zAstrolábio · Números Complexos
Matemática A · 12.º ano · Aprendizagens Essenciais

Números Complexos

Do impossível ao indispensável: um percurso completo pelo tema — teoria, exemplos resolvidos, laboratórios interativos e exercícios no formato do Exame Nacional, com resolução passo a passo.

e^{i{\pi}} + 1 = 0 A identidade de Euler reúne os cinco números mais importantes da Matemática.
0exercícios · 236 de exame
11laboratórios interativos
15secções
0%concluído
01

Um número que não existia

Durante quase três séculos, os matemáticos usaram raízes de números negativos sem acreditar nelas. A história explica porquê precisamos de ℂ.

Aprendizagem Essencial
  • Contextualizar historicamente a origem dos números complexos.

Em 1545, no Ars Magna, Girolamo Cardano propôs um problema aparentemente inocente: dividir 10 em duas partes cujo produto seja 40. O sistema conduz à equação x^{2} - 10x + 40 = 0, cujo binómio discriminante é -60. Cardano escreveu na mesma as soluções, 5 + \sqrt{-15} e 5 - \sqrt{-15}, verificou que a soma dá 10 e o produto dá 40 — e comentou que a aritmética era «tão subtil quanto inútil».

O momento em que se tornaram inevitáveis

Em 1572, Rafael Bombelli aplicou a fórmula de Cardano à equação x^{3} = 15x + 4, que tem a solução real evidente x = 4 (pois 4^{3} = 64 = 15 \times 4 + 4). A fórmula devolvia:

x = \sqrt[3]{2 + \sqrt{-121}} + \sqrt[3]{2 - \sqrt{-121}}

Bombelli teve a coragem de continuar a calcular como se \sqrt{-1} fosse um número: descobriu que (2 + i)^{3} = 2 + 11i e que (2 - i)^{3} = 2 - 11i, logo

x = (2 + i) + (2 - i) = 4 \;\checkmark

Foi este o argumento decisivo: para chegar a uma resposta real era preciso passar pelos imaginários. Deixaram de ser um capricho — passaram a ser um caminho.

O nome ficou, infelizmente, do lado do preconceito: foi Descartes (1637) quem lhes chamou «imaginários», por oposição aos «reais». Só com a interpretação geométrica — Wessel, Argand e sobretudo Gauss — é que o tema ganhou o estatuto que hoje tem.

Repara na ironia: os números que hoje descrevem a corrente elétrica que chega a tua casa, o sinal do telemóvel que tens no bolso e o estado quântico de um átomo foram batizados com um nome que significa «que não existem».

  1. 1545 · Cardano

    Publica o Ars Magna e opera com raízes de números negativos, classificando-as de inúteis.

  2. 1572 · Bombelli

    Define regras de cálculo com \sqrt{-1} e resolve o «caso irredutível» das cúbicas. Nasce a álgebra dos complexos.

  3. 1637 · Descartes

    Cunha o termo imaginário, na La Géométrie.

  4. 1748 · 1777 · Euler

    Estabelece e^{i{\theta}} = \cos {\theta} + i \operatorname{sen} {\theta} e introduz o símbolo i para \sqrt{-1}.

  5. 1797 · 1806 · 1831 · Wessel, Argand e Gauss

    A representação no plano: cada complexo é um ponto (ou vetor). Gauss fixa o nome números complexos e prova o Teorema Fundamental da Álgebra.

  6. 1837 · 1843 · Hamilton

    Define ℂ como pares ordenados de reais, eliminando qualquer mistério; em 1843 generaliza para os quaterniões, que contêm ℂ.

  7. séc. XX · Steinmetz, Schrödinger, Mandelbrot

    Corrente alterna, mecânica quântica, processamento de sinal e geometria fractal: os complexos tornam-se ferramenta central da ciência e da engenharia.

Retratos: gravura de R. Cooper (Wellcome Collection), frontispício de L'Algebra (1572), Frans Hals, Jakob Emanuel Handmann e Christian Albrecht Jensen — todos em domínio público (Wikimedia Commons).

Onde vivem hoje

Impedância em circuitos de corrente alterna (Z = R + iX), transformada de Fourier e compressão de áudio e imagem, função de onda em mecânica quântica (i{\hbar} {\partial}{\psi}/{\partial}t = {\hat{H}}{\psi}), estabilidade de sistemas de controlo, e a geometria dos fractais que vais explorar na secção 12.

Vídeo · como os números imaginários foram inventadosVeritasium · YouTube

O áudio é em inglês. Com a página em português ou em espanhol, o vídeo abre com as legendas nessa língua; em inglês abre sem legendas. Se a legenda não aparecer, ativa-a no próprio leitor (⚙ → Legendas → Traduzir automaticamente).

02

A unidade imaginária e o conjunto ℂ

Uma única definição — i^{2} = -1 — e todas as equações polinomiais passam a ter solução.

Aprendizagens Essenciais
  • Identificar a unidade imaginária e o conjunto ℂ dos números complexos.
  • Resolver equações do 2.º grau, de coeficientes reais, quando não existem raízes reais.

A equação x^{2} + 1 = 0 não tem solução em ℝ, porque o quadrado de qualquer número real é maior ou igual a zero. A saída não é «não há solução» — é alargar o conjunto numérico, exatamente como se fez ao passar de ℕ para ℤ (para resolver x + 5 = 2), de ℤ para ℚ (para resolver 3x = 1) e de ℚ para ℝ (para resolver x^{2} = 2).

Definição · unidade imaginária

Chama-se unidade imaginária ao número i tal que

i^{2} = -1\hspace{2.5em}\text{ou seja}\hspace{2.5em}i = \sqrt{-1}

O conjunto dos números complexos é \mathbb{C} = \{ a + b i : a \in \mathbb{R} \wedge b \in \mathbb{R} \} e verifica-se ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ ⊂ ℝ ⊂ ℂ.

quaterniões · a + bi + cj + dk — deixa de haver comutatividade ij = k · ji = −k números complexos · a + bi reais racionais inteiros 1, 2, 3, … −7 −3/4 π √2 3 + 4i −2i i 1 − i √3 eiπ/4
Cada alargamento resolve equações que o conjunto anterior não resolvia. Em ℂ essa história termina: todo o polinómio não constante tem raízes. Alargar mais é possível — mas tem um preço. Em ℍ, os quaterniões que Hamilton descobriu em 1843, o produto deixa de ser comutativo: ij = k mas ji = -k. A exploração algébrica dos quaterniões é um dos aprofundamentos sugeridos nas Aprendizagens Essenciais.
Atenção · não há ordem em ℂ

Escrever 2 + 3i < 5 - i não faz sentido: em ℂ não é possível definir uma relação de ordem compatível com as operações. Só se comparam módulos (que são números reais). Do mesmo modo, \sqrt{-4} deve ler-se como «uma raiz quadrada de -4», e a regra \sqrt{a}\cdot \sqrt{b} = \sqrt{ab} deixa de ser válida para radicandos negativos: \sqrt{-4}\cdot \sqrt{-9} = 2i \times 3i = -6, e não \sqrt{36} = 6.

Equações do 2.º grau com discriminante negativo

Com a fórmula resolvente, se {\Delta} = b^{2} - 4ac < 0, basta escrever \sqrt{{\Delta}} = i \sqrt{|{\Delta}|}:

x = \frac{-b \pm i \sqrt{|{\Delta}|}}{2a}
Exemplo 1 Resolver z^{2} - 4z + 13 = 0 em ℂ
  1. Identificar os coeficientes: a = 1, b = -4, c = 13.
  2. Calcular o binómio discriminante: {\Delta} = (-4)^{2} - 4 \times 1 \times 13 = 16 - 52 = -36.Como {\Delta} < 0, não há raízes reais — mas há duas raízes complexas conjugadas.
  3. Aplicar a fórmula resolvente: z = \frac{4 \pm \sqrt{-36}}{2} = \frac{4 \pm 6i}{2} = 2 \pm 3i.
  4. Conjunto-solução: S = \{ 2 - 3i, 2 + 3i \}.Verificação: (2+3i)^{2} - 4(2+3i) + 13 = (-5 + 12i) - 8 - 12i + 13 = 0
Python Resolver a equação do 2.º grau em ℂ
from cmath import sqrt          # sqrt do modulo cmath aceita negativos

def resolve(a, b, c):
    d = b**2 - 4*a*c              # binomio discriminante
    return ((-b - sqrt(d))/(2*a), (-b + sqrt(d))/(2*a))

print(resolve(1, -4, 13))         # ((2-3j), (2+3j))
print(resolve(1, -5, 6))          # ((2+0j), (3+0j))

Em Python a unidade imaginária escreve-se j (convenção da engenharia): 2-3j é o nosso 2 - 3i. Este é o programa sugerido nas Aprendizagens Essenciais, adaptado para incorporar números complexos.

Propriedade que os exames adoram

Num polinómio de coeficientes reais, as raízes não reais surgem sempre aos pares conjugados. Consequência imediata: uma equação do 3.º grau de coeficientes reais tem sempre pelo menos uma raiz real — pode ter três raízes reais, ou uma real e duas complexas conjugadas. Se te derem 2 - 3i como raiz, sabes de graça que 2 + 3i também é.

Seja P(z) = a_{n}z^{n} + a_{n-1}z^{n-1} + \ldots + a_{1}z + a_{0} um polinómio de coeficientes reais e seja z_{0} uma raiz, isto é, P(z_{0}) = 0.

Aplicando o conjugado a ambos os membros e usando \overline{u+v} = \overline{u}+\overline{v} e \overline{uv} = \overline{u}\,\overline{v}:

\overline{P(z_{0})} = \overline{a_{n}z_{0}^{n}} + \ldots + \overline{a_{1}z_{0}} + \overline{a_{0}} = \overline{a_{n}}\ \overline{z_{0}}^{\,n} + \ldots + \overline{a_{1}}\ \overline{z_{0}} + \overline{a_{0}}

Como os coeficientes são reais, tem-se \overline{a_{k}} = a_{k} para todo o k, logo

\overline{P(z_{0})} = a_{n}\overline{z_{0}}^{\,n} + \ldots + a_{1}\overline{z_{0}} + a_{0} = P\!\left(\overline{z_{0}}\right)

Mas \overline{P(z_{0})} = \overline{0} = 0. Portanto P\!\left(\overline{z_{0}}\right) = 0: \overline{z_{0}} também é raiz.

Se z_{0} não for real, então \overline{z_{0}} \neq z_{0} e as duas raízes são distintas — daí surgirem «aos pares».

Consequência: um polinómio de coeficientes reais e grau ímpar tem sempre pelo menos uma raiz real, porque as não reais aparecem em número par.

Potências de i: um ciclo de período 4

De i^{2} = -1 sai tudo o resto:

Expoente ni^{0}i^{1}i^{2}i^{3}i^{4}
Valor1i-1-i1

Como o padrão se repete de 4 em 4, para calcular i^{n} divide-se n por 4 e usa-se o resto r: i^{n} = i^{r}.

Python O ciclo das potências de i
i = complex(0, 1)                 # o mesmo que 1j

for n in range(9):
    print(n, i**n, ' resto de n por 4:', n % 4)

# 0 (1+0j)   resto 0
# 1 1j       resto 1
# 2 (-1+0j)  resto 2
# 3 (-0-1j)  resto 3
# 4 (1+0j)   resto 0   <- volta ao inicio

Repara na coluna dos restos: o valor de i^{n} depende apenas do resto da divisão de n por 4.

Laboratório · O relógio das potências de i

interativo

Repara que o ponteiro dá uma volta completa a cada 4 potências: multiplicar por i é rodar 90° no sentido positivo. É a primeira pista de que os complexos são geometria.

A cor do título dá o grau de dificuldade: verde, aplicação direta · amarelo, exige uma ideia intermédia · vermelho, justificação ou generalização, ao nível do Exame.

Exercício 1§2 · equações elementares

Resolve em ℂ:

a) z^{2} + 25 = 0b) 4z^{2} + 9 = 0

Exercício 2§2 · potências de i

Simplifica i^{2027} + i^{2028} + i^{2029} + i^{2030}.

Exercício 3§2 · padrão das potências

Determina todos os n \in \mathbb{N} para os quais i^{n} = -i.

São quatro potências consecutivas de i. Reduz cada expoente ao resto da divisão por 4 — ou lembra-te de que a soma de quatro consecutivas é sempre a mesma.

  1. 2027 = 4 \times 506 + 3i^{2027} = i^{3} = -i
  2. 2028 = 4 \times 507i^{2028} = i^{0} = 1
  3. 2029 = 4 \times 507 + 1i^{2029} = i  ·  2030 = 4 \times 507 + 2i^{2030} = -1
  4. Soma: -i + 1 + i - 1 = 0.Quaisquer quatro potências consecutivas de i somam 0 — vale a pena guardar.
Resposta0

Isola z^{2} e escreve a raiz de um número negativo com i: \sqrt{-k} = i\sqrt{k}, com k > 0. Uma equação do 2.º grau em ℂ tem sempre duas soluções.

  1. a) z^{2} = -25 \Leftrightarrow z = \pm\sqrt{-25} = \pm 5i
  2. b) 4z^{2} = -9 \Leftrightarrow z^{2} = -\dfrac{9}{4} \Leftrightarrow z = \pm\dfrac{3}{2}i
  3. Confirmação: (5i)^{2} = 25i^{2} = -25 ✓ e 4\left(\dfrac{3}{2}i\right)^{2} = 4 \times \left(-\dfrac{9}{4}\right) = -9
Respostasa) S = \{-5i,\, 5i\}  ·  b) S = \left\{-\dfrac{3}{2}i,\, \dfrac{3}{2}i\right\}

As potências de i repetem-se de 4 em 4: 1,\, i,\, -1,\, -i. Pergunta-te qual é o resto da divisão de n por 4 que dá -i.

  1. i^{n} = i^{r}, sendo r o resto da divisão de n por 4.
  2. Como i^{0} = 1, i^{1} = i, i^{2} = -1 e i^{3} = -i, tem-se i^{n} = -i exatamente quando r = 3.
  3. Ou seja, n é da forma n = 4k + 3, com k \in \mathbb{N}_{0}: 3, 7, 11, 15, \ldots
Respostan = 4k + 3, com k \in \mathbb{N}_{0}
NumWorks Preparar a máquina para trabalhar em ℂ
  1. Antes de qualquer conta, é preciso dizer à calculadora que os complexos estão em cima da mesa. Tecla casa, aplicação Definições, linha Complexos.

    De origem, a máquina vem em Real — e nesse modo recusa-se a devolver seja o que for fora de \mathbb{R}.

    Lista das Definições da NumWorks, com a linha «Complexos» em Real
    A linha «Complexos». De origem, está em Real.
  2. Escolhe Cartesiana: é o formato a+bi, o que vais usar em todo este capítulo.

    A terceira opção, Exponencial \left(re^{i\theta}\right), fica para a secção 7 — é ela que devolve o módulo e o argumento de uma só vez.

    As três opções do formato complexo: Real, Cartesiana e Exponencial
    Real, Cartesiana (a+bi) e Exponencial (re^{iθ}).
  3. Volta a Cálculo. O i tem tecla própria — não é preciso ir buscá-lo ao alfabeto. Escreve i^{2}, i^{3}, i^{4} e, já agora, i^{2026}.

    A máquina confirma o ciclo de período 4, mas não te diz porquê. 2026 = 4 \times 506 + 2, logo i^{2026} = i^{2} = -1 — e é este o raciocínio que se escreve no teste.

    Ecrã de Cálculo com i^2 = -1, i^3 = -i, i^4 = 1 e i^2026 = -1
    O ciclo de período 4, confirmado até ao expoente 2026.

Exercícios propostos

Onze exercícios sobre a unidade imaginária, o padrão das potências de i e as equações do 2.º grau sem raízes reais. Todos com sugestão e resolução passo a passo.

Exercício 4§2 · potências de i

Calcula, sem calculadora:

a) i^{15}b) i^{40}c) i^{102}d) i^{2025}

Exercício 5§2 · potências de i

Qual dos números seguintes é igual a i^{2023}?

  • (A)1
  • (B)i
  • (C)-1
  • (D)-i
Exercício 6§2 · equações elementares

Resolve em ℂ:

a) z^{2} + 7 = 0b) 9z^{2} + 16 = 0c) 2z^{2} + 1 = 0

Exercício 7§2 · simplificar potências

Simplifica i^{10} - i^{15} + i^{20} - i^{25}.

Exercício 8§2 · soma de potências

O valor de i + i^{2} + i^{3} + \cdots + i^{2026} é:

  • (A)0
  • (B)i
  • (C)-1 + i
  • (D)-1 - i
Exercício 9§2 · 2.º grau sem raízes reais

Resolve em ℂ a equação z^{2} + 2z + 5 = 0.

Exercício 10§2 · parâmetro real

Determina os valores reais de k para os quais (k + i)^{2} é um imaginário puro.

Exercício 11§2 · generalizar

Mostra que, para todo o n \in \mathbb{N}, i^{n} + i^{n+1} + i^{n+2} + i^{n+3} = 0.

Exercício 12§2 · equação com expoente

Determina todos os n \in \mathbb{N} tais que i^{n} + i^{2n} = 0.

Exercício 13§2 · potências com um parâmetro

Seja n um número natural. Escreve na forma a+bi o número complexoz = \dfrac{2 - i^{4n-1}}{i^{4n+1}}

Exercício 14§2 · soma de potências de i

Mostra que\dfrac{1}{i} + \left(i + i^{2} + i^{3} + \cdots + i^{100}\right) = -i

Reduz cada potência ao seu resto módulo 4: i^{4n} = 1, seja qual for n.

  1. Como i^{4} = 1, tem-se i^{4n} = 1 para todo o natural n. Logo:
  2. i^{4n+1} = i^{4n} \times i = i  ·  i^{4n-1} = \dfrac{i^{4n}}{i} = \dfrac{1}{i} = \dfrac{-i}{-i^{2}} = -i
  3. Substituindo:z = \dfrac{2 - (-i)}{i} = \dfrac{2+i}{i}
  4. Multiplicando numerador e denominador por -i:z = \dfrac{(2+i)(-i)}{i \times (-i)} = \dfrac{-2i - i^{2}}{1} = 1 - 2i
  5. O resultado não depende de n.
Respostaz = 1 - 2i, qualquer que seja n \in \mathbb{N}

A soma entre parêntesis tem 100 parcelas e as potências de i repetem-se de 4 em 4. Agrupa-as quatro a quatro.

  1. A soma. As potências de i repetem-se com período 4, e em cada bloco de quatro consecutivas a soma é nula:i + i^{2} + i^{3} + i^{4} = i - 1 - i + 1 = 0
  2. Como 100 = 4 \times 25, a soma i + i^{2} + \cdots + i^{100} reparte-se exatamente em 25 blocos desses, pelo que vale 0.
  3. Em alternativa, tratando-a como a soma dos 100 primeiros termos de uma progressão geométrica de primeiro termo i e razão i:i \times \dfrac{1-i^{100}}{1-i} = i \times \dfrac{1-1}{1-i} = 0
  4. A primeira parcela.\dfrac{1}{i} = \dfrac{-i}{-i^{2}} = -i
  5. Conclusão.\dfrac{1}{i} + \left(i + i^{2} + \cdots + i^{100}\right) = -i + 0 = -i
RespostaA soma anula-se e resta \frac{1}{i} = -i

Divide o expoente por 4 e fica só com o resto: i^{n} = i^{r}.

  1. 15 = 4 \times 3 + 3i^{15} = i^{3} = -i
  2. 40 = 4 \times 10i^{40} = i^{0} = 1
  3. 102 = 4 \times 25 + 2i^{102} = i^{2} = -1
  4. 2025 = 4 \times 506 + 1i^{2025} = i^{1} = i
Respostaa) -i · b) 1 · c) -1 · d) i

Só interessa o resto da divisão de 2023 por 4.

  1. 2023 = 4 \times 505 + 3, logo o resto é 3.
  2. i^{2023} = i^{3} = -i.
RespostaOpção (D)

Isola z^{2} e usa \sqrt{-k} = i\sqrt{k}, com k > 0. Em ℂ há sempre duas soluções.

  1. a) z^{2} = -7 \Leftrightarrow z = \pm i\sqrt{7}
  2. b) z^{2} = -\dfrac{16}{9} \Leftrightarrow z = \pm\dfrac{4}{3}i
  3. c) z^{2} = -\dfrac{1}{2} \Leftrightarrow z = \pm\dfrac{i}{\sqrt{2}} = \pm\dfrac{\sqrt{2}}{2}i
Respostaa) S = \left\{-i\sqrt{7},\, i\sqrt{7}\right\} · b) S = \left\{-\dfrac{4}{3}i,\, \dfrac{4}{3}i\right\} · c) S = \left\{-\dfrac{\sqrt{2}}{2}i,\, \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right\}

Reduz cada potência ao resto por 4 e só depois soma. Atenção aos sinais de subtração.

  1. 10 = 4 \times 2 + 2i^{10} = -1; 15 = 4 \times 3 + 3i^{15} = -i
  2. 20 = 4 \times 5i^{20} = 1; 25 = 4 \times 6 + 1i^{25} = i
  3. Substituindo: -1 - (-i) + 1 - i = -1 + i + 1 - i = 0
Resposta0

Quatro potências consecutivas de i somam 0. Quantos grupos completos de quatro cabem em 2026 parcelas? E o que sobra?

  1. Agrupando de quatro em quatro a partir de i^{1}: i - 1 - i + 1 = 0.
  2. 2026 = 4 \times 506 + 2: há 506 grupos completos (soma 0) e sobram duas parcelas, i^{2025} e i^{2026}.
  3. i^{2025} = i e i^{2026} = -1, logo a soma é i - 1 = -1 + i.
RespostaOpção (C)

A fórmula resolvente também vale em ℂ: quando \Delta < 0, escreve \sqrt{\Delta} = i\sqrt{|\Delta|}.

  1. \Delta = 2^{2} - 4 \times 1 \times 5 = 4 - 20 = -16
  2. \sqrt{-16} = 4i, logo z = \dfrac{-2 \pm 4i}{2} = -1 \pm 2i
  3. Verificação: (-1+2i)^{2} + 2(-1+2i) + 5 = (-3 - 4i) + (-2 + 4i) + 5 = 0
RespostaS = \{-1 - 2i,\, -1 + 2i\}

Desenvolve o quadrado, separa parte real e parte imaginária e lembra-te de que um imaginário puro tem parte real nula e parte imaginária não nula.

  1. (k+i)^{2} = k^{2} + 2ki + i^{2} = \left(k^{2} - 1\right) + 2k\,i
  2. Imaginário puro ⟺ k^{2} - 1 = 0 \;\wedge\; 2k \neq 0
  3. k^{2} = 1 \Leftrightarrow k = -1 \vee k = 1; ambos verificam k \neq 0.
  4. De facto, (1+i)^{2} = 2i e (-1+i)^{2} = -2i.
Respostak = -1 ou k = 1

Põe i^{n} em evidência. O que sobra dentro do parêntesis já não depende de n.

  1. i^{n} + i^{n+1} + i^{n+2} + i^{n+3} = i^{n}\left(1 + i + i^{2} + i^{3}\right)
  2. 1 + i + i^{2} + i^{3} = 1 + i - 1 - i = 0
  3. Logo a soma é i^{n} \times 0 = 0, qualquer que seja n. É por isto que o valor de i^{n} só depende do resto de n por 4: o ciclo fecha-se de quatro em quatro.
RespostaA soma é sempre 0.

Estuda os quatro casos possíveis para o resto de n por 4 e, em cada um, calcula também o resto de 2n.

  1. Se n = 4k+1: i^{n} = i e 2n = 8k+2i^{2n} = -1. Soma i - 1 \neq 0.
  2. Se n = 4k+2: i^{n} = -1 e 2n = 8k+4i^{2n} = 1. Soma -1 + 1 = 0
  3. Se n = 4k+3: i^{n} = -i e i^{2n} = -1. Soma -i - 1 \neq 0.
  4. Se n = 4k: i^{n} = 1 e i^{2n} = 1. Soma 2 \neq 0.
  5. Só o segundo caso serve: n \equiv 2 \pmod 4, ou seja n = 2, 6, 10, 14, \ldots
Respostan = 4k + 2, com k \in \mathbb{N}_{0}
03

Forma algébrica e igualdade

Todo o número complexo se escreve, de uma só maneira, como a + b i. Essa unicidade é a ferramenta de trabalho de metade dos exercícios de exame.

Aprendizagens Essenciais
  • Representar números complexos na forma algébrica, identificando parte real, parte imaginária, módulo e conjugado, bem como números imaginários puros em ℂ.
  • Estabelecer a igualdade de números complexos na forma algébrica.
Definição · forma algébrica

Sendo a, b \in \mathbb{R}, a escrita z = a + b i diz-se a forma algébrica de z, onde

\operatorname{Re}(z) = a\hspace{2em}\operatorname{Im}(z) = b

Nota importante: a parte imaginária é um número real — é b, e não b i.

Se…então z diz-seExemplos
\operatorname{Im}(z) = 0real (z \in \mathbb{R})7, -\frac{1}{2}, 0
\operatorname{Im}(z) \neq 0imaginário3 - i, 5i
\operatorname{Re}(z) = 0 \wedge \operatorname{Im}(z) \neq 0imaginário puro5i, -\sqrt{2} i
\operatorname{Re}(z) = 0 \wedge \operatorname{Im}(z) = 0o complexo nulo0
Igualdade em ℂ a + b i = c + d i\hspace{1.4em}\Leftrightarrow \hspace{1.4em}a = c \wedge b = d\hspace{1.6em}(a, b, c, d \in \mathbb{R})

Uma igualdade em ℂ vale por duas igualdades em ℝ. É por isso que uma só equação complexa permite determinar dois parâmetros reais.

Exemplo 2 Determinar parâmetros reais por igualdade

Determina x, y \in \mathbb{R} tais que (2x + y) + (x - 3)i = 5 - 2i.

  1. Igualar partes reais e partes imaginárias:\{ 2x + y = 5\hspace{2em}\wedge \hspace{2em}x - 3 = -2 \}
  2. Da segunda equação: x = 1.
  3. Substituir na primeira: 2 + y = 5 \Leftrightarrow y = 3.
  4. Resposta: x = 1 e y = 3.
Exemplo 3 Quando é que z é imaginário puro?

Seja z = (k^{2} - 4) + (k + 2)i, com k \in \mathbb{R}. Determina k de modo que z seja imaginário puro.

  1. Condição de imaginário puro: \operatorname{Re}(z) = 0 e \operatorname{Im}(z) \neq 0.Esquecer a segunda condição é o erro mais frequente neste tipo de item.
  2. k^{2} - 4 = 0 \Leftrightarrow k = -2 \vee k = 2
  3. k + 2 \neq 0 \Leftrightarrow k \neq -2
  4. Interseção das condições: k = 2. Para k = -2 obtinha-se z = 0, que não é imaginário puro.
Exercício 15§3 · igualdade de complexos

Determina a, b \in \mathbb{R} de modo que (a + 2) + (b - 1)i = 3 - 4i.

Exercício 16§3 · igualdade e número real

Determina a, b \in \mathbb{R} de modo que (2a - 1) + (a + b)i = 5.

Exercício 17§3 · parâmetro real

Considera z = (k^{2} - 4) + (k + 2)i, com k \in \mathbb{R}. Determina k de modo que z seja:

a) um número real;b) um imaginário puro

Dois complexos são iguais quando têm a mesma parte real e a mesma parte imaginária. Uma igualdade em ℂ vale por duas igualdades em ℝ.

  1. Parte real: a + 2 = 3 \Leftrightarrow a = 1
  2. Parte imaginária: b - 1 = -4 \Leftrightarrow b = -3Atenção ao sinal: a parte imaginária de 3 - 4i é -4, e não 4.
  3. Confirmação: (1+2) + (-3-1)i = 3 - 4i
Respostaa = 1 e b = -3

Repara que 5 é o complexo 5 + 0i: a parte imaginária do segundo membro é zero.

  1. Escrever o segundo membro na forma algébrica: 5 = 5 + 0i.
  2. Parte real: 2a - 1 = 5 \Leftrightarrow a = 3
  3. Parte imaginária: a + b = 0 \Leftrightarrow 3 + b = 0 \Leftrightarrow b = -3
Respostaa = 3 e b = -3

Real ⟺ parte imaginária nula. Imaginário puro ⟺ parte real nula e parte imaginária não nula — é esta segunda exigência que costuma ser esquecida.

  1. \operatorname{Re}(z) = k^{2} - 4 e \operatorname{Im}(z) = k + 2.
  2. a) z \in \mathbb{R} \Leftrightarrow k + 2 = 0 \Leftrightarrow k = -2.Com k = -2 vem z = 0, que é de facto um número real.
  3. b) imaginário puro \Leftrightarrow k^{2} - 4 = 0 \;\wedge\; k + 2 \neq 0 \Leftrightarrow (k = 2 \vee k = -2) \wedge k \neq -2 \Leftrightarrow k = 2.
  4. Com k = 2: z = 0 + 4i = 4i
Respostasa) k = -2  ·  b) k = 2

Exercícios propostos

Nove exercícios sobre a forma algébrica, a leitura da parte real e da parte imaginária e a igualdade de complexos — a ferramenta que transforma uma equação em ℂ num sistema em ℝ.

Exercício 18§3 · parte real e imaginária

Indica \operatorname{Re}(z) e \operatorname{Im}(z) para:

a) z = -4 + 7ib) z = 3 - ic) z = 2026id) z = 7i^{2}e) z = \dfrac{3 - \sqrt{18}\,i}{3}

Exercício 19§3 · imaginário puro

Qual dos números complexos seguintes é um imaginário puro?

  • (A)0
  • (B)4
  • (C)-3i
  • (D)2 - 2i
Exercício 20§3 · igualdade

Determina x, y \in \mathbb{R} de modo que (2x - 1) + (y + 3)i = 5 - 2i.

Exercício 21§3 · parâmetro real

Seja z = \left(k^{2} - 4\right) + (k + 2)i, com k \in \mathbb{R}. Determina k de modo que:

a) z seja realb) z seja imaginário puroc) z = 0

Exercício 22§3 · sistema em ℝ

Determina x, y \in \mathbb{R} de modo que (x - 2) + (y + 1)i = 2y + (x - 5)i.

Exercício 23§3 · complexo nulo

Sejam a, b \in \mathbb{R}. A condição a + bi = 0 é equivalente a:

  • (A)a = 0 \vee b = 0
  • (B)a = 0 \wedge b = 0
  • (C)a = b
  • (D)a + b = 0
Exercício 24§3 · discutir um parâmetro

Seja z = (m - 1) + \left(m^{2} - 1\right)i, com m \in \mathbb{R}. Mostra que, se z é real, então z = -2 ou z = 0.

Exercício 25§3 · discussão completa

Considera z = \left(k^{2} - 5k + 6\right) + (k - 2)i, com k \in \mathbb{R}. Discute, em função de k, se z é real, imaginário puro ou nenhum dos dois.

Exercício 26§3 · demonstração

Sejam a, b, c, d \in \mathbb{R}. Prova que, se a + bi = c + di, então a = c e b = d.

Antes de ler as partes, escreve cada número na forma a + bi: em d) simplifica i^{2} e em e) simplifica o radical e divide.

  1. a) \operatorname{Re} = -4, \operatorname{Im} = 7 · b) \operatorname{Re} = 3, \operatorname{Im} = -1
  2. c) z = 0 + 2026i: \operatorname{Re} = 0, \operatorname{Im} = 2026
  3. d) 7i^{2} = -7, logo \operatorname{Re} = -7 e \operatorname{Im} = 0 — é um número real.
  4. e) \sqrt{18} = 3\sqrt{2}, logo z = \dfrac{3 - 3\sqrt{2}i}{3} = 1 - \sqrt{2}i: \operatorname{Re} = 1, \operatorname{Im} = -\sqrt{2}
Respostaa) -4; 7 · b) 3; -1 · c) 0; 2026 · d) -7; 0 · e) 1; -\sqrt{2}

Um imaginário puro tem parte real nula e parte imaginária não nula. Atenção ao caso z = 0.

  1. (A) 0 = 0 + 0i: tem parte imaginária nula, é real, não é imaginário puro ✗
  2. (B) 4 = 4 + 0i é real ✗ · (D) 2 - 2i tem \operatorname{Re} = 2 \neq 0
  3. (C) -3i = 0 - 3i: \operatorname{Re} = 0 e \operatorname{Im} = -3 \neq 0
RespostaOpção (C)

Dois complexos são iguais quando têm a mesma parte real e a mesma parte imaginária: uma equação em ℂ vale por duas em ℝ.

  1. Igualando as partes reais: 2x - 1 = 5 \Leftrightarrow x = 3
  2. Igualando as partes imaginárias: y + 3 = -2 \Leftrightarrow y = -5
Respostax = 3 e y = -5

Real ⟺ parte imaginária nula. Imaginário puro ⟺ parte real nula e parte imaginária não nula — é esta segunda condição que costuma eliminar uma das soluções.

  1. a) k + 2 = 0 \Leftrightarrow k = -2. Nesse caso z = 0, que é real.
  2. b) k^{2} - 4 = 0 \;\wedge\; k + 2 \neq 0 \Leftrightarrow (k = -2 \vee k = 2) \;\wedge\; k \neq -2
  3. Fica k = 2, e então z = 4i
  4. c) k^{2} - 4 = 0 \;\wedge\; k + 2 = 0 \Leftrightarrow k = -2
Respostaa) k = -2 · b) k = 2 · c) k = -2

A igualdade dá-te duas equações; resolve o sistema por substituição.

  1. Partes reais: x - 2 = 2y, ou seja x = 2y + 2
  2. Partes imaginárias: y + 1 = x - 5
  3. Substituindo: y + 1 = 2y + 2 - 5 \Leftrightarrow y + 1 = 2y - 3 \Leftrightarrow y = 4
  4. E então x = 2 \times 4 + 2 = 10. Verificação: 8 + 5i = 8 + 5i
Respostax = 10 e y = 4

Escreve 0 na forma algébrica: 0 = 0 + 0i. Depois iguala parte a parte.

  1. a + bi = 0 + 0ia = 0 e b = 0.
  2. A opção (A) falha: 2 + 0i = 2 \neq 0. A (C) falha com a = b = 1 e a (D) com a = 1, b = -1.
RespostaOpção (B)

Primeiro descobre para que valores de m a parte imaginária se anula; só depois calcula z em cada um deles.

  1. z é real ⟺ m^{2} - 1 = 0 \Leftrightarrow m = -1 \vee m = 1
  2. Se m = -1: z = (-1 - 1) + 0i = -2
  3. Se m = 1: z = (1 - 1) + 0i = 0
  4. Não há outros casos, logo z = -2 ou z = 0, como se pretendia.
Respostam = -1 \Rightarrow z = -2 e m = 1 \Rightarrow z = 0

As duas partes anulam-se para valores de k que se sobrepõem — é aí que está a subtileza. Fatoriza k^{2} - 5k + 6.

  1. k^{2} - 5k + 6 = (k - 2)(k - 3), logo z = (k-2)(k-3) + (k-2)i.
  2. Realk - 2 = 0 \Leftrightarrow k = 2; nesse caso também a parte real se anula e z = 0.
  3. Imaginário puro(k-2)(k-3) = 0 \;\wedge\; k - 2 \neq 0 \Leftrightarrow k = 3; nesse caso z = i.
  4. Para qualquer outro k (isto é, k \neq 2 \wedge k \neq 3) as duas partes são não nulas: z não é real nem imaginário puro.
Respostak = 2: z = 0 (real) · k = 3: z = i (imaginário puro) · restantes k: nenhum dos dois

Passa tudo para um lado e supõe, por absurdo, que b \neq d. O que ficarias a concluir sobre i?

  1. De a + bi = c + di vem a - c = (d - b)i.
  2. Suponhamos, por absurdo, que d - b \neq 0. Então i = \dfrac{a - c}{d - b}.
  3. O segundo membro é um quociente de números reais, logo i seria real — o que é falso, pois i^{2} = -1 < 0 e o quadrado de um real nunca é negativo.
  4. Logo d - b = 0, ou seja b = d; e então a - c = 0, ou seja a = c. É esta unicidade que autoriza, em todos os exercícios, «igualar parte real com parte real e parte imaginária com parte imaginária».
RespostaA escrita na forma a + bi é única.
04

Conjugado e módulo

Duas operações que transformam a álgebra em geometria: uma reflete, a outra mede.

Aprendizagens Essenciais
  • Definir o conjugado e o módulo de um número complexo e reconhecer o seu significado geométrico no plano de Argand.
  • Reconhecer as propriedades do conjugado e do módulo, e utilizá-las na simplificação de expressões e na divisão.
  • Reconhecer que um número complexo é real se e só se coincide com o seu conjugado.
Definições

Dado z = a + b i, com a, b \in \mathbb{R}:

\text{conjugado:}\ \ \overline{z} = a - bi \hspace{3em} \text{módulo:}\ \ |z| = \sqrt{a^{2} + b^{2}}

O módulo é sempre um número real não negativo: é a distância da imagem de z à origem.

Laboratório · Conjugado, simétrico e módulo

arrasta o ponto z

O conjugado é a reflexão no eixo real; o simétrico é a rotação de 180° em torno da origem. Repara que os quatro pontos estão todos sobre a mesma circunferência: têm o mesmo módulo.

Propriedades essenciais

Todas se demonstram em duas ou três linhas a partir de z = a + bi e w = c + di, com a, b, c, d \in \mathbb{R}. Clica em ver para a demonstração completa.

PropriedadeLeitura / utilidadeProva
z + \overline{z} = 2\operatorname{Re}(z)A soma de um complexo com o conjugado é real.
z - \overline{z} = 2i \operatorname{Im}(z)A diferença é imaginária pura (ou nula).
z \times \overline{z} = |z|^{2} = a^{2} + b^{2}Chave da divisão: transforma o denominador num real.
\overline{z \pm w} = \overline{z} \pm \overline{w} · \overline{zw} = \overline{z}\,\overline{w}O conjugado «entra» em somas, produtos, quocientes e potências.
z \in \mathbb{R} \Leftrightarrow z = \overline{z}Critério para provar que uma expressão é real.
|zw| = |z||w| · |z^{n}| = |z|^{n}O módulo é multiplicativo.
|\overline{z}| = |-z| = |z|Refletir ou inverter o sentido não altera a distância à origem.
|z + w| \leq |z| + |w|Desigualdade triangular: o caminho direto nunca é mais longo.

Sejam z = a + bi, com a, b \in \mathbb{R}. Então \overline{z} = a - bi e

z + \overline{z} = (a + bi) + (a - bi) = 2a = 2\operatorname{Re}(z)

Como 2a \in \mathbb{R}, a soma é sempre um número real. Consequência: \operatorname{Re}(z) = \dfrac{z + \overline{z}}{2}.

Com z = a + bi e \overline{z} = a - bi:

z - \overline{z} = (a + bi) - (a - bi) = 2bi = 2i\operatorname{Im}(z)

Como 2b \in \mathbb{R}, a diferença é um imaginário puro sempre que b \neq 0 (e é nula se b = 0, isto é, se z for real). Consequência: \operatorname{Im}(z) = \dfrac{z - \overline{z}}{2i}.

Aplicando o caso notável (x+y)(x-y) = x^{2} - y^{2} com x = a e y = bi:

z \times \overline{z} = (a + bi)(a - bi) = a^{2} - (bi)^{2} = a^{2} - b^{2}i^{2}

Como i^{2} = -1, vem

z \times \overline{z} = a^{2} + b^{2} = \left(\sqrt{a^{2}+b^{2}}\right)^{2} = |z|^{2}

Em particular, z\overline{z} é sempre um real não negativo, e é nulo apenas se z = 0. É esta propriedade que permite «racionalizar» denominadores em ℂ.

Sejam z = a + bi e w = c + di.

Soma. z + w = (a+c) + (b+d)i, logo

\overline{z+w} = (a+c) - (b+d)i = (a - bi) + (c - di) = \overline{z} + \overline{w}

Produto. zw = (ac - bd) + (ad + bc)i, logo \overline{zw} = (ac - bd) - (ad + bc)i. Por outro lado,

\overline{z}\ \overline{w} = (a - bi)(c - di) = ac - adi - bci + bd\,i^{2} = (ac - bd) - (ad + bc)i

As duas expressões coincidem, logo \overline{zw} = \overline{z}\,\overline{w}.

Potência. Aplicando sucessivamente a regra do conjugado do produto aos n fatores:

\overline{z^{n}} = \overline{z \times z \times \ldots \times z} = \overline{z} \times \overline{z} \times \ldots \times \overline{z} = \overline{z}^{\,n}

Quociente. De \overline{z} = \overline{\dfrac{z}{w}\cdot w} = \overline{\left(\dfrac{z}{w}\right)}\cdot \overline{w} resulta \overline{\left(\dfrac{z}{w}\right)} = \dfrac{\overline{z}}{\overline{w}}, para w \neq 0.

Seja z = a + bi, com a, b \in \mathbb{R}.

z = \overline{z} \;\Leftrightarrow\; a + bi = a - bi \;\Leftrightarrow\; 2bi = 0 \;\Leftrightarrow\; b = 0

Ora b = 0 significa exatamente que \operatorname{Im}(z) = 0, isto é, z \in \mathbb{R}. As duas condições são, portanto, equivalentes.

É este o critério que se usa para provar que uma expressão é real sem a calcular: basta mostrar que coincide com o seu conjugado.

Via conjugado. Usando |u|^{2} = u\overline{u} e \overline{zw} = \overline{z}\,\overline{w}:

|zw|^{2} = (zw)\overline{(zw)} = z\,w\,\overline{z}\,\overline{w} = (z\overline{z})(w\overline{w}) = |z|^{2}|w|^{2}

Como os módulos são números reais não negativos, pode extrair-se a raiz quadrada de ambos os membros:

|zw| = |z|\,|w|

Há um segundo caminho, bem mais curto, mas que só fica disponível na secção 8: escritos na forma trigonométrica, os módulos de dois complexos simplesmente multiplicam-se, e a igualdade lê-se de imediato. A demonstração acima não depende disso.

Potência. Aplicando n-1 vezes a igualdade |uv| = |u||v| ao produto de n fatores iguais:

|z^{n}| = |z \times z \times \ldots \times z| = |z| \times |z| \times \ldots \times |z| = |z|^{n}

Com z = a + bi:

|\overline{z}| = |a - bi| = \sqrt{a^{2} + (-b)^{2}} = \sqrt{a^{2}+b^{2}} = |z| |-z| = |-a - bi| = \sqrt{(-a)^{2} + (-b)^{2}} = \sqrt{a^{2}+b^{2}} = |z|

Geometricamente: a reflexão no eixo real e a simetria de centro O são isometrias que fixam a origem — não podem alterar a distância do ponto à origem.

Comecemos por notar que, para qualquer u \in \mathbb{C}, se tem \operatorname{Re}(u) \leq |u| — porque \operatorname{Re}(u) é um cateto e |u| a hipotenusa do triângulo retângulo associado.

Então:

|z+w|^{2} = (z+w)\overline{(z+w)} = (z+w)(\overline{z}+\overline{w}) = z\overline{z} + z\overline{w} + \overline{z}w + w\overline{w}

Como \overline{z}w = \overline{z\overline{w}}, a soma z\overline{w} + \overline{z}w é igual a 2\operatorname{Re}(z\overline{w}). Logo

|z+w|^{2} = |z|^{2} + |w|^{2} + 2\operatorname{Re}(z\overline{w}) \leq |z|^{2} + |w|^{2} + 2|z\overline{w}|

E como |z\overline{w}| = |z||w|:

|z+w|^{2} \leq |z|^{2} + 2|z||w| + |w|^{2} = \left(|z| + |w|\right)^{2}

Extraindo raízes quadradas (ambos os membros são não negativos), obtém-se |z+w| \leq |z| + |w|. A igualdade só se verifica quando \operatorname{Re}(z\overline{w}) = |z\overline{w}|, isto é, quando os afixos de z e w estão alinhados com a origem e do mesmo lado.

Leitura geométrica: num triângulo, o comprimento de um lado nunca excede a soma dos outros dois.

Python Módulo e conjugado — à mão e com o tipo complex
# A partir das partes real e imaginaria
def modulo(a, b):
    return (a*a + b*b) ** 0.5

def conjugado(a, b):
    return (a, -b)

print(modulo(3, -4), conjugado(3, -4))   # 5.0 (3, 4)

# Diretamente com numeros complexos
z = 3 - 4j
print(z.real, z.imag)          # 3.0 -4.0
print(abs(z))                  # 5.0   -> modulo
print(z.conjugate())           # (3+4j)
print(z * z.conjugate())       # (25+0j)  ->  |z|^2

Confirma numericamente as propriedades z\overline{z} = |z|^{2} e |\overline{z}| = |z|: experimenta com outros valores.

Erro comum

|z|^{2} \neq z^{2}. Por exemplo, com z = 1 + i: |z|^{2} = 2 (real) mas z^{2} = 2i. O correto é |z|^{2} = z \overline{z}.

Exercício 27§4 · conjugado e módulo

Sabendo que z = 2 - 5i, mostra que z + \overline{z} + z \times \overline{z} é um número real e determina o seu valor.

Exercício 28§4 · módulo do produto

Sendo z = 1 - 2i e w = 3 + i, verifica, calculando os dois membros, que |zw| = |z|\,|w|.

Exercício 29§4 · do módulo ao complexo

Determina todos os z \in \mathbb{C} tais que z \times \overline{z} = 25 e \operatorname{Re}(z) = 3.

Calcula primeiro o produto zw na forma algébrica e só depois o seu módulo. Do outro lado, multiplica os módulos de z e de w.

  1. zw = (1-2i)(3+i) = 3 + i - 6i - 2i^{2} = 3 - 5i + 2 = 5 - 5i
  2. |zw| = \sqrt{5^{2} + (-5)^{2}} = \sqrt{50} = 5\sqrt{2}
  3. |z| = \sqrt{1+4} = \sqrt{5} e |w| = \sqrt{9+1} = \sqrt{10}, logo |z||w| = \sqrt{50} = 5\sqrt{2}O módulo é multiplicativo — ao contrário do que acontece com a soma, onde só vale a desigualdade triangular.
RespostaAmbos os membros valem 5\sqrt{2}

Lembra-te de que z\overline{z} = |z|^{2}. Com z = a + bi, a primeira condição é a^{2} + b^{2} = 25.

  1. Seja z = a + bi. Então z\overline{z} = |z|^{2} = a^{2} + b^{2} = 25.
  2. Com a = \operatorname{Re}(z) = 3: 9 + b^{2} = 25 \Leftrightarrow b^{2} = 16 \Leftrightarrow b = \pm 4.
  3. Leitura geométrica: os afixos estão na circunferência de centro O e raio 5 e na reta vertical x = 3 — são os dois pontos de interseção.
Respostaz = 3 + 4i ou z = 3 - 4i

Não precisas de calcular o conjugado passo a passo: usa as propriedades z + \overline{z} = 2\operatorname{Re}(z) e z \overline{z} = |z|^{2}. Ambas dão resultados reais — logo a soma é real.

  1. z + \overline{z} = 2 \operatorname{Re}(z) = 2 \times 2 = 4
  2. z \times \overline{z} = |z|^{2} = 2^{2} + (-5)^{2} = 4 + 25 = 29
  3. Soma: 4 + 29 = 33. Como 4 e 29 são reais, a soma é real.
Resposta33
NumWorks O módulo e o conjugado na Caixa de ferramentas
  1. Tecla caixa de ferramentas e desce até Números complexos.

