Geometria Analítica
Este capítulo é revisão do 10.º e do 11.º ano, e só isso: pontos, retas e planos no referencial, mediatriz e plano mediador, circunferências e esferas, conjuntos definidos por condições, vetores e equação vetorial da reta — e, do 11.º, declive e inclinação, produto escalar e as equações de retas e de planos. As Aprendizagens Essenciais do 12.º não têm tema de Geometria: o que dela é preciso lá aparece nos Complexos, quando o plano de Argand pede uma mediatriz ou uma circunferência. Teoria, laboratórios interativos e exercícios com resolução passo a passo.
Pontos, retas e planos no referencial
Onde tudo começa: um par ou um terno de números que localiza um ponto, e três contas que dele se tiram — o transformado por uma simetria, o ponto médio de um segmento e a distância entre dois pontos. No espaço muda pouco: acrescenta-se uma coordenada e Pitágoras aplica-se duas vezes em vez de uma.
- Identificar coordenadas de pontos do plano e do espaço num referencial cartesiano, ortogonal e monométrico.
- Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas: transformados de pontos, por uma reflexão de eixo vertical ou horizontal, ou por uma meia-volta de centro na origem; coordenadas do ponto médio de um segmento de reta; fórmula da distância entre dois pontos.
- Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: planos paralelos aos planos coordenados; retas paralelas a um dos eixos.
1 · Coordenadas, e o que uma simetria lhes faz
Um referencial cartesiano ortogonal e monométrico do plano são dois eixos perpendiculares com a mesma unidade. Cada ponto fica com um par ordenado: a abcissa, lida em
Regra única: a coordenada que muda de sinal é a do eixo que não é o de reflexão. A meia-volta é a composição das duas reflexões, e por isso muda as duas.
Laboratório · O ponto e os seus transformados
arrasta o ponto2 · Ponto médio e distância
O ponto médio faz-se com médias — uma por coordenada. A distância faz-se com Pitágoras, e a figura mostra porquê: dois pontos e os eixos formam sempre um triângulo retângulo de catetos paralelos aos eixos.
Na distância, a ordem dos pontos não interessa: as diferenças aparecem ao quadrado. No ponto médio também não, porque a soma é comutativa.
Confundir
3 · Uma coordenada a mais: o espaço
No espaço juntam-se três eixos, dois a dois perpendiculares, e cada ponto passa a ter abcissa, ordenada e cota. Os três eixos definem três planos coordenados:
É a mesma fórmula com mais uma parcela. A justificação é Pitágoras aplicado duas vezes: primeiro na projeção em
Laboratório · Um ponto no espaço
arrasta para rodar4 · Condições com uma variável só
A mesma equação diz coisas diferentes conforme se esteja no plano ou no espaço.
| Condição | No plano | No espaço |
|---|---|---|
| reta vertical | plano paralelo a | |
| reta horizontal | plano paralelo a | |
| — | plano paralelo a | |
| um ponto | reta paralela a | |
| — | reta paralela a | |
| — | reta paralela a |
A regra que arruma a tabela toda: cada igualdade tira um grau de liberdade. No espaço, uma igualdade deixa duas variáveis livres — um plano; duas igualdades deixam uma — uma reta; três não deixam nenhuma — um ponto.
Laboratório · Planos paralelos aos planos coordenados
arrasta para rodarNo referencial
- Ponto médio, coordenada a coordenada:
M = \left(\frac{1+5}{2},\; \frac{2+(-2)}{2},\; \frac{-1+3}{2}\right) = (3,\,0,\,1). - A distância de um ponto ao plano
xOy é o módulo da cota.O planoxOy tem equaçãoz=0 ; a distância mede-se na perpendicular, que é a direção deOz . - Para
A :|-1| = 1 . ParaB :|3| = 3 . - Os valores são diferentes, logo a afirmação é falsa:
A está a1 do plano eB a3 .
Python Distância e ponto médio, no plano e no espaço
Um programa curto que recebe dois pontos — com duas ou três coordenadas — e devolve a distância e o ponto médio. A mesma função serve para os dois casos, porque percorre as coordenadas que existirem.
from math import dist
A = (1, -2, 3)
B = (4, 2, 3)
medio = tuple((a + b) / 2 for a, b in zip(A, B))
print("distancia:", dist(A, B))
print("ponto medio:", medio)
from math import dist # dist calcula a distancia euclidiana
# entre dois pontos com o mesmo numero
# de coordenadas: serve no plano e no espaco
A = (1, -2, 3) # primeiro ponto
B = (4, 2, 3) # segundo ponto
# zip emparelha as coordenadas: (1,4), (-2,2), (3,3)
# e a media de cada par da a coordenada do ponto medio
medio = tuple((a + b) / 2 for a, b in zip(A, B))
print("distancia:", dist(A, B))
print("ponto medio:", medio)
Experimenta com
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre coordenadas, simetrias, ponto médio e distância, no plano e no espaço. Os últimos pedem justificação, que é o que o Exame valoriza.
A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.
No referencial
a) Escreve as coordenadas do transformado de
Considera
Determina as coordenadas do ponto médio de
Considera
Determina
No referencial
a) Indica a distância de
No referencial
- (A)um ponto
- (B)uma reta paralela ao eixo
Oy - (C)um plano paralelo ao plano
xOz - (D)um plano paralelo ao plano
xOy
Sabe-se que
Determina as coordenadas de
Considera
Mostra que o triângulo
No referencial
Determina
No referencial
Caracteriza o conjunto de pontos que ela define.
O ponto
O transformado de
- (A)1.º quadrante
- (B)2.º quadrante
- (C)3.º quadrante
- (D)4.º quadrante
No referencial
Determina as coordenadas de
Considera
Determina os valores de
Considera
Mostra que o triângulo
No referencial
a) Justifica que
No plano, considera o ponto
Determina, e caracteriza em palavras, o conjunto dos pontos
Refletir em
- Reflexão de eixo
Oy : muda o sinal dex e deixay . Obtém-se(4,\,3) . - Reflexão de eixo
Ox : muda o sinal dey e deixax . Obtém-se(-4,\,-3) . - Meia-volta de centro
O : muda os dois sinais. Obtém-se(4,\,-3) .A meia-volta é o que se obtém fazendo as duas reflexões uma a seguir à outra — por isso troca os dois sinais.
O ponto médio tem, em cada coordenada, a média das coordenadas correspondentes dos extremos.
- Abcissa:
\dfrac{-1+7}{2} = 3 . - Ordenada:
\dfrac{5+(-1)}{2} = 2 .
Aplica a fórmula da distância: a raiz quadrada da soma dos quadrados das diferenças das coordenadas.
\overline{AB} = \sqrt{(5-1)^{2} + (5-2)^{2}} = \sqrt{16+9} = \sqrt{25}. - Logo
\overline{AB} = 5 .Sai certo porque(3,4,5) é um terno pitagórico — é por isso que este exemplo aparece em todos os manuais.
A distância de um ponto ao plano
- A cota de
P é5 , e a distância é um número não negativo:|5| = 5 . - Projetar em
xOy é anular a cota:(3,\,-2,\,0) .Vale a pena reparar que a abcissa e a ordenada não mudam — só a coordenada do eixo perpendicular ao plano é que se perde.
No espaço, uma condição com uma só variável define um plano. Falta saber a qual dos coordenados é paralelo.
- A condição
y = -3 não impõe nada ax nem az : esses variam livremente, e o conjunto é um plano. - O plano coordenado onde
y é constante e nula é oxOz . Logoy = -3 é paralelo axOz , três unidades no sentido negativo deOy . - A opção correta é a (C).A opção (D) trocaria o papel de
y com o dez :xOy é o plano de equaçãoz = 0 .
Escreve as duas igualdades do ponto médio e resolve cada uma em ordem à coordenada de
- Abcissa:
\dfrac{-3 + x_{B}}{2} = 2 \;\Leftrightarrow\; -3 + x_{B} = 4 \;\Leftrightarrow\; x_{B} = 7 . - Ordenada:
\dfrac{4 + y_{B}}{2} = -1 \;\Leftrightarrow\; 4 + y_{B} = -2 \;\Leftrightarrow\; y_{B} = -6 . - Verificação: o ponto médio de
(-3,4) e(7,-6) é\left(\dfrac{4}{2},\dfrac{-2}{2}\right) = (2,-1) ✓
Calcula os comprimentos dos três lados. Basta que dois sejam iguais.
\overline{AB} = \sqrt{(4-(-2))^{2} + (1-1)^{2}} = \sqrt{36} = 6 .\overline{AC} = \sqrt{(1-(-2))^{2} + (5-1)^{2}} = \sqrt{9+16} = 5 .\overline{BC} = \sqrt{(1-4)^{2} + (5-1)^{2}} = \sqrt{9+16} = 5 .- Como
\overline{AC} = \overline{BC} = 5 , o triângulo tem dois lados iguais: é isósceles.Não é equilátero, porque o terceiro lado mede6 . EC está sobre a mediatriz de[AB] — é essa a leitura geométrica de\overline{AC} = \overline{BC} , e é dela que vive a secção R2.
A fórmula é a mesma do plano, com mais uma parcela. Repara nas cotas antes de fazer contas.
\overline{AB} = \sqrt{(4-1)^{2} + (2-(-2))^{2} + (3-3)^{2}}. = \sqrt{9 + 16 + 0} = \sqrt{25} = 5 .As cotas são iguais, portanto os dois pontos estão no mesmo plano horizontal e a terceira parcela anula-se: o cálculo passa a ser o do plano.
Duas condições, cada uma um plano. O conjunto é a interseção dos dois — e a variável que sobra diz em que direção ele se estende.
x = 2 define um plano paralelo ayOz ;z = -1 define um plano paralelo axOy .- Os dois planos não são paralelos entre si, logo intersetam-se segundo uma reta.
- A variável livre é
y : a reta é paralela ao eixoOy e passa no ponto(2,\,0,\,-1) .
A meia-volta troca os sinais das duas coordenadas. Vê em que quadrante fica o par de sinais resultante.
A tem abcissa negativa e ordenada positiva: está no 2.º quadrante.- A meia-volta de centro
O leva(a,\,b) em(-a,\,-b) , com-a > 0 e-b < 0 . - Abcissa positiva e ordenada negativa é o 4.º quadrante. A opção correta é a (D).A meia-volta manda sempre um quadrante no seu oposto pelo vértice: 1.º ↔ 3.º e 2.º ↔ 4.º.
Uma igualdade por coordenada, exatamente como no plano.
\dfrac{-3 + x_{B}}{2} = 0 \;\Leftrightarrow\; x_{B} = 3 .\dfrac{4 + y_{B}}{2} = 1 \;\Leftrightarrow\; y_{B} = -2 .\dfrac{1 + z_{B}}{2} = -2 \;\Leftrightarrow\; z_{B} = -5 .
Escreve a distância em função de
\overline{AB} = \sqrt{(k-1)^{2} + (2-(-2))^{2}} = \sqrt{(k-1)^{2} + 16}. - Impondo
\overline{AB} = 5 e elevando ao quadrado (os dois membros são não negativos, logo é equivalente):(k-1)^{2} + 16 = 25 \;\Leftrightarrow\; (k-1)^{2} = 9. (k-1)^{2} = 9 \;\Leftrightarrow\; k-1 = 3 \;\vee\; k-1 = -3 \;\Leftrightarrow\; k = 4 \;\vee\; k = -2 .- Verificação: para
k=4 ,\sqrt{9+16}=5 ✓; parak=-2 ,\sqrt{9+16}=5 ✓Geometricamente há mesmo dois pontos: a retay = 2 corta a circunferência de centroA e raio5 em dois pontos.
Ainda não temos produto escalar — mas temos Pitágoras. Calcula os três lados e testa a igualdade que caracteriza o triângulo retângulo.
- Cálculo auxiliar:
\overline{AB}^{2} = 6^{2}+2^{2} = 40 ,\overline{AC}^{2} = 4^{2}+8^{2} = 80 ,\overline{BC}^{2} = (4-6)^{2}+(8-2)^{2} = 4+36 = 40 . - O maior dos três é
\overline{AC}^{2} = 80 , logo o candidato a hipotenusa é[AC] e o ângulo reto, a existir, é o de vérticeB … mas\overline{AB}^{2} + \overline{BC}^{2} = 40+40 = 80 = \overline{AC}^{2} . - Pelo recíproco do teorema de Pitágoras, o triângulo é retângulo, e o ângulo reto é o oposto ao maior lado: o de vértice
B . - O enunciado pedia «retângulo em
A » — e as contas mostram que não é: emA ter-se-ia\overline{AB}^{2}+\overline{AC}^{2} = 120 \neq 40 = \overline{BC}^{2} .Um exercício em que a afirmação a mostrar é falsa treina uma coisa que o Exame pede: contas antes de conclusões. O que se conclui é o que as contas dizem, e o vértice do ângulo reto é sempre o oposto ao maior lado.
Um ponto está num eixo quando as outras duas coordenadas são nulas. Depois, três distâncias.
A(2,0,0) tem ordenada e cota nulas: está emOx .B(0,3,0) tem abcissa e cota nulas: está emOy .C(0,0,6) tem abcissa e ordenada nulas: está emOz .- Cálculo auxiliar:
\overline{AB} = \sqrt{2^{2}+3^{2}} = \sqrt{13}, \quad \overline{AC} = \sqrt{2^{2}+6^{2}} = \sqrt{40}, \quad \overline{BC} = \sqrt{3^{2}+6^{2}} = \sqrt{45}. - Perímetro
= \sqrt{13} + \sqrt{40} + \sqrt{45} \approx 3{,}6056 + 6{,}3246 + 6{,}7082 \approx 16{,}64 .O arredondamento faz-se no fim, e às casas que o enunciado pede. Arredondar cada parcela antes de somar podia mudar a segunda casa.
Escreve a distância com a fórmula, iguala a
\overline{AP} = \sqrt{(x-3)^{2} + (y+1)^{2}} .- Impondo
\overline{AP} = 4 e elevando ao quadrado:(x-3)^{2} + (y+1)^{2} = 16. - É a equação reduzida da circunferência de centro
A(3,-1) e raio4 .Esta é a definição de circunferência escrita em coordenadas — e é o ponto de partida da secção R3. Repara que o passo de elevar ao quadrado é equivalente porque os dois membros são não negativos.
Exercícios de Exame · Pontos, retas e planos
Vinte e oito itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2026, sobre coordenadas, retas no plano, sólidos assentes no referencial e condições no espaço. Repara em quantos se resolvem só com dois pontos e a definição de declive — e em quantos outros bastaria ler bem a figura.
Na figura, estão representados, em referencial o.n.
O vértice da pirâmide coincide com o centro da base superior do prisma.
O ponto
Sabendo que, na unidade considerada, o volume do prisma é igual a
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo;
o vértice
Justifique que
Qual das condições seguintes define, num referencial o.n.
- (A)
x = 1 \wedge y = 2 \wedge z = 3 - (B)
x = 2 \wedge z = 1 - (C)
x = y = z - (D)
y = 1
Num referencial o.n.
- (A)o conjunto vazio
- (B)um ponto
- (C)uma reta
- (D)um plano
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
Determine o volume do cubo.
Considere, num referencial o.n.
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
- (A)A reta
r é perpendicular ao planoxOy - (B)A reta
r está contida no planoxOy - (C)A reta
r é perpendicular ao eixoOx - (D)A reta
r é paralela ao eixoOx
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Sabendo que a área lateral do prisma é
Na figura, está representada, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide é paralela ao plano
Determine o perímetro de uma face lateral da pirâmide.
Na figura, estão representados, em referencial o.n.
A base do prisma, que coincide com a base da pirâmide, está contida no plano
Sabe-se que:
o vértice
Escreva uma condição que define a reta
Na figura estão representadas, em referencial o.n.
Admitindo que o declive da reta é igual a
19.1. Mostre que uma equação da reta
Considere, em referencial o.n.
Qual é a equação reduzida da reta
- (A)
y = -3x+6 - (B)
y = 3x+6 - (C)
y = -2x+3 - (D)
y = 2x+3
Na figura está representado, em referencial o.n.
O ponto
Defina, por meio de uma condição, a aresta
Na figura, está representado, em referencial o.n.
A origem do referencial é um dos vértices do cubo, o vértice
Os vértices da base da pirâmide são os pontos médios dos lados do quadrado
O ponto
Determine a cota do ponto
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Seja
Indique as coordenadas do ponto
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
as bases são triângulos isósceles (
Determine a área lateral do prisma.
Na figura está representada, num referencial o.n.
Qual é a equação reduzida da reta
- (A)
y = 2x+2 - (B)
y = -2x+2 - (C)
y = -x+2 - (D)
y = x+2
Na figura, estão representados, num referencial o.n.
Sabe-se que:
os vértices
Preencha cada um dos espaços seguintes, de modo a obter afirmações verdadeiras quanto à posição relativa das retas e/ou dos planos.
a) As retas
b) As retas
c) A reta
d) A reta
e) Os planos
Considere, num referencial o.n.
Qual é a equação reduzida da reta
- (A)
y = -4x+8 - (B)
y = 4x+8 - (C)
y = -2x+4 - (D)
y = 2x+4
Na figura estão representados, num referencial o.n.
O ponto
Determine as coordenadas do ponto
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo e está contida no plano
Escreva uma condição cartesiana que defina o plano perpendicular à reta
Na figura, está representado, em referencial o.n.
As coordenadas dos pontos
Escreva uma condição que defina a reta que passa no ponto
Na figura está representado, num referencial o.n.
Numa das opções seguintes estão as coordenadas de um ponto pertencente a uma das arestas do cubo. Em qual?
- (A)
(1,\,1,\,2) - (B)
(1,\,2,\,0) - (C)
(0,\,1,\,1) - (D)
(1,\,1,\,1)
Considere, num referencial o.n.
a reta
Escreva a equação reduzida da reta paralela à reta
Considere, num referencial o.n.
Qual das seguintes equações define uma reta paralela à reta
- (A)
y = -\frac{1}{3}x - (B)
y = \frac{1}{3}x - (C)
y = 3x - (D)
y = -33x
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Determine a área da secção produzida no cilindro pelo plano de equação
Na figura está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Seja
- (A)
\left(-\frac{1}{2},\,2\right) - (B)
(-1,\,2) - (C)
\left(-\frac{1}{4},\,\frac{1}{2}\right) - (D)
(-2,\,4)
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o plano
a) Qual das seguintes equações vetoriais define a reta que passa no ponto
- (A)
(x,y,z) = (-5,1,7)+k(1,-5,0),\ k \in \mathbb{R} - (B)
(x,y,z) = (5,1,-7)+k(-1,5,0),\ k \in \mathbb{R} - (C)
(x,y,z) = (-10,2,14)+k(5,1,-7),\ k \in \mathbb{R} - (D)
(x,y,z) = (10,2,-14)+k(5,1,-7),\ k \in \mathbb{R}
b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine a equação cartesiana reduzida da superfície esférica que contém todos os vértices do cubo
Na figura está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Sem recorrer à calculadora, determine uma equação da superfície esférica de centro no ponto
Do volume do prisma tira-se a altura; e
- A base.
[OFGE] é um quadrado no planoxOy com um vértice na origem e o oposto emG(4,4,0) , logo o lado é4 eA_{\text{base}} = 4\times 4 = 16. - A altura do prisma.
96 = 16 \times h \quad\Leftrightarrow\quad h = 6. - O ponto
H . É o centro da base superior, que está no planoz = 6 . O centro de um quadrado é o ponto médio da diagonal, e a diagonal da base superior vai de(0,0,6) a(4,4,6) :H = \left(\frac{0+4}{2},\ \frac{0+4}{2},\ 6\right) = (2,\,2,\,6). \; \square A pirâmide serve outras alíneas da prova; para esta, o que conta é só o prisma. Repare em queH é ao mesmo tempo o vértice da pirâmide e o centro de uma face do prisma — é isso que liga os dois sólidos.
A cota de
- A aresta do cubo. A face inferior do cubo está no plano
xOy , e a pirâmide assenta na face superior. Como a altura da pirâmide é igual à aresta do cubo, a cota deV é o dobro da aresta:2\,\overline{UQ} = z_{V} = 12 \quad\Leftrightarrow\quad \overline{UQ} = 6. \; \square - As coordenadas de
U . Com aresta6 e três arestas sobre os semieixos positivos, o cubo ocupa[0,6]^{3} , eU é o vértice da face superior oposto aS :U(6,\,6,\,6). - A distância pedida.
\overline{UV} = \|(3-6,\ 3-6,\ 12-6)\| = \|(-3,\,-3,\,6)\| = \sqrt{9+9+36} = \sqrt{54}. \sqrt{54} = \sqrt{9\times 6} = 3\sqrt{6}. \; \square O segmento[UV] é uma aresta lateral da pirâmide. Vale a pena confirmar por outro caminho: a meia-diagonal da base é3\sqrt2 e a altura é6 , logo\overline{UV} = \sqrt{18+36} = \sqrt{54} ✓ — a mesma conta, vista do triângulo retângulo[UMV] .
Uma reta paralela a
- Numa reta paralela ao eixo
Oy , a variável que percorre\mathbb{R} éy , e as outras duas ficam constantes. x = 2 \wedge z = 1 fixa exatamentex ez e deixay livre: opção (B).- As outras: (A) fixa as três e define um ponto; (C) define a reta
x=y=z , que não é paralela a nenhum eixo; (D) fixa só uma e define um plano.
Cada igualdade define um plano. Dois planos não paralelos intersetam-se segundo quê?
x = 0 é o planoyOz ;z = 3 é um plano paralelo axOy .- Os dois não são paralelos entre si — as normais
(1,0,0) e(0,0,1) não são colineares —, logo intersetam-se. - A variável livre é
y : o conjunto é a reta paralela ao eixoOy que passa em(0,\,0,\,3) . - A opção correta é a (C).Duas igualdades tiram dois graus de liberdade dos três do espaço, e sobra um — que é a dimensão de uma reta.
- A aresta.
[AD] é um lado da face[ABCD] , logo é uma aresta do cubo:\overline{AD} = \|(-6,\,-2,\,3)\| = \sqrt{36+4+9} = \sqrt{49} = 7. V = 7^{3} = 343. - Confirmação.
[AE] também é uma aresta:\overline{AE} = \|(-2,\,-3,\,-6)\| = \sqrt{4+9+36} = 7 \ ✓ e as duas são perpendiculares:(-6,-2,3)\cdot(-2,-3,-6) = 12+6-18 = 0 ✓Fazer as duas verificações custa dez segundos e apanha o erro mais comum destes itens: tomar por aresta um segmento que é, afinal, uma diagonal. Se\overline{AD} fosse a diagonal de uma face, o valor seria7\sqrt2 \approx 9{,}9 — e o volume, outro.
Uma reta perpendicular a um plano tem a direção da normal desse plano. Qual é a normal de
- O plano
yOz tem equaçãox = 0 , e portanto vetor normal(1,\,0,\,0) — a direção do eixoOx . - Uma reta perpendicular ao plano tem a direção da normal, logo
r é paralela ao eixoOx (ou coincide com ele). - A opção correta é a (D).
- As outras falham: sendo paralela a
Ox ,r é paralela ao planoxOy ou está nele, mas não lhe é perpendicular (A); só está contida emxOy se tiver cota nula, o que não é forçoso (B); e é paralela aOx , não perpendicular (C).A palavra «necessariamente» é a chave: basta um contraexemplo para derrubar uma opção. A retay = 0 \wedge z = 5 é perpendicular ayOz e não está emxOy .
Comece por ler a figura:
- Ler a figura. As bases são os triângulos equiláteros
[ORT] e[PQS] , em planos paralelos ayOz ; as arestas laterais são[OP] ,[RQ] e[TS] , paralelas ao eixoOx . Logo\overline{QR} = 6 é o comprimento da aresta lateral, ou seja, a altura do prisma. - O lado da base. A área lateral são três retângulos iguais, cada um de área
72 \div 3 = 24 :24 = \ell \times 6 \quad\Leftrightarrow\quad \ell = 4. - Os vértices que se lêem de imediato.
O(0,0,0) ,R(0,4,0) (emOy , à distância4 ) eP(6,0,0) (emOx , à distância6 ). O pontoQ , no outro extremo da aresta lateral que sai deR , éQ(6,\,4,\,0) — e confirma-se\overline{QR} = 6 ✓ - O ponto
S . É o terceiro vértice do triângulo equilátero[PQS] , no planox = 6 . A sua ordenada é a do ponto médio de[PQ] , ou seja2 ; e a cota é a altura do triângulo equilátero de lado4 :h = \sqrt{4^{2}-2^{2}} = \sqrt{12} = 2\sqrt{3}. S\left(6,\ 2,\ 2\sqrt{3}\right). Trocar a aresta lateral com o lado da base leva a uma resposta completamente diferente — e as duas leituras são compatíveis com o texto do enunciado. É a figura que decide: repare em queQ eR estão em bases diferentes.
Uma face lateral é um triângulo isósceles: dois lados são arestas laterais (iguais entre si) e o terceiro é um lado da base.
- A base. É paralela a
xOy eA tem cota7 , logo toda a base está emz = 7 . ComoC está emOz ,C(0,0,7) ; e o centroE é o ponto médio de[AC] :E(4,\,4,\,7). - Os outros dois vértices são simétricos em relação a
E :B+D = 2E = (8,8,14) , comB de abcissa nula eD de ordenada nula:B(0,\,8,\,7), \qquad D(8,\,0,\,7). O lado da base é\overline{DA} = \|(0,8,0)\| = 8 . - O vértice. A pirâmide é regular, logo
V está na vertical deE ; e pertence axOy , logo tem cota nula:V(4,\,4,\,0) . - A aresta lateral.
\overline{DV} = \|(-4,\,4,\,-7)\| = \sqrt{16+16+49} = \sqrt{81} = 9, e, por regularidade,\overline{AV} = 9 também. P_{[DAV]} = \overline{DA}+\overline{DV}+\overline{AV} = 8+9+9 = 26. Que a raiz dê exatamente9 é o sinal de que os vértices estão certos: numa pirâmide regular, todas as arestas laterais são iguais, e um número «feio» aqui denunciaria um erro na localização deB ,D ouV .
- Os vértices. De
U(2,2,4) , a base é um quadrado de lado2 e a altura é4 :O(0,0,0),\ P(2,0,0),\ Q(2,2,0),\ R(0,2,0),\ S(0,0,4),\ T(2,0,4),\ U(2,2,4),\ V(0,2,4). - O que
T eU têm em comum. Ambos têm abcissa2 e cota4 ; o que varia entre eles é a ordenada. Logo a retaTU é paralela ao eixoOy ex = 2 \ \wedge \ z = 4. - Outra leitura. A reta
TU é a interseção do planoPTU (que éx = 2 ) com o planoSTU (que éz = 4 ).Numa equação vetorial, a mesma reta seria(x,y,z) = (2,0,4)+k(0,1,0) . Quando o enunciado pede «uma condição», a forma cartesiana costuma ser mais rápida — desde que a reta seja paralela a um eixo.
Pela figura,
- 19.1.
A está no eixoOx e na circunferência de raio5 , e pela figura tem abcissa negativa:A(-5,\,0) . - Com declive
\dfrac{1}{2} e passando emA :y = \dfrac{1}{2}(x+5) , ou seja2y = x+5 , isto éx-2y+5 = 0. \quad \square - 19.2.
B está na reta e na circunferência. Da reta,x = 2y-5 . Substituindo emx^{2}+y^{2} = 25 :(2y-5)^{2}+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; 4y^{2}-20y+25+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; 5y^{2}-20y = 0. 5y(y-4) = 0 \;\Leftrightarrow\; y = 0 \;\vee\; y = 4 .- A
y = 0 correspondex = -5 , que é o pontoA . Ay = 4 correspondex = 2\times 4-5 = 3 , logoB(3,\,4) .\square Fatorizar em vez de aplicar a fórmula resolvente é mais rápido e não perde soluções — aqui o termo independente anula-se, e é isso que torna a fatorização imediata.
Dois pontos,
- Passa em
(0,\,6) , logob = 6 — o que exclui (C) e (D). m = \dfrac{0-6}{2-0} = -3 .- Logo
y = -3x+6 : opção (A).
Localize primeiro
- Do enunciado e de
U(2,2,2) , a aresta do cubo mede2 e os vértices sãoO(0,0,0) ,P(2,0,0) ,Q(2,2,0) ,R(0,2,0) ,S(0,0,2) ,T(2,0,2) ,U(2,2,2) eV(0,2,2) . U(2,2,2) eQ(2,2,0) só diferem na cota: a aresta[UQ] é vertical.- Como é um segmento, e não uma reta, a cota tem de ficar limitada:
x = 2 \;\wedge\; y = 2 \;\wedge\; 0 \leq z \leq 2. - Escrever só
x = 2 \wedge y = 2 definiria a reta inteira, que é mais do que a aresta.É a diferença entre «reta» e «segmento» posta em condições: as duas igualdades dão a direção, a dupla desigualdade corta-lhe os extremos.
O volume do sólido é o do cubo mais o da pirâmide. Falta a área da base da pirâmide — que é o quadrado dos pontos médios, e não o
- O cubo. De
Q(2,2,0) e da posição deP eR nos eixos, a aresta é2 :V_{\text{cubo}} = 2^{3} = 8. - O volume da pirâmide.
V_{\text{pirâmide}} = 10-8 = 2. - A base da pirâmide. Os seus vértices são os pontos médios dos lados de
[OPQR] :A(1,0,0) ,B(2,1,0) ,C(1,2,0) eD(0,1,0) . O lado é\overline{AB} = \sqrt{1^{2}+1^{2}} = \sqrt{2}, \qquad A_{\text{base}} = \left(\sqrt{2}\right)^{2} = 2. - A altura. Como a base está no plano
xOy , a altura é a cota deE :2 = \frac{1}{3}\times 2\times z_{E} \quad\Leftrightarrow\quad z_{E} = 3. O quadrado dos pontos médios tem metade da área do original — aqui,2 contra4 . É um resultado que vale a pena reconhecer: liga os dois quadrados sem calcular lado nenhum.
Refletir no plano
- O ponto
W . A reflexão no planoxOy mantém a abcissa e a ordenada e troca o sinal da cota:W(1,\,2,\,-6). - A reta
VW .V eW têm a mesma abcissa e a mesma ordenada, logo a reta é paralela ao eixoOz :x = 1 \ \wedge \ y = 2. - O segmento. Falta limitar a cota entre as dos dois extremos:
x = 1 \ \wedge \ y = 2 \ \wedge \ -6 \le z \le 6. É a diferença que estes itens querem testar: a mesma reta com ou sem a restrição da terceira coordenada dá uma reta ou um segmento. Esquecer a desigualdade é o erro típico.
As faces laterais são três retângulos, todos de altura
- Os vértices. As arestas laterais são perpendiculares à base
[ABC] , que está emxOy : são verticais, de comprimento8 (a cota deE ). LogoB(0,\,3,\,0), \qquad D(4,\,0,\,8). E comoF é o simétrico deE em relação ao planoxOz (que troca o sinal da ordenada),F(0,\,-3,\,8) eC(0,\,-3,\,0) . - Os lados da base.
\overline{AB} = \|(-4,\,3,\,0)\| = 5 = \overline{AC}, \qquad \overline{BC} = \|(0,\,-6,\,0)\| = 6. (Confirma-se o triângulo isósceles.) - As três faces laterais são retângulos de altura
8 :A_{\ell} = 5\times 8 + 5\times 8 + 6\times 8 = 40+40+48 = 128. «Prisma não regular» significa apenas que a base não é um polígono regular — o prisma continua a ser reto, como o enunciado diz ao garantir que as arestas laterais são perpendiculares às bases. É isso que faz das faces laterais retângulos, e não paralelogramos quaisquer.
A ordenada na origem é
- Passando em
(0,\,2) , vemb = 2 — todas as opções o respeitam. m = \frac{0-2}{2-0} = -1. - Logo
y = -x+2 : opção (C).
Vale a pena pôr coordenadas: base
- Coordenadas de trabalho. Com
O(0,0,0) ,P(2,0,0) ,Q(2,2,0) ,R(0,2,0) eV(1,1,h) , a base do prisma é o quadrado de metade do lado, centrado no mesmo ponto:A(1{,}5;\ 0{,}5;\ 0),\quad B(1{,}5;\ 1{,}5;\ 0),\quad C(0{,}5;\ 1{,}5;\ 0),\quad D(0{,}5;\ 0{,}5;\ 0), eE ,F ,G ,H por cima destes, à cota\frac{h}{2} — cada um no meio de uma aresta lateral. - a) concorrentes.
D eQ estão ambos na diagonalOQ da base, logo a retaDQ é a retaOQ . EF está na aresta[QV] , logo a retaVF é a retaQV . As duas encontram-se emQ . - b)
AB (entre outras). A retaEH é paralela aOx e está à cota\frac{h}{2} ; a retaAB é paralela aOy e está à cota0 . Não são paralelas nem se encontram: são não complanares. Servem igualmenteOP ,QR ouCD . - c) paralelos. O plano
HGB contém a direção de[HG] , que é paralela aOy ; a retaPQ também é paralela aOy . ComoP não pertence ao plano, a reta é estritamente paralela a ele. - d) concorrentes. Os pontos
A ,D eH têm todos ordenada0{,}5 , logo o planoADH éy = 0{,}5 . A retaFQ (que é a retaQV ) não é paralela a esse plano — a ordenada varia ao longo dela — logo corta-o num ponto. - e)
PQR (o plano da base). Os pontosB ,Q eV têm todos abcissa igual à ordenada, logo o planoBQV éx = y : um plano vertical. E todo o plano vertical é perpendicular ao plano horizontalPQR , que éz = 0 .Nas alíneas b) e e) há muitas respostas certas. Em itens de preencher espaços, convém escolher a mais fácil de justificar — e, se houver tempo, dizer numa linha porquê.
Conhece dois pontos:
- A reta passa em
(0,\,8) , logob = 8 — o que exclui as opções (C) e (D). m = \frac{0-8}{2-0} = -4. - Logo
y = -4x+8 : opção (A).O sinal do declive vê-se na figura sem contas: a reta desce da esquerda para a direita, logom < 0 , e só a opção (A) o tem.
A base é um quadrado de lado
- A base
[OPQR] é um quadrado de lado\overline{OP} = 5 , logo tem área25 . - Cálculo auxiliar: do volume da pirâmide,
V = \frac{1}{3} \times A_{b} \times h \;\Leftrightarrow\; 75 = \frac{1}{3}\times 25 \times h \;\Leftrightarrow\; h = 9. W é o centro da base superior, logo está na vertical do centro do quadrado[OPQR] , que é\left(\dfrac{5}{2},\,\dfrac{5}{2},\,0\right) , à alturah .- Logo
W\left(\dfrac{5}{2},\;\dfrac{5}{2},\;9\right) .
Repare na direção da aresta
- A direção de
QN . A face superior do cubo é[NOPQ] , comO na origem,P emOx e aresta4 :N(0,-4,0) eQ(4,-4,0) . Logo\overrightarrow{QN} = (-4,\,0,\,0), paralelo ao eixoOx . - Um plano perpendicular a
Ox tem equação da formax = k . - A abcissa de
V . A pirâmide é regular e assenta na face[NOPQ] , logoV está na vertical do centro dessa face, que tem abcissa2 — metade da deQ . x = 2. A altura da pirâmide não é dada — e não faz falta: o plano é vertical, e a cota deV não entra numa equação da formax = k . Quando um dado não aparece na resposta, vale a pena perguntar porquê; aqui, a razão é geométrica.
Numa reta paralela ao eixo
- Uma reta paralela ao eixo
Oy tem vetor diretor(0,\,1,\,0) : nela, a ordenada percorre\mathbb{R} e a abcissa e a cota são constantes. - Essas constantes são as do ponto por onde a reta passa,
G(6,\,9,\,15) :x = 6 \ \wedge \ z = 15. - A mesma reta, por uma equação vetorial:
(x,y,z) = (6,\,9,\,15)+k(0,\,1,\,0), \quad k \in \mathbb{R}. A condição cartesiana lê-se como a interseção de dois planos:x = 6 é um plano perpendicular aOx ez = 15 um plano perpendicular aOz . Dois planos concorrentes intersetam-se numa reta — e é esta.
Um ponto está numa aresta quando duas das suas coordenadas são
- O cubo é
0 \leq x \leq 2 \wedge 0 \leq y \leq 2 \wedge 0 \leq z \leq 2 . Numa aresta, duas coordenadas estão fixas nos extremos e a terceira percorre[0,2] . (1,1,2) : só a cota está num extremo — está no interior de uma face, não numa aresta.(1,2,0) : a ordenada vale2 e a cota vale0 , ambas nos extremos, e a abcissa1 está entre0 e2 . Está numa aresta.(0,1,1) : só a abcissa está num extremo — interior de uma face.(1,1,1) : nenhuma nos extremos — é o centro do cubo.- A opção correta é a (B).
Paralela quer dizer mesmo declive. E
- A reta
r tem declive2 , logo a paralela também. A(0,\,-2) está no eixoOy , portanto a ordenada na origem é-2 .- A reta pedida é
y = 2x-2 .
Retas paralelas têm o mesmo declive. Calcule o de
m_{AB} = \frac{4-3}{2-(-1)} = \frac{1}{3}. - Uma reta paralela tem o mesmo declive,
\dfrac{1}{3} : opção (B).A opção (A) é o simétrico e a (C) é o inverso — nenhum dos dois dá paralelismo. O declive-\dfrac{1}{3} daria até uma reta que cortaAB .
O plano
- O raio.
B está na circunferência da base eA é o centro:r = \overline{AB} = \|(0,\,1,\,0)\| = 1. - Que plano é
x = 1 . Os pontosA(1,2,0) eC(1,2,3) — os centros das duas bases — têm abcissa1 , logo o planox = 1 contém o eixo do cilindro. - Um plano que contém o eixo corta o cilindro segundo um retângulo, com um lado igual ao diâmetro da base e o outro igual à altura:
A_{\text{secção}} = 2r \times h = 2 \times 3 = 6. Se o plano fosse, por exemplo,x = 1{,}5 , ainda cortaria o cilindro num retângulo, mas mais estreito: a largura seria a corda2\sqrt{r^{2}-d^{2}} , comd a distância do eixo ao plano. Aquid = 0 , e a corda é o diâmetro.
Determine
- Cálculo auxiliar: com
y = 0 ,0 = 2x+4 \Leftrightarrow x = -2 , logoA(-2,\,0) . Comx = 0 ,y = 4 , logoB(0,\,4) . - Ponto médio:
M\left(\dfrac{-2+0}{2},\;\dfrac{0+4}{2}\right) = (-1,\,2) . - A opção correta é a (B).A opção (D) dá o ponto
(-2,4) , que junta a abcissa deA à ordenada deB sem fazer médias — o engano mais frequente neste tipo de item.
a) Duas condições: o vetor diretor tem de ser colinear com
b) O centro de uma superfície esférica que passa nos oito vértices de um cubo é o centro do cubo — o ponto médio de qualquer diagonal espacial. E
- a)
A está no semieixo positivoOy com\overline{OA} = 4 , logoA(0,\,4,\,0) . - Das quatro opções, só a (C) e a (D) têm vetor diretor colinear com
(-5,-1,7) — ambas(5,1,-7) = -(-5,-1,7) . As opções (A) e (B) têm diretores com terceira coordenada nula. - Falta ver qual passa em
A(0,4,0) .(C):
A opção correta é a (C).(-10+5k,\ 2+k,\ 14-7k) ; de-10+5k = 0 vemk = 2 , e então(0,\,4,\,0) ✓ (D):(10+5k,\ 2+k,\ -14-7k) ; de10+5k = 0 vemk = -2 , e então(0,\,0,\,0) \ne A ✗ - b) O ponto
C . Pertence ao planoABC , de equaçãox = 0 , e à retaFC . Da equação da reta,(-5-5k,\ 2-k,\ 14+7k) :-5-5k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -1 \quad\Rightarrow\quad C(0,\,3,\,7). - O ponto
F . Pertence ao planoxOy , logo tem cota nula:14+7k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -2 \quad\Rightarrow\quad F(5,\,4,\,0). - O centro e o raio.
[FC] é uma diagonal espacial do cubo, logo o centro da superfície esférica é o seu ponto médio:M = \left(\frac{0+5}{2},\ \frac{3+4}{2},\ \frac{7+0}{2}\right) = \left(\frac{5}{2},\ \frac{7}{2},\ \frac{7}{2}\right), r = \frac{\overline{FC}}{2} = \frac{\sqrt{25+1+49}}{2} = \frac{\sqrt{75}}{2}. \left(x-\frac{5}{2}\right)^{2}+\left(y-\frac{7}{2}\right)^{2}+\left(z-\frac{7}{2}\right)^{2} = \frac{75}{4}. Confirmação da aresta:\overline{FC} = \sqrt{75} = 5\sqrt{3} , e a diagonal espacial de um cubo de arestaa éa\sqrt{3} — logoa = 5 . E\overline{AC} = \|(0,-1,7)\| = \sqrt{50} = 5\sqrt{2} , a diagonal de uma face ✓
As arestas
- Sendo
AG paralela aDH , tem o mesmo vetor diretor(1,\,3,\,0) . ComoG(6,9,0) lhe pertence:(x,y,z) = (6,\,9,\,0)+k(1,\,3,\,0), \quad k \in \mathbb{R}. - Um ponto genérico é
(6+k,\; 9+3k,\; 0) . EstandoA no eixoOx , tem ordenada nula:9+3k = 0 \;\Leftrightarrow\; k = -3 \;\Rightarrow\; A(3,\,0,\,0). A ,B eG têm cota nula, logo o planoABG é o planoxOy . AssimD tem a abcissa e a ordenada deA e a cota deC :D(3,\,0,\,4) .- Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{DF} = \overrightarrow{CG} = G-C = (6,\,3,\,-4) , dondeF = D + \overrightarrow{DF} = (3,0,4)+(6,3,-4) = (9,\,3,\,0). - O raio é
\overline{AF} = \sqrt{(9-3)^{2}+(3-0)^{2}+0^{2}} = \sqrt{36+9} = \sqrt{45} . - A superfície esférica é
(x-3)^{2}+y^{2}+z^{2} = 45. Não é preciso simplificar\sqrt{45} : o que entra na equação ér^{2} , e esse é exatamente45 .
Mediatriz e plano mediador
Um conjunto de pontos definido por uma igualdade de distâncias. No plano dá uma reta, no espaço dá um plano — e a passagem de um caso ao outro faz-se sem mudar uma palavra da definição, o que é a melhor maneira de perceber a diferença entre os dois referenciais.
- Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: mediatriz de um segmento de reta, no plano.
- Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: planos mediadores, no espaço.
1 · Duas maneiras de dizer a mesma coisa
A mediatriz de
Sendo
É também a reta perpendicular a
2 · Da definição à equação
Escrevendo
Os dois membros são não negativos, portanto elevar ao quadrado é uma equivalência — não se ganham nem se perdem soluções. Este é o passo que convém escrever, porque é onde o Exame quer ver que se sabe porque é que é legítimo.
Se
3 · No espaço: o plano mediador
A definição repete-se palavra por palavra. O que muda é o resultado: no espaço, os pontos equidistantes de
O cálculo é o mesmo, com mais uma parcela: escreve-se a igualdade das distâncias, eleva-se ao quadrado, e os termos de segundo grau cancelam-se outra vez.
Laboratório · O plano mediador
arrasta para rodarNo referencial
- Com
P(x,y,z) , a condição é\overline{PA} = \overline{PB} . Elevando ao quadrado:(x-2)^{2}+(y+1)^{2}+(z-1)^{2} = x^{2}+(y-3)^{2}+(z-5)^{2}. - Cálculo auxiliar: à esquerda,
x^{2}-4x+4+y^{2}+2y+1+z^{2}-2z+1 ; à direita,x^{2}+y^{2}-6y+9+z^{2}-10z+25 . - Cancelando
x^{2} ,y^{2} ez^{2} :-4x+2y-2z+6 = -6y-10z+34. - Agrupando:
-4x+8y+8z-28 = 0 , ou sejax-2y-2z+7 = 0 . - Verificação: o ponto médio é
(1,\,1,\,3) , e1-2-6+7 = 0 ✓Repara que os coeficientes(1,-2,-2) são proporcionais a\overrightarrow{AB} = (-2,4,4) . Não é coincidência — é a leitura vetorial que a secção R8 vai formalizar.
Python A mediatriz, calculada e simplificada
O programa desenvolve a igualdade das distâncias e escreve os coeficientes da equação da mediatriz no plano. Serve para conferir uma conta feita à mão.
A = (1, 2)
B = (5, 4)
# de (x-ax)^2 + (y-ay)^2 = (x-bx)^2 + (y-by)^2
# sobra a*x + b*y = c
a = 2 * (B[0] - A[0])
b = 2 * (B[1] - A[1])
c = B[0]**2 + B[1]**2 - A[0]**2 - A[1]**2
print("mediatriz:", a, "x +", b, "y =", c)
print("declive:", -a / b, " ordenada na origem:", c / b)
A = (1, 2)
B = (5, 4)
# Elevando ao quadrado a igualdade das distancias, os termos
# em x^2 e y^2 cancelam-se dos dois lados. O que sobra e do
# primeiro grau — e e por isso que a mediatriz e uma reta.
a = 2 * (B[0] - A[0]) # coeficiente de x
b = 2 * (B[1] - A[1]) # coeficiente de y
c = B[0]**2 + B[1]**2 - A[0]**2 - A[1]**2
# o termo independente
print("mediatriz:", a, "x +", b, "y =", c)
# se b for zero a reta e vertical
# e a linha seguinte da erro
print("declive:", -a / b, " ordenada na origem:", c / b)
Corre-o com
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre mediatriz e plano mediador: os atalhos quando o segmento é paralelo a um eixo, o cálculo pela definição, e problemas de equidistância. Os últimos pedem justificação, ao nível do Exame.
No plano, considera
Escreve uma equação da mediatriz de
No plano, considera
Escreve uma equação da mediatriz de
No referencial
Escreve uma equação do plano mediador de
No plano, o conjunto dos pontos
- (A)o ponto médio de
[AB] - (B)a mediatriz de
[AB] - (C)a circunferência de diâmetro
[AB] - (D)a reta
AB
No plano, considera
Averigua se o ponto
No plano, considera
Determina uma equação da mediatriz de
No plano, considera
Determina a equação reduzida da mediatriz de
No referencial
Determina uma equação do plano mediador de
No plano, considera
Determina as coordenadas do ponto equidistante dos três.
No referencial
Sabendo que
Duas antenas estão nos pontos
Pretende-se instalar um posto que fique à mesma distância das duas antenas e sobre a estrada de equação
No plano, considera
Determina os valores de
Sejam
Mostra que um ponto
No referencial
Caracteriza o conjunto dos pontos do espaço equidistantes de
No plano, considera
Determina os pontos da mediatriz de
Repara nas ordenadas antes de fazer contas: o segmento é horizontal, logo a mediatriz é vertical.
- Os dois pontos têm a mesma ordenada, logo
[AB] é horizontal e a mediatriz é vertical. - Passa no ponto médio, de abcissa
\dfrac{-1+5}{2} = 2 . - Logo a mediatriz é a reta
x = 2 .Aqui não fez falta a fórmula da distância. Quando o segmento é paralelo a um eixo, a mediatriz lê-se de imediato — e é meio minuto poupado no Exame.
Desta vez o segmento é vertical. A mediatriz é horizontal e passa no ponto médio.
- As abcissas são iguais, logo
[AB] é vertical e a mediatriz é horizontal. - A ordenada do ponto médio é
\dfrac{-4+6}{2} = 1 . - A mediatriz é a reta
y = 1 .
O segmento tem a direção de
A eB só diferem na cota, logo[AB] tem a direção deOz .- O plano mediador é perpendicular a
[AB] , logo paralelo axOy , e é da formaz = c . - Passa no ponto médio, de cota
\dfrac{-2+8}{2} = 3 .
É a própria definição de mediatriz. As outras três opções são conjuntos que também se constroem a partir de
\overline{PA} = \overline{PB} diz queP está à mesma distância deA e deB — é a definição de mediatriz.- A opção correta é a (B).O ponto médio é um ponto da mediatriz, não a mediatriz toda. A circunferência de diâmetro
[AB] é o conjunto dosP que veem[AB] sob um ângulo reto — outra condição.
Duas maneiras: escrever a mediatriz e substituir, ou comparar diretamente as duas distâncias.
\overline{PA} = \sqrt{3^{2}+7^{2}} = \sqrt{58} .\overline{PB} = \sqrt{(3-6)^{2}+7^{2}} = \sqrt{9+49} = \sqrt{58} .- As distâncias são iguais, logo
P pertence à mediatriz.Também se via de imediato:[AB] é horizontal com ponto médio de abcissa3 , logo a mediatriz éx = 3 — eP tem abcissa3 .
Escreve as duas distâncias com a fórmula, iguala e eleva ao quadrado. Os termos em
- Com
P(x,\,y) :\sqrt{(x-1)^{2}+(y-2)^{2}} = \sqrt{(x-5)^{2}+(y-4)^{2}}. - Os dois membros são não negativos, logo elevar ao quadrado é equivalente:
(x-1)^{2}+(y-2)^{2} = (x-5)^{2}+(y-4)^{2}. - Cálculo auxiliar:
x^{2}-2x+1+y^{2}-4y+4 = x^{2}-10x+25+y^{2}-8y+16 . - Os termos
x^{2} ey^{2} cancelam-se, e resta-2x - 4y + 5 = -10x - 8y + 41 \;\Leftrightarrow\; 8x + 4y = 36 \;\Leftrightarrow\; y = -2x + 9. - Verificação: o ponto médio
(3,\,3) dá-6+9 = 3 ✓O cancelamento dos quadrados não é sorte: é o que faz da mediatriz uma reta e não uma curva.
Calcula o declive de
- Cálculo auxiliar: ponto médio
M = \left(\dfrac{-2+4}{2},\dfrac{1+5}{2}\right) = (1,\,3) ; declive deAB :m = \dfrac{5-1}{4-(-2)} = \dfrac{4}{6} = \dfrac{2}{3} . - A mediatriz é perpendicular a
AB , logo tem declivem^{\prime} = -\dfrac{3}{2} . - Passa em
M(1,3) :3 = -\dfrac{3}{2} \times 1 + b \;\Leftrightarrow\; b = \dfrac{9}{2} . - Logo a mediatriz é
y = -\dfrac{3}{2}x + \dfrac{9}{2} .A relaçãom\,m^{\prime} = -1 é do 11.º ano e demonstra-se na secção R7. Aqui usa-se como facto conhecido, que é como o 10.º a trata.
Iguala as duas distâncias e eleva ao quadrado. Como as cotas são iguais, a variável
- Com
P(x,y,z) , de\overline{PA} = \overline{PB} e elevando ao quadrado:(x-1)^{2}+y^{2}+(z-2)^{2} = (x-3)^{2}+(y-4)^{2}+(z-2)^{2}. - Os termos em
z são iguais nos dois membros e cancelam-se, tal comox^{2} ey^{2} :-2x+1 = -6x+9-8y+16. -2x+1 = -6x-8y+25 \;\Leftrightarrow\; 4x+8y = 24 \;\Leftrightarrow\; x+2y = 6 .- Verificação: o ponto médio
(2,\,2,\,2) dá2+4 = 6 ✓A ausência dez na equação diz que o plano é paralelo ao eixoOz — coerente com[AB] ser horizontal.
Esse ponto está na mediatriz de
[AB] é horizontal, com ponto médio de abcissa2 : a mediatriz éx = 2 .[AC] é vertical, com ponto médio de ordenada3 : a mediatriz éy = 3 .- A interseção é o ponto
(2,\,3) . - Verificação:
\sqrt{4+9} = \sqrt{13} aA ;\sqrt{4+9} = \sqrt{13} aB ;\sqrt{4+9} = \sqrt{13} aC ✓É o circuncentro do triângulo. Sendo[ABC] retângulo emA , cai no ponto médio da hipotenusa — e(2,3) é mesmo o ponto médio de[BC] .
O plano
- O plano mediador é perpendicular a
[AB] . Comoy = 5 é perpendicular aOy , o segmento[AB] tem a direção deOy : a abcissa e a cota deB são as deA . - O ponto médio pertence ao plano, logo tem ordenada
5 :\frac{2 + y_{B}}{2} = 5 \;\Leftrightarrow\; y_{B} = 8. - Logo
B(1,\,8,\,-3) . - Verificação:
A está a3 do plano (|2-5| ) eB também (|8-5| ) ✓
«À mesma distância das duas» é a mediatriz. Escreve-a e interseta com a estrada.
