Sucessões
Uma lista de números com uma regra, e duas perguntas que se lhe fazem sempre: qual é o termo seguinte? e quanto dá somá-los todos? Este capítulo é revisão do 11.º ano — progressões aritméticas e geométricas, as suas somas, e o caso em que somar infinitos números dá um número perfeitamente vulgar. É dos temas que mais sai em Exame: todos os anos, quase sempre duas vezes.
Sucessões: ordem, termo e gráfico
Uma sucessão é uma lista infinita de números com um lugar marcado para cada um. Tudo o que este capítulo faz assenta em duas palavras que se confundem com facilidade — ordem e termo — e numa figura que não se parece com nenhuma das que vieram antes.
- Identificar e analisar regularidades em exemplos numéricos e pictóricos.
- Identificar e analisar formas de gerar sucessões através de termos gerais.
1 · O que é uma sucessão
Uma sucessão de números reais é uma função de domínio
No ensino básico,
Daí a escrita
Em
2 · O termo geral
Dar o termo geral é dar a receita: uma expressão em
Seja
- Os quatro primeiros.
u_1 = 5 ,u_2 = 4 ,u_3 = \tfrac{11}{3} ,u_4 = \tfrac{7}{2} . - Um termo distante.
u_{30} = \dfrac{92}{30} = \dfrac{46}{15} . - É
\tfrac{16}{5} termo da sucessão? Resolve-se\dfrac{3n+2}{n} = \dfrac{16}{5} , donde15n + 10 = 16n en = 10 . Como10 é natural, é — e é o termo de ordem 10. - E
30 ?\dfrac{3n+2}{n} = 30 \iff 3n + 2 = 30n \iff n = \dfrac{2}{27} , que não é natural. Não é termo.A conta é a mesma nos dois casos; o que decide é a última linha. Perguntar «é termo?» é perguntar se a equação tem solução em\mathbb{N} .
3 · O gráfico são pontos
O gráfico de uma sucessão é o conjunto dos pontos
Unir os pontos é o erro mais comum do capítulo. E não é inofensivo: a linha sugere que existe um
4 · Regularidades que se veem antes de se escreverem
Muitas sucessões chegam em figuras e não em fórmulas. O caminho é sempre o mesmo: contar os primeiros casos, ver quanto se acrescenta de cada vez, e só depois escrever.
Constroem-se quadrados encostados em fila, com palitos. O primeiro leva
- Contar.
4,\ 7,\ 10,\ 13,\ \ldots - Ver o passo. De um para o seguinte acrescentam-se sempre
3 . - Escrever. Ao primeiro somam-se
(n-1) passos de3 :p_n = 4 + 3(n-1) = 3n + 1. - Verificar com dois casos.
p_1 = 4 ✓ ep_3 = 10 ✓.O(n-1) é onde quase todos os erros acontecem: o primeiro termo não leva passo nenhum. Verificar dois valores conhecidos apanha-o de imediato.
Python Ver os primeiros termos de qualquer sucessão
O programa recebe uma expressão do termo geral e escreve os primeiros termos, com a ordem ao lado. É a ferramenta de exploração deste capítulo inteiro.
def termo(n):
return (3 * n + 2) / n
quantos = 8
for n in range(1, quantos + 1):
print("n =", n, " termo =", round(termo(n), 4))
print()
alvo = 3.2
for n in range(1, 1000):
if abs(termo(n) - alvo) < 1e-9:
print(alvo, "e termo de ordem", n)
break
else:
print(alvo, "nao e termo da sucessao")
# Escreve os primeiros termos de uma sucessao dada pelo termo geral,
# e depois procura uma ordem em que a sucessao valha um numero dado.
def termo(n):
return (3 * n + 2) / n # troca aqui a expressao do exercicio
quantos = 8
for n in range(1, quantos + 1):
print("n =", n, " termo =", round(termo(n), 4))
print()
# "e' termo?" por tentativa: percorre as ordens ate' acertar
alvo = 3.2
for n in range(1, 1000):
if abs(termo(n) - alvo) < 1e-9: # nunca comparar reais com ==
print(alvo, "e termo de ordem", n)
break
else:
# o else de um for corre quando o ciclo acaba sem break
print(alvo, "nao e termo da sucessao")
Troca a expressão do termo pela do exercício que estiveres a fazer. A segunda parte responde à pergunta «é termo?» por tentativa — e repara em que só serve como confirmação: no exame, a resposta é a equação resolvida em
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre o essencial: calcular termos, distinguir ordem de termo, decidir se um número é termo da sucessão, e escrever o termo geral a partir de uma regularidade. Os últimos pedem trabalho com inequações e com o
A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.
Considera a sucessão de termo geral
a) Escreve os quatro primeiros termos.
b) Determina
Numa sucessão
a) Qual é a ordem? E qual é o termo? b) Escreve, em símbolos, «o termo de ordem 15 é 40».
O gráfico de uma sucessão é sempre:
- (A)uma linha contínua.
- (B)um conjunto de pontos isolados.
- (C)uma reta.
- (D)uma curva, se o termo geral não for do 1.º grau.
Considera a sucessão de termo geral
a) Averigua se
Com palitos constroem-se quadrados encostados em fila: o primeiro leva
a) Quantos palitos leva o quarto? b) Escreve o termo geral da sucessão do número de palitos.
Considera
Escreve os cinco primeiros termos e diz o que faz o
Sejam
Determina para que valores de
Considera
Determina a ordem a partir da qual todos os termos são negativos.
Seja
a) Determina
Seja
Determina, sem calculadora, quantos termos de ordem ímpar pertencem ao intervalo
Considera
Determina a menor ordem a partir da qual todos os termos são maiores do que
Escreve um termo geral para cada uma destas sucessões:
a)
Substitui o
u_1 = 3(1)-1 = 2 ,u_2 = 5 ,u_3 = 8 ,u_4 = 11 .u_{20} = 3(20) - 1 = 59 .Repara em que os termos sobem de três em três: é uma progressão aritmética, e a R3 vai dar-lhe o nome.
A ordem é o lugar na fila; o termo é o valor que lá está. Uma é o índice, o outro é o que a sucessão vale.
- a) A ordem é
7 ; o termo é12 . - b)
a_{15} = 40 .Parece pouco para um exercício, e é o que separa quem responde ao que se pergunta de quem responde ao contrário. «Determine a ordem desse termo» — que é como os exames escrevem — pede o n, não o valor.
Qual é o domínio de uma sucessão? Entre
- Uma sucessão é uma função de domínio
\mathbb{N} , e entre dois naturais consecutivos não há mais naturais. - Logo o gráfico é um conjunto de pontos isolados: a opção (B).Unir os pontos com uma linha é o erro mais comum do capítulo, e não é inofensivo — sugere valores em ordens que não existem, como
u_{2{,}5} .
«Ser termo» é haver uma ordem — um natural — que lá chegue. Resolve
- a)
4n + 3 = 47 \iff 4n = 44 \iff n = 11 . Como11 \in \mathbb{N} \setminus \{0\} , é termo — o de ordem 11. - b)
4n + 3 = 50 \iff 4n = 47 \iff n = 11{,}75 . Não é natural, logo não é termo.A conta é a mesma; o que decide é a última linha. É por isso que a resposta a este tipo de pergunta nunca é um número — é «sim, de ordem 11» ou «não».
Cada quadrado novo aproveita um lado do anterior. Quantos palitos se acrescentam de cada vez?
- a) Acrescentam-se
3 palitos por quadrado:10 + 3 = 13 . - b) O primeiro custa
4 e cada um dos seguintes custa3 :p_n = 4 + 3(n-1) = 3n + 1. - Verificação:
p_1 = 4 ✓,p_3 = 10 ✓.Escrever o termo geral e não confirmar com dois valores conhecidos é meio exercício. A verificação custa dez segundos e apanha o erro do(n-1) , que é o mais frequente.
Calcula
v_1 = -1 ,v_2 = \tfrac{1}{2} ,v_3 = -\tfrac{1}{3} ,v_4 = \tfrac{1}{4} ,v_5 = -\tfrac{1}{5} .- O
(-1)^n vale-1 nas ordens ímpares e+1 nas pares: troca o sinal de termo para termo.É a maneira de escrever «alternadamente» numa fórmula, e aparece em exame — o item de 2021 pede quantos termos de ordem ímpar caem num intervalo, e a resposta começa por perceber isto.
Escreve a inequação, desenvolve o quadrado e repara em que os
(p-8)^2 > p^2 - 8 \iff p^2 - 16p + 64 > p^2 - 8 .- Os
p^2 cancelam-se:-16p > -72 \iff p < 4{,}5 . - Como
p \in \mathbb{N} \setminus \{0\} :p \in \{1, 2, 3, 4\} .O cancelamento dosp^2 é o que faz o exercício ser do 1.º grau e não do 2.º. Sem ele, a inequação parecia bem mais feia do que é.
O denominador é sempre positivo para
- Para
n \geq 1 ,4n + 1 > 0 : o sinal deu_n é o de13 - 2n . 13 - 2n < 0 \iff n > 6{,}5 .- O primeiro natural acima é
7 : a partir da ordem 7.«A partir da ordem» quer dizer o primeiro natural que cumpre a condição — e daí para a frente cumprem-se todos, porque a expressão é monótona. Aqui vale a pena confirmar:u_6 = \tfrac{1}{25} > 0 eu_7 = -\tfrac{1}{29} < 0 .
Substitui o
- a)
u_{n+1} = \dfrac{3(n+1) + 2}{n+1} = \dfrac{3n + 5}{n + 1} . - b)
u_{2n} = \dfrac{3(2n) + 2}{2n} = \dfrac{6n + 2}{2n} = \dfrac{3n + 1}{n} .O erro típico é substituir só num dos sítios — escrever\frac{3n+5}{n} na primeira. On do denominador também é on .
Nas ordens ímpares,
- Com
n ímpar,u_n = 2 + \dfrac{1}{n} . \dfrac{83}{41} = 2 + \dfrac{1}{41} e\dfrac{67}{33} = 2 + \dfrac{1}{33} . A condição fica\dfrac{1}{41} < \dfrac{1}{n} < \dfrac{1}{33} \iff 33 < n < 41. - Os ímpares entre
33 e41 , exclusive:35, 37, 39 — são três.A passagem que resolve o item é escrever as duas frações na forma2 + \frac{1}{k} . Sem isso, a conta faz-se na mesma mas com números feios, e o exame pede «sem recorrer à calculadora».
Os termos positivos nunca dão problema. O que interessa são os negativos — e esses são os de ordem par.
- Nas ordens ímpares o termo é positivo, logo maior do que
-0{,}01 sempre. - Nas ordens pares,
u_n = -\dfrac{1}{n+1} , e-\dfrac{1}{n+1} > -0{,}01 \iff \dfrac{1}{n+1} < 0{,}01 \iff n + 1 > 100 \iff n > 99. - Falha em
n = 99 ? Não —99 é ímpar e dá termo positivo. O primeiro par acima de99 é100 , e a partir den = 100 está tudo bem. Mas é preciso confirmar que a ordem100 é mesmo a menor: emn = 99 o termo é positivo e emn = 98 vale-\tfrac{1}{99} \approx -0{,}0101 < -0{,}01 , que falha. - Logo a menor ordem é
99 : de99 para a frente, os pares já cumprem e os ímpares cumprem sempre.«A partir de» pede a menor ordem tal que daí para a frente a condição se mantém — e não a menor ordem que a cumpre. O termo de ordem 98 falha, o de 99 cumpre e todos os seguintes também.
Em cada uma, compara o termo com a sua ordem. Na c), separa o sinal do valor absoluto.
- a) São os quadrados:
u_n = n^2 . - b) Numerador
n , denominadorn+1 :u_n = \dfrac{n}{n+1} . - c) Em valor absoluto são as potências de
2 , e o sinal alterna começando em+ :u_n = (-1)^{n+1} \times 2^{n}. - Verificação:
u_1 = 2 ✓,u_2 = -4 ✓.Não há um termo geral «certo» — há termos gerais que dão a sucessão pedida. Dois alunos podem escrever(-1)^{n+1}2^n e-(-2)^n e estarem os dois certos.
Definir por recorrência
A outra maneira de dar uma sucessão: em vez de dizer quanto vale o termo de ordem
- Identificar e analisar formas de gerar sucessões através de termos gerais e por recorrência.
1 · A regra e o ponto de partida
Uma sucessão está definida por recorrência quando se dá o primeiro termo — ou os primeiros — e uma regra que produz cada termo a partir dos anteriores.
Faltando qualquer uma das duas partes, a sucessão não fica definida. A regra sozinha não diz onde começar; o primeiro termo sozinho não diz como continuar.
Com
u_2 = 2(3) + 2 = 8 ;u_3 = 2(8) + 2 = 18 ;u_4 = 2(18) + 2 = 38 .- Para saber
u_{10} não há atalho: são mais seis passagens.É a diferença que interessa. Com um termo geral, ou_{10} sai numa substituição. Por recorrência, sai ao fim de nove.
Há enunciados que escrevem
2 · Quando são precisos dois pontos de partida
Se a regra olhar dois termos para trás, um valor inicial não chega. É o caso de Fibonacci:
Dá
Python Gerar termos por recorrência, e a conjetura de Collatz
É o programa que as Aprendizagens Essenciais pedem para este tema, com as duas partes: gerar um número fixado de termos de uma recorrência qualquer, e explorar a conjetura de Collatz.
u = 3
quantos = 8
for n in range(1, quantos + 1):
print("u" + str(n), "=", u)
u = 2 * u + 2
print()
def collatz(x):
seq = [x]
while x > 1:
if x % 2 == 0:
x = x // 2
else:
x = 3 * x + 1
seq.append(x)
return seq
for inicio in [6, 7, 27]:
s = collatz(inicio)
print(inicio, "-> chega a 1 em", len(s) - 1, "passos, maximo", max(s))
# Duas coisas: gerar termos de uma recorrencia qualquer, e
# explorar a conjetura de Collatz.
u = 3 # o primeiro termo
quantos = 8
for n in range(1, quantos + 1):
print("u" + str(n), "=", u)
u = 2 * u + 2 # troca aqui a regra de recorrencia
print()
def collatz(x):
seq = [x]
while x > 1:
if x % 2 == 0:
x = x // 2 # par: metade
else:
x = 3 * x + 1 # impar: triplo mais um
seq.append(x)
return seq
for inicio in [6, 7, 27]:
s = collatz(inicio)
print(inicio, "-> chega a 1 em", len(s) - 1, "passos, maximo", max(s))
Repara no 27: leva 111 passos e sobe até 9232 antes de descer. Ninguém sabe demonstrar que isto acaba sempre — é a conjetura de Collatz, verificada para todos os números até mais de
Exercícios propostos
Doze exercícios sobre recorrência: descer a escada termo a termo, ler as duas escritas sem as trocar, passar de recorrência a termo geral quando isso é possível, e escrever a recorrência a partir de uma situação. Os últimos incluem Fibonacci, Collatz e a Torre de Hanói, que são temas de projeto das Aprendizagens Essenciais.