    É aqui que mora tudo o que precisas — não há teclas directas para o módulo nem para o conjugado.

    Caixa de ferramentas da NumWorks com a entrada «Números complexos» seleccionada
    A entrada «Números complexos», na Caixa de ferramentas.
  2. Lá dentro estão cinco: |x| o módulo, \arg(z) o argumento, \operatorname{re}(z) e \operatorname{im}(z) as partes real e imaginária, e \overline{z} o conjugado.

    Submenu «Números complexos» com argumento, parte real, parte imaginária e conjugado
    Descendo na lista, o conjugado aparece já com o traço por cima.
  3. Com z = 3+4i: o módulo dá 5, o conjugado dá 3-4i e o produto dos dois dá 25.

    O 25 não é coincidência: z \overline{z} = |z|^{2} = 5^{2}. É esta igualdade que faz desaparecer o i do denominador quando se divide.

    Ecrã de Cálculo com |3+4i| = 5, o conjugado 3-4i e o produto 25
    Na terceira linha usou-se a tecla Ans, que reaproveita a resposta anterior.

Exercícios propostos

Catorze exercícios sobre o conjugado e o módulo — as duas ferramentas que transformam contas com complexos em contas com números reais.

Exercício 30§4 · conjugado

Indica o conjugado de:

a) -2 + 3ib) 1 - ic) 2026id) 7i^{2}e) -10f) \dfrac{3 - \sqrt{18}\,i}{3}

Exercício 31§4 · módulo

Calcula o módulo de:

a) 3 - 4ib) -5c) 2id) 1 + ie) -\sqrt{3} + i

Exercício 32§4 · módulo de um múltiplo

Sabe-se que |z| = 3. Então |-2z| é igual a:

  • (A)3
  • (B)6
  • (C)-6
  • (D)9
Exercício 33§4 · simetrias e área

Considera z = 3 + 4i.

a) Determina \overline{z}, -z e -\overline{z}.b) Descreve a posição dos quatro afixos no plano complexo.c) Calcula a área do polígono que tem por vértices esses quatro afixos

Exercício 34§4 · soma e diferença com o conjugado

Seja z \in \mathbb{C}. Mostra que z + \overline{z} é sempre um número real e que z - \overline{z} é um imaginário puro ou zero.

Exercício 35§4 · z vezes o conjugado

Seja z um complexo com |z| = 2. Então z \overline{z} é igual a:

  • (A)2
  • (B)4
  • (C)\sqrt{2}
  • (D)2i
Exercício 36§4 · do módulo ao complexo

Determina todos os complexos z tais que |z| = 5 e \operatorname{Re}(z) = 3. Interpreta geometricamente o resultado.

Exercício 37§4 · demonstração

a) Prova que |z|^{2} = z\overline{z}, para todo o z \in \mathbb{C}.b) Usa essa igualdade para provar que |zw| = |z|\,|w|

Exercício 38§4 · caracterizar por uma equação

Seja z um complexo tal que \overline{z} = -z. Mostra que z é imaginário puro ou nulo e conclui que z^{2} é um número real não positivo.

Exercício 39§4 · módulo e conjugado

Seja z um número complexo. Determina z de modo quez \times \overline{z} + z = 1

Exercício 40§4 · módulo de um quociente

a) Seja z um número complexo não nulo. Prova que \left|\dfrac{z}{\overline{z}}\right| = 1.

b) Sejam z_{1} e z_{2} números complexos não nulos tais que \dfrac{z_{1}}{2z_{2}} é um imaginário puro. Determina o valor de\left|\dfrac{\frac{z_{1}}{2}+z_{2}}{\frac{z_{1}}{2}-z_{2}}\right|

Exercício 41§4 · módulo com parâmetros

Sejam a, b e c três números reais tais quea^{2}+b^{2}+c^{2}-c = 0 \qquad \text{e} \qquad z = \dfrac{a+bi}{1-c}(com c \neq 1).

Então |z|^{2} é igual a:

  • (A)c
  • (B)1-c
  • (C)\dfrac{c}{1-c}
  • (D)\dfrac{1-c}{c}
Exercício 42§4 · parte real e conjugado

Nas condições do desafio anterior — a, b, c reais com a^{2}+b^{2}+c^{2}-c = 0, z = \dfrac{a+bi}{1-c} e |z|^{2} = \dfrac{c}{1-c} —, a é igual a:

  • (A)\dfrac{z+\overline{z}}{2\left(1+|z|^{2}\right)}
  • (B)\dfrac{\left(\overline{z}+z\right)i}{2\left(1+|z|^{2}\right)}
  • (C)\dfrac{\left(z-\overline{z}\right)i}{2\left(1+|z|^{2}\right)}
  • (D)\dfrac{z-\overline{z}}{2\left(1+|z|^{2}\right)}
Exercício 43§4 · equação com módulo

Determina todos os números complexos z tais que z^{2} + |z|^{2} = 0 e interpreta geometricamente o conjunto obtido.

Escreve z = a+bi e usa z\overline{z} = |z|^{2} = a^{2}+b^{2}, que é real. Depois iguala partes reais e partes imaginárias.

  1. Seja z = a + bi, com a, b \in \mathbb{R}. Então z\overline{z} = (a+bi)(a-bi) = a^{2}+b^{2}, que é real.
  2. z\overline{z} + z = \left(a^{2}+b^{2}\right) + a + bi = 1
  3. Igualando partes reais e partes imaginárias:\begin{cases} a^{2}+b^{2}+a = 1 \\ b = 0 \end{cases}
  4. Substituindo b=0 na primeira equação:a^{2}+a-1 = 0 \;\Leftrightarrow\; a = \dfrac{-1 \pm \sqrt{5}}{2}
  5. z = \dfrac{\sqrt{5}-1}{2} \quad \lor \quad z = \dfrac{-\sqrt{5}-1}{2}
  6. Repare-se em que as soluções são reais — era de esperar, porque a condição b=0 saiu da própria equação.
Respostaz = \dfrac{\sqrt{5}-1}{2} ou z = \dfrac{-\sqrt{5}-1}{2}

Em b), divide numerador e denominador por z_{2} — a expressão passa a depender apenas de \frac{z_{1}}{2z_{2}}.

  1. a) Seja z = a+bi \neq 0. Então\left|\dfrac{z}{\overline{z}}\right| = \dfrac{|z|}{\left|\overline{z}\right|} = \dfrac{\sqrt{a^{2}+b^{2}}}{\sqrt{a^{2}+(-b)^{2}}} = 1porque um complexo e o seu conjugado têm o mesmo módulo. ∎
  2. b) Por hipótese \dfrac{z_{1}}{2z_{2}} = ki para algum k \in \mathbb{R} \setminus \{0\}.
  3. Dividindo numerador e denominador por z_{2}:\left|\dfrac{\frac{z_{1}}{2}+z_{2}}{\frac{z_{1}}{2}-z_{2}}\right| = \left|\dfrac{\frac{z_{1}}{2z_{2}}+1}{\frac{z_{1}}{2z_{2}}-1}\right| = \left|\dfrac{1+ki}{-1+ki}\right|
  4. Ora -1+ki = -\left(1-ki\right) = -\overline{1+ki}, pelo que\left|\dfrac{1+ki}{-\overline{1+ki}}\right| = |-1| \times \left|\dfrac{1+ki}{\overline{1+ki}}\right| = 1 \times 1 = 1usando a alínea anterior.
  5. O valor é 1, qualquer que seja k.
Respostaa) um complexo e o seu conjugado têm o mesmo módulo; b) o valor é 1

Calcula |z|^{2} = \dfrac{a^{2}+b^{2}}{(1-c)^{2}} e usa a condição dada para substituir a^{2}+b^{2}.

  1. Como z = \dfrac{a}{1-c} + \dfrac{b}{1-c}i, tem-se|z|^{2} = \dfrac{a^{2}}{(1-c)^{2}} + \dfrac{b^{2}}{(1-c)^{2}} = \dfrac{a^{2}+b^{2}}{(1-c)^{2}}
  2. Da condição a^{2}+b^{2}+c^{2}-c = 0 vem a^{2}+b^{2} = c - c^{2} = c(1-c).
  3. Substituindo:|z|^{2} = \dfrac{c(1-c)}{(1-c)^{2}} = \dfrac{c}{1-c}
  4. Nota geométrica: escrevendo a condição como a^{2}+b^{2}+\left(c-\frac{1}{2}\right)^{2} = \frac{1}{4}, vê-se que os pontos (a,b,c) pertencem à superfície esférica de centro \left(0,0,\frac{1}{2}\right) e raio \frac{1}{2}.
RespostaOpção (C)

z+\overline{z} = 2\operatorname{Re}(z). Falta exprimir 1-c à custa de |z|^{2}.

  1. Parte real. z + \overline{z} = 2\operatorname{Re}(z) = \dfrac{2a}{1-c}.
  2. Exprimir 1-c. De |z|^{2} = \dfrac{c}{1-c} vem|z|^{2} = \dfrac{c-1+1}{1-c} = -1 + \dfrac{1}{1-c} \;\Leftrightarrow\; 1-c = \dfrac{1}{1+|z|^{2}}
  3. Substituição.z+\overline{z} = \dfrac{2a}{1-c} \;\Leftrightarrow\; 2a = \left(z+\overline{z}\right)(1-c) = \dfrac{z+\overline{z}}{1+|z|^{2}}
  4. a = \dfrac{z+\overline{z}}{2\left(1+|z|^{2}\right)}
  5. Do mesmo modo, de z-\overline{z} = \dfrac{2b}{1-c}i obtém-se b = \dfrac{\left(\overline{z}-z\right)i}{2\left(1+|z|^{2}\right)}.
RespostaOpção (A)

Faz z = a + bi, com a, b \in \mathbb{R}, e desenvolve z^{2} e |z|^{2}. A igualdade em ℂ dá duas condições em ℝ.

  1. Com z = a + bi: z^{2} = \left(a^{2} - b^{2}\right) + 2ab\,i e |z|^{2} = a^{2} + b^{2}.
  2. Somando: z^{2} + |z|^{2} = \left(a^{2} - b^{2} + a^{2} + b^{2}\right) + 2ab\,i = 2a^{2} + 2ab\,i
  3. Igualar a zero: 2a^{2} = 0 \;\wedge\; 2ab = 0 \Leftrightarrow a = 0 (e então 2ab = 0 é automático).A segunda condição não acrescenta nada: uma vez a = 0, o produto ab já é nulo, seja qual for b.
  4. Logo z = bi, com b \in \mathbb{R}: os imaginários puros e o zero.
  5. Geometricamente: o conjunto é o eixo imaginário.
Respostaz = bi, b \in \mathbb{R} — o eixo imaginário

Conjugar é trocar o sinal da parte imaginária. Simplifica primeiro d) e f); repara no que acontece a um número real.

  1. a) -2 - 3i · b) 1 + i · c) -2026i
  2. d) 7i^{2} = -7 é real, logo o conjugado é o próprio: -7
  3. e) -10 é real: conjugado -10. Um complexo é real se e só se z = \overline{z}.
  4. f) \dfrac{3 - 3\sqrt{2}i}{3} = 1 - \sqrt{2}i, cujo conjugado é 1 + \sqrt{2}i
Respostaa) -2-3i · b) 1+i · c) -2026i · d) -7 · e) -10 · f) 1+\sqrt{2}i

|a + bi| = \sqrt{a^{2} + b^{2}} — é a distância do afixo à origem. Deixa o resultado em forma exata.

  1. a) \sqrt{9 + 16} = \sqrt{25} = 5 · b) \sqrt{25 + 0} = 5
  2. c) \sqrt{0 + 4} = 2 · d) \sqrt{1 + 1} = \sqrt{2}
  3. e) \sqrt{3 + 1} = \sqrt{4} = 2
Respostaa) 5 · b) 5 · c) 2 · d) \sqrt{2} · e) 2

O módulo de um produto é o produto dos módulos — e o módulo nunca é negativo.

  1. |-2z| = |-2| \times |z| = 2 \times 3 = 6
  2. A opção (C) fica automaticamente excluída: um módulo é sempre \geq 0.
RespostaOpção (B)

Conjugar reflete no eixo real; trocar o sinal reflete na origem. Os quatro afixos formam sempre um retângulo com os lados paralelos aos eixos.

  1. a) \overline{z} = 3 - 4i, -z = -3 - 4i, -\overline{z} = -3 + 4i
  2. b) Os afixos são (3,4), (3,-4), (-3,-4) e (-3,4) — um em cada quadrante.
  3. c) É um retângulo de largura 2 \times 3 = 6 e altura 2 \times 4 = 8.
  4. Área = 6 \times 8 = 48 unidades de área.
Respostaa) 3-4i, -3-4i, -3+4i · c) 48 u. a.

Escreve z = a + bi com a, b \in \mathbb{R} e faz as contas. Depois interpreta: a que correspondem a e b?

  1. Com z = a + bi, tem-se \overline{z} = a - bi.
  2. z + \overline{z} = (a + a) + (b - b)i = 2a, que é real, pois a \in \mathbb{R}.
  3. z - \overline{z} = 0 + 2bi = 2bi: parte real nula, logo imaginário puro se b \neq 0 e igual a 0 se b = 0.
  4. Daqui saem as duas fórmulas do formulário: \operatorname{Re}(z) = \dfrac{z + \overline{z}}{2} e \operatorname{Im}(z) = \dfrac{z - \overline{z}}{2i}.
Respostaz + \overline{z} = 2\operatorname{Re}(z) e z - \overline{z} = 2i\operatorname{Im}(z)

Multiplica (a+bi)(a-bi) e compara com |z|^{2}.

  1. z\overline{z} = (a+bi)(a-bi) = a^{2} - (bi)^{2} = a^{2} + b^{2} = |z|^{2}
  2. Logo z\overline{z} = 2^{2} = 4. Note-se que o resultado é sempre real e não negativo.
RespostaOpção (B)

Escreve z = 3 + bi e impõe o módulo. Geometricamente, estás a intersetar uma circunferência com uma reta vertical.

  1. z = 3 + bi com b \in \mathbb{R}.
  2. |z| = 5 \Leftrightarrow \sqrt{9 + b^{2}} = 5 \Leftrightarrow 9 + b^{2} = 25 \Leftrightarrow b^{2} = 16
  3. b = -4 \vee b = 4, logo z = 3 - 4i ou z = 3 + 4i.
  4. São os dois pontos em que a reta x = 3 corta a circunferência de centro na origem e raio 5 — e são conjugados um do outro.
Respostaz = 3 - 4i ou z = 3 + 4i

Em b) começa por |zw|^{2} e usa que o conjugado de um produto é o produto dos conjugados.

  1. a) Com z = a + bi: z\overline{z} = (a+bi)(a-bi) = a^{2} + b^{2} e |z|^{2} = \left(\sqrt{a^{2}+b^{2}}\right)^{2} = a^{2}+b^{2}. São iguais.
  2. b) |zw|^{2} = (zw)\overline{(zw)} = z w \overline{z}\,\overline{w}
  3. Reordenando: = \left(z\overline{z}\right)\left(w\overline{w}\right) = |z|^{2}|w|^{2} = \left(|z||w|\right)^{2}
  4. Como módulos são números não negativos, de |zw|^{2} = \left(|z||w|\right)^{2} vem |zw| = |z||w|.
Resposta|z|^{2} = z\overline{z} e |zw| = |z|\,|w|

Escreve z = a + bi, iguala as duas partes e vê o que sobra. Depois calcula z^{2} com o que descobriste.

  1. \overline{z} = -z \Leftrightarrow a - bi = -a - bi
  2. Igualando as partes reais: a = -a \Leftrightarrow 2a = 0 \Leftrightarrow a = 0. As partes imaginárias já coincidem.
  3. Logo z = bi: é imaginário puro se b \neq 0 e z = 0 se b = 0.
  4. Então z^{2} = (bi)^{2} = b^{2}i^{2} = -b^{2}, que é real e \leq 0, pois b^{2} \geq 0.
Respostaz = bi, com b \in \mathbb{R}, e z^{2} = -b^{2} \leq 0
05

Operações na forma algébrica

Somar, subtrair e multiplicar faz-se como em ℝ, tratando i como uma letra — com a única regra extra i^{2} = -1. Dividir faz-se com um truque: o conjugado.

Aprendizagem Essencial
  • Efetuar operações elementares com números complexos na forma algébrica (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação).
As quatro operações

Com z = a + b i e w = c + d i:

z + w = (a + c) + (b + d)i z - w = (a - c) + (b - d)i z \times w = (ac - bd) + (ad + bc)i \frac{z}{w} = \frac{z \times \overline{w}}{w \times \overline{w}} = \frac{(ac + bd) + (bc - ad)i}{c^{2} + d^{2}}\hspace{1.4em}(w \neq 0)

Não decores a fórmula do produto nem a da divisão: aplica a propriedade distributiva e, na divisão, multiplica em cima e em baixo pelo conjugado do denominador.

Porque é que tudo funciona como esperamos

Em ℂ mantêm-se todas as propriedades das operações que conheces de ℝ: comutatividade, associatividade, existência de elemento neutro (0 e 1), existência de simétrico e de inverso (para z \neq 0) e distributividade. É por isso que se diz que ℂ é um corpo — e é por isso que podes calcular «à vontade», desde que substituas i^{2} por -1. A única coisa que se perde ao passar de ℝ para ℂ é a relação de ordem.

Exemplo 4 Produto e divisão

a) (3 + 2i)(1 - 4i)

  1. Distributiva: 3 - 12i + 2i - 8i^{2}
  2. Substituir i^{2} = -1: 3 - 10i + 8
  3. Agrupar: 11 - 10i

b) \frac{2 + 3i}{1 - i}

  1. Multiplicar numerador e denominador pelo conjugado do denominador, 1 + i:\frac{(2 + 3i)(1 + i)}{(1 - i)(1 + i)}
  2. Denominador: (1 - i)(1 + i) = 1^{2} + 1^{2} = 2.Usa w \overline{w} = |w|^{2} — é sempre real e poupa uma linha de cálculo.
  3. Numerador: 2 + 2i + 3i + 3i^{2} = -1 + 5i
  4. Resultado: \frac{-1 + 5i}{2} = -\frac{1}{2} + \frac{5}{2}i
Exemplo 5 Potências de i com expoentes grandes

Simplifica z = \sqrt{3} i^{18} + i^{27} e determina |z|.

  1. 18 = 4 \times 4 + 2, logo i^{18} = i^{2} = -1.
  2. 27 = 4 \times 6 + 3, logo i^{27} = i^{3} = -i.
  3. z = -\sqrt{3} - i
  4. |z| = \sqrt{(-\sqrt{3})^{2} + (-1)^{2}} = \sqrt{4} = 2
Respostaz = -\sqrt{3} - i e |z| = 2
Python As quatro operações
z = 3 + 2j
w = 1 - 4j

print(z + w)      # (4-2j)
print(z - w)      # (2+6j)
print(z * w)      # (11-10j)
print(z / w)      # (-0.294...+0.823...j)
print(z ** 10)    # potencias inteiras

# Verificar a regra da divisao pelo conjugado
print((z * w.conjugate()) / abs(w)**2)   # igual a z / w

Usa este programa para confirmar os cálculos que fizeste à mão — nunca para os substituir: no exame, as operações têm de aparecer justificadas.

Laboratório · Calculadora de expressões complexas

verifica os teus cálculos

Aceita + − * / ^, i, pi, e, parênteses e as funções conj, abs, arg, re, im, sqrt, exp. A forma trigonométrica escreve-se com a exponencial complexa, por exemplo 2*e^(i*pi/3). O afixo do resultado é desenhado no plano.

Exercício 44§5 · produto e quociente

Sendo z = 3 - 2i e w = 1 + 4i, determina, na forma algébrica, z \times w e \dfrac{z}{w}.

Exercício 45§5 · equação simples

Resolve em ℂ a equação (2 + i)z = 3 - i.

Exercício 46§5 · simplificar

Simplifica \dfrac{1+i}{1-i} + \dfrac{1-i}{1+i}.

Exercício 47§5 · equação com conjugado

Resolve em ℂ a equação 3z - \overline{z} = 4 + 8i.

No produto, distributiva e i^{2} = -1. No quociente, multiplica numerador e denominador pelo conjugado do denominador: o denominador passa a ser |w|^{2} = 1^{2} + 4^{2}.

  1. zw = (3-2i)(1+4i) = 3 + 12i - 2i - 8i^{2} = 3 + 10i + 8 = 11 + 10i
  2. \dfrac{z}{w} = \dfrac{(3-2i)(1-4i)}{1^{2}+4^{2}} = \dfrac{3 - 12i - 2i + 8i^{2}}{17} = \dfrac{-5 - 14i}{17}
  3. Ou seja, \dfrac{z}{w} = -\dfrac{5}{17} - \dfrac{14}{17}i.Controlo: |z| = \sqrt{13} e |w| = \sqrt{17}, logo \left|\dfrac{z}{w}\right| = \sqrt{\dfrac{13}{17}} \approx 0{,}87 — coerente com o resultado.
Respostaszw = 11 + 10i  ·  \dfrac{z}{w} = -\dfrac{5}{17} - \dfrac{14}{17}i

Repara que as duas parcelas são conjugadas uma da outra. E a soma de um complexo com o seu conjugado é 2\operatorname{Re}… Em alternativa, multiplica cada fração pelo conjugado do seu denominador.

  1. \dfrac{1+i}{1-i} = \dfrac{(1+i)^{2}}{(1-i)(1+i)} = \dfrac{1 + 2i + i^{2}}{2} = \dfrac{2i}{2} = i
  2. \dfrac{1-i}{1+i} = \overline{\left(\dfrac{1+i}{1-i}\right)} = \overline{i} = -iO conjugado de um quociente é o quociente dos conjugados — poupa a segunda conta.
  3. Soma: i + (-i) = 0.
Resposta0

Isola z: z = \dfrac{3-i}{2+i}. Depois é uma divisão como as outras — conjugado do denominador.

  1. z = \dfrac{3-i}{2+i} = \dfrac{(3-i)(2-i)}{2^{2}+1^{2}} = \dfrac{6 - 3i - 2i + i^{2}}{5}
  2. = \dfrac{6 - 5i - 1}{5} = \dfrac{5 - 5i}{5} = 1 - i
  3. Verificação: (2+i)(1-i) = 2 - 2i + i - i^{2} = 2 - i + 1 = 3 - i
Respostaz = 1 - i

Aqui não podes «dividir»: a incógnita aparece também conjugada. Faz z = a + bi, com a, b \in \mathbb{R}, e transforma a igualdade em ℂ em duas igualdades em ℝ.

  1. Seja z = a + bi. Então \overline{z} = a - bi e 3z - \overline{z} = 3a + 3bi - a + bi = 2a + 4bi
  2. Igualando a 4 + 8i: 2a = 4 \;\wedge\; 4b = 8 \Leftrightarrow a = 2 \;\wedge\; b = 2.
  3. Verificação: 3(2+2i) - (2-2i) = 6 + 6i - 2 + 2i = 4 + 8i
Respostaz = 2 + 2i
NumWorks Somar, multiplicar e dividir — e onde a máquina te deixa a meio
  1. Somas, produtos e potências saem exactos e já na forma a+bi: escreve a expressão como a escreverias no papel e carrega em EXE.

    Repara em (1+i)^{8} = 16: sem qualquer decimal. Vale a pena guardar este resultado — reaparece na forma trigonométrica.

    Ecrã de Cálculo com (3+2i)(1-4i) = 11-10i e (1+i)^8 = 16
    Produto e potência, ambos exactos.
  2. Com o quociente a história é outra: a máquina devolve uma aproximação decimal.

    Aqui, \dfrac{3+2i}{1-4i} \approx -0{,}2941 + 0{,}8235\,i. A resposta que se escreve é -\dfrac{5}{17} + \dfrac{14}{17}\,i, obtida a multiplicar numerador e denominador pelo conjugado.

    Usa o decimal para confirmar: -5/17 \approx -0{,}2941 e 14/17 \approx 0{,}8235 ✓  No Exame, o que é pedido é o cálculo exacto.

    Ecrã de Cálculo com o quociente (3+2i)/(1-4i) devolvido em forma decimal
    O quociente sai em decimal — serve para confirmar, não para responder.

Exercícios propostos

Doze exercícios de cálculo na forma algébrica: somar, multiplicar, dividir pelo conjugado e resolver equações lineares em ℂ.

Exercício 48§5 · as quatro operações

Sendo z = 2 - 3i e w = 1 + 4i, calcula e apresenta na forma algébrica:

a) z + wb) 3z - 2wc) z \times wd) \dfrac{z}{w}

Exercício 49§5 · quocientes simples

Escreve na forma algébrica:

a) \dfrac{1}{i}b) \dfrac{2}{1-i}c) \dfrac{1+i}{1-i}

Exercício 50§5 · inverso

O inverso de i é:

  • (A)i
  • (B)-i
  • (C)1
  • (D)-1
Exercício 51§5 · potência de um binómio

Simplifica (1 + i)^{8}, sem recorrer à calculadora.

Exercício 52§5 · equações lineares

Resolve em ℂ:

a) (2 + i)z = 1 - 3ib) \dfrac{z}{1 - i} = 2 + i

Exercício 53§5 · potência de 1 − i

O valor de (1 - i)^{4} é:

  • (A)-4
  • (B)4
  • (C)-4i
  • (D)4i
Exercício 54§5 · equação com o conjugado

Determina z \in \mathbb{C} tal que z + 2\overline{z} = 6 - i.

Exercício 55§5 · produto real e soma imaginária

Sabendo que z_{1} = 2 - i, determina um número complexo z_{2} = a+bi tal que z_{1} \times z_{2} seja um número real e z_{1} + z_{2} seja um imaginário puro.

Exercício 56§5 · simplificar e medir

Considera z = \dfrac{1+i}{1-i} + \dfrac{2}{i}. Determina z na forma algébrica e calcula |z|.

Exercício 57§5 · ler partes de um quociente

Considera z = \dfrac{3 + 11i}{2 - i}. Determina a parte real e o coeficiente da parte imaginária de:

a) zb) i^{3}zc) \dfrac{1}{z}

Exercício 58§5 · fórmula do inverso

a) Prova que, se z \neq 0, então \dfrac{1}{z} = \dfrac{\overline{z}}{|z|^{2}}b) Aplica a fórmula a z = 3 - 4i

Exercício 59§5 · raiz quadrada na forma algébrica

Escreve na forma x+yi, com x, y \in \mathbb{R}, o número complexo \sqrt{30-16i}.

Calcula o produto e a soma em função de a e b. «Real» anula a parte imaginária; «imaginário puro» anula a parte real e exige parte imaginária não nula.

  1. Produto:z_{1}z_{2} = (2-i)(a+bi) = 2a + 2bi - ai - bi^{2} = (2a+b) + (2b-a)i
  2. Soma:z_{1}+z_{2} = (2+a) + (b-1)i
  3. Para o produto ser real: 2b - a = 0, ou seja, a = 2b.
  4. Para a soma ser imaginário puro: 2+a = 0 e b - 1 \neq 0.
  5. De a = -2 e a = 2b vem b = -1, que satisfaz b \neq 1.
  6. z_{2} = -2 - i
  7. Confirmação: z_{1}z_{2} = (2-i)(-2-i) = -4-2i+2i+i^{2} = -5 (real ✓) e z_{1}+z_{2} = -2i (imaginário puro ✓)
Respostaz_{2} = -2 - i

Se x+yi é raiz quadrada de 30-16i, então (x+yi)^{2} = 30-16i. Iguala partes reais e imaginárias — obténs um sistema que conduz a uma equação biquadrada.

  1. Procura-se x+yi tal que (x+yi)^{2} = 30-16i. Ora(x+yi)^{2} = x^{2}-y^{2} + 2xy\,i
  2. Igualando partes reais e imaginárias:\begin{cases} x^{2}-y^{2} = 30 \\ 2xy = -16 \end{cases} \;\Leftrightarrow\; \begin{cases} x^{2}-y^{2} = 30 \\ y = -\dfrac{8}{x} \end{cases}
  3. Substituindo na primeira equação:x^{2} - \dfrac{64}{x^{2}} = 30 \;\Leftrightarrow\; x^{4} - 30x^{2} - 64 = 0
  4. Com t = x^{2} \geq 0:t = \dfrac{30 \pm \sqrt{900+256}}{2} = \dfrac{30 \pm 34}{2} \;\Leftrightarrow\; t = 32 \;\lor\; t = -2
  5. Como t \geq 0, fica x^{2} = 32, ou seja, x = \pm 4\sqrt{2}, e então y = -\dfrac{8}{x} = \mp\sqrt{2}.
  6. 4\sqrt{2} - \sqrt{2}\,i \qquad \text{ou} \qquad -4\sqrt{2} + \sqrt{2}\,i
  7. Confirmação: \left(4\sqrt{2}-\sqrt{2}i\right)^{2} = 32 - 16i + 2i^{2} = 30-16i
Resposta4\sqrt{2} - \sqrt{2}\,i ou -4\sqrt{2} + \sqrt{2}\,i

Trata as duas parcelas separadamente. Na primeira, multiplica pelo conjugado do denominador (ou repara que (1+i)^{2} = 2i). Na segunda, lembra-te de que \dfrac{1}{i} = -i.

  1. \dfrac{1+i}{1-i} = \dfrac{(1+i)^{2}}{(1-i)(1+i)} = \dfrac{2i}{2} = i
  2. \dfrac{2}{i} = \dfrac{2 \times (-i)}{i \times (-i)} = \dfrac{-2i}{1} = -2iTruque útil: \dfrac{1}{i} = -i, porque i \times (-i) = -i^{2} = 1.
  3. z = i - 2i = -i, logo |z| = 1.
Respostaz = -i  ·  |z| = 1

Multiplica como se fossem polinómios em i e troca i^{2} por -1. Para dividir, multiplica em cima e em baixo pelo conjugado do denominador.

  1. a) (2+1) + (-3+4)i = 3 + i
  2. b) 3z - 2w = (6 - 9i) - (2 + 8i) = 4 - 17i
  3. c) (2-3i)(1+4i) = 2 + 8i - 3i - 12i^{2} = 2 + 5i + 12 = 14 + 5i
  4. d) \dfrac{2-3i}{1+4i} = \dfrac{(2-3i)(1-4i)}{1^{2}+4^{2}} = \dfrac{2 - 8i - 3i - 12}{17} = \dfrac{-10 - 11i}{17}
Respostaa) 3+i · b) 4-17i · c) 14+5i · d) -\dfrac{10}{17} - \dfrac{11}{17}i

Em a) multiplica por i em cima e em baixo. Guarda o resultado: \dfrac{1}{i} = -i aparece muitas vezes.

  1. a) \dfrac{1}{i} = \dfrac{i}{i^{2}} = \dfrac{i}{-1} = -i
  2. b) \dfrac{2(1+i)}{(1-i)(1+i)} = \dfrac{2 + 2i}{2} = 1 + i
  3. c) \dfrac{(1+i)^{2}}{(1-i)(1+i)} = \dfrac{2i}{2} = i
Respostaa) -i · b) 1+i · c) i

Procura o número que multiplicado por i1.

  1. i \times (-i) = -i^{2} = 1
  2. Logo i^{-1} = -i. Também se obtém por \dfrac{1}{i} = \dfrac{\overline{i}}{|i|^{2}} = \dfrac{-i}{1}.
RespostaOpção (B)

Não desenvolvas o binómio. Começa por calcular (1+i)^{2} — o resultado é muito simples — e sobe às potências seguintes.

  1. (1+i)^{2} = 1 + 2i + i^{2} = 2i
  2. (1+i)^{4} = \left[(1+i)^{2}\right]^{2} = (2i)^{2} = 4i^{2} = -4
  3. (1+i)^{8} = \left[(1+i)^{4}\right]^{2} = (-4)^{2} = 16
Resposta16

Isola z como farias em ℝ; só a divisão final exige o truque do conjugado.

  1. a) z = \dfrac{1-3i}{2+i} = \dfrac{(1-3i)(2-i)}{4+1} = \dfrac{2 - i - 6i + 3i^{2}}{5} = \dfrac{-1 - 7i}{5}
  2. b) z = (2+i)(1-i) = 2 - 2i + i - i^{2} = 3 - i
  3. Verificação de b): \dfrac{3-i}{1-i} = \dfrac{(3-i)(1+i)}{2} = \dfrac{4 + 2i}{2} = 2 + i
Respostaa) z = -\dfrac{1}{5} - \dfrac{7}{5}i · b) z = 3 - i

Calcula primeiro (1-i)^{2}.

  1. (1-i)^{2} = 1 - 2i + i^{2} = -2i
  2. (1-i)^{4} = (-2i)^{2} = 4i^{2} = -4
RespostaOpção (A)

Quando aparece \overline{z} na equação, não há atalho: escreve z = a + bi e transforma a equação num sistema em a e b.

  1. Com z = a + bi: z + 2\overline{z} = (a + bi) + 2(a - bi) = 3a - bi
  2. Igualando a 6 - i: 3a = 6 \;\wedge\; -b = -1
  3. a = 2 e b = 1, logo z = 2 + i. Verificação: (2+i) + 2(2-i) = 6 - i
Respostaz = 2 + i

Simplifica z primeiro — o resultado é surpreendentemente simples. Para c) usa \dfrac{1}{z} = \dfrac{\overline{z}}{|z|^{2}}.

  1. a) z = \dfrac{(3+11i)(2+i)}{4+1} = \dfrac{6 + 3i + 22i - 11}{5} = \dfrac{-5 + 25i}{5} = -1 + 5i
  2. Logo \operatorname{Re}(z) = -1 e \operatorname{Im}(z) = 5.
  3. b) i^{3} = -i, logo i^{3}z = -i(-1+5i) = i - 5i^{2} = 5 + i: \operatorname{Re} = 5, \operatorname{Im} = 1
  4. c) |z|^{2} = 1 + 25 = 26, logo \dfrac{1}{z} = \dfrac{-1 - 5i}{26}: \operatorname{Re} = -\dfrac{1}{26}, \operatorname{Im} = -\dfrac{5}{26}
Respostaa) -1; 5 · b) 5; 1 · c) -\dfrac{1}{26}; -\dfrac{5}{26}

Parte de z\overline{z} = |z|^{2} e divide ambos os membros por z|z|^{2}.

  1. a) Sabemos que z\overline{z} = |z|^{2}. Como z \neq 0, também |z|^{2} \neq 0.
  2. Dividindo ambos os membros por z\,|z|^{2}: \dfrac{\overline{z}}{|z|^{2}} = \dfrac{1}{z}.
  3. b) |3-4i|^{2} = 9 + 16 = 25 e \overline{z} = 3 + 4i.
  4. Logo \dfrac{1}{3-4i} = \dfrac{3+4i}{25} = \dfrac{3}{25} + \dfrac{4}{25}i.
Respostab) \dfrac{3}{25} + \dfrac{4}{25}i

Exercícios de Exame · Forma algébrica

Trinta e seis itens no formato do Exame Nacional sobre a forma algébrica — o tema das secções 3 a 5. Parte real, parte imaginária, conjugado, módulo e as quatro operações.

Em cada um destes blocos, os primeiros itens foram construídos no formato do Exame Nacional; os restantes são enunciados originais, transcritos dos exames indicados em cada cartão.

Item 1 escolha múltiplaforma algébrica

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = (2 - i)^{2}. Qual é o valor de \operatorname{Im}(z)?

  • (A)-4
  • (B)4
  • (C)-3
  • (D)3
Item 2 escolha múltiplapotências de i

Seja i a unidade imaginária. O número complexo i^{2026} + i^{2027} é igual a:

  • (A)1 + i
  • (B)-1 - i
  • (C)-1 + i
  • (D)1 - i
Item 3 escolha múltiplaconjugado

Seja z um número complexo qualquer. O conjugado de \overline{z} - 2i é:

  • (A)z + 2i
  • (B)z - 2i
  • (C)\overline{z} + 2i
  • (D)-z - 2i
Item 4 escolha múltiplaparte real e imaginária

Seja z = a + b i, com a, b \in \mathbb{R}^{+}. Qual das expressões seguintes representa necessariamente um número real?

  • (A)z - \overline{z}
  • (B)i(z - \overline{z})
  • (C)i(z + \overline{z})
  • (D)z^{2}
Item 5 escolha múltiplamódulo

Sejam z e w números complexos não nulos tais que |z| = 3 e |w| = 2. Qual é o valor de \frac{|z^{2}|}{|\overline{w}|}?

  • (A)\frac{3}{2}
  • (B)\frac{9}{2}
  • (C)6
  • (D)\frac{9}{4}
Item 6 construçãooperações · sem calculadora

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 2 - i e z_{2} = 1 + 3i.

Sem recorrer à calculadora, determine, apresentando o resultado na forma algébrica:

13.1. z_{1} \times z_{2}13.2. \frac{z_{1}}{z_{2}}13.3. (z_{1} + \overline{z_{2}})^{2}

Item 7 construçãoparâmetro real

Determine o valor de k \in \mathbb{R} de modo que (k + 2i)(1 - i) seja um número real.

Item 8 construçãoequação com conjugado

Resolva em ℂ a equação z + 3\overline{z} = 8 - 6i.

Item 9 construçãoExame Nacional · 2001 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z_{1} = 2e^{i\frac{{\pi}}{3}}.

Sem recorrer à calculadora, verifique que \dfrac{z_{1}^{3}+2}{i} é um imaginário puro.

Item 10 construçãoExame Nacional · 2001 · 2.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere w = 2+i.

Determine (w-2)^{11}(1+3i)^{2} na forma algébrica.

Item 11 construçãoExame Nacional · 2001 · Época Especial · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z_{1} = 1+i.

Sem recorrer à calculadora, determine o valor de\dfrac{z_{1} + i^{23} + 4}{2-i}

Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 12 construçãoExame Nacional · 2003 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 2-2i e z_{2} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}}.

Sem recorrer à calculadora, determine \dfrac{z_{1}}{z_{2}}, apresentando o resultado na forma algébrica.

Item 13 construçãoExame Nacional · 2004 · 2.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere w = 4-3i.

8.1. Sem recorrer à calculadora, calcule, na forma algébrica, 2i + \dfrac{w^{2}}{i}.

8.2. Seja {\alpha} um argumento do número complexo w. Exprima, na forma trigonométrica e em função de {\alpha}, o produto de i pelo conjugado de w.

Item 14 construçãoExame Nacional · 2005 · 2.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considerew_{1} = 1+i,\quad w_{2} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{12}},\quad w_{3} = \sqrt{3}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}\right)}

Sem recorrer à calculadora, determine \dfrac{w_{1} \times w_{2} - 2}{w_{3}}.

Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 15 construçãoExame Nacional · 2005 · Época Especial · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = e^{i\frac{{\pi}}{6}}.

Sem utilizar a calculadora, determine o valor de\dfrac{\left(i \times (z_{1})^{6} - 1\right)^{2}}{i}

Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 16 escolha múltiplaExame Nacional · 2007 · 2.ª Fase · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja i a unidade imaginária.

Seja n um número natural tal que i^{n} = -i.

Indique qual dos seguintes é o valor de i^{n+1}.

  • (A)1
  • (B)i
  • (C)-1
  • (D)-i
Item 17 construçãoExame Nacional · 2007 · 2.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, sejam z_{1} = 3+yi e z_{2} = 4iz_{1}, com y \in \mathbb{R}.

Sabendo que \operatorname{Im}(z_{1}) = \operatorname{Im}(z_{2}), determine z_{2}. Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 18 construçãoExame Nacional · 2008 · 2.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 1-i.

Sem recorrer à calculadora, determine o valor de\dfrac{2z_{1} - i^{18} - 3}{1-2i}

Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 19 construçãoTeste Intermédio · 12.º ano · 27.05.2009 · item 8

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Determine, sem recorrer à calculadora,\dfrac{(2+i)^{2} + 1 + 6i^{35}}{1+2i}

Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 20 construçãoExame Nacional · 2009 · 2.ª Fase · item 9

No conjunto dos números complexos, sejaz = \dfrac{\left(e^{i\frac{{\pi}}{7}}\right)^{7} + (2+i)^{3}}{4e^{i\frac{3{\pi}}{2}}}

Determine z na forma algébrica, sem recorrer à calculadora.

Item 21 escolha múltiplaExame Nacional · 2009 · 2.ª Fase · item 4

Seja k um número real e z_{1} = (k-i)(3-2i) um número complexo.

Qual é o valor de k para que z_{1} seja um número imaginário puro?

  • (A)-\dfrac{3}{2}
  • (B)-\dfrac{2}{3}
  • (C)\dfrac{2}{3}
  • (D)\dfrac{3}{2}
Item 22 construçãoExame Nacional · 2009 · Época Especial · item 8

Considere, em ℂ, o número complexo z_{1} = 3 - 2i.

Determine, sem recorrer à calculadora, o número complexoz = \dfrac{z_{1} + z_{1}^{2} + 2i^{43}}{8e^{i\frac{3{\pi}}{2}}}

Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 23 construçãoTeste Intermédio · 12.º ano · 19.05.2010 · item 8

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Determine, sem recorrer à calculadora,\dfrac{(1+2i)(3+i) - i^{6} + i^{7}}{3i}

Apresente o resultado na forma x+yi, com x \in \mathbb{R} e y \in \mathbb{R}.

Item 24 escolha múltiplaExame Nacional · 2011 · 1.ª Fase · item 4

Na figura, estão representadas, no plano complexo, as imagens geométricas de quatro números complexos z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.

Qual é o número complexo que, com n \in \mathbb{N}, pode ser igual a i^{4n} + i^{4n+1} + i^{4n+2}?

z₂z₄z₃z₁ORe(z)Im(z)
As imagens geométricas de z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}, sobre os eixos.
  • (A)z_{1}
  • (B)z_{2}
  • (C)z_{3}
  • (D)z_{4}
Item 25 construçãoExame Nacional · 2011 · 2.ª Fase · item 9

Resolva os dois itens seguintes sem recorrer à calculadora.

9.1. Considere z_{1} = 1+2i e w = \dfrac{z_{1} \times i^{4n+3} - b}{\sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}}}, com b \in \mathbb{R} e n \in \mathbb{N}. Determine o valor de b para o qual w é um número real.

9.2. Seja z um número complexo tal que |z| = 1. Mostre que |1+z|^{2} + |1-z|^{2} = 4.

Item 26 escolha múltiplaExame Nacional · 2011 · Época Especial · item 4

Sejam k e p dois números reais e sejam z_{1} = (3k+2) + p\,i e z_{2} = (3p-4) + (2-5k)i dois números complexos.

Quais são os valores de k e de p para os quais z_{1} é igual ao conjugado de z_{2}?

  • (A)k = -1 e p = 3
  • (B)k = 1 e p = 3
  • (C)k = 0 e p = -2
  • (D)k = 1 e p = -3
Item 27 construçãoTeste Intermédio · 12.º ano · 24.05.2012 · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Para um certo número inteiro k, a expressão \dfrac{\left(\sqrt{2}i\right)^{3} \times e^{i\frac{{\pi}}{4}}}{k+i} designa um número real.

Determine esse número k.

Item 28 escolha múltiplaExame Nacional · 2012 · 2.ª Fase · item 4

Seja k um número real, e sejam z_{1} = 2+i e z_{2} = 3 - ki dois números complexos.

Qual é o valor de k para o qual z_{1} \times \overline{z_{2}} é um imaginário puro?

  • (A)\dfrac{3}{2}
  • (B)-\dfrac{3}{2}
  • (C)1
  • (D)6
Item 29 escolha múltiplaExame Nacional · 2012 · Época Especial · item 4

Sejam k e p dois números reais tais que os números complexos z = 1+i e w = (k-1) + 2p\,i^{11} sejam inversos um do outro.

Qual é o valor de k + p?

  • (A)-\dfrac{1}{4}
  • (B)\dfrac{1}{2}
  • (C)\dfrac{5}{4}
  • (D)\dfrac{7}{4}
Item 30 construçãoTeste Intermédio · 12.º ano · 24.05.2013 · item 8

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Determine, sem recorrer à calculadora, o valor de \dfrac{i^{6} + 2i^{7}}{2-i}.

Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 31 escolha múltiplaExame Nacional · 2013 · 1.ª Fase · item 5

Na figura, estão representadas, no plano complexo, as imagens geométricas de quatro números complexos: w_{1}, w_{2}, w_{3} e w_{4}.

Qual é o número complexo que, com n \in \mathbb{N}, pode ser igual a i^{8n} \times i^{8n-1} + i^{8n-2}?

w₁w₂w₃w₄ORe(z)Im(z)
As imagens geométricas de w_{1}, w_{2}, w_{3} e w_{4}, no plano complexo.
  • (A)w_{1}
  • (B)w_{2}
  • (C)w_{3}
  • (D)w_{4}
Item 32 escolha múltiplaExame Nacional · 2018 · Época Especial · item 6

Em ℂ, conjunto dos números complexos, a expressão i^{0} + i + i^{2} + \ldots + i^{2018} é igual a

  • (A)i
  • (B)-i
  • (C)-1+i
  • (D)1+i
Item 33 escolha múltiplaExame Nacional · 2020 · 2.ª Fase · item 8.2

Seja k um número real.

Sabe-se que k + i é uma das raízes quadradas do número complexo 3 - 4i.

Qual é o valor de k?

  • (A)2
  • (B)1
  • (C)-1
  • (D)-2
Item 34 construçãoExame Nacional · 2021 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = -3+2i, z_{2} = 1+2i e z_{3} = 2-i.

Seja w o número complexo tal que w = \dfrac{z_{1} \times z_{2}}{z_{3}}.

Mostre, sem recorrer à calculadora, que a proposição seguinte é verdadeira.

|w| = \sqrt{13} \;\wedge\; \operatorname{Arg}(w) \in \left]-\dfrac{3{\pi}}{4},\; -\dfrac{{\pi}}{2}\right[
Item 35 construçãoExame Nacional · 2024 · 1.ª Fase · item 12

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere o número complexo z = \dfrac{4}{1+i} - \dfrac{2}{i^{7}}.

Determine o número complexo w tal que o número complexo z \times w tenha módulo 5\sqrt{2} e afixo pertencente à bissetriz do terceiro quadrante. Apresente w na forma a + bi, com a, b \in \mathbb{R}.

Item 36 construçãoExame Nacional · 2026 · 2.ª Fase · item 8

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, os números z e w tais que z = \dfrac{w}{3-4i}, com |w| = 5 e \operatorname{Re}(w) < 0.

Sabe-se que \operatorname{Im}(z) + \operatorname{Re}(z) = 0.

Determine w na forma a+bi, com a,b \in \mathbb{R}.

Desenvolve o quadrado do binómio, lembrando que i^{2} = -1. A parte imaginária é o coeficiente de i — um número real, com sinal.

  1. (2 - i)^{2} = 2^{2} - 2 \times 2 \times i + i^{2} = 4 - 4i - 1
  2. z = 3 - 4i
  3. Logo \operatorname{Re}(z) = 3 e \operatorname{Im}(z) = -4.
RespostaOpção (A)

As potências de i repetem-se de 4 em 4. Divide cada expoente por 4 e trabalha apenas com o resto.

  1. 2026 = 4 \times 506 + 2, logo i^{2026} = i^{2} = -1.
  2. 2027 = 4 \times 506 + 3, logo i^{2027} = i^{3} = -i.
  3. Soma: -1 - i.
RespostaOpção (B)

O conjugado «distribui-se» pela subtração, e o conjugado do conjugado é o próprio número.