- Mediatriz de
[AB] , pela definição e elevando ao quadrado:x^{2}+y^{2} = (x-8)^{2}+(y-6)^{2}. - Cálculo auxiliar:
0 = -16x+64-12y+36 , ou seja16x+12y = 100 , isto é4x+3y = 25 . - Interseção com
y = x :4x+3x = 25 \;\Leftrightarrow\; x = \dfrac{25}{7} . - Logo o posto fica em
\left(\dfrac{25}{7},\;\dfrac{25}{7}\right) , ou seja, aproximadamente(3{,}57;\ 3{,}57) .Vale a pena confirmar a ordem de grandeza: o ponto médio de[AB] é(4,3) , e a solução está mesmo ali ao lado.
A origem pertence à mediatriz quando está à mesma distância de
\overline{OA} = \sqrt{0+16} = 4 e\overline{OB} = \sqrt{k^{2}+0} = |k| .- Impondo a igualdade:
|k| = 4 \;\Leftrightarrow\; k = 4 \;\vee\; k = -4 . - Nos dois casos
A \neq B , portanto a mediatriz existe e a resposta é válida.A tentação é escrever\sqrt{k^{2}} = k . Não é:\sqrt{k^{2}} = |k| , e é o módulo que faz aparecer a segunda solução.
Num sentido, usa o facto de
- (⇒) Suponha-se
\overline{PA} = \overline{PB} . SeP = M , nada há a provar. Caso contrário,[PAB] é isósceles com base[AB] . - Os triângulos
[PMA] e[PMB] têm os três lados iguais:\overline{PA} = \overline{PB} por hipótese,\overline{MA} = \overline{MB} porqueM é o ponto médio, e[PM] é comum. Logo são congruentes. - Da congruência, os ângulos
P\hat{M}A eP\hat{M}B são iguais; sendo suplementares, cada um mede90^{\circ} . Portanto[PM] \perp [AB] . - (⇐) Se
P = M , então\overline{PA} = \overline{PB} porqueM é o ponto médio. Se[PM] \perp [AB] , os triângulos[PMA] e[PMB] são retângulos emM , com catetos\overline{MA} = \overline{MB} e[PM] comum; por Pitágoras,\overline{PA}^{2} = \overline{PM}^{2}+\overline{MA}^{2} = \overline{PM}^{2}+\overline{MB}^{2} = \overline{PB}^{2} , e as distâncias são iguais. - É esta equivalência que autoriza as duas maneiras de determinar a mediatriz — pela igualdade das distâncias ou pela perpendicular no ponto médio.
Cada igualdade de distâncias dá um plano mediador. Interseta os dois e vê o que sobra livre.
- De
\overline{PA} = \overline{PB} :[AB] tem a direção deOx e ponto médio de abcissa2 , logo o plano mediador éx = 2 . - De
\overline{PA} = \overline{PC} :[AC] tem a direção deOy e ponto médio de ordenada3 , logo o plano mediador éy = 3 . - O conjunto procurado é
x = 2 \wedge y = 3 : dois planos não paralelos, cuja interseção é uma reta. - A variável livre é
z : é a reta paralela ao eixoOz que passa em(2,\,3,\,0) .Faz sentido: no plano dos três pontos há um único ponto equidistante — o circuncentro —, mas no espaço todos os pontos da perpendicular ao plano nesse ponto servem também. Isto é o que a R1 previa com «cada igualdade tira um grau de liberdade».
A mediatriz sai de imediato. Depois impõe a distância a
[AB] é horizontal com ponto médio na origem, logo a mediatriz éx = 0 — o eixoOy .- Um ponto dessa reta é
P(0,\,y) . Impondo\overline{PA} = 5 :\sqrt{(0-(-3))^{2}+(y-0)^{2}} = 5 \;\Leftrightarrow\; 9+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; y^{2} = 16. y = 4 \;\vee\; y = -4 , logo os pontos são(0,\,4) e(0,\,-4) .- Verificação: a distância de
(0,4) aB(3,0) é também\sqrt{9+16}=5 ✓ — como tinha de ser, por estarem na mediatriz.Geometricamente: a mediatriz corta em dois pontos a circunferência de centroA e raio5 . Se o raio fosse3 , não cortava nenhum.
Exercícios de Exame · Mediatriz e plano mediador
Seis itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 2000 a 2026, sobre mediatriz no plano e plano mediador no espaço. Repara em quantos se resolvem só com a igualdade das distâncias, sem escrever equação nenhuma.
Num referencial o.n.
Qual dos seguintes pontos pertence ao plano mediador do segmento de reta
- (A)
(1,\,0,\,0) - (B)
(1,\,2,\,0) - (C)
(2,\,1,\,0) - (D)
(1,\,0,\,2)
Na figura está representado, em referencial o.n.
A aresta
O ponto
Averigue se o ponto
Na figura está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a face
Os pontos de coordenadas
Qual é o plano mediador do segmento de reta cujos extremos são estes dois vértices?
- (A)
ABC - (B)
ACG - (C)
BDH - (D)
BCF
Na figura estão representados, em referencial o.n.
os pontos
O ponto
Mostre que uma equação da mediatriz do segmento
Na figura está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
2.1. Determine a área do trapézio
Considere, em referencial o.n.
Determine, em função de
Escreva a equação do plano mediador — sai muito simples — ou teste cada opção comparando as distâncias a
- Cálculo auxiliar: ponto médio de
[PQ] :(0,\,2,\,2) ;\overrightarrow{PQ} = (0,\,4,\,-4) , que se simplifica para\vec{n}(0,\,1,\,-1) . - Plano mediador:
0(x-0)+1(y-2)-1(z-2) = 0 \;\Leftrightarrow\; y-z = 0 , isto é,y = z .A abcissa não aparece na equação: o plano é paralelo ao eixoOx , e por isso a primeira coordenada das opções é irrelevante. - Testando as opções:
(1,0,0) dá0 = 0 ✓;(1,2,0) dá2 \neq 0 ;(2,1,0) dá1 \neq 0 ;(1,0,2) dá0 \neq 2 . - Confirmação pela definição, para a opção (A):
\overline{PA} = \sqrt{1+0+16} = \sqrt{17} e\overline{QA} = \sqrt{1+16+0} = \sqrt{17} ✓
Um ponto pertence ao plano mediador de
- Do enunciado e de
U(2,2,2) : a aresta do cubo mede2 , e os vértices sãoO(0,0,0) ,P(2,0,0) ,Q(2,2,0) ,R(0,2,0) ,S(0,0,2) ,T(2,0,2) ,U(2,2,2) eV(0,2,2) . - O ponto
A tem coordenadas(0,\,0,\,4) . - Cálculo auxiliar:
\overline{TA} = \sqrt{(0-2)^{2}+(0-0)^{2}+(4-2)^{2}} = \sqrt{4+0+4} = \sqrt{8}, \overline{TV} = \sqrt{(0-2)^{2}+(2-0)^{2}+(2-2)^{2}} = \sqrt{4+4+0} = \sqrt{8}. - As duas distâncias são iguais, logo
T pertence ao plano mediador de[AV] . - Confirmação pela equação: o ponto médio de
[AV] é(0,1,3) e\overrightarrow{AV} = (0,2,-2) ; o plano mediador é2(y-1)-2(z-3) = 0 , ou sejay-z+2 = 0 . SubstituindoT(2,0,2) :0-2+2 = 0 ✓
Identifique primeiro que vértices são esses dois pontos. Ficará com uma diagonal da base — e o plano mediador de uma diagonal de um quadrado contém a outra diagonal.
- Com
D(0,2,0) e[CD] no eixoOy , vemC(0,\,4,\,0) . A face está emxOy e a aresta mede2 , logoA(2,\,2,\,0) eB(2,\,4,\,0) . - Os dois pontos dados são, portanto,
A eC — os extremos de uma diagonal da face[ABCD] . - Num quadrado, as diagonais são perpendiculares e bissetam-se: o plano mediador de
[AC] é o plano perpendicular à face que contém a outra diagonal,[BD] . - Esse plano contém
B ,D e o vértice de cimaH : é o planoBDH . - Confirmação por coordenadas:
\overrightarrow{AC} = (-2,\,2,\,0) serve de vetor normal, e o plano porB(2,4,0) com essa normal é-2(x-2)+2(y-4) = 0 , ou sejay = x+2 . O ponto médio de[AC] é(1,3,0) , e3 = 1+2 ✓;D(0,2,0) dá2 = 0+2 ✓;H(0,2,2) dá2 = 0+2 ✓
Comece por determinar as coordenadas de
C pertence ao eixoOx , logo tem ordenada nula; e pertence à circunferência de centro na origem e raio3 , logoC(3,\,0) .- Cálculo auxiliar: ponto médio de
[BC] :M\left(\dfrac{6+3}{2},\dfrac{3+0}{2}\right) = \left(\dfrac{9}{2},\,\dfrac{3}{2}\right) ; declive deBC :\dfrac{3-0}{6-3} = 1 . - A mediatriz é perpendicular a
[BC] , logo tem declive-1 . Passando emM :\frac{3}{2} = -\frac{9}{2}+b \;\Leftrightarrow\; b = 6. - Logo a mediatriz é
y = -x+6 , como se pretendia. - Verificação:
\overline{MB} = \sqrt{\left(6-\frac{9}{2}\right)^{2}+\left(3-\frac{3}{2}\right)^{2}} = \sqrt{\frac{9}{4}+\frac{9}{4}} e\overline{MC} dá o mesmo ✓Também se podia partir de\overline{PB} = \overline{PC} e desenvolver; dá mais contas, mas é o caminho que dispensa saber a relação dos declives, que só se estuda no 11.º ano.
Em 2.1, repare em que
- 2.1. Sendo o trapézio retângulo e estando
B eC no eixoOy com as ordenadas deA e deD , vemB(0,\,7) eC(0,\,10) . - Base menor
\overline{BA} = 4 ; base maior\overline{CD} = 8 ; altura\overline{BC} = 10-7 = 3 . A_{[ABCD]} = \frac{4+8}{2}\times 3 = 18. - 2.2. Cálculo auxiliar: ponto médio de
[AD] :M\left(\dfrac{4+8}{2},\dfrac{7+10}{2}\right) = \left(6,\,\dfrac{17}{2}\right) ; declive deAD :\dfrac{10-7}{8-4} = \dfrac{3}{4} . - A mediatriz é perpendicular a
[AD] , logo tem declive-\dfrac{4}{3} . Passando emM :\frac{17}{2} = -\frac{4}{3}\times 6 + b \;\Leftrightarrow\; \frac{17}{2} = -8+b \;\Leftrightarrow\; b = \frac{33}{2}. - Logo a mediatriz é
y = -\dfrac{4}{3}x + \dfrac{33}{2} . - Verificação pela definição: de
(x-4)^{2}+(y-7)^{2} = (x-8)^{2}+(y-10)^{2} sai8x+6y = 99 , ou sejay = -\dfrac{4}{3}x+\dfrac{33}{2} ✓Os dois caminhos — pela definição e pela perpendicular no ponto médio — têm de dar o mesmo. Fazer um e conferir com o outro custa trinta segundos e apanha erros de sinal.
Por simetria, o centro da circunferência está no eixo
- O vértice da parábola é
V(0,\,-1) . - Cálculo auxiliar: interseção com
s :x^{2}-1 = a \;\Leftrightarrow\; x^{2} = a+1 \;\Leftrightarrow\; x = \pm\sqrt{a+1}, o que faz sentido porquea > -1 . Os pontos sãoP\left(\sqrt{a+1},\,a\right) eQ\left(-\sqrt{a+1},\,a\right) . - Os três pontos são simétricos em relação ao eixo
Oy , logo o centro da circunferência está nesse eixo:C(0,\,k) .É a mediatriz de[PQ] — que é o eixoOy — a garanti-lo. Poupa metade das contas em relação a resolver um sistema com duas incógnitas. - Impondo
\overline{CV} = \overline{CP} e elevando ao quadrado:(k+1)^{2} = (a+1) + (k-a)^{2}. - Desenvolvendo:
k^{2}+2k+1 = a+1+k^{2}-2ak+a^{2} , donde2k+2ak = a+a^{2} \;\Leftrightarrow\; 2k(1+a) = a(1+a). - Como
a > -1 , tem-se1+a \neq 0 e pode dividir-se:k = \dfrac{a}{2} . - O raio é
\overline{CV} = \left|\dfrac{a}{2}-(-1)\right| = \left|\dfrac{a}{2}+1\right| = \dfrac{a}{2}+1 , porquea > -1 implica\dfrac{a}{2}+1 > \dfrac{1}{2} > 0 .
Circunferências, círculos, superfícies esféricas e esferas
Quatro conjuntos, uma só ideia: fixar um ponto e uma distância. Conforme se exija distância igual ou não superior a
- Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: circunferência e círculo, no plano.
- Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: superfície esférica e esfera, no espaço.
- Nestas Aprendizagens Essenciais, no estudo que envolve circunferências e superfícies esféricas, só se consideram equações reduzidas.
1 · A circunferência, escrita em coordenadas
A circunferência de centro
Duas leituras que valem por dez exercícios: os sinais dentro dos parênteses aparecem trocados em relação às coordenadas do centro, e o segundo membro é
As Aprendizagens Essenciais dizem-no expressamente: só equações reduzidas. A forma geral
2 · Da linha para a região
Trocar o sinal de igual por uma desigualdade passa da fronteira para a região que ela limita. É a mesma equação, com outro sinal.
| Condição | Conjunto |
|---|---|
| circunferência (só a linha) | |
| círculo, com a fronteira | |
| interior do círculo, sem a fronteira | |
| exterior, sem a fronteira |
O mesmo cálculo responde às três perguntas «pertence, está dentro ou está fora?»: substitui-se o ponto no primeiro membro e compara-se com
3 · No espaço: superfície esférica e esfera
A superfície esférica de centro
e a esfera é a mesma condição com
Um plano paralelo a um plano coordenado corta uma superfície esférica de uma de três maneiras: numa circunferência, num ponto, ou em nada. Para saber qual, substitui-se a coordenada constante e olha-se para o que fica.
Laboratório · A secção plana
arrasta para rodarNo referencial
- Substituindo
x = 4 :(4-2)^{2}+(y-1)^{2}+z^{2} = 36 \;\Leftrightarrow\; (y-1)^{2}+z^{2} = 32. - Como
32 > 0 , a interseção é uma circunferência, contida no planox = 4 . - O raio é
\sqrt{32} = 4\sqrt{2} e o centro é(4,\,1,\,0) — o pé da perpendicular do centro da esfera ao plano. - A resposta escreve-se com as duas condições:
(y-1)^{2}+z^{2} = 32 \wedge x = 4 .Deixar cair ox = 4 mudaria o conjunto: no espaço,(y-1)^{2}+z^{2} = 32 sozinha define um cilindro de eixo paralelo aOx .
Python Dentro, fora, ou em cima?
O programa classifica a posição de um ponto em relação a uma circunferência, comparando o quadrado da distância ao centro com
C = (1, 2)
r = 5
pontos = [(4, 6), (2, 3), (7, 7), (1, -3)]
for P in pontos:
d2 = (P[0] - C[0])**2 + (P[1] - C[1])**2
if d2 == r**2:
onde = "na circunferencia"
elif d2 < r**2:
onde = "no interior"
else:
onde = "no exterior"
print(P, "->", onde)
C = (1, 2) # centro
r = 5 # raio
pontos = [(4, 6), (2, 3), (7, 7), (1, -3)]
for P in pontos:
# comparam-se QUADRADOS: evita a raiz quadrada e, com
# coordenadas inteiras, a comparacao e exata
d2 = (P[0] - C[0])**2 + (P[1] - C[1])**2
if d2 == r**2:
onde = "na circunferencia"
elif d2 < r**2:
onde = "no interior"
else:
onde = "no exterior"
print(P, "->", onde)
Repara em que o programa nunca usa sqrt. Experimenta reescrevê-lo com a distância verdadeira e testa o ponto
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre circunferências, círculos, superfícies esféricas e esferas: ler e escrever equações reduzidas, distinguir a linha da região, e cortar por eixos e planos. Os últimos pedem justificação, ao nível do Exame.
No plano, considera a circunferência de equação
Indica as coordenadas do centro e o raio.
Escreve a equação reduzida da circunferência de centro
No referencial
Indica o centro e o raio.
No plano, a condição
- (A)a circunferência de centro
(2,\,1) e raio3 - (B)o círculo de centro
(2,\,1) e raio3 - (C)o círculo de centro
(2,\,1) e raio9 - (D)o exterior da circunferência de centro
(2,\,1) e raio3
Considera a circunferência
Averigua se o ponto
Escreve a equação reduzida da circunferência de centro
Considera
Escreve a equação reduzida da circunferência de diâmetro
No referencial
Considera a circunferência
Determina as coordenadas dos pontos de interseção com o eixo
No referencial
Caracteriza a sua interseção com o plano
No plano, caracteriza o conjunto de pontos definido por
Considera a circunferência de centro
Determina
No referencial
Determina os valores de
Sejam
Mostra que a circunferência de centro
No plano, considera
Determina, e caracteriza, o conjunto dos pontos
Compara com
- De
(x-3)^{2} vema = 3 ; de(y+2)^{2} = \left(y-(-2)\right)^{2} vemb = -2 . - De
r^{2} = 16 er > 0 vemr = 4 .
Substitui diretamente na forma reduzida, com cuidado nos sinais.
\left(x-(-1)\right)^{2} + (y-4)^{2} = 3^{2}. - Isto é,
(x+1)^{2}+(y-4)^{2} = 9 .
É a mesma leitura do plano, com três parênteses. Uma variável sem parênteses significa coordenada nula no centro.
y^{2} = (y-0)^{2} , logo a ordenada do centro é0 .- Centro
(1,\,0,\,-3) er = \sqrt{25} = 5 .
O sinal decide: igualdade dá a linha, desigualdade dá a região. E o raio é a raiz do segundo membro.
- Sendo uma desigualdade
\leq , o conjunto é uma região, e inclui a fronteira: é o círculo. - O centro é
(2,\,1) e o raio é\sqrt{9} = 3 . - A opção correta é a (B).A opção (C) confunde
r comr^{2} — o erro mais frequente nesta matéria.
Substitui e vê se a igualdade se verifica.
(4-1)^{2}+(6-2)^{2} = 9+16 = 25 .- A igualdade verifica-se, logo
P pertence à circunferência.Se tivesse dado menos de25 ,P estaria no interior; mais de25 , no exterior. O mesmo cálculo responde às três perguntas.
O raio é a distância do centro ao ponto. Calcula-a e substitui.
- Cálculo auxiliar:
r = \overline{CA} = \sqrt{(6-2)^{2}+(2+1)^{2}} = \sqrt{16+9} = 5 . - Logo
(x-2)^{2}+(y+1)^{2} = 25 . - Verificação:
(6-2)^{2}+(2+1)^{2} = 25 ✓
O centro é o ponto médio de
- Cálculo auxiliar: centro
C = \left(\dfrac{-2+4}{2},\dfrac{3-1}{2}\right) = (1,\,1) . \overline{AB} = \sqrt{6^{2}+(-4)^{2}} = \sqrt{52} , logor = \dfrac{\sqrt{52}}{2} er^{2} = \dfrac{52}{4} = 13 .- Logo
(x-1)^{2}+(y-1)^{2} = 13 . - Verificação com
A :(-2-1)^{2}+(3-1)^{2} = 9+4 = 13 ✓Calcularr^{2} diretamente, sem passar pelor , evita arrastar uma raiz que no fim ia ser elevada ao quadrado.
O raio é a distância do centro à origem.
- Cálculo auxiliar:
r = \overline{CO} = \sqrt{1^{2}+(-2)^{2}+2^{2}} = \sqrt{9} = 3 . - Logo
(x-1)^{2}+(y+2)^{2}+(z-2)^{2} = 9 . - Verificação com
O(0,0,0) :1+4+4 = 9 ✓
No eixo
- Fazendo
y = 0 :(x-3)^{2}+16 = 25 \;\Leftrightarrow\; (x-3)^{2} = 9. x-3 = 3 \;\vee\; x-3 = -3 \;\Leftrightarrow\; x = 6 \;\vee\; x = 0 .- Os pontos são
(0,\,0) e(6,\,0) .A circunferência tem centro de ordenada4 e raio5 : como4 < 5 , tinha mesmo de cortar o eixoOx em dois pontos.
Substitui
- Substituindo:
x^{2}+y^{2}+9 = 25 \;\Leftrightarrow\; x^{2}+y^{2} = 16 . - Com
z = 3 fixo, esta é a equação de uma circunferência de raio4 , contida no planoz = 3 e centrada em(0,\,0,\,3) . - A condição completa é
x^{2}+y^{2} = 16 \wedge z = 3 .Não basta escreverx^{2}+y^{2}=16 : sem oz = 3 , essa condição define no espaço um cilindro, e não uma circunferência.
Cada desigualdade sozinha define uma região. A conjunção é a interseção das duas.
(x-1)^{2}+(y+2)^{2} \geq 4 é o exterior do círculo de centro(1,-2) e raio2 , com a fronteira incluída.(x-1)^{2}+(y+2)^{2} \leq 9 é o círculo de mesmo centro e raio3 , com a fronteira.- A interseção é a coroa circular de centro
(1,\,-2) compreendida entre os raios2 e3 , incluindo as duas circunferências.
Tangente a uma reta quer dizer que a distância do centro a essa reta é igual ao raio. A distância ao eixo
- A distância de
C(4,\,k) ao eixoOx é|k| . - Tangência ⟺ essa distância é igual ao raio:
|k| = 3 \;\Leftrightarrow\; k = 3 \;\vee\; k = -3 . - Como
k > 0 , ficak = 3 . - Verificação: com
C(4,3) er=3 , fazendoy=0 na equação vem(x-4)^{2} = 0 , uma só solução — tangência ✓Um ponto de interseção significa tangência; dois, secante; nenhum, exterior. É a leitura pelo discriminante, sem lhe chamar isso.
Substitui
- Substituindo:
x^{2}+y^{2}+c^{2} = 16 \;\Leftrightarrow\; x^{2}+y^{2} = 16-c^{2} . - Se
16-c^{2} > 0 , é uma circunferência (infinitos pontos); se16-c^{2} < 0 , não há solução; há um só ponto quando16-c^{2} = 0 , porquex^{2}+y^{2} = 0 \Leftrightarrow x = 0 \wedge y = 0 . c^{2} = 16 \;\Leftrightarrow\; c = 4 \;\vee\; c = -4 .- São os dois planos tangentes, no polo norte
(0,0,4) e no polo sul(0,0,-4) .O passo que interessa é o meio: uma soma de quadrados só é nula quando ambas as parcelas o são. É essa a razão pela qual o caso= 0 dá um ponto e não uma circunferência de raio zero «com muitos pontos».
Parte da definição — os pontos à distância
- Por definição,
P(x,y) pertence à circunferência se, e só se,\overline{CP} = r . - Pela fórmula da distância:
\sqrt{(x-a)^{2}+(y-b)^{2}} = r. - Os dois membros são não negativos — o primeiro por ser uma raiz quadrada, o segundo por hipótese —, logo elevar ao quadrado é uma equivalência:
(x-a)^{2}+(y-b)^{2} = r^{2}. - A hipótese
r > 0 importa: comr = 0 a condição definiria só o pontoC , e comr < 0 o conjunto seria vazio.É o mesmo raciocínio que serve para a superfície esférica: acrescenta-se a parcela(z-c)^{2} e nada mais muda.
Cada condição é um círculo. Para os pontos de interseção das fronteiras, resolve o sistema das duas equações.
- A condição define a interseção de dois círculos de raio
5 , centrados emA e emB — uma região em forma de lente. - As fronteiras são
x^{2}+y^{2} = 25 e(x-6)^{2}+y^{2} = 25 . - Cálculo auxiliar: subtraindo as duas equações,
x^{2}-(x-6)^{2} = 0 \;\Leftrightarrow\; 12x-36 = 0 \;\Leftrightarrow\; x = 3 .Os pontos comuns estão na mediatriz de[AB] , que éx=3 — e tinham de estar, por serem equidistantes deA e deB . É a secção R2 a reaparecer. - Substituindo:
9+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; y^{2} = 16 \;\Leftrightarrow\; y = 4 \;\vee\; y = -4 . - Os pontos de interseção são
(3,\,4) e(3,\,-4) .
Exercícios de Exame · Circunferências, círculos, superfícies esféricas e esferas
Trinta e quatro itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2023. Metade pede uma equação reduzida, e resume-se a duas perguntas — onde está o centro e quanto vale o raio. A outra metade é sobre posição relativa, e aí compara-se sempre uma distância com um raio.
Num referencial o.n.
é
- (A)um ponto
- (B)uma superfície esférica
- (C)uma circunferência
- (D)o conjunto vazio
Num referencial o.n.
Uma condição que define a esfera é
- (A)
x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 4^{2} - (B)
(x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z-4)^{2} \leq 2^{2} - (C)
(x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z-4)^{2} \leq 3^{2} - (D)
(x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z-4)^{2} \leq 4^{2}
Na figura, está representado um cubo, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Mostre que o raio da superfície esférica que contém os oito vértices do cubo é
Num referencial o.n.
A interseção da superfície esférica
- (A)um ponto
- (B)uma circunferência de raio
1 - (C)uma circunferência de raio
2 - (D)o conjunto vazio
Na figura, está representada, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o cilindro tem uma das bases no plano
Justifique que a superfície esférica correspondente à bola mais afastada do plano
Num referencial o.n.
Qual é a área da interseção da esfera com o plano?
- (A)
\pi - (B)
3\pi - (C)
6\pi - (D)
9\pi
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base do cone está contida no plano
Determine uma condição que defina a esfera cujo centro é o ponto
Na figura, está representado um cubo, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a face
Determine uma equação da superfície esférica tal que:
o centro é o simétrico do ponto
Na figura, estão representados três pontos, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Considere a superfície esférica de centro em
Determine uma equação dessa superfície esférica.
Considere, num referencial o.n.
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)Na esfera
\varepsilon existem pontos do eixoOx - (B)Na esfera
\varepsilon existem pontos do eixoOy - (C)O ponto
(7,\,7,\,0) pertence à esfera\varepsilon - (D)O ponto
(0,\,0,\,7) pertence à esfera\varepsilon
Considere, num referencial o.n.
A interseção das duas superfícies esféricas é
- (A)um ponto
- (B)uma circunferência
- (C)uma superfície esférica
- (D)o conjunto vazio
Considere, num referencial o.n.
Qual das equações seguintes define um plano cuja interseção com a superfície esférica não é vazia?
- (A)
x = -1 - (B)
x = 0 - (C)
x = 3 - (D)
x = 4
Na figura, está representado um poliedro num referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Justifique que o ponto
Num referencial o.n.
- (A)
(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 1 - (B)
(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 2 - (C)
(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 4 - (D)
(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 9
Num referencial o.n.
Qual das equações seguintes define uma superfície esférica tangente aos dois planos?
- (A)
x^{2}+y^{2}+(z-3)^{2} = 25 - (B)
x^{2}+y^{2}+(z-4)^{2} = 25 - (C)
x^{2}+y^{2}+(z-3)^{2} = 4 - (D)
x^{2}+y^{2}+(z-4)^{2} = 4
Considere, num referencial o.n.
A interseção destas superfícies esféricas é
- (A)um ponto
- (B)uma circunferência
- (C)o conjunto vazio
- (D)um segmento de reta
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base
Verifique que o ponto
Qual das seguintes equações define, num referencial o.n.
- (A)
(x-2)^{2}+(y-2)^{2}+z^{2} = 4 - (B)
(x-2)^{2}+(y-2)^{2}+z^{2} = 16 - (C)
x^{2}+y^{2}+(z-2)^{2} = 4 - (D)
(x-2)^{2}+y^{2}+z^{2} = 16
Considere, em referencial o.n.
Qual das seguintes é uma equação desta superfície esférica?
- (A)
x^{2}+y^{2}+z^{2} = 9 - (B)
x^{2}+y^{2}+z^{2} = 16 - (C)
x^{2}+y^{2}+z^{2} = 25 - (D)
x^{2}+y^{2}+z^{2} = 36
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Determine uma equação da superfície esférica que contém os seis vértices do octaedro.
Num referencial o.n.
Qual das equações seguintes define um plano que divide essa esfera em dois sólidos com o mesmo volume?
- (A)
x = 0 - (B)
x = 1 - (C)
x = 2 - (D)
x = 3
Na figura, está representado, em referencial o.n.
A origem do referencial é um dos vértices do cubo, o vértice
Os vértices da base da pirâmide são os pontos médios dos lados do quadrado
O ponto
Determine uma equação da superfície esférica que tem centro no ponto
Considere, num referencial o.n.
A interseção desta superfície com o plano
- (A)o conjunto vazio
- (B)um ponto
- (C)uma circunferência
- (D)um círculo
Considere, num referencial o.n.
Qual das equações seguintes define uma reta tangente a esta circunferência?
- (A)
x = -3 - (B)
x = 1 - (C)
y = -4 - (D)
y = 1
Na figura, estão representados, num referencial o.n.
Sabe-se que:
os vértices
Calcule o volume da pirâmide
Na figura, estão representados, num referencial o.n.
A base da pirâmide,
O ponto
O ponto
Defina, por uma condição, a superfície esférica de centro no ponto
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo e está contida no plano
Escreva uma condição cartesiana que defina a superfície esférica de centro em
Na figura, está representado, em referencial o.n.
As coordenadas dos pontos
Escreva uma equação que defina a superfície esférica com centro no ponto
Considere, num referencial o.n.
Determine uma equação cartesiana que defina a superfície esférica da qual o segmento de reta
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a base
Escreva uma condição que defina a superfície esférica de centro no ponto
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a face
Seja
Escreva uma equação da superfície esférica de diâmetro
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Resolva o item seguinte sem recorrer à calculadora.
Determine a equação reduzida da superfície esférica que passa nos oito vértices do cubo.
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Tem-se
Qual das condições seguintes define a superfície esférica de centro no ponto
- (A)
(x-5)^{2}+(y+5)^{2}+(z-3)^{2} = 59 - (B)
(x-5)^{2}+(y+5)^{2}+(z-3)^{2} = 41 - (C)
(x+5)^{2}+(y-5)^{2}+(z+3)^{2} = 41 - (D)
(x+5)^{2}+(y-5)^{2}+(z+3)^{2} = 59
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
as coordenadas dos vértices
Qual das seguintes equações define a superfície esférica de diâmetro
- (A)
(x-8)^{2}+\left(y-\tfrac{13}{4}\right)^{2}+(z-1)^{2} = \tfrac{441}{16} - (B)
(x-8)^{2}+\left(y-\tfrac{13}{4}\right)^{2}+(z-1)^{2} = \tfrac{441}{4} - (C)
(x-4)^{2}+y^{2}+z^{2} = \tfrac{441}{16} - (D)
(x-4)^{2}+y^{2}+z^{2} = \tfrac{441}{4}
As duas têm o mesmo centro. Pode um ponto estar, ao mesmo tempo, a
- As duas superfícies esféricas têm o mesmo centro — a origem — e raios diferentes,
2 e3 : são concêntricas. - Um ponto da primeira dista
2 da origem; um ponto da segunda dista3 . Nenhum ponto pode cumprir as duas condições ao mesmo tempo. - A interseção é o conjunto vazio. A opção correta é a (D).
- Pelas contas. Subtraindo as equações vem
0 = 5 , uma proposição falsa — o sistema é impossível ✓É o mesmo critério dos outros itens de posição relativa: a distância entre os centros é0 , e|r_{1}-r_{2}| = 1 > 0 . Uma superfície fica inteiramente dentro da outra, sem lhe tocar.
Tangente ao plano
- O plano
xOy éz = 0 . A distância deC(2,\,3,\,4) a esse plano é o módulo da cota:d = |4| = 4. - Sendo a esfera tangente ao plano,
r = d = 4 . - Com centro
(2,3,4) e raio4 , e sendo pedida a esfera (o sólido):(x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z-4)^{2} \leq 4^{2}. - A opção correta é a (D).As opções (B) e (C) trocam o raio pela abcissa ou pela ordenada do centro — números que aparecem no enunciado mas que nada têm que ver com a tangência ao plano
xOy . Só a cota conta.
O centro é o centro do cubo, e o raio é metade da diagonal espacial.
- O cubo. Três arestas estão sobre os semieixos positivos e a abcissa de
R é2 , logo a aresta é2 e o cubo ocupa[0,\,2]^{3} . - O centro da superfície esférica. Passando pelos oito vértices, é equidistante de todos: é o centro do cubo,
M(1,\,1,\,1), que é o ponto médio de qualquer diagonal espacial — por exemplo, de[OU] , comU(2,2,2) . - O raio. É metade da diagonal espacial:
\overline{OU} = \sqrt{2^{2}+2^{2}+2^{2}} = \sqrt{12} = 2\sqrt{3}, \qquad r = \sqrt{3}. \quad \square (x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 3. - Confirmação. Com
O(0,0,0) :1+1+1 = 3 ✓; comP(0,2,0) :1+1+1 = 3 ✓Fica a fórmula geral, que vale a pena guardar: para um cubo de arestaa , o raio da superfície esférica circunscrita é\dfrac{a\sqrt3}{2} — aqui\dfrac{2\sqrt3}{2} = \sqrt3 .
Distância do centro ao plano versus raio: iguais, tangência; menor, circunferência; maior, vazio.
- O centro é
C(0,\,2,\,0) e o raio é2 . - A distância de
C ao planoy = 4 éd = |4-2| = 2 = r. - Sendo a distância igual ao raio, o plano é tangente à superfície esférica: a interseção é um único ponto. A opção correta é a (A).
- Confirmação. Com
y = 4 :x^{2}+4+z^{2} = 4 \Leftrightarrow x^{2}+z^{2} = 0 \Leftrightarrow x = 0 \wedge z = 0 — o ponto(0,\,4,\,0) ✓Esse ponto é a projeção do centro no plano — e é sempre assim na tangência. Reconhecer isso poupa a substituição.
As bolas têm o mesmo diâmetro do cilindro, logo os seus centros estão sobre o eixo do cilindro. A que distância da base mais afastada fica o centro da bola que lá está encostada?
- O eixo do cilindro. Vai do centro de uma base,
(3,\,0,\,3) , ao centro da outra, no planoy = 12 : é o segmento de(3,0,3) a(3,12,3) , ou seja, a retax = 3 \wedge z = 3 . - Onde estão os centros das bolas. Como o diâmetro das esferas é igual ao das bases, cada bola toca a superfície lateral em toda a volta: o seu centro está no eixo do cilindro, e portanto tem abcissa
3 e cota3 . - A bola mais afastada. Está encostada à base
y = 12 , e o seu centro dista do plano exactamente o raio,3 :y = 12-3 = 9. Logo o centro é(3,\,9,\,3) .\square - O ponto
(1,\,8,\,1) . A sua distância ao centro é\sqrt{(1-3)^{2}+(8-9)^{2}+(1-3)^{2}} = \sqrt{4+1+4} = \sqrt{9} = 3, que é exatamente o raio: o ponto pertence à superfície esférica.\square Confirmação de que as duas bolas cabem: os centros ficam emy = 3 ey = 9 , à distância6 = 3+3 — tangentes uma à outra, tal como o enunciado diz. E a altura do cilindro,12 , é exatamente4 raios.
Substitua
- A esfera tem centro na origem e raio
5 . Substituindoz = 4 :x^{2}+y^{2}+16 \le 25 \quad\Leftrightarrow\quad x^{2}+y^{2} \le 9. - É o círculo de centro
(0,\,0,\,4) e raio3 , cuja área éA = \pi\times 3^{2} = 9\pi. - A opção correta é a (D).O raio da secção sai do Teorema de Pitágoras:
\rho = \sqrt{R^{2}-d^{2}} = \sqrt{25-16} = 3 . A opção (B),3\pi , é o isco de quem toma o raio pela área.
A interseção tem de ser o círculo de centro
- O centro.
V está no semieixo positivoOz à altura do cone:V(0,\,0,\,4) . - O raio. Para que a interseção com
xOy seja um círculo de raio3 , com o centro a4 desse plano:R^{2} = 4^{2}+3^{2} = 25, \qquad R = 5. (É a geratriz do cone:\overline{AV} = \sqrt{9+16} = 5 .) - Sendo pedida a esfera — o sólido — a condição é uma desigualdade:
x^{2}+y^{2}+(z-4)^{2} \leq 25. - Confirmação. Fazendo
z = 0 :x^{2}+y^{2}+16 \le 25 \Leftrightarrow x^{2}+y^{2} \le 9 — o círculo de centro na origem e raio3 , que é a base do cone ✓Repare no\le : o enunciado pede a esfera e diz que a interseção é a base do cone, que é um círculo (região) e não uma circunferência. Com= , a interseção seria só a linha de contorno.
Do volume tira-se a aresta, e das três faces nos planos coordenados tiram-se todos os vértices. A reflexão em
- A aresta.
V = a^{3} = 27 \Leftrightarrow a = 3 . - Os vértices. Três faces estão nos planos coordenados, logo
O é a origem e as três arestas que dele saem estão sobre os eixos:R(3,0,0),\quad P(0,3,0),\quad S(0,0,3),\quad Q(3,3,0),\quad U(3,3,3). - O centro. O simétrico de
U(3,3,3) em relação ao planoxOy troca o sinal da cota:U'(3,\,3,\,-3). - O raio.
r^{2} = \overline{U'Q}^{\,2} = (3-3)^{2}+(3-3)^{2}+(0+3)^{2} = 9. (x-3)^{2}+(y-3)^{2}+(z+3)^{2} = 9. O segmento[U'Q] é vertical, e o seu comprimento é a aresta do cubo — o que se percebe:Q está no plano de simetria, a meio caminho entreU eU' .
Faça o triângulo retângulo: um cateto é a distância de
- A distância do centro ao plano. O plano
xOy éz = 0 , eA(0,\,5,\,2) tem cota2 :d = 2. - O raio da superfície esférica. Pelo Teorema de Pitágoras, com o raio da secção igual a
3 :R^{2} = d^{2}+\rho^{2} = 2^{2}+3^{2} = 13. x^{2}+(y-5)^{2}+(z-2)^{2} = 13. - Confirmação. Fazendo
z = 0 :x^{2}+(y-5)^{2}+4 = 13 \Leftrightarrow x^{2}+(y-5)^{2} = 9 — uma circunferência de centro(0,5,0) e raio3 ✓O centro da circunferência da secção é a projeção do centro da superfície esférica sobre o plano. Aqui,(0,5,0) — que é a projeção deA emxOy .
Centro
- A esfera tem centro
C(0,\,7,\,0) e raio3 . - (A) Um ponto de
Ox é(x,0,0) : a distância aC é\sqrt{x^{2}+49} \ge 7 > 3 . Nenhum ponto do eixoOx está na esfera ✗ - (B) Um ponto de
Oy é(0,y,0) :(y-7)^{2} \le 9 \quad\Leftrightarrow\quad 4 \le y \le 10. Há pontos do eixoOy na esfera — todo o segmento de(0,4,0) a(0,10,0) ✓ - (C)
(7,7,0) :49+0+0 = 49 > 9 ✗ (D)(0,0,7) :0+49+49 = 98 > 9 ✗ - A opção correta é a (B).Uma leitura rápida: o centro está no eixo
Oy , logo a esfera corta esse eixo de certeza — e num segmento de comprimento2r = 6 . Os outros dois eixos passam a7 do centro, mais do que o raio.
Compare a distância entre os centros com a soma dos raios.
- Os centros são
C_{1}(0,\,0,\,10) eC_{2}(0,\,0,\,4) , e ambos os raios valem3 . - A distância entre os centros.
d = |10-4| = 6 = 3+3 = r_{1}+r_{2}. - Quando a distância entre os centros é exatamente a soma dos raios, as duas superfícies são tangentes exteriormente: tocam-se num único ponto. A opção correta é a (A).
- Confirmação. Subtraindo as equações:
(z-10)^{2}-(z-4)^{2} = 0 \Leftrightarrow -12z+84 = 0 \Leftrightarrow z = 7 ; substituindo,x^{2}+y^{2}+9 = 9 \Leftrightarrow x^{2}+y^{2} = 0 , ou seja o ponto(0,\,0,\,7) ✓É o ponto médio do segmento que une os centros — e tinha de ser, porque os raios são iguais. Se os raios fossem diferentes, o ponto de tangência estaria mais perto da esfera menor.
Há interseção quando a distância do centro ao plano é menor ou igual ao raio.
- O centro é
C(2,\,2,\,2) e o raio é\sqrt{2} \approx 1{,}41 . - Para um plano
x = k , a distância ao centro é|k-2| . Há interseção quando|k-2| \le \sqrt{2} , ou seja2-\sqrt{2} \le k \le 2+\sqrt{2}, \qquad\text{isto é,}\qquad 0{,}59 \lesssim k \lesssim 3{,}41. - Das opções —
-1 ,0 ,3 e4 — sók = 3 está nesse intervalo. A opção correta é a (C). - Confirmação. Com
x = 3 , a equação fica1+(y-2)^{2}+(z-2)^{2} = 2 , ou seja(y-2)^{2}+(z-2)^{2} = 1 : uma circunferência de raio1 ✓Escrever o intervalo[2-\sqrt2,\ 2+\sqrt2] de uma vez resolve as quatro opções ao mesmo tempo, e evita quatro comparações separadas.
Localize
- O cubo. Tem um vértice na origem e o oposto em
E(2,2,2) , logo a aresta é2 e o cubo ocupa[0,\,2]^{3} . O seu centro é(1,\,1,\,1) . - Os vértices das pirâmides. Cada pirâmide assenta numa face horizontal e tem altura
2 , logoQ(1,\,1,\,4) \qquad\text{e}\qquad P(1,\,1,\,-2). - A superfície esférica de diâmetro
[PQ] . O centro é o ponto médio,M = (1,\,1,\,1), que é o centro do cubo, e o raio ér = \frac{\overline{PQ}}{2} = \frac{6}{2} = 3. - A distância de
M a um vértice do cubo.F é um vértice do cubo, e todos distam do centro metade da diagonal espacial:\overline{MF} = \frac{2\sqrt{3}}{2} = \sqrt{3} \approx 1{,}73. - Como
\sqrt{3} \ne 3 , o pontoF não pertence à superfície esférica — está no seu interior.\square Note-se que o argumento vale para qualquer vértice do cubo, e não só paraF : todos estão a\sqrt3 do centro. A superfície esférica de diâmetro[PQ] passa pelos vértices das pirâmides, e não pelos do cubo.
Todas as opções têm o mesmo centro; o que muda é o raio. O plano
- As quatro superfícies têm centro
C(2,\,0,\,0) ; o que as distingue é o raio. - O plano
yOz éx = 0 , e a distância do centro a esse plano éd = |2-0| = 2. - A tangência exige
r = d = 2 , ou sejar^{2} = 4 . - A opção correta é a (C).
(A) e (B) têm raio menor do que
Como todas partilham o centro, o item reduz-se a comparar um número com2 : não chegam ao plano; (D) tem raio3 > 2 : atravessa o plano, e a interseção é uma circunferência.2 . Reparar nisso poupa quatro contas — e é o tipo de leitura que estes itens de escolha múltipla premeiam.
Uma superfície esférica tangente a dois planos paralelos tem o centro a meio caminho entre eles — e o raio é metade da distância que os separa.
- Os dois planos são paralelos e distam
5-1 = 4 . - Para a superfície esférica ser tangente aos dois, o centro tem de estar a igual distância de ambos, ou seja no plano
z = \frac{1+5}{2} = 3, e o raio tem de ser metade da distância entre eles:r = 2 , ou sejar^{2} = 4 . - A opção correta é a (C).
(A) tem o centro certo mas raio
Convém confirmar as duas tangências: com centro5 ✗ (B) e (D) têm centro à cota4 , que não é o ponto médio ✗(0,0,3) e raio2 , a distância ao planoz = 1 é2 ✓ e ao planoz = 5 também é2 ✓ — a superfície toca-os em(0,0,1) e(0,0,5) .
Compare a distância entre os centros com a soma e com a diferença dos raios.
- As duas superfícies têm centros
C_{1}(0,\,2,\,0) eC_{2}(0,\,3,\,0) e o mesmo raior = \sqrt{2} . - A distância entre os centros.
d = \overline{C_{1}C_{2}} = 1. - Compare-se com
2r = 2\sqrt{2} \approx 2{,}83 e com|r-r| = 0 :0 < 1 < 2\sqrt{2}, ou seja, os centros estão suficientemente perto para as superfícies se cortarem, mas não coincidem. A interseção é uma circunferência. - A opção correta é a (B).
- Confirmação pelas contas. Subtraindo as duas equações:
(y-2)^{2}-(y-3)^{2} = 0 \ \Leftrightarrow\ 2y-5 = 0 \ \Leftrightarrow\ y = \frac{5}{2}, e substituindo na primeira,x^{2}+z^{2} = 2-\frac14 = \frac74 : é uma circunferência no planoy = \frac52 , de raio\frac{\sqrt7}{2} ✓O critério geral: comd a distância entre os centros er_{1} ,r_{2} os raios, a interseção é uma circunferência se|r_{1}-r_{2}| < d < r_{1}+r_{2} ; um ponto sed for igual a um dos extremos; e vazia fora disso.
Comece por
- A altura do paralelepípedo. A base
[EFGH] está no planoxOy , logo os seus quatro vértices têm cota nula. ComoA(1,1,1) está na face superior, essa face está no planoz = 1 , e a altura é1 . Em particularE(1,\,1,\,0) , por baixo deA . - O ponto
G . Está no eixoOy , logoG(0,\,g,\,0) . Pertencendo à superfície esférica dada:(0-1)^{2}+(g-1)^{2}+(0-1)^{2} = 11 \ \Leftrightarrow\ (g-1)^{2} = 9 \ \Leftrightarrow\ g = -2 \ \vee \ g = 4. Pela figura,G está do lado das ordenadas negativas:G(0,\,-2,\,0) . - O ponto
F . Também está no eixoOy e é o vértice do retângulo adjacente aE(1,1,0) , logo é a projeção deE nesse eixo:F(0,\,1,\,0) . - O ponto
H . Num retângulo,\overrightarrow{EH} = \overrightarrow{FG} :\overrightarrow{FG} = (0,\,-3,\,0), \qquad H = E+(0,-3,0) = (1,\,-2,\,0). \quad \square - Confirmação.
\overline{AG}^{\,2} = 1+9+1 = 11 ✓, e o paralelepípedo tem dimensões1 \times 3 \times 1 .A raizg = 4 corresponde à posição simétrica do sólido, do outro lado do eixoOx . É a figura que decide — como acontece sempre que uma equação do 2.º grau devolve duas soluções geometricamente possíveis.
Tangente a um plano
- (A) centro
(2,\,2,\,0) , raio2 . Distância ao planox = 4 :|4-2| = 2 = r ✓ Distância ao planoy = 0 :|2-0| = 2 = r ✓ Tangente aos dois. - (B) mesmo centro, raio
4 : as distâncias continuam a valer2 \ne 4 ✗ (a superfície atravessa os dois planos). - (C) centro
(0,\,0,\,2) , raio2 . Ao planoy = 0 a distância é0 — o centro está no plano ✗ - (D) centro
(2,\,0,\,0) , raio4 . Ao planox = 4 a distância é2 \ne 4 ✗ - A opção correta é a (A).A distância de um ponto a um plano do tipo
x = k é simplesmente|x_{0}-k| — não é preciso a fórmula geral. O mesmo paray = k ez = k , que são os únicos planos que aparecem nestes itens.
Do perímetro tira-se o raio da circunferência da secção. Depois, um triângulo retângulo liga esse raio, a distância do centro ao plano e o raio da superfície esférica.
- O raio da secção. De
2\pi\rho = 8\pi vem\rho = 4 . - A distância do centro ao plano. O centro é a origem e o plano é
z = 3 , logod = 3 . - O raio da superfície esférica. O centro, o centro da secção e um ponto da circunferência formam um triângulo retângulo:
R^{2} = d^{2}+\rho^{2} = 9+16 = 25. - A opção correta é a (C).É o mesmo Teorema de Pitágoras que resolve todos os problemas de secção plana de uma esfera, nos dois sentidos: dá o raio da secção a partir do da esfera, e vice-versa. Vale a pena fazer sempre o esboço do triângulo.
- O ponto
F . Os vérticesB eE mostram que os quatro vértices «do meio» estão à cota1 ;A está por cima, à cota2 , eF por baixo, no planoxOy . O segmento[AF] é vertical, logoF(1,\,1,\,0). - O centro. É o ponto médio de
[AF] :M = \left(1,\ 1,\ \frac{2+0}{2}\right) = (1,\,1,\,1). - O raio.
r = \frac{\overline{AF}}{2} = \frac{2}{2} = 1. (x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 1. - Confirmação com os outros vértices.
B(1,0,1):\ 0+1+0 = 1 \ ✓ \qquad E(0,1,1):\ 1+0+0 = 1 \ ✓ Num octaedro regular todas as três diagonais têm o mesmo comprimento e o mesmo ponto médio — é isso que garante que uma única superfície esférica passa nos seis vértices. Verificar dois vértices que não entraram na construção é a melhor prova de que o centro está certo.
Um plano só divide uma esfera em duas metades iguais se passar por um sítio muito particular.
- Da condição, o centro é
C(0,\,0,\,2) e o raio é2 . - Um plano divide a esfera em dois sólidos com o mesmo volume se e só se passa pelo centro — porque a esfera é simétrica em relação a qualquer plano que contenha o seu centro.
- Das quatro opções, a única que contém
C(0,0,2) éx = 0 : a opção correta é a (A). - As outras:
x = 1 corta a esfera em duas partes desiguais;x = 2 é tangente (a distância ao centro é2 , igual ao raio);x = 3 nem toca na esfera.O planox = 0 é o planoyOz , e passa pelo centro porque este tem abcissa nula. A cota2 do centro é irrelevante aqui — é a abcissa que conta, porque os planos das opções são todos perpendiculares aOx .
Localize primeiro os vértices da face inferior do cubo — estão à cota
- O cubo. De
Q(2,2,0) , a aresta é2 ; a face superior[OPQR] está no planoxOy e a inferior à cota-2 . Pela figura,T está por baixo deP(2,0,0) :T(2,\,0,\,-2). - O ponto
C . É o ponto médio do lado[QR] , comQ(2,2,0) eR(0,2,0) :C(1,\,2,\,0). - O raio.
r^{2} = (1-2)^{2}+(2-0)^{2}+(0+2)^{2} = 1+4+4 = 9, \qquad r = 3. (x-2)^{2}+y^{2}+(z+2)^{2} = 9. O volume10 e a pirâmide não entram nesta alínea — servem a outra, onde se determina a cota do vértice. Aqui, o que faz falta é só a aresta do cubo, queQ dá de imediato.
O plano
- O plano
xOy éz = 0 . Substituindo na equação:x^{2}+y^{2}+4 = 4 \quad\Leftrightarrow\quad x^{2}+y^{2} = 0. - Uma soma de quadrados só é nula quando ambos são nulos:
x = 0 \wedge y = 0 . A interseção é o único ponto(0,\,0,\,0) . - A opção correta é a (B).
- Ler geometricamente. O centro é
(0,0,2) e o raio2 : a distância do centro ao planoxOy é2 , igual ao raio — a superfície esférica é tangente ao plano, e toca-o na origem.A opção (D), «um círculo», nunca poderia estar certa: a interseção de uma superfície esférica com um plano é uma linha ou um ponto, nunca uma região. Um círculo sairia da interseção da esfera (o sólido) com o plano.
Uma reta vertical
- Da equação, o centro é
C(1,\,3) e o raio é\sqrt{16} = 4 . - As retas verticais. A distância de
C à retax = k é|k-1| ; é tangente quando|k-1| = 4 , ou sejak = -3 ouk = 5 . - As retas horizontais. A distância de
C à retay = k é|k-3| ; é tangente quandok = -1 ouk = 7 . - Das quatro opções, só
x = -3 está nessas listas: a opção correta é a (A).(B)
Vale a pena guardar as quatro tangentes «fáceis» de uma circunferência de centrox = 1 passa no centro — é secante, e a corda é um diâmetro; (C)y = -4 está a7 do centro, mais do que o raio — não interseta; (D)y = 1 está a2 do centro — é secante.(a,b) e raior :x = a\pm r ey = b\pm r . Estão assinaladas a tracejado na figura.
A base está no plano
- O lado da base.
