Probabilidades
Do acaso à regularidade: modelos que dizem o que não conseguimos prever — teoria, laboratórios interativos e exercícios no formato do Exame Nacional, com resolução passo a passo.
Do jogo à ciência
A teoria das probabilidades nasceu de uma questão sobre um jogo de dados. Três séculos depois, é a linguagem da física, da medicina e da inteligência artificial.
- Compreender que as realizações individuais de um fenómeno aleatório são incertas, mas existe um padrão genérico de comportamento.
Em 1654, o Cavaleiro de Méré — jogador experiente — levou a Blaise Pascal um problema que o incomodava. Dois jogadores interrompem uma partida a meio: como repartir a bolsa de forma justa, sabendo quantas rondas cada um já ganhou? A pergunta parece de contabilidade, mas não é: exige medir o que ainda podia acontecer.
Pascal escreveu a Pierre de Fermat e, na troca de cartas que se seguiu, os dois chegaram à mesma resposta por caminhos diferentes. A ideia decisiva foi esta: para repartir a bolsa é preciso olhar para todos os desfechos possíveis da partida que não se jogou, contá-los e ver em quantos cada jogador venceria.
Foi a primeira vez que alguém tratou o acaso com o rigor de um cálculo. Dessa correspondência de 1654 nasce a Teoria das Probabilidades.
Nem tudo começou aí. Cerca de um século antes, Girolamo Cardano — matemático, médico e jogador crónico — tinha escrito o Liber de ludo aleae, o primeiro tratado sobre jogos de azar. Continha já a ideia de dividir os casos favoráveis pelos casos possíveis, mas o livro só foi publicado em 1663, muito depois da sua morte.
O que se seguiu foi a transformação de um cálculo de jogadores numa ciência: Huygens escreveu o primeiro livro impresso sobre o tema, Jacob Bernoulli provou que a frequência relativa estabiliza, de Moivre e Gauss encontraram a curva em forma de sino, Laplace deu-lhe forma de teoria — e, em 1933, Kolmogorov assentou tudo em três axiomas.
- 1564 · Cardano
Escreve o Liber de ludo aleae, o primeiro tratado sobre jogos de azar. Já lá está a razão entre casos favoráveis e casos possíveis.
- 1657 · Huygens
Publica De ratiociniis in ludo aleae, o primeiro livro impresso sobre probabilidades, onde aparece a noção de valor esperado.
- 1713 · Jacob Bernoulli
No Ars Conjectandi, prova a lei dos grandes números: repetindo muitas vezes, a frequência relativa aproxima-se da probabilidade.
- 1812 · Laplace
A Théorie analytique des probabilités organiza a disciplina e leva-a para a astronomia, a demografia e os tribunais.
- 1933 · Kolmogorov
Reduz toda a teoria a três axiomas. A probabilidade passa a ser, formalmente, uma medida — e entra na matemática moderna pela porta principal.
Ensaios clínicos e testes de diagnóstico, seguros e pensões, controlo de qualidade, previsão do tempo, mecânica quântica, criptografia, filtros de spam e modelos de linguagem: em todos, a pergunta é a mesma — com que confiança podemos afirmar isto?
Fenómeno e experiência aleatória
Há fenómenos que se repetem sempre da mesma maneira e há outros em que só o padrão se repete. A probabilidade é a matemática dos segundos.
- Distinguir entre fenómeno aleatório e não aleatório (determinístico).
- Compreender que as realizações individuais de um fenómeno aleatório são incertas, mas que existe um padrão genérico de comportamento, e que a Teoria da Probabilidade constrói modelos que descrevem a regularidade estatística observada numa longa série de repetições.
Um fenómeno é determinístico quando, repetido nas mesmas condições, produz sempre o mesmo resultado.
Um fenómeno é aleatório quando, mesmo repetido nas mesmas condições, pode produzir resultados diferentes, impossíveis de prever à partida.
Largar uma pedra de uma altura conhecida, no vácuo, é determinístico: as leis da queda dizem exatamente quanto tempo demora. Lançar um dado é aleatório: por muito cuidado que se ponha no lançamento, o resultado não se consegue prever.
Aleatório não quer dizer caótico nem imprevisível em conjunto. Cada lançamento de um dado é imprevisível, mas em dez mil lançamentos a face 6 sai perto de
Chama-se experiência aleatória à realização de um fenómeno aleatório: lançar uma moeda, extrair uma carta de um baralho, medir o tempo de espera do próximo autocarro, escolher ao acaso um aluno da escola.
Python Ver a frequência relativa a estabilizar
import random
f = 0
for i in range(1, 6001):
if random.randint(1, 6) == 6:
f = f + 1
if i % 1000 == 0:
print(i, 'lancamentos ->', f/i)
# Um fenomeno aleatorio e' irregular a curto prazo e regular a longo prazo.
# Este programa mostra as duas coisas ao mesmo tempo.
import random
f = 0 # quantas vezes ja' saiu 6
for i in range(1, 6001): # i vai de 1 ate' 6000
if random.randint(1, 6) == 6: # randint(1,6) simula um lancamento
f = f + 1
# '%' e' o resto da divisao: i % 1000 == 0 e' verdade de mil em mil
if i % 1000 == 0:
print(i, 'lancamentos ->', f/i) # f/i e' a frequencia relativa
Corre várias vezes. Os primeiros valores saltam; os últimos ficam sempre perto de
Laboratório · A lei dos grandes números
interativoAo princípio a linha salta muito; depois cola-se à reta tracejada. É o teorema de Jacob Bernoulli: a frequência relativa converge para a probabilidade. Repara que ela nunca «corrige» os desvios — apenas os dilui num número cada vez maior de repetições.
Se saiu coroa cinco vezes seguidas, a próxima não tem mais probabilidade de ser cara. A moeda não tem memória:
Classifica cada fenómeno.
- a) O tempo que um objeto demora a cair de 20 m, no vácuo — determinístico: a lei da queda dos graves dá sempre o mesmo valor.
- b) O número de pintas na face de cima de um dado lançado — aleatório: seis resultados possíveis, nenhum previsível.
- c) A soma dos ângulos internos de um triângulo desenhado ao acaso — determinístico: é sempre
180^\circ , por muito «ao acaso» que seja o desenho.Atenção à armadilha: o triângulo é escolhido ao acaso, mas a grandeza observada não varia. - d) A temperatura máxima de amanhã na tua cidade — aleatório: há modelos que a preveem com erro, não com certeza.
Exercícios propostos
Dez exercícios sobre a distinção entre determinístico e aleatório, sobre o que a frequência relativa promete — e sobre o que ela não promete.
A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.
Classifica cada fenómeno como determinístico ou aleatório.
a) Aquecer água pura, ao nível do mar, até ferver e registar a temperatura.b) Registar o número de chamadas recebidas por um centro de apoio numa hora.c) Medir o tempo de queda de um corpo largado no vácuo de uma altura conhecida.d) Perguntar a um transeunte, escolhido ao acaso, em que mês faz anos.
Um dado tem as seis faces numeradas
a) Escreve o espaço de resultados da experiência «lançar o dado e registar o número da face voltada para cima».b) E o da experiência «lançar o dado e registar a cor dessa face».c) As duas experiências são a mesma? Justifica.
Lançou-se uma moeda 500 vezes e obtiveram-se 262 faces nacionais.
a) Determina a frequência relativa de «sair face nacional».b) Que valor é de esperar que essa frequência tome se a experiência for repetida 500 000 vezes, admitindo que a moeda é equilibrada?
Numa roleta europeia saiu preto nas últimas oito jogadas. Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)Na próxima jogada, «vermelho» é mais provável do que «preto», porque a roleta tem de compensar.
- (B)Na próxima jogada, «preto» é mais provável, porque a roleta está numa série.
- (C)Na próxima jogada, as duas cores continuam igualmente prováveis.
- (D)Nada se pode dizer, porque a lei dos grandes números só se aplica a moedas.
Um dado foi lançado 6000 vezes e registaram-se as faces obtidas:
| Face | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º de vezes | 1004 | 987 | 1021 | 995 | 1013 | 980 |
Que conclusão tiras sobre o equilíbrio do dado? Justifica com números.
Numa turma, cada aluno lançou uma moeda 20 vezes. Um deles obteve 20 faces nacionais.
a) Esse resultado prova que a moeda desse aluno está viciada? Justifica.b) A frequência relativa de um acontecimento pode ser
Uma moeda equilibrada é lançada muitas vezes. Seja
- (A)
d aproxima-se de0 ef aproxima-se de0{,}5 . - (B)
d pode crescer sem limite ef aproxima-se de0{,}5 . - (C)
d aproxima-se de0 ef pode afastar-se de0{,}5 . - (D)Tanto
d comof podem crescer sem limite.
Pretende-se estimar, por simulação, a probabilidade de um acontecimento cujo valor exato é desconhecido. Fizeram-se três séries de repetições e obtiveram-se as frequências relativas seguintes.
| N.º de repetições | 100 | 10 000 | 1 000 000 |
|---|---|---|---|
| Frequência relativa | 0,310 | 0,3372 | 0,33338 |
Qual te parece ser o valor da probabilidade procurada? Justifica.
Um estudo registou, durante um ano, o número de nascimentos diários numa maternidade. A média diária foi de 8 nascimentos, mas houve dias com 2 e dias com 15.
a) O número de nascimentos num dia é um fenómeno aleatório ou determinístico? Justifica.b) Explica, em duas ou três linhas, o que se quer dizer com «existe um padrão genérico de comportamento» num fenómeno aleatório, usando este exemplo.
Quatro pessoas lançaram, cada uma, a sua moeda, e registaram a frequência relativa de «face nacional». Qual dos resultados seguintes é o mais forte indício de que a moeda usada não é equilibrada?
- (A)8 nacionais em 10 lançamentos.
- (B)62 nacionais em 100 lançamentos.
- (C)545 nacionais em 1000 lançamentos.
- (D)5100 nacionais em 10 000 lançamentos.
A pergunta é sempre a mesma: repetindo nas mesmas condições, o resultado é sempre o mesmo?
- a) Determinístico: nas mesmas condições, a água ferve sempre a
100^{\circ}\mathrm{C} . - b) Aleatório: numa hora podem entrar 3 chamadas ou 47.
- c) Determinístico: as leis da queda fixam o tempo.
- d) Aleatório: qualquer dos doze meses pode sair.Repara em que «aleatório» não é o mesmo que «desconhecido». O mês de nascimento de uma pessoa concreta está determinado — o que é aleatório é a escolha da pessoa.
O espaço de resultados não depende do dado: depende do que se decide registar.
- a)
S = \{1,\, 2,\, 3\} — e não seis elementos, porque cada número aparece em duas faces. - b)
S = \{\text{azul},\, \text{verde},\, \text{vermelho}\} . - c) O lançamento físico é o mesmo, mas as experiências aleatórias são diferentes: mudou o que se regista, logo mudou o espaço de resultados.É o erro mais comum no início do capítulo: escrever seis elementos só porque o dado tem seis faces. O que conta são os resultados distintos daquilo que se está a observar.
A frequência relativa é
- a)
\dfrac{262}{500} = 0{,}524 . - b) Perto de
0{,}5 . Com 500 lançamentos um desvio de0{,}024 é banal; com 500 000, um desvio dessa ordem seria muito improvável.Não se espera exatamente0{,}5 — espera-se que a diferença encolha. É essa a afirmação da lei dos grandes números.
A roleta não tem memória. Pergunta-te o que é que muda, na roleta, por causa das oito jogadas anteriores.
- As jogadas são independentes: o resultado de uma não altera as condições da seguinte.
- A lei dos grandes números não diz que os desvios são corrigidos — diz que são diluídos num número cada vez maior de repetições.
- Opção (C).Oito pretos seguidos numa roleta equilibrada têm probabilidade próxima de
0{,}004 : raro, mas nada de impossível. Se acontecesse oitenta vezes seguidas, aí sim, valeria a pena duvidar do equilíbrio da roleta — e essa é outra conversa.
Calcula as seis frequências relativas e compara-as com
- As frequências relativas são
0{,}1673;\ 0{,}1645;\ 0{,}1702;\ 0{,}1658;\ 0{,}1688;\ 0{,}1633 . - Todas distam de
\frac{1}{6} \approx 0{,}1667 menos de0{,}004 . - Com 6000 lançamentos, desvios desta ordem são perfeitamente naturais: os dados são compatíveis com um dado equilibrado.Repara na prudência da conclusão. Os dados não provam que o dado é equilibrado — apenas não dão motivo para duvidar. É assim que a estatística fala.
Um acontecimento pouco provável não é um acontecimento impossível — e numa turma de trinta alunos há trinta oportunidades para o raro acontecer.
- a) Não prova. Com uma moeda equilibrada, 20 faces nacionais seguidas têm probabilidade
\left(\frac{1}{2}\right)^{20} \approx 0{,}000001 : é raríssimo, mas possível. O resultado levanta suspeitas e justifica repetir a experiência — não decide nada sozinho. - b) Pode. Nesses mesmos 20 lançamentos, a frequência relativa de «sair face europeia» foi
0 , e esse acontecimento não é impossível.Frequência relativa nula significa «não ocorreu nestas repetições». Probabilidade nula é outra coisa — e é por isso que os dois conceitos têm nomes diferentes.
Uma coisa é a diferença absoluta entre as contagens; outra é a proporção. A lei dos grandes números fala de uma delas.
- Em
1\,000\,000 de lançamentos é perfeitamente normal ter, por exemplo,500\,600 nacionais e499\,400 europeias:d = 1200 , um valor grande. - Mas
f = \dfrac{500\,600}{1\,000\,000} = 0{,}5006 , muito perto de0{,}5 . - É isso que significa «os desvios são diluídos, não corrigidos»:
d não tende para zero,\dfrac{d}{n} é que sim. - Opção (B).Esta é a raiz matemática da falácia do jogador. Quem espera que
d volte a zero está a atribuir memória à moeda.
Olha para o que os três valores estão a fazer, não para cada um deles isoladamente.
- As três frequências aproximam-se sucessivamente de um mesmo valor, e a última está a menos de
0{,}00005 de\dfrac{1}{3} . - É razoável concluir que
P \approx \dfrac{1}{3} . - Repara ainda em que o número de casas decimais que se pode acreditar cresce com o número de repetições: com 100 repetições nem a primeira casa é de fiar.É este raciocínio que sustenta o método de Monte Carlo, usado quando contar casos favoráveis é impossível — como no laboratório de Monty Hall da secção 15.
Distingue o que acontece num dia do que acontece ao longo de um ano.
- a) Aleatório: nas mesmas condições — a mesma maternidade, a mesma época — o número de nascimentos varia de dia para dia e não se consegue prever.
- b) Cada dia é imprevisível, mas o conjunto dos 365 dias não é: a média fixa-se perto de 8, a maioria dos dias cai entre 5 e 11 e os valores extremos são raros. É essa regularidade do conjunto que permite planear turnos, camas e pessoal.
- É exatamente por o padrão existir que se pode construir um modelo — e é isso que a Teoria da Probabilidade faz.Sem regularidade não haveria nada a modelar; com previsibilidade total não seria preciso probabilidade nenhuma. A probabilidade vive precisamente entre as duas coisas.
Todas as frequências relativas estão acima de
- As frequências relativas são
0{,}8 ;0{,}62 ;0{,}545 ;0{,}51 . - Em (A) o desvio é enorme, mas com 10 lançamentos qualquer coisa acontece — 8 em 10 não é sequer invulgar numa moeda equilibrada.
- Em (D) o desvio é pequeníssimo, mas com
10\,000 lançamentos já é difícil de explicar: um afastamento de0{,}01 corresponde a 100 nacionais a mais. - Em (B), com 100 lançamentos, um desvio de
0{,}12 é raro mas ocorre; em (C),0{,}045 em 1000 lançamentos é ainda mais difícil de justificar; em (D) o indício é o mais forte de todos, porque a lei dos grandes números já devia ter apertado a frequência muito mais do que isso. - Opção (D).É contraintuitivo, e é essa a lição: um desvio pequeno num número enorme de repetições diz mais do que um desvio grande em poucas. Quantificar isto é o que se faz em Estatística Inferencial, na secção 14 e depois dela.
Espaço de resultados e acontecimentos
Antes de calcular qualquer probabilidade há um trabalho de escrita: listar o que pode acontecer. Metade dos erros de exame nasce de um espaço de resultados mal escrito.
- Compreender que ao conjunto dos resultados possíveis se dá o nome de espaço de resultados ou espaço amostral.
- Compreender que um acontecimento é um subconjunto do espaço de resultados e que a esses resultados se dá o nome de «resultados favoráveis» à realização do acontecimento.
- Relembrar os conceitos de acontecimento certo, impossível, elementar e composto.
Chama-se espaço de resultados (ou espaço amostral) ao conjunto de todos os resultados possíveis de uma experiência aleatória. Representa-se por
Lançar uma moeda e registar a face:
Lançar a mesma moeda duas vezes: cada resultado é agora um par ordenado, e há quatro.
Uma árvore mostra a experiência por etapas: um ramo por cada resultado de cada etapa. Uma tabela de dupla entrada cruza a primeira etapa com a segunda. As duas garantem a mesma coisa — que não falta nem sobra nenhum resultado.
Um acontecimento é qualquer subconjunto do espaço de resultados:
O conjunto de todos os acontecimentos representa-se por
Um acontecimento pode ser descrito em extensão, enumerando os elementos —
| Tipo de acontecimento | Definição | Exemplo (dois lançamentos de uma moeda) |
|---|---|---|
| Elementar | tem um só elemento | |
| Composto | tem mais do que um elemento | |
| Certo | é o próprio | «sair face nacional ou europeia» |
| Impossível | é o conjunto vazio, | «sair face marroquina» |
Escrever
Lançam-se dois dados equilibrados, um verde e um vermelho, e regista-se o par de números saídos.
- Cada resultado é um par ordenado
(v, r) , comv er em\{1,2,3,4,5,6\} . - Pelo princípio da contagem há
6 \times 6 = 36 resultados, todos igualmente prováveis porque os dados são equilibrados e distinguíveis. - O acontecimento
A : «a soma é 5» éA = \{(1,4),(2,3),(3,2),(4,1)\} , com\#A = 4 . - O acontecimento
B : «saiu o mesmo número nos dois» éB = \{(1,1),(2,2),\ldots,(6,6)\} , com\#B = 6 .Se os dados fossem indistinguíveis, a experiência seria a mesma — o que muda é a nossa descrição. Trabalhar com pares ordenados mantém a equiprobabilidade e evita erros.
Python Construir o espaço de resultados
from itertools import product
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
print('Numero de casos possiveis:', len(S))
print('Os cinco primeiros:', S[:5])
A = [x for x in S if x[0] + x[1] == 7]
print('Soma 7:', A)
# 'product' devolve todos os pares possiveis: e' o produto cartesiano.
from itertools import product
# repeat=2 porque o dado e' lancado duas vezes
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
print('Numero de casos possiveis:', len(S)) # 6*6 = 36
print('Os cinco primeiros:', S[:5]) # [:5] = os cinco do inicio
# um acontecimento e' um SUBCONJUNTO de S: filtram-se os pares que interessam
A = [x for x in S if x[0] + x[1] == 7]
print('Soma 7:', A)
Repara em que o acontecimento é mesmo um subconjunto do espaço de resultados — em Python, uma lista tirada de S. Muda a condição para x[0] == x[1] e obténs «saírem faces iguais».
Exercícios propostos
Dez exercícios de escrita: enumerar o espaço de resultados, traduzir enunciados para conjuntos e classificar acontecimentos. É o trabalho que evita metade dos erros de Exame.
Indica o espaço de resultados de cada uma das experiências aleatórias seguintes, e o respetivo número de elementos.
a) Escolher ao acaso uma família com três filhos e registar o sexo de cada um, pela ordem de nascimento.b) Extrair uma carta de um baralho completo e registar o naipe.c) Lançar um dado tetraédrico com as faces numeradas de 1 a 4 e registar o número da face voltada para baixo.
Lança-se um dado cúbico equilibrado e regista-se o número da face voltada para cima. Considera os acontecimentos:
Escreve cada um em extensão e classifica-o como certo, impossível, elementar ou composto.
Lança-se uma moeda e, em seguida, um dado cúbico. Regista-se a face da moeda e o número do dado.
a) Constrói a tabela de dupla entrada do espaço de resultados e indica
Retoma a experiência «escolher ao acaso uma família com três filhos e registar o sexo de cada um, pela ordem de nascimento», com
Escreve em extensão os acontecimentos:
a) «ter exatamente uma rapariga»;b) «ter pelo menos duas raparigas»;c) «ter no máximo uma rapariga»;d) «não ter nenhum rapaz».
Seja
a) Descreve
Uma experiência aleatória tem um espaço de resultados com 5 elementos. Quantos acontecimentos diferentes lhe estão associados?
- (A)5
- (B)10
- (C)25
- (D)32
Uma roda de um jogo está dividida em quatro setores de igual amplitude, numerados
a) Escreve o espaço de resultados desta experiência.b) Escreve em extensão o acontecimento «as duas pontuações são iguais».c) Um aluno afirmou que
Dois jogadores,
De quantas maneiras diferentes se pode desenrolar o torneio? Constrói a árvore.
Lançam-se três moedas equilibradas. Seja
- (A)«Sair pelo menos uma face europeia.»
- (B)«Sair no máximo uma face nacional.»
- (C)«Não sair nenhuma face nacional.»
- (D)«Sair exatamente uma face nacional.»
Lançam-se dois dados cúbicos equilibrados, um preto e um branco, e regista-se o par de números obtido. Considera
a) Escreve
Em a) a ordem interessa:
- a) Com
R «rapaz» eF «rapariga»,S = \{(R,R,R),\, (R,R,F),\, (R,F,R),\, (F,R,R),\, (R,F,F),\, (F,R,F),\, (F,F,R),\, (F,F,F)\} , com\#S = 8 . - b)
S = \{\text{copas},\, \text{espadas},\, \text{ouros},\, \text{paus}\} , com\#S = 4 . - c)
S = \{1,\, 2,\, 3,\, 4\} , com\#S = 4 .Em b) o baralho tem 52 cartas, mas o espaço de resultados tem 4 elementos: outra vez, o que conta é o que se regista.
Escreve primeiro os quatro conjuntos. A classificação lê-se depois do número de elementos.
A = \varnothing — acontecimento impossível.B = \{1,2,3,4,5,6\} = S — acontecimento certo.C = \{4\} — acontecimento elementar, por ter um só elemento.D = \{2,\, 3,\, 5\} — acontecimento composto.O 1 não é primo: é o descuido clássico neste tipo de alínea.
Uma linha por face da moeda, uma coluna por número do dado.
- a) Cada resultado é um par
(\text{face},\, \text{número}) . São2 \times 6 = 12 pares, logo\#S = 12 . -
1 2 3 4 5 6 \mathcal{N} (\mathcal{N},1) (\mathcal{N},2) (\mathcal{N},3) (\mathcal{N},4) (\mathcal{N},5) (\mathcal{N},6) \mathcal{E} (\mathcal{E},1) (\mathcal{E},2) (\mathcal{E},3) (\mathcal{E},4) (\mathcal{E},5) (\mathcal{E},6) - b)
\{(\mathcal{N},2),\, (\mathcal{N},4),\, (\mathcal{N},6)\} .
Traduz cada expressão para uma contagem: «exatamente uma», «pelo menos duas», «no máximo uma», «nenhum». Depois percorre os oito resultados.
- a) Exatamente uma
F :\{(F,R,R),\, (R,F,R),\, (R,R,F)\} . - b) Duas ou três
F :\{(F,F,R),\, (F,R,F),\, (R,F,F),\, (F,F,F)\} . - c) Zero ou uma
F :\{(R,R,R),\, (F,R,R),\, (R,F,R),\, (R,R,F)\} . - d) Nenhum
R :\{(F,F,F)\} — elementar.Repara em que c) é o acontecimento contrário de b): juntos dão os oito resultados e não têm nenhum em comum.
Descrever em compreensão é dar a propriedade que caracteriza os elementos, e não listá-los.
- a)
A : «sair um número par»;B : «sair um múltiplo de 3». - b) Múltiplos de 2 e de 3 em
S : só o 6. O acontecimento é\{6\} . - c) Elementar: por exemplo
\{5\} . Impossível: por exemplo «sair um número maior do que 9», que é\varnothing .A alínea b) é uma interseção,A \cap B , escrita por palavras — é a ponte para a secção seguinte.
Um acontecimento é qualquer subconjunto de
- O conjunto de todos os acontecimentos é
\mathscr{P}(S) , que tem2^{\#S} elementos. - Com
\#S = 5 :2^{5} = 32 . - Opção (D).Cada elemento de
S ou entra ou não entra no subconjunto: são 5 decisões independentes com 2 hipóteses cada. É o princípio da contagem da secção 7, aplicado antes do tempo.
O espaço de resultados é o conjunto dos resultados distintos. Os dois setores com o número 2 dão o mesmo resultado registado.
- a) Cada volta dá
1 ,2 ou3 . LogoS = \{(1,1),(1,2),(1,3),(2,1),(2,2),(2,3),(3,1),(3,2),(3,3)\} , com\#S = 9 . - b)
\{(1,1),\, (2,2),\, (3,3)\} . - c) O aluno contou setores (
4 \times 4 = 16 ) e não resultados registados. Há quatro setores mas só três números possíveis. - Atenção: estes 9 resultados não são equiprováveis — o 2 ocupa metade da roda. Para calcular probabilidades é preciso voltar aos setores.Esta distinção volta na secção 5: escrever bem
S é uma coisa; poder aplicar-lhe a regra de Laplace é outra.
Cada resultado é uma sequência de vitórias, como
- Depois de
AA ouBB o torneio acaba: dois ramos com dois jogos. - Se os dois primeiros jogos forem alternados —
AB ouBA — o torneio continua. - Por exemplo, a partir de
AB :ABB termina (dois seguidos), eABA continua; deABA saemABAA (dois seguidos) eABAB , que continua; deABAB saemABABB eABABA , que terminam ambos, o primeiro por dois seguidos e o segundo por três vitórias. - Começando por
A , o torneio pode então desenrolar-se de 5 maneiras:AA ,ABB ,ABAA ,ABABA eABABB . - Por simetria, começando por
B há outras 5. Ao todo,2 \times 5 = 10 maneiras.A árvore é aqui indispensável: sem ela é quase certo esquecer as sequências mais longas. Repara em que o torneio nunca chega ao sexto jogo.
O contrário de
A reúne os resultados com uma, duas ou três faces nacionais: são 7 dos 8.- Fica de fora um único resultado,
(\mathcal{E},\mathcal{E},\mathcal{E}) : é o contrário deA , isto é, «não sair nenhuma face nacional». - A opção (A) está errada porque
(\mathcal{N},\mathcal{N},\mathcal{E}) , por exemplo, pertence tanto aA como a ela — e um acontecimento e o seu contrário não podem partilhar resultados. - Opção (C).A regra prática vale a pena guardar: o contrário de «pelo menos um» é «nenhum», e o contrário de «todos» é «pelo menos um não». É onde mais se troca o pé nos exames.
Escreve os dois conjuntos por extenso, sem saltar nenhum par. Em
- a)
A = \{(1,4),\, (2,3),\, (3,2),\, (4,1)\} . - Para
B , as somas ímpares menores do que 6 são 3 e 5, e com números diferentes:B = \{(1,2),\, (2,1),\, (1,4),\, (2,3),\, (3,2),\, (4,1)\} . - b) Todos os elementos de
A têm soma 5, que é ímpar e menor do que 6, e os seus dois números são diferentes. Logo cada elemento deA está emB , isto é,A \subseteq B . - c) Não são o mesmo:
(1,2) \in B mas(1,2) \notin A , porque1+2 = 3 \neq 5 . A inclusão é estrita.Duas descrições em compreensão podem parecer próximas e definir conjuntos diferentes. A única forma segura de decidir é escrevê-los em extensão — ou exibir um elemento que esteja num e não no outro, como se fez aqui.
Operações com acontecimentos
Traduzir «e», «ou» e «não» para
- Relembrar os conceitos de acontecimentos disjuntos ou mutuamente exclusivos, acontecimentos contrários ou complementares, união e interseção de acontecimentos.
- Utilizar a representação dos acontecimentos em diagramas de Venn.
Um acontecimento é um conjunto. Por isso as operações entre acontecimentos são as operações entre conjuntos — e cada uma tem uma leitura em linguagem corrente que convém fixar.
O acontecimento
O acontecimento
O acontecimento contrário (ou complementar) de
Verificam-se sempre as duas igualdades
O acontecimento
Dois acontecimentos dizem-se disjuntos, incompatíveis ou mutuamente exclusivos quando não podem ocorrer ao mesmo tempo:
Note-se que não são o mesmo que acontecimentos contrários: contrários são incompatíveis, mas dois acontecimentos incompatíveis podem deixar de fora resultados de
Diz-se ainda que
Python Operações com acontecimentos, usando conjuntos
S = set(range(1, 13))
A = {x for x in S if x % 2 == 0}
B = {x for x in S if x % 3 == 0}
print('A =', sorted(A))
print('B =', sorted(B))
print('A ou B :', sorted(A | B))
print('A e B :', sorted(A & B))
print('nao A :', sorted(S - A))
# Um 'set' e' um conjunto: em Python tem os mesmos operadores da teoria.
S = set(range(1, 13)) # S = {1, 2, ..., 12}
A = {x for x in S if x % 2 == 0} # multiplos de 2
B = {x for x in S if x % 3 == 0} # multiplos de 3
print('A =', sorted(A))
print('B =', sorted(B))
print('A ou B :', sorted(A | B)) # '|' e' a REUNIAO
print('A e B :', sorted(A & B)) # '&' e' a INTERSECAO
print('nao A :', sorted(S - A)) # 'S -' e' o CONTRARIO dentro de S
Os símbolos mudam, as ideias não: | é & é S - é a barra do contrário. Confirma que
Laboratório · Diagrama de Venn interativo
interativoArrasta os dois círculos. Afasta-os até deixarem de se tocar: nesse momento
Lança-se um dado equilibrado. Considera
S = \{1,2,3,4,5,6\} ,A = \{2,4,6\} eB = \{4,5,6\} .- «Sair par e maior do que 3»:
A \cap B = \{4,6\} . - «Sair par ou maior do que 3»:
A \cup B = \{2,4,5,6\} .O 4 e o 6 pertencem aos dois conjuntos mas contam uma só vez na reunião. - «Não sair par»:
\overline{A} = \{1,3,5\} . - «Sair par e não ser maior do que 3»:
A \setminus B = A \cap \overline{B} = \{2\} .
Exercícios propostos
Exercícios para treinar a tradução entre a linguagem corrente e a linguagem dos conjuntos — o passo que decide tudo o que vem a seguir.
Lança-se um dado cúbico equilibrado. Sejam
Escreve em extensão os acontecimentos
Lança-se um dado cúbico equilibrado. Para cada par de acontecimentos, indica se são incompatíveis, se são contrários, ou se não são nem uma coisa nem outra.
a) «sair 1» e «sair 6»b) «sair par» e «sair ímpar»c) «sair par» e «sair maior do que 3»d) «sair menor do que 3» e «sair maior do que 4»
Sejam
a) ocorre
Seja
Escreve em extensão:
Sejam
Traduz em termos de conjuntos cada uma das afirmações seguintes:
a) ocorre unicamente
Escolhe-se ao acaso uma família com três filhos e regista-se o sexo de cada um, pela ordem de nascimento, com
a) Escreve
Num diagrama de Venn com dois acontecimentos
a) Escreve em símbolos cada uma das quatro regiões.b) Verifica que a reunião das quatro é
Sejam
- (A)
\overline{A} \cup \overline{B} - (B)
\overline{A} \cap \overline{B} - (C)
\overline{A} \cap B - (D)
A \cap \overline{B}
Sejam
a) Escreve em símbolos o acontecimento «ocorre exatamente um dos dois».b) Verifica, num diagrama, que esse acontecimento é
Lançam-se dois dados cúbicos equilibrados, um preto e um branco. Considera
a) Mostra que
Sejam
a)
Em cada passo, diz que lei estás a usar.
Sejam
- (A)
A \cup (A \cap B) - (B)
A \cap (A \cup B) - (C)
(A \cup B) \cap \left(A \cup \overline{B}\right) - (D)
A \cup \left(\overline{A} \cap B\right)
Sejam
a) Com
Sejam
- (A)
A \cap B = B - (B)
A \cup B = A - (C)
\overline{B} \subseteq \overline{A} - (D)
A eB são incompatíveis
Sejam
a)
Interpreta ainda a alínea a) em linguagem corrente.
Escreve primeiro
A = \{2,4,6\} eB = \{2,3,5\} .A \cup B = \{2,3,4,5,6\} — sai um número par ou primo.A \cap B = \{2\} — o único par que é primo.\overline{A} = \{1,3,5\} — os ímpares.A \cap \overline{B} = \{4,6\} — par mas não primo.Repara em queA \cap B é elementar: um acontecimento pode ser interseção de dois compostos e ter um só elemento.
Incompatíveis:
- a)
\{1\} \cap \{6\} = \varnothing , mas a reunião não éS : incompatíveis, não contrários. - b)
\{2,4,6\} e\{1,3,5\} : interseção vazia e reunião igual aS — contrários. - c)
\{2,4,6\} \cap \{4,5,6\} = \{4,6\} \neq \varnothing : nem uma coisa nem outra. - d)
\{1,2\} \cap \{5,6\} = \varnothing , mas falta o 3 e o 4 na reunião: incompatíveis.Contrários são sempre incompatíveis; o recíproco é falso, e é o que as alíneas a) e d) mostram.
«mas não» é uma interseção com um complementar. «Nenhum dos dois» é o contrário de «pelo menos um».
- a)
A \cap \overline{B} . - b)
A \cup B . - c)
\overline{A} \cap \overline{B} , que é o mesmo que\overline{A \cup B} . - d)
A \cap B .A igualdade da alínea c) é uma das leis de De Morgan. Vale a pena guardá-la: o contrário de «pelo menos um» é «nenhum».
Faz um diagrama com os dez números e vai riscando. O complementar é sempre dentro de
A \cup B = \{1,2,3,4,5,6,7\} .A \cap B = \{4,5\} .\overline{A} = \{6,7,8,9,10\} e\overline{B} = \{1,2,3,8,9,10\} .\overline{A} \cap B = \{6,7\} — os deB que não estão emA .\overline{A \cup B} = \{8,9,10\} .Confirma:\overline{A} \cap \overline{B} = \{8,9,10\} também. É De Morgan a funcionar num caso concreto.
Parte dos oito resultados possíveis.
A = \{(F,F,R),\, (F,R,F),\, (R,F,F),\, (F,F,F)\} .B = \{(R,R,R),\, (R,R,F),\, (R,F,R),\, (R,F,F)\} .A \cap B = \{(R,F,F)\} — o primeiro é rapaz e há duas raparigas.A \cup B tem4 + 4 - 1 = 7 elementos: todos menos(F,R,R) .- b) Não são incompatíveis, porque
A \cap B \neq \varnothing ; logo também não são contrários.Repara em que\#(A \cup B) = \#A + \#B - \#(A \cap B) . É a mesma contagem que dá origem à probabilidade da reunião, na secção 6.
As regiões são: só
- a)
A \cap \overline{B} (sóA ),A \cap B (ambos),\overline{A} \cap B (sóB ) e\overline{A} \cap \overline{B} (nenhum). - b) Qualquer resultado de
S ou está emA ou não está, e o mesmo paraB : são quatro casos, e as quatro regiões esgotam-nos. Além disso não se sobrepõem duas a duas. - c)
A = (A \cap B) \cup (A \cap \overline{B}) .Esta última igualdade é a propriedade 4 da secção 6, escrita antes de lá chegar. Decompor por um acontecimento é sempre partir em duas regiões disjuntas.
Traduz por palavras: «não ocorre nenhum dos dois». Ou testa num caso concreto, com
- Não ocorrer
A \cup B é não ocorrerA e não ocorrerB . - Em símbolos,
\overline{A \cup B} = \overline{A} \cap \overline{B} . - Teste rápido: com
S = \{1,2,3,4\} ,A = \{1,2\} eB = \{2,3\} , vem\overline{A \cup B} = \{4\} e\overline{A} \cap \overline{B} = \{3,4\} \cap \{1,4\} = \{4\} ✓, enquanto a opção (A) daria\{1,3,4\} . - Opção (B).A outra lei de De Morgan é
\overline{A \cap B} = \overline{A} \cup \overline{B} : ao passar ao contrário, a reunião troca com a interseção.
«Exatamente um» é «só
- a)
\left(A \cap \overline{B}\right) \cup \left(\overline{A} \cap B\right) . - b) No diagrama, essas são as duas «luas» de fora; juntas dão a reunião menos a zona central.
- Confirmação num caso:
S = \{1,2,3,4\} ,A = \{1,2\} ,B = \{2,3\} . A expressão de a) dá\{1\} \cup \{3\} = \{1,3\} , e(A \cup B) \setminus (A \cap B) = \{1,2,3\} \setminus \{2\} = \{1,3\} ✓Este acontecimento reaparece na secção 6: a sua probabilidade éP(A \cup B) - P(A \cap B) , e é o exercício das três demonstrações.
Em a) pensa na paridade da soma de dois números iguais.
- a) Se os dois números são iguais, a soma é
2k , um número par. Como 7 é ímpar, nenhum resultado pode estar emA e emB :A \cap B = \varnothing . - b) Com o preto igual a 1, a soma é 7 só se o branco for 6:
A \cap C = \{(1,6)\} . - c) Não são incompatíveis, precisamente porque
A \cap C \neq \varnothing .Repara em que a alínea a) se resolveu sem escrever conjunto nenhum. Quando dá, é sempre preferível a um caso a caso.
Em b), toma um resultado
- a)
B \cup C = \{3,4,5,6\} , logoA \cap (B \cup C) = \{3,4\} . - Por outro lado
A \cap B = \{3,4\} eA \cap C = \{4\} , cuja reunião é\{3,4\} ✓ - b) Seja
x um resultado qualquer. Dizer quex \in A \cap (B \cup C) é dizer quex \in A e (x \in B oux \in C ). - Isso é o mesmo que (
x \in A ex \in B ) ou (x \in A ex \in C ) — porque o «e» distribui sobre o «ou» —, ou seja,x \in (A \cap B) \cup (A \cap C) . - Como qualquer
x está num membro se e só se está no outro, os dois acontecimentos são iguais. ∎Verificar num exemplo não demonstra — mostra apenas que não há contradição. A alínea b) é que é a demonstração, e assenta na distributividade do «e» sobre o «ou».
Desenha dois círculos, um dentro do outro, e vai testando as quatro. Em (C), pensa no que fica fora de cada um.
- Com
A dentro deB :A \cap B = A (e nãoB ), logo (A) é falsa. A \cup B = B (e nãoA ), logo (B) é falsa.- (D) é falsa:
A \cap B = A , que só é vazio seA for o acontecimento impossível. - (C) é verdadeira: se todo o resultado de
A está emB , então todo o resultado que não está emB também não está emA . - Opção (C).É a versão em conjuntos do contra-recíproco: «se
A entãoB » equivale a «se nãoB então nãoA ». Na secção 6, esta inclusão dáP(A) \leq P(B) .
Nas duas primeiras, começa por distribuir. Na terceira, distribui também — e repara no que acontece a
- a) Distribui-se a reunião pela interseção:
\begin{aligned} A \cup \left(B \cap \overline{A}\right) &= (A \cup B) \cap \left(A \cup \overline{A}\right) && \text{distributiva} \\ &= (A \cup B) \cap S && \text{complementar} \\ &= A \cup B && \text{elemento neutro} \end{aligned} - b) A mesma lei lida ao contrário — põe-se
A em evidência:\begin{aligned} (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right) &= A \cap \left(B \cup \overline{B}\right) && \text{distributiva} \\ &= A \cap S && \text{complementar} \\ &= A && \text{elemento neutro} \end{aligned} É a leitura em conjuntos de uma ideia que vais usar muitas vezes: ou ocorreB , ou não ocorre, e não há terceira hipótese. Na secção 11 é ela que dá a fórmula da probabilidade total. - c) Esta igualdade é a lei da absorção, e por isso não se pode usar a absorção para a demonstrar. O caminho é fazer aparecer o elemento neutro —
A = A \cup \varnothing — para haver o que distribuir:\begin{aligned} A \cap (A \cup B) &= (A \cup \varnothing) \cap (A \cup B) && \text{elemento neutro} \\ &= A \cup (\varnothing \cap B) && \text{distributiva} \\ &= A \cup \varnothing && \text{elemento absorvente} \\ &= A && \text{elemento neutro} \end{aligned} A outra absorção sai do mesmo modo, com os papéis trocados: escreve-seA = A \cap S e põe-seA em evidência,(A \cap S) \cup (A \cap B) = A \cap (S \cup B) = A \cap S = A . EscreverA \cap (A \cup B) = (A \cap A) \cup (A \cap B) = A \cup (A \cap B) e parar aí não demonstra nada: o que ficou é a outra absorção, que ainda estava por demonstrar.
As três começam da mesma maneira: aplicar De Morgan ao que está debaixo do traço. Na c), lembra-te de que
- a) Começa-se por levantar o traço com De Morgan:
\begin{aligned} \overline{A \cap B} \cup A &= \left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) \cup A && \text{De Morgan} \\ &= \left(A \cup \overline{A}\right) \cup \overline{B} && \text{comutativa e associativa} \\ &= S \cup \overline{B} && \text{complementar} \\ &= S && \text{elemento absorvente} \end{aligned} Em linguagem corrente: ou não ocorrem os dois ao mesmo tempo, ou ocorreA — e uma destas duas coisas tem sempre de acontecer. - b) Outra vez De Morgan, com o duplo complementar a desaparecer:
\begin{aligned} \overline{A \cup \overline{B}} \cap \overline{B} &= \left(\overline{A} \cap B\right) \cap \overline{B} && \text{De Morgan} \\ &= \overline{A} \cap \left(B \cap \overline{B}\right) && \text{associativa} \\ &= \overline{A} \cap \varnothing && \text{complementar} \\ &= \varnothing && \text{elemento absorvente} \end{aligned} - c) A diferença troca-se primeiro por uma interseção, e só depois se trabalha:
\begin{aligned} \overline{A} \setminus \left(\overline{A} \cap B\right) &= \overline{A} \cap \overline{\overline{A} \cap B} && \text{diferença} \\ &= \overline{A} \cap \left(A \cup \overline{B}\right) && \text{De Morgan} \\ &= \left(\overline{A} \cap A\right) \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) && \text{distributiva} \\ &= \varnothing \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) && \text{complementar} \\ &= \overline{A} \cap \overline{B} && \text{elemento neutro} \\ &= \overline{A \cup B} && \text{De Morgan} \end{aligned} No segundo passo há dois traços a desaparecer ao mesmo tempo: De Morgan dá\overline{\overline{A}} \cup \overline{B} , e\overline{\overline{A}} = A . Vale a pena ler o resultado: tirar a\overline{A} a parte que também éB deixa exatamente o que não é nemA nemB .
Três delas são leis da tabela desta secção. Para a que sobra, faz um diagrama de Venn e pinta.
- (A) e (B) são as duas leis da absorção. Nenhuma delas se cita aqui sem mais: as duas saem da distributiva, depois de se fazer aparecer o elemento neutro.
\begin{aligned} A \cup (A \cap B) &= (A \cap S) \cup (A \cap B) = A \cap (S \cup B) = A \cap S = A \\ A \cap (A \cup B) &= (A \cup \varnothing) \cap (A \cup B) = A \cup (\varnothing \cap B) = A \cup \varnothing = A \end{aligned} - (C) é a distributiva da reunião em relação à interseção:
(A \cup B) \cap \left(A \cup \overline{B}\right) = A \cup \left(B \cap \overline{B}\right) = A \cup \varnothing = A - (D) é a única que sai de
A :A \cup \left(\overline{A} \cap B\right) = (A \cup \overline{A}) \cap (A \cup B) = S \cap (A \cup B) = A \cup B Só dáA no caso particular deB estar contido emA . - Opção (D).Repara na diferença entre (A) e (D): trocar
A por\overline{A} dentro do parêntesis transforma a absorção — que não acrescenta nada — na reunião, que acrescenta tudo o queB tem de novo.
«Ocorre unicamente
- a) Unicamente
A . OcorreA e não ocorremB nemC :A \cap \overline{B} \cap \overline{C} - b) Apenas
A eC . OcorremA eC , mas nãoB :A \cap \overline{B} \cap C - c) Pelo menos um. É a reunião dos três:
A \cup B \cup C - d) Exatamente um. Reúnem-se os três casos «unicamente
A », «unicamenteB » e «unicamenteC », que se excluem entre si:\left(A \cap \overline{B} \cap \overline{C}\right) \cup \left(\overline{A} \cap B \cap \overline{C}\right) \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B} \cap C\right) - e) Precisamente dois. Escolhe-se qual é o que não ocorre:
\left(A \cap B \cap \overline{C}\right) \cup \left(A \cap \overline{B} \cap C\right) \cup \left(\overline{A} \cap B \cap C\right) - Nota: em d) e e) as três parcelas são incompatíveis duas a duas, pelo que as probabilidades correspondentes se somam.
Exercícios de Exame · Noções e propriedades
Trinta e dois itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre experiências aleatórias, espaço de resultados, acontecimentos e as suas operações — o tema das secções 2 a 4.
Seja
Prova que
Lança-se um dado com as faces numeradas de
Qual é o acontecimento contrário de
- (A)Sair a face
1 ou a face5 - (B)Sair a face
4 ou a face6 - (C)Sair a face
2 - (D)Sair a face
5
Sejam
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
P(A) > P(B) - (B)
P(A \cap B) = 0 - (C)
P(A \cup B) = 1 - (D)
P\left(\overline{A}\right) \geqslant P\left(\overline{B}\right)
Num saco podem existir até quinze bolas, indistinguíveis ao tato: cinco amarelas, cinco verdes e cinco brancas; para cada cor, as bolas estão numeradas de
- a probabilidade de a bola ser amarela é
50\% ; - a probabilidade de a bola ter o número
1 é25\% ; - a probabilidade de a bola ser amarela ou ter o número
1 é62{,}5\% .
Prova que a bola amarela número
Sejam
Qual dos números seguintes pode ser o valor de
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}4 - (C)
0{,}6 - (D)
0{,}9
O sangue humano está classificado em quatro grupos:
40% 6,9% 2,9% 35,4% 6,5% 1,2% 0,4% 6,7%
Escolhido um português ao acaso, qual é a probabilidade de o seu grupo sanguíneo não ser o
Um saco contém bolas azuis, brancas e pretas. Tira-se, ao acaso, uma bola do saco. Sejam
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
A eB são acontecimentos contrários. - (B)
\overline{A} e\overline{B} são acontecimentos contrários. - (C)
A eB são acontecimentos incompatíveis. - (D)
\overline{A} e\overline{B} são acontecimentos incompatíveis.
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
- (A)A soma das probabilidades de dois acontecimentos incompatíveis é
1 . - (B)O produto das probabilidades de dois acontecimentos incompatíveis é
1 . - (C)A soma das probabilidades de dois acontecimentos contrários é
1 . - (D)O produto das probabilidades de dois acontecimentos contrários é
1 .
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}2 - (C)
0{,}3 - (D)
0{,}4
Sejam
Qual das afirmações seguintes é a única que não é equivalente à igualdade
- (A)
X eY são acontecimentos incompatíveis. - (B)
X eY não podem ocorrer simultaneamente. - (C)Se
X ocorreu,Y não pode ocorrer. - (D)
X eY são ambos impossíveis.
Escolhe-se, ao acaso, um aluno de uma turma. Sejam
Qual é o acontecimento contrário de
- (A)O aluno é um rapaz e usa óculos
- (B)O aluno é um rapaz e não usa óculos
- (C)O aluno é um rapaz ou usa óculos
- (D)O aluno é um rapaz ou não usa óculos
Sejam
Qual dos acontecimentos seguintes é o único que pode ter probabilidade inferior a
- (A)
A \cup B - (B)
A \cup \overline{B} - (C)
A \cap B - (D)
\overline{A} \cup B
Uma turma de 12.º ano é constituída por raparigas, umas de
Escolhe-se, ao acaso, um aluno e registam-se o número, a idade e o sexo. Em cada uma das opções seguintes estão indicados dois acontecimentos
- Opção 1 —
X : tem idade superior ou igual a17 anos;Y : tem16 ou17 anos. - Opção 2 —
X : o número é par;Y : o número é múltiplo de4 . - Opção 3 —
X : tem18 anos;Y : é rapariga. - Opção 4 —
X : é rapaz;Y : tem17 anos.
Em apenas uma das opções são verdadeiras as três afirmações
A Sofia tem dois dados equilibrados: um cubo com as faces numeradas de
No âmbito desta experiência, dá um exemplo de dois acontecimentos
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
P(A) - (C)
P(B) - (D)
1
Sejam
Calcula
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
10\% - (B)
20\% - (C)
30\% - (D)
40\%
Numa determinada cidade, das
Escolhendo ao acaso um dos estudantes que realizaram o exame, qual é a probabilidade de o estudante escolhido não ser rapaz ou não ter tido classificação positiva? Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às centésimas.
Seja
Prova que
Sejam
O que podemos então garantir sobre os acontecimentos
- (A)
A eB são acontecimentos contrários - (B)
A eB são acontecimentos compatíveis - (C)
A está contido emB - (D)O acontecimento
A \cup B é certo
Seja
Mostra que
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
21\% - (B)
40\% - (C)
60\% - (D)
61\%
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}4 - (B)
0{,}6 - (C)
0{,}7 - (D)
0{,}8
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}2 - (B)
0 - (C)
0{,}5 - (D)
0{,}4
Sejam
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
- (A)
P(A \cup B) = P(A \cap B) - (B)
P(A) + P(B) = 1 - (C)
P(A \cap B) = 0 - (D)
P(A \cap B) = P(A) \times P(B)
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}85 - (B)
0{,}25 - (C)
0{,}15 - (D)
0
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}6 - (B)
0{,}7 - (C)
0{,}8 - (D)
0{,}9
Um saco contém
Escreve o significado de
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}2 - (B)
0{,}4 - (C)
0{,}6 - (D)
0{,}8
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}2 - (B)
0{,}3 - (C)
0{,}5 - (D)
0{,}6
Seja
Qual é o valor de
- (A)
0{,}2 - (B)
0{,}3 - (C)
0{,}7 - (D)
0{,}8
Numa assembleia de alunos de uma escola secundária estão presentes alunos de vários anos de escolaridade. Dos alunos presentes, 25 são do 12.º ano e, destes, 10 frequentam a disciplina de Matemática A.
Seleciona-se, ao acaso, um aluno presente na assembleia. Sabe-se que a probabilidade de esse aluno não ser do 12.º ano ou não frequentar Matemática A é igual a
Determina o número de alunos presentes na assembleia.
Aplica as leis de De Morgan à terceira parcela do primeiro membro.
- Pelas leis de De Morgan,
\overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B} , pelo queP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A \cup B) - O primeiro membro fica
P(A) + P(B) + 1 - P(A \cup B) - Substituindo
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) :P(A) + P(B) + 1 - P(A) - P(B) + P(A \cap B) = 1 + P(A \cap B) ∎
Escreve
A = \{1,\,3,\,5\} eB = \{4,\,5,\,6\} .A \cup B = \{1,\,3,\,4,\,5,\,6\} - O acontecimento contrário é o que fica de fora:
\overline{A \cup B} = \{2\} - Ou seja, «sair a face
2 ».
De
- De
A \subset B resultaP(A) \leqslant P(B) — a opção (A) está ao contrário. A \cap B = A eA não é impossível, logoP(A \cap B) > 0 — falha (B).A \cup B = B eB não é certo, logoP(A \cup B) < 1 — falha (C).- Passando aos contrários:
P\left(\overline{A}\right) = 1-P(A) eP\left(\overline{B}\right) = 1-P(B) . ComoP(A) \leqslant P(B) , o sentido inverte-se:P\left(\overline{A}\right) \geqslant P\left(\overline{B}\right) \;✓
Provar que uma bola «está no saco» é provar que a probabilidade de a tirar não é nula. Que acontecimento corresponde a ela?
- Sejam
A : «a bola é amarela» eU : «a bola tem o número1 ». - A bola amarela número
1 corresponde exatamente ao acontecimentoA \cap U . - Da regra da adição,
P(A \cup U) = P(A)+P(U)-P(A \cap U) :P(A \cap U) = 0{,}5+0{,}25-0{,}625 = 0{,}125 - Como
P(A \cap U) = 0{,}125 \neq 0 , o acontecimento «sair a bola amarela número1 » não é impossível — logo essa bola está no saco.\blacksquare
A reunião nunca é menor do que a maior das partes, nem maior do que a soma das duas. Enquadra
- Mínimo:
B \subset A \cup B , logoP(A \cup B) \geqslant 0{,}5 . Ficam excluídas (A) e (B). - Máximo:
P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) \leqslant 0{,}3+0{,}5 = 0{,}8 (a igualdade dá-se quando são incompatíveis). Fica excluída (D). - Resta
0{,}6 , que corresponde aP(A \cap B) = 0{,}2 — um valor admissível.
É mais rápido calcular a probabilidade de ser do grupo O e passar ao contrário.
P(O) = 35{,}4\% + 6{,}7\% = 42{,}1\% P\left(\overline{O}\right) = 100\% - 42{,}1\% = 57{,}9\% - Arredondando às unidades,
58\% .
A existência de bolas pretas é o que estraga as opções sobre acontecimentos contrários — e é também o que torna os contrários compatíveis.
- Só se retira uma bola e cada bola tem uma só cor: nunca pode ser azul e branca ao mesmo tempo, logo
A \cap B = \varnothing — são incompatíveis ✓ - Não são contrários: se sair uma bola preta, não ocorre
A nemB . Falham (A) e (B). \overline{A} («não é azul») e\overline{B} («não é branca») ocorrem em simultâneo sempre que sai uma bola preta, logo não são incompatíveis. Falha (D).
Não confundas incompatíveis (não podem ocorrer ao mesmo tempo) com contrários (um ocorre exatamente quando o outro não ocorre).
- Se
A e\overline{A} são contrários, entãoA \cup \overline{A} = {\Omega} eA \cap \overline{A} = \varnothing , dondeP(A) + P\left(\overline{A}\right) = 1 - Acontecimentos incompatíveis apenas garantem
P(A \cap B) = 0 ; a somaP(A)+P(B) pode ser qualquer valor entre0 e1 — as opções (A) e (B) falham. - A opção (D) também falha: por exemplo, com
P(A) = 0{,}5 , o produto seria0{,}25 \neq 1 .
Obtém primeiro
- Da regra da adição:
P(B) = P(A \cup B) - P(A) + P(A \cap B) = 0{,}8-0{,}3+0{,}1 = 0{,}6 P\left(\overline{B}\right) = 1-0{,}6 = 0{,}4
- Num espaço finito,
P(X \cap Y) = 0 equivale aX \cap Y = \varnothing , ou seja, os acontecimentos são incompatíveis. - As opções (A), (B) e (C) são três maneiras de dizer exatamente isso.
- A opção (D) é bem mais forte: exige que
X = \varnothing eY = \varnothing . Dois acontecimentos podem ser incompatíveis sem serem impossíveis — por exemplo, «sair face par» e «sair face1 » no lançamento de um dado.
Pelas leis de De Morgan,
- Pelas leis de De Morgan:
\overline{A \cup B} = \overline{A} \cap \overline{B} \overline{A} : «o aluno é um rapaz».\overline{B} : «o aluno usa óculos».- Logo o acontecimento contrário é «o aluno é um rapaz e usa óculos».
Uma reunião nunca é «mais pequena» do que cada uma das partes; uma interseção nunca é «maior». Enquadra cada opção com
- Uma reunião contém cada uma das partes, logo a sua probabilidade nunca é inferior à de qualquer delas; uma interseção está contida em cada parte, logo a sua probabilidade nunca é superior.
- (A)
A \subset A \cup B , logoP(A \cup B) \geqslant P(A) = 0{,}3 — nunca inferior. - (B)
A \subset A \cup \overline{B} , logoP\left(A \cup \overline{B}\right) \geqslant 0{,}3 — nunca inferior. - (D)
\overline{A} \subset \overline{A} \cup B eP\left(\overline{A}\right) = 0{,}7 , logoP\left(\overline{A} \cup B\right) \geqslant 0{,}7 — muito longe de ser inferior a0{,}3 . - (C)
A \cap B \subset A , logoP(A \cap B) \leqslant 0{,}3 : é o único que pode ficar abaixo de0{,}3 (basta, por exemplo, queA eB sejam incompatíveis, e entãoP(A \cap B) = 0 ).
Cada uma das três afirmações tem uma leitura simples:
- Opção 1 — todos os alunos têm
16 ,17 ou18 anos, logoX \cup Y = {\Omega} eP(X \cup Y) = 1 . É falsa a afirmaçãoP(X \cup Y) < 1 . - Opção 2 — todo o múltiplo de
4 é par, logoY \subset X eX \cup Y = X . É falsa a afirmaçãoP(X \cup Y) > P(X) . - Opção 3 — não há raparigas de
18 anos, logoX \cap Y = \varnothing . É falsa a afirmaçãoP(X \cap Y) > 0 . - Opção 4 — há rapazes de
17 anos, logoP(X \cap Y) > 0 ✓; há raparigas de17 anos que não estão emX , logoP(X \cup Y) > P(X) ✓; e as raparigas de16 anos não pertencem aX \cup Y , logoP(X \cup Y) < 1 ✓
Quando é que
P(A \cap B) = P(A) verifica-se, em particular, quandoA \subset B : nesse casoA \cap B = A .- Basta então escolher dois acontecimentos em que um implique o outro, sem serem iguais e sem serem impossíveis nem certos.
- Exemplo:
A: \text{``sai a face 1 no cubo''} \qquad B: \text{``sai um número ímpar no cubo''} - De facto
A \subset B (se sai1 , sai um ímpar),A \neq B , e ambos são possíveis e não certos:P(A) = \dfrac{1}{6},\quad P(B) = \dfrac{1}{2},\quad P(A \cap B) = P(A) = \dfrac{1}{6} \;✓
Simplifica primeiro
- Como
A \subset B , vemA \cup B = B . (A \cup B) \cap \overline{B} = B \cap \overline{B} = \varnothing - Um acontecimento é sempre incompatível com o seu contrário, logo
P\left((A \cup B) \cap \overline{B}\right) = P(\varnothing) = 0
De
- Como
A \subset A \cup B , vemA \cap C \subset (A \cup B) \cap C = \varnothing . - Logo
A \cap C = \varnothing : os acontecimentosA eC são incompatíveis eP(A \cap C) = 0 . - Pela regra da adição:
P(A \cup C) = P(A)+P(C)-P(A \cap C) = 0{,}21+0{,}47-0 = 0{,}68
É a regra da adição resolvida em ordem a
- Da regra da adição,
P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) :80\% = P(A) + 60\% - 10\% P(A) = 80\% - 50\% = 30\%
Pelas leis de De Morgan, o acontecimento contrário do pedido é «ser rapaz e ter positiva» — muito mais simples de contar.
- Sejam
R : «é rapaz» eP : «teve classificação positiva». O total de estudantes é160+120 = 280 . - O acontecimento pedido é
\overline{R} \cup \overline{P} . Pelas leis de De Morgan,\overline{R} \cup \overline{P} = \overline{R \cap P} - Rapazes com positiva:
60\% de120 = 72 , logoP(R \cap P) = \dfrac{72}{280} . P\left(\overline{R \cap P}\right) = 1 - \dfrac{72}{280} = \dfrac{208}{280} \approx 0{,}743 - Arredondando às centésimas:
0{,}74 .
Aplica as leis de De Morgan ao primeiro membro e a fórmula da reunião ao segundo.
- Primeiro membro. Pelas leis de De Morgan,
\overline{A} \cup \overline{B} = \overline{A \cap B} , pelo queP\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = 1 - P(A \cap B) - Segundo membro. Usando
P\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A) eP(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) :1 - P(A) - P(B) + P(A) + P(B) - P(A \cap B) = 1 - P(A \cap B) - Os dois membros coincidem. ∎
Usa
- Como
P(A \cup B) \leqslant 1 eP(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) :0{,}5+0{,}7-P(A \cap B) \leqslant 1 \Leftrightarrow P(A \cap B) \geqslant 0{,}2 - Como
P(A \cap B) > 0 , o acontecimentoA \cap B não é impossível:A eB são compatíveis. - Porque não as outras: se fossem contrários teríamos
P(A)+P(B) = 1 , o que é falso; nada obrigaA \subset B nemP(A \cup B) = 1 (por exemplo,P(A \cap B) = 0{,}4 dariaP(A \cup B) = 0{,}8 ).
Aplica as leis de De Morgan a
- Primeiro membro. Pelas leis de De Morgan,
\overline{A} \cup \overline{B} = \overline{A \cap B} , pelo queP\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = 1 - P(A \cap B) . Usando aindaP\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A) :P(B) + 1 - P(A) + 1 - P(A \cap B) = 2 + P(B) - P(A) - P(A \cap B) - Segundo membro. Com
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) :2\left(1 - P(A)\right) + P(A) + P(B) - P(A \cap B) = 2 - P(A) + P(B) - P(A \cap B) - As duas expressões são iguais. ∎
Incompatíveis: a interseção tem probabilidade nula, logo as probabilidades somam-se.
P(A \cup B) = P(A) + P(B) porqueP(A \cap B) = 0 .70\% = 30\% + P(B) \Leftrightarrow P(B) = 40\% - A opção (A),
21\% , é0{,}3 \times 0{,}7 — a resposta de quem confunde incompatíveis com independentes.
Aplicação direta da fórmula da reunião — só é preciso passar de
P(B) = 1 - 0{,}3 = 0{,}7 P(A \cup B) = 0{,}4 + 0{,}7 - 0{,}3 = 0{,}8
Passa primeiro ao acontecimento contrário para obter
P(A \cup B) = 1 - 0{,}3 = 0{,}7 - Sendo incompatíveis,
P(A \cup B) = P(A) + P(B) . 0{,}7 = 0{,}5 + P(B) \Leftrightarrow P(B) = 0{,}2
Incompatíveis significa
- De
A \cap B = \varnothing vemP(A \cap B) = P(\varnothing) = 0 ✓ - A opção (B) só valeria se fossem contrários, o que é mais forte do que incompatíveis.
- A opção (D) exigiria
P(A)P(B) = 0 , ou seja um deles impossível — não é obrigatório.
Se
- Sendo incompatíveis,
B \subseteq \overline{A} , logo\overline{A} \cap B = B eP(B) = 0{,}55 . P(A \cup B) = P(A) + P(B) = 0{,}3 + 0{,}55 = 0{,}85 P\left(\overline{A \cup B}\right) = 1 - 0{,}85 = 0{,}15
Primeiro
P(B) = 1 - 0{,}7 = 0{,}3 P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}4 + 0{,}3 - 0{,}5 = 0{,}2 P\left(\overline{A \cap B}\right) = 1 - 0{,}2 = 0{,}8
Traduz primeiro
- Significado.
\overline{A} é o acontecimento «o número da bola retirada é maior do que6 ». LogoP\left(\overline{A} \cup B\right) é a probabilidade de, ao retirar uma bola ao acaso, o seu número ser maior do que6 ou ser par. - Casos possíveis:
n — hán bolas no saco. - Casos favoráveis. Números maiores do que
6 : sãon-6 . Falta juntar os pares que não são maiores do que6 , para não os contar duas vezes:2 ,4 e6 — três números. P\left(\overline{A} \cup B\right) = \dfrac{(n-6)+3}{n} = \dfrac{n-3}{n}
Sendo incompatíveis,
P(B) = 1 - 0{,}6 = 0{,}4 - Como
A \cap B = \varnothing ,P(A \cup B) = P(A) + P(B) . 0{,}6 = P(A) + 0{,}4 \Leftrightarrow P(A) = 0{,}2 P\left(\overline{A}\right) = 1 - 0{,}2 = 0{,}8
Parte
A \cup B = \left(A \cap \overline{B}\right) \cup B , e estes dois conjuntos são disjuntos.P(A \cup B) = P\left(A \cap \overline{B}\right) + P(B) 0{,}8 = 0{,}5 + P(B) \Leftrightarrow P(B) = 0{,}3
Os dois acontecimentos dados são disjuntos e a sua reunião é
\overline{B} = \left(A \cap \overline{B}\right) \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) , e os dois pedaços são disjuntos.P\left(\overline{B}\right) = 0{,}5 + 0{,}3 = 0{,}8 P(B) = 1 - 0{,}8 = 0{,}2
O acontecimento contrário de «não ser do 12.º ou não frequentar Mat. A» é «ser do 12.º e frequentar Mat. A» — leis de De Morgan.
- Sejam
D : «é do 12.º ano» eM : «frequenta Matemática A». - O acontecimento dado é
\overline{D} \cup \overline{M} = \overline{D \cap M} . - Logo
P(D \cap M) = 1 - \dfrac{9}{11} = \dfrac{2}{11} . - Os alunos do 12.º que frequentam Mat. A são 10, logo
\dfrac{10}{N} = \dfrac{2}{11} . N = \dfrac{10 \times 11}{2} = 55 .
Probabilidade e regra de Laplace
Uma probabilidade é uma função que dá a cada acontecimento um número entre 0 e 1. Quando os resultados são equiprováveis, calcular essa função é contar.
- Compreender que a probabilidade de um acontecimento
A é o valor em que estabiliza a frequência relativa\frac{n_A}{n} num grande número de repetições. - Reconhecer que as probabilidades dos acontecimentos elementares são números entre 0 e 1 cuja soma é 1, e que a probabilidade de um acontecimento é a soma das probabilidades dos elementares que o compõem.
- Compreender que, quando os acontecimentos elementares são equiprováveis, se pode usar a regra de Laplace.
Dado um conjunto finito
P(E) = 1 ;- se
A eB são disjuntos, isto éA \cap B = \varnothing , entãoP(A \cup B) = P(A) + P(B) .
São estes dois requisitos — mais a não negatividade, já contida no contradomínio — que Kolmogorov transformou em axiomas. Tudo o resto se demonstra a partir deles.
Definir uma probabilidade num espaço finito é, na prática, atribuir um número a cada resultado elementar, de forma que sejam todos não negativos e somem 1. A probabilidade de um acontecimento é depois a soma das probabilidades dos elementares que o compõem.
De onde vêm esses números? Da experiência. A frequência relativa
Se o espaço de resultados é finito e todos os resultados são equiprováveis, então, para qualquer acontecimento
Admite-se a equiprobabilidade sempre que não haja, à partida, razão para supor que algum resultado seja mais provável do que outro — um dado «equilibrado», bolas «indistinguíveis ao tato», uma escolha «ao acaso».
Na vida real a equiprobabilidade é a exceção, não a regra: o grupo sanguíneo de um português escolhido ao acaso, a eficácia de uma vacina ou a probabilidade de chover amanhã não se calculam contando casos. Nesses problemas a probabilidade vem de dados observados, não de uma contagem.
Python A regra de Laplace, por contagem
from itertools import product
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
def prob(condicao):
favoraveis = [x for x in S if condicao(x)]
return len(favoraveis) / len(S)
print('Soma 7 :', prob(lambda x: x[0]+x[1] == 7))
print('Soma maior 9 :', prob(lambda x: x[0]+x[1] > 9))
print('Faces iguais :', prob(lambda x: x[0] == x[1]))
# A regra de Laplace e' uma divisao: favoraveis a dividir por possiveis.
from itertools import product
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2)) # os 36 casos possiveis
# 'condicao' e' uma funcao passada como argumento: diz o que conta como favoravel
def prob(condicao):
favoraveis = [x for x in S if condicao(x)]
return len(favoraveis) / len(S)
# 'lambda x: ...' e' uma funcao curta escrita numa linha
print('Soma 7 :', prob(lambda x: x[0]+x[1] == 7)) # 6/36
print('Soma maior 9 :', prob(lambda x: x[0]+x[1] > 9)) # 6/36
print('Faces iguais :', prob(lambda x: x[0] == x[1])) # 6/36
Só funciona porque os 36 casos são equiprováveis. Experimenta com dois dados de cores diferentes e verás que contar pares ordenados é mesmo o que faz a regra funcionar.
Laboratório · Casos favoráveis, casos possíveis
interativoRepara que a probabilidade só depende da proporção: 5 em 10 e 7 em 14 dão o mesmo
Num saco há dezoito bolas indistinguíveis ao tato: doze azuis e seis vermelhas. Tiram-se duas bolas ao acaso, simultaneamente. Qual é a probabilidade de formarem um par da mesma cor?
- Casos possíveis. Tirar duas bolas de dezoito, sem ordem:
\#S = {}^{18}C_{2} = \dfrac{18 \times 17}{2} = 153 . - Casos favoráveis. Duas azuis,
{}^{12}C_{2} = \dfrac{12 \times 11}{2} = 66 , ou duas vermelhas,{}^{6}C_{2} = \dfrac{6 \times 5}{2} = 15 . Como os dois casos são incompatíveis, somam-se:66 + 15 = 81 . - Pela regra de Laplace,
P = \dfrac{81}{153} = \dfrac{9}{17} . - Escrito com pares ordenados dá o mesmo:
\dfrac{12 \times 11 + 6 \times 5}{18 \times 17} = \dfrac{162}{306} = \dfrac{9}{17} .A ordem pode contar-se ou não — desde que se conte do mesmo modo em cima e em baixo. É o erro clássico deste tipo de item de exame.
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre a regra de Laplace: contar bem, decidir se ela se aplica e, quando não se aplica, encontrar o espaço onde se aplica.
Extrai-se ao acaso uma carta de um baralho completo de 52 cartas.
a) Qual é a probabilidade de sair uma carta de copas?b) E de sair uma figura (dama, valete ou rei)?c) E de sair a dama de copas?
Lança-se um dado cúbico equilibrado. Determina a probabilidade de:
a) sair um número primo;b) sair um número maior do que 4;c) sair um número que não seja múltiplo de 3.
Um saco contém 4 bolas verdes, 6 vermelhas e 5 azuis, indistinguíveis ao tato. Extrai-se uma bola ao acaso.
a) Determina a probabilidade de a bola ser vermelha.b) Determina a probabilidade de a bola não ser azul.c) Quantas bolas verdes seria preciso acrescentar ao saco para que a probabilidade de sair verde passasse a
Lançam-se dois dados cúbicos equilibrados, um preto e um branco, e regista-se o par de números obtido.
a) Determina a probabilidade de a soma ser 7.b) Determina a probabilidade de a soma ser maior ou igual a 10.c) Determina a probabilidade de os dois números serem iguais.d) Determina a probabilidade de a soma ser par.
Uma roda de um jogo está dividida em quatro setores de igual amplitude, numerados de 1 a 4. A roda é posta a girar duas vezes e, de cada vez, regista-se o número do setor para o qual a seta aponta.
a) As duas pontuações são iguais.b) Nenhuma pontuação é 3.c) Pelo menos uma pontuação é 3.d) A soma das pontuações é 5.e) Nenhuma pontuação é 3 ou as duas pontuações são iguais.
Determina a probabilidade de cada acontecimento.
Uma experiência aleatória tem espaço de resultados
a) Determina
Em qual das situações seguintes não é legítimo calcular a probabilidade pela regra de Laplace?
- (A)Extrair ao acaso uma bola de um saco com 7 bolas indistinguíveis ao tato e calcular a probabilidade de sair uma bola determinada.
- (B)Lançar um dado equilibrado de 12 faces e calcular a probabilidade de sair um número par.
- (C)Escolher ao acaso um dia do próximo ano e calcular a probabilidade de nesse dia chover em Lisboa.
- (D)Escolher ao acaso um dos 30 alunos de uma turma e calcular a probabilidade de ser um dos 12 rapazes.
Uma roda está dividida em três setores, de amplitudes
a) Explica por que razão não se pode escrever
Lançam-se três moedas equilibradas e regista-se a face de cada uma.
a) Determina a probabilidade de saírem exatamente duas faces nacionais.b) Determina a probabilidade de saírem pelo menos duas faces nacionais.c) Um aluno resolveu a alínea a) assim: «os resultados possíveis são 0, 1, 2 ou 3 faces nacionais, logo
Num bolso estão seis moedas: uma de 20 cêntimos, duas de 50 cêntimos e três de 1 euro. Retiram-se ao acaso, simultaneamente, duas moedas.
a) Quantos pares diferentes de moedas se podem retirar?b) Determina a probabilidade de as duas moedas perfazerem exatamente
Considera
| I | |||
|---|---|---|---|
| II | |||
| III |
Indica, justificando, quais delas definem uma probabilidade em
Lançam-se dois dados tetraédricos equilibrados, com as faces numeradas de 1 a 4, e regista-se o par de números das faces voltadas para baixo.
a) Determina a probabilidade de o produto dos dois números ser par.b) Determina a probabilidade de o produto ser um quadrado perfeito.
Em cada alínea conta os casos favoráveis; os possíveis são sempre 52. Cada naipe tem 13 cartas e três figuras.
- a) São 13 cartas de copas em 52:
P = \dfrac{13}{52} = \dfrac{1}{4} . - b) São 3 figuras por naipe, num total de
3 \times 4 = 12 :P = \dfrac{12}{52} = \dfrac{3}{13} . - c) Há uma única dama de copas:
P = \dfrac{1}{52} .«Ao acaso» é a expressão que autoriza a regra de Laplace: sem ela, nada garante que as 52 cartas sejam equiprováveis.
Escreve cada acontecimento em extensão antes de contar. Em c) pode ser mais rápido contar os múltiplos de 3 e subtrair.
- a)
\{2,3,5\} , logoP = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2} . - b)
\{5,6\} , logoP = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} . - c) Os múltiplos de 3 são
\{3,6\} ; sobram 4 casos favoráveis:P = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3} .Em c) usou-se, sem lhe chamar nome, a probabilidade do acontecimento contrário:1 - \frac{2}{6} . Na secção 6 ela ganha estatuto de propriedade.
Em c), se acrescentares
- Ao todo são
4+6+5 = 15 bolas. - a)
P = \dfrac{6}{15} = \dfrac{2}{5} . - b) Não azuis são
4+6 = 10 :P = \dfrac{10}{15} = \dfrac{2}{3} . - c)
\dfrac{4+x}{15+x} = \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow 8 + 2x = 15 + x \Leftrightarrow x = 7 . - São precisas 7 bolas verdes: ficariam 11 verdes em 22 bolas ✓O erro clássico em c) é escrever
\frac{4+x}{15} , esquecendo que as bolas acrescentadas também aumentam o total.
São 36 casos possíveis, todos equiprováveis. Uma tabela de dupla entrada com as somas resolve as quatro alíneas de uma vez.
- a) Soma 7:
(1,6), (2,5), (3,4), (4,3), (5,2), (6,1) — 6 casos.P = \dfrac{6}{36} = \dfrac{1}{6} . - b) Soma 10, 11 ou 12:
3 + 2 + 1 = 6 casos.P = \dfrac{6}{36} = \dfrac{1}{6} . - c)
(1,1), \ldots, (6,6) — 6 casos.P = \dfrac{1}{6} . - d) A soma é par quando os dois números têm a mesma paridade:
3 \times 3 + 3 \times 3 = 18 casos.P = \dfrac{18}{36} = \dfrac{1}{2} .Os dados serem de cores diferentes não é um detalhe decorativo: é o que torna(2,5) e(5,2) resultados distintos e, por isso, os 36 casos equiprováveis. Com dados iguais o resultado é o mesmo — mas a contagem deixa de ser óbvia.
São
- a)
(1,1), (2,2), (3,3), (4,4) — 4 casos:P = \dfrac{4}{16} = \dfrac{1}{4} . - b) Cada volta tem 3 hipóteses sem o 3:
3 \times 3 = 9 casos.P = \dfrac{9}{16} . - c) É o contrário de b):
P = 1 - \dfrac{9}{16} = \dfrac{7}{16} . - d) Soma 5:
(1,4), (2,3), (3,2), (4,1) — 4 casos.P = \dfrac{1}{4} . - e) Os 9 pares sem 3, mais os pares iguais que ainda não estão contados — só
(3,3) —, dão 10 casos:P = \dfrac{10}{16} = \dfrac{5}{8} .Em e),(1,1), (2,2) e(4,4) já pertenciam aos 9 primeiros. Somar9 + 4 daria 13 e estaria errado — é a razão de ser do-P(A \cap B) que aparece na secção 6.
A soma das probabilidades dos acontecimentos elementares é sempre
- a)
2k + k + 3k + 0{,}2 = 1 \Leftrightarrow 6k = 0{,}8 \Leftrightarrow k = \dfrac{2}{15} . - b)
P(\{a,c\}) = 2k + 3k = 5k = \dfrac{10}{15} = \dfrac{2}{3} . - c) Não:
P(\{b\}) = \frac{2}{15} eP(\{c\}) = \frac{6}{15} são diferentes. Aqui a regra de Laplace não se aplica.Todas as quatro probabilidades são não negativas e somam 1, portanto isto é uma probabilidade legítima — apenas não é a uniforme. Laplace é um caso particular, não a definição.
Laplace exige duas coisas: um número finito de casos e casos equiprováveis. Verifica-as uma a uma.
- Em (A), (B) e (D) os casos possíveis são finitos e nada distingue uns dos outros — o enunciado garante-o com «indistinguíveis ao tato», «equilibrado» e «ao acaso».
- Em (C) a escolha do dia é equiprovável, mas o acontecimento «chover» não é um caso favorável que se possa contar: chover em janeiro e chover em julho não têm a mesma probabilidade, e essa probabilidade não se obtém contando dias — obtém-se de dados observados.
- Opção (C).É a distinção entre a visão clássica e a visão frequencista. Fora da escola, a maior parte das probabilidades interessantes é do tipo (C).
A seta pára numa posição ao acaso: o que é equiprovável são as posições, não os três números. Trabalha com as amplitudes.
- a) Os três resultados não são equiprováveis — o setor 1 ocupa metade da roda e o setor 3 apenas um sexto —, e a regra de Laplace exige equiprobabilidade.
- b) A probabilidade de cada setor é a fração da roda que ele ocupa:
P(\{1\}) = \dfrac{180}{360} = \dfrac{1}{2} ,P(\{2\}) = \dfrac{120}{360} = \dfrac{1}{3} ,P(\{3\}) = \dfrac{60}{360} = \dfrac{1}{6} . - Confirmação:
\frac{1}{2} + \frac{1}{3} + \frac{1}{6} = 1 ✓ - c)
P(\{2,3\}) = \dfrac{1}{3} + \dfrac{1}{6} = \dfrac{1}{2} .Laplace continua lá — mas aplicado às posições da seta, que essas sim são equiprováveis. É sempre assim: quando os resultados registados não são equiprováveis, procura-se um espaço mais fino onde sejam.
Escreve os oito resultados. A alínea c) é sobre qual é o espaço onde os casos são equiprováveis.
- Os oito resultados equiprováveis são
(\mathcal{N},\mathcal{N},\mathcal{N}) ,(\mathcal{N},\mathcal{N},\mathcal{E}) ,(\mathcal{N},\mathcal{E},\mathcal{N}) ,(\mathcal{E},\mathcal{N},\mathcal{N}) ,(\mathcal{N},\mathcal{E},\mathcal{E}) ,(\mathcal{E},\mathcal{N},\mathcal{E}) ,(\mathcal{E},\mathcal{E},\mathcal{N}) e(\mathcal{E},\mathcal{E},\mathcal{E}) . - a) Exatamente duas
\mathcal{N} : 3 casos.P = \dfrac{3}{8} . - b) Duas ou três:
3 + 1 = 4 casos.P = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2} . - c) Os quatro «resultados»
0, 1, 2, 3 não são equiprováveis: o 0 e o 3 correspondem a um único caso cada, mas o 1 e o 2 correspondem a três. Laplace não se aplica a esse espaço.Foi este o erro que d'Alembert cometeu, no século XVIII, com duas moedas. A saída é sempre a mesma: descer ao espaço onde os casos são mesmo equiprováveis.
Numera as moedas de 1 a 6 para as distinguir, mesmo as do mesmo valor. Em b), que valores é que somam
- a) Numerando as moedas de 1 a 6, cada par é um conjunto de duas delas. A primeira pode ser qualquer das 6 e a segunda qualquer das 5 restantes, mas cada par fica assim contado duas vezes:
\dfrac{6 \times 5}{2} = 15 pares. - b) Só
0{,}50 + 1{,}00 dá1{,}50 €. As outras somas possíveis são0{,}70 ,1{,}20 ,1{,}00 e2{,}00 €. - Há 2 moedas de 50 cêntimos e 3 de 1 euro, logo
2 \times 3 = 6 pares favoráveis. P = \dfrac{6}{15} = \dfrac{2}{5} .Dividir por 2 na alínea a) é o passo em que se decide que a ordem não conta. É exatamente o raciocínio que, na secção 8, dá origem à fórmula das combinações.
São duas condições a verificar: nenhuma probabilidade negativa, e a soma das elementares igual a
- I: todos os valores são não negativos e
0{,}4 + 0{,}5 + 0{,}1 = 1 . É uma probabilidade. - II: a soma dá
1 , masP(\{z\}) = -0{,}2 < 0 . Uma probabilidade toma valores em\mathbb{R}^{+}_{0} : não é. - III: todos os valores são positivos, mas
\frac{1}{2} + \frac{1}{4} + \frac{1}{8} = \frac{7}{8} \neq 1 . Não é: faltariaP(S) = 1 . - Só a atribuição I define uma probabilidade.As duas condições não são decorativas: sem a primeira perdia-se o sentido de «medida»; sem a segunda, o acontecimento certo deixaria de ser certo.
Em a), um produto é ímpar quando os dois fatores são ímpares — é o caminho mais curto. Em b), percorre a tabela dos 16 produtos.
- São
4 \times 4 = 16 pares equiprováveis. - a) O produto é ímpar só quando ambos os números são ímpares —
1 ou3 em cada dado:2 \times 2 = 4 casos. Logo o produto é par em16 - 4 = 12 casos:P = \dfrac{12}{16} = \dfrac{3}{4} . - b) Os produtos que são quadrados perfeitos:
1 = 1\times1 ;4 = 1\times4,\ 4\times1,\ 2\times2 ;9 = 3\times3 ;16 = 4\times4 . São1+3+1+1 = 6 casos. P = \dfrac{6}{16} = \dfrac{3}{8} .Em a) contar o contrário poupou onze contagens. É o primeiro reflexo a treinar: quando o acontecimento pedido tem muitos casos, conta o outro.
Propriedades da probabilidade
Seis consequências dos axiomas. Todas se demonstram em três linhas — e todas aparecem, mais tarde ou mais cedo, num item de exame.
- Utilizar a representação dos acontecimentos em diagramas de Venn para mostrar que, dados dois acontecimentos
A eB quaisquer,P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) .
Se
Ao somar
Sabe-se que
- Da propriedade 6,
P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}6 + 0{,}5 - 0{,}9 = 0{,}2 . - Pelas leis de De Morgan,
\overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B} . - Logo
P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A \cup B) = 1 - 0{,}9 = 0{,}1 .Traduzido: «nemA nemB » é o contrário de «pelo menos um deles». Vale a pena decorar este par de leis — aparece em quase todos os anos.
Python Verificar a probabilidade da reunião
from itertools import product S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2)) p = lambda c: len([x for x in S if c(x)]) / len(S) A = lambda x: x[0] == x[1] B = lambda x: x[0] + x[1] >= 9 esquerda = p(lambda x: A(x) or B(x)) direita = p(A) + p(B) - p(lambda x: A(x) and B(x)) print(esquerda, direita, esquerda == direita)
# A propriedade 6 diz P(A ou B) = P(A) + P(B) - P(A e B). # Aqui ela e' VERIFICADA num caso concreto, contando. from itertools import product S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2)) p = lambda c: len([x for x in S if c(x)]) / len(S) # regra de Laplace A = lambda x: x[0] == x[1] # faces iguais B = lambda x: x[0] + x[1] >= 9 # soma pelo menos 9 esquerda = p(lambda x: A(x) or B(x)) # P(A U B) direita = p(A) + p(B) - p(lambda x: A(x) and B(x)) # P(A)+P(B)-P(A n B) print(esquerda, direita, esquerda == direita) # True
Verificar não é demonstrar — mas apanha erros. Tira o
Exercícios propostos
Exercícios sobre as propriedades da probabilidade: majorar, minorar e demonstrar. Vários pedem uma justificação escrita, como no Exame.
Sejam
a) Determina
Numa caixa há berlindes de três cores. Ao tirar um ao acaso, a probabilidade de sair azul é
a) Determina a probabilidade de sair azul ou verde.b) Determina a probabilidade de sair da terceira cor.
Numa turma, a probabilidade de um aluno escolhido ao acaso não praticar desporto é
a) Determina a probabilidade de praticar desporto.b) Sabendo que a turma tem 24 alunos, quantos praticam desporto?
Seja
Prova que
Sejam
Qual é o menor valor que
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}2 - (C)
0{,}3 - (D)
0{,}4
Sejam
O máximo valor que
- (A)
0{,}4 - (B)
0{,}5 - (C)
0{,}6 - (D)
0{,}7
Sejam
Qual é o menor valor que
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}2 - (C)
0{,}3 - (D)
0{,}4
Sejam
a) Determina
Num inquérito a 500 pessoas, 62% leem o jornal A, 44% leem o jornal B e 18% leem os dois.
a) Que percentagem lê pelo menos um dos jornais?b) Que percentagem não lê nenhum?c) Quantas pessoas leem apenas o jornal B?
Sejam
Qual das probabilidades seguintes se pode exprimir, em função de
- (A)
P\left(\overline{A} \cup B\right) - (B)
P\left(A \cup \overline{B}\right) - (C)
P(A \cup B) - (D)
P\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right)
Sejam
a)
Sejam
a) Mostra que
Três propriedades da secção, uma por alínea: a do contrário, a da reunião e a da decomposição.
- a)
P\left(\overline{A}\right) = 1 - 0{,}5 = 0{,}5 . - b)
P(A \cup B) = 0{,}5 + 0{,}4 - 0{,}2 = 0{,}7 . - c) De
P(A) = P(A \cap B) + P\left(A \cap \overline{B}\right) vemP\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}5 - 0{,}2 = 0{,}3 .Confirma com o diagrama: as quatro regiões valem0{,}3 ,0{,}2 ,0{,}2 e0{,}3 , e somam1 .
Um berlinde não pode ser azul e verde ao mesmo tempo: os dois acontecimentos são incompatíveis.
- a) Sendo incompatíveis,
P(A \cup V) = P(A) + P(V) = 0{,}45 + 0{,}3 = 0{,}75 . - b) A terceira cor é o contrário de «azul ou verde»:
1 - 0{,}75 = 0{,}25 .Só se somam probabilidades assim quando os acontecimentos são incompatíveis. Fora desse caso, falta subtrair a interseção.
A alínea b) usa a regra de Laplace ao contrário: a probabilidade e o total dão a contagem.
- a)
P(D) = 1 - \dfrac{3}{8} = \dfrac{5}{8} . - b)
\dfrac{5}{8} \times 24 = 15 alunos.Vale a pena a confirmação: 15 praticam e 9 não praticam, e\frac{9}{24} = \frac{3}{8} ✓
Em a), usa uma lei de De Morgan. Em c), «exatamente um» é a reunião sem a interseção.
- a)
\overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B} , logoP = 1 - 0{,}8 = 0{,}2 . - b) De
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) vemP(A) + P(B) = 0{,}8 + 0{,}25 = 1{,}05 . - c)
P(A \cup B) - P(A \cap B) = 0{,}8 - 0{,}25 = 0{,}55 .Repara em queP(A) + P(B) pode passar de 1 sem que nada esteja errado: só uma probabilidade tem de estar entre 0 e 1, não a soma de duas.
Passa tudo para probabilidades —
- a)
P(A \cup B) = 0{,}62 + 0{,}44 - 0{,}18 = 0{,}88 , ou seja 88%. - b)
1 - 0{,}88 = 0{,}12 , ou seja 12%. - c) Só
B :P\left(\overline{A} \cap B\right) = 0{,}44 - 0{,}18 = 0{,}26 , o que dá0{,}26 \times 500 = 130 pessoas.As 500 pessoas só servem na alínea c). Nas outras duas seriam um número a mais — e é frequente aparecerem só para isso.
Em a), parte de
- a) Como
P(A \cup B) \leq 1 , deP(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) vem1 \geq 0{,}7 + 0{,}6 - P(A \cap B) , isto éP(A \cap B) \geq 0{,}3 . ∎ - b) Como
A \cap B \subseteq B , tem-seP(A \cap B) \leq P(B) = 0{,}6 . - O valor
0{,}6 é atingido quandoB \subseteq A : aíA \cap B = B . - Portanto
0{,}3 \leq P(A \cap B) \leq 0{,}6 .A desigualdade de a) é o caso mais simples da desigualdade de Bonferroni. Aparece com frequência nos itens de Exame que pedem para «mostrar que» sem dar números suficientes para calcular.
- Pelas leis de De Morgan,
\overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B} , pelo queP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A \cup B) = 1 - P(A) - P(B) + P(A \cap B) - Substituindo os valores dados:
0{,}2 = 1 - 0{,}6 - 0{,}2 + P(A \cap B) P(A \cap B) = 0{,}2 - 0{,}2 = 0 - Como
P(A \cap B) = 0 , os acontecimentosA eB não podem ocorrer em simultâneo: são incompatíveis. ∎
Decompõe
- Como
A = (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right) é uma reunião de acontecimentos incompatíveis:P(A \cap B) = P(A) - P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}7 - 0{,}5 = 0{,}2 - Ora
A \cap B \subset B , pelo queP(B) \geq P(A \cap B) = 0{,}2 . - O valor
0{,}2 é atingível — basta queB \subset A — pelo que é mesmo o mínimo.
A restrição vem de
- Da fórmula da reunião:
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) = 0{,}6 + P(B) - 0{,}2 = 0{,}4 + P(B) - Como qualquer probabilidade não excede
1 :0{,}4 + P(B) \leq 1 \;\Leftrightarrow\; P(B) \leq 0{,}6 - O valor
0{,}6 é atingível — basta queA \cup B seja o acontecimento certo — pelo que é mesmo o máximo.
Repara em que a expressão
- Testemos a opção (A). Pela fórmula da reunião:
P\left(\overline{A} \cup B\right) = P\left(\overline{A}\right) + P(B) - P\left(\overline{A} \cap B\right) - Como
B = (A \cap B) \cup \left(\overline{A} \cap B\right) é uma reunião de incompatíveis,P\left(\overline{A} \cap B\right) = P(B) - P(A \cap B) . Substituindo:P\left(\overline{A} \cup B\right) = (1-a) + P(B) - \left[P(B) - c\right] = 1 - a + c - É a opção (A) — repare-se em que
P(B) se cancela, o que explica a ausência de\dfrac{1}{5} na expressão. - As outras:
P(A \cup B) = 2a + \frac{1}{5} - c ;P\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = 1 - c ;P\left(A \cup \overline{B}\right) = 1 - \frac{1}{5} + c — nenhuma coincide.
Em b), aplica a distributividade e depois a fórmula da reunião a
- a) Por De Morgan,
\overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B} , pelo queP(A \cap B) - \left[1 - P(A \cup B)\right] = P(A \cap B) - 1 + P(A)+P(B)-P(A \cap B) = P(A)+P(B)-1 ∎ - b) Pela distributividade,
(A \cup B) \cap C = (A \cap C) \cup (B \cap C) . Aplicando a fórmula da reunião a estes dois acontecimentos:P(A \cap C) + P(B \cap C) - P\left[(A \cap C) \cap (B \cap C)\right] - Ora
(A \cap C) \cap (B \cap C) = A \cap B \cap C , o que dá a igualdade pretendida. ∎ - c) Os acontecimentos
\overline{A} \cap B eA \cap \overline{B} são incompatíveis (num delesA não ocorre, no outro ocorre), pelo que as probabilidades se somam:P\left(\overline{A} \cap B\right) + P\left(A \cap \overline{B}\right) = \left[P(B)-P(A \cap B)\right] + \left[P(A)-P(A \cap B)\right] = P(A)+P(B)-2P(A \cap B) = \left[P(A)+P(B)-P(A \cap B)\right] - P(A \cap B) = P(A \cup B) - P(A \cap B) ∎- Nota: o acontecimento da alínea c) é «ocorre exatamente um dos dois» — daí a leitura «reunião menos interseção».
Minimizar
- Da fórmula da reunião:
P(B) = P(A \cup B) - P(A) + P(A \cap B) = 0{,}5 + P(A \cap B) - Ora
A \cap B \subset A , pelo que0 \leq P(A \cap B) \leq P(A) = 0{,}2 . - Logo
0{,}5 \leq P(B) \leq 0{,}7 , e o maior valor deP(B) é0{,}7 — atingido quandoA \subset B . P\left(\overline{B}\right) = 1 - P(B) \geq 1 - 0{,}7 = 0{,}3
Exercícios de Exame · Regra de Laplace e propriedades
Cento e dezoito itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre a regra de Laplace e as propriedades da probabilidade. Casos favoráveis, casos possíveis — e o que fazer quando contá-los à mão deixa de ser possível.
Uma empresa de cofres atribui ao acaso um código secreto a cada cofre que comercializa. Cada código é formado por quatro algarismos, por uma certa ordem.
Escolhendo um cofre ao acaso, qual é a probabilidade de o código ter exatamente três zeros?
- (A)
0{,}0004 - (B)
0{,}0027 - (C)
0{,}0036 - (D)
0{,}004
Uma roda gigante tem doze cadeiras, numeradas de
Qual é a probabilidade de rapazes e raparigas ficarem sentados alternadamente — cada rapaz entre duas raparigas e cada rapariga entre dois rapazes? Apresenta o resultado na forma de percentagem.
Seis amigos entram numa pastelaria e sentam-se ao acaso numa mesa retangular com três lugares de cada lado, como esquematizado na figura.
Determina a probabilidade de dois desses amigos, a Joana e o Rui, ficarem sentados em frente um do outro.
Lançam-se simultaneamente dois dados equilibrados com as faces numeradas de 1 a 6 e multiplicam-se os números saídos.
A probabilidade do acontecimento «o produto dos números saídos é 21» é
- (A)
0 - (B)
\dfrac{1}{36} - (C)
\dfrac{1}{18} - (D)
\dfrac{21}{36}
Abre-se, ao acaso, um livro, ficando à vista duas páginas numeradas.
A probabilidade de a soma dos números dessas duas páginas ser ímpar é
- (A)
0 - (B)
\dfrac{1}{3} - (C)
\dfrac{1}{2} - (D)
1
Uma embalagem contém doze pastilhas com igual aspeto exterior: três de ananás, três de cereja, três de laranja e três de morango.
Esvaziando a embalagem e retirando quatro pastilhas ao acaso, qual é a probabilidade de se retirar uma de cada sabor?
Considera uma caixa de doze aguarelas, sendo uma de cada cor, e também uma caixa de doze lápis de cera com as mesmas cores das aguarelas. Retirou-se, ao acaso, uma aguarela e um lápis de cera.
Qual é a probabilidade de ter obtido uma aguarela e um lápis de cera da mesma cor?
- (A)
\dfrac{1}{12} - (B)
\dfrac{1}{24} - (C)
\dfrac{1}{144} - (D)
\dfrac{1}{12!}
Na figura estão representados um prisma quadrangular regular e uma pirâmide cuja base
Considerando, ao acaso, cinco dos nove vértices da figura, qual é a probabilidade de que pelo menos quatro sejam vértices da pirâmide? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Sobre um tabuleiro de três por três colocam-se nove peças de igual tamanho e feitio, das quais quatro são brancas e cinco são pretas. Cada casa é ocupada por uma só peça.
Supondo que as peças são colocadas ao acaso, determina a probabilidade de uma das diagonais ficar só com peças brancas.
O código de um cartão multibanco é uma sequência de quatro algarismos, como por exemplo
Apresenta o resultado na forma de dízima.
Uma comissão é constituída por
Qual é a probabilidade de as raparigas ficarem todas juntas? Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às milésimas.
Um fiscal vai inspecionar a contabilidade de sete empresas, das quais três são clubes de futebol profissional. A sequência segundo a qual as inspeções vão ser feitas é aleatória.
Qual é a probabilidade de que as três primeiras empresas inspecionadas sejam exatamente os três clubes de futebol? Apresenta o resultado na forma de percentagem, arredondado às unidades.
Trinta soldados participam num exercício; a Marina Santos é um deles. É necessário escolher três dos trinta soldados para ficarem de sentinela durante a noite.
Admitindo que a escolha é feita ao acaso, qual é a probabilidade de a Marina Santos ficar de sentinela? Apresenta o resultado na forma de percentagem.
Lança-se três vezes um dado equilibrado com as faces numeradas de
Indica, justificando, qual dos dois acontecimentos seguintes é mais provável: «nunca sair o número
A Joana selecionou seis livros para ler nas férias: dois de José Saramago, um de Sophia de Mello Breyner Andresen e três de Carl Sagan. Supondo aleatória a sequência pela qual estes seis livros vão ser lidos, qual é a probabilidade de os dois livros de José Saramago serem lidos um a seguir ao outro?
Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
O João tem no bolso do casaco uma moeda de
Retirando duas moedas ao acaso, qual é a probabilidade de, com elas, perfazer a quantia exata de dois euros e
- (A)
\dfrac{1}{2} - (B)
\dfrac{1}{3} - (C)
\dfrac{1}{4} - (D)
\dfrac{1}{5}
Foram selecionados dez jogadores de hóquei em patins: dois guarda-redes, quatro defesas e quatro avançados. Um patrocinador oferece uma viagem a cinco dos dez jogadores, escolhidos ao acaso.
Qual é a probabilidade de os dois guarda-redes serem contemplados com essa viagem? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Escolhem-se aleatoriamente dois vértices distintos de um cubo.
Qual é a probabilidade de o centro do cubo ser o ponto médio do segmento por eles definido?
- (A)
\dfrac{1}{{}^{8}C_{2}} - (B)
\dfrac{4}{{}^{8}C_{2}} - (C)
\dfrac{1}{8!} - (D)
\dfrac{4}{8!}
Um grupo de dez jovens, cinco rapazes e cinco raparigas, vai dividir-se em duas equipas de cinco elementos cada uma. Supondo que a divisão é feita ao acaso, determina a probabilidade de as equipas ficarem constituídas por elementos do mesmo sexo — uma só com rapazes e a outra só com raparigas.
Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às milésimas.
Sete amigos vão ao futebol: três são adeptos do clube Alfa e quatro do clube Beta. No estádio sentam-se na mesma fila, uns ao lado dos outros, distribuídos ao acaso.
Qual é a probabilidade de os adeptos do Alfa ficarem todos juntos e os do Beta ficarem também todos juntos?
- (A)
\dfrac{3! \times 4!}{7!} - (B)
\dfrac{2 \times 3! \times 4!}{7!} - (C)
\dfrac{2}{3! \times 4!} - (D)
\dfrac{1}{3! \times 4!}
Na figura está representado o sólido
Determina a probabilidade de exatamente cinco faces ficarem coloridas de branco e as restantes com cores todas distintas. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às décimas de milésima.
Cada uma de seis pessoas lança um dado equilibrado, com as faces numeradas de
Qual é a probabilidade de os números saídos serem todos diferentes?
- (A)
\dfrac{6!}{6^{6}} - (B)
\dfrac{1}{6^{6}} - (C)
\dfrac{1}{6!} - (D)
\dfrac{1}{6}
Na figura está representado, num referencial o.n.
Escolhidos ao acaso dois vértices do octaedro, qual é a probabilidade de estes definirem uma reta contida no plano de equação
Uma caixa tem doze compartimentos para colocar iogurtes, dispostos em três filas de quatro (ver figura). Em cada compartimento cabe apenas um iogurte.
Colocando ao acaso, na caixa vazia, quatro iogurtes, qual é a probabilidade de ficarem todos na mesma fila? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Na figura está representado um poliedro com doze faces, que se pode decompor num cubo e em duas pirâmides quadrangulares regulares. O poliedro está colocado num referencial o.n.
Escolhidos ao acaso três vértices distintos, qual é a probabilidade de eles definirem um plano paralelo ao plano de equação
Uma turma de uma escola secundária tem nove rapazes e algumas raparigas. Escolhendo ao acaso um aluno da turma, a probabilidade de ele ser rapaz é
Quantas raparigas tem a turma?
- (A)
27 - (B)
18 - (C)
15 - (D)
12
Num certo jogo de cartas utiliza-se um baralho completo, que tem treze cartas do naipe de espadas, e dão-se treze cartas a cada jogador.
Qual é a probabilidade de, nas treze cartas que vais receber, haver exatamente seis cartas do naipe de espadas? Apresenta o resultado na forma de percentagem, arredondado às unidades.
Um stand de venda de automóveis tem, num certo dia, seis automóveis diferentes de três tipos: dois utilitários, dois desportivos e dois comerciais.
a) O stand tem a forma de um hexágono regular, com uma montra num dos lados (ver figura). Pretende-se arrumar os seis automóveis de tal forma que cada um fique voltado para um vértice do hexágono. Arrumando-os ao acaso, qual é a probabilidade de os dois desportivos ficarem voltados para os vértices das extremidades da montra?
b) O gerente pretende oferecer dois automóveis a uma instituição, escolhidos ao acaso de entre os seis. Qual é a probabilidade de os dois automóveis selecionados serem de tipos diferentes?
Apresenta os resultados na forma de fração irredutível.
Três casais — os Nunes, os Martins e os Santos — vão ao cinema.
a) Ficou decidido que uma mulher, escolhida ao acaso de entre as três, paga três bilhetes, e que um homem, escolhido igualmente ao acaso de entre os três, paga os outros três. Qual é a probabilidade de o casal Nunes pagar os seis bilhetes?
b) Considera o problema seguinte: «Depois de comprados os bilhetes, todos para a mesma fila e em lugares consecutivos, as seis pessoas distribuem-nos ao acaso entre si. Qual é a probabilidade de os membros de cada casal ficarem juntos, com o casal Martins no meio?» Explica por que razão
Num saco existem quinze bolas indistinguíveis ao tato: cinco amarelas, cinco verdes e cinco brancas. Para cada cor, as bolas estão numeradas de
a) Retirando todas as bolas do saco e dispondo-as ao acaso numa fila, qual é a probabilidade de as bolas da mesma cor ficarem todas juntas? Apresenta o resultado na forma de dízima, com sete casas decimais.
b) Colocadas de novo as quinze bolas no saco, extraem-se simultaneamente três bolas ao acaso. Qual é a probabilidade de elas terem cores e números diferentes? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Considera uma caixa com seis bolas, todas brancas, seis bolas pretas fora da caixa e um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6. Lança-se o dado duas vezes: tiram-se da caixa tantas bolas brancas quantas o número saído no primeiro lançamento e colocam-se tantas bolas pretas quantas o número saído no segundo.
Qual é a probabilidade de a caixa ficar com seis bolas? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Considera todos os números de quatro algarismos que se podem formar com os algarismos de
a) Determina a probabilidade de o número escolhido ter exatamente dois algarismos iguais a
b) Determina a probabilidade de o número escolhido ter os algarismos todos diferentes e ser maior do que
Um saco contém cinco cartões, numerados de
Qual é a probabilidade de esse número ser par e de ter o algarismo das dezenas também par?
- (A)
\dfrac{{}^{5}C_{2}}{{}^{5}A_{2}} - (B)
\dfrac{{}^{5}C_{2}}{5!} - (C)
\dfrac{2 \times 3!}{{}^{5}A_{2}} - (D)
\dfrac{2 \times 3!}{5!}
Um baralho completo tem cinquenta e duas cartas repartidas por quatro naipes de treze cartas cada, tendo cada naipe um Rei.
Retirando ao acaso seis cartas de um baralho completo, qual é a probabilidade de, entre elas, haver um e um só Rei? Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às milésimas.
Numa turma de vinte e cinco jovens, as idades e os sexos estão distribuídos como indica a tabela:
| Idade | Rapazes | Raparigas |
|---|---|---|
| 15 | 4 | 2 |
| 16 | 5 | 4 |
| 17 | 6 | 4 |
Pretende-se escolher, ao acaso, um jovem para representar a turma. Qual é a probabilidade de que tenha dezasseis anos ou seja uma rapariga? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Numa turma de vinte e cinco jovens, as idades e os sexos distribuem-se assim: com
Ao escolher dois jovens ao acaso, qual é a probabilidade de eles serem de sexo diferente e terem a mesma idade? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Considera o problema seguinte:
«Vinte e cinco jovens (doze rapazes e treze raparigas) pretendem ir ao cinema, mas existem apenas vinte bilhetes, para duas filas com dez lugares consecutivos cada uma. Comprados os vinte bilhetes, distribuem-nos ao acaso — cinco jovens ficarão sem bilhete. Qual é a probabilidade de uma das filas ficar ocupada só com rapazes e a outra só com raparigas?»
Uma resposta correta é
Explica esta resposta numa composição, com referência à regra de Laplace e à explicação dos casos possíveis e favoráveis.
O dono de um casino pede-te que inventes um jogo para dois jogadores. Em cada jogada lança-se um par de dados numerados de
- ser justo: ambos os jogadores devem ter igual probabilidade de ganhar;
- deve haver situações em que ninguém ganha, transitando o prémio para a jogada seguinte;
- deve haver uma situação em que o prémio reverte a favor do casino, com probabilidade bastante mais pequena do que a de cada jogador ganhar.
Apresenta uma proposta de jogo que obedeça a estas condições, indicando, na forma de percentagem, a probabilidade de cada jogador ganhar e a de o casino ganhar.
Considera o problema seguinte:
«Um saco contém doze bolas, indistinguíveis ao tato: três com o número
Uma resposta correta é
Num saco estão três bolas pretas e nove bolas brancas, indistinguíveis ao tato. Extraem-se ao acaso, sucessivamente e sem reposição, as doze bolas do saco. Determina:
a) a probabilidade de as duas primeiras bolas extraídas não serem da mesma cor;
b) a probabilidade de as três bolas pretas serem extraídas consecutivamente.
Apresenta os resultados na forma de fração irredutível.
Considera duas caixas,
Qual é a probabilidade de o número obtido ser par?
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
\dfrac{2 \times 1}{{}^{4}C_{2} \times {}^{4}C_{1}} - (D)
\dfrac{{}^{3}C_{2} \times {}^{1}C_{1}}{{}^{4}C_{2} \times {}^{4}C_{1}}
Seis amigos — a Ana, o Bruno, a Catarina, o Diogo, a Elsa e o Filipe — sentam-se, ao acaso, numa mesa redonda com seis lugares numerados de
Determina a probabilidade do acontecimento
Considera a função
Escolhem-se, ao acaso, dois desses cinco pontos e desenha-se o segmento de reta que os tem por extremidades. Qual é a probabilidade de esse segmento intersetar o eixo das abcissas?
- (A)
0{,}4 - (B)
0{,}5 - (C)
0{,}6 - (D)
0{,}7
Na figura está representado um hexágono regular com os vértices numerados de
Note-se que, no final da experiência, podemos ter um, dois ou três pontos selecionados — se sair o mesmo número três vezes, só é selecionado um ponto.
Qual é a probabilidade de se selecionarem três pontos que sejam os vértices de um triângulo equilátero?
- (A)
\dfrac{1}{18} - (B)
\dfrac{1}{16} - (C)
\dfrac{1}{14} - (D)
\dfrac{1}{12}
Uma caixa contém duas bolas pretas e uma bola verde. Colocam-se na caixa mais
Sabendo que a probabilidade de uma delas ser amarela e a outra ser verde é
Considera, num referencial o.n.
Escolhendo, ao acaso, três vértices desse octaedro, qual é a probabilidade de eles definirem um plano perpendicular ao eixo
- (A)
\dfrac{1}{3} - (B)
\dfrac{2}{3} - (C)
\dfrac{1}{5} - (D)
\dfrac{2}{5}
Considera, num referencial o.n.
Escolhendo ao acaso dois vértices do prisma, qual é a probabilidade de eles definirem uma reta paralela ao eixo
Numa sala de Tempos Livres, a distribuição dos alunos por idades e sexo é a seguinte: com
Escolhem-se dois alunos ao acaso. Qual é a probabilidade de a soma das suas idades ser igual a
Um baralho completo tem
Retirando ao acaso, sucessivamente e sem reposição, seis cartas de um baralho completo, qual é a probabilidade de, entre elas, haver um e um só Ás? Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às centésimas.
Um saco contém dez bolas: quatro numeradas com o número
Determina a probabilidade de essas duas bolas terem o mesmo número. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Um saco contém vinte bolas, numeradas de
Qual é a probabilidade de o maior desses três números ser
- (A)
\dfrac{24}{{}^{20}C_{3}} - (B)
\dfrac{28}{{}^{20}C_{3}} - (C)
\dfrac{32}{{}^{20}C_{3}} - (D)
\dfrac{36}{{}^{20}C_{3}}
Escolhem-se, ao acaso, dois vértices diferentes de um paralelepípedo retângulo.
Qual é a probabilidade de esses dois vértices serem extremos de uma aresta?
- (A)
\dfrac{12}{{}^{8}C_{2}} - (B)
\dfrac{12}{8^{2}} - (C)
\dfrac{8}{{}^{8}C_{2}} - (D)
\dfrac{8}{{}^{8}A_{2}}
Dois cientistas mandam reservar hotel na mesma cidade, cada um sem conhecimento da marcação feita pelo outro. Nessa cidade existem sete hotéis, todos com igual probabilidade de serem escolhidos.
Qual é a probabilidade de os dois cientistas ficarem no mesmo hotel?
- (A)
\dfrac{1}{7} - (B)
\dfrac{2}{7} - (C)
\dfrac{5}{7} - (D)
\dfrac{6}{7}
De um baralho selecionaram-se
Qual é a probabilidade de obter um conjunto formado por um ás, um rei, uma dama e um valete, não necessariamente do mesmo naipe? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Numa operação STOP, a Brigada de Trânsito mandou parar cinco viaturas, entre as quais a carrinha conduzida pelo Gonçalo.
Se a Brigada escolher, ao acaso, dois dos cinco condutores para fazer o teste de alcoolemia, qual é a probabilidade de o Gonçalo ter de fazer o teste? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Considera o problema seguinte:
«Lança-se três vezes um dado equilibrado, com as faces numeradas de
Uma resposta correta é
O João e a Maria convidaram três amigos para irem, com eles, ao cinema. Compraram cinco bilhetes com numeração seguida, numa determinada fila, e distribuíram-nos ao acaso.
Qual é a probabilidade de o João e a Maria ficarem sentados um ao lado do outro?
- (A)
\dfrac{1}{5} - (B)
\dfrac{2}{5} - (C)
\dfrac{3}{5} - (D)
\dfrac{4}{5}
A numeração de umas rifas é uma sequência de três algarismos — como, por exemplo,
Qual é a probabilidade de a rifa premiada ter um único algarismo cinco? Apresenta o resultado na forma de dízima, com aproximação às centésimas.
Em cada semana, a chave do Totoloto é formada por seis números inteiros distintos, escolhidos aleatoriamente entre
Qual é a probabilidade de a chave da próxima semana incluir os números
- (A)
\dfrac{{}^{46}C_{3}}{{}^{46}C_{6}} - (B)
\dfrac{{}^{46}C_{3}}{{}^{49}C_{6}} - (C)
\dfrac{{}^{46}C_{6}}{{}^{49}C_{6}} - (D)
\dfrac{{}^{49}C_{3}}{{}^{49}C_{6}}
Três rapazes — o João, o Rui e o Paulo — e três raparigas — a Ana, a Maria e a Francisca — vão dançar aos pares. Numa dança, cada rapaz dança com uma rapariga, todos os jovens dançam e todos os pares são escolhidos ao acaso.
A probabilidade de, nessa dança, a Ana dançar com o João é igual a
Na figura estão representados dois poliedros: o cubo
Escolhem-se ao acaso cinco dos catorze vértices dos dois poliedros. Qual é a probabilidade de os cinco vértices escolhidos pertencerem todos à mesma face do cubo? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Um saco contém onze bolas, numeradas de
Qual é a probabilidade de o produto desses números ser ímpar? Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às centésimas.
Uma caixa contém bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 20. As de 1 a 10 são verdes e as de 11 a 20 são amarelas. Retiram-se sucessivamente duas bolas da caixa, sem repor a primeira.
Determina a probabilidade de as duas bolas terem cores diferentes. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
De um baralho com
Qual é a probabilidade de o jogador obter a sequência
- (A)
\dfrac{4^{6}}{{}^{40}A_{6}} - (B)
\dfrac{4^{6}}{{}^{40}C_{6}} - (C)
\dfrac{1}{{}^{40}A_{6}} - (D)
\dfrac{1}{{}^{40}C_{6}}
A Maria gravou nove CD, sete com música rock e dois com música popular, mas esqueceu-se de identificar cada um deles.
Qual é a probabilidade de, ao escolher dois CD ao acaso, um ser de música rock e o outro de música popular?
- (A)
\dfrac{7}{36} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{2}{9} - (D)
\dfrac{7}{18}
Num baralho de
Uma resposta correta para a probabilidade de um determinado jogador receber exatamente dois ases é
Justifica esta resposta numa pequena composição, fazendo referência à regra de Laplace, ao número de casos possíveis e ao número de casos favoráveis.
Duas crianças escrevem, em segredo e cada uma no seu papel, uma letra da palavra VERÃO.
Qual é a probabilidade de as duas crianças escreverem a mesma letra?
- (A)
\dfrac{1}{25} - (B)
\dfrac{2}{25} - (C)
\dfrac{1}{5} - (D)
\dfrac{2}{5}
Na figura está representado um prisma pentagonal regular, com quatro dos seus vértices designados pelas letras
a) Escolhem-se aleatoriamente três dos dez vértices do prisma. Qual é a probabilidade de esses três vértices pertencerem todos a uma mesma face? (Por exemplo, os vértices
b) Escolhe-se aleatoriamente um vértice em cada base do prisma. Qual é a probabilidade de o segmento de reta definido por esses dois vértices ser diagonal de uma face?
Apresenta os resultados na forma de fração irredutível.
Um saco contém bolas azuis e bolas verdes, indistinguíveis ao tato.
Redige, no contexto desta situação, o enunciado de um problema de cálculo de probabilidade, inventado por ti, que admita como resposta correta
No enunciado deves explicitar claramente o número total de bolas, o número de bolas de cada cor, a experiência aleatória e o acontecimento cuja probabilidade se pretende.
Um teste é constituído por oito perguntas de escolha múltipla. A sequência das oito respostas corretas é
Qual é a probabilidade de o Pedro ter respondido corretamente a todas as perguntas, sabendo que escolheu cinco opções
- (A)
\dfrac{1}{56} - (B)
\dfrac{1}{112} - (C)
\dfrac{1}{168} - (D)
\dfrac{1}{224}
Num saco estão dezoito bolas, de duas cores diferentes, indistinguíveis ao tato: doze são azuis e seis são vermelhas. Tiram-se duas bolas do saco, simultaneamente, ao acaso.
Uma resposta correta para a probabilidade de elas formarem um par da mesma cor é
Num grupo de dez trabalhadores vão ser escolhidos três, ao acaso, para frequentarem uma ação de formação. Nesse grupo há três amigos — o João, o António e o Manuel — que gostariam de frequentar essa ação.
Qual é a probabilidade de serem escolhidos exatamente os três amigos?
- (A)
\dfrac{1}{{}^{10}A_{3}} - (B)
\dfrac{3}{{}^{10}A_{3}} - (C)
\dfrac{1}{{}^{10}C_{3}} - (D)
\dfrac{3}{{}^{10}C_{3}}
Uma caixa contém bolas indistinguíveis ao tato, de duas cores: azul e roxo. Sabe-se que há 8 bolas azuis e que, extraindo uma bola ao acaso, a probabilidade de ela ser azul é
Quantas bolas roxas há na caixa?
- (A)
16 - (B)
12 - (C)
8 - (D)
4
A Ana dispõe de sete cartas todas diferentes: quatro do naipe de espadas e três do naipe de copas. Baralha as sete cartas e, em seguida, tira três ao acaso.
Qual é a probabilidade de, nessas três cartas, haver pelo menos uma carta de copas? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Um saco contém dezasseis bolas, numeradas de
Qual é a probabilidade de a soma obtida ser igual a
- (A)
\dfrac{1}{35} - (B)
\dfrac{1}{40} - (C)
\dfrac{1}{45} - (D)
\dfrac{1}{50}
Um lote contém dez caixas de um medicamento
Qual é a probabilidade de as caixas retiradas serem todas do medicamento
- (A)
\dfrac{{}^{10}C_{4}}{{}^{30}C_{4}} - (B)
\dfrac{{}^{20}C_{4}}{{}^{30}C_{4}} - (C)
\dfrac{4}{{}^{30}C_{4}} - (D)
\left(\dfrac{2}{3}\right)^{4}
Considera as
Determina a probabilidade de, ao retirar ao acaso
Na figura está representado um tetraedro com as faces numeradas de
Determina a probabilidade de o tetraedro ter uma das faces pintadas com a cor preferida do João. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Para assistirem a um espetáculo, o João, a Margarida e cinco amigos sentam-se, ao acaso, numa fila com sete lugares.
Qual é a probabilidade de o João e a Margarida não ficarem sentados um ao lado do outro?
- (A)
\dfrac{2 \times 5!}{7!} - (B)
\dfrac{5!}{7!} - (C)
\dfrac{2}{7} - (D)
\dfrac{5}{7}
Numa escola com
Determina a probabilidade de serem escolhidos duas raparigas e um rapaz. Apresenta o resultado com arredondamento às centésimas.
Considera um dado cúbico com as faces numeradas de 1 a 6 e um saco com cinco bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas com 0, 1, 2, 3 e 4. Lança-se o dado e retira-se, ao acaso, uma bola do saco, registando-se os números saídos.
Qual é a probabilidade de o produto desses números ser igual a zero?
- (A)
0 - (B)
\dfrac{1}{15} - (C)
\dfrac{1}{30} - (D)
\dfrac{1}{5}
Numa empresa com
Determina a probabilidade de pelo menos sete desses funcionários serem apostadores no euromilhões. Apresenta o resultado com arredondamento às centésimas.
Na figura está representado, num referencial o.n.
Escolhem-se, ao acaso, dois vértices distintos do octaedro. Qual é a probabilidade de a reta definida por esses dois vértices ser paralela à reta definida por
Numa escola com
Qual é a probabilidade de pelo menos um dos alunos escolhidos estar com gripe? Apresenta o resultado na forma de dízima, com arredondamento às centésimas.
Uma caixa tem nove bolas distinguíveis apenas pela cor: seis pretas, duas brancas e uma amarela. Retiram-se dessa caixa, simultaneamente e ao acaso, três bolas.
Determina a probabilidade de as bolas retiradas não terem todas a mesma cor. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Na figura está representado, num referencial o.n.
Escolhem-se, ao acaso, três vértices desse octaedro. Qual é a probabilidade de esses três vértices definirem um plano paralelo ao plano de equação
- (A)
\dfrac{1}{{}^{6}C_{3}} - (B)
\dfrac{4}{{}^{6}C_{3}} - (C)
\dfrac{8}{{}^{6}C_{3}} - (D)
\dfrac{12}{{}^{6}C_{3}}
Uma caixa tem seis bolas distinguíveis apenas pela cor: duas azuis e quatro pretas. Retiram-se, ao acaso, uma a uma, sucessivamente e sem reposição, todas as bolas da caixa, colocando-as lado a lado, da esquerda para a direita.
Determina a probabilidade de as duas bolas azuis ficarem uma ao lado da outra. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
De uma turma de 12.º ano com
Determina a probabilidade de serem escolhidos pelo menos dois alunos que estão inscritos no desporto escolar. Apresenta o resultado com arredondamento às centésimas.
De uma empresa com sede em Coimbra sabe-se que
A probabilidade de, entre esses funcionários, haver no máximo dois a residir em Coimbra é igual a
Elabora uma composição na qual enuncies a regra de Laplace e expliques o número de casos possíveis e o número de casos favoráveis.
Na figura está representado o poliedro
Dispõe-se de sete cores diferentes, das quais uma é branca e outra é azul, para colorir as nove faces, sendo cada face colorida com uma única cor. Considera a experiência aleatória que consiste em colorir, ao acaso, as nove faces, podendo cada face ser colorida por qualquer uma das sete cores.
Determina a probabilidade de o poliedro ficar com exatamente duas faces brancas, ambas triangulares, exatamente duas faces azuis, ambas quadradas, e as restantes faces coloridas com cores todas diferentes. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às décimas de milésima.
Um saco contém nove bolas numeradas de
Qual é a probabilidade de o produto dos números das três bolas retiradas ser igual a
Uma pessoa lança um dado cúbico com as faces numeradas de 1 a 6 e regista o número da face voltada para cima. Outra pessoa lança um dado com a forma de um tetraedro regular, com as faces numeradas de 1 a 4, e regista o número da face voltada para baixo. Ambos os dados são equilibrados.
Qual é a probabilidade de, pelo menos uma dessas pessoas, registar o número 4?
- (A)
\dfrac{3}{8} - (B)
\dfrac{5}{8} - (C)
\dfrac{5}{12} - (D)
\dfrac{7}{12}
Um saco contém
Escreve uma expressão, em função de
Na figura está representado, num referencial o.n.
Escolhem-se, ao acaso, três vértices do prisma. Determina a probabilidade de o plano definido por esses três vértices ser perpendicular ao plano
Introduzem-se num saco trinta cartões, indistinguíveis ao tato, numerados de
Qual é a probabilidade de os dois menores números saídos serem o
Na figura está representado um prisma hexagonal regular. Escolhem-se, ao acaso, dois vértices de cada uma das bases do prisma.
Determina a probabilidade de esses quatro pontos pertencerem a uma mesma face lateral do prisma. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às centésimas.
Dispõe-se de catorze caracteres — os algarismos
Determina a probabilidade de esse código ser constituído por quatro algarismos diferentes cujo produto seja ímpar. Apresenta o resultado arredondado às milésimas.
Numa caixa há dez bolas amarelas, indistinguíveis ao tato, das quais três têm um logotipo desenhado. Dispõem-se, ao acaso, as dez bolas amarelas lado a lado, em linha reta.
Qual é a probabilidade de as três bolas com o logotipo ficarem juntas?
- (A)
\dfrac{1}{16} - (B)
\dfrac{1}{15} - (C)
\dfrac{1}{14} - (D)
\dfrac{1}{13}
Na figura está representado, num referencial o.n.
Escolhe-se, ao acaso, um vértice do paralelepípedo e, seguidamente, também ao acaso, um outro vértice diferente do anterior. Designa-se por
Qual é a probabilidade de a terceira coordenada do vetor
Um saco contém nove cartões, indistinguíveis ao tato, numerados de
Qual é a probabilidade de o menor dos números saídos ser
- (A)
\dfrac{1}{18} - (B)
\dfrac{1}{21} - (C)
\dfrac{1}{6} - (D)
\dfrac{1}{7}
Quatro pessoas vão escolher, cada uma e em segredo, um dos números
Qual é a probabilidade de exatamente duas delas escolherem o número
- (A)
0{,}1530 - (B)
0{,}1532 - (C)
0{,}1534 - (D)
0{,}1536
Considera um cubo
Qual é a probabilidade de o plano por eles definido conter uma das faces do cubo?
- (A)
\dfrac{1}{7} - (B)
\dfrac{3}{7} - (C)
\dfrac{1}{8} - (D)
\dfrac{3}{8}
Lança-se quatro vezes um dado cúbico equilibrado, com as faces numeradas de
Qual é a probabilidade de esse número ser par, menor do que
- (A)
\dfrac{1}{36} - (B)
\dfrac{5}{36} - (C)
\dfrac{1}{108} - (D)
\dfrac{5}{108}
Uma turma de 11.º ano é constituída por
Escolhem-se, ao acaso, cinco alunos da turma. Determina a probabilidade de o grupo ser formado pelo André, pela Beatriz, por dois jovens com
Com doze raquetes distintas, sendo seis de badmínton e seis de ténis, formam-se ao acaso dois conjuntos de seis raquetes cada um.
Qual é o valor, arredondado às centésimas, da probabilidade de cada um dos dois conjuntos ficar com três raquetes de badmínton e três de ténis?
- (A)
0{,}22 - (B)
0{,}43 - (C)
0{,}50 - (D)
0{,}87
Num referencial o.n.
Qual é o valor, arredondado às milésimas, da probabilidade de esse ponto pertencer à reta de equação
- (A)
0{,}025 - (B)
0{,}033 - (C)
0{,}041 - (D)
0{,}057
Um saco contém
Determina a probabilidade de os cartões azuis ficarem todos juntos. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Uma empresa tem
40\% trabalham todos os dias em regime presencial;25\% trabalham todos os dias à distância;- os restantes trabalham dois dias em regime presencial e três dias à distância.
Selecionam-se, ao acaso, quatro funcionários. A expressão
Num grupo há
Sabe-se que a probabilidade de selecionar dois jovens com idades distintas é
Determina o número de jovens com
Uma composição geométrica é formada por
Considera o conjunto de pontos formado pelo ponto
Determina o valor de
O Rui tem nove bombons com recheio de frutos secos: quatro de amêndoa, dois de avelã e três de noz. Numa caixa com nove compartimentos numerados de
Determina a probabilidade de uma das três linhas ficar preenchida com três bombons de amêndoa. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Na figura está representado o prisma reto
Selecionam-se, ao acaso, dois vértices de cada uma das bases do prisma.
Determina a probabilidade de os quatro vértices selecionados não pertencerem a uma mesma face lateral do prisma. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Considera um dado cúbico equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6. Lança-se esse dado três vezes e regista-se o número da face voltada para cima em cada lançamento.
Qual é a probabilidade de, em exatamente dois desses lançamentos, se obter um múltiplo de 3?
- (A)
\dfrac{1}{27} - (B)
\dfrac{2}{27} - (C)
\dfrac{1}{9} - (D)
\dfrac{2}{9}
Um saco contém duzentas bolas indistinguíveis ao tato, das quais
Determina a probabilidade de o conjunto formado por essas quatro bolas conter pelo menos três bolas verdes. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às décimas.
O código de um cartão multibanco é uma sequência de quatro algarismos, como por exemplo
Determina a probabilidade de o código atribuído ter todos os algarismos diferentes, um dos algarismos ser o zero e a soma dos quatro algarismos ser ímpar. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Uma turma do 12.º ano é constituída por
64\% dos alunos são rapazes;\dfrac{3}{4} dos rapazes têm17 anos;\dfrac{1}{3} das raparigas têm18 anos.
Pretende-se constituir um grupo de seis alunos selecionados, ao acaso, de entre todos os alunos da turma. Determina a probabilidade de o grupo ser constituído pela Isabel, pelo José, por outro aluno com
Numa assembleia de alunos estão presentes alunos de vários anos de escolaridade. Dos alunos presentes,
Dos alunos do 12.º ano presentes vão ser selecionados três, ao acaso, para integrarem a mesa da assembleia.
Qual é a probabilidade de pelo menos um desses alunos frequentar Matemática A?
- (A)
\dfrac{6}{115} - (B)
\dfrac{21}{460} - (C)
\dfrac{369}{460} - (D)
\dfrac{109}{115}
A Margarida tem cinco pares de sapatos, cada par de uma cor diferente: azul, branco, cinzento, vermelho e preto. Para os guardar dispõe de uma sapateira com dez compartimentos iguais, identificados com as letras de
Admite que a Margarida vai guardar, aleatoriamente, os cinco pares de sapatos na sapateira, um par da mesma cor por compartimento.
Determina a probabilidade de o par de sapatos brancos e o par de sapatos pretos ficarem em compartimentos adjacentes. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Dois compartimentos dizem-se adjacentes quando partilham uma divisória física, isto é, quando têm um lado comum. Por exemplo, o compartimento
Múltiplos de 3 nas faces: 3 e 6. «Exatamente dois em três» obriga a contar em quantas ordens isso pode acontecer.
- Em cada lançamento,
P(\text{múltiplo de }3) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} eP(\text{não}) = \dfrac{2}{3} . - Uma sequência concreta com dois sucessos e um insucesso tem probabilidade
\left(\dfrac{1}{3}\right)^{2} \times \dfrac{2}{3} = \dfrac{2}{27} . - Há
{}^{3}C_{2} = 3 maneiras de escolher em que lançamentos ocorrem os sucessos. P = 3 \times \dfrac{2}{27} = \dfrac{6}{27} = \dfrac{2}{9}
Conta os pontos de coordenadas inteiras do quadrado (não te esqueças do zero) e depois os que satisfazem a equação, dentro do quadrado.
- Casos possíveis:
x ey tomam 11 valores cada (de 0 a 10), logo11 \times 11 = 121 pontos. - Na reta
y = x + 7 , com0 \leq y \leq 10 , tem de ser0 \leq x \leq 3 . - Os pontos favoráveis são
(0,7), (1,8), (2,9), (3,10) — quatro. P = \dfrac{4}{121} \approx 0{,}033
«Pelo menos um» pede o acontecimento contrário: nenhum dos dois regista 4.
P(\text{o cúbico não dá }4) = \dfrac{5}{6} eP(\text{o tetraedro não dá }4) = \dfrac{3}{4} .- Os lançamentos são independentes:
P(\text{nenhum dá }4) = \dfrac{5}{6} \times \dfrac{3}{4} = \dfrac{15}{24} = \dfrac{5}{8} . P(\text{pelo menos um}) = 1 - \dfrac{5}{8} = \dfrac{3}{8}
Um produto é zero se e só se um dos fatores é zero. E o dado nunca dá zero.
- O dado só dá números de 1 a 6: nunca é zero.
- Logo o produto é zero exatamente quando sai a bola 0.
P = \dfrac{1}{5} — o resultado do dado é irrelevante.
Chama
\dfrac{8}{N} = \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow N = 16 - Das 16 bolas, 8 são azuis, logo há
16 - 8 = 8 roxas.
A expressão dada conta pares ordenados. Explica o que é cada fator.
- Pela regra de Laplace, sendo as bolas indistinguíveis ao tato, todos os pares têm a mesma probabilidade:
P = \dfrac{\text{casos favoráveis}}{\text{casos possíveis}} . - Casos possíveis: tirando as bolas uma a seguir à outra, há 18 hipóteses para a primeira e 17 para a segunda —
18 \times 17 pares ordenados. - Casos favoráveis: duas azuis dá
12 \times 11 pares ordenados; duas vermelhas dá6 \times 5 . Como os dois casos são incompatíveis, somam-se. - Logo
P = \dfrac{12 \times 11 + 6 \times 5}{18 \times 17} = \dfrac{162}{306} = \dfrac{9}{17} .
A palavra tem cinco letras distintas. As escolhas são independentes.
- Casos possíveis:
5 \times 5 = 25 pares ordenados de letras. - Casos favoráveis: os cinco pares com letras iguais.
P = \dfrac{5}{25} = \dfrac{1}{5} - Em alternativa: a primeira criança escreve o que quiser e a segunda tem de acertar —
P = \dfrac{1}{5} .
Conta com ordem em cima e em baixo. Há dois casos favoráveis: verde-amarela e amarela-verde.
- Casos possíveis:
20 \times 19 = 380 pares ordenados. - Verde e depois amarela:
10 \times 10 = 100 . Amarela e depois verde:10 \times 10 = 100 . - Total de favoráveis:
200 . P = \dfrac{200}{380} = \dfrac{10}{19}
O primeiro escolhe o que quiser; a questão é a probabilidade de o segundo escolher o mesmo.
- Casos possíveis:
7 \times 7 = 49 pares ordenados de hotéis. - Casos favoráveis: os 7 pares em que os dois hotéis coincidem.
P = \dfrac{7}{49} = \dfrac{1}{7}
A caixa fica com seis bolas exatamente quando se retiram tantas quantas as que se colocam.
- Se sai
a no primeiro lançamento eb no segundo, a caixa fica com6 - a + b bolas. 6 - a + b = 6 \Leftrightarrow a = b - Casos possíveis:
6 \times 6 = 36 . Favoráveis: os 6 pares com os dois números iguais. P = \dfrac{6}{36} = \dfrac{1}{6}
Escreve a regra de Laplace com o total
\dfrac{9}{N} = \dfrac{1}{3} \Leftrightarrow N = 27 - Raparigas:
27 - 9 = 18 .
As duas páginas à vista são sempre consecutivas. Que paridade têm dois números consecutivos?
- Ao abrir um livro ficam à vista duas páginas de números consecutivos,
n en+1 . - De dois inteiros consecutivos, um é par e o outro é ímpar.
- A soma par + ímpar é sempre ímpar, logo o acontecimento é certo:
P = 1 .
Decompõe 21 em fatores. Algum par de fatores cabe em
21 = 3 \times 7 = 1 \times 21 — não há outras decomposições em dois fatores naturais.- Nem 7 nem 21 são faces de um dado, logo não há nenhum caso favorável.
- O acontecimento é impossível:
P = 0 .
É a regra da adição: soma as duas contagens e desconta os que foram contados duas vezes.
- Sejam
D : «tem16 anos» eR : «é rapariga». - Com
16 anos:5+4 = 9 jovens, logoP(D) = \dfrac{9}{25} . - Raparigas:
2+4+4 = 10 , logoP(R) = \dfrac{10}{25} . - Raparigas de
16 anos (contadas nas duas):4 , logoP(D \cap R) = \dfrac{4}{25} . P(D \cup R) = \dfrac{9}{25}+\dfrac{10}{25}-\dfrac{4}{25} = \dfrac{15}{25} = \dfrac{3}{5}
Só interessam os compartimentos do par branco e do par preto — os outros três pares não influenciam o acontecimento. Começa por contar os pares de compartimentos adjacentes.
- Os únicos compartimentos que importam são o do par branco e o do par preto; os restantes três pares podem ficar onde quiserem.
- Casos possíveis. Escolher, com ordem, o compartimento do par branco e o do par preto:
{}^{10}A_{2} = 10 \times 9 = 90 . - Casos favoráveis. Conta-se primeiro o número de pares de compartimentos adjacentes:
- na horizontal:
A -B ,C -D ,E -F ,G -H eI -J —5 pares;
na vertical, coluna esquerda:A -C ,C -E ,E -G eG -I —4 pares;
na vertical, coluna direita:B -D ,D -F ,F -H eH -J —4 pares. - Ao todo,
5+4+4 = 13 pares de compartimentos adjacentes. Em cada par, os sapatos brancos podem ficar num dos dois compartimentos e os pretos no outro:13 \times 2 = 26 casos favoráveis. - Pela regra de Laplace:
P = \dfrac{26}{90} = \dfrac{13}{45}
Uma soma é ímpar quando o número de parcelas ímpares é ímpar. O zero é par — quantos ímpares podem então entrar nos outros três algarismos?
- Casos possíveis: cada uma das quatro posições leva um dos dez algarismos, com repetição —
10^{4} = 10\,000 . - Casos favoráveis. O código contém o
0 e mais três algarismos, todos diferentes, escolhidos de\{1, 2, \ldots, 9\} : cinco ímpares (1,3,5,7,9 ) e quatro pares (2,4,6,8 ). - A soma é ímpar se e só se o número de algarismos ímpares for ímpar. Como o
0 é par, os outros três têm de conter um ou três ímpares. - Um ímpar e dois pares: escolher o ímpar (
5 ) e dois pares sem ordem ({}^{4}C_{2} = 6 ) —30 conjuntos.
Três ímpares:{}^{5}C_{3} = 10 conjuntos. - Em qualquer dos casos, o conjunto dos quatro algarismos (incluindo o
0 ) pode ser ordenado de4! = 24 maneiras:(30 + 10) \times 4! = 40 \times 24 = 960 P = \dfrac{960}{10\,000} = \dfrac{12}{125}
«Pelo menos três» em quatro bolas significa exatamente três ou exatamente quatro — dois casos que se excluem.
- Composição do saco: verdes
0{,}49 \times 200 = 98 ; amarelas200 - 98 = 102 . - Casos possíveis:
{}^{200}C_{4} conjuntos de quatro bolas. - Casos favoráveis. Exatamente três verdes:
{}^{98}C_{3} \times {}^{102}C_{1} . Quatro verdes:{}^{98}C_{4} . P = \dfrac{{}^{98}C_{3} \times {}^{102}C_{1} + {}^{98}C_{4}}{{}^{200}C_{4}} \approx 0{,}2957 \approx 0{,}3
É mais fácil contar os casos em que os quatro vértices pertencem a uma mesma face lateral: cada face lateral tem exatamente dois vértices em cada base.
- Casos possíveis. Em cada base escolhem-se
2 dos4 vértices, sem ordem:{}^{4}C_{2} = 6 . Como as escolhas nas duas bases são independentes:{}^{4}C_{2} \times {}^{4}C_{2} = 6 \times 6 = 36 - Acontecimento contrário. O prisma tem
4 faces laterais, e cada uma delas contém exatamente dois vértices de cada base — por exemplo, a face[ABFE] contémA eB na base inferior eE eF na superior. - Logo, para os quatro vértices selecionados pertencerem a uma mesma face lateral, basta escolher essa face (
4 hipóteses); os vértices ficam determinados. Há assim4 casos. P = 1 - \dfrac{4}{36} = 1 - \dfrac{1}{9} = \dfrac{8}{9}
Para este acontecimento só interessa quais os compartimentos que ficam com bombons de amêndoa — os de avelã e de noz não entram na conta.
- Os bombons de amêndoa são indistinguíveis entre si, tal como os de avelã e os de noz. O acontecimento só depende de quais os quatro compartimentos que ficam com amêndoa.
- Casos possíveis: escolher
4 dos9 compartimentos para os bombons de amêndoa —{}^{9}C_{4} = 126 . - Casos favoráveis. Uma linha (três compartimentos) fica cheia de amêndoa e o quarto bombom de amêndoa fica num dos
6 compartimentos restantes:3 \times 6 = 18 - Não há sobreposição entre casos: com apenas quatro bombons de amêndoa é impossível preencher duas linhas.
P = \dfrac{18}{126} = \dfrac{1}{7}
Quantos pontos tem o conjunto ao todo? E quantos pares de pontos há dentro de cada hexágono? Escreve a probabilidade em função de
- Número de pontos. Cada hexágono tem
6 vértices e hán hexágonos; juntando o pontoV , o conjunto tem6n+1 pontos. - Casos possíveis: escolher
2 pontos de entre6n+1 —{}^{6n+1}C_{2} = \dfrac{(6n+1) \cdot 6n}{2} = 3n(6n+1) . - Casos favoráveis: os dois pontos são vértices do mesmo hexágono. Escolhe-se o hexágono (
n hipóteses) e dois dos seus seis vértices ({}^{6}C_{2} = 15 ) —15n . P = \dfrac{15n}{3n(6n+1)} = \dfrac{5}{6n+1} \dfrac{5}{6n+1} = \dfrac{5}{49} \;\Leftrightarrow\; 6n+1 = 49 \;\Leftrightarrow\; n = 8 - Como
8>3 , o valor obtido é admissível.
Chama
- Seja
x o número de jovens com13 anos; os restantes70-x têm14 anos. - Casos possíveis:
{}^{70}C_{2} = 2415 . - Casos favoráveis: escolher um jovem de cada idade —
x(70-x) . \dfrac{x(70-x)}{2415} = \dfrac{16}{35} \;\Leftrightarrow\; x(70-x) = 1104 \;\Leftrightarrow\; x^{2} - 70x + 1104 = 0 x = \dfrac{70 \pm \sqrt{4900 - 4416}}{2} = \dfrac{70 \pm 22}{2} \;\Leftrightarrow\; x = 24 \;\lor\; x = 46 - Como há mais jovens com
14 anos do que com13 , tem de serx < 35 . Logox = 24 . - Confirmação:
\dfrac{24 \times 46}{2415} = \dfrac{1104}{2415} = \dfrac{16}{35} ✓
Quantos funcionários trabalham presencialmente pelo menos dois dias? E o que é o contrário de «no máximo três»?
- Regra de Laplace. Num espaço amostral finito em que todos os casos são equiprováveis, a probabilidade de um acontecimento é o quociente entre o número de casos favoráveis a esse acontecimento e o número de casos possíveis.
- Quem trabalha presencialmente pelo menos dois dias. São os
0{,}40 \times 60 = 24 que estão sempre em regime presencial e ainda os que trabalham dois dias presencialmente, que são60 - 24 - 0{,}25 \times 60 = 60-24-15 = 21 . Ao todo,24+21 = 45 funcionários. Os restantes15 trabalham sempre à distância. - Casos possíveis — o denominador. Escolhem-se
4 funcionários de entre60 , ao acaso e sem ordem, porque o que interessa é quem foi selecionado:{}^{60}C_{4} . Como a seleção é feita ao acaso, todos estes conjuntos são igualmente prováveis, o que legitima a aplicação da regra de Laplace. - Casos favoráveis — o numerador. O acontecimento contrário de «no máximo três dos quatro trabalham presencialmente pelo menos dois dias» é «os quatro trabalham presencialmente pelo menos dois dias», que ocorre de
{}^{45}C_{4} maneiras — escolhem-se os quatro de entre os45 . - Subtraindo esses casos ao total obtêm-se os casos favoráveis:
{}^{60}C_{4} - {}^{45}C_{4} . P = \dfrac{{}^{60}C_{4} - {}^{45}C_{4}}{{}^{60}C_{4}} \approx 0{,}694
Só as posições dos três cartões azuis interessam. Quantos blocos de três posições consecutivas há numa fila de doze?
- O acontecimento depende apenas das posições ocupadas pelos três cartões azuis, que são indistinguíveis entre si.
- Casos possíveis: escolher
3 das12 posições —{}^{12}C_{3} = 220 . - Casos favoráveis: as três posições têm de ser consecutivas. Numa fila de
12 posições, os blocos de três consecutivas começam nas posições1, 2, \ldots, 10 —10 casos. P = \dfrac{10}{220} = \dfrac{1}{22} - Em alternativa, distinguindo todos os cartões:
P = \dfrac{3! \times 10!}{12!} = \dfrac{1}{22} — o bloco azul e os outros9 cartões dão10! ordenações, com3! arrumações internas ✓
Basta acompanhar um dos conjuntos: assim que ele fica definido, o outro fica automaticamente determinado.
- Formar os dois conjuntos equivale a escolher os seis elementos de um deles — o outro fica determinado.
- Casos possíveis:
{}^{12}C_{6} = 924 . - Casos favoráveis: esse conjunto tem três raquetes de badmínton (
{}^{6}C_{3} = 20 ) e três de ténis ({}^{6}C_{3} = 20 ) — e então o outro conjunto fica também com três de cada:{}^{6}C_{3} \times {}^{6}C_{3} = 20 \times 20 = 400 P = \dfrac{400}{924} = \dfrac{100}{231} \approx 0{,}43
Reduz tudo a dois grupos etários: «
- Composição da turma. Raparigas:
0{,}6 \times 30 = 18 ; rapazes:12 . - Rapazes com
17 anos:\dfrac{1}{3} \times 12 = 4 ; com15 ou16 :8 . Raparigas com15 ou16 anos:\dfrac{1}{3} \times 18 = 6 ; com17 :12 . - Ao todo:
4+12 = 16 alunos com17 anos e8+6 = 14 com15 ou16 anos. - Casos possíveis:
{}^{30}C_{5} = 142\,506 . - Casos favoráveis. O André e a Beatriz estão fixados (ambos com
16 anos). Falta escolher dois alunos com17 anos ({}^{16}C_{2} = 120 ) e um com15 ou16 anos de entre os14-2 = 12 restantes (12 ):{}^{16}C_{2} \times 12 = 120 \times 12 = 1440 P = \dfrac{1440}{142\,506} \approx 0{,}0101 \approx 0{,}01
Numa capicua
- Casos possíveis: quatro lançamentos independentes, cada um com
6 resultados —6^{4} = 1296 . - Uma capicua de quatro algarismos tem a forma
\overline{abba} : basta escolhera eb . - Ser par obriga
a a ser par:a \in \{2,4,6\} . Ser menor do que5000 obrigaa \leq 4 :a \in \{1,2,3,4\} . Reunindo as duas condições:a \in \{2,4\} —2 hipóteses. b é livre:6 hipóteses.P = \dfrac{2 \times 6}{6^{4}} = \dfrac{12}{1296} = \dfrac{1}{108}
Três vértices de uma mesma face definem o plano dessa face. Quantos trios há em cada face?
- Casos possíveis: escolher
3 dos8 vértices —{}^{8}C_{3} = 56 . - Casos favoráveis. O plano definido contém uma face se e só se os três vértices pertencerem todos a essa face. Cada face tem
4 vértices, dos quais se escolhem3 :{}^{4}C_{3} = 4 trios por face. - Como o cubo tem
6 faces e nenhum trio pertence a duas faces distintas:6 \times {}^{4}C_{3} = 6 \times 4 = 24 P = \dfrac{24}{56} = \dfrac{3}{7}
As quatro escolhas são independentes e cada uma acerta no
- Cada pessoa escolhe o
5 com probabilidade\dfrac{1}{5} e outro número com probabilidade\dfrac{4}{5} , independentemente das restantes. - Quais as duas pessoas que escolhem o
5 :{}^{4}C_{2} = 6 . P = {}^{4}C_{2} \times \left(\dfrac{1}{5}\right)^{2} \times \left(\dfrac{4}{5}\right)^{2} = 6 \times \dfrac{1}{25} \times \dfrac{16}{25} = \dfrac{96}{625} = 0{,}1536 - Pela regra de Laplace: casos possíveis
5^{4} = 625 ; favoráveis{}^{4}C_{2} \times 4^{2} = 96 ✓
Se o menor é
- Casos possíveis:
{}^{9}C_{4} = 126 . - Casos favoráveis. Os cartões
3 e8 têm de sair. Os outros dois têm de estar estritamente entre eles, ou seja, em\{4,5,6,7\} — senão o3 deixaria de ser o menor ou o8 de ser o maior:{}^{4}C_{2} = 6 P = \dfrac{6}{126} = \dfrac{1}{21}
A terceira coordenada de
- A terceira coordenada de
\overrightarrow{XY} éz_{Y} - z_{X} , que é nula precisamente quandoX eY têm a mesma cota. - Como duas faces do paralelepípedo são paralelas ao plano
xOy , os oito vértices repartem-se por dois grupos de quatro, cada grupo com a mesma cota. - Casos possíveis: escolher dois vértices distintos —
{}^{8}C_{2} = 28 . - Casos favoráveis: os dois vértices no mesmo grupo —
2 \times {}^{4}C_{2} = 2 \times 6 = 12 . P = \dfrac{12}{28} = \dfrac{3}{7}
Só interessam as posições das três bolas com logotipo. Quantos blocos de três posições consecutivas cabem numa fila de dez?
- Casos possíveis: escolher
3 das10 posições para as bolas com logotipo —{}^{10}C_{3} = 120 . - Casos favoráveis: as três posições consecutivas. Numa fila de
10 , esses blocos começam nas posições1 a8 —8 casos. P = \dfrac{8}{120} = \dfrac{1}{15}
Um produto de inteiros é ímpar apenas quando todos os fatores são ímpares.
- Casos possíveis: cada uma das quatro posições leva um dos catorze caracteres, com repetição —
14^{4} = 38\,416 . - Casos favoráveis. O produto dos quatro algarismos é ímpar se e só se todos forem ímpares. Os algarismos ímpares disponíveis são
1, 3, 5, 7 e9 — cinco. - Como têm de ser diferentes e as quatro posições são distintas, trata-se de um arranjo:
{}^{5}A_{4} = 5 \times 4 \times 3 \times 2 = 120 . P = \dfrac{{}^{5}A_{4}}{14^{4}} = \dfrac{120}{38\,416} \approx 0{,}003
Cada face lateral contém exatamente dois vértices de cada base — e são vértices consecutivos.
- Cada base do prisma hexagonal tem
6 vértices. - Casos possíveis. Em cada base escolhem-se
2 dos6 vértices:{}^{6}C_{2} = 15 . As duas escolhas são independentes:{}^{6}C_{2} \times {}^{6}C_{2} = 15 \times 15 = 225 - Casos favoráveis. O prisma tem
6 faces laterais e cada uma contém exatamente dois vértices de cada base — os que são consecutivos na respetiva base. Escolhida a face lateral (6 hipóteses), os quatro vértices ficam determinados. P = \dfrac{6}{225} = \dfrac{2}{75} \approx 0{,}03
Se o
- Casos possíveis:
{}^{30}C_{4} = 27\,405 . - Casos favoráveis. Os cartões
7 e22 têm de sair. Para serem os dois menores, os outros dois cartões têm de ter números maiores do que22 , isto é, pertencer a\{23, 24, \ldots, 30\} — oito números:{}^{8}C_{2} = 28 P = \dfrac{28}{27\,405} \approx 0{,}001
Um plano é perpendicular a
- Casos possíveis: escolher
3 dos8 vértices —{}^{8}C_{3} = 56 . - Casos favoráveis. Como a base
[OPQR] está contida emxOy e o prisma é reto, as suas4 arestas laterais são perpendiculares axOy . - Um plano é perpendicular a
xOy se e só se contiver uma reta perpendicular axOy . Assim, o plano definido pelos três vértices é perpendicular axOy exatamente quando dois deles são os extremos de uma aresta lateral. - Escolhe-se a aresta lateral (
4 hipóteses) e um terceiro vértice de entre os6 restantes — e nenhum trio é contado duas vezes, porque um trio não pode conter duas arestas laterais completas:4 \times 6 = 24 P = \dfrac{24}{56} = \dfrac{3}{7}
Como
- Como
n é par, de1 an há exatamente\dfrac{n}{2} números pares e\dfrac{n}{2} números ímpares. - Casos possíveis: escolher
3 dasn bolas, sem ordem (são retiradas em simultâneo) —{}^{n}C_{3} . - Casos favoráveis: escolher
2 bolas de número par de entre\dfrac{n}{2} e1 de número ímpar de entre\dfrac{n}{2} :{}^{\frac{n}{2}}C_{2} \times {}^{\frac{n}{2}}C_{1} P = \dfrac{{}^{\frac{n}{2}}C_{2} \times {}^{\frac{n}{2}}C_{1}}{{}^{n}C_{3}}
Que trios de números de
- Casos possíveis: três extrações com reposição, cada uma com
9 resultados —9^{3} = 729 . - Casos favoráveis. Para o produto de três números naturais ser
2 , os fatores só podem ser1 ,1 e2 . - Como as bolas são retiradas sucessivamente, importa a ordem: o
2 pode sair na primeira, na segunda ou na terceira extração —3 sequências:(2,1,1) ,(1,2,1) e(1,1,2) . P = \dfrac{3}{729} = \dfrac{1}{243}
Depois de fixadas as faces brancas e as azuis, sobram cinco faces e exatamente cinco cores por usar — e todas têm de ser diferentes.
- Casos possíveis: cada uma das
9 faces pode receber qualquer das7 cores, independentemente das outras —7^{9} = 40\,353\,607 . - Casos favoráveis.
- Faces brancas: escolher
2 das4 triangulares —{}^{4}C_{2} = 6 . - Faces azuis: escolher
2 das5 quadradas —{}^{5}C_{2} = 10 . - Faces restantes: sobram
2 triangulares e3 quadradas, num total de5 faces. Nenhuma delas pode ser branca ou azul (senão haveria mais do que duas de cada), pelo que ficam disponíveis7-2 = 5 cores. Como têm de ser todas diferentes, distribuem-se as5 cores pelas5 faces:5! = 120 . P = \dfrac{{}^{4}C_{2} \times {}^{5}C_{2} \times 5!}{7^{9}} = \dfrac{6 \times 10 \times 120}{40\,353\,607} = \dfrac{7200}{40\,353\,607} \approx 0{,}0002
«No máximo dois» tem por contrário «os três». É esse o significado da subtração.
- Regra de Laplace. Se um espaço amostral for finito e todos os casos forem equiprováveis, a probabilidade de um acontecimento é o quociente entre o número de casos favoráveis a esse acontecimento e o número de casos possíveis.
- Quantos residem em Coimbra. Residem fora
0{,}60 \times 80 = 48 funcionários, pelo que residem em Coimbra80-48 = 32 . - Casos possíveis — o denominador. Escolher três funcionários de entre os oitenta, ao acaso e sem ordem, pois o que interessa é quem foi escolhido e não a ordem por que o foi:
{}^{80}C_{3} . Sendo a escolha aleatória, todos estes conjuntos são igualmente prováveis, o que legitima a regra de Laplace. - Casos favoráveis — o numerador. O acontecimento contrário de «no máximo dois residem em Coimbra» é «os três residem em Coimbra», o que acontece de
{}^{32}C_{3} maneiras — os três são escolhidos de entre os32 residentes em Coimbra. - Subtraindo esses casos ao total, obtêm-se os casos favoráveis:
{}^{80}C_{3} - {}^{32}C_{3} .
«Pelo menos dois» em três alunos significa exatamente dois ou três — dois casos que se excluem.
- Composição da turma: inscritos
0{,}80 \times 25 = 20 ; não inscritos25-20 = 5 . - Casos possíveis:
{}^{25}C_{3} = 2300 . - Casos favoráveis. Exatamente dois inscritos:
{}^{20}C_{2} \times {}^{5}C_{1} = 190 \times 5 = 950 . Três inscritos:{}^{20}C_{3} = 1140 . P = \dfrac{{}^{20}C_{2} \times 5 + {}^{20}C_{3}}{{}^{25}C_{3}} = \dfrac{2090}{2300} = \dfrac{209}{230} \approx 0{,}91
Um plano paralelo a
- Um plano paralelo ao plano
z=5 tem equação da formaz=k : todos os seus pontos têm a mesma cota. - Como os vértices do octaedro pertencem aos eixos coordenados, dois deles estão no eixo
Oz (as duas «pontas»,A eF ) e os outros quatro —B ,C ,D eE — estão nos eixosOx eOy , tendo todos cota nula. - Casos favoráveis: escolher três desses quatro vértices —
{}^{4}C_{3} = 4 . (Nenhum outro trio serve: os vérticesA eF são os únicos com cota não nula e não há outro com a cota de cada um deles.) - Casos possíveis:
{}^{6}C_{3} = 20 . P = \dfrac{4}{{}^{6}C_{3}} = \dfrac{4}{20} = \dfrac{1}{5}
Só interessam as posições ocupadas pelas duas bolas azuis, que são indistinguíveis entre si.
- Como as bolas só se distinguem pela cor, o resultado da experiência fica determinado pelas posições ocupadas pelas duas bolas azuis.
- Casos possíveis: escolher
2 das6 posições —{}^{6}C_{2} = 15 . - Casos favoráveis: as duas posições consecutivas. Numa fila de
6 , os pares consecutivos começam nas posições1 a5 —5 casos. P = \dfrac{5}{15} = \dfrac{1}{3}
O acontecimento contrário é bem mais simples de contar — e só há uma cor com bolas suficientes.
- Casos possíveis:
{}^{9}C_{3} = 84 . - Acontecimento contrário — as três bolas da mesma cor. Só é possível com bolas pretas: há apenas duas brancas e uma amarela.
{}^{6}C_{3} = 20 P = 1 - \dfrac{{}^{6}C_{3}}{{}^{9}C_{3}} = 1 - \dfrac{20}{84} = \dfrac{64}{84} = \dfrac{16}{21}
«Pelo menos um» pede o acontecimento contrário: nenhum estar com gripe.
- Casos possíveis:
{}^{300}C_{3} = 4\,455\,100 . - Acontecimento contrário — nenhum dos três está com gripe, isto é, os três são escolhidos de entre os
300-17 = 283 alunos saudáveis:{}^{283}C_{3} = 3\,737\,581 . P = 1 - \dfrac{{}^{283}C_{3}}{{}^{300}C_{3}} = 1 - \dfrac{3\,737\,581}{4\,455\,100} \approx 0{,}16
A condição
- A condição
x=1 \land y=2 define a reta que passa pelo ponto(1,2,0) e é paralela ao eixoOz . - Casos possíveis: escolher
2 dos6 vértices —{}^{6}C_{2} = 15 . - Casos favoráveis. Como os vértices pertencem aos eixos coordenados, os únicos dois que estão sobre o eixo
Oz sãoA eF . A retaAF é o próprio eixoOz , logo é paralela à reta dada. - Qualquer outro par de vértices define uma reta que não tem a direção do eixo
Oz . Há, portanto,1 caso favorável. P = \dfrac{1}{15}
«Pelo menos sete» em oito significa exatamente sete ou oito.
- Composição: apostadores no euromilhões
0{,}80 \times 50 = 40 ; não apostadores50-40 = 10 . - Casos possíveis:
{}^{50}C_{8} . - Casos favoráveis. Exatamente sete apostadores:
{}^{40}C_{7} \times {}^{10}C_{1} . Os oito apostadores:{}^{40}C_{8} . P = \dfrac{{}^{40}C_{7} \times {}^{10}C_{1} + {}^{40}C_{8}}{{}^{50}C_{8}} \approx 0{,}4905 \approx 0{,}49
Começa pelo acontecimento contrário: o João e a Margarida lado a lado, tratados como um bloco.
- Casos possíveis:
7! = 5040 maneiras de sentar as sete pessoas. - Acontecimento contrário — o João e a Margarida lado a lado. Tratando-os como um bloco, há
6 objetos a ordenar (6! = 720 ) e, dentro do bloco, os dois podem trocar (2! = 2 ):2 \times 6! = 1440 . P = 1 - \dfrac{2 \times 6!}{7!} = 1 - \dfrac{1440}{5040} = 1 - \dfrac{2}{7} = \dfrac{5}{7} - Em alternativa, contando só as posições do par:
{}^{7}C_{2} = 21 pares de lugares, dos quais6 são de lugares consecutivos —P = 1 - \dfrac{6}{21} = \dfrac{5}{7} ✓
Uma escolha de três alunos é um conjunto: a ordem não interessa.
- Composição da escola: raparigas
0{,}55 \times 200 = 110 ; rapazes200-110 = 90 . - Casos possíveis:
{}^{200}C_{3} = 1\,313\,400 . - Casos favoráveis: duas raparigas de entre
110 e um rapaz de entre90 —{}^{110}C_{2} \times 90 = 5995 \times 90 = 539\,550 . P = \dfrac{{}^{110}C_{2} \times 90}{{}^{200}C_{3}} = \dfrac{327}{796} \approx 0{,}41
A pergunta só depende de quais as quatro cores selecionadas — a atribuição às faces não altera o acontecimento.
- O acontecimento «uma das faces é pintada com a cor preferida» é o mesmo que «a cor preferida está entre as quatro cores selecionadas»: a maneira como as cores são distribuídas pelas faces é irrelevante.
- Casos possíveis: escolher
4 das12 cores, sem ordem —{}^{12}C_{4} = 495 . - Casos favoráveis: a cor preferida está garantida, faltando escolher
3 das11 restantes —{}^{11}C_{3} = 165 . P = \dfrac{{}^{11}C_{3}}{{}^{12}C_{4}} = \dfrac{165}{495} = \dfrac{1}{3}
Só há três figuras: «pelo menos duas» significa exatamente duas ou exatamente três.
- Há
3 figuras e13-3 = 10 cartas que não são figuras. - Casos possíveis:
{}^{13}C_{4} = 715 . - Casos favoráveis. Exatamente duas figuras:
{}^{3}C_{2} \times {}^{10}C_{2} = 3 \times 45 = 135 . As três figuras:{}^{3}C_{3} \times {}^{10}C_{1} = 10 . P = \dfrac{135 + 10}{715} = \dfrac{145}{715} = \dfrac{29}{143}
As caixas são retiradas em simultâneo: a ordem não conta.
- O lote tem
10+20 = 30 caixas. - Casos possíveis: escolher
4 das30 caixas, sem ordem —{}^{30}C_{4} . - Casos favoráveis: as quatro caixas escolhidas de entre as
20 do medicamentoY —{}^{20}C_{4} . P = \dfrac{{}^{20}C_{4}}{{}^{30}C_{4}} = \dfrac{4845}{27\,405} = \dfrac{323}{1827} - Nota: a opção (D) corresponderia a quatro extrações com reposição, o que não é o caso.
Enumera os pares de números diferentes cuja soma é
- Casos possíveis:
{}^{16}C_{2} = 120 . - Casos favoráveis: os pares de números diferentes com soma
7 são\{1,6\} ,\{2,5\} e\{3,4\} —3 casos. P = \dfrac{3}{120} = \dfrac{1}{40}
«Pelo menos uma de copas» tem por contrário «nenhuma de copas», isto é, as três serem de espadas.
- Casos possíveis:
{}^{7}C_{3} = 35 . - Acontecimento contrário — nenhuma carta de copas, ou seja, as três são de espadas:
{}^{4}C_{3} = 4 . P = 1 - \dfrac{{}^{4}C_{3}}{{}^{7}C_{3}} = 1 - \dfrac{4}{35} = \dfrac{31}{35}
Quantos conjuntos de três trabalhadores são formados exatamente pelos três amigos?
- Casos possíveis: escolher
3 dos10 trabalhadores, sem ordem —{}^{10}C_{3} = 120 . - Casos favoráveis: há um só conjunto formado exatamente pelo João, pelo António e pelo Manuel.
P = \dfrac{1}{{}^{10}C_{3}} = \dfrac{1}{120}
Dada a informação, os casos possíveis são as sequências que se conseguem formar com cinco
- A informação dada restringe o espaço de resultados: apenas se consideram as sequências de oito respostas formadas por cinco
A , umB e doisD . - Casos possíveis. Escolhem-se as
5 perguntas onde o Pedro respondeuA ({}^{8}C_{5} = 56 ) e, das3 restantes, a que levouB ({}^{3}C_{1} = 3 ); as outras duas ficam comD :{}^{8}C_{5} \times {}^{3}C_{1} = 56 \times 3 = 168 - Em alternativa, por permutações com repetição:
\dfrac{8!}{5! \times 1! \times 2!} = 168 ✓ - Casos favoráveis: a sequência correta é única —
1 caso. P = \dfrac{1}{168}
Em a) separa as faces em dois tipos: as bases (pentágonos) e as laterais (retângulos). Em b), quantas diagonais tem cada face lateral?
- a) Casos possíveis:
{}^{10}C_{3} = 120 . - Trios numa base: cada base é um pentágono com
5 vértices —{}^{5}C_{3} = 10 trios por base, e há2 bases:20 . - Trios numa face lateral: cada face lateral é um retângulo com
4 vértices —{}^{4}C_{3} = 4 trios por face, e há5 faces laterais:20 . - Nenhum trio é contado duas vezes: duas faces distintas partilham no máximo dois vértices (uma aresta).
P = \dfrac{20+20}{120} = \dfrac{40}{120} = \dfrac{1}{3} - b) Casos possíveis: um vértice em cada base —
5 \times 5 = 25 . - Casos favoráveis. Um segmento com um extremo em cada base é diagonal de uma face apenas quando é diagonal de uma face lateral (as diagonais das bases unem vértices da mesma base). Cada uma das
5 faces laterais é um retângulo com2 diagonais:5 \times 2 = 10 . P = \dfrac{10}{25} = \dfrac{2}{5}
Lê a expressão de trás para a frente: o denominador diz-te quantas bolas há e quantas se retiram; o numerador tem duas parcelas — logo o acontecimento é uma reunião de dois casos.
- Leitura do denominador.
{}^{10}C_{5} indica que o saco tem10 bolas e que se retiram5 , em simultâneo (sem ordem). - Leitura do numerador. Aparecem
{}^{7}C_{4} ,{}^{7}C_{5} e o fator3 : há7 bolas de uma cor e3 da outra. A primeira parcela,{}^{7}C_{4} \times 3 , conta os conjuntos com quatro bolas da primeira cor e uma da segunda; a segunda parcela,{}^{7}C_{5} , conta os conjuntos com as cinco bolas da primeira cor. - Somadas, dão os casos com pelo menos quatro bolas da primeira cor.
- Enunciado possível. «Um saco contém dez bolas indistinguíveis ao tato: sete azuis e três verdes. Retiram-se do saco, simultaneamente e ao acaso, cinco bolas. Qual é a probabilidade de, entre as bolas retiradas, haver pelo menos quatro bolas azuis?»
- Confirmação:
\dfrac{35 \times 3 + 21}{252} = \dfrac{126}{252} = \dfrac{1}{2} .
Escolher dois CD é escolher um conjunto: a ordem não interessa.
- Casos possíveis:
{}^{9}C_{2} = 36 . - Casos favoráveis: um CD de rock de entre
7 e um de música popular de entre2 —7 \times 2 = 14 . P = \dfrac{14}{36} = \dfrac{7}{18}
«Exatamente dois ases» quer dizer que a terceira carta não pode ser um ás.
- Regra de Laplace. Sendo as cartas distribuídas ao acaso, todos os conjuntos de três cartas são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
- Casos possíveis — o denominador. O jogador recebe três cartas de entre as
52 do baralho e, como as recebe «por qualquer ordem», o que interessa é quais as cartas e não a ordem:{}^{52}C_{3} . - Casos favoráveis — o numerador. O baralho tem
4 ases. Para o jogador ter exatamente dois ases, escolhem-se2 dos4 ases ({}^{4}C_{2} ) e a terceira carta de entre as que não são ases — há52-4 = 48 . É esta exclusão que garante o «exatamente». P = \dfrac{{}^{4}C_{2} \times 48}{{}^{52}C_{3}} = \dfrac{6 \times 48}{22\,100} = \dfrac{72}{5525} \approx 0{,}013
A ordem das cartas interessa. E cada uma das cartas pedidas existe em quantos naipes?
- Como as cartas são colocadas na mão pela ordem por que são recebidas, a ordem interessa.
- Casos possíveis: sequências de
6 cartas distintas escolhidas de entre40 —{}^{40}A_{6} . - Casos favoráveis: a sequência de valores está fixada, mas o enunciado não impõe naipes. Cada um dos seis valores —
2 ,4 ,6 ,7 , Dama e Rei — existe em4 naipes:4^{6} . P = \dfrac{4^{6}}{{}^{40}A_{6}}
Um produto é ímpar apenas quando todos os fatores são ímpares.
- O produto de três números é ímpar se e só se os três forem ímpares. De
1 a11 há6 números ímpares (1, 3, 5, 7, 9, 11 ). - Casos possíveis:
{}^{11}C_{3} = 165 . - Casos favoráveis:
{}^{6}C_{3} = 20 . P = \dfrac{20}{165} = \dfrac{4}{33} \approx 0{,}12
Quantos dos catorze pontos pertencem a uma dada face do cubo? Conta os do cubo e os do octaedro.
- Casos possíveis: escolher
5 dos14 vértices —{}^{14}C_{5} = 2002 . - Casos favoráveis. Cada face do cubo contém
4 vértices do cubo e, por hipótese, exatamente1 vértice do octaedro — ao todo,5 pontos. - Como se escolhem precisamente
5 pontos, para todos pertencerem à mesma face têm de ser exatamente esses cinco. Há, portanto, um conjunto favorável por face, e o cubo tem6 faces:6 casos. P = \dfrac{6}{{}^{14}C_{5}} = \dfrac{6}{2002} = \dfrac{3}{1001}
Se os números
- Casos possíveis: escolher
6 números de entre49 , sem ordem —{}^{49}C_{6} . - Casos favoráveis: os números
1 ,2 e3 estão garantidos, faltando escolher os outros3 de entre os49-3 = 46 restantes —{}^{46}C_{3} . P = \dfrac{{}^{46}C_{3}}{{}^{49}C_{6}} = \dfrac{5}{4606}
Fixa a ordem dos rapazes e pensa numa dança como uma ordenação das raparigas ao lado deles.
- Regra de Laplace. Como todos os emparelhamentos são escolhidos ao acaso, todos são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
- Casos possíveis. Fixando os rapazes por uma ordem qualquer — João, Rui, Paulo —, uma dança fica completamente definida pela ordem por que as três raparigas se lhes associam. Há, portanto,
3! = 6 emparelhamentos possíveis. - Casos favoráveis. A Ana dança com o João, o que fixa um dos pares. As outras duas raparigas distribuem-se pelos dois rapazes restantes de
2! = 2 maneiras. P = \dfrac{2}{3!} = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} - Nota: era de esperar — a Ana dança com um dos três rapazes, todos igualmente prováveis.
Só interessam os dois lugares ocupados pelo João e pela Maria.
- Casos possíveis: escolher os dois lugares do João e da Maria de entre os cinco —
{}^{5}C_{2} = 10 . - Casos favoráveis: os pares de lugares consecutivos numa fila de cinco são
(1,2) ,(2,3) ,(3,4) e(4,5) —4 casos. P = \dfrac{4}{10} = \dfrac{2}{5} - Em alternativa:
P = \dfrac{2 \times 4!}{5!} = \dfrac{48}{120} = \dfrac{2}{5} ✓
As rifas vão de
- Casos possíveis: as rifas vão de
000 a999 , ou seja,10^{3} = 1000 rifas. - Casos favoráveis. Escolhe-se a posição do algarismo
5 (3 hipóteses); as outras duas posições levam algarismos diferentes de5 , podendo repetir-se entre si (9^{2} = 81 ):3 \times 9^{2} = 243 P = \dfrac{243}{1000} = 0{,}243 \approx 0{,}24
Quais são os trios de números de
- Regra de Laplace. O dado é equilibrado, pelo que todas as sequências de três resultados são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
- Casos possíveis — o denominador. Três lançamentos, cada um com
6 resultados possíveis:6^{3} = 216 . - Casos favoráveis — o numerador. Os únicos trios de números de
1 a6 com produto6 são\{1,2,3\} e\{1,1,6\} . - Com os números
1 ,2 e3 , todos diferentes, há3! = 6 sequências.
Com os números1 ,1 e6 , basta escolher a posição do6 —3 sequências. P = \dfrac{3! + 3}{6^{3}} = \dfrac{9}{216} = \dfrac{1}{24}
Se o Gonçalo é escolhido, falta escolher apenas mais um condutor.
- Casos possíveis: escolher
2 dos5 condutores —{}^{5}C_{2} = 10 . - Casos favoráveis: o Gonçalo está escolhido e o segundo condutor é um dos
4 restantes —4 casos. P = \dfrac{4}{10} = \dfrac{2}{5} - Pelo contrário:
P = 1 - \dfrac{{}^{4}C_{2}}{{}^{5}C_{2}} = 1 - \dfrac{6}{10} = \dfrac{2}{5} ✓
Os dois grupos são independentes e têm exatamente a mesma estrutura:
- Cada grupo tem
8 cartas,4 de cada tipo, e de cada grupo tiram-se2 cartas. As extrações nos dois grupos são independentes. - Primeiro grupo (ases e reis). Casos possíveis:
{}^{8}C_{2} = 28 . Casos favoráveis (um ás e um rei):4 \times 4 = 16 .P_{1} = \dfrac{16}{28} = \dfrac{4}{7} - Segundo grupo (damas e valetes). Pela mesma razão,
P_{2} = \dfrac{4}{7} . P = P_{1} \times P_{2} = \dfrac{4}{7} \times \dfrac{4}{7} = \dfrac{16}{49}
Quantos vértices e quantas arestas tem um paralelepípedo? E escolher dois vértices tem ordem?
- Um paralelepípedo retângulo tem
8 vértices e12 arestas. - Casos possíveis: escolher
2 dos8 vértices, sem ordem —{}^{8}C_{2} = 28 . - Casos favoráveis: cada aresta corresponde a um par de vértices —
12 casos. P = \dfrac{12}{{}^{8}C_{2}} = \dfrac{12}{28} = \dfrac{3}{7}
Se o maior é
- Casos possíveis:
{}^{20}C_{3} . - Casos favoráveis: a bola
10 sai obrigatoriamente e as outras duas têm números menores do que10 , ou seja, pertencem a\{1, 2, \ldots, 9\} :{}^{9}C_{2} = 36 P = \dfrac{36}{{}^{20}C_{3}} = \dfrac{36}{1140} = \dfrac{3}{95}
Como se retiram todas as cartas antes de olhar para elas, só interessa quais saíram — pensa em combinações.
- O baralho tem
4 ases e52-4 = 48 cartas que não são ases. - Casos possíveis: escolher
6 das52 cartas —{}^{52}C_{6} . - Casos favoráveis: exatamente um ás (
{}^{4}C_{1} = 4 ) e cinco cartas que não são ases ({}^{48}C_{5} ). P = \dfrac{{}^{4}C_{1} \times {}^{48}C_{5}}{{}^{52}C_{6}} = \dfrac{18\,216}{54\,145} \approx 0{,}34
Repara em que só há uma bola com o número
- Casos possíveis:
{}^{10}C_{2} = 45 . - Casos favoráveis. Duas bolas com o número
1 :{}^{4}C_{2} = 6 . Duas com o número2 :{}^{5}C_{2} = 10 . Com o número3 é impossível, pois só existe uma bola. P = \dfrac{6+10}{45} = \dfrac{16}{45}
De que maneiras é que duas idades de
- Por idade, há
1+3 = 4 alunos com5 anos,5+5 = 10 com6 anos e2+7 = 9 com7 anos —23 alunos ao todo. O sexo não interfere no acontecimento. - Casos possíveis:
{}^{23}C_{2} = 253 . - Casos favoráveis. A soma
12 obtém-se com5+7 ou com6+6 . - Um com
5 e um com7 anos:4 \times 9 = 36 . Dois com6 anos:{}^{10}C_{2} = 45 . P = \dfrac{36+45}{253} = \dfrac{81}{253}
Num prisma regular as arestas laterais são perpendiculares às bases. Se uma base é horizontal, que direção têm essas arestas?
- Um prisma hexagonal regular é um prisma reto: as arestas laterais são perpendiculares às bases. Como uma das bases está contida no plano
z=2 , que é paralelo ao planoxOy , as arestas laterais têm a direção do eixoOz . - O prisma tem
6+6 = 12 vértices. - Casos possíveis:
{}^{12}C_{2} = 66 . - Casos favoráveis: os pares de vértices que definem uma reta com a direção de
Oz são exatamente os extremos das6 arestas laterais. P = \dfrac{6}{66} = \dfrac{1}{11}
Um plano perpendicular a
- Um plano perpendicular ao eixo
Oy tem equação da formay=k , ou seja, todos os seus pontos têm a mesma ordenada. - Dos seis vértices, dois estão no eixo
Oy (com ordenadas simétricas e não nulas) e os outros quatro — os que estão emOx e emOz — têm todos ordenada nula. - Casos favoráveis: escolher três desses quatro vértices, que definem o plano
y=0 :{}^{4}C_{3} = 4 . Nenhum outro trio serve, pois os dois vértices do eixoOy têm ordenadas distintas entre si e distintas de zero. - Casos possíveis:
{}^{6}C_{3} = 20 . P = \dfrac{4}{20} = \dfrac{1}{5}
Calcula as ordenadas dos cinco pontos. Um segmento interseta o eixo
- Ordenadas dos cinco pontos:
f(-4) = f(4) = 7 \qquad f(-2) = f(2) = -5 \qquad f(0) = -9 - Há, portanto,
2 pontos com ordenada positiva (abcissas-4 e4 ) e3 com ordenada negativa (abcissas-2 ,0 e2 ). - Um segmento interseta o eixo
Ox se e só se os seus extremos tiverem ordenadas de sinais contrários — nenhum dos pontos tem ordenada nula. - Casos possíveis:
{}^{5}C_{2} = 10 . Casos favoráveis:2 \times 3 = 6 . P = \dfrac{6}{10} = 0{,}6
Quantos triângulos equiláteros se conseguem formar com vértices de um hexágono regular? E não te esqueças de que os lançamentos são ordenados.
- Casos possíveis: três lançamentos independentes, cada um com
6 resultados —6^{3} = 216 . - Triângulos equiláteros. Num hexágono regular, os triângulos equiláteros com vértices no hexágono obtêm-se tomando vértices alternados:
\{1,3,5\} e\{2,4,6\} — apenas2 . - Casos favoráveis. Cada um desses conjuntos exige que saiam os três números, todos diferentes, em qualquer ordem:
3! = 6 sequências por triângulo. P = \dfrac{2 \times 3!}{6^{3}} = \dfrac{12}{216} = \dfrac{1}{18}
Escreve a probabilidade em função de
- A caixa passa a ter
2+1+n = n+3 bolas. - Casos possíveis:
{}^{n+3}C_{2} = \dfrac{(n+3)(n+2)}{2} . - Casos favoráveis: uma amarela de entre
n e a única bola verde —n \times 1 = n . \dfrac{n}{\frac{(n+3)(n+2)}{2}} = \dfrac{5}{39} \;\Leftrightarrow\; \dfrac{2n}{(n+3)(n+2)} = \dfrac{5}{39} 78n = 5\left(n^{2}+5n+6\right) \;\Leftrightarrow\; 5n^{2} - 53n + 30 = 0 n = \dfrac{53 \pm \sqrt{2809-600}}{10} = \dfrac{53 \pm 47}{10} \;\Leftrightarrow\; n = 10 \;\lor\; n = \dfrac{3}{5} - Como
n é um número de bolas, tem de ser natural:n = 10 .
Numa mesa redonda com lugares numerados, quantos lugares pode a Elsa ocupar? E, fixada a Elsa, de quantas maneiras se colocam o Diogo e o Filipe ao seu lado?
- Casos possíveis: seis pessoas em seis lugares numerados —
6! = 720 . - Casos favoráveis. Como a mesa é redonda, todos os lugares têm dois vizinhos, pelo que a Elsa pode ocupar qualquer um dos
6 lugares. - Fixado o lugar da Elsa, o Diogo e o Filipe ocupam os dois lugares ao seu lado, podendo trocar entre si:
2! = 2 . - Os restantes três amigos ocupam os três lugares que sobram:
3! = 6 . P = \dfrac{6 \times 2 \times 3!}{6!} = \dfrac{72}{720} = \dfrac{1}{10}
Olha para a caixa
- Um produto é par se e só se pelo menos um dos fatores for par.
- A caixa
A tem as bolas1 ,2 ,4 e6 : apenas uma é ímpar (a bola1 ). - Como se retiram duas bolas da caixa
A , é impossível que ambas sejam ímpares: pelo menos uma delas é forçosamente par. - O produto contém então sempre um fator par, pelo que é sempre par. Trata-se de um acontecimento certo:
P = 1
Em a) repara em que há duas ordens possíveis. Em b), só as posições das três bolas pretas interessam.
- a) As duas primeiras bolas são de cores diferentes se a primeira for preta e a segunda branca, ou o contrário:
P = \dfrac{3}{12} \times \dfrac{9}{11} + \dfrac{9}{12} \times \dfrac{3}{11} = 2 \times \dfrac{27}{132} = \dfrac{9}{22} - Em alternativa, pela regra de Laplace sobre pares de bolas:
P = \dfrac{3 \times 9}{{}^{12}C_{2}} = \dfrac{27}{66} = \dfrac{9}{22} ✓ - b) Como as bolas da mesma cor são indistinguíveis, o resultado fica determinado pelas posições das três bolas pretas na sequência das doze extrações.
- Casos possíveis:
{}^{12}C_{3} = 220 . Casos favoráveis: as três posições consecutivas — os blocos começam nas posições1 a10 , ou seja,10 casos. P = \dfrac{10}{220} = \dfrac{1}{22}
De quantas maneiras se obtém
- Regra de Laplace. Sendo as bolas indistinguíveis ao tato e a extração feita ao acaso, todos os conjuntos de três bolas são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
- Casos possíveis — o denominador. Escolher
3 das12 bolas, sem ordem:{}^{12}C_{3} = 220 . - Casos favoráveis — o numerador. A soma de três números de
\{1,2,3\} é5 apenas em dois casos:1+1+3 e1+2+2 . - Duas bolas com o número
1 e uma com o número3 :{}^{3}C_{2} \times 4 = 3 \times 4 = 12 . - Uma bola com o número
1 e duas com o número2 :{}^{5}C_{2} \times 3 = 10 \times 3 = 30 . - Os dois casos excluem-se, pelo que se somam:
P = \dfrac{12+30}{220} = \dfrac{42}{220} = \dfrac{21}{110}
A distribuição faz-se em duas etapas: quem recebe bilhete e que bilhete recebe cada um. É essa a estrutura das duas expressões.
- Regra de Laplace. Como os bilhetes são distribuídos ao acaso, todas as distribuições são igualmente prováveis; a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
- Casos possíveis — o denominador. Primeiro escolhem-se os
20 jovens que recebem bilhete, de entre os25 :{}^{25}C_{20} . Depois distribuem-se os20 bilhetes — todos diferentes, pois correspondem a lugares distintos — por esses20 jovens:20! . - Casos favoráveis — o numerador.
- Quem recebe bilhete:
10 dos12 rapazes ({}^{12}C_{10} ) e10 das13 raparigas ({}^{13}C_{10} ). - Qual a fila de cada grupo: os rapazes podem ficar na primeira ou na segunda fila —
2 hipóteses. - Lugares dentro de cada fila: os dez rapazes distribuem-se pelos dez lugares da sua fila de
10! maneiras, e as dez raparigas de10! maneiras. P = \dfrac{{}^{12}C_{10} \times {}^{13}C_{10} \times 2 \times 10! \times 10!}{{}^{25}C_{20} \times 20!} = \dfrac{1}{260\,015}
Separa por idade: em cada idade, quantos pares «um rapaz e uma rapariga» se conseguem formar?
- Casos possíveis:
{}^{25}C_{2} = 300 . - Casos favoráveis. Para cada idade, conta-se o número de pares formados por um rapaz e uma rapariga:
15 anos:4 \times 2 = 8 .16 anos:5 \times 4 = 20 .17 anos:6 \times 4 = 24 .- Os três casos excluem-se:
8+20+24 = 52 . P = \dfrac{52}{300} = \dfrac{13}{75}
Um e um só Rei: uma das cartas é Rei e as outras cinco não podem ser.
- O baralho tem
4 Reis e52-4 = 48 cartas que não são Reis. - Casos possíveis:
{}^{52}C_{6} . - Casos favoráveis: um Rei (
{}^{4}C_{1} = 4 ) e cinco cartas de entre as que não são Reis ({}^{48}C_{5} ). P = \dfrac{4 \times {}^{48}C_{5}}{{}^{52}C_{6}} = \dfrac{18\,216}{54\,145} \approx 0{,}336
Em b), o algarismo dos milhares está forçado. E o das centenas — que valores pode tomar, sem repetir?
- Casos possíveis: cada uma das quatro posições leva um algarismo de
1 a9 , com repetição —9^{4} = 6561 . - a) Escolhem-se as
2 posições dos algarismos1 ({}^{4}C_{2} = 6 ); as outras duas posições levam algarismos diferentes de1 , podendo repetir-se entre si (8^{2} = 64 ):P = \dfrac{{}^{4}C_{2} \times 8^{2}}{9^{4}} = \dfrac{384}{6561} \approx 0{,}0585 \approx 6\% - b) Para o número ser maior do que
9800 , o algarismo dos milhares tem de ser9 . O das centenas tem de ser8 ou9 ; como os algarismos são todos diferentes, o9 está excluído — logo é8 . - O número tem a forma
\overline{98xy} , comx ey diferentes entre si e diferentes de9 e de8 . Qualquer número desta forma é maior do que9800 . Restam7 algarismos:{}^{7}A_{2} = 42 . P = \dfrac{42}{6561} \approx 0{,}006
De
- Casos possíveis: os cinco cartões, todos diferentes, em cinco posições —
5! = 120 . - Casos favoráveis. De
1 a5 , os algarismos pares são apenas2 e4 . Se as unidades e as dezenas são ambas pares, essas duas posições levam precisamente o2 e o4 , em qualquer ordem:2! = 2 . - Os restantes três cartões ocupam as três primeiras posições:
3! = 6 . P = \dfrac{2 \times 3!}{5!} = \dfrac{12}{120} = \dfrac{1}{10}
Em b), os três casais ocupam os pares de lugares
- a) As duas escolhas são independentes. A probabilidade de a Sra. Nunes ser escolhida de entre as três mulheres é
\dfrac{1}{3} e a de o Sr. Nunes ser escolhido de entre os três homens é também\dfrac{1}{3} .P = \dfrac{1}{3} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{9} - b) Regra de Laplace. Como os bilhetes são distribuídos ao acaso, todas as disposições são igualmente prováveis.
- Casos possíveis: seis pessoas em seis lugares —
6! = 720 . - Casos favoráveis. Para os três casais ficarem juntos em seis lugares consecutivos, cada casal ocupa um dos pares
(1,2) ,(3,4) e(5,6) . Restam então quatro escolhas, cada uma com duas hipóteses: - 1.ª — a ordem dos Martins no par central: o marido à esquerda ou à direita —
2 ;
2.ª — qual dos outros casais fica no par da esquerda (o outro fica no da direita) —2 ;
3.ª e 4.ª — a ordem interna de cada um desses dois casais —2 e2 . P = \dfrac{2 \times 2 \times 2 \times 2}{6!} = \dfrac{2^{4}}{6!} = \dfrac{16}{720} = \dfrac{1}{45}
Em a), cada cor forma um bloco: falta ordenar os blocos e o interior de cada um. Em b), quantas cores há ao todo?
- As quinze bolas são todas distinguíveis: cada uma fica identificada pelo par (cor, número).
- a) Casos possíveis:
15! filas diferentes. - Casos favoráveis: as três cores formam três blocos, que se podem ordenar de
3! maneiras; dentro de cada bloco, as cinco bolas ordenam-se de5! maneiras.P = \dfrac{3! \times (5!)^{3}}{15!} = \dfrac{1}{126\,126} \approx 0{,}0000079 - b) Casos possíveis:
{}^{15}C_{3} = 455 . - Casos favoráveis. Como há apenas três cores e as três bolas têm de ter cores diferentes, sai exatamente uma bola de cada cor.
- Os números também têm de ser diferentes: escolhe-se o número da amarela (
5 hipóteses), depois o da verde (4 ) e o da branca (3 ):5 \times 4 \times 3 = 60 P = \dfrac{60}{455} = \dfrac{12}{91}
Em a) as extremidades da montra são dois vértices bem determinados. Em b), conta pelo contrário: quantos pares são do mesmo tipo?
- a) Casos possíveis: os seis automóveis, todos diferentes, pelos seis vértices —
6! = 720 . - Casos favoráveis: os dois desportivos ocupam os dois vértices das extremidades da montra, podendo trocar entre si (
2! = 2 ); os outros quatro ocupam os restantes quatro vértices (4! = 24 ).P = \dfrac{2! \times 4!}{6!} = \dfrac{48}{720} = \dfrac{1}{15} - b) Casos possíveis:
{}^{6}C_{2} = 15 . - Acontecimento contrário — os dois do mesmo tipo. Como há exatamente dois automóveis de cada tipo, há um par por tipo:
3 casos. P = 1 - \dfrac{3}{15} = \dfrac{12}{15} = \dfrac{4}{5}
Se seis das treze cartas são de espadas, as outras sete têm de vir dos restantes naipes.
- O baralho tem
13 cartas de espadas e52-13 = 39 de outros naipes. - Casos possíveis:
{}^{52}C_{13} — a mão é um conjunto de treze cartas. - Casos favoráveis: seis cartas de espadas (
{}^{13}C_{6} ) e sete de outros naipes ({}^{39}C_{7} ). P = \dfrac{{}^{13}C_{6} \times {}^{39}C_{7}}{{}^{52}C_{13}} \approx 0{,}0416 \approx 4\%
Só interessa quais os compartimentos ocupados. Quantas filas há — e quantos compartimentos tem cada uma?
- Como só interessa quais os compartimentos ocupados, a ordem por que os iogurtes são colocados é irrelevante.
- Casos possíveis: escolher
4 dos12 compartimentos —{}^{12}C_{4} = 495 . - Casos favoráveis: cada fila tem exatamente
4 compartimentos, pelo que a fila fica completamente ocupada. Há3 filas, logo3 casos. P = \dfrac{3}{{}^{12}C_{4}} = \dfrac{3}{495} = \dfrac{1}{165}
Quantos vértices tem o poliedro? E que conjuntos de vértices ficam todos num mesmo plano paralelo a
- O poliedro tem
8 vértices do cubo e os2 vértices das pirâmides —10 ao todo. - Casos possíveis:
{}^{10}C_{3} = 120 . - Casos favoráveis. Os únicos planos paralelos a
y=0 definidos por vértices do poliedro são os que contêm as bases das pirâmides — cada uma com4 vértices. Os vértices das pirâmides estão sozinhos nos seus planos, pelo que não geram casos favoráveis. - De cada base escolhem-se
3 dos4 vértices:2 \times {}^{4}C_{3} = 2 \times 4 = 8 P = \dfrac{8}{120} = \dfrac{1}{15}
Se os seis números são todos diferentes e há apenas seis valores possíveis, o que se pode dizer da sequência?
- Casos possíveis: seis lançamentos independentes, cada um com
6 resultados —6^{6} . - Casos favoráveis: como há exatamente seis valores possíveis e os seis resultados têm de ser todos diferentes, a sequência é uma ordenação dos números
1 a6 :6! . P = \dfrac{6!}{6^{6}} = \dfrac{720}{46\,656} = \dfrac{5}{324}
Que vértices têm abcissa igual à ordenada? Começa por
- Uma reta está contida no plano
x=y se e só se os dois pontos que a definem pertencerem a esse plano. - Que vértices pertencem a
x=y . A origemO pertence, porque0=0 . O vérticeP está no semieixo positivoOx , logo tem ordenada nula e abcissa não nula — não pertence; pela mesma razão,R , que está emOy , também não. - Os restantes três vértices —
Q , oposto aO , eS eT , que estão sobre a reta vertical que passa pelo centro do octaedro — pertencem todos ao planox=y , por simetria da figura relativamente a esse plano. - São, portanto, quatro os vértices no plano
x=y :O ,Q ,S eT . - Casos possíveis:
{}^{6}C_{2} = 15 . Casos favoráveis:{}^{4}C_{2} = 6 . P = \dfrac{6}{15} = \dfrac{2}{5}
Se cada grupo fica junto, a fila divide-se em dois blocos — e os blocos podem trocar de posição.
- Casos possíveis:
7! = 5040 . - Casos favoráveis. Cada grupo forma um bloco. Os dois blocos podem aparecer por duas ordens — Alfa à esquerda ou à direita:
2! = 2 . - Dentro do bloco Alfa há
3! ordenações e dentro do bloco Beta há4! . P = \dfrac{2 \times 3! \times 4!}{7!} = \dfrac{288}{5040} = \dfrac{2}{35}
Depois de escolhidas as cinco faces brancas, sobram quatro faces — e exatamente quatro cores que ainda podem ser usadas.
- Casos possíveis: cada uma das
9 faces pode receber qualquer das5 cores —5^{9} = 1\,953\,125 . - Casos favoráveis. Escolher as
5 faces brancas de entre as9 :{}^{9}C_{5} = 126 . - As restantes
4 faces têm de ficar com cores todas distintas e nenhuma pode ser branca — senão haveria mais do que cinco faces brancas. Restam exatamente4 cores para4 faces:4! = 24 P = \dfrac{{}^{9}C_{5} \times 4!}{5^{9}} = \dfrac{3024}{1\,953\,125} \approx 0{,}0015
Que segmentos com extremos em vértices do cubo têm o centro do cubo como ponto médio?
- O centro do cubo é o ponto médio de um segmento com extremos em dois vértices exatamente quando esses vértices são opostos, isto é, quando o segmento é uma diagonal espacial do cubo.
- Um cubo tem
4 diagonais espaciais (cada vértice tem um e um só vértice oposto, e8 \div 2 = 4 ). - Casos possíveis:
{}^{8}C_{2} = 28 . Casos favoráveis:4 . P = \dfrac{4}{{}^{8}C_{2}} = \dfrac{4}{28} = \dfrac{1}{7}
Basta acompanhar uma das equipas: assim que ela fica definida, a outra fica determinada.
- Formar as duas equipas equivale a escolher os cinco elementos de uma delas — a outra fica automaticamente determinada.
- Casos possíveis:
{}^{10}C_{5} = 252 . - Casos favoráveis: essa equipa é a dos cinco rapazes ou a das cinco raparigas —
2 casos. P = \dfrac{2}{{}^{10}C_{5}} = \dfrac{2}{252} = \dfrac{1}{126} \approx 0{,}008
Se os dois guarda-redes vão, quantos lugares sobram — e de entre quantos jogadores?
- Casos possíveis: escolher
5 dos10 jogadores —{}^{10}C_{5} = 252 . - Casos favoráveis: os dois guarda-redes estão garantidos, faltando escolher
3 dos8 jogadores restantes —{}^{8}C_{3} = 56 . P = \dfrac{{}^{8}C_{3}}{{}^{10}C_{5}} = \dfrac{56}{252} = \dfrac{2}{9}
Só as posições dos dois livros de Saramago interessam.
- Casos possíveis: escolher as duas posições ocupadas pelos livros de Saramago de entre as seis —
{}^{6}C_{2} = 15 . - Casos favoráveis: as duas posições consecutivas —
(1,2), (2,3), (3,4), (4,5) e(5,6) , ou seja,5 casos. P = \dfrac{5}{15} = \dfrac{1}{3} - Em alternativa:
P = \dfrac{2 \times 5!}{6!} = \dfrac{240}{720} = \dfrac{1}{3} ✓
Se a Marina fica de sentinela, faltam escolher apenas mais dois soldados.
- Casos possíveis:
{}^{30}C_{3} = 4060 . - Casos favoráveis: a Marina está garantida e escolhem-se os outros dois de entre os
29 restantes —{}^{29}C_{2} = 406 . P = \dfrac{{}^{29}C_{2}}{{}^{30}C_{3}} = \dfrac{406}{4060} = \dfrac{1}{10} = 10\% - Nota: era de esperar — escolhem-se
3 dos30 soldados, ou seja, uma décima parte.
Só interessa quais as três empresas que ocupam os três primeiros lugares.
- Casos possíveis:
7! = 5040 sequências de inspeção. - Casos favoráveis: os três clubes ocupam as três primeiras posições, em qualquer ordem (
3! = 6 ), e as outras quatro empresas as restantes posições (4! = 24 ):3! \times 4! = 144 P = \dfrac{3! \times 4!}{7!} = \dfrac{144}{5040} = \dfrac{1}{35} \approx 0{,}029 \approx 3\% - Em alternativa, contando apenas quais as três empresas nos primeiros lugares:
P = \dfrac{1}{{}^{7}C_{3}} = \dfrac{1}{35} ✓
Sem restrições, cada posição tem dez hipóteses; com algarismos todos diferentes, quantas restam em cada passo?
- Casos possíveis: quatro algarismos, com repetição —
10^{4} = 10\,000 . - Casos favoráveis: quatro algarismos distintos, em quatro posições distintas —
{}^{10}A_{4} = 10 \times 9 \times 8 \times 7 = 5040 . P = \dfrac{5040}{10\,000} = 0{,}504
Trata as quatro raparigas como um bloco único — sem esquecer que dentro do bloco elas podem trocar de lugar.
- Casos possíveis:
7! = 5040 . - Casos favoráveis. Tratando as quatro raparigas como um bloco, há
3+1 = 4 objetos a ordenar:4! = 24 . Dentro do bloco, as raparigas ordenam-se de4! = 24 maneiras. P = \dfrac{4! \times 4!}{7!} = \dfrac{576}{5040} = \dfrac{4}{35} \approx 0{,}114
Cada diagonal tem três casas e só existem quatro peças brancas. Repara também em que as duas diagonais partilham a casa central.
- Casos possíveis: escolher as
4 casas das peças brancas de entre as9 —{}^{9}C_{4} = 126 . - Casos favoráveis. Escolhe-se a diagonal que fica só com peças brancas (
2 hipóteses); as suas3 casas ficam brancas e a quarta peça branca vai para uma das6 casas restantes:2 \times 6 = 12 - Não há casos contados duas vezes: para as duas diagonais ficarem só com peças brancas seriam precisas
5 peças brancas (as duas diagonais têm5 casas ao todo, porque partilham a central) e só existem4 . P = \dfrac{12}{126} = \dfrac{2}{21}
Quantos vértices tem a pirâmide? E quantos, dos nove da figura, não lhe pertencem?
- A figura tem
9 vértices: os8 do prisma e o vérticeH da pirâmide. - A pirâmide tem
5 vértices — os quatro da base[OFGE] e o vérticeH . Os outros4 vértices (os da base superior do prisma) não lhe pertencem. - Casos possíveis:
{}^{9}C_{5} = 126 . - Casos favoráveis. Exatamente quatro da pirâmide:
{}^{5}C_{4} \times {}^{4}C_{1} = 5 \times 4 = 20 . Os cinco da pirâmide:{}^{5}C_{5} = 1 . P = \dfrac{20+1}{126} = \dfrac{21}{126} = \dfrac{1}{6}
Há quatro sabores e retiram-se quatro pastilhas: uma de cada sabor significa uma escolha por sabor.
- Casos possíveis:
{}^{12}C_{4} = 495 . - Casos favoráveis: para cada um dos quatro sabores escolhe-se uma das três pastilhas —
3^{4} = 81 . P = \dfrac{3^{4}}{{}^{12}C_{4}} = \dfrac{81}{495} = \dfrac{9}{55}
Escolhe primeiro as posições dos zeros; o algarismo restante não pode ser
- Casos possíveis:
10^{4} = 10\,000 . - Casos favoráveis: escolher as
3 posições dos zeros ({}^{4}C_{3} = 4 ); a posição restante leva um algarismo diferente de0 (9 hipóteses):{}^{4}C_{3} \times 9 = 36 P = \dfrac{36}{10\,000} = 0{,}0036
Numa disposição alternada, os rapazes ocupam ou todas as cadeiras pares ou todas as ímpares.
- Casos possíveis: doze pessoas em doze cadeiras numeradas —
12! . - Casos favoráveis. Para haver alternância em torno da roda, os rapazes têm de ocupar todas as cadeiras de numeração par ou todas as de numeração ímpar —
2 hipóteses. - Fixada essa escolha, os seis rapazes distribuem-se pelas suas seis cadeiras de
6! maneiras e as seis raparigas pelas restantes de6! maneiras. P = \dfrac{2 \times 6! \times 6!}{12!} = \dfrac{1\,036\,800}{479\,001\,600} = \dfrac{1}{462} \approx 0{,}22\%
Só interessam os dois lugares ocupados pela Joana e pelo Rui. Quantos pares de lugares ficam frente a frente?
- Casos possíveis: escolher os dois lugares ocupados pela Joana e pelo Rui de entre os seis —
{}^{6}C_{2} = 15 . - Casos favoráveis: como há três lugares de cada lado, há
3 pares de lugares frente a frente. P = \dfrac{3}{15} = \dfrac{1}{5} - Em alternativa: sentada a Joana, restam
5 lugares para o Rui e apenas1 lhe fica em frente —P = \dfrac{1}{5} ✓
Princípio fundamental da contagem
Para aplicar a regra de Laplace é preciso contar. E contar bem, sem enumerar: é disso que trata o cálculo combinatório.
- Conhecer e aplicar os princípios da adição e da multiplicação em problemas de contagem.
- Usar diferentes formas de representação, nomeadamente diagramas em árvore e tabelas, em problemas de contagem.
A contagem é aprendizagem do 11.º ano (tema Matemática Discreta) e retoma-se aqui como ferramenta para a regra de Laplace. As Aprendizagens Essenciais do 12.º pedem expressamente que se resolvam os problemas de probabilidade «evitando o uso excessivo de cálculo combinatório» — conta-se o que é preciso contar, e nada mais.
Se uma escolha se faz em
O princípio vale desde que o número de hipóteses em cada etapa não dependa das escolhas anteriores — mesmo que as hipóteses concretas mudem.
Um menu com 3 entradas, 4 pratos e 2 sobremesas dá
A pergunta a fazer é sempre a mesma: o elemento escolhido volta ao conjunto? Lançar um dado duas vezes: sim, há
Num saco há 5 bolas numeradas de 1 a 5. Extraem-se duas bolas, uma a seguir à outra, e regista-se o par ordenado.
- Com reposição. A primeira bola volta ao saco:
5 \times 5 = 25 pares possíveis. - Sem reposição. A primeira não volta:
5 \times 4 = 20 pares possíveis. - Probabilidade de as duas bolas terem o mesmo número, com reposição: os casos favoráveis são
(1,1), \ldots, (5,5) , cinco em vinte e cinco, logo\dfrac{5}{25} = \dfrac{1}{5} . - Sem reposição esse acontecimento é impossível:
P = 0 .É o mesmo raciocínio do item de exame das duas crianças que escrevem uma letra de VERÃO: cinco letras distintas, escolhas independentes,P = \frac{5}{25} = \frac{1}{5} .
Python Contar sem enumerar, e depois enumerar para confirmar
from itertools import product
letras = ['A', 'B', 'C']
digitos = [0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9]
print('Pelo principio:', len(letras) * len(digitos) * len(digitos))
codigos = list(product(letras, digitos, digitos))
print('Contando :', len(codigos))
print('Exemplos :', codigos[:3])
# O principio fundamental da contagem: escolhas sucessivas MULTIPLICAM-SE.
from itertools import product
letras = ['A', 'B', 'C']
digitos = [0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9]
# 3 hipoteses para a letra, 10 para cada digito
print('Pelo principio:', len(letras) * len(digitos) * len(digitos)) # 300
# 'product' constroi mesmo todos os codigos, um a um
codigos = list(product(letras, digitos, digitos))
print('Contando :', len(codigos)) # 300, como esperado
print('Exemplos :', codigos[:3])
O princípio poupa-te o trabalho de listar. Aumenta para quatro dígitos e repara em que a multiplicação responde num instante enquanto a lista fica com 30 000 elementos.
Exercícios propostos
Exercícios de contagem: decidir se a ordem interessa e organizar a contagem por etapas.
Numa ementa há 3 entradas, 5 pratos principais e 2 sobremesas.
a) Quantas refeições completas diferentes se podem compor?b) E se se puder dispensar a sobremesa?
Uma matrícula é formada por duas letras seguidas de quatro algarismos, como
Quantas matrículas diferentes se podem formar?
Lançam-se quatro moedas equilibradas e regista-se a face de cada uma.
a) Quantos resultados possíveis tem esta experiência?b) E se, em vez de moedas, se lançarem quatro dados cúbicos?
Para ir de casa à escola, o Rui passa obrigatoriamente pelo quiosque. De casa ao quiosque há 4 caminhos possíveis; do quiosque à escola há 3.
a) De quantas maneiras pode ir de casa à escola?b) E ir à escola e voltar, sem repetir o caminho entre casa e quiosque?
Numa rua de Paris existem
a) Quantos efeitos se podem produzir com os candeeiros dessa rua?
b) Pretende-se um efeito com exatamente
c) Introduz-se agora um sistema em que cada candeeiro aceso pode ter uma de quatro cores — amarela, vermelha, azul ou verde. Com
Considera os algarismos
a) Quantos números de três algarismos se podem formar, podendo repetir?b) E sem repetir nenhum algarismo?c) Quantos dos números da alínea b) são pares?
Quantos números de quatro algarismos existem que:
a) tenham todos os algarismos diferentes;b) sejam ímpares e tenham todos os algarismos diferentes.
Um código é formado por 5 algarismos, de 0 a 9, podendo repetir-se.
a) Quantos códigos existem?b) Quantos não têm nenhum algarismo 7?c) Quantos têm pelo menos um algarismo 7?
Numa escola há 8 turmas do 12.º ano. Vai ser escolhida uma turma para receber uma visita de manhã e outra, diferente, para a receber à tarde. Quantas escolhas diferentes existem?
- (A)
8 \times 8 - (B)
8 \times 7 - (C)
\dfrac{8 \times 7}{2} - (D)
8 + 7
Decompondo em fatores primos,
a) Quantos divisores naturais tem
a) De quantas maneiras se podem distribuir
b) E por duas caixas iguais?
c) Generaliza: de quantas maneiras se podem distribuir
Uma bandeira tem quatro faixas horizontais. Dispõe-se de 5 cores e exige-se apenas que faixas vizinhas tenham cores diferentes — cores não vizinhas podem repetir-se.
a) Quantas bandeiras diferentes se podem pintar?b) E se, além disso, a primeira e a última faixa tiverem de ser da mesma cor?
Quantos números de três algarismos, com os algarismos todos diferentes, são múltiplos de 5?
Escolhas sucessivas multiplicam-se. Em b), «não levar sobremesa» é mais uma hipótese na terceira escolha.
- a)
3 \times 5 \times 2 = 30 refeições. - b) A sobremesa passa a ter 3 hipóteses — as duas mais «nenhuma»:
3 \times 5 \times 3 = 45 .É o truque que resolve metade dos problemas de contagem: transformar «pode não haver» numa hipótese extra.
São seis escolhas sucessivas: duas com 26 hipóteses e quatro com 10.
26 \times 26 \times 10 \times 10 \times 10 \times 10 = 26^{2} \times 10^{4} .676 \times 10\,000 = 6\,760\,000 matrículas.Repara em que «podem repetir-se» é o que autoriza manter 26 e 10 em todas as posições. Sem repetição, a segunda letra teria 25 hipóteses.
Cada moeda contribui com 2 hipóteses, cada dado com 6 — e as escolhas são sucessivas.
- a)
2 \times 2 \times 2 \times 2 = 2^{4} = 16 . - b)
6^{4} = 1296 .É a mesma conta que dá2^{\#S} acontecimentos num espaço com\#S elementos: para cada elemento há duas decisões, entra ou não entra.
Em b) há quatro escolhas sucessivas — e uma delas fica com menos uma hipótese.
- a)
4 \times 3 = 12 maneiras. - b) À ida:
4 \times 3 = 12 . À volta: 3 hipóteses da escola ao quiosque e, do quiosque a casa, só 3 (não pode repetir o de ida):12 \times 3 \times 3 = 108 .Cuidado a ler a restrição: só o troço entre casa e quiosque é que não pode repetir-se.
Em c), começa pela restrição: escolhe primeiro o algarismo das unidades.
- a)
5 \times 5 \times 5 = 125 . - b)
5 \times 4 \times 3 = 60 . - c) As unidades têm de ser 2 ou 4: 2 hipóteses. Sobram 4 algarismos para as centenas e 3 para as dezenas:
2 \times 4 \times 3 = 24 .A ordem por que se decide é livre — mas começar pela posição mais condicionada evita quase sempre ter de separar em casos.
Um número de quatro algarismos não começa por 0. Em b) há duas restrições ao mesmo tempo — trata primeiro a das unidades e só depois a dos milhares.
- a) Milhares: 9 hipóteses (de 1 a 9). Depois sobram 9, 8 e 7 algarismos:
9 \times 9 \times 8 \times 7 = 4536 . - b) Unidades: 5 hipóteses (
1,3,5,7,9 ). Milhares: não pode ser 0 nem o algarismo já usado, logo8 hipóteses. Restam 8 e 7 para o meio. 5 \times 8 \times 8 \times 7 = 2240 .Se se começasse pelos milhares, seria preciso separar o caso em que o algarismo escolhido é ímpar do caso em que é par — duas contas em vez de uma.
A alínea c) sai de b) sem contas novas. É o mesmo raciocínio do acontecimento contrário.
- a)
10^{5} = 100\,000 . - b) Cada posição tem 9 hipóteses:
9^{5} = 59\,049 . - c)
100\,000 - 59\,049 = 40\,951 .Contar diretamente os que têm pelo menos um 7 obrigaria a separar por «exatamente um», «exatamente dois»… cinco contas em vez de uma subtração.
Pergunta-te se trocar as duas turmas de horário dá uma escolha diferente ou a mesma.
- São duas escolhas sucessivas: a turma da manhã (8 hipóteses) e a da tarde (7, por ter de ser diferente).
- Aqui a ordem conta: a turma A de manhã e a B à tarde não é a mesma coisa que o contrário. Logo não se divide por 2.
8 \times 7 = 56 . Opção (B).A opção (C) seria a resposta certa a outra pergunta: «quantos pares de turmas se podem escolher para receber a visita no mesmo horário». É essa distinção que a secção 8 formaliza.
Pinta de cima para baixo. Cada faixa, a partir da segunda, só tem de evitar a cor da faixa imediatamente acima.
- a) Primeira faixa: 5 cores. Cada uma das três seguintes: 4 cores (todas menos a de cima).
5 \times 4 \times 4 \times 4 = 320 bandeiras.- b) Agora a quarta faixa é igual à primeira. Falta garantir que é diferente da terceira, ou seja, que a terceira não é da cor da primeira.
- Primeira: 5. Segunda: 4. Terceira: diferente da segunda e diferente da primeira. Como a segunda já é diferente da primeira, são duas cores proibidas distintas: sobram 3.
5 \times 4 \times 3 = 60 bandeiras.O passo delicado é perceber que as duas cores proibidas na terceira faixa são mesmo diferentes uma da outra — se não fossem, sobrariam 4 e não 3.
Um múltiplo de 5 termina em 0 ou em 5. Os dois casos não se contam da mesma maneira — porque o 0 não pode estar nas centenas.
- Caso 1: termina em 0. Centenas: 9 hipóteses (de 1 a 9). Dezenas: 8 das restantes. São
9 \times 8 = 72 . - Caso 2: termina em 5. Centenas: não pode ser 0 nem 5, logo 8 hipóteses. Dezenas: 8 das restantes (incluindo agora o 0). São
8 \times 8 = 64 . - Os dois casos são incompatíveis, logo somam-se:
72 + 64 = 136 .Multiplicar é para escolhas sucessivas; somar é para casos alternativos que não se sobrepõem. Trocar as duas coisas é o erro mais caro do cálculo combinatório.
Escolher um divisor é escolher
- a) O expoente
a pode ser0, 1, 2 ou3 — quatro valores;b pode ser0, 1 ou2 — três; ec também três. Pelo princípio fundamental da contagem:4 \times 3 \times 3 = 36 \text{ divisores.} - b) Ser par é ter
a \geq 1 : restam três valores paraa .3 \times 3 \times 3 = 27 Os36 - 27 = 9 que sobram são os divisores ímpares — exatamente os divisores de3^{2} \times 5^{2} = 225 . - c) Ser múltiplo de
15 = 3 \times 5 é terb \geq 1 ec \geq 1 : dois valores para cada um, ea continua livre.4 \times 2 \times 2 = 16
Em b), pergunta-te se a ordem por que os elevadores são escolhidos para cada troço faz alguma diferença.
- a) O percurso faz-se em três troços independentes:
10 elevadores no primeiro,5 no segundo e4 no terceiro.10 \times 5 \times 4 = 200 - b) A resposta correta é a do Pedro.
- Para o primeiro troço escolhem-se
10 elevadores de entre os73 disponíveis. O que interessa é quais os elevadores afetos ao troço, e não a ordem por que foram escolhidos — trata-se, portanto, de uma combinação:{}^{73}C_{10} . - Feita essa escolha, restam
63 elevadores, de onde se escolhem5 para o segundo troço ({}^{63}C_{5} ) e, dos58 que sobram,4 para o terceiro ({}^{58}C_{4} ). - Porque a resposta da Joana está errada. Ao usar arranjos, ela impõe uma ordem na escolha dos elevadores de cada troço. Mas afetar ao primeiro troço os elevadores
17 ,24 ,36 ,64 e99 é exatamente o mesmo que afetá-los por qualquer outra ordem: cada afetação seria contada10! vezes.
Em a), cada candeeiro decide-se independentemente entre dois estados. Em c), primeiro decide-se quais acendem e só depois a cor de cada um.
- a) Cada um dos
10 candeeiros pode estar aceso ou apagado, independentemente dos outros:2^{10} = 1024 \text{ efeitos} - Em alternativa, somando por número de candeeiros acesos:
{}^{10}C_{0} + {}^{10}C_{1} + \cdots + {}^{10}C_{10} = 2^{10} — é a soma de uma linha do triângulo de Pascal. - b) Basta escolher quais os
4 candeeiros acesos:{}^{10}C_{4} = 210 \text{ efeitos} - c) Escolhem-se os
5 candeeiros que acendem ({}^{10}C_{5} = 252 ) e, para cada um deles, uma das4 cores, independentemente dos outros (4^{5} = 1024 ):{}^{10}C_{5} \times 4^{5} = 252 \times 1024 = 258\,048 \text{ efeitos}
Com as caixas distintas, uma distribuição fica determinada pelo número de bolas na primeira caixa. Com as caixas iguais, as distribuições «
- a) Caixas distintas. Como as bolas são iguais, uma distribuição fica completamente determinada pelo número de bolas colocadas na primeira caixa, que pode ser
0, 1, 2, 3, 4 ou5 :6 \text{ maneiras} - b) Caixas iguais. Agora as distribuições
(0,5) e(5,0) — e do mesmo modo(1,4) e(4,1) ,(2,3) e(3,2) — deixam de se distinguir. As6 distribuições agrupam-se duas a duas:\dfrac{6}{2} = 3 \text{ maneiras} - c) Caso geral. Com caixas distintas, a primeira caixa pode receber
0, 1, \ldots, n objetos: sãon+1 maneiras. - Com caixas iguais, cada distribuição é identificada com a sua «simétrica»:
- Se
n é ímpar,n+1 é par e não há distribuição que coincida com a sua simétrica, pelo que asn+1 se agrupam duas a duas:\dfrac{n+1}{2} maneiras. - Se
n é par, a distribuição\left(\frac{n}{2}, \frac{n}{2}\right) coincide com a sua simétrica; as restantesn agrupam-se duas a duas:\dfrac{n}{2} + 1 maneiras.
Arranjos, permutações e combinações
Três fórmulas para três perguntas. A que interessa distinguir é sempre: a ordem conta?
- Identificar arranjos completos, permutações e arranjos simples como casos particulares da aplicação do princípio da multiplicação.
- Identificar combinações como forma de saber o número de subconjuntos com
p elementos de um dado conjunto comn elementos (p \leq n ).
Sequências de
Sequências de
O caso
Convenciona-se
Subconjuntos de
Divide-se por
| Pergunta | Ordem conta? | Repete? | Fórmula |
|---|---|---|---|
| Códigos de 4 algarismos | sim | sim | |
| Pódio (1.º, 2.º, 3.º) entre 8 atletas | sim | não | |
| Ordenar 5 livros na estante | sim | não (usa todos) | |
| Comissão de 3 entre 7 pessoas | não | não |
Troca dois elementos de lugar. Se ficas com outra hipótese, a ordem conta — são arranjos. Se ficas com a mesma, são combinações. Um pódio
Numa caixa há 20 bolas numeradas de 1 a 20: as de 1 a 10 são verdes e as de 11 a 20 amarelas. Retiram-se sucessivamente duas bolas, sem reposição. Qual é a probabilidade de terem cores diferentes?
- Casos possíveis, contando a ordem:
{}^{20}A_{2} = 20 \times 19 = 380 . - Casos favoráveis. Verde e depois amarela:
10 \times 10 = 100 . Amarela e depois verde:10 \times 10 = 100 . Total200 . P = \dfrac{200}{380} = \dfrac{10}{19} .- Sem contar a ordem daria o mesmo:
\dfrac{{}^{10}C_{1} \times {}^{10}C_{1}}{{}^{20}C_{2}} = \dfrac{100}{190} = \dfrac{10}{19} .Contar com ordem em cima e em baixo, ou sem ordem em cima e em baixo — nunca uma de cada.
Python Arranjos, permutações e combinações
from math import perm, comb, factorial
print('Arranjos sem repeticao A(10,3):', perm(10, 3))
print('Permutacoes de 5 elementos :', factorial(5))
print('Combinacoes C(10,3) :', comb(10, 3))
print()
for k in range(6):
print('C(5,', k, ') =', comb(5, k))
# Python tem as tres contagens ja' feitas, no modulo 'math'.
from math import perm, comb, factorial
print('Arranjos sem repeticao A(10,3):', perm(10, 3)) # 10*9*8 = 720
print('Permutacoes de 5 elementos :', factorial(5)) # 5! = 120
print('Combinacoes C(10,3) :', comb(10, 3)) # 720/3! = 120
print()
# a linha 5 do triangulo de Pascal: repara na simetria C(5,k) = C(5,5-k)
for k in range(6):
print('C(5,', k, ') =', comb(5, k))
perm conta sequências (a ordem conta) e comb conta conjuntos (a ordem não conta). A última linha imprime
Exercícios propostos
Exercícios sobre arranjos, permutações e combinações — incluindo a relação entre uns e outros.
Calcula, sem calculadora:
a)
Numa turma de 12 alunos vai formar-se uma comissão.
a) De quantas maneiras se pode escolher uma comissão de 3 alunos?b) E se, em vez disso, se escolher um presidente, um secretário e um tesoureiro, todos diferentes?c) Compara os dois resultados e explica a diferença.
Considera a palavra LIVRO.
a) Quantos anagramas tem?b) Quantos começam por vogal?c) Em quantos as duas vogais ficam juntas?
Mostra que qualquer polígono convexo com
Considera a palavra BANANA.
a) Quantos anagramas diferentes tem?b) Quantos começam e acabam em
Num grupo de 7 raparigas e 5 rapazes vai formar-se uma comissão de 4 pessoas.
a) Quantas comissões diferentes se podem formar?b) Quantas têm exatamente 2 raparigas?c) Quantas têm pelo menos uma rapariga?
Seis amigos — três rapazes e três raparigas — vão sentar-se numa fila de seis lugares.
a) De quantas maneiras se podem sentar?b) Em quantas os três rapazes ficam juntos?c) Em quantas os lugares alternam entre rapaz e rapariga?
Considera o problema seguinte:
Usando todos os seis algarismos do número
Duas respostas corretas para este problema são
Numa pequena composição, explica o raciocínio que conduz a cada uma delas.
Considera um cubo
a) Quantos pares de vértices se podem escolher?b) Qual é a probabilidade de os dois vértices escolhidos serem os extremos de uma aresta do cubo?c) Qual é a probabilidade de a reta que eles definem ser paralela ou coincidente com a reta
Apresenta os resultados na forma de fração irredutível.
Lança-se um dado cúbico equilibrado quatro vezes e regista-se, por ordem, o número de pintas saído em cada lançamento.
a) Quantas sequências de quatro resultados são possíveis?b) Em quantas delas os quatro números estão por ordem estritamente crescente?c) Qual é a probabilidade de a sequência registada ser estritamente crescente?
Num plano marcam-se
a) Quantas retas distintas ficam definidas por dois destes pontos?b) Quantos triângulos distintos têm os três vértices entre estes pontos?c) Escolhendo três dos pontos ao acaso, qual é a probabilidade de eles definirem um triângulo? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Considera de novo os
Apresentam-se duas respostas, das quais só uma está correta:
Resposta I:
Elabora uma composição na qual:
identifiques a resposta correta;expliques um raciocínio que conduza a essa resposta;proponhas uma alteração à expressão incorreta, de modo a torná-la correta;expliques, no contexto do problema, a razão da alteração proposta.
a) Sabendo que
b) Prova que
Num congresso internacional participam
Pretende-se escolher
De quantas maneiras distintas se podem escolher e sentar os médicos?
- (A)
{}^{55}C_{5} \times {}^{20}C_{3} \times {}^{2}C_{1} \times 4! \times 2! - (B)
{}^{60}C_{5} \times {}^{25}C_{3} \times 4! \times 2! - (C)
{}^{60}C_{5} \times {}^{25}C_{3} \times 5! \times 3! - (D)
{}^{60}C_{5} \times {}^{25}C_{3} \times {}^{2}C_{1} \times 5! \times 3!
Uma turma é constituída por
Sabendo que o número de comissões diferentes que é possível formar com dois alunos do mesmo sexo é
No Empire State Building são determinados todos os dias elevadores diferentes para os turistas acederem ao topo, com mudança de elevador em andares distintos. O edifício dispõe de
a) O António decidiu ir ao topo do edifício nesse dia. De quantas maneiras o pode fazer?
b) Sabendo que qualquer dos
Doze alunos vão ser repartidos por três grupos de quatro, para três trabalhos diferentes: um sobre álgebra, outro sobre geometria e outro sobre probabilidades.
a) De quantas maneiras se pode fazer a repartição?b) E se os três trabalhos fossem iguais, isto é, se só interessasse a divisão em três grupos de quatro?
Numa turma há
Justifica, numa pequena composição, que o número de comissões diferentes que se podem formar é dado por
Um octaedro regular tem
Escolhem-se ao acaso três vértices do octaedro.
a) Quantos conjuntos de três vértices se podem formar?b) Mostra que um conjunto de três vértices é uma face se e só se não contiver nenhum par de vértices opostos.c) Qual é a probabilidade de os três vértices escolhidos definirem um plano que contém uma face do octaedro?
Numa prateleira vão dispor-se, lado a lado,
a) De quantas maneiras se podem arrumar os
- a)
{}^{7}A_{3} = 7 \times 6 \times 5 = 210 . - b)
5! = 120 . - c)
{}^{7}C_{3} = \dfrac{210}{3!} = \dfrac{210}{6} = 35 . - d) Pela simetria,
{}^{9}C_{7} = {}^{9}C_{2} = \dfrac{9 \times 8}{2} = 36 .Escolher 7 de 9 é o mesmo que escolher os 2 que ficam de fora. Usar a simetria poupa cinco fatores de conta.
Numa comissão de 3 a ordem não conta; com três cargos distintos, conta.
- a)
{}^{12}C_{3} = \dfrac{12 \times 11 \times 10}{6} = 220 . - b)
{}^{12}A_{3} = 12 \times 11 \times 10 = 1320 . - c)
1320 = 220 \times 6 = 220 \times 3! : cada comissão de 3 pode distribuir os três cargos de3! maneiras.É esta a relação geral:{}^{n}A_{k} = {}^{n}C_{k} \times k! . Ler o enunciado à procura de «cargos», «posições» ou «ordem» é o que decide qual usar.
São cinco letras todas diferentes. Em c), cola as duas vogais numa só peça.
- a)
5! = 120 anagramas. - b) As vogais são
I eO : 2 hipóteses para a primeira letra, e as restantes 4 permutam-se livremente:2 \times 4! = 48 . - c) Colando
I eO , ficam 4 peças a permutar —4! = 24 — e as duas vogais podem trocar entre si:24 \times 2 = 48 .O truque de «colar» transforma uma restrição de vizinhança numa permutação com menos peças. Não esquecer de multiplicar pelas trocas dentro da peça colada.
Com letras repetidas, as
- a) São 6 letras, com 3
A e 2N . Cada anagrama é contado3! \times 2! vezes em6! :\dfrac{6!}{3! \times 2!} = \dfrac{720}{12} = 60 . - b) Fixando um
A no início e outro no fim, sobram no meio as letrasB ,N ,A ,N — quatro letras com 2N repetidos:\dfrac{4!}{2!} = 12 .Também se pode ver assim: escolher onde ficam os trêsA , depois onde ficam os doisN , e oB vai para o lugar que sobra —{}^{6}C_{3} \times {}^{3}C_{2} = 20 \times 3 = 60 ✓
Em b), escolhe as raparigas e os rapazes separadamente e multiplica. Em c), conta pelo contrário.
- a)
{}^{12}C_{4} = 495 . - b)
{}^{7}C_{2} \times {}^{5}C_{2} = 21 \times 10 = 210 . - c) O contrário é «nenhuma rapariga», isto é, os 4 são rapazes:
{}^{5}C_{4} = 5 . 495 - 5 = 490 comissões.Em b) multiplicam-se as duas escolhas porque são sucessivas e independentes: para cada par de raparigas, qualquer par de rapazes serve.
Em b), cola os três rapazes. Em c), há dois padrões possíveis para a fila.
- a)
6! = 720 . - b) Colando os três rapazes numa peça, ficam 4 peças:
4! = 24 . Dentro da peça, os rapazes permutam-se de3! = 6 maneiras:24 \times 6 = 144 . - c) Há dois padrões — a fila começa por rapaz ou por rapariga. Em cada um, os três rapazes permutam-se nos seus lugares (
3! ) e as três raparigas nos delas (3! ):2 \times 3! \times 3! = 2 \times 36 = 72 .Uma confirmação grosseira: 144 e 72 são ambos menores do que 720, e as filas alternadas são mais raras do que as que têm os rapazes juntos — o que faz sentido, por serem mais exigentes.
Em a), escolhe os quatro do primeiro trabalho, depois os quatro do segundo, e os últimos quatro ficam determinados. Em b), cada divisão foi contada várias vezes.
- a)
{}^{12}C_{4} \times {}^{8}C_{4} \times {}^{4}C_{4} = 495 \times 70 \times 1 = 34\,650 . - b) Sendo os trabalhos indistinguíveis, cada divisão em três grupos aparece
3! = 6 vezes na contagem anterior — uma por cada maneira de atribuir os três grupos aos três trabalhos. \dfrac{34\,650}{6} = 5775 .É a mesma ideia de dividir pork! que transforma arranjos em combinações: sempre que a ordem deixa de contar, divide-se pelo número de ordenações que davam o mesmo resultado.
Os seis algarismos não são todos diferentes: o
- O que o número tem. Os algarismos de
484217 são4, 8, 4, 2, 1, 7 : o4 repete-se e os outros quatro —8, 2, 1, 7 — são todos distintos. São seis posições a preencher. - Primeira resposta:
{}^{6}C_{2} \times 4! . Começa-se por decidir onde ficam os dois4 . Como os dois4 são indistinguíveis, o que importa é o par de posições que ocupam, e não a ordem por que lá são postos: há{}^{6}C_{2} = 15 pares de posições possíveis. Escolhidas essas duas, sobram quatro posições para quatro algarismos todos diferentes, que se podem dispor de4! = 24 maneiras. Pelo princípio fundamental da contagem,15 \times 24 = 360 . - Segunda resposta:
{}^{6}A_{4} . Agora decide-se primeiro onde ficam os quatro algarismos distintos. Escolher a posição do8 , depois a do2 , depois a do1 e depois a do7 é escolher, de entre as seis posições, quatro ordenadas — uma para cada algarismo:{}^{6}A_{4} = 6 \times 5 \times 4 \times 3 = 360 . Feito isso, as duas posições que sobram recebem os dois4 , e há uma só maneira de o fazer, porque são iguais. - Porque é que dão o mesmo. Ambas contam o mesmo conjunto de números, e ambas valem
\dfrac{6!}{2!} = 360 : das6! ordenações das seis posições, cada número é contado2! vezes, porque trocar os dois4 um pelo outro não muda o número. Repara em que aqui nenhuma restrição impede o0 de ficar à cabeça — este número não tem zeros. Se tivesse, seria preciso descontar os casos em que o0 ficasse na primeira posição.
Conta primeiro todas as comissões com dois rapazes e duas raparigas, sem pensar na restrição. Depois pergunta: quantas dessas têm o Rui e a Sara?
- Todas as comissões possíveis. A comissão tem quatro elementos com igual número de rapazes e raparigas, logo dois de cada. Escolher dois rapazes de entre
14 faz-se de{}^{14}C_{2} maneiras — é uma escolha em que a ordem não conta, porque os dois entram para a comissão sem cargo nenhum. Por cada uma dessas escolhas há{}^{12}C_{2} maneiras de escolher as duas raparigas. Pelo princípio fundamental da contagem, são{}^{14}C_{2} \times {}^{12}C_{2} = 91 \times 66 = 6006 comissões. - As que a restrição proíbe. São as que têm ao mesmo tempo o Rui e a Sara. Com esses dois lugares já preenchidos, falta um rapaz —
13 hipóteses, porque o Rui já lá está — e falta uma rapariga —11 hipóteses. São13 \times 11 = 143 comissões proibidas. - Porque é que se subtrai. As comissões pedidas são todas as outras. Como as
143 proibidas estão todas contadas nas6006 , e cada uma uma só vez, basta tirá-las:{}^{14}C_{2} \times {}^{12}C_{2} - 13 \times 11 = 6006 - 143 = 5863. Contar o contrário é quase sempre mais barato do que contar diretamente: por casos, seria preciso somar as comissões sem o Rui, as sem a Sara e as sem nenhum dos dois, com o cuidado de não contar nenhuma duas vezes.
Três pontos definem um triângulo quando não estão sobre a mesma reta. Na alínea a), atenção: os
- a) Um ponto de
r com um ponto des define sempre uma reta nova, e duas escolhas diferentes dão retas diferentes: são7 \times 5 = 35 . A estas juntam-se a própriar e a próprias :35 + 2 = 37 \text{ retas.} - b) Um triângulo precisa de três pontos não colineares, e isso obriga a que dois estejam numa das retas e o terceiro na outra. Dois casos, que se excluem:
7 \times {}^{5}C_{2} + 5 \times {}^{7}C_{2} = 70 + 105 = 175. - c) Escolher três pontos ao acaso de entre os
12 dá{}^{12}C_{3} = 220 casos possíveis, todos igualmente prováveis; os favoráveis são os175 triângulos. Pela regra de Laplace:P = \dfrac{175}{220} = \dfrac{35}{44}. A alínea b) também sai por contagem do contrário:{}^{12}C_{3} - {}^{7}C_{3} - {}^{5}C_{3} = 220 - 35 - 10 = 175 — tirar aos conjuntos de três pontos os que ficam todos emr e os que ficam todos ems .
A resposta I conta ao contrário: parte de todos os conjuntos de três pontos e tira os que não servem. Pergunta-te se os tirou todos.
- A resposta correta é a II. Um triângulo fica definido por três pontos não colineares. Como os pontos estão todos em duas retas, três pontos não colineares têm de se repartir por elas: dois numa e um na outra. Ou se escolhe
1 ponto emr e2 ems —7 \times {}^{5}C_{2} = 70 maneiras —, ou1 ponto ems e2 emr —5 \times {}^{7}C_{2} = 105 . Os dois casos excluem-se, logo somam-se:70 + 105 = 175 . - Onde falha a resposta I. A ideia é boa: contar todos os conjuntos de três pontos,
{}^{12}C_{3} = 220 , e tirar os que não formam triângulo por serem colineares. Mas só foram tirados os{}^{7}C_{3} = 35 conjuntos de três pontos da retar . Ficaram por tirar os que têm os três pontos ems , que também são colineares e também não formam triângulo. A expressão dá220 - 35 = 185 , a mais do que os175 triângulos que existem. - A correção. Basta subtrair também esses:
{}^{12}C_{3} - {}^{7}C_{3} - {}^{5}C_{3} = 220 - 35 - 10 = 175. - Porquê. Contar pelo contrário obriga a tirar todos os casos maus, e neste problema há dois grupos de casos maus, um por cada reta: os
{}^{7}C_{3} ternos der e os{}^{5}C_{3} ternos des . Como nenhum terno pode estar nas duas retas ao mesmo tempo, não há risco de tirar duas vezes o mesmo. A retas tem cinco pontos, e{}^{5}C_{3} = 10 não é zero: uma reta só deixa de dar ternos colineares quando tem menos de três pontos marcados.
Cada par de vértices dá um de três tipos de segmento: aresta, diagonal de uma face ou diagonal espacial. Conta quantos há de cada tipo e confirma que a soma dá o total da alínea a).
- a) A ordem não conta — escolhem-se em simultâneo:
{}^{8}C_{2} = \dfrac{8 \times 7}{2} = 28. - b) O cubo tem
12 arestas, e cada uma corresponde a um par de vértices:P = \dfrac{12}{28} = \dfrac{3}{7}. - c) As retas com a direção de
AB são as das quatro arestas paralelas entre si nessa direção — incluindo a própriaAB . Cada uma vem de um par de vértices:P = \dfrac{4}{28} = \dfrac{1}{7}. - d) As diagonais espaciais ligam cada vértice ao vértice oposto: são
4 .P = \dfrac{4}{28} = \dfrac{1}{7}. Confirmação:12 arestas+\; 12 diagonais de face+\; 4 diagonais espaciais= 28 , que é exatamente o total da alínea a). Fazer esta soma é a maneira mais rápida de descobrir que se esqueceu um caso.
Na alínea b), conta pelo contrário: quantos conjuntos de três vértices contêm um par de opostos? Escolhe primeiro o par, depois o terceiro vértice.
- a)
{}^{6}C_{3} = \dfrac{6 \times 5 \times 4}{6} = 20 conjuntos. - b) Se três vértices formam uma face, então dois a dois pertencem a essa face comum, logo nenhum par deles é um par de opostos. Reciprocamente, conta-se quantos conjuntos contêm um par de opostos: escolhe-se um dos
3 pares e junta-se-lhe um dos4 vértices restantes, o que dá3 \times 4 = 12 conjuntos, todos diferentes — um conjunto de três vértices não pode conter dois pares de opostos, porque isso exigiria quatro vértices. Sobram20 - 12 = 8 conjuntos sem nenhum par de opostos, que são exatamente as8 faces. - c) Os casos favoráveis são as
8 faces, de entre20 igualmente prováveis:P = \dfrac{8}{20} = \dfrac{2}{5}. Os outros12 conjuntos definem planos que cortam o octaedro sem conter nenhuma face — cada um deles contém uma das três diagonais que unem vértices opostos.
Arruma primeiro os livros de Matemática. Repara nos espaços que ficam entre eles — e nas pontas — e pensa em quantos livros de Física cabe pôr em cada espaço.
- a) São
12 livros distintos numa fila:12! = 479001600 . - b) Arrumam-se primeiro os
8 de Matemática, de8! maneiras. Ficam9 espaços onde pode entrar um livro de Física — os7 entre livros consecutivos e os2 das pontas:\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_\,M\,\_ Pôr um livro de Física em cada um de quatro espaços diferentes garante que nunca ficam dois juntos, e é a única maneira de o garantir. Como os quatro livros de Física são distintos, o que se escolhe é uma sequência ordenada de4 espaços de entre9 :{}^{9}A_{4} .8! \times {}^{9}A_{4} = 40320 \times 3024 = 121927680. - c) Porque
4! \times 9! conta as arrumações em que os quatro livros de Física ficam todos juntos, num bloco só. Essas são apenas algumas das arrumações a excluir: falta excluir, por exemplo, as que têm exatamente dois livros de Física lado a lado e os outros dois separados. Subtrair só o bloco deixa entrar muitos casos proibidos. Contar pelo contrário aqui é penoso, porque «pelo menos dois juntos» se reparte por vários casos que se sobrepõem. Quando a restrição é «nenhum ao lado do outro», o método dos espaços é quase sempre o caminho curto.
Numa sequência estritamente crescente os quatro números são forçosamente diferentes — e, escolhidos quatro números diferentes, há uma só maneira de os pôr por ordem crescente.
- a) Quatro lançamentos independentes, com
6 resultados cada:6^{4} = 1296. - b) Se a sequência é estritamente crescente, os quatro números são diferentes. E, dado um conjunto de quatro números diferentes de
1 a6 , há uma só ordem crescente em que os podemos escrever. Contar sequências crescentes é, por isso, contar conjuntos:{}^{6}C_{4} = {}^{6}C_{2} = 15. - c) Pela regra de Laplace, com os
1296 casos igualmente prováveis:P = \dfrac{15}{1296} = \dfrac{5}{432} \approx 0{,}0116. É a diferença entre escolher e ordenar: quando a ordem pedida é única, o número de sequências é o número de escolhas. Com «crescente» em vez de «estritamente crescente» a conta seria outra, porque passaria a haver repetições.
Em a) não é preciso descobrir
- b) Demonstração. Por definição,
{}^{n}A_{p} = n(n-1)(n-2)\cdots\left(n-(p-1)\right) = \dfrac{n!}{(n-p)!} - Dividindo por
p! :\dfrac{{}^{n}A_{p}}{p!} = \dfrac{\frac{n!}{(n-p)!}}{p!} = \dfrac{n!}{(n-p)!\,p!} = {}^{n}C_{p} ∎ - Leitura combinatória: cada conjunto de
p elementos pode ser ordenado dep! maneiras, pelo que os arranjos contam cada combinação exatamentep! vezes. - a) Aplicando a relação com
p=3 :{}^{n}C_{3} = \dfrac{{}^{n}A_{3}}{3!} = \dfrac{336}{6} = 56 - Note-se que não foi preciso determinar
n — embora, neste caso,n(n-1)(n-2) = 336 dên = 8 .
Duas armadilhas: «apenas francês» não são os
- Quantos falam apenas cada língua. Falam pelo menos uma língua
100-20 = 80 médicos. Como60+25 = 85 , falam as duas línguas85-80 = 5 médicos. - Logo falam apenas francês
60-5 = 55 e apenas alemão25-5 = 20 . - Escolha dos médicos.
{}^{55}C_{5} para os de francês e{}^{20}C_{3} para os de alemão. - Escolha das mesas. Decide-se qual das duas mesas fica com o grupo de francês:
{}^{2}C_{1} = 2 . - Disposição em mesa redonda. Numa mesa redonda só as posições relativas contam: fixando um dos convivas, os restantes ordenam-se livremente. Com
5 pessoas há4! disposições e com3 pessoas há2! . {}^{55}C_{5} \times {}^{20}C_{3} \times {}^{2}C_{1} \times 4! \times 2!
Cada par de vértices define um segmento. Quantos desses segmentos são lados e não diagonais?
- Um polígono com
n lados temn vértices. - Cada par de vértices define um segmento de reta, e a ordem não interessa (o segmento
[PQ] é o mesmo que[QP] ). Há, portanto,{}^{n}C_{2} = \dfrac{n(n-1)}{2} segmentos com extremos em vértices. - Destes, exatamente
n são lados do polígono — os que unem vértices consecutivos. Os restantes são diagonais:{}^{n}C_{2} - n = \dfrac{n(n-1)}{2} - n = \dfrac{n(n-1)-2n}{2} = \dfrac{n(n-3)}{2} ∎ - Confirmação: para
n=3 dá0 (um triângulo não tem diagonais) e paran=5 dá5 ✓
Chama
- Seja
n o número de rapazes; as raparigas são30-n . - As comissões com dois alunos do mesmo sexo são as de dois rapazes ou as de duas raparigas — casos que se excluem:
{}^{n}C_{2} + {}^{30-n}C_{2} = 235 \dfrac{n(n-1)}{2} + \dfrac{(30-n)(29-n)}{2} = 235 n^{2}-n + 870 - 59n + n^{2} = 470 \;\Leftrightarrow\; 2n^{2} - 60n + 400 = 0 \;\Leftrightarrow\; n^{2} - 30n + 200 = 0 n = \dfrac{30 \pm \sqrt{900-800}}{2} = \dfrac{30 \pm 10}{2} \;\Leftrightarrow\; n = 10 \;\lor\; n = 20 - Como há mais raparigas do que rapazes, tem de ser
n < 15 : a turma tem10 rapazes (e20 raparigas). - Confirmação:
{}^{10}C_{2} + {}^{20}C_{2} = 45 + 190 = 235 ✓
Exercícios de Exame · Contagem
Cento e quinze itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre o princípio fundamental da contagem, arranjos, permutações e combinações. Repara em quantos se decidem só por saber se a ordem conta.
Foram oferecidos dez bilhetes para uma peça de teatro a uma turma com doze rapazes e oito raparigas. Ficou decidido que o grupo que vai ao teatro é formado por cinco rapazes e cinco raparigas.
De quantas maneiras diferentes se pode formar este grupo?
- (A)
{}^{12}C_{5} \times {}^{8}C_{5} - (B)
{}^{12}A_{5} \times {}^{8}A_{5} - (C)
12 \times 8 \times 5^{2} - (D)
\dfrac{12! \times 8!}{5!}
Considera todos os números pares com cinco algarismos.
Quantos destes números têm quatro algarismos ímpares?
- (A)
5 \times {}^{5}C_{4} - (B)
5^{5} - (C)
5! - (D)
5 \times {}^{5}A_{4}
Um novo país, a Colorilândia, quer escolher a sua bandeira, que terá quatro tiras coloridas verticais. Estão disponíveis cinco cores diferentes e, como é óbvio, duas tiras vizinhas não podem ser da mesma cor.
Quantas bandeiras diferentes se podem fazer nestas condições?
- (A)
5 \times 4^{3} - (B)
5 \times 4 \times 3 \times 2 - (C)
5^{4} - (D)
1
Na figura estão representados o rio que atravessa certa localidade, uma ilha situada no leito desse rio e as oito pontes que ligam a ilha às margens: cinco do lado da habitação
Para efetuar o percurso de ida (casa — ilha — escola) e volta (escola — ilha — casa), o jovem pode seguir vários caminhos, que diferem uns dos outros pela sequência de pontes utilizadas.
Quantos caminhos diferentes pode o jovem seguir, num percurso de ida e volta, sem passar duas vezes pela mesma ponte?
- (A)
5 \times 3 + 4 \times 2 - (B)
5 \times 4 \times 3 \times 2 - (C)
5 + 4 + 3 + 2 - (D)
5^{2} \times 3^{2}
Pretende-se colocar, sobre o tabuleiro representado na figura, nove peças de igual tamanho e feitio, das quais quatro são brancas e cinco são pretas. Cada casa do tabuleiro é ocupada por uma só peça.
Mostra que existem
O código de um cartão multibanco é uma sequência de quatro algarismos, como por exemplo
Quantos códigos diferentes existem com um e um só algarismo zero?
Uma turma tem
Quantas comissões diferentes se podem constituir?
Num torneio de xadrez, cada jogador jogou uma partida com cada um dos outros jogadores. Supondo que participaram no torneio dez jogadores, o número de partidas disputadas foi
- (A)
{}^{10}C_{2} - (B)
{}^{10}C_{9} - (C)
10! - (D)
10 \times 9
Os números de telefone de uma certa região têm sete algarismos, sendo os três primeiros
Quantos números de telefone podem existir nessa região?
- (A)
10^{7} - (B)
10^{4} - (C)
7^{4} - (D)
{}^{10}A_{4}
Num tabuleiro de xadrez pretende-se colocar os dois cavalos brancos, de tal modo que fiquem na mesma fila horizontal.
De quantas maneiras diferentes pode colocar os dois cavalos no tabuleiro, respeitando esta condição?
- (A)
8 \times {}^{8}C_{2} - (B)
{}^{64}C_{2} - (C)
\dfrac{{}^{64}C_{2}}{8} - (D)
{}^{8}A_{2}
A Joana tem na estante três livros de José Saramago, quatro de Sophia de Mello Breyner Andresen e cinco de Carl Sagan. Decidiu escolher seis desses livros para levar de férias: dois de José Saramago, um de Sophia de Mello Breyner Andresen e três de Carl Sagan.
De quantas maneiras pode fazer a sua escolha?
De quantas maneiras se podem sentar três raparigas e quatro rapazes, num banco de sete lugares, sabendo que em cada um dos extremos fica uma rapariga?
- (A)
120 - (B)
240 - (C)
720 - (D)
5040
Para representar Portugal num campeonato internacional de hóquei em patins foram selecionados dez jogadores: dois guarda-redes, quatro defesas e quatro avançados. O treinador opta por que Portugal jogue sempre com um guarda-redes, dois defesas e dois avançados.
Quantas equipas diferentes pode ele constituir?
Na figura está representado o sólido
De quantas maneiras diferentes podemos colorir o sólido, supondo que as quatro faces triangulares só podem ser coloridas de amarelo, de branco ou de castanho, e que as cinco faces retangulares só podem ser coloridas de preto ou de vermelho?
Considera todos os números de seis algarismos que se podem formar com os algarismos de
Destes números, quantos têm exatamente um algarismo
- (A)
8^{5} - (B)
9^{5} - (C)
6 \times 8^{5} - (D)
6 \times {}^{8}A_{5}
Uma caixa tem doze compartimentos para colocar iogurtes (ver figura); em cada compartimento cabe apenas um iogurte. Considera o problema seguinte:
«De quantas maneiras diferentes podemos colocar sete iogurtes nessa caixa, sabendo que quatro iogurtes são naturais (e portanto indistinguíveis) e os restantes três são de fruta — um de morango, um de banana e um de ananás?»
Sabendo que
Na figura está representado um poliedro com doze faces, que pode ser decomposto num cubo e em duas pirâmides quadrangulares regulares. Pretende-se numerar as doze faces com os números de
a) De quantas maneiras podemos numerar as outras dez faces com os restantes dez números?
b) De quantas maneiras podemos numerar as outras dez faces de forma que, nas faces de uma das pirâmides, fiquem só números ímpares e, nas faces da outra pirâmide, fiquem só números pares?
Três rapazes e duas raparigas vão dar um passeio de automóvel; qualquer um dos cinco jovens pode conduzir.
De quantas maneiras podem ocupar os cinco lugares — dois à frente e três atrás — de modo que o condutor seja uma rapariga e a seu lado viaje um rapaz?
- (A)
36 - (B)
120 - (C)
12 - (D)
72
Um frigorífico tem cinco prateleiras. Pretende-se guardar um iogurte, um chocolate e um queijo.
De quantas maneiras diferentes se podem guardar os três produtos, sabendo que devem ficar em prateleiras distintas?
- (A)
{}^{5}C_{3} - (B)
{}^{5}A_{3} - (C)
5^{3} - (D)
3^{5}
Num curso superior existem dez disciplinas de índole literária, das quais três são de literatura contemporânea. Um estudante pretende inscrever-se em seis disciplinas desse curso.
Quantas escolhas pode fazer se tiver de se inscrever em pelo menos duas disciplinas de literatura contemporânea?
- (A)
{}^{3}C_{2} + {}^{7}C_{4} \times {}^{7}C_{3} - (B)
{}^{3}C_{2} + {}^{7}C_{4} + {}^{7}C_{3} - (C)
{}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4} \times {}^{7}C_{3} - (D)
{}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4} + {}^{7}C_{3}
Capicua é uma sequência de algarismos cuja leitura da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita dá o mesmo resultado — por exemplo,
Quantas capicuas existem com cinco algarismos, sendo o primeiro algarismo ímpar?
- (A)
300 - (B)
400 - (C)
500 - (D)
600
Num certo país existem três operadoras de comunicações móveis:
Quantos números de telemóvel constituídos só por algarismos ímpares podem ser atribuídos nesse país?
- (A)
139\,630 - (B)
143\,620 - (C)
156\,250 - (D)
165\,340
Uma turma do 12.º ano é constituída por vinte e cinco alunos: quinze raparigas e dez rapazes. Vai ser escolhida uma comissão de três pessoas para organizar a viagem de finalistas — um presidente, um tesoureiro e um responsável pelas relações públicas.
a) Se o delegado de turma tivesse obrigatoriamente de fazer parte da comissão, podendo ocupar qualquer um dos três cargos, quantas comissões distintas podem ser formadas?
b) Admite agora que o delegado pode, ou não, fazer parte da comissão. Quantas comissões mistas distintas podem ser formadas? (Uma comissão mista é uma comissão constituída por jovens que não são todos do mesmo sexo.)
Numa turma com doze raparigas e sete rapazes vão ser escolhidos cinco elementos para formar uma comissão. Pretende-se que a comissão seja constituída por alunos dos dois sexos, mas que tenha mais raparigas do que rapazes.
Nestas condições, quantas comissões diferentes se podem formar?
- (A)
{}^{19}C_{5} \times {}^{5}C_{3} + {}^{19}C_{5} \times {}^{5}C_{2} - (B)
{}^{12}C_{4} \times {}^{7}C_{1} + {}^{8}C_{3} \times {}^{6}C_{2} - (C)
{}^{19}C_{12} \times {}^{12}C_{3} + {}^{19}C_{7} \times {}^{7}C_{2} - (D)
{}^{12}C_{4} \times {}^{7}C_{1} + {}^{12}C_{3} \times {}^{7}C_{2}
Considera o problema seguinte:
«Utilizando os cinco algarismos do número
Considera o problema seguinte:
«De todos os números de quatro algarismos que se podem formar com os algarismos de
Uma resposta correta é
Das raparigas que moram em Vale do Rei sabe-se que a terça parte tem cabelo louro. Admite que em Vale do Rei moram cento e vinte raparigas e que se pretende formar uma comissão de cinco raparigas para organizar um baile.
Quantas comissões diferentes se podem formar com exatamente duas raparigas louras?
Pretende-se dispor, numa prateleira, seis livros, dois dos quais são de Astronomia.
De quantas maneiras diferentes o podemos fazer, de tal forma que os dois primeiros livros, do lado esquerdo, sejam os de Astronomia?
- (A)
24 - (B)
36 - (C)
48 - (D)
60
A Joana comprou dez discos, todos diferentes, sendo três de música clássica e os restantes de jazz. Pretende oferecê-los aos seus dois irmãos, o Ricardo e o Paulo, de modo que cada irmão fique com o mesmo número de discos e que o Ricardo fique com exatamente dois discos de música clássica.
De quantas maneiras o poderá fazer?
- (A)
{}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{3} - (B)
{}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{3} \times {}^{3}C_{1} \times {}^{7}C_{4} - (C)
{}^{3}C_{2} + {}^{7}C_{3} - (D)
{}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{3} + {}^{3}C_{1} \times {}^{7}C_{4}
No balcão de uma geladaria existe um recipiente com dez compartimentos, cinco à frente e cinco atrás. Em cada compartimento só é colocado um sabor e nunca existem dois compartimentos com o mesmo sabor. Num certo dia a geladaria tem sete sabores disponíveis: cinco de fruta (morango, ananás, pêssego, manga e framboesa) e ainda baunilha e chocolate.
a) De quantas maneiras distintas se podem colocar os sete sabores no recipiente?
b) De quantas maneiras distintas se podem colocar os sete sabores no recipiente, de tal forma que os cinco de fruta preencham a fila da frente?
De um baralho selecionam-se seis cartas do naipe de Espadas: Ás, Rei, Dama, Valete, Dez e Nove. Dispõem-se as seis cartas, em fila, em cima de uma mesa.
a) Quantas disposições diferentes podem ser feitas, de modo que as duas cartas do meio sejam o Ás e o Rei (não necessariamente por esta ordem)?
b) Quantas disposições diferentes podem ser feitas, de modo que o Rei não fique ao lado da Dama?
De quantas maneiras distintas podem ficar sentados quatro rapazes e cinco raparigas, num banco de nove lugares, de tal modo que os rapazes fiquem todos juntos?
- (A)
16\,470 - (B)
17\,280 - (C)
18\,560 - (D)
19\,340
Queremos colocar
De quantas maneiras diferentes podem as bolas ficar colocadas nas caixas?
- (A)
4 - (B)
8 - (C)
10 - (D)
12
Uma pessoa vai visitar cinco locais do Parque das Nações, em Lisboa: o Pavilhão de Portugal, o Oceanário, o Pavilhão Atlântico, a Torre Vasco da Gama e o Pavilhão do Conhecimento.
De quantas maneiras diferentes pode planear a sequência das cinco visitas, se quiser começar na Torre Vasco da Gama e acabar no Oceanário?
- (A)
6 - (B)
12 - (C)
24 - (D)
120
De quantas maneiras distintas podem ficar sentados três rapazes e quatro raparigas num banco de sete lugares, sabendo que se sentam alternadamente por sexo — ou seja, cada rapaz fica sentado entre duas raparigas?
- (A)
121 - (B)
133 - (C)
144 - (D)
156
Considera todos os números de cinco algarismos diferentes que se podem formar com os cinco algarismos ímpares.
Quantos deles são maiores do que
- (A)
48 - (B)
64 - (C)
68 - (D)
74
A Ana e o Bruno vão disputar um torneio de xadrez de dez partidas. Cada partida pode terminar com a vitória de um deles ou empatada; vence o torneio quem ganhar mais partidas. No fim de cada partida regista-se
Quantos registos diferentes poderão acontecer, de tal forma que haja exatamente sete empates e a Ana seja a vencedora do torneio?
- (A)
420 - (B)
440 - (C)
460 - (D)
480
Considera um prisma regular em que cada base tem
Numa pequena composição, justifica que o número total de diagonais de todas as faces do prisma (incluindo as bases) é dado por
O João tem catorze discos de música ligeira: seis portugueses, quatro espanhóis, três franceses e um italiano. Pretende selecionar quatro desses catorze discos.
a) Quantos conjuntos diferentes pode fazer, de tal modo que os quatro discos sejam de quatro países diferentes — um de cada país?
b) Quantos conjuntos diferentes pode fazer, de tal modo que os quatro discos sejam todos do mesmo país?
Seis amigos — a Ana, o Bruno, a Catarina, o Diogo, a Elsa e o Filipe — vão jantar a um restaurante e sentam-se, ao acaso, numa mesa redonda com seis lugares numerados de
Sejam
Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, indica o valor de
Seis amigos vão jantar a um restaurante. Sabe-se que:
- na ementa existem três pratos de peixe e quatro pratos de carne;
- cada um dos seis amigos vai escolher um único prato, de peixe ou de carne;
- só o Filipe está indeciso se vai escolher peixe ou carne;
- os restantes cinco vão escolher peixe.
De quantas maneiras diferentes podem os seis amigos escolher os seus pratos?
Três raparigas e os respetivos namorados posam para uma fotografia.
De quantas maneiras se podem dispor, lado a lado, de modo que cada par de namorados fique junto?
- (A)
12 - (B)
24 - (C)
36 - (D)
48
Num baralho, cada naipe tem um Ás, três figuras (Rei, Dama e Valete) e mais nove cartas (do Dois ao Dez). A Joana pretende fazer uma sequência com seis cartas do naipe de Espadas: quer iniciar com o Ás, quer que as três cartas seguintes sejam figuras e quer concluir com duas das nove restantes cartas desse naipe.
Quantas sequências diferentes pode a Joana fazer?
- (A)
416 - (B)
432 - (C)
528 - (D)
562
Seja
a) Quantos elementos de
b) Quantos elementos de
Uma coluna com a forma de um prisma hexagonal regular está assente no chão de um jardim. Dispomos de seis cores (amarelo, branco, castanho, dourado, encarnado e verde) para pintar as sete faces visíveis: as seis laterais e a base superior. Admite que se pintam de verde duas faces laterais opostas.
Determina de quantas maneiras diferentes podem ficar pintadas as restantes cinco faces, de tal modo que:
- duas faces com uma aresta comum fiquem pintadas com cores diferentes;
- duas faces laterais opostas fiquem pintadas com a mesma cor.
Quatro raparigas e quatro rapazes entram num autocarro, no qual existem seis lugares sentados ainda não ocupados.
De quantas maneiras diferentes podem ficar ocupados esses seis lugares, supondo que ficam dois rapazes em pé?
- (A)
3560 - (B)
3840 - (C)
4180 - (D)
4320
Quantos números naturais, escritos com algarismos todos diferentes, existem entre
- (A)
992 - (B)
998 - (C)
1002 - (D)
1008
Pretende-se fazer uma bandeira com cinco tiras verticais, respeitando as condições seguintes:
- duas tiras vizinhas não podem ser pintadas com a mesma cor;
- cada uma das três tiras centrais pode ser pintada de vermelho ou de amarelo;
- cada uma das duas tiras das extremidades pode ser pintada de branco, de azul ou de verde.
Quantas bandeiras diferentes se podem fazer?
- (A)
12 - (B)
18 - (C)
24 - (D)
36
Dois rapazes e três raparigas vão fazer um passeio num automóvel com cinco lugares, dois à frente e três atrás. Sabe-se que apenas os rapazes podem conduzir e que a Inês, namorada do Paulo, tem de ficar ao lado dele.
De quantos modos distintos podem ficar dispostos os cinco jovens no automóvel?
- (A)
10 - (B)
14 - (C)
22 - (D)
48
Um baralho completo tem
Utilizando apenas o naipe de paus, quantas sequências diferentes de cartas, iniciadas com uma figura, é possível construir?
Considera o problema seguinte:
«De entre todos os números de três algarismos diferentes que se podem formar com os algarismos
Uma resposta correta a este problema é
Os códigos dos cofres de uma empresa consistem numa sequência de cinco algarismos, como por exemplo
- tenha exatamente três algarismos
5 ; - os restantes dois algarismos sejam diferentes;
- a soma dos cinco algarismos seja igual a dezassete.
Quantos códigos diferentes existem nestas condições?
- (A)
20 - (B)
40 - (C)
60 - (D)
80
Doze amigos vão passear, deslocando-se num automóvel e numa carrinha. O automóvel dispõe de cinco lugares (o do condutor e mais quatro) e a carrinha de sete (o do condutor e mais seis). Apenas dois elementos do grupo, a Filipa e o Gonçalo, têm carta de condução, podendo qualquer um deles conduzir qualquer dos veículos.
Os doze amigos têm de se separar em dois grupos, de modo que um viaje no automóvel e o outro na carrinha.
De quantas maneiras diferentes podem ficar constituídos os dois grupos?
Uma turma é constituída por doze raparigas e dez rapazes, que pretendem formar uma comissão organizadora da viagem de finalistas. A comissão terá obrigatoriamente três raparigas e dois rapazes. A Ana e o Miguel, alunos da turma, não querem fazer parte da comissão em simultâneo.
Explica, numa composição, que o número de comissões diferentes que se pode formar é dado por
Quantos números ímpares, de quatro algarismos diferentes, se podem formar com os algarismos
- (A)
4 - (B)
6 - (C)
18 - (D)
24
Três rapazes — o João, o Rui e o Paulo — e três raparigas — a Ana, a Maria e a Francisca — vão sentar-se num banco corrido com seis lugares.
De quantas maneiras se podem sentar os seis amigos, ficando um rapaz em cada uma das extremidades?
Na figura está representado um círculo dividido em quatro setores circulares diferentes, numerados de
- todos os setores devem ser pintados, cada um com uma única cor;
- setores com um raio em comum não podem ficar pintados com a mesma cor;
- o círculo deve ficar pintado com duas ou com quatro cores.
De quantas maneiras diferentes pode o círculo ficar pintado?
- (A)
140 - (B)
230 - (C)
310 - (D)
390
Na figura estão representados dois poliedros: o cubo
Considera todos os conjuntos constituídos por cinco dos catorze vértices dos dois poliedros — como, por exemplo,
a) Quantos desses conjuntos são constituídos por três vértices do cubo e dois vértices do octaedro?
b) Quantos desses conjuntos são constituídos por cinco vértices do mesmo poliedro?
A Ana, a Bárbara, a Catarina, o Diogo e o Eduardo vão sentar-se num banco corrido com cinco lugares.
De quantas maneiras o podem fazer, ficando uma rapariga no lugar do meio?
- (A)
27 - (B)
72 - (C)
120 - (D)
144
De um bilhete de lotaria sabe-se que o seu número é formado por sete algarismos, dos quais três são iguais a
Determina quantos números diferentes satisfazem estas condições.
Num baralho, as cartas estão repartidas por quatro naipes (Copas, Ouros, Espadas e Paus). Em cada naipe há um Ás, três figuras (Dama, Valete e Rei) e mais nove cartas (do Dois ao Dez).
Retiram-se cinco cartas do baralho, que são colocadas lado a lado, segundo a ordem pela qual vão sendo retiradas.
Quantas sequências se podem formar, caso a primeira e a última cartas sejam ases e as restantes sejam figuras?
Numa turma há
De quantas maneiras se pode fazer essa escolha, de modo que os alunos escolhidos sejam de sexos diferentes?
- (A)
96 - (B)
190 - (C)
192 - (D)
380
Considera o conjunto
Com os elementos de
Quantos números pares de cinco algarismos diferentes se podem escrever, utilizando os algarismos do número
- (A)
24 - (B)
48 - (C)
60 - (D)
96
Na figura está representado um prisma pentagonal regular. Quatro dos seus vértices estão designados pelas letras
De quantas maneiras diferentes podemos designar esses seis vértices, de tal modo que os cinco vértices de uma das bases sejam designados pelas cinco vogais?
Considera o problema seguinte:
«Uma turma tem
Apresentam-se as respostas de dois alunos, das quais apenas uma está correta:
Identifica a resposta correta, explica o raciocínio que a ela conduz, propõe uma alteração na expressão incorreta de modo a torná-la correta e explica, no contexto do problema, a razão da alteração.
Quantos números naturais de três algarismos diferentes se podem escrever, não utilizando o algarismo
- (A)
256 - (B)
278 - (C)
286 - (D)
294
Dos alunos de uma escola sabe-se que a quinta parte tem computador portátil. Admite que essa escola tem
Determina de quantas maneiras diferentes se pode formar uma comissão com exatamente quatro dos alunos que têm computador portátil.
Considera todos os números de cinco algarismos que se podem formar com os algarismos
De entre estes números, quantos têm exatamente três algarismos
- (A)
{}^{5}C_{3} \times {}^{4}A_{2} - (B)
{}^{5}C_{3} \times 4^{2} - (C)
{}^{5}A_{3} \times 4^{2} - (D)
{}^{5}A_{3} \times {}^{4}C_{2}
A Rita tem oito livros, todos diferentes: três de Matemática, três de Português e dois de Biologia. Pretende arrumá-los numa prateleira, uns a seguir aos outros.
De quantas maneiras diferentes o pode fazer, ficando os livros de Matemática todos juntos numa das pontas?
- (A)
72 - (B)
240 - (C)
720 - (D)
1440
Uma turma é constituída por
Determina quantos grupos diferentes se podem formar, sabendo que em cada grupo tem de estar pelo menos um aluno de cada sexo.
A Ana dispõe de sete cartas todas diferentes: quatro do naipe de espadas e três do naipe de copas. Vai dispô-las sobre uma mesa, lado a lado, da esquerda para a direita, formando uma sequência.
A Ana pretende que a primeira e a última cartas da sequência sejam ambas do naipe de espadas.
Quantas sequências diferentes, nestas condições, pode a Ana fazer?
O código de um auto-rádio é constituído por uma sequência de quatro algarismos — por exemplo,
Quantos desses códigos têm dois e só dois algarismos iguais a
- (A)
486 - (B)
810 - (C)
432 - (D)
600
Considera o problema seguinte:
«De
Apresentam-se duas respostas, das quais apenas uma está correta:
Identifica a resposta correta, explica um raciocínio que a ela conduza, propõe uma alteração na expressão incorreta de modo a torná-la correta e explica, no contexto do problema, a razão dessa alteração.
Considera as
Determina o número de sequências diferentes que é possível construir, de modo que as três figuras fiquem juntas.
Uma turma de 12.º ano é constituída por
- os rapazes ficam sentados na fila da frente;
- as raparigas ficam na fila de trás, em pé, ficando a delegada numa das extremidades e a subdelegada na outra, podendo cada uma ocupar qualquer das extremidades.
Escreve uma expressão que dê o número de maneiras diferentes de os jovens se poderem dispor para a fotografia. (Não calcules o valor da expressão.)
Numa caixa com
De quantas maneiras diferentes se podem arrumar os
- (A)
{}^{12}A_{7} \times 3! - (B)
{}^{12}A_{7} \times {}^{5}C_{3} - (C)
{}^{12}C_{7} \times {}^{5}A_{3} - (D)
{}^{12}C_{7} \times {}^{12}A_{3}
O código de acesso a uma conta de e-mail é constituído por quatro letras e três algarismos. Sabe-se que um código tem quatro
Quantos códigos diferentes existem nestas condições?
- (A)
105 - (B)
210 - (C)
5040 - (D)
39
Considera o problema seguinte:
«De entre os
Apresentam-se duas respostas corretas:
Apresenta o raciocínio que conduz a cada uma dessas respostas.
Uma sequência de algarismos cuja leitura da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita dá o mesmo número designa-se por capicua. Por exemplo,
Quantos números com seis algarismos são capicuas?
- (A)
729 - (B)
900 - (C)
810\,000 - (D)
900\,000
Os três irmãos Andrade e os quatro irmãos Martins vão escolher, de entre eles, dois elementos de cada família para um jogo de matraquilhos, de uma família contra a outra.
De quantas maneiras pode ser feita a escolha dos jogadores, de modo que o Carlos — o mais velho dos irmãos Andrade — seja um dos escolhidos?
- (A)
8 - (B)
12 - (C)
16 - (D)
20
Considera todos os números que se podem obter alterando a ordem dos algarismos do número
Quantos desses números são ímpares e maiores do que
- (A)
18 - (B)
30 - (C)
120 - (D)
240
Num grupo de nove pessoas, constituído por seis homens e três mulheres, vão ser escolhidos três elementos para formarem uma comissão.
Quantas comissões diferentes se podem formar com exatamente duas mulheres?
- (A)
{}^{3}C_{2} - (B)
6 \times {}^{3}C_{2} - (C)
{}^{9}A_{3} - (D)
6 \times {}^{3}A_{2}
Na figura está representado um tabuleiro quadrado dividido em dezasseis quadrados iguais, com linhas
De quantas maneiras diferentes pode o João colocar os doze discos nos dezasseis quadrados?
- (A)
{}^{16}C_{12} - (B)
{}^{16}C_{9} \times {}^{7}C_{3} - (C)
{}^{16}A_{12} - (D)
{}^{16}A_{9} \times {}^{7}A_{3}
Numa conferência de imprensa estiveram presentes
«A conferência realiza-se numa sala cujas cadeiras estão dispostas em cinco filas, cada uma com oito cadeiras. Todos os jornalistas se sentam, não mais do que um em cada cadeira, nas três primeiras filas. De quantas maneiras diferentes se podem sentar os jornalistas, sabendo que as duas primeiras filas devem ficar totalmente ocupadas?»
Apresentam-se duas respostas corretas:
Apresenta os raciocínios que conduzem a cada uma dessas respostas.
Numa turma com
Quantas comissões diferentes se podem formar?
- (A)
{}^{15}A_{3} + {}^{15}A_{4} - (B)
{}^{15}C_{3} \times {}^{7}C_{2} + {}^{15}C_{4} \times 7 - (C)
{}^{15}C_{3} \times {}^{7}C_{2} \times {}^{15}C_{4} \times 7 - (D)
{}^{22}C_{3} \times {}^{19}C_{2}
Numa caixa estão cinco bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de
De quantas maneiras diferentes se podem colocar, lado a lado, as cinco bolas, de modo que as bolas com os números
Na figura está representado, num referencial o.n.
Pretende-se numerar as restantes faces com os números de
De quantas maneiras diferentes se podem numerar as restantes sete faces, de modo que pelo menos três das faces concorrentes no vértice
Considera todos os números naturais de dez algarismos que se podem escrever com os algarismos de
Quantos desses números têm exatamente seis algarismos
- (A)
{}^{10}C_{6} \times 8^{4} - (B)
{}^{10}C_{6} \times {}^{8}A_{4} - (C)
{}^{10}A_{6} \times {}^{8}A_{4} - (D)
{}^{10}A_{6} \times 8^{4}
Considera todos os números ímpares com cinco algarismos.
Quantos desses números têm quatro algarismos pares e são superiores a
- (A)
5^{4} - (B)
5^{5} - (C)
3 \times 5^{4} - (D)
4 \times 5^{4}
Dois rapazes e quatro raparigas vão sentar-se num banco corrido com seis lugares.
De quantas maneiras o podem fazer, de modo que fique um rapaz em cada extremidade do banco?
- (A)
12 - (B)
24 - (C)
48 - (D)
60
Nove jovens, três rapazes e seis raparigas, vão dispor-se lado a lado para uma fotografia.
De quantas maneiras o podem fazer, de modo que os rapazes fiquem juntos?
- (A)
40\,140 - (B)
30\,240 - (C)
20\,340 - (D)
10\,440
Considera nove bolas: quatro numeradas com o número
Quantos números ímpares diferentes se podem obter?
Considera nove fichas, indistinguíveis ao tato, numeradas de
Pretende-se dispor as nove fichas no tabuleiro, de modo que cada ficha ocupe uma única casa e que cada casa não seja ocupada por mais do que uma ficha.
De quantas maneiras diferentes é possível dispor as nove fichas, de tal forma que as que têm número par ocupem uma única fila horizontal?
Considera todos os números naturais de quatro algarismos que se podem formar com os algarismos de
Destes números, quantos são múltiplos de
- (A)
729 - (B)
1458 - (C)
3645 - (D)
6561
Considera todos os números naturais de cinco algarismos diferentes que se podem formar com os algarismos
Destes números, quantos têm os algarismos pares um a seguir ao outro?
- (A)
24 - (B)
48 - (C)
72 - (D)
96
Com os algarismos
- (A)
24 - (B)
48 - (C)
72 - (D)
96
Doze alunos de uma escola, quatro de Espanhol e oito de Inglês, dispõem-se lado a lado em linha reta para tirar uma fotografia.
De quantas maneiras se podem dispor os doze alunos, de modo que os alunos da mesma disciplina fiquem juntos?
- (A)
40\,320 - (B)
80\,640 - (C)
967\,680 - (D)
1\,935\,360
Dispõe-se de catorze caracteres — os algarismos
Quantos códigos iniciados por uma vogal seguida de três algarismos diferentes se podem formar?
- (A)
420 - (B)
504 - (C)
1840 - (D)
2520
Com cinco pessoas, quantos conjuntos com, pelo menos, três pessoas é possível formar?
- (A)
60 - (B)
81 - (C)
10 - (D)
16
Considera todos os números naturais de sete algarismos que se podem escrever utilizando dois algarismos
Determina quantos destes números são ímpares e maiores do que seis milhões.
Uma turma tem
Quantas comissões diferentes, que incluam rapazes e raparigas, se podem formar, sabendo que o delegado de turma tem de fazer parte da comissão?
- (A)
195 - (B)
215 - (C)
235 - (D)
255
Um saco contém nove cartões, indistinguíveis ao tato, numerados de
Determina de quantas maneiras diferentes é possível colocar os cartões de modo que os números inscritos nos três primeiros cartões sejam primos.
Num saco estão oito bolas azuis e sete bolas brancas, indistinguíveis ao tato. Pretende-se colocar todas estas bolas em dez caixas numeradas de
- cada caixa com número par tenha, pelo menos, uma bola azul;
- cada caixa com número ímpar tenha, pelo menos, uma bola branca;
- cada caixa tenha, no máximo, duas bolas.
Nestas condições, de quantas maneiras diferentes podem ficar colocadas as bolas nas dez caixas?
- (A)
1176 - (B)
2520 - (C)
28\,016 - (D)
30\,550
Considera todos os números naturais superiores a
Destes números, quantos se podem escrever com os algarismos
- (A)
192 - (B)
236 - (C)
384 - (D)
512
Três hóspedes suecos e quatro hóspedes dinamarqueses pretendem visitar os arredores de um hotel. Para tal, o hotel disponibiliza quatro motos de dois lugares cada uma (uma preta, uma amarela, uma branca e uma verde). Sabe-se que apenas os hóspedes dinamarqueses podem conduzir.
De quantas maneiras distintas se podem distribuir os sete hóspedes pelas quatro motos?
- (A)
21 - (B)
35 - (C)
268 - (D)
576
Um clube de corfebol vai participar num torneio. A comitiva desloca-se por via terrestre num automóvel de cinco lugares e numa carrinha de nove lugares, e é constituída por três dirigentes, um treinador, cinco jogadores do sexo masculino e cinco do sexo feminino.
Escreve uma expressão que dê o número de maneiras diferentes de distribuir os catorze elementos da comitiva pelos catorze lugares disponíveis, sabendo que os dois condutores são dois dos dirigentes e que, no automóvel, vão dois jogadores de cada sexo.
Considera, num plano
Sabe-se que, com os pontos assinalados nas duas retas, é possível definir exatamente
Determina o valor de
A Fernanda tem cinco livros diferentes e sete canetas, também diferentes, para repartir pelos seus dois netos, o Armando e o Catarino.
A Fernanda vai oferecer três livros e três canetas a um dos netos e os restantes objetos ao outro, ou quatro livros e duas canetas a um dos netos e os restantes ao outro.
Determina de quantos modos diferentes pode a Fernanda repartir os doze objetos pelos seus netos.
O Semáforo é um jogo matemático em que se usa um tabuleiro retangular de
Pretende-se colocar duas peças no tabuleiro, uma por casa. Duas configurações coloridas são diferentes se diferirem nas casas ocupadas ou nas cores das peças usadas.
A expressão seguinte dá o número de configurações coloridas diferentes:
Explica, no contexto descrito, cada parcela desta expressão.
Considera todos os números naturais de cinco algarismos diferentes que se podem formar com os algarismos de
Destes números, quantos têm o algarismo das unidades igual a
- (A)
625 - (B)
256 - (C)
128 - (D)
96
Dez jovens vão deslocar-se em fila, pela praia, para uma aula de surf. A Ana, o Diogo e o Francisco são três desses jovens.
De quantas formas diferentes se podem dispor os jovens na fila, ficando a Ana, o Diogo e o Francisco juntos?
- (A)
483\,840 - (B)
241\,920 - (C)
60\,480 - (D)
30\,240
Considera todos os números naturais de seis algarismos que é possível formar com os algarismos de
Destes números, quantos têm exatamente dois cincos?
- (A)
98\,415 - (B)
61\,440 - (C)
36\,015 - (D)
25\,200
Enquanto aguardam as audições de uma orquestra, quatro violinistas, um violoncelista e três contrabaixistas vão sentar-se nas duas primeiras filas de uma plateia, tendo cada fila quatro lugares numerados de
Qual das expressões seguintes representa o número de maneiras diferentes de dispor os oito músicos, ficando os três contrabaixistas na mesma fila?
- (A)
{}^{4}C_{3} \times 3! \times 5! - (B)
2 \times {}^{4}A_{3} \times 5! - (C)
2 \times {}^{4}C_{3} \times 5! - (D)
{}^{4}A_{3} \times 3! \times 5!
Considera um dado cúbico equilibrado com as faces numeradas de
Determina quantos desses números são pares, inferiores a trezentos mil e têm os algarismos
Um grupo não tem ordem: interessa quem vai, não por que ordem foi escolhido.
- Rapazes: cinco de entre doze, sem ordem —
{}^{12}C_{5} = 792 . - Raparigas: cinco de entre oito —
{}^{8}C_{5} = 56 . {}^{12}C_{5} \times {}^{8}C_{5} = 792 \times 56 = 44\,352 - Nota: a opção (B) usaria arranjos, contando várias vezes o mesmo grupo apenas por ter sido escolhido por outra ordem.
Se o número é par e tem quatro algarismos ímpares, onde é que está forçosamente o algarismo par?
- O número é par, logo o algarismo das unidades é par. Como quatro dos cinco algarismos são ímpares, esses quatro são precisamente os quatro primeiros — o único par é o das unidades.
- Quatro primeiros algarismos: cada um é ímpar (
1, 3, 5, 7, 9 ) e podem repetir-se —5^{4} . Note-se que o primeiro algarismo nunca é0 , pelo que não há restrição adicional. - Algarismo das unidades: par (
0, 2, 4, 6, 8 ) —5 hipóteses. 5^{4} \times 5 = 5^{5} = 3125
Duas tiras vizinhas não podem ter a mesma cor — mas duas tiras afastadas podem.
- A restrição só se aplica a tiras vizinhas: a primeira e a terceira tiras, por exemplo, podem perfeitamente ter a mesma cor.
- Primeira tira: qualquer das cinco cores —
5 hipóteses. - Cada uma das três tiras seguintes: qualquer cor exceto a da tira imediatamente à sua esquerda —
4 hipóteses cada. 5 \times 4 \times 4 \times 4 = 5 \times 4^{3} = 320 - Nota: a opção (B) obrigaria as quatro tiras a terem cores todas diferentes, o que o enunciado não exige.
São quatro travessias ao todo. Em cada regresso há menos uma ponte disponível, porque a da ida já foi usada.
- O percurso completo tem quatro travessias:
H \to ilha, ilha\to E ,E \to ilha e ilha\to H . - Ida:
H \to ilha —5 pontes; ilha\to E —3 pontes. - Volta:
E \to ilha — restam2 pontes, porque uma já foi usada; ilha\to H — restam4 pontes. 5 \times 3 \times 2 \times 4 = 5 \times 4 \times 3 \times 2 = 120
As peças da mesma cor são indistinguíveis: basta decidir que casas ficam com peças brancas.
- O tabuleiro tem
3 \times 3 = 9 casas e há exatamente9 peças, pelo que todas as casas ficam ocupadas. - As peças da mesma cor são indistinguíveis entre si, pelo que uma colocação fica completamente determinada assim que se saiba quais as casas com peças brancas — as restantes ficam automaticamente com peças pretas.
- Trata-se, portanto, de escolher
4 casas de entre9 , sem ordem:{}^{9}C_{4} = \dfrac{9 \times 8 \times 7 \times 6}{4 \times 3 \times 2 \times 1} = \dfrac{3024}{24} = 126 - Em alternativa, escolhendo as casas das peças pretas:
{}^{9}C_{5} = 126 , pois{}^{9}C_{4} = {}^{9}C_{5} . ∎
Escolhe primeiro a posição do zero; depois preenche as outras, com a condição de não voltar a sair
- Posição do zero: qualquer uma das quatro —
4 hipóteses. - Restantes três posições: cada uma leva um algarismo diferente de
0 —9 hipóteses — podendo repetir-se entre si:9^{3} = 729 . 4 \times 9^{3} = 4 \times 729 = 2916
O delegado já está dentro: quantos rapazes faltam escolher, e de entre quantos?
- Raparigas: quatro de entre quinze, sem ordem —
{}^{15}C_{4} = 1365 . - Rapazes: o delegado está garantido, faltando escolher
2 de entre os12-1 = 11 restantes —{}^{11}C_{2} = 55 . {}^{15}C_{4} \times {}^{11}C_{2} = 1365 \times 55 = 75\,075
A partida entre o jogador
- Cada partida corresponde a um par de jogadores, e o par
\{X, Y\} é o mesmo que o par\{Y, X\} — a ordem não interessa. - O número de partidas é, portanto, o número de maneiras de escolher
2 jogadores de entre10 :{}^{10}C_{2} = \dfrac{10 \times 9}{2} = 45 - Nota: a opção (D),
10 \times 9 = 90 , contaria cada partida duas vezes.
Os três primeiros algarismos estão fixados. Quantos ficam livres — e há alguma restrição sobre eles?
- Os três primeiros algarismos estão determinados, restando
7-3 = 4 posições livres. - Cada uma dessas posições pode levar qualquer um dos dez algarismos, e nada impede que se repitam:
10 \times 10 \times 10 \times 10 = 10^{4} = 10\,000 - Nota: a opção (D) proibiria a repetição de algarismos, condição que o enunciado não impõe.
Decide primeiro qual das filas horizontais; depois, quais as casas dessa fila. Os dois cavalos brancos são iguais entre si.
- O tabuleiro de xadrez tem
8 filas horizontais, cada uma com8 casas. - Escolher a fila:
8 hipóteses. - Escolher as duas casas dessa fila: como os dois cavalos brancos são indistinguíveis, a ordem não interessa —
{}^{8}C_{2} = 28 . 8 \times {}^{8}C_{2} = 8 \times 28 = 224
A ordem por que os livros são escolhidos não interessa — o que a Joana leva é um conjunto de livros.
- Saramago: dois de entre três —
{}^{3}C_{2} = 3 . - Sophia de Mello Breyner: um de entre quatro —
{}^{4}C_{1} = 4 . - Carl Sagan: três de entre cinco —
{}^{5}C_{3} = 10 . {}^{3}C_{2} \times {}^{4}C_{1} \times {}^{5}C_{3} = 3 \times 4 \times 10 = 120
Os dois extremos são lugares distintos: a ordem interessa.
- Extremos: duas das três raparigas, em dois lugares distintos:
{}^{3}A_{2} = 3 \times 2 = 6 . - Cinco lugares do meio: ocupados pelas cinco pessoas restantes:
5! = 120 . {}^{3}A_{2} \times 5! = 6 \times 120 = 720
Uma equipa não tem ordem — o que interessa é quem joga, não por que ordem foi escolhido.
- Guarda-redes: um de entre dois —
2 hipóteses. - Defesas: dois de entre quatro, sem ordem —
{}^{4}C_{2} = 6 . - Avançados: dois de entre quatro —
{}^{4}C_{2} = 6 . 2 \times {}^{4}C_{2} \times {}^{4}C_{2} = 2 \times 6 \times 6 = 72
Nada impede que duas faces fiquem com a mesma cor: cada face escolhe a sua independentemente das outras.
- Não há qualquer restrição entre faces vizinhas: cada face escolhe a sua cor independentemente das outras.
- Faces triangulares: são
4 e cada uma tem3 cores por onde optar:3^{4} = 81 . - Faces retangulares: são
5 e cada uma tem2 cores:2^{5} = 32 . 3^{4} \times 2^{5} = 81 \times 32 = 2592
Nada impede que os outros algarismos se repitam entre si — só não podem ser
- Posição do algarismo
4 : qualquer uma das seis —6 hipóteses. - Restantes cinco posições: cada uma leva um algarismo de
1 a9 diferente de4 —8 hipóteses — podendo repetir-se entre si:8^{5} . 6 \times 8^{5} = 6 \times 32\,768 = 196\,608 - Nota: a opção (D) usaria um arranjo, o que proibiria a repetição dos restantes algarismos — condição que o enunciado não impõe.
Os iogurtes naturais são indistinguíveis (combinação) e os de fruta são todos diferentes (arranjo). As duas respostas diferem em qual dos grupos se coloca primeiro.
- Primeira resposta — escolher primeiro os compartimentos ocupados. Dos
12 compartimentos,7 ficam com iogurte. Escolhem-se esses7 sem ordem, porque nesta fase só interessa quais ficam ocupados:{}^{12}C_{7} . - Dentro desses
7 compartimentos, colocam-se os três iogurtes de fruta, que são todos diferentes: interessa qual fica em qual compartimento, logo{}^{7}A_{3} . Os quatro compartimentos que sobram ficam com os naturais, de uma única maneira, por serem indistinguíveis:{}^{12}C_{7} \times {}^{7}A_{3} = 792 \times 210 = 166\,320 - Segunda resposta — colocar primeiro os iogurtes naturais. Escolhem-se os
4 compartimentos dos iogurtes naturais, sem ordem:{}^{12}C_{4} . - Depois colocam-se os três iogurtes de fruta em três dos
12-4 = 8 compartimentos ainda livres, com ordem:{}^{8}A_{3} :{}^{12}C_{4} \times {}^{8}A_{3} = 495 \times 336 = 166\,320 - As duas expressões contam as mesmas colocações, por caminhos diferentes.
Em b), repara em que o
- O poliedro tem
4+4 = 8 faces triangulares (quatro em cada pirâmide) e4 faces quadradas (as laterais do cubo). - a) Há dez números a colocar em dez faces distintas, um em cada:
10! = 3\,628\,800 - b) Como o
1 e o3 são ímpares e estão ambos na mesma pirâmide, é essa a pirâmide que fica com os ímpares — não há escolha a fazer. - Pirâmide dos ímpares: faltam-lhe duas faces, a preencher com dois dos ímpares ainda disponíveis —
5 ,7 ,9 e11 . Como as faces são distintas, a ordem interessa:{}^{4}A_{2} = 12 . - Pirâmide dos pares: as suas quatro faces levam quatro dos seis pares disponíveis —
2, 4, 6, 8, 10, 12 :{}^{6}A_{4} = 360 . - Faces quadradas do cubo: ficam com os quatro números que ainda não foram usados:
4! = 24 . {}^{4}A_{2} \times {}^{6}A_{4} \times 4! = 12 \times 360 \times 24 = 103\,680
Começa pelos dois lugares da frente, que são os únicos com restrição.
- Lugar do condutor: uma das duas raparigas —
2 hipóteses. - Lugar ao lado do condutor: um dos três rapazes —
3 hipóteses. - Três lugares de trás: ocupados pelos três jovens restantes, em qualquer ordem —
3! = 6 . 2 \times 3 \times 3! = 2 \times 3 \times 6 = 36
Os três produtos são diferentes uns dos outros: interessa saber qual deles fica em qual prateleira.
- Os três produtos são distintos e as prateleiras também, pelo que interessa qual produto fica em qual prateleira — a ordem é relevante. Como as prateleiras têm de ser distintas, não há repetição.
- Trata-se de um arranjo de
5 prateleiras3 a3 :{}^{5}A_{3} = 5 \times 4 \times 3 = 60 - Nota: a opção (A) contaria apenas quais as prateleiras usadas, sem distinguir os produtos; a opção (C) permitiria repetir prateleiras.
Só há três disciplinas de literatura contemporânea, pelo que «pelo menos duas» significa duas ou três — e não mais.
- Há
3 disciplinas de literatura contemporânea e10-3 = 7 outras. «Pelo menos duas» significa exatamente duas ou exatamente três, porque não existem mais. - Exatamente duas:
{}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4} = 3 \times 35 = 105 . - Exatamente três:
{}^{3}C_{3} \times {}^{7}C_{3} = 1 \times 35 = 35 . Como{}^{3}C_{3} = 1 , esta parcela escreve-se simplesmente{}^{7}C_{3} . {}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4} + {}^{7}C_{3} = 105 + 35 = 140
Numa capicua de cinco algarismos, quantos algarismos podes escolher livremente?
- Uma capicua de cinco algarismos tem a forma
abcba : escolhidosa ,b ec , os dois últimos ficam determinados. a tem de ser ímpar:1, 3, 5, 7 ou9 —5 hipóteses. (Repare-se em que o0 ficaria de qualquer modo excluído, por ser o primeiro algarismo.)b ec são livres:10 hipóteses cada.5 \times 10 \times 10 = 500
Repara nos prefixos: um deles já contém um algarismo par, o que o exclui logo à partida.
- Se todos os algarismos têm de ser ímpares, o segundo algarismo também. Dos três prefixos, o
52 contém o algarismo2 , que é par, e fica excluído. Restam os prefixos51 e53 —2 hipóteses. - Os restantes
9-2 = 7 algarismos podem ser qualquer um dos cinco ímpares (1, 3, 5, 7, 9 ), com repetição:5^{7} = 78\,125 . 2 \times 5^{7} = 2 \times 78\,125 = 156\,250
Os três cargos são distintos, pelo que a ordem interessa sempre. Em b), conta pelo contrário.
- a) O delegado escolhe um dos três cargos:
3 hipóteses. Os outros dois cargos são ocupados por dois dos24 alunos restantes, e a ordem interessa porque os cargos são diferentes:{}^{24}A_{2} = 24 \times 23 = 552 .3 \times {}^{24}A_{2} = 3 \times 552 = 1656 - Em alternativa: escolher os dois acompanhantes (
{}^{24}C_{2} = 276 ) e distribuir os três cargos pelas três pessoas (3! = 6 ):276 \times 6 = 1656 ✓ - b) Como os cargos são distintos, o número total de comissões é
{}^{25}A_{3} = 25 \times 24 \times 23 = 13\,800 . - As comissões que não são mistas são as formadas só por raparigas (
{}^{15}A_{3} = 2730 ) ou só por rapazes ({}^{10}A_{3} = 720 ). {}^{25}A_{3} - {}^{15}A_{3} - {}^{10}A_{3} = 13\,800 - 2730 - 720 = 10\,350
Que repartições de
- Com
5 elementos e mais raparigas do que rapazes, as repartições possíveis seriam5+0 ,4+1 e3+2 . A exigência de a comissão ter alunos dos dois sexos exclui o caso5+0 . - Quatro raparigas e um rapaz:
{}^{12}C_{4} \times {}^{7}C_{1} . - Três raparigas e dois rapazes:
{}^{12}C_{3} \times {}^{7}C_{2} . - Os dois casos excluem-se, pelo que se somam:
{}^{12}C_{4} \times {}^{7}C_{1} + {}^{12}C_{3} \times {}^{7}C_{2} = 3465 + 4620 = 8085
Os algarismos são
- O número
41\,123 tem cinco algarismos: dois1 , iguais entre si, e ainda o4 , o2 e o3 , todos diferentes. Há, portanto, cinco posições a preencher. - Raciocínio de
{}^{5}C_{2} \times 3! — colocar primeiro os dois uns. Escolhem-se as2 posições que ficam com os algarismos1 . Como os dois uns são indistinguíveis, a ordem entre eles não interessa:{}^{5}C_{2} = 10 . Nas3 posições restantes colocam-se o4 , o2 e o3 , todos diferentes, em qualquer ordem:3! = 6 . - Raciocínio de
{}^{5}A_{3} — colocar primeiro os três algarismos distintos. Escolhem-se3 das5 posições para o4 , o2 e o3 ; como são algarismos diferentes, interessa qual fica em qual posição:{}^{5}A_{3} = 5 \times 4 \times 3 = 60 . As duas posições que sobram ficam automaticamente com os dois uns, de uma única maneira. - As duas expressões dão o mesmo valor:
{}^{5}C_{2} \times 3! = 10 \times 6 = 60 = {}^{5}A_{3}
Uma soma é par quando o número de parcelas ímpares é par. Como o
- O primeiro algarismo é
9 , que é ímpar. Como os algarismos são todos diferentes, os outros três são escolhidos de entre1, 2, \ldots, 8 — quatro ímpares (1, 3, 5, 7 ) e quatro pares (2, 4, 6, 8 ). - Uma soma de inteiros é par se e só se tiver um número par de parcelas ímpares. Como o
9 já conta como uma parcela ímpar, o número de ímpares entre os outros três algarismos tem de ser ímpar: um ou três. - Primeira parcela — exatamente um ímpar entre os três algarismos. Escolhe-se a posição desse ímpar (
3 hipóteses), escolhe-se qual dos quatro ímpares é (4 hipóteses) e colocam-se dois dos quatro pares nas duas posições que sobram, com ordem ({}^{4}A_{2} ):3 \times 4 \times {}^{4}A_{2} = 3 \times 4 \times 12 = 144 - Segunda parcela — os três algarismos são ímpares. Escolhem-se três dos quatro ímpares, com ordem:
{}^{4}A_{3} = 24 . - Os dois casos excluem-se, pelo que se somam:
3 \times 4 \times {}^{4}A_{2} + {}^{4}A_{3} = 144 + 24 = 168
Descobre primeiro quantas são louras e quantas não são. Numa comissão a ordem não conta.
- Raparigas louras:
\dfrac{1}{3} \times 120 = 40 . Não louras:120 - 40 = 80 . - Duas louras de entre
40 , sem ordem:{}^{40}C_{2} = 780 . - Três não louras de entre
80 :{}^{80}C_{3} = 82\,160 . {}^{40}C_{2} \times {}^{80}C_{3} = 780 \times 82\,160 = 64\,084\,800
As duas primeiras posições estão reservadas — mas os dois livros de Astronomia podem trocar entre si.
- Duas primeiras posições: os dois livros de Astronomia, em qualquer ordem:
2! = 2 . - Quatro posições restantes: os outros quatro livros:
4! = 24 . 2! \times 4! = 2 \times 24 = 48
Depois de decidido o que o Ricardo recebe, o que é que sobra para o Paulo?
- Cada irmão fica com
10 \div 2 = 5 discos. - O Ricardo fica com exatamente
2 discos de clássica, de entre3 :{}^{3}C_{2} . Os restantes5-2 = 3 discos dele são de jazz, de entre7 :{}^{7}C_{3} . - Os cinco discos que sobram vão todos para o Paulo — não há aqui qualquer escolha a fazer.
{}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{3} = 3 \times 35 = 105
Há mais compartimentos do que sabores: a cada sabor associa-se um compartimento, e compartimentos diferentes dão arranjos diferentes.
- a) Há
7 sabores a colocar em10 compartimentos distintos, sem repetir sabores. A cada sabor corresponde um compartimento e a ordem interessa:{}^{10}A_{7} = 10 \times 9 \times 8 \times 7 \times 6 \times 5 \times 4 = 604\,800 - b) Fila da frente: os cinco sabores de fruta ocupam os cinco compartimentos, um em cada —
5! = 120 maneiras. - Fila de trás: a baunilha e o chocolate ocupam dois dos cinco compartimentos, com ordem —
{}^{5}A_{2} = 20 . 5! \times {}^{5}A_{2} = 120 \times 20 = 2400
Em b), é bem mais rápido contar as disposições em que o Rei fica ao lado da Dama e subtrair.
- a) As duas cartas do meio são o Ás e o Rei, em qualquer ordem:
2! = 2 . As restantes quatro cartas ocupam as quatro posições que sobram:4! = 24 .2! \times 4! = 2 \times 24 = 48 - b) Total de disposições, sem restrição:
6! = 720 . - Disposições em que o Rei fica ao lado da Dama: tratam-se as duas cartas como um bloco, ficando
5 objetos a ordenar —5! = 120 — e dentro do bloco podem trocar —2! = 2 :5! \times 2! = 240 . 6! - 5! \times 2! = 720 - 240 = 480
Bloco: os quatro rapazes contam como um único objeto — mas por dentro podem trocar.
- Tratando os quatro rapazes como um único bloco, há
5+1 = 6 objetos a ordenar no banco:6! = 720 . - Dentro do bloco, os quatro rapazes podem trocar entre si:
4! = 24 . 6! \times 4! = 720 \times 24 = 17\,280
Coloca primeiro uma bola em cada caixa — é obrigatório. Quantas bolas sobram e onde as podes pôr?
- Como cada caixa tem de conter pelo menos uma bola, começa-se por colocar uma bola em cada caixa. Isso é obrigatório e feito de uma única maneira, porque as bolas são indistinguíveis.
- Sobram
6-4 = 2 bolas, também indistinguíveis, a distribuir livremente pelas4 caixas. Há dois casos: - As duas bolas na mesma caixa: basta escolher a caixa —
4 maneiras. - As duas bolas em caixas diferentes: escolhem-se duas das quatro caixas, sem ordem (as bolas são iguais) —
{}^{4}C_{2} = 6 maneiras. 4 + {}^{4}C_{2} = 4 + 6 = 10
A primeira e a última visitas estão fixadas — quantos locais ficam por ordenar?
- A primeira e a última visitas estão determinadas: Torre Vasco da Gama e Oceanário.
- Restam três locais para as três posições intermédias, em qualquer ordem:
3! = 6
Com quatro raparigas e três rapazes, só há uma disposição possível dos sexos ao longo do banco. Qual?
- Para que os sexos alternem num banco de sete lugares com quatro raparigas e três rapazes, a única disposição possível é
\text{rapariga} - \text{rapaz} - \text{rapariga} - \text{rapaz} - \text{rapariga} - \text{rapaz} - \text{rapariga} ou seja, as raparigas nos lugares1, 3, 5, 7 e os rapazes nos lugares2, 4, 6 . - Raparigas: quatro pessoas em quatro lugares:
4! = 24 . Rapazes: três pessoas em três lugares:3! = 6 . 4! \times 3! = 24 \times 6 = 144
Os algarismos ímpares são
- Os cinco algarismos ímpares são
1 ,3 ,5 ,7 e9 , e cada número usa-os todos, sem repetir. - Para o número ser maior do que
60\,000 , o algarismo das dezenas de milhar tem de ser7 ou9 —2 hipóteses. - Os restantes quatro algarismos ocupam as quatro posições seguintes, em qualquer ordem:
4! = 24 . 2 \times 4! = 2 \times 24 = 48
Com sete empates sobram três partidas decididas. Em quantas delas é que a Ana tem de vencer para ganhar o torneio?
- Posições dos sete empates de entre as dez partidas — os
E são indistinguíveis entre si:{}^{10}C_{7} = 120 . - Sobram três partidas, cada uma ganha pela Ana ou pelo Bruno. Para a Ana vencer o torneio tem de ganhar mais partidas do que o Bruno, ou seja, duas ou três dessas partidas.
- Ana ganha duas:
{}^{3}C_{2} = 3 . Ana ganha as três:{}^{3}C_{3} = 1 . Ao todo,4 . {}^{10}C_{7} \times \left({}^{3}C_{2} + {}^{3}C_{3}\right) = 120 \times 4 = 480
Separa as faces em dois tipos: as duas bases (polígonos de
- Diagonais das bases. Cada base é um polígono com
n vértices. Cada par de vértices define um segmento de reta, e há{}^{n}C_{2} pares (a ordem não interessa: o segmento[PQ] é o mesmo que[QP] ). - Desses segmentos,
n são lados do polígono e não diagonais. Logo cada base tem{}^{n}C_{2} - n diagonais e, como há duas bases,2\left({}^{n}C_{2} - n\right) . - Diagonais das faces laterais. Num prisma com bases de
n lados hán faces laterais, todas retângulos. Cada retângulo tem exatamente2 diagonais, o que dá2n . - Como nenhuma diagonal é contada duas vezes, o total é a soma:
2\left({}^{n}C_{2} - n\right) + 2n
Em b), repara em que nem todos os países têm discos suficientes.
- a) Escolhe-se um disco de cada país:
6 portugueses,4 espanhóis,3 franceses e1 italiano.6 \times 4 \times 3 \times 1 = 72 - b) Só é possível com discos portugueses ou espanhóis — há apenas três discos franceses e um italiano, insuficientes para formar um conjunto de quatro.
- Portugueses:
{}^{6}C_{4} = 15 . Espanhóis:{}^{4}C_{4} = 1 .{}^{6}C_{4} + {}^{4}C_{4} = 15 + 1 = 16
Se
- Significado:
P(B \mid A) é a probabilidade de a Catarina e o Filipe ficarem lado a lado, sabendo que o Diogo, a Elsa e o Filipe ocupam três lugares consecutivos com a Elsa no meio. - Ocorrido
A , o Filipe está numa das pontas do trio: de um lado tem a Elsa e do outro tem um único lugar livre. - Casos possíveis: os três lugares restantes são ocupados pela Ana, pelo Bruno e pela Catarina de
3!\; = 6 maneiras. - Casos favoráveis: a Catarina fica no lugar ao lado do Filipe e os outros dois amigos distribuem-se pelos
2 lugares que sobram:2!\; = 2 maneiras. P(B \mid A) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}
Dois amigos podem perfeitamente pedir o mesmo prato — não há aqui nada a «esgotar».
- Os cinco amigos que escolhem peixe: cada um tem
3 pratos por onde optar e nada impede que dois peçam o mesmo. Pelo princípio fundamental da contagem:3^{5} = 243 . - O Filipe: pode escolher qualquer um dos
3+4 = 7 pratos da ementa. 3^{5} \times 7 = 243 \times 7 = 1701
Cada casal é um bloco — mas não te esqueças de que, dentro do bloco, os dois podem trocar de lugar.
- Cada casal forma um bloco. Há
3 blocos a ordenar:3! = 6 maneiras. - Dentro de cada bloco, os dois namorados podem trocar entre si:
2! por bloco, ou seja2^{3} = 8 . 3! \times 2^{3} = 6 \times 8 = 48
A primeira posição está determinada. Nas outras, a ordem interessa — são posições distintas de uma sequência.
- Primeira carta: é o Ás de Espadas —
1 maneira. - Três cartas seguintes: as três figuras do naipe, em qualquer ordem:
3! = 6 . - Duas últimas cartas: duas das nove restantes, em duas posições distintas:
{}^{9}A_{2} = 9 \times 8 = 72 . 1 \times 3! \times {}^{9}A_{2} = 6 \times 72 = 432
Em a) pensa no algarismo das unidades; em b) não te esqueças de que o algarismo das centenas não pode ser
- a) Um número é múltiplo de
5 se terminar em0 ou em5 —2 hipóteses para as unidades. As centenas não podem ser0 :9 hipóteses. As dezenas são livres:10 hipóteses.9 \times 10 \times 2 = 180 - b) Centenas: qualquer algarismo exceto
0 —9 hipóteses. Dezenas: qualquer um dos10 menos o já usado —9 hipóteses. Unidades:8 hipóteses.9 \times 9 \times 8 = 648
A condição «faces opostas com a mesma cor» reduz as seis faces laterais a três pares. Um deles já está pintado — quantas cores há realmente por escolher?
- As seis faces laterais formam três pares de faces opostas, e cada par leva uma só cor. Um dos pares já está pintado de verde, pelo que faltam decidir duas cores laterais e a cor da base superior — três cores ao todo.
- Nenhuma dessas três pode ser verde: cada uma das faces em causa tem uma aresta comum com uma face verde (as faces laterais são adjacentes duas a duas em torno da coluna e a base superior é adjacente a todas as laterais). Restam
5 cores. - Além disso, as três cores têm de ser diferentes entre si: os dois pares laterais restantes são adjacentes um ao outro, e a base superior é adjacente a ambos.
- Trata-se, portanto, de escolher
3 cores de entre5 , atribuindo-as a três posições distintas (o primeiro par, o segundo par e a base) — um arranjo:{}^{5}A_{3} = 5 \times 4 \times 3 = 60
Se ficam dois rapazes em pé, quem é que se senta? Só depois é que os lugares se distribuem.
- Se ficam dois rapazes em pé, sentam-se as quatro raparigas e dois dos quatro rapazes.
- Escolher os dois rapazes que se sentam:
{}^{4}C_{2} = 6 . - Distribuir as seis pessoas pelos seis lugares, que são distintos:
6! = 720 . {}^{4}C_{2} \times 6! = 6 \times 720 = 4320
O algarismo dos milhares só pode ser
- Os números entre
1000 e3000 têm quatro algarismos e o algarismo dos milhares só pode ser1 ou2 —2 hipóteses. (Os extremos1000 e3000 não contam, porque têm algarismos repetidos.) - Centenas: qualquer dos
10 algarismos menos o já usado —9 hipóteses. Dezenas:8 hipóteses. Unidades:7 hipóteses. 2 \times 9 \times 8 \times 7 = 2 \times {}^{9}A_{3} = 1008
As cores das extremidades e as das tiras centrais são conjuntos disjuntos — logo a restrição das vizinhas só morde entre as três tiras centrais.
- Tiras centrais (
2 ,3 e4 ): só há duas cores e as vizinhas têm de ser diferentes, pelo que as cores alternam. Escolhida a cor da tira3 , as tiras2 e4 ficam determinadas — ou, dito de outro modo, escolhida a cor da tira2 (2 hipóteses), tudo o resto fica fixo:2 bandeiras centrais possíveis (vermelho-amarelo-vermelho ou amarelo-vermelho-amarelo). - Extremidades (tiras
1 e5 ): as cores disponíveis (branco, azul, verde) são diferentes das centrais, pelo que a condição das vizinhas nunca é violada. Cada uma tem3 hipóteses, independentemente da outra:3 \times 3 = 9 . 3 \times 2 \times 3 = 18
Separa em dois casos: o Paulo conduz, ou é o outro rapaz que conduz. No segundo caso, onde é que o Paulo pode ficar para ter a Inês ao lado?
- 1.º caso — o Paulo conduz. A Inês fica no lugar da frente, ao lado dele (o único lugar contíguo ao do condutor). Os restantes três jovens ocupam os três lugares de trás:
3! = 6 disposições. - 2.º caso — o outro rapaz conduz. O Paulo não pode ficar no lugar da frente do passageiro, porque o único lugar ao lado seria o do condutor, que está ocupado. Logo o Paulo fica atrás:
- Paulo num dos lugares laterais de trás (
2 hipóteses): a Inês fica no lugar do meio —2 disposições do par.
Paulo no lugar do meio: a Inês fica à esquerda ou à direita —2 disposições do par.
Ao todo,4 maneiras de colocar o Paulo e a Inês. - As duas raparigas restantes ocupam os dois lugares que sobram (um à frente e um atrás):
2! = 2 . Logo4 \times 2 = 8 disposições. 6 + 8 = 14
A sequência usa as
- A sequência é formada com as
13 cartas do naipe de paus, todas diferentes. - Primeira carta: tem de ser uma das três figuras —
3 hipóteses. - Restantes doze posições: ocupadas pelas
12 cartas que sobram, em qualquer ordem:12! . 3 \times 12! = 3 \times 479\,001\,600 = 1\,437\,004\,800
Quando é que um produto de três números é ímpar?
- Primeira parcela.
{}^{9}A_{3} conta todos os números de três algarismos diferentes que se podem formar com os nove algarismos dados: escolhem-se três dos nove e a ordem interessa, porque trocar os algarismos de posição dá um número diferente. - Segunda parcela. Um produto de números inteiros é par se pelo menos um dos fatores for par; é ímpar apenas quando todos os fatores são ímpares. Logo os números que não servem são exatamente aqueles cujos três algarismos são todos ímpares.
- Os algarismos ímpares disponíveis são
1, 3, 5, 7 e9 — cinco. O número de números de três algarismos diferentes formados só com eles é{}^{5}A_{3} . - Subtraindo ao total os casos de produto ímpar, obtêm-se os de produto par:
{}^{9}A_{3} - {}^{5}A_{3} = 504 - 60 = 444
Os três cincos já somam
- Os três algarismos
5 somam15 , pelo que os outros dois têm de somar17-15 = 2 . - Os pares de algarismos diferentes com soma
2 : apenas0 e2 (o par1 e1 está excluído, porque os algarismos têm de ser diferentes). - Posições dos três cincos:
{}^{5}C_{3} = 10 . - Os algarismos
0 e2 nas duas posições que sobram, em qualquer ordem:2! = 2 . {}^{5}C_{3} \times 2! = 10 \times 2 = 20
Cada veículo precisa de um condutor e só há dois condutores possíveis: um fica em cada veículo. Depois, basta escolher quem acompanha um deles.
- Cada veículo precisa de um condutor e apenas a Filipa e o Gonçalo podem conduzir. Logo um deles vai no automóvel e o outro na carrinha:
2 hipóteses. - Restam
12-2 = 10 amigos, dos quais4 ocupam os lugares livres do automóvel — e os restantes6 ficam automaticamente na carrinha. Como os grupos não têm ordem:{}^{10}C_{4} = 210 2 \times {}^{10}C_{4} = 2 \times 210 = 420 - Nota: escolher em vez disso os
6 ocupantes da carrinha dava o mesmo, porque{}^{10}C_{4} = {}^{10}C_{6} .
A expressão tem a forma «total menos os casos maus». Que comissões é que a segunda parcela conta?
- Primeira parcela — todas as comissões possíveis. Escolhem-se três das doze raparigas, sem ordem (
{}^{12}C_{3} ), e dois dos dez rapazes ({}^{10}C_{2} ). Pelo princípio fundamental da contagem, há{}^{12}C_{3} \times {}^{10}C_{2} comissões, sem qualquer restrição. - Segunda parcela — as comissões a excluir. São aquelas em que a Ana e o Miguel estão os dois presentes. Fixando ambos, falta escolher as outras duas raparigas de entre as
12-1 = 11 restantes ({}^{11}C_{2} ) e o outro rapaz de entre os10-1 = 9 restantes (9 hipóteses):{}^{11}C_{2} \times 9 . - Como as comissões em que a Ana e o Miguel estão juntos são exatamente as que não servem, subtraem-se ao total:
{}^{12}C_{3} \times {}^{10}C_{2} - {}^{11}C_{2} \times 9 = 220 \times 45 - 55 \times 9 = 9900 - 495 = 9405
Dos quatro algarismos disponíveis, só um é par.
- Como os algarismos são todos diferentes e há exatamente quatro, cada número usa todos.
- Unidades: o número é ímpar, logo termina em
1 ,3 ou5 —3 hipóteses. - Restantes três posições: ocupadas pelos três algarismos que sobram:
3! = 6 . 3 \times 3! = 3 \times 6 = 18
As extremidades são dois lugares distintos: a ordem interessa.
- Extremidades: dois dos três rapazes, em dois lugares distintos —
{}^{3}A_{2} = 3 \times 2 = 6 . - Quatro lugares do meio: ocupados pelas quatro pessoas restantes:
4! = 24 . {}^{3}A_{2} \times 4! = 6 \times 24 = 144
Os setores adjacentes são
- Os pares de setores com um raio em comum são
1 -2 ,2 -3 ,3 -4 e4 -1 . Já os setores1 e3 , e os setores2 e4 , não são adjacentes. - Com duas cores: a única maneira é
1 e3 com uma cor e2 e4 com outra, diferente. Escolhem-se as duas cores com ordem (a do par1 -3 e a do par2 -4 ):{}^{5}A_{2} = 20 . - Com quatro cores: os quatro setores levam cores todas diferentes, escolhidas de entre as cinco:
{}^{5}A_{4} = 5 \times 4 \times 3 \times 2 = 120 . - Os dois casos excluem-se:
{}^{5}A_{2} + {}^{5}A_{4} = 20 + 120 = 140
Um conjunto não tem ordem nem elementos repetidos: pensa em combinações. O cubo tem
- O cubo tem
8 vértices e o octaedro tem6 , num total de14 . Como se trata de conjuntos, a ordem não interessa. - a) Escolher
3 dos8 vértices do cubo e2 dos6 do octaedro:{}^{8}C_{3} \times {}^{6}C_{2} = 56 \times 15 = 840 - b) Ou os cinco vértices são todos do cubo, ou são todos do octaedro — casos que se excluem:
{}^{8}C_{5} + {}^{6}C_{5} = 56 + 6 = 62
Trata primeiro o lugar com restrição; os outros quatro ficam livres.
- Lugar do meio: tem de ser ocupado por uma das três raparigas —
3 hipóteses. - Restantes quatro lugares: ocupados pelas quatro pessoas que sobram, em qualquer ordem:
4! = 24 . 3 \times 4! = 3 \times 24 = 72
Como os algarismos repetidos são indistinguíveis entre si, basta decidir que posições ficam com cada um.
- Há
7 posições a preencher. - Posições dos três
1 :{}^{7}C_{3} = 35 . - Posições dos dois
4 , de entre as4 que sobram:{}^{4}C_{2} = 6 . - Posições dos dois
5 : ficam determinadas —{}^{2}C_{2} = 1 . {}^{7}C_{3} \times {}^{4}C_{2} = 35 \times 6 = 210 - Em alternativa, por permutações com repetição:
\dfrac{7!}{3! \times 2! \times 2!} = \dfrac{5040}{24} = 210 ✓
Quantos ases há no baralho todo? E quantas figuras? Repara em que as posições são distintas.
- O baralho tem
4 ases (um por naipe) e4 \times 3 = 12 figuras. - Primeira e última cartas: dois ases em duas posições distintas — a ordem interessa:
{}^{4}A_{2} = 4 \times 3 = 12 . - Três posições do meio: três figuras de entre
12 , também com ordem:{}^{12}A_{3} = 12 \times 11 \times 10 = 1320 . {}^{4}A_{2} \times {}^{12}A_{3} = 12 \times 1320 = 15\,840
Delegado e Subdelegado são cargos distintos: a ordem interessa.
- Escolhe-se um rapaz (
8 hipóteses) e uma rapariga (12 hipóteses):8 \times 12 = 96 pares. - Mas os cargos são distintos: em cada par, o rapaz pode ser Delegado e a rapariga Subdelegada, ou o contrário —
2 hipóteses. 8 \times 12 \times 2 = 192 - Nota: a opção (A) esqueceria a troca de cargos.
O
- Unidades: o número é par, logo o último algarismo é
6 ou8 —2 hipóteses. (Note-se que o5 não pode ocupar esta posição.) - Posições dos dois cincos: ficam entre as três primeiras posições:
{}^{3}C_{2} = 3 maneiras. - Posição restante: leva um elemento de
A diferente de5 — senão haveria três cincos:4 hipóteses. 2 \times {}^{3}C_{2} \times 4 = 2 \times 3 \times 4 = 24
A paridade decide-se no algarismo das unidades. Quantos algarismos pares há em
- O número é par se o algarismo das unidades for par. De entre
1,2,3,4,5 , os pares são o2 e o4 :2 hipóteses. - Os restantes quatro algarismos ocupam as quatro primeiras posições, em qualquer ordem:
4! = 24 . 2 \times 4! = 2 \times 24 = 48
Repara em que base já estão três vogais. Isso decide qual das bases é a «base das vogais» — não há escolha a fazer aí.
- A base superior já tem três vogais —
A ,E eO — em posições fixas. Logo é essa a base que há de ficar com as cinco vogais: não há qualquer escolha quanto a qual das bases. - Base superior: faltam colocar as vogais
I eU nos dois vértices ainda por designar:2! = 2 maneiras. - Base inferior: tem o vértice
B já designado e4 vértices por designar. As letras disponíveis são as23 do alfabeto menos as5 vogais e menos oB :23-5-1 = 17 . - Como interessa qual letra fica em qual vértice, trata-se de um arranjo:
{}^{17}A_{4} = 17 \times 16 \times 15 \times 14 = 57\,120 . 2 \times {}^{17}A_{4} = 2 \times 57\,120 = 114\,240
Uma comissão «do mesmo sexo» é ou de dois rapazes ou de duas raparigas — e «ou» entre casos que se excluem pede uma soma, não um produto.
- A resposta correta é a do André.
- Raciocínio: o número total de comissões de dois alunos é
{}^{25}C_{2} = 300 . As que não servem são as mistas: escolhe-se um rapaz de entre15 e uma rapariga de entre10 , ou seja15 \times 10 = 150 . Subtraindo:{}^{25}C_{2} - 15 \times 10 = 300 - 150 = 150 - Porque a resposta da Rita está errada: ela multiplicou o número de comissões de dois rapazes pelo número de comissões de duas raparigas. Ora, uma comissão tem apenas dois elementos: ou é formada por dois rapazes ou por duas raparigas — os dois casos excluem-se e não ocorrem em simultâneo. A multiplicação contaria comissões de quatro alunos.
- Alteração proposta:
{}^{15}C_{2} + {}^{10}C_{2} - Razão: como os dois casos são mutuamente exclusivos, as contagens devem ser somadas. Confirmando:
105 + 45 = 150 ✓
Sobram oito algarismos — mas um deles, o
- Excluindo o
2 e o5 , sobram oito algarismos:\{0,1,3,4,6,7,8,9\} . - Centenas: não pode ser
0 , senão o número não teria três algarismos:7 hipóteses. - Dezenas: qualquer um dos oito exceto o já usado:
7 hipóteses. - Unidades: restam
6 hipóteses. 7 \times 7 \times 6 = 294
Começa por descobrir quantos alunos têm portátil e quantos não têm. A comissão não tem ordem.
- Alunos com portátil:
\dfrac{1}{5} \times 150 = 30 . Sem portátil:150 - 30 = 120 . - Quatro alunos com portátil, de entre
30 , sem ordem:{}^{30}C_{4} = 27\,405 . - Dois alunos sem portátil, de entre
120 :{}^{120}C_{2} = 7140 . {}^{30}C_{4} \times {}^{120}C_{2} = 27\,405 \times 7140 = 195\,671\,700
As duas posições que não levam
- Posições dos três cincos: escolher
3 das5 posições, sem ordem (os cincos são iguais entre si):{}^{5}C_{3} . - Duas posições restantes: cada uma leva um algarismo de
\{6,7,8,9\} , podendo repetir-se:4 \times 4 = 4^{2} . {}^{5}C_{3} \times 4^{2} = 10 \times 16 = 160
«Numa das pontas» — há duas pontas, e o bloco de Matemática pode ficar em qualquer delas.
- Escolher a ponta onde fica o bloco de Matemática:
2 hipóteses. - Ordenar os três livros de Matemática dentro do bloco:
3! = 6 . - Ordenar os cinco livros restantes nas cinco posições que sobram:
5! = 120 . 2 \times 3! \times 5! = 2 \times 6 \times 120 = 1440
É mais rápido contar pelo contrário: quais são os grupos que não servem?
- A turma tem
17 rapazes e27-17 = 10 raparigas. - Total de grupos de cinco:
{}^{27}C_{5} = 80\,730 . - Os grupos que não têm pelo menos um aluno de cada sexo são os que só têm rapazes ou só têm raparigas:
- Só rapazes:
{}^{17}C_{5} = 6188 . Só raparigas:{}^{10}C_{5} = 252 . {}^{27}C_{5} - {}^{17}C_{5} - {}^{10}C_{5} = 80\,730 - 6188 - 252 = 74\,290
Trata primeiro as posições com restrição — as duas pontas — e só depois as cinco posições livres.
- Pontas: a primeira e a última cartas são espadas, escolhidas de entre as quatro que existem. Como são posições distintas, a ordem interessa:
{}^{4}A_{2} = 4 \times 3 = 12 . - Cinco posições do meio: ocupadas pelas cinco cartas que sobram, todas diferentes:
5! = 120 . {}^{4}A_{2} \times 5! = 12 \times 120 = 1440
Primeiro decide onde ficam os dois setes; depois preenche as outras duas posições — com a condição de não voltar a sair
- Posições dos dois setes: escolher
2 das4 posições, sem ordem:{}^{4}C_{2} = 6 . - Restantes duas posições: qualquer algarismo exceto o
7 — senão haveria mais do que dois setes:9 \times 9 = 81 . {}^{4}C_{2} \times 9^{2} = 6 \times 81 = 486
Repara em que
- A resposta correta é a II.
- Raciocínio: há
9 funcionários a favor e15-9 = 6 que não estão a favor (4 contra e2 indecisos). «Pelo menos2 a favor» corresponde a dois casos que se excluem: - Exatamente
2 a favor: escolhem-se2 dos9 a favor e1 dos6 restantes —{}^{9}C_{2} \times 6 . - Os
3 a favor:{}^{9}C_{3} . - Somando:
6 \times {}^{9}C_{2} + {}^{9}C_{3} = 6 \times 36 + 84 = 300 . - Porque a I está errada:
{}^{15}C_{3} - {}^{6}C_{3} subtrai ao total apenas os grupos formados só por funcionários que não estão a favor, ou seja, conta os grupos com pelo menos um a favor — e não com pelo menos dois. De facto,455 - 20 = 435 \neq 300 . - Alteração proposta:
{}^{15}C_{3} - {}^{6}C_{3} - 9 \times {}^{6}C_{2} - Razão: falta ainda retirar os grupos com exatamente um funcionário a favor — escolher esse funcionário (
9 hipóteses) e os outros dois de entre os6 que não estão a favor ({}^{6}C_{2} ). Confirmando:455 - 20 - 9 \times 15 = 300 ✓
Bloco: as três figuras contam como um único objeto, mas por dentro podem trocar.
- Tratando as três figuras como um único bloco, ficam
10+1 = 11 objetos a ordenar:11! maneiras. - Dentro do bloco, as três figuras podem ordenar-se de
3! maneiras. 11! \times 3! = 39\,916\,800 \times 6 = 239\,500\,800
As duas filas são independentes. Na de trás, começa por colocar as duas alunas com lugar marcado e só depois as restantes.
- Fila da frente: os
10 rapazes ocupam os10 lugares:10! maneiras. - Extremidades da fila de trás: a delegada e a subdelegada podem trocar entre si:
2! maneiras. - Restantes lugares da fila de trás: as outras
14-2 = 12 raparigas ocupam os12 lugares do meio:12! maneiras. - Pelo princípio fundamental da contagem:
10! \times 2! \times 12!
Os sete copos brancos são indistinguíveis entre si; os outros três são todos diferentes. Isso pede uma combinação para uns e um arranjo para os outros.
- Copos brancos: são sete copos iguais, logo só interessa quais compartimentos ocupam:
{}^{12}C_{7} . - Copos verde, azul e roxo: são três copos diferentes, a colocar em três dos
12-7 = 5 compartimentos que sobram. Como interessa qual copo fica em qual compartimento:{}^{5}A_{3} . {}^{12}C_{7} \times {}^{5}A_{3}
São sete caracteres com repetições. Basta decidir que posições ficam com cada símbolo.
- O código tem
7 caracteres: quatroa (iguais entre si), dois5 (iguais entre si) e um2 . - Escolhem-se as
4 posições dosa de entre7 , depois as2 posições dos5 de entre as3 restantes; a posição do2 fica determinada:{}^{7}C_{4} \times {}^{3}C_{2} = 35 \times 3 = 105 - Em alternativa, por permutações com repetição:
\dfrac{7!}{4! \times 2! \times 1!} = \dfrac{5040}{48} = 105 ✓
«Pelo menos uma das duas não é escolhida» é o contrário de «as duas são escolhidas» — daí a resposta I. A resposta II conta os casos favoráveis diretamente.
- Raciocínio da resposta I — pelo contrário. O acontecimento contrário de «pelo menos uma das irmãs não é escolhida» é «as duas irmãs são escolhidas».
- O número total de grupos é
{}^{500}C_{30} . Os grupos que incluem as duas irmãs obtêm-se escolhendo os restantes28 elementos de entre os498 funcionários que não são as irmãs:{}^{498}C_{28} . Subtraindo:{}^{500}C_{30} - {}^{498}C_{28} - Raciocínio da resposta II — contagem direta. Há dois casos favoráveis, que se excluem:
- Exatamente uma das irmãs no grupo: escolhe-se qual das duas (
2 hipóteses) e os restantes29 elementos de entre os498 que não são irmãs:2 \times {}^{498}C_{29} . - Nenhuma das irmãs no grupo: os
30 elementos são escolhidos de entre os498 :{}^{498}C_{30} . - Somando os dois casos obtém-se a resposta II.
Numa capicua de seis algarismos, os três últimos são determinados pelos três primeiros. Quantas escolhas livres restam?
- Uma capicua de seis algarismos tem a forma
abccba : escolhidosa ,b ec , os três últimos algarismos ficam determinados. a é o algarismo das centenas de milhar, logo não pode ser0 :9 hipóteses.b ec são livres:10 hipóteses cada.9 \times 10 \times 10 = 900
Com o Carlos já escolhido, falta apenas um Andrade. Do lado dos Martins nada muda.
- Família Andrade: o Carlos está garantido, falta escolher um dos outros dois irmãos:
2 hipóteses. - Família Martins: escolher
2 dos4 irmãos, sem ordem:{}^{4}C_{2} = 6 . 2 \times 6 = 12
As duas condições prendem-se com o primeiro e o último algarismos — mas atenção: o
- Os algarismos são
1,2,3,4,5 , todos diferentes. Ser maior do que40\,000 obriga o primeiro a ser4 ou5 ; ser ímpar obriga o último a ser1 ,3 ou5 . - Começa por
4 : o último pode ser1 ,3 ou5 —3 hipóteses; os três do meio ordenam-se de3! = 6 maneiras:3 \times 6 = 18 . - Começa por
5 : o5 já foi usado, pelo que o último só pode ser1 ou3 —2 hipóteses; os três do meio:3! = 6 :2 \times 6 = 12 . 18 + 12 = 30
Se a comissão tem exatamente duas mulheres, o terceiro elemento é obrigatoriamente um homem.
- Duas mulheres de entre três, sem ordem:
{}^{3}C_{2} . - Um homem de entre seis:
6 hipóteses. 6 \times {}^{3}C_{2} = 6 \times 3 = 18 - Nota: a opção (D) usaria arranjos para escolher as mulheres, o que contaria cada par duas vezes — numa comissão a ordem não conta.
Os discos da mesma cor são indistinguíveis: o que interessa é que quadrados ficam ocupados por cada cor, não a ordem.
- Os nove discos brancos são iguais entre si e os três pretos também: só interessa quais quadrados ficam com cada cor.
- Brancos: escolher
9 dos16 quadrados, sem ordem:{}^{16}C_{9} . - Pretos: escolher
3 dos7 quadrados que sobram:{}^{7}C_{3} . {}^{16}C_{9} \times {}^{7}C_{3} - Porquê não as outras: as opções com arranjos tratariam os discos da mesma cor como distintos; a opção (A) trata todos os doze discos como iguais entre si, ignorando a diferença de cor.
As duas primeiras filas têm
- As duas primeiras filas têm
8+8 = 16 cadeiras, que ficam totalmente ocupadas. Os restantes20-16 = 4 jornalistas sentam-se na terceira fila, que tem8 cadeiras. - Raciocínio da resposta I — as duas primeiras filas como um bloco de
16 cadeiras: {}^{20}C_{16} — escolher quais16 dos20 jornalistas ocupam essas filas (sem ordem, por enquanto);16! — distribuí-los pelas16 cadeiras, que são todas distintas;{}^{8}A_{4} — sentar os4 restantes em4 das8 cadeiras da terceira fila.- Raciocínio da resposta II — fila a fila:
{}^{20}A_{8} — escolher e sentar8 dos20 jornalistas nas8 cadeiras da primeira fila (a ordem interessa, pois as cadeiras são distintas);{}^{12}A_{8} — fazer o mesmo na segunda fila com8 dos12 que restam;{}^{8}A_{4} — sentar os4 últimos em4 das8 cadeiras da terceira fila.- As duas expressões contam exatamente as mesmas disposições, por caminhos diferentes.
Com
- Com
5 elementos e mais raparigas do que rapazes, as composições possíveis seriam3+2 ,4+1 e5+0 . - A comissão tem de ser mista, o que exclui o caso
5 raparigas e0 rapazes. - Três raparigas e dois rapazes:
{}^{15}C_{3} \times {}^{7}C_{2} . - Quatro raparigas e um rapaz:
{}^{15}C_{4} \times 7 . - Os dois casos excluem-se, logo somam-se.
Junta as duas bolas num bloco — sem esquecer que dentro do bloco elas podem trocar.
- Tratando as bolas
3 e4 como um único bloco, ficam4 objetos a ordenar (o bloco e as bolas1 ,2 e5 ):4! = 24 . - Dentro do bloco, as duas bolas podem trocar de posição:
2! = 2 . 4! \times 2! = 24 \times 2 = 48
No vértice
- No vértice
A concorrem quatro faces; uma delas já está numerada com1 , que é ímpar. Dos números2 a8 , os ímpares são3 ,5 e7 (três) e os pares2 ,4 ,6 e8 (quatro). - 1.º caso — as quatro faces de
A com números ímpares: as outras três faces deA levam exatamente3 ,5 e7 , em qualquer ordem:3! . As quatro faces restantes levam os quatro pares:4! .3! \times 4! = 6 \times 24 = 144 - 2.º caso — exatamente três faces de
A ímpares: uma das três faces (além da do1 ) leva um número par. Escolhe-se essa face (3 hipóteses) e o número par que lá vai (4 hipóteses); as outras duas faces deA levam dois dos três ímpares, com ordem:{}^{3}A_{2} = 6 . As quatro faces restantes levam os quatro números que sobram:4! = 24 .3 \times 4 \times {}^{3}A_{2} \times 4! = 12 \times 6 \times 24 = 1728 144 + 1728 = 1872
Os seis dois são iguais: escolher onde ficam é uma combinação. E as restantes quatro posições podem repetir algarismos.
- Posições dos seis
2 : escolher6 das10 posições. Como os seis algarismos são iguais, a ordem entre eles não conta:{}^{10}C_{6} . - Restantes quatro posições: cada uma leva um algarismo de
1 a9 diferente de2 (senão haveria mais do que seis dois) — são8 hipóteses, com repetição permitida:8^{4} . {}^{10}C_{6} \times 8^{4}
Se o número é ímpar e tem quatro algarismos pares, é imediato quais posições são pares e qual é ímpar. Depois é só cuidar do primeiro algarismo.
- O número é ímpar, logo o algarismo das unidades é ímpar; como tem quatro algarismos pares, esses são os quatro primeiros.
- Primeiro algarismo: par, não nulo (para o número ter cinco algarismos) e o número tem de ser superior a
20\,000 — restam2 ,4 ,6 e8 :4 hipóteses. - 2.º, 3.º e 4.º algarismos: pares, sem restrições —
0,2,4,6,8 :5^{3} hipóteses. - Algarismo das unidades: ímpar —
1,3,5,7,9 :5 hipóteses. 4 \times 5^{3} \times 5 = 4 \times 5^{4}
As extremidades ficam reservadas aos rapazes — mas eles podem trocar entre si.
- Extremidades: os dois rapazes ocupam-nas, podendo trocar entre si:
2! = 2 . - Lugares do meio: as quatro raparigas nos quatro lugares restantes:
4! = 24 . 2! \times 4! = 2 \times 24 = 48
Bloco outra vez: quantos objetos ficam a ordenar quando os três rapazes contam como um só?
- Tratando os três rapazes como um bloco, ficam
6+1 = 7 objetos a ordenar:7! = 5040 . - Dentro do bloco:
3! = 6 . 7! \times 3! = 5040 \times 6 = 30\,240
Só um dos algarismos disponíveis é ímpar — isso fixa por completo o algarismo das unidades. Depois é uma questão de escolher posições, porque há algarismos repetidos.
- Dos algarismos disponíveis (
1 ,2 e4 ) apenas o1 é ímpar, pelo que o algarismo das unidades tem de ser1 . - Restam, para as
8 primeiras posições, três1 , quatro2 e um4 . - Como há algarismos repetidos, basta escolher posições: primeiro as
4 posições dos dois (de entre8 ) e depois a posição do4 (de entre as4 restantes); as posições que sobram ficam com os1 . {}^{8}C_{4} \times {}^{4}C_{1} = 70 \times 4 = 280 - Em alternativa, por permutações com repetição:
\dfrac{8!}{3! \times 4! \times 1!} = \dfrac{40\,320}{144} = 280 ✓
As fichas pares são quatro e cada fila horizontal tem exatamente quatro casas — encaixam na perfeição. Escolhe a fila, arruma-as lá, e só depois trata das ímpares.
- As fichas com número par são
2 ,4 ,6 e8 — são quatro, tantas quantas as casas de uma fila horizontal. - Escolher a fila horizontal:
4 hipóteses. - Arrumar as quatro fichas pares nessas quatro casas (as fichas são distintas e as casas também):
4! = 24 . - Fichas ímpares: restam
5 fichas (1,3,5,7,9 ) para16-4 = 12 casas livres, com a ordem a interessar:{}^{12}A_{5} = 12 \times 11 \times 10 \times 9 \times 8 = 95\,040 4 \times 4! \times {}^{12}A_{5} = 4 \times 24 \times 95\,040 = 9\,123\,840
Um número é múltiplo de
- Um múltiplo de
5 termina em0 ou em5 . Como o0 não está disponível, o algarismo das unidades tem de ser5 — uma hipótese. - Os outros três algarismos são livres (com repetição permitida) entre
1 e9 :9^{3} = 729 729 \times 1 = 729
Os algarismos pares disponíveis são apenas dois. Junta-os num bloco.
- Os algarismos pares são o
2 e o4 . Tratando-os como um único bloco, ficam4 objetos a ordenar (o bloco, o1 , o3 e o5 ):4! = 24 . - Dentro do bloco, o
2 e o4 podem trocar:2! = 2 . 4! \times 2! = 24 \times 2 = 48
Com cinco algarismos diferentes e apenas cinco algarismos disponíveis, cada número usa-os todos. Só o primeiro é que está condicionado.
- Como há exatamente cinco algarismos disponíveis e todos têm de ser diferentes, cada número é uma ordenação de
0,1,2,3,4 . - Para o número ser maior do que
20\,000 , o primeiro algarismo tem de ser2 ,3 ou4 —3 hipóteses. (Isto exclui automaticamente o0 à cabeça.) - Os restantes quatro algarismos ordenam-se de
4! = 24 maneiras. 3 \times 4! = 3 \times 24 = 72
São dois blocos. Além de arrumar cada bloco por dentro, há que decidir qual fica à esquerda.
- Formam-se dois blocos — o de Espanhol e o de Inglês — que podem trocar de lugar entre si:
2! = 2 maneiras. - Dentro do bloco de Espanhol:
4! = 24 . Dentro do bloco de Inglês:8! = 40\,320 . 2! \times 4! \times 8! = 2 \times 24 \times 40\,320 = 1\,935\,360
A primeira posição e as três seguintes são escolhas independentes: aplica o princípio fundamental da contagem.
- Primeira posição: uma das
5 vogais. - Três algarismos diferentes de entre os
9 disponíveis, em posições distintas:{}^{9}A_{3} = 9 \times 8 \times 7 = 504 5 \times 504 = 2520
«Conjunto» — a ordem não interessa. E «pelo menos três» significa três, quatro ou cinco.
- Como se trata de conjuntos, a ordem não interessa: usam-se combinações.
{}^{5}C_{3} + {}^{5}C_{4} + {}^{5}C_{5} = 10 + 5 + 1 = 16
Duas condições sobre posições extremas: o primeiro algarismo tem de ser
- Ser maior do que seis milhões obriga o primeiro algarismo a ser
6 ou7 ; ser ímpar obriga o último a ser5 ou7 . Como só há um7 , nunca pode ocupar as duas posições. - 1.º caso — começa por
7 (e termina em5 ): restam, para as cinco posições do meio, um5 e quatro6 . Basta escolher a posição do5 :{}^{5}C_{1} = 5 - 2.º caso — começa por
6 e termina em7 : restam dois5 e três6 para cinco posições. Escolhem-se as duas posições dos cincos:{}^{5}C_{2} = 10 - 3.º caso — começa por
6 e termina em5 : restam um5 , um7 e três6 . Escolhe-se a posição do5 e depois a do7 :{}^{5}C_{1} \times {}^{4}C_{1} = 5 \times 4 = 20 5 + 10 + 20 = 35
Com o delegado já lá dentro, a comissão já tem um rapaz — falta garantir que tem pelo menos uma rapariga. Conta pelo contrário.
- O delegado ocupa um dos três lugares, pelo que restam dois lugares a preencher de entre os outros
25 alunos (10 rapazes e15 raparigas). - Total sem restrições:
{}^{25}C_{2} = 300 . - Como o delegado é rapaz, a comissão já tem rapazes; só falha a condição se os outros dois forem também rapazes.
- Casos a excluir: dois rapazes de entre os
10 restantes:{}^{10}C_{2} = 45 . 300 - 45 = 255
Começa por listar os primos entre
- Os números primos entre
1 e9 são2 ,3 ,5 e7 — são quatro. - Três primeiras posições: escolher e ordenar
3 desses4 primos:{}^{4}A_{3} = 4 \times 3 \times 2 = 24 . - Restantes posições: os outros
6 cartões ocupam as6 posições que sobram:6! = 720 . {}^{4}A_{3} \times 6! = 24 \times 720 = 17\,280
Faz as contas: são
- São
8+7 = 15 bolas em10 caixas, com no máximo duas por caixa. Logo exatamente cinco caixas ficam com duas bolas e as outras cinco com uma. - As cinco caixas pares levam obrigatoriamente uma bola azul e as cinco ímpares uma bola branca — ficam assim colocadas
5 azuis e5 brancas. - Sobram
3 bolas azuis e2 brancas, que serão as «segundas bolas» de cinco caixas. - Escolher as cinco caixas que recebem a segunda bola, de entre as dez:
{}^{10}C_{5} = 252 . - Escolher quais dessas cinco recebem uma azul (as outras duas recebem uma branca):
{}^{5}C_{3} = 10 . {}^{10}C_{5} \times {}^{5}C_{3} = 252 \times 10 = 2520
São números de cinco algarismos. Separa os que começam por
- Os números são maiores do que
9999 e menores do que22\,000 : têm cinco algarismos e começam por1 ou por2 . - Começam por
1 : qualquer número de10\,000 a19\,999 serve. Os quatro algarismos seguintes são livres em\{0,1,2,3\} :4^{4} = 256 - Começam por
2 : para ser inferior a22\,000 , o segundo algarismo tem de ser0 ou1 —2 hipóteses. Os três últimos são livres:2 \times 4^{3} = 2 \times 64 = 128 256 + 128 = 384
Há exatamente quatro dinamarqueses para quatro motos — logo cada um conduz uma. Depois faltam colocar três suecos em quatro lugares de trás.
- Condutores: os quatro dinamarqueses ocupam os quatro lugares de condução, um em cada moto. Como as motos são todas diferentes, há
4! = 24 maneiras. - Passageiros: os três suecos ocupam três dos quatro lugares de trás (as motos são distintas, logo interessa qual):
{}^{4}A_{3} = 4 \times 3 \times 2 = 24 . 4! \times {}^{4}A_{3} = 24 \times 24 = 576
Resolve por etapas: quem conduz cada veículo, quem mais vai no automóvel, e só depois a arrumação pelos lugares (que são todos distintos).
- Condutores: dois dos três dirigentes, um em cada veículo. Como os veículos são diferentes, a ordem interessa:
{}^{3}A_{2} . - Ocupantes do automóvel: sobram
4 lugares, que levam dois jogadores de cada sexo —{}^{5}C_{2} para os masculinos e{}^{5}C_{2} para os femininos. (Não sobra lugar no automóvel para o treinador nem para o terceiro dirigente.) - Arrumação pelos lugares: os
4 ocupantes do automóvel (além do condutor) distribuem-se pelos4 lugares de4! maneiras; os restantes8 ocupantes da carrinha pelos8 lugares de8! maneiras. {}^{3}A_{2} \times {}^{5}C_{2} \times {}^{5}C_{2} \times 4! \times 8!
Três pontos colineares não definem triângulo. Logo cada triângulo tem de usar dois pontos de uma reta e um da outra — há dois casos.
- Como
r es são paralelas, três pontos da mesma reta são colineares e não definem triângulo. Cada triângulo usa dois pontos de uma reta e um da outra. - Dois pontos em
r e um ems :{}^{5}C_{2} \times n = 10n . - Dois pontos em
s e um emr :{}^{n}C_{2} \times 5 = \dfrac{5n(n-1)}{2} . 10n + \dfrac{5n(n-1)}{2} = 175 - Multiplicando por
2 :20n + 5n^{2} - 5n = 350 \Leftrightarrow 5n^{2} + 15n - 350 = 0 \Leftrightarrow n^{2}+3n-70 = 0 n = \dfrac{-3 \pm \sqrt{9+280}}{2} = \dfrac{-3 \pm 17}{2} - Como
n é um número natural,n = 7 .
Em cada alternativa, escolher os objetos de um dos netos determina automaticamente os do outro — mas não te esqueças de que o «neto beneficiado» pode ser qualquer um dos dois.
- 1.ª alternativa — três livros e três canetas a um dos netos: escolhem-se
3 dos5 livros e3 das7 canetas (a ordem não interessa) e o beneficiário pode ser qualquer um dos dois netos:2 \times {}^{5}C_{3} \times {}^{7}C_{3} = 2 \times 10 \times 35 = 700 - 2.ª alternativa — quatro livros e duas canetas a um dos netos:
2 \times {}^{5}C_{4} \times {}^{7}C_{2} = 2 \times 5 \times 21 = 210 - As duas alternativas excluem-se, logo somam-se:
700 + 210 = 910
As duas parcelas correspondem a dois casos que se excluem: as peças têm a mesma cor, ou têm cores diferentes. Repara em que num dos casos as peças são indistinguíveis e no outro não.
- 1.ª parcela —
3 \times {}^{12}C_{2} : conta as configurações em que as duas peças têm a mesma cor. {}^{12}C_{2} é o número de maneiras de escolher duas casas das doze. Aqui usa-se uma combinação porque as duas peças são iguais: trocá-las de casa não produz uma configuração diferente.- O fator
3 corresponde à escolha da cor comum às duas peças (verde, amarela ou encarnada). - 2.ª parcela —
{}^{3}C_{2} \times {}^{12}A_{2} : conta as configurações em que as duas peças têm cores diferentes. {}^{3}C_{2} é a escolha das duas cores de entre as três (sem ordem — o par de cores é o mesmo, seja qual for a ordem por que se escolhem).{}^{12}A_{2} é a colocação das duas peças em duas casas, agora com a ordem a interessar: as peças são de cores distintas, pelo que trocá-las de casa dá uma configuração diferente.- Como os dois casos são incompatíveis e cobrem todas as possibilidades, somam-se as duas parcelas.
Duas restrições ao mesmo tempo: o último algarismo está fixo e o primeiro não pode ser
- O algarismo das unidades é
5 — fica fixo. - O algarismo das dezenas de milhar não pode ser
0 (senão o número não teria cinco algarismos) nem5 (já usado): restam1,2,3,4 , ou seja4 hipóteses. - Para as três posições intermédias sobram
4 algarismos, todos diferentes:{}^{4}A_{3} = 4 \times 3 \times 2 = 24 . 4 \times 24 = 96
Trata os três amigos como um bloco único. Quantos objetos ficam a ordenar? E de quantas maneiras se arruma o interior do bloco?
- Tratando a Ana, o Diogo e o Francisco como um único bloco, ficam
7+1 = 8 objetos a ordenar em fila:8! = 40\,320 maneiras. - Dentro do bloco, os três podem ordenar-se de
3! = 6 maneiras. 8! \times 3! = 40\,320 \times 6 = 241\,920
Primeiro decide onde ficam os dois cincos (a ordem entre eles não conta, são iguais); depois preenche as outras quatro posições sem usar o
- Posições dos cincos: escolher
2 das6 posições, sem ordem (os dois cincos são iguais):{}^{6}C_{2} = 15 . - Restantes posições: as outras
4 posições podem levar qualquer algarismo de1 a9 exceto o5 — são8 hipóteses, com repetição permitida:8^{4} = 4096 . {}^{6}C_{2} \times 8^{4} = 15 \times 4096 = 61\,440
Os lugares estão numerados: sentar os contrabaixistas em três dos quatro lugares de uma fila é um problema de arranjos, não de combinações. E há duas filas à escolha.
- Contrabaixistas: escolhe-se a fila (
2 hipóteses) e sentam-se os três em três dos quatro lugares numerados dessa fila. Como os lugares são distintos e os músicos também, é um arranjo:{}^{4}A_{3} . - Até aqui:
2 \times {}^{4}A_{3} . - Restantes: sobram
5 músicos para os5 lugares que restam, o que dá5! disposições. 2 \times {}^{4}A_{3} \times 5! - Porquê não as outras: as opções com
{}^{4}C_{3} escolhem os lugares sem os atribuir a cada músico — faltaria multiplicar por3! ; e a opção (D) esquece-se da escolha da fila.
«Inferior a trezentos mil» obriga o primeiro algarismo a ser
- Os seis algarismos são todos diferentes, logo cada número é uma ordenação de
1,2,3,4,5,6 . Ser par obriga o último algarismo a ser2 ,4 ou6 ; ser inferior a300\,000 obriga o primeiro a ser1 ou2 . - 1.º caso — começa por
2 : como o2 e o4 têm de ficar juntos, o segundo algarismo é o4 . O último tem então de ser6 (é o único par que sobra). Restam1 ,3 e5 para três posições:3! = 6 números. - 2.º caso — começa por
1 e termina em6 : restam2,3,4,5 para quatro posições, com o2 e o4 juntos. Tratando\{2,4\} como um bloco, há3 objetos (bloco,3 ,5 ) em3! = 6 ordens, e o bloco tem2 arrumações internas:2 \times 3! = 12 números. - 3.º caso — começa por
1 e termina em2 ou4 : se termina em2 , o algarismo das dezenas tem de ser4 (para ficarem juntos); se termina em4 , as dezenas são2 . Em qualquer dos casos restam3 algarismos para3 posições:2 \times 3! = 12 números. 6 + 12 + 12 = 30
Probabilidade condicionada
Saber alguma coisa muda a probabilidade. Condicionar é trocar o espaço de resultados por aquele que a informação já garantiu.
- Saber que a probabilidade de
A condicionada porB , comP(B) > 0 , se representa porP(A \mid B) e se calcula porP(A \mid B) = \frac{P(A \cap B)}{P(B)} . - Reconhecer que a partir da definição se obtém a regra do produto,
P(A \cap B) = P(A)\,P(B \mid A) ouP(A \cap B) = P(B)\,P(A \mid B) .
Num baralho de 40 cartas, um jogador pouco honesto marcou dez cartas no verso: os 4 ases e 6 figuras de copas e ouros.
a) Um jogador que não sabe das marcas tira a carta de cima para trunfo. A probabilidade de ser rei é
b) O batoteiro, esse, escolhe uma carta que sabe estar marcada. Para ele o baralho já não tem 40 cartas: tem 10. E dos reis, só 2 estão marcados. A sua probabilidade de tirar um rei é
Sejam
Lê-se «probabilidade de
No exemplo do baralho, com
Repara no que aconteceu: o denominador deixou de ser o espaço todo e passou a ser
Multiplicando ambos os membros pela probabilidade do condicionante obtém-se, nas duas versões,
P(A \mid B) eP(B \mid A) não são a mesma coisa. A probabilidade de estar doente sabendo que o teste deu positivo é muito diferente da probabilidade de o teste dar positivo sabendo que se está doente.P(A \mid B) não éP(A \cap B) . A interseção mede-se no espaço todo; a condicionada mede-se dentro deB .
Python Condicionar é mudar de universo
from itertools import product
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
B = [x for x in S if x[0] + x[1] >= 9]
A_e_B = [x for x in B if x[0] == x[1]]
print('Casos possiveis :', len(S))
print('Casos em B :', len(B))
print('P(A) sem condicao :', 6/len(S))
print('P(A | B) :', len(A_e_B)/len(B))
# Condicionar nao muda os dados: muda o CONJUNTO onde se conta.
from itertools import product
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
B = [x for x in S if x[0] + x[1] >= 9] # o novo universo
A_e_B = [x for x in B if x[0] == x[1]] # dentro de B, os de faces iguais
print('Casos possiveis :', len(S)) # 36
print('Casos em B :', len(B)) # 10
print('P(A) sem condicao :', 6/len(S)) # 6/36
print('P(A | B) :', len(A_e_B)/len(B)) # 2/10 -- denominador novo
O numerador quase não muda; o que muda é o denominador. É essa a única ideia da probabilidade condicionada, e o programa põe-na à vista.
Laboratório · Condicionar é mudar de universo
interativoCada quadradinho é um resultado elementar equiprovável. Repara que
Numa turma de 25 alunos, 14 são raparigas. Praticam desporto federado 6 raparigas e 5 rapazes. Escolhido um aluno ao acaso, qual é a probabilidade de praticar desporto federado, sabendo que é rapariga?
- Organiza-se a informação numa tabela de contingência:
| Desporto | Sem desporto | Total | |
|---|---|---|---|
| Raparigas | 6 | 8 | 14 |
| Rapazes | 5 | 6 | 11 |
| Total | 11 | 14 | 25 |
- Com
D : «pratica desporto» eR : «é rapariga», lê-seP(D \cap R) = \dfrac{6}{25} eP(R) = \dfrac{14}{25} . P(D \mid R) = \dfrac{6/25}{14/25} = \dfrac{6}{14} = \dfrac{3}{7} .- Na tabela isso lê-se diretamente: das 14 raparigas, 6 praticam.Numa tabela de contingência, a condicionada é sempre «célula a dividir pelo total da linha (ou da coluna) do condicionante».
Exercícios propostos
Exercícios sobre probabilidade condicionada, com demonstrações a partir da definição.
Sejam
a) Determina
Lança-se um dado cúbico equilibrado. Determina a probabilidade de:
a) sair um número par, sabendo que saiu um número maior do que 2;b) sair um número maior do que 4, sabendo que saiu um número par;c) sair 3, sabendo que saiu um número ímpar.
Num grupo de 200 pessoas registou-se se usam óculos e se conduzem:
| Conduz | Não conduz | |
|---|---|---|
| Usa óculos | 68 | 22 |
| Não usa óculos | 62 | 48 |
Escolhida uma pessoa ao acaso, determina a probabilidade de:
a) usar óculos;b) usar óculos, sabendo que conduz;c) conduzir, sabendo que usa óculos.
De um baralho completo de 52 cartas extraem-se, sucessivamente e sem reposição, duas cartas.
a) Determina a probabilidade de a segunda ser de copas, sabendo que a primeira foi de copas.b) Determina a probabilidade de as duas serem de copas.c) Determina a probabilidade de a segunda ser de copas, sabendo que a primeira não foi de copas.
Numa fábrica, 8% dos artigos têm um defeito de pintura. Entre os artigos com defeito de pintura, 25% têm também um defeito de montagem.
a) Determina a probabilidade de um artigo escolhido ao acaso ter os dois defeitos.b) Sabendo que 5% dos artigos têm defeito de montagem, determina a probabilidade de um artigo com defeito de montagem ter também defeito de pintura.
Numa escola, 55% dos alunos são raparigas. Sabe-se ainda que 30% dos alunos praticam natação e que 18% são raparigas e praticam natação.
a) Escolhido um aluno ao acaso, determina a probabilidade de praticar natação, sabendo que é rapariga.b) Determina a probabilidade de ser rapariga, sabendo que pratica natação.c) Determina a probabilidade de ser rapaz e não praticar natação.
Seja
Prova que
Seja
Mostra que
Sejam
Prova que
Sejam
a) Determina
- a)
P(A \mid B) = \dfrac{0{,}3}{0{,}5} = 0{,}6 . - b)
P(B \mid A) = \dfrac{0{,}3}{0{,}6} = 0{,}5 . - c) São diferentes: condicionar a
B não é o mesmo que condicionar aA . O numerador é o mesmo; o que muda é o universo em que se conta.Aqui deuP(A \mid B) = P(A) eP(B \mid A) = P(B) : saber que um ocorreu não altera a probabilidade do outro. É a definição de independência, que chega na secção 10.
Escreve o novo universo — os casos que a informação deixa de pé — e conta lá dentro.
- a) Universo
\{3,4,5,6\} , favoráveis\{4,6\} :P = \dfrac{2}{4} = \dfrac{1}{2} . - b) Universo
\{2,4,6\} , favoráveis\{6\} :P = \dfrac{1}{3} . - c) Universo
\{1,3,5\} , favoráveis\{3\} :P = \dfrac{1}{3} .Repara em que sem condição nenhumaP(\text{par}) = \frac{1}{2} — e em a) continuou\frac{1}{2} . Condicionar nem sempre muda a probabilidade.
Numa tabela, condicionar é trocar o total de 200 pelo total da linha ou da coluna que a informação indica.
- a) Usam óculos
68 + 22 = 90 :P = \dfrac{90}{200} = 0{,}45 . - b) Conduzem
68 + 62 = 130 , dos quais 68 usam óculos:P = \dfrac{68}{130} \approx 0{,}523 . - c) Dos 90 que usam óculos, 68 conduzem:
P = \dfrac{68}{90} \approx 0{,}756 .As alíneas b) e c) partilham o numerador 68 e diferem no denominador. É a assimetria da probabilidade condicionada, à vista numa tabela.
Depois da primeira extração o baralho tem 51 cartas — e o número de copas depende do que saiu.
- a) Restam 12 copas em 51 cartas:
P = \dfrac{12}{51} = \dfrac{4}{17} . - b)
P = \dfrac{13}{52} \times \dfrac{12}{51} = \dfrac{1}{4} \times \dfrac{4}{17} = \dfrac{1}{17} . - c) Restam as 13 copas em 51 cartas:
P = \dfrac{13}{51} .É a marca da extração sem reposição: a condição muda mesmo a probabilidade seguinte. Com reposição, as três respostas seriam\frac{1}{4} ,\frac{1}{16} e\frac{1}{4} .
«Entre os artigos com defeito de pintura, 25%…» é uma probabilidade condicionada. Em a) usa
- Sejam
P : «defeito de pintura» eM : «defeito de montagem». Dão-seP(P) = 0{,}08 eP(M \mid P) = 0{,}25 . - a)
P(P \cap M) = P(P) \times P(M \mid P) = 0{,}08 \times 0{,}25 = 0{,}02 , ou seja 2%. - b)
P(P \mid M) = \dfrac{P(P \cap M)}{P(M)} = \dfrac{0{,}02}{0{,}05} = 0{,}4 .O mesmo0{,}02 serve de numerador nas duas leituras. TrocarP(M \mid P) comP(P \mid M) é o erro mais comum do capítulo — aqui valem0{,}25 e0{,}4 .
Constrói a tabela em percentagens do total. A alínea c) é uma das quatro células.
- Com
R : «rapariga» eN : «natação», tem-seP(R) = 0{,}55 ,P(N) = 0{,}3 eP(R \cap N) = 0{,}18 . - a)
P(N \mid R) = \dfrac{0{,}18}{0{,}55} \approx 0{,}327 . - b)
P(R \mid N) = \dfrac{0{,}18}{0{,}3} = 0{,}6 . - c) Rapaz e sem natação:
1 - P(R \cup N) = 1 - (0{,}55 + 0{,}3 - 0{,}18) = 1 - 0{,}67 = 0{,}33 .A tabela em percentagens do total fica0{,}18 ,0{,}37 ,0{,}12 ,0{,}33 — e as quatro somam1 , que é a verificação a fazer sempre.
Uma árvore com dois ramos na primeira etapa —
- Ramos:
P(A \cap B) = 0{,}4 \times 0{,}25 = 0{,}1 eP\left(\overline{A} \cap B\right) = 0{,}6 \times 0{,}5 = 0{,}3 . - a)
P(B) = 0{,}1 + 0{,}3 = 0{,}4 . - b)
P(A \mid B) = \dfrac{0{,}1}{0{,}4} = 0{,}25 . - c)
P\left(\overline{B}\right) = 0{,}6 eP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}6 - 0{,}3 = 0{,}3 , logoP\left(\overline{A} \mid \overline{B}\right) = \dfrac{0{,}3}{0{,}6} = 0{,}5 .Vale a pena escrever as quatro probabilidades conjuntas —0{,}1 ,0{,}3 ,0{,}3 e0{,}3 — logo no início: somam1 e depois qualquer condicionada é uma divisão entre duas delas.
Distribui a interseção com
- Pela definição de probabilidade condicionada:
P\left[(A \cup B) \mid C\right] = \dfrac{P\left[(A \cup B) \cap C\right]}{P(C)} - Pela propriedade distributiva:
(A \cup B) \cap C = (A \cap C) \cup (B \cap C) - Primeira parcela. Como
A \subset C , tem-seA \cap C = A . - Segunda parcela. Como
B eC são incompatíveis,B \cap C = \varnothing . - Logo
(A \cup B) \cap C = A \cup \varnothing = A eP\left[(A \cup B) \mid C\right] = \dfrac{P(A)}{P(C)} ∎
Começa pelo segundo membro e substitui
- Partindo do segundo membro e usando
P(X \cup Y) = P(X) + P(Y) - P(X \cap Y) :1 - \dfrac{P(X)+P(Y)-P(X \cap Y)-P(X)}{P(Y)} = 1 - \dfrac{P(Y)-P(X \cap Y)}{P(Y)} - Reduzindo ao mesmo denominador:
= \dfrac{P(Y) - P(Y) + P(X \cap Y)}{P(Y)} = \dfrac{P(X \cap Y)}{P(Y)} - que é, por definição,
P(X \mid Y) . ∎
Que acontecimento é
- Pela definição de probabilidade condicionada:
P\left(A \mid (A \cup B)\right) = \dfrac{P\left(A \cap (A \cup B)\right)}{P(A \cup B)} - Como
A \subset A \cup B , tem-seA \cap (A \cup B) = A , pelo que o numerador éP(A) . - No denominador, sendo
A eB incompatíveis,P(A \cap B) = 0 eP(A \cup B) = P(A) + P(B) - 0 = P(A) + P(B) - Como
A é possível,P(A)+P(B) > 0 e o quociente faz sentido:P\left(A \mid (A \cup B)\right) = \dfrac{P(A)}{P(A)+P(B)} ∎
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{2} - (B)
\dfrac{1}{3} - (C)
\dfrac{1}{4} - (D)
\dfrac{1}{5}
Um estudo concluiu que, entre os recém-licenciados de um curso, 70% são mulheres e 60% procuram o primeiro emprego. Sabe-se ainda que, de entre os que procuram o primeiro emprego, 25% são homens.
Escolhido ao acaso um recém-licenciado desse curso, determina a probabilidade de ser mulher, sabendo que é candidato ao primeiro emprego.
Falta-te
- De
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) vem0{,}9 = 0{,}6 + P(B) - 0{,}1 . P(B) = 0{,}9 - 0{,}6 + 0{,}1 = 0{,}4 P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0{,}1}{0{,}4} = \dfrac{1}{4} O denominador éP(B) e nãoP(A) — é o acontecimento que vem depois da barra que manda no denominador.
«De entre os que procuram emprego, 25% são homens» já é uma condicionada — e o que se pede é o complementar dela.
- Sejam
M : «ser mulher» eE : «procurar o primeiro emprego». - O enunciado dá
P\left(\overline{M} \mid E\right) = 0{,}25 . - Como, dentro do universo
E , ou se é homem ou se é mulher:P(M \mid E) = 1 - 0{,}25 = 0{,}75 .Os 70% de mulheres e os 60% de candidatos não são precisos para esta alínea. Estarem lá é próprio dos enunciados de exame — parte do exercício é reconhecer o que é supérfluo.
Escreve
- Sejam
B : «inscrito em ballet» eC : «inscrito em contemporânea».P(B) = 0{,}6 eP\left(C \cap \overline{B}\right) = 0{,}25 . - Metade dos de contemporânea também fazem ballet:
P(B \cap C) = \dfrac{P(C)}{2} . P(C) = P(B \cap C) + P\left(C \cap \overline{B}\right) = \dfrac{P(C)}{2} + 0{,}25 \Leftrightarrow P(C) = 0{,}5 - Logo
P(B \cap C) = 0{,}25 eP\left(B \cap \overline{C}\right) = 0{,}6 - 0{,}25 = 0{,}35 . P\left(B \mid \overline{C}\right) = \dfrac{0{,}35}{0{,}5} = 0{,}7
Usa a regra do produto:
- Sejam
a o número de bolas amarelas en o total de bolas. - Pela regra do produto,
P(A \cap B) = P(A) \times P(B \mid A) . - Como
P(A \cap B) = \dfrac{2}{3}P(A) eP(A) \neq 0 , vemP(B \mid A) = \dfrac{2}{3} . - Retirada a primeira amarela, sobram
a - 1 amarelas emn - 1 bolas:\dfrac{a-1}{n-1} = \dfrac{2}{3} . 3(a-1) = 2(n-1) \Leftrightarrow 3a = 2n + 1 - O segundo membro é ímpar; logo
3a é ímpar e, portanto,a é ímpar.\square
Exercícios de Exame · Probabilidade condicionada
Cento e dezoito itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre probabilidade condicionada, árvores e probabilidade total. Condicionar não muda os dados: muda o conjunto onde se conta.
Colocaram-se numa urna doze bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de
Tirando ao acaso outra bola da urna, qual é a probabilidade de o número desta bola ser par?
- (A)
\dfrac{1}{2} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{5}{12} - (D)
\dfrac{5}{11}
Lança-se quatro vezes consecutivas um dado com as faces numeradas de
Qual é a probabilidade de os números saídos nos quatro lançamentos serem todos diferentes?
- (A)
\dfrac{6 \times 5 \times 4 \times 3}{6^{4}} - (B)
\dfrac{6 \times 5}{6^{4}} - (C)
\dfrac{6 \times 5}{6^{2}} - (D)
\dfrac{4 \times 3}{6^{2}}
Uma caixa contém cinco bolas brancas e cinco bolas pretas, indistinguíveis ao tato. Tiram-se ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas bolas da caixa.
Sejam
Qual é o valor da probabilidade condicionada
- (A)
\dfrac{1}{2} \times \dfrac{4}{9} - (B)
\dfrac{1}{2} \times \dfrac{5}{9} - (C)
\dfrac{4}{9} - (D)
\dfrac{5}{9}
Um estudo feito a uma certa marca de iogurtes revelou que:
- se um iogurte está dentro do prazo de validade, a probabilidade de estar estragado é
0{,}005 ; - se um iogurte está fora do prazo de validade, a probabilidade de estar estragado é
0{,}65 .
Num certo dia, uma mercearia tem dez iogurtes dessa marca, dos quais dois estão fora do prazo. Escolhendo ao acaso um desses dez iogurtes, qual é a probabilidade de ele estar estragado?
Um baralho completo tem
Qual é a probabilidade de pelo menos uma das cartas extraídas não ser do naipe de espadas? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Seja
Prova que
Um estudo sobre as vendas de automóveis num stand revelou que:
15\% dos clientes compram automóvel com alarme e com rádio;20\% dos clientes compram automóvel sem alarme e sem rádio;45\% dos clientes compram automóvel com alarme (com ou sem rádio).
1. Um cliente acaba de comprar um automóvel. Qual é a probabilidade de esse automóvel estar equipado com rádio mas não ter alarme? Apresenta o resultado na forma de percentagem. 2. Sabendo agora que o automóvel vinha equipado com alarme, qual é a probabilidade de também ter rádio? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Seja
Qual é o valor da probabilidade condicionada
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
P(A) - (D)
\left[P(A)\right]^{2}
Seja
Qual é o valor da probabilidade condicionada
- (A)
\dfrac{1}{5} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
Uma turma do 12.º ano tem vinte e cinco alunos (quinze raparigas e dez rapazes). Vai ser escolhida uma comissão de três pessoas — presidente, tesoureiro e responsável pelas relações públicas — retirando sucessivamente três folhas de um saco com os vinte e cinco nomes.
Sejam
Indica o valor da probabilidade condicionada
Considera uma caixa com seis bolas, todas brancas, seis bolas pretas fora da caixa e um dado equilibrado com as faces numeradas de
Lança-se duas vezes o dado. Tiram-se da caixa tantas bolas brancas quantas o número saído no primeiro lançamento e colocam-se na caixa tantas bolas pretas quantas o número saído no segundo lançamento.
Sejam
Indica, justificando, o valor da probabilidade condicionada
Os alunos de uma turma fizeram as seguintes opções quanto às línguas estrangeiras:
Selecionado aleatoriamente um estudante dessa turma, e sabendo que ele escolheu Inglês, qual é a probabilidade de ter escolhido também Alemão?
- (A)
\dfrac{4}{5} - (B)
\dfrac{3}{5} - (C)
\dfrac{2}{5} - (D)
\dfrac{1}{5}
Seja
Prova que
Das raparigas que moram em Vale do Rei sabe-se que:
- a quarta parte tem olhos verdes;
- a terça parte tem cabelo louro;
- das que têm cabelo louro, metade tem olhos verdes.
Escolhendo aleatoriamente uma rapariga de Vale do Rei, qual é a probabilidade de ela não ser loura nem ter olhos verdes?
O João utiliza, por vezes, o autocarro para ir de casa para a escola. Seja
Qual das igualdades seguintes traduz a afirmação «metade dos dias em que vai de autocarro para a escola, o João chega atrasado»?
- (A)
P(A \cap B) = 0{,}5 - (B)
P(A \cup B) = 0{,}5 - (C)
P(A \mid B) = 0{,}5 - (D)
P(B \mid A) = 0{,}5
Um baralho completo tem
De um baralho completo extraem-se ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas cartas. Sejam
Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, indica o valor de
Numa caixa há bolas de duas cores, verdes e pretas, sendo seis o número de bolas verdes. De forma aleatória extraem-se, sucessivamente e sem reposição, duas bolas da caixa.
A probabilidade de a segunda bola extraída ser preta, sabendo que a primeira foi verde, é
Quantas bolas pretas havia inicialmente na caixa?
- (A)
4 - (B)
5 - (C)
6 - (D)
7
Considera duas caixas: a caixa
Lança-se um dado equilibrado com as faces numeradas de
Sejam
Sem aplicar a fórmula da probabilidade condicionada, indica o valor de
O sangue humano está classificado em quatro grupos: A, B, AB e O. Independentemente do grupo, o sangue pode possuir ou não o fator Rhésus (Rh+ ou Rh−). Na população portuguesa, a repartição é a seguinte:
| A | B | AB | O | |
|---|---|---|---|---|
| Rh+ | 40% | 6,9% | 2,6% | 35,4% |
| Rh− | 6,5% | 1,2% | 0,4% | 6,7% |
Escolhido um português ao acaso, e sabendo que é Rhésus negativo, qual é a probabilidade de o seu grupo sanguíneo ser o A? Apresenta o resultado na forma de percentagem, arredondado às unidades.
Seja
P(A \cap B) = 0{,}1 ;P(A \cup B) = 0{,}8 ;P(A \mid B) = 0{,}25 .
Prova que
Um dos membros do casal Silva (o Manuel ou a Adelaide) vai todos os dias de manhã comprar pão à padaria da rua onde moram. Em
Sabe-se ainda que, nas vezes em que a Adelaide vai à padaria, ela compra apenas pão de trigo (o que acontece em
1. Num certo dia, um vizinho vai à mesma padaria. Quem é mais provável que ele lá encontre: o Manuel ou a Adelaide? Justifica.
2. Calcula a probabilidade de, num dia escolhido ao acaso, ser a Adelaide a ir à padaria e trazer pão de centeio. Apresenta o resultado na forma de percentagem.
O João tem no bolso seis moedas: duas de
Qual é a probabilidade de a Inês ganhar a aposta? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Lança-se um dado equilibrado, com as faces numeradas de
Indica o valor da probabilidade condicionada
Em cada uma das opções seguintes estão representadas quatro figuras (círculos ou quadrados, pintados de preto ou de branco). Para cada opção considera a experiência que consiste na escolha aleatória de uma das quatro figuras e os acontecimentos
Em qual das opções se tem
Num acampamento internacional de juventude participam jovens de ambos os sexos. Sabe-se que:
- a quarta parte dos jovens são portugueses, sendo os restantes estrangeiros;
52\% dos jovens participantes são do sexo feminino;- considerando apenas os participantes portugueses,
3 em cada5 são rapazes.
Vai sortear-se um prémio entre todos os jovens participantes. Qual é a probabilidade de o prémio sair a uma rapariga estrangeira? Apresenta o resultado na forma de percentagem.
A caixa
Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, determina o valor de
Seja
Mostra que
Todos os alunos de uma turma praticam pelo menos um dos dois desportos seguintes: andebol e basquetebol. Sabe-se que metade dos alunos pratica andebol e
Escolhe-se ao acaso um aluno dessa turma e constata-se que é praticante de andebol. Qual é a probabilidade de ele praticar basquetebol?
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}2 - (C)
0{,}3 - (D)
0{,}4
De uma caixa com dez bolas brancas e algumas bolas pretas extraem-se sucessivamente, e ao acaso, duas bolas, não repondo a primeira antes de retirar a segunda.
Sejam
Quantas bolas pretas estão inicialmente na caixa? Justifica a tua resposta, começando por explicar o significado de
Numa sala de Tempos Livres, a distribuição dos alunos por idades e sexo é a seguinte:
| 5 anos | 6 anos | 7 anos | |
|---|---|---|---|
| Rapaz | 1 | 5 | 2 |
| Rapariga | 5 | 5 | 7 |
Escolhe-se um aluno ao acaso. Sejam
Indica, justificando, o valor da probabilidade condicionada
A Sofia tem dois dados equilibrados: um cubo com as faces numeradas de
Sejam
Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, indica o valor de
Um saco contém um certo número de cartões; em cada cartão está escrito um número natural. Tira-se, ao acaso, um cartão do saco. Considera os acontecimentos
Sabe-se que
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{5} - (B)
\dfrac{2}{5} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{2}{3}
Um saco contém dez bolas: quatro numeradas com o número
Tira-se ao acaso uma bola do saco, observa-se o número e repõe-se a bola no saco juntamente com mais dez bolas com o mesmo número. Seguidamente, tira-se ao acaso uma segunda bola do saco.
Sejam
Sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada, indica, na forma de fração, o valor de
Seja
Sabe-se que
Qual é o valor da probabilidade condicionada
- (A)
0 - (B)
1 - (C)
P(A) - (D)
\dfrac{P(A)}{P(B)}
As cinco letras da palavra TIMOR foram pintadas, cada uma em sua bola. As cinco bolas, indistinguíveis ao tato, foram introduzidas num saco. Extraem-se aleatoriamente as bolas do saco, sem reposição, e colocam-se em fila, da esquerda para a direita.
Qual é a probabilidade de, no final do processo, ficar formada a palavra TIMOR, sabendo-se que ao fim da terceira extração estava formada a sucessão de letras TIM?
- (A)
0 - (B)
\dfrac{1}{3} - (C)
\dfrac{1}{2} - (D)
1
Lançaram-se dois dados, ambos com as faces numeradas de
Qual é a probabilidade de ter saído o mesmo número em ambos os dados?
- (A)
\dfrac{1}{5} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
Uma caixa
Considera a experiência que consiste em tirar, simultaneamente e ao acaso, duas bolas da caixa
Sejam
Qual é o valor da probabilidade condicionada
- (A)
0 - (B)
\dfrac{1}{3} - (C)
\dfrac{2}{3} - (D)
1
Seja
Determina a probabilidade de
Em duas caixas,
Retira-se, ao acaso, uma bola da caixa
Sabendo que a probabilidade de a bola retirada da caixa
Uma caixa
Lança-se um dado cúbico perfeito, com as faces numeradas de
Qual é a probabilidade de a bola retirada ser verde, sabendo que saiu o número
- (A)
\dfrac{1}{4} - (B)
\dfrac{1}{3} - (C)
\dfrac{3}{7} - (D)
\dfrac{2}{3}
Seja
Mostra que
Relativamente a uma turma do 12.º ano sabe-se que:
60\% dos alunos da turma praticam desporto;40\% dos alunos da turma são raparigas;- metade dos praticantes de desporto são raparigas.
Escolhendo ao acaso um aluno da turma, qual é a probabilidade de ser praticante de desporto, sabendo que é uma rapariga? Apresenta o resultado na forma de percentagem.
Seja
Mostra que
Um saco contém onze bolas, numeradas de
Indica o valor de
Seja
Qual é a probabilidade de se realizar
- (A)
\dfrac{1}{6} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
Uma caixa contém bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de
Retiram-se sucessivamente duas bolas da caixa, sem repor a primeira, e regista-se a cor das bolas retiradas. Sejam
Sabendo que
Um estudante tem de realizar dois testes no mesmo dia. A probabilidade de ter classificação positiva no primeiro teste é
Qual é a probabilidade de o estudante ter negativa no segundo teste, sabendo que teve negativa no primeiro?
- (A)
\dfrac{1}{8} - (B)
\dfrac{1}{7} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
Seja
Mostra que
Na figura estão representados oito cartões, numerados de
Escolhe-se, ao acaso, um destes oito cartões e observa-se a sua forma e o número nele inscrito. Sejam
Qual é o valor da probabilidade condicionada
- (A)
\dfrac{1}{8} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
Num encontro desportivo participam atletas de vários países, entre os quais Portugal. Metade dos atletas portugueses que participam no encontro são do sexo feminino.
Escolhido ao acaso um atleta participante no encontro, a probabilidade de ele ser estrangeiro ou do sexo masculino é
Participam no encontro duzentos atletas. Quantos são os atletas portugueses?
Seja
Prova que
Uma caixa tem seis bolas: três com o número
Sejam
Qual é o valor da probabilidade condicionada
Seja
Prova que
Dos alunos de uma escola sabe-se que:
- a quinta parte dos alunos tem computador portátil;
- metade dos alunos não sabe o nome do diretor;
- a terça parte dos alunos que não sabe o nome do diretor tem computador portátil.
Determina a probabilidade de um aluno dessa escola, escolhido ao acaso, não ter computador portátil e saber o nome do diretor. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
A figura representa as planificações de dois dados cúbicos equilibrados,
Considera que o número da face voltada para cima no dado
Sejam
Indica o valor de
Seja
Mostra que
Uma turma é constituída por
Uma resposta correta para
Os vinte e cinco alunos de uma turma do 12.º ano distribuem-se, por idade e sexo, de acordo com a tabela seguinte.
| 17 anos | 18 anos | |
|---|---|---|
| Rapazes | 8 | 2 |
| Raparigas | 11 | 4 |
Escolhe-se, ao acaso, um dos vinte e cinco alunos da turma. Sejam
- (A)
\dfrac{2}{25} - (B)
\dfrac{14}{25} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{5}
Seja
P(B) = 0{,}3 ;P(A \mid B) = 0{,}2 ;P\left(A \mid \overline{B}\right) = 0{,}4 .
Determina
Seja
Prova que
Uma companhia aérea vende bilhetes a baixo custo exclusivamente para viagens cujos destinos sejam Berlim ou Paris.
A companhia constatou que, quando o destino é Berlim,
Determina a probabilidade de um passageiro que comprou o bilhete nessa companhia perder o voo. Apresenta o resultado na forma de dízima.
Seja
Mostra que
Dos funcionários de uma empresa de consultoria financeira sabe-se que:
60\% são licenciados;- dos que são licenciados,
80\% têm idade inferior a40 anos; - dos que não são licenciados,
10\% têm idade inferior a40 anos.
Determina a probabilidade de um desses funcionários, escolhido ao acaso, ser licenciado, sabendo que tem idade não inferior a
Num clube desportivo praticam-se apenas dois desportos, futebol e andebol. Dos jovens inscritos,
Escolhe-se, ao acaso, um dos jovens inscritos. Qual é a probabilidade de o jovem escolhido jogar andebol, sabendo que joga futebol?
- (A)
\dfrac{1}{2} - (B)
\dfrac{3}{10} - (C)
\dfrac{7}{10} - (D)
\dfrac{3}{7}
Seja
Mostra que
Uma turma do 12.º ano tem
Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa turma. Qual é a probabilidade de o aluno escolhido não ter Inglês, sabendo que é rapariga?
- (A)
\dfrac{1}{9} - (B)
\dfrac{2}{9} - (C)
\dfrac{3}{5} - (D)
\dfrac{1}{4}
Na figura está representado um tetraedro com as faces numeradas de
Considera a experiência aleatória que consiste em lançar
Indica o valor de
Um vírus atacou os frangos de um aviário. Trinta dias depois, existiam no aviário
- quando o frango está infetado, a probabilidade de o teste dar positivo é
96\% ; - quando o frango não está infetado, a probabilidade de o teste dar negativo é
90\% .
O veterinário escolheu ao acaso um frango e aplicou-lhe o teste, que deu negativo. Qual é a probabilidade de o frango escolhido não estar infetado? Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às milésimas.
O comprimento, em centímetros, das peças produzidas por uma máquina é uma variável aleatória
Qual é o valor da probabilidade condicionada
- (A)
\dfrac{3}{5} - (B)
\dfrac{4}{5} - (C)
\dfrac{7}{9} - (D)
\dfrac{8}{9}
A caixa
Determina o valor de
Numa escola realizou-se um estudo sobre os hábitos alimentares dos alunos, tendo-se analisado o peso de todos. Sabe-se que:
55\% dos alunos são raparigas;30\% das raparigas têm excesso de peso;40\% dos rapazes não têm excesso de peso.
Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa escola. Determina a probabilidade de o aluno escolhido ser rapaz, sabendo que tem excesso de peso. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Seja
Mostra que
Considera uma empresa em que:
80\% dos funcionários apostam no euromilhões;- dos funcionários que apostam no euromilhões,
25\% apostam no totoloto; 5\% dos funcionários não apostam no euromilhões nem no totoloto.
Determina a probabilidade de, ao escolher ao acaso um funcionário dessa empresa, ele apostar no totoloto.
Relativamente a uma turma de 12.º ano sabe-se que:
- o número de rapazes é igual ao número de raparigas;
\dfrac{3}{4} dos alunos pretendem frequentar um curso da área de saúde e os restantes um curso da área de engenharia;- dos alunos que pretendem frequentar engenharia, dois em cada sete são raparigas.
Escolhe-se, ao acaso, uma rapariga da turma. Qual é a probabilidade de essa rapariga pretender frequentar um curso da área de saúde? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Um saco contém quatro bolas com o número
Sejam
Determina
Uma caixa contém apenas bolas brancas e bolas pretas, indistinguíveis ao tato, todas numeradas com um número natural. Sabe-se que:
- duas bolas em cada cinco são pretas;
20\% das bolas pretas têm um número par;40\% das bolas brancas têm um número ímpar.
Retira-se, ao acaso, uma bola dessa caixa. Determina a probabilidade de essa bola ser preta, sabendo que tem um número par. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Seja
P(B) = \dfrac{1}{4} ;P(A \cap B) = \dfrac{1}{16} ;P\left(A \mid \overline{B}\right) = \dfrac{7}{12} .
Determina
Uma empresa produz apenas dois tipos de lâmpadas: fluorescentes e LED. As lâmpadas de cada tipo podem ter a forma tubular ou ser compactas. Sabe-se que:
55\% das lâmpadas produzidas são fluorescentes;- das fluorescentes,
50\% têm a forma tubular; - das LED,
90\% são compactas.
Determina a probabilidade de, ao escolher ao acaso uma lâmpada produzida nessa empresa, ela ser fluorescente, sabendo que tem a forma tubular. Apresenta o resultado com arredondamento às centésimas.
O João tem uma coleção de dados, uns com a forma de um cubo (cúbicos) e os outros com a forma de um octaedro (octaédricos). Alguns são verdes e os restantes amarelos. Sabe-se que:
10\% dos dados da coleção são amarelos;- o número de dados cúbicos é igual ao triplo do número de dados octaédricos;
20\% dos dados amarelos são cúbicos.
O João seleciona ao acaso um dos dados da coleção e verifica que é verde. Qual é a probabilidade de esse dado ser octaédrico? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Seja
Mostra que as probabilidades
Escolhe-se, ao acaso, um professor de uma certa escola secundária. Sejam
Sabe-se que
Qual é a probabilidade de o professor escolhido ensinar Matemática, sabendo que é do sexo feminino?
- (A)
\dfrac{1}{5} - (B)
\dfrac{1}{6} - (C)
\dfrac{1}{7} - (D)
\dfrac{1}{8}
Seja
Qual é o valor de
- (A)
0{,}28 - (B)
0{,}52 - (C)
0{,}68 - (D)
0{,}80
Na figura está representada uma planificação de um dado tetraédrico equilibrado, com as faces numeradas com os números
Considera a experiência aleatória que consiste em lançar esse dado duas vezes consecutivas e registar, após cada lançamento, o número inscrito na face voltada para baixo. Sejam
Indica o valor de
De uma turma de 12.º ano sabe-se que:
60\% dos alunos são rapazes;80\% dos alunos estão inscritos no desporto escolar;20\% dos rapazes não estão inscritos no desporto escolar.
Determina a probabilidade de um aluno dessa turma, escolhido ao acaso, ser rapariga, sabendo que está inscrito no desporto escolar. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
De uma empresa com sede em Coimbra sabe-se que
- o número de homens é igual ao número de mulheres;
30\% dos homens residem fora de Coimbra.
Escolhe-se, ao acaso, um funcionário dessa empresa. Qual é a probabilidade de o funcionário escolhido ser mulher, sabendo que reside em Coimbra? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Um saco contém nove bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de
Retira-se, ao acaso, uma bola do saco e observa-se a sua cor e o seu número. Sejam
Qual é o valor da probabilidade condicionada
- (A)
\dfrac{2}{5} - (B)
\dfrac{1}{2} - (C)
\dfrac{3}{5} - (D)
\dfrac{3}{4}
Seja
Prova que
Seja
Qual é o valor de
- (A)
0{,}25 - (B)
0{,}3 - (C)
0{,}35 - (D)
0{,}4
Considera nove fichas, indistinguíveis ao tato, numeradas de
Retira-se, ao acaso, uma ficha da caixa
Determina o valor de
Seja
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{4}{5} - (B)
\dfrac{7}{10} - (C)
\dfrac{13}{20} - (D)
\dfrac{19}{30}
Seja
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{3} - (B)
\dfrac{1}{2} - (C)
\dfrac{2}{3} - (D)
\dfrac{5}{6}
Um saco contém
Ao acaso, extraem-se sucessivamente duas bolas do saco (primeiro uma e depois outra) e observa-se o número de cada uma delas. Sejam
Determina o valor de
Uma turma é constituída por rapazes e por raparigas, num total de
\dfrac{1}{4} dos rapazes tem olhos verdes;- escolhido, ao acaso, um aluno da turma, a probabilidade de ele ser rapaz e ter olhos verdes é
\dfrac{1}{10} .
Quantos rapazes tem a turma?
- (A)
4 - (B)
8 - (C)
12 - (D)
16
Uma escola secundária tem alunos de ambos os sexos. Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa escola. Seja
- a probabilidade de o aluno escolhido ser rapariga e frequentar o 10.º ano é
0{,}18 ; - a probabilidade de o aluno escolhido frequentar o 10.º ano, sabendo que é rapariga, é
\dfrac{1}{3} .
Determina
Considera duas caixas,
Considera a experiência que consiste em retirar, simultaneamente e ao acaso, duas bolas da caixa
Sejam
Interpreta o significado de
Uma escola dedica-se ao ensino de Espanhol e de Inglês, entre outras línguas. Relativamente a essa escola sabe-se que:
- o número de alunos que estudam Espanhol é igual ao número dos que estudam Inglês;
- o número de alunos que estudam, pelo menos, uma das duas línguas é o quádruplo do número dos que estudam as duas.
Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa escola. Determina a probabilidade de esse aluno estudar Inglês, sabendo que estuda Espanhol. Apresenta o resultado na forma de percentagem.
Num clube desportivo praticam-se, entre outras, as modalidades de basquetebol e futebol. Escolhido ao acaso um atleta deste clube, a probabilidade de ele praticar basquetebol é
Sabe-se ainda que, dos atletas que não praticam futebol,
Mostra que existe, pelo menos, um atleta do clube que pratica as duas modalidades desportivas.
Seja
Mostra que
Uma caixa contém bolas de várias cores, indistinguíveis ao tato, umas com um logótipo desenhado e outras não. Das bolas existentes na caixa, dez são amarelas e, dessas dez, três têm o logótipo desenhado.
Retira-se, ao acaso, uma bola da caixa. Sabe-se que a probabilidade de ela ser amarela e ter um logótipo desenhado é igual a
Determina o número de bolas que a caixa contém.
Uma escola secundária tem apenas turmas de 10.º, 11.º e 12.º anos. Relativamente aos alunos desta escola sabe-se que:
\dfrac{3}{5} dos alunos do 10.º ano são rapazes;\dfrac{11}{21} dos alunos da escola são rapazes;\dfrac{1}{7} dos alunos da escola são rapazes e frequentam o 10.º ano.
Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa escola. Determina a probabilidade de o aluno escolhido ser uma rapariga e não frequentar o 10.º ano. Apresenta o resultado na forma de dízima, arredondado às centésimas.
Numa turma de 12.º ano, apenas alguns alunos estão matriculados na disciplina de Química. Sabe-se que:
- o número de raparigas é o dobro do número de alunos matriculados em Química;
- um terço dos alunos matriculados em Química são raparigas;
- metade dos rapazes não está matriculada em Química.
Escolhe-se ao acaso um aluno da turma. Determina a probabilidade de esse aluno estar matriculado na disciplina de Química. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Um saco contém bolas azuis e bolas brancas, indistinguíveis ao tato. Retiram-se, ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas bolas do saco. Sejam
Sabe-se que
Justifica que inicialmente existia um número ímpar de bolas azuis no saco.
Seja
P(A) = 0{,}3 eP(B) = 0{,}4 ;P(A \cap B) = 0{,}1 .
Determina o valor da probabilidade condicionada
Um hotel organizou, num certo dia, uma descida do rio Zêzere e uma caminhada na serra da Estrela. Sabe-se que:
80\% dos hóspedes participaram na caminhada;50\% dos hóspedes participaram na descida do rio;30\% dos hóspedes que participaram na descida do rio não participaram na caminhada.
Escolhe-se, ao acaso, um dos hóspedes do hotel. Determina a probabilidade de esse hóspede ter participado na caminhada e não ter participado na descida do rio. Apresenta o resultado na forma de percentagem.
Numa escola frequentada por estudantes portugueses e estrangeiros,
Escolheu-se, ao acaso, um aluno dessa escola e verificou-se que era um rapaz. Qual é a probabilidade de ele ser português?
- (A)
45\% - (B)
50\% - (C)
57{,}5\% - (D)
62{,}5\%
Numa localidade existe um clube onde se pratica badmínton e ténis. Relativamente a este clube sabe-se que:
- cada sócio pratica uma e só uma das duas modalidades;
65\% dos sócios são mulheres;\dfrac{1}{7} dos homens pratica badmínton;\dfrac{5}{6} dos praticantes de badmínton são mulheres.
Escolhe-se, ao acaso, um sócio deste clube. Determina a probabilidade de o sócio escolhido ser uma mulher que pratica ténis. Apresenta o resultado na forma de percentagem.
Dos alunos que participaram num torneio de jogos matemáticos, que incluiu os jogos Semáforo e Rastros, sabe-se que:
- metade dos alunos jogou Semáforo;
- um quarto dos alunos não jogou Rastros;
- um quinto dos alunos que não jogaram Rastros jogou Semáforo.
Determina a probabilidade de um aluno que participou no torneio, escolhido ao acaso, não ter jogado Semáforo e ter jogado Rastros. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Dos passageiros de um voo do Porto para Faro sabe-se que
O primeiro passageiro a sair do avião nunca tinha estado em Faro. Qual é a probabilidade de esta ter sido a primeira viagem de avião desse passageiro? Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Num campo de férias,
Selecionou-se, ao acaso, um jovem que não praticava skate. Determina a probabilidade de esse jovem praticar surf. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Sejam
Determina o valor de
O Rui tem nove bombons com recheio de frutos secos (quatro de amêndoa, dois de avelã e três de noz), aos quais junta vinte e dois bombons com recheio de caramelo. Selecionam-se, sucessivamente, ao acaso e sem reposição, três bombons.
Sejam
Justifica, sem recorrer à fórmula da probabilidade condicionada, que
No primeiro dia de audições de uma orquestra participaram apenas candidatos a flautistas e a violinistas. Sabe-se que
Seleciona-se, ao acaso, um dos candidatos. Determina a probabilidade de ser português, sabendo que é violinista. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Sejam
Determina o valor de
Um saco contém apenas bolas amarelas e bolas verdes, todas indistinguíveis ao tato. Retiram-se, ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas bolas do saco.
Sejam
Justifica que, inicialmente, existia um número ímpar de bolas amarelas no saco.
Numa academia de dança sabe-se que
Selecionou-se, ao acaso, um aluno que não está inscrito em dança contemporânea. Determina a probabilidade de esse aluno estar inscrito em ballet clássico. Apresenta o resultado na forma de dízima.
Relativamente aos alunos do 11.º ano de uma escola sabe-se que o número dos que frequentam Filosofia é o dobro do número dos que frequentam Economia A, e que o número dos que frequentam pelo menos uma dessas disciplinas é o triplo do número dos que frequentam as duas.
Seleciona-se, ao acaso, um aluno do 11.º ano dessa escola. Determina a probabilidade de esse aluno não frequentar Economia A, sabendo que frequenta Filosofia. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
Num dia de verão, o concessionário de uma praia registou:
Selecionou-se, ao acaso, uma pessoa que esteve na praia nesse dia e não utilizou o para-vento. Determina a probabilidade de essa pessoa ter utilizado o guarda-sol. Apresenta o resultado em percentagem, arredondado às unidades.
Numa caixa estão vários cartões, cada um numerado com um número inteiro positivo. Sabe-se que
Seleciona-se, ao acaso, um cartão da caixa. Determina a probabilidade de esse cartão estar numerado com um múltiplo de três ou com um número ímpar. Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
O contrário de «múltiplo de três ou ímpar» é «não múltiplo de três e par» — e essa é exatamente a informação que te dão.
- Sejam
M : «é múltiplo de três» eI : «é ímpar». EntãoP(M) = 0{,}625 eP\left(\overline{M}\right) = 0{,}375 . - Um terço dos não múltiplos de três são pares:
P\left(\overline{M} \cap \overline{I}\right) = \dfrac{0{,}375}{3} = 0{,}125 . - Por De Morgan,
\overline{M \cup I} = \overline{M} \cap \overline{I} . P(M \cup I) = 1 - 0{,}125 = 0{,}875 = \dfrac{7}{8}
Chama
P(G) = 0{,}75 eP\left(\overline{G} \cap \overline{V}\right) = 0{,}22 , logoP(G \cup V) = 1 - 0{,}22 = 0{,}78 .P(G \cap V) = P(G) \times P(V \mid G) = 0{,}75 \times \dfrac{1}{5} = 0{,}15 P(V) = P(G \cup V) - P(G) + P(G \cap V) = 0{,}78 - 0{,}75 + 0{,}15 = 0{,}18 P\left(G \cap \overline{V}\right) = 0{,}75 - 0{,}15 = 0{,}60 eP\left(\overline{V}\right) = 0{,}82 P\left(G \mid \overline{V}\right) = \dfrac{0{,}60}{0{,}82} = \dfrac{30}{41} \approx 0{,}732
Trabalha com números de alunos, não com probabilidades. Chama
- Sejam
f ,e ei os números de alunos de Filosofia, de Economia e de ambas. Entãof = 2e . - O número dos que frequentam pelo menos uma é
f + e - i = 3i . - Substituindo:
2e + e - i = 3i \Leftrightarrow 3e = 4i \Leftrightarrow i = \dfrac{3e}{4} . P(E \mid F) = \dfrac{i}{f} = \dfrac{3e/4}{2e} = \dfrac{3}{8} P\left(\overline{E} \mid F\right) = 1 - \dfrac{3}{8} = \dfrac{5}{8}
Põe
- Seja
b = P(B) . DeP\left(\overline{A}\right) = 3b vemP(A) = 1 - 3b . - Seja
i = P(A \cap B) . EntãoP(A \cup B) = P(A) + b - i . - Substituindo na primeira condição:
(1 - 3b) + b - i + 9i = 1 . -2b + 8i = 0 \Leftrightarrow i = \dfrac{b}{4} P(A \mid B) = \dfrac{i}{b} = \dfrac{1}{4}
Uma tabela de contingência com as linhas «português / estrangeiro» e as colunas «violinista / flautista» arruma tudo.
- Sejam
V : «violinista»,F : «flautista»,E : «estrangeiro».P(V) = \dfrac{3}{5} ,P(F) = \dfrac{2}{5} eP(E) = P\left(\overline{E}\right) = \dfrac{1}{2} . P(F \cap E) = P(F \mid E) \times P(E) = \dfrac{3}{10} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{3}{20} P\left(F \cap \overline{E}\right) = \dfrac{2}{5} - \dfrac{3}{20} = \dfrac{5}{20} = \dfrac{1}{4} P\left(V \cap \overline{E}\right) = P\left(\overline{E}\right) - P\left(F \cap \overline{E}\right) = \dfrac{1}{2} - \dfrac{1}{4} = \dfrac{1}{4} P\left(\overline{E} \mid V\right) = \dfrac{1/4}{3/5} = \dfrac{5}{12}
Condicionar é mudar de universo: imagina que as duas primeiras extrações já aconteceram e conta o que resta na caixa.
P\left(C \mid A \cap \overline{B}\right) é a probabilidade de o terceiro bombom ser de caramelo sabendo que o primeiro foi de frutos secos e o segundo não foi.- Se o segundo não tem frutos secos, então tem caramelo — só há dois tipos.
- Denominador. Ao todo há
9 + 22 = 31 bombons; retirados dois, restam29 — são os casos possíveis para o terceiro. - Numerador. Dos
22 de caramelo já saiu um (o segundo), logo restam21 — são os casos favoráveis. - Pela regra de Laplace no novo universo,
P = \dfrac{21}{29} .\square
Simplifica primeiro
P(A) = 1 - 0{,}6 = 0{,}4 e, por serem equiprováveis,P(B) = 0{,}4 .- Da reunião:
0{,}7 = 0{,}4 + 0{,}6 - P\left(A \cap \overline{B}\right) , logoP\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}3 . P(A \cap B) = P(A) - P\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}4 - 0{,}3 = 0{,}1 \left(A \cup \overline{B}\right) \cap B = (A \cap B) \cup \left(\overline{B} \cap B\right) = A \cap B P = \dfrac{0{,}1}{0{,}4} = \dfrac{1}{4}
«Quatro em cada cinco dos que praticavam surf» é uma probabilidade condicionada:
- Sejam
S : «pratica surf» eK : «pratica skate».P(S) = 0{,}65 eP\left(K \cap \overline{S}\right) = 0{,}20 . P(K \cap S) = P(S) \times P(K \mid S) = 0{,}65 \times \dfrac{4}{5} = 0{,}52 P(K) = 0{,}52 + 0{,}20 = 0{,}72 , logoP\left(\overline{K}\right) = 0{,}28 .P\left(S \cap \overline{K}\right) = 0{,}65 - 0{,}52 = 0{,}13 P\left(S \mid \overline{K}\right) = \dfrac{0{,}13}{0{,}28} = \dfrac{13}{28}
Chama
P(N) = 0{,}7 eP(F) = \dfrac{2}{5} = 0{,}4 .- Metade dos que estiveram em Faro já tinha viajado:
P\left(F \cap \overline{N}\right) = \dfrac{1}{2} \times 0{,}4 = 0{,}2 . - Logo
P(F \cap N) = 0{,}4 - 0{,}2 = 0{,}2 . P\left(N \cap \overline{F}\right) = P(N) - P(N \cap F) = 0{,}7 - 0{,}2 = 0{,}5 P\left(\overline{F}\right) = 1 - 0{,}4 = 0{,}6 P\left(N \mid \overline{F}\right) = \dfrac{0{,}5}{0{,}6} = \dfrac{5}{6}
Faz uma tabela de dupla entrada com
- Sejam
S : «jogou Semáforo» eR : «jogou Rastros». Do enunciado:P(S) = \dfrac{1}{2},\quad P\left(\overline{R}\right) = \dfrac{1}{4},\quad P\left(S \mid \overline{R}\right) = \dfrac{1}{5} P\left(S \cap \overline{R}\right) = P\left(\overline{R}\right) \times P\left(S \mid \overline{R}\right) = \dfrac{1}{4} \times \dfrac{1}{5} = \dfrac{1}{20} P(S \cap R) = P(S) - P\left(S \cap \overline{R}\right) = \dfrac{1}{2} - \dfrac{1}{20} = \dfrac{9}{20} P(R) = 1 - P\left(\overline{R}\right) = \dfrac{3}{4} P\left(\overline{S} \cap R\right) = P(R) - P(S \cap R) = \dfrac{3}{4} - \dfrac{9}{20} = \dfrac{15-9}{20} = \dfrac{6}{20} = \dfrac{3}{10}
Chama
- Sejam
M : «é mulher» eB : «pratica badmínton». Do enunciado:P(M) = 0{,}65,\quad P\left(B \mid \overline{M}\right) = \dfrac{1}{7},\quad P(M \mid B) = \dfrac{5}{6} - Seja
P(B) = k . EntãoP(M \cap B) = P(B) \times P(M\mid B) = \dfrac{5k}{6} . P\left(\overline{M}\right) = 0{,}35 , logoP\left(\overline{M} \cap B\right) = 0{,}35 \times \dfrac{1}{7} = 0{,}05 .- Como
B = (M \cap B) \cup \left(\overline{M} \cap B\right) e os dois pedaços são disjuntos:k = \dfrac{5k}{6} + 0{,}05 \Leftrightarrow \dfrac{k}{6} = 0{,}05 \Leftrightarrow k = 0{,}3 P(M \cap B) = \dfrac{5 \times 0{,}3}{6} = 0{,}25 .- Cada sócio pratica só uma modalidade, logo «mulher que pratica ténis» é
M \cap \overline{B} :P\left(M \cap \overline{B}\right) = P(M) - P(M \cap B) = 0{,}65 - 0{,}25 = 0{,}4
Já sabes que saiu um rapaz: o universo passa a ser só os rapazes. Quantos são, e quantos desses são portugueses?
- Sejam
R : «é rapaz» eP : «é português». P(R) = 1 - 0{,}60 = 0{,}40 eP\left(\overline{P} \cap R\right) = 0{,}15 .P(P \cap R) = P(R) - P\left(\overline{P} \cap R\right) = 0{,}40 - 0{,}15 = 0{,}25 .P(P \mid R) = \dfrac{P(P \cap R)}{P(R)} = \dfrac{0{,}25}{0{,}40} = 0{,}625
O terceiro dado é
- Sejam
C : «participou na caminhada» eZ : «participou na descida do rio».P(C) = 0{,}8,\quad P(Z) = 0{,}5,\quad P\left(\overline{C} \mid Z\right) = 0{,}3 P\left(\overline{C} \cap Z\right) = P(Z) \times P\left(\overline{C}\mid Z\right) = 0{,}5 \times 0{,}3 = 0{,}15 .P\left(\overline{C}\right) = 1-0{,}8 = 0{,}2 , logoP\left(\overline{C} \cap \overline{Z}\right) = 0{,}2 - 0{,}15 = 0{,}05 .P\left(\overline{Z}\right) = 0{,}5 , logoP\left(C \cap \overline{Z}\right) = P\left(\overline{Z}\right) - P\left(\overline{C} \cap \overline{Z}\right) = 0{,}5 - 0{,}05 = 0{,}45
O numerador é
P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) = 0{,}3+0{,}4-0{,}1 = 0{,}6 .- Como
A \subset A \cup B , vemA \cap (A \cup B) = A . P\left(A \mid (A \cup B)\right) = \dfrac{P(A)}{P(A \cup B)} = \dfrac{0{,}3}{0{,}6} = \dfrac{1}{2}
A igualdade dada é exatamente a definição de
- De
P(A \cap B) = \dfrac{1}{3}P(A) vem, dividindo porP(A) \neq 0 ,P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = \dfrac{1}{3} - Sejam
a o número inicial de bolas azuis eb o de brancas. - Sabendo que a primeira bola foi azul, restam
a-1 azuis eb brancas, num total dea-1+b bolas. LogoP(B \mid A) = \dfrac{b}{a-1+b} . \dfrac{b}{a-1+b} = \dfrac{1}{3} \Leftrightarrow 3b = a-1+b \Leftrightarrow a = 2b+1 - Como
b \in \mathbb{N} ,2b+1 é ímpar: o número inicial de bolas azuis era ímpar.\blacksquare
Chama
- Sejam
Q : «está matriculado em Química» eH : «é rapaz». SejaP(Q) = k . - «O número de raparigas é o dobro dos matriculados em Química»:
P\left(\overline{H}\right) = 2k , logoP(H) = 1-2k . - «Um terço dos matriculados em Química são raparigas»:
P\left(\overline{H} \mid Q\right) = \dfrac{1}{3} , logoP\left(\overline{H} \cap Q\right) = \dfrac{k}{3} . - «Metade dos rapazes não está matriculada em Química»:
P\left(\overline{Q} \mid H\right) = \dfrac{1}{2} , logoP(H \cap Q) = P(H) \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1-2k}{2} . - Somando as duas parcelas de
Q :k = \dfrac{1-2k}{2} + \dfrac{k}{3} \Leftrightarrow 6k = 3(1-2k) + 2k \Leftrightarrow 6k = 3-6k+2k \Leftrightarrow 10k = 3 k = \dfrac{3}{10}
O primeiro dado é condicionado ao 10.º ano. Com ele e com
- Sejam
R : «é rapaz» eD : «frequenta o 10.º ano».P(R \mid D) = \dfrac{3}{5},\quad P(R) = \dfrac{11}{21},\quad P(R \cap D) = \dfrac{1}{7} P(D) = \dfrac{P(R \cap D)}{P(R \mid D)} = \dfrac{\frac{1}{7}}{\frac{3}{5}} = \dfrac{5}{21} P\left(\overline{D}\right) = 1 - \dfrac{5}{21} = \dfrac{16}{21} .P\left(R \cap \overline{D}\right) = P(R) - P(R \cap D) = \dfrac{11}{21} - \dfrac{1}{7} = \dfrac{11-3}{21} = \dfrac{8}{21} .P\left(\overline{R} \cap \overline{D}\right) = P\left(\overline{D}\right) - P\left(R \cap \overline{D}\right) = \dfrac{16}{21} - \dfrac{8}{21} = \dfrac{8}{21} \approx 0{,}38
Chama
- Seja
n o número total de bolas da caixa. - As bolas amarelas com logótipo são exatamente
3 , logo, pela regra de Laplace,P(A \cap L) = \dfrac{3}{n} \dfrac{3}{n} = \dfrac{1}{16} \Leftrightarrow n = 48
A chave é que nenhuma probabilidade excede
- Como
P(A \cup B) \leqslant 1 eP(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) :0{,}6+0{,}7-P(A \cap B) \leqslant 1 \Leftrightarrow P(A \cap B) \geqslant 0{,}3 - Pela definição de probabilidade condicionada,
P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = \dfrac{P(A \cap B)}{0{,}6} - Como
P(A \cap B) \geqslant 0{,}3 e o denominador é positivo:P(B \mid A) \geqslant \dfrac{0{,}3}{0{,}6} = \dfrac{1}{2} - Fica demonstrado.
\blacksquare
Mostrar que «existe pelo menos um» é mostrar que
- Sejam
B : «pratica basquetebol» eF : «pratica futebol».P(B) = \dfrac{1}{5},\quad P(F) = \dfrac{2}{5},\quad P\left(\overline{B} \mid \overline{F}\right) = \dfrac{3}{4} P\left(\overline{F}\right) = 1 - \dfrac{2}{5} = \dfrac{3}{5} .P\left(\overline{B} \cap \overline{F}\right) = \dfrac{3}{5} \times \dfrac{3}{4} = \dfrac{9}{20} .P\left(B \cap \overline{F}\right) = P\left(\overline{F}\right) - P\left(\overline{B} \cap \overline{F}\right) = \dfrac{12}{20} - \dfrac{9}{20} = \dfrac{3}{20} .P(B \cap F) = P(B) - P\left(B \cap \overline{F}\right) = \dfrac{4}{20} - \dfrac{3}{20} = \dfrac{1}{20} - Como
P(B \cap F) = \dfrac{1}{20} > 0 , o acontecimentoB \cap F não é impossível: existe pelo menos um atleta que pratica as duas modalidades.\blacksquare
Não há números absolutos — chama
- Sejam
E : «estuda Espanhol» eI : «estuda Inglês». Do enunciado,P(E) = P(I) eP(E \cup I) = 4\,P(E \cap I) . - Seja
P(E \cap I) = k . Pela regra da adição:P(E \cup I) = P(E)+P(I)-P(E \cap I) = 2P(E) - k 4k = 2P(E) - k \Leftrightarrow 5k = 2P(E) \Leftrightarrow P(E) = \dfrac{5k}{2} .P(I \mid E) = \dfrac{P(E \cap I)}{P(E)} = \dfrac{k}{\frac{5k}{2}} = \dfrac{2}{5} = 0{,}4
Se ocorreu
- Interpretação:
P\left(B \mid \overline{A}\right) é a probabilidade de a bola retirada deC_{2} ser branca, sabendo que as duas bolas transferidas deC_{1} tinham cores diferentes. - Se ocorreu
\overline{A} , foram transferidas uma bola branca e uma bola preta. - A caixa
C_{2} passa a ter7+2 = 9 bolas. Pela regra de Laplace, sendox o número de brancas emC_{2} nesse momento:\dfrac{x}{9} = \dfrac{2}{3} = \dfrac{6}{9} \Leftrightarrow x = 6 - Ou seja, depois da transferência,
C_{2} tem6 brancas e3 pretas. - Retirando a bola branca e a bola preta que vieram de
C_{1} : inicialmenteC_{2} tinha6-1 = 5 brancas e3-1 = 2 pretas. - Confirmação:
5+2 = 7 ✓
É a definição de probabilidade condicionada usada «ao contrário»: conheces o numerador e o quociente, falta o denominador.
- Do enunciado:
P(A \cap B) = 0{,}18 eP(B \mid A) = \dfrac{1}{3} . - Pela definição de probabilidade condicionada:
P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} \Leftrightarrow \dfrac{1}{3} = \dfrac{0{,}18}{P(A)} P(A) = 3 \times 0{,}18 = 0{,}54
O primeiro dado é uma probabilidade condicionada ao aluno ser rapaz. Com ela e com
- Sejam
R : «é rapaz» eV : «tem olhos verdes». Do enunciado,P(V \mid R) = \dfrac{1}{4} eP(V \cap R) = \dfrac{1}{10} . P(R) = \dfrac{P(V \cap R)}{P(V \mid R)} = \dfrac{\frac{1}{10}}{\frac{1}{4}} = \dfrac{4}{10} = \dfrac{2}{5} P(R) é a proporção de rapazes na turma, logo o número de rapazes é\dfrac{2}{5} \times 20 = 8
A diferença entre os dois casos está toda em
- Significado:
P(A \cap B) é a probabilidade de ambas as bolas extraídas terem número par. - Entre
1 e8 há4 números pares, logoP(A) = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2} em qualquer dos casos. - Com reposição: a bola volta ao saco, pelo que na 2.ª extração há de novo
4 pares em8 bolas:P(B \mid A) = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2} . a = P(A \cap B) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4} - Sem reposição: saiu já uma bola par, restam
3 pares em7 bolas:P(B \mid A) = \dfrac{3}{7} . b = P(A \cap B) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{3}{7} = \dfrac{3}{14}
Falta-te
- Da regra da adição,
P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) :P(A \cap B) = 0{,}2+0{,}3-0{,}4 = 0{,}1 P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0{,}1}{0{,}3} = \dfrac{1}{3}
Ao saber que ocorreu
- Significado:
P(B \mid A) é a probabilidade de o produto dos números das duas fichas ser ímpar, sabendo que a sua soma é10 . - Casos possíveis (soma
10 , comu \in \{1,\dots,5\} ev \in \{6,\dots,9\} ):(1,9),\;(2,8),\;(3,7),\;(4,6) — são4 casos. - Casos favoráveis: o produto é ímpar apenas quando ambos os fatores são ímpares:
(1,9) e(3,7) — são2 casos. - Pela regra de Laplace aplicada ao novo universo:
P(B \mid A) = \dfrac{2}{4} = \dfrac{1}{2}
A probabilidade condicionada dá-te
P(A \cap B) = P(A \mid B) \times P(B) = \dfrac{1}{6} \times \dfrac{3}{10} = \dfrac{1}{20} P(A \cup B) = \dfrac{2}{5}+\dfrac{3}{10}-\dfrac{1}{20} = \dfrac{8}{20}+\dfrac{6}{20}-\dfrac{1}{20} = \dfrac{13}{20}
Falta-te
- Da regra da adição:
P(A) = P(A \cup B) - P(B) + P(A \cap B) = 0{,}7-0{,}4+0{,}2 = 0{,}5 P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = \dfrac{0{,}2}{0{,}5} = 0{,}4
Saber que saiu um número par reduz o universo a quatro bolas. Quantas dessas são pretas?
- As bolas de número par são
2 ,4 ,6 e8 : são4 casos possíveis. - Dessas, são pretas (números de
1 a5 ) apenas a2 e a4 :2 casos favoráveis. P(A \mid B) = \dfrac{2}{4} = \dfrac{1}{2} - Pela fórmula:
P(A \cap B) = \dfrac{2}{9} eP(B) = \dfrac{4}{9} , logoP(A\mid B) = \dfrac{2/9}{4/9} = \dfrac{1}{2} ✓
«O número de homens é igual ao número de mulheres» traduz-se por
- Sejam
M : «é mulher» eC : «reside em Coimbra».P\left(\overline{C}\right) = 0{,}6 \Rightarrow P(C) = 0{,}4; \qquad P(M) = P\left(\overline{M}\right) = 0{,}5 P\left(\overline{C} \mid \overline{M}\right) = 0{,}3 , logoP\left(\overline{M} \cap \overline{C}\right) = 0{,}5 \times 0{,}3 = 0{,}15 .P\left(\overline{M} \cap C\right) = P\left(\overline{M}\right) - P\left(\overline{M} \cap \overline{C}\right) = 0{,}5-0{,}15 = 0{,}35 .P(M \cap C) = P(C) - P\left(\overline{M} \cap C\right) = 0{,}4-0{,}35 = 0{,}05 .P(M \mid C) = \dfrac{0{,}05}{0{,}4} = \dfrac{5}{40} = \dfrac{1}{8}
Preenche primeiro a coluna dos rapazes (o terceiro dado é condicionado a essa coluna) e só depois a das raparigas.
- Sejam
R : «é rapariga» eD : «está inscrito no desporto escolar».P\left(\overline{R}\right) = 0{,}6,\quad P(D) = 0{,}8,\quad P\left(\overline{D} \mid \overline{R}\right) = 0{,}2 P\left(\overline{R} \cap \overline{D}\right) = 0{,}6 \times 0{,}2 = 0{,}12 .P\left(\overline{D}\right) = 0{,}2 , logoP\left(R \cap \overline{D}\right) = 0{,}2-0{,}12 = 0{,}08 .P(R) = 0{,}4 , logoP(R \cap D) = 0{,}4-0{,}08 = 0{,}32 .P(R \mid D) = \dfrac{0{,}32}{0{,}8} = \dfrac{2}{5}
Reparte
P\left(\overline{A}\right) = 1-0{,}4 = 0{,}6 .P\left(B \cap \overline{A}\right) = P\left(\overline{A}\right) \times P\left(B \mid \overline{A}\right) = 0{,}6 \times 0{,}8 = 0{,}48 B decompõe-se em dois acontecimentos disjuntos:B = (B \cap A) \cup \left(B \cap \overline{A}\right) .P(B) = 0{,}2 + 0{,}48 = 0{,}68
Um produto é positivo quando os dois fatores têm o mesmo sinal. Conta separadamente os casos «ambos positivos» e «ambos negativos».
- Significado:
P(A \mid B) é a probabilidade de o primeiro número registado ser negativo, sabendo que o produto dos dois números é positivo. - O dado tem três faces positivas (
1 ,2 ,3 ) e uma negativa (-1 ). - Casos possíveis (produto positivo): ambos positivos —
3 \times 3 = 9 casos; ou ambos negativos — só(-1,\,-1) ,1 caso. Total:10 . - Casos favoráveis (primeiro negativo e produto positivo): só
(-1,\,-1) ,1 caso. P(A \mid B) = \dfrac{1}{10}
Aplica as leis de De Morgan a
- Pelas leis de De Morgan,
\overline{A \cup \overline{B}} = \overline{A} \cap B , logoP\left(\overline{A} \cap B\right) = 1 - 0{,}92 = 0{,}08 P\left(\overline{A}\right) = 1-0{,}44 = 0{,}56 .P\left(B \mid \overline{A}\right) = \dfrac{0{,}08}{0{,}56} = \dfrac{8}{56} = \dfrac{1}{7}
O segundo dado diz que os octaédricos são
- Sejam
V : «é verde» eO : «é octaédrico». P\left(\overline{V}\right) = 0{,}1 (amarelos) eP(V) = 0{,}9 .- Se os cúbicos são o triplo dos octaédricos, então os octaédricos são
\dfrac{1}{4} do total:P(O) = 0{,}25 . P\left(\overline{O} \cap \overline{V}\right) = 0{,}1 \times 0{,}2 = 0{,}02 , logoP\left(O \cap \overline{V}\right) = 0{,}1-0{,}02 = 0{,}08 .P(O \cap V) = P(O) - P\left(O \cap \overline{V}\right) = 0{,}25-0{,}08 = 0{,}17 .P(O \mid V) = \dfrac{0{,}17}{0{,}9} = \dfrac{17}{90}
É um caso típico de árvore: primeiro o tipo (fluorescente / LED) e depois a forma.
- Sejam
F : «é fluorescente» eT : «tem forma tubular». P(F \cap T) = 0{,}55 \times 0{,}50 = 0{,}275 .P\left(\overline{F}\right) = 0{,}45 e, das LED,10\% são tubulares:P\left(\overline{F} \cap T\right) = 0{,}45 \times 0{,}10 = 0{,}045 .- Pela regra da probabilidade total:
P(T) = 0{,}275+0{,}045 = 0{,}32 P(F \mid T) = \dfrac{0{,}275}{0{,}32} = 0{,}859375 \approx 0{,}86
Cuidado com o último dado: dá-te os ímpares das brancas. Passa-o a pares antes de o usar.
- Sejam
P : «a bola é preta» eN : «a bola tem número par». P(P) = \dfrac{2}{5} = 0{,}4 eP\left(\overline{P}\right) = 0{,}6 .P(N \cap P) = 0{,}4 \times 0{,}2 = 0{,}08 .- Das brancas,
40\% são ímpares, logo60\% são pares:P\left(N \cap \overline{P}\right) = 0{,}6 \times 0{,}6 = 0{,}36 . P(N) = 0{,}08+0{,}36 = 0{,}44 .P(P \mid N) = \dfrac{0{,}08}{0{,}44} = \dfrac{8}{44} = \dfrac{2}{11}
Decompõe
P\left(\overline{B}\right) = 1-\dfrac{1}{4} = \dfrac{3}{4} .P\left(A \cap \overline{B}\right) = P\left(\overline{B}\right) \times P\left(A \mid \overline{B}\right) = \dfrac{3}{4} \times \dfrac{7}{12} = \dfrac{7}{16} A = (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right) , com os dois pedaços disjuntos:P(A) = \dfrac{1}{16}+\dfrac{7}{16} = \dfrac{8}{16} = \dfrac{1}{2}
Há
- Significado:
P(B \mid A) é a probabilidade de a bola com o número2 sair em segundo lugar, sabendo que as bolas com o número0 nunca saem em extrações consecutivas. - Ordem das bolas
0 : são4 bolas com o número0 em7 extrações. Para não haver duas seguidas, entre cada duas tem de existir pelo menos uma bola diferente — o que só é possível colocando-as nas extrações de ordem ímpar: 1.ª, 3.ª, 5.ª e 7.ª. - Casos possíveis: as posições de ordem par (2.ª, 4.ª e 6.ª) são ocupadas pelas bolas
2 ,3 e3 . Como as duas bolas com o número3 são indistinguíveis, basta escolher a posição da bola2 :3 casos. - Casos favoráveis: a bola
2 na 2.ª posição —1 caso. P(B \mid A) = \dfrac{1}{3}
Repara que a pergunta já condiciona a ser rapariga. Começa por calcular
- Sejam
R : «é rapariga» eS : «pretende frequentar saúde». EntãoP(R) = \dfrac{1}{2} eP\left(\overline{S}\right) = \dfrac{1}{4} . P\left(R \cap \overline{S}\right) = P\left(\overline{S}\right) \times P\left(R \mid \overline{S}\right) = \dfrac{1}{4} \times \dfrac{2}{7} = \dfrac{1}{14} P(R \cap S) = P(R) - P\left(R \cap \overline{S}\right) = \dfrac{1}{2}-\dfrac{1}{14} = \dfrac{7-1}{14} = \dfrac{6}{14} = \dfrac{3}{7} .P(S \mid R) = \dfrac{\frac{3}{7}}{\frac{1}{2}} = \dfrac{6}{7}
O terceiro dado é
- Sejam
E : «aposta no euromilhões» eT : «aposta no totoloto». P(E \cap T) = 0{,}8 \times 0{,}25 = 0{,}2 .P\left(\overline{E}\right) = 0{,}2 eP\left(\overline{E} \cap \overline{T}\right) = 0{,}05 , logoP\left(\overline{E} \cap T\right) = 0{,}2-0{,}05 = 0{,}15 P(T) = P(E \cap T) + P\left(\overline{E} \cap T\right) = 0{,}2+0{,}15 = 0{,}35
É uma árvore de dois níveis: primeiro o sexo, depois o peso.
- Sejam
R : «é rapariga» eX : «tem excesso de peso».P(R) = 0{,}55 eP\left(\overline{R}\right) = 0{,}45 . P(R \cap X) = 0{,}55 \times 0{,}30 = 0{,}165 .- Dos rapazes,
40\% não têm excesso, logo60\% têm:P\left(\overline{R} \cap X\right) = 0{,}45 \times 0{,}60 = 0{,}27 . P(X) = 0{,}165+0{,}27 = 0{,}435 .P\left(\overline{R} \mid X\right) = \dfrac{0{,}27}{0{,}435} = \dfrac{270}{435} = \dfrac{18}{29}
É um problema de árvore com inversão: sabes
- Sejam
I : «o frango está infetado» eN : «o teste dá negativo». P(I) = \dfrac{50}{500} = 0{,}1 eP\left(\overline{I}\right) = 0{,}9 .- Se está infetado, o teste dá positivo com probabilidade
0{,}96 , logo dá negativo com0{,}04 :P(I \cap N) = 0{,}1 \times 0{,}04 = 0{,}004 P\left(\overline{I} \cap N\right) = 0{,}9 \times 0{,}90 = 0{,}81 .P(N) = 0{,}004+0{,}81 = 0{,}814 .P\left(\overline{I} \mid N\right) = \dfrac{0{,}81}{0{,}814} \approx 0{,}995
Saber que é rapariga reduz o universo a
- Dos
20 alunos com Inglês,4 são rapazes, logo16 são raparigas. - Raparigas sem Inglês:
18-16 = 2 . - Condicionando a «ser rapariga», o universo tem
18 casos possíveis e2 favoráveis:P\left(\overline{I} \mid R\right) = \dfrac{2}{18} = \dfrac{1}{9}
Se
- Significado:
P(J \mid I) é a probabilidade de a soma dos quatro números ser menor do que10 , sabendo que nos três primeiros lançamentos saiu sempre o número2 . - Se ocorreu
I , a soma dos três primeiros lançamentos é2+2+2 = 6 . - Casos possíveis: no quarto lançamento pode sair
1 ,2 ,3 ou4 —4 casos. - Casos favoráveis: a soma tem de ser inferior a
10 , ou seja6+x < 10 \Leftrightarrow x < 4 : sai1 (soma7 ),2 (soma8 ) ou3 (soma9 ) —3 casos. P(J \mid I) = \dfrac{3}{4}
Quantos jovens jogam futebol ao todo? É esse o novo universo.
- Jogam futebol:
28 (apenas futebol)+\;12 (ambos)= 40 jovens. - Desses
40 , os que também jogam andebol são12 . P(A \mid F) = \dfrac{12}{40} = \dfrac{3}{10}
Os dois últimos dados são condicionados: passa-os a «não inferior a 40» tomando o complementar em cada ramo.
- Sejam
L : «é licenciado» eJ : «tem idade inferior a40 anos». P\left(L \cap \overline{J}\right) = 0{,}6 \times (1-0{,}8) = 0{,}6 \times 0{,}2 = 0{,}12 .P\left(\overline{L} \cap \overline{J}\right) = 0{,}4 \times (1-0{,}1) = 0{,}4 \times 0{,}9 = 0{,}36 .P\left(\overline{J}\right) = 0{,}12+0{,}36 = 0{,}48 .P\left(L \mid \overline{J}\right) = \dfrac{0{,}12}{0{,}48} = \dfrac{1}{4}
Cuidado: para Paris é dada a percentagem dos que seguem viagem. Passa-a a «perder o voo» antes de somar.
- Sejam
B : «o destino é Berlim» eV : «o passageiro perde o voo».P(B) = 0{,}3 eP\left(\overline{B}\right) = 0{,}7 . P(B \cap V) = 0{,}3 \times 0{,}05 = 0{,}015 .- Para Paris,
92\% seguem viagem, logo8\% perdem o voo:P\left(\overline{B} \cap V\right) = 0{,}7 \times 0{,}08 = 0{,}056 . - Pela regra da probabilidade total:
P(V) = 0{,}015+0{,}056 = 0{,}071
Numa tabela de dupla entrada, condicionar a
- Rapazes:
8+2 = 10 . É esse o número de casos possíveis. - Rapazes com
18 anos:2 . É esse o número de casos favoráveis. P(B \mid A) = \dfrac{2}{10} = \dfrac{1}{5} - Nota: a opção (A) corresponde a
P(A \cap B) = \dfrac{2}{25} — é o erro clássico de não reduzir o universo.
Constrói
P(A \cap B) = P(B) \times P(A \mid B) = 0{,}3 \times 0{,}2 = 0{,}06 .P\left(\overline{B}\right) = 0{,}7 , logoP\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}7 \times 0{,}4 = 0{,}28 .- Pela regra da probabilidade total:
P(A) = 0{,}06+0{,}28 = 0{,}34 P(B \mid A) = \dfrac{0{,}06}{0{,}34} = \dfrac{6}{34} = \dfrac{3}{17}
Se já sabes que a abcissa é negativa, o que falta decidir é apenas o sinal da ordenada — ou seja, só o dado
- Significado:
P(L \mid J) é a probabilidade de o pontoQ pertencer ao 3.º quadrante, sabendo que o número saído no dadoA é negativo. - O 3.º quadrante corresponde a abcissa e ordenada negativas. Como já se sabe que a abcissa é negativa, basta que a ordenada também o seja.
- A ordenada é o número saído no dado
B , cujas faces são1 ,-1 ,1 ,1 ,1 e1 : apenas uma das seis faces tem número negativo. P(L \mid J) = \dfrac{1}{6}
Preenche a tabela a partir da coluna de quem não sabe o nome do diretor — é aí que está a condicionada.
- Sejam
C : «tem computador portátil» eD : «sabe o nome do diretor».P(C) = \dfrac{1}{5},\quad P\left(\overline{D}\right) = \dfrac{1}{2},\quad P\left(C \mid \overline{D}\right) = \dfrac{1}{3} P\left(C \cap \overline{D}\right) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{6} .P(C \cap D) = P(C) - P\left(C \cap \overline{D}\right) = \dfrac{1}{5}-\dfrac{1}{6} = \dfrac{6-5}{30} = \dfrac{1}{30} .P\left(\overline{C} \cap D\right) = P(D) - P(C \cap D) = \dfrac{1}{2}-\dfrac{1}{30} = \dfrac{15-1}{30} = \dfrac{14}{30} = \dfrac{7}{15}
Antes de contar casos, pergunta-te: é sequer possível dois números iguais somarem
- Significado:
P(A \mid B) é a probabilidade de os dois números saídos serem iguais, sabendo que a sua soma é1 . - Se os dois números fossem iguais, digamos ambos iguais a
n , a soma seria2n — um número par. - Como
1 é ímpar, é impossível que a soma seja1 e os números sejam iguais:A \cap B = \varnothing . P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0}{P(B)} = 0 - Confirmação por contagem: a soma
1 só ocorre com um0 e um1 — números necessariamente diferentes.
Enquadra
25 < 30 < 36 , logo5 < \sqrt{30} < 6 , ou seja\sqrt{30} \approx 5{,}48 .- O acontecimento
A corresponde aos cartões com número6 ,7 ou8 . - Condicionando a
B , o universo passa a ser só os quatro círculos — os cartões2 ,4 ,5 e7 . - Desses quatro, apenas o cartão
7 tem número maior do que\sqrt{30} :1 caso favorável. P(A \mid B) = \dfrac{1}{4}
Aplica as leis de De Morgan ao acontecimento «estrangeiro ou masculino»: o contrário é muito mais simples de tratar.
- Sejam
P : «o atleta é português» eF : «o atleta é do sexo feminino». - «Estrangeiro ou masculino» é
\overline{P} \cup \overline{F} . Pelas leis de De Morgan, o acontecimento contrário éP \cap F :P(P \cap F) = 1 - 0{,}90 = 0{,}10 - Metade dos portugueses são do sexo feminino, ou seja
P(F \mid P) = \dfrac{1}{2} , logoP(P \cap F) = P(P) \times \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow 0{,}10 = \dfrac{P(P)}{2} \Leftrightarrow P(P) = 0{,}20 - Em
200 atletas:0{,}20 \times 200 = 40 atletas portugueses.
Todos os dados de que precisas já estão no enunciado — falta só passar «positiva no primeiro» para «negativa no primeiro».
- Sejam
A : «tem positiva no 1.º teste» eB : «tem positiva no 2.º teste». P\left(\overline{A}\right) = 1-0{,}7 = 0{,}3 eP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}1 .P\left(\overline{B} \mid \overline{A}\right) = \dfrac{P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right)}{P\left(\overline{A}\right)} = \dfrac{0{,}1}{0{,}3} = \dfrac{1}{3}
Tira
P(A \cap B) = P(A)+P(B)-P(A \cup B) = 0{,}3+0{,}4-0{,}5 = 0{,}2 .P(A \mid B) = \dfrac{0{,}2}{0{,}4} = \dfrac{1}{2}
Depois de sair uma bola verde, quantas bolas ficam na caixa? E quantas delas são amarelas e de número par?
- Significado:
P\left((B \cap C) \mid A\right) é a probabilidade de a segunda bola retirada ser amarela e ter número par, sabendo que a primeira bola retirada foi verde. - Casos possíveis: a primeira bola (verde) não é reposta, pelo que restam
20-1 = 19 bolas — todas com igual probabilidade de sair. - Casos favoráveis: as bolas amarelas de número par são
12 ,14 ,16 ,18 e20 — são5 . Nenhuma delas foi retirada na 1.ª extração, porque a primeira bola era verde (numerada de1 a10 ). - Pela regra de Laplace:
P\left((B \cap C) \mid A\right) = \dfrac{5}{19}
- Significado:
P\left(B \mid \overline{A}\right) é a probabilidade de a segunda bola retirada ter número par, sabendo que a primeira bola retirada teve número ímpar. - Entre
1 e11 há5 números pares (2, 4, 6, 8, 10 ) e6 ímpares. - Casos possíveis: como a primeira bola não é reposta, restam
11-1 = 10 bolas. - Casos favoráveis: a bola retirada era ímpar, pelo que as
5 bolas pares continuam todas no saco. P\left(B \mid \overline{A}\right) = \dfrac{5}{10} = \dfrac{1}{2}
O terceiro dado dá-te diretamente
- Sejam
D : «pratica desporto» eR : «é rapariga».P(D) = 0{,}6 eP(R) = 0{,}4 . - «Metade dos praticantes são raparigas» é
P(R \mid D) = 0{,}5 , logoP(D \cap R) = P(D) \times P(R \mid D) = 0{,}6 \times 0{,}5 = 0{,}3 P(D \mid R) = \dfrac{0{,}3}{0{,}4} = 0{,}75
Se já sabes que saiu o
- Saber que saiu o número
5 determina que a bola é retirada da caixaA . - A caixa
A tem3 bolas, das quais2 são verdes. P(V \mid \text{sair o } 5) = \dfrac{2}{3} - Nota: a probabilidade de sair o
5 (que é\dfrac{1}{6} ) não entra no cálculo — já é dado que ocorreu.
Só há duas hipóteses para a bola transferida. Testa cada uma e vê qual delas dá
- Depois da transferência, a caixa
B passa a ter7+1 = 8 bolas. - Hipótese 1 — a bola transferida era azul: a caixa
B ficaria com5 azuis em8 bolas, logoP(\text{azul}) = \dfrac{5}{8} \neq \dfrac{1}{2} - Hipótese 2 — a bola transferida era verde: a caixa
B fica com4 azuis em8 bolas, logoP(\text{azul}) = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2} \;✓ - Como só a segunda hipótese é compatível com o valor dado, a bola transferida era verde.
\blacksquare
Chama
- Seja
P(A \cap B) = k , comk > 0 . ComoP(A) = P(B) , a regra da adição dáP(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) = 2P(A) - k - Do enunciado,
P(A \cup B) = 5k :5k = 2P(A) - k \Leftrightarrow 6k = 2P(A) \Leftrightarrow P(A) = 3k - Como
P(B) = P(A) = 3k :P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{k}{3k} = \dfrac{1}{3}
Como a caixa
\overline{M} significa que as duas bolas retiradas da caixa1 têm cores diferentes.- Como na caixa
1 só existe uma bola verde, essas duas bolas são obrigatoriamente uma verde e uma amarela. - Depois da transferência, a caixa
2 fica com1+2 = 3 bolas: duas verdes (a original e a transferida) e uma amarela. P\left(V \mid \overline{M}\right) = \dfrac{2}{3}
Lista os pares ordenados cuja soma é
- Saber que a soma foi
4 reduz o universo aos pares(1,3) ,(2,2) e(3,1) :3 casos possíveis. - Desses, apenas
(2,2) tem os dois números iguais:1 caso favorável. P = \dfrac{1}{3}
Se as três primeiras letras já saíram, restam apenas duas bolas no saco. De quantas maneiras podem sair?
- Sabendo que as três primeiras letras extraídas formaram TIM, restam no saco apenas as bolas com as letras O e R.
- Casos possíveis: as duas bolas podem sair por duas ordens — OR ou RO:
2!\; = 2 . - Casos favoráveis: apenas a ordem OR completa a palavra TIMOR:
1 . P = \dfrac{1}{2}
Compara a igualdade dada com a regra da adição. O que é que ela obriga
- A regra da adição diz que
P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) . - Comparando com
P(A \cup B) = P(A)+P(B) , conclui-se queP(A \cap B) = 0 : os acontecimentos são incompatíveis. P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0}{P(B)} = 0 - (o denominador não é nulo, por hipótese)
Que relação há entre
- Um número é múltiplo de
10 se e só se for par e múltiplo de5 , ou sejaC = A \cap B . - Pela regra do produto:
P(A \cap B) = P(A) \times P(B \mid A) \dfrac{3}{8} = P(A) \times \dfrac{15}{16} \Leftrightarrow P(A) = \dfrac{3}{8} \times \dfrac{16}{15} = \dfrac{48}{120} = \dfrac{2}{5}
Depois da primeira extração o saco cresce: conta quantas bolas ficam lá ao todo e quantas têm o número
- Significado:
P(B \mid A) é a probabilidade de a segunda bola retirada ter o número1 , sabendo que a primeira também teve o número1 . - Se saiu uma bola com o número
1 , ela é reposta e juntam-se mais10 bolas com o número1 . - Casos possíveis: o saco passa a ter
10+10 = 20 bolas. - Casos favoráveis: as bolas com o número
1 passam a ser4+10 = 14 . P(B \mid A) = \dfrac{14}{20} = \dfrac{7}{10}
Lista explicitamente os casos de
- Casos de
D (números iguais):(1,1) ,(2,2) ,(3,3) ,(4,4) ,(5,5) e(6,6) — o cubo só vai até6 . São6 casos. - Casos de
C (produto16 ):(2,8) e(4,4) —(8,2) é impossível porque o cubo não tem a face8 . São2 casos. P(C \mid D) : é a probabilidade de o produto ser16 , sabendo que os números são iguais. Dos6 casos deD , só(4,4) dá produto16 :P(C \mid D) = \dfrac{1}{6} P(D \mid C) : é a probabilidade de os números serem iguais, sabendo que o produto é16 . Dos2 casos deC , só(4,4) tem números iguais:P(D \mid C) = \dfrac{1}{2}
Condicionar a
- Alunos com
7 anos:2 rapazes+\;7 raparigas= 9 . É o número de casos possíveis. - Desses, são rapazes
2 . É o número de casos favoráveis. P(B \mid A) = \dfrac{2}{9} - Pela fórmula: o total de alunos é
25 , logoP(A \cap B) = \dfrac{2}{25} eP(A) = \dfrac{9}{25} , dondeP(B\mid A) = \dfrac{2/25}{9/25} = \dfrac{2}{9} ✓
Chama
- Significado:
P(B \mid A) é a probabilidade de a segunda bola extraída ser branca, sabendo que a primeira foi preta. - Seja
p o número inicial de bolas pretas. Depois de sair uma bola preta (que não é reposta), ficam na caixa10 brancas ep-1 pretas, num total de9+p bolas. P(B \mid A) = \dfrac{10}{9+p} = \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow 9+p = 20 \Leftrightarrow p = 11 - A caixa tinha inicialmente
11 bolas pretas.
«Todos praticam pelo menos um» dá-te
- Sejam
A : «pratica andebol» eB : «pratica basquetebol». Como todos praticam pelo menos um,P(A \cup B) = 1 . P(A \cap B) = P(A)+P(B)-P(A \cup B) = 0{,}5+0{,}7-1 = 0{,}2 P(B \mid A) = \dfrac{0{,}2}{0{,}5} = 0{,}4
O terceiro dado é condicionado a «ser português»: dele tiras a fração de raparigas portuguesas. Depois é uma diferença.
- Sejam
P : «é português» eF : «é do sexo feminino».P(P) = 0{,}25 eP(F) = 0{,}52 . - Dos portugueses,
\dfrac{3}{5} são rapazes, logo\dfrac{2}{5} = 0{,}4 são raparigas:P(P \cap F) = 0{,}25 \times 0{,}4 = 0{,}1 P\left(\overline{P} \cap F\right) = P(F) - P(P \cap F) = 0{,}52-0{,}10 = 0{,}42
Condicionar a
P(X \mid Y) = \dfrac{1}{2} significa que, de entre as figuras pretas, metade são quadrados. Basta olhar para as figuras pretas de cada opção.- (A) duas figuras pretas, ambas quadrados:
\dfrac{2}{2} = 1 ✗ - (B) duas figuras pretas, uma quadrado e uma círculo:
\dfrac{1}{2} ✓ - (C) três figuras pretas, uma delas quadrado:
\dfrac{1}{3} ✗ - (D) uma figura preta, que é quadrado:
\dfrac{1}{1} = 1 ✗
Escreve os dois acontecimentos como conjuntos de resultados e vê quantos elementos de
A = \{2,\,4,\,6\} eB = \{1,\,2,\,3\} .- Saber que ocorreu
A reduz o universo a3 resultados possíveis. - Desses, apenas o
2 pertence também aB :1 caso favorável. P(B \mid A) = \dfrac{1}{3} - Pela fórmula:
A \cap B = \{2\} , logoP(A \cap B) = \dfrac{1}{6} eP(A) = \dfrac{1}{2} , dondeP(B\mid A) = \dfrac{1/6}{1/2} = \dfrac{1}{3} ✓
Na segunda alínea, «pão de centeio» é o acontecimento contrário de «pão de trigo» dentro dos dias da Adelaide.
- Sejam
M : «vai o Manuel» eT : «traz pão de trigo».P(M) = 0{,}4 eP\left(\overline{M}\right) = 0{,}6 . - 1. Como
0{,}6 > 0{,}4 , é mais provável encontrar a Adelaide. - 2. Quando é a Adelaide, ela traz trigo em
20\% das vezes, logo centeio em80\% :P\left(\overline{M} \cap \overline{T}\right) = 0{,}6 \times 0{,}8 = 0{,}48
«Equiprováveis» aqui significa
- Da definição de probabilidade condicionada:
P(B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A \mid B)} = \dfrac{0{,}1}{0{,}25} = 0{,}4 - Da regra da adição,
P(A \cup B) = P(A)+P(B)-P(A \cap B) :0{,}8 = P(A) + 0{,}4 - 0{,}1 \Leftrightarrow P(A) = 0{,}5 P\left(\overline{A}\right) = 1 - 0{,}5 = 0{,}5 .- Como
P(A) = P\left(\overline{A}\right) = 0{,}5 , os dois acontecimentos são equiprováveis.\blacksquare
Condicionar a Rh− é olhar só para a segunda linha da tabela. Começa por somar essa linha.
- A linha do Rh− soma
6{,}5\% + 1{,}2\% + 0{,}4\% + 6{,}7\% = 14{,}8\% - Dentro dessa linha, o grupo A corresponde a
6{,}5\% . P\left(A \mid \text{Rh}^{-}\right) = \dfrac{6{,}5}{14{,}8} \approx 0{,}439 - Arredondando às unidades:
44\% .
Que faces são pares? Alguma delas é o
- Significado:
P(Y \mid X) é a probabilidade de sair bola verde, sabendo que saiu face par no lançamento do dado. - As faces pares são
2 ,4 e6 . Nenhuma delas é a face1 , pelo que a bola é necessariamente retirada da caixaB . - A caixa
B tem7 bolas, das quais6 são verdes. P(Y \mid X) = \dfrac{6}{7}
Chama
- Seja
p o número inicial de bolas pretas. Depois de sair uma bola verde (não reposta), restam5 verdes ep pretas, num total de5+p . \dfrac{p}{5+p} = \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow 2p = 5+p \Leftrightarrow p = 5
Quantas cartas são simultaneamente figura e de copas? E a primeira carta retirada afetou esse número?
- Significado: é a probabilidade de a segunda carta ser uma figura de Copas, sabendo que a primeira carta foi de Espadas.
- Casos possíveis: a primeira carta não é reposta, pelo que restam
52-1 = 51 cartas. - Casos favoráveis: as figuras de Copas são o Rei, a Dama e o Valete de Copas —
3 cartas. Como a primeira carta retirada foi de Espadas, nenhuma delas saiu. P\left((F_{2} \cap C_{2}) \mid E_{1}\right) = \dfrac{3}{51} = \dfrac{1}{17}
Identifica qual é a informação já conhecida («os dias em que vai de autocarro») — essa é a condição, e vai depois da barra.
- A frase restringe-se «aos dias em que vai de autocarro»: esse é o universo condicionante, ou seja,
A . - Dentro desse universo, a metade que chega atrasada corresponde a
B . - Logo, a tradução é
P(B \mid A) = 0{,}5 . - Cuidado: a opção (C),
P(A \mid B) , diria «metade dos dias em que chega atrasado foi de autocarro» — é diferente. E a (A) diria «em metade de todos os dias vai de autocarro e chega atrasado».
O terceiro dado é
- Sejam
V : «tem olhos verdes» eL : «tem cabelo louro».P(V) = \dfrac{1}{4},\quad P(L) = \dfrac{1}{3},\quad P(V \mid L) = \dfrac{1}{2} P(L \cap V) = \dfrac{1}{3} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{6} .P\left(\overline{L} \cap V\right) = P(V) - P(L \cap V) = \dfrac{1}{4}-\dfrac{1}{6} = \dfrac{3-2}{12} = \dfrac{1}{12} .P\left(\overline{L}\right) = 1-\dfrac{1}{3} = \dfrac{2}{3} .P\left(\overline{L} \cap \overline{V}\right) = \dfrac{2}{3}-\dfrac{1}{12} = \dfrac{8-1}{12} = \dfrac{7}{12}
Os
- Sejam
I : «escolheu Inglês» eA : «escolheu Alemão». Do enunciado,P(I) = 0{,}25 eP(I \cap A) = 0{,}10 . P(A \mid I) = \dfrac{P(I \cap A)}{P(I)} = \dfrac{0{,}10}{0{,}25} = \dfrac{2}{5}
Se saiu
- Se ocorreu
A , foram retiradas5 bolas brancas, pelo que fica6-5 = 1 bola branca na caixa. - Seja
k o número saído no segundo lançamento: colocam-sek bolas pretas na caixa. B ocorre quando1 < k , ou sejak \in \{2,\,3,\,4,\,5,\,6\} .- Casos possíveis:
6 (as faces do dado no segundo lançamento). Casos favoráveis:5 . P(B \mid A) = \dfrac{5}{6}
Se os dois primeiros nomes já são de raparigas, o que falta é apenas o terceiro. Quantas folhas restam no saco e quantas são de raparigas?
- Significado: é a probabilidade de a comissão ser formada só por raparigas, sabendo que o presidente e o tesoureiro já são raparigas.
- Nessas condições, só falta o terceiro nome: a comissão é só de raparigas se e só se o terceiro nome for também de uma rapariga.
- Casos possíveis: saíram já duas folhas, pelo que restam
25-2 = 23 folhas no saco. - Casos favoráveis: das
15 raparigas, duas já saíram, pelo que restam13 . P\left(C \mid (A \cap B)\right) = \dfrac{13}{23}
Falta-te
P(B) = P(A \cup B) - P(A) + P(A \cap B) = 0{,}8-0{,}6+0{,}1 = 0{,}3 P(A \mid B) = \dfrac{0{,}1}{0{,}3} = \dfrac{1}{3}
Constrói a tabela de dupla entrada com as três informações. A segunda alínea é a mesma tabela, mas condicionada à coluna do alarme.
- Sejam
A : «tem alarme» eR : «tem rádio».P(A \cap R) = 0{,}15,\quad P\left(\overline{A} \cap \overline{R}\right) = 0{,}20,\quad P(A) = 0{,}45 - 1.
P\left(\overline{A}\right) = 1-0{,}45 = 0{,}55 , logoP\left(\overline{A} \cap R\right) = P\left(\overline{A}\right) - P\left(\overline{A} \cap \overline{R}\right) = 0{,}55-0{,}20 = 0{,}35 - 2. Agora o universo é apenas os automóveis com alarme:
P(R \mid A) = \dfrac{P(A \cap R)}{P(A)} = \dfrac{0{,}15}{0{,}45} = \dfrac{1}{3}
«Pelo menos uma não ser de espadas» é o contrário de «as duas serem de espadas» — e essa é muito mais fácil de calcular.
- Sejam
E_{1} : «a primeira carta é de espadas» eE_{2} : «a segunda carta é de espadas». - O acontecimento pedido é o contrário de
E_{1} \cap E_{2} :P\left(\overline{E_{1} \cap E_{2}}\right) = 1 - P(E_{1}) \times P(E_{2} \mid E_{1}) P(E_{1}) = \dfrac{13}{52} = \dfrac{1}{4} . Retirada uma carta de espadas, restam12 espadas em51 cartas:P(E_{2} \mid E_{1}) = \dfrac{12}{51} .1 - \dfrac{1}{4} \times \dfrac{12}{51} = 1 - \dfrac{12}{204} = 1 - \dfrac{1}{17} = \dfrac{16}{17}
É a regra da probabilidade total: o iogurte ou está dentro do prazo, ou está fora — e há uma probabilidade de estar estragado em cada caso.
- Sejam
V : «está dentro do prazo de validade» eE : «está estragado». P(V) = \dfrac{8}{10} = 0{,}8 eP\left(\overline{V}\right) = 0{,}2 .P(V \cap E) = 0{,}8 \times 0{,}005 = 0{,}004 .P\left(\overline{V} \cap E\right) = 0{,}2 \times 0{,}65 = 0{,}13 .- Pela regra da probabilidade total:
P(E) = 0{,}004 + 0{,}13 = 0{,}134
Aplica a definição com
- Pela definição de probabilidade condicionada, com
B = A :P(A \mid A) = \dfrac{P(A \cap A)}{P(A)} A \cap A = A , logoP(A \mid A) = \dfrac{P(A)}{P(A)} = 1 - (faz sentido: se já se sabe que
A ocorreu, é certo queA ocorre). Note-se queA é possível, pelo queP(A) \neq 0 e a divisão é legítima.
A probabilidade condicionada já parte do princípio de que a primeira bola saiu branca — não voltes a multiplicar por
- Sabendo que a primeira bola retirada foi branca e não foi reposta, restam na caixa
4 brancas e5 pretas, num total de9 . P(B_{2} \mid B_{1}) = \dfrac{4}{9} - Cuidado com a opção (A):
\dfrac{1}{2} \times \dfrac{4}{9} éP(B_{1} \cap B_{2}) , e não a probabilidade condicionada.
Os dois primeiros lançamentos já aconteceram: o que resta decidir são apenas o terceiro e o quarto.
- Como os dois primeiros resultados já estão fixados (
1 e2 , que são diferentes), só interessam o terceiro e o quarto lançamentos. - Casos possíveis:
6 \times 6 = 6^{2} resultados para esses dois lançamentos. - Casos favoráveis: o terceiro número tem de ser diferente de
1 e de2 —4 hipóteses; o quarto tem de ser diferente desses três —3 hipóteses. Total:4 \times 3 . P = \dfrac{4 \times 3}{6^{2}}
Depois de sair uma bola par que não foi reposta, atualiza os dois números: quantas bolas ficam e quantas dessas são pares.
- Entre
1 e12 há6 números pares. - Saiu uma bola par que não foi reposta, pelo que restam na urna
11 bolas, das quais5 são pares. P = \dfrac{5}{11} - Nota: a opção (C) esquece-se de tirar a bola do total; a (A) ignora por completo a informação dada.
A caixa
- Significado.
P(B \mid A) é a probabilidade de as duas bolas retiradas da caixa2 serem da mesma cor, sabendo que as duas bolas transferidas da caixa1 eram da mesma cor. - Conteúdo da caixa
2 depois deA . A caixa1 tem apenas uma bola branca, pelo que duas bolas da mesma cor retiradas dela são forçosamente as duas pretas. Assim, a caixa2 passa a ter3 bolas brancas e4+2 = 6 bolas pretas, num total de9 bolas. - Casos possíveis: escolher
2 das9 bolas da caixa2 , sem ordem —{}^{9}C_{2} = 36 . - Casos favoráveis: as duas brancas (
{}^{3}C_{2} = 3 ) ou as duas pretas ({}^{6}C_{2} = 15 ) —3+15 = 18 . P(B \mid A) = \dfrac{{}^{3}C_{2} + {}^{6}C_{2}}{{}^{9}C_{2}} = \dfrac{18}{36} = \dfrac{1}{2}
Sabendo que a Maria e o Manuel já estão no grupo, quantos alunos faltam escolher — e de entre quantos?
- Significado.
P(B \mid A) é a probabilidade de o grupo ficar com dois rapazes e três raparigas, sabendo que a Maria e o Manuel foram escolhidos. - Regra de Laplace. Como todos os alunos têm a mesma probabilidade de serem escolhidos, a probabilidade é o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
- Casos possíveis. Sabendo que a Maria e o Manuel estão no grupo, faltam escolher
5-2 = 3 alunos de entre os27-2 = 25 restantes, sem ordem:{}^{25}C_{3} . - Casos favoráveis. O grupo já tem um rapaz (o Manuel) e uma rapariga (a Maria). Para ficar com dois rapazes e três raparigas, dos três alunos que faltam um tem de ser rapaz e dois raparigas.
- Restam
17-1 = 16 rapazes e10-1 = 9 raparigas, pelo que há16 \times {}^{9}C_{2} maneiras de completar o grupo. P(B \mid A) = \dfrac{16 \times {}^{9}C_{2}}{{}^{25}C_{3}} = \dfrac{16 \times 36}{2300} = \dfrac{144}{575} \approx 0{,}25
A caixa
- Significado.
P(B \mid A) é a probabilidade de as duas bolas retiradas da caixa2 serem de cores diferentes, sabendo que as três bolas transferidas da caixa1 eram da mesma cor. - Conteúdo da caixa
2 depois deA . A caixa1 só tem duas bolas pretas, pelo que três bolas da mesma cor são forçosamente as três verdes. A caixa2 fica então com2 bolas pretas e1+3 = 4 verdes —6 bolas ao todo. - Casos possíveis:
{}^{6}C_{2} = 15 . - Casos favoráveis: uma preta e uma verde —
2 \times 4 = 8 . P(B \mid A) = \dfrac{8}{15}
A informação «as moedas são iguais» restringe o espaço de resultados: passa a considerar apenas os pares de moedas iguais.
- A quantia é de
2 euros exatamente quando as duas moedas são de1 euro. Trata-se, portanto, de uma probabilidade condicionada: sabendo que as moedas são iguais, qual a probabilidade de serem as duas de1 euro? - Casos possíveis (moedas iguais). Duas de
1 euro:{}^{2}C_{2} = 1 . Duas de50 cêntimos:{}^{4}C_{2} = 6 . Ao todo,7 pares de moedas iguais. - Casos favoráveis: o único par formado pelas duas moedas de
1 euro. P = \dfrac{1}{1+6} = \dfrac{1}{7}
P(B) = P(X>6) = P(X>\mu) = 0{,}5 .A \cap B corresponde a6 < X < 7 :P(A \cap B) = P(X>6) - P(X>7) = 0{,}5 - 0{,}1 = 0{,}4 P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0{,}4}{0{,}5} = \dfrac{4}{5}
Começa pelo segundo membro:
- Como
P(X) \neq 0 , a definição de probabilidade condicionada dáP(X) \times P(Y \mid X) = P(X) \times \dfrac{P(X \cap Y)}{P(X)} = P(X \cap Y) - O segundo membro escreve-se então, usando
P\left(\overline{X}\right) = 1 - P(X) :P(X \cap Y) + 1 - P(X) - P(Y) - Quanto ao primeiro membro, pelas leis de De Morgan
\overline{X} \cap \overline{Y} = \overline{X \cup Y} , pelo queP\left(\overline{X} \cap \overline{Y}\right) = 1 - P(X \cup Y) = 1 - \left(P(X) + P(Y) - P(X \cap Y)\right) = 1 - P(X) - P(Y) + P(X \cap Y) - Os dois membros coincidem. ∎
Distribui
- Primeira parcela. Distribuindo e usando
P(A) \times P(B \mid A) = P(A \cap B) :P(A)\left[P(B \mid A) - 1\right] = P(A \cap B) - P(A) - Segunda parcela. Pelas leis de De Morgan,
\overline{A} \cup \overline{B} = \overline{A \cap B} , pelo queP\left(\overline{A} \cup \overline{B}\right) = 1 - P(A \cap B) - Somando:
P(A \cap B) - P(A) + 1 - P(A \cap B) = 1 - P(A) = P\left(\overline{A}\right) ∎
A primeira parcela subtraída é
- Pela definição de probabilidade condicionada,
P(A \mid B) \times P(B) = P(A \cap B) . O primeiro membro escreve-se então1 - P(A \cap B) - P\left(A \cap \overline{B}\right) - Ora
A = (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right) , e estes dois acontecimentos são incompatíveis, pelo queP(A \cap B) + P\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A) - Logo
1 - P(A \cap B) - P\left(A \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A) = P\left(\overline{A}\right) ∎
Põe
- Primeiro membro. Pondo
P(A \mid B) em evidência:P(A \mid B)\left(1 - P\left(\overline{B}\right)\right) - Como
1 - P\left(\overline{B}\right) = P(B) , obtém-se, pela definição de probabilidade condicionada,P(A \mid B) \times P(B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} \times P(B) = P(A \cap B) - Segundo membro. Do mesmo modo,
P(A) \times P(B \mid A) = P(A) \times \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = P(A \cap B) - Os dois membros são iguais a
P(A \cap B) . ∎
A primeira parte do primeiro membro é simplesmente
- Como
P\left(\overline{A \cup B}\right) = 1 - P(A \cup B) , a primeira parte do primeiro membro é1 - \left(1 - P(A \cup B)\right) = P(A \cup B) - Pela definição de probabilidade condicionada,
P(A \mid B) \times P(B) = P(A \cap B) . - O primeiro membro fica então
P(A \cup B) + P(A \cap B) - Substituindo
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) :P(A) + P(B) - P(A \cap B) + P(A \cap B) = P(A) + P(B) ∎
O numerador é a probabilidade de um acontecimento bem conhecido. E do lado direito,
- Numerador. O acontecimento
\overline{B} decompõe-se na reunião de dois acontecimentos incompatíveis:\overline{B} = \left(A \cap \overline{B}\right) \cup \left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) dondeP\left(\overline{B}\right) - P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = P\left(A \cap \overline{B}\right) . - O primeiro membro é, portanto,
\dfrac{P\left(A \cap \overline{B}\right)}{P(A)} = P\left(\overline{B} \mid A\right) - Segundo membro. Fixado
A comP(A) > 0 , a probabilidade condicionada é uma probabilidade, pelo queP\left(\overline{B} \mid A\right) = 1 - P(B \mid A) . - Os dois membros coincidem. ∎
A última parcela é
- Segundo membro. Pela definição de probabilidade condicionada,
P(A \mid B) \times P(B) = P(A \cap B) . Usando aindaP\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A) :1 - P(A) - P(B) + P(A \cap B) - Primeiro membro. Pelas leis de De Morgan,
\overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B} , pelo queP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - P(A \cup B) = 1 - P(A) - P(B) + P(A \cap B) - Os dois membros coincidem. ∎
Aplica as leis de De Morgan ao primeiro membro; o produto do segundo é uma probabilidade de interseção.
- Primeiro membro. Pelas leis de De Morgan,
\overline{E_{1}} \cup \overline{E_{2}} = \overline{E_{1} \cap E_{2}} , pelo queP\left(\overline{E_{1}} \cup \overline{E_{2}}\right) = 1 - P(E_{1} \cap E_{2}) - Segundo membro. Como
E_{1} é possível,P(E_{1}) \neq 0 e a definição de probabilidade condicionada dáP(E_{1}) \times P(E_{2} \mid E_{1}) = P(E_{1}) \times \dfrac{P(E_{1} \cap E_{2})}{P(E_{1})} = P(E_{1} \cap E_{2}) - Logo o segundo membro é também
1 - P(E_{1} \cap E_{2}) . ∎
Acontecimentos independentes
Independentes e incompatíveis são conceitos diferentes — e, para acontecimentos possíveis, incompatíveis.
- Identificar que
A eB , comP(A) > 0 eP(B) > 0 , são independentes quando a ocorrência de um não altera a probabilidade do outro:P(A \mid B) = P(A) ouP(B \mid A) = P(B) . - Reconhecer que outra definição equivalente é
P(A \cap B) = P(A) \times P(B) .
Lançam-se três moedas equilibradas. Com
Considera
Calculando a condicionada,
Saber que saiu euro na primeira moeda não altera a probabilidade do que acontece nas outras duas. Diz-se que
Dois acontecimentos
Se
- Independentes:
P(A \cap B) = P(A)P(B) — as probabilidades não se influenciam. - Incompatíveis:
A \cap B = \varnothing — não podem ocorrer ao mesmo tempo. - No exemplo das três moedas,
A eB são independentes mas não incompatíveis:A \cap B = \{EEE\} \neq \varnothing . - A incompatibilidade vê-se num diagrama de Venn; a independência não — depende dos valores das probabilidades, não do desenho.
Se
- Se são incompatíveis, saber que um ocorreu diz-nos que o outro não ocorreu — é a maior dependência possível.
- Extrair bolas com reposição dá acontecimentos independentes; sem reposição, não.
- Uma moeda não tem memória: lançamentos sucessivos são sempre independentes.
Sabe-se que
- Da propriedade da reunião,
P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}4 + 0{,}5 - 0{,}7 = 0{,}2 . - Por outro lado,
P(A) \times P(B) = 0{,}4 \times 0{,}5 = 0{,}2 . - Como os dois valores coincidem,
A eB são independentes. - Confirmação pela condicionada:
P(A \mid B) = \dfrac{0{,}2}{0{,}5} = 0{,}4 = P(A) ✓Não se decide pela leitura de um diagrama: calcula-seP(A \cap B) e compara-se com o produto.
Python Testar se dois acontecimentos são independentes
from itertools import product
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
p = lambda c: len([x for x in S if c(x)]) / len(S)
A = lambda x: x[0] % 2 == 0
B = lambda x: x[1] == 6
print('P(A) =', p(A))
print('P(B) =', p(B))
print('P(A e B) =', p(lambda x: A(x) and B(x)))
print('P(A)*P(B) =', p(A) * p(B))
# A e B sao independentes quando P(A e B) = P(A) * P(B).
# O programa calcula os dois lados e deixa-te comparar.
from itertools import product
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
p = lambda c: len([x for x in S if c(x)]) / len(S)
A = lambda x: x[0] % 2 == 0 # o primeiro dado da' par
B = lambda x: x[1] == 6 # o segundo dado da' 6
print('P(A) =', p(A))
print('P(B) =', p(B))
print('P(A e B) =', p(lambda x: A(x) and B(x)))
print('P(A)*P(B) =', p(A) * p(B)) # iguais: sao independentes
Agora troca lambda x: x[0] + x[1] == 7 e volta a correr. Continuam iguais — independência não quer dizer «sem relação nenhuma».
Exercícios propostos
Exercícios sobre independência — em particular sobre quando ela não se verifica.
Em cada caso, verifica se os acontecimentos
a)
Lança-se uma moeda equilibrada três vezes.
a) Determina a probabilidade de sair face nacional nos três lançamentos.b) Sabendo que os dois primeiros lançamentos deram face nacional, determina a probabilidade de o terceiro também dar.
Num saco há 4 bolas brancas e 6 pretas. Extraem-se duas bolas, uma a seguir à outra. Seja
a) Com reposição, determina
Sejam
a) Determina
Um atirador acerta no alvo com probabilidade
a) Determina a probabilidade de falhar os quatro.b) Determina a probabilidade de acertar pelo menos uma vez.c) Quantos disparos são precisos para que a probabilidade de acertar pelo menos uma vez ultrapasse
Sejam
Determina
Um circuito tem dois componentes que funcionam de forma independente. O primeiro funciona com probabilidade
a) Ligados em série, o circuito só funciona se os dois funcionarem. Determina a probabilidade de o circuito funcionar.b) Ligados em paralelo, basta que um funcione. Determina a probabilidade de o circuito funcionar.
Sejam
Mostra que não são independentes os acontecimentos:
a)
Sejam
Mostra que
Sejam
- (A)Se
A eB são incompatíveis, então são independentes. - (B)Se
A eB são independentes, então são incompatíveis. - (C)Se
A eB são incompatíveis, então não são independentes. - (D)Ser incompatível e ser independente é a mesma coisa.
São independentes quando
- a)
0{,}4 \times 0{,}5 = 0{,}2 ✓ — são independentes. - b)
0{,}6 \times 0{,}3 = 0{,}18 \neq 0{,}2 — não são. - c)
0{,}25 \times 0{,}8 = 0{,}2 ✓ — são independentes.A independência não se vê no enunciado: verifica-se com a igualdade. Dois acontecimentos podem parecer «sem relação» e não ser independentes, e ao contrário.
Os lançamentos são independentes: a moeda não guarda memória do que saiu antes.
- a)
\dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{8} . - b)
\dfrac{1}{2} : a informação sobre os dois primeiros não altera o terceiro.É a mesma ideia da falácia do jogador, da secção 2, agora escrita com a definição de independência.
Com reposição o saco volta ao estado inicial; sem reposição, não.
- a)
P(A) = P(B) = \dfrac{4}{10} = 0{,}4 eP(A \cap B) = 0{,}4 \times 0{,}4 = 0{,}16 = P(A)P(B) : são independentes. - b) Sem reposição, depois de sair branca ficam 3 brancas em 9:
P(B \mid A) = \dfrac{3}{9} = \dfrac{1}{3} . - Como
P(B \mid A) = \frac{1}{3} \neq 0{,}4 = P(B) , não são independentes.É a diferença que decide tudo nestes enunciados. Procura sempre a palavra «reposição» antes de começar a calcular.
A independência serve para calcular a interseção; a partir daí valem as propriedades da secção 6.
- a)
P(A \cap B) = 0{,}3 \times 0{,}4 = 0{,}12 . - b)
P(A \cup B) = 0{,}3 + 0{,}4 - 0{,}12 = 0{,}58 . - c)
P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 1 - 0{,}58 = 0{,}42 . - Confirmação:
\overline{A} e\overline{B} também são independentes, e0{,}7 \times 0{,}6 = 0{,}42 ✓Erro clássico: usarP(A \cup B) = P(A) + P(B) por serem independentes. Isso vale para incompatíveis — que é uma coisa completamente diferente.
«Pelo menos um» pede o contrário: «nenhum». Em c), resolve a inequação com logaritmos.
- a)
0{,}3^{4} = 0{,}0081 . - b)
1 - 0{,}0081 = 0{,}9919 . - c)
1 - 0{,}3^{n} > 0{,}999 \Leftrightarrow 0{,}3^{n} < 0{,}001 \Leftrightarrow n > \dfrac{\ln 0{,}001}{\ln 0{,}3} \approx 5{,}74 . - São precisos 6 disparos.Confirmação:
0{,}3^{5} = 0{,}00243 (ainda não chega) e0{,}3^{6} = 0{,}000729 ✓
Escreve a fórmula da reunião e substitui a interseção pelo produto. Fica uma equação numa só incógnita.
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A)P(B) , por serem independentes.0{,}55 = 0{,}25 + P(B) - 0{,}25\,P(B) \Leftrightarrow 0{,}3 = 0{,}75\,P(B) .P(B) = \dfrac{0{,}3}{0{,}75} = 0{,}4 .- Confirmação:
0{,}25 + 0{,}4 - 0{,}1 = 0{,}55 ✓Há um atalho elegante:1 - P(A \cup B) = P\left(\overline{A}\right)P\left(\overline{B}\right) , ou seja0{,}45 = 0{,}75 \times P\left(\overline{B}\right) , dandoP\left(\overline{B}\right) = 0{,}6 de imediato.
Em série é uma interseção; em paralelo é uma reunião — e essa calcula-se melhor pelo contrário.
- a)
0{,}9 \times 0{,}8 = 0{,}72 . - b) Falham os dois com probabilidade
0{,}1 \times 0{,}2 = 0{,}02 , logo o circuito funciona com probabilidade1 - 0{,}02 = 0{,}98 .Em série o circuito é menos fiável do que qualquer componente; em paralelo é mais fiável do que ambos. É a razão de ser da redundância na engenharia.
Decompõe
- Os acontecimentos
A \cap B eA \cap \overline{B} são disjuntos e a sua reunião éA , logoP\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A) - P(A \cap B) - Como
A eB são independentes,P(A \cap B) = P(A)P(B) , e portantoP\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A) - P(A)P(B) = P(A)\bigl[1 - P(B)\bigr] - Ora
1 - P(B) = P\left(\overline{B}\right) , dondeP\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A)\,P\left(\overline{B}\right) . - É exatamente a condição de independência entre
A e\overline{B} . ∎Repetindo o argumento, também\overline{A} e\overline{B} são independentes. É por isso que, em b) do exercício da reunião, se pôde escrever0{,}7 \times 0{,}6 .
Se forem incompatíveis, quanto vale
- Se
A eB são incompatíveis,P(A \cap B) = 0 . - Se fossem independentes, ter-se-ia
P(A \cap B) = P(A)P(B) , que é um produto de dois números não nulos — logo não nulo. - As duas coisas não podem valer ao mesmo tempo: acontecimentos possíveis e incompatíveis nunca são independentes.
- Opção (C).Faz sentido: se
A eB são incompatíveis, saber queA ocorreu diz-nos tudo sobreB — que não ocorreu. Longe de não informar, informa por completo.
Em ambos os casos, compara
- a) De
0 < P(A) < 1 resulta0 < P\left(\overline{A}\right) < 1 , pelo queP(A) \times P\left(\overline{A}\right) \neq 0 - Por outro lado,
A \cap \overline{A} = \varnothing , dondeP\left(A \cap \overline{A}\right) = 0 . - Como
P\left(A \cap \overline{A}\right) \neq P(A) \times P\left(\overline{A}\right) , os acontecimentos não são independentes. ∎ - b) Como
B \subset A , tem-seA \cap B = B e, portanto,P(A \cap B) = P(B) . - Se fossem independentes, viria
P(B) = P(A) \times P(B) , ou seja,P(B)\left[1-P(A)\right] = 0 , o que obrigaria aP(B) = 0 ouP(A) = 1 . - Ora, por hipótese,
0<P(B) eP(A)<1 . Logo a igualdade é impossível e os acontecimentos não são independentes. ∎ - Leitura: um acontecimento contido noutro nunca é independente dele, a não ser nos casos degenerados de probabilidade
0 ou1 .
Lança-se um dado cúbico equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6. Considera os acontecimentos
Averigua se
De dois acontecimentos
a) Determina
Independentes se e só se
A = \{2, 4, 6\} , logoP(A) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2} .B = \{3, 6\} , logoP(B) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} .A \cap B = \{6\} , logoP(A \cap B) = \dfrac{1}{6} .- Ora
P(A) \times P(B) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{6} = P(A \cap B) : os acontecimentos são independentes.Saber que saiu par não altera em nada a probabilidade de ser múltiplo de 3 — e vice-versa. É uma coincidência aritmética deste dado, não uma regra.
A alínea a) sai da fórmula da reunião; a b) é uma verificação de uma igualdade.
P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}5 + 0{,}4 - 0{,}7 = 0{,}2 P(A) \times P(B) = 0{,}5 \times 0{,}4 = 0{,}2 - Como
P(A \cap B) = P(A) \times P(B) , os acontecimentos são independentes.Cuidado com a confusão mais comum do capítulo: independentes não é o mesmo que incompatíveis. AquiP(A \cap B) = 0{,}2 \neq 0 , ou seja, podem ocorrer em simultâneo.
«Pelo menos um» pede o acontecimento contrário: nenhum frequentar Matemática A.
- Casos possíveis: escolher
3 dos25 alunos, sem ordem —{}^{25}C_{3} = 2300 . - O acontecimento contrário de «pelo menos um frequenta Matemática A» é «nenhum frequenta Matemática A», isto é, os três são escolhidos de entre os
25-10 = 15 que não a frequentam:{}^{15}C_{3} = 455 . P = 1 - \dfrac{{}^{15}C_{3}}{{}^{25}C_{3}} = 1 - \dfrac{455}{2300} = 1 - \dfrac{91}{460} = \dfrac{369}{460}
Começa por construir a tabela: quantos rapazes e raparigas há, e quantos de cada idade. Só depois contas os grupos.
- Composição da turma. Rapazes:
0{,}64 \times 25 = 16 ; raparigas:25-16 = 9 . - Rapazes com
17 anos:\dfrac{3}{4} \times 16 = 12 ; com18 anos:4 . Raparigas com18 anos:\dfrac{1}{3} \times 9 = 3 ; com17 anos:6 . - Ao todo:
12+6 = 18 alunos com17 anos e4+3 = 7 com18 anos. - Casos possíveis:
{}^{25}C_{6} = 177\,100 grupos de seis. - Casos favoráveis. A Isabel e o José estão fixados. Falta escolher mais um aluno com
17 anos, de entre os18-2 = 16 restantes ({}^{16}C_{1} = 16 ), e três alunos com18 anos de entre7 ({}^{7}C_{3} = 35 ):16 \times 35 = 560 P = \dfrac{560}{177\,100} = \dfrac{4}{1265} \approx 0{,}003
Exercícios de Exame · Acontecimentos independentes
Trinta itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre independência. Independente não é o mesmo que incompatível — e é essa confusão que a maior parte destes itens põe à prova.
Lançou-se três vezes ao ar uma moeda equilibrada, tendo saído sempre a face coroa.
Qual é a probabilidade de, num quarto lançamento, sair a face cara?
- (A)
\dfrac{1}{4} - (B)
\dfrac{1}{2} - (C)
\dfrac{2}{3} - (D)
\dfrac{3}{4}
Lança-se sucessivas vezes uma moeda equilibrada.
Qual é a probabilidade de serem necessários pelo menos três lançamentos até sair a face nacional?
- (A)
\dfrac{1}{2} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{1}{8} - (D)
\dfrac{1}{16}
Um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6, é lançado três vezes.
Qual é a probabilidade de saírem três números ímpares?
- (A)
\dfrac{1}{27} - (B)
\dfrac{1}{8} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
O António escolhe, ao acaso, uma página de um jornal de oito páginas. A Ana escolhe, ao acaso, uma página de uma revista de quarenta páginas.
Qual é a probabilidade de ambos escolherem a página 5?
- (A)
\dfrac{1}{320} - (B)
\dfrac{3}{20} - (C)
\dfrac{1}{48} - (D)
\dfrac{5}{48}
Lança-se duas vezes um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6.
Qual é a probabilidade de sair face 6 em exatamente um dos dois lançamentos?
- (A)
\dfrac{1}{36} - (B)
\dfrac{5}{36} - (C)
\dfrac{1}{18} - (D)
\dfrac{5}{18}
Considera uma caixa com nove bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de 1 a 9, e um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6. Lança-se o dado e tira-se, ao acaso, uma bola da caixa.
Qual é a probabilidade de os números saídos serem ambos menores que 4?
- (A)
\dfrac{1}{9} - (B)
\dfrac{1}{6} - (C)
\dfrac{5}{27} - (D)
\dfrac{5}{54}
Dois atiradores, o António e o Belmiro, disparam simultaneamente sobre um alvo. A probabilidade de o António acertar é
Qual é a probabilidade de o alvo ser atingido?
- (A)
0{,}86 - (B)
0{,}88 - (C)
0{,}90 - (D)
0{,}92
Lança-se um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6, três vezes.
Qual é a probabilidade de a face 6 sair, pela primeira vez, precisamente no terceiro lançamento? Apresenta o resultado sob a forma de percentagem, arredondado às décimas.
Numa caixa existem cinco bolas brancas e três bolas pretas. Ao acaso, tiram-se sucessivamente duas bolas da caixa, não repondo a primeira antes de retirar a segunda.
Utilizando a propriedade «
Seja
Prova que
Sejam
Determina o valor de
Considera todos os números de três algarismos que se podem formar com os algarismos
Sejam
Averigua se
Sabe-se que, se
Num frigorífico há um certo número de iogurtes e um certo número de sumos. Tiram-se do frigorífico, ao acaso, um iogurte e um sumo. A probabilidade de o iogurte ser de pêssego é
Utilizando a expressão
Considera um espaço de resultados finito
Mostra que a probabilidade de não ocorrer
Num torneio de tiro ao alvo, o João tem de atirar quatro vezes. Em cada tiro, a probabilidade de acertar no alvo é
Qual é a probabilidade de o João acertar sempre no alvo, nas quatro vezes em que tem de atirar?
- (A)
0{,}0016 - (B)
0{,}0064 - (C)
0{,}0819 - (D)
0{,}4096
Na figura está representada a planificação de um dado equilibrado. Conforme se observa, existem três números em cada face. Lança-se este dado uma só vez e observam-se os números da face que fica voltada para cima; diz-se então que saíram esses três números.
Sejam
Os acontecimentos
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}6 - (B)
0{,}7 - (C)
0{,}8 - (D)
0{,}9
A Ana e a Joana vão acampar. Seja
Determina a probabilidade de pelo menos uma das amigas telefonar à mãe. Apresenta o resultado em percentagem.
A Ana dispõe de sete cartas todas diferentes: o ás, o rei, a dama e o valete de espadas, e o rei, a dama e o valete de copas. Introduz as sete cartas num saco e retira uma ao acaso.
Sejam
Seja
Qual das seguintes afirmações é necessariamente verdadeira?
- (A)
P(A)+P(B) = 1 - (B)
P(A \cup B) = P(A)+P(B) - (C)
P(A) \neq P(B) - (D)
P(B \mid A) = P(B)
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}63 - (B)
0{,}657 - (C)
0{,}073 - (D)
0{,}7
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{5}{14} - (B)
\dfrac{9}{14} - (C)
\dfrac{9}{20} - (D)
\dfrac{11}{20}
Seja
Mostra que, se
Sejam
Averigua se os acontecimentos
Na figura está representado, num referencial o.n.
Considera a experiência aleatória que consiste em escolher, ao acaso, um dos vértices do octaedro. Sejam
Averigua se os acontecimentos
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}08 - (B)
0{,}12 - (C)
0{,}2 - (D)
0{,}6
Seja
A e\overline{A} são acontecimentos equiprováveis;A eB são acontecimentos independentes.
Mostra que
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
0{,}42 - (B)
0{,}40 - (C)
0{,}38 - (D)
0{,}36
Sejam
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{4} - (B)
\dfrac{3}{4} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{2}{3}
Seja
Mostra que
Equiprováveis quer dizer
P(A \cap B) = 1 - \dfrac{8}{9} = \dfrac{1}{9} - Sendo independentes e equiprováveis,
P(A \cap B) = P(A)P(B) = p^{2} . p^{2} = \dfrac{1}{9} \Leftrightarrow p = \dfrac{1}{3} (a raiz negativa é de rejeitar).
Escreve a fórmula da reunião com
P(A \cup B) = p + p - p^{2} = 2p - p^{2} 2p - p^{2} = 0{,}64 \Leftrightarrow p^{2} - 2p + 0{,}64 = 0 p = \dfrac{2 \pm \sqrt{4 - 2{,}56}}{2} = \dfrac{2 \pm 1{,}2}{2} , ou sejap = 0{,}4 oup = 1{,}6 .- Como uma probabilidade não excede 1,
P(A) = 0{,}4 .
Se
P\left(\overline{A}\right) = 1 - 0{,}4 = 0{,}6 - Da independência,
P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = P\left(\overline{A}\right) \times P\left(\overline{B}\right) . 0{,}48 = 0{,}6 \times P\left(\overline{B}\right) \Leftrightarrow P\left(\overline{B}\right) = 0{,}8 P(B) = 1 - 0{,}8 = 0{,}2
Calcula
P(B) = 1 - 0{,}6 = 0{,}4 - Por De Morgan,
\overline{A} \cap \overline{B} = \overline{A \cup B} , logoP(A \cup B) = 1 - 0{,}4 = 0{,}6 . P(A \cap B) = P(A) + P(B) - P(A \cup B) = 0{,}3 + 0{,}4 - 0{,}6 = 0{,}1 P(A) \times P(B) = 0{,}3 \times 0{,}4 = 0{,}12 - Como
0{,}1 \neq 0{,}12 , os acontecimentos não são independentes.
Escreve a reunião com
P(A) = 1 - \dfrac{7}{10} = \dfrac{3}{10} P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A)P(B) \dfrac{3}{4} = \dfrac{3}{10} + P(B)\left(1 - \dfrac{3}{10}\right) P(B) \times \dfrac{7}{10} = \dfrac{3}{4} - \dfrac{3}{10} = \dfrac{9}{20} P(B) = \dfrac{9}{20} \times \dfrac{10}{7} = \dfrac{9}{14}
O mesmo método do item anterior: reunião com a interseção substituída pelo produto.
P(A) = 1 - 0{,}9 = 0{,}1 0{,}73 = 0{,}1 + P(B) - 0{,}1\,P(B) = 0{,}1 + 0{,}9\,P(B) P(B) = \dfrac{0{,}63}{0{,}9} = 0{,}7
Conta quantas cartas cumprem cada condição e quantas cumprem as duas. Depois compara
- Há 7 cartas ao todo. De espadas há 4, logo
P(A) = \dfrac{4}{7} . - Reis há dois — o de espadas e o de copas — logo
P(B) = \dfrac{2}{7} . A \cap B é «o rei de espadas», uma só carta:P(A \cap B) = \dfrac{1}{7} = \dfrac{7}{49} .P(A) \times P(B) = \dfrac{4}{7} \times \dfrac{2}{7} = \dfrac{8}{49} - Como
\dfrac{7}{49} \neq \dfrac{8}{49} ,A eB não são independentes.
«Pelo menos uma» é o contrário de «nenhuma». E o contrário de acontecimentos independentes também é independente.
- O contrário de «pelo menos uma telefona» é «nenhuma telefona», ou seja
\overline{A} \cap \overline{B} . P\left(\overline{A}\right) = 0{,}3 eP\left(\overline{B}\right) = 0{,}2 .- Da independência,
P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}3 \times 0{,}2 = 0{,}06 . P(A \cup B) = 1 - 0{,}06 = 0{,}94 - Pela fórmula da reunião daria o mesmo:
0{,}7 + 0{,}8 - 0{,}56 = 0{,}94 ✓
Os tiros são independentes: multiplicam-se as probabilidades.
P = 0{,}8 \times 0{,}8 \times 0{,}8 \times 0{,}8 = 0{,}8^{4} 0{,}8^{4} = 0{,}4096
«Pela primeira vez no terceiro» obriga a que os dois primeiros não tenham dado 6.
- Nos dois primeiros lançamentos não pode sair 6:
\dfrac{5}{6} em cada um. - No terceiro tem de sair 6:
\dfrac{1}{6} . - Como os lançamentos são independentes,
P = \left(\dfrac{5}{6}\right)^{2} \times \dfrac{1}{6} = \dfrac{25}{216} . \dfrac{25}{216} \approx 0{,}1157 = 11{,}6\%
As duas extrações são independentes: multiplica as probabilidades.
- No dado, menores que 4 são
\{1,2,3\} :P = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2} . - Na caixa, menores que 4 são
\{1,2,3\} :P = \dfrac{3}{9} = \dfrac{1}{3} . P = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{6}
«Exatamente um» abre dois casos: 6 no primeiro e não no segundo, ou o contrário.
- 6 no primeiro e não no segundo:
\dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6} = \dfrac{5}{36} . - Não no primeiro e 6 no segundo:
\dfrac{5}{6} \times \dfrac{1}{6} = \dfrac{5}{36} . - Os dois casos são incompatíveis:
P = \dfrac{5}{36} + \dfrac{5}{36} = \dfrac{10}{36} = \dfrac{5}{18}
As escolhas são independentes.
P(\text{António escolhe a 5}) = \dfrac{1}{8} eP(\text{Ana escolhe a 5}) = \dfrac{1}{40} .P = \dfrac{1}{8} \times \dfrac{1}{40} = \dfrac{1}{320}
Em cada lançamento, metade das faces são ímpares.
P(\text{ímpar}) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2} em cada lançamento.- Os lançamentos são independentes:
P = \left(\dfrac{1}{2}\right)^{3} = \dfrac{1}{8} .
Independência significa que saber que
A eB independentes significaP(A \cap B) = P(A) \times P(B) .- Como
P(A) \neq 0 , podemos dividir:P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = \dfrac{P(A)P(B)}{P(A)} = P(B) - Porque não as outras: (A) e (C) não têm qualquer relação com independência; (B) é a regra da adição para acontecimentos incompatíveis, não independentes.
Calcula as duas probabilidades condicionadas por contagem direta: em cada caso, o que resta na caixa é diferente.
- Sejam
A : «a primeira bola retirada é preta» eB : «a segunda bola retirada é branca». A caixa tem5+3 = 8 bolas. - Se ocorre
A (saiu uma preta): ficam5 brancas e2 pretas, num total de7 :P(B \mid A) = \dfrac{5}{7} - Se ocorre
\overline{A} (saiu uma branca): ficam4 brancas e3 pretas, num total de7 :P\left(B \mid \overline{A}\right) = \dfrac{4}{7} - Como
\dfrac{5}{7} \neq \dfrac{4}{7} , os acontecimentos não são independentes.\blacksquare - Faz sentido: a extração é sem reposição, pelo que o resultado da primeira altera a composição da caixa.
Cada vértice está sobre um eixo, logo tem duas coordenadas nulas — a soma das coordenadas é simplesmente a coordenada não nula.
- Os vértices estão sobre os eixos, pelo que cada um tem duas coordenadas nulas.
X (pertencer ao planoy=0 ): são os vértices dos eixosOx eOz , ou sejaA ,B ,D eF .P(X) = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3} Y (soma das coordenadas positiva): a soma é igual à coordenada não nula, logo são os vértices que estão no sentido positivo dos eixos:A ,B eC .P(Y) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2} X \cap Y :A eB .P(X \cap Y) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} - Comparando:
P(X) \times P(Y) = \dfrac{2}{3} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{3} = P(X \cap Y) - Os acontecimentos são independentes.
\blacksquare
A independência serve para calcular
- Como
A eB são independentes:P(A \cap B) = P(A) \times P(B) = 0{,}4 \times 0{,}5 = 0{,}2 P(A \cup B) = 0{,}4+0{,}5-0{,}2 = 0{,}7 - Cuidado: a opção (D) corresponde a somar as probabilidades sem descontar a interseção — isso só valeria para acontecimentos incompatíveis.
Conta as faces favoráveis a cada acontecimento — o espaço de resultados tem apenas
- O espaço de resultados tem
6 elementos (as seis faces), todas com a mesma probabilidade. R (números todos iguais): as faces1\,1\,1 e2\,2\,2 —2 casos.P(R) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} S (soma igual a3 ): as faces1\,1\,1 (1+1+1=3 ) e2\,1\,0 (2+1+0=3 ) —2 casos.P(S) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} R \cap S : só a face1\,1\,1 —1 caso.P(R \cap S) = \dfrac{1}{6} P(R) \times P(S) = \dfrac{1}{3} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{9} \neq \dfrac{1}{6} = P(R \cap S) - Logo
R eS não são independentes.\blacksquare
Basta substituir
- Sejam
a = \dfrac{1}{5} (iogurte de pêssego) eb = \dfrac{1}{3} (sumo de laranja). 1 - a - b + ab = 1 - \dfrac{1}{5} - \dfrac{1}{3} + \dfrac{1}{5} \times \dfrac{1}{3} - Reduzindo ao denominador
15 := \dfrac{15}{15} - \dfrac{3}{15} - \dfrac{5}{15} + \dfrac{1}{15} = \dfrac{8}{15} - Confirmação:
P\left(\overline{X}\right)P\left(\overline{Y}\right) = \dfrac{4}{5} \times \dfrac{2}{3} = \dfrac{8}{15} ✓
Não há restrição de repetição, logo há
- Casos possíveis: cada um dos três algarismos pode ser qualquer dos nove:
9^{3} = 729 A : um múltiplo de5 termina em0 ou5 ; como o0 não está disponível, tem de terminar em5 :P(A) = \dfrac{9 \times 9 \times 1}{729} = \dfrac{81}{729} = \dfrac{1}{9} B : algarismos todos diferentes:P(B) = \dfrac{9 \times 8 \times 7}{729} = \dfrac{504}{729} A \cap B : termina em5 e os outros dois são diferentes entre si e de5 :P(A \cap B) = \dfrac{8 \times 7 \times 1}{729} = \dfrac{56}{729} P(A) \times P(B) = \dfrac{1}{9} \times \dfrac{504}{729} = \dfrac{56}{729} = P(A \cap B) - Os acontecimentos são independentes.
\blacksquare
A independência dá-te
- Como
A eB são independentes,P(A \cap B) = P(A) \times P(B) :\dfrac{1}{2} = P(A) \times \dfrac{2}{3} \Leftrightarrow P(A) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{3}{2} = \dfrac{3}{4} P(A \cup B) = \dfrac{3}{4}+\dfrac{2}{3}-\dfrac{1}{2} = \dfrac{9+8-6}{12} = \dfrac{11}{12}
«Ser atingido» é o contrário de «nenhum dos dois acertar» — e essa é a via mais curta.
- Sejam
A : «o António acerta» eB : «o Belmiro acerta». O alvo é atingido se ocorrerA \cup B . - O acontecimento contrário é
\overline{A} \cap \overline{B} («nenhum acerta»). ComoA eB são independentes, também\overline{A} e\overline{B} o são:P\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}3 \times 0{,}4 = 0{,}12 P(A \cup B) = 1 - 0{,}12 = 0{,}88 - Nota:
0{,}7+0{,}6 = 1{,}3 > 1 — somar as probabilidades não faria sentido nenhum aqui.
Traduz «não ocorre
- O acontecimento «não ocorre
X nem ocorreY » é\overline{X} \cap \overline{Y} . - Se
X eY são independentes, também\overline{X} e\overline{Y} o são, pelo queP\left(\overline{X} \cap \overline{Y}\right) = P\left(\overline{X}\right) \times P\left(\overline{Y}\right) = (1-a)(1-b) - Desenvolvendo o produto:
(1-a)(1-b) = 1 - b - a + ab = 1 - a - b + a \times b - Em alternativa, por De Morgan:
P\left(\overline{X} \cap \overline{Y}\right) = 1 - P(X \cup Y) = 1 - \left(a + b - ab\right) , usandoP(X \cap Y) = ab . ∎
Escreve as duas probabilidades condicionadas como quocientes e usa
- Como
A é possível e não certo,0 < P(A) < 1 , pelo que tantoP(A) comoP\left(\overline{A}\right) são não nulas e as duas probabilidades condicionadas fazem sentido. - Pela definição, e usando
P\left(\overline{A} \cap B\right) = P(B) - P(A \cap B) :P(B \mid A) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} \qquad P\left(B \mid \overline{A}\right) = \dfrac{P(B) - P(A \cap B)}{1 - P(A)} - A igualdade das duas equivale, multiplicando em cruz (os denominadores são positivos), a
P(A \cap B)\left(1 - P(A)\right) = P(A)\left(P(B) - P(A \cap B)\right) P(A \cap B) - P(A)P(A \cap B) = P(A)P(B) - P(A)P(A \cap B) - Simplificando a parcela comum
P(A)P(A \cap B) :P(A \cap B) = P(A) \times P(B) - Esta é precisamente a definição de acontecimentos independentes. Como todos os passos são equivalências, fica provada a equivalência pretendida. ∎
Árvores, tabelas e probabilidade total
Duas formas de arrumar a informação — e uma fórmula que decompõe qualquer probabilidade nos casos que a produzem.
- Reconhecer a utilidade de árvores de probabilidade para organizar a informação sobre os acontecimentos em cadeia.
- Reconhecer a utilidade das tabelas de contingência para calcular a probabilidade condicionada.
- Obter
P(B) a partir deP(B \mid A_{1})P(A_{1}) + \cdots + P(B \mid A_{n})P(A_{n}) , comA_{1}, \ldots, A_{n} mutuamente exclusivos e de união igual ao espaço de resultados.
Para explicar os atrasos, o João diz: chove em
Com
a) Se estiver previsto chover, a probabilidade de o João se atrasar é diretamente
b) Num dia sem previsão, é preciso somar os dois caminhos que levam ao atraso.
Se
No caso mais frequente, com apenas dois casos,
Aplicando ao problema do João,
Ou seja,
| Total | |||
|---|---|---|---|
| 0,12 | 0,28 | 0,4 | |
| 0,06 | 0,54 | 0,6 | |
| Total | 0,18 | 0,82 | 1 |
As duas representam a mesma informação, mas não guardam o mesmo tipo de número — e é aí que se erra.
- Numa tabela de dupla entrada, cada célula do interior é uma interseção:
P(A \cap B) . As margens são as probabilidades de cada acontecimento e o canto vale sempre1 . - Numa árvore, cada ramo carrega uma probabilidade condicionada ao que já aconteceu antes dele: o ramo que sai de
A paraB valeP(B \mid A) . A interseção só aparece no fim do caminho, multiplicando ao longo dele.
Regra prática: a tabela guarda interseções, a árvore guarda condicionadas. Passar de uma à outra é multiplicar (árvore → tabela) ou dividir (tabela → árvore).
Quase todos os enunciados dão as probabilidades por uma destas três formas. Reconhecê-las diz logo qual a representação a usar:
- «
x % dos … são …» — é uma proporção dentro de um subgrupo, ou seja, uma condicionada. «60% dos alunos procuram emprego e, destes, 25% são homens» dáP(H \mid E) = 0{,}25 . Vai direto para a árvore. - «
x % são … e …» — é uma interseção. «15% dos inscritos são raparigas e federadas» dáP(R \cap F) = 0{,}15 . Vai direto para a tabela. - «há
n … dos quaisk …» — são contagens. Preenche a tabela com os números e divide no fim; poupa-se muita fração.Este terceiro caso é o mais seguro de todos: com contagens não há como confundir uma condicionada com uma interseção.
Se o enunciado tiver duas etapas no tempo — extrair, depois extrair outra vez; chover, depois chegar atrasado — a árvore é quase sempre mais rápida. Se descrever duas características do mesmo indivíduo — sexo e curso, cor e forma —, a tabela é mais rápida.
Uma fábrica tem duas máquinas. A máquina I produz
- Com
I : «vem da máquina I» eD : «é defeituosa», tem-seP(I) = 0{,}6 ,P(D \mid I) = 0{,}02 eP\left(D \mid \overline{I}\right) = 0{,}05 . - Probabilidade total:
P(D) = 0{,}02 \times 0{,}6 + 0{,}05 \times 0{,}4 = 0{,}012 + 0{,}02 = 0{,}032 . - Pede-se
P(I \mid D) , que é o inverso do que foi dado: P(I \mid D) = \dfrac{P(I \cap D)}{P(D)} = \dfrac{0{,}012}{0{,}032} = 0{,}375 .Apesar de a máquina I produzir mais peças, só37{,}5\% das defeituosas vêm dela — porque a II, produzindo menos, estraga mais. É esta inversão que torna a probabilidade condicionada tão pouco intuitiva.
Python Probabilidade total, e o caminho ao contrário
pA, pB = 0.6, 0.4
dA, dB = 0.02, 0.05
total = pA*dA + pB*dB
print('P(defeituosa) =', total)
print('P(veio de A | defeit) =', pA*dA / total)
print('P(veio de B | defeit) =', pB*dB / total)
# Duas maquinas fazem a mesma peca. Qual e' a probabilidade de sair com defeito?
pA, pB = 0.6, 0.4 # quanto cada maquina produz
dA, dB = 0.02, 0.05 # taxa de defeito de cada uma -- sao CONDICIONADAS
# probabilidade total: somar o que vem por cada ramo da arvore
total = pA*dA + pB*dB
print('P(defeituosa) =', total)
# o caminho inverso: sabendo que tem defeito, de onde tera' vindo?
print('P(veio de A | defeit) =', pA*dA / total)
print('P(veio de B | defeit) =', pB*dB / total)
A máquina B faz menos peças e responde por mais de metade dos defeitos. Muda os quatro números e vê como o segundo par de resultados reage — é o raciocínio de percorrer a árvore ao contrário.
Exercícios propostos
Seis exercícios de tradução: do enunciado para a tabela, do enunciado para a árvore, e de uma para a outra.
Num clube com 400 sócios, 55% são mulheres e 30% do total pratica natação. Sabe-se ainda que 18% do total são mulheres que praticam natação.
a) Constrói a tabela de dupla entrada.b) Determina a probabilidade de um sócio escolhido ao acaso ser homem e não praticar natação.
Uma caixa tem 4 bolas verdes e 6 amarelas, indistinguíveis ao tato. Extraem-se duas ao acaso, sem reposição.
a) Constrói o diagrama em árvore.b) Determina a probabilidade de as duas bolas serem da mesma cor.
Numa caixa há 3 bolas verdes e 2 amarelas. Extraem-se duas bolas, sucessivamente e com reposição.
a) Constrói a árvore da experiência, indicando a probabilidade de cada ramo.b) Determina a probabilidade de as duas bolas serem da mesma cor.c) Determina a probabilidade de a segunda ser verde.
Numa amostra de 300 pessoas registou-se o sexo e se praticam ou não desporto. Sabe-se que 160 são mulheres, que 180 praticam desporto e que 95 mulheres praticam desporto.
a) Completa a tabela de dupla entrada com as quatro contagens.b) Escolhida uma pessoa ao acaso, determina a probabilidade de ser homem e não praticar desporto.
Inquiriram-se
| A pé | De transporte | Total | |
|---|---|---|---|
| Rapazes | 48 | 62 | 110 |
| Raparigas | 36 | 54 | 90 |
| Total | 84 | 116 | 200 |
Escolhe-se um destes alunos ao acaso. Determina, na forma de fração irredutível:
a) a probabilidade de ser rapariga;b) a probabilidade de ser rapaz e ir a pé;c) a probabilidade de ir a pé, sabendo que é rapariga;d) a probabilidade de ser rapariga, sabendo que vai a pé.
Numa caixa há
a) Quantos ramos tem a árvore desta experiência? Justifica.b) Determina a probabilidade de saírem as três amarelas.c) Determina a probabilidade de sair pelo menos uma verde.
Numa fábrica, a máquina A produz 60% das peças e a máquina B as restantes. Sabe-se que 2% das peças produzidas por A e 5% das produzidas por B têm defeito.
a) Qual é a probabilidade de uma peça, escolhida ao acaso, ter defeito?
b) Escolhida uma peça e verificando-se que tem defeito, qual é a probabilidade de ter sido produzida pela máquina B?
De dois acontecimentos
a) Constrói a tabela de dupla entrada.b) Determina
Numa turma de 25 alunos, 14 têm bicicleta, 9 têm trotinete e 4 têm as duas coisas. Escolhe-se um aluno ao acaso.
a) Constrói a tabela, com contagens.b) Determina a probabilidade de ter bicicleta, sabendo que não tem trotinete.
Uma doença afeta 2% de uma população. Um teste de rastreio dá positivo em 95% das pessoas doentes e, entre as pessoas saudáveis, dá positivo em 4% dos casos.
a) Determina a probabilidade de uma pessoa escolhida ao acaso ter teste positivo.b) Sabendo que o teste deu positivo, determina a probabilidade de a pessoa estar realmente doente.c) Comenta o resultado da alínea b).
Uma loja compra lâmpadas a três fornecedores: 50% ao fornecedor
a) Determina a probabilidade de uma lâmpada escolhida ao acaso ser defeituosa.b) Sabendo que uma lâmpada é defeituosa, determina a probabilidade de ter vindo do fornecedor
Retoma a tabela do exercício das 300 pessoas, com 95 mulheres e 85 homens a praticar desporto, num total de 160 mulheres e 140 homens.
a) Determina a probabilidade de praticar desporto, sabendo que é mulher.b) Determina a probabilidade de ser mulher, sabendo que pratica desporto.c) Serão «ser mulher» e «praticar desporto» acontecimentos independentes? Justifica.
Num estojo há
a) Constrói a árvore, com a probabilidade de cada ramo.b) Determina a probabilidade de as duas serem azuis.c) Determina a probabilidade de pelo menos uma ser azul.d) Sabendo que a primeira foi azul, determina a probabilidade de a segunda ser preta — sem usar a fórmula da probabilidade condicionada.
Numa caixa há
a) Determina a probabilidade de as duas serem brancas, com reposição.b) Determina a mesma probabilidade, sem reposição.c) Em qual das duas experiências é que «a segunda é branca» e «a primeira é branca» são acontecimentos independentes? Justifica.d) Mostra que, mesmo sem reposição, a probabilidade de a segunda bola ser branca é
A urna
a) Determina a probabilidade de a bola extraída ser branca.
b) Sabendo que a bola extraída é branca, qual é a probabilidade de ter vindo da urna
Numa turma, 60% dos alunos estudaram para o teste. Dos que estudaram, 90% tiveram positiva; dos que não estudaram, 30% tiveram positiva.
a) Determina a percentagem de alunos com positiva.b) Escolhido ao acaso um aluno com positiva, determina a probabilidade de ter estudado.c) Escolhido ao acaso um aluno com negativa, determina a probabilidade de não ter estudado.
A urna
a) Sabendo que a bola que veio de
Numa caixa há
a) Determina a probabilidade de bastar um teste.b) Determina a probabilidade de serem precisos exatamente dois testes.c) Determina a probabilidade de serem precisos os três testes.d) Determina a probabilidade de, feitos os três testes, não se ter encontrado nenhuma pilha gasta.e) Verifica que as probabilidades das alíneas a), b) e c) somam
«18% são mulheres e praticam natação» é uma interseção — vai directamente para uma célula do interior da tabela. As margens são 55% e 30%.
- Com
M : «ser mulher» eN : «praticar natação», a tabela em percentagens do total é:
| Total | |||
|---|---|---|---|
| 18 | 37 | 55 | |
| 12 | 33 | 45 | |
| Total | 30 | 70 | 100 |
- Preenche-se pelas margens:
55 - 18 = 37 ,30 - 18 = 12 ,45 - 12 = 33 . P\left(\overline{M} \cap \overline{N}\right) = 0{,}33 Os 400 sócios não são precisos para nada — só serviriam se a pergunta fosse «quantos sócios».
Sem reposição: no segundo ramo já só há 9 bolas, e o número de bolas da cor saída diminuiu uma unidade.
- Primeiro ramo:
P(V) = \dfrac{4}{10} eP(A) = \dfrac{6}{10} . - Segundo ramo, depois de verde:
\dfrac{3}{9} verde,\dfrac{6}{9} amarela. Depois de amarela:\dfrac{4}{9} verde,\dfrac{5}{9} amarela. P(\text{duas verdes}) = \dfrac{4}{10} \times \dfrac{3}{9} = \dfrac{12}{90} P(\text{duas amarelas}) = \dfrac{6}{10} \times \dfrac{5}{9} = \dfrac{30}{90} P(\text{mesma cor}) = \dfrac{12}{90} + \dfrac{30}{90} = \dfrac{42}{90} = \dfrac{7}{15} Em alternativa, sem árvore:\dfrac{{}^{4}C_{2} + {}^{6}C_{2}}{{}^{10}C_{2}} = \dfrac{6+15}{45} = \dfrac{21}{45} = \dfrac{7}{15} ✓
Com reposição, os dois ramos da segunda etapa têm as mesmas probabilidades da primeira. Multiplica ao longo de cada caminho e soma os caminhos favoráveis.
- Em cada extração,
P(V) = \dfrac{3}{5} eP(A) = \dfrac{2}{5} . - b) Mesma cor:
\dfrac{3}{5}\times\dfrac{3}{5} + \dfrac{2}{5}\times\dfrac{2}{5} = \dfrac{9}{25} + \dfrac{4}{25} = \dfrac{13}{25} . - c) A segunda é verde por dois caminhos:
\dfrac{3}{5}\times\dfrac{3}{5} + \dfrac{2}{5}\times\dfrac{3}{5} = \dfrac{9+6}{25} = \dfrac{15}{25} = \dfrac{3}{5} .Deu\frac{3}{5} , o mesmo da primeira extração — e faz sentido: com reposição, a segunda extração é uma cópia da primeira.
Preenche primeiro a célula que o enunciado dá — 95 — e depois desconta pelas margens.
- Mulheres que não praticam:
160 - 95 = 65 . - Homens que praticam:
180 - 95 = 85 . - Homens que não praticam:
300 - 160 - 85 = 55 . -
Pratica Não pratica Total Mulheres 95 65 160 Homens 85 55 140 Total 180 120 300 - b)
P = \dfrac{55}{300} \approx 0{,}183 .A verificação a fazer sempre: as quatro células somam o total, e cada margem também bate certo.
Nas alíneas c) e d) o total muda: já não são os
- a) São
90 raparigas em200 alunos:P = \dfrac{90}{200} = \dfrac{9}{20} . - b) A célula que cruza «rapazes» com «a pé» tem
48 :P = \dfrac{48}{200} = \dfrac{6}{25} . - c) Saber que é rapariga reduz o universo à linha das raparigas, que tem
90 alunas; delas,36 vão a pé:P(\text{a pé} \mid \text{rapariga}) = \dfrac{36}{90} = \dfrac{2}{5}. - d) Agora o universo é a coluna «a pé», com
84 alunos, dos quais36 são raparigas:P(\text{rapariga} \mid \text{a pé}) = \dfrac{36}{84} = \dfrac{3}{7}. As duas últimas alíneas têm o mesmo numerador e totais diferentes — é o que distingueP(A \mid B) deP(B \mid A) . Trocá-las é o erro mais comum de toda a secção.
Com reposição, a caixa fica igual antes de cada extração: os três ramos têm sempre as mesmas probabilidades. Na alínea c), o contrário de «pelo menos uma verde» é «nenhuma verde».
- a) Em cada extração há dois resultados possíveis, verde ou amarela, e são três extrações:
2 \times 2 \times 2 = 2^{3} = 8 \text{ ramos.} - b) Como há reposição, a probabilidade de sair amarela é
\dfrac{3}{5} em qualquer das extrações, e os ramos multiplicam-se:\left(\dfrac{3}{5}\right)^{3} = \dfrac{27}{125}. - c) «Pelo menos uma verde» é o contrário de «nenhuma verde», e «nenhuma verde» é exatamente o caso da alínea anterior:
P = 1 - \dfrac{27}{125} = \dfrac{98}{125}. Somar os sete ramos que têm alguma verde dá o mesmo, com sete vezes mais trabalho. Sempre que aparecer «pelo menos», vale a pena olhar primeiro para o acontecimento contrário.
Os 2% e os 5% são condicionadas — «das peças de A», «das de B». Árvore, portanto. Na alínea b) o caminho faz-se ao contrário.
P(A) = 0{,}6 ,P(B) = 0{,}4 ,P(D \mid A) = 0{,}02 ,P(D \mid B) = 0{,}05 .P(D) = 0{,}6 \times 0{,}02 + 0{,}4 \times 0{,}05 = 0{,}012 + 0{,}020 = 0{,}032 P(B \mid D) = \dfrac{P(B \cap D)}{P(D)} = \dfrac{0{,}020}{0{,}032} = 0{,}625 A máquina B faz menos peças, mas responde por quase dois terços dos defeitos — é este o género de conclusão que estas contas permitem tirar.
Cada célula do interior é uma interseção: multiplica ao longo do ramo da árvore.
P(A \cap B) = 0{,}4 \times 0{,}25 = 0{,}1 eP\left(A \cap \overline{B}\right) = 0{,}4 \times 0{,}75 = 0{,}3 P\left(\overline{A} \cap B\right) = 0{,}6 \times 0{,}5 = 0{,}3 eP\left(\overline{A} \cap \overline{B}\right) = 0{,}6 \times 0{,}5 = 0{,}3
| Total | |||
|---|---|---|---|
| 0,1 | 0,3 | 0,4 | |
| 0,3 | 0,3 | 0,6 | |
| Total | 0,4 | 0,6 | 1 |
P(A \mid B) = \dfrac{0{,}1}{0{,}4} = 0{,}25 AquiP(A \mid B) = P(A) : os acontecimentos são independentes. Não é o caso geral — foi este exemplo que calhou assim.
Preenche primeiro a célula das duas coisas — é a única contagem que o enunciado dá directamente — e depois desconta.
- Só bicicleta:
14 - 4 = 10 . Só trotinete:9 - 4 = 5 . Nenhuma:25 - (10 + 5 + 4) = 6 .
| trotinete | sem trotinete | Total | |
|---|---|---|---|
| bicicleta | 4 | 10 | 14 |
| sem bicicleta | 5 | 6 | 11 |
| Total | 9 | 16 | 25 |
P\left(B \mid \overline{T}\right) = \dfrac{10}{16} = \dfrac{5}{8} = 0{,}625 Repara em que o denominador é 16 e não 25: condicionar é mudar de universo.
Árvore com dois ramos: doente ou saudável. Os 95% e os 4% são probabilidades condicionadas.
- Ramos:
P(D \cap +) = 0{,}02 \times 0{,}95 = 0{,}019 eP\left(\overline{D} \cap +\right) = 0{,}98 \times 0{,}04 = 0{,}0392 . - a)
P(+) = 0{,}019 + 0{,}0392 = 0{,}0582 . - b)
P(D \mid +) = \dfrac{0{,}019}{0{,}0582} \approx 0{,}327 . - c) Menos de um terço dos positivos são doentes — apesar de o teste acertar em 95% dos doentes. A razão é que os saudáveis são muitíssimos mais: 3,92% de falsos positivos numa população de 98% pesa mais do que 95% de acertos numa de 2%.É o resultado mais contraintuitivo do capítulo, e o motivo pelo qual um rastreio positivo é sempre confirmado por um segundo exame.
A árvore tem agora três ramos na primeira etapa. A probabilidade total é a soma dos três produtos.
- Ramos:
0{,}5 \times 0{,}01 = 0{,}005 ;0{,}3 \times 0{,}02 = 0{,}006 ;0{,}2 \times 0{,}05 = 0{,}01 . - a)
P(D) = 0{,}005 + 0{,}006 + 0{,}01 = 0{,}021 , ou seja 2,1%. - b)
P(C \mid D) = \dfrac{0{,}01}{0{,}021} \approx 0{,}476 .O fornecedorC vende só um quinto das lâmpadas e responde por quase metade dos defeitos. É este o género de conclusão que a probabilidade total permite tirar.
Na alínea c), compara
- a)
\dfrac{95}{160} = 0{,}59375 . - b)
\dfrac{95}{180} \approx 0{,}528 . - c) Sem condição,
P(\text{desporto}) = \dfrac{180}{300} = 0{,}6 . Como0{,}59375 \neq 0{,}6 , não são independentes — embora estejam muito perto. - Em rigor:
P(M)P(D) = \dfrac{160}{300} \times \dfrac{180}{300} = 0{,}32 , enquantoP(M \cap D) = \dfrac{95}{300} \approx 0{,}3167 .Com dados reais quase nunca há independência exata. A pergunta interessante passa a ser se a diferença é grande — e isso já é Estatística Inferencial.
Sem reposição, o segundo nível da árvore tem denominador
- a) No primeiro nível,
\dfrac{3}{8} para azul e\dfrac{5}{8} para preta. No segundo, sobram sete canetas, e o que sobra depende do que saiu: depois de uma azul ficam2 azuis e5 pretas; depois de uma preta ficam3 azuis e4 pretas. - b) É o ramo azul-azul:
P = \dfrac{3}{8} \times \dfrac{2}{7} = \dfrac{6}{56} = \dfrac{3}{28}. - c) Pelo contrário: «nenhuma azul» é o ramo preta-preta.
P = 1 - \dfrac{5}{8} \times \dfrac{4}{7} = 1 - \dfrac{20}{56} = \dfrac{36}{56} = \dfrac{9}{14}. - d) Saber que a primeira foi azul é escolher o ramo de cima — e nesse ramo já está escrita a resposta. Restam
2 azuis e5 pretas, num total de sete:P(\text{segunda preta} \mid \text{primeira azul}) = \dfrac{5}{7}. É esta a razão de ser da árvore: as probabilidades do segundo nível já são condicionadas ao ramo que vem antes. Quem monta a árvore não precisa da fórmula para responder a uma condicionada deste tipo.
Na alínea d), a segunda bola pode ser branca por dois caminhos: com a primeira branca ou com a primeira preta. Percorre os dois ramos e soma.
- a) Com reposição a caixa não muda, e os dois ramos têm a mesma probabilidade:
P = \dfrac{4}{10} \times \dfrac{4}{10} = \dfrac{16}{100} = \dfrac{4}{25}. - b) Sem reposição, depois de sair uma branca ficam
3 brancas em9 bolas:P = \dfrac{4}{10} \times \dfrac{3}{9} = \dfrac{12}{90} = \dfrac{2}{15}. - c) Só com reposição. Aí,
P(\text{segunda branca} \mid \text{primeira branca}) = \dfrac{4}{10} = P(\text{segunda branca}) : saber o que saiu na primeira não muda nada. Sem reposição,P(\text{segunda branca} \mid \text{primeira branca}) = \dfrac{3}{9} = \dfrac{1}{3} , que é diferente de\dfrac{2}{5} — logo, não são independentes. - d) A segunda pode ser branca por dois ramos, que se excluem:
P = \dfrac{4}{10} \times \dfrac{3}{9} \;+\; \dfrac{6}{10} \times \dfrac{4}{9} = \dfrac{12}{90} + \dfrac{24}{90} = \dfrac{36}{90} = \dfrac{2}{5}. É o mesmo valor que a probabilidade de a primeira ser branca — e não é coincidência: antes de olhar para nenhuma bola, a segunda posição não tem nada de especial em relação à primeira. O que muda com a informação é a condicionada, não esta.
A primeira etapa é o dado, a segunda é a extração. «Sair 5 ou 6» tem probabilidade
P(A) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} eP(B) = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3} .- Da urna
A :P(\text{branca} \mid A) = \dfrac{3}{5} . Da urnaB :P(\text{branca} \mid B) = \dfrac{1}{5} . P(\text{branca}) = \dfrac{1}{3} \times \dfrac{3}{5} + \dfrac{2}{3} \times \dfrac{1}{5} = \dfrac{3}{15} + \dfrac{2}{15} = \dfrac{5}{15} = \dfrac{1}{3} P(A \mid \text{branca}) = \dfrac{3/15}{5/15} = \dfrac{3}{5} Saber que a bola é branca faz subir a probabilidade de ter vindo deA de\dfrac{1}{3} para\dfrac{3}{5} — é a urna com mais brancas.
Escreve as quatro probabilidades conjuntas logo no início — devem somar
P(E \cap +) = 0{,}6 \times 0{,}9 = 0{,}54 eP(E \cap -) = 0{,}6 \times 0{,}1 = 0{,}06 .P\left(\overline{E} \cap +\right) = 0{,}4 \times 0{,}3 = 0{,}12 eP\left(\overline{E} \cap -\right) = 0{,}4 \times 0{,}7 = 0{,}28 .- As quatro somam
0{,}54+0{,}06+0{,}12+0{,}28 = 1 ✓ - a)
P(+) = 0{,}54 + 0{,}12 = 0{,}66 , ou seja 66%. - b)
P(E \mid +) = \dfrac{0{,}54}{0{,}66} \approx 0{,}818 . - c)
P(-) = 1 - 0{,}66 = 0{,}34 , logoP\left(\overline{E} \mid -\right) = \dfrac{0{,}28}{0{,}34} \approx 0{,}824 .Escrever as quatro conjuntas de uma vez torna todas as perguntas mecânicas — e a soma dar1 apanha erros antes de eles se propagarem.
A urna
- a) Se a bola que veio de
B era preta, a urnaA passa a ter4 verdes e4 pretas:P(\text{verde} \mid \text{veio preta}) = \dfrac{4}{8} = \dfrac{1}{2}. - b) No primeiro nível, de
B sai verde com probabilidade\dfrac{6}{8} = \dfrac{3}{4} e preta com\dfrac{2}{8} = \dfrac{1}{4} . Se veio verde,A fica com5 verdes em8 ; se veio preta, com4 em8 . Somando os dois ramos que dão verde:P = \dfrac{3}{4} \times \dfrac{5}{8} \;+\; \dfrac{1}{4} \times \dfrac{4}{8} = \dfrac{15}{32} + \dfrac{4}{32} = \dfrac{19}{32}. - c) Agora percorre-se a árvore ao contrário. O ramo favorável é o primeiro da alínea anterior:
P(\text{veio verde} \mid \text{verde de } A) = \dfrac{\frac{15}{32}}{\frac{19}{32}} = \dfrac{15}{19}. Repara em que\dfrac{15}{19} > \dfrac{3}{4} : ter saído verde deA torna mais plausível que a bola transferida fosse verde. É esse o efeito de toda a probabilidade condicionada — a informação nova reajusta as probabilidades das causas.
Esta árvore não é equilibrada: sempre que sai uma pilha gasta, o ramo acaba ali. «Serem precisos três testes» quer dizer que os dois primeiros deram pilhas boas — o terceiro pode dar qualquer coisa.
- a) Basta um teste quando a primeira pilha testada está gasta:
P = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3}. - b) São precisos exatamente dois quando a primeira é boa e a segunda está gasta. Depois de sair uma boa, restam
5 pilhas,2 delas gastas:P = \dfrac{4}{6} \times \dfrac{2}{5} = \dfrac{8}{30} = \dfrac{4}{15}. - c) São precisos os três quando as duas primeiras são boas — o que sai no terceiro teste já não altera o número de testes:
P = \dfrac{4}{6} \times \dfrac{3}{5} = \dfrac{12}{30} = \dfrac{2}{5}. - d) Aqui já interessa o terceiro teste: as três pilhas testadas têm de ser boas.
P = \dfrac{4}{6} \times \dfrac{3}{5} \times \dfrac{2}{4} = \dfrac{24}{120} = \dfrac{1}{5}. - e)
\dfrac{1}{3} + \dfrac{4}{15} + \dfrac{2}{5} = \dfrac{5}{15} + \dfrac{4}{15} + \dfrac{6}{15} = 1 . Somam1 porque os três acontecimentos são incompatíveis dois a dois e cobrem todos os casos: o número de testes é sempre1 ,2 ou3 , e nunca duas coisas ao mesmo tempo. Repara em que a alínea d) não entra nesta soma: «não encontrar nenhuma gasta» está dentro de «serem precisos os três testes», e não ao lado. Confundir as duas é o erro clássico deste tipo de árvore.
Revisão · Estatística do 10.º ano
A partir daqui deixa-se de contar casos e passa-se a modelar: variáveis aleatórias, valor médio, desvio padrão, curva Normal. Tudo isso é a continuação directa do que se fez em Estatística no 10.º ano — e é isso que esta secção põe à mão, mesmo a tempo, antes de avançar.
| Do 10.º ano | Onde entra nas três secções seguintes |
|---|---|
| Frequência absoluta e relativa | §12 — as frequências relativas como aproximação da função massa de probabilidade |
| Frequência acumulada | §12 — a função distribuição acumulada |
| Dados agrupados em classes | §14 — o histograma que dá origem à curva Normal |
| Média | §13 — o paralelo com |
| Histograma | §14 — a função densidade é para a população o que o histograma é para a amostra |
1 · Frequências
Recolhidos
- Frequência absoluta
n_{i} — quantas vezes ocorreu. - Frequência relativa
f_{i} = \dfrac{n_{i}}{n} — a proporção. É sempre um número entre0 e1 . - Acumuladas — somam-se as anteriores:
N_{i} = n_{1} + \cdots + n_{i} eF_{i} = f_{1} + \cdots + f_{i} .
Duas verificações que apanham quase todos os erros de tabela:
Perguntou-se a 20 alunos quantos irmãos têm. As respostas foram: 0, 1, 2, 1, 0, 3, 1, 1, 2, 0, 1, 4, 2, 1, 0, 1, 3, 2, 1, 1.
| 0 | 4 | 0,20 | 4 | 0,20 |
| 1 | 8 | 0,40 | 12 | 0,60 |
| 2 | 4 | 0,20 | 16 | 0,80 |
| 3 | 2 | 0,10 | 18 | 0,90 |
| 4 | 2 | 0,10 | 20 | 1,00 |
| Total | 20 | 1,00 | — | — |
A última coluna lê-se:
2 · Dados agrupados em classes
Se a variável é contínua, ou se os valores são muito variados, listar cada valor não diz nada. Agrupam-se então em classes, intervalos do tipo
A amplitude da classe é
Num histograma, cada classe é uma barra assente no intervalo respetivo. As barras encostam umas às outras — ao contrário de um gráfico de barras — porque o eixo horizontal é contínuo: não há espaços entre as classes.
Com classes de igual amplitude, a altura pode ser a frequência (absoluta ou relativa). Quando se quer comparar o histograma com uma curva, usa-se a densidade de frequência,
3 · Média e desvio padrão de uma amostra
As duas escritas são a mesma coisa. A segunda — pesada pelas frequências relativas — é a que vai passar tal e qual para o valor médio de uma variável aleatória, com as probabilidades no lugar das frequências relativas.
Mede o espalhamento em torno da média, na mesma unidade dos dados. Repara no denominador
Nas alturas 165, 168, 170, 172, 175 a média é 170. Se o último for 275 por engano de registo, a média salta para 190 — um valor que não descreve ninguém. A mediana passaria de 170 para 171. Por isso, antes de calcular seja o que for, olha-se para os dados.
4 · Da amostra para a população
Tudo o que está nesta página descreve o que se mediu: uma turma, 30 plantas, 25 dias. Mudando a amostra, mudam a média e o desvio padrão.
A pergunta que fica por responder — e que ocupa o resto do capítulo — é outra: o que se pode dizer sobre aquilo que ainda não se mediu? É para isso que serve a probabilidade.
Python Amostral ou populacional? A calculadora e o Python concordam
from statistics import mean, stdev, pstdev
dados = [12, 14, 14, 15, 16, 16, 16, 18, 19, 20]
print('Media :', mean(dados))
print('Desvio amostral:', stdev(dados))
print('Desvio popul. :', pstdev(dados))
# Ha' DOIS desvios padrao, e o Python separa-os com nomes diferentes.
from statistics import mean, stdev, pstdev
dados = [12, 14, 14, 15, 16, 16, 16, 18, 19, 20]
print('Media :', mean(dados))
# stdev divide por n-1 -> e' o desvio padrao AMOSTRAL (o 's' da calculadora)
print('Desvio amostral:', stdev(dados))
# pstdev divide por n -> e' o POPULACIONAL (o sigma da calculadora)
print('Desvio popul. :', pstdev(dados))
São os dois valores que a NumWorks mostra lado a lado. Se os dados são uma amostra, usa-se
Exercícios propostos
Seis exercícios de aquecimento. Nenhum é difícil — mas se algum não sair, é aí que convém parar antes de entrar nas variáveis aleatórias.
Registou-se, durante 25 dias, o número de reclamações recebidas por uma loja:
0, 2, 1, 0, 3, 1, 1, 2, 0, 4, 2, 1, 0, 1, 3, 2, 1, 0, 2, 1, 5, 1, 2, 0, 3
Constrói a tabela com as frequências absolutas, relativas e relativas acumuladas, e indica em que percentagem dos dias houve no máximo 2 reclamações.
Numa turma, as classificações de um teste foram:
| Classificação | 8 | 10 | 12 | 14 | 16 |
|---|---|---|---|---|---|
| N.º de alunos | 2 | 5 | 8 | 4 | 1 |
a) Determina a média.b) Determina o desvio padrão amostral, com a calculadora.
Mediu-se o tempo, em minutos, que 30 pessoas esperaram numa fila. O menor valor foi 2 e o maior 26.
a) Agrupando em classes de amplitude 4 a partir de 2, quantas classes são necessárias?b) Escreve-as.
Sabendo que 9 pessoas esperaram menos de 10 minutos, qual é a frequência relativa acumulada da classe
O número de irmãos de nove alunos é:
a) Determina a média.b) Indica a moda.c) Determina a mediana.
Numa disciplina, a nota final é a média das notas dos três testes, com pesos 25%, 35% e 40%. Um aluno teve 12, 15 e 14 valores.
a) Determina a nota final.b) Compara-a com a média simples dos três testes.
Um histograma de 200 medições usa classes de amplitude 5 e a barra da classe
a) Qual é a frequência relativa dessa classe?b) Quantas medições caíram nela?
Os salários mensais, em euros, de uma pequena empresa com 6 trabalhadores são 900, 950, 1000, 1000, 1050 e 5100 (o do sócio-gerente).
a) Determina a média e a mediana.b) Qual das duas descreve melhor «o salário de quem ali trabalha»? Justifica.
Lançou-se um dado 600 vezes e registou-se a face obtida:
| Face | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 96 | 104 | 98 | 103 | 101 | 98 |
a) Calcula as frequências relativas.b) Que modelo de probabilidade te parecem sugerir?
c) Calcula a média das 600 observações e compara-a com
Cinco alunos fizeram um teste. Quatro deles tiveram 12, 15, 9 e 14 valores, e a média dos cinco foi exatamente 13.
a) Determina a nota do quinto aluno.b) Determina a mediana das cinco notas.
Uma amostra tem média
a) Somando 2 a todos os valores, o que acontece à média e ao desvio padrão?b) E multiplicando todos os valores por 2?c) Justifica a resposta dada em a) para o desvio padrão.
Duas turmas fizeram o mesmo teste. As classificações foram:
Turma A: 10, 12, 12, 13, 13, 14, 14, 16Turma B: 6, 9, 11, 13, 13, 16, 18, 18
a) Mostra que as duas turmas têm a mesma média.b) Sem calcular, indica qual tem maior desvio padrão e porquê.c) Confirma com a calculadora, usando o desvio padrão amostral.
Mediram-se as alturas, em centímetros, de 40 plantas, agrupadas em classes:
| Classe | ||||
|---|---|---|---|---|
| N.º de plantas | 6 | 14 | 13 | 7 |
a) Determina um valor aproximado da média.b) Explica por que razão o valor obtido é apenas aproximado.c) Determina a frequência relativa acumulada da classe
Para a mediana é preciso ordenar primeiro. Com nove valores, a mediana é o do meio.
- a)
\overline{x} = \dfrac{1+0+2+1+3+1+0+2+1}{9} = \dfrac{11}{9} \approx 1{,}22 . - b) O valor mais frequente é
1 , que aparece quatro vezes: a moda é 1. - c) Ordenados:
0,0,1,1,1,1,2,2,3 . O quinto valor é1 : a mediana é 1.As três medidas coincidem quase sempre em dados simétricos e afastam-se quando há valores extremos — é o que o exercício do salário do sócio-gerente mostra.
Média ponderada: multiplica cada nota pelo seu peso e soma. Os pesos já somam 1.
- a)
0{,}25 \times 12 + 0{,}35 \times 15 + 0{,}40 \times 14 = 3 + 5{,}25 + 5{,}6 = 13{,}85 . - b) A média simples seria
\dfrac{12+15+14}{3} \approx 13{,}67 : a ponderada é maior, porque os testes com melhor nota têm mais peso.A média simples é o caso particular em que todos os pesos são iguais a\frac{1}{n} . É exatamente a mesma fórmula que dará o valor médio de uma variável aleatória, com as probabilidades no lugar dos pesos.
A média multiplicada pelo número de dados dá a soma de todos eles. É por aí que se descobre o valor em falta.
- a) A soma das cinco notas é
5 \times 13 = 65 . As quatro conhecidas somam12+15+9+14 = 50 . - A quinta nota é
65 - 50 = 15 valores. - b) Ordenadas:
9,\ 12,\ 14,\ 15,\ 15 . A mediana é o terceiro valor: 14.Passar da média para a soma é o primeiro reflexo a treinar: quase todos os problemas de «descobrir o valor que falta» se resolvem assim.
Pensa no que cada transformação faz aos desvios em relação à média, que é o que o desvio padrão mede.
- a) A média passa a
16 ; o desvio padrão não muda, continua3 . - b) A média passa a
28 e o desvio padrão passa a6 . - c) Se todos os valores sobem 2, a média também sobe 2, e cada desvio
x_{i} - \overline{x} fica igual:(x_{i}+2) - (\overline{x}+2) = x_{i} - \overline{x} . Como o desvio padrão só depende desses desvios, não se altera.Deslocar não espalha; ampliar espalha. É a razão pela qual mudar de graus Celsius para Kelvin não altera o desvio padrão, mas mudar para Fahrenheit altera.
O desvio padrão mede o espalhamento em torno da média, não o valor da média.
- a) Turma A:
10+12+12+13+13+14+14+16 = 104 , logo\overline{x} = 13 . Turma B:6+9+11+13+13+16+18+18 = 104 , logo também13 . - b) A turma B: as suas notas vão de 6 a 18, enquanto as de A ficam todas entre 10 e 16 — estão muito mais concentradas em torno de 13.
- c) Com a calculadora,
s_{A} \approx 1{,}77 es_{B} \approx 4{,}28 ✓Médias iguais e espalhamentos muito diferentes: é o exemplo que mostra por que razão a média sozinha nunca chega para descrever um conjunto de dados.
Com dados agrupados, cada classe representa-se pelo seu ponto médio, e usa-se a média ponderada pelas contagens.
- Pontos médios:
12 ,16 ,20 e24 . - a)
\overline{x} \approx \dfrac{6 \times 12 + 14 \times 16 + 13 \times 20 + 7 \times 24}{40} = \dfrac{72 + 224 + 260 + 168}{40} = \dfrac{724}{40} = 18{,}1 cm. - b) Porque se perdeu a informação sobre os valores exatos: admite-se que, dentro de cada classe, os dados se distribuem em torno do ponto médio. Se estivessem todos junto de um dos extremos, a média verdadeira seria diferente.
- c) Até
[18,\, 22[ acumulam-se6+14+13 = 33 plantas:\dfrac{33}{40} = 0{,}825 .É esta perda de informação que o histograma torna visível — e é também por isso que, quanto mais estreitas as classes, melhor a aproximação. É o fio que leva ao laboratório da secção 14.
Conta primeiro quantas vezes aparece cada valor de 0 a 5; a soma das contagens tem de dar 25.
- Contagens:
0 aparece 6 vezes,1 aparece 8,2 aparece 6,3 aparece 3,4 aparece 1 e5 aparece 1. Total:6+8+6+3+1+1 = 25 ✓ - Frequências relativas:
0{,}24 ;0{,}32 ;0{,}24 ;0{,}12 ;0{,}04 ;0{,}04 . Somam1 ✓ - Acumuladas:
0{,}24 ;0{,}56 ;0{,}80 ;0{,}92 ;0{,}96 ;1 . - «No máximo 2» é a acumulada em
2 :0{,}80 .
Na calculadora, os valores numa coluna e o número de alunos na outra. Repara em que aqui as frequências são contagens, não probabilidades.
n = 2+5+8+4+1 = 20 \overline{x} = \dfrac{8 \times 2 + 10 \times 5 + 12 \times 8 + 14 \times 4 + 16 \times 1}{20} = \dfrac{16+50+96+56+16}{20} = \dfrac{234}{20} = 11{,}7 - Com a calculadora,
s \approx 2{,}05 .Como os dados são uma amostra — as classificações observadas —, o valor a usar és , não{\sigma} .
A primeira classe começa no mínimo. Vai somando 4 até passar o máximo — e não te esqueças de que a última classe também tem de conter o 26.
- As classes são
\left[2,6\right[ ,\left[6,10\right[ ,\left[10,14\right[ ,\left[14,18\right[ ,\left[18,22\right[ ,\left[22,26\right[ e\left[26,30\right[ . - São necessárias 7 classes: o valor 26 não pertence a
\left[22,26\right[ , por a classe ser aberta à direita.É um descuido clássico: com 6 classes o maior valor ficava de fora. - «Menos de 10 minutos» são as duas primeiras classes:
9 pessoas em30 , ou seja0{,}30 .
Na escala da densidade, a área da barra é que é a frequência relativa: altura × amplitude.
- Frequência relativa
= 0{,}06 \times 5 = 0{,}30 - Número de medições
= 0{,}30 \times 200 = 60
A mediana de seis valores ordenados é a média dos dois do meio.
\overline{x} = \dfrac{900+950+1000+1000+1050+5100}{6} = \dfrac{10\,000}{6} \approx 1666{,}67 €- Ordenados, os dois do meio são
1000 e1000 : a mediana é1000 €. - A mediana descreve melhor: cinco dos seis trabalhadores ganham menos do que a média, que está inflacionada por um único salário muito acima dos restantes.A média não é «errada» — responde a outra pergunta: quanto custaria a folha salarial dividida por igual.
Divide cada contagem por 600. Depois compara com
- Frequências relativas:
0{,}160 ;0{,}1733 ;0{,}1633 ;0{,}1717 ;0{,}1683 ;0{,}1633 . - Estão todas muito perto de
\dfrac{1}{6} \approx 0{,}1667 : os dados são compatíveis com um dado equilibrado, isto é, com o modeloP(X = k) = \dfrac{1}{6} . \overline{x} = \dfrac{96 + 208 + 294 + 412 + 505 + 588}{600} = \dfrac{2103}{600} = 3{,}505 - O valor está muito próximo de
3{,}5 , que é o valor médio do modelo. É a lei dos grandes números a funcionar: com muitas repetições, a média das observações aproxima-se do valor médio da população.Nunca dá exactamente 3,5 — e não é isso que se espera. O que se espera é que a diferença encolha à medida que o número de lançamentos cresce.
Começa por contar, para cada soma de
- Lançando dois dados há
6 \times 6 = 36 casos possíveis. A distribuição das somas é:Soma 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Casos 1 2 3 4 5 6 5 4 3 2 1 - A tabela é simétrica em torno do
7 : as somas4 ,5 e6 têm exatamente os mesmos números de casos que8 ,9 e10 . - Proposta: o jogador
A ganha se a soma for4 ,5 ou6 ; o jogadorB ganha se a soma for8 ,9 ou10 ; o casino ganha se a soma for2 ou12 ; nos restantes casos (3 ,7 e11 ) ninguém ganha e o prémio transita. P(A) = \dfrac{3+4+5}{36} = \dfrac{12}{36} = \dfrac{1}{3} \approx 33{,}3\% P(B) = \dfrac{5+4+3}{36} = \dfrac{12}{36} = \dfrac{1}{3} \approx 33{,}3\% P(\text{casino}) = \dfrac{1+1}{36} = \dfrac{1}{18} \approx 5{,}6\% - As três condições verificam-se: o jogo é justo (
P(A) = P(B) ), há empate em\dfrac{10}{36} \approx 27{,}8\% das jogadas e o casino ganha com probabilidade muito menor do que qualquer dos jogadores.
Que pares de moedas dão exatamente
- Casos possíveis: escolher
2 moedas entre6 , sem que a ordem interesse:{}^{6}C_{2} = \dfrac{6 \times 5}{2} = 15 - Casos favoráveis: a única forma de perfazer
2{,}50 € é0{,}50 + 2{,}00 . Há uma moeda de50 cêntimos e três de dois euros:1 \times 3 = 3 P = \dfrac{3}{15} = \dfrac{1}{5}
Em ambos os casos o número de casos possíveis é
- Em três lançamentos há
6^{3} = 216 casos possíveis (com repetição). - «Nunca sair o
6 »: em cada lançamento há5 resultados admissíveis:P_{1} = \dfrac{5^{3}}{6^{3}} = \dfrac{125}{216} - «Números todos diferentes»: o primeiro pode ser qualquer um (
6 ), o segundo tem de ser diferente do primeiro (5 ) e o terceiro diferente dos dois (4 ):P_{2} = \dfrac{6 \times 5 \times 4}{6^{3}} = \dfrac{120}{216} - Como
\dfrac{125}{216} > \dfrac{120}{216} , é mais provável nunca sair o número6 .
«Serem necessários pelo menos três lançamentos» é o mesmo que dizer que nos dois primeiros não saiu a face nacional.
- Se são necessários pelo menos três lançamentos, é porque nos dois primeiros não saiu a face nacional.
- Os lançamentos são independentes e, em cada um, a probabilidade de não sair a face nacional é
\dfrac{1}{2} . P = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4}
A moeda não tem memória. Os lançamentos são independentes — o que já saiu não altera nada.
- Os lançamentos sucessivos de uma moeda são acontecimentos independentes: o resultado de um não altera a probabilidade dos seguintes.
- Logo, saber que saíram três coroas não muda nada:
P(\text{cara no 4.}^{\text{o}}\text{ lançamento}) = \dfrac{1}{2} - Nota: este é o clássico «erro do jogador» — julgar que, depois de várias coroas, a cara «está a dever». A moeda não tem memória.
Depois de escolhida a aguarela, quantos lápis servem? E quantos há ao todo?
- Casos possíveis:
12 aguarelas\times\; 12 lápis= 144 pares. - Casos favoráveis: para cada aguarela há exatamente um lápis da mesma cor —
12 pares. P = \dfrac{12}{144} = \dfrac{1}{12} - Em alternativa: escolhida a aguarela (seja qual for), o lápis tem de ser um dos
12 , e só um serve:\dfrac{1}{12} .
Variáveis aleatórias e função massa de probabilidade
Associar um número a cada resultado transforma uma experiência aleatória numa tabela de valores e probabilidades — e é essa tabela o modelo do fenómeno.
- Reconhecer que se podem associar números aos resultados de um fenómeno aleatório através de uma função denominada variável aleatória, e que construir um modelo de probabilidade para um fenómeno com espaço de resultados finito é equivalente a construir a função massa de probabilidade da variável aleatória associada.
- Identificar a população com a variável aleatória associada e reconhecer que construir a função massa de probabilidade é obter um modelo para a população.
- Reconhecer que a função massa de probabilidade permite calcular a probabilidade de acontecimentos relacionados com o fenómeno modelado.
Uma variável aleatória (v.a.) é uma função que associa um número real a cada resultado do espaço de resultados. Representa-se por uma letra maiúscula —
Lançar um dado e registar o número de pintas: a variável aleatória
A função massa de probabilidade — abreviadamente, f.m.p. — de uma variável aleatória
| … | Total | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| … |
Duas condições, sempre:
Uma variável aleatória diz-se discreta quando o conjunto dos valores que pode tomar é finito, ou infinito mas enumerável — os valores podem ser listados um a um:
Diz-se contínua quando pode tomar todos os valores de um intervalo de números reais. Entre dois valores possíveis há sempre outro possível, e por isso não há forma de os listar.
Pergunta-te o que estás a fazer ao fenómeno:
- Contar — quantas peças com defeito, quantas caras, quantos alunos, quantas tentativas — dá uma variável discreta. O resultado é sempre um número inteiro.
- Medir — altura, tempo, massa, temperatura, comprimento — dá uma variável contínua. O resultado só é limitado pela precisão do instrumento.
Cuidado com o disfarce: «o tempo de espera, arredondado ao minuto» é uma contagem de minutos, e portanto discreta; «o tempo de espera» é contínuo. O arredondamento é uma decisão nossa, não uma propriedade do fenómeno.Nos exames, as duas aparecem lado a lado: uma tabela de probabilidades é sempre uma variável discreta; um enunciado com
| Discreta | Contínua | |
|---|---|---|
| exemplos | número de faces nacionais em 3 moedas; número de avarias por semana; número de tentativas até acertar | altura de um aluno; duração de uma lâmpada; erro de uma medição |
| como se descreve | f.m.p.: uma tabela com | função densidade: uma curva |
| probabilidade de um valor | ||
| como se lê uma probabilidade | somam-se as probabilidades dos valores | mede-se a área sob a curva |
| a diferença conta: | é indiferente: | |
| o total | a soma de todas as probabilidades é | a área total sob a curva é |
Num modelo discreto, escrever
Lançam-se dois dados e regista-se a soma. Os valores possíveis são
Python Construir a f.m.p. da soma de dois dados
from itertools import product
from fractions import Fraction
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
for k in range(2, 13):
n = len([x for x in S if x[0] + x[1] == k])
print('P(X =', k, ') =', Fraction(n, len(S)))
# A funcao massa de probabilidade e' uma TABELA: valor -> probabilidade.
from itertools import product
from fractions import Fraction # para o resultado sair em fracao
S = list(product([1,2,3,4,5,6], repeat=2))
for k in range(2, 13): # os valores possiveis da soma
n = len([x for x in S if x[0] + x[1] == k]) # casos favoraveis
print('P(X =', k, ') =', Fraction(n, len(S))) # simplifica sozinha
Confirma que as onze probabilidades somam
Laboratório · A f.m.p. da soma de dois dados
interativoAs barras cheias são o modelo (a f.m.p.); as barras a tracejado são as frequências relativas observadas na simulação. Simula o suficiente e as duas coincidem — é outra vez a lei dos grandes números.
Numa caixa há 5 bolas: 3 brancas e 2 pretas. Extraem-se duas bolas ao acaso, sem reposição. Seja
- Os valores possíveis de
X são0 ,1 e2 . - Casos possíveis:
{}^{5}C_{2} = 10 . P(X=0) = \dfrac{{}^{2}C_{2}}{10} = \dfrac{1}{10} — as duas pretas.P(X=1) = \dfrac{{}^{3}C_{1} \times {}^{2}C_{1}}{10} = \dfrac{6}{10} — uma de cada.P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2}}{10} = \dfrac{3}{10} — as duas brancas.- Controlo:
\dfrac{1}{10} + \dfrac{6}{10} + \dfrac{3}{10} = 1 ✓Verificar que a soma dá 1 é obrigatório: se não der, há um caso a mais ou a menos.
| 0 | 1 | 2 | Total | |
|---|---|---|---|---|
Exercícios propostos
Construir a f.m.p. a partir da experiência é o passo que decide tudo o que vem depois — o valor médio, o desvio padrão e a leitura do enunciado.
Lança-se uma moeda equilibrada três vezes. Seja
Apresenta, na forma de tabela, a distribuição de probabilidades de
A variável aleatória
| 1 | 2 | 3 | 4 | |
|---|---|---|---|---|
a) Determina
Classifica cada variável aleatória em discreta ou contínua, justificando numa linha:
a) número de mensagens recebidas num telemóvel durante um dia; b) duração, em segundos, de uma chamada telefónica; c) número de chamadas, num dia, com duração superior a 5 minutos; d) duração de uma chamada, arredondada ao minuto; e) massa, em gramas, de um pacote de café saído de uma máquina de embalar.
De uma variável aleatória
| 1 | 2 | 3 | 4 | |
|---|---|---|---|---|
| 0,15 | 0,45 | 0,80 | 1 |
Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de
Lança-se um dado cúbico equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6. Seja
Apresenta, na forma de tabela, a distribuição de probabilidades de
Num saco há 7 berlindes: 3 azuis e 4 vermelhos. Extraem-se três, simultaneamente e ao acaso. Seja
a) Constrói a f.m.p. de
São
- Os oito resultados são igualmente prováveis, cada um com probabilidade
\dfrac{1}{8} . - Com 0 coroas há 1 caso; com 1 coroa há 3; com 2 coroas há 3; com 3 coroas há 1.
| 0 | 1 | 2 | 3 | Total | |
|---|---|---|---|---|---|
A distribuição é simétrica, como seria de esperar: coroa e cara têm o mesmo papel.
A soma de todas as probabilidades é
k + 2k + 3k + 4k = 1 \iff 10k = 1 \iff k = 0{,}1 - A distribuição é, portanto,
0{,}1 ;0{,}2 ;0{,}3 ;0{,}4 . P(X \geq 3) = 0{,}3 + 0{,}4 = 0{,}7
Contar dá discreta; medir dá contínua. Atenção às alíneas em que se conta quantas vezes algo mediu mais do que um valor, e àquelas em que se arredonda.
- a) Discreta — conta-se: 0, 1, 2, … mensagens.
- b) Contínua — mede-se um tempo, que pode tomar qualquer valor de um intervalo.
- c) Discreta — apesar de a duração ser contínua, o que se conta é o número de chamadas.
- d) Discreta — o arredondamento ao minuto transforma a medição numa contagem de minutos.O fenómeno continua a ser contínuo; discreta é a variável que decidimos observar.
- e) Contínua — mede-se uma massa.
A acumulada soma tudo o que vem antes. Para desfazer a soma, subtrai cada valor do anterior.
P(X = 1) = 0{,}15 P(X = 2) = 0{,}45 - 0{,}15 = 0{,}30 P(X = 3) = 0{,}80 - 0{,}45 = 0{,}35 P(X = 4) = 1 - 0{,}80 = 0{,}20 - Controlo:
0{,}15 + 0{,}30 + 0{,}35 + 0{,}20 = 1 ✓
| 1 | 2 | 3 | 4 | Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| 0,15 | 0,30 | 0,35 | 0,20 |
Aplica a regra face a face. Repara em que dois valores diferentes de
- Face a face:
1 \to 3 ;2 \to 1 ;3 \to 9 ;4 \to 2 ;5 \to 15 ;6 \to 3 . - Os valores de
X são1, 2, 3, 9 e15 . - O valor
3 obtém-se de duas faces (a 1 e a 6), pelo queP(X = 3) = \dfrac{2}{6} .É o descuido típico deste exercício: listar cinco valores e atribuir\dfrac{1}{6} a cada um. A soma daria\dfrac{5}{6} , e não1 .
| 1 | 2 | 3 | 9 | 15 | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
Extração simultânea: usa combinações. Os casos possíveis são
- Casos possíveis:
{}^{7}C_{3} = 35 . P(X=0) = \dfrac{{}^{4}C_{3}}{35} = \dfrac{4}{35} — os três vermelhos.P(X=1) = \dfrac{{}^{3}C_{1} \times {}^{4}C_{2}}{35} = \dfrac{3 \times 6}{35} = \dfrac{18}{35} P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2} \times {}^{4}C_{1}}{35} = \dfrac{3 \times 4}{35} = \dfrac{12}{35} P(X=3) = \dfrac{{}^{3}C_{3}}{35} = \dfrac{1}{35} - Controlo:
\dfrac{4+18+12+1}{35} = \dfrac{35}{35} = 1 ✓ P(X \geq 2) = \dfrac{12}{35} + \dfrac{1}{35} = \dfrac{13}{35}
Na carteira, a Rita tem três moedas: uma de 10 cêntimos, uma de 20 cêntimos e uma de 50 cêntimos. Tira duas, ao acaso e sem reposição. Seja
Apresenta, na forma de tabela, a distribuição de probabilidades de
Lançam-se dois dados cúbicos equilibrados, com as faces numeradas de 1 a 6. Seja
a) Constrói a f.m.p. de
Um dado cúbico está viciado de tal modo que a probabilidade de sair a face com
a) Constrói a f.m.p. de
Um saco contém berlindes azuis e brancos, pelo menos um de cada cor, num total de quatro. Tiram-se três, simultaneamente e ao acaso. Seja
Sabendo que
A variável aleatória
| 1 | 2 | 3 | 4 | |
|---|---|---|---|---|
Determina
A variável aleatória
Sabe-se que
Determina
Numa gaveta há cinco pilhas, das quais duas estão gastas. A Rita testa as pilhas uma a uma, ao acaso e sem reposição, até encontrar uma que funcione. Seja
a) Constrói a f.m.p. de
Uma tabela de dupla entrada 6×6 com o maior de cada par resolve o exercício de uma assentada. Repara em que o valor
- São
36 resultados igualmente prováveis. O maior serk significa que ambos os dados deram no máximok e pelo menos um deu exatamentek . - Casos com ambos
\leq k :k^{2} . Casos com ambos\leq k-1 :(k-1)^{2} . LogoP(X = k) = \dfrac{k^{2} - (k-1)^{2}}{36} = \dfrac{2k-1}{36} .
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
P(X \geq 5) = \dfrac{9}{36} + \dfrac{11}{36} = \dfrac{20}{36} = \dfrac{5}{9} Faz sentido que os valores altos sejam os mais prováveis: basta um dos dois dados dar um número grande.
«Proporcional a
P(X = n) = c\,n , comc > 0 .c(1+2+3+4+5+6) = 1 \iff 21c = 1 \iff c = \dfrac{1}{21}
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
P(\text{par}) = \dfrac{2 + 4 + 6}{21} = \dfrac{12}{21} = \dfrac{4}{7}
Traduz cada uma das condições: «
- Como
X nunca toma o valor0 , é impossível tirar três brancos: há no máximo dois brancos. - Como
X nunca toma o valor3 , é impossível tirar três azuis: há no máximo dois azuis. - Com no máximo dois de cada cor e um total de quatro, só resta uma possibilidade: dois azuis e dois brancos.
- Verificação: tirando três de dois azuis e dois brancos, ou saem 2 azuis e 1 branco (
X = 2 ) ou 1 azul e 2 brancos (X = 1 ). De factoX só toma os valores 1 e 2 ✓A condição «pelo menos um de cada cor» era, afinal, redundante — as duas condições sobreX já a garantiam.
Duas moedas de três: são
- Os pares possíveis são
\{10, 20\} ,\{10, 50\} e\{20, 50\} , cada um com probabilidade\dfrac{1}{3} . - As quantias correspondentes são 30, 60 e 70 cêntimos — todas diferentes.
| 30 | 60 | 70 | Total | |
|---|---|---|---|---|
Como as três somas são distintas, a distribuição é uniforme. Se duas moedas fossem iguais isso deixaria de acontecer.
A soma das probabilidades é 1 — aqui essa condição dá uma equação do 2.º grau. Das duas raízes, só uma serve.
k + 2k + k^{2} + \dfrac{3}{16} = 1 \iff k^{2} + 3k - \dfrac{13}{16} = 0 - Multiplicando por 16:
16k^{2} + 48k - 13 = 0 {\Delta} = 48^{2} + 4 \times 16 \times 13 = 2304 + 832 = 3136 = 56^{2} k = \dfrac{-48 \pm 56}{32} , ou sejak = \dfrac{1}{4} ouk = -\dfrac{13}{4} .- Só
k = \dfrac{1}{4} serve: uma probabilidade não pode ser negativa. - Controlo:
\dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{16} + \dfrac{3}{16} = \dfrac{4+8+1+3}{16} = 1 ✓Verificar as duas raízes e rejeitar a negativa faz parte da resposta — sem isso o exercício fica incompleto.
Traduz cada condição para uma equação.
- Da primeira condição:
P(X = 30) = \dfrac{1}{6} eP(X > 30) = P(X = 40) = a , logoa = \dfrac{1}{6} . - Da segunda:
P(X \leq 10) = a + b e3P(X = 40) = 3a , logoa + b = 3a \iff b = 2a = \dfrac{1}{3} . - Da soma:
a + b + c + \dfrac{1}{6} + a = 1 \iff \dfrac{1}{6} + \dfrac{1}{3} + c + \dfrac{1}{6} + \dfrac{1}{6} = 1 c = 1 - \dfrac{5}{6} = \dfrac{1}{6}
Repara em que
E(X) = 0 \times 0{,}75 + 1 \times 0{,}15 + 2 \times 0{,}07 + 3 \times 0{,}03 = 0{,}15 + 0{,}14 + 0{,}09 = 0{,}38 E(X^{2}) = 0{,}15 + 4 \times 0{,}07 + 9 \times 0{,}03 = 0{,}15 + 0{,}28 + 0{,}27 = 0{,}70 {\sigma}^{2}(X) = 0{,}70 - 0{,}38^{2} = 0{,}70 - 0{,}1444 = 0{,}5556 , logo{\sigma}(X) \approx 0{,}75 .- Como
Y = 8 - X , cada valor deY é8 menos o deX , com a mesma probabilidade:E(Y) = 8 - 0{,}38 = 7{,}62 . - O desvio padrão não muda:
{\sigma}(Y) \approx 0{,}75 . Trocar o sentido e deslocar não altera o espalhamento — as distâncias entre os valores são exatamente as mesmas.A distribuição deY é a deX refletida em torno dex = 4 . Refletir e deslocar mexe no centro, nunca na dispersão.
Faz a árvore: o primeiro teste ou dá logo uma pilha boa, ou obriga a continuar. Repara em que ao fim de três testes já é certo ter aparecido uma pilha boa.
- Há 3 pilhas boas e 2 gastas.
P(X = 1) = \dfrac{3}{5} — a primeira já funciona.P(X = 2) = \dfrac{2}{5} \times \dfrac{3}{4} = \dfrac{3}{10} — a primeira gasta, a segunda boa.P(X = 3) = \dfrac{2}{5} \times \dfrac{1}{4} \times 1 = \dfrac{1}{10} — as duas gastas e, aí, a terceira é obrigatoriamente boa.- Controlo:
\dfrac{6}{10} + \dfrac{3}{10} + \dfrac{1}{10} = 1 ✓ E(X) = 1 \times 0{,}6 + 2 \times 0{,}3 + 3 \times 0{,}1 = 1{,}5 pilhas.
Valor médio e desvio padrão
Dois números resumem um modelo: onde está o centro e quanto se espalha. São os parâmetros da população —
- Reconhecer que os dois parâmetros mais importantes de uma população são o valor médio e o desvio padrão populacional, representados pelas letras gregas
{\mu} e{\sigma} . - Compreender o paralelismo entre o valor médio
{\mu} e a média\overline{x} , e entre o desvio padrão populacional{\sigma} e o desvio padrão amostrals . - Calcular o valor médio e o desvio padrão populacional de uma variável aleatória de suporte finito, a partir da f.m.p.
É a média dos valores, pesada pelas respetivas probabilidades. Compara com a média de dados agrupados numa tabela de frequências relativas: a fórmula é a mesma, com as frequências relativas no papel das probabilidades.
Ao quadrado,
As duas colunas fazem as mesmas contas — mudam os pesos e muda o denominador. À esquerda mediu-se; à direita modelou-se.
| Amostra · o que se observou | População · o modelo | |
|---|---|---|
| a variável | variável estatística |
variável aleatória |
| os pesos | frequências relativas |
probabilidades |
| centro | ||
| dispersão | ||
| que tipo de número é | muda de amostra para amostra | é fixo — em geral desconhecido |
Ao calcular
Em
Se o enunciado dá uma tabela de probabilidades — ou uma f.m.p. —, o que se pede é
No lançamento de um dado,
Num jogo paga-se 2 € para participar. Lança-se um dado equilibrado: se sair 6 recebem-se 10 €; se sair 4 ou 5 recebem-se 2 €; nos restantes casos não se recebe nada. Seja
- Valores de
G : sai 6 ⟹10 - 2 = 8 ; sai 4 ou 5 ⟹2 - 2 = 0 ; sai 1, 2 ou 3 ⟹-2 .
| Total | ||||
|---|---|---|---|---|
{\mu} = -2 \times \dfrac{3}{6} + 0 \times \dfrac{2}{6} + 8 \times \dfrac{1}{6} = \dfrac{-6 + 8}{6} = \dfrac{1}{3} \approx 0{,}33 - O jogo é favorável ao jogador: em média ganha cerca de 33 cêntimos por jogada. Um jogo justo teria
{\mu} = 0 . g_{1}^{2}p_{1} + g_{2}^{2}p_{2} + g_{3}^{2}p_{3} = 4 \times \dfrac{3}{6} + 0 + 64 \times \dfrac{1}{6} = \dfrac{12 + 64}{6} = \dfrac{76}{6} {\sigma}^{2} = \dfrac{76}{6} - \left(\dfrac{1}{3}\right)^{2} = \dfrac{38}{3} - \dfrac{1}{9} = \dfrac{113}{9} , logo{\sigma} = \dfrac{\sqrt{113}}{3} \approx 3{,}54 .Um desvio padrão de 3,5 € para um ganho médio de 0,33 € diz que o resultado de uma jogada é muito instável — é o que torna o jogo apelativo.
NumWorks Calcular o valor médio e o desvio padrão
-
Abre a aplicação Estatística: tecla casa e depois escolhe o ícone das barras.
É a mesma aplicação que usaste no 10.º ano para calcular médias — a diferença está no que se escreve na coluna das frequências.
O menu de aplicações. A Estatística é o ícone das barras. -
Na coluna Valores V1 escreve os valores
x_{i} ; na coluna Frequências N1 escreve as probabilidadesp_{i} .Aqui:
x_{i} = 1, 2, 3, 4, 5 comp_{i} = 0{,}1;\ 0{,}2;\ 0{,}4;\ 0{,}2;\ 0{,}1 .Confirma-as com a vista de olhos do costume:
0{,}1+0{,}2+0{,}4+0{,}2+0{,}1 = 1 ✓Os valores numa coluna, as probabilidades na outra. -
Passa ao separador Estat. A máquina devolve
\overline{x} = 3 e{\sigma} = 1{,}095445 .Como as «frequências» somam
1 , o que ali aparece como média é o valor médio:{\mu} = 3 . E o desvio padrão{\sigma} é o populacional — o que se pretende.Repara em
n = 1 : a calculadora somou as frequências e deu 1.Média 3 e desvio padrão 1,095445 — são μ e σ. -
Continua a descer na lista até Desvio padrão amostral s. Aparece
7{,}35 \times 10^{7} — um valor absurdo.Não é um erro da máquina. A fórmula amostral divide por
n-1 e aquin = 1 , ou seja, divide por zero. É o sinal de ques não faz sentido neste ecrã: não tens uma amostra, tens um modelo.s dispara: a fórmula amostral divide por n−1 = 0.
NumWorks E quando os dados são uma amostra?
-
Agora as mesmas cinco pontuações, mas observadas em
15 alunos: as frequências são contagens —2, 3, 5, 4, 1 .Escreve por cima dos valores antigos da coluna N1; a coluna V1 fica igual.
Agora as frequências são contagens e somam 15. -
No separador Estat:
n = 15 ,\overline{x} = 2{,}933333 e{\sigma} = 1{,}123487 .Este
{\sigma} descreve estes 15 alunos, tratados como se fossem toda a população.n = 15: a média e o desvio padrão da amostra. -
Mais abaixo,
s = 1{,}162919 : o desvio padrão amostral, que divide porn - 1 = 14 .Agora
s tem significado — é a estimativa do desvio padrão da população a partir da amostra. É ligeiramente maior do que{\sigma} , e é sempre assim.Controlo:
s^{2} = {\sigma}^{2} \times \dfrac{n}{n-1} = 1{,}262222 \times \dfrac{15}{14} = 1{,}352381 ✓Aqui s = 1,162919 tem significado.
Python Valor médio e desvio padrão a partir da tabela
valores = [0, 1, 2, 3]
probs = [0.1, 0.3, 0.4, 0.2]
mu = sum(x*p for x, p in zip(valores, probs))
var = sum((x-mu)**2 * p for x, p in zip(valores, probs))
print('Soma das probabilidades:', sum(probs))
print('Valor medio mu =', mu)
print('Desvio padrao =', var**0.5)
# As duas formulas da seccao, escritas tal e qual.
valores = [0, 1, 2, 3]
probs = [0.1, 0.3, 0.4, 0.2]
# 'zip' anda nas duas listas ao mesmo tempo: (0, 0.1), (1, 0.3), ...
mu = sum(x*p for x, p in zip(valores, probs)) # mu = soma de x*p
var = sum((x-mu)**2 * p for x, p in zip(valores, probs)) # var = soma de (x-mu)^2 * p
print('Soma das probabilidades:', sum(probs)) # tem de dar 1
print('Valor medio mu =', mu)
print('Desvio padrao =', var**0.5) # **0.5 e' a raiz quadrada
A primeira linha impressa é a verificação que nunca se deve saltar: se as probabilidades não somarem
Exercícios propostos
Seis exercícios sobre o centro e o espalhamento de um modelo — incluindo a pergunta que decide tudo: isto é uma amostra ou é um modelo?
A variável aleatória
| 0 | 1 | 2 | 3 | |
|---|---|---|---|---|
| 0,2 | 0,3 | 0,4 | 0,1 |
Determina o valor médio e o desvio padrão de
Numa quermesse vendem-se 500 rifas a 2 € cada. Há um prémio de 300 € e dois prémios de 50 €. Seja
a) Constrói a f.m.p. de
A variável aleatória
Sabendo que
Uma associação de estudantes tem de escolher uma de duas bancas para a feira anual. Estima-se que:
Banca A — lucro de 400 € com probabilidade 0,5; lucro de 700 € com probabilidade 0,2; prejuízo de 200 € com probabilidade 0,3. Banca B — lucro de 300 € com probabilidade 0,6; lucro de 500 € com probabilidade 0,3; prejuízo de 100 € com probabilidade 0,1.
a) Qual das bancas dá maior lucro esperado?b) Compara os desvios padrão e comenta.
Um professor registou quantos livros cada um dos 20 alunos da sua turma leu no último ano:
| Livros | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
|---|---|---|---|---|---|
| N.º de alunos | 3 | 5 | 6 | 4 | 2 |
a) Determina, com a calculadora, a média e o desvio padrão adequados a estes dados.
b) Um estudo nacional afirma que o número de livros lidos por aluno tem valor médio 3 e desvio padrão 1,5. Que símbolos se devem usar nesse caso, e porquê são diferentes dos da alínea anterior?
Num supermercado, os ovos vendem-se em caixas de oito. Seja
| 0 | 1 | 2 | 3 | |
|---|---|---|---|---|
| 0,75 | 0,15 | 0,07 | 0,03 |
a) Determina
c) Comenta a relação entre as respostas às duas alíneas.
Num jogo lança-se um dado cúbico equilibrado e recebe-se, em euros, o quadrado do número saído. Para jogar, paga-se 15 €. Seja
a) Constrói a f.m.p. de
c) O jogo é favorável ao jogador? A resposta convence-te a jogar? Justifica em duas linhas.
Na calculadora: valores numa coluna, probabilidades na outra. Como as «frequências» somam 1, a média que aparece é
{\mu} = 0 \times 0{,}2 + 1 \times 0{,}3 + 2 \times 0{,}4 + 3 \times 0{,}1 = 0 + 0{,}3 + 0{,}8 + 0{,}3 = 1{,}4 E(X^{2}) = 0 + 1 \times 0{,}3 + 4 \times 0{,}4 + 9 \times 0{,}1 = 0{,}3 + 1{,}6 + 0{,}9 = 2{,}8 {\sigma}^{2} = 2{,}8 - 1{,}4^{2} = 2{,}8 - 1{,}96 = 0{,}84 {\sigma} = \sqrt{0{,}84} \approx 0{,}92
O ganho líquido já desconta os 2 € da rifa. Há três resultados possíveis, e o mais provável é de longe o de não ganhar nada.
- Ganhar o prémio grande:
300 - 2 = 298 €, com probabilidade\dfrac{1}{500} . - Ganhar um dos pequenos:
50 - 2 = 48 €, com probabilidade\dfrac{2}{500} . - Não ganhar:
-2 €, com probabilidade\dfrac{497}{500} . E(G) = \dfrac{298 \times 1 + 48 \times 2 + (-2) \times 497}{500} = \dfrac{298 + 96 - 994}{500} = \dfrac{-600}{500} = -1{,}20 €- Em média perde-se 1,20 € por rifa. É o que se esperava: a quermesse arrecada
1000 € e distribui400 € em prémios, ficando com600 € — que divididos por 500 rifas dão exatamente1{,}20 €.Um jogo justo teriaE(G) = 0 . Aqui o valor negativo é o «preço» de participar — e é assim que estas iniciativas angariam fundos.
Tens duas condições: a soma das probabilidades é 1 e o valor médio é 2,7. Duas equações, duas incógnitas.
- Soma das probabilidades:
0{,}1 + a + b + 0{,}2 = 1 \iff a + b = 0{,}7 - Valor médio:
1 \times 0{,}1 + 2a + 3b + 4 \times 0{,}2 = 2{,}7 \iff 2a + 3b = 1{,}8 - De
a = 0{,}7 - b vem2(0{,}7 - b) + 3b = 1{,}8 \iff 1{,}4 + b = 1{,}8 \iff b = 0{,}4 - Logo
a = 0{,}3 .Confirma sempre que as duas são probabilidades válidas:0{,}3 e0{,}4 estão entre 0 e 1 ✓
O prejuízo entra como valor negativo. Na alínea b) usa
E(A) = 400 \times 0{,}5 + 700 \times 0{,}2 + (-200) \times 0{,}3 = 200 + 140 - 60 = 280 €E(B) = 300 \times 0{,}6 + 500 \times 0{,}3 + (-100) \times 0{,}1 = 180 + 150 - 10 = 320 €- A banca B tem maior lucro esperado.
E(A^{2}) = 160\,000 \times 0{,}5 + 490\,000 \times 0{,}2 + 40\,000 \times 0{,}3 = 190\,000 , logo{\sigma}_{A} = \sqrt{190\,000 - 280^{2}} = \sqrt{111\,600} \approx 334 €.E(B^{2}) = 90\,000 \times 0{,}6 + 250\,000 \times 0{,}3 + 10\,000 \times 0{,}1 = 130\,000 , logo{\sigma}_{B} = \sqrt{130\,000 - 320^{2}} = \sqrt{27\,600} \approx 166 €.- A banca B ganha nas duas frentes: lucro esperado maior e risco menor. A decisão é fácil — o que nem sempre acontece.Quando o maior lucro esperado vem acompanhado de maior desvio padrão, a escolha deixa de ser matemática e passa a depender de quanto risco se aceita correr.
Na alínea a) os dados foram recolhidos. Na b) é um modelo para toda a população. Os símbolos não são os mesmos.
n = 3+5+6+4+2 = 20 e\sum x_{i}n_{i} = 3 + 10 + 18 + 16 + 10 = 57 , pelo que\overline{x} = \dfrac{57}{20} = 2{,}85 livros.- Com a calculadora, o desvio padrão amostral é
s \approx 1{,}23 .São 20 alunos observados — uma amostra. És que se usa, e não{\sigma} . - Na alínea b) fala-se de toda a população de alunos do país: os símbolos são
{\mu} = 3 e{\sigma} = 1{,}5 . - A diferença não é de notação, é de natureza:
\overline{x} es mudariam se o professor tivesse outra turma;{\mu} e{\sigma} são fixos e descrevem o modelo.
Calcula primeiro o que se recebe em cada face — o quadrado — e só depois desconta os 15 €.
- Recebe-se
1, 4, 9, 16, 25, 36 ; descontando os 15 € o ganho líquido é-14, -11, -6, 1, 10, 21 , cada um com probabilidade\dfrac{1}{6} . E(G) = \dfrac{-14 - 11 - 6 + 1 + 10 + 21}{6} = \dfrac{1}{6} \approx 0{,}17 €E(G^{2}) = \dfrac{196 + 121 + 36 + 1 + 100 + 441}{6} = \dfrac{895}{6} \approx 149{,}17 {\sigma}^{2} = 149{,}17 - \left(\dfrac{1}{6}\right)^{2} \approx 149{,}14 , logo{\sigma} \approx 12{,}21 €.- O jogo é favorável, mas por 17 cêntimos por jogada — e com um desvio padrão de mais de 12 €. Numa jogada isolada, o que domina é a instabilidade: em quatro das seis faces perde-se dinheiro.A vantagem só se materializa ao fim de muitíssimas jogadas. É esta a diferença entre «favorável em média» e «vale a pena jogar uma vez».
Um dado cúbico equilibrado é lançado 3000 vezes e somam-se todos os números obtidos.
De qual dos valores seguintes é de esperar que essa soma esteja mais próxima?
- (A)9000
- (B)10 500
- (C)12 000
- (D)15 000
Uma variável aleatória
Qual é o valor médio de
- (A)
a + b - (B)
\dfrac{2a + 5b}{2} - (C)
5 - 3a - (D)
\dfrac{a + b}{2}
Registou-se durante muitas semanas o número de avarias de uma máquina. A partir das frequências obtidas construiu-se o seguinte modelo para a variável aleatória
| 0 | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 0,05 | 0,18 | 0,27 | 0,22 | 0,15 | 0,08 | 0,05 |
Determina, recorrendo à calculadora, o valor médio e o desvio padrão de
A variável aleatória
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 0,05 | 0,25 | 0,1 | 0,3 |
Sabendo que
Uma soma de 3000 lançamentos é 3000 vezes o valor médio de um lançamento.
- Num lançamento,
{\mu} = \dfrac{1+2+3+4+5+6}{6} = \dfrac{21}{6} = 3{,}5 . - Em 3000 lançamentos é de esperar uma soma próxima de
3000 \times 3{,}5 = 10\,500 .Não se espera exactamente 10 500 — espera-se um valor próximo. Quanto maior o número de lançamentos, menor a diferença relativa.
Só há dois valores, portanto
E(X) = 2a + 5b - Como
a + b = 1 , vemb = 1 - a . E(X) = 2a + 5(1-a) = 2a + 5 - 5a = 5 - 3a
Duas condições: a soma das probabilidades é 1 e o valor médio é 4,9. Resolve o sistema em
- Soma:
0{,}05 + 0{,}25 + a + b + 0{,}1 + 0{,}3 = 1 \iff a + b = 0{,}30 - Valor médio:
2(0{,}05) + 3(0{,}25) + 4a + 5b + 6(0{,}1) + 7(0{,}3) = 4{,}9 - Ou seja
0{,}1 + 0{,}75 + 0{,}6 + 2{,}1 + 4a + 5b = 4{,}9 \iff 4a + 5b = 1{,}35 - Substituindo
a = 0{,}30 - b :4(0{,}30 - b) + 5b = 1{,}35 \iff 1{,}2 + b = 1{,}35 \iff b = 0{,}15 - Logo
a = 0{,}30 - 0{,}15 = 0{,}15 = b , como se queria mostrar. ∎
Valores numa coluna, probabilidades na outra. Como somam 1, a média que a calculadora dá é
- Introduzindo os valores em V1 e as probabilidades em N1, a calculadora devolve
\overline{x} = 2{,}68 e{\sigma} \approx 1{,}50 . - Como as «frequências» somam 1, aquela média é o valor médio:
{\mu} = 2{,}68 avarias por semana. - Confirmação à mão:
E(X^{2}) = 0{,}18 + 4(0{,}27) + 9(0{,}22) + 16(0{,}15) + 25(0{,}08) + 36(0{,}05) = 9{,}44 e{\sigma}^{2} = 9{,}44 - 2{,}68^{2} = 2{,}2576 , donde{\sigma} \approx 1{,}50 ✓Ignora o «desvio padrão amostral» que aparece no mesmo ecrã: aqui não há amostra nenhuma.
Se
- Como
A eB são independentes eP(A) \neq 0 , tem-seP(B \mid A) = P(B) . - Primeiro membro:
P(B) + P(A)\left(1 - P(B)\right) = P(B) + P(A) - P(A) \times P(B) - Segundo membro: como
P\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A) ,P(A) + P(B)\left(1 - P(A)\right) = P(A) + P(B) - P(A) \times P(B) - Os dois membros são iguais, o que prova a igualdade. ∎
Começa pelo primeiro membro, aplicando a fórmula da probabilidade da reunião. Repara também em que
- Aplicando ao primeiro membro a fórmula da probabilidade da reunião:
P\left(A \cup \overline{B}\right) = P(A) + P\left(\overline{B}\right) - P\left(A \cap \overline{B}\right) - Ora
P\left(\overline{B}\right) = 1 - P(B) e, comoA = (A \cap B) \cup \left(A \cap \overline{B}\right) é uma reunião de acontecimentos incompatíveis,P\left(A \cap \overline{B}\right) = P(A) - P(A \cap B) - Substituindo:
P\left(A \cup \overline{B}\right) = P(A) + 1 - P(B) - P(A) + P(A \cap B) = 1 - P(B) + P(A \cap B) - Logo
P\left(A \cup \overline{B}\right) - 1 + P(B) = P(A \cap B) - Por outro lado, pela definição de probabilidade condicionada (
P(A) \neq 0 ):P(A) \times P(B \mid A) = P(A) \times \dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} = P(A \cap B) - Os dois membros são iguais a
P(A \cap B) . ∎
A primeira condição determina completamente
- Da primeira condição. Sendo
A e\overline{A} equiprováveis,P(A) = P\left(\overline{A}\right) . ComoP(A) + P\left(\overline{A}\right) = 1 , vem2P(A) = 1 , ou seja,P(A) = \dfrac{1}{2} . - Da segunda condição. Sendo
A eB independentes,P(A \cap B) = P(A) \times P(B) . - Aplicando a fórmula da probabilidade da reunião:
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A)P(B) = \dfrac{1}{2} + P(B) - \dfrac{1}{2}P(B) = \dfrac{1}{2} + \dfrac{P(B)}{2} - Multiplicando ambos os membros por
2 :2P(A \cup B) = 1 + P(B) como se pretendia. ∎
Acontecimentos incompatíveis não podem ocorrer em simultâneo:
- Como
A eB são incompatíveis,A \cap B = \varnothing e, portanto,P(A \cap B) = 0 . - Primeira probabilidade.
P(A \mid B) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{0}{P(B)} = 0 . - Segunda probabilidade. Como
A \cap B = \varnothing , todo o acontecimentoA está contido em\overline{B} , ou seja,A \cap \overline{B} = A . LogoP\left(\overline{B} \mid A\right) = \dfrac{P\left(A \cap \overline{B}\right)}{P(A)} = \dfrac{P(A)}{P(A)} = 1 - Terceira probabilidade. Por hipótese
P(A) > 0 . Além disso, comoA eB são incompatíveis,P(A) + P(B) = P(A \cup B) \leq 1 , dondeP(A) \leq 1 - P(B) < 1 , porqueP(B) \neq 0 . - Assim
0 < P(A) < 1 , e as três probabilidades são efetivamente distintas:P(A \mid B) < P(A) < P\left(\overline{B} \mid A\right) ∎
Repara em que
- Como
A eB são independentes,P(A \cap B) = P(A) \times P(B) . - Comecemos pelo primeiro membro, notando que
1 - P(B) = P\left(\overline{B}\right) eP\left(\overline{A}\right) = 1 - P(A) :P\left(\overline{A} \cap B\right) + \left(1-P(A)\right)\left(1-P(B)\right) - Desenvolvendo o produto:
= P\left(\overline{A} \cap B\right) + 1 - P(B) - P(A) + P(A)P(B) - Pela hipótese de independência,
P(A)P(B) = P(A \cap B) := P\left(\overline{A} \cap B\right) + P(A \cap B) + 1 - P(B) - P(A) - Ora
B = (A \cap B) \cup \left(\overline{A} \cap B\right) é uma reunião de acontecimentos incompatíveis, pelo queP\left(\overline{A} \cap B\right) + P(A \cap B) = P(B) := P(B) + 1 - P(B) - P(A) = 1 - P(A) = P\left(\overline{A}\right) ∎
Aplica a definição de probabilidade condicionada à primeira parcela e simplifica
- Pela definição de probabilidade condicionada:
P\left(\overline{A} \cap B \mid B\right) = \dfrac{P\left(\left(\overline{A} \cap B\right) \cap B\right)}{P(B)} - Como
B \cap B = B , tem-se\left(\overline{A} \cap B\right) \cap B = \overline{A} \cap B e, portanto,P\left(\overline{A} \cap B \mid B\right) = \dfrac{P\left(\overline{A} \cap B\right)}{P(B)} = P\left(\overline{A} \mid B\right) - Finalmente, fixado
B comP(B) \neq 0 , a probabilidade condicionada é ela própria uma probabilidade, pelo queP\left(\overline{A} \mid B\right) + P(A \mid B) = 1 - Substituindo, obtém-se a igualdade pretendida. ∎
Aplica as leis de De Morgan ao acontecimento
- Pela definição de probabilidade condicionada:
P\left(\overline{\overline{A} \cap B} \;\middle|\; B\right) = \dfrac{P\left(\overline{\overline{A} \cap B} \cap B\right)}{P(B)} - Leis de De Morgan:
\overline{X \cap Y} = \overline{X} \cup \overline{Y} . Aplicando comX = \overline{A} eY = B , e usando\overline{\overline{A}} = A :\overline{\overline{A} \cap B} = A \cup \overline{B} - Propriedade distributiva:
\left(A \cup \overline{B}\right) \cap B = (A \cap B) \cup \left(\overline{B} \cap B\right) = (A \cap B) \cup \varnothing = A \cap B - Substituindo:
P\left(\overline{\overline{A} \cap B} \;\middle|\; B\right) = \dfrac{P(A \cap B)}{P(B)} = P(A \mid B) ∎
Parte de
- Como qualquer probabilidade não excede
1 :P(A \cup B) \leq 1 - Pela fórmula da probabilidade da reunião,
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) , dondeP(A) + P(B) - P(A \cap B) \leq 1 \;\Leftrightarrow\; P(A \cap B) \geq P(A) + P(B) - 1 - Como
P(A) > 0 , dividir ambos os membros porP(A) preserva o sentido da desigualdade:\dfrac{P(A \cap B)}{P(A)} \geq \dfrac{P(A) + P(B) - 1}{P(A)} - O primeiro membro é, por definição,
P(B \mid A) . Quanto ao segundo:\dfrac{P(A) + P(B) - 1}{P(A)} = \dfrac{P(A)}{P(A)} - \dfrac{1 - P(B)}{P(A)} = 1 - \dfrac{1 - P(B)}{P(A)} - Obtém-se assim a desigualdade pretendida. ∎
Escreve
- Como
P(B) \neq 0 , tem-seP(A \cap B) = P(A \mid B) \times P(B) . Substituindo na fórmula da reunião:P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \mid B) \times P(B) - Por outro lado,
P\left(\overline{B}\right) = 1 - P(B) , pelo queP(A \mid B) \times P\left(\overline{B}\right) = P(A \mid B) - P(A \mid B) \times P(B) - A desigualdade do primeiro membro escreve-se então
P(A) + P(B) - P(A \mid B)P(B) < P(A \mid B) - P(A \mid B)P(B) - Adicionando
P(A \mid B) \times P(B) a ambos os membros — o que não altera o sentido da desigualdade — obtém-seP(A) + P(B) < P(A \mid B) - Como todos os passos são equivalências, as duas condições são equivalentes. ∎
Escreve
- Pela definição de probabilidade condicionada:
P\left(\overline{A} \mid B\right) = \dfrac{P\left(\overline{A} \cap B\right)}{P(B)} - Como
B = (A \cap B) \cup \left(\overline{A} \cap B\right) é uma reunião de acontecimentos incompatíveis,P\left(\overline{A} \cap B\right) = P(B) - P(A \cap B) . - As duas frações têm o mesmo denominador:
\dfrac{P(A \cup B)}{P(B)} - \dfrac{P(B) - P(A \cap B)}{P(B)} = \dfrac{P(A \cup B) - P(B) + P(A \cap B)}{P(B)} - Substituindo
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) no numerador:P(A) + P(B) - P(A \cap B) - P(B) + P(A \cap B) = P(A) - Logo o quociente é
\dfrac{P(A)}{P(B)} . ∎
Modelo Normal
Alturas, erros de medição, notas de um exame: quando muitas causas pequenas e independentes se somam, aparece sempre a mesma curva.
- Reconhecer o modelo Normal, de suporte contínuo, como um dos modelos de probabilidade mais importantes para a modelação de fenómenos aleatórios.
- Identificar que as curvas desta família são simétricas, com o aspeto de um sino, e que cada distribuição Normal fica definida pelos parâmetros
{\mu} e{\sigma} . - Saber que o valor médio determina o eixo de simetria e que a distância entre esse eixo e as abcissas dos pontos de mudança de curvatura é igual ao desvio padrão.
- Calcular probabilidades com base nesta família de modelos.
Até aqui os espaços de resultados foram finitos. Mas muitas grandezas — a altura de um adulto, o tempo de espera de um autocarro, o comprimento de um salto — variam num intervalo contínuo. Para essas, o modelo não é uma tabela: é uma curva, e a probabilidade lê-se como uma área.
Uma variável aleatória
- a reta
x = {\mu} é o eixo de simetria; - os pontos de inflexão estão em
x = {\mu} - {\sigma} ex = {\mu} + {\sigma} ; - a área total sob a curva é
1 , eP(a \leq X \leq b) é a área entrea eb .
Da simetria sai imediatamente
Vale para qualquer distribuição Normal, quaisquer que sejam
Python A curva Normal, sem tabelas
from statistics import NormalDist
X = NormalDist(168, 7)
print('P(X < 175) :', X.cdf(175))
print('P(160 < X < 175):', X.cdf(175) - X.cdf(160))
print('Regra dos 68% :', X.cdf(175) - X.cdf(161))
print('Percentil 95 :', X.inv_cdf(0.95))
# NormalDist(media, desvio) e' o modelo Normal ja' feito.
from statistics import NormalDist
X = NormalDist(168, 7) # alturas, em cm
# 'cdf' e' a area acumulada a' ESQUERDA de um valor
print('P(X < 175) :', X.cdf(175))
# uma probabilidade entre dois valores e' a diferenca de duas areas
print('P(160 < X < 175):', X.cdf(175) - X.cdf(160))
# 161 e 175 sao mu-sigma e mu+sigma: deve dar perto de 0.6827
print('Regra dos 68% :', X.cdf(175) - X.cdf(161))
# 'inv_cdf' faz o caminho INVERSO: dada a area, devolve o valor
print('Percentil 95 :', X.inv_cdf(0.95))
cdf é o que a calculadora faz quando lhe pedes inv_cdf é o caminho inverso dos exercícios 62 e 64. Compara os resultados com os que obtiveste na NumWorks.
Laboratório · Do histograma à curva Normal
aumenta os dados, estreita as barrasA população é a altura, em centímetros, de um grupo grande de jovens:
Laboratório · A curva Normal
interativoMove
O tempo de vida de certas lâmpadas segue uma distribuição Normal de valor médio 1200 horas e desvio padrão 100 horas. Qual é a probabilidade de uma lâmpada durar entre 1100 e 1400 horas?
1100 = {\mu} - {\sigma} e1400 = {\mu} + 2{\sigma} .- Por simetria,
P({\mu} - {\sigma} \leq X \leq {\mu}) = \dfrac{0{,}6827}{2} \approx 0{,}3413 . - E
P({\mu} \leq X \leq {\mu} + 2{\sigma}) = \dfrac{0{,}9545}{2} \approx 0{,}4772 . - Somando os dois pedaços:
0{,}3413 + 0{,}4772 = 0{,}8185 . - Ou seja, cerca de
81{,}9\% .Repartir sempre pelo eixo de simetria e somar meias-áreas: é o método que dispensa a calculadora quando os extremos são{\mu} \pm k{\sigma} comk inteiro.
Exercícios propostos
Oito exercícios que percorrem os tipos de pergunta que o Exame faz sobre o modelo Normal: a regra dos 68-95-99,7, a calculadora, o caminho inverso, a comparação de duas curvas e a contagem esperada num lote.
Seja
a) Determina
Resolve sem recorrer à calculadora.
A altura, em centímetros, dos alunos de uma escola segue uma distribuição normal de valor médio 168 e desvio padrão 7.
Determina, recorrendo à calculadora, a probabilidade de um aluno escolhido ao acaso medir entre 160 cm e 175 cm. Apresenta o resultado em percentagem, arredondado às décimas.
Seja
a) Determina
Numa fábrica, o peso dos pacotes de arroz segue uma distribuição normal. Sabe-se que 68,27% dos pacotes pesam entre 990 g e 1010 g, e que a curva é simétrica em relação a 1000 g.
a) Indica o valor médio.b) Determina o desvio padrão.c) Entre que valores está 95,45% dos pacotes?
Duas variáveis aleatórias
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
a = c eb > d - (B)
a = c eb < d - (C)
a > c eb = d - (D)
a < c eb = d
O tempo de vida, em horas, de um modelo de lâmpada segue uma distribuição normal de valor médio 1200 e desvio padrão 80.
O fabricante quer anunciar uma duração mínima garantida, substituindo gratuitamente as lâmpadas que durem menos do que essa duração. Se quiser substituir apenas 5% das lâmpadas vendidas, que duração deve anunciar? Apresenta o resultado em horas, arredondado às unidades.
Uma máquina embala pacotes de café cuja massa, em gramas, segue uma distribuição normal de valor médio 500 e desvio padrão 8. Um pacote é rejeitado no controlo de qualidade se tiver menos de 490 g.
Num lote de 2000 pacotes, quantos é de esperar que sejam rejeitados?
O comprimento, em milímetros, de uma peça produzida em série segue uma distribuição normal de valor médio 40 mm. Sabe-se que 95,45% das peças têm comprimento compreendido entre 38 mm e 42 mm.
Determina o desvio padrão da distribuição, sem recorrer à calculadora.
Seja
Quais podem ser os valores de
- (A)
a = 10 eb = 30 - (B)
a = 15 eb = 25 - (C)
a = 5 eb = 35 - (D)
a = 20 eb = 30
O tempo de espera, em minutos, num serviço de apoio segue uma distribuição normal de valor médio 8 e desvio padrão 2,5.
a) Determina, com a calculadora, a probabilidade de a espera passar de 12 minutos. Apresenta o resultado em percentagem, arredondado às décimas.b) Num dia com 400 chamadas, quantas é de esperar que esperem mais de 12 minutos?c) O serviço quer garantir que 90% das chamadas esperam menos do que um certo tempo. Que tempo deve anunciar?
Num teste realizado por 240 alunos de uma escola, os níveis obtidos foram os seguintes.
| Nível | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
|---|---|---|---|---|---|
| N.º de alunos | 12 | 48 | 60 | 84 | 36 |
Escolhido um aluno ao acaso, qual é a probabilidade de o seu nível pertencer ao intervalo
As alturas dos homens adultos de um país seguem uma distribuição normal de valor médio 174 cm e desvio padrão 7 cm; as das mulheres, uma normal de valor médio 162 cm e desvio padrão 6 cm.
a) Determina a proporção de homens com mais de 188 cm.b) Determina a proporção de mulheres com mais de 174 cm.c) Uma pessoa mede 180 cm. É mais invulgar entre os homens ou entre as mulheres? Justifica sem recorrer à calculadora.
A curva é simétrica em relação à reta
- a) e b) Pela simetria, cada metade vale
0{,}5 . - c)
70 = {\mu} + 2{\sigma} e50 = {\mu} - 2{\sigma} : os dois valores estão à mesma distância da média, um de cada lado. - Pela simetria,
P(X < 50) = P(X > 70) = 0{,}0228 .Vale sempre:P(X < {\mu} - k{\sigma}) = P(X > {\mu} + k{\sigma}) . É o que dispensa metade das contas nestes itens.
Os 68,27% correspondem sempre ao intervalo
- a) O eixo de simetria é a média:
{\mu} = 1000 g. - b) Como
990 = {\mu} - {\sigma} , vem{\sigma} = 10 g. - c) 95,45% corresponde a
{\mu} \pm 2{\sigma} , isto é, entre980 g e1020 g.Ler os parâmetros a partir de uma percentagem conhecida é o caminho inverso do habitual — e é exatamente o que o exercício de achar o desvio padrão pede.
Em c) é o caminho inverso: dada a área, procura-se o valor. Na NumWorks, a mesma aplicação, com a probabilidade dada e o limite por determinar.
- a)
P(X > 12) \approx 0{,}0548 , ou seja 5,5%. - b)
400 \times 0{,}0548 \approx 21{,}9 : cerca de 22 chamadas. - c) Procura-se
a tal queP(X < a) = 0{,}9 . A calculadora dáa \approx 11{,}2 minutos.Controlo grosseiro para c):{\mu} + {\sigma} = 10{,}5 deixaria 84% abaixo, e{\mu}+2{\sigma} = 13 deixaria 97,7%. O valor tinha mesmo de ficar entre 10,5 e 13.
Em c), mede a distância a cada média em desvios padrão — é o que torna as duas populações comparáveis.
- a)
188 = 174 + 2 \times 7 = {\mu} + 2{\sigma} . Fora de{\mu} \pm 2{\sigma} fica1 - 0{,}9545 = 0{,}0455 , metade de cada lado:\approx 0{,}0228 , ou 2,3%. - b)
174 = 162 + 2 \times 6 = {\mu} + 2{\sigma} , e pelo mesmo raciocínio a proporção é também\approx 0{,}0228 . - c) Para os homens,
180 está a\dfrac{180-174}{7} \approx 0{,}86 desvios padrão acima da média. Para as mulheres, a\dfrac{180-162}{6} = 3 desvios padrão. - Três desvios padrão é muitíssimo mais raro do que 0,86: é bem mais invulgar entre as mulheres.Contar em desvios padrão em vez de centímetros é o que permite comparar duas distribuições diferentes. É a ideia por trás da variável reduzida, que aparece no ensino superior com o nome de
z .
Escreve 46, 54 e 58 em função de
46 = 50 - 4 = {\mu} - {\sigma} e54 = 50 + 4 = {\mu} + {\sigma} , logoP(46 < X < 54) \approx 0{,}6827 .58 = 50 + 2 \times 4 = {\mu} + 2{\sigma} . ComoP({\mu} - 2{\sigma} < X < {\mu} + 2{\sigma}) \approx 0{,}9545 , fora desse intervalo fica1 - 0{,}9545 = 0{,}0455 .- Pela simetria, metade está de cada lado:
P(X > 58) \approx \dfrac{0{,}0455}{2} = 0{,}02275 .
Os extremos não são múltiplos inteiros de
- Seja
X a altura, em cm:X \sim N(168;\, 7) . - Pretende-se
P(160 < X < 175) . - Com a calculadora,
P(160 < X < 175) \approx 0{,}7148 .Controlo grosseiro: 160 está a pouco mais de um desvio padrão abaixo da média e 175 a um desvio padrão acima — um valor à volta de 70% é o que se espera.
O eixo de simetria é
- Os gráficos são simétricos relativamente à mesma reta, e essa reta é
x = {\mu} em ambos: logo os valores médios são iguais,a = c . Ficam excluídas (C) e (D). - Quanto maior o desvio padrão, mais achatada é a curva — a área continua a ser 1, mas distribuída por uma faixa mais larga.
- Como a de
X_{2} é a mais achatada,d > b , ou sejab < d .
Procura-se
- Seja
X o tempo de vida, em horas:X \sim N(1200;\, 80) . - Substituir 5% das lâmpadas significa que 5% duram menos do que a duração anunciada
a :P(X < a) = 0{,}05 . - Com a calculadora — na NumWorks, a distribuição Normal permite dar a probabilidade e obter o valor — vem
a \approx 1068{,}4 . - Anunciando 1068 horas, a percentagem de substituições fica ligeiramente abaixo dos 5%.Arredondar para baixo é a escolha prudente: com 1069 horas o fabricante substituiria um pouco mais de 5%.
Calcula primeiro a probabilidade de um pacote ser rejeitado; o número esperado é essa probabilidade vezes o tamanho do lote.
- Seja
M a massa, em gramas:M \sim N(500;\, 8) . P(M < 490) \approx 0{,}1056 (com a calculadora).- Número esperado
= 0{,}1056 \times 2000 \approx 211{,}3 . - É de esperar que sejam rejeitados cerca de 211 pacotes.«É de esperar» não quer dizer que sejam exatamente 211 — quer dizer que, repetindo o processo muitas vezes, a média das rejeições rondaria esse valor.
Reconhece o número 95,45%. A que intervalo, em função de
P({\mu} - 2{\sigma} < X < {\mu} + 2{\sigma}) \approx 0{,}9545 , ou seja, 95,45%.- Como o intervalo dado é
\left]38,\, 42\right[ e{\mu} = 40 , tem-se{\mu} - 2{\sigma} = 38 e{\mu} + 2{\sigma} = 42 . - De
40 + 2{\sigma} = 42 vem2{\sigma} = 2 , logo{\sigma} = 1 mm.Repara em que o intervalo é simétrico em relação a 40 — é isso que autoriza a leitura direta.
Testa cada opção: escreve os extremos em função de
- (A)
10 = {\mu} - 2{\sigma} e30 = {\mu} + 2{\sigma} , o que dá\approx 0{,}9545 \approx 0{,}95 ✓ - (B)
15 = {\mu} - {\sigma} e25 = {\mu} + {\sigma} : dá\approx 0{,}6827 . - (C)
5 = {\mu} - 3{\sigma} e35 = {\mu} + 3{\sigma} : dá\approx 0{,}9973 . - (D)
\left]20,\, 30\right[ é apenas metade do intervalo de (A): dá\approx 0{,}4772 .
Aqui os dados são uma amostra: usa
n = 240 e\sum x_{i}n_{i} = 12 + 96 + 180 + 336 + 180 = 804 , logo\overline{x} = \dfrac{804}{240} = 3{,}35 .- Com a calculadora, o desvio padrão amostral é
s \approx 1{,}11 . - O intervalo é
\left]3{,}35 - 1{,}11;\; 3{,}35 + 1{,}11\right[ = \left]2{,}24;\; 4{,}46\right[ . - Os níveis inteiros nesse intervalo são o 3 e o 4: ao todo
60 + 84 = 144 alunos. P = \dfrac{144}{240} = 0{,}6 Se a distribuição fosse exatamente Normal, esperar-se-iam 68% — a diferença mede o quanto estes dados se afastam desse modelo.
Distribuição binomial
Repetir
- Reconhecer situações modeladas por repetições independentes de uma experiência com apenas dois resultados possíveis.
- Deduzir a expressão da distribuição binomial a partir das combinações e do princípio da multiplicação.
- Determinar o valor médio e o desvio padrão de uma variável aleatória com distribuição binomial.
Isto está fora do essencial. A distribuição binomial não é avaliada no Exame Nacional de Matemática A. Está aqui por três razões: é o sítio onde as combinações da secção 8 deixam de ser um exercício de contagem e passam a servir para alguma coisa; é o exemplo mais limpo de um modelo com parâmetros, que é a ideia central das secções 12 a 14; e é matéria corrente noutros países. Se estás a preparar o Exame, podes saltar — mas volta cá depois.
1 · Uma experiência com duas saídas
Antes de repetir seja o que for, olha-se para uma repetição. É o caso mais pobre que se pode imaginar — a variável só toma dois valores — e é justamente por isso que é aquele em que as fórmulas da secção 13 se calculam até ao fim, sem ficar nada por dizer.
Uma experiência aleatória com apenas dois resultados, a que se chama convencionalmente sucesso e insucesso. Sendo
| 0 | 1 | |
|---|---|---|
É uma f.m.p. como as da secção 12 — apenas com duas colunas.
De onde vêm as duas fórmulas
Não há nada de novo a aprender: aplica-se a esta tabela de duas colunas a definição de valor médio da secção 13,
Uma das parcelas anula-se, e sobra
O desvio padrão sai da outra definição da secção 13,
Aquele parêntesis reto vale
Um controlo que vale a pena guardar.
«Sucesso» não quer dizer nada de bom: é só o nome do resultado que estamos a contar. Numa peça saída de uma máquina, o «sucesso» costuma ser o defeito.
2 · Repetir n vezes
Lança-se uma moeda equilibrada três vezes e conta-se o número de caras. Para sair exatamente uma cara há três maneiras —
Aquele 3 é
Repete-se
Lê-se de trás para a frente:
Desenvolver
Ao aplicar a distributiva, cada termo do resultado escolhe de cada fator ou o
É o mesmo argumento do ponto 2, palavra por palavra: escolher quais dos
Com
A soma de todas as probabilidades de uma binomial tem exatamente essa forma, com
Ou seja, não é preciso verificar caso a caso que as probabilidades somam
E é daqui que vem o nome: as probabilidades
3 · Quando é que é binomial?
- O número de repetições
n está fixado à partida. - Cada repetição tem dois resultados possíveis.
- A probabilidade de sucesso
p é a mesma em todas as repetições. - As repetições são independentes.
Onde é que falha quase sempre. Extrair bolas de um saco sem reposição não é binomial: a probabilidade muda de extração para extração. Com reposição, é. E «lançar um dado até sair um 6» também não é: aí o que está fixado é o resultado, não o número de repetições.
4 · Valor médio e desvio padrão
Calcular
Cada
Falta uma propriedade, e é a única coisa que se acrescenta aqui: o valor médio de uma soma é a soma dos valores médios. Vale sempre, mesmo que as variáveis dependam umas das outras. Como as
Com as variâncias é preciso mais cuidado: só se somam quando as variáveis são independentes. Ora a independência das repetições é uma das quatro condições do ponto 3 — é aqui, e só aqui, que ela é precisa. Somando as
São os dois números da secção 13, agora escritos apenas à custa dos parâmetros. Não é preciso construir a tabela para os obter: uma binomial fica inteiramente descrita por
Convém não acreditar em palavra. Com
- Pela fórmula da distribuição,
P(X=0) = (1-p)^{2} ,P(X=1) = 2p(1-p) eP(X=2) = p^{2} . - Pela definição de valor médio,
{\mu} = 0 \times (1-p)^{2} + 1 \times 2p(1-p) + 2 \times p^{2} . {\mu} = 2p(1-p) + 2p^{2} = 2p\,\bigl[(1-p) + p\bigr] = 2p .- E
2p énp comn = 2 ✓A mesma conta com a definição de variância dá2p(1-p) , que énp(1-p) . Vale a pena fazê-la uma vez na vida — é mais longa, mas fecha do mesmo modo, pondo2p(1-p) em evidência.
Lança-se uma moeda equilibrada 5 vezes. Seja
X \sim B\left(5;\, \frac{1}{2}\right) , logoP(X=k) = {}^{5}C_{k} \left(\frac{1}{2}\right)^{k}\left(\frac{1}{2}\right)^{5-k} = \dfrac{{}^{5}C_{k}}{32} .- Como
p = 1-p , tudo se reduz a contar:{}^{5}C_{0}, \ldots, {}^{5}C_{5} valem1, 5, 10, 10, 5, 1 . -
k 0 1 2 3 4 5 P(X=k) \frac{1}{32} \frac{5}{32} \frac{10}{32} \frac{10}{32} \frac{5}{32} \frac{1}{32} - Somam
\dfrac{1+5+10+10+5+1}{32} = \dfrac{32}{32} = 1 ✓ {\mu} = np = 5 \times \frac{1}{2} = 2{,}5 e{\sigma} = \sqrt{5 \times \frac{1}{2} \times \frac{1}{2}} = \sqrt{1{,}25} \approx 1{,}118 .Repara na simetria da tabela: acontece sempre quep = 0{,}5 , e é por isso que este é o caso em que a binomial mais depressa se parece com a curva Normal.
Python A f.m.p. binomial, termo a termo
from math import comb
n, p = 8, 0.25
soma = 0
for k in range(n + 1):
pk = comb(n, k) * p**k * (1-p)**(n-k)
soma = soma + pk
print('P(X =', k, ') =', round(pk, 5))
print('Soma :', soma)
print('mu :', n*p, ' sigma:', (n*p*(1-p))**0.5)
# A formula da seccao, escrita linha a linha.
from math import comb # comb(n, k) e' o nosso nCk
n, p = 8, 0.25
soma = 0
for k in range(n + 1): # k vai de 0 ate' n, inclusive
pk = comb(n, k) * p**k * (1-p)**(n-k)
soma = soma + pk
print('P(X =', k, ') =', round(pk, 5))
print('Soma :', soma) # 1, pelo binomio de Newton
print('mu :', n*p, ' sigma:', (n*p*(1-p))**0.5)
Soma as duas primeiras probabilidades impressas: dá
Laboratório · A binomial e a curva Normal
interativoCada barra tem altura
NumWorks Calcular probabilidades binomiais
-
Tecla casa e abre a aplicação Probabilidades. A lista de distribuições abre já na Binomial.
É a mesma aplicação que usaste para a Normal na secção 14 — muda só a distribuição escolhida.
A lista abre com a Binomial em primeiro lugar. -
Define os dois parâmetros:
n , o número de ensaios, ep , a probabilidade de sucesso. Para o exercício A5:n = 8 ep = 0{,}25 .A máquina chama-lhe «número de ensaios» — é o
n da fórmula, o número de repetições fixado à partida.Os dois parâmetros, e nada mais: uma binomial fica definida por n e p. -
Em «Seguinte» aparece o gráfico de barras e a linha de cálculo. Escolhendo a forma
P(X \leq x) e escrevendox = 1 , a máquina devolve0{,}3670807\ldots É o que falta para responder:
P(X \geq 2) = 1 - P(X \leq 1) \approx 1 - 0{,}3671 = 0{,}6329 .Repara nas barras: a mais alta está em
k = 2 , perto de{\mu} = np = 2 . Clicando na seta à esquerda da linha escolhes outras formas —P(X = x) ,P(X \geq x) ouP(a \leq X \leq b) .A probabilidade acumulada, e o gráfico de barras por baixo.
Exercícios propostos
Dez exercícios pela ordem habitual: primeiro aplicar a fórmula, depois decidir se a fórmula se aplica, e por fim resolver ao contrário — descobrir
Lança-se uma moeda equilibrada 6 vezes. Seja
Determina
Lança-se um dado cúbico equilibrado 5 vezes.
a) Qual é a probabilidade de não sair nenhum 6?b) E a de sair pelo menos um 6?
Uma máquina produz peças e, em média, 3% saem com defeito. Recolhem-se 200 peças ao acaso e conta-se o número
Determina
Em qual das situações seguintes a variável
- (A)Lança-se uma moeda 20 vezes;
X é o número de coroas. - (B)De um saco com 4 bolas brancas e 6 pretas extraem-se 3 bolas com reposição;
X é o número de brancas. - (C)De um saco com 4 bolas brancas e 6 pretas extraem-se 3 bolas sem reposição;
X é o número de brancas. - (D)Inquirem-se 50 pessoas de uma cidade grande;
X é o número das que respondem «sim».
Numa linha de montagem, cada aparelho tem probabilidade
Determina a probabilidade de pelo menos dois precisarem de afinação, arredondada às milésimas.
Uma experiência tem probabilidade de sucesso
Qual é o menor número de repetições que garante uma probabilidade de pelo menos 99% de obter, no mínimo, um sucesso?
Uma variável aleatória
a) Determina
Considera as famílias com exatamente 3 filhos e admite que cada nascimento tem igual probabilidade de ser rapaz ou rapariga, de forma independente.
Num conjunto de 500 dessas famílias, quantas é de esperar que tenham exatamente 2 rapazes?
Seja
Mostra que
Lança-se uma moeda equilibrada 100 vezes e conta-se o número
a) Determina
Identifica
X \sim B\left(6;\, \frac{1}{2}\right) .P(X=4) = {}^{6}C_{4}\left(\frac{1}{2}\right)^{4}\left(\frac{1}{2}\right)^{2} = 15 \times \dfrac{1}{64} .P(X=4) = \dfrac{15}{64} \approx 0{,}234 .Compara comP(X=3) = \frac{20}{64} : o valor mais provável é o mais próximo de{\mu} = 3 , como seria de esperar.
«Pelo menos um» pede o acontecimento contrário de «nenhum». Aqui o sucesso é «sair 6», com
X \sim B\left(5;\, \frac{1}{6}\right) , sendoX o número de seis.P(X=0) = {}^{5}C_{0}\left(\frac{1}{6}\right)^{0}\left(\frac{5}{6}\right)^{5} = \left(\dfrac{5}{6}\right)^{5} = \dfrac{3125}{7776} \approx 0{,}402 .P(X \geq 1) = 1 - P(X=0) \approx 1 - 0{,}402 = 0{,}598 .Nunca somesP(X=1)+\cdots+P(X=5) quando o complementar tem um só termo. É o erro que mais tempo custa num teste.
São as duas fórmulas da secção:
X \sim B(200;\, 0{,}03) .{\mu} = 200 \times 0{,}03 = 6 peças.{\sigma} = \sqrt{200 \times 0{,}03 \times 0{,}97} = \sqrt{5{,}82} \approx 2{,}41 .Esperam-se 6 defeituosas, mas com um desvio padrão de 2,4 não é nada estranho encontrar 4 ou 9. É esta leitura que dá sentido ao{\sigma} .
Percorre as quatro condições. A que costuma cair é a da probabilidade constante.
- Em (A), (B) e (D) o número de repetições está fixado, há dois resultados, a probabilidade não muda e as repetições são independentes.
- Em (C), depois de sair uma bola branca ficam 3 brancas em 9: a probabilidade de sucesso passa de
\frac{4}{10} para\frac{3}{9} . Falha a condição da probabilidade constante. - Opção (C).Em (D) a população é grande, pelo que retirar 50 pessoas quase não altera as proporções — é o argumento habitual para tratar sondagens como binomiais mesmo sendo, em rigor, sem reposição.
X \sim B(8;\, 0{,}25) .P(X=0) = 0{,}75^{8} \approx 0{,}1001 .P(X=1) = {}^{8}C_{1} \times 0{,}25 \times 0{,}75^{7} \approx 0{,}2670 .P(X \geq 2) \approx 1 - 0{,}1001 - 0{,}2670 = 0{,}633 .Na calculadora podes pedir directamenteP(X \leq 1) e subtrair a 1: dá o mesmo e evita arredondar duas vezes.
Escreve a condição «pelo menos um sucesso» pelo complementar e resolve a inequação exponencial com logaritmos.
P(X \geq 1) = 1 - 0{,}8^{n} \geq 0{,}99 \Leftrightarrow 0{,}8^{n} \leq 0{,}01 .- Aplicando logaritmos, e como
\ln 0{,}8 < 0 , a desigualdade inverte-se:n \geq \dfrac{\ln 0{,}01}{\ln 0{,}8} \approx 20{,}6 . - Como
n é inteiro,n = 21 .Confirma:1 - 0{,}8^{20} \approx 0{,}9885 (ainda não chega) e1 - 0{,}8^{21} \approx 0{,}9908 ✓
De
{\mu} = np \Leftrightarrow 4 = 10p \Leftrightarrow p = 0{,}4 .{\sigma} = \sqrt{10 \times 0{,}4 \times 0{,}6} = \sqrt{2{,}4} \approx 1{,}55 .O{\sigma} de uma binomial é máximo quandop = 0{,}5 : é aí que há mais incerteza sobre cada repetição.
Calcula primeiro a probabilidade de uma família ter 2 rapazes; depois multiplica pelas 500.
- Para uma família,
Y \sim B\left(3;\, \frac{1}{2}\right) eP(Y=2) = {}^{3}C_{2}\left(\frac{1}{2}\right)^{3} = \dfrac{3}{8} . - Em 500 famílias esperam-se
500 \times \dfrac{3}{8} = 187{,}5 . - Cerca de 188 famílias.Também se pode ler assim: o número de famílias com 2 rapazes é ele próprio binomial,
B\left(500;\, \frac{3}{8}\right) , cujo valor médio énp = 187{,}5 . Dá o mesmo — e mostra que a binomial se pode encaixar dentro de outra.
Escreve a soma por extenso e compara com o desenvolvimento de
- Por definição,
\sum_{k=0}^{n} P(X=k) = \sum_{k=0}^{n} {}^{n}C_{k}\, p^{k}(1-p)^{n-k} . - O binómio de Newton diz que
(a+b)^{n} = \sum_{k=0}^{n} {}^{n}C_{k}\, a^{k} b^{\,n-k} . - Com
a = p eb = 1-p , a soma é\bigl(p + (1-p)\bigr)^{n} = 1^{n} = 1 . ∎É a verificação de que a fórmula define mesmo uma distribuição de probabilidade — e explica de onde vem o nome.
Escreve 40 e 60 em função de
{\mu} = 100 \times 0{,}5 = 50 e{\sigma} = \sqrt{100 \times 0{,}5 \times 0{,}5} = \sqrt{25} = 5 .40 = {\mu} - 2{\sigma} e60 = {\mu} + 2{\sigma} , pelo que a regra dá\approx 0{,}9545 .- O valor exato,
0{,}9648 , é um pouco maior. A Normal é apenas uma aproximação da binomial, tanto melhor quanto maior forn e mais próximo de0{,}5 estiverp . - Além disso,
X é discreta:P(40 \leq X \leq 60) inclui as barras dos extremos por inteiro, enquanto a área sob a curva entre 40 e 60 corta essas barras ao meio. Daí a Normal ficar ligeiramente abaixo.É esta a razão de ser da chamada correção de continuidade, que se aplica a área entre39{,}5 e60{,}5 — fora do programa, mas explica a diferença ao milésimo.
Exercícios de Exame · Variáveis aleatórias
Setenta e sete itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio sobre variáveis aleatórias, valor médio, modelo Normal e distribuição binomial — o tema das secções 12 a 15.
Lança-se duas vezes um dado equilibrado, com as faces numeradas de
Qual é a distribuição de probabilidades de
- (A)
x_i: 0,1,2 com\left(\dfrac{5}{6}\right)^{2},\; 2 \times \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6},\; \left(\dfrac{1}{6}\right)^{2} - (B)
x_i: 0,1,2 com\left(\dfrac{1}{6}\right)^{2},\; 2 \times \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6},\; \left(\dfrac{5}{6}\right)^{2} - (C)
x_i: 1,2,3 com\dfrac{5}{6},\; \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6},\; \dfrac{1}{6} - (D)
x_i: 1,2,3 com\dfrac{1}{6},\; \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6},\; \dfrac{5}{6}
Numa certa escola, a variável «altura das alunas do 12.º ano» segue uma distribuição aproximadamente normal de média
Relativamente a essa rapariga, qual dos acontecimentos seguintes é o mais provável?
- (A)A sua altura é superior a
180 cm. - (B)A sua altura é inferior a
180 cm. - (C)A sua altura é superior a
155 cm. - (D)A sua altura é inferior a
155 cm.
Uma caixa tem cinco bombons, dos quais apenas dois têm licor. Tira-se da caixa, ao acaso, uma amostra de três bombons. Seja
Qual das distribuições de probabilidades seguintes pode ser a de
- (A)
x_i: 0,1,2 com\dfrac{1}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{6}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{3}{{}^{5}C_{3}} - (B)
x_i: 0,1,2 com\dfrac{3}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{6}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{1}{{}^{5}C_{3}} - (C)
x_i: 1,2,3 com\dfrac{1}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{6}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{3}{{}^{5}C_{3}} - (D)
x_i: 1,2,3 com\dfrac{3}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{6}{{}^{5}C_{3}},\; \dfrac{1}{{}^{5}C_{3}}
Uma caixa contém bolas brancas e bolas pretas, num total de doze. Considera a experiência aleatória que consiste na extração sucessiva, com reposição, de duas bolas. Seja
a) Representa, através de uma tabela, a distribuição de probabilidades da variável
b) Quantas bolas brancas e quantas bolas pretas tem a caixa? Justifica.
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{5} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{1}{3} - (D)
\dfrac{1}{2}
Na figura estão representados os gráficos de duas distribuições normais: uma com valor médio
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
a = c eb > d - (B)
a = c eb < d - (C)
a > c eb = d - (D)
a < c eb = d
Na figura está representada a planificação de um dado equilibrado. Lança-se este dado duas vezes e consideram-se as variáveis aleatórias:
Uma destas quatro variáveis tem a distribuição de probabilidades seguinte. Qual delas?
- (A)
X_{1} - (B)
X_{2} - (C)
X_{3} - (D)
X_{4}
Numa caixa estão três cartões, numerados de
Qual é a distribuição de probabilidades de
- (A)
x_i: 2, 3 com probabilidades\dfrac{1}{3} e\dfrac{2}{3} - (B)
x_i: 1, 2, 3 com probabilidades todas iguais a\dfrac{1}{3} - (C)
x_i: 2, 3 com probabilidades\dfrac{1}{2} e\dfrac{1}{2} - (D)
x_i: 1, 2, 3 com probabilidades\dfrac{1}{6} ,\dfrac{1}{3} e\dfrac{1}{2}
A Patrícia tem uma caixa com cinco bombons de igual aspeto exterior, mas só um tem licor. Tira ao acaso um bombom, come-o e, se não for o do licor, experimenta outro — procedendo assim até encontrar e comer o bombom com licor.
Seja
- (A)
x_i: 0,1,2,3,4 com probabilidades todas iguais a0{,}2 - (B)
x_i: 0,1,2,3,4 com probabilidades0{,}1;\, 0{,}1;\, 0{,}2;\, 0{,}2;\, 0{,}4 - (C)
x_i: 1,2,3,4,5 com probabilidades todas iguais a0{,}2 - (D)
x_i: 1,2,3,4,5 com probabilidades0{,}1;\, 0{,}1;\, 0{,}2;\, 0{,}2;\, 0{,}4
O João tem no bolso seis moedas: duas de
Seja
Numa caixa existem cinco bolas brancas e três bolas pretas. Ao acaso, tiram-se sucessivamente duas bolas da caixa, sem repor a primeira antes de retirar a segunda.
Seja
A distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Sabendo que a média de
- (A)
a = \dfrac{1}{2} eb = \dfrac{1}{4} - (B)
a = \dfrac{3}{5} eb = \dfrac{1}{5} - (C)
a = \dfrac{2}{3} eb = \dfrac{1}{6} - (D)
a = \dfrac{1}{2} eb = \dfrac{1}{6}
O João tem catorze discos: seis portugueses, quatro espanhóis, três franceses e um italiano. Seleciona, ao acaso, quatro dos catorze discos.
Seja
Um dado equilibrado, com as faces numeradas de
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
a = \dfrac{1}{4} eb = \dfrac{1}{2} - (B)
a = \dfrac{1}{4} eb = \dfrac{1}{4} - (C)
a = \dfrac{1}{2} eb = \dfrac{1}{4} - (D)
a = \dfrac{1}{2} eb = \dfrac{1}{2}
O João vai lançar seis mil vezes um dado equilibrado, com as faces numeradas de
De qual dos valores seguintes é de esperar que a soma obtida esteja mais próxima?
- (A)
20\,000 - (B)
21\,000 - (C)
22\,000 - (D)
23\,000
A caixa
Seja
Admite que a variável «peso, em quilogramas, das raparigas de
Escolhida ao acaso uma rapariga de
- (A)
0{,}2 - (B)
0{,}25 - (C)
0{,}3 - (D)
0{,}35
Na figura está representada a planificação de um dado equilibrado. Lança-se este dado duas vezes e seja
Indica o valor de
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Qual é o valor médio desta variável aleatória?
- (A)
1{,}1 - (B)
1{,}2 - (C)
1{,}3 - (D)
1{,}4
A Sofia tem dois dados equilibrados: um cubo com as faces numeradas de
Determina
Uma variável aleatória
Sabendo que o valor médio de
- (A)
3 - (B)
2{,}5 - (C)
2 - (D)
1{,}5
Um saco contém dez bolas: quatro numeradas com o número
Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de
Admite que a variável «altura, em centímetros, dos rapazes de
Quais dos seguintes podem ser os valores de
- (A)
a = 140 eb = 170 - (B)
a = 120 eb = 140 - (C)
a = 130 eb = 150 - (D)
a = 150 eb = 180
O Jorge tem seis moedas no bolso e retira, simultaneamente e ao acaso, duas dessas moedas. Seja
Quais poderiam ser as seis moedas que o Jorge tinha inicialmente no bolso? Justifica.
Na figura está representada a planificação de um dado cúbico equilibrado. Lança-se o dado uma única vez e seja
Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de
A curva de Gauss representada na figura está associada a uma variável aleatória
Para um certo valor de
- (A)
1 - (B)
1{,}5 - (C)
2 - (D)
2{,}5
Admite que a variável «peso, em gramas, das maçãs de um pomar» é bem modelada por uma distribuição normal
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
P(A) = P(B) - (B)
P(A) < P(B) - (C)
P(B) < P(A) - (D)
P(A) + P(B) = 1
Numa caixa há três fichas com o número
Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Sabendo que o valor médio de
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}2 - (C)
0{,}3 - (D)
0{,}4
Na figura está representada a planificação de um dado cúbico equilibrado em que cada face tem três números escritos. Lança-se o dado uma só vez e observam-se os três números da face que fica voltada para cima.
Seja
Um saco contém bolas brancas e bolas pretas, pelo menos uma de cada cor, num total de cinco. Tiram-se, simultaneamente e ao acaso, três bolas do saco. Seja
Sabendo que a variável toma exclusivamente os valores
O diâmetro, em milímetros, dos parafusos produzidos por uma máquina é uma variável aleatória
Qual é o desvio padrão de
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}3 - (C)
0{,}6 - (D)
0{,}9
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Qual é o valor de
- (A)
4 - (B)
5 - (C)
12 - (D)
15
Efetua-se um único lançamento de um dado tetraédrico com as faces numeradas de
Sabe-se que
Seja
Considera uma variável aleatória
Qual é o valor de
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
Considera o conjunto
Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de
Seja
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
P(X \geq 2) = 0{,}6 - (B)
P(4 \leq X \leq 5) = 0{,}4 - (C)
P(4 \leq X \leq 6) < 0{,}6 - (D)
P(X \leq 4) > 0{,}1
Lança-se um dado não equilibrado, com as faces numeradas de
a) Determina
b) Sejam
Uma variável aleatória
Qual dos números seguintes pode ser o valor médio de
- (A)
42 - (B)
45 - (C)
48 - (D)
51
Uma caixa tem seis bolas: três com o número
Seja
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Qual das igualdades seguintes é verdadeira?
- (A)
P(X{=}0) = P(X>1) - (B)
P(X{=}0) = P(X{=}2) - (C)
P(X{=}0) = P(X{=}3) - (D)
P(X<2) = P(X{=}3)
A figura representa as planificações de dois dados cúbicos equilibrados,
Seja
Numa prateleira existe um conjunto de dez perfumes diferentes, sendo três de homem e sete de senhora. A gerente pretende escolher, ao acaso, seis desses dez perfumes para colocar na montra.
Seja
- (A)
P(X{=}1) = \frac{35}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}2) = \frac{105}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}3) = \frac{70}{{}^{10}C_{6}} - (B)
P(X{=}0) = \frac{7}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}1) = \frac{63}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}2) = \frac{105}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}3) = \frac{35}{{}^{10}C_{6}} - (C)
P(X{=}1) = \frac{70}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}2) = \frac{105}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}3) = \frac{35}{{}^{10}C_{6}} - (D)
P(X{=}0) = \frac{35}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}1) = \frac{105}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}2) = \frac{63}{{}^{10}C_{6}},\; P(X{=}3) = \frac{7}{{}^{10}C_{6}}
Uma caixa contém quatro bolas brancas e quatro bolas pretas. Considera a experiência seguinte:
«Tira-se, ao acaso, uma bola da caixa. Se for branca, repõe-se na caixa; se for preta, deixa-se ficar fora da caixa. Em seguida tira-se, também ao acaso, uma segunda bola e procede-se do mesmo modo.»
Seja
O tempo
Para um certo valor de
- (A)
78 - (B)
82 - (C)
84 - (D)
88
Para um certo número real
Qual é o valor de
- (A)
\dfrac{1}{3} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{1}{5} - (D)
\dfrac{1}{6}
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Sabendo que
- (A)
\dfrac{1}{10} - (B)
\dfrac{4}{15} - (C)
\dfrac{7}{30} - (D)
\dfrac{1}{5}
Seja
Qual das igualdades seguintes é verdadeira?
- (A)
P(X \leq a) + P(X \geq -a) = 0 - (B)
P(X \leq a) = P(X \geq -a) - (C)
P(X \leq a) + P(X \geq -a) = 1 - (D)
P(X \leq a) = P(X \geq a)
Uma turma de 12.º ano é constituída por
Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de
Num saco estão cinco bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas com
Elabora uma composição em que expliques os valores da variável
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Sabendo que o valor médio de
- (A)
\dfrac{1}{4} - (B)
\dfrac{1}{3} - (C)
\dfrac{1}{2} - (D)
\dfrac{1}{5}
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Sabendo que
- (A)
0{,}46 - (B)
0{,}27 - (C)
0{,}08 - (D)
0
Seja
Qual dos números seguintes pode ser o valor de
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}2 - (C)
0{,}3 - (D)
0{,}4
Um saco contém quatro bolas com o número
Seja
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Sabendo que
- (A)
\dfrac{2}{3} - (B)
\dfrac{5}{7} - (C)
\dfrac{17}{19} - (D)
\dfrac{19}{12}
Considera uma variável aleatória
Qual é o valor de
- (A)
12 - (B)
11 - (C)
6 - (D)
4
Numa conferência de imprensa estiveram presentes
Considera agora a experiência que consiste em escolher, ao acaso, dois dos
Num saco estão doze bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de
Seja
As classificações obtidas pelos alunos de uma escola num teste de Português seguem aproximadamente uma distribuição normal de valor médio
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
P(J) < P(K) < P(I) - (B)
P(K) < P(I) < P(J) - (C)
P(I) < P(K) < P(J) - (D)
P(K) < P(J) < P(I)
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Sabendo que o valor médio de
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}2 - (C)
0{,}3 - (D)
0{,}4
Numa caixa estão cinco bolas, indistinguíveis ao tato, numeradas de
a) Constrói a tabela de distribuição de probabilidades de
b) Determina
Uma variável aleatória
Qual dos números seguintes pode ser o valor médio de
- (A)
32 - (B)
35 - (C)
38 - (D)
41
Uma caixa tem nove bolas distinguíveis apenas pela cor: seis pretas, duas brancas e uma amarela. Retira-se uma bola de cada vez, ao acaso e sem reposição, até ser retirada uma bola preta.
Seja
Uma caixa tem seis bolas distinguíveis apenas pela cor: duas azuis e quatro pretas. Retiram-se dessa caixa, simultaneamente e ao acaso, três bolas.
Seja
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Qual é o valor médio desta variável aleatória?
- (A)
2{,}1 - (B)
2{,}2 - (C)
2{,}3 - (D)
2{,}4
Considera nove bolas indistinguíveis ao tato: quatro numeradas com o número
Seja
Seja
Qual é o valor de
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}2 - (C)
0{,}3 - (D)
0{,}4
Seja
Qual é o valor, arredondado às centésimas, de
- (A)
0{,}68 - (B)
0{,}34 - (C)
0{,}32 - (D)
0{,}16
A tabela de distribuição de probabilidades de uma variável aleatória
Qual é o valor da probabilidade condicionada
- (A)
\dfrac{3}{4} - (B)
\dfrac{1}{4} - (C)
\dfrac{8}{9} - (D)
\dfrac{5}{9}
Seja
Qual é o valor de
- (A)
0{,}1 - (B)
0{,}2 - (C)
0{,}4 - (D)
0{,}6
Num saco encontram-se quatro bolas indistinguíveis ao tato, numeradas de
Para um certo valor de
- (A)
6 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
0
Seja
Qual é o valor, arredondado às milésimas, de
- (A)
0{,}926 - (B)
0{,}982 - (C)
0{,}977 - (D)
0{,}943
Um dado cúbico equilibrado tem todas as faces numeradas, umas com o número
Quantas faces estão numeradas com o número
- (A)Duas.
- (B)Três.
- (C)Quatro.
- (D)Cinco.
Um dado cúbico equilibrado tem uma face numerada com o número
Qual é o valor de
- (A)
0 - (B)
2 - (C)
-2 - (D)
-1
Seja
Qual é o valor, arredondado às milésimas, de
- (A)
0{,}046 - (B)
0{,}042 - (C)
0{,}023 - (D)
0{,}021
Uma caixa contém duas bolas brancas e três bolas pretas. Retiram-se, ao acaso e em simultâneo, duas bolas da caixa. Seja
Qual é o valor médio de
- (A)
0{,}9 - (B)
0{,}8 - (C)
0{,}7 - (D)
0{,}6
Admite que o preço de uma refeição numa cantina pode ser modelado por uma variável aleatória com distribuição normal de valor médio
A Carla almoçou nessa cantina. Qual é a probabilidade de ter pagado um valor entre
- (A)
24\% - (B)
38\% - (C)
44\% - (D)
68\%
Quantas vezes pode sair o
X conta ocorrências em dois lançamentos, pelo que só pode valer0 ,1 ou2 — as opções (C) e (D) ficam excluídas.- Em cada lançamento,
P(6) = \dfrac{1}{6} eP(\text{não } 6) = \dfrac{5}{6} ; os lançamentos são independentes. P(X=0) = \left(\dfrac{5}{6}\right)^{2} = \dfrac{25}{36} P(X=1) = 2 \times \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6} = \dfrac{10}{36} — o6 sai no primeiro ou no segundo lançamento.P(X=2) = \left(\dfrac{1}{6}\right)^{2} = \dfrac{1}{36} - Confirmação:
\dfrac{25+10+1}{36} = 1 ✓
Duas das opções têm probabilidade inferior a
- Como
\mu = 170 , as opções (A) e (D) descrevem caudas afastadas do valor médio, com probabilidade inferior a0{,}5 . Ficam a disputar as opções (B) e (C). - Opção (B):
P(X<180) , ou seja,0{,}5 mais a probabilidade do intervalo]170;\,180[ , de amplitude10 . - Opção (C):
P(X>155) , ou seja,0{,}5 mais a probabilidade do intervalo]155;\,170[ , de amplitude15 . - Como o segundo intervalo é mais largo — e ambos partem do valor médio — tem maior probabilidade. Logo
P(X>155) > P(X<180) .
Só há dois bombons com licor — pode
- Como só existem dois bombons com licor,
X nunca vale3 : as opções (C) e (D) ficam excluídas. - Casos possíveis:
{}^{5}C_{3} = 10 . P(X=0) = \dfrac{{}^{3}C_{3}}{10} = \dfrac{1}{10} — os três bombons sem licor.P(X=1) = \dfrac{{}^{2}C_{1} \times {}^{3}C_{2}}{10} = \dfrac{6}{10} ·P(X=2) = \dfrac{{}^{2}C_{2} \times {}^{3}C_{1}}{10} = \dfrac{3}{10} - Confirmação:
1+6+3 = 10 ✓
Com reposição, as duas extrações são independentes e com a mesma probabilidade. Repara em que
- Seja
p a probabilidade de sair bola branca numa extração. Como há reposição, as extrações são independentes eP(X=2) = p^{2} . - b) De
p^{2} = \dfrac{1}{16} vemp = \dfrac{1}{4} . Logo o número de bolas brancas é\dfrac{1}{4} \times 12 = 3 e o de bolas pretas12-3 = 9 . - a) Extraem-se sempre duas bolas, pelo que
Y = 2 - X : o número de pretas é o complementar do de brancas. Basta então inverter a tabela. - Diretamente, com
P(\text{preta}) = \dfrac{3}{4} :P(Y=0) = \left(\dfrac{1}{4}\right)^{2} = \dfrac{1}{16} ,P(Y=1) = 2 \times \dfrac{3}{4} \times \dfrac{1}{4} = \dfrac{3}{8} eP(Y=2) = \left(\dfrac{3}{4}\right)^{2} = \dfrac{9}{16} . x_{i} 0 1 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{1}{16} \dfrac{3}{8} \dfrac{9}{16} 1
Soma as três probabilidades e iguala a
a + 2a + a = 1 \;\Leftrightarrow\; 4a = 1 \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{1}{4}
O eixo de simetria dá o valor médio; a «largura» do sino dá o desvio padrão.
- Valores médios. Cada curva normal é simétrica relativamente à reta vertical que passa pelo seu valor médio. Como as duas curvas são simétricas relativamente à mesma reta
r , os valores médios coincidem:a = c . Isto exclui as opções (C) e (D). - Desvios padrão. O desvio padrão mede a dispersão: quanto maior, mais «achatada» e larga é a curva; quanto menor, mais alta e estreita.
- A curva
N(a,b) é a mais alta e estreita, pelo que tem menor desvio padrão:b < d .
Começa por eliminar: que valores pode tomar cada uma das variáveis? Duas delas ficam logo de fora.
- Pela planificação, o dado tem duas faces com
-1 , duas com0 e duas com1 . Como é equilibrado, em cada lançamento cada um dos três números sai com probabilidade\dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} . - Eliminação.
X_{1} tem a distribuição do próprio dado —\dfrac{1}{3} para cada valor — o que não corresponde à tabela.X_{2} só toma os valores0 e1 .X_{3} pode tomar os valores-2 e2 , que não figuram na tabela. - Resta
X_{4} , o produto, que toma os valores-1 ,0 e1 . Confirmemos: P(X_{4}=0) = 1 - \left(\dfrac{2}{3}\right)^{2} = 1 - \dfrac{4}{9} = \dfrac{5}{9} — o produto é nulo salvo se nenhum dos dois resultados for0 .P(X_{4}=-1) = 2 \times \dfrac{1}{3} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{2}{9} — um resultado-1 e o outro1 .P(X_{4}=1) = \dfrac{1}{9} + \dfrac{1}{9} = \dfrac{2}{9} — os dois-1 ou os dois1 . ✓
Enumera os três pares possíveis e o maior número de cada um. Pode
- Os pares possíveis são apenas três, todos igualmente prováveis:
\{1,2\} \to X = 2 \qquad \{1,3\} \to X = 3 \qquad \{2,3\} \to X = 3 - O valor
1 é impossível: o cartão1 nunca é o maior dos dois. P(X=2) = \dfrac{1}{3} \qquad P(X=3) = \dfrac{2}{3}
Se o bombom com licor for o
- O bombom com licor é igualmente provável de ocupar qualquer uma das cinco posições na ordem por que os bombons vão sendo comidos — a escolha é sempre ao acaso.
- Se o bombom com licor for o
k -ésimo, a Patrícia comeu antesk-1 bombons sem licor. Comok vai de1 a5 ,X toma os valores0, 1, 2, 3, 4 , cada um com probabilidade\dfrac{1}{5} = 0{,}2 . - Verificação direta:
P(X=0) = \dfrac{1}{5} ;P(X=1) = \dfrac{4}{5} \times \dfrac{1}{4} = \dfrac{1}{5} ;P(X=2) = \dfrac{4}{5} \times \dfrac{3}{4} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{1}{5} , e assim sucessivamente ✓ x_{i} 0 1 2 3 4 Total P(X = x_{i}) 0{,}2 0{,}2 0{,}2 0{,}2 0{,}2 1
Que quantias podem sair? Duas moedas de
- Casos possíveis:
{}^{6}C_{2} = 15 . P(X=1) = \dfrac{{}^{4}C_{2}}{15} = \dfrac{6}{15} = \dfrac{2}{5} — duas moedas de50 cêntimos.P(X=1{,}5) = \dfrac{2 \times 4}{15} = \dfrac{8}{15} — uma de cada.P(X=2) = \dfrac{{}^{2}C_{2}}{15} = \dfrac{1}{15} — as duas moedas de1 euro.x_{i} 1 1{,}5 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{2}{5} \dfrac{8}{15} \dfrac{1}{15} 1
Atenção ao que a variável conta: se saírem
- Se saírem
k bolas brancas, ficam na caixa5-k . Como saem duas bolas,k \in \{0,1,2\} eX \in \{5,4,3\} . P(X=5) = \dfrac{3}{8} \times \dfrac{2}{7} = \dfrac{6}{56} = \dfrac{3}{28} — saem as duas pretas.P(X=4) = 2 \times \dfrac{5}{8} \times \dfrac{3}{7} = \dfrac{30}{56} = \dfrac{15}{28} — sai uma branca e uma preta, por qualquer ordem.P(X=3) = \dfrac{5}{8} \times \dfrac{4}{7} = \dfrac{20}{56} = \dfrac{5}{14} — saem as duas brancas.x_{i} 3 4 5 Total P(X = x_{i}) \dfrac{5}{14} \dfrac{15}{28} \dfrac{3}{28} 1 - Confirmação:
\dfrac{10+15+3}{28} = 1 ✓
O valor médio não depende de
- Valor médio:
0 \times a + 2b + 4b = 1 \;\Leftrightarrow\; 6b = 1 \;\Leftrightarrow\; b = \dfrac{1}{6} - Soma das probabilidades:
a + 2b = 1 \;\Leftrightarrow\; a = 1 - \dfrac{2}{6} = \dfrac{2}{3}
Como só há um disco italiano,
- Existe apenas um disco italiano, pelo que
X toma unicamente os valores0 e1 . - Casos possíveis:
{}^{14}C_{4} = 1001 . P(X=1) = \dfrac{{}^{13}C_{3}}{1001} = \dfrac{286}{1001} = \dfrac{2}{7} — o disco italiano entra e escolhem-se os outros três de entre os13 restantes.P(X=0) = 1 - \dfrac{2}{7} = \dfrac{5}{7} x_{i} 0 1 Total P(X = x_{i}) \dfrac{5}{7} \dfrac{2}{7} 1
Num dado equilibrado, sair face par tem probabilidade
- Em cada lançamento,
P(\text{par}) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2} , e os lançamentos são independentes. b = P(X=2) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4} a = P(X=1) = 2 \times \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{2} — o fator2 corresponde a «par-ímpar» e «ímpar-par».- Confirmação:
\dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{4} = 1 ✓
Qual é o valor médio do número saído num lançamento? A lei dos grandes números faz o resto.
- Num lançamento, o valor médio do número saído é
\mu = \dfrac{1+2+3+4+5+6}{6} = \dfrac{21}{6} = 3{,}5 - Ao fim de muitos lançamentos, a média dos números saídos aproxima-se de
3{,}5 — é a interpretação frequencista do valor médio. 6000 \times 3{,}5 = 21\,000
As duas extrações são independentes. Para
- Na caixa
1 :P(\text{verde}) = \dfrac{3}{5} eP(\text{preta}) = \dfrac{2}{5} . Na caixa2 :P(\text{verde}) = \dfrac{1}{3} eP(\text{preta}) = \dfrac{2}{3} . As extrações são independentes. P(X=0) = \dfrac{2}{5} \times \dfrac{2}{3} = \dfrac{4}{15} P(X=1) = \dfrac{3}{5} \times \dfrac{2}{3} + \dfrac{2}{5} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{6}{15} + \dfrac{2}{15} = \dfrac{8}{15} P(X=2) = \dfrac{3}{5} \times \dfrac{1}{3} = \dfrac{3}{15} = \dfrac{1}{5} x_{i} 0 1 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{4}{15} \dfrac{8}{15} \dfrac{1}{5} 1
P(40<X<45) = P(X>40) - P(X>45) = 0{,}5 - 0{,}2 = 0{,}3 - Como
35 e45 são simétricos relativamente a\mu = 40 , a simetria da distribuição dáP(35<X<40) = P(40<X<45) = 0{,}3
O dado só tem os números
- Pela planificação, o dado tem duas faces com o número
1 e quatro com o número2 . Como o dado é equilibrado, em cada lançamentoP(1) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} eP(2) = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3} . - As somas possíveis são
2 ,3 e4 : P(X=2) = \left(\dfrac{1}{3}\right)^{2} = \dfrac{1}{9} ·P(X=3) = 2 \times \dfrac{1}{3} \times \dfrac{2}{3} = \dfrac{4}{9} ·P(X=4) = \left(\dfrac{2}{3}\right)^{2} = \dfrac{4}{9} - Logo
k = 2 .
Determina
a + a + 0{,}4 = 1 \;\Leftrightarrow\; 2a = 0{,}6 \;\Leftrightarrow\; a = 0{,}3 \mu = 0 \times 0{,}3 + 1 \times 0{,}3 + 2 \times 0{,}4 = 0{,}3 + 0{,}8 = 1{,}1
Enumera os pares (cubo, octaedro) cuja soma é
- Casos possíveis:
6 \times 8 = 48 pares de resultados, todos igualmente prováveis. - Casos favoráveis. Os pares
(a,b) coma \in \{1,\ldots,6\} ,b \in \{1,\ldots,8\} ea+b = 5 são:(1,4),\quad (2,3),\quad (3,2),\quad (4,1) P(X=5) = \dfrac{4}{48} = \dfrac{1}{12}
Atenção: aqui
- Soma das probabilidades:
0{,}2 + 0{,}4 + b = 1 \;\Leftrightarrow\; b = 0{,}4 - Valor médio:
0 \times 0{,}2 + a \times 0{,}4 + 2a \times 0{,}4 = 2{,}4 0{,}4a + 0{,}8a = 2{,}4 \;\Leftrightarrow\; 1{,}2a = 2{,}4 \;\Leftrightarrow\; a = 2
Cada bola tem a mesma probabilidade de sair: basta contar quantas bolas têm cada número.
- Como as dez bolas são igualmente prováveis, a probabilidade de cada valor é o número de bolas com esse número dividido por
10 . P(X=1) = \dfrac{4}{10} = 0{,}4 ·P(X=2) = \dfrac{5}{10} = 0{,}5 ·P(X=3) = \dfrac{1}{10} = 0{,}1 x_{i} 1 2 3 Total P(X = x_{i}) 0{,}4 0{,}5 0{,}1 1
Um intervalo que fique todo de um lado do valor médio tem probabilidade no máximo
- Qualquer intervalo contido inteiramente à direita ou inteiramente à esquerda do valor médio tem probabilidade não superior a
0{,}5 , ou seja,50\% . - Ora
[140,170] está todo à direita de\mu = 140 ,[120,140] está todo à esquerda e[150,180] está todo à direita: nenhum destes pode ter probabilidade60\% . - Resta
[130,150] , que contém o valor médio no seu interior e é simétrico relativamente a ele — pode perfeitamente ter probabilidade60\% , para um desvio padrão adequado.
Cada valor de
- Como
{}^{6}C_{2} = 15 e3+6+1+3+2 = 15 , a tabela está completa: não há outras somas possíveis. - Soma
20 , a menor: só pode ser10+10 . Como ocorre em3 casos e{}^{3}C_{2} = 3 , há três moedas de10 cêntimos. - Soma
40 :20+20 , com1 caso; como{}^{2}C_{2} = 1 , há duas moedas de20 cêntimos. (Confirma-se com a soma30 = 10+20 :3 \times 2 = 6 casos ✓) - Soma
60 :10+50 , com3 casos — três moedas de10 por uma de50 : há uma moeda de50 cêntimos. (E70 = 20+50 dá2 \times 1 = 2 casos ✓) - Ao todo:
3+2+1 = 6 moedas ✓
Conta quantas faces têm cada número: o dado é equilibrado, pelo que cada face tem probabilidade
- Pela planificação, o dado tem duas faces com
-2 , uma face com-1 e três faces com1 . Como o dado é equilibrado, cada face tem probabilidade\dfrac{1}{6} . P(X=-2) = \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{3} ·P(X=-1) = \dfrac{1}{6} ·P(X=1) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2} x_{i} -2 -1 1 Total P(X = x_{i}) \dfrac{1}{3} \dfrac{1}{6} \dfrac{1}{2} 1 \mu = -2 \times \dfrac{1}{3} + (-1) \times \dfrac{1}{6} + 1 \times \dfrac{1}{2} = -\dfrac{4}{6} - \dfrac{1}{6} + \dfrac{3}{6} = -\dfrac{2}{6} = -\dfrac{1}{3}
Se
- O eixo de simetria é
x=2 , pelo que o valor médio é\mu = 2 eP(X>2) = 0{,}5 . - Como
P(X>a) = 0{,}15 < 0{,}5 , o pontoa tem de estar à direita do valor médio:a > 2 . - Das opções apresentadas, a única maior do que
2 é2{,}5 .
Mede as distâncias ao valor médio em desvios padrão.
- Ambos os acontecimentos são caudas. Medindo as distâncias ao valor médio em desvios padrão:
A :\dfrac{66-60}{5} = 1{,}2 ·B :\dfrac{60-48}{5} = 2{,}4 - A cauda de
B começa mais longe do valor médio, pelo que é menor:P(B) < P(A) - Nota: as opções (A) e (D) exigiriam distâncias iguais, o que não se verifica.
As somas possíveis são
- A caixa tem
3+4 = 7 fichas. Casos possíveis:{}^{7}C_{2} = 21 . P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2}}{21} = \dfrac{3}{21} = \dfrac{1}{7} — duas fichas com o1 .P(X=3) = \dfrac{3 \times 4}{21} = \dfrac{12}{21} = \dfrac{4}{7} — uma de cada.P(X=4) = \dfrac{{}^{4}C_{2}}{21} = \dfrac{6}{21} = \dfrac{2}{7} — duas fichas com o2 .x_{i} 2 3 4 Total P(X = x_{i}) \dfrac{1}{7} \dfrac{4}{7} \dfrac{2}{7} 1 - Valor mais provável:
X=3 , porque\dfrac{4}{7} é a maior das três probabilidades.
O valor médio não envolve
- Valor médio:
0 \times a + 1 \times b + 2 \times 0{,}5 = 1{,}4 \;\Leftrightarrow\; b + 1 = 1{,}4 \;\Leftrightarrow\; b = 0{,}4 - Soma das probabilidades:
a + 0{,}4 + 0{,}5 = 1 \;\Leftrightarrow\; a = 0{,}1
Basta um
- O dado é equilibrado, pelo que cada uma das
6 faces sai com probabilidade\dfrac{1}{6} . - Produto nulo. Sempre que a face contém pelo menos um
0 , o produto é0 . Isso acontece em4 das6 faces:P(X=0) = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3} - Face
1 -1 -1 : o produto é1 \times 1 \times 1 = 1 — uma face em seis:P(X=1) = \dfrac{1}{6} . - Face
2 -2 -2 : o produto é2^{3} = 8 —P(X=8) = \dfrac{1}{6} . x_{i} 0 1 8 Total P(X = x_{i}) \dfrac{2}{3} \dfrac{1}{6} \dfrac{1}{6} 1
Duas condições:
- Sejam
b o número de bolas brancas ep o de bolas pretas, comb+p = 5 eb, p \geq 1 . - O valor
3 é possível — as três bolas retiradas podem ser todas brancas — o que obriga ab \geq 3 . - O valor
1 é impossível. Se se retirar apenas uma bola branca, as outras duas são pretas; para isso ser impossível, tem de haver menos de duas bolas pretas, ou seja,p < 2 . Comop \geq 1 , vemp = 1 . - Logo
b = 5 - 1 = 4 . - Confirmação. Com
4 brancas e1 preta, ao retirar três bolas ou saem as três brancas (X=3 ) ou saem duas brancas e a preta (X=2 ) — exatamente os valores indicados. ✓
O valor
- O intervalo de aprovação é
]8{,}7;\, 9{,}3[ , simétrico relativamente a\mu = 9 , com semiamplitude0{,}3 . - Como
P(\mu-3\sigma < X < \mu+3\sigma) \approx 0{,}9973 , a semiamplitude corresponde a três desvios padrão:3\sigma = 0{,}3 \;\Leftrightarrow\; \sigma = 0{,}1
As três frações têm o mesmo denominador — basta somar os numeradores.
\dfrac{3}{n} + \dfrac{4}{n} + \dfrac{5}{n} = 1 \;\Leftrightarrow\; \dfrac{12}{n} = 1 \;\Leftrightarrow\; n = 12
Repara em que
A = \{1,3\} eB = \{3,4\} , pelo queA \cap B = \{3\} . LogoP(X{=}3) = P(A \cap B) = 0{,}4 - De
P(A) = P\left(\overline{A}\right) eP(A) + P\left(\overline{A}\right) = 1 vemP(A) = 0{,}5 . ComoP(A) = P(X{=}1) + P(X{=}3) :P(X{=}1) = 0{,}5 - 0{,}4 = 0{,}1 - Da fórmula
P(A \cup B) = P(A) + P(B) - P(A \cap B) :0{,}8 = 0{,}5 + P(B) - 0{,}4 \;\Leftrightarrow\; P(B) = 0{,}7 - Como
P(B) = P(X{=}3) + P(X{=}4) :P(X{=}4) = 0{,}7 - 0{,}4 = 0{,}3 - Finalmente, pela soma das probabilidades:
P(X{=}2) = 1 - 0{,}1 - 0{,}4 - 0{,}3 = 0{,}2 x_{i} 1 2 3 4 Total P(X = x_{i}) 0{,}1 0{,}2 0{,}4 0{,}3 1
A soma das probabilidades tem de ser
\dfrac{k}{8} + \dfrac{1}{4} + \dfrac{k}{4} = 1 \;\Leftrightarrow\; \dfrac{k}{8} + \dfrac{2k}{8} = 1 - \dfrac{1}{4} \dfrac{3k}{8} = \dfrac{3}{4} \;\Leftrightarrow\; k = 2 - Confirmação: as probabilidades ficam
\dfrac{1}{4} ,\dfrac{1}{4} e\dfrac{1}{2} , cuja soma é1 ✓
Conta os divisores naturais de cada elemento. Repara em que dois elementos partilham o mesmo número de divisores.
- Divisores de cada elemento:
1 : apenas1 —1 divisor.3 :1, 3 —2 divisores.5 :1, 5 —2 divisores.6 :1, 2, 3, 6 —4 divisores.8 :1, 2, 4, 8 —4 divisores.- Cada elemento tem probabilidade
\dfrac{1}{5} de ser escolhido, pelo que: x_{i} 1 2 4 Total P(X = x_{i}) \dfrac{1}{5} \dfrac{2}{5} \dfrac{2}{5} 1 \mu = 1 \times \dfrac{1}{5} + 2 \times \dfrac{2}{5} + 4 \times \dfrac{2}{5} = \dfrac{1+4+8}{5} = \dfrac{13}{5} = 2{,}6
Os pontos
- (B) Como
4 e6 são simétricos relativamente a\mu = 5 , a simetria da distribuição normal dáP(4 \leq X \leq 5) = P(5 \leq X \leq 6) = 0{,}4 e a afirmação é verdadeira. - (C) é falsa:
P(4 \leq X \leq 6) = 0{,}4+0{,}4 = 0{,}8 > 0{,}6 . - (D) é falsa:
P(X \leq 4) = 0{,}5 - 0{,}4 = 0{,}1 , que não é maior do que0{,}1 . - (A) não é verdadeira: como
2 < \mu , tem-seP(X \geq 2) > 0{,}5 , mas o seu valor exato depende do desvio padrão, que não é dado.
Em a) tens duas condições — a soma das probabilidades e o valor médio. Em b), compara
- a) Soma das probabilidades:
0{,}2 + a + 0{,}2 + b + 0{,}1 + 0{,}15 = 1 \;\Leftrightarrow\; a + b = 0{,}35 - Valor médio:
1(0{,}2) + 2a + 3(0{,}2) + 4b + 5(0{,}1) + 6(0{,}15) = 3{,}4 2{,}2 + 2a + 4b = 3{,}4 \;\Leftrightarrow\; a + 2b = 0{,}6 - Subtraindo as duas equações:
b = 0{,}25 e, portanto,a = 0{,}1 . - b)
C = \{1,3,5\} , logoP(C) = 0{,}2+0{,}2+0{,}1 = 0{,}5 .D = \{5,6\} , logoP(D) = 0{,}1+0{,}15 = 0{,}25 . C \cap D = \{5\} , pelo queP(C \cap D) = 0{,}1 .P(C) \times P(D) = 0{,}5 \times 0{,}25 = 0{,}125 \neq 0{,}1 = P(C \cap D) - Como
P(C \cap D) \neq P(C) \times P(D) , os acontecimentosC eD não são independentes.
Uma cauda é tanto menor quanto mais afastado do valor médio estiver o ponto que a define.
- Como
P(X>50) < P(X<40) , o ponto50 está mais afastado de\mu do que o ponto40 :50 - \mu > \mu - 40 \;\Leftrightarrow\; 90 > 2\mu \;\Leftrightarrow\; \mu < 45 - Das opções apresentadas, apenas
42 verifica esta condição. (Com\mu = 45 as duas probabilidades seriam iguais.)
Os produtos possíveis são poucos. Para
- Casos possíveis:
{}^{6}C_{2} = 15 . - Os valores possíveis do produto são
0 ,1 = 1 \times 1 e2 = 1 \times 2 . P(X=1) = \dfrac{{}^{2}C_{2}}{15} = \dfrac{1}{15} ·P(X=2) = \dfrac{2 \times 1}{15} = \dfrac{2}{15} P(X=0) = 1 - \dfrac{1}{15} - \dfrac{2}{15} = \dfrac{12}{15} = \dfrac{4}{5} — corresponde aos pares em que sai pelo menos uma bola com o0 .x_{i} 0 1 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{4}{5} \dfrac{1}{15} \dfrac{2}{15} 1
Começa por determinar
\dfrac{1}{5} + \dfrac{1}{2} + 2a + a = 1 \;\Leftrightarrow\; 3a = 1 - \dfrac{7}{10} = \dfrac{3}{10} \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{1}{10} - A distribuição é então
\dfrac{1}{5} ,\dfrac{1}{2} ,\dfrac{1}{5} e\dfrac{1}{10} . - (A)
P(X>1) = 2a+a = \dfrac{3}{10} \neq \dfrac{1}{5} — falsa. - (B)
P(X{=}2) = 2a = \dfrac{1}{5} = P(X{=}0) — verdadeira. - (C)
P(X{=}3) = \dfrac{1}{10} \neq \dfrac{1}{5} — falsa. (D)P(X<2) = \dfrac{7}{10} \neq \dfrac{1}{10} — falsa.
Começa por escrever a distribuição de cada dado; depois combina-as. Os
- Dado
A : quatro faces com0 , uma com-1 e uma com-2 . DadoB : cinco faces com1 e uma com-1 . - Há
6 \times 6 = 36 pares de faces igualmente prováveis. Somando em cada caso: 0 + 1 = 1 :4 \times 5 = 20 pares ·0 + (-1) = -1 :4 \times 1 = 4 pares-1 + 1 = 0 :1 \times 5 = 5 pares ·-1 + (-1) = -2 :1 par-2 + 1 = -1 :1 \times 5 = 5 pares ·-2 + (-1) = -3 :1 par- A soma
-1 obtém-se de duas maneiras, num total de4+5 = 9 pares. x_{i} -3 -2 -1 0 1 Total P(X = x_{i}) \dfrac{1}{36} \dfrac{1}{36} \dfrac{1}{4} \dfrac{5}{36} \dfrac{5}{9} 1 - Confirmação:
\dfrac{1+1+9+5+20}{36} = 1 ✓
Começa por identificar os valores possíveis de
- Como há
7 perfumes de senhora e se escolhem6 , é possível não entrar nenhum perfume de homem:X pode valer0 . E como só há3 de homem, o máximo é3 . - Casos possíveis:
{}^{10}C_{6} = 210 . P(X=0) = \dfrac{{}^{7}C_{6}}{210} = \dfrac{7}{210} ·P(X=1) = \dfrac{{}^{3}C_{1} \times {}^{7}C_{5}}{210} = \dfrac{3 \times 21}{210} = \dfrac{63}{210} P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2} \times {}^{7}C_{4}}{210} = \dfrac{3 \times 35}{210} = \dfrac{105}{210} ·P(X=3) = \dfrac{{}^{3}C_{3} \times {}^{7}C_{3}}{210} = \dfrac{35}{210} - Confirmação:
7+63+105+35 = 210 ✓
Faz uma árvore. Atenção: se a primeira bola for preta, a caixa passa a ter apenas
- Só as bolas pretas ficam fora da caixa, pelo que
X conta as bolas pretas saídas: pode ser0 ,1 ou2 . - Primeira extração: a caixa tem
8 bolas,P(\text{branca}) = P(\text{preta}) = \dfrac{1}{2} . - Segunda extração. Se a primeira foi branca, foi reposta e a caixa continua com
4 brancas e4 pretas. Se a primeira foi preta, a caixa fica com4 brancas e3 pretas —7 bolas. P(X=0) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} = \dfrac{1}{4} — as duas brancas.P(X=2) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{3}{7} = \dfrac{3}{14} — as duas pretas.P(X=1) = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{2} \times \dfrac{4}{7} = \dfrac{1}{4} + \dfrac{2}{7} = \dfrac{15}{28} — branca e depois preta, ou preta e depois branca.x_{i} 0 1 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{1}{4} \dfrac{15}{28} \dfrac{3}{14} 1 - Confirmação:
\dfrac{7+15+6}{28} = 1 ✓
Usa a simetria para transportar a probabilidade
- Por simetria relativamente a
\mu = 80 :P(80<X<84) = P(76<X<80) = 0{,}4 P(X>84) = P(X>80) - P(80<X<84) = 0{,}5 - 0{,}4 = 0{,}1 - Logo
a = 84 .
Numa tabela de distribuição de probabilidades, a soma de todas as probabilidades é
\dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{3} + a = 1 \;\Leftrightarrow\; a = 1 - \dfrac{3}{6} - \dfrac{2}{6} = \dfrac{1}{6}
A condição dada envolve apenas
- Condição dada:
P(X \leq 1) = 2a + a = 3a eP(X{=}5) = \dfrac{1}{10} , pelo que3a = 3 \times \dfrac{1}{10} \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{1}{10} - Soma das probabilidades:
2a + a + 3b + \dfrac{1}{10} = 1 \;\Leftrightarrow\; \dfrac{3}{10} + 3b + \dfrac{1}{10} = 1 3b = 1 - \dfrac{4}{10} = \dfrac{6}{10} \;\Leftrightarrow\; b = \dfrac{2}{10} = \dfrac{1}{5}
A distribuição
- A curva de
N(0,1) é simétrica relativamente à retax=0 . Essa simetria transforma o acontecimentoX \leq a no acontecimentoX \geq -a , que tem, portanto, a mesma probabilidade:P(X \leq a) = P(X \geq -a) - Porque não as outras. Probabilidades não são negativas e ambas as parcelas são positivas, pelo que a soma não pode ser
0 — (A) é falsa. Como as duas parcelas são iguais e cada uma é maior do que0{,}5 (porquea>0 ), a sua soma excede1 — (C) é falsa. Por fim,P(X \leq a) > 0{,}5 > P(X \geq a) — (D) é falsa.
A turma tem
- A turma tem
14+10 = 24 alunos. Casos possíveis:{}^{24}C_{2} = 276 . P(X=0) = \dfrac{{}^{10}C_{2}}{276} = \dfrac{45}{276} = \dfrac{15}{92} P(X=1) = \dfrac{14 \times 10}{276} = \dfrac{140}{276} = \dfrac{35}{69} P(X=2) = \dfrac{{}^{14}C_{2}}{276} = \dfrac{91}{276} x_{i} 0 1 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{15}{92} \dfrac{35}{69} \dfrac{91}{276} 1 - Confirmação:
\dfrac{45+140+91}{276} = 1 ✓
Extrair quatro bolas de cinco é o mesmo que deixar uma no saco. Quantas hipóteses há?
- Extrair quatro das cinco bolas equivale a escolher a bola que fica no saco: há
{}^{5}C_{4} = 5 conjuntos possíveis, todos igualmente prováveis. - Valores da variável. Se a bola que fica for diferente de
0 , então a bola0 é extraída e o produto é0 . Isso acontece em4 dos5 casos. - Se a bola que fica for a
0 , são extraídas-2 ,-1 ,1 e2 , cujo produto é(-2) \times (-1) \times 1 \times 2 = 4 - A variável
X toma, portanto, apenas os valores0 e4 . - Probabilidades. Pela regra de Laplace,
P(X=0) = \dfrac{4}{5} (quatro dos cinco conjuntos contêm a bola0 ) eP(X=4) = \dfrac{1}{5} (um único conjunto não a contém).
Repara em que o valor médio não depende de
- Valor médio: como o primeiro valor é
0 , a sua parcela anula-se:\mu = 0 \times b^{3} + 1 \times a + 2 \times 2a = 5a = \dfrac{35}{24} \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{7}{24} - Soma das probabilidades:
b^{3} + a + 2a = 1 \;\Leftrightarrow\; b^{3} = 1 - 3 \times \dfrac{7}{24} = 1 - \dfrac{21}{24} = \dfrac{3}{24} = \dfrac{1}{8} b = \sqrt[3]{\dfrac{1}{8}} = \dfrac{1}{2}
Os acontecimentos
- Como
X{=}0 eX{=}1 são incompatíveis:P(X{=}0 \lor X{=}1) = 2a + a = 3a = 0{,}81 \;\Leftrightarrow\; a = 0{,}27 - Então
P(X{=}-1) = 1 - 3 \times 0{,}27 = 0{,}19 ,P(X{=}0) = 0{,}54 eP(X{=}1) = 0{,}27 . \mu = -1 \times 0{,}19 + 0 \times 0{,}54 + 1 \times 0{,}27 = 0{,}08
Compara
- De
P(\mu-\sigma < X < \mu+\sigma) \approx 0{,}6827 e da simetria vemP(\mu-\sigma < X < \mu) \approx 0{,}34135 - Como
P(4{,}7 < X < 5) = 0{,}3 < 0{,}34135 , o intervalo]4{,}7;\,5[ é mais estreito do que]\mu-\sigma;\,\mu[ , ou seja:4{,}7 > 5 - \sigma \;\Leftrightarrow\; \sigma > 0{,}3 - Das opções apresentadas, a única compatível é
\sigma = 0{,}4 .
Basta uma das bolas ter o número
- O saco tem
4+1+2 = 7 bolas. Casos possíveis:{}^{7}C_{2} = 21 . - Os valores possíveis do produto são
0 (se pelo menos uma bola tiver o0 ),6 = 2 \times 3 e9 = 3 \times 3 . P(X=6) = \dfrac{1 \times 2}{21} = \dfrac{2}{21} ·P(X=9) = \dfrac{{}^{2}C_{2}}{21} = \dfrac{1}{21} P(X=0) = 1 - \dfrac{2}{21} - \dfrac{1}{21} = \dfrac{18}{21} = \dfrac{6}{7} x_{i} 0 6 9 Total P(X = x_{i}) \dfrac{6}{7} \dfrac{2}{21} \dfrac{1}{21} 1
Traduz as duas condições — soma das probabilidades igual a
- Soma das probabilidades:
a + 2a + b + b = 1 , ou seja,3a + 2b = 1 . - Condição dada:
P(X>1) = P(X{=}2) + P(X{=}3) = 2b eP(X<2) = P(X{=}0) + P(X{=}1) = 3a , pelo que2b = 3a . - Substituindo na primeira:
2b + 2b = 1 \Leftrightarrow b = \dfrac{1}{4} , donde3a = \dfrac{1}{2} ea = \dfrac{1}{6} . x_{i} 0 1 2 3 Total P(X = x_{i}) \dfrac{1}{6} \dfrac{1}{3} \dfrac{1}{4} \dfrac{1}{4} 1 \mu = 0 \times \dfrac{1}{6} + 1 \times \dfrac{1}{3} + 2 \times \dfrac{1}{4} + 3 \times \dfrac{1}{4} = \dfrac{4+6+9}{12} = \dfrac{19}{12}
O valor
- De
P(\mu-2\sigma < X < \mu+2\sigma) \approx 0{,}9545 resulta, por simetria,P(X > \mu + 2\sigma) \approx \dfrac{1-0{,}9545}{2} = 0{,}02275 . - Logo
23 = \mu + 2\sigma :23 = 11 + 2\sigma \;\Leftrightarrow\; \sigma = 6
A primeira tabela diz-te a proporção de mulheres — usa-a para descobrir quantas há.
- Da primeira tabela,
P(X=1) = \dfrac{3}{5} , isto é, a proporção de mulheres é\dfrac{3}{5} . Logo há\dfrac{3}{5} \times 20 = 12 mulheres e20-12 = 8 homens. - Casos possíveis:
{}^{20}C_{2} = 190 . P(Y=0) = \dfrac{{}^{8}C_{2}}{190} = \dfrac{28}{190} = \dfrac{14}{95} P(Y=1) = \dfrac{12 \times 8}{190} = \dfrac{96}{190} = \dfrac{48}{95} P(Y=2) = \dfrac{{}^{12}C_{2}}{190} = \dfrac{66}{190} = \dfrac{33}{95} x_{i} 0 1 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{14}{95} \dfrac{48}{95} \dfrac{33}{95} 1
Quantos múltiplos de
- Entre
1 e12 , os múltiplos de5 são o5 e o10 — apenas2 bolas. As outras10 não são múltiplos de5 . LogoX toma os valores0 ,1 e2 . - Casos possíveis:
{}^{12}C_{3} = 220 . P(X=0) = \dfrac{{}^{10}C_{3}}{220} = \dfrac{120}{220} = \dfrac{6}{11} P(X=1) = \dfrac{{}^{2}C_{1} \times {}^{10}C_{2}}{220} = \dfrac{90}{220} = \dfrac{9}{22} P(X=2) = \dfrac{{}^{2}C_{2} \times {}^{10}C_{1}}{220} = \dfrac{10}{220} = \dfrac{1}{22} x_{i} 0 1 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{6}{11} \dfrac{9}{22} \dfrac{1}{22} 1
Mede a distância de cada valor ao valor médio
- Todos os três acontecimentos são caudas da distribuição. Calculam-se as distâncias ao valor médio
11{,}5 : I :12 - 11{,}5 = 0{,}5 ·J :16{,}5 - 11{,}5 = 5 ·K :11{,}5 - 9 = 2{,}5 - Pela simetria da distribuição normal, uma cauda é tanto menor quanto mais afastado do valor médio estiver o ponto que a define. Ordenando as distâncias por ordem decrescente —
5 > 2{,}5 > 0{,}5 — as probabilidades ficam por ordem crescente:P(J) < P(K) < P(I)
Tens duas condições: a soma das probabilidades é
- Soma das probabilidades:
a + b + 0{,}3 = 1 , ou seja,a+b = 0{,}7 . - Valor médio:
0 \times a + 2b + 4 \times 0{,}3 = 2{,}2 \;\Leftrightarrow\; 2b = 1 \;\Leftrightarrow\; b = 0{,}5 a = 0{,}7 - 0{,}5 = 0{,}2
Em b), a condição
- De
1 a5 há três números ímpares (1 ,3 e5 ) e dois pares (2 e4 ). - a) Casos possíveis:
{}^{5}C_{3} = 10 . Como só há duas bolas pares,X não pode ser0 . P(X=1) = \dfrac{{}^{3}C_{1} \times {}^{2}C_{2}}{10} = \dfrac{3}{10} ·P(X=2) = \dfrac{{}^{3}C_{2} \times {}^{2}C_{1}}{10} = \dfrac{6}{10} = \dfrac{3}{5} ·P(X=3) = \dfrac{{}^{3}C_{3}}{10} = \dfrac{1}{10} x_{i} 1 2 3 Total P(X = x_{i}) \dfrac{3}{10} \dfrac{3}{5} \dfrac{1}{10} 1 - b) Significado.
P(Y<10 \mid X=1) é a probabilidade de a soma dos números das três bolas retiradas ser inferior a10 , sabendo que exatamente uma delas tem número ímpar. - Casos possíveis. Se apenas uma bola tem número ímpar, as outras duas são as bolas pares —
2 e4 . Logo os conjuntos possíveis são apenas três:\{1,2,4\},\quad \{3,2,4\},\quad \{5,2,4\} - Casos favoráveis. As somas respetivas são
7 ,9 e11 ; são inferiores a10 as duas primeiras. P(Y<10 \mid X=1) = \dfrac{2}{3}
Numa distribuição normal, quanto mais afastado do valor médio estiver o ponto, menor é a probabilidade da cauda correspondente.
- A cauda mais pequena corresponde ao ponto mais afastado do valor médio. Como
P(X>40) < P(X<30) , o ponto40 está mais afastado de\mu do que o ponto30 :40 - \mu > \mu - 30 \;\Leftrightarrow\; 70 > 2\mu \;\Leftrightarrow\; \mu < 35 - Das opções apresentadas, apenas
32 é menor do que35 . (Com\mu = 35 as duas probabilidades seriam iguais, o que o enunciado exclui.)
Só há três bolas que não são pretas, pelo que a extração termina, no máximo, à quarta bola.
- Há
6 bolas pretas e3 que não são pretas (duas brancas e uma amarela). Como a extração pára assim que sai uma preta, e só existem3 bolas não pretas,X toma os valores1 ,2 ,3 e4 . P(X=1) = \dfrac{6}{9} = \dfrac{2}{3} — sai preta logo à primeira.P(X=2) = \dfrac{3}{9} \times \dfrac{6}{8} = \dfrac{1}{4} P(X=3) = \dfrac{3}{9} \times \dfrac{2}{8} \times \dfrac{6}{7} = \dfrac{1}{14} P(X=4) = \dfrac{3}{9} \times \dfrac{2}{8} \times \dfrac{1}{7} \times 1 = \dfrac{1}{84} — saídas as três não pretas, a quarta é necessariamente preta.x_{i} 1 2 3 4 Total P(X = x_{i}) \dfrac{2}{3} \dfrac{1}{4} \dfrac{1}{14} \dfrac{1}{84} 1 - Confirmação:
\dfrac{56+21+6+1}{84} = 1 ✓
Como só há duas bolas azuis,
- Casos possíveis:
{}^{6}C_{3} = 20 . P(X=0) = \dfrac{{}^{4}C_{3}}{20} = \dfrac{4}{20} = \dfrac{1}{5} — as três bolas são pretas.P(X=1) = \dfrac{{}^{2}C_{1} \times {}^{4}C_{2}}{20} = \dfrac{2 \times 6}{20} = \dfrac{3}{5} P(X=2) = \dfrac{{}^{2}C_{2} \times {}^{4}C_{1}}{20} = \dfrac{4}{20} = \dfrac{1}{5} x_{i} 0 1 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{1}{5} \dfrac{3}{5} \dfrac{1}{5} 1
A soma das probabilidades de uma distribuição é sempre
- A soma das probabilidades é
1 :a + 2a + 0{,}4 = 1 \;\Leftrightarrow\; 3a = 0{,}6 \;\Leftrightarrow\; a = 0{,}2 - A distribuição é então
P(X{=}1) = 0{,}2 ,P(X{=}2) = 0{,}4 eP(X{=}3) = 0{,}4 . \mu = 1 \times 0{,}2 + 2 \times 0{,}4 + 3 \times 0{,}4 = 0{,}2 + 0{,}8 + 1{,}2 = 2{,}2
Percorre os pares de números possíveis —
- Casos possíveis:
{}^{9}C_{2} = 36 . - Contam-se os pares por tipo:
1{\times}1 :{}^{4}C_{2} = 6 ;1{\times}2 :4 \times 4 = 16 ;1{\times}4 :4 \times 1 = 4 ;2{\times}2 :{}^{4}C_{2} = 6 ;2{\times}4 :4 \times 1 = 4 . - Os valores possíveis do produto são
1 ,2 ,4 e8 . Note-se que o produto4 se obtém de duas maneiras —1 \times 4 e2 \times 2 — pelo que4+6 = 10 casos lhe são favoráveis. x_{i} 1 2 4 8 Total P(X = x_{i}) \dfrac{1}{6} \dfrac{4}{9} \dfrac{5}{18} \dfrac{1}{9} 1 - Confirmação:
\dfrac{3}{18} + \dfrac{8}{18} + \dfrac{5}{18} + \dfrac{2}{18} = 1 ✓
- Por simetria relativamente a
\mu = 10 :P(10<X<13) = P(7<X<10) = 0{,}3 P(X>13) = P(X>10) - P(10<X<13) = 0{,}5 - 0{,}3 = 0{,}2
- Como
2{,}5 = 2 + 0{,}5 = \mu + \sigma eP(\mu - \sigma < X < \mu + \sigma) \approx 0{,}6827 , fora deste intervalo fica1 - 0{,}6827 = 0{,}3173 , repartido igualmente pelas duas caudas:P(X > \mu + \sigma) \approx \dfrac{0{,}3173}{2} = 0{,}15865 \approx 0{,}16
A condição
P(X \leq 3) = \dfrac{1}{3} + \dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{6} = \dfrac{4+3+2}{12} = \dfrac{9}{12} = \dfrac{3}{4} - A interseção
(X>1) \cap (X \leq 3) corresponde aX=2 ouX=3 :P\big((X>1) \cap (X \leq 3)\big) = \dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{6} = \dfrac{5}{12} P(X>1 \mid X \leq 3) = \dfrac{\frac{5}{12}}{\frac{9}{12}} = \dfrac{5}{9}
Repara em que
P(X>15) = P(X>10) - P(10<X<15) = 0{,}5 - 0{,}4 = 0{,}1 - Como
5 e15 são simétricos relativamente a\mu = 10 , tem-seP(X<5) = P(X>15) = 0{,}1 . - Os dois acontecimentos são incompatíveis:
P(X<5 \lor X>15) = 0{,}1 + 0{,}1 = 0{,}2
Lista os seis pares de bolas que podem sair e o produto correspondente. Qual dos produtos aparece mais vezes?
- Há
{}^{4}C_{2} = 6 pares de bolas igualmente prováveis:\{0,1\} \to 0 \quad \{0,2\} \to 0 \quad \{0,3\} \to 0 \quad \{1,2\} \to 2 \quad \{1,3\} \to 3 \quad \{2,3\} \to 6 - O produto é
0 sempre que sai a bola0 , o que acontece em3 dos6 casos:P(X=0) = \dfrac{3}{6} = \dfrac{1}{2} - Os restantes valores têm probabilidade
\dfrac{1}{6} cada, pelo quek=0 .
O acontecimento contrário é
- De
P(\mu - 2\sigma < X < \mu + 2\sigma) \approx 0{,}9545 resulta que as duas caudas somam0{,}0455 , cabendo0{,}02275 a cada uma, por simetria:P(X < \mu - 2\sigma) \approx 0{,}02275 P(X > \mu - 2\sigma) = 1 - 0{,}02275 = 0{,}97725 \approx 0{,}977
O produto só é
- Seja
n o número de faces numeradas com1 . Em cada lançamento,P(1) = \dfrac{n}{6} . - O produto dos três números é
1 se e só se sair1 nos três lançamentos — basta um0 para o produto ser nulo. Como os lançamentos são independentes:P(X=1) = \left(\dfrac{n}{6}\right)^{3} = \dfrac{8}{27} \dfrac{n}{6} = \sqrt[3]{\dfrac{8}{27}} = \dfrac{2}{3} \;\Leftrightarrow\; n = 4
Que somas podem sair? Note-se que
- Em cada lançamento,
P(-1) = \dfrac{1}{6} eP(1) = \dfrac{5}{6} . Os lançamentos são independentes. - Os valores possíveis da soma são
-2 ,0 e2 : P(X=-2) = \left(\dfrac{1}{6}\right)^{2} = \dfrac{1}{36} P(X=0) = 2 \times \dfrac{1}{6} \times \dfrac{5}{6} = \dfrac{10}{36} = \dfrac{5}{18} — o fator2 corresponde às duas ordens possíveis.P(X=2) = \left(\dfrac{5}{6}\right)^{2} = \dfrac{25}{36} - Logo
k = 0 .
A quantos desvios padrão do valor médio está o
- Com
\mu = 5 e\sigma = 0{,}5 , tem-se6 = 5 + 2 \times 0{,}5 = \mu + 2\sigma . - Sabe-se que
P(\mu - 2\sigma < X < \mu + 2\sigma) \approx 0{,}9545 . Fora deste intervalo fica1 - 0{,}9545 = 0{,}0455 , repartido igualmente pelas duas caudas, por simetria:P(X > \mu + 2\sigma) \approx \dfrac{0{,}0455}{2} = 0{,}02275 \approx 0{,}023
Constrói primeiro a tabela de distribuição de
- Casos possíveis:
{}^{5}C_{2} = 10 . P(X=0) = \dfrac{{}^{3}C_{2}}{10} = \dfrac{3}{10} ·P(X=1) = \dfrac{2 \times 3}{10} = \dfrac{6}{10} ·P(X=2) = \dfrac{1}{10} x_{i} 0 1 2 Total P(X = x_{i}) \dfrac{3}{10} \dfrac{6}{10} \dfrac{1}{10} 1 \mu = 0 \times \dfrac{3}{10} + 1 \times \dfrac{6}{10} + 2 \times \dfrac{1}{10} = \dfrac{8}{10} = 0{,}8
A curva normal é simétrica relativamente ao valor médio: metade da área fica de cada lado.
- Numa distribuição normal, a probabilidade de a variável exceder o valor médio é
50\% :P(X>7) = 0{,}5 - O intervalo
]7,\,9[ obtém-se retirando aP(X>7) a parte que está acima de9 :P(7<X<9) = P(X>7) - P(X>9) = 0{,}50 - 0{,}12 = 0{,}38
Monty Hall e simulação
O problema das três portas dividiu matemáticos profissionais. A intuição diz uma coisa, a probabilidade condicionada diz outra — e a simulação decide.
- Explorar a utilização da tecnologia para simular determinados acontecimentos e utilizar a aproximação frequencista da probabilidade para estimar a probabilidade desses acontecimentos.
- Explorar o problema das três portas (Monty Hall).
Num concurso televisivo há três portas. Atrás de uma está um carro; atrás das outras duas, uma cabra. O concorrente escolhe uma porta. O apresentador — que sabe onde está o carro — abre uma das outras duas, sempre com uma cabra, e oferece a troca.
Deve trocar?
A resposta intuitiva é «tanto faz: restam duas portas, logo
Seja
P(C) = \dfrac{1}{3} — se ficar, ganha com probabilidade\dfrac{1}{3} .P\left(\overline{C}\right) = \dfrac{2}{3} — nesse caso o carro está numa das outras duas; como o apresentador abriu a que tem cabra, toda essa probabilidade se concentra na porta que sobra.
Logo, trocar ganha com probabilidade
A porta aberta não é escolhida ao acaso. Se o apresentador abrisse uma porta ao acaso e por sorte calhasse uma cabra, aí sim as duas portas restantes ficariam com
Laboratório · Simulador de Monty Hall
interativoJoga algumas centenas de vezes com cada estratégia. A barra aproxima-se de
Python e pensamento computacional
Simular é uma forma de perceber. Escrever o algoritmo obriga a arrumar o raciocínio — e o resultado confirma (ou desmente) a conta feita à mão.
- Antes de redigir o programa em Python, descrever o algoritmo em linguagem natural.
- Simular o lançamento de um dado e registar as frequências relativas de cada face.
- Identificar padrões em tarefas já resolvidas para estruturar o algoritmo a desenvolver.
Todos os programas desta secção correm na consola integrada — carrega em Correr no compilador e o código aparece já escrito, pronto a executar. Não é preciso instalar nada.
Consola de Python
corre no navegadorprograma inserido no editor — carrega em Run CodeComo usar
- Num bloco de código desta página, carrega em ▶ Correr no compilador — a consola abre com o programa já escrito.
- Carrega em Run Code e lê a saída.
- Muda os valores e corre outra vez — é assim que se explora.
Python Math Studio, embutido nesta página. O interpretador é descarregado da Internet no primeiro arranque, o que demora alguns segundos; depois disso corre tudo no teu navegador.
Python Simular o lançamento de um dado
import random
n = int(input('Quantos lancamentos queres simular? '))
f = [0 for k in range(6)]
for i in range(n):
r = random.randint(1, 6)
f[r-1] = f[r-1] + 1
for k in range(6):
print('Freq. relativa da face', k+1, '=', f[k]/n)
# 'random' e o modulo que gera numeros ao acaso
import random
# input() le do teclado; int() converte o texto lido para inteiro
n = int(input('Quantos lancamentos queres simular? '))
# f e uma lista com seis contadores, todos a zero: [0, 0, 0, 0, 0, 0]
f = [0 for k in range(6)]
for i in range(n):
# randint(1, 6) devolve um inteiro entre 1 e 6, inclusive
r = random.randint(1, 6)
# a face r fica guardada na posicao r-1, porque as listas comecam em 0
f[r-1] = f[r-1] + 1
for k in range(6):
# dividir o contador pelo total da a frequencia RELATIVA
print('Freq. relativa da face', k+1, '=', f[k]/n)
Corre primeiro com
Python A soma de dois dados não é uniforme
import random
n = 60000
f = [0 for k in range(13)] # posicoes 0 a 12; usamos 2 a 12
for i in range(n):
s = random.randint(1, 6) + random.randint(1, 6)
f[s] = f[s] + 1
for s in range(2, 13):
barra = '#' * round(f[s] / n * 200)
print(s, round(f[s]/n, 4), barra)
O histograma de asteriscos desenha um triângulo com o pico em 7. Compara com a f.m.p. exata do laboratório da secção 12:
Python Monty Hall, sem discussão
import random
def joga(troca):
carro = random.randint(1, 3)
escolha = random.randint(1, 3)
# o apresentador abre uma porta que nao e a escolhida nem a do carro
portas = [p for p in [1, 2, 3] if p != escolha and p != carro]
aberta = random.choice(portas)
if troca:
escolha = [p for p in [1, 2, 3] if p != escolha and p != aberta][0]
return escolha == carro
n = 20000
ganhos_trocar = sum(joga(True) for i in range(n))
ganhos_ficar = sum(joga(False) for i in range(n))
print('trocar:', ganhos_trocar/n)
print('ficar :', ganhos_ficar/n)
Repara na linha que constrói portas: é ali que está o coração do problema — o apresentador não escolhe ao acaso entre as três.
Desafios de programação
Quatro programas para escreveres tu. Carrega em Experimentar no compilador e abre uma consola em branco: escreve o teu programa, executa-o e vê se faz o que se pede. Só depois olha para a resolução proposta.
Escreve a função laplace(favoraveis, possiveis) que devolve a probabilidade em decimal e, além disso, imprime a fração já simplificada. Usa math.gcd para simplificar.
Um acontecimento é um conjunto, e por isso valem entre acontecimentos as mesmas leis que valem entre conjuntos. Todas se veem num diagrama de Venn, e todas servem para o mesmo: simplificar uma expressão antes de lhe calcular a probabilidade.
| Lei | Igualdades |
|---|---|
| Comutativa | |
| Associativa | |
| Distributiva | |
| Absorção | |
| De Morgan | |
| Neutro e absorvente | |
| Complementar |
A que mais aparece é a de De Morgan. É ela que transforma «não ocorre nenhum dos dois» —
Escreve um programa que calcule a probabilidade de, em
Escreve a função valor_medio(valores, probs) que devolve desvio(valores, probs) que devolve
Uma fábrica tem duas máquinas: a I produz
A função math.gcd(a, b) devolve o máximo divisor comum. Divide numerador e denominador por ele antes de imprimir.
import math
def laplace(favoraveis, possiveis):
if possiveis == 0:
return None
d = math.gcd(favoraveis, possiveis)
print('P =', favoraveis // d, '/', possiveis // d)
return favoraveis / possiveis
print(laplace(81, 153)) # 9 / 17
print(laplace(4, 36)) # 1 / 9
print(laplace(3, 6)) # 1 / 2
«Pelo menos um» é o contrário de «nenhum». Na simulação, conta as repetições em que o 6 apareceu ao menos uma vez.
import random
def simula(n, repet=20000):
sucessos = 0
for i in range(repet):
saiu = False
for k in range(n):
if random.randint(1, 6) == 6:
saiu = True
if saiu:
sucessos = sucessos + 1
return sucessos / repet
for n in range(1, 11):
exato = 1 - (5/6)**n
print(n, round(simula(n), 4), round(exato, 4))
zip percorre as duas listas ao mesmo tempo.
def valor_medio(valores, probs):
return sum(x*p for x, p in zip(valores, probs))
def desvio(valores, probs):
mu = valor_medio(valores, probs)
m2 = sum(x*x*p for x, p in zip(valores, probs))
return (m2 - mu**2) ** 0.5
dado = [1, 2, 3, 4, 5, 6]
p = [1/6] * 6
print('mu =', valor_medio(dado, p)) # 3.5
print('sigma =', round(desvio(dado, p), 3)) # 1.708
Para cada peça: sorteia primeiro a máquina, depois se é defeituosa com a probabilidade dessa máquina. Conta as defeituosas e, dessas, quantas vieram da I.
import random
n = 200000
defeituosas = 0
def_da_I = 0
for k in range(n):
maquina_I = random.random() < 0.6
p = 0.02 if maquina_I else 0.05
if random.random() < p:
defeituosas = defeituosas + 1
if maquina_I:
def_da_I = def_da_I + 1
print('P(D) =', round(defeituosas/n, 4), ' exato 0.032')
print('P(I | D) =', round(def_da_I/defeituosas, 4), ' exato 0.375')
O colecionador de cromos
Modelação estocásticaValor médioDecomposiçãoCusto computacional
Uma caderneta tem
Há uma dedução exacta, e é bonita. Suponhamos que já temos
Para
O desafio. Confirmar a fórmula por simulação, e perceber a diferença entre as duas coisas. A dedução dá o valor médio exacto; a simulação dá uma estimativa, com erro que decresce como
Há um segundo cuidado, sem o qual o programa não é ciência: fixar a semente do gerador. Sem ela, duas execuções dão números diferentes e nada é verificável.
import random
def teorico(n):
return n * sum(1/k for k in range(1, n + 1))
def uma_colecao(r, n):
vistos = set()
pacotes = 0
while len(vistos) < n:
vistos.add(r.randrange(n)) # um cromo ao acaso, com repeticao
pacotes += 1
return pacotes
def simula(n, repeticoes, semente=12345):
r = random.Random(semente) # semente fixa: o resultado repete-se
total = 0
for _ in range(repeticoes):
total += uma_colecao(r, n)
return total / repeticoes
print(' N simulacao teorico erro')
for n in (5, 10, 25, 50):
rep = 20000 if n <= 25 else 5000
s = simula(n, rep)
t = teorico(n)
print('%3d %10.2f %10.2f %5.2f%%' % (n, s, t, abs(s - t)/t*100))
import random
# TEORIA. Depois de ja' termos k cromos diferentes, a probabilidade de o
# proximo pacote trazer um cromo NOVO e' p = (n-k)/n. O numero de pacotes
# ate' ao proximo cromo novo tem valor medio 1/p = n/(n-k).
# Somando de k=0 ate' k=n-1: E = n/n + n/(n-1) + ... + n/1 = n*H(n).
def teorico(n):
return n * sum(1/k for k in range(1, n + 1))
# SIMULACAO. Um conjunto guarda os cromos ja' vistos, sem repetidos.
def uma_colecao(r, n):
vistos = set()
pacotes = 0
while len(vistos) < n:
vistos.add(r.randrange(n))
pacotes += 1
return pacotes
# random.Random(semente) cria um gerador proprio: com a mesma semente,
# o programa da' sempre o mesmo resultado. E' isso que torna a
# experiencia REPETIVEL - e sem isso nao ha' ciencia nenhuma.
def simula(n, repeticoes, semente=12345):
r = random.Random(semente)
total = 0
for _ in range(repeticoes):
total += uma_colecao(r, n)
return total / repeticoes
print(' N simulacao teorico erro')
for n in (5, 10, 25, 50):
# o custo cresce como n*ln(n) por colecao: baixamos as repeticoes
rep = 20000 if n <= 25 else 5000
s = simula(n, rep)
t = teorico(n)
print('%3d %10.2f %10.2f %5.2f%%' % (n, s, t, abs(s - t)/t*100))
A simulação bate certo com a teoria a menos de meio por cento. Repara no custo: cada coleção precisa de cerca de
Análise Cinco perguntas críticas
- A última parcela da soma é
\dfrac{N}{1} = N : em média, só o último cromo custaN pacotes. Que fração do esforço total representa? Testa comN = 50 . - O erro da simulação decresce como
1/\sqrt{r} . Corre comr = 200 ,2000 e20\,000 paraN = 10 e verifica se o erro cai para cerca de um terço de cada vez. - Muda a semente para
999 e volta a correr. Os valores mudam — mas quanto? Isso dá-te uma medida empírica da incerteza da estimativa. - E se os cromos não forem equiprováveis (há sempre um raro)? Altera
uma_colecaopara sortear com pesos e vê o que acontece à média. A fórmula ainda serve? - O programa usa um
set. Se usasse uma lista eif cromo not in lista, o que aconteceria ao tempo de execução, e porquê?
Bayes, um teste de cada vez
IteraçãoProbabilidade condicionadaCasos de fronteiraPrecisão numérica
Uma doença afeta
Um positivo num teste tão bom deixa a probabilidade de doença em apenas
O desafio. E se o teste for repetido? A ideia algorítmica é uma só: a probabilidade depois de um teste é a probabilidade antes do teste seguinte. Basta um ciclo que aplique a mesma função a cada resultado, admitindo que os testes são independentes dado o estado do doente.
Casos de fronteira a prever: se
def atualiza(p, sens, espec, positivo):
"""Uma aplicacao de Bayes. p e' a probabilidade ANTES deste teste."""
if positivo:
favoravel = p * sens
total = favoravel + (1 - p) * (1 - espec)
else:
favoravel = p * (1 - sens)
total = favoravel + (1 - p) * espec
if total == 0:
raise ValueError('este resultado e impossivel com esta probabilidade inicial')
return favoravel / total
def sequencia(p0, sens, espec, resultados):
p = p0
historia = [p]
for r in resultados:
p = atualiza(p, sens, espec, r)
historia.append(p)
return historia
P0, SENS, ESPEC = 0.001, 0.99, 0.98
print('quatro testes positivos seguidos:')
for k, p in enumerate(sequencia(P0, SENS, ESPEC, [True]*4)):
print(' depois de %d testes: %.6f' % (k, p))
print()
print('positivo, positivo, negativo:')
for k, p in enumerate(sequencia(P0, SENS, ESPEC, [True, True, False])):
print(' depois de %d testes: %.6f' % (k, p))
print()
print('a mesma conta em razao de probabilidades (odds):')
razao = SENS / (1 - ESPEC)
o = P0 / (1 - P0)
for k in range(1, 5):
o = o * razao
print(' k=%d odds=%10.4f p=%.6f' % (k, o, o/(1 + o)))
# sens = P(teste + | doente) - sensibilidade
# espec = P(teste - | saudavel) - especificidade
# p = P(doente) ANTES deste teste
def atualiza(p, sens, espec, positivo):
if positivo:
favoravel = p * sens # doente E positivo
total = favoravel + (1 - p) * (1 - espec) # + saudavel E positivo
else:
favoravel = p * (1 - sens)
total = favoravel + (1 - p) * espec
# total = 0 acontece se p for 0 ou 1: nesse caso Bayes nao se aplica
if total == 0:
raise ValueError('este resultado e impossivel com esta probabilidade inicial')
return favoravel / total
# A IDEIA CENTRAL: a probabilidade DEPOIS de um teste e' a probabilidade
# ANTES do teste seguinte. O algoritmo e' um ciclo, nao uma formula.
def sequencia(p0, sens, espec, resultados):
p = p0
historia = [p]
for r in resultados:
p = atualiza(p, sens, espec, r)
historia.append(p)
return historia
P0, SENS, ESPEC = 0.001, 0.99, 0.98
print('quatro testes positivos seguidos:')
for k, p in enumerate(sequencia(P0, SENS, ESPEC, [True]*4)):
print(' depois de %d testes: %.6f' % (k, p))
print()
print('positivo, positivo, negativo:')
for k, p in enumerate(sequencia(P0, SENS, ESPEC, [True, True, False])):
print(' depois de %d testes: %.6f' % (k, p))
print()
# EM ODDS a conta e' uma multiplicacao. odds = p/(1-p); cada teste positivo
# multiplica os odds pela razao sens/(1-espec), sempre a mesma.
print('a mesma conta em razao de probabilidades (odds):')
razao = SENS / (1 - ESPEC)
o = P0 / (1 - P0)
for k in range(1, 5):
o = o * razao
print(' k=%d odds=%10.4f p=%.6f' % (k, o, o/(1 + o)))
Um positivo:
Análise Cinco perguntas críticas
- Porque é que a primeira aplicação de Bayes dá um valor tão baixo? Compara o número de falsos positivos esperado numa população de
100\,000 pessoas com o número de verdadeiros positivos. - Em odds cada positivo multiplica por
49{,}5 . Ao fim dek positivos os odds sãoo_0 \times 49{,}5^{k} : um crescimento geométrico. Quantos positivos são precisos para passar de50\% ? - Experimenta
P(D) = 0 . O que devolve a função, e porquê? Concordas que seja um erro em vez de um valor? - O programa admite que os testes são independentes dado o estado do doente. Dá um exemplo real em que essa hipótese falha — e explica em que sentido a estimativa fica enviesada.
- Com
k grande,p aproxima-se de1 e1-p perde algarismos significativos. Qual das duas formas — probabilidade ou odds — sofre mais com isso?
Corridas de sucessos, e a falácia do jogador
Reconhecimento de padrõesSimulaçãoDistribuições empíricasO(n) numa passagem
Numa sequência de
Para
O desafio. Calcular a distribuição do comprimento da maior corrida. Ao contrário do valor médio do problema anterior, aqui não há fórmula simples ao nível do
E depois vem a parte que interessa. A falácia do jogador é acreditar que, depois de cinco caras seguidas, a coroa «está a dever». A simulação mostra o oposto: com
import random
def maior_corrida(seq, valor):
"""Comprimento da maior sequencia seguida de 'valor'."""
maior = atual = 0
for x in seq:
atual = atual + 1 if x == valor else 0
if atual > maior:
maior = atual
return maior
def simula(n, p, repeticoes, semente=2024):
r = random.Random(semente)
contagem = {}
for _ in range(repeticoes):
seq = [r.random() < p for _ in range(n)]
m = maior_corrida(seq, True)
contagem[m] = contagem.get(m, 0) + 1
return contagem
N, P, REP = 200, 0.5, 20000
c = simula(N, P, REP)
print('%d lancamentos de uma moeda equilibrada, %d repeticoes' % (N, REP))
print(' k P(maior corrida = k)')
for k in sorted(c):
print('%2d %6.4f %s' % (k, c[k]/REP, '#' * int(60*c[k]/REP)))
media = sum(k*v for k, v in c.items()) / REP
print('media da maior corrida: %.2f' % media)
print('P(existe corrida de 6 ou mais): %.4f' % (sum(v for k, v in c.items() if k >= 6)/REP))
import random
# Uma so' passagem pela sequencia, com um contador que reinicia sempre que
# o valor muda: O(n) em tempo e O(1) em memoria. Nao e' preciso guardar
# nada nem percorrer duas vezes.
def maior_corrida(seq, valor):
maior = atual = 0
for x in seq:
atual = atual + 1 if x == valor else 0 # reinicia a zero se mudou
if atual > maior:
maior = atual
return maior
def simula(n, p, repeticoes, semente=2024):
r = random.Random(semente)
contagem = {} # dicionario: comprimento -> quantas vezes
for _ in range(repeticoes):
seq = [r.random() < p for _ in range(n)]
m = maior_corrida(seq, True)
contagem[m] = contagem.get(m, 0) + 1
return contagem
N, P, REP = 200, 0.5, 20000
c = simula(N, P, REP)
print('%d lancamentos de uma moeda equilibrada, %d repeticoes' % (N, REP))
print(' k P(maior corrida = k)')
for k in sorted(c):
# um histograma de texto: cada # vale cerca de 1,7% de probabilidade
print('%2d %6.4f %s' % (k, c[k]/REP, '#' * int(60*c[k]/REP)))
media = sum(k*v for k, v in c.items()) / REP
print('media da maior corrida: %.2f' % media)
print('P(existe corrida de 6 ou mais): %.4f' % (sum(v for k, v in c.items() if k >= 6)/REP))
A maior corrida vale, em média, cerca de
Análise Cinco perguntas críticas
- A probabilidade de uma posição fixa iniciar uma corrida de
6 é1/64 . Com195 posições, uma estimativa grosseira dá195/64 \approx 3 corridas esperadas. Porque é que isso não é a probabilidade de existir pelo menos uma? - Corre com
N = 20 em vez de200 . Como muda a média da maior corrida? Experimenta tambémN = 2000 e conjetura como é que ela cresce comN . - Muda
p para0{,}3 . Que acontece à distribuição? E se pedires a maior corrida de insucessos em vez de sucessos? - Escreve uma sequência de
50 caras e coroas à mão, a fingir que é aleatória, e mede a sua maior corrida com o programa. Compara com a distribuição simulada. É este o teste que denuncia sequências inventadas. - O algoritmo faz uma só passagem. Escreve uma versão que guarde todas as corridas numa lista e diz que complexidade de memória passa a ter. Compensa?
Teste rápido
Dez questões de resposta imediata, com correção e explicação. Serve para verificares se podes avançar — ou se convém voltar atrás.
Formulário essencial e referências
Tudo o que precisas de ter na cabeça (ou à mão) para um exame — numa página.
Regra de Laplace
Só com resultados equiprováveis.
Acontecimento contrário
Reunião
Se incompatíveis,
Leis de De Morgan
Probabilidade condicionada
Regra do produto:
Independência
Equivale a
Probabilidade total
Contagem
Valor médio e desvio padrão
Modelo Normal
Simetria em
Referências
- Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano. Ministério da Educação / DGE, janeiro de 2023.
- Graça Martins, M. E. et al. (1999). Probabilidades e Combinatória. Ministério da Educação, Departamento do Ensino Secundário.
- Graça Martins, M. E., e Cerveira, A. (1998). Introdução às Probabilidades e à Estatística. Universidade Aberta.
- ALEA — Noções de Probabilidade. alea.pt
- Moore, D. et al. (2021). The Basic Practice of Statistics. New York: W. H. Freeman and Company.
- Trocado, A. Matemática A — Exames Nacionais. alexandretrocado.com/mat_a
- Enunciados de Provas Nacionais e Testes Intermédios compilados em mat.absolutamente.net.
Como
Os conjuntos
Se
A reunião parte-se em três pedaços disjuntos dois a dois:
Somando e reagrupando,
de onde sai a fórmula. Na forma equivalente
Se fossem incompatíveis,