  1. Pela propriedade \overline{u - v} = \overline{u} - \overline{v}, vem o conjugado de \overline{z} menos o conjugado de 2i.
  2. \overline{\overline{z}} = z e \overline{2i} = -2i.
  3. Resultado: z - (-2i) = z + 2i.
  4. Verificação com z = 3 + 5i: \overline{z} - 2i = 3 - 7i, cujo conjugado é 3 + 7i = z + 2i
RespostaOpção (A)

Recorda: z + \overline{z} = 2\operatorname{Re}(z) (real) e z - \overline{z} = 2i \operatorname{Im}(z) (imaginário puro). Agora vê o que acontece quando multiplicas cada um por i.

  1. z - \overline{z} = 2b i — imaginário puro (pois b \neq 0). (A) é falsa.
  2. i(z - \overline{z}) = i \times 2b i = 2b i^{2} = -2breal
  3. i(z + \overline{z}) = i \times 2a = 2a i — imaginário puro. (C) é falsa.
  4. z^{2} = (a^{2} - b^{2}) + 2ab i, com 2ab \neq 0 — não é real. (D) é falsa.
RespostaOpção (B)

O módulo é multiplicativo: |z^{n}| = |z|^{n}. E o conjugado não altera o módulo.

  1. |z^{2}| = |z|^{2} = 3^{2} = 9
  2. |\overline{w}| = |w| = 2
  3. Quociente: \frac{9}{2}Repara que o resultado não depende dos argumentos de z e w.
RespostaOpção (B)

13.1. Distributiva e i^{2} = -1.   13.2. Multiplica numerador e denominador pelo conjugado do denominador; o denominador fica |z_{2}|^{2} = 1^{2} + 3^{2} = 10.   13.3. Calcula primeiro \overline{z_{2}} = 1 - 3i, soma e só depois eleva ao quadrado.

13.1.

  1. (2 - i)(1 + 3i) = 2 + 6i - i - 3i^{2}
  2. = 2 + 5i + 3 = 5 + 5i

13.2.

  1. \frac{2 - i}{1 + 3i} = \frac{(2 - i)(1 - 3i)}{(1 + 3i)(1 - 3i)}
  2. Denominador: 1^{2} + 3^{2} = 10.
  3. Numerador: 2 - 6i - i + 3i^{2} = -1 - 7i.
  4. \frac{-1 - 7i}{10} = -\frac{1}{10} - \frac{7}{10}i

13.3.

  1. \overline{z_{2}} = 1 - 3i, logo z_{1} + \overline{z_{2}} = (2 - i) + (1 - 3i) = 3 - 4i.
  2. (3 - 4i)^{2} = 9 - 24i + 16i^{2} = -7 - 24i
Respostas13.1. 5 + 5i · 13.2. -\frac{1}{10} - \frac{7}{10}i · 13.3. -7 - 24i

Efetua o produto e escreve o resultado na forma A + B i, com A e B expressões em k. Um complexo é real quando a sua parte imaginária é nula.

  1. (k + 2i)(1 - i) = k - k i + 2i - 2i^{2}
  2. = (k + 2) + (2 - k)i
  3. É real \Leftrightarrow parte imaginária nula \Leftrightarrow 2 - k = 0 \Leftrightarrow k = 2.
  4. Verificação: com k = 2, (2 + 2i)(1 - i) = 2 - 2i + 2i + 2 = 4
Respostak = 2

Faz z = a + b i, com a, b \in \mathbb{R}. Uma igualdade em ℂ equivale a duas igualdades em ℝ.

  1. Seja z = a + b i, com a, b \in \mathbb{R}. Então \overline{z} = a - b i.
  2. (a + b i) + 3(a - b i) = 4a - 2b i
  3. Igualando a 8 - 6i: 4a = 8 \wedge -2b = -6
  4. a = 2 \wedge b = 3
Respostaz = 2 + 3i

Um imaginário puro tem parte real nula e parte imaginária não nula — tens de verificar as duas condições no fim.

  1. z_{1}^{3} = 2^{3}e^{i\left(3 \times \frac{{\pi}}{3}\right)} = 8e^{i{\pi}} = -8.
  2. Numerador: -8 + 2 = -6.
  3. \dfrac{-6}{i} = \dfrac{-6 \times i}{i^{2}} = \dfrac{-6i}{-1} = 6i
  4. \operatorname{Re}(6i) = 0 e \operatorname{Im}(6i) = 6 \neq 0, logo é um imaginário puro. \blacksquare
Resposta\dfrac{z_{1}^{3}+2}{i} = 6i, imaginário puro

Repara em que w-2 é simplesmente i — o expoente 11 deixa de meter medo.

  1. w - 2 = (2+i) - 2 = i.
  2. (w-2)^{11} = i^{11} = i^{4\times2+3} = i^{3} = -i.
  3. (1+3i)^{2} = 1 + 6i + 9i^{2} = -8 + 6i.
  4. (-i)(-8+6i) = 8i - 6i^{2} = 6 + 8i
Resposta6+8i

Repara em que i^{23} vai cancelar a parte imaginária de z_{1}: o numerador fica real.

  1. i^{23} = i^{4\times5+3} = i^{3} = -i.
  2. Numerador: (1+i) + (-i) + 4 = 5.
  3. Multiplicando pelo conjugado do denominador:\dfrac{5}{2-i} = \dfrac{5(2+i)}{2^{2}+1^{2}} = \dfrac{10+5i}{5} = 2+i
Resposta2+i

Passa z_{1} à forma trigonométrica — a divisão fica imediata. No fim converte o resultado de volta à forma algébrica.

  1. |z_{1}| = \sqrt{2^{2}+(-2)^{2}} = \sqrt{8} = 2\sqrt{2}.
  2. O afixo (2,\,-2) está na bissetriz do 4.º quadrante, logo \arg(z_{1}) = \dfrac{7{\pi}}{4} e z_{1} = 2\sqrt{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{4}}.
  3. \dfrac{z_{1}}{z_{2}} = \dfrac{2\sqrt{2}}{\sqrt{2}}\;e^{i\left(\frac{7{\pi}}{4}-\frac{5{\pi}}{4}\right)} = 2e^{i\frac{2{\pi}}{4}} = 2e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  4. e^{i\frac{{\pi}}{2}} = i, logo o resultado é 2i.
Resposta\dfrac{z_{1}}{z_{2}} = 2i

Na primeira alínea, dividir por i faz-se multiplicando numerador e denominador por i. Na segunda, o conjugado tem o mesmo módulo e o argumento simétrico.

  1. 8.1. w^{2} = (4-3i)^{2} = 16 - 24i + 9i^{2} = 7 - 24i.
  2. \dfrac{7-24i}{i} = \dfrac{(7-24i)\,i}{i^{2}} = \dfrac{7i - 24i^{2}}{-1} = \dfrac{24 + 7i}{-1} = -24 - 7i
  3. 2i + (-24 - 7i) = -24 - 5i.
  4. 8.2. |w| = \sqrt{4^{2}+(-3)^{2}} = \sqrt{25} = 5, logo w = 5e^{i{\alpha}} e \overline{w} = 5e^{i(-{\alpha})}.
  5. i = e^{i\frac{{\pi}}{2}}, logoi \times \overline{w} = 1 \times 5\;e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right)} = 5e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right)}
Resposta8.1. -24-5i  ·  8.2. 5e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right)}

Faz o produto w_{1} \times w_{2} na forma trigonométrica (passa w_{1} a essa forma), volta à forma algébrica para subtrair 2, e repara em que w_{3} é um imaginário puro.

  1. |w_{1}| = \sqrt{1^{2}+1^{2}} = \sqrt{2} e o afixo (1,1) está na bissetriz do 1.º quadrante, logo w_{1} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  2. w_{1}w_{2} = \sqrt{2}\sqrt{2}\,e^{i\left(\frac{{\pi}}{4}+\frac{{\pi}}{12}\right)} = 2e^{i\frac{4{\pi}}{12}} = 2e^{i\frac{{\pi}}{3}} = 2\left(\dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = 1 + \sqrt{3}i
  3. Numerador: 1+\sqrt{3}i - 2 = -1 + \sqrt{3}i.
  4. w_{3} = \sqrt{3}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}\right)} = -\sqrt{3}i.
  5. \dfrac{-1+\sqrt{3}i}{-\sqrt{3}i} = \dfrac{(-1+\sqrt{3}i)\,i}{-\sqrt{3}i \times i} = \dfrac{-i + \sqrt{3}i^{2}}{\sqrt{3}} = \dfrac{-\sqrt{3} - i}{\sqrt{3}} = -1 - \dfrac{1}{\sqrt{3}}i
  6. Racionalizando: \dfrac{1}{\sqrt{3}} = \dfrac{\sqrt{3}}{3}.
Resposta-1 - \dfrac{\sqrt{3}}{3}i

Começa por (z_{1})^{6}. O quadrado no numerador dá um imaginário puro — e dividir por i vai deixar um real.

  1. (z_{1})^{6} = \left(e^{i\frac{{\pi}}{6}}\right)^{6} = e^{i{\pi}} = -1.
  2. i \times (-1) - 1 = -1 - i.
  3. (-1-i)^{2} = 1 + 2i + i^{2} = 2i.
  4. \dfrac{2i}{i} = 2
Resposta2

Não precisas de descobrir n: i^{n+1} = i^{n} \times i.

  1. i^{n+1} = i^{n} \times i.
  2. Como i^{n} = -i, vem i^{n+1} = -i \times i = -i^{2} = 1.
  3. Em alternativa: -i = i^{3}, logo n = 4p+3 e n+1 = 4(p+1), donde i^{n+1} = i^{0} = 1.
RespostaOpção (A)

Desenvolve z_{2} em função de y. Vais reparar em que a parte imaginária de z_{2} nem sequer depende de y.

  1. z_{2} = 4i(3+yi) = 12i + 4yi^{2} = -4y + 12i
  2. \operatorname{Im}(z_{2}) = 12 e \operatorname{Im}(z_{1}) = y.
  3. De \operatorname{Im}(z_{1}) = \operatorname{Im}(z_{2}) vem y = 12.
  4. Substituindo: z_{2} = -4 \times 12 + 12i = -48 + 12i.
Respostaz_{2} = -48+12i

Simplifica o numerador até ao fim antes de racionalizar — vais ver que ele fica reduzido a um imaginário puro.

  1. i^{18} = i^{4\times4+2} = i^{2} = -1.
  2. Numerador: 2(1-i) - (-1) - 3 = 2 - 2i + 1 - 3 = -2i.
  3. Multiplicando pelo conjugado do denominador:\dfrac{-2i}{1-2i} = \dfrac{-2i(1+2i)}{1^{2}+2^{2}} = \dfrac{-2i - 4i^{2}}{5} = \dfrac{4 - 2i}{5}
  4. Separando as partes: \dfrac{4}{5} - \dfrac{2}{5}i.
Resposta\dfrac{4}{5} - \dfrac{2}{5}i

Desenvolve o quadrado, reduz i^{35} e só depois racionaliza. O resultado é surpreendentemente simples.

  1. (2+i)^{2} = 4 + 4i + i^{2} = 3 + 4i.
  2. i^{35} = i^{4\times8+3} = i^{3} = -i, logo 6i^{35} = -6i.
  3. Numerador: (3+4i) + 1 + (-6i) = 4 - 2i.
  4. Multiplicando pelo conjugado do denominador:\dfrac{4-2i}{1+2i} = \dfrac{(4-2i)(1-2i)}{1^{2}+2^{2}} = \dfrac{4 - 8i - 2i + 4i^{2}}{5} = \dfrac{-10i}{5} = -2i
Resposta-2i

O denominador é um imaginário puro muito simples. E (2+i)^{3} calcula-se em dois passos: primeiro o quadrado, depois multiplica-se de novo por 2+i.

  1. \left(e^{i\frac{{\pi}}{7}}\right)^{7} = e^{i{\pi}} = -1.
  2. (2+i)^{2} = 4+4i+i^{2} = 3+4i e (2+i)^{3} = (3+4i)(2+i) = 6+3i+8i+4i^{2} = 2+11i.
  3. Numerador: -1 + 2 + 11i = 1 + 11i.
  4. Denominador: 4e^{i\frac{3{\pi}}{2}} = 4(0-i) = -4i.
  5. z = \dfrac{1+11i}{-4i} = \dfrac{(1+11i)\,i}{-4i^{2}} = \dfrac{i + 11i^{2}}{4} = \dfrac{-11+i}{4} = -\dfrac{11}{4} + \dfrac{1}{4}i
Respostaz = -\dfrac{11}{4} + \dfrac{1}{4}i

Desenvolve o produto e anula a parte real — sem esquecer de confirmar que a parte imaginária não fica também nula.

  1. (k-i)(3-2i) = 3k - 2ki - 3i + 2i^{2} = (3k-2) + (-2k-3)i
  2. Imaginário puro \Leftrightarrow 3k-2 = 0 \;\wedge\; -2k-3 \neq 0.
  3. Da primeira condição, k = \dfrac{2}{3}.
  4. Confirmação: -2 \times \dfrac{2}{3} - 3 = -\dfrac{13}{3} \neq 0
RespostaOpção (C)

Passa o denominador à forma algébrica logo no início — 8e^{i\frac{3{\pi}}{2}} é um imaginário puro muito simples.

  1. i^{43} = i^{4\times10+3} = i^{3} = -i, logo 2i^{43} = -2i.
  2. z_{1}^{2} = (3-2i)^{2} = 9 - 12i + 4i^{2} = 5 - 12i.
  3. Numerador: (3-2i) + (5-12i) + (-2i) = 8 - 16i.
  4. Denominador: 8e^{i\frac{3{\pi}}{2}} = 8\left(\cos\dfrac{3{\pi}}{2} + i\operatorname{sen}\dfrac{3{\pi}}{2}\right) = 8(0 - i) = -8i.
  5. z = \dfrac{8-16i}{-8i} = \dfrac{1-2i}{-i} = \dfrac{(1-2i)\,i}{-i \times i} = \dfrac{i - 2i^{2}}{1} = 2 + i
Respostaz = 2+i

Dividir por 3i faz-se multiplicando numerador e denominador por i (ou por -i): repara em que i \times i = -1 torna o denominador real.

  1. (1+2i)(3+i) = 3 + i + 6i + 2i^{2} = 3 - 2 + 7i = 1 + 7i.
  2. i^{6} = i^{2} = -1 e i^{7} = i^{3} = -i.
  3. Numerador: (1+7i) - (-1) + (-i) = 2 + 6i.
  4. Multiplicando numerador e denominador por i:\dfrac{2+6i}{3i} = \dfrac{(2+6i)\,i}{3i^{2}} = \dfrac{2i + 6i^{2}}{-3} = \dfrac{-6 + 2i}{-3} = 2 - \dfrac{2}{3}i
Resposta2 - \dfrac{2}{3}i

Três potências consecutivas de i: reduz cada uma pelo resto da divisão do expoente por 4 e soma. Vais ver que duas se cancelam.

  1. 4n = 4 \times n + 0, logo i^{4n} = i^{0} = 1.
  2. i^{4n+1} = i^{1} = i e i^{4n+2} = i^{2} = -1.
  3. i^{4n} + i^{4n+1} + i^{4n+2} = 1 + i - 1 = i
  4. O afixo de i pertence ao semieixo imaginário positivo: é o ponto z_{2}.
RespostaOpção (B)

Em 9.1, repara em que i^{4n+3} = i^{3} qualquer que seja n. Em 9.2, usa |w|^{2} = w\overline{w} e desenvolve.

  1. 9.1. i^{4n+3} = i^{3} = -i, logo z_{1}i^{4n+3} = (1+2i)(-i) = -i - 2i^{2} = 2-i.
  2. Numerador: (2-b) - i. Denominador: \sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}} = \sqrt{2}\left(-\dfrac{\sqrt{2}}{2}-\dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = -1-i.
  3. w = \dfrac{(2-b)-i}{-1-i} = \dfrac{\left[(2-b)-i\right](-1+i)}{(-1)^{2}+(-1)^{2}} = \dfrac{(b-1) + (3-b)i}{2}
  4. Real \Leftrightarrow 3-b = 0 \Leftrightarrow b = 3.
  5. 9.2. |1+z|^{2} = (1+z)(1+\overline{z}) = 1 + z + \overline{z} + |z|^{2} e |1-z|^{2} = 1 - z - \overline{z} + |z|^{2}.
  6. Somando: 2 + 2|z|^{2} = 2 + 2 \times 1^{2} = 4. \blacksquare
Resposta9.1. b = 3

Dois complexos são iguais quando têm a mesma parte real e a mesma parte imaginária. Não te esqueças de trocar o sinal da parte imaginária ao conjugar.

  1. \overline{z_{2}} = (3p-4) - (2-5k)i = (3p-4) + (5k-2)i.
  2. z_{1} = \overline{z_{2}} traduz-se no sistema\begin{cases} 3k+2 = 3p-4 \\ p = 5k-2 \end{cases}
  3. Substituindo a segunda equação na primeira:3k+2 = 3(5k-2) - 4 \Leftrightarrow 3k+2 = 15k-10 \Leftrightarrow 12 = 12k \Leftrightarrow k = 1
  4. Então p = 5 \times 1 - 2 = 3.
RespostaOpção (B)

Simplifica o numerador até à forma algébrica, racionaliza e anula a parte imaginária.

  1. \left(\sqrt{2}i\right)^{3} = \left(\sqrt{2}\right)^{3}i^{3} = 2\sqrt{2} \times (-i) = -2\sqrt{2}i = 2\sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}\right)}.
  2. 2\sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}\right)} \times e^{i\frac{{\pi}}{4}} = 2\sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)} = 2\sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2}-\dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = 2-2i
  3. \dfrac{2-2i}{k+i} = \dfrac{(2-2i)(k-i)}{k^{2}+1} = \dfrac{2k - 2i - 2ki + 2i^{2}}{k^{2}+1} = \dfrac{(2k-2) - (2k+2)i}{k^{2}+1}
  4. Real \Leftrightarrow parte imaginária nula: 2k+2 = 0 \Leftrightarrow k = -1.
  5. Confirmação: com k=-1 o quociente vale \dfrac{-4}{2} = -2, que é real ✓
Respostak = -1

Um imaginário puro tem parte real nula e parte imaginária não nula — confirma sempre a segunda condição no fim.

  1. \overline{z_{2}} = 3 + ki.
  2. z_{1}\overline{z_{2}} = (2+i)(3+ki) = 6 + 2ki + 3i + ki^{2} = (6-k) + (2k+3)i
  3. Imaginário puro \Leftrightarrow 6-k = 0 \;\wedge\; 2k+3 \neq 0.
  4. Da primeira condição, k = 6; e 2 \times 6 + 3 = 15 \neq 0
RespostaOpção (D)

«Inversos um do outro» significa z \times w = 1. Calcula \dfrac{1}{z} na forma algébrica e iguala parte a parte.

  1. i^{11} = i^{4\times2+3} = i^{3} = -i, logo w = (k-1) - 2p\,i.
  2. z e w inversos \Leftrightarrow zw = 1 \Leftrightarrow w = \dfrac{1}{z}.
  3. \dfrac{1}{1+i} = \dfrac{1-i}{(1+i)(1-i)} = \dfrac{1-i}{2} = \dfrac{1}{2} - \dfrac{1}{2}i
  4. Igualando as partes real e imaginária: k - 1 = \dfrac{1}{2} e -2p = -\dfrac{1}{2}.
  5. k = \dfrac{3}{2} e p = \dfrac{1}{4}, logo k + p = \dfrac{3}{2} + \dfrac{1}{4} = \dfrac{7}{4}.
RespostaOpção (D)

Reduz primeiro as potências de i (resto da divisão do expoente por 4) e só depois racionaliza, multiplicando numerador e denominador pelo conjugado do denominador.

  1. i^{6} = i^{2} = -1 e i^{7} = i^{3} = -i.
  2. Numerador: -1 + 2(-i) = -1 - 2i.
  3. Multiplicando pelo conjugado do denominador:\dfrac{-1-2i}{2-i} = \dfrac{(-1-2i)(2+i)}{2^{2}+1^{2}} = \dfrac{-2 - i - 4i - 2i^{2}}{5} = \dfrac{-2 - 5i + 2}{5} = \dfrac{-5i}{5}
  4. Logo o valor é -i.
Resposta\dfrac{i^{6}+2i^{7}}{2-i} = -i

i^{n} só depende do resto da divisão de n por 4. Escreve cada expoente na forma 4q + r.

  1. 8n = 4 \times 2n + 0, logo i^{8n} = i^{0} = 1.
  2. 8n-1 = 4(2n-1) + 3, logo i^{8n-1} = i^{3} = -i.
  3. 8n-2 = 4(2n-1) + 2, logo i^{8n-2} = i^{2} = -1.
  4. Substituindo:i^{8n} \times i^{8n-1} + i^{8n-2} = 1 \times (-i) + (-1) = -1 - i
  5. Parte real e parte imaginária negativas \Rightarrow afixo no 3.º quadrante: o ponto w_{3}.
RespostaOpção (C)

Agrupa as parcelas de quatro em quatro: i^{0}+i^{1}+i^{2}+i^{3} = 0. Depois basta contar quantas parcelas há ao todo e ver quantas sobram.

  1. As potências de i repetem-se de 4 em 4 e a soma de quatro consecutivas é nula:i^{0}+i^{1}+i^{2}+i^{3} = 1 + i - 1 - i = 0
  2. A soma tem 2019 parcelas (de i^{0} a i^{2018}). Como 2019 = 4 \times 504 + 3, há 504 blocos completos (soma nula) e sobram três parcelas.
  3. As três últimas são i^{2016}, i^{2017}, i^{2018}. Como 2016 = 4 \times 504, vem i^{2016} = 1, i^{2017} = i e i^{2018} = -1.
  4. Soma: 1 + i - 1 = i.
RespostaOpção (A)

«u é raiz quadrada de w» significa u^{2} = w. Desenvolve o quadrado e usa a igualdade de complexos — repara que a parte imaginária determina logo k.

  1. Se k+i é raiz quadrada de 3-4i, então (k+i)^{2} = 3 - 4i.
  2. Desenvolvendo: (k+i)^{2} = k^{2} + 2ki + i^{2} = (k^{2}-1) + 2k\,i.
  3. Igualdade de complexos: k^{2} - 1 = 3 \;\wedge\; 2k = -4.
  4. Da segunda equação, k = -2; a primeira confirma: (-2)^{2} - 1 = 3
RespostaOpção (D)

Calcula w na forma algébrica (é o caminho mais curto). Para o argumento não precisas de arco-tangente: basta o quadrante e a comparação entre |\operatorname{Re}(w)| e |\operatorname{Im}(w)|, que diz de que lado da bissetriz está o afixo.

  1. Numerador: (-3+2i)(1+2i) = -3 - 6i + 2i + 4i^{2} = -3 - 4i - 4 = -7 - 4i.
  2. Dividir por z_{3} = 2-i, multiplicando pelo conjugado: w = \dfrac{(-7-4i)(2+i)}{2^{2}+1^{2}} = \dfrac{-14 - 7i - 8i - 4i^{2}}{5} = \dfrac{-10 - 15i}{5}
  3. w = -2 - 3i.
  4. Módulo: |w| = \sqrt{(-2)^{2} + (-3)^{2}} = \sqrt{4+9} = \sqrt{13}
  5. Argumento: o afixo (-2,\,-3) pertence ao 3.º quadrante, logo \operatorname{Arg}(w) \in \left]-{\pi},\; -\dfrac{{\pi}}{2}\right[.
  6. Falta excluir o intervalo \left]-{\pi},\,-\dfrac{3{\pi}}{4}\right]. A semirreta de argumento -\dfrac{3{\pi}}{4} é a bissetriz do 3.º quadrante, onde |\operatorname{Im}| = |\operatorname{Re}|. Aqui |{-3}| > |{-2}|: o afixo está mais próximo do semieixo imaginário negativo do que da bissetriz, ou seja, \operatorname{Arg}(w) > -\dfrac{3{\pi}}{4}.
  7. Conjugando as duas conclusões: \operatorname{Arg}(w) \in \left]-\dfrac{3{\pi}}{4},\, -\dfrac{{\pi}}{2}\right[ ✓ A proposição é verdadeira. Em valor aproximado, \operatorname{Arg}(w) \approx -2{,}16 rad, e -\dfrac{3{\pi}}{4} \approx -2{,}36, -\dfrac{{\pi}}{2} \approx -1{,}57.
RespostaProposição verdadeira: w = -2-3i, com |w| = \sqrt{13} e argumento principal no intervalo indicado.

A informação sobre zw determina-o completamente: a bissetriz do 3.º quadrante dá o argumento e o enunciado dá o módulo. Escreve zw na forma algébrica e resolve em ordem a w.

  1. Simplificar z. Primeira parcela: \dfrac{4}{1+i} = \dfrac{4(1-i)}{2} = 2 - 2i.
  2. Segunda parcela: i^{7} = i^{3} = -i, logo \dfrac{2}{-i} = 2i (porque \dfrac{1}{-i} = i).
  3. z = (2-2i) - 2i = 2 - 4i.
  4. Traduzir as condições sobre zw. O afixo pertence à bissetriz do 3.º quadrante ⟹ as partes real e imaginária são iguais e negativas, e o argumento é \dfrac{5{\pi}}{4}. Com módulo 5\sqrt{2}: zw = 5\sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}} = 5\sqrt{2}\left(-\dfrac{\sqrt{2}}{2} - \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = -5 - 5i
  5. Logo w = \dfrac{-5-5i}{2-4i}. Multiplicando pelo conjugado do denominador: w = \dfrac{(-5-5i)(2+4i)}{2^{2}+4^{2}} = \dfrac{-10 - 20i - 10i - 20i^{2}}{20} = \dfrac{10 - 30i}{20}
  6. w = \dfrac{1}{2} - \dfrac{3}{2}i. Verificação: (2-4i)\left(\dfrac{1}{2}-\dfrac{3}{2}i\right) = 1 - 3i - 2i + 6i^{2} = -5 - 5i, cujo módulo é \sqrt{50} = 5\sqrt{2}
Respostaw = \dfrac{1}{2} - \dfrac{3}{2}i

Põe w = a+bi, racionaliza z e escreve as duas condições como um sistema em a e b. A condição \operatorname{Re}(w) < 0 serve para escolher entre as duas soluções.

  1. Com w = a+bi:z = \dfrac{(a+bi)(3+4i)}{3^{2}+4^{2}} = \dfrac{(3a-4b) + (4a+3b)i}{25}
  2. \operatorname{Im}(z) + \operatorname{Re}(z) = 0 \Leftrightarrow \dfrac{(4a+3b) + (3a-4b)}{25} = 0 \Leftrightarrow 7a - b = 0 \Leftrightarrow b = 7a.
  3. |w| = 5 \Leftrightarrow a^{2}+b^{2} = 25. Substituindo:a^{2} + 49a^{2} = 25 \Leftrightarrow 50a^{2} = 25 \Leftrightarrow a^{2} = \dfrac{1}{2} \Leftrightarrow a = \pm\dfrac{\sqrt{2}}{2}
  4. Como \operatorname{Re}(w) < 0, vem a = -\dfrac{\sqrt{2}}{2} e b = 7a = -\dfrac{7\sqrt{2}}{2}.
Respostaw = -\dfrac{\sqrt{2}}{2} - \dfrac{7\sqrt{2}}{2}i
06

O plano de Argand-Gauss

A ideia que mudou tudo: cada número complexo é um ponto do plano — e cada operação passa a ter significado geométrico.

Aprendizagens Essenciais
  • Representar números complexos no plano de Argand-Gauss e identificar números complexos a partir das suas imagens geométricas.
  • Construir geometricamente os pontos correspondentes à soma e ao produto de dois números complexos, utilizando ferramentas tecnológicas.
Vocabulário

Num referencial ortonormado, associa-se a z = a + b i o ponto M(a, b), a que se chama afixo (ou imagem geométrica) de z. O eixo Ox é o eixo real (e.r.) e o eixo Oy é o eixo imaginário (e.i.). O plano assim construído chama-se plano de Argand ou plano complexo.

Um complexo pode também ser lido como o vetor OM: é essa leitura que explica a soma.

Somar é compor vetores

O afixo de z + w é o quarto vértice do paralelogramo construído sobre os afixos de z e de w e a origem — exatamente a regra do paralelogramo da adição de vetores. Subtrair z - w corresponde ao vetor que vai do afixo de w ao afixo de z; por isso |z - w| é a distância entre os dois afixos — resultado que vai ser a chave de toda a secção 11.

Multiplicar por i é rodar um quarto de volta

Multiplicar por i transforma a + bi em i(a+bi) = -b + ai: o afixo (a,\, b) passa a (-b,\, a), que é exatamente o resultado de uma rotação de 90^{\circ} de centro O, no sentido positivo. Não é preciso mais nada do que a definição de produto para o ver.

Multiplicar por um número real k > 0 também se lê de imediato: k(a+bi) = ka + kbi é uma homotetia de centro O e razão k, que afasta ou aproxima o afixo da origem sem lhe mudar a direção.

Multiplicar por um complexo qualquer combina as duas coisas — uma rotação e uma homotetia. Mas dizer de quanto é a rotação exige um número que ainda não temos, o argumento, que chega na secção 7. A regra completa fica para a secção 8.

Python Em que quadrante fica o afixo?
def quadrante(z):
    if z.real > 0 and z.imag > 0: return '1.o Q'
    if z.real < 0 and z.imag > 0: return '2.o Q'
    if z.real < 0 and z.imag < 0: return '3.o Q'
    if z.real > 0 and z.imag < 0: return '4.o Q'
    return 'sobre um eixo'

z = 2 + 3j
print(z, quadrante(z))                        # 1.o Q
print(1j * z.conjugate(),
      quadrante(1j * z.conjugate()))          # (3+2j) 1.o Q

É exatamente o item «Treino imediato» desta secção: multiplicar \overline{z} por i devolve o afixo ao 1.º quadrante.

Exemplo 6 A soma, vista como regra do paralelogramo

Sejam z = 3 + i e w = 1 + 3i, com afixos A e B, e seja C o afixo de z + w.

a) Mostra que [OACB] é um paralelogramo.

  1. z + w = (3+1) + (1+3)i = 4 + 4i, logo C(4,\,4).
  2. Comparar os vetores \overrightarrow{OA} e \overrightarrow{BC}: \overrightarrow{OA} = (3,\,1) \qquad \overrightarrow{BC} = C - B = (4-1,\;4-3) = (3,\,1)
  3. Como \overrightarrow{OA} = \overrightarrow{BC}, os lados [OA] e [BC] são paralelos e têm o mesmo comprimento: [OACB] é um paralelogramo. É esta a razão de a soma se construir «fechando o paralelogramo»: somar complexos é somar os vetores correspondentes.

b) Determina a distância entre os afixos de z e de w.

  1. A distância entre dois afixos é o módulo da diferença: \overline{AB} = |z - w| = |(3-1) + (1-3)i| = |2 - 2i|
  2. |2-2i| = \sqrt{2^{2} + (-2)^{2}} = \sqrt{8} = 2\sqrt{2}
Respostasa) C(4,\,4) e \overrightarrow{OA} = \overrightarrow{BC} = (3,\,1) · b) 2\sqrt{2}
A é o afixo de z = 3+i, B o de w = 1+3i e C o de z+w = 4+4i. O lado [BC] é a translação de [OA]: por isso [OACB] é um paralelogramo.
Exemplo 7 Multiplicar por i, visto no plano

Seja z = 2 + 2i.

Determina iz e mostra que o seu afixo se obtém do de z por uma rotação de 90^{\circ} em torno da origem.

  1. iz = i(2+2i) = 2i + 2i^{2} = -2 + 2i
  2. O módulo não muda: |z| = \sqrt{4+4} = 2\sqrt{2} e |iz| = \sqrt{4+4} = 2\sqrt{2}.
  3. O afixo roda um quarto de volta: o afixo de z é (2,\, 2) e o de iz é (-2,\, 2). Ora (a,\, b) \mapsto (-b,\, a) é precisamente a rotação de 90^{\circ} de centro O no sentido positivo: o que era abcissa passa a ordenada, e a ordenada passa a abcissa com o sinal trocado.
  4. Mesma distância à origem e um quarto de volta no sentido positivo: é exatamente uma rotação de 90^{\circ} de centro O.
Respostaiz = -2+2i, com |iz| = |z| e o afixo rodado 90^{\circ}
Multiplicar por i roda 90^{\circ} e mantém o módulo (z e iz estão na mesma circunferência). Multiplicar por w = \sqrt{3}+i roda e duplica o módulo — de quanto roda, vê-se na secção 8.

Laboratório · Plano de Argand interativo

arrasta os pontos

Arrasta o ponto z (e w, quando visível). Repara: no produto, as distâncias à origem multiplicam-se — e os ângulos também obedecem a uma regra, que a secção 8 torna precisa.

Exercício 60§6 · plano complexo

Na figura, A é o afixo de z, um complexo do 1.º quadrante. Indica, justificando, em que quadrante se situa o afixo de i \overline{z}.

Exercício 61§6 · distância e soma no plano

Considera os afixos A e B de z = 1 + 2i e w = 4 + 3i. Determina \overline{AB} e as coordenadas do afixo de z + w.

Exercício 62§6 · quadrantes das simetrias

Sabe-se que o afixo de z pertence ao 3.º quadrante. Indica, justificando, a que quadrante pertence o afixo de \overline{z}, de -z e de iz.

A distância entre dois afixos é o módulo da diferença. A soma constrói-se «fechando o paralelogramo»: somam-se as partes reais e as partes imaginárias.

  1. z - w = (1-4) + (2-3)i = -3 - i
  2. \overline{AB} = |z - w| = \sqrt{(-3)^{2} + (-1)^{2}} = \sqrt{10}
  3. z + w = (1+4) + (2+3)i = 5 + 5i, de afixo (5,\,5).O afixo de z+w é o quarto vértice do paralelogramo de vértices O, A e B.
Respostas\overline{AB} = \sqrt{10}  ·  afixo de z+w: (5,\,5)

Escreve z = a + bi com a < 0 e b < 0 e vê os sinais das partes real e imaginária de cada transformado. Em alternativa, pensa nas simetrias: eixo real, origem e rotação de 90^{\circ}.

  1. Afixo no 3.º quadrante ⟹ z = a + bi com a < 0 e b < 0.
  2. \overline{z} = a - bi: parte real a < 0, parte imaginária -b > 02.º quadrante (simetria em relação ao eixo real).
  3. -z = -a - bi: -a > 0 e -b > 01.º quadrante (simetria em relação à origem).
  4. iz = i(a+bi) = -b + ai: -b > 0 e a < 04.º quadrante (rotação de 90^{\circ} no sentido positivo).Confirma com um exemplo: z = -2-3i\overline{z} = -2+3i, -z = 2+3i e iz = 3-2i.
Respostas\overline{z}: 2.º Q  ·  -z: 1.º Q  ·  iz: 4.º Q

Faz as duas transformações por ordem: primeiro o conjugado (reflexão no eixo real), depois a multiplicação por i (rotação de 90° no sentido positivo). Podes também testar com um caso concreto, como z = 1 + i.

  1. Se z está no 1.º quadrante, então \operatorname{Re}(z) > 0 e \operatorname{Im}(z) > 0. Escrevendo z = a + b i, com a > 0 e b > 0.
  2. \overline{z} = a - b i — afixo no 4.º quadrante (reflexão no eixo real).
  3. i \overline{z} = i(a - b i) = a i - b i^{2} = b + a i
  4. Como b > 0 e a > 0, o afixo de i\overline{z} tem abcissa e ordenada positivas.
Resposta1.º quadrante. (Geometricamente: reflexão no eixo real seguida de rotação de +90^{\circ} devolve o ponto ao 1.º quadrante.)

Exercícios propostos

Onze exercícios sobre a leitura geométrica dos complexos: afixos, quadrantes, distâncias e o efeito das simetrias e da multiplicação por i.

Exercício 63§6 · afixos e quadrantes

Indica o quadrante — ou o semieixo — a que pertence o afixo de cada um dos complexos:

a) 3 + 2ib) -2 + ic) -3 - 2id) -2ie) \dfrac{5}{2}f) 1 - \dfrac{5}{2}i

Exercício 64§6 · afixo sobre um eixo

O afixo de z = -4 pertence ao:

  • (A)2.º quadrante
  • (B)semieixo real negativo
  • (C)semieixo imaginário negativo
  • (D)3.º quadrante
Exercício 65§6 · distância entre afixos

Determina a distância entre os afixos de z = 1 + 2i e w = 4 + 6i.

Exercício 66§6 · ponto médio

Sejam A e B os afixos de z = -2 + i e w = 4 + 3i. Determina o complexo cujo afixo é o ponto médio de [AB].

Exercício 67§6 · quadrante do conjugado

O afixo de z pertence ao 2.º quadrante. O afixo de \overline{z} pertence ao:

  • (A)1.º quadrante
  • (B)2.º quadrante
  • (C)3.º quadrante
  • (D)4.º quadrante
Exercício 68§6 · quadrantes das transformações

O afixo de z pertence ao 4.º quadrante. Indica, justificando, o quadrante do afixo de:

a) -zb) izc) \overline{z}

Exercício 69§6 · imagens por transformações

Seja z = 3 + 4i. Determina o complexo cujo afixo é a imagem do afixo de z pela:

a) reflexão no eixo realb) reflexão no eixo imaginárioc) rotação de 90^\circ em torno da origem, no sentido positivo

Exercício 70§6 · distância como módulo

Sejam A e B os afixos de z e w. Mostra que a distância \overline{AB} é igual a |z - w| e aplica o resultado a z = -1 + 2i e w = 2 - 2i.

Exercício 71§6 · quadrado das rotações

Seja z \neq 0. Mostra que os afixos de z, iz, -z e -iz são os vértices de um quadrado com centro na origem.

Exercício 72§6 · triângulo equilátero

No plano complexo, seja P um ponto do 2.º quadrante, imagem geométrica de um número complexo w. Seja Q a imagem geométrica de \overline{w} e seja O a origem do referencial.

Determina w, sabendo que o triângulo [OPQ] é equilátero e tem perímetro 12.

Exercício 73§6 · rodar um lado do quadrado

Dois vértices consecutivos de um quadrado, representado no plano complexo, são as imagens geométricas de z_{1} = 1+i e z_{2} = 4+2i.

Determina os restantes vértices, z_{3} e z_{4}, sabendo que ambos se encontram acima do eixo real.

P e Q são simétricos relativamente ao eixo real, pelo que [PQ] é vertical e o eixo real é a sua mediatriz.

  1. O perímetro é 12, logo cada lado mede 4: \overline{OP} = \overline{OQ} = \overline{PQ} = 4.
  2. Como Q é a imagem geométrica de \overline{w}, os pontos P e Q são simétricos relativamente ao eixo real. O segmento [PQ] é, portanto, vertical, e o eixo real corta-o no seu ponto médio R.
  3. Sendo w = x + yi com y>0 (o ponto P está no 2.º quadrante), tem-se \overline{PQ} = 2y = 4, donde y = 2.
  4. No triângulo retângulo [OPR], com \overline{OP} = 4 e \overline{PR} = 2:\overline{OR}^{2} = 4^{2} - 2^{2} = 12 \;\Leftrightarrow\; \overline{OR} = 2\sqrt{3}
  5. Como P está no 2.º quadrante, a sua abcissa é negativa: x = -2\sqrt{3}.
  6. w = -2\sqrt{3} + 2i
  7. Confirmação: |w| = \sqrt{12+4} = 4
Respostaw = -2\sqrt{3} + 2i

Rodar o vetor \overrightarrow{z_{1}z_{2}} de 90^{\circ} é o mesmo que multiplicar o complexo z_{2}-z_{1} por i — ou por -i, conforme o sentido.

  1. O lado do quadrado é dado por z_{2}-z_{1} = 3+i.
  2. Num quadrado, o lado seguinte obtém-se rodando este vetor de \dfrac{\pi}{2}, o que corresponde a multiplicar por i (sentido positivo) ou por -i (sentido negativo).
  3. Sentido positivo: i(3+i) = -1+3i, dondez_{3} = z_{2} + (-1+3i) = 3+5i \qquad z_{4} = z_{1} + (-1+3i) = 4i
  4. Sentido negativo: -i(3+i) = 1-3i, donde z_{3} = 5-i — que está abaixo do eixo real e não serve.
  5. Como se exige que z_{3} e z_{4} estejam acima do eixo real, a solução é a primeira.
  6. z_{3} = 3+5i \qquad z_{4} = 4i
  7. Confirmação: |z_{2}-z_{1}| = |z_{3}-z_{2}| = \sqrt{10} e z_{4}-z_{1} = z_{3}-z_{2}, logo [z_1z_2z_3z_4] é um quadrado ✓
Respostaz_{3} = 3+5i e z_{4} = 4i

Basta olhar para os sinais de \operatorname{Re}(z) e de \operatorname{Im}(z). Se uma delas for nula, o afixo está sobre um eixo.

  1. a) (3,2): ambas positivas ⟹ 1.º quadrante · b) (-2,1) ⟹ 2.º quadrante
  2. c) (-3,-2) ⟹ 3.º quadrante · d) (0,-2) ⟹ semieixo imaginário negativo
  3. e) \left(\frac{5}{2},0\right) ⟹ semieixo real positivo · f) \left(1,-\frac{5}{2}\right) ⟹ 4.º quadrante
Respostaa) 1.º Q · b) 2.º Q · c) 3.º Q · d) semieixo imaginário negativo · e) semieixo real positivo · f) 4.º Q

-4 = -4 + 0i: a parte imaginária é nula.

  1. O afixo é o ponto (-4, 0).
  2. Com ordenada nula, está sobre o eixo real; com abcissa negativa, no semieixo real negativo. Os quadrantes não incluem os eixos.
RespostaOpção (B)

A distância entre os afixos de z e w é |z - w|.

  1. w - z = (4-1) + (6-2)i = 3 + 4i
  2. |3 + 4i| = \sqrt{9 + 16} = 5
Resposta5

As coordenadas do ponto médio são as médias das coordenadas — e isso, em ℂ, escreve-se \dfrac{z + w}{2}.

  1. A(-2, 1) e B(4, 3).
  2. Ponto médio: \left(\dfrac{-2+4}{2},\, \dfrac{1+3}{2}\right) = (1, 2)
  3. Em ℂ: \dfrac{z + w}{2} = \dfrac{2 + 4i}{2} = 1 + 2i
Resposta1 + 2i

Conjugar é refletir no eixo real: a abcissa mantém-se, a ordenada troca de sinal.

  1. z no 2.º quadrante ⟹ z = a + bi com a < 0 e b > 0.
  2. \overline{z} = a - bi: parte real a < 0 e parte imaginária -b < 0 ⟹ 3.º quadrante.
RespostaOpção (C)

Põe z = a + bi com a > 0 e b < 0 e calcula cada transformação. Repara que multiplicar por i troca as coordenadas e muda um sinal.

  1. 4.º quadrante ⟹ a > 0 e b < 0.
  2. a) -z = -a - bi: -a < 0 e -b > 02.º quadrante (simetria em relação à origem).
  3. b) iz = i(a+bi) = -b + ai: -b > 0 e a > 01.º quadrante (rotação de 90^\circ).
  4. c) \overline{z} = a - bi: a > 0 e -b > 01.º quadrante (reflexão no eixo real).
Respostaa) 2.º quadrante · b) 1.º quadrante · c) 1.º quadrante

Reflexão no eixo real: conjugado. Reflexão no eixo imaginário: -\overline{z}. Rotação de 90^\circ: multiplicar por i.

  1. a) \overline{z} = 3 - 4i
  2. b) -\overline{z} = -3 + 4i — só a abcissa muda de sinal.
  3. c) iz = i(3+4i) = 3i + 4i^{2} = -4 + 3i
  4. Repara que os três têm o mesmo módulo, 5: reflexões e rotações não mudam a distância à origem.
Respostaa) 3 - 4i · b) -3 + 4i · c) -4 + 3i

Escreve z = a + bi e w = c + di e compara |z - w| com a fórmula da distância entre dois pontos do plano.

  1. Com z = a + bi e w = c + di, os afixos são A(a,b) e B(c,d).
  2. z - w = (a - c) + (b - d)i, logo |z - w| = \sqrt{(a-c)^{2} + (b-d)^{2}}.
  3. É exatamente a fórmula da distância entre A e B no plano. É por isto que |z - z_{0}| = r define uma circunferência de centro no afixo de z_{0} e raio r.
  4. Aplicação: z - w = -3 + 4i, logo \overline{AB} = \sqrt{9 + 16} = 5.
Resposta\overline{AB} = |z - w| = 5

Mostra primeiro que os quatro têm o mesmo módulo e depois que cada um se obtém do anterior por uma rotação de 90^\circ.

  1. Como |i| = 1, tem-se |iz| = |i||z| = |z|; do mesmo modo |-z| = |z| e |-iz| = |z|.
  2. Os quatro afixos estão portanto sobre a mesma circunferência de centro na origem e raio |z|.
  3. Multiplicar por i leva o afixo (x,\, y) a (-y,\, x), que é a rotação de 90^{\circ} de centro O. Partindo do afixo de z e rodando quatro vezes 90^{\circ}, obtêm-se os afixos de iz, -z e -iz, e volta-se ao ponto de partida.
  4. Quatro pontos igualmente espaçados numa circunferência, de 90^\circ em 90^\circ, formam um quadrado inscrito nessa circunferência — e o centro é a origem.
RespostaQuadrado inscrito na circunferência de centro na origem e raio |z|

Exercícios de Exame · Plano complexo

Quarenta e seis itens no formato do Exame Nacional sobre o plano de Argand-Gauss. Imagens geométricas, simetrias, distâncias e o que cada operação faz ao ponto.

Item 37 escolha múltiplaplano complexo

Seja z um número complexo cujo afixo pertence ao 2.º quadrante. A qual dos quadrantes pertence o afixo de -i z?

  • (A)1.º quadrante
  • (B)2.º quadrante
  • (C)3.º quadrante
  • (D)4.º quadrante
Item 38 escolha múltiplaExame Nacional · 2000 · Prova modelo · item 4

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Na figura estão representadas, no plano complexo, as imagens geométricas de cinco números complexos: w, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.

Qual deles pode ser igual a 2iw?

wz₁z₂z₃z₄ORe(z)Im(z)
As imagens geométricas de w, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.
  • (A)z_{1}
  • (B)z_{2}
  • (C)z_{3}
  • (D)z_{4}
Item 39 construçãoExame Nacional · 2000 · 2.ª Fase · item 9

Sejam z_{1} e z_{2} dois números complexos tais que z_{1} tem argumento \dfrac{{\pi}}{6} e z_{2} = z_{1}^{\,4}. Sejam A_{1} e A_{2} as imagens geométricas de z_{1} e z_{2}, respetivamente.

9.1. Justifique que o ângulo A_{1}\hat{O}A_{2} é reto (O designa a origem do referencial).

9.2. Considere, no plano complexo, a circunferência C definida pela condição |z| = |z_{1}|. Sabendo que o perímetro de C é 4{\pi}, represente z_{1} na forma algébrica.

Item 40 escolha múltiplaExame Nacional · 2001 · Prova modelo · item 4

Seja z = yi, com y \in \mathbb{R} \setminus \{0\}, um número complexo.

Qual dos quatro pontos representados na figura (A, B, C ou D) pode ser a imagem geométrica de z^{4}?