P está no eixoOx , logo tem ordenada e cota nulas. Substituindo na equação da superfície esférica:x^{2}-2x = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x(x-2) = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x = 0 \ \vee \ x = 2. A raizx = 0 é o vérticeO ; logoP(2,\,0,\,0) e o lado da base é2 . - A altura. É a cota do vértice
V , que é o centro da superfície esférica. Escrevendo a equação na forma reduzida — completando os quadrados:x^{2}-2x+y^{2}-2y+z^{2}-8z = 0, (x-1)^{2}-1+(y-1)^{2}-1+(z-4)^{2}-16 = 0, (x-1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-4)^{2} = 18. O centro éV(1,\,1,\,4) : está na vertical do centro da base,(1,1,0) ✓, e a altura é4 . V_{[VOPQR]} = \frac{1}{3}\times 2^{2}\times 4 = \frac{16}{3}. - Confirmação. O raio é
\sqrt{18} = 3\sqrt{2} , e a distância deV(1,1,4) aO(0,0,0) é\sqrt{1+1+16} = \sqrt{18} ✓Este é o único item da ficha em que a equação vem na forma geral. As Aprendizagens Essenciais só pedem a forma reduzida, e por isso o passo de completar os quadrados está escrito por extenso: some-se e subtraia-se o quadrado de metade do coeficiente de cada variável.
- O ponto
Q . A base é um quadrado de lado5 no planoxOy , comO na origem eP(5,0,0) . LogoQ é o vértice oposto aO :Q(5,\,5,\,0). - O raio. É a distância de
Q aO , ou seja, a diagonal do quadrado:r^{2} = 5^{2}+5^{2} = 50. (x-5)^{2}+(y-5)^{2}+z^{2} = 50. Repare em que o item pede uma condição que defina a superfície esférica — logo uma igualdade. Se pedisse a esfera, seria\le 50 . É uma distinção que estas provas testam com frequência.
- O cubo. A face superior está no plano
xOy com um vértice na origem, eU(4,-4,-4) é o vértice oposto na face inferior: a aresta é4 e o cubo ocupa0 \le x \le 4 ,-4 \le y \le 0 ,-4 \le z \le 0 . - O ponto
T . É o vértice da face inferior que fica por baixo deP(4,\,0,\,0) :T(4,\,0,\,-4). - O raio.
[UT] é uma aresta do cubo:r = \overline{UT} = \|(0,\,4,\,0)\| = 4. (x-4)^{2}+(y+4)^{2}+(z+4)^{2} = 16. Atenção aos sinais: o centro tem ordenada e cota negativas, e por isso na equação aparecem(y+4)^{2} e(z+4)^{2} . É onde estes itens costumam apanhar quem responde depressa.
O raio é
- O raio ao quadrado.
r^{2} = \overline{AB}^{\,2} = (8-11)^{2}+(5+1)^{2}+(0-2)^{2} = 9+36+4 = 49. - A equação, com centro
A(11,\,-1,\,2) :(x-11)^{2}+(y+1)^{2}+(z-2)^{2} = 49. O valor49 não é casual:\overline{AB} = 7 é a aresta da base do prisma. O pontoG serve outras alíneas da mesma prova.
Centro no ponto médio, raio igual a metade da distância.
- O centro.
M = \left(\frac{0+4}{2},\ \frac{0+0}{2},\ \frac{2+0}{2}\right) = (2,\,0,\,1). - O raio.
\overline{AB} = \|(4,\,0,\,-2)\| = \sqrt{16+4} = \sqrt{20}, \qquad r = \frac{\sqrt{20}}{2} = \sqrt{5}. (x-2)^{2}+y^{2}+(z-1)^{2} = 5. - Confirmação.
A(0,0,2) :4+0+1 = 5 ✓B(4,0,0) :4+0+1 = 5 ✓O raio ao quadrado sai mais depressa sem passar pela raiz:r^{2} = \left(\frac{\overline{AB}}{2}\right)^{2} = \frac{20}{4} = 5 . E ér^{2} , nãor , o que a equação pede.
Tangente a um plano quer dizer que a distância do centro ao plano é igual ao raio. E a distância de um ponto ao plano
- O raio. A distância de
A(-1,\,1,\,1) ao planoxOy (que éz = 0 ) é o módulo da cota:d = |1| = 1. Sendo a superfície esférica tangente a esse plano,r = 1 . - A equação. Com centro
A(-1,\,1,\,1) :(x+1)^{2}+(y-1)^{2}+(z-1)^{2} = 1. - Confirmação. O ponto de tangência é a projeção de
A emxOy , ou seja(-1,\,1,\,0) ; substituindo,0+0+1 = 1 ✓O pontoC não entra: serve para outra alínea da prova, onde se localiza o centro da base. Um enunciado com dados a mais é o normal nestes itens.
Se
- O ponto
T . Está no eixoOz e na face de cima, que está no planoz = 3 :T(0,\,0,\,3). - O ponto
T' . O simétrico em relação à origem tem as três coordenadas simétricas:T'(0,\,0,\,-3). - O centro e o raio. Sendo
T eT' simétricos em relação aO , o ponto médio de[TT'] é a própria origem, e o raio ér = \overline{OT} = 3. x^{2}+y^{2}+z^{2} = 9. O lado da base do prisma nunca aparece — e o enunciado nem o determina. Sempre que um item deixa um dado indeterminado, é sinal de que ele não é preciso.
Uma superfície esférica que passa nos oito vértices tem centro no centro do cubo. E
- Que segmento é
[AG] . Pela figura,A eG são vértices opostos do cubo:[AG] é uma diagonal espacial. - O centro. É o ponto médio dessa diagonal:
M = \left(\frac{7+5}{2},\ \frac{1+3}{2},\ \frac{4+6}{2}\right) = (6,\,2,\,5). - O raio.
\overline{AG} = \|(-2,\,2,\,2)\| = \sqrt{12} = 2\sqrt{3}, \qquad r = \sqrt{3}. (x-6)^{2}+(y-2)^{2}+(z-5)^{2} = 3. De caminho fica a aresta do cubo: a diagonal espacial de um cubo de arestaa medea\sqrt3 , logoa\sqrt3 = 2\sqrt3 ea = 2 . E o raio da esfera circunscrita é sempre\frac{a\sqrt3}{2} .
Na equação reduzida, os sinais aparecem trocados em relação às coordenadas do centro. E o raio é
- O centro. É
R(-5,\,5,\,-3) , logo a equação tem a forma(x+5)^{2}+(y-5)^{2}+(z+3)^{2} = r^{2}. Isso elimina as opções (A) e (B), que têm os sinais ao contrário. - O raio.
r^{2} = \overline{RQ}^{\,2} = (-2+5)^{2}+(1-5)^{2}+(1+3)^{2} = 9+16+16 = 41. - A opção correta é a (C).Os dois erros que o item testa aparecem separados: as opções (A) e (B) trocam os sinais do centro, e a (D) usa
59 , que sairia de somar mal os quadrados. Confirmar a soma9+16+16 demora três segundos.
Quando se dá um diâmetro, o centro é o ponto médio e o raio é metade da distância entre os extremos. É nesse «metade» que os distratores apostam.
- O centro é o ponto médio de
[AG] :M = \left(\frac{4+12}{2},\ \frac{0+\frac{13}{2}}{2},\ \frac{0+2}{2}\right) = \left(8,\ \frac{13}{4},\ 1\right). Isso elimina já as opções (C) e (D), centradas em(4,0,0) . - O raio.
\overline{AG} = \sqrt{8^{2}+\left(\tfrac{13}{2}\right)^{2}+2^{2}} = \sqrt{64+\tfrac{169}{4}+4} = \sqrt{\tfrac{441}{4}} = \frac{21}{2}, r = \frac{\overline{AG}}{2} = \frac{21}{4}, \qquad r^{2} = \frac{441}{16}. - A opção correta é a (A).A opção (B) tem o centro certo e
r^{2} = \frac{441}{4} — que é\overline{AG}^{\,2} , e não o quadrado do raio. É o erro que o item quer apanhar: esquecer de dividir o diâmetro por dois.
Conjuntos de pontos definidos por condições
Esta secção não traz objetos novos — traz a gramática que os junta. Uma desigualdade troca a linha pela região; um
- Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas condições que definem conjuntos de pontos: equações de retas verticais e não verticais; semiplanos; mediatriz de um segmento de reta; circunferência e círculo; outros conjuntos definidos por conjunções e disjunções, em casos simples.
- Analisar condições que possam definir conjuntos de pontos e perceber como diferentes condições geram conjuntos de pontos diferentes, incluindo o conjunto vazio.
1 · De linha para região: o semiplano
Uma reta divide o plano em dois semiplanos. Trocar a igualdade por uma desigualdade escolhe um deles.
são os dois semiplanos fechados limitados pela reta
Não se decora: testa-se um ponto. Escolhe-se um ponto que não esteja na fronteira — a origem, quando serve —, substitui-se, e vê-se se a condição dá verdadeira. Se der, é o semiplano que o contém; se não, é o outro.
2 · A gramática: \wedge corta, \vee junta
Sendo
O
Laboratório · Construir uma região
interativo3 · No espaço, a mesma gramática
Tudo se repete com uma coordenada a mais. Os semiplanos passam a semiespaços, os círculos a esferas, e as conjunções continuam a cortar:
No plano, caracteriza o conjunto definido por
- A primeira condição é o círculo de centro
(2,\,0) e raio2 , com a fronteira. - A segunda é o semiplano acima da reta
y = x-2 . Testando o centro(2,0) :0 \geq 0 é verdadeiro, logo o centro pertence — a reta passa mesmo pelo centro.Uma reta que passa pelo centro corta o círculo em duas metades iguais, e por isso o conjunto vai ser exatamente meio círculo. - Interseção das fronteiras: substituindo
y = x-2 na equação da circunferência,(x-2)^{2}+(x-2)^{2} = 4 \;\Leftrightarrow\; 2(x-2)^{2} = 4 \;\Leftrightarrow\; (x-2)^{2} = 2. x = 2+\sqrt{2} \;\vee\; x = 2-\sqrt{2} , a que correspondemy = \sqrt{2} ey = -\sqrt{2} .- O conjunto é o semicírculo acima da reta, incluindo o diâmetro e o arco.
Python Testar uma condição ponto a ponto
Uma condição é, afinal, uma função que devolve verdadeiro ou falso. O programa desenha a região no terminal, testando os pontos de uma grelha.
def condicao(x, y):
return x*x + y*y <= 9 and y >= x - 1
for j in range(12, -13, -1):
linha = ""
for i in range(-16, 17):
x, y = i / 4, j / 4
linha += "#" if condicao(x, y) else "."
print(linha)
def condicao(x, y):
# a condicao escrita tal e qual: o "and" e o ∧ da matematica
# (troca-o por "or" e ve a regiao crescer)
return x*x + y*y <= 9 and y >= x - 1
for j in range(12, -13, -1): # de cima para baixo, como no papel
linha = ""
for i in range(-16, 17): # da esquerda para a direita
x, y = i / 4, j / 4 # a grelha tem passo 0,25
linha += "#" if condicao(x, y) else "."
print(linha)
Troca o and por or e compara os dois desenhos. Depois experimenta uma condição impossível, como x*x + y*y <= 1 and x >= 2: o que aparece é um retângulo de pontos, e é assim que o conjunto vazio se vê.
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre conjuntos definidos por condições: semiplanos, faixas, conjunções e disjunções, no plano e no espaço. Os últimos pedem escrever a condição a partir da figura, ou justificar que o conjunto é vazio.
No plano, a condição
- (A)a reta vertical de equação
x = 2 - (B)o semiplano à direita da reta
x = 2 , incluindo-a - (C)o semiplano à esquerda da reta
x = 2 , incluindo-a - (D)o semiplano à direita da reta
x = 2 , excluindo-a
Caracteriza o conjunto de pontos do plano definido por
No plano, considera a condição
Caracteriza o conjunto de pontos que ela define.
No plano, a condição
- (A)só a origem
- (B)o eixo
Ox - (C)a reunião dos dois eixos
- (D)todo o plano
Caracteriza o conjunto definido por
No plano, caracteriza o conjunto definido por
No plano, caracteriza o conjunto definido por
Caracteriza o conjunto definido por
No plano, considera
Caracteriza o conjunto dos pontos
No referencial
Caracteriza o conjunto definido por
Escreve uma condição que defina, no plano, a região limitada pelo quadrado de vértices
Mostra que a condição
No plano, considera
Caracteriza o conjunto dos pontos
No referencial
Uma desigualdade define uma região; o sinal
- Os pontos com abcissa maior ou igual a
2 estão à direita da retax = 2 , e os de abcissa exatamente2 estão sobre ela. - Logo é o semiplano à direita, com a fronteira: opção (B).A opção (D) descreveria
x > 2 , sem o sinal de igual.
São duas condições ao mesmo tempo: uma limita por baixo, a outra por cima.
y \geq -1 é o semiplano acima da retay = -1 , com a fronteira.y \leq 3 é o semiplano abaixo dey = 3 , com a fronteira.- A conjunção é a faixa horizontal entre as duas retas, incluindo-as.
Cada condição é um semiplano. O
x \geq 0 é o semiplano à direita do eixoOy , incluindo-o.y \geq 0 é o semiplano acima do eixoOx , incluindo-o.- A interseção é o 1.º quadrante, incluindo os dois semieixos positivos e a origem.
O
x = 0 é o eixoOy ;y = 0 é o eixoOx .- A disjunção reúne os dois conjuntos: o conjunto é a reunião dos dois eixos.
- A opção correta é a (C).Se fosse
\wedge , o conjunto seria só a origem — o único ponto que está nos dois eixos ao mesmo tempo. Trocar\vee por\wedge muda tudo.
Um círculo cortado por um semiplano. Que metade fica?
x^{2}+y^{2} \leq 4 é o círculo de centro na origem e raio2 , com a fronteira.y \geq 0 guarda a parte de ordenada não negativa.- O conjunto é o semicírculo superior, incluindo o diâmetro sobre
Ox e a semicircunferência.
A fronteira é a reta
- A fronteira é a reta
y = 2x-1 , que não pertence ao conjunto, por a desigualdade ser estrita. - Testando a origem
(0,0) :0 < 2 \times 0 - 1 = -1 é falso, logo a origem não pertence. - Testando
(0,-5) :-5 < -1 é verdadeiro, logo o conjunto é o semiplano que contém este ponto — o de baixo da reta. - Conclusão: o semiplano aberto abaixo da reta
y = 2x-1 .Testar um ponto é mais seguro do que decorar «< é sempre por baixo»: com a reta escrita noutra forma, como2x - y > 1 , a regra decorada engana.
São três semiplanos. Interseta-os e identifica os vértices da região.
- As duas primeiras condições dão o 1.º quadrante.
x+y \leq 4 é o semiplano abaixo da retax+y = 4 , que passa em(4,0) e(0,4) .- A interseção é a região triangular de vértices
(0,0) ,(4,0) e(0,4) , com os lados incluídos. - Verificação:
(1,1) cumpre as três condições e está dentro;(3,3) falha a terceira e está fora ✓
A primeira parte é uma coroa circular; a segunda corta-a ao meio.
1 \leq x^{2}+y^{2} \leq 9 é a coroa circular de centro na origem, entre os raios1 e3 , com as duas fronteiras.x \geq 0 guarda a metade de abcissa não negativa.- O conjunto é a meia-coroa à direita do eixo
Oy , incluindo as fronteiras e os dois segmentos sobreOy .
A igualdade dá a mediatriz. A desigualdade dá um dos dois semiplanos que ela separa — descobre qual testando um ponto.
- A igualdade
\overline{PA} = \overline{PB} é a mediatriz de[AB] , que aqui é a retax = 2 . - A mediatriz separa o plano em dois semiplanos: num, os pontos estão mais perto de
A ; no outro, mais perto deB . - Testando
A(0,0) :\overline{AA} = 0 \leq \overline{AB} = 4 , verdadeiro. Logo o conjunto é o semiplano que contémA . - Conclusão:
x \leq 2 — o semiplano à esquerda da mediatriz, incluindo-a.Este é o raciocínio que reaparece no plano de Argand, quando uma condição em|z-z_{1}| \leq |z-z_{2}| define um semiplano.
Uma esfera cortada por um plano horizontal. Que parte fica?
x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 16 é a esfera de centro na origem e raio4 , com a superfície.z \geq 0 guarda a parte de cota não negativa.- O conjunto é a semiesfera superior, incluindo o círculo de raio
4 que fica no planoxOy .
O
- A primeira condição é o círculo de centro na origem e raio
1 . - A segunda é o semiplano à direita da reta
x = 3 , incluindo-a. - O conjunto é a reunião dos dois, que não têm pontos comuns — é um conjunto em duas peças separadas, o que é perfeitamente legítimo.Um conjunto definido por uma condição não tem de ser «de uma peça só». A disjunção é precisamente a operação que permite descrever conjuntos desligados.
O quadrado faz-se com duas faixas. «Retirar» o círculo é impor que os pontos estejam fora dele.
- O quadrado, com a fronteira, é a conjunção de duas faixas:
-2 \leq x \leq 2 \wedge -2 \leq y \leq 2 . - Retirar o círculo de raio
1 é exigir que os pontos estejam no seu exterior. Se o círculo se retira inteiro, incluindo a fronteira, a condição éx^{2}+y^{2} > 1 . - Juntando tudo:
-2 \leq x \leq 2 \;\wedge\; -2 \leq y \leq 2 \;\wedge\; x^{2}+y^{2} > 1. - Se se quisesse manter a circunferência na região, o último sinal passaria a
\geq . É uma escolha que o enunciado deve fixar, e que convém explicitar na resposta.Escreverx^{2}+y^{2} \neq 1 em vez da desigualdade seria erro grosseiro: isso tiraria só a linha e deixaria o interior do círculo lá dentro.
Se um ponto cumprisse as duas condições, que valor teria de ter
- Suponha-se que existe
P(x,y) a cumprir as duas condições. - De
x \geq 2 vemx^{2} \geq 4 . - Como
y^{2} \geq 0 , vemx^{2}+y^{2} \geq 4 . - Mas a primeira condição exige
x^{2}+y^{2} \leq 1 , e4 \leq 1 é falso. A hipótese é contraditória, logo não existe tal ponto. - Geometricamente: o círculo está todo à distância no máximo
1 da origem, e o semiplano começa à distância2 — não se podem encontrar.As Aprendizagens Essenciais pedem expressamente que se perceba «como diferentes condições geram conjuntos de pontos diferentes, incluindo o conjunto vazio». É este o caso.
Traduz cada condição no seu conjunto e depois interseta. A do meio é um semiplano limitado pela mediatriz.
\overline{PA} \leq 5 é o círculo de centroA e raio5 :x^{2}+y^{2} \leq 25 .\overline{PA} \geq \overline{PB} é o semiplano dos pontos mais próximos deB , limitado pela mediatriz de[AB] , que éy = 3 . TestandoB(0,6) :6 \geq 0 , verdadeiro — logo éy \geq 3 .x \geq 0 guarda a metade direita.- O conjunto é o quarto de segmento circular: a parte do círculo de centro na origem e raio
5 comy \geq 3 ex \geq 0 . - Os seus vértices são
(0,\,3) ,(4,\,3) — porquex^{2}+9 = 25 \Leftrightarrow x = 4 — e(0,\,5) .Determinar os pontos onde as fronteiras se cruzam é o que transforma uma descrição vaga numa resposta que se pode desenhar.
É uma esfera cortada por dois planos horizontais. Para a secção, substitui
x^{2}+y^{2}+z^{2} \leq 9 é a esfera de centro na origem e raio3 .0 \leq z \leq 2 é a região entre os planosz = 0 ez = 2 , ambos incluídos.- O conjunto é a fatia da esfera compreendida entre esses dois planos — o que em linguagem corrente é um segmento esférico.
- Secção por
z = 2 :x^{2}+y^{2}+4 \leq 9 \;\Leftrightarrow\; x^{2}+y^{2} \leq 5 , um círculo de raio\sqrt{5} . - Confirmação da coerência: em
z = 0 a secção teria raio3 , maior — e faz sentido, porque é a secção que passa pelo centro.Subir dentro da esfera faz as secções encolher: é a leitura geométrica der(z) = \sqrt{9-z^{2}} .
Exercícios de Exame · Conjuntos de pontos e condições
Nove itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 2008 a 2018. Quase todos pedem a mesma coisa por caminhos diferentes: ler uma figura e escrevê-la como condição, ou ler uma condição e reconhecer a figura.
Na figura está representada, em referencial o.n.
O ponto
Qual das condições seguintes define o domínio plano sombreado?
- (A)
x^{2}+y^{2} \leq 25 \wedge -3 < x < 3 - (B)
x^{2}+y^{2} \leq 25 \wedge y \geq 4 - (C)
x^{2}+y^{2} \leq 16 \wedge -3 < x < 3 - (D)
x^{2}+y^{2} \leq 16 \wedge y \geq 4
Na figura estão representados, em referencial o.n.
os pontos
O ponto
8.1. Defina, por meio de uma condição, a região a sombreado, incluindo a fronteira. 8.2. Determine a área da região ponteada. Apresente o resultado arredondado às centésimas.
Na figura está representada, em referencial o.n.
Qual das condições seguintes define a região sombreada, incluindo a fronteira?
- (A)
(x-2)^{2}+(y+1)^{2} \leq 4 \wedge x \geq 0 - (B)
(x-2)^{2}+(y+1)^{2} \leq 4 \wedge y \geq 0 - (C)
(x+2)^{2}+(y-1)^{2} \leq 4 \wedge y \geq 0 - (D)
(x+2)^{2}+(y-1)^{2} \leq 4 \wedge x \geq 0
Na figura está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
Defina, por uma condição, a região sombreada, incluindo a fronteira.
Considere a condição
Em qual das opções seguintes está representado, em referencial o.n.
Considere, num referencial o.n.
a reta
Na figura estão representados a reta
Defina, por uma condição, a região representada a sombreado, incluindo a sua fronteira.
Considere, num referencial o.n.
Qual das condições seguintes define a circunferência inscrita neste quadrado?
- (A)
(x-4)^{2}+(y-5)^{2} = 16 - (B)
(x-4)^{2}+(y-5)^{2} = 4 - (C)
(x-2)^{2}+(y-3)^{2} = 4 - (D)
(x-2)^{2}+(y-3)^{2} = 16
Considere, num referencial o.n.
Qual é o perímetro dessa região?
- (A)
{\pi}+1 - (B)
\frac{{\pi}}{2}+1 - (C)
{\pi}+2 - (D)
\frac{{\pi}}{2}+2
Na figura está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Qual das condições seguintes define o domínio plano representado a sombreado?
- (A)
x^{2}+y^{2} \leq 2 \wedge |x| \geq 1 - (B)
x^{2}+y^{2} \leq 4 \wedge |x| \leq 1 - (C)
x^{2}+y^{2} \leq 4 \wedge |x| \geq 1 - (D)
x^{2}+y^{2} \leq 2 \wedge |x| \leq 1
O raio calcula-se com as coordenadas de
- Cálculo auxiliar:
r = \overline{OQ} = \sqrt{3^{2}+4^{2}} = \sqrt{25} = 5 , logo o círculo éx^{2}+y^{2} \leq 25 . - Isto exclui as opções (C) e (D), que usam
16 — o quadrado da ordenada, e não do raio. - A região sombreada é a que fica acima do segmento
[PQ] , que está à alturay = 4 : a condição éy \geq 4 . - A opção correta é a (B).A opção (A) descreveria a faixa vertical entre
x=-3 ex=3 , que desce até ao fundo do círculo — uma região muito maior, e limitada por duas retas verticais que a figura não tem.
Em 8.1, a fronteira oblíqua é a reta
- 8.1. O círculo é
x^{2}+y^{2} \leq 9 . - Cálculo auxiliar: a reta
DC passa emD(0,\,-3) eC(3,\,0) , logo tem declive\dfrac{0-(-3)}{3-0} = 1 e ordenada na origem-3 :y = x-3 . - A região sombreada é a que fica abaixo dessa reta, logo
x^{2}+y^{2} \leq 9 \;\wedge\; y \leq x-3. - 8.2. A região ponteada é o trapézio
[ABCO] menos o quarto de círculo que lhe está sobreposto. - Cálculo auxiliar: o trapézio tem bases
\overline{OC} = 3 e\overline{AB} = 6 e altura\overline{OA} = 3 :A_{[ABCO]} = \frac{3+6}{2}\times 3 = \frac{27}{2}. O quarto de círculo de raio3 tem área\dfrac{1}{4}{\pi}\times 3^{2} = \dfrac{9{\pi}}{4} . A = \frac{27}{2} - \frac{9{\pi}}{4} \approx 13{,}5 - 7{,}0686 \approx 6{,}43. - O arredondamento faz-se só no fim, às centésimas que o enunciado pede.
Primeiro os sinais do centro na equação reduzida — aparecem trocados. Depois veja qual dos eixos é que corta a região.
- Com centro
P(2,\,-1) e raio2 , o círculo é(x-2)^{2}+(y+1)^{2} \leq 4, o que exclui as opções (C) e (D), que trocam os sinais do centro. - A região sombreada é a parte do círculo acima do eixo
Ox , logo a segunda condição éy \geq 0 . - A opção correta é a (B).A opção (A) não cortaria nada: o círculo tem centro de abcissa
2 e raio2 , logo já está todo emx \geq 0 — e uma condição que não corta nada não podia definir uma região mais pequena.
Comece pelo raio, que é a distância de
- Cálculo auxiliar:
r = \overline{AD} = \sqrt{(8-4)^{2}+(10-7)^{2}} = \sqrt{16+9} = 5 . - O círculo é
(x-4)^{2}+(y-7)^{2} \leq 25 . - A região está abaixo da altura de
A :y \leq 7 . - E entre o eixo
Oy e a vertical deA :0 \leq x \leq 4 . - Juntando:
(x-4)^{2}+(y-7)^{2} \leq 25 \;\wedge\; y \leq 7 \;\wedge\; 0 \leq x \leq 4.
Três coisas distinguem as opções: onde está o centro, se a circunferência passa na origem, e se a região tem pontos de abcissa negativa.
- A primeira condição é o círculo de centro
(-1,\,1) e raio\sqrt{2} . - Cálculo auxiliar: a distância do centro à origem é
\sqrt{1+1} = \sqrt{2} , que é exatamente o raio — logo a circunferência passa na origem. Isso exclui a opção (A), onde não passa. - A segunda condição,
x \geq 0 , elimina todos os pontos de abcissa negativa. A opção (B) mostra pontos do 2.º quadrante, logo está errada. - Na opção (D) o círculo está centrado em
(1,\,1) , e não em(-1,\,1) . - Resta a opção (C): a pequena região à direita do eixo
Oy , com a circunferência a tocar a origem.Como o centro dista\sqrt{2} da origem e esse é o raio, a região reduz-se a uma fatia estreita — e é isso que a opção certa mostra.
São três condições ligadas por
- O raio é
\overline{AO} = 2 , logo o círculo éx^{2}+(y+2)^{2} \leq 4. - Quanto à reta
r : testando a origem,0 \leq 2\times 0 - 1 = -1 é falso, e a origem não está na região sombreada. A condição éy \leq 2x-1 .Testar um ponto é mais seguro do que decorar de que lado fica o «menor». Convém escolher um ponto que se veja bem na figura. - A região está à direita do eixo
Oy :x \geq 0 . - Como as três se verificam ao mesmo tempo, a região é
x^{2}+(y+2)^{2} \leq 4 \;\wedge\; y \leq 2x-1 \;\wedge\; x \geq 0.
O centro da circunferência inscrita é o centro do quadrado, e o raio é metade do lado.
- O quadrado tem lado
4 , comx entre0 e4 ey entre1 e5 . - O centro é o ponto médio de uma diagonal:
C\left(\dfrac{0+4}{2},\dfrac{1+5}{2}\right) = (2,\,3) . - O raio é metade do lado:
r = \dfrac{4}{2} = 2 , logor^{2} = 4 . - A circunferência é
(x-2)^{2}+(y-3)^{2} = 4 : opção (C).As opções (A) e (B) tomam o vértice(4,5) por centro; a (D) usa16 , que seriar = 4 — o próprio lado.
Verifique se a reta passa pelo centro do círculo. Se passar, a região é um semicírculo — e o perímetro tem duas parcelas de natureza diferente.
- A primeira condição é o círculo de centro
(-1,\,-1) e raio1 . - A segunda é
y \geq -x-2 , o semiplano acima da retay = -x-2 . - O centro pertence a essa reta:
-1+(-1)+2 = 0 . A reta passa pelo centro, logo divide o círculo em duas metades iguais, e a região é um semicírculo de raio1 . - O perímetro é o semiperímetro da circunferência mais o diâmetro — o lado reto conta:
P = \frac{2{\pi}r}{2} + 2r = {\pi} \times 1 + 2 \times 1 = {\pi}+2. - A opção correta é a (C).Esquecer o diâmetro dá a opção (A). Um semicírculo é uma região fechada: a sua fronteira inclui o segmento que o corta.
O raio lê-se na abcissa de
- O centro é a origem e
A(2,\,0) pertence à circunferência, logor = 2 e o círculo éx^{2}+y^{2} \leq 2^{2} \;\Leftrightarrow\; x^{2}+y^{2} \leq 4. - Isto já exclui as opções (A) e (D), que usam
2 em vez de4 .É o erro clássico de confundirr comr^{2} — e aqui está posto de propósito em duas das quatro opções. - A região sombreada é a que fica afastada do eixo
Oy , com abcissa menor ou igual a-1 ou maior ou igual a1 :x \leq -1 \;\vee\; x \geq 1 \;\Leftrightarrow\; |x| \geq 1. - A opção correta é a (C).
Vetores e equação vetorial da reta
Um vetor guarda três coisas ao mesmo tempo — direção, sentido e comprimento — e nenhuma delas é a posição. É por isso que serve para descrever deslocamentos, e é por isso que, com um ponto e um vetor, se escreve uma reta. Esta secção é a base de que as duas últimas vivem.
- Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas: norma de um vetor; propriedades algébricas das operações com vetores; coordenadas de um vetor; coordenadas da soma e da diferença de vetores; coordenadas do produto de um escalar por um vetor e do simétrico de um vetor; relação entre as coordenadas de vetores colineares; vetor definido por dois pontos; coordenadas do ponto resultante da soma de um ponto com um vetor; cálculo da norma de um vetor por meio das suas coordenadas.
- Reconhecer que uma reta fica definida se for conhecido um ponto da reta e um vetor diretor, e escrever uma equação vetorial de uma reta.
- Estabelecer a relação entre as coordenadas de um vetor diretor e o declive da reta; entre paralelismo de retas, igualdade do declive e colinearidade de vetores diretores; e entre equação reduzida e equação vetorial de uma reta.
1 · Coordenadas e norma
Um vetor não tem posição: o mesmo vetor pode ser aplicado em qualquer ponto. O que o identifica são as suas coordenadas, e essas obtêm-se de dois pontos por uma subtração.
No espaço acrescenta-se a terceira coordenada nos dois casos. A norma é o comprimento, e coincide com
2 · Operar com vetores
E a soma de um ponto com um vetor dá um ponto:
Somar pontos.
Laboratório · O múltiplo escalar
muda o3 · Colinearidade
Sendo
Em coordenadas, e no plano, isso equivale a
4 · A reta, escrita com um vetor
Fixado um ponto
No plano, se
e a equação reduzida
Laboratório · A equação vetorial da reta
oConsidera
- Declive:
m = \dfrac{-2}{4} = -\dfrac{1}{2} . - Com o ponto
(-2,\,5) :5 = -\dfrac{1}{2}\times(-2) + b \;\Leftrightarrow\; 5 = 1+b \;\Leftrightarrow\; b = 4 . - Equação reduzida:
y = -\dfrac{1}{2}x + 4 . - Da reduzida sai
(1,\,m) = \left(1,\,-\dfrac{1}{2}\right) como vetor diretor, e(0,\,4) como ponto — a ordenada na origem. Logo(x,\,y) = (0,\,4) + k\left(1,\,-\tfrac{1}{2}\right), \quad k \in \mathbb{R} é outra equação vetorial da mesma reta.São equações diferentes do mesmo conjunto de pontos. Para confirmar, basta ver que\left(1,-\frac{1}{2}\right) é colinear com(4,-2) — é\frac{1}{4} dele — e que(0,4) verifica a reduzida.
Python Duas equações da reta, dados dois pontos
É o programa que as Aprendizagens Essenciais sugerem: dadas as coordenadas de dois pontos, escrever a equação reduzida e uma equação vetorial da reta que os une.
A = (2, 1)
B = (-1, 7)
u = (B[0] - A[0], B[1] - A[1])
print("equacao vetorial: (x,y) =", A, "+ k *", u)
if u[0] == 0:
print("reta vertical: x =", A[0])
else:
m = u[1] / u[0]
b = A[1] - m * A[0]
print("equacao reduzida: y =", m, "x +", b)
A = (2, 1)
B = (-1, 7)
u = (B[0] - A[0], B[1] - A[1]) # o vetor diretor: extremidade menos origem
print("equacao vetorial: (x,y) =", A, "+ k *", u)
if u[0] == 0: # primeira coordenada nula: a reta e vertical
print("reta vertical: x =", A[0])
# e nao tem declive nem equacao reduzida
else:
m = u[1] / u[0] # o declive le-se no vetor diretor
b = A[1] - m * A[0] # a ordenada na origem sai de um ponto
print("equacao reduzida: y =", m, "x +", b)
Repara no if: sem ele, dois pontos com a mesma abcissa faziam o programa rebentar com uma divisão por zero. Trocá-lo por uma mensagem é a maneira honesta de dizer que a reta vertical existe, mas não tem declive.
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre vetores e equação vetorial da reta: coordenadas, norma, operações, colinearidade, e a passagem entre a equação vetorial e a reduzida. Os últimos pedem demonstração, ao nível do Exame.
No plano, considera
a) Determina as coordenadas de
Determina a norma de
Considera
Determina as coordenadas de
No plano, considera
Determina as coordenadas do ponto
Uma equação vetorial da reta que passa em
- (A)
(x,y) = (2,5) + k(3,-1),\ k \in \mathbb{R} - (B)
(x,y) = (3,-1) + k(2,5),\ k \in \mathbb{R} - (C)
(x,y) = (3,-1) + (2,5) - (D)
(x,y) = k(3,-1) + (2,5),\ k \in \mathbb{R}
Considera
Determina
Considera
Determina
No plano, considera
Escreve uma equação vetorial da reta
No referencial
Escreve uma equação vetorial da reta que passa em
No plano, considera
Averigua se os três pontos são colineares.
Considera as retas
Mostra que
Sejam
Mostra que
Considera a reta
Determina
No plano, sejam
Mostra que
Seja
Mostra que
Extremidade menos origem. Na alínea b) os papéis trocam-se.
\overrightarrow{AB} = B - A = (3-(-1),\; -2-4) = (4,\,-6) .\overrightarrow{BA} = A - B = (-1-3,\; 4-(-2)) = (-4,\,6) .- Os dois são simétricos, como tinha de ser:
\overrightarrow{BA} = -\overrightarrow{AB} .
A norma é a raiz quadrada da soma dos quadrados das coordenadas — duas no plano, três no espaço.
\|\vec{u}\| = \sqrt{(-3)^{2}+4^{2}} = \sqrt{25} = 5 .\|\vec{v}\| = \sqrt{2^{2}+(-1)^{2}+2^{2}} = \sqrt{9} = 3 .- A norma é sempre não negativa — os quadrados apagam os sinais.
Multiplicar por um escalar multiplica cada coordenada; subtrair subtrai coordenada a coordenada.
2\vec{u} = (4,\,-2) .2\vec{u} - \vec{v} = (4-(-3),\; -2-5) = (7,\,-7) .
Somar um vetor a um ponto é somar coordenada a coordenada — o resultado é um ponto.
Q = (1+4,\; -3+2) = (5,\,-1) .- Confirmação:
\overrightarrow{PQ} = Q - P = (4,\,2) = \vec{u} ✓
Ponto mais parâmetro vezes vetor diretor. O parâmetro multiplica o vetor, não o ponto.
- A forma é
(x,y) = \text{ponto} + k \times \text{vetor diretor} , logo(x,y) = (3,-1)+k(2,5) . - A opção correta é a (B).As opções (A) e (D) trocam os papéis do ponto e do vetor; a (C) não tem parâmetro e define um único ponto.
Colineares significa
- Se
\vec{v} = {\lambda}\vec{u} , então-9 = 3{\lambda} \;\Leftrightarrow\; {\lambda} = -3 . - Da segunda coordenada:
k = {\lambda} \times (-2) = -3 \times (-2) = 6 . - Verificação:
-3 \times (3,-2) = (-9,\,6) ✓Também se pode usar a proporcionalidade das coordenadas:\dfrac{-9}{3} = \dfrac{k}{-2} . Dá o mesmo, mas exige que nenhuma coordenada de\vec{u} seja nula.
Soma primeiro, calcula a norma depois. E repara em que a norma da soma não é a soma das normas.
\vec{u}+\vec{v} = (5,\,2) , logo\left\|\vec{u}+\vec{v}\right\| = \sqrt{25+4} = \sqrt{29} \approx 5{,}39 .- Cálculo auxiliar:
\|\vec{u}\| = \sqrt{10} \approx 3{,}16 e\|\vec{v}\| = \sqrt{17} \approx 4{,}12 , cuja soma é\approx 7{,}28 . - Portanto
\left\|\vec{u}+\vec{v}\right\| < \|\vec{u}\|+\|\vec{v}\| .É a desigualdade triangular: o caminho direto nunca é mais longo do que o que passa por um desvio. Só há igualdade quando os dois vetores têm o mesmo sentido.
O vetor diretor é
\overrightarrow{AB} = (-1-2,\; 7-1) = (-3,\,6) .- Equação vetorial:
(x,y) = (2,\,1) + k(-3,\,6),\ k \in \mathbb{R} . - Declive:
m = \dfrac{6}{-3} = -2 . Com o pontoA :1 = -2 \times 2 + b \;\Leftrightarrow\; b = 5 . - Equação reduzida:
y = -2x+5 . Verificação comB :-2 \times (-1)+5 = 7 ✓
Escreve a equação e depois iguala a terceira coordenada a
(x,y,z) = (1,\,-2,\,0) + k(0,\,3,\,-1),\ k \in \mathbb{R} .- Um ponto genérico é
(1,\; -2+3k,\; -k) . - Impondo cota
-2 :-k = -2 \;\Leftrightarrow\; k = 2 . - Substituindo:
(1,\; -2+6,\; -2) = (1,\,4,\,-2) .A abcissa é sempre1 , porque a primeira coordenada do vetor diretor é nula — a reta está contida no planox = 1 .
Três pontos são colineares quando os vetores que os ligam têm a mesma direção.
\overrightarrow{AB} = (3,\,6) e\overrightarrow{AC} = (-2,\,-4) .- Procura-se
{\lambda} com\overrightarrow{AC} = {\lambda}\,\overrightarrow{AB} : da primeira coordenada,-2 = 3{\lambda} \Leftrightarrow {\lambda} = -\dfrac{2}{3} . - Testando na segunda:
-\dfrac{2}{3} \times 6 = -4 ✓ — coincide. - Os vetores são colineares e partem do mesmo ponto
A , logo os três pontos são colineares.É indispensável que os dois vetores partam do mesmo ponto. Comparar\overrightarrow{AB} com\overrightarrow{CB} , por exemplo, também serviria — mas comparar dois vetores soltos não diz nada sobre os pontos.
Compara os declives. Depois testa se um ponto de
- Declive de
r :m = \dfrac{-4}{2} = -2 . Declive des :-2 . São iguais, logo as retas são paralelas. - Para
k = 0 , o ponto(0,\,1) pertence ar . Substituindo ems :-2 \times 0 + 7 = 7 \neq 1 . - O ponto não pertence a
s , logo as retas são paralelas e distintas.
Num sentido, escreve
- (⇒) Se são colineares, existe
{\lambda} com\vec{v} = {\lambda}\vec{u} , isto é,v_{1} = {\lambda}u_{1} ev_{2} = {\lambda}u_{2} . Entãou_{1}v_{2} - u_{2}v_{1} = u_{1}{\lambda}u_{2} - u_{2}{\lambda}u_{1} = 0. - (⇐) Suponha-se
u_{1}v_{2} = u_{2}v_{1} . Como\vec{u} \neq \vec{0} , ao menos uma coordenada é não nula. - Se
u_{1} \neq 0 , tome-se{\lambda} = \dfrac{v_{1}}{u_{1}} . Então{\lambda}u_{1} = v_{1} , e deu_{1}v_{2} = u_{2}v_{1} vemv_{2} = \dfrac{u_{2}v_{1}}{u_{1}} = {\lambda}u_{2} . Logo\vec{v} = {\lambda}\vec{u} . - Se
u_{1} = 0 , entãou_{2} \neq 0 e a igualdade dáu_{2}v_{1} = 0 , dondev_{1} = 0 . Com{\lambda} = \dfrac{v_{2}}{u_{2}} vem\vec{v} = {\lambda}\vec{u} . - Em ambos os casos os vetores são colineares.A separação em casos não é preciosismo: sem ela, a passagem «divide-se por
u_{1} » seria ilegítima quandou_{1} = 0 , e a demonstração ficava com um buraco.
A ordenada de
- Um ponto genérico de
r é(1+3k,\; 2-k) . - Impondo ordenada nula:
2-k = 0 \;\Leftrightarrow\; k = 2 . - Substituindo na abcissa:
a = 1 + 3 \times 2 = 7 . - Verificação:
(7,\,0) obtém-se de(1,2)+2(3,-1) ✓ — é o ponto onde a reta corta o eixoOx .
Parte de
- Dizer que
M é o ponto médio de[AB] é dizer que\overrightarrow{AM} tem a direção e o sentido de\overrightarrow{AB} e metade do comprimento, isto é,\overrightarrow{AM} = \dfrac{1}{2}\,\overrightarrow{AB} . - Como
\overrightarrow{AM} = M - A , vemM = A + \dfrac{1}{2}\,\overrightarrow{AB} . - Em coordenadas, com
\overrightarrow{AB} = \left(x_{B}-x_{A},\; y_{B}-y_{A}\right) :M = \left(x_{A} + \frac{x_{B}-x_{A}}{2},\; y_{A} + \frac{y_{B}-y_{A}}{2}\right) = \left(\frac{x_{A}+x_{B}}{2},\; \frac{y_{A}+y_{B}}{2}\right). - É a fórmula da secção R1, agora justificada em vez de decorada.A mesma conta com
\dfrac{1}{3} em vez de\dfrac{1}{2} dá o ponto que divide[AB] na razão1:2 — e é assim que se acham pontos de trissecção sem fórmula nova.
Toma dois pontos da reta com abcissas que diferem de
- Sejam
A\left(x_{0},\; mx_{0}+b\right) eB\left(x_{0}+1,\; m\left(x_{0}+1\right)+b\right) dois pontos der . \overrightarrow{AB} = \left(x_{0}+1-x_{0},\; m\left(x_{0}+1\right)+b - mx_{0}-b\right) = (1,\,m). - Sendo
A \neq B , o vetor é não nulo e tem a direção da reta: é um vetor diretor. Em palavras, andar1 para a direita faz subirm — que é o significado do declive. - A reta vertical não tem equação reduzida: nela, dois pontos distintos têm a mesma abcissa e não há nenhum ponto com abcissa
x_{0}+1 na reta. O seu vetor diretor é(0,\,1) , e o quociente\dfrac{u_{2}}{u_{1}} não está definido — que é exatamente a razão pela qual não tem declive.
Exercícios de Exame · Vetores e equação vetorial da reta
Vinte e nove itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2021, sobre operações com vetores, equações vetoriais e a leitura de uma reta do espaço como conjunção de duas igualdades. Quatro outros itens desta ficha vivem no banco da secção R1: são exactamente os mesmos, e as duas fichas partilham-nos.
Considere, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a base inferior do cilindro tem centro na origem
Escreva uma equação vetorial da reta
Num referencial o.n.
A reta
- (A)é paralela ao plano
xOy - (B)é paralela ao plano
xOz - (C)é paralela ao plano
yOz - (D)não é paralela a nenhum dos planos coordenados
Na figura, estão representados, em referencial o.n.
O vértice da pirâmide coincide com o centro da base superior do prisma.
O ponto
Indique, justificando, uma equação vetorial da reta que é a interseção do plano
Considere, num referencial o.n.
A interseção da reta
- (A)
8 - (B)
10 - (C)
12 - (D)
14
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo;
o vértice
Determine a interseção da reta que contém a aresta
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Indique qual das condições seguintes define a reta
- (A)
3x+5y+4z = 0 - (B)
(x,y,z) = (3,0,-4)+k(3,5,0),\ k \in \mathbb{R} - (C)
x = 3 \wedge y = 5 \wedge z = 4 - (D)
(x,y,z) = (3,5,0)+k(3,0,-4),\ k \in \mathbb{R}
Considere a esfera definida pela condição
Sabendo que
- (A)
(2,\,4,\,8) - (B)
(3,\,5,\,7) - (C)
(4,\,6,\,5) - (D)
(5,\,3,\,6)
Considere, num referencial o.n.
Seja
Indique qual das expressões seguintes é uma equação vetorial da reta
- (A)
(x,y,z) = (1,2,0)+k(0,0,2),\ k \in \mathbb{R} - (B)
(x,y,z) = (1,1,0)+k(1,2,0),\ k \in \mathbb{R} - (C)
(x,y,z) = (1,1,0)+k(0,0,2),\ k \in \mathbb{R} - (D)
(x,y,z) = (1,2,0)+k(1,2,0),\ k \in \mathbb{R}
Na figura, estão representados três pontos, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Mostre que o ponto
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
Determine as coordenadas do ponto
Considere, num referencial o.n.
Um tiro é disparado de
a) Pretende-se atingir um alvo situado no ponto
b) A trajetória retilínea só é garantida se o alvo se encontrar a menos de
Num referencial o.n.
- (A)
(x,y,z) = (1,1,1)+k(1,0,0),\ k \in \mathbb{R} - (B)
(x,y,z) = (1,1,1)+k(0,2,0),\ k \in \mathbb{R} - (C)
(x,y,z) = (1,1,1)+k(1,2,0),\ k \in \mathbb{R} - (D)
(x,y,z) = (1,1,1)+k(1,2,3),\ k \in \mathbb{R}
Na figura, está representado, em referencial o.n.
A base tem raio
A reta
Mostre que a altura do cone é
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Seja
Qual é o ponto de interseção da reta
- (A)O ponto
P - (B)O ponto
T - (C)O ponto
U - (D)O ponto
V
Num referencial o.n.
Quais das seguintes podem ser as coordenadas do vetor
- (A)
(-2,\,0,\,1) - (B)
(2,\,0,\,-1) - (C)
(-2,\,1,\,0) - (D)
(2,\,-1,\,0)
Considere, num referencial o.n.
Qual das condições seguintes define uma reta paralela à reta
- (A)
(x,y,z) = (1,2,3)+k(0,1,0),\ k \in \mathbb{R} - (B)
(x,y,z) = (0,0,1)+k(1,2,3),\ k \in \mathbb{R} - (C)
x = 2 \wedge y = 1 - (D)
x = 2 \wedge z = 1
Em referencial o.n.
A interseção da esfera
- (A)um segmento de reta de comprimento
2 - (B)um segmento de reta de comprimento
4 - (C)um ponto
- (D)o conjunto vazio
Qual das condições seguintes define, em referencial o.n.
- (A)
(x,y,z) = (7,0,0)+k(1,1,0),\ k \in \mathbb{R} - (B)
(x,y,z) = (1,1,0)+k(0,0,7),\ k \in \mathbb{R} - (C)
(x,y,z) = (1,1,0)+k(7,0,0),\ k \in \mathbb{R} - (D)
(x,y,z) = (0,0,7)+k(1,1,0),\ k \in \mathbb{R}
Na figura, está representado um triângulo
Utilizando cálculo vetorial, prove que as retas
Sugestão — percorra as seguintes etapas:
exprima o vetor
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
as bases são triângulos isósceles (
Determine uma equação vetorial da reta
Na figura, está representado, num referencial o.n.
a) Preencha cada um dos espaços seguintes, utilizando a designação de um ponto ou de um vetor, de modo a obter afirmações verdadeiras.
b) Admita agora que:
o ponto
b1) Determine a área da secção produzida no cubo pelo plano
b2) Defina, por uma condição, a reta que contém o ponto
Na figura, está representado, em referencial o.n.
As coordenadas dos pontos
Determine as coordenadas do ponto
Considere, num referencial o.n.
Qual das condições seguintes define uma reta paralela à reta
- (A)
y = 5 \wedge z = 6 - (B)
x = 3 \wedge y = 4 - (C)
(x,y,z) = (1,0,0)+k(3,4,5),\ k \in \mathbb{R} - (D)
(x,y,z) = (3,4,5)+k(0,1,0),\ k \in \mathbb{R}
Considere, num referencial o.n.
Qual das condições seguintes também define a reta
- (A)
x = -1 \wedge y = 2 - (B)
y = 2 \wedge z = 3 - (C)
x = -1 \wedge z = 3 - (D)
x = 0 \wedge y = 0
Considere, num referencial o.n.
a reta
Escreva uma equação vetorial da reta
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Escreva uma condição cartesiana que defina a superfície esférica de centro no ponto
Considere, num referencial o.n.
Seja
Determine as coordenadas do ponto
Para um certo número real
Qual é o valor de
- (A)
-4 - (B)
2 - (C)
-2 - (D)
4
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide está contida no plano
Determine, sem recorrer à calculadora, as coordenadas do vetor
Precisa de um ponto —
- O ponto
B . É o outro extremo do diâmetro[BC] , que está no eixoOy com centro na origem. DeC(0,\,-5,\,0) vemB(0,\,5,\,0). (O raio da base é5 , e confirma-se comA :\|(4,3,0)\| = 5 ✓) - O vetor diretor. A reta é paralela ao eixo
Oz , logo tem a direção de\vec{u} = (0,\,0,\,1) . (x,y,z) = (0,\,5,\,0)+\lambda(0,\,0,\,1), \quad \lambda \in \mathbb{R}. Em condição cartesiana:x = 0 \wedge y = 5 .O pontoD está nesta reta, à altura do cilindro — mas o enunciado não dá essa altura, e por issoD não fica determinado. É por isso que o item pede a reta, e não o ponto.
Escreva o ponto genérico da reta. Alguma coordenada fica constante? Se ficar, a reta vive num plano paralelo a um dos planos coordenados.
- Os pontos de
r são(1+3k,\ 2,\ -k), \quad k \in \mathbb{R}: têm todos ordenada2 . - Logo a reta está contida no plano
y = 2 , que é paralelo ao planoy = 0 — ou seja, ao planoxOz . - Como o plano
y = 2 é paralelo axOz e não coincide com ele, a retar é paralela ao planoxOz . A opção correta é a (B).O critério com vetores dá o mesmo: um vetor normal dexOz é(0,1,0) , e(3,0,-1)\cdot(0,1,0) = 0 — o diretor é perpendicular à normal, logo a reta é paralela ao plano. Para os outros dois planos o produto escalar não é nulo.
O plano
- Os dois planos. Os pontos
A ,B eC são vértices da base superior do prisma, que está à altura6 : o planoABC éz = 6 .O plano
OEH contémO(0,0,0) ,E(4,0,0) eH(2,2,6) . ComoO eE estão no eixoOx , esse plano contém o eixoOx . - A direção da interseção. A reta procurada está nos dois planos. Estando no plano
OEH , que contém a direção de\overrightarrow{OE} = (4,\,0,\,0) , e sendo horizontal (está emz = 6 ), a sua direção é a de\overrightarrow{OE} : paralela ao eixoOx . - Um ponto. O ponto
H(2,\,2,\,6) pertence aos dois planos: aoOEH por definição, e aoABC porque tem cota6 . (x,y,z) = (2,\,2,\,6)+\lambda(4,\,0,\,0), \quad \lambda \in \mathbb{R}, ou, mais simplesmente,(x,y,z) = (2,2,6)+\lambda(1,0,0) . Em condição cartesiana:y = 2 \wedge z = 6 .Confirmação com a equação do planoOEH : um vetor normal é perpendicular a(4,0,0) e a(2,2,6) , o que dá(0,\,-3,\,1) , e o plano é-3y+z = 0 . Intersetando comz = 6 :y = 2 ✓ — a mesma reta.
Compare o ponto por onde a reta passa com o centro da esfera. Que corda é a mais longa possível?
