Astrolábio · Geometria Analítica · revisão do 10.º e do 11.º ano
Matemática A · revisão do 10.º e do 11.º ano · Aprendizagens Essenciais

Geometria Analítica

Este capítulo é revisão do 10.º e do 11.º ano, e só isso: pontos, retas e planos no referencial, mediatriz e plano mediador, circunferências e esferas, conjuntos definidos por condições, vetores e equação vetorial da reta — e, do 11.º, declive e inclinação, produto escalar e as equações de retas e de planos. As Aprendizagens Essenciais do 12.º não têm tema de Geometria: o que dela é preciso lá aparece nos Complexos, quando o plano de Argand pede uma mediatriz ou uma circunferência. Teoria, laboratórios interativos e exercícios com resolução passo a passo.

\vec{u} \cdot \vec{v} = \|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|\cos{\theta} Um produto que mede um ângulo — e que, dando zero, diz «perpendicular».
0exercícios
10laboratórios interativos
11secções
0%concluído
R1

Pontos, retas e planos no referencial

Onde tudo começa: um par ou um terno de números que localiza um ponto, e três contas que dele se tiram — o transformado por uma simetria, o ponto médio de um segmento e a distância entre dois pontos. No espaço muda pouco: acrescenta-se uma coordenada e Pitágoras aplica-se duas vezes em vez de uma.

Aprendizagens Essenciais · 10.º ano
  • Identificar coordenadas de pontos do plano e do espaço num referencial cartesiano, ortogonal e monométrico.
  • Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas: transformados de pontos, por uma reflexão de eixo vertical ou horizontal, ou por uma meia-volta de centro na origem; coordenadas do ponto médio de um segmento de reta; fórmula da distância entre dois pontos.
  • Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: planos paralelos aos planos coordenados; retas paralelas a um dos eixos.

1 · Coordenadas, e o que uma simetria lhes faz

Um referencial cartesiano ortogonal e monométrico do plano são dois eixos perpendiculares com a mesma unidade. Cada ponto fica com um par ordenado: a abcissa, lida em Ox, e a ordenada, lida em Oy.

x y −3 −2 −1 1 2 3 −2 −1 1 2 P(3, 2) Q(−3, 2) R(3, −2) S(−3, −2)
Refletir no eixo Oy troca o sinal da abcissa; refletir no eixo Ox troca o sinal da ordenada; a meia-volta de centro O troca os dois — é o resultado de fazer as duas reflexões seguidas.
Transformados de um ponto P(x,\,y) \text{reflexão de eixo } Oy: (-x,\,y) \qquad \text{reflexão de eixo } Ox: (x,\,-y) \qquad \text{meia-volta de centro } O: (-x,\,-y)

Regra única: a coordenada que muda de sinal é a do eixo que não é o de reflexão. A meia-volta é a composição das duas reflexões, e por isso muda as duas.

Laboratório · O ponto e os seus transformados

arrasta o ponto P

2 · Ponto médio e distância

O ponto médio faz-se com médias — uma por coordenada. A distância faz-se com Pitágoras, e a figura mostra porquê: dois pontos e os eixos formam sempre um triângulo retângulo de catetos paralelos aos eixos.

x y 1 2 3 4 5 1 2 3 A(xA, yA) B(xB, yB) |xBxA| |yByA|
A fórmula da distância não é uma fórmula nova: é o teorema de Pitágoras aplicado ao triângulo que os dois pontos formam com os eixos.
Ponto médio e distância, no plano M_{[AB]} = \left(\frac{x_{A}+x_{B}}{2},\; \frac{y_{A}+y_{B}}{2}\right) \qquad \overline{AB} = \sqrt{(x_{B}-x_{A})^{2} + (y_{B}-y_{A})^{2}}

Na distância, a ordem dos pontos não interessa: as diferenças aparecem ao quadrado. No ponto médio também não, porque a soma é comutativa.

Onde isto costuma falhar

Confundir \sqrt{a^{2}+b^{2}} com a+b. A raiz de uma soma não é a soma das raízes: \sqrt{9+16} = 5, e não 3+4=7. Se a conta der o mesmo que somar os catetos, está errada.

3 · Uma coordenada a mais: o espaço

No espaço juntam-se três eixos, dois a dois perpendiculares, e cada ponto passa a ter abcissa, ordenada e cota. Os três eixos definem três planos coordenados: xOy, xOz e yOz.

x y z P(2,4; 3; 2,4) projeção em xOy
Chegar a um ponto do espaço é andar três vezes, uma por eixo. A ordem não importa, e o caminho a tracejado é o que dá sentido às três coordenadas.
Ponto médio e distância, no espaço M_{[AB]} = \left(\frac{x_{A}+x_{B}}{2},\; \frac{y_{A}+y_{B}}{2},\; \frac{z_{A}+z_{B}}{2}\right) \qquad \overline{AB} = \sqrt{(x_{B}-x_{A})^{2} + (y_{B}-y_{A})^{2} + (z_{B}-z_{A})^{2}}

É a mesma fórmula com mais uma parcela. A justificação é Pitágoras aplicado duas vezes: primeiro na projeção em xOy, depois no triângulo vertical que essa projeção forma com o ponto.

Laboratório · Um ponto no espaço

arrasta para rodar

4 · Condições com uma variável só

A mesma equação diz coisas diferentes conforme se esteja no plano ou no espaço. x = 2 é, no plano, uma reta vertical; no espaço, é um plano.

x y z z = 2
Uma equação só com uma variável define, no espaço, um plano paralelo a um dos planos coordenados. No plano, a mesma equação definiria uma reta.
CondiçãoNo planoNo espaço
x = areta verticalplano paralelo a yOz
y = breta horizontalplano paralelo a xOz
z = cplano paralelo a xOy
x = a \wedge y = bum pontoreta paralela a Oz
x = a \wedge z = creta paralela a Oy
y = b \wedge z = creta paralela a Ox

A regra que arruma a tabela toda: cada igualdade tira um grau de liberdade. No espaço, uma igualdade deixa duas variáveis livres — um plano; duas igualdades deixam uma — uma reta; três não deixam nenhuma — um ponto.

Laboratório · Planos paralelos aos planos coordenados

arrasta para rodar
Exemplo 1 Do enunciado às coordenadas

No referencial Oxyz, considera A(1,\,2,\,-1) e B(5,\,-2,\,3). Determina o ponto médio de [AB] e mostra que A e B estão à mesma distância do plano xOy.

  1. Ponto médio, coordenada a coordenada: M = \left(\frac{1+5}{2},\; \frac{2+(-2)}{2},\; \frac{-1+3}{2}\right) = (3,\,0,\,1).
  2. A distância de um ponto ao plano xOy é o módulo da cota.O plano xOy tem equação z=0; a distância mede-se na perpendicular, que é a direção de Oz.
  3. Para A: |-1| = 1. Para B: |3| = 3.
  4. Os valores são diferentes, logo a afirmação é falsa: A está a 1 do plano e B a 3.
RespostaM(3,\,0,\,1); as distâncias são 1 e 3, logo não são iguais
Python Distância e ponto médio, no plano e no espaço

Um programa curto que recebe dois pontos — com duas ou três coordenadas — e devolve a distância e o ponto médio. A mesma função serve para os dois casos, porque percorre as coordenadas que existirem.

from math import dist

A = (1, -2, 3)
B = (4, 2, 3)

medio = tuple((a + b) / 2 for a, b in zip(A, B))

print("distancia:", dist(A, B))
print("ponto medio:", medio)

Experimenta com A e B de duas coordenadas: o programa continua a funcionar, sem mudar uma linha. Depois tenta com pontos de tamanhos diferentes — e repara em que o zip ignora a coordenada a mais em silêncio, enquanto o dist dá erro. Qual dos dois comportamentos preferias?

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre coordenadas, simetrias, ponto médio e distância, no plano e no espaço. Os últimos pedem justificação, que é o que o Exame valoriza.

A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.

Exercício 1§R1 · coordenadas e simetrias

No referencial xOy considera o ponto A(-4,\,3).

a) Escreve as coordenadas do transformado de A pela reflexão de eixo Oy. b) Escreve as coordenadas do transformado de A pela reflexão de eixo Ox. c) Escreve as coordenadas do transformado de A pela meia-volta de centro O.

Exercício 2§R1 · ponto médio

Considera A(-1,\,5) e B(7,\,-1).

Determina as coordenadas do ponto médio de [AB].

Exercício 3§R1 · distância

Considera A(1,\,2) e B(5,\,5).

Determina \overline{AB}.

Exercício 4§R1 · coordenadas no espaço

No referencial Oxyz considera o ponto P(3,\,-2,\,5).

a) Indica a distância de P ao plano xOy. b) Indica as coordenadas da projeção ortogonal de P no plano xOy.

Exercício 5§R1 · planos paralelos aos coordenados

No referencial Oxyz, o conjunto de pontos definido pela condição y = -3 é:

  • (A)um ponto
  • (B)uma reta paralela ao eixo Oy
  • (C)um plano paralelo ao plano xOz
  • (D)um plano paralelo ao plano xOy
Exercício 6§R1 · ponto médio ao contrário

Sabe-se que M(2,\,-1) é o ponto médio de [AB] e que A(-3,\,4).

Determina as coordenadas de B.

Exercício 7§R1 · triângulo isósceles

Considera A(-2,\,1), B(4,\,1) e C(1,\,5).

Mostra que o triângulo [ABC] é isósceles.

Exercício 8§R1 · distância no espaço

No referencial Oxyz considera A(1,\,-2,\,3) e B(4,\,2,\,3).

Determina \overline{AB}.

Exercício 9§R1 · retas paralelas aos eixos

No referencial Oxyz, considera a condição x = 2 \wedge z = -1.

Caracteriza o conjunto de pontos que ela define.

Exercício 10§R1 · simetrias em cadeia

O ponto A tem coordenadas (a,\,b), com a < 0 e b > 0.

O transformado de A pela meia-volta de centro O pertence ao:

  • (A)1.º quadrante
  • (B)2.º quadrante
  • (C)3.º quadrante
  • (D)4.º quadrante
Exercício 11§R1 · ponto médio no espaço

No referencial Oxyz, M(0,\,1,\,-2) é o ponto médio de [AB], com A(-3,\,4,\,1).

Determina as coordenadas de B.

Exercício 12§R1 · parâmetro e distância

Considera A(1,\,-2) e B(k,\,2), com k \in \mathbb{R}.

Determina os valores de k para os quais \overline{AB} = 5.

Exercício 13§R1 · justificar com distâncias

Considera A(0,\,0), B(6,\,2) e C(4,\,8).

Mostra que o triângulo [ABC] é retângulo em A.

Exercício 14§R1 · condição no espaço

No referencial Oxyz, considera os pontos A(2,\,0,\,0), B(0,\,3,\,0) e C(0,\,0,\,6).

a) Justifica que A, B e C pertencem, cada um, a um dos eixos coordenados. b) Determina o perímetro do triângulo [ABC], arredondado às centésimas.

Exercício 15§R1 · lugar geométrico elementar

No plano, considera o ponto A(3,\,-1).

Determina, e caracteriza em palavras, o conjunto dos pontos P(x,\,y) tais que \overline{AP} = 4.

Refletir em Oy troca o sinal da abcissa; refletir em Ox troca o sinal da ordenada; a meia-volta troca os dois.

  1. Reflexão de eixo Oy: muda o sinal de x e deixa y. Obtém-se (4,\,3).
  2. Reflexão de eixo Ox: muda o sinal de y e deixa x. Obtém-se (-4,\,-3).
  3. Meia-volta de centro O: muda os dois sinais. Obtém-se (4,\,-3).A meia-volta é o que se obtém fazendo as duas reflexões uma a seguir à outra — por isso troca os dois sinais.
Respostaa) (4,\,3) · b) (-4,\,-3) · c) (4,\,-3)

O ponto médio tem, em cada coordenada, a média das coordenadas correspondentes dos extremos.

  1. Abcissa: \dfrac{-1+7}{2} = 3.
  2. Ordenada: \dfrac{5+(-1)}{2} = 2.
RespostaM(3,\,2)

Aplica a fórmula da distância: a raiz quadrada da soma dos quadrados das diferenças das coordenadas.

  1. \overline{AB} = \sqrt{(5-1)^{2} + (5-2)^{2}} = \sqrt{16+9} = \sqrt{25}.
  2. Logo \overline{AB} = 5.Sai certo porque (3,4,5) é um terno pitagórico — é por isso que este exemplo aparece em todos os manuais.
Resposta\overline{AB} = 5

A distância de um ponto ao plano xOy lê-se na cota; a projeção nesse plano é o mesmo ponto com cota nula.

  1. A cota de P é 5, e a distância é um número não negativo: |5| = 5.
  2. Projetar em xOy é anular a cota: (3,\,-2,\,0).Vale a pena reparar que a abcissa e a ordenada não mudam — só a coordenada do eixo perpendicular ao plano é que se perde.
Respostaa) 5 · b) (3,\,-2,\,0)

No espaço, uma condição com uma só variável define um plano. Falta saber a qual dos coordenados é paralelo.

  1. A condição y = -3 não impõe nada a x nem a z: esses variam livremente, e o conjunto é um plano.
  2. O plano coordenado onde y é constante e nula é o xOz. Logo y = -3 é paralelo a xOz, três unidades no sentido negativo de Oy.
  3. A opção correta é a (C).A opção (D) trocaria o papel de y com o de z: xOy é o plano de equação z = 0.
RespostaOpção (C)

Escreve as duas igualdades do ponto médio e resolve cada uma em ordem à coordenada de B.

  1. Abcissa: \dfrac{-3 + x_{B}}{2} = 2 \;\Leftrightarrow\; -3 + x_{B} = 4 \;\Leftrightarrow\; x_{B} = 7.
  2. Ordenada: \dfrac{4 + y_{B}}{2} = -1 \;\Leftrightarrow\; 4 + y_{B} = -2 \;\Leftrightarrow\; y_{B} = -6.
  3. Verificação: o ponto médio de (-3,4) e (7,-6) é \left(\dfrac{4}{2},\dfrac{-2}{2}\right) = (2,-1)
RespostaB(7,\,-6)

Calcula os comprimentos dos três lados. Basta que dois sejam iguais.

  1. \overline{AB} = \sqrt{(4-(-2))^{2} + (1-1)^{2}} = \sqrt{36} = 6.
  2. \overline{AC} = \sqrt{(1-(-2))^{2} + (5-1)^{2}} = \sqrt{9+16} = 5.
  3. \overline{BC} = \sqrt{(1-4)^{2} + (5-1)^{2}} = \sqrt{9+16} = 5.
  4. Como \overline{AC} = \overline{BC} = 5, o triângulo tem dois lados iguais: é isósceles.Não é equilátero, porque o terceiro lado mede 6. E C está sobre a mediatriz de [AB] — é essa a leitura geométrica de \overline{AC} = \overline{BC}, e é dela que vive a secção R2.
Resposta\overline{AC} = \overline{BC} = 5 \neq 6 = \overline{AB}, logo [ABC] é isósceles

A fórmula é a mesma do plano, com mais uma parcela. Repara nas cotas antes de fazer contas.

  1. \overline{AB} = \sqrt{(4-1)^{2} + (2-(-2))^{2} + (3-3)^{2}}.
  2. = \sqrt{9 + 16 + 0} = \sqrt{25} = 5.As cotas são iguais, portanto os dois pontos estão no mesmo plano horizontal e a terceira parcela anula-se: o cálculo passa a ser o do plano.
Resposta\overline{AB} = 5

Duas condições, cada uma um plano. O conjunto é a interseção dos dois — e a variável que sobra diz em que direção ele se estende.

  1. x = 2 define um plano paralelo a yOz; z = -1 define um plano paralelo a xOy.
  2. Os dois planos não são paralelos entre si, logo intersetam-se segundo uma reta.
  3. A variável livre é y: a reta é paralela ao eixo Oy e passa no ponto (2,\,0,\,-1).
RespostaA reta paralela ao eixo Oy que passa em (2,\,0,\,-1)

A meia-volta troca os sinais das duas coordenadas. Vê em que quadrante fica o par de sinais resultante.

  1. A tem abcissa negativa e ordenada positiva: está no 2.º quadrante.
  2. A meia-volta de centro O leva (a,\,b) em (-a,\,-b), com -a > 0 e -b < 0.
  3. Abcissa positiva e ordenada negativa é o 4.º quadrante. A opção correta é a (D).A meia-volta manda sempre um quadrante no seu oposto pelo vértice: 1.º ↔ 3.º e 2.º ↔ 4.º.
RespostaOpção (D)

Uma igualdade por coordenada, exatamente como no plano.

  1. \dfrac{-3 + x_{B}}{2} = 0 \;\Leftrightarrow\; x_{B} = 3.
  2. \dfrac{4 + y_{B}}{2} = 1 \;\Leftrightarrow\; y_{B} = -2.
  3. \dfrac{1 + z_{B}}{2} = -2 \;\Leftrightarrow\; z_{B} = -5.
RespostaB(3,\,-2,\,-5)

Escreve a distância em função de k, iguala a 5 e eleva ao quadrado — não te esqueças de que a equação pode ter duas soluções.

  1. \overline{AB} = \sqrt{(k-1)^{2} + (2-(-2))^{2}} = \sqrt{(k-1)^{2} + 16}.
  2. Impondo \overline{AB} = 5 e elevando ao quadrado (os dois membros são não negativos, logo é equivalente): (k-1)^{2} + 16 = 25 \;\Leftrightarrow\; (k-1)^{2} = 9.
  3. (k-1)^{2} = 9 \;\Leftrightarrow\; k-1 = 3 \;\vee\; k-1 = -3 \;\Leftrightarrow\; k = 4 \;\vee\; k = -2.
  4. Verificação: para k=4, \sqrt{9+16}=5 ✓; para k=-2, \sqrt{9+16}=5Geometricamente há mesmo dois pontos: a reta y = 2 corta a circunferência de centro A e raio 5 em dois pontos.
Respostak = 4 \;\vee\; k = -2

Ainda não temos produto escalar — mas temos Pitágoras. Calcula os três lados e testa a igualdade que caracteriza o triângulo retângulo.

  1. Cálculo auxiliar: \overline{AB}^{2} = 6^{2}+2^{2} = 40, \overline{AC}^{2} = 4^{2}+8^{2} = 80, \overline{BC}^{2} = (4-6)^{2}+(8-2)^{2} = 4+36 = 40.
  2. O maior dos três é \overline{AC}^{2} = 80, logo o candidato a hipotenusa é [AC] e o ângulo reto, a existir, é o de vértice Bmas \overline{AB}^{2} + \overline{BC}^{2} = 40+40 = 80 = \overline{AC}^{2}.
  3. Pelo recíproco do teorema de Pitágoras, o triângulo é retângulo, e o ângulo reto é o oposto ao maior lado: o de vértice B.
  4. O enunciado pedia «retângulo em A» — e as contas mostram que não é: em A ter-se-ia \overline{AB}^{2}+\overline{AC}^{2} = 120 \neq 40 = \overline{BC}^{2}.Um exercício em que a afirmação a mostrar é falsa treina uma coisa que o Exame pede: contas antes de conclusões. O que se conclui é o que as contas dizem, e o vértice do ângulo reto é sempre o oposto ao maior lado.
RespostaO triângulo é retângulo, mas em B e não em A: \overline{AB}^{2}+\overline{BC}^{2} = \overline{AC}^{2}

Um ponto está num eixo quando as outras duas coordenadas são nulas. Depois, três distâncias.

  1. A(2,0,0) tem ordenada e cota nulas: está em Ox. B(0,3,0) tem abcissa e cota nulas: está em Oy. C(0,0,6) tem abcissa e ordenada nulas: está em Oz.
  2. Cálculo auxiliar: \overline{AB} = \sqrt{2^{2}+3^{2}} = \sqrt{13}, \quad \overline{AC} = \sqrt{2^{2}+6^{2}} = \sqrt{40}, \quad \overline{BC} = \sqrt{3^{2}+6^{2}} = \sqrt{45}.
  3. Perímetro = \sqrt{13} + \sqrt{40} + \sqrt{45} \approx 3{,}6056 + 6{,}3246 + 6{,}7082 \approx 16{,}64.O arredondamento faz-se no fim, e às casas que o enunciado pede. Arredondar cada parcela antes de somar podia mudar a segunda casa.
Respostab) \approx 16{,}64

Escreve a distância com a fórmula, iguala a 4 e eleva ao quadrado. O que fica é uma equação conhecida.

  1. \overline{AP} = \sqrt{(x-3)^{2} + (y+1)^{2}}.
  2. Impondo \overline{AP} = 4 e elevando ao quadrado: (x-3)^{2} + (y+1)^{2} = 16.
  3. É a equação reduzida da circunferência de centro A(3,-1) e raio 4.Esta é a definição de circunferência escrita em coordenadas — e é o ponto de partida da secção R3. Repara que o passo de elevar ao quadrado é equivalente porque os dois membros são não negativos.
Resposta(x-3)^{2}+(y+1)^{2} = 16 — a circunferência de centro A e raio 4

Exercícios de Exame · Pontos, retas e planos

Vinte e oito itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2026, sobre coordenadas, retas no plano, sólidos assentes no referencial e condições no espaço. Repara em quantos se resolvem só com dois pontos e a definição de declive — e em quantos outros bastaria ler bem a figura.

Item 1 construçãoExame 1997 · Prova para militares

Na figura, estão representados, em referencial o.n. Oxyz, um prisma quadrangular regular e uma pirâmide cuja base [OFGE] coincide com a do prisma e está assente no plano xOy.

x y z O E G F B A D C H
O vértice H da pirâmide é o centro da base superior do prisma.

O vértice da pirâmide coincide com o centro da base superior do prisma.

O ponto G tem coordenadas (4,\,4,\,0).

Sabendo que, na unidade considerada, o volume do prisma é igual a 96, mostre que o ponto H tem coordenadas (2,\,2,\,6).

Item 2 construçãoExame 1998 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um sólido formado por um cubo e uma pirâmide quadrangular regular.

x y z O N Q P S R U T V M
A altura [VM] da pirâmide é igual à aresta do cubo.

Sabe-se que: a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo; o vértice O coincide com a origem do referencial; o vértice N pertence ao semieixo positivo Ox; o vértice P pertence ao semieixo positivo Oy; o vértice S pertence ao semieixo positivo Oz; a altura da pirâmide, \overline{VM}, é igual ao comprimento da aresta do cubo; o vértice V tem coordenadas (3,\,3,\,12).

Justifique que \overline{UQ} = 6 e que \overline{UV} = 3\sqrt{6}.

Item 3 escolha múltiplaExame 1998 · Prova para militares

Qual das condições seguintes define, num referencial o.n. Oxyz, uma reta paralela ao eixo Oy?

  • (A)x = 1 \wedge y = 2 \wedge z = 3
  • (B)x = 2 \wedge z = 1
  • (C)x = y = z
  • (D)y = 1
Item 4 escolha múltiplaExame 1999 · Época Especial

Num referencial o.n. Oxyz, a condição x = 0 \;\wedge\; z = 3 define:

  • (A)o conjunto vazio
  • (B)um ponto
  • (C)uma reta
  • (D)um plano
Item 5 construçãoExame 1999 · Época Especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um cubo.

x y z F G H E B C D A
As arestas [AE], [BF], [CG] e [DH] unem as duas faces. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: [ABCD] é uma face do cubo e [EFGH] é a face oposta (o ponto H não está representado na figura); [AE], [BF], [CG] e [DH] são quatro arestas do cubo; o ponto A tem coordenadas (3,\,5,\,3); o ponto D tem coordenadas (-3,\,3,\,6); o ponto E tem coordenadas (1,\,2,\,-3).

Determine o volume do cubo.

Item 6 escolha múltiplaExame 2000 · Prova 2 para militares

Considere, num referencial o.n. Oxyz, uma reta r, perpendicular ao plano yOz.

Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?

  • (A)A reta r é perpendicular ao plano xOy
  • (B)A reta r está contida no plano xOy
  • (C)A reta r é perpendicular ao eixo Ox
  • (D)A reta r é paralela ao eixo Ox
Item 7 construçãoExame 2000 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um prisma triangular regular.

x y z O R T P Q S
As bases [ORT] e [PQS] são triângulos equiláteros; [OP], [RQ] e [TS] são as arestas laterais.

Sabe-se que: o vértice O coincide com a origem do referencial; o vértice P pertence ao semieixo positivo Ox; o vértice R pertence ao semieixo positivo Oy; o segmento [QR] tem comprimento 6.

Sabendo que a área lateral do prisma é 72, determine as coordenadas do ponto S.

Item 8 construçãoExame 2000 · Época especial

Na figura, está representada, em referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular.

x y z A B C D V E
A base está no plano z = 7 e o vértice V no plano xOy.

Sabe-se que: a base da pirâmide é paralela ao plano xOy; o ponto A tem coordenadas (8,\,8,\,7); o ponto B pertence ao plano yOz; o ponto C pertence ao eixo Oz; o ponto D pertence ao plano xOz; o ponto E é o centro da base da pirâmide; o vértice V da pirâmide pertence ao plano xOy.

Determine o perímetro de uma face lateral da pirâmide.

Item 9 construçãoExame 2001 · Época especial

Na figura, estão representados, em referencial o.n. Oxyz, um prisma e uma pirâmide quadrangulares regulares, com a mesma altura.

A base do prisma, que coincide com a base da pirâmide, está contida no plano xOy.

x y z O P Q R S T U V W
A pirâmide, de vértice W, tem a mesma base e a mesma altura do prisma.

Sabe-se que: o vértice P pertence ao eixo Ox; o vértice R pertence ao eixo Oy; o vértice S pertence ao eixo Oz; o vértice U tem coordenadas (2,\,2,\,4).

Escreva uma condição que define a reta TU.

Item 10 construçãoTeste Intermédio 11.º · 24.01.2008

Na figura estão representadas, em referencial o.n. xOy, uma reta AB e uma circunferência com centro na origem e raio igual a 5. Os pontos A e B pertencem à circunferência, e o ponto A também pertence ao eixo das abcissas.

x y −5 5 −5 5 A B

Admitindo que o declive da reta é igual a \dfrac{1}{2}, resolva as duas alíneas seguintes:

19.1. Mostre que uma equação da reta AB é x-2y+5 = 0. 19.2. Mostre que o ponto B tem coordenadas (3,\,4).

Item 11 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 28.05.2008

Considere, em referencial o.n. xOy, a reta r que interseta o eixo Ox no ponto de abcissa 2 e que interseta o eixo Oy no ponto de ordenada 6.

Qual é a equação reduzida da reta r?

  • (A)y = -3x+6
  • (B)y = 3x+6
  • (C)y = -2x+3
  • (D)y = 2x+3
Item 12 construçãoTeste Intermédio 10.º · 28.05.2008

Na figura está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cubo [OPQRSTUV]. A aresta [OP] está contida no semieixo positivo Ox, a aresta [OR] no semieixo positivo Oy e a aresta [OS] no semieixo positivo Oz.

O ponto U tem coordenadas (2,\,2,\,2).

x y z O P Q R S T U V

Defina, por meio de uma condição, a aresta [UQ].

Item 13 construçãoTeste Intermédio 10.º · 28.01.2009

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um sólido que pode ser decomposto num cubo e numa pirâmide quadrangular regular.

x y z O P Q R S T U V A B C D E
Os vértices A, B, C e D são os pontos médios dos lados de [OPQR].

A origem do referencial é um dos vértices do cubo, o vértice P pertence ao eixo Ox e o vértice R pertence ao eixo Oy.

Os vértices da base da pirâmide são os pontos médios dos lados do quadrado [OPQR].

O ponto Q tem coordenadas (2,\,2,\,0). O volume do sólido é igual a 10.

Determine a cota do ponto E.

Item 14 construçãoTeste Intermédio 11.º · 29.01.2009

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cone de revolução.

x y z V C
O vértice é V(1,\,2,\,6). A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o vértice V do cone tem coordenadas (1,\,2,\,6); o ponto C é o centro da base do cone.

Seja W o ponto simétrico do ponto V, em relação ao plano xOy.

Indique as coordenadas do ponto W e escreva uma condição que defina o segmento de reta [VW].

Item 15 construçãoTeste Intermédio 10.º · 06.05.2009

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma triangular não regular [ABCDEF].

x y z A B C D E F
As bases são triângulos isósceles, com \overline{AB} = \overline{AC}.

Sabe-se que: as bases são triângulos isósceles (\overline{AB} = \overline{AC} e \overline{DE} = \overline{DF}); a base [ABC] está contida no plano xOy; as arestas laterais do prisma são perpendiculares às bases; o ponto A tem coordenadas (4,\,0,\,0); o ponto E tem coordenadas (0,\,3,\,8); o ponto F é o simétrico do ponto E, relativamente ao plano xOz.

Determine a área lateral do prisma.

Item 16 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 29.01.2010

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, a reta r, que interseta o eixo Ox no ponto de abcissa 2 e o eixo Oy no ponto de ordenada 2.

x y 1 2 2 r

Qual é a equação reduzida da reta r?

  • (A)y = 2x+2
  • (B)y = -2x+2
  • (C)y = -x+2
  • (D)y = x+2
Item 17 construçãoTeste Intermédio 10.º · 29.01.2010

Na figura, estão representados, num referencial o.n. Oxyz, a pirâmide quadrangular regular [VOPQR] e o prisma quadrangular regular [ABCDEFGH].

x y z O P Q R V A B C D E F G H
O prisma tem uma base na base da pirâmide e a outra com um vértice em cada aresta lateral.

Sabe-se que: os vértices P e R da pirâmide pertencem aos eixos coordenados Ox e Oy, respetivamente; uma das bases do prisma está contida na base da pirâmide e cada vértice da outra base pertence a uma aresta da pirâmide.

Preencha cada um dos espaços seguintes, de modo a obter afirmações verdadeiras quanto à posição relativa das retas e/ou dos planos.

a) As retas DQ e VF são      .
b) As retas EH e       são não complanares.
c) A reta PQ e o plano HGB são      .
d) A reta FQ e o plano ADH são      .
e) Os planos BQV e       são perpendiculares.

Item 18 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 05.05.2010

Considere, num referencial o.n. xOy, a reta r que interseta o eixo Ox no ponto de abcissa 2 e que interseta o eixo Oy no ponto de ordenada 8.

x y 1 2 1 8 r

Qual é a equação reduzida da reta r?

  • (A)y = -4x+8
  • (B)y = 4x+8
  • (C)y = -2x+4
  • (D)y = 2x+4
Item 19 construçãoTeste Intermédio 10.º · 05.05.2010

Na figura estão representados, num referencial o.n. Oxyz, um prisma quadrangular regular e uma pirâmide. A base da pirâmide, [OPQR], está contida no plano xOy e coincide com a base inferior do prisma. O ponto W, vértice da pirâmide, coincide com o centro da base superior, [STUV], do prisma.

O ponto P tem coordenadas (5,\,0,\,0). Sabe-se que o volume da pirâmide é igual a 75.

x y z O P Q R S T U V W

Determine as coordenadas do ponto W, vértice da pirâmide.

Item 20 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o poliedro [VNOPQURST], que se pode decompor num cubo e numa pirâmide quadrangular regular.

x y z O P Q N S T U R V
A base da pirâmide é a face de cima do cubo, no plano xOy. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo e está contida no plano xOy; o ponto P pertence ao eixo Ox; o ponto U tem coordenadas (4,\,-4,\,-4).

Escreva uma condição cartesiana que defina o plano perpendicular à reta QN e que passa no ponto V.

Item 21 construçãoTeste Intermédio 10.º · 06.05.2011

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma quadrangular regular [ABCDEFGH].

x y z A B C D E F G H
As bases são quadrados de lado 7; a aresta lateral mede 14. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

As coordenadas dos pontos A, B e G são (11,\,-1,\,2), (8,\,5,\,0) e (6,\,9,\,15), respetivamente.

Escreva uma condição que defina a reta que passa no ponto G e que é paralela ao eixo Oy.

Item 22 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 16.03.2012

Na figura está representado, num referencial o.n. Oxyz, o cubo [OPQRSTUV] de aresta 2. Os pontos P, R e T pertencem aos semieixos positivos.

x y z O P Q R S T U V

Numa das opções seguintes estão as coordenadas de um ponto pertencente a uma das arestas do cubo. Em qual?

  • (A)(1,\,1,\,2)
  • (B)(1,\,2,\,0)
  • (C)(0,\,1,\,1)
  • (D)(1,\,1,\,1)
Item 23 construçãoTeste Intermédio 10.º · 16.03.2012

Considere, num referencial o.n. xOy:

a reta r, definida pela equação y = 2x-1; o ponto A de coordenadas (0,\,-2).

Escreva a equação reduzida da reta paralela à reta r que passa no ponto A.

Item 24 escolha múltiplaExame 2016 · Época especial

Considere, num referencial o.n. xOy, os pontos A(-1,\,3) e B(2,\,4).

Qual das seguintes equações define uma reta paralela à reta AB?

  • (A)y = -\frac{1}{3}x
  • (B)y = \frac{1}{3}x
  • (C)y = 3x
  • (D)y = -33x
Item 25 construçãoExame 2017 · Época especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um cilindro de revolução de altura 3.

x y z A B C
O cilindro do item, à escala: raio 1 e altura 3.

Sabe-se que: o ponto A tem coordenadas (1,\,2,\,0) e é o centro da base inferior do cilindro, a qual está contida no plano xOy; o ponto B tem coordenadas (1,\,3,\,0) e pertence à circunferência que delimita a base inferior; o ponto C é o centro da base superior do cilindro.

Determine a área da secção produzida no cilindro pelo plano de equação x = 1.

Item 26 escolha múltiplaExame 2019 · 2.ª Fase

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, a reta AB.

Sabe-se que:

o ponto A pertence ao semieixo negativo Ox e o ponto B pertence ao semieixo positivo Oy; a reta AB tem equação y = 2x+4.

x y −2 −1 1 2 4 A B M

Seja M o ponto médio do segmento de reta [AB]. Quais são as coordenadas do ponto M?

  • (A)\left(-\frac{1}{2},\,2\right)
  • (B)(-1,\,2)
  • (C)\left(-\frac{1}{4},\,\frac{1}{2}\right)
  • (D)(-2,\,4)
Item 27 construçãoExame 2024 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH].

x y z A B C D E F G H
O cubo do item, à escala: aresta 5, com [ABCD] no plano x = 0.

Sabe-se que: o plano ABC é definido pela equação x = 0; o ponto A pertence ao semieixo positivo Oy, e \overline{OA} = 4; o ponto F pertence ao plano xOy; a reta FC é definida pela equação vetorial (x,y,z) = (-5,\,2,\,14)+k(-5,\,-1,\,7),\ k \in \mathbb{R}.

a) Qual das seguintes equações vetoriais define a reta que passa no ponto A e é paralela à reta FC?

  • (A)(x,y,z) = (-5,1,7)+k(1,-5,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (B)(x,y,z) = (5,1,-7)+k(-1,5,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)(x,y,z) = (-10,2,14)+k(5,1,-7),\ k \in \mathbb{R}
  • (D)(x,y,z) = (10,2,-14)+k(5,1,-7),\ k \in \mathbb{R}

b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine a equação cartesiana reduzida da superfície esférica que contém todos os vértices do cubo [ABCDEFGH].

Item 28 construçãoExame 2026 · 1.ª Fase

Na figura está representado, num referencial o.n. Oxyz, um paralelepípedo retângulo [ABCDEFGH].

Sabe-se que:

o ponto A pertence ao eixo Ox, e o ponto B pertence ao eixo Oy; o ponto C tem coordenadas (0,\,6,\,4), e o ponto G tem coordenadas (6,\,9,\,0); a reta DH é definida pela equação (x,y,z) = (2,\,-3,\,4)+k(1,\,3,\,0),\ k \in \mathbb{R}.

x y z A B C D E F G H

Sem recorrer à calculadora, determine uma equação da superfície esférica de centro no ponto A e que passa no ponto F.

Do volume do prisma tira-se a altura; e H, sendo o centro da base superior, tem metade das coordenadas de G no plano e a cota igual à altura.

  1. A base. [OFGE] é um quadrado no plano xOy com um vértice na origem e o oposto em G(4,4,0), logo o lado é 4 e A_{\text{base}} = 4\times 4 = 16.
  2. A altura do prisma. 96 = 16 \times h \quad\Leftrightarrow\quad h = 6.
  3. O ponto H. É o centro da base superior, que está no plano z = 6. O centro de um quadrado é o ponto médio da diagonal, e a diagonal da base superior vai de (0,0,6) a (4,4,6): H = \left(\frac{0+4}{2},\ \frac{0+4}{2},\ 6\right) = (2,\,2,\,6). \; \squareA pirâmide serve outras alíneas da prova; para esta, o que conta é só o prisma. Repare em que H é ao mesmo tempo o vértice da pirâmide e o centro de uma face do prisma — é isso que liga os dois sólidos.
RespostaH(2,\,2,\,6)

A cota de V é a soma de duas alturas iguais: a do cubo e a da pirâmide. Daí sai a aresta.

  1. A aresta do cubo. A face inferior do cubo está no plano xOy, e a pirâmide assenta na face superior. Como a altura da pirâmide é igual à aresta do cubo, a cota de V é o dobro da aresta: 2\,\overline{UQ} = z_{V} = 12 \quad\Leftrightarrow\quad \overline{UQ} = 6. \; \square
  2. As coordenadas de U. Com aresta 6 e três arestas sobre os semieixos positivos, o cubo ocupa [0,6]^{3}, e U é o vértice da face superior oposto a S: U(6,\,6,\,6).
  3. A distância pedida. \overline{UV} = \|(3-6,\ 3-6,\ 12-6)\| = \|(-3,\,-3,\,6)\| = \sqrt{9+9+36} = \sqrt{54}.
  4. \sqrt{54} = \sqrt{9\times 6} = 3\sqrt{6}. \; \squareO segmento [UV] é uma aresta lateral da pirâmide. Vale a pena confirmar por outro caminho: a meia-diagonal da base é 3\sqrt2 e a altura é 6, logo \overline{UV} = \sqrt{18+36} = \sqrt{54} ✓ — a mesma conta, vista do triângulo retângulo [UMV].
Resposta\overline{UQ} = 6 e \overline{UV} = 3\sqrt{6}

Uma reta paralela a Oy tem x e z fixos e y livre.

  1. Numa reta paralela ao eixo Oy, a variável que percorre \mathbb{R} é y, e as outras duas ficam constantes.
  2. x = 2 \wedge z = 1 fixa exatamente x e z e deixa y livre: opção (B).
  3. As outras: (A) fixa as três e define um ponto; (C) define a reta x=y=z, que não é paralela a nenhum eixo; (D) fixa só uma e define um plano.
RespostaOpção (B)

Cada igualdade define um plano. Dois planos não paralelos intersetam-se segundo quê?

  1. x = 0 é o plano yOz; z = 3 é um plano paralelo a xOy.
  2. Os dois não são paralelos entre si — as normais (1,0,0) e (0,0,1) não são colineares —, logo intersetam-se.
  3. A variável livre é y: o conjunto é a reta paralela ao eixo Oy que passa em (0,\,0,\,3).
  4. A opção correta é a (C).Duas igualdades tiram dois graus de liberdade dos três do espaço, e sobra um — que é a dimensão de uma reta.
RespostaOpção (C)

A e D são vértices consecutivos da face [ABCD]: a distância entre eles é a aresta.

  1. A aresta. [AD] é um lado da face [ABCD], logo é uma aresta do cubo: \overline{AD} = \|(-6,\,-2,\,3)\| = \sqrt{36+4+9} = \sqrt{49} = 7.
  2. V = 7^{3} = 343.
  3. Confirmação. [AE] também é uma aresta: \overline{AE} = \|(-2,\,-3,\,-6)\| = \sqrt{4+9+36} = 7 \ ✓ e as duas são perpendiculares: (-6,-2,3)\cdot(-2,-3,-6) = 12+6-18 = 0Fazer as duas verificações custa dez segundos e apanha o erro mais comum destes itens: tomar por aresta um segmento que é, afinal, uma diagonal. Se \overline{AD} fosse a diagonal de uma face, o valor seria 7\sqrt2 \approx 9{,}9 — e o volume, outro.
RespostaV = 343

Uma reta perpendicular a um plano tem a direção da normal desse plano. Qual é a normal de yOz?

  1. O plano yOz tem equação x = 0, e portanto vetor normal (1,\,0,\,0) — a direção do eixo Ox.
  2. Uma reta perpendicular ao plano tem a direção da normal, logo r é paralela ao eixo Ox (ou coincide com ele).
  3. A opção correta é a (D).
  4. As outras falham: sendo paralela a Ox, r é paralela ao plano xOy ou está nele, mas não lhe é perpendicular (A); só está contida em xOy se tiver cota nula, o que não é forçoso (B); e é paralela a Ox, não perpendicular (C).A palavra «necessariamente» é a chave: basta um contraexemplo para derrubar uma opção. A reta y = 0 \wedge z = 5 é perpendicular a yOz e não está em xOy.
RespostaOpção (D)

Comece por ler a figura: [QR] é uma aresta lateral, e não um lado da base. Daí sai a área de cada face lateral, e com ela o lado da base.

  1. Ler a figura. As bases são os triângulos equiláteros [ORT] e [PQS], em planos paralelos a yOz; as arestas laterais são [OP], [RQ] e [TS], paralelas ao eixo Ox. Logo \overline{QR} = 6 é o comprimento da aresta lateral, ou seja, a altura do prisma.
  2. O lado da base. A área lateral são três retângulos iguais, cada um de área 72 \div 3 = 24: 24 = \ell \times 6 \quad\Leftrightarrow\quad \ell = 4.
  3. Os vértices que se lêem de imediato. O(0,0,0), R(0,4,0) (em Oy, à distância 4) e P(6,0,0) (em Ox, à distância 6). O ponto Q, no outro extremo da aresta lateral que sai de R, é Q(6,\,4,\,0) — e confirma-se \overline{QR} = 6
  4. O ponto S. É o terceiro vértice do triângulo equilátero [PQS], no plano x = 6. A sua ordenada é a do ponto médio de [PQ], ou seja 2; e a cota é a altura do triângulo equilátero de lado 4: h = \sqrt{4^{2}-2^{2}} = \sqrt{12} = 2\sqrt{3}.
  5. S\left(6,\ 2,\ 2\sqrt{3}\right).Trocar a aresta lateral com o lado da base leva a uma resposta completamente diferente — e as duas leituras são compatíveis com o texto do enunciado. É a figura que decide: repare em que Q e R estão em bases diferentes.
RespostaS\left(6,\,2,\,2\sqrt{3}\right)

Uma face lateral é um triângulo isósceles: dois lados são arestas laterais (iguais entre si) e o terceiro é um lado da base.

  1. A base. É paralela a xOy e A tem cota 7, logo toda a base está em z = 7. Como C está em Oz, C(0,0,7); e o centro E é o ponto médio de [AC]: E(4,\,4,\,7).
  2. Os outros dois vértices são simétricos em relação a E: B+D = 2E = (8,8,14), com B de abcissa nula e D de ordenada nula: B(0,\,8,\,7), \qquad D(8,\,0,\,7). O lado da base é \overline{DA} = \|(0,8,0)\| = 8.
  3. O vértice. A pirâmide é regular, logo V está na vertical de E; e pertence a xOy, logo tem cota nula: V(4,\,4,\,0).
  4. A aresta lateral. \overline{DV} = \|(-4,\,4,\,-7)\| = \sqrt{16+16+49} = \sqrt{81} = 9, e, por regularidade, \overline{AV} = 9 também.
  5. P_{[DAV]} = \overline{DA}+\overline{DV}+\overline{AV} = 8+9+9 = 26.Que a raiz dê exatamente 9 é o sinal de que os vértices estão certos: numa pirâmide regular, todas as arestas laterais são iguais, e um número «feio» aqui denunciaria um erro na localização de B, D ou V.
RespostaP = 26

T e U estão os dois na face de cima do prisma. Que coordenadas têm em comum?

  1. Os vértices. De U(2,2,4), a base é um quadrado de lado 2 e a altura é 4: O(0,0,0),\ P(2,0,0),\ Q(2,2,0),\ R(0,2,0),\ S(0,0,4),\ T(2,0,4),\ U(2,2,4),\ V(0,2,4).
  2. O que T e U têm em comum. Ambos têm abcissa 2 e cota 4; o que varia entre eles é a ordenada. Logo a reta TU é paralela ao eixo Oy e x = 2 \ \wedge \ z = 4.
  3. Outra leitura. A reta TU é a interseção do plano PTU (que é x = 2) com o plano STU (que é z = 4).Numa equação vetorial, a mesma reta seria (x,y,z) = (2,0,4)+k(0,1,0). Quando o enunciado pede «uma condição», a forma cartesiana costuma ser mais rápida — desde que a reta seja paralela a um eixo.
Respostax = 2 \wedge z = 4

Pela figura, A está no semieixo negativo Ox. Em 19.2, interseta a reta com a circunferência e escolhe a solução que a figura mostra.

  1. 19.1. A está no eixo Ox e na circunferência de raio 5, e pela figura tem abcissa negativa: A(-5,\,0).
  2. Com declive \dfrac{1}{2} e passando em A: y = \dfrac{1}{2}(x+5), ou seja 2y = x+5, isto é x-2y+5 = 0. \quad \square
  3. 19.2. B está na reta e na circunferência. Da reta, x = 2y-5. Substituindo em x^{2}+y^{2} = 25: (2y-5)^{2}+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; 4y^{2}-20y+25+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; 5y^{2}-20y = 0.
  4. 5y(y-4) = 0 \;\Leftrightarrow\; y = 0 \;\vee\; y = 4.
  5. A y = 0 corresponde x = -5, que é o ponto A. A y = 4 corresponde x = 2\times 4-5 = 3, logo B(3,\,4). \squareFatorizar em vez de aplicar a fórmula resolvente é mais rápido e não perde soluções — aqui o termo independente anula-se, e é isso que torna a fatorização imediata.
Resposta19.1. x-2y+5=0 · 19.2. B(3,\,4)

Dois pontos, (2,0) e (0,6). A ordenada na origem já lá está.

  1. Passa em (0,\,6), logo b = 6 — o que exclui (C) e (D).
  2. m = \dfrac{0-6}{2-0} = -3.
  3. Logo y = -3x+6: opção (A).
RespostaOpção (A)

Localize primeiro U e Q. A aresta que os une é vertical — logo duas coordenadas ficam fixas e a terceira varia num intervalo.

  1. Do enunciado e de U(2,2,2), a aresta do cubo mede 2 e os vértices são O(0,0,0), P(2,0,0), Q(2,2,0), R(0,2,0), S(0,0,2), T(2,0,2), U(2,2,2) e V(0,2,2).
  2. U(2,2,2) e Q(2,2,0) só diferem na cota: a aresta [UQ] é vertical.
  3. Como é um segmento, e não uma reta, a cota tem de ficar limitada: x = 2 \;\wedge\; y = 2 \;\wedge\; 0 \leq z \leq 2.
  4. Escrever só x = 2 \wedge y = 2 definiria a reta inteira, que é mais do que a aresta.É a diferença entre «reta» e «segmento» posta em condições: as duas igualdades dão a direção, a dupla desigualdade corta-lhe os extremos.
Respostax = 2 \wedge y = 2 \wedge 0 \leq z \leq 2

O volume do sólido é o do cubo mais o da pirâmide. Falta a área da base da pirâmide — que é o quadrado dos pontos médios, e não o [OPQR].

  1. O cubo. De Q(2,2,0) e da posição de P e R nos eixos, a aresta é 2: V_{\text{cubo}} = 2^{3} = 8.
  2. O volume da pirâmide. V_{\text{pirâmide}} = 10-8 = 2.
  3. A base da pirâmide. Os seus vértices são os pontos médios dos lados de [OPQR]: A(1,0,0), B(2,1,0), C(1,2,0) e D(0,1,0). O lado é \overline{AB} = \sqrt{1^{2}+1^{2}} = \sqrt{2}, \qquad A_{\text{base}} = \left(\sqrt{2}\right)^{2} = 2.
  4. A altura. Como a base está no plano xOy, a altura é a cota de E: 2 = \frac{1}{3}\times 2\times z_{E} \quad\Leftrightarrow\quad z_{E} = 3.O quadrado dos pontos médios tem metade da área do original — aqui, 2 contra 4. É um resultado que vale a pena reconhecer: liga os dois quadrados sem calcular lado nenhum.
RespostaA cota de E é 3

Refletir no plano xOy troca o sinal da cota. E a reta VW fica paralela a um dos eixos — falta só limitar as cotas.

  1. O ponto W. A reflexão no plano xOy mantém a abcissa e a ordenada e troca o sinal da cota: W(1,\,2,\,-6).
  2. A reta VW. V e W têm a mesma abcissa e a mesma ordenada, logo a reta é paralela ao eixo Oz: x = 1 \ \wedge \ y = 2.
  3. O segmento. Falta limitar a cota entre as dos dois extremos: x = 1 \ \wedge \ y = 2 \ \wedge \ -6 \le z \le 6.É a diferença que estes itens querem testar: a mesma reta com ou sem a restrição da terceira coordenada dá uma reta ou um segmento. Esquecer a desigualdade é o erro típico.
RespostaW(1,\,2,\,-6); [VW]:\ x = 1 \wedge y = 2 \wedge -6 \le z \le 6

As faces laterais são três retângulos, todos de altura 8. Falta saber a base de cada um — ou seja, os lados do triângulo [ABC].

  1. Os vértices. As arestas laterais são perpendiculares à base [ABC], que está em xOy: são verticais, de comprimento 8 (a cota de E). Logo B(0,\,3,\,0), \qquad D(4,\,0,\,8). E como F é o simétrico de E em relação ao plano xOz (que troca o sinal da ordenada), F(0,\,-3,\,8) e C(0,\,-3,\,0).
  2. Os lados da base. \overline{AB} = \|(-4,\,3,\,0)\| = 5 = \overline{AC}, \qquad \overline{BC} = \|(0,\,-6,\,0)\| = 6. (Confirma-se o triângulo isósceles.)
  3. As três faces laterais são retângulos de altura 8: A_{\ell} = 5\times 8 + 5\times 8 + 6\times 8 = 40+40+48 = 128.«Prisma não regular» significa apenas que a base não é um polígono regular — o prisma continua a ser reto, como o enunciado diz ao garantir que as arestas laterais são perpendiculares às bases. É isso que faz das faces laterais retângulos, e não paralelogramos quaisquer.
RespostaA_{\ell} = 128

A ordenada na origem é 2. Quanto ao declive, repare em que a reta desce e passa em (2,\,0).

  1. Passando em (0,\,2), vem b = 2 — todas as opções o respeitam.
  2. m = \frac{0-2}{2-0} = -1.
  3. Logo y = -x+2: opção (C).
RespostaOpção (C)

Vale a pena pôr coordenadas: base [OPQR] de lado 2 no plano xOy, com O na origem. O prisma é a redução da base a metade, a partir do centro — e os seus vértices de cima ficam a meia altura das arestas laterais.

  1. Coordenadas de trabalho. Com O(0,0,0), P(2,0,0), Q(2,2,0), R(0,2,0) e V(1,1,h), a base do prisma é o quadrado de metade do lado, centrado no mesmo ponto: A(1{,}5;\ 0{,}5;\ 0),\quad B(1{,}5;\ 1{,}5;\ 0),\quad C(0{,}5;\ 1{,}5;\ 0),\quad D(0{,}5;\ 0{,}5;\ 0), e E, F, G, H por cima destes, à cota \frac{h}{2} — cada um no meio de uma aresta lateral.
  2. a) concorrentes. D e Q estão ambos na diagonal OQ da base, logo a reta DQ é a reta OQ. E F está na aresta [QV], logo a reta VF é a reta QV. As duas encontram-se em Q.
  3. b) AB (entre outras). A reta EH é paralela a Ox e está à cota \frac{h}{2}; a reta AB é paralela a Oy e está à cota 0. Não são paralelas nem se encontram: são não complanares. Servem igualmente OP, QR ou CD.
  4. c) paralelos. O plano HGB contém a direção de [HG], que é paralela a Oy; a reta PQ também é paralela a Oy. Como P não pertence ao plano, a reta é estritamente paralela a ele.
  5. d) concorrentes. Os pontos A, D e H têm todos ordenada 0{,}5, logo o plano ADH é y = 0{,}5. A reta FQ (que é a reta QV) não é paralela a esse plano — a ordenada varia ao longo dela — logo corta-o num ponto.
  6. e) PQR (o plano da base). Os pontos B, Q e V têm todos abcissa igual à ordenada, logo o plano BQV é x = y: um plano vertical. E todo o plano vertical é perpendicular ao plano horizontal PQR, que é z = 0.Nas alíneas b) e e) há muitas respostas certas. Em itens de preencher espaços, convém escolher a mais fácil de justificar — e, se houver tempo, dizer numa linha porquê.
Respostaa) concorrentes · b) AB · c) paralelos · d) concorrentes · e) PQR

Conhece dois pontos: (2,\,0) e (0,\,8). A ordenada na origem lê-se de imediato; falta o declive.

  1. A reta passa em (0,\,8), logo b = 8 — o que exclui as opções (C) e (D).
  2. m = \frac{0-8}{2-0} = -4.
  3. Logo y = -4x+8: opção (A).O sinal do declive vê-se na figura sem contas: a reta desce da esquerda para a direita, logo m < 0, e só a opção (A) o tem.
RespostaOpção (A)

A base é um quadrado de lado 5. Use a fórmula do volume da pirâmide para achar a altura, e lembre-se de que W está por cima do centro do quadrado.

  1. A base [OPQR] é um quadrado de lado \overline{OP} = 5, logo tem área 25.
  2. Cálculo auxiliar: do volume da pirâmide, V = \frac{1}{3} \times A_{b} \times h \;\Leftrightarrow\; 75 = \frac{1}{3}\times 25 \times h \;\Leftrightarrow\; h = 9.
  3. W é o centro da base superior, logo está na vertical do centro do quadrado [OPQR], que é \left(\dfrac{5}{2},\,\dfrac{5}{2},\,0\right), à altura h.
  4. Logo W\left(\dfrac{5}{2},\;\dfrac{5}{2},\;9\right).
RespostaW\left(\dfrac{5}{2},\;\dfrac{5}{2},\;9\right)

Repare na direção da aresta [QN]: é paralela a um dos eixos. E a abcissa de V lê-se sem contas, porque a pirâmide é regular.

  1. A direção de QN. A face superior do cubo é [NOPQ], com O na origem, P em Ox e aresta 4: N(0,-4,0) e Q(4,-4,0). Logo \overrightarrow{QN} = (-4,\,0,\,0), paralelo ao eixo Ox.
  2. Um plano perpendicular a Ox tem equação da forma x = k.
  3. A abcissa de V. A pirâmide é regular e assenta na face [NOPQ], logo V está na vertical do centro dessa face, que tem abcissa 2 — metade da de Q.
  4. x = 2.A altura da pirâmide não é dada — e não faz falta: o plano é vertical, e a cota de V não entra numa equação da forma x = k. Quando um dado não aparece na resposta, vale a pena perguntar porquê; aqui, a razão é geométrica.
Respostax = 2

Numa reta paralela ao eixo Oy, a ordenada varia e as outras duas coordenadas ficam presas aos valores do ponto dado.

  1. Uma reta paralela ao eixo Oy tem vetor diretor (0,\,1,\,0): nela, a ordenada percorre \mathbb{R} e a abcissa e a cota são constantes.
  2. Essas constantes são as do ponto por onde a reta passa, G(6,\,9,\,15): x = 6 \ \wedge \ z = 15.
  3. A mesma reta, por uma equação vetorial: (x,y,z) = (6,\,9,\,15)+k(0,\,1,\,0), \quad k \in \mathbb{R}.A condição cartesiana lê-se como a interseção de dois planos: x = 6 é um plano perpendicular a Ox e z = 15 um plano perpendicular a Oz. Dois planos concorrentes intersetam-se numa reta — e é esta.
Respostax = 6 \wedge z = 15

Um ponto está numa aresta quando duas das suas coordenadas são 0 ou 2, e só a terceira varia entre 0 e 2.

  1. O cubo é 0 \leq x \leq 2 \wedge 0 \leq y \leq 2 \wedge 0 \leq z \leq 2. Numa aresta, duas coordenadas estão fixas nos extremos e a terceira percorre [0,2].
  2. (1,1,2): só a cota está num extremo — está no interior de uma face, não numa aresta.
  3. (1,2,0): a ordenada vale 2 e a cota vale 0, ambas nos extremos, e a abcissa 1 está entre 0 e 2. Está numa aresta.
  4. (0,1,1): só a abcissa está num extremo — interior de uma face. (1,1,1): nenhuma nos extremos — é o centro do cubo.
  5. A opção correta é a (B).
RespostaOpção (B)

Paralela quer dizer mesmo declive. E A está no eixo Oy, o que dá a ordenada na origem sem contas.

  1. A reta r tem declive 2, logo a paralela também.
  2. A(0,\,-2) está no eixo Oy, portanto a ordenada na origem é -2.
  3. A reta pedida é y = 2x-2.
Respostay = 2x-2

Retas paralelas têm o mesmo declive. Calcule o de AB.

  1. m_{AB} = \frac{4-3}{2-(-1)} = \frac{1}{3}.
  2. Uma reta paralela tem o mesmo declive, \dfrac{1}{3}: opção (B).A opção (A) é o simétrico e a (C) é o inverso — nenhum dos dois dá paralelismo. O declive -\dfrac{1}{3} daria até uma reta que corta AB.
RespostaOpção (B)

O plano x = 1 contém o eixo do cilindro — repare em que A, B e C têm todos abcissa 1. Que figura é então a secção?

  1. O raio. B está na circunferência da base e A é o centro: r = \overline{AB} = \|(0,\,1,\,0)\| = 1.
  2. Que plano é x = 1. Os pontos A(1,2,0) e C(1,2,3) — os centros das duas bases — têm abcissa 1, logo o plano x = 1 contém o eixo do cilindro.
  3. Um plano que contém o eixo corta o cilindro segundo um retângulo, com um lado igual ao diâmetro da base e o outro igual à altura: A_{\text{secção}} = 2r \times h = 2 \times 3 = 6.Se o plano fosse, por exemplo, x = 1{,}5, ainda cortaria o cilindro num retângulo, mas mais estreito: a largura seria a corda 2\sqrt{r^{2}-d^{2}}, com d a distância do eixo ao plano. Aqui d = 0, e a corda é o diâmetro.
RespostaA = 6

Determine A fazendo y = 0 e B fazendo x = 0. Depois é a média das coordenadas.

  1. Cálculo auxiliar: com y = 0, 0 = 2x+4 \Leftrightarrow x = -2, logo A(-2,\,0). Com x = 0, y = 4, logo B(0,\,4).
  2. Ponto médio: M\left(\dfrac{-2+0}{2},\;\dfrac{0+4}{2}\right) = (-1,\,2).
  3. A opção correta é a (B).A opção (D) dá o ponto (-2,4), que junta a abcissa de A à ordenada de B sem fazer médias — o engano mais frequente neste tipo de item.
RespostaOpção (B)

a) Duas condições: o vetor diretor tem de ser colinear com (-5,-1,7) e a reta tem de passar em A. Comece por localizar A.

b) O centro de uma superfície esférica que passa nos oito vértices de um cubo é o centro do cubo — o ponto médio de qualquer diagonal espacial. E [FC] é uma diagonal espacial.

  1. a) A está no semieixo positivo Oy com \overline{OA} = 4, logo A(0,\,4,\,0).
  2. Das quatro opções, só a (C) e a (D) têm vetor diretor colinear com (-5,-1,7) — ambas (5,1,-7) = -(-5,-1,7). As opções (A) e (B) têm diretores com terceira coordenada nula.
  3. Falta ver qual passa em A(0,4,0).

    (C): (-10+5k,\ 2+k,\ 14-7k); de -10+5k = 0 vem k = 2, e então (0,\,4,\,0) (D): (10+5k,\ 2+k,\ -14-7k); de 10+5k = 0 vem k = -2, e então (0,\,0,\,0) \ne A

    A opção correta é a (C).
  4. b) O ponto C. Pertence ao plano ABC, de equação x = 0, e à reta FC. Da equação da reta, (-5-5k,\ 2-k,\ 14+7k): -5-5k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -1 \quad\Rightarrow\quad C(0,\,3,\,7).
  5. O ponto F. Pertence ao plano xOy, logo tem cota nula: 14+7k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -2 \quad\Rightarrow\quad F(5,\,4,\,0).
  6. O centro e o raio. [FC] é uma diagonal espacial do cubo, logo o centro da superfície esférica é o seu ponto médio: M = \left(\frac{0+5}{2},\ \frac{3+4}{2},\ \frac{7+0}{2}\right) = \left(\frac{5}{2},\ \frac{7}{2},\ \frac{7}{2}\right), r = \frac{\overline{FC}}{2} = \frac{\sqrt{25+1+49}}{2} = \frac{\sqrt{75}}{2}.
  7. \left(x-\frac{5}{2}\right)^{2}+\left(y-\frac{7}{2}\right)^{2}+\left(z-\frac{7}{2}\right)^{2} = \frac{75}{4}.Confirmação da aresta: \overline{FC} = \sqrt{75} = 5\sqrt{3}, e a diagonal espacial de um cubo de aresta a é a\sqrt{3} — logo a = 5. E \overline{AC} = \|(0,-1,7)\| = \sqrt{50} = 5\sqrt{2}, a diagonal de uma face ✓
Respostaa) Opção (C) · b) \left(x-\frac{5}{2}\right)^{2}+\left(y-\frac{7}{2}\right)^{2}+\left(z-\frac{7}{2}\right)^{2} = \frac{75}{4}

As arestas [AG] e [DH] são paralelas, logo partilham vetor diretor. Escreva a reta AG, e use o facto de A estar no eixo Ox para a localizar.

  1. Sendo AG paralela a DH, tem o mesmo vetor diretor (1,\,3,\,0). Como G(6,9,0) lhe pertence: (x,y,z) = (6,\,9,\,0)+k(1,\,3,\,0), \quad k \in \mathbb{R}.
  2. Um ponto genérico é (6+k,\; 9+3k,\; 0). Estando A no eixo Ox, tem ordenada nula: 9+3k = 0 \;\Leftrightarrow\; k = -3 \;\Rightarrow\; A(3,\,0,\,0).
  3. A, B e G têm cota nula, logo o plano ABG é o plano xOy. Assim D tem a abcissa e a ordenada de A e a cota de C: D(3,\,0,\,4).
  4. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{DF} = \overrightarrow{CG} = G-C = (6,\,3,\,-4), donde F = D + \overrightarrow{DF} = (3,0,4)+(6,3,-4) = (9,\,3,\,0).
  5. O raio é \overline{AF} = \sqrt{(9-3)^{2}+(3-0)^{2}+0^{2}} = \sqrt{36+9} = \sqrt{45}.
  6. A superfície esférica é (x-3)^{2}+y^{2}+z^{2} = 45.Não é preciso simplificar \sqrt{45}: o que entra na equação é r^{2}, e esse é exatamente 45.
Resposta(x-3)^{2}+y^{2}+z^{2} = 45
R2

Mediatriz e plano mediador

Um conjunto de pontos definido por uma igualdade de distâncias. No plano dá uma reta, no espaço dá um plano — e a passagem de um caso ao outro faz-se sem mudar uma palavra da definição, o que é a melhor maneira de perceber a diferença entre os dois referenciais.

Aprendizagens Essenciais · 10.º ano
  • Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: mediatriz de um segmento de reta, no plano.
  • Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: planos mediadores, no espaço.

1 · Duas maneiras de dizer a mesma coisa

A mediatriz de [AB] tem duas caracterizações, e é útil ter as duas à mão: uma dá a equação sem esforço, a outra dá o desenho.

x y 1 2 3 4 5 1 2 3 A B M P
A mediatriz é, ao mesmo tempo, duas coisas: o conjunto dos pontos à mesma distância de A e de B, e a perpendicular a [AB] no seu ponto médio. A primeira leitura dá a equação; a segunda dá o desenho.
Definição · mediatriz de [AB]

Sendo A \neq B, a mediatriz de [AB] é o conjunto dos pontos do plano equidistantes de A e de B:

\text{mediatriz de } [AB] = \left\{P : \overline{PA} = \overline{PB}\right\}.

É também a reta perpendicular a [AB] que passa no seu ponto médio. As duas descrições definem o mesmo conjunto — o último exercício desta secção mostra porquê.

2 · Da definição à equação

Escrevendo \overline{PA} = \overline{PB} com a fórmula da distância e elevando ao quadrado, os termos em x^{2} e y^{2} aparecem dos dois lados e cancelam-se. O que sobra é uma equação do primeiro grau — e é por isso que a mediatriz é uma reta.

O caminho de sempre \sqrt{\left(x-x_{A}\right)^{2}+\left(y-y_{A}\right)^{2}} = \sqrt{\left(x-x_{B}\right)^{2}+\left(y-y_{B}\right)^{2}}

Os dois membros são não negativos, portanto elevar ao quadrado é uma equivalência — não se ganham nem se perdem soluções. Este é o passo que convém escrever, porque é onde o Exame quer ver que se sabe porque é que é legítimo.

O atalho que vale a pena ver primeiro

Se [AB] for paralelo a um eixo, a mediatriz lê-se sem contas: para [AB] horizontal é a vertical x = \dfrac{x_{A}+x_{B}}{2}; para [AB] vertical é a horizontal y = \dfrac{y_{A}+y_{B}}{2}. Antes de desenvolver quadrados, olha para as coordenadas.

3 · No espaço: o plano mediador

A definição repete-se palavra por palavra. O que muda é o resultado: no espaço, os pontos equidistantes de A e de B formam um plano, perpendicular a [AB] e passando no seu ponto médio.

x y z A B M plano mediador
No espaço a definição é a mesma, palavra por palavra — o que muda é o resultado: o conjunto dos pontos equidistantes de A e de B deixa de ser uma reta e passa a ser um plano.
Definição · plano mediador de [AB] \text{plano mediador de } [AB] = \left\{P \in \text{espaço} : \overline{PA} = \overline{PB}\right\}

O cálculo é o mesmo, com mais uma parcela: escreve-se a igualdade das distâncias, eleva-se ao quadrado, e os termos de segundo grau cancelam-se outra vez.

Laboratório · O plano mediador

arrasta para rodar
Exemplo 2 Um plano mediador, do princípio ao fim

No referencial Oxyz, determina uma equação do plano mediador de [AB], com A(2,\,-1,\,1) e B(0,\,3,\,5).

  1. Com P(x,y,z), a condição é \overline{PA} = \overline{PB}. Elevando ao quadrado: (x-2)^{2}+(y+1)^{2}+(z-1)^{2} = x^{2}+(y-3)^{2}+(z-5)^{2}.
  2. Cálculo auxiliar: à esquerda, x^{2}-4x+4+y^{2}+2y+1+z^{2}-2z+1; à direita, x^{2}+y^{2}-6y+9+z^{2}-10z+25.
  3. Cancelando x^{2}, y^{2} e z^{2}: -4x+2y-2z+6 = -6y-10z+34.
  4. Agrupando: -4x+8y+8z-28 = 0, ou seja x-2y-2z+7 = 0.
  5. Verificação: o ponto médio é (1,\,1,\,3), e 1-2-6+7 = 0Repara que os coeficientes (1,-2,-2) são proporcionais a \overrightarrow{AB} = (-2,4,4). Não é coincidência — é a leitura vetorial que a secção R8 vai formalizar.
Respostax - 2y - 2z + 7 = 0
Python A mediatriz, calculada e simplificada

O programa desenvolve a igualdade das distâncias e escreve os coeficientes da equação da mediatriz no plano. Serve para conferir uma conta feita à mão.

A = (1, 2)
B = (5, 4)

# de (x-ax)^2 + (y-ay)^2 = (x-bx)^2 + (y-by)^2
# sobra   a*x + b*y = c
a = 2 * (B[0] - A[0])
b = 2 * (B[1] - A[1])
c = B[0]**2 + B[1]**2 - A[0]**2 - A[1]**2

print("mediatriz:", a, "x +", b, "y =", c)
print("declive:", -a / b, " ordenada na origem:", c / b)

Corre-o com A(-1,3) e B(5,3), que é o primeiro exercício desta secção: a última linha rebenta com uma divisão por zero. Não é um defeito do programa — é a maneira que ele tem de dizer que a mediatriz é vertical e não tem declive.

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre mediatriz e plano mediador: os atalhos quando o segmento é paralelo a um eixo, o cálculo pela definição, e problemas de equidistância. Os últimos pedem justificação, ao nível do Exame.

Exercício 16§R2 · mediatriz na horizontal

No plano, considera A(-1,\,3) e B(5,\,3).

Escreve uma equação da mediatriz de [AB].

Exercício 17§R2 · mediatriz na vertical

No plano, considera A(2,\,-4) e B(2,\,6).

Escreve uma equação da mediatriz de [AB].

Exercício 18§R2 · plano mediador imediato

No referencial Oxyz, considera A(0,\,0,\,-2) e B(0,\,0,\,8).

Escreve uma equação do plano mediador de [AB].

Exercício 19§R2 · reconhecer a definição

No plano, o conjunto dos pontos P tais que \overline{PA} = \overline{PB}, com A \neq B, é:

  • (A)o ponto médio de [AB]
  • (B)a mediatriz de [AB]
  • (C)a circunferência de diâmetro [AB]
  • (D)a reta AB
Exercício 20§R2 · verificar pertença

No plano, considera A(0,\,0) e B(6,\,0).

Averigua se o ponto P(3,\,7) pertence à mediatriz de [AB].

Exercício 21§R2 · mediatriz pela definição

No plano, considera A(1,\,2) e B(5,\,4).

Determina uma equação da mediatriz de [AB], partindo da condição \overline{PA} = \overline{PB}.

Exercício 22§R2 · mediatriz pela perpendicular

No plano, considera A(-2,\,1) e B(4,\,5).

Determina a equação reduzida da mediatriz de [AB], usando o ponto médio e a perpendicularidade.

Exercício 23§R2 · plano mediador pela definição

No referencial Oxyz, considera A(1,\,0,\,2) e B(3,\,4,\,2).

Determina uma equação do plano mediador de [AB].

Exercício 24§R2 · circuncentro

No plano, considera A(0,\,0), B(4,\,0) e C(0,\,6).

Determina as coordenadas do ponto equidistante dos três.

Exercício 25§R2 · reconhecer um plano mediador

No referencial Oxyz, o plano de equação y = 5 é o plano mediador de [AB].

Sabendo que A(1,\,2,\,-3), determina as coordenadas de B.

Exercício 26§R2 · problema de modelação

Duas antenas estão nos pontos A(0,\,0) e B(8,\,6) de um mapa, com as distâncias em quilómetros.

Pretende-se instalar um posto que fique à mesma distância das duas antenas e sobre a estrada de equação y = x. Determina as coordenadas do posto.

Exercício 27§R2 · parâmetro na mediatriz

No plano, considera A(0,\,4) e B(k,\,0), com k \in \mathbb{R}.

Determina os valores de k para os quais a origem pertence à mediatriz de [AB].

Exercício 28§R2 · justificar a equivalência

Sejam A e B dois pontos distintos do plano e M o ponto médio de [AB].

Mostra que um ponto P verifica \overline{PA} = \overline{PB} se, e só se, P = M ou o triângulo [PAB] é isósceles com [PM] perpendicular a [AB].

Exercício 29§R2 · interseção de dois mediadores

No referencial Oxyz, considera A(0,\,0,\,0), B(4,\,0,\,0) e C(0,\,6,\,0).

Caracteriza o conjunto dos pontos do espaço equidistantes de A, B e C.

Exercício 30§R2 · mediatriz e circunferência

No plano, considera A(-3,\,0) e B(3,\,0).

Determina os pontos da mediatriz de [AB] que distam 5 de A.

Repara nas ordenadas antes de fazer contas: o segmento é horizontal, logo a mediatriz é vertical.

  1. Os dois pontos têm a mesma ordenada, logo [AB] é horizontal e a mediatriz é vertical.
  2. Passa no ponto médio, de abcissa \dfrac{-1+5}{2} = 2.
  3. Logo a mediatriz é a reta x = 2.Aqui não fez falta a fórmula da distância. Quando o segmento é paralelo a um eixo, a mediatriz lê-se de imediato — e é meio minuto poupado no Exame.
Respostax = 2

Desta vez o segmento é vertical. A mediatriz é horizontal e passa no ponto médio.

  1. As abcissas são iguais, logo [AB] é vertical e a mediatriz é horizontal.
  2. A ordenada do ponto médio é \dfrac{-4+6}{2} = 1.
  3. A mediatriz é a reta y = 1.
Respostay = 1

O segmento tem a direção de Oz. O plano mediador é perpendicular a ele, portanto paralelo a xOy.

  1. A e B só diferem na cota, logo [AB] tem a direção de Oz.
  2. O plano mediador é perpendicular a [AB], logo paralelo a xOy, e é da forma z = c.
  3. Passa no ponto médio, de cota \dfrac{-2+8}{2} = 3.
Respostaz = 3

É a própria definição de mediatriz. As outras três opções são conjuntos que também se constroem a partir de A e B, mas por outra condição.

  1. \overline{PA} = \overline{PB} diz que P está à mesma distância de A e de B — é a definição de mediatriz.
  2. A opção correta é a (B).O ponto médio é um ponto da mediatriz, não a mediatriz toda. A circunferência de diâmetro [AB] é o conjunto dos P que veem [AB] sob um ângulo reto — outra condição.
RespostaOpção (B)

Duas maneiras: escrever a mediatriz e substituir, ou comparar diretamente as duas distâncias.

  1. \overline{PA} = \sqrt{3^{2}+7^{2}} = \sqrt{58}.
  2. \overline{PB} = \sqrt{(3-6)^{2}+7^{2}} = \sqrt{9+49} = \sqrt{58}.
  3. As distâncias são iguais, logo P pertence à mediatriz.Também se via de imediato: [AB] é horizontal com ponto médio de abcissa 3, logo a mediatriz é x = 3 — e P tem abcissa 3.
RespostaSim, porque \overline{PA} = \overline{PB} = \sqrt{58}

Escreve as duas distâncias com a fórmula, iguala e eleva ao quadrado. Os termos em x^{2} e y^{2} vão cancelar-se.

  1. Com P(x,\,y): \sqrt{(x-1)^{2}+(y-2)^{2}} = \sqrt{(x-5)^{2}+(y-4)^{2}}.
  2. Os dois membros são não negativos, logo elevar ao quadrado é equivalente: (x-1)^{2}+(y-2)^{2} = (x-5)^{2}+(y-4)^{2}.
  3. Cálculo auxiliar: x^{2}-2x+1+y^{2}-4y+4 = x^{2}-10x+25+y^{2}-8y+16.
  4. Os termos x^{2} e y^{2} cancelam-se, e resta -2x - 4y + 5 = -10x - 8y + 41 \;\Leftrightarrow\; 8x + 4y = 36 \;\Leftrightarrow\; y = -2x + 9.
  5. Verificação: o ponto médio (3,\,3)-6+9 = 3O cancelamento dos quadrados não é sorte: é o que faz da mediatriz uma reta e não uma curva.
Respostay = -2x + 9

Calcula o declive de AB. O da mediatriz é o inverso trocado de sinal. Depois usa o ponto médio.

  1. Cálculo auxiliar: ponto médio M = \left(\dfrac{-2+4}{2},\dfrac{1+5}{2}\right) = (1,\,3); declive de AB: m = \dfrac{5-1}{4-(-2)} = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3}.
  2. A mediatriz é perpendicular a AB, logo tem declive m^{\prime} = -\dfrac{3}{2}.
  3. Passa em M(1,3): 3 = -\dfrac{3}{2} \times 1 + b \;\Leftrightarrow\; b = \dfrac{9}{2}.
  4. Logo a mediatriz é y = -\dfrac{3}{2}x + \dfrac{9}{2}.A relação m\,m^{\prime} = -1 é do 11.º ano e demonstra-se na secção R7. Aqui usa-se como facto conhecido, que é como o 10.º a trata.
Respostay = -\dfrac{3}{2}x + \dfrac{9}{2}

Iguala as duas distâncias e eleva ao quadrado. Como as cotas são iguais, a variável z vai desaparecer.