ABCDORe(z)Im(z)
Quatro pontos sobre os eixos do plano complexo.
  • (A)O ponto A
  • (B)O ponto B
  • (C)O ponto C
  • (D)O ponto D
Item 41 escolha múltiplaExame Nacional · 2001 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 4

Seja w um número complexo diferente de 0, cuja imagem geométrica, no plano complexo, está no primeiro quadrante e pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares. Seja \overline{w} o conjugado de w.

Na figura estão representadas, no plano complexo, as imagens geométricas de quatro números complexos: z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.

Qual deles pode ser igual a \dfrac{w}{\overline{w}}?

z₂z₁z₃z₄ORe(z)Im(z)
As imagens geométricas de z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}, sobre os eixos.
  • (A)z_{1}
  • (B)z_{2}
  • (C)z_{3}
  • (D)z_{4}
Item 42 construçãoExame Nacional · 2001 · 1.ª Fase (2.ª chamada) · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z_{1} = 4i.

9.1. No plano complexo, a imagem geométrica de z_{1} é um dos quatro vértices de um losango de perímetro 20, centrado na origem do referencial. Determine os números complexos cujas imagens geométricas são os restantes vértices do losango.

9.2. Sem recorrer à calculadora, resolva a equação \left(\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}\right)^{2} \times z = 2 + z_{1}. Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 43 construçãoExame Nacional · 2001 · Época Especial · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z_{1} = 1+i.

Prove que, qualquer que seja o número natural n, a imagem geométrica de z_{1}^{\,4n+1} pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares.

Item 44 construçãoExame Nacional · 2001 · Prova para militares · item 10

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = {\rho}e^{i\frac{{\pi}}{3}} (com {\rho} \in \mathbb{R}^{+}) e z_{2} = 2i \times z_{1}.

Sejam A e B as imagens geométricas, no plano complexo, de z_{1} e de z_{2}, respetivamente, e seja O a origem do referencial.

Sabendo que a área do triângulo [AOB] é igual a 16, determine z_{1} na forma algébrica.

Item 45 construçãoExame Nacional · 2002 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 10

Em ℂ, considere os números complexos z_{1} = 1+i e z_{2} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}}.

No plano complexo, sejam A a imagem geométrica de z_{1}, B a imagem geométrica de z_{2} e O a origem do referencial.

Determine o perímetro do triângulo [ABO].

Item 46 escolha múltiplaExame Nacional · 2003 · 2.ª Fase · item 4

Na figura, estão representadas, no plano complexo, as imagens geométricas de cinco números complexos: w, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.

Qual é o número complexo que pode ser igual a 1-w?

wz₁z₂z₃z₄1ORe(z)Im(z)
As imagens geométricas de w, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.
  • (A)z_{1}
  • (B)z_{2}
  • (C)z_{3}
  • (D)z_{4}
Item 47 construçãoExame Nacional · 2003 · 2.ª Fase · item 9

Seja z um número complexo cuja imagem geométrica, no plano complexo, é um ponto A situado no segundo quadrante e pertencente à reta definida pela equação \operatorname{Re}(z) = -2. Seja B a imagem geométrica de \overline{z} e seja O a origem do referencial.

Represente, no plano complexo, um triângulo [AOB] de acordo com as condições enunciadas.

Sabendo que a área do triângulo [AOB] é 8, determine z na forma algébrica.

Item 48 construçãoExame Nacional · 2004 · 1.ª Fase · item 9

Seja z um número complexo cuja imagem geométrica pertence ao primeiro quadrante (eixos não incluídos).

Justifique que a imagem geométrica de z^{3} não pode pertencer ao quarto quadrante.

Item 49 construçãoExame Nacional · 2004 · Época Especial · item 10

De dois números complexos z_{1} e z_{2} sabe-se que um argumento de z_{1} é \dfrac{{\pi}}{4} e que o módulo de z_{2} é 3\sqrt{2}.

Na figura está representado, no plano complexo, um retângulo [OPQR], em que O é a origem do referencial, P é a imagem geométrica de z_{1}, R é a imagem geométrica de z_{2} e a área do retângulo é 6.

Determine os números complexos z_{1} e z_{2}. Apresente os resultados na forma algébrica.

PQRORe(z)Im(z)
O retângulo [OPQR], no plano complexo.
Item 50 construçãoExame Nacional · 2005 · 1.ª Fase · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos. Considere z_{1} = e^{i{\alpha}} e z_{2} = e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right)}.

Mostre que a imagem geométrica, no plano complexo, de z_{1}+z_{2} pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares.

Item 51 escolha múltiplaExame Nacional · 2005 · Época Especial · item 4

Considere, no plano complexo, um ponto A, imagem geométrica de um certo número complexo z. Sabe-se que A não pertence a nenhum dos eixos do plano complexo.

Seja B o ponto simétrico do ponto A relativamente ao eixo imaginário.

Qual dos números complexos seguintes tem por imagem geométrica o ponto B?

  • (A)\overline{z}
  • (B)\dfrac{1}{z}
  • (C)-\overline{z}
  • (D)-z
Item 52 construçãoExame Nacional · 2006 · 2.ª Fase · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos. Seja z um número complexo cuja imagem geométrica é um ponto A situado no primeiro quadrante, e seja B a imagem geométrica de \overline{z}. Seja O a origem do referencial.

Sabe-se que o triângulo [AOB] é equilátero e tem perímetro 6.

Represente o triângulo [AOB] e determine z na forma algébrica.

Item 53 construçãoExame Nacional · 2007 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = e^{i{\alpha}}, com {\alpha} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

9.1. Na figura está representado, no plano complexo, o paralelogramo [AOBC]. A e B são as imagens geométricas de z e \overline{z}, respetivamente, e C é a imagem geométrica de um número complexo w. Justifique que w = 2\cos{\alpha}.

9.2. Determine o valor de {\alpha} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[ para o qual \dfrac{z^{3}}{i} é um número real.

ABCORe(z)Im(z)
O paralelogramo [AOBC], no plano complexo.
Item 54 construçãoExame Nacional · 2008 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 1-\sqrt{3}i.

No plano complexo, sejam A e B as imagens geométricas de z_{1} e de z_{2} = z_{1} \times i^{46}, respetivamente.

Determine o comprimento do segmento [AB].

Item 55 construçãoExame Nacional · 2008 · Época Especial · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z_{2} = 8e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)} e considere z = \overline{z_{2}}.

No plano complexo, sejam A e B as imagens geométricas de z e de z_{2}, respetivamente.

Determine a área do triângulo [AOB], em que O é a origem do referencial.

Item 56 escolha múltiplaTeste Intermédio · 12.º ano · 27.05.2009 · item 4

Para um certo número real positivo {\rho} e para um certo número real {\alpha} compreendido entre 0 e \dfrac{{\pi}}{2}, o número complexo {\rho}e^{i{\alpha}} tem por imagem geométrica o ponto P, representado na figura.

Qual é a imagem geométrica do número complexo \dfrac{{\rho}}{2}e^{i(2{\alpha})}?

PABCDORe(z)Im(z)
O ponto P e os pontos A, B, C e D, no plano complexo.
  • (A)O ponto A
  • (B)O ponto B
  • (C)O ponto C
  • (D)O ponto D
Item 57 escolha múltiplaExame Nacional · 2009 · 1.ª Fase · item 4

Seja b um número real positivo e z_{1} = bi um número complexo.

Em qual dos triângulos seguintes os vértices podem ser as imagens geométricas dos números complexos z_{1}, (z_{1})^{2} e (z_{1})^{3}?

(A)Re(z)Im(z)
(B)Re(z)Im(z)
(C)Re(z)Im(z)
(D)Re(z)Im(z)
Item 58 construçãoExame Nacional · 2009 · 2.ª Fase · item 10

Considere, em ℂ, um número complexo w cuja imagem geométrica no plano complexo é um ponto A situado no 1.º quadrante.

Sejam os pontos B e C, respetivamente, as imagens geométricas de \overline{w} e de -w.

Sabe-se que \overline{BC} = 8 e que |w| = 5. Determine a área do triângulo [ABC].

Item 59 escolha múltiplaExame Nacional · 2010 · Época Especial · item 4

Na figura, estão representados, no plano complexo, os pontos P, Q, R, S e T.

O ponto P é a imagem geométrica de um número complexo z.

Qual dos pontos seguintes, representados na figura, é a imagem geométrica do número complexo -i \times z?

PQTRSORe(z)Im(z)
Os pontos P, Q, R, S e T, no plano complexo.
  • (A)Q
  • (B)R
  • (C)S
  • (D)T
Item 60 construçãoTeste Intermédio · 12.º ano · 26.05.2011 · item 9

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere a equação z^{3}-z^{2}+4z-4 = 0, que tem três soluções em ℂ, sendo uma delas o número real 1.

As imagens geométricas, no plano complexo, dessas três soluções são vértices de um triângulo. Determine o perímetro desse triângulo.

Item 61 escolha múltiplaExame Nacional · 2011 · 2.ª Fase · item 4

Na figura, estão representadas, no plano complexo, as imagens geométricas de seis números complexos: z_{1}, z_{2}, z_{3}, z_{4}, z_{5} e z_{6}.

Qual é o número complexo que pode ser igual a (z_{2}+z_{4}) \times i?

z₂z₄z₃z₅z₁z₆ORe(z)Im(z)
As imagens geométricas de seis números complexos.
  • (A)z_{1}
  • (B)z_{3}
  • (C)z_{5}
  • (D)z_{6}
Item 62 escolha múltiplaExame Nacional · 2011 · Prova Especial · item 4

Na figura, estão representados, no plano complexo, seis pontos, M, N, P, Q, R e S.

Sabe-se que:

  • o ponto M é a imagem geométrica do número complexo z_{1} = 2+i;
  • o ponto N é a imagem geométrica do número complexo z_{1} \times z_{2}.

Qual dos pontos seguintes pode ser a imagem geométrica do número complexo z_{2}?

NRQPMSORe(z)Im(z)
Os pontos M, N, P, Q, R e S, no plano complexo.
  • (A)Ponto P
  • (B)Ponto Q
  • (C)Ponto R
  • (D)Ponto S
Item 63 escolha múltiplaExame Nacional · 2012 · 1.ª Fase · item 4

Na figura, estão representadas, no plano complexo, as imagens geométricas de cinco números complexos: w, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.

Qual é o número complexo que pode ser igual a \dfrac{w}{3i}?

wz₂z₁z₃z₄ORe(z)Im(z)
As imagens geométricas de w, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.
  • (A)z_{1}
  • (B)z_{2}
  • (C)z_{3}
  • (D)z_{4}
Item 64 construçãoExame Nacional · 2012 · 2.ª Fase · item 9

Seja {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{4},\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[ e sejam z_{1} = e^{i{\alpha}} e z_{2} = e^{i\left({\alpha}+\frac{{\pi}}{2}\right)}.

Mostre, analiticamente, que a imagem geométrica de z_{1}+z_{2}, no plano complexo, pertence ao 2.º quadrante.

Item 65 escolha múltiplaTeste Intermédio · 12.º ano · 24.05.2013 · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z = e^{i{\theta}}, em que {\theta} é um número real pertencente ao intervalo \left]\dfrac{3{\pi}}{4},\;{\pi}\right[.

Seja w = z^{2} - 2.

A que quadrante do plano complexo pertence a imagem geométrica de w?

  • (A)Primeiro quadrante
  • (B)Segundo quadrante
  • (C)Terceiro quadrante
  • (D)Quarto quadrante
Item 66 escolha múltiplaExame Nacional · 2013 · Época Especial · item 4

Na figura, estão representadas, no plano complexo, as imagens geométricas dos números complexos z, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.

Sabe-se que w é um número complexo tal que z = i \times \overline{w}.

Qual é o número complexo que pode ser igual a w?

z₁z₂zz₄z₃ORe(z)Im(z)
As imagens geométricas de z, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.
  • (A)z_{4}
  • (B)z_{3}
  • (C)z_{2}
  • (D)z_{1}
Item 67 construçãoExame Nacional · 2014 · 2.ª Fase · item 9

9.1. Considere z = 2e^{i\frac{{\pi}}{6}} e w = \dfrac{(z-i)^{4}}{1+zi}. No plano complexo, seja O a origem do referencial, A a imagem geométrica de z e B a imagem geométrica de w. Determine a área do triângulo [AOB], sem utilizar a calculadora.

9.2. Seja {\alpha} \in\;]0,\;{\pi}[. Resolva, em ℂ, a equação z^{2} - 2\cos{\alpha}\,z + 1 = 0. Apresente as soluções, em função de {\alpha}, na forma trigonométrica.

Item 68 escolha múltiplaExame Nacional · 2014 · Época Especial · item 4

Na figura, estão representadas, no plano complexo, as imagens geométricas dos números complexos w, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.

Qual é o número complexo que pode ser igual a -2iw?

z₁z₂z₃wz₄ORe(z)Im(z)
As imagens geométricas de w, z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.
  • (A)z_{1}
  • (B)z_{2}
  • (C)z_{3}
  • (D)z_{4}
Item 69 escolha múltiplaExame Nacional · 2015 · Época Especial · item 4

Na figura está representado, no plano complexo, um quadrado cujo centro coincide com a origem e em que cada lado é paralelo a um eixo. Os vértices deste quadrado são as imagens geométricas dos complexos z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}.

Qual das afirmações seguintes é falsa?

z₁z₂z₃z₄ORe(z)Im(z)
O quadrado de centro na origem, com os lados paralelos aos eixos.
  • (A)|z_{3}-z_{1}| = |z_{4}-z_{2}|
  • (B)z_{1}+z_{4} = 2\operatorname{Re}(z_{1})
  • (C)\dfrac{z_{4}}{i} = z_{1}
  • (D)-\overline{z_{1}} = z_{2}
Item 70 construçãoExame Nacional · 2017 · 1.ª Fase · item 9

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Em ℂ, conjunto dos números complexos, sejam z_{1} = \dfrac{1-3i^{19}}{1+i} e z_{2} = -3ke^{i\frac{3{\pi}}{2}}, com k \in \mathbb{R}^{+}.

Sabe-se que, no plano complexo, a distância entre a imagem geométrica de z_{1} e a imagem geométrica de z_{2} é igual a \sqrt{5}.

Qual é o valor de k?

Item 71 escolha múltiplaExame Nacional · 2017 · Época Especial · item 4

Na figura, estão representados, no plano complexo, uma circunferência de centro na origem e dois diâmetros perpendiculares dessa circunferência, [AC] e [BD].

Sabe-se que o ponto A é a imagem geométrica de um certo complexo z.

Qual é a imagem geométrica do complexo i^{3}z?

ABCDORe(z)Im(z)
A circunferência de centro na origem e os diâmetros [AC] e [BD].
  • (A)Ponto A
  • (B)Ponto B
  • (C)Ponto C
  • (D)Ponto D
Item 72 escolha múltiplaExame Nacional · 2019 · 2.ª Fase · item 4

Na figura, está representado, no plano complexo, o quadrado [ABCD].

Sabe-se que o ponto A é o afixo de um número complexo z e que o ponto D é o afixo do complexo nulo.

Qual é o número complexo cujo afixo é o ponto B?

ABCDRe(z)Im(z)
O quadrado [ABCD], com o vértice D na origem.
  • (A)z(1+i)
  • (B)iz
  • (C)i^{3}z
  • (D)z(2+i)
Item 73 escolha múltiplaExame Nacional · 2019 · Época Especial · item 4

Na figura, está representado, no plano complexo, o quadrado [ABCD], cujo centro coincide com a origem.

Os pontos A, B, C e D são os afixos dos números complexos z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}, respetivamente.

A que é igual z_{1} + z_{2} + z_{3} + z_{4}?

ABCDORe(z)Im(z)
O quadrado [ABCD], com centro na origem.
  • (A)0
  • (B)1
  • (C)2
  • (D)3
Item 74 escolha múltiplaExame Nacional · 2020 · Época Especial · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = -1-i.

Na figura está representado, no plano complexo, o triângulo equilátero [OFG].

Sabe-se que o ponto F é a imagem geométrica de z_{1} e que o ponto G é a imagem geométrica de z_{1} \times z_{2} e pertence ao quarto quadrante.

A que é igual o número complexo z_{2}?

FGORe(z)Im(z)
O triângulo equilátero [OFG], no plano complexo.
  • (A)\dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{2}}{2}i
  • (B)\dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i
  • (C)1+\sqrt{2}i
  • (D)1+\sqrt{3}i
Item 75 escolha múltiplaExame Nacional · 2022 · 1.ª Fase · item 4

Na figura, estão representados, no plano complexo, os afixos de cinco números complexos.

O ponto A pertence ao semieixo real positivo, os pontos B e C pertencem ao semieixo real negativo, e o ponto D pertence ao semieixo imaginário negativo.

O ponto W é o afixo de um número complexo w tal que \operatorname{Im}(w) = -\operatorname{Re}(w) e \operatorname{Re}(w) > 1.

Qual dos pontos seguintes pode ser o afixo do número complexo -iw^{2}?

ABCDWORe(z)Im(z)
Os afixos de cinco números complexos, no plano complexo.
  • (A)Ponto A
  • (B)Ponto B
  • (C)Ponto C
  • (D)Ponto D
Item 76 escolha múltiplaExame Nacional · 2023 · 2.ª Fase · item 11

Na figura, está representado, no plano complexo, um triângulo equilátero [ABC], inscrito numa circunferência de centro na origem do referencial, O.

O ponto A pertence ao semieixo imaginário positivo. Os pontos A e B são os afixos dos números complexos z_{1} e z_{2}, respetivamente.

A qual dos quadrantes do plano complexo pertence o afixo do número complexo z_{1}^{2} \times z_{2}?

  • (A)Ao primeiro.
  • (B)Ao segundo.
  • (C)Ao terceiro.
  • (D)Ao quarto.
ABCO Re(z)Im(z)
O triângulo equilátero [ABC], inscrito numa circunferência de centro na origem.
Item 77 escolha múltiplaExame Nacional · 2024 · 2.ª Fase · item 12

Considere o ponto A, afixo no plano complexo do número z = -2i.

Qual dos seguintes números complexos tem como afixo o transformado do ponto A por uma rotação de centro na origem e de ângulo orientado de amplitude \dfrac{{\pi}}{3} radianos?

  • (A)\sqrt{3} - i
  • (B)-\sqrt{3} + i
  • (C)1 - \sqrt{3}\,i
  • (D)-1 + \sqrt{3}\,i
Item 78 escolha múltiplaExame Nacional · 2024 · Época Especial · item 5

Na figura, está representado, no plano complexo, o losango [ABCD], com \overline{AB} = 5.

Os pontos A, B, C e D são os afixos dos números complexos z_{1}, z_{2}, z_{3} e z_{4}, respetivamente.

Sabe-se que:

  • z_{1} e z_{3} são números reais e |z_{1} - z_{3}| = 6;
  • z_{2} e z_{4} são imaginários puros.

Qual dos seguintes números complexos é igual a z_{2} \times z_{4}?

ABCDORe(z)Im(z)
O losango [ABCD], com os vértices sobre os eixos.
  • (A)25
  • (B)16
  • (C)-16
  • (D)-25
Item 79 escolha múltiplaExame Nacional · 2025 · 1.ª Fase · item 8

Na figura, estão representados, no plano complexo, os afixos de cinco números complexos. Sabe-se que:

  • os pontos A e C pertencem, respetivamente, ao 2.º e ao 3.º quadrantes;
  • o ponto B pertence ao semieixo real negativo;
  • o ponto D pertence ao semieixo imaginário negativo;
  • o ponto W pertence ao 1.º quadrante e é o afixo de um número complexo w tal que \operatorname{Im}(w) = \operatorname{Re}(w).

Qual dos pontos seguintes pode ser o afixo do número complexo i\,w^{3}?

  • (A)Ponto A
  • (B)Ponto B
  • (C)Ponto C
  • (D)Ponto D
ABCDW O Re(z)Im(z)
Os afixos A, B, C, D e W, no plano complexo.
Item 80 construçãoExame Nacional · 2025 · 1.ª Fase · item 9

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, os números z_{1} = 2i^{19} e z_{2} = \dfrac{-3+i}{1+i}.

Seja w = -\sqrt{2}k\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}}, com k \in \mathbb{R}.

Determine o valor de k para o qual o afixo de w é equidistante do afixo de z_{1} e do afixo de z_{2}.

Item 81 escolha múltiplaExame Nacional · 2025 · 2.ª Fase · item 4

Na figura, estão representados, no plano complexo, o triângulo [OZW] e o ponto M.

Sabe-se que:

  • \overline{OZ} = \overline{OW};
  • os pontos Z e W são os afixos dos números complexos z e w, respetivamente;
  • um argumento de z, em radianos, é \dfrac{2{\pi}}{15};
  • o ponto M pertence à bissetriz do primeiro quadrante e é o ponto médio do segmento de reta [WZ].

Qual dos seguintes valores é um argumento, em radianos, do número complexo w?

ZWM2π/15ORe(z)Im(z)
O triângulo [OZW] e o ponto médio M de [WZ].
  • (A)\dfrac{7{\pi}}{60}
  • (B)\dfrac{11{\pi}}{60}
  • (C)\dfrac{7{\pi}}{30}
  • (D)\dfrac{11{\pi}}{30}
Item 82 escolha múltiplaExame Nacional · 2026 · 2.ª Fase · item 4

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, o número z = e^{i{\theta}}, com {\theta} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Na figura, estão representados, no plano complexo, o ponto P, afixo de z, e outros quatro pontos, A, B, C e D.

Qual desses quatro pontos pode ser o afixo do número complexo iz?

PABCDRe(z)Im(z)
O ponto P, afixo de z, e os pontos A, B, C e D.
  • (A)Ponto A
  • (B)Ponto B
  • (C)Ponto C
  • (D)Ponto D

Multiplicar por -i é multiplicar por um complexo de módulo 1 e argumento -{\pi}/2: uma rotação de 90^{\circ} no sentido negativo (dos ponteiros do relógio). Também podes fazer z = a + b i com a < 0 e b > 0.

  1. Afixo no 2.º quadrante ⟹ z = a + b i com a < 0 e b > 0.
  2. -i z = -i(a + b i) = -a i - b i^{2} = b - a i
  3. Parte real: b > 0. Parte imaginária: -a > 0 (porque a < 0).
  4. Ambas positivas ⟹ 1.º quadrante.Confirmação geométrica: rodar o 2.º quadrante 90^{\circ} no sentido negativo leva-o ao 1.º quadrante.
RespostaOpção (A)

Duas operações independentes: o i roda +90^\circ, o 2 duplica a distância à origem.

  1. Multiplicar por i é rodar +90^\circ em torno de O, mantendo o módulo: partindo de w (1.º quadrante), obtém-se um afixo do 2.º quadrante à mesma distância — o ponto z_{1}.
  2. Multiplicar por 2 duplica a distância à origem, mantendo a direção.
  3. Logo 2iw está na semirreta \dot{O}z_{1}, ao dobro da distância: é o ponto z_{2}.
RespostaOpção (B)

Em 9.1, o ângulo entre as duas semirretas é a diferença dos argumentos. Em 9.2, |z| = |z_{1}| é a circunferência de centro O e raio |z_{1}|.

  1. 9.1. \arg(z_{2}) = \arg\left(z_{1}^{\,4}\right) = 4 \times \dfrac{{\pi}}{6} = \dfrac{2{\pi}}{3}.
  2. O ângulo A_{1}\hat{O}A_{2} é a diferença dos argumentos:\dfrac{2{\pi}}{3}-\dfrac{{\pi}}{6} = \dfrac{4{\pi}}{6}-\dfrac{{\pi}}{6} = \dfrac{3{\pi}}{6} = \dfrac{{\pi}}{2}
  3. Um ângulo de \dfrac{{\pi}}{2} é um ângulo reto. \blacksquare
  4. 9.2. A condição |z| = |z_{1}| define a circunferência de centro O e raio r = |z_{1}|. Do perímetro:2{\pi}r = 4{\pi} \Leftrightarrow r = 2
  5. z_{1} = 2e^{i\frac{{\pi}}{6}} = 2\left(\dfrac{\sqrt{3}}{2}+\dfrac{1}{2}i\right) = \sqrt{3}+i
Resposta9.2. z_{1} = \sqrt{3}+i

Separa o y do i: (yi)^{4} = y^{4} \times i^{4}. E i^{4} vale quanto?

  1. z^{4} = (yi)^{4} = y^{4} \times i^{4} = y^{4} \times 1 = y^{4}
  2. Como y é real e não nulo, y^{4} > 0: z^{4} é um número real positivo.
  3. O afixo pertence portanto ao semieixo real positivo — o ponto A.
RespostaOpção (A)

No quociente \dfrac{w}{\overline{w}} os módulos são iguais — o módulo do resultado é 1. E os argumentos? Um é o simétrico do outro.

  1. O afixo de w está na bissetriz dos quadrantes ímpares, no 1.º quadrante, logo \operatorname{Arg}(w) = \dfrac{{\pi}}{4} e w = {\rho}e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  2. \overline{w} = {\rho}e^{-i\frac{{\pi}}{4}}.
  3. \dfrac{w}{\overline{w}} = \dfrac{{\rho}}{{\rho}}\;e^{i\left(\frac{{\pi}}{4}-\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)\right)} = e^{i\frac{{\pi}}{2}} = i
  4. Módulo 1 e argumento \dfrac{{\pi}}{2}: o afixo está no semieixo imaginário positivo — o ponto z_{2}.
RespostaOpção (B)

Em 9.1, as diagonais do losango bissetam-se na origem e são perpendiculares: um vértice é o simétrico de z_{1} e os outros dois são reais.

  1. 9.1. Lado do losango: \dfrac{20}{4} = 5.
  2. Como o losango está centrado em O, o vértice oposto a z_{1} é o simétrico: -4i.
  3. As diagonais são perpendiculares; uma está sobre o eixo imaginário, logo a outra está sobre o eixo real: os outros dois vértices são reais, a e -a.
  4. |z_{1}-a| = 5 \Leftrightarrow \sqrt{a^{2}+16} = 5 \Leftrightarrow a^{2} = 9 \Leftrightarrow a = \pm 3
  5. 9.2. \left(\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}\right)^{2} = 2e^{i\frac{{\pi}}{2}} = 2i.
  6. 2iz = 2+4i \Leftrightarrow z = \dfrac{2+4i}{2i} = \dfrac{(2+4i)\,i}{2i^{2}} = \dfrac{2i-4}{-2} = 2-i
Resposta9.1. -4i, 3 e -3  ·  9.2. z = 2-i

Passa z_{1} à forma trigonométrica e usa a fórmula de De Moivre. O argumento vai ficar da forma \dfrac{{\pi}}{4}+k{\pi}.

  1. |z_{1}| = \sqrt{2} e o afixo (1,\,1) está na bissetriz do 1.º quadrante, logo z_{1} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  2. z_{1}^{\,4n+1} = \left(\sqrt{2}\right)^{4n+1}e^{i\frac{(4n+1){\pi}}{4}}
  3. O argumento é\dfrac{4n{\pi}}{4} + \dfrac{{\pi}}{4} = n{\pi} + \dfrac{{\pi}}{4}
  4. Como n \in \mathbb{N}, o argumento é da forma \dfrac{{\pi}}{4}+k{\pi} — exatamente a condição que caracteriza a bissetriz dos quadrantes ímpares. E o módulo é não nulo. \blacksquare
Resposta\arg\left(z_{1}^{\,4n+1}\right) = \dfrac{{\pi}}{4}+n{\pi}

Multiplicar por 2i roda 90^\circ e duplica o módulo: o triângulo [AOB] é retângulo em O. A área é então metade do produto dos catetos.

  1. 2i = 2e^{i\frac{{\pi}}{2}}, logo z_{2} = 2{\rho}\,e^{i\left(\frac{{\pi}}{3}+\frac{{\pi}}{2}\right)}: \overline{OB} = 2{\rho} e o ângulo A\hat{O}B mede \dfrac{{\pi}}{2}.
  2. O triângulo é retângulo em O, com catetos \overline{OA} = {\rho} e \overline{OB} = 2{\rho}:A_{[AOB]} = \dfrac{{\rho} \times 2{\rho}}{2} = {\rho}^{2}
  3. {\rho}^{2} = 16 \Leftrightarrow {\rho} = 4 (é positivo).
  4. z_{1} = 4e^{i\frac{{\pi}}{3}} = 4\left(\dfrac{1}{2}+\dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = 2+2\sqrt{3}i
Respostaz_{1} = 2+2\sqrt{3}i

Passa z_{2} à forma algébrica: os dois afixos ficam à mesma altura, o que torna \overline{AB} imediato.

  1. z_{2} = \sqrt{2}\left(-\dfrac{\sqrt{2}}{2}+\dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = -1+i.
  2. Afixos: A(1,\,1) e B(-1,\,1).
  3. \overline{OA} = |z_{1}| = \sqrt{2} e \overline{OB} = |z_{2}| = \sqrt{2}.
  4. A e B têm a mesma ordenada, logo \overline{AB} = |1-(-1)| = 2.
  5. Perímetro = \sqrt{2}+\sqrt{2}+2 = 2\sqrt{2}+2.
RespostaP = 2+2\sqrt{2}

Escreve 1-w = -(w-1) e faz as duas operações por ordem: primeiro subtrair 1 (deslocar), depois trocar o sinal (meia volta).

  1. Subtrair 1 desloca o afixo 1 unidade para a esquerda, sem mudar a parte imaginária. Pela figura, w - 1 = z_{1}.
  2. 1 - w = -(w-1) = -z_{1}: o simétrico de z_{1} em relação à origem.
  3. Na figura, o ponto simétrico de z_{1} relativamente a O é z_{3} (mesma distância, sentido oposto).
RespostaOpção (C)

[AB] é vertical (os afixos são simétricos em relação ao eixo real) e está sobre a reta x = -2. Que altura tem então o triângulo?

  1. A pertence à reta \operatorname{Re}(z) = -2 e ao 2.º quadrante, logo z = -2+bi com b>0 e A(-2,\,b).
  2. \overline{z} = -2-bi, logo B(-2,\,-b): [AB] é vertical, com \overline{AB} = 2b.
  3. A altura relativa a [AB] é a distância de O à reta x=-2, ou seja 2.
  4. A_{[AOB]} = \dfrac{2b \times 2}{2} = 2b = 8 \Leftrightarrow b = 4
  5. ABORe(z)Im(z)
    O triângulo [AOB], com A e B simétricos em relação ao eixo real.
Respostaz = -2+4i

Escreve o intervalo a que pertence \arg(z), triplica-o e vê onde pode cair. Não te esqueças de que o 4.º quadrante corresponde a \left]\dfrac{3{\pi}}{2},\;2{\pi}\right[.

  1. O afixo de z está no 1.º quadrante (eixos excluídos), logo {\theta} = \arg(z) \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.
  2. \arg(z^{3}) = 3{\theta}, e multiplicando o intervalo por 3:3{\theta} \in \left]0,\;\dfrac{3{\pi}}{2}\right[
  3. O 4.º quadrante corresponde aos argumentos do intervalo \left]\dfrac{3{\pi}}{2},\,2{\pi}\right[ (a menos de voltas completas).
  4. Como 3{\theta} < \dfrac{3{\pi}}{2}, o argumento de z^{3} nunca pertence a esse intervalo: o afixo de z^{3} pode estar no 1.º, 2.º ou 3.º quadrante (ou sobre um eixo), mas nunca no 4.º. \blacksquare
Resposta\arg(z^{3}) = 3{\theta} \in \left]0,\,\dfrac{3{\pi}}{2}\right[, que não intersecta o 4.º quadrante

Num retângulo [OPQR], os lados [OP] e [OR] são perpendiculares — logo os argumentos de z_{1} e z_{2} diferem de \dfrac{{\pi}}{2} — e a área é o produto dos seus comprimentos.

  1. \overline{OP} = |z_{1}| e \overline{OR} = |z_{2}| = 3\sqrt{2}. Da área:|z_{1}| \times 3\sqrt{2} = 6 \Leftrightarrow |z_{1}| = \dfrac{6}{3\sqrt{2}} = \sqrt{2}
  2. z_{1} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}} = \sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2}+\dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = 1+i.
  3. [OP] \perp [OR], logo \arg(z_{2}) = \dfrac{{\pi}}{4} \pm \dfrac{{\pi}}{2}. Pela figura, R está no 4.º quadrante, logo \arg(z_{2}) = \dfrac{{\pi}}{4}-\dfrac{{\pi}}{2} = -\dfrac{{\pi}}{4}.
  4. z_{2} = 3\sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)} = 3\sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2}-\dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = 3-3i
Respostaz_{1} = 1+i e z_{2} = 3-3i

A bissetriz dos quadrantes ímpares é a reta \operatorname{Im}(z) = \operatorname{Re}(z). Passa tudo à forma algébrica e usa as reduções ao 1.º quadrante.

  1. z_{1} = \cos{\alpha} + i\operatorname{sen}{\alpha}.
  2. z_{2} = \cos\left(\dfrac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) + i\operatorname{sen}\left(\dfrac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = \operatorname{sen}{\alpha} + i\cos{\alpha}.
  3. z_{1}+z_{2} = (\cos{\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}) + i(\operatorname{sen}{\alpha}+\cos{\alpha})
  4. A parte real e a parte imaginária são iguais, ou seja, o afixo verifica \operatorname{Im}(z) = \operatorname{Re}(z): pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares. \blacksquare
Resposta\operatorname{Re}(z_{1}+z_{2}) = \operatorname{Im}(z_{1}+z_{2}) = \cos{\alpha}+\operatorname{sen}{\alpha}

Escreve z = a+bi e pergunta-te: que sinal muda quando se espelha no eixo imaginário — o de a ou o de b?

  1. Seja z = a+bi, com a \neq 0 e b \neq 0. O ponto A tem coordenadas (a,\,b).
  2. O simétrico de A em relação ao eixo imaginário é B = (-a,\,b): muda o sinal da parte real e mantém-se a parte imaginária.
  3. \overline{z} = a - bi (simétrico em relação ao eixo real), logo -\overline{z} = -a + bi
  4. A opção (D), -z = -a - bi, é o simétrico em relação à origem.
RespostaOpção (C)

A e B são simétricos em relação ao eixo real, logo [AB] é vertical. Do perímetro tiras o lado, e daí as duas coordenadas.

  1. Escrevendo z = a+bi com a>0 e b>0: A(a,\,b) e B(a,\,-b) — simétricos em relação ao eixo real.
  2. O triângulo é equilátero de perímetro 6, logo cada lado mede 2.
  3. \overline{AB} = 2b = 2 \Leftrightarrow b = 1.
  4. \overline{OA} = |z| = 2 \Leftrightarrow a^{2}+b^{2} = 4 \Leftrightarrow a^{2} = 3 \Leftrightarrow a = \sqrt{3} (positivo).
  5. ABORe(z)Im(z)
    O triângulo equilátero [AOB].
Respostaz = \sqrt{3}+i

Em 9.1, num paralelogramo [AOBC] a diagonal [OC] é a soma dos vetores \overrightarrow{OA} e \overrightarrow{OB}.

  1. 9.1. Num paralelogramo [AOBC], o vértice C é o afixo da soma dos complexos cujos afixos são A e B (regra do paralelogramo): w = z + \overline{z}.
  2. z + \overline{z} = (\cos{\alpha}+i\operatorname{sen}{\alpha}) + (\cos{\alpha}-i\operatorname{sen}{\alpha}) = 2\cos{\alpha}
  3. 9.2. z^{3} = e^{i3{\alpha}} e i = e^{i\frac{{\pi}}{2}}, logo \dfrac{z^{3}}{i} = e^{i\left(3{\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right)}.
  4. Real \Leftrightarrow 3{\alpha}-\dfrac{{\pi}}{2} = k{\pi} \Leftrightarrow {\alpha} = \dfrac{{\pi}}{6}+\dfrac{k{\pi}}{3}.
  5. Em \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[: k=0{\alpha} = \dfrac{{\pi}}{6} ✓ (k=1 daria \dfrac{{\pi}}{2}, que está excluído).
Resposta9.1. w = z+\overline{z} = 2\cos{\alpha}  ·  9.2. {\alpha} = \dfrac{{\pi}}{6}

O comprimento de [AB] é |z_{1}-z_{2}|. E i^{46} é um dos quatro valores possíveis — descobre qual.

  1. 46 = 4 \times 11 + 2, logo i^{46} = i^{2} = -1 e z_{2} = -z_{1} = -1+\sqrt{3}i.
  2. \overline{AB} = |z_{1}-z_{2}| = \left|\left(1-\sqrt{3}i\right) - \left(-1+\sqrt{3}i\right)\right| = \left|2-2\sqrt{3}i\right|
  3. = \sqrt{2^{2}+\left(2\sqrt{3}\right)^{2}} = \sqrt{4+12} = \sqrt{16} = 4
  4. Em alternativa: z_{2} = -z_{1}, logo A e B são simétricos em relação a O e \overline{AB} = 2|z_{1}| = 2 \times 2 = 4.
Resposta\overline{AB} = 4

Os dois afixos são simétricos em relação ao eixo real, logo [AB] é vertical. Toma [AB] como base — a altura é a abcissa comum.

  1. z_{2} = 8\left(\cos\dfrac{{\pi}}{4} - i\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{4}\right) = 4\sqrt{2} - 4\sqrt{2}i, logo B\left(4\sqrt{2},\,-4\sqrt{2}\right).
  2. z = \overline{z_{2}} = 4\sqrt{2}+4\sqrt{2}i, logo A\left(4\sqrt{2},\,4\sqrt{2}\right).
  3. A e B têm a mesma abcissa, logo [AB] é vertical e \overline{AB} = 2 \times 4\sqrt{2} = 8\sqrt{2}.
  4. A altura relativa a essa base é a distância de O à reta x = 4\sqrt{2}, ou seja 4\sqrt{2}.
  5. A_{[AOB]} = \dfrac{8\sqrt{2} \times 4\sqrt{2}}{2} = \dfrac{64}{2} = 32
RespostaÁrea = 32

Duas condições independentes: o módulo é metade do de P e o argumento é o dobro. Cada uma elimina dois pontos.

  1. Módulo: \left|\dfrac{{\rho}}{2}e^{i2{\alpha}}\right| = \dfrac{{\rho}}{2} = \dfrac{|P|}{2}. Só B e C estão a metade da distância de P à origem.
  2. Argumento: \arg = 2{\alpha}, o dobro do de P. Pela figura, só A e B estão sobre a semirreta de argumento 2{\alpha}.
  3. A única possibilidade que verifica as duas condições é o ponto B.
RespostaOpção (B)

Calcula as três potências separando b de i: (bi)^{n} = b^{n}i^{n}. Cada uma cai sobre um semieixo.

  1. z_{1} = bi: imaginário puro com b>0 — afixo no semieixo imaginário positivo.
  2. (z_{1})^{2} = b^{2}i^{2} = -b^{2}: real negativo — afixo no semieixo real negativo.
  3. (z_{1})^{3} = b^{3}i^{3} = -b^{3}i: imaginário puro com coeficiente negativo — afixo no semieixo imaginário negativo.
  4. O triângulo tem, portanto, dois vértices sobre o eixo imaginário (um acima e outro abaixo da origem) e o terceiro sobre o semieixo real negativo.
RespostaOpção (C)

Escreve w = a+bi e as coordenadas dos três pontos. Vais ver que o triângulo é retângulo — com os catetos paralelos aos eixos.

  1. Com w = a+bi (a>0, b>0): A(a,\,b), B(a,\,-b) e C(-a,\,-b).
  2. B e C têm a mesma ordenada, logo \overline{BC} = |a-(-a)| = 2a = 8 \Leftrightarrow a = 4.
  3. |w| = 5 \Leftrightarrow a^{2}+b^{2} = 25 \Leftrightarrow 16+b^{2} = 25 \Leftrightarrow b = 3 (positivo).
  4. A e B têm a mesma abcissa, logo \overline{AB} = 2b = 6 e [AB] \perp [BC]: o triângulo é retângulo em B.
  5. A_{[ABC]} = \dfrac{6 \times 8}{2} = 24
RespostaÁrea = 24

Podes fazê-lo em dois passos: primeiro i \times z (rodar +90^\circ), depois o simétrico. Ou num só: rodar -90^\circ.

  1. Multiplicar por i é rodar +90^\circ: partindo de P, obtém-se o ponto Q, ou seja i z = Q.
  2. Logo -i z = -Q: o simétrico de Q em relação à origem.
  3. Pela figura, esse simétrico é o ponto T.
  4. Diretamente: -i = e^{-i\frac{{\pi}}{2}}, logo -iz é P rodado de -90^\circ — o mesmo ponto T.
RespostaOpção (D)

Fatoriza por agrupamento: z^{2}(z-1) + 4(z-1). Depois marca os três afixos — o triângulo é isósceles.

  1. Agrupando: z^{3}-z^{2}+4z-4 = z^{2}(z-1)+4(z-1) = (z-1)\left(z^{2}+4\right).
  2. As soluções são z = 1 e z^{2} = -4 \Leftrightarrow z = \pm 2i.
  3. Afixos: A(1,\,0), B(0,\,2) e C(0,\,-2).
  4. \overline{BC} = 4 (ambos no eixo imaginário) e, por simetria, \overline{AB} = \overline{AC} = \sqrt{1^{2}+2^{2}} = \sqrt{5}.
  5. Perímetro = 4 + 2\sqrt{5}.
RespostaP = 4+2\sqrt{5}

Faz a soma geometricamente, pela regra do paralelogramo, diretamente na figura. Só depois é que multiplicas por i.

  1. Somando z_{2} e z_{4} pela regra do paralelogramo, as partes reais anulam-se e obtém-se um afixo sobre o semieixo imaginário positivo: z_{2}+z_{4} = z_{3}.
  2. Multiplicar por i é rodar +90^\circ em torno da origem, sem alterar o módulo.
  3. Rodando z_{3} (semieixo imaginário positivo) de +90^\circ, obtém-se um afixo do semieixo real negativo, à mesma distância da origem: o ponto z_{5}.
  4. Logo (z_{2}+z_{4}) \times i = z_{3} \times i = z_{5}.
RespostaOpção (C)

Todos os pontos assinalados na recta horizontal têm a mesma parte imaginária de M. Escreve z_{2} = x + yi, faz o produto e usa essa informação.

  1. Como M é o afixo de 2+i, a reta horizontal onde estão N, R, Q, P e M é a reta de equação \operatorname{Im}(z) = 1.
  2. Escrevendo z_{2} = x + yi:z_{1}z_{2} = (2+i)(x+yi) = (2x - y) + (x + 2y)i
  3. N pertence àquela reta, logo \operatorname{Im}(z_{1}z_{2}) = 1, ou seja x + 2y = 1.
  4. Como z_{2} é um dos pontos assinalados, também tem y = 1 (se fosse S, teria y = 0 e argumento {\pi}, o que colocaria z_{1}z_{2} no 3.º quadrante).
  5. De x + 2 = 1 vem x = -1: z_{2} = -1+i, cujo afixo é o ponto R.
  6. Confirmação: (2+i)(-1+i) = -2 + 2i - i + i^{2} = -3 + i ✓ — é o ponto N.
RespostaOpção (C)

Dividir por 3i é fazer duas coisas independentes: dividir o módulo por 3 e rodar -90^\circ. Podes fazê-las por qualquer ordem.

  1. 3i = 3e^{i\frac{{\pi}}{2}}, logo dividir por 3i é dividir o módulo por 3 e rodar -90^\circ.
  2. A rotação de -90^\circ leva w (2.º quadrante) para um afixo do 1.º quadrante com o mesmo módulo: o ponto z_{2}.
  3. Falta dividir o módulo por 3: o afixo desloca-se ao longo da mesma semirreta até um terço da distância — o ponto z_{1}.
  4. Pela ordem inversa: \dfrac{w}{3} = z_{3} e \dfrac{z_{3}}{i} = z_{1}. O resultado é o mesmo.
RespostaOpção (A)

Põe e^{i{\alpha}} em evidência: fica e^{i{\alpha}}(1+i), e 1+i tem forma trigonométrica conhecida.

  1. z_{1}+z_{2} = e^{i{\alpha}} + e^{i{\alpha}}e^{i\frac{{\pi}}{2}} = e^{i{\alpha}}\left(1 + e^{i\frac{{\pi}}{2}}\right) = e^{i{\alpha}}(1+i)
  2. 1+i = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}, logo z_{1}+z_{2} = \sqrt{2}\,e^{i\left({\alpha}+\frac{{\pi}}{4}\right)} (módulo \sqrt{2} \neq 0).
  3. De {\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{4},\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[ vem{\alpha}+\dfrac{{\pi}}{4} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\;\dfrac{3{\pi}}{4}\right[
  4. Esse intervalo está contido em \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[, que corresponde ao 2.º quadrante. \blacksquare
Respostaz_{1}+z_{2} = \sqrt{2}\,e^{i\left({\alpha}+\frac{{\pi}}{4}\right)}, com argumento no 2.º quadrante

Primeiro localiza z^{2} — o quadrante dá-te logo os sinais da parte real e da parte imaginária. Subtrair 2 só desloca o afixo para a esquerda.

  1. z^{2} = e^{i2{\theta}}, com |z^{2}| = 1.
  2. De {\theta} \in \left]\dfrac{3{\pi}}{4},\;{\pi}\right[ vem 2{\theta} \in \left]\dfrac{3{\pi}}{2},\;2{\pi}\right[: o afixo de z^{2} está no 4.º quadrante.
  3. Escrevendo z^{2} = a + bi, tem-se 0 < a < 1 e -1 < b < 0 (o módulo é 1).
  4. w = z^{2} - 2 = (a-2) + bi. Como a < 1, vem a - 2 < -1 < 0; e b < 0.
  5. Parte real e parte imaginária negativas \Rightarrow 3.º quadrante.
RespostaOpção (C)

Desfaz as duas operações pela ordem inversa: primeiro a multiplicação por i (rodar), depois o conjugado (espelhar no eixo real).

  1. De z = i\overline{w} vem \overline{w} = \dfrac{z}{i} = -iz: uma rotação de -90^\circ aplicada a z, sem mudar o módulo.
  2. Pela figura, z tem afixo no 2.º quadrante; rodando -90^\circ obtém-se um afixo do 1.º quadrante com o mesmo módulo — o ponto z_{1}. Logo \overline{w} = z_{1}.
  3. Falta desfazer o conjugado: w = \overline{z_{1}}, ou seja, o simétrico de z_{1} em relação ao eixo real.
  4. Pela figura, esse simétrico é z_{2}.
RespostaOpção (C)

Em 9.1, passa z à forma algébrica logo no início — a subtração z-i fica surpreendentemente simples. Em 9.2, aplica a fórmula resolvente e lembra-te de que \operatorname{sen}{\alpha} > 0 no intervalo dado.