- Da condição, a esfera tem centro
C(1,\,2,\,3) e raio\sqrt{36} = 6 . - A reta
r passa exatamente em(1,\,2,\,3) , ou seja, no centro da esfera. - Uma reta que passa pelo centro corta a esfera segundo um diâmetro:
\ell = 2r = 12. - A opção correta é a (C).Se a reta não passasse pelo centro, a corda mediria
2\sqrt{r^{2}-d^{2}} , comd a distância do centro à reta — sempre menor do que2r . O diâmetro é a maior corda possível, e é o que este item testa.
A cota de
- A aresta do cubo. A face inferior está no plano
xOy e a altura da pirâmide é igual à aresta, logo a cota deV é o dobro da aresta:2a = 12 \quad\Leftrightarrow\quad a = 6. O cubo ocupa[0,6]^{3} eU(6,\,6,\,6) . - A reta
UV .\overrightarrow{UV} = V-U = (-3,\,-3,\,6), (x,y,z) = (6,\,6,\,6)+k(-3,\,-3,\,6), \quad k \in \mathbb{R}, com pontos genéricos(6-3k,\ 6-3k,\ 6+6k) . - A interseção com
x = 4 .6-3k = 4 \quad\Leftrightarrow\quad k = \frac{2}{3}. - Substituindo:
\left(4,\ 6-2,\ 6+4\right) = (4,\,4,\,10). O ponto está entreU(6,6,6) eV(3,3,12) — o parâmetrok = \frac23 está entre0 e1 , logo pertence mesmo à aresta, e não apenas à reta que a contém.
Leia os dois pontos na figura:
- Os dois pontos. Pela figura,
Q(3,\,5,\,0) — no planoxOy — eP(0,\,5,\,4) — no planoyOz . - Eliminar depressa. A opção (A) é a equação de um plano, não de uma reta; a (C) define um único ponto. Ficam a (B) e a (D).
- (D): os pontos são
(3+3k,\ 5,\ -4k) . Comk = 0 vemQ(3,5,0) ✓ e comk = -1 vem(0,\,5,\,4) = P ✓ - (B): os pontos são
(3+3k,\ 5k,\ -4) — todos com cota-4 , logo nenhum éQ ✗ - A opção correta é a (D).Vale a pena notar o vetor diretor:
\overrightarrow{QP} = (-3,\,0,\,4) , com ordenada nula — a reta está toda no planoy = 5 , paralelo axOz . É o que a figura mostra.
O centro da esfera é o ponto médio do diâmetro. Escreva essa igualdade e resolva em ordem a
- Da condição, o centro é
C(2,\,3,\,4) . - Sendo
[AB] um diâmetro,C é o ponto médio de[AB] :C = \frac{A+B}{2} \quad\Leftrightarrow\quad B = 2C-A = (4,6,8)-(1,1,1) = (3,\,5,\,7). - A opção correta é a (B).
- Confirmação.
\overline{CA} = \|(-1,-2,-3)\| = \sqrt{14} ✓ (é o raio) e\overline{CB} = \|(1,2,3)\| = \sqrt{14} ✓A mesma ideia com vetores:\overrightarrow{AB} = 2\,\overrightarrow{AC} , porqueC está a meio. É a forma mais rápida de refletir um ponto num centro — e serve para simetrias em relação a um ponto em geral.
Os pontos que verificam
- Um ponto pertence a
\alpha \cap \beta se e só sex = 1 ey = 2 : os pontos da interseção são(1,\,2,\,z) , comz \in \mathbb{R} . - É a reta que passa em
(1,\,2,\,0) e é paralela ao eixoOz , ou seja, com vetor diretor colinear com(0,\,0,\,1) . - Das opções, só a (A) tem, ao mesmo tempo, o ponto certo —
(1,2,0) — e um diretor colinear com(0,0,1) , que é(0,0,2) . A opção correta é a (A).(B) e (C) partem de
É o resultado geral: a interseção de dois planos perpendiculares a dois eixos é uma reta paralela ao terceiro. Aqui,(1,1,0) , que não verificay = 2 ✗ (D) tem o ponto certo mas o diretor(1,2,0) , que faz variarx ey ✗\alpha \perp Ox e\beta \perp Oy , logor \parallel Oz .
Os pontos do plano
- O ponto genérico da reta
BC .(5+k,\ 4+2k,\ -1-k), \quad k \in \mathbb{R}. - O ponto
B . Está no planoxOz , logo tem ordenada nula:4+2k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -2, e substituindo,(5-2,\ 0,\ -1+2) = (3,\,0,\,1) .\square - O ponto
C . Está no planoxOy , logo tem cota nula:-1-k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -1, e substituindo,(5-1,\ 4-2,\ 0) = (4,\,2,\,0) .\square O pontoA não entra nesta alínea — serve as outras da mesma prova, onde se mostra que o triângulo[ABC] é retângulo emC e se escreve a equação de uma superfície esférica de centroA . Convém identificar, antes de começar, quais os dados de que a pergunta precisa.
As arestas
- A relação entre as duas faces. Como
[AE] e[DH] são arestas do cubo, a face[EFGH] obtém-se de[ABCD] por translação; em particular\overrightarrow{EH} = \overrightarrow{AD}. - O vetor.
\overrightarrow{AD} = D-A = (-3-3,\ 3-5,\ 6-3) = (-6,\,-2,\,3). H = E+\overrightarrow{AD} = (1,2,-3)+(-6,-2,3) = (-5,\,0,\,0). - O comentário. A afirmação é verdadeira:
H tem ordenada e cota nulas, logo pertence ao eixoOx — e, tendo abcissa negativa, ao semieixo negativo.Confirmação de que a aresta é7 :\|\overrightarrow{AD}\| = \sqrt{36+4+9} = 7 e\|\overrightarrow{AE}\| = \|(-2,-3,-6)\| = 7 , e os dois vetores são perpendiculares (12+6-18 = 0 ). Sem estas verificações, um erro de sinal passaria despercebido.
a) Três pontos estão alinhados quando dois dos vetores que eles definem são colineares.
b) Calcule
- a) Os dois vetores.
\overrightarrow{AB} = (8,\,10,\,15), \qquad \overrightarrow{AC} = (96,\,120,\,180). - Procurando
\lambda com\overrightarrow{AC} = \lambda\,\overrightarrow{AB} :\frac{96}{8} = 12, \qquad \frac{120}{10} = 12, \qquad \frac{180}{15} = 12. As três razões coincidem, logo\overrightarrow{AC} = 12\,\overrightarrow{AB} : os vetores são colineares e os pontosA ,B eC estão alinhados. Seguindo a trajetória retilínea que passa porA eB , o projétil passa emC e o alvo é atingido.\square - b)
\overline{AC} = \sqrt{96^{2}+120^{2}+180^{2}} = \sqrt{9216+14400+32400} = \sqrt{56016} \approx 236{,}7. - Como
236{,}7 < 300 , o alvo está a menos de300 unidades do ponto de disparo, e a trajetória retilínea está garantida.\square Há um atalho para a alínea b):\overline{AB} = \sqrt{64+100+225} = \sqrt{389} \approx 19{,}72 , e como\overrightarrow{AC} = 12\overrightarrow{AB} , vem\overline{AC} = 12\times 19{,}72 \approx 236{,}7 — os mesmos números, com contas mais pequenas.
Uma reta corta o plano
- Todas as retas passam em
(1,1,1) ; o que as distingue é o vetor diretor. Uma coordenada só se anula ao longo da reta se a componente correspondente do vetor diretor for não nula. - (A) diretor
(1,0,0) : a ordenada e a cota ficam sempre1 , logo a reta nunca cortaxOz nemxOy ✗ - (B) diretor
(0,2,0) : a abcissa e a cota ficam1 ✗ - (C) diretor
(1,2,0) : a cota fica sempre1 , logo a reta é paralela axOy e nunca o corta ✗ - (D) diretor
(1,2,3) : as três componentes são não nulas, logo cada coordenada se anula para um valor dek —x = 0 emk = -1 ,y = 0 emk = -\frac12 ez = 0 emk = -\frac13 ✓ - A opção correta é a (D).Em geral: uma reta corta os três planos coordenados se e só se o seu vetor diretor não tem nenhuma componente nula. Uma componente nula significa uma coordenada constante — e uma coordenada constante e não nula significa um plano coordenado que nunca se alcança.
A altura é a distância do vértice ao centro da base — e o vértice é o ponto da reta
- Um ponto genérico da reta
r é(3k,\ 3-k,\ 0), \quad k \in \mathbb{R}. (A cota é sempre nula, porque a terceira componente do vetor diretor é0 .) - O vértice. Pertence ao semieixo positivo
Ox , logo tem ordenada nula:3-k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 3, e a abcissa é3\times 3 = 9 . O vértice éV(9,\,0,\,0) . - A altura. A base está no plano
yOz com centro na origem, e o vértice está no eixoOx , perpendicular a esse plano. Logo a altura é\overline{OV} = 9. \quad \square O ponto de partida da reta,(0,3,0) , está na circunferência da base — tem abcissa nula e dista3 da origem. Confirma-se assim quer contém mesmo uma geratriz, que liga esse ponto ao vértice; o seu comprimento é\sqrt{81+9} = 3\sqrt{10} .
Comece por localizar todos os vértices — de
- Os vértices. De
U(2,4,2) , o paralelepípedo ocupa[0,2]\times[0,4]\times[0,2] :O(0,0,0),\ P(2,0,0),\ Q(2,4,0),\ R(0,4,0),\ S(0,0,2),\ T(2,0,2),\ U(2,4,2),\ V(0,4,2). - O plano
OUV . ContémO(0,0,0) ,U(2,4,2) eV(0,4,2) . Um vetor normal é perpendicular a\overrightarrow{OU} e a\overrightarrow{OV} ; procurando(a,b,c) com2a+4b+2c = 0 \ \wedge \ 4b+2c = 0, da segunda vemc = -2b e, substituindo na primeira,2a+4b-4b = 0 \Leftrightarrow a = 0 . Comb = 1 :\vec{n} = (0,\,1,\,-2) , e o plano éy-2z = 0 . - A interseção. A reta
r é vertical, com pontos(2,\,0,\,z) :0-2z = 0 \quad\Leftrightarrow\quad z = 0, logo o ponto é(2,\,0,\,0) = P . - A opção correta é a (A).Também se via sem contas: a reta
r é a retaPT (passa emT(2,0,2) e é vertical). O planoOUV contémO eV , e corta o sólido pela diagonal. O ponto comum ar e a esse plano é o único da reta comy = 2z , e comoy = 0 ao longo der , tem de serz = 0 .
Escreva
- Com
A(a,\,0,\,0) ,a > 0 , eB(0,\,b,\,0) ,b > 0 :\overrightarrow{AB} = B-A = (-a,\,b,\,0). - Logo o vetor tem, necessariamente, abcissa negativa, ordenada positiva e cota nula.
- Das quatro opções, só
(-2,\,1,\,0) cumpre as três condições. A opção correta é a (C).(A) e (B) têm cota não nula ✗(D) tem abcissa positiva e ordenada negativa ✗
Os dois pontos estão ambos no planoxOy , e por isso o vetor que os une também. Reparar nisso elimina metade das opções antes de olhar para os sinais.
A reta
- O vetor diretor de
r é(0,\,0,\,1) : a reta é paralela ao eixoOz . - (A) tem diretor
(0,1,0) — paralela aOy ✗ (B) tem diretor(1,2,3) , que não é colinear com(0,0,1) ✗ - (C)
x = 2 \wedge y = 1 fixa a abcissa e a ordenada e deixa a cota livre: é uma reta paralela aOz ✓ - (D)
x = 2 \wedge z = 1 deixa livre a ordenada: é paralela aOy ✗ - A opção correta é a (C).Regra de leitura: numa condição do tipo
x = a \wedge y = b , a variável que não aparece é a que varia — e é ela que dá a direção da reta.
Substitua o ponto genérico da reta na condição da esfera e veja quantos valores de
- A esfera tem centro na origem e raio
2 . Um ponto genérico der é(0,\,k,\,2) . - Substituindo na condição:
0+k^{2}+4 \le 4 \quad\Leftrightarrow\quad k^{2} \le 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 0. - Há um único ponto:
(0,\,0,\,2) . A opção correta é a (C). - Ler geometricamente. A reta
r é horizontal, à cota2 , e a esfera tem raio2 : a reta é tangente à esfera, no pólo norte.A distância do centro à reta é exactamente2 , igual ao raio — é essa a condição de tangência. Se a cota fosse1 , a interseção seria um segmento de comprimento2\sqrt{4-1} = 2\sqrt3 ; se fosse3 , seria vazia.
O que decide o paralelismo é o vetor diretor — não o ponto por onde a reta passa.
- Uma reta é paralela ao eixo
Oz quando o seu vetor diretor é colinear com(0,\,0,\,1) , isto é, quando tem as duas primeiras coordenadas nulas. - Dos quatro vetores diretores apresentados —
(1,1,0) ,(0,0,7) ,(7,0,0) e(1,1,0) — só(0,\,0,\,7) = 7(0,0,1) serve. - A opção correta é a (B).As opções (A) e (D) têm o mesmo vetor diretor e diferem só no ponto: nenhuma das duas pode ser a resposta, e reparar nisso elimina metade das hipóteses de uma vez. O ponto
(0,0,7) da opção (D) está no eixoOz — mas a reta que dele parte segue outra direção.
Duas retas são paralelas quando os seus vetores diretores são colineares — e dois vetores são colineares quando um é múltiplo do outro.
- Decompor
\overrightarrow{AC} . Pela regra de Chasles,\overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BC}. - Os pontos médios. Como
D é o ponto médio de[AB] , o vetor\overrightarrow{DB} é metade de\overrightarrow{AB} :\overrightarrow{AB} = 2\,\overrightarrow{DB}. Do mesmo modo, sendoE o ponto médio de[BC] ,\overrightarrow{BC} = 2\,\overrightarrow{BE}. - Juntar.
\overrightarrow{AC} = 2\,\overrightarrow{DB}+2\,\overrightarrow{BE} = 2\left(\overrightarrow{DB}+\overrightarrow{BE}\right) = 2\,\overrightarrow{DE}. - Concluir.
\overrightarrow{AC} e\overrightarrow{DE} são colineares (um é o dobro do outro) e não nulos, logo as retasAC eDE têm a mesma direção. ComoD não pertence à retaAC , as retas são estritamente paralelas.\square De caminho ficou provado mais do que o item pedia:\overline{DE} = \frac12\,\overline{AC} . É o teorema da reta média de um triângulo — e a demonstração vetorial é bem mais curta do que a que se faz com semelhança de triângulos.
Precisa de
- O ponto
D . As arestas laterais são perpendiculares à base[ABC] , que está no planoxOy : são verticais. LogoD tem a abcissa e a ordenada deA e a cota deE :D(4,\,0,\,8). - O ponto
F . A reflexão no planoxOz troca o sinal da ordenada:F(0,\,-3,\,8). - Um vetor diretor.
\overrightarrow{DF} = F-D = (-4,\,-3,\,0). (x,y,z) = (4,\,0,\,8)+k(-4,\,-3,\,0), \quad k \in \mathbb{R}. A terceira coordenada do vetor diretor é nula — e tinha de ser:D eF estão os dois na base de cima, ou seja, no planoz = 8 . A reta é horizontal.
a) Escreva tudo à custa de três vetores:
b1) A secção é o retângulo
- a) Com
A na origem dos vetores e\vec{u} = \overrightarrow{AB} ,\vec{w} = \overrightarrow{AD} ,\vec{v} = \overrightarrow{AE} :\overrightarrow{EF}+\overrightarrow{FG} = \overrightarrow{EG} , e\overrightarrow{EG} = \overrightarrow{AC} porque[ACGE] é um paralelogramo: o primeiro espaço é\overrightarrow{EF} ;\overrightarrow{CD} = \overrightarrow{BA} = \overrightarrow{FE} , logoF+\overrightarrow{CD} = E ;D+2\vec{u}+\overrightarrow{CE} : como\overrightarrow{CE} = \vec{v}-\vec{u}-\vec{w} eD = A+\vec{w} , vemA+\vec{w}+2\vec{u}+\vec{v}-\vec{u}-\vec{w} = A+\vec{u}+\vec{v} = F . - b1) A aresta.
\overrightarrow{AB} = (2,\,3,\,6), \qquad \overline{AB} = \sqrt{4+9+36} = 7. - A secção pelo plano
ABG é o retângulo[ABGH] :[AB] é uma aresta e[BG] é a diagonal da face[BCGF] , logo\overline{BG} = 7\sqrt{2}, \qquad A_{\text{secção}} = 7\times 7\sqrt{2} = 49\sqrt{2}. - b2) O ponto
F .\overrightarrow{EF} = \overrightarrow{AB} , logoF = E+\overrightarrow{AB} = (8,5,0)+(2,3,6) = (10,\,8,\,6). - Uma reta paralela ao eixo
Oz tem a abcissa e a ordenada fixas:x = 10 \ \wedge \ y = 8. A secção é um retângulo e não um quadrado: os planos que passam por duas arestas opostas de um cubo cortam-no segundo retângulos de ladosa ea\sqrt2 . Se a resposta tivesse dado49 , seria sinal de se ter confundido a diagonal da face com a aresta.
Nas duas bases, quadrados iguais, os lados correspondentes dão vetores iguais:
- As bases
[ABCD] e[EFGH] são quadrados iguais, comA ↔E ,B ↔F ,C ↔G eD ↔H . Logo o lado[GH] corresponde ao lado[CD] , e num quadrado\overrightarrow{CD} = \overrightarrow{BA} :\overrightarrow{GH} = \overrightarrow{BA} = A-B = (11-8,\ -1-5,\ 2-0) = (3,\,-6,\,2). H = G+\overrightarrow{GH} = (6,9,15)+(3,-6,2) = (9,\,3,\,17). - Confirmação.
\|\overrightarrow{GH}\| = \sqrt{9+36+4} = 7 , que é o lado do quadrado — o mesmo que\overline{AB} ✓Note-se que\|\overrightarrow{BA}\| = \sqrt{9+36+4} = 7 : é o lado do quadrado. A aresta lateral, essa, mede14 — o prisma é o dobro de alto do que de largo, e a figura não o mostra à escala.
O vetor diretor de
r tem vetor diretor(1,\,0,\,0) , logo é paralela ao eixoOx : nela,x varia ey ez ficam fixos.- Uma reta paralela tem de ter a mesma direção —
y ez fixos,x livre. É o caso dey = 5 \wedge z = 6 . - A opção correta é a (A).
- As outras: (B) fixa
x ey , dando uma reta paralela aOz ; (C) tem diretor(3,4,5) , que não é colinear com(1,0,0) ; (D) tem diretor(0,1,0) , paralela aOy .
Escreva as três coordenadas de um ponto genérico da reta em função de
- Um ponto genérico de
t é(-1,\; 2+k,\; 3) . - A abcissa é sempre
-1 e a cota é sempre3 ; a ordenada percorre\mathbb{R} quandok percorre\mathbb{R} . - Logo a reta é
x = -1 \wedge z = 3 : opção (C). - As outras fixam a variável errada: a (A) fixa a ordenada, que é justamente a que varia.Regra geral: a coordenada livre é aquela cuja componente do vetor diretor é não nula. Aqui o diretor é
(0,1,0) , logo a livre éy .
Precisa de um ponto de
- Um ponto de
r : fazendox = 0 , vemy = -1 , logo(0,\,-1) \in r . - O declive é
2 , logo(1,\,2) é um vetor diretor. - Uma equação vetorial é
(x,y) = (0,\,-1)+k(1,\,2), \quad k \in \mathbb{R}. - Qualquer outro ponto de
r e qualquer múltiplo não nulo de(1,2) davam outra equação, igualmente correta.O pontoA(0,-2) do enunciado não pertence ar — verifica-se substituindo:2\times 0 - 1 = -1 \neq -2 . Está lá para as outras alíneas do item original.
O raio é
- O raio. Num cubo todas as arestas são iguais;
[FG] e[FA] são arestas, logor = \overline{FG} = \overline{FA} = \|(2,\,3,\,6)\| = \sqrt{4+9+36} = \sqrt{49} = 7. - A equação. Com centro
F(1,\,3,\,-4) e raio7 :(x-1)^{2}+(y-3)^{2}+(z+4)^{2} = 49. Cuidado com o sinal da cota: o centro temz = -4 , e na equação reduzida aparece\big(z-(-4)\big)^{2} = (z+4)^{2} . É o erro mais frequente nestas equações.
Calcule
\overrightarrow{OP} = P - O = (1,\,1,\,1) , logo\vec{u} = -2(1,1,1) = (-2,\,-2,\,-2) .Q = P + \vec{u} = (1,1,1)+(-2,-2,-2) = (-1,\,-1,\,-1). Q pertence à superfície esférica:(-1)^{2}+(-1)^{2}+(-1)^{2} = 3 ✓- Como
Q = -P , os pontosP eQ são diametralmente opostos: o centro da superfície esférica é a origem, e é o ponto médio de[PQ] . Logo[PQ] é um diâmetro da superfície esférica. - Confirmação:
\overline{PQ} = \sqrt{4+4+4} = 2\sqrt{3} = 2r , comr = \sqrt{3} ✓Multiplicar\overrightarrow{OP} por-2 e somar ao próprioP equivale a refletirP no centro — é uma maneira vetorial de dizer «ponto diametralmente oposto».
Escreva o declive de cada reta em função de
- Cálculo auxiliar: de
ax+2y+1 = 0 vemy = -\dfrac{a}{2}x - \dfrac{1}{2} , logom_{r} = -\dfrac{a}{2} . - O vetor diretor de
s é(a,\,2a) . Comoa \neq 0 ,m_{s} = \frac{2a}{a} = 2. - Retas paralelas têm declives iguais:
-\frac{a}{2} = 2 \;\Leftrightarrow\; a = -4. - A opção correta é a (A).O vetor
(a,2a) é colinear com(1,2) para qualquera não nulo — é por isso que o declive des é sempre2 , e a condição recai toda sobrer .
A altura da pirâmide é a distância de
- A altura. A base está no plano
xOz , ou seja emy = 0 ; a altura é a distância deE a esse plano, isto é, a ordenada deE :6 . - A área da base.
20 = \frac{1}{3}\times A_{\text{base}}\times 6 \quad\Leftrightarrow\quad A_{\text{base}} = 10, logo o lado do quadrado mede\sqrt{10} , e\|\overrightarrow{AB}\| = \sqrt{10} . - O ponto
B . DeB+\overrightarrow{BE} = E vemB = E-\overrightarrow{BE} = (-2,6,2)-(-1,6,2) = (-1,\,0,\,0). (Confirma-se queB está no semieixo negativoOx .) - O ponto
A . Está no semieixo positivoOz , logoA(0,\,0,\,z) comz > 0 , e\overrightarrow{AB} = (-1,\,0,\,-z). - Impondo a norma:
\sqrt{1+z^{2}} = \sqrt{10} \quad\Leftrightarrow\quad z^{2} = 9 \quad\Leftrightarrow\quad z = 3, porquez > 0 . Logo\overrightarrow{AB} = (-1,\,0,\,-3). O volume entra aqui só para dar a norma do vetor — a direção vinha da posição deA e deB . É um padrão frequente: uma medida do sólido fixa o comprimento, a figura fixa a direção.
Declive e inclinação de uma reta
O declive já vinha do 10.º, como um número. A inclinação dá-lhe o significado geométrico que faltava: é o ângulo que a reta faz com o semieixo positivo
- Reconhecer e aplicar na resolução de problemas a relação entre a inclinação e o declive de uma reta no plano.
1 · O que é a inclinação
A inclinação de uma reta do plano é a amplitude do ângulo que ela faz com o semieixo positivo
É por isso que a inclinação nunca é negativa e nunca chega a
Sai da figura: a reta tem vetor diretor
2 · Os quatro casos
| Inclinação | Declive | A reta |
|---|---|---|
| horizontal | ||
| sobe da esquerda para a direita | ||
| não está definido | vertical | |
| desce da esquerda para a direita |
3 · Do declive para a inclinação — e a armadilha
No sentido inverso, o que há a fazer é resolver uma equação: procura-se a inclinação
Seja
A correção funciona porque a tangente tem período
Escrever «inclinação
Considera a reta
- Cálculo auxiliar:
m = \dfrac{4-1}{1-4} = \dfrac{3}{-3} = -1 . - De
\operatorname{tg}{\alpha} = -1 , a calculadora dá-45^{\circ} . Sendom < 0 , a inclinação é obtusa:{\alpha} = -45^{\circ}+180^{\circ} = 135^{\circ} . - Perpendicular:
m^{\prime} = -\dfrac{1}{-1} = 1 , e de\operatorname{tg}{\alpha}^{\prime} = 1 a calculadora dá45^{\circ} , que já é a inclinação por ser positiva. - Verificação:
135^{\circ}-45^{\circ} = 90^{\circ} ✓Duas retas perpendiculares têm inclinações que diferem de90^{\circ} . É a verificação mais rápida que há para esta matéria, e apanha quase todos os enganos de sinal.
NumWorks A inclinação, sem cair na armadilha
Antes de tudo, confirma a unidade: Definições → Unidade de ângulo → Graus. Com a máquina em radianos, um declive de
No Cálculo, a tecla atan resolve a equação
Uma verificação que vale a pena ganhar o hábito de fazer: desenha a reta na aplicação Funções e olha para ela. Se desce da esquerda para a direita, a inclinação tem de estar entre
Python A inclinação, com a correção incluída
O programa calcula o declive a partir de dois pontos e devolve a inclinação já no intervalo certo, tratando à parte a reta vertical.
from math import atan, degrees
def inclinacao(A, B):
if B[0] == A[0]:
return 90.0
m = (B[1] - A[1]) / (B[0] - A[0])
a = degrees(atan(m))
return a if m >= 0 else a + 180
for A, B in [((1, 2), (5, 10)), ((4, 1), (1, 4)), ((2, 0), (2, 7))]:
print(A, B, "->", round(inclinacao(A, B), 1), "graus")
from math import atan, degrees
def inclinacao(A, B):
if B[0] == A[0]: # abcissas iguais: a reta e vertical
return 90.0 # nao tem declive, mas tem inclinacao
m = (B[1] - A[1]) / (B[0] - A[0])
a = degrees(atan(m)) # atan devolve valores entre -90 e 90
return a if m >= 0 else a + 180
# com declive negativo falta a meia-volta,
# para a inclinacao ficar em [0, 180[
for A, B in [((1, 2), (5, 10)), ((4, 1), (1, 4)), ((2, 0), (2, 7))]:
print(A, B, "->", round(inclinacao(A, B), 1), "graus")
Apaga o else a + 180 e corre outra vez: o segundo par de pontos passa a dar
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre declive e inclinação: os dois sentidos da conversão, os casos particulares, e problemas com parâmetro. Os últimos pedem justificação, ao nível do Exame.
Uma reta do plano tem inclinação
Determina o seu declive.
Indica o declive de uma reta com inclinação
Uma reta tem inclinação
- (A)positivo
- (B)nulo
- (C)negativo
- (D)não existe
Determina o declive da reta que passa em
Determina a inclinação da reta de equação
Determina, em graus, a inclinação da reta de equação
Determina, em graus e arredondada às décimas, a inclinação da reta que passa em
Escreve a equação reduzida da reta que passa em
Considera
Sem calcular as inclinações, indica qual das retas tem maior inclinação, justificando.
Uma reta
Indica, justificando, um intervalo a que pertence a inclinação de
A reta
Determina o declive de uma reta perpendicular a
Considera a reta
Determina
Seja
Seja
Mostra que
As retas
a) Determina a amplitude do ângulo formado pelas duas retas.
b) Justifica que
Considera a família de retas de equação
Descreve como varia a inclinação da reta quando
O declive é a tangente da inclinação.
m = \operatorname{tg}60^{\circ} = \sqrt{3} .- Sendo a inclinação aguda, o declive é positivo — como se confirma.
Uma é horizontal, a outra vertical. Uma das duas não tem declive.
- Inclinação
0^{\circ} : a reta é horizontal em = \operatorname{tg}0^{\circ} = 0 . - Inclinação
90^{\circ} : a reta é vertical, e\operatorname{tg}90^{\circ} não está definida — a reta não tem declive.Não é que o declive seja «infinito»: é que não existe. A equação dessa reta éx = a , e não tem forma reduzida.
A inclinação é obtusa. Em que quadrante está esse ângulo, e que sinal tem lá a tangente?
115^{\circ} é um ângulo do 2.º quadrante, onde a tangente é negativa.- Logo
m = \operatorname{tg}115^{\circ} < 0 : a opção correta é a (C). - Geometricamente, a reta «desce» da esquerda para a direita.
O declive é a variação de
m = \dfrac{10-2}{5-1} = \dfrac{8}{4} = 2 .- Sendo
m > 0 , a inclinação é aguda.
Lê o declive na equação reduzida e resolve
- O declive é
m = 1 . \operatorname{tg}{\alpha} = 1 com{\alpha} \in \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[ dá{\alpha} = 45^{\circ} .
A calculadora vai devolver um valor negativo. A inclinação não pode ser negativa — o que é preciso somar?
- O declive é
m = -1 , logo\operatorname{tg}{\alpha} = -1 . - A calculadora dá
-45^{\circ} , que não é uma inclinação: a inclinação pertence a\left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[ . - Como a tangente tem período
180^{\circ} , soma-se:{\alpha} = -45^{\circ}+180^{\circ} = 135^{\circ} . - Verificação:
\operatorname{tg}135^{\circ} = -1 ✓Este é o erro mais frequente da secção. Sempre que o declive é negativo, o valor da calculadora tem de levar+180^{\circ} .
Calcula o declive, resolve
- Cálculo auxiliar:
m = \dfrac{1-5}{3-(-2)} = \dfrac{-4}{5} = -0{,}8 . - De
\operatorname{tg}{\alpha} = -0{,}8 , a calculadora dá\approx -38{,}66^{\circ} . - Sendo o declive negativo, a inclinação é obtusa:
{\alpha} \approx -38{,}66^{\circ}+180^{\circ} \approx 141{,}3^{\circ} . - Confere com a figura mental: a reta desce, e
141^{\circ} é mesmo um ângulo obtuso ✓
Primeiro o declive, pela tangente. Depois a ordenada na origem, pelo ponto.
m = \operatorname{tg}135^{\circ} = -1 .- Com
P(2,-1) :-1 = -1 \times 2 + b \;\Leftrightarrow\; b = 1 . - Logo
y = -x+1 . - Verificação:
-2+1 = -1 ✓
As duas inclinações são agudas. No intervalo
- Os dois declives são positivos, logo as duas inclinações são agudas.
- No intervalo
\left]0^{\circ},\,90^{\circ}\right[ a função tangente é crescente: a maior tangente corresponde ao maior ângulo. - Como
3 > \dfrac{1}{3} , a retar tem maior inclinação.O argumento só vale por as duas inclinações serem agudas. Com declives de sinais contrários seria falso: uma reta de declive-0{,}1 tem inclinação de cerca de174^{\circ} , muito maior do que a de declive3 .
Se a reta corta os dois semieixos positivos, sobe ou desce da esquerda para a direita?
- A reta passa por um ponto
(a,\,0) coma > 0 e por um ponto(0,\,b) comb > 0 . - O declive é
m = \dfrac{0-b}{a-0} = -\dfrac{b}{a} < 0 . - Declive negativo significa inclinação obtusa:
{\alpha} \in \left]90^{\circ},\,180^{\circ}\right[ .
Primeiro o declive de
m = \operatorname{tg}30^{\circ} = \dfrac{\sqrt{3}}{3} \approx 0{,}5774 .- Perpendicular:
m^{\prime} = -\dfrac{1}{m} = -\sqrt{3} \approx -1{,}7321 . - De
\operatorname{tg}{\alpha}^{\prime} = -\sqrt{3} , a calculadora dá-60^{\circ} ; sendo o declive negativo, a inclinação é-60^{\circ}+180^{\circ} = 120^{\circ} . - Confirmação:
120^{\circ} - 30^{\circ} = 90^{\circ} ✓ — as inclinações de duas retas perpendiculares diferem exatamente de90^{\circ} .Essa é uma boa verificação de segurança: se a diferença das inclinações não der90^{\circ} , alguma conta está errada.
Escreve o declive em função de
- Cálculo auxiliar:
\operatorname{tg}120^{\circ} = -\operatorname{tg}60^{\circ} = -\sqrt{3} . - Declive de
r :m = \dfrac{6-2}{k-1} = \dfrac{4}{k-1} . - Impondo a igualdade:
\frac{4}{k-1} = -\sqrt{3} \;\Leftrightarrow\; 4 = -\sqrt{3}\,(k-1) \;\Leftrightarrow\; k-1 = -\frac{4}{\sqrt{3}}. - Racionalizando:
k = 1 - \dfrac{4\sqrt{3}}{3} \approx -1{,}31 . - Verificação do sinal:
k < 1 , logok-1 < 0 e o declive\dfrac{4}{k-1} é negativo — coerente com a inclinação ser obtusa ✓
Localiza primeiro o
- Por definição de inclinação,
{\alpha} \in \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[ e\operatorname{tg}{\alpha} = m . - Por hipótese
{\beta} \in \left]-90^{\circ},\,90^{\circ}\right[ e\operatorname{tg}{\beta} = m . Sendom < 0 e sendo a tangente negativa só no quarto quadrante deste intervalo, vem{\beta} \in \left]-90^{\circ},\,0^{\circ}\right[ . - Como
\operatorname{tg} tem período180^{\circ} ,\operatorname{tg}\left({\beta}+180^{\circ}\right) = \operatorname{tg}{\beta} = m . - E
{\beta}+180^{\circ} \in \left]90^{\circ},\,180^{\circ}\right[ , que está contido em\left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[ . - No intervalo
\left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right[ , e excluindo90^{\circ} , a tangente é injetiva — a cada valor corresponde um só ângulo. Logo{\alpha} = {\beta}+180^{\circ} .É a injetividade que fecha a demonstração: sem ela, ter-se-ia mostrado apenas que{\beta}+180^{\circ} é uma solução, e não que é a inclinação.
A diferença das inclinações dá o ângulo, se for agudo ou reto. Para b), calcula o produto dos declives.
- a) A diferença das inclinações é
110^{\circ}-20^{\circ} = 90^{\circ} , que já é o ângulo das duas retas. - b)
m_{r} = \operatorname{tg}20^{\circ} em_{s} = \operatorname{tg}110^{\circ} = \operatorname{tg}\left(20^{\circ}+90^{\circ}\right) . - Cálculo auxiliar:
\operatorname{tg}\left({\theta}+90^{\circ}\right) = \dfrac{\operatorname{sen}\left({\theta}+90^{\circ}\right)}{\cos\left({\theta}+90^{\circ}\right)} = \dfrac{\cos{\theta}}{-\operatorname{sen}{\theta}} = -\dfrac{1}{\operatorname{tg}{\theta}} . - Logo
m_{s} = -\dfrac{1}{m_{r}} , isto é,m_{r} \times m_{s} = -1 : as retas são perpendiculares.A conclusão vale sem saber os valores numéricos. As duas condições — «as inclinações diferem de90^{\circ} » e «o produto dos declives é-1 » — dizem a mesma coisa.
Segue a inclinação por partes:
- Para
k muito negativo, o valor da calculadora aproxima-se de-90^{\circ} , e a inclinação, que é esse valor mais180^{\circ} , aproxima-se de90^{\circ} por valores superiores. - À medida que
k cresce para0^{-} , a inclinação cresce até se aproximar de180^{\circ} — sem nunca lá chegar. - Em
k = 0 a inclinação salta para0^{\circ} : a reta é horizontal. - Para
k > 0 , a inclinação é o próprio valor da calculadora e cresce de0^{\circ} até se aproximar de90^{\circ} por valores inferiores. - O valor
90^{\circ} nunca é atingido: corresponderia à reta vertical, que não é da formay = kx+1 para nenhumk .Todas as retas desta família passam em(0,\,1) . Rodando uma reta em torno desse ponto passa-se por todas as inclinações — exceto a vertical, que é a única direção que a formay = kx+1 não sabe escrever.
Exercícios de Exame · Declive e inclinação
Doze itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 2007 a 2026. Metade é sobre retas tangentes a uma circunferência — que não é um tópico à parte, mas a aplicação mais frequente da perpendicularidade: o raio e a tangente encontram-se em ângulo reto, e daí sai tudo.
Considere um ponto
Sejam
Prove que a abcissa do ponto
Considere, num referencial o.n.
Seja
Qual é a equação reduzida da reta
- (A)
y = 2x+2 - (B)
y = -2x+6 - (C)
y = -2x+\frac{5}{3} - (D)
y = 2x+\frac{5}{3}
Na figura está representada, num referencial o.n.
O ponto
Determine a equação reduzida da reta
Na figura está representada, em referencial o.n.
Os pontos
Considere agora o caso em que a abcissa do ponto
Determine, sem recorrer à calculadora, a equação reduzida da reta tangente à circunferência no ponto
Num referencial o.n.
A reta
Qual é o declive da reta
- (A)
-2 - (B)
-\frac{1}{2} - (C)
\frac{1}{2} - (D)
2
Na figura está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Qual é a equação reduzida da reta
- (A)
y = \sqrt{2}x-\sqrt{2} - (B)
y = \sqrt{2}x+\sqrt{2} - (C)
y = \sqrt{3}x+\sqrt{3} - (D)
y = \sqrt{3}x-\sqrt{3}
Considere, num referencial o.n.
Esta circunferência interseta o eixo
Qual é a equação reduzida da reta
- (A)
y = x+1 - (B)
y = x-1 - (C)
y = 2x+2 - (D)
y = 2x-2
Considere, num referencial o.n.
Sabe-se que
Qual pode ser a equação reduzida da reta
- (A)
y = -5x - (B)
y = 4x - (C)
y = -2x - (D)
y = 3x
Considere, num referencial o.n.
Seja
Qual é a ordenada na origem da reta
- (A)
4 - (B)
5 - (C)
6 - (D)
7
Na figura estão representados, num referencial o.n.
Sabe-se que:
os pontos
Qual dos valores seguintes é o valor, aproximado às centésimas, da amplitude, em radianos, do ângulo
- (A)
4{,}25 - (B)
2{,}68 - (C)
2{,}03 - (D)
1{,}82
Na figura está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que o vértice
Qual é a equação reduzida da reta
- (A)
y = -\sqrt{3}x+\sqrt{3} - (B)
y = -\sqrt{3}x+\sqrt{6} - (C)
y = -x+2 - (D)
y = -x+1
Na figura está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Determine as coordenadas do ponto
Escreva a equação da tangente com o declive perpendicular ao do raio, faça
- Estando
P no primeiro quadrante com os eixos excluídos,r > 0 es > 0 ; e porP pertencer à circunferência de raio1 ,r^{2}+s^{2} = 1 . - O raio
[OP] tem declive\dfrac{s}{r} , que existe por serr \neq 0 . A tangente é perpendicular, logo tem declive-\dfrac{r}{s} , que existe por sers \neq 0 . - Equação da tangente, passando em
P(r,\,s) :y - s = -\frac{r}{s}(x-r). Q está no eixoOx , logo tem ordenada nula. Fazendoy = 0 :-s = -\frac{r}{s}(x-r) \;\Leftrightarrow\; \frac{s^{2}}{r} = x-r \;\Leftrightarrow\; x = r+\frac{s^{2}}{r} = \frac{r^{2}+s^{2}}{r}. - Como
r^{2}+s^{2} = 1 , vemx = \dfrac{1}{r} , como se pretendia.\square As hipóteses «primeiro quadrante» e «eixos não incluídos» são usadas duas vezes: para garantir que os dois declives existem, e para poder dividir porr no fim.
O declive de
- O declive de
r é-\dfrac{1}{2} , logo o des verifica-\dfrac{1}{2}m^{\prime} = -1 \Leftrightarrow m^{\prime} = 2 . - Isto já exclui as opções (B) e (C), de declive
-2 . - Passando em
(1,\,4) :4 = 2\times 1 + b \Leftrightarrow b = 2 . - Logo
s: y = 2x+2 : opção (A).A ordenada na origem der ,\dfrac{3}{5} , não entra em parte nenhuma — está no enunciado para distrair, e as opções (C) e (D) aproveitam-se disso.
O centro lê-se na equação. Depois é o costume: declive do raio, declive da tangente, e o ponto para achar a ordenada na origem.
- Da equação reduzida, o centro é
C(4,\,1) . - Confirmação de que
A pertence à circunferência:(0-4)^{2}+(-2-1)^{2} = 16+9 = 25 ✓ - Cálculo auxiliar: declive do raio
[CA] :m_{CA} = \frac{-2-1}{0-4} = \frac{-3}{-4} = \frac{3}{4}. - A tangente é perpendicular ao raio, logo tem declive
-\dfrac{4}{3} . - Passando em
A(0,\,-2) , que está no eixoOy , a ordenada na origem é imediatamente-2 :t: \; y = -\frac{4}{3}x-2.
Comece por determinar a ordenada de
- A circunferência é
x^{2}+y^{2} = 25 . Comx = 3 :9+y^{2} = 25 \Leftrightarrow y^{2} = 16 \Leftrightarrow y = \pm 4 . P está no arco do primeiro quadrante, logoy > 0 eP(3,\,4) .- O raio
[OP] tem declive\dfrac{4}{3} , logo a tangente tem declive-\dfrac{3}{4} . - Passando em
P(3,4) :4 = -\frac{3}{4}\times 3 + b \;\Leftrightarrow\; 4 = -\frac{9}{4}+b \;\Leftrightarrow\; b = \frac{25}{4}. - Logo a tangente é
y = -\dfrac{3}{4}x+\dfrac{25}{4} .A ordenada na origem,\dfrac{25}{4} , é\dfrac{r^{2}}{y_{P}} — uma regularidade que se repete em todos os itens deste tipo, e que serve de verificação rápida.
O raio vai da origem ao ponto de tangência. O declive da tangente é o inverso desse, trocado de sinal.
- O ponto
(1,\,2) pertence mesmo à circunferência:1+4 = 5 ✓ - O raio tem declive
\dfrac{2}{1} = 2 . - A tangente é perpendicular ao raio:
m \times 2 = -1 \;\Leftrightarrow\; m = -\dfrac{1}{2} . - A opção correta é a (B).A opção (A) troca só o sinal e a (C) só inverte: nenhuma das duas faz as duas operações que a perpendicularidade exige.
Num triângulo equilátero todos os ângulos internos medem
- O triângulo é equilátero, logo o ângulo interno em
B mede60^{\circ} . - Como
C está à direita deB eA está acima, a retaAB faz60^{\circ} com o semieixo positivoOx : a inclinação é60^{\circ} . m = \operatorname{tg}60^{\circ} = \sqrt{3} .- Passando em
B(1,\,0) :0 = \sqrt{3}+b \Leftrightarrow b = -\sqrt{3} , logoy = \sqrt{3}x-\sqrt{3} : opção (D).As opções com\sqrt{2} correspondem a uma inclinação de cerca de54{,}7^{\circ} , que não é ângulo de triângulo equilátero nenhum.
Determine primeiro
- Cálculo auxiliar: com
y = 0 ,x^{2}+1 = 2 \Leftrightarrow x^{2} = 1 \Leftrightarrow x = \pm 1 . O de abcissa positiva éA(1,\,0) . - O centro é
C(0,\,1) . O raio[CA] tem declive\dfrac{0-1}{1-0} = -1 . - A tangente é perpendicular ao raio, logo tem declive
1 . Passando emA(1,0) :0 = 1+b \Leftrightarrow b = -1 . - Logo
y = x-1 : opção (B).
O declive é a tangente da inclinação. Obtenha o seno pela fórmula fundamental, e escolha-lhe o sinal lembrando-se de que
- Sendo
\cos{\alpha} < 0 , a inclinação é obtusa:{\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[ . - Cálculo auxiliar: pela fórmula fundamental,
\operatorname{sen}^{2}{\alpha} = 1-\frac{1}{5} = \frac{4}{5} \;\Rightarrow\; \operatorname{sen}{\alpha} = \frac{2}{\sqrt{5}}, com o sinal positivo, porque no 2.º quadrante o seno é positivo. m = \operatorname{tg}{\alpha} = \frac{\operatorname{sen}{\alpha}}{\cos{\alpha}} = \frac{2/\sqrt{5}}{-1/\sqrt{5}} = -2. - A opção correta é a (C).Só uma das quatro opções tem declive negativo — e isso já bastava para responder, sem calcular o valor exato. O cosseno negativo obriga a declive negativo.
A tangente é perpendicular ao raio no ponto de tangência. Comece pelo declive do raio
- O raio
[OA] tem declive\dfrac{1-0}{2-0} = \dfrac{1}{2} . - A tangente é perpendicular ao raio, logo tem declive
m = -2 . - Passando em
A(2,\,1) :1 = -2\times 2 + b \;\Leftrightarrow\; b = 5 . - A ordenada na origem é
5 : opção (B).Este é o modelo de metade dos itens desta ficha. Nunca é preciso o raio da circunferência — só a direção do raio que vai dar ao ponto de tangência.
O ângulo tem vértice em
- Cálculo auxiliar:
S(0,\,4) (fazendox=0 ) eT(-2,\,0) (fazendoy=0 ). \overrightarrow{TS} = (0-(-2),\,4-0) = (2,\,4) . ComoU está emOx à esquerda deT ,\overrightarrow{TU} tem a direção e o sentido de(-1,\,0) .\cos{\theta} = \frac{(2,4)\cdot(-1,0)}{\sqrt{4+16}\times 1} = \frac{-2}{\sqrt{20}} = \frac{-2}{2\sqrt{5}} = -\frac{1}{\sqrt{5}}. - O ângulo de
\left[0,\,{\pi}\right] com este cosseno é, na calculadora,{\theta} \approx 2{,}03 radianos: opção (C). - Confirmação: o cosseno é negativo, logo o ângulo é obtuso — está entre
\dfrac{{\pi}}{2} \approx 1{,}57 e{\pi} \approx 3{,}14 . A opção (A) está fora desse intervalo e a (D) seria aguda.Aqui o produto escalar é do 11.º ano e o item é de Exame: usa-se para calcular o ângulo entre dois vetores com origem comum, exatamente como na secção R7.
Num hexágono regular centrado na origem, os vértices estão sobre uma circunferência e separados por
- Os seis vértices estão sobre a circunferência de centro na origem e raio
1 , separados por60^{\circ} . ComM em0^{\circ} , o vérticeN está em60^{\circ} :N\left(\cos 60^{\circ},\; \operatorname{sen}60^{\circ}\right) = \left(\frac{1}{2},\; \frac{\sqrt{3}}{2}\right). - Cálculo auxiliar: declive de
MN :m = \frac{\frac{\sqrt{3}}{2}-0}{\frac{1}{2}-1} = \frac{\frac{\sqrt{3}}{2}}{-\frac{1}{2}} = -\sqrt{3}. - Passando em
M(1,0) :0 = -\sqrt{3}+b \;\Leftrightarrow\; b = \sqrt{3} . - Logo
y = -\sqrt{3}x+\sqrt{3} : opção (A).O declive-\sqrt{3} corresponde a uma inclinação de120^{\circ} , que é o que a figura mostra — a retaMN desce da esquerda para a direita.
Num retângulo,
[AD] é paralelo a[BC] , logo tem declive-2 . Passando emA(2,0) :y = -2(x-2) = -2x+4 .D está no eixoOy , logo tem abcissa nula:D(0,\,4) .[AB] é perpendicular a[AD] , logo tem declive\dfrac{1}{2} . Passando emA :y = \dfrac{1}{2}x-1 .- Cálculo auxiliar:
B é a interseção deAB comBC :\frac{1}{2}x-1 = -2x+5 \;\Leftrightarrow\; \frac{5}{2}x = 6 \;\Leftrightarrow\; x = \frac{12}{5}, dondeB\left(\dfrac{12}{5},\,\dfrac{1}{5}\right) . - Num retângulo,
\overrightarrow{BC} = \overrightarrow{AD} . Como\overrightarrow{AD} = (0-2,\,4-0) = (-2,\,4) :C = B + \overrightarrow{AD} = \left(\frac{12}{5}-2,\; \frac{1}{5}+4\right) = \left(\frac{2}{5},\; \frac{21}{5}\right). - Verificação:
C tem de pertencer aBC , e-2\times\dfrac{2}{5}+5 = \dfrac{21}{5} ✓A verificação é rápida e apanha o engano mais comum, que é somar o vetor errado —\overrightarrow{DA} em vez de\overrightarrow{AD} .
Produto escalar de dois vetores
Uma operação que pega em dois vetores e devolve um número. Esse número guarda o ângulo dos dois: pelo sinal diz logo se é agudo, reto ou obtuso, e pela fórmula do cosseno dá a amplitude exata. É a ferramenta com que se prova perpendicularidade sem desenhar nada.
- Conhecer o conceito de produto escalar de dois vetores, no plano e no espaço, definido com base nas coordenadas dos vetores num referencial ortonormado.
- Conhecer que o produto escalar de dois vetores é igual ao produto das suas normas pelo cosseno do ângulo formado por eles (sem demonstração).
- Reconhecer, analisar e aplicar na resolução de problemas a noção de produto escalar, nomeadamente: relacionando o ângulo de dois vetores não nulos com o sinal do respetivo produto escalar; estabelecendo uma relação entre os declives de duas retas perpendiculares no plano; determinando o ângulo entre dois vetores; e determinando o ângulo formado por duas retas.
1 · A definição, que é em coordenadas
O produto escalar entra pelas coordenadas: multiplicam-se as coordenadas correspondentes e somam-se os produtos. É uma conta de uma linha, e o resultado é um número real.
O referencial tem de ser ortonormado — eixos perpendiculares e com a mesma unidade. Fora daí, esta expressão deixa de dar o que se espera dela.
Fazendo
Serve nos dois sentidos: para calcular uma norma quando se conhece um produto escalar, e para substituir
São as regras do costume, e é por causa delas que se pode desenvolver
Escrever
2 · O mesmo número, lido como ângulo
A ligação que dá valor a tudo isto é esta — e as Aprendizagens Essenciais pedem que se conheça, não que se demonstre:
com
Resolvendo em ordem ao cosseno fica a fórmula com que se calcula qualquer ângulo:
3 · O sinal já diz quase tudo
As normas são positivas, portanto o sinal do produto escalar é o sinal do cosseno. E o cosseno, num ângulo entre
Sendo
A hipótese «não nulos» não é decoração:
Laboratório · O sinal, o ângulo e a projeção
interativo4 · Duas retas: ângulo e perpendicularidade
Uma reta não tem um vetor diretor — tem uma infinidade, e dois deles são simétricos. Por isso, no ângulo de duas retas, entra o módulo do produto escalar: sem ele, a mesma reta podia dar
onde
Sendo
Sai numa linha do que está acima:
No referencial
- O ângulo em
A é o dos vetores\overrightarrow{AB} e\overrightarrow{AC} , que partem ambos deA .Se se usasse\overrightarrow{BA} em vez de\overrightarrow{AB} , o sinal invertia-se e a conclusão saía trocada. - Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{AB} = (2,\,-1,\,2) e\overrightarrow{AC} = (-1,\,2,\,1) . \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AC} = 2 \times (-1) + (-1) \times 2 + 2 \times 1 = -2 - 2 + 2 = -2. - O produto escalar é negativo, logo o cosseno do ângulo é negativo: o ângulo é obtuso. Não foi preciso calcular normas nem arcos.
Python O ângulo de dois vetores, em qualquer dimensão
Um programa que calcula o produto escalar, classifica o ângulo pelo sinal e devolve a amplitude em graus. Serve no plano e no espaço, porque percorre as coordenadas que existirem.
from math import acos, degrees, sqrt
def escalar(u, v):
return sum(a * b for a, b in zip(u, v))
def norma(u):
return sqrt(escalar(u, u))
u = (2, -1, 2)
v = (-1, 2, 1)
p = escalar(u, v)
cosseno = p / (norma(u) * norma(v))
print("produto escalar:", p)
print("angulo:", round(degrees(acos(cosseno)), 1), "graus")
print("obtuso" if p < 0 else ("reto" if p == 0 else "agudo"))
from math import acos, degrees, sqrt
def escalar(u, v):
# zip emparelha as coordenadas correspondentes e sum soma os produtos:
# e a definicao, escrita tal e qual
return sum(a * b for a, b in zip(u, v))
def norma(u):
# a norma sai do produto escalar do vetor por si proprio
return sqrt(escalar(u, u))
u = (2, -1, 2)
v = (-1, 2, 1)
p = escalar(u, v)
cosseno = p / (norma(u) * norma(v)) # a formula do cosseno do angulo
print("produto escalar:", p)
print("angulo:", round(degrees(acos(cosseno)), 1), "graus")
# o sinal do produto escalar basta
# para classificar o angulo
print("obtuso" if p < 0 else ("reto" if p == 0 else "agudo"))
Experimenta com dois vetores perpendiculares —
NumWorks Confirmar um produto escalar e um ângulo
A calculadora não tem uma tecla de produto escalar, mas tem tudo o que ele precisa. No Cálculo, escreve a soma dos produtos das coordenadas —
Para o ângulo, calcula cada norma com a raiz quadrada e depois usa o acos. Antes disso, confirma que estás em graus: Definições → Unidade de ângulo → Graus. É o erro mais comum — a máquina responde em radianos e o valor parece absurdo.
Vale a pena guardar as coordenadas em listas e usar sum na aplicação de Python da própria calculadora: o cálculo passa a ser o mesmo que fizeste acima, e deixa de haver contas à mão para errar.
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre produto escalar: cálculo direto, perpendicularidade, sinal e ângulo, no plano e no espaço. Os três últimos pedem justificação ou generalização, ao nível do Exame.
Considera
Calcula
No referencial
Calcula
Considera
a) Calcula
Considera
Determina
Sabe-se que
Então o ângulo formado por
- (A)nulo
- (B)agudo
- (C)reto
- (D)obtuso
Considera
Determina a amplitude, em graus, do ângulo formado por
A reta
Determina o declive de uma reta perpendicular a
Sabe-se que
Calcula
No plano, a reta
Determina, em graus e arredondada às décimas, a amplitude do ângulo formado pelas duas retas.
No referencial
Mostra que
Na figura de um paralelogramo
Indica, justificando, o sinal de
Sejam
Mostra que
Considera
Determina
Sejam
Mostra que
No referencial
Determina, em graus e arredondada às décimas, a amplitude do ângulo
Multiplica as abcissas, multiplica as ordenadas, e soma os dois resultados.
\vec{u} \cdot \vec{v} = 3 \times (-1) + (-2) \times 4 = -3 - 8 = -11. - Sendo negativo, o ângulo dos dois vetores é obtuso.O resultado é um número, não um vetor. É esse o sentido de «escalar» no nome.
No espaço são três parcelas em vez de duas. O sinal do resultado classifica o ângulo.
\vec{u} \cdot \vec{v} = 1 \times 4 + (-2) \times 2 + 3 \times 0 = 4 - 4 + 0 = 0. - Os dois vetores são não nulos e o produto escalar é nulo, logo são perpendiculares: o ângulo é reto.A conclusão «perpendiculares» só se pode tirar porque nenhum dos vetores é o vetor nulo — o vetor nulo tem produto escalar zero com todos, e com ele não se define ângulo.
Calcula a alínea a) pela definição. Depois lembra-te de que
\vec{u} \cdot \vec{u} = (-3)^{2} + 4^{2} = 9 + 16 = 25 .- Como
\vec{u} \cdot \vec{u} = \|\vec{u}\|^{2} e a norma é não negativa,\|\vec{u}\| = \sqrt{25} = 5 .É a mesma conta da norma, escrita de outra maneira: o produto escalar de um vetor por si próprio é o quadrado do seu comprimento. Faz sentido — nesse caso o ângulo é nulo e o cosseno vale1 .
Perpendiculares, e ambos não nulos, quer dizer produto escalar igual a zero. Escreve a equação em
\vec{u} \cdot \vec{v} = 2 \times 6 + k \times (-3) = 12 - 3k .12 - 3k = 0 \;\Leftrightarrow\; k = 4 .- Para
k=4 ,\vec{u}(2,4) não é o vetor nulo, logo a conclusão vale.
Como as normas são positivas, o sinal do produto escalar é o do cosseno do ângulo.
- De
\vec{u} \cdot \vec{v} = \|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|\cos{\theta} , com as duas normas positivas, o sinal do produto escalar é o sinal de\cos{\theta} . \cos{\theta} < 0 com{\theta} \in \left[0,\,{\pi}\right] dá{\theta} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right] : o ângulo é obtuso.- A opção correta é a (D).
Usa
- Cálculo auxiliar:
\vec{u} \cdot \vec{v} = 1 \times 0 + 1 \times 3 = 3 ;\|\vec{u}\| = \sqrt{1+1} = \sqrt{2} ;\|\vec{v}\| = \sqrt{0+9} = 3 . \cos{\theta} = \frac{3}{\sqrt{2} \times 3} = \frac{1}{\sqrt{2}} = \frac{\sqrt{2}}{2}. - Sendo
{\theta} \in \left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right] , vem{\theta} = 45^{\circ} .Confere pela figura:\vec{u} aponta na bissetriz do 1.º quadrante e\vec{v} ao longo deOy . São mesmo45^{\circ} .
Duas retas do plano, não verticais, são perpendiculares quando o produto dos declives é
- O declive de
r ém = -\dfrac{3}{4} . - Sendo
m^{\prime} o declive da perpendicular,m \times m^{\prime} = -1 :-\frac{3}{4}\,m^{\prime} = -1 \;\Leftrightarrow\; m^{\prime} = \frac{4}{3}. - Verificação:
-\dfrac{3}{4} \times \dfrac{4}{3} = -1 ✓O declive da perpendicular é o inverso trocado de sinal. Trocar só o sinal, ou só inverter, dá uma reta que não é perpendicular.
Aplica a distributividade como se fosse um caso notável, e depois usa
- Pela distributividade e pela comutatividade:
\left(\vec{u}+\vec{v}\right)\cdot\left(\vec{u}+\vec{v}\right) = \vec{u}\cdot\vec{u} + 2\,\vec{u}\cdot\vec{v} + \vec{v}\cdot\vec{v}. - Cálculo auxiliar:
\vec{u}\cdot\vec{u} = \|\vec{u}\|^{2} = 9 e\vec{v}\cdot\vec{v} = \|\vec{v}\|^{2} = 25 . - Substituindo:
9 + 2 \times (-6) + 25 = 9 - 12 + 25 = 22 .Este número é\|\vec{u}+\vec{v}\|^{2} , logo\|\vec{u}+\vec{v}\| = \sqrt{22} \approx 4{,}69 — menor do que3+5 , como a desigualdade triangular obriga.
O ângulo de duas retas é agudo ou reto, por convenção. Por isso entra o módulo do produto escalar.
- Cálculo auxiliar:
\vec{u} \cdot \vec{v} = 1 \times 3 + 2 \times 1 = 5 ;\|\vec{u}\| = \sqrt{5} ;\|\vec{v}\| = \sqrt{10} . - Para o ângulo de duas retas usa-se o módulo, porque cada reta tem dois vetores diretores simétricos e o ângulo não pode depender da escolha:
\cos{\theta} = \frac{\left|\vec{u} \cdot \vec{v}\right|}{\|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|} = \frac{5}{\sqrt{5}\sqrt{10}} = \frac{5}{\sqrt{50}} = \frac{5}{5\sqrt{2}} = \frac{\sqrt{2}}{2}. {\theta} = 45^{\circ} , que já é exato — o arredondamento pedido dá45{,}0^{\circ} .Se se tivesse usado\vec{v}(-3,-1) , o produto escalar daria-5 e, sem o módulo, saía135^{\circ} . As retas são as mesmas: é para isso que serve o módulo.
Primeiro as coordenadas dos vetores — extremidade menos origem. Depois o produto escalar.
- Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{AB} = B - A = (0,\,3,\,0) e\overrightarrow{BC} = C - B = (0,\,0,\,4) . \overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{BC} = 0 \times 0 + 3 \times 0 + 0 \times 4 = 0 .- Nenhum dos vetores é nulo, logo são perpendiculares — e o triângulo
[ABC] é retângulo emB .Vê-se também sem contas:\overrightarrow{AB} tem a direção deOy e\overrightarrow{BC} a deOz , que são eixos perpendiculares.
Repara em que
- Os dois vetores têm origem em
A , logo o ângulo que formam é exatamente o ângulo interno do paralelogramo emA . - Esse ângulo é obtuso, logo o seu cosseno é negativo.
- Como
\overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{AD} = \left\|\overrightarrow{AB}\right\|\left\|\overrightarrow{AD}\right\|\cos{\theta} e as normas são positivas, o produto escalar é negativo.A armadilha destes itens é usar vetores que não partem do mesmo ponto —\overrightarrow{AB} \cdot \overrightarrow{DA} teria o sinal contrário. Antes de decidir o sinal, confirma sempre a origem dos dois vetores.
Escreve um vetor diretor de cada reta a partir do declive, e traduz «perpendiculares» em «produto escalar nulo».
- Uma reta não vertical de declive
m admite\vec{u}(1,\,m) por vetor diretor: andando1 emx , sobe-sem emy . Do mesmo modo,\vec{v}\left(1,\,m^{\prime}\right) diriges . - Nenhum dos dois é o vetor nulo, porque a primeira coordenada é
1 . - As retas são perpendiculares se, e só se, os vetores diretores o forem, isto é, se, e só se, o produto escalar for nulo:
\vec{u} \cdot \vec{v} = 1 \times 1 + m \times m^{\prime} = 1 + m\,m^{\prime}. - Logo
\vec{u} \cdot \vec{v} = 0 \;\Leftrightarrow\; 1 + m\,m^{\prime} = 0 \;\Leftrightarrow\; m\,m^{\prime} = -1 . - A hipótese «não verticais» é indispensável: uma reta vertical não tem declive, e a perpendicular a ela é horizontal, de declive
0 — um par que a igualdade não descreve.Este é o tipo de justificação que o Exame pede: traduzir a condição geométrica numa condição sobre coordenadas, e dizer onde é que as hipóteses são usadas.
Escreve
- Cálculo auxiliar:
\vec{u} \cdot \vec{v} = 2 \times 1 + 0 \times k = 2 ;\|\vec{u}\| = 2 ;\|\vec{v}\| = \sqrt{1+k^{2}} . \cos 60^{\circ} = \frac{2}{2\sqrt{1+k^{2}}} \;\Leftrightarrow\; \frac{1}{2} = \frac{1}{\sqrt{1+k^{2}}}. - Logo
\sqrt{1+k^{2}} = 2 \;\Leftrightarrow\; 1 + k^{2} = 4 \;\Leftrightarrow\; k^{2} = 3 \;\Leftrightarrow\; k = \sqrt{3} \;\vee\; k = -\sqrt{3} . - Como
k > 0 , ficak = \sqrt{3} .A raiz negativa daria o vetor simétrico em relação aOx , que faz com\vec{u} o mesmo ângulo — a condiçãok>0 é que escolhe um dos dois.
Calcula o produto escalar dos dois, usando a distributividade. Repara no que acontece aos termos cruzados.
- Pela distributividade:
\left(\vec{u}+\vec{v}\right)\cdot\left(\vec{u}-\vec{v}\right) = \vec{u}\cdot\vec{u} - \vec{u}\cdot\vec{v} + \vec{v}\cdot\vec{u} - \vec{v}\cdot\vec{v}. - O produto escalar é comutativo, logo
-\vec{u}\cdot\vec{v} + \vec{v}\cdot\vec{u} = 0 , e resta\|\vec{u}\|^{2} - \|\vec{v}\|^{2} = 1 - 1 = 0. - Se ambos os vetores
\vec{u}+\vec{v} e\vec{u}-\vec{v} forem não nulos, o produto escalar nulo garante que são perpendiculares. Caso contrário, um deles é o vetor nulo — o que acontece exatamente quando\vec{v} = -\vec{u} ou\vec{v} = \vec{u} .É a versão vetorial de um facto conhecido: as diagonais de um losango são perpendiculares. Com\|\vec{u}\| = \|\vec{v}\| , o paralelogramo construído sobre os dois vetores tem os quatro lados iguais.
- Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{OF} = (2,\,2,\,2) e\overrightarrow{OB} = (2,\,2,\,0) . \overrightarrow{OF} \cdot \overrightarrow{OB} = 4+4+0 = 8 ;\left\|\overrightarrow{OF}\right\| = \sqrt{12} = 2\sqrt{3} ;\left\|\overrightarrow{OB}\right\| = \sqrt{8} = 2\sqrt{2} .\cos{\theta} = \frac{8}{2\sqrt{3} \times 2\sqrt{2}} = \frac{8}{4\sqrt{6}} = \frac{2}{\sqrt{6}} = \frac{\sqrt{6}}{3}. - O ângulo de
\left[0^{\circ},\,180^{\circ}\right] com este cosseno é, na calculadora,{\theta} \approx 35{,}3^{\circ} .O valor não depende da aresta do cubo: se o lado fossea , o produto escalar e as duas normas ficavam todos multiplicados por potências dea que se cancelam na fração. Vale a pena confirmá-lo, porque é o género de generalização que o Exame pede a seguir.
Exercícios de Exame · Produto escalar
Cinquenta e dois itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2026 — é o maior banco do capítulo, e por boa razão: o produto escalar é a ferramenta com que o Exame ataca tudo o que envolva ângulos e perpendicularidade no espaço. Repare em quantos itens acabam numa só linha, quando se escolhe bem o vértice onde pôr a origem dos dois vetores.
Considere, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a base inferior do cilindro tem centro na origem
Justifique que a reta
Considere, num referencial o.n.
Tem-se que:
o vértice
Mostre que o ângulo
Na figura, está representado um tetraedro regular — sólido geométrico com quatro faces, que são todas triângulos equiláteros.
Sabe-se que:
O valor do produto escalar
- (A)
18 - (B)
18\sqrt{2} - (C)
36 - (D)
36\sqrt{2}
Considere, num referencial o.n.
Determine as coordenadas de um ponto
De dois vetores
(
Indique qual das afirmações seguintes é verdadeira.
- (A)
\vec{p}+\vec{q} = \vec{0} - (B)
\vec{p}-\vec{q} = \vec{0} - (C)
\vec{p} \perp \vec{q} - (D)
\text{O ângulo dos vetores } \vec{p} \text{ e } \vec{q} \text{ é agudo}
Na figura, está representado um paralelepípedo retângulo
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
\overrightarrow{TP} \cdot \overrightarrow{QU} = 0 - (B)
\overrightarrow{UQ} \cdot \overrightarrow{TX} = 0 - (C)
\overrightarrow{PQ} \cdot \overrightarrow{TU} = 0 - (D)
\overrightarrow{PQ} \cdot \overrightarrow{PV} = 0
Na figura, estão representados três pontos, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Mostre que o triângulo
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Indique, justificando, o valor do produto escalar
Na figura, está representada, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide é paralela ao plano
Determine a amplitude do ângulo
Apresente o resultado em graus, com aproximação à décima de grau.
Considere um vetor
Qual é o valor do produto escalar
- (A)
1 - (B)
-1 - (C)
0 - (D)
2
Na figura, estão representados, em referencial o.n.
A base do prisma, que coincide com a base da pirâmide, está contida no plano
Sabe-se que:
o vértice
Calcule a amplitude do ângulo
Nota: sempre que, nos cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, três casas decimais.
Na figura, está representada uma circunferência de centro
Considere que um ponto
Seja
Qual dos gráficos seguintes pode ser o da função
Na figura, está representado um retângulo
Mostre que o produto escalar
Na figura, estão representados dois vetores,
No segmento de reta
O triângulo
Indique o valor do produto escalar
- (A)
108 - (B)
128 - (C)
134 - (D)
144
Na figura, estão representadas, em referencial o.n.
Sabe-se que:
os pontos
Verifique que o triângulo
Na figura, está representado, em referencial o.n.
O vértice
O triângulo escaleno
Seja
Apresente o resultado arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, três casas decimais.
Sugestão: comece por determinar as coordenadas dos pontos
Na figura, está representada uma circunferência de centro
Sabe-se que:
Prove que
Sugestão: percorra as seguintes etapas:
justifique que o triângulo
Na figura, está representada, num referencial o.n.
O ponto
A área da região sombreada é
Determine o valor do produto escalar
Seja
Qual é o valor do produto escalar
- (A)
16 - (B)
-16 - (C)
4\sqrt{2} - (D)
-4\sqrt{2}
De um triângulo isósceles
Qual é o valor do produto escalar
- (A)
-32\sqrt{3} - (B)
-32 - (C)
64 - (D)
64\sqrt{3}
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo e está contida no plano
Considere um ponto
Sabe-se que
Determine a cota do ponto
Na figura, está representado o quadrado
Sabe-se que:
o ponto
Prove que
Sugestão: comece por exprimir cada um dos vetores
No referencial o.n.
Os pontos
O ponto
Sabe-se que:
Prove que as retas
Num referencial o.n.
Considere também o vetor
Sabe-se que os vetores
Qual é a abcissa do ponto
- (A)
1 - (B)
2 - (C)
3 - (D)
4
Na figura, está representado um quadrado
Admita que o ponto
Determine o valor exato de
Na figura, está representado um triângulo equilátero
Seja
Mostre que
Nota:
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Seja
Determine o valor exato de
Considere, num referencial o.n.
Seja
Determine a ordenada do ponto
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Seja
Sabe-se que:
o ponto
Determine a abcissa do ponto
Na sua resposta:
equacione o problema;
reproduza, num referencial, o(s) gráfico(s) da(s) função(ões) que visualizar na calculadora e que lhe permite(m) resolver a equação, devidamente identificado(s) — sugere-se a janela de visualização
Os segmentos de reta
Qual é o valor do produto escalar
- (A)
-3 - (B)
-2 - (C)
2 - (D)
3
Considere, num referencial o.n.
Considere o ponto
Seja
Seja
Determine a amplitude do ângulo
Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades.
Na figura, está representado um triângulo isósceles
Sabe-se que:
Qual é o valor do produto escalar
- (A)
\sqrt{2} - (B)
2\sqrt{2} - (C)
\sqrt{3} - (D)
2\sqrt{3}
Considere, num referencial o.n.
Sejam
Seja
Justifique, recorrendo ao produto escalar de vetores, que o ângulo
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
os pontos
Seja
Seja
Determine a amplitude do ângulo
Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, duas casas decimais.
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a face
Determine o valor do produto escalar
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a face
Seja
Sabe-se que:
a cota do ponto
Determine a amplitude do ângulo
Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, duas casas decimais.
Considere, num referencial o.n.
Seja
(
Qual das seguintes afirmações é verdadeira?
- (A)O conjunto
A é a mediatriz do segmento de reta[RS] - (B)O conjunto
A é o segmento de reta[RS] - (C)O conjunto
A é o triângulo[ROS] - (D)O conjunto
A é a circunferência de diâmetro[RS]
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
Determine o produto escalar
Considere, num referencial o.n.
Seja
Determine a amplitude do ângulo
Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, duas casas decimais.
Considere, num referencial o.n.
Seja
Determine a amplitude do ângulo
Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades.
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Os vértices
O vértice
Determine a amplitude do ângulo
Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, duas casas decimais.
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Determine a amplitude do ângulo
Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, três casas decimais.
Na figura, está representada, em referencial o.n.
O ponto
O arco de circunferência
Determine o valor do produto escalar
Na figura, está representado o cubo
Fixado um determinado referencial o.n.
Qual é o valor de
- (A)
-49 - (B)
0 - (C)
7 - (D)
49
Considere, num referencial o.n.
Sejam
Mostre que o ângulo convexo
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Determine
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
as bases do prisma são trapézios retângulos;
o ponto
Determine, sem recorrer à calculadora, a não ser para efetuar eventuais cálculos numéricos, a amplitude do ângulo convexo
Apresente o resultado em graus, arredondado às unidades.
Na figura, estão representados, em referencial o.n.
Seja
Sabe-se que:
Determine o valor de
Na figura, estão representados, em referencial o.n.
Sabe-se que:
os pontos
Determine, sem recorrer à calculadora, o valor exato do comprimento do arco
Na figura, está representada, em referencial o.n.
Sabe-se que:
Qual é o valor do produto escalar
- (A)
-6 - (B)
0 - (C)
2\sqrt{6} - (D)
6
Na figura, estão representados, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Determine as coordenadas do ponto
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
\overrightarrow{AG} \cdot \overrightarrow{AH} < 0 - (B)
\overrightarrow{FC} \cdot \overrightarrow{AD} = 0 - (C)
\overrightarrow{AG} \cdot \overrightarrow{AH} = 0 - (D)
\overrightarrow{FC} \cdot \overrightarrow{AD} > 0
Comece por descobrir
- O ponto
B . É o outro extremo do diâmetro[BC] , que está no eixoOy e tem centro na origem:B(0,\,5,\,0) . O raio da base é5 . - Confirmar que
A está na circunferência.\sqrt{4^{2}+3^{2}} = 5 ✓ - Os vetores com origem em
A .\overrightarrow{AC} = C-A = (0,-5,0)-(4,3,0) = (-4,\,-8,\,0), \overrightarrow{AB} = B-A = (0,5,0)-(4,3,0) = (-4,\,2,\,0). \overrightarrow{AC}\cdot\overrightarrow{AB} = 16-16+0 = 0, e os dois vetores são não nulos, logo as retasAC eAB são perpendiculares.\square - Segunda via, sem contas.
[BC] é um diâmetro eA está na circunferência: pelo recíproco do Teorema de Tales, o triângulo[ABC] é retângulo emA .O pontoD e a retar não entram nesta alínea — servem outra, sobre o volume ou sobre a geratriz. Numa prova, ler todo o enunciado e depois escolher os dados é mais seguro do que tentar usar tudo.
Das sete condições dadas, só três fazem falta: as coordenadas de
- Os vetores com origem em
P .\overrightarrow{PO} = O-P = (0,0,0)-(2,2,2) = (-2,\,-2,\,-2), \overrightarrow{PQ} = Q-P = (3,3,0)-(2,2,2) = (1,\,1,\,-2). \overrightarrow{PO}\cdot\overrightarrow{PQ} = (-2)(1)+(-2)(1)+(-2)(-2) = -2-2+4 = 0. - Os dois vetores são não nulos e o produto escalar é zero, logo o ângulo
O\hat{P}Q é reto.\square Um enunciado com sete alíneas de dados não quer dizer que se usem os sete. Convém ler a pergunta antes dos dados, e depois voltar atrás para escolher só o que ela pede: aqui, três pontos.
Num tetraedro regular todas as arestas são iguais e todas as faces são triângulos equiláteros. Em que face estão
- Todas as arestas de um tetraedro regular têm o mesmo comprimento, logo
\|\overrightarrow{BC}\| = \|\overrightarrow{BD}\| = \overline{AB} = 6. [BC] e[BD] são dois lados da face[BCD] , que é um triângulo equilátero; o ângulo entre eles é o ângulo interno, de60° .\overrightarrow{BC}\cdot\overrightarrow{BD} = 6\times 6\times\cos 60° = 36\times\frac{1}{2} = 18. - A opção correta é a (A).As raízes de dois das opções (B) e (D) são o isco: num sólido em três dimensões espera-se sempre uma raiz algures. Mas aqui os dois vetores estão na mesma face — o problema é plano, e não há raiz nenhuma.
Um ponto do eixo
- Como
C pertence ao eixoOz e tem cota positiva,C(0,\,0,\,k) comk > 0 . - Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{CA} = A-C = (5,\,0,\,-k), \qquad \overrightarrow{CB} = B-C = (0,\,3,\,1-k). - O triângulo é retângulo em
C se e só se\overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = 0 :5\times 0+0\times 3+(-k)(1-k) = 0 \quad\Leftrightarrow\quad -k(1-k) = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 0 \ \vee\ k = 1. - Como a cota tem de ser positiva,
k = 1 eC(0,\,0,\,1) . - Verificação.
\overrightarrow{CA} = (5,0,-1) e\overrightarrow{CB} = (0,3,0) : o produto escalar é0 ✓ e nenhum dos vetores é nulo ✓A raizk = 0 corresponde aC = O . Nesse caso o produto escalar também é nulo — e o ânguloA\hat{O}B é, de facto, reto. A condição «cota positiva» está lá para escolher entre as duas soluções, não para excluir uma resposta errada.
Descubra primeiro o cosseno do ângulo. O valor que sai é o mais extremo possível — e isso diz tudo sobre as direções dos dois vetores.
- Pela definição de produto escalar,
\vec{p}\cdot\vec{q} = \|\vec{p}\|\,\|\vec{q}\|\cos\theta \quad\Leftrightarrow\quad -9 = 3\times 3\times\cos\theta \quad\Leftrightarrow\quad \cos\theta = -1. \cos\theta = -1 só acontece com\theta = 180° : os vetores têm a mesma direção e sentidos contrários.- Como têm ainda a mesma norma,
\vec{q} = -\vec{p} , ou seja\vec{p}+\vec{q} = \vec{0}. - A opção correta é a (A).A desigualdade
|\vec{p}\cdot\vec{q}| \le \|\vec{p}\|\,\|\vec{q}\| vale sempre, e a igualdade só se dá quando os vetores são colineares. Aqui o produto atinge exatamente-9 = -3\times 3 : é o caso extremo, e por isso não sobra liberdade nenhuma para as direções.
Um produto escalar é nulo quando os vetores são perpendiculares. Veja, em cada opção, se os dois vetores são arestas com direções diferentes ou se são paralelos.
- Ler a figura. As arestas verticais são
[PT] ,[QU] ,[RV] e[SX] ; a face de baixo é[PQRS] e a de cima[TUVX] . - (A)
\overrightarrow{TP} e\overrightarrow{QU} são ambos verticais, logo têm a mesma direção: o produto escalar não é nulo (é o simétrico do quadrado da aresta vertical). Falsa. - (B)
\overrightarrow{UQ} é vertical e\overrightarrow{TX} é uma aresta da face de cima, horizontal. São perpendiculares, logo\overrightarrow{UQ}\cdot\overrightarrow{TX} = 0 . Verdadeira. - (C)
\overrightarrow{PQ} e\overrightarrow{TU} são arestas paralelas —[PQ] em baixo,[TU] por cima dela. O produto escalar é o quadrado do comprimento, não é nulo. Falsa. - (D)
\overrightarrow{PV} é uma diagonal espacial; decompondo-a,\overrightarrow{PV} = \overrightarrow{PQ}+\overrightarrow{QR}+\overrightarrow{RV} , e o produto com\overrightarrow{PQ} dá\|\overrightarrow{PQ}\|^{2} \ne 0 . Falsa. - A opção correta é a (B).Num paralelepípedo retângulo há três direções, duas a duas perpendiculares. Um produto escalar de duas arestas só é nulo quando elas são de direções diferentes — e ser «de direções diferentes» não é o mesmo que «não se tocarem»: as opções (A) e (C) juntam arestas que não se tocam mas são paralelas.
«Retângulo em
- Os vetores com origem em
C .\overrightarrow{CA} = A-C = (0,5,2)-(4,2,0) = (-4,\,3,\,2), \overrightarrow{CB} = B-C = (3,0,1)-(4,2,0) = (-1,\,-2,\,1). \overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = (-4)(-1)+3(-2)+2(1) = 4-6+2 = 0. - Os dois vetores são não nulos e o produto escalar é zero, logo são perpendiculares: o ângulo
A\hat{C}B é reto e o triângulo[ABC] é retângulo emC .\square O caminho alternativo — calcular os três comprimentos e verificar o Teorema de Pitágoras — também funciona, mas dá três raízes quadradas e três quadrados. Com o produto escalar são três multiplicações e duas somas. É por isso que o Exame quase sempre pede este.
Que tipo de aresta é
- Ler a figura. As bases do prisma são os triângulos equiláteros
[ORT] e[PQS] , e as arestas laterais são[OP] ,[RQ] e[TS] , todas paralelas ao eixoOx . \overrightarrow{TS} é uma aresta lateral: é perpendicular ao plano de cada base, porque o prisma é reto.\overrightarrow{TR} é uma aresta da base[ORT] : está contida no plano dessa base.- Uma reta perpendicular a um plano é perpendicular a todas as retas nele contidas, logo
\overrightarrow{TS} \perp \overrightarrow{TR} e\overrightarrow{TS}\cdot\overrightarrow{TR} = 0. - Confirmação com coordenadas. As bases estão em planos paralelos a
yOz , logo\overrightarrow{TR} tem abcissa nula; e\overrightarrow{TS} , sendo uma aresta lateral, é da forma(-L,\,0,\,0) . O produto escalar é0 qualquer que sejaL .\square Note-se que[QR] é uma aresta lateral, e não um lado da base:Q eR estão em bases diferentes. O comprimento6 é, portanto, a altura do prisma — e não entra na resposta.
Todos os vértices da base têm cota
- A base. É paralela a
xOy eA tem cota7 , logo toda a base está emz = 7 . ComoC pertence aOz ,C(0,\,0,\,7) . - O centro.
A eC são vértices opostos do quadrado, logoE é o ponto médio de[AC] :E\left(\frac{8+0}{2},\ \frac{8+0}{2},\ 7\right) = (4,\,4,\,7). - Os vértices
B eD . Também são opostos, logoB+D = 2E = (8,\,8,\,14) . ComoB está emyOz tem abcissa nula eD está emxOz tem ordenada nula:B(0,\,8,\,7), \qquad D(8,\,0,\,7). Confirma-se o quadrado de lado8 . - O vértice
V . A pirâmide é regular, logoV está na vertical deE ; e pertence axOy , ou seja, tem cota0 :V(4,\,4,\,0) . - O ângulo.
\overrightarrow{VD} = (4,\,-4,\,7), \qquad \overrightarrow{VB} = (-4,\,4,\,7), \overrightarrow{VD}\cdot\overrightarrow{VB} = -16-16+49 = 17, \|\overrightarrow{VD}\| = \|\overrightarrow{VB}\| = \sqrt{16+16+49} = \sqrt{81} = 9. \cos\big(D\hat{V}B\big) = \frac{17}{9\times 9} = \frac{17}{81} \approx 0{,}2099, \qquad D\hat{V}B \approx 77{,}9°. As duas normas darem9 não é sorte:[VD] e[VB] são arestas laterais de uma pirâmide regular, e por isso têm de ser iguais. Quando isso não acontece nas contas, há erro nalgum vértice.
Que relação há entre
\overrightarrow{BA} = -\overrightarrow{AB} : mesma direção, mesmo comprimento, sentido contrário.- Logo
\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BA} = \overrightarrow{AB}\cdot\left(-\overrightarrow{AB}\right) = -\|\overrightarrow{AB}\|^{2} = -1. - Pela definição geométrica dá o mesmo: o ângulo é
180° e1\times 1\times\cos 180° = -1 . - A opção correta é a (B).Um vetor multiplicado escalarmente por si próprio dá o quadrado da norma; multiplicado pelo seu simétrico dá o simétrico desse quadrado. Nunca dá zero — a menos que o vetor seja nulo.
De
- As medidas. A base
[OPQR] é um quadrado no planoxOy comO na origem,P emOx eR emOy . ComoU(2,2,4) está por cima deQ , o lado da base é2 e a altura é4 :O(0,0,0),\ P(2,0,0),\ Q(2,2,0),\ R(0,2,0), S(0,0,4),\ T(2,0,4),\ U(2,2,4),\ V(0,2,4). - O vértice da pirâmide. A pirâmide é regular, tem a mesma base e a mesma altura, logo
W está a4 de altura sobre o centro(1,\,1,\,0) da base:W(1,\,1,\,4) . - Os vetores com origem em
Q(2,2,0) .\overrightarrow{QW} = (-1,\,-1,\,4), \qquad \overrightarrow{QV} = (-2,\,0,\,4). \overrightarrow{QW}\cdot\overrightarrow{QV} = 2+0+16 = 18, \|\overrightarrow{QW}\| = \sqrt{18} = 3\sqrt{2}, \qquad \|\overrightarrow{QV}\| = \sqrt{20} = 2\sqrt{5}. \cos\big(W\hat{Q}V\big) = \frac{18}{3\sqrt{2}\times 2\sqrt{5}} = \frac{18}{6\sqrt{10}} = \frac{3}{\sqrt{10}} \approx 0{,}949, W\hat{Q}V \approx 18{,}435° \approx 18°. O ângulo é pequeno, e faz sentido:W eV estão ambos no planoz = 4 , quatro unidades acima deQ , e relativamente próximos um do outro. Um resultado grande seria sinal de erro de sinal nalgum vetor.
Escreva
- Os dois vetores têm norma
1 (são raios) e o ângulo entre eles éx . Pela definição de produto escalar,f(x) = \overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OP} = 1\times 1\times\cos x = \cos x. - O gráfico procurado é, pois, o do cosseno em
[0,\,\pi] : começa em1 , vale0 em\dfrac{\pi}{2} e termina em-1 . É o da opção (A). - Eliminando as outras, sem calcular
f :para
0 < x < \frac{\pi}{2} o ângulo é agudo, logof(x) > 0 : a opção (B) fica de fora; parax = \frac{\pi}{2} os vetores são perpendiculares, logof\left(\frac{\pi}{2}\right) = 0 : a opção (C) fica de fora; para\frac{\pi}{2} < x < \pi o ângulo é obtuso, logof(x) < 0 : a opção (D) fica de fora. - A opção correta é a (A).Este item é uma boa maneira de fixar o que o sinal do produto escalar diz: positivo em ângulo agudo, zero em ângulo reto, negativo em ângulo obtuso. Repare que as três eliminações usam só isso — nem foi preciso reconhecer o cosseno.
Escreva
- A diagonal decompõe-se em dois lados consecutivos:
\overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BC}. - Pela distributividade do produto escalar,
\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AB}+\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = \|\overrightarrow{AB}\|^{2}+\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC}. - Num retângulo os lados consecutivos são perpendiculares, logo
\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = 0 e\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \|\overrightarrow{AB}\|^{2} = \overline{AB}^{\,2}. \square - Outra leitura. A projeção ortogonal de
\overrightarrow{AC} sobre a retaAB é exatamente\overrightarrow{AB} , porque[BC] é perpendicular a[AB] . E o produto escalar é\overline{AB} vezes essa projeção.Este resultado é a versão «sem coordenadas» de uma ideia que reaparece muitas vezes: quando um dos vetores é a soma de outro com algo perpendicular, esse algo desaparece no produto escalar. É a mesma conta do item sobre a pirâmide de base quadrada, e do item do quadrado com os pontos médios.
O ângulo entre
- Como
B \in [AD] eC \in [AE] , o ânguloD\hat{A}E é o mesmo ânguloB\hat{A}C do triângulo. - O triângulo
[ABC] é retângulo emC (o maior lado,\overline{AB} = 5 , é a hipotenusa), logo\cos\big(B\hat{A}C\big) = \frac{\overline{AC}}{\overline{AB}} = \frac{4}{5}. \overrightarrow{AD}\cdot\overrightarrow{AE} = 12\times 15\times\frac{4}{5} = 180\times\frac{4}{5} = 144. - A opção correta é a (D).Há um caminho ainda mais curto:
\overrightarrow{AD}\cdot\overrightarrow{AE} é\|\overrightarrow{AE}\| vezes a projeção de\overrightarrow{AD} sobre a retaAE . Ora\overrightarrow{AD} tem a direção de\overrightarrow{AB} , cuja projeção sobreAE é\overline{AC} = 4 ; ampliando de5 para12 , a projeção passa a4\times\frac{12}{5} = \frac{48}{5} . E15\times\frac{48}{5} = 144 .
Primeiro descubra
- O ponto
A . Está no eixo das abcissas, logo é da forma(x,\,0) , e está na circunferênciax^{2}+y^{2} = 25 :x^{2} = 25 \quad\Leftrightarrow\quad x = \pm 5. Pela figura,A está à esquerda da origem:A(-5,\,0) . - Os dois vetores com origem em
B .\overrightarrow{BA} = A-B = (-5,0)-(3,4) = (-8,\,-4), \overrightarrow{BC} = C-B = (-3,16)-(3,4) = (-6,\,12). \overrightarrow{BA}\cdot\overrightarrow{BC} = (-8)\times(-6)+(-4)\times 12 = 48-48 = 0. - Os dois vetores são não nulos e o produto escalar é zero, logo
[BA] \perp [BC] e o triângulo[ABC] é retângulo emB .\square Se se tivesse escolhidoA(5,0) , o produto escalar daria-60 , e o triângulo não seria retângulo. A figura não é decoração: é ela que resolve a ambiguidade do sinal — e o item conta com isso.
Comece por confirmar que
- Os vértices. Com aresta
5 eO na origem:P(5,0,0) ,Q(5,5,0) ,R(0,5,0) ,S(0,0,5) ,T(5,0,5) ,U(5,5,5) eV(0,5,5) . - O ponto
Q está no plano.10(5)+15(5)+6(0) = 50+75 = 125 \quad ✓ Substituindo os outros vértices, sóU dá mais do que125 (dá155 ): o plano corta o cubo separandoU dos restantes. - O ponto
M , na aresta[UT] . Os pontos desta aresta são(5,\,y,\,5) com0 \le y \le 5 :50+15y+30 = 125 \quad\Leftrightarrow\quad y = 3 \quad\Rightarrow\quad M(5,\,3,\,5). - O ponto
N , na aresta[UV] . Os pontos desta aresta são(x,\,5,\,5) :10x+75+30 = 125 \quad\Leftrightarrow\quad x = 2 \quad\Rightarrow\quad N(2,\,5,\,5). - O ângulo, com vértice em
Q(5,5,0) .\overrightarrow{QM} = (0,\,-2,\,5), \qquad \overrightarrow{QN} = (-3,\,0,\,5), \overrightarrow{QM}\cdot\overrightarrow{QN} = 0+0+25 = 25, \|\overrightarrow{QM}\| = \sqrt{29}, \qquad \|\overrightarrow{QN}\| = \sqrt{34}. \cos\beta = \frac{25}{\sqrt{29}\times\sqrt{34}} = \frac{25}{\sqrt{986}} \approx 0{,}796, \qquad \beta \approx 37{,}235° \approx 37°. Como se sabe quais as arestas cortadas, sem tentar todas? Substituindo os oito vértices na expressão10x+15y+6z : o plano separa os que dão mais de125 dos que dão menos. SóU fica do lado de cima, e as arestas cortadas são as três que saem deU — uma delas termina emQ , que está exatamente no plano.
O ângulo ao centro
- O triângulo
[OAC] é isósceles.[OA] e[OC] são raios, logo\overline{OA} = \overline{OC} = r . D é o ponto médio de[AC] . Num triângulo isósceles, a altura tirada do vértice comum aos lados iguais — aqui[OD] , perpendicular a[AC] — é também mediana. Logo\overline{AC} = 2\,\overline{AD} .- A amplitude de
C\hat{A}B . O ânguloC\hat{A}B é um ângulo inscrito eC\hat{O}B = \alpha é o ângulo ao centro correspondente ao mesmo arcoCB . LogoC\hat{A}B = \frac{\alpha}{2}. \overline{AD} em função de\alpha e der . No triângulo[ODA] , retângulo emD , o cateto[AD] é adjacente ao ângulo de amplitude\frac{\alpha}{2} e a hipotenusa[OA] meder :\cos\frac{\alpha}{2} = \frac{\overline{AD}}{r} \quad\Leftrightarrow\quad \overline{AD} = r\cos\frac{\alpha}{2}, e portanto\overline{AC} = 2r\cos\dfrac{\alpha}{2} .- Conclusão.
[AB] é um diâmetro, logo\overline{AB} = 2r , e o ângulo dos vetores\overrightarrow{AB} e\overrightarrow{AC} éC\hat{A}B = \dfrac{\alpha}{2} :\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = 2r \times 2r\cos\frac{\alpha}{2} \times \cos\frac{\alpha}{2} = 4r^{2}\cos^{2}\frac{\alpha}{2}. \square Repare no papel do pontoD : ele não entra no enunciado da igualdade, só na demonstração. É um ponto auxiliar — construído para transformar um problema sobre uma corda num problema sobre um triângulo retângulo, onde o cosseno já se sabe usar.
A área de um setor circular de raio
- Da equação, o centro é
C(4,\,1) e o raio ér = \sqrt{25} = 5 , logo\|\overrightarrow{CP}\| = \|\overrightarrow{CQ}\| = 5 . - Sendo
\theta a amplitude, em radianos, do ânguloP\hat{C}Q , a área do setor é\frac{1}{2}r^{2}\theta = \frac{25\pi}{6} \quad\Leftrightarrow\quad \frac{25}{2}\theta = \frac{25\pi}{6} \quad\Leftrightarrow\quad \theta = \frac{\pi}{3}. \overrightarrow{CP}\cdot\overrightarrow{CQ} = 5\times 5\times\cos\frac{\pi}{3} = 25\times\frac{1}{2} = \frac{25}{2}. Também se podia usar a regra de três simples: o círculo todo tem área25\pi e corresponde a2\pi radianos, logo\dfrac{25\pi}{6} corresponde a\dfrac{2\pi}{6} = \dfrac{\pi}{3} . É a mesma conta, vista do lado da proporcionalidade.
Se
- Sendo
[AB] um diâmetro, o centroC é o ponto médio de[AB] : os vetores\overrightarrow{CA} e\overrightarrow{CB} têm a mesma direção e sentidos opostos. - O ângulo entre eles é, portanto,
180° , e as normas são ambas iguais ao raio:\overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = 4\times 4\times\cos 180° = -16. - A opção correta é a (B).Mais depressa ainda:
\overrightarrow{CB} = -\overrightarrow{CA} , logo\overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = -\|\overrightarrow{CA}\|^{2} = -16 . E repare que a esfera podia ser uma circunferência, ou estar em dimensão qualquer: a conta é a mesma.
Se os lados iguais são
- Os lados iguais são
[AB] e[AC] , logo os ângulos iguais sãoA\hat{B}C eA\hat{C}B , cada um de30° . - Então
B\hat{A}C = 180°-30°-30° = 120°. - Os vetores
\overrightarrow{AB} e\overrightarrow{AC} partem ambos deA , e por isso o ângulo entre eles é120° :\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = 8\times 8\times\cos 120° = 64\times\left(-\frac{1}{2}\right) = -32. - A opção correta é a (B).O sinal decide sozinho entre metade das opções: o ângulo em
A é obtuso, logo o produto é negativo, e ficam só a (A) e a (B). Depois,\cos 120° é um valor «bonito»,-\frac12 , e não envolve raízes — o que elimina a (A).
De
- O cubo. A face superior está em
z = 0 e um dos seus vértices é a origem. ComoU(4,-4,-4) é o vértice diagonalmente oposto na face inferior, a aresta é4 e o cubo ocupa0 \le x \le 4, \qquad -4 \le y \le 0, \qquad -4 \le z \le 0. - O ponto
T . ComoP está no eixoOx ,P(4,\,0,\,0) ; eT é o vértice da face inferior que lhe fica por baixo, logoT(4,\,0,\,-4) . - O ponto
A . Tem a abcissa e a ordenada deU , e cota desconhecida:A(4,\,-4,\,c) . \overrightarrow{OT}\cdot\overrightarrow{OA} = 4\times 4+0\times(-4)+(-4)\times c = 16-4c. 16-4c = 8 \quad\Leftrightarrow\quad c = 2. O pontoA tem cota2 , ou seja, está acima do planoxOy — fora do cubo, e ao lado da pirâmide. Nada no enunciado obrigavaA a pertencer ao sólido; é um ponto do espaço como outro qualquer.
Ou segue a sugestão do enunciado —
- Primeira via — com um referencial. Seja
a = \overline{AB} . TomandoD(0,0) ,C(a,0) ,B(a,a) eA(0,a) , vemI\left(\frac{a}{2},\,0\right) eJ\left(a,\,\frac{a}{2}\right) . \overrightarrow{AI} = \left(\frac{a}{2},\,-a\right), \qquad \overrightarrow{AJ} = \left(a,\,-\frac{a}{2}\right), \overrightarrow{AI}\cdot\overrightarrow{AJ} = \frac{a}{2}\times a+(-a)\times\left(-\frac{a}{2}\right) = \frac{a^{2}}{2}+\frac{a^{2}}{2} = a^{2} = \overline{AB}^{\,2}. \square - Segunda via — seguindo a sugestão. Tem-se
\overrightarrow{AI} = \overrightarrow{AD}+\overrightarrow{DI} = \overrightarrow{AD}+\tfrac{1}{2}\overrightarrow{AB}, \qquad \overrightarrow{AJ} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BJ} = \overrightarrow{AB}+\tfrac{1}{2}\overrightarrow{AD}, porque\overrightarrow{DI} = \tfrac{1}{2}\overrightarrow{DC} = \tfrac{1}{2}\overrightarrow{AB} e\overrightarrow{BJ} = \tfrac{1}{2}\overrightarrow{BC} = \tfrac{1}{2}\overrightarrow{AD} . - Distribuindo, e usando
\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AD} = 0 (lados perpendiculares) e\|\overrightarrow{AB}\| = \|\overrightarrow{AD}\| = a :\overrightarrow{AI}\cdot\overrightarrow{AJ} = \underbrace{\overrightarrow{AD}\cdot\overrightarrow{AB}}_{0}+\tfrac{1}{2}\|\overrightarrow{AD}\|^{2}+\tfrac{1}{2}\|\overrightarrow{AB}\|^{2}+\tfrac{1}{4}\underbrace{\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AD}}_{0} = \frac{a^{2}}{2}+\frac{a^{2}}{2} = a^{2}. \square O produto escalar é distributivo em relação à soma de vetores e comuta com os escalares — é isso que a segunda via usa, e é o que permite fazer contas com vetores sem escolher referencial nenhum. A primeira via é mais rápida de escrever; a segunda mostra melhor de onde vem a igualdade.
Escreva as coordenadas dos cinco pontos em função de
- As coordenadas. Do quadrado:
O(0,0) ,A(a,0) ,B(a,a) ,C(0,a) . Do retângulo:P(b,0) e, como\overline{OR} = a-b ,R(0,\,a-b) eQ(b,\,a-b) . - Os vetores diretores das duas retas.
\overrightarrow{QB} = B-Q = \big(a-b,\;a-(a-b)\big) = (a-b,\;b), \overrightarrow{RP} = P-R = \big(b,\;-(a-b)\big) = (b,\;b-a). \overrightarrow{QB}\cdot\overrightarrow{RP} = (a-b)\,b + b\,(b-a) = b\big[(a-b)+(b-a)\big] = 0. - Os dois vetores são não nulos (
Q está no interior do quadrado, logo0 < b < a ) e o produto escalar é nulo: as retasQB eRP são perpendiculares.\square Note-se que\overrightarrow{RP} = (b,\,b-a) se obtém de\overrightarrow{QB} = (a-b,\,b) trocando as coordenadas e mudando um sinal — a receita para rodar um vetor90° no plano. A perpendicularidade estava lá antes da conta.
Perpendiculares quer dizer produto escalar nulo. Escreva
- Sendo
x a abcissa deP , tem-se\overrightarrow{OP} = (x,\,-4,\,1) . - Dois vetores não nulos são perpendiculares se e só se o produto escalar é zero:
\overrightarrow{OP}\cdot\vec{u} = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 2x-12+6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x = 3. - A opção correta é a (C).Confirmação rápida:
(3,-4,1)\cdot(2,3,6) = 6-12+6 = 0 ✓. Vale sempre a pena substituir a opção escolhida — é uma verificação de dez segundos.
Ponha um referencial no quadrado —
- Um referencial à medida. Tome
A(0,0) ,B(4,0) ,C(4,4) eD(0,4) . O pontoE está em[AB] , logoE(e,\,0) com0 \le e \le 4 . - A área do triângulo
[ADE] . É retângulo emA , com catetos\overline{AE} = e e\overline{AD} = 4 :\frac{e\times 4}{2} = 6 \quad\Leftrightarrow\quad e = 3 \quad\Rightarrow\quad E(3,\,0). - Os dois vetores.
\overrightarrow{ED} = D-E = (-3,\,4), \qquad \overrightarrow{DC} = C-D = (4,\,0). \overrightarrow{ED}\cdot\overrightarrow{DC} = -3\times 4+4\times 0 = -12. Escolher o referencial é meia resolução. ComA na origem e os lados sobre os eixos, todas as coordenadas saem por inspeção — e o produto escalar reduz-se a uma multiplicação. Se o referencial fosse posto ao acaso, a conta seria a mesma, mas com números feios.
Duas vias, ambas curtas. Ou calcula
- Primeira via — normas e ângulo. Num triângulo equilátero, a mediana
[AM] é também altura, logo[AM] \perp [BC] e, pelo Teorema de Pitágoras no triângulo[ABM] ,\overline{AM} = \sqrt{a^{2}-\left(\frac{a}{2}\right)^{2}} = \frac{a\sqrt{3}}{2}. - A mediana também bisseta o ângulo em
A , que mede60° ; logoB\hat{A}M = 30° . Então\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AM} = a\times\frac{a\sqrt{3}}{2}\times\cos 30° = a\times\frac{a\sqrt{3}}{2}\times\frac{\sqrt{3}}{2} = \frac{3a^{2}}{4}. \square - Segunda via — decompor. Como
M é o ponto médio de[BC] , tem-se\overrightarrow{BM} = \frac{1}{2}\overrightarrow{BC} e\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AM} = \overrightarrow{AB}\cdot\left(\overrightarrow{AB}+\tfrac{1}{2}\overrightarrow{BC}\right) = a^{2}+\tfrac{1}{2}\,\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC}. - O ângulo entre
\overrightarrow{AB} e\overrightarrow{BC} é120° (é o suplementar do ângulo interno emB ), logo\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = a^{2}\cos 120° = -\dfrac{a^{2}}{2} e\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AM} = a^{2}-\frac{a^{2}}{4} = \frac{3a^{2}}{4}. \square A segunda via tem uma armadilha clássica: o ângulo de\overrightarrow{AB} com\overrightarrow{BC} não é o ângulo interno emB . Para ver o ângulo dos dois vetores é preciso pô-los com a mesma origem — e aí aparecem os120° .
O produto escalar dá o cosseno. Para chegar ao seno sem calculadora, use a fórmula fundamental da trigonometria.
- Os vértices. Com aresta
3 :A(3,\,0,\,0) ,C(0,\,-3,\,0) eD(0,\,0,\,3) . (O pontoH(3,-2,3) está na aresta[EF] , que vai deE(3,0,3) aF(3,-3,3) .) - Os vetores com origem em
H .\overrightarrow{HA} = A-H = (0,\,2,\,-3), \qquad \overrightarrow{HC} = C-H = (-3,\,-1,\,-3). \overrightarrow{HA}\cdot\overrightarrow{HC} = 0-2+9 = 7, \|\overrightarrow{HA}\| = \sqrt{0+4+9} = \sqrt{13}, \qquad \|\overrightarrow{HC}\| = \sqrt{9+1+9} = \sqrt{19}. \cos\alpha = \frac{7}{\sqrt{13}\times\sqrt{19}} = \frac{7}{\sqrt{247}} \quad\Rightarrow\quad \cos^{2}\alpha = \frac{49}{247}. - Pela fórmula fundamental,
\operatorname{sen}^{2}\alpha = 1-\cos^{2}\alpha = 1-\frac{49}{247} = \frac{198}{247}. Pedir\operatorname{sen}^{2}\alpha e não\operatorname{sen}\alpha não é um capricho: assim a resposta é exata e racional, e não há que discutir sinais. É também por isso que o item diz «sem utilizar a calculadora».
Escreva
- Como
P pertence ao planoxOy , tem cota0 ; e a abcissa é a deB . LogoP(4,\,b,\,0) , comb > 0 . - Cálculo auxiliar.
\overrightarrow{AB} = (4,\,0,\,-2), \quad \|\overrightarrow{AB}\| = \sqrt{20}; \overrightarrow{AP} = (4,\,b,\,-2), \quad \|\overrightarrow{AP}\| = \sqrt{20+b^{2}}; \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AP} = 16+0+4 = 20. - Pela definição de produto escalar, com
\cos\dfrac{\pi}{3} = \dfrac{1}{2} :20 = \frac{1}{2}\times\sqrt{20}\times\sqrt{20+b^{2}} \quad\Leftrightarrow\quad \sqrt{20+b^{2}} = \frac{40}{\sqrt{20}}. - Elevando ao quadrado:
20+b^{2} = \frac{1600}{20} = 80 \quad\Leftrightarrow\quad b^{2} = 60 \quad\Leftrightarrow\quad b = \pm\sqrt{60}. Como a ordenada é positiva,b = \sqrt{60} = 2\sqrt{15} \approx 7{,}75 . - Uma segunda via, sem produto escalar. A reta
BP é paralela aOy e o segmento[AB] está no planoxOz : logo[BP] \perp [AB] e o triângulo[ABP] é retângulo emB . Então\tan\frac{\pi}{3} = \frac{\overline{BP}}{\overline{AB}} \quad\Leftrightarrow\quad \overline{BP} = \sqrt{3}\times\sqrt{20} = \sqrt{60}. E\overline{BP} é exatamente a ordenada deP .As duas vias dão o mesmo, mas a segunda explica porquê:\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AP} = 20 = \|\overrightarrow{AB}\|^{2} , e um produto escalar igual ao quadrado da norma do primeiro vetor significa que a projeção do segundo sobre o primeiro é o próprio primeiro — ou seja, ângulo reto emB .
Primeiro identifique o plano
- O cubo. Da figura e dos dados, o cubo tem um vértice na origem e aresta
2 :O(0,0,0) ,P(2,0,0) ,Q(2,2,0) ,N(0,2,0) na base, eT(0,0,2) ,U(2,0,2) ,R(2,2,2) ,S(0,2,2) na face de cima. - O plano
QRS . Os três pontosQ(2,2,0) ,R(2,2,2) eS(0,2,2) têm todos ordenada2 , logo o plano éy = 2 . - O ponto
A . Está emy = 2 e tem cota igual ao cubo da abcissa:A\big(a,\;2,\;a^{3}\big), \qquad a \in \mathbb{R}. - A condição de perpendicularidade.
\overrightarrow{TQ} = Q-T = (2,\,2,\,-2) e\overrightarrow{OA} = (a,\,2,\,a^{3}) , logo\overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{TQ} = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 2a+4-2a^{3} = 0 \quad\Leftrightarrow\quad a^{3} = a+2. - Na calculadora. Traçam-se
y_{1} = x^{3} ey_{2} = x+2 na janela sugerida e procura-se o ponto de interseção. - Há um único ponto de interseção, de abcissa
a \approx 1{,}52 .Porque é que há só um? A funçãog(x) = x^{3}-x-2 tem derivada3x^{2}-1 , que se anula em\pm\frac{1}{\sqrt 3} ; nesses pontosg vale\approx -1{,}6 e\approx -2{,}4 , ambos negativos. O máximo local está abaixo do eixo, logo só há uma raiz — o que a janela mostra, e a análise confirma.
Do perímetro tira-se o lado. E o ângulo entre os dois vetores é o ângulo interno do hexágono, que não é
- O hexágono é regular e tem perímetro
12 , logo cada lado mede12 \div 6 = 2 . - O ângulo interno de um hexágono regular é
120° , e é esse o ângulo entre\overrightarrow{BA} e\overrightarrow{BC} , que partem ambos deB . \overrightarrow{BA}\cdot\overrightarrow{BC} = 2\times 2\times\cos 120° = 4\times\left(-\frac{1}{2}\right) = -2. - A opção correta é a (B).O sinal negativo era previsível sem contas: o ângulo interno de um hexágono regular é obtuso, e o produto escalar de dois vetores que formam um ângulo obtuso é negativo. Só isso já elimina as opções (C) e (D).
No eixo
- O ponto
B . EmOx ,y = z = 0 :2x-0+0-4 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x = 2 \quad\Rightarrow\quad B(2,\,0,\,0). - O ponto
C . O planoyOz éx = 0 : refletir nele muda o sinal da abcissa, logoC(-2,\,0,\,0) . - Os vetores com origem em
A(1,2,3) .\overrightarrow{AB} = (1,\,-2,\,-3), \qquad \overrightarrow{AC} = (-3,\,-2,\,-3). \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = -3+4+9 = 10, \|\overrightarrow{AB}\| = \sqrt{1+4+9} = \sqrt{14}, \qquad \|\overrightarrow{AC}\| = \sqrt{9+4+9} = \sqrt{22}. \cos\big(B\hat{A}C\big) = \frac{10}{\sqrt{14}\times\sqrt{22}} = \frac{10}{\sqrt{308}} \approx 0{,}5698, B\hat{A}C \approx 55{,}26° \approx 55°. Fazer um esboço poupa erros:B eC estão no eixoOx , simétricos em relação à origem, eA está fora dele. O triângulo[ABC] é isósceles —\overline{AB} = \sqrt{14} e\overline{AC} = \sqrt{22} não são iguais, portanto não é: o pontoA não está no plano mediador de[BC] , que éx = 0 .
O ângulo dos dois vetores é o ângulo em
- O triângulo é isósceles com
\overline{AB} = \overline{BC} , logo os ângulos opostos a esses lados são iguais:B\hat{A}C = B\hat{C}A = 75° . - A soma dos ângulos internos dá o ângulo em
B :A\hat{B}C = 180°-2\times 75° = 30°. - Os vetores
\overrightarrow{BA} e\overrightarrow{BC} têm ambos origem emB , logo o ângulo entre eles é30° :\overrightarrow{BA}\cdot\overrightarrow{BC} = \sqrt{2}\times\sqrt{2}\times\cos 30° = 2\times\frac{\sqrt{3}}{2} = \sqrt{3}. - A opção correta é a (C).O erro que este item quer apanhar é usar
\cos 75° . Os vetores têm de ter a mesma origem para o ângulo deles ser um ângulo do triângulo — e aqui a origem comum éB .
Escreva
- Os pontos
A eB . EmOx tem-sey = z = 0 , logo3x-12 = 0 \Leftrightarrow x = 4 eA(4,\,0,\,0) . EmOy ,2y-12 = 0 \Leftrightarrow y = 6 eB(0,\,6,\,0) . Ambos estão nos semieixos positivos, como o enunciado pede. - O ponto
P . Está emOz , logoP(0,\,0,\,p) , comp \neq 0 . \overrightarrow{PA} = (4,\,0,\,-p), \qquad \overrightarrow{PB} = (0,\,6,\,-p). \overrightarrow{PA}\cdot\overrightarrow{PB} = 4\times 0+0\times 6+(-p)\times(-p) = p^{2}. - Como
p \neq 0 , tem-sep^{2} > 0 . Os dois vetores são não nulos, e\overrightarrow{PA}\cdot\overrightarrow{PB} = \|\overrightarrow{PA}\|\,\|\overrightarrow{PB}\|\cos\big(A\hat{P}B\big) > 0 \quad\Rightarrow\quad \cos\big(A\hat{P}B\big) > 0. Um ângulo entre0° e180° com cosseno positivo é agudo.\square O pontoP ficou por determinar de propósito: a conclusão vale para todos os pontos do eixoOz fora da origem, acima ou abaixo. Um único exemplo não demonstrava nada — é a letrap , e não um número, que faz a demonstração.
A base é um quadrado de lado
- A base.
[OABC] é um quadrado comO(0,0,0) eA(0,2,0) , logo o lado é2 eC está emOx :C(c,\,0,\,0) comc = \pm 2 , eB = (c,\,2,\,0) . - Qual dos dois sinais.
B pertence ao planoOFB :3c+3(2)-0 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad c = -2. LogoC(-2,0,0) eB(-2,\,2,\,0) . - A altura. Pela figura,
F está por cima deA :F(0,\,2,\,h) . ComoF pertence ao mesmo plano,0+6-h = 0 \quad\Leftrightarrow\quad h = 6. - Os pontos
P eR . A aresta[BG] é vertical, deB(-2,2,0) aG(-2,2,6) ; o ponto de cota1 éP(-2,\,2,\,1) . O simétrico em relação à origem troca o sinal das três coordenadas:R(2,\,-2,\,-1) . - O ângulo, com vértice em
A(0,2,0) .\overrightarrow{AP} = (-2,\,0,\,1), \qquad \overrightarrow{AR} = (2,\,-4,\,-1), \overrightarrow{AP}\cdot\overrightarrow{AR} = -4+0-1 = -5, \|\overrightarrow{AP}\| = \sqrt{5}, \qquad \|\overrightarrow{AR}\| = \sqrt{21}. \cos\big(R\hat{A}P\big) = \frac{-5}{\sqrt{5}\times\sqrt{21}} = \frac{-5}{\sqrt{105}} \approx -0{,}4880, R\hat{A}P \approx 119{,}21° \approx 119°. A equação do plano fez aqui dois trabalhos diferentes: primeiro decidiu o sinal da abcissa, depois deu a altura. É o padrão destes itens — a equação de um plano vale por duas ou três condições, e convém usá-la ponto a ponto.
Não procure as coordenadas de
- Ler a figura. A face
[OPQR] está emz = 0 e a face[STUV] emz = 3 , comT por cima deO ,U por cima deP ,V por cima deQ eS por cima deR . - Logo
[UP] e[RS] são arestas laterais, ambas verticais e de comprimento3 :\overrightarrow{UP} = (0,\,0,\,-3), \qquad \overrightarrow{RS} = (0,\,0,\,3). - Têm a mesma direção e sentidos contrários, ou seja, formam um ângulo de
180° :\overrightarrow{UP}\cdot\overrightarrow{RS} = 3\times 3\times\cos 180° = -9. - Pelas coordenadas dá o mesmo:
(0,0,-3)\cdot(0,0,3) = -9 .O lado da base nunca aparece — e não podia aparecer: os dois vetores são verticais, e o que a base mede não os altera. Um enunciado que deixa um dado indeterminado está a dizer, sem dizer, que esse dado não faz falta.
Há muito para descobrir antes de haver produto escalar nenhum. Por esta ordem: a aresta do cubo, as coordenadas de
- A aresta e os vértices da base. A face
[ABCD] está emz = 0 e[CD] está emOy , logoC eD têm abcissa nula. Como[AD] é perpendicular a[DC] eA tem abcissa2 , vemA(2,\,4,\,0) e a aresta é2 . - Onde está
C . Tem-seC(0,\,c,\,0) com|c-4| = 2 . ComoC pertence ao planoACG ,0+c-0-6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad c = 6. LogoC(0,\,6,\,0) eB(2,\,6,\,0) . (Confirme queA também verifica a equação:2+4-0-6 = 0 ✓) - A face de cima. Pela figura,
G está por cima deB :G(2,\,6,\,g) . ComoG pertence ao planoACG ,2+6-g-6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad g = 2. Confirma-se a aresta2 , e a face[EFGH] está emz = 2 :E(0,4,2) ,F(2,4,2) ,G(2,6,2) ,H(0,6,2) . - O ponto
P . A base[EFGH] tem área2^{2} = 4 ; do volume vem4 = \frac{1}{3}\times 4\times h \quad\Leftrightarrow\quad h = 3. A pirâmide é regular, logoP está na vertical do centro de[EFGH] , que é(1,\,5,\,2) . Como a cota deP é superior a2 ,P(1,\,5,\,5) . - O ângulo.
\overrightarrow{GO} = (-2,\,-6,\,-2) e\overrightarrow{GP} = (-1,\,-1,\,3) , logo\overrightarrow{GO}\cdot\overrightarrow{GP} = 2+6-6 = 2, \|\overrightarrow{GO}\| = \sqrt{44}, \qquad \|\overrightarrow{GP}\| = \sqrt{11}. \cos\big(O\hat{G}P\big) = \frac{2}{\sqrt{44}\times\sqrt{11}} = \frac{2}{\sqrt{484}} = \frac{2}{22} = \frac{1}{11}, O\hat{G}P = \cos^{-1}\!\left(\frac{1}{11}\right) \approx 84{,}78° \approx 85°. Repare no\sqrt{44}\times\sqrt{11} = \sqrt{484} = 22 : quando as normas dão um quadrado perfeito, é sinal de que os números foram escolhidos. Vale sempre a pena multiplicar dentro da raiz antes de ir à calculadora.
O produto escalar é nulo quando os vetores são perpendiculares. Traduza a condição: «de
- Para
P distinto deR e deS , a condição\overrightarrow{PR}\cdot\overrightarrow{PS} = 0 diz que\overrightarrow{PR} \perp \overrightarrow{PS} , ou seja, que o ânguloR\hat{P}S é reto. - Os pontos de onde se «vê» um segmento segundo um ângulo reto são exatamente os da circunferência que tem esse segmento por diâmetro — é o recíproco do resultado que diz que um triângulo inscrito numa semicircunferência é retângulo.
- Falta ver os dois casos de fronteira: se
P = R , então\overrightarrow{PR} = \vec{0} e o produto escalar é0 ; o mesmo comP = S . LogoR eS também pertencem aA — e pertencem à circunferência de diâmetro[RS] . - A opção correta é a (D).Vale a pena ver porque falham as outras. A mediatriz de
[RS] é o conjunto onde\overline{PR} = \overline{PS} , uma condição sobre distâncias; a condição deste item é sobre ângulos. Já\overrightarrow{PR}\cdot\overrightarrow{PS} < 0 daria o interior do círculo, e> 0 o exterior — uma boa maneira de fixar o que o sinal do produto escalar significa.
O ângulo entre os dois vetores é um ângulo interno do hexágono regular. Quanto vale?
- O ângulo interno de um hexágono regular. Um hexágono regular decompõe-se em seis triângulos equiláteros com vértice no centro; cada ângulo interno é formado por dois ângulos de
60° , logo mede120° .P\hat{Q}R = 120°. - As arestas são todas iguais:
\|\overrightarrow{QP}\| = \|\overrightarrow{QR}\| = 4 . \overrightarrow{QP}\cdot\overrightarrow{QR} = 4\times 4\times\cos 120° = 16\times\left(-\frac{1}{2}\right) = -8. Também dá para fazer com uma fórmula geral: num polígono regular den lados, o ângulo interno é\dfrac{(n-2)\times 180°}{n} . Paran = 6 ,\dfrac{4\times 180°}{6} = 120° . Vale a pena saber as duas: a primeira explica, a segunda calcula.
A reflexão no plano
- Da equação, o centro é
C(1,\,2,\,-1) . - O plano
xOy é o planoz = 0 : refletir nele muda o sinal da cota e deixa as outras duas coordenadas. LogoA(1,\,2,\,1) . \overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OC} = 1\times 1+2\times 2+1\times(-1) = 1+4-1 = 4. \|\overrightarrow{OA}\| = \|\overrightarrow{OC}\| = \sqrt{1+4+1} = \sqrt{6}. \cos\big(A\hat{O}C\big) = \frac{4}{\sqrt{6}\times\sqrt{6}} = \frac{4}{6} = \frac{2}{3} \approx 0{,}6667. A\hat{O}C = \cos^{-1}\!\left(\frac{2}{3}\right) \approx 48{,}19° \approx 48°. O raio\sqrt{10} não é usado, e nem podia ser: o ânguloA\hat{O}C depende só das posições deO ,A eC . Um dado a mais no enunciado não é um dado a usar.
No semieixo negativo
- O ponto
R . Está emOy , logo é da forma(0,\,y,\,0) . Substituindo na equação:0+y^{2}+0 = 3 \;\Leftrightarrow\; y = \pm\sqrt{3}. Como o semieixo é o negativo,R\big(0,\,-\sqrt{3},\,0\big) . - Os dois vetores.
\overrightarrow{OR} = \big(0,-\sqrt{3},0\big) e\overrightarrow{OP} = (1,1,1) . \overrightarrow{OR}\cdot\overrightarrow{OP} = -\sqrt{3}. \|\overrightarrow{OR}\| = \sqrt{3}, \qquad \|\overrightarrow{OP}\| = \sqrt{1+1+1} = \sqrt{3}. \cos\big(R\hat{O}P\big) = \frac{-\sqrt{3}}{\sqrt{3}\times\sqrt{3}} = -\frac{\sqrt{3}}{3} \approx -0{,}5774. R\hat{O}P = \cos^{-1}\!\left(-\frac{\sqrt{3}}{3}\right) \approx 125{,}26° \approx 125°. O cosseno saiu negativo, logo o ângulo é obtuso — o que se percebe:P está no primeiro octante eR no lado negativo deOy . Repare ainda que125{,}26° = 180° - 54{,}74° : é o suplementar do ângulo do item anterior, e pela mesma razão geométrica.
São dados os três pontos que o ângulo precisa. Não é preciso saber onde estão
- Os dois vetores com origem em
A .\overrightarrow{AV} = V-A = (3,-1,2)-(2,1,0) = (1,\,-2,\,2), \overrightarrow{AC} = C-A = (0,-1,2)-(2,1,0) = (-2,\,-2,\,2). \overrightarrow{AV}\cdot\overrightarrow{AC} = -2+4+4 = 6. \|\overrightarrow{AV}\| = \sqrt{1+4+4} = 3, \qquad \|\overrightarrow{AC}\| = \sqrt{4+4+4} = \sqrt{12} = 2\sqrt{3}. \cos\big(V\hat{A}C\big) = \frac{6}{3\times 2\sqrt{3}} = \frac{6}{6\sqrt{3}} = \frac{1}{\sqrt{3}} \approx 0{,}5774. V\hat{A}C = \cos^{-1}\!\left(\frac{1}{\sqrt{3}}\right) \approx 54{,}74° \approx 55°. O valor\cos^{-1}\frac{1}{\sqrt 3} \approx 54{,}7° aparece muitas vezes: é o ângulo entre a diagonal espacial de um cubo e uma aresta. Não é coincidência —[AC] é a diagonal da base e[AV] é uma aresta lateral de uma pirâmide regular com a altura «certa».
O ângulo
- Os dois vetores.
\overrightarrow{BO} = O-B = (0,\,-2,\,-4) e\overrightarrow{BE} = (2,\,2,\,-2) , este dado. \overrightarrow{BO}\cdot\overrightarrow{BE} = 0\times 2 + (-2)\times 2 + (-4)\times(-2) = -4+8 = 4. \|\overrightarrow{BO}\| = \sqrt{0+4+16} = \sqrt{20}, \qquad \|\overrightarrow{BE}\| = \sqrt{4+4+4} = \sqrt{12}. \cos\big(O\hat{B}E\big) = \frac{4}{\sqrt{20}\times\sqrt{12}} = \frac{4}{\sqrt{240}} \approx 0{,}258. O\hat{B}E = \cos^{-1}\!\left(\frac{4}{\sqrt{240}}\right) \approx 75{,}037° \approx 75°. Os dados sobre o cubo — arestas paralelas aos eixos,[BG] paralela aOz — não entram nesta conta: servem para as outras alíneas, onde é preciso saber onde está cada vértice. Aqui,\overrightarrow{BE} é uma diagonal espacial (as três coordenadas não nulas, todas de módulo2 ), o que confirma que a aresta é2 .
O comprimento de um arco é o raio vezes a amplitude, em radianos, do ângulo ao centro. E o ângulo ao centro é precisamente o ângulo dos dois vetores.
- Da equação, o centro é
C(-2,\,1) e o raio ér = 3 . Logo\|\overrightarrow{CA}\| = \|\overrightarrow{CB}\| = 3 . - Sendo
\theta a amplitude do ânguloA\hat{C}B , em radianos,\ell = r\theta \;\Leftrightarrow\; 2\pi = 3\theta \;\Leftrightarrow\; \theta = \frac{2\pi}{3}. - Pela definição de produto escalar,
\overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = 3\times 3\times\cos\frac{2\pi}{3} = 9\times\left(-\frac{1}{2}\right) = -\frac{9}{2}. - O sinal negativo confirma o que a figura mostra: o ângulo
A\hat{C}B é obtuso.Aqui não há coordenadas deA nem deB — e não fazem falta. Quando o que se conhece são normas e ângulo, é a fórmula\|\vec{u}\|\,\|\vec{v}\|\cos\theta que trabalha; quando o que se conhece são coordenadas, é a soma dos produtos. São duas portas para a mesma casa.
Repare na figura:
- Ler a figura.
[ABCD] é a face da frente e[EFGH] a de trás, comH atrás deA ,G atrás deB ,F atrás deC eE atrás deD . Logo\overrightarrow{HE} = \overrightarrow{AD} . - E como
[ABCD] é um quadrado,\overrightarrow{AD} = \overrightarrow{BC} . Então\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{HE} = \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC}. - Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{AB} = (3,\,-6,\,2) e\overrightarrow{BC} = (2,\,3,\,6) . \overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = 6-18+12 = 0. - A opção correta é a (B).O zero não é acaso:
[AB] e[BC] são arestas consecutivas de um cubo, e por isso perpendiculares. A conta serve de confirmação — e as normas,\|\overrightarrow{AB}\| = \sqrt{9+36+4} = 7 e\|\overrightarrow{BC}\| = \sqrt{4+9+36} = 7 , confirmam que a aresta do cubo é7 .
Escreva
- Como
r não é vertical e passa em(0,1) , tem equaçãoy = mx+1 , comm \in \mathbb{R} . - As abcissas de
A eB são as soluções dex^{2} = mx+1 \;\Leftrightarrow\; x^{2}-mx-1 = 0. O discriminante ém^{2}+4 > 0 : há sempre duas soluções,x_{1} ex_{2} . - O que interessa é o produto das raízes. Numa equação
x^{2}+bx+c = 0 , o produto das raízes éc . Aquic = -1 , logox_{1}\,x_{2} = -1. - Os pontos são
A(x_{1},\,x_{1}^{2}) eB(x_{2},\,x_{2}^{2}) , e portanto\overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OB} = x_{1}x_{2} + x_{1}^{2}x_{2}^{2} = x_{1}x_{2} + (x_{1}x_{2})^{2} = -1 + (-1)^{2} = 0. - Como
\overrightarrow{OA} e\overrightarrow{OB} são não nulos (nenhum dos pontos é a origem, porquex_{1}x_{2} = -1 \ne 0 ) e o produto escalar é zero, os vetores são perpendiculares:A\hat{O}B = 90° .\square Repare no que a demonstração não faz: não resolve a equação. As raízes dependem dem e são feias; o produto delas não depende dem nenhum — e é só disso que a conta precisa. É a mesma ideia das relações entre coeficientes e raízes do 10.º ano.
Chame
- Seja
a = \overline{OA} . Então\overline{OC} = \dfrac{a}{4} e\overline{OD} = \overline{EB} = \dfrac{a}{3} , e vemO(0,0),\quad A(a,0),\quad C\!\left(0,\tfrac{a}{4}\right),\quad B\!\left(a,\tfrac{a}{4}\right),\quad D\!\left(\tfrac{a}{3},0\right),\quad E\!\left(a-\tfrac{a}{3},\,\tfrac{a}{4}\right) = \left(\tfrac{2a}{3},\tfrac{a}{4}\right). - Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{DC} = \left(-\tfrac{a}{3},\;\tfrac{a}{4}\right), \qquad \overrightarrow{DE} = \left(\tfrac{2a}{3}-\tfrac{a}{3},\;\tfrac{a}{4}\right) = \left(\tfrac{a}{3},\;\tfrac{a}{4}\right). \overrightarrow{DC}\cdot\overrightarrow{DE} = -\frac{a^{2}}{9}+\frac{a^{2}}{16} = a^{2}\left(\frac{-16+9}{144}\right) = -\frac{7a^{2}}{144}. - Impondo o valor dado:
-\frac{7a^{2}}{144} = -7 \;\Leftrightarrow\; a^{2} = 144 \;\Leftrightarrow\; a = 12, porquea > 0 .O sinal negativo do produto escalar já dizia, antes de qualquer conta, que o ânguloC\hat{D}E é obtuso — e a figura confirma-o. Se o enunciado desse+7 , a equação não teria solução:-\frac{7a^{2}}{144} nunca é positivo.
Comece por
- Cálculo auxiliar — as coordenadas de
B . ComoB pertence à retaBC ,B(3+2k,\;5+3k,\;1+6k), \quad k \in \mathbb{R}. A condição do enunciado éy_{B} = 2x_{B} :5+3k = 2(3+2k) \;\Leftrightarrow\; 5+3k = 6+4k \;\Leftrightarrow\; k = -1. LogoB(1,\,2,\,-5) . - Os dois vetores.
\overrightarrow{OA} = (4,\,-4,\,-3) e\overrightarrow{OB} = (1,\,2,\,-5) . \overrightarrow{OA}\cdot\overrightarrow{OB} = 4-8+15 = 11. \|\overrightarrow{OA}\| = \sqrt{16+16+9} = \sqrt{41}, \qquad \|\overrightarrow{OB}\| = \sqrt{1+4+25} = \sqrt{30}. \cos\big(A\hat{O}B\big) = \frac{11}{\sqrt{41}\times\sqrt{30}} = \frac{11}{\sqrt{1230}} \approx 0{,}3137. A\hat{O}B = \cos^{-1}\!\left(\frac{11}{\sqrt{1230}}\right) \approx 71{,}7° \approx 72°. Nem o prisma nem os trapézios entram na conta: só se usouB . A figura serve para saber qual é o pontoB — e a única informação que dela se retira é queB é o outro extremo da aresta[BC] .
Um triângulo inscrito numa circunferência com um lado igual ao diâmetro é retângulo — e o ângulo reto está no vértice que não pertence ao diâmetro. A partir daí,
- Da equação, o raio é
3 , logo\overline{PQ} = 6 . - Como
[PQ] é um diâmetro eR está na circunferência, o triângulo[PQR] é retângulo emR . - Nesse triângulo retângulo,
[QR] é o cateto oposto a\alpha e[PQ] a hipotenusa:\operatorname{sen}\alpha = \frac{\overline{QR}}{6} \;\Rightarrow\; \overline{QR} = 6\operatorname{sen}\alpha. - O ângulo entre
\overrightarrow{QR} e\overrightarrow{QP} é o ângulo do triângulo emQ , que vale\dfrac{\pi}{2}-\alpha . Então\overrightarrow{QR}\cdot\overrightarrow{QP} = 6\operatorname{sen}\alpha \times 6 \times \cos\!\left(\frac{\pi}{2}-\alpha\right) = 36\operatorname{sen}^{2}\alpha, porque\cos\!\left(\frac{\pi}{2}-\alpha\right) = \operatorname{sen}\alpha . - Logo
36\operatorname{sen}^{2}\alpha = 27 \Leftrightarrow \operatorname{sen}^{2}\alpha = \dfrac{3}{4} . Como\alpha é agudo,\operatorname{sen}\alpha = \dfrac{\sqrt{3}}{2} e\alpha = \frac{\pi}{3}. Há um atalho:\overrightarrow{QR}\cdot\overrightarrow{QP} é\overline{QP} vezes a projeção de\overrightarrow{QR} sobre[QP] , que é\overline{QR}\cos(\hat{Q}) . Como o triângulo é retângulo emR , essa projeção é exactamente\overline{QR}\times\dfrac{\overline{QR}}{\overline{QP}} , e o produto dá\overline{QR}^{2} . Daí\overline{QR} = \sqrt{27} logo\operatorname{sen}\alpha = \dfrac{3\sqrt{3}}{6} .
O triângulo
- Da equação: centro
C(-1,\,1) e raior = \sqrt{4} = 2 . Logo\overline{CA} = \overline{CB} = 2 e o triângulo[ABC] é isósceles. - Seja
M o ponto médio de[AB] . Em[ACM] , retângulo emM ,\cos\alpha = \frac{\overline{AM}}{\overline{AC}} = \frac{\overline{AM}}{2} \;\Rightarrow\; \overline{AB} = 2\,\overline{AM} = 4\cos\alpha. - Pela definição de produto escalar,
\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \overline{AB}\times\overline{AC}\times\cos\alpha = 4\cos\alpha \times 2 \times \cos\alpha = 8\cos^{2}\alpha. - Igualando a
6 :8\cos^{2}\alpha = 6 \Leftrightarrow \cos^{2}\alpha = \dfrac{3}{4} . Como\alpha é agudo,\cos\alpha = \dfrac{\sqrt{3}}{2} e\alpha = \dfrac{\pi}{6} . - O ângulo ao centro. Sendo o triângulo isósceles,
A\hat{B}C = \alpha também, logoA\hat{C}B = \pi - 2\times\frac{\pi}{6} = \frac{2\pi}{3}. - O comprimento do arco é
r \times ângulo ao centro:\ell = 2 \times \frac{2\pi}{3} = \frac{4\pi}{3}. O produto escalar aparece aqui a fazer o papel de uma medida:8\cos^{2}\alpha é uma função só de\alpha , e por isso saber o seu valor é saber o ângulo.
Decomponha
- Como
[ABCD] é um quadrado,\overrightarrow{AB} \perp \overrightarrow{BC} e\overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BC} . - Então
\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \overrightarrow{AB}\cdot\big(\overrightarrow{AB}+\overrightarrow{BC}\big) = \|\overrightarrow{AB}\|^{2} + \underbrace{\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC}}_{0} = \big(\sqrt{6}\,\big)^{2} = 6. - A opção correta é a (D).
- Pela definição geométrica, dá o mesmo: a diagonal mede
\overline{AC} = \sqrt{6+6} = \sqrt{12} e o ânguloB\hat{A}C é de45° , logo\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{AC} = \sqrt{6}\times\sqrt{12}\times\cos\frac{\pi}{4} = \sqrt{72}\times\frac{\sqrt{2}}{2} = \frac{6\sqrt{2}\times\sqrt{2}}{2} = 6. A projeção de\overrightarrow{AC} sobre a retaAB é exatamente\overrightarrow{AB} — é isso que a primeira conta diz numa linha. Os outros dados do enunciado (o centro, o plano, o volume) servem para localizarV , noutra alínea.
Chame
- Do enunciado:
O(0,0) ,A(15,0) ,C(0,8) eB(15,8) . O pontoD está em[OA] , logoD(d,\,0) com0 \le d \le 15 . - Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{DC} = C-D = (-d,\,8), \qquad \overrightarrow{DB} = B-D = (15-d,\,8). \overrightarrow{DC}\cdot\overrightarrow{DB} = -d(15-d)+64 = d^{2}-15d+64. - Impondo o valor dado:
d^{2}-15d+64 = 50 \;\Leftrightarrow\; d^{2}-15d+14 = 0 \;\Leftrightarrow\; d = \frac{15 \pm \sqrt{225-56}}{2} = \frac{15 \pm 13}{2}, ou sejad = 1 \;\vee\; d = 14 . - Escolher a raiz.
\overline{OD} = d e\overline{DA} = 15-d ; a condição\overline{OD} < \overline{DA} dád < 7{,}5 . Logod = 1 .A outra raiz não é «a errada»:d = 14 também verifica\overrightarrow{DC}\cdot\overrightarrow{DB} = 50 . A figura tem dois pontos possíveis, simétricos em relação ao meio de[OA] , e é a última condição que fica com um.
Nenhuma das quatro afirmações precisa das coordenadas nem da equação do plano: basta ler na figura que arestas são verticais e que arestas são horizontais. Comece por ver quem está por cima de quem.
- Ler a figura. Cada vértice de
[EFGH] está por cima de um de[ABCD] :H sobreA ,G sobreB ,F sobreC eE sobreD . Chamemos\vec{v} = \overrightarrow{AH} a essa aresta vertical. - As opções (A) e (C). Como
G está sobreB ,\overrightarrow{AG} = \overrightarrow{AB} + \overrightarrow{BG} = \overrightarrow{AB} + \vec{v}. E como\overrightarrow{AB} \perp \vec{v} ,\overrightarrow{AG} \cdot \overrightarrow{AH} = \big(\overrightarrow{AB}+\vec{v}\big)\cdot\vec{v} = \underbrace{\overrightarrow{AB}\cdot\vec{v}}_{0} + \|\vec{v}\|^{2} = \|\vec{v}\|^{2} > 0. Logo (A) é falsa e (C) também. - As opções (B) e (D). Como
F está sobreC , o vetor\overrightarrow{FC} é a aresta vertical de baixo para cima invertida:\overrightarrow{FC} = -\vec{v} . E\overrightarrow{AD} é horizontal, porque[ABCD] é uma face do cubo. Logo\overrightarrow{FC} \cdot \overrightarrow{AD} = -\vec{v} \cdot \overrightarrow{AD} = 0. (B) é verdadeira e (D) é falsa. - A opção correta é a (B).Os dados que sobram — as coordenadas de
A e a equação do planoBCF — servem outra alínea da mesma prova, a do volume. Aí, a distância deA ao planoBCF é a aresta:\dfrac{|{-3(-3)+6(5)-2(2)+14}|}{\sqrt{9+36+4}} = \dfrac{49}{7} = 7 .
Equações de retas e de planos
A reta já vinha do 10.º: um ponto e uma direção. O plano é a novidade do 11.º, e a ideia é a mesma trocada — um ponto e uma direção perpendicular. Com o produto escalar da secção anterior, a equação do plano sai numa linha, e com ela a posição relativa de retas e planos e a distância de um ponto a um plano.
- Resolver problemas envolvendo retas no plano, utilizando equações vetoriais e reduzidas de retas e posição relativa de retas.
- Determinar a equação cartesiana de um plano dados um ponto e um vetor normal.
- Resolver problemas envolvendo: equações vetoriais de retas; equações cartesianas de planos; distância de um ponto a um plano; e posição relativa de retas e planos.
1 · A reta, recordada
Uma reta fica definida por um ponto e por uma direção. A direção dá-se por um vetor diretor, e todo o ponto da reta se obtém do ponto conhecido somando-lhe um múltiplo desse vetor.
com
2 · Duas retas no plano
| Vetores diretores | Um ponto de uma pertence à outra? | Posição |
|---|---|---|
| não colineares | — | concorrentes (um ponto comum) |
| colineares | não | paralelas e distintas |
| colineares | sim | coincidentes |
Com equações reduzidas a leitura é ainda mais rápida: declives diferentes, concorrentes; declives iguais e ordenadas na origem diferentes, paralelas e distintas; tudo igual, coincidentes. E, pela secção anterior,
3 · O plano: um ponto e uma normal
Aqui está a ideia toda da secção. Fixe-se um ponto
O plano que passa em
que, desenvolvida, tem a forma
Ao contrário — dada a equação, os coeficientes de
Laboratório · O plano, por um ponto e uma normal
arrasta para rodarTomar o vetor normal por um vetor diretor do plano. É o contrário:
4 · Posições relativas, lidas nos normais
| Situação | Teste | Conclusão |
|---|---|---|
| reta | cortam-se num único ponto | |
| reta | paralelos, ou | |
| reta | perpendiculares | |
| planos | paralelos (distintos ou coincidentes) | |
| planos | perpendiculares |
Quando o teste dá «paralelos ou contida», falta um ponto para decidir: se um ponto da reta verificar a equação do plano, a reta está contida nele; se não verificar, são paralelos. O mesmo vale para dois planos com normais colineares.
5 · Do ponto ao plano, pelo pé da perpendicular
A distância de um ponto
1. Escreve a reta que passa em
E há um atalho que poupa o terceiro passo: como
No referencial
- Se o plano é perpendicular à reta
AB , então\overrightarrow{AB} é um vetor normal do plano.É a tradução direta da definição: a reta perpendicular ao plano tem a direção da normal. - Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{AB} = (0-2,\; 3-(-1),\; 4-0) = (-2,\,4,\,4) . Pode simplificar-se para\vec{n}(-1,\,2,\,2) , que é colinear e dá contas mais leves. - Plano por
A(2,-1,0) com normal(-1,2,2) :-1(x-2) + 2(y+1) + 2(z-0) = 0 \;\Leftrightarrow\; -x + 2y + 2z + 4 = 0. - Distância de
B(0,3,4) . A reta porB com a direção de\vec{n}(-1,2,2) é(x,\,y,\,z) = (0,\,3,\,4) + k(-1,\,2,\,2) = (-k,\; 3+2k,\; 4+2k). - Substituindo na equação do plano:
k + 2(3+2k) + 2(4+2k) + 4 = 0 \;\Leftrightarrow\; 9k + 18 = 0 \;\Leftrightarrow\; k = -2. - Logo
\left\|\vec{n}\right\| = \sqrt{1+4+4} = 3 e\overline{BQ} = \left|-2\right| \times 3 = 6. - Confirmação: o pé é
Q(2,\,-1,\,0) , que é o próprioA — e tinha de ser, porque[AB] é perpendicular ao plano eA pertence-lhe. De facto\overline{AB} = \sqrt{4+16+16} = 6 ✓
Python A equação do plano, dados um ponto e uma normal
O programa que as Aprendizagens Essenciais sugerem, escrito para o plano: recebe um ponto e um vetor normal e escreve a equação cartesiana já com o termo independente calculado.
A = (2, -1, 0)
n = (-1, 2, 2)
a, b, c = n
d = -(a * A[0] + b * A[1] + c * A[2])
print("equacao:", a, "x +", b, "y +", c, "z +", d, "= 0")
P = (0, 3, 4)
k = -(a * P[0] + b * P[1] + c * P[2] + d) / (a * a + b * b + c * c)
Q = (P[0] + k * a, P[1] + k * b, P[2] + k * c)
print("pe da perpendicular:", Q)
print("distancia de P ao plano:",
((P[0] - Q[0]) ** 2 + (P[1] - Q[1]) ** 2 + (P[2] - Q[2]) ** 2) ** 0.5)
A = (2, -1, 0) # um ponto do plano
n = (-1, 2, 2) # um vetor normal ao plano
a, b, c = n # os coeficientes da equacao sao as
# coordenadas da normal
d = -(a * A[0] + b * A[1] + c * A[2])
# o termo independente sai de impor que
# o ponto A verifica a equacao
print("equacao:", a, "x +", b, "y +", c, "z +", d, "= 0")
P = (0, 3, 4) # um ponto qualquer do espaco
k = -(a * P[0] + b * P[1] + c * P[2] + d) / (a * a + b * b + c * c)
# o k da reta P + k*n que cai no plano:
# sai de substituir a reta na equacao
Q = (P[0] + k * a, P[1] + k * b, P[2] + k * c)
# o pe da perpendicular
print("pe da perpendicular:", Q)
print("distancia de P ao plano:",
((P[0] - Q[0]) ** 2 + (P[1] - Q[1]) ** 2 + (P[2] - Q[2]) ** 2) ** 0.5)
# a distancia entre dois pontos, da seccao R1
Corre-o com
Exercícios propostos
Quinze exercícios sobre equações de retas e de planos: escrever e ler equações, posições relativas, interseções e distância de um ponto a um plano. Os três últimos pedem justificação ou generalização, ao nível do Exame.
No plano, considera o ponto
Escreve uma equação vetorial da reta que passa em
No referencial
Indica as coordenadas de um vetor normal a
No referencial
Considera a reta
Averigua se o ponto
No plano, as retas
- (A)concorrentes
- (B)paralelas e distintas
- (C)coincidentes
- (D)perpendiculares
Considera a reta
Escreve a equação reduzida de
No referencial
Escreve uma equação cartesiana do plano
No referencial
Mostra que
No referencial
No referencial
Determina a posição relativa dos dois planos.
No referencial
Escreve uma equação vetorial da reta
No referencial
Determina uma equação cartesiana do plano mediador de
No referencial
Determina os valores de
No referencial
Determina as coordenadas do ponto de interseção de
Seja
Mostra que
A equação vetorial é
- Substituindo o ponto e o vetor diretor:
(x,\,y) = (2,\,-1) + k(3,\,5), \quad k \in \mathbb{R}. - Não esquecer o «
k \in \mathbb{R} »: sem ele a igualdade define um ponto, e não uma reta.Qualquer outro ponto da reta e qualquer múltiplo não nulo de\vec{u} dariam outra equação vetorial, igualmente correta. A equação vetorial não é única.
Na equação cartesiana, os coeficientes de
- Comparando
2x - 3y + z - 5 = 0 comax + by + cz + d = 0 , vema = 2 ,b = -3 ec = 1 . - Logo
\vec{n}(2,\,-3,\,1) é normal ao plano.Qualquer múltiplo não nulo serve —(4,-6,2) ou(-2,3,-1) , por exemplo. O termo independente-5 não entra: ele só diz onde o plano está, não para onde aponta.
Escreve
- Um ponto
P(x,y,z) pertence ao plano se, e só se,\overrightarrow{AP} \cdot \vec{n} = 0 , com\overrightarrow{AP} = (x-1,\; y-2,\; z+1) . 3(x-1) + 0(y-2) + 4(z+1) = 0. - Desenvolvendo:
3x - 3 + 4z + 4 = 0 \;\Leftrightarrow\; 3x + 4z + 1 = 0 . - Verificação: substituindo
A ,3 \times 1 + 4 \times (-1) + 1 = 0 ✓A variávely desaparece porque a segunda coordenada do vetor normal é nula — o plano é paralelo ao eixoOy .
Substitui as coordenadas de
- Da primeira coordenada:
5 = 1 + 2k \;\Leftrightarrow\; k = 2 . - Da segunda:
4 = -2 + 3k \;\Leftrightarrow\; k = 2 . - Os dois valores coincidem, logo
P \in r .Se tivessem dado valores diferentes, o ponto não pertencia à reta. É por isso que não basta verificar uma das coordenadas.
Compara os declives e depois as ordenadas na origem.
- As duas retas têm o mesmo declive,
3 , logo têm a mesma direção: são paralelas. - As ordenadas na origem são diferentes (
-1 e4 ), logo não são a mesma reta. - A opção correta é a (B).Não podem ser perpendiculares: para isso seria preciso
3 \times 3 = -1 , o que é falso.
O declive lê-se no vetor diretor:
- Do vetor diretor
(2,\,-6) :m = \dfrac{-6}{2} = -3 . - A reta é
y = -3x + b . Substituindo o ponto(-1,\,4) :4 = -3 \times (-1) + b \;\Leftrightarrow\; 4 = 3 + b \;\Leftrightarrow\; b = 1. - Logo
r: y = -3x + 1 . - Verificação: para
k=1 , o ponto(1,\,-2) está emr , e-3 \times 1 + 1 = -2 ✓
Olha para as coordenadas antes de calcular seja o que for. Há alguma que é a mesma nos três pontos?
- Os três pontos têm abcissa
1 . - O plano de equação
x = 1 contém os três, e é um plano (paralelo ayOz ). - Como três pontos não colineares definem um único plano — e estes não são colineares, porque
\overrightarrow{AB}(0,3,0) e\overrightarrow{AC}(0,0,5) não são colineares — o planoABC éx = 1 .Escrito na forma geral:x - 1 = 0 , com vetor normal(1,\,0,\,0) , que é a direção deOx . Fazia-se também pelo método geral, mas custava dez vezes mais.
Uma reta é paralela a um plano (ou está nele) quando o seu vetor diretor é perpendicular ao vetor normal do plano.
- Um vetor normal de
{\alpha} é\vec{n}(1,\,2,\,-1) . \vec{u} \cdot \vec{n} = 2 \times 1 + (-1) \times 2 + 0 \times (-1) = 2 - 2 + 0 = 0. - Sendo o produto escalar nulo e os vetores não nulos,
\vec{u} \perp \vec{n} : a direção da reta é perpendicular à normal do plano, logo a reta não corta o plano num só ponto. - Ou
r é paralela a{\alpha} , ou está contida nele — para decidir bastaria testar se um ponto der verifica a equação do plano.É a mesma ideia da R7, usada ao contrário: aqui o produto escalar nulo não diz «perpendicular» a olho, diz «paralelo ao plano», porque o vetor com que se compara é a normal.
Escreve a reta que passa em
- Cálculo auxiliar:
\vec{n}(2,\,-1,\,2) e\|\vec{n}\| = \sqrt{4+1+4} = 3 . - A reta por
P com a direção de\vec{n} :(x,\,y,\,z) = (2+2k,\; 1-k,\; -1+2k). - Substituindo na equação do plano:
2(2+2k) - (1-k) + 2(-1+2k) - 3 = 0 \;\Leftrightarrow\; 9k - 2 = 0 \;\Leftrightarrow\; k = \frac{2}{9}. - Como
\overrightarrow{PQ} = k\,\vec{n} :\overline{PQ} = \frac{2}{9} \times 3 = \frac{2}{3}. - O
k pode sair negativo — quer apenas dizer que o pé fica do outro lado, no sentido de-\vec{n} . A distância leva o módulo.
Compara os vetores normais. Se forem colineares, os planos são paralelos — e depois há que ver se são o mesmo.
- Vetores normais:
\vec{n}_{1}(1,\,-2,\,3) e\vec{n}_{2}(-2,\,4,\,-6) . \vec{n}_{2} = -2\,\vec{n}_{1} , logo os normais são colineares e os planos são paralelos.- Falta ver se coincidem. Multiplicando a equação de
{\alpha} por-2 :-2x + 4y - 6z = -2 . O primeiro membro é igual ao de{\beta} , mas-2 \neq 7 . - Logo os planos são paralelos e distintos.Se o segundo membro também tivesse ficado
7 , as duas equações seriam a mesma condição escrita de duas maneiras — planos coincidentes.
O vetor diretor é
\overrightarrow{AB} = (3-1,\; -2-0,\; 2-2) = (2,\,-2,\,0) .- Equação vetorial:
(x,y,z) = (1,\,0,\,2) + k(2,\,-2,\,0),\ k \in \mathbb{R} . - Todos os pontos da reta têm cota
2 , porque a terceira coordenada do vetor diretor é nula. - O plano
xOy tem equaçãoz = 0 , e nenhum ponto da reta a verifica: a reta é paralela ao planoxOy , a uma distância de2 .
O plano mediador passa no ponto médio e é perpendicular a
- Cálculo auxiliar: ponto médio
M = \left(\dfrac{1+5}{2},\dfrac{2+0}{2},\dfrac{3+1}{2}\right) = (3,\,1,\,2) ;\overrightarrow{AB} = (4,\,-2,\,-2) . - O plano mediador é o que passa em
M e tem\overrightarrow{AB} por normal:4(x-3) - 2(y-1) - 2(z-2) = 0. - Desenvolvendo:
4x - 12 - 2y + 2 - 2z + 4 = 0 \;\Leftrightarrow\; 4x - 2y - 2z - 6 = 0 , ou seja2x - y - z - 3 = 0 . - Verificação:
M(3,1,2) dá6 - 1 - 2 - 3 = 0 ✓ EA dá2-2-3-3 = -6 ,B dá10-0-1-3 = 6 — simétricos, como se espera de dois pontos à mesma distância e em lados opostos.Chegava-se ao mesmo escrevendod(P,A) = d(P,B) com a fórmula da distância e simplificando; o caminho pelo vetor normal poupa metade das contas.
Escreve a reta que passa na origem com a direção da normal, acha o
- Cálculo auxiliar:
\vec{n}(1,\,2,\,2) e\|\vec{n}\| = \sqrt{1+4+4} = 3 . - A reta por
O(0,0,0) com a direção de\vec{n} é(k,\,2k,\,2k) . Substituindo:k + 4k + 4k + d = 0 \;\Leftrightarrow\; k = -\frac{d}{9}. - A distância é
\left|k\right| \times 3 = \dfrac{|d|}{3} , logo\frac{|d|}{3} = 2 \;\Leftrightarrow\; |d| = 6 \;\Leftrightarrow\; d = 6 \;\vee\; d = -6. - Há mesmo duas soluções: são dois planos paralelos, um de cada lado da origem, ambos à distância
2 .Resolver|d| = 6 como se fossed = 6 perde metade da resposta. Sempre que aparece um módulo numa equação, há que abrir os dois casos.
Escreve as coordenadas de um ponto genérico de
- Um ponto genérico de
r éP(1+k,\; k,\; k) . - Antes de substituir, vale a pena confirmar que a reta corta mesmo o plano:
\vec{u}(1,1,1) e\vec{n}(1,1,1) dão\vec{u} \cdot \vec{n} = 3 \neq 0 , logo há um único ponto de interseção. - Substituindo na equação do plano:
(1+k) + k + k = 6 \;\Leftrightarrow\; 1 + 3k = 6 \;\Leftrightarrow\; k = \frac{5}{3}. - Logo
P\left(1+\dfrac{5}{3},\; \dfrac{5}{3},\; \dfrac{5}{3}\right) = \left(\dfrac{8}{3},\; \dfrac{5}{3},\; \dfrac{5}{3}\right) . - Verificação:
\dfrac{8}{3}+\dfrac{5}{3}+\dfrac{5}{3} = \dfrac{18}{3} = 6 ✓Aqui a reta é perpendicular ao plano, porque o vetor diretor e o normal são colineares — o que garante, sem mais contas, que a interseção existe e é um só ponto.
Parte da condição que define o plano —
- Por definição,
P(x,y,z) \in {\alpha} se, e só se,\overrightarrow{AP} \perp \vec{n} ou\overrightarrow{AP} = \vec{0} . Os dois casos escrevem-se de uma vez só como\overrightarrow{AP} \cdot \vec{n} = 0 .Escrever\overrightarrow{AP} \cdot \vec{n} = 0 em vez de «\overrightarrow{AP} \perp \vec{n} » é o que permite incluir o próprio pontoA , para o qual\overrightarrow{AP} é o vetor nulo e não há ângulo definido. - Com
\overrightarrow{AP} = (x-x_{0},\; y-y_{0},\; z-z_{0}) :a(x-x_{0}) + b(y-y_{0}) + c(z-z_{0}) = 0. - Desenvolvendo e agrupando o que não depende de
P :ax + by + cz \underbrace{-\left(ax_{0}+by_{0}+cz_{0}\right)}_{d} = 0. - Logo
d = -\left(ax_{0}+by_{0}+cz_{0}\right) , isto é,d = -\,\overrightarrow{OA} \cdot \vec{n} . - A hipótese
\vec{n} \neq \vec{0} é essencial: com\vec{n} = \vec{0} a condição seria0 = 0 , verificada por todos os pontos do espaço — e não por um plano.
Exercícios de Exame · Equações de retas e de planos
Setenta itens de Prova Nacional e de Teste Intermédio, de 1997 a 2026 — o maior banco do capítulo. Quase todos saem de uma só ideia, usada nos dois sentidos: o vetor normal de um plano é o vetor diretor de qualquer reta perpendicular a ele. Vários itens têm duas ou três alíneas, como na prova.
Num referencial o.n.
Os planos
- (A)coincidentes
- (B)estritamente paralelos
- (C)concorrentes não perpendiculares
- (D)perpendiculares
Considere, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a base inferior do cilindro tem centro na origem
Justifique que
Considere, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Mostre que o plano
Indique qual dos pares de equações seguintes define, num referencial o.n.
- (A)
x+y = 3 ex+y = 0 - (B)
-x+y-z = 1 e3x+2y+2z = 2 - (C)
x = y ez = 0 - (D)
2x+2y+z = 9 ex-3z = 0
Na figura, está representada, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o cilindro tem uma das bases no plano
Escreva uma equação do plano tangente, no ponto
Nota: um plano tangente a uma superfície esférica é perpendicular ao raio relativo ao ponto de tangência.
Dois planos
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)Qualquer reta contida em
\alpha é paralela a qualquer reta contida em\beta - (B)Há retas contidas em
\alpha que intersetam\beta - (C)Há retas perpendiculares a
\alpha que não são perpendiculares a\beta - (D)Dada uma reta contida em
\alpha , existem em\beta infinitas retas que lhe são paralelas
Considere, num referencial o.n.
Qual é a posição relativa da reta
- (A)
r é perpendicular a\alpha - (B)
r e\alpha são concorrentes, mas não perpendiculares - (C)
r é estritamente paralela a\alpha - (D)
r está contida em\alpha
Considere, num referencial o.n.
Mostre que a reta
Num referencial o.n.
O plano
- (A)paralelo ao plano
xOy - (B)perpendicular ao plano
xOy - (C)paralelo ao eixo
Ox - (D)perpendicular ao eixo
Ox
Considere, num referencial o.n.
Justifique que as retas
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base do cone está contida no plano
Sabendo que uma equação do plano
Sejam
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)Qualquer reta paralela a
\alpha é paralela a\beta - (B)Qualquer reta paralela à interseção de
\alpha e\beta é paralela a\beta - (C)Qualquer reta perpendicular a
\alpha é perpendicular a\beta - (D)Qualquer reta perpendicular à interseção de
\alpha e\beta é perpendicular a\beta
Na figura, está representado um cubo, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a face
a) Mostre que o volume do cubo é
b) Seja
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
O ponto
Determine as coordenadas do ponto
Considere, num referencial o.n.
Seja
Qual dos pontos seguintes pertence à reta
- (A)
(5,\,5,\,0) - (B)
(1,\,0,\,0) - (C)
(0,\,0,\,-1) - (D)
(4,\,3,\,0)
Num referencial o.n.
Sabe-se que:
os pontos
a) Justifique que o ponto
b) Determine uma equação do plano que é paralelo ao plano
Num referencial o.n.
Qual dos seguintes pontos é o simétrico do ponto
- (A)
A(-1,\,0,\,0) - (B)
B(1,\,-1,\,0) - (C)
C(1,\,0,\,1) - (D)
D(0,\,1,\,0)
Considere dois planos concorrentes
Sejam
Seja
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
- (A)
\vec{r} é paralelo a\vec{a} e\vec{r} é paralelo a\vec{b} - (B)
\vec{r} é paralelo a\vec{a} e\vec{r} é perpendicular a\vec{b} - (C)
\vec{r} é perpendicular a\vec{a} e\vec{r} é paralelo a\vec{b} - (D)
\vec{r} é perpendicular a\vec{a} e\vec{r} é perpendicular a\vec{b}
Na figura, está representado, em referencial o.n.
A base tem raio
A reta
Determine uma equação do plano que contém o vértice do cone e é perpendicular à reta
Num referencial o.n.
define
- (A)uma circunferência
- (B)um ponto
- (C)um segmento de reta
- (D)o conjunto vazio
Na figura, está representada, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
a) Mostre que a base da pirâmide está contida no plano de equação
b) Justifique que o centro da base da pirâmide é o ponto de coordenadas
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Qual é a medida da aresta do cubo?
- (A)
5 - (B)
10 - (C)
5\sqrt{2} - (D)
10\sqrt{2}
Considere, num referencial o.n.
Seja
Qual das condições seguintes é uma equação do plano
- (A)
x+2y-z = 1 - (B)
x+z = 2 - (C)
-x-2y+z = 0 - (D)
x-y+z = 1
Considere duas retas distintas,
Qual das seguintes afirmações é verdadeira?
- (A)
r é perpendicular as - (B)
r es são concorrentes, mas não perpendiculares - (C)
r é paralela as - (D)
r es não são complanares
Considere, em referencial o.n.
Seja
Determine a área da secção produzida pelo plano
Sugere-se que:
determine uma equação do plano
Num referencial o.n.
A interseção dos planos
- (A)o conjunto vazio
- (B)um ponto
- (C)uma reta
- (D)um plano
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base do cone está contida no plano
a) Determine uma equação do plano
b) Seja
Na figura, está representado um referencial o.n.
O ponto
O plano
a) Seja
b) Seja
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
a) Determine o volume da pirâmide.
b) Seja
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Cada um dos pontos
O plano
Seja
Determine uma equação vetorial da reta
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide coincide com a face superior do cubo e está contida no plano
a) Escreva uma condição cartesiana que defina o plano paralelo ao plano
b) Determine o volume do poliedro
Seja
Considere, num referencial o.n.
Sabe-se que a reta
Qual é o valor de
- (A)
-3 - (B)
1 - (C)
3 - (D)
6
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Seja
Sabe-se que:
o ponto
Mostre que o plano
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
a) Escreva uma condição cartesiana que defina o plano
b) Sabe-se ainda que a equação
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Tal como a figura sugere,
Determine uma equação cartesiana do plano que passa no ponto
Na figura, está representada, num referencial o.n.
O ponto
Admita que:
a) Mostre que o vértice
b) Seja
c) Determine uma equação cartesiana do plano que passa no ponto
Considere, num referencial o.n.
Seja
Qual das condições seguintes pode definir o plano
- (A)
3x+2y-3 = 0 - (B)
2x-3y-z+1 = 0 - (C)
2x-3y+z = 0 - (D)
3x+2y = 0
Considere, num referencial o.n.
Considere o plano
Escreva uma equação do plano que passa no ponto
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
a) Determine as coordenadas do ponto
b) Escreva uma equação cartesiana do plano que passa no ponto
Considere, num referencial o.n.
Considere o ponto
Sabe-se que a reta
Determine o valor de
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a base
Determine as coordenadas do ponto
Considere, num referencial o.n.
Seja
Escreva uma equação vetorial da reta perpendicular ao plano
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
os pontos
a) Determine uma equação do plano paralelo ao plano
b) Defina a reta
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a face
Determine uma equação vetorial que defina a reta
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a face
Verifique que o vértice
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Determine as coordenadas do ponto de interseção da reta
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
Determine a área lateral do prisma. Apresente o resultado arredondado às décimas. Se, em cálculos intermédios, proceder a arredondamentos, conserve, no mínimo, três casas decimais.
Considere, num referencial o.n.
Seja
Seja
Determine uma equação do plano que passa no ponto
Apresente essa equação na forma
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Os vértices
O vértice
Determine uma equação do plano que contém a base da pirâmide. Apresente essa equação na forma
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
a) Determine o volume do paralelepípedo
b) Seja
Considere, num referencial o.n.
a) Seja
b) Seja
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Resolva os itens seguintes sem recorrer à calculadora.
a) Determine
b) Seja
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Resolva o item seguinte sem recorrer à calculadora.
Determine uma equação do plano
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
Seja
Sejam
Determine o volume da pirâmide
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o vértice
a) Qual das equações seguintes define uma reta perpendicular à reta
- (A)
(x,y,z) = (7,-3,3)+k(-2,3,0),\ k \in \mathbb{R} - (B)
(x,y,z) = (7,2,15)+k(0,3,-3),\ k \in \mathbb{R} - (C)
(x,y,z) = (7,-10,3)+k(0,3,3),\ k \in \mathbb{R} - (D)
(x,y,z) = (7,2,3)+k(2,0,-3),\ k \in \mathbb{R}
b) Determine, sem recorrer à calculadora, a equação reduzida da superfície esférica de centro no ponto
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Tem-se
Determine uma equação do plano perpendicular à reta
Apresente essa equação na forma
Na figura, está representada, num referencial o.n.
Sabe-se que:
a base da pirâmide está contida no plano
Seja
Qual das equações seguintes é uma equação do plano
- (A)
-x+6y+2z = 0 - (B)
x+6y+2z-3 = 0 - (C)
x-6y-2z+1 = 0 - (D)
2x-y+4z-5 = 0
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
a) Qual das seguintes equações define um plano perpendicular ao plano que contém a base do cone e que passa no ponto de coordenadas
- (A)
4y-3z = 11 - (B)
3x+4y+z = 10 - (C)
3y+4z = 8 - (D)
x+3y+4z = 3
b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine o volume do cone.
Na figura, está representado o cubo
Fixado um determinado referencial o.n.
Resolva este item sem recorrer à calculadora.
Sabe-se que o vértice
Determine as coordenadas do vértice
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
os vértices
a) Qual das seguintes equações define o plano que contém a face
- (A)
z = 2 - (B)
z = 4 - (C)
x = \tfrac{4}{3} - (D)
x = \tfrac{8}{3}
b) Determine, sem recorrer à calculadora, uma equação cartesiana do plano
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
as bases do prisma estão inscritas em semicircunferências, respetivamente, de diâmetros
a) Qual das seguintes equações vetoriais define a reta
- (A)
(x,y,z) = (0,6,8)+k\left(0,2,\tfrac{3}{2}\right),\ k \in \mathbb{R} - (B)
(x,y,z) = (0,-4,-3)+k\left(0,2,\tfrac{3}{2}\right),\ k \in \mathbb{R} - (C)
(x,y,z) = (0,-4,-3)+k(0,3,-4),\ k \in \mathbb{R} - (D)
(x,y,z) = (0,6,8)+k(0,3,-4),\ k \in \mathbb{R}
b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do ponto
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
as coordenadas dos vértices
Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do vértice
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
as coordenadas do ponto
a) Qual das seguintes equações define o plano que passa no ponto
- (A)
z = 0 - (B)
y = 6 - (C)
x = 2\sqrt{3} - (D)
x+y+z = 0
b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine o volume do prisma
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
as bases do prisma são trapézios retângulos;
o ponto
Qual das equações seguintes é uma equação do plano
- (A)
2x+3y+6z+22 = 0 - (B)
2x+3y+6z-20 = 0 - (C)
3x-2y-20 = 0 - (D)
3x-2y-22 = 0
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base do cone interseta o semieixo positivo
a) Qual das seguintes equações define um plano paralelo ao plano que contém a base do cone e que passa no ponto de coordenadas
- (A)
-2x+y+5 = 0 - (B)
x+2y-10 = 0 - (C)
x+2y+5 = 0 - (D)
x-3y+5 = 0
b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do ponto
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
os pontos
a) Qual das equações seguintes define uma reta perpendicular à reta
- (A)
(x,y,z) = (-1,2,1)+k(5,0,-1),\ k \in \mathbb{R} - (B)
(x,y,z) = (4,-3,-1)+k(0,5,1),\ k \in \mathbb{R} - (C)
(x,y,z) = (-6,2,-2)+k(5,0,-1),\ k \in \mathbb{R} - (D)
(x,y,z) = (4,8,-2)+k(0,5,1),\ k \in \mathbb{R}
b) Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do ponto
Na figura, está representada, em referencial o.n.
Sabe-se que:
Resolva este item sem recorrer à calculadora. Determine as coordenadas do ponto
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
a base
a) Em qual das opções seguintes se apresentam as coordenadas de um ponto pertencente à reta
- (A)
(3,\,4,\,21) - (B)
(3,\,6,\,18) - (C)
(2,\,4,\,21) - (D)
(2,\,6,\,18)
b) Determine, sem recorrer à calculadora, o volume do prisma
Na figura, está representado, num referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Qual das equações seguintes define o plano perpendicular à reta
- (A)
3x-y-9 = 0 - (B)
x+3y-33 = 0 - (C)
6x-2y+27 = 0 - (D)
2x+6y+15 = 0
Na figura, está representado, em referencial o.n.
Sabe-se que:
o ponto
Determine, sem recorrer à calculadora, o volume do cubo
Dois testes: os vetores normais são colineares? E o produto escalar é nulo? Se falharem os dois, os planos são concorrentes não perpendiculares.
- Os vetores normais são
\vec{u} = (1,\,-1,\,1) e\vec{v} = (2,\,2,\,2) . - São colineares? Não:
\vec{v} = 2(1,1,1) \ne \lambda(1,-1,1) para\lambda nenhum. Logo os planos não são paralelos nem coincidentes — ficam de fora a (A) e a (B). - São perpendiculares?
\vec{u}\cdot\vec{v} = 2-2+2 = 2 \ne 0, logo os planos não são perpendiculares — fica de fora a (D). - Sobra a opção (C): os planos são concorrentes não perpendiculares.O
2 em vez de0 não é «quase perpendicular» — o ângulo dos dois planos é\cos^{-1}\dfrac{2}{\sqrt{3}\times 2\sqrt{3}} = \cos^{-1}\dfrac13 \approx 70{,}5° . Mas o item não pede o ângulo: só a classificação.
Um vetor é perpendicular a um plano quando é perpendicular a dois vetores não colineares desse plano. Escolha
- O ponto
B . É o outro extremo do diâmetro[BC] , contido emOy e com centro na origem:B(0,\,5,\,0) . (O raio da base é5 , e de facto\|(4,3,0)\| = 5 ✓) - O ponto
D . Está na reta que passa emB e é paralela aOz , logo tem a abcissa e a ordenada deB :D(0,\,5,\,d), \quad d > 0. - Dois vetores do plano
ABD , não colineares:\overrightarrow{BA} = A-B = (4,\,-2,\,0), \qquad \overrightarrow{BD} = (0,\,0,\,d). - O vetor
\overrightarrow{AC} :\overrightarrow{AC} = C-A = (0,-5,0)-(4,3,0) = (-4,\,-8,\,0). - Os dois produtos escalares:
\overrightarrow{AC}\cdot\overrightarrow{BA} = (-4)(4)+(-8)(-2)+0 = -16+16 = 0 \ ✓ \overrightarrow{AC}\cdot\overrightarrow{BD} = 0+0+0\times d = 0 \ ✓ Sendo perpendicular a dois vetores não colineares do plano,\overrightarrow{AC} é perpendicular ao planoABD .\square - A equação. Com
\overrightarrow{AC} = (-4,\,-8,\,0) por vetor normal e passando emB(0,\,5,\,0) :-4x-8y = k, \qquad -8\times 5 = k \ \Leftrightarrow\ k = -40, -4x-8y = -40 \quad\Leftrightarrow\quad x+2y = 10. A resolução da ficha de origem escreve, no primeiro produto escalar,-12+16 = 0 , quando é-16+16 = 0 . O resultado está certo; a linha do meio não. Vale a pena refazer as contas mesmo quando a resolução vem ao lado — foi assim que este erro apareceu.
Três pontos não colineares definem um plano. Descubra as coordenadas de
- Onde está a base. A pirâmide é regular, a base está no plano
xOy e o vértice está no eixoOz ; logo o centro da base é a origem. ComQ(2,\,2,\,0) , o quadrado tem os vértices(\pm 2,\,\pm 2,\,0) . - O vértice
R . A aresta[QR] é a que se segue a[PQ] ; como[PQ] é paralela aOy , a aresta[QR] é paralela aOx , logoR tem a mesma ordenada deQ e abcissa simétrica:R(-2,\,2,\,0). - O vértice
V . Está emOz com cota6 :V(0,\,0,\,6) . - Verificação dos três pontos na equação
3y+z = 6 :Q(2,2,0) :3(2)+0 = 6 ✓R(-2,2,0) :3(2)+0 = 6 ✓V(0,0,6) :3(0)+6 = 6 ✓ - Os três pontos não são colineares (
Q eR estão no planoxOy ,V não), logo definem um único plano — e esse plano é3y+z = 6 .\square Note-se que a equação não tem termo emx : o plano é paralelo ao eixoOx , o que se percebe porque contém a aresta[QR] , que é paralela a esse eixo.
Dois planos são perpendiculares quando os vetores normais são perpendiculares. Calcule os quatro produtos escalares.
- (A)
(1,1,0)\cdot(1,1,0) = 2 \ne 0 — de facto os dois planos são paralelos (mesmo vetor normal) ✗ - (B)
(-1,1,-1)\cdot(3,2,2) = -3+2-2 = -3 \ne 0 ✗ - (C) A primeira equação escreve-se
x-y+0z = 0 , com normal(1,-1,0) ; a segunda tem normal(0,0,1) :(1,\,-1,\,0)\cdot(0,\,0,\,1) = 0 \ ✓ - (D)
(2,2,1)\cdot(1,0,-3) = 2+0-3 = -1 \ne 0 ✗ - A opção correta é a (C).Faz sentido sem contas:
z = 0 é o planoxOy , ex = y é um plano vertical (não temz ). Todo o plano vertical é perpendicular ao planoxOy .
Siga a nota: o plano é perpendicular ao raio que vai do centro ao ponto de tangência. Esse raio dá o vetor normal.
- Seja
C(3,\,9,\,3) o centro eT(1,\,8,\,1) o ponto de tangência. O plano tangente é perpendicular ao raio[TC] , logo\overrightarrow{TC} = C-T = (3-1,\ 9-8,\ 3-1) = (2,\,1,\,2) é um vetor normal do plano. - Confirmação de que
T está mesmo na superfície esférica:\|\overrightarrow{TC}\| = \sqrt{4+1+4} = 3, \quad\text{o raio} \ ✓ - O plano é da forma
2x+y+2z = d, e passa emT(1,\,8,\,1) :2+8+2 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = 12. 2x+y+2z = 12. Toda a descrição da caixa — o cilindro, a outra bola, os planos das bases — é cenário: o item resolve-se com o centro, o ponto de tangência e a nota do enunciado. Ler primeiro a pergunta poupa tempo em itens assim.
Planos estritamente paralelos não têm ponto algum em comum. E num plano cabem retas em muitas direções diferentes.
- (A) Falsa. Em
\beta há retas em direções diferentes — por exemplo, duas perpendiculares entre si. Uma reta de\alpha não pode ser paralela às duas ao mesmo tempo. - (B) Falsa. Os planos não têm ponto comum, logo uma reta contida em
\alpha não tem ponto algum em\beta : nunca o interseta. - (C) Falsa. Os dois planos têm o mesmo vetor normal (a menos de um múltiplo), logo toda a reta perpendicular a
\alpha é também perpendicular a\beta . - (D) Verdadeira. Dada uma reta
r \subset \alpha , todas as retas de\beta com a direção der lhe são paralelas — e há infinitas, uma por cada ponto de\beta . - A opção correta é a (D).A imagem: dois andares de um prédio. Uma risca desenhada no teto do primeiro tem, no teto do segundo, uma infinidade de riscas paralelas — todas as que apontam na mesma direção.
A condição
- A condição
x = y = z define a reta dos pontos(t,\,t,\,t) , comt \in \mathbb{R} : passa na origem e tem vetor diretor\vec{u} = (1,\,1,\,1) . - Um vetor normal do plano é
\vec{v} = (2,\,2,\,2) = 2\vec{u} . - Os vetores são colineares, logo a reta é perpendicular ao plano. A opção correta é a (A).
- Onde é que se cruzam? Substituindo
(t,t,t) :6t = 5 \Leftrightarrow t = \frac56 , logo o ponto de interseção é\left(\frac56,\frac56,\frac56\right) .Cuidado com o reflexo de calcular o produto escalar: aqui ele vale6 \ne 0 , o que apenas garante que a reta não é paralela ao plano. Para a perpendicularidade o que interessa é a colinearidade dos vetores.
Uma reta fica determinada por dois pontos. Se ambos pertencerem ao plano, a reta toda pertence.
- Uma reta está contida num plano se e só se dois dos seus pontos pertencerem ao plano (um plano contém toda a reta que passa por dois dos seus pontos).
- Verificando
A(5,\,0,\,0) :5+2(0)-0 = 5 \ ✓ - Verificando
B(0,\,3,\,1) :0+2(3)-1 = 5 \ ✓ - Os dois pontos pertencem ao plano, logo a reta
AB está nele contida.\square Uma segunda leitura, com vetores:\overrightarrow{AB} = (-5,\,3,\,1) e o vetor normal do plano é(1,\,2,\,-1) ; o produto escalar é-5+6-1 = 0 , logo a reta é paralela ao plano. Juntando queA lhe pertence, a reta está contida no plano. As duas vias valem; a primeira é mais curta.
Compare o vetor normal de
- Um vetor normal de
\alpha é\vec{u} = (1,\,1,\,0) ; o planoxOy tem equaçãoz = 0 e vetor normal\vec{v} = (0,\,0,\,1) . \vec{u}\cdot\vec{v} = 0+0+0 = 0, logo os vetores normais são perpendiculares e os planos também:\alpha é perpendicular ao planoxOy . A opção correta é a (B).- Porque falham as outras. (A) seria preciso
\vec{u} colinear com(0,0,1) — não é. (C): o eixoOx tem direção(1,0,0) e\vec{u}\cdot(1,0,0) = 1 \ne 0 , logo o eixo não é paralelo a\alpha . (D) exigiria\vec{u} colinear com(1,0,0) — não é.Regra de leitura rápida: um plano cuja equação não temz é vertical — paralelo ao eixoOz e perpendicular ao planoxOy . O mesmo vale, mutatis mutandis, para as outras variáveis em falta.
Duas retas concorrentes definem sempre um plano. Depois, para mostrar que a equação dada define esse plano, basta verificar que os três pontos a satisfazem — e que não são colineares.
- Complanaridade. As retas
AB eBC têm o pontoB em comum e são distintas (a primeira contémA , que não pertence à segunda). Duas retas concorrentes são sempre complanares, e definem um único plano: o planoABC . - Os três pontos não são colineares.
\overrightarrow{BA} = (10,\,-2,\,-1), \qquad \overrightarrow{BC} = (0,\,3,\,-1), que não são colineares (a primeira coordenada de um é10 e a do outro é0 ). Logo definem mesmo um plano. - Os três pontos verificam a equação dada.
A(10,0,0) :10+0+0 = 10 ✓B(0,2,1) :0+4+6 = 10 ✓C(0,5,0) :0+10+0 = 10 ✓ - Como três pontos não colineares definem um único plano, e os três pertencem ao plano de equação
x+2y+6z = 10 , esse plano é\alpha .\square É o argumento-chave nestes itens de «mostre que a equação define o plano»: unicidade. Não é preciso deduzir a equação — basta verificar os três pontos e invocar que o plano por eles definido é único.
Cada um dos três pontos
- O ponto
A . Está no semieixo positivoOx , logo tem ordenada e cota nulas. Como pertence ao planoABV :4x = 12 \quad\Leftrightarrow\quad x = 3 \quad\Rightarrow\quad A(3,\,0,\,0). Como o centro da base é a origem, o raio é\overline{OA} = 3 .\square - O vértice
V . Está no semieixo positivoOz :3z = 12 \quad\Leftrightarrow\quad z = 4 \quad\Rightarrow\quad V(0,\,0,\,4). A altura do cone é\overline{OV} = 4 .\square - Confirmação com
B . Está no semieixo positivoOy :4y = 12 \Leftrightarrow y = 3 , logoB(0,\,3,\,0) — e\overline{OB} = 3 , o raio, como tem de ser ✓Os três traços de um plano nos eixos lêem-se sempre assim, e é por isso que a forma\dfrac{x}{p}+\dfrac{y}{q}+\dfrac{z}{r} = 1 é tão prática: aqui seria\dfrac{x}{3}+\dfrac{y}{3}+\dfrac{z}{4} = 1 , com os traços à vista.
A reta de interseção está contida em
- (B) A reta de interseção
i está contida em\beta . Uma reta paralela ai é paralela a uma reta de\beta , logo é paralela ao plano\beta (ou está nele contida — e, na convenção habitual do secundário, também aí se diz paralela). Verdadeira. - (A) Falsa: a própria reta
i é paralela a\alpha no sentido lato — mas basta pensar numa reta de\alpha perpendicular ai : é paralela a\alpha e perpendicular a\beta . - (C) Falsa: uma reta perpendicular a
\alpha tem a direção do vetor normal\vec{a} , e como\vec{a} \perp \vec{b} , essa reta é paralela a\beta , não perpendicular. - (D) Falsa: há muitas retas perpendiculares a
i , em direções diferentes — as de\alpha , as de\beta , e outras. Nem todas são perpendiculares a\beta . - A opção correta é a (B).Nestes itens sem coordenadas, a imagem que resolve quase tudo é a de uma porta aberta: o chão é
\alpha , a porta é\beta , e a dobradiça é a reta de interseção. A (C) fica clara de imediato — uma reta vertical (perpendicular ao chão) é paralela à porta.
a)
b) Uma reta está contida num plano quando dois dos seus pontos lá estão.
- Onde estão os vértices. Três faces do cubo estão nos planos coordenados, logo
O é a origem e as três arestas que dele saem estão sobre os eixos. Sendoa a aresta:R(a,0,0),\quad P(0,a,0),\quad S(0,0,a),\quad Q(a,a,0),\quad V(a,0,a),\quad T(0,a,a),\quad U(a,a,a). - a)
Q(a,\,a,\,0) pertence ao planoVTQ :a+a+0 = 6 \quad\Leftrightarrow\quad a = 3, e o volume éV = 3^{3} = 27. \square Confirmação:V(3,0,3) dá3+0+3 = 6 ✓ eT(0,3,3) dá0+3+3 = 6 ✓ - b) O plano
\alpha é paralelo aVTQ , logo tem o mesmo vetor normal(1,\,1,\,1) :x+y+z = d. ComoS(0,\,0,\,3) lhe pertence,d = 3 , ou seja\alpha: x+y+z = 3. - Verificando os dois extremos da reta
RP :R(3,\,0,\,0) :3+0+0 = 3 ✓P(0,\,3,\,0) :0+3+0 = 3 ✓ - Dois pontos distintos de uma reta pertencem a
\alpha , logo toda a retaRP está contida em\alpha .\square A ficha de origem escreve, nesta segunda alínea, «como a medida da aresta do cubo é6 », e usaS(0,0,6) ,R(6,0,0) eP(0,6,0) — em contradição com a alínea anterior, onde acabara de mostrar que a aresta é3 . A conclusão mantém-se (a reta está contida no plano), mas os números intermédios estão errados; acima estão corrigidos.
A aresta
- O plano da face
[ABCD] . A aresta[AE] é perpendicular a essa face, logo\overrightarrow{AE} = E-A = (1-3,\ 2-5,\ -3-3) = (-2,\,-3,\,-6) é um vetor normal do plano:-2x-3y-6z = d. - Com
A(3,\,5,\,3) :-6-15-18 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = -39, ou seja, multiplicando por-1 ,2x+3y+6z = 39. Confirmação comD :-6+9+36 = 39 ✓ - O ponto
P . Está no eixoOz , logo tem abcissa e ordenada nulas:6z = 39 \quad\Leftrightarrow\quad z = \frac{39}{6} = \frac{13}{2}. P\left(0,\,0,\,\frac{13}{2}\right). A aresta do cubo é\|\overrightarrow{AE}\| = \sqrt{4+9+36} = 7 — e\overrightarrow{AD} = (-6,-2,3) também tem norma7 e é perpendicular a\overrightarrow{AE} (12+6-18 = 0 ). São confirmações rápidas de que os dados são coerentes.
Um ponto da reta de interseção verifica as duas equações. Substitua e veja qual passa nos dois testes.
- Um ponto pertence à reta de interseção se e só se verifica as duas equações.
(A)
(5,5,0) :5-5+0 = 0 \ne 1 ✗ (B)(1,0,0) :1-0+0 = 1 ✓, mas1+0-0 = 1 \ne 7 ✗ (C)(0,0,-1) :0-0-3 = -3 \ne 1 ✗ (D)(4,3,0) :4-3+0 = 1 ✓ e4+3-0 = 7 ✓ - A opção correta é a (D).Somando as duas equações obtém-se
2x-4z = 8 , oux = 4+2z ; subtraindo,-2y+10z = -6 , ouy = 3+5z . A reta é então(x,y,z) = (4,\,3,\,0)+z(2,\,5,\,1) — e vê-se de imediato que(4,3,0) lhe pertence. É a maneira geral de passar de duas equações cartesianas a uma equação vetorial.
a) A reta
b)
- a) A reta
OT é perpendicular ao planoABC , logo o vetor normal desse plano,\vec{v} = (2,\,3,\,1) , é um vetor diretor deOT . Como a reta passa na origem:(x,y,z) = \lambda(2,\,3,\,1), \quad \lambda \in \mathbb{R}. T é o vértice oposto aO . O planoRQT é paralelo axOz e contémR , cuja ordenada é6 ; logoT tem ordenada6 :3\lambda = 6 \quad\Leftrightarrow\quad \lambda = 2. - Substituindo,
T(4,\,6,\,2) , como se pretendia.\square (E daí as arestas:
\overline{OP} = 4 ,\overline{OR} = 6 ,\overline{OV} = 2 .) - b) Um plano paralelo a
ABC tem o mesmo vetor normal:2x+3y+z = d. Q é o vértice da base oposto aO , logo tem a abcissa e a ordenada deT e cota nula:Q(4,\,6,\,0) . Substituindo:8+18+0 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = 26. 2x+3y+z = 26. O valor22 da secção fica entre0 (o plano paralelo porO ) e28 (o que passa porT ): é isso que garante que o plano corta mesmo o sólido, e não passa ao lado.
O plano
- O plano
x = y contém todos os pontos cuja abcissa é igual à ordenada — em particular a origem e todo o eixoOz . É o plano bissetor que «espelha»Ox emOy . - A reflexão nesse plano troca a abcissa com a ordenada e deixa a cota:
(a,\,b,\,c) \longmapsto (b,\,a,\,c). - Logo o simétrico de
P(1,\,0,\,0) é(0,\,1,\,0) : a opção correta é a (D). - Confirmação. O ponto médio de
[PD] é\left(\frac12,\frac12,0\right) , que pertence ao plano ✓; e\overrightarrow{PD} = (-1,\,1,\,0) é colinear com o vetor normal(1,\,-1,\,0) ✓Estes dois testes — ponto médio no plano e segmento perpendicular ao plano — são a definição de simétrico, e servem para confirmar qualquer reflexão, mesmo quando o plano não é «bonito».
A reta de interseção está contida nos dois planos ao mesmo tempo. E um vetor normal a um plano é perpendicular a tudo o que esse plano contém.
- A reta de interseção está contida no plano
\alpha . Como\vec{a} é normal a\alpha , é perpendicular a qualquer direção contida em\alpha — em particular a\vec{r} . - Pelo mesmo argumento com
\beta ,\vec{r} é perpendicular a\vec{b} . - A opção correta é a (D).Este resultado é a receita prática para achar a direção da reta de interseção de dois planos: procura-se um vetor perpendicular aos dois vetores normais. Com o produto externo obtém-se de imediato — mas mesmo sem ele, basta resolver o sistema
\vec{r}\cdot\vec{a} = 0 \wedge \vec{r}\cdot\vec{b} = 0 .
O vértice é o ponto onde a geratriz encontra o eixo
- O vértice. Está no eixo
Ox , logo é o ponto der com ordenada nula. Um ponto genérico der é(3k,\ 3-k,\ 0) :3-k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 3 \quad\Rightarrow\quad V(9,\,0,\,0). (A cota é sempre nula, porque a terceira componente do vetor diretor é0 .) - O plano. É perpendicular a
r , logo o vetor diretor\vec{v} = (3,\,-1,\,0) é vetor normal:3x-y+0z = d. - Com
V(9,\,0,\,0) :27-0 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = 27. 3x-y = 27. A retar parte de(0,3,0) , que é um ponto da circunferência da base (raio3 , no planoyOz ), e chega aV(9,0,0) : é mesmo uma geratriz. A altura do cone é9 e a geratriz mede\sqrt{81+9} = 3\sqrt{10} .
A primeira condição é uma superfície esférica e a segunda um plano. Onde é que o centro da esfera fica em relação a esse plano?
- A primeira condição define a superfície esférica de centro
C(1,\,1,\,1) e raio5 . - A segunda,
x = y , escreve-sex-y+0z = 0 : é um plano que contém a origem e tem vetor normal(1,\,-1,\,0) . - O centro pertence a esse plano, porque tem abcissa igual à ordenada:
1 = 1 ✓ - Um plano que passa pelo centro de uma superfície esférica interseta-a segundo uma circunferência — de raio máximo, igual ao da esfera. A opção correta é a (A).As outras opções correspondem a outras posições: um ponto, se o plano fosse tangente (distância ao centro igual ao raio); o conjunto vazio, se ficasse mais longe. O segmento de reta nunca aparece — a interseção de uma superfície esférica com um plano é sempre um círculo, um ponto ou nada.
a) A altura de uma pirâmide é perpendicular à base — e a origem é um vértice da base.
b) O centro da base é o ponto onde a altura encontra o plano da base.
- a) A reta dada contém a altura da pirâmide, que é perpendicular ao plano da base. Logo o seu vetor diretor
\vec{v} = (6,\,-8,\,0) é um vetor normal do plano da base:6x-8y+0z = d. - O vértice
O pertence à base, logo6(0)-8(0) = d , ou sejad = 0 :6x-8y = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 3x-4y = 0. \square - b) O centro da base é o ponto de interseção da reta que contém a altura com o plano da base. Um ponto genérico dessa reta é
(7+6k,\ -1-8k,\ 5). - Substituindo na equação da base:
3(7+6k)-4(-1-8k) = 0 \ \Leftrightarrow\ 21+18k+4+32k = 0 \ \Leftrightarrow\ 50k = -25 \ \Leftrightarrow\ k = -\frac{1}{2}. - Substituindo, o ponto é
\left(7-3,\ -1+4,\ 5\right) = (4,\,3,\,5), como se pretendia.\square Repare que o plano da base é vertical (não temz ) e que a altura é horizontal (o vetor diretor tem terceira coordenada nula): a pirâmide está «deitada», apoiada num plano que contém o eixoOz . Por issoV e o centro da base têm a mesma cota,5 .
Escreva as coordenadas de
- Seja
a a aresta do cubo. A face[OGFE] é um quadrado no planoxOy comO na origem,E(a,\,0,\,0) eG(0,\,a,\,0) ; o quarto vértice éF(a,\,a,\,0) . - O centro dessa face é o ponto médio da diagonal
[OF] :H\left(\frac{a}{2},\ \frac{a}{2},\ 0\right). - Como
H pertence ao planox+y = 10 :\frac{a}{2}+\frac{a}{2} = 10 \quad\Leftrightarrow\quad a = 10. - A opção correta é a (B).
- Confirmação. Com
a = 10 , os vértices de cima sãoA(0,0,10) ,B(0,10,10) ,C(10,10,10) eD(10,0,10) ; e de factoB eD verificamx+y = 10 ✓A ficha de origem troca dois eixos no enunciado, escrevendo queA pertence aOx eE aOy . Com essa leitura o item não fecha:D não ficaria no planox+y = 10 . O enunciado acima está corrigido de acordo com a figura e com a resolução.
Primeiro os vetores normais: quais são colineares com
- A direção. O vetor normal de
\alpha é(1,\,2,\,-1) . Das opções, só a (A), com(1,2,-1) , e a (C), com(-1,-2,1) = -(1,2,-1) , têm vetores normais colineares com ele. A (B) e a (D) ficam de fora. - O ponto. Testando
(0,\,1,\,2) :(A):
0+2-2 = 0 \ne 1 ✗ (C):-0-2+2 = 0 ✓ - A opção correta é a (C).A equação da (C) escreve-se também
x+2y-z = 0 , multiplicando tudo por-1 : é o plano paralelo a\alpha que passa na origem. Ver isso torna a verificação instantânea.
Pense nos vetores: se as duas retas são perpendiculares ao mesmo plano, o que se pode dizer dos seus vetores diretores?
- Se uma reta é perpendicular a um plano, o seu vetor diretor é colinear com o vetor normal do plano.
- Duas retas perpendiculares ao mesmo plano têm, portanto, vetores diretores colineares com o mesmo vetor normal — e por isso colineares entre si.
- Vetores diretores colineares significam retas paralelas. Como as retas são distintas, são estritamente paralelas — logo complanares e não concorrentes.
- A opção correta é a (C).A imagem que ajuda: um plano horizontal e duas hastes verticais espetadas nele. Nunca se cruzam, e ficam sempre no mesmo plano vertical.
Quando um plano passa pelo centro de uma esfera, a secção é um círculo máximo — de raio igual ao da esfera.
- O plano
\alpha . É perpendicular à reta, logo o vetor diretor\vec{v} = (1,\,0,\,2) é vetor normal:x+0y+2z = d. ComP(0,\,4,\,3) :0+6 = d , ou sejax+2z = 6. - O centro da esfera. Da condição,
C(-2,\,1,\,4) e o raio é\sqrt{3} . Verificando:-2+2\times 4 = -2+8 = 6 \ ✓ O centro pertence ao plano\alpha . - A secção. Um plano que passa pelo centro de uma esfera corta-a segundo um círculo máximo, de raio igual ao da esfera:
A = \pi r^{2} = \pi\left(\sqrt{3}\right)^{2} = 3\pi. Se o plano não passasse pelo centro, o raio da secção sairia do Teorema de Pitágoras:r_{\text{sec}}^{2} = r^{2}-d^{2} , comd a distância do centro ao plano. A sugestão do enunciado leva justamente a verificar qued = 0 — e é isso que torna a conta imediata.
Compare os dois vetores normais. Se forem colineares, os planos são paralelos — falta então distinguir «estritamente paralelos» de «coincidentes».
- Os vetores normais são
\vec{u} = (1,\,1,\,-1) e\vec{v} = (2,\,2,\,-2) = 2\vec{u} : são colineares, logo os planos são paralelos. - Falta saber se são coincidentes. Se fossem, a segunda equação seria um múltiplo exato da primeira — mas
2\times(x+y-z) = 2 , e não1 . - Confirmação com um ponto. O ponto
(1,\,0,\,0) pertence a\alpha (1+0-0 = 1 ) mas não a\beta (2 \ne 1 ). - Os planos são estritamente paralelos, logo não têm ponto algum em comum: a interseção é o conjunto vazio. A opção correta é a (A).Um resumo útil: normais colineares e equações proporcionais
\Rightarrow planos coincidentes; normais colineares e equações não proporcionais\Rightarrow estritamente paralelos; normais não colineares\Rightarrow concorrentes, e a interseção é sempre uma reta.
a) Mesmo vetor normal, novo termo independente.
b) Dois planos são perpendiculares se e só se os vetores normais são perpendiculares.
- a) O plano
\alpha tem vetor normal\vec{u} = (1,\,2,\,-2) , que serve também para\gamma :x+2y-2z = d. - Com
V(1,\,2,\,6) :1+4-12 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = -7. x+2y-2z = -7. - b) Um vetor normal de
\beta é\vec{v} = (2,\,-1,\,1) . Calculando o produto escalar:\vec{u}\cdot\vec{v} = 1\times 2+2\times(-1)+(-2)\times 1 = 2-2-2 = -2. - Como
\vec{u}\cdot\vec{v} \ne 0 , os vetores normais não são perpendiculares e, portanto, os planos\alpha e\beta não são perpendiculares.O plano\gamma é tangente ao cone no vértice: contémV e é paralelo à base. É por isso que a distância entre\alpha e\gamma — que vale\dfrac{|11-(-7)|}{3} = 6 — é a altura do cone.
a) A base do prisma é um quadrado com um vértice na origem e dois lados sobre
b)
- a) A base do prisma é um quadrado assente no plano
xOy , com um vértice na origem e os dois adjacentes nos semieixos positivosOx eOy . LogoP tem abcissa e ordenada iguais:P(a,\,a,\,z_{P}), \qquad A_{\text{base}} = a^{2}. - A altura. É a cota de
P , eP pertence ao planoABC :a+2a+3z_{P} = 9 \ \Leftrightarrow\ 3z_{P} = 9-3a \ \Leftrightarrow\ z_{P} = 3-a. (Coma \in\;]0,3[ , esta cota é positiva, como tem de ser.) V(a) = a^{2}(3-a) = 3a^{2}-a^{3}. \square - b) O ponto
A . Está emOx :x = 9 \quad\Rightarrow\quad A(9,\,0,\,0). - A reta
r é perpendicular ao plano, logo tem a direção do vetor normal(1,\,2,\,3) :(x,y,z) = (9,\,0,\,0)+\lambda(1,\,2,\,3), \quad \lambda \in \mathbb{R}. A alínea a) monta uma função e é o tipo de problema que reaparece no 12.º ano com derivadas:V'(a) = 6a-3a^{2} = 3a(2-a) anula-se ema = 2 , e aí o volume é máximo,V(2) = 4 . Vale a pena guardar a expressão para quando essa ferramenta chegar.
a)
b) Escreva a reta
- a) O ponto
A . Está no eixoOx e no planoADV :6x = 24 \quad\Leftrightarrow\quad x = 4 \quad\Rightarrow\quad A(4,\,0,\,0). - O lado da base.
\overline{AB} = \sqrt{(5-4)^{2}+3^{2}} = \sqrt{10}, \qquad A_{\text{base}} = 10. - A altura é a cota de
V , que é6 (a base está emz = 0 ):V_{\text{pirâmide}} = \frac{1}{3}\times 10\times 6 = 20. - b) A reta
r é perpendicular ao planoADV , logo tem a direção do vetor normal\vec{v} = (6,\,18,\,-5) :(x,y,z) = (-1,\,-15,\,5)+\lambda(6,\,18,\,-5), \quad \lambda \in \mathbb{R}. - Impondo que o ponto seja
B(5,\,3,\,0) :\begin{cases}5 = -1+6\lambda\\ 3 = -15+18\lambda\\ 0 = 5-5\lambda\end{cases} \ \Leftrightarrow\ \begin{cases}\lambda = 1\\ \lambda = 1\\ \lambda = 1\end{cases} - Os três valores coincidem, logo a reta
r contém o pontoB .Este é o teste padrão para «o ponto pertence à reta?»: resolver as três equações e ver se dão o mesmo parâmetro. Se duas derem\lambda = 1 e a terceira\lambda = 2 , o ponto não pertence — e não basta verificar duas.
O ponto
- O ponto
A . Está no eixoOx , logo tem ordenada e cota nulas:6x = 12 \quad\Leftrightarrow\quad x = 2 \quad\Rightarrow\quad A(2,\,0,\,0). - A direção. A reta
r é perpendicular ao plano, logo tem a direção do vetor normal\vec{v} = (6,\,3,\,4) . (x,y,z) = (2,\,0,\,0)+k(6,\,3,\,4), \quad k \in \mathbb{R}. Os outros dois traços do plano lêem-se do mesmo modo:B(0,\,4,\,0) eC(0,\,0,\,3) . Com os três, desenha-se o triângulo que a figura mostra.
a) Mesmo vetor normal, novo termo independente — e passar na origem torna esse termo nulo.
b) O volume é o do cubo mais o da pirâmide. A aresta lê-se em
- a) Um plano paralelo a
QTV tem o mesmo vetor normal,(5,\,2,\,2) :5x+2y+2z = d. Passando na origem,d = 0 :5x+2y+2z = 0. - b) O cubo. A face superior está no plano
xOy e um dos seus vértices é a origem;U(4,-4,-4) é o vértice oposto na face inferior, logo a aresta é4 eV_{\text{cubo}} = 4^{3} = 64. - A altura da pirâmide. A base da pirâmide é a face superior do cubo, cujo centro é
(2,\,-2,\,0) . Como a pirâmide é regular,V(2,\,-2,\,z) , eV pertence ao planoQTV :5(2)+2(-2)+2z = 12 \ \Leftrightarrow\ 10-4+2z = 12 \ \Leftrightarrow\ z = 3. A altura é3 . V_{\text{pirâmide}} = \frac{1}{3}\times 4^{2}\times 3 = 16. V_{\text{poliedro}} = 64+16 = 80. O cubo está abaixo do planoxOy (as cotas vão de-4 a0 ) e a pirâmide acima. Este item é dos poucos em que o sólido não assenta no primeiro octante — convém ler as coordenadas deU com atenção antes de desenhar o que quer que seja.
Se a reta é paralela ao plano, a sua direção não «fura» o plano — logo o vetor diretor é perpendicular ao vetor normal.
- O vetor diretor da reta é
\vec{u} = (1,\,1,\,-1) e um vetor normal do plano é\vec{v} = (3,\,3,\,a) . - Reta paralela ao plano
\Leftrightarrow vetor diretor perpendicular ao vetor normal:\vec{u}\cdot\vec{v} = 0 \ \Leftrightarrow\ 3+3-a = 0 \ \Leftrightarrow\ a = 6. - A opção correta é a (D).
- E o «estritamente»? Com
a = 6 , o ponto(-1,0,3) dá-3+0+18 = 15 \ne 1 , logo a reta não está contida no plano: é estritamente paralela.Vale a pena guardar as duas leituras do produto escalar neste tema:\vec{u}\cdot\vec{v} = 0 significa reta paralela ao plano;\vec{u} colinear com\vec{v} significa reta perpendicular ao plano. É quase o contrário do que a intuição sugere.
O plano
- O plano
ABC contém a base da pirâmide. Como a pirâmide é regular, o segmento[FE] , que une o centro da base ao vértice, é perpendicular ao plano da base. - Logo
\overrightarrow{FE} = (-1,\,2,\,2) é um vetor normal do planoABC , que é da forma-x+2y+2z+d = 0. - O ponto
F(-2,\,1,\,-1) pertence ao plano (é o centro da base):2+2-2+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -2, ou seja-x+2y+2z-2 = 0 . Multiplicando por-1 :x-2y-2z+2 = 0. \square - Confirmação com um vértice.
A está na retaEA e no plano da base:(-3+k)-2(3-5k)-2(1+k)+2 = 0 \ \Leftrightarrow\ 9k-9 = 0 \ \Leftrightarrow\ k = 1, logoA(-2,\,-2,\,2) . E\overline{FA} = \|(0,-3,3)\| = 3\sqrt{2} , coerente com\|\overrightarrow{FE}\| = 3 numa pirâmide de base quadrada de lado6 .Repare que a retaEA não foi usada na demonstração — só na confirmação. Ela serve as outras alíneas da prova, e é boa prática identificar, antes de começar, quais os dados de que a pergunta precisa.
a)
b) O plano
- a) O plano
FGH contém a face que passa porF , e[FA] é uma aresta perpendicular a essa face. Logo\overrightarrow{FA} = (2,\,3,\,6) é vetor normal:2x+3y+6z+d = 0. ComF(1,\,3,\,-4) :2+9-24+d = 0 \Leftrightarrow d = 13 .2x+3y+6z+13 = 0. - Nota:
\|\overrightarrow{FA}\| = \sqrt{4+9+36} = 7 , logo a aresta do cubo é7 . - b) O plano
HCD é uma face do cubo e a aresta[FE] é-lhe perpendicular, logo o vetor normal desse plano,\vec{u} = (6,\,2,\,-3) , é um vetor diretor da retaEF . (Confirme:\|\vec{u}\| = \sqrt{36+4+9} = 7 , a aresta.) - A reta
EF passa emF :(x,y,z) = (1,\,3,\,-4)+k(6,\,2,\,-3), \quad k \in \mathbb{R}. E é a interseção com o planoHCD :6(1+6k)+2(3+2k)-3(-4-3k)+25 = 0 \ \Leftrightarrow\ 49k+49 = 0 \ \Leftrightarrow\ k = -1. E = F-\vec{u} = (1-6,\ 3-2,\ -4+3) = (-5,\,1,\,-1). Os dois vetores normais,(2,3,6) e(6,2,-3) , têm ambos norma7 e são perpendiculares entre si (12+6-18 = 0 ): são duas das três direções das arestas do cubo. A terceira sairia do produto externo — mas o item não precisa dela.
Planos paralelos partilham o vetor normal; muda só o termo independente. Nem é preciso descobrir
- Dois planos paralelos admitem o mesmo vetor normal, aqui
(1,\,1,\,2) . Logo o plano procurado é da formax+y+2z = d, \quad d \in \mathbb{R}. - Impondo a passagem por
D(1,\,2,\,3) :1+2+2\times 3 = d \quad\Leftrightarrow\quad d = 9. x+y+2z = 9. Os pontosA(12,0,0) ,B(0,12,0) eC(0,0,6) lêem-se de imediato na equação — basta anular duas coordenadas de cada vez. É a maneira mais rápida de esboçar um plano dado por uma equação cartesiana.
a) O triângulo
b) Com
c) O vetor
- a) A base está no plano
xOy e a pirâmide é regular, logo[PV] é vertical e o triângulo[APV] é retângulo emP . ComoV tem abcissa e ordenada6 , o centro da base éP(6,\,6,\,0) , e\overline{AP} = \|(0,\,6,\,0)\| = 6. - Pelo Teorema de Pitágoras, com
\overline{AV} = 10 :\overline{PV}^{\,2}+6^{2} = 10^{2} \ \Leftrightarrow\ \overline{PV}^{\,2} = 64 \ \Leftrightarrow\ \overline{PV} = 8, e como a cota deV é positiva,V(6,\,6,\,8) . - b) Os vértices da base.
A(6,0,0) eP(6,6,0) , logo a meia-diagonal mede6 e os quatro vértices estão a6 deP , nas direções dos eixos:A(6,\,0,\,0),\quad B(12,\,6,\,0),\quad C(6,\,12,\,0),\quad D(0,\,6,\,0). M é o ponto médio de[BV] :M = \left(\frac{12+6}{2},\ \frac{6+6}{2},\ \frac{0+8}{2}\right) = (9,\,6,\,4), \overrightarrow{CM} = M-C = (3,\,-6,\,4). - Uma equação vetorial da reta
CM é(x,y,z) = (6,\,12,\,0)+k(3,\,-6,\,4), \quad k \in \mathbb{R}. - c)
\overrightarrow{DV} = V-D = (6,\,0,\,8) é vetor normal do plano:6x+0y+8z+d = 0. ComP(6,\,6,\,0) :36+d = 0 \Leftrightarrow d = -36 , ou seja6x+8z-36 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 3x+4z-18 = 0. A ausência dey na equação diz que o plano é paralelo ao eixoOy — o que faz sentido, porque\overrightarrow{DV} não tem componente segundoy : a aresta[DV] vive no planoy = 6 .
Duas condições, de novo: o plano tem de conter
- Quem contém
A(1,0,3) ?(A)
Ficam a (A) e a (B).3+0-3 = 0 ✓(B)2-0-3+1 = 0 ✓ (C)2-0+3 = 5 \ne 0 ✗(D)3+0 = 3 \ne 0 ✗ - Quem é perpendicular a
\alpha ? O vetor normal de\alpha é\vec{u} = (3,\,2,\,0) .(A) tem normal
(3,2,0) — colinear com\vec{u} , logo o plano é paralelo a\alpha , não perpendicular ✗ (B) tem normal(2,-3,-1) :(3,2,0)\cdot(2,-3,-1) = 6-6+0 = 0 ✓ - A opção correta é a (B).Dois planos são perpendiculares quando os vetores normais são perpendiculares; são paralelos quando os vetores normais são colineares. A opção (A) é a armadilha: passa pelo ponto certo, mas é paralela — e paralelo é o contrário de perpendicular.
Planos paralelos têm o mesmo vetor normal: só muda o termo independente. E o ponto
- Um vetor normal de
\alpha é\vec{u} = (1,\,-2,\,1) . Qualquer plano paralelo a\alpha admite o mesmo vetor normal, logo é da formax-2y+z+d = 0, \quad d \in \mathbb{R}. - Impondo a passagem por
A(0,\,0,\,2) :0-0+2+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -2. x-2y+z-2 = 0. Se tivesse saídod = 3 , o «plano paralelo» seria o próprio\alpha — planos coincidentes, não estritamente paralelos. Vale a pena olhar para od obtido e confirmar que é diferente do original.
a) A pirâmide é regular, logo
b) O vetor
- O cubo. Tem um vértice na origem e
R(2,2,2) é o vértice oposto na face de cima, logo a aresta é2 :O(0,0,0),\ P(2,0,0),\ Q(2,2,0),\ N(0,2,0),\ T(0,0,2),\ U(2,0,2),\ R(2,2,2),\ S(0,2,2). - a) A pirâmide é regular e assenta na face
[TURS] , cujo centro é(1,\,1,\,2) . LogoV(1,\,1,\,z) . - Como
V pertence ao planoPQV :6(1)+z-12 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad z = 6 \quad\Rightarrow\quad V(1,\,1,\,6). Confirmação:P(2,0,0) eQ(2,2,0) também verificam a equação:12+0-12 = 0 ✓ - b)
\overrightarrow{OR} = (2,\,2,\,2) é vetor normal do plano procurado:2x+2y+2z+d = 0. - Com
P(2,\,0,\,0) :4+d = 0 \Leftrightarrow d = -4 . Simplificando por2 :x+y+z-2 = 0. A altura da pirâmide é6-2 = 4 , o dobro da aresta do cubo — e é por isso que a figura sai «bicuda». Reparar nisso ajuda a validar o resultado: sez tivesse dado um valor menor que2 , o vértice cairia dentro do cubo.
Se a reta é perpendicular ao plano, o seu vetor diretor e o vetor normal do plano são colineares. Escreva a condição de colinearidade coordenada a coordenada.
- Um vetor normal de
\beta é\vec{u} = (2,\,-1,\,1) , e um vetor diretor da retaOP é\overrightarrow{OP} = P-O = (-2,\,1,\,3a). - Reta perpendicular ao plano significa vetores colineares: existe
\lambda tal que\overrightarrow{OP} = \lambda\vec{u} , ou seja(-2,\,1,\,3a) = \lambda(2,\,-1,\,1). - Coordenada a coordenada:
-2 = 2\lambda \ \wedge\ 1 = -\lambda \ \wedge\ 3a = \lambda. Das duas primeiras vem\lambda = -1 (e são compatíveis). - Da terceira,
3a = -1 \quad\Leftrightarrow\quad a = -\frac{1}{3}. Atenção ao contraste com os itens vizinhos: reta perpendicular ao plano dá vetores colineares; reta paralela ao plano dá vetores perpendiculares, isto é, produto escalar nulo. Trocar as duas é o erro mais comum deste tema.
A base é horizontal, logo a altura da pirâmide é vertical:
- O centro da base.
A eC são vértices opostos do quadrado, logo o centro é o ponto médio de[AC] :M = \left(\frac{-1-3}{2},\ \frac{1+3}{2},\ 1\right) = (-2,\,2,\,1). - A direção da altura. A base é paralela ao plano
xOy , logo a altura da pirâmide é vertical eV tem a mesma abcissa e a mesma ordenada deM :V(-2,\,2,\,z). - A cota.
V pertence ao planoBCV :3(2)+z-10 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad z = 4. V(-2,\,2,\,4). Outra maneira de ver o passo 2: a reta que contém a altura é a interseção dos planos mediadores de[AB] e de[BC] , que aqui sãox = -2 ey = 2 . Dá o mesmo — mas passa por duas equações em vez de uma observação.
Uma reta perpendicular a um plano tem a direção do vetor normal desse plano — que se lê nos coeficientes da equação.
- Um vetor normal do plano
\alpha é\vec{v} = (3,\,2,\,4) : lê-se diretamente nos coeficientes dex ,y ez . - Uma reta perpendicular ao plano tem a direção desse vetor, logo
\vec{v} é um vetor diretor da reta procurada. - Passando no ponto
C(2,\,1,\,4) :(x,y,z) = (2,\,1,\,4)+\lambda(3,\,2,\,4), \quad \lambda \in \mathbb{R}. É a propriedade que faz funcionar quase todos os itens deste banco, nos dois sentidos: normal do plano = diretor da perpendicular, e diretor da reta = normal do plano perpendicular a ela. Vale a pena decorá-la como uma só frase.
Comece por descobrir a altura do prisma:
- A altura. A aresta
[AF] é paralela aOz , logoF(0,\,2,\,z_{F}) . ComoF pertence ao planoOFB :0+6-z_{F} = 0 \quad\Leftrightarrow\quad z_{F} = 6. - Os vértices
B eD . A base[OABC] é um quadrado de lado2 no planoxOy , comC emOx . Pela figura,C está no semieixo negativo, logoC(-2,\,0,\,0) eB = A+\overrightarrow{OC} = (-2,\,2,\,0). Confirmação:B pertence ao planoOFB :3(-2)+3(2)-0 = 0 ✓ ED está na vertical deC , à altura6 :D(-2,\,0,\,6) . - a) Um plano paralelo a
OFB tem o mesmo vetor normal,(3,\,3,\,-1) :3x+3y-z+d = 0. ComD(-2,0,6) :-6+0-6+d = 0 \Leftrightarrow d = 12 .3x+3y-z+12 = 0. - b) A reta
OB passa na origem e tem a direção de\overrightarrow{OB} = (-2,\,2,\,0) :(x,y,z) = (0,\,0,\,0)+\lambda(-2,\,2,\,0), \quad \lambda \in \mathbb{R}, ou, mais simplesmente,(x,y,z) = \lambda(-1,\,1,\,0) .Repare em que a equação do planoOFB foi usada duas vezes: primeiro para achar a altura, depois para confirmar de que lado do eixoOx está o prisma. Uma equação de plano vale por várias condições.
Precisa de um ponto e de um vetor diretor.
- O ponto
T . Está no eixoOz e na face de cima, que está no planoz = 3 :T(0,\,0,\,3). - O ponto
Q . Está no eixoOy , logo tem abcissa e cota nulas; e pertence ao planoPQV , de equaçãox+y = 2 :0+y = 2 \quad\Leftrightarrow\quad y = 2 \quad\Rightarrow\quad Q(0,\,2,\,0). - Um vetor diretor.
\overrightarrow{TQ} = Q-T = (0,\,2,\,-3). - Uma equação vetorial da reta
TQ é(x,y,z) = (0,\,2,\,0)+\lambda(0,\,2,\,-3), \quad \lambda \in \mathbb{R}. Qualquer outro ponto da reta e qualquer múltiplo não nulo de(0,2,-3) dariam outra equação, igualmente correta — por exemplo(x,y,z) = (0,0,3)+\lambda(0,-2,3) . Nestes itens não há «a» resposta, há respostas.
Duas das três coordenadas de
- A cota de
A . A face[ABCD] está no planoxOy , logoz_{A} = 0 . - A ordenada de
A . A aresta[CD] está no eixoOy ; a aresta[DA] é-lhe perpendicular e está no planoxOy , logo é paralela ao eixoOx . AssimA eD têm a mesma ordenada:y_{A} = y_{D} = 4. - A abcissa. O ponto
A pertence ao planoACG , logo verifica a sua equação:x_{A}+4-0-6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x_{A} = 2. \square - Ou seja,
A(2,\,4,\,0) — e a aresta do cubo é\overline{DA} = 2 .O item pede «verifique», não «determine»: espera-se que se justifique cada coordenada usada, e não apenas a conta final. Dizer de onde vêm o0 e o4 é metade da resposta.
O centro da base superior fica na vertical do da inferior. E os pontos do plano
- O ponto
C . O eixo do cilindro é vertical (a base inferior está emxOy ), logoC tem a abcissa e a ordenada deA e cota igual à altura:C(1,\,2,\,3). - A reta
BC .\overrightarrow{BC} = C-B = (0,\,-1,\,3), (x,y,z) = (1,\,3,\,0)+k(0,\,-1,\,3), \quad k \in \mathbb{R}. - A interseção com
xOz . Os pontos desse plano têm ordenada nula:3-k = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = 3. - Substituindo,
x = 1 ,y = 0 ,z = 3\times 3 = 9 :(1,\,0,\,9). O ponto está muito acima do cilindro — a cota9 contra uma altura de3 . É a retaBC que se interseta com o plano, não o segmento: prolongá-la é legítimo, e o resultado não tem de cair dentro do sólido.
A área lateral são seis retângulos iguais, de lados
- A reta
PS . Num prisma regular as arestas laterais são perpendiculares às bases, logo o vetor normal do planoPQR ,\vec{u} = (2,\,3,\,-1) , é um vetor diretor dePS . Passando emS(14,5,0) :(x,y,z) = (14,\,5,\,0)+\lambda(2,\,3,\,-1), \quad \lambda \in \mathbb{R}. - O ponto
P é a interseção com o plano da base:2(14+2\lambda)+3(5+3\lambda)-(-\lambda)-15 = 0 \ \Leftrightarrow\ 28+15+14\lambda-15 = 0 \ \Leftrightarrow\ \lambda = -2, logoP(10,\,-1,\,2) . - A aresta lateral.
\overline{PS} = \sqrt{4^{2}+6^{2}+(-2)^{2}} = \sqrt{16+36+4} = \sqrt{56} \approx 7{,}483. - A área lateral são seis retângulos de lados
4 e\sqrt{56} :A = 6\times 4\times\sqrt{56} = 24\sqrt{56} \approx 179{,}6. Também se podia escrever24\sqrt{56} = 48\sqrt{14} . Nos itens que pedem um valor arredondado, convém guardar a expressão exata até ao fim e arredondar uma única vez — arredondar\sqrt{56} logo a seguir e multiplicar por24 multiplica também o erro.
Substitua a abcissa e a ordenada de
- O ponto
P . Comx = 1 ey = 3 :0+1+(z+1)^{2} = 10 \ \Leftrightarrow\ (z+1)^{2} = 9 \ \Leftrightarrow\ z = -4 \ \vee\ z = 2. Como a cota é negativa,P(1,\,3,\,-4) . - O plano. Sendo perpendicular a
r , tem por vetor normal o vetor diretor\vec{v} = (4,\,1,\,-2) :4x+y-2z+d = 0. - Com
P :4+3+8+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -15. 4x+y-2z-15 = 0. O raio da superfície esférica,\sqrt{10} , nunca é usado — mas o «10 » da equação sim, para achar a cota. É frequente que o item precise da equação sem precisar do raio.
Numa pirâmide regular, o segmento que une o centro da base ao vértice é perpendicular à base. E
- O centro da base.
A eC são vértices opostos do quadrado, logoM , o centro, é o ponto médio de[AC] :M = \left(\frac{2+0}{2},\ \frac{1-1}{2},\ \frac{0+2}{2}\right) = (1,\,0,\,1). - A direção. A pirâmide é regular, logo
\overrightarrow{MV} é perpendicular ao plano da base:\overrightarrow{MV} = V-M = (3,-1,2)-(1,0,1) = (2,\,-1,\,1). O plano é então da forma2x-y+z+d = 0 . - Com
A(2,\,1,\,0) :4-1+0+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -3. 2x-y+z-3 = 0. Verificação comC :0+1+2-3 = 0 ✓Verificar com o outro ponto conhecido da base é a melhor confirmação possível: usa uma informação que não entrou na construção da equação.
a)
b) Escreva
- a) Os vértices.
C(0,3,6) e a aresta[BC] é vertical, logoB(0,\,3,\,0) (e confirma-se queB está emOy ).A está emOx e no planoABC :3x-12 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x = 4 \quad\Rightarrow\quad A(4,\,0,\,0). - As três arestas que saem de
B .\overline{BA} = \|(4,-3,0)\| = 5, \qquad \overline{BC} = \|(0,0,6)\| = 6, \qquad \overline{BG} = \|(6,8,0)\| = 10. São perpendiculares duas a duas:(4,-3,0)\cdot(0,0,6) = 0 ,(4,-3,0)\cdot(6,8,0) = 24-24 = 0 ,(0,0,6)\cdot(6,8,0) = 0 ✓ V = 5\times 6\times 10 = 300. - b) A reta
r é perpendicular ao planoABC , logo tem a direção do vetor normal(3,\,4,\,0) :(x,y,z) = (1,\,-4,\,3)+\lambda(3,\,4,\,0), \quad \lambda \in \mathbb{R}. - Substituindo
(1+3\lambda,\ -4+4\lambda,\ 3) na equação do plano:3(1+3\lambda)+4(-4+4\lambda)-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 25\lambda-25 = 0 \ \Leftrightarrow\ \lambda = 1. (4,\,0,\,3). O planoABC não tem termo emz — é vertical — e por isso a reta perpendicular é horizontal, e a cota do ponto de interseção é a mesma deP . Reparar nisso poupa uma linha de contas e serve de confirmação.
a) Planos paralelos partilham o vetor normal. Primeiro
b) Substitua o ponto genérico da reta na equação do plano.
- a) O ponto
A . Um ponto der é(1,\ 2+k,\ 1+5k) . De2+k = 4 vemk = 2 , logoA(1,\,4,\,11). - Um plano paralelo a
\alpha tem o mesmo vetor normal,(2,\,3,\,-1) :2x+3y-z+d = 0. ComA :2+12-11+d = 0 \Leftrightarrow d = -3 . 2x+3y-z-3 = 0. - b) Substituindo o ponto genérico de
r na equação de\alpha :2(1)+3(2+k)-(1+5k)-9 = 0 \ \Leftrightarrow\ 2+6+3k-1-5k-9 = 0 \ \Leftrightarrow\ -2k-2 = 0, logok = -1 . P(1,\,1,\,-4). Verificação:2+3+4-9 = 0 ✓A reta e o plano cortam-se num único ponto porque o vetor diretor(0,1,5) e o vetor normal(2,3,-1) não são perpendiculares:0+3-5 = -2 \ne 0 . Se o produto escalar fosse nulo, a reta seria paralela ao plano — ou estaria contida nele.
a)
b) O ponto do plano mais próximo de
- a) Os centros das bases. Em
Oy (x = z = 0 ):4y = 12 \Rightarrow A(0,\,3,\,0) . EmOx :3x = 12 \Rightarrow B(4,\,0,\,0) . - A altura do cilindro é
\overline{AB} = \sqrt{4^{2}+(-3)^{2}} = 5. - Como
\overline{BC} é o raio da base,10\pi = \pi\,\overline{BC}^{\,2}\times 5 \quad\Leftrightarrow\quad \overline{BC}^{\,2} = 2 \quad\Leftrightarrow\quad \overline{BC} = \sqrt{2}. - b) A reta perpendicular. O ponto do plano mais próximo de
P é o pé da perpendicular. Essa reta tem a direção do vetor normal\vec{v} = (3,\,4,\,4) :(x,y,z) = (3,\,5,\,6)+\lambda(3,\,4,\,4), \quad \lambda \in \mathbb{R}. - Substituindo o ponto genérico
(3+3\lambda,\ 5+4\lambda,\ 6+4\lambda) na equação do plano:3(3+3\lambda)+4(5+4\lambda)+4(6+4\lambda)-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 41\lambda+41 = 0 \ \Leftrightarrow\ \lambda = -1. Q(0,\,1,\,2). Verificação:0+4+8-12 = 0 ✓ e a distância\overline{PQ} = \|(-3,-4,-4)\| = \sqrt{41} , que é exatamente\dfrac{|3(3)+4(5)+4(6)-12|}{\sqrt{41}} = \dfrac{41}{\sqrt{41}} = \sqrt{41} ✓Este é o método padrão para qualquer problema de «ponto mais próximo de um plano», e também dá a distância. Note que a coincidência dos dois valores não é sorte: a distância de um ponto a um plano é a distância ao pé da perpendicular.
O plano
- A direção. A aresta
[AE] é perpendicular à face[EFGH] , logo o vetor diretor da retaAE ,\vec{v} = (3,\,-6,\,2) , é um vetor normal do planoEFG :3x-6y+2z+d = 0. - Um ponto.
G(5,\,3,\,6) pertence ao plano:15-18+12+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -9. 3x-6y+2z-9 = 0. - Confirmação. A aresta do cubo é
\dfrac{\|\overrightarrow{AG}\|}{\sqrt{3}} = \dfrac{\|(-2,2,2)\|}{\sqrt3} = \dfrac{2\sqrt3}{\sqrt3} = 2 ; e a distância deA ao plano encontrado é\frac{|3(7)-6(1)+2(4)-9|}{\sqrt{9+36+4}} = \frac{|21-6+8-9|}{7} = \frac{14}{7} = 2 \ ✓ Esta confirmação é rápida e apanha erros de sinal: se o plano estivesse mal, a distância não daria a aresta. Vale a pena fazê-la sempre que o item dá dois vértices opostos.
Comece por
- Os pontos
E eG .E = B+\overrightarrow{BE} = (0,2,4)+(2,2,-2) = (2,\,4,\,2). A aresta do cubo é2 (é\|\overrightarrow{BE}\|/\sqrt{3} = 2\sqrt{3}/\sqrt{3} , ou lê-se nas coordenadas), e[BG] é paralela aOz descendo deB :G(0,\,2,\,2) . - O plano
\alpha . É perpendicular aOE , logo\overrightarrow{OE} = (2,\,4,\,2) é vetor normal:2x+4y+2z+d = 0. ComG(0,2,2) :8+4+d = 0 \Leftrightarrow d = -12 . Simplificando por2 :x+2y+z-6 = 0. - Os traços nos eixos.
em
Ox (y = z = 0 ):x = 6 , logoP(6,\,0,\,0) ; emOy :2y = 6 , logoQ(0,\,3,\,0) ; emOz :z = 6 , logoR(0,\,0,\,6) . - O volume. A pirâmide
[OPQR] tem por base o triângulo retângulo[OPQ] , de catetos6 e3 , e por altura\overline{OR} = 6 :V = \frac{1}{3}\times\frac{6\times 3}{2}\times 6 = \frac{1}{3}\times 9\times 6 = 18. Vale a pena guardar a fórmula: a pirâmide limitada pelos planos coordenados e por um plano que os corta em(a,0,0) ,(0,b,0) e(0,0,c) tem volume\dfrac{abc}{6} . Aqui,\dfrac{6\times 3\times 6}{6} = 18 .
a) Produto escalar nulo e passagem por
b) A reta
- a) O vetor diretor de
EF é\vec{u} = (-3,\,-2,\,2) .(A)
A opção correta é a (C).(-2,3,0)\cdot\vec{u} = 6-6+0 = 0 ✓ mas a reta não passa emE (parax = 7 viriak = 0 e o ponto seria(7,-3,3) ) ✗ (B)(0,3,-3)\cdot\vec{u} = 0-6-6 = -12 \ne 0 ✗ (C)(0,3,3)\cdot\vec{u} = 0-6+6 = 0 ✓ e, comk = 4 ,(7,\,-10+12,\,3+12) = (7,2,15) = E ✓ (D)(2,0,-3)\cdot\vec{u} = -6+0-6 = -12 \ne 0 ✗ - b) O ponto
B . A aresta[EF] é perpendicular à face[ABG…] , logo\vec{u} = (-3,-2,2) é vetor normal do planoABG :-3x-2y+2z+d = 0. ComG(6,\,10,\,13) :-18-20+26+d = 0 \Leftrightarrow d = 12 , ou seja-3x-2y+2z+12 = 0 . B está no eixoOy (abcissa e cota nulas):-2y+12 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad y = 6 \quad\Rightarrow\quad B(0,\,6,\,0). - O raio. As arestas
[BD] e[GE] são paralelas e iguais, logor = \overline{BD} = \overline{GE} = \sqrt{(7-6)^{2}+(2-10)^{2}+(15-13)^{2}} = \sqrt{1+64+4} = \sqrt{69}. x^{2}+(y-6)^{2}+z^{2} = 69. O item pede a equação reduzida de uma superfície esférica:(x-a)^{2}+(y-b)^{2}+(z-c)^{2} = r^{2} , com o centro à vista. Deixar\left(\sqrt{69}\right)^{2} por simplificar não está errado, mas69 lê-se melhor.
Não é preciso descobrir
- A direção. Num trapézio, as bases são paralelas:
RS \parallel PQ . Logo um plano perpendicular aRS é também perpendicular aPQ , e\overrightarrow{PQ} serve de vetor normal:\overrightarrow{PQ} = Q-P = (-2-1,\ 1+1,\ 1-2) = (-3,\,2,\,-1). - O plano é da forma
-3x+2y-z+d = 0. - Impondo a passagem por
P(1,\,-1,\,2) :-3-2-2+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = 7. -3x+2y-z+7 = 0. O pontoR não entra na conta — está no enunciado para as outras alíneas da prova. E o pontoS , que também não é preciso, seriaS\left(\frac52,\,0,\,-\frac12\right) : obtinha-se impondo\overrightarrow{PS} \perp \overrightarrow{PQ} comS na reta que passa emR com a direção de\overrightarrow{PQ} .
De toda a informação do enunciado, o item só precisa de duas coisas: o vetor
- O plano
\alpha é perpendicular à retaBE , logo\overrightarrow{BE} = (-1,\,6,\,2) é um vetor normal de\alpha :-x+6y+2z+d = 0. - Impondo a passagem por
(1,\,0,\,1) :-1+0+2+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -1, ou seja-x+6y+2z-1 = 0 . - Multiplicando por
-1 ,x-6y-2z+1 = 0 : a opção correta é a (C). - As outras: a (A) tem o vetor normal certo mas passa na origem, e
(1,0,1) não a verifica (-1+2 = 1 \ne 0 ); a (B) e a (D) têm vetores normais que não são colineares com\overrightarrow{BE} .Uma equação e a sua simétrica definem o mesmo plano:-x+6y+2z-1 = 0 ex-6y-2z+1 = 0 são a mesma condição. Quando a resposta não aparece tal e qual nas opções, vale a pena multiplicar por-1 antes de desistir.
a) Dois planos são perpendiculares quando os vetores normais o são — produto escalar nulo. Depois confirme a passagem pelo ponto.
b)
- a) O plano da base tem vetor normal
\vec{u} = (0,\,4,\,-3) . Testando os das opções:(A)
A opção correta é a (D).(0,4,-3) : colinear com\vec{u} — plano paralelo, não perpendicular ✗ (B)(3,4,1) :0+16-3 = 13 \ne 0 ✗ (C)(0,3,4) :0+12-12 = 0 ✓ mas3(2)+4(-1) = 2 \ne 8 , não passa no ponto ✗ (D)(1,3,4) :0+12-12 = 0 ✓ e1+6-4 = 3 ✓ - b) O ponto
A . Está emOy (abcissa e cota nulas) e no plano da base:4y-0 = 16 \quad\Leftrightarrow\quad y = 4 \quad\Rightarrow\quad A(0,\,4,\,0). - O ponto
V . A retaAV é perpendicular ao plano da base, logo tem a direção(0,\,4,\,-3) :(x,y,z) = (0,\,4,\,0)+\lambda(0,\,4,\,-3). ComoV está emOz , a ordenada é nula:4+4\lambda = 0 \Leftrightarrow \lambda = -1 , e a cota é-3(-1) = 3 . LogoV(0,\,0,\,3) . - A altura é
\overline{AV} = \sqrt{4^{2}+3^{2}} = 5 (o triângulo[OAV] é retângulo emO ). V_{\text{cone}} = \frac{1}{3}\pi r^{2}h = \frac{1}{3}\pi\times 3^{2}\times 5 = 15\pi. A altura é\overline{AV} e não a cota deV : a base é oblíqua aos eixos, e a altura de um cone mede-se ao longo do eixo, perpendicularmente à base.
- Ler a figura.
E está atrás deD , logo[DE] é uma aresta perpendicular à face[ABCD] . O planoADE contém[AD] e[DE] , e é perpendicular a[AB] . - Assim,
\overrightarrow{AB} = (3,\,-6,\,2) é um vetor normal do planoADE :3x-6y+2z+d = 0. ComA(-2,5,0) :-6-30+d = 0 \Leftrightarrow d = 36 , logo3x-6y+2z+36 = 0 . - Interseção com a reta. Um ponto genérico é
(k,\,-k,\,3-k) :3k+6k+2(3-k)+36 = 0 \ \Leftrightarrow\ 7k+42 = 0 \ \Leftrightarrow\ k = -6. E(-6,\,6,\,9). - Verificação. A aresta do cubo é
\|\overrightarrow{AB}\| = 7 . OraD = A+\overrightarrow{BC} = (0,\,8,\,6) e\overrightarrow{DE} = (-6,\,-2,\,3) , de norma\sqrt{36+4+9} = 7 ✓ e perpendicular a\overrightarrow{AB} :-18+12+6 = 0 ✓A reta dada corta o planoADE num único ponto; se o enunciado não a desse, haveria doisE possíveis — um de cada lado da face[ABCD] .
a) A base de baixo tem dois vértices em
b)
- a) Os vértices
A ,B (emOx ) eF (emOy ) têm cota nula, logo a base[ABCDEF] está no planoz = 0 . O centro do prisma tem cota2 e está a meia altura, logo a altura é4 e a face[GHIJKL] está emz = 4 : opção (B). - b) A direção. Num hexágono regular, as faces laterais opostas são paralelas.
[BCJI] e[EFGL] são opostas, logo os planosBCJ eLEF têm o mesmo vetor normal,\vec{u} = \left(3,\,-\sqrt{3},\,0\right) :3x-\sqrt{3}\,y+d = 0. - Um ponto:
L . PrimeiroB : está emOx (ordenada e cota nulas) e no planoBCJ , logo3x_{B}-0-6 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad x_{B} = 2 \quad\Rightarrow\quad B(2,\,0,\,0). B eL são vértices diametralmente opostos do prisma (L está sobreE , eB eE são opostos no hexágono), logoM é o ponto médio de[BL] :L = 2M-B = \left(\tfrac{8}{3}-2,\ \tfrac{4\sqrt{3}}{3},\ 4\right) = \left(\tfrac{2}{3},\ \tfrac{4\sqrt{3}}{3},\ 4\right). - Substituindo na equação do plano:
3\times\frac{2}{3}-\sqrt{3}\times\frac{4\sqrt{3}}{3}+d = 0 \ \Leftrightarrow\ 2-4+d = 0 \ \Leftrightarrow\ d = 2. 3x-\sqrt{3}\,y+0z+2 = 0. O plano não tem termo emz , e não podia ter: é uma face lateral de um prisma reto de bases horizontais, ou seja, um plano vertical. Umz a aparecer na resposta seria sinal de erro.
a)
b) Um triângulo inscrito numa semicircunferência é retângulo. Onde está o ângulo reto?
- a) As arestas
[OD] e[AC] são correspondentes nas duas bases, logo(0,\,4,\,3) é vetor diretor deOD . Isso elimina a (C) e a (D), cujo diretor(0,3,-4) não é colinear com(0,4,3) . - Falta a reta passar na origem. Na (A):
(0,6,8)+k\left(0,2,\frac32\right) ; de6+2k = 0 vemk = -3 e a cota daria8-4{,}5 = 3{,}5 \ne 0 ✗. Na (B): de-4+2k = 0 vemk = 2 e a cota dá-3+3 = 0 ✓ - A opção correta é a (B).
- b) Os pontos que faltam. Da equação de
AC ,A(10,\,0,\,0) . ComoE está emOy com\overline{OE} = 12{,}5 , vemE(0;\ 12{,}5;\ 0) ; e[AB] é o diâmetro correspondente a[OE] , logoB(10;\ 12{,}5;\ 0) . - O ângulo reto. O triângulo
[ABC] está inscrito numa semicircunferência de diâmetro[AB] , logo é retângulo emC . - Um ponto genérico da reta
AC éC(10,\,4k,\,3k) . Impondo\overrightarrow{CA}\cdot\overrightarrow{CB} = 0 :(0,\,-4k,\,-3k)\cdot\left(0,\ 12{,}5-4k,\ -3k\right) = -4k(12{,}5-4k)+9k^{2} = 25k^{2}-50k = 0, logok = 0 \vee k = 2 . Comok = 0 dariaC = A , vemk = 2 . C(10,\,8,\,6). Também dava para escrever o planoCBE — perpendicular aAC , porque o triângulo é retângulo emC — e intersetá-lo com a retaAC . É a resolução oficial; a do produto escalar poupa um passo.
A reta
- O plano da base
[ABCDEF] . A retaEL contém uma aresta lateral, e num prisma reto as arestas laterais são perpendiculares às bases. Logo(3,\,4,\,0) é um vetor normal do plano da base:3x+4y+d = 0. ComoA(4,0,0) pertence a esse plano,12+d = 0 \Leftrightarrow d = -12 , ou seja3x+4y-12 = 0 . - A reta
FG . Também contém uma aresta lateral (G é o vértice correspondente aF ), logo é paralela aEL . Passando emG :(x,y,z) = \left(12,\,\tfrac{13}{2},\,2\right)+k(3,\,4,\,0), \quad k \in \mathbb{R}, com pontos genéricos\left(12+3k,\ \tfrac{13}{2}+4k,\ 2\right) . - O ponto
F é a interseção dessa reta com o plano da base:3(12+3k)+4\left(\tfrac{13}{2}+4k\right)-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 36+9k+26+16k-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 25k = -50, logok = -2 . F = \left(12-6,\ \tfrac{13}{2}-8,\ 2\right) = \left(6,\,-\tfrac{3}{2},\,2\right). Verificação:3(6)+4\left(-\frac32\right)-12 = 18-6-12 = 0 ✓Repare em que a distância\overline{AG} = \sqrt{64+\frac{169}{4}+4} = \frac{21}{2} não é a aresta lateral:A eG não são vértices correspondentes. A aresta lateral é\overline{FG} = |{-2}|\times\|(3,4,0)\| = 10 .
a) Um plano perpendicular a
b)
- a) Um plano perpendicular ao eixo
Ox tem vetor normal(1,\,0,\,0) , logo é da formax = c . Passando emA ,c = 2\sqrt{3} : opção (C). - b) O plano mediador de
[OA] . Igualando as distâncias aO(0,0,0) e aA(2\sqrt3,6,0) :x^{2}+y^{2}+z^{2} = \left(x-2\sqrt{3}\right)^{2}+(y-6)^{2}+z^{2} \ \Leftrightarrow\ 4\sqrt{3}\,x+12y-48 = 0, ou seja\sqrt{3}\,x+3y-12 = 0 . - O ponto
B . Na retaAB ,B\left(\sqrt{3}k,\ 16-5k,\ 0\right) . Substituindo:\sqrt{3}\cdot\sqrt{3}k+3(16-5k)-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ 3k+48-15k-12 = 0 \ \Leftrightarrow\ k = 3, logoB\left(3\sqrt{3},\,1,\,0\right) . - A área da base.
\overline{OA} = \sqrt{12+36} = \sqrt{48} = 4\sqrt{3} . ComoB é equidistante deO e deA , a altura do triângulo relativa a[OA] é\overline{BM} , comM\left(\sqrt{3},\,3,\,0\right) o ponto médio:\overline{BM} = \sqrt{\left(2\sqrt{3}\right)^{2}+(-2)^{2}} = \sqrt{12+4} = 4. A_{[OAB]} = \frac{4\sqrt{3}\times 4}{2} = 8\sqrt{3}. - A altura do prisma é
\overline{OD} = 5 , porqueD está no eixoOz com cota5 e o prisma é reto com a base[OAB] no planoxOy . LogoV = 8\sqrt{3}\times 5 = 40\sqrt{3} \approx 69{,}3. Havia um atalho para a área: comO ,A eB todos no planoxOy , a área é\frac12\left|x_{A}y_{B}-x_{B}y_{A}\right| = \frac12\left|2\sqrt3-18\sqrt3\right| = 8\sqrt3 . Dá o mesmo, sem calcular a altura.
O plano
- O ponto
B . Está na retaBC , logoB(3+2k,\,5+3k,\,1+6k) . A condiçãoy_{B} = 2x_{B} dá5+3k = 2(3+2k) \quad\Leftrightarrow\quad k = -1 \quad\Rightarrow\quad B(1,\,2,\,-5). - Um vetor normal do plano
ABF . A face[ABFE] é lateral, logo contém a direção das arestas laterais; e contém[AB] . Um vetor perpendicular a ela tem de ser perpendicular às duas direções — e\overrightarrow{BC} = (2,\,3,\,6) serve: está no plano da base (logo é perpendicular às arestas laterais) e\overrightarrow{AB}\cdot\overrightarrow{BC} = (-3,\,6,\,-2)\cdot(2,\,3,\,6) = -6+18-12 = 0. É o ângulo reto do trapézio, emB . - O plano é então da forma
2x+3y+6z+d = 0 . ComA(4,-4,-3) :8-12-18+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = 22. - Uma equação é
2x+3y+6z+22 = 0 : a opção correta é a (A). Confirmação comB :2(1)+3(2)+6(-5)+22 = 2+6-30+22 = 0 ✓As opções (C) e (D) têm vetor normal(3,-2,0) . Será perpendicular a\overrightarrow{AB} ?(3,-2,0)\cdot(-3,6,-2) = -9-12 = -21 \ne 0 — logo nem sequer contêm a direção de[AB] , e não podem definir o planoABF .
a) Planos paralelos têm o mesmo vetor normal: só muda o termo independente.
b) O eixo do cone passa no centro da base e é perpendicular ao plano dela. Escreva
- a) O plano da base tem vetor normal
(1,\,2,\,0) ; qualquer plano paralelo é da formax+2y+d = 0 . Isso elimina já a (A) e a (D). - Impondo a passagem por
(1,-3,5) :1-6+d = 0 \Leftrightarrow d = 5 , ou sejax+2y+5 = 0 . A opção correta é a (C). - b) Os pontos
A eB . EmOx :x-8 = 0 \Rightarrow A(8,\,0,\,0) . EmOy :2y-8 = 0 \Rightarrow B(0,\,4,\,0) . - O centro da base é o ponto médio de
[AB] :M = \left(\frac{8+0}{2},\ \frac{0+4}{2},\ 0\right) = (4,\,2,\,0). - O eixo do cone. Passa em
M e é perpendicular ao plano da base, logo tem a direção do vetor normal(1,\,2,\,0) :(x,y,z) = (4,\,2,\,0)+k(1,\,2,\,0), \quad k \in \mathbb{R}, eV(4+k,\,2+2k,\,0) . - A condição «a abcissa tem menos uma unidade do que a ordenada» é
x_{V} = y_{V}-1 :4+k = 2+2k-1 \quad\Leftrightarrow\quad k = 3 \quad\Rightarrow\quad V(7,\,8,\,0). O vértice tem cota zero — e tem de ter: o eixo do cone é perpendicular a um plano vertical (a equação não temz ), logo é horizontal. O cone está «deitado», como a figura mostra.
a) Duas condições a verificar: o produto escalar dos vetores diretores tem de ser nulo, e a reta tem de conter
b) As retas
- a) O vetor diretor de
DF é(1,\,1,\,-5) .(A) e (C) têm diretor
(5,0,-1) :(5,0,-1)\cdot(1,1,-5) = 5+0+5 = 10 \ne 0 ✗ (B) e (D) têm diretor(0,5,1) :0+5-5 = 0 ✓ — falta ver qual contémA(4,2,0) . - Na (B):
(4,-3,-1)+k(0,5,1) = (4,\,-3+5k,\,-1+k) . De-3+5k = 2 vemk = 1 , e então-1+1 = 0 ✓ A reta contémA .Na (D): de
A opção correta é a (B).8+5k = 2 vemk = -\frac{6}{5} , e a cota daria-2-\frac{6}{5} \ne 0 ✗ - b) O plano mediador de
[AB] . É o conjunto dos pontos equidistantes deA e deB :(x-4)^{2}+(y-2)^{2}+z^{2} = (x-2)^{2}+(y-3)^{2}+(z+3)^{2}. Desenvolvendo e simplificando,-2x+y-3z-1 = 0 . - A reta
BC . As arestas[BC] e[DF] são correspondentes nas duas bases, logo são paralelas:(x,y,z) = (2,\,3,\,-3)+k(1,\,1,\,-5), \quad k \in \mathbb{R}, e um ponto genérico é(2+k,\,3+k,\,-3-5k) . - Substituindo na equação do plano mediador:
-2(2+k)+(3+k)-3(-3-5k)-1 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 14k+7 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad k = -\frac{1}{2}. C\left(\frac{3}{2},\ \frac{5}{2},\ -\frac{1}{2}\right). Verificação:\overline{CA}^{\,2} = \left(\frac52\right)^{2}+\left(\frac12\right)^{2}+\left(\frac12\right)^{2} = \frac{27}{4} e\overline{CB}^{\,2} = \left(\frac12\right)^{2}+\left(\frac12\right)^{2}+\left(\frac52\right)^{2} = \frac{27}{4} ✓É a figura que diz que[BC] corresponde a[DF] , e não[AC] . Trocá-las dá outro ponto que também está no plano mediador — e por isso a verificação das distâncias, sozinha, não denunciava o erro. Nestes itens, ler a rotulagem da figura é parte da resolução.
Do volume tira-se a altura. Depois,
- A altura. A base é um quadrado de lado
\sqrt{6} , logo tem área6 :4\sqrt{6} = \frac{1}{3}\times 6\times \overline{MV} \quad\Leftrightarrow\quad \overline{MV} = 2\sqrt{6}. - A direção. A pirâmide é regular, logo
[MV] é perpendicular ao plano da base. O vetor normal do planoABC é\vec{u} = (2,\,-1,\,1) , e a retaMV é(x,y,z) = (2,\,-1,\,3)+k(2,\,-1,\,1), \quad k \in \mathbb{R}. - Um ponto genérico dá
\overrightarrow{MV} = (2k,\,-k,\,k) , de norma\|\overrightarrow{MV}\| = \sqrt{4k^{2}+k^{2}+k^{2}} = \sqrt{6k^{2}} = |k|\sqrt{6}. - Impondo
|k|\sqrt{6} = 2\sqrt{6} , vemk = 2 \vee k = -2 , ou sejaV(6,\,-3,\,5) \quad\text{ou}\quad V(-2,\,1,\,1). - Como a abcissa de
V é positiva,V(6,\,-3,\,5) .A condição «abcissa positiva» não é decoração: a reta perpendicular ao plano da base atravessa-a, e há uma pirâmide de cada lado. Sem essa condição, o item teria duas respostas.
a) A reta
b) A aresta lateral é perpendicular às bases, e a face
- a) A reta
CD é a interseção do plano da base,x = 3 , com o planoCDE ,5y+2z-62 = 0 . Um ponto dela tem de verificar as duas condições.(A)
A opção correta é a (A).(3,4,21) :x = 3 ✓ e20+42-62 = 0 ✓ (B)(3,6,18) :30+36-62 = 4 \ne 0 ✗ (C) e (D) têm abcissa2 , logo nem estão no plano da base ✗ - b) A altura do prisma. As bases estão em planos paralelos:
[ABCD] emx = 3 e, comoF tem abcissa-9 ,[EFGH] emx = -9 . A altura é3-(-9) = 12. - O lado do quadrado. A reta
EF é perpendicular ao planoCDE — é a aresta da base de cima correspondente a[DA] , e num prisma reto de base quadrada essa aresta é perpendicular à face lateral[CDEH] . Logo o vetor normal do planoCDE ,\vec{v} = (0,\,5,\,2) , é um vetor diretor deEF :(x,y,z) = (-9,\,0,\,2)+k(0,\,5,\,2), \quad k \in \mathbb{R}. E é a interseção dessa reta com o planoCDE :5(5k)+2(2+2k)-62 = 0 \quad\Leftrightarrow\quad 29k = 58 \quad\Leftrightarrow\quad k = 2, logoE(-9,\,10,\,6) e\overline{EF} = \sqrt{0+10^{2}+4^{2}} = \sqrt{116}. V = \overline{EF}^{\,2}\times 12 = 116 \times 12 = 1392. Note que o lado do quadrado,\sqrt{116} \approx 10{,}8 , nunca aparece «bonito» — mas o quadrado do lado, que é o que o volume precisa, é o inteiro116 . Calcular a raiz e voltar a elevá-la ao quadrado só introduz erros de arredondamento.
Um plano perpendicular a uma reta tem, por vetor normal, o vetor diretor da reta. Escreva a equação com esse vetor e imponha a passagem por
- O vetor diretor de
DH é\vec{u} = (1,\,3,\,0) . Como o plano é perpendicular à reta,\vec{u} é um vetor normal do plano, que fica da formax+3y+0z+d = 0. - Impondo que
G(6,\,9,\,0) pertence ao plano:6+27+d = 0 \quad\Leftrightarrow\quad d = -33. - Uma equação é
x+3y-33 = 0 : a opção correta é a (B). - As outras: a (A) e a (C) têm vetores normais que não são colineares com
(1,3,0) ; a (D) tem vetor normal(2,6,0) = 2\vec{u} , que serve, mas o plano não passa emG :12+54+15 \ne 0 .Os dois testes são independentes e vale a pena fazê-los por esta ordem — direção primeiro, posição depois. O primeiro elimina metade das opções de cabeça.
O plano
- A ideia. O plano
BCF contém a face[BCFG] do cubo, eA é um vértice da face oposta. A distância deA a esse plano é, portanto, a aresta do cubo. - A distância, pelo pé da perpendicular. Com
\vec{n} = (-3,\,6,\,-2) , a reta que passa emA e é perpendicular ao plano é(-3-3k,\; 5+6k,\; 2-2k) . Substituindo na equação:-3(-3-3k) + 6(5+6k) - 2(2-2k) + 14 = 0 \;\Leftrightarrow\; 49k + 49 = 0 \;\Leftrightarrow\; k = -1. Como\|\vec{n}\| = \sqrt{9+36+4} = 7 , a distância é\left|-1\right| \times 7 = 7 . - Logo a aresta mede
7 eV = 7^{3} = 343. Ok dar-1 certinho não é acaso: quem constrói o item escolhe a equação do plano para que a conta feche em número inteiro. Se sair um valor feio, vale a pena reler os sinais.
Teste rápido
Doze questões de resposta imediata, com correção e explicação, sobre as oito secções de revisão. Serve para verificares se a geometria do 10.º e do 11.º está no sítio — ou se convém voltar atrás antes de a usar no plano de Argand.
Formulário essencial e referências
Tudo o que este capítulo usa, numa página. Se alguma linha parecer nova, é sinal de que a secção correspondente merece uma segunda leitura.
Pontos, no plano e no espaço
No espaço acrescenta-se, nas duas fórmulas, a parcela da cota.
Transformados de
Condições com uma variável, no espaço
Mediatriz e plano mediador
No plano dá a mediatriz de
Circunferência, círculo, esfera
Com
Vetores
A reta no plano
Uma reta de declive
Declive e inclinação
Inclinação aguda ⟺
Produto escalar
Sinal: positivo, ângulo agudo; nulo, reto; negativo, obtuso.
O plano no espaço
Os coeficientes de
Antes de dar uma resolução por fechada
na fórmula da distância,
Referências
Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 10.º ano (2023), tema «Geometria», tópicos «Geometria analítica no plano e no espaço» e «Vetores no plano e no espaço» — a origem das secções R1 a R5. Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 11.º ano (2023), tema «Geometria», tópico «Produto escalar» — a origem das secções R6, R7 e R8. Aprendizagens Essenciais · Matemática A · 12.º ano (2023) — não têm tema de Geometria. O que desta matéria é preciso no 12.º aparece nos Números Complexos: o plano de Argand em Complexos · §06, e os conjuntos de pontos definidos por condições — mediatrizes, circunferências, semiplanos — em Complexos · §11. René Descartes, La Géométrie (1637) — o apêndice onde a geometria passa a fazer-se com coordenadas, e onde as curvas ganham equações. É daí que vem o nome «cartesiano». Pierre de Fermat, Ad locos planos et solidos isagoge (escrito por volta de 1636) — a mesma ideia, chegada de forma independente e por um caminho diferente: partir da equação para descobrir a curva. William Rowan Hamilton e Hermann Grassmann, meados do século XIX — de onde vêm os vetores e o produto escalar como hoje se escrevem.
Exercícios globais
Dezasseis exercícios que misturam as oito secções, na ordem em que apareceriam numa prova: um item raramente avisa de que secção vem. Os enunciados são originais, escritos no formato do Exame Nacional — não são itens de prova, e por isso não trazem indicação de ano. Cada um tem sugestão e resolução passo a passo; o progresso fica guardado neste dispositivo.
Exercícios globais · Geometria analítica do 10.º e do 11.º ano
Dois exercícios sobre pontos e distâncias, quatro sobre lugares geométricos e condições, quatro sobre vetores e retas, três sobre produto escalar e três sobre planos. Os filtros ao lado deixam trabalhar um bloco de cada vez.
No plano, considera
O ponto médio de
- (A)
(1,\,5) e10 - (B)
(1,\,5) e14 - (C)
(3,\,4) e10 - (D)
(2,\,10) e10
No referencial
a) Mostra que os três pontos pertencem a um mesmo plano paralelo a um dos planos coordenados, e indica uma equação desse plano.
b) Determina o perímetro do triângulo
A condição
- (A)o círculo de centro
(-1,\,3) e raio2 - (B)o exterior da circunferência de centro
(-1,\,3) e raio2 - (C)o exterior da circunferência de centro
(1,\,-3) e raio4 - (D)a circunferência de centro
(-1,\,3) e raio2
No plano, considera
a) Escreve uma equação da mediatriz de
No plano, o conjunto definido por
- (A)vazio
- (B)um único ponto
- (C)um segmento de reta
- (D)um semicírculo
Escreve uma condição que defina, no plano, a região limitada pelo semicírculo de centro
Os vetores
- (A)
-3 - (B)
3 - (C)
\frac{1}{3} - (D)
12
No plano, considera
a) Escreve uma equação vetorial da reta
A reta de equação
- (A)
30^{\circ} - (B)
60^{\circ} - (C)
120^{\circ} - (D)
-60^{\circ}
No plano, considera a reta
a) Escreve a equação reduzida da reta paralela a
Sabe-se que
O valor de
- (A)
10 - (B)
5 - (C)
-5 - (D)
-10
No referencial
a) Determina
No referencial
- (A)
-3 - (B)
-1 - (C)
1 - (D)
3
No referencial
a) Determina uma equação cartesiana do plano
No referencial
a) Mostra que
No referencial
a) Escreve a equação reduzida de
Ponto médio é a média das coordenadas; distância é Pitágoras. Repara em que uma das opções soma os catetos.
- Ponto médio:
\left(\dfrac{-2+4}{2},\dfrac{1+9}{2}\right) = (1,\,5) . \overline{AB} = \sqrt{6^{2}+8^{2}} = \sqrt{100} = 10 .- A opção correta é a (A).A opção (B) soma os catetos,
6+8=14 ; a (D) soma as coordenadas em vez de as dividir por dois.
Olha para a primeira coordenada dos três pontos. Depois, três distâncias — duas delas saem sem contas.
- a) Os três pontos têm abcissa
1 , logo pertencem ao planox = 1 , paralelo ayOz . - b) Cálculo auxiliar:
\overline{AB} = \sqrt{0+16+0} = 4 ;\overline{BC} = \sqrt{0+0+9} = 3 ;\overline{AC} = \sqrt{0+16+9} = 5 . - Perímetro
= 4+3+5 = 12 .Como4^{2}+3^{2} = 5^{2} , o triângulo é retângulo emB — o que se confirma vendo que\overrightarrow{BA} tem a direção deOy e\overrightarrow{BC} a deOz .
Três coisas para ler: os sinais do centro, o raio como raiz do segundo membro, e o que o
- De
(x+1)^{2} = \left(x-(-1)\right)^{2} e(y-3)^{2} vem o centro(-1,\,3) . r^{2} = 4 , logor = 2 .- O sinal
> dá o exterior, sem a fronteira. A opção correta é a (B).A opção (C) erra duas vezes: troca os sinais do centro e confunder comr^{2} .
O segmento é horizontal, portanto a mediatriz sai sem contas. Depois impõe a distância a
- a)
[AB] é horizontal, com ponto médio de abcissa\dfrac{-4+2}{2} = -1 . A mediatriz éx = -1 . - b) Um ponto da mediatriz é
P(-1,\,y) . Impondo\overline{PA} = 5 :(-1+4)^{2}+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; 9+y^{2} = 25 \;\Leftrightarrow\; y^{2} = 16. y = 4 \;\vee\; y = -4 : os pontos são(-1,\,4) e(-1,\,-4) .- Verificação: a distância de
(-1,4) aB(2,0) é\sqrt{9+16} = 5 ✓ — como tinha de ser, por estar na mediatriz.
O círculo tem raio
- De
y \geq 2 vemy^{2} \geq 4 . Comox^{2} \geq 0 , resultax^{2}+y^{2} \geq 4 . - A primeira condição exige
x^{2}+y^{2} \leq 4 , logo só há solução quandox^{2}+y^{2} = 4 , o que obriga ax = 0 ey = 2 . - O conjunto é o único ponto
(0,\,2) : opção (B).A reta é tangente ao círculo, e a tangência é exatamente o caso em que a interseção se reduz a um ponto.
Três condições ligadas por
- O círculo grande, com a fronteira:
x^{2}+y^{2} \leq 9 . - A metade de baixo, com a fronteira:
y \leq 0 . - Retirar o círculo pequeno inteiro, fronteira incluída, é exigir
x^{2}+y^{2} > 1 . - A condição é
x^{2}+y^{2} \leq 9 \;\wedge\; y \leq 0 \;\wedge\; x^{2}+y^{2} > 1. Escrever\geq 1 na última deixaria a circunferência pequena dentro da região — e o enunciado mandou retirá-la.
Descobre o escalar pela primeira coordenada e leva-o à segunda.
- De
\vec{v} = {\lambda}\vec{u} :-1 = 2{\lambda} \;\Leftrightarrow\; {\lambda} = -\dfrac{1}{2} . - Segunda coordenada:
k = -\dfrac{1}{2}\times(-6) = 3 . - A opção correta é a (B). Verificação:
-\dfrac{1}{2}(2,-6) = (-1,\,3) ✓
O vetor diretor é
- a)
\overrightarrow{AB} = (-1-3,\; 7+1) = (-4,\,8) , logo(x,y) = (3,\,-1) + k(-4,\,8),\ k \in \mathbb{R} . - b)
m = \dfrac{8}{-4} = -2 . ComA :-1 = -2\times 3 + b \Leftrightarrow b = 5 . Logoy = -2x+5 . - Verificação com
B :-2\times(-1)+5 = 7 ✓ - c)
0 = -2x+5 \;\Leftrightarrow\; x = \dfrac{5}{2} . O ponto é\left(\dfrac{5}{2},\,0\right) .
O declive é negativo. A inclinação está em
m = -\sqrt{3} , logo\operatorname{arctg}\left(-\sqrt{3}\right) = -60^{\circ} .- Sendo o declive negativo, a inclinação é obtusa:
{\alpha} = -60^{\circ}+180^{\circ} = 120^{\circ} . - A opção correta é a (C).A opção (D) é o valor que a calculadora devolve, e que não é uma inclinação — a inclinação nunca é negativa.
Paralela mantém o declive; perpendicular usa
- a) Mesmo declive
\dfrac{3}{4} . ComP(4,1) :1 = 3 + b \Leftrightarrow b = -2 . Logoy = \dfrac{3}{4}x - 2 … que é a própriar ! - De facto
P \in r , porque\dfrac{3}{4}\times 4 - 2 = 1 . A «paralela porP » é a própriar .Um enunciado pode ter esta armadilha. A resposta certa é dizer queP pertence ar e que, por isso, a única reta paralela ar que passa emP ér . - b)
m^{\prime} = -\dfrac{4}{3} . ComP :1 = -\dfrac{16}{3} + b \Leftrightarrow b = \dfrac{19}{3} . Logoy = -\dfrac{4}{3}x + \dfrac{19}{3} . - c)
{\alpha} = \operatorname{arctg}\left(\dfrac{3}{4}\right) \approx 36{,}9^{\circ} , que é aguda — coerente com o declive positivo.
Usa a fórmula com o cosseno. O cosseno de
\vec{u}\cdot\vec{v} = 2 \times 5 \times \cos 120^{\circ} = 10 \times \left(-\frac{1}{2}\right) = -5. - A opção correta é a (C).O sinal negativo era previsível sem contas:
120^{\circ} é obtuso.
Escreve as coordenadas dos dois vetores. Ambos partem de
- Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{OF} = (3,\,4,\,12) e\overrightarrow{OB} = (3,\,4,\,0) . - a)
\overrightarrow{OF}\cdot\overrightarrow{OB} = 9+16+0 = 25 . - b)
\left\|\overrightarrow{OF}\right\| = \sqrt{9+16+144} = \sqrt{169} = 13 e\left\|\overrightarrow{OB}\right\| = \sqrt{9+16} = 5 . \cos{\theta} = \frac{25}{13 \times 5} = \frac{25}{65} = \frac{5}{13}. {\theta} = \arccos\dfrac{5}{13} \approx 67{,}4^{\circ} .O produto escalar é positivo, logo o ângulo tinha de ser agudo — e67{,}4^{\circ} é. Esta verificação de sinal apanha quase todos os enganos de coordenadas.
Perpendiculares dá produto escalar nulo. Resolve a equação em
\vec{u}\cdot\vec{v} = 1 \times 3 + k \times 1 + (-2) \times k = 3 + k - 2k = 3 - k .3-k = 0 \;\Leftrightarrow\; k = 3 .- A opção correta é a (D). Para
k=3 ,\vec{u}(1,3,-2) não é nulo, logo a conclusão vale.
Se o plano é perpendicular à reta
- Cálculo auxiliar:
\overrightarrow{AB} = (-2,\,4,\,4) , que se pode simplificar para\vec{n}(-1,\,2,\,2) . - a) Plano por
A(2,1,-1) com normal(-1,2,2) :-1(x-2)+2(y-1)+2(z+1) = 0 \;\Leftrightarrow\; -x+2y+2z+2 = 0. - Verificação com
A :-2+2-2+2 = 0 ✓ - b) Substituindo
O(0,0,0) :0+0+0+2 = 2 \neq 0 , logo a origem não pertence a{\alpha} .
Para a), compara o vetor diretor com o normal. Para b), escreve a reta que passa em
- a)
\vec{n}(2,\,-2,\,1) e\vec{u}(1,\,1,\,0) :\vec{u}\cdot\vec{n} = 2 - 2 + 0 = 0, logo a direção da reta é perpendicular à normal:r é paralela a{\alpha} ou está contida nele. - Testando
P(1,1,0) \in r na equação:2-2+0-6 = -6 \neq 0 . O ponto não pertence ao plano, logor é paralela a{\alpha} e não está contida nele. - b) A reta por
P(1,1,0) com a direção de\vec{n}(2,-2,1) é(1+2k,\; 1-2k,\; k) . Substituindo na equação do plano:2(1+2k) - 2(1-2k) + k - 6 = 0 \;\Leftrightarrow\; 9k - 6 = 0 \;\Leftrightarrow\; k = \frac{2}{3}. Como\|\vec{n}\| = \sqrt{4+4+1} = 3 , vem\overline{PQ} = \dfrac{2}{3} \times 3 = 2 . - Como
r é paralela ao plano, todos os seus pontos estão a essa distância — é a distância da reta ao plano.Vale a pena confirmar com outro ponto der , por exemplo(2,2,0) : a mesma substituição dá outra vez9k-6 = 0 , e a distância volta a dar2 ✓
O raio é
- a) Cálculo auxiliar:
r = \overline{CO} = \sqrt{4+1+9} = \sqrt{14} . Logo(x-2)^{2}+(y+1)^{2}+(z-3)^{2} = 14. - b) Substituindo
z = 3 :(x-2)^{2}+(y+1)^{2}+0 = 14 . - É a circunferência de centro
(2,\,-1,\,3) e raio\sqrt{14} , contida no planoz=3 : a condição é(x-2)^{2}+(y+1)^{2} = 14 \wedge z = 3 .O plano passa pelo próprio centro, e por isso a secção é uma circunferência máxima — tem o raio da esfera. - c) O plano tangente na origem é perpendicular ao raio
[CO] , logo tem\overrightarrow{CO} = O - C = (-2,\,1,\,-3) por vetor normal, e passa emO :-2(x-0)+1(y-0)-3(z-0) = 0 \;\Leftrightarrow\; -2x+y-3z = 0. - Verificação: a distância de
C a este plano é\dfrac{|-4-1-9|}{\sqrt{4+1+9}} = \dfrac{14}{\sqrt{14}} = \sqrt{14} = r ✓ — que é exatamente a condição de tangência.