  1. Com P(x,y,z), de \overline{PA} = \overline{PB} e elevando ao quadrado: (x-1)^{2}+y^{2}+(z-2)^{2} = (x-3)^{2}+(y-4)^{2}+(z-2)^{2}.
  2. Os termos em z são iguais nos dois membros e cancelam-se, tal como x^{2} e y^{2}: -2x+1 = -6x+9-8y+16.
  3. -2x+1 = -6x-8y+25 \;\Leftrightarrow\; 4x+8y = 24 \;\Leftrightarrow\; x+2y = 6.
  4. Verificação: o ponto médio (2,\,2,\,2)2+4 = 6A ausência de z na equação diz que o plano é paralelo ao eixo Oz — coerente com [AB] ser horizontal.
Respostax + 2y = 6

Esse ponto está na mediatriz de [AB] e na de [AC]. Escreve as duas e interseta.

  1. [AB] é horizontal, com ponto médio de abcissa 2: a mediatriz é x = 2.
  2. [AC] é vertical, com ponto médio de ordenada 3: a mediatriz é y = 3.
  3. A interseção é o ponto (2,\,3).
  4. Verificação: \sqrt{4+9} = \sqrt{13} a A; \sqrt{4+9} = \sqrt{13} a B; \sqrt{4+9} = \sqrt{13} a CÉ o circuncentro do triângulo. Sendo [ABC] retângulo em A, cai no ponto médio da hipotenusa — e (2,3) é mesmo o ponto médio de [BC].
Resposta(2,\,3)

O plano y = 5 é perpendicular a Oy. Logo [AB] tem a direção de Oy, e só a ordenada muda.

  1. O plano mediador é perpendicular a [AB]. Como y = 5 é perpendicular a Oy, o segmento [AB] tem a direção de Oy: a abcissa e a cota de B são as de A.
  2. O ponto médio pertence ao plano, logo tem ordenada 5: \frac{2 + y_{B}}{2} = 5 \;\Leftrightarrow\; y_{B} = 8.
  3. Logo B(1,\,8,\,-3).
  4. Verificação: A está a 3 do plano (|2-5|) e B também (|8-5|) ✓
RespostaB(1,\,8,\,-3)

«À mesma distância das duas» é a mediatriz. Escreve-a e interseta com a estrada.

  1. Mediatriz de [AB], pela definição e elevando ao quadrado: x^{2}+y^{2} = (x-8)^{2}+(y-6)^{2}.
  2. Cálculo auxiliar: 0 = -16x+64-12y+36, ou seja 16x+12y = 100, isto é 4x+3y = 25.
  3. Interseção com y = x: 4x+3x = 25 \;\Leftrightarrow\; x = \dfrac{25}{7}.
  4. Logo o posto fica em \left(\dfrac{25}{7},\;\dfrac{25}{7}\right), ou seja, aproximadamente (3{,}57;\ 3{,}57).Vale a pena confirmar a ordem de grandeza: o ponto médio de [AB] é (4,3), e a solução está mesmo ali ao lado.
Resposta\left(\dfrac{25}{7},\;\dfrac{25}{7}\right) \approx (3{,}57;\ 3{,}57)

A origem pertence à mediatriz quando está à mesma distância de A e de B.

  1. \overline{OA} = \sqrt{0+16} = 4 e \overline{OB} = \sqrt{k^{2}+0} = |k|.
  2. Impondo a igualdade: |k| = 4 \;\Leftrightarrow\; k = 4 \;\vee\; k = -4.
  3. Nos dois casos A \neq B, portanto a mediatriz existe e a resposta é válida.A tentação é escrever \sqrt{k^{2}} = k. Não é: \sqrt{k^{2}} = |k|, e é o módulo que faz aparecer a segunda solução.
Respostak = 4 \;\vee\; k = -4

Num sentido, usa o facto de [PM] ser mediana de um triângulo isósceles. No outro, usa a congruência dos dois triângulos [PMA] e [PMB].

  1. (⇒) Suponha-se \overline{PA} = \overline{PB}. Se P = M, nada há a provar. Caso contrário, [PAB] é isósceles com base [AB].
  2. Os triângulos [PMA] e [PMB] têm os três lados iguais: \overline{PA} = \overline{PB} por hipótese, \overline{MA} = \overline{MB} porque M é o ponto médio, e [PM] é comum. Logo são congruentes.
  3. Da congruência, os ângulos P\hat{M}A e P\hat{M}B são iguais; sendo suplementares, cada um mede 90^{\circ}. Portanto [PM] \perp [AB].
  4. (⇐) Se P = M, então \overline{PA} = \overline{PB} porque M é o ponto médio. Se [PM] \perp [AB], os triângulos [PMA] e [PMB] são retângulos em M, com catetos \overline{MA} = \overline{MB} e [PM] comum; por Pitágoras, \overline{PA}^{2} = \overline{PM}^{2}+\overline{MA}^{2} = \overline{PM}^{2}+\overline{MB}^{2} = \overline{PB}^{2}, e as distâncias são iguais.
  5. É esta equivalência que autoriza as duas maneiras de determinar a mediatriz — pela igualdade das distâncias ou pela perpendicular no ponto médio.
RespostaAs duas caracterizações são equivalentes, o que justifica os dois métodos usados nesta secção

Cada igualdade de distâncias dá um plano mediador. Interseta os dois e vê o que sobra livre.

  1. De \overline{PA} = \overline{PB}: [AB] tem a direção de Ox e ponto médio de abcissa 2, logo o plano mediador é x = 2.
  2. De \overline{PA} = \overline{PC}: [AC] tem a direção de Oy e ponto médio de ordenada 3, logo o plano mediador é y = 3.
  3. O conjunto procurado é x = 2 \wedge y = 3: dois planos não paralelos, cuja interseção é uma reta.
  4. A variável livre é z: é a reta paralela ao eixo Oz que passa em (2,\,3,\,0).Faz sentido: no plano dos três pontos há um único ponto equidistante — o circuncentro —, mas no espaço todos os pontos da perpendicular ao plano nesse ponto servem também. Isto é o que a R1 previa com «cada igualdade tira um grau de liberdade».
RespostaA reta x = 2 \wedge y = 3, paralela ao eixo Oz

A mediatriz sai de imediato. Depois impõe a distância a A e resolve.

  1. [AB] é horizontal com ponto médio na origem, logo a mediatriz é x = 0 — o eixo Oy.
  2. Um ponto dessa reta é P(0,\,y). Impondo \overline{PA} = 5: \sqrt{(0-(-3))^{2}+(y-0)^{2}} = 5 \;\Leftrightarrow\; 9+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; y^{2} = 16.
  3. y = 4 \;\vee\; y = -4, logo os pontos são (0,\,4) e (0,\,-4).
  4. Verificação: a distância de (0,4) a B(3,0) é também \sqrt{9+16}=5 ✓ — como tinha de ser, por estarem na mediatriz.Geometricamente: a mediatriz corta em dois pontos a circunferência de centro A e raio 5. Se o raio fosse 3, não cortava nenhum.
Resposta(0,\,4) e (0,\,-4)

Exercícios de Exame · Mediatriz e plano mediador

Seis itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 2000 a 2026, sobre mediatriz no plano e plano mediador no espaço. Repara em quantos se resolvem só com a igualdade das distâncias, sem escrever equação nenhuma.

Item 29 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Num referencial o.n. Oxyz, considere os pontos P(0,\,0,\,4) e Q(0,\,4,\,0).

Qual dos seguintes pontos pertence ao plano mediador do segmento de reta [PQ]?

  • (A)(1,\,0,\,0)
  • (B)(1,\,2,\,0)
  • (C)(2,\,1,\,0)
  • (D)(1,\,0,\,2)
Item 30 construçãoTeste Intermédio 10.º · 28.05.2008

Na figura está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cubo [OPQRSTUV].

A aresta [OP] está contida no semieixo positivo Ox, a aresta [OR] está contida no semieixo positivo Oy e a aresta [OS] está contida no semieixo positivo Oz.

O ponto U tem coordenadas (2,\,2,\,2). No eixo Oz está representado um ponto A, cuja cota é 4.

x y z O P Q R S T U V A

Averigue se o ponto T pertence ao plano mediador do segmento [AV].

Item 31 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 28.01.2009

Na figura está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cubo de aresta 2.

Sabe-se que:

a face [ABCD] está contida no plano xOy; a aresta [CD] está contida no eixo Oy; o ponto D tem coordenadas (0,\,2,\,0).

x y z D A B C H E F G

Os pontos de coordenadas (2,\,2,\,0) e (0,\,4,\,0) são vértices do cubo.

Qual é o plano mediador do segmento de reta cujos extremos são estes dois vértices?

  • (A)ABC
  • (B)ACG
  • (C)BDH
  • (D)BCF
Item 32 construçãoTeste Intermédio 10.º · 28.01.2009

Na figura estão representados, em referencial o.n. xOy:

os pontos A e D, pertencentes ao eixo Oy; o ponto C, pertencente ao eixo Ox; a circunferência de centro na origem do referencial e raio 3, que contém os pontos A, C e D; a reta BD, que contém o ponto C; a reta AB, paralela ao eixo Ox.

x y −3 3 6 −3 3 A B C D

O ponto B tem coordenadas (6,\,3).

Mostre que uma equação da mediatriz do segmento [BC] é y = -x+6.

Item 33 construçãoTeste Intermédio 10.º · 29.01.2010

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, a circunferência que tem centro no ponto A(4,\,7) e que contém o ponto D(8,\,10).

Sabe-se que:

[CF] é a corda da circunferência contida no eixo Oy; [CD] é uma corda da circunferência, paralela ao eixo Ox; [AE] é um raio da circunferência, paralelo ao eixo Oy; [ABCD] é um trapézio retângulo.

x y 2 4 6 8 2 4 6 8 10 A B C D E F

2.1. Determine a área do trapézio [ABCD]. 2.2. Determine a equação reduzida da mediatriz do segmento [AD].

Item 34 construçãoExame 2026 · 1.ª Fase

Considere, em referencial o.n. Oxy, a parábola que representa graficamente a função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = x^{2}-1, e a reta s, de equação y = a, com a > -1.

Determine, em função de a, o raio da circunferência que contém o vértice da parábola e os pontos de interseção da parábola com a reta s.

Escreva a equação do plano mediador — sai muito simples — ou teste cada opção comparando as distâncias a P e a Q.

  1. Cálculo auxiliar: ponto médio de [PQ]: (0,\,2,\,2); \overrightarrow{PQ} = (0,\,4,\,-4), que se simplifica para \vec{n}(0,\,1,\,-1).
  2. Plano mediador: 0(x-0)+1(y-2)-1(z-2) = 0 \;\Leftrightarrow\; y-z = 0, isto é, y = z.A abcissa não aparece na equação: o plano é paralelo ao eixo Ox, e por isso a primeira coordenada das opções é irrelevante.
  3. Testando as opções: (1,0,0)0 = 0 ✓; (1,2,0)2 \neq 0; (2,1,0)1 \neq 0; (1,0,2)0 \neq 2.
  4. Confirmação pela definição, para a opção (A): \overline{PA} = \sqrt{1+0+16} = \sqrt{17} e \overline{QA} = \sqrt{1+16+0} = \sqrt{17}
RespostaOpção (A)

Um ponto pertence ao plano mediador de [AV] exatamente quando está à mesma distância de A e de V. Não é preciso escrever a equação do plano.

  1. Do enunciado e de U(2,2,2): a aresta do cubo mede 2, e os vértices são O(0,0,0), P(2,0,0), Q(2,2,0), R(0,2,0), S(0,0,2), T(2,0,2), U(2,2,2) e V(0,2,2).
  2. O ponto A tem coordenadas (0,\,0,\,4).
  3. Cálculo auxiliar: \overline{TA} = \sqrt{(0-2)^{2}+(0-0)^{2}+(4-2)^{2}} = \sqrt{4+0+4} = \sqrt{8}, \overline{TV} = \sqrt{(0-2)^{2}+(2-0)^{2}+(2-2)^{2}} = \sqrt{4+4+0} = \sqrt{8}.
  4. As duas distâncias são iguais, logo T pertence ao plano mediador de [AV].
  5. Confirmação pela equação: o ponto médio de [AV] é (0,1,3) e \overrightarrow{AV} = (0,2,-2); o plano mediador é 2(y-1)-2(z-3) = 0, ou seja y-z+2 = 0. Substituindo T(2,0,2): 0-2+2 = 0
RespostaSim: \overline{TA} = \overline{TV} = \sqrt{8}

Identifique primeiro que vértices são esses dois pontos. Ficará com uma diagonal da base — e o plano mediador de uma diagonal de um quadrado contém a outra diagonal.

  1. Com D(0,2,0) e [CD] no eixo Oy, vem C(0,\,4,\,0). A face está em xOy e a aresta mede 2, logo A(2,\,2,\,0) e B(2,\,4,\,0).
  2. Os dois pontos dados são, portanto, A e C — os extremos de uma diagonal da face [ABCD].
  3. Num quadrado, as diagonais são perpendiculares e bissetam-se: o plano mediador de [AC] é o plano perpendicular à face que contém a outra diagonal, [BD].
  4. Esse plano contém B, D e o vértice de cima H: é o plano BDH.
  5. Confirmação por coordenadas: \overrightarrow{AC} = (-2,\,2,\,0) serve de vetor normal, e o plano por B(2,4,0) com essa normal é -2(x-2)+2(y-4) = 0, ou seja y = x+2. O ponto médio de [AC] é (1,3,0), e 3 = 1+2 ✓; D(0,2,0)2 = 0+2 ✓; H(0,2,2)2 = 0+2
RespostaOpção (C)

Comece por determinar as coordenadas de C: está no semieixo positivo Ox e na circunferência de raio 3.

  1. C pertence ao eixo Ox, logo tem ordenada nula; e pertence à circunferência de centro na origem e raio 3, logo C(3,\,0).
  2. Cálculo auxiliar: ponto médio de [BC]: M\left(\dfrac{6+3}{2},\dfrac{3+0}{2}\right) = \left(\dfrac{9}{2},\,\dfrac{3}{2}\right); declive de BC: \dfrac{3-0}{6-3} = 1.
  3. A mediatriz é perpendicular a [BC], logo tem declive -1. Passando em M: \frac{3}{2} = -\frac{9}{2}+b \;\Leftrightarrow\; b = 6.
  4. Logo a mediatriz é y = -x+6, como se pretendia.
  5. Verificação: \overline{MB} = \sqrt{\left(6-\frac{9}{2}\right)^{2}+\left(3-\frac{3}{2}\right)^{2}} = \sqrt{\frac{9}{4}+\frac{9}{4}} e \overline{MC} dá o mesmo ✓Também se podia partir de \overline{PB} = \overline{PC} e desenvolver; dá mais contas, mas é o caminho que dispensa saber a relação dos declives, que só se estuda no 11.º ano.
RespostaA mediatriz de [BC] é y = -x+6

Em 2.1, repare em que B e C estão no eixo Oy, com as ordenadas de A e de D. Em 2.2, o caminho mais curto é o ponto médio mais o declive perpendicular.

  1. 2.1. Sendo o trapézio retângulo e estando B e C no eixo Oy com as ordenadas de A e de D, vem B(0,\,7) e C(0,\,10).
  2. Base menor \overline{BA} = 4; base maior \overline{CD} = 8; altura \overline{BC} = 10-7 = 3.
  3. A_{[ABCD]} = \frac{4+8}{2}\times 3 = 18.
  4. 2.2. Cálculo auxiliar: ponto médio de [AD]: M\left(\dfrac{4+8}{2},\dfrac{7+10}{2}\right) = \left(6,\,\dfrac{17}{2}\right); declive de AD: \dfrac{10-7}{8-4} = \dfrac{3}{4}.
  5. A mediatriz é perpendicular a [AD], logo tem declive -\dfrac{4}{3}. Passando em M: \frac{17}{2} = -\frac{4}{3}\times 6 + b \;\Leftrightarrow\; \frac{17}{2} = -8+b \;\Leftrightarrow\; b = \frac{33}{2}.
  6. Logo a mediatriz é y = -\dfrac{4}{3}x + \dfrac{33}{2}.
  7. Verificação pela definição: de (x-4)^{2}+(y-7)^{2} = (x-8)^{2}+(y-10)^{2} sai 8x+6y = 99, ou seja y = -\dfrac{4}{3}x+\dfrac{33}{2}Os dois caminhos — pela definição e pela perpendicular no ponto médio — têm de dar o mesmo. Fazer um e conferir com o outro custa trinta segundos e apanha erros de sinal.
Resposta2.1. 18 · 2.2. y = -\dfrac{4}{3}x+\dfrac{33}{2}

Por simetria, o centro da circunferência está no eixo Oy. Escreva-o como C(0,\,k) e imponha que dista o mesmo do vértice e de um dos pontos de interseção.

  1. O vértice da parábola é V(0,\,-1).
  2. Cálculo auxiliar: interseção com s: x^{2}-1 = a \;\Leftrightarrow\; x^{2} = a+1 \;\Leftrightarrow\; x = \pm\sqrt{a+1}, o que faz sentido porque a > -1. Os pontos são P\left(\sqrt{a+1},\,a\right) e Q\left(-\sqrt{a+1},\,a\right).
  3. Os três pontos são simétricos em relação ao eixo Oy, logo o centro da circunferência está nesse eixo: C(0,\,k).É a mediatriz de [PQ] — que é o eixo Oy — a garanti-lo. Poupa metade das contas em relação a resolver um sistema com duas incógnitas.
  4. Impondo \overline{CV} = \overline{CP} e elevando ao quadrado: (k+1)^{2} = (a+1) + (k-a)^{2}.
  5. Desenvolvendo: k^{2}+2k+1 = a+1+k^{2}-2ak+a^{2}, donde 2k+2ak = a+a^{2} \;\Leftrightarrow\; 2k(1+a) = a(1+a).
  6. Como a > -1, tem-se 1+a \neq 0 e pode dividir-se: k = \dfrac{a}{2}.
  7. O raio é \overline{CV} = \left|\dfrac{a}{2}-(-1)\right| = \left|\dfrac{a}{2}+1\right| = \dfrac{a}{2}+1, porque a > -1 implica \dfrac{a}{2}+1 > \dfrac{1}{2} > 0.
Respostar = \dfrac{a}{2}+1
R3

Circunferências, círculos, superfícies esféricas e esferas

Quatro conjuntos, uma só ideia: fixar um ponto e uma distância. Conforme se exija distância igual ou não superior a r, sai a linha ou a região; conforme se esteja no plano ou no espaço, sai a circunferência ou a superfície esférica. Nada mais é preciso — e as Aprendizagens Essenciais pedem só as equações reduzidas.

Aprendizagens Essenciais · 10.º ano
  • Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: circunferência e círculo, no plano.
  • Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: superfície esférica e esfera, no espaço.
  • Nestas Aprendizagens Essenciais, no estudo que envolve circunferências e superfícies esféricas, só se consideram equações reduzidas.

1 · A circunferência, escrita em coordenadas

x y −1 1 2 3 4 5 −1 1 2 3 C(a, b) P(x, y) r
A circunferência é o conjunto dos pontos à distância exatamente r do centro. Escrever essa condição com a fórmula da distância, e elevar ao quadrado, dá a equação reduzida.
Equação reduzida da circunferência

A circunferência de centro C(a,\,b) e raio r > 0 é o conjunto dos pontos à distância r de C:

(x-a)^{2} + (y-b)^{2} = r^{2}.

Duas leituras que valem por dez exercícios: os sinais dentro dos parênteses aparecem trocados em relação às coordenadas do centro, e o segundo membro é r^{2}, não r.

O que fica de fora

As Aprendizagens Essenciais dizem-no expressamente: só equações reduzidas. A forma geral x^{2}+y^{2}+Dx+Ey+F = 0, e o completar do quadrado que a converte, não são pedidos — se aparecerem num manual antigo, não são desta matéria.

2 · Da linha para a região

Trocar o sinal de igual por uma desigualdade passa da fronteira para a região que ela limita. É a mesma equação, com outro sinal.

CondiçãoConjunto
(x-a)^{2}+(y-b)^{2} = r^{2}circunferência (só a linha)
(x-a)^{2}+(y-b)^{2} \leq r^{2}círculo, com a fronteira
(x-a)^{2}+(y-b)^{2} < r^{2}interior do círculo, sem a fronteira
(x-a)^{2}+(y-b)^{2} > r^{2}exterior, sem a fronteira

O mesmo cálculo responde às três perguntas «pertence, está dentro ou está fora?»: substitui-se o ponto no primeiro membro e compara-se com r^{2}.

3 · No espaço: superfície esférica e esfera

Equação reduzida da superfície esférica

A superfície esférica de centro C(a,\,b,\,c) e raio r > 0:

(x-a)^{2} + (y-b)^{2} + (z-c)^{2} = r^{2},

e a esfera é a mesma condição com \leq. A superfície é a casca; a esfera é a casca com o recheio.

Um plano paralelo a um plano coordenado corta uma superfície esférica de uma de três maneiras: numa circunferência, num ponto, ou em nada. Para saber qual, substitui-se a coordenada constante e olha-se para o que fica.

x y z C secção plana
Um plano paralelo a um plano coordenado corta a superfície esférica segundo uma circunferência — ou toca-a num ponto, ou não a encontra. Substituir a coordenada constante na equação reduzida é tudo o que é preciso para a determinar.

Laboratório · A secção plana

arrasta para rodar
Exemplo 3 Cortar uma esfera por um plano

No referencial Oxyz, considera a superfície esférica de equação (x-2)^{2}+(y-1)^{2}+z^{2} = 36. Determina a interseção com o plano x = 4.

  1. Substituindo x = 4: (4-2)^{2}+(y-1)^{2}+z^{2} = 36 \;\Leftrightarrow\; (y-1)^{2}+z^{2} = 32.
  2. Como 32 > 0, a interseção é uma circunferência, contida no plano x = 4.
  3. O raio é \sqrt{32} = 4\sqrt{2} e o centro é (4,\,1,\,0) — o pé da perpendicular do centro da esfera ao plano.
  4. A resposta escreve-se com as duas condições: (y-1)^{2}+z^{2} = 32 \wedge x = 4.Deixar cair o x = 4 mudaria o conjunto: no espaço, (y-1)^{2}+z^{2} = 32 sozinha define um cilindro de eixo paralelo a Ox.
RespostaA circunferência (y-1)^{2}+z^{2} = 32 \wedge x = 4, de centro (4,1,0) e raio 4\sqrt{2}
Python Dentro, fora, ou em cima?

O programa classifica a posição de um ponto em relação a uma circunferência, comparando o quadrado da distância ao centro com r^{2} — sem calcular nenhuma raiz.

C = (1, 2)
r = 5
pontos = [(4, 6), (2, 3), (7, 7), (1, -3)]

for P in pontos:
    d2 = (P[0] - C[0])**2 + (P[1] - C[1])**2
    if d2 == r**2:
        onde = "na circunferencia"
    elif d2 < r**2:
        onde = "no interior"
    else:
        onde = "no exterior"
    print(P, "->", onde)

Repara em que o programa nunca usa sqrt. Experimenta reescrevê-lo com a distância verdadeira e testa o ponto (4,\,6): com raízes, a igualdade pode falhar por arredondamento — e um ponto que está na circunferência aparece como estando fora.

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre circunferências, círculos, superfícies esféricas e esferas: ler e escrever equações reduzidas, distinguir a linha da região, e cortar por eixos e planos. Os últimos pedem justificação, ao nível do Exame.

Exercício 31§R3 · ler a equação reduzida

No plano, considera a circunferência de equação (x-3)^{2}+(y+2)^{2} = 16.

Indica as coordenadas do centro e o raio.

Exercício 32§R3 · escrever a equação

Escreve a equação reduzida da circunferência de centro (-1,\,4) e raio 3.

Exercício 33§R3 · superfície esférica

No referencial Oxyz, considera a superfície esférica de equação (x-1)^{2}+y^{2}+(z+3)^{2} = 25.

Indica o centro e o raio.

Exercício 34§R3 · circunferência ou círculo

No plano, a condição (x-2)^{2}+(y-1)^{2} \leq 9 define:

  • (A)a circunferência de centro (2,\,1) e raio 3
  • (B)o círculo de centro (2,\,1) e raio 3
  • (C)o círculo de centro (2,\,1) e raio 9
  • (D)o exterior da circunferência de centro (2,\,1) e raio 3
Exercício 35§R3 · pertença

Considera a circunferência (x-1)^{2}+(y-2)^{2} = 25.

Averigua se o ponto P(4,\,6) lhe pertence.

Exercício 36§R3 · centro e um ponto

Escreve a equação reduzida da circunferência de centro C(2,\,-1) que passa no ponto A(6,\,2).

Exercício 37§R3 · circunferência de diâmetro dado

Considera A(-2,\,3) e B(4,\,-1).

Escreve a equação reduzida da circunferência de diâmetro [AB].

Exercício 38§R3 · esfera por dois pontos

No referencial Oxyz, escreve a equação da superfície esférica de centro C(1,\,-2,\,2) que passa na origem.

Exercício 39§R3 · interseção com um eixo

Considera a circunferência (x-3)^{2}+(y-4)^{2} = 25.

Determina as coordenadas dos pontos de interseção com o eixo Ox.

Exercício 40§R3 · secção de uma esfera

No referencial Oxyz, considera a superfície esférica x^{2}+y^{2}+z^{2} = 25.

Caracteriza a sua interseção com o plano z = 3.

Exercício 41§R3 · coroa circular

No plano, caracteriza o conjunto de pontos definido por 4 \leq (x-1)^{2}+(y+2)^{2} \leq 9.

Exercício 42§R3 · parâmetro e tangência

Considera a circunferência de centro C(4,\,k) e raio 3, com k > 0.

Determina k de modo que a circunferência seja tangente ao eixo Ox.

Exercício 43§R3 · plano que não corta

No referencial Oxyz, considera a superfície esférica de centro (0,\,0,\,0) e raio 4.

Determina os valores de c para os quais o plano z = c interseta a superfície esférica em exatamente um ponto.

Exercício 44§R3 · deduzir a equação

Sejam C(a,\,b) um ponto do plano e r > 0.

Mostra que a circunferência de centro C e raio r tem equação (x-a)^{2}+(y-b)^{2} = r^{2}.

Exercício 45§R3 · dois círculos

No plano, considera A(0,\,0) e B(6,\,0).

Determina, e caracteriza, o conjunto dos pontos P tais que \overline{PA} \leq 5 \;\wedge\; \overline{PB} \leq 5, indicando os pontos onde as duas circunferências se cruzam.

Compara com (x-a)^{2}+(y-b)^{2} = r^{2}. Atenção aos sinais dentro dos parênteses e ao facto de o segundo membro ser r^{2}, não r.

  1. De (x-3)^{2} vem a = 3; de (y+2)^{2} = \left(y-(-2)\right)^{2} vem b = -2.
  2. De r^{2} = 16 e r > 0 vem r = 4.
RespostaCentro (3,\,-2), raio 4

Substitui diretamente na forma reduzida, com cuidado nos sinais.

  1. \left(x-(-1)\right)^{2} + (y-4)^{2} = 3^{2}.
  2. Isto é, (x+1)^{2}+(y-4)^{2} = 9.
Resposta(x+1)^{2}+(y-4)^{2} = 9

É a mesma leitura do plano, com três parênteses. Uma variável sem parênteses significa coordenada nula no centro.

  1. y^{2} = (y-0)^{2}, logo a ordenada do centro é 0.
  2. Centro (1,\,0,\,-3) e r = \sqrt{25} = 5.
RespostaCentro (1,\,0,\,-3), raio 5

O sinal decide: igualdade dá a linha, desigualdade dá a região. E o raio é a raiz do segundo membro.

  1. Sendo uma desigualdade \leq, o conjunto é uma região, e inclui a fronteira: é o círculo.
  2. O centro é (2,\,1) e o raio é \sqrt{9} = 3.
  3. A opção correta é a (B).A opção (C) confunde r com r^{2} — o erro mais frequente nesta matéria.
RespostaOpção (B)

Substitui e vê se a igualdade se verifica.

  1. (4-1)^{2}+(6-2)^{2} = 9+16 = 25.
  2. A igualdade verifica-se, logo P pertence à circunferência.Se tivesse dado menos de 25, P estaria no interior; mais de 25, no exterior. O mesmo cálculo responde às três perguntas.
RespostaSim, P pertence à circunferência

O raio é a distância do centro ao ponto. Calcula-a e substitui.

  1. Cálculo auxiliar: r = \overline{CA} = \sqrt{(6-2)^{2}+(2+1)^{2}} = \sqrt{16+9} = 5.
  2. Logo (x-2)^{2}+(y+1)^{2} = 25.
  3. Verificação: (6-2)^{2}+(2+1)^{2} = 25
Resposta(x-2)^{2}+(y+1)^{2} = 25

O centro é o ponto médio de [AB] e o raio é metade de \overline{AB}.

  1. Cálculo auxiliar: centro C = \left(\dfrac{-2+4}{2},\dfrac{3-1}{2}\right) = (1,\,1).
  2. \overline{AB} = \sqrt{6^{2}+(-4)^{2}} = \sqrt{52}, logo r = \dfrac{\sqrt{52}}{2} e r^{2} = \dfrac{52}{4} = 13.
  3. Logo (x-1)^{2}+(y-1)^{2} = 13.
  4. Verificação com A: (-2-1)^{2}+(3-1)^{2} = 9+4 = 13Calcular r^{2} diretamente, sem passar pelo r, evita arrastar uma raiz que no fim ia ser elevada ao quadrado.
Resposta(x-1)^{2}+(y-1)^{2} = 13

O raio é a distância do centro à origem.

  1. Cálculo auxiliar: r = \overline{CO} = \sqrt{1^{2}+(-2)^{2}+2^{2}} = \sqrt{9} = 3.
  2. Logo (x-1)^{2}+(y+2)^{2}+(z-2)^{2} = 9.
  3. Verificação com O(0,0,0): 1+4+4 = 9
Resposta(x-1)^{2}+(y+2)^{2}+(z-2)^{2} = 9

No eixo Ox a ordenada é nula. Substitui y = 0 e resolve em x.

  1. Fazendo y = 0: (x-3)^{2}+16 = 25 \;\Leftrightarrow\; (x-3)^{2} = 9.
  2. x-3 = 3 \;\vee\; x-3 = -3 \;\Leftrightarrow\; x = 6 \;\vee\; x = 0.
  3. Os pontos são (0,\,0) e (6,\,0).A circunferência tem centro de ordenada 4 e raio 5: como 4 < 5, tinha mesmo de cortar o eixo Ox em dois pontos.
Resposta(0,\,0) e (6,\,0)

Substitui z = 3 na equação e vê que condição fica nas outras duas variáveis.

  1. Substituindo: x^{2}+y^{2}+9 = 25 \;\Leftrightarrow\; x^{2}+y^{2} = 16.
  2. Com z = 3 fixo, esta é a equação de uma circunferência de raio 4, contida no plano z = 3 e centrada em (0,\,0,\,3).
  3. A condição completa é x^{2}+y^{2} = 16 \wedge z = 3.Não basta escrever x^{2}+y^{2}=16: sem o z = 3, essa condição define no espaço um cilindro, e não uma circunferência.
RespostaA circunferência x^{2}+y^{2} = 16 \wedge z = 3, de centro (0,0,3) e raio 4

Cada desigualdade sozinha define uma região. A conjunção é a interseção das duas.

  1. (x-1)^{2}+(y+2)^{2} \geq 4 é o exterior do círculo de centro (1,-2) e raio 2, com a fronteira incluída.
  2. (x-1)^{2}+(y+2)^{2} \leq 9 é o círculo de mesmo centro e raio 3, com a fronteira.
  3. A interseção é a coroa circular de centro (1,\,-2) compreendida entre os raios 2 e 3, incluindo as duas circunferências.
RespostaA coroa circular de centro (1,\,-2) e raios 2 e 3, com as fronteiras incluídas

Tangente a uma reta quer dizer que a distância do centro a essa reta é igual ao raio. A distância ao eixo Ox é o módulo da ordenada.

  1. A distância de C(4,\,k) ao eixo Ox é |k|.
  2. Tangência ⟺ essa distância é igual ao raio: |k| = 3 \;\Leftrightarrow\; k = 3 \;\vee\; k = -3.
  3. Como k > 0, fica k = 3.
  4. Verificação: com C(4,3) e r=3, fazendo y=0 na equação vem (x-4)^{2} = 0, uma só solução — tangência ✓Um ponto de interseção significa tangência; dois, secante; nenhum, exterior. É a leitura pelo discriminante, sem lhe chamar isso.
Respostak = 3

Substitui z = c e vê para que valores a equação resultante tem uma única solução em (x,y).

  1. Substituindo: x^{2}+y^{2}+c^{2} = 16 \;\Leftrightarrow\; x^{2}+y^{2} = 16-c^{2}.
  2. Se 16-c^{2} > 0, é uma circunferência (infinitos pontos); se 16-c^{2} < 0, não há solução; há um só ponto quando 16-c^{2} = 0, porque x^{2}+y^{2} = 0 \Leftrightarrow x = 0 \wedge y = 0.
  3. c^{2} = 16 \;\Leftrightarrow\; c = 4 \;\vee\; c = -4.
  4. São os dois planos tangentes, no polo norte (0,0,4) e no polo sul (0,0,-4).O passo que interessa é o meio: uma soma de quadrados só é nula quando ambas as parcelas o são. É essa a razão pela qual o caso = 0 dá um ponto e não uma circunferência de raio zero «com muitos pontos».
Respostac = 4 \;\vee\; c = -4

Parte da definição — os pontos à distância r de C — e escreve-a com a fórmula da distância.

  1. Por definição, P(x,y) pertence à circunferência se, e só se, \overline{CP} = r.
  2. Pela fórmula da distância: \sqrt{(x-a)^{2}+(y-b)^{2}} = r.
  3. Os dois membros são não negativos — o primeiro por ser uma raiz quadrada, o segundo por hipótese —, logo elevar ao quadrado é uma equivalência: (x-a)^{2}+(y-b)^{2} = r^{2}.
  4. A hipótese r > 0 importa: com r = 0 a condição definiria só o ponto C, e com r < 0 o conjunto seria vazio.É o mesmo raciocínio que serve para a superfície esférica: acrescenta-se a parcela (z-c)^{2} e nada mais muda.
Resposta\overline{CP} = r \Leftrightarrow \sqrt{(x-a)^{2}+(y-b)^{2}} = r \Leftrightarrow (x-a)^{2}+(y-b)^{2} = r^{2}

Cada condição é um círculo. Para os pontos de interseção das fronteiras, resolve o sistema das duas equações.

  1. A condição define a interseção de dois círculos de raio 5, centrados em A e em B — uma região em forma de lente.
  2. As fronteiras são x^{2}+y^{2} = 25 e (x-6)^{2}+y^{2} = 25.
  3. Cálculo auxiliar: subtraindo as duas equações, x^{2}-(x-6)^{2} = 0 \;\Leftrightarrow\; 12x-36 = 0 \;\Leftrightarrow\; x = 3.Os pontos comuns estão na mediatriz de [AB], que é x=3 — e tinham de estar, por serem equidistantes de A e de B. É a secção R2 a reaparecer.
  4. Substituindo: 9+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; y^{2} = 16 \;\Leftrightarrow\; y = 4 \;\vee\; y = -4.
  5. Os pontos de interseção são (3,\,4) e (3,\,-4).
RespostaA região comum aos dois círculos; as fronteiras cruzam-se em (3,\,4) e (3,\,-4)

Exercícios de Exame · Circunferências, círculos, superfícies esféricas e esferas

Trinta e quatro itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2023. Metade pede uma equação reduzida, e resume-se a duas perguntas — onde está o centro e quanto vale o raio. A outra metade é sobre posição relativa, e aí compara-se sempre uma distância com um raio.

Item 35 escolha múltiplaExame 1997 · 2.ª fase

Num referencial o.n. Oxyz, a interseção das superfícies esféricas definidas pelas equações

x^{2}+y^{2}+z^{2} = 4 \qquad\text{e}\qquad x^{2}+y^{2}+z^{2} = 9

é

  • (A)um ponto
  • (B)uma superfície esférica
  • (C)uma circunferência
  • (D)o conjunto vazio
Item 36 escolha múltiplaExame 1997 · Prova para militares

Num referencial o.n. Oxyz, uma esfera tem centro no ponto C(2,\,3,\,4) e é tangente ao plano xOy.

Uma condição que define a esfera é

  • (A)x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 4^{2}
  • (B)(x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z-4)^{2} \leq 2^{2}
  • (C)(x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z-4)^{2} \leq 3^{2}
  • (D)(x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z-4)^{2} \leq 4^{2}
Item 37 construçãoExame 1998 · Prova Modelo

Na figura, está representado um cubo, em referencial o.n. Oxyz.

x y z O R Q P S V U T
A abcissa de R é 2.

Sabe-se que: o vértice O coincide com a origem do referencial; o vértice R pertence ao semieixo positivo Ox, o vértice P ao semieixo positivo Oy e o vértice S ao semieixo positivo Oz; a abcissa do ponto R é 2.

Mostre que o raio da superfície esférica que contém os oito vértices do cubo é \sqrt{3} e determine uma equação dessa superfície esférica.

Item 38 escolha múltiplaExame 1998 · Prova de reserva

Num referencial o.n. Oxyz, considere: o plano \alpha, de equação y = 4; a superfície esférica E de equação x^{2}+(y-2)^{2}+z^{2} = 4.

A interseção da superfície esférica E com o plano \alpha é

  • (A)um ponto
  • (B)uma circunferência de raio 1
  • (C)uma circunferência de raio 2
  • (D)o conjunto vazio
Item 39 construçãoExame 1998 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Na figura, está representada, em referencial o.n. Oxyz, uma caixa cilíndrica construída num material de espessura desprezável. A caixa contém duas bolas encostadas uma à outra e às bases da caixa cilíndrica.

x y z (1, 8, 1)
As duas bolas têm raio 3, como as bases da caixa. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o cilindro tem uma das bases no plano xOz e o centro dessa base é o ponto de coordenadas (3,\,0,\,3); a outra base está contida no plano de equação y = 12; as bolas são esferas de raio igual a 3; os diâmetros das esferas e das bases do cilindro são iguais.

Justifique que a superfície esférica correspondente à bola mais afastada do plano xOz tem centro no ponto (3,\,9,\,3) e que o ponto (1,\,8,\,1) pertence a essa superfície esférica.

Item 40 escolha múltiplaExame 1999 · Prova Modelo

Num referencial o.n. Oxyz, considere: a esfera definida pela condição x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 25; o plano de equação z = 4.

Qual é a área da interseção da esfera com o plano?

  • (A)\pi
  • (B)3\pi
  • (C)6\pi
  • (D)9\pi
Item 41 construçãoExame 1999 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cone de revolução.

x y z A B C D V
O cone do item, à escala: raio 3 e altura 4.

Sabe-se que: a base do cone está contida no plano xOy e tem o seu centro na origem do referencial; [AC] e [BD] são diâmetros da base; o vértice V pertence ao semieixo positivo Oz; o comprimento do raio da base é 3 e a altura do cone é 4.

Determine uma condição que defina a esfera cujo centro é o ponto V e cuja interseção com o plano xOy é a base do cone.

Item 42 construçãoExame 1999 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Na figura, está representado um cubo, em referencial o.n. Oxyz.

x y z O P Q R S T U V
As faces [OPQR], [OSVR] e [OSTP] estão nos planos coordenados.

Sabe-se que: a face [OPQR] está contida no plano xOy; a face [OSVR] está contida no plano xOz; a face [OSTP] está contida no plano yOz; o volume do cubo é 27.

Determine uma equação da superfície esférica tal que: o centro é o simétrico do ponto U, em relação ao plano xOy; o ponto Q pertence a essa superfície esférica.

Item 43 construçãoExame 1999 · 2.ª fase

Na figura, estão representados três pontos, em referencial o.n. Oxyz.

x y z A B C
B pertence ao plano xOz e C ao plano xOy.

Sabe-se que: o ponto A tem coordenadas (0,\,5,\,2); o ponto B pertence ao plano xOz e o ponto C ao plano xOy; a reta BC tem equação vetorial (x,y,z) = (5,\,4,\,-1)+k(1,\,2,\,-1),\ k \in \mathbb{R}.

Considere a superfície esférica de centro em A, cuja interseção com o plano xOy é uma circunferência de raio 3.

Determine uma equação dessa superfície esférica.

Item 44 escolha múltiplaExame 1999 · Época Especial

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a esfera \varepsilon definida pela condição

x^{2}+(y-7)^{2}+z^{2} \leq 9

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)Na esfera \varepsilon existem pontos do eixo Ox
  • (B)Na esfera \varepsilon existem pontos do eixo Oy
  • (C)O ponto (7,\,7,\,0) pertence à esfera \varepsilon
  • (D)O ponto (0,\,0,\,7) pertence à esfera \varepsilon
Item 45 escolha múltiplaExame 1999 · Prova para militares

Considere, num referencial o.n. Oxyz, as superfícies esféricas de equações

x^{2}+y^{2}+(z-10)^{2} = 9 \qquad\text{e}\qquad x^{2}+y^{2}+(z-4)^{2} = 9

A interseção das duas superfícies esféricas é

  • (A)um ponto
  • (B)uma circunferência
  • (C)uma superfície esférica
  • (D)o conjunto vazio
Item 46 escolha múltiplaExame 2000 · Prova 2 para militares

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a superfície esférica S, de equação (x-2)^{2}+(y-2)^{2}+(z-2)^{2} = 2.

Qual das equações seguintes define um plano cuja interseção com a superfície esférica não é vazia?

  • (A)x = -1
  • (B)x = 0
  • (C)x = 3
  • (D)x = 4
Item 47 construçãoExame 2000 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Na figura, está representado um poliedro num referencial o.n. Oxyz, formado por um cubo e por duas pirâmides quadrangulares regulares, de vértices P e Q.

x y z O A B C D G E F Q P
A altura de cada pirâmide é igual à aresta do cubo.

Sabe-se que: o vértice O do poliedro é a origem do referencial; o vértice E do poliedro tem coordenadas (2,\,2,\,2); a altura de cada uma das pirâmides é igual ao comprimento da aresta do cubo.

Justifique que o ponto F não pertence à superfície esférica de diâmetro [PQ].

Item 48 escolha múltiplaExame 2000 · Época Especial

Num referencial o.n. Oxyz, qual das seguintes equações define uma superfície esférica tangente ao plano yOz?

  • (A)(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 1
  • (B)(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 2
  • (C)(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 4
  • (D)(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 9
Item 49 escolha múltiplaExame 2001 · Prova Modelo

Num referencial o.n. Oxyz, considere os planos definidos pelas equações z = 1 e z = 5.

Qual das equações seguintes define uma superfície esférica tangente aos dois planos?

  • (A)x^{2}+y^{2}+(z-3)^{2} = 25
  • (B)x^{2}+y^{2}+(z-4)^{2} = 25
  • (C)x^{2}+y^{2}+(z-3)^{2} = 4
  • (D)x^{2}+y^{2}+(z-4)^{2} = 4
Item 50 escolha múltiplaExame 2001 · Prova de reserva

Considere, num referencial o.n. Oxyz, as superfícies esféricas definidas pelas equações

x^{2}+(y-2)^{2}+z^{2} = 2 \qquad\text{e}\qquad x^{2}+(y-3)^{2}+z^{2} = 2

A interseção destas superfícies esféricas é

  • (A)um ponto
  • (B)uma circunferência
  • (C)o conjunto vazio
  • (D)um segmento de reta
Item 51 construçãoExame 2001 · Prova de reserva

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um sólido formado por um paralelepípedo retângulo [ABCDEFGH] e uma pirâmide [ABCDV].

x y z E F G H A B C D V
A base [EFGH] está no plano xOy; a aresta [GF] está no eixo Oy.

Sabe-se que: a base [EFGH] do paralelepípedo está contida no plano xOy e a base da pirâmide [ABCD] coincide com a face superior do paralelepípedo; a aresta [GF] está contida no eixo Oy; uma equação da superfície esférica com centro A(1,\,1,\,1) e que contém G é (x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 11.

Verifique que o ponto H tem coordenadas (1,\,-2,\,0).

Item 52 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Qual das seguintes equações define, num referencial o.n. Oxyz, uma superfície esférica tangente aos planos de equações x = 4 e y = 0?

  • (A)(x-2)^{2}+(y-2)^{2}+z^{2} = 4
  • (B)(x-2)^{2}+(y-2)^{2}+z^{2} = 16
  • (C)x^{2}+y^{2}+(z-2)^{2} = 4
  • (D)(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 16
Item 53 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Considere, em referencial o.n. Oxyz, a superfície esférica centrada na origem do referencial e cuja interseção com o plano de equação z = 3 é uma circunferência de perímetro 8\pi.

Qual das seguintes é uma equação desta superfície esférica?

  • (A)x^{2}+y^{2}+z^{2} = 9
  • (B)x^{2}+y^{2}+z^{2} = 16
  • (C)x^{2}+y^{2}+z^{2} = 25
  • (D)x^{2}+y^{2}+z^{2} = 36
Item 54 construçãoExame 2001 · 2.ª fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um octaedro [ABCDEF].

x y z A B C D E F
O octaedro tem oito faces triangulares e seis vértices.

Sabe-se que: o vértice B tem coordenadas (1,\,0,\,1); o vértice E tem coordenadas (0,\,1,\,1); o vértice F pertence ao plano xOy; o vértice A tem coordenadas (1,\,1,\,2).

Determine uma equação da superfície esférica que contém os seis vértices do octaedro.

Item 55 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 28.01.2009

Num referencial o.n. Oxyz, a condição x^{2}+y^{2}+(z-2)^{2} \leq 4 define uma esfera.

Qual das equações seguintes define um plano que divide essa esfera em dois sólidos com o mesmo volume?

  • (A)x = 0
  • (B)x = 1
  • (C)x = 2
  • (D)x = 3
Item 56 construçãoTeste Intermédio 10.º · 28.01.2009

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um sólido que pode ser decomposto num cubo e numa pirâmide quadrangular regular.

x y z O P Q R S T U V A B C D E
Os vértices A, B, C e D são os pontos médios dos lados de [OPQR].

A origem do referencial é um dos vértices do cubo, o vértice P pertence ao eixo Ox e o vértice R pertence ao eixo Oy.

Os vértices da base da pirâmide são os pontos médios dos lados do quadrado [OPQR].

O ponto Q tem coordenadas (2,\,2,\,0). O volume do sólido é igual a 10.

Determine uma equação da superfície esférica que tem centro no ponto T e que contém o ponto C.

Item 57 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 29.01.2009

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a superfície esférica de equação x^{2}+y^{2}+(z-2)^{2} = 4.

A interseção desta superfície com o plano xOy é

  • (A)o conjunto vazio
  • (B)um ponto
  • (C)uma circunferência
  • (D)um círculo
Item 58 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 29.01.2010

Considere, num referencial o.n. xOy, a circunferência de equação (x-1)^{2}+(y-3)^{2} = 16.

x y −3 1 5 −1 3 7 C
As quatro tangentes paralelas aos eixos: x = -3, x = 5, y = -1 e y = 7.

Qual das equações seguintes define uma reta tangente a esta circunferência?

  • (A)x = -3
  • (B)x = 1
  • (C)y = -4
  • (D)y = 1
Item 59 construçãoTeste Intermédio 10.º · 29.01.2010

Na figura, estão representados, num referencial o.n. Oxyz, a pirâmide quadrangular regular [VOPQR] e o prisma quadrangular regular [ABCDEFGH].

x y z O P Q R V A B C D E F G H
O prisma tem uma base na base da pirâmide e a outra com um vértice em cada aresta lateral.

Sabe-se que: os vértices P e R da pirâmide pertencem aos eixos coordenados Ox e Oy, respetivamente; uma das bases do prisma está contida na base da pirâmide e cada vértice da outra base pertence a uma aresta da pirâmide; x^{2}+y^{2}+z^{2}-2x-2y-8z = 0 é uma equação da superfície esférica que tem centro no ponto V e que contém os quatro vértices da base da pirâmide [VOPQR].

Calcule o volume da pirâmide [VOPQR].

Item 60 construçãoTeste Intermédio 10.º · 05.05.2010

Na figura, estão representados, num referencial o.n. Oxyz, um prisma quadrangular regular e uma pirâmide.

x y z O P Q R S T U V W

A base da pirâmide, [OPQR], está contida no plano xOy e coincide com a base inferior do prisma.

O ponto W, vértice da pirâmide, coincide com o centro da base superior, [STUV], do prisma.

O ponto P tem coordenadas (5,\,0,\,0).

Defina, por uma condição, a superfície esférica de centro no ponto Q e que passa no ponto O.

Item 61 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o poliedro [VNOPQURST], que se pode decompor num cubo e numa pirâmide quadrangular regular.

x y z O P Q N S T U R V
A base da pirâmide é a face de cima do cubo, no plano xOy. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo e está contida no plano xOy; o ponto P pertence ao eixo Ox; o ponto U tem coordenadas (4,\,-4,\,-4).

Escreva uma condição cartesiana que defina a superfície esférica de centro em U e que passa no ponto T.

Item 62 construçãoTeste Intermédio 10.º · 06.05.2011

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma quadrangular regular [ABCDEFGH].

x y z A B C D E F G H
As bases são quadrados de lado 7; a aresta lateral mede 14. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

As coordenadas dos pontos A, B e G são (11,\,-1,\,2), (8,\,5,\,0) e (6,\,9,\,15), respetivamente.

Escreva uma equação que defina a superfície esférica com centro no ponto A e que passa no ponto B.

Item 63 construçãoExame 2015 · 1.ª Fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, os pontos A(0,\,0,\,2) e B(4,\,0,\,0).

Determine uma equação cartesiana que defina a superfície esférica da qual o segmento de reta [AB] é um diâmetro.

Item 64 construçãoExame 2016 · 1.ª Fase

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular [ABCDV].

x y z A B C D V
A pirâmide do item, à escala.

Sabe-se que: a base [ABCD] da pirâmide é paralela ao plano xOy; o ponto A tem coordenadas (-1,\,1,\,1); o ponto C tem coordenadas (-3,\,3,\,1).

Escreva uma condição que defina a superfície esférica de centro no ponto A e que é tangente ao plano xOy.

Item 65 construçãoExame 2017 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o prisma quadrangular regular [OPQRSTUV].

x y z O P Q R T U V S
A face [STUV] está no plano z = 3.

Sabe-se que: a face [OPQR] está contida no plano xOy; o vértice Q pertence ao eixo Oy e o vértice T pertence ao eixo Oz; o plano STU tem equação z = 3.

Seja T' o simétrico do ponto T, relativamente à origem do referencial.

Escreva uma equação da superfície esférica de diâmetro [TT'].

Item 66 construçãoExame 2020 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH] (o ponto H não está representado na figura).

x y z E A B F H D C G
O cubo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o ponto A tem coordenadas (7,\,1,\,4); o ponto G tem coordenadas (5,\,3,\,6).

Resolva o item seguinte sem recorrer à calculadora.

Determine a equação reduzida da superfície esférica que passa nos oito vértices do cubo.

Item 67 escolha múltiplaExame 2021 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um trapézio [PQRS], de bases [PQ] e [RS], em que o lado [PS] é perpendicular às bases.

x y z P Q R S
As bases [PQ] e [RS] são paralelas.

Tem-se P(1,\,-1,\,2), Q(-2,\,1,\,1) e R(-5,\,5,\,-3).

Qual das condições seguintes define a superfície esférica de centro no ponto R e que passa no ponto Q?

  • (A)(x-5)^{2}+(y+5)^{2}+(z-3)^{2} = 59
  • (B)(x-5)^{2}+(y+5)^{2}+(z-3)^{2} = 41
  • (C)(x+5)^{2}+(y-5)^{2}+(z+3)^{2} = 41
  • (D)(x+5)^{2}+(y-5)^{2}+(z+3)^{2} = 59
Item 68 escolha múltiplaExame 2023 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma hexagonal reto [ABCDEFGHIJKL], de bases [ABCDEF] e [GHIJKL].

x y z A B C D E F H I J K L G
Cada vértice da base de cima fica sobre o correspondente da base de baixo: H sobre A, …, G sobre F. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: as coordenadas dos vértices A e G são, respetivamente, (4,\,0,\,0) e \left(12,\,\dfrac{13}{2},\,2\right); a reta EL é definida pela equação vetorial (x,y,z) = (-2,\,-8,\,4)+k(3,\,4,\,0),\ k \in \mathbb{R}.

Qual das seguintes equações define a superfície esférica de diâmetro [AG]?

  • (A)(x-8)^{2}+\left(y-\tfrac{13}{4}\right)^{2}+(z-1)^{2} = \tfrac{441}{16}
  • (B)(x-8)^{2}+\left(y-\tfrac{13}{4}\right)^{2}+(z-1)^{2} = \tfrac{441}{4}
  • (C)(x-4)^{2}+y^{2}+z^{2} = \tfrac{441}{16}
  • (D)(x-4)^{2}+y^{2}+z^{2} = \tfrac{441}{4}

As duas têm o mesmo centro. Pode um ponto estar, ao mesmo tempo, a 2 e a 3 da origem?

  1. As duas superfícies esféricas têm o mesmo centro — a origem — e raios diferentes, 2 e 3: são concêntricas.
  2. Um ponto da primeira dista 2 da origem; um ponto da segunda dista 3. Nenhum ponto pode cumprir as duas condições ao mesmo tempo.
  3. A interseção é o conjunto vazio. A opção correta é a (D).
  4. Pelas contas. Subtraindo as equações vem 0 = 5, uma proposição falsa — o sistema é impossível ✓É o mesmo critério dos outros itens de posição relativa: a distância entre os centros é 0, e |r_{1}-r_{2}| = 1 > 0. Uma superfície fica inteiramente dentro da outra, sem lhe tocar.
RespostaOpção (D)

Tangente ao plano xOy significa que o raio é a distância do centro a esse plano — e essa distância é o módulo da cota.

  1. O plano xOy é z = 0. A distância de C(2,\,3,\,4) a esse plano é o módulo da cota: d = |4| = 4.
  2. Sendo a esfera tangente ao plano, r = d = 4.
  3. Com centro (2,3,4) e raio 4, e sendo pedida a esfera (o sólido): (x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z-4)^{2} \leq 4^{2}.
  4. A opção correta é a (D).As opções (B) e (C) trocam o raio pela abcissa ou pela ordenada do centro — números que aparecem no enunciado mas que nada têm que ver com a tangência ao plano xOy. Só a cota conta.
RespostaOpção (D)

O centro é o centro do cubo, e o raio é metade da diagonal espacial.

  1. O cubo. Três arestas estão sobre os semieixos positivos e a abcissa de R é 2, logo a aresta é 2 e o cubo ocupa [0,\,2]^{3}.
  2. O centro da superfície esférica. Passando pelos oito vértices, é equidistante de todos: é o centro do cubo, M(1,\,1,\,1), que é o ponto médio de qualquer diagonal espacial — por exemplo, de [OU], com U(2,2,2).
  3. O raio. É metade da diagonal espacial: \overline{OU} = \sqrt{2^{2}+2^{2}+2^{2}} = \sqrt{12} = 2\sqrt{3}, \qquad r = \sqrt{3}. \quad \square
  4. (x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 3.
  5. Confirmação. Com O(0,0,0): 1+1+1 = 3 ✓; com P(0,2,0): 1+1+1 = 3Fica a fórmula geral, que vale a pena guardar: para um cubo de aresta a, o raio da superfície esférica circunscrita é \dfrac{a\sqrt3}{2} — aqui \dfrac{2\sqrt3}{2} = \sqrt3.
Respostar = \sqrt{3}; (x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 3

Distância do centro ao plano versus raio: iguais, tangência; menor, circunferência; maior, vazio.

  1. O centro é C(0,\,2,\,0) e o raio é 2.
  2. A distância de C ao plano y = 4 é d = |4-2| = 2 = r.
  3. Sendo a distância igual ao raio, o plano é tangente à superfície esférica: a interseção é um único ponto. A opção correta é a (A).
  4. Confirmação. Com y = 4: x^{2}+4+z^{2} = 4 \Leftrightarrow x^{2}+z^{2} = 0 \Leftrightarrow x = 0 \wedge z = 0 — o ponto (0,\,4,\,0)Esse ponto é a projeção do centro no plano — e é sempre assim na tangência. Reconhecer isso poupa a substituição.
RespostaOpção (A)

As bolas têm o mesmo diâmetro do cilindro, logo os seus centros estão sobre o eixo do cilindro. A que distância da base mais afastada fica o centro da bola que lá está encostada?

  1. O eixo do cilindro. Vai do centro de uma base, (3,\,0,\,3), ao centro da outra, no plano y = 12: é o segmento de (3,0,3) a (3,12,3), ou seja, a reta x = 3 \wedge z = 3.
  2. Onde estão os centros das bolas. Como o diâmetro das esferas é igual ao das bases, cada bola toca a superfície lateral em toda a volta: o seu centro está no eixo do cilindro, e portanto tem abcissa 3 e cota 3.
  3. A bola mais afastada. Está encostada à base y = 12, e o seu centro dista do plano exactamente o raio, 3: y = 12-3 = 9. Logo o centro é (3,\,9,\,3). \square
  4. O ponto (1,\,8,\,1). A sua distância ao centro é \sqrt{(1-3)^{2}+(8-9)^{2}+(1-3)^{2}} = \sqrt{4+1+4} = \sqrt{9} = 3, que é exatamente o raio: o ponto pertence à superfície esférica. \squareConfirmação de que as duas bolas cabem: os centros ficam em y = 3 e y = 9, à distância 6 = 3+3 — tangentes uma à outra, tal como o enunciado diz. E a altura do cilindro, 12, é exatamente 4 raios.
RespostaCentro (3,\,9,\,3); e (1,\,8,\,1) dista 3 do centro

Substitua z = 4 na condição: fica uma desigualdade em x e y que descreve um círculo.

  1. A esfera tem centro na origem e raio 5. Substituindo z = 4: x^{2}+y^{2}+16 \le 25 \quad\Leftrightarrow\quad x^{2}+y^{2} \le 9.
  2. É o círculo de centro (0,\,0,\,4) e raio 3, cuja área é A = \pi\times 3^{2} = 9\pi.
  3. A opção correta é a (D).O raio da secção sai do Teorema de Pitágoras: \rho = \sqrt{R^{2}-d^{2}} = \sqrt{25-16} = 3. A opção (B), 3\pi, é o isco de quem toma o raio pela área.
RespostaOpção (D)

A interseção tem de ser o círculo de centro O e raio 3. Use o triângulo retângulo formado pela altura, pelo raio da base e pela geratriz.

  1. O centro. V está no semieixo positivo Oz à altura do cone: V(0,\,0,\,4).
  2. O raio. Para que a interseção com xOy seja um círculo de raio 3, com o centro a 4 desse plano: R^{2} = 4^{2}+3^{2} = 25, \qquad R = 5. (É a geratriz do cone: \overline{AV} = \sqrt{9+16} = 5.)
  3. Sendo pedida a esfera — o sólido — a condição é uma desigualdade: x^{2}+y^{2}+(z-4)^{2} \leq 25.
  4. Confirmação. Fazendo z = 0: x^{2}+y^{2}+16 \le 25 \Leftrightarrow x^{2}+y^{2} \le 9 — o círculo de centro na origem e raio 3, que é a base do cone ✓Repare no \le: o enunciado pede a esfera e diz que a interseção é a base do cone, que é um círculo (região) e não uma circunferência. Com =, a interseção seria só a linha de contorno.
Respostax^{2}+y^{2}+(z-4)^{2} \leq 25

Do volume tira-se a aresta, e das três faces nos planos coordenados tiram-se todos os vértices. A reflexão em xOy troca o sinal da cota.

  1. A aresta. V = a^{3} = 27 \Leftrightarrow a = 3.
  2. Os vértices. Três faces estão nos planos coordenados, logo O é a origem e as três arestas que dele saem estão sobre os eixos: R(3,0,0),\quad P(0,3,0),\quad S(0,0,3),\quad Q(3,3,0),\quad U(3,3,3).
  3. O centro. O simétrico de U(3,3,3) em relação ao plano xOy troca o sinal da cota: U'(3,\,3,\,-3).
  4. O raio. r^{2} = \overline{U'Q}^{\,2} = (3-3)^{2}+(3-3)^{2}+(0+3)^{2} = 9.
  5. (x-3)^{2}+(y-3)^{2}+(z+3)^{2} = 9.O segmento [U'Q] é vertical, e o seu comprimento é a aresta do cubo — o que se percebe: Q está no plano de simetria, a meio caminho entre U e U'.
Resposta(x-3)^{2}+(y-3)^{2}+(z+3)^{2} = 9

Faça o triângulo retângulo: um cateto é a distância de A ao plano xOy, o outro é o raio da circunferência, e a hipotenusa é o raio da superfície esférica.

  1. A distância do centro ao plano. O plano xOy é z = 0, e A(0,\,5,\,2) tem cota 2: d = 2.
  2. O raio da superfície esférica. Pelo Teorema de Pitágoras, com o raio da secção igual a 3: R^{2} = d^{2}+\rho^{2} = 2^{2}+3^{2} = 13.
  3. x^{2}+(y-5)^{2}+(z-2)^{2} = 13.
  4. Confirmação. Fazendo z = 0: x^{2}+(y-5)^{2}+4 = 13 \Leftrightarrow x^{2}+(y-5)^{2} = 9 — uma circunferência de centro (0,5,0) e raio 3O centro da circunferência da secção é a projeção do centro da superfície esférica sobre o plano. Aqui, (0,5,0) — que é a projeção de A em xOy.
Respostax^{2}+(y-5)^{2}+(z-2)^{2} = 13

Centro (0,7,0), raio 3. Para cada afirmação, calcule a distância ao centro e compare com 3.

  1. A esfera tem centro C(0,\,7,\,0) e raio 3.
  2. (A) Um ponto de Ox é (x,0,0): a distância a C é \sqrt{x^{2}+49} \ge 7 > 3. Nenhum ponto do eixo Ox está na esfera ✗
  3. (B) Um ponto de Oy é (0,y,0): (y-7)^{2} \le 9 \quad\Leftrightarrow\quad 4 \le y \le 10. Há pontos do eixo Oy na esfera — todo o segmento de (0,4,0) a (0,10,0)
  4. (C) (7,7,0): 49+0+0 = 49 > 9 ✗   (D) (0,0,7): 0+49+49 = 98 > 9
  5. A opção correta é a (B).Uma leitura rápida: o centro está no eixo Oy, logo a esfera corta esse eixo de certeza — e num segmento de comprimento 2r = 6. Os outros dois eixos passam a 7 do centro, mais do que o raio.
RespostaOpção (B)

Compare a distância entre os centros com a soma dos raios.

  1. Os centros são C_{1}(0,\,0,\,10) e C_{2}(0,\,0,\,4), e ambos os raios valem 3.
  2. A distância entre os centros. d = |10-4| = 6 = 3+3 = r_{1}+r_{2}.
  3. Quando a distância entre os centros é exatamente a soma dos raios, as duas superfícies são tangentes exteriormente: tocam-se num único ponto. A opção correta é a (A).
  4. Confirmação. Subtraindo as equações: (z-10)^{2}-(z-4)^{2} = 0 \Leftrightarrow -12z+84 = 0 \Leftrightarrow z = 7; substituindo, x^{2}+y^{2}+9 = 9 \Leftrightarrow x^{2}+y^{2} = 0, ou seja o ponto (0,\,0,\,7)É o ponto médio do segmento que une os centros — e tinha de ser, porque os raios são iguais. Se os raios fossem diferentes, o ponto de tangência estaria mais perto da esfera menor.
RespostaOpção (A)

Há interseção quando a distância do centro ao plano é menor ou igual ao raio.

  1. O centro é C(2,\,2,\,2) e o raio é \sqrt{2} \approx 1{,}41.
  2. Para um plano x = k, a distância ao centro é |k-2|. Há interseção quando |k-2| \le \sqrt{2}, ou seja 2-\sqrt{2} \le k \le 2+\sqrt{2}, \qquad\text{isto é,}\qquad 0{,}59 \lesssim k \lesssim 3{,}41.
  3. Das opções — -1, 0, 3 e 4 — só k = 3 está nesse intervalo. A opção correta é a (C).
  4. Confirmação. Com x = 3, a equação fica 1+(y-2)^{2}+(z-2)^{2} = 2, ou seja (y-2)^{2}+(z-2)^{2} = 1: uma circunferência de raio 1Escrever o intervalo [2-\sqrt2,\ 2+\sqrt2] de uma vez resolve as quatro opções ao mesmo tempo, e evita quatro comparações separadas.
RespostaOpção (C)

Localize P e Q: estão os dois na vertical do centro do cubo. Depois compare o raio da superfície esférica com a distância do centro a um vértice do cubo.

  1. O cubo. Tem um vértice na origem e o oposto em E(2,2,2), logo a aresta é 2 e o cubo ocupa [0,\,2]^{3}. O seu centro é (1,\,1,\,1).
  2. Os vértices das pirâmides. Cada pirâmide assenta numa face horizontal e tem altura 2, logo Q(1,\,1,\,4) \qquad\text{e}\qquad P(1,\,1,\,-2).
  3. A superfície esférica de diâmetro [PQ]. O centro é o ponto médio, M = (1,\,1,\,1), que é o centro do cubo, e o raio é r = \frac{\overline{PQ}}{2} = \frac{6}{2} = 3.
  4. A distância de M a um vértice do cubo. F é um vértice do cubo, e todos distam do centro metade da diagonal espacial: \overline{MF} = \frac{2\sqrt{3}}{2} = \sqrt{3} \approx 1{,}73.
  5. Como \sqrt{3} \ne 3, o ponto F não pertence à superfície esférica — está no seu interior. \squareNote-se que o argumento vale para qualquer vértice do cubo, e não só para F: todos estão a \sqrt3 do centro. A superfície esférica de diâmetro [PQ] passa pelos vértices das pirâmides, e não pelos do cubo.
Resposta\overline{MF} = \sqrt{3} \ne 3 = r, logo F não pertence à superfície esférica

Todas as opções têm o mesmo centro; o que muda é o raio. O plano yOz é x = 0.

  1. As quatro superfícies têm centro C(2,\,0,\,0); o que as distingue é o raio.
  2. O plano yOz é x = 0, e a distância do centro a esse plano é d = |2-0| = 2.
  3. A tangência exige r = d = 2, ou seja r^{2} = 4.
  4. A opção correta é a (C).

    (A) e (B) têm raio menor do que 2: não chegam ao plano; (D) tem raio 3 > 2: atravessa o plano, e a interseção é uma circunferência.

    Como todas partilham o centro, o item reduz-se a comparar um número com 2. Reparar nisso poupa quatro contas — e é o tipo de leitura que estes itens de escolha múltipla premeiam.
RespostaOpção (C)

Uma superfície esférica tangente a dois planos paralelos tem o centro a meio caminho entre eles — e o raio é metade da distância que os separa.

  1. Os dois planos são paralelos e distam 5-1 = 4.
  2. Para a superfície esférica ser tangente aos dois, o centro tem de estar a igual distância de ambos, ou seja no plano z = \frac{1+5}{2} = 3, e o raio tem de ser metade da distância entre eles: r = 2, ou seja r^{2} = 4.
  3. A opção correta é a (C).

    (A) tem o centro certo mas raio 5 (B) e (D) têm centro à cota 4, que não é o ponto médio ✗

    Convém confirmar as duas tangências: com centro (0,0,3) e raio 2, a distância ao plano z = 1 é 2 ✓ e ao plano z = 5 também é 2 ✓ — a superfície toca-os em (0,0,1) e (0,0,5).
RespostaOpção (C)

Compare a distância entre os centros com a soma e com a diferença dos raios.

  1. As duas superfícies têm centros C_{1}(0,\,2,\,0) e C_{2}(0,\,3,\,0) e o mesmo raio r = \sqrt{2}.
  2. A distância entre os centros. d = \overline{C_{1}C_{2}} = 1.
  3. Compare-se com 2r = 2\sqrt{2} \approx 2{,}83 e com |r-r| = 0: 0 < 1 < 2\sqrt{2}, ou seja, os centros estão suficientemente perto para as superfícies se cortarem, mas não coincidem. A interseção é uma circunferência.
  4. A opção correta é a (B).
  5. Confirmação pelas contas. Subtraindo as duas equações: (y-2)^{2}-(y-3)^{2} = 0 \ \Leftrightarrow\ 2y-5 = 0 \ \Leftrightarrow\ y = \frac{5}{2}, e substituindo na primeira, x^{2}+z^{2} = 2-\frac14 = \frac74: é uma circunferência no plano y = \frac52, de raio \frac{\sqrt7}{2}O critério geral: com d a distância entre os centros e r_{1}, r_{2} os raios, a interseção é uma circunferência se |r_{1}-r_{2}| < d < r_{1}+r_{2}; um ponto se d for igual a um dos extremos; e vazia fora disso.
RespostaOpção (B)

Comece por G: está no eixo Oy e na superfície esférica, o que dá uma equação numa só incógnita. Depois use que [EH] e [FG] são lados opostos de um retângulo.

  1. A altura do paralelepípedo. A base [EFGH] está no plano xOy, logo os seus quatro vértices têm cota nula. Como A(1,1,1) está na face superior, essa face está no plano z = 1, e a altura é 1. Em particular E(1,\,1,\,0), por baixo de A.
  2. O ponto G. Está no eixo Oy, logo G(0,\,g,\,0). Pertencendo à superfície esférica dada: (0-1)^{2}+(g-1)^{2}+(0-1)^{2} = 11 \ \Leftrightarrow\ (g-1)^{2} = 9 \ \Leftrightarrow\ g = -2 \ \vee \ g = 4. Pela figura, G está do lado das ordenadas negativas: G(0,\,-2,\,0).
  3. O ponto F. Também está no eixo Oy e é o vértice do retângulo adjacente a E(1,1,0), logo é a projeção de E nesse eixo: F(0,\,1,\,0).
  4. O ponto H. Num retângulo, \overrightarrow{EH} = \overrightarrow{FG}: \overrightarrow{FG} = (0,\,-3,\,0), \qquad H = E+(0,-3,0) = (1,\,-2,\,0). \quad \square
  5. Confirmação. \overline{AG}^{\,2} = 1+9+1 = 11 ✓, e o paralelepípedo tem dimensões 1 \times 3 \times 1.A raiz g = 4 corresponde à posição simétrica do sólido, do outro lado do eixo Ox. É a figura que decide — como acontece sempre que uma equação do 2.º grau devolve duas soluções geometricamente possíveis.
RespostaH(1,\,-2,\,0)

Tangente a um plano x = k significa: distância do centro a esse plano igual ao raio. Verifique as duas tangências em cada opção.

  1. (A) centro (2,\,2,\,0), raio 2. Distância ao plano x = 4: |4-2| = 2 = r ✓ Distância ao plano y = 0: |2-0| = 2 = rTangente aos dois.
  2. (B) mesmo centro, raio 4: as distâncias continuam a valer 2 \ne 4 ✗ (a superfície atravessa os dois planos).
  3. (C) centro (0,\,0,\,2), raio 2. Ao plano y = 0 a distância é 0 — o centro está no plano ✗
  4. (D) centro (2,\,0,\,0), raio 4. Ao plano x = 4 a distância é 2 \ne 4
  5. A opção correta é a (A).A distância de um ponto a um plano do tipo x = k é simplesmente |x_{0}-k| — não é preciso a fórmula geral. O mesmo para y = k e z = k, que são os únicos planos que aparecem nestes itens.
RespostaOpção (A)

Do perímetro tira-se o raio da circunferência da secção. Depois, um triângulo retângulo liga esse raio, a distância do centro ao plano e o raio da superfície esférica.

  1. O raio da secção. De 2\pi\rho = 8\pi vem \rho = 4.
  2. A distância do centro ao plano. O centro é a origem e o plano é z = 3, logo d = 3.
  3. O raio da superfície esférica. O centro, o centro da secção e um ponto da circunferência formam um triângulo retângulo: R^{2} = d^{2}+\rho^{2} = 9+16 = 25.
  4. A opção correta é a (C).É o mesmo Teorema de Pitágoras que resolve todos os problemas de secção plana de uma esfera, nos dois sentidos: dá o raio da secção a partir do da esfera, e vice-versa. Vale a pena fazer sempre o esboço do triângulo.
RespostaOpção (C)

A e F são vértices opostos: o segmento [AF] é uma diagonal do octaedro, e o seu ponto médio é o centro.

  1. O ponto F. Os vértices B e E mostram que os quatro vértices «do meio» estão à cota 1; A está por cima, à cota 2, e F por baixo, no plano xOy. O segmento [AF] é vertical, logo F(1,\,1,\,0).
  2. O centro. É o ponto médio de [AF]: M = \left(1,\ 1,\ \frac{2+0}{2}\right) = (1,\,1,\,1).
  3. O raio. r = \frac{\overline{AF}}{2} = \frac{2}{2} = 1.
  4. (x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 1.
  5. Confirmação com os outros vértices. B(1,0,1):\ 0+1+0 = 1 \ ✓ \qquad E(0,1,1):\ 1+0+0 = 1 \ ✓Num octaedro regular todas as três diagonais têm o mesmo comprimento e o mesmo ponto médio — é isso que garante que uma única superfície esférica passa nos seis vértices. Verificar dois vértices que não entraram na construção é a melhor prova de que o centro está certo.
Resposta(x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 1

Um plano só divide uma esfera em duas metades iguais se passar por um sítio muito particular.

  1. Da condição, o centro é C(0,\,0,\,2) e o raio é 2.
  2. Um plano divide a esfera em dois sólidos com o mesmo volume se e só se passa pelo centro — porque a esfera é simétrica em relação a qualquer plano que contenha o seu centro.
  3. Das quatro opções, a única que contém C(0,0,2) é x = 0: a opção correta é a (A).
  4. As outras: x = 1 corta a esfera em duas partes desiguais; x = 2 é tangente (a distância ao centro é 2, igual ao raio); x = 3 nem toca na esfera.O plano x = 0 é o plano yOz, e passa pelo centro porque este tem abcissa nula. A cota 2 do centro é irrelevante aqui — é a abcissa que conta, porque os planos das opções são todos perpendiculares a Ox.
RespostaOpção (A)

Localize primeiro os vértices da face inferior do cubo — estão à cota -2. E C é um dos pontos médios da face superior.

  1. O cubo. De Q(2,2,0), a aresta é 2; a face superior [OPQR] está no plano xOy e a inferior à cota -2. Pela figura, T está por baixo de P(2,0,0): T(2,\,0,\,-2).
  2. O ponto C. É o ponto médio do lado [QR], com Q(2,2,0) e R(0,2,0): C(1,\,2,\,0).
  3. O raio. r^{2} = (1-2)^{2}+(2-0)^{2}+(0+2)^{2} = 1+4+4 = 9, \qquad r = 3.
  4. (x-2)^{2}+y^{2}+(z+2)^{2} = 9.O volume 10 e a pirâmide não entram nesta alínea — servem a outra, onde se determina a cota do vértice. Aqui, o que faz falta é só a aresta do cubo, que Q dá de imediato.
Resposta(x-2)^{2}+y^{2}+(z+2)^{2} = 9

O plano xOy é z = 0: substitua e veja o que sobra.

  1. O plano xOy é z = 0. Substituindo na equação: x^{2}+y^{2}+4 = 4 \quad\Leftrightarrow\quad x^{2}+y^{2} = 0.
  2. Uma soma de quadrados só é nula quando ambos são nulos: x = 0 \wedge y = 0. A interseção é o único ponto (0,\,0,\,0).
  3. A opção correta é a (B).
  4. Ler geometricamente. O centro é (0,0,2) e o raio 2: a distância do centro ao plano xOy é 2, igual ao raio — a superfície esférica é tangente ao plano, e toca-o na origem.A opção (D), «um círculo», nunca poderia estar certa: a interseção de uma superfície esférica com um plano é uma linha ou um ponto, nunca uma região. Um círculo sairia da interseção da esfera (o sólido) com o plano.
RespostaOpção (B)

Uma reta vertical x = k é tangente quando a sua distância ao centro é igual ao raio. E essa distância é |k-x_{C}|.