  1. 9.1. z = 2\left(\cos\dfrac{{\pi}}{6} + i\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{6}\right) = \sqrt{3}+i, logo A = \left(\sqrt{3},\,1\right).
  2. z - i = \sqrt{3}, logo (z-i)^{4} = \left(\sqrt{3}\right)^{4} = 9.
  3. 1 + zi = 1 + \left(\sqrt{3}+i\right)i = 1 + \sqrt{3}i + i^{2} = \sqrt{3}i.
  4. w = \dfrac{9}{\sqrt{3}i} = \dfrac{9 \times (-i)}{\sqrt{3}} = -3\sqrt{3}i logo B = \left(0,\,-3\sqrt{3}\right), sobre o eixo imaginário.
  5. Tomando [OB] como base, a altura relativa é \left|\operatorname{Re}(z)\right| = \sqrt{3}:A_{[AOB]} = \dfrac{3\sqrt{3} \times \sqrt{3}}{2} = \dfrac{9}{2}
  6. 9.2. Fórmula resolvente com a=1, b=-2\cos{\alpha}, c=1:z = \dfrac{2\cos{\alpha} \pm \sqrt{4\cos^{2}{\alpha}-4}}{2}
  7. 4\cos^{2}{\alpha}-4 = -4\left(1-\cos^{2}{\alpha}\right) = -4\operatorname{sen}^{2}{\alpha} e, como \operatorname{sen}{\alpha}>0 em ]0,{\pi}[, a raiz quadrada é 2i\operatorname{sen}{\alpha}.
  8. z = \cos{\alpha} \pm i\operatorname{sen}{\alpha}, ou seja z = e^{i{\alpha}} ou z = e^{i(-{\alpha})}.
Resposta9.1. \dfrac{9}{2}  ·  9.2. z = e^{i{\alpha}} \;\vee\; z = e^{-i{\alpha}}

Separa o -2i em duas coisas: um módulo 2 e um argumento -\dfrac{{\pi}}{2}. Uma delas muda a distância à origem, a outra roda.

  1. -2i = 2e^{-i\frac{{\pi}}{2}}: multiplicar por -2i é rodar -90^\circ e duplicar o módulo.
  2. Pela figura, w tem afixo no 4.º quadrante. Rodando -90^\circ, o afixo passa para o 3.º quadrante.
  3. Isso deixa dois candidatos: z_{3} e z_{4}.
  4. z_{3} está à mesma distância da origem que w; só z_{4} está ao dobro dessa distância.
RespostaOpção (D)

Escreve z_{1} = a+ai (os vértices estão sobre as bissetrizes) e os outros três em função de a. Depois testa cada afirmação.

  1. O quadrado tem centro em O e lados paralelos aos eixos, logo os vértices estão sobre as bissetrizes dos quadrantes: z_{1} = a+ai, z_{2} = -a+ai, z_{3} = -a-ai e z_{4} = a-ai, com a>0.
  2. (A) |z_{3}-z_{1}| e |z_{4}-z_{2}| são os comprimentos das duas diagonais, que num quadrado são iguais — verdadeira.
  3. (B) z_{1}+z_{4} = (a+ai)+(a-ai) = 2a = 2\operatorname{Re}(z_{1})verdadeira.
  4. (D) \overline{z_{1}} = a-ai, logo -\overline{z_{1}} = -a+ai = z_{2}verdadeira.
  5. (C) \dfrac{z_{4}}{i} = z_{1} \Leftrightarrow z_{4} = i z_{1}. Mas iz_{1} = i(a+ai) = ai - a = -a+ai = z_{2} \neq z_{4}falsa.
  6. Multiplicar por i roda +90^\circ: leva z_{1} a z_{2}, e não a z_{4}.
RespostaOpção (C)

Reduz cada um dos complexos à forma algébrica — z_{2} fica um imaginário puro em função de k. Depois é a fórmula da distância entre dois pontos.

  1. i^{19} = i^{3} = -i, logo o numerador é 1 - 3(-i) = 1+3i.
  2. z_{1} = \dfrac{(1+3i)(1-i)}{1^{2}+1^{2}} = \dfrac{1 - i + 3i - 3i^{2}}{2} = \dfrac{4+2i}{2} = 2+i afixo (2,\,1).
  3. e^{i\frac{3{\pi}}{2}} = -i, logo z_{2} = -3k \times (-i) = 3ki: afixo (0,\,3k).
  4. \sqrt{(2-0)^{2} + (1-3k)^{2}} = \sqrt{5} \Leftrightarrow 4 + (1-3k)^{2} = 5 \Leftrightarrow (1-3k)^{2} = 1
  5. 1-3k = 1 \;\vee\; 1-3k = -1 \Leftrightarrow k = 0 \;\vee\; k = \dfrac{2}{3}.
  6. Como k \in \mathbb{R}^{+}, vem k = \dfrac{2}{3}.
Respostak = \dfrac{2}{3}

Simplifica primeiro i^{3}. Multiplicar por i roda 90^\circ no sentido positivo — e multiplicar por -i?

  1. i^{3} = -i = e^{-i\frac{{\pi}}{2}}, cujo módulo é 1.
  2. Logo |i^{3}z| = |z| (o afixo fica na mesma circunferência) e \arg(i^{3}z) = \arg(z) - \dfrac{{\pi}}{2}.
  3. Multiplicar por i^{3} é, portanto, uma rotação de -90^\circ (sentido negativo) em torno da origem.
  4. Rodando A de -90^\circ, obtém-se o extremo do diâmetro [BD] que fica «a 90^\circ para trás» de A: o ponto D.
RespostaOpção (D)

Como D é a origem, o vetor \overrightarrow{DA} «é» z. E [DB] é uma diagonal do quadrado: quanto mede e que ângulo faz com [DA]?

  1. Como D = 0, o lado [DA] representa o complexo z. Escreve-se z = {\rho}e^{i{\theta}}.
  2. Num quadrado de lado {\rho}, a diagonal [DB] mede {\rho}\sqrt{2} e faz um ângulo de \dfrac{{\pi}}{4} com o lado [DA].
  3. Logo o afixo de B é w = {\rho}\sqrt{2}\,e^{i\left({\theta}+\frac{{\pi}}{4}\right)}.
  4. Decompondo num produto:w = {\rho}e^{i{\theta}} \times \sqrt{2}e^{i\frac{{\pi}}{4}} = z \times \sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2} + \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = z(1+i)
  5. Em alternativa: \overrightarrow{AB} obtém-se de \overrightarrow{DA} por rotação de +90^\circ, ou seja B = z + iz = z(1+i).
RespostaOpção (A)

Não precisas de coordenadas nem de argumentos — repara em que vértices do quadrado são diametralmente opostos.

  1. O centro do quadrado é a origem, logo A e C são simétricos em relação a O: z_{3} = -z_{1}.
  2. Do mesmo modo, B e D são simétricos: z_{4} = -z_{2}.
  3. z_{1} + z_{2} + z_{3} + z_{4} = z_{1} + z_{2} - z_{1} - z_{2} = 0
  4. Em alternativa: os quatro afixos são as raízes de índice 4 de um mesmo complexo, e a soma das n raízes de índice n é sempre 0 para n \geqslant 2.
RespostaOpção (A)

Multiplicar z_{1} por z_{2} tem de manter o módulo (o triângulo é equilátero com vértice em O) e rodar o afixo. Que módulo tem então z_{2}?

  1. [OFG] é equilátero, logo \overline{OG} = \overline{OF}, ou seja |z_{1}z_{2}| = |z_{1}| e portanto |z_{2}| = 1. Ficam excluídas (C) e (D), cujos módulos são \sqrt{3} e 2.
  2. Ainda por ser equilátero, o ângulo F\hat{O}G mede \dfrac{{\pi}}{3}: multiplicar por z_{2} é rodar \pm\dfrac{{\pi}}{3}.
  3. \arg(z_{1}) = \dfrac{5{\pi}}{4}. Rodando +\dfrac{{\pi}}{3}: \dfrac{5{\pi}}{4}+\dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{19{\pi}}{12}, que está no 4.º quadrante ✓ (rodando -\dfrac{{\pi}}{3} iria para o 2.º quadrante).
  4. Logo z_{2} = e^{i\frac{{\pi}}{3}} = \cos\dfrac{{\pi}}{3} + i\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i.
RespostaOpção (B)

Depois de descobrires o argumento ficas com dois candidatos no mesmo semieixo. Aí o que decide é o módulo: compara {\rho}^{2} com {\rho} sabendo que {\rho} > 1.

  1. \operatorname{Im}(w) = -\operatorname{Re}(w) com \operatorname{Re}(w) > 0 \Rightarrow \operatorname{Arg}(w) = -\dfrac{{\pi}}{4}. Escreve-se w = {\rho}e^{-i\frac{{\pi}}{4}}.
  2. Como \operatorname{Re}(w) > 1, vem {\rho} = \operatorname{Re}(w)\sqrt{2} > \sqrt{2} > 1.
  3. -i = e^{-i\frac{{\pi}}{2}}, logo-iw^{2} = 1 \times {\rho}^{2}\;e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2} + 2 \times \left(-\frac{{\pi}}{4}\right)\right)} = {\rho}^{2}e^{-i{\pi}} = {\rho}^{2}e^{i{\pi}}
  4. Argumento {\pi} \Rightarrow o afixo pertence ao semieixo real negativo: só B ou C.
  5. Como {\rho} > 1, tem-se {\rho}^{2} > {\rho} = \overline{OW}: o afixo está mais afastado da origem do que W. Só o ponto C serve.
RespostaOpção (C)

Escreve z_{1} e z_{2} na forma trigonométrica — o raio pode ficar como r, porque só interessa o argumento do resultado. Repara em que B se obtém de A por uma rotação de \dfrac{2{\pi}}{3}.

  1. Seja r o raio da circunferência. Como A pertence ao semieixo imaginário positivo, z_{1} = r\,e^{i\frac{{\pi}}{2}}.
  2. Os vértices de um triângulo equilátero inscrito têm argumentos que diferem de \dfrac{2{\pi}}{3}. Na figura, B é o vértice inferior esquerdo, obtido de A por rotação de \dfrac{2{\pi}}{3} no sentido positivo: z_{2} = r\,e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}+\frac{2{\pi}}{3}\right)} = r\,e^{i\frac{7{\pi}}{6}} De facto, \dfrac{7{\pi}}{6} corresponde a 210^{\circ} — 3.º quadrante ✓
  3. Por De Moivre, z_{1}^{2} = r^{2}e^{i{\pi}}.
  4. No produto os módulos multiplicam-se e os argumentos somam-se: z_{1}^{2}\,z_{2} = r^{3}\,e^{i\left({\pi}+\frac{7{\pi}}{6}\right)} = r^{3}\,e^{i\frac{13{\pi}}{6}}
  5. Como \dfrac{13{\pi}}{6} = 2{\pi} + \dfrac{{\pi}}{6}, um argumento é \dfrac{{\pi}}{6} — primeiro quadrante. Verificação com r = 1: z_{1} = i, z_{1}^{2} = -1, z_{2} = -\dfrac{\sqrt{3}}{2} - \dfrac{1}{2}i e o produto é \dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i, de partes real e imaginária positivas ✓
RespostaOpção (A)

Rodar de {\alpha} em torno da origem = multiplicar por e^{i{\alpha}}. Escreve -2i na forma trigonométrica antes de rodar.

  1. Uma rotação de centro O e amplitude {\alpha} corresponde a multiplicar por e^{i{\alpha}}.
  2. Forma trigonométrica de z: afixo (0,-2)z = 2e^{-i{\pi}/2}.
  3. Rodando: z' = 2e^{-i{\pi}/2} \times e^{i{\pi}/3} = 2e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}+\frac{{\pi}}{3}\right)} = 2e^{-i{\pi}/6}.
  4. Forma algébrica: 2\left(\cos\left(-\dfrac{{\pi}}{6}\right) + i\operatorname{sen}\left(-\dfrac{{\pi}}{6}\right)\right) = 2\left(\dfrac{\sqrt{3}}{2} - \dfrac{1}{2}i\right) = \sqrt{3} - i.
  5. Controlo rápido: o módulo tem de continuar igual a 2 — e |\sqrt{3}-i| = \sqrt{3+1} = 2 ✓ (as opções (C) e (D) também têm módulo 2, mas argumentos errados).
RespostaOpção (A)

As diagonais de um losango são perpendiculares e bissetam-se. Aqui estão sobre os eixos, e cada lado é a hipotenusa de um triângulo retângulo com as semidiagonais como catetos.

  1. z_{1} e z_{3} reais \Rightarrow A e C no eixo real; z_{2} e z_{4} imaginários puros \Rightarrow B e D no eixo imaginário.
  2. As diagonais de um losango bissetam-se, logo o centro é a origem: z_{3} = -z_{1} e z_{4} = -z_{2}.
  3. De |z_{1} - z_{3}| = |2z_{1}| = 6 vem |z_{1}| = 3: as semidiagonais sobre o eixo real medem 3.
  4. Com z_{2} = bi, o triângulo retângulo de catetos 3 e |b| tem hipotenusa \overline{AB} = 5:3^{2} + b^{2} = 5^{2} \Leftrightarrow b^{2} = 16 \Leftrightarrow |b| = 4
  5. Logo \{z_{2},\,z_{4}\} = \{4i,\,-4i\} e z_{2} \times z_{4} = 4i \times (-4i) = -16i^{2} = 16.
RespostaOpção (B)

A condição \operatorname{Im}(w) = \operatorname{Re}(w) com o afixo no 1.º quadrante fixa o argumento de w. O módulo é irrelevante: a pergunta é só sobre o quadrante.

  1. Como W está no 1.º quadrante e \operatorname{Im}(w) = \operatorname{Re}(w), o afixo pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares: \arg(w) = \dfrac{{\pi}}{4}.
  2. Por De Moivre, \arg\left(w^{3}\right) = 3 \times \dfrac{{\pi}}{4} = \dfrac{3{\pi}}{4}.
  3. Multiplicar por i soma \dfrac{{\pi}}{2} ao argumento: \arg\left(i\,w^{3}\right) = \dfrac{3{\pi}}{4} + \dfrac{{\pi}}{2} = \dfrac{5{\pi}}{4}
  4. \dfrac{5{\pi}}{4} = 225^{\circ} — o afixo pertence ao 3.º quadrante, e é exatamente a bissetriz desse quadrante.
  5. Dos pontos da figura, o único do 3.º quadrante é C.
RespostaOpção (C)

Escreve os três afixos como pontos do plano e usa a fórmula da distância entre dois pontos. Repara em que o afixo de w depende de k de forma muito simples.

  1. i^{19} = i^{3} = -i, logo z_{1} = -2i: afixo (0,\,-2).
  2. z_{2} = \dfrac{(-3+i)(1-i)}{1^{2}+1^{2}} = \dfrac{-3 + 3i + i - i^{2}}{2} = \dfrac{-2+4i}{2} = -1+2i afixo (-1,\,2).
  3. e^{i\frac{3{\pi}}{4}} = -\dfrac{\sqrt{2}}{2} + \dfrac{\sqrt{2}}{2}i, logo w = -\sqrt{2}k\left(-\dfrac{\sqrt{2}}{2} + \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = k - ki: afixo (k,\,-k).
  4. Equidistância (basta igualar os quadrados das distâncias):k^{2} + (-k+2)^{2} = (k+1)^{2} + (-k-2)^{2}
  5. 2k^{2} - 4k + 4 = 2k^{2} + 6k + 5 \Leftrightarrow -10k = 1 \Leftrightarrow k = -\dfrac{1}{10}
Respostak = -\dfrac{1}{10}

Num triângulo isósceles, a mediana relativa à base é também bissetriz do ângulo do vértice. Onde está essa bissetriz?

  1. Como \overline{OZ} = \overline{OW}, o triângulo [OZW] é isósceles e a mediana [OM] é também bissetriz do ângulo Z\hat{O}W.
  2. M pertence à bissetriz do 1.º quadrante, logo a semirreta \dot{O}M faz um ângulo de \dfrac{{\pi}}{4} com o semieixo real positivo.
  3. Assim, \dfrac{{\pi}}{4} é a média dos argumentos de z e de w:\dfrac{\frac{2{\pi}}{15} + \arg(w)}{2} = \dfrac{{\pi}}{4}
  4. \arg(w) = \dfrac{{\pi}}{2} - \dfrac{2{\pi}}{15} = \dfrac{15{\pi}}{30} - \dfrac{4{\pi}}{30} = \dfrac{11{\pi}}{30}
RespostaOpção (D)

Multiplicar por i é rodar 90^\circ no sentido positivo, sem alterar o módulo. Repara em que o afixo de iz tem de ficar à mesma distância da origem que P.

  1. |i| = 1 e \operatorname{Arg}(i) = \dfrac{{\pi}}{2}, logo |iz| = |z| e \arg(iz) = {\theta} + \dfrac{{\pi}}{2}.
  2. Multiplicar por i é, geometricamente, uma rotação de +90^\circ em torno da origem.
  3. Como {\theta} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[, vem {\theta} + \dfrac{{\pi}}{2} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\;{\pi}\right[: o afixo de iz está no 2.º quadrante.
  4. Dos quatro pontos, só B está no 2.º quadrante e à mesma distância da origem que P.
RespostaOpção (B)
07

Forma trigonométrica: módulo e argumento

Em vez de dizer «anda a para a direita e b para cima», passamos a dizer «afasta-te {\rho} da origem numa direção que faz um ângulo {\theta} com o eixo real». É a mesma informação — mas é a forma que torna a multiplicação trivial.

Aprendizagens Essenciais
  • Representar números complexos na forma trigonométrica.
  • Estabelecer a igualdade de dois números complexos na forma trigonométrica, bem como comparar números complexos cujas imagens geométricas estão em posições simétricas em relação ao eixo real, ao eixo imaginário ou à origem.
Definição · forma trigonométrica

Seja z = a + bi \neq 0, com afixo M. Chama-se argumento de z a qualquer número real {\theta} tal que

\cos {\theta} = \dfrac{a}{{\rho}}\hspace{2em}\operatorname{sen} {\theta} = \dfrac{b}{{\rho}}\hspace{2em}\text{com } {\rho} = |z| = \sqrt{a^{2} + b^{2}}

Então

z = {\rho} \left(\cos {\theta} + i \operatorname{sen} {\theta}\right) = {\rho}\,e^{i{\theta}}

A escrita {\rho}e^{i{\theta}} — a exponencial complexa — é a notação usada nos exames e é a que se utiliza em toda esta página.

Argumento principal

Os argumentos de um mesmo complexo diferem entre si num múltiplo inteiro de 2{\pi}: se {\theta} é argumento de z, todos os argumentos são {\theta} + 2k{\pi}, k \in \mathbb{Z}. Ao argumento que pertence a ] -{\pi}, {\pi} ] chama-se argumento principal e escreve-se \operatorname{Arg}(z). (Também se usa o argumento não negativo mínimo, em [0, 2{\pi}[.) O complexo 0 não tem argumento.

A receita, em três passos

Na prática não se usam o cosseno e o seno: usa-se a tangente e faz-se o desempate com o quadrante.

  1. Módulo. {\rho} = \sqrt{a^{2}+b^{2}}.
  2. Quadrante do afixo. Basta olhar para os sinais de a e de b. Se a = 0 ou b = 0, o afixo está sobre um eixo e o argumento lê-se diretamente: 0, \dfrac{{\pi}}{2}, {\pi} ou -\dfrac{{\pi}}{2} — sem tangente.
  3. Tangente + desempate. Resolve-se \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{b}{a} \;\wedge\; {\theta} \in \text{quadrante do afixo} e escolhe-se, das duas soluções que a tangente admite em [0, 2{\pi}[, a que está no quadrante certo.

Porque é que a tangente sozinha não chega: a função tangente tem período {\pi}, pelo que \operatorname{tg}{\theta} toma o mesmo valor em dois quadrantes opostos. O quadrante é que decide qual.

O passo que decide a cotação

Depois de calcular \operatorname{tg} {\theta}, é obrigatório identificar o quadrante do afixo. Com z = -\sqrt{3} - i tem-se \operatorname{tg} {\theta} = \frac{\sqrt{3}}{3}, o mesmo valor que para \sqrt{3} + i — mas os argumentos diferem de {\pi}.

Caso particular · afixos sobre os eixos

Se a = 0 ou b = 0, o afixo cai sobre um dos semieixos e não há nada a calcular: o módulo é o valor absoluto do número e o argumento lê-se diretamente no plano de Argand. A tangente não entra — para os imaginários puros nem sequer está definida.

NúmeroAfixo{\rho}\operatorname{Arg}(z)Forma trigonométrica
a, com a > 0semieixo real positivoa0a\,e^{i0} = a
a, com a < 0semieixo real negativo|a|{\pi}|a|\,e^{i{\pi}}
bi, com b > 0semieixo imaginário positivob\dfrac{{\pi}}{2}b\,e^{i\frac{{\pi}}{2}}
bi, com b < 0semieixo imaginário negativo|b|-\dfrac{{\pi}}{2}|b|\,e^{-i\frac{{\pi}}{2}}

De cor, sem contas: 5 = 5e^{i0}, -5 = 5e^{i{\pi}}, 3i = 3e^{i\frac{{\pi}}{2}} e -3i = 3e^{-i\frac{{\pi}}{2}}. O argumento principal do imaginário puro negativo é -\dfrac{{\pi}}{2} e não \dfrac{3{\pi}}{2}, porque \operatorname{Arg}(z) \in \left]-{\pi},\,{\pi}\right].

Exemplo 8 Da forma algébrica à forma trigonométrica

Escreve na forma trigonométrica, sem recorrer à calculadora.

a) z = -\sqrt{3} - i

  1. Módulo: {\rho} = \sqrt{\left(-\sqrt{3}\right)^{2} + (-1)^{2}} = \sqrt{3+1} = 2
  2. Quadrante: \operatorname{Re}(z) < 0 e \operatorname{Im}(z) < 0 ⟹ afixo no 3.º quadrante.
  3. Tangente + desempate: \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{-1}{-\sqrt{3}} = \dfrac{\sqrt{3}}{3} \;\wedge\; {\theta} \in 3.^{\underline{o}}\,Q \;\Rightarrow\; {\theta} = -\dfrac{5{\pi}}{6} A tangente \dfrac{\sqrt{3}}{3} corresponde a \dfrac{{\pi}}{6} e a \dfrac{{\pi}}{6}+{\pi} = \dfrac{7{\pi}}{6}; do 3.º quadrante é a segunda, que em argumento principal se escreve -\dfrac{5{\pi}}{6}.
  4. z = 2e^{-i\frac{5{\pi}}{6}} Confirmação: 2\cos\left(-\dfrac{5{\pi}}{6}\right) = -\sqrt{3} ✓ e 2\operatorname{sen}\left(-\dfrac{5{\pi}}{6}\right) = -1

b) z = 1 + i

  1. {\rho} = \sqrt{1+1} = \sqrt{2}; afixo (1,1) no 1.º quadrante.
  2. \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{1}{1} = 1 \;\wedge\; {\theta} \in 1.^{\underline{o}}\,Q \;\Rightarrow\; {\theta} = \dfrac{{\pi}}{4}
  3. z = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}

c) z = 2 - 2\sqrt{3}\,i

  1. {\rho} = \sqrt{4 + 12} = \sqrt{16} = 4; afixo \left(2,\,-2\sqrt{3}\right) no 4.º quadrante.
  2. \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{-2\sqrt{3}}{2} = -\sqrt{3} \;\wedge\; {\theta} \in 4.^{\underline{o}}\,Q \;\Rightarrow\; {\theta} = -\dfrac{{\pi}}{3} A tangente -\sqrt{3}-\dfrac{{\pi}}{3} (4.º Q) ou \dfrac{2{\pi}}{3} (2.º Q). O quadrante decide.
  3. z = 4e^{-i\frac{{\pi}}{3}}

d) z = -4 e z = 3iafixos sobre os eixos

  1. Quando o afixo está sobre um eixo, não se usa a tangente (seria indeterminada ou nula): o argumento lê-se diretamente.
  2. -4 tem módulo 4 e afixo (-4,0), no semieixo real negativo ⟹ {\theta} = {\pi}, logo -4 = 4e^{i{\pi}}.
  3. 3i tem módulo 3 e afixo (0,3), no semieixo imaginário positivo ⟹ {\theta} = \dfrac{{\pi}}{2}, logo 3i = 3e^{i\frac{{\pi}}{2}}.
Respostas2e^{-i\frac{5{\pi}}{6}} · \sqrt{2}e^{i\frac{{\pi}}{4}} · 4e^{-i\frac{{\pi}}{3}} · 4e^{i{\pi}} e 3e^{i\frac{{\pi}}{2}}
Exemplo 9 Da forma trigonométrica à forma algébrica

O caminho inverso é sempre o mesmo e não tem casos particulares: basta calcular

a = {\rho}\cos{\theta} \qquad\qquad b = {\rho}\operatorname{sen}{\theta}

a) z = 4e^{i\frac{2{\pi}}{3}}

  1. a = 4\cos\dfrac{2{\pi}}{3} = 4 \times \left(-\dfrac{1}{2}\right) = -2
  2. b = 4\operatorname{sen}\dfrac{2{\pi}}{3} = 4 \times \dfrac{\sqrt{3}}{2} = 2\sqrt{3}
  3. z = -2 + 2\sqrt{3}\,i Controlo: o afixo tem de ficar no 2.º quadrante, porque \dfrac{2{\pi}}{3} = 120^{\circ}

b) z = 2e^{-i\frac{{\pi}}{4}}

  1. a = 2\cos\left(-\dfrac{{\pi}}{4}\right) = 2 \times \dfrac{\sqrt{2}}{2} = \sqrt{2}
  2. b = 2\operatorname{sen}\left(-\dfrac{{\pi}}{4}\right) = 2 \times \left(-\dfrac{\sqrt{2}}{2}\right) = -\sqrt{2}
  3. z = \sqrt{2} - \sqrt{2}\,i — afixo no 4.º quadrante ✓

c) z = 5e^{i{\pi}} e z = \dfrac{1}{2}e^{i\frac{3{\pi}}{2}}

  1. 5\left(\cos{\pi} + i\operatorname{sen}{\pi}\right) = 5(-1 + 0i) = -5 — um número real.
  2. \dfrac{1}{2}\left(\cos\dfrac{3{\pi}}{2} + i\operatorname{sen}\dfrac{3{\pi}}{2}\right) = \dfrac{1}{2}(0 - i) = -\dfrac{1}{2}i — um imaginário puro.
Ida e volta — o teste que deves fazer sempre

Converteste -\sqrt{3}-i para 2e^{-i\frac{5{\pi}}{6}} na alínea a) do exemplo anterior. Faz agora o caminho inverso: 2\cos\left(-\dfrac{5{\pi}}{6}\right) = -\sqrt{3} e 2\operatorname{sen}\left(-\dfrac{5{\pi}}{6}\right) = -1. Voltaste ao ponto de partida — a conversão está certa.

Respostas-2 + 2\sqrt{3}\,i · \sqrt{2} - \sqrt{2}\,i · -5 e -\dfrac{1}{2}i
Igualdade na forma trigonométrica {\rho}_{1} e^{i{\theta}_{1}} = {\rho}_{2} e^{i{\theta}_{2}}\hspace{1.2em}\Leftrightarrow \hspace{1.2em}{\rho}_{1} = {\rho}_{2} \wedge {\theta}_{1} = {\theta}_{2} + 2k{\pi}, k \in \mathbb{Z}

Dois complexos são iguais se tiverem o mesmo módulo e argumentos que diferem de 2k{\pi}, com k \in \mathbb{Z}.

Simetrias — ler geometria na escrita

Seja z = {\rho}e^{i{\theta}}, com {\rho} > 0. Cada uma das transformações seguintes atua separadamente sobre o módulo e sobre o argumento — é isso que as torna tão fáceis de aplicar.

NúmeroForma trigonométricaTransformação do afixoExemplo: z = 2e^{i{\pi}/3}
\overline{z}{\rho}e^{-i{\theta}}reflexão no eixo real (mesmo módulo, argumento simétrico)2e^{-i{\pi}/3}
-z{\rho}e^{i({\theta}+{\pi})}simetria de centro O — rotação de 180^{\circ}2e^{i4{\pi}/3}
-\overline{z}{\rho}e^{i({\pi}-{\theta})}reflexão no eixo imaginário2e^{i2{\pi}/3}
\dfrac{1}{z}\dfrac{1}{{\rho}}e^{-i{\theta}}inverte o módulo e reflete no eixo real\dfrac{1}{2}e^{-i{\pi}/3}
iz{\rho}e^{i({\theta}+{\pi}/2)}rotação de +90^{\circ} em torno de O (módulo inalterado)2e^{i5{\pi}/6}
kz,\; k \in \mathbb{R}^{+}k{\rho}\,e^{i{\theta}}homotetia de centro O e razão k — o afixo desliza na mesma semirretak = 3:\; 6e^{i{\pi}/3}
As cinco transformações de um mesmo zarrasta o ponto z

Todos os pontos exceto 1/z estão sobre a circunferência de raio {\rho}: as reflexões e as rotações não alteram o módulo. Só a inversão o troca por 1/{\rho}.

Porque é que é assim — em cinco linhas
  • Conjugado. \overline{z} = {\rho}(\cos{\theta} - i\operatorname{sen}{\theta}) = {\rho}\left(\cos(-{\theta}) + i\operatorname{sen}(-{\theta})\right) = {\rho}e^{-i{\theta}}, porque o cosseno é par e o seno é ímpar.
  • Simétrico. Como -1 = e^{i{\pi}}, vem -z = e^{i{\pi}} \cdot {\rho}e^{i{\theta}} = {\rho}e^{i({\theta}+{\pi})}: somar {\pi} ao argumento.
  • Reflexão no eixo imaginário. -\overline{z} = e^{i{\pi}}\cdot{\rho}e^{-i{\theta}} = {\rho}e^{i({\pi}-{\theta})}.
  • Inverso. {\rho}e^{i{\theta}} \times \dfrac{1}{{\rho}}e^{-i{\theta}} = 1 \cdot e^{i0} = 1, logo \dfrac{1}{z} = \dfrac{1}{{\rho}}e^{-i{\theta}}.
  • Multiplicar por i. Como i = e^{i{\pi}/2}, multiplicar por i soma {\pi}/2 ao argumento e não altera o módulo.
A fórmula de Euler

Fazendo {\rho} = 1 obtém-se e^{i{\theta}} = \cos {\theta} + i \operatorname{sen} {\theta}: os complexos de módulo 1 são exatamente os pontos da circunferência unitária. Para {\theta} = {\pi}:

e^{i{\pi}} = -1\hspace{1.6em}\text{ou seja}\hspace{1.6em}e^{i{\pi}} + 1 = 0

Numa só igualdade: 0 e 1 (aritmética), {\pi} (geometria), e (análise) e i (álgebra).

Python Da forma algébrica à forma trigonométrica
from cmath import polar, rect, pi

z = complex(-3 ** 0.5, -1)      # z = -raiz(3) - i
rho, theta = polar(z)           # modulo e argumento principal

print('rho      =', round(rho, 4))         # 2.0
print('theta    =', round(theta, 4))       # -2.618 rad
print('theta/pi =', round(theta/pi, 4))    # -0.8333  ->  -5pi/6
print('volta    =', rect(rho, theta))      # confirma a conversao

polar devolve o argumento principal, em \left]-{\pi},\,{\pi}\right] — o mesmo que \operatorname{Arg}(z). Divide por {\pi} para reconheceres o valor exato.

Laboratório · A hélice de Euler

arrasta para rodar

e^{i{\theta}} visto de lado: a hélice no espaço cuja sombra no chão é o cosseno e cuja sombra na parede é o seno. A projeção no plano de Argand é a circunferência unitária.

Arrasta para rodar a cena e agarra o ponto para percorrer {\theta}. O botão dos ajustes abre as camadas — hélice, seno, cosseno, circunferência unitária — e, em «Interface», faz reaparecer a legenda, a barra de tempo e o cartão de leitura.

Laboratório · Conversor algébrica ⇄ trigonométrica

arrasta ou escreve

Os ângulos notáveis (múltiplos de {\pi}/12) ficam «magnéticos» para veres os valores exatos que aparecem nos exames.

Exercício 74§7 · algébrica → trigonométrica

Escreve na forma trigonométrica, sem recorrer à calculadora:

a) -3b) -2ic) -1 - id) 3 + 3\sqrt{3}\,i

Exercício 75§7 · trigonométrica → algébrica

Escreve na forma algébrica:

a) 4e^{i\frac{2\pi}{3}}b) \sqrt{2}\,e^{-i\frac{\pi}{4}}

Exercício 76§7 · parâmetro e argumento

Determina k \in \mathbb{R}^{+} de modo que o número complexo z = k + \sqrt{3}\,i tenha argumento \dfrac{\pi}{3}.

Sempre a mesma sequência: móduloquadrante do afixoargumento. Em a) e b) o afixo está sobre um eixo, logo o argumento lê-se diretamente. Em c) e d) usa a tangente e desempata pelo quadrante.

  1. a) |-3| = 3; afixo (-3,\,0), no semieixo real negativo ⟹ \theta = \pi. Logo -3 = 3e^{i\pi}.
  2. b) |-2i| = 2; afixo (0,\,-2), no semieixo imaginário negativo ⟹ \theta = -\dfrac{\pi}{2}. Logo -2i = 2e^{-i\frac{\pi}{2}}.
  3. c) |-1-i| = \sqrt{1+1} = \sqrt{2}; afixo (-1,\,-1) no 3.º quadrante; \operatorname{tg}\theta = \dfrac{-1}{-1} = 1 com \theta no 3.º Q ⟹ \theta = -\dfrac{3\pi}{4}. Logo \sqrt{2}\,e^{-i\frac{3\pi}{4}}.A tangente vale 1 tanto no 1.º como no 3.º quadrante — é o quadrante que desempata.
  4. d) \left|3 + 3\sqrt{3}i\right| = \sqrt{9 + 27} = 6; afixo no 1.º quadrante; \operatorname{tg}\theta = \dfrac{3\sqrt{3}}{3} = \sqrt{3}\theta = \dfrac{\pi}{3}. Logo 6e^{i\frac{\pi}{3}}.
Respostas3e^{i\pi} · 2e^{-i\frac{\pi}{2}} · \sqrt{2}e^{-i\frac{3\pi}{4}} · 6e^{i\frac{\pi}{3}}

Usa {\rho}e^{i\theta} = {\rho}\left(\cos\theta + i\operatorname{sen}\theta\right) e os valores dos ângulos notáveis. Atenção aos sinais do cosseno e do seno em cada quadrante.

  1. a) \cos\dfrac{2\pi}{3} = -\dfrac{1}{2} e \operatorname{sen}\dfrac{2\pi}{3} = \dfrac{\sqrt{3}}{2}, logo 4e^{i\frac{2\pi}{3}} = 4\left(-\dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = -2 + 2\sqrt{3}\,i
  2. b) \cos\left(-\dfrac{\pi}{4}\right) = \dfrac{\sqrt{2}}{2} e \operatorname{sen}\left(-\dfrac{\pi}{4}\right) = -\dfrac{\sqrt{2}}{2}, logo \sqrt{2}\,e^{-i\frac{\pi}{4}} = \sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2} - \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = 1 - i
  3. Controlo dos módulos: |-2 + 2\sqrt{3}i| = \sqrt{4+12} = 4 ✓ e |1-i| = \sqrt{2}
Respostasa) -2 + 2\sqrt{3}\,i  ·  b) 1 - i

Com k > 0 o afixo (k,\,\sqrt{3}) está no 1.º quadrante — o mesmo quadrante de \dfrac{\pi}{3}. Basta então igualar as tangentes.

  1. Como k > 0 e \sqrt{3} > 0, o afixo está no 1.º quadrante — coerente com \theta = \dfrac{\pi}{3}.
  2. \operatorname{tg}\dfrac{\pi}{3} = \sqrt{3} e \operatorname{tg}\theta = \dfrac{\sqrt{3}}{k}, logo \dfrac{\sqrt{3}}{k} = \sqrt{3} \Leftrightarrow k = 1.
  3. Verificação: z = 1 + \sqrt{3}i tem módulo 2 e argumento \dfrac{\pi}{3}
Respostak = 1
NumWorks Ler o módulo e o argumento de uma só vez
  1. Volta às Definições, linha Complexos, e escolhe agora Exponencial.

    Passas a ver todos os resultados na forma re^{i\theta}. Para voltar a a+bi é o mesmo caminho, escolhendo Cartesiana.

    Menu do formato complexo com a opção Exponencial seleccionada
    A opção Exponencial: re^{iθ}.
  2. Escreve -1+\sqrt{3}\,i e carrega em EXE. A máquina responde 2e^{\frac{2\pi}{3}i}: o módulo é 2 e o argumento é \dfrac{2\pi}{3}.

    Confirma no canto superior esquerdo que diz rad. Em graus, o mesmo número apareceria com 120 no expoente — e a forma trigonométrica do 12.º ano trabalha em radianos.

    O argumento devolvido é sempre o principal, em \left]-\pi, \pi\right]. Experimenta agora 1+i: deve sair \sqrt{2}\,e^{\frac{\pi}{4}i}.

    Ecrã de Cálculo com -1+raiz(3)i devolvido como 2e^{(2pi/3)i}
    Módulo e argumento, lidos directamente do resultado.

Exercícios propostos

Nove exercícios de conversão entre as duas formas e de leitura do módulo e do argumento — incluindo os casos particulares em que não há contas a fazer.

Exercício 77§7 · algébrica → trigonométrica

Escreve na forma trigonométrica, sem recorrer à calculadora:

a) -3b) -2ic) -1 - id) 3 + 3\sqrt{3}\,i

Exercício 78§7 · trigonométrica → algébrica

Escreve na forma algébrica:

a) 4e^{i\frac{{\pi}}{2}}b) 2e^{i\frac{5{\pi}}{3}}c) \sqrt{2}\,e^{-i\frac{{\pi}}{4}}d) 5e^{i{\pi}}

Exercício 79§7 · argumento de um real

Um argumento de z = -5 é:

  • (A)0
  • (B)\dfrac{{\pi}}{2}
  • (C){\pi}
  • (D)-\dfrac{{\pi}}{2}
Exercício 80§7 · módulo e argumento de um quadrado

Determina o módulo e o argumento principal de z = (-1 + i)^{2}.

Exercício 81§7 · argumento do conjugado

Seja z um complexo de argumento \dfrac{{\pi}}{5}. Um argumento de \overline{z} é:

  • (A)\dfrac{{\pi}}{5}
  • (B)-\dfrac{{\pi}}{5}
  • (C)\dfrac{4{\pi}}{5}
  • (D)\dfrac{6{\pi}}{5}
Exercício 82§7 · parâmetro e argumento

Determina o valor real de k para o qual z = k + \sqrt{3}\,i tem argumento \dfrac{{\pi}}{3}.

Exercício 83§7 · 3.º quadrante

Escreve z = -2\sqrt{3} - 2i na forma trigonométrica, com argumento principal.

Exercício 84§7 · do módulo e argumento à forma algébrica

Sabe-se que |z| = 2 e que \operatorname{Arg}(z) = \dfrac{2{\pi}}{3}. Determina a forma algébrica de z e de \overline{z}, com valores exatos.

Exercício 85§7 · conjugado e simétrico em forma trigonométrica

Seja z = {\rho}e^{i{\theta}}, com {\rho} > 0. Mostra que \overline{z} = {\rho}e^{-i{\theta}} e que -z = {\rho}e^{i({\theta} + {\pi})}.

As duas primeiras estão sobre os eixos: o argumento lê-se diretamente, sem tangente. Nas outras calcula {\rho}, depois a tangente, e desempata com o quadrante.

  1. a) -3 está no semieixo real negativo: {\rho} = 3, {\theta} = {\pi}3e^{i{\pi}}
  2. b) -2i está no semieixo imaginário negativo: 2e^{-i\frac{{\pi}}{2}}
  3. c) {\rho} = \sqrt{1+1} = \sqrt{2}; afixo (-1,-1) no 3.º quadrante; \operatorname{tg}{\theta} = 1{\theta} = -\dfrac{3{\pi}}{4}\sqrt{2}\,e^{-i\frac{3{\pi}}{4}}
  4. d) {\rho} = \sqrt{9 + 27} = 6; \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{3\sqrt{3}}{3} = \sqrt{3} e afixo no 1.º quadrante ⟹ {\theta} = \dfrac{{\pi}}{3}6e^{i\frac{{\pi}}{3}}
Respostaa) 3e^{i{\pi}} · b) 2e^{-i\frac{{\pi}}{2}} · c) \sqrt{2}e^{-i\frac{3{\pi}}{4}} · d) 6e^{i\frac{{\pi}}{3}}

Usa {\rho}e^{i{\theta}} = {\rho}\left(\cos{\theta} + i\operatorname{sen}{\theta}\right) e os valores exatos do círculo trigonométrico.

  1. a) 4\left(\cos\dfrac{{\pi}}{2} + i\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{2}\right) = 4(0 + i) = 4i
  2. b) 2\left(\dfrac{1}{2} - \dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = 1 - \sqrt{3}\,i
  3. c) \sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2} - \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = 1 - i
  4. d) 5(\cos{\pi} + i\operatorname{sen}{\pi}) = 5(-1 + 0i) = -5
Respostaa) 4i · b) 1 - \sqrt{3}i · c) 1 - i · d) -5

O afixo de -5 está sobre um semieixo — não é preciso calcular nada.

  1. -5 tem afixo (-5, 0): está no semieixo real negativo.
  2. O ângulo que esse semieixo faz com o semieixo real positivo é {\pi}.
RespostaOpção (C)

Desenvolve primeiro o quadrado: o resultado cai sobre um eixo e o argumento lê-se sem contas.

  1. (-1+i)^{2} = 1 - 2i + i^{2} = -2i
  2. -2i tem afixo (0,-2): {\rho} = 2 e \operatorname{Arg}(z) = -\dfrac{{\pi}}{2}.
  3. Confirmação pela forma trigonométrica: -1 + i = \sqrt{2}e^{i\frac{3{\pi}}{4}}, logo o quadrado é 2e^{i\frac{3{\pi}}{2}} = 2e^{-i\frac{{\pi}}{2}}
Resposta{\rho} = 2 e \operatorname{Arg}(z) = -\dfrac{{\pi}}{2}

Conjugar é refletir no eixo real: o módulo mantém-se e o argumento troca de sinal.

  1. Se z = {\rho}e^{i{\theta}}, então \overline{z} = {\rho}e^{-i{\theta}}.
  2. Com {\theta} = \dfrac{{\pi}}{5}, um argumento de \overline{z} é -\dfrac{{\pi}}{5}.
RespostaOpção (B)

Impõe a tangente, mas não te esqueças de verificar em que quadrante tem de estar o afixo para o argumento ser mesmo \dfrac{{\pi}}{3}.

  1. \operatorname{tg}\dfrac{{\pi}}{3} = \sqrt{3} e \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{\sqrt{3}}{k}.
  2. \dfrac{\sqrt{3}}{k} = \sqrt{3} \Leftrightarrow k = 1
  3. Com k = 1 o afixo é (1, \sqrt{3}), no 1.º quadrante — coerente com {\theta} = \dfrac{{\pi}}{3}Se a tangente desse um valor com k < 0, o afixo cairia no 3.º quadrante e o argumento seria \dfrac{{\pi}}{3} + {\pi}.
Respostak = 1

Depois da tangente, o afixo está no 3.º quadrante. O argumento principal pertence a \left]-{\pi},\,{\pi}\right].

  1. {\rho} = \sqrt{12 + 4} = \sqrt{16} = 4
  2. \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{-2}{-2\sqrt{3}} = \dfrac{1}{\sqrt{3}} = \dfrac{\sqrt{3}}{3}, que corresponde a \dfrac{{\pi}}{6} ou a \dfrac{{\pi}}{6} + {\pi}.
  3. O afixo \left(-2\sqrt{3},\,-2\right) está no 3.º quadrante, logo {\theta} = \dfrac{7{\pi}}{6}.
  4. Argumento principal: \dfrac{7{\pi}}{6} - 2{\pi} = -\dfrac{5{\pi}}{6}, logo z = 4e^{-i\frac{5{\pi}}{6}}.
Respostaz = 4e^{-i\frac{5{\pi}}{6}}

\cos\dfrac{2{\pi}}{3} e \operatorname{sen}\dfrac{2{\pi}}{3} são valores do círculo trigonométrico — nada de calculadora.

  1. \cos\dfrac{2{\pi}}{3} = -\dfrac{1}{2} e \operatorname{sen}\dfrac{2{\pi}}{3} = \dfrac{\sqrt{3}}{2}
  2. z = 2\left(-\dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = -1 + \sqrt{3}\,i
  3. \overline{z} = -1 - \sqrt{3}\,i. Verificação: |z| = \sqrt{1 + 3} = 2 ✓ e o afixo está no 2.º quadrante ✓
Respostaz = -1 + \sqrt{3}i e \overline{z} = -1 - \sqrt{3}i

Passa tudo para a forma {\rho}(\cos{\theta} + i\operatorname{sen}{\theta}) e usa a paridade do cosseno e a imparidade do seno.

  1. z = {\rho}\left(\cos{\theta} + i\operatorname{sen}{\theta}\right), logo \overline{z} = {\rho}\left(\cos{\theta} - i\operatorname{sen}{\theta}\right).
  2. Como \cos(-{\theta}) = \cos{\theta} e \operatorname{sen}(-{\theta}) = -\operatorname{sen}{\theta}, aquilo é {\rho}\left(\cos(-{\theta}) + i\operatorname{sen}(-{\theta})\right) = {\rho}e^{-i{\theta}}.
  3. Para o simétrico: -z = {\rho}\left(-\cos{\theta} - i\operatorname{sen}{\theta}\right).
  4. E \cos({\theta}+{\pi}) = -\cos{\theta}, \operatorname{sen}({\theta}+{\pi}) = -\operatorname{sen}{\theta}, logo -z = {\rho}e^{i({\theta}+{\pi})}. Geometricamente: conjugar reflete no eixo real, simetrizar roda meia volta.
Resposta\overline{z} = {\rho}e^{-i{\theta}} e -z = {\rho}e^{i({\theta}+{\pi})}
08

Operar na forma trigonométrica

Multiplicar, dividir e elevar a uma potência passam a ser operações sobre um módulo e um ângulo. É aqui que a forma trigonométrica se paga.

Aprendizagem Essencial
  • Efetuar operações com números complexos na forma trigonométrica (multiplicação, divisão, potenciação e radiciação).
Regras · com z_{1} = {\rho}_{1}e^{i{\theta}_{1}} e z_{2} = {\rho}_{2}e^{i{\theta}_{2}} z_{1} z_{2} = {\rho}_{1}{\rho}_{2} e^{i({\theta}_{1} + {\theta}_{2})}\hspace{2.2em}\frac{z_{1}}{z_{2}} = \frac{{\rho}_{1}}{{\rho}_{2}} e^{i({\theta}_{1} - {\theta}_{2})} \textbf{Fórmula de De Moivre:}\hspace{1em}z^{n} = {\rho}^{n} e^{i n {\theta}}, n \in \mathbb{N}

Em palavras: os módulos multiplicam-se (ou dividem-se) e os argumentos somam-se (ou subtraem-se).

Sejam z_{1} = {\rho}_{1}\left(\cos{\theta}_{1} + i\operatorname{sen}{\theta}_{1}\right) e z_{2} = {\rho}_{2}\left(\cos{\theta}_{2} + i\operatorname{sen}{\theta}_{2}\right).