Considera a sucessão definida por
Determina os quatro primeiros termos.
Seja
Qual é o terceiro termo?
- (A)
6a + 4 - (B)
9a - 4 - (C)
6a - 4 - (D)
9a + 4
Considera
Determina
A sucessão de Fibonacci define-se por
Escreve os dez primeiros termos.
Uma sucessão está definida por recorrência. Para calcular
- (A)basta substituir
n por50 na regra. - (B)é preciso conhecer todos os termos anteriores.
- (C)é impossível sem uma calculadora gráfica.
- (D)usa-se a fórmula do termo geral de uma progressão.
Seja
Qual é o valor de
- (A)
3 - (B)
4 - (C)
5 - (D)
6
Seja
a) Escreve os cinco primeiros termos. b) Descobre um termo geral e confirma-o em dois casos.
Seja
a) Escreve os oito primeiros termos.
b) O que notas? Quanto vale
Parte-se de um natural. Se for par, divide-se por
a) Escreve a sequência que começa em
Para mudar
a) Determina
Seja
a) Calcula
Um depósito tem hoje
a) Escreve a definição por recorrência do capital
Começa no que te dão e aplica a regra. O
u_1 = 3 .u_2 = 2(3) + 2 = 8 .u_3 = 2(8) + 2 = 18 .u_4 = 2(18) + 2 = 38 .É o item do Exame de 2024, época especial, que pergunta o terceiro termo — e a resposta é18 . Quem responde8 contou ou_1 como termo zero.
Faz as duas passagens com a letra lá dentro, sem tentar simplificar antes do tempo.
u_2 = -3a + 2 .u_3 = -3(-3a + 2) + 2 = 9a - 6 + 2 = 9a - 4 .- É a opção (B).Com uma letra no lugar do número, a recorrência faz-se exactamente da mesma maneira. O erro típico é distribuir mal o
-3 e ficar com9a + 4 , que é a opção (D) — está lá de propósito.
Atenção: aqui a regra dá o termo de ordem
u_2 = u_1 + 2(2) = 3 + 4 = 7 .u_3 = u_2 + 2(3) = 7 + 6 = 13 .u_4 = u_3 + 2(4) = 13 + 8 = 21 .Repara na diferença para o exercício anterior: ali a regra erau_{n+1} = \ldots , aqui éu_n = \ldots . O que se acrescenta depende den , e por isso o passo não é constante — isto não é uma progressão aritmética.
Cada termo é a soma dos dois anteriores. Aqui são precisos dois valores iniciais, e não um.
1,\ 1,\ 2,\ 3,\ 5,\ 8,\ 13,\ 21,\ 34,\ 55 .- Repara em que fizeram falta dois termos iniciais: uma regra que olha para dois termos atrás precisa de dois pontos de partida.Divide cada termo pelo anterior:
1;\ 2;\ 1{,}5;\ 1{,}667;\ 1{,}6;\ 1{,}625;\ \ldots Os valores aproximam-se de1{,}618 , o número de ouro. É um dos temas de projeto que as Aprendizagens Essenciais sugerem, e a secção A1 volta lá.
A regra da recorrência diz como passar de um termo ao seguinte. Quantas passagens são precisas para chegar ao quinquagésimo?
- A regra só relaciona termos consecutivos: para ter
u_{50} é preciso teru_{49} , e para esse ou_{48} , e assim por diante. - A opção (A) descreve o que se faz com um termo geral, que é outra coisa. É a (B).É precisamente isto que faz falta um programa. Quarenta e nove passagens à mão são quarenta e nove ocasiões de errar; em Python são três linhas.
Primeiro calcula
u_2 = u_1 + 2(2) = 3 + 4 = 7 .5n - 13 = 7 \iff 5n = 20 \iff n = 4 .- É a opção (B).Item do Teste Intermédio de 2011. O trabalho todo está na primeira linha: quem calcula
u_2 mal responde depressa e mal.
Se de cada vez se soma sempre a mesma coisa, ao fim de
- a)
5,\ 9,\ 13,\ 17,\ 21 . - b) Do primeiro ao termo de ordem
n deram-sen-1 passos de4 :u_n = 5 + 4(n-1) = 4n + 1. - Confirmação:
u_1 = 5 ✓,u_4 = 17 ✓.Nem toda a recorrência se converte em termo geral com esta facilidade — esta converte-se porque o passo é constante, e é isso que a R3 vai chamar progressão aritmética. A de Fibonacci também tem termo geral, mas envolve o número de ouro e não se obtém a olho.
Faz os termos com cuidado até ao oitavo e compara-os com os primeiros.
- a)
2,\ 5,\ 3,\ -2,\ -5,\ -3,\ 2,\ 5 . - b) A sucessão repete-se de seis em seis:
a_7 = a_1 ea_8 = a_2 . - Como
100 = 6 \times 16 + 4 , tem-sea_{100} = a_4 = -2 .O resto da divisão por6 é que decide, e é a mesma ideia don \bmod 4 nas potências dei , nos Números Complexos. Uma recorrência pode ser periódica sem que isso se veja na regra.
Faz passo a passo. Na b) vale mesmo a pena usar o programa desta secção.
- a)
6 \to 3 \to 10 \to 5 \to 16 \to 8 \to 4 \to 2 \to 1 : oito passos. - b)
7 \to 22 \to 11 \to 34 \to 17 \to 52 \to 26 \to 13 \to 40 \to 20 \to 10 \to 5 \to 16 \to 8 \to 4 \to 2 \to 1 : dezasseis passos, e sobe até52 antes de descer.A conjetura de Collatz diz que, seja qual for o número de partida, a sequência acaba sempre em 1. Já se confirmou para todos os números até mais de2^{68} , e continua por demonstrar. É uma das poucas coisas deste livro que ninguém sabe se é verdade.
Na b), põe
- a)
1,\ 3,\ 7,\ 15,\ 31,\ 63 . - b) As potências de
2 são2, 4, 8, 16, 32, 64 : cadah_n é uma unidade menos.h_n = 2^n - 1. - Confirmação:
h_4 = 16 - 1 = 15 ✓.Com64 discos, a lenda diz que o mundo acaba quando a torre estiver mudada: são2^{64} - 1 movimentos, e a um por segundo dava mais de quinhentos mil milhões de anos. É um dos temas de projeto das Aprendizagens Essenciais.
Na b), supõe
- a)
u_2 = \dfrac{4+12}{4} = 4 , eu_3 = u_4 = 4 . - b) Se
u_n = 4 , entãou_{n+1} = \dfrac{4 + 12}{4} = \dfrac{16}{4} = 4 . - Como
u_1 = 4 , a sucessão é constante e igual a 4.O4 chama-se ponto fixo da regra: é o valor que a regra devolve a si próprio. Se a sucessão começasse noutro sítio —u_1 = 8 , por exemplo — os termos aproximavam-se do4 sem lá ficar parados logo à primeira.
O que acontece em cada ano, por ordem: primeiro rende, depois entra o depósito novo.
- a) Com
C_0 = 2000 :C_{n+1} = 1{,}03\,C_n + 500. - b)
C_1 = 1{,}03(2000) + 500 = 2560 ;
C_2 = 1{,}03(2560) + 500 = 3136{,}80 ;
C_3 = 1{,}03(3136{,}80) + 500 = 3730{,}90 €. - Isto não é uma progressão: não se soma sempre o mesmo nem se multiplica sempre pelo mesmo.É por casos como este que a definição por recorrência existe. A situação descreve-se numa linha e não tem termo geral simples — e a folha de cálculo, ou o programa desta secção, resolve-a em segundos.
Progressões aritméticas
A sucessão mais simples que existe: começa nalgum sítio e acrescenta sempre a mesma coisa. Aparece nas filas de um anfiteatro, no juro simples e em metade dos itens de exame deste tema.
- Reconhecer progressões aritméticas.
- Saber definir progressões aritméticas através do 1.º termo e da razão.
1 · A definição, e o teste
Uma sucessão
A esse valor
Constante quer dizer sem
2 · Do primeiro termo e da razão sai tudo
Do primeiro termo ao de ordem
E, mais geralmente, de qualquer termo para qualquer outro:
A segunda fórmula poupa sempre o passo intermédio por
Uma sucessão é progressão aritmética exactamente quando o termo geral é do 1.º grau em
De uma progressão aritmética sabe-se que
- A razão. Do quarto ao décimo vão seis passos:
35 = 11 + 6r \iff r = 4 . - O primeiro termo.
u_1 = u_4 - 3r = 11 - 12 = -1 . - O termo geral.
u_n = -1 + 4(n-1) = 4n - 5 . - Confirmar.
u_4 = 11 ✓,u_{10} = 35 ✓.Escrever o termo geral e não o confirmar nos dois valores dados é deixar a porta aberta ao erro do(n-1) . São dez segundos.
3 · Onde aparecem
| situação | primeiro termo | razão |
|---|---|---|
| Filas de um anfiteatro, mais 3 cadeiras por fila | ||
| Juro simples de | ||
| Praticar mais 10 minutos por dia do que no dia anterior | ||
| Segmentos com mais 4 cm do que o anterior |
O juro simples é uma progressão aritmética porque o juro se calcula sempre sobre o capital inicial: soma-se todos os anos a mesma quantia. O juro composto não é — e a R5 mostra o que é.
Exercícios propostos
Doze exercícios: escrever o termo geral a partir do primeiro termo e da razão, mostrar que uma sucessão é progressão aritmética como o exame exige, recuperar a progressão a partir de dois termos, e decidir se um número é termo. Os últimos são itens de Exame com sistemas por trás.
Uma progressão aritmética tem
a) Escreve os quatro primeiros termos.
b) Determina o termo geral e
Seja
Mostra que
Qual das sucessões seguintes não é uma progressão aritmética?
- (A)
u_n = 3n + 1 - (B)
u_n = 7 - 2n - (C)
u_n = n^2 + 1 - (D)
u_n = \tfrac{n}{2}
Num anfiteatro, a primeira fila tem
a) Quantas cadeiras tem a décima fila?
b) Qual é a primeira fila com mais de
Depositam-se
a) Escreve o capital acumulado
De uma progressão aritmética sabe-se que
Determina a razão e o termo geral.
De uma progressão aritmética
Averigua, sem calculadora, se
De uma progressão aritmética
Averigua, sem calculadora, se
Considera a sucessão definida por
a) Mostra que é uma progressão aritmética.
b) Determina o termo geral e
Sabe-se que
Determina
Seja
Sabendo que
Constrói-se uma linha com segmentos: o primeiro mede
a) Quanto mede o décimo segmento?
b) Há algum segmento com
Do primeiro ao termo de ordem
- a)
7,\ 11,\ 15,\ 19 . - b)
u_n = 7 + 4(n-1) = 4n + 3 , eu_{25} = 4(25) + 3 = 103 . - Verificação:
u_1 = 7 ✓.O(n-1) é a origem de quase todos os erros: o primeiro termo não leva passo nenhum. Confirmaru_1 apanha-o sempre.
Calcula
u_{n+1} = 5(n+1) - 2 = 5n + 3 .u_{n+1} - u_n = (5n+3) - (5n-2) = 5 .- A diferença não depende de
n : é progressão aritmética de razão5 .Mostrar queu_2 - u_1 = u_3 - u_2 = 5 não é uma demonstração — é a verificação de dois casos. O que prova é a conta com on lá dentro, e é isso que o exame quer.
Em qual delas é que a diferença entre termos consecutivos ainda tem
- Nas do 1.º grau em
n , a diferença é o coeficiente den :3 ,-2 e\tfrac12 . - Na (C):
u_{n+1} - u_n = (n+1)^2 - n^2 = 2n + 1 , que depende den . - É a (C).Regra prática que vale a pena guardar: uma sucessão é progressão aritmética exactamente quando o termo geral é do 1.º grau em
n — da formaan + b . E aí a razão é oa .
É uma progressão aritmética de primeiro termo
c_n = 18 + 3(n-1) = 3n + 15 .- a)
c_{10} = 45 cadeiras. - b)
3n + 15 > 60 \iff n > 15 : a fila 16, com63 cadeiras.É o contexto que as Aprendizagens Essenciais sugerem pelo nome. Repara na alínea b): a resposta é uma ordem, e o enunciado pede a fila — que é a mesma coisa dita em português.
No juro simples, o juro é sempre calculado sobre o capital inicial.
- a)
C_n = 2500 + 2500 \times 0{,}02 \times n = 2500 + 50n . - b)
C_{n+1} - C_n = 50 , constante: progressão aritmética de razão50 . - Cada ano rende sempre os mesmos
50 €.É o outro contexto que as AE nomeiam, e liga-se ao capítulo da Cidadania: o juro simples é uma progressão aritmética, e o juro composto é uma progressão geométrica. É a mesma diferença, vista de outro lado.
Do quarto ao décimo termo dão-se seis passos de
u_{10} = u_4 + 6r \iff 35 = 11 + 6r \iff r = 4 .u_1 = u_4 - 3r = 11 - 12 = -1 .u_n = -1 + 4(n-1) = 4n - 5 .- Verificação:
u_4 = 11 ✓ eu_{10} = 35 ✓.A relaçãou_p = u_q + (p-q)r poupa sempre o passo poru_1 . Vale a pena tê-la à mão: quase todos os itens de exame dão dois termos e pedem o resto.