  1. Da equação, o centro é C(1,\,3) e o raio é \sqrt{16} = 4.
  2. As retas verticais. A distância de C à reta x = k é |k-1|; é tangente quando |k-1| = 4, ou seja k = -3 ou k = 5.
  3. As retas horizontais. A distância de C à reta y = k é |k-3|; é tangente quando k = -1 ou k = 7.
  4. Das quatro opções, só x = -3 está nessas listas: a opção correta é a (A).

    (B) x = 1 passa no centro — é secante, e a corda é um diâmetro; (C) y = -4 está a 7 do centro, mais do que o raio — não interseta; (D) y = 1 está a 2 do centro — é secante.

    Vale a pena guardar as quatro tangentes «fáceis» de uma circunferência de centro (a,b) e raio r: x = a\pm r e y = b\pm r. Estão assinaladas a tracejado na figura.
RespostaOpção (A)

A base está no plano xOy, e o vértice O é a origem — que verifica a equação dada. Para achar P, basta anular a ordenada e a cota nessa equação.

  1. O lado da base. P está no eixo Ox, logo tem ordenada e cota nulas. Substituindo na equação da superfície esférica: x^{2}-2x = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x(x-2) = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x = 0 \ \vee \ x = 2. A raiz x = 0 é o vértice O; logo P(2,\,0,\,0) e o lado da base é 2.
  2. A altura. É a cota do vértice V, que é o centro da superfície esférica. Escrevendo a equação na forma reduzida — completando os quadrados: x^{2}-2x+y^{2}-2y+z^{2}-8z = 0, (x-1)^{2}-1+(y-1)^{2}-1+(z-4)^{2}-16 = 0, (x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-4)^{2} = 18. O centro é V(1,\,1,\,4): está na vertical do centro da base, (1,1,0) ✓, e a altura é 4.
  3. V_{[VOPQR]} = \frac{1}{3}\times 2^{2}\times 4 = \frac{16}{3}.
  4. Confirmação. O raio é \sqrt{18} = 3\sqrt{2}, e a distância de V(1,1,4) a O(0,0,0) é \sqrt{1+1+16} = \sqrt{18}Este é o único item da ficha em que a equação vem na forma geral. As Aprendizagens Essenciais só pedem a forma reduzida, e por isso o passo de completar os quadrados está escrito por extenso: some-se e subtraia-se o quadrado de metade do coeficiente de cada variável.
RespostaV = \dfrac{16}{3}

[OPQR] é um quadrado com O na origem e P no eixo Ox: as coordenadas de Q lêem-se de imediato.

  1. O ponto Q. A base é um quadrado de lado 5 no plano xOy, com O na origem e P(5,0,0). Logo Q é o vértice oposto a O: Q(5,\,5,\,0).
  2. O raio. É a distância de Q a O, ou seja, a diagonal do quadrado: r^{2} = 5^{2}+5^{2} = 50.
  3. (x-5)^{2}+(y-5)^{2}+z^{2} = 50.Repare em que o item pede uma condição que defina a superfície esférica — logo uma igualdade. Se pedisse a esfera, seria \le 50. É uma distinção que estas provas testam com frequência.
Resposta(x-5)^{2}+(y-5)^{2}+z^{2} = 50

[UT] é uma aresta do cubo — a aresta lê-se nas coordenadas de U.

  1. O cubo. A face superior está no plano xOy com um vértice na origem, e U(4,-4,-4) é o vértice oposto na face inferior: a aresta é 4 e o cubo ocupa 0 \le x \le 4, -4 \le y \le 0, -4 \le z \le 0.
  2. O ponto T. É o vértice da face inferior que fica por baixo de P(4,\,0,\,0): T(4,\,0,\,-4).
  3. O raio. [UT] é uma aresta do cubo: r = \overline{UT} = \|(0,\,4,\,0)\| = 4.
  4. (x-4)^{2}+(y+4)^{2}+(z+4)^{2} = 16.Atenção aos sinais: o centro tem ordenada e cota negativas, e por isso na equação aparecem (y+4)^{2} e (z+4)^{2}. É onde estes itens costumam apanhar quem responde depressa.
Resposta(x-4)^{2}+(y+4)^{2}+(z+4)^{2} = 16

O raio é \overline{AB} — e o que a equação pede é r^{2}, que se calcula sem tirar a raiz.

  1. O raio ao quadrado. r^{2} = \overline{AB}^{\,2} = (8-11)^{2}+(5+1)^{2}+(0-2)^{2} = 9+36+4 = 49.
  2. A equação, com centro A(11,\,-1,\,2): (x-11)^{2}+(y+1)^{2}+(z-2)^{2} = 49.O valor 49 não é casual: \overline{AB} = 7 é a aresta da base do prisma. O ponto G serve outras alíneas da mesma prova.
Resposta(x-11)^{2}+(y+1)^{2}+(z-2)^{2} = 49

Centro no ponto médio, raio igual a metade da distância.

  1. O centro. M = \left(\frac{0+4}{2},\ \frac{0+0}{2},\ \frac{2+0}{2}\right) = (2,\,0,\,1).
  2. O raio. \overline{AB} = \|(4,\,0,\,-2)\| = \sqrt{16+4} = \sqrt{20}, \qquad r = \frac{\sqrt{20}}{2} = \sqrt{5}.
  3. (x-2)^{2}+y^{2}+(z-1)^{2} = 5.
  4. Confirmação. A(0,0,2): 4+0+1 = 5 ✓   B(4,0,0): 4+0+1 = 5O raio ao quadrado sai mais depressa sem passar pela raiz: r^{2} = \left(\frac{\overline{AB}}{2}\right)^{2} = \frac{20}{4} = 5. E é r^{2}, não r, o que a equação pede.
Resposta(x-2)^{2}+y^{2}+(z-1)^{2} = 5

Tangente a um plano quer dizer que a distância do centro ao plano é igual ao raio. E a distância de um ponto ao plano xOy lê-se na cota.

  1. O raio. A distância de A(-1,\,1,\,1) ao plano xOy (que é z = 0) é o módulo da cota: d = |1| = 1. Sendo a superfície esférica tangente a esse plano, r = 1.
  2. A equação. Com centro A(-1,\,1,\,1): (x+1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 1.
  3. Confirmação. O ponto de tangência é a projeção de A em xOy, ou seja (-1,\,1,\,0); substituindo, 0+0+1 = 1O ponto C não entra: serve para outra alínea da prova, onde se localiza o centro da base. Um enunciado com dados a mais é o normal nestes itens.
Resposta(x+1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 1

Se T' é o simétrico de T em relação à origem, onde fica o centro do segmento [TT']?

  1. O ponto T. Está no eixo Oz e na face de cima, que está no plano z = 3: T(0,\,0,\,3).
  2. O ponto T'. O simétrico em relação à origem tem as três coordenadas simétricas: T'(0,\,0,\,-3).
  3. O centro e o raio. Sendo T e T' simétricos em relação a O, o ponto médio de [TT'] é a própria origem, e o raio é r = \overline{OT} = 3.
  4. x^{2}+y^{2}+z^{2} = 9.O lado da base do prisma nunca aparece — e o enunciado nem o determina. Sempre que um item deixa um dado indeterminado, é sinal de que ele não é preciso.
Respostax^{2}+y^{2}+z^{2} = 9

Uma superfície esférica que passa nos oito vértices tem centro no centro do cubo. E [AG] é uma diagonal espacial — dá o centro e o raio de uma vez.

  1. Que segmento é [AG]. Pela figura, A e G são vértices opostos do cubo: [AG] é uma diagonal espacial.
  2. O centro. É o ponto médio dessa diagonal: M = \left(\frac{7+5}{2},\ \frac{1+3}{2},\ \frac{4+6}{2}\right) = (6,\,2,\,5).
  3. O raio. \overline{AG} = \|(-2,\,2,\,2)\| = \sqrt{12} = 2\sqrt{3}, \qquad r = \sqrt{3}.
  4. (x-6)^{2}+(y-2)^{2}+(z-5)^{2} = 3.De caminho fica a aresta do cubo: a diagonal espacial de um cubo de aresta a mede a\sqrt3, logo a\sqrt3 = 2\sqrt3 e a = 2. E o raio da esfera circunscrita é sempre \frac{a\sqrt3}{2}.
Resposta(x-6)^{2}+(y-2)^{2}+(z-5)^{2} = 3

Na equação reduzida, os sinais aparecem trocados em relação às coordenadas do centro. E o raio é \overline{RQ}.

  1. O centro. É R(-5,\,5,\,-3), logo a equação tem a forma (x+5)^{2}+(y-5)^{2}+(z+3)^{2} = r^{2}. Isso elimina as opções (A) e (B), que têm os sinais ao contrário.
  2. O raio. r^{2} = \overline{RQ}^{\,2} = (-2+5)^{2}+(1-5)^{2}+(1+3)^{2} = 9+16+16 = 41.
  3. A opção correta é a (C).Os dois erros que o item testa aparecem separados: as opções (A) e (B) trocam os sinais do centro, e a (D) usa 59, que sairia de somar mal os quadrados. Confirmar a soma 9+16+16 demora três segundos.
RespostaOpção (C)

Quando se dá um diâmetro, o centro é o ponto médio e o raio é metade da distância entre os extremos. É nesse «metade» que os distratores apostam.

  1. O centro é o ponto médio de [AG]: M = \left(\frac{4+12}{2},\ \frac{0+\frac{13}{2}}{2},\ \frac{0+2}{2}\right) = \left(8,\ \frac{13}{4},\ 1\right). Isso elimina já as opções (C) e (D), centradas em (4,0,0).
  2. O raio. \overline{AG} = \sqrt{8^{2}+\left(\tfrac{13}{2}\right)^{2}+2^{2}} = \sqrt{64+\tfrac{169}{4}+4} = \sqrt{\tfrac{441}{4}} = \frac{21}{2}, r = \frac{\overline{AG}}{2} = \frac{21}{4}, \qquad r^{2} = \frac{441}{16}.
  3. A opção correta é a (A).A opção (B) tem o centro certo e r^{2} = \frac{441}{4} — que é \overline{AG}^{\,2}, e não o quadrado do raio. É o erro que o item quer apanhar: esquecer de dividir o diâmetro por dois.
RespostaOpção (A)
R4

Conjuntos de pontos definidos por condições

Esta secção não traz objetos novos — traz a gramática que os junta. Uma desigualdade troca a linha pela região; um \wedge corta; um \vee junta. Com as retas da R1, a mediatriz da R2 e as circunferências da R3, passa a poder descrever-se qualquer figura simples por uma condição, e a ler uma condição como uma figura.

Aprendizagens Essenciais · 10.º ano
  • Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: equações de retas verticais e não verticais; semiplanos; mediatriz de um segmento de reta; circunferência e círculo; outros conjuntos definidos por conjunções e disjunções, em casos simples.
  • Analisar condições que possam definir conjuntos de pontos e perceber como diferentes condições geram conjuntos de pontos diferentes, incluindo o conjunto vazio.

1 · De linha para região: o semiplano

Uma reta divide o plano em dois semiplanos. Trocar a igualdade por uma desigualdade escolhe um deles.

x y −3 −2 −1 1 2 3 4 −2 −1 1 2 3 y ≥ ½x + 1
Uma desigualdade em vez de uma igualdade troca a reta pelo semiplano que ela limita. O \geq inclui a fronteira; o > deixa-a de fora — e é isso que a linha cheia ou tracejada deve mostrar.
Semiplanos y \geq mx+b \quad\text{e}\quad y \leq mx+b

são os dois semiplanos fechados limitados pela reta y = mx+b. Com > ou < a fronteira fica de fora. Para as retas verticais escreve-se x \geq a ou x \leq a, que a forma reduzida não sabe exprimir.

Como saber de que lado

Não se decora: testa-se um ponto. Escolhe-se um ponto que não esteja na fronteira — a origem, quando serve —, substitui-se, e vê-se se a condição dá verdadeira. Se der, é o semiplano que o contém; se não, é o outro.

2 · A gramática: \wedge corta, \vee junta

AB AB
O \wedge é a interseção: só os pontos que cumprem as duas condições. O \vee é a reunião: basta cumprir uma delas.
Conjunção e disjunção

Sendo A e B os conjuntos definidos por duas condições:

\text{condição } A \wedge B \;\longrightarrow\; A \cap B \qquad\qquad \text{condição } A \vee B \;\longrightarrow\; A \cup B

O \wedge exige as duas ao mesmo tempo e por isso encolhe o conjunto; o \vee basta-se com uma e por isso aumenta-o. Trocar um pelo outro é o erro mais caro desta matéria.

Laboratório · Construir uma região

interativo

3 · No espaço, a mesma gramática

Tudo se repete com uma coordenada a mais. Os semiplanos passam a semiespaços, os círculos a esferas, e as conjunções continuam a cortar: 0 \leq z \leq 2 \wedge x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 9 é uma fatia de esfera.

Exemplo 4 Ler uma condição como figura

No plano, caracteriza o conjunto definido por (x-2)^{2}+y^{2} \leq 4 \;\wedge\; y \geq x-2, indicando os pontos em que as duas fronteiras se cruzam.

  1. A primeira condição é o círculo de centro (2,\,0) e raio 2, com a fronteira.
  2. A segunda é o semiplano acima da reta y = x-2. Testando o centro (2,0): 0 \geq 0 é verdadeiro, logo o centro pertence — a reta passa mesmo pelo centro.Uma reta que passa pelo centro corta o círculo em duas metades iguais, e por isso o conjunto vai ser exatamente meio círculo.
  3. Interseção das fronteiras: substituindo y = x-2 na equação da circunferência, (x-2)^{2}+(x-2)^{2} = 4 \;\Leftrightarrow\; 2(x-2)^{2} = 4 \;\Leftrightarrow\; (x-2)^{2} = 2.
  4. x = 2+\sqrt{2} \;\vee\; x = 2-\sqrt{2}, a que correspondem y = \sqrt{2} e y = -\sqrt{2}.
  5. O conjunto é o semicírculo acima da reta, incluindo o diâmetro e o arco.
RespostaO semicírculo superior determinado pela reta y = x-2 no círculo de centro (2,0) e raio 2; as fronteiras cruzam-se em \left(2+\sqrt{2},\,\sqrt{2}\right) e \left(2-\sqrt{2},\,-\sqrt{2}\right)
Python Testar uma condição ponto a ponto

Uma condição é, afinal, uma função que devolve verdadeiro ou falso. O programa desenha a região no terminal, testando os pontos de uma grelha.

def condicao(x, y):
    return x*x + y*y <= 9 and y >= x - 1

for j in range(12, -13, -1):
    linha = ""
    for i in range(-16, 17):
        x, y = i / 4, j / 4
        linha += "#" if condicao(x, y) else "."
    print(linha)

Troca o and por or e compara os dois desenhos. Depois experimenta uma condição impossível, como x*x + y*y <= 1 and x >= 2: o que aparece é um retângulo de pontos, e é assim que o conjunto vazio se vê.

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre conjuntos definidos por condições: semiplanos, faixas, conjunções e disjunções, no plano e no espaço. Os últimos pedem escrever a condição a partir da figura, ou justificar que o conjunto é vazio.

Exercício 46§R4 · semiplano

No plano, a condição x \geq 2 define:

  • (A)a reta vertical de equação x = 2
  • (B)o semiplano à direita da reta x = 2, incluindo-a
  • (C)o semiplano à esquerda da reta x = 2, incluindo-a
  • (D)o semiplano à direita da reta x = 2, excluindo-a
Exercício 47§R4 · faixa

Caracteriza o conjunto de pontos do plano definido por -1 \leq y \leq 3.

Exercício 48§R4 · conjunção elementar

No plano, considera a condição x \geq 0 \wedge y \geq 0.

Caracteriza o conjunto de pontos que ela define.

Exercício 49§R4 · disjunção

No plano, a condição x = 0 \vee y = 0 define:

  • (A)só a origem
  • (B)o eixo Ox
  • (C)a reunião dos dois eixos
  • (D)todo o plano
Exercício 50§R4 · círculo e semiplano

Caracteriza o conjunto definido por x^{2}+y^{2} \leq 4 \wedge y \geq 0.

Exercício 51§R4 · semiplano oblíquo

No plano, caracteriza o conjunto definido por y < 2x - 1.

Exercício 52§R4 · triângulo por três condições

No plano, caracteriza o conjunto definido por x \geq 0 \wedge y \geq 0 \wedge x + y \leq 4.

Exercício 53§R4 · coroa cortada

Caracteriza o conjunto definido por 1 \leq x^{2}+y^{2} \leq 9 \wedge x \geq 0.

Exercício 54§R4 · condição com mediatriz

No plano, considera A(0,\,0) e B(4,\,0).

Caracteriza o conjunto dos pontos P tais que \overline{PA} \leq \overline{PB}.

Exercício 55§R4 · condição no espaço

No referencial Oxyz, caracteriza o conjunto definido por x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 16 \wedge z \geq 0.

Exercício 56§R4 · reunião de duas regiões

Caracteriza o conjunto definido por x^{2}+y^{2} \leq 1 \vee x \geq 3.

Exercício 57§R4 · escrever a condição

Escreve uma condição que defina, no plano, a região limitada pelo quadrado de vértices (-2,\,-2), (2,\,-2), (2,\,2) e (-2,\,2), de onde se retirou o círculo de centro na origem e raio 1.

Exercício 58§R4 · condição impossível

Mostra que a condição x^{2}+y^{2} \leq 1 \wedge x \geq 2 define o conjunto vazio.

Exercício 59§R4 · três condições combinadas

No plano, considera A(0,\,0) e B(0,\,6).

Caracteriza o conjunto dos pontos P tais que \overline{PA} \leq 5 \;\wedge\; \overline{PA} \geq \overline{PB} \;\wedge\; x \geq 0.

Exercício 60§R4 · sólido definido por condições

No referencial Oxyz, caracteriza o conjunto definido por 0 \leq z \leq 2 \;\wedge\; x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 9, e determina o raio da secção do conjunto pelo plano z = 2.

Uma desigualdade define uma região; o sinal \geq inclui a fronteira, e o sentido diz de que lado.

  1. Os pontos com abcissa maior ou igual a 2 estão à direita da reta x = 2, e os de abcissa exatamente 2 estão sobre ela.
  2. Logo é o semiplano à direita, com a fronteira: opção (B).A opção (D) descreveria x > 2, sem o sinal de igual.
RespostaOpção (B)

São duas condições ao mesmo tempo: uma limita por baixo, a outra por cima.

  1. y \geq -1 é o semiplano acima da reta y = -1, com a fronteira.
  2. y \leq 3 é o semiplano abaixo de y = 3, com a fronteira.
  3. A conjunção é a faixa horizontal entre as duas retas, incluindo-as.
RespostaA faixa horizontal limitada pelas retas y = -1 e y = 3, ambas incluídas

Cada condição é um semiplano. O \wedge pede os pontos que cumprem as duas.

  1. x \geq 0 é o semiplano à direita do eixo Oy, incluindo-o.
  2. y \geq 0 é o semiplano acima do eixo Ox, incluindo-o.
  3. A interseção é o 1.º quadrante, incluindo os dois semieixos positivos e a origem.
RespostaO 1.º quadrante, com os semieixos positivos e a origem

O \vee junta: basta que uma das condições se verifique.

  1. x = 0 é o eixo Oy; y = 0 é o eixo Ox.
  2. A disjunção reúne os dois conjuntos: o conjunto é a reunião dos dois eixos.
  3. A opção correta é a (C).Se fosse \wedge, o conjunto seria só a origem — o único ponto que está nos dois eixos ao mesmo tempo. Trocar \vee por \wedge muda tudo.
RespostaOpção (C)

Um círculo cortado por um semiplano. Que metade fica?

  1. x^{2}+y^{2} \leq 4 é o círculo de centro na origem e raio 2, com a fronteira.
  2. y \geq 0 guarda a parte de ordenada não negativa.
  3. O conjunto é o semicírculo superior, incluindo o diâmetro sobre Ox e a semicircunferência.
RespostaO semicírculo superior de centro na origem e raio 2, com a fronteira

A fronteira é a reta y = 2x-1. Para saber de que lado fica a região, testa um ponto que não esteja na reta.

  1. A fronteira é a reta y = 2x-1, que não pertence ao conjunto, por a desigualdade ser estrita.
  2. Testando a origem (0,0): 0 < 2 \times 0 - 1 = -1 é falso, logo a origem não pertence.
  3. Testando (0,-5): -5 < -1 é verdadeiro, logo o conjunto é o semiplano que contém este ponto — o de baixo da reta.
  4. Conclusão: o semiplano aberto abaixo da reta y = 2x-1.Testar um ponto é mais seguro do que decorar «< é sempre por baixo»: com a reta escrita noutra forma, como 2x - y > 1, a regra decorada engana.
RespostaO semiplano aberto abaixo da reta y = 2x-1

São três semiplanos. Interseta-os e identifica os vértices da região.

  1. As duas primeiras condições dão o 1.º quadrante.
  2. x+y \leq 4 é o semiplano abaixo da reta x+y = 4, que passa em (4,0) e (0,4).
  3. A interseção é a região triangular de vértices (0,0), (4,0) e (0,4), com os lados incluídos.
  4. Verificação: (1,1) cumpre as três condições e está dentro; (3,3) falha a terceira e está fora ✓
RespostaA região triangular fechada de vértices (0,0), (4,0) e (0,4)

A primeira parte é uma coroa circular; a segunda corta-a ao meio.

  1. 1 \leq x^{2}+y^{2} \leq 9 é a coroa circular de centro na origem, entre os raios 1 e 3, com as duas fronteiras.
  2. x \geq 0 guarda a metade de abcissa não negativa.
  3. O conjunto é a meia-coroa à direita do eixo Oy, incluindo as fronteiras e os dois segmentos sobre Oy.
RespostaA metade direita da coroa circular de centro na origem e raios 1 e 3, com as fronteiras

A igualdade dá a mediatriz. A desigualdade dá um dos dois semiplanos que ela separa — descobre qual testando um ponto.

  1. A igualdade \overline{PA} = \overline{PB} é a mediatriz de [AB], que aqui é a reta x = 2.
  2. A mediatriz separa o plano em dois semiplanos: num, os pontos estão mais perto de A; no outro, mais perto de B.
  3. Testando A(0,0): \overline{AA} = 0 \leq \overline{AB} = 4, verdadeiro. Logo o conjunto é o semiplano que contém A.
  4. Conclusão: x \leq 2 — o semiplano à esquerda da mediatriz, incluindo-a.Este é o raciocínio que reaparece no plano de Argand, quando uma condição em |z-z_{1}| \leq |z-z_{2}| define um semiplano.
Respostax \leq 2

Uma esfera cortada por um plano horizontal. Que parte fica?

  1. x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 16 é a esfera de centro na origem e raio 4, com a superfície.
  2. z \geq 0 guarda a parte de cota não negativa.
  3. O conjunto é a semiesfera superior, incluindo o círculo de raio 4 que fica no plano xOy.
RespostaA semiesfera superior de centro na origem e raio 4, com a fronteira

O \vee junta. As duas partes nem sequer se tocam — pensa se isso é problema.

  1. A primeira condição é o círculo de centro na origem e raio 1.
  2. A segunda é o semiplano à direita da reta x = 3, incluindo-a.
  3. O conjunto é a reunião dos dois, que não têm pontos comuns — é um conjunto em duas peças separadas, o que é perfeitamente legítimo.Um conjunto definido por uma condição não tem de ser «de uma peça só». A disjunção é precisamente a operação que permite descrever conjuntos desligados.
RespostaA reunião do círculo de centro na origem e raio 1 com o semiplano x \geq 3; as duas partes são disjuntas

O quadrado faz-se com duas faixas. «Retirar» o círculo é impor que os pontos estejam fora dele.

  1. O quadrado, com a fronteira, é a conjunção de duas faixas: -2 \leq x \leq 2 \wedge -2 \leq y \leq 2.
  2. Retirar o círculo de raio 1 é exigir que os pontos estejam no seu exterior. Se o círculo se retira inteiro, incluindo a fronteira, a condição é x^{2}+y^{2} > 1.
  3. Juntando tudo: -2 \leq x \leq 2 \;\wedge\; -2 \leq y \leq 2 \;\wedge\; x^{2}+y^{2} > 1.
  4. Se se quisesse manter a circunferência na região, o último sinal passaria a \geq. É uma escolha que o enunciado deve fixar, e que convém explicitar na resposta.Escrever x^{2}+y^{2} \neq 1 em vez da desigualdade seria erro grosseiro: isso tiraria só a linha e deixaria o interior do círculo lá dentro.
Resposta-2 \leq x \leq 2 \wedge -2 \leq y \leq 2 \wedge x^{2}+y^{2} > 1

Se um ponto cumprisse as duas condições, que valor teria de ter x^{2}? Compara com o que a primeira condição permite.

  1. Suponha-se que existe P(x,y) a cumprir as duas condições.
  2. De x \geq 2 vem x^{2} \geq 4.
  3. Como y^{2} \geq 0, vem x^{2}+y^{2} \geq 4.
  4. Mas a primeira condição exige x^{2}+y^{2} \leq 1, e 4 \leq 1 é falso. A hipótese é contraditória, logo não existe tal ponto.
  5. Geometricamente: o círculo está todo à distância no máximo 1 da origem, e o semiplano começa à distância 2 — não se podem encontrar.As Aprendizagens Essenciais pedem expressamente que se perceba «como diferentes condições geram conjuntos de pontos diferentes, incluindo o conjunto vazio». É este o caso.
RespostaDe x \geq 2 vem x^{2}+y^{2} \geq 4 > 1, contradizendo a primeira condição: o conjunto é vazio

Traduz cada condição no seu conjunto e depois interseta. A do meio é um semiplano limitado pela mediatriz.

  1. \overline{PA} \leq 5 é o círculo de centro A e raio 5: x^{2}+y^{2} \leq 25.
  2. \overline{PA} \geq \overline{PB} é o semiplano dos pontos mais próximos de B, limitado pela mediatriz de [AB], que é y = 3. Testando B(0,6): 6 \geq 0, verdadeiro — logo é y \geq 3.
  3. x \geq 0 guarda a metade direita.
  4. O conjunto é o quarto de segmento circular: a parte do círculo de centro na origem e raio 5 com y \geq 3 e x \geq 0.
  5. Os seus vértices são (0,\,3), (4,\,3) — porque x^{2}+9 = 25 \Leftrightarrow x = 4 — e (0,\,5).Determinar os pontos onde as fronteiras se cruzam é o que transforma uma descrição vaga numa resposta que se pode desenhar.
Respostax^{2}+y^{2} \leq 25 \wedge y \geq 3 \wedge x \geq 0, região de «vértices» (0,3), (4,3) e (0,5)

É uma esfera cortada por dois planos horizontais. Para a secção, substitui z = 2.

  1. x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 9 é a esfera de centro na origem e raio 3.
  2. 0 \leq z \leq 2 é a região entre os planos z = 0 e z = 2, ambos incluídos.
  3. O conjunto é a fatia da esfera compreendida entre esses dois planos — o que em linguagem corrente é um segmento esférico.
  4. Secção por z = 2: x^{2}+y^{2}+4 \leq 9 \;\Leftrightarrow\; x^{2}+y^{2} \leq 5, um círculo de raio \sqrt{5}.
  5. Confirmação da coerência: em z = 0 a secção teria raio 3, maior — e faz sentido, porque é a secção que passa pelo centro.Subir dentro da esfera faz as secções encolher: é a leitura geométrica de r(z) = \sqrt{9-z^{2}}.
RespostaA fatia da esfera de raio 3 entre z=0 e z=2; a secção por z=2 tem raio \sqrt{5}

Exercícios de Exame · Conjuntos de pontos e condições

Nove itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 2008 a 2018. Quase todos pedem a mesma coisa por caminhos diferentes: ler uma figura e escrevê-la como condição, ou ler uma condição e reconhecer a figura.

Item 69 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 28.05.2008

Na figura está representada, em referencial o.n. xOy, uma semicircunferência de centro na origem e que passa nos pontos P e Q.

O ponto P tem coordenadas (-3,\,4) e o ponto Q tem coordenadas (3,\,4). Na figura está também representado o segmento de reta [PQ].

x y −5 −3 3 5 4 P Q

Qual das condições seguintes define o domínio plano sombreado?

  • (A)x^{2}+y^{2} \leq 25 \wedge -3 < x < 3
  • (B)x^{2}+y^{2} \leq 25 \wedge y \geq 4
  • (C)x^{2}+y^{2} \leq 16 \wedge -3 < x < 3
  • (D)x^{2}+y^{2} \leq 16 \wedge y \geq 4
Item 70 construçãoTeste Intermédio 10.º · 28.01.2009

Na figura estão representados, em referencial o.n. xOy:

os pontos A e D, pertencentes ao eixo Oy; o ponto C, pertencente ao eixo Ox; a circunferência de centro na origem do referencial e raio 3, que contém os pontos A, C e D; a reta BD, que contém o ponto C; a reta AB, paralela ao eixo Ox.

x y −3 3 6 −3 3 A B C D

O ponto B tem coordenadas (6,\,3). Estão assinaladas na figura duas regiões: uma, ponteada, no primeiro quadrante; outra, sombreada, no quarto quadrante.

8.1. Defina, por meio de uma condição, a região a sombreado, incluindo a fronteira. 8.2. Determine a área da região ponteada. Apresente o resultado arredondado às centésimas.

Item 71 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 06.05.2009

Na figura está representada, em referencial o.n. xOy, uma circunferência de centro no ponto P(2,\,-1).

x y 1 2 3 4 −3 −2 −1 1 P

Qual das condições seguintes define a região sombreada, incluindo a fronteira?

  • (A)(x-2)^{2}+(y+1)^{2} \leq 4 \wedge x \geq 0
  • (B)(x-2)^{2}+(y+1)^{2} \leq 4 \wedge y \geq 0
  • (C)(x+2)^{2}+(y-1)^{2} \leq 4 \wedge y \geq 0
  • (D)(x+2)^{2}+(y-1)^{2} \leq 4 \wedge x \geq 0
Item 72 construçãoTeste Intermédio 10.º · 29.01.2010

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, a circunferência que tem centro no ponto A(4,\,7) e que contém o ponto D(8,\,10).

Sabe-se que:

[CF] é a corda da circunferência contida no eixo Oy; [CD] é uma corda da circunferência, paralela ao eixo Ox; [AE] é um raio da circunferência, paralelo ao eixo Oy; [ABCD] é um trapézio retângulo.

x y 2 4 6 8 2 4 6 8 10 A B C D E F

Defina, por uma condição, a região sombreada, incluindo a fronteira.

Item 73 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 06.05.2011

Considere a condição (x+1)^{2}+(y-1)^{2} \leq 2 \;\wedge\; x \geq 0.

Em qual das opções seguintes está representado, em referencial o.n. xOy, o conjunto de pontos definido por esta condição?

x y −2 2 2
(A)
x y −2 2 2
(B)
x y −2 2 2
(C)
x y −2 2 2
(D)
Item 74 construçãoTeste Intermédio 10.º · 16.03.2012

Considere, num referencial o.n. xOy:

a reta r, definida pela equação y = 2x-1; o ponto A de coordenadas (0,\,-2).

Na figura estão representados a reta r, o ponto A e a circunferência que tem centro no ponto A e que passa em O.

x y −2 −1 1 2 −4 −3 −2 −1 1 A r

Defina, por uma condição, a região representada a sombreado, incluindo a sua fronteira.

Item 75 escolha múltiplaExame 2016 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. xOy, o quadrado definido pela condição

0 \leq x \leq 4 \;\wedge\; 1 \leq y \leq 5

Qual das condições seguintes define a circunferência inscrita neste quadrado?

  • (A)(x-4)^{2}+(y-5)^{2} = 16
  • (B)(x-4)^{2}+(y-5)^{2} = 4
  • (C)(x-2)^{2}+(y-3)^{2} = 4
  • (D)(x-2)^{2}+(y-3)^{2} = 16
Item 76 escolha múltiplaExame 2017 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. xOy, a região definida pela condição

(x+1)^{2}+(y+1)^{2} \leq 1 \;\wedge\; x+y+2 \geq 0

Qual é o perímetro dessa região?

  • (A){\pi}+1
  • (B)\frac{{\pi}}{2}+1
  • (C){\pi}+2
  • (D)\frac{{\pi}}{2}+2
Item 77 escolha múltiplaExame 2018 · 1.ª Fase

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, uma circunferência de centro na origem e que passa nos pontos A, B, C, D, E e F.

Sabe-se que:

o ponto A pertence ao semieixo positivo Ox e tem abcissa igual a 2; os pontos B e F têm ambos abcissa igual a 1; os pontos C, D e E são, respetivamente, os simétricos dos pontos B, A e F relativamente ao eixo Oy.

x y −2 −1 1 2 −1 1 A B C D E F

Qual das condições seguintes define o domínio plano representado a sombreado?

  • (A)x^{2}+y^{2} \leq 2 \wedge |x| \geq 1
  • (B)x^{2}+y^{2} \leq 4 \wedge |x| \leq 1
  • (C)x^{2}+y^{2} \leq 4 \wedge |x| \geq 1
  • (D)x^{2}+y^{2} \leq 2 \wedge |x| \leq 1

O raio calcula-se com as coordenadas de Q. Depois, repare em que a fronteira reta da região é horizontal, e não vertical.

  1. Cálculo auxiliar: r = \overline{OQ} = \sqrt{3^{2}+4^{2}} = \sqrt{25} = 5, logo o círculo é x^{2}+y^{2} \leq 25.
  2. Isto exclui as opções (C) e (D), que usam 16 — o quadrado da ordenada, e não do raio.
  3. A região sombreada é a que fica acima do segmento [PQ], que está à altura y = 4: a condição é y \geq 4.
  4. A opção correta é a (B).A opção (A) descreveria a faixa vertical entre x=-3 e x=3, que desce até ao fundo do círculo — uma região muito maior, e limitada por duas retas verticais que a figura não tem.
RespostaOpção (B)

Em 8.1, a fronteira oblíqua é a reta DC. Em 8.2, a região ponteada é o que sobra do trapézio [ABCO] depois de lhe tirar o quarto de círculo.

  1. 8.1. O círculo é x^{2}+y^{2} \leq 9.
  2. Cálculo auxiliar: a reta DC passa em D(0,\,-3) e C(3,\,0), logo tem declive \dfrac{0-(-3)}{3-0} = 1 e ordenada na origem -3: y = x-3.
  3. A região sombreada é a que fica abaixo dessa reta, logo x^{2}+y^{2} \leq 9 \;\wedge\; y \leq x-3.
  4. 8.2. A região ponteada é o trapézio [ABCO] menos o quarto de círculo que lhe está sobreposto.
  5. Cálculo auxiliar: o trapézio tem bases \overline{OC} = 3 e \overline{AB} = 6 e altura \overline{OA} = 3: A_{[ABCO]} = \frac{3+6}{2}\times 3 = \frac{27}{2}. O quarto de círculo de raio 3 tem área \dfrac{1}{4}{\pi}\times 3^{2} = \dfrac{9{\pi}}{4}.
  6. A = \frac{27}{2} - \frac{9{\pi}}{4} \approx 13{,}5 - 7{,}0686 \approx 6{,}43.
  7. O arredondamento faz-se só no fim, às centésimas que o enunciado pede.
Resposta8.1. x^{2}+y^{2} \leq 9 \wedge y \leq x-3 · 8.2. \approx 6{,}43

Primeiro os sinais do centro na equação reduzida — aparecem trocados. Depois veja qual dos eixos é que corta a região.

  1. Com centro P(2,\,-1) e raio 2, o círculo é (x-2)^{2}+(y+1)^{2} \leq 4, o que exclui as opções (C) e (D), que trocam os sinais do centro.
  2. A região sombreada é a parte do círculo acima do eixo Ox, logo a segunda condição é y \geq 0.
  3. A opção correta é a (B).A opção (A) não cortaria nada: o círculo tem centro de abcissa 2 e raio 2, logo já está todo em x \geq 0 — e uma condição que não corta nada não podia definir uma região mais pequena.
RespostaOpção (B)

Comece pelo raio, que é a distância de A a D. Depois, leia na figura os dois cortes: um em ordenada, outro em abcissa.

  1. Cálculo auxiliar: r = \overline{AD} = \sqrt{(8-4)^{2}+(10-7)^{2}} = \sqrt{16+9} = 5.
  2. O círculo é (x-4)^{2}+(y-7)^{2} \leq 25.
  3. A região está abaixo da altura de A: y \leq 7.
  4. E entre o eixo Oy e a vertical de A: 0 \leq x \leq 4.
  5. Juntando: (x-4)^{2}+(y-7)^{2} \leq 25 \;\wedge\; y \leq 7 \;\wedge\; 0 \leq x \leq 4.
Resposta(x-4)^{2}+(y-7)^{2} \leq 25 \wedge y \leq 7 \wedge 0 \leq x \leq 4

Três coisas distinguem as opções: onde está o centro, se a circunferência passa na origem, e se a região tem pontos de abcissa negativa.

  1. A primeira condição é o círculo de centro (-1,\,1) e raio \sqrt{2}.
  2. Cálculo auxiliar: a distância do centro à origem é \sqrt{1+1} = \sqrt{2}, que é exatamente o raio — logo a circunferência passa na origem. Isso exclui a opção (A), onde não passa.
  3. A segunda condição, x \geq 0, elimina todos os pontos de abcissa negativa. A opção (B) mostra pontos do 2.º quadrante, logo está errada.
  4. Na opção (D) o círculo está centrado em (1,\,1), e não em (-1,\,1).
  5. Resta a opção (C): a pequena região à direita do eixo Oy, com a circunferência a tocar a origem.Como o centro dista \sqrt{2} da origem e esse é o raio, a região reduz-se a uma fatia estreita — e é isso que a opção certa mostra.
RespostaOpção (C)

São três condições ligadas por \wedge: o círculo, um semiplano limitado pela reta r e um semiplano limitado por um dos eixos. Para cada semiplano, teste um ponto.

  1. O raio é \overline{AO} = 2, logo o círculo é x^{2}+(y+2)^{2} \leq 4.
  2. Quanto à reta r: testando a origem, 0 \leq 2\times 0 - 1 = -1 é falso, e a origem não está na região sombreada. A condição é y \leq 2x-1.Testar um ponto é mais seguro do que decorar de que lado fica o «menor». Convém escolher um ponto que se veja bem na figura.
  3. A região está à direita do eixo Oy: x \geq 0.
  4. Como as três se verificam ao mesmo tempo, a região é x^{2}+(y+2)^{2} \leq 4 \;\wedge\; y \leq 2x-1 \;\wedge\; x \geq 0.
Respostax^{2}+(y+2)^{2} \leq 4 \wedge y \leq 2x-1 \wedge x \geq 0

O centro da circunferência inscrita é o centro do quadrado, e o raio é metade do lado.

  1. O quadrado tem lado 4, com x entre 0 e 4 e y entre 1 e 5.
  2. O centro é o ponto médio de uma diagonal: C\left(\dfrac{0+4}{2},\dfrac{1+5}{2}\right) = (2,\,3).
  3. O raio é metade do lado: r = \dfrac{4}{2} = 2, logo r^{2} = 4.
  4. A circunferência é (x-2)^{2}+(y-3)^{2} = 4: opção (C).As opções (A) e (B) tomam o vértice (4,5) por centro; a (D) usa 16, que seria r = 4 — o próprio lado.
RespostaOpção (C)

Verifique se a reta passa pelo centro do círculo. Se passar, a região é um semicírculo — e o perímetro tem duas parcelas de natureza diferente.

  1. A primeira condição é o círculo de centro (-1,\,-1) e raio 1.
  2. A segunda é y \geq -x-2, o semiplano acima da reta y = -x-2.
  3. O centro pertence a essa reta: -1+(-1)+2 = 0. A reta passa pelo centro, logo divide o círculo em duas metades iguais, e a região é um semicírculo de raio 1.
  4. O perímetro é o semiperímetro da circunferência mais o diâmetro — o lado reto conta: P = \frac{2{\pi}r}{2} + 2r = {\pi} \times 1 + 2 \times 1 = {\pi}+2.
  5. A opção correta é a (C).Esquecer o diâmetro dá a opção (A). Um semicírculo é uma região fechada: a sua fronteira inclui o segmento que o corta.
RespostaOpção (C)

O raio lê-se na abcissa de A — e não se esqueça de que o segundo membro da equação reduzida é r^{2}. Depois traduza «afastado do eixo Oy» por uma condição com módulo.

  1. O centro é a origem e A(2,\,0) pertence à circunferência, logo r = 2 e o círculo é x^{2}+y^{2} \leq 2^{2} \;\Leftrightarrow\; x^{2}+y^{2} \leq 4.
  2. Isto já exclui as opções (A) e (D), que usam 2 em vez de 4.É o erro clássico de confundir r com r^{2} — e aqui está posto de propósito em duas das quatro opções.
  3. A região sombreada é a que fica afastada do eixo Oy, com abcissa menor ou igual a -1 ou maior ou igual a 1: x \leq -1 \;\vee\; x \geq 1 \;\Leftrightarrow\; |x| \geq 1.
  4. A opção correta é a (C).
RespostaOpção (C)
R5

Vetores e equação vetorial da reta

Um vetor guarda três coisas ao mesmo tempo — direção, sentido e comprimento — e nenhuma delas é a posição. É por isso que serve para descrever deslocamentos, e é por isso que, com um ponto e um vetor, se escreve uma reta. Esta secção é a base de que as duas últimas vivem.

Aprendizagens Essenciais · 10.º ano
  • Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas: norma de um vetor; propriedades algébricas das operações com vetores; coordenadas de um vetor; coordenadas da soma e da diferença de vetores; coordenadas do produto de um escalar por um vetor e do simétrico de um vetor; relação entre as coordenadas de vetores colineares; vetor definido por dois pontos; coordenadas do ponto resultante da soma de um ponto com um vetor; cálculo da norma de um vetor por meio das suas coordenadas.
  • Reconhecer que uma reta fica definida se for conhecido um ponto da reta e um vetor diretor, e escrever uma equação vetorial de uma reta.
  • Estabelecer a relação entre as coordenadas de um vetor diretor e o declive da reta; entre paralelismo de retas, igualdade do declive e colinearidade de vetores diretores; e entre equação reduzida e equação vetorial de uma reta.

1 · Coordenadas e norma

Um vetor não tem posição: o mesmo vetor pode ser aplicado em qualquer ponto. O que o identifica são as suas coordenadas, e essas obtêm-se de dois pontos por uma subtração.

x y 1 2 3 4 5 1 2 3 A B xBxA yByA
As coordenadas de \overrightarrow{AB} são extremidade menos origem. Os dois catetos do triângulo são exatamente essas coordenadas — e é por isso que a norma se calcula com Pitágoras.
Vetor definido por dois pontos, e norma \overrightarrow{AB} = B - A = \left(x_{B}-x_{A},\; y_{B}-y_{A}\right) \qquad \left\|\vec{u}\right\| = \sqrt{u_{1}^{2}+u_{2}^{2}}

No espaço acrescenta-se a terceira coordenada nos dois casos. A norma é o comprimento, e coincide com \overline{AB} quando o vetor é \overrightarrow{AB} — é a fórmula da distância da secção R1, vista de outro lado.

2 · Operar com vetores

x y −2 −1 1 2 3 4 −2 −1 1 2 3 u v u⃗+v u
Somar vetores é somar coordenada a coordenada — e isso é, no desenho, a diagonal do paralelogramo. O simétrico tem o mesmo comprimento e a mesma direção, e sentido oposto.
Operações, em coordenadas \vec{u}+\vec{v} = \left(u_{1}+v_{1},\; u_{2}+v_{2}\right) \qquad {\lambda}\vec{u} = \left({\lambda}u_{1},\; {\lambda}u_{2}\right) \qquad -\vec{u} = \left(-u_{1},\; -u_{2}\right)

E a soma de um ponto com um vetor dá um ponto: P + \vec{u} é o ponto onde se chega partindo de P e fazendo o deslocamento \vec{u}.

Onde isto costuma falhar

Somar pontos. A+B não tem significado geométrico; o que tem é B-A, que dá um vetor, e P+\vec{u}, que dá um ponto. Antes de escrever uma soma, vale a pena perguntar de que tipo é cada parcela.

Laboratório · O múltiplo escalar

muda o {\lambda}

3 · Colinearidade

x y −4 −2 2 4 −2 2 u 2u −1,5 u
Multiplicar por um escalar muda o comprimento, e o sinal muda o sentido — mas a direção nunca muda. Dois vetores são colineares exatamente quando um é múltiplo escalar do outro.
Vetores colineares

Sendo \vec{u} \neq \vec{0}, os vetores \vec{u} e \vec{v} são colineares se, e só se, existe {\lambda} \in \mathbb{R} tal que

\vec{v} = {\lambda}\,\vec{u}.

Em coordenadas, e no plano, isso equivale a u_{1}v_{2} - u_{2}v_{1} = 0 — o que dá um teste de uma linha, sem ter de descobrir o {\lambda}. Três pontos A, B e C são colineares quando \overrightarrow{AB} e \overrightarrow{AC} o são.

4 · A reta, escrita com um vetor

Fixado um ponto A da reta e um vetor diretor \vec{u}, todo o ponto da reta se alcança partindo de A e andando um múltiplo de \vec{u}. É toda a ideia da equação vetorial.

Equação vetorial e equação reduzida (x,\,y) = \left(a_{1},\,a_{2}\right) + k\left(u_{1},\,u_{2}\right), \quad k \in \mathbb{R}

No plano, se u_{1} \neq 0, a reta tem declive

m = \frac{u_{2}}{u_{1}},

e a equação reduzida y = mx+b. Ao contrário, uma reta de declive m admite (1,\,m) por vetor diretor. Duas retas são paralelas exatamente quando os vetores diretores são colineares — o que, para retas não verticais, é o mesmo que terem o mesmo declive.

Laboratório · A equação vetorial da reta

o k faz o ponto correr
Exemplo 5 Da equação vetorial à reduzida, e de volta

Considera r: (x,\,y) = (-2,\,5) + k(4,\,-2),\ k \in \mathbb{R}. Escreve a equação reduzida de r e, a partir dela, uma equação vetorial diferente da dada.

  1. Declive: m = \dfrac{-2}{4} = -\dfrac{1}{2}.
  2. Com o ponto (-2,\,5): 5 = -\dfrac{1}{2}\times(-2) + b \;\Leftrightarrow\; 5 = 1+b \;\Leftrightarrow\; b = 4.
  3. Equação reduzida: y = -\dfrac{1}{2}x + 4.
  4. Da reduzida sai (1,\,m) = \left(1,\,-\dfrac{1}{2}\right) como vetor diretor, e (0,\,4) como ponto — a ordenada na origem. Logo (x,\,y) = (0,\,4) + k\left(1,\,-\tfrac{1}{2}\right), \quad k \in \mathbb{R} é outra equação vetorial da mesma reta.São equações diferentes do mesmo conjunto de pontos. Para confirmar, basta ver que \left(1,-\frac{1}{2}\right) é colinear com (4,-2) — é \frac{1}{4} dele — e que (0,4) verifica a reduzida.
Respostay = -\dfrac{1}{2}x+4; por exemplo (x,y) = (0,4)+k\left(1,-\tfrac{1}{2}\right),\ k \in \mathbb{R}
Python Duas equações da reta, dados dois pontos

É o programa que as Aprendizagens Essenciais sugerem: dadas as coordenadas de dois pontos, escrever a equação reduzida e uma equação vetorial da reta que os une.

A = (2, 1)
B = (-1, 7)

u = (B[0] - A[0], B[1] - A[1])
print("equacao vetorial: (x,y) =", A, "+ k *", u)

if u[0] == 0:
    print("reta vertical: x =", A[0])
else:
    m = u[1] / u[0]
    b = A[1] - m * A[0]
    print("equacao reduzida: y =", m, "x +", b)

Repara no if: sem ele, dois pontos com a mesma abcissa faziam o programa rebentar com uma divisão por zero. Trocá-lo por uma mensagem é a maneira honesta de dizer que a reta vertical existe, mas não tem declive.

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre vetores e equação vetorial da reta: coordenadas, norma, operações, colinearidade, e a passagem entre a equação vetorial e a reduzida. Os últimos pedem demonstração, ao nível do Exame.

Exercício 61§R5 · vetor definido por dois pontos

No plano, considera A(-1,\,4) e B(3,\,-2).

a) Determina as coordenadas de \overrightarrow{AB}. b) Determina as coordenadas de \overrightarrow{BA}.

Exercício 62§R5 · norma

Determina a norma de \vec{u}(-3,\,4) e a de \vec{v}(2,\,-1,\,2).

Exercício 63§R5 · operações

Considera \vec{u}(2,\,-1) e \vec{v}(-3,\,5).

Determina as coordenadas de 2\vec{u} - \vec{v}.

Exercício 64§R5 · ponto mais vetor

No plano, considera P(1,\,-3) e \vec{u}(4,\,2).

Determina as coordenadas do ponto Q = P + \vec{u}.

Exercício 65§R5 · equação vetorial

Uma equação vetorial da reta que passa em A(3,\,-1) e tem a direção de \vec{u}(2,\,5) é:

  • (A)(x,y) = (2,5) + k(3,-1),\ k \in \mathbb{R}
  • (B)(x,y) = (3,-1) + k(2,5),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)(x,y) = (3,-1) + (2,5)
  • (D)(x,y) = k(3,-1) + (2,5),\ k \in \mathbb{R}
Exercício 66§R5 · colinearidade

Considera \vec{u}(3,\,-2) e \vec{v}(-9,\,k), com k \in \mathbb{R}.

Determina k de modo que \vec{u} e \vec{v} sejam colineares.

Exercício 67§R5 · norma de uma combinação

Considera \vec{u}(1,\,3) e \vec{v}(4,\,-1).

Determina \left\|\vec{u}+\vec{v}\right\| e compara com \|\vec{u}\| + \|\vec{v}\|.

Exercício 68§R5 · reta por dois pontos

No plano, considera A(2,\,1) e B(-1,\,7).

Escreve uma equação vetorial da reta AB e a sua equação reduzida.

Exercício 69§R5 · reta no espaço

No referencial Oxyz, considera A(1,\,-2,\,0) e \vec{u}(0,\,3,\,-1).

Escreve uma equação vetorial da reta que passa em A com a direção de \vec{u}, e determina o ponto dessa reta que tem cota -2.

Exercício 70§R5 · três pontos colineares

No plano, considera A(1,\,2), B(4,\,8) e C(-1,\,-2).

Averigua se os três pontos são colineares.

Exercício 71§R5 · paralelismo

Considera as retas r: (x,y) = (0,\,1) + k(2,\,-4) e s: y = -2x + 7, com k \in \mathbb{R}.

Mostra que r e s são paralelas e averigua se são coincidentes.

Exercício 72§R5 · justificar a relação

Sejam \vec{u}\left(u_{1},\,u_{2}\right) e \vec{v}\left(v_{1},\,v_{2}\right) vetores não nulos do plano.

Mostra que \vec{u} e \vec{v} são colineares se, e só se, u_{1}v_{2} - u_{2}v_{1} = 0.

Exercício 73§R5 · parâmetro e pertença

Considera a reta r: (x,y) = (1,\,2) + k(3,\,-1),\ k \in \mathbb{R}, e o ponto P(a,\,0).

Determina a de modo que P pertença a r.

Exercício 74§R5 · ponto médio com vetores

No plano, sejam A e B dois pontos e M o ponto médio de [AB].

Mostra que M = A + \dfrac{1}{2}\,\overrightarrow{AB}, e conclui a fórmula das coordenadas do ponto médio.

Exercício 75§R5 · vetor diretor a partir da reduzida

Seja r a reta de equação reduzida y = mx+b.

Mostra que \vec{u}(1,\,m) é um vetor diretor de r, e explica por que razão a reta vertical fica de fora deste raciocínio.

Extremidade menos origem. Na alínea b) os papéis trocam-se.

  1. \overrightarrow{AB} = B - A = (3-(-1),\; -2-4) = (4,\,-6).
  2. \overrightarrow{BA} = A - B = (-1-3,\; 4-(-2)) = (-4,\,6).
  3. Os dois são simétricos, como tinha de ser: \overrightarrow{BA} = -\overrightarrow{AB}.
Respostaa) (4,\,-6) · b) (-4,\,6)

A norma é a raiz quadrada da soma dos quadrados das coordenadas — duas no plano, três no espaço.

  1. \|\vec{u}\| = \sqrt{(-3)^{2}+4^{2}} = \sqrt{25} = 5.
  2. \|\vec{v}\| = \sqrt{2^{2}+(-1)^{2}+2^{2}} = \sqrt{9} = 3.
  3. A norma é sempre não negativa — os quadrados apagam os sinais.
Resposta\|\vec{u}\| = 5 e \|\vec{v}\| = 3

Multiplicar por um escalar multiplica cada coordenada; subtrair subtrai coordenada a coordenada.

  1. 2\vec{u} = (4,\,-2).
  2. 2\vec{u} - \vec{v} = (4-(-3),\; -2-5) = (7,\,-7).
Resposta(7,\,-7)

Somar um vetor a um ponto é somar coordenada a coordenada — o resultado é um ponto.

  1. Q = (1+4,\; -3+2) = (5,\,-1).
  2. Confirmação: \overrightarrow{PQ} = Q - P = (4,\,2) = \vec{u}
RespostaQ(5,\,-1)

Ponto mais parâmetro vezes vetor diretor. O parâmetro multiplica o vetor, não o ponto.

  1. A forma é (x,y) = \text{ponto} + k \times \text{vetor diretor}, logo (x,y) = (3,-1)+k(2,5).
  2. A opção correta é a (B).As opções (A) e (D) trocam os papéis do ponto e do vetor; a (C) não tem parâmetro e define um único ponto.
RespostaOpção (B)

Colineares significa \vec{v} = {\lambda}\vec{u}. Descobre {\lambda} pela primeira coordenada e usa-o na segunda.

  1. Se \vec{v} = {\lambda}\vec{u}, então -9 = 3{\lambda} \;\Leftrightarrow\; {\lambda} = -3.
  2. Da segunda coordenada: k = {\lambda} \times (-2) = -3 \times (-2) = 6.
  3. Verificação: -3 \times (3,-2) = (-9,\,6)Também se pode usar a proporcionalidade das coordenadas: \dfrac{-9}{3} = \dfrac{k}{-2}. Dá o mesmo, mas exige que nenhuma coordenada de \vec{u} seja nula.
Respostak = 6

Soma primeiro, calcula a norma depois. E repara em que a norma da soma não é a soma das normas.

  1. \vec{u}+\vec{v} = (5,\,2), logo \left\|\vec{u}+\vec{v}\right\| = \sqrt{25+4} = \sqrt{29} \approx 5{,}39.
  2. Cálculo auxiliar: \|\vec{u}\| = \sqrt{10} \approx 3{,}16 e \|\vec{v}\| = \sqrt{17} \approx 4{,}12, cuja soma é \approx 7{,}28.
  3. Portanto \left\|\vec{u}+\vec{v}\right\| < \|\vec{u}\|+\|\vec{v}\|.É a desigualdade triangular: o caminho direto nunca é mais longo do que o que passa por um desvio. Só há igualdade quando os dois vetores têm o mesmo sentido.
Resposta\sqrt{29} \approx 5{,}39 < \sqrt{10}+\sqrt{17} \approx 7{,}28

O vetor diretor é \overrightarrow{AB}. O declive lê-se nas coordenadas desse vetor.

  1. \overrightarrow{AB} = (-1-2,\; 7-1) = (-3,\,6).
  2. Equação vetorial: (x,y) = (2,\,1) + k(-3,\,6),\ k \in \mathbb{R}.
  3. Declive: m = \dfrac{6}{-3} = -2. Com o ponto A: 1 = -2 \times 2 + b \;\Leftrightarrow\; b = 5.
  4. Equação reduzida: y = -2x+5. Verificação com B: -2 \times (-1)+5 = 7
Resposta(x,y) = (2,1)+k(-3,6),\ k \in \mathbb{R}; y = -2x+5

Escreve a equação e depois iguala a terceira coordenada a -2 para achar o parâmetro.

  1. (x,y,z) = (1,\,-2,\,0) + k(0,\,3,\,-1),\ k \in \mathbb{R}.
  2. Um ponto genérico é (1,\; -2+3k,\; -k).
  3. Impondo cota -2: -k = -2 \;\Leftrightarrow\; k = 2.
  4. Substituindo: (1,\; -2+6,\; -2) = (1,\,4,\,-2).A abcissa é sempre 1, porque a primeira coordenada do vetor diretor é nula — a reta está contida no plano x = 1.
Resposta(x,y,z) = (1,-2,0)+k(0,3,-1),\ k \in \mathbb{R}; o ponto é (1,\,4,\,-2)

Três pontos são colineares quando os vetores que os ligam têm a mesma direção.

  1. \overrightarrow{AB} = (3,\,6) e \overrightarrow{AC} = (-2,\,-4).
  2. Procura-se {\lambda} com \overrightarrow{AC} = {\lambda}\,\overrightarrow{AB}: da primeira coordenada, -2 = 3{\lambda} \Leftrightarrow {\lambda} = -\dfrac{2}{3}.
  3. Testando na segunda: -\dfrac{2}{3} \times 6 = -4 ✓ — coincide.
  4. Os vetores são colineares e partem do mesmo ponto A, logo os três pontos são colineares.É indispensável que os dois vetores partam do mesmo ponto. Comparar \overrightarrow{AB} com \overrightarrow{CB}, por exemplo, também serviria — mas comparar dois vetores soltos não diz nada sobre os pontos.
RespostaSim: \overrightarrow{AC} = -\dfrac{2}{3}\,\overrightarrow{AB}

Compara os declives. Depois testa se um ponto de r pertence a s.

  1. Declive de r: m = \dfrac{-4}{2} = -2. Declive de s: -2. São iguais, logo as retas são paralelas.
  2. Para k = 0, o ponto (0,\,1) pertence a r. Substituindo em s: -2 \times 0 + 7 = 7 \neq 1.
  3. O ponto não pertence a s, logo as retas são paralelas e distintas.
RespostaParalelas e distintas

Num sentido, escreve \vec{v} = {\lambda}\vec{u} e substitui. No outro, trata separadamente o caso u_{1} = 0.

  1. (⇒) Se são colineares, existe {\lambda} com \vec{v} = {\lambda}\vec{u}, isto é, v_{1} = {\lambda}u_{1} e v_{2} = {\lambda}u_{2}. Então u_{1}v_{2} - u_{2}v_{1} = u_{1}{\lambda}u_{2} - u_{2}{\lambda}u_{1} = 0.
  2. (⇐) Suponha-se u_{1}v_{2} = u_{2}v_{1}. Como \vec{u} \neq \vec{0}, ao menos uma coordenada é não nula.
  3. Se u_{1} \neq 0, tome-se {\lambda} = \dfrac{v_{1}}{u_{1}}. Então {\lambda}u_{1} = v_{1}, e de u_{1}v_{2} = u_{2}v_{1} vem v_{2} = \dfrac{u_{2}v_{1}}{u_{1}} = {\lambda}u_{2}. Logo \vec{v} = {\lambda}\vec{u}.
  4. Se u_{1} = 0, então u_{2} \neq 0 e a igualdade dá u_{2}v_{1} = 0, donde v_{1} = 0. Com {\lambda} = \dfrac{v_{2}}{u_{2}} vem \vec{v} = {\lambda}\vec{u}.
  5. Em ambos os casos os vetores são colineares.A separação em casos não é preciosismo: sem ela, a passagem «divide-se por u_{1}» seria ilegítima quando u_{1} = 0, e a demonstração ficava com um buraco.
RespostaNos dois sentidos, com o caso u_{1}=0 tratado à parte

A ordenada de P é 0: usa-a para achar o parâmetro, e leva-o à primeira coordenada.

  1. Um ponto genérico de r é (1+3k,\; 2-k).
  2. Impondo ordenada nula: 2-k = 0 \;\Leftrightarrow\; k = 2.
  3. Substituindo na abcissa: a = 1 + 3 \times 2 = 7.
  4. Verificação: (7,\,0) obtém-se de (1,2)+2(3,-1) ✓ — é o ponto onde a reta corta o eixo Ox.
Respostaa = 7

Parte de \overrightarrow{AM} = \dfrac{1}{2}\overrightarrow{AB}, que é o que «ponto médio» significa em linguagem vetorial.

  1. Dizer que M é o ponto médio de [AB] é dizer que \overrightarrow{AM} tem a direção e o sentido de \overrightarrow{AB} e metade do comprimento, isto é, \overrightarrow{AM} = \dfrac{1}{2}\,\overrightarrow{AB}.
  2. Como \overrightarrow{AM} = M - A, vem M = A + \dfrac{1}{2}\,\overrightarrow{AB}.
  3. Em coordenadas, com \overrightarrow{AB} = \left(x_{B}-x_{A},\; y_{B}-y_{A}\right): M = \left(x_{A} + \frac{x_{B}-x_{A}}{2},\; y_{A} + \frac{y_{B}-y_{A}}{2}\right) = \left(\frac{x_{A}+x_{B}}{2},\; \frac{y_{A}+y_{B}}{2}\right).
  4. É a fórmula da secção R1, agora justificada em vez de decorada.A mesma conta com \dfrac{1}{3} em vez de \dfrac{1}{2} dá o ponto que divide [AB] na razão 1:2 — e é assim que se acham pontos de trissecção sem fórmula nova.
RespostaDe \overrightarrow{AM} = \frac{1}{2}\overrightarrow{AB} vem M = A + \frac{1}{2}\overrightarrow{AB}, que em coordenadas é a média das coordenadas

Toma dois pontos da reta com abcissas que diferem de 1 e calcula o vetor que os liga.

  1. Sejam A\left(x_{0},\; mx_{0}+b\right) e B\left(x_{0}+1,\; m\left(x_{0}+1\right)+b\right) dois pontos de r.
  2. \overrightarrow{AB} = \left(x_{0}+1-x_{0},\; m\left(x_{0}+1\right)+b - mx_{0}-b\right) = (1,\,m).
  3. Sendo A \neq B, o vetor é não nulo e tem a direção da reta: é um vetor diretor. Em palavras, andar 1 para a direita faz subir m — que é o significado do declive.
  4. A reta vertical não tem equação reduzida: nela, dois pontos distintos têm a mesma abcissa e não há nenhum ponto com abcissa x_{0}+1 na reta. O seu vetor diretor é (0,\,1), e o quociente \dfrac{u_{2}}{u_{1}} não está definido — que é exatamente a razão pela qual não tem declive.
Resposta\overrightarrow{AB} = (1,\,m) para quaisquer dois pontos com abcissas consecutivas; a vertical não tem declive porque u_{1} = 0

Exercícios de Exame · Vetores e equação vetorial da reta

Vinte e nove itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2021, sobre operações com vetores, equações vetoriais e a leitura de uma reta do espaço como conjunção de duas igualdades. Quatro outros itens desta ficha vivem no banco da secção R1: são exactamente os mesmos, e as duas fichas partilham-nos.

Item 78 construçãoExame 1997 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Considere, num referencial o.n. Oxyz, um cilindro de revolução como o representado na figura.

x y z A B C D
[BC] é um diâmetro da base inferior e A está nessa circunferência.

Sabe-se que: a base inferior do cilindro tem centro na origem O e está contida no plano xOy; [BC] é um diâmetro da base inferior, contido no eixo Oy; o ponto C tem coordenadas (0,\,-5,\,0); o ponto A pertence à circunferência que limita a base inferior e tem coordenadas (4,\,3,\,0); a reta r passa no ponto B e é paralela ao eixo Oz; o ponto D pertence à reta r e à circunferência que limita a base superior.

Escreva uma equação vetorial da reta r.

Item 79 escolha múltiplaExame 1997 · Prova para militares

Num referencial o.n. Oxyz, considere a reta r de equação vetorial

(x,y,z) = (1,\,2,\,0)+k(3,\,0,\,-1), \quad k \in \mathbb{R}

A reta r

  • (A)é paralela ao plano xOy
  • (B)é paralela ao plano xOz
  • (C)é paralela ao plano yOz
  • (D)não é paralela a nenhum dos planos coordenados
Item 80 construçãoExame 1997 · Prova para militares

Na figura, estão representados, em referencial o.n. Oxyz, um prisma quadrangular regular e uma pirâmide cuja base [OFGE] coincide com a do prisma e está assente no plano xOy.

x y z O E G F B A D C H
O vértice H da pirâmide é o centro da base superior do prisma.

O vértice da pirâmide coincide com o centro da base superior do prisma.

O ponto G tem coordenadas (4,\,4,\,0) e o ponto H, vértice da pirâmide, tem coordenadas (2,\,2,\,6).

Indique, justificando, uma equação vetorial da reta que é a interseção do plano OEH com o plano ABC.

Item 81 escolha múltiplaExame 1998 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Considere, num referencial o.n. Oxyz: a esfera \varepsilon definida pela condição (x-1)^{2}+(y-2)^{2}+(z-3)^{2} \leq 36; a reta r de equação (x,y,z) = (1,\,2,\,3)+k(-2,\,0,\,1),\ k \in \mathbb{R}.

A interseção da reta r com a esfera \varepsilon é um segmento de reta. Qual é o comprimento desse segmento de reta?

  • (A)8
  • (B)10
  • (C)12
  • (D)14
Item 82 construçãoExame 1998 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um sólido formado por um cubo e uma pirâmide quadrangular regular.

x y z O N Q P S R U T V M
A altura [VM] da pirâmide é igual à aresta do cubo.

Sabe-se que: a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo; o vértice O coincide com a origem do referencial; o vértice N pertence ao semieixo positivo Ox, o vértice P ao semieixo positivo Oy e o vértice S ao semieixo positivo Oz; a altura da pirâmide, \overline{VM}, é igual ao comprimento da aresta do cubo; o vértice V tem coordenadas (3,\,3,\,12).

Determine a interseção da reta que contém a aresta [UV] com o plano de equação x = 4.

Item 83 escolha múltiplaExame 1998 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, uma reta PQ.

x y z P Q 3 5 4
O ponto P está no plano yOz e o ponto Q no plano xOy.

Sabe-se que: o ponto P pertence ao plano yOz; o ponto Q pertence ao plano xOy.

Indique qual das condições seguintes define a reta PQ.

  • (A)3x+5y+4z = 0
  • (B)(x,y,z) = (3,0,-4)+k(3,5,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)x = 3 \wedge y = 5 \wedge z = 4
  • (D)(x,y,z) = (3,5,0)+k(3,0,-4),\ k \in \mathbb{R}
Item 84 escolha múltiplaExame 1998 · 2.ª fase

Considere a esfera definida pela condição (x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z-4)^{2} \leq 14.

Sabendo que [AB] é um diâmetro dessa esfera e que A tem coordenadas (1,\,1,\,1), indique as coordenadas de B.

  • (A)(2,\,4,\,8)
  • (B)(3,\,5,\,7)
  • (C)(4,\,6,\,5)
  • (D)(5,\,3,\,6)
Item 85 escolha múltiplaExame 1999 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Considere, num referencial o.n. Oxyz, os planos \alpha e \beta, definidos pelas equações

\alpha: x = 1 \qquad\text{e}\qquad \beta: y = 2

Seja r a reta de interseção dos planos \alpha e \beta.

Indique qual das expressões seguintes é uma equação vetorial da reta r.

  • (A)(x,y,z) = (1,2,0)+k(0,0,2),\ k \in \mathbb{R}
  • (B)(x,y,z) = (1,1,0)+k(1,2,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)(x,y,z) = (1,1,0)+k(0,0,2),\ k \in \mathbb{R}
  • (D)(x,y,z) = (1,2,0)+k(1,2,0),\ k \in \mathbb{R}
Item 86 construçãoExame 1999 · 2.ª fase

Na figura, estão representados três pontos, em referencial o.n. Oxyz.

x y z A B C
B pertence ao plano xOz e C ao plano xOy.

Sabe-se que: o ponto A tem coordenadas (0,\,5,\,2); o ponto B pertence ao plano xOz; o ponto C pertence ao plano xOy; a reta BC tem equação vetorial (x,y,z) = (5,\,4,\,-1)+k(1,\,2,\,-1),\ k \in \mathbb{R}.

Mostre que o ponto B tem coordenadas (3,\,0,\,1) e que o ponto C tem coordenadas (4,\,2,\,0).

Item 87 construçãoExame 1999 · Época Especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um cubo.

x y z F G H E B C D A
As arestas [AE], [BF], [CG] e [DH] unem as duas faces. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: [ABCD] é uma face do cubo e [EFGH] é a face oposta (o ponto H não está representado na figura); [AE], [BF], [CG] e [DH] são quatro arestas do cubo; o ponto A tem coordenadas (3,\,5,\,3); o ponto D tem coordenadas (-3,\,3,\,6); o ponto E tem coordenadas (1,\,2,\,-3).

Determine as coordenadas do ponto H e comente a seguinte afirmação: o ponto H pertence a um dos eixos coordenados.

Item 88 construçãoExame 1999 · Prova para militares

Considere, num referencial o.n. Oxyz, os pontos A(2,\,3,\,10) e B(10,\,13,\,25).

Um tiro é disparado de A, de tal forma que o projétil passa pelo ponto B.

a) Pretende-se atingir um alvo situado no ponto C(98,\,123,\,190). Mostre que, se o projétil seguir uma trajetória retilínea, o alvo é atingido.

b) A trajetória retilínea só é garantida se o alvo se encontrar a menos de 300 unidades do local onde o projétil é disparado. Prove que, no caso presente, a trajetória retilínea está garantida.

Item 89 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Num referencial o.n. Oxyz, qual das seguintes retas interseta os três planos coordenados?

  • (A)(x,y,z) = (1,1,1)+k(1,0,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (B)(x,y,z) = (1,1,1)+k(0,2,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)(x,y,z) = (1,1,1)+k(1,2,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (D)(x,y,z) = (1,1,1)+k(1,2,3),\ k \in \mathbb{R}
Item 90 construçãoExame 2000 · Prova para militares

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cone cuja base está contida no plano yOz e cujo vértice pertence ao semieixo positivo Ox.

x y z r
A reta r contém uma geratriz do cone.

A base tem raio 3 e centro em O, origem do referencial.

A reta r, de equação (x,y,z) = (0,\,3,\,0)+k(3,\,-1,\,0),\ k \in \mathbb{R}, contém uma geratriz do cone.

Mostre que a altura do cone é 9.

Item 91 escolha múltiplaExame 2001 · 2.ª fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um paralelepípedo retângulo.

x y z O P Q R S T U V
O vértice U é o oposto de O.

Sabe-se que: o vértice O é a origem do referencial; o vértice P pertence ao eixo Ox, o vértice R ao eixo Oy e o vértice S ao eixo Oz; o vértice U tem coordenadas (2,\,4,\,2).

Seja r a reta de equação (x,y,z) = (2,\,0,\,2)+k(0,\,0,\,1),\ k \in \mathbb{R}.

Qual é o ponto de interseção da reta r com o plano OUV?

  • (A)O ponto P
  • (B)O ponto T
  • (C)O ponto U
  • (D)O ponto V
Item 92 escolha múltiplaExame 2001 · Época especial

Num referencial o.n. Oxyz, considere um ponto A pertencente ao semieixo positivo Ox e um ponto B pertencente ao semieixo positivo Oy.

Quais das seguintes podem ser as coordenadas do vetor \overrightarrow{AB}?

  • (A)(-2,\,0,\,1)
  • (B)(2,\,0,\,-1)
  • (C)(-2,\,1,\,0)
  • (D)(2,\,-1,\,0)
Item 93 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 06.05.2008

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a reta r definida por (x,y,z) = (1,\,2,\,3)+k(0,\,0,\,1),\ k \in \mathbb{R}.

Qual das condições seguintes define uma reta paralela à reta r?

  • (A)(x,y,z) = (1,2,3)+k(0,1,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (B)(x,y,z) = (0,0,1)+k(1,2,3),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)x = 2 \wedge y = 1
  • (D)x = 2 \wedge z = 1
Item 94 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 28.05.2008

Em referencial o.n. Oxyz considere: a esfera E definida pela condição x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 4; a reta r de equação vetorial (x,y,z) = (0,\,0,\,2)+k(0,\,1,\,0),\ k \in \mathbb{R}.

A interseção da esfera E com a reta r é

  • (A)um segmento de reta de comprimento 2
  • (B)um segmento de reta de comprimento 4
  • (C)um ponto
  • (D)o conjunto vazio
Item 95 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 28.01.2009

Qual das condições seguintes define, em referencial o.n. Oxyz, uma reta paralela ao eixo Oz?

  • (A)(x,y,z) = (7,0,0)+k(1,1,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (B)(x,y,z) = (1,1,0)+k(0,0,7),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)(x,y,z) = (1,1,0)+k(7,0,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (D)(x,y,z) = (0,0,7)+k(1,1,0),\ k \in \mathbb{R}
Item 96 construçãoTeste Intermédio 10.º · 28.01.2009

Na figura, está representado um triângulo [ABC]. Os pontos D e E são os pontos médios dos lados [AB] e [BC], respetivamente.

A B C D E
D e E são os pontos médios de [AB] e de [BC].

Utilizando cálculo vetorial, prove que as retas AC e DE são paralelas.

Sugestão — percorra as seguintes etapas: exprima o vetor \overrightarrow{AC} à custa dos vetores \overrightarrow{AB} e \overrightarrow{BC}; relacione o vetor \overrightarrow{AB} com o vetor \overrightarrow{DB}; relacione o vetor \overrightarrow{BC} com o vetor \overrightarrow{BE}; mostre que \overrightarrow{AC} = 2\overrightarrow{DE}; utilize a igualdade anterior para justificar que as retas AC e DE são paralelas.

Item 97 construçãoTeste Intermédio 10.º · 06.05.2009

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma triangular não regular [ABCDEF].

x y z A B C D E F
As bases são triângulos isósceles, com \overline{AB} = \overline{AC}.

Sabe-se que: as bases são triângulos isósceles (\overline{AB} = \overline{AC} e \overline{DE} = \overline{DF}); a base [ABC] está contida no plano xOy; as arestas laterais do prisma são perpendiculares às bases; o ponto A tem coordenadas (4,\,0,\,0); o ponto E tem coordenadas (0,\,3,\,8); o ponto F é o simétrico do ponto E, relativamente ao plano xOz.

Determine uma equação vetorial da reta DF.

Item 98 construçãoTeste Intermédio 10.º · 29.01.2010

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH] (o ponto H não está representado na figura).

E A B F H D C G
A face [ABCD] está à frente e a [EFGH] atrás, com E atrás de A. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

a) Preencha cada um dos espaços seguintes, utilizando a designação de um ponto ou de um vetor, de modo a obter afirmações verdadeiras.

      +\ \overrightarrow{FG} = \overrightarrow{AC}  ·  F+\overrightarrow{CD} =        ·  D+2\overrightarrow{AB}+\overrightarrow{CE} =      

b) Admita agora que: o ponto A tem coordenadas (11,\,-1,\,2); o ponto B tem coordenadas (13,\,2,\,8); o ponto E tem coordenadas (8,\,5,\,0).

b1) Determine a área da secção produzida no cubo pelo plano ABG.

b2) Defina, por uma condição, a reta que contém o ponto F e é paralela ao eixo Oz.

Item 99 construçãoTeste Intermédio 10.º · 06.05.2011

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma quadrangular regular [ABCDEFGH].

x y z A B C D E F G H
As bases são quadrados de lado 7; a aresta lateral mede 14. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

As coordenadas dos pontos A, B e G são (11,\,-1,\,2), (8,\,5,\,0) e (6,\,9,\,15), respetivamente.

Determine as coordenadas do ponto H.

Item 100 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 24.05.2011

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a reta r definida por (x,y,z) = (3,\,4,\,5)+k(1,\,0,\,0),\ k \in \mathbb{R}.

Qual das condições seguintes define uma reta paralela à reta r?

  • (A)y = 5 \wedge z = 6
  • (B)x = 3 \wedge y = 4
  • (C)(x,y,z) = (1,0,0)+k(3,4,5),\ k \in \mathbb{R}
  • (D)(x,y,z) = (3,4,5)+k(0,1,0),\ k \in \mathbb{R}
Item 101 escolha múltiplaTeste Intermédio 10.º · 16.03.2012

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a reta t definida por

(x,y,z) = (-1,\,2,\,3)+k(0,\,1,\,0), \quad k \in \mathbb{R}

Qual das condições seguintes também define a reta t?