Produto. Multiplicando e agrupando as partes real e imaginária:

z_{1}z_{2} = {\rho}_{1}{\rho}_{2}\left[\left(\cos{\theta}_{1}\cos{\theta}_{2} - \operatorname{sen}{\theta}_{1}\operatorname{sen}{\theta}_{2}\right) + i\left(\operatorname{sen}{\theta}_{1}\cos{\theta}_{2} + \cos{\theta}_{1}\operatorname{sen}{\theta}_{2}\right)\right]

Reconhecem-se as fórmulas de adição do cosseno e do seno (11.º ano):

\cos({\theta}_{1}+{\theta}_{2}) = \cos{\theta}_{1}\cos{\theta}_{2} - \operatorname{sen}{\theta}_{1}\operatorname{sen}{\theta}_{2} \operatorname{sen}({\theta}_{1}+{\theta}_{2}) = \operatorname{sen}{\theta}_{1}\cos{\theta}_{2} + \cos{\theta}_{1}\operatorname{sen}{\theta}_{2}

Logo

z_{1}z_{2} = {\rho}_{1}{\rho}_{2}\left[\cos({\theta}_{1}+{\theta}_{2}) + i\operatorname{sen}({\theta}_{1}+{\theta}_{2})\right] = {\rho}_{1}{\rho}_{2}\,e^{i({\theta}_{1}+{\theta}_{2})}

Quociente. Basta observar que \dfrac{1}{{\rho}_{2}e^{i{\theta}_{2}}} = \dfrac{1}{{\rho}_{2}}e^{-i{\theta}_{2}}, pois

{\rho}_{2}e^{i{\theta}_{2}} \cdot \dfrac{1}{{\rho}_{2}}e^{-i{\theta}_{2}} = 1 \cdot e^{i0} = 1

e aplicar a regra do produto:

\dfrac{z_{1}}{z_{2}} = \dfrac{{\rho}_{1}}{{\rho}_{2}}\,e^{i({\theta}_{1}-{\theta}_{2})}

Pretende-se justificar que, para todo o n \in \mathbb{N},

\left({\rho}e^{i{\theta}}\right)^{n} = {\rho}^{n}e^{in{\theta}}

Já sabemos que, no produto de dois complexos, os módulos multiplicam-se e os argumentos somam-se. Ora uma potência de expoente natural é um produto de fatores todos iguais:

z^{n} = \underbrace{z \times z \times \ldots \times z}_{n \text{ fatores}}

Aplicando aquela regra sucessivamente a esses n fatores:

  • módulo: {\rho} \times {\rho} \times \ldots \times {\rho} = {\rho}^{n};
  • argumento: {\theta} + {\theta} + \ldots + {\theta} = n{\theta}.

Logo z^{n} = {\rho}^{n}e^{in{\theta}}.

Vendo passo a passo nos primeiros casos:

z^{2} = z \times z = {\rho}\cdot{\rho}\;e^{i({\theta}+{\theta})} = {\rho}^{2}e^{i2{\theta}} z^{3} = z^{2} \times z = {\rho}^{2}\cdot{\rho}\;e^{i(2{\theta}+{\theta})} = {\rho}^{3}e^{i3{\theta}}

e assim sucessivamente: de cada vez que se multiplica novamente por z, o módulo fica multiplicado por {\rho} e o argumento aumenta {\theta}.

A fórmula estende-se a expoentes inteiros negativos usando z^{-n} = \dfrac{1}{z^{n}}, e a n = 0 com z^{0} = 1.

Duas perguntas clássicas de exame

Como z^{n} = {\rho}^{n}e^{i n {\theta}}, basta olhar para o ângulo n{\theta}:

  • z^{n} \in \mathbb{R} (real) \Leftrightarrow n{\theta} = k{\pi},\; k \in \mathbb{Z}
  • z^{n} \in \mathbb{R}^{+} \Leftrightarrow n{\theta} = 2k{\pi},\; k \in \mathbb{Z} · z^{n} \in \mathbb{R}^{-} \Leftrightarrow n{\theta} = {\pi} + 2k{\pi},\; k \in \mathbb{Z}
  • z^{n} imaginário puro \Leftrightarrow n{\theta} = \frac{{\pi}}{2} + k{\pi},\; k \in \mathbb{Z}
Exemplo 10 Menor n natural — item de construção típico

Determina o menor número natural n para o qual (\sqrt{12} - 2i)^{n} é um número real positivo.

  1. Escrever a base na forma trigonométrica. {\rho} = \sqrt{12 + 4} = \sqrt{16} = 4.
  2. Afixo (2\sqrt{3}, -2) ⟹ 4.º quadrante; \operatorname{tg} {\theta} = \frac{-2}{2\sqrt{3}} = -\frac{\sqrt{3}}{3}{\theta} = -\frac{{\pi}}{6}. Logo a base é 4e^{-i{\pi}/6}.
  3. Por De Moivre: (4e^{-i{\pi}/6})^{n} = 4^{n} e^{-i n{\pi}/6}.
  4. É real positivo se e só se o argumento for 2k{\pi}:-\frac{n{\pi}}{6} = 2k{\pi}\hspace{1.2em}\Leftrightarrow \hspace{1.2em}n = -12k, k \in \mathbb{Z}
  5. Menor natural: com k = -1, n = 12.Repara que 4^{n} > 0 sempre — quem decide o sinal é apenas o argumento.
Respostan = 12
Python Encontrar o menor n — por pesquisa
def menor_n_real_positivo(z, limite=100):
    for n in range(1, limite):
        w = z ** n
        if abs(w.imag) < 1e-9 * abs(w) and w.real > 0:
            return n
    return None

z = complex(12 ** 0.5, -2)          # raiz(12) - 2i
print(menor_n_real_positivo(z))     # 12

# tambem se pode testar o argumento diretamente
from cmath import phase, pi
for n in range(1, 13):
    print(n, round(phase(z**n)/pi, 4))

O computador confirma o resultado do Exemplo 8, mas a resolução de exame tem de ser feita com o argumento: -\frac{n{\pi}}{6} = 2k{\pi}. Repara também no cuidado com a vírgula flutuante — comparamos abs(w.imag) com uma tolerância relativa.

Exemplo 11 O produto, visto como rotação e homotetia

Sejam z = 2 + 2i e w = \sqrt{3} + i.

Determina zw na forma trigonométrica e interpreta o resultado geometricamente.

  1. Formas trigonométricas: z = 2\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}} e, como |w| = \sqrt{3+1} = 2 com afixo no 1.º quadrante e \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{\sqrt{3}}{3}, w = 2e^{i\frac{{\pi}}{6}}.
  2. Produto: os módulos multiplicam-se e os argumentos somam-se: zw = 2\sqrt{2} \times 2\;e^{i\left(\frac{{\pi}}{4}+\frac{{\pi}}{6}\right)} = 4\sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{12}} \dfrac{{\pi}}{4}+\dfrac{{\pi}}{6} = \dfrac{3{\pi}}{12}+\dfrac{2{\pi}}{12} = \dfrac{5{\pi}}{12}
  3. Leitura geométrica: o afixo de zw obtém-se do afixo de z por uma rotação de centro O e amplitude \dfrac{{\pi}}{6} (o argumento de w), seguida de uma homotetia de centro O e razão 2 (o módulo de w).

Laboratório · De Moivre: a espiral das potências

arrasta z

Com |z| = 1 as potências percorrem a circunferência a passos iguais. Se {\theta} for um múltiplo racional de {\pi}, os afixos fecham um polígono regular.

Exercício 86§8 · produto, quociente e potência

Considera z_{1} = 4e^{i\frac{5\pi}{6}} e z_{2} = 2e^{i\frac{\pi}{3}}. Determina, na forma trigonométrica e com o argumento principal, z_{1}z_{2}, \dfrac{z_{1}}{z_{2}} e z_{2}^{4}.

Exercício 87§8 · De Moivre

Mostra que \left(1 - \sqrt{3}\,i\right)^{6} é um número real e determina-o.

Exercício 88§8 · menor n natural

Determina o menor número natural n para o qual \left(\sqrt{3} + i\right)^{n} é um imaginário puro.

Produto: módulos multiplicam-se, argumentos somam-se. Quociente: módulos dividem-se, argumentos subtraem-se. Potência: De Moivre. No fim, soma ou subtrai 2\pi para o argumento ficar em \left]-\pi,\,\pi\right].

  1. z_{1}z_{2} = 4 \times 2\,e^{i\left(\frac{5\pi}{6} + \frac{\pi}{3}\right)} = 8e^{i\frac{7\pi}{6}}; como \dfrac{7\pi}{6} - 2\pi = -\dfrac{5\pi}{6}, vem 8e^{-i\frac{5\pi}{6}}.
  2. \dfrac{z_{1}}{z_{2}} = \dfrac{4}{2}\,e^{i\left(\frac{5\pi}{6} - \frac{\pi}{3}\right)} = 2e^{i\frac{\pi}{2}} = 2iArgumento \dfrac{\pi}{2} e módulo 2: o afixo é (0,\,2).
  3. z_{2}^{4} = 2^{4}e^{i\,4\times\frac{\pi}{3}} = 16e^{i\frac{4\pi}{3}}; como \dfrac{4\pi}{3} - 2\pi = -\dfrac{2\pi}{3}, vem 16e^{-i\frac{2\pi}{3}}.
Respostas8e^{-i\frac{5\pi}{6}}  ·  2e^{i\frac{\pi}{2}} = 2i  ·  16e^{-i\frac{2\pi}{3}}

Passa a base à forma trigonométrica e aplica De Moivre. Um complexo não nulo é real quando o seu argumento é um múltiplo inteiro de \pi.

  1. \left|1 - \sqrt{3}i\right| = \sqrt{1+3} = 2; afixo (1,\,-\sqrt{3}) no 4.º quadrante; \operatorname{tg}\theta = -\sqrt{3} com \theta no 4.º Q ⟹ \theta = -\dfrac{\pi}{3}. Logo 1 - \sqrt{3}i = 2e^{-i\frac{\pi}{3}}.
  2. De Moivre: \left(2e^{-i\frac{\pi}{3}}\right)^{6} = 2^{6}\,e^{-i\,6\times\frac{\pi}{3}} = 64\,e^{-i2\pi}.
  3. Como -2\pi é múltiplo inteiro de \pi (e o cosseno vale 1, o seno vale 0), o resultado é real: 64e^{-i2\pi} = 64.
Resposta64

Um complexo não nulo é imaginário puro se e só se o seu argumento for \dfrac{\pi}{2} + k\pi, com k \in \mathbb{Z}. Escreve a base na forma trigonométrica e aplica De Moivre.

  1. \left|\sqrt{3} + i\right| = \sqrt{3+1} = 2; afixo no 1.º quadrante; \operatorname{tg}\theta = \dfrac{1}{\sqrt{3}} = \dfrac{\sqrt{3}}{3}\theta = \dfrac{\pi}{6}. Logo \sqrt{3} + i = 2e^{i\frac{\pi}{6}}.
  2. De Moivre: \left(\sqrt{3}+i\right)^{n} = 2^{n}e^{i\frac{n\pi}{6}}. Como 2^{n} > 0, tudo depende do argumento.
  3. Imaginário puro \Leftrightarrow \dfrac{n\pi}{6} = \dfrac{\pi}{2} + k\pi, k \in \mathbb{Z} \Leftrightarrow n = 3 + 6k, k \in \mathbb{Z}.
  4. O menor natural obtém-se com k = 0: n = 3. Confirmação: \left(\sqrt{3}+i\right)^{3} = 8e^{i\frac{\pi}{2}} = 8i
Respostan = 3
NumWorks Confirmar a fórmula de De Moivre
  1. Com o formato Exponencial ainda ligado, calcula (1+i)^{8} e \left(\sqrt{3}+i\right)^{6}.

    O segundo dá 64e^{i\pi}. Ora \left|\sqrt{3}+i\right| = 2 e o seu argumento é \dfrac{\pi}{6}; a fórmula prevê módulo 2^{6} = 64 e argumento 6 \times \dfrac{\pi}{6} = \pi. É exactamente o que está no ecrã.

    E como e^{i\pi} = -1, aquele resultado é o número real -64. O primeiro, (1+i)^{8}, apareceu logo como 16 por ser real positivo.

    Ecrã de Cálculo com (1+i)^8 = 16 e (raiz(3)+i)^6 = 64e^{i pi}
    A potência devolve módulo e argumento — De Moivre à vista.

Exercícios propostos

Quinze exercícios sobre produto, quociente e potência na forma trigonométrica — onde a fórmula de De Moivre transforma contas longas em contas de cabeça.

Exercício 89§8 · produto, quociente e potência

Sejam z = 2e^{i\frac{{\pi}}{6}} e w = 3e^{i\frac{{\pi}}{3}}. Calcula, na forma trigonométrica:

a) zwb) \dfrac{z}{w}c) z^{3}

Exercício 90§8 · quadrado

Se z = 2e^{i\frac{{\pi}}{4}}, então z^{2} é igual a:

  • (A)2e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  • (B)4e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  • (C)4e^{i\frac{{\pi}}{8}}
  • (D)2e^{i\frac{{\pi}}{16}}
Exercício 91§8 · potência de expoente 8

Calcula \left(\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}\right)^{8} e apresenta o resultado na forma algébrica.

Exercício 92§8 · potência elevada

Calcula (1 + i)^{10}, passando pela forma trigonométrica, e apresenta o resultado na forma algébrica.

Exercício 93§8 · módulo 1

Seja w um complexo de módulo 1 e argumento {\theta}. Então w + \overline{w} é igual a:

  • (A)2\cos{\theta}
  • (B)2i\operatorname{sen}{\theta}
  • (C)1
  • (D)2
Exercício 94§8 · menor expoente

Determina o menor n \in \mathbb{N} para o qual (1 + i)^{n} é um número real.

Exercício 95§8 · simplificar com De Moivre

Simplifica \left(\cos{\theta} + i\operatorname{sen}{\theta}\right)^{5}\left(\cos{\theta} - i\operatorname{sen}{\theta}\right)^{3}.

Exercício 96§8 · menor expoente

Determina o menor número natural n de modo que a expressão seguinte seja um imaginário puro com parte imaginária positiva.\left[\dfrac{2 e^{i\frac{\pi}{4}} \times \overline{3 e^{i\frac{\pi}{3}}}}{2 e^{i\frac{\pi}{6}}}\right]^{n}

Exercício 97§8 · argumento e potência

Seja z = 2e^{i\theta}, com \theta \in \left]0,\, \dfrac{\pi}{2}\right[. Sabendo que z^{3} é um imaginário puro, determina \theta e escreve z na forma algébrica.

Exercício 98§8 · quociente e De Moivre

Considera z_{1} = 1 + i e z_{2} = \sqrt{3} - i. Determina \left(\dfrac{z_{1}}{z_{2}}\right)^{12}.

Exercício 99§8 · real positivo

Determina o menor n \in \mathbb{N} para o qual \left(1 - \sqrt{3}\,i\right)^{n} é um número real positivo.

Exercício 100§8 · fórmulas do ângulo duplo

Usa a fórmula de De Moivre com n = 2 para deduzir que \cos 2{\theta} = \cos^{2}{\theta} - \operatorname{sen}^{2}{\theta} e \operatorname{sen} 2{\theta} = 2\operatorname{sen}{\theta}\cos{\theta}.

Exercício 101§8 · De Moivre com um parâmetro

Mostra que, para todo o número natural ímpar n,\left(\dfrac{\sqrt{3}+i}{2}\right)^{6n} + \left(\dfrac{\sqrt{3}-i}{2}\right)^{6n} = -2

Exercício 102§8 · ângulo duplo

Seja z = e^{i\theta} e seja n \in \mathbb{N}, com \cos(n\theta) \neq 0.

Prova que\dfrac{z^{2n}-1}{z^{2n}+1} = i\,\operatorname{tg}(n\theta)

Exercício 103§8 · potência de expoente geral

Mostra que, para todo o n \in \mathbb{N}, o número (1+i)^{4n} é real e escreve-o em função de n.

As duas bases são conjugadas e têm módulo 1. Escreve-as na forma exponencial.

  1. Forma exponencial das bases.\dfrac{\sqrt{3}+i}{2} = \dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i = e^{i\frac{\pi}{6}}e a outra base é a sua conjugada, e^{-i\frac{\pi}{6}}. Ambas têm módulo 1.
  2. Fórmula de De Moivre.\left(e^{i\frac{\pi}{6}}\right)^{6n} = e^{i\frac{6n\pi}{6}} = e^{in\pi} \qquad \left(e^{-i\frac{\pi}{6}}\right)^{6n} = e^{-in\pi}
  3. Como e^{in\pi} = \cos(n\pi) + i\operatorname{sen}(n\pi) = (-1)^{n}, e o mesmo para e^{-in\pi}, a soma é(-1)^{n} + (-1)^{n} = 2(-1)^{n}
  4. Sendo n ímpar, (-1)^{n} = -1 e a soma vale -2. ∎
  5. Nota: se n fosse par o valor seria +2 — é a paridade de n que decide o sinal.
RespostaA soma é 2(-1)^{n}, que vale -2 para n ímpar

Simplifica primeiro o que está dentro dos parêntesis retos: o conjugado troca o sinal do argumento, o produto soma argumentos e o quociente subtrai-os.

  1. Simplificação da base. Como \overline{3 e^{i\frac{\pi}{3}}} = 3 e^{-i\frac{\pi}{3}}:\dfrac{2 \times 3}{2}\, e^{i\left(\frac{\pi}{4} - \frac{\pi}{3} - \frac{\pi}{6}\right)} = 3\, e^{i\frac{3\pi - 4\pi - 2\pi}{12}} = 3\, e^{-i\frac{\pi}{4}}
  2. Potência de expoente n.\left[3 e^{-i\frac{\pi}{4}}\right]^{n} = 3^{n} e^{-i\frac{n\pi}{4}}
  3. Como 3^{n}>0, ser imaginário puro de parte imaginária positiva significa ter argumento \dfrac{\pi}{2}:-\dfrac{n\pi}{4} = \dfrac{\pi}{2} + 2k\pi,\; k \in \mathbb{Z} \;\Leftrightarrow\; n = -2 - 8k
  4. Os valores naturais são n = 6 (com k=-1), n = 14 (com k=-2), e assim sucessivamente.
  5. O menor é n = 6. Confirmação: 3^{6} e^{-i\frac{6\pi}{4}} = 729\, e^{i\frac{\pi}{2}} = 729i
Respostan = 6

Aplica De Moivre e depois as fórmulas do ângulo duplo: \cos(2x) = 1-2\operatorname{sen}^{2}x = 2\cos^{2}x - 1 e \operatorname{sen}(2x) = 2\operatorname{sen}x\cos x, com x = n\theta.

  1. Pela fórmula de De Moivre, z^{2n} = e^{i2n\theta} = \cos(2n\theta) + i\operatorname{sen}(2n\theta).
  2. Usando \cos(2n\theta) = 1 - 2\operatorname{sen}^{2}(n\theta) = 2\cos^{2}(n\theta) - 1 e \operatorname{sen}(2n\theta) = 2\operatorname{sen}(n\theta)\cos(n\theta):
  3. Numerador: \cos(2n\theta) - 1 + i\operatorname{sen}(2n\theta) = -2\operatorname{sen}^{2}(n\theta) + 2i\operatorname{sen}(n\theta)\cos(n\theta)
  4. Denominador: \cos(2n\theta) + 1 + i\operatorname{sen}(2n\theta) = 2\cos^{2}(n\theta) + 2i\operatorname{sen}(n\theta)\cos(n\theta)
  5. Simplificando o fator 2 e escrevendo -\operatorname{sen}^{2}(n\theta) = i^{2}\operatorname{sen}^{2}(n\theta):\dfrac{i^{2}\operatorname{sen}^{2}(n\theta) + i\operatorname{sen}(n\theta)\cos(n\theta)}{\cos^{2}(n\theta) + i\operatorname{sen}(n\theta)\cos(n\theta)}
  6. Pondo i\operatorname{sen}(n\theta) em evidência no numerador e \cos(n\theta) no denominador:\dfrac{i\operatorname{sen}(n\theta)\left[i\operatorname{sen}(n\theta)+\cos(n\theta)\right]}{\cos(n\theta)\left[\cos(n\theta)+i\operatorname{sen}(n\theta)\right]} = i\,\dfrac{\operatorname{sen}(n\theta)}{\cos(n\theta)} = i\,\operatorname{tg}(n\theta)
RespostaAplicando De Moivre e as fórmulas do ângulo duplo, a expressão reduz-se a i\,\operatorname{tg}(n\theta)

Por De Moivre, z^{3} = 8e^{i3\theta}. Imaginário puro ⟺ argumento \dfrac{\pi}{2} + k\pi, com k \in \mathbb{Z}. Depois escolhe o valor que cai no intervalo dado — repara que é aberto.

  1. De Moivre: z^{3} = 2^{3}e^{i3\theta} = 8e^{i3\theta}. Como 8 > 0, tudo depende do argumento.
  2. Imaginário puro \Leftrightarrow 3\theta = \dfrac{\pi}{2} + k\pi, k \in \mathbb{Z} \Leftrightarrow \theta = \dfrac{\pi}{6} + \dfrac{k\pi}{3}, k \in \mathbb{Z}.
  3. Em \left]0,\,\dfrac{\pi}{2}\right[: com k = 0 vem \theta = \dfrac{\pi}{6} ✓; com k = 1 vem \theta = \dfrac{\pi}{2}, que está excluído (intervalo aberto).
  4. Forma algébrica: z = 2\left(\cos\dfrac{\pi}{6} + i\operatorname{sen}\dfrac{\pi}{6}\right) = 2\left(\dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i\right) = \sqrt{3} + i.Confirmação: \left(\sqrt{3}+i\right)^{3} = 8i — imaginário puro ✓
Respostas\theta = \dfrac{\pi}{6}  ·  z = \sqrt{3} + i

Passa os dois números à forma trigonométrica, faz o quociente (módulos dividem-se, argumentos subtraem-se) e só no fim aplica De Moivre. Reduz o argumento final subtraindo múltiplos de 2\pi.

  1. |1+i| = \sqrt{2}, afixo no 1.º Q com \operatorname{tg}\theta = 1z_{1} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{\pi}{4}}.
  2. \left|\sqrt{3}-i\right| = 2, afixo no 4.º Q com \operatorname{tg}\theta = -\dfrac{\sqrt{3}}{3}z_{2} = 2e^{-i\frac{\pi}{6}}.
  3. Quociente: \dfrac{z_{1}}{z_{2}} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}\,e^{i\left(\frac{\pi}{4} + \frac{\pi}{6}\right)} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}\,e^{i\frac{5\pi}{12}}
  4. De Moivre: \left(\dfrac{\sqrt{2}}{2}\right)^{12} = \left(2^{-\frac{1}{2}}\right)^{12} = 2^{-6} = \dfrac{1}{64} e o argumento é 12 \times \dfrac{5\pi}{12} = 5\pi.
  5. Como 5\pi - 4\pi = \pi, vem \dfrac{1}{64}e^{i\pi} = -\dfrac{1}{64}.
Resposta-\dfrac{1}{64}

Não é preciso indução: começa por calcular (1+i)^{2} e depois (1+i)^{4}. Em seguida escreve (1+i)^{4n} como uma potência de (1+i)^{4}.

  1. (1+i)^{2} = 1 + 2i + i^{2} = 2i
  2. (1+i)^{4} = \left[(1+i)^{2}\right]^{2} = (2i)^{2} = 4i^{2} = -4
  3. Logo (1+i)^{4n} = \left[(1+i)^{4}\right]^{n} = (-4)^{n} que é um número real para todo o n \in \mathbb{N}.
  4. Mais: é positivo se n for par e negativo se n for ímpar.Confirmação com n = 2: (1+i)^{8} = 16 = (-4)^{2}
Resposta(1+i)^{4n} = (-4)^{n}

Multiplicar: módulos multiplicam-se, argumentos somam-se. Dividir: módulos dividem-se, argumentos subtraem-se. Elevar a n: módulo à potência n, argumento a multiplicar por n.

  1. a) zw = 2 \times 3\,e^{i\left(\frac{{\pi}}{6} + \frac{{\pi}}{3}\right)} = 6e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  2. b) \dfrac{z}{w} = \dfrac{2}{3}e^{i\left(\frac{{\pi}}{6} - \frac{{\pi}}{3}\right)} = \dfrac{2}{3}e^{-i\frac{{\pi}}{6}}
  3. c) z^{3} = 2^{3}e^{i \times 3 \times \frac{{\pi}}{6}} = 8e^{i\frac{{\pi}}{2}}
Respostaa) 6e^{i\frac{{\pi}}{2}} · b) \dfrac{2}{3}e^{-i\frac{{\pi}}{6}} · c) 8e^{i\frac{{\pi}}{2}}

O módulo eleva-se ao quadrado; o argumento duplica (não se eleva ao quadrado).

  1. z^{2} = 2^{2}e^{i \times 2 \times \frac{{\pi}}{4}} = 4e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  2. As opções (C) e (D) dividem o argumento — é o erro clássico.
RespostaOpção (B)

8 \times \dfrac{{\pi}}{4} = 2{\pi} — uma volta completa.

  1. Módulo: \left(\sqrt{2}\right)^{8} = 2^{4} = 16
  2. Argumento: 8 \times \dfrac{{\pi}}{4} = 2{\pi}, equivalente a 0.
  3. Logo o resultado é 16e^{i0} = 16, um número real positivo.
Resposta16

Escreve 1 + i na forma trigonométrica e aplica z^{n} = {\rho}^{n}e^{in{\theta}}. No fim reduz o argumento módulo 2{\pi}.

  1. |1+i| = \sqrt{2} e o afixo (1,1) está no 1.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = 1, logo 1 + i = \sqrt{2}e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  2. (1+i)^{10} = \left(\sqrt{2}\right)^{10}e^{i\frac{10{\pi}}{4}} = 2^{5}e^{i\frac{5{\pi}}{2}}
  3. \dfrac{5{\pi}}{2} - 2{\pi} = \dfrac{{\pi}}{2}, logo (1+i)^{10} = 32e^{i\frac{{\pi}}{2}} = 32i.
Resposta32i

Escreve w = \cos{\theta} + i\operatorname{sen}{\theta} e soma com o conjugado.

  1. Como |w| = 1: w = \cos{\theta} + i\operatorname{sen}{\theta} e \overline{w} = \cos{\theta} - i\operatorname{sen}{\theta}.
  2. A soma é 2\cos{\theta} — um número real, como tinha de ser (w + \overline{w} = 2\operatorname{Re}(w)).
RespostaOpção (A)

Um complexo é real quando o argumento é 0 ou {\pi}, isto é, um múltiplo de {\pi}.

  1. 1 + i = \sqrt{2}e^{i\frac{{\pi}}{4}}, logo (1+i)^{n} tem argumento \dfrac{n{\pi}}{4}.
  2. É real quando \dfrac{n{\pi}}{4} = k{\pi}, com k \in \mathbb{Z}, ou seja n = 4k.
  3. O menor natural é n = 4. Confirmação: (1+i)^{4} = \left(\sqrt{2}\right)^{4}e^{i{\pi}} = -4
Respostan = 4

Reconhece e^{i{\theta}} e e^{-i{\theta}}: o segundo fator é o conjugado do primeiro.

  1. \cos{\theta} + i\operatorname{sen}{\theta} = e^{i{\theta}} e \cos{\theta} - i\operatorname{sen}{\theta} = e^{-i{\theta}}.
  2. A expressão é \left(e^{i{\theta}}\right)^{5}\left(e^{-i{\theta}}\right)^{3} = e^{i5{\theta}}e^{-i3{\theta}} = e^{i2{\theta}}.
  3. Ou seja, \cos 2{\theta} + i\operatorname{sen} 2{\theta}.
Respostae^{i2{\theta}} = \cos 2{\theta} + i\operatorname{sen} 2{\theta}

Real positivo significa argumento múltiplo de 2{\pi} — não basta ser múltiplo de {\pi}.

  1. \left|1 - \sqrt{3}i\right| = \sqrt{1 + 3} = 2; o afixo \left(1, -\sqrt{3}\right) está no 4.º quadrante e \operatorname{tg}{\theta} = -\sqrt{3}, logo {\theta} = -\dfrac{{\pi}}{3}.
  2. Assim \left(1-\sqrt{3}i\right)^{n} = 2^{n}e^{-i\frac{n{\pi}}{3}}.
  3. É real positivo quando -\dfrac{n{\pi}}{3} = 2k{\pi}, ou seja n = -6k: os múltiplos de 6.
  4. O menor natural é n = 6. Confirmação: 2^{6}e^{-i2{\pi}} = 64Com n = 3 obter-se-ia 8e^{-i{\pi}} = -8: real, mas negativo.
Respostan = 6

Desenvolve o quadrado de \cos{\theta} + i\operatorname{sen}{\theta} e depois iguala parte real com parte real e parte imaginária com parte imaginária.

  1. Por De Moivre: \left(\cos{\theta} + i\operatorname{sen}{\theta}\right)^{2} = \cos 2{\theta} + i\operatorname{sen} 2{\theta}.
  2. Desenvolvendo o quadrado: \cos^{2}{\theta} + 2i\operatorname{sen}{\theta}\cos{\theta} + i^{2}\operatorname{sen}^{2}{\theta} = \left(\cos^{2}{\theta} - \operatorname{sen}^{2}{\theta}\right) + 2\operatorname{sen}{\theta}\cos{\theta}\,i
  3. Como dois complexos são iguais quando têm partes reais e imaginárias iguais, saem as duas fórmulas de uma só vez.
  4. Com n = 3 obtêm-se, do mesmo modo, as fórmulas do ângulo triplo.
Resposta\cos 2{\theta} = \cos^{2}{\theta} - \operatorname{sen}^{2}{\theta} e \operatorname{sen} 2{\theta} = 2\operatorname{sen}{\theta}\cos{\theta}

Exercícios de Exame · Forma trigonométrica

Sessenta e cinco itens no formato do Exame Nacional sobre a forma trigonométrica. Módulo e argumento, produto e quociente, potências e a fórmula de De Moivre.

Item 83 escolha múltiplaforma trigonométrica

Considere o número complexo z = 2e^{i3{\pi}/4}. Qual das expressões seguintes representa \overline{z}?

  • (A)2e^{-i3{\pi}/4}
  • (B)-2e^{i3{\pi}/4}
  • (C)2e^{i{\pi}/4}
  • (D)2e^{i7{\pi}/4}
Item 84 escolha múltiplaargumentos

Seja {\theta} um argumento de um número complexo z não nulo. Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?

  • (A)Um argumento de 3z é 3{\theta}.
  • (B)Um argumento de 3z é {\theta}.
  • (C)Um argumento de 3z é {\theta}/3.
  • (D)Um argumento de 3z é {\theta} + {\pi}.
Item 85 escolha múltiplaDe Moivre

Considere z = e^{i{\pi}/5}. O menor número natural n para o qual z^{n} é um número real é:

  • (A)5
  • (B)10
  • (C)4
  • (D)2
Item 86 construçãopotenciação

Sem recorrer à calculadora, simplifique (1 + i)^{10}, apresentando o resultado na forma algébrica.

Item 87 construçãoforma trigonométrica

Escreva na forma trigonométrica, sem recorrer à calculadora:

17.1. -417.2. 3i17.3. -1 + i17.4. 2 - 2\sqrt{3} i

Item 88 construçãooperações em forma trigonométrica

Considere z_{1} = 2e^{i{\pi}/3} e z_{2} = \sqrt{2} e^{-i{\pi}/12}.

18.1. Determine z_{1} z_{2} na forma trigonométrica e na forma algébrica.

18.2. Mostre que \frac{z_{1}}{z_{2}^{2}} é um imaginário puro e identifique-o.

Item 89 construçãomenor n natural

Determine o menor número natural n para o qual (1 - i)^{n} é um imaginário puro.

Item 90 construçãoitem longo · vários passos

Considere o número complexo z = 1 + \sqrt{3} i.

26.1. Escreva z na forma trigonométrica.

26.2. Determine o menor número natural n tal que z^{n} é um número real negativo.

26.3. Mostre que z^{6} = 64 e indique, justificando, o menor natural p tal que z^{p} \in \mathbb{R}^{+}.

26.4. Determine \frac{z}{\overline{z}} na forma trigonométrica.

Item 91 escolha múltiplaExame Nacional · 2000 · 1.ª Fase (2.ª chamada) · item 4

Seja z um número complexo de argumento \dfrac{{\pi}}{5}.

Qual poderá ser um argumento do simétrico de z?

  • (A)-\dfrac{{\pi}}{5}
  • (B){\pi} + \dfrac{{\pi}}{5}
  • (C){\pi} - \dfrac{{\pi}}{5}
  • (D)2{\pi} + \dfrac{{\pi}}{5}
Item 92 construçãoExame Nacional · 2001 · 2.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere w = 2+i.

Averigue se o inverso de w é, ou não, \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}}.

Item 93 construçãoExame Nacional · 2002 · 1.ª Fase (2.ª chamada) · item 8

De dois números complexos z_{1} e z_{2} sabe-se que:

  • um argumento de z_{1} é \dfrac{{\pi}}{3};
  • o módulo de z_{2} é 4.

Seja w = \dfrac{-1+i}{i}. Justifique que w é diferente de z_{1} e de z_{2}.

Item 94 escolha múltiplaExame Nacional · 2003 · Prova para militares · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = 2e^{i\left({\theta}-\frac{{\pi}}{5}\right)}.

Para qual dos seguintes valores de {\theta} é que z é um número real?

  • (A)\dfrac{6{\pi}}{5}
  • (B)\dfrac{7{\pi}}{5}
  • (C)\dfrac{8{\pi}}{5}
  • (D)\dfrac{9{\pi}}{5}
Item 95 construçãoExame Nacional · 2004 · 1.ª Fase · item 8

Em ℂ, considere os números complexos z_{1} = -6+3i e z_{2} = 1-2i.

Sem recorrer à calculadora, determine \dfrac{z_{1} + i^{23}}{z_{2}}, apresentando o resultado final na forma trigonométrica.

Item 96 construçãoExame Nacional · 2004 · Época Especial · item 9

De dois números complexos z_{1} e z_{2} sabe-se que um argumento de z_{1} é \dfrac{{\pi}}{4} e que o módulo de z_{2} é 3\sqrt{2}.

Sem recorrer à calculadora, determine\dfrac{z_{2} \times \overline{z_{2}}}{9} + \left(\dfrac{z_{1}}{|z_{1}|}\right)^{8}

Item 97 construçãoExame Nacional · 2005 · 1.ª Fase · item 8

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Considere w = \dfrac{2+i}{1-i} - i.

Sem recorrer à calculadora, escreva w na forma trigonométrica.

Item 98 construçãoExame Nacional · 2006 · 1.ª Fase · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Sem recorrer à calculadora, determine\dfrac{4 + 2i\left(e^{i\frac{{\pi}}{6}}\right)^{6}}{3+i}

apresentando o resultado final na forma trigonométrica.

Item 99 construçãoExame Nacional · 2006 · 2.ª Fase · item 8

Seja ℂ o conjunto dos números complexos. Considerez_{1} = (2-i)\left(2 + e^{i\frac{{\pi}}{2}}\right) \quad\text{e}\quad z_{2} = \dfrac{1}{5}e^{i\left(-\frac{{\pi}}{7}\right)}

Sem recorrer à calculadora, escreva o número complexo \dfrac{z_{1}}{z_{2}} na forma trigonométrica.

Item 100 escolha múltiplaExame Nacional · 2006 · Época Especial · item 4

Na figura, está representada, no plano complexo, uma circunferência de centro na origem do referencial. Os pontos A, B e C pertencem à circunferência.

Sabe-se que:

  • o ponto A é a imagem geométrica do número complexo 4+3i;
  • o ponto B pertence ao eixo imaginário;
  • o arco BC tem 18 graus de amplitude.

Em cada uma das quatro alternativas seguintes está escrito um número complexo na forma trigonométrica (os argumentos estão expressos em radianos). Qual deles tem por imagem geométrica o ponto C?

ABCORe(z)Im(z)
A circunferência de centro na origem e os pontos A, B e C.
  • (A)7e^{i\frac{2{\pi}}{3}}
  • (B)7e^{i\frac{3{\pi}}{5}}
  • (C)5e^{i\frac{2{\pi}}{3}}
  • (D)5e^{i\frac{3{\pi}}{5}}
Item 101 construçãoExame Nacional · 2007 · 2.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, sejam z_{1} = 3 + yi e z_{2} = 4iz_{1} (y designa um número real).

Considere que, para qualquer número complexo z não nulo, \arg(z) designa o argumento de z que pertence ao intervalo [0,\;2{\pi}[.

Admitindo que \arg(z_{1}) = {\alpha} e que 0 < {\alpha} < \dfrac{{\pi}}{2}, determine o valor de \arg(-z_{2}) em função de {\alpha}.

Item 102 escolha múltiplaExame Nacional · 2008 · 1.ª Fase · item 4

Seja z = 3i um número complexo.

Qual dos seguintes valores é um argumento de z?

  • (A)0
  • (B)\dfrac{1}{2}{\pi}
  • (C){\pi}
  • (D)\dfrac{3}{2}{\pi}
Item 103 escolha múltiplaExame Nacional · 2008 · 2.ª Fase · item 4

Seja z um número complexo de argumento \dfrac{{\pi}}{6}.

Qual dos seguintes valores é um argumento de -z?

  • (A)-\dfrac{{\pi}}{6}
  • (B)\dfrac{5}{6}{\pi}
  • (C){\pi}
  • (D)\dfrac{7}{6}{\pi}
Item 104 construçãoExame Nacional · 2008 · Época Especial · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, sejam z_{1} = (1-i)\left(1 + e^{i\frac{{\pi}}{2}}\right) e z_{2} = 8e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)}.

Determine, sem recorrer à calculadora, o número complexo w = \dfrac{z_{1}}{z_{2}}.

Apresente o resultado na forma trigonométrica.

Item 105 escolha múltiplaExame Nacional · 2009 · 1.ª Fase · item 4

Seja z um número complexo em que um dos argumentos é \dfrac{{\pi}}{3}.

Qual dos valores seguintes é um argumento de \dfrac{2i}{\overline{z}}, sendo \overline{z} o conjugado de z?

  • (A)\dfrac{{\pi}}{6}
  • (B)\dfrac{2}{3}{\pi}
  • (C)\dfrac{5}{6}{\pi}
  • (D)\dfrac{7}{6}{\pi}
Item 106 construçãoExame Nacional · 2009 · 1.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = \dfrac{i}{1-i} - i^{18}.

Determine z_{1} na forma trigonométrica, sem recorrer à calculadora.

Item 107 escolha múltiplaExame Nacional · 2009 · Época Especial · item 4

Seja {\theta} um número real pertencente ao intervalo \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Considere o número complexo z = i \cdot e^{i{\theta}}.

Qual dos números complexos seguintes é o conjugado de z?

  • (A)e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}-{\theta}\right)}
  • (B)e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}-{\theta}\right)}
  • (C)e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}+{\theta}\right)}
  • (D)e^{i\left(\frac{3{\pi}}{2}+{\theta}\right)}
Item 108 construçãoExame Nacional · 2009 · Época Especial · item 9

Determine o valor de {\theta}, pertencente ao intervalo \left[0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right], de modo que a imagem geométrica do número complexo \left(2e^{i{\theta}}\right)^{2} \times \left(1+\sqrt{3}i\right) pertença à bissetriz do 3.º quadrante.

Item 109 escolha múltiplaExame Nacional · 2010 · 1.ª Fase · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = 3e^{i\left(\frac{{\pi}}{8}-{\theta}\right)}, com {\theta} \in \mathbb{R}.

Para qual dos valores seguintes de {\theta} podemos afirmar que z é um número imaginário puro?

  • (A)-\dfrac{{\pi}}{2}
  • (B)\dfrac{{\pi}}{2}
  • (C)\dfrac{{\pi}}{8}
  • (D)\dfrac{5{\pi}}{8}
Item 110 construçãoExame Nacional · 2010 · 1.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = e^{i\frac{{\pi}}{7}} e z_{2} = 2+i.

Determine o número complexo w = \dfrac{3 - i \times (z_{1})^{7}}{\overline{z_{2}}}, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.

Apresente o resultado na forma trigonométrica.

Item 111 construçãoExame Nacional · 2010 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = e^{i\frac{{\pi}}{7}} e z_{2} = 2+i.

Mostre que |z_{1}+z_{2}|^{2} = 6 + 4\cos\dfrac{{\pi}}{7} + 2\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{7}, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.

Item 112 construçãoExame Nacional · 2010 · 2.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}.

Determine, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, o número complexo w = \dfrac{z^{4}+4i}{i}.

Apresente o resultado na forma trigonométrica.

Item 113 escolha múltiplaTeste Intermédio · 12.º ano · 26.05.2011 · item 4

Na figura, está representada, no plano complexo, uma circunferência de centro na origem O do referencial. Os pontos A, B e C pertencem à circunferência.

Sabe-se que:

  • o ponto A é a imagem geométrica do número complexo 3+4i;
  • o ponto C pertence ao eixo imaginário;
  • o arco BC tem \dfrac{{\pi}}{9} radianos de amplitude.

Qual é o número complexo cuja imagem geométrica é o ponto B?

ABCORe(z)Im(z)
A circunferência de centro na origem e os pontos A, B e C.
  • (A)5e^{i\frac{10{\pi}}{9}}
  • (B)5e^{i\frac{25{\pi}}{18}}
  • (C)7e^{i\frac{10{\pi}}{9}}
  • (D)7e^{i\frac{25{\pi}}{18}}
Item 114 construçãoExame Nacional · 2011 · Prova Especial · item 9

Resolva os dois itens seguintes sem recorrer à calculadora.

9.1. Seja w o número complexo com coeficiente da parte imaginária positivo que é solução da equação z^{2}+z+1=0. Determine \dfrac{1}{w}, apresentando o resultado na forma trigonométrica.

9.2. Seja z um número complexo. Mostre que (\overline{z}+i) \times (z-i) = |z-i|^{2}, para qualquer número complexo z.

Item 115 construçãoExame Nacional · 2012 · 2.ª Fase · item 8

Seja ℂ o conjunto dos números complexos e seja n um número natural.

Determine, sem recorrer à calculadora,\dfrac{\sqrt{3} \times i^{4n-6} + 2e^{i\left(-\frac{{\pi}}{6}\right)}}{2e^{i\frac{{\pi}}{5}}}

Apresente o resultado na forma trigonométrica.

Item 116 escolha múltiplaExame Nacional · 2013 · 1.ª Fase · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = -8 + 6i e w = \dfrac{-i \times z^{2}}{\overline{z}}.

Seja {\alpha} um argumento do número complexo z.

Qual das opções seguintes é verdadeira?

  • (A)w = 10e^{i\left(3{\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right)}
  • (B)w = 2e^{i\left(3{\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right)}
  • (C)w = 10e^{i\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right)}
  • (D)w = 2e^{i\left({\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right)}
Item 117 construçãoExame Nacional · 2013 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{2} = 1+i e z_{3} = e^{i{\alpha}}.

Determine o valor de {\alpha} pertencente ao intervalo ]-2{\pi},\;-{\pi}[ sabendo que z_{3} + \overline{z_{2}} é um número real.

Item 118 escolha múltiplaExame Nacional · 2013 · 2.ª Fase · item 4

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, z = 2 + bi, com b < 0.

Seja {\alpha} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Qual dos números complexos seguintes pode ser o conjugado de z?

  • (A)\dfrac{3}{2}e^{i{\alpha}}
  • (B)3e^{i(-{\alpha})}
  • (C)3e^{i{\alpha}}
  • (D)\dfrac{3}{2}e^{i(-{\alpha})}
Item 119 construçãoExame Nacional · 2013 · 2.ª Fase · item 8

Seja ℂ o conjunto dos números complexos e {\alpha} \in [-{\pi},\;{\pi}[.

Mostre que\dfrac{\cos({\pi}-{\alpha}) + i\cos\left(\dfrac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right)}{\cos{\alpha} + i\operatorname{sen}{\alpha}} = e^{i({\pi}-2{\alpha})}

Item 120 construçãoExame Nacional · 2013 · 2.ª Fase · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos. Considere z_{1} = \dfrac{1+\sqrt{3}i}{2} + i^{22} e z_{2} = \dfrac{-2}{iz_{1}}.

Determine, sem utilizar a calculadora, o menor número natural n tal que (z_{2})^{n} é um número real negativo.

Item 121 construçãoExame Nacional · 2013 · Época Especial · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = \dfrac{1+\sqrt{3}i}{1+2ie^{i\frac{5{\pi}}{6}}} e z = e^{i{\theta}}, com {\theta} \in [0,\;2{\pi}[.

Determine {\theta} de modo que \dfrac{z}{z_{1}} seja um número real negativo, sem utilizar a calculadora.

Item 122 construçãoExame Nacional · 2014 · 1.ª Fase · item 9

9.1. Considere z_{1} = \dfrac{\left(-1+\sqrt{3}i\right)^{3}}{1-i} e z_{2} = e^{i{\alpha}}, com {\alpha} \in [0,\;{\pi}[. Determine os valores de {\alpha} de modo que z_{1} \times (z_{2})^{2} seja um número imaginário puro, sem utilizar a calculadora.

9.2. Seja z um número complexo tal que |1+z|^{2} + |1-z|^{2} \leqslant 10. Mostre que |z| \leqslant 2.

Item 123 construçãoExame Nacional · 2014 · Época Especial · item 9

Resolva os dois itens seguintes sem utilizar a calculadora.

9.1. Considere z_{1} = \dfrac{1-i}{2i} - i^{-1} e z_{2} = e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)}. Averigue se a imagem geométrica do complexo (z_{1})^{4} \times \overline{z_{2}} pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares.

9.2. Considere o número complexo w = \operatorname{sen}(2{\alpha}) + 2i\cos^{2}{\alpha}, com {\alpha} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[. Escreva w na forma trigonométrica.

Item 124 construçãoExame Nacional · 2015 · 1.ª Fase · item 9

Na resolução deste item, não utilize a calculadora.

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = \dfrac{-2+2i^{19}}{\sqrt{2}\,e^{i{\theta}}}.

Determine os valores de {\theta} pertencentes ao intervalo ]0,\;2{\pi}[ para os quais z é um número imaginário puro.

Item 125 escolha múltiplaExame Nacional · 2015 · 2.ª Fase · item 4

Na figura está representado, no plano complexo, um triângulo equilátero [OAB]. Sabe-se que:

  • o ponto O é a origem do referencial;
  • o ponto A pertence ao eixo real e tem abcissa igual a 1;
  • o ponto B pertence ao quarto quadrante e é a imagem geométrica de um complexo z.

Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

ABORe(z)Im(z)
O triângulo equilátero [OAB], com A no eixo real.
  • (A)z = \sqrt{3}\,e^{i\frac{11{\pi}}{6}}
  • (B)z = e^{i\frac{11{\pi}}{6}}
  • (C)z = \sqrt{3}\,e^{i\frac{5{\pi}}{3}}
  • (D)z = e^{i\frac{5{\pi}}{3}}
Item 126 escolha múltiplaExame Nacional · 2016 · 1.ª Fase · item 4

Seja {\theta} um número real pertencente ao intervalo \left]{\pi},\;\dfrac{3{\pi}}{2}\right[.

Considere o número complexo z = -3e^{i{\theta}}.

A que quadrante pertence a imagem geométrica do complexo z?

  • (A)Primeiro
  • (B)Segundo
  • (C)Terceiro
  • (D)Quarto
Item 127 construçãoExame Nacional · 2016 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = \dfrac{8e^{i{\theta}}}{-1+\sqrt{3}i} e z_{2} = e^{i(2{\theta})}.

Determine o valor de {\theta} pertencente ao intervalo ]0,\;{\pi}[ de modo que \overline{z_{1}} \times z_{2} seja um número real.

Item 128 construçãoExame Nacional · 2016 · 2.ª Fase · item 9

Seja {\rho} um número real positivo e seja {\theta} um número real pertencente ao intervalo ]0,\;{\pi}[.

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = \dfrac{-1+i}{\left({\rho}e^{i{\theta}}\right)^{2}} e w = -\sqrt{2}i.

Sabe-se que z = w. Determine o valor de {\rho} e o valor de {\theta}.

Item 129 escolha múltiplaExame Nacional · 2017 · 2.ª Fase · item 4

Seja z um número complexo de argumento \dfrac{{\pi}}{5}.

Qual dos seguintes valores é um argumento do número complexo -5iz?

  • (A)-\dfrac{3{\pi}}{10}
  • (B)-\dfrac{4{\pi}}{5}
  • (C)-\dfrac{7{\pi}}{5}
  • (D)-\dfrac{13{\pi}}{10}
Item 130 escolha múltiplaExame Nacional · 2018 · 1.ª Fase · item 4

Para um certo número real x pertencente ao intervalo \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{12}\right[, o número complexo z = (\cos x + i\operatorname{sen} x)^{10} verifica a condição \operatorname{Im}(z) = \dfrac{1}{3}\operatorname{Re}(z).

Qual é o valor de x arredondado às centésimas?

  • (A)0{,}02
  • (B)0{,}03
  • (C)0{,}12
  • (D)0{,}13
Item 131 construçãoExame Nacional · 2018 · 2.ª Fase · item 5

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considerez = \dfrac{(2-i)^{2} + 1 + i}{1 - 2i} + 3i^{15}

Escreva o complexo -\dfrac{1}{2} \times z na forma trigonométrica.

Item 132 escolha múltiplaExame Nacional · 2019 · 1.ª Fase · item 6

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z = -1 + 2i.

Seja {\theta} o menor argumento positivo do número complexo \overline{z} (conjugado de z).

A qual dos intervalos seguintes pertence {\theta}?

  • (A)\left]0,\;\dfrac{{\pi}}{4}\right[
  • (B)\left]\dfrac{{\pi}}{4},\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[
  • (C)\left]{\pi},\;\dfrac{5{\pi}}{4}\right[
  • (D)\left]\dfrac{5{\pi}}{4},\;\dfrac{3{\pi}}{2}\right[
Item 133 construçãoExame Nacional · 2019 · Época Especial · item 10

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere

z = \dfrac{5 + (1+i)^{4}}{2 + 2i^{15}} - \dfrac{i}{2}

Determine o menor número natural n para o qual z^{n} é um número real negativo.

Item 134 construçãoExame Nacional · 2020 · 2.ª Fase · item 9

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Seja z_{1} = \dfrac{2}{1-i} + \dfrac{4}{i^{5}} e seja z_{2} um número complexo tal que |z_{2}| = \sqrt{5}.

Sabe-se que, no plano complexo, o afixo de z_{1} \times z_{2} tem coordenadas positivas e iguais.

Determine z_{2}. Apresente a resposta na forma a+bi, com a,b \in \mathbb{R}.

Item 135 escolha múltiplaExame Nacional · 2021 · 2.ª Fase · item 7

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = 2e^{i\frac{3{\pi}}{5}}.

Seja w o número complexo tal que z \times w = i.

Qual dos valores seguintes é um argumento do número complexo w?

  • (A)\dfrac{19{\pi}}{10}
  • (B)\dfrac{2{\pi}}{5}
  • (C)-\dfrac{2{\pi}}{5}
  • (D)-\dfrac{19{\pi}}{10}
Item 136 escolha múltiplaExame Nacional · 2021 · Época Especial · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere os números complexos z_{1} e z_{2} tais que, para {\theta} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[, z_{1} = e^{i{\theta}} e z_{2} = 2e^{i({\theta}+{\pi})}.

A qual dos quadrantes do plano complexo pertence o afixo do número complexo z_{1} + z_{2}?

  • (A)Primeiro
  • (B)Segundo
  • (C)Terceiro
  • (D)Quarto
Item 137 escolha múltiplaExame Nacional · 2022 · Época Especial · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere o número complexo z = e\,e^{ie}.

Seja P o afixo de z no plano complexo.

Em qual das opções seguintes pode estar representado, no plano complexo, o ponto P?

(A)Pe0Re(z)Im(z)
(B)Pe0Re(z)Im(z)
(C)P10Re(z)Im(z)
(D)P10Re(z)Im(z)
Item 138 construçãoExame Nacional · 2022 · Época Especial · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere:

  • z_{1} = (1+i)^{2} \times (2+i) + i^{7};
  • z_{2} = \operatorname{sen}{\theta} + i\cos{\theta}, com {\theta} \in [0,\;2{\pi}[.

Determine, sem recorrer à calculadora, o valor de {\theta} tal que z_{1} \times z_{2} = 3+2i.

Item 139 escolha múltiplaExame Nacional · 2023 · 1.ª Fase · item 4

Na figura, estão representados, no plano complexo, os pontos A e B. O ponto O é a origem do referencial.

O ponto A é o afixo de um número complexo z tal que \operatorname{Im}(z) = \operatorname{Re}(z) e \operatorname{Re}(z) > 0.

O ponto B é o afixo de um número complexo w tal que o ângulo convexo A\hat{O}B tem amplitude \dfrac{5{\pi}}{8} radianos.

Qual dos valores seguintes é um argumento de w \times z?

AB5π/8ORe(z)Im(z)
Os pontos A e B e o ângulo AOB.
  • (A)\dfrac{3{\pi}}{8}
  • (B)\dfrac{5{\pi}}{8}
  • (C)\dfrac{9{\pi}}{8}
  • (D)\dfrac{11{\pi}}{8}
Item 140 construçãoExame Nacional · 2023 · 2.ª Fase · item 9

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, o número z = \dfrac{2i^{11}e^{i{\alpha}}}{-1-\sqrt{3}i}, com {\alpha} \in [0,\;2{\pi}[.

Sabe-se que:

  • \operatorname{Re}(z) = -\operatorname{Im}(z);
  • o afixo de z pertence ao 4.º quadrante.

Determine, sem recorrer à calculadora, o valor de {\alpha}.

Item 141 escolha múltiplaExame Nacional · 2023 · Época Especial · item 12

Seja z um número complexo de argumento \dfrac{{\pi}}{7}.

Qual dos seguintes valores é um argumento de 2iz?

  • (A)\dfrac{5{\pi}}{14}
  • (B)\dfrac{9{\pi}}{14}
  • (C)\dfrac{6{\pi}}{7}
  • (D)\dfrac{8{\pi}}{7}
Item 142 construçãoExame Nacional · 2023 · Época Especial · item 9

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, os números z_{1} = -5i e z_{2} = -1-\sqrt{3}i.

Determine o menor número natural n para o qual o número complexo w = \dfrac{z_{1}+i^{23}}{z_{2}^{\,n}} é um imaginário puro.

Item 143 construçãoExame Nacional · 2024 · 1.ª Fase · item 9

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = \dfrac{4}{1+i} - \dfrac{2}{i^{7}}.

Determine o número complexo w tal que z \times w tenha módulo 5\sqrt{2} e afixo pertencente à bissetriz do terceiro quadrante.

Apresente w na forma a+bi, com a,b \in \mathbb{R}.

Item 144 construçãoExame Nacional · 2024 · Época Especial · item 9

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, um número z = 2e^{i{\theta}}, com {\theta} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Determine o valor de {\theta} tal que z^{2} + 2z\overline{z} - 6 = 2\sqrt{3}\,i.

Item 145 construçãoExame Nacional · 2025 · 2.ª Fase · item 8

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, o número

z = \dfrac{5a\,i^{15}}{1-2i} + \sqrt{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{4}},\quad \text{com } a \in \mathbb{R}

Sabe-se que \operatorname{Im}(z) - \operatorname{Re}(z) = 1.

Determine z na forma trigonométrica.

Item 146 escolha múltiplaExame Nacional · 2025 · Época Especial · item 5

Seja w um número complexo de argumento {\theta}, com {\theta} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\;{\pi}\right[.

Qual das expressões seguintes é um argumento de \dfrac{i^{23} \times w^{2}}{\overline{w}}?

  • (A){\theta} + {\pi}
  • (B){\theta} + \dfrac{3{\pi}}{2}
  • (C)3{\theta} + {\pi}
  • (D)3{\theta} + \dfrac{3{\pi}}{2}
Item 147 escolha múltiplaExame Nacional · 2026 · 1.ª Fase · item 4

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, o número z = e^{i{\theta}}, com {\theta} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{6}\right[.

Na figura, estão representados, no primeiro quadrante do plano complexo, o ponto P, afixo de z, e outros quatro pontos, A, B, C e D.

Qual desses quatro pontos pode ser o afixo do número complexo z^{2}?

PCBADORe(z)Im(z)
O ponto P e os pontos A, B, C e D, no primeiro quadrante.
  • (A)Ponto A
  • (B)Ponto B
  • (C)Ponto C
  • (D)Ponto D

O conjugado tem o mesmo módulo e argumento simétrico. Cuidado com as opções que parecem equivalentes: verifica se diferem de 2k{\pi}, com k \in \mathbb{Z}.

  1. Se z = {\rho}e^{i{\theta}} então \overline{z} = {\rho}e^{-i{\theta}}. Aqui: 2e^{-i3{\pi}/4}.
  2. Análise das restantes: (B) tem argumento 3{\pi}/4 + {\pi} = 7{\pi}/4, que difere de -3{\pi}/4 em 10{\pi}/4 — não é múltiplo de 2{\pi}. (C) tem argumento {\pi}/4. (D) tem argumento 7{\pi}/4.
  3. Só a opção (A) tem módulo 2 e argumento -3{\pi}/4 + 2k{\pi}, com k \in \mathbb{Z}.
RespostaOpção (A)

Escreve 3 na forma trigonométrica: qual é o seu módulo e qual é o seu argumento?

  1. 3 = 3e^{i0}: é um real positivo, de argumento 0.
  2. No produto, os argumentos somam-se: 3z = 3{\rho} e^{i({\theta} + 0)} = 3{\rho}e^{i{\theta}}.
  3. Multiplicar por um real positivo altera o módulo mas não o argumento — o afixo desloca-se ao longo da mesma semirreta com origem em O.
RespostaOpção (B)

Um complexo não nulo é real se e só se o seu afixo estiver sobre o eixo real, isto é, se o argumento for um múltiplo inteiro de {\pi}.

  1. Por De Moivre: z^{n} = 1^{n} e^{i n{\pi}/5} = e^{i n{\pi}/5}.
  2. z^{n} \in \mathbb{R} \Leftrightarrow \frac{n{\pi}}{5} = k{\pi}, k \in \mathbb{Z} \Leftrightarrow n = 5k.
  3. O menor natural é n = 5 (com k = 1), obtendo-se z^{5} = e^{i{\pi}} = -1.
  4. Nota: n = 10 também dá real (+1), mas não é o menor.
RespostaOpção (A)

Duas vias possíveis: (i) passar 1 + i à forma trigonométrica e aplicar De Moivre; (ii) reparar que (1 + i)^{2} = 2i e escrever (1+i)^{10} = ((1+i)^{2})^{5}. Compara os dois caminhos.

Via trigonométrica

  1. |1 + i| = \sqrt{2}; afixo (1,1) no 1.º Q com \operatorname{tg} {\theta} = 1{\theta} = \frac{{\pi}}{4}. Logo 1 + i = \sqrt{2} e^{i{\pi}/4}.
  2. De Moivre: (1+i)^{10} = (\sqrt{2})^{10} e^{i10{\pi}/4} = 32 e^{i5{\pi}/2}.
  3. \frac{5{\pi}}{2} - 2{\pi} = \frac{{\pi}}{2}, logo = 32e^{i{\pi}/2} = 32i.

Via algébrica

  1. (1 + i)^{2} = 1 + 2i + i^{2} = 2i
  2. (1+i)^{10} = (2i)^{5} = 32 i^{5} = 32iPorque i^{5} = i.
Resposta32i

Sempre a mesma sequência: móduloquadrante do afixoargumento. Nos casos 17.1 e 17.2 o afixo está sobre um eixo — o argumento lê-se diretamente, sem tangente.

  1. 17.1. -4 tem módulo 4 e afixo (-4, 0), no semieixo real negativo ⟹ {\theta} = {\pi}. Logo -4 = 4e^{i{\pi}}.
  2. 17.2. 3i tem módulo 3 e afixo (0,3), no semieixo imaginário positivo ⟹ {\theta} = \frac{{\pi}}{2}. Logo 3i = 3e^{i{\pi}/2}.
  3. 17.3. |-1 + i| = \sqrt{1 + 1} = \sqrt{2}; afixo (-1, 1) no 2.º Q; \operatorname{tg} {\theta} = -1 com {\theta} no 2.º Q ⟹ {\theta} = \frac{3{\pi}}{4}. Logo \sqrt{2} e^{i3{\pi}/4}.
  4. 17.4. |2 - 2\sqrt{3}i| = \sqrt{4 + 12} = 4; afixo (2, -2\sqrt{3}) no 4.º Q; \operatorname{tg} {\theta} = -\sqrt{3} com {\theta} no 4.º Q ⟹ {\theta} = -\frac{{\pi}}{3}. Logo 4e^{-i{\pi}/3}.
Respostas4e^{i{\pi}} · 3e^{i{\pi}/2} · \sqrt{2}e^{i3{\pi}/4} · 4e^{-i{\pi}/3}

No produto: módulos multiplicam-se, argumentos somam-se. Na divisão: módulos dividem-se, argumentos subtraem-se. Calcula primeiro z_{2}^{2} com De Moivre.

18.1.

  1. Módulo: 2 \times \sqrt{2} = 2\sqrt{2}. Argumento: \frac{{\pi}}{3} - \frac{{\pi}}{12} = \frac{4{\pi} - {\pi}}{12} = \frac{{\pi}}{4}.
  2. z_{1}z_{2} = 2\sqrt{2} e^{i{\pi}/4}
  3. Forma algébrica: 2\sqrt{2}(\cos \frac{{\pi}}{4} + i \operatorname{sen} \frac{{\pi}}{4}) = 2\sqrt{2}(\frac{\sqrt{2}}{2} + \frac{\sqrt{2}}{2}i) = 2 + 2i

18.2.

  1. z_{2}^{2} = (\sqrt{2})^{2} e^{i(-2{\pi}/12)} = 2e^{-i{\pi}/6}
  2. \frac{z_{1}}{z_{2}^{2}} = \frac{2}{2} e^{i({\pi}/3 + {\pi}/6)} = 1 \times e^{i{\pi}/2}
  3. Um complexo de módulo 1 e argumento {\pi}/2 tem afixo (0,1): é i, imaginário puro ✓
Respostas18.1. 2\sqrt{2} e^{i{\pi}/4} = 2 + 2i · 18.2. i

Um complexo não nulo é imaginário puro se e só se o seu argumento for \frac{{\pi}}{2} + k{\pi}, com k \in \mathbb{Z}. Escreve a base na forma trigonométrica e aplica De Moivre.

  1. |1 - i| = \sqrt{2}; afixo (1, -1) no 4.º Q com \operatorname{tg} {\theta} = -1{\theta} = -\frac{{\pi}}{4}. Logo 1 - i = \sqrt{2} e^{-i{\pi}/4}.
  2. De Moivre: (1-i)^{n} = (\sqrt{2})^{n} e^{-i n{\pi}/4}.
  3. Imaginário puro \Leftrightarrow -\frac{n{\pi}}{4} = \frac{{\pi}}{2} + k{\pi}, k \in \mathbb{Z}.
  4. Dividindo por {\pi} e multiplicando por -4: n = -2 - 4k.
  5. Para k = -1: n = 2 — o menor natural.Confirmação: (1 - i)^{2} = 1 - 2i + i^{2} = -2i
Respostan = 2

Depois de teres z = 2e^{i{\pi}/3}, todas as alíneas se resolvem com uma única ferramenta: z^{n} = 2^{n}e^{i n{\pi}/3}. Real negativo ⟺ argumento {\pi} + 2k{\pi}; real positivo ⟺ argumento 2k{\pi} (k \in \mathbb{Z}). Em 26.4, lembra-te de que \overline{z} tem argumento simétrico.

26.1.

  1. |z| = \sqrt{1 + 3} = 2; afixo (1, \sqrt{3}) no 1.º Q; \operatorname{tg} {\theta} = \sqrt{3}{\theta} = \frac{{\pi}}{3}.
  2. z = 2e^{i{\pi}/3}

26.2.

  1. z^{n} = 2^{n} e^{i n{\pi}/3}; como 2^{n} > 0, o sinal depende só do argumento.
  2. Real negativo \Leftrightarrow \frac{n{\pi}}{3} = {\pi} + 2k{\pi} \Leftrightarrow n = 3 + 6k, k \in \mathbb{Z}.
  3. Menor natural: n = 3. De facto z^{3} = 8e^{i{\pi}} = -8.

26.3.

  1. z^{6} = 2^{6} e^{i6{\pi}/3} = 64 e^{i2{\pi}} = 64
  2. Real positivo \Leftrightarrow \frac{p{\pi}}{3} = 2k{\pi} \Leftrightarrow p = 6k,\; k \in \mathbb{Z}; o menor natural é p = 6.

26.4.

  1. \overline{z} = 2e^{-i{\pi}/3}
  2. \frac{z}{\overline{z}} = \frac{2}{2} e^{i({\pi}/3 + {\pi}/3)} = e^{i2{\pi}/3}Módulo 1 — de facto |z| = |\overline{z}|, pelo que o quociente tem sempre módulo 1.
Respostas26.1. 2e^{i{\pi}/3} · 26.2. n = 3 · 26.3. p = 6 · 26.4. e^{i2{\pi}/3}

O simétrico é -z: meia volta em torno da origem. Cuidado com a opção (D) — essa é o próprio z.

  1. -z = e^{i{\pi}} \times z, logo os argumentos de z e de -z diferem de {\pi}.
  2. \arg(-z) = \dfrac{{\pi}}{5} + {\pi}
  3. Porque não as outras: (A) é o argumento de \overline{z}; (C) é o de -\overline{z}; (D) difere de \dfrac{{\pi}}{5} por uma volta completa, ou seja, ainda é um argumento de z.
RespostaOpção (B)

Podes decidir sem contas pesadas: compara os módulos. \left|\dfrac{1}{w}\right| = \dfrac{1}{|w|}.

  1. |w| = \sqrt{2^{2}+1^{2}} = \sqrt{5}, logo \left|\dfrac{1}{w}\right| = \dfrac{1}{\sqrt{5}}.
  2. Ora \left|\sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}}\right| = \sqrt{2}, e \dfrac{1}{\sqrt{5}} \neq \sqrt{2}. Os módulos são diferentes.
  3. Confirmando pela forma algébrica:\dfrac{1}{2+i} = \dfrac{2-i}{2^{2}+1^{2}} = \dfrac{2}{5} - \dfrac{1}{5}i
  4. \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}} = \sqrt{2}\left(-\dfrac{\sqrt{2}}{2} + \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = -1+i
  5. Como \dfrac{2}{5} - \dfrac{1}{5}i \neq -1+i, o inverso de w não é aquele número.
RespostaNão. \dfrac{1}{w} = \dfrac{2}{5} - \dfrac{1}{5}i, enquanto \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}} = -1+i

Calcula o módulo e um argumento de w. Depois basta encontrar uma característica que não bata certo com cada um deles.

  1. w = \dfrac{-1+i}{i} = \dfrac{(-1+i)\,i}{i^{2}} = \dfrac{-i + i^{2}}{-1} = \dfrac{-1-i}{-1} = 1+i
  2. |w| = \sqrt{1^{2}+1^{2}} = \sqrt{2} e o afixo (1,\,1) está na bissetriz do 1.º quadrante, logo \operatorname{Arg}(w) = \dfrac{{\pi}}{4}.
  3. w \neq z_{1} porque os argumentos não coincidem: \dfrac{{\pi}}{4} \neq \dfrac{{\pi}}{3} (e diferem menos de uma volta completa).
  4. w \neq z_{2} porque os módulos não coincidem: \sqrt{2} \neq 4. \blacksquare
Respostaw = 1+i, com |w| = \sqrt{2} e \operatorname{Arg}(w) = \dfrac{{\pi}}{4}

Um complexo não nulo é real quando o afixo está sobre o eixo real: argumento 0 ou {\pi} (a menos de voltas completas).

  1. z é real \Leftrightarrow \arg(z) = 0 \;\vee\; \arg(z) = {\pi} (o módulo 2 não é nulo).
  2. {\theta} - \dfrac{{\pi}}{5} = 0 \;\vee\; {\theta} - \dfrac{{\pi}}{5} = {\pi}
  3. {\theta} = \dfrac{{\pi}}{5} \;\vee\; {\theta} = {\pi} + \dfrac{{\pi}}{5} = \dfrac{6{\pi}}{5}.
  4. Das opções, só \dfrac{6{\pi}}{5} aparece.
RespostaOpção (A)

Reduz i^{23}, faz a divisão na forma algébrica e só no fim procura módulo e argumento. O afixo vai cair na bissetriz de um quadrante.

  1. i^{23} = i^{4\times5+3} = i^{3} = -i.
  2. Numerador: -6+3i-i = -6+2i.
  3. \dfrac{-6+2i}{1-2i} = \dfrac{(-6+2i)(1+2i)}{1^{2}+2^{2}} = \dfrac{-6 - 12i + 2i + 4i^{2}}{5} = \dfrac{-10 - 10i}{5} = -2-2i
  4. Módulo: |-2-2i| = \sqrt{4+4} = 2\sqrt{2}.
  5. O afixo (-2,\,-2) está na bissetriz do 3.º quadrante, logo o argumento é {\pi} + \dfrac{{\pi}}{4} = \dfrac{5{\pi}}{4}.
Resposta2\sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}}

Duas propriedades chegam: z\overline{z} = |z|^{2} e \dfrac{z}{|z|} tem módulo 1, ficando só com o argumento de z.

  1. z_{2}\overline{z_{2}} = |z_{2}|^{2} = \left(3\sqrt{2}\right)^{2} = 18, logo a primeira parcela vale \dfrac{18}{9} = 2.
  2. Escrevendo z_{1} = {\rho}e^{i\frac{{\pi}}{4}}, vem \dfrac{z_{1}}{|z_{1}|} = \dfrac{{\rho}e^{i\frac{{\pi}}{4}}}{{\rho}} = e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  3. \left(e^{i\frac{{\pi}}{4}}\right)^{8} = e^{i\frac{8{\pi}}{4}} = e^{i2{\pi}} = 1
  4. Somando: 2 + 1 = 3.
Resposta3

Racionaliza primeiro. O afixo cai na bissetriz do 1.º quadrante — repara nisso antes de te complicares com a tangente.

  1. \dfrac{2+i}{1-i} = \dfrac{(2+i)(1+i)}{1^{2}+1^{2}} = \dfrac{2 + 2i + i + i^{2}}{2} = \dfrac{1+3i}{2}
  2. w = \dfrac{1+3i}{2} - i = \dfrac{1+3i-2i}{2} = \dfrac{1+i}{2} = \dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{2}i.
  3. Módulo: |w| = \sqrt{\left(\dfrac{1}{2}\right)^{2}+\left(\dfrac{1}{2}\right)^{2}} = \sqrt{\dfrac{1}{2}} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}.
  4. O afixo \left(\dfrac{1}{2},\,\dfrac{1}{2}\right) está na bissetriz do 1.º quadrante, logo o argumento é \dfrac{{\pi}}{4}.
Respostaw = \dfrac{\sqrt{2}}{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}

A potência \left(e^{i\frac{{\pi}}{6}}\right)^{6} vale e^{i{\pi}} — um número muito simples. Depois é racionalizar.

  1. \left(e^{i\frac{{\pi}}{6}}\right)^{6} = e^{i{\pi}} = -1.
  2. Numerador: 4 + 2i(-1) = 4 - 2i.
  3. \dfrac{4-2i}{3+i} = \dfrac{(4-2i)(3-i)}{3^{2}+1^{2}} = \dfrac{12 - 4i - 6i + 2i^{2}}{10} = \dfrac{10 - 10i}{10} = 1 - i
  4. |1-i| = \sqrt{2} e o afixo (1,\,-1) está na bissetriz do 4.º quadrante, logo o argumento é \dfrac{7{\pi}}{4}.
Resposta\sqrt{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{4}}

e^{i\frac{{\pi}}{2}} = i. Depois disso o parêntesis transforma-se num caso notável e z_{1} fica real.

  1. e^{i\frac{{\pi}}{2}} = i, logo 2 + e^{i\frac{{\pi}}{2}} = 2+i.
  2. z_{1} = (2-i)(2+i) = 2^{2} - i^{2} = 4 + 1 = 5.
  3. 5 é real positivo: z_{1} = 5e^{i0}.
  4. Divisão na forma trigonométrica:\dfrac{z_{1}}{z_{2}} = \dfrac{5e^{i0}}{\frac{1}{5}e^{i\left(-\frac{{\pi}}{7}\right)}} = \dfrac{5}{\frac{1}{5}}\;e^{i\left(0-\left(-\frac{{\pi}}{7}\right)\right)} = 25\,e^{i\frac{{\pi}}{7}}
Resposta\dfrac{z_{1}}{z_{2}} = 25\,e^{i\frac{{\pi}}{7}}

Converte os 18^\circ para radianos antes de somar. E lembra-te de que A, B e C estão todos na mesma circunferência.

  1. Todos os pontos estão na mesma circunferência de centro O, logo têm o mesmo módulo:|C| = |4+3i| = \sqrt{4^{2}+3^{2}} = 5
  2. Isto exclui as opções (A) e (B).
  3. 18^\circ = 18 \times \dfrac{{\pi}}{180} = \dfrac{{\pi}}{10} radianos.
  4. B está no semieixo imaginário positivo \Rightarrow \arg(B) = \dfrac{{\pi}}{2}. Pela figura, C está \dfrac{{\pi}}{10} à frente:\arg(C) = \dfrac{{\pi}}{2} + \dfrac{{\pi}}{10} = \dfrac{5{\pi}}{10} + \dfrac{{\pi}}{10} = \dfrac{6{\pi}}{10} = \dfrac{3{\pi}}{5}
RespostaOpção (D)

Junta -1 e 4i num só número: -4i. Escreve-o na forma trigonométrica com o argumento no intervalo pedido e o resto é somar.

  1. z_{1} = {\rho}e^{i{\alpha}}, com {\rho} = |z_{1}| \neq 0.
  2. -z_{2} = -4iz_{1}, e -4i = 4e^{i\frac{3{\pi}}{2}} (módulo 4, afixo no semieixo imaginário negativo).
  3. No produto, os módulos multiplicam-se e os argumentos somam-se:-z_{2} = 4e^{i\frac{3{\pi}}{2}} \times {\rho}e^{i{\alpha}} = 4{\rho}\,e^{i\left(\frac{3{\pi}}{2}+{\alpha}\right)}
  4. Como 0 < {\alpha} < \dfrac{{\pi}}{2}, vem \dfrac{3{\pi}}{2} + {\alpha} \in \left]\dfrac{3{\pi}}{2},\;2{\pi}\right[ \subset [0,\;2{\pi}[: não é preciso reduzir.
Resposta\arg(-z_{2}) = \dfrac{3{\pi}}{2} + {\alpha}

Onde é que fica o afixo de 3i? Não precisas de calcular nada — basta olhar para o eixo imaginário.

  1. 3i tem parte real nula e parte imaginária 3 > 0: o afixo está no semieixo imaginário positivo.
  2. A semirreta que vai da origem até esse afixo faz um ângulo de \dfrac{{\pi}}{2} com o semieixo real positivo.
  3. Logo \operatorname{Arg}(z) = \dfrac{{\pi}}{2} = \dfrac{1}{2}{\pi}.
RespostaOpção (B)

-z é o simétrico de z em relação à origem: meia volta. Não confundas com o conjugado, que espelha no eixo real.

  1. -1 = e^{i{\pi}}, logo -z = e^{i{\pi}} \times z: os argumentos de z e de -z diferem de {\pi}.
  2. \arg(-z) = \dfrac{{\pi}}{6} + {\pi} = \dfrac{{\pi}}{6} + \dfrac{6{\pi}}{6} = \dfrac{7{\pi}}{6}
  3. A opção (A) é o argumento de \overline{z} e a opção (B) o de -\overline{z} — cuidado com a confusão.
RespostaOpção (D)

Repara em que e^{i\frac{{\pi}}{2}} é simplesmente i. O produto (1-i)(1+i) é um caso notável.

  1. e^{i\frac{{\pi}}{2}} = i, logo 1 + e^{i\frac{{\pi}}{2}} = 1+i.
  2. z_{1} = (1-i)(1+i) = 1^{2} - i^{2} = 1 + 1 = 2.
  3. 2 é real positivo: z_{1} = 2e^{i0}.
  4. Divisão na forma trigonométrica:w = \dfrac{2e^{i0}}{8e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)}} = \dfrac{1}{4}e^{i\left(0 - \left(-\frac{{\pi}}{4}\right)\right)} = \dfrac{1}{4}e^{i\frac{{\pi}}{4}}
Respostaw = \dfrac{1}{4}e^{i\frac{{\pi}}{4}}

Cuidado com o sinal duplo: o argumento de \overline{z} já é -\dfrac{{\pi}}{3}, e ao dividir subtrai-se esse valor.

  1. \arg(\overline{z}) = -\arg(z) = -\dfrac{{\pi}}{3}.
  2. 2i = 2e^{i\frac{{\pi}}{2}}.
  3. No quociente, os argumentos subtraem-se:\arg\left(\dfrac{2i}{\overline{z}}\right) = \dfrac{{\pi}}{2} - \left(-\dfrac{{\pi}}{3}\right) = \dfrac{{\pi}}{2} + \dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{3{\pi}}{6} + \dfrac{2{\pi}}{6} = \dfrac{5{\pi}}{6}
RespostaOpção (C)

Reduz a forma algébrica primeiro. O afixo vai cair na bissetriz do 1.º quadrante — repara nisso antes de te atrapalhares com a tangente.

  1. i^{18} = i^{4\times4+2} = i^{2} = -1.
  2. \dfrac{i}{1-i} = \dfrac{i(1+i)}{(1-i)(1+i)} = \dfrac{i + i^{2}}{1^{2}+1^{2}} = \dfrac{-1+i}{2}
  3. z_{1} = \dfrac{-1+i}{2} - (-1) = \dfrac{-1+i+2}{2} = \dfrac{1+i}{2} = \dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{2}i.
  4. Módulo: |z_{1}| = \sqrt{\left(\dfrac{1}{2}\right)^{2} + \left(\dfrac{1}{2}\right)^{2}} = \sqrt{\dfrac{1}{2}} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}.
  5. O afixo \left(\dfrac{1}{2},\,\dfrac{1}{2}\right) está na bissetriz do 1.º quadrante, logo o argumento é \dfrac{{\pi}}{4}.
Respostaz_{1} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}

Escreve primeiro z numa única forma trigonométrica. Conjugar mantém o módulo e troca o sinal do argumento — todo ele.

  1. i = e^{i\frac{{\pi}}{2}}, logo z = e^{i\frac{{\pi}}{2}} \times e^{i{\theta}} = e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}+{\theta}\right)}, com |z| = 1.
  2. O conjugado tem o mesmo módulo e o argumento simétrico:\overline{z} = e^{-i\left(\frac{{\pi}}{2}+{\theta}\right)} = e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}-{\theta}\right)}
  3. Repara que a opção (C) é o próprio z e a opção (D) difere de z por uma volta completa — também é z.
RespostaOpção (A)

A bissetriz do 3.º quadrante corresponde ao argumento \dfrac{5{\pi}}{4} (a menos de voltas completas). O módulo não interessa aqui.

  1. 1+\sqrt{3}i = 2e^{i\frac{{\pi}}{3}} (módulo 2, afixo no 1.º quadrante com \operatorname{tg} = \sqrt{3}).
  2. \left(2e^{i{\theta}}\right)^{2} \times 2e^{i\frac{{\pi}}{3}} = 4e^{i2{\theta}} \times 2e^{i\frac{{\pi}}{3}} = 8e^{i\left(2{\theta}+\frac{{\pi}}{3}\right)}
  3. Bissetriz do 3.º quadrante \Leftrightarrow argumento \dfrac{5{\pi}}{4}+2k{\pi}:2{\theta}+\dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{5{\pi}}{4}+2k{\pi} \Leftrightarrow 2{\theta} = \dfrac{15{\pi}}{12}-\dfrac{4{\pi}}{12}+2k{\pi} = \dfrac{11{\pi}}{12}+2k{\pi}
  4. {\theta} = \dfrac{11{\pi}}{24} + k{\pi}. Com k=0: {\theta} = \dfrac{11{\pi}}{24} \in \left[0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right] ✓ (note-se que \dfrac{{\pi}}{2} = \dfrac{12{\pi}}{24}).
Resposta{\theta} = \dfrac{11{\pi}}{24}

Um imaginário puro tem o afixo sobre o eixo imaginário: o argumento é \dfrac{{\pi}}{2} ou -\dfrac{{\pi}}{2}, isto é, \dfrac{{\pi}}{2} + k{\pi}.

  1. z é imaginário puro \Leftrightarrow \arg(z) = \dfrac{{\pi}}{2} + k{\pi},\; k \in \mathbb{Z} (o módulo 3 não é nulo).
  2. \dfrac{{\pi}}{8} - {\theta} = \dfrac{{\pi}}{2} + k{\pi} \Leftrightarrow {\theta} = \dfrac{{\pi}}{8} - \dfrac{{\pi}}{2} - k{\pi} = -\dfrac{3{\pi}}{8} - k{\pi}
  3. Com k = 0: {\theta} = -\dfrac{3{\pi}}{8} (não está nas opções).
  4. Com k = -1: {\theta} = -\dfrac{3{\pi}}{8} + {\pi} = \dfrac{5{\pi}}{8}
RespostaOpção (D)

(z_{1})^{7} é uma potência muito simples: repara em que 7 \times \dfrac{{\pi}}{7} = {\pi}.

  1. (z_{1})^{7} = \left(e^{i\frac{{\pi}}{7}}\right)^{7} = e^{i{\pi}} = -1.
  2. Numerador: 3 - i \times (-1) = 3+i. Denominador: \overline{z_{2}} = 2-i.
  3. w = \dfrac{3+i}{2-i} = \dfrac{(3+i)(2+i)}{2^{2}+1^{2}} = \dfrac{6 + 3i + 2i + i^{2}}{5} = \dfrac{5+5i}{5} = 1+i
  4. |w| = \sqrt{2} e o afixo (1,\,1) está na bissetriz do 1.º quadrante, logo o argumento é \dfrac{{\pi}}{4}.
Respostaw = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}

Passa z_{1} à forma algébrica, soma, e aplica |a+bi|^{2} = a^{2}+b^{2}. No fim usa a fórmula fundamental da trigonometria.

  1. z_{1} = \cos\dfrac{{\pi}}{7} + i\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{7}, logoz_{1}+z_{2} = \left(\cos\dfrac{{\pi}}{7}+2\right) + i\left(\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{7}+1\right)
  2. Escrevendo {\theta} = \dfrac{{\pi}}{7}:|z_{1}+z_{2}|^{2} = (\cos{\theta}+2)^{2} + (\operatorname{sen}{\theta}+1)^{2}
  3. = \cos^{2}{\theta} + 4\cos{\theta} + 4 + \operatorname{sen}^{2}{\theta} + 2\operatorname{sen}{\theta} + 1
  4. Como \operatorname{sen}^{2}{\theta}+\cos^{2}{\theta} = 1:= 1 + 4 + 1 + 4\cos{\theta} + 2\operatorname{sen}{\theta} = 6 + 4\cos\dfrac{{\pi}}{7} + 2\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{7}
  5. Fica demonstrado. \blacksquare
Resposta|z_{1}+z_{2}|^{2} = 6 + 4\cos\dfrac{{\pi}}{7} + 2\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{7}

Calcula z^{4} na forma trigonométrica — dá um real. A partir daí trabalha na forma algébrica.

  1. z^{4} = \left(\sqrt{2}\right)^{4}e^{i\frac{4{\pi}}{4}} = 4e^{i{\pi}} = -4.
  2. Numerador: -4 + 4i.
  3. w = \dfrac{-4+4i}{i} = \dfrac{(-4+4i)\,i}{i^{2}} = \dfrac{-4i + 4i^{2}}{-1} = \dfrac{-4-4i}{-1} = 4+4i
  4. |w| = \sqrt{16+16} = 4\sqrt{2} e o afixo (4,\,4) está na bissetriz do 1.º quadrante, logo o argumento é \dfrac{{\pi}}{4}.
Respostaw = 4\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}

O módulo sai do ponto A (todos estão na mesma circunferência). O argumento sai de C, recuando a amplitude do arco.

  1. A e B pertencem à mesma circunferência de centro O, logo têm o mesmo módulo:|B| = |3+4i| = \sqrt{3^{2}+4^{2}} = \sqrt{25} = 5
  2. Isto exclui já as opções (C) e (D).
  3. C está no semieixo imaginário negativo, logo \arg(C) = \dfrac{3{\pi}}{2}.
  4. Pela figura, B está \dfrac{{\pi}}{9} «antes» de C:\arg(B) = \dfrac{3{\pi}}{2} - \dfrac{{\pi}}{9} = \dfrac{27{\pi}}{18} - \dfrac{2{\pi}}{18} = \dfrac{25{\pi}}{18}
RespostaOpção (B)

Em 9.2, repara em que \overline{z}+i é exatamente o conjugado de z-i — e o produto de um complexo pelo seu conjugado é o quadrado do módulo.

  1. 9.1. Pela fórmula resolvente:z = \dfrac{-1 \pm \sqrt{1-4}}{2} = \dfrac{-1 \pm \sqrt{-3}}{2} = \dfrac{-1 \pm \sqrt{3}i}{2}
  2. A solução com coeficiente da parte imaginária positivo é w = -\dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i.
  3. |w| = \sqrt{\dfrac{1}{4}+\dfrac{3}{4}} = 1 e, no 2.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = -\sqrt{3}, vem w = e^{i\frac{2{\pi}}{3}}.
  4. \dfrac{1}{w} = \dfrac{1}{e^{i\frac{2{\pi}}{3}}} = e^{i\left(-\frac{2{\pi}}{3}\right)}
  5. 9.2. Para qualquer w \in \mathbb{C} tem-se w\overline{w} = |w|^{2}.
  6. Tomando w = z-i, o seu conjugado é \overline{z-i} = \overline{z} - \overline{i} = \overline{z} + i.
  7. Logo (\overline{z}+i)(z-i) = \overline{(z-i)} \times (z-i) = |z-i|^{2}. \blacksquare
  8. Verificação com z = a+bi: (a-bi+i)(a+bi-i) = a^{2} + (b-1)^{2} = |z-i|^{2}
Resposta9.1. \dfrac{1}{w} = e^{i\left(-\frac{2{\pi}}{3}\right)}

O numerador tem uma parcela na forma algébrica e outra na trigonométrica: passa a segunda para a forma algébrica, soma, e só depois faz a divisão na forma trigonométrica.

  1. 4n-6 = 4(n-2) + 2, logo i^{4n-6} = i^{2} = -1 e \sqrt{3}\,i^{4n-6} = -\sqrt{3}.
  2. 2e^{i\left(-\frac{{\pi}}{6}\right)} = 2\left(\cos\dfrac{{\pi}}{6} - i\operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{6}\right) = 2\left(\dfrac{\sqrt{3}}{2} - \dfrac{1}{2}i\right) = \sqrt{3} - i
  3. Numerador: -\sqrt{3} + \sqrt{3} - i = -i = e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}\right)}.
  4. Divisão na forma trigonométrica:\dfrac{e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}\right)}}{2e^{i\frac{{\pi}}{5}}} = \dfrac{1}{2}e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}-\frac{{\pi}}{5}\right)} = \dfrac{1}{2}e^{i\left(-\frac{7{\pi}}{10}\right)}
  5. Somando uma volta completa para obter o argumento positivo: -\dfrac{7{\pi}}{10} + 2{\pi} = \dfrac{13{\pi}}{10}.
Resposta\dfrac{1}{2}e^{i\frac{13{\pi}}{10}}

Não precisas de calcular {\alpha}: escreve z = {\rho}e^{i{\alpha}}, calcula só {\rho} e trabalha com as regras dos módulos e dos argumentos.

  1. |z| = \sqrt{(-8)^{2}+6^{2}} = \sqrt{64+36} = \sqrt{100} = 10, logo z = 10e^{i{\alpha}}.
  2. z^{2} = 10^{2}e^{i2{\alpha}} = 100e^{i2{\alpha}} e \overline{z} = 10e^{-i{\alpha}}.
  3. -i = e^{-i\frac{{\pi}}{2}} (módulo 1).
  4. Juntando tudo:w = \dfrac{1 \times 100}{10}\;e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2} + 2{\alpha} - (-{\alpha})\right)} = 10\,e^{i\left(3{\alpha}-\frac{{\pi}}{2}\right)}
RespostaOpção (A)

Escreve z_{3} na forma algébrica (\cos{\alpha} + i\operatorname{sen}{\alpha}), soma, e anula a parte imaginária.

  1. \overline{z_{2}} = 1-i e z_{3} = \cos{\alpha} + i\operatorname{sen}{\alpha}.
  2. z_{3} + \overline{z_{2}} = (\cos{\alpha} + 1) + i(\operatorname{sen}{\alpha} - 1)
  3. Real \Leftrightarrow \operatorname{sen}{\alpha} - 1 = 0 \Leftrightarrow \operatorname{sen}{\alpha} = 1 \Leftrightarrow {\alpha} = \dfrac{{\pi}}{2} + 2k{\pi}.
  4. Com k = -1: {\alpha} = \dfrac{{\pi}}{2} - 2{\pi} = -\dfrac{3{\pi}}{2} \in\;]-2{\pi},\,-{\pi}[
Resposta{\alpha} = -\dfrac{3{\pi}}{2}

Duas perguntas independentes: em que quadrante está \overline{z} (isso decide o sinal do argumento) e que valores pode tomar |\overline{z}|?

  1. \overline{z} = 2 - bi. Como b < 0, tem-se -b > 0: \operatorname{Re}(\overline{z}) = 2 > 0 e \operatorname{Im}(\overline{z}) = -b > 0.
  2. O afixo de \overline{z} está no 1.º quadrante, logo o argumento é {\alpha} e não -{\alpha}. Ficam excluídas as opções (B) e (D).
  3. |\overline{z}| = |z| = \sqrt{2^{2}+b^{2}} e, como b \neq 0, vem |z| > 2.
  4. Logo o módulo não pode ser \dfrac{3}{2}: fica excluída a opção (A).
RespostaOpção (C)

Usa as reduções ao 1.º quadrante para transformar o numerador em \cos({\pi}-{\alpha}) + i\operatorname{sen}({\pi}-{\alpha}). A partir daí é só a regra do quociente na forma trigonométrica.

  1. \cos\left(\dfrac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) = \operatorname{sen}{\alpha} e, como \operatorname{sen}({\pi}-{\alpha}) = \operatorname{sen}{\alpha}, o numerador escreve-se\cos({\pi}-{\alpha}) + i\operatorname{sen}({\pi}-{\alpha}) = e^{i({\pi}-{\alpha})}
  2. O denominador está já na forma trigonométrica: \cos{\alpha} + i\operatorname{sen}{\alpha} = e^{i{\alpha}}.
  3. No quociente, os módulos dividem-se (aqui, 1 \div 1 = 1) e os argumentos subtraem-se:\dfrac{e^{i({\pi}-{\alpha})}}{e^{i{\alpha}}} = e^{i({\pi}-{\alpha}-{\alpha})} = e^{i({\pi}-2{\alpha})}
  4. A igualdade fica demonstrada. \blacksquare
RespostaVer a demonstração acima

Repara em que \dfrac{1+\sqrt{3}i}{2} tem módulo 1 — é uma exponencial. Depois de simplificares z_{2}, a condição é só sobre o argumento.

  1. i^{22} = i^{2} = -1 e \dfrac{1+\sqrt{3}i}{2} = \dfrac{1}{2}+\dfrac{\sqrt{3}}{2}i = e^{i\frac{{\pi}}{3}}.
  2. z_{1} = \dfrac{1}{2}+\dfrac{\sqrt{3}}{2}i - 1 = -\dfrac{1}{2}+\dfrac{\sqrt{3}}{2}i = e^{i\frac{2{\pi}}{3}}.
  3. iz_{1} = e^{i\frac{{\pi}}{2}}e^{i\frac{2{\pi}}{3}} = e^{i\frac{7{\pi}}{6}} e -2 = 2e^{i{\pi}}, logoz_{2} = \dfrac{2e^{i{\pi}}}{e^{i\frac{7{\pi}}{6}}} = 2e^{i\left({\pi}-\frac{7{\pi}}{6}\right)} = 2e^{i\left(-\frac{{\pi}}{6}\right)}
  4. (z_{2})^{n} = 2^{n}e^{i\left(-\frac{n{\pi}}{6}\right)}. Real negativo \Leftrightarrow -\dfrac{n{\pi}}{6} = {\pi} + 2k{\pi}.
  5. Dividindo por {\pi}: -\dfrac{n}{6} = 1+2k \Leftrightarrow n = -6-12k. O menor natural é n = 6 (com k=-1).
Respostan = 6

Começa por simplificar o denominador de z_{1}: 2ie^{i\frac{5{\pi}}{6}} passa-se à forma algébrica e a soma com 1 fica um imaginário puro.

  1. 2ie^{i\frac{5{\pi}}{6}} = 2e^{i\frac{{\pi}}{2}}e^{i\frac{5{\pi}}{6}} = 2e^{i\frac{4{\pi}}{3}} = 2\left(-\dfrac{1}{2}-\dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = -1-\sqrt{3}i.
  2. Denominador: 1 + \left(-1-\sqrt{3}i\right) = -\sqrt{3}i = \sqrt{3}\,e^{i\frac{3{\pi}}{2}}.
  3. 1+\sqrt{3}i = 2e^{i\frac{{\pi}}{3}}, logoz_{1} = \dfrac{2}{\sqrt{3}}\,e^{i\left(\frac{{\pi}}{3}-\frac{3{\pi}}{2}\right)} = \dfrac{2\sqrt{3}}{3}\,e^{i\left(-\frac{7{\pi}}{6}\right)} = \dfrac{2\sqrt{3}}{3}\,e^{i\frac{5{\pi}}{6}}
  4. \dfrac{z}{z_{1}} = \dfrac{\sqrt{3}}{2}\,e^{i\left({\theta}-\frac{5{\pi}}{6}\right)}
  5. Real negativo \Leftrightarrow argumento {\pi} + 2k{\pi}:{\theta} - \dfrac{5{\pi}}{6} = {\pi} \Leftrightarrow {\theta} = \dfrac{11{\pi}}{6}
  6. \dfrac{11{\pi}}{6} \in [0,\,2{\pi}[
Resposta{\theta} = \dfrac{11{\pi}}{6}

Em 9.2 usa |w|^{2} = w\overline{w} e desenvolve: os termos em z e \overline{z} cancelam-se.

  1. 9.1. -1+\sqrt{3}i = 2e^{i\frac{2{\pi}}{3}}, logo \left(-1+\sqrt{3}i\right)^{3} = 8e^{i2{\pi}} = 8.
  2. 1-i = \sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)}, logo z_{1} = \dfrac{8}{\sqrt{2}}e^{i\frac{{\pi}}{4}} = 4\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  3. z_{1}(z_{2})^{2} = 4\sqrt{2}\,e^{i\left(\frac{{\pi}}{4}+2{\alpha}\right)}.
  4. Imaginário puro \Leftrightarrow \dfrac{{\pi}}{4}+2{\alpha} = \dfrac{{\pi}}{2}+k{\pi} \Leftrightarrow {\alpha} = \dfrac{{\pi}}{8} + \dfrac{k{\pi}}{2}.
  5. Em [0,\,{\pi}[: {\alpha} = \dfrac{{\pi}}{8} (k=0) e {\alpha} = \dfrac{5{\pi}}{8} (k=1).
  6. 9.2. Usando |w|^{2} = w\overline{w}:|1+z|^{2} = (1+z)(1+\overline{z}) = 1 + z + \overline{z} + |z|^{2}
  7. |1-z|^{2} = (1-z)(1-\overline{z}) = 1 - z - \overline{z} + |z|^{2}
  8. Somando, os termos em z e \overline{z} anulam-se: 2 + 2|z|^{2} \leqslant 10 \Leftrightarrow |z|^{2} \leqslant 4 \Leftrightarrow |z| \leqslant 2 (o módulo é não negativo). \blacksquare
Resposta9.1. {\alpha} = \dfrac{{\pi}}{8} ou {\alpha} = \dfrac{5{\pi}}{8}

Em 9.2, põe 2\cos{\alpha} em evidência: o que fica dentro do parêntesis é \operatorname{sen}{\alpha} + i\cos{\alpha} — e isso escreve-se como uma exponencial usando as reduções ao 1.º quadrante.

  1. 9.1. i^{-1} = \dfrac{1}{i} = -i e \dfrac{1-i}{2i} = \dfrac{(1-i)(-i)}{2} = \dfrac{-i+i^{2}}{2} = \dfrac{-1-i}{2}.
  2. z_{1} = \dfrac{-1-i}{2} + i = -\dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{2}i, com módulo \dfrac{\sqrt{2}}{2} e afixo na bissetriz do 2.º quadrante: z_{1} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}e^{i\frac{3{\pi}}{4}}.
  3. (z_{1})^{4} = \left(\dfrac{\sqrt{2}}{2}\right)^{4}e^{i3{\pi}} = \dfrac{1}{4}e^{i{\pi}}. E \overline{z_{2}} = e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  4. (z_{1})^{4}\overline{z_{2}} = \dfrac{1}{4}e^{i\left({\pi}+\frac{{\pi}}{4}\right)} = \dfrac{1}{4}e^{i\frac{5{\pi}}{4}}
  5. \dfrac{5{\pi}}{4} = \dfrac{{\pi}}{4} + {\pi}: é da forma \dfrac{{\pi}}{4}+k{\pi}, logo sim, pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares.
  6. 9.2. \operatorname{sen}(2{\alpha}) = 2\operatorname{sen}{\alpha}\cos{\alpha}, logow = 2\cos{\alpha}\operatorname{sen}{\alpha} + 2i\cos^{2}{\alpha} = 2\cos{\alpha}\left(\operatorname{sen}{\alpha} + i\cos{\alpha}\right)
  7. Como \operatorname{sen}{\alpha} = \cos\left(\dfrac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right) e \cos{\alpha} = \operatorname{sen}\left(\dfrac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right), o parêntesis é e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right)}.
  8. Em \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[ tem-se \cos{\alpha} > 0, logo 2\cos{\alpha} é mesmo o módulo.
Resposta9.1. Sim  ·  9.2. w = 2\cos{\alpha}\;e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}-{\alpha}\right)}

Imaginário puro significa argumento \dfrac{{\pi}}{2} + k{\pi}. Como o intervalo tem amplitude 2{\pi}, espera duas soluções.

  1. i^{19} = i^{3} = -i, logo o numerador é -2 - 2i.
  2. |-2-2i| = 2\sqrt{2} e o afixo está na bissetriz do 3.º quadrante, logo -2-2i = 2\sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}}.
  3. z = \dfrac{2\sqrt{2}}{\sqrt{2}}\,e^{i\left(\frac{5{\pi}}{4}-{\theta}\right)} = 2e^{i\left(\frac{5{\pi}}{4}-{\theta}\right)}
  4. Imaginário puro \Leftrightarrow \dfrac{5{\pi}}{4} - {\theta} = \dfrac{{\pi}}{2} + k{\pi} \Leftrightarrow {\theta} = \dfrac{3{\pi}}{4} - k{\pi}.
  5. Em ]0,\,2{\pi}[: k=0{\theta} = \dfrac{3{\pi}}{4} e k=-1{\theta} = \dfrac{7{\pi}}{4}.
Resposta{\theta} = \dfrac{3{\pi}}{4} ou {\theta} = \dfrac{7{\pi}}{4}

Num triângulo equilátero todos os lados são iguais — isso dá-te |z|. E todos os ângulos internos medem 60^\circ — isso dá-te o argumento.

  1. O triângulo é equilátero e \overline{OA} = 1, logo \overline{OB} = |z| = 1. Ficam excluídas as opções (A) e (C).
  2. O ângulo A\hat{O}B mede \dfrac{{\pi}}{3} e B está abaixo do eixo real (4.º quadrante), logo\arg(z) = -\dfrac{{\pi}}{3} \quad\text{ou, equivalentemente,}\quad 2{\pi}-\dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{5{\pi}}{3}
  3. A opção (B) tem argumento \dfrac{11{\pi}}{6} = -\dfrac{{\pi}}{6}, que corresponde a 30^\circ abaixo do eixo — não serve.
RespostaOpção (D)

-3 não é um módulo — é 3 vezes -1. E -1 = e^{i{\pi}}, ou seja, uma rotação de meia volta.

  1. -3 = 3e^{i{\pi}}, logo z = 3e^{i{\pi}}e^{i{\theta}} = 3e^{i({\theta}+{\pi})}: o módulo é 3 e um argumento é {\theta} + {\pi}.
  2. Como {\theta} \in \left]{\pi},\;\dfrac{3{\pi}}{2}\right[, vem {\theta} + {\pi} \in \left]2{\pi},\;\dfrac{5{\pi}}{2}\right[.
  3. Subtraindo uma volta completa: {\theta} + {\pi} - 2{\pi} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[.
  4. Esse intervalo corresponde ao 1.º quadrante.
RespostaOpção (A)

Simplifica z_{1} primeiro, depois conjuga (o argumento troca de sinal) e só então faz o produto. Um complexo não nulo é real quando o argumento é múltiplo de {\pi}.

  1. -1+\sqrt{3}i = 2e^{i\frac{2{\pi}}{3}}, logo z_{1} = \dfrac{8}{2}e^{i\left({\theta}-\frac{2{\pi}}{3}\right)} = 4e^{i\left({\theta}-\frac{2{\pi}}{3}\right)}.
  2. O conjugado mantém o módulo e troca o sinal do argumento: \overline{z_{1}} = 4e^{i\left(\frac{2{\pi}}{3}-{\theta}\right)}.
  3. \overline{z_{1}} \times z_{2} = 4e^{i\left(\frac{2{\pi}}{3}-{\theta}+2{\theta}\right)} = 4e^{i\left(\frac{2{\pi}}{3}+{\theta}\right)}
  4. Real \Leftrightarrow \dfrac{2{\pi}}{3} + {\theta} = k{\pi}, k \in \mathbb{Z}.
  5. k=0: {\theta} = -\dfrac{2{\pi}}{3} ✗   k=1: {\theta} = {\pi} - \dfrac{2{\pi}}{3} = \dfrac{{\pi}}{3} ✓   k=2: {\theta} = \dfrac{4{\pi}}{3}
Resposta{\theta} = \dfrac{{\pi}}{3}

Dois complexos são iguais quando têm o mesmo módulo e argumentos que diferem de um múltiplo de 2{\pi}. Trata as duas condições separadamente.

  1. -1+i = \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}} e \left({\rho}e^{i{\theta}}\right)^{2} = {\rho}^{2}e^{i2{\theta}}, logoz = \dfrac{\sqrt{2}}{{\rho}^{2}}\,e^{i\left(\frac{3{\pi}}{4}-2{\theta}\right)}
  2. w = -\sqrt{2}i = \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{2}}.
  3. Módulos: \dfrac{\sqrt{2}}{{\rho}^{2}} = \sqrt{2} \Leftrightarrow {\rho}^{2} = 1 \Leftrightarrow {\rho} = 1 (é positivo).
  4. Argumentos: \dfrac{3{\pi}}{4} - 2{\theta} = \dfrac{3{\pi}}{2} + 2k{\pi} \Leftrightarrow 2{\theta} = -\dfrac{3{\pi}}{4} - 2k{\pi} \Leftrightarrow {\theta} = -\dfrac{3{\pi}}{8} - k{\pi}.
  5. Com k = -1: {\theta} = -\dfrac{3{\pi}}{8} + {\pi} = \dfrac{5{\pi}}{8} \in\;]0,\,{\pi}[
Resposta{\rho} = 1 e {\theta} = \dfrac{5{\pi}}{8}

O 5 é um real positivo: não mexe no argumento. O que interessa é o argumento de -i.

  1. -5i = 5 \times (-i). Como 5 > 0, o argumento de -5i é o de -i, ou seja -\dfrac{{\pi}}{2}.
  2. No produto, os argumentos somam-se:\arg(-5iz) = -\dfrac{{\pi}}{2} + \dfrac{{\pi}}{5} = -\dfrac{5{\pi}}{10} + \dfrac{2{\pi}}{10} = -\dfrac{3{\pi}}{10}
RespostaOpção (A)

Usa a fórmula de De Moivre para escrever z num só passo. A condição transforma-se numa equação com tangente — aqui a calculadora é permitida.

  1. \cos x + i\operatorname{sen} x = e^{ix}, logo z = e^{i10x} = \cos(10x) + i\operatorname{sen}(10x).
  2. \operatorname{Re}(z) = \cos(10x) e \operatorname{Im}(z) = \operatorname{sen}(10x).
  3. \operatorname{sen}(10x) = \dfrac{1}{3}\cos(10x) \Leftrightarrow \operatorname{tg}(10x) = \dfrac{1}{3}
  4. Como x \in \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{12}\right[, vem 10x \in \left]0,\,\dfrac{10{\pi}}{12}\right[; a solução com \cos(10x)>0 é 10x = \operatorname{arctg}\dfrac{1}{3} \approx 0{,}3217.
  5. x \approx 0{,}0322 \approx 0{,}03
RespostaOpção (B)

Trabalha por partes: primeiro o quadrado do numerador, depois o quociente (multiplica pelo conjugado do denominador) e por fim a potência de i. Só no final procuras o módulo e o argumento.

  1. (2-i)^{2} = 4 - 4i + i^{2} = 3 - 4i, logo o numerador é 3 - 4i + 1 + i = 4 - 3i.
  2. Multiplicando pelo conjugado do denominador:\dfrac{4-3i}{1-2i} = \dfrac{(4-3i)(1+2i)}{1^{2}+2^{2}} = \dfrac{4 + 8i - 3i - 6i^{2}}{5} = \dfrac{10 + 5i}{5} = 2 + i
  3. 15 = 4 \times 3 + 3, logo i^{15} = i^{3} = -i e 3i^{15} = -3i.
  4. z = (2+i) - 3i = 2 - 2i.
  5. -\dfrac{1}{2}z = -\dfrac{1}{2}(2-2i) = -1 + i.
  6. Módulo: \left|-1+i\right| = \sqrt{(-1)^{2}+1^{2}} = \sqrt{2}. O afixo (-1,\,1) está na bissetriz do 2.º quadrante, logo o argumento é \dfrac{3{\pi}}{4}.
Resposta-\dfrac{1}{2}z = \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}}

Começa por localizar o afixo de \overline{z} — o quadrante elimina logo duas opções. Depois compara |\operatorname{Re}| com |\operatorname{Im}| para saber de que lado da bissetriz está.

  1. \overline{z} = -1 - 2i: o afixo é (-1,\,-2), que pertence ao 3.º quadrante.
  2. Os argumentos do 3.º quadrante, entre 0 e 2{\pi}, estão em \left]{\pi},\;\dfrac{3{\pi}}{2}\right[. Restam as opções (C) e (D).
  3. A fronteira entre elas é \dfrac{5{\pi}}{4} — a bissetriz do 3.º quadrante, onde |\operatorname{Re}| = |\operatorname{Im}|.
  4. Aqui |\operatorname{Im}(\overline{z})| = 2 > 1 = |\operatorname{Re}(\overline{z})|: o afixo está abaixo dessa bissetriz, mais próximo do semieixo imaginário negativo.
  5. Logo {\theta} \in \left]\dfrac{5{\pi}}{4},\;\dfrac{3{\pi}}{2}\right[.Confirmação: {\theta} \approx 4{,}25 rad, e \dfrac{5{\pi}}{4} \approx 3{,}93, \dfrac{3{\pi}}{2} \approx 4{,}71.
RespostaOpção (D)

Antes de mais, simplifica: (1+i)^{2} = 2i poupa muito trabalho, e i^{15} reduz-se pelo resto da divisão por 4. Só depois é que passas à forma trigonométrica.

  1. Simplificar o numerador: (1+i)^{2} = 2i, logo (1+i)^{4} = (2i)^{2} = -4 e 5 + (-4) = 1.
  2. Simplificar o denominador: 15 = 4\times 3 + 3, logo i^{15} = i^{3} = -i e 2 + 2(-i) = 2 - 2i.
  3. Dividir, multiplicando pelo conjugado: \dfrac{1}{2-2i} = \dfrac{2+2i}{(2)^{2}+(2)^{2}} = \dfrac{2+2i}{8} = \dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{4}i
  4. Subtrair \dfrac{i}{2}: z = \dfrac{1}{4} + \dfrac{1}{4}i - \dfrac{1}{2}i = \dfrac{1}{4} - \dfrac{1}{4}i.
  5. Forma trigonométrica: |z| = \sqrt{\dfrac{1}{16}+\dfrac{1}{16}} = \dfrac{\sqrt{2}}{4}; o afixo \left(\dfrac{1}{4},\,-\dfrac{1}{4}\right) está no 4.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = -1, logo {\theta} = -\dfrac{{\pi}}{4}.
  6. Por De Moivre, z^{n} = \left(\dfrac{\sqrt{2}}{4}\right)^{n} e^{-i\frac{n{\pi}}{4}}. Como o módulo é positivo, o sinal depende só do argumento: z^{n} \in \mathbb{R}^{-} \Leftrightarrow -\dfrac{n{\pi}}{4} = {\pi} + 2k{\pi} \Leftrightarrow n = -4 - 8k,\; k \in \mathbb{Z}
  7. Com k = -1 obtém-se n = 4, o menor natural. Confirmação: z^{4} = \left(\dfrac{\sqrt{2}}{4}\right)^{4}e^{-i{\pi}} = -\dfrac{1}{64}
Respostan = 4

«Coordenadas positivas e iguais» significa afixo na bissetriz do 1.º quadrante: argumento \dfrac{{\pi}}{4}. E o módulo do produto é o produto dos módulos.

  1. i^{5} = i, logo \dfrac{4}{i} = \dfrac{4i}{i^{2}} = -4i; e \dfrac{2}{1-i} = \dfrac{2(1+i)}{2} = 1+i.
  2. z_{1} = 1+i-4i = 1-3i, com |z_{1}| = \sqrt{1+9} = \sqrt{10}.
  3. |z_{1}z_{2}| = \sqrt{10} \times \sqrt{5} = \sqrt{50} = 5\sqrt{2} e \arg(z_{1}z_{2}) = \dfrac{{\pi}}{4}, logoz_{1}z_{2} = 5\sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2}+\dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = 5+5i
  4. z_{2} = \dfrac{5+5i}{1-3i} = \dfrac{(5+5i)(1+3i)}{1^{2}+3^{2}} = \dfrac{5 + 15i + 5i + 15i^{2}}{10} = \dfrac{-10+20i}{10} = -1+2i
  5. Confirmação: |-1+2i| = \sqrt{5}
Respostaz_{2} = -1+2i

Isola w e escreve i na forma trigonométrica. No fim, lembra-te de que os argumentos diferem de 2k{\pi} — a opção certa pode não ser o argumento principal.

  1. De zw = i vem w = \dfrac{i}{z}.
  2. Na forma trigonométrica: i = 1\,e^{i{\pi}/2} e z = 2e^{i3{\pi}/5}.
  3. No quociente, os módulos dividem-se e os argumentos subtraem-se:w = \dfrac{1}{2}\,e^{i\left(\frac{{\pi}}{2} - \frac{3{\pi}}{5}\right)}
  4. \dfrac{{\pi}}{2} - \dfrac{3{\pi}}{5} = \dfrac{5{\pi}}{10} - \dfrac{6{\pi}}{10} = -\dfrac{{\pi}}{10}
  5. Os argumentos de w são -\dfrac{{\pi}}{10} + 2k{\pi},\; k \in \mathbb{Z}. Com k = 1: -\dfrac{{\pi}}{10} + \dfrac{20{\pi}}{10} = \dfrac{19{\pi}}{10}
RespostaOpção (A)

Não passes à forma algébrica: repara em que e^{i({\theta}+{\pi})} = -e^{i{\theta}}. Os dois complexos têm a mesma direção.

  1. z_{2} = 2e^{i({\theta}+{\pi})} = 2e^{i{\pi}}e^{i{\theta}} = -2e^{i{\theta}}.
  2. Logo z_{1} + z_{2} = e^{i{\theta}} - 2e^{i{\theta}} = -e^{i{\theta}} = e^{i({\theta}+{\pi})}.
  3. Como {\theta} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[, vem {\theta} + {\pi} \in \left]{\pi},\;\dfrac{3{\pi}}{2}\right[.
  4. Esse intervalo corresponde ao 3.º quadrante.
RespostaOpção (C)

Não há nada a calcular: e\,e^{ie}está na forma trigonométrica. Lê o módulo e o argumento diretamente — e lembra-te de que e \approx 2{,}7.

  1. z = e\,e^{ie} está na forma trigonométrica: |z| = e e \operatorname{Arg}(z) = e radianos.
  2. Como e \approx 2{,}7 e \dfrac{{\pi}}{2} \approx 1{,}57 < 2{,}7 < {\pi} \approx 3{,}14, o argumento é do 2.º quadrante. Isto elimina as opções (B) e (D).
  3. A distância de P à origem é e (e não 1): a escala assinalada no eixo real tem de ser e. Isto elimina a opção (C).
RespostaOpção (A)

Calcula z_{1}, isola z_{2} e compara parte a parte com \operatorname{sen}{\theta} + i\cos{\theta}. Cuidado: aqui o seno está na parte real.

  1. (1+i)^{2} = 2i e 2i(2+i) = 4i + 2i^{2} = -2+4i; com i^{7} = -i, vem z_{1} = -2+4i-i = -2+3i.
  2. z_{2} = \dfrac{3+2i}{-2+3i} = \dfrac{(3+2i)(-2-3i)}{(-2)^{2}+3^{2}} = \dfrac{-6 - 9i - 4i - 6i^{2}}{13} = \dfrac{-13i}{13} = -i
  3. Igualando a \operatorname{sen}{\theta} + i\cos{\theta}:\operatorname{sen}{\theta} = 0 \;\wedge\; \cos{\theta} = -1
  4. Em [0,\,2{\pi}[, a única solução comum é {\theta} = {\pi}.
Resposta{\theta} = {\pi}

A condição \operatorname{Im}(z) = \operatorname{Re}(z) > 0 coloca A na bissetriz do 1.º quadrante. E o argumento de um produto é a soma dos argumentos.

  1. \operatorname{Im}(z) = \operatorname{Re}(z) > 0 \Rightarrow o afixo está na bissetriz do 1.º quadrante \Rightarrow \operatorname{Arg}(z) = \dfrac{{\pi}}{4}.
  2. Pela figura, B obtém-se de A por rotação de \dfrac{5{\pi}}{8} no sentido positivo:\arg(w) = \dfrac{{\pi}}{4} + \dfrac{5{\pi}}{8} = \dfrac{2{\pi}}{8} + \dfrac{5{\pi}}{8} = \dfrac{7{\pi}}{8}
  3. No produto, os argumentos somam-se:\arg(wz) = \dfrac{7{\pi}}{8} + \dfrac{{\pi}}{4} = \dfrac{7{\pi}}{8} + \dfrac{2{\pi}}{8} = \dfrac{9{\pi}}{8}
RespostaOpção (C)

As duas condições juntas fixam o argumento de z num único valor. Depois é só resolver uma equação em {\alpha}.

  1. i^{11} = i^{3} = -i, logo 2i^{11} = -2i = 2e^{i\frac{3{\pi}}{2}}.
  2. -1-\sqrt{3}i = 2e^{i\frac{4{\pi}}{3}}.
  3. z = \dfrac{2}{2}\;e^{i\left(\frac{3{\pi}}{2}+{\alpha}-\frac{4{\pi}}{3}\right)} = e^{i\left({\alpha}+\frac{{\pi}}{6}\right)}
  4. \operatorname{Re}(z) = -\operatorname{Im}(z) coloca o afixo na bissetriz dos quadrantes pares; com o afixo no 4.º quadrante, o argumento é \dfrac{7{\pi}}{4}.
  5. {\alpha} + \dfrac{{\pi}}{6} = \dfrac{7{\pi}}{4} \Leftrightarrow {\alpha} = \dfrac{21{\pi}}{12} - \dfrac{2{\pi}}{12} = \dfrac{19{\pi}}{12}
  6. \dfrac{19{\pi}}{12} \in [0,\,2{\pi}[
Resposta{\alpha} = \dfrac{19{\pi}}{12}

Multiplicar por um real positivo não muda o argumento; multiplicar por i soma \dfrac{{\pi}}{2}. Reduz as frações ao denominador 14.

  1. No produto, os argumentos somam-se. Ora 2i = 2e^{i{\pi}/2}: o fator 2 é real positivo (não altera o argumento) e i soma \dfrac{{\pi}}{2}.
  2. \arg(2iz) = \arg(2) + \arg(i) + \arg(z) = 0 + \dfrac{{\pi}}{2} + \dfrac{{\pi}}{7}
  3. Reduzindo ao mesmo denominador: \dfrac{7{\pi}}{14} + \dfrac{2{\pi}}{14} = \dfrac{9{\pi}}{14}.
RespostaOpção (B)

Trabalha só com argumentos: o módulo nunca torna um número imaginário puro. A condição é \arg(w) = \dfrac{{\pi}}{2} + k{\pi}.

  1. i^{23} = i^{3} = -i, logo o numerador é -5i - i = -6i = 6e^{i\frac{3{\pi}}{2}}.
  2. |z_{2}| = \sqrt{1+3} = 2 e, no 3.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = \sqrt{3}, vem z_{2} = 2e^{i\frac{4{\pi}}{3}}; logo z_{2}^{\,n} = 2^{n}e^{i\frac{4n{\pi}}{3}}.
  3. w = \dfrac{6}{2^{n}}\;e^{i\left(\frac{3{\pi}}{2} - \frac{4n{\pi}}{3}\right)}
  4. w imaginário puro \Leftrightarrow \dfrac{3{\pi}}{2} - \dfrac{4n{\pi}}{3} = \dfrac{{\pi}}{2} + k{\pi}, k \in \mathbb{Z}.
  5. Dividindo tudo por {\pi}:\dfrac{3}{2} - \dfrac{4n}{3} = \dfrac{1}{2} + k \Leftrightarrow \dfrac{4n}{3} = 1 - k \Leftrightarrow 4n = 3(1-k)
  6. O primeiro membro é múltiplo de 4, logo 1-k também tem de o ser. O menor valor que dá n natural é 1-k = 4, donde 4n = 12 e n = 3.
Respostan = 3

A informação dada sobre z \times w determina-o completamente (módulo e argumento). Escreve-o na forma algébrica e depois divide por z.

  1. i^{7} = i^{3} = -i, logo \dfrac{2}{i^{7}} = \dfrac{2}{-i} = \dfrac{2i}{-i^{2}} = 2i.
  2. \dfrac{4}{1+i} = \dfrac{4(1-i)}{2} = 2-2i, portanto z = 2-2i-2i = 2-4i.
  3. A bissetriz do 3.º quadrante corresponde ao argumento \dfrac{5{\pi}}{4}, logozw = 5\sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}} = 5\sqrt{2}\left(-\dfrac{\sqrt{2}}{2} - \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = -5-5i
  4. w = \dfrac{-5-5i}{2-4i} = \dfrac{(-5-5i)(2+4i)}{2^{2}+4^{2}} = \dfrac{-10 - 20i - 10i - 20i^{2}}{20} = \dfrac{10-30i}{20}
  5. Simplificando: w = \dfrac{1}{2} - \dfrac{3}{2}i.
Respostaw = \dfrac{1}{2} - \dfrac{3}{2}i

A parcela z\overline{z} é simplesmente |z|^{2} — um número real conhecido. Fica uma equação só em z^{2}.

  1. z\overline{z} = |z|^{2} = 2^{2} = 4, logo 2z\overline{z} = 8.
  2. z^{2} = 2^{2}e^{i2{\theta}} = 4e^{i2{\theta}}.
  3. A equação fica 4e^{i2{\theta}} + 8 - 6 = 2\sqrt{3}i, ou seja 4e^{i2{\theta}} = -2 + 2\sqrt{3}i.
  4. \left|-2+2\sqrt{3}i\right| = \sqrt{4+12} = 4 ✓ e, no 2.º quadrante com \operatorname{tg}{\alpha} = -\sqrt{3}, o argumento é \dfrac{2{\pi}}{3}.
  5. 2{\theta} = \dfrac{2{\pi}}{3} + 2k{\pi} \Leftrightarrow {\theta} = \dfrac{{\pi}}{3} + k{\pi}. Em \left]0,\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[, só {\theta} = \dfrac{{\pi}}{3}.
Resposta{\theta} = \dfrac{{\pi}}{3}

Reduz tudo à forma algébrica em função de a, aplica a condição \operatorname{Im}(z) - \operatorname{Re}(z) = 1 para achar a e só no fim passa à forma trigonométrica. Não te assustes se a parte imaginária der zero.

  1. i^{15} = i^{3} = -i, logo a primeira parcela é \dfrac{-5ai}{1-2i}.
  2. Multiplicando pelo conjugado do denominador: \dfrac{-5ai(1+2i)}{1^{2}+2^{2}} = \dfrac{-5ai - 10ai^{2}}{5} = \dfrac{10a - 5ai}{5} = 2a - ai
  3. Segunda parcela: \sqrt{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{4}} = \sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2} - \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = 1 - i.
  4. Somando: z = (2a + 1) + (-a - 1)i, com \operatorname{Re}(z) = 2a+1 e \operatorname{Im}(z) = -a-1.
  5. Impor a condição dada: (-a-1) - (2a+1) = 1 \Leftrightarrow -3a - 2 = 1 \Leftrightarrow a = -1
  6. Substituindo a = -1: \operatorname{Re}(z) = -1 e \operatorname{Im}(z) = 0, ou seja z = -1.
  7. Forma trigonométrica: módulo 1 e afixo no semieixo real negativo ⟹ argumento {\pi}.
Respostaz = e^{i{\pi}}

Escreve w = {\rho}e^{i{\theta}} e não te esqueças do conjugado: \overline{w} = {\rho}e^{-i{\theta}}. Ao dividir, o argumento do denominador subtrai-se — e -(-{\theta}) = +{\theta}.

  1. 23 = 4 \times 5 + 3, logo i^{23} = i^{3} = -i = e^{i\frac{3{\pi}}{2}}.
  2. Com w = {\rho}e^{i{\theta}}: w^{2} = {\rho}^{2}e^{i2{\theta}} e \overline{w} = {\rho}e^{-i{\theta}}.
  3. No quociente, os argumentos subtraem-se:\dfrac{i^{23}w^{2}}{\overline{w}} = \dfrac{1 \times {\rho}^{2}}{{\rho}}\;e^{i\left(\frac{3{\pi}}{2} + 2{\theta} - (-{\theta})\right)} = {\rho}\,e^{i\left(3{\theta} + \frac{3{\pi}}{2}\right)}
  4. Um argumento é, portanto, 3{\theta} + \dfrac{3{\pi}}{2}.
RespostaOpção (D)

Elevar ao quadrado faz duas coisas: eleva o módulo ao quadrado e duplica o argumento. Aqui o módulo é 1 — o que acontece a 1^{2}?

  1. z^{2} = \left(e^{i{\theta}}\right)^{2} = e^{i2{\theta}}.
  2. Como |z| = 1, vem |z^{2}| = 1^{2} = 1 = |z|: o afixo de z^{2} está à mesma distância da origem que P.
  3. \operatorname{Arg}(z^{2}) = 2{\theta}: o ângulo com o semieixo real positivo é o dobro do de P.
  4. O único ponto que verifica as duas condições ao mesmo tempo é C.
RespostaOpção (C)
09

Radiciação: as n raízes e o polígono regular

Em ℝ, x^{3} = 8 tem uma solução. Em ℂ tem três — e os seus afixos são os vértices de um triângulo equilátero. Esta é, provavelmente, a imagem mais bonita do 12.º ano.

Aprendizagens Essenciais
  • Definir raiz de índice n de um número complexo e reconhecer que um complexo não nulo tem exatamente n raízes de índice n.
  • Determinar as raízes de índice n de um número complexo na forma trigonométrica.
  • Reconhecer que os afixos dessas raízes são os vértices de um polígono regular de n lados inscrito numa circunferência centrada na origem.
Definição e fórmula

Dado w \neq 0 e n \in \mathbb{N}, n \geq 2, chama-se raiz de índice n de w a qualquer complexo z tal que z^{n} = w. Sendo w = {\rho} e^{i{\alpha}}, a equação z^{n} = w tem exatamente n soluções:

z_{k} = \sqrt[n]{{\rho}} e^{i(\frac{{\alpha}}{n} + \frac{2k{\pi}}{n})},\hspace{1em}k = 0, 1, \ldots , n - 1

Todas têm o mesmo módulo n-ésimo de {\rho}, e os argumentos formam uma progressão aritmética de razão 2{\pi}/n.

Seja w = {\rho}e^{i{\alpha}}, com {\rho} > 0, e procuremos os complexos z = re^{i{\varphi}} tais que z^{n} = w.

Por De Moivre, z^{n} = r^{n}e^{in{\varphi}}. Dois complexos são iguais quando têm o mesmo módulo e argumentos que diferem de 2k{\pi}, logo

r^{n} = {\rho} \quad \wedge \quad n{\varphi} = {\alpha} + 2k{\pi},\; k \in \mathbb{Z}

Da primeira condição, como r > 0 é real, vem r = \sqrt[n]{{\rho}} (raiz real positiva, única). Da segunda:

{\varphi} = \dfrac{{\alpha}}{n} + \dfrac{2k{\pi}}{n},\; k \in \mathbb{Z}

Porquê apenas n soluções? Fazendo k = 0, 1, \ldots, n-1 obtêm-se n argumentos distintos. Para k = n resulta

{\varphi} = \dfrac{{\alpha}}{n} + \dfrac{2n{\pi}}{n} = \dfrac{{\alpha}}{n} + 2{\pi}

que difere do argumento de k = 0 num múltiplo de 2{\pi} — é o mesmo número complexo. A partir daí os valores repetem-se ciclicamente. Existem, portanto, exatamente n raízes de índice n de w \neq 0.

Consequência geométrica. Todas têm módulo \sqrt[n]{{\rho}} — estão sobre a mesma circunferência — e os argumentos sucessivos diferem de \dfrac{2{\pi}}{n}, ou seja, dividem essa circunferência em n arcos iguais: são os vértices de um polígono regular de n lados.

Consequência geométrica

Os afixos das n raízes de índice n de w estão sobre a circunferência de centro na origem e raio \sqrt[n]{{\rho}} e dividem-na em n arcos iguais: são os vértices de um polígono regular de n lados (para n \geq 3) centrado na origem. Por isso, se conheceres uma raiz, obténs as outras rodando sucessivamente de 2{\pi}/n — ou seja, multiplicando por e^{i2{\pi}/n}.

Exemplo 12 Resolver z^{3} = -8 em ℂ
  1. Forma trigonométrica de w = -8: módulo 8, afixo no semieixo real negativo ⟹ w = 8e^{i{\pi}}.
  2. Aplicar a fórmula: z_{k} = \sqrt[3]{8} e^{i(\frac{{\pi}}{3} + \frac{2k{\pi}}{3})} = 2 e^{i({\pi}/3 + 2k{\pi}/3)}, k = 0, 1, 2.
  3. k = 0: 2e^{i{\pi}/3} = 2(\frac{1}{2} + \frac{\sqrt{3}}{2}i) = 1 + \sqrt{3} i
  4. k = 1: 2e^{i{\pi}} = -2A raiz real que já conhecias de ℝ.
  5. k = 2: 2e^{i5{\pi}/3} = 1 - \sqrt{3} iConjugada da primeira — como tinha de ser, por os coeficientes serem reais.
RespostaS = \{ -2, 1 + \sqrt{3} i, 1 - \sqrt{3} i \} — vértices de um triângulo equilátero de circunraio 2.
As três raízes cúbicas de -8: z_{0} = 1+\sqrt{3}i, z_{1} = -2 e z_{2} = 1-\sqrt{3}i. Mesmo módulo (2) e argumentos de 120^{\circ} em 120^{\circ} — vértices de um triângulo equilátero.
Python As n raízes de índice n
from cmath import polar, rect, pi

def raizes(w, n):
    """Lista das n raizes de indice n de w."""
    rho, alfa = polar(w)
    r = rho ** (1/n)
    return [rect(r, (alfa + 2*k*pi) / n) for k in range(n)]

for k, z in enumerate(raizes(-8, 3)):
    print(k, round(z.real, 3), round(z.imag, 3))

# 0   1.0    1.732     ->  1 + raiz(3) i
# 1  -2.0    0.0       -> -2
# 2   1.0   -1.732     ->  1 - raiz(3) i

Muda o índice para 4, 5, 6… e observa que os afixos são sempre os vértices de um polígono regular.

Laboratório · Raízes de índice n e polígonos regulares

arrasta w

Arrasta w e vê as raízes rodarem em bloco. Com w = 1 obténs as raízes de índice n da unidade, cuja soma é sempre 0 para n \geq 2.

Exercício 104§9 · radiciação

Sabe-se que z_{1} = 3e^{i{\pi}/6} é uma das raízes quartas de um número complexo w. Determina w na forma algébrica e indica as restantes raízes quartas de w na forma trigonométrica.

Exercício 105§9 · raízes de índice 4

Determina, na forma algébrica, as quatro raízes de índice 4 de 16 e indica que polígono formam os seus afixos.

Exercício 106§9 · das raízes para o radicando

Sabe-se que 2e^{i\frac{\pi}{9}} é uma das raízes cúbicas de um número complexo w. Determina as outras duas raízes e o valor de w.

16 é um real positivo: módulo 16 e argumento 0. As quatro raízes têm todas módulo \sqrt[4]{16} e argumentos que diferem de \dfrac{2\pi}{4} = \dfrac{\pi}{2}.

  1. 16 = 16e^{i0}, logo z_{k} = \sqrt[4]{16}\;e^{i\frac{2k\pi}{4}} = 2e^{i\frac{k\pi}{2}},\quad k = 0,1,2,3
  2. k=0: 2e^{i0} = 2  ·  k=1: 2e^{i\frac{\pi}{2}} = 2i
  3. k=2: 2e^{i\pi} = -2  ·  k=3: 2e^{i\frac{3\pi}{2}} = -2i
  4. Os quatro afixos (2,0), (0,2), (-2,0) e (0,-2) são os vértices de um quadrado de centro na origem e circunraio 2.Em ℝ a equação z^{4} = 16 teria apenas as soluções \pm 2; em ℂ tem quatro.
RespostaS = \{2,\; 2i,\; -2,\; -2i\} — um quadrado de centro O

As n raízes de índice n têm o mesmo módulo e argumentos em progressão aritmética de razão \dfrac{2\pi}{n}. E, se z é raiz cúbica de w, então w = z^{3}.

  1. Todas as raízes têm módulo 2 e os argumentos diferem de \dfrac{2\pi}{3}: \dfrac{\pi}{9} + \dfrac{2\pi}{3} = \dfrac{\pi + 6\pi}{9} = \dfrac{7\pi}{9} \qquad \dfrac{\pi}{9} + \dfrac{4\pi}{3} = \dfrac{13\pi}{9}
  2. As outras duas raízes são 2e^{i\frac{7\pi}{9}} e 2e^{i\frac{13\pi}{9}}. Com o argumento principal, a última escreve-se 2e^{-i\frac{5\pi}{9}}.Porque \dfrac{13\pi}{9} - 2\pi = -\dfrac{5\pi}{9}.
  3. w = \left(2e^{i\frac{\pi}{9}}\right)^{3} = 2^{3}e^{i\frac{3\pi}{9}} = 8e^{i\frac{\pi}{3}} = 8\left(\dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = 4 + 4\sqrt{3}\,i
Respostas2e^{i\frac{7\pi}{9}} e 2e^{-i\frac{5\pi}{9}}  ·  w = 8e^{i\frac{\pi}{3}} = 4 + 4\sqrt{3}\,i

Se z_{1} é raiz quarta de w, então w = z_{1}^{4} — usa De Moivre. Para as restantes raízes, não precisas de refazer a fórmula: basta somar sucessivamente 2{\pi}/4 = {\pi}/2 ao argumento.

  1. w = z_{1}^{4} = 3^{4} e^{i(4 \times {\pi}/6)} = 81 e^{i2{\pi}/3}
  2. Forma algébrica: 81(\cos \frac{2{\pi}}{3} + i \operatorname{sen} \frac{2{\pi}}{3}) = 81(-\frac{1}{2} + \frac{\sqrt{3}}{2}i) = -\frac{81}{2} + \frac{81\sqrt{3}}{2}i
  3. As quatro raízes quartas têm módulo 3 e argumentos que diferem de \frac{2{\pi}}{4} = \frac{{\pi}}{2}:3e^{i{\pi}/6}, \hspace{0.4em}3e^{i2{\pi}/3}, \hspace{0.4em}3e^{i7{\pi}/6}, \hspace{0.4em}3e^{i5{\pi}/3}
  4. Os afixos são os vértices de um quadrado de centro na origem e circunraio 3.
Respostaw = -\frac{81}{2} + \frac{81\sqrt{3}}{2}i; restantes raízes: 3e^{i2{\pi}/3}, 3e^{i7{\pi}/6}, 3e^{i5{\pi}/3}.
NumWorks Porque é que a máquina só dá uma das n raízes
  1. Pede à calculadora (8i)^{\frac{1}{3}}. Ela devolve \sqrt{3}+i — e mais nada.

    Não é um defeito: a potência de expoente \frac{1}{3} é uma função e devolve um único valor, o de argumento mais próximo de zero. As três raízes cúbicas de 8i não cabem numa função.

    Ecrã de Cálculo com (8i)^(1/3) a devolver apenas raiz(3)+i
    Uma só raiz — a de argumento π/6.
  2. A calculadora serve, isso sim, para confirmar as raízes que obtiveste pela fórmula. Somando \dfrac{2\pi}{3} ao argumento vieram -\sqrt{3}+i e -2i; eleva as três ao cubo.

    Todas dão 8i ✓  É a verificação que deves fazer sempre que a conta for longa.

    Ecrã de Cálculo com os cubos das três raízes, todos iguais a 8i
    As três ao cubo: 8i, 8i, 8i.

Exercícios propostos

Doze exercícios sobre raízes de índice n — sempre n raízes, sempre nos vértices de um polígono regular.

Exercício 107§9 · raízes cúbicas

Determina as raízes cúbicas de w = 8i, na forma trigonométrica.

Exercício 108§9 · quantas soluções

Quantas soluções tem, em ℂ, a equação z^{5} = 32?

  • (A)1
  • (B)2
  • (C)5
  • (D)uma infinidade
Exercício 109§9 · raízes quadradas

Determina as raízes quadradas de -9.

Exercício 110§9 · raízes de índice 4

Determina as raízes de índice 4 de w = 16 e representa-as na forma algébrica.

Exercício 111§9 · polígono das raízes

Os afixos das raízes de índice 6 de um complexo não nulo são os vértices de:

  • (A)um hexágono regular
  • (B)um triângulo equilátero
  • (C)um quadrado
  • (D)um hexágono qualquer
Exercício 112§9 · das raízes para o radicando

Sabe-se que z = 1 + i é uma das raízes cúbicas de w. Determina w e as outras duas raízes cúbicas.

Exercício 113§9 · equação binómia

Resolve em ℂ a equação z^{4} + 16 = 0, apresentando as soluções na forma algébrica.

Exercício 114§9 · área do polígono

Determina a área do polígono cujos vértices são os afixos das raízes de índice 4 de z_{1} = 16e^{i\frac{3{\pi}}{4}}.

Exercício 115§9 · raiz conhecida

Em ℂ, considera z = \dfrac{\sqrt{2}}{2} + \dfrac{\sqrt{2}}{2}i. Sabe-se que z é uma raiz cúbica de w:

a) Determina as outras raízes cúbicas de wb) Determina w

Exercício 116§9 · raízes conjugadas

Mostra que, se z e \overline{z} são ambos raízes de índice n de um número complexo w, então w é um número real.

Exercício 117§9 · soma das raízes de índice n

Mostra que, para todo o natural n \geq 2, a soma das n raízes de índice n de um número complexo z não nulo é igual a zero.

Exercício 118§9 · raízes e geometria

Seja w = -4 + 4\sqrt{3}\,i.

a) Escreve w na forma trigonométrica.b) Determina as raízes cúbicas de w.c) Mostra que os seus afixos são vértices de um triângulo equilátero e determina o perímetro

Escreve z = \rho e^{i\theta}. Então \overline{z} = \rho e^{-i\theta}, e as duas potências de índice n têm de coincidir.

  1. Seja z = \rho e^{i\theta}, com \rho > 0. Então \overline{z} = \rho e^{-i\theta}.
  2. Se ambos são raízes de índice n de w, então z^{n} = w = \left(\overline{z}\right)^{n}. Pela fórmula de De Moivre:\rho^{n} e^{in\theta} = \rho^{n} e^{-in\theta}
  3. Dois complexos com o mesmo módulo são iguais quando os argumentos diferem de um múltiplo de 2\pi:n\theta = -n\theta + 2k\pi,\; k \in \mathbb{Z} \;\Leftrightarrow\; 2n\theta = 2k\pi \;\Leftrightarrow\; n\theta = k\pi
  4. Ora w = z^{n} = \rho^{n} e^{in\theta} e acabámos de ver que n\theta = k\pi, com k inteiro.
  5. Um complexo cujo argumento é múltiplo de \pi tem imagem geométrica sobre o eixo real, ou seja, é um número real — é \rho^{n} se k for par e -\rho^{n} se k for ímpar. ∎
Resposta\arg(w) = k\pi, logo w \in \mathbb{R}

As n raízes obtêm-se da primeira multiplicando sucessivamente por e^{i\frac{2\pi}{n}}: formam uma progressão geométrica.

  1. Seja z = \rho e^{i\theta}, com \rho>0. As suas n raízes de índice n sãow_{k} = \sqrt[n]{\rho}\; e^{i\frac{\theta + 2k\pi}{n}}, \quad k \in \{0, 1, \ldots, n-1\}
  2. Como w_{k+1} = w_{k} \times e^{i\frac{2\pi}{n}}, as raízes formam uma progressão geométrica de primeiro termo w_{0} = \sqrt[n]{\rho}\, e^{i\frac{\theta}{n}} e razão r = e^{i\frac{2\pi}{n}}.
  3. Como n \geq 2, tem-se 0 < \dfrac{2\pi}{n} < 2\pi, pelo que r \neq 1 e se pode aplicar a fórmula da soma:w_{0} + w_{1} + \cdots + w_{n-1} = w_{0} \times \dfrac{1-r^{n}}{1-r}
  4. Ora r^{n} = \left(e^{i\frac{2\pi}{n}}\right)^{n} = e^{i2\pi} = 1, pelo que o numerador é nulo:w_{0} \times \dfrac{1-1}{1-r} = 0
  5. Leitura geométrica: as n raízes são os vértices de um polígono regular centrado na origem; a soma dos vetores que os definem é o vetor nulo.
RespostaAs raízes formam uma progressão geométrica de razão e^{i\frac{2\pi}{n}} e a soma é 0

Em b) usa a fórmula das raízes de índice 3, com k = 0, 1, 2. Em c) não precisas das formas algébricas: as três raízes têm o mesmo módulo r, logo os afixos estão numa circunferência de raio r, e o lado de um triângulo equilátero inscrito mede r\sqrt{3}.

  1. a) |w| = \sqrt{16 + 48} = 8; afixo \left(-4,\, 4\sqrt{3}\right) no 2.º quadrante; \operatorname{tg}\theta = \dfrac{4\sqrt{3}}{-4} = -\sqrt{3} com \theta no 2.º Q ⟹ \theta = \dfrac{2\pi}{3}. Logo w = 8e^{i\frac{2\pi}{3}}.
  2. b) z_{k} = \sqrt[3]{8}\;e^{i\left(\frac{2\pi/3 + 2k\pi}{3}\right)} = 2e^{i\left(\frac{2\pi}{9} + \frac{2k\pi}{3}\right)},\quad k = 0,1,2
  3. Ou seja: 2e^{i\frac{2\pi}{9}}, 2e^{i\frac{8\pi}{9}} e 2e^{i\frac{14\pi}{9}} = 2e^{-i\frac{4\pi}{9}}.
  4. c) As três têm módulo 2: os afixos estão na circunferência de centro O e raio 2, e os argumentos diferem de \dfrac{2\pi}{3} — dividem a circunferência em três arcos iguais, logo formam um triângulo equilátero.
  5. O lado de um triângulo equilátero inscrito numa circunferência de raio r mede r\sqrt{3}, aqui 2\sqrt{3}. Perímetro: 3 \times 2\sqrt{3} = 6\sqrt{3}.
Respostasa) 8e^{i\frac{2\pi}{3}} · b) 2e^{i\frac{2\pi}{9}}, 2e^{i\frac{8\pi}{9}}, 2e^{-i\frac{4\pi}{9}} · c) perímetro 6\sqrt{3}

Escreve w na forma trigonométrica e aplica \sqrt[n]{{\rho}}\,e^{i\frac{{\theta} + 2k{\pi}}{n}}, com k = 0, 1, 2.

  1. 8i está no semieixo imaginário positivo: w = 8e^{i\frac{{\pi}}{2}}.
  2. Módulo das raízes: \sqrt[3]{8} = 2. Argumentos: \dfrac{\frac{{\pi}}{2} + 2k{\pi}}{3}, k = 0, 1, 2.
  3. k = 0: \dfrac{{\pi}}{6} · k = 1: \dfrac{5{\pi}}{6} · k = 2: \dfrac{3{\pi}}{2}, ou seja -\dfrac{{\pi}}{2}.
  4. Na forma algébrica: \sqrt{3} + i, -\sqrt{3} + i e -2i — os vértices de um triângulo equilátero.
Resposta2e^{i\frac{{\pi}}{6}}, 2e^{i\frac{5{\pi}}{6}} e 2e^{-i\frac{{\pi}}{2}}

Em ℂ, todo o complexo não nulo tem exatamente n raízes de índice n.

  1. 32 \neq 0, logo tem exatamente 5 raízes de índice 5.
  2. Só uma delas é real (z = 2); as outras quatro são complexas não reais. Em ℝ a equação teria uma única solução — é a diferença que faz alargar a ℂ.
RespostaOpção (C)

São os complexos z tais que z^{2} = -9. Há duas, simétricas uma da outