{,}45
  2. 1. P\left(\overline{A}\right) = 1-0{,}45 = 0{,}55, logoP\left(\overline{A} \cap R\right) = P\left(\overline{A}\right) - P\left(\overline{A} \cap \overline{R}\right) = 0{,}55-0{,}20 = 0{,}35
  3. 2. Agora o universo é apenas os automóveis com alarme:P(R \mid A) = \dfrac{P(A \cap R)}{P(A)} = \dfrac{0{,}15}{0{,}45} = \dfrac{1}{3}
Resposta1. 35\%  ·  2. \dfrac{1}{3}

«Pelo menos uma não ser de espadas» é o contrário de «as duas serem de espadas» — e essa é muito mais fácil de calcular.

  1. Sejam E_{1}: «a primeira carta é de espadas» e E_{2}: «a segunda carta é de espadas».
  2. O acontecimento pedido é o contrário de E_{1} \cap E_{2}:P\left(\overline{E_{1} \cap E_{2}}\right) = 1 - P(E_{1}) \times P(E_{2} \mid E_{1})
  3. P(E_{1}) = \dfrac{13}{52} = \dfrac{1}{4}. Retirada uma carta de espadas, restam 12 espadas em 51 cartas: P(E_{2} \mid E_{1}) = \dfrac{12}{51}.
  4. 1 - \dfrac{1}{4} \times \dfrac{12}{51} = 1 - \dfrac{12}{204} = 1 - \dfrac{1}{17} = \dfrac{16}{17}
Resposta\dfrac{16}{17}

É a regra da probabilidade total: o iogurte ou está dentro do prazo, ou está fora — e há uma probabilidade de estar estragado em cada caso.

  1. Sejam V: «está dentro do prazo de validade» e E: «está estragado».
  2. P(V) = \dfrac{8}{10} = 0{,}8 e P\left(\overline{V}\right) = 0{,}2.
  3. P(V \cap E) = 0{,}8 \times 0{,}005 = 0{,}004.
  4. P\left(\overline{V} \cap E\right) = 0{,}2 \times 0{,}65 = 0{,}13.
  5. Pela regra da probabilidade total:P(E) = 0{,}004 + 0{,}13 = 0{,}134
RespostaP(E) = 0{,}134

Aplica a definição com B = A e simplifica A \cap A.

  1. Pela definição de probabilidade condicionada, com B = A:P(A \mid A) = \dfrac{P(A \cap A)}{P(A)}
  2. A \cap A = A, logoP(A \mid A) = \dfrac{P(A)}{P(A)} = 1
  3. (faz sentido: se já se sabe que A ocorreu, é certo que A ocorre). Note-se que A é possível, pelo que P(A) \neq 0 e a divisão é legítima.
RespostaOpção (B)

A probabilidade condicionada já parte do princípio de que a primeira bola saiu branca — não voltes a multiplicar por P(B_{1}).

  1. Sabendo que a primeira bola retirada foi branca e não foi reposta, restam na caixa 4 brancas e 5 pretas, num total de 9.
  2. P(B_{2} \mid B_{1}) = \dfrac{4}{9}
  3. Cuidado com a opção (A): \dfrac{1}{2} \times \dfrac{4}{9} é P(B_{1} \cap B_{2}), e não a probabilidade condicionada.
RespostaOpção (C)

Os dois primeiros lançamentos já aconteceram: o que resta decidir são apenas o terceiro e o quarto.

  1. Como os dois primeiros resultados já estão fixados (1 e 2, que são diferentes), só interessam o terceiro e o quarto lançamentos.
  2. Casos possíveis: 6 \times 6 = 6^{2} resultados para esses dois lançamentos.
  3. Casos favoráveis: o terceiro número tem de ser diferente de 1 e de 24 hipóteses; o quarto tem de ser diferente desses três — 3 hipóteses. Total: 4 \times 3.
  4. P = \dfrac{4 \times 3}{6^{2}}
RespostaOpção (D)

Depois de sair uma bola par que não foi reposta, atualiza os dois números: quantas bolas ficam e quantas dessas são pares.

  1. Entre 1 e 126 números pares.
  2. Saiu uma bola par que não foi reposta, pelo que restam na urna 11 bolas, das quais 5 são pares.
  3. P = \dfrac{5}{11}
  4. Nota: a opção (C) esquece-se de tirar a bola do total; a (A) ignora por completo a informação dada.
RespostaOpção (D)

A caixa 1 só tem uma bola branca — o que é que isso obriga, se as duas bolas retiradas forem da mesma cor?

  1. Significado. P(B \mid A) é a probabilidade de as duas bolas retiradas da caixa 2 serem da mesma cor, sabendo que as duas bolas transferidas da caixa 1 eram da mesma cor.
  2. Conteúdo da caixa 2 depois de A. A caixa 1 tem apenas uma bola branca, pelo que duas bolas da mesma cor retiradas dela são forçosamente as duas pretas. Assim, a caixa 2 passa a ter 3 bolas brancas e 4+2 = 6 bolas pretas, num total de 9 bolas.
  3. Casos possíveis: escolher 2 das 9 bolas da caixa 2, sem ordem — {}^{9}C_{2} = 36.
  4. Casos favoráveis: as duas brancas ({}^{3}C_{2} = 3) ou as duas pretas ({}^{6}C_{2} = 15) — 3+15 = 18.
  5. P(B \mid A) = \dfrac{{}^{3}C_{2} + {}^{6}C_{2}}{{}^{9}C_{2}} = \dfrac{18}{36} = \dfrac{1}{2}
RespostaP(B \mid A) = \dfrac{1}{2}

Sabendo que a Maria e o Manuel já estão no grupo, quantos alunos faltam escolher — e de entre quantos?

  1. Significado. P(B \mid A) é a probabilidade de o grupo ficar com dois rapazes e três raparigas, sabendo que a Maria e o Manuel foram escolhidos.
  2. Regra de Laplace. Como todos os alunos têm a mesma probabilidade de serem escolhidos, a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
  3. Casos possíveis. Sabendo que a Maria e o Manuel estão no grupo, faltam escolher 5-2 = 3 alunos de entre os 27-2 = 25 restantes, sem ordem: {}^{25}C_{3}.
  4. Casos favoráveis. O grupo já tem um rapaz (o Manuel) e uma rapariga (a Maria). Para ficar com dois rapazes e três raparigas, dos três alunos que faltam um tem de ser rapaz e dois raparigas.
  5. Restam 17-1 = 16 rapazes e 10-1 = 9 raparigas, pelo que há 16 \times {}^{9}C_{2} maneiras de completar o grupo.
  6. P(B \mid A) = \dfrac{16 \times {}^{9}C_{2}}{{}^{25}C_{3}} = \dfrac{16 \times 36}{2300} = \dfrac{144}{575} \approx 0{,}25
RespostaP(B \mid A) = \dfrac{144}{575} \approx 0{,}25

A caixa 1 só tem duas bolas pretas — se as três retiradas são da mesma cor, que cor têm de ser?

  1. Significado. P(B \mid A) é a probabilidade de as duas bolas retiradas da caixa 2 serem de cores diferentes, sabendo que as três bolas transferidas da caixa 1 eram da mesma cor.
  2. Conteúdo da caixa 2 depois de A. A caixa 1 só tem duas bolas pretas, pelo que três bolas da mesma cor são forçosamente as três verdes. A caixa 2 fica então com 2 bolas pretas e 1+3 = 4 verdes — 6 bolas ao todo.
  3. Casos possíveis: {}^{6}C_{2} = 15.
  4. Casos favoráveis: uma preta e uma verde — 2 \times 4 = 8.
  5. P(B \mid A) = \dfrac{8}{15}
RespostaP(B \mid A) = \dfrac{8}{15}

A informação «as moedas são iguais» restringe o espaço de resultados: passa a considerar apenas os pares de moedas iguais.

  1. A quantia é de 2 euros exatamente quando as duas moedas são de 1 euro. Trata-se, portanto, de uma probabilidade condicionada: sabendo que as moedas são iguais, qual a probabilidade de serem as duas de 1 euro?
  2. Casos possíveis (moedas iguais). Duas de 1 euro: {}^{2}C_{2} = 1. Duas de 50 cêntimos: {}^{4}C_{2} = 6. Ao todo, 7 pares de moedas iguais.
  3. Casos favoráveis: o único par formado pelas duas moedas de 1 euro.
  4. P = \dfrac{1}{1+6} = \dfrac{1}{7}
RespostaP = \dfrac{1}{7}

A \cap B é o acontecimento «o comprimento está entre 6 e 7 cm».

  1. P(B) = P(X>6) = P(X>\mu) = 0{,}5.
  2. A \cap B corresponde a 6 < X < 7:P(A \cap B) = P(X>6) - P(X>7) = 0{,}5 - 0{,}1 = 0{,}4
  3. P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0{,}4}{0{,}5} = \dfrac{4}{5}
RespostaOpção (B)

Começa pelo segundo membro: P(X) \times P(Y \mid X) é simplesmente P(X \cap Y).

  1. Como P(X) \neq 0, a definição de probabilidade condicionada dáP(X) \times P(Y \mid X) = P(X) \times \dfrac{P(X \cap Y)}{P(X)} = P(X \cap Y)
  2. O segundo membro escreve-se então, usando P\left(\overline{X}\right) = 1 - P(X):P(X \cap Y) + 1 - P(X) - P(Y)
  3. Quanto ao primeiro membro, pelas leis de De Morgan \overline{X} \cap \overline{Y} = \overline{X \cup Y}, pelo queP\left(\overline{X} \cap \overline{Y}\right) = 1 - P(X \cup Y) = 1 - \left(P(X) + P(Y) - P(X \cap Y)\right)= 1 - P(X) - P(Y) + P(X \cap Y)
  4. Os dois membros coincidem.
RespostaAmbos os membros são iguais a 1 - P(X) - P(Y) + P(X \cap Y)

Distribui P(A) pelo parêntesis reto e aplica as leis de De Morgan à segunda parcela.

  1. Primeira parcela. Distribuindo e usando P(A) \times P(B \mid A) = P(A \cap B):P(A)\left[P(B \mid A) - 1\right] = P(A \cap B) - P(A)
  2. Segunda parcela. Pelas leis de De Morgan, \overline{A} \cup \overline{B} = \overline{A \cap B}, pelo queP\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = 1 - P(A \cap B)
  3. Somando:P(A \cap B) - P(A) + 1 - P(A \cap B) = 1 - P(A) = P\left(\overline{A}\right)
RespostaAs parcelas em P(A \cap B) anulam-se, restando 1 - P(A)

A primeira parcela subtraída é P(A \cap B). Que acontecimento é que (A \cap B) e \left(A \cap \overline{B}\right) formam, em conjunto?

  1. Pela definição de probabilidade condicionada, P(A \mid B) \times P(B) = P(A \cap B). O primeiro membro escreve-se então1 - P(A \cap B) - P\left(A \cap \overline{B}\right)
  2. Ora A = (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right), e estes dois acontecimentos são incompatíveis, pelo queP(A \cap B) + P\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A)
  3. Logo1 - P(A \cap B) - P\left(A \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A) = P\left(\overline{A}\right)
RespostaAs duas parcelas subtraídas somam P(A)

Põe P(A \mid B) em evidência no primeiro membro.

  1. Primeiro membro. Pondo P(A \mid B) em evidência:P(A \mid B)\left(1 - P\left(\overline{B}\right)\right)
  2. Como 1 - P\left(\overline{B}\right) = P(B), obtém-se, pela definição de probabilidade condicionada,P(A \mid B) \times P(B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} \times P(B) = P(A \cap B)
  3. Segundo membro. Do mesmo modo,P(A) \times P(B \mid A) = P(A) \times \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = P(A \cap B)
  4. Os dois membros são iguais a P(A \cap B).
RespostaAmbos os membros são iguais a P(A \cap B)

A primeira parte do primeiro membro é simplesmente P(A \cup B).

  1. Como P\left(\overline{A \cup B}\right) = 1 - P(A \cup B), a primeira parte do primeiro membro é1 - \left(1 - P(A \cup B)\right) = P(A \cup B)
  2. Pela definição de probabilidade condicionada, P(A \mid B) \times P(B) = P(A \cap B).
  3. O primeiro membro fica entãoP(A \cup B) + P(A \cap B)
  4. Substituindo P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B):P(A) + P(B) - P(A \cap B) + P(A \cap B) = P(A) + P(B)
RespostaO primeiro membro é P(A \cup B) + P(A \cap B) = P(A) + P(B)

O numerador é a probabilidade de um acontecimento bem conhecido. E do lado direito, 1 - P(B \mid A) = P\left(\overline{B} \mid A\right).

  1. Numerador. O acontecimento \overline{B} decompõe-se na reunião de dois acontecimentos incompatíveis:\overline{B} = \left(A \cap \overline{B}\right) \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B}\right)donde P\left(\overline{B}\right) - P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = P\left(A \cap \overline{B}\right).
  2. O primeiro membro é, portanto,\dfrac{P\left(A \cap \overline{B}\right)}{P(A)} = P\left(\overline{B} \mid A\right)
  3. Segundo membro. Fixado A com P(A) > 0, a probabilidade condicionada é uma probabilidade, pelo que P\left(\overline{B} \mid A\right) = 1 - P(B \mid A).
  4. Os dois membros coincidem.
RespostaAmbos os membros são iguais a P\left(\overline{B} \mid A\right)

A última parcela é P(A \cap B); no primeiro membro, aplica as leis de De Morgan.

  1. Segundo membro. Pela definição de probabilidade condicionada, P(A \mid B) \times P(B) = P(A \cap B). Usando ainda P\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A):1 - P(A) - P(B) + P(A \cap B)
  2. Primeiro membro. Pelas leis de De Morgan, \overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B}, pelo queP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A \cup B) = 1 - P(A) - P(B) + P(A \cap B)
  3. Os dois membros coincidem.
RespostaAmbos os membros são iguais a 1 - P(A) - P(B) + P(A \cap B)

Aplica as leis de De Morgan ao primeiro membro; o produto do segundo é uma probabilidade de interseção.

  1. Primeiro membro. Pelas leis de De Morgan, \overline{E_{1}} \cup \overline{E_{2}} = \overline{E_{1} \cap E_{2}}, pelo queP\left(\overline{E_{1}} \cup \overline{E_{2}}\right) = 1 - P(E_{1} \cap E_{2})
  2. Segundo membro. Como E_{1} é possível, P(E_{1}) \neq 0 e a definição de probabilidade condicionada dáP(E_{1}) \times P(E_{2} \mid E_{1}) = P(E_{1}) \times \dfrac{P(E_{1} \cap E_{2})}{P(E_{1})} = P(E_{1} \cap E_{2})
  3. Logo o segundo membro é também 1 - P(E_{1} \cap E_{2}).
RespostaAmbos os membros são iguais a 1 - P(E_{1} \cap E_{2})
10

Acontecimentos independentes

Independentes e incompatíveis são conceitos diferentes — e, para acontecimentos possíveis, incompatíveis.

Aprendizagens Essenciais
  • Identificar que A e B, com P(A) > 0 e P(B) > 0, são independentes quando a ocorrência de um não altera a probabilidade do outro: P(A \mid B) = P(A) ou P(B \mid A) = P(B).
  • Reconhecer que outra definição equivalente é P(A \cap B) = P(A) \times P(B).
Três moedas

Lançam-se três moedas equilibradas. Com E para a face euro e M para a outra,

S = \{EEE, EEM, EME, EMM, MEE, MEM, MME, MMM\}

Considera A: «sai E na 1.ª moeda» e B: «sai E na 2.ª e na 3.ª».

P(A) = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2}, P(B) = \dfrac{2}{8} = \dfrac{1}{4} e A \cap B = \{EEE\}, logo P(A \cap B) = \dfrac{1}{8}.

Calculando a condicionada,

P(B \mid A) = \dfrac{P(B \cap A)}{P(A)} = \dfrac{1/8}{4/8} = \dfrac{1}{4} = P(B)

Saber que saiu euro na primeira moeda não altera a probabilidade do que acontece nas outras duas. Diz-se que A e B são independentes.

Definição · acontecimentos independentes

Dois acontecimentos A e B dizem-se independentes quando

P(A \cap B) = P(A) \times P(B)

Se P(A) > 0 e P(B) > 0, isto é equivalente a P(A \mid B) = P(A) e também a P(B \mid A) = P(B).

Independentes ≠ incompatíveis
  • Independentes: P(A \cap B) = P(A)P(B) — as probabilidades não se influenciam.
  • Incompatíveis: A \cap B = \varnothing — não podem ocorrer ao mesmo tempo.
  • No exemplo das três moedas, A e B são independentes mas não incompatíveis: A \cap B = \{EEE\} \neq \varnothing.
  • A incompatibilidade vê-se num diagrama de Venn; a independência não — depende dos valores das probabilidades, não do desenho.
Proposição

Se A e B são possíveis (P(A) > 0 e P(B) > 0) e independentes, então não podem ser incompatíveis.

Mensagem-chave
  • Se são incompatíveis, saber que um ocorreu diz-nos que o outro não ocorreu — é a maior dependência possível.
  • Extrair bolas com reposição dá acontecimentos independentes; sem reposição, não.
  • Uma moeda não tem memória: lançamentos sucessivos são sempre independentes.
Exemplo 10 Verificar a independência pela definição

Sabe-se que P(A) = 0{,}4, P(B) = 0{,}5 e P(A \cup B) = 0{,}7. Serão A e B independentes?

  1. Da propriedade da reunião, P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}4 + 0{,}5 - 0{,}7 = 0{,}2.
  2. Por outro lado, P(A) \times P(B) = 0{,}4 \times 0{,}5 = 0{,}2.
  3. Como os dois valores coincidem, A e B são independentes.
  4. Confirmação pela condicionada: P(A \mid B) = \dfrac{0{,}2}{0{,}5} = 0{,}4 = P(A)Não se decide pela leitura de um diagrama: calcula-se P(A \cap B) e compara-se com o produto.
RespostaSim, são independentes.
Python Testar se dois acontecimentos são independentes
from itertools import product

S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
p = lambda c: len([x for x in S if c(x)]) / len(S)

A = lambda x: x[0] % 2 == 0
B = lambda x: x[1] == 6

print('P(A)      =', p(A))
print('P(B)      =', p(B))
print('P(A e B)  =', p(lambda x: A(x) and B(x)))
print('P(A)*P(B) =', p(A) * p(B))

Agora troca B por lambda x: x[0] + x[1] == 7 e volta a correr. Continuam iguais — independência não quer dizer «sem relação nenhuma».

Exercícios propostos

Exercícios sobre independência — em particular sobre quando ela não se verifica.

Exercício 105§10 · verificar pela definição

Em cada caso, verifica se os acontecimentos A e B são independentes.

a) P(A) = 0{,}4, P(B) = 0{,}5, P(A \cap B) = 0{,}2;b) P(A) = 0{,}6, P(B) = 0{,}3, P(A \cap B) = 0{,}2;c) P(A) = 0{,}25, P(B) = 0{,}8, P(A \cap B) = 0{,}2.

Exercício 106§10 · lançamentos sucessivos

Lança-se uma moeda equilibrada três vezes.

a) Determina a probabilidade de sair face nacional nos três lançamentos.b) Sabendo que os dois primeiros lançamentos deram face nacional, determina a probabilidade de o terceiro também dar.

Exercício 107§10 · com e sem reposição

Num saco há 4 bolas brancas e 6 pretas. Extraem-se duas bolas, uma a seguir à outra. Seja A: «a primeira é branca» e B: «a segunda é branca».

a) Com reposição, determina P(A \cap B) e verifica se A e B são independentes.b) Sem reposição, determina P(B \mid A) e conclui.

Exercício 108§10 · a reunião de independentes

Sejam A e B acontecimentos independentes, com P(A) = 0{,}3 e P(B) = 0{,}4.

a) Determina P(A \cap B).b) Determina P(A \cup B).c) Determina P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right).

Exercício 109§10 · pelo menos um

Um atirador acerta no alvo com probabilidade 0{,}7, e os disparos são independentes uns dos outros. Faz 4 disparos.

a) Determina a probabilidade de falhar os quatro.b) Determina a probabilidade de acertar pelo menos uma vez.c) Quantos disparos são precisos para que a probabilidade de acertar pelo menos uma vez ultrapasse 0{,}999?

Exercício 110§10 · descobrir a probabilidade

Sejam A e B acontecimentos independentes, com P(A) = 0{,}25 e P(A \cup B) = 0{,}55.

Determina P(B).

Exercício 111§10 · em série e em paralelo

Um circuito tem dois componentes que funcionam de forma independente. O primeiro funciona com probabilidade 0{,}9 e o segundo com probabilidade 0{,}8.

a) Ligados em série, o circuito só funciona se os dois funcionarem. Determina a probabilidade de o circuito funcionar.b) Ligados em paralelo, basta que um funcione. Determina a probabilidade de o circuito funcionar.

Exercício 112§10 · quando não há independência

Sejam A e B dois acontecimentos tais que 0 < P(A) < 1, 0 < P(B) < 1 e B \subset A.

Mostra que não são independentes os acontecimentos:

a) A e \overline{A};   b) A e B.

Exercício 113§10 · independentes e contrários

Sejam A e B acontecimentos independentes de um mesmo espaço de resultados.

Mostra que A e \overline{B} também são independentes.

Exercício 114§10 · independentes ou incompatíveis?

Sejam A e B acontecimentos possíveis (isto é, de probabilidade não nula) de um mesmo espaço de resultados. Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)Se A e B são incompatíveis, então são independentes.
  • (B)Se A e B são independentes, então são incompatíveis.
  • (C)Se A e B são incompatíveis, então não são independentes.
  • (D)Ser incompatível e ser independente é a mesma coisa.

São independentes quando P(A \cap B) = P(A) \times P(B). Compara os dois números em cada alínea.

  1. a) 0{,}4 \times 0{,}5 = 0{,}2 ✓ — são independentes.
  2. b) 0{,}6 \times 0{,}3 = 0{,}18 \neq 0{,}2não são.
  3. c) 0{,}25 \times 0{,}8 = 0{,}2 ✓ — são independentes.A independência não se vê no enunciado: verifica-se com a igualdade. Dois acontecimentos podem parecer «sem relação» e não ser independentes, e ao contrário.
Respostasa) sim · b) não · c) sim

Os lançamentos são independentes: a moeda não guarda memória do que saiu antes.

  1. a) \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{8}.
  2. b) \dfrac{1}{2}: a informação sobre os dois primeiros não altera o terceiro.É a mesma ideia da falácia do jogador, da secção 2, agora escrita com a definição de independência.
Respostasa) \frac{1}{8} · b) \frac{1}{2}

Com reposição o saco volta ao estado inicial; sem reposição, não.

  1. a) P(A) = P(B) = \dfrac{4}{10} = 0{,}4 e P(A \cap B) = 0{,}4 \times 0{,}4 = 0{,}16 = P(A)P(B): são independentes.
  2. b) Sem reposição, depois de sair branca ficam 3 brancas em 9: P(B \mid A) = \dfrac{3}{9} = \dfrac{1}{3}.
  3. Como P(B \mid A) = \frac{1}{3} \neq 0{,}4 = P(B), não são independentes.É a diferença que decide tudo nestes enunciados. Procura sempre a palavra «reposição» antes de começar a calcular.
Respostasa) 0{,}16, independentes · b) \frac{1}{3}, não independentes

A independência serve para calcular a interseção; a partir daí valem as propriedades da secção 6.

  1. a) P(A \cap B) = 0{,}3 \times 0{,}4 = 0{,}12.
  2. b) P(A \cup B) = 0{,}3 + 0{,}4 - 0{,}12 = 0{,}58.
  3. c) P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - 0{,}58 = 0{,}42.
  4. Confirmação: \overline{A} e \overline{B} também são independentes, e 0{,}7 \times 0{,}6 = 0{,}42Erro clássico: usar P(A \cup B) = P(A) + P(B) por serem independentes. Isso vale para incompatíveis — que é uma coisa completamente diferente.
Respostasa) 0{,}12 · b) 0{,}58 · c) 0{,}42

«Pelo menos um» pede o contrário: «nenhum». Em c), resolve a inequação com logaritmos.

  1. a) 0{,}3^{4} = 0{,}0081.
  2. b) 1 - 0{,}0081 = 0{,}9919.
  3. c) 1 - 0{,}3^{n} > 0{,}999 \Leftrightarrow 0{,}3^{n} < 0{,}001 \Leftrightarrow n > \dfrac{\ln 0{,}001}{\ln 0{,}3} \approx 5{,}74.
  4. São precisos 6 disparos.Confirmação: 0{,}3^{5} = 0{,}00243 (ainda não chega) e 0{,}3^{6} = 0{,}000729
Respostasa) 0{,}0081 · b) 0{,}9919 · c) 6 disparos

Escreve a fórmula da reunião e substitui a interseção pelo produto. Fica uma equação numa só incógnita.

  1. P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A)P(B), por serem independentes.
  2. 0{,}55 = 0{,}25 + P(B) - 0{,}25\,P(B) \Leftrightarrow 0{,}3 = 0{,}75\,P(B).
  3. P(B) = \dfrac{0{,}3}{0{,}75} = 0{,}4.
  4. Confirmação: 0{,}25 + 0{,}4 - 0{,}1 = 0{,}55Há um atalho elegante: 1 - P(A \cup B) = P\left(\overline{A}\right)P\left(\overline{B}\right), ou seja 0{,}45 = 0{,}75 \times P\left(\overline{B}\right), dando P\left(\overline{B}\right) = 0{,}6 de imediato.
RespostaP(B) = 0{,}4

Em série é uma interseção; em paralelo é uma reunião — e essa calcula-se melhor pelo contrário.

  1. a) 0{,}9 \times 0{,}8 = 0{,}72.
  2. b) Falham os dois com probabilidade 0{,}1 \times 0{,}2 = 0{,}02, logo o circuito funciona com probabilidade 1 - 0{,}02 = 0{,}98.Em série o circuito é menos fiável do que qualquer componente; em paralelo é mais fiável do que ambos. É a razão de ser da redundância na engenharia.
Respostasa) 0{,}72 · b) 0{,}98

Decompõe A pelas duas partes que B determina: A = (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right).

  1. Os acontecimentos A \cap B e A \cap \overline{B} são disjuntos e a sua reunião é A, logo P\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A) - P(A \cap B)
  2. Como A e B são independentes, P(A \cap B) = P(A)P(B), e portanto P\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A) - P(A)P(B) = P(A)\bigl[1 - P(B)\bigr]
  3. Ora 1 - P(B) = P\left(\overline{B}\right), donde P\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A)\,P\left(\overline{B}\right).
  4. É exatamente a condição de independência entre A e \overline{B}. ∎Repetindo o argumento, também \overline{A} e \overline{B} são independentes. É por isso que, em b) do exercício da reunião, se pôde escrever 0{,}7 \times 0{,}6.
RespostaP\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A)\,P\left(\overline{B}\right)

Se forem incompatíveis, quanto vale P(A \cap B)? E quanto valeria se fossem independentes?

  1. Se A e B são incompatíveis, P(A \cap B) = 0.
  2. Se fossem independentes, ter-se-ia P(A \cap B) = P(A)P(B), que é um produto de dois números não nulos — logo não nulo.
  3. As duas coisas não podem valer ao mesmo tempo: acontecimentos possíveis e incompatíveis nunca são independentes.
  4. Opção (C).Faz sentido: se A e B são incompatíveis, saber que A ocorreu diz-nos tudo sobre B — que não ocorreu. Longe de não informar, informa por completo.
RespostaOpção (C)

Em ambos os casos, compara P(\text{interseção}) com o produto das probabilidades. Repara em que nenhuma das probabilidades é 0 nem 1.

  1. a) De 0 < P(A) < 1 resulta 0 < P\left(\overline{A}\right) < 1, pelo queP(A) \times P\left(\overline{A}\right) \neq 0
  2. Por outro lado, A \cap \overline{A} = \varnothing, donde P\left(A \cap \overline{A}\right) = 0.
  3. Como P\left(A \cap \overline{A}\right) \neq P(A) \times P\left(\overline{A}\right), os acontecimentos não são independentes. ∎
  4. b) Como B \subset A, tem-se A \cap B = B e, portanto, P(A \cap B) = P(B).
  5. Se fossem independentes, viria P(B) = P(A) \times P(B), ou seja, P(B)\left[1-P(A)\right] = 0, o que obrigaria a P(B) = 0 ou P(A) = 1.
  6. Ora, por hipótese, 0<P(B) e P(A)<1. Logo a igualdade é impossível e os acontecimentos não são independentes. ∎
  7. Leitura: um acontecimento contido noutro nunca é independente dele, a não ser nos casos degenerados de probabilidade 0 ou 1.
RespostaEm a) a interseção é impossível mas o produto não é nulo; em b) P(B) = P(A)P(B) obrigaria a P(A)=1 ou P(B)=0
Exercício 115§10 · verificar a independência

Lança-se um dado cúbico equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6. Considera os acontecimentos A: «sair número par» e B: «sair múltiplo de 3».

Averigua se A e B são independentes.

Exercício 116§10 · independência a partir da reunião

De dois acontecimentos A e B sabe-se que P(A) = 0{,}5, P(B) = 0{,}4 e P(A \cup B) = 0{,}7.

a) Determina P(A \cap B).b) Averigua se A e B são independentes.

Independentes se e só se P(A \cap B) = P(A) \times P(B). Escreve os três conjuntos por extenso.

  1. A = \{2, 4, 6\}, logo P(A) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2}.
  2. B = \{3, 6\}, logo P(B) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}.
  3. A \cap B = \{6\}, logo P(A \cap B) = \dfrac{1}{6}.
  4. Ora P(A) \times P(B) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{6} = P(A \cap B): os acontecimentos são independentes.Saber que saiu par não altera em nada a probabilidade de ser múltiplo de 3 — e vice-versa. É uma coincidência aritmética deste dado, não uma regra.
RespostaSão independentes

A alínea a) sai da fórmula da reunião; a b) é uma verificação de uma igualdade.

  1. P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}5 + 0{,}4 - 0{,}7 = 0{,}2
  2. P(A) \times P(B) = 0{,}5 \times 0{,}4 = 0{,}2
  3. Como P(A \cap B) = P(A) \times P(B), os acontecimentos são independentes.Cuidado com a confusão mais comum do capítulo: independentes não é o mesmo que incompatíveis. Aqui P(A \cap B) = 0{,}2 \neq 0, ou seja, podem ocorrer em simultâneo.
Respostasa) 0{,}2 · b) São independentes

«Pelo menos um» pede o acontecimento contrário: nenhum frequentar Matemática A.

  1. Casos possíveis: escolher 3 dos 25 alunos, sem ordem — {}^{25}C_{3} = 2300.
  2. O acontecimento contrário de «pelo menos um frequenta Matemática A» é «nenhum frequenta Matemática A», isto é, os três são escolhidos de entre os 25-10 = 15 que não a frequentam: {}^{15}C_{3} = 455.
  3. P = 1 - \dfrac{{}^{15}C_{3}}{{}^{25}C_{3}} = 1 - \dfrac{455}{2300} = 1 - \dfrac{91}{460} = \dfrac{369}{460}
RespostaOpção (C)

Começa por construir a tabela: quantos rapazes e raparigas há, e quantos de cada idade. Só depois contas os grupos.

  1. Composição da turma. Rapazes: 0{,}64 \times 25 = 16; raparigas: 25-16 = 9.
  2. Rapazes com 17 anos: \dfrac{3}{4} \times 16 = 12; com 18 anos: 4. Raparigas com 18 anos: \dfrac{1}{3} \times 9 = 3; com 17 anos: 6.
  3. Ao todo: 12+6 = 18 alunos com 17 anos e 4+3 = 7 com 18 anos.
  4. Casos possíveis: {}^{25}C_{6} = 177\,100 grupos de seis.
  5. Casos favoráveis. A Isabel e o José estão fixados. Falta escolher mais um aluno com 17 anos, de entre os 18-2 = 16 restantes ({}^{16}C_{1} = 16), e três alunos com 18 anos de entre 7 ({}^{7}C_{3} = 35):16 \times 35 = 560
  6. P = \dfrac{560}{177\,100} = \dfrac{4}{1265} \approx 0{,}003
RespostaP \approx 0{,}003

Exercícios de Exame · Acontecimentos independentes

Trinta itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre independência. Independente não é o mesmo que incompatível — e é essa confusão que a maior parte destes itens põe à prova.

Item 384 escolha múltiplaExame 1998 · 1.ª Fase · 2.ª chamada

Lançou-se três vezes ao ar uma moeda equilibrada, tendo saído sempre a face coroa.

Qual é a probabilidade de, num quarto lançamento, sair a face cara?

  • (A)\dfrac{1}{4}
  • (B)\dfrac{1}{2}
  • (C)\dfrac{2}{3}
  • (D)\dfrac{3}{4}
Item 385 escolha múltiplaExame 1998 · Prova para militares

Lança-se sucessivas vezes uma moeda equilibrada.

Qual é a probabilidade de serem necessários pelo menos três lançamentos até sair a face nacional?

  • (A)\dfrac{1}{2}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{1}{8}
  • (D)\dfrac{1}{16}
Item 386 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª Fase · 1.ª chamada

Um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6, é lançado três vezes.

Qual é a probabilidade de saírem três números ímpares?

  • (A)\dfrac{1}{27}
  • (B)\dfrac{1}{8}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{2}
Item 387 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª Fase · 2.ª chamada

O António escolhe, ao acaso, uma página de um jornal de oito páginas. A Ana escolhe, ao acaso, uma página de uma revista de quarenta páginas.

Qual é a probabilidade de ambos escolherem a página 5?

  • (A)\dfrac{1}{320}
  • (B)\dfrac{3}{20}
  • (C)\dfrac{1}{48}
  • (D)\dfrac{5}{48}
Item 388 escolha múltiplaExame 2000 · 2.ª Fase

Lança-se duas vezes um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6.

Qual é a probabilidade de sair face 6 em exatamente um dos dois lançamentos?

  • (A)\dfrac{1}{36}
  • (B)\dfrac{5}{36}
  • (C)\dfrac{1}{18}
  • (D)\dfrac{5}{18}
Item 389 escolha múltiplaExame 2001 · 2.ª Fase

Considera uma caixa com nove bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 9, e um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6. Lança-se o dado e tira-se, ao acaso, uma bola da caixa.

Qual é a probabilidade de os números saídos serem ambos menores que 4?

  • (A)\dfrac{1}{9}
  • (B)\dfrac{1}{6}
  • (C)\dfrac{5}{27}
  • (D)\dfrac{5}{54}
Item 390 escolha múltiplaExame 2001 · Ép. especial

Dois atiradores, o António e o Belmiro, disparam simultaneamente sobre um alvo. A probabilidade de o António acertar é 0{,}7 e a de o Belmiro acertar é 0{,}6. Admite que os dois acontecimentos são independentes.

Qual é a probabilidade de o alvo ser atingido?

  • (A)0{,}86
  • (B)0{,}88
  • (C)0{,}90
  • (D)0{,}92
Item 391 construçãoExame 2004 · 2.ª Fase

Lança-se um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6, três vezes.

Qual é a probabilidade de a face 6 sair, pela primeira vez, precisamente no terceiro lançamento? Apresenta o resultado sob a forma de percentagem, arredondado às décimas.

Item 392 construçãoExame 2004 · Ép. especial

Numa caixa existem cinco bolas brancas e três bolas pretas. Ao acaso, tiram-se sucessivamente duas bolas da caixa, não repondo a primeira antes de retirar a segunda.

Utilizando a propriedade «A e B são independentes se e só se P(B \mid A) = P\left(B \mid \overline{A}\right)», mostra que os acontecimentos «a primeira bola retirada é preta» e «a segunda bola retirada é branca» não são independentes.

Item 393 construçãoExame 2004 · Ép. especial

Seja \Omega um espaço de resultados finito e sejam A e B dois acontecimentos possíveis mas não certos.

Prova que A e B são independentes se e só seP(B \mid A) = P\left(B \mid \overline{A}\right)

Item 394 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2006

Sejam A e B dois acontecimentos independentes de um espaço de resultados {\Omega}, com P(B) = \dfrac{2}{3} e P(A \cap B) = \dfrac{1}{2}.

Determina o valor de P(A \cup B). Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 395 construçãoExame 2007 · 1.ª Fase

Considera todos os números de três algarismos que se podem formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Escolhe-se, ao acaso, um desses números.

Sejam A: «o número escolhido é múltiplo de 5» e B: «o número escolhido tem os algarismos todos diferentes».

Averigua se A e B são, ou não, acontecimentos independentes.

Item 396 construçãoExame 2007 · 2.ª Fase

Sabe-se que, se X e Y são acontecimentos independentes com P(X) = a e P(Y) = b, a probabilidade de não ocorrer X nem ocorrer Y é igual a 1-a-b+a \times b.

Num frigorífico há um certo número de iogurtes e um certo número de sumos. Tiram-se do frigorífico, ao acaso, um iogurte e um sumo. A probabilidade de o iogurte ser de pêssego é \dfrac{1}{5} e a de o sumo ser de laranja é \dfrac{1}{3}; admite que estes dois acontecimentos são independentes.

Utilizando a expressão 1-a-b+a \times b, determina a probabilidade de o iogurte não ser de pêssego e o sumo não ser de laranja. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 397 construçãoExame 2007 · 2.ª Fase

Considera um espaço de resultados finito \Omega. A propósito de dois acontecimentos X e Y sabe-se que P(X) = a, que P(Y) = b e que X e Y são independentes.

Mostra que a probabilidade de não ocorrer X nem ocorrer Y é igual a 1 - a - b + a \times b.

Item 398 escolha múltiplaExame 2008 · 2.ª Fase

Num torneio de tiro ao alvo, o João tem de atirar quatro vezes. Em cada tiro, a probabilidade de acertar no alvo é 0{,}8.

Qual é a probabilidade de o João acertar sempre no alvo, nas quatro vezes em que tem de atirar?

  • (A)0{,}0016
  • (B)0{,}0064
  • (C)0{,}0819
  • (D)0{,}4096
Item 399 construçãoTeste Intermédio · 10.12.2008

Na figura está representada a planificação de um dado equilibrado. Conforme se observa, existem três números em cada face. Lança-se este dado uma só vez e observam-se os números da face que fica voltada para cima; diz-se então que saíram esses três números.

Sejam R: «os números saídos são todos iguais» e S: «a soma dos números saídos é igual a 3».

Os acontecimentos R e S são independentes? Justifica.

1 1 12 1 02 2 23 2 10 0 13 0 2
A planificação do dado.
Item 400 escolha múltiplaTeste Intermédio · 15.03.2010

Sejam A e B dois acontecimentos independentes de um espaço de resultados {\Omega}, com P(A) = 0{,}4 e P(B) = 0{,}5.

Qual é o valor de P(A \cup B)?

  • (A)0{,}6
  • (B)0{,}7
  • (C)0{,}8
  • (D)0{,}9
Item 401 construçãoExame 2010 · Ép. especial

A Ana e a Joana vão acampar. Seja A: «a Ana telefona à mãe» e B: «a Joana telefona à mãe». Sabe-se que P(A) = 70\%, P(B) = 80\% e que A e B são independentes.

Determina a probabilidade de pelo menos uma das amigas telefonar à mãe. Apresenta o resultado em percentagem.

Item 402 construçãoTeste Intermédio · 19.01.2011

A Ana dispõe de sete cartas todas diferentes: o ás, o rei, a dama e o valete de espadas, e o rei, a dama e o valete de copas. Introduz as sete cartas num saco e retira uma ao acaso.

Sejam A: «a carta retirada é do naipe de espadas» e B: «a carta retirada é um rei». Averigua se A e B são independentes.

Item 403 escolha múltiplaExame 2011 · 1.ª Fase

Seja {\Omega} o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória e sejam A e B dois acontecimentos independentes, com P(A) \neq 0.

Qual das seguintes afirmações é necessariamente verdadeira?

  • (A)P(A)+P(B) = 1
  • (B)P(A \cup B) = P(A)+P(B)
  • (C)P(A) \neq P(B)
  • (D)P(B \mid A) = P(B)
Item 404 escolha múltiplaExame 2011 · Prova especial

Sejam A e B dois acontecimentos independentes, com P\left(\overline{A}\right) = 0{,}9 e P(A \cup B) = 0{,}73.

Qual é o valor de P(B)?

  • (A)0{,}63
  • (B)0{,}657
  • (C)0{,}073
  • (D)0{,}7
Item 405 escolha múltiplaExame 2012 · 1.ª Fase

Sejam A e B dois acontecimentos independentes, com P\left(\overline{A}\right) = \dfrac{7}{10} e P(A \cup B) = \dfrac{3}{4}.

Qual é o valor de P(B)?

  • (A)\dfrac{5}{14}
  • (B)\dfrac{9}{14}
  • (C)\dfrac{9}{20}
  • (D)\dfrac{11}{20}
Item 406 construçãoExame 2012 · Ép. especial

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega).

Mostra que, se A e B são independentes, entãoP\left(\overline{A} \cap B\right) + P\left(\overline{A}\right) \times \left(1 - P(B)\right) = P\left(\overline{A}\right)

Item 407 construçãoTeste Intermédio · 28.02.2013

Sejam A e B dois acontecimentos de um espaço de resultados {\Omega}. Sabe-se que P(A) = 0{,}3, P\left(\overline{B}\right) = 0{,}6 e P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}4.

Averigua se os acontecimentos A e B são independentes.

Item 408 construçãoTeste Intermédio · 29.11.2013

Na figura está representado, num referencial o.n. Oxyz, um octaedro regular [ABCDEF] cujos vértices pertencem aos eixos coordenados.

Considera a experiência aleatória que consiste em escolher, ao acaso, um dos vértices do octaedro. Sejam X: «o vértice escolhido pertence ao plano definido por y = 0» e Y: «a soma das coordenadas do vértice escolhido é positiva».

Averigua se os acontecimentos X e Y são independentes, indicando os vértices que pertencem a X, a Y e a X \cap Y.

yzxAFCEBDO
O octaedro regular [ABCDEF], com os vértices nos eixos coordenados.
Item 409 escolha múltiplaExame 2014 · 2.ª Fase

Sejam A e B dois acontecimentos independentes, com P(A) = 0{,}4 e P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}48.

Qual é o valor de P(B)?

  • (A)0{,}08
  • (B)0{,}12
  • (C)0{,}2
  • (D)0{,}6
Item 410 construçãoExame 2014 · Ép. especial

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega). Sabe-se que:

  • A e \overline{A} são acontecimentos equiprováveis;
  • A e B são acontecimentos independentes.

Mostra que 2P(A \cup B) = 1 + P(B).

Item 411 escolha múltiplaExame 2018 · Ép. especial

Sejam A e B dois acontecimentos independentes e equiprováveis, com P(A \cup B) = 0{,}64.

Qual é o valor de P(A)?

  • (A)0{,}42
  • (B)0{,}40
  • (C)0{,}38
  • (D)0{,}36
Item 412 escolha múltiplaExame 2019 · Ép. especial (adaptado)

Sejam A e B dois acontecimentos equiprováveis e independentes de um espaço de resultados {\Omega}. Sabe-se que P\left(\overline{A \cap B}\right) = \dfrac{8}{9}.

Qual é o valor de P(A)?

  • (A)\dfrac{1}{4}
  • (B)\dfrac{3}{4}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{2}{3}
Item 413 construçãoExame 2022 · Ép. especial

Seja \Omega, conjunto finito, o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória, e sejam A e B dois acontecimentos (A \subset \Omega e B \subset \Omega), independentes, com P(A) \neq 0.

Mostra queP(B) + P(A) \times \left(1 - P(B \mid A)\right) = P(A) + P(B) \times P\left(\overline{A}\right)

Equiprováveis quer dizer P(A) = P(B) = p; independentes dá P(A \cap B) = p^{2}.

  1. P(A \cap B) = 1 - \dfrac{8}{9} = \dfrac{1}{9}
  2. Sendo independentes e equiprováveis, P(A \cap B) = P(A)P(B) = p^{2}.
  3. p^{2} = \dfrac{1}{9} \Leftrightarrow p = \dfrac{1}{3} (a raiz negativa é de rejeitar).
RespostaOpção (C)

Escreve a fórmula da reunião com P(A) = P(B) = p e P(A \cap B) = p^{2}: fica uma equação do 2.º grau.

  1. P(A \cup B) = p + p - p^{2} = 2p - p^{2}
  2. 2p - p^{2} = 0{,}64 \Leftrightarrow p^{2} - 2p + 0{,}64 = 0
  3. p = \dfrac{2 \pm \sqrt{4 - 2{,}56}}{2} = \dfrac{2 \pm 1{,}2}{2}, ou seja p = 0{,}4 ou p = 1{,}6.
  4. Como uma probabilidade não excede 1, P(A) = 0{,}4.
RespostaOpção (B)

Se A e B são independentes, também o são \overline{A} e \overline{B}.

  1. P\left(\overline{A}\right) = 1 - 0{,}4 = 0{,}6
  2. Da independência, P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = P\left(\overline{A}\right) \times P\left(\overline{B}\right).
  3. 0{,}48 = 0{,}6 \times P\left(\overline{B}\right) \Leftrightarrow P\left(\overline{B}\right) = 0{,}8
  4. P(B) = 1 - 0{,}8 = 0{,}2
RespostaOpção (C)

Calcula P(A \cap B) e compara com P(A) \times P(B). Começa por reconhecer \overline{A} \cap \overline{B} como o contrário da reunião.

  1. P(B) = 1 - 0{,}6 = 0{,}4
  2. Por De Morgan, \overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B}, logo P(A \cup B) = 1 - 0{,}4 = 0{,}6.
  3. P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}3 + 0{,}4 - 0{,}6 = 0{,}1
  4. P(A) \times P(B) = 0{,}3 \times 0{,}4 = 0{,}12
  5. Como 0{,}1 \neq 0{,}12, os acontecimentos não são independentes.
RespostaNão são independentes, porque P(A \cap B) \neq P(A) \times P(B).

Escreve a reunião com P(A \cap B) = P(A)P(B) e resolve em ordem a P(B).

  1. P(A) = 1 - \dfrac{7}{10} = \dfrac{3}{10}
  2. P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A)P(B)
  3. \dfrac{3}{4} = \dfrac{3}{10} + P(B)\left(1 - \dfrac{3}{10}\right)
  4. P(B) \times \dfrac{7}{10} = \dfrac{3}{4} - \dfrac{3}{10} = \dfrac{9}{20}
  5. P(B) = \dfrac{9}{20} \times \dfrac{10}{7} = \dfrac{9}{14}
RespostaOpção (B)

O mesmo método do item anterior: reunião com a interseção substituída pelo produto.

  1. P(A) = 1 - 0{,}9 = 0{,}1
  2. 0{,}73 = 0{,}1 + P(B) - 0{,}1\,P(B) = 0{,}1 + 0{,}9\,P(B)
  3. P(B) = \dfrac{0{,}63}{0{,}9} = 0{,}7
RespostaOpção (D)

Conta quantas cartas cumprem cada condição e quantas cumprem as duas. Depois compara P(A \cap B) com o produto.

  1. Há 7 cartas ao todo. De espadas há 4, logo P(A) = \dfrac{4}{7}.
  2. Reis há dois — o de espadas e o de copas — logo P(B) = \dfrac{2}{7}.
  3. A \cap B é «o rei de espadas», uma só carta: P(A \cap B) = \dfrac{1}{7} = \dfrac{7}{49}.
  4. P(A) \times P(B) = \dfrac{4}{7} \times \dfrac{2}{7} = \dfrac{8}{49}
  5. Como \dfrac{7}{49} \neq \dfrac{8}{49}, A e B não são independentes.
RespostaNão são independentes.

«Pelo menos uma» é o contrário de «nenhuma». E o contrário de acontecimentos independentes também é independente.

  1. O contrário de «pelo menos uma telefona» é «nenhuma telefona», ou seja \overline{A} \cap \overline{B}.
  2. P\left(\overline{A}\right) = 0{,}3 e P\left(\overline{B}\right) = 0{,}2.
  3. Da independência, P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}3 \times 0{,}2 = 0{,}06.
  4. P(A \cup B) = 1 - 0{,}06 = 0{,}94
  5. Pela fórmula da reunião daria o mesmo: 0{,}7 + 0{,}8 - 0{,}56 = 0{,}94
Resposta94\%

Os tiros são independentes: multiplicam-se as probabilidades.

  1. P = 0{,}8 \times 0{,}8 \times 0{,}8 \times 0{,}8 = 0{,}8^{4}
  2. 0{,}8^{4} = 0{,}4096
RespostaOpção (D)

«Pela primeira vez no terceiro» obriga a que os dois primeiros não tenham dado 6.

  1. Nos dois primeiros lançamentos não pode sair 6: \dfrac{5}{6} em cada um.
  2. No terceiro tem de sair 6: \dfrac{1}{6}.
  3. Como os lançamentos são independentes, P = \left(\dfrac{5}{6}\right)^{2} \times \dfrac{1}{6} = \dfrac{25}{216}.
  4. \dfrac{25}{216} \approx 0{,}1157 = 11{,}6\%
Resposta\dfrac{25}{216} \approx 11{,}6\%

As duas extrações são independentes: multiplica as probabilidades.

  1. No dado, menores que 4 são \{1,2,3\}: P = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2}.
  2. Na caixa, menores que 4 são \{1,2,3\}: P = \dfrac{3}{9} = \dfrac{1}{3}.
  3. P = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{6}
RespostaOpção (B)

«Exatamente um» abre dois casos: 6 no primeiro e não no segundo, ou o contrário.

  1. 6 no primeiro e não no segundo: \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6} = \dfrac{5}{36}.
  2. Não no primeiro e 6 no segundo: \dfrac{5}{6} \times \dfrac{1}{6} = \dfrac{5}{36}.
  3. Os dois casos são incompatíveis: P = \dfrac{5}{36} + \dfrac{5}{36} = \dfrac{10}{36} = \dfrac{5}{18}
RespostaOpção (D)

As escolhas são independentes.

  1. P(\text{António escolhe a 5}) = \dfrac{1}{8} e P(\text{Ana escolhe a 5}) = \dfrac{1}{40}.
  2. P = \dfrac{1}{8} \times \dfrac{1}{40} = \dfrac{1}{320}
RespostaOpção (A)

Em cada lançamento, metade das faces são ímpares.

  1. P(\text{ímpar}) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2} em cada lançamento.
  2. Os lançamentos são independentes: P = \left(\dfrac{1}{2}\right)^{3} = \dfrac{1}{8}.
RespostaOpção (B)

Independência significa que saber que A ocorreu não altera a probabilidade de B. Traduz isso em linguagem simbólica.

  1. A e B independentes significa P(A \cap B) = P(A) \times P(B).
  2. Como P(A) \neq 0, podemos dividir:P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = \dfrac{P(A)P(B)}{P(A)} = P(B)
  3. Porque não as outras: (A) e (C) não têm qualquer relação com independência; (B) é a regra da adição para acontecimentos incompatíveis, não independentes.
RespostaOpção (D)

Calcula as duas probabilidades condicionadas por contagem direta: em cada caso, o que resta na caixa é diferente.

  1. Sejam A: «a primeira bola retirada é preta» e B: «a segunda bola retirada é branca». A caixa tem 5+3 = 8 bolas.
  2. Se ocorre A (saiu uma preta): ficam 5 brancas e 2 pretas, num total de 7:P(B \mid A) = \dfrac{5}{7}
  3. Se ocorre \overline{A} (saiu uma branca): ficam 4 brancas e 3 pretas, num total de 7:P\left(B \mid \overline{A}\right) = \dfrac{4}{7}
  4. Como \dfrac{5}{7} \neq \dfrac{4}{7}, os acontecimentos não são independentes. \blacksquare
  5. Faz sentido: a extração é sem reposição, pelo que o resultado da primeira altera a composição da caixa.
RespostaP(B \mid A) = \dfrac{5}{7} \neq \dfrac{4}{7} = P\left(B \mid \overline{A}\right)

Cada vértice está sobre um eixo, logo tem duas coordenadas nulas — a soma das coordenadas é simplesmente a coordenada não nula.

  1. Os vértices estão sobre os eixos, pelo que cada um tem duas coordenadas nulas.
  2. X (pertencer ao plano y=0): são os vértices dos eixos Ox e Oz, ou seja A, B, D e F.P(X) = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3}
  3. Y (soma das coordenadas positiva): a soma é igual à coordenada não nula, logo são os vértices que estão no sentido positivo dos eixos: A, B e C.P(Y) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2}
  4. X \cap Y: A e B.P(X \cap Y) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}
  5. Comparando:P(X) \times P(Y) = \dfrac{2}{3} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{3} = P(X \cap Y)
  6. Os acontecimentos são independentes. \blacksquare
RespostaSão independentes: P(X)P(Y) = \dfrac{1}{3} = P(X \cap Y)

A independência serve para calcular P(A \cap B); a regra da adição faz o resto.

  1. Como A e B são independentes:P(A \cap B) = P(A) \times P(B) = 0{,}4 \times 0{,}5 = 0{,}2
  2. P(A \cup B) = 0{,}4+0{,}5-0{,}2 = 0{,}7
  3. Cuidado: a opção (D) corresponde a somar as probabilidades sem descontar a interseção — isso só valeria para acontecimentos incompatíveis.
RespostaOpção (B)

Conta as faces favoráveis a cada acontecimento — o espaço de resultados tem apenas 6 elementos (as faces). Depois compara P(R) \times P(S) com P(R \cap S).

  1. O espaço de resultados tem 6 elementos (as seis faces), todas com a mesma probabilidade.
  2. R (números todos iguais): as faces 1\,1\,1 e 2\,2\,22 casos.P(R) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}
  3. S (soma igual a 3): as faces 1\,1\,1 (1+1+1=3) e 2\,1\,0 (2+1+0=3) — 2 casos.P(S) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}
  4. R \cap S: só a face 1\,1\,11 caso.P(R \cap S) = \dfrac{1}{6}
  5. P(R) \times P(S) = \dfrac{1}{3} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{9} \neq \dfrac{1}{6} = P(R \cap S)
  6. Logo R e S não são independentes. \blacksquare
RespostaNão são independentes: \dfrac{1}{9} \neq \dfrac{1}{6}

Basta substituir a e b e reduzir tudo ao mesmo denominador.

  1. Sejam a = \dfrac{1}{5} (iogurte de pêssego) e b = \dfrac{1}{3} (sumo de laranja).
  2. 1 - a - b + ab = 1 - \dfrac{1}{5} - \dfrac{1}{3} + \dfrac{1}{5} \times \dfrac{1}{3}
  3. Reduzindo ao denominador 15:= \dfrac{15}{15} - \dfrac{3}{15} - \dfrac{5}{15} + \dfrac{1}{15} = \dfrac{8}{15}
  4. Confirmação: P\left(\overline{X}\right)P\left(\overline{Y}\right) = \dfrac{4}{5} \times \dfrac{2}{3} = \dfrac{8}{15}
Resposta\dfrac{8}{15}

Não há restrição de repetição, logo há 9^{3} números. Um múltiplo de 5 formado só com estes algarismos tem de terminar em…

  1. Casos possíveis: cada um dos três algarismos pode ser qualquer dos nove:9^{3} = 729
  2. A: um múltiplo de 5 termina em 0 ou 5; como o 0 não está disponível, tem de terminar em 5:P(A) = \dfrac{9 \times 9 \times 1}{729} = \dfrac{81}{729} = \dfrac{1}{9}
  3. B: algarismos todos diferentes:P(B) = \dfrac{9 \times 8 \times 7}{729} = \dfrac{504}{729}
  4. A \cap B: termina em 5 e os outros dois são diferentes entre si e de 5:P(A \cap B) = \dfrac{8 \times 7 \times 1}{729} = \dfrac{56}{729}
  5. P(A) \times P(B) = \dfrac{1}{9} \times \dfrac{504}{729} = \dfrac{56}{729} = P(A \cap B)
  6. Os acontecimentos são independentes. \blacksquare
RespostaSão independentes: P(A)P(B) = \dfrac{56}{729} = P(A \cap B)

A independência dá-te P(A \cap B) = P(A) \times P(B) — usa-a ao contrário para obter P(A).

  1. Como A e B são independentes, P(A \cap B) = P(A) \times P(B):\dfrac{1}{2} = P(A) \times \dfrac{2}{3} \Leftrightarrow P(A) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{3}{2} = \dfrac{3}{4}
  2. P(A \cup B) = \dfrac{3}{4}+\dfrac{2}{3}-\dfrac{1}{2} = \dfrac{9+8-6}{12} = \dfrac{11}{12}
Resposta\dfrac{11}{12}

«Ser atingido» é o contrário de «nenhum dos dois acertar» — e essa é a via mais curta.

  1. Sejam A: «o António acerta» e B: «o Belmiro acerta». O alvo é atingido se ocorrer A \cup B.
  2. O acontecimento contrário é \overline{A} \cap \overline{B} («nenhum acerta»). Como A e B são independentes, também \overline{A} e \overline{B} o são:P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}3 \times 0{,}4 = 0{,}12
  3. P(A \cup B) = 1 - 0{,}12 = 0{,}88
  4. Nota: 0{,}7+0{,}6 = 1{,}3 > 1 — somar as probabilidades não faria sentido nenhum aqui.
RespostaOpção (B)

Traduz «não ocorre X nem ocorre Y» em linguagem de conjuntos. E recorda que a independência de X e Y arrasta a de \overline{X} e \overline{Y}.

  1. O acontecimento «não ocorre X nem ocorre Y» é \overline{X} \cap \overline{Y}.
  2. Se X e Y são independentes, também \overline{X} e \overline{Y} o são, pelo queP\left(\overline{X} \cap \overline{Y}\right) = P\left(\overline{X}\right) \times P\left(\overline{Y}\right) = (1-a)(1-b)
  3. Desenvolvendo o produto:(1-a)(1-b) = 1 - b - a + ab = 1 - a - b + a \times b
  4. Em alternativa, por De Morgan: P\left(\overline{X} \cap \overline{Y}\right) = 1 - P(X \cup Y) = 1 - \left(a + b - ab\right), usando P(X \cap Y) = ab.
RespostaP\left(\overline{X} \cap \overline{Y}\right) = (1-a)(1-b) = 1 - a - b + ab

Escreve as duas probabilidades condicionadas como quocientes e usa P\left(\overline{A} \cap B\right) = P(B) - P(A \cap B).

  1. Como A é possível e não certo, 0 < P(A) < 1, pelo que tanto P(A) como P\left(\overline{A}\right) são não nulas e as duas probabilidades condicionadas fazem sentido.
  2. Pela definição, e usando P\left(\overline{A} \cap B\right) = P(B) - P(A \cap B):P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} \qquad P\left(B \mid \overline{A}\right) = \dfrac{P(B) - P(A \cap B)}{1 - P(A)}
  3. A igualdade das duas equivale, multiplicando em cruz (os denominadores são positivos), aP(A \cap B)\left(1 - P(A)\right) = P(A)\left(P(B) - P(A \cap B)\right)
  4. P(A \cap B) - P(A)P(A \cap B) = P(A)P(B) - P(A)P(A \cap B)
  5. Simplificando a parcela comum P(A)P(A \cap B):P(A \cap B) = P(A) \times P(B)
  6. Esta é precisamente a definição de acontecimentos independentes. Como todos os passos são equivalências, fica provada a equivalência pretendida.
RespostaA igualdade é equivalente a P(A \cap B) = P(A) \times P(B)
11

Árvores, tabelas e probabilidade total

Duas formas de arrumar a informação — e uma fórmula que decompõe qualquer probabilidade nos casos que a produzem.

Aprendizagens Essenciais
  • Reconhecer a utilidade de árvores de probabilidade para organizar a informação sobre os acontecimentos em cadeia.
  • Reconhecer a utilidade das tabelas de contingência para calcular a probabilidade condicionada.
  • Obter P(B) a partir de P(B \mid A_{1})P(A_{1}) + \cdots + P(B \mid A_{n})P(A_{n}), com A_{1}, \ldots, A_{n} mutuamente exclusivos e de união igual ao espaço de resultados.
O João e os atrasos

Para explicar os atrasos, o João diz: chove em 40\% dos dias; nos dias de chuva chega atrasado 30\% das vezes; nos dias sem chuva, 10\%.

Com C: «chove» e A: «chega atrasado», isto escreve-se P(C) = 0{,}4, P(A \mid C) = 0{,}3 e P\left(A \mid \overline{C}\right) = 0{,}1.

a) Se estiver previsto chover, a probabilidade de o João se atrasar é diretamente P(A \mid C) = 0{,}3.

b) Num dia sem previsão, é preciso somar os dois caminhos que levam ao atraso.

0,4 0,6 0,3 0,7 0,1 0,9 C A · 0,12 Ā · 0,28 A · 0,06 Ā · 0,54
Ao longo de um caminho multiplicam-se as probabilidades; entre caminhos diferentes somam-se. As quatro folhas somam 1.
Lei da probabilidade total

Se A_{1}, A_{2}, \ldots, A_{n} são mutuamente exclusivos, de probabilidade não nula, e a sua reunião é o espaço de resultados, então, para qualquer acontecimento B,

P(B) = P(B \mid A_{1})P(A_{1}) + P(B \mid A_{2})P(A_{2}) + \cdots + P(B \mid A_{n})P(A_{n})

No caso mais frequente, com apenas dois casos, P(B) = P(B \mid A)P(A) + P\left(B \mid \overline{A}\right)P\left(\overline{A}\right).

Aplicando ao problema do João,

P(A) = 0{,}3 \times 0{,}4 + 0{,}1 \times 0{,}6 = 0{,}12 + 0{,}06 = 0{,}18

Ou seja, 18\% dos dias. A mesma informação numa tabela de contingência:

A\overline{A}Total
C0,120,280,4
\overline{C}0,060,540,6
Total0,180,821
Tabela ou árvore: o que cada uma guarda

As duas representam a mesma informação, mas não guardam o mesmo tipo de número — e é aí que se erra.

  • Numa tabela de dupla entrada, cada célula do interior é uma interseção: P(A \cap B). As margens são as probabilidades de cada acontecimento e o canto vale sempre 1.
  • Numa árvore, cada ramo carrega uma probabilidade condicionada ao que já aconteceu antes dele: o ramo que sai de A para B vale P(B \mid A). A interseção só aparece no fim do caminho, multiplicando ao longo dele.

Regra prática: a tabela guarda interseções, a árvore guarda condicionadas. Passar de uma à outra é multiplicar (árvore → tabela) ou dividir (tabela → árvore).

Como ler o enunciado

Quase todos os enunciados dão as probabilidades por uma destas três formas. Reconhecê-las diz logo qual a representação a usar:

  1. «x% dos … são …» — é uma proporção dentro de um subgrupo, ou seja, uma condicionada. «60% dos alunos procuram emprego e, destes, 25% são homens» dá P(H \mid E) = 0{,}25. Vai direto para a árvore.
  2. «x% são … e …» — é uma interseção. «15% dos inscritos são raparigas e federadas» dá P(R \cap F) = 0{,}15. Vai direto para a tabela.
  3. «há n … dos quais k …» — são contagens. Preenche a tabela com os números e divide no fim; poupa-se muita fração.Este terceiro caso é o mais seguro de todos: com contagens não há como confundir uma condicionada com uma interseção.

Se o enunciado tiver duas etapas no tempo — extrair, depois extrair outra vez; chover, depois chegar atrasado — a árvore é quase sempre mais rápida. Se descrever duas características do mesmo indivíduo — sexo e curso, cor e forma —, a tabela é mais rápida.

Exemplo 11 Inverter o condicionamento

Uma fábrica tem duas máquinas. A máquina I produz 60\% das peças e tem 2\% de defeituosas; a máquina II produz as restantes e tem 5\% de defeituosas. Escolhida uma peça ao acaso, verifica-se que é defeituosa. Qual é a probabilidade de ter vindo da máquina I?

  1. Com I: «vem da máquina I» e D: «é defeituosa», tem-se P(I) = 0{,}6, P(D \mid I) = 0{,}02 e P\left(D \mid \overline{I}\right) = 0{,}05.
  2. Probabilidade total: P(D) = 0{,}02 \times 0{,}6 + 0{,}05 \times 0{,}4 = 0{,}012 + 0{,}02 = 0{,}032.
  3. Pede-se P(I \mid D), que é o inverso do que foi dado:
  4. P(I \mid D) = \dfrac{P(I \cap D)}{P(D)} = \dfrac{0{,}012}{0{,}032} = 0{,}375.Apesar de a máquina I produzir mais peças, só 37{,}5\% das defeituosas vêm dela — porque a II, produzindo menos, estraga mais. É esta inversão que torna a probabilidade condicionada tão pouco intuitiva.
RespostaP(I \mid D) = 0{,}375 = 37{,}5\%
Python Probabilidade total, e o caminho ao contrário
pA, pB = 0.6, 0.4
dA, dB = 0.02, 0.05

total = pA*dA + pB*dB
print('P(defeituosa)        =', total)
print('P(veio de A | defeit) =', pA*dA / total)
print('P(veio de B | defeit) =', pB*dB / total)

A máquina B faz menos peças e responde por mais de metade dos defeitos. Muda os quatro números e vê como o segundo par de resultados reage — é o raciocínio de percorrer a árvore ao contrário.

Exercícios propostos

Seis exercícios de tradução: do enunciado para a tabela, do enunciado para a árvore, e de uma para a outra.

Exercício 117§11 · do enunciado para a tabela

Num clube com 400 sócios, 55% são mulheres e 30% do total pratica natação. Sabe-se ainda que 18% do total são mulheres que praticam natação.

a) Constrói a tabela de dupla entrada.b) Determina a probabilidade de um sócio escolhido ao acaso ser homem e não praticar natação.

Exercício 118§11 · do enunciado para a árvore

Uma caixa tem 4 bolas verdes e 6 amarelas, indistinguíveis ao tato. Extraem-se duas ao acaso, sem reposição.

a) Constrói o diagrama em árvore.b) Determina a probabilidade de as duas bolas serem da mesma cor.

Exercício 119§11 · uma árvore de duas etapas

Numa caixa há 3 bolas verdes e 2 amarelas. Extraem-se duas bolas, sucessivamente e com reposição.

a) Constrói a árvore da experiência, indicando a probabilidade de cada ramo.b) Determina a probabilidade de as duas bolas serem da mesma cor.c) Determina a probabilidade de a segunda ser verde.

Exercício 120§11 · completar a tabela

Numa amostra de 300 pessoas registou-se o sexo e se praticam ou não desporto. Sabe-se que 160 são mulheres, que 180 praticam desporto e que 95 mulheres praticam desporto.

a) Completa a tabela de dupla entrada com as quatro contagens.b) Escolhida uma pessoa ao acaso, determina a probabilidade de ser homem e não praticar desporto.

Exercício 121§11 · ler a tabela

Inquiriram-se 200 alunos do 12.º ano sobre a maneira como vão para a escola. A tabela regista as contagens.

A péDe transporteTotal
Rapazes4862110
Raparigas365490
Total84116200

Escolhe-se um destes alunos ao acaso. Determina, na forma de fração irredutível:

a) a probabilidade de ser rapariga;b) a probabilidade de ser rapaz e ir a pé;c) a probabilidade de ir a pé, sabendo que é rapariga;d) a probabilidade de ser rapariga, sabendo que vai a pé.

Exercício 122§11 · uma árvore de três etapas

Numa caixa há 2 bolas verdes e 3 amarelas, indistinguíveis ao tato. Extraem-se três bolas, sucessivamente e com reposição.

a) Quantos ramos tem a árvore desta experiência? Justifica.b) Determina a probabilidade de saírem as três amarelas.c) Determina a probabilidade de sair pelo menos uma verde.

Exercício 123§11 · probabilidade total

Numa fábrica, a máquina A produz 60% das peças e a máquina B as restantes. Sabe-se que 2% das peças produzidas por A e 5% das produzidas por B têm defeito.

a) Qual é a probabilidade de uma peça, escolhida ao acaso, ter defeito?

b) Escolhida uma peça e verificando-se que tem defeito, qual é a probabilidade de ter sido produzida pela máquina B?

Exercício 124§11 · da árvore para a tabela

De dois acontecimentos A e B sabe-se que

P(A) = 0{,}4 \hspace{2em} P(B \mid A) = 0{,}25 \hspace{2em} P\left(B \mid \overline{A}\right) = 0{,}5

a) Constrói a tabela de dupla entrada.b) Determina P(A \mid B).

Exercício 125§11 · contagens

Numa turma de 25 alunos, 14 têm bicicleta, 9 têm trotinete e 4 têm as duas coisas. Escolhe-se um aluno ao acaso.

a) Constrói a tabela, com contagens.b) Determina a probabilidade de ter bicicleta, sabendo que não tem trotinete.

Exercício 126§11 · um teste de rastreio

Uma doença afeta 2% de uma população. Um teste de rastreio dá positivo em 95% das pessoas doentes e, entre as pessoas saudáveis, dá positivo em 4% dos casos.

a) Determina a probabilidade de uma pessoa escolhida ao acaso ter teste positivo.b) Sabendo que o teste deu positivo, determina a probabilidade de a pessoa estar realmente doente.c) Comenta o resultado da alínea b).

Exercício 127§11 · três fornecedores

Uma loja compra lâmpadas a três fornecedores: 50% ao fornecedor A, 30% ao B e 20% ao C. A percentagem de lâmpadas defeituosas é de 1% nas de A, 2% nas de B e 5% nas de C.

a) Determina a probabilidade de uma lâmpada escolhida ao acaso ser defeituosa.b) Sabendo que uma lâmpada é defeituosa, determina a probabilidade de ter vindo do fornecedor C.

Exercício 128§11 · da tabela para a condicionada

Retoma a tabela do exercício das 300 pessoas, com 95 mulheres e 85 homens a praticar desporto, num total de 160 mulheres e 140 homens.

a) Determina a probabilidade de praticar desporto, sabendo que é mulher.b) Determina a probabilidade de ser mulher, sabendo que pratica desporto.c) Serão «ser mulher» e «praticar desporto» acontecimentos independentes? Justifica.

Exercício 129§11 · ler a condicionada no ramo

Num estojo há 3 canetas azuis e 5 pretas. Tiram-se duas canetas, uma a seguir à outra, sem reposição.

a) Constrói a árvore, com a probabilidade de cada ramo.b) Determina a probabilidade de as duas serem azuis.c) Determina a probabilidade de pelo menos uma ser azul.d) Sabendo que a primeira foi azul, determina a probabilidade de a segunda ser preta — sem usar a fórmula da probabilidade condicionada.

Exercício 130§11 · com reposição e sem reposição

Numa caixa há 4 bolas brancas e 6 pretas. Extraem-se duas bolas, uma a seguir à outra.

a) Determina a probabilidade de as duas serem brancas, com reposição.b) Determina a mesma probabilidade, sem reposição.c) Em qual das duas experiências é que «a segunda é branca» e «a primeira é branca» são acontecimentos independentes? Justifica.d) Mostra que, mesmo sem reposição, a probabilidade de a segunda bola ser branca é \dfrac{2}{5}.

Exercício 131§11 · duas etapas encadeadas

A urna A tem 3 bolas brancas e 2 pretas; a urna B tem 1 branca e 4 pretas. Lança-se um dado equilibrado: se sair 5 ou 6, extrai-se uma bola de A; caso contrário, extrai-se de B.

a) Determina a probabilidade de a bola extraída ser branca.

b) Sabendo que a bola extraída é branca, qual é a probabilidade de ter vindo da urna A?

Exercício 132§11 · o caminho ao contrário

Numa turma, 60% dos alunos estudaram para o teste. Dos que estudaram, 90% tiveram positiva; dos que não estudaram, 30% tiveram positiva.

a) Determina a percentagem de alunos com positiva.b) Escolhido ao acaso um aluno com positiva, determina a probabilidade de ter estudado.c) Escolhido ao acaso um aluno com negativa, determina a probabilidade de não ter estudado.

Exercício 133§11 · a bola que muda de urna

A urna A tem 4 bolas verdes e 3 pretas; a urna B tem 6 bolas verdes e 2 pretas. Retira-se ao acaso uma bola de B e coloca-se em A. Em seguida, retira-se ao acaso uma bola de A.

a) Sabendo que a bola que veio de B era preta, determina a probabilidade de a bola retirada de A ser verde.b) Determina a probabilidade de a bola retirada de A ser verde.c) Sabendo que a bola retirada de A é verde, determina a probabilidade de a bola que veio de B ser verde.

Exercício 134§11 · testar até encontrar

Numa caixa há 6 pilhas, das quais 2 estão gastas. Testam-se as pilhas uma a uma, ao acaso e sem reposição, parando assim que se encontrar uma pilha gasta — e nunca fazendo mais do que três testes.

a) Determina a probabilidade de bastar um teste.b) Determina a probabilidade de serem precisos exatamente dois testes.c) Determina a probabilidade de serem precisos os três testes.d) Determina a probabilidade de, feitos os três testes, não se ter encontrado nenhuma pilha gasta.e) Verifica que as probabilidades das alíneas a), b) e c) somam 1 e explica porquê.

«18% são mulheres e praticam natação» é uma interseção — vai directamente para uma célula do interior da tabela. As margens são 55% e 30%.

  1. Com M: «ser mulher» e N: «praticar natação», a tabela em percentagens do total é:
N\overline{N}Total
M183755
\overline{M}123345
Total3070100
  1. Preenche-se pelas margens: 55 - 18 = 37, 30 - 18 = 12, 45 - 12 = 33.
  2. P\left(\overline{M} \cap \overline{N}\right) = 0{,}33Os 400 sócios não são precisos para nada — só serviriam se a pergunta fosse «quantos sócios».
Resposta0{,}33

Sem reposição: no segundo ramo já só há 9 bolas, e o número de bolas da cor saída diminuiu uma unidade.

  1. Primeiro ramo: P(V) = \dfrac{4}{10} e P(A) = \dfrac{6}{10}.
  2. Segundo ramo, depois de verde: \dfrac{3}{9} verde, \dfrac{6}{9} amarela. Depois de amarela: \dfrac{4}{9} verde, \dfrac{5}{9} amarela.
  3. P(\text{duas verdes}) = \dfrac{4}{10} \times \dfrac{3}{9} = \dfrac{12}{90}
  4. P(\text{duas amarelas}) = \dfrac{6}{10} \times \dfrac{5}{9} = \dfrac{30}{90}
  5. P(\text{mesma cor}) = \dfrac{12}{90} + \dfrac{30}{90} = \dfrac{42}{90} = \dfrac{7}{15}Em alternativa, sem árvore: \dfrac{{}^{4}C_{2} + {}^{6}C_{2}}{{}^{10}C_{2}} = \dfrac{6+15}{45} = \dfrac{21}{45} = \dfrac{7}{15}
Resposta\dfrac{7}{15}

Com reposição, os dois ramos da segunda etapa têm as mesmas probabilidades da primeira. Multiplica ao longo de cada caminho e soma os caminhos favoráveis.

  1. Em cada extração, P(V) = \dfrac{3}{5} e P(A) = \dfrac{2}{5}.
  2. b) Mesma cor: \dfrac{3}{5}\times\dfrac{3}{5} + \dfrac{2}{5}\times\dfrac{2}{5} = \dfrac{9}{25} + \dfrac{4}{25} = \dfrac{13}{25}.
  3. c) A segunda é verde por dois caminhos: \dfrac{3}{5}\times\dfrac{3}{5} + \dfrac{2}{5}\times\dfrac{3}{5} = \dfrac{9+6}{25} = \dfrac{15}{25} = \dfrac{3}{5}.Deu \frac{3}{5}, o mesmo da primeira extração — e faz sentido: com reposição, a segunda extração é uma cópia da primeira.
Respostasb) \frac{13}{25} · c) \frac{3}{5}

Preenche primeiro a célula que o enunciado dá — 95 — e depois desconta pelas margens.

  1. Mulheres que não praticam: 160 - 95 = 65.
  2. Homens que praticam: 180 - 95 = 85.
  3. Homens que não praticam: 300 - 160 - 85 = 55.
  4. PraticaNão praticaTotal
    Mulheres9565160
    Homens8555140
    Total180120300
  5. b) P = \dfrac{55}{300} \approx 0{,}183.A verificação a fazer sempre: as quatro células somam o total, e cada margem também bate certo.
Respostab) \frac{55}{300} \approx 0{,}183

Nas alíneas c) e d) o total muda: já não são os 200. Quando se sabe alguma coisa, passa a contar-se só dentro da linha ou da coluna que essa informação escolhe.

  1. a) São 90 raparigas em 200 alunos: P = \dfrac{90}{200} = \dfrac{9}{20}.
  2. b) A célula que cruza «rapazes» com «a pé» tem 48: P = \dfrac{48}{200} = \dfrac{6}{25}.
  3. c) Saber que é rapariga reduz o universo à linha das raparigas, que tem 90 alunas; delas, 36 vão a pé: P(\text{a pé} \mid \text{rapariga}) = \dfrac{36}{90} = \dfrac{2}{5}.
  4. d) Agora o universo é a coluna «a pé», com 84 alunos, dos quais 36 são raparigas: P(\text{rapariga} \mid \text{a pé}) = \dfrac{36}{84} = \dfrac{3}{7}. As duas últimas alíneas têm o mesmo numerador e totais diferentes — é o que distingue P(A \mid B) de P(B \mid A). Trocá-las é o erro mais comum de toda a secção.
Respostasa) \dfrac{9}{20} · b) \dfrac{6}{25} · c) \dfrac{2}{5} · d) \dfrac{3}{7}

Com reposição, a caixa fica igual antes de cada extração: os três ramos têm sempre as mesmas probabilidades. Na alínea c), o contrário de «pelo menos uma verde» é «nenhuma verde».

  1. a) Em cada extração há dois resultados possíveis, verde ou amarela, e são três extrações: 2 \times 2 \times 2 = 2^{3} = 8 \text{ ramos.}
  2. b) Como há reposição, a probabilidade de sair amarela é \dfrac{3}{5} em qualquer das extrações, e os ramos multiplicam-se: \left(\dfrac{3}{5}\right)^{3} = \dfrac{27}{125}.
  3. c) «Pelo menos uma verde» é o contrário de «nenhuma verde», e «nenhuma verde» é exatamente o caso da alínea anterior: P = 1 - \dfrac{27}{125} = \dfrac{98}{125}. Somar os sete ramos que têm alguma verde dá o mesmo, com sete vezes mais trabalho. Sempre que aparecer «pelo menos», vale a pena olhar primeiro para o acontecimento contrário.
Respostasa) 8 ramos · b) \dfrac{27}{125} · c) \dfrac{98}{125}

Os 2% e os 5% são condicionadas — «das peças de A», «das de B». Árvore, portanto. Na alínea b) o caminho faz-se ao contrário.

  1. P(A) = 0{,}6, P(B) = 0{,}4, P(D \mid A) = 0{,}02, P(D \mid B) = 0{,}05.
  2. P(D) = 0{,}6 \times 0{,}02 + 0{,}4 \times 0{,}05 = 0{,}012 + 0{,}020 = 0{,}032
  3. P(B \mid D) = \dfrac{P(B \cap D)}{P(D)} = \dfrac{0{,}020}{0{,}032} = 0{,}625A máquina B faz menos peças, mas responde por quase dois terços dos defeitos — é este o género de conclusão que estas contas permitem tirar.
Respostasa) 0{,}032 · b) 0{,}625

Cada célula do interior é uma interseção: multiplica ao longo do ramo da árvore.

  1. P(A \cap B) = 0{,}4 \times 0{,}25 = 0{,}1 e P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}4 \times 0{,}75 = 0{,}3
  2. P\left(\overline{A} \cap B\right) = 0{,}6 \times 0{,}5 = 0{,}3 e P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}6 \times 0{,}5 = 0{,}3
B\overline{B}Total
A0,10,30,4
\overline{A}0,30,30,6
Total0,40,61
  1. P(A \mid B) = \dfrac{0{,}1}{0{,}4} = 0{,}25Aqui P(A \mid B) = P(A): os acontecimentos são independentes. Não é o caso geral — foi este exemplo que calhou assim.
RespostaP(A \mid B) = 0{,}25

Preenche primeiro a célula das duas coisas — é a única contagem que o enunciado dá directamente — e depois desconta.

  1. Só bicicleta: 14 - 4 = 10. Só trotinete: 9 - 4 = 5. Nenhuma: 25 - (10 + 5 + 4) = 6.
trotinetesem trotineteTotal
bicicleta41014
sem bicicleta5611
Total91625
  1. P\left(B \mid \overline{T}\right) = \dfrac{10}{16} = \dfrac{5}{8} = 0{,}625Repara em que o denominador é 16 e não 25: condicionar é mudar de universo.
Resposta\dfrac{5}{8}

Árvore com dois ramos: doente ou saudável. Os 95% e os 4% são probabilidades condicionadas.

  1. Ramos: P(D \cap +) = 0{,}02 \times 0{,}95 = 0{,}019 e P\left(\overline{D} \cap +\right) = 0{,}98 \times 0{,}04 = 0{,}0392.
  2. a) P(+) = 0{,}019 + 0{,}0392 = 0{,}0582.
  3. b) P(D \mid +) = \dfrac{0{,}019}{0{,}0582} \approx 0{,}327.
  4. c) Menos de um terço dos positivos são doentes — apesar de o teste acertar em 95% dos doentes. A razão é que os saudáveis são muitíssimos mais: 3,92% de falsos positivos numa população de 98% pesa mais do que 95% de acertos numa de 2%.É o resultado mais contraintuitivo do capítulo, e o motivo pelo qual um rastreio positivo é sempre confirmado por um segundo exame.
Respostasa) 0{,}0582 · b) \approx 0{,}327

A árvore tem agora três ramos na primeira etapa. A probabilidade total é a soma dos três produtos.

  1. Ramos: 0{,}5 \times 0{,}01 = 0{,}005; 0{,}3 \times 0{,}02 = 0{,}006; 0{,}2 \times 0{,}05 = 0{,}01.
  2. a) P(D) = 0{,}005 + 0{,}006 + 0{,}01 = 0{,}021, ou seja 2,1%.
  3. b) P(C \mid D) = \dfrac{0{,}01}{0{,}021} \approx 0{,}476.O fornecedor C vende só um quinto das lâmpadas e responde por quase metade dos defeitos. É este o género de conclusão que a probabilidade total permite tirar.
Respostasa) 0{,}021 · b) \approx 0{,}476

Na alínea c), compara P(\text{desporto} \mid \text{mulher}) com P(\text{desporto}).

  1. a) \dfrac{95}{160} = 0{,}59375.
  2. b) \dfrac{95}{180} \approx 0{,}528.
  3. c) Sem condição, P(\text{desporto}) = \dfrac{180}{300} = 0{,}6. Como 0{,}59375 \neq 0{,}6, não são independentes — embora estejam muito perto.
  4. Em rigor: P(M)P(D) = \dfrac{160}{300} \times \dfrac{180}{300} = 0{,}32, enquanto P(M \cap D) = \dfrac{95}{300} \approx 0{,}3167.Com dados reais quase nunca há independência exata. A pergunta interessante passa a ser se a diferença é grande — e isso já é Estatística Inferencial.
Respostasa) 0{,}59375 · b) \approx 0{,}528 · c) não

Sem reposição, o segundo nível da árvore tem denominador 7: uma caneta já saiu. A alínea d) não precisa de contas nenhumas — é ler um ramo.

  1. a) No primeiro nível, \dfrac{3}{8} para azul e \dfrac{5}{8} para preta. No segundo, sobram sete canetas, e o que sobra depende do que saiu: depois de uma azul ficam 2 azuis e 5 pretas; depois de uma preta ficam 3 azuis e 4 pretas.
  2. b) É o ramo azul-azul: P = \dfrac{3}{8} \times \dfrac{2}{7} = \dfrac{6}{56} = \dfrac{3}{28}.
  3. c) Pelo contrário: «nenhuma azul» é o ramo preta-preta. P = 1 - \dfrac{5}{8} \times \dfrac{4}{7} = 1 - \dfrac{20}{56} = \dfrac{36}{56} = \dfrac{9}{14}.
  4. d) Saber que a primeira foi azul é escolher o ramo de cima — e nesse ramo já está escrita a resposta. Restam 2 azuis e 5 pretas, num total de sete: P(\text{segunda preta} \mid \text{primeira azul}) = \dfrac{5}{7}. É esta a razão de ser da árvore: as probabilidades do segundo nível já são condicionadas ao ramo que vem antes. Quem monta a árvore não precisa da fórmula para responder a uma condicionada deste tipo.
Respostasb) \dfrac{3}{28} · c) \dfrac{9}{14} · d) \dfrac{5}{7}

Na alínea d), a segunda bola pode ser branca por dois caminhos: com a primeira branca ou com a primeira preta. Percorre os dois ramos e soma.

  1. a) Com reposição a caixa não muda, e os dois ramos têm a mesma probabilidade: P = \dfrac{4}{10} \times \dfrac{4}{10} = \dfrac{16}{100} = \dfrac{4}{25}.
  2. b) Sem reposição, depois de sair uma branca ficam 3 brancas em 9 bolas: P = \dfrac{4}{10} \times \dfrac{3}{9} = \dfrac{12}{90} = \dfrac{2}{15}.
  3. c)com reposição. Aí, P(\text{segunda branca} \mid \text{primeira branca}) = \dfrac{4}{10} = P(\text{segunda branca}): saber o que saiu na primeira não muda nada. Sem reposição, P(\text{segunda branca} \mid \text{primeira branca}) = \dfrac{3}{9} = \dfrac{1}{3}, que é diferente de \dfrac{2}{5} — logo, não são independentes.
  4. d) A segunda pode ser branca por dois ramos, que se excluem: P = \dfrac{4}{10} \times \dfrac{3}{9} \;+\; \dfrac{6}{10} \times \dfrac{4}{9} = \dfrac{12}{90} + \dfrac{24}{90} = \dfrac{36}{90} = \dfrac{2}{5}. É o mesmo valor que a probabilidade de a primeira ser branca — e não é coincidência: antes de olhar para nenhuma bola, a segunda posição não tem nada de especial em relação à primeira. O que muda com a informação é a condicionada, não esta.
Respostasa) \dfrac{4}{25} · b) \dfrac{2}{15} · c) só com reposição · d) \dfrac{2}{5}

A primeira etapa é o dado, a segunda é a extração. «Sair 5 ou 6» tem probabilidade \dfrac{2}{6}.

  1. P(A) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} e P(B) = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3}.
  2. Da urna A: P(\text{branca} \mid A) = \dfrac{3}{5}. Da urna B: P(\text{branca} \mid B) = \dfrac{1}{5}.
  3. P(\text{branca}) = \dfrac{1}{3} \times \dfrac{3}{5} + \dfrac{2}{3} \times \dfrac{1}{5} = \dfrac{3}{15} + \dfrac{2}{15} = \dfrac{5}{15} = \dfrac{1}{3}
  4. P(A \mid \text{branca}) = \dfrac{3/15}{5/15} = \dfrac{3}{5}Saber que a bola é branca faz subir a probabilidade de ter vindo de A de \dfrac{1}{3} para \dfrac{3}{5} — é a urna com mais brancas.
Respostasa) \dfrac{1}{3} · b) \dfrac{3}{5}

Escreve as quatro probabilidades conjuntas logo no início — devem somar 1. Depois cada alínea é uma divisão.

  1. P(E \cap +) = 0{,}6 \times 0{,}9 = 0{,}54 e P(E \cap -) = 0{,}6 \times 0{,}1 = 0{,}06.
  2. P\left(\overline{E} \cap +\right) = 0{,}4 \times 0{,}3 = 0{,}12 e P\left(\overline{E} \cap -\right) = 0{,}4 \times 0{,}7 = 0{,}28.
  3. As quatro somam 0{,}54+0{,}06+0{,}12+0{,}28 = 1
  4. a) P(+) = 0{,}54 + 0{,}12 = 0{,}66, ou seja 66%.
  5. b) P(E \mid +) = \dfrac{0{,}54}{0{,}66} \approx 0{,}818.
  6. c) P(-) = 1 - 0{,}66 = 0{,}34, logo P\left(\overline{E} \mid -\right) = \dfrac{0{,}28}{0{,}34} \approx 0{,}824.Escrever as quatro conjuntas de uma vez torna todas as perguntas mecânicas — e a soma dar 1 apanha erros antes de eles se propagarem.
Respostasa) 66% · b) \approx 0{,}818 · c) \approx 0{,}824

A urna A tem sempre 8 bolas na segunda extração — mas a composição depende da cor que veio de B. São dois cenários, e é isso que dá os dois ramos da árvore.

  1. a) Se a bola que veio de B era preta, a urna A passa a ter 4 verdes e 4 pretas: P(\text{verde} \mid \text{veio preta}) = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2}.
  2. b) No primeiro nível, de B sai verde com probabilidade \dfrac{6}{8} = \dfrac{3}{4} e preta com \dfrac{2}{8} = \dfrac{1}{4}. Se veio verde, A fica com 5 verdes em 8; se veio preta, com 4 em 8. Somando os dois ramos que dão verde: P = \dfrac{3}{4} \times \dfrac{5}{8} \;+\; \dfrac{1}{4} \times \dfrac{4}{8} = \dfrac{15}{32} + \dfrac{4}{32} = \dfrac{19}{32}.
  3. c) Agora percorre-se a árvore ao contrário. O ramo favorável é o primeiro da alínea anterior: P(\text{veio verde} \mid \text{verde de } A) = \dfrac{\frac{15}{32}}{\frac{19}{32}} = \dfrac{15}{19}. Repara em que \dfrac{15}{19} > \dfrac{3}{4}: ter saído verde de A torna mais plausível que a bola transferida fosse verde. É esse o efeito de toda a probabilidade condicionada — a informação nova reajusta as probabilidades das causas.
Respostasa) \dfrac{1}{2} · b) \dfrac{19}{32} · c) \dfrac{15}{19}

Esta árvore não é equilibrada: sempre que sai uma pilha gasta, o ramo acaba ali. «Serem precisos três testes» quer dizer que os dois primeiros deram pilhas boas — o terceiro pode dar qualquer coisa.

  1. a) Basta um teste quando a primeira pilha testada está gasta: P = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}.
  2. b) São precisos exatamente dois quando a primeira é boa e a segunda está gasta. Depois de sair uma boa, restam 5 pilhas, 2 delas gastas: P = \dfrac{4}{6} \times \dfrac{2}{5} = \dfrac{8}{30} = \dfrac{4}{15}.
  3. c) São precisos os três quando as duas primeiras são boas — o que sai no terceiro teste já não altera o número de testes: P = \dfrac{4}{6} \times \dfrac{3}{5} = \dfrac{12}{30} = \dfrac{2}{5}.
  4. d) Aqui já interessa o terceiro teste: as três pilhas testadas têm de ser boas. P = \dfrac{4}{6} \times \dfrac{3}{5} \times \dfrac{2}{4} = \dfrac{24}{120} = \dfrac{1}{5}.
  5. e) \dfrac{1}{3} + \dfrac{4}{15} + \dfrac{2}{5} = \dfrac{5}{15} + \dfrac{4}{15} + \dfrac{6}{15} = 1. Somam 1 porque os três acontecimentos são incompatíveis dois a dois e cobrem todos os casos: o número de testes é sempre 1, 2 ou 3, e nunca duas coisas ao mesmo tempo. Repara em que a alínea d) não entra nesta soma: «não encontrar nenhuma gasta» está dentro de «serem precisos os três testes», e não ao lado. Confundir as duas é o erro clássico deste tipo de árvore.
Respostasa) \dfrac{1}{3} · b) \dfrac{4}{15} · c) \dfrac{2}{5} · d) \dfrac{1}{5}
R

Revisão · Estatística do 10.º ano

A partir daqui deixa-se de contar casos e passa-se a modelar: variáveis aleatórias, valor médio, desvio padrão, curva Normal. Tudo isso é a continuação directa do que se fez em Estatística no 10.º ano — e é isso que esta secção põe à mão, mesmo a tempo, antes de avançar.

O que vem a seguir, e onde assenta
Do 10.º anoOnde entra nas três secções seguintes
Frequência absoluta e relativa§12 — as frequências relativas como aproximação da função massa de probabilidade
Frequência acumulada§12 — a função distribuição acumulada F(x) = P(X \leq x)
Dados agrupados em classes§14 — o histograma que dá origem à curva Normal
Média \overline{x} e desvio padrão s§13 — o paralelo com {\mu} e {\sigma}, e a diferença entre amostra e população
Histograma§14 — a função densidade é para a população o que o histograma é para a amostra

1 · Frequências

Definição · as quatro frequências

Recolhidos n dados, para cada valor x_{i} (ou cada classe):

  • Frequência absoluta n_{i} — quantas vezes ocorreu.
  • Frequência relativa f_{i} = \dfrac{n_{i}}{n} — a proporção. É sempre um número entre 0 e 1.
  • Acumuladas — somam-se as anteriores: N_{i} = n_{1} + \cdots + n_{i} e F_{i} = f_{1} + \cdots + f_{i}.

Duas verificações que apanham quase todos os erros de tabela: \sum n_{i} = n e \sum f_{i} = 1.

Exemplo Uma tabela de frequências completa

Perguntou-se a 20 alunos quantos irmãos têm. As respostas foram: 0, 1, 2, 1, 0, 3, 1, 1, 2, 0, 1, 4, 2, 1, 0, 1, 3, 2, 1, 1.

x_{i}n_{i}f_{i}N_{i}F_{i}
040,2040,20
180,40120,60
240,20160,80
320,10180,90
420,10201,00
Total201,00

A última coluna lê-se: F_{i} na linha do 2 vale 0{,}80, ou seja, 80% dos alunos têm no máximo 2 irmãos. É exactamente esta leitura que reaparece em F(x) = P(X \leq x).

2 · Dados agrupados em classes

Quando se agrupa

Se a variável é contínua, ou se os valores são muito variados, listar cada valor não diz nada. Agrupam-se então em classes, intervalos do tipo \left[a,\, b\right[ — fechados à esquerda, abertos à direita, para que cada dado caia numa e numa só.

A amplitude da classe é b - a. Usar classes todas com a mesma amplitude simplifica tudo o que vem a seguir.

O histograma, e porque é que as barras se tocam

Num histograma, cada classe é uma barra assente no intervalo respetivo. As barras encostam umas às outras — ao contrário de um gráfico de barras — porque o eixo horizontal é contínuo: não há espaços entre as classes.

Com classes de igual amplitude, a altura pode ser a frequência (absoluta ou relativa). Quando se quer comparar o histograma com uma curva, usa-se a densidade de frequência, \dfrac{f_{i}}{\text{amplitude}}: assim a área de cada barra é a frequência relativa e a área total é 1.É esta convenção que se usa no laboratório da secção 14 — sem ela, o histograma e a curva Normal não são comparáveis.

3 · Média e desvio padrão de uma amostra

Definição · média \overline{x} = \dfrac{x_{1}n_{1} + x_{2}n_{2} + \cdots + x_{k}n_{k}}{n} = x_{1}f_{1} + x_{2}f_{2} + \cdots + x_{k}f_{k}

As duas escritas são a mesma coisa. A segunda — pesada pelas frequências relativas — é a que vai passar tal e qual para o valor médio de uma variável aleatória, com as probabilidades no lugar das frequências relativas.

Definição · desvio padrão amostral s = \sqrt{\dfrac{(x_{1}-\overline{x})^{2}n_{1} + \cdots + (x_{k}-\overline{x})^{2}n_{k}}{n-1}}

Mede o espalhamento em torno da média, na mesma unidade dos dados. Repara no denominador n-1 — voltamos a ele na secção 13, quando o compararmos com o desvio padrão populacional {\sigma}.

A média não resiste a um valor extremo

Nas alturas 165, 168, 170, 172, 175 a média é 170. Se o último for 275 por engano de registo, a média salta para 190 — um valor que não descreve ninguém. A mediana passaria de 170 para 171. Por isso, antes de calcular seja o que for, olha-se para os dados.

4 · Da amostra para a população

Porque é que isto não chega

Tudo o que está nesta página descreve o que se mediu: uma turma, 30 plantas, 25 dias. Mudando a amostra, mudam a média e o desvio padrão.

A pergunta que fica por responder — e que ocupa o resto do capítulo — é outra: o que se pode dizer sobre aquilo que ainda não se mediu? É para isso que serve a probabilidade.

Python Amostral ou populacional? A calculadora e o Python concordam
from statistics import mean, stdev, pstdev

dados = [12, 14, 14, 15, 16, 16, 16, 18, 19, 20]

print('Media          :', mean(dados))
print('Desvio amostral:', stdev(dados))
print('Desvio popul.  :', pstdev(dados))

São os dois valores que a NumWorks mostra lado a lado. Se os dados são uma amostra, usa-se s; se são a população toda, {\sigma}. O programa obriga a escolher — e é bom que obrigue.

Exercícios propostos

Seis exercícios de aquecimento. Nenhum é difícil — mas se algum não sair, é aí que convém parar antes de entrar nas variáveis aleatórias.

Exercício 135§R · tabela de frequências

Registou-se, durante 25 dias, o número de reclamações recebidas por uma loja:

0, 2, 1, 0, 3, 1, 1, 2, 0, 4, 2, 1, 0, 1, 3, 2, 1, 0, 2, 1, 5, 1, 2, 0, 3

Constrói a tabela com as frequências absolutas, relativas e relativas acumuladas, e indica em que percentagem dos dias houve no máximo 2 reclamações.

Exercício 136§R · média e desvio padrão

Numa turma, as classificações de um teste foram:

Classificação810121416
N.º de alunos25841

a) Determina a média.b) Determina o desvio padrão amostral, com a calculadora.

Exercício 137§R · classes

Mediu-se o tempo, em minutos, que 30 pessoas esperaram numa fila. O menor valor foi 2 e o maior 26.

a) Agrupando em classes de amplitude 4 a partir de 2, quantas classes são necessárias?b) Escreve-as.

Sabendo que 9 pessoas esperaram menos de 10 minutos, qual é a frequência relativa acumulada da classe \left[6,\, 10\right[?

Exercício 138§R · média, moda e mediana

O número de irmãos de nove alunos é: 1,\ 0,\ 2,\ 1,\ 3,\ 1,\ 0,\ 2,\ 1.

a) Determina a média.b) Indica a moda.c) Determina a mediana.

Exercício 139§R · média ponderada

Numa disciplina, a nota final é a média das notas dos três testes, com pesos 25%, 35% e 40%. Um aluno teve 12, 15 e 14 valores.

a) Determina a nota final.b) Compara-a com a média simples dos três testes.

Exercício 140§R · ler um histograma

Um histograma de 200 medições usa classes de amplitude 5 e a barra da classe \left[20,\, 25\right[ tem altura 0{,}06 na escala da densidade de frequência.

a) Qual é a frequência relativa dessa classe?b) Quantas medições caíram nela?

Exercício 141§R · efeito de um valor extremo

Os salários mensais, em euros, de uma pequena empresa com 6 trabalhadores são 900, 950, 1000, 1000, 1050 e 5100 (o do sócio-gerente).

a) Determina a média e a mediana.b) Qual das duas descreve melhor «o salário de quem ali trabalha»? Justifica.

Exercício 142§R · a ponte para as probabilidades

Lançou-se um dado 600 vezes e registou-se a face obtida:

Face123456
n_{i}961049810310198

a) Calcula as frequências relativas.b) Que modelo de probabilidade te parecem sugerir?

c) Calcula a média das 600 observações e compara-a com 3{,}5. O que é que a comparação sugere?

Exercício 143§R · o valor que falta

Cinco alunos fizeram um teste. Quatro deles tiveram 12, 15, 9 e 14 valores, e a média dos cinco foi exatamente 13.

a) Determina a nota do quinto aluno.b) Determina a mediana das cinco notas.

Exercício 144§R · somar uma constante

Uma amostra tem média \overline{x} = 14 e desvio padrão s = 3.

a) Somando 2 a todos os valores, o que acontece à média e ao desvio padrão?b) E multiplicando todos os valores por 2?c) Justifica a resposta dada em a) para o desvio padrão.

Exercício 145§R · comparar dois conjuntos

Duas turmas fizeram o mesmo teste. As classificações foram:

Turma A: 10, 12, 12, 13, 13, 14, 14, 16Turma B: 6, 9, 11, 13, 13, 16, 18, 18

a) Mostra que as duas turmas têm a mesma média.b) Sem calcular, indica qual tem maior desvio padrão e porquê.c) Confirma com a calculadora, usando o desvio padrão amostral.

Exercício 146§R · média de dados agrupados

Mediram-se as alturas, em centímetros, de 40 plantas, agrupadas em classes:

Classe[10,\, 14[[14,\, 18[[18,\, 22[[22,\, 26[
N.º de plantas614137

a) Determina um valor aproximado da média.b) Explica por que razão o valor obtido é apenas aproximado.c) Determina a frequência relativa acumulada da classe [18,\, 22[.

Para a mediana é preciso ordenar primeiro. Com nove valores, a mediana é o do meio.

  1. a) \overline{x} = \dfrac{1+0+2+1+3+1+0+2+1}{9} = \dfrac{11}{9} \approx 1{,}22.
  2. b) O valor mais frequente é 1, que aparece quatro vezes: a moda é 1.
  3. c) Ordenados: 0,0,1,1,1,1,2,2,3. O quinto valor é 1: a mediana é 1.As três medidas coincidem quase sempre em dados simétricos e afastam-se quando há valores extremos — é o que o exercício do salário do sócio-gerente mostra.
Respostasa) \approx 1{,}22 · b) 1 · c) 1

Média ponderada: multiplica cada nota pelo seu peso e soma. Os pesos já somam 1.

  1. a) 0{,}25 \times 12 + 0{,}35 \times 15 + 0{,}40 \times 14 = 3 + 5{,}25 + 5{,}6 = 13{,}85.
  2. b) A média simples seria \dfrac{12+15+14}{3} \approx 13{,}67: a ponderada é maior, porque os testes com melhor nota têm mais peso.A média simples é o caso particular em que todos os pesos são iguais a \frac{1}{n}. É exatamente a mesma fórmula que dará o valor médio de uma variável aleatória, com as probabilidades no lugar dos pesos.
Respostasa) 13,85 valores · b) maior do que 13,67

A média multiplicada pelo número de dados dá a soma de todos eles. É por aí que se descobre o valor em falta.

  1. a) A soma das cinco notas é 5 \times 13 = 65. As quatro conhecidas somam 12+15+9+14 = 50.
  2. A quinta nota é 65 - 50 = 15 valores.
  3. b) Ordenadas: 9,\ 12,\ 14,\ 15,\ 15. A mediana é o terceiro valor: 14.Passar da média para a soma é o primeiro reflexo a treinar: quase todos os problemas de «descobrir o valor que falta» se resolvem assim.
Respostasa) 15 valores · b) 14

Pensa no que cada transformação faz aos desvios em relação à média, que é o que o desvio padrão mede.

  1. a) A média passa a 16; o desvio padrão não muda, continua 3.
  2. b) A média passa a 28 e o desvio padrão passa a 6.
  3. c) Se todos os valores sobem 2, a média também sobe 2, e cada desvio x_{i} - \overline{x} fica igual: (x_{i}+2) - (\overline{x}+2) = x_{i} - \overline{x}. Como o desvio padrão só depende desses desvios, não se altera.Deslocar não espalha; ampliar espalha. É a razão pela qual mudar de graus Celsius para Kelvin não altera o desvio padrão, mas mudar para Fahrenheit altera.
Respostasa) média 16, desvio 3 · b) média 28, desvio 6

O desvio padrão mede o espalhamento em torno da média, não o valor da média.

  1. a) Turma A: 10+12+12+13+13+14+14+16 = 104, logo \overline{x} = 13. Turma B: 6+9+11+13+13+16+18+18 = 104, logo também 13.
  2. b) A turma B: as suas notas vão de 6 a 18, enquanto as de A ficam todas entre 10 e 16 — estão muito mais concentradas em torno de 13.
  3. c) Com a calculadora, s_{A} \approx 1{,}77 e s_{B} \approx 4{,}28Médias iguais e espalhamentos muito diferentes: é o exemplo que mostra por que razão a média sozinha nunca chega para descrever um conjunto de dados.
Respostasa) ambas 13 · b) a turma B · c) \approx 1{,}77 e \approx 4{,}28

Com dados agrupados, cada classe representa-se pelo seu ponto médio, e usa-se a média ponderada pelas contagens.

  1. Pontos médios: 12, 16, 20 e 24.
  2. a) \overline{x} \approx \dfrac{6 \times 12 + 14 \times 16 + 13 \times 20 + 7 \times 24}{40} = \dfrac{72 + 224 + 260 + 168}{40} = \dfrac{724}{40} = 18{,}1 cm.
  3. b) Porque se perdeu a informação sobre os valores exatos: admite-se que, dentro de cada classe, os dados se distribuem em torno do ponto médio. Se estivessem todos junto de um dos extremos, a média verdadeira seria diferente.
  4. c) Até [18,\, 22[ acumulam-se 6+14+13 = 33 plantas: \dfrac{33}{40} = 0{,}825.É esta perda de informação que o histograma torna visível — e é também por isso que, quanto mais estreitas as classes, melhor a aproximação. É o fio que leva ao laboratório da secção 14.
Respostasa) \approx 18{,}1 cm · c) 0{,}825

Conta primeiro quantas vezes aparece cada valor de 0 a 5; a soma das contagens tem de dar 25.

  1. Contagens: 0 aparece 6 vezes, 1 aparece 8, 2 aparece 6, 3 aparece 3, 4 aparece 1 e 5 aparece 1. Total: 6+8+6+3+1+1 = 25
  2. Frequências relativas: 0{,}24; 0{,}32; 0{,}24; 0{,}12; 0{,}04; 0{,}04. Somam 1
  3. Acumuladas: 0{,}24; 0{,}56; 0{,}80; 0{,}92; 0{,}96; 1.
  4. «No máximo 2» é a acumulada em 2: 0{,}80.
RespostaEm 80\% dos dias

Na calculadora, os valores numa coluna e o número de alunos na outra. Repara em que aqui as frequências são contagens, não probabilidades.

  1. n = 2+5+8+4+1 = 20
  2. \overline{x} = \dfrac{8 \times 2 + 10 \times 5 + 12 \times 8 + 14 \times 4 + 16 \times 1}{20} = \dfrac{16+50+96+56+16}{20} = \dfrac{234}{20} = 11{,}7
  3. Com a calculadora, s \approx 2{,}05.Como os dados são uma amostra — as classificações observadas —, o valor a usar é s, não {\sigma}.
Respostasa) \overline{x} = 11{,}7 · b) s \approx 2{,}05

A primeira classe começa no mínimo. Vai somando 4 até passar o máximo — e não te esqueças de que a última classe também tem de conter o 26.

  1. As classes são \left[2,6\right[, \left[6,10\right[, \left[10,14\right[, \left[14,18\right[, \left[18,22\right[, \left[22,26\right[ e \left[26,30\right[.
  2. São necessárias 7 classes: o valor 26 não pertence a \left[22,26\right[, por a classe ser aberta à direita.É um descuido clássico: com 6 classes o maior valor ficava de fora.
  3. «Menos de 10 minutos» são as duas primeiras classes: 9 pessoas em 30, ou seja 0{,}30.
Respostasa) 7 classes · F = 0{,}30

Na escala da densidade, a área da barra é que é a frequência relativa: altura × amplitude.

  1. Frequência relativa = 0{,}06 \times 5 = 0{,}30
  2. Número de medições = 0{,}30 \times 200 = 60
Respostasa) 0{,}30 · b) 60 medições

A mediana de seis valores ordenados é a média dos dois do meio.

  1. \overline{x} = \dfrac{900+950+1000+1000+1050+5100}{6} = \dfrac{10\,000}{6} \approx 1666{,}67
  2. Ordenados, os dois do meio são 1000 e 1000: a mediana é 1000 €.
  3. A mediana descreve melhor: cinco dos seis trabalhadores ganham menos do que a média, que está inflacionada por um único salário muito acima dos restantes.A média não é «errada» — responde a outra pergunta: quanto custaria a folha salarial dividida por igual.
Respostasa) \overline{x} \approx 1666{,}67 €, mediana 1000 € · b) a mediana

Divide cada contagem por 600. Depois compara com \dfrac{1}{6} \approx 0{,}1667.

  1. Frequências relativas: 0{,}160; 0{,}1733; 0{,}1633; 0{,}1717; 0{,}1683; 0{,}1633.
  2. Estão todas muito perto de \dfrac{1}{6} \approx 0{,}1667: os dados são compatíveis com um dado equilibrado, isto é, com o modelo P(X = k) = \dfrac{1}{6}.
  3. \overline{x} = \dfrac{96 + 208 + 294 + 412 + 505 + 588}{600} = \dfrac{2103}{600} = 3{,}505
  4. O valor está muito próximo de 3{,}5, que é o valor médio do modelo. É a lei dos grandes números a funcionar: com muitas repetições, a média das observações aproxima-se do valor médio da população.Nunca dá exactamente 3,5 — e não é isso que se espera. O que se espera é que a diferença encolha à medida que o número de lançamentos cresce.
Respostac) \overline{x} = 3{,}505 \approx 3{,}5

Começa por contar, para cada soma de 2 a 12, quantos dos 36 pares ordenados a produzem. A tabela sugere logo repartições simétricas.

  1. Lançando dois dados há 6 \times 6 = 36 casos possíveis. A distribuição das somas é:
    Soma23456789101112
    Casos12345654321
  2. A tabela é simétrica em torno do 7: as somas 4, 5 e 6 têm exatamente os mesmos números de casos que 8, 9 e 10.
  3. Proposta: o jogador A ganha se a soma for 4, 5 ou 6; o jogador B ganha se a soma for 8, 9 ou 10; o casino ganha se a soma for 2 ou 12; nos restantes casos (3, 7 e 11) ninguém ganha e o prémio transita.
  4. P(A) = \dfrac{3+4+5}{36} = \dfrac{12}{36} = \dfrac{1}{3} \approx 33{,}3\%
  5. P(B) = \dfrac{5+4+3}{36} = \dfrac{12}{36} = \dfrac{1}{3} \approx 33{,}3\%
  6. P(\text{casino}) = \dfrac{1+1}{36} = \dfrac{1}{18} \approx 5{,}6\%
  7. As três condições verificam-se: o jogo é justo (P(A) = P(B)), há empate em \dfrac{10}{36} \approx 27{,}8\% das jogadas e o casino ganha com probabilidade muito menor do que qualquer dos jogadores.
RespostaP(A) = P(B) \approx 33{,}3\% e P(\text{casino}) \approx 5{,}6\%

Que pares de moedas dão exatamente 2{,}50 €? Só há uma combinação de valores possível.

  1. Casos possíveis: escolher 2 moedas entre 6, sem que a ordem interesse:{}^{6}C_{2} = \dfrac{6 \times 5}{2} = 15
  2. Casos favoráveis: a única forma de perfazer 2{,}50 € é 0{,}50 + 2{,}00. Há uma moeda de 50 cêntimos e três de dois euros:1 \times 3 = 3
  3. P = \dfrac{3}{15} = \dfrac{1}{5}
RespostaOpção (D)

Em ambos os casos o número de casos possíveis é 6^{3}. Conta os favoráveis de cada um e compara as frações.

  1. Em três lançamentos há 6^{3} = 216 casos possíveis (com repetição).
  2. «Nunca sair o 6»: em cada lançamento há 5 resultados admissíveis:P_{1} = \dfrac{5^{3}}{6^{3}} = \dfrac{125}{216}
  3. «Números todos diferentes»: o primeiro pode ser qualquer um (6), o segundo tem de ser diferente do primeiro (5) e o terceiro diferente dos dois (4):P_{2} = \dfrac{6 \times 5 \times 4}{6^{3}} = \dfrac{120}{216}
  4. Como \dfrac{125}{216} > \dfrac{120}{216}, é mais provável nunca sair o número 6.
Resposta«Nunca sair o 6» (\frac{125}{216}) é mais provável do que «números todos diferentes» (\frac{120}{216})

«Serem necessários pelo menos três lançamentos» é o mesmo que dizer que nos dois primeiros não saiu a face nacional.

  1. Se são necessários pelo menos três lançamentos, é porque nos dois primeiros não saiu a face nacional.
  2. Os lançamentos são independentes e, em cada um, a probabilidade de não sair a face nacional é \dfrac{1}{2}.
  3. P = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4}
RespostaOpção (B)

A moeda não tem memória. Os lançamentos são independentes — o que já saiu não altera nada.

  1. Os lançamentos sucessivos de uma moeda são acontecimentos independentes: o resultado de um não altera a probabilidade dos seguintes.
  2. Logo, saber que saíram três coroas não muda nada:P(\text{cara no 4.}^{\text{o}}\text{ lançamento}) = \dfrac{1}{2}
  3. Nota: este é o clássico «erro do jogador» — julgar que, depois de várias coroas, a cara «está a dever». A moeda não tem memória.
RespostaOpção (B)

Depois de escolhida a aguarela, quantos lápis servem? E quantos há ao todo?

  1. Casos possíveis: 12 aguarelas \times\; 12 lápis = 144 pares.
  2. Casos favoráveis: para cada aguarela há exatamente um lápis da mesma cor — 12 pares.
  3. P = \dfrac{12}{144} = \dfrac{1}{12}
  4. Em alternativa: escolhida a aguarela (seja qual for), o lápis tem de ser um dos 12, e só um serve: \dfrac{1}{12}.
RespostaOpção (A)
12

Variáveis aleatórias e função massa de probabilidade

Associar um número a cada resultado transforma uma experiência aleatória numa tabela de valores e probabilidades — e é essa tabela o modelo do fenómeno.

Aprendizagens Essenciais
  • Reconhecer que se podem associar números aos resultados de um fenómeno aleatório através de uma função denominada variável aleatória, e que construir um modelo de probabilidade para um fenómeno com espaço de resultados finito é equivalente a construir a função massa de probabilidade da variável aleatória associada.
  • Identificar a população com a variável aleatória associada e reconhecer que construir a função massa de probabilidade é obter um modelo para a população.
  • Reconhecer que a função massa de probabilidade permite calcular a probabilidade de acontecimentos relacionados com o fenómeno modelado.
Definição · variável aleatória

Uma variável aleatória (v.a.) é uma função que associa um número real a cada resultado do espaço de resultados. Representa-se por uma letra maiúscula — X, Y — e os valores que toma por letras minúsculas.

Lançar um dado e registar o número de pintas: a variável aleatória X toma os valores 1, 2, 3, 4, 5, 6. Lançar três moedas e contar as caras: X toma os valores 0, 1, 2, 3. Repara que a segunda variável resume a experiência — oito resultados passam a quatro valores.

Definição · função massa de probabilidade

A função massa de probabilidade — abreviadamente, f.m.p. — de uma variável aleatória X de suporte finito é a função que a cada valor x_{i} associa P(X = x_{i}). Apresenta-se numa tabela:

x_{i}x_{1}x_{2}x_{n}Total
P(X = x_{i})p_{1}p_{2}p_{n}1

Duas condições, sempre: p_{i} \geq 0 e p_{1} + p_{2} + \cdots + p_{n} = 1. Construir esta tabela é construir o modelo de probabilidade do fenómeno.

Definição · discreta e contínua

Uma variável aleatória diz-se discreta quando o conjunto dos valores que pode tomar é finito, ou infinito mas enumerável — os valores podem ser listados um a um: x_{1}, x_{2}, x_{3}, \ldots

Diz-se contínua quando pode tomar todos os valores de um intervalo de números reais. Entre dois valores possíveis há sempre outro possível, e por isso não há forma de os listar.

O teste que quase nunca falha

Pergunta-te o que estás a fazer ao fenómeno:

  • Contar — quantas peças com defeito, quantas caras, quantos alunos, quantas tentativas — dá uma variável discreta. O resultado é sempre um número inteiro.
  • Medir — altura, tempo, massa, temperatura, comprimento — dá uma variável contínua. O resultado só é limitado pela precisão do instrumento.

Cuidado com o disfarce: «o tempo de espera, arredondado ao minuto» é uma contagem de minutos, e portanto discreta; «o tempo de espera» é contínuo. O arredondamento é uma decisão nossa, não uma propriedade do fenómeno.Nos exames, as duas aparecem lado a lado: uma tabela de probabilidades é sempre uma variável discreta; um enunciado com X \sim N({\mu},{\sigma}) é sempre contínua.

DiscretaContínua
exemplosnúmero de faces nacionais em 3 moedas; número de avarias por semana; número de tentativas até acertaraltura de um aluno; duração de uma lâmpada; erro de uma medição
como se descrevef.m.p.: uma tabela com P(X = x_{i})função densidade: uma curva
probabilidade de um valorP(X = x_{i}) pode ser positivaP(X = a) = 0 sempre
como se lê uma probabilidadesomam-se as probabilidades dos valoresmede-se a área sob a curva
\leq ou <?a diferença conta: P(X \leq 3) = P(X < 3) + P(X = 3)é indiferente: P(X \leq a) = P(X < a)
o totala soma de todas as probabilidades é 1a área total sob a curva é 1
Onde é que isto se paga caro

Num modelo discreto, escrever P(X < 3) quando se queria P(X \leq 3) muda o resultado. Num modelo Normal, P(X < 3) e P(X \leq 3) são o mesmo número — e é por isso que, aí, ninguém hesita. Antes de mexer nos sinais, decide de que tipo é a variável.

O erro dos onze resultados

Lançam-se dois dados e regista-se a soma. Os valores possíveis são 2, 3, \ldots, 12 — onze ao todo. Mas não são equiprováveis: a probabilidade de cada um não é \frac{1}{11}. Há uma só maneira de obter 2 e seis maneiras de obter 7. O espaço equiprovável é o dos 36 pares ordenados; a f.m.p. da soma constrói-se a partir dele.

Python Construir a f.m.p. da soma de dois dados
from itertools import product
from fractions import Fraction

S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))

for k in range(2, 13):
    n = len([x for x in S if x[0] + x[1] == k])
    print('P(X =', k, ') =', Fraction(n, len(S)))

Confirma que as onze probabilidades somam 1, e que a maior está em k = 7. É a primeira f.m.p. do capítulo construída sem escrever nada à mão.

Laboratório · A f.m.p. da soma de dois dados

interativo

As barras cheias são o modelo (a f.m.p.); as barras a tracejado são as frequências relativas observadas na simulação. Simula o suficiente e as duas coincidem — é outra vez a lei dos grandes números.

Exemplo 12 Construir uma f.m.p.

Numa caixa há 5 bolas: 3 brancas e 2 pretas. Extraem-se duas bolas ao acaso, sem reposição. Seja X o número de bolas brancas extraídas. Constrói a f.m.p. de X.

  1. Os valores possíveis de X são 0, 1 e 2.
  2. Casos possíveis: {}^{5}C_{2} = 10.
  3. P(X=0) = \dfrac{{}^{2}C_{2}}{10} = \dfrac{1}{10} — as duas pretas.
  4. P(X=1) = \dfrac{{}^{3}C_{1} \times {}^{2}C_{1}}{10} = \dfrac{6}{10} — uma de cada.
  5. P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2}}{10} = \dfrac{3}{10} — as duas brancas.
  6. Controlo: \dfrac{1}{10} + \dfrac{6}{10} + \dfrac{3}{10} = 1Verificar que a soma dá 1 é obrigatório: se não der, há um caso a mais ou a menos.
x_{i}012Total
P(X = x_{i})\dfrac{1}{10}\dfrac{6}{10}\dfrac{3}{10}1

Exercícios propostos

Construir a f.m.p. a partir da experiência é o passo que decide tudo o que vem depois — o valor médio, o desvio padrão e a leitura do enunciado.

Exercício 147§12 · construir a f.m.p.

Lança-se uma moeda equilibrada três vezes. Seja X o número de coroas obtidas.

Apresenta, na forma de tabela, a distribuição de probabilidades de X.

Exercício 148§12 · determinar a constante

A variável aleatória X tem a distribuição de probabilidades seguinte, em que k é uma constante.

x_{i}1234
P(X = x_{i})k2k3k4k

a) Determina k.b) Calcula P(X \geq 3).

Exercício 149§12 · discreta ou contínua

Classifica cada variável aleatória em discreta ou contínua, justificando numa linha:

a) número de mensagens recebidas num telemóvel durante um dia; b) duração, em segundos, de uma chamada telefónica; c) número de chamadas, num dia, com duração superior a 5 minutos; d) duração de uma chamada, arredondada ao minuto; e) massa, em gramas, de um pacote de café saído de uma máquina de embalar.

Exercício 150§12 · da acumulada para a f.m.p.

De uma variável aleatória X, que toma os valores 1, 2, 3 e 4, conhece-se a função distribuição acumulada:

x_{i}1234
P(X \leq x_{i})0,150,450,801

Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X.

Exercício 151§12 · uma regra aplicada ao dado

Lança-se um dado cúbico equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6. Seja N o número saído e defina-se X assim: se N é par, X é metade de N; se N é ímpar, X é o triplo de N.

Apresenta, na forma de tabela, a distribuição de probabilidades de X.

Exercício 152§12 · extração simultânea

Num saco há 7 berlindes: 3 azuis e 4 vermelhos. Extraem-se três, simultaneamente e ao acaso. Seja X o número de berlindes azuis extraídos.

a) Constrói a f.m.p. de X.b) Determina P(X \geq 2).

São 2^{3} = 8 resultados igualmente prováveis. Conta quantos têm 0, 1, 2 e 3 coroas.

  1. Os oito resultados são igualmente prováveis, cada um com probabilidade \dfrac{1}{8}.
  2. Com 0 coroas há 1 caso; com 1 coroa há 3; com 2 coroas há 3; com 3 coroas há 1.
x_{i}0123Total
P(X = x_{i})\dfrac{1}{8}\dfrac{3}{8}\dfrac{3}{8}\dfrac{1}{8}1

A distribuição é simétrica, como seria de esperar: coroa e cara têm o mesmo papel.

A soma de todas as probabilidades é 1. É a única equação de que precisas.

  1. k + 2k + 3k + 4k = 1 \iff 10k = 1 \iff k = 0{,}1
  2. A distribuição é, portanto, 0{,}1; 0{,}2; 0{,}3; 0{,}4.
  3. P(X \geq 3) = 0{,}3 + 0{,}4 = 0{,}7
Respostasa) k = 0{,}1 · b) 0{,}7

Contar dá discreta; medir dá contínua. Atenção às alíneas em que se conta quantas vezes algo mediu mais do que um valor, e àquelas em que se arredonda.

  1. a) Discreta — conta-se: 0, 1, 2, … mensagens.
  2. b) Contínua — mede-se um tempo, que pode tomar qualquer valor de um intervalo.
  3. c) Discreta — apesar de a duração ser contínua, o que se conta é o número de chamadas.
  4. d) Discreta — o arredondamento ao minuto transforma a medição numa contagem de minutos.O fenómeno continua a ser contínuo; discreta é a variável que decidimos observar.
  5. e) Contínua — mede-se uma massa.

A acumulada soma tudo o que vem antes. Para desfazer a soma, subtrai cada valor do anterior.

  1. P(X = 1) = 0{,}15
  2. P(X = 2) = 0{,}45 - 0{,}15 = 0{,}30
  3. P(X = 3) = 0{,}80 - 0{,}45 = 0{,}35
  4. P(X = 4) = 1 - 0{,}80 = 0{,}20
  5. Controlo: 0{,}15 + 0{,}30 + 0{,}35 + 0{,}20 = 1
x_{i}1234Total
P(X = x_{i})0,150,300,350,201

Aplica a regra face a face. Repara em que dois valores diferentes de N podem dar o mesmo X — nesse caso somam-se as probabilidades.

  1. Face a face: 1 \to 3; 2 \to 1; 3 \to 9; 4 \to 2; 5 \to 15; 6 \to 3.
  2. Os valores de X são 1, 2, 3, 9 e 15.
  3. O valor 3 obtém-se de duas faces (a 1 e a 6), pelo que P(X = 3) = \dfrac{2}{6}.É o descuido típico deste exercício: listar cinco valores e atribuir \dfrac{1}{6} a cada um. A soma daria \dfrac{5}{6}, e não 1.
x_{i}123915Total
P(X = x_{i})\dfrac{1}{6}\dfrac{1}{6}\dfrac{2}{6}\dfrac{1}{6}\dfrac{1}{6}1

Extração simultânea: usa combinações. Os casos possíveis são {}^{7}C_{3}.

  1. Casos possíveis: {}^{7}C_{3} = 35.
  2. P(X=0) = \dfrac{{}^{4}C_{3}}{35} = \dfrac{4}{35} — os três vermelhos.
  3. P(X=1) = \dfrac{{}^{3}C_{1} \times {}^{4}C_{2}}{35} = \dfrac{3 \times 6}{35} = \dfrac{18}{35}
  4. P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2} \times {}^{4}C_{1}}{35} = \dfrac{3 \times 4}{35} = \dfrac{12}{35}
  5. P(X=3) = \dfrac{{}^{3}C_{3}}{35} = \dfrac{1}{35}
  6. Controlo: \dfrac{4+18+12+1}{35} = \dfrac{35}{35} = 1
  7. P(X \geq 2) = \dfrac{12}{35} + \dfrac{1}{35} = \dfrac{13}{35}
Respostab) \dfrac{13}{35}
Exercício 153§12 · as moedas da carteira

Na carteira, a Rita tem três moedas: uma de 10 cêntimos, uma de 20 cêntimos e uma de 50 cêntimos. Tira duas, ao acaso e sem reposição. Seja X a quantia retirada, em cêntimos.

Apresenta, na forma de tabela, a distribuição de probabilidades de X.

Exercício 154§12 · dois dados, o maior

Lançam-se dois dados cúbicos equilibrados, com as faces numeradas de 1 a 6. Seja X o maior dos dois números obtidos (se saírem iguais, X é esse número).

a) Constrói a f.m.p. de X.b) Determina P(X \geq 5).

Exercício 155§12 · dado viciado

Um dado cúbico está viciado de tal modo que a probabilidade de sair a face com n pintas é proporcional a n, para n = 1, 2, \ldots, 6. Seja X o número de pintas obtido.

a) Constrói a f.m.p. de X.b) Determina a probabilidade de sair face par.

Exercício 156§12 · descobrir a composição

Um saco contém berlindes azuis e brancos, pelo menos um de cada cor, num total de quatro. Tiram-se três, simultaneamente e ao acaso. Seja X o número de berlindes azuis retirados.

Sabendo que X toma exclusivamente os valores 1 e 2, indica quantos berlindes de cada cor há no saco. Numa pequena composição, explica o teu raciocínio.

Exercício 157§12 · uma constante ao quadrado

A variável aleatória X tem a distribuição de probabilidades seguinte, em que k é uma constante positiva.

x_{i}1234
P(X = x_{i})k2kk^{2}\dfrac{3}{16}

Determina k.

Exercício 158§12 · condições sobre a distribuição

A variável aleatória X toma os valores 0, 10, 20, 30 e 40, com probabilidades a, b, c, \dfrac{1}{6} e a, respetivamente.

Sabe-se que

P(X = 30) = P(X > 30)P(X \leq 10) = 3\,P(X = 40)

Determina a, b e c.

Exercício 159§12 · até encontrar uma que funcione

Numa gaveta há cinco pilhas, das quais duas estão gastas. A Rita testa as pilhas uma a uma, ao acaso e sem reposição, até encontrar uma que funcione. Seja X o número de pilhas testadas.

a) Constrói a f.m.p. de X.b) Quantas pilhas é de esperar que a Rita teste?

Uma tabela de dupla entrada 6×6 com o maior de cada par resolve o exercício de uma assentada. Repara em que o valor k aparece numa «faixa em L».

  1. São 36 resultados igualmente prováveis. O maior ser k significa que ambos os dados deram no máximo k e pelo menos um deu exatamente k.
  2. Casos com ambos \leq k: k^{2}. Casos com ambos \leq k-1: (k-1)^{2}. Logo P(X = k) = \dfrac{k^{2} - (k-1)^{2}}{36} = \dfrac{2k-1}{36}.
x_{i}123456Total
P(X = x_{i})\dfrac{1}{36}\dfrac{3}{36}\dfrac{5}{36}\dfrac{7}{36}\dfrac{9}{36}\dfrac{11}{36}1
  1. P(X \geq 5) = \dfrac{9}{36} + \dfrac{11}{36} = \dfrac{20}{36} = \dfrac{5}{9}Faz sentido que os valores altos sejam os mais prováveis: basta um dos dois dados dar um número grande.
Respostab) \dfrac{5}{9}

«Proporcional a n» quer dizer P(X = n) = c\,n para uma constante c. A soma das probabilidades dá-te c.

  1. P(X = n) = c\,n, com c > 0.
  2. c(1+2+3+4+5+6) = 1 \iff 21c = 1 \iff c = \dfrac{1}{21}
x_{i}123456Total
P(X = x_{i})\dfrac{1}{21}\dfrac{2}{21}\dfrac{3}{21}\dfrac{4}{21}\dfrac{5}{21}\dfrac{6}{21}1
  1. P(\text{par}) = \dfrac{2 + 4 + 6}{21} = \dfrac{12}{21} = \dfrac{4}{7}
Respostab) \dfrac{4}{7}

Traduz cada uma das condições: «X nunca é 0» e «X nunca é 3». Cada uma limita o número de berlindes de uma das cores.

  1. Como X nunca toma o valor 0, é impossível tirar três brancos: há no máximo dois brancos.
  2. Como X nunca toma o valor 3, é impossível tirar três azuis: há no máximo dois azuis.
  3. Com no máximo dois de cada cor e um total de quatro, só resta uma possibilidade: dois azuis e dois brancos.
  4. Verificação: tirando três de dois azuis e dois brancos, ou saem 2 azuis e 1 branco (X = 2) ou 1 azul e 2 brancos (X = 1). De facto X só toma os valores 1 e 2 ✓A condição «pelo menos um de cada cor» era, afinal, redundante — as duas condições sobre X já a garantiam.
RespostaDois azuis e dois brancos

Duas moedas de três: são {}^{3}C_{2} = 3 pares, todos igualmente prováveis. Basta somar cada par.

  1. Os pares possíveis são \{10, 20\}, \{10, 50\} e \{20, 50\}, cada um com probabilidade \dfrac{1}{3}.
  2. As quantias correspondentes são 30, 60 e 70 cêntimos — todas diferentes.
x_{i}306070Total
P(X = x_{i})\dfrac{1}{3}\dfrac{1}{3}\dfrac{1}{3}1

Como as três somas são distintas, a distribuição é uniforme. Se duas moedas fossem iguais isso deixaria de acontecer.

A soma das probabilidades é 1 — aqui essa condição dá uma equação do 2.º grau. Das duas raízes, só uma serve.

  1. k + 2k + k^{2} + \dfrac{3}{16} = 1 \iff k^{2} + 3k - \dfrac{13}{16} = 0
  2. Multiplicando por 16: 16k^{2} + 48k - 13 = 0
  3. {\Delta} = 48^{2} + 4 \times 16 \times 13 = 2304 + 832 = 3136 = 56^{2}
  4. k = \dfrac{-48 \pm 56}{32}, ou seja k = \dfrac{1}{4} ou k = -\dfrac{13}{4}.
  5. k = \dfrac{1}{4} serve: uma probabilidade não pode ser negativa.
  6. Controlo: \dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{16} + \dfrac{3}{16} = \dfrac{4+8+1+3}{16} = 1Verificar as duas raízes e rejeitar a negativa faz parte da resposta — sem isso o exercício fica incompleto.
Respostak = \dfrac{1}{4}

Traduz cada condição para uma equação. P(X > 30) é só P(X = 40), porque 40 é o maior valor.

  1. Da primeira condição: P(X = 30) = \dfrac{1}{6} e P(X > 30) = P(X = 40) = a, logo a = \dfrac{1}{6}.
  2. Da segunda: P(X \leq 10) = a + b e 3P(X = 40) = 3a, logo a + b = 3a \iff b = 2a = \dfrac{1}{3}.
  3. Da soma: a + b + c + \dfrac{1}{6} + a = 1 \iff \dfrac{1}{6} + \dfrac{1}{3} + c + \dfrac{1}{6} + \dfrac{1}{6} = 1
  4. c = 1 - \dfrac{5}{6} = \dfrac{1}{6}
Respostasa = \dfrac{1}{6}, b = \dfrac{1}{3}, c = \dfrac{1}{6}

Repara em que Y = 8 - X. Antes de calcular seja o que for, pergunta-te o que acontece ao espalhamento quando se troca cada valor pelo seu simétrico deslocado.

  1. E(X) = 0 \times 0{,}75 + 1 \times 0{,}15 + 2 \times 0{,}07 + 3 \times 0{,}03 = 0{,}15 + 0{,}14 + 0{,}09 = 0{,}38
  2. E(X^{2}) = 0{,}15 + 4 \times 0{,}07 + 9 \times 0{,}03 = 0{,}15 + 0{,}28 + 0{,}27 = 0{,}70
  3. {\sigma}^{2}(X) = 0{,}70 - 0{,}38^{2} = 0{,}70 - 0{,}1444 = 0{,}5556, logo {\sigma}(X) \approx 0{,}75.
  4. Como Y = 8 - X, cada valor de Y é 8 menos o de X, com a mesma probabilidade: E(Y) = 8 - 0{,}38 = 7{,}62.
  5. O desvio padrão não muda: {\sigma}(Y) \approx 0{,}75. Trocar o sentido e deslocar não altera o espalhamento — as distâncias entre os valores são exatamente as mesmas.A distribuição de Y é a de X refletida em torno de x = 4. Refletir e deslocar mexe no centro, nunca na dispersão.
Respostasa) 0{,}38 e \approx 0{,}75 · b) 7{,}62 e \approx 0{,}75

Faz a árvore: o primeiro teste ou dá logo uma pilha boa, ou obriga a continuar. Repara em que ao fim de três testes já é certo ter aparecido uma pilha boa.

  1. Há 3 pilhas boas e 2 gastas.
  2. P(X = 1) = \dfrac{3}{5} — a primeira já funciona.
  3. P(X = 2) = \dfrac{2}{5} \times \dfrac{3}{4} = \dfrac{3}{10} — a primeira gasta, a segunda boa.
  4. P(X = 3) = \dfrac{2}{5} \times \dfrac{1}{4} \times 1 = \dfrac{1}{10} — as duas gastas e, aí, a terceira é obrigatoriamente boa.
  5. Controlo: \dfrac{6}{10} + \dfrac{3}{10} + \dfrac{1}{10} = 1
  6. E(X) = 1 \times 0{,}6 + 2 \times 0{,}3 + 3 \times 0{,}1 = 1{,}5 pilhas.
Respostab) 1{,}5 pilhas
13

Valor médio e desvio padrão

Dois números resumem um modelo: onde está o centro e quanto se espalha. São os parâmetros da população — {\mu} e {\sigma}.

Aprendizagens Essenciais
  • Reconhecer que os dois parâmetros mais importantes de uma população são o valor médio e o desvio padrão populacional, representados pelas letras gregas {\mu} e {\sigma}.
  • Compreender o paralelismo entre o valor médio {\mu} e a média \overline{x}, e entre o desvio padrão populacional {\sigma} e o desvio padrão amostral s.
  • Calcular o valor médio e o desvio padrão populacional de uma variável aleatória de suporte finito, a partir da f.m.p.
Valor médio (ou valor esperado) {\mu} = E(X) = x_{1}p_{1} + x_{2}p_{2} + \cdots + x_{n}p_{n}

É a média dos valores, pesada pelas respetivas probabilidades. Compara com a média de dados agrupados numa tabela de frequências relativas: a fórmula é a mesma, com as frequências relativas no papel das probabilidades.

Desvio padrão populacional {\sigma} = \sqrt{(x_{1}-{\mu})^{2}p_{1} + (x_{2}-{\mu})^{2}p_{2} + \cdots + (x_{n}-{\mu})^{2}p_{n}}

Ao quadrado, {\sigma}^{2} chama-se variância. Na prática é muitas vezes mais rápido usar {\sigma}^{2} = \left(x_{1}^{2}p_{1} + x_{2}^{2}p_{2} + \cdots + x_{n}^{2}p_{n}\right) - {\mu}^{2}.

Lado a lado: a amostra e a população

As duas colunas fazem as mesmas contas — mudam os pesos e muda o denominador. À esquerda mediu-se; à direita modelou-se.

Amostra · o que se observouPopulação · o modelo
a variável variável estatística x, com valores x_{1}, \ldots, x_{k} variável aleatória X, com valores x_{1}, \ldots, x_{k}
os pesos frequências relativas f_{i} (ou absolutas n_{i}) probabilidades p_{i}
centro \overline{x} = x_{1}f_{1} + \cdots + x_{k}f_{k} {\mu} = E(X) = x_{1}p_{1} + \cdots + x_{k}p_{k}
dispersão s^{2} = \dfrac{(x_{1}-\overline{x})^{2}n_{1} + \cdots + (x_{k}-\overline{x})^{2}n_{k}}{n-1} {\sigma}^{2} = (x_{1}-{\mu})^{2}p_{1} + \cdots + (x_{k}-{\mu})^{2}p_{k}
s = \sqrt{s^{2}} — desvio padrão amostral {\sigma} = \sqrt{{\sigma}^{2}} — desvio padrão populacional
que tipo de número é muda de amostra para amostra é fixo — em geral desconhecido
Porque é que s divide por n-1 e {\sigma} não

Ao calcular s usa-se \overline{x}, que foi obtido a partir dos próprios dados. Os desvios x_{i} - \overline{x} ficam por isso ligeiramente encolhidos: qualquer outro valor no lugar de \overline{x} daria uma soma de quadrados maior. Dividir por n-1, e não por n, compensa esse encolhimento.

Em {\sigma} não há nada a compensar: {\mu} não foi estimado a partir de dados — faz parte do modelo.É por isso que s é sempre um pouco maior do que o desvio padrão calculado com n nos mesmos dados, e é por isso que na calculadora aparecem os dois.

Qual deles usar no exame

Se o enunciado dá uma tabela de probabilidades — ou uma f.m.p. —, o que se pede é {\mu} e {\sigma}. Se dá dados recolhidos (contagens, uma amostra, os resultados de um inquérito), é \overline{x} e s. A pergunta a fazer é sempre a mesma: isto é um modelo ou é uma medição?

O valor médio pode não ser um valor possível

No lançamento de um dado, {\mu} = 3{,}5 — e não há nenhuma face com 3,5 pintas. O valor médio é o centro de equilíbrio da distribuição, não um resultado que se espere observar.

Exemplo 13 Um jogo é justo?

Num jogo paga-se 2 € para participar. Lança-se um dado equilibrado: se sair 6 recebem-se 10 €; se sair 4 ou 5 recebem-se 2 €; nos restantes casos não se recebe nada. Seja G o ganho líquido do jogador.

  1. Valores de G: sai 6 ⟹ 10 - 2 = 8; sai 4 ou 5 ⟹ 2 - 2 = 0; sai 1, 2 ou 3 ⟹ -2.
g_{i}-208Total
P(G = g_{i})\dfrac{3}{6}\dfrac{2}{6}\dfrac{1}{6}1
  1. {\mu} = -2 \times \dfrac{3}{6} + 0 \times \dfrac{2}{6} + 8 \times \dfrac{1}{6} = \dfrac{-6 + 8}{6} = \dfrac{1}{3} \approx 0{,}33
  2. O jogo é favorável ao jogador: em média ganha cerca de 33 cêntimos por jogada. Um jogo justo teria {\mu} = 0.
  3. g_{1}^{2}p_{1} + g_{2}^{2}p_{2} + g_{3}^{2}p_{3} = 4 \times \dfrac{3}{6} + 0 + 64 \times \dfrac{1}{6} = \dfrac{12 + 64}{6} = \dfrac{76}{6}
  4. {\sigma}^{2} = \dfrac{76}{6} - \left(\dfrac{1}{3}\right)^{2} = \dfrac{38}{3} - \dfrac{1}{9} = \dfrac{113}{9}, logo {\sigma} = \dfrac{\sqrt{113}}{3} \approx 3{,}54.Um desvio padrão de 3,5 € para um ganho médio de 0,33 € diz que o resultado de uma jogada é muito instável — é o que torna o jogo apelativo.
Respostas{\mu} = \dfrac{1}{3} \approx 0{,}33 € · {\sigma} \approx 3{,}54
NumWorks Calcular o valor médio e o desvio padrão
  1. Abre a aplicação Estatística: tecla casa e depois escolhe o ícone das barras.

    É a mesma aplicação que usaste no 10.º ano para calcular médias — a diferença está no que se escreve na coluna das frequências.

    Menu de aplicações da calculadora NumWorks, com a aplicação Estatística
    O menu de aplicações. A Estatística é o ícone das barras.
  2. Na coluna Valores V1 escreve os valores x_{i}; na coluna Frequências N1 escreve as probabilidades p_{i}.

    Aqui: x_{i} = 1, 2, 3, 4, 5 com p_{i} = 0{,}1;\ 0{,}2;\ 0{,}4;\ 0{,}2;\ 0{,}1.

    Confirma-as com a vista de olhos do costume: 0{,}1+0{,}2+0{,}4+0{,}2+0{,}1 = 1

    Tabela da NumWorks com os valores 1 a 5 e as probabilidades 0,1 a 0,1
    Os valores numa coluna, as probabilidades na outra.
  3. Passa ao separador Estat. A máquina devolve \overline{x} = 3 e {\sigma} = 1{,}095445.

    Como as «frequências» somam 1, o que ali aparece como média é o valor médio: {\mu} = 3. E o desvio padrão {\sigma} é o populacional — o que se pretende.

    Repara em n = 1: a calculadora somou as frequências e deu 1.

    Ecrã Estat da NumWorks com n=1, média 3 e desvio padrão 1,095445
    Média 3 e desvio padrão 1,095445 — são μ e σ.
  4. Continua a descer na lista até Desvio padrão amostral s. Aparece 7{,}35 \times 10^{7} — um valor absurdo.

    Não é um erro da máquina. A fórmula amostral divide por n-1 e aqui n = 1, ou seja, divide por zero. É o sinal de que s não faz sentido neste ecrã: não tens uma amostra, tens um modelo.

    Ecrã da NumWorks com desvio padrão amostral s = 7,351408E7
    s dispara: a fórmula amostral divide por n−1 = 0.
NumWorks E quando os dados são uma amostra?
  1. Agora as mesmas cinco pontuações, mas observadas em 15 alunos: as frequências são contagens — 2, 3, 5, 4, 1.

    Escreve por cima dos valores antigos da coluna N1; a coluna V1 fica igual.

    Tabela da NumWorks com valores 1 a 5 e frequências 2, 3, 5, 4, 1
    Agora as frequências são contagens e somam 15.
  2. No separador Estat: n = 15, \overline{x} = 2{,}933333 e {\sigma} = 1{,}123487.

    Este {\sigma} descreve estes 15 alunos, tratados como se fossem toda a população.

    Ecrã Estat da NumWorks com n=15, média 2,933333 e desvio padrão 1,123487
    n = 15: a média e o desvio padrão da amostra.
  3. Mais abaixo, s = 1{,}162919: o desvio padrão amostral, que divide por n - 1 = 14.

    Agora s tem significado — é a estimativa do desvio padrão da população a partir da amostra. É ligeiramente maior do que {\sigma}, e é sempre assim.

    Controlo: s^{2} = {\sigma}^{2} \times \dfrac{n}{n-1} = 1{,}262222 \times \dfrac{15}{14} = 1{,}352381

    Ecrã da NumWorks com desvio padrão amostral s = 1,162919
    Aqui s = 1,162919 tem significado.
Python Valor médio e desvio padrão a partir da tabela
valores = [0, 1, 2, 3]
probs   = [0.1, 0.3, 0.4, 0.2]

mu = sum(x*p for x, p in zip(valores, probs))
var = sum((x-mu)**2 * p for x, p in zip(valores, probs))

print('Soma das probabilidades:', sum(probs))
print('Valor medio  mu =', mu)
print('Desvio padrao   =', var**0.5)

A primeira linha impressa é a verificação que nunca se deve saltar: se as probabilidades não somarem 1, tudo o resto está errado.

Exercícios propostos

Seis exercícios sobre o centro e o espalhamento de um modelo — incluindo a pergunta que decide tudo: isto é uma amostra ou é um modelo?

Exercício 160§13 · μ e σ de uma tabela

A variável aleatória X tem a distribuição de probabilidades seguinte.

x_{i}0123
P(X = x_{i})0,20,30,40,1

Determina o valor médio e o desvio padrão de X, com aproximação às centésimas.

Exercício 161§13 · o jogo é justo?

Numa quermesse vendem-se 500 rifas a 2 € cada. Há um prémio de 300 € e dois prémios de 50 €. Seja G o ganho líquido de quem compra uma rifa.

a) Constrói a f.m.p. de G.b) Determina E(G) e interpreta o resultado.

Exercício 162§13 · μ dado, probabilidades por achar

A variável aleatória X toma os valores 1, 2, 3 e 4, com probabilidades 0{,}1, a, b e 0{,}2, respetivamente.

Sabendo que E(X) = 2{,}7, determina a e b.

Exercício 163§13 · decidir com o valor médio

Uma associação de estudantes tem de escolher uma de duas bancas para a feira anual. Estima-se que:

Banca A — lucro de 400 € com probabilidade 0,5; lucro de 700 € com probabilidade 0,2; prejuízo de 200 € com probabilidade 0,3. Banca B — lucro de 300 € com probabilidade 0,6; lucro de 500 € com probabilidade 0,3; prejuízo de 100 € com probabilidade 0,1.

a) Qual das bancas dá maior lucro esperado?b) Compara os desvios padrão e comenta.

Exercício 164§13 · amostra ou modelo?

Um professor registou quantos livros cada um dos 20 alunos da sua turma leu no último ano:

Livros12345
N.º de alunos35642

a) Determina, com a calculadora, a média e o desvio padrão adequados a estes dados.

b) Um estudo nacional afirma que o número de livros lidos por aluno tem valor médio 3 e desvio padrão 1,5. Que símbolos se devem usar nesse caso, e porquê são diferentes dos da alínea anterior?

Exercício 165§13 · a variável simétrica

Num supermercado, os ovos vendem-se em caixas de oito. Seja X o número de ovos partidos numa caixa, com a distribuição seguinte.

x_{i}0123
P(X = x_{i})0,750,150,070,03

a) Determina E(X) e {\sigma}(X).b) Seja Y o número de ovos inteiros na caixa. Determina E(Y) e {\sigma}(Y).

c) Comenta a relação entre as respostas às duas alíneas.

Exercício 166§13 · ganho que depende do quadrado

Num jogo lança-se um dado cúbico equilibrado e recebe-se, em euros, o quadrado do número saído. Para jogar, paga-se 15 €. Seja G o ganho líquido de uma jogada.

a) Constrói a f.m.p. de G.b) Determina E(G) e o desvio padrão de G.

c) O jogo é favorável ao jogador? A resposta convence-te a jogar? Justifica em duas linhas.

Na calculadora: valores numa coluna, probabilidades na outra. Como as «frequências» somam 1, a média que aparece é {\mu} e o desvio padrão a usar é o {\sigma}.

  1. {\mu} = 0 \times 0{,}2 + 1 \times 0{,}3 + 2 \times 0{,}4 + 3 \times 0{,}1 = 0 + 0{,}3 + 0{,}8 + 0{,}3 = 1{,}4
  2. E(X^{2}) = 0 + 1 \times 0{,}3 + 4 \times 0{,}4 + 9 \times 0{,}1 = 0{,}3 + 1{,}6 + 0{,}9 = 2{,}8
  3. {\sigma}^{2} = 2{,}8 - 1{,}4^{2} = 2{,}8 - 1{,}96 = 0{,}84
  4. {\sigma} = \sqrt{0{,}84} \approx 0{,}92
Respostas{\mu} = 1{,}4 · {\sigma} \approx 0{,}92

O ganho líquido já desconta os 2 € da rifa. Há três resultados possíveis, e o mais provável é de longe o de não ganhar nada.

  1. Ganhar o prémio grande: 300 - 2 = 298 €, com probabilidade \dfrac{1}{500}.
  2. Ganhar um dos pequenos: 50 - 2 = 48 €, com probabilidade \dfrac{2}{500}.
  3. Não ganhar: -2 €, com probabilidade \dfrac{497}{500}.
  4. E(G) = \dfrac{298 \times 1 + 48 \times 2 + (-2) \times 497}{500} = \dfrac{298 + 96 - 994}{500} = \dfrac{-600}{500} = -1{,}20
  5. Em média perde-se 1,20 € por rifa. É o que se esperava: a quermesse arrecada 1000 € e distribui 400 € em prémios, ficando com 600 € — que divididos por 500 rifas dão exatamente 1{,}20 €.Um jogo justo teria E(G) = 0. Aqui o valor negativo é o «preço» de participar — e é assim que estas iniciativas angariam fundos.
RespostaE(G) = -1{,}20

Tens duas condições: a soma das probabilidades é 1 e o valor médio é 2,7. Duas equações, duas incógnitas.

  1. Soma das probabilidades: 0{,}1 + a + b + 0{,}2 = 1 \iff a + b = 0{,}7
  2. Valor médio: 1 \times 0{,}1 + 2a + 3b + 4 \times 0{,}2 = 2{,}7 \iff 2a + 3b = 1{,}8
  3. De a = 0{,}7 - b vem 2(0{,}7 - b) + 3b = 1{,}8 \iff 1{,}4 + b = 1{,}8 \iff b = 0{,}4
  4. Logo a = 0{,}3.Confirma sempre que as duas são probabilidades válidas: 0{,}3 e 0{,}4 estão entre 0 e 1 ✓
Respostasa = 0{,}3 e b = 0{,}4

O prejuízo entra como valor negativo. Na alínea b) usa {\sigma}^{2} = E(X^{2}) - {\mu}^{2}.

  1. E(A) = 400 \times 0{,}5 + 700 \times 0{,}2 + (-200) \times 0{,}3 = 200 + 140 - 60 = 280
  2. E(B) = 300 \times 0{,}6 + 500 \times 0{,}3 + (-100) \times 0{,}1 = 180 + 150 - 10 = 320
  3. A banca B tem maior lucro esperado.
  4. E(A^{2}) = 160\,000 \times 0{,}5 + 490\,000 \times 0{,}2 + 40\,000 \times 0{,}3 = 190\,000, logo {\sigma}_{A} = \sqrt{190\,000 - 280^{2}} = \sqrt{111\,600} \approx 334 €.
  5. E(B^{2}) = 90\,000 \times 0{,}6 + 250\,000 \times 0{,}3 + 10\,000 \times 0{,}1 = 130\,000, logo {\sigma}_{B} = \sqrt{130\,000 - 320^{2}} = \sqrt{27\,600} \approx 166 €.
  6. A banca B ganha nas duas frentes: lucro esperado maior e risco menor. A decisão é fácil — o que nem sempre acontece.Quando o maior lucro esperado vem acompanhado de maior desvio padrão, a escolha deixa de ser matemática e passa a depender de quanto risco se aceita correr.
Respostasa) Banca B, com 320 € contra 280 € · b) {\sigma}_{A} \approx 334 €, {\sigma}_{B} \approx 166

Na alínea a) os dados foram recolhidos. Na b) é um modelo para toda a população. Os símbolos não são os mesmos.

  1. n = 3+5+6+4+2 = 20 e \sum x_{i}n_{i} = 3 + 10 + 18 + 16 + 10 = 57, pelo que \overline{x} = \dfrac{57}{20} = 2{,}85 livros.
  2. Com a calculadora, o desvio padrão amostral é s \approx 1{,}23.São 20 alunos observados — uma amostra. É s que se usa, e não {\sigma}.
  3. Na alínea b) fala-se de toda a população de alunos do país: os símbolos são {\mu} = 3 e {\sigma} = 1{,}5.
  4. A diferença não é de notação, é de natureza: \overline{x} e s mudariam se o professor tivesse outra turma; {\mu} e {\sigma} são fixos e descrevem o modelo.
Respostasa) \overline{x} = 2{,}85 e s \approx 1{,}23 · b) {\mu} e {\sigma}, por se tratar da população

Calcula primeiro o que se recebe em cada face — o quadrado — e só depois desconta os 15 €.

  1. Recebe-se 1, 4, 9, 16, 25, 36; descontando os 15 € o ganho líquido é -14, -11, -6, 1, 10, 21, cada um com probabilidade \dfrac{1}{6}.
  2. E(G) = \dfrac{-14 - 11 - 6 + 1 + 10 + 21}{6} = \dfrac{1}{6} \approx 0{,}17
  3. E(G^{2}) = \dfrac{196 + 121 + 36 + 1 + 100 + 441}{6} = \dfrac{895}{6} \approx 149{,}17
  4. {\sigma}^{2} = 149{,}17 - \left(\dfrac{1}{6}\right)^{2} \approx 149{,}14, logo {\sigma} \approx 12{,}21 €.
  5. O jogo é favorável, mas por 17 cêntimos por jogada — e com um desvio padrão de mais de 12 €. Numa jogada isolada, o que domina é a instabilidade: em quatro das seis faces perde-se dinheiro.A vantagem só se materializa ao fim de muitíssimas jogadas. É esta a diferença entre «favorável em média» e «vale a pena jogar uma vez».
Respostasb) E(G) = \dfrac{1}{6} \approx 0{,}17 €, {\sigma} \approx 12{,}21 € · c) favorável, mas muito instável
Exercício 167§13 · total esperado

Um dado cúbico equilibrado é lançado 3000 vezes e somam-se todos os números obtidos.

De qual dos valores seguintes é de esperar que essa soma esteja mais próxima?

  • (A)9000
  • (B)10 500
  • (C)12 000
  • (D)15 000
Exercício 168§13 · μ em função de parâmetros

Uma variável aleatória X toma apenas os valores 2 e 5, com probabilidades a e b, respetivamente.

Qual é o valor médio de X?

  • (A)a + b
  • (B)\dfrac{2a + 5b}{2}
  • (C)5 - 3a
  • (D)\dfrac{a + b}{2}
Exercício 169§13 · tabela grande, com calculadora

Registou-se durante muitas semanas o número de avarias de uma máquina. A partir das frequências obtidas construiu-se o seguinte modelo para a variável aleatória X: «número de avarias numa semana».

x_{i}0123456
P(X = x_{i})0,050,180,270,220,150,080,05

Determina, recorrendo à calculadora, o valor médio e o desvio padrão de X, arredondados às centésimas.

Exercício 170§13 · mostrar que são iguais

A variável aleatória Z tem a distribuição de probabilidades seguinte.

z_{i}234567
P(Z = z_{i})0,050,25ab0,10,3

Sabendo que E(Z) = 4{,}9, mostra que a = b.

Uma soma de 3000 lançamentos é 3000 vezes o valor médio de um lançamento.

  1. Num lançamento, {\mu} = \dfrac{1+2+3+4+5+6}{6} = \dfrac{21}{6} = 3{,}5.
  2. Em 3000 lançamentos é de esperar uma soma próxima de 3000 \times 3{,}5 = 10\,500.Não se espera exactamente 10 500 — espera-se um valor próximo. Quanto maior o número de lançamentos, menor a diferença relativa.
RespostaOpção (B)

Só há dois valores, portanto a + b = 1. Usa isso para escrever tudo em função de a.

  1. E(X) = 2a + 5b
  2. Como a + b = 1, vem b = 1 - a.
  3. E(X) = 2a + 5(1-a) = 2a + 5 - 5a = 5 - 3a
RespostaOpção (C)

Duas condições: a soma das probabilidades é 1 e o valor médio é 4,9. Resolve o sistema em a e b.

  1. Soma: 0{,}05 + 0{,}25 + a + b + 0{,}1 + 0{,}3 = 1 \iff a + b = 0{,}30
  2. Valor médio: 2(0{,}05) + 3(0{,}25) + 4a + 5b + 6(0{,}1) + 7(0{,}3) = 4{,}9
  3. Ou seja 0{,}1 + 0{,}75 + 0{,}6 + 2{,}1 + 4a + 5b = 4{,}9 \iff 4a + 5b = 1{,}35
  4. Substituindo a = 0{,}30 - b: 4(0{,}30 - b) + 5b = 1{,}35 \iff 1{,}2 + b = 1{,}35 \iff b = 0{,}15
  5. Logo a = 0{,}30 - 0{,}15 = 0{,}15 = b, como se queria mostrar. ∎
Respostaa = b = 0{,}15

Valores numa coluna, probabilidades na outra. Como somam 1, a média que a calculadora dá é {\mu} e o desvio padrão a usar é o {\sigma} — não o amostral.

  1. Introduzindo os valores em V1 e as probabilidades em N1, a calculadora devolve \overline{x} = 2{,}68 e {\sigma} \approx 1{,}50.
  2. Como as «frequências» somam 1, aquela média é o valor médio: {\mu} = 2{,}68 avarias por semana.
  3. Confirmação à mão: E(X^{2}) = 0{,}18 + 4(0{,}27) + 9(0{,}22) + 16(0{,}15) + 25(0{,}08) + 36(0{,}05) = 9{,}44 e {\sigma}^{2} = 9{,}44 - 2{,}68^{2} = 2{,}2576, donde {\sigma} \approx 1{,}50Ignora o «desvio padrão amostral» que aparece no mesmo ecrã: aqui não há amostra nenhuma.
Respostas{\mu} = 2{,}68 · {\sigma} \approx 1{,}50

Se A e B são independentes, P(B \mid A) = P(B). Desenvolve depois cada membro.

  1. Como A e B são independentes e P(A) \neq 0, tem-se P(B \mid A) = P(B).
  2. Primeiro membro:P(B) + P(A)\left(1 - P(B)\right) = P(B) + P(A) - P(A) \times P(B)
  3. Segundo membro: como P\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A),P(A) + P(B)\left(1 - P(A)\right) = P(A) + P(B) - P(A) \times P(B)
  4. Os dois membros são iguais, o que prova a igualdade.
RespostaAmbos os membros são iguais a P(A) + P(B) - P(A)P(B)

Começa pelo primeiro membro, aplicando a fórmula da probabilidade da reunião. Repara também em que P\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A) - P(A \cap B).

  1. Aplicando ao primeiro membro a fórmula da probabilidade da reunião:P\left(A \cup \overline{B}\right) = P(A) + P\left(\overline{B}\right) - P\left(A \cap \overline{B}\right)
  2. Ora P\left(\overline{B}\right) = 1 - P(B) e, como A = (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right) é uma reunião de acontecimentos incompatíveis,P\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A) - P(A \cap B)
  3. Substituindo:P\left(A \cup \overline{B}\right) = P(A) + 1 - P(B) - P(A) + P(A \cap B) = 1 - P(B) + P(A \cap B)
  4. LogoP\left(A \cup \overline{B}\right) - 1 + P(B) = P(A \cap B)
  5. Por outro lado, pela definição de probabilidade condicionada (P(A) \neq 0):P(A) \times P(B \mid A) = P(A) \times \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = P(A \cap B)
  6. Os dois membros são iguais a P(A \cap B).
RespostaAmbos os membros são iguais a P(A \cap B)

A primeira condição determina completamente P(A).

  1. Da primeira condição. Sendo A e \overline{A} equiprováveis, P(A) = P\left(\overline{A}\right). Como P(A) + P\left(\overline{A}\right) = 1, vem 2P(A) = 1, ou seja, P(A) = \dfrac{1}{2}.
  2. Da segunda condição. Sendo A e B independentes, P(A \cap B) = P(A) \times P(B).
  3. Aplicando a fórmula da probabilidade da reunião:P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A)P(B) = \dfrac{1}{2} + P(B) - \dfrac{1}{2}P(B) = \dfrac{1}{2} + \dfrac{P(B)}{2}
  4. Multiplicando ambos os membros por 2:2P(A \cup B) = 1 + P(B)como se pretendia.
RespostaDe P(A) = \frac{1}{2} e da independência vem P(A \cup B) = \frac{1+P(B)}{2}

Acontecimentos incompatíveis não podem ocorrer em simultâneo: A \cap B = \varnothing. O que é que isso obriga em cada uma das três probabilidades?

  1. Como A e B são incompatíveis, A \cap B = \varnothing e, portanto, P(A \cap B) = 0.
  2. Primeira probabilidade. P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0}{P(B)} = 0.
  3. Segunda probabilidade. Como A \cap B = \varnothing, todo o acontecimento A está contido em \overline{B}, ou seja, A \cap \overline{B} = A. LogoP\left(\overline{B} \mid A\right) = \dfrac{P\left(A \cap \overline{B}\right)}{P(A)} = \dfrac{P(A)}{P(A)} = 1
  4. Terceira probabilidade. Por hipótese P(A) > 0. Além disso, como A e B são incompatíveis, P(A) + P(B) = P(A \cup B) \leq 1, donde P(A) \leq 1 - P(B) < 1, porque P(B) \neq 0.
  5. Assim 0 < P(A) < 1, e as três probabilidades são efetivamente distintas:P(A \mid B) < P(A) < P\left(\overline{B} \mid A\right)
RespostaP(A \mid B) = 0 \; < \; P(A) \; < \; 1 = P\left(\overline{B} \mid A\right)

Repara em que 1 - P(B) = P\left(\overline{B}\right) e recorda que, se A e B são independentes, também \overline{A} e B o são.

  1. Como A e B são independentes, P(A \cap B) = P(A) \times P(B).
  2. Comecemos pelo primeiro membro, notando que 1 - P(B) = P\left(\overline{B}\right) e P\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A):P\left(\overline{A} \cap B\right) + \left(1-P(A)\right)\left(1-P(B)\right)
  3. Desenvolvendo o produto:= P\left(\overline{A} \cap B\right) + 1 - P(B) - P(A) + P(A)P(B)
  4. Pela hipótese de independência, P(A)P(B) = P(A \cap B):= P\left(\overline{A} \cap B\right) + P(A \cap B) + 1 - P(B) - P(A)
  5. Ora B = (A \cap B) \cup \left(\overline{A} \cap B\right) é uma reunião de acontecimentos incompatíveis, pelo que P\left(\overline{A} \cap B\right) + P(A \cap B) = P(B):= P(B) + 1 - P(B) - P(A) = 1 - P(A) = P\left(\overline{A}\right)
RespostaO primeiro membro reduz-se a 1 - P(A) = P\left(\overline{A}\right)

Aplica a definição de probabilidade condicionada à primeira parcela e simplifica \left(\overline{A} \cap B\right) \cap B.

  1. Pela definição de probabilidade condicionada:P\left(\overline{A} \cap B \mid B\right) = \dfrac{P\left(\left(\overline{A} \cap B\right) \cap B\right)}{P(B)}
  2. Como B \cap B = B, tem-se \left(\overline{A} \cap B\right) \cap B = \overline{A} \cap B e, portanto,P\left(\overline{A} \cap B \mid B\right) = \dfrac{P\left(\overline{A} \cap B\right)}{P(B)} = P\left(\overline{A} \mid B\right)
  3. Finalmente, fixado B com P(B) \neq 0, a probabilidade condicionada é ela própria uma probabilidade, pelo queP\left(\overline{A} \mid B\right) + P(A \mid B) = 1
  4. Substituindo, obtém-se a igualdade pretendida.
RespostaA primeira parcela é P\left(\overline{A} \mid B\right) e a soma com P(A \mid B) é 1

Aplica as leis de De Morgan ao acontecimento \overline{\overline{A} \cap B} e, depois, a propriedade distributiva.

  1. Pela definição de probabilidade condicionada:P\left(\overline{\overline{A} \cap B} \;\middle|\; B\right) = \dfrac{P\left(\overline{\overline{A} \cap B} \cap B\right)}{P(B)}
  2. Leis de De Morgan: \overline{X \cap Y} = \overline{X} \cup \overline{Y}. Aplicando com X = \overline{A} e Y = B, e usando \overline{\overline{A}} = A:\overline{\overline{A} \cap B} = A \cup \overline{B}
  3. Propriedade distributiva:\left(A \cup \overline{B}\right) \cap B = (A \cap B) \cup \left(\overline{B} \cap B\right) = (A \cap B) \cup \varnothing = A \cap B
  4. Substituindo:P\left(\overline{\overline{A} \cap B} \;\middle|\; B\right) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = P(A \mid B)
RespostaPor De Morgan, \overline{\overline{A} \cap B} \cap B = A \cap B

Parte de P(A \cup B) \leq 1 e usa a fórmula da probabilidade da reunião para obter uma minoração de P(A \cap B).

  1. Como qualquer probabilidade não excede 1:P(A \cup B) \leq 1
  2. Pela fórmula da probabilidade da reunião, P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B), dondeP(A) + P(B) - P(A \cap B) \leq 1 \;\Leftrightarrow\; P(A \cap B) \geq P(A) + P(B) - 1
  3. Como P(A) > 0, dividir ambos os membros por P(A) preserva o sentido da desigualdade:\dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} \geq \dfrac{P(A) + P(B) - 1}{P(A)}
  4. O primeiro membro é, por definição, P(B \mid A). Quanto ao segundo:\dfrac{P(A) + P(B) - 1}{P(A)} = \dfrac{P(A)}{P(A)} - \dfrac{1 - P(B)}{P(A)} = 1 - \dfrac{1 - P(B)}{P(A)}
  5. Obtém-se assim a desigualdade pretendida.
RespostaResulta de P(A \cup B) \leq 1, dividindo por P(A) > 0

Escreve P(A \cap B) à custa de P(A \mid B) e desenvolve P\left(\overline{B}\right) = 1 - P(B). A parcela P(A \mid B) \times P(B) aparece dos dois lados.

  1. Como P(B) \neq 0, tem-se P(A \cap B) = P(A \mid B) \times P(B). Substituindo na fórmula da reunião:P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \mid B) \times P(B)
  2. Por outro lado, P\left(\overline{B}\right) = 1 - P(B), pelo queP(A \mid B) \times P\left(\overline{B}\right) = P(A \mid B) - P(A \mid B) \times P(B)
  3. A desigualdade do primeiro membro escreve-se entãoP(A) + P(B) - P(A \mid B)P(B) < P(A \mid B) - P(A \mid B)P(B)
  4. Adicionando P(A \mid B) \times P(B) a ambos os membros — o que não altera o sentido da desigualdade — obtém-seP(A) + P(B) < P(A \mid B)
  5. Como todos os passos são equivalências, as duas condições são equivalentes.
RespostaAs duas desigualdades diferem apenas pela parcela P(A \mid B) \times P(B) em ambos os membros

Escreve P\left(\overline{A} \mid B\right) como um quociente de denominador P(B) e junta as duas frações.

  1. Pela definição de probabilidade condicionada:P\left(\overline{A} \mid B\right) = \dfrac{P\left(\overline{A} \cap B\right)}{P(B)}
  2. Como B = (A \cap B) \cup \left(\overline{A} \cap B\right) é uma reunião de acontecimentos incompatíveis, P\left(\overline{A} \cap B\right) = P(B) - P(A \cap B).
  3. As duas frações têm o mesmo denominador:\dfrac{P(A \cup B)}{P(B)} - \dfrac{P(B) - P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{P(A \cup B) - P(B) + P(A \cap B)}{P(B)}
  4. Substituindo P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) no numerador:P(A) + P(B) - P(A \cap B) - P(B) + P(A \cap B) = P(A)
  5. Logo o quociente é \dfrac{P(A)}{P(B)}.
RespostaO numerador simplifica-se para P(A)
14

Modelo Normal

Alturas, erros de medição, notas de um exame: quando muitas causas pequenas e independentes se somam, aparece sempre a mesma curva.

Aprendizagens Essenciais
  • Reconhecer o modelo Normal, de suporte contínuo, como um dos modelos de probabilidade mais importantes para a modelação de fenómenos aleatórios.
  • Identificar que as curvas desta família são simétricas, com o aspeto de um sino, e que cada distribuição Normal fica definida pelos parâmetros {\mu} e {\sigma}.
  • Saber que o valor médio determina o eixo de simetria e que a distância entre esse eixo e as abcissas dos pontos de mudança de curvatura é igual ao desvio padrão.
  • Calcular probabilidades com base nesta família de modelos.

Até aqui os espaços de resultados foram finitos. Mas muitas grandezas — a altura de um adulto, o tempo de espera de um autocarro, o comprimento de um salto — variam num intervalo contínuo. Para essas, o modelo não é uma tabela: é uma curva, e a probabilidade lê-se como uma área.

Modelo Normal

Uma variável aleatória X segue uma distribuição Normal de parâmetros {\mu} e {\sigma} — escreve-se X \sim N({\mu},\, {\sigma}) — quando a sua distribuição é dada pela curva em forma de sino centrada em {\mu}. Nessa curva:

  • a reta x = {\mu} é o eixo de simetria;
  • os pontos de inflexão estão em x = {\mu} - {\sigma} e x = {\mu} + {\sigma};
  • a área total sob a curva é 1, e P(a \leq X \leq b) é a área entre a e b.

Da simetria sai imediatamente P(X \leq {\mu}) = P(X \geq {\mu}) = 0{,}5.

x μ μ−σ μ+σ μ−2σ μ+2σ 68,27%
A curva é simétrica em relação à reta x = {\mu}. Os dois pontos assinalados são os pontos de inflexão, em {\mu} \pm {\sigma} — é aí que a curva deixa de abrir e começa a fechar. A área sombreada entre eles vale sempre 0{,}6827, seja qual for o desvio padrão.
Regra dos 68 · 95 · 99,7 P({\mu} - {\sigma} \leq X \leq {\mu} + {\sigma}) \approx 0{,}6827 P({\mu} - 2{\sigma} \leq X \leq {\mu} + 2{\sigma}) \approx 0{,}9545 \hspace{1.5em} P({\mu} - 3{\sigma} \leq X \leq {\mu} + 3{\sigma}) \approx 0{,}9973

Vale para qualquer distribuição Normal, quaisquer que sejam {\mu} e {\sigma}. É o que permite resolver de cabeça muitos itens de exame.

Num modelo contínuo, um ponto tem probabilidade nula

P(X = a) = 0 para qualquer a — a área de um segmento vertical é zero. Por isso P(X \leq a) e P(X < a) são iguais, e não há que hesitar entre \leq e <. Nos modelos discretos isso é falso e a diferença conta.

Python A curva Normal, sem tabelas
from statistics import NormalDist

X = NormalDist(168, 7)

print('P(X < 175)      :', X.cdf(175))
print('P(160 < X < 175):', X.cdf(175) - X.cdf(160))
print('Regra dos 68%   :', X.cdf(175) - X.cdf(161))
print('Percentil 95    :', X.inv_cdf(0.95))

cdf é o que a calculadora faz quando lhe pedes P(X \leq x), e inv_cdf é o caminho inverso dos exercícios 62 e 64. Compara os resultados com os que obtiveste na NumWorks.

Laboratório · Do histograma à curva Normal

aumenta os dados, estreita as barras

A população é a altura, em centímetros, de um grupo grande de jovens: X \sim N(170;\, 8). Cada barra tem altura igual à frequência relativa a dividir pela largura da classe — assim a área total das barras é 1 e pode comparar-se diretamente com a curva.

Laboratório · A curva Normal

interativo

Move {\sigma}: a curva alarga e baixa, mas a área continua a ser 1. Os dois pontos assinalados são os pontos de inflexão — estão sempre a uma distância {\sigma} do eixo de simetria.

Exemplo 14 Ler probabilidades pela regra empírica

O tempo de vida de certas lâmpadas segue uma distribuição Normal de valor médio 1200 horas e desvio padrão 100 horas. Qual é a probabilidade de uma lâmpada durar entre 1100 e 1400 horas?

  1. 1100 = {\mu} - {\sigma} e 1400 = {\mu} + 2{\sigma}.
  2. Por simetria, P({\mu} - {\sigma} \leq X \leq {\mu}) = \dfrac{0{,}6827}{2} \approx 0{,}3413.
  3. E P({\mu} \leq X \leq {\mu} + 2{\sigma}) = \dfrac{0{,}9545}{2} \approx 0{,}4772.
  4. Somando os dois pedaços: 0{,}3413 + 0{,}4772 = 0{,}8185.
  5. Ou seja, cerca de 81{,}9\%.Repartir sempre pelo eixo de simetria e somar meias-áreas: é o método que dispensa a calculadora quando os extremos são {\mu} \pm k{\sigma} com k inteiro.
Resposta\approx 0{,}8185, ou seja 81{,}9\%

Exercícios propostos

Oito exercícios que percorrem os tipos de pergunta que o Exame faz sobre o modelo Normal: a regra dos 68-95-99,7, a calculadora, o caminho inverso, a comparação de duas curvas e a contagem esperada num lote.

Exercício 171§14 · regra dos 68-95-99,7

Seja X uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio 50 e desvio padrão 4.

a) Determina P(46 < X < 54).b) Determina P(X > 58).

Resolve sem recorrer à calculadora.

Exercício 172§14 · com a calculadora

A altura, em centímetros, dos alunos de uma escola segue uma distribuição normal de valor médio 168 e desvio padrão 7.

Determina, recorrendo à calculadora, a probabilidade de um aluno escolhido ao acaso medir entre 160 cm e 175 cm. Apresenta o resultado em percentagem, arredondado às décimas.

Exercício 173§14 · a simetria da curva

Seja X uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio {\mu} = 60 e desvio padrão {\sigma} = 5.

a) Determina P(X < 60).b) Determina P(X > 60).c) Sabendo que P(X > 70) = 0{,}0228, determina P(X < 50).

Exercício 174§14 · ler os parâmetros

Numa fábrica, o peso dos pacotes de arroz segue uma distribuição normal. Sabe-se que 68,27% dos pacotes pesam entre 990 g e 1010 g, e que a curva é simétrica em relação a 1000 g.

a) Indica o valor médio.b) Determina o desvio padrão.c) Entre que valores está 95,45% dos pacotes?

Exercício 175§14 · comparar duas curvas

Duas variáveis aleatórias X_{1} e X_{2} seguem distribuições normais, X_{1} \sim N(a,\, b) e X_{2} \sim N(c,\, d). Os gráficos das duas funções densidade são simétricos relativamente à mesma reta vertical e o de X_{2} é mais achatado.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)a = c e b > d
  • (B)a = c e b < d
  • (C)a > c e b = d
  • (D)a < c e b = d
Exercício 176§14 · o caminho inverso

O tempo de vida, em horas, de um modelo de lâmpada segue uma distribuição normal de valor médio 1200 e desvio padrão 80.

O fabricante quer anunciar uma duração mínima garantida, substituindo gratuitamente as lâmpadas que durem menos do que essa duração. Se quiser substituir apenas 5% das lâmpadas vendidas, que duração deve anunciar? Apresenta o resultado em horas, arredondado às unidades.

Exercício 177§14 · quantos num lote

Uma máquina embala pacotes de café cuja massa, em gramas, segue uma distribuição normal de valor médio 500 e desvio padrão 8. Um pacote é rejeitado no controlo de qualidade se tiver menos de 490 g.

Num lote de 2000 pacotes, quantos é de esperar que sejam rejeitados?

Exercício 178§14 · achar o desvio padrão

O comprimento, em milímetros, de uma peça produzida em série segue uma distribuição normal de valor médio 40 mm. Sabe-se que 95,45% das peças têm comprimento compreendido entre 38 mm e 42 mm.

Determina o desvio padrão da distribuição, sem recorrer à calculadora.

Exercício 179§14 · que intervalo

Seja X uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio 20 e desvio padrão 5. Para certos valores a e b tem-se P(a < X < b) \approx 0{,}95.

Quais podem ser os valores de a e de b?

  • (A)a = 10 e b = 30
  • (B)a = 15 e b = 25
  • (C)a = 5 e b = 35
  • (D)a = 20 e b = 30
Exercício 180§14 · que proporção fica de fora

O tempo de espera, em minutos, num serviço de apoio segue uma distribuição normal de valor médio 8 e desvio padrão 2,5.

a) Determina, com a calculadora, a probabilidade de a espera passar de 12 minutos. Apresenta o resultado em percentagem, arredondado às décimas.b) Num dia com 400 chamadas, quantas é de esperar que esperem mais de 12 minutos?c) O serviço quer garantir que 90% das chamadas esperam menos do que um certo tempo. Que tempo deve anunciar?

Exercício 181§14 · da amostra ao intervalo

Num teste realizado por 240 alunos de uma escola, os níveis obtidos foram os seguintes.

Nível12345
N.º de alunos1248608436

Escolhido um aluno ao acaso, qual é a probabilidade de o seu nível pertencer ao intervalo \left]\overline{x} - s,\; \overline{x} + s\right[? Apresenta o resultado em percentagem.

Exercício 182§14 · duas populações

As alturas dos homens adultos de um país seguem uma distribuição normal de valor médio 174 cm e desvio padrão 7 cm; as das mulheres, uma normal de valor médio 162 cm e desvio padrão 6 cm.

a) Determina a proporção de homens com mais de 188 cm.b) Determina a proporção de mulheres com mais de 174 cm.c) Uma pessoa mede 180 cm. É mais invulgar entre os homens ou entre as mulheres? Justifica sem recorrer à calculadora.

A curva é simétrica em relação à reta x = {\mu}. As duas primeiras alíneas resolvem-se sem conta nenhuma.

  1. a) e b) Pela simetria, cada metade vale 0{,}5.
  2. c) 70 = {\mu} + 2{\sigma} e 50 = {\mu} - 2{\sigma}: os dois valores estão à mesma distância da média, um de cada lado.
  3. Pela simetria, P(X < 50) = P(X > 70) = 0{,}0228.Vale sempre: P(X < {\mu} - k{\sigma}) = P(X > {\mu} + k{\sigma}). É o que dispensa metade das contas nestes itens.
Respostasa) 0{,}5 · b) 0{,}5 · c) 0{,}0228

Os 68,27% correspondem sempre ao intervalo \left]{\mu}-{\sigma},\ {\mu}+{\sigma}\right[.

  1. a) O eixo de simetria é a média: {\mu} = 1000 g.
  2. b) Como 990 = {\mu} - {\sigma}, vem {\sigma} = 10 g.
  3. c) 95,45% corresponde a {\mu} \pm 2{\sigma}, isto é, entre 980 g e 1020 g.Ler os parâmetros a partir de uma percentagem conhecida é o caminho inverso do habitual — e é exatamente o que o exercício de achar o desvio padrão pede.
Respostasa) 1000 g · b) 10 g · c) entre 980 g e 1020 g

Em c) é o caminho inverso: dada a área, procura-se o valor. Na NumWorks, a mesma aplicação, com a probabilidade dada e o limite por determinar.

  1. a) P(X > 12) \approx 0{,}0548, ou seja 5,5%.
  2. b) 400 \times 0{,}0548 \approx 21{,}9: cerca de 22 chamadas.
  3. c) Procura-se a tal que P(X < a) = 0{,}9. A calculadora dá a \approx 11{,}2 minutos.Controlo grosseiro para c): {\mu} + {\sigma} = 10{,}5 deixaria 84% abaixo, e {\mu}+2{\sigma} = 13 deixaria 97,7%. O valor tinha mesmo de ficar entre 10,5 e 13.
Respostasa) 5,5% · b) ≈ 22 chamadas · c) \approx 11{,}2 min

Em c), mede a distância a cada média em desvios padrão — é o que torna as duas populações comparáveis.

  1. a) 188 = 174 + 2 \times 7 = {\mu} + 2{\sigma}. Fora de {\mu} \pm 2{\sigma} fica 1 - 0{,}9545 = 0{,}0455, metade de cada lado: \approx 0{,}0228, ou 2,3%.
  2. b) 174 = 162 + 2 \times 6 = {\mu} + 2{\sigma}, e pelo mesmo raciocínio a proporção é também \approx 0{,}0228.
  3. c) Para os homens, 180 está a \dfrac{180-174}{7} \approx 0{,}86 desvios padrão acima da média. Para as mulheres, a \dfrac{180-162}{6} = 3 desvios padrão.
  4. Três desvios padrão é muitíssimo mais raro do que 0,86: é bem mais invulgar entre as mulheres.Contar em desvios padrão em vez de centímetros é o que permite comparar duas distribuições diferentes. É a ideia por trás da variável reduzida, que aparece no ensino superior com o nome de z.
Respostasa) ≈ 2,3% · b) ≈ 2,3% · c) entre as mulheres, por estar a 3 desvios padrão

Escreve 46, 54 e 58 em função de {\mu} e {\sigma}. Depois é só a regra dos 68-95-99,7 e a simetria da curva.

  1. 46 = 50 - 4 = {\mu} - {\sigma} e 54 = 50 + 4 = {\mu} + {\sigma}, logo P(46 < X < 54) \approx 0{,}6827.
  2. 58 = 50 + 2 \times 4 = {\mu} + 2{\sigma}. Como P({\mu} - 2{\sigma} < X < {\mu} + 2{\sigma}) \approx 0{,}9545, fora desse intervalo fica 1 - 0{,}9545 = 0{,}0455.
  3. Pela simetria, metade está de cada lado: P(X > 58) \approx \dfrac{0{,}0455}{2} = 0{,}02275.
Respostasa) \approx 0{,}6827 · b) \approx 0{,}0228

Os extremos não são múltiplos inteiros de {\sigma} a contar de {\mu} — é para isso que serve a calculadora. Na NumWorks, aplicação Probabilidades, distribuição Normal.

  1. Seja X a altura, em cm: X \sim N(168;\, 7).
  2. Pretende-se P(160 < X < 175).
  3. Com a calculadora, P(160 < X < 175) \approx 0{,}7148.Controlo grosseiro: 160 está a pouco mais de um desvio padrão abaixo da média e 175 a um desvio padrão acima — um valor à volta de 70% é o que se espera.
Resposta\approx 71{,}5\%

O eixo de simetria é x = {\mu}. E «mais achatada» diz alguma coisa sobre o desvio padrão — mas nada sobre o valor médio.

  1. Os gráficos são simétricos relativamente à mesma reta, e essa reta é x = {\mu} em ambos: logo os valores médios são iguais, a = c. Ficam excluídas (C) e (D).
  2. Quanto maior o desvio padrão, mais achatada é a curva — a área continua a ser 1, mas distribuída por uma faixa mais larga.
  3. Como a de X_{2} é a mais achatada, d > b, ou seja b < d.
RespostaOpção (B)

Procura-se a tal que P(X < a) = 0{,}05. É o inverso do que costumas fazer: dada a probabilidade, achar o valor.

  1. Seja X o tempo de vida, em horas: X \sim N(1200;\, 80).
  2. Substituir 5% das lâmpadas significa que 5% duram menos do que a duração anunciada a: P(X < a) = 0{,}05.
  3. Com a calculadora — na NumWorks, a distribuição Normal permite dar a probabilidade e obter o valor — vem a \approx 1068{,}4.
  4. Anunciando 1068 horas, a percentagem de substituições fica ligeiramente abaixo dos 5%.Arredondar para baixo é a escolha prudente: com 1069 horas o fabricante substituiria um pouco mais de 5%.
Resposta\approx 1068 horas

Calcula primeiro a probabilidade de um pacote ser rejeitado; o número esperado é essa probabilidade vezes o tamanho do lote.

  1. Seja M a massa, em gramas: M \sim N(500;\, 8).
  2. P(M < 490) \approx 0{,}1056 (com a calculadora).
  3. Número esperado = 0{,}1056 \times 2000 \approx 211{,}3.
  4. É de esperar que sejam rejeitados cerca de 211 pacotes.«É de esperar» não quer dizer que sejam exatamente 211 — quer dizer que, repetindo o processo muitas vezes, a média das rejeições rondaria esse valor.
RespostaCerca de 211 pacotes

Reconhece o número 95,45%. A que intervalo, em função de {\mu} e {\sigma}, é que ele corresponde?

  1. P({\mu} - 2{\sigma} < X < {\mu} + 2{\sigma}) \approx 0{,}9545, ou seja, 95,45%.
  2. Como o intervalo dado é \left]38,\, 42\right[ e {\mu} = 40, tem-se {\mu} - 2{\sigma} = 38 e {\mu} + 2{\sigma} = 42.
  3. De 40 + 2{\sigma} = 42 vem 2{\sigma} = 2, logo {\sigma} = 1 mm.Repara em que o intervalo é simétrico em relação a 40 — é isso que autoriza a leitura direta.
Resposta{\sigma} = 1 mm

Testa cada opção: escreve os extremos em função de {\mu} = 20 e {\sigma} = 5.

  1. (A) 10 = {\mu} - 2{\sigma} e 30 = {\mu} + 2{\sigma}, o que dá \approx 0{,}9545 \approx 0{,}95
  2. (B) 15 = {\mu} - {\sigma} e 25 = {\mu} + {\sigma}: dá \approx 0{,}6827.
  3. (C) 5 = {\mu} - 3{\sigma} e 35 = {\mu} + 3{\sigma}: dá \approx 0{,}9973.
  4. (D) \left]20,\, 30\right[ é apenas metade do intervalo de (A): dá \approx 0{,}4772.
RespostaOpção (A)

Aqui os dados são uma amostra: usa \overline{x} e o desvio padrão amostral s. Depois vê que níveis inteiros caem dentro do intervalo.

  1. n = 240 e \sum x_{i}n_{i} = 12 + 96 + 180 + 336 + 180 = 804, logo \overline{x} = \dfrac{804}{240} = 3{,}35.
  2. Com a calculadora, o desvio padrão amostral é s \approx 1{,}11.
  3. O intervalo é \left]3{,}35 - 1{,}11;\; 3{,}35 + 1{,}11\right[ = \left]2{,}24;\; 4{,}46\right[.
  4. Os níveis inteiros nesse intervalo são o 3 e o 4: ao todo 60 + 84 = 144 alunos.
  5. P = \dfrac{144}{240} = 0{,}6Se a distribuição fosse exatamente Normal, esperar-se-iam 68% — a diferença mede o quanto estes dados se afastam desse modelo.
Resposta60\%
A

Distribuição binomial

Repetir n vezes a mesma experiência de duas saídas e contar os sucessos. É o modelo discreto mais usado fora da escola — e o que melhor mostra para que servem as combinações.

Possíveis aprofundamentos (AE)
  • Reconhecer situações modeladas por repetições independentes de uma experiência com apenas dois resultados possíveis.
  • Deduzir a expressão da distribuição binomial a partir das combinações e do princípio da multiplicação.
  • Determinar o valor médio e o desvio padrão de uma variável aleatória com distribuição binomial.

Isto está fora do essencial. A distribuição binomial não é avaliada no Exame Nacional de Matemática A. Está aqui por três razões: é o sítio onde as combinações da secção 8 deixam de ser um exercício de contagem e passam a servir para alguma coisa; é o exemplo mais limpo de um modelo com parâmetros, que é a ideia central das secções 12 a 14; e é matéria corrente noutros países. Se estás a preparar o Exame, podes saltar — mas volta cá depois.

1 · Uma experiência com duas saídas

Antes de repetir seja o que for, olha-se para uma repetição. É o caso mais pobre que se pode imaginar — a variável só toma dois valores — e é justamente por isso que é aquele em que as fórmulas da secção 13 se calculam até ao fim, sem ficar nada por dizer.

Prova de Bernoulli

Uma experiência aleatória com apenas dois resultados, a que se chama convencionalmente sucesso e insucesso. Sendo p a probabilidade de sucesso, considera-se a variável aleatória X que conta os sucessos dessa repetição: vale 1 se houver sucesso e 0 se não houver.

x_{i}01
P(X = x_{i})1-pp

É uma f.m.p. como as da secção 12 — apenas com duas colunas.

De onde vêm as duas fórmulas

Não há nada de novo a aprender: aplica-se a esta tabela de duas colunas a definição de valor médio da secção 13, {\mu} = \sum x_{i}\,p_{i}.

{\mu} = 0 \times (1-p) + 1 \times p = p

Uma das parcelas anula-se, e sobra p. O valor médio de uma prova de Bernoulli é a probabilidade de sucesso — e isso lê-se bem: se a moeda dá cara em metade dos lançamentos, o número médio de caras por lançamento é 0{,}5.

O desvio padrão sai da outra definição da secção 13, {\sigma}^{2} = \sum (x_{i}-{\mu})^{2}\,p_{i}. Substituindo {\mu} por p e pondo p(1-p) em evidência no fim:

\begin{aligned} {\sigma}^{2} &= (0-p)^{2}\,(1-p) \;+\; (1-p)^{2}\,p \\ &= p^{2}(1-p) \;+\; (1-p)^{2}\,p \\ &= p\,(1-p)\,\bigl[\,p + (1-p)\,\bigr] \\ &= p\,(1-p) \end{aligned}

Aquele parêntesis reto vale 1, e é isso que faz a expressão colapsar. Fica {\sigma} = \sqrt{p(1-p)}.

Um controlo que vale a pena guardar. p(1-p) é máximo em p = 0{,}5, onde vale 0{,}25, e anula-se em p = 0 e em p = 1. É exatamente o que se espera de uma medida de dispersão: quando um dos resultados é certo não há dispersão nenhuma, e a incerteza é maior quando os dois são igualmente prováveis.

«Sucesso» não quer dizer nada de bom: é só o nome do resultado que estamos a contar. Numa peça saída de uma máquina, o «sucesso» costuma ser o defeito.

2 · Repetir n vezes

Lança-se uma moeda equilibrada três vezes e conta-se o número de caras. Para sair exatamente uma cara há três maneiras — CKK, KCK, KKC — e cada uma delas tem probabilidade \left(\frac{1}{2}\right)^{1} \times \left(\frac{1}{2}\right)^{2} = \frac{1}{8}. Logo P(X=1) = 3 \times \frac{1}{8} = \frac{3}{8}.

Aquele 3 é {}^{3}C_{1}: o número de maneiras de escolher quais das três repetições dão sucesso. E este raciocínio não depende dos números.

Distribuição binomial

Repete-se n vezes, de forma independente, uma prova de Bernoulli de probabilidade de sucesso p. Se X é o número de sucessos, diz-se que X tem distribuição binomial de parâmetros n e p, escreve-se X \sim B(n,\, p), e

P(X = k) = {}^{n}C_{k} \; p^{k} \, (1-p)^{\,n-k}, \qquad k = 0, 1, \ldots, n

Lê-se de trás para a frente: p^{k}(1-p)^{n-k} é a probabilidade de uma sequência com k sucessos, e {}^{n}C_{k} conta quantas sequências dessas há.

Binómio de Newton

Desenvolver (a+b)^{n} é multiplicar n fatores iguais:

(a+b)^{n} = \underbrace{(a+b)\,(a+b)\cdots(a+b)}_{n \text{ fatores}}

Ao aplicar a distributiva, cada termo do resultado escolhe de cada fator ou o a ou o b. Um termo é igual a a^{k}b^{\,n-k} exatamente quando o a foi escolhido em k dos n fatores — e há {}^{n}C_{k} maneiras de escolher quais. Juntando os termos iguais, para cada k:

(a+b)^{n} = \sum_{k=0}^{n} {}^{n}C_{k}\; a^{k}\, b^{\,n-k}

É o mesmo argumento do ponto 2, palavra por palavra: escolher quais dos n fatores contribuem com a é o mesmo problema que escolher quais das n repetições dão sucesso.

Com n = 3, por exemplo, os coeficientes {}^{3}C_{0}, {}^{3}C_{1}, {}^{3}C_{2}, {}^{3}C_{3} valem 1, 3, 3, 1 — a linha do triângulo de Pascal que já apareceu na secção 7 — e sai o desenvolvimento conhecido (a+b)^{3} = b^{3} + 3ab^{2} + 3a^{2}b + a^{3}.

A soma de todas as probabilidades de uma binomial tem exatamente essa forma, com a = p e b = 1-p:

\sum_{k=0}^{n} {}^{n}C_{k}\; p^{k}(1-p)^{\,n-k} \;=\; \bigl(p + (1-p)\bigr)^{n} \;=\; 1^{n} \;=\; 1

Ou seja, não é preciso verificar caso a caso que as probabilidades somam 1: somam, seja qual for n e seja qual for p.

E é daqui que vem o nome: as probabilidades P(X=0), P(X=1), \ldots, P(X=n) são, uma a uma e por esta ordem, os termos do desenvolvimento do binómio \bigl(p + (1-p)\bigr)^{n}.

3 · Quando é que é binomial?

As quatro condições
  • O número de repetições n está fixado à partida.
  • Cada repetição tem dois resultados possíveis.
  • A probabilidade de sucesso p é a mesma em todas as repetições.
  • As repetições são independentes.

Onde é que falha quase sempre. Extrair bolas de um saco sem reposição não é binomial: a probabilidade muda de extração para extração. Com reposição, é. E «lançar um dado até sair um 6» também não é: aí o que está fixado é o resultado, não o número de repetições.

4 · Valor médio e desvio padrão

Calcular {\mu} = \sum_{k=0}^{n} k \cdot P(X=k) à força — n+1 parcelas cheias de combinações — é possível, mas não ensina nada. Há um caminho melhor, e assenta numa frase que já está escrita atrás: contar sucessos em n repetições é somar os sucessos de cada repetição.

X = X_{1} + X_{2} + \cdots + X_{n}

Cada X_{i} é a prova de Bernoulli da repetição i: vale 1 se essa repetição der sucesso e 0 se não der. Somá-las é precisamente contar quantas deram sucesso. E do ponto 1 já sabemos que E(X_{i}) = p e que a variância de cada uma é p(1-p).

Falta uma propriedade, e é a única coisa que se acrescenta aqui: o valor médio de uma soma é a soma dos valores médios. Vale sempre, mesmo que as variáveis dependam umas das outras. Como as n parcelas têm todas valor médio p:

{\mu} = \underbrace{p + p + \cdots + p}_{n \text{ parcelas}} = np

Com as variâncias é preciso mais cuidado: só se somam quando as variáveis são independentes. Ora a independência das repetições é uma das quatro condições do ponto 3 — é aqui, e só aqui, que ela é precisa. Somando as n variâncias iguais a p(1-p):

{\sigma}^{2} = n\,p\,(1-p) \qquad\Longrightarrow\qquad {\sigma} = \sqrt{n\,p\,(1-p)}
Parâmetros de uma binomial {\mu} = np \qquad\qquad {\sigma} = \sqrt{n\,p\,(1-p)}

São os dois números da secção 13, agora escritos apenas à custa dos parâmetros. Não é preciso construir a tabela para os obter: uma binomial fica inteiramente descrita por n e p.

Verificação O caso n = 2, feito à mão

Convém não acreditar em palavra. Com n = 2 a tabela tem só três colunas e a conta faz-se toda, sem atalhos.

  1. Pela fórmula da distribuição, P(X=0) = (1-p)^{2}, P(X=1) = 2p(1-p) e P(X=2) = p^{2}.
  2. Pela definição de valor médio, {\mu} = 0 \times (1-p)^{2} + 1 \times 2p(1-p) + 2 \times p^{2}.
  3. {\mu} = 2p(1-p) + 2p^{2} = 2p\,\bigl[(1-p) + p\bigr] = 2p.
  4. E 2p é np com n = 2A mesma conta com a definição de variância dá 2p(1-p), que é np(1-p). Vale a pena fazê-la uma vez na vida — é mais longa, mas fecha do mesmo modo, pondo 2p(1-p) em evidência.
Resposta{\mu} = 2p = np
Exemplo A Cinco lançamentos de uma moeda

Lança-se uma moeda equilibrada 5 vezes. Seja X o número de caras. Constrói a distribuição de probabilidades e determina {\mu} e {\sigma}.

  1. X \sim B\left(5;\, \frac{1}{2}\right), logo P(X=k) = {}^{5}C_{k} \left(\frac{1}{2}\right)^{k}\left(\frac{1}{2}\right)^{5-k} = \dfrac{{}^{5}C_{k}}{32}.
  2. Como p = 1-p, tudo se reduz a contar: {}^{5}C_{0}, \ldots, {}^{5}C_{5} valem 1, 5, 10, 10, 5, 1.
  3. k012345
    P(X=k)\frac{1}{32}\frac{5}{32}\frac{10}{32}\frac{10}{32}\frac{5}{32}\frac{1}{32}
  4. Somam \dfrac{1+5+10+10+5+1}{32} = \dfrac{32}{32} = 1
  5. {\mu} = np = 5 \times \frac{1}{2} = 2{,}5 e {\sigma} = \sqrt{5 \times \frac{1}{2} \times \frac{1}{2}} = \sqrt{1{,}25} \approx 1{,}118.Repara na simetria da tabela: acontece sempre que p = 0{,}5, e é por isso que este é o caso em que a binomial mais depressa se parece com a curva Normal.
Resposta{\mu} = 2{,}5 · {\sigma} \approx 1{,}118
Python A f.m.p. binomial, termo a termo
from math import comb

n, p = 8, 0.25

soma = 0
for k in range(n + 1):
    pk = comb(n, k) * p**k * (1-p)**(n-k)
    soma = soma + pk
    print('P(X =', k, ') =', round(pk, 5))

print('Soma :', soma)
print('mu   :', n*p, '  sigma:', (n*p*(1-p))**0.5)

Soma as duas primeiras probabilidades impressas: dá 0{,}36708, o mesmo que a calculadora dá para P(X \leq 1) no tutorial. Muda p para 0{,}5 e vê a tabela ficar simétrica.

Laboratório · A binomial e a curva Normal

interativo

Cada barra tem altura P(X=k). Aumenta n e vê a linha quebrada tornar-se uma curva: é o mesmo fenómeno da secção 14, agora com um modelo discreto por baixo. Com p longe de 0{,}5 a barra fica torta e é preciso um n muito maior para a simetria aparecer.

NumWorks Calcular probabilidades binomiais
  1. Tecla casa e abre a aplicação Probabilidades. A lista de distribuições abre já na Binomial.

    É a mesma aplicação que usaste para a Normal na secção 14 — muda só a distribuição escolhida.

    Lista de distribuições da NumWorks, com a Binomial seleccionada
    A lista abre com a Binomial em primeiro lugar.
  2. Define os dois parâmetros: n, o número de ensaios, e p, a probabilidade de sucesso. Para o exercício A5: n = 8 e p = 0{,}25.

    A máquina chama-lhe «número de ensaios» — é o n da fórmula, o número de repetições fixado à partida.

    Ecrã de parâmetros da distribuição binomial com n = 8 e p = 0,25
    Os dois parâmetros, e nada mais: uma binomial fica definida por n e p.
  3. Em «Seguinte» aparece o gráfico de barras e a linha de cálculo. Escolhendo a forma P(X \leq x) e escrevendo x = 1, a máquina devolve 0{,}3670807\ldots

    É o que falta para responder: P(X \geq 2) = 1 - P(X \leq 1) \approx 1 - 0{,}3671 = 0{,}6329.

    Repara nas barras: a mais alta está em k = 2, perto de {\mu} = np = 2. Clicando na seta à esquerda da linha escolhes outras formas — P(X = x), P(X \geq x) ou P(a \leq X \leq b).

    Ecrã da NumWorks com P(X ≤ 1) = 0,3670807 e o gráfico de barras da binomial
    A probabilidade acumulada, e o gráfico de barras por baixo.

Exercícios propostos

Dez exercícios pela ordem habitual: primeiro aplicar a fórmula, depois decidir se a fórmula se aplica, e por fim resolver ao contrário — descobrir n ou p a partir do que se pede.

Exercício 183§A · fórmula directa

Lança-se uma moeda equilibrada 6 vezes. Seja X o número de caras obtidas.

Determina P(X = 4), apresentando o resultado na forma de fração.

Exercício 184§A · pelo menos um

Lança-se um dado cúbico equilibrado 5 vezes.

a) Qual é a probabilidade de não sair nenhum 6?b) E a de sair pelo menos um 6?

Exercício 185§A · valor médio e desvio padrão

Uma máquina produz peças e, em média, 3% saem com defeito. Recolhem-se 200 peças ao acaso e conta-se o número X de peças defeituosas.

Determina {\mu} e {\sigma}, arredondando o desvio padrão às centésimas.

Exercício 186§A · é mesmo binomial?

Em qual das situações seguintes a variável X não tem distribuição binomial?

  • (A)Lança-se uma moeda 20 vezes; X é o número de coroas.
  • (B)De um saco com 4 bolas brancas e 6 pretas extraem-se 3 bolas com reposição; X é o número de brancas.
  • (C)De um saco com 4 bolas brancas e 6 pretas extraem-se 3 bolas sem reposição; X é o número de brancas.
  • (D)Inquirem-se 50 pessoas de uma cidade grande; X é o número das que respondem «sim».
Exercício 187§A · com a calculadora

Numa linha de montagem, cada aparelho tem probabilidade 0{,}25 de precisar de afinação. Testam-se 8 aparelhos.

Determina a probabilidade de pelo menos dois precisarem de afinação, arredondada às milésimas.

Exercício 188§A · descobrir o n

Uma experiência tem probabilidade de sucesso 0{,}2 e repete-se de forma independente.

Qual é o menor número de repetições que garante uma probabilidade de pelo menos 99% de obter, no mínimo, um sucesso?

Exercício 189§A · descobrir o p

Uma variável aleatória X tem distribuição binomial com n = 10 e valor médio 4.

a) Determina p.b) Determina {\sigma}, arredondado às centésimas.

Exercício 190§A · quantos, em média

Considera as famílias com exatamente 3 filhos e admite que cada nascimento tem igual probabilidade de ser rapaz ou rapariga, de forma independente.

Num conjunto de 500 dessas famílias, quantas é de esperar que tenham exatamente 2 rapazes?

Exercício 191§A · mostrar que somam 1

Seja X \sim B(n,\, p).

Mostra que \sum_{k=0}^{n} P(X = k) = 1.

Exercício 192§A · a ponte para a Normal

Lança-se uma moeda equilibrada 100 vezes e conta-se o número X de caras.

a) Determina {\mu} e {\sigma}.b) Usando a regra dos 68-95-99,7, estima P(40 \leq X \leq 60).c) Com a calculadora obtém-se P(40 \leq X \leq 60) \approx 0{,}9648. Comenta a diferença.

Identifica n e p e aplica a fórmula. Com p = \frac{1}{2}, todas as sequências têm a mesma probabilidade, e só o número de combinações muda.

  1. X \sim B\left(6;\, \frac{1}{2}\right).
  2. P(X=4) = {}^{6}C_{4}\left(\frac{1}{2}\right)^{4}\left(\frac{1}{2}\right)^{2} = 15 \times \dfrac{1}{64}.
  3. P(X=4) = \dfrac{15}{64} \approx 0{,}234.Compara com P(X=3) = \frac{20}{64}: o valor mais provável é o mais próximo de {\mu} = 3, como seria de esperar.
Resposta\dfrac{15}{64}

«Pelo menos um» pede o acontecimento contrário de «nenhum». Aqui o sucesso é «sair 6», com p = \frac{1}{6}.

  1. X \sim B\left(5;\, \frac{1}{6}\right), sendo X o número de seis.
  2. P(X=0) = {}^{5}C_{0}\left(\frac{1}{6}\right)^{0}\left(\frac{5}{6}\right)^{5} = \left(\dfrac{5}{6}\right)^{5} = \dfrac{3125}{7776} \approx 0{,}402.
  3. P(X \geq 1) = 1 - P(X=0) \approx 1 - 0{,}402 = 0{,}598.Nunca somes P(X=1)+\cdots+P(X=5) quando o complementar tem um só termo. É o erro que mais tempo custa num teste.
Respostasa) \approx 0{,}402 · b) \approx 0{,}598

São as duas fórmulas da secção: {\mu} = np e {\sigma} = \sqrt{np(1-p)}. Cuidado a converter os 3%.

  1. X \sim B(200;\, 0{,}03).
  2. {\mu} = 200 \times 0{,}03 = 6 peças.
  3. {\sigma} = \sqrt{200 \times 0{,}03 \times 0{,}97} = \sqrt{5{,}82} \approx 2{,}41.Esperam-se 6 defeituosas, mas com um desvio padrão de 2,4 não é nada estranho encontrar 4 ou 9. É esta leitura que dá sentido ao {\sigma}.
Resposta{\mu} = 6 · {\sigma} \approx 2{,}41

Percorre as quatro condições. A que costuma cair é a da probabilidade constante.

  1. Em (A), (B) e (D) o número de repetições está fixado, há dois resultados, a probabilidade não muda e as repetições são independentes.
  2. Em (C), depois de sair uma bola branca ficam 3 brancas em 9: a probabilidade de sucesso passa de \frac{4}{10} para \frac{3}{9}. Falha a condição da probabilidade constante.
  3. Opção (C).Em (D) a população é grande, pelo que retirar 50 pessoas quase não altera as proporções — é o argumento habitual para tratar sondagens como binomiais mesmo sendo, em rigor, sem reposição.
RespostaOpção (C)

P(X \geq 2) = 1 - P(X=0) - P(X=1). São só dois termos — mas confirma na calculadora, aplicação Probabilidades, distribuição Binomial.

  1. X \sim B(8;\, 0{,}25).
  2. P(X=0) = 0{,}75^{8} \approx 0{,}1001.
  3. P(X=1) = {}^{8}C_{1} \times 0{,}25 \times 0{,}75^{7} \approx 0{,}2670.
  4. P(X \geq 2) \approx 1 - 0{,}1001 - 0{,}2670 = 0{,}633.Na calculadora podes pedir directamente P(X \leq 1) e subtrair a 1: dá o mesmo e evita arredondar duas vezes.
Resposta\approx 0{,}633

Escreve a condição «pelo menos um sucesso» pelo complementar e resolve a inequação exponencial com logaritmos.

  1. P(X \geq 1) = 1 - 0{,}8^{n} \geq 0{,}99 \Leftrightarrow 0{,}8^{n} \leq 0{,}01.
  2. Aplicando logaritmos, e como \ln 0{,}8 < 0, a desigualdade inverte-se: n \geq \dfrac{\ln 0{,}01}{\ln 0{,}8} \approx 20{,}6.
  3. Como n é inteiro, n = 21.Confirma: 1 - 0{,}8^{20} \approx 0{,}9885 (ainda não chega) e 1 - 0{,}8^{21} \approx 0{,}9908
Respostan = 21

De {\mu} = np tira-se p numa linha. Depois é substituir na fórmula do desvio padrão.

  1. {\mu} = np \Leftrightarrow 4 = 10p \Leftrightarrow p = 0{,}4.
  2. {\sigma} = \sqrt{10 \times 0{,}4 \times 0{,}6} = \sqrt{2{,}4} \approx 1{,}55.O {\sigma} de uma binomial é máximo quando p = 0{,}5: é aí que há mais incerteza sobre cada repetição.
Respostasa) p = 0{,}4 · b) {\sigma} \approx 1{,}55

Calcula primeiro a probabilidade de uma família ter 2 rapazes; depois multiplica pelas 500.

  1. Para uma família, Y \sim B\left(3;\, \frac{1}{2}\right) e P(Y=2) = {}^{3}C_{2}\left(\frac{1}{2}\right)^{3} = \dfrac{3}{8}.
  2. Em 500 famílias esperam-se 500 \times \dfrac{3}{8} = 187{,}5.
  3. Cerca de 188 famílias.Também se pode ler assim: o número de famílias com 2 rapazes é ele próprio binomial, B\left(500;\, \frac{3}{8}\right), cujo valor médio é np = 187{,}5. Dá o mesmo — e mostra que a binomial se pode encaixar dentro de outra.
Resposta\approx 188 famílias

Escreve a soma por extenso e compara com o desenvolvimento de (a+b)^{n} dado pelo binómio de Newton.

  1. Por definição, \sum_{k=0}^{n} P(X=k) = \sum_{k=0}^{n} {}^{n}C_{k}\, p^{k}(1-p)^{n-k}.
  2. O binómio de Newton diz que (a+b)^{n} = \sum_{k=0}^{n} {}^{n}C_{k}\, a^{k} b^{\,n-k}.
  3. Com a = p e b = 1-p, a soma é \bigl(p + (1-p)\bigr)^{n} = 1^{n} = 1. ∎É a verificação de que a fórmula define mesmo uma distribuição de probabilidade — e explica de onde vem o nome.
Resposta\bigl(p+(1-p)\bigr)^{n} = 1

Escreve 40 e 60 em função de {\mu} e {\sigma}. Na alínea c), pensa em que sentido a Normal é uma aproximação — e em que a binomial é discreta.

  1. {\mu} = 100 \times 0{,}5 = 50 e {\sigma} = \sqrt{100 \times 0{,}5 \times 0{,}5} = \sqrt{25} = 5.
  2. 40 = {\mu} - 2{\sigma} e 60 = {\mu} + 2{\sigma}, pelo que a regra dá \approx 0{,}9545.
  3. O valor exato, 0{,}9648, é um pouco maior. A Normal é apenas uma aproximação da binomial, tanto melhor quanto maior for n e mais próximo de 0{,}5 estiver p.
  4. Além disso, X é discreta: P(40 \leq X \leq 60) inclui as barras dos extremos por inteiro, enquanto a área sob a curva entre 40 e 60 corta essas barras ao meio. Daí a Normal ficar ligeiramente abaixo.É esta a razão de ser da chamada correção de continuidade, que se aplica a área entre 39{,}5 e 60{,}5 — fora do programa, mas explica a diferença ao milésimo.
Respostasa) {\mu} = 50, {\sigma} = 5 · b) \approx 0{,}9545 · c) a Normal aproxima por baixo, por ser contínua

Exercícios de Exame · Variáveis aleatórias

Setenta e sete itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre variáveis aleatórias, valor médio, modelo Normal e distribuição binomial — o tema das secções 12 a 15.

Item 414 escolha múltiplaExame 2000 · 2.ª Fase

Lança-se duas vezes um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6. Seja X o número de vezes que sai 6 nos dois lançamentos.

Qual é a distribuição de probabilidades de X?

  • (A)x_i: 0,1,2 com \left(\dfrac{5}{6}\right)^{2},\; 2 \times \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6},\; \left(\dfrac{1}{6}\right)^{2}
  • (B)x_i: 0,1,2 com \left(\dfrac{1}{6}\right)^{2},\; 2 \times \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6},\; \left(\dfrac{5}{6}\right)^{2}
  • (C)x_i: 1,2,3 com \dfrac{5}{6},\; \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6},\; \dfrac{1}{6}
  • (D)x_i: 1,2,3 com \dfrac{1}{6},\; \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6},\; \dfrac{5}{6}
Item 415 escolha múltiplaProva Modelo 2001

Numa certa escola, a variável «altura das alunas do 12.º ano» segue uma distribuição aproximadamente normal de média 170 cm. Escolhe-se, ao acaso, uma aluna do 12.º ano dessa escola.

Relativamente a essa rapariga, qual dos acontecimentos seguintes é o mais provável?

  • (A)A sua altura é superior a 180 cm.
  • (B)A sua altura é inferior a 180 cm.
  • (C)A sua altura é superior a 155 cm.
  • (D)A sua altura é inferior a 155 cm.
Item 416 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª Fase

Uma caixa tem cinco bombons, dos quais apenas dois têm licor. Tira-se da caixa, ao acaso, uma amostra de três bombons. Seja X a variável «número de bombons com licor existentes nessa amostra».

Qual das distribuições de probabilidades seguintes pode ser a de X?

  • (A)x_i: 0,1,2 com \dfrac{1}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{6}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{3}{{}^{5}C_{3}}
  • (B)x_i: 0,1,2 com \dfrac{3}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{6}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{1}{{}^{5}C_{3}}
  • (C)x_i: 1,2,3 com \dfrac{1}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{6}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{3}{{}^{5}C_{3}}
  • (D)x_i: 1,2,3 com \dfrac{3}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{6}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{1}{{}^{5}C_{3}}
Item 417 construçãoExame 2001 · Prova para militares

Uma caixa contém bolas brancas e bolas pretas, num total de doze. Considera a experiência aleatória que consiste na extração sucessiva, com reposição, de duas bolas. Seja X o número de bolas brancas extraídas, cuja distribuição é:

a) Representa, através de uma tabela, a distribuição de probabilidades da variável Y: «número de bolas pretas extraídas».
b) Quantas bolas brancas e quantas bolas pretas tem a caixa? Justifica.

x_{i}012
P(X = x_{i})\dfrac{9}{16}\dfrac{3}{8}\dfrac{1}{16}
Distribuição de probabilidades de Y.
Item 418 escolha múltiplaExame 2002 · 1.ª Fase

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte:

x_{i}123
P(X = x_{i})a2aa
Distribuição de probabilidades de X.

Qual é o valor de a?

  • (A)\dfrac{1}{5}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{1}{3}
  • (D)\dfrac{1}{2}
Item 419 escolha múltiplaExame 2002 · 1.ª Fase

Na figura estão representados os gráficos de duas distribuições normais: uma com valor médio a e desvio padrão b, a outra com valor médio c e desvio padrão d. Os gráficos são simétricos em relação à mesma reta r.

rxN(a, b)N(c, d)
As duas curvas normais, com o mesmo eixo de simetria.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)a = c e b > d
  • (B)a = c e b < d
  • (C)a > c e b = d
  • (D)a < c e b = d
Item 420 escolha múltiplaExame 2002 · 2.ª Fase

Na figura está representada a planificação de um dado equilibrado. Lança-se este dado duas vezes e consideram-se as variáveis aleatórias:

X_{1}: número saído no primeiro lançamento;   X_{2}: quadrado do número saído no segundo lançamento;
X_{3}: soma dos números saídos nos dois lançamentos;   X_{4}: produto dos números saídos nos dois lançamentos.

0−110−11
x_{i}-101
P(X = x_{i})\dfrac{2}{9}\dfrac{5}{9}\dfrac{2}{9}
A planificação do dado cúbico.

Uma destas quatro variáveis tem a distribuição de probabilidades seguinte. Qual delas?

  • (A)X_{1}
  • (B)X_{2}
  • (C)X_{3}
  • (D)X_{4}
Item 421 escolha múltiplaExame 2003 · 1.ª Fase

Numa caixa estão três cartões, numerados de 1 a 3. Extraem-se ao acaso, e em simultâneo, dois cartões. Seja X o maior dos números saídos.

Qual é a distribuição de probabilidades de X?

  • (A)x_i: 2, 3 com probabilidades \dfrac{1}{3} e \dfrac{2}{3}
  • (B)x_i: 1, 2, 3 com probabilidades todas iguais a \dfrac{1}{3}
  • (C)x_i: 2, 3 com probabilidades \dfrac{1}{2} e \dfrac{1}{2}
  • (D)x_i: 1, 2, 3 com probabilidades \dfrac{1}{6}, \dfrac{1}{3} e \dfrac{1}{2}
Item 422 escolha múltiplaExame 2003 · 2.ª Fase

A Patrícia tem uma caixa com cinco bombons de igual aspeto exterior, mas só um tem licor. Tira ao acaso um bombom, come-o e, se não for o do licor, experimenta outro — procedendo assim até encontrar e comer o bombom com licor.

Seja X a variável aleatória «número de bombons sem licor que a Patrícia come». Qual é a distribuição de probabilidades de X?

  • (A)x_i: 0,1,2,3,4 com probabilidades todas iguais a 0{,}2
  • (B)x_i: 0,1,2,3,4 com probabilidades 0{,}1;\, 0{,}1;\, 0{,}2;\, 0{,}2;\, 0{,}4
  • (C)x_i: 1,2,3,4,5 com probabilidades todas iguais a 0{,}2
  • (D)x_i: 1,2,3,4,5 com probabilidades 0{,}1;\, 0{,}1;\, 0{,}2;\, 0{,}2;\, 0{,}4
Item 423 construçãoExame 2004 · 1.ª Fase

O João tem no bolso seis moedas: duas de 1 euro e quatro de 50 cêntimos. Retira, simultaneamente e ao acaso, duas moedas do bolso.

Seja X a quantia, em euros, correspondente às moedas retiradas. Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, com as probabilidades na forma de fração irredutível.

Item 424 construçãoExame 2004 · Ép. especial

Numa caixa existem cinco bolas brancas e três bolas pretas. Ao acaso, tiram-se sucessivamente duas bolas da caixa, sem repor a primeira antes de retirar a segunda.

Seja X a variável aleatória «número de bolas brancas que ficam na caixa após a extração das duas bolas». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, com as probabilidades na forma de fração irredutível.

Item 425 escolha múltiplaExame 2005 · 1.ª Fase

A distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é dada pela tabela seguinte, sendo a e b números reais:

x_{i}024
P(X = x_{i})abb
Distribuição de probabilidades de X.

Sabendo que a média de X é igual a 1, qual é o valor de a e qual é o valor de b?

  • (A)a = \dfrac{1}{2} e b = \dfrac{1}{4}
  • (B)a = \dfrac{3}{5} e b = \dfrac{1}{5}
  • (C)a = \dfrac{2}{3} e b = \dfrac{1}{6}
  • (D)a = \dfrac{1}{2} e b = \dfrac{1}{6}
Item 426 construçãoExame 2005 · 2.ª Fase

O João tem catorze discos: seis portugueses, quatro espanhóis, três franceses e um italiano. Seleciona, ao acaso, quatro dos catorze discos.

Seja X a variável aleatória «número de discos italianos selecionados». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, com as probabilidades na forma de fração irredutível.

Item 427 escolha múltiplaExame 2005 · Ép. especial

Um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6, é lançado duas vezes. Seja X a variável aleatória «número de vezes que, nesses dois lançamentos, sai face par». A distribuição de X é:

x_{i}012
P(X = x_{i})\dfrac{1}{4}ab
Distribuição de probabilidades de X.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)a = \dfrac{1}{4} e b = \dfrac{1}{2}
  • (B)a = \dfrac{1}{4} e b = \dfrac{1}{4}
  • (C)a = \dfrac{1}{2} e b = \dfrac{1}{4}
  • (D)a = \dfrac{1}{2} e b = \dfrac{1}{2}
Item 428 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2005

O João vai lançar seis mil vezes um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6, e vai adicionar os números saídos.

De qual dos valores seguintes é de esperar que a soma obtida esteja mais próxima?

  • (A)20\,000
  • (B)21\,000
  • (C)22\,000
  • (D)23\,000
Item 429 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2005

A caixa 1 contém duas bolas pretas e três verdes; a caixa 2 contém duas bolas pretas e uma verde. Retira-se, ao acaso, uma bola de cada caixa.

Seja X a variável aleatória «número de bolas verdes no conjunto das duas bolas retiradas». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, com as probabilidades na forma de fração irredutível.

Item 430 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2005

Admite que a variável «peso, em quilogramas, das raparigas de 15 anos de uma certa escola» é bem modelada por uma distribuição normal de valor médio 40. Sabe-se que 20\% dessas raparigas pesam mais de 45 kg.

Escolhida ao acaso uma rapariga de 15 anos dessa escola, qual é a probabilidade de o seu peso estar compreendido entre 35 kg e 40 kg?

  • (A)0{,}2
  • (B)0{,}25
  • (C)0{,}3
  • (D)0{,}35
Item 431 escolha múltiplaTeste Intermédio · 17.03.2006

Na figura está representada a planificação de um dado equilibrado. Lança-se este dado duas vezes e seja X a variável aleatória «soma dos números saídos nos dois lançamentos».

Indica o valor de k tal que P(X=k) = \dfrac{1}{9}.

121222
A planificação do dado cúbico.
  • (A)1
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)4
Item 432 escolha múltiplaExame 2006 · 2.ª Fase

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte, sendo a um número real:

x_{i}012
P(X = x_{i})aa0{,}4
Distribuição de probabilidades de X.

Qual é o valor médio desta variável aleatória?

  • (A)1{,}1
  • (B)1{,}2
  • (C)1{,}3
  • (D)1{,}4
Item 433 construçãoExame 2006 · Ép. especial

A Sofia tem dois dados equilibrados: um cubo com as faces numeradas de 1 a 6 e um octaedro com as faces numeradas de 1 a 8. Lança os dois dados e observa os números saídos. Seja X a variável aleatória «soma dos números saídos».

Determina P(X=5). Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.

Item 434 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2006

Uma variável aleatória X tem a distribuição de probabilidades seguinte, em que a e b designam números reais positivos:

x_{i}0a2a
P(X = x_{i})0{,}20{,}4b
Distribuição de probabilidades de X.

Sabendo que o valor médio de X é 2{,}4, qual é o valor de a?

  • (A)3
  • (B)2{,}5
  • (C)2
  • (D)1{,}5
Item 435 construçãoTeste Intermédio · 07.12.2006

Um saco contém dez bolas: quatro numeradas com o número 1, cinco com o número 2 e uma com o número 3. Extrai-se, ao acaso, uma bola do saco e seja X o número da bola extraída.

Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, apresentando as probabilidades na forma de dízima.

Item 436 escolha múltiplaTeste Intermédio · 07.12.2006

Admite que a variável «altura, em centímetros, dos rapazes de 13 anos de um certo país» é bem modelada por uma distribuição normal de valor médio 140. Escolhido ao acaso um rapaz de 13 anos, sabe-se que a probabilidade de a sua altura pertencer a um determinado intervalo [a,b] é igual a 60\%.

Quais dos seguintes podem ser os valores de a e de b?

  • (A)a = 140 e b = 170
  • (B)a = 120 e b = 140
  • (C)a = 130 e b = 150
  • (D)a = 150 e b = 180
Item 437 construçãoTeste Intermédio · 15.03.2007

O Jorge tem seis moedas no bolso e retira, simultaneamente e ao acaso, duas dessas moedas. Seja X a quantia, em cêntimos, correspondente às duas moedas retiradas. A tabela de distribuição de X é:

Quais poderiam ser as seis moedas que o Jorge tinha inicialmente no bolso? Justifica.

x_{i}2030406070
P(X = x_{i})\dfrac{3}{{}^{6}C_{2}}\dfrac{6}{{}^{6}C_{2}}\dfrac{1}{{}^{6}C_{2}}\dfrac{3}{{}^{6}C_{2}}\dfrac{2}{{}^{6}C_{2}}
Distribuição de probabilidades de X.
Item 438 construçãoTeste Intermédio · 17.01.2008

Na figura está representada a planificação de um dado cúbico equilibrado. Lança-se o dado uma única vez e seja X o número escrito na face que fica voltada para cima.

Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X e determina, sem recorrer à calculadora, o valor médio desta variável. Apresenta o valor médio na forma de fração irredutível.

1−2−2−111
A planificação do dado cúbico.
Item 439 escolha múltiplaTeste Intermédio · 17.01.2008

A curva de Gauss representada na figura está associada a uma variável aleatória X com distribuição normal. Como a figura sugere, a curva é simétrica relativamente à reta de equação x=2.

2Oxy
A curva de Gauss, simétrica relativamente a uma reta vertical.

Para um certo valor de a tem-se P(X>a) = 15\%. Qual dos seguintes pode ser o valor de a?

  • (A)1
  • (B)1{,}5
  • (C)2
  • (D)2{,}5
Item 440 escolha múltiplaExame 2008 · 1.ª Fase

Admite que a variável «peso, em gramas, das maçãs de um pomar» é bem modelada por uma distribuição normal N(60;\,5), em que 60 é o valor médio e 5 o desvio padrão. Retira-se, ao acaso, uma dessas maçãs e consideram-se:

A: «o peso é superior a 66 gramas»;   B: «o peso é inferior a 48 gramas».

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)P(A) = P(B)
  • (B)P(A) < P(B)
  • (C)P(B) < P(A)
  • (D)P(A) + P(B) = 1
Item 441 construçãoExame 2008 · 2.ª Fase

Numa caixa há três fichas com o número 1 e quatro fichas com o número 2, indistinguíveis ao tato. Retiram-se, ao acaso e de uma só vez, duas fichas. Seja X a variável aleatória «soma dos números inscritos nas duas fichas».

Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X e indica, justificando, o valor mais provável da variável. Apresenta as probabilidades na forma de fração irredutível.

Item 442 escolha múltiplaTeste Intermédio · 10.12.2008

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte, sendo a e b números reais:

x_{i}012
P(X = x_{i})ab0{,}5
Distribuição de probabilidades de X.

Sabendo que o valor médio de X é 1{,}4, qual é o valor de a?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}2
  • (C)0{,}3
  • (D)0{,}4
Item 443 construçãoTeste Intermédio · 10.12.2008

Na figura está representada a planificação de um dado cúbico equilibrado em que cada face tem três números escritos. Lança-se o dado uma só vez e observam-se os três números da face que fica voltada para cima.

Seja X a variável aleatória «produto dos três números saídos». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X.

100021111202010222
A planificação do dado, com três números em cada face.
Item 444 construçãoTeste Intermédio · 10.12.2008

Um saco contém bolas brancas e bolas pretas, pelo menos uma de cada cor, num total de cinco. Tiram-se, simultaneamente e ao acaso, três bolas do saco. Seja X a variável aleatória «número de bolas brancas retiradas».

Sabendo que a variável toma exclusivamente os valores 2 e 3, indica o número de bolas brancas e o número de bolas pretas que estão inicialmente no saco. Explica o teu raciocínio.

Item 445 escolha múltiplaTeste Intermédio · 10.12.2008

O diâmetro, em milímetros, dos parafusos produzidos por uma máquina é uma variável aleatória X com distribuição normal de valor médio 9. Um parafuso é aprovado se o seu diâmetro estiver compreendido entre 8{,}7 e 9{,}3 milímetros. Sabe-se que 99{,}73\% dos parafusos são aprovados.

Qual é o desvio padrão de X?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}3
  • (C)0{,}6
  • (D)0{,}9
Item 446 escolha múltiplaTeste Intermédio · 11.03.2009

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte:

x_{i}012
P(X = x_{i})\dfrac{3}{n}\dfrac{4}{n}\dfrac{5}{n}
Distribuição de probabilidades de X.

Qual é o valor de n?

  • (A)4
  • (B)5
  • (C)12
  • (D)15
Item 447 construçãoTeste Intermédio · 27.05.2009

Efetua-se um único lançamento de um dado tetraédrico com as faces numeradas de 1 a 4, considerando-se que o «número que sai» é o da face voltada para baixo. O dado não é equilibrado. Sejam:

A: «sair número ímpar»;   B: «sair número maior do que 2».

Sabe-se que P(A \cap B) = 0{,}4, que P(A) = P\left(\overline{A}\right) e que P(A \cup B) = 0{,}8.

Seja X a variável aleatória «número saído no lançamento». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, justificando todos os cálculos.

Item 448 escolha múltiplaExame 2009 · 1.ª Fase

Considera uma variável aleatória X cuja distribuição de probabilidades é dada pela tabela seguinte:

x_{i}456
P(X = x_{i})\dfrac{k}{8}\dfrac{1}{4}\dfrac{k}{4}
Distribuição de probabilidades de X.

Qual é o valor de k?

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)4
Item 449 construçãoExame 2009 · Ép. especial

Considera o conjunto A = \{1,\,3,\,5,\,6,\,8\}. De entre os elementos de A escolhe-se um, ao acaso. Seja X a variável aleatória «número de divisores do elemento escolhido».

Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X e determina o seu valor médio. Apresenta as probabilidades na forma de fração irredutível e o valor médio na forma de dízima.

Item 450 escolha múltiplaExame 2009 · Ép. especial

Seja X a variável «peso, em quilogramas, dos bebés de uma creche», bem modelada por uma distribuição normal de valor médio 5. Escolhido um bebé ao acaso, sabe-se que a probabilidade de o seu peso estar entre 5 kg e 6 kg é 0{,}4.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)P(X \geq 2) = 0{,}6
  • (B)P(4 \leq X \leq 5) = 0{,}4
  • (C)P(4 \leq X \leq 6) < 0{,}6
  • (D)P(X \leq 4) > 0{,}1
Item 451 construçãoTeste Intermédio · 04.12.2009

Lança-se um dado não equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6. Seja X a variável aleatória «número saído no lançamento». Para certos números reais a e b, a tabela de distribuição de X é:

a) Determina a e b, sabendo que o valor médio de X é 3{,}4.
b) Sejam C: «sair um número ímpar» e D: «sair um número maior do que 4». Averigua se C e D são independentes.

x_{i}123456
P(X = x_{i})0{,}2a0{,}2b0{,}10{,}15
Distribuição de probabilidades de X.
Item 452 escolha múltiplaTeste Intermédio · 04.12.2009

Uma variável aleatória X tem distribuição normal e sabe-se que P(X>50) é inferior a P(X<40).

Qual dos números seguintes pode ser o valor médio de X?

  • (A)42
  • (B)45
  • (C)48
  • (D)51
Item 453 construçãoTeste Intermédio · 15.03.2010

Uma caixa tem seis bolas: três com o número 0, duas com o número 1 e uma com o número 2. Tiram-se, simultaneamente e ao acaso, duas bolas da caixa.

Seja X a variável aleatória «produto dos números saídos». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, com as probabilidades na forma de fração irredutível.

Item 454 escolha múltiplaExame 2010 · 1.ª Fase

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte:

x_{i}0123
P(X = x_{i})\dfrac{1}{5}\dfrac{1}{2}2aa
Distribuição de probabilidades de X.

Qual das igualdades seguintes é verdadeira?

  • (A)P(X{=}0) = P(X>1)
  • (B)P(X{=}0) = P(X{=}2)
  • (C)P(X{=}0) = P(X{=}3)
  • (D)P(X<2) = P(X{=}3)
Item 455 construçãoExame 2010 · 2.ª Fase

A figura representa as planificações de dois dados cúbicos equilibrados, A e B. Lançam-se, simultaneamente, os dois dados.

Seja X a variável aleatória «soma dos números saídos nas faces voltadas para cima». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X.

0−10−200Dado A1−11111Dado B
A planificação do dado cúbico.
Item 456 escolha múltiplaExame 2010 · Ép. especial

Numa prateleira existe um conjunto de dez perfumes diferentes, sendo três de homem e sete de senhora. A gerente pretende escolher, ao acaso, seis desses dez perfumes para colocar na montra.

Seja X a variável aleatória «número de perfumes de homem que se colocam na montra». Qual é a distribuição de probabilidades de X?

  • (A)P(X{=}1) = \frac{35}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}2) = \frac{105}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}3) = \frac{70}{{}^{10}C_{6}}
  • (B)P(X{=}0) = \frac{7}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}1) = \frac{63}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}2) = \frac{105}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}3) = \frac{35}{{}^{10}C_{6}}
  • (C)P(X{=}1) = \frac{70}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}2) = \frac{105}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}3) = \frac{35}{{}^{10}C_{6}}
  • (D)P(X{=}0) = \frac{35}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}1) = \frac{105}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}2) = \frac{63}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}3) = \frac{7}{{}^{10}C_{6}}
Item 457 construçãoTeste Intermédio · 19.01.2011

Uma caixa contém quatro bolas brancas e quatro bolas pretas. Considera a experiência seguinte:

«Tira-se, ao acaso, uma bola da caixa. Se for branca, repõe-se na caixa; se for preta, deixa-se ficar fora da caixa. Em seguida tira-se, também ao acaso, uma segunda bola e procede-se do mesmo modo.»

Seja X o número de bolas que, no final da experiência, estão fora da caixa. Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X.

Item 458 escolha múltiplaTeste Intermédio · 19.01.2011

O tempo X, em segundos, que a Filipa demora a correr os 400 metros é uma variável aleatória bem modelada por uma distribuição normal de valor médio 80. Sabe-se que P(76<X<80) = 0{,}4.

Para um certo valor de a tem-se P(X>a) = 0{,}1. Qual é o valor de a?

  • (A)78
  • (B)82
  • (C)84
  • (D)88
Item 459 escolha múltiplaTeste Intermédio · 26.05.2011

Para um certo número real a, a tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte:

x_{i}-101
P(X = x_{i})\dfrac{1}{2}\dfrac{1}{3}a
Distribuição de probabilidades de X.

Qual é o valor de a?

  • (A)\dfrac{1}{3}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{1}{5}
  • (D)\dfrac{1}{6}
Item 460 escolha múltiplaExame 2011 · 2.ª Fase

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte, sendo a e b números reais:

x_{i}012345
P(X = x_{i})2aabbb\dfrac{1}{10}
Distribuição de probabilidades de X.

Sabendo que P(X \leq 1) = 3\,P(X{=}5), qual é o valor de b?

  • (A)\dfrac{1}{10}
  • (B)\dfrac{4}{15}
  • (C)\dfrac{7}{30}
  • (D)\dfrac{1}{5}
Item 461 escolha múltiplaExame 2011 · 2.ª Fase

Seja a um número real positivo e seja X uma variável aleatória com distribuição normal N(0,1).

Qual das igualdades seguintes é verdadeira?

  • (A)P(X \leq a) + P(X \geq -a) = 0
  • (B)P(X \leq a) = P(X \geq -a)
  • (C)P(X \leq a) + P(X \geq -a) = 1
  • (D)P(X \leq a) = P(X \geq a)
Item 462 construçãoTeste Intermédio · 13.03.2012

Uma turma de 12.º ano é constituída por 14 raparigas e 10 rapazes. Vão ser escolhidos aleatoriamente dois jovens desta turma para constituírem uma comissão. Seja X o número de raparigas que integram a comissão.

Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, com as probabilidades na forma de fração irredutível.

Item 463 construçãoExame 2012 · 1.ª Fase

Num saco estão cinco bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas com -2, -1, 0, 1 e 2. Extraem-se, ao acaso e em simultâneo, quatro bolas do saco. Seja X a variável aleatória «produto dos números inscritos nas bolas extraídas». A tabela de distribuição de X é:

Elabora uma composição em que expliques os valores da variável X e justifiques cada uma das probabilidades.

x_{i}04
P(X = x_{i})\dfrac{4}{5}\dfrac{1}{5}
Distribuição de probabilidades de X.
Item 464 escolha múltiplaExame 2012 · 2.ª Fase

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte, sendo a e b números reais:

x_{i}012
P(X = x_{i})b^{3}a2a
Distribuição de probabilidades de X.

Sabendo que o valor médio de X é \dfrac{35}{24}, qual é o valor de b?

  • (A)\dfrac{1}{4}
  • (B)\dfrac{1}{3}
  • (C)\dfrac{1}{2}
  • (D)\dfrac{1}{5}
Item 465 escolha múltiplaExame 2012 · Ép. especial

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte:

x_{i}-101
P(X = x_{i})1-3a2aa
Distribuição de probabilidades de X.

Sabendo que P(X{=}0 \lor X{=}1) = 0{,}81, qual é o valor médio de X?

  • (A)0{,}46
  • (B)0{,}27
  • (C)0{,}08
  • (D)0
Item 466 escolha múltiplaTeste Intermédio · 28.02.2013

Seja X uma variável aleatória com distribuição normal N(\mu, \sigma), com \mu = 5 e P(4{,}7 < X < 5) = 0{,}3.

Qual dos números seguintes pode ser o valor de \sigma?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}2
  • (C)0{,}3
  • (D)0{,}4
Item 467 construçãoTeste Intermédio · 24.05.2013

Um saco contém quatro bolas com o número 0, uma bola com o número 2 e duas bolas com o número 3. Retiram-se, simultaneamente e ao acaso, duas bolas do saco.

Seja X a variável aleatória «produto dos números das duas bolas retiradas». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, com as probabilidades na forma de fração irredutível.

Item 468 escolha múltiplaExame 2013 · 1.ª Fase

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte, sendo a e b números reais:

x_{i}0123
P(X = x_{i})a2abb
Distribuição de probabilidades de X.

Sabendo que P(X>1) = P(X<2), qual é o valor médio de X?

  • (A)\dfrac{2}{3}
  • (B)\dfrac{5}{7}
  • (C)\dfrac{17}{19}
  • (D)\dfrac{19}{12}
Item 469 escolha múltiplaExame 2013 · 1.ª Fase

Considera uma variável aleatória X com distribuição normal de valor médio 11 e desvio padrão \sigma, sendo \sigma um número natural. Sabe-se que P(X>23) \approx 0{,}02275.

Qual é o valor de \sigma?

  • (A)12
  • (B)11
  • (C)6
  • (D)4
Item 470 construçãoExame 2013 · 2.ª Fase

Numa conferência de imprensa estiveram presentes 20 jornalistas. Escolhendo ao acaso um deles e sendo X a variável aleatória «número de jornalistas do sexo feminino escolhidos», a tabela de distribuição de X é:

Considera agora a experiência que consiste em escolher, ao acaso, dois dos 20 jornalistas, e seja Y a variável aleatória «número de jornalistas do sexo feminino escolhidos». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de Y.

x_{i}01
P(X = x_{i})\dfrac{2}{5}\dfrac{3}{5}
Distribuição de probabilidades de X.
Item 471 construçãoExame 2013 · Ép. especial

Num saco estão doze bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 12. O João retira três bolas do saco, ao acaso, de uma só vez.

Seja X a variável aleatória «número de bolas retiradas com um número múltiplo de 5». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X.

Item 472 escolha múltiplaExame 2013 · Ép. especial

As classificações obtidas pelos alunos de uma escola num teste de Português seguem aproximadamente uma distribuição normal de valor médio 11{,}5 valores. Vai ser escolhido, ao acaso, um desses testes. Considera:

I: «a classificação é superior a 12 valores»;   J: «a classificação é superior a 16{,}5 valores»;   K: «a classificação é inferior a 9 valores».

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)P(J) < P(K) < P(I)
  • (B)P(K) < P(I) < P(J)
  • (C)P(I) < P(K) < P(J)
  • (D)P(K) < P(J) < P(I)
Item 473 escolha múltiplaTeste Intermédio · 29.11.2013

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte, em que a e b designam números reais positivos:

x_{i}024
P(X = x_{i})ab0{,}3
Distribuição de probabilidades de X.

Sabendo que o valor médio de X é igual a 2{,}2, qual é o valor de a?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}2
  • (C)0{,}3
  • (D)0{,}4
Item 474 construçãoTeste Intermédio · 29.11.2013

Numa caixa estão cinco bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 5. Retiram-se ao acaso e em simultâneo três bolas da caixa e observam-se os seus números. Considera as variáveis aleatórias:

X: «número de bolas retiradas com número ímpar»;
Y: «soma dos números das bolas retiradas».

a) Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, com as probabilidades na forma de fração irredutível.

b) Determina P(Y<10 \mid X=1), sem recorrer à fórmula da probabilidade condicionada, indicando o significado desta probabilidade, os casos possíveis e os casos favoráveis.

Item 475 escolha múltiplaTeste Intermédio · 29.11.2013

Uma variável aleatória X tem distribuição normal e sabe-se que P(X>40) é inferior a P(X<30).

Qual dos números seguintes pode ser o valor médio de X?

  • (A)32
  • (B)35
  • (C)38
  • (D)41
Item 476 construçãoExame 2014 · 1.ª Fase

Uma caixa tem nove bolas distinguíveis apenas pela cor: seis pretas, duas brancas e uma amarela. Retira-se uma bola de cada vez, ao acaso e sem reposição, até ser retirada uma bola preta.

Seja X a variável aleatória «número de bolas retiradas da caixa». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X.

Item 477 construçãoExame 2014 · 2.ª Fase

Uma caixa tem seis bolas distinguíveis apenas pela cor: duas azuis e quatro pretas. Retiram-se dessa caixa, simultaneamente e ao acaso, três bolas.

Seja X a variável aleatória «número de bolas azuis no conjunto das três bolas retiradas». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X.

Item 478 escolha múltiplaExame 2015 · 2.ª Fase

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte, em que a designa um número real:

x_{i}123
P(X = x_{i})a2a0{,}4
Distribuição de probabilidades de X.

Qual é o valor médio desta variável aleatória?

  • (A)2{,}1
  • (B)2{,}2
  • (C)2{,}3
  • (D)2{,}4
Item 479 construçãoExame 2016 · 1.ª Fase

Considera nove bolas indistinguíveis ao tato: quatro numeradas com o número 1, quatro com o número 2 e uma com o número 4. Colocam-se as nove bolas num saco vazio e retiram-se, simultaneamente e ao acaso, duas bolas.

Seja X a variável aleatória «produto dos números das duas bolas retiradas». Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de X, apresentando as probabilidades na forma de fração irredutível.

Item 480 escolha múltiplaExame 2016 · 1.ª Fase

Seja X uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio 10. Sabe-se que P(7<X<10) = 0{,}3.

Qual é o valor de P(X>13)?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}2
  • (C)0{,}3
  • (D)0{,}4
Item 481 escolha múltiplaExame 2016 · Ép. especial

Seja X uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio 2 e desvio padrão 0{,}5.

Qual é o valor, arredondado às centésimas, de P(X>2{,}5)?

  • (A)0{,}68
  • (B)0{,}34
  • (C)0{,}32
  • (D)0{,}16
Item 482 escolha múltiplaExame 2017 · 2.ª Fase

A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é a seguinte:

x_{i}1234
P(X = x_{i})\dfrac{1}{3}\dfrac{1}{4}\dfrac{1}{6}\dfrac{1}{4}
Distribuição de probabilidades de X.

Qual é o valor da probabilidade condicionada P(X>1 \mid X \leq 3)?

  • (A)\dfrac{3}{4}
  • (B)\dfrac{1}{4}
  • (C)\dfrac{8}{9}
  • (D)\dfrac{5}{9}
Item 483 escolha múltiplaExame 2017 · Ép. especial

Seja X uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio 10. Sabe-se que P(10<X<15) = 0{,}4.

Qual é o valor de P(X<5 \lor X>15)?

  • (A)0{,}1
  • (B)0{,}2
  • (C)0{,}4
  • (D)0{,}6
Item 484 escolha múltiplaExame 2018 · 1.ª Fase

Num saco encontram-se quatro bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de 0 a 3. Retiram-se, ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas bolas do saco. Seja X a variável aleatória «produto dos números saídos».

Para um certo valor de k tem-se P(X=k) = \dfrac{1}{2}. Qual é o valor de k?

  • (A)6
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)0
Item 485 escolha múltiplaExame 2018 · 2.ª Fase

Seja X uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio \mu e desvio padrão \sigma.

Qual é o valor, arredondado às milésimas, de P(X > \mu - 2\sigma)?

  • (A)0{,}926
  • (B)0{,}982
  • (C)0{,}977
  • (D)0{,}943
Item 486 escolha múltiplaExame 2018 · Ép. especial

Um dado cúbico equilibrado tem todas as faces numeradas, umas com o número 0 e as restantes com o número 1. Lança-se o dado três vezes e regista-se o número da face voltada para cima. Seja X a variável aleatória «produto dos números saídos nos três lançamentos». A tabela de distribuição de X é:

x_{i}01
P(X = x_{i})\dfrac{19}{27}\dfrac{8}{27}
Distribuição de probabilidades de X.

Quantas faces estão numeradas com o número 1?

  • (A)Duas.
  • (B)Três.
  • (C)Quatro.
  • (D)Cinco.
Item 487 escolha múltiplaExame 2019 · 1.ª Fase

Um dado cúbico equilibrado tem uma face numerada com o número -1 e cinco faces numeradas com o número 1. Lança-se este dado duas vezes e considera-se a variável aleatória X: «soma dos números saídos nos dois lançamentos».

Qual é o valor de k para o qual P(X=k) = \dfrac{5}{18}?

  • (A)0
  • (B)2
  • (C)-2
  • (D)-1
Item 488 escolha múltiplaExame 2019 · 1.ª Fase

Seja X uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio 5 e desvio padrão \dfrac{1}{2}.

Qual é o valor, arredondado às milésimas, de P(X>6)?

  • (A)0{,}046
  • (B)0{,}042
  • (C)0{,}023
  • (D)0{,}021
Item 489 escolha múltiplaExame 2019 · 2.ª Fase

Uma caixa contém duas bolas brancas e três bolas pretas. Retiram-se, ao acaso e em simultâneo, duas bolas da caixa. Seja X a variável aleatória «número de bolas brancas retiradas».

Qual é o valor médio de X?

  • (A)0{,}9
  • (B)0{,}8
  • (C)0{,}7
  • (D)0{,}6
Item 490 escolha múltiplaExame 2026 · 2.ª Fase

Admite que o preço de uma refeição numa cantina pode ser modelado por uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio 7 euros, e que a probabilidade de se pagar mais do que 9 euros é igual a 12\%.

A Carla almoçou nessa cantina. Qual é a probabilidade de ter pagado um valor entre 7 e 9 euros?

  • (A)24\%
  • (B)38\%
  • (C)44\%
  • (D)68\%

Quantas vezes pode sair o 6 em dois lançamentos? E não te esqueças das duas ordens possíveis quando sai exatamente uma vez.

  1. X conta ocorrências em dois lançamentos, pelo que só pode valer 0, 1 ou 2 — as opções (C) e (D) ficam excluídas.
  2. Em cada lançamento, P(6) = \dfrac{1}{6} e P(\text{não } 6) = \dfrac{5}{6}; os lançamentos são independentes.
  3. P(X=0) = \left(\dfrac{5}{6}\right)^{2} = \dfrac{25}{36}
  4. P(X=1) = 2 \times \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6} = \dfrac{10}{36} — o 6 sai no primeiro ou no segundo lançamento.
  5. P(X=2) = \left(\dfrac{1}{6}\right)^{2} = \dfrac{1}{36}
  6. Confirmação: \dfrac{25+10+1}{36} = 1
RespostaOpção (A)

Duas das opções têm probabilidade inferior a 0{,}5. Entre as outras duas, compara as distâncias ao valor médio.

  1. Como \mu = 170, as opções (A) e (D) descrevem caudas afastadas do valor médio, com probabilidade inferior a 0{,}5. Ficam a disputar as opções (B) e (C).
  2. Opção (B): P(X<180), ou seja, 0{,}5 mais a probabilidade do intervalo ]170;\,180[, de amplitude 10.
  3. Opção (C): P(X>155), ou seja, 0{,}5 mais a probabilidade do intervalo ]155;\,170[, de amplitude 15.
  4. Como o segundo intervalo é mais largo — e ambos partem do valor médio — tem maior probabilidade. Logo P(X>155) > P(X<180).
RespostaOpção (C)

Só há dois bombons com licor — pode X valer 3? E pode valer 0?

  1. Como só existem dois bombons com licor, X nunca vale 3: as opções (C) e (D) ficam excluídas.
  2. Casos possíveis: {}^{5}C_{3} = 10.
  3. P(X=0) = \dfrac{{}^{3}C_{3}}{10} = \dfrac{1}{10} — os três bombons sem licor.
  4. P(X=1) = \dfrac{{}^{2}C_{1} \times {}^{3}C_{2}}{10} = \dfrac{6}{10}  ·  P(X=2) = \dfrac{{}^{2}C_{2} \times {}^{3}C_{1}}{10} = \dfrac{3}{10}
  5. Confirmação: 1+6+3 = 10
RespostaOpção (A)

Com reposição, as duas extrações são independentes e com a mesma probabilidade. Repara em que Y = 2 - X.

  1. Seja p a probabilidade de sair bola branca numa extração. Como há reposição, as extrações são independentes e P(X=2) = p^{2}.
  2. b) De p^{2} = \dfrac{1}{16} vem p = \dfrac{1}{4}. Logo o número de bolas brancas é \dfrac{1}{4} \times 12 = 3 e o de bolas pretas 12-3 = 9.
  3. a) Extraem-se sempre duas bolas, pelo que Y = 2 - X: o número de pretas é o complementar do de brancas. Basta então inverter a tabela.
  4. Diretamente, com P(\text{preta}) = \dfrac{3}{4}: P(Y=0) = \left(\dfrac{1}{4}\right)^{2} = \dfrac{1}{16}, P(Y=1) = 2 \times \dfrac{3}{4} \times \dfrac{1}{4} = \dfrac{3}{8} e P(Y=2) = \left(\dfrac{3}{4}\right)^{2} = \dfrac{9}{16}.
  5. x_{i}012Total
    P(X = x_{i})\dfrac{1}{16}\dfrac{3}{8}\dfrac{9}{16}1
Respostaa) \frac{1}{16}, \frac{3}{8}, \frac{9}{16}; b) 3 bolas brancas e 9 pretas

Soma as três probabilidades e iguala a 1.

  1. a + 2a + a = 1 \;\Leftrightarrow\; 4a = 1 \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{1}{4}
RespostaOpção (B)

O eixo de simetria dá o valor médio; a «largura» do sino dá o desvio padrão.

  1. Valores médios. Cada curva normal é simétrica relativamente à reta vertical que passa pelo seu valor médio. Como as duas curvas são simétricas relativamente à mesma reta r, os valores médios coincidem: a = c. Isto exclui as opções (C) e (D).
  2. Desvios padrão. O desvio padrão mede a dispersão: quanto maior, mais «achatada» e larga é a curva; quanto menor, mais alta e estreita.
  3. A curva N(a,b) é a mais alta e estreita, pelo que tem menor desvio padrão: b < d.
RespostaOpção (B)

Começa por eliminar: que valores pode tomar cada uma das variáveis? Duas delas ficam logo de fora.

  1. Pela planificação, o dado tem duas faces com -1, duas com 0 e duas com 1. Como é equilibrado, em cada lançamento cada um dos três números sai com probabilidade \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}.
  2. Eliminação. X_{1} tem a distribuição do próprio dado — \dfrac{1}{3} para cada valor — o que não corresponde à tabela. X_{2} só toma os valores 0 e 1. X_{3} pode tomar os valores -2 e 2, que não figuram na tabela.
  3. Resta X_{4}, o produto, que toma os valores -1, 0 e 1. Confirmemos:
  4. P(X_{4}=0) = 1 - \left(\dfrac{2}{3}\right)^{2} = 1 - \dfrac{4}{9} = \dfrac{5}{9} — o produto é nulo salvo se nenhum dos dois resultados for 0.
  5. P(X_{4}=-1) = 2 \times \dfrac{1}{3} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{2}{9} — um resultado -1 e o outro 1.
  6. P(X_{4}=1) = \dfrac{1}{9} + \dfrac{1}{9} = \dfrac{2}{9} — os dois -1 ou os dois 1. ✓
RespostaOpção (D)

Enumera os três pares possíveis e o maior número de cada um. Pode X valer 1?

  1. Os pares possíveis são apenas três, todos igualmente prováveis:\{1,2\} \to X = 2 \qquad \{1,3\} \to X = 3 \qquad \{2,3\} \to X = 3
  2. O valor 1 é impossível: o cartão 1 nunca é o maior dos dois.
  3. P(X=2) = \dfrac{1}{3} \qquad P(X=3) = \dfrac{2}{3}
RespostaOpção (A)

Se o bombom com licor for o k-ésimo a ser comido, quantos bombons sem licor foram comidos antes? E é mais provável estar numa posição do que noutra?

  1. O bombom com licor é igualmente provável de ocupar qualquer uma das cinco posições na ordem por que os bombons vão sendo comidos — a escolha é sempre ao acaso.
  2. Se o bombom com licor for o k-ésimo, a Patrícia comeu antes k-1 bombons sem licor. Como k vai de 1 a 5, X toma os valores 0, 1, 2, 3, 4, cada um com probabilidade \dfrac{1}{5} = 0{,}2.
  3. Verificação direta: P(X=0) = \dfrac{1}{5}; P(X=1) = \dfrac{4}{5} \times \dfrac{1}{4} = \dfrac{1}{5}; P(X=2) = \dfrac{4}{5} \times \dfrac{3}{4} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{5}, e assim sucessivamente ✓
  4. x_{i}01234Total
    P(X = x_{i})0{,}20{,}20{,}20{,}20{,}21
RespostaOpção (A)

Que quantias podem sair? Duas moedas de 50 cêntimos, uma de cada, ou duas de 1 euro.

  1. Casos possíveis: {}^{6}C_{2} = 15.
  2. P(X=1) = \dfrac{{}^{4}C_{2}}{15} = \dfrac{6}{15} = \dfrac{2}{5} — duas moedas de 50 cêntimos.
  3. P(X=1{,}5) = \dfrac{2 \times 4}{15} = \dfrac{8}{15} — uma de cada.
  4. P(X=2) = \dfrac{{}^{2}C_{2}}{15} = \dfrac{1}{15} — as duas moedas de 1 euro.
  5. x_{i}11{,}52Total
    P(X = x_{i})\dfrac{2}{5}\dfrac{8}{15}\dfrac{1}{15}1
RespostaP(X{=}1) = \frac{2}{5}, P(X{=}1{,}5) = \frac{8}{15}, P(X{=}2) = \frac{1}{15}

Atenção ao que a variável conta: se saírem k bolas brancas, ficam 5-k na caixa.

  1. Se saírem k bolas brancas, ficam na caixa 5-k. Como saem duas bolas, k \in \{0,1,2\} e X \in \{5,4,3\}.
  2. P(X=5) = \dfrac{3}{8} \times \dfrac{2}{7} = \dfrac{6}{56} = \dfrac{3}{28} — saem as duas pretas.
  3. P(X=4) = 2 \times \dfrac{5}{8} \times \dfrac{3}{7} = \dfrac{30}{56} = \dfrac{15}{28} — sai uma branca e uma preta, por qualquer ordem.
  4. P(X=3) = \dfrac{5}{8} \times \dfrac{4}{7} = \dfrac{20}{56} = \dfrac{5}{14} — saem as duas brancas.
  5. x_{i}345Total
    P(X = x_{i})\dfrac{5}{14}\dfrac{15}{28}\dfrac{3}{28}1
  6. Confirmação: \dfrac{10+15+3}{28} = 1
RespostaP(X{=}3) = \frac{5}{14}, P(X{=}4) = \frac{15}{28}, P(X{=}5) = \frac{3}{28}

O valor médio não depende de a — o primeiro valor da variável é 0.

  1. Valor médio:0 \times a + 2b + 4b = 1 \;\Leftrightarrow\; 6b = 1 \;\Leftrightarrow\; b = \dfrac{1}{6}
  2. Soma das probabilidades:a + 2b = 1 \;\Leftrightarrow\; a = 1 - \dfrac{2}{6} = \dfrac{2}{3}
RespostaOpção (C)

Como só há um disco italiano, X só pode valer 0 ou 1.

  1. Existe apenas um disco italiano, pelo que X toma unicamente os valores 0 e 1.
  2. Casos possíveis: {}^{14}C_{4} = 1001.
  3. P(X=1) = \dfrac{{}^{13}C_{3}}{1001} = \dfrac{286}{1001} = \dfrac{2}{7} — o disco italiano entra e escolhem-se os outros três de entre os 13 restantes.
  4. P(X=0) = 1 - \dfrac{2}{7} = \dfrac{5}{7}
  5. x_{i}01Total
    P(X = x_{i})\dfrac{5}{7}\dfrac{2}{7}1
RespostaP(X{=}0) = \frac{5}{7} e P(X{=}1) = \frac{2}{7}

Num dado equilibrado, sair face par tem probabilidade \frac{1}{2}. E há duas maneiras de sair exatamente uma face par.

  1. Em cada lançamento, P(\text{par}) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2}, e os lançamentos são independentes.
  2. b = P(X=2) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4}
  3. a = P(X=1) = 2 \times \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{2} — o fator 2 corresponde a «par-ímpar» e «ímpar-par».
  4. Confirmação: \dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{4} = 1
RespostaOpção (C)

Qual é o valor médio do número saído num lançamento? A lei dos grandes números faz o resto.

  1. Num lançamento, o valor médio do número saído é\mu = \dfrac{1+2+3+4+5+6}{6} = \dfrac{21}{6} = 3{,}5
  2. Ao fim de muitos lançamentos, a média dos números saídos aproxima-se de 3{,}5 — é a interpretação frequencista do valor médio.
  3. 6000 \times 3{,}5 = 21\,000
RespostaOpção (B)

As duas extrações são independentes. Para X=1, não te esqueças dos dois casos possíveis.

  1. Na caixa 1: P(\text{verde}) = \dfrac{3}{5} e P(\text{preta}) = \dfrac{2}{5}. Na caixa 2: P(\text{verde}) = \dfrac{1}{3} e P(\text{preta}) = \dfrac{2}{3}. As extrações são independentes.
  2. P(X=0) = \dfrac{2}{5} \times \dfrac{2}{3} = \dfrac{4}{15}
  3. P(X=1) = \dfrac{3}{5} \times \dfrac{2}{3} + \dfrac{2}{5} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{6}{15} + \dfrac{2}{15} = \dfrac{8}{15}
  4. P(X=2) = \dfrac{3}{5} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{3}{15} = \dfrac{1}{5}
  5. x_{i}012Total
    P(X = x_{i})\dfrac{4}{15}\dfrac{8}{15}\dfrac{1}{5}1
RespostaP(X{=}0) = \frac{4}{15}, P(X{=}1) = \frac{8}{15}, P(X{=}2) = \frac{1}{5}

35 e 45 estão à mesma distância de 40.

  1. P(40<X<45) = P(X>40) - P(X>45) = 0{,}5 - 0{,}2 = 0{,}3
  2. Como 35 e 45 são simétricos relativamente a \mu = 40, a simetria da distribuição dáP(35<X<40) = P(40<X<45) = 0{,}3
RespostaOpção (C)

O dado só tem os números 1 e 2. Que somas podem então sair — e com que probabilidades?

  1. Pela planificação, o dado tem duas faces com o número 1 e quatro com o número 2. Como o dado é equilibrado, em cada lançamento P(1) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} e P(2) = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3}.
  2. As somas possíveis são 2, 3 e 4:
  3. P(X=2) = \left(\dfrac{1}{3}\right)^{2} = \dfrac{1}{9}  ·  P(X=3) = 2 \times \dfrac{1}{3} \times \dfrac{2}{3} = \dfrac{4}{9}  ·  P(X=4) = \left(\dfrac{2}{3}\right)^{2} = \dfrac{4}{9}
  4. Logo k = 2.
RespostaOpção (B)

Determina a pela soma das probabilidades e só depois calcula o valor médio.

  1. a + a + 0{,}4 = 1 \;\Leftrightarrow\; 2a = 0{,}6 \;\Leftrightarrow\; a = 0{,}3
  2. \mu = 0 \times 0{,}3 + 1 \times 0{,}3 + 2 \times 0{,}4 = 0{,}3 + 0{,}8 = 1{,}1
RespostaOpção (A)

Enumera os pares (cubo, octaedro) cuja soma é 5.

  1. Casos possíveis: 6 \times 8 = 48 pares de resultados, todos igualmente prováveis.
  2. Casos favoráveis. Os pares (a,b) com a \in \{1,\ldots,6\}, b \in \{1,\ldots,8\} e a+b = 5 são:(1,4),\quad (2,3),\quad (3,2),\quad (4,1)
  3. P(X=5) = \dfrac{4}{48} = \dfrac{1}{12}
RespostaP(X=5) = \dfrac{1}{12}

Atenção: aqui a aparece nos valores da variável, não nas probabilidades. Começa por determinar b.

  1. Soma das probabilidades:0{,}2 + 0{,}4 + b = 1 \;\Leftrightarrow\; b = 0{,}4
  2. Valor médio:0 \times 0{,}2 + a \times 0{,}4 + 2a \times 0{,}4 = 2{,}4
  3. 0{,}4a + 0{,}8a = 2{,}4 \;\Leftrightarrow\; 1{,}2a = 2{,}4 \;\Leftrightarrow\; a = 2
RespostaOpção (C)

Cada bola tem a mesma probabilidade de sair: basta contar quantas bolas têm cada número.

  1. Como as dez bolas são igualmente prováveis, a probabilidade de cada valor é o número de bolas com esse número dividido por 10.
  2. P(X=1) = \dfrac{4}{10} = 0{,}4  ·  P(X=2) = \dfrac{5}{10} = 0{,}5  ·  P(X=3) = \dfrac{1}{10} = 0{,}1
  3. x_{i}123Total
    P(X = x_{i})0{,}40{,}50{,}11
Resposta0{,}4, 0{,}5 e 0{,}1, respetivamente

Um intervalo que fique todo de um lado do valor médio tem probabilidade no máximo 50\%.

  1. Qualquer intervalo contido inteiramente à direita ou inteiramente à esquerda do valor médio tem probabilidade não superior a 0{,}5, ou seja, 50\%.
  2. Ora [140,170] está todo à direita de \mu = 140, [120,140] está todo à esquerda e [150,180] está todo à direita: nenhum destes pode ter probabilidade 60\%.
  3. Resta [130,150], que contém o valor médio no seu interior e é simétrico relativamente a ele — pode perfeitamente ter probabilidade 60\%, para um desvio padrão adequado.
RespostaOpção (C)

Cada valor de X é a soma de duas moedas. Começa pelos valores extremos: 20 e 70.

  1. Como {}^{6}C_{2} = 15 e 3+6+1+3+2 = 15, a tabela está completa: não há outras somas possíveis.
  2. Soma 20, a menor: só pode ser 10+10. Como ocorre em 3 casos e {}^{3}C_{2} = 3, há três moedas de 10 cêntimos.
  3. Soma 40: 20+20, com 1 caso; como {}^{2}C_{2} = 1, há duas moedas de 20 cêntimos. (Confirma-se com a soma 30 = 10+20: 3 \times 2 = 6 casos ✓)
  4. Soma 60: 10+50, com 3 casos — três moedas de 10 por uma de 50: há uma moeda de 50 cêntimos. (E 70 = 20+502 \times 1 = 2 casos ✓)
  5. Ao todo: 3+2+1 = 6 moedas ✓
RespostaTrês moedas de 10 cêntimos, duas de 20 cêntimos e uma de 50 cêntimos

Conta quantas faces têm cada número: o dado é equilibrado, pelo que cada face tem probabilidade \frac{1}{6}.

  1. Pela planificação, o dado tem duas faces com -2, uma face com -1 e três faces com 1. Como o dado é equilibrado, cada face tem probabilidade \dfrac{1}{6}.
  2. P(X=-2) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}  ·  P(X=-1) = \dfrac{1}{6}  ·  P(X=1) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2}
  3. x_{i}-2-11Total
    P(X = x_{i})\dfrac{1}{3}\dfrac{1}{6}\dfrac{1}{2}1
  4. \mu = -2 \times \dfrac{1}{3} + (-1) \times \dfrac{1}{6} + 1 \times \dfrac{1}{2} = -\dfrac{4}{6} - \dfrac{1}{6} + \dfrac{3}{6} = -\dfrac{2}{6} = -\dfrac{1}{3}
Resposta\frac{1}{3}, \frac{1}{6}, \frac{1}{2}; \mu = -\dfrac{1}{3}

Se P(X>a) é menor do que 50\%, de que lado do valor médio está a?

  1. O eixo de simetria é x=2, pelo que o valor médio é \mu = 2 e P(X>2) = 0{,}5.
  2. Como P(X>a) = 0{,}15 < 0{,}5, o ponto a tem de estar à direita do valor médio: a > 2.
  3. Das opções apresentadas, a única maior do que 2 é 2{,}5.
RespostaOpção (D)

Mede as distâncias ao valor médio em desvios padrão.

  1. Ambos os acontecimentos são caudas. Medindo as distâncias ao valor médio em desvios padrão:
  2. A: \dfrac{66-60}{5} = 1{,}2  ·  B: \dfrac{60-48}{5} = 2{,}4
  3. A cauda de B começa mais longe do valor médio, pelo que é menor:P(B) < P(A)
  4. Nota: as opções (A) e (D) exigiriam distâncias iguais, o que não se verifica.
RespostaOpção (C)

As somas possíveis são 1+1, 1+2 e 2+2.

  1. A caixa tem 3+4 = 7 fichas. Casos possíveis: {}^{7}C_{2} = 21.
  2. P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2}}{21} = \dfrac{3}{21} = \dfrac{1}{7} — duas fichas com o 1.
  3. P(X=3) = \dfrac{3 \times 4}{21} = \dfrac{12}{21} = \dfrac{4}{7} — uma de cada.
  4. P(X=4) = \dfrac{{}^{4}C_{2}}{21} = \dfrac{6}{21} = \dfrac{2}{7} — duas fichas com o 2.
  5. x_{i}234Total
    P(X = x_{i})\dfrac{1}{7}\dfrac{4}{7}\dfrac{2}{7}1
  6. Valor mais provável: X=3, porque \dfrac{4}{7} é a maior das três probabilidades.
Resposta\frac{1}{7}, \frac{4}{7}, \frac{2}{7}; o valor mais provável é 3

O valor médio não envolve a, porque o primeiro valor da variável é 0.

  1. Valor médio:0 \times a + 1 \times b + 2 \times 0{,}5 = 1{,}4 \;\Leftrightarrow\; b + 1 = 1{,}4 \;\Leftrightarrow\; b = 0{,}4
  2. Soma das probabilidades:a + 0{,}4 + 0{,}5 = 1 \;\Leftrightarrow\; a = 0{,}1
RespostaOpção (A)

Basta um 0 na face para o produto ser nulo. Em quantas faces isso acontece?

  1. O dado é equilibrado, pelo que cada uma das 6 faces sai com probabilidade \dfrac{1}{6}.
  2. Produto nulo. Sempre que a face contém pelo menos um 0, o produto é 0. Isso acontece em 4 das 6 faces:P(X=0) = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3}
  3. Face 1-1-1: o produto é 1 \times 1 \times 1 = 1 — uma face em seis: P(X=1) = \dfrac{1}{6}.
  4. Face 2-2-2: o produto é 2^{3} = 8P(X=8) = \dfrac{1}{6}.
  5. x_{i}018Total
    P(X = x_{i})\dfrac{2}{3}\dfrac{1}{6}\dfrac{1}{6}1
RespostaP(X{=}0) = \frac{2}{3}, P(X{=}1) = \frac{1}{6}, P(X{=}8) = \frac{1}{6}

Duas condições: X pode chegar a 3 e X nunca desce abaixo de 2.

  1. Sejam b o número de bolas brancas e p o de bolas pretas, com b+p = 5 e b, p \geq 1.
  2. O valor 3 é possível — as três bolas retiradas podem ser todas brancas — o que obriga a b \geq 3.
  3. O valor 1 é impossível. Se se retirar apenas uma bola branca, as outras duas são pretas; para isso ser impossível, tem de haver menos de duas bolas pretas, ou seja, p < 2. Como p \geq 1, vem p = 1.
  4. Logo b = 5 - 1 = 4.
  5. Confirmação. Com 4 brancas e 1 preta, ao retirar três bolas ou saem as três brancas (X=3) ou saem duas brancas e a preta (X=2) — exatamente os valores indicados. ✓
Resposta4 bolas brancas e 1 bola preta

O valor 99{,}73\% é bem conhecido: corresponde ao intervalo ]\mu-3\sigma,\; \mu+3\sigma[.

  1. O intervalo de aprovação é ]8{,}7;\, 9{,}3[, simétrico relativamente a \mu = 9, com semiamplitude 0{,}3.
  2. Como P(\mu-3\sigma < X < \mu+3\sigma) \approx 0{,}9973, a semiamplitude corresponde a três desvios padrão:3\sigma = 0{,}3 \;\Leftrightarrow\; \sigma = 0{,}1
RespostaOpção (A)

As três frações têm o mesmo denominador — basta somar os numeradores.

  1. \dfrac{3}{n} + \dfrac{4}{n} + \dfrac{5}{n} = 1 \;\Leftrightarrow\; \dfrac{12}{n} = 1 \;\Leftrightarrow\; n = 12
RespostaOpção (C)

Repara em que A \cap B = \{3\}. E a condição P(A) = P\left(\overline{A}\right) dá logo P(A).

  1. A = \{1,3\} e B = \{3,4\}, pelo que A \cap B = \{3\}. LogoP(X{=}3) = P(A \cap B) = 0{,}4
  2. De P(A) = P\left(\overline{A}\right) e P(A) + P\left(\overline{A}\right) = 1 vem P(A) = 0{,}5. Como P(A) = P(X{=}1) + P(X{=}3):P(X{=}1) = 0{,}5 - 0{,}4 = 0{,}1
  3. Da fórmula P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B):0{,}8 = 0{,}5 + P(B) - 0{,}4 \;\Leftrightarrow\; P(B) = 0{,}7
  4. Como P(B) = P(X{=}3) + P(X{=}4):P(X{=}4) = 0{,}7 - 0{,}4 = 0{,}3
  5. Finalmente, pela soma das probabilidades:P(X{=}2) = 1 - 0{,}1 - 0{,}4 - 0{,}3 = 0{,}2
  6. x_{i}1234Total
    P(X = x_{i})0{,}10{,}20{,}40{,}31
Resposta0{,}1, 0{,}2, 0{,}4 e 0{,}3, respetivamente

A soma das probabilidades tem de ser 1. Reduz tudo ao mesmo denominador.

  1. \dfrac{k}{8} + \dfrac{1}{4} + \dfrac{k}{4} = 1 \;\Leftrightarrow\; \dfrac{k}{8} + \dfrac{2k}{8} = 1 - \dfrac{1}{4}
  2. \dfrac{3k}{8} = \dfrac{3}{4} \;\Leftrightarrow\; k = 2
  3. Confirmação: as probabilidades ficam \dfrac{1}{4}, \dfrac{1}{4} e \dfrac{1}{2}, cuja soma é 1
RespostaOpção (B)

Conta os divisores naturais de cada elemento. Repara em que dois elementos partilham o mesmo número de divisores.

  1. Divisores de cada elemento:
  2. 1: apenas 11 divisor. 3: 1, 32 divisores. 5: 1, 52 divisores.
  3. 6: 1, 2, 3, 64 divisores. 8: 1, 2, 4, 84 divisores.
  4. Cada elemento tem probabilidade \dfrac{1}{5} de ser escolhido, pelo que:
  5. x_{i}124Total
    P(X = x_{i})\dfrac{1}{5}\dfrac{2}{5}\dfrac{2}{5}1
  6. \mu = 1 \times \dfrac{1}{5} + 2 \times \dfrac{2}{5} + 4 \times \dfrac{2}{5} = \dfrac{1+4+8}{5} = \dfrac{13}{5} = 2{,}6
RespostaP(X{=}1) = \frac{1}{5}, P(X{=}2) = \frac{2}{5}, P(X{=}4) = \frac{2}{5}; \mu = 2{,}6

Os pontos 4 e 6 estão à mesma distância do valor médio 5.

  1. (B) Como 4 e 6 são simétricos relativamente a \mu = 5, a simetria da distribuição normal dáP(4 \leq X \leq 5) = P(5 \leq X \leq 6) = 0{,}4e a afirmação é verdadeira.
  2. (C) é falsa: P(4 \leq X \leq 6) = 0{,}4+0{,}4 = 0{,}8 > 0{,}6.
  3. (D) é falsa: P(X \leq 4) = 0{,}5 - 0{,}4 = 0{,}1, que não é maior do que 0{,}1.
  4. (A) não é verdadeira: como 2 < \mu, tem-se P(X \geq 2) > 0{,}5, mas o seu valor exato depende do desvio padrão, que não é dado.
RespostaOpção (B)

Em a) tens duas condições — a soma das probabilidades e o valor médio. Em b), compara P(C \cap D) com P(C) \times P(D).

  1. a) Soma das probabilidades:0{,}2 + a + 0{,}2 + b + 0{,}1 + 0{,}15 = 1 \;\Leftrightarrow\; a + b = 0{,}35
  2. Valor médio:1(0{,}2) + 2a + 3(0{,}2) + 4b + 5(0{,}1) + 6(0{,}15) = 3{,}42{,}2 + 2a + 4b = 3{,}4 \;\Leftrightarrow\; a + 2b = 0{,}6
  3. Subtraindo as duas equações: b = 0{,}25 e, portanto, a = 0{,}1.
  4. b) C = \{1,3,5\}, logo P(C) = 0{,}2+0{,}2+0{,}1 = 0{,}5. D = \{5,6\}, logo P(D) = 0{,}1+0{,}15 = 0{,}25.
  5. C \cap D = \{5\}, pelo que P(C \cap D) = 0{,}1.
  6. P(C) \times P(D) = 0{,}5 \times 0{,}25 = 0{,}125 \neq 0{,}1 = P(C \cap D)
  7. Como P(C \cap D) \neq P(C) \times P(D), os acontecimentos C e D não são independentes.
Respostaa) a = 0{,}1 e b = 0{,}25; b) não são independentes

Uma cauda é tanto menor quanto mais afastado do valor médio estiver o ponto que a define.

  1. Como P(X>50) < P(X<40), o ponto 50 está mais afastado de \mu do que o ponto 40:50 - \mu > \mu - 40 \;\Leftrightarrow\; 90 > 2\mu \;\Leftrightarrow\; \mu < 45
  2. Das opções apresentadas, apenas 42 verifica esta condição. (Com \mu = 45 as duas probabilidades seriam iguais.)
RespostaOpção (A)

Os produtos possíveis são poucos. Para X=0, é mais rápido contar pelo contrário.

  1. Casos possíveis: {}^{6}C_{2} = 15.
  2. Os valores possíveis do produto são 0, 1 = 1 \times 1 e 2 = 1 \times 2.
  3. P(X=1) = \dfrac{{}^{2}C_{2}}{15} = \dfrac{1}{15}  ·  P(X=2) = \dfrac{2 \times 1}{15} = \dfrac{2}{15}
  4. P(X=0) = 1 - \dfrac{1}{15} - \dfrac{2}{15} = \dfrac{12}{15} = \dfrac{4}{5} — corresponde aos pares em que sai pelo menos uma bola com o 0.
  5. x_{i}012Total
    P(X = x_{i})\dfrac{4}{5}\dfrac{1}{15}\dfrac{2}{15}1
RespostaP(X{=}0) = \frac{4}{5}, P(X{=}1) = \frac{1}{15}, P(X{=}2) = \frac{2}{15}

Começa por determinar a usando o facto de a soma das probabilidades ser 1.

  1. \dfrac{1}{5} + \dfrac{1}{2} + 2a + a = 1 \;\Leftrightarrow\; 3a = 1 - \dfrac{7}{10} = \dfrac{3}{10} \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{1}{10}
  2. A distribuição é então \dfrac{1}{5}, \dfrac{1}{2}, \dfrac{1}{5} e \dfrac{1}{10}.
  3. (A) P(X>1) = 2a+a = \dfrac{3}{10} \neq \dfrac{1}{5} — falsa.
  4. (B) P(X{=}2) = 2a = \dfrac{1}{5} = P(X{=}0)verdadeira.
  5. (C) P(X{=}3) = \dfrac{1}{10} \neq \dfrac{1}{5} — falsa. (D) P(X<2) = \dfrac{7}{10} \neq \dfrac{1}{10} — falsa.
RespostaOpção (B)

Começa por escrever a distribuição de cada dado; depois combina-as. Os 36 pares de faces são igualmente prováveis.

  1. Dado A: quatro faces com 0, uma com -1 e uma com -2. Dado B: cinco faces com 1 e uma com -1.
  2. 6 \times 6 = 36 pares de faces igualmente prováveis. Somando em cada caso:
  3. 0 + 1 = 1: 4 \times 5 = 20 pares  ·  0 + (-1) = -1: 4 \times 1 = 4 pares
  4. -1 + 1 = 0: 1 \times 5 = 5 pares  ·  -1 + (-1) = -2: 1 par
  5. -2 + 1 = -1: 1 \times 5 = 5 pares  ·  -2 + (-1) = -3: 1 par
  6. A soma -1 obtém-se de duas maneiras, num total de 4+5 = 9 pares.
  7. x_{i}-3-2-101Total
    P(X = x_{i})\dfrac{1}{36}\dfrac{1}{36}\dfrac{1}{4}\dfrac{5}{36}\dfrac{5}{9}1
  8. Confirmação: \dfrac{1+1+9+5+20}{36} = 1
RespostaP(X{=}{-3}) = \frac{1}{36}, P(X{=}{-2}) = \frac{1}{36}, P(X{=}{-1}) = \frac{1}{4}, P(X{=}0) = \frac{5}{36}, P(X{=}1) = \frac{5}{9}

Começa por identificar os valores possíveis de X: pode a montra ficar sem nenhum perfume de homem?

  1. Como há 7 perfumes de senhora e se escolhem 6, é possível não entrar nenhum perfume de homem: X pode valer 0. E como só há 3 de homem, o máximo é 3.
  2. Casos possíveis: {}^{10}C_{6} = 210.
  3. P(X=0) = \dfrac{{}^{7}C_{6}}{210} = \dfrac{7}{210}  ·  P(X=1) = \dfrac{{}^{3}C_{1} \times {}^{7}C_{5}}{210} = \dfrac{3 \times 21}{210} = \dfrac{63}{210}
  4. P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4}}{210} = \dfrac{3 \times 35}{210} = \dfrac{105}{210}  ·  P(X=3) = \dfrac{{}^{3}C_{3} \times {}^{7}C_{3}}{210} = \dfrac{35}{210}
  5. Confirmação: 7+63+105+35 = 210
RespostaOpção (B)

Faz uma árvore. Atenção: se a primeira bola for preta, a caixa passa a ter apenas 7 bolas na segunda extração.

  1. Só as bolas pretas ficam fora da caixa, pelo que X conta as bolas pretas saídas: pode ser 0, 1 ou 2.
  2. Primeira extração: a caixa tem 8 bolas, P(\text{branca}) = P(\text{preta}) = \dfrac{1}{2}.
  3. Segunda extração. Se a primeira foi branca, foi reposta e a caixa continua com 4 brancas e 4 pretas. Se a primeira foi preta, a caixa fica com 4 brancas e 3 pretas — 7 bolas.
  4. P(X=0) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4} — as duas brancas.
  5. P(X=2) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{3}{7} = \dfrac{3}{14} — as duas pretas.
  6. P(X=1) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{2} \times \dfrac{4}{7} = \dfrac{1}{4} + \dfrac{2}{7} = \dfrac{15}{28} — branca e depois preta, ou preta e depois branca.
  7. x_{i}012Total
    P(X = x_{i})\dfrac{1}{4}\dfrac{15}{28}\dfrac{3}{14}1
  8. Confirmação: \dfrac{7+15+6}{28} = 1
RespostaP(X{=}0) = \frac{1}{4}, P(X{=}1) = \frac{15}{28}, P(X{=}2) = \frac{3}{14}

Usa a simetria para transportar a probabilidade 0{,}4 para o lado direito do valor médio.

  1. Por simetria relativamente a \mu = 80:P(80<X<84) = P(76<X<80) = 0{,}4
  2. P(X>84) = P(X>80) - P(80<X<84) = 0{,}5 - 0{,}4 = 0{,}1
  3. Logo a = 84.
RespostaOpção (C)

Numa tabela de distribuição de probabilidades, a soma de todas as probabilidades é 1.

  1. \dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{3} + a = 1 \;\Leftrightarrow\; a = 1 - \dfrac{3}{6} - \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{6}
RespostaOpção (D)

A condição dada envolve apenas a; a soma das probabilidades dá então b.

  1. Condição dada: P(X \leq 1) = 2a + a = 3a e P(X{=}5) = \dfrac{1}{10}, pelo que3a = 3 \times \dfrac{1}{10} \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{1}{10}
  2. Soma das probabilidades:2a + a + 3b + \dfrac{1}{10} = 1 \;\Leftrightarrow\; \dfrac{3}{10} + 3b + \dfrac{1}{10} = 1
  3. 3b = 1 - \dfrac{4}{10} = \dfrac{6}{10} \;\Leftrightarrow\; b = \dfrac{2}{10} = \dfrac{1}{5}
RespostaOpção (D)

A distribuição N(0,1) é simétrica relativamente a x=0: refletir no eixo troca a por -a e inverte o sentido da desigualdade.

  1. A curva de N(0,1) é simétrica relativamente à reta x=0. Essa simetria transforma o acontecimento X \leq a no acontecimento X \geq -a, que tem, portanto, a mesma probabilidade:P(X \leq a) = P(X \geq -a)
  2. Porque não as outras. Probabilidades não são negativas e ambas as parcelas são positivas, pelo que a soma não pode ser 0 — (A) é falsa. Como as duas parcelas são iguais e cada uma é maior do que 0{,}5 (porque a>0), a sua soma excede 1 — (C) é falsa. Por fim, P(X \leq a) > 0{,}5 > P(X \geq a) — (D) é falsa.
RespostaOpção (B)

A turma tem 24 alunos e X pode valer 0, 1 ou 2.

  1. A turma tem 14+10 = 24 alunos. Casos possíveis: {}^{24}C_{2} = 276.
  2. P(X=0) = \dfrac{{}^{10}C_{2}}{276} = \dfrac{45}{276} = \dfrac{15}{92}
  3. P(X=1) = \dfrac{14 \times 10}{276} = \dfrac{140}{276} = \dfrac{35}{69}
  4. P(X=2) = \dfrac{{}^{14}C_{2}}{276} = \dfrac{91}{276}
  5. x_{i}012Total
    P(X = x_{i})\dfrac{15}{92}\dfrac{35}{69}\dfrac{91}{276}1
  6. Confirmação: \dfrac{45+140+91}{276} = 1
RespostaP(X{=}0) = \frac{15}{92}, P(X{=}1) = \frac{35}{69}, P(X{=}2) = \frac{91}{276}

Extrair quatro bolas de cinco é o mesmo que deixar uma no saco. Quantas hipóteses há?

  1. Extrair quatro das cinco bolas equivale a escolher a bola que fica no saco: há {}^{5}C_{4} = 5 conjuntos possíveis, todos igualmente prováveis.
  2. Valores da variável. Se a bola que fica for diferente de 0, então a bola 0 é extraída e o produto é 0. Isso acontece em 4 dos 5 casos.
  3. Se a bola que fica for a 0, são extraídas -2, -1, 1 e 2, cujo produto é(-2) \times (-1) \times 1 \times 2 = 4
  4. A variável X toma, portanto, apenas os valores 0 e 4.
  5. Probabilidades. Pela regra de Laplace, P(X=0) = \dfrac{4}{5} (quatro dos cinco conjuntos contêm a bola 0) e P(X=4) = \dfrac{1}{5} (um único conjunto não a contém).
RespostaX só toma os valores 0 e 4, com probabilidades \frac{4}{5} e \frac{1}{5}

Repara em que o valor médio não depende de b — porque a parcela correspondente é multiplicada por 0. Isso permite obter a logo.

  1. Valor médio: como o primeiro valor é 0, a sua parcela anula-se:\mu = 0 \times b^{3} + 1 \times a + 2 \times 2a = 5a = \dfrac{35}{24} \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{7}{24}
  2. Soma das probabilidades:b^{3} + a + 2a = 1 \;\Leftrightarrow\; b^{3} = 1 - 3 \times \dfrac{7}{24} = 1 - \dfrac{21}{24} = \dfrac{3}{24} = \dfrac{1}{8}
  3. b = \sqrt[3]{\dfrac{1}{8}} = \dfrac{1}{2}
RespostaOpção (C)

Os acontecimentos X{=}0 e X{=}1 são incompatíveis, pelo que a probabilidade da reunião é a soma.

  1. Como X{=}0 e X{=}1 são incompatíveis:P(X{=}0 \lor X{=}1) = 2a + a = 3a = 0{,}81 \;\Leftrightarrow\; a = 0{,}27
  2. Então P(X{=}-1) = 1 - 3 \times 0{,}27 = 0{,}19, P(X{=}0) = 0{,}54 e P(X{=}1) = 0{,}27.
  3. \mu = -1 \times 0{,}19 + 0 \times 0{,}54 + 1 \times 0{,}27 = 0{,}08
RespostaOpção (C)

Compara 0{,}3 com P(\mu-\sigma < X < \mu) \approx 0{,}34135. O que é que isso diz sobre a posição de 4{,}7 relativamente a \mu-\sigma?

  1. De P(\mu-\sigma < X < \mu+\sigma) \approx 0{,}6827 e da simetria vemP(\mu-\sigma < X < \mu) \approx 0{,}34135
  2. Como P(4{,}7 < X < 5) = 0{,}3 < 0{,}34135, o intervalo ]4{,}7;\,5[ é mais estreito do que ]\mu-\sigma;\,\mu[, ou seja:4{,}7 > 5 - \sigma \;\Leftrightarrow\; \sigma > 0{,}3
  3. Das opções apresentadas, a única compatível é \sigma = 0{,}4.
RespostaOpção (D)

Basta uma das bolas ter o número 0 para o produto ser nulo — conta esses casos pelo contrário.

  1. O saco tem 4+1+2 = 7 bolas. Casos possíveis: {}^{7}C_{2} = 21.
  2. Os valores possíveis do produto são 0 (se pelo menos uma bola tiver o 0), 6 = 2 \times 3 e 9 = 3 \times 3.
  3. P(X=6) = \dfrac{1 \times 2}{21} = \dfrac{2}{21}  ·  P(X=9) = \dfrac{{}^{2}C_{2}}{21} = \dfrac{1}{21}
  4. P(X=0) = 1 - \dfrac{2}{21} - \dfrac{1}{21} = \dfrac{18}{21} = \dfrac{6}{7}
  5. x_{i}069Total
    P(X = x_{i})\dfrac{6}{7}\dfrac{2}{21}\dfrac{1}{21}1
RespostaP(X{=}0) = \frac{6}{7}, P(X{=}6) = \frac{2}{21}, P(X{=}9) = \frac{1}{21}

Traduz as duas condições — soma das probabilidades igual a 1 e a igualdade dada — num sistema em a e b.

  1. Soma das probabilidades: a + 2a + b + b = 1, ou seja, 3a + 2b = 1.
  2. Condição dada: P(X>1) = P(X{=}2) + P(X{=}3) = 2b e P(X<2) = P(X{=}0) + P(X{=}1) = 3a, pelo que 2b = 3a.
  3. Substituindo na primeira: 2b + 2b = 1 \Leftrightarrow b = \dfrac{1}{4}, donde 3a = \dfrac{1}{2} e a = \dfrac{1}{6}.
  4. x_{i}0123Total
    P(X = x_{i})\dfrac{1}{6}\dfrac{1}{3}\dfrac{1}{4}\dfrac{1}{4}1
  5. \mu = 0 \times \dfrac{1}{6} + 1 \times \dfrac{1}{3} + 2 \times \dfrac{1}{4} + 3 \times \dfrac{1}{4} = \dfrac{4+6+9}{12} = \dfrac{19}{12}
RespostaOpção (D)

O valor 0{,}02275 é conhecido: corresponde a uma das caudas do intervalo ]\mu-2\sigma,\; \mu+2\sigma[.

  1. De P(\mu-2\sigma < X < \mu+2\sigma) \approx 0{,}9545 resulta, por simetria, P(X > \mu + 2\sigma) \approx \dfrac{1-0{,}9545}{2} = 0{,}02275.
  2. Logo 23 = \mu + 2\sigma:23 = 11 + 2\sigma \;\Leftrightarrow\; \sigma = 6
RespostaOpção (C)

A primeira tabela diz-te a proporção de mulheres — usa-a para descobrir quantas há.

  1. Da primeira tabela, P(X=1) = \dfrac{3}{5}, isto é, a proporção de mulheres é \dfrac{3}{5}. Logo há \dfrac{3}{5} \times 20 = 12 mulheres e 20-12 = 8 homens.
  2. Casos possíveis: {}^{20}C_{2} = 190.
  3. P(Y=0) = \dfrac{{}^{8}C_{2}}{190} = \dfrac{28}{190} = \dfrac{14}{95}
  4. P(Y=1) = \dfrac{12 \times 8}{190} = \dfrac{96}{190} = \dfrac{48}{95}
  5. P(Y=2) = \dfrac{{}^{12}C_{2}}{190} = \dfrac{66}{190} = \dfrac{33}{95}
  6. x_{i}012Total
    P(X = x_{i})\dfrac{14}{95}\dfrac{48}{95}\dfrac{33}{95}1
RespostaP(Y{=}0) = \frac{14}{95}, P(Y{=}1) = \frac{48}{95}, P(Y{=}2) = \frac{33}{95}

Quantos múltiplos de 5 há entre 1 e 12?

  1. Entre 1 e 12, os múltiplos de 5 são o 5 e o 10 — apenas 2 bolas. As outras 10 não são múltiplos de 5. Logo X toma os valores 0, 1 e 2.
  2. Casos possíveis: {}^{12}C_{3} = 220.
  3. P(X=0) = \dfrac{{}^{10}C_{3}}{220} = \dfrac{120}{220} = \dfrac{6}{11}
  4. P(X=1) = \dfrac{{}^{2}C_{1} \times {}^{10}C_{2}}{220} = \dfrac{90}{220} = \dfrac{9}{22}
  5. P(X=2) = \dfrac{{}^{2}C_{2} \times {}^{10}C_{1}}{220} = \dfrac{10}{220} = \dfrac{1}{22}
  6. x_{i}012Total
    P(X = x_{i})\dfrac{6}{11}\dfrac{9}{22}\dfrac{1}{22}1
RespostaP(X{=}0) = \frac{6}{11}, P(X{=}1) = \frac{9}{22}, P(X{=}2) = \frac{1}{22}

Mede a distância de cada valor ao valor médio 11{,}5: quanto maior a distância, menor a probabilidade da cauda.

  1. Todos os três acontecimentos são caudas da distribuição. Calculam-se as distâncias ao valor médio 11{,}5:
  2. I: 12 - 11{,}5 = 0{,}5  ·  J: 16{,}5 - 11{,}5 = 5  ·  K: 11{,}5 - 9 = 2{,}5
  3. Pela simetria da distribuição normal, uma cauda é tanto menor quanto mais afastado do valor médio estiver o ponto que a define. Ordenando as distâncias por ordem decrescente — 5 > 2{,}5 > 0{,}5 — as probabilidades ficam por ordem crescente:P(J) < P(K) < P(I)
RespostaOpção (A)

Tens duas condições: a soma das probabilidades é 1 e o valor médio é 2{,}2.

  1. Soma das probabilidades: a + b + 0{,}3 = 1, ou seja, a+b = 0{,}7.
  2. Valor médio:0 \times a + 2b + 4 \times 0{,}3 = 2{,}2 \;\Leftrightarrow\; 2b = 1 \;\Leftrightarrow\; b = 0{,}5
  3. a = 0{,}7 - 0{,}5 = 0{,}2
RespostaOpção (B)

Em b), a condição X=1 obriga a que saiam as duas bolas pares — o que deixa muito poucos conjuntos possíveis.

  1. De 1 a 5 há três números ímpares (1, 3 e 5) e dois pares (2 e 4).
  2. a) Casos possíveis: {}^{5}C_{3} = 10. Como só há duas bolas pares, X não pode ser 0.
  3. P(X=1) = \dfrac{{}^{3}C_{1} \times {}^{2}C_{2}}{10} = \dfrac{3}{10}  ·  P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2} \times {}^{2}C_{1}}{10} = \dfrac{6}{10} = \dfrac{3}{5}  ·  P(X=3) = \dfrac{{}^{3}C_{3}}{10} = \dfrac{1}{10}
  4. x_{i}123Total
    P(X = x_{i})\dfrac{3}{10}\dfrac{3}{5}\dfrac{1}{10}1
  5. b) Significado. P(Y<10 \mid X=1) é a probabilidade de a soma dos números das três bolas retiradas ser inferior a 10, sabendo que exatamente uma delas tem número ímpar.
  6. Casos possíveis. Se apenas uma bola tem número ímpar, as outras duas são as bolas pares — 2 e 4. Logo os conjuntos possíveis são apenas três:\{1,2,4\},\quad \{3,2,4\},\quad \{5,2,4\}
  7. Casos favoráveis. As somas respetivas são 7, 9 e 11; são inferiores a 10 as duas primeiras.
  8. P(Y<10 \mid X=1) = \dfrac{2}{3}
Respostaa) \frac{3}{10}, \frac{3}{5}, \frac{1}{10}; b) \dfrac{2}{3}

Numa distribuição normal, quanto mais afastado do valor médio estiver o ponto, menor é a probabilidade da cauda correspondente.

  1. A cauda mais pequena corresponde ao ponto mais afastado do valor médio. Como P(X>40) < P(X<30), o ponto 40 está mais afastado de \mu do que o ponto 30:40 - \mu > \mu - 30 \;\Leftrightarrow\; 70 > 2\mu \;\Leftrightarrow\; \mu < 35
  2. Das opções apresentadas, apenas 32 é menor do que 35. (Com \mu = 35 as duas probabilidades seriam iguais, o que o enunciado exclui.)
RespostaOpção (A)

Só há três bolas que não são pretas, pelo que a extração termina, no máximo, à quarta bola.

  1. 6 bolas pretas e 3 que não são pretas (duas brancas e uma amarela). Como a extração pára assim que sai uma preta, e só existem 3 bolas não pretas, X toma os valores 1, 2, 3 e 4.
  2. P(X=1) = \dfrac{6}{9} = \dfrac{2}{3} — sai preta logo à primeira.
  3. P(X=2) = \dfrac{3}{9} \times \dfrac{6}{8} = \dfrac{1}{4}
  4. P(X=3) = \dfrac{3}{9} \times \dfrac{2}{8} \times \dfrac{6}{7} = \dfrac{1}{14}
  5. P(X=4) = \dfrac{3}{9} \times \dfrac{2}{8} \times \dfrac{1}{7} \times 1 = \dfrac{1}{84} — saídas as três não pretas, a quarta é necessariamente preta.
  6. x_{i}1234Total
    P(X = x_{i})\dfrac{2}{3}\dfrac{1}{4}\dfrac{1}{14}\dfrac{1}{84}1
  7. Confirmação: \dfrac{56+21+6+1}{84} = 1
RespostaP(X{=}1) = \frac{2}{3}, P(X{=}2) = \frac{1}{4}, P(X{=}3) = \frac{1}{14}, P(X{=}4) = \frac{1}{84}

Como só há duas bolas azuis, X só pode tomar os valores 0, 1 e 2.

  1. Casos possíveis: {}^{6}C_{3} = 20.
  2. P(X=0) = \dfrac{{}^{4}C_{3}}{20} = \dfrac{4}{20} = \dfrac{1}{5} — as três bolas são pretas.
  3. P(X=1) = \dfrac{{}^{2}C_{1} \times {}^{4}C_{2}}{20} = \dfrac{2 \times 6}{20} = \dfrac{3}{5}
  4. P(X=2) = \dfrac{{}^{2}C_{2} \times {}^{4}C_{1}}{20} = \dfrac{4}{20} = \dfrac{1}{5}
  5. x_{i}012Total
    P(X = x_{i})\dfrac{1}{5}\dfrac{3}{5}\dfrac{1}{5}1
RespostaP(X{=}0) = \frac{1}{5}, P(X{=}1) = \frac{3}{5}, P(X{=}2) = \frac{1}{5}

A soma das probabilidades de uma distribuição é sempre 1 — isso determina a.

  1. A soma das probabilidades é 1:a + 2a + 0{,}4 = 1 \;\Leftrightarrow\; 3a = 0{,}6 \;\Leftrightarrow\; a = 0{,}2
  2. A distribuição é então P(X{=}1) = 0{,}2, P(X{=}2) = 0{,}4 e P(X{=}3) = 0{,}4.
  3. \mu = 1 \times 0{,}2 + 2 \times 0{,}4 + 3 \times 0{,}4 = 0{,}2 + 0{,}8 + 1{,}2 = 2{,}2
RespostaOpção (B)

Percorre os pares de números possíveis — 1{\times}1, 1{\times}2, 1{\times}4, 2{\times}2, 2{\times}4 — e repara em que dois deles dão o mesmo produto.

  1. Casos possíveis: {}^{9}C_{2} = 36.
  2. Contam-se os pares por tipo: 1{\times}1: {}^{4}C_{2} = 6; 1{\times}2: 4 \times 4 = 16; 1{\times}4: 4 \times 1 = 4; 2{\times}2: {}^{4}C_{2} = 6; 2{\times}4: 4 \times 1 = 4.
  3. Os valores possíveis do produto são 1, 2, 4 e 8. Note-se que o produto 4 se obtém de duas maneiras — 1 \times 4 e 2 \times 2 — pelo que 4+6 = 10 casos lhe são favoráveis.
  4. x_{i}1248Total
    P(X = x_{i})\dfrac{1}{6}\dfrac{4}{9}\dfrac{5}{18}\dfrac{1}{9}1
  5. Confirmação: \dfrac{3}{18} + \dfrac{8}{18} + \dfrac{5}{18} + \dfrac{2}{18} = 1
RespostaP(X{=}1) = \frac{1}{6}, P(X{=}2) = \frac{4}{9}, P(X{=}4) = \frac{5}{18}, P(X{=}8) = \frac{1}{9}

7 e 13 estão à mesma distância de 10.

  1. Por simetria relativamente a \mu = 10:P(10<X<13) = P(7<X<10) = 0{,}3
  2. P(X>13) = P(X>10) - P(10<X<13) = 0{,}5 - 0{,}3 = 0{,}2
RespostaOpção (B)

2{,}5 está a um desvio padrão acima do valor médio.

  1. Como 2{,}5 = 2 + 0{,}5 = \mu + \sigma e P(\mu - \sigma < X < \mu + \sigma) \approx 0{,}6827, fora deste intervalo fica 1 - 0{,}6827 = 0{,}3173, repartido igualmente pelas duas caudas:P(X > \mu + \sigma) \approx \dfrac{0{,}3173}{2} = 0{,}15865 \approx 0{,}16
RespostaOpção (D)

A condição X \leq 3 restringe o espaço aos valores 1, 2 e 3. Dentro desses, quais satisfazem X>1?

  1. P(X \leq 3) = \dfrac{1}{3} + \dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{6} = \dfrac{4+3+2}{12} = \dfrac{9}{12} = \dfrac{3}{4}
  2. A interseção (X>1) \cap (X \leq 3) corresponde a X=2 ou X=3:P\big((X>1) \cap (X \leq 3)\big) = \dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{6} = \dfrac{5}{12}
  3. P(X>1 \mid X \leq 3) = \dfrac{\frac{5}{12}}{\frac{9}{12}} = \dfrac{5}{9}
RespostaOpção (D)

Repara em que 5 e 15 estão à mesma distância do valor médio — usa a simetria.

  1. P(X>15) = P(X>10) - P(10<X<15) = 0{,}5 - 0{,}4 = 0{,}1
  2. Como 5 e 15 são simétricos relativamente a \mu = 10, tem-se P(X<5) = P(X>15) = 0{,}1.
  3. Os dois acontecimentos são incompatíveis:P(X<5 \lor X>15) = 0{,}1 + 0{,}1 = 0{,}2
RespostaOpção (B)

Lista os seis pares de bolas que podem sair e o produto correspondente. Qual dos produtos aparece mais vezes?

  1. {}^{4}C_{2} = 6 pares de bolas igualmente prováveis:\{0,1\} \to 0 \quad \{0,2\} \to 0 \quad \{0,3\} \to 0 \quad \{1,2\} \to 2 \quad \{1,3\} \to 3 \quad \{2,3\} \to 6
  2. O produto é 0 sempre que sai a bola 0, o que acontece em 3 dos 6 casos:P(X=0) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2}
  3. Os restantes valores têm probabilidade \dfrac{1}{6} cada, pelo que k=0.
RespostaOpção (D)

O acontecimento contrário é X \leq \mu - 2\sigma, que corresponde à cauda esquerda.

  1. De P(\mu - 2\sigma < X < \mu + 2\sigma) \approx 0{,}9545 resulta que as duas caudas somam 0{,}0455, cabendo 0{,}02275 a cada uma, por simetria:P(X < \mu - 2\sigma) \approx 0{,}02275
  2. P(X > \mu - 2\sigma) = 1 - 0{,}02275 = 0{,}97725 \approx 0{,}977
RespostaOpção (C)

O produto só é 1 se sair 1 nos três lançamentos.

  1. Seja n o número de faces numeradas com 1. Em cada lançamento, P(1) = \dfrac{n}{6}.
  2. O produto dos três números é 1 se e só se sair 1 nos três lançamentos — basta um 0 para o produto ser nulo. Como os lançamentos são independentes:P(X=1) = \left(\dfrac{n}{6}\right)^{3} = \dfrac{8}{27}
  3. \dfrac{n}{6} = \sqrt[3]{\dfrac{8}{27}} = \dfrac{2}{3} \;\Leftrightarrow\; n = 4
RespostaOpção (C)

Que somas podem sair? Note-se que -1 sai com probabilidade \frac{1}{6} e 1 com probabilidade \frac{5}{6}.

  1. Em cada lançamento, P(-1) = \dfrac{1}{6} e P(1) = \dfrac{5}{6}. Os lançamentos são independentes.
  2. Os valores possíveis da soma são -2, 0 e 2:
  3. P(X=-2) = \left(\dfrac{1}{6}\right)^{2} = \dfrac{1}{36}
  4. P(X=0) = 2 \times \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6} = \dfrac{10}{36} = \dfrac{5}{18} — o fator 2 corresponde às duas ordens possíveis.
  5. P(X=2) = \left(\dfrac{5}{6}\right)^{2} = \dfrac{25}{36}
  6. Logo k = 0.
RespostaOpção (A)

A quantos desvios padrão do valor médio está o 6? Depois usa P(\mu-2\sigma < X < \mu+2\sigma) \approx 0{,}9545.

  1. Com \mu = 5 e \sigma = 0{,}5, tem-se 6 = 5 + 2 \times 0{,}5 = \mu + 2\sigma.
  2. Sabe-se que P(\mu - 2\sigma < X < \mu + 2\sigma) \approx 0{,}9545. Fora deste intervalo fica 1 - 0{,}9545 = 0{,}0455, repartido igualmente pelas duas caudas, por simetria:P(X > \mu + 2\sigma) \approx \dfrac{0{,}0455}{2} = 0{,}02275 \approx 0{,}023
RespostaOpção (C)

Constrói primeiro a tabela de distribuição de X — os valores possíveis são 0, 1 e 2.

  1. Casos possíveis: {}^{5}C_{2} = 10.
  2. P(X=0) = \dfrac{{}^{3}C_{2}}{10} = \dfrac{3}{10}  ·  P(X=1) = \dfrac{2 \times 3}{10} = \dfrac{6}{10}  ·  P(X=2) = \dfrac{1}{10}
  3. x_{i}012Total
    P(X = x_{i})\dfrac{3}{10}\dfrac{6}{10}\dfrac{1}{10}1
  4. \mu = 0 \times \dfrac{3}{10} + 1 \times \dfrac{6}{10} + 2 \times \dfrac{1}{10} = \dfrac{8}{10} = 0{,}8
RespostaOpção (B)

A curva normal é simétrica relativamente ao valor médio: metade da área fica de cada lado.

  1. Numa distribuição normal, a probabilidade de a variável exceder o valor médio é 50\%:P(X>7) = 0{,}5
  2. O intervalo ]7,\,9[ obtém-se retirando a P(X>7) a parte que está acima de 9:P(7<X<9) = P(X>7) - P(X>9) = 0{,}50 - 0{,}12 = 0{,}38
RespostaOpção (B)
15

Monty Hall e simulação

O problema das três portas dividiu matemáticos profissionais. A intuição diz uma coisa, a probabilidade condicionada diz outra — e a simulação decide.

Possíveis aprofundamentos (AE)
  • Explorar a utilização da tecnologia para simular determinados acontecimentos e utilizar a aproximação frequencista da probabilidade para estimar a probabilidade desses acontecimentos.
  • Explorar o problema das três portas (Monty Hall).
O problema das três portas

Num concurso televisivo há três portas. Atrás de uma está um carro; atrás das outras duas, uma cabra. O concorrente escolhe uma porta. O apresentador — que sabe onde está o carro — abre uma das outras duas, sempre com uma cabra, e oferece a troca.

Deve trocar?

A resposta intuitiva é «tanto faz: restam duas portas, logo \frac{1}{2} cada». Está errada. A informação que o apresentador dá não é neutra: ele nunca abre a porta do carro nem a porta escolhida. É precisamente a definição de probabilidade condicionada a funcionar.

A conta

Seja C: «o carro está na porta inicialmente escolhida».

  • P(C) = \dfrac{1}{3} — se ficar, ganha com probabilidade \dfrac{1}{3}.
  • P\left(\overline{C}\right) = \dfrac{2}{3} — nesse caso o carro está numa das outras duas; como o apresentador abriu a que tem cabra, toda essa probabilidade se concentra na porta que sobra.

Logo, trocar ganha com probabilidade \dfrac{2}{3} — o dobro de ficar.

O que torna o problema difícil

A porta aberta não é escolhida ao acaso. Se o apresentador abrisse uma porta ao acaso e por sorte calhasse uma cabra, aí sim as duas portas restantes ficariam com \frac{1}{2} cada. O enunciado tem de dizer que o apresentador sabe — e é essa a informação que muda tudo.

Laboratório · Simulador de Monty Hall

interativo

Joga algumas centenas de vezes com cada estratégia. A barra aproxima-se de \frac{2}{3} com «trocar» e de \frac{1}{3} com «ficar» — exatamente o que a conta prevê. A simulação não demonstra nada, mas convence.

16

Python e pensamento computacional

Simular é uma forma de perceber. Escrever o algoritmo obriga a arrumar o raciocínio — e o resultado confirma (ou desmente) a conta feita à mão.

Aprendizagens Essenciais · Pensamento Computacional
  • Antes de redigir o programa em Python, descrever o algoritmo em linguagem natural.
  • Simular o lançamento de um dado e registar as frequências relativas de cada face.
  • Identificar padrões em tarefas já resolvidas para estruturar o algoritmo a desenvolver.

Todos os programas desta secção correm na consola integrada — carrega em Correr no compilador e o código aparece já escrito, pronto a executar. Não é preciso instalar nada.

Consola de Python

corre no navegadorprograma inserido no editor — carrega em Run Code

Como usar

  1. Num bloco de código desta página, carrega em ▶ Correr no compilador — a consola abre com o programa já escrito.
  2. Carrega em Run Code e lê a saída.
  3. Muda os valores e corre outra vez — é assim que se explora.

Python Math Studio, embutido nesta página. O interpretador é descarregado da Internet no primeiro arranque, o que demora alguns segundos; depois disso corre tudo no teu navegador.

Python Simular o lançamento de um dado
import random

n = int(input('Quantos lancamentos queres simular? '))
f = [0 for k in range(6)]

for i in range(n):
    r = random.randint(1, 6)
    f[r-1] = f[r-1] + 1

for k in range(6):
    print('Freq. relativa da face', k+1, '=', f[k]/n)

Corre primeiro com n = 60 e depois com n = 60\,000. Com poucos lançamentos as seis frequências são bem diferentes; com muitos, aproximam-se todas de 0{,}1667. É a lei dos grandes números, medida.

Python A soma de dois dados não é uniforme
import random

n = 60000
f = [0 for k in range(13)]      # posicoes 0 a 12; usamos 2 a 12

for i in range(n):
    s = random.randint(1, 6) + random.randint(1, 6)
    f[s] = f[s] + 1

for s in range(2, 13):
    barra = '#' * round(f[s] / n * 200)
    print(s, round(f[s]/n, 4), barra)

O histograma de asteriscos desenha um triângulo com o pico em 7. Compara com a f.m.p. exata do laboratório da secção 12: P(X=7) = \frac{6}{36} \approx 0{,}1667 e P(X=2) = \frac{1}{36} \approx 0{,}0278.

Python Monty Hall, sem discussão
import random

def joga(troca):
    carro = random.randint(1, 3)
    escolha = random.randint(1, 3)
    # o apresentador abre uma porta que nao e a escolhida nem a do carro
    portas = [p for p in [1, 2, 3] if p != escolha and p != carro]
    aberta = random.choice(portas)
    if troca:
        escolha = [p for p in [1, 2, 3] if p != escolha and p != aberta][0]
    return escolha == carro

n = 20000
ganhos_trocar = sum(joga(True) for i in range(n))
ganhos_ficar  = sum(joga(False) for i in range(n))

print('trocar:', ganhos_trocar/n)
print('ficar :', ganhos_ficar/n)

Repara na linha que constrói portas: é ali que está o coração do problema — o apresentador não escolhe ao acaso entre as três.

Desafios de programação

Quatro programas para escreveres tu. Carrega em Experimentar no compilador e abre uma consola em branco: escreve o teu programa, executa-o e vê se faz o que se pede. Só depois olha para a resolução proposta.

Desafio 1 Python§5 · regra de Laplace

Escreve a função laplace(favoraveis, possiveis) que devolve a probabilidade em decimal e, além disso, imprime a fração já simplificada. Usa math.gcd para simplificar.

Propriedades · as leis das operações

Um acontecimento é um conjunto, e por isso valem entre acontecimentos as mesmas leis que valem entre conjuntos. Todas se veem num diagrama de Venn, e todas servem para o mesmo: simplificar uma expressão antes de lhe calcular a probabilidade.

LeiIgualdades
ComutativaA \cup B = B \cup A  ·  A \cap B = B \cap A
Associativa(A \cup B) \cup C = A \cup (B \cup C)  ·  (A \cap B) \cap C = A \cap (B \cap C)
DistributivaA \cap (B \cup C) = (A \cap B) \cup (A \cap C)  ·  A \cup (B \cap C) = (A \cup B) \cap (A \cup C)
AbsorçãoA \cup (A \cap B) = A  ·  A \cap (A \cup B) = A
De Morgan\overline{A \cup B} = \overline{A} \cap \overline{B}  ·  \overline{A \cap B} = \overline{A} \cup \overline{B}
Neutro e absorventeA \cup \varnothing = A, A \cup S = S  ·  A \cap S = A, A \cap \varnothing = \varnothing
ComplementarA \cup \overline{A} = S, A \cap \overline{A} = \varnothing  ·  \overline{\overline{A}} = A

A que mais aparece é a de De Morgan. É ela que transforma «não ocorre nenhum dos dois» — \overline{A} \cap \overline{B} — em «não ocorre pelo menos um dos dois», \overline{A \cup B}. Na secção 6 será esse o passo que permite calcular a probabilidade.

Desafio 2 Python§10 · pelo menos um

Escreve um programa que calcule a probabilidade de, em n lançamentos de um dado, sair pelo menos um 6 — primeiro por simulação e depois pela fórmula 1 - \left(\frac{5}{6}\right)^{n}. Compara os dois valores para n = 1, 2, \ldots, 10.

Desafio 3 Python§13 · valor médio e desvio padrão

Escreve a função valor_medio(valores, probs) que devolve {\mu}, e a função desvio(valores, probs) que devolve {\sigma}. Testa-as com a f.m.p. do lançamento de um dado: deve dar {\mu} = 3{,}5 e {\sigma} \approx 1{,}708.

Desafio 4 Python§11 · probabilidade total

Uma fábrica tem duas máquinas: a I produz 60\% das peças com 2\% de defeituosas e a II produz o resto com 5\%. Escreve um programa que simule a produção de muitas peças e estime P(D) e P(I \mid D), comparando com os valores exatos 0{,}032 e 0{,}375.

A função math.gcd(a, b) devolve o máximo divisor comum. Divide numerador e denominador por ele antes de imprimir.

import math

def laplace(favoraveis, possiveis):
    if possiveis == 0:
        return None
    d = math.gcd(favoraveis, possiveis)
    print('P =', favoraveis // d, '/', possiveis // d)
    return favoraveis / possiveis

print(laplace(81, 153))     # 9 / 17
print(laplace(4, 36))       # 1 / 9
print(laplace(3, 6))        # 1 / 2

«Pelo menos um» é o contrário de «nenhum». Na simulação, conta as repetições em que o 6 apareceu ao menos uma vez.

import random

def simula(n, repet=20000):
    sucessos = 0
    for i in range(repet):
        saiu = False
        for k in range(n):
            if random.randint(1, 6) == 6:
                saiu = True
        if saiu:
            sucessos = sucessos + 1
    return sucessos / repet

for n in range(1, 11):
    exato = 1 - (5/6)**n
    print(n, round(simula(n), 4), round(exato, 4))

NotaCom n = 4 a probabilidade passa dos 50\% — é o problema que o Cavaleiro de Méré levou a Pascal.

{\mu} = x_{1}p_{1} + \cdots + x_{n}p_{n} e {\sigma} = \sqrt{x_{1}^{2}p_{1} + \cdots + x_{n}^{2}p_{n} - {\mu}^{2}}. A função zip percorre as duas listas ao mesmo tempo.

def valor_medio(valores, probs):
    return sum(x*p for x, p in zip(valores, probs))

def desvio(valores, probs):
    mu = valor_medio(valores, probs)
    m2 = sum(x*x*p for x, p in zip(valores, probs))
    return (m2 - mu**2) ** 0.5

dado = [1, 2, 3, 4, 5, 6]
p = [1/6] * 6

print('mu    =', valor_medio(dado, p))     # 3.5
print('sigma =', round(desvio(dado, p), 3))  # 1.708

Para cada peça: sorteia primeiro a máquina, depois se é defeituosa com a probabilidade dessa máquina. Conta as defeituosas e, dessas, quantas vieram da I.

import random

n = 200000
defeituosas = 0
def_da_I = 0

for k in range(n):
    maquina_I = random.random() < 0.6
    p = 0.02 if maquina_I else 0.05
    if random.random() < p:
        defeituosas = defeituosas + 1
        if maquina_I:
            def_da_I = def_da_I + 1

print('P(D)     =', round(defeituosas/n, 4), ' exato 0.032')
print('P(I | D) =', round(def_da_I/defeituosas, 4), ' exato 0.375')

NotaRepara em como P(I \mid D) se calcula: dentro das defeituosas, a fração que veio da I. É a definição de condicionada, feita a contar.

O colecionador de cromos

Modelação estocásticaValor médioDecomposiçãoCusto computacional

Enquadramento

Uma caderneta tem N cromos diferentes. Cada pacote traz um cromo ao acaso, com igual probabilidade e com repetição. Quantos pacotes são precisos, em média, para completar a caderneta?

Há uma dedução exacta, e é bonita. Suponhamos que já temos k cromos diferentes. A probabilidade de o próximo pacote trazer um cromo novo é p_k = \dfrac{N-k}{N}. O número de pacotes até ao próximo cromo novo tem valor médio \dfrac{1}{p_k} = \dfrac{N}{N-k}. Somando os N troços,

E = \dfrac{N}{N} + \dfrac{N}{N-1} + \cdots + \dfrac{N}{1} = N\left(1 + \dfrac{1}{2} + \cdots + \dfrac{1}{N}\right).

Para N = 50 dá cerca de 225 pacotes — mais do que quatro vezes o número de cromos.

O desafio. Confirmar a fórmula por simulação, e perceber a diferença entre as duas coisas. A dedução dá o valor médio exacto; a simulação dá uma estimativa, com erro que decresce como 1/\sqrt{r} em r repetições. Para o erro baixar dez vezes, são precisas cem vezes mais repetições.

Há um segundo cuidado, sem o qual o programa não é ciência: fixar a semente do gerador. Sem ela, duas execuções dão números diferentes e nada é verificável.

import random

def teorico(n):
    return n * sum(1/k for k in range(1, n + 1))

def uma_colecao(r, n):
    vistos = set()
    pacotes = 0
    while len(vistos) < n:
        vistos.add(r.randrange(n))     # um cromo ao acaso, com repeticao
        pacotes += 1
    return pacotes

def simula(n, repeticoes, semente=12345):
    r = random.Random(semente)         # semente fixa: o resultado repete-se
    total = 0
    for _ in range(repeticoes):
        total += uma_colecao(r, n)
    return total / repeticoes

print(' N    simulacao    teorico    erro')
for n in (5, 10, 25, 50):
    rep = 20000 if n <= 25 else 5000
    s = simula(n, rep)
    t = teorico(n)
    print('%3d  %10.2f %10.2f   %5.2f%%' % (n, s, t, abs(s - t)/t*100))

A simulação bate certo com a teoria a menos de meio por cento. Repara no custo: cada coleção precisa de cerca de N\ln N pacotes, por isso para N = 50 baixámos as repetições — o tempo cresce depressa.

Análise Cinco perguntas críticas
  1. A última parcela da soma é \dfrac{N}{1} = N: em média, só o último cromo custa N pacotes. Que fração do esforço total representa? Testa com N = 50.
  2. O erro da simulação decresce como 1/\sqrt{r}. Corre com r = 200, 2000 e 20\,000 para N = 10 e verifica se o erro cai para cerca de um terço de cada vez.
  3. Muda a semente para 999 e volta a correr. Os valores mudam — mas quanto? Isso dá-te uma medida empírica da incerteza da estimativa.
  4. E se os cromos não forem equiprováveis (há sempre um raro)? Altera uma_colecao para sortear com pesos e vê o que acontece à média. A fórmula ainda serve?
  5. O programa usa um set. Se usasse uma lista e if cromo not in lista, o que aconteceria ao tempo de execução, e porquê?

Bayes, um teste de cada vez

IteraçãoProbabilidade condicionadaCasos de fronteiraPrecisão numérica

Enquadramento

Uma doença afeta 0{,}1\% da população. Um teste tem sensibilidade 0{,}99 — deteta 99\% dos doentes — e especificidade 0{,}98 — dá negativo a 98\% dos saudáveis. Pela fórmula de Bayes, com D «estar doente» e + «teste positivo»:

P(D \mid +) = \dfrac{P(D)\,P(+ \mid D)}{P(D)\,P(+ \mid D) + P(\overline{D})\,P(+ \mid \overline{D})} = \dfrac{0{,}001 \times 0{,}99}{0{,}001 \times 0{,}99 + 0{,}999 \times 0{,}02} \approx 0{,}047.

Um positivo num teste tão bom deixa a probabilidade de doença em apenas 4{,}7\%. É o resultado que quase toda a gente acha errado — e é a razão pela qual se repete o teste.

O desafio. E se o teste for repetido? A ideia algorítmica é uma só: a probabilidade depois de um teste é a probabilidade antes do teste seguinte. Basta um ciclo que aplique a mesma função a cada resultado, admitindo que os testes são independentes dado o estado do doente.

Casos de fronteira a prever: se P(D) = 0 ou P(D) = 1, nenhum teste muda o que quer que seja — a certeza é absorvente, e o denominador pode anular-se. E há um segundo caminho, mais estável: em razão de probabilidades (odds), o = \dfrac{p}{1-p}, cada teste positivo apenas multiplica o pelo mesmo fator \dfrac{0{,}99}{0{,}02} = 49{,}5. Uma multiplicação em vez de uma fração — e sem risco de dividir por zero.

def atualiza(p, sens, espec, positivo):
    """Uma aplicacao de Bayes. p e' a probabilidade ANTES deste teste."""
    if positivo:
        favoravel = p * sens
        total = favoravel + (1 - p) * (1 - espec)
    else:
        favoravel = p * (1 - sens)
        total = favoravel + (1 - p) * espec
    if total == 0:
        raise ValueError('este resultado e impossivel com esta probabilidade inicial')
    return favoravel / total

def sequencia(p0, sens, espec, resultados):
    p = p0
    historia = [p]
    for r in resultados:
        p = atualiza(p, sens, espec, r)
        historia.append(p)
    return historia

P0, SENS, ESPEC = 0.001, 0.99, 0.98

print('quatro testes positivos seguidos:')
for k, p in enumerate(sequencia(P0, SENS, ESPEC, [True]*4)):
    print('  depois de %d testes:  %.6f' % (k, p))

print()
print('positivo, positivo, negativo:')
for k, p in enumerate(sequencia(P0, SENS, ESPEC, [True, True, False])):
    print('  depois de %d testes:  %.6f' % (k, p))

print()
print('a mesma conta em razao de probabilidades (odds):')
razao = SENS / (1 - ESPEC)
o = P0 / (1 - P0)
for k in range(1, 5):
    o = o * razao
    print('  k=%d   odds=%10.4f   p=%.6f' % (k, o, o/(1 + o)))

Um positivo: 4{,}7\%. Dois: 71\%. Três: 99{,}2\%. E um negativo a seguir a dois positivos faz cair tudo outra vez para 2{,}4\%. A conta em odds dá exatamente os mesmos números — como tem de ser.

Análise Cinco perguntas críticas
  1. Porque é que a primeira aplicação de Bayes dá um valor tão baixo? Compara o número de falsos positivos esperado numa população de 100\,000 pessoas com o número de verdadeiros positivos.
  2. Em odds cada positivo multiplica por 49{,}5. Ao fim de k positivos os odds são o_0 \times 49{,}5^{k}: um crescimento geométrico. Quantos positivos são precisos para passar de 50\%?
  3. Experimenta P(D) = 0. O que devolve a função, e porquê? Concordas que seja um erro em vez de um valor?
  4. O programa admite que os testes são independentes dado o estado do doente. Dá um exemplo real em que essa hipótese falha — e explica em que sentido a estimativa fica enviesada.
  5. Com k grande, p aproxima-se de 1 e 1-p perde algarismos significativos. Qual das duas formas — probabilidade ou odds — sofre mais com isso?

Corridas de sucessos, e a falácia do jogador

Reconhecimento de padrõesSimulaçãoDistribuições empíricasO(n) numa passagem

Enquadramento

Numa sequência de n provas de Bernoulli independentes, com probabilidade p de sucesso, chama-se corrida a um bloco de sucessos seguidos. A probabilidade de uma posição fixa iniciar uma corrida de comprimento pelo menos k é p^{k} — basta a independência.

Para p = 0{,}5 e k = 6 isso dá \left(\tfrac{1}{2}\right)^{6} = \dfrac{1}{64} \approx 1{,}6\%. Parece pouco. Mas em 200 lançamentos há 195 posições onde uma tal corrida pode começar — e as oportunidades somam-se.

O desafio. Calcular a distribuição do comprimento da maior corrida. Ao contrário do valor médio do problema anterior, aqui não há fórmula simples ao nível do 12.^{\text{o}} ano — mas há um algoritmo de uma linha e meia: percorrer a sequência uma só vez com um contador que reinicia sempre que o resultado muda. O(n) em tempo, O(1) em memória.

E depois vem a parte que interessa. A falácia do jogador é acreditar que, depois de cinco caras seguidas, a coroa «está a dever». A simulação mostra o oposto: com 200 lançamentos de uma moeda equilibrada, uma corrida de seis ou mais é o mais provável, não a excepção. Sequências sem corridas longas é que seriam suspeitas.

import random

def maior_corrida(seq, valor):
    """Comprimento da maior sequencia seguida de 'valor'."""
    maior = atual = 0
    for x in seq:
        atual = atual + 1 if x == valor else 0
        if atual > maior:
            maior = atual
    return maior

def simula(n, p, repeticoes, semente=2024):
    r = random.Random(semente)
    contagem = {}
    for _ in range(repeticoes):
        seq = [r.random() < p for _ in range(n)]
        m = maior_corrida(seq, True)
        contagem[m] = contagem.get(m, 0) + 1
    return contagem

N, P, REP = 200, 0.5, 20000
c = simula(N, P, REP)
print('%d lancamentos de uma moeda equilibrada, %d repeticoes' % (N, REP))
print(' k   P(maior corrida = k)')
for k in sorted(c):
    print('%2d   %6.4f  %s' % (k, c[k]/REP, '#' * int(60*c[k]/REP)))
media = sum(k*v for k, v in c.items()) / REP
print('media da maior corrida: %.2f' % media)
print('P(existe corrida de 6 ou mais): %.4f' % (sum(v for k, v in c.items() if k >= 6)/REP))

A maior corrida vale, em média, cerca de 7, e a probabilidade de existir uma corrida de seis ou mais anda pelos 80\%. O histograma mostra a distribuição inteira — assimétrica, com uma cauda longa à direita.

Análise Cinco perguntas críticas
  1. A probabilidade de uma posição fixa iniciar uma corrida de 6 é 1/64. Com 195 posições, uma estimativa grosseira dá 195/64 \approx 3 corridas esperadas. Porque é que isso não é a probabilidade de existir pelo menos uma?
  2. Corre com N = 20 em vez de 200. Como muda a média da maior corrida? Experimenta também N = 2000 e conjetura como é que ela cresce com N.
  3. Muda p para 0{,}3. Que acontece à distribuição? E se pedires a maior corrida de insucessos em vez de sucessos?
  4. Escreve uma sequência de 50 caras e coroas à mão, a fingir que é aleatória, e mede a sua maior corrida com o programa. Compara com a distribuição simulada. É este o teste que denuncia sequências inventadas.
  5. O algoritmo faz uma só passagem. Escreve uma versão que guarde todas as corridas numa lista e diz que complexidade de memória passa a ter. Compensa?
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Teste rápido

Dez questões de resposta imediata, com correção e explicação. Serve para verificares se podes avançar — ou se convém voltar atrás.

Pergunta 1 de 10
0 / 0
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Formulário essencial e referências

Tudo o que precisas de ter na cabeça (ou à mão) para um exame — numa página.

Regra de Laplace

P(A) = \dfrac{\#A}{\#S}

Só com resultados equiprováveis.

Acontecimento contrário

P\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A)

P(\varnothing) = 0 · 0 \leq P(A) \leq 1

Reunião

P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B)

Se incompatíveis, P(A \cap B) = 0.

Leis de De Morgan

\overline{A \cup B} = \overline{A} \cap \overline{B} \overline{A \cap B} = \overline{A} \cup \overline{B}

Probabilidade condicionada

P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)}

Regra do produto: P(A \cap B) = P(B)\,P(A \mid B)

Independência

P(A \cap B) = P(A) \times P(B)

Equivale a P(A \mid B) = P(A), se P(B) > 0.

Probabilidade total

P(B) = P(B \mid A)P(A) + P\left(B \mid \overline{A}\right)P\left(\overline{A}\right)

Contagem

{}^{n}A'_{p} = n^{p} \hspace{1em} {}^{n}A_{p} = \dfrac{n!}{(n-p)!} P_{n} = n! \hspace{1em} {}^{n}C_{p} = \dfrac{n!}{p!\,(n-p)!}

Valor médio e desvio padrão

{\mu} = x_{1}p_{1} + \cdots + x_{n}p_{n} {\sigma} = \sqrt{x_{1}^{2}p_{1} + \cdots + x_{n}^{2}p_{n} - {\mu}^{2}}

Modelo Normal

Simetria em x = {\mu}; inflexões em {\mu} \pm {\sigma}.

P({\mu} - {\sigma} \leq X \leq {\mu} + {\sigma}) \approx 0{,}6827

P({\mu} - 2{\sigma} \leq X \leq {\mu} + 2{\sigma}) \approx 0{,}9545

P({\mu} - 3{\sigma} \leq X \leq {\mu} + 3{\sigma}) \approx 0{,}9973

Referências

  • Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano. Ministério da Educação / DGE, janeiro de 2023.
  • Graça Martins, M. E. et al. (1999). Probabilidades e Combinatória. Ministério da Educação, Departamento do Ensino Secundário.
  • Graça Martins, M. E., e Cerveira, A. (1998). Introdução às Probabilidades e à Estatística. Universidade Aberta.
  • ALEA — Noções de Probabilidade. alea.pt
  • Moore, D. et al. (2021). The Basic Practice of Statistics. New York: W. H. Freeman and Company.
  • Trocado, A. Matemática A — Exames Nacionais. alexandretrocado.com/mat_a
  • Enunciados de Provas Nacionais e Testes Intermédios compilados em mat.absolutamente.net.

Como A \cup \overline{A} = E e A \cap \overline{A} = \varnothing, a aditividade dá P(A) + P\left(\overline{A}\right) = P(E) = 1.

E \cup \varnothing = E e E \cap \varnothing = \varnothing, logo P(E) = P(E) + P(\varnothing) e portanto P(\varnothing) = 0.

P(A) \geq 0 vem da definição. E de P(A) = 1 - P\left(\overline{A}\right), com P\left(\overline{A}\right) \geq 0, sai P(A) \leq 1.

Os conjuntos A \cap B e A \cap \overline{B} são disjuntos e a sua reunião é A. Esta é a propriedade que está por trás de todas as tabelas de contingência: a linha do total é a soma das duas colunas.

Se A \subseteq B então A \cap B = A. Pela propriedade 4 aplicada a B, P(B) = P(A) + P(B \setminus A). Como P(B \setminus A) \geq 0, vem P(A) \leq P(B).

A reunião parte-se em três pedaços disjuntos dois a dois: A \setminus B, A \cap B e B \setminus A. Pela propriedade 4,

P(A) = P(A \cap B) + P\left(A \cap \overline{B}\right) \hspace{1.5em} P(B) = P(A \cap B) + P\left(B \cap \overline{A}\right)

Somando e reagrupando,

P(A) + P(B) = P(A \cap B) + \underbrace{P\left(A \cap \overline{B}\right) + P(A \cap B) + P\left(B \cap \overline{A}\right)}_{P(A \cup B)}

de onde sai a fórmula. Na forma equivalente P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B), é ela que resolve a maior parte dos itens de exame com dois acontecimentos.

Se fossem incompatíveis, P(A \cap B) = 0. Da independência viria P(A)P(B) = 0, logo P(A) = 0 ou P(B) = 0 — contra a hipótese. \square