  • (A)x = -1 \wedge y = 2
  • (B)y = 2 \wedge z = 3
  • (C)x = -1 \wedge z = 3
  • (D)x = 0 \wedge y = 0
Item 102 construçãoTeste Intermédio 10.º · 16.03.2012

Considere, num referencial o.n. xOy:

a reta r, definida pela equação y = 2x-1; o ponto A de coordenadas (0,\,-2).

x y −2 −1 1 2 3 −3 −2 −1 1 2 3 A r

Escreva uma equação vetorial da reta r.

Item 103 construçãoTeste Intermédio 11.º · 06.03.2013

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH] (o ponto E não está representado na figura).

x y z G B A F H C D E
O cubo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o ponto F tem coordenadas (1,\,3,\,-4); o vetor \overrightarrow{FA} tem coordenadas (2,\,3,\,6).

Escreva uma condição cartesiana que defina a superfície esférica de centro no ponto F à qual pertence o ponto G.

Item 104 construçãoExame 2018 · Época especial

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a superfície esférica de equação x^{2}+y^{2}+z^{2} = 3 e o ponto P de coordenadas (1,\,1,\,1), pertencente a essa superfície esférica.

Seja \vec{u} = -2\,\overrightarrow{OP} e seja Q = P + \vec{u}.

Determine as coordenadas do ponto Q e refira, no contexto do problema, o significado de [PQ].

Item 105 escolha múltiplaExame 2018 · Época especial

Para um certo número real a, diferente de zero, são paralelas as retas r e s, definidas, num referencial o.n. xOy, pelas condições

r: ax+2y+1 = 0 \qquad\text{e}\qquad s: (x,y) = (1,1)+k(a,\,2a),\ k \in \mathbb{R}

Qual é o valor de a?

  • (A)-4
  • (B)2
  • (C)-2
  • (D)4
Item 106 construçãoExame 2021 · Época especial

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, a pirâmide regular de base quadrada [ABCD] e vértice E.

x y z A B C D E
A base está no plano xOz; o vértice E tem ordenada 6.

Sabe-se que: a base da pirâmide está contida no plano xOz; o vértice A pertence ao semieixo positivo Oz e o vértice B pertence ao semieixo negativo Ox; o vértice E tem coordenadas (-2,\,6,\,2); o vetor \overrightarrow{BE} tem coordenadas (-1,\,6,\,2); o volume da pirâmide é 20.

Determine, sem recorrer à calculadora, as coordenadas do vetor \overrightarrow{AB}.

Precisa de um ponto — B — e de um vetor diretor, que é o do eixo Oz.

  1. O ponto B. É o outro extremo do diâmetro [BC], que está no eixo Oy com centro na origem. De C(0,\,-5,\,0) vem B(0,\,5,\,0). (O raio da base é 5, e confirma-se com A: \|(4,3,0)\| = 5 ✓)
  2. O vetor diretor. A reta é paralela ao eixo Oz, logo tem a direção de \vec{u} = (0,\,0,\,1).
  3. (x,y,z) = (0,\,5,\,0)+\lambda(0,\,0,\,1), \quad \lambda \in \mathbb{R}. Em condição cartesiana: x = 0 \wedge y = 5.O ponto D está nesta reta, à altura do cilindro — mas o enunciado não dá essa altura, e por isso D não fica determinado. É por isso que o item pede a reta, e não o ponto.
Resposta(x,y,z) = (0,\,5,\,0)+\lambda(0,\,0,\,1),\ \lambda \in \mathbb{R}

Escreva o ponto genérico da reta. Alguma coordenada fica constante? Se ficar, a reta vive num plano paralelo a um dos planos coordenados.

  1. Os pontos de r são (1+3k,\ 2,\ -k), \quad k \in \mathbb{R}: têm todos ordenada 2.
  2. Logo a reta está contida no plano y = 2, que é paralelo ao plano y = 0 — ou seja, ao plano xOz.
  3. Como o plano y = 2 é paralelo a xOz e não coincide com ele, a reta r é paralela ao plano xOz. A opção correta é a (B).O critério com vetores dá o mesmo: um vetor normal de xOz é (0,1,0), e (3,0,-1)\cdot(0,1,0) = 0 — o diretor é perpendicular à normal, logo a reta é paralela ao plano. Para os outros dois planos o produto escalar não é nulo.
RespostaOpção (B)

O plano ABC é a face superior do prisma — um plano horizontal. E o plano OEH contém a aresta [OE], que é paralela a um dos eixos.

  1. Os dois planos. Os pontos A, B e C são vértices da base superior do prisma, que está à altura 6: o plano ABC é z = 6.

    O plano OEH contém O(0,0,0), E(4,0,0) e H(2,2,6). Como O e E estão no eixo Ox, esse plano contém o eixo Ox.

  2. A direção da interseção. A reta procurada está nos dois planos. Estando no plano OEH, que contém a direção de \overrightarrow{OE} = (4,\,0,\,0), e sendo horizontal (está em z = 6), a sua direção é a de \overrightarrow{OE}: paralela ao eixo Ox.
  3. Um ponto. O ponto H(2,\,2,\,6) pertence aos dois planos: ao OEH por definição, e ao ABC porque tem cota 6.
  4. (x,y,z) = (2,\,2,\,6)+\lambda(4,\,0,\,0), \quad \lambda \in \mathbb{R}, ou, mais simplesmente, (x,y,z) = (2,2,6)+\lambda(1,0,0). Em condição cartesiana: y = 2 \wedge z = 6.Confirmação com a equação do plano OEH: um vetor normal é perpendicular a (4,0,0) e a (2,2,6), o que dá (0,\,-3,\,1), e o plano é -3y+z = 0. Intersetando com z = 6: y = 2 ✓ — a mesma reta.
Resposta(x,y,z) = (2,\,2,\,6)+\lambda(4,\,0,\,0),\ \lambda \in \mathbb{R}

Compare o ponto por onde a reta passa com o centro da esfera. Que corda é a mais longa possível?

  1. Da condição, a esfera tem centro C(1,\,2,\,3) e raio \sqrt{36} = 6.
  2. A reta r passa exatamente em (1,\,2,\,3), ou seja, no centro da esfera.
  3. Uma reta que passa pelo centro corta a esfera segundo um diâmetro: \ell = 2r = 12.
  4. A opção correta é a (C).Se a reta não passasse pelo centro, a corda mediria 2\sqrt{r^{2}-d^{2}}, com d a distância do centro à reta — sempre menor do que 2r. O diâmetro é a maior corda possível, e é o que este item testa.
RespostaOpção (C)

A cota de V é o dobro da aresta do cubo — daí sai U. Depois é uma interseção de reta com plano.

  1. A aresta do cubo. A face inferior está no plano xOy e a altura da pirâmide é igual à aresta, logo a cota de V é o dobro da aresta: 2a = 12 \quad\Leftrightarrow\quad a = 6. O cubo ocupa [0,6]^{3} e U(6,\,6,\,6).
  2. A reta UV. \overrightarrow{UV} = V-U = (-3,\,-3,\,6), (x,y,z) = (6,\,6,\,6)+k(-3,\,-3,\,6), \quad k \in \mathbb{R}, com pontos genéricos (6-3k,\ 6-3k,\ 6+6k).
  3. A interseção com x = 4. 6-3k = 4 \quad\Leftrightarrow\quad k = \frac{2}{3}.
  4. Substituindo: \left(4,\ 6-2,\ 6+4\right) = (4,\,4,\,10).O ponto está entre U(6,6,6) e V(3,3,12) — o parâmetro k = \frac23 está entre 0 e 1, logo pertence mesmo à aresta, e não apenas à reta que a contém.
Resposta(4,\,4,\,10)

Leia os dois pontos na figura: P tem abcissa nula e Q tem cota nula. Depois veja qual das equações os contém aos dois.

  1. Os dois pontos. Pela figura, Q(3,\,5,\,0) — no plano xOy — e P(0,\,5,\,4) — no plano yOz.
  2. Eliminar depressa. A opção (A) é a equação de um plano, não de uma reta; a (C) define um único ponto. Ficam a (B) e a (D).
  3. (D): os pontos são (3+3k,\ 5,\ -4k). Com k = 0 vem Q(3,5,0) ✓ e com k = -1 vem (0,\,5,\,4) = P
  4. (B): os pontos são (3+3k,\ 5k,\ -4) — todos com cota -4, logo nenhum é Q
  5. A opção correta é a (D).Vale a pena notar o vetor diretor: \overrightarrow{QP} = (-3,\,0,\,4), com ordenada nula — a reta está toda no plano y = 5, paralelo a xOz. É o que a figura mostra.
RespostaOpção (D)

O centro da esfera é o ponto médio do diâmetro. Escreva essa igualdade e resolva em ordem a B.

  1. Da condição, o centro é C(2,\,3,\,4).
  2. Sendo [AB] um diâmetro, C é o ponto médio de [AB]: C = \frac{A+B}{2} \quad\Leftrightarrow\quad B = 2C-A = (4,6,8)-(1,1,1) = (3,\,5,\,7).
  3. A opção correta é a (B).
  4. Confirmação. \overline{CA} = \|(-1,-2,-3)\| = \sqrt{14} ✓ (é o raio) e \overline{CB} = \|(1,2,3)\| = \sqrt{14}A mesma ideia com vetores: \overrightarrow{AB} = 2\,\overrightarrow{AC}, porque C está a meio. É a forma mais rápida de refletir um ponto num centro — e serve para simetrias em relação a um ponto em geral.
RespostaOpção (B)

Os pontos que verificam x = 1 \wedge y = 2 são todos da forma (1,\,2,\,z). Que reta é essa?

  1. Um ponto pertence a \alpha \cap \beta se e só se x = 1 e y = 2: os pontos da interseção são (1,\,2,\,z), com z \in \mathbb{R}.
  2. É a reta que passa em (1,\,2,\,0) e é paralela ao eixo Oz, ou seja, com vetor diretor colinear com (0,\,0,\,1).
  3. Das opções, só a (A) tem, ao mesmo tempo, o ponto certo — (1,2,0) — e um diretor colinear com (0,0,1), que é (0,0,2). A opção correta é a (A).

    (B) e (C) partem de (1,1,0), que não verifica y = 2 (D) tem o ponto certo mas o diretor (1,2,0), que faz variar x e y

    É o resultado geral: a interseção de dois planos perpendiculares a dois eixos é uma reta paralela ao terceiro. Aqui, \alpha \perp Ox e \beta \perp Oy, logo r \parallel Oz.
RespostaOpção (A)

Os pontos do plano xOz têm ordenada nula; os do plano xOy têm cota nula. Escreva o ponto genérico da reta e anule a coordenada certa de cada vez.

  1. O ponto genérico da reta BC. (5+k,\ 4+2k,\ -1-k), \quad k \in \mathbb{R}.
  2. O ponto B. Está no plano xOz, logo tem ordenada nula: 4+2k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -2, e substituindo, (5-2,\ 0,\ -1+2) = (3,\,0,\,1). \square
  3. O ponto C. Está no plano xOy, logo tem cota nula: -1-k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -1, e substituindo, (5-1,\ 4-2,\ 0) = (4,\,2,\,0). \squareO ponto A não entra nesta alínea — serve as outras da mesma prova, onde se mostra que o triângulo [ABC] é retângulo em C e se escreve a equação de uma superfície esférica de centro A. Convém identificar, antes de começar, quais os dados de que a pergunta precisa.
RespostaB(3,\,0,\,1) (com k = -2) e C(4,\,2,\,0) (com k = -1)

As arestas [AD] e [EH] são paralelas e do mesmo comprimento, logo \overrightarrow{AD} = \overrightarrow{EH}.

  1. A relação entre as duas faces. Como [AE] e [DH] são arestas do cubo, a face [EFGH] obtém-se de [ABCD] por translação; em particular \overrightarrow{EH} = \overrightarrow{AD}.
  2. O vetor. \overrightarrow{AD} = D-A = (-3-3,\ 3-5,\ 6-3) = (-6,\,-2,\,3).
  3. H = E+\overrightarrow{AD} = (1,2,-3)+(-6,-2,3) = (-5,\,0,\,0).
  4. O comentário. A afirmação é verdadeira: H tem ordenada e cota nulas, logo pertence ao eixo Ox — e, tendo abcissa negativa, ao semieixo negativo.Confirmação de que a aresta é 7: \|\overrightarrow{AD}\| = \sqrt{36+4+9} = 7 e \|\overrightarrow{AE}\| = \|(-2,-3,-6)\| = 7, e os dois vetores são perpendiculares (12+6-18 = 0). Sem estas verificações, um erro de sinal passaria despercebido.
RespostaH(-5,\,0,\,0); a afirmação é verdadeira — H \in Ox

a) Três pontos estão alinhados quando dois dos vetores que eles definem são colineares.

b) Calcule \overline{AC}.

  1. a) Os dois vetores. \overrightarrow{AB} = (8,\,10,\,15), \qquad \overrightarrow{AC} = (96,\,120,\,180).
  2. Procurando \lambda com \overrightarrow{AC} = \lambda\,\overrightarrow{AB}: \frac{96}{8} = 12, \qquad \frac{120}{10} = 12, \qquad \frac{180}{15} = 12. As três razões coincidem, logo \overrightarrow{AC} = 12\,\overrightarrow{AB}: os vetores são colineares e os pontos A, B e C estão alinhados. Seguindo a trajetória retilínea que passa por A e B, o projétil passa em C e o alvo é atingido. \square
  3. b) \overline{AC} = \sqrt{96^{2}+120^{2}+180^{2}} = \sqrt{9216+14400+32400} = \sqrt{56016} \approx 236{,}7.
  4. Como 236{,}7 < 300, o alvo está a menos de 300 unidades do ponto de disparo, e a trajetória retilínea está garantida. \squareHá um atalho para a alínea b): \overline{AB} = \sqrt{64+100+225} = \sqrt{389} \approx 19{,}72, e como \overrightarrow{AC} = 12\overrightarrow{AB}, vem \overline{AC} = 12\times 19{,}72 \approx 236{,}7 — os mesmos números, com contas mais pequenas.
Respostaa) \overrightarrow{AC} = 12\overrightarrow{AB} · b) \overline{AC} \approx 236{,}7 < 300

Uma reta corta o plano yOz quando a sua abcissa se anula para algum valor do parâmetro — e o mesmo para as outras duas coordenadas.

  1. Todas as retas passam em (1,1,1); o que as distingue é o vetor diretor. Uma coordenada só se anula ao longo da reta se a componente correspondente do vetor diretor for não nula.
  2. (A) diretor (1,0,0): a ordenada e a cota ficam sempre 1, logo a reta nunca corta xOz nem xOy
  3. (B) diretor (0,2,0): a abcissa e a cota ficam 1
  4. (C) diretor (1,2,0): a cota fica sempre 1, logo a reta é paralela a xOy e nunca o corta ✗
  5. (D) diretor (1,2,3): as três componentes são não nulas, logo cada coordenada se anula para um valor de kx = 0 em k = -1, y = 0 em k = -\frac12 e z = 0 em k = -\frac13
  6. A opção correta é a (D).Em geral: uma reta corta os três planos coordenados se e só se o seu vetor diretor não tem nenhuma componente nula. Uma componente nula significa uma coordenada constante — e uma coordenada constante e não nula significa um plano coordenado que nunca se alcança.
RespostaOpção (D)

A altura é a distância do vértice ao centro da base — e o vértice é o ponto da reta r que está no eixo Ox.

  1. Um ponto genérico da reta r é (3k,\ 3-k,\ 0), \quad k \in \mathbb{R}. (A cota é sempre nula, porque a terceira componente do vetor diretor é 0.)
  2. O vértice. Pertence ao semieixo positivo Ox, logo tem ordenada nula: 3-k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 3, e a abcissa é 3\times 3 = 9. O vértice é V(9,\,0,\,0).
  3. A altura. A base está no plano yOz com centro na origem, e o vértice está no eixo Ox, perpendicular a esse plano. Logo a altura é \overline{OV} = 9. \quad \squareO ponto de partida da reta, (0,3,0), está na circunferência da base — tem abcissa nula e dista 3 da origem. Confirma-se assim que r contém mesmo uma geratriz, que liga esse ponto ao vértice; o seu comprimento é \sqrt{81+9} = 3\sqrt{10}.
RespostaA altura é \overline{OV} = 9

Comece por localizar todos os vértices — de U(2,4,2) saem as três arestas. Depois escreva o plano OUV e intersete-o com a reta, que é vertical.

  1. Os vértices. De U(2,4,2), o paralelepípedo ocupa [0,2]\times[0,4]\times[0,2]: O(0,0,0),\ P(2,0,0),\ Q(2,4,0),\ R(0,4,0),\ S(0,0,2),\ T(2,0,2),\ U(2,4,2),\ V(0,4,2).
  2. O plano OUV. Contém O(0,0,0), U(2,4,2) e V(0,4,2). Um vetor normal é perpendicular a \overrightarrow{OU} e a \overrightarrow{OV}; procurando (a,b,c) com 2a+4b+2c = 0 \ \wedge \ 4b+2c = 0, da segunda vem c = -2b e, substituindo na primeira, 2a+4b-4b = 0 \Leftrightarrow a = 0. Com b = 1: \vec{n} = (0,\,1,\,-2), e o plano é y-2z = 0.
  3. A interseção. A reta r é vertical, com pontos (2,\,0,\,z): 0-2z = 0 \quad\Leftrightarrow\quad z = 0, logo o ponto é (2,\,0,\,0) = P.
  4. A opção correta é a (A).Também se via sem contas: a reta r é a reta PT (passa em T(2,0,2) e é vertical). O plano OUV contém O e V, e corta o sólido pela diagonal. O ponto comum a r e a esse plano é o único da reta com y = 2z, e como y = 0 ao longo de r, tem de ser z = 0.
RespostaOpção (A)

Escreva A(a,0,0) com a > 0 e B(0,b,0) com b > 0, e calcule \overrightarrow{AB}.

  1. Com A(a,\,0,\,0), a > 0, e B(0,\,b,\,0), b > 0: \overrightarrow{AB} = B-A = (-a,\,b,\,0).
  2. Logo o vetor tem, necessariamente, abcissa negativa, ordenada positiva e cota nula.
  3. Das quatro opções, só (-2,\,1,\,0) cumpre as três condições. A opção correta é a (C).

    (A) e (B) têm cota não nula ✗(D) tem abcissa positiva e ordenada negativa ✗

    Os dois pontos estão ambos no plano xOy, e por isso o vetor que os une também. Reparar nisso elimina metade das opções antes de olhar para os sinais.
RespostaOpção (C)

A reta r tem diretor (0,0,1): é paralela ao eixo Oz. Nas condições cartesianas, veja qual é a coordenada que fica livre.

  1. O vetor diretor de r é (0,\,0,\,1): a reta é paralela ao eixo Oz.
  2. (A) tem diretor (0,1,0) — paralela a Oy ✗   (B) tem diretor (1,2,3), que não é colinear com (0,0,1)
  3. (C) x = 2 \wedge y = 1 fixa a abcissa e a ordenada e deixa a cota livre: é uma reta paralela a Oz
  4. (D) x = 2 \wedge z = 1 deixa livre a ordenada: é paralela a Oy
  5. A opção correta é a (C).Regra de leitura: numa condição do tipo x = a \wedge y = b, a variável que não aparece é a que varia — e é ela que dá a direção da reta.
RespostaOpção (C)

Substitua o ponto genérico da reta na condição da esfera e veja quantos valores de k a verificam.

  1. A esfera tem centro na origem e raio 2. Um ponto genérico de r é (0,\,k,\,2).
  2. Substituindo na condição: 0+k^{2}+4 \le 4 \quad\Leftrightarrow\quad k^{2} \le 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 0.
  3. Há um único ponto: (0,\,0,\,2). A opção correta é a (C).
  4. Ler geometricamente. A reta r é horizontal, à cota 2, e a esfera tem raio 2: a reta é tangente à esfera, no pólo norte.A distância do centro à reta é exactamente 2, igual ao raio — é essa a condição de tangência. Se a cota fosse 1, a interseção seria um segmento de comprimento 2\sqrt{4-1} = 2\sqrt3; se fosse 3, seria vazia.
RespostaOpção (C)

O que decide o paralelismo é o vetor diretor — não o ponto por onde a reta passa.

  1. Uma reta é paralela ao eixo Oz quando o seu vetor diretor é colinear com (0,\,0,\,1), isto é, quando tem as duas primeiras coordenadas nulas.
  2. Dos quatro vetores diretores apresentados — (1,1,0), (0,0,7), (7,0,0) e (1,1,0) — só (0,\,0,\,7) = 7(0,0,1) serve.
  3. A opção correta é a (B).As opções (A) e (D) têm o mesmo vetor diretor e diferem só no ponto: nenhuma das duas pode ser a resposta, e reparar nisso elimina metade das hipóteses de uma vez. O ponto (0,0,7) da opção (D) está no eixo Oz — mas a reta que dele parte segue outra direção.
RespostaOpção (B)

Duas retas são paralelas quando os seus vetores diretores são colineares — e dois vetores são colineares quando um é múltiplo do outro.

  1. Decompor \overrightarrow{AC}. Pela regra de Chasles, \overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BC}.
  2. Os pontos médios. Como D é o ponto médio de [AB], o vetor \overrightarrow{DB} é metade de \overrightarrow{AB}: \overrightarrow{AB} = 2\,\overrightarrow{DB}. Do mesmo modo, sendo E o ponto médio de [BC], \overrightarrow{BC} = 2\,\overrightarrow{BE}.
  3. Juntar. \overrightarrow{AC} = 2\,\overrightarrow{DB}+2\,\overrightarrow{BE} = 2\left(\overrightarrow{DB}+\overrightarrow{BE}\right) = 2\,\overrightarrow{DE}.
  4. Concluir. \overrightarrow{AC} e \overrightarrow{DE} são colineares (um é o dobro do outro) e não nulos, logo as retas AC e DE têm a mesma direção. Como D não pertence à reta AC, as retas são estritamente paralelas. \squareDe caminho ficou provado mais do que o item pedia: \overline{DE} = \frac12\,\overline{AC}. É o teorema da reta média de um triângulo — e a demonstração vetorial é bem mais curta do que a que se faz com semelhança de triângulos.
Resposta\overrightarrow{AC} = 2\overrightarrow{DE}, logo AC \parallel DE

Precisa de D e de F. D está por cima de A (a aresta lateral é vertical) e F obtém-se de E por reflexão.

  1. O ponto D. As arestas laterais são perpendiculares à base [ABC], que está no plano xOy: são verticais. Logo D tem a abcissa e a ordenada de A e a cota de E: D(4,\,0,\,8).
  2. O ponto F. A reflexão no plano xOz troca o sinal da ordenada: F(0,\,-3,\,8).
  3. Um vetor diretor. \overrightarrow{DF} = F-D = (-4,\,-3,\,0).
  4. (x,y,z) = (4,\,0,\,8)+k(-4,\,-3,\,0), \quad k \in \mathbb{R}.A terceira coordenada do vetor diretor é nula — e tinha de ser: D e F estão os dois na base de cima, ou seja, no plano z = 8. A reta é horizontal.
Resposta(x,y,z) = (4,\,0,\,8)+k(-4,\,-3,\,0),\ k \in \mathbb{R}

a) Escreva tudo à custa de três vetores: \vec{u} = \overrightarrow{AB}, \vec{w} = \overrightarrow{AD} e \vec{v} = \overrightarrow{AE}.

b1) A secção é o retângulo [ABGH]: um lado é a aresta, o outro a diagonal de uma face.

  1. a) Com A na origem dos vetores e \vec{u} = \overrightarrow{AB}, \vec{w} = \overrightarrow{AD}, \vec{v} = \overrightarrow{AE}:

    \overrightarrow{EF}+\overrightarrow{FG} = \overrightarrow{EG}, e \overrightarrow{EG} = \overrightarrow{AC} porque [ACGE] é um paralelogramo: o primeiro espaço é \overrightarrow{EF}; \overrightarrow{CD} = \overrightarrow{BA} = \overrightarrow{FE}, logo F+\overrightarrow{CD} = E; D+2\vec{u}+\overrightarrow{CE}: como \overrightarrow{CE} = \vec{v}-\vec{u}-\vec{w} e D = A+\vec{w}, vem A+\vec{w}+2\vec{u}+\vec{v}-\vec{u}-\vec{w} = A+\vec{u}+\vec{v} = F.

  2. b1) A aresta. \overrightarrow{AB} = (2,\,3,\,6), \qquad \overline{AB} = \sqrt{4+9+36} = 7.
  3. A secção pelo plano ABG é o retângulo [ABGH]: [AB] é uma aresta e [BG] é a diagonal da face [BCGF], logo \overline{BG} = 7\sqrt{2}, \qquad A_{\text{secção}} = 7\times 7\sqrt{2} = 49\sqrt{2}.
  4. b2) O ponto F. \overrightarrow{EF} = \overrightarrow{AB}, logo F = E+\overrightarrow{AB} = (8,5,0)+(2,3,6) = (10,\,8,\,6).
  5. Uma reta paralela ao eixo Oz tem a abcissa e a ordenada fixas: x = 10 \ \wedge \ y = 8.A secção é um retângulo e não um quadrado: os planos que passam por duas arestas opostas de um cubo cortam-no segundo retângulos de lados a e a\sqrt2. Se a resposta tivesse dado 49, seria sinal de se ter confundido a diagonal da face com a aresta.
Respostaa) \overrightarrow{EF}; E; F · b1) 49\sqrt{2} · b2) x = 10 \wedge y = 8

Nas duas bases, quadrados iguais, os lados correspondentes dão vetores iguais: \overrightarrow{GH} = \overrightarrow{BA}.

  1. As bases [ABCD] e [EFGH] são quadrados iguais, com AE, BF, CG e DH. Logo o lado [GH] corresponde ao lado [CD], e num quadrado \overrightarrow{CD} = \overrightarrow{BA}: \overrightarrow{GH} = \overrightarrow{BA} = A-B = (11-8,\ -1-5,\ 2-0) = (3,\,-6,\,2).
  2. H = G+\overrightarrow{GH} = (6,9,15)+(3,-6,2) = (9,\,3,\,17).
  3. Confirmação. \|\overrightarrow{GH}\| = \sqrt{9+36+4} = 7, que é o lado do quadrado — o mesmo que \overline{AB}Note-se que \|\overrightarrow{BA}\| = \sqrt{9+36+4} = 7: é o lado do quadrado. A aresta lateral, essa, mede 14 — o prisma é o dobro de alto do que de largo, e a figura não o mostra à escala.
RespostaH(9,\,3,\,17)

O vetor diretor de r é (1,0,0): a reta é paralela ao eixo Ox. Procure outra reta com a mesma direção.

  1. r tem vetor diretor (1,\,0,\,0), logo é paralela ao eixo Ox: nela, x varia e y e z ficam fixos.
  2. Uma reta paralela tem de ter a mesma direção — y e z fixos, x livre. É o caso de y = 5 \wedge z = 6.
  3. A opção correta é a (A).
  4. As outras: (B) fixa x e y, dando uma reta paralela a Oz; (C) tem diretor (3,4,5), que não é colinear com (1,0,0); (D) tem diretor (0,1,0), paralela a Oy.
RespostaOpção (A)

Escreva as três coordenadas de um ponto genérico da reta em função de k e veja quais são constantes.

  1. Um ponto genérico de t é (-1,\; 2+k,\; 3).
  2. A abcissa é sempre -1 e a cota é sempre 3; a ordenada percorre \mathbb{R} quando k percorre \mathbb{R}.
  3. Logo a reta é x = -1 \wedge z = 3: opção (C).
  4. As outras fixam a variável errada: a (A) fixa a ordenada, que é justamente a que varia.Regra geral: a coordenada livre é aquela cuja componente do vetor diretor é não nula. Aqui o diretor é (0,1,0), logo a livre é y.
RespostaOpção (C)

Precisa de um ponto de r e de um vetor diretor. Ambos se leem na equação reduzida — o declive dá o vetor.

  1. Um ponto de r: fazendo x = 0, vem y = -1, logo (0,\,-1) \in r.
  2. O declive é 2, logo (1,\,2) é um vetor diretor.
  3. Uma equação vetorial é (x,y) = (0,\,-1)+k(1,\,2), \quad k \in \mathbb{R}.
  4. Qualquer outro ponto de r e qualquer múltiplo não nulo de (1,2) davam outra equação, igualmente correta.O ponto A(0,-2) do enunciado não pertence a r — verifica-se substituindo: 2\times 0 - 1 = -1 \neq -2. Está lá para as outras alíneas do item original.
Resposta(x,y) = (0,\,-1)+k(1,\,2),\ k \in \mathbb{R}

O raio é \overline{FG}. E [FG] é uma aresta do cubo — tal como [FA], cuja norma se calcula de imediato.

  1. O raio. Num cubo todas as arestas são iguais; [FG] e [FA] são arestas, logo r = \overline{FG} = \overline{FA} = \|(2,\,3,\,6)\| = \sqrt{4+9+36} = \sqrt{49} = 7.
  2. A equação. Com centro F(1,\,3,\,-4) e raio 7: (x-1)^{2}+(y-3)^{2}+(z+4)^{2} = 49.Cuidado com o sinal da cota: o centro tem z = -4, e na equação reduzida aparece \big(z-(-4)\big)^{2} = (z+4)^{2}. É o erro mais frequente nestas equações.
Resposta(x-1)^{2}+(y-3)^{2}+(z+4)^{2} = 49

Calcule \vec{u} multiplicando as coordenadas de \overrightarrow{OP} por -2. Depois some ao ponto P — e repare em que ponto é que Q vem a ser.

  1. \overrightarrow{OP} = P - O = (1,\,1,\,1), logo \vec{u} = -2(1,1,1) = (-2,\,-2,\,-2).
  2. Q = P + \vec{u} = (1,1,1)+(-2,-2,-2) = (-1,\,-1,\,-1).
  3. Q pertence à superfície esférica: (-1)^{2}+(-1)^{2}+(-1)^{2} = 3
  4. Como Q = -P, os pontos P e Q são diametralmente opostos: o centro da superfície esférica é a origem, e é o ponto médio de [PQ]. Logo [PQ] é um diâmetro da superfície esférica.
  5. Confirmação: \overline{PQ} = \sqrt{4+4+4} = 2\sqrt{3} = 2r, com r = \sqrt{3}Multiplicar \overrightarrow{OP} por -2 e somar ao próprio P equivale a refletir P no centro — é uma maneira vetorial de dizer «ponto diametralmente oposto».
RespostaQ(-1,\,-1,\,-1); [PQ] é um diâmetro da superfície esférica

Escreva o declive de cada reta em função de a e iguale-os. Repare em que, sendo a \neq 0, o declive de s não depende de a.

  1. Cálculo auxiliar: de ax+2y+1 = 0 vem y = -\dfrac{a}{2}x - \dfrac{1}{2}, logo m_{r} = -\dfrac{a}{2}.
  2. O vetor diretor de s é (a,\,2a). Como a \neq 0, m_{s} = \frac{2a}{a} = 2.
  3. Retas paralelas têm declives iguais: -\frac{a}{2} = 2 \;\Leftrightarrow\; a = -4.
  4. A opção correta é a (A).O vetor (a,2a) é colinear com (1,2) para qualquer a não nulo — é por isso que o declive de s é sempre 2, e a condição recai toda sobre r.
RespostaOpção (A)

A altura da pirâmide é a distância de E ao plano xOz — lê-se numa coordenada. Daí sai a área da base e, com ela, o comprimento do lado.

  1. A altura. A base está no plano xOz, ou seja em y = 0; a altura é a distância de E a esse plano, isto é, a ordenada de E: 6.
  2. A área da base. 20 = \frac{1}{3}\times A_{\text{base}}\times 6 \quad\Leftrightarrow\quad A_{\text{base}} = 10, logo o lado do quadrado mede \sqrt{10}, e \|\overrightarrow{AB}\| = \sqrt{10}.
  3. O ponto B. De B+\overrightarrow{BE} = E vem B = E-\overrightarrow{BE} = (-2,6,2)-(-1,6,2) = (-1,\,0,\,0). (Confirma-se que B está no semieixo negativo Ox.)
  4. O ponto A. Está no semieixo positivo Oz, logo A(0,\,0,\,z) com z > 0, e \overrightarrow{AB} = (-1,\,0,\,-z).
  5. Impondo a norma: \sqrt{1+z^{2}} = \sqrt{10} \quad\Leftrightarrow\quad z^{2} = 9 \quad\Leftrightarrow\quad z = 3, porque z > 0. Logo \overrightarrow{AB} = (-1,\,0,\,-3).O volume entra aqui só para dar a norma do vetor — a direção vinha da posição de A e de B. É um padrão frequente: uma medida do sólido fixa o comprimento, a figura fixa a direção.
Resposta\overrightarrow{AB} = (-1,\,0,\,-3)
R6

Declive e inclinação de uma reta

O declive já vinha do 10.º, como um número. A inclinação dá-lhe o significado geométrico que faltava: é o ângulo que a reta faz com o semieixo positivo Ox. Uma linha de trigonometria liga os dois — e é onde mora o erro mais caro desta matéria.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Reconhecer e aplicar na resolução de problemas a relação entre a inclinação e o declive de uma reta no plano.

1 · O que é a inclinação

x y −3 −2 −1 1 2 3 4 −2 −1 1 2 3 α 1 m
A inclinação mede-se do semieixo positivo Ox para a reta, no sentido positivo. No triângulo assinalado, o cateto adjacente vale 1 e o oposto vale m — daí que \operatorname{tg}{\alpha} = m.
Definição · inclinação de uma reta

A inclinação de uma reta do plano é a amplitude do ângulo que ela faz com o semieixo positivo Ox, medida no sentido positivo. Por definição,

{\alpha} \in \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[.

É por isso que a inclinação nunca é negativa e nunca chega a 180^{\circ}: nesse valor a reta seria a mesma que a de inclinação 0^{\circ}.

A relação com o declive m = \operatorname{tg}{\alpha}

Sai da figura: a reta tem vetor diretor (1,\,m), e no triângulo retângulo de catetos 1 e m a tangente do ângulo é o quociente do oposto pelo adjacente.

2 · Os quatro casos

α = 0 m = 0 reta horizontal 0 < α < 90 m > 0 inclinação aguda α = 90 declive não definido reta vertical 90 < α < 180 m < 0 inclinação obtusa
O sinal do declive e a natureza da inclinação andam juntos: aguda dá declive positivo, obtusa dá declive negativo. A vertical é o caso que fica de fora, porque a tangente de 90^{\circ} não existe.
InclinaçãoDecliveA reta
{\alpha} = 0^{\circ}m = 0horizontal
0^{\circ} < {\alpha} < 90^{\circ}m > 0sobe da esquerda para a direita
{\alpha} = 90^{\circ}não está definidovertical
90^{\circ} < {\alpha} < 180^{\circ}m < 0desce da esquerda para a direita

3 · Do declive para a inclinação — e a armadilha

No sentido inverso, o que há a fazer é resolver uma equação: procura-se a inclinação {\alpha}, com {\alpha} \in \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[, tal que \operatorname{tg}{\alpha} = m. A calculadora dá uma solução dessa equação — a que está entre -90^{\circ} e 90^{\circ}. Para declives positivos essa solução já é a inclinação; para declives negativos, não é: sai um valor negativo, e a inclinação não pode sê-lo.

Como obter a inclinação a partir do declive

Seja {\alpha}_{0} o valor que a calculadora devolve, isto é, a solução de \operatorname{tg}{\alpha}_{0} = m em \left]-90^{\circ},\,90^{\circ}\right[. Então

{\alpha} = \begin{cases} {\alpha}_{0}, & m \geq 0 \\[4pt] {\alpha}_{0} + 180^{\circ}, & m < 0 \end{cases}

A correção funciona porque a tangente tem período 180^{\circ}: somar meia-volta não muda o valor da tangente, e traz o ângulo para o intervalo certo.

Onde isto costuma falhar

Escrever «inclinação = -38^{\circ}». Não existe. Se a calculadora devolver um valor negativo, falta somar 180^{\circ} — e convém confirmar com a figura: declive negativo tem de dar um ângulo obtuso. Confirma também que a máquina está em graus.

Exemplo 6 Ida e volta entre declive e inclinação

Considera a reta r que passa em A(4,\,1) e B(1,\,4). Determina a inclinação de r e a inclinação de uma reta perpendicular a r.

  1. Cálculo auxiliar: m = \dfrac{4-1}{1-4} = \dfrac{3}{-3} = -1.
  2. De \operatorname{tg}{\alpha} = -1, a calculadora dá -45^{\circ}. Sendo m < 0, a inclinação é obtusa: {\alpha} = -45^{\circ}+180^{\circ} = 135^{\circ}.
  3. Perpendicular: m^{\prime} = -\dfrac{1}{-1} = 1, e de \operatorname{tg}{\alpha}^{\prime} = 1 a calculadora dá 45^{\circ}, que já é a inclinação por ser positiva.
  4. Verificação: 135^{\circ}-45^{\circ} = 90^{\circ}Duas retas perpendiculares têm inclinações que diferem de 90^{\circ}. É a verificação mais rápida que há para esta matéria, e apanha quase todos os enganos de sinal.
Resposta{\alpha} = 135^{\circ} e {\alpha}^{\prime} = 45^{\circ}
NumWorks A inclinação, sem cair na armadilha

Antes de tudo, confirma a unidade: DefiniçõesUnidade de ânguloGraus. Com a máquina em radianos, um declive de -1 devolve -0{,}785 e nada do que se segue faz sentido.

No Cálculo, a tecla atan resolve a equação \operatorname{tg}{\alpha} = m: escreve atan(-1) e a máquina devolve -45. Este número não é a inclinação — é apenas a solução que cai entre -90 e 90. Soma-lhe 180 e obténs 135, que é a inclinação.

Uma verificação que vale a pena ganhar o hábito de fazer: desenha a reta na aplicação Funções e olha para ela. Se desce da esquerda para a direita, a inclinação tem de estar entre 90^{\circ} e 180^{\circ}. Um resultado fora desse intervalo é erro, não é surpresa.

Python A inclinação, com a correção incluída

O programa calcula o declive a partir de dois pontos e devolve a inclinação já no intervalo certo, tratando à parte a reta vertical.

from math import atan, degrees

def inclinacao(A, B):
    if B[0] == A[0]:
        return 90.0
    m = (B[1] - A[1]) / (B[0] - A[0])
    a = degrees(atan(m))
    return a if m >= 0 else a + 180

for A, B in [((1, 2), (5, 10)), ((4, 1), (1, 4)), ((2, 0), (2, 7))]:
    print(A, B, "->", round(inclinacao(A, B), 1), "graus")

Apaga o else a + 180 e corre outra vez: o segundo par de pontos passa a dar -45. É exatamente o erro que a secção avisa — e vê-lo acontecer no ecrã fixa-o melhor do que decorar a regra.

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre declive e inclinação: os dois sentidos da conversão, os casos particulares, e problemas com parâmetro. Os últimos pedem justificação, ao nível do Exame.

Exercício 76§R6 · da inclinação ao declive

Uma reta do plano tem inclinação 60^{\circ}.

Determina o seu declive.

Exercício 77§R6 · casos particulares

Indica o declive de uma reta com inclinação 0^{\circ} e diga o que acontece a uma reta de inclinação 90^{\circ}.

Exercício 78§R6 · sinal do declive

Uma reta tem inclinação 115^{\circ}. O seu declive é:

  • (A)positivo
  • (B)nulo
  • (C)negativo
  • (D)não existe
Exercício 79§R6 · declive por dois pontos

Determina o declive da reta que passa em A(1,\,2) e B(5,\,10), e indica se a sua inclinação é aguda ou obtusa.

Exercício 80§R6 · inclinação de 45^{\circ}

Determina a inclinação da reta de equação y = x + 3.

Exercício 81§R6 · inclinação obtusa

Determina, em graus, a inclinação da reta de equação y = -x + 2.

Exercício 82§R6 · com arredondamento

Determina, em graus e arredondada às décimas, a inclinação da reta que passa em A(-2,\,5) e B(3,\,1).

Exercício 83§R6 · reta por um ponto com inclinação dada

Escreve a equação reduzida da reta que passa em P(2,\,-1) e tem inclinação 135^{\circ}.

Exercício 84§R6 · comparar inclinações

Considera r: y = 3x-1 e s: y = \dfrac{1}{3}x + 4.

Sem calcular as inclinações, indica qual das retas tem maior inclinação, justificando.

Exercício 85§R6 · da figura ao intervalo

Uma reta r do plano interseta o semieixo positivo Ox e o semieixo positivo Oy.

Indica, justificando, um intervalo a que pertence a inclinação de r.

Exercício 86§R6 · retas perpendiculares e inclinação

A reta r tem inclinação 30^{\circ}.

Determina o declive de uma reta perpendicular a r, e indica a sua inclinação em graus, arredondada às décimas.

Exercício 87§R6 · parâmetro e inclinação

Considera a reta r que passa em A(1,\,2) e B(k,\,6), com k \neq 1.

Determina k de modo que r tenha inclinação 120^{\circ}.

Exercício 88§R6 · justificar a correção

Seja r uma reta não vertical de declive m < 0 e inclinação {\alpha}.

Seja {\beta} o ângulo de \left]-90^{\circ},\,90^{\circ}\right[ tal que \operatorname{tg}{\beta} = m — é o valor que a calculadora devolve.

Mostra que {\alpha} = {\beta} + 180^{\circ}.

Exercício 89§R6 · ângulo entre duas retas

As retas r e s têm inclinações 20^{\circ} e 110^{\circ}.

a) Determina a amplitude do ângulo formado pelas duas retas. b) Justifica que r e s são perpendiculares, usando os declives.

Exercício 90§R6 · variação da inclinação

Considera a família de retas de equação y = kx + 1, com k \in \mathbb{R}.

Descreve como varia a inclinação da reta quando k cresce de -\infty até +\infty, indicando o valor que nunca é atingido.

O declive é a tangente da inclinação. 60^{\circ} é um dos ângulos de valor exato conhecido.

  1. m = \operatorname{tg}60^{\circ} = \sqrt{3}.
  2. Sendo a inclinação aguda, o declive é positivo — como se confirma.
Respostam = \sqrt{3}

Uma é horizontal, a outra vertical. Uma das duas não tem declive.

  1. Inclinação 0^{\circ}: a reta é horizontal e m = \operatorname{tg}0^{\circ} = 0.
  2. Inclinação 90^{\circ}: a reta é vertical, e \operatorname{tg}90^{\circ} não está definida — a reta não tem declive.Não é que o declive seja «infinito»: é que não existe. A equação dessa reta é x = a, e não tem forma reduzida.
Respostam = 0; a reta vertical não tem declive

A inclinação é obtusa. Em que quadrante está esse ângulo, e que sinal tem lá a tangente?

  1. 115^{\circ} é um ângulo do 2.º quadrante, onde a tangente é negativa.
  2. Logo m = \operatorname{tg}115^{\circ} < 0: a opção correta é a (C).
  3. Geometricamente, a reta «desce» da esquerda para a direita.
RespostaOpção (C)

O declive é a variação de y a dividir pela variação de x. O sinal responde à segunda pergunta.

  1. m = \dfrac{10-2}{5-1} = \dfrac{8}{4} = 2.
  2. Sendo m > 0, a inclinação é aguda.
Respostam = 2; inclinação aguda

Lê o declive na equação reduzida e resolve \operatorname{tg}{\alpha} = m.

  1. O declive é m = 1.
  2. \operatorname{tg}{\alpha} = 1 com {\alpha} \in \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[{\alpha} = 45^{\circ}.
Resposta{\alpha} = 45^{\circ}

A calculadora vai devolver um valor negativo. A inclinação não pode ser negativa — o que é preciso somar?

  1. O declive é m = -1, logo \operatorname{tg}{\alpha} = -1.
  2. A calculadora dá -45^{\circ}, que não é uma inclinação: a inclinação pertence a \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[.
  3. Como a tangente tem período 180^{\circ}, soma-se: {\alpha} = -45^{\circ}+180^{\circ} = 135^{\circ}.
  4. Verificação: \operatorname{tg}135^{\circ} = -1Este é o erro mais frequente da secção. Sempre que o declive é negativo, o valor da calculadora tem de levar +180^{\circ}.
Resposta{\alpha} = 135^{\circ}

Calcula o declive, resolve \operatorname{tg}{\alpha} = m na calculadora e corrige o resultado se ele sair negativo.

  1. Cálculo auxiliar: m = \dfrac{1-5}{3-(-2)} = \dfrac{-4}{5} = -0{,}8.
  2. De \operatorname{tg}{\alpha} = -0{,}8, a calculadora dá \approx -38{,}66^{\circ}.
  3. Sendo o declive negativo, a inclinação é obtusa: {\alpha} \approx -38{,}66^{\circ}+180^{\circ} \approx 141{,}3^{\circ}.
  4. Confere com a figura mental: a reta desce, e 141^{\circ} é mesmo um ângulo obtuso ✓
Resposta{\alpha} \approx 141{,}3^{\circ}

Primeiro o declive, pela tangente. Depois a ordenada na origem, pelo ponto.

  1. m = \operatorname{tg}135^{\circ} = -1.
  2. Com P(2,-1): -1 = -1 \times 2 + b \;\Leftrightarrow\; b = 1.
  3. Logo y = -x+1.
  4. Verificação: -2+1 = -1
Respostay = -x+1

As duas inclinações são agudas. No intervalo \left]0^{\circ},\,90^{\circ}\right[, a tangente é crescente.

  1. Os dois declives são positivos, logo as duas inclinações são agudas.
  2. No intervalo \left]0^{\circ},\,90^{\circ}\right[ a função tangente é crescente: a maior tangente corresponde ao maior ângulo.
  3. Como 3 > \dfrac{1}{3}, a reta r tem maior inclinação.O argumento só vale por as duas inclinações serem agudas. Com declives de sinais contrários seria falso: uma reta de declive -0{,}1 tem inclinação de cerca de 174^{\circ}, muito maior do que a de declive 3.
Respostar, porque a tangente é crescente nos ângulos agudos e 3 > \dfrac{1}{3}

Se a reta corta os dois semieixos positivos, sobe ou desce da esquerda para a direita?

  1. A reta passa por um ponto (a,\,0) com a > 0 e por um ponto (0,\,b) com b > 0.
  2. O declive é m = \dfrac{0-b}{a-0} = -\dfrac{b}{a} < 0.
  3. Declive negativo significa inclinação obtusa: {\alpha} \in \left]90^{\circ},\,180^{\circ}\right[.
Resposta{\alpha} \in \left]90^{\circ},\,180^{\circ}\right[

Primeiro o declive de r, depois a relação m\,m^{\prime} = -1, e por fim a calculadora com a correção do sinal.

  1. m = \operatorname{tg}30^{\circ} = \dfrac{\sqrt{3}}{3} \approx 0{,}5774.
  2. Perpendicular: m^{\prime} = -\dfrac{1}{m} = -\sqrt{3} \approx -1{,}7321.
  3. De \operatorname{tg}{\alpha}^{\prime} = -\sqrt{3}, a calculadora dá -60^{\circ}; sendo o declive negativo, a inclinação é -60^{\circ}+180^{\circ} = 120^{\circ}.
  4. Confirmação: 120^{\circ} - 30^{\circ} = 90^{\circ} ✓ — as inclinações de duas retas perpendiculares diferem exatamente de 90^{\circ}.Essa é uma boa verificação de segurança: se a diferença das inclinações não der 90^{\circ}, alguma conta está errada.
Respostam^{\prime} = -\sqrt{3}; inclinação 120{,}0^{\circ}

Escreve o declive em função de k, iguala à tangente de 120^{\circ} e resolve.

  1. Cálculo auxiliar: \operatorname{tg}120^{\circ} = -\operatorname{tg}60^{\circ} = -\sqrt{3}.
  2. Declive de r: m = \dfrac{6-2}{k-1} = \dfrac{4}{k-1}.
  3. Impondo a igualdade: \frac{4}{k-1} = -\sqrt{3} \;\Leftrightarrow\; 4 = -\sqrt{3}\,(k-1) \;\Leftrightarrow\; k-1 = -\frac{4}{\sqrt{3}}.
  4. Racionalizando: k = 1 - \dfrac{4\sqrt{3}}{3} \approx -1{,}31.
  5. Verificação do sinal: k < 1, logo k-1 < 0 e o declive \dfrac{4}{k-1} é negativo — coerente com a inclinação ser obtusa ✓
Respostak = 1 - \dfrac{4\sqrt{3}}{3} \approx -1{,}31

Localiza primeiro o {\beta} sabendo que m < 0, e usa depois o período 180^{\circ} da tangente.

  1. Por definição de inclinação, {\alpha} \in \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[ e \operatorname{tg}{\alpha} = m.
  2. Por hipótese {\beta} \in \left]-90^{\circ},\,90^{\circ}\right[ e \operatorname{tg}{\beta} = m. Sendo m < 0 e sendo a tangente negativa só no quarto quadrante deste intervalo, vem {\beta} \in \left]-90^{\circ},\,0^{\circ}\right[.
  3. Como \operatorname{tg} tem período 180^{\circ}, \operatorname{tg}\left({\beta}+180^{\circ}\right) = \operatorname{tg}{\beta} = m.
  4. E {\beta}+180^{\circ} \in \left]90^{\circ},\,180^{\circ}\right[, que está contido em \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[.
  5. No intervalo \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[, e excluindo 90^{\circ}, a tangente é injetiva — a cada valor corresponde um só ângulo. Logo {\alpha} = {\beta}+180^{\circ}.É a injetividade que fecha a demonstração: sem ela, ter-se-ia mostrado apenas que {\beta}+180^{\circ} é uma solução, e não que é a inclinação.
Resposta{\alpha} = {\beta}+180^{\circ}, pela periodicidade e pela injetividade da tangente em \left[0^{\circ},180^{\circ}\right[ \setminus \left\{90^{\circ}\right\}

A diferença das inclinações dá o ângulo, se for agudo ou reto. Para b), calcula o produto dos declives.

  1. a) A diferença das inclinações é 110^{\circ}-20^{\circ} = 90^{\circ}, que já é o ângulo das duas retas.
  2. b) m_{r} = \operatorname{tg}20^{\circ} e m_{s} = \operatorname{tg}110^{\circ} = \operatorname{tg}\left(20^{\circ}+90^{\circ}\right).
  3. Cálculo auxiliar: \operatorname{tg}\left({\theta}+90^{\circ}\right) = \dfrac{\operatorname{sen}\left({\theta}+90^{\circ}\right)}{\cos\left({\theta}+90^{\circ}\right)} = \dfrac{\cos{\theta}}{-\operatorname{sen}{\theta}} = -\dfrac{1}{\operatorname{tg}{\theta}}.
  4. Logo m_{s} = -\dfrac{1}{m_{r}}, isto é, m_{r} \times m_{s} = -1: as retas são perpendiculares.A conclusão vale sem saber os valores numéricos. As duas condições — «as inclinações diferem de 90^{\circ}» e «o produto dos declives é -1» — dizem a mesma coisa.
Respostaa) 90^{\circ} · b) m_{s} = -\dfrac{1}{m_{r}}, logo m_{r}m_{s} = -1

Segue a inclinação por partes: k muito negativo, k = 0, k muito grande. E lembra-te de que a inclinação vive em \left[0^{\circ},180^{\circ}\right[.

  1. Para k muito negativo, o valor da calculadora aproxima-se de -90^{\circ}, e a inclinação, que é esse valor mais 180^{\circ}, aproxima-se de 90^{\circ} por valores superiores.
  2. À medida que k cresce para 0^{-}, a inclinação cresce até se aproximar de 180^{\circ} — sem nunca lá chegar.
  3. Em k = 0 a inclinação salta para 0^{\circ}: a reta é horizontal.
  4. Para k > 0, a inclinação é o próprio valor da calculadora e cresce de 0^{\circ} até se aproximar de 90^{\circ} por valores inferiores.
  5. O valor 90^{\circ} nunca é atingido: corresponderia à reta vertical, que não é da forma y = kx+1 para nenhum k.Todas as retas desta família passam em (0,\,1). Rodando uma reta em torno desse ponto passa-se por todas as inclinações — exceto a vertical, que é a única direção que a forma y = kx+1 não sabe escrever.
RespostaA inclinação percorre \left]90^{\circ},180^{\circ}\right[ para k<0, vale 0^{\circ} em k=0 e percorre \left]0^{\circ},90^{\circ}\right[ para k>0; 90^{\circ} nunca é atingido

Exercícios de Exame · Declive e inclinação

Doze itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 2007 a 2026. Metade é sobre retas tangentes a uma circunferência — que não é um tópico à parte, mas a aplicação mais frequente da perpendicularidade: o raio e a tangente encontram-se em ângulo reto, e daí sai tudo.

Item 107 construçãoTeste Intermédio 11.º · 10.05.2007

Considere um ponto P, do primeiro quadrante (eixos não incluídos), pertencente à circunferência de centro na origem e raio 1.

Sejam (r,\,s) as coordenadas do ponto P. Seja t a reta tangente à circunferência no ponto P, e seja Q o ponto de interseção da reta t com o eixo Ox.

x y 1 2 1 P Q r s

Prove que a abcissa do ponto Q é \dfrac{1}{r}.

Item 108 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 29.01.2009

Considere, num referencial o.n. xOy, a reta r de equação y = -\dfrac{1}{2}x+\dfrac{3}{5}.

Seja s a reta perpendicular a r que passa no ponto de coordenadas (1,\,4).

Qual é a equação reduzida da reta s?

  • (A)y = 2x+2
  • (B)y = -2x+6
  • (C)y = -2x+\frac{5}{3}
  • (D)y = 2x+\frac{5}{3}
Item 109 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2010

Na figura está representada, num referencial o.n. xOy, a circunferência de equação

(x-4)^{2}+(y-1)^{2} = 25

O ponto C é o centro da circunferência. O ponto A, de coordenadas (0,\,-2), pertence à circunferência. A reta t é tangente à circunferência no ponto A.

x y −2 2 4 6 8 −4 −2 2 4 6 A

Determine a equação reduzida da reta t.

Item 110 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Na figura está representada, em referencial o.n. xOy, a circunferência de centro em O e raio 5.

Os pontos A e B são os pontos de interseção da circunferência com os semieixos positivos Ox e Oy, respetivamente. Considere que um ponto P se desloca ao longo do arco AB, nunca coincidindo com A nem com B.

x y −5 3 5 4 5 P

Considere agora o caso em que a abcissa do ponto P é 3.

Determine, sem recorrer à calculadora, a equação reduzida da reta tangente à circunferência no ponto P.

Item 111 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 09.02.2012

Num referencial o.n. xOy, considere a circunferência definida por x^{2}+y^{2} = 5.

A reta r é tangente à circunferência no ponto de coordenadas (1,\,2).

Qual é o declive da reta r?

  • (A)-2
  • (B)-\frac{1}{2}
  • (C)\frac{1}{2}
  • (D)2
Item 112 escolha múltiplaExame 2015 · 1.ª Fase

Na figura está representado, num referencial o.n. xOy, um triângulo equilátero [ABC].

Sabe-se que:

o ponto A tem ordenada positiva; os pontos B e C pertencem ao eixo Ox; o ponto B tem abcissa 1 e o ponto C tem abcissa maior do que 1.

x y 1 2 3 4 1 2 A B C

Qual é a equação reduzida da reta AB?

  • (A)y = \sqrt{2}x-\sqrt{2}
  • (B)y = \sqrt{2}x+\sqrt{2}
  • (C)y = \sqrt{3}x+\sqrt{3}
  • (D)y = \sqrt{3}x-\sqrt{3}
Item 113 escolha múltiplaExame 2015 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. xOy, a circunferência definida pela equação

x^{2}+(y-1)^{2} = 2

Esta circunferência interseta o eixo Ox em dois pontos. Destes pontos, seja A o que tem abcissa positiva. Seja r a reta tangente à circunferência no ponto A.

Qual é a equação reduzida da reta r?

  • (A)y = x+1
  • (B)y = x-1
  • (C)y = 2x+2
  • (D)y = 2x-2
Item 114 escolha múltiplaExame 2017 · 1.ª Fase

Considere, num referencial o.n. xOy, uma reta r de inclinação {\alpha}.

Sabe-se que \cos{\alpha} = -\dfrac{1}{\sqrt{5}}.

Qual pode ser a equação reduzida da reta r?

  • (A)y = -5x
  • (B)y = 4x
  • (C)y = -2x
  • (D)y = 3x
Item 115 escolha múltiplaExame 2018 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. xOy, a circunferência centrada na origem do referencial e que passa no ponto A(2,\,1).

Seja r a reta tangente à circunferência no ponto A.

Qual é a ordenada na origem da reta r?

  • (A)4
  • (B)5
  • (C)6
  • (D)7
Item 116 escolha múltiplaExame 2020 · 1.ª Fase

Na figura estão representados, num referencial o.n. xOy, os pontos S, T e U e a reta r de equação y = 2x+4.

Sabe-se que:

os pontos S e T são, respetivamente, os pontos de interseção da reta r com os eixos Oy e Ox; o ponto U pertence ao eixo Ox e tem abcissa inferior à do ponto T.

x y −4 −2 1 2 4 S T U α r

Qual dos valores seguintes é o valor, aproximado às centésimas, da amplitude, em radianos, do ângulo S\hat{T}U?

  • (A)4{,}25
  • (B)2{,}68
  • (C)2{,}03
  • (D)1{,}82
Item 117 escolha múltiplaExame 2020 · Época especial

Na figura está representado, num referencial o.n. xOy, um hexágono regular [MNPQRS] centrado na origem.

Sabe-se que o vértice M tem coordenadas (1,\,0) e que o vértice N pertence ao primeiro quadrante.

x y −1 1 −1 1 M N P Q R S

Qual é a equação reduzida da reta MN?

  • (A)y = -\sqrt{3}x+\sqrt{3}
  • (B)y = -\sqrt{3}x+\sqrt{6}
  • (C)y = -x+2
  • (D)y = -x+1
Item 118 construçãoExame 2026 · 2.ª Fase

Na figura está representado, em referencial o.n. Oxy, o retângulo [ABCD].

Sabe-se que:

o ponto A tem coordenadas (2,\,0); o ponto D pertence ao eixo Oy; a reta BC é definida pela equação reduzida y = -2x+5.

x y 1 2 3 1 2 3 4 5 A B C D

Determine as coordenadas do ponto C.

Escreva a equação da tangente com o declive perpendicular ao do raio, faça y = 0 e use r^{2}+s^{2} = 1 no fim.

  1. Estando P no primeiro quadrante com os eixos excluídos, r > 0 e s > 0; e por P pertencer à circunferência de raio 1, r^{2}+s^{2} = 1.
  2. O raio [OP] tem declive \dfrac{s}{r}, que existe por ser r \neq 0. A tangente é perpendicular, logo tem declive -\dfrac{r}{s}, que existe por ser s \neq 0.
  3. Equação da tangente, passando em P(r,\,s): y - s = -\frac{r}{s}(x-r).
  4. Q está no eixo Ox, logo tem ordenada nula. Fazendo y = 0: -s = -\frac{r}{s}(x-r) \;\Leftrightarrow\; \frac{s^{2}}{r} = x-r \;\Leftrightarrow\; x = r+\frac{s^{2}}{r} = \frac{r^{2}+s^{2}}{r}.
  5. Como r^{2}+s^{2} = 1, vem x = \dfrac{1}{r}, como se pretendia. \squareAs hipóteses «primeiro quadrante» e «eixos não incluídos» são usadas duas vezes: para garantir que os dois declives existem, e para poder dividir por r no fim.
Respostax_{Q} = \dfrac{r^{2}+s^{2}}{r} = \dfrac{1}{r}

O declive de s sai de m\,m^{\prime} = -1. Depois use o ponto dado.

  1. O declive de r é -\dfrac{1}{2}, logo o de s verifica -\dfrac{1}{2}m^{\prime} = -1 \Leftrightarrow m^{\prime} = 2.
  2. Isto já exclui as opções (B) e (C), de declive -2.
  3. Passando em (1,\,4): 4 = 2\times 1 + b \Leftrightarrow b = 2.
  4. Logo s: y = 2x+2: opção (A).A ordenada na origem de r, \dfrac{3}{5}, não entra em parte nenhuma — está no enunciado para distrair, e as opções (C) e (D) aproveitam-se disso.
RespostaOpção (A)

O centro lê-se na equação. Depois é o costume: declive do raio, declive da tangente, e o ponto para achar a ordenada na origem.

  1. Da equação reduzida, o centro é C(4,\,1).
  2. Confirmação de que A pertence à circunferência: (0-4)^{2}+(-2-1)^{2} = 16+9 = 25
  3. Cálculo auxiliar: declive do raio [CA]: m_{CA} = \frac{-2-1}{0-4} = \frac{-3}{-4} = \frac{3}{4}.
  4. A tangente é perpendicular ao raio, logo tem declive -\dfrac{4}{3}.
  5. Passando em A(0,\,-2), que está no eixo Oy, a ordenada na origem é imediatamente -2: t: \; y = -\frac{4}{3}x-2.
Respostay = -\dfrac{4}{3}x-2

Comece por determinar a ordenada de P, usando a equação da circunferência e o facto de P estar no primeiro quadrante.

  1. A circunferência é x^{2}+y^{2} = 25. Com x = 3: 9+y^{2} = 25 \Leftrightarrow y^{2} = 16 \Leftrightarrow y = \pm 4.
  2. P está no arco do primeiro quadrante, logo y > 0 e P(3,\,4).
  3. O raio [OP] tem declive \dfrac{4}{3}, logo a tangente tem declive -\dfrac{3}{4}.
  4. Passando em P(3,4): 4 = -\frac{3}{4}\times 3 + b \;\Leftrightarrow\; 4 = -\frac{9}{4}+b \;\Leftrightarrow\; b = \frac{25}{4}.
  5. Logo a tangente é y = -\dfrac{3}{4}x+\dfrac{25}{4}.A ordenada na origem, \dfrac{25}{4}, é \dfrac{r^{2}}{y_{P}} — uma regularidade que se repete em todos os itens deste tipo, e que serve de verificação rápida.
Respostay = -\dfrac{3}{4}x+\dfrac{25}{4}

O raio vai da origem ao ponto de tangência. O declive da tangente é o inverso desse, trocado de sinal.

  1. O ponto (1,\,2) pertence mesmo à circunferência: 1+4 = 5
  2. O raio tem declive \dfrac{2}{1} = 2.
  3. A tangente é perpendicular ao raio: m \times 2 = -1 \;\Leftrightarrow\; m = -\dfrac{1}{2}.
  4. A opção correta é a (B).A opção (A) troca só o sinal e a (C) só inverte: nenhuma das duas faz as duas operações que a perpendicularidade exige.
RespostaOpção (B)

Num triângulo equilátero todos os ângulos internos medem 60^{\circ}. Que inclinação tem a reta AB?

  1. O triângulo é equilátero, logo o ângulo interno em B mede 60^{\circ}.
  2. Como C está à direita de B e A está acima, a reta AB faz 60^{\circ} com o semieixo positivo Ox: a inclinação é 60^{\circ}.
  3. m = \operatorname{tg}60^{\circ} = \sqrt{3}.
  4. Passando em B(1,\,0): 0 = \sqrt{3}+b \Leftrightarrow b = -\sqrt{3}, logo y = \sqrt{3}x-\sqrt{3}: opção (D).As opções com \sqrt{2} correspondem a uma inclinação de cerca de 54{,}7^{\circ}, que não é ângulo de triângulo equilátero nenhum.
RespostaOpção (D)

Determine primeiro A, fazendo y = 0. Depois o declive do raio, e o da tangente por perpendicularidade.

  1. Cálculo auxiliar: com y = 0, x^{2}+1 = 2 \Leftrightarrow x^{2} = 1 \Leftrightarrow x = \pm 1. O de abcissa positiva é A(1,\,0).
  2. O centro é C(0,\,1). O raio [CA] tem declive \dfrac{0-1}{1-0} = -1.
  3. A tangente é perpendicular ao raio, logo tem declive 1. Passando em A(1,0): 0 = 1+b \Leftrightarrow b = -1.
  4. Logo y = x-1: opção (B).
RespostaOpção (B)

O declive é a tangente da inclinação. Obtenha o seno pela fórmula fundamental, e escolha-lhe o sinal lembrando-se de que {\alpha} \in \left[0,\,{\pi}\right[.

  1. Sendo \cos{\alpha} < 0, a inclinação é obtusa: {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[.
  2. Cálculo auxiliar: pela fórmula fundamental, \operatorname{sen}^{2}{\alpha} = 1-\frac{1}{5} = \frac{4}{5} \;\Rightarrow\; \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{2}{\sqrt{5}}, com o sinal positivo, porque no 2.º quadrante o seno é positivo.
  3. m = \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}} = \frac{2/\sqrt{5}}{-1/\sqrt{5}} = -2.
  4. A opção correta é a (C).Só uma das quatro opções tem declive negativo — e isso já bastava para responder, sem calcular o valor exato. O cosseno negativo obriga a declive negativo.
RespostaOpção (C)

A tangente é perpendicular ao raio no ponto de tangência. Comece pelo declive do raio [OA].

  1. O raio [OA] tem declive \dfrac{1-0}{2-0} = \dfrac{1}{2}.
  2. A tangente é perpendicular ao raio, logo tem declive m = -2.
  3. Passando em A(2,\,1): 1 = -2\times 2 + b \;\Leftrightarrow\; b = 5.
  4. A ordenada na origem é 5: opção (B).Este é o modelo de metade dos itens desta ficha. Nunca é preciso o raio da circunferência — só a direção do raio que vai dar ao ponto de tangência.
RespostaOpção (B)

O ângulo tem vértice em T. Escreva os dois vetores que dele partem — \overrightarrow{TS} e \overrightarrow{TU} — e use o produto escalar. Repare em que o ângulo é obtuso.

  1. Cálculo auxiliar: S(0,\,4) (fazendo x=0) e T(-2,\,0) (fazendo y=0).
  2. \overrightarrow{TS} = (0-(-2),\,4-0) = (2,\,4). Como U está em Ox à esquerda de T, \overrightarrow{TU} tem a direção e o sentido de (-1,\,0).
  3. \cos{\theta} = \frac{(2,4)\cdot(-1,0)}{\sqrt{4+16}\times 1} = \frac{-2}{\sqrt{20}} = \frac{-2}{2\sqrt{5}} = -\frac{1}{\sqrt{5}}.
  4. O ângulo de \left[0,\,{\pi}\right] com este cosseno é, na calculadora, {\theta} \approx 2{,}03 radianos: opção (C).
  5. Confirmação: o cosseno é negativo, logo o ângulo é obtuso — está entre \dfrac{{\pi}}{2} \approx 1{,}57 e {\pi} \approx 3{,}14. A opção (A) está fora desse intervalo e a (D) seria aguda.Aqui o produto escalar é do 11.º ano e o item é de Exame: usa-se para calcular o ângulo entre dois vetores com origem comum, exatamente como na secção R7.
RespostaOpção (C)

Num hexágono regular centrado na origem, os vértices estão sobre uma circunferência e separados por 60^{\circ}. Determine as coordenadas de N.

  1. Os seis vértices estão sobre a circunferência de centro na origem e raio 1, separados por 60^{\circ}. Com M em 0^{\circ}, o vértice N está em 60^{\circ}: N\left(\cos 60^{\circ},\; \operatorname{sen}60^{\circ}\right) = \left(\frac{1}{2},\; \frac{\sqrt{3}}{2}\right).
  2. Cálculo auxiliar: declive de MN: m = \frac{\frac{\sqrt{3}}{2}-0}{\frac{1}{2}-1} = \frac{\frac{\sqrt{3}}{2}}{-\frac{1}{2}} = -\sqrt{3}.
  3. Passando em M(1,0): 0 = -\sqrt{3}+b \;\Leftrightarrow\; b = \sqrt{3}.
  4. Logo y = -\sqrt{3}x+\sqrt{3}: opção (A).O declive -\sqrt{3} corresponde a uma inclinação de 120^{\circ}, que é o que a figura mostra — a reta MN desce da esquerda para a direita.
RespostaOpção (A)

Num retângulo, [AD] é paralelo a [BC] e [AB] é perpendicular a ambos. Comece por D, que é o único ponto de que sabe estar num eixo.

  1. [AD] é paralelo a [BC], logo tem declive -2. Passando em A(2,0): y = -2(x-2) = -2x+4.
  2. D está no eixo Oy, logo tem abcissa nula: D(0,\,4).
  3. [AB] é perpendicular a [AD], logo tem declive \dfrac{1}{2}. Passando em A: y = \dfrac{1}{2}x-1.
  4. Cálculo auxiliar: B é a interseção de AB com BC: \frac{1}{2}x-1 = -2x+5 \;\Leftrightarrow\; \frac{5}{2}x = 6 \;\Leftrightarrow\; x = \frac{12}{5}, donde B\left(\dfrac{12}{5},\,\dfrac{1}{5}\right).
  5. Num retângulo, \overrightarrow{BC} = \overrightarrow{AD}. Como \overrightarrow{AD} = (0-2,\,4-0) = (-2,\,4): C = B + \overrightarrow{AD} = \left(\frac{12}{5}-2,\; \frac{1}{5}+4\right) = \left(\frac{2}{5},\; \frac{21}{5}\right).
  6. Verificação: C tem de pertencer a BC, e -2\times\dfrac{2}{5}+5 = \dfrac{21}{5}A verificação é rápida e apanha o engano mais comum, que é somar o vetor errado — \overrightarrow{DA} em vez de \overrightarrow{AD}.
RespostaC\left(\dfrac{2}{5},\;\dfrac{21}{5}\right)
R7

Produto escalar de dois vetores

Uma operação que pega em dois vetores e devolve um número. Esse número guarda o ângulo dos dois: pelo sinal diz logo se é agudo, reto ou obtuso, e pela fórmula do cosseno dá a amplitude exata. É a ferramenta com que se prova perpendicularidade sem desenhar nada.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Conhecer o conceito de produto escalar de dois vetores, no plano e no espaço, definido com base nas coordenadas dos vetores num referencial ortonormado.
  • Conhecer que o produto escalar de dois vetores é igual ao produto das suas normas pelo cosseno do ângulo formado por eles (sem demonstração).
  • Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas a noção de produto escalar, nomeadamente: relacionando o ângulo de dois vetores não nulos com o sinal do respetivo produto escalar; estabelecendo uma relação entre os declives de duas retas perpendiculares no plano; determinando o ângulo entre dois vetores; e determinando o ângulo formado por duas retas.

1 · A definição, que é em coordenadas

O produto escalar entra pelas coordenadas: multiplicam-se as coordenadas correspondentes e somam-se os produtos. É uma conta de uma linha, e o resultado é um número real.

Definição · produto escalar \text{no plano: } \vec{u} \cdot \vec{v} = u_{1}v_{1} + u_{2}v_{2} \qquad \text{no espaço: } \vec{u} \cdot \vec{v} = u_{1}v_{1} + u_{2}v_{2} + u_{3}v_{3}

O referencial tem de ser ortonormado — eixos perpendiculares e com a mesma unidade. Fora daí, esta expressão deixa de dar o que se espera dela.

Fazendo \vec{v} = \vec{u} sai imediatamente uma igualdade que se usa a toda a hora:

O produto de um vetor por si próprio \vec{u} \cdot \vec{u} = u_{1}^{2} + u_{2}^{2} = \|\vec{u}\|^{2}

Serve nos dois sentidos: para calcular uma norma quando se conhece um produto escalar, e para substituir \vec{u}\cdot\vec{u} por \|\vec{u}\|^{2} no meio de uma expressão.

Propriedades \vec{u} \cdot \vec{v} = \vec{v} \cdot \vec{u} \qquad \vec{u} \cdot \left(\vec{v} + \vec{w}\right) = \vec{u}\cdot\vec{v} + \vec{u}\cdot\vec{w} \qquad \left({\lambda}\vec{u}\right) \cdot \vec{v} = {\lambda}\left(\vec{u}\cdot\vec{v}\right)

São as regras do costume, e é por causa delas que se pode desenvolver \left(\vec{u}+\vec{v}\right)\cdot\left(\vec{u}-\vec{v}\right) como se fosse um caso notável.

Onde isto costuma falhar

Escrever \vec{u} \cdot \vec{v} \cdot \vec{w}. Não existe: \vec{u} \cdot \vec{v} já é um número, e um número não faz produto escalar com um vetor. O que existe é \left(\vec{u} \cdot \vec{v}\right)\vec{w}, que é o vetor \vec{w} multiplicado por um escalar.

2 · O mesmo número, lido como ângulo

A ligação que dá valor a tudo isto é esta — e as Aprendizagens Essenciais pedem que se conheça, não que se demonstre:

Produto escalar e ângulo \vec{u} \cdot \vec{v} = \|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|\cos{\theta}

com {\theta} o ângulo formado pelos dois vetores, {\theta} \in \left[0,\,{\pi}\right], medido com os vetores aplicados no mesmo ponto. A demonstração, pela lei dos cossenos, é aprofundamento e não é avaliada no Exame.

x y 1 2 3 4 1 2 3 u⃗(4, 1) v⃗(1,5; 3,4) θ
O ângulo de dois vetores mede-se com eles aplicados no mesmo ponto, e está sempre entre 0 e {\pi}. É o cosseno desse ângulo que o produto escalar deixa calcular.

Resolvendo em ordem ao cosseno fica a fórmula com que se calcula qualquer ângulo:

\cos{\theta} = \frac{\vec{u} \cdot \vec{v}}{\|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|}, \qquad \vec{u} \neq \vec{0}, \;\; \vec{v} \neq \vec{0}.

3 · O sinal já diz quase tudo

As normas são positivas, portanto o sinal do produto escalar é o sinal do cosseno. E o cosseno, num ângulo entre 0 e {\pi}, muda de sinal exatamente no ângulo reto.

agudo u⃗ · v⃗ > 0 reto u⃗ · v⃗ = 0 obtuso u⃗ · v⃗ < 0
O sinal do produto escalar é o sinal do cosseno, porque as normas são sempre positivas. É esta a leitura que se usa nos exames: sem calcular ângulo nenhum, o sinal já diz se o ângulo é agudo, reto ou obtuso.
Perpendicularidade

Sendo \vec{u} e \vec{v} vetores não nulos:

\vec{u} \perp \vec{v} \;\Leftrightarrow\; \vec{u} \cdot \vec{v} = 0.

A hipótese «não nulos» não é decoração: \vec{0} \cdot \vec{v} = 0 para todo o \vec{v}, e com o vetor nulo não se define ângulo nenhum.

Laboratório · O sinal, o ângulo e a projeção

interativo

4 · Duas retas: ângulo e perpendicularidade

Uma reta não tem um vetor diretor — tem uma infinidade, e dois deles são simétricos. Por isso, no ângulo de duas retas, entra o módulo do produto escalar: sem ele, a mesma reta podia dar {\theta} ou {\pi}-{\theta}.

Ângulo de duas retas \cos{\theta} = \frac{\left|\vec{u} \cdot \vec{v}\right|}{\|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|}, \qquad {\theta} \in \left[0,\,\frac{{\pi}}{2}\right]

onde \vec{u} e \vec{v} são vetores diretores de cada reta. O ângulo de duas retas é, por convenção, agudo ou reto.

x y −3 −2 −1 1 2 3 −2 −1 1 2 3 u⃗(1, m) v⃗(1, m)
Uma reta de declive m tem (1,\,m) por vetor diretor — subir m por cada unidade andada. Escrever que os dois vetores são perpendiculares dá, numa linha, a relação entre os declives.
Declives de retas perpendiculares

Sendo r e s retas não verticais, de declives m e m^{\prime}:

r \perp s \;\Leftrightarrow\; m \times m^{\prime} = -1.

Sai numa linha do que está acima: (1,\,m) \cdot \left(1,\,m^{\prime}\right) = 1 + m\,m^{\prime}, e anular isto é o mesmo que m\,m^{\prime} = -1. O caso da reta vertical fica de fora porque ela não tem declive.

Exemplo 7 Do sinal à conclusão, sem calcular o ângulo

No referencial Oxyz, considera A(1,\,2,\,0), B(3,\,1,\,2) e C(0,\,4,\,1). Classifica o ângulo interno do triângulo [ABC] de vértice A.

  1. O ângulo em A é o dos vetores \overrightarrow{AB} e \overrightarrow{AC}, que partem ambos de A.Se se usasse \overrightarrow{BA} em vez de \overrightarrow{AB}, o sinal invertia-se e a conclusão saía trocada.
  2. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{AB} = (2,\,-1,\,2) e \overrightarrow{AC} = (-1,\,2,\,1).
  3. \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AC} = 2 \times (-1) + (-1) \times 2 + 2 \times 1 = -2 - 2 + 2 = -2.
  4. O produto escalar é negativo, logo o cosseno do ângulo é negativo: o ângulo é obtuso. Não foi preciso calcular normas nem arcos.
RespostaO ângulo interno em A é obtuso
Python O ângulo de dois vetores, em qualquer dimensão

Um programa que calcula o produto escalar, classifica o ângulo pelo sinal e devolve a amplitude em graus. Serve no plano e no espaço, porque percorre as coordenadas que existirem.

from math import acos, degrees, sqrt

def escalar(u, v):
    return sum(a * b for a, b in zip(u, v))

def norma(u):
    return sqrt(escalar(u, u))

u = (2, -1, 2)
v = (-1, 2, 1)

p = escalar(u, v)
cosseno = p / (norma(u) * norma(v))

print("produto escalar:", p)
print("angulo:", round(degrees(acos(cosseno)), 1), "graus")
print("obtuso" if p < 0 else ("reto" if p == 0 else "agudo"))

Experimenta com dois vetores perpendiculares — (1,\,0) e (0,\,1), por exemplo. Depois tenta com \vec{v} = \vec{0} e vê o programa rebentar: a divisão por zero é a tradução, em Python, da razão pela qual a definição de ângulo exige vetores não nulos.

NumWorks Confirmar um produto escalar e um ângulo

A calculadora não tem uma tecla de produto escalar, mas tem tudo o que ele precisa. No Cálculo, escreve a soma dos produtos das coordenadas — 2 \times (-1) + (-1) \times 2 + 2 \times 1 — e lê o número.

Para o ângulo, calcula cada norma com a raiz quadrada e depois usa o acos. Antes disso, confirma que estás em graus: DefiniçõesUnidade de ânguloGraus. É o erro mais comum — a máquina responde em radianos e o valor parece absurdo.

Vale a pena guardar as coordenadas em listas e usar sum na aplicação de Python da própria calculadora: o cálculo passa a ser o mesmo que fizeste acima, e deixa de haver contas à mão para errar.

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre produto escalar: cálculo direto, perpendicularidade, sinal e ângulo, no plano e no espaço. Os três últimos pedem justificação ou generalização, ao nível do Exame.

Exercício 91§R7 · cálculo direto

Considera \vec{u}(3,\,-2) e \vec{v}(-1,\,4).

Calcula \vec{u} \cdot \vec{v}.

Exercício 92§R7 · no espaço

No referencial Oxyz, considera \vec{u}(1,\,-2,\,3) e \vec{v}(4,\,2,\,0).

Calcula \vec{u} \cdot \vec{v} e classifica o ângulo dos dois vetores.

Exercício 93§R7 · o produto de um vetor por si próprio

Considera \vec{u}(-3,\,4).

a) Calcula \vec{u} \cdot \vec{u}. b) Determina \|\vec{u}\|.

Exercício 94§R7 · perpendicularidade

Considera \vec{u}(2,\,k) e \vec{v}(6,\,-3), com k \in \mathbb{R}.

Determina k de modo que \vec{u} e \vec{v} sejam perpendiculares.

Exercício 95§R7 · ler o sinal

Sabe-se que \vec{u} e \vec{v} são vetores não nulos e que \vec{u} \cdot \vec{v} < 0.

Então o ângulo formado por \vec{u} e \vec{v} é:

  • (A)nulo
  • (B)agudo
  • (C)reto
  • (D)obtuso
Exercício 96§R7 · ângulo de dois vetores

Considera \vec{u}(1,\,1) e \vec{v}(0,\,3).

Determina a amplitude, em graus, do ângulo formado por \vec{u} e \vec{v}.

Exercício 97§R7 · declives de retas perpendiculares

A reta r tem equação reduzida y = -\dfrac{3}{4}x + 2.

Determina o declive de uma reta perpendicular a r.

Exercício 98§R7 · propriedades

Sabe-se que \|\vec{u}\| = 3, \|\vec{v}\| = 5 e \vec{u} \cdot \vec{v} = -6.

Calcula \left(\vec{u} + \vec{v}\right) \cdot \left(\vec{u} + \vec{v}\right).

Exercício 99§R7 · ângulo de duas retas

No plano, a reta r tem vetor diretor \vec{u}(1,\,2) e a reta s tem vetor diretor \vec{v}(3,\,1).

Determina, em graus e arredondada às décimas, a amplitude do ângulo formado pelas duas retas.

Exercício 100§R7 · num sólido

No referencial Oxyz, considera A(1,\,0,\,0), B(1,\,3,\,0) e C(1,\,3,\,4).

Mostra que \overrightarrow{AB} e \overrightarrow{BC} são perpendiculares.

Exercício 101§R7 · sinal num quadrilátero

Na figura de um paralelogramo [ABCD], o ângulo interno de vértice A é obtuso.

Indica, justificando, o sinal de \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AD}.

Exercício 102§R7 · demonstrar a relação dos declives

Sejam r e s duas retas não verticais do plano, de declives m e m^{\prime}.

Mostra que r e s são perpendiculares se, e só se, m \times m^{\prime} = -1.

Exercício 103§R7 · parâmetro e ângulo

Considera \vec{u}(2,\,0) e \vec{v}(1,\,k), com k > 0.

Determina k de modo que o ângulo formado por \vec{u} e \vec{v} tenha amplitude 60^{\circ}.

Exercício 104§R7 · norma de uma soma

Sejam \vec{u} e \vec{v} vetores tais que \|\vec{u}\| = \|\vec{v}\| = 1.

Mostra que \vec{u} + \vec{v} e \vec{u} - \vec{v} são perpendiculares ou algum deles é nulo.

Exercício 105§R7 · ângulo num cubo

No referencial Oxyz, considera o cubo de vértices O(0,0,0), A(2,0,0), B(2,2,0), C(0,2,0) e, por cima destes, D(0,0,2), E(2,0,2), F(2,2,2) e G(0,2,2).

Determina, em graus e arredondada às décimas, a amplitude do ângulo \overrightarrow{OF} \wedge \overrightarrow{OB}.

Multiplica as abcissas, multiplica as ordenadas, e soma os dois resultados.

  1. \vec{u} \cdot \vec{v} = 3 \times (-1) + (-2) \times 4 = -3 - 8 = -11.
  2. Sendo negativo, o ângulo dos dois vetores é obtuso.O resultado é um número, não um vetor. É esse o sentido de «escalar» no nome.
Resposta\vec{u} \cdot \vec{v} = -11

No espaço são três parcelas em vez de duas. O sinal do resultado classifica o ângulo.

  1. \vec{u} \cdot \vec{v} = 1 \times 4 + (-2) \times 2 + 3 \times 0 = 4 - 4 + 0 = 0.
  2. Os dois vetores são não nulos e o produto escalar é nulo, logo são perpendiculares: o ângulo é reto.A conclusão «perpendiculares» só se pode tirar porque nenhum dos vetores é o vetor nulo — o vetor nulo tem produto escalar zero com todos, e com ele não se define ângulo.
Resposta\vec{u} \cdot \vec{v} = 0; o ângulo é reto

Calcula a alínea a) pela definição. Depois lembra-te de que \vec{u} \cdot \vec{u} = \|\vec{u}\|^{2}.

  1. \vec{u} \cdot \vec{u} = (-3)^{2} + 4^{2} = 9 + 16 = 25.
  2. Como \vec{u} \cdot \vec{u} = \|\vec{u}\|^{2} e a norma é não negativa, \|\vec{u}\| = \sqrt{25} = 5.É a mesma conta da norma, escrita de outra maneira: o produto escalar de um vetor por si próprio é o quadrado do seu comprimento. Faz sentido — nesse caso o ângulo é nulo e o cosseno vale 1.
Respostaa) 25 · b) \|\vec{u}\| = 5

Perpendiculares, e ambos não nulos, quer dizer produto escalar igual a zero. Escreve a equação em k.

  1. \vec{u} \cdot \vec{v} = 2 \times 6 + k \times (-3) = 12 - 3k.
  2. 12 - 3k = 0 \;\Leftrightarrow\; k = 4.
  3. Para k=4, \vec{u}(2,4) não é o vetor nulo, logo a conclusão vale.
Respostak = 4

Como as normas são positivas, o sinal do produto escalar é o do cosseno do ângulo.

  1. De \vec{u} \cdot \vec{v} = \|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|\cos{\theta}, com as duas normas positivas, o sinal do produto escalar é o sinal de \cos{\theta}.
  2. \cos{\theta} < 0 com {\theta} \in \left[0,\,{\pi}\right]{\theta} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right]: o ângulo é obtuso.
  3. A opção correta é a (D).
RespostaOpção (D)

Usa \cos{\theta} = \dfrac{\vec{u} \cdot \vec{v}}{\|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|}. Calcula as três peças à parte.

  1. Cálculo auxiliar: \vec{u} \cdot \vec{v} = 1 \times 0 + 1 \times 3 = 3; \|\vec{u}\| = \sqrt{1+1} = \sqrt{2}; \|\vec{v}\| = \sqrt{0+9} = 3.
  2. \cos{\theta} = \frac{3}{\sqrt{2} \times 3} = \frac{1}{\sqrt{2}} = \frac{\sqrt{2}}{2}.
  3. Sendo {\theta} \in \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right], vem {\theta} = 45^{\circ}.Confere pela figura: \vec{u} aponta na bissetriz do 1.º quadrante e \vec{v} ao longo de Oy. São mesmo 45^{\circ}.
Resposta{\theta} = 45^{\circ}

Duas retas do plano, não verticais, são perpendiculares quando o produto dos declives é -1.

  1. O declive de r é m = -\dfrac{3}{4}.
  2. Sendo m^{\prime} o declive da perpendicular, m \times m^{\prime} = -1: -\frac{3}{4}\,m^{\prime} = -1 \;\Leftrightarrow\; m^{\prime} = \frac{4}{3}.
  3. Verificação: -\dfrac{3}{4} \times \dfrac{4}{3} = -1O declive da perpendicular é o inverso trocado de sinal. Trocar só o sinal, ou só inverter, dá uma reta que não é perpendicular.
Respostam^{\prime} = \dfrac{4}{3}

Aplica a distributividade como se fosse um caso notável, e depois usa \vec{w} \cdot \vec{w} = \|\vec{w}\|^{2}.

  1. Pela distributividade e pela comutatividade: \left(\vec{u}+\vec{v}\right)\cdot\left(\vec{u}+\vec{v}\right) = \vec{u}\cdot\vec{u} + 2\,\vec{u}\cdot\vec{v} + \vec{v}\cdot\vec{v}.
  2. Cálculo auxiliar: \vec{u}\cdot\vec{u} = \|\vec{u}\|^{2} = 9 e \vec{v}\cdot\vec{v} = \|\vec{v}\|^{2} = 25.
  3. Substituindo: 9 + 2 \times (-6) + 25 = 9 - 12 + 25 = 22.Este número é \|\vec{u}+\vec{v}\|^{2}, logo \|\vec{u}+\vec{v}\| = \sqrt{22} \approx 4{,}69 — menor do que 3+5, como a desigualdade triangular obriga.
Resposta22

O ângulo de duas retas é agudo ou reto, por convenção. Por isso entra o módulo do produto escalar.

  1. Cálculo auxiliar: \vec{u} \cdot \vec{v} = 1 \times 3 + 2 \times 1 = 5; \|\vec{u}\| = \sqrt{5}; \|\vec{v}\| = \sqrt{10}.
  2. Para o ângulo de duas retas usa-se o módulo, porque cada reta tem dois vetores diretores simétricos e o ângulo não pode depender da escolha: \cos{\theta} = \frac{\left|\vec{u} \cdot \vec{v}\right|}{\|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|} = \frac{5}{\sqrt{5}\sqrt{10}} = \frac{5}{\sqrt{50}} = \frac{5}{5\sqrt{2}} = \frac{\sqrt{2}}{2}.
  3. {\theta} = 45^{\circ}, que já é exato — o arredondamento pedido dá 45{,}0^{\circ}.Se se tivesse usado \vec{v}(-3,-1), o produto escalar daria -5 e, sem o módulo, saía 135^{\circ}. As retas são as mesmas: é para isso que serve o módulo.
Resposta{\theta} = 45{,}0^{\circ}

Primeiro as coordenadas dos vetores — extremidade menos origem. Depois o produto escalar.

  1. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{AB} = B - A = (0,\,3,\,0) e \overrightarrow{BC} = C - B = (0,\,0,\,4).
  2. \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{BC} = 0 \times 0 + 3 \times 0 + 0 \times 4 = 0.
  3. Nenhum dos vetores é nulo, logo são perpendiculares — e o triângulo [ABC] é retângulo em B.Vê-se também sem contas: \overrightarrow{AB} tem a direção de Oy e \overrightarrow{BC} a de Oz, que são eixos perpendiculares.
Resposta\overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{BC} = 0, logo são perpendiculares

Repara em que \overrightarrow{AB} e \overrightarrow{AD} partem ambos de A: o ângulo entre eles é o ângulo interno do paralelogramo nesse vértice.

  1. Os dois vetores têm origem em A, logo o ângulo que formam é exatamente o ângulo interno do paralelogramo em A.
  2. Esse ângulo é obtuso, logo o seu cosseno é negativo.
  3. Como \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AD} = \left\|\overrightarrow{AB}\right\|\left\|\overrightarrow{AD}\right\|\cos{\theta} e as normas são positivas, o produto escalar é negativo.A armadilha destes itens é usar vetores que não partem do mesmo ponto — \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{DA} teria o sinal contrário. Antes de decidir o sinal, confirma sempre a origem dos dois vetores.
RespostaNegativo

Escreve um vetor diretor de cada reta a partir do declive, e traduz «perpendiculares» em «produto escalar nulo».

  1. Uma reta não vertical de declive m admite \vec{u}(1,\,m) por vetor diretor: andando 1 em x, sobe-se m em y. Do mesmo modo, \vec{v}\left(1,\,m^{\prime}\right) dirige s.
  2. Nenhum dos dois é o vetor nulo, porque a primeira coordenada é 1.
  3. As retas são perpendiculares se, e só se, os vetores diretores o forem, isto é, se, e só se, o produto escalar for nulo: \vec{u} \cdot \vec{v} = 1 \times 1 + m \times m^{\prime} = 1 + m\,m^{\prime}.
  4. Logo \vec{u} \cdot \vec{v} = 0 \;\Leftrightarrow\; 1 + m\,m^{\prime} = 0 \;\Leftrightarrow\; m\,m^{\prime} = -1.
  5. A hipótese «não verticais» é indispensável: uma reta vertical não tem declive, e a perpendicular a ela é horizontal, de declive 0 — um par que a igualdade não descreve.Este é o tipo de justificação que o Exame pede: traduzir a condição geométrica numa condição sobre coordenadas, e dizer onde é que as hipóteses são usadas.
Respostar \perp s \Leftrightarrow \vec{u}\cdot\vec{v} = 0 \Leftrightarrow 1 + m\,m^{\prime} = 0 \Leftrightarrow m\,m^{\prime} = -1

Escreve \cos 60^{\circ} pela fórmula, e resolve em k. No fim, verifica se a solução respeita k > 0.

  1. Cálculo auxiliar: \vec{u} \cdot \vec{v} = 2 \times 1 + 0 \times k = 2; \|\vec{u}\| = 2; \|\vec{v}\| = \sqrt{1+k^{2}}.
  2. \cos 60^{\circ} = \frac{2}{2\sqrt{1+k^{2}}} \;\Leftrightarrow\; \frac{1}{2} = \frac{1}{\sqrt{1+k^{2}}}.
  3. Logo \sqrt{1+k^{2}} = 2 \;\Leftrightarrow\; 1 + k^{2} = 4 \;\Leftrightarrow\; k^{2} = 3 \;\Leftrightarrow\; k = \sqrt{3} \;\vee\; k = -\sqrt{3}.
  4. Como k > 0, fica k = \sqrt{3}.A raiz negativa daria o vetor simétrico em relação a Ox, que faz com \vec{u} o mesmo ângulo — a condição k>0 é que escolhe um dos dois.
Respostak = \sqrt{3}

Calcula o produto escalar dos dois, usando a distributividade. Repara no que acontece aos termos cruzados.

  1. Pela distributividade: \left(\vec{u}+\vec{v}\right)\cdot\left(\vec{u}-\vec{v}\right) = \vec{u}\cdot\vec{u} - \vec{u}\cdot\vec{v} + \vec{v}\cdot\vec{u} - \vec{v}\cdot\vec{v}.
  2. O produto escalar é comutativo, logo -\vec{u}\cdot\vec{v} + \vec{v}\cdot\vec{u} = 0, e resta \|\vec{u}\|^{2} - \|\vec{v}\|^{2} = 1 - 1 = 0.
  3. Se ambos os vetores \vec{u}+\vec{v} e \vec{u}-\vec{v} forem não nulos, o produto escalar nulo garante que são perpendiculares. Caso contrário, um deles é o vetor nulo — o que acontece exatamente quando \vec{v} = -\vec{u} ou \vec{v} = \vec{u}.É a versão vetorial de um facto conhecido: as diagonais de um losango são perpendiculares. Com \|\vec{u}\| = \|\vec{v}\|, o paralelogramo construído sobre os dois vetores tem os quatro lados iguais.
Resposta\left(\vec{u}+\vec{v}\right)\cdot\left(\vec{u}-\vec{v}\right) = \|\vec{u}\|^{2}-\|\vec{v}\|^{2} = 0
[OF] é uma diagonal espacial e [OB] uma diagonal de uma face. Escreve as coordenadas dos dois vetores e aplica a fórmula do cosseno.
  1. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{OF} = (2,\,2,\,2) e \overrightarrow{OB} = (2,\,2,\,0).
  2. \overrightarrow{OF} \cdot \overrightarrow{OB} = 4+4+0 = 8; \left\|\overrightarrow{OF}\right\| = \sqrt{12} = 2\sqrt{3}; \left\|\overrightarrow{OB}\right\| = \sqrt{8} = 2\sqrt{2}.
  3. \cos{\theta} = \frac{8}{2\sqrt{3} \times 2\sqrt{2}} = \frac{8}{4\sqrt{6}} = \frac{2}{\sqrt{6}} = \frac{\sqrt{6}}{3}.
  4. O ângulo de \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right] com este cosseno é, na calculadora, {\theta} \approx 35{,}3^{\circ}.O valor não depende da aresta do cubo: se o lado fosse a, o produto escalar e as duas normas ficavam todos multiplicados por potências de a que se cancelam na fração. Vale a pena confirmá-lo, porque é o género de generalização que o Exame pede a seguir.
Resposta{\theta} \approx 35{,}3^{\circ}

Exercícios de Exame · Produto escalar

Cinquenta e dois itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2026 — é o maior banco do capítulo, e por boa razão: o produto escalar é a ferramenta com que o Exame ataca tudo o que envolva ângulos e perpendicularidade no espaço. Repare em quantos itens acabam numa só linha, quando se escolhe bem o vértice onde pôr a origem dos dois vetores.

Item 119 construçãoExame 1997 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Considere, num referencial o.n. Oxyz, um cilindro de revolução como o representado na figura.

x y z A B C D
[BC] é um diâmetro da base inferior e A está nessa circunferência.

Sabe-se que: a base inferior do cilindro tem centro na origem O do referencial e está contida no plano xOy; [BC] é um diâmetro da base inferior, contido no eixo Oy; o ponto C tem coordenadas (0,\,-5,\,0); o ponto A pertence à circunferência que limita a base inferior do cilindro e tem coordenadas (4,\,3,\,0); a reta r passa no ponto B e é paralela ao eixo Oz; o ponto D pertence à reta r e à circunferência que limita a base superior do cilindro.

Justifique que a reta AC é perpendicular à reta AB.

Item 120 construçãoExame 1998 · Prova de reserva

Considere, num referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide triangular não regular [OPQV].

x y z O P Q V
A pirâmide [OPQV], com O na origem.

Tem-se que: o vértice O da pirâmide é a origem do referencial; o vértice V tem coordenadas (0,\,4,\,2); o ponto P tem coordenadas (2,\,2,\,2); o ponto Q tem coordenadas (3,\,3,\,0); uma equação do plano OPQ é x-y = 0; uma equação do plano PQV é x+y+z = 6; uma equação do plano OPV é x+y-2z = 0.

Mostre que o ângulo O\hat{P}Q é reto.

Item 121 escolha múltiplaExame 1998 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Na figura, está representado um tetraedro regular — sólido geométrico com quatro faces, que são todas triângulos equiláteros.

A C D B
Todas as arestas são iguais e todas as faces são triângulos equiláteros. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: A, B, C e D são os vértices do tetraedro; \overline{AB} = 6.

O valor do produto escalar \overrightarrow{BC} \cdot \overrightarrow{BD} é

  • (A)18
  • (B)18\sqrt{2}
  • (C)36
  • (D)36\sqrt{2}
Item 122 construçãoExame 1998 · 2.ª fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, os pontos A(5,\,0,\,0) e B(0,\,3,\,1).

x y z A B 3 5 1
A(5,\,0,\,0) e B(0,\,3,\,1).

Determine as coordenadas de um ponto C, pertencente ao eixo Oz e de cota positiva, de tal modo que o triângulo [ABC] seja retângulo em C.

Item 123 escolha múltiplaExame 1998 · Prova para militares

De dois vetores \vec{p} e \vec{q} sabe-se que têm ambos norma igual a 3 e que \vec{p} \cdot \vec{q} = -9.

(\vec{p} \cdot \vec{q} designa o produto escalar de \vec{p} por \vec{q}.)

Indique qual das afirmações seguintes é verdadeira.

  • (A)\vec{p}+\vec{q} = \vec{0}
  • (B)\vec{p}-\vec{q} = \vec{0}
  • (C)\vec{p} \perp \vec{q}
  • (D)\text{O ângulo dos vetores } \vec{p} \text{ e } \vec{q} \text{ é agudo}
Item 124 escolha múltiplaExame 1999 · 1.ª Fase, 2.ª chamada

Na figura, está representado um paralelepípedo retângulo [PQRSTUVX].

P Q R S T U V X
As arestas verticais são [PT], [QU], [RV] e [SX]. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)\overrightarrow{TP} \cdot \overrightarrow{QU} = 0
  • (B)\overrightarrow{UQ} \cdot \overrightarrow{TX} = 0
  • (C)\overrightarrow{PQ} \cdot \overrightarrow{TU} = 0
  • (D)\overrightarrow{PQ} \cdot \overrightarrow{PV} = 0
Item 125 construçãoExame 1999 · 2.ª fase

Na figura, estão representados três pontos, em referencial o.n. Oxyz.

x y z A B C
O triângulo [ABC], com os vértices dados por coordenadas.

Sabe-se que: o ponto A tem coordenadas (0,\,5,\,2); o ponto B tem coordenadas (3,\,0,\,1); o ponto C tem coordenadas (4,\,2,\,0).

Mostre que o triângulo [ABC] é retângulo em C.

Item 126 construçãoExame 2000 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um prisma triangular regular.

x y z O R T P Q S
As bases [ORT] e [PQS] são triângulos equiláteros; [OP], [RQ] e [TS] são as arestas laterais.

Sabe-se que: o vértice O coincide com a origem do referencial; o vértice P pertence ao semieixo positivo Ox; o vértice R pertence ao semieixo positivo Oy; o segmento [QR] tem comprimento 6.

Indique, justificando, o valor do produto escalar \overrightarrow{TS} \cdot \overrightarrow{TR}.

Item 127 construçãoExame 2000 · Época especial

Na figura, está representada, em referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular.

x y z A B C D V E
A base está no plano z = 7 e o vértice V no plano xOy.

Sabe-se que: a base da pirâmide é paralela ao plano xOy; o ponto A tem coordenadas (8,\,8,\,7); o ponto B pertence ao plano yOz; o ponto C pertence ao eixo Oz; o ponto D pertence ao plano xOz; o ponto E é o centro da base da pirâmide; o vértice V da pirâmide pertence ao plano xOy.

Determine a amplitude do ângulo D\hat{V}B.

Apresente o resultado em graus, com aproximação à décima de grau.

Item 128 escolha múltiplaExame 2001 · Prova Modelo

Considere um vetor \overrightarrow{AB} tal que \|\overrightarrow{AB}\| = 1.

Qual é o valor do produto escalar \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{BA}?

  • (A)1
  • (B)-1
  • (C)0
  • (D)2
Item 129 construçãoExame 2001 · Época especial

Na figura, estão representados, em referencial o.n. Oxyz, um prisma e uma pirâmide quadrangulares regulares, com a mesma altura.

A base do prisma, que coincide com a base da pirâmide, está contida no plano xOy.

x y z O P Q R S T U V W
A pirâmide, de vértice W, tem a mesma base e a mesma altura do prisma.

Sabe-se que: o vértice P pertence ao eixo Ox; o vértice R pertence ao eixo Oy; o vértice S pertence ao eixo Oz; o vértice U tem coordenadas (2,\,2,\,4).

Calcule a amplitude do ângulo W\hat{Q}V. Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades.

Nota: sempre que, nos cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, três casas decimais.

Item 130 escolha múltiplaExame 2001 · Prova para militares

Na figura, está representada uma circunferência de centro O e raio 1. Os pontos A e B são extremos de um diâmetro da circunferência.

Considere que um ponto P, partindo de A, se desloca sobre o arco AB, terminando o seu percurso em B. Para cada posição do ponto P, seja x a amplitude, em radianos, do ângulo A\hat{O}P.

Seja f a função que, a cada valor de x \in [0,\,\pi], faz corresponder o valor do produto escalar \overrightarrow{OA} \cdot \overrightarrow{OP}.

Qual dos gráficos seguintes pode ser o da função f?

π 1 −1 x y O
(A)
π 1 −1 x y O
(B)
π 1 −1 x y O
(C)
π 1 −1 x y O
(D)
Item 131 construçãoTeste Intermédio 11.º · 19.05.2006

Na figura, está representado um retângulo [ABCD].

A B C D
A diagonal [AC] do retângulo.

Mostre que o produto escalar \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AC} é igual a \overline{AB}^{\,2}.

Item 132 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 10.05.2007

Na figura, estão representados dois vetores, \overrightarrow{AD} e \overrightarrow{AE}, de normas 12 e 15, respetivamente.

No segmento de reta [AD] está assinalado um ponto B e no segmento de reta [AE] está assinalado um ponto C.

O triângulo [ABC] é retângulo e os seus lados têm 3, 4 e 5 unidades de comprimento.

5 3 4 12 15 A B C D E
As normas são \|\overrightarrow{AD}\| = 12 e \|\overrightarrow{AE}\| = 15.

Indique o valor do produto escalar \overrightarrow{AD} \cdot \overrightarrow{AE}.

  • (A)108
  • (B)128
  • (C)134
  • (D)144
Item 133 construçãoTeste Intermédio 11.º · 24.01.2008

Na figura, estão representadas, em referencial o.n. xOy, uma reta AB e uma circunferência com centro na origem e raio igual a 5.

x y 5 A B C
Os pontos A e B estão na circunferência; C(-3,\,16) não.

Sabe-se que: os pontos A e B pertencem à circunferência; o ponto A também pertence ao eixo das abcissas; o ponto B tem coordenadas (3,\,4); C é o ponto de coordenadas (-3,\,16).

Verifique que o triângulo [ABC] é retângulo em B.

Item 134 construçãoTeste Intermédio 11.º · 24.01.2008

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cubo [OPQRSTUV] de aresta 5.

x y z O P Q R S T U V M N
O triângulo [MNQ] é a secção produzida pelo plano \alpha.

O vértice O do cubo coincide com a origem do referencial, e os vértices P, R e S pertencem aos semieixos positivos Ox, Oy e Oz, respetivamente.

O triângulo escaleno [MNQ] é a secção produzida no cubo pelo plano \alpha de equação

10x+15y+6z = 125

Seja \beta a amplitude, em graus, do ângulo M\hat{Q}N. Determine \beta.

Apresente o resultado arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, três casas decimais.

Sugestão: comece por determinar as coordenadas dos pontos M e N.

Item 135 construçãoTeste Intermédio 11.º · 29.01.2009

Na figura, está representada uma circunferência de centro O e raio r.

α r A B C D O
[OD] é perpendicular a [AC], logo D é o ponto médio de [AC].

Sabe-se que: [AB] é um diâmetro da circunferência; o ponto C pertence à circunferência; \alpha é a amplitude do ângulo C\hat{O}B; [OD] é perpendicular a [AC].

Prove que \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AC} = 4r^{2}\cos^{2}\dfrac{\alpha}{2}.

Sugestão: percorra as seguintes etapas: justifique que o triângulo [OAC] é isósceles; justifique que \overline{AC} = 2\,\overline{AD}; justifique que a amplitude do ângulo C\hat{A}B é \dfrac{\alpha}{2}; escreva \overline{AD} em função de \dfrac{\alpha}{2} e de r; conclua.

Item 136 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2010

Na figura, está representada, num referencial o.n. xOy, a circunferência de equação

(x-4)^{2}+(y-1)^{2} = 25

O ponto C é o centro da circunferência, e P e Q são dois pontos da circunferência.

x y P Q C
A região sombreada é o setor PCQ.

A área da região sombreada é \dfrac{25\pi}{6}.

Determine o valor do produto escalar \overrightarrow{CP} \cdot \overrightarrow{CQ}.

Item 137 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 06.05.2010

Seja [AB] um diâmetro de uma esfera de centro C e raio 4.

Qual é o valor do produto escalar \overrightarrow{CA} \cdot \overrightarrow{CB}?

  • (A)16
  • (B)-16
  • (C)4\sqrt{2}
  • (D)-4\sqrt{2}
Item 138 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

De um triângulo isósceles [ABC] sabe-se que: os lados iguais são [AB] e [AC], tendo cada um deles 8 unidades de comprimento; cada um dos dois ângulos iguais tem 30° de amplitude.

Qual é o valor do produto escalar \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AC}?

  • (A)-32\sqrt{3}
  • (B)-32
  • (C)64
  • (D)64\sqrt{3}
Item 139 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o poliedro [VNOPQURST], que se pode decompor num cubo e numa pirâmide quadrangular regular.

x y z O P Q N S T U R V
A base da pirâmide é a face de cima do cubo, no plano xOy. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo e está contida no plano xOy; o ponto P pertence ao eixo Ox; o ponto U tem coordenadas (4,\,-4,\,-4).

Considere um ponto A, com a mesma abcissa e com a mesma ordenada do ponto U.

Sabe-se que \overrightarrow{OT} \cdot \overrightarrow{OA} = 8.

Determine a cota do ponto A.

Item 140 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Na figura, está representado o quadrado [ABCD].

A B C D I J
I e J são pontos médios de dois lados consecutivos.

Sabe-se que: o ponto I é o ponto médio do lado [DC]; o ponto J é o ponto médio do lado [BC].

Prove que \overrightarrow{AI} \cdot \overrightarrow{AJ} = \overline{AB}^{\,2}.

Sugestão: comece por exprimir cada um dos vetores \overrightarrow{AI} e \overrightarrow{AJ} como soma de dois vetores.

Item 141 construçãoTeste Intermédio 11.º · 09.02.2012

No referencial o.n. xOy da figura, estão representados o quadrado [OABC] e o retângulo [OPQR].

x y O A B C P Q R
\overline{OA} = a, \overline{OP} = b e \overline{RC} = b.

Os pontos A e P pertencem ao semieixo positivo Ox e os pontos C e R pertencem ao semieixo positivo Oy.

O ponto Q pertence ao interior do quadrado [OABC].

Sabe-se que: \overline{OA} = a; \overline{OP} = b; \overline{RC} = b.

Prove que as retas QB e RP são perpendiculares.

Item 142 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 06.03.2013

Num referencial o.n. Oxyz, considere um ponto P que tem ordenada igual a -4 e cota igual a 1.

Considere também o vetor \vec{u} de coordenadas (2,\,3,\,6).

Sabe-se que os vetores \overrightarrow{OP} e \vec{u} são perpendiculares.

Qual é a abcissa do ponto P?

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)3
  • (D)4
Item 143 construçãoTeste Intermédio 11.º · 06.03.2013

Na figura, está representado um quadrado [ABCD] de lado igual a 4.

A B C D E
O triângulo [ADE] tem área 6.

Admita que o ponto E pertence ao segmento [AB] e que o triângulo [ADE] tem área igual a 6.

Determine o valor exato de \overrightarrow{ED} \cdot \overrightarrow{DC}, sem recorrer à calculadora.

Item 144 construçãoTeste Intermédio 11.º · 11.03.2014

Na figura, está representado um triângulo equilátero [ABC].

Seja a o comprimento de cada um dos lados do triângulo e seja M o ponto médio do lado [BC].

a A B C M
[AM] é a mediana relativa ao lado [BC].

Mostre que \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AM} = \dfrac{3a^{2}}{4}.

Nota: \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AM} designa o produto escalar do vetor \overrightarrow{AB} pelo vetor \overrightarrow{AM}.

Item 145 construçãoExame 2014 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o cubo [OABCDEFG], de aresta 3.

x y z C B A O G F E D H
O ponto H(3,\,-2,\,3) está na aresta [EF].

Sabe-se que: o ponto A pertence ao semieixo positivo Ox; o ponto C pertence ao semieixo negativo Oy; o ponto D pertence ao semieixo positivo Oz; o ponto H tem coordenadas (3,\,-2,\,3).

Seja \alpha a amplitude, em radianos, do ângulo A\hat{H}C.

Determine o valor exato de \operatorname{sen}^{2}\alpha, sem utilizar a calculadora.

Item 146 construçãoExame 2015 · 1.ª Fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, os pontos A(0,\,0,\,2) e B(4,\,0,\,0).

Seja P o ponto pertencente ao plano xOy tal que: a sua abcissa é igual à abcissa do ponto B; a sua ordenada é positiva; B\hat{A}P = \dfrac{\pi}{3}.

Determine a ordenada do ponto P.

Item 147 construçãoExame 2015 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o poliedro [NOPQRSTUV] que se pode decompor num cubo e numa pirâmide quadrangular regular.

x y z O P Q N T U R S V
O poliedro do item, à escala: o cubo tem aresta 2.

Sabe-se que: o vértice P pertence ao eixo Ox; o vértice N pertence ao eixo Oy; o vértice T pertence ao eixo Oz; o vértice R tem coordenadas (2,\,2,\,2); o plano PQV é definido pela equação 6x+z-12 = 0.

Seja A um ponto pertencente ao plano QRS.

Sabe-se que: o ponto A tem cota igual ao cubo da abcissa; os vetores \overrightarrow{OA} e \overrightarrow{TQ} são perpendiculares.

Determine a abcissa do ponto A, recorrendo à calculadora gráfica.

Na sua resposta: equacione o problema; reproduza, num referencial, o(s) gráfico(s) da(s) função(ões) que visualizar na calculadora e que lhe permite(m) resolver a equação, devidamente identificado(s) — sugere-se a janela de visualização x \in [-4,\,4] e y \in [-2,\,7]; apresente a abcissa do ponto A arredondada às centésimas.

Item 148 escolha múltiplaExame 2015 · Época especial

Os segmentos de reta [AB] e [BC] são lados consecutivos de um hexágono regular de perímetro 12.

Qual é o valor do produto escalar \overrightarrow{BA} \cdot \overrightarrow{BC}?

  • (A)-3
  • (B)-2
  • (C)2
  • (D)3
Item 149 construçãoExame 2015 · Época especial

Considere, num referencial o.n. Oxyz, o plano \beta definido pela condição 2x-y+z-4 = 0.

Considere o ponto A(1,\,2,\,3).

Seja B o ponto de interseção do plano \beta com o eixo Ox.

Seja C o simétrico do ponto B relativamente ao plano yOz.

Determine a amplitude do ângulo B\hat{A}C.

Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades.

Item 150 escolha múltiplaExame 2016 · 1.ª Fase

Na figura, está representado um triângulo isósceles [ABC].

75° √2̅ √2̅ A B C
O triângulo do item.

Sabe-se que: \overline{AB} = \overline{BC} = \sqrt{2}; B\hat{A}C = 75°.

Qual é o valor do produto escalar \overrightarrow{BA} \cdot \overrightarrow{BC}?

  • (A)\sqrt{2}
  • (B)2\sqrt{2}
  • (C)\sqrt{3}
  • (D)2\sqrt{3}
Item 151 construçãoExame 2016 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, o plano \alpha definido pela equação 3x+2y+4z-12 = 0.

Sejam A e B os pontos pertencentes ao plano \alpha, tais que A pertence ao semieixo positivo Ox e B pertence ao semieixo positivo Oy.

Seja P um ponto com cota diferente de zero e que pertence ao eixo Oz.

Justifique, recorrendo ao produto escalar de vetores, que o ângulo A\hat{P}B é agudo.

Item 152 construçãoExame 2016 · Época especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o prisma quadrangular regular [OABCDEFG].

x y z O A B C E F G D
O prisma do item, à escala: a base tem lado 2 e a altura é 6.

Sabe-se que: os pontos C, A e E pertencem aos eixos coordenados Ox, Oy e Oz, respetivamente; o ponto A tem coordenadas (0,\,2,\,0); o plano OFB é definido pela equação 3x+3y-z = 0.

Seja P o ponto de cota igual a 1 que pertence à aresta [BG].

Seja R o simétrico do ponto P relativamente à origem.

Determine a amplitude do ângulo R\hat{A}P.

Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, duas casas decimais.

Item 153 construçãoExame 2017 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o prisma quadrangular regular [OPQRSTUV].

x y z O P Q R T U V S
A face [STUV] está no plano z = 3.

Sabe-se que: a face [OPQR] está contida no plano xOy; o vértice Q pertence ao eixo Oy e o vértice T pertence ao eixo Oz; o plano STU tem equação z = 3.

Determine o valor do produto escalar \overrightarrow{UP} \cdot \overrightarrow{RS}.

Item 154 construçãoExame 2017 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH].

x y z D A B C E F G H
O cubo do item, à escala, depois de descobertos os vértices.

Sabe-se que: a face [ABCD] está contida no plano xOy; a aresta [CD] está contida no eixo Oy; o ponto D tem coordenadas (0,\,4,\,0); o plano ACG é definido pela equação x+y-z-6 = 0; o vértice A tem abcissa igual a 2.

Seja P o vértice de uma pirâmide regular de base [EFGH].

Sabe-se que: a cota do ponto P é superior a 2; o volume da pirâmide é 4.

Determine a amplitude do ângulo O\hat{G}P.

Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, duas casas decimais.

Item 155 escolha múltiplaExame 2017 · Época especial

Considere, num referencial o.n. xOy, dois pontos distintos, R e S.

Seja A o conjunto dos pontos P desse plano que verificam a condição \overrightarrow{PR} \cdot \overrightarrow{PS} = 0.

(\overrightarrow{PR} \cdot \overrightarrow{PS} designa o produto escalar de \overrightarrow{PR} por \overrightarrow{PS}.)

Qual das seguintes afirmações é verdadeira?

  • (A)O conjunto A é a mediatriz do segmento de reta [RS]
  • (B)O conjunto A é o segmento de reta [RS]
  • (C)O conjunto A é o triângulo [ROS]
  • (D)O conjunto A é a circunferência de diâmetro [RS]
Item 156 construçãoExame 2018 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um prisma hexagonal regular.

x y z Q P R
[PQ] e [QR] são arestas da mesma base. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: [PQ] e [QR] são arestas de uma das bases do prisma; \overline{PQ} = 4.

Determine o produto escalar \overrightarrow{QP} \cdot \overrightarrow{QR}.

Item 157 construçãoExame 2018 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a superfície esférica de equação

(x-1)^{2}+(y-2)^{2}+(z+1)^{2} = 10

Seja C o centro da superfície esférica e seja A o simétrico do ponto C relativamente ao plano xOy.

Determine a amplitude do ângulo A\hat{O}C.

Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, duas casas decimais.

Item 158 construçãoExame 2018 · Época especial

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a superfície esférica de equação x^{2}+y^{2}+z^{2} = 3 e o ponto P de coordenadas (1,\,1,\,1), pertencente a essa superfície esférica.

Seja R o ponto de interseção da superfície esférica com o semieixo negativo das ordenadas.

Determine a amplitude do ângulo R\hat{O}P.

Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades.

Item 159 construçãoExame 2019 · 1.ª Fase

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular [ABCDV].

x y z A B C D V
A pirâmide do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Os vértices A e C têm coordenadas (2,\,1,\,0) e (0,\,-1,\,2), respetivamente.

O vértice V tem coordenadas (3,\,-1,\,2).

Determine a amplitude do ângulo V\hat{A}C.

Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, duas casas decimais.

Item 160 construçãoExame 2020 · Época especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um cubo [ABCDEFGH] em que cada aresta é paralela a um dos eixos coordenados.

x y z G F E H B A D C
O cubo do item, com [BG] paralela a Oz.

Sabe-se que: o vértice B tem coordenadas (0,\,2,\,4); o vetor \overrightarrow{BE} tem coordenadas (2,\,2,\,-2); a aresta [BG] é paralela ao eixo Oz.

Determine a amplitude do ângulo O\hat{B}E.

Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, três casas decimais.

Item 161 construçãoExame 2022 · 1.ª Fase

Na figura, está representada, em referencial o.n. Oxy, a circunferência de equação (x+2)^{2}+(y-1)^{2} = 9.

x y A B C 2π
O arco AB tem comprimento 2\pi.

O ponto C é o centro da circunferência, e A e B são dois pontos da circunferência.

O arco de circunferência AB tem comprimento 2\pi.

Determine o valor do produto escalar \overrightarrow{CA} \cdot \overrightarrow{CB}.

Item 162 escolha múltiplaExame 2022 · 2.ª Fase

Na figura, está representado o cubo [ABCDEFGH].

G B A H F C D E
O cubo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Fixado um determinado referencial o.n. Oxyz, tem-se

A(-2,\,5,\,0), \qquad B(1,\,-1,\,2) \qquad\text{e}\qquad C(3,\,2,\,8).

Qual é o valor de \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{HE}?

  • (A)-49
  • (B)0
  • (C)7
  • (D)49
Item 163 construçãoExame 2022 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. Oxy, o gráfico da função f, de domínio \mathbb{R}, definida por f(x) = x^{2}, e uma reta r, não vertical, que passa no ponto de coordenadas (0,\,1).

Sejam A e B os pontos de interseção da reta r com o gráfico da função f.

x y −1 1 1 2 A B r
Uma das retas possíveis. O ponto (0,\,1) é o mesmo para todas.

Mostre que o ângulo convexo A\hat{O}B é um ângulo reto.

Item 164 construçãoExame 2023 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxy, o retângulo [OABC].

x y O A B C D E
Os segmentos [DC] e [DE]. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o ponto A pertence ao semieixo positivo Ox e o ponto C pertence ao semieixo positivo Oy; o ponto D pertence ao segmento de reta [OA] e o ponto E pertence ao segmento de reta [CB]; \overline{EB} = \overline{OD} = \dfrac{\overline{OA}}{3}; \overline{OC} = \dfrac{\overline{OA}}{4}; \overrightarrow{DC} \cdot \overrightarrow{DE} = -7.

Determine \overline{OA}.

Item 165 construçãoExame 2024 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma reto [ABCDEFGH], de bases [ABCD] e [EFGH].

x y z A B C D E F G H
As bases [ABCD] e [EFGH] são trapézios retângulos. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: as bases do prisma são trapézios retângulos; o ponto A tem coordenadas (4,\,-4,\,-3), e o ponto B tem a ordenada igual ao dobro da abcissa; uma equação da reta BC é (x,y,z) = (3,\,5,\,1)+k(2,\,3,\,6),\ k \in \mathbb{R}.

Determine, sem recorrer à calculadora, a não ser para efetuar eventuais cálculos numéricos, a amplitude do ângulo convexo A\hat{O}B.

Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades.

Item 166 construçãoExame 2024 · 2.ª Fase

Na figura, estão representados, em referencial o.n. Oxy, a circunferência de equação (x-1)^{2}+y^{2} = 9 e o triângulo [PQR], inscrito na circunferência.

α x y P Q R
O triângulo [PQR] inscrito, com [PQ] a passar no centro.

Seja \alpha a amplitude, em radianos, do ângulo Q\hat{P}R.

Sabe-se que: [PQ] é um diâmetro da circunferência; \overrightarrow{QR} \cdot \overrightarrow{QP} = 27.

Determine o valor de \alpha.

Item 167 construçãoExame 2025 · 1.ª Fase

Na figura, estão representados, em referencial o.n. Oxy, a circunferência de centro C, definida pela equação (x+1)^{2}+(y-1)^{2} = 4, o triângulo [ABC] e o ângulo B\hat{A}C, de amplitude \alpha, em radianos, com \alpha \in \left]0,\,\dfrac{\pi}{2}\right[.

α x y A B C
O ângulo \alpha é o ângulo B\hat{A}C.

Sabe-se que: os pontos A e B pertencem à circunferência; \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AC} = 6.

Determine, sem recorrer à calculadora, o valor exato do comprimento do arco AB.

Item 168 escolha múltiplaExame 2025 · 2.ª Fase

Na figura, está representada, em referencial o.n. Oxyz, a pirâmide regular de base quadrada [ABCD] e vértice V.

x y z A B C D V
A pirâmide do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: \overline{AB} = \sqrt{6}; o centro da base da pirâmide, M, tem coordenadas (2,\,-1,\,3); o ponto V tem abcissa positiva; o plano ABC é definido pela equação 2x-y+z-8 = 0; o volume da pirâmide é 4\sqrt{6}.

Qual é o valor do produto escalar \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AC}?

  • (A)-6
  • (B)0
  • (C)2\sqrt{6}
  • (D)6
Item 169 construçãoExame 2025 · Época especial

Na figura, estão representados, em referencial o.n. Oxy, o retângulo [OABC] e os segmentos de reta [CD] e [DB].

x y O A B C D
Os segmentos [DC] e [DB]. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o ponto A pertence ao semieixo positivo Ox e o ponto C pertence ao semieixo positivo Oy; o ponto D pertence ao segmento de reta [OA]; \overline{OC} = 8 e \overline{OA} = 15; \overrightarrow{DC} \cdot \overrightarrow{DB} = 50; \overline{OD} < \overline{DA}.

Determine as coordenadas do ponto D.

Item 170 escolha múltiplaExame 2026 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH].

x y z C B A D F G H E
O cubo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o ponto A tem coordenadas (-3,\,5,\,2); o plano BCF é definido pela equação -3x+6y-2z+14 = 0.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)\overrightarrow{AG} \cdot \overrightarrow{AH} < 0
  • (B)\overrightarrow{FC} \cdot \overrightarrow{AD} = 0
  • (C)\overrightarrow{AG} \cdot \overrightarrow{AH} = 0
  • (D)\overrightarrow{FC} \cdot \overrightarrow{AD} > 0

Comece por descobrir B: é o outro extremo do diâmetro. Depois há duas vias — o produto escalar, ou um resultado sobre ângulos inscritos.

  1. O ponto B. É o outro extremo do diâmetro [BC], que está no eixo Oy e tem centro na origem: B(0,\,5,\,0). O raio da base é 5.
  2. Confirmar que A está na circunferência. \sqrt{4^{2}+3^{2}} = 5
  3. Os vetores com origem em A. \overrightarrow{AC} = C-A = (0,-5,0)-(4,3,0) = (-4,\,-8,\,0), \overrightarrow{AB} = B-A = (0,5,0)-(4,3,0) = (-4,\,2,\,0).
  4. \overrightarrow{AC}\cdot\overrightarrow{AB} = 16-16+0 = 0, e os dois vetores são não nulos, logo as retas AC e AB são perpendiculares. \square
  5. Segunda via, sem contas. [BC] é um diâmetro e A está na circunferência: pelo recíproco do Teorema de Tales, o triângulo [ABC] é retângulo em A.O ponto D e a reta r não entram nesta alínea — servem outra, sobre o volume ou sobre a geratriz. Numa prova, ler todo o enunciado e depois escolher os dados é mais seguro do que tentar usar tudo.
Resposta\overrightarrow{AC}\cdot\overrightarrow{AB} = 0, logo AC \perp AB

Das sete condições dadas, só três fazem falta: as coordenadas de O, P e Q. As equações dos planos servem outras alíneas.

  1. Os vetores com origem em P. \overrightarrow{PO} = O-P = (0,0,0)-(2,2,2) = (-2,\,-2,\,-2), \overrightarrow{PQ} = Q-P = (3,3,0)-(2,2,2) = (1,\,1,\,-2).
  2. \overrightarrow{PO}\cdot\overrightarrow{PQ} = (-2)(1)+(-2)(1)+(-2)(-2) = -2-2+4 = 0.
  3. Os dois vetores são não nulos e o produto escalar é zero, logo o ângulo O\hat{P}Q é reto. \squareUm enunciado com sete alíneas de dados não quer dizer que se usem os sete. Convém ler a pergunta antes dos dados, e depois voltar atrás para escolher só o que ela pede: aqui, três pontos.
Resposta\overrightarrow{PO}\cdot\overrightarrow{PQ} = 0, logo o ângulo O\hat{P}Q é reto

Num tetraedro regular todas as arestas são iguais e todas as faces são triângulos equiláteros. Em que face estão [BC] e [BD]?

  1. Todas as arestas de um tetraedro regular têm o mesmo comprimento, logo \|\overrightarrow{BC}\| = \|\overrightarrow{BD}\| = \overline{AB} = 6.
  2. [BC] e [BD] são dois lados da face [BCD], que é um triângulo equilátero; o ângulo entre eles é o ângulo interno, de 60°.
  3. \overrightarrow{BC}\cdot\overrightarrow{BD} = 6\times 6\times\cos 60° = 36\times\frac{1}{2} = 18.
  4. A opção correta é a (A).As raízes de dois das opções (B) e (D) são o isco: num sólido em três dimensões espera-se sempre uma raiz algures. Mas aqui os dois vetores estão na mesma face — o problema é plano, e não há raiz nenhuma.
RespostaOpção (A)

Um ponto do eixo Oz é da forma (0,\,0,\,k). Escreva \overrightarrow{CA} e \overrightarrow{CB} em função de k e anule o produto escalar.

  1. Como C pertence ao eixo Oz e tem cota positiva, C(0,\,0,\,k) com k > 0.
  2. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{CA} = A-C = (5,\,0,\,-k), \qquad \overrightarrow{CB} = B-C = (0,\,3,\,1-k).
  3. O triângulo é retângulo em C se e só se \overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = 0: 5\times 0+0\times 3+(-k)(1-k) = 0 \quad\Leftrightarrow\quad -k(1-k) = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 0 \ \vee\ k = 1.
  4. Como a cota tem de ser positiva, k = 1 e C(0,\,0,\,1).
  5. Verificação. \overrightarrow{CA} = (5,0,-1) e \overrightarrow{CB} = (0,3,0): o produto escalar é 0 ✓ e nenhum dos vetores é nulo ✓A raiz k = 0 corresponde a C = O. Nesse caso o produto escalar também é nulo — e o ângulo A\hat{O}B é, de facto, reto. A condição «cota positiva» está lá para escolher entre as duas soluções, não para excluir uma resposta errada.
RespostaC(0,\,0,\,1)

Descubra primeiro o cosseno do ângulo. O valor que sai é o mais extremo possível — e isso diz tudo sobre as direções dos dois vetores.

  1. Pela definição de produto escalar, \vec{p}\cdot\vec{q} = \|\vec{p}\|\,\|\vec{q}\|\cos\theta \quad\Leftrightarrow\quad -9 = 3\times 3\times\cos\theta \quad\Leftrightarrow\quad \cos\theta = -1.
  2. \cos\theta = -1 só acontece com \theta = 180°: os vetores têm a mesma direção e sentidos contrários.
  3. Como têm ainda a mesma norma, \vec{q} = -\vec{p}, ou seja \vec{p}+\vec{q} = \vec{0}.
  4. A opção correta é a (A).A desigualdade |\vec{p}\cdot\vec{q}| \le \|\vec{p}\|\,\|\vec{q}\| vale sempre, e a igualdade só se dá quando os vetores são colineares. Aqui o produto atinge exatamente -9 = -3\times 3: é o caso extremo, e por isso não sobra liberdade nenhuma para as direções.
RespostaOpção (A)

Um produto escalar é nulo quando os vetores são perpendiculares. Veja, em cada opção, se os dois vetores são arestas com direções diferentes ou se são paralelos.

  1. Ler a figura. As arestas verticais são [PT], [QU], [RV] e [SX]; a face de baixo é [PQRS] e a de cima [TUVX].
  2. (A) \overrightarrow{TP} e \overrightarrow{QU} são ambos verticais, logo têm a mesma direção: o produto escalar não é nulo (é o simétrico do quadrado da aresta vertical). Falsa.
  3. (B) \overrightarrow{UQ} é vertical e \overrightarrow{TX} é uma aresta da face de cima, horizontal. São perpendiculares, logo \overrightarrow{UQ}\cdot\overrightarrow{TX} = 0. Verdadeira.
  4. (C) \overrightarrow{PQ} e \overrightarrow{TU} são arestas paralelas — [PQ] em baixo, [TU] por cima dela. O produto escalar é o quadrado do comprimento, não é nulo. Falsa.
  5. (D) \overrightarrow{PV} é uma diagonal espacial; decompondo-a, \overrightarrow{PV} = \overrightarrow{PQ}+\overrightarrow{QR}+\overrightarrow{RV}, e o produto com \overrightarrow{PQ}\|\overrightarrow{PQ}\|^{2} \ne 0. Falsa.
  6. A opção correta é a (B).Num paralelepípedo retângulo há três direções, duas a duas perpendiculares. Um produto escalar de duas arestas só é nulo quando elas são de direções diferentes — e ser «de direções diferentes» não é o mesmo que «não se tocarem»: as opções (A) e (C) juntam arestas que não se tocam mas são paralelas.
RespostaOpção (B)

«Retângulo em C» quer dizer que o ângulo com vértice em C é reto. Que dois vetores têm origem em C?

  1. Os vetores com origem em C. \overrightarrow{CA} = A-C = (0,5,2)-(4,2,0) = (-4,\,3,\,2), \overrightarrow{CB} = B-C = (3,0,1)-(4,2,0) = (-1,\,-2,\,1).
  2. \overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = (-4)(-1)+3(-2)+2(1) = 4-6+2 = 0.
  3. Os dois vetores são não nulos e o produto escalar é zero, logo são perpendiculares: o ângulo A\hat{C}B é reto e o triângulo [ABC] é retângulo em C. \squareO caminho alternativo — calcular os três comprimentos e verificar o Teorema de Pitágoras — também funciona, mas dá três raízes quadradas e três quadrados. Com o produto escalar são três multiplicações e duas somas. É por isso que o Exame quase sempre pede este.
Resposta\overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = 0, logo o triângulo é retângulo em C

Que tipo de aresta é [TS]? E onde é que fica [TR]? Num prisma reto, isso já responde à pergunta.

  1. Ler a figura. As bases do prisma são os triângulos equiláteros [ORT] e [PQS], e as arestas laterais são [OP], [RQ] e [TS], todas paralelas ao eixo Ox.
  2. \overrightarrow{TS} é uma aresta lateral: é perpendicular ao plano de cada base, porque o prisma é reto.
  3. \overrightarrow{TR} é uma aresta da base [ORT]: está contida no plano dessa base.
  4. Uma reta perpendicular a um plano é perpendicular a todas as retas nele contidas, logo \overrightarrow{TS} \perp \overrightarrow{TR} e \overrightarrow{TS}\cdot\overrightarrow{TR} = 0.
  5. Confirmação com coordenadas. As bases estão em planos paralelos a yOz, logo \overrightarrow{TR} tem abcissa nula; e \overrightarrow{TS}, sendo uma aresta lateral, é da forma (-L,\,0,\,0). O produto escalar é 0 qualquer que seja L. \squareNote-se que [QR] é uma aresta lateral, e não um lado da base: Q e R estão em bases diferentes. O comprimento 6 é, portanto, a altura do prisma — e não entra na resposta.
Resposta\overrightarrow{TS}\cdot\overrightarrow{TR} = 0

Todos os vértices da base têm cota 7. A e C são opostos, logo o centro E é o ponto médio de [AC] — e B e D são simétricos em relação a E.

  1. A base. É paralela a xOy e A tem cota 7, logo toda a base está em z = 7. Como C pertence a Oz, C(0,\,0,\,7).
  2. O centro. A e C são vértices opostos do quadrado, logo E é o ponto médio de [AC]: E\left(\frac{8+0}{2},\ \frac{8+0}{2},\ 7\right) = (4,\,4,\,7).
  3. Os vértices B e D. Também são opostos, logo B+D = 2E = (8,\,8,\,14). Como B está em yOz tem abcissa nula e D está em xOz tem ordenada nula: B(0,\,8,\,7), \qquad D(8,\,0,\,7). Confirma-se o quadrado de lado 8.
  4. O vértice V. A pirâmide é regular, logo V está na vertical de E; e pertence a xOy, ou seja, tem cota 0: V(4,\,4,\,0).
  5. O ângulo. \overrightarrow{VD} = (4,\,-4,\,7), \qquad \overrightarrow{VB} = (-4,\,4,\,7), \overrightarrow{VD}\cdot\overrightarrow{VB} = -16-16+49 = 17, \|\overrightarrow{VD}\| = \|\overrightarrow{VB}\| = \sqrt{16+16+49} = \sqrt{81} = 9.
  6. \cos\big(D\hat{V}B\big) = \frac{17}{9\times 9} = \frac{17}{81} \approx 0{,}2099, \qquad D\hat{V}B \approx 77{,}9°.As duas normas darem 9 não é sorte: [VD] e [VB] são arestas laterais de uma pirâmide regular, e por isso têm de ser iguais. Quando isso não acontece nas contas, há erro nalgum vértice.
RespostaD\hat{V}B \approx 77{,}9°

Que relação há entre \overrightarrow{BA} e \overrightarrow{AB}?

  1. \overrightarrow{BA} = -\overrightarrow{AB}: mesma direção, mesmo comprimento, sentido contrário.
  2. Logo \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BA} = \overrightarrow{AB}\cdot\left(-\overrightarrow{AB}\right) = -\|\overrightarrow{AB}\|^{2} = -1.
  3. Pela definição geométrica dá o mesmo: o ângulo é 180° e 1\times 1\times\cos 180° = -1.
  4. A opção correta é a (B).Um vetor multiplicado escalarmente por si próprio dá o quadrado da norma; multiplicado pelo seu simétrico dá o simétrico desse quadrado. Nunca dá zero — a menos que o vetor seja nulo.
RespostaOpção (B)

De U(2,2,4) saem todas as medidas: o lado da base e a altura. Depois é preciso o vértice W da pirâmide, que está na vertical do centro da base.

  1. As medidas. A base [OPQR] é um quadrado no plano xOy com O na origem, P em Ox e R em Oy. Como U(2,2,4) está por cima de Q, o lado da base é 2 e a altura é 4: O(0,0,0),\ P(2,0,0),\ Q(2,2,0),\ R(0,2,0), S(0,0,4),\ T(2,0,4),\ U(2,2,4),\ V(0,2,4).
  2. O vértice da pirâmide. A pirâmide é regular, tem a mesma base e a mesma altura, logo W está a 4 de altura sobre o centro (1,\,1,\,0) da base: W(1,\,1,\,4).
  3. Os vetores com origem em Q(2,2,0). \overrightarrow{QW} = (-1,\,-1,\,4), \qquad \overrightarrow{QV} = (-2,\,0,\,4).
  4. \overrightarrow{QW}\cdot\overrightarrow{QV} = 2+0+16 = 18, \|\overrightarrow{QW}\| = \sqrt{18} = 3\sqrt{2}, \qquad \|\overrightarrow{QV}\| = \sqrt{20} = 2\sqrt{5}.
  5. \cos\big(W\hat{Q}V\big) = \frac{18}{3\sqrt{2}\times 2\sqrt{5}} = \frac{18}{6\sqrt{10}} = \frac{3}{\sqrt{10}} \approx 0{,}949, W\hat{Q}V \approx 18{,}435° \approx 18°.O ângulo é pequeno, e faz sentido: W e V estão ambos no plano z = 4, quatro unidades acima de Q, e relativamente próximos um do outro. Um resultado grande seria sinal de erro de sinal nalgum vetor.
RespostaW\hat{Q}V \approx 18°

Escreva f(x) em função de x pela definição de produto escalar — as duas normas valem 1. Se preferir eliminar opções, teste x = 0, x = \frac{\pi}{2} e x = \pi.

  1. Os dois vetores têm norma 1 (são raios) e o ângulo entre eles é x. Pela definição de produto escalar, f(x) = \overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OP} = 1\times 1\times\cos x = \cos x.
  2. O gráfico procurado é, pois, o do cosseno em [0,\,\pi]: começa em 1, vale 0 em \dfrac{\pi}{2} e termina em -1. É o da opção (A).
  3. Eliminando as outras, sem calcular f:

    para 0 < x < \frac{\pi}{2} o ângulo é agudo, logo f(x) > 0: a opção (B) fica de fora; para x = \frac{\pi}{2} os vetores são perpendiculares, logo f\left(\frac{\pi}{2}\right) = 0: a opção (C) fica de fora; para \frac{\pi}{2} < x < \pi o ângulo é obtuso, logo f(x) < 0: a opção (D) fica de fora.

  4. A opção correta é a (A).Este item é uma boa maneira de fixar o que o sinal do produto escalar diz: positivo em ângulo agudo, zero em ângulo reto, negativo em ângulo obtuso. Repare que as três eliminações usam só isso — nem foi preciso reconhecer o cosseno.
RespostaOpção (A)

Escreva \overrightarrow{AC} como soma de dois vetores que já conhece, e use que os lados do retângulo são perpendiculares.

  1. A diagonal decompõe-se em dois lados consecutivos: \overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BC}.
  2. Pela distributividade do produto escalar, \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AB}+\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = \|\overrightarrow{AB}\|^{2}+\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC}.
  3. Num retângulo os lados consecutivos são perpendiculares, logo \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = 0 e \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \|\overrightarrow{AB}\|^{2} = \overline{AB}^{\,2}. \square
  4. Outra leitura. A projeção ortogonal de \overrightarrow{AC} sobre a reta AB é exatamente \overrightarrow{AB}, porque [BC] é perpendicular a [AB]. E o produto escalar é \overline{AB} vezes essa projeção.Este resultado é a versão «sem coordenadas» de uma ideia que reaparece muitas vezes: quando um dos vetores é a soma de outro com algo perpendicular, esse algo desaparece no produto escalar. É a mesma conta do item sobre a pirâmide de base quadrada, e do item do quadrado com os pontos médios.
Resposta\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \overline{AB}^{\,2}

O ângulo entre \overrightarrow{AD} e \overrightarrow{AE} é o mesmo que o ângulo entre \overrightarrow{AB} e \overrightarrow{AC} — e esse lê-se no triângulo retângulo.

  1. Como B \in [AD] e C \in [AE], o ângulo D\hat{A}E é o mesmo ângulo B\hat{A}C do triângulo.
  2. O triângulo [ABC] é retângulo em C (o maior lado, \overline{AB} = 5, é a hipotenusa), logo \cos\big(B\hat{A}C\big) = \frac{\overline{AC}}{\overline{AB}} = \frac{4}{5}.
  3. \overrightarrow{AD}\cdot\overrightarrow{AE} = 12\times 15\times\frac{4}{5} = 180\times\frac{4}{5} = 144.
  4. A opção correta é a (D).Há um caminho ainda mais curto: \overrightarrow{AD}\cdot\overrightarrow{AE} é \|\overrightarrow{AE}\| vezes a projeção de \overrightarrow{AD} sobre a reta AE. Ora \overrightarrow{AD} tem a direção de \overrightarrow{AB}, cuja projeção sobre AE é \overline{AC} = 4; ampliando de 5 para 12, a projeção passa a 4\times\frac{12}{5} = \frac{48}{5}. E 15\times\frac{48}{5} = 144.
RespostaOpção (D)

Primeiro descubra A: está na circunferência e no eixo Ox, e a figura diz de que lado. Depois é uma verificação de produto escalar.

  1. O ponto A. Está no eixo das abcissas, logo é da forma (x,\,0), e está na circunferência x^{2}+y^{2} = 25: x^{2} = 25 \quad\Leftrightarrow\quad x = \pm 5. Pela figura, A está à esquerda da origem: A(-5,\,0).
  2. Os dois vetores com origem em B. \overrightarrow{BA} = A-B = (-5,0)-(3,4) = (-8,\,-4), \overrightarrow{BC} = C-B = (-3,16)-(3,4) = (-6,\,12).
  3. \overrightarrow{BA}\cdot\overrightarrow{BC} = (-8)\times(-6)+(-4)\times 12 = 48-48 = 0.
  4. Os dois vetores são não nulos e o produto escalar é zero, logo [BA] \perp [BC] e o triângulo [ABC] é retângulo em B. \squareSe se tivesse escolhido A(5,0), o produto escalar daria -60, e o triângulo não seria retângulo. A figura não é decoração: é ela que resolve a ambiguidade do sinal — e o item conta com isso.
Resposta\overrightarrow{BA}\cdot\overrightarrow{BC} = 0, logo o triângulo é retângulo em B

Comece por confirmar que Q pertence ao plano. Depois procure M e N nas arestas que saem do vértice U — são as únicas que o plano corta.

  1. Os vértices. Com aresta 5 e O na origem: P(5,0,0), Q(5,5,0), R(0,5,0), S(0,0,5), T(5,0,5), U(5,5,5) e V(0,5,5).
  2. O ponto Q está no plano. 10(5)+15(5)+6(0) = 50+75 = 125 \quad ✓ Substituindo os outros vértices, só U dá mais do que 125 (dá 155): o plano corta o cubo separando U dos restantes.
  3. O ponto M, na aresta [UT]. Os pontos desta aresta são (5,\,y,\,5) com 0 \le y \le 5: 50+15y+30 = 125 \quad\Leftrightarrow\quad y = 3 \quad\Rightarrow\quad M(5,\,3,\,5).
  4. O ponto N, na aresta [UV]. Os pontos desta aresta são (x,\,5,\,5): 10x+75+30 = 125 \quad\Leftrightarrow\quad x = 2 \quad\Rightarrow\quad N(2,\,5,\,5).
  5. O ângulo, com vértice em Q(5,5,0). \overrightarrow{QM} = (0,\,-2,\,5), \qquad \overrightarrow{QN} = (-3,\,0,\,5), \overrightarrow{QM}\cdot\overrightarrow{QN} = 0+0+25 = 25, \|\overrightarrow{QM}\| = \sqrt{29}, \qquad \|\overrightarrow{QN}\| = \sqrt{34}.
  6. \cos\beta = \frac{25}{\sqrt{29}\times\sqrt{34}} = \frac{25}{\sqrt{986}} \approx 0{,}796, \qquad \beta \approx 37{,}235° \approx 37°.Como se sabe quais as arestas cortadas, sem tentar todas? Substituindo os oito vértices na expressão 10x+15y+6z: o plano separa os que dão mais de 125 dos que dão menos. Só U fica do lado de cima, e as arestas cortadas são as três que saem de U — uma delas termina em Q, que está exatamente no plano.
Resposta\beta \approx 37°

O ângulo ao centro \alpha e o ângulo inscrito C\hat{A}B subtendem o mesmo arco CB. Num triângulo isósceles, a altura tirada do vértice oposto à base corta a base ao meio.

  1. O triângulo [OAC] é isósceles. [OA] e [OC] são raios, logo \overline{OA} = \overline{OC} = r.
  2. D é o ponto médio de [AC]. Num triângulo isósceles, a altura tirada do vértice comum aos lados iguais — aqui [OD], perpendicular a [AC] — é também mediana. Logo \overline{AC} = 2\,\overline{AD}.
  3. A amplitude de C\hat{A}B. O ângulo C\hat{A}B é um ângulo inscrito e C\hat{O}B = \alpha é o ângulo ao centro correspondente ao mesmo arco CB. Logo C\hat{A}B = \frac{\alpha}{2}.
  4. \overline{AD} em função de \alpha e de r. No triângulo [ODA], retângulo em D, o cateto [AD] é adjacente ao ângulo de amplitude \frac{\alpha}{2} e a hipotenusa [OA] mede r: \cos\frac{\alpha}{2} = \frac{\overline{AD}}{r} \quad\Leftrightarrow\quad \overline{AD} = r\cos\frac{\alpha}{2}, e portanto \overline{AC} = 2r\cos\dfrac{\alpha}{2}.
  5. Conclusão. [AB] é um diâmetro, logo \overline{AB} = 2r, e o ângulo dos vetores \overrightarrow{AB} e \overrightarrow{AC} é C\hat{A}B = \dfrac{\alpha}{2}: \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = 2r \times 2r\cos\frac{\alpha}{2} \times \cos\frac{\alpha}{2} = 4r^{2}\cos^{2}\frac{\alpha}{2}. \squareRepare no papel do ponto D: ele não entra no enunciado da igualdade, só na demonstração. É um ponto auxiliar — construído para transformar um problema sobre uma corda num problema sobre um triângulo retângulo, onde o cosseno já se sabe usar.
Resposta\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = 4r^{2}\cos^{2}\dfrac{\alpha}{2}

A área de um setor circular de raio r e ângulo \theta radianos é \dfrac{1}{2}r^{2}\theta. Daí sai o ângulo — e o ângulo é o que falta.

  1. Da equação, o centro é C(4,\,1) e o raio é r = \sqrt{25} = 5, logo \|\overrightarrow{CP}\| = \|\overrightarrow{CQ}\| = 5.
  2. Sendo \theta a amplitude, em radianos, do ângulo P\hat{C}Q, a área do setor é \frac{1}{2}r^{2}\theta = \frac{25\pi}{6} \quad\Leftrightarrow\quad \frac{25}{2}\theta = \frac{25\pi}{6} \quad\Leftrightarrow\quad \theta = \frac{\pi}{3}.
  3. \overrightarrow{CP}\cdot\overrightarrow{CQ} = 5\times 5\times\cos\frac{\pi}{3} = 25\times\frac{1}{2} = \frac{25}{2}.Também se podia usar a regra de três simples: o círculo todo tem área 25\pi e corresponde a 2\pi radianos, logo \dfrac{25\pi}{6} corresponde a \dfrac{2\pi}{6} = \dfrac{\pi}{3}. É a mesma conta, vista do lado da proporcionalidade.
Resposta\overrightarrow{CP}\cdot\overrightarrow{CQ} = \dfrac{25}{2}

Se [AB] é um diâmetro, onde é que C fica em relação a A e a B? E que ângulo formam então os dois vetores?

  1. Sendo [AB] um diâmetro, o centro C é o ponto médio de [AB]: os vetores \overrightarrow{CA} e \overrightarrow{CB} têm a mesma direção e sentidos opostos.
  2. O ângulo entre eles é, portanto, 180°, e as normas são ambas iguais ao raio: \overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = 4\times 4\times\cos 180° = -16.
  3. A opção correta é a (B).Mais depressa ainda: \overrightarrow{CB} = -\overrightarrow{CA}, logo \overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = -\|\overrightarrow{CA}\|^{2} = -16. E repare que a esfera podia ser uma circunferência, ou estar em dimensão qualquer: a conta é a mesma.
RespostaOpção (B)

Se os lados iguais são [AB] e [AC], os ângulos iguais são os que lhes ficam opostos — os de B e de C. Que sobra para o ângulo em A?

  1. Os lados iguais são [AB] e [AC], logo os ângulos iguais são A\hat{B}C e A\hat{C}B, cada um de 30°.
  2. Então B\hat{A}C = 180°-30°-30° = 120°.
  3. Os vetores \overrightarrow{AB} e \overrightarrow{AC} partem ambos de A, e por isso o ângulo entre eles é 120°: \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = 8\times 8\times\cos 120° = 64\times\left(-\frac{1}{2}\right) = -32.
  4. A opção correta é a (B).O sinal decide sozinho entre metade das opções: o ângulo em A é obtuso, logo o produto é negativo, e ficam só a (A) e a (B). Depois, \cos 120° é um valor «bonito», -\frac12, e não envolve raízes — o que elimina a (A).
RespostaOpção (B)

De U sai a aresta do cubo, e daí saem todos os vértices. Depois só falta escrever A com uma incógnita — a cota.

  1. O cubo. A face superior está em z = 0 e um dos seus vértices é a origem. Como U(4,-4,-4) é o vértice diagonalmente oposto na face inferior, a aresta é 4 e o cubo ocupa 0 \le x \le 4, \qquad -4 \le y \le 0, \qquad -4 \le z \le 0.
  2. O ponto T. Como P está no eixo Ox, P(4,\,0,\,0); e T é o vértice da face inferior que lhe fica por baixo, logo T(4,\,0,\,-4).
  3. O ponto A. Tem a abcissa e a ordenada de U, e cota desconhecida: A(4,\,-4,\,c).
  4. \overrightarrow{OT}\cdot\overrightarrow{OA} = 4\times 4+0\times(-4)+(-4)\times c = 16-4c.
  5. 16-4c = 8 \quad\Leftrightarrow\quad c = 2.O ponto A tem cota 2, ou seja, está acima do plano xOy — fora do cubo, e ao lado da pirâmide. Nada no enunciado obrigava A a pertencer ao sólido; é um ponto do espaço como outro qualquer.
RespostaA cota de A é 2

Ou segue a sugestão do enunciado — \overrightarrow{AI} = \overrightarrow{AD}+\overrightarrow{DI} e \overrightarrow{AJ} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BJ} — ou põe um referencial no quadrado. As duas resoluções estão abaixo.

  1. Primeira via — com um referencial. Seja a = \overline{AB}. Tomando D(0,0), C(a,0), B(a,a) e A(0,a), vem I\left(\frac{a}{2},\,0\right) e J\left(a,\,\frac{a}{2}\right).
  2. \overrightarrow{AI} = \left(\frac{a}{2},\,-a\right), \qquad \overrightarrow{AJ} = \left(a,\,-\frac{a}{2}\right), \overrightarrow{AI}\cdot\overrightarrow{AJ} = \frac{a}{2}\times a+(-a)\times\left(-\frac{a}{2}\right) = \frac{a^{2}}{2}+\frac{a^{2}}{2} = a^{2} = \overline{AB}^{\,2}. \square
  3. Segunda via — seguindo a sugestão. Tem-se \overrightarrow{AI} = \overrightarrow{AD}+\overrightarrow{DI} = \overrightarrow{AD}+\tfrac{1}{2}\overrightarrow{AB}, \qquad \overrightarrow{AJ} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BJ} = \overrightarrow{AB}+\tfrac{1}{2}\overrightarrow{AD}, porque \overrightarrow{DI} = \tfrac{1}{2}\overrightarrow{DC} = \tfrac{1}{2}\overrightarrow{AB} e \overrightarrow{BJ} = \tfrac{1}{2}\overrightarrow{BC} = \tfrac{1}{2}\overrightarrow{AD}.
  4. Distribuindo, e usando \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AD} = 0 (lados perpendiculares) e \|\overrightarrow{AB}\| = \|\overrightarrow{AD}\| = a: \overrightarrow{AI}\cdot\overrightarrow{AJ} = \underbrace{\overrightarrow{AD}\cdot\overrightarrow{AB}}_{0}+\tfrac{1}{2}\|\overrightarrow{AD}\|^{2}+\tfrac{1}{2}\|\overrightarrow{AB}\|^{2}+\tfrac{1}{4}\underbrace{\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AD}}_{0} = \frac{a^{2}}{2}+\frac{a^{2}}{2} = a^{2}. \squareO produto escalar é distributivo em relação à soma de vetores e comuta com os escalares — é isso que a segunda via usa, e é o que permite fazer contas com vetores sem escolher referencial nenhum. A primeira via é mais rápida de escrever; a segunda mostra melhor de onde vem a igualdade.
Resposta\overrightarrow{AI}\cdot\overrightarrow{AJ} = \overline{AB}^{\,2}

Escreva as coordenadas dos cinco pontos em função de a e de b. Repare que \overline{OR} = \overline{OC}-\overline{RC}.

  1. As coordenadas. Do quadrado: O(0,0), A(a,0), B(a,a), C(0,a). Do retângulo: P(b,0) e, como \overline{OR} = a-b, R(0,\,a-b) e Q(b,\,a-b).
  2. Os vetores diretores das duas retas. \overrightarrow{QB} = B-Q = \big(a-b,\;a-(a-b)\big) = (a-b,\;b), \overrightarrow{RP} = P-R = \big(b,\;-(a-b)\big) = (b,\;b-a).
  3. \overrightarrow{QB}\cdot\overrightarrow{RP} = (a-b)\,b + b\,(b-a) = b\big[(a-b)+(b-a)\big] = 0.
  4. Os dois vetores são não nulos (Q está no interior do quadrado, logo 0 < b < a) e o produto escalar é nulo: as retas QB e RP são perpendiculares. \squareNote-se que \overrightarrow{RP} = (b,\,b-a) se obtém de \overrightarrow{QB} = (a-b,\,b) trocando as coordenadas e mudando um sinal — a receita para rodar um vetor 90° no plano. A perpendicularidade estava lá antes da conta.
Resposta\overrightarrow{QB}\cdot\overrightarrow{RP} = 0, logo QB \perp RP

Perpendiculares quer dizer produto escalar nulo. Escreva \overrightarrow{OP} = (x,\,-4,\,1) e resolva.

  1. Sendo x a abcissa de P, tem-se \overrightarrow{OP} = (x,\,-4,\,1).
  2. Dois vetores não nulos são perpendiculares se e só se o produto escalar é zero: \overrightarrow{OP}\cdot\vec{u} = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 2x-12+6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x = 3.
  3. A opção correta é a (C).Confirmação rápida: (3,-4,1)\cdot(2,3,6) = 6-12+6 = 0 ✓. Vale sempre a pena substituir a opção escolhida — é uma verificação de dez segundos.
RespostaOpção (C)

Ponha um referencial no quadrado — A na origem é a escolha natural. A área do triângulo dá a posição de E.

  1. Um referencial à medida. Tome A(0,0), B(4,0), C(4,4) e D(0,4). O ponto E está em [AB], logo E(e,\,0) com 0 \le e \le 4.
  2. A área do triângulo [ADE]. É retângulo em A, com catetos \overline{AE} = e e \overline{AD} = 4: \frac{e\times 4}{2} = 6 \quad\Leftrightarrow\quad e = 3 \quad\Rightarrow\quad E(3,\,0).
  3. Os dois vetores. \overrightarrow{ED} = D-E = (-3,\,4), \qquad \overrightarrow{DC} = C-D = (4,\,0).
  4. \overrightarrow{ED}\cdot\overrightarrow{DC} = -3\times 4+4\times 0 = -12.Escolher o referencial é meia resolução. Com A na origem e os lados sobre os eixos, todas as coordenadas saem por inspeção — e o produto escalar reduz-se a uma multiplicação. Se o referencial fosse posto ao acaso, a conta seria a mesma, mas com números feios.
Resposta\overrightarrow{ED}\cdot\overrightarrow{DC} = -12

Duas vias, ambas curtas. Ou calcula \overline{AM} e o ângulo B\hat{A}M, ou escreve \overrightarrow{AM} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BM} e distribui.

  1. Primeira via — normas e ângulo. Num triângulo equilátero, a mediana [AM] é também altura, logo [AM] \perp [BC] e, pelo Teorema de Pitágoras no triângulo [ABM], \overline{AM} = \sqrt{a^{2}-\left(\frac{a}{2}\right)^{2}} = \frac{a\sqrt{3}}{2}.
  2. A mediana também bisseta o ângulo em A, que mede 60°; logo B\hat{A}M = 30°. Então \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AM} = a\times\frac{a\sqrt{3}}{2}\times\cos 30° = a\times\frac{a\sqrt{3}}{2}\times\frac{\sqrt{3}}{2} = \frac{3a^{2}}{4}. \square
  3. Segunda via — decompor. Como M é o ponto médio de [BC], tem-se \overrightarrow{BM} = \frac{1}{2}\overrightarrow{BC} e \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AM} = \overrightarrow{AB}\cdot\left(\overrightarrow{AB}+\tfrac{1}{2}\overrightarrow{BC}\right) = a^{2}+\tfrac{1}{2}\,\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC}.
  4. O ângulo entre \overrightarrow{AB} e \overrightarrow{BC} é 120° (é o suplementar do ângulo interno em B), logo \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = a^{2}\cos 120° = -\dfrac{a^{2}}{2} e \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AM} = a^{2}-\frac{a^{2}}{4} = \frac{3a^{2}}{4}. \squareA segunda via tem uma armadilha clássica: o ângulo de \overrightarrow{AB} com \overrightarrow{BC} não é o ângulo interno em B. Para ver o ângulo dos dois vetores é preciso pô-los com a mesma origem — e aí aparecem os 120°.
Resposta\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AM} = \dfrac{3a^{2}}{4}

O produto escalar dá o cosseno. Para chegar ao seno sem calculadora, use a fórmula fundamental da trigonometria.

  1. Os vértices. Com aresta 3: A(3,\,0,\,0), C(0,\,-3,\,0) e D(0,\,0,\,3). (O ponto H(3,-2,3) está na aresta [EF], que vai de E(3,0,3) a F(3,-3,3).)
  2. Os vetores com origem em H. \overrightarrow{HA} = A-H = (0,\,2,\,-3), \qquad \overrightarrow{HC} = C-H = (-3,\,-1,\,-3).
  3. \overrightarrow{HA}\cdot\overrightarrow{HC} = 0-2+9 = 7, \|\overrightarrow{HA}\| = \sqrt{0+4+9} = \sqrt{13}, \qquad \|\overrightarrow{HC}\| = \sqrt{9+1+9} = \sqrt{19}.
  4. \cos\alpha = \frac{7}{\sqrt{13}\times\sqrt{19}} = \frac{7}{\sqrt{247}} \quad\Rightarrow\quad \cos^{2}\alpha = \frac{49}{247}.
  5. Pela fórmula fundamental, \operatorname{sen}^{2}\alpha = 1-\cos^{2}\alpha = 1-\frac{49}{247} = \frac{198}{247}.Pedir \operatorname{sen}^{2}\alpha e não \operatorname{sen}\alpha não é um capricho: assim a resposta é exata e racional, e não há que discutir sinais. É também por isso que o item diz «sem utilizar a calculadora».
Resposta\operatorname{sen}^{2}\alpha = \dfrac{198}{247}

Escreva P(4,\,b,\,0) com b > 0 e imponha a condição do ângulo pela definição de produto escalar. Fica uma equação em b.

  1. Como P pertence ao plano xOy, tem cota 0; e a abcissa é a de B. Logo P(4,\,b,\,0), com b > 0.
  2. Cálculo auxiliar. \overrightarrow{AB} = (4,\,0,\,-2), \quad \|\overrightarrow{AB}\| = \sqrt{20}; \overrightarrow{AP} = (4,\,b,\,-2), \quad \|\overrightarrow{AP}\| = \sqrt{20+b^{2}}; \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AP} = 16+0+4 = 20.
  3. Pela definição de produto escalar, com \cos\dfrac{\pi}{3} = \dfrac{1}{2}: 20 = \frac{1}{2}\times\sqrt{20}\times\sqrt{20+b^{2}} \quad\Leftrightarrow\quad \sqrt{20+b^{2}} = \frac{40}{\sqrt{20}}.
  4. Elevando ao quadrado: 20+b^{2} = \frac{1600}{20} = 80 \quad\Leftrightarrow\quad b^{2} = 60 \quad\Leftrightarrow\quad b = \pm\sqrt{60}. Como a ordenada é positiva, b = \sqrt{60} = 2\sqrt{15} \approx 7{,}75.
  5. Uma segunda via, sem produto escalar. A reta BP é paralela a Oy e o segmento [AB] está no plano xOz: logo [BP] \perp [AB] e o triângulo [ABP] é retângulo em B. Então \tan\frac{\pi}{3} = \frac{\overline{BP}}{\overline{AB}} \quad\Leftrightarrow\quad \overline{BP} = \sqrt{3}\times\sqrt{20} = \sqrt{60}. E \overline{BP} é exatamente a ordenada de P.As duas vias dão o mesmo, mas a segunda explica porquê: \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AP} = 20 = \|\overrightarrow{AB}\|^{2}, e um produto escalar igual ao quadrado da norma do primeiro vetor significa que a projeção do segundo sobre o primeiro é o próprio primeiro — ou seja, ângulo reto em B.
RespostaA ordenada de P é \sqrt{60} = 2\sqrt{15}

Primeiro identifique o plano QRS — é um dos planos «fáceis», daqueles em que uma coordenada é constante. Depois escreva A com uma só letra e imponha a perpendicularidade.

  1. O cubo. Da figura e dos dados, o cubo tem um vértice na origem e aresta 2: O(0,0,0), P(2,0,0), Q(2,2,0), N(0,2,0) na base, e T(0,0,2), U(2,0,2), R(2,2,2), S(0,2,2) na face de cima.
  2. O plano QRS. Os três pontos Q(2,2,0), R(2,2,2) e S(0,2,2) têm todos ordenada 2, logo o plano é y = 2.
  3. O ponto A. Está em y = 2 e tem cota igual ao cubo da abcissa: A\big(a,\;2,\;a^{3}\big), \qquad a \in \mathbb{R}.
  4. A condição de perpendicularidade. \overrightarrow{TQ} = Q-T = (2,\,2,\,-2) e \overrightarrow{OA} = (a,\,2,\,a^{3}), logo \overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{TQ} = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 2a+4-2a^{3} = 0 \quad\Leftrightarrow\quad a^{3} = a+2.
  5. Na calculadora. Traçam-se y_{1} = x^{3} e y_{2} = x+2 na janela sugerida e procura-se o ponto de interseção.
  6. x y −2 −1 1 2 3 −1 1 2 3 4 5 6 x ≈ 1,52 y = x3 y = x+2
    Os dois gráficos na janela x \in [-4,\,4], y \in [-2,\,7].
  7. Há um único ponto de interseção, de abcissa a \approx 1{,}52.Porque é que há só um? A função g(x) = x^{3}-x-2 tem derivada 3x^{2}-1, que se anula em \pm\frac{1}{\sqrt 3}; nesses pontos g vale \approx -1{,}6 e \approx -2{,}4, ambos negativos. O máximo local está abaixo do eixo, logo só há uma raiz — o que a janela mostra, e a análise confirma.
RespostaA abcissa de A é aproximadamente 1{,}52

Do perímetro tira-se o lado. E o ângulo entre os dois vetores é o ângulo interno do hexágono, que não é 60°.

  1. O hexágono é regular e tem perímetro 12, logo cada lado mede 12 \div 6 = 2.
  2. O ângulo interno de um hexágono regular é 120°, e é esse o ângulo entre \overrightarrow{BA} e \overrightarrow{BC}, que partem ambos de B.
  3. \overrightarrow{BA}\cdot\overrightarrow{BC} = 2\times 2\times\cos 120° = 4\times\left(-\frac{1}{2}\right) = -2.
  4. A opção correta é a (B).O sinal negativo era previsível sem contas: o ângulo interno de um hexágono regular é obtuso, e o produto escalar de dois vetores que formam um ângulo obtuso é negativo. Só isso já elimina as opções (C) e (D).
RespostaOpção (B)

No eixo Ox as duas outras coordenadas são nulas. E a reflexão no plano yOz troca o sinal da abcissa.

  1. O ponto B. Em Ox, y = z = 0: 2x-0+0-4 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x = 2 \quad\Rightarrow\quad B(2,\,0,\,0).
  2. O ponto C. O plano yOz é x = 0: refletir nele muda o sinal da abcissa, logo C(-2,\,0,\,0).
  3. Os vetores com origem em A(1,2,3). \overrightarrow{AB} = (1,\,-2,\,-3), \qquad \overrightarrow{AC} = (-3,\,-2,\,-3).
  4. \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = -3+4+9 = 10, \|\overrightarrow{AB}\| = \sqrt{1+4+9} = \sqrt{14}, \qquad \|\overrightarrow{AC}\| = \sqrt{9+4+9} = \sqrt{22}.
  5. \cos\big(B\hat{A}C\big) = \frac{10}{\sqrt{14}\times\sqrt{22}} = \frac{10}{\sqrt{308}} \approx 0{,}5698, B\hat{A}C \approx 55{,}26° \approx 55°.Fazer um esboço poupa erros: B e C estão no eixo Ox, simétricos em relação à origem, e A está fora dele. O triângulo [ABC] é isósceles — \overline{AB} = \sqrt{14} e \overline{AC} = \sqrt{22} não são iguais, portanto não é: o ponto A não está no plano mediador de [BC], que é x = 0.
RespostaB\hat{A}C \approx 55°

O ângulo dos dois vetores é o ângulo em B, e não o de 75°. Comece por descobri-lo.

  1. O triângulo é isósceles com \overline{AB} = \overline{BC}, logo os ângulos opostos a esses lados são iguais: B\hat{A}C = B\hat{C}A = 75°.
  2. A soma dos ângulos internos dá o ângulo em B: A\hat{B}C = 180°-2\times 75° = 30°.
  3. Os vetores \overrightarrow{BA} e \overrightarrow{BC} têm ambos origem em B, logo o ângulo entre eles é 30°: \overrightarrow{BA}\cdot\overrightarrow{BC} = \sqrt{2}\times\sqrt{2}\times\cos 30° = 2\times\frac{\sqrt{3}}{2} = \sqrt{3}.
  4. A opção correta é a (C).O erro que este item quer apanhar é usar \cos 75°. Os vetores têm de ter a mesma origem para o ângulo deles ser um ângulo do triângulo — e aqui a origem comum é B.
RespostaOpção (C)

Escreva P(0,\,0,\,p) com p \neq 0 e calcule \overrightarrow{PA}\cdot\overrightarrow{PB}. Não precisa de saber quanto vale p: só de saber o sinal do produto.

  1. Os pontos A e B. Em Ox tem-se y = z = 0, logo 3x-12 = 0 \Leftrightarrow x = 4 e A(4,\,0,\,0). Em Oy, 2y-12 = 0 \Leftrightarrow y = 6 e B(0,\,6,\,0). Ambos estão nos semieixos positivos, como o enunciado pede.
  2. O ponto P. Está em Oz, logo P(0,\,0,\,p), com p \neq 0.
  3. \overrightarrow{PA} = (4,\,0,\,-p), \qquad \overrightarrow{PB} = (0,\,6,\,-p).
  4. \overrightarrow{PA}\cdot\overrightarrow{PB} = 4\times 0+0\times 6+(-p)\times(-p) = p^{2}.
  5. Como p \neq 0, tem-se p^{2} > 0. Os dois vetores são não nulos, e \overrightarrow{PA}\cdot\overrightarrow{PB} = \|\overrightarrow{PA}\|\,\|\overrightarrow{PB}\|\cos\big(A\hat{P}B\big) > 0 \quad\Rightarrow\quad \cos\big(A\hat{P}B\big) > 0. Um ângulo entre e 180° com cosseno positivo é agudo. \squareO ponto P ficou por determinar de propósito: a conclusão vale para todos os pontos do eixo Oz fora da origem, acima ou abaixo. Um único exemplo não demonstrava nada — é a letra p, e não um número, que faz a demonstração.
Resposta\overrightarrow{PA}\cdot\overrightarrow{PB} = p^{2} > 0, logo o ângulo é agudo

A base é um quadrado de lado 2, mas de que lado do eixo Ox? E qual é a altura? Ambas as respostas estão na equação do plano OFB — use-a duas vezes.

  1. A base. [OABC] é um quadrado com O(0,0,0) e A(0,2,0), logo o lado é 2 e C está em Ox: C(c,\,0,\,0) com c = \pm 2, e B = (c,\,2,\,0).
  2. Qual dos dois sinais. B pertence ao plano OFB: 3c+3(2)-0 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad c = -2. Logo C(-2,0,0) e B(-2,\,2,\,0).
  3. A altura. Pela figura, F está por cima de A: F(0,\,2,\,h). Como F pertence ao mesmo plano, 0+6-h = 0 \quad\Leftrightarrow\quad h = 6.
  4. Os pontos P e R. A aresta [BG] é vertical, de B(-2,2,0) a G(-2,2,6); o ponto de cota 1 é P(-2,\,2,\,1). O simétrico em relação à origem troca o sinal das três coordenadas: R(2,\,-2,\,-1).
  5. O ângulo, com vértice em A(0,2,0). \overrightarrow{AP} = (-2,\,0,\,1), \qquad \overrightarrow{AR} = (2,\,-4,\,-1), \overrightarrow{AP}\cdot\overrightarrow{AR} = -4+0-1 = -5, \|\overrightarrow{AP}\| = \sqrt{5}, \qquad \|\overrightarrow{AR}\| = \sqrt{21}.
  6. \cos\big(R\hat{A}P\big) = \frac{-5}{\sqrt{5}\times\sqrt{21}} = \frac{-5}{\sqrt{105}} \approx -0{,}4880, R\hat{A}P \approx 119{,}21° \approx 119°.A equação do plano fez aqui dois trabalhos diferentes: primeiro decidiu o sinal da abcissa, depois deu a altura. É o padrão destes itens — a equação de um plano vale por duas ou três condições, e convém usá-la ponto a ponto.
RespostaR\hat{A}P \approx 119°

Não procure as coordenadas de P e de R — não são precisas, e o enunciado nem as determina. Repare em que arestas são [UP] e [RS].

  1. Ler a figura. A face [OPQR] está em z = 0 e a face [STUV] em z = 3, com T por cima de O, U por cima de P, V por cima de Q e S por cima de R.
  2. Logo [UP] e [RS] são arestas laterais, ambas verticais e de comprimento 3: \overrightarrow{UP} = (0,\,0,\,-3), \qquad \overrightarrow{RS} = (0,\,0,\,3).
  3. Têm a mesma direção e sentidos contrários, ou seja, formam um ângulo de 180°: \overrightarrow{UP}\cdot\overrightarrow{RS} = 3\times 3\times\cos 180° = -9.
  4. Pelas coordenadas dá o mesmo: (0,0,-3)\cdot(0,0,3) = -9.O lado da base nunca aparece — e não podia aparecer: os dois vetores são verticais, e o que a base mede não os altera. Um enunciado que deixa um dado indeterminado está a dizer, sem dizer, que esse dado não faz falta.
Resposta\overrightarrow{UP}\cdot\overrightarrow{RS} = -9

Há muito para descobrir antes de haver produto escalar nenhum. Por esta ordem: a aresta do cubo, as coordenadas de G, e só depois P — que sai do volume da pirâmide.

  1. A aresta e os vértices da base. A face [ABCD] está em z = 0 e [CD] está em Oy, logo C e D têm abcissa nula. Como [AD] é perpendicular a [DC] e A tem abcissa 2, vem A(2,\,4,\,0) e a aresta é 2.
  2. Onde está C. Tem-se C(0,\,c,\,0) com |c-4| = 2. Como C pertence ao plano ACG, 0+c-0-6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad c = 6. Logo C(0,\,6,\,0) e B(2,\,6,\,0). (Confirme que A também verifica a equação: 2+4-0-6 = 0 ✓)
  3. A face de cima. Pela figura, G está por cima de B: G(2,\,6,\,g). Como G pertence ao plano ACG, 2+6-g-6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad g = 2. Confirma-se a aresta 2, e a face [EFGH] está em z = 2: E(0,4,2), F(2,4,2), G(2,6,2), H(0,6,2).
  4. O ponto P. A base [EFGH] tem área 2^{2} = 4; do volume vem 4 = \frac{1}{3}\times 4\times h \quad\Leftrightarrow\quad h = 3. A pirâmide é regular, logo P está na vertical do centro de [EFGH], que é (1,\,5,\,2). Como a cota de P é superior a 2, P(1,\,5,\,5).
  5. O ângulo. \overrightarrow{GO} = (-2,\,-6,\,-2) e \overrightarrow{GP} = (-1,\,-1,\,3), logo \overrightarrow{GO}\cdot\overrightarrow{GP} = 2+6-6 = 2, \|\overrightarrow{GO}\| = \sqrt{44}, \qquad \|\overrightarrow{GP}\| = \sqrt{11}.
  6. \cos\big(O\hat{G}P\big) = \frac{2}{\sqrt{44}\times\sqrt{11}} = \frac{2}{\sqrt{484}} = \frac{2}{22} = \frac{1}{11}, O\hat{G}P = \cos^{-1}\!\left(\frac{1}{11}\right) \approx 84{,}78° \approx 85°.Repare no \sqrt{44}\times\sqrt{11} = \sqrt{484} = 22: quando as normas dão um quadrado perfeito, é sinal de que os números foram escolhidos. Vale sempre a pena multiplicar dentro da raiz antes de ir à calculadora.
RespostaO\hat{G}P \approx 85°

O produto escalar é nulo quando os vetores são perpendiculares. Traduza a condição: «de P, vê-se o segmento [RS] segundo um ângulo reto». Que pontos são esses?

  1. Para P distinto de R e de S, a condição \overrightarrow{PR}\cdot\overrightarrow{PS} = 0 diz que \overrightarrow{PR} \perp \overrightarrow{PS}, ou seja, que o ângulo R\hat{P}S é reto.
  2. Os pontos de onde se «vê» um segmento segundo um ângulo reto são exatamente os da circunferência que tem esse segmento por diâmetro — é o recíproco do resultado que diz que um triângulo inscrito numa semicircunferência é retângulo.
  3. Falta ver os dois casos de fronteira: se P = R, então \overrightarrow{PR} = \vec{0} e o produto escalar é 0; o mesmo com P = S. Logo R e S também pertencem a A — e pertencem à circunferência de diâmetro [RS].
  4. A opção correta é a (D).Vale a pena ver porque falham as outras. A mediatriz de [RS] é o conjunto onde \overline{PR} = \overline{PS}, uma condição sobre distâncias; a condição deste item é sobre ângulos. Já \overrightarrow{PR}\cdot\overrightarrow{PS} < 0 daria o interior do círculo, e > 0 o exterior — uma boa maneira de fixar o que o sinal do produto escalar significa.
RespostaOpção (D)

O ângulo entre os dois vetores é um ângulo interno do hexágono regular. Quanto vale?

  1. O ângulo interno de um hexágono regular. Um hexágono regular decompõe-se em seis triângulos equiláteros com vértice no centro; cada ângulo interno é formado por dois ângulos de 60°, logo mede 120°. P\hat{Q}R = 120°.
  2. As arestas são todas iguais: \|\overrightarrow{QP}\| = \|\overrightarrow{QR}\| = 4.
  3. \overrightarrow{QP}\cdot\overrightarrow{QR} = 4\times 4\times\cos 120° = 16\times\left(-\frac{1}{2}\right) = -8.Também dá para fazer com uma fórmula geral: num polígono regular de n lados, o ângulo interno é \dfrac{(n-2)\times 180°}{n}. Para n = 6, \dfrac{4\times 180°}{6} = 120°. Vale a pena saber as duas: a primeira explica, a segunda calcula.
Resposta\overrightarrow{QP}\cdot\overrightarrow{QR} = -8

A reflexão no plano xOy troca o sinal só de uma coordenada. Qual?

  1. Da equação, o centro é C(1,\,2,\,-1).
  2. O plano xOy é o plano z = 0: refletir nele muda o sinal da cota e deixa as outras duas coordenadas. Logo A(1,\,2,\,1).
  3. \overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OC} = 1\times 1+2\times 2+1\times(-1) = 1+4-1 = 4. \|\overrightarrow{OA}\| = \|\overrightarrow{OC}\| = \sqrt{1+4+1} = \sqrt{6}.
  4. \cos\big(A\hat{O}C\big) = \frac{4}{\sqrt{6}\times\sqrt{6}} = \frac{4}{6} = \frac{2}{3} \approx 0{,}6667.
  5. A\hat{O}C = \cos^{-1}\!\left(\frac{2}{3}\right) \approx 48{,}19° \approx 48°.O raio \sqrt{10} não é usado, e nem podia ser: o ângulo A\hat{O}C depende só das posições de O, A e C. Um dado a mais no enunciado não é um dado a usar.
RespostaA\hat{O}C \approx 48°

No semieixo negativo Oy, um ponto tem abcissa e cota nulas e ordenada negativa. Substitua na equação da superfície esférica para o encontrar.

  1. O ponto R. Está em Oy, logo é da forma (0,\,y,\,0). Substituindo na equação: 0+y^{2}+0 = 3 \;\Leftrightarrow\; y = \pm\sqrt{3}. Como o semieixo é o negativo, R\big(0,\,-\sqrt{3},\,0\big).
  2. Os dois vetores. \overrightarrow{OR} = \big(0,-\sqrt{3},0\big) e \overrightarrow{OP} = (1,1,1).
  3. \overrightarrow{OR}\cdot\overrightarrow{OP} = -\sqrt{3}. \|\overrightarrow{OR}\| = \sqrt{3}, \qquad \|\overrightarrow{OP}\| = \sqrt{1+1+1} = \sqrt{3}.
  4. \cos\big(R\hat{O}P\big) = \frac{-\sqrt{3}}{\sqrt{3}\times\sqrt{3}} = -\frac{\sqrt{3}}{3} \approx -0{,}5774.
  5. R\hat{O}P = \cos^{-1}\!\left(-\frac{\sqrt{3}}{3}\right) \approx 125{,}26° \approx 125°.O cosseno saiu negativo, logo o ângulo é obtuso — o que se percebe: P está no primeiro octante e R no lado negativo de Oy. Repare ainda que 125{,}26° = 180° - 54{,}74°: é o suplementar do ângulo do item anterior, e pela mesma razão geométrica.
RespostaR\hat{O}P \approx 125°

São dados os três pontos que o ângulo precisa. Não é preciso saber onde estão B e D.

  1. Os dois vetores com origem em A. \overrightarrow{AV} = V-A = (3,-1,2)-(2,1,0) = (1,\,-2,\,2), \overrightarrow{AC} = C-A = (0,-1,2)-(2,1,0) = (-2,\,-2,\,2).
  2. \overrightarrow{AV}\cdot\overrightarrow{AC} = -2+4+4 = 6.
  3. \|\overrightarrow{AV}\| = \sqrt{1+4+4} = 3, \qquad \|\overrightarrow{AC}\| = \sqrt{4+4+4} = \sqrt{12} = 2\sqrt{3}.
  4. \cos\big(V\hat{A}C\big) = \frac{6}{3\times 2\sqrt{3}} = \frac{6}{6\sqrt{3}} = \frac{1}{\sqrt{3}} \approx 0{,}5774.
  5. V\hat{A}C = \cos^{-1}\!\left(\frac{1}{\sqrt{3}}\right) \approx 54{,}74° \approx 55°.O valor \cos^{-1}\frac{1}{\sqrt 3} \approx 54{,}7° aparece muitas vezes: é o ângulo entre a diagonal espacial de um cubo e uma aresta. Não é coincidência — [AC] é a diagonal da base e [AV] é uma aresta lateral de uma pirâmide regular com a altura «certa».
RespostaV\hat{A}C \approx 55°

O ângulo O\hat{B}E é o ângulo dos vetores \overrightarrow{BO} e \overrightarrow{BE} — e ambos se obtêm sem descobrir mais nenhum vértice do cubo.

  1. Os dois vetores. \overrightarrow{BO} = O-B = (0,\,-2,\,-4) e \overrightarrow{BE} = (2,\,2,\,-2), este dado.
  2. \overrightarrow{BO}\cdot\overrightarrow{BE} = 0\times 2 + (-2)\times 2 + (-4)\times(-2) = -4+8 = 4.
  3. \|\overrightarrow{BO}\| = \sqrt{0+4+16} = \sqrt{20}, \qquad \|\overrightarrow{BE}\| = \sqrt{4+4+4} = \sqrt{12}.
  4. \cos\big(O\hat{B}E\big) = \frac{4}{\sqrt{20}\times\sqrt{12}} = \frac{4}{\sqrt{240}} \approx 0{,}258.
  5. O\hat{B}E = \cos^{-1}\!\left(\frac{4}{\sqrt{240}}\right) \approx 75{,}037° \approx 75°.Os dados sobre o cubo — arestas paralelas aos eixos, [BG] paralela a Oz — não entram nesta conta: servem para as outras alíneas, onde é preciso saber onde está cada vértice. Aqui, \overrightarrow{BE} é uma diagonal espacial (as três coordenadas não nulas, todas de módulo 2), o que confirma que a aresta é 2.
RespostaO\hat{B}E \approx 75°

O comprimento de um arco é o raio vezes a amplitude, em radianos, do ângulo ao centro. E o ângulo ao centro é precisamente o ângulo dos dois vetores.

  1. Da equação, o centro é C(-2,\,1) e o raio é r = 3. Logo \|\overrightarrow{CA}\| = \|\overrightarrow{CB}\| = 3.
  2. Sendo \theta a amplitude do ângulo A\hat{C}B, em radianos, \ell = r\theta \;\Leftrightarrow\; 2\pi = 3\theta \;\Leftrightarrow\; \theta = \frac{2\pi}{3}.
  3. Pela definição de produto escalar, \overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = 3\times 3\times\cos\frac{2\pi}{3} = 9\times\left(-\frac{1}{2}\right) = -\frac{9}{2}.
  4. O sinal negativo confirma o que a figura mostra: o ângulo A\hat{C}B é obtuso.Aqui não há coordenadas de A nem de B — e não fazem falta. Quando o que se conhece são normas e ângulo, é a fórmula \|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|\cos\theta que trabalha; quando o que se conhece são coordenadas, é a soma dos produtos. São duas portas para a mesma casa.
Resposta\overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = -\dfrac{9}{2}

Repare na figura: [ABCD] e [EFGH] são faces opostas, com H atrás de A e E atrás de D. Que aresta é então \overrightarrow{HE}?

  1. Ler a figura. [ABCD] é a face da frente e [EFGH] a de trás, com H atrás de A, G atrás de B, F atrás de C e E atrás de D. Logo \overrightarrow{HE} = \overrightarrow{AD}.
  2. E como [ABCD] é um quadrado, \overrightarrow{AD} = \overrightarrow{BC}. Então \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{HE} = \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC}.
  3. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{AB} = (3,\,-6,\,2) e \overrightarrow{BC} = (2,\,3,\,6).
  4. \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = 6-18+12 = 0.
  5. A opção correta é a (B).O zero não é acaso: [AB] e [BC] são arestas consecutivas de um cubo, e por isso perpendiculares. A conta serve de confirmação — e as normas, \|\overrightarrow{AB}\| = \sqrt{9+36+4} = 7 e \|\overrightarrow{BC}\| = \sqrt{4+9+36} = 7, confirmam que a aresta do cubo é 7.
RespostaOpção (B)

Escreva r: y = mx+1 e chame x_{1} e x_{2} às abcissas de A e B. Não precisa de as calcular: só do seu produto.

  1. Como r não é vertical e passa em (0,1), tem equação y = mx+1, com m \in \mathbb{R}.
  2. As abcissas de A e B são as soluções de x^{2} = mx+1 \;\Leftrightarrow\; x^{2}-mx-1 = 0. O discriminante é m^{2}+4 > 0: há sempre duas soluções, x_{1} e x_{2}.
  3. O que interessa é o produto das raízes. Numa equação x^{2}+bx+c = 0, o produto das raízes é c. Aqui c = -1, logo x_{1}\,x_{2} = -1.
  4. Os pontos são A(x_{1},\,x_{1}^{2}) e B(x_{2},\,x_{2}^{2}), e portanto \overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OB} = x_{1}x_{2} + x_{1}^{2}x_{2}^{2} = x_{1}x_{2} + (x_{1}x_{2})^{2} = -1 + (-1)^{2} = 0.
  5. Como \overrightarrow{OA} e \overrightarrow{OB} são não nulos (nenhum dos pontos é a origem, porque x_{1}x_{2} = -1 \ne 0) e o produto escalar é zero, os vetores são perpendiculares: A\hat{O}B = 90°. \squareRepare no que a demonstração não faz: não resolve a equação. As raízes dependem de m e são feias; o produto delas não depende de m nenhum — e é só disso que a conta precisa. É a mesma ideia das relações entre coeficientes e raízes do 10.º ano.
Resposta\overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OB} = 0 para qualquer reta nas condições dadas

Chame a a \overline{OA} e escreva as coordenadas dos cinco pontos em função de a. O produto escalar dá uma equação só em a^{2}.

  1. Seja a = \overline{OA}. Então \overline{OC} = \dfrac{a}{4} e \overline{OD} = \overline{EB} = \dfrac{a}{3}, e vem O(0,0),\quad A(a,0),\quad C\!\left(0,\tfrac{a}{4}\right),\quad B\!\left(a,\tfrac{a}{4}\right),\quad D\!\left(\tfrac{a}{3},0\right),\quad E\!\left(a-\tfrac{a}{3},\,\tfrac{a}{4}\right) = \left(\tfrac{2a}{3},\tfrac{a}{4}\right).
  2. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{DC} = \left(-\tfrac{a}{3},\;\tfrac{a}{4}\right), \qquad \overrightarrow{DE} = \left(\tfrac{2a}{3}-\tfrac{a}{3},\;\tfrac{a}{4}\right) = \left(\tfrac{a}{3},\;\tfrac{a}{4}\right).
  3. \overrightarrow{DC}\cdot\overrightarrow{DE} = -\frac{a^{2}}{9}+\frac{a^{2}}{16} = a^{2}\left(\frac{-16+9}{144}\right) = -\frac{7a^{2}}{144}.
  4. Impondo o valor dado: -\frac{7a^{2}}{144} = -7 \;\Leftrightarrow\; a^{2} = 144 \;\Leftrightarrow\; a = 12, porque a > 0.O sinal negativo do produto escalar já dizia, antes de qualquer conta, que o ângulo C\hat{D}E é obtuso — e a figura confirma-o. Se o enunciado desse +7, a equação não teria solução: -\frac{7a^{2}}{144} nunca é positivo.
Resposta\overline{OA} = 12

Comece por B: ele está na reta BC, logo as suas coordenadas são (3+2k,\,5+3k,\,1+6k). A condição «ordenada igual ao dobro da abcissa» dá k.

  1. Cálculo auxiliar — as coordenadas de B. Como B pertence à reta BC, B(3+2k,\;5+3k,\;1+6k), \quad k \in \mathbb{R}. A condição do enunciado é y_{B} = 2x_{B}: 5+3k = 2(3+2k) \;\Leftrightarrow\; 5+3k = 6+4k \;\Leftrightarrow\; k = -1. Logo B(1,\,2,\,-5).
  2. Os dois vetores. \overrightarrow{OA} = (4,\,-4,\,-3) e \overrightarrow{OB} = (1,\,2,\,-5).
  3. \overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OB} = 4-8+15 = 11. \|\overrightarrow{OA}\| = \sqrt{16+16+9} = \sqrt{41}, \qquad \|\overrightarrow{OB}\| = \sqrt{1+4+25} = \sqrt{30}.
  4. \cos\big(A\hat{O}B\big) = \frac{11}{\sqrt{41}\times\sqrt{30}} = \frac{11}{\sqrt{1230}} \approx 0{,}3137.
  5. A\hat{O}B = \cos^{-1}\!\left(\frac{11}{\sqrt{1230}}\right) \approx 71{,}7° \approx 72°.Nem o prisma nem os trapézios entram na conta: só se usou B. A figura serve para saber qual é o ponto B — e a única informação que dela se retira é que B é o outro extremo da aresta [BC].
RespostaA\hat{O}B \approx 72°

Um triângulo inscrito numa circunferência com um lado igual ao diâmetro é retângulo — e o ângulo reto está no vértice que não pertence ao diâmetro. A partir daí, \overline{QR} escreve-se em função de \alpha.

  1. Da equação, o raio é 3, logo \overline{PQ} = 6.
  2. Como [PQ] é um diâmetro e R está na circunferência, o triângulo [PQR] é retângulo em R.
  3. Nesse triângulo retângulo, [QR] é o cateto oposto a \alpha e [PQ] a hipotenusa: \operatorname{sen}\alpha = \frac{\overline{QR}}{6} \;\Rightarrow\; \overline{QR} = 6\operatorname{sen}\alpha.
  4. O ângulo entre \overrightarrow{QR} e \overrightarrow{QP} é o ângulo do triângulo em Q, que vale \dfrac{\pi}{2}-\alpha. Então \overrightarrow{QR}\cdot\overrightarrow{QP} = 6\operatorname{sen}\alpha \times 6 \times \cos\!\left(\frac{\pi}{2}-\alpha\right) = 36\operatorname{sen}^{2}\alpha, porque \cos\!\left(\frac{\pi}{2}-\alpha\right) = \operatorname{sen}\alpha.
  5. Logo 36\operatorname{sen}^{2}\alpha = 27 \Leftrightarrow \operatorname{sen}^{2}\alpha = \dfrac{3}{4}. Como \alpha é agudo, \operatorname{sen}\alpha = \dfrac{\sqrt{3}}{2} e \alpha = \frac{\pi}{3}.Há um atalho: \overrightarrow{QR}\cdot\overrightarrow{QP} é \overline{QP} vezes a projeção de \overrightarrow{QR} sobre [QP], que é \overline{QR}\cos(\hat{Q}). Como o triângulo é retângulo em R, essa projeção é exactamente \overline{QR}\times\dfrac{\overline{QR}}{\overline{QP}}, e o produto dá \overline{QR}^{2}. Daí \overline{QR} = \sqrt{27} logo \operatorname{sen}\alpha = \dfrac{3\sqrt{3}}{6}.
Resposta\alpha = \dfrac{\pi}{3}

O triângulo [ABC] é isósceles, porque \overline{CA} e \overline{CB} são raios. Baixe a altura de C sobre [AB]: ela corta [AB] ao meio e dá \overline{AB} em função de \cos\alpha.

  1. Da equação: centro C(-1,\,1) e raio r = \sqrt{4} = 2. Logo \overline{CA} = \overline{CB} = 2 e o triângulo [ABC] é isósceles.
  2. Seja M o ponto médio de [AB]. Em [ACM], retângulo em M, \cos\alpha = \frac{\overline{AM}}{\overline{AC}} = \frac{\overline{AM}}{2} \;\Rightarrow\; \overline{AB} = 2\,\overline{AM} = 4\cos\alpha.
  3. Pela definição de produto escalar, \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \overline{AB}\times\overline{AC}\times\cos\alpha = 4\cos\alpha \times 2 \times \cos\alpha = 8\cos^{2}\alpha.
  4. Igualando a 6: 8\cos^{2}\alpha = 6 \Leftrightarrow \cos^{2}\alpha = \dfrac{3}{4}. Como \alpha é agudo, \cos\alpha = \dfrac{\sqrt{3}}{2} e \alpha = \dfrac{\pi}{6}.
  5. O ângulo ao centro. Sendo o triângulo isósceles, A\hat{B}C = \alpha também, logo A\hat{C}B = \pi - 2\times\frac{\pi}{6} = \frac{2\pi}{3}.
  6. O comprimento do arco é r \times ângulo ao centro: \ell = 2 \times \frac{2\pi}{3} = \frac{4\pi}{3}.O produto escalar aparece aqui a fazer o papel de uma medida: 8\cos^{2}\alpha é uma função só de \alpha, e por isso saber o seu valor é saber o ângulo.
Resposta\dfrac{4\pi}{3}

Decomponha \overrightarrow{AC} como \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BC} e use que [ABCD] é um quadrado. Só o comprimento do lado é preciso.

  1. Como [ABCD] é um quadrado, \overrightarrow{AB} \perp \overrightarrow{BC} e \overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BC}.
  2. Então \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}\cdot\big(\overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BC}\big) = \|\overrightarrow{AB}\|^{2} + \underbrace{\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC}}_{0} = \big(\sqrt{6}\,\big)^{2} = 6.
  3. A opção correta é a (D).
  4. Pela definição geométrica, dá o mesmo: a diagonal mede \overline{AC} = \sqrt{6+6} = \sqrt{12} e o ângulo B\hat{A}C é de 45°, logo \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \sqrt{6}\times\sqrt{12}\times\cos\frac{\pi}{4} = \sqrt{72}\times\frac{\sqrt{2}}{2} = \frac{6\sqrt{2}\times\sqrt{2}}{2} = 6.A projeção de \overrightarrow{AC} sobre a reta AB é exatamente \overrightarrow{AB} — é isso que a primeira conta diz numa linha. Os outros dados do enunciado (o centro, o plano, o volume) servem para localizar V, noutra alínea.
RespostaOpção (D)

Chame d à abcissa de D e escreva \overrightarrow{DC} e \overrightarrow{DB} em função de d. O produto escalar dá uma equação do 2.º grau — e a última condição escolhe a raiz.

  1. Do enunciado: O(0,0), A(15,0), C(0,8) e B(15,8). O ponto D está em [OA], logo D(d,\,0) com 0 \le d \le 15.
  2. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{DC} = C-D = (-d,\,8), \qquad \overrightarrow{DB} = B-D = (15-d,\,8).
  3. \overrightarrow{DC}\cdot\overrightarrow{DB} = -d(15-d)+64 = d^{2}-15d+64.
  4. Impondo o valor dado: d^{2}-15d+64 = 50 \;\Leftrightarrow\; d^{2}-15d+14 = 0 \;\Leftrightarrow\; d = \frac{15 \pm \sqrt{225-56}}{2} = \frac{15 \pm 13}{2}, ou seja d = 1 \;\vee\; d = 14.
  5. Escolher a raiz. \overline{OD} = d e \overline{DA} = 15-d; a condição \overline{OD} < \overline{DA}d < 7{,}5. Logo d = 1.A outra raiz não é «a errada»: d = 14 também verifica \overrightarrow{DC}\cdot\overrightarrow{DB} = 50. A figura tem dois pontos possíveis, simétricos em relação ao meio de [OA], e é a última condição que fica com um.
RespostaD(1,\,0)

Nenhuma das quatro afirmações precisa das coordenadas nem da equação do plano: basta ler na figura que arestas são verticais e que arestas são horizontais. Comece por ver quem está por cima de quem.

  1. Ler a figura. Cada vértice de [EFGH] está por cima de um de [ABCD]: H sobre A, G sobre B, F sobre C e E sobre D. Chamemos \vec{v} = \overrightarrow{AH} a essa aresta vertical.
  2. As opções (A) e (C). Como G está sobre B, \overrightarrow{AG} = \overrightarrow{AB} + \overrightarrow{BG} = \overrightarrow{AB} + \vec{v}. E como \overrightarrow{AB} \perp \vec{v}, \overrightarrow{AG} \cdot \overrightarrow{AH} = \big(\overrightarrow{AB}+\vec{v}\big)\cdot\vec{v} = \underbrace{\overrightarrow{AB}\cdot\vec{v}}_{0} + \|\vec{v}\|^{2} = \|\vec{v}\|^{2} > 0. Logo (A) é falsa e (C) também.
  3. As opções (B) e (D). Como F está sobre C, o vetor \overrightarrow{FC} é a aresta vertical de baixo para cima invertida: \overrightarrow{FC} = -\vec{v}. E \overrightarrow{AD} é horizontal, porque [ABCD] é uma face do cubo. Logo \overrightarrow{FC} \cdot \overrightarrow{AD} = -\vec{v} \cdot \overrightarrow{AD} = 0. (B) é verdadeira e (D) é falsa.
  4. A opção correta é a (B).Os dados que sobram — as coordenadas de A e a equação do plano BCF — servem outra alínea da mesma prova, a do volume. Aí, a distância de A ao plano BCF é a aresta: \dfrac{|{-3(-3)+6(5)-2(2)+14}|}{\sqrt{9+36+4}} = \dfrac{49}{7} = 7.
RespostaOpção (B)
R8

Equações de retas e de planos

A reta já vinha do 10.º: um ponto e uma direção. O plano é a novidade do 11.º, e a ideia é a mesma trocada — um ponto e uma direção perpendicular. Com o produto escalar da secção anterior, a equação do plano sai numa linha, e com ela a posição relativa de retas e planos e a distância de um ponto a um plano.

Aprendizagens Essenciais · 11.º ano
  • Resolver problemas envolvendo retas no plano, utilizando equações vetoriais e reduzidas de retas e posição relativa de retas.
  • Determinar a equação cartesiana de um plano dados um ponto e um vetor normal.
  • Resolver problemas envolvendo: equações vetoriais de retas; equações cartesianas de planos; distância de um ponto a um plano; e posição relativa de retas e planos.

1 · A reta, recordada

Uma reta fica definida por um ponto e por uma direção. A direção dá-se por um vetor diretor, e todo o ponto da reta se obtém do ponto conhecido somando-lhe um múltiplo desse vetor.

x y 1 2 3 4 5 1 2 3 A u P = A + ku
Um ponto e uma direção chegam para definir a reta. Todo o ponto dela se escreve A + k\vec{u}: é essa a leitura da equação vetorial, e o k é o que faz o ponto correr.
Equação vetorial da reta \text{no plano: } (x,\,y) = \left(a_{1},\,a_{2}\right) + k\left(u_{1},\,u_{2}\right) \qquad \text{no espaço: } (x,\,y,\,z) = \left(a_{1},\,a_{2},\,a_{3}\right) + k\left(u_{1},\,u_{2},\,u_{3}\right)

com k \in \mathbb{R}. Nem o ponto nem o vetor diretor são únicos, e por isso a mesma reta tem infinitas equações vetoriais. No plano, e só aí, a reta não vertical tem também equação reduzida y = mx + b, com m = \dfrac{u_{2}}{u_{1}}.

2 · Duas retas no plano

concorrentes paralelas coincidentes
No plano só há estas três hipóteses. Distinguem-se pelos vetores diretores — colineares ou não — e, quando são colineares, por um ponto: se um ponto de uma pertence à outra, são coincidentes.
Vetores diretoresUm ponto de uma pertence à outra?Posição
não colinearesconcorrentes (um ponto comum)
colinearesnãoparalelas e distintas
colinearessimcoincidentes

Com equações reduzidas a leitura é ainda mais rápida: declives diferentes, concorrentes; declives iguais e ordenadas na origem diferentes, paralelas e distintas; tudo igual, coincidentes. E, pela secção anterior, m \times m^{\prime} = -1 é o caso particular em que se cortam perpendicularmente.

3 · O plano: um ponto e uma normal

Aqui está a ideia toda da secção. Fixe-se um ponto A e uma direção \vec{n}. O plano que passa em A e é perpendicular a \vec{n} é o conjunto dos pontos P para os quais \overrightarrow{AP} não tem componente na direção de \vec{n} — isto é, para os quais o produto escalar se anula.

x y z A n α
O plano é o conjunto dos pontos P para os quais \overrightarrow{AP} é perpendicular a \vec{n}. Escrever essa perpendicularidade com o produto escalar dá, de imediato, a equação cartesiana.
Equação cartesiana do plano

O plano que passa em A\left(x_{0},\,y_{0},\,z_{0}\right) e tem vetor normal \vec{n}(a,\,b,\,c), com \vec{n} \neq \vec{0}, é definido por

\overrightarrow{AP} \cdot \vec{n} = 0 \;\Longleftrightarrow\; a\left(x-x_{0}\right) + b\left(y-y_{0}\right) + c\left(z-z_{0}\right) = 0,

que, desenvolvida, tem a forma

ax + by + cz + d = 0.

Ao contrário — dada a equação, os coeficientes de x, y e z são as coordenadas de um vetor normal. É a leitura que resolve metade dos exercícios desta secção.

Laboratório · O plano, por um ponto e uma normal

arrasta para rodar
Onde isto costuma falhar

Tomar o vetor normal por um vetor diretor do plano. É o contrário: \vec{n} é perpendicular ao plano, e um vetor com a direção do plano é perpendicular a \vec{n}. Confundir os dois troca todas as conclusões sobre posições relativas.

4 · Posições relativas, lidas nos normais

SituaçãoTesteConclusão
reta r e plano {\alpha}\vec{u} \cdot \vec{n} \neq 0cortam-se num único ponto
reta r e plano {\alpha}\vec{u} \cdot \vec{n} = 0paralelos, ou r contida em {\alpha}
reta r e plano {\alpha}\vec{u} colinear com \vec{n}perpendiculares
planos {\alpha} e {\beta}\vec{n}_{1} colinear com \vec{n}_{2}paralelos (distintos ou coincidentes)
planos {\alpha} e {\beta}\vec{n}_{1} \cdot \vec{n}_{2} = 0perpendiculares

Quando o teste dá «paralelos ou contida», falta um ponto para decidir: se um ponto da reta verificar a equação do plano, a reta está contida nele; se não verificar, são paralelos. O mesmo vale para dois planos com normais colineares.

5 · Do ponto ao plano, pelo pé da perpendicular

A distância de um ponto P a um plano é a menor de todas as distâncias de P aos pontos do plano, e mede-se ao longo da perpendicular. Não é preciso fórmula nova: o caminho faz-se com o que já está nesta secção e na R1.

Três passos, todos já conhecidos

1. Escreve a reta que passa em P e tem a direção do vetor normal: (x,\,y,\,z) = P + k\,\vec{n}. 2. Substitui na equação do plano e resolve em ordem a k. Esse k dá o pé da perpendicular Q, que é o ponto do plano mais próximo de P. 3. A distância é \overline{PQ}, pela fórmula da distância entre dois pontos.

E há um atalho que poupa o terceiro passo: como \overrightarrow{PQ} = k\,\vec{n}, vem \overline{PQ} = \left|k\right| \times \left\|\vec{n}\right\|. Basta o k e a norma da normal.

Exemplo 8 Um plano a partir de um ponto e de uma perpendicularidade

No referencial Oxyz, considera A(2,\,-1,\,0) e B(0,\,3,\,4). Determina uma equação cartesiana do plano que passa em A e é perpendicular à reta AB. Calcula depois a distância de B a esse plano.

  1. Se o plano é perpendicular à reta AB, então \overrightarrow{AB} é um vetor normal do plano.É a tradução direta da definição: a reta perpendicular ao plano tem a direção da normal.
  2. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{AB} = (0-2,\; 3-(-1),\; 4-0) = (-2,\,4,\,4). Pode simplificar-se para \vec{n}(-1,\,2,\,2), que é colinear e dá contas mais leves.
  3. Plano por A(2,-1,0) com normal (-1,2,2): -1(x-2) + 2(y+1) + 2(z-0) = 0 \;\Leftrightarrow\; -x + 2y + 2z + 4 = 0.
  4. Distância de B(0,3,4). A reta por B com a direção de \vec{n}(-1,2,2) é (x,\,y,\,z) = (0,\,3,\,4) + k(-1,\,2,\,2) = (-k,\; 3+2k,\; 4+2k).
  5. Substituindo na equação do plano: k + 2(3+2k) + 2(4+2k) + 4 = 0 \;\Leftrightarrow\; 9k + 18 = 0 \;\Leftrightarrow\; k = -2.
  6. Logo \left\|\vec{n}\right\| = \sqrt{1+4+4} = 3 e \overline{BQ} = \left|-2\right| \times 3 = 6.
  7. Confirmação: o pé é Q(2,\,-1,\,0), que é o próprio A — e tinha de ser, porque [AB] é perpendicular ao plano e A pertence-lhe. De facto \overline{AB} = \sqrt{4+16+16} = 6
Resposta-x + 2y + 2z + 4 = 0; d(B,\,{\alpha}) = 6
Python A equação do plano, dados um ponto e uma normal

O programa que as Aprendizagens Essenciais sugerem, escrito para o plano: recebe um ponto e um vetor normal e escreve a equação cartesiana já com o termo independente calculado.

A = (2, -1, 0)
n = (-1, 2, 2)

a, b, c = n
d = -(a * A[0] + b * A[1] + c * A[2])

print("equacao:", a, "x +", b, "y +", c, "z +", d, "= 0")

P = (0, 3, 4)
k = -(a * P[0] + b * P[1] + c * P[2] + d) / (a * a + b * b + c * c)
Q = (P[0] + k * a, P[1] + k * b, P[2] + k * c)
print("pe da perpendicular:", Q)
print("distancia de P ao plano:",
      ((P[0] - Q[0]) ** 2 + (P[1] - Q[1]) ** 2 + (P[2] - Q[2]) ** 2) ** 0.5)

Corre-o com P igual a A e confirma que a distância dá zero. Depois muda \vec{n} para um múltiplo, como (-2,\,4,\,4): a equação muda toda, mas a distância não — porque o plano é o mesmo.

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre equações de retas e de planos: escrever e ler equações, posições relativas, interseções e distância de um ponto a um plano. Os três últimos pedem justificação ou generalização, ao nível do Exame.

Exercício 106§R8 · equação vetorial

No plano, considera o ponto A(2,\,-1) e o vetor \vec{u}(3,\,5).

Escreve uma equação vetorial da reta que passa em A e tem a direção de \vec{u}.

Exercício 107§R8 · vetor normal

No referencial Oxyz, considera o plano {\alpha} de equação 2x - 3y + z - 5 = 0.

Indica as coordenadas de um vetor normal a {\alpha}.

Exercício 108§R8 · equação cartesiana

No referencial Oxyz, determina uma equação cartesiana do plano que passa em A(1,\,2,\,-1) e é perpendicular a \vec{n}(3,\,0,\,4).

Exercício 109§R8 · pertença

Considera a reta r: (x,\,y) = (1,\,-2) + k(2,\,3),\ k \in \mathbb{R}.

Averigua se o ponto P(5,\,4) pertence a r.

Exercício 110§R8 · posição relativa no plano

No plano, as retas r: y = 3x - 1 e s: y = 3x + 4 são:

  • (A)concorrentes
  • (B)paralelas e distintas
  • (C)coincidentes
  • (D)perpendiculares
Exercício 111§R8 · da vetorial à reduzida

Considera a reta r: (x,\,y) = (-1,\,4) + k(2,\,-6),\ k \in \mathbb{R}.

Escreve a equação reduzida de r.

Exercício 112§R8 · plano por três pontos particulares

No referencial Oxyz, considera A(1,\,0,\,0), B(1,\,3,\,0) e C(1,\,0,\,5).

Escreve uma equação cartesiana do plano ABC.

Exercício 113§R8 · reta e plano

No referencial Oxyz, considera o plano {\alpha}: x + 2y - z + 1 = 0 e a reta r de vetor diretor \vec{u}(2,\,-1,\,0).

Mostra que r é paralela a {\alpha} ou está contida em {\alpha}.

Exercício 114§R8 · distância de um ponto a um plano

No referencial Oxyz, determina a distância do ponto P(2,\,1,\,-1) ao plano {\alpha}: 2x - y + 2z - 3 = 0.

Exercício 115§R8 · dois planos

No referencial Oxyz, considera {\alpha}: x - 2y + 3z = 1 e {\beta}: -2x + 4y - 6z = 7.

Determina a posição relativa dos dois planos.

Exercício 116§R8 · reta no espaço

No referencial Oxyz, considera A(1,\,0,\,2) e B(3,\,-2,\,2).

Escreve uma equação vetorial da reta AB e indica, justificando, a sua posição relativa ao plano xOy.

Exercício 117§R8 · plano mediador pelo produto escalar

No referencial Oxyz, considera A(1,\,2,\,3) e B(5,\,0,\,1).

Determina uma equação cartesiana do plano mediador de [AB].

Exercício 118§R8 · parâmetro e distância

No referencial Oxyz, considera o plano {\alpha}: x + 2y + 2z + d = 0, com d \in \mathbb{R}.

Determina os valores de d para os quais a distância da origem a {\alpha} é 2.

Exercício 119§R8 · interseção de reta com plano

No referencial Oxyz, considera {\alpha}: x + y + z = 6 e a reta r: (x,y,z) = (1,\,0,\,0) + k(1,\,1,\,1),\ k \in \mathbb{R}.

Determina as coordenadas do ponto de interseção de r com {\alpha}.

Exercício 120§R8 · justificar a fórmula

Seja {\alpha} o plano que passa em A(x_{0},\,y_{0},\,z_{0}) e tem vetor normal \vec{n}(a,\,b,\,c), com \vec{n} \neq \vec{0}.

Mostra que {\alpha} tem uma equação da forma ax + by + cz + d = 0, e exprime d em função dos dados.

A equação vetorial é (x,\,y) = \text{ponto} + k \times \text{vetor diretor}, com k a percorrer \mathbb{R}.

  1. Substituindo o ponto e o vetor diretor: (x,\,y) = (2,\,-1) + k(3,\,5), \quad k \in \mathbb{R}.
  2. Não esquecer o «k \in \mathbb{R}»: sem ele a igualdade define um ponto, e não uma reta.Qualquer outro ponto da reta e qualquer múltiplo não nulo de \vec{u} dariam outra equação vetorial, igualmente correta. A equação vetorial não é única.
Resposta(x,\,y) = (2,\,-1) + k(3,\,5),\ k \in \mathbb{R}

Na equação cartesiana, os coeficientes de x, y e z são, por essa ordem, as coordenadas de um vetor normal.

  1. Comparando 2x - 3y + z - 5 = 0 com ax + by + cz + d = 0, vem a = 2, b = -3 e c = 1.
  2. Logo \vec{n}(2,\,-3,\,1) é normal ao plano.Qualquer múltiplo não nulo serve — (4,-6,2) ou (-2,3,-1), por exemplo. O termo independente -5 não entra: ele só diz onde o plano está, não para onde aponta.
Resposta\vec{n}(2,\,-3,\,1) (ou qualquer múltiplo não nulo)

Escreve \overrightarrow{AP} \cdot \vec{n} = 0 com P(x,\,y,\,z), e desenvolve.

  1. Um ponto P(x,y,z) pertence ao plano se, e só se, \overrightarrow{AP} \cdot \vec{n} = 0, com \overrightarrow{AP} = (x-1,\; y-2,\; z+1).
  2. 3(x-1) + 0(y-2) + 4(z+1) = 0.
  3. Desenvolvendo: 3x - 3 + 4z + 4 = 0 \;\Leftrightarrow\; 3x + 4z + 1 = 0.
  4. Verificação: substituindo A, 3 \times 1 + 4 \times (-1) + 1 = 0A variável y desaparece porque a segunda coordenada do vetor normal é nula — o plano é paralelo ao eixo Oy.
Resposta3x + 4z + 1 = 0

Substitui as coordenadas de P e vê se existe um mesmo k que satisfaça as duas igualdades.

  1. Da primeira coordenada: 5 = 1 + 2k \;\Leftrightarrow\; k = 2.
  2. Da segunda: 4 = -2 + 3k \;\Leftrightarrow\; k = 2.
  3. Os dois valores coincidem, logo P \in r.Se tivessem dado valores diferentes, o ponto não pertencia à reta. É por isso que não basta verificar uma das coordenadas.
RespostaP \in r, com k = 2

Compara os declives e depois as ordenadas na origem.

  1. As duas retas têm o mesmo declive, 3, logo têm a mesma direção: são paralelas.
  2. As ordenadas na origem são diferentes (-1 e 4), logo não são a mesma reta.
  3. A opção correta é a (B).Não podem ser perpendiculares: para isso seria preciso 3 \times 3 = -1, o que é falso.
RespostaOpção (B)

O declive lê-se no vetor diretor: m = \dfrac{u_{2}}{u_{1}}. Depois usa o ponto para achar a ordenada na origem.

  1. Do vetor diretor (2,\,-6): m = \dfrac{-6}{2} = -3.
  2. A reta é y = -3x + b. Substituindo o ponto (-1,\,4): 4 = -3 \times (-1) + b \;\Leftrightarrow\; 4 = 3 + b \;\Leftrightarrow\; b = 1.
  3. Logo r: y = -3x + 1.
  4. Verificação: para k=1, o ponto (1,\,-2) está em r, e -3 \times 1 + 1 = -2
Respostay = -3x + 1

Olha para as coordenadas antes de calcular seja o que for. Há alguma que é a mesma nos três pontos?

  1. Os três pontos têm abcissa 1.
  2. O plano de equação x = 1 contém os três, e é um plano (paralelo a yOz).
  3. Como três pontos não colineares definem um único plano — e estes não são colineares, porque \overrightarrow{AB}(0,3,0) e \overrightarrow{AC}(0,0,5) não são colineares — o plano ABC é x = 1.Escrito na forma geral: x - 1 = 0, com vetor normal (1,\,0,\,0), que é a direção de Ox. Fazia-se também pelo método geral, mas custava dez vezes mais.
Respostax = 1

Uma reta é paralela a um plano (ou está nele) quando o seu vetor diretor é perpendicular ao vetor normal do plano.

  1. Um vetor normal de {\alpha} é \vec{n}(1,\,2,\,-1).
  2. \vec{u} \cdot \vec{n} = 2 \times 1 + (-1) \times 2 + 0 \times (-1) = 2 - 2 + 0 = 0.
  3. Sendo o produto escalar nulo e os vetores não nulos, \vec{u} \perp \vec{n}: a direção da reta é perpendicular à normal do plano, logo a reta não corta o plano num só ponto.
  4. Ou r é paralela a {\alpha}, ou está contida nele — para decidir bastaria testar se um ponto de r verifica a equação do plano.É a mesma ideia da R7, usada ao contrário: aqui o produto escalar nulo não diz «perpendicular» a olho, diz «paralelo ao plano», porque o vetor com que se compara é a normal.
Resposta\vec{u} \cdot \vec{n} = 0, logo r é paralela a {\alpha} ou está contida em {\alpha}

Escreve a reta que passa em P com a direção da normal, encontra o pé da perpendicular e mede.

  1. Cálculo auxiliar: \vec{n}(2,\,-1,\,2) e \|\vec{n}\| = \sqrt{4+1+4} = 3.
  2. A reta por P com a direção de \vec{n}: (x,\,y,\,z) = (2+2k,\; 1-k,\; -1+2k).
  3. Substituindo na equação do plano: 2(2+2k) - (1-k) + 2(-1+2k) - 3 = 0 \;\Leftrightarrow\; 9k - 2 = 0 \;\Leftrightarrow\; k = \frac{2}{9}.
  4. Como \overrightarrow{PQ} = k\,\vec{n}: \overline{PQ} = \frac{2}{9} \times 3 = \frac{2}{3}.
  5. O k pode sair negativo — quer apenas dizer que o pé fica do outro lado, no sentido de -\vec{n}. A distância leva o módulo.
Resposta\overline{PQ} = \dfrac{2}{3}

Compara os vetores normais. Se forem colineares, os planos são paralelos — e depois há que ver se são o mesmo.

  1. Vetores normais: \vec{n}_{1}(1,\,-2,\,3) e \vec{n}_{2}(-2,\,4,\,-6).
  2. \vec{n}_{2} = -2\,\vec{n}_{1}, logo os normais são colineares e os planos são paralelos.
  3. Falta ver se coincidem. Multiplicando a equação de {\alpha} por -2: -2x + 4y - 6z = -2. O primeiro membro é igual ao de {\beta}, mas -2 \neq 7.
  4. Logo os planos são paralelos e distintos.Se o segundo membro também tivesse ficado 7, as duas equações seriam a mesma condição escrita de duas maneiras — planos coincidentes.
RespostaParalelos e distintos

O vetor diretor é \overrightarrow{AB}. Para a posição, repara nas cotas dos dois pontos.

  1. \overrightarrow{AB} = (3-1,\; -2-0,\; 2-2) = (2,\,-2,\,0).
  2. Equação vetorial: (x,y,z) = (1,\,0,\,2) + k(2,\,-2,\,0),\ k \in \mathbb{R}.
  3. Todos os pontos da reta têm cota 2, porque a terceira coordenada do vetor diretor é nula.
  4. O plano xOy tem equação z = 0, e nenhum ponto da reta a verifica: a reta é paralela ao plano xOy, a uma distância de 2.
Resposta(x,y,z) = (1,0,2) + k(2,-2,0),\ k \in \mathbb{R}; é paralela a xOy

O plano mediador passa no ponto médio e é perpendicular a [AB] — ou seja, tem \overrightarrow{AB} por vetor normal.

  1. Cálculo auxiliar: ponto médio M = \left(\dfrac{1+5}{2},\dfrac{2+0}{2},\dfrac{3+1}{2}\right) = (3,\,1,\,2); \overrightarrow{AB} = (4,\,-2,\,-2).
  2. O plano mediador é o que passa em M e tem \overrightarrow{AB} por normal: 4(x-3) - 2(y-1) - 2(z-2) = 0.
  3. Desenvolvendo: 4x - 12 - 2y + 2 - 2z + 4 = 0 \;\Leftrightarrow\; 4x - 2y - 2z - 6 = 0, ou seja 2x - y - z - 3 = 0.
  4. Verificação: M(3,1,2)6 - 1 - 2 - 3 = 0 ✓ E A2-2-3-3 = -6, B10-0-1-3 = 6 — simétricos, como se espera de dois pontos à mesma distância e em lados opostos.Chegava-se ao mesmo escrevendo d(P,A) = d(P,B) com a fórmula da distância e simplificando; o caminho pelo vetor normal poupa metade das contas.
Resposta2x - y - z - 3 = 0

Escreve a reta que passa na origem com a direção da normal, acha o k em função de d, e impõe que a distância seja 2.

  1. Cálculo auxiliar: \vec{n}(1,\,2,\,2) e \|\vec{n}\| = \sqrt{1+4+4} = 3.
  2. A reta por O(0,0,0) com a direção de \vec{n} é (k,\,2k,\,2k). Substituindo: k + 4k + 4k + d = 0 \;\Leftrightarrow\; k = -\frac{d}{9}.
  3. A distância é \left|k\right| \times 3 = \dfrac{|d|}{3}, logo \frac{|d|}{3} = 2 \;\Leftrightarrow\; |d| = 6 \;\Leftrightarrow\; d = 6 \;\vee\; d = -6.
  4. Há mesmo duas soluções: são dois planos paralelos, um de cada lado da origem, ambos à distância 2.Resolver |d| = 6 como se fosse d = 6 perde metade da resposta. Sempre que aparece um módulo numa equação, há que abrir os dois casos.
Respostad = 6 \;\vee\; d = -6

Escreve as coordenadas de um ponto genérico de r em função de k, substitui na equação do plano e resolve em k.

  1. Um ponto genérico de r é P(1+k,\; k,\; k).
  2. Antes de substituir, vale a pena confirmar que a reta corta mesmo o plano: \vec{u}(1,1,1) e \vec{n}(1,1,1) dão \vec{u} \cdot \vec{n} = 3 \neq 0, logo há um único ponto de interseção.
  3. Substituindo na equação do plano: (1+k) + k + k = 6 \;\Leftrightarrow\; 1 + 3k = 6 \;\Leftrightarrow\; k = \frac{5}{3}.
  4. Logo P\left(1+\dfrac{5}{3},\; \dfrac{5}{3},\; \dfrac{5}{3}\right) = \left(\dfrac{8}{3},\; \dfrac{5}{3},\; \dfrac{5}{3}\right).
  5. Verificação: \dfrac{8}{3}+\dfrac{5}{3}+\dfrac{5}{3} = \dfrac{18}{3} = 6Aqui a reta é perpendicular ao plano, porque o vetor diretor e o normal são colineares — o que garante, sem mais contas, que a interseção existe e é um só ponto.
RespostaP\left(\dfrac{8}{3},\;\dfrac{5}{3},\;\dfrac{5}{3}\right)

Parte da condição que define o plano — \overrightarrow{AP} perpendicular a \vec{n} — e desenvolve o produto escalar.

  1. Por definição, P(x,y,z) \in {\alpha} se, e só se, \overrightarrow{AP} \perp \vec{n} ou \overrightarrow{AP} = \vec{0}. Os dois casos escrevem-se de uma vez só como \overrightarrow{AP} \cdot \vec{n} = 0.Escrever \overrightarrow{AP} \cdot \vec{n} = 0 em vez de «\overrightarrow{AP} \perp \vec{n}» é o que permite incluir o próprio ponto A, para o qual \overrightarrow{AP} é o vetor nulo e não há ângulo definido.
  2. Com \overrightarrow{AP} = (x-x_{0},\; y-y_{0},\; z-z_{0}): a(x-x_{0}) + b(y-y_{0}) + c(z-z_{0}) = 0.
  3. Desenvolvendo e agrupando o que não depende de P: ax + by + cz \underbrace{-\left(ax_{0}+by_{0}+cz_{0}\right)}_{d} = 0.
  4. Logo d = -\left(ax_{0}+by_{0}+cz_{0}\right), isto é, d = -\,\overrightarrow{OA} \cdot \vec{n}.
  5. A hipótese \vec{n} \neq \vec{0} é essencial: com \vec{n} = \vec{0} a condição seria 0 = 0, verificada por todos os pontos do espaço — e não por um plano.
Respostaa(x-x_{0})+b(y-y_{0})+c(z-z_{0}) = 0, com d = -\left(ax_{0}+by_{0}+cz_{0}\right)

Exercícios de Exame · Equações de retas e de planos

Setenta itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2026 — o maior banco do capítulo. Quase todos saem de uma só ideia, usada nos dois sentidos: o vetor normal de um plano é o vetor diretor de qualquer reta perpendicular a ele. Vários itens têm duas ou três alíneas, como na prova.

Item 171 escolha múltiplaExame 1997 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Num referencial o.n. Oxyz, os planos \alpha e \beta são definidos pelas equações

\alpha: x-y+z+\frac{1}{2} = 0 \qquad\text{e}\qquad \beta: 2x+2y+2z+1 = 0

Os planos \alpha e \beta são

  • (A)coincidentes
  • (B)estritamente paralelos
  • (C)concorrentes não perpendiculares
  • (D)perpendiculares
Item 172 construçãoExame 1997 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Considere, num referencial o.n. Oxyz, um cilindro de revolução como o representado na figura.

x y z A B C D
[BC] é um diâmetro da base inferior e A está nessa circunferência.

Sabe-se que: a base inferior do cilindro tem centro na origem O e está contida no plano xOy; [BC] é um diâmetro da base inferior, contido no eixo Oy; o ponto C tem coordenadas (0,\,-5,\,0); o ponto A pertence à circunferência que limita a base inferior e tem coordenadas (4,\,3,\,0); a reta r passa no ponto B e é paralela ao eixo Oz; o ponto D pertence à reta r e à circunferência que limita a base superior.

Justifique que \overrightarrow{AC} é um vetor perpendicular ao plano ABD e determine uma equação deste plano.

Item 173 construçãoExame 1997 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Considere, num referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide regular de base quadrada, representada na figura.

x y z P Q R S V
A aresta [PQ] é paralela ao eixo Oy.

Sabe-se que: o vértice V da pirâmide pertence ao semieixo positivo Oz e tem cota 6; a base da pirâmide está contida no plano xOy; a aresta [PQ] é paralela ao eixo Oy; o ponto Q tem coordenadas (2,\,2,\,0).

Mostre que o plano QRV pode ser definido pela equação 3y+z = 6.

Item 174 escolha múltiplaExame 1997 · 2.ª fase

Indique qual dos pares de equações seguintes define, num referencial o.n. Oxyz, um par de planos perpendiculares.

  • (A)x+y = 3 e x+y = 0
  • (B)-x+y-z = 1 e 3x+2y+2z = 2
  • (C)x = y e z = 0
  • (D)2x+2y+z = 9 e x-3z = 0
Item 175 construçãoExame 1998 · Prova Modelo

Na figura, está representada, em referencial o.n. Oxyz, uma caixa cilíndrica construída num material de espessura desprezável. A caixa contém duas bolas encostadas uma à outra e às bases da caixa cilíndrica.

x y z (1, 8, 1)
As duas bolas têm raio 3, como as bases da caixa. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o cilindro tem uma das bases no plano xOz e o centro dessa base é o ponto de coordenadas (3,\,0,\,3); a outra base está contida no plano de equação y = 12; as bolas são esferas de raio igual a 3, e os diâmetros das esferas e das bases do cilindro são iguais; a superfície esférica correspondente à bola mais afastada do plano xOz tem centro no ponto (3,\,9,\,3) e o ponto (1,\,8,\,1) pertence a essa superfície esférica.

Escreva uma equação do plano tangente, no ponto (1,\,8,\,1), à superfície esférica referida.

Nota: um plano tangente a uma superfície esférica é perpendicular ao raio relativo ao ponto de tangência.

Item 176 escolha múltiplaExame 1998 · Prova Modelo

Dois planos \alpha e \beta são estritamente paralelos.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)Qualquer reta contida em \alpha é paralela a qualquer reta contida em \beta
  • (B)Há retas contidas em \alpha que intersetam \beta
  • (C)Há retas perpendiculares a \alpha que não são perpendiculares a \beta
  • (D)Dada uma reta contida em \alpha, existem em \beta infinitas retas que lhe são paralelas
Item 177 escolha múltiplaExame 1998 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Considere, num referencial o.n. Oxyz: o plano \alpha, de equação 2x+2y+2z = 5; a reta r, definida pela condição x = y = z.

Qual é a posição relativa da reta r e do plano \alpha?

  • (A)r é perpendicular a \alpha
  • (B)r e \alpha são concorrentes, mas não perpendiculares
  • (C)r é estritamente paralela a \alpha
  • (D)r está contida em \alpha
Item 178 construçãoExame 1998 · 2.ª fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, os pontos A(5,\,0,\,0) e B(0,\,3,\,1).

x y z A B 3 5 1
A(5,\,0,\,0) e B(0,\,3,\,1).

Mostre que a reta AB está contida no plano de equação x+2y-z = 5.

Item 179 escolha múltiplaExame 1999 · Prova Modelo

Num referencial o.n. Oxyz, considere o plano \alpha, de equação x+y = 4.

O plano \alpha é

  • (A)paralelo ao plano xOy
  • (B)perpendicular ao plano xOy
  • (C)paralelo ao eixo Ox
  • (D)perpendicular ao eixo Ox
Item 180 construçãoExame 1999 · Prova Modelo

Considere, num referencial o.n. Oxyz: o ponto A(10,\,0,\,0); o ponto B(0,\,2,\,1); o ponto C(0,\,5,\,0); a reta AB e a reta BC.

x y z A B C
Cada um dos pontos A e C está num eixo coordenado.

Justifique que as retas AB e BC são complanares e mostre que o plano \alpha por elas definido admite como equação x+2y+6z = 10.

Item 181 construçãoExame 1999 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cone de revolução.

x y z A B C D V
O cone do item, à escala: raio 3 e altura 4.

Sabe-se que: a base do cone está contida no plano xOy e tem o seu centro na origem do referencial; [AC] e [BD] são diâmetros da base; o ponto A pertence ao semieixo positivo Ox; o ponto B pertence ao semieixo positivo Oy; o vértice V pertence ao semieixo positivo Oz.

Sabendo que uma equação do plano ABV é 4x+4y+3z = 12, mostre que o comprimento do raio da base é 3 e a altura do cone é 4.

Item 182 escolha múltiplaExame 1999 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Sejam \alpha e \beta dois planos perpendiculares.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)Qualquer reta paralela a \alpha é paralela a \beta
  • (B)Qualquer reta paralela à interseção de \alpha e \beta é paralela a \beta
  • (C)Qualquer reta perpendicular a \alpha é perpendicular a \beta
  • (D)Qualquer reta perpendicular à interseção de \alpha e \beta é perpendicular a \beta
Item 183 construçãoExame 1999 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Na figura, está representado um cubo, em referencial o.n. Oxyz.

x y z O P Q R S T U V
As faces [OPQR], [OSVR] e [OSTP] estão nos planos coordenados.

Sabe-se que: a face [OPQR] está contida no plano xOy; a face [OSVR] está contida no plano xOz; a face [OSTP] está contida no plano yOz; uma equação do plano VTQ é x+y+z = 6.

a) Mostre que o volume do cubo é 27.

b) Seja \alpha o plano que contém o ponto S e é paralelo ao plano VTQ. Prove que a reta RP está contida em \alpha.

Item 184 construçãoExame 1999 · Época Especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um cubo.

x y z F G H E B C D A
As arestas [AE], [BF], [CG] e [DH] unem as duas faces. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: [ABCD] é uma face do cubo e [EFGH] é a face oposta (o ponto H não está representado na figura); [AE], [BF], [CG] e [DH] são quatro arestas do cubo; o ponto A tem coordenadas (3,\,5,\,3); o ponto D tem coordenadas (-3,\,3,\,6); o ponto E tem coordenadas (1,\,2,\,-3).