Escreve as duas condições em função de
u_1 + u_5 = 2u_1 + 4r = 26 \iff u_1 + 2r = 13 .u_9 = u_1 + 8r = 31 .- Subtraindo:
6r = 18 \iff r = 3 , eu_1 = 13 - 6 = 7 . u_n = 7 + 3(n-1) = 3n + 4 . Então3n + 4 = 835 \iff n = 277 .- Como
277 \in \mathbb{N} \setminus \{0\} , 835 é termo — o de ordem 277.Item do Exame de 2024, 2.ª fase. O sistema resolve-se de cabeça se se reparar queu_1 + u_5 = 2u_3 , o que dáu_3 = 13 num passo.
Escreve
v_9 = 1 + 6r ev_{10} = 1 + 7r .1 + 7r = \tfrac54(1 + 6r) \iff 4 + 28r = 5 + 30r \iff -2r = 1 \iff r = -\tfrac12 .v_1 = v_3 - 2r = 1 + 1 = 2 , logov_n = 2 - \tfrac12(n-1) = \dfrac{5-n}{2} .\dfrac{5-n}{2} = -50 \iff n = 105 : é termo, o de ordem 105.Item do Exame de 2022, época especial. A razão é negativa e a progressão é decrescente — nada impede, e é por isso que o enunciado escolhe um valor negativo para a pergunta.
A regra da recorrência já é a diferença entre termos consecutivos, escrita de outra maneira.
- a) Da regra vem
a_{n+1} - a_n = 7 para todo on : é constante, logo é progressão aritmética de razão7 . - b)
a_n = -3 + 7(n-1) = 7n - 10 , ea_{40} = 270 .Uma recorrência da formau_{n+1} = u_n + k , comk constante, é sempre uma progressão aritmética de razãok — e a demonstração é a linha de cima.
Em três termos consecutivos, a diferença do segundo para o primeiro é igual à do terceiro para o segundo.
2x - (x-3) = (x+11) - 2x .x + 3 = 11 - x \iff 2x = 8 \iff x = 4 .- Os termos são
1,\ 8,\ 15 : a razão é7 .Há um atalho que vale a pena guardar: em três termos consecutivos de uma progressão aritmética, o do meio é a média dos outros dois. Aqui,2x = \frac{(x-3)+(x+11)}{2} dá o mesmo em menos uma linha.
Da primeira condição sai a razão. Depois, com a diferença e o produto conhecidos, tens um sistema de dois números.
a_{10} - a_4 = 6r = 3 \iff r = \tfrac12 .- Com
a_{10} = a_4 + 3 ea_4(a_4 + 3) = 40 :a_4^2 + 3a_4 - 40 = 0 , dondea_4 = 5 oua_4 = -8 . Como os termos são positivos,a_4 = 5 . a_1 = 5 - 3r = 5 - 1{,}5 = 3{,}5 , ea_n = 3{,}5 + 0{,}5(n-1) = \dfrac{n+6}{2} .\dfrac{n+6}{2} = 173 \iff n = 340 .Item do Exame de 2025, época especial. A condição «de termos positivos» não é enfeite: é ela que deita fora a raiz negativa da equação do 2.º grau.
É uma progressão aritmética de primeiro termo
s_n = 3 + 4(n-1) = 4n - 1 .- a)
s_{10} = 39 cm. - b)
4n - 1 = 75 \iff n = 19 : sim, o décimo nono.
4n - 1 = 80 \iff n = 20{,}25 : não. - Todos os termos são da forma
4n - 1 , ou seja, deixam resto3 na divisão por4 .A última linha é a maneira rápida de responder a «é termo?» numa progressão aritmética de razão inteira: basta olhar para o resto.80 deixa resto0 , logo não pode ser.
A soma de uma progressão aritmética
Somar cem números leva o dia todo — a não ser que se repare naquilo em que Gauss reparou aos nove anos. A fórmula não vale a pena decorar-se; vale a pena ver de onde vem, e depois já não sai da cabeça.
- Determinar a soma de
n termos consecutivos de uma progressão aritmética.
1 · A história que as Aprendizagens Essenciais mandam contar
Conta-se que um professor mandou a turma somar os números de
O que ele viu foi isto: emparelhando o primeiro com o último, o segundo com o penúltimo, e assim por diante,
São cinquenta pares, todos a somar
Lê-se: a média dos extremos, vezes o número de termos. Quando não se conhece o último termo, substitui-se
2 · O erro que custa o exercício inteiro
Quando a soma não começa no primeiro termo, conte-se. De
Com
- Quantos termos.
20 - 5 + 1 = 16 . - Os extremos.
u_5 = 14 eu_{20} = 59 . - A soma.
S = \dfrac{14 + 59}{2} \times 16 = 584 . - Confirmação grosseira. Dezasseis termos entre
14 e59 dão uma soma entre16 \times 14 = 224 e16 \times 59 = 944 . O584 está lá no meio. ✓Esta última verificação não prova nada, mas apanha os erros grandes — um zero a mais, um termo a menos — em cinco segundos.
Laboratório · A soma, termo a termo
interativoAs barras são os termos; a linha a vermelho é a soma acumulada, desenhada à escala. Põe a razão a zero: todos os termos ficam iguais e a soma é o termo vezes o número deles — a fórmula continua a dar o mesmo. Põe a razão negativa e vê a soma passar a descer a partir de certa altura.
Exercícios propostos
Doze exercícios: a fórmula, a contagem dos termos quando a soma não começa no princípio, e as contas ao contrário — descobrir a razão, o primeiro termo ou o número de termos a partir da soma. Metade são itens de Exame, onde este tema é dos mais avaliados.
Seja
Determina a soma dos vinte primeiros termos.
Determina
Seja
Determina
Numa progressão aritmética,
Quantos termos são precisos para que a soma passe de
De uma progressão aritmética
Averigua se
A Constança preparou-se para uma audição durante
Determina
Constrói-se uma linha poligonal a partir de
Determina o comprimento de
Seja
Determina, sem calculadora, a soma dos primeiros duzentos termos de ordem ímpar.
Seja
Determina a soma dos dezasseis primeiros termos.
Com cartões numerados constrói-se uma figura triangular com as
Calcula
Uma empresa vendeu
a) Determina o aumento mensal. b) Quantos pneus vendeu em dezembro?
Seja
Mostra que
u_1 = 7 eu_{20} = 83 .S_{20} = \dfrac{7 + 83}{2} \times 20 = 45 \times 20 = 900 .A fórmula lê-se como «a média dos extremos, vezes o número de termos». Dita assim não se decora: percebe-se.
É a progressão aritmética de primeiro termo
S_{100} = \dfrac{1 + 100}{2} \times 100 = 50{,}5 \times 100 = 5050 .É a conta que Gauss fez de cabeça na escola primária, e a razão por que a fórmula existe: emparelhar o primeiro com o último, o segundo com o penúltimo, e assim por diante — todos os pares somam101 , e são cinquenta pares.
Quantos termos são, de
- Quantos termos. De
5 a20 são20 - 5 + 1 = 16 termos. u_5 = 14 eu_{20} = 59 .S = \dfrac{14 + 59}{2} \times 16 = 36{,}5 \times 16 = 584 .O «mais um» é o erro típico desta secção: quem faz20-5=15 perde um termo e a resposta inteira. Vale a pena confirmar com um caso pequeno: de1 a3 são três termos, e3-1+1=3 ✓.
Escreve
u_n = 5 + 3(n-1) = 3n + 2 .S_n = \dfrac{5 + 3n + 2}{2}\,n = \dfrac{n(3n + 7)}{2} .\dfrac{n(3n+7)}{2} > 1000 \iff 3n^2 + 7n - 2000 > 0 , cujas raízes sãon \approx -27{,}1 en \approx 24{,}6 .- O primeiro natural acima é
n = 25 . Confirmando:S_{24} = 948 eS_{25} = 1025 . São 25 termos.Só a raiz positiva interessa:n é um número de termos. E confirmar nos dois valores à volta é o que garante que se escolheu o inteiro certo.
Escreve
S_{12} = \dfrac{2u_1 + 11r}{2} \times 12 = 6(2u_1 + 11r) = 174 \iff 2u_1 + 11r = 29 .u_3 = u_1 + 2r = 4 \iff u_1 = 4 - 2r .- Substituindo:
2(4-2r) + 11r = 29 \iff 7r = 21 \iff r = 3 , eu_1 = -2 . u_n = -2 + 3(n-1) = 3n - 5 . Então3n - 5 = 5371 \iff n = 1792 .- É termo, o de ordem 1792.Item do Exame de 2018, 2.ª fase. A forma
S_n = \frac{2u_1 + (n-1)r}{2}\,n é a que serve quando não se conhece o último termo — e é a que faz falta em quase todos estes itens.
Do quarto dia e da razão sai o primeiro. Depois é a fórmula da soma, com
r = 10 eu_4 = 60 , logou_1 = 60 - 3(10) = 30 .S_m = \dfrac{2(30) + 10(m-1)}{2}\,m = \dfrac{10m + 50}{2}\,m = 5m^2 + 25m .5m^2 + 25m = 2970 \iff m^2 + 5m - 594 = 0 \iff m = 22 \ \lor \ m = -27 .- Como
m é um número de dias,m = 22 .Item do Exame de 2024, 1.ª fase. A raiz negativa aparece sempre nestes problemas e deita-se fora com uma frase: um número de dias não é negativo. Escrever essa frase vale cotação.
Cuidado com as unidades:
104 m= 10\,400 cm.- Com
r = 2 en = 100 :S_{100} = \dfrac{2u_1 + 99 \times 2}{2} \times 100 = (u_1 + 99)\times 100. (u_1 + 99) \times 100 = 10\,400 \iff u_1 + 99 = 104 \iff u_1 = 5 .[AB] mede 5 cm.Item do Exame de 2023, 1.ª fase. A conversão de unidades é metade do exercício, e é onde se perde — a resposta é pedida em centímetros e o enunciado dá metros de propósito.
As ordens ímpares são
- Com
n = 2k - 1 :v_k = 2(2k-1) + 1 = 4k - 1 . (v_k) é progressão aritmética de razão4 , comv_1 = 3 ev_{200} = 799 .S = \dfrac{3 + 799}{2} \times 200 = 401 \times 200 = 80\,200 .Item do Exame de 2021, época especial. A substituiçãon = 2k-1 é o passo que transforma «os de ordem ímpar» noutra progressão aritmética — e a partir daí é a fórmula de sempre.
Escreve as duas condições em
u_6 + u_{20} = 2u_1 + 24r = -5 .u_{19} = 4u_7 \iff u_1 + 18r = 4(u_1 + 6r) \iff -3u_1 = 6r \iff u_1 = -2r .- Substituindo:
-4r + 24r = -5 \iff r = -\tfrac14 , eu_1 = \tfrac12 . S_{16} = \dfrac{2(\tfrac12) + 15(-\tfrac14)}{2} \times 16 = \dfrac{1 - 3{,}75}{2}\times 16 = -22 .Item do Exame de 2021, 2.ª fase. Vale a pena confirmar:u_{16} = \tfrac12 - \tfrac{15}{4} = -3{,}25 e\frac{0{,}5 - 3{,}25}{2}\times 16 = -22 ✓.
A linha
- O número total de cartões é
1 + 2 + \cdots + n = \dfrac{n(n+1)}{2} . \dfrac{n(n+1)}{2} = 3081 \iff n^2 + n - 6162 = 0 .n = \dfrac{-1 \pm \sqrt{1 + 24\,648}}{2} = \dfrac{-1 \pm 157}{2} , donden = 78 (a outra raiz é negativa).- Confirmação:
\dfrac{78 \times 79}{2} = 3081 ✓.Item do Exame de 2024, época especial. A soma dosn primeiros naturais é o caso mais usado da fórmula deste capítulo, e vale a pena saber a expressão\frac{n(n+1)}{2} de cor.
É uma progressão aritmética com
S_{12} = \dfrac{2(22\,000) + 11r}{2}\times 12 = 6(44\,000 + 11r) = 300\,000 .44\,000 + 11r = 50\,000 \iff 11r = 6000 \iff r = \dfrac{6000}{11} \approx 545{,}45 .- b)
u_{12} = 22\,000 + 11r = 22\,000 + 6000 = 28\,000 pneus.Repara em que a alínea b) sai sem se arredondar a razão:11r = 6000 exactamente. Arredondar a meio e só depois multiplicar dava27\,999{,}95 — e um número de pneus não tem casas decimais.
Escreve
- Por ordem:
S_n = u_1 + (u_1 + r) + \cdots + (u_1 + (n-1)r) . - Ao contrário:
S_n = u_n + (u_n - r) + \cdots + (u_n - (n-1)r) . - Somando coluna a coluna, cada par dá
u_1 + u_n — os múltiplos der cancelam-se — e hán colunas:2S_n = n\,(u_1 + u_n) \iff S_n = \dfrac{u_1 + u_n}{2}\,n. - É exactamente o que a figura de Gauss mostra: duas cópias da soma, uma virada, formam um retângulo.Esta demonstração não está nas Aprendizagens Essenciais, e está aqui na mesma: é curta, é a razão de ser da fórmula, e quem a viu uma vez nunca mais precisa de a decorar.
Progressões geométricas
A mesma ideia da secção anterior com uma só troca: onde a aritmética somava, esta multiplica. A troca parece pequena e muda tudo — é a diferença entre uma reta e uma exponencial, e entre o juro simples e o juro composto.
- Reconhecer progressões geométricas.
- Saber definir progressões geométricas através do 1.º termo e da razão.
1 · A definição, e o teste
Uma sucessão
A
As duas fórmulas são as da R3 com a multiplicação no lugar da soma, e o expoente
| progressão aritmética | progressão geométrica | |
|---|---|---|
| o que é constante | ||
| termo geral | ||
| de um termo a outro | ||
| reconhece-se por | termo geral do 1.º grau em | |
| aparece em | juro simples | juro composto |
Uma progressão geométrica escrita como
Depositam-se
- Cada ano multiplica o capital por
1{,}02 :C_n = 2500 \times 1{,}02^{\,n} . \dfrac{C_{n+1}}{C_n} = 1{,}02 , constante — é progressão geométrica.- Compara com o juro simples da R3, que dava
2500 + 50n : uma soma sempre a mesma coisa, a outra multiplica sempre pela mesma coisa.Ao fim de 10 anos:3000 € a juro simples contra3047{,}49 € a juro composto. Ao fim de 40:4500 € contra5520{,}10 €. A diferença é a mesma que o capítulo da Cidadania desenha em duas curvas.
2 · Quando a razão é negativa
Nada obriga a razão a ser positiva. Com
É por isso que os enunciados de exame dizem «de termos positivos», «monótona crescente» ou «não monótona». Não é enfeite: sempre que a conta leva a
Laboratório · Somar sempre, ou multiplicar sempre
interativoPõe a razão da geométrica em
Exercícios propostos
Doze exercícios: reconhecer uma progressão geométrica pelo quociente, escrever o termo geral sem se enganar no expoente, recuperar a razão a partir de dois termos, e usar a monotonia para escolher entre duas raízes. Sete são itens de Exame.
Uma progressão geométrica tem
a) Escreve os quatro primeiros termos.
b) Determina o termo geral e
Seja
Mostra que é uma progressão geométrica e indica a razão e o primeiro termo.
Seja
- (A)É progressão geométrica de razão
\tfrac12 . - (B)É progressão geométrica de razão
2 . - (C)É progressão aritmética de razão
\tfrac12 . - (D)É progressão aritmética de razão
2 .
Depositam-se
a) Escreve o capital
Seja
- (A)
12 - (B)
24 - (C)
48 - (D)
60
De uma progressão geométrica
- (A)
8192 - (B)
16\,384 - (C)
32\,768 - (D)
65\,536
Considera uma progressão geométrica não monótona
Determina o termo geral na forma
Seja
Determina
Seja
Determina
De uma progressão geométrica
- (A)
64 - (B)
128 - (C)
256 - (D)
512
Sejam
Determina
Uma empresa produziu
a) Escreve o termo geral da produção anual. b) Ao fim de quantos anos a produção passa do dobro da inicial?
Do primeiro ao termo de ordem
- a)
5,\ 15,\ 45,\ 135 . - b)
u_n = 5 \times 3^{\,n-1} , eu_8 = 5 \times 3^7 = 10\,935 .O expoente én-1 pela mesma razão por que na aritmética o passo era(n-1)r : o primeiro termo não leva multiplicação nenhuma.
Calcula
\dfrac{u_{n+1}}{u_n} = \dfrac{4 \times 2^{n+1}}{4 \times 2^n} = 2 , constante.- É progressão geométrica de razão
2 , comu_1 = 4 \times 2 = 8 . - Na forma canónica:
u_n = 8 \times 2^{\,n-1} .Atenção ao primeiro termo: o4 que aparece na expressão não é ou_1 . Uma progressão geométrica escrita comoa \times b^n tem razãob e primeiro termoa \times b .
Um expoente negativo inverte a base:
u_n = \left(\tfrac12\right)^{1-n} = \left(\tfrac12\right)^{-(n-1)} = 2^{\,n-1} .- É progressão geométrica de primeiro termo
1 e razão2 : opção (B).Item do Exame de 2017, 2.ª fase. A opção (A) está lá para quem lê a base e não olha para o sinal do expoente — que é exactamente o que inverte tudo.
No juro composto, cada ano multiplica o capital por
- a)
C_n = 2500 \times 1{,}02^{\,n} . - b)
\dfrac{C_{n+1}}{C_n} = 1{,}02 , constante: progressão geométrica de razão1{,}02 .É o contexto que as Aprendizagens Essenciais nomeiam, e o contraponto exacto da R3: juro simples é progressão aritmética, juro composto é progressão geométrica. A diferença entre somar sempre o mesmo e multiplicar sempre pelo mesmo é a diferença entre as duas curvas do capítulo da Cidadania.
Do quinto ao oitavo multiplica-se três vezes pela razão.
v_8 = v_5 \times r^3 \iff 108 = 4r^3 \iff r^3 = 27 \iff r = 3 .v_6 = v_5 \times r = 4 \times 3 = 12 : opção (A).Item do Exame de 2021, 1.ª fase. A relação geral éu_p = u_q \times r^{\,p-q} — a mesma ideia dou_p = u_q + (p-q)r das aritméticas, com a multiplicação no lugar da soma.
Do terceiro ao sexto vão três passos; do sexto ao vigésimo vão catorze.
a_6 = a_3 r^3 \iff 2 = \tfrac14 r^3 \iff r^3 = 8 \iff r = 2 .a_{20} = a_6 \times r^{14} = 2 \times 2^{14} = 2^{15} = 32\,768 : opção (C).Item do Exame de 2015, época especial. Saltar dea_6 paraa_{20} directamente poupa o cálculo dea_1 e evita frações pelo caminho.
«Não monótona» é a chave: numa progressão geométrica isso quer dizer razão negativa. Da segunda condição sai
u_{20} = u_{18}r^2 , logou_{18} = 4u_{18}r^2 \iff r^2 = \tfrac14 \iff r = \pm\tfrac12 .- Como a progressão não é monótona,
r = -\tfrac12 . u_1 = \dfrac{u_3}{r^2} = \dfrac{1/12}{1/4} = \dfrac13 .u_n = \dfrac13\left(-\tfrac12\right)^{n-1} = \dfrac13 \times \dfrac{\left(-\tfrac12\right)^{n}}{-\tfrac12} = -\dfrac23\left(-\tfrac12\right)^{n} .Item do Exame de 2020, época especial. Uma progressão geométrica de razão negativa alterna de sinal — e por isso não é crescente nem decrescente. É a informação que o enunciado dá em três palavras e sem a qual há duas respostas.
Em três termos consecutivos de uma progressão geométrica, o quociente do segundo para o primeiro é igual ao do terceiro para o segundo.
\dfrac{a+6}{a} = \dfrac{a+18}{a+6} \iff (a+6)^2 = a(a+18) .a^2 + 12a + 36 = a^2 + 18a \iff 36 = 6a \iff a = 6 .- Os termos são
6, 12, 24 : a razão é2 .O atalho: em três termos consecutivos de uma progressão geométrica, o do meio ao quadrado é o produto dos outros dois —(a+6)^2 = a(a+18) , que é a primeira linha. Nas aritméticas, o do meio era a média; aqui é a média geométrica.
Chama
u + ur = 12 eur - u = 3 .- Somando:
2ur = 15 . Subtraindo:2u = 9 , dondeu = 4{,}5 . r = \dfrac{15/2}{2u} = \dfrac{7{,}5}{4{,}5} = \dfrac{5}{3} .- Verificação: os termos são
4{,}5 e7{,}5 ; somam12 ✓ e diferem em3 ✓.Item do Exame de 2019, 1.ª fase. Somar e subtrair as duas equações é o que evita substituições com frações — e a verificação no fim é uma linha.
Do quarto ao oitavo vão quatro passos, e
8192 = 32r^4 \iff r^4 = 256 \iff r = \pm 4 .- Como é monótona crescente, a razão é positiva:
r = 4 . u_5 = 32 \times 4 = 128 : opção (B).Item do Exame de 2016, 2.ª fase. Sempre que um expoente par aparece, há duas raízes — e é a palavra do enunciado («crescente», «de termos positivos», «não monótona») que escolhe.
Da primeira condição sai
- Geométrica:
a^2 = 2b . - Aritmética:
2b = (a-2) + 2 = a . - Substituindo:
a^2 = a \iff a(a-1) = 0 . Comoa \neq 0 ,a = 1 . - Então
b = \dfrac{a}{2} = \dfrac12 . - Verificação:
2, 1, \tfrac12 é geométrica de razão\tfrac12 ✓;-1, \tfrac12, 2 é aritmética de razão\tfrac32 ✓.Item do Exame de 2019, 2.ª fase. As duas condições dão duas equações; o «não nulos» do enunciado é o que deita fora a raiza = 0 .
Aumentar
- a)
P_n = 4000 \times 1{,}15^{\,n-1} , comP_1 = 4000 no ano inicial. - b)
1{,}15^{\,n-1} > 2 \iff n - 1 > \dfrac{\ln 2}{\ln 1{,}15} \approx 4{,}96 , donden \geq 6 . - Ao fim de 5 anos (no sexto ano) a produção passa do dobro:
P_6 = 4000 \times 1{,}15^5 \approx 8045 .Repara na diferença entre «ordem6 » e «ao fim de5 anos» — a mesma coisa dita de duas maneiras, e a fonte de metade dos enganos deste tipo de problema. Convém dizer sempre qual das duas se está a responder.
A soma de uma progressão geométrica
Um grão na primeira casa, dois na segunda, quatro na terceira. O rei achou o pedido modesto. Não era: a conta que a lenda pede é a desta secção, e o resultado é mais trigo do que o mundo produz numa década.
- Determinar a soma de
n termos consecutivos de uma progressão geométrica.
1 · O truque que dá a fórmula
Somar
Escrevendo as duas somas uma por baixo da outra,
tudo se cancela na subtração, excepto os dois extremos:
Para
As duas escritas são a mesma (numerador e denominador multiplicados por
A fórmula exclui
2 · A lenda que as Aprendizagens Essenciais mandam contar
Sissa, o inventor do xadrez, pediu ao rei um grão de trigo na primeira casa do tabuleiro, dois na segunda, quatro na terceira — dobrando até à sexagésima quarta. O rei achou o pedido humilde e mandou pagar.
Dezoito triliões de grãos. A
Não é a fórmula: é a escala. Metade do trigo todo está na última casa —
Depositar
- O depósito do ano
k rende11-k anos, valendo1000 \times 1{,}03^{\,11-k} . - O total é
1000\left(1{,}03 + 1{,}03^2 + \cdots + 1{,}03^{10}\right) . - Progressão geométrica com
u_1 = 1{,}03 er = 1{,}03 :S = 1030\,\dfrac{1{,}03^{10}-1}{0{,}03} \approx 11\,807{,}80 ou seja, cerca de
11\,807{,}80 €. - Depositou
10\,000 €, recebeu cerca de1808 € de juros.É exactamente a conta de um plano de poupança, e a razão de ser progressão geométrica é simples: cada depósito rende um ano a menos do que o anterior.
3 · Somar com o computador
A fórmula dá o resultado exacto de uma vez; o programa dá a soma termo a termo, e serve para ver como ela se aproxima do valor final.
Python A soma, dos dois modos
A primeira parte soma os termos um a um e escreve a soma acumulada; a segunda usa a fórmula. As duas têm de dar o mesmo — e é isso que se está a confirmar.
u1 = 8
r = 0.5
n = 12
s = 0
for k in range(1, n + 1):
termo = u1 * r ** (k - 1)
s = s + termo
print(k, round(termo, 6), round(s, 6))
formula = u1 * (1 - r ** n) / (1 - r)
print("pela formula:", round(formula, 6))
# Soma de uma progressao geometrica, dos dois modos:
# termo a termo (para ver a soma a crescer) e pela formula.
u1 = 8 # primeiro termo
r = 0.5 # razao
n = 12 # quantos termos somar
# 1) termo a termo
s = 0
for k in range(1, n + 1):
termo = u1 * r ** (k - 1) # o termo de ordem k
s = s + termo # a soma acumulada ate' aqui
print(k, round(termo, 6), round(s, 6))
# 2) pela formula S_n = u1 (1 - r^n) / (1 - r)
formula = u1 * (1 - r ** n) / (1 - r)
print("pela formula:", round(formula, 6))
Corre-o e olha para a terceira coluna: n para
Exercícios propostos
Doze exercícios: a fórmula nas duas escritas, somas que não começam no primeiro termo, contextos de poupança e de geometria, e duas demonstrações. Vale a pena fazer o u6j — a fórmula deixa de ser uma coisa para decorar.
Seja
Determina a soma dos dez primeiros termos.
Seja
Determina
Diz a lenda que o inventor do xadrez pediu ao rei um grão de trigo na primeira casa do tabuleiro, dois na segunda, quatro na terceira, e assim por diante até à sexagésima quarta.
Quantos grãos são ao todo?
Numa progressão geométrica de primeiro termo
Determina
Considera
- (A)
4(4^n - 1) - (B)
3(4^n - 1) - (C)
4^n - 1 - (D)
12(4^n - 1)
Uma pessoa deposita
Quanto tem ao fim de
Num quadrado de lado
Determina a soma das áreas dos primeiros
Seja
Determina
Uma bola cai de
Que distância total percorreu quando toca no chão pela sexta vez?
Seja
Mostra que
Seja
a) Mostra que
Numa progressão geométrica de primeiro termo
S_{10} = 3 \times \dfrac{1 - 2^{10}}{1 - 2} = 3 \times \dfrac{-1023}{-1} = 3069 .Comr>1 é mais confortável usar a forma equivalenteu_1\frac{r^n - 1}{r-1} , que evita os dois sinais negativos:3 \times \frac{1024-1}{1} = 3069 . É a mesma fórmula com numerador e denominador multiplicados por-1 .
Substitui na fórmula com
S_6 = 8 \times \dfrac{1 - (1/2)^6}{1 - 1/2} = 8 \times \dfrac{1 - \frac{1}{64}}{\frac12} = 16 \times \dfrac{63}{64} = \dfrac{63}{4} = 15{,}75 .- Os termos são
8, 4, 2, 1, \tfrac12, \tfrac14 — e somam mesmo15{,}75 .Repara em que a soma se está a aproximar de16 sem lá chegar. É esta observação que a secção seguinte transforma em fórmula.
É a soma de
S_{64} = 1 \times \dfrac{2^{64} - 1}{2 - 1} = 2^{64} - 1 = 18\,446\,744\,073\,709\,551\,615 .- São cerca de
1{,}8 \times 10^{19} grãos. A uma média de50 mg por grão, dão perto de 900 mil milhões de toneladas — mais de mil anos de produção mundial de trigo.A lenda é a que as Aprendizagens Essenciais mandam contar, e o que ela mostra não é a fórmula: é a escala do crescimento geométrico. Duplicar 63 vezes parece pouca coisa dito assim, e é mais trigo do que existe.
Escreve a soma em função de
S_n = 2 \times \dfrac{3^n - 1}{3 - 1} = 3^n - 1 .3^n - 1 = 242 \iff 3^n = 243 = 3^5 \iff n = 5 .- Confirmação:
2 + 6 + 18 + 54 + 162 = 242 ✓.A simplificaçãoS_n = 3^n - 1 na primeira linha é o que torna a segunda imediata. Sempre queu_1 = r - 1 , a fórmula colapsa assim.
Qual é o primeiro termo, para
- Para
k = 1 , o termo é3 \times 4 = 12 ; a razão é4 . S_n = 12 \times \dfrac{4^n - 1}{4 - 1} = 4(4^n - 1) : opção (A).- Verificação com
n = 1 : a soma é12 , e4(4-1) = 12 ✓. Comn=2 :12 + 48 = 60 , e4(16-1) = 60 ✓.Nestas escolhas múltiplas comn , testarn=1 en=2 resolve o item mesmo sem fazer a álgebra — e é a maneira mais rápida de eliminar três opções.
O primeiro depósito rende
- O depósito feito no início do ano
k rende durante11-k anos, valendo1000 \times 1{,}03^{\,11-k} . - O total é
1000\left(1{,}03 + 1{,}03^2 + \cdots + 1{,}03^{10}\right) — progressão geométrica de primeiro termo1{,}03 e razão1{,}03 . S = 1000 \times 1{,}03 \times \dfrac{1{,}03^{10} - 1}{0{,}03} \approx 1030 \times 11{,}4639 \approx 11\,807{,}80 €.- Depositou
10\,000 €; os juros foram cerca de 1808 €.É a conta que está por trás de um PPR ou de um plano de poupança — e liga directamente à secção da poupança no capítulo da Cidadania. O que a torna uma progressão geométrica é cada depósito render um ano a menos do que o anterior.
Cada quadrado tem metade da área do anterior. Confirma-o com Pitágoras.
- Se o lado é
\ell , o quadrado seguinte tem lado\dfrac{\ell\sqrt2}{2} e área\dfrac{\ell^2}{2} : a área reduz-se a metade. - As áreas formam uma progressão geométrica com
A_1 = 16 er = \tfrac12 . S_8 = 16 \times \dfrac{1 - (1/2)^8}{1/2} = 32 \times \dfrac{255}{256} = \dfrac{255}{8} = 31{,}875 .A soma anda perto de32 — o dobro do primeiro quadrado — e nunca lá chega. Guarda esse número: na secção seguinte vai sair da fórmula em uma linha.
Duas hipóteses: usar a fórmula com primeiro termo
- Pela fórmula. São
15 - 6 + 1 = 10 termos, o primeiro éu_6 = 64 e a razão é2 :S = 64 \times \dfrac{2^{10} - 1}{2-1} = 64 \times 1023 = 65\,472. - Pela diferença.
S_{15} = 2(2^{15}-1) = 65\,534 eS_5 = 2(2^5-1) = 62 ; a diferença é65\,472 ✓.Os dois caminhos dão o mesmo, e vale a pena saber os dois: o segundo é mais rápido quando já se temS_n calculado, o primeiro é mais seguro porque não obriga a contar para trás.
Depois da primeira queda, cada ressalto conta duas vezes: a subir e a descer.
- A primeira queda:
2 m. - Os ressaltos até ao sexto toque são cinco, e cada um conta a subir e a descer:
2 \times \left(2(0{,}6) + 2(0{,}6)^2 + \cdots + 2(0{,}6)^5\right). - A soma dentro dos parênteses é
1{,}2 \times \dfrac{1 - 0{,}6^5}{0{,}4} = 3 \times (1 - 0{,}07776) = 2{,}76672 . - Total:
2 + 2 \times 2{,}76672 = 7{,}53 m (aproximadamente).O erro clássico é contar cada ressalto uma vez só. Desenhar o percurso — ou escrever «sobe e desce» ao lado — resolve-o. Este problema volta na secção seguinte, com infinitos ressaltos.
Multiplica
S_n = u_1 + u_1 r + u_1 r^2 + \cdots + u_1 r^{\,n-1} .rS_n = \qquad\ \ u_1 r + u_1 r^2 + \cdots + u_1 r^{\,n-1} + u_1 r^{\,n} .- Subtraindo, tudo se cancela excepto os extremos:
S_n - rS_n = u_1 - u_1 r^{\,n} \iff S_n(1-r) = u_1(1 - r^{\,n}). - Como
r \neq 1 , pode dividir-se:S_n = u_1\dfrac{1-r^{\,n}}{1-r} . - E se
r = 1 ? Todos os termos são iguais eS_n = n\,u_1 — que é a razão de a fórmula excluir esse caso (o denominador seria zero).É o mesmo tipo de truque da R4: escrever a soma duas vezes de maneiras diferentes e subtrair. Lá era ao contrário, aqui é multiplicada pela razão.
Na a), calcula o quociente de dois inversos consecutivos.
- a)
\dfrac{1/u_{n+1}}{1/u_n} = \dfrac{u_n}{u_{n+1}} = \dfrac{1}{r} , constante. É progressão geométrica de razão\dfrac1r . - b) Os inversos formam progressão geométrica com primeiro termo
\tfrac13 e razão\tfrac12 :S_5 = \dfrac13 \times \dfrac{1 - (1/2)^5}{1/2} = \dfrac23 \times \dfrac{31}{32} = \dfrac{31}{48}. - Confirmação:
\tfrac13 + \tfrac16 + \tfrac1{12} + \tfrac1{24} + \tfrac1{48} = \tfrac{16+8+4+2+1}{48} = \tfrac{31}{48} ✓.Esta propriedade é útil de saber: os inversos de uma progressão geométrica formam outra, com a razão invertida. Nas aritméticas não acontece nada de parecido —\frac1{u_n} de uma aritmética não é aritmética.
Escreve
S_n = 5\,\dfrac{1{,}4^{\,n} - 1}{0{,}4} = 12{,}5\left(1{,}4^{\,n} - 1\right) .12{,}5(1{,}4^n - 1) > 10\,000 \iff 1{,}4^n > 801 .n > \dfrac{\ln 801}{\ln 1{,}4} \approx \dfrac{6{,}686}{0{,}3365} \approx 19{,}87 , donden = 20 .- Confirmação:
S_{19} \approx 8898 eS_{20} \approx 12\,470 ✓.Reparar em que a soma salta de8898 para12\,470 num único termo diz tudo sobre o crescimento geométrico: perto do fim, o último termo vale quase tanto como todos os anteriores juntos.
Quando a soma não acaba
Na secção anterior a soma andava a aproximar-se de
- Determinar a soma de uma progressão geométrica quando
|r| < 1 . - Reconhecer o comportamento de
a^{\,n} conforme o valor de|a| .
1 · O que faz a diferença: a cauda
A fórmula da secção anterior era
e tudo o que depende de
| valor de |
o que acontece a |
exemplo com |
|---|---|---|
| aproxima-se de zero | ||
| fica sempre | ||
| salta entre | ||
| cresce sem limite |
Repara em
2 · A soma de todos os termos
Quando
Se
Uma bola cai de
- Primeira queda:
2 m. - Os ressaltos contam duas vezes cada um, a subir e a descer:
2\left(2(0{,}6) + 2(0{,}6)^2 + \cdots\right) = 2 \times \dfrac{1{,}2}{1 - 0{,}6} = 2 \times 3 = 6. - Total:
8 metros.Infinitos ressaltos e uma distância finita. E — o que é mais estranho ainda — num tempo também finito, que é a razão de a bola realmente parar. É o paradoxo de Zenão respondido com aritmética.
3 · Duas figuras que ilustram os dois casos
A mesma fórmula, a mesma condição, dois resultados opostos — conforme a razão fique abaixo ou acima de
No tapete de Sierpiński (u7g) a área retirada soma
4 · Onde isto aparece sem se dar por ela
Toda a dízima infinita periódica é uma soma destas. Por exemplo,
É por isso que toda a dízima periódica representa um número racional. E é também por isso que
Python Ver a soma parcial aproximar-se
O programa soma os termos um a um e escreve, ao lado, quanto falta para o valor da soma infinita.
u1 = 8
r = 0.5
limite = u1 / (1 - r)
s = 0
for n in range(1, 21):
s = s + u1 * r ** (n - 1)
if n <= 6 or n % 5 == 0:
print(n, round(s, 10), "falta", round(limite - s, 10))
print("soma de todos os termos:", limite)
# A soma parcial de uma progressao geometrica com |r| < 1,
# e a distancia que ainda falta para a soma de todos os termos.
u1 = 8
r = 0.5
limite = u1 / (1 - r) # so' faz sentido porque |r| < 1
s = 0
for n in range(1, 21):
s = s + u1 * r ** (n - 1) # a soma dos n primeiros
if n <= 6 or n % 5 == 0: # escreve so' algumas linhas
print(n, round(s, 10), "falta", round(limite - s, 10))
print("soma de todos os termos:", limite)
A coluna «falta» é ela própria uma progressão geométrica de razão
Laboratório · A soma que se aproxima
interativoOs pontos são as somas parciais; a linha dourada é a soma de todos os termos. Arrasta a razão para lá de
Exercícios propostos
Doze exercícios: a fórmula da soma infinita, a condição que a torna válida, dízimas periódicas, e as duas figuras fractais que os exames recentes têm usado. Os três últimos vão um pouco além do que as Aprendizagens Essenciais pedem — e valem o desvio.
Determina a soma de todos os termos da progressão geométrica de primeiro termo
Determina
Considera as quatro progressões geométricas seguintes. Qual delas tem soma finita quando se somam todos os seus termos?
- (A)
u_n = 3 \times \left(\tfrac43\right)^{n} - (B)
u_n = 3 \times \left(-\tfrac54\right)^{n} - (C)
u_n = 3 \times \left(-\tfrac34\right)^{n} - (D)
u_n = 3 \times (-1)^{n}
Escreve
Uma bola cai de
Que distância total percorre até parar?
Constrói-se uma sucessão de semicírculos: o primeiro tem raio
- (A)
4\pi - (B)
8\pi - (C)
16\pi - (D)
32\pi
Parte-se de um quadrado de área
Determina a área total retirada.
Para cada valor de
a)
Uma progressão geométrica de primeiro termo
Determina a razão.
Parte-se de um segmento de comprimento
a) Determina o comprimento da curva ao fim de
Mostra que
Escreve depois, por palavras tuas, por que razão isto não é uma aproximação.
Considera
a) Para que valores de
S = \dfrac{8}{1 - 1/2} = \dfrac{8}{1/2} = 16 .É o valor de que a soma da R6 se andava a aproximar:15{,}75 ,15{,}875 ,15{,}9375 … A fórmula dá-o de uma vez.
A fórmula vale desde que
S = \dfrac{6}{1 - \left(-\tfrac13\right)} = \dfrac{6}{4/3} = \dfrac{18}{4} = 4{,}5 .- As somas parciais são
6,\ 4,\ 4{,}67,\ 4{,}44,\ 4{,}52,\ldots — aproximam-se de4{,}5 por cima e por baixo alternadamente.Com razão negativa, a soma parcial oscila à volta do valor final em vez de subir sempre. O1 - r do denominador fica1 + \frac13 , e é onde se erra o sinal se não houver cuidado.
A condição é uma só:
- (A)
r = \tfrac43 > 1 — não. - (B)
|r| = \tfrac54 > 1 — não. - (C)
|r| = \tfrac34 < 1 — sim. - (D)
|r| = 1 : os termos são-3, 3, -3, 3,\ldots e a soma parcial salta entre-3 e0 para sempre — não tem soma. - Opção (C).Item do Exame de 2026, 1.ª fase. O caso
r = -1 é o que se esquece: os termos não crescem, mas também não se aproximam de zero, e a soma nunca estabiliza. A condição é|r| < 1 estrito.
- É a soma da progressão geométrica de primeiro termo
\tfrac{7}{10} e razão\tfrac{1}{10} . S = \dfrac{7/10}{1 - 1/10} = \dfrac{7/10}{9/10} = \dfrac79 .- Confirmação:
7 \div 9 = 0{,}777\ldots ✓É a razão de fundo por que toda a dízima infinita periódica é um número racional: é sempre a soma de uma progressão geométrica de razão10^{-k} . E é também a explicação de0{,}\overline{9} = 1 , que aparece no u7k.
É o u6i com infinitos ressaltos. Cada um continua a contar duas vezes.
- Primeira queda:
2 m. - Os ressaltos, a subir e a descer:
2\left(2(0{,}6) + 2(0{,}6)^2 + \cdots\right) . - A soma infinita dentro dos parênteses é
\dfrac{1{,}2}{1 - 0{,}6} = 3 . - Total:
2 + 2 \times 3 = 8 m.Infinitos ressaltos, distância finita — e também tempo finito, que é o que faz a bola realmente parar. É o paradoxo de Zenão com números: uma soma infinita de parcelas cada vez mais pequenas pode dar um número perfeitamente vulgar.
Um semicírculo de raio
- Os comprimentos são
4\pi,\ 2\pi,\ \pi,\ \tfrac{\pi}{2},\ldots — progressão geométrica de primeiro termo4\pi e razão\tfrac12 . S = \dfrac{4\pi}{1 - 1/2} = 8\pi : opção (B).Item do Exame de 2025, 1.ª fase. O passo que resolve é notar que o comprimento é proporcional ao raio — logo os comprimentos herdam a razão dos raios. Se fosse a área, a razão passaria a\tfrac14 .
No primeiro passo retira-se
- Passo 1: retira-se
\dfrac19 . - Passo 2:
8 quadrados de área\dfrac{1}{81} , total\dfrac{8}{81} . - Passo
n :8^{\,n-1} quadrados de área\dfrac{1}{9^{\,n}} , total\dfrac19\left(\dfrac89\right)^{n-1} . - Progressão geométrica de razão
\tfrac89 < 1 :S = \dfrac{1/9}{1 - 8/9} = \dfrac{1/9}{1/9} = 1. - Retira-se a área toda. O que sobra tem área zero — e no entanto sobram infinitos pontos.Item do Exame de 2025, 2.ª fase. O resultado é o que torna o tapete de Sierpiński famoso: uma figura com área nula e perímetro infinito, que continua a ter pontos por todo o lado. As duas somas — a que dá
1 e a que diverge — cabem as duas nesta secção.
O que decide é
- a)
0{,}9^n \to 0 . (0{,}9^{100} \approx 0{,}0000266 .) - b)
1{,}1^n \to +\infty . (1{,}1^{100} \approx 13\,781 .) - c)
(-0{,}5)^n \to 0 , alternando de sinal. - d)
(-2)^n não tende para nada: cresce em valor absoluto e troca de sinal a cada passo. - A regra:
|a| < 1 \Rightarrow a^n \to 0 ;|a| > 1 \Rightarrow |a^n| \to +\infty .Compara a) com b):0{,}9 e1{,}1 estão ambos a um décimo de1 , e ao fim de cem passos um está perto de zero e o outro passa dos treze mil. É por causa desta diferença que a fórmula da soma infinita exige|r|<1 — só aí a «cauda»r^n desaparece.
Substitui na fórmula e resolve em ordem a
\dfrac{10}{1-r} = 25 \iff 1 - r = \dfrac{10}{25} = 0{,}4 \iff r = 0{,}6 .- Verificação da condição:
|0{,}6| < 1 ✓ — a soma existe mesmo.Verificar|r|<1 no fim não é formalidade: se a conta desser = 1{,}4 , a resposta correcta seria «não existe tal progressão», porque a fórmula que se usou não se aplicaria.
Em cada passo o número de segmentos multiplica-se por
- a) Ao fim de
n passos há4^{\,n} segmentos de comprimento\dfrac{1}{3^{\,n}} :C_n = \left(\dfrac43\right)^{n}. - É progressão geométrica de razão
\tfrac43 . - b) Como
\tfrac43 > 1 ,C_n \to +\infty : o comprimento cresce sem limite. - E no entanto a curva cabe toda numa folha de papel.É o contraponto exacto do tapete de Sierpiński do u7g: lá a soma era
\frac89 < 1 e dava um número; aqui é\frac43 > 1 e não dá. A mesma fórmula, a mesma condição — e resultados opostos.
- Progressão geométrica de primeiro termo
\tfrac9{10} e razão\tfrac1{10} :S = \dfrac{9/10}{1 - 1/10} = \dfrac{9/10}{9/10} = 1. - Por que não é aproximação. O símbolo
0{,}\overline{9} não representa um número «quase»1 a que faltasse alguma coisa: representa a soma de todos os termos, e essa soma é exactamente1 . Não há um «último nove» onde ficasse uma diferença. - Outra maneira de o ver: se
0{,}\overline{9} fosse menor do que1 , haveria um número entre os dois — e não há nenhum.Este é o exercício que mais discussão gera em qualquer turma, e a razão é que a intuição de «infinito» trai. Nada aqui é truque: é a mesma fórmula do u7d aplicada ao caso em que a soma calha ser um inteiro.
É a progressão geométrica de primeiro termo
- a) A condição é
|x| < 1 , isto é,x \in \left]-1, 1\right[ . - b)
S(x) = \dfrac{1}{1-x} , eS(0{,}2) = \dfrac{1}{0{,}8} = 1{,}25 . - Confirmação:
1 + 0{,}2 + 0{,}04 + 0{,}008 + 0{,}0016 = 1{,}2496 , a caminho de1{,}25 ✓. - Repara no que acontece quando
x se aproxima de1 :S(x) dispara para+\infty . E parax = 1 a soma é1+1+1+\cdots , que de facto não existe.Esta é a série geométrica, e uma das identidades mais úteis da matemática:\frac{1}{1-x} escrita como soma infinita. Reaparece no cálculo, na probabilidade e na análise de algoritmos. Fica aqui como curiosidade — no 11.º ano basta saber somá-la.
Aprofundamento · até onde estas ideias chegam
Esta secção está fora das Aprendizagens Essenciais, e assumidamente. Não é preciso fazê-la para saber a matéria — é para quem, tendo percebido as sete secções anteriores, quer ver o que se consegue com elas.
Nada nesta secção precisa de ferramenta nova. Tudo se apoia em três coisas que o capítulo já tem: recorrência (R2), soma geométrica (R6) e o comportamento de
1 · Fibonacci e o número de ouro
A sucessão deve o nome a Leonardo de Pisa, dito Fibonacci (c. 1170-1250), o mercador de Pisa que a usou em 1202 para contar coelhos — e que, no mesmo livro, trouxe para a Europa os algarismos indo-árabes que hoje toda a gente usa.
A sucessão de Fibonacci, da R2, era
| 1 | 1 | 1 |
| 2 | 1 | 2 |
| 3 | 2 | 1,5 |
| 4 | 3 | 1,6667 |
| 5 | 5 | 1,6 |
| 6 | 8 | 1,625 |
| 7 | 13 | 1,6154 |
| 8 | 21 | 1,6190 |
| 9 | 34 | 1,6176 |
| 10 | 55 | 1,6182 |
Os quocientes aproximam-se de
O passo «se ambos se aproximam de
2 · Aquiles e a tartaruga
Zenão de Eleia (c. 490-430 a.C.), há vinte e cinco séculos: Aquiles dá
Com
uma progressão geométrica de razão
Aquiles apanha-a ao fim de
3 · A série harmónica: quando os termos irem para zero não chega
Numa progressão geométrica com
Os termos
Cada bloco soma mais do que
| para |
são precisos cerca de | quanto tempo a somar 1 termo/segundo |
|---|---|---|
| 5 | 83 termos | um minuto e meio |
| 10 | 12 367 termos | três horas e meia |
| 20 | 272 milhões de termos | oito anos e meio |
| 100 | mais do que a idade do universo |
Os termos irem para zero é necessário para a soma existir, mas não é suficiente. Numa geométrica com
4 · O Hotel de Hilbert
O hotel é uma imagem de David Hilbert (1862-1943), numa lição de 1924. A matemática por trás dele é de Georg Cantor (1845-1918), que quarenta anos antes tinha mostrado que há mais do que um tamanho de infinito.
Um hotel com infinitos quartos, numerados
Se cada pessoa do quarto
As duas mudanças de quarto são sucessões:
Python Duas destas sucessões, ao vivo
A primeira parte aproxima o número de ouro por quocientes de Fibonacci; a segunda mostra quantos termos a série harmónica precisa para subir mais uma unidade.
def fibonacci(n):
a, b = 1, 1
for _ in range(n - 1):
a, b = b, a + b
return a
for n in [5, 10, 20, 30]:
q = fibonacci(n + 1) / fibonacci(n)
print("n =", n, " quociente =", round(q, 10))
phi = (1 + 5 ** 0.5) / 2
print("numero de ouro:", round(phi, 10))
print()
soma = 0
alvo = 1
for n in range(1, 100001):
soma = soma + 1 / n
if soma >= alvo:
print("H_n passou de", alvo, "no termo", n)
alvo = alvo + 1
if alvo > 11:
break
# Duas sucessoes deste capitulo, lado a lado.
def fibonacci(n):
a, b = 1, 1 # os dois primeiros termos
for _ in range(n - 1):
a, b = b, a + b # avanca um passo na recorrencia
return a
# 1) o numero de ouro, por quocientes de Fibonacci
for n in [5, 10, 20, 30]:
q = fibonacci(n + 1) / fibonacci(n)
print("n =", n, " quociente =", round(q, 10))
phi = (1 + 5 ** 0.5) / 2 # o valor exacto, para comparar
print("numero de ouro:", round(phi, 10))
print()
# 2) a serie harmonica cresce, mas devagar: em que termo
# e' que a soma passa de 1, de 2, de 3, ...?
soma = 0
alvo = 1
for n in range(1, 100001):
soma = soma + 1 / n
if soma >= alvo:
print("H_n passou de", alvo, "no termo", n)
alvo = alvo + 1
if alvo > 11:
break
Olha para a coluna dos termos na segunda parte:
Exercícios propostos
Oito exercícios fora do programa, e por isso mesmo os mais interessantes do capítulo. Nenhum precisa de matéria nova — só de usar bem o que já está nas secções anteriores.
Na sucessão de Fibonacci
O que observas?
Admite que os quocientes
Usando
Aquiles corre a
Soma os tempos de todas essas etapas e mostra que Aquiles a apanha.
Considera
a) Calcula
Seja
a) Verifica-a para
Um hotel tem infinitos quartos, numerados
a) Chega um hóspede. Como se arranja lugar sem pôr ninguém na rua? b) Chega um autocarro com infinitos passageiros. E agora?
Seja
a) Calcula os cinco primeiros termos.
b) Admitindo que os termos se aproximam de um valor
O floco de neve de Koch obtém-se aplicando a construção da R7 aos três lados de um triângulo equilátero de lado
a) Mostra que o perímetro cresce sem limite. b) Mostra que a área é finita, e determina-a.
Faz as divisões com quatro casas decimais e põe-nas em coluna.
1;\ 2;\ 1{,}5;\ 1{,}6667;\ 1{,}6;\ 1{,}625;\ 1{,}6154;\ 1{,}6190;\ 1{,}6176 .- Os valores oscilam à volta de
1{,}618 , aproximando-se cada vez mais — um por cima, o seguinte por baixo. - O valor de que se aproximam é
\varphi = \dfrac{1 + \sqrt5}{2} \approx 1{,}6180339887 , o número de ouro.A oscilação alternada é a mesma coisa que se via nas somas parciais de razão negativa da R7: aproximar-se por cima e por baixo alternadamente é uma maneira perfeitamente normal de convergir.
Divide os dois membros da recorrência por
- Dividindo
F_{n+1} = F_n + F_{n-1} porF_n :q_n = 1 + \dfrac{F_{n-1}}{F_n} = 1 + \dfrac{1}{q_{n-1}}. - Se ambos se aproximam de
\varphi , então\varphi = 1 + \dfrac1\varphi . - Multiplicando por
\varphi :\varphi^2 = \varphi + 1 \iff \varphi^2 - \varphi - 1 = 0 . \varphi = \dfrac{1 \pm \sqrt5}{2} ; como\varphi > 0 , fica\varphi = \dfrac{1+\sqrt5}{2} \approx 1{,}618 .O passo «se ambos se aproximam de\varphi » é o que no 12.º ano se escreve com limites. Aqui está a ser admitido — e é honesto dizê-lo, porque a existência do limite é precisamente a parte difícil.
Primeira etapa:
- Os tempos das etapas são
10,\ 1,\ 0{,}1,\ 0{,}01,\ \ldots — progressão geométrica de razão\tfrac1{10} . T = \dfrac{10}{1 - 0{,}1} = \dfrac{10}{0{,}9} = \dfrac{100}{9} \approx 11{,}11 s.- Confirmação directa:
10t = 100 + t \iff t = \tfrac{100}{9} s ✓ — o mesmo resultado. - Infinitas etapas, tempo finito. O paradoxo desfaz-se: dividir um intervalo em infinitas partes não o torna infinito.Zenão tinha razão em que há infinitas etapas, e enganava-se ao concluir que isso obrigava a um tempo infinito. A soma geométrica da R7 é a resposta — e demorou uns dois mil anos a ser escrita assim.
Na b), compara cada bloco com o seu menor termo repetido:
- a)
H_4 \approx 2{,}083 ,H_8 \approx 2{,}718 ,H_{16} \approx 3{,}381 . - b) Agrupando:
\underbrace{\tfrac13+\tfrac14}_{>\,1/2} + \underbrace{\tfrac15+\cdots+\tfrac18}_{>\,1/2} + \underbrace{\tfrac19+\cdots+\tfrac1{16}}_{>\,1/2} + \cdots - Cada bloco soma mais do que
\tfrac12 , e há infinitos blocos: a soma passa qualquer valor que se queira. - Mas devagar: para passar de
10 são precisos mais de12\,000 termos; para passar de20 , mais de272 milhões.É o contraste que faz esta série valer a pena: os termos\frac1n tendem para zero, tal como numa geométrica de razão|r|<1 — e a soma diverge na mesma. Os termos irem para zero não chega para a soma existir. Numa geométrica chega porque vão para zero depressa.
Na b), usa o que a R7 diz sobre
- a)
n=1 :\dfrac{\varphi - \psi}{\sqrt5} = \dfrac{\sqrt5}{\sqrt5} = 1 ✓.n=2 :\varphi^2 - \psi^2 = (\varphi+\psi)(\varphi-\psi) = 1 \times \sqrt5 , logoF_2 = 1 ✓. - b) Como
|\psi| < 1 ,\psi^{\,n} \to 0 . EntãoF_n \approx \dfrac{\varphi^{\,n}}{\sqrt5} e o erro é menor do que\tfrac12 já paran \geq 1 — basta arredondar ao inteiro mais próximo para terF_n exacto. - Teste:
\dfrac{\varphi^{10}}{\sqrt5} \approx 55{,}0036 , eF_{10} = 55 ✓.Uma sucessão inteira definida por recorrência tem uma fórmula fechada — cheia de\sqrt5 — que dá sempre inteiros. E o que a torna utilizável é exactamente o resultado da R7: o termo com|\psi|<1 desaparece.
Na a), pede a cada hóspede que mude de quarto. Que sucessão define a mudança?
- a) Cada hóspede do quarto
n passa para o quarton+1 . Todos ficam alojados, e o quarto1 fica livre. - b) Cada hóspede do quarto
n passa para o quarto2n . Ficam livres todos os quartos ímpares — infinitos — e os novos passageiros ocupam-nos. - O que isto mostra: com conjuntos infinitos, «cheio» não quer dizer «sem lugar». A sucessão
n \mapsto 2n emparelha os naturais com os naturais pares, apesar de estes serem «metade».Fora das Aprendizagens Essenciais por completo, e vale os cinco minutos: é a maneira mais barata de perceber que o infinito não se comporta como um número grande. E é, tecnicamente, um exercício sobre sucessões — as mudanças de quarto são sucessões de naturais.
Na b), se
- a)
1;\ 1{,}5;\ 1{,}75;\ 1{,}875;\ 1{,}9375 . - b)
L = \dfrac{L+2}{2} \iff 2L = L + 2 \iff L = 2 . - Confirmação: a distância a
2 é1;\ 0{,}5;\ 0{,}25;\ 0{,}125;\ldots — reduz-se a metade em cada passo, tal como uma progressão geométrica de razão\tfrac12 .O truque de «substituir os dois porL » é o mesmo do número de ouro no uab, e é legítimo desde que o limite exista — que é a hipótese que se está a admitir. Se se aplicasse cegamente au_{n+1} = 2u_n comu_1=1 , dariaL = 2L , ou sejaL=0 , o que é manifestamente falso: essa sucessão dispara para+\infty .
Na b), em cada passo acrescentam-se triângulos: quantos, e de que área?
- a) O perímetro é
P_n = 3\left(\tfrac43\right)^{n} , e como\tfrac43 > 1 cresce sem limite. - b) Área inicial:
A_0 = \dfrac{\sqrt3}{4} . No passon acrescentam-se3 \times 4^{\,n-1} triângulos de área\dfrac{A_0}{9^{\,n}} , ou seja\dfrac{3A_0}{4}\left(\dfrac49\right)^{n} . - Somando (razão
\tfrac49 < 1 ):A = A_0 + \dfrac{3A_0}{4}\times\dfrac{4/9}{1-4/9} = A_0 + \dfrac{3A_0}{4}\times\dfrac45 = A_0\left(1 + \dfrac35\right) = \dfrac{8A_0}{5}. A = \dfrac{8}{5}\times\dfrac{\sqrt3}{4} = \dfrac{2\sqrt3}{5} \approx 0{,}6928 .- Perímetro infinito, área finita — e a área é apenas
60\% maior do que a do triângulo inicial.As duas somas do capítulo lado a lado no mesmo objecto: uma com razão\frac43 que não converge, outra com razão\frac49 que converge. É o exemplo que arruma de vez a ideia de que «infinito» e «grande» são a mesma coisa.
Teste rápido
Doze questões de resposta imediata, com correção e explicação, sobre as oito secções. Metade delas é a mesma pergunta com outra roupa: o que é que aqui é constante — a diferença ou o quociente? — que é onde este tema se ganha ou se perde.
Formulário essencial e referências
Tudo o que este capítulo usa, numa página. São seis fórmulas — e três delas saem das outras três trocando a soma pela multiplicação.
O que é uma sucessão
Uma função de domínio
Progressão aritmética
A soma lê-se «a média dos extremos, vezes o número de termos».
A segunda forma serve quando não se conhece
Progressão geométrica
As duas escritas da soma são a mesma. A da esquerda é cómoda com
A soma de todos os termos
Se
O comportamento de a^{\,n}
Os três enganos que custam a resposta
Contar os termos. De
Como se mostra que é progressão
Aritmética: calcular
Onde isto aparece
Juro simples — progressão aritmética:
Notação, desde 2023
No ensino básico,
O que não está no programa · 11.º ano
Monotonia e estudo do sinal de
Um resumo de uma página
| progressão aritmética | progressão geométrica | |
|---|---|---|
| o que é constante | ||
| termo geral | ||
| de um termo a outro | ||
| soma de | ||
| soma de todos | nunca existe | |
| reconhece-se por | 1.º grau em | |
| aparece em | juro simples | juro composto |
Referências
Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 11.º ano (Direção-Geral da Educação, 2018), tema «Sucessões». É o documento que fixa o âmbito deste capítulo — e é por ele que aqui não há limites nem indução. Exames Nacionais de Matemática A, 2011–2026, e Testes Intermédios do 11.º ano. Os vinte e nove itens da secção 03 vêm todos daí. As figuras dos itens de Exame são as originais, recortadas das próprias provas.
Exercícios de Exame
Vinte e nove itens de Prova Nacional, de 2011 a 2026, misturando as oito secções. Ao contrário dos exercícios propostos, aqui o enunciado não diz de que secção vem — e descobrir isso é metade do trabalho.
Exercícios de Exame · Sucessões
Vinte e nove itens de Provas Nacionais e de Testes Intermédios. As sucessões são dos temas mais estáveis do Exame: saem todos os anos, quase sempre duas vezes — uma escolha múltipla curta e uma construção longa. Nos últimos anos a construção tem sido quase sempre uma composição geométrica: o tapete de Sierpiński, os semicírculos, as semicircunferências a duplicar. Vale a pena fazer esses primeiro, com o filtro do lado. Os enunciados são os das provas com uma única alteração: onde a prova escreve
Seja
Seja
Qual é o valor de
- (A)
3 - (B)
4 - (C)
5 - (D)
6
Seja
Qual é o terceiro termo desta sucessão?
- (A)
6a + 4 - (B)
9a - 4 - (C)
6a - 4 - (D)
9a + 4
De uma progressão geométrica
Qual é o valor do vigésimo termo?
- (A)
8192 - (B)
16\,384 - (C)
32\,768 - (D)
65\,536
De uma progressão geométrica
Qual é o quinto termo da sucessão
- (A)
64 - (B)
128 - (C)
256 - (D)
512
Seja
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)A sucessão
(u_n) é uma progressão geométrica de razão\dfrac12 . - (B)A sucessão
(u_n) é uma progressão geométrica de razão2 . - (C)A sucessão
(u_n) é uma progressão aritmética de razão\dfrac12 . - (D)A sucessão
(u_n) é uma progressão aritmética de razão2 .
Seja
Sabe-se que
Relativamente a essa progressão geométrica, sabe-se ainda que a soma dos sete primeiros termos é igual a
Determine o primeiro termo dessa progressão.
De uma progressão aritmética
Averigue se
Seja
Sabe-se ainda que, de dois termos consecutivos dessa progressão, a soma é igual a
Determine o valor de
Sejam
Sabe-se que
Sabe-se ainda que
Determine
Considere a sucessão
Determine a menor ordem a partir da qual todos os termos da sucessão
De uma progressão aritmética
Sabe-se ainda que
Considere uma progressão geométrica não monótona
Sabe-se que
Determine uma expressão do termo geral de
Seja
Qual é o valor de
- (A)
12 - (B)
24 - (C)
48 - (D)
60
Seja
Determine, sem recorrer à calculadora, quantos termos de ordem ímpar da sucessão
Seja
Sabe-se que, relativamente a
Determine a soma dos dezasseis primeiros termos desta progressão.
Seja
Determine, sem recorrer à calculadora, a soma dos primeiros duzentos termos de ordem ímpar da sucessão
A soma dos cinco primeiros termos de uma progressão geométrica de razão
Determine o quinto termo desta progressão.
De uma progressão aritmética
Averigue, sem recorrer à calculadora, se
A figura representa uma linha poligonal simples que começou a ser construída a partir do segmento de reta
Continuando a construção da linha poligonal, do modo acima descrito, até ao 100.º segmento de reta, obtém-se uma linha poligonal com o comprimento total de
Determine o comprimento do segmento de reta
Considere um triângulo equilátero
Unindo os pontos médios dos lados desse triângulo, obtém-se um segundo triângulo; unindo os pontos médios dos lados do segundo triângulo, obtém-se um terceiro triângulo. Continuando a proceder deste modo, obtém-se uma sequência de
Mostre que a soma dos perímetros dos
Uma composição geométrica é constituída por uma sequência de
Determine o comprimento total da linha obtida com esta composição geométrica.
Apresente o resultado em quilómetros, arredondado às unidades.
Uma orquestra está a realizar audições para novos instrumentistas. Para se preparar para a audição de violino, a Constança praticou durante
Sabe-se que a Constança praticou:
em cada dia, exceto no primeiro, sempre mais
Determine o valor de
Resolva este item sem recorrer à calculadora.
De uma progressão aritmética
Averigue se
Seja
Qual é o terceiro termo da sucessão
- (A)
8 - (B)
10 - (C)
18 - (D)
38
Usando cartões numerados, construiu-se uma figura, com forma triangular, constituída pelas
Calcule o valor de
Considere uma sucessão de composições geométricas, construídas a partir de um semicírculo de raio
Tal como é ilustrado na figura anterior:
a 1.ª composição foi obtida retirando-se ao semicírculo inicial um semicírculo nele contido, de raio
Determine o perímetro da 20.ª composição geométrica desta sucessão.
Apresente o resultado arredondado às centésimas.
Na figura seguinte, apresentam-se as quatro primeiras composições geométricas da construção do Tapete de Sierpiński.
Tal como a figura sugere, nesta construção:
a 1.ª composição é um quadrado;
a 2.ª composição, com
Admita que, fixada uma unidade de medida, o quadrado inicial tem área igual a
Determine a área da 50.ª composição, ou seja, a área total dos quadrados que formam essa composição.
Apresente o valor pedido arredondado às milésimas.
Seja
Sabe-se que
Determine a ordem desse termo.
Qual das expressões seguintes é termo geral de uma progressão geométrica cuja soma de todos os termos tem um valor finito?
- (A)
n^2 - 4n - (B)
2n + 3 - (C)
\left(\dfrac{3}{2}\right)^{n} - (D)
\left(\dfrac{2}{3}\right)^{n}
Calcula primeiro
u_2 = u_1 + 2(2) = 3 + 4 = 7 .5n - 13 = 7 \iff 5n = 20 \iff n = 4 : opção (B).On da recorrência e on da equação não são o mesmo — um é a ordem em(u_n) , o outro em(w_n) . Fazer a primeira conta e só depois a segunda evita a confusão.
Aplica a recorrência duas vezes, mantendo o
u_2 = -3a + 2 .u_3 = -3(-3a + 2) + 2 = 9a - 6 + 2 = 9a - 4 : opção (B).O sinal do-6 é onde este item se perde. Uma verificação barata: coma = 1 ,u_2 = -1 eu_3 = 5 ; das quatro opções, só9(1) - 4 = 5 dá5 .
Do terceiro ao sexto vão três passos; do sexto ao vigésimo vão catorze. Não precisas de
a_6 = a_3 r^3 \iff 2 = \dfrac14 r^3 \iff r^3 = 8 \iff r = 2 .a_{20} = a_6 \times r^{14} = 2 \times 2^{14} = 2^{15} = 32\,768 : opção (C).Saltar dea_6 paraa_{20} directamente evita passar pora_1 = \frac{1}{16} e as frações que vinham atrás. Contar bem os passos —20 - 6 = 14 — é tudo o que é preciso.
De
u_8 = u_4 r^4 \iff 8192 = 32r^4 \iff r^4 = 256 \iff r = \pm 4 .- Como a progressão é monótona crescente, a razão é positiva:
r = 4 . u_5 = 32 \times 4 = 128 : opção (B).Sempre que aparece um expoente par há duas raízes, e é uma palavra do enunciado — «crescente», «de termos positivos», «não monótona» — que escolhe. Ler essa palavra é metade do item.
Um expoente negativo inverte a base:
u_n = \left(\dfrac12\right)^{1-n} = \left(\dfrac12\right)^{-(n-1)} = 2^{\,n-1} .- Progressão geométrica de primeiro termo
1 e razão2 : opção (B). - Em alternativa, pelo quociente:
\dfrac{u_{n+1}}{u_n} = \dfrac{2^{\,n}}{2^{\,n-1}} = 2 .A opção (A) está lá para quem lê a base e ignora o sinal do expoente — que é exactamente o que inverte tudo. Escrever os três primeiros termos (1, 2, 4 ) resolve o item em cinco segundos.
Primeiro
\dfrac{a+6}{a} = \dfrac{a+18}{a+6} \iff (a+6)^2 = a(a+18) .- Cálculo auxiliar:
a^2 + 12a + 36 = a^2 + 18a \iff 36 = 6a \iff a = 6 . - A razão é
r = \dfrac{a+6}{a} = \dfrac{12}{6} = 2 . S_7 = u_1\,\dfrac{2^7 - 1}{2 - 1} = 127\,u_1 = 381 \iff u_1 = 3 .- Verificação: a progressão é
3, 6, 12, 24, 48, 96, 192 , que soma381 ✓ — e contém6, 12, 24 , os três termos consecutivos do enunciado ✓.Cuidado:a = 6 não é o primeiro termo. O enunciado diz «três termos consecutivos», não «os três primeiros» — e é essa leitura que o item avalia.
Escreve
S_{12} = \dfrac{2u_1 + 11r}{2}\times 12 = 6(2u_1 + 11r) = 174 \iff 2u_1 + 11r = 29 .u_3 = u_1 + 2r = 4 \iff u_1 = 4 - 2r .- Substituindo:
2(4 - 2r) + 11r = 29 \iff 7r = 21 \iff r = 3 , eu_1 = -2 . u_n = -2 + 3(n-1) = 3n - 5 , e3n - 5 = 5371 \iff n = 1792 .- Como
1792 \in \mathbb{N} \setminus \{0\} , é termo, de ordem1792 .A formaS_n = \frac{2u_1 + (n-1)r}{2}\,n é a que serve quando não se conhece o último termo — e é a que faz falta em quase todos estes itens.
Chama
u + ur = 12 eur - u = 3 .- Somando:
2ur = 15 . Subtraindo:2u = 9 , dondeu = 4{,}5 . r = \dfrac{2ur}{2u} = \dfrac{15}{9} = \dfrac53 .- Verificação: os termos são
4{,}5 e7{,}5 : somam12 ✓ e diferem em3 ✓. E\dfrac53 > 1 ✓.Somar e subtrair as duas equações evita substituições com frações. Or > 1 do enunciado é o que garante que o maior éur e nãou .
Numa progressão geométrica, o termo do meio ao quadrado é o produto dos outros dois. Numa aritmética, é a média.
- Geométrica:
\dfrac{a}{2} = \dfrac{b}{a} \iff a^2 = 2b . - Aritmética:
b - (a-2) = 2 - b \iff 2b = a \iff a = 2b . - Substituindo
b = \dfrac{a}{2} na primeira:a^2 = a \iff a(a-1) = 0 . - Como
a \neq 0 , vema = 1 eb = \dfrac12 . - Verificação:
2, 1, \tfrac12 é geométrica de razão\tfrac12 ✓;-1, \tfrac12, 2 é aritmética de razão\tfrac32 ✓.A condição «diferentes de zero» é o que deita foraa = 0 — e com elab = 0 , que não podia ser termo de uma progressão geométrica de qualquer modo.
Separa os casos
- Para
n ímpar,(-1)^{n+1} = 1 eu_n = \dfrac{1}{n+1} > 0 > -0{,}01 : a condição vale sempre. - Para
n par,u_n = -\dfrac{1}{n+1} , e-\dfrac{1}{n+1} > -0{,}01 \iff \dfrac{1}{n+1} < 0{,}01 \iff n + 1 > 100 \iff n > 99. - O menor par acima de
99 é100 . Mas a pergunta é pela ordem a partir da qual todos os termos servem — e o termo de ordem99 é positivo, logo também serve. - O último termo que não serve é
u_{98} = -\dfrac{1}{99} \approx -0{,}0101 < -0{,}01 . Logo a menor ordem pedida én = 99 .A pergunta não é «para que ordens é verdade», é «a partir de qual é sempre verdade» — e essas duas coisas dão respostas diferentes por uma unidade. O caminho seguro é encontrar o último termo que falha e somar um.
Duas condições, duas incógnitas:
u_7 = 2u_2 \iff u_1 + 6r = 2u_1 + 2r \iff u_1 = 4r .S_{12} = \dfrac{2u_1 + 11r}{2}\times 12 = 6(2u_1 + 11r) = 57 \iff 2u_1 + 11r = \dfrac{19}{2} .- Substituindo:
8r + 11r = \dfrac{19}{2} \iff 19r = \dfrac{19}{2} \iff r = \dfrac12 , eu_1 = 2 . u_n = 2 + \dfrac12(n-1) = \dfrac{n+3}{2} .\dfrac{n+3}{2} = 500 \iff n = 997 .O19r = \frac{19}{2} da terceira linha é outro sinal de enunciado bem construído: quando os números se cortam assim, é porque o caminho é o certo.
«Não monótona», numa progressão geométrica, quer dizer razão negativa. Da segunda condição sai
u_{20} = u_{18}\,r^2 , logou_{18} = 4u_{18}r^2 \iff r^2 = \dfrac14 \iff r = \pm\dfrac12 .- Como a progressão não é monótona, a razão é negativa:
r = -\dfrac12 . u_1 = \dfrac{u_3}{r^2} = \dfrac{1/12}{1/4} = \dfrac13 .u_n = \dfrac13\left(-\dfrac12\right)^{n-1} . Para a pôr na forma pedida, divide-se pela razão:u_n = \dfrac13 \times \dfrac{\left(-\frac12\right)^{n}}{-\frac12} = -\dfrac23\left(-\dfrac12\right)^{n}. - Verificação:
n=3 dá-\frac23 \times \left(-\frac18\right) = \frac{1}{12} ✓.Duas armadilhas: a palavra «não monótona», que escolhe o sinal, e a formaa\times b^n pedida no fim — que não é a forma canónicau_1 r^{n-1} . Convém verificar num termo conhecido, como acima.
Do quinto ao oitavo termo multiplica-se três vezes pela razão.
v_8 = v_5 \times r^3 \iff 108 = 4r^3 \iff r^3 = 27 \iff r = 3 .v_6 = v_5 \times r = 12 : opção (A).A relaçãou_p = u_q \times r^{\,p-q} poupa sempre o cálculo deu_1 . Aqui a raiz cúbica tem uma só solução real, e não há ambiguidade de sinal.
Para
- Para
n ímpar,u_n = 2 + \dfrac1n . \dfrac{83}{41} < 2 + \dfrac1n < \dfrac{67}{33} \iff \dfrac{83}{41} - 2 < \dfrac1n < \dfrac{67}{33} - 2 .- Cálculo auxiliar:
\dfrac{83-82}{41} = \dfrac{1}{41} e\dfrac{67-66}{33} = \dfrac{1}{33} . \dfrac{1}{41} < \dfrac1n < \dfrac{1}{33} \iff 33 < n < 41 .- Os ímpares nesse intervalo são
35, 37, 39 : são 3 termos.Ao inverter uma dupla desigualdade entre números positivos, o sentido troca — é onde este item se perde. E no fim ainda é preciso ficar só com os ímpares, que é o que o enunciado pede.
Escreve as duas condições em
u_6 + u_{20} = (u_1 + 5r) + (u_1 + 19r) = 2u_1 + 24r = -5 .u_{19} = 4u_7 \iff u_1 + 18r = 4u_1 + 24r \iff -3u_1 = 6r \iff u_1 = -2r .- Substituindo:
-4r + 24r = -5 \iff r = -\dfrac14 , eu_1 = \dfrac12 . S_{16} = \dfrac{2\left(\frac12\right) + 15\left(-\frac14\right)}{2}\times 16 = \dfrac{1 - 3{,}75}{2}\times 16 = -22 .Confirmação:u_{16} = \frac12 - \frac{15}{4} = -3{,}25 , e\frac{0{,}5-3{,}25}{2}\times 16 = -22 ✓. Duas fórmulas diferentes a dar o mesmo é a melhor verificação que há.
As ordens ímpares são
- Com
n = 2k - 1 :v_k = 2(2k-1) + 1 = 4k - 1 . (v_k) é progressão aritmética de razão4 , comv_1 = 3 ev_{200} = 4(200) - 1 = 799 .S_{200} = \dfrac{3 + 799}{2}\times 200 = 401 \times 200 = 80\,200 .A substituiçãon = 2k-1 é o passo todo. Sem ela ficava-se a somar termos alternados de uma sucessão, o que não tem fórmula; com ela é outra progressão aritmética, e a fórmula de sempre.
Da fórmula da soma tira-se
S_5 = u_1 \times \dfrac{1 - \left(\frac23\right)^5}{1 - \frac23} = u_1 \times \dfrac{1 - \frac{32}{243}}{\frac13} = u_1 \times \dfrac{211}{81} .u_1 \times \dfrac{211}{81} = 211 \iff u_1 = 81 .u_5 = 81 \times \left(\dfrac23\right)^4 = 81 \times \dfrac{16}{81} = 16 .Os números do enunciado foram escolhidos para simplificar: o211 corta-se e o81 também. Quando isso acontece, é sinal de que a conta está bem encaminhada.
Escreve
v_{10} = v_9 + r ev_{10} = \dfrac54 v_9 , logov_9 + r = \dfrac54 v_9 \iff r = \dfrac{v_9}{4} .- Como
v_9 = v_3 + 6r = 1 + 6r :r = \dfrac{1 + 6r}{4} \iff 4r = 1 + 6r \iff r = -\dfrac12. v_1 = v_3 - 2r = 1 + 1 = 2 , ev_n = 2 - \dfrac12(n-1) = \dfrac{5-n}{2} .\dfrac{5-n}{2} = -50 \iff 5 - n = -100 \iff n = 105 .- Como
105 \in \mathbb{N} \setminus \{0\} ,-50 é termo, de ordem105 .A relaçãov_{10} = v_9 + r é o passo que destranca tudo: transforma uma condição sobre dois termos numa equação com uma incógnita.
Converte os
104 m= 10\,400 cm.- Os comprimentos formam progressão aritmética de razão
2 . Comn = 100 :S_{100} = \dfrac{2u_1 + 99 \times 2}{2}\times 100 = (u_1 + 99)\times 100. (u_1 + 99)\times 100 = 10\,400 \iff u_1 + 99 = 104 \iff u_1 = 5 .[AB] mede 5 cm.A conversão de unidades é metade do exercício. O enunciado dá metros e pede centímetros de propósito — quem resolve tudo em metros obtém0{,}05 e responde0{,}05 cm.
Cada lado é metade do anterior, logo cada perímetro é metade do anterior. Soma
- O lado de cada triângulo é metade do lado do anterior (segmento de reta média), logo o perímetro também: progressão geométrica de primeiro termo
P_1 = 3 e razão\dfrac12 . S_n = 3 \times \dfrac{1 - \left(\frac12\right)^{n}}{1 - \frac12} = 6\left(1 - \left(\dfrac12\right)^{n}\right) .- Como
\left(\dfrac12\right)^{n} > 0 para todo on \in \mathbb{N} \setminus \{0\} , tem-se1 - \left(\dfrac12\right)^{n} < 1 , e portantoS_n = 6\left(1 - \left(\dfrac12\right)^{n}\right) < 6. - Logo a soma dos perímetros é sempre menor do que
6 , qualquer que sejan .\blacksquare Este item é um «mostre que», e o que ele avalia é a última linha: ver que(\frac12)^n é positivo, logo o parêntesis é menor do que1 . Dar só o valor6 da soma infinita não chega — o enunciado fala den triângulos, não de infinitos.
O comprimento de uma semicircunferência de raio
- Raios:
r_n = 2^{\,n-1} . Comprimentos:c_n = \dfrac{2\pi r_n}{2} = \pi\,2^{\,n-1} . - Progressão geométrica de primeiro termo
\pi e razão2 :S_{25} = \pi\,\dfrac{2^{25} - 1}{2 - 1} = \pi \times 33\,554\,431. S_{25} \approx 1{,}0541 \times 10^{8} cm= 1{,}0541 \times 10^{3} km.- Arredondando às unidades: 1054 km.Vinte e cinco semicircunferências, começando com um raio de 1 cm, dão uma linha que vai do Porto a Paris. É a lenda de Sissa outra vez, com outra roupa. E a conversão cm → km é onde a resposta se perde: são
10^5 , não10^3 .
Do quarto dia e da razão sai o primeiro. Depois a fórmula da soma, com
- Razão
r = 10 ; dec_4 = c_1 + 30 = 60 vemc_1 = 30 . S_m = \dfrac{2(30) + 10(m-1)}{2}\,m = \dfrac{10m + 50}{2}\,m = 5m^2 + 25m .5m^2 + 25m = 2970 \iff m^2 + 5m - 594 = 0 .- Cálculo auxiliar:
m = \dfrac{-5 \pm \sqrt{25 + 2376}}{2} = \dfrac{-5 \pm 49}{2} , dondem = 22 \ \lor \ m = -27 . - Como
m é um número de dias,m = 22 .Deitar fora a raiz negativa com uma frase é obrigatório. E convém confirmar:5(22^2) + 25(22) = 2420 + 550 = 2970 ✓.
Escreve as duas condições em
u_1 + u_5 = 2u_1 + 4r = 26 eu_9 = u_1 + 8r = 31 .- Da segunda,
u_1 = 31 - 8r . Substituindo na primeira:2(31 - 8r) + 4r = 26 \iff 62 - 12r = 26 \iff r = 3. - Então
u_1 = 31 - 24 = 7 eu_n = 7 + 3(n-1) = 3n + 4 . 3n + 4 = 835 \iff n = \dfrac{831}{3} = 277 .- Como
277 \in \mathbb{N} \setminus \{0\} , 835 é termo da progressão, de ordem277 .A conclusão tem de ser escrita: «como a solução é um número natural, é termo». Umn fracionário responderia «não é termo» — e são as duas metades da cotação.
Calcula
u_2 = 2(3) + 2 = 8 .u_3 = 2(8) + 2 = 18 : opção (C).A opção (A) é ou_2 — está lá para quem se engana numa iteração. Numa recorrência convém escrever os termos em coluna e contá-los, em vez de os fazer de cabeça.
A linha
- O número de cartões por linha é a progressão aritmética
c_k = k (primeiro termo1 , razão1 ). S_n = \dfrac{1 + n}{2}\,n = 3081 \iff n(n+1) = 6162 \iff n^2 + n - 6162 = 0 .- Cálculo auxiliar:
n = \dfrac{-1 \pm \sqrt{1 + 24\,648}}{2} = \dfrac{-1 \pm 157}{2} , donden = 78 \ \lor \ n = -79 . - Como
n é um número de linhas,n = 78 .A soma dosn primeiros naturais,\frac{n(n+1)}{2} , aparece em quase todos os exames — vale a pena tê-la de cor.
O contorno tem três pedaços: o arco de fora, os arcos retirados, e o bocado de reta que ainda sobra no diâmetro.
- O arco exterior: semicircunferência de raio
1 , comprimento\pi . - Os arcos retirados: comprimentos
\dfrac{\pi}{2}, \dfrac{\pi}{4}, \ldots — progressão geométrica de primeiro termo\dfrac{\pi}{2} e razão\dfrac12 . Somando os20 primeiros:S_{20} = \dfrac{\pi}{2}\times\dfrac{1 - \left(\frac12\right)^{20}}{1 - \frac12} = \pi\left(1 - \dfrac{1}{2^{20}}\right). - O segmento que sobra: os diâmetros retirados somam
2 - \left(\frac12\right)^{19} e o diâmetro inicial mede2 , logo sobra\left(\dfrac12\right)^{19} . - Total:
\pi + \pi\left(1 - 2^{-20}\right) + 2^{-19} \approx 6{,}28 .A parcela que se esquece é a terceira: o contorno de uma figura destas inclui o bocado de reta que ainda não foi comido. É pequeno (dois milionésimos), mas o raciocínio de o encontrar é metade da cotação.
De uma composição para a seguinte, cada quadrado é dividido em
- Em cada passo, cada quadrado é dividido em
9 e é retirado1 : sobram\dfrac89 da área anterior. - As áreas formam uma progressão geométrica de primeiro termo
9 e razão\dfrac89 :u_n = 9 \times \left(\dfrac89\right)^{\,n-1}. u_{50} = 9 \times \left(\dfrac89\right)^{49} \approx 0{,}028 .Repara na diferença entre a área que sobra (este item, razão\frac89 ) e a área retirada (o u7g da secção R7, soma1 ). São as duas caras do mesmo tapete, e o enunciado tem de ser lido com cuidado para se saber qual é pedida.
De
a_{10} - a_4 = 6r = 3 \iff r = \dfrac12 .a_4 \times a_{10} = a_4(a_4 + 3) = 40 \iff a_4^2 + 3a_4 - 40 = 0 \iff a_4 = 5 \ \lor \ a_4 = -8 .- Como os termos são positivos,
a_4 = 5 . a_1 = a_4 - 3r = 5 - \dfrac32 = \dfrac72 .- Cálculo auxiliar:
a_k = \dfrac72 + (k-1)\dfrac12 = \dfrac{7 + k - 1}{2} = \dfrac{k+6}{2} . \dfrac{k+6}{2} = 173 \iff k + 6 = 346 \iff k = 340 .A palavra «positivos» do enunciado é o que deita fora a raiz-8 , e tem de ser escrita na resolução — vale cotação.
Duas das opções nem sequer são progressões geométricas. Das que são, a condição é
- As opções (A) e (B) são progressões aritméticas (termo geral polinomial em
n ) — a soma de todos os termos não é finita. - (C) é geométrica de razão
\tfrac32 , e\tfrac32 > 1 : a soma não é finita. - (D) é geométrica de razão
\tfrac23 , e\left|\tfrac23\right| < 1 : a soma é finita. - Opção (D).Reconhecer a razão numa expressão
a^n é imediato: é a base. O trabalho está em ver que (A) e (B) nem são geométricas — basta calcular dois quocientes consecutivos e ver que não são iguais.