O ponto P é o ponto de interseção do eixo Oz com a face [ABCD].

Determine as coordenadas do ponto P.

Item 185 escolha múltiplaExame 1999 · Prova para militares

Considere, num referencial o.n. Oxyz, dois planos concorrentes, de equações

x-y+3z = 1 \qquad\text{e}\qquad x+y-7z = 7

Seja r a reta de interseção dos dois planos.

Qual dos pontos seguintes pertence à reta r?

  • (A)(5,\,5,\,0)
  • (B)(1,\,0,\,0)
  • (C)(0,\,0,\,-1)
  • (D)(4,\,3,\,0)
Item 186 construçãoExame 2000 · Prova 2 para militares

Num referencial o.n. Oxyz, considere um paralelepípedo retângulo [OPQRSTUV].

x y z O P Q R V S T U A B C D
A secção [ABCD] é perpendicular à reta OT.

Sabe-se que: os pontos P, R e V pertencem aos semieixos positivos Ox, Oy e Oz, respetivamente; o quadrilátero [ABCD] é a secção obtida no paralelepípedo pelo plano de equação 2x+3y+z = 22, que é perpendicular à reta OT; o ponto R tem ordenada 6.

a) Justifique que o ponto T tem coordenadas (4,\,6,\,2).

b) Determine uma equação do plano que é paralelo ao plano ABC e que contém o ponto Q.

Item 187 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Num referencial o.n. Oxyz, considere o plano \alpha, de equação x = y.

Qual dos seguintes pontos é o simétrico do ponto P(1,\,0,\,0), em relação ao plano \alpha?

  • (A)A(-1,\,0,\,0)
  • (B)B(1,\,-1,\,0)
  • (C)C(1,\,0,\,1)
  • (D)D(0,\,1,\,0)
Item 188 escolha múltiplaExame 2000 · 1.ª fase, 2.ª chamada

Considere dois planos concorrentes \alpha e \beta.

Sejam \vec{a} e \vec{b} vetores normais aos planos \alpha e \beta, respetivamente.

Seja \vec{r} um vetor com a direção da reta de interseção dos planos \alpha e \beta.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

  • (A)\vec{r} é paralelo a \vec{a} e \vec{r} é paralelo a \vec{b}
  • (B)\vec{r} é paralelo a \vec{a} e \vec{r} é perpendicular a \vec{b}
  • (C)\vec{r} é perpendicular a \vec{a} e \vec{r} é paralelo a \vec{b}
  • (D)\vec{r} é perpendicular a \vec{a} e \vec{r} é perpendicular a \vec{b}
Item 189 construçãoExame 2000 · Época especial

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cone cuja base está contida no plano yOz e cujo vértice pertence ao semieixo positivo Ox.

x y z r
A reta r contém uma geratriz do cone.

A base tem raio 3 e centro em O, origem do referencial.

A reta r, de equação (x,y,z) = (0,\,3,\,0)+k(3,\,-1,\,0),\ k \in \mathbb{R}, contém uma geratriz do cone.

Determine uma equação do plano que contém o vértice do cone e é perpendicular à reta r.

Item 190 escolha múltiplaExame 2000 · Prova para militares

Num referencial o.n. Oxyz, a condição

(x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 25 \ \wedge \ x = y

define

  • (A)uma circunferência
  • (B)um ponto
  • (C)um segmento de reta
  • (D)o conjunto vazio
Item 191 construçãoExame 2001 · Prova Modelo

Na figura, está representada, em referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular.

x y z O P Q R V
A base está no plano 3x-4y = 0, que contém o eixo Oz.

Sabe-se que: o vértice O é a origem do referencial; o vértice P pertence ao eixo Oz; o vértice R pertence ao plano xOy; o vértice V tem coordenadas (-2,\,11,\,5); uma equação vetorial da reta que contém a altura da pirâmide é (x,y,z) = (7,\,-1,\,5)+k(6,\,-8,\,0),\ k \in \mathbb{R}.

a) Mostre que a base da pirâmide está contida no plano de equação 3x-4y = 0.

b) Justifique que o centro da base da pirâmide é o ponto de coordenadas (4,\,3,\,5).

Item 192 escolha múltiplaExame 2001 · 1.ª fase, 1.ª chamada

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cubo.

x y z O G F E A B C D H
H é o centro da face [OGFE].

Sabe-se que: o vértice O é a origem do referencial; a face [OGFE] está contida no plano xOy, com a aresta [OE] no eixo Ox e a aresta [OG] no eixo Oy; o vértice A pertence ao eixo Oz; H é o centro da face [OGFE]; uma equação do plano que contém os pontos D, B e H é x+y = 10.

Qual é a medida da aresta do cubo?

  • (A)5
  • (B)10
  • (C)5\sqrt{2}
  • (D)10\sqrt{2}
Item 193 escolha múltiplaExame 2001 · 2.ª fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, um plano \alpha de equação x+2y-z = 2.

Seja \beta o plano que é paralelo a \alpha e que contém o ponto (0,\,1,\,2).

Qual das condições seguintes é uma equação do plano \beta?

  • (A)x+2y-z = 1
  • (B)x+z = 2
  • (C)-x-2y+z = 0
  • (D)x-y+z = 1
Item 194 escolha múltiplaExame 2001 · Época especial

Considere duas retas distintas, r e s, perpendiculares a um mesmo plano.

Qual das seguintes afirmações é verdadeira?

  • (A)r é perpendicular a s
  • (B)r e s são concorrentes, mas não perpendiculares
  • (C)r é paralela a s
  • (D)r e s não são complanares
Item 195 construçãoTeste Intermédio 11.º · 10.05.2007

Considere, em referencial o.n. Oxyz, o ponto P(0,\,4,\,3).

Seja \alpha o plano que contém o ponto P e é perpendicular à reta de equação vetorial

(x,y,z) = (0,\,1,\,-3)+k(1,\,0,\,2), \quad k \in \mathbb{R}

Determine a área da secção produzida pelo plano \alpha na esfera definida pela condição

(x+2)^{2}+(y-1)^{2}+(z-4)^{2} \leq 3

Sugere-se que: determine uma equação do plano \alpha; mostre que o centro da esfera pertence ao plano \alpha; atendendo ao ponto anterior, determine a área da secção.

Item 196 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 24.01.2008

Num referencial o.n. Oxyz, sejam \alpha e \beta os planos definidos pelas equações

\alpha: x+y-z = 1 \qquad\text{e}\qquad \beta: 2x+2y-2z = 1

A interseção dos planos \alpha e \beta é

  • (A)o conjunto vazio
  • (B)um ponto
  • (C)uma reta
  • (D)um plano
Item 197 construçãoTeste Intermédio 11.º · 29.01.2009

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cone de revolução.

x y z V C
O plano \alpha contém a base; C é o seu centro.

Sabe-se que: a base do cone está contida no plano \alpha de equação x+2y-2z = 11; o vértice V do cone tem coordenadas (1,\,2,\,6); o ponto C é o centro da base do cone.

a) Determine uma equação do plano \gamma que contém o vértice do cone e que é paralelo ao plano \alpha.

b) Seja \beta o plano definido pela equação 2x-y+z = 3. Averigue se os planos \alpha e \beta são perpendiculares.

Item 198 construçãoTeste Intermédio 11.º · 07.05.2009

Na figura, está representado um referencial o.n. Oxyz. Cada um dos pontos A, B e C pertence a um eixo coordenado, e o ponto P pertence ao plano ABC.

x y z A B C P
O prisma tem o vértice P no plano ABC e os outros nos planos coordenados.

O ponto P desloca-se no plano ABC, de tal modo que é sempre vértice de um prisma quadrangular regular, em que os restantes vértices pertencem aos planos coordenados.

O plano ABC é definido pela equação x+2y+3z = 9.

a) Seja a a abcissa do ponto P, com a \in\;]0,\,3[. Mostre que o volume do prisma é dado, em função de a, por 3a^{2}-a^{3}.

b) Seja r a reta que contém o ponto A e é perpendicular ao plano ABC. Determine uma equação vetorial da reta r.

Item 199 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2010

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular [ABCDV] cuja base está contida no plano xOy.

x y z A B C D V
A pirâmide do item, à escala.

Sabe-se que: o ponto A pertence ao eixo Ox; o ponto B tem coordenadas (5,\,3,\,0); o ponto V pertence ao plano de equação z = 6; 6x+18y-5z = 24 é uma equação do plano ADV.

a) Determine o volume da pirâmide.

b) Seja S o ponto de coordenadas (-1,\,-15,\,5) e seja r a reta que contém o ponto S e é perpendicular ao plano ADV. Averigue se a reta r contém o ponto B.

Item 200 construçãoTeste Intermédio 11.º · 06.05.2010

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, parte de um plano ABC.

x y z A B C
Cada um dos pontos A, B e C pertence a um eixo coordenado.

Cada um dos pontos A, B e C pertence a um eixo coordenado.

O plano ABC é definido pela equação 6x+3y+4z = 12.

Seja r a reta que passa no ponto A e é perpendicular ao plano ABC.

Determine uma equação vetorial da reta r.

Item 201 construçãoTeste Intermédio 11.º · 27.01.2011

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o poliedro [VNOPQURST], que se pode decompor num cubo e numa pirâmide quadrangular regular.

x y z O P Q N S T U R V
A base da pirâmide é a face de cima do cubo, no plano xOy. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo e está contida no plano xOy; o ponto P pertence ao eixo Ox; o ponto U tem coordenadas (4,\,-4,\,-4); o plano QTV é definido pela equação 5x+2y+2z = 12.

a) Escreva uma condição cartesiana que defina o plano paralelo ao plano QTV e que passa na origem do referencial.

b) Determine o volume do poliedro [VNOPQURST].

Item 202 escolha múltiplaTeste Intermédio 11.º · 09.02.2012

Seja a um número real.

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a reta s e o plano \beta definidos, respetivamente, por

(x,y,z) = (-1,\,0,\,3)+k(1,\,1,\,-1),\ k \in \mathbb{R} \qquad\text{e}\qquad 3x+3y+az = 1

Sabe-se que a reta s é paralela ao plano \beta.

Qual é o valor de a?

  • (A)-3
  • (B)1
  • (C)3
  • (D)6
Item 203 construçãoTeste Intermédio 11.º · 09.02.2012

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, a pirâmide quadrangular regular [ABCDE].

x y z A B C D E F
F é o centro da base. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Seja F o centro da base da pirâmide.

Sabe-se que: o ponto F tem coordenadas (-2,\,1,\,-1); o vetor \overrightarrow{FE} tem coordenadas (-1,\,2,\,2); a reta EA é definida pela condição (x,y,z) = (-3,\,3,\,1)+k(1,\,-5,\,1),\ k \in \mathbb{R}.

Mostre que o plano ABC pode ser definido pela equação x-2y-2z+2 = 0.

Item 204 construçãoTeste Intermédio 11.º · 06.03.2013

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH] (o ponto E não está representado na figura).

x y z G B A F H C D E
O cubo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o ponto F tem coordenadas (1,\,3,\,-4); o vetor \overrightarrow{FA} tem coordenadas (2,\,3,\,6).

a) Escreva uma condição cartesiana que defina o plano FGH.

b) Sabe-se ainda que a equação 6x+2y-3z+25 = 0 define o plano HCD. Determine, sem recorrer à calculadora, as coordenadas do ponto E (vértice do cubo, não representado na figura).

Item 205 construçãoTeste Intermédio 11.º · 11.03.2014

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, parte do plano ABC, de equação x+y+2z = 12.

x y z A B C
Os pontos A, B e C são as interseções do plano com os eixos coordenados.

Tal como a figura sugere, A, B e C são os pontos de interseção deste plano com os eixos coordenados.

Determine uma equação cartesiana do plano que passa no ponto D(1,\,2,\,3) e é paralelo ao plano ABC.

Item 206 construçãoTeste Intermédio 12.º · 30.04.2014

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular [ABCDV], cuja base está contida no plano xOy e cujo vértice V tem cota positiva.

x y z A B C D V P
A pirâmide do item, à escala.

O ponto P é o centro da base da pirâmide.

Admita que: \overline{AV} = 10; o vértice A pertence ao eixo Ox e tem abcissa igual a 6; o vértice V tem abcissa e ordenada iguais a 6.

a) Mostre que o vértice V tem cota igual a 8.

b) Seja M o ponto médio da aresta [BV]. Determine uma equação vetorial da reta CM.

c) Determine uma equação cartesiana do plano que passa no ponto P e que é perpendicular à aresta DV.

Item 207 escolha múltiplaExame 2014 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, o ponto A, de coordenadas (1,\,0,\,3), e o plano \alpha, definido por 3x+2y-4 = 0.

Seja \beta um plano perpendicular ao plano \alpha e que passa pelo ponto A.

Qual das condições seguintes pode definir o plano \beta?

  • (A)3x+2y-3 = 0
  • (B)2x-3y-z+1 = 0
  • (C)2x-3y+z = 0
  • (D)3x+2y = 0
Item 208 construçãoExame 2015 · 1.ª Fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, os pontos A(0,\,0,\,2) e B(4,\,0,\,0).

Considere o plano \alpha de equação x-2y+z+3 = 0.

Escreva uma equação do plano que passa no ponto A e é paralelo ao plano \alpha.

Item 209 construçãoExame 2015 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o poliedro [NOPQRSTUV] que se pode decompor num cubo e numa pirâmide quadrangular regular.

x y z O P Q N T U R S V
O poliedro do item, à escala: o cubo tem aresta 2.

Sabe-se que: o vértice P pertence ao eixo Ox; o vértice N pertence ao eixo Oy; o vértice T pertence ao eixo Oz; o vértice R tem coordenadas (2,\,2,\,2); o plano PQV é definido pela equação 6x+z-12 = 0.

a) Determine as coordenadas do ponto V.

b) Escreva uma equação cartesiana do plano que passa no ponto P e é perpendicular à reta OR.

Item 210 construçãoExame 2015 · Época especial

Considere, num referencial o.n. Oxyz, o plano \beta definido pela condição 2x-y+z-4 = 0.

Considere o ponto P(-2,\,1,\,3a), sendo a um certo número real.

Sabe-se que a reta OP é perpendicular ao plano \beta, sendo O a origem do referencial.

Determine o valor de a.

Item 211 construçãoExame 2016 · 1.ª Fase

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular [ABCDV].

x y z A B C D V
A pirâmide do item, à escala.

Sabe-se que: a base [ABCD] da pirâmide é paralela ao plano xOy; o ponto A tem coordenadas (-1,\,1,\,1); o ponto C tem coordenadas (-3,\,3,\,1); o plano BCV é definido pela equação 3y+z-10 = 0.

Determine as coordenadas do ponto V.

Item 212 construçãoExame 2016 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, o plano \alpha definido pela equação 3x+2y+4z-12 = 0.

Seja C o ponto de coordenadas (2,\,1,\,4).

Escreva uma equação vetorial da reta perpendicular ao plano \alpha que passa no ponto C.

Item 213 construçãoExame 2016 · Época especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o prisma quadrangular regular [OABCDEFG].

x y z O A B C E F G D
O prisma do item, à escala: a base tem lado 2 e a altura é 6.

Sabe-se que: os pontos C, A e E pertencem aos eixos coordenados Ox, Oy e Oz, respetivamente; o ponto A tem coordenadas (0,\,2,\,0); o plano OFB é definido pela equação 3x+3y-z = 0.

a) Determine uma equação do plano paralelo ao plano OFB que passa no ponto D.

b) Defina a reta OB por uma equação vetorial.

Item 214 construçãoExame 2017 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o prisma quadrangular regular [OPQRSTUV].

x y z O P Q R T U V S
A face [STUV] está no plano z = 3.

Sabe-se que: a face [OPQR] está contida no plano xOy; o vértice Q pertence ao eixo Oy e o vértice T pertence ao eixo Oz; o plano STU tem equação z = 3; uma equação do plano PQV é x+y = 2.

Determine uma equação vetorial que defina a reta TQ.

Item 215 construçãoExame 2017 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH].

x y z D A B C E F G H
O cubo do item, à escala, depois de descobertos os vértices.

Sabe-se que: a face [ABCD] está contida no plano xOy; a aresta [CD] está contida no eixo Oy; o ponto D tem coordenadas (0,\,4,\,0); o plano ACG é definido pela equação x+y-z-6 = 0.

Verifique que o vértice A tem abcissa igual a 2.

Item 216 construçãoExame 2017 · Época especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um cilindro de revolução de altura 3.

x y z A B C
O cilindro do item, à escala: raio 1 e altura 3.

Sabe-se que: o ponto A tem coordenadas (1,\,2,\,0) e é o centro da base inferior do cilindro, a qual está contida no plano xOy; o ponto B tem coordenadas (1,\,3,\,0) e pertence à circunferência que delimita a base inferior; o ponto C é o centro da base superior do cilindro.

Determine as coordenadas do ponto de interseção da reta BC com o plano xOz.

Item 217 construçãoExame 2018 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um prisma hexagonal regular.

x y z P Q R S
[PQ] e [QR] são arestas de uma das bases; [PS] é uma aresta lateral. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: [PQ] e [QR] são arestas de uma das bases do prisma; \overline{PQ} = 4; o plano PQR tem equação 2x+3y-z-15 = 0; uma das arestas laterais do prisma é o segmento de reta [PS], em que S é o ponto de coordenadas (14,\,5,\,0).

Determine a área lateral do prisma. Apresente o resultado arredondado às décimas. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, três casas decimais.

Item 218 construçãoExame 2018 · 2.ª Fase

Considere, num referencial o.n. Oxyz, a superfície esférica de equação

(x-1)^{2}+(y-2)^{2}+(z+1)^{2} = 10

Seja P o ponto da superfície esférica de abcissa 1, ordenada 3 e cota negativa.

Seja r a reta de equação vetorial (x,y,z) = (-1,\,0,\,3)+k(4,\,1,\,-2),\ k \in \mathbb{R}.

Determine uma equação do plano que passa no ponto P e é perpendicular à reta r.

Apresente essa equação na forma ax+by+cz+d = 0.

Item 219 construçãoExame 2019 · 1.ª Fase

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, uma pirâmide quadrangular regular [ABCDV].

x y z A B C D V
A pirâmide do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Os vértices A e C têm coordenadas (2,\,1,\,0) e (0,\,-1,\,2), respetivamente.

O vértice V tem coordenadas (3,\,-1,\,2).

Determine uma equação do plano que contém a base da pirâmide. Apresente essa equação na forma ax+by+cz+d = 0.

Item 220 construçãoExame 2019 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um paralelepípedo retângulo [ABCDEFGH].

x y z A B G H D C F E
O paralelepípedo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o vértice A pertence ao eixo Ox e o vértice B pertence ao eixo Oy; o vértice C tem coordenadas (0,\,3,\,6) e o vértice G tem coordenadas (6,\,11,\,0); o plano ABC é definido pela equação 3x+4y-12 = 0.

a) Determine o volume do paralelepípedo [ABCDEFGH].

b) Seja P o ponto de coordenadas (1,\,-4,\,3), e seja r a reta que passa pelo ponto P e é perpendicular ao plano ABC. Determine as coordenadas do ponto de interseção da reta r com o plano ABC.

Item 221 construçãoExame 2019 · Época especial

Considere, num referencial o.n. Oxyz: o plano \alpha, de equação 2x+3y-z-9 = 0; a reta r, de equação vetorial (x,y,z) = (1,\,2,\,1)+k(0,\,1,\,5),\ k \in \mathbb{R}.

a) Seja A o ponto da reta r cuja ordenada é igual a 4. Determine uma equação do plano que é paralelo ao plano \alpha e que passa pelo ponto A. Apresente essa equação na forma ax+by+cz+d = 0.

b) Seja P o ponto de interseção da reta r com o plano \alpha. Determine as coordenadas do ponto P.

Item 222 construçãoExame 2020 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um cilindro reto.

x y z A B C
O eixo do cilindro é o segmento [AB].

Sabe-se que: o ponto A pertence ao eixo Oy e é o centro de uma das bases do cilindro, e o ponto B pertence ao eixo Ox e é o centro da outra base; o ponto C pertence à circunferência de centro B que delimita uma das bases do cilindro; o plano ABC é definido pela equação 3x+4y+4z-12 = 0.

Resolva os itens seguintes sem recorrer à calculadora.

a) Determine \overline{BC}, sabendo que o volume do cilindro é igual a 10\pi.

b) Seja P o ponto de coordenadas (3,\,5,\,6). Determine as coordenadas do ponto do plano ABC que se encontra mais próximo do ponto P.

Item 223 construçãoExame 2020 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH] (o ponto H não está representado na figura).

x y z E A B F H D C G
O cubo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o ponto A tem coordenadas (7,\,1,\,4); o ponto G tem coordenadas (5,\,3,\,6); a reta AE é definida pela equação vetorial (x,y,z) = (7,\,1,\,4)+k(3,\,-6,\,2),\ k \in \mathbb{R}.

Resolva o item seguinte sem recorrer à calculadora.

Determine uma equação do plano EFG. Apresente essa equação na forma ax+by+cz+d = 0.

Item 224 construçãoExame 2020 · Época especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um cubo [ABCDEFGH] em que cada aresta é paralela a um dos eixos coordenados.

x y z G F E H B A D C
O cubo do item, com [BG] paralela a Oz.

Sabe-se que: o vértice B tem coordenadas (0,\,2,\,4); o vetor \overrightarrow{BE} tem coordenadas (2,\,2,\,-2); a aresta [BG] é paralela ao eixo Oz.

Seja \alpha o plano que passa por G e é perpendicular à reta OE.

Sejam P, Q e R os pontos de \alpha que pertencem aos eixos coordenados.

Determine o volume da pirâmide [OPQR].

Item 225 construçãoExame 2021 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um paralelepípedo retângulo [ABCDEFGH].

x y z A B C D F G H E
O paralelepípedo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o vértice A pertence ao eixo Ox e o vértice B pertence ao eixo Oy; as coordenadas dos vértices E e G são (7,\,2,\,15) e (6,\,10,\,13), respetivamente; a reta EF é definida pela equação (x,y,z) = (1,\,-2,\,19)+k(-3,\,-2,\,2),\ k \in \mathbb{R}.

a) Qual das equações seguintes define uma reta perpendicular à reta EF e que passa no ponto E?

  • (A)(x,y,z) = (7,-3,3)+k(-2,3,0),\ k \in \mathbb{R}
  • (B)(x,y,z) = (7,2,15)+k(0,3,-3),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)(x,y,z) = (7,-10,3)+k(0,3,3),\ k \in \mathbb{R}
  • (D)(x,y,z) = (7,2,3)+k(2,0,-3),\ k \in \mathbb{R}

b) Determine, sem recorrer à calculadora, a equação reduzida da superfície esférica de centro no ponto B e que passa no ponto D.

Item 226 construçãoExame 2021 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um trapézio [PQRS], de bases [PQ] e [RS], em que o lado [PS] é perpendicular às bases.

x y z P Q R S
As bases [PQ] e [RS] são paralelas.

Tem-se P(1,\,-1,\,2), Q(-2,\,1,\,1) e R(-5,\,5,\,-3).

Determine uma equação do plano perpendicular à reta RS e que passa no ponto P.

Apresente essa equação na forma ax+by+cz+d = 0.

Item 227 escolha múltiplaExame 2021 · Época especial

Na figura, está representada, num referencial o.n. Oxyz, a pirâmide regular de base quadrada [ABCD] e vértice E.

x y z A B C D E
A base está no plano xOz; o vértice E tem ordenada 6.

Sabe-se que: a base da pirâmide está contida no plano xOz; o vértice A pertence ao semieixo positivo Oz e o vértice B pertence ao semieixo negativo Ox; o vértice E tem coordenadas (-2,\,6,\,2); o vetor \overrightarrow{BE} tem coordenadas (-1,\,6,\,2); o volume da pirâmide é 20.

Seja \alpha o plano perpendicular à reta BE e que passa no ponto de coordenadas (1,\,0,\,1).

Qual das equações seguintes é uma equação do plano \alpha?

  • (A)-x+6y+2z = 0
  • (B)x+6y+2z-3 = 0
  • (C)x-6y-2z+1 = 0
  • (D)2x-y+4z-5 = 0
Item 228 construçãoExame 2022 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cone reto de vértice V e base de centro no ponto A.

x y z A V
O cone do item, à escala: raio 3 e base num plano oblíquo.

Sabe-se que: o ponto V pertence ao eixo Oz, e o ponto A pertence ao eixo Oy; a base do cone tem raio 3 e está contida no plano definido por 4y-3z = 16.

a) Qual das seguintes equações define um plano perpendicular ao plano que contém a base do cone e que passa no ponto de coordenadas (1,\,2,\,-1)?

  • (A)4y-3z = 11
  • (B)3x+4y+z = 10
  • (C)3y+4z = 8
  • (D)x+3y+4z = 3

b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine o volume do cone.

Item 229 construçãoExame 2022 · 2.ª Fase

Na figura, está representado o cubo [ABCDEFGH].

G B A H F C D E
O cubo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Fixado um determinado referencial o.n. Oxyz, tem-se A(-2,\,5,\,0), B(1,\,-1,\,2) e C(3,\,2,\,8).

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Sabe-se que o vértice E do cubo pertence à reta definida pela equação

(x,y,z) = (0,\,0,\,3)+k(1,\,-1,\,-1), \quad k \in \mathbb{R}

Determine as coordenadas do vértice E.

Item 230 construçãoExame 2022 · Época especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o prisma hexagonal reto [ABCDEFGHIJKL], cujas bases são hexágonos regulares.

x y z A B C D E F H I J K L G
Cada vértice da base de cima fica sobre o correspondente da base de baixo: H sobre A, I sobre B, …, G sobre F. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: os vértices A e B pertencem ao semieixo positivo Ox, e o vértice F pertence ao semieixo positivo Oy; o plano BCJ é definido pela equação 3x-\sqrt{3}\,y-6 = 0; o centro do prisma, ponto equidistante de todos os seus vértices, é o ponto M\left(\dfrac{4}{3},\ \dfrac{2\sqrt{3}}{3},\ 2\right).

a) Qual das seguintes equações define o plano que contém a face [GHIJKL]?

  • (A)z = 2
  • (B)z = 4
  • (C)x = \tfrac{4}{3}
  • (D)x = \tfrac{8}{3}

b) Determine, sem recorrer à calculadora, uma equação cartesiana do plano LEF. Apresente a equação na forma ax+by+cz+d = 0.

Item 231 construçãoExame 2023 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o prisma triangular reto [OABCDE], de bases [ABC] e [OED].

x y z A B C O E D
As bases estão inscritas em semicircunferências. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: as bases do prisma estão inscritas em semicircunferências, respetivamente, de diâmetros [AB] e [OE]; os vértices A e E do prisma pertencem, respetivamente, aos semieixos positivos Ox e Oy; \overline{OE} = 12{,}5; a reta AC é definida pela equação vetorial (x,y,z) = (10,\,0,\,0)+k(0,\,4,\,3),\ k \in \mathbb{R}.

a) Qual das seguintes equações vetoriais define a reta OD?

  • (A)(x,y,z) = (0,6,8)+k\left(0,2,\tfrac{3}{2}\right),\ k \in \mathbb{R}
  • (B)(x,y,z) = (0,-4,-3)+k\left(0,2,\tfrac{3}{2}\right),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)(x,y,z) = (0,-4,-3)+k(0,3,-4),\ k \in \mathbb{R}
  • (D)(x,y,z) = (0,6,8)+k(0,3,-4),\ k \in \mathbb{R}

b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do ponto C.

Item 232 construçãoExame 2023 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma hexagonal reto [ABCDEFGHIJKL], de bases [ABCDEF] e [GHIJKL].

x y z A B C D E F H I J K L G
Cada vértice da base de cima é o correspondente do vértice da base de baixo que lhe fica por baixo: H sobre A, I sobre B, e assim por diante — e G sobre F. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: as coordenadas dos vértices A e G do prisma são, respetivamente, (4,\,0,\,0) e \left(12,\,\dfrac{13}{2},\,2\right); a reta EL é definida pela equação vetorial (x,y,z) = (-2,\,-8,\,4)+k(3,\,4,\,0),\ k \in \mathbb{R}.

Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do vértice F do prisma.

Item 233 construçãoExame 2023 · Época especial

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o prisma triangular reto [OABCDE], de bases [OAB] e [CDE].

x y z O A B D E C
O prisma do item, à escala.

Sabe-se que: as coordenadas do ponto A são \left(2\sqrt{3},\,6,\,0\right); o ponto B pertence ao plano mediador do segmento de reta [OA]; a reta AB é definida pela equação vetorial (x,y,z) = (0,\,16,\,0)+k\left(\sqrt{3},\,-5,\,0\right),\ k \in \mathbb{R}; o ponto D pertence ao eixo Oz e tem cota 5.

a) Qual das seguintes equações define o plano que passa no ponto A e é perpendicular ao eixo Ox?

  • (A)z = 0
  • (B)y = 6
  • (C)x = 2\sqrt{3}
  • (D)x+y+z = 0

b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine o volume do prisma [OABCDE].

Item 234 escolha múltiplaExame 2024 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma reto [ABCDEFGH], de bases [ABCD] e [EFGH].

x y z A B C D E F G H
As bases [ABCD] e [EFGH] são trapézios retângulos. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: as bases do prisma são trapézios retângulos; o ponto A tem coordenadas (4,\,-4,\,-3), e o ponto B tem a ordenada igual ao dobro da abcissa; uma equação da reta BC é (x,y,z) = (3,\,5,\,1)+k(2,\,3,\,6),\ k \in \mathbb{R}.

Qual das equações seguintes é uma equação do plano ABF?

  • (A)2x+3y+6z+22 = 0
  • (B)2x+3y+6z-20 = 0
  • (C)3x-2y-20 = 0
  • (D)3x-2y-22 = 0
Item 235 construçãoExame 2024 · Época especial

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, um cone reto de vértice V.

x y z A B V M
A base está no plano x+2y-8 = 0, que é vertical, e [AB] é um diâmetro; M é o centro e [MV] o eixo. Esta figura é vista de outro ângulo que as restantes do capítulo: na projeção habitual o cone aponta quase para quem olha, e ficava um disco com um ponto lá dentro. Os eixos vão desenhados para se poder ler a posição. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: a base do cone interseta o semieixo positivo Ox no ponto A e o semieixo positivo Oy no ponto B; o segmento de reta [AB] é um diâmetro da base do cone; a base do cone está contida no plano definido pela equação x+2y-8 = 0; a abcissa do ponto V tem menos uma unidade do que a sua ordenada.

a) Qual das seguintes equações define um plano paralelo ao plano que contém a base do cone e que passa no ponto de coordenadas (1,\,-3,\,5)?

  • (A)-2x+y+5 = 0
  • (B)x+2y-10 = 0
  • (C)x+2y+5 = 0
  • (D)x-3y+5 = 0

b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do ponto V.

Item 236 construçãoExame 2025 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, o prisma triangular [ABCDEF].

x y z A B C E F D
As bases são [ABC] e [DEF]. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: os pontos A e B têm coordenadas (4,\,2,\,0) e (2,\,3,\,-3), respetivamente; o ponto C pertence ao plano mediador do segmento de reta [AB]; a reta DF é definida pela equação vetorial (x,y,z) = (-7,\,4,\,2)+k(1,\,1,\,-5),\ k \in \mathbb{R}.

a) Qual das equações seguintes define uma reta perpendicular à reta DF e que passa no ponto A?

  • (A)(x,y,z) = (-1,2,1)+k(5,0,-1),\ k \in \mathbb{R}
  • (B)(x,y,z) = (4,-3,-1)+k(0,5,1),\ k \in \mathbb{R}
  • (C)(x,y,z) = (-6,2,-2)+k(5,0,-1),\ k \in \mathbb{R}
  • (D)(x,y,z) = (4,8,-2)+k(0,5,1),\ k \in \mathbb{R}

b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do ponto C.

Item 237 construçãoExame 2025 · 2.ª Fase

Na figura, está representada, em referencial o.n. Oxyz, a pirâmide regular de base quadrada [ABCD] e vértice V.

x y z A B C D V
A pirâmide do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: \overline{AB} = \sqrt{6}; o centro da base da pirâmide, M, tem coordenadas (2,\,-1,\,3); o ponto V tem abcissa positiva; o plano ABC é definido pela equação 2x-y+z-8 = 0; o volume da pirâmide é 4\sqrt{6}.

Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do ponto V.

Item 238 construçãoExame 2025 · Época especial

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o prisma reto de bases quadradas [ABCDEFGH].

x y z A B C D F G H E
As bases são quadrados. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: a base [ABCD] está contida no plano de equação x = 3; o vértice F tem coordenadas (-9,\,0,\,2); o plano CDE é definido pela equação 5y+2z-62 = 0.

a) Em qual das opções seguintes se apresentam as coordenadas de um ponto pertencente à reta CD?

  • (A)(3,\,4,\,21)
  • (B)(3,\,6,\,18)
  • (C)(2,\,4,\,21)
  • (D)(2,\,6,\,18)

b) Determine, sem recorrer à calculadora, o volume do prisma [ABCDEFGH].

Item 239 escolha múltiplaExame 2026 · 1.ª Fase

Na figura, está representado, num referencial o.n. Oxyz, um paralelepípedo retângulo [ABCDEFGH].

x y z A B C D E F G H
O paralelepípedo do item, nas coordenadas do enunciado: A em Ox, B em Oy, e as arestas oblíquas aos eixos. [DH] é uma diagonal da face de cima, não uma aresta. Vista de outro ângulo que as restantes figuras: na projeção habitual as arestas laterais apontam quase para quem olha e o sólido achatava-se numa face só.

Sabe-se que: o ponto A pertence ao eixo Ox e o ponto B pertence ao eixo Oy; o ponto C tem coordenadas (0,\,6,\,4) e o ponto G tem coordenadas (6,\,9,\,0); a reta DH é definida pela equação (x,y,z) = (2,\,-3,\,4)+k(1,\,3,\,0),\ k \in \mathbb{R}.

Qual das equações seguintes define o plano perpendicular à reta DH e que passa no ponto G?

  • (A)3x-y-9 = 0
  • (B)x+3y-33 = 0
  • (C)6x-2y+27 = 0
  • (D)2x+6y+15 = 0
Item 240 construçãoExame 2026 · 2.ª Fase

Na figura, está representado, em referencial o.n. Oxyz, o cubo [ABCDEFGH].

x y z C B A D F G H E
O cubo do item. A figura é esquemática: serve para ler a rotulagem dos vértices.

Sabe-se que: o ponto A tem coordenadas (-3,\,5,\,2); o plano BCF é definido pela equação -3x+6y-2z+14 = 0.

Determine, sem recorrer à calculadora, o volume do cubo [ABCDEFGH].

Dois testes: os vetores normais são colineares? E o produto escalar é nulo? Se falharem os dois, os planos são concorrentes não perpendiculares.

  1. Os vetores normais são \vec{u} = (1,\,-1,\,1) e \vec{v} = (2,\,2,\,2).
  2. São colineares? Não: \vec{v} = 2(1,1,1) \ne \lambda(1,-1,1) para \lambda nenhum. Logo os planos não são paralelos nem coincidentes — ficam de fora a (A) e a (B).
  3. São perpendiculares? \vec{u}\cdot\vec{v} = 2-2+2 = 2 \ne 0, logo os planos não são perpendiculares — fica de fora a (D).
  4. Sobra a opção (C): os planos são concorrentes não perpendiculares.O 2 em vez de 0 não é «quase perpendicular» — o ângulo dos dois planos é \cos^{-1}\dfrac{2}{\sqrt{3}\times 2\sqrt{3}} = \cos^{-1}\dfrac13 \approx 70{,}5°. Mas o item não pede o ângulo: só a classificação.
RespostaOpção (C)

Um vetor é perpendicular a um plano quando é perpendicular a dois vetores não colineares desse plano. Escolha \overrightarrow{BA} e \overrightarrow{BD}.

  1. O ponto B. É o outro extremo do diâmetro [BC], contido em Oy e com centro na origem: B(0,\,5,\,0). (O raio da base é 5, e de facto \|(4,3,0)\| = 5 ✓)
  2. O ponto D. Está na reta que passa em B e é paralela a Oz, logo tem a abcissa e a ordenada de B: D(0,\,5,\,d), \quad d > 0.
  3. Dois vetores do plano ABD, não colineares: \overrightarrow{BA} = A-B = (4,\,-2,\,0), \qquad \overrightarrow{BD} = (0,\,0,\,d).
  4. O vetor \overrightarrow{AC}: \overrightarrow{AC} = C-A = (0,-5,0)-(4,3,0) = (-4,\,-8,\,0).
  5. Os dois produtos escalares: \overrightarrow{AC}\cdot\overrightarrow{BA} = (-4)(4)+(-8)(-2)+0 = -16+16 = 0 \ ✓ \overrightarrow{AC}\cdot\overrightarrow{BD} = 0+0+0\times d = 0 \ ✓ Sendo perpendicular a dois vetores não colineares do plano, \overrightarrow{AC} é perpendicular ao plano ABD. \square
  6. A equação. Com \overrightarrow{AC} = (-4,\,-8,\,0) por vetor normal e passando em B(0,\,5,\,0): -4x-8y = k, \qquad -8\times 5 = k \ \Leftrightarrow\ k = -40, -4x-8y = -40 \quad\Leftrightarrow\quad x+2y = 10.A resolução da ficha de origem escreve, no primeiro produto escalar, -12+16 = 0, quando é -16+16 = 0. O resultado está certo; a linha do meio não. Vale a pena refazer as contas mesmo quando a resolução vem ao lado — foi assim que este erro apareceu.
Resposta\overrightarrow{AC}\cdot\overrightarrow{BA} = \overrightarrow{AC}\cdot\overrightarrow{BD} = 0; o plano é x+2y = 10

Três pontos não colineares definem um plano. Descubra as coordenadas de R — a base é um quadrado centrado na origem — e verifique os três.

  1. Onde está a base. A pirâmide é regular, a base está no plano xOy e o vértice está no eixo Oz; logo o centro da base é a origem. Com Q(2,\,2,\,0), o quadrado tem os vértices (\pm 2,\,\pm 2,\,0).
  2. O vértice R. A aresta [QR] é a que se segue a [PQ]; como [PQ] é paralela a Oy, a aresta [QR] é paralela a Ox, logo R tem a mesma ordenada de Q e abcissa simétrica: R(-2,\,2,\,0).
  3. O vértice V. Está em Oz com cota 6: V(0,\,0,\,6).
  4. Verificação dos três pontos na equação 3y+z = 6:

    Q(2,2,0): 3(2)+0 = 6 R(-2,2,0): 3(2)+0 = 6 V(0,0,6): 3(0)+6 = 6

  5. Os três pontos não são colineares (Q e R estão no plano xOy, V não), logo definem um único plano — e esse plano é 3y+z = 6. \squareNote-se que a equação não tem termo em x: o plano é paralelo ao eixo Ox, o que se percebe porque contém a aresta [QR], que é paralela a esse eixo.
RespostaO plano QRV é 3y+z = 6

Dois planos são perpendiculares quando os vetores normais são perpendiculares. Calcule os quatro produtos escalares.

  1. (A) (1,1,0)\cdot(1,1,0) = 2 \ne 0 — de facto os dois planos são paralelos (mesmo vetor normal) ✗
  2. (B) (-1,1,-1)\cdot(3,2,2) = -3+2-2 = -3 \ne 0
  3. (C) A primeira equação escreve-se x-y+0z = 0, com normal (1,-1,0); a segunda tem normal (0,0,1): (1,\,-1,\,0)\cdot(0,\,0,\,1) = 0 \ ✓
  4. (D) (2,2,1)\cdot(1,0,-3) = 2+0-3 = -1 \ne 0
  5. A opção correta é a (C).Faz sentido sem contas: z = 0 é o plano xOy, e x = y é um plano vertical (não tem z). Todo o plano vertical é perpendicular ao plano xOy.
RespostaOpção (C)

Siga a nota: o plano é perpendicular ao raio que vai do centro ao ponto de tangência. Esse raio dá o vetor normal.

  1. Seja C(3,\,9,\,3) o centro e T(1,\,8,\,1) o ponto de tangência. O plano tangente é perpendicular ao raio [TC], logo \overrightarrow{TC} = C-T = (3-1,\ 9-8,\ 3-1) = (2,\,1,\,2) é um vetor normal do plano.
  2. Confirmação de que T está mesmo na superfície esférica: \|\overrightarrow{TC}\| = \sqrt{4+1+4} = 3, \quad\text{o raio} \ ✓
  3. O plano é da forma 2x+y+2z = d, e passa em T(1,\,8,\,1): 2+8+2 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = 12.
  4. 2x+y+2z = 12.Toda a descrição da caixa — o cilindro, a outra bola, os planos das bases — é cenário: o item resolve-se com o centro, o ponto de tangência e a nota do enunciado. Ler primeiro a pergunta poupa tempo em itens assim.
Resposta2x+y+2z = 12

Planos estritamente paralelos não têm ponto algum em comum. E num plano cabem retas em muitas direções diferentes.

  1. (A) Falsa. Em \beta há retas em direções diferentes — por exemplo, duas perpendiculares entre si. Uma reta de \alpha não pode ser paralela às duas ao mesmo tempo.
  2. (B) Falsa. Os planos não têm ponto comum, logo uma reta contida em \alpha não tem ponto algum em \beta: nunca o interseta.
  3. (C) Falsa. Os dois planos têm o mesmo vetor normal (a menos de um múltiplo), logo toda a reta perpendicular a \alpha é também perpendicular a \beta.
  4. (D) Verdadeira. Dada uma reta r \subset \alpha, todas as retas de \beta com a direção de r lhe são paralelas — e há infinitas, uma por cada ponto de \beta.
  5. A opção correta é a (D).A imagem: dois andares de um prédio. Uma risca desenhada no teto do primeiro tem, no teto do segundo, uma infinidade de riscas paralelas — todas as que apontam na mesma direção.
RespostaOpção (D)

A condição x = y = z descreve os pontos da forma (t,\,t,\,t): qual é o vetor diretor?

  1. A condição x = y = z define a reta dos pontos (t,\,t,\,t), com t \in \mathbb{R}: passa na origem e tem vetor diretor \vec{u} = (1,\,1,\,1).
  2. Um vetor normal do plano é \vec{v} = (2,\,2,\,2) = 2\vec{u}.
  3. Os vetores são colineares, logo a reta é perpendicular ao plano. A opção correta é a (A).
  4. Onde é que se cruzam? Substituindo (t,t,t): 6t = 5 \Leftrightarrow t = \frac56, logo o ponto de interseção é \left(\frac56,\frac56,\frac56\right).Cuidado com o reflexo de calcular o produto escalar: aqui ele vale 6 \ne 0, o que apenas garante que a reta não é paralela ao plano. Para a perpendicularidade o que interessa é a colinearidade dos vetores.
RespostaOpção (A)

Uma reta fica determinada por dois pontos. Se ambos pertencerem ao plano, a reta toda pertence.

  1. Uma reta está contida num plano se e só se dois dos seus pontos pertencerem ao plano (um plano contém toda a reta que passa por dois dos seus pontos).
  2. Verificando A(5,\,0,\,0): 5+2(0)-0 = 5 \ ✓
  3. Verificando B(0,\,3,\,1): 0+2(3)-1 = 5 \ ✓
  4. Os dois pontos pertencem ao plano, logo a reta AB está nele contida. \squareUma segunda leitura, com vetores: \overrightarrow{AB} = (-5,\,3,\,1) e o vetor normal do plano é (1,\,2,\,-1); o produto escalar é -5+6-1 = 0, logo a reta é paralela ao plano. Juntando que A lhe pertence, a reta está contida no plano. As duas vias valem; a primeira é mais curta.
RespostaA e B verificam a equação, logo AB está contida no plano

Compare o vetor normal de \alpha com o do plano xOy (que é z = 0) e com a direção do eixo Ox.

  1. Um vetor normal de \alpha é \vec{u} = (1,\,1,\,0); o plano xOy tem equação z = 0 e vetor normal \vec{v} = (0,\,0,\,1).
  2. \vec{u}\cdot\vec{v} = 0+0+0 = 0, logo os vetores normais são perpendiculares e os planos também: \alpha é perpendicular ao plano xOy. A opção correta é a (B).
  3. Porque falham as outras. (A) seria preciso \vec{u} colinear com (0,0,1) — não é. (C): o eixo Ox tem direção (1,0,0) e \vec{u}\cdot(1,0,0) = 1 \ne 0, logo o eixo não é paralelo a \alpha. (D) exigiria \vec{u} colinear com (1,0,0) — não é.Regra de leitura rápida: um plano cuja equação não tem z é vertical — paralelo ao eixo Oz e perpendicular ao plano xOy. O mesmo vale, mutatis mutandis, para as outras variáveis em falta.
RespostaOpção (B)

Duas retas concorrentes definem sempre um plano. Depois, para mostrar que a equação dada define esse plano, basta verificar que os três pontos a satisfazem — e que não são colineares.

  1. Complanaridade. As retas AB e BC têm o ponto B em comum e são distintas (a primeira contém A, que não pertence à segunda). Duas retas concorrentes são sempre complanares, e definem um único plano: o plano ABC.
  2. Os três pontos não são colineares. \overrightarrow{BA} = (10,\,-2,\,-1), \qquad \overrightarrow{BC} = (0,\,3,\,-1), que não são colineares (a primeira coordenada de um é 10 e a do outro é 0). Logo definem mesmo um plano.
  3. Os três pontos verificam a equação dada.

    A(10,0,0): 10+0+0 = 10 B(0,2,1): 0+4+6 = 10 C(0,5,0): 0+10+0 = 10

  4. Como três pontos não colineares definem um único plano, e os três pertencem ao plano de equação x+2y+6z = 10, esse plano é \alpha. \squareÉ o argumento-chave nestes itens de «mostre que a equação define o plano»: unicidade. Não é preciso deduzir a equação — basta verificar os três pontos e invocar que o plano por eles definido é único.
Resposta\alpha: x+2y+6z = 10

Cada um dos três pontos A, B e V está num semieixo: basta anular as outras duas coordenadas na equação do plano.

  1. O ponto A. Está no semieixo positivo Ox, logo tem ordenada e cota nulas. Como pertence ao plano ABV: 4x = 12 \quad\Leftrightarrow\quad x = 3 \quad\Rightarrow\quad A(3,\,0,\,0). Como o centro da base é a origem, o raio é \overline{OA} = 3. \square
  2. O vértice V. Está no semieixo positivo Oz: 3z = 12 \quad\Leftrightarrow\quad z = 4 \quad\Rightarrow\quad V(0,\,0,\,4). A altura do cone é \overline{OV} = 4. \square
  3. Confirmação com B. Está no semieixo positivo Oy: 4y = 12 \Leftrightarrow y = 3, logo B(0,\,3,\,0) — e \overline{OB} = 3, o raio, como tem de ser ✓Os três traços de um plano nos eixos lêem-se sempre assim, e é por isso que a forma \dfrac{x}{p}+\dfrac{y}{q}+\dfrac{z}{r} = 1 é tão prática: aqui seria \dfrac{x}{3}+\dfrac{y}{3}+\dfrac{z}{4} = 1, com os traços à vista.
RespostaRaio 3 e altura 4

A reta de interseção está contida em \beta. O que se pode dizer de uma reta paralela a algo que está dentro de um plano?

  1. (B) A reta de interseção i está contida em \beta. Uma reta paralela a i é paralela a uma reta de \beta, logo é paralela ao plano \beta (ou está nele contida — e, na convenção habitual do secundário, também aí se diz paralela). Verdadeira.
  2. (A) Falsa: a própria reta i é paralela a \alpha no sentido lato — mas basta pensar numa reta de \alpha perpendicular a i: é paralela a \alpha e perpendicular a \beta.
  3. (C) Falsa: uma reta perpendicular a \alpha tem a direção do vetor normal \vec{a}, e como \vec{a} \perp \vec{b}, essa reta é paralela a \beta, não perpendicular.
  4. (D) Falsa: há muitas retas perpendiculares a i, em direções diferentes — as de \alpha, as de \beta, e outras. Nem todas são perpendiculares a \beta.
  5. A opção correta é a (B).Nestes itens sem coordenadas, a imagem que resolve quase tudo é a de uma porta aberta: o chão é \alpha, a porta é \beta, e a dobradiça é a reta de interseção. A (C) fica clara de imediato — uma reta vertical (perpendicular ao chão) é paralela à porta.
RespostaOpção (B)

a) Q é o vértice da base oposto a O: tem abcissa e ordenada iguais à aresta, e cota nula.

b) Uma reta está contida num plano quando dois dos seus pontos lá estão.

  1. Onde estão os vértices. Três faces do cubo estão nos planos coordenados, logo O é a origem e as três arestas que dele saem estão sobre os eixos. Sendo a a aresta: R(a,0,0),\quad P(0,a,0),\quad S(0,0,a),\quad Q(a,a,0),\quad V(a,0,a),\quad T(0,a,a),\quad U(a,a,a).
  2. a) Q(a,\,a,\,0) pertence ao plano VTQ: a+a+0 = 6 \quad\Leftrightarrow\quad a = 3, e o volume é V = 3^{3} = 27. \square Confirmação: V(3,0,3)3+0+3 = 6 ✓ e T(0,3,3)0+3+3 = 6
  3. b) O plano \alpha é paralelo a VTQ, logo tem o mesmo vetor normal (1,\,1,\,1): x+y+z = d. Como S(0,\,0,\,3) lhe pertence, d = 3, ou seja \alpha: x+y+z = 3.
  4. Verificando os dois extremos da reta RP:

    R(3,\,0,\,0): 3+0+0 = 3 P(0,\,3,\,0): 0+3+0 = 3

  5. Dois pontos distintos de uma reta pertencem a \alpha, logo toda a reta RP está contida em \alpha. \squareA ficha de origem escreve, nesta segunda alínea, «como a medida da aresta do cubo é 6», e usa S(0,0,6), R(6,0,0) e P(0,6,0) — em contradição com a alínea anterior, onde acabara de mostrar que a aresta é 3. A conclusão mantém-se (a reta está contida no plano), mas os números intermédios estão errados; acima estão corrigidos.
Respostaa) V = 27 · b) \alpha: x+y+z = 3 contém R e P

A aresta [AE] é perpendicular à face [ABCD]. Escreva o plano dessa face e depois faça x = y = 0.

  1. O plano da face [ABCD]. A aresta [AE] é perpendicular a essa face, logo \overrightarrow{AE} = E-A = (1-3,\ 2-5,\ -3-3) = (-2,\,-3,\,-6) é um vetor normal do plano: -2x-3y-6z = d.
  2. Com A(3,\,5,\,3): -6-15-18 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = -39, ou seja, multiplicando por -1, 2x+3y+6z = 39. Confirmação com D: -6+9+36 = 39
  3. O ponto P. Está no eixo Oz, logo tem abcissa e ordenada nulas: 6z = 39 \quad\Leftrightarrow\quad z = \frac{39}{6} = \frac{13}{2}.
  4. P\left(0,\,0,\,\frac{13}{2}\right).A aresta do cubo é \|\overrightarrow{AE}\| = \sqrt{4+9+36} = 7 — e \overrightarrow{AD} = (-6,-2,3) também tem norma 7 e é perpendicular a \overrightarrow{AE} (12+6-18 = 0). São confirmações rápidas de que os dados são coerentes.
RespostaP\left(0,\,0,\,\dfrac{13}{2}\right)

Um ponto da reta de interseção verifica as duas equações. Substitua e veja qual passa nos dois testes.

  1. Um ponto pertence à reta de interseção se e só se verifica as duas equações.

    (A) (5,5,0): 5-5+0 = 0 \ne 1 (B) (1,0,0): 1-0+0 = 1 ✓, mas 1+0-0 = 1 \ne 7 (C) (0,0,-1): 0-0-3 = -3 \ne 1 (D) (4,3,0): 4-3+0 = 1 ✓ e 4+3-0 = 7

  2. A opção correta é a (D).Somando as duas equações obtém-se 2x-4z = 8, ou x = 4+2z; subtraindo, -2y+10z = -6, ou y = 3+5z. A reta é então (x,y,z) = (4,\,3,\,0)+z(2,\,5,\,1) — e vê-se de imediato que (4,3,0) lhe pertence. É a maneira geral de passar de duas equações cartesianas a uma equação vetorial.
RespostaOpção (D)

a) A reta OT é perpendicular ao plano da secção, logo tem a direção do vetor normal. E a ordenada de T é a de R.

b) Q é a projeção de T no plano xOy.

  1. a) A reta OT é perpendicular ao plano ABC, logo o vetor normal desse plano, \vec{v} = (2,\,3,\,1), é um vetor diretor de OT. Como a reta passa na origem: (x,y,z) = \lambda(2,\,3,\,1), \quad \lambda \in \mathbb{R}.
  2. T é o vértice oposto a O. O plano RQT é paralelo a xOz e contém R, cuja ordenada é 6; logo T tem ordenada 6: 3\lambda = 6 \quad\Leftrightarrow\quad \lambda = 2.
  3. Substituindo, T(4,\,6,\,2), como se pretendia. \square

    (E daí as arestas: \overline{OP} = 4, \overline{OR} = 6, \overline{OV} = 2.)

  4. b) Um plano paralelo a ABC tem o mesmo vetor normal: 2x+3y+z = d.
  5. Q é o vértice da base oposto a O, logo tem a abcissa e a ordenada de T e cota nula: Q(4,\,6,\,0). Substituindo: 8+18+0 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = 26.
  6. 2x+3y+z = 26.O valor 22 da secção fica entre 0 (o plano paralelo por O) e 28 (o que passa por T): é isso que garante que o plano corta mesmo o sólido, e não passa ao lado.
Respostaa) T(4,\,6,\,2) · b) 2x+3y+z = 26

O plano x = y é o plano bissetor que contém o eixo Oz. Refletir nele troca a abcissa com a ordenada.

  1. O plano x = y contém todos os pontos cuja abcissa é igual à ordenada — em particular a origem e todo o eixo Oz. É o plano bissetor que «espelha» Ox em Oy.
  2. A reflexão nesse plano troca a abcissa com a ordenada e deixa a cota: (a,\,b,\,c) \longmapsto (b,\,a,\,c).
  3. Logo o simétrico de P(1,\,0,\,0) é (0,\,1,\,0): a opção correta é a (D).
  4. Confirmação. O ponto médio de [PD] é \left(\frac12,\frac12,0\right), que pertence ao plano ✓; e \overrightarrow{PD} = (-1,\,1,\,0) é colinear com o vetor normal (1,\,-1,\,0)Estes dois testes — ponto médio no plano e segmento perpendicular ao plano — são a definição de simétrico, e servem para confirmar qualquer reflexão, mesmo quando o plano não é «bonito».
RespostaOpção (D)

A reta de interseção está contida nos dois planos ao mesmo tempo. E um vetor normal a um plano é perpendicular a tudo o que esse plano contém.

  1. A reta de interseção está contida no plano \alpha. Como \vec{a} é normal a \alpha, é perpendicular a qualquer direção contida em \alpha — em particular a \vec{r}.
  2. Pelo mesmo argumento com \beta, \vec{r} é perpendicular a \vec{b}.
  3. A opção correta é a (D).Este resultado é a receita prática para achar a direção da reta de interseção de dois planos: procura-se um vetor perpendicular aos dois vetores normais. Com o produto externo obtém-se de imediato — mas mesmo sem ele, basta resolver o sistema \vec{r}\cdot\vec{a} = 0 \wedge \vec{r}\cdot\vec{b} = 0.
RespostaOpção (D)

O vértice é o ponto onde a geratriz encontra o eixo Ox — ou seja, o ponto de r com ordenada e cota nulas.

  1. O vértice. Está no eixo Ox, logo é o ponto de r com ordenada nula. Um ponto genérico de r é (3k,\ 3-k,\ 0): 3-k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 3 \quad\Rightarrow\quad V(9,\,0,\,0). (A cota é sempre nula, porque a terceira componente do vetor diretor é 0.)
  2. O plano. É perpendicular a r, logo o vetor diretor \vec{v} = (3,\,-1,\,0) é vetor normal: 3x-y+0z = d.
  3. Com V(9,\,0,\,0): 27-0 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = 27.
  4. 3x-y = 27.A reta r parte de (0,3,0), que é um ponto da circunferência da base (raio 3, no plano yOz), e chega a V(9,0,0): é mesmo uma geratriz. A altura do cone é 9 e a geratriz mede \sqrt{81+9} = 3\sqrt{10}.
Resposta3x-y = 27

A primeira condição é uma superfície esférica e a segunda um plano. Onde é que o centro da esfera fica em relação a esse plano?

  1. A primeira condição define a superfície esférica de centro C(1,\,1,\,1) e raio 5.
  2. A segunda, x = y, escreve-se x-y+0z = 0: é um plano que contém a origem e tem vetor normal (1,\,-1,\,0).
  3. O centro pertence a esse plano, porque tem abcissa igual à ordenada: 1 = 1
  4. Um plano que passa pelo centro de uma superfície esférica interseta-a segundo uma circunferência — de raio máximo, igual ao da esfera. A opção correta é a (A).As outras opções correspondem a outras posições: um ponto, se o plano fosse tangente (distância ao centro igual ao raio); o conjunto vazio, se ficasse mais longe. O segmento de reta nunca aparece — a interseção de uma superfície esférica com um plano é sempre um círculo, um ponto ou nada.
RespostaOpção (A)

a) A altura de uma pirâmide é perpendicular à base — e a origem é um vértice da base.

b) O centro da base é o ponto onde a altura encontra o plano da base.

  1. a) A reta dada contém a altura da pirâmide, que é perpendicular ao plano da base. Logo o seu vetor diretor \vec{v} = (6,\,-8,\,0) é um vetor normal do plano da base: 6x-8y+0z = d.
  2. O vértice O pertence à base, logo 6(0)-8(0) = d, ou seja d = 0: 6x-8y = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 3x-4y = 0. \square
  3. b) O centro da base é o ponto de interseção da reta que contém a altura com o plano da base. Um ponto genérico dessa reta é (7+6k,\ -1-8k,\ 5).
  4. Substituindo na equação da base: 3(7+6k)-4(-1-8k) = 0 \ \Leftrightarrow\ 21+18k+4+32k = 0 \ \Leftrightarrow\ 50k = -25 \ \Leftrightarrow\ k = -\frac{1}{2}.
  5. Substituindo, o ponto é \left(7-3,\ -1+4,\ 5\right) = (4,\,3,\,5), como se pretendia. \squareRepare que o plano da base é vertical (não tem z) e que a altura é horizontal (o vetor diretor tem terceira coordenada nula): a pirâmide está «deitada», apoiada num plano que contém o eixo Oz. Por isso V e o centro da base têm a mesma cota, 5.
Respostaa) 3x-4y = 0 · b) o centro é (4,\,3,\,5)

Escreva as coordenadas de H em função da aresta — é o centro de um quadrado com um vértice na origem e dois lados sobre os eixos.

  1. Seja a a aresta do cubo. A face [OGFE] é um quadrado no plano xOy com O na origem, E(a,\,0,\,0) e G(0,\,a,\,0); o quarto vértice é F(a,\,a,\,0).
  2. O centro dessa face é o ponto médio da diagonal [OF]: H\left(\frac{a}{2},\ \frac{a}{2},\ 0\right).
  3. Como H pertence ao plano x+y = 10: \frac{a}{2}+\frac{a}{2} = 10 \quad\Leftrightarrow\quad a = 10.
  4. A opção correta é a (B).
  5. Confirmação. Com a = 10, os vértices de cima são A(0,0,10), B(0,10,10), C(10,10,10) e D(10,0,10); e de facto B e D verificam x+y = 10A ficha de origem troca dois eixos no enunciado, escrevendo que A pertence a Ox e E a Oy. Com essa leitura o item não fecha: D não ficaria no plano x+y = 10. O enunciado acima está corrigido de acordo com a figura e com a resolução.
RespostaOpção (B)

Primeiro os vetores normais: quais são colineares com (1,\,2,\,-1)? Depois, o ponto.

  1. A direção. O vetor normal de \alpha é (1,\,2,\,-1). Das opções, só a (A), com (1,2,-1), e a (C), com (-1,-2,1) = -(1,2,-1), têm vetores normais colineares com ele. A (B) e a (D) ficam de fora.
  2. O ponto. Testando (0,\,1,\,2):

    (A): 0+2-2 = 0 \ne 1 (C): -0-2+2 = 0

  3. A opção correta é a (C).A equação da (C) escreve-se também x+2y-z = 0, multiplicando tudo por -1: é o plano paralelo a \alpha que passa na origem. Ver isso torna a verificação instantânea.
RespostaOpção (C)

Pense nos vetores: se as duas retas são perpendiculares ao mesmo plano, o que se pode dizer dos seus vetores diretores?

  1. Se uma reta é perpendicular a um plano, o seu vetor diretor é colinear com o vetor normal do plano.
  2. Duas retas perpendiculares ao mesmo plano têm, portanto, vetores diretores colineares com o mesmo vetor normal — e por isso colineares entre si.
  3. Vetores diretores colineares significam retas paralelas. Como as retas são distintas, são estritamente paralelas — logo complanares e não concorrentes.
  4. A opção correta é a (C).A imagem que ajuda: um plano horizontal e duas hastes verticais espetadas nele. Nunca se cruzam, e ficam sempre no mesmo plano vertical.
RespostaOpção (C)

Quando um plano passa pelo centro de uma esfera, a secção é um círculo máximo — de raio igual ao da esfera.

  1. O plano \alpha. É perpendicular à reta, logo o vetor diretor \vec{v} = (1,\,0,\,2) é vetor normal: x+0y+2z = d. Com P(0,\,4,\,3): 0+6 = d, ou seja x+2z = 6.
  2. O centro da esfera. Da condição, C(-2,\,1,\,4) e o raio é \sqrt{3}. Verificando: -2+2\times 4 = -2+8 = 6 \ ✓ O centro pertence ao plano \alpha.
  3. A secção. Um plano que passa pelo centro de uma esfera corta-a segundo um círculo máximo, de raio igual ao da esfera: A = \pi r^{2} = \pi\left(\sqrt{3}\right)^{2} = 3\pi.Se o plano não passasse pelo centro, o raio da secção sairia do Teorema de Pitágoras: r_{\text{sec}}^{2} = r^{2}-d^{2}, com d a distância do centro ao plano. A sugestão do enunciado leva justamente a verificar que d = 0 — e é isso que torna a conta imediata.
RespostaA = 3\pi

Compare os dois vetores normais. Se forem colineares, os planos são paralelos — falta então distinguir «estritamente paralelos» de «coincidentes».

  1. Os vetores normais são \vec{u} = (1,\,1,\,-1) e \vec{v} = (2,\,2,\,-2) = 2\vec{u}: são colineares, logo os planos são paralelos.
  2. Falta saber se são coincidentes. Se fossem, a segunda equação seria um múltiplo exato da primeira — mas 2\times(x+y-z) = 2, e não 1.
  3. Confirmação com um ponto. O ponto (1,\,0,\,0) pertence a \alpha (1+0-0 = 1) mas não a \beta (2 \ne 1).
  4. Os planos são estritamente paralelos, logo não têm ponto algum em comum: a interseção é o conjunto vazio. A opção correta é a (A).Um resumo útil: normais colineares e equações proporcionais \Rightarrow planos coincidentes; normais colineares e equações não proporcionais \Rightarrow estritamente paralelos; normais não colineares \Rightarrow concorrentes, e a interseção é sempre uma reta.
RespostaOpção (A)

a) Mesmo vetor normal, novo termo independente.

b) Dois planos são perpendiculares se e só se os vetores normais são perpendiculares.

  1. a) O plano \alpha tem vetor normal \vec{u} = (1,\,2,\,-2), que serve também para \gamma: x+2y-2z = d.
  2. Com V(1,\,2,\,6): 1+4-12 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = -7. x+2y-2z = -7.
  3. b) Um vetor normal de \beta é \vec{v} = (2,\,-1,\,1). Calculando o produto escalar: \vec{u}\cdot\vec{v} = 1\times 2+2\times(-1)+(-2)\times 1 = 2-2-2 = -2.
  4. Como \vec{u}\cdot\vec{v} \ne 0, os vetores normais não são perpendiculares e, portanto, os planos \alpha e \beta não são perpendiculares.O plano \gamma é tangente ao cone no vértice: contém V e é paralelo à base. É por isso que a distância entre \alpha e \gamma — que vale \dfrac{|11-(-7)|}{3} = 6 — é a altura do cone.
Respostaa) x+2y-2z = -7 · b) Não são perpendiculares (\vec{u}\cdot\vec{v} = -2 \ne 0)

a) A base do prisma é um quadrado com um vértice na origem e dois lados sobre Ox e Oy: a abcissa e a ordenada de P são iguais. A altura é a cota de P, e essa sai da equação do plano.

b) A está em Ox.

  1. a) A base do prisma é um quadrado assente no plano xOy, com um vértice na origem e os dois adjacentes nos semieixos positivos Ox e Oy. Logo P tem abcissa e ordenada iguais: P(a,\,a,\,z_{P}), \qquad A_{\text{base}} = a^{2}.
  2. A altura. É a cota de P, e P pertence ao plano ABC: a+2a+3z_{P} = 9 \ \Leftrightarrow\ 3z_{P} = 9-3a \ \Leftrightarrow\ z_{P} = 3-a. (Com a \in\;]0,3[, esta cota é positiva, como tem de ser.)
  3. V(a) = a^{2}(3-a) = 3a^{2}-a^{3}. \square
  4. b) O ponto A. Está em Ox: x = 9 \quad\Rightarrow\quad A(9,\,0,\,0).
  5. A reta r é perpendicular ao plano, logo tem a direção do vetor normal (1,\,2,\,3): (x,y,z) = (9,\,0,\,0)+\lambda(1,\,2,\,3), \quad \lambda \in \mathbb{R}.A alínea a) monta uma função e é o tipo de problema que reaparece no 12.º ano com derivadas: V'(a) = 6a-3a^{2} = 3a(2-a) anula-se em a = 2, e aí o volume é máximo, V(2) = 4. Vale a pena guardar a expressão para quando essa ferramenta chegar.
Respostaa) V(a) = 3a^{2}-a^{3} · b) (x,y,z) = (9,\,0,\,0)+\lambda(1,\,2,\,3)

a) A lê-se na equação do plano ADV. Depois, \overline{AB} é o lado da base e a cota de V é a altura.

b) Escreva a reta r e veja se existe um valor do parâmetro que dê as três coordenadas de B.

  1. a) O ponto A. Está no eixo Ox e no plano ADV: 6x = 24 \quad\Leftrightarrow\quad x = 4 \quad\Rightarrow\quad A(4,\,0,\,0).
  2. O lado da base. \overline{AB} = \sqrt{(5-4)^{2}+3^{2}} = \sqrt{10}, \qquad A_{\text{base}} = 10.
  3. A altura é a cota de V, que é 6 (a base está em z = 0): V_{\text{pirâmide}} = \frac{1}{3}\times 10\times 6 = 20.
  4. b) A reta r é perpendicular ao plano ADV, logo tem a direção do vetor normal \vec{v} = (6,\,18,\,-5): (x,y,z) = (-1,\,-15,\,5)+\lambda(6,\,18,\,-5), \quad \lambda \in \mathbb{R}.
  5. Impondo que o ponto seja B(5,\,3,\,0): \begin{cases}5 = -1+6\lambda\\ 3 = -15+18\lambda\\ 0 = 5-5\lambda\end{cases} \ \Leftrightarrow\ \begin{cases}\lambda = 1\\ \lambda = 1\\ \lambda = 1\end{cases}
  6. Os três valores coincidem, logo a reta r contém o ponto B.Este é o teste padrão para «o ponto pertence à reta?»: resolver as três equações e ver se dão o mesmo parâmetro. Se duas derem \lambda = 1 e a terceira \lambda = 2, o ponto não pertence — e não basta verificar duas.
Respostaa) V = 20 · b) Sim, B \in r (para \lambda = 1)

O ponto A está no eixo Ox: anule a ordenada e a cota na equação do plano. O vetor diretor é o vetor normal.

  1. O ponto A. Está no eixo Ox, logo tem ordenada e cota nulas: 6x = 12 \quad\Leftrightarrow\quad x = 2 \quad\Rightarrow\quad A(2,\,0,\,0).
  2. A direção. A reta r é perpendicular ao plano, logo tem a direção do vetor normal \vec{v} = (6,\,3,\,4).
  3. (x,y,z) = (2,\,0,\,0)+k(6,\,3,\,4), \quad k \in \mathbb{R}.Os outros dois traços do plano lêem-se do mesmo modo: B(0,\,4,\,0) e C(0,\,0,\,3). Com os três, desenha-se o triângulo que a figura mostra.
Resposta(x,y,z) = (2,\,0,\,0)+k(6,\,3,\,4),\ k \in \mathbb{R}

a) Mesmo vetor normal, novo termo independente — e passar na origem torna esse termo nulo.

b) O volume é o do cubo mais o da pirâmide. A aresta lê-se em U; a altura da pirâmide sai da equação do plano QTV.

  1. a) Um plano paralelo a QTV tem o mesmo vetor normal, (5,\,2,\,2): 5x+2y+2z = d. Passando na origem, d = 0: 5x+2y+2z = 0.
  2. b) O cubo. A face superior está no plano xOy e um dos seus vértices é a origem; U(4,-4,-4) é o vértice oposto na face inferior, logo a aresta é 4 e V_{\text{cubo}} = 4^{3} = 64.
  3. A altura da pirâmide. A base da pirâmide é a face superior do cubo, cujo centro é (2,\,-2,\,0). Como a pirâmide é regular, V(2,\,-2,\,z), e V pertence ao plano QTV: 5(2)+2(-2)+2z = 12 \ \Leftrightarrow\ 10-4+2z = 12 \ \Leftrightarrow\ z = 3. A altura é 3.
  4. V_{\text{pirâmide}} = \frac{1}{3}\times 4^{2}\times 3 = 16.
  5. V_{\text{poliedro}} = 64+16 = 80.O cubo está abaixo do plano xOy (as cotas vão de -4 a 0) e a pirâmide acima. Este item é dos poucos em que o sólido não assenta no primeiro octante — convém ler as coordenadas de U com atenção antes de desenhar o que quer que seja.
Respostaa) 5x+2y+2z = 0 · b) V = 80

Se a reta é paralela ao plano, a sua direção não «fura» o plano — logo o vetor diretor é perpendicular ao vetor normal.

  1. O vetor diretor da reta é \vec{u} = (1,\,1,\,-1) e um vetor normal do plano é \vec{v} = (3,\,3,\,a).
  2. Reta paralela ao plano \Leftrightarrow vetor diretor perpendicular ao vetor normal: \vec{u}\cdot\vec{v} = 0 \ \Leftrightarrow\ 3+3-a = 0 \ \Leftrightarrow\ a = 6.
  3. A opção correta é a (D).
  4. E o «estritamente»? Com a = 6, o ponto (-1,0,3)-3+0+18 = 15 \ne 1, logo a reta não está contida no plano: é estritamente paralela.Vale a pena guardar as duas leituras do produto escalar neste tema: \vec{u}\cdot\vec{v} = 0 significa reta paralela ao plano; \vec{u} colinear com \vec{v} significa reta perpendicular ao plano. É quase o contrário do que a intuição sugere.
RespostaOpção (D)

O plano ABC é o plano da base. A altura da pirâmide é [FE], e é perpendicular à base — logo \overrightarrow{FE} é vetor normal. Falta um ponto do plano: F serve.

  1. O plano ABC contém a base da pirâmide. Como a pirâmide é regular, o segmento [FE], que une o centro da base ao vértice, é perpendicular ao plano da base.
  2. Logo \overrightarrow{FE} = (-1,\,2,\,2) é um vetor normal do plano ABC, que é da forma -x+2y+2z+d = 0.
  3. O ponto F(-2,\,1,\,-1) pertence ao plano (é o centro da base): 2+2-2+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -2, ou seja -x+2y+2z-2 = 0. Multiplicando por -1: x-2y-2z+2 = 0. \square
  4. Confirmação com um vértice. A está na reta EA e no plano da base: (-3+k)-2(3-5k)-2(1+k)+2 = 0 \ \Leftrightarrow\ 9k-9 = 0 \ \Leftrightarrow\ k = 1, logo A(-2,\,-2,\,2). E \overline{FA} = \|(0,-3,3)\| = 3\sqrt{2}, coerente com \|\overrightarrow{FE}\| = 3 numa pirâmide de base quadrada de lado 6.Repare que a reta EA não foi usada na demonstração — só na confirmação. Ela serve as outras alíneas da prova, e é boa prática identificar, antes de começar, quais os dados de que a pergunta precisa.
RespostaO plano ABC é x-2y-2z+2 = 0

a) [FA] é uma aresta perpendicular à face que contém F, G e H.

b) O plano HCD é uma face lateral; a aresta [FE] é-lhe perpendicular. Escreva a reta EF e intersete-a com esse plano.

  1. a) O plano FGH contém a face que passa por F, e [FA] é uma aresta perpendicular a essa face. Logo \overrightarrow{FA} = (2,\,3,\,6) é vetor normal: 2x+3y+6z+d = 0. Com F(1,\,3,\,-4): 2+9-24+d = 0 \Leftrightarrow d = 13. 2x+3y+6z+13 = 0.
  2. Nota: \|\overrightarrow{FA}\| = \sqrt{4+9+36} = 7, logo a aresta do cubo é 7.
  3. b) O plano HCD é uma face do cubo e a aresta [FE] é-lhe perpendicular, logo o vetor normal desse plano, \vec{u} = (6,\,2,\,-3), é um vetor diretor da reta EF. (Confirme: \|\vec{u}\| = \sqrt{36+4+9} = 7, a aresta.)
  4. A reta EF passa em F: (x,y,z) = (1,\,3,\,-4)+k(6,\,2,\,-3), \quad k \in \mathbb{R}.
  5. E é a interseção com o plano HCD: 6(1+6k)+2(3+2k)-3(-4-3k)+25 = 0 \ \Leftrightarrow\ 49k+49 = 0 \ \Leftrightarrow\ k = -1.
  6. E = F-\vec{u} = (1-6,\ 3-2,\ -4+3) = (-5,\,1,\,-1).Os dois vetores normais, (2,3,6) e (6,2,-3), têm ambos norma 7 e são perpendiculares entre si (12+6-18 = 0): são duas das três direções das arestas do cubo. A terceira sairia do produto externo — mas o item não precisa dela.
Respostaa) 2x+3y+6z+13 = 0 · b) E(-5,\,1,\,-1)

Planos paralelos partilham o vetor normal; muda só o termo independente. Nem é preciso descobrir A, B e C.

  1. Dois planos paralelos admitem o mesmo vetor normal, aqui (1,\,1,\,2). Logo o plano procurado é da forma x+y+2z = d, \quad d \in \mathbb{R}.
  2. Impondo a passagem por D(1,\,2,\,3): 1+2+2\times 3 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = 9.
  3. x+y+2z = 9.Os pontos A(12,0,0), B(0,12,0) e C(0,0,6) lêem-se de imediato na equação — basta anular duas coordenadas de cada vez. É a maneira mais rápida de esboçar um plano dado por uma equação cartesiana.
Respostax+y+2z = 9

a) O triângulo [APV] é retângulo em P, com hipotenusa [AV].

b) Com P(6,6,0) e o lado da base conhecido, todos os vértices se escrevem.

c) O vetor \overrightarrow{DV} é o vetor normal do plano.

  1. a) A base está no plano xOy e a pirâmide é regular, logo [PV] é vertical e o triângulo [APV] é retângulo em P. Como V tem abcissa e ordenada 6, o centro da base é P(6,\,6,\,0), e \overline{AP} = \|(0,\,6,\,0)\| = 6.
  2. Pelo Teorema de Pitágoras, com \overline{AV} = 10: \overline{PV}^{\,2}+6^{2} = 10^{2} \ \Leftrightarrow\ \overline{PV}^{\,2} = 64 \ \Leftrightarrow\ \overline{PV} = 8, e como a cota de V é positiva, V(6,\,6,\,8).
  3. b) Os vértices da base. A(6,0,0) e P(6,6,0), logo a meia-diagonal mede 6 e os quatro vértices estão a 6 de P, nas direções dos eixos: A(6,\,0,\,0),\quad B(12,\,6,\,0),\quad C(6,\,12,\,0),\quad D(0,\,6,\,0).
  4. M é o ponto médio de [BV]: M = \left(\frac{12+6}{2},\ \frac{6+6}{2},\ \frac{0+8}{2}\right) = (9,\,6,\,4), \overrightarrow{CM} = M-C = (3,\,-6,\,4).
  5. Uma equação vetorial da reta CM é (x,y,z) = (6,\,12,\,0)+k(3,\,-6,\,4), \quad k \in \mathbb{R}.
  6. c) \overrightarrow{DV} = V-D = (6,\,0,\,8) é vetor normal do plano: 6x+0y+8z+d = 0. Com P(6,\,6,\,0): 36+d = 0 \Leftrightarrow d = -36, ou seja 6x+8z-36 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 3x+4z-18 = 0.A ausência de y na equação diz que o plano é paralelo ao eixo Oy — o que faz sentido, porque \overrightarrow{DV} não tem componente segundo y: a aresta [DV] vive no plano y = 6.
Respostaa) V(6,\,6,\,8) · b) (x,y,z) = (6,\,12,\,0)+k(3,\,-6,\,4) · c) 6x+8z-36 = 0

Duas condições, de novo: o plano tem de conter A, e os vetores normais têm de ser perpendiculares. Comece pela que for mais rápida de testar.

  1. Quem contém A(1,0,3)?

    (A) 3+0-3 = 0(B) 2-0-3+1 = 0 (C) 2-0+3 = 5 \ne 0(D) 3+0 = 3 \ne 0

    Ficam a (A) e a (B).
  2. Quem é perpendicular a \alpha? O vetor normal de \alpha é \vec{u} = (3,\,2,\,0).

    (A) tem normal (3,2,0)colinear com \vec{u}, logo o plano é paralelo a \alpha, não perpendicular ✗ (B) tem normal (2,-3,-1): (3,2,0)\cdot(2,-3,-1) = 6-6+0 = 0

  3. A opção correta é a (B).Dois planos são perpendiculares quando os vetores normais são perpendiculares; são paralelos quando os vetores normais são colineares. A opção (A) é a armadilha: passa pelo ponto certo, mas é paralela — e paralelo é o contrário de perpendicular.
RespostaOpção (B)

Planos paralelos têm o mesmo vetor normal: só muda o termo independente. E o ponto B não é preciso.

  1. Um vetor normal de \alpha é \vec{u} = (1,\,-2,\,1). Qualquer plano paralelo a \alpha admite o mesmo vetor normal, logo é da forma x-2y+z+d = 0, \quad d \in \mathbb{R}.
  2. Impondo a passagem por A(0,\,0,\,2): 0-0+2+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -2.
  3. x-2y+z-2 = 0.Se tivesse saído d = 3, o «plano paralelo» seria o próprio \alpha — planos coincidentes, não estritamente paralelos. Vale a pena olhar para o d obtido e confirmar que é diferente do original.
Respostax-2y+z-2 = 0

a) A pirâmide é regular, logo V está na vertical do centro da face de cima do cubo — e essa vertical dá duas das três coordenadas.

b) O vetor \overrightarrow{OR} tem as coordenadas do próprio ponto R.

  1. O cubo. Tem um vértice na origem e R(2,2,2) é o vértice oposto na face de cima, logo a aresta é 2: O(0,0,0),\ P(2,0,0),\ Q(2,2,0),\ N(0,2,0),\ T(0,0,2),\ U(2,0,2),\ R(2,2,2),\ S(0,2,2).
  2. a) A pirâmide é regular e assenta na face [TURS], cujo centro é (1,\,1,\,2). Logo V(1,\,1,\,z).
  3. Como V pertence ao plano PQV: 6(1)+z-12 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad z = 6 \quad\Rightarrow\quad V(1,\,1,\,6). Confirmação: P(2,0,0) e Q(2,2,0) também verificam a equação: 12+0-12 = 0
  4. b) \overrightarrow{OR} = (2,\,2,\,2) é vetor normal do plano procurado: 2x+2y+2z+d = 0.
  5. Com P(2,\,0,\,0): 4+d = 0 \Leftrightarrow d = -4. Simplificando por 2: x+y+z-2 = 0.A altura da pirâmide é 6-2 = 4, o dobro da aresta do cubo — e é por isso que a figura sai «bicuda». Reparar nisso ajuda a validar o resultado: se z tivesse dado um valor menor que 2, o vértice cairia dentro do cubo.
Respostaa) V(1,\,1,\,6) · b) x+y+z-2 = 0

Se a reta é perpendicular ao plano, o seu vetor diretor e o vetor normal do plano são colineares. Escreva a condição de colinearidade coordenada a coordenada.

  1. Um vetor normal de \beta é \vec{u} = (2,\,-1,\,1), e um vetor diretor da reta OP é \overrightarrow{OP} = P-O = (-2,\,1,\,3a).
  2. Reta perpendicular ao plano significa vetores colineares: existe \lambda tal que \overrightarrow{OP} = \lambda\vec{u}, ou seja (-2,\,1,\,3a) = \lambda(2,\,-1,\,1).
  3. Coordenada a coordenada: -2 = 2\lambda \ \wedge\ 1 = -\lambda \ \wedge\ 3a = \lambda. Das duas primeiras vem \lambda = -1 (e são compatíveis).
  4. Da terceira, 3a = -1 \quad\Leftrightarrow\quad a = -\frac{1}{3}.Atenção ao contraste com os itens vizinhos: reta perpendicular ao plano dá vetores colineares; reta paralela ao plano dá vetores perpendiculares, isto é, produto escalar nulo. Trocar as duas é o erro mais comum deste tema.
Respostaa = -\dfrac{1}{3}

A base é horizontal, logo a altura da pirâmide é vertical: V tem a abcissa e a ordenada do centro da base. Falta a cota — e essa sai da equação do plano BCV.

  1. O centro da base. A e C são vértices opostos do quadrado, logo o centro é o ponto médio de [AC]: M = \left(\frac{-1-3}{2},\ \frac{1+3}{2},\ 1\right) = (-2,\,2,\,1).
  2. A direção da altura. A base é paralela ao plano xOy, logo a altura da pirâmide é vertical e V tem a mesma abcissa e a mesma ordenada de M: V(-2,\,2,\,z).
  3. A cota. V pertence ao plano BCV: 3(2)+z-10 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad z = 4.
  4. V(-2,\,2,\,4).Outra maneira de ver o passo 2: a reta que contém a altura é a interseção dos planos mediadores de [AB] e de [BC], que aqui são x = -2 e y = 2. Dá o mesmo — mas passa por duas equações em vez de uma observação.
RespostaV(-2,\,2,\,4)

Uma reta perpendicular a um plano tem a direção do vetor normal desse plano — que se lê nos coeficientes da equação.

  1. Um vetor normal do plano \alpha é \vec{v} = (3,\,2,\,4): lê-se diretamente nos coeficientes de x, y e z.
  2. Uma reta perpendicular ao plano tem a direção desse vetor, logo \vec{v} é um vetor diretor da reta procurada.
  3. Passando no ponto C(2,\,1,\,4): (x,y,z) = (2,\,1,\,4)+\lambda(3,\,2,\,4), \quad \lambda \in \mathbb{R}.É a propriedade que faz funcionar quase todos os itens deste banco, nos dois sentidos: normal do plano = diretor da perpendicular, e diretor da reta = normal do plano perpendicular a ela. Vale a pena decorá-la como uma só frase.
Resposta(x,y,z) = (2,\,1,\,4)+\lambda(3,\,2,\,4),\ \lambda \in \mathbb{R}

Comece por descobrir a altura do prisma: F está na vertical de A e no plano OFB. Depois é só localizar B e D — o lado da base é 2, e a figura diz de que lado do eixo Ox está o prisma.

  1. A altura. A aresta [AF] é paralela a Oz, logo F(0,\,2,\,z_{F}). Como F pertence ao plano OFB: 0+6-z_{F} = 0 \quad\Leftrightarrow\quad z_{F} = 6.
  2. Os vértices B e D. A base [OABC] é um quadrado de lado 2 no plano xOy, com C em Ox. Pela figura, C está no semieixo negativo, logo C(-2,\,0,\,0) e B = A+\overrightarrow{OC} = (-2,\,2,\,0). Confirmação: B pertence ao plano OFB: 3(-2)+3(2)-0 = 0 ✓ E D está na vertical de C, à altura 6: D(-2,\,0,\,6).
  3. a) Um plano paralelo a OFB tem o mesmo vetor normal, (3,\,3,\,-1): 3x+3y-z+d = 0. Com D(-2,0,6): -6+0-6+d = 0 \Leftrightarrow d = 12. 3x+3y-z+12 = 0.
  4. b) A reta OB passa na origem e tem a direção de \overrightarrow{OB} = (-2,\,2,\,0): (x,y,z) = (0,\,0,\,0)+\lambda(-2,\,2,\,0), \quad \lambda \in \mathbb{R}, ou, mais simplesmente, (x,y,z) = \lambda(-1,\,1,\,0).Repare em que a equação do plano OFB foi usada duas vezes: primeiro para achar a altura, depois para confirmar de que lado do eixo Ox está o prisma. Uma equação de plano vale por várias condições.
Respostaa) 3x+3y-z+12 = 0 · b) (x,y,z) = \lambda(-2,\,2,\,0),\ \lambda \in \mathbb{R}

Precisa de um ponto e de um vetor diretor. T está no eixo Oz à altura do prisma; Q está no eixo Oy e no plano PQV.

  1. O ponto T. Está no eixo Oz e na face de cima, que está no plano z = 3: T(0,\,0,\,3).
  2. O ponto Q. Está no eixo Oy, logo tem abcissa e cota nulas; e pertence ao plano PQV, de equação x+y = 2: 0+y = 2 \quad\Leftrightarrow\quad y = 2 \quad\Rightarrow\quad Q(0,\,2,\,0).
  3. Um vetor diretor. \overrightarrow{TQ} = Q-T = (0,\,2,\,-3).
  4. Uma equação vetorial da reta TQ é (x,y,z) = (0,\,2,\,0)+\lambda(0,\,2,\,-3), \quad \lambda \in \mathbb{R}.Qualquer outro ponto da reta e qualquer múltiplo não nulo de (0,2,-3) dariam outra equação, igualmente correta — por exemplo (x,y,z) = (0,0,3)+\lambda(0,-2,3). Nestes itens não há «a» resposta, há respostas.
Resposta(x,y,z) = (0,\,2,\,0)+\lambda(0,\,2,\,-3),\ \lambda \in \mathbb{R}

Duas das três coordenadas de A lêem-se na figura, sem contas. Depois é só substituir na equação do plano.

  1. A cota de A. A face [ABCD] está no plano xOy, logo z_{A} = 0.
  2. A ordenada de A. A aresta [CD] está no eixo Oy; a aresta [DA] é-lhe perpendicular e está no plano xOy, logo é paralela ao eixo Ox. Assim A e D têm a mesma ordenada: y_{A} = y_{D} = 4.
  3. A abcissa. O ponto A pertence ao plano ACG, logo verifica a sua equação: x_{A}+4-0-6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x_{A} = 2. \square
  4. Ou seja, A(2,\,4,\,0) — e a aresta do cubo é \overline{DA} = 2.O item pede «verifique», não «determine»: espera-se que se justifique cada coordenada usada, e não apenas a conta final. Dizer de onde vêm o 0 e o 4 é metade da resposta.
Respostax_{A} = 2, logo A(2,\,4,\,0)

O centro da base superior fica na vertical do da inferior. E os pontos do plano xOz são os de ordenada nula.

  1. O ponto C. O eixo do cilindro é vertical (a base inferior está em xOy), logo C tem a abcissa e a ordenada de A e cota igual à altura: C(1,\,2,\,3).
  2. A reta BC. \overrightarrow{BC} = C-B = (0,\,-1,\,3), (x,y,z) = (1,\,3,\,0)+k(0,\,-1,\,3), \quad k \in \mathbb{R}.
  3. A interseção com xOz. Os pontos desse plano têm ordenada nula: 3-k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 3.
  4. Substituindo, x = 1, y = 0, z = 3\times 3 = 9: (1,\,0,\,9).O ponto está muito acima do cilindro — a cota 9 contra uma altura de 3. É a reta BC que se interseta com o plano, não o segmento: prolongá-la é legítimo, e o resultado não tem de cair dentro do sólido.
Resposta(1,\,0,\,9)

A área lateral são seis retângulos iguais, de lados \overline{PQ} e \overline{PS}. Falta \overline{PS}: encontre P, que é a interseção da reta PS com o plano da base.

  1. A reta PS. Num prisma regular as arestas laterais são perpendiculares às bases, logo o vetor normal do plano PQR, \vec{u} = (2,\,3,\,-1), é um vetor diretor de PS. Passando em S(14,5,0): (x,y,z) = (14,\,5,\,0)+\lambda(2,\,3,\,-1), \quad \lambda \in \mathbb{R}.
  2. O ponto P é a interseção com o plano da base: 2(14+2\lambda)+3(5+3\lambda)-(-\lambda)-15 = 0 \ \Leftrightarrow\ 28+15+14\lambda-15 = 0 \ \Leftrightarrow\ \lambda = -2, logo P(10,\,-1,\,2).
  3. A aresta lateral. \overline{PS} = \sqrt{4^{2}+6^{2}+(-2)^{2}} = \sqrt{16+36+4} = \sqrt{56} \approx 7{,}483.
  4. A área lateral são seis retângulos de lados 4 e \sqrt{56}: A = 6\times 4\times\sqrt{56} = 24\sqrt{56} \approx 179{,}6.Também se podia escrever 24\sqrt{56} = 48\sqrt{14}. Nos itens que pedem um valor arredondado, convém guardar a expressão exata até ao fim e arredondar uma única vez — arredondar \sqrt{56} logo a seguir e multiplicar por 24 multiplica também o erro.
RespostaA \approx 179{,}6

Substitua a abcissa e a ordenada de P na equação da superfície esférica para descobrir a cota — e depois escolha a negativa.

  1. O ponto P. Com x = 1 e y = 3: 0+1+(z+1)^{2} = 10 \ \Leftrightarrow\ (z+1)^{2} = 9 \ \Leftrightarrow\ z = -4 \ \vee\ z = 2. Como a cota é negativa, P(1,\,3,\,-4).
  2. O plano. Sendo perpendicular a r, tem por vetor normal o vetor diretor \vec{v} = (4,\,1,\,-2): 4x+y-2z+d = 0.
  3. Com P: 4+3+8+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -15.
  4. 4x+y-2z-15 = 0.O raio da superfície esférica, \sqrt{10}, nunca é usado — mas o «10» da equação sim, para achar a cota. É frequente que o item precise da equação sem precisar do raio.
Resposta4x+y-2z-15 = 0

Numa pirâmide regular, o segmento que une o centro da base ao vértice é perpendicular à base. E A e C são vértices opostos do quadrado.

  1. O centro da base. A e C são vértices opostos do quadrado, logo M, o centro, é o ponto médio de [AC]: M = \left(\frac{2+0}{2},\ \frac{1-1}{2},\ \frac{0+2}{2}\right) = (1,\,0,\,1).
  2. A direção. A pirâmide é regular, logo \overrightarrow{MV} é perpendicular ao plano da base: \overrightarrow{MV} = V-M = (3,-1,2)-(1,0,1) = (2,\,-1,\,1). O plano é então da forma 2x-y+z+d = 0.
  3. Com A(2,\,1,\,0): 4-1+0+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -3.
  4. 2x-y+z-3 = 0. Verificação com C: 0+1+2-3 = 0Verificar com o outro ponto conhecido da base é a melhor confirmação possível: usa uma informação que não entrou na construção da equação.
Resposta2x-y+z-3 = 0

a) B e C têm a mesma abcissa e a mesma ordenada — logo [BC] é vertical. As três arestas que saem de B dão o volume.

b) Escreva r com o vetor normal do plano e substitua o ponto genérico na equação.

  1. a) Os vértices. C(0,3,6) e a aresta [BC] é vertical, logo B(0,\,3,\,0) (e confirma-se que B está em Oy). A está em Ox e no plano ABC: 3x-12 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x = 4 \quad\Rightarrow\quad A(4,\,0,\,0).
  2. As três arestas que saem de B. \overline{BA} = \|(4,-3,0)\| = 5, \qquad \overline{BC} = \|(0,0,6)\| = 6, \qquad \overline{BG} = \|(6,8,0)\| = 10. São perpendiculares duas a duas: (4,-3,0)\cdot(0,0,6) = 0, (4,-3,0)\cdot(6,8,0) = 24-24 = 0, (0,0,6)\cdot(6,8,0) = 0
  3. V = 5\times 6\times 10 = 300.
  4. b) A reta r é perpendicular ao plano ABC, logo tem a direção do vetor normal (3,\,4,\,0): (x,y,z) = (1,\,-4,\,3)+\lambda(3,\,4,\,0), \quad \lambda \in \mathbb{R}.
  5. Substituindo (1+3\lambda,\ -4+4\lambda,\ 3) na equação do plano: 3(1+3\lambda)+4(-4+4\lambda)-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 25\lambda-25 = 0 \ \Leftrightarrow\ \lambda = 1.
  6. (4,\,0,\,3).O plano ABC não tem termo em z — é vertical — e por isso a reta perpendicular é horizontal, e a cota do ponto de interseção é a mesma de P. Reparar nisso poupa uma linha de contas e serve de confirmação.
Respostaa) V = 300 · b) (4,\,0,\,3)

a) Planos paralelos partilham o vetor normal. Primeiro A: a ordenada dá o parâmetro.

b) Substitua o ponto genérico da reta na equação do plano.

  1. a) O ponto A. Um ponto de r é (1,\ 2+k,\ 1+5k). De 2+k = 4 vem k = 2, logo A(1,\,4,\,11).
  2. Um plano paralelo a \alpha tem o mesmo vetor normal, (2,\,3,\,-1): 2x+3y-z+d = 0. Com A: 2+12-11+d = 0 \Leftrightarrow d = -3.
  3. 2x+3y-z-3 = 0.
  4. b) Substituindo o ponto genérico de r na equação de \alpha: 2(1)+3(2+k)-(1+5k)-9 = 0 \ \Leftrightarrow\ 2+6+3k-1-5k-9 = 0 \ \Leftrightarrow\ -2k-2 = 0, logo k = -1.
  5. P(1,\,1,\,-4). Verificação: 2+3+4-9 = 0A reta e o plano cortam-se num único ponto porque o vetor diretor (0,1,5) e o vetor normal (2,3,-1) não são perpendiculares: 0+3-5 = -2 \ne 0. Se o produto escalar fosse nulo, a reta seria paralela ao plano — ou estaria contida nele.
Respostaa) 2x+3y-z-3 = 0 · b) P(1,\,1,\,-4)

a) A e B lêem-se na equação do plano; a altura do cilindro é \overline{AB} e \overline{BC} é o raio.

b) O ponto do plano mais próximo de P é o pé da perpendicular tirada de P para o plano.

  1. a) Os centros das bases. Em Oy (x = z = 0): 4y = 12 \Rightarrow A(0,\,3,\,0). Em Ox: 3x = 12 \Rightarrow B(4,\,0,\,0).
  2. A altura do cilindro é \overline{AB} = \sqrt{4^{2}+(-3)^{2}} = 5.
  3. Como \overline{BC} é o raio da base, 10\pi = \pi\,\overline{BC}^{\,2}\times 5 \quad\Leftrightarrow\quad \overline{BC}^{\,2} = 2 \quad\Leftrightarrow\quad \overline{BC} = \sqrt{2}.
  4. b) A reta perpendicular. O ponto do plano mais próximo de P é o pé da perpendicular. Essa reta tem a direção do vetor normal \vec{v} = (3,\,4,\,4): (x,y,z) = (3,\,5,\,6)+\lambda(3,\,4,\,4), \quad \lambda \in \mathbb{R}.
  5. Substituindo o ponto genérico (3+3\lambda,\ 5+4\lambda,\ 6+4\lambda) na equação do plano: 3(3+3\lambda)+4(5+4\lambda)+4(6+4\lambda)-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 41\lambda+41 = 0 \ \Leftrightarrow\ \lambda = -1.
  6. Q(0,\,1,\,2). Verificação: 0+4+8-12 = 0 ✓ e a distância \overline{PQ} = \|(-3,-4,-4)\| = \sqrt{41}, que é exatamente \dfrac{|3(3)+4(5)+4(6)-12|}{\sqrt{41}} = \dfrac{41}{\sqrt{41}} = \sqrt{41}Este é o método padrão para qualquer problema de «ponto mais próximo de um plano», e também dá a distância. Note que a coincidência dos dois valores não é sorte: a distância de um ponto a um plano é a distância ao pé da perpendicular.
Respostaa) \overline{BC} = \sqrt{2} · b) (0,\,1,\,2)

O plano EFG contém a face oposta à face [ABCD], e [AE] é uma aresta perpendicular a essa face. E G pertence ao plano.

  1. A direção. A aresta [AE] é perpendicular à face [EFGH], logo o vetor diretor da reta AE, \vec{v} = (3,\,-6,\,2), é um vetor normal do plano EFG: 3x-6y+2z+d = 0.
  2. Um ponto. G(5,\,3,\,6) pertence ao plano: 15-18+12+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -9.
  3. 3x-6y+2z-9 = 0.
  4. Confirmação. A aresta do cubo é \dfrac{\|\overrightarrow{AG}\|}{\sqrt{3}} = \dfrac{\|(-2,2,2)\|}{\sqrt3} = \dfrac{2\sqrt3}{\sqrt3} = 2; e a distância de A ao plano encontrado é \frac{|3(7)-6(1)+2(4)-9|}{\sqrt{9+36+4}} = \frac{|21-6+8-9|}{7} = \frac{14}{7} = 2 \ ✓Esta confirmação é rápida e apanha erros de sinal: se o plano estivesse mal, a distância não daria a aresta. Vale a pena fazê-la sempre que o item dá dois vértices opostos.
Resposta3x-6y+2z-9 = 0

Comece por E e por G. Depois escreva \alpha, encontre os três traços nos eixos, e repare que a pirâmide [OPQR] tem três arestas perpendiculares duas a duas.

  1. Os pontos E e G. E = B+\overrightarrow{BE} = (0,2,4)+(2,2,-2) = (2,\,4,\,2). A aresta do cubo é 2\|\overrightarrow{BE}\|/\sqrt{3} = 2\sqrt{3}/\sqrt{3}, ou lê-se nas coordenadas), e [BG] é paralela a Oz descendo de B: G(0,\,2,\,2).
  2. O plano \alpha. É perpendicular a OE, logo \overrightarrow{OE} = (2,\,4,\,2) é vetor normal: 2x+4y+2z+d = 0. Com G(0,2,2): 8+4+d = 0 \Leftrightarrow d = -12. Simplificando por 2: x+2y+z-6 = 0.
  3. Os traços nos eixos.

    em Ox (y = z = 0): x = 6, logo P(6,\,0,\,0); em Oy: 2y = 6, logo Q(0,\,3,\,0); em Oz: z = 6, logo R(0,\,0,\,6).

  4. O volume. A pirâmide [OPQR] tem por base o triângulo retângulo [OPQ], de catetos 6 e 3, e por altura \overline{OR} = 6: V = \frac{1}{3}\times\frac{6\times 3}{2}\times 6 = \frac{1}{3}\times 9\times 6 = 18.Vale a pena guardar a fórmula: a pirâmide limitada pelos planos coordenados e por um plano que os corta em (a,0,0), (0,b,0) e (0,0,c) tem volume \dfrac{abc}{6}. Aqui, \dfrac{6\times 3\times 6}{6} = 18.
RespostaV = 18

a) Produto escalar nulo e passagem por E — as duas coisas.

b) A reta EF é perpendicular ao plano ABG; daí sai B. E o raio, \overline{BD}, é igual a \overline{GE}, porque são arestas paralelas do paralelepípedo.

  1. a) O vetor diretor de EF é \vec{u} = (-3,\,-2,\,2).

    (A) (-2,3,0)\cdot\vec{u} = 6-6+0 = 0 ✓ mas a reta não passa em E (para x = 7 viria k = 0 e o ponto seria (7,-3,3)) ✗ (B) (0,3,-3)\cdot\vec{u} = 0-6-6 = -12 \ne 0 (C) (0,3,3)\cdot\vec{u} = 0-6+6 = 0 ✓ e, com k = 4, (7,\,-10+12,\,3+12) = (7,2,15) = E (D) (2,0,-3)\cdot\vec{u} = -6+0-6 = -12 \ne 0

    A opção correta é a (C).
  2. b) O ponto B. A aresta [EF] é perpendicular à face [ABG…], logo \vec{u} = (-3,-2,2) é vetor normal do plano ABG: -3x-2y+2z+d = 0. Com G(6,\,10,\,13): -18-20+26+d = 0 \Leftrightarrow d = 12, ou seja -3x-2y+2z+12 = 0.
  3. B está no eixo Oy (abcissa e cota nulas): -2y+12 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad y = 6 \quad\Rightarrow\quad B(0,\,6,\,0).
  4. O raio. As arestas [BD] e [GE] são paralelas e iguais, logo r = \overline{BD} = \overline{GE} = \sqrt{(7-6)^{2}+(2-10)^{2}+(15-13)^{2}} = \sqrt{1+64+4} = \sqrt{69}.
  5. x^{2}+(y-6)^{2}+z^{2} = 69.O item pede a equação reduzida de uma superfície esférica: (x-a)^{2}+(y-b)^{2}+(z-c)^{2} = r^{2}, com o centro à vista. Deixar \left(\sqrt{69}\right)^{2} por simplificar não está errado, mas 69 lê-se melhor.
Respostaa) Opção (C) · b) x^{2}+(y-6)^{2}+z^{2} = 69

Não é preciso descobrir S. As bases de um trapézio são paralelas — e [PQ] é uma delas.

  1. A direção. Num trapézio, as bases são paralelas: RS \parallel PQ. Logo um plano perpendicular a RS é também perpendicular a PQ, e \overrightarrow{PQ} serve de vetor normal: \overrightarrow{PQ} = Q-P = (-2-1,\ 1+1,\ 1-2) = (-3,\,2,\,-1).
  2. O plano é da forma -3x+2y-z+d = 0.
  3. Impondo a passagem por P(1,\,-1,\,2): -3-2-2+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = 7.
  4. -3x+2y-z+7 = 0.O ponto R não entra na conta — está no enunciado para as outras alíneas da prova. E o ponto S, que também não é preciso, seria S\left(\frac52,\,0,\,-\frac12\right): obtinha-se impondo \overrightarrow{PS} \perp \overrightarrow{PQ} com S na reta que passa em R com a direção de \overrightarrow{PQ}.
Resposta-3x+2y-z+7 = 0

De toda a informação do enunciado, o item só precisa de duas coisas: o vetor \overrightarrow{BE} e o ponto por onde o plano passa.

  1. O plano \alpha é perpendicular à reta BE, logo \overrightarrow{BE} = (-1,\,6,\,2) é um vetor normal de \alpha: -x+6y+2z+d = 0.
  2. Impondo a passagem por (1,\,0,\,1): -1+0+2+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -1, ou seja -x+6y+2z-1 = 0.
  3. Multiplicando por -1, x-6y-2z+1 = 0: a opção correta é a (C).
  4. As outras: a (A) tem o vetor normal certo mas passa na origem, e (1,0,1) não a verifica (-1+2 = 1 \ne 0); a (B) e a (D) têm vetores normais que não são colineares com \overrightarrow{BE}.Uma equação e a sua simétrica definem o mesmo plano: -x+6y+2z-1 = 0 e x-6y-2z+1 = 0 são a mesma condição. Quando a resposta não aparece tal e qual nas opções, vale a pena multiplicar por -1 antes de desistir.
RespostaOpção (C)

a) Dois planos são perpendiculares quando os vetores normais o são — produto escalar nulo. Depois confirme a passagem pelo ponto.

b) A lê-se na equação do plano; V está na reta que passa em A e é perpendicular a esse plano.

  1. a) O plano da base tem vetor normal \vec{u} = (0,\,4,\,-3). Testando os das opções:

    (A) (0,4,-3): colinear com \vec{u} — plano paralelo, não perpendicular ✗ (B) (3,4,1): 0+16-3 = 13 \ne 0 (C) (0,3,4): 0+12-12 = 0 ✓ mas 3(2)+4(-1) = 2 \ne 8, não passa no ponto ✗ (D) (1,3,4): 0+12-12 = 0 ✓ e 1+6-4 = 3

    A opção correta é a (D).
  2. b) O ponto A. Está em Oy (abcissa e cota nulas) e no plano da base: 4y-0 = 16 \quad\Leftrightarrow\quad y = 4 \quad\Rightarrow\quad A(0,\,4,\,0).
  3. O ponto V. A reta AV é perpendicular ao plano da base, logo tem a direção (0,\,4,\,-3): (x,y,z) = (0,\,4,\,0)+\lambda(0,\,4,\,-3). Como V está em Oz, a ordenada é nula: 4+4\lambda = 0 \Leftrightarrow \lambda = -1, e a cota é -3(-1) = 3. Logo V(0,\,0,\,3).
  4. A altura é \overline{AV} = \sqrt{4^{2}+3^{2}} = 5 (o triângulo [OAV] é retângulo em O).
  5. V_{\text{cone}} = \frac{1}{3}\pi r^{2}h = \frac{1}{3}\pi\times 3^{2}\times 5 = 15\pi.A altura é \overline{AV} e não a cota de V: a base é oblíqua aos eixos, e a altura de um cone mede-se ao longo do eixo, perpendicularmente à base.
Respostaa) Opção (D) · b) V = 15\pi

E está na face [EFGH], que é paralela a [ABCD]. Escreva o plano ADE — ou, o que dá no mesmo, o plano que passa em A e é perpendicular a [AB] — e intersete-o com a reta dada.

  1. Ler a figura. E está atrás de D, logo [DE] é uma aresta perpendicular à face [ABCD]. O plano ADE contém [AD] e [DE], e é perpendicular a [AB].
  2. Assim, \overrightarrow{AB} = (3,\,-6,\,2) é um vetor normal do plano ADE: 3x-6y+2z+d = 0. Com A(-2,5,0): -6-30+d = 0 \Leftrightarrow d = 36, logo 3x-6y+2z+36 = 0.
  3. Interseção com a reta. Um ponto genérico é (k,\,-k,\,3-k): 3k+6k+2(3-k)+36 = 0 \ \Leftrightarrow\ 7k+42 = 0 \ \Leftrightarrow\ k = -6.
  4. E(-6,\,6,\,9).
  5. Verificação. A aresta do cubo é \|\overrightarrow{AB}\| = 7. Ora D = A+\overrightarrow{BC} = (0,\,8,\,6) e \overrightarrow{DE} = (-6,\,-2,\,3), de norma \sqrt{36+4+9} = 7 ✓ e perpendicular a \overrightarrow{AB}: -18+12+6 = 0A reta dada corta o plano ADE num único ponto; se o enunciado não a desse, haveria dois E possíveis — um de cada lado da face [ABCD].
RespostaE(-6,\,6,\,9)

a) A base de baixo tem dois vértices em Ox e um em Oy: está no plano z = 0. E o centro do prisma está a meia altura.

b) BCJ e LEF são faces laterais opostas de um prisma hexagonal regular: são paralelas. Falta um ponto — e L é o simétrico de B em relação a M.

  1. a) Os vértices A, B (em Ox) e F (em Oy) têm cota nula, logo a base [ABCDEF] está no plano z = 0. O centro do prisma tem cota 2 e está a meia altura, logo a altura é 4 e a face [GHIJKL] está em z = 4: opção (B).
  2. b) A direção. Num hexágono regular, as faces laterais opostas são paralelas. [BCJI] e [EFGL] são opostas, logo os planos BCJ e LEF têm o mesmo vetor normal, \vec{u} = \left(3,\,-\sqrt{3},\,0\right): 3x-\sqrt{3}\,y+d = 0.
  3. Um ponto: L. Primeiro B: está em Ox (ordenada e cota nulas) e no plano BCJ, logo 3x_{B}-0-6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x_{B} = 2 \quad\Rightarrow\quad B(2,\,0,\,0).
  4. B e L são vértices diametralmente opostos do prisma (L está sobre E, e B e E são opostos no hexágono), logo M é o ponto médio de [BL]: L = 2M-B = \left(\tfrac{8}{3}-2,\ \tfrac{4\sqrt{3}}{3},\ 4\right) = \left(\tfrac{2}{3},\ \tfrac{4\sqrt{3}}{3},\ 4\right).
  5. Substituindo na equação do plano: 3\times\frac{2}{3}-\sqrt{3}\times\frac{4\sqrt{3}}{3}+d = 0 \ \Leftrightarrow\ 2-4+d = 0 \ \Leftrightarrow\ d = 2.
  6. 3x-\sqrt{3}\,y+0z+2 = 0.O plano não tem termo em z, e não podia ter: é uma face lateral de um prisma reto de bases horizontais, ou seja, um plano vertical. Um z a aparecer na resposta seria sinal de erro.
Respostaa) Opção (B) · b) 3x-\sqrt{3}\,y+2 = 0

a) [OD] e [AC] são arestas correspondentes das duas bases: são paralelas. E a reta OD passa na origem.

b) Um triângulo inscrito numa semicircunferência é retângulo. Onde está o ângulo reto?

  1. a) As arestas [OD] e [AC] são correspondentes nas duas bases, logo (0,\,4,\,3) é vetor diretor de OD. Isso elimina a (C) e a (D), cujo diretor (0,3,-4) não é colinear com (0,4,3).
  2. Falta a reta passar na origem. Na (A): (0,6,8)+k\left(0,2,\frac32\right); de 6+2k = 0 vem k = -3 e a cota daria 8-4{,}5 = 3{,}5 \ne 0 ✗. Na (B): de -4+2k = 0 vem k = 2 e a cota dá -3+3 = 0
  3. A opção correta é a (B).
  4. b) Os pontos que faltam. Da equação de AC, A(10,\,0,\,0). Como E está em Oy com \overline{OE} = 12{,}5, vem E(0;\ 12{,}5;\ 0); e [AB] é o diâmetro correspondente a [OE], logo B(10;\ 12{,}5;\ 0).
  5. O ângulo reto. O triângulo [ABC] está inscrito numa semicircunferência de diâmetro [AB], logo é retângulo em C.
  6. Um ponto genérico da reta AC é C(10,\,4k,\,3k). Impondo \overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = 0: (0,\,-4k,\,-3k)\cdot\left(0,\ 12{,}5-4k,\ -3k\right) = -4k(12{,}5-4k)+9k^{2} = 25k^{2}-50k = 0, logo k = 0 \vee k = 2. Como k = 0 daria C = A, vem k = 2.
  7. C(10,\,8,\,6).Também dava para escrever o plano CBE — perpendicular a AC, porque o triângulo é retângulo em C — e intersetá-lo com a reta AC. É a resolução oficial; a do produto escalar poupa um passo.
Respostaa) Opção (B) · b) C(10,\,8,\,6)

A reta EL contém uma aresta lateral. Num prisma reto, essas arestas são perpendiculares às bases — logo o seu vetor diretor é um vetor normal do plano da base.

  1. O plano da base [ABCDEF]. A reta EL contém uma aresta lateral, e num prisma reto as arestas laterais são perpendiculares às bases. Logo (3,\,4,\,0) é um vetor normal do plano da base: 3x+4y+d = 0. Como A(4,0,0) pertence a esse plano, 12+d = 0 \Leftrightarrow d = -12, ou seja 3x+4y-12 = 0.
  2. A reta FG. Também contém uma aresta lateral (G é o vértice correspondente a F), logo é paralela a EL. Passando em G: (x,y,z) = \left(12,\,\tfrac{13}{2},\,2\right)+k(3,\,4,\,0), \quad k \in \mathbb{R}, com pontos genéricos \left(12+3k,\ \tfrac{13}{2}+4k,\ 2\right).
  3. O ponto F é a interseção dessa reta com o plano da base: 3(12+3k)+4\left(\tfrac{13}{2}+4k\right)-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 36+9k+26+16k-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 25k = -50, logo k = -2.
  4. F = \left(12-6,\ \tfrac{13}{2}-8,\ 2\right) = \left(6,\,-\tfrac{3}{2},\,2\right). Verificação: 3(6)+4\left(-\frac32\right)-12 = 18-6-12 = 0Repare em que a distância \overline{AG} = \sqrt{64+\frac{169}{4}+4} = \frac{21}{2} não é a aresta lateral: A e G não são vértices correspondentes. A aresta lateral é \overline{FG} = |{-2}|\times\|(3,4,0)\| = 10.
RespostaF\left(6,\,-\dfrac{3}{2},\,2\right)

a) Um plano perpendicular a Ox tem vetor normal (1,0,0) — a sua equação diz só o valor da abcissa.

b) B é a interseção da reta AB com o plano mediador de [OA]. Como B é equidistante de O e de A, o segmento [BM] é a altura do triângulo [OAB].

  1. a) Um plano perpendicular ao eixo Ox tem vetor normal (1,\,0,\,0), logo é da forma x = c. Passando em A, c = 2\sqrt{3}: opção (C).
  2. b) O plano mediador de [OA]. Igualando as distâncias a O(0,0,0) e a A(2\sqrt3,6,0): x^{2}+y^{2}+z^{2} = \left(x-2\sqrt{3}\right)^{2}+(y-6)^{2}+z^{2} \ \Leftrightarrow\ 4\sqrt{3}\,x+12y-48 = 0, ou seja \sqrt{3}\,x+3y-12 = 0.
  3. O ponto B. Na reta AB, B\left(\sqrt{3}k,\ 16-5k,\ 0\right). Substituindo: \sqrt{3}\cdot\sqrt{3}k+3(16-5k)-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 3k+48-15k-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ k = 3, logo B\left(3\sqrt{3},\,1,\,0\right).
  4. A área da base. \overline{OA} = \sqrt{12+36} = \sqrt{48} = 4\sqrt{3}. Como B é equidistante de O e de A, a altura do triângulo relativa a [OA] é \overline{BM}, com M\left(\sqrt{3},\,3,\,0\right) o ponto médio: \overline{BM} = \sqrt{\left(2\sqrt{3}\right)^{2}+(-2)^{2}} = \sqrt{12+4} = 4. A_{[OAB]} = \frac{4\sqrt{3}\times 4}{2} = 8\sqrt{3}.
  5. A altura do prisma é \overline{OD} = 5, porque D está no eixo Oz com cota 5 e o prisma é reto com a base [OAB] no plano xOy. Logo V = 8\sqrt{3}\times 5 = 40\sqrt{3} \approx 69{,}3.Havia um atalho para a área: com O, A e B todos no plano xOy, a área é \frac12\left|x_{A}y_{B}-x_{B}y_{A}\right| = \frac12\left|2\sqrt3-18\sqrt3\right| = 8\sqrt3. Dá o mesmo, sem calcular a altura.
Respostaa) Opção (C) · b) V = 40\sqrt{3}

O plano ABF é a face lateral que contém a aresta [AB]. Que vetor é perpendicular a essa face? Repare no ângulo reto do trapézio, em B.

  1. O ponto B. Está na reta BC, logo B(3+2k,\,5+3k,\,1+6k). A condição y_{B} = 2x_{B}5+3k = 2(3+2k) \quad\Leftrightarrow\quad k = -1 \quad\Rightarrow\quad B(1,\,2,\,-5).
  2. Um vetor normal do plano ABF. A face [ABFE] é lateral, logo contém a direção das arestas laterais; e contém [AB]. Um vetor perpendicular a ela tem de ser perpendicular às duas direções — e \overrightarrow{BC} = (2,\,3,\,6) serve: está no plano da base (logo é perpendicular às arestas laterais) e \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = (-3,\,6,\,-2)\cdot(2,\,3,\,6) = -6+18-12 = 0. É o ângulo reto do trapézio, em B.
  3. O plano é então da forma 2x+3y+6z+d = 0. Com A(4,-4,-3): 8-12-18+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = 22.
  4. Uma equação é 2x+3y+6z+22 = 0: a opção correta é a (A). Confirmação com B: 2(1)+3(2)+6(-5)+22 = 2+6-30+22 = 0As opções (C) e (D) têm vetor normal (3,-2,0). Será perpendicular a \overrightarrow{AB}? (3,-2,0)\cdot(-3,6,-2) = -9-12 = -21 \ne 0 — logo nem sequer contêm a direção de [AB], e não podem definir o plano ABF.
RespostaOpção (A)

a) Planos paralelos têm o mesmo vetor normal: só muda o termo independente.

b) O eixo do cone passa no centro da base e é perpendicular ao plano dela. Escreva V nessa reta e use a última condição.

  1. a) O plano da base tem vetor normal (1,\,2,\,0); qualquer plano paralelo é da forma x+2y+d = 0. Isso elimina já a (A) e a (D).
  2. Impondo a passagem por (1,-3,5): 1-6+d = 0 \Leftrightarrow d = 5, ou seja x+2y+5 = 0. A opção correta é a (C).
  3. b) Os pontos A e B. Em Ox: x-8 = 0 \Rightarrow A(8,\,0,\,0). Em Oy: 2y-8 = 0 \Rightarrow B(0,\,4,\,0).
  4. O centro da base é o ponto médio de [AB]: M = \left(\frac{8+0}{2},\ \frac{0+4}{2},\ 0\right) = (4,\,2,\,0).
  5. O eixo do cone. Passa em M e é perpendicular ao plano da base, logo tem a direção do vetor normal (1,\,2,\,0): (x,y,z) = (4,\,2,\,0)+k(1,\,2,\,0), \quad k \in \mathbb{R}, e V(4+k,\,2+2k,\,0).
  6. A condição «a abcissa tem menos uma unidade do que a ordenada» é x_{V} = y_{V}-1: 4+k = 2+2k-1 \quad\Leftrightarrow\quad k = 3 \quad\Rightarrow\quad V(7,\,8,\,0).O vértice tem cota zero — e tem de ter: o eixo do cone é perpendicular a um plano vertical (a equação não tem z), logo é horizontal. O cone está «deitado», como a figura mostra.
Respostaa) Opção (C) · b) V(7,\,8,\,0)

a) Duas condições a verificar: o produto escalar dos vetores diretores tem de ser nulo, e a reta tem de conter A.

b) As retas BC e DF são paralelas — são arestas correspondentes das duas bases. Escreva C na reta BC e imponha a condição do plano mediador.

  1. a) O vetor diretor de DF é (1,\,1,\,-5).

    (A) e (C) têm diretor (5,0,-1): (5,0,-1)\cdot(1,1,-5) = 5+0+5 = 10 \ne 0 (B) e (D) têm diretor (0,5,1): 0+5-5 = 0 ✓ — falta ver qual contém A(4,2,0).

  2. Na (B): (4,-3,-1)+k(0,5,1) = (4,\,-3+5k,\,-1+k). De -3+5k = 2 vem k = 1, e então -1+1 = 0 ✓ A reta contém A.

    Na (D): de 8+5k = 2 vem k = -\frac{6}{5}, e a cota daria -2-\frac{6}{5} \ne 0

    A opção correta é a (B).
  3. b) O plano mediador de [AB]. É o conjunto dos pontos equidistantes de A e de B: (x-4)^{2}+(y-2)^{2}+z^{2} = (x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z+3)^{2}. Desenvolvendo e simplificando, -2x+y-3z-1 = 0.
  4. A reta BC. As arestas [BC] e [DF] são correspondentes nas duas bases, logo são paralelas: (x,y,z) = (2,\,3,\,-3)+k(1,\,1,\,-5), \quad k \in \mathbb{R}, e um ponto genérico é (2+k,\,3+k,\,-3-5k).
  5. Substituindo na equação do plano mediador: -2(2+k)+(3+k)-3(-3-5k)-1 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 14k+7 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -\frac{1}{2}.
  6. C\left(\frac{3}{2},\ \frac{5}{2},\ -\frac{1}{2}\right). Verificação: \overline{CA}^{\,2} = \left(\frac52\right)^{2}+\left(\frac12\right)^{2}+\left(\frac12\right)^{2} = \frac{27}{4} e \overline{CB}^{\,2} = \left(\frac12\right)^{2}+\left(\frac12\right)^{2}+\left(\frac52\right)^{2} = \frac{27}{4}É a figura que diz que [BC] corresponde a [DF], e não [AC]. Trocá-las dá outro ponto que também está no plano mediador — e por isso a verificação das distâncias, sozinha, não denunciava o erro. Nestes itens, ler a rotulagem da figura é parte da resolução.
Respostaa) Opção (B) · b) C\left(\frac{3}{2},\,\frac{5}{2},\,-\frac{1}{2}\right)

Do volume tira-se a altura. Depois, V está na reta que passa em M e é perpendicular ao plano da base — e nessa reta há dois pontos à distância certa.

  1. A altura. A base é um quadrado de lado \sqrt{6}, logo tem área 6: 4\sqrt{6} = \frac{1}{3}\times 6\times \overline{MV} \quad\Leftrightarrow\quad \overline{MV} = 2\sqrt{6}.
  2. A direção. A pirâmide é regular, logo [MV] é perpendicular ao plano da base. O vetor normal do plano ABC é \vec{u} = (2,\,-1,\,1), e a reta MV é (x,y,z) = (2,\,-1,\,3)+k(2,\,-1,\,1), \quad k \in \mathbb{R}.
  3. Um ponto genérico dá \overrightarrow{MV} = (2k,\,-k,\,k), de norma \|\overrightarrow{MV}\| = \sqrt{4k^{2}+k^{2}+k^{2}} = \sqrt{6k^{2}} = |k|\sqrt{6}.
  4. Impondo |k|\sqrt{6} = 2\sqrt{6}, vem k = 2 \vee k = -2, ou seja V(6,\,-3,\,5) \quad\text{ou}\quad V(-2,\,1,\,1).
  5. Como a abcissa de V é positiva, V(6,\,-3,\,5).A condição «abcissa positiva» não é decoração: a reta perpendicular ao plano da base atravessa-a, e há uma pirâmide de cada lado. Sem essa condição, o item teria duas respostas.
RespostaV(6,\,-3,\,5)

a) A reta CD está em dois planos ao mesmo tempo: o da base e o plano CDE. Um ponto dela verifica as duas equações.

b) A aresta lateral é perpendicular às bases, e a face [CDEH] é uma face lateral. O lado do quadrado é a distância de B à reta CD — ou, mais depressa, o comprimento de [EF].

  1. a) A reta CD é a interseção do plano da base, x = 3, com o plano CDE, 5y+2z-62 = 0. Um ponto dela tem de verificar as duas condições.

    (A) (3,4,21): x = 3 ✓ e 20+42-62 = 0 (B) (3,6,18): 30+36-62 = 4 \ne 0 (C) e (D) têm abcissa 2, logo nem estão no plano da base ✗

    A opção correta é a (A).
  2. b) A altura do prisma. As bases estão em planos paralelos: [ABCD] em x = 3 e, como F tem abcissa -9, [EFGH] em x = -9. A altura é 3-(-9) = 12.
  3. O lado do quadrado. A reta EF é perpendicular ao plano CDE — é a aresta da base de cima correspondente a [DA], e num prisma reto de base quadrada essa aresta é perpendicular à face lateral [CDEH]. Logo o vetor normal do plano CDE, \vec{v} = (0,\,5,\,2), é um vetor diretor de EF: (x,y,z) = (-9,\,0,\,2)+k(0,\,5,\,2), \quad k \in \mathbb{R}.
  4. E é a interseção dessa reta com o plano CDE: 5(5k)+2(2+2k)-62 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 29k = 58 \quad\Leftrightarrow\quad k = 2, logo E(-9,\,10,\,6) e \overline{EF} = \sqrt{0+10^{2}+4^{2}} = \sqrt{116}.
  5. V = \overline{EF}^{\,2}\times 12 = 116 \times 12 = 1392.Note que o lado do quadrado, \sqrt{116} \approx 10{,}8, nunca aparece «bonito» — mas o quadrado do lado, que é o que o volume precisa, é o inteiro 116. Calcular a raiz e voltar a elevá-la ao quadrado só introduz erros de arredondamento.
Respostaa) Opção (A) · b) V = 1392

Um plano perpendicular a uma reta tem, por vetor normal, o vetor diretor da reta. Escreva a equação com esse vetor e imponha a passagem por G.

  1. O vetor diretor de DH é \vec{u} = (1,\,3,\,0). Como o plano é perpendicular à reta, \vec{u} é um vetor normal do plano, que fica da forma x+3y+0z+d = 0.
  2. Impondo que G(6,\,9,\,0) pertence ao plano: 6+27+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -33.
  3. Uma equação é x+3y-33 = 0: a opção correta é a (B).
  4. As outras: a (A) e a (C) têm vetores normais que não são colineares com (1,3,0); a (D) tem vetor normal (2,6,0) = 2\vec{u}, que serve, mas o plano não passa em G: 12+54+15 \ne 0.Os dois testes são independentes e vale a pena fazê-los por esta ordem — direção primeiro, posição depois. O primeiro elimina metade das opções de cabeça.
RespostaOpção (B)

O plano BCF é a face do cubo oposta à face que contém A. A que distância fica A dessa face?

  1. A ideia. O plano BCF contém a face [BCFG] do cubo, e A é um vértice da face oposta. A distância de A a esse plano é, portanto, a aresta do cubo.
  2. A distância, pelo pé da perpendicular. Com \vec{n} = (-3,\,6,\,-2), a reta que passa em A e é perpendicular ao plano é (-3-3k,\; 5+6k,\; 2-2k). Substituindo na equação: -3(-3-3k) + 6(5+6k) - 2(2-2k) + 14 = 0 \;\Leftrightarrow\; 49k + 49 = 0 \;\Leftrightarrow\; k = -1. Como \|\vec{n}\| = \sqrt{9+36+4} = 7, a distância é \left|-1\right| \times 7 = 7.
  3. Logo a aresta mede 7 e V = 7^{3} = 343.O k dar -1 certinho não é acaso: quem constrói o item escolhe a equação do plano para que a conta feche em número inteiro. Se sair um valor feio, vale a pena reler os sinais.
RespostaV = 343
01

Teste rápido

Doze questões de resposta imediata, com correção e explicação, sobre as oito secções de revisão. Serve para verificares se a geometria do 10.º e do 11.º está no sítio — ou se convém voltar atrás antes de a usar no plano de Argand.

Pergunta 1 de 12
0 / 0
02

Formulário essencial e referências

Tudo o que este capítulo usa, numa página. Se alguma linha parecer nova, é sinal de que a secção correspondente merece uma segunda leitura.

Pontos, no plano e no espaço

M_{[AB]} = \left(\frac{x_{A}+x_{B}}{2},\; \frac{y_{A}+y_{B}}{2}\right) \overline{AB} = \sqrt{\left(x_{B}-x_{A}\right)^{2} + \left(y_{B}-y_{A}\right)^{2}}

No espaço acrescenta-se, nas duas fórmulas, a parcela da cota. Transformados de P(x,\,y): reflexão de eixo Oy, (-x,\,y); de eixo Ox, (x,\,-y); meia-volta de centro O, (-x,\,-y). Distância de um ponto a um plano coordenado: o módulo da coordenada correspondente.

Condições com uma variável, no espaço

x = a · plano paralelo a yOz  ·  y = b · plano paralelo a xOz  ·  z = c · plano paralelo a xOy; x = a \wedge y = b · reta paralela a Oz; x = a \wedge z = c · reta paralela a Oy; y = b \wedge z = c · reta paralela a Ox. Regra que arruma tudo: cada igualdade tira um grau de liberdade.

Mediatriz e plano mediador

\overline{PA} = \overline{PB}

No plano dá a mediatriz de [AB] — uma reta; no espaço dá o plano mediador. É também a perpendicular a [AB] no ponto médio: o declive é -\dfrac{1}{m_{AB}}. Se [AB] for paralelo a um eixo, lê-se sem contas.

Circunferência, círculo, esfera

(x-a)^{2}+(y-b)^{2} = r^{2} (x-a)^{2}+(y-b)^{2}+(z-c)^{2} = r^{2}

Com \leq passa a círculo ou a esfera; com >, ao exterior. equações reduzidas: é o que as Aprendizagens Essenciais pedem. O segundo membro é r^{2}, não r.

Vetores

\overrightarrow{AB} = B - A \qquad \left\|\vec{u}\right\| = \sqrt{u_{1}^{2}+u_{2}^{2}}

\vec{u}+\vec{v} = \left(u_{1}+v_{1},\; u_{2}+v_{2}\right)  ·  {\lambda}\vec{u} = \left({\lambda}u_{1},\; {\lambda}u_{2}\right); colineares: \vec{v} = {\lambda}\vec{u}, ou u_{1}v_{2}-u_{2}v_{1} = 0; P + \vec{u} é um ponto; B - A é um vetor. Somar pontos não tem significado.

A reta no plano

(x,\,y) = \left(a_{1},\,a_{2}\right) + k\left(u_{1},\,u_{2}\right), \quad k \in \mathbb{R} y = mx + b, \qquad m = \frac{u_{2}}{u_{1}}

Uma reta de declive m tem (1,\,m) por vetor diretor. Paralelas: vetores diretores colineares, ou declives iguais. A reta vertical não tem declive nem equação reduzida: escreve-se x = a.

Declive e inclinação

m = \operatorname{tg}{\alpha}, \qquad {\alpha} \in \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[ {\alpha} = \begin{cases} \operatorname{arctg}(m), & m \geq 0 \\[3pt] 180^{\circ}+\operatorname{arctg}(m), & m < 0 \end{cases}

Inclinação aguda ⟺ m > 0; obtusa ⟺ m < 0; 90^{\circ} ⟺ sem declive. Duas retas perpendiculares têm inclinações que diferem de 90^{\circ}.

Produto escalar

\vec{u} \cdot \vec{v} = u_{1}v_{1}+u_{2}v_{2} \;(+\,u_{3}v_{3}) \vec{u} \cdot \vec{v} = \left\|\vec{u}\right\|\left\|\vec{v}\right\|\cos{\theta} \qquad \vec{u}\cdot\vec{u} = \left\|\vec{u}\right\|^{2}

Sinal: positivo, ângulo agudo; nulo, reto; negativo, obtuso. \vec{u} \perp \vec{v} \Leftrightarrow \vec{u}\cdot\vec{v} = 0, para vetores não nulos. Ângulo de dois vetores: \cos{\theta} = \dfrac{\vec{u}\cdot\vec{v}}{\|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|}. Ângulo de duas retas: com módulo no numerador, e {\theta} \in \left[0,\,\frac{{\pi}}{2}\right]. Retas perpendiculares, não verticais: m \times m^{\prime} = -1.

O plano no espaço

a\left(x-x_{0}\right)+b\left(y-y_{0}\right)+c\left(z-z_{0}\right) = 0 ax+by+cz+d = 0, \qquad \vec{n}(a,\,b,\,c)

Os coeficientes de x, y e z são as coordenadas de um vetor normal. Distância de P ao plano: reta P+k\,\vec{n}, substituir para achar k, e \overline{PQ} = \left|k\right|\left\|\vec{n}\right\|. Reta e plano: \vec{u}\cdot\vec{n} \neq 0, cortam-se num ponto; = 0, paralelos ou a reta está contida. Dois planos: normais colineares, paralelos; \vec{n}_{1}\cdot\vec{n}_{2} = 0, perpendiculares.

Antes de dar uma resolução por fechada

na fórmula da distância, \sqrt{a^{2}+b^{2}} não é a+b: se a conta der o mesmo que somar os catetos, está errada; na equação reduzida da circunferência, o segundo membro é r^{2} — e os sinais dentro dos parênteses aparecem trocados em relação ao centro; uma secção de esfera por um plano escreve-se com as duas condições: sem o z = c, a equação define um cilindro; a inclinação nunca é negativa: com declive negativo, ao valor da calculadora soma-se 180^{\circ}; confirma que a calculadora está em graus antes de qualquer \operatorname{arctg} ou \arccos; «perpendiculares» só se conclui de \vec{u}\cdot\vec{v} = 0 quando os dois vetores são não nulos; no ângulo de duas retas entra o módulo do produto escalar; no de dois vetores, não; num ângulo de um sólido, confirma que os dois vetores partem do mesmo vértice — trocar \overrightarrow{AB} por \overrightarrow{BA} inverte o sinal e a conclusão; o vetor normal de um plano é perpendicular a ele, e não tem a sua direção; uma equação com módulo abre-se em dois casos: |k| = 6k = 6 \vee k = -6; o \wedge corta e o \vee junta — e há condições que definem o conjunto vazio; arredonda no fim, e com as casas decimais que o enunciado pede.

Referências

Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 10.º ano (2023), tema «Geometria», tópicos «Geometria analítica no plano e no espaço» e «Vetores no plano e no espaço» — a origem das secções R1 a R5. Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 11.º ano (2023), tema «Geometria», tópico «Produto escalar» — a origem das secções R6, R7 e R8. Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 12.º ano (2023) — não têm tema de Geometria. O que desta matéria é preciso no 12.º aparece nos Números Complexos: o plano de Argand em Complexos · §06, e os conjuntos de pontos definidos por condições — mediatrizes, circunferências, semiplanos — em Complexos · §11. René Descartes, La Géométrie (1637) — o apêndice onde a geometria passa a fazer-se com coordenadas, e onde as curvas ganham equações. É daí que vem o nome «cartesiano». Pierre de Fermat, Ad locos planos et solidos isagoge (escrito por volta de 1636) — a mesma ideia, chegada de forma independente e por um caminho diferente: partir da equação para descobrir a curva. William Rowan Hamilton e Hermann Grassmann, meados do século XIX — de onde vêm os vetores e o produto escalar como hoje se escrevem.

03

Exercícios globais

Dezasseis exercícios que misturam as oito secções, na ordem em que apareceriam numa prova: um item raramente avisa de que secção vem. Os enunciados são originais, escritos no formato do Exame Nacional — não são itens de prova, e por isso não trazem indicação de ano. Cada um tem sugestão e resolução passo a passo; o progresso fica guardado neste dispositivo.

Exercícios globais · Geometria analítica do 10.º e do 11.º ano

Dois exercícios sobre pontos e distâncias, quatro sobre lugares geométricos e condições, quatro sobre vetores e retas, três sobre produto escalar e três sobre planos. Os filtros ao lado deixam trabalhar um bloco de cada vez.

Exercício 241 escolha múltiplaGlobal · pontos e distâncias

No plano, considera A(-2,\,1) e B(4,\,9).

O ponto médio de [AB] e o comprimento de [AB] são, respetivamente:

  • (A)(1,\,5) e 10
  • (B)(1,\,5) e 14
  • (C)(3,\,4) e 10
  • (D)(2,\,10) e 10
Exercício 242 construçãoGlobal · no espaço

No referencial Oxyz, considera A(1,\,0,\,2), B(1,\,4,\,2) e C(1,\,4,\,5).

a) Mostra que os três pontos pertencem a um mesmo plano paralelo a um dos planos coordenados, e indica uma equação desse plano. b) Determina o perímetro do triângulo [ABC].

Exercício 243 escolha múltiplaGlobal · equação reduzida

A condição (x+1)^{2}+(y-3)^{2} > 4 define, no plano:

  • (A)o círculo de centro (-1,\,3) e raio 2
  • (B)o exterior da circunferência de centro (-1,\,3) e raio 2
  • (C)o exterior da circunferência de centro (1,\,-3) e raio 4
  • (D)a circunferência de centro (-1,\,3) e raio 2
Exercício 244 construçãoGlobal · mediatriz e circunferência

No plano, considera A(-4,\,0) e B(2,\,0).

a) Escreve uma equação da mediatriz de [AB]. b) Determina os pontos dessa mediatriz que distam 5 de A.

Exercício 245 escolha múltiplaGlobal · conjunção

No plano, o conjunto definido por x^{2}+y^{2} \leq 4 \;\wedge\; y \geq 2 é:

  • (A)vazio
  • (B)um único ponto
  • (C)um segmento de reta
  • (D)um semicírculo
Exercício 246 construçãoGlobal · escrever a condição

Escreve uma condição que defina, no plano, a região limitada pelo semicírculo de centro (0,\,0) e raio 3 situado no semiplano y \leq 0, incluindo a fronteira, e de onde se retirou o círculo de centro (0,\,0) e raio 1, incluindo a sua fronteira.

Exercício 247 escolha múltiplaGlobal · colinearidade

Os vetores \vec{u}(2,\,-6) e \vec{v}(-1,\,k) são colineares quando k é igual a:

  • (A)-3
  • (B)3
  • (C)\frac{1}{3}
  • (D)12
Exercício 248 construçãoGlobal · reta por dois pontos

No plano, considera A(3,\,-1) e B(-1,\,7).

a) Escreve uma equação vetorial da reta AB. b) Escreve a equação reduzida de AB. c) Determina as coordenadas do ponto em que AB corta o eixo Ox.

Exercício 249 escolha múltiplaGlobal · inclinação

A reta de equação y = -\sqrt{3}\,x + 2 tem inclinação:

  • (A)30^{\circ}
  • (B)60^{\circ}
  • (C)120^{\circ}
  • (D)-60^{\circ}
Exercício 250 construçãoGlobal · paralelismo e perpendicularidade

No plano, considera a reta r: y = \dfrac{3}{4}x - 2 e o ponto P(4,\,1).

a) Escreve a equação reduzida da reta paralela a r que passa em P. b) Escreve a equação reduzida da reta perpendicular a r que passa em P. c) Determina a inclinação de r, em graus e arredondada às décimas.

Exercício 251 escolha múltiplaGlobal · sinal do produto escalar

Sabe-se que \|\vec{u}\| = 2, \|\vec{v}\| = 5 e que o ângulo formado por \vec{u} e \vec{v} é 120^{\circ}.

O valor de \vec{u} \cdot \vec{v} é:

  • (A)10
  • (B)5
  • (C)-5
  • (D)-10
Exercício 252 construçãoGlobal · ângulo num paralelepípedo

No referencial Oxyz, considera o paralelepípedo de vértices O(0,0,0), A(3,0,0), B(3,4,0), C(0,4,0) e, por cima, D(0,0,12), E(3,0,12), F(3,4,12) e G(0,4,12).

a) Determina \overrightarrow{OF} \cdot \overrightarrow{OB}. b) Determina, em graus e arredondada às décimas, a amplitude do ângulo F\hat{O}B.

Exercício 253 escolha múltiplaGlobal · perpendicularidade com parâmetro

No referencial Oxyz, os vetores \vec{u}(1,\,k,\,-2) e \vec{v}(3,\,1,\,k) são perpendiculares quando k é igual a:

  • (A)-3
  • (B)-1
  • (C)1
  • (D)3
Exercício 254 construçãoGlobal · plano por ponto e normal

No referencial Oxyz, considera A(2,\,1,\,-1) e B(0,\,5,\,3).

a) Determina uma equação cartesiana do plano {\alpha} que passa em A e é perpendicular à reta AB. b) Averigua se a origem pertence a {\alpha}.

Exercício 255 construçãoGlobal · distância e posição relativa

No referencial Oxyz, considera {\alpha}: 2x - 2y + z - 6 = 0 e a reta r: (x,y,z) = (1,\,1,\,0) + k(1,\,1,\,0),\ k \in \mathbb{R}.

a) Mostra que r é paralela a {\alpha}. b) Determina a distância de {\alpha} ao ponto P(1,\,1,\,0).

Exercício 256 construçãoGlobal · problema com várias secções

No referencial Oxyz, considera a superfície esférica {\Sigma} de centro C(2,\,-1,\,3) que passa na origem.

a) Escreve a equação reduzida de {\Sigma}. b) Determina a interseção de {\Sigma} com o plano z = 3, caracterizando-a. c) Escreve uma equação cartesiana do plano tangente a {\Sigma} na origem.

Ponto médio é a média das coordenadas; distância é Pitágoras. Repara em que uma das opções soma os catetos.

  1. Ponto médio: \left(\dfrac{-2+4}{2},\dfrac{1+9}{2}\right) = (1,\,5).
  2. \overline{AB} = \sqrt{6^{2}+8^{2}} = \sqrt{100} = 10.
  3. A opção correta é a (A).A opção (B) soma os catetos, 6+8=14; a (D) soma as coordenadas em vez de as dividir por dois.
RespostaOpção (A)

Olha para a primeira coordenada dos três pontos. Depois, três distâncias — duas delas saem sem contas.

  1. a) Os três pontos têm abcissa 1, logo pertencem ao plano x = 1, paralelo a yOz.
  2. b) Cálculo auxiliar: \overline{AB} = \sqrt{0+16+0} = 4; \overline{BC} = \sqrt{0+0+9} = 3; \overline{AC} = \sqrt{0+16+9} = 5.
  3. Perímetro = 4+3+5 = 12.Como 4^{2}+3^{2} = 5^{2}, o triângulo é retângulo em B — o que se confirma vendo que \overrightarrow{BA} tem a direção de Oy e \overrightarrow{BC} a de Oz.
Respostaa) x = 1 · b) 12

Três coisas para ler: os sinais do centro, o raio como raiz do segundo membro, e o que o > faz.

  1. De (x+1)^{2} = \left(x-(-1)\right)^{2} e (y-3)^{2} vem o centro (-1,\,3).
  2. r^{2} = 4, logo r = 2.
  3. O sinal > dá o exterior, sem a fronteira. A opção correta é a (B).A opção (C) erra duas vezes: troca os sinais do centro e confunde r com r^{2}.
RespostaOpção (B)

O segmento é horizontal, portanto a mediatriz sai sem contas. Depois impõe a distância a A.

  1. a) [AB] é horizontal, com ponto médio de abcissa \dfrac{-4+2}{2} = -1. A mediatriz é x = -1.
  2. b) Um ponto da mediatriz é P(-1,\,y). Impondo \overline{PA} = 5: (-1+4)^{2}+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; 9+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; y^{2} = 16.
  3. y = 4 \;\vee\; y = -4: os pontos são (-1,\,4) e (-1,\,-4).
  4. Verificação: a distância de (-1,4) a B(2,0) é \sqrt{9+16} = 5 ✓ — como tinha de ser, por estar na mediatriz.
Respostaa) x = -1 · b) (-1,\,4) e (-1,\,-4)

O círculo tem raio 2 e a reta y = 2 passa exatamente pelo seu ponto mais alto. Quantos pontos sobram?

  1. De y \geq 2 vem y^{2} \geq 4. Como x^{2} \geq 0, resulta x^{2}+y^{2} \geq 4.
  2. A primeira condição exige x^{2}+y^{2} \leq 4, logo só há solução quando x^{2}+y^{2} = 4, o que obriga a x = 0 e y = 2.
  3. O conjunto é o único ponto (0,\,2): opção (B).A reta é tangente ao círculo, e a tangência é exatamente o caso em que a interseção se reduz a um ponto.
RespostaOpção (B)

Três condições ligadas por \wedge. Cuidado com o sinal na que retira o círculo pequeno.

  1. O círculo grande, com a fronteira: x^{2}+y^{2} \leq 9.
  2. A metade de baixo, com a fronteira: y \leq 0.
  3. Retirar o círculo pequeno inteiro, fronteira incluída, é exigir x^{2}+y^{2} > 1.
  4. A condição é x^{2}+y^{2} \leq 9 \;\wedge\; y \leq 0 \;\wedge\; x^{2}+y^{2} > 1.Escrever \geq 1 na última deixaria a circunferência pequena dentro da região — e o enunciado mandou retirá-la.
Respostax^{2}+y^{2} \leq 9 \wedge y \leq 0 \wedge x^{2}+y^{2} > 1

Descobre o escalar pela primeira coordenada e leva-o à segunda.

  1. De \vec{v} = {\lambda}\vec{u}: -1 = 2{\lambda} \;\Leftrightarrow\; {\lambda} = -\dfrac{1}{2}.
  2. Segunda coordenada: k = -\dfrac{1}{2}\times(-6) = 3.
  3. A opção correta é a (B). Verificação: -\dfrac{1}{2}(2,-6) = (-1,\,3)
RespostaOpção (B)

O vetor diretor é \overrightarrow{AB}; o declive lê-se nele. Para c), faz y = 0.

  1. a) \overrightarrow{AB} = (-1-3,\; 7+1) = (-4,\,8), logo (x,y) = (3,\,-1) + k(-4,\,8),\ k \in \mathbb{R}.
  2. b) m = \dfrac{8}{-4} = -2. Com A: -1 = -2\times 3 + b \Leftrightarrow b = 5. Logo y = -2x+5.
  3. Verificação com B: -2\times(-1)+5 = 7
  4. c) 0 = -2x+5 \;\Leftrightarrow\; x = \dfrac{5}{2}. O ponto é \left(\dfrac{5}{2},\,0\right).
Respostaa) (x,y)=(3,-1)+k(-4,8) · b) y=-2x+5 · c) \left(\frac{5}{2},\,0\right)

O declive é negativo. A inclinação está em \left[0^{\circ},180^{\circ}\right[ — o que exclui logo uma das opções.

  1. m = -\sqrt{3}, logo \operatorname{arctg}\left(-\sqrt{3}\right) = -60^{\circ}.
  2. Sendo o declive negativo, a inclinação é obtusa: {\alpha} = -60^{\circ}+180^{\circ} = 120^{\circ}.
  3. A opção correta é a (C).A opção (D) é o valor que a calculadora devolve, e que não é uma inclinação — a inclinação nunca é negativa.
RespostaOpção (C)

Paralela mantém o declive; perpendicular usa m\,m^{\prime} = -1. Em ambas, o ponto dá a ordenada na origem.

  1. a) Mesmo declive \dfrac{3}{4}. Com P(4,1): 1 = 3 + b \Leftrightarrow b = -2. Logo y = \dfrac{3}{4}x - 2… que é a própria r!
  2. De facto P \in r, porque \dfrac{3}{4}\times 4 - 2 = 1. A «paralela por P» é a própria r.Um enunciado pode ter esta armadilha. A resposta certa é dizer que P pertence a r e que, por isso, a única reta paralela a r que passa em P é r.
  3. b) m^{\prime} = -\dfrac{4}{3}. Com P: 1 = -\dfrac{16}{3} + b \Leftrightarrow b = \dfrac{19}{3}. Logo y = -\dfrac{4}{3}x + \dfrac{19}{3}.
  4. c) {\alpha} = \operatorname{arctg}\left(\dfrac{3}{4}\right) \approx 36{,}9^{\circ}, que é aguda — coerente com o declive positivo.
Respostaa) a própria r, porque P \in r · b) y = -\frac{4}{3}x+\frac{19}{3} · c) \approx 36{,}9^{\circ}

Usa a fórmula com o cosseno. O cosseno de 120^{\circ} vale -\dfrac{1}{2}.

  1. \vec{u}\cdot\vec{v} = 2 \times 5 \times \cos 120^{\circ} = 10 \times \left(-\frac{1}{2}\right) = -5.
  2. A opção correta é a (C).O sinal negativo era previsível sem contas: 120^{\circ} é obtuso.
RespostaOpção (C)

Escreve as coordenadas dos dois vetores. Ambos partem de O, portanto o ângulo entre eles é mesmo o ângulo do enunciado.

  1. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{OF} = (3,\,4,\,12) e \overrightarrow{OB} = (3,\,4,\,0).
  2. a) \overrightarrow{OF}\cdot\overrightarrow{OB} = 9+16+0 = 25.
  3. b) \left\|\overrightarrow{OF}\right\| = \sqrt{9+16+144} = \sqrt{169} = 13 e \left\|\overrightarrow{OB}\right\| = \sqrt{9+16} = 5.
  4. \cos{\theta} = \frac{25}{13 \times 5} = \frac{25}{65} = \frac{5}{13}.
  5. {\theta} = \arccos\dfrac{5}{13} \approx 67{,}4^{\circ}.O produto escalar é positivo, logo o ângulo tinha de ser agudo — e 67{,}4^{\circ} é. Esta verificação de sinal apanha quase todos os enganos de coordenadas.
Respostaa) 25 · b) \approx 67{,}4^{\circ}

Perpendiculares dá produto escalar nulo. Resolve a equação em k.

  1. \vec{u}\cdot\vec{v} = 1 \times 3 + k \times 1 + (-2) \times k = 3 + k - 2k = 3 - k.
  2. 3-k = 0 \;\Leftrightarrow\; k = 3.
  3. A opção correta é a (D). Para k=3, \vec{u}(1,3,-2) não é nulo, logo a conclusão vale.
RespostaOpção (D)

Se o plano é perpendicular à reta AB, então \overrightarrow{AB} é um vetor normal.

  1. Cálculo auxiliar: \overrightarrow{AB} = (-2,\,4,\,4), que se pode simplificar para \vec{n}(-1,\,2,\,2).
  2. a) Plano por A(2,1,-1) com normal (-1,2,2): -1(x-2)+2(y-1)+2(z+1) = 0 \;\Leftrightarrow\; -x+2y+2z+2 = 0.
  3. Verificação com A: -2+2-2+2 = 0
  4. b) Substituindo O(0,0,0): 0+0+0+2 = 2 \neq 0, logo a origem não pertence a {\alpha}.
Respostaa) -x+2y+2z+2 = 0 · b) não pertence

Para a), compara o vetor diretor com o normal. Para b), escreve a reta que passa em P com a direção da normal e encontra o pé da perpendicular.

  1. a) \vec{n}(2,\,-2,\,1) e \vec{u}(1,\,1,\,0): \vec{u}\cdot\vec{n} = 2 - 2 + 0 = 0, logo a direção da reta é perpendicular à normal: r é paralela a {\alpha} ou está contida nele.
  2. Testando P(1,1,0) \in r na equação: 2-2+0-6 = -6 \neq 0. O ponto não pertence ao plano, logo r é paralela a {\alpha} e não está contida nele.
  3. b) A reta por P(1,1,0) com a direção de \vec{n}(2,-2,1) é (1+2k,\; 1-2k,\; k). Substituindo na equação do plano: 2(1+2k) - 2(1-2k) + k - 6 = 0 \;\Leftrightarrow\; 9k - 6 = 0 \;\Leftrightarrow\; k = \frac{2}{3}. Como \|\vec{n}\| = \sqrt{4+4+1} = 3, vem \overline{PQ} = \dfrac{2}{3} \times 3 = 2.
  4. Como r é paralela ao plano, todos os seus pontos estão a essa distância — é a distância da reta ao plano.Vale a pena confirmar com outro ponto de r, por exemplo (2,2,0): a mesma substituição dá outra vez 9k-6 = 0, e a distância volta a dar 2
Respostaa) \vec{u}\cdot\vec{n} = 0 e P \notin {\alpha} · b) 2

O raio é \overline{CO}. Em c), lembra-te de que o plano tangente num ponto é perpendicular ao raio que lá vai dar.

  1. a) Cálculo auxiliar: r = \overline{CO} = \sqrt{4+1+9} = \sqrt{14}. Logo (x-2)^{2}+(y+1)^{2}+(z-3)^{2} = 14.
  2. b) Substituindo z = 3: (x-2)^{2}+(y+1)^{2}+0 = 14.
  3. É a circunferência de centro (2,\,-1,\,3) e raio \sqrt{14}, contida no plano z=3: a condição é (x-2)^{2}+(y+1)^{2} = 14 \wedge z = 3.O plano passa pelo próprio centro, e por isso a secção é uma circunferência máxima — tem o raio da esfera.
  4. c) O plano tangente na origem é perpendicular ao raio [CO], logo tem \overrightarrow{CO} = O - C = (-2,\,1,\,-3) por vetor normal, e passa em O: -2(x-0)+1(y-0)-3(z-0) = 0 \;\Leftrightarrow\; -2x+y-3z = 0.
  5. Verificação: a distância de C a este plano é \dfrac{|-4-1-9|}{\sqrt{4+1+9}} = \dfrac{14}{\sqrt{14}} = \sqrt{14} = r ✓ — que é exatamente a condição de tangência.
Respostaa) (x-2)^{2}+(y+1)^{2}+(z-3)^{2} = 14 · b) (x-2)^{2}+(y+1)^{2} = 14 \wedge z = 3 · c) -2x+y-3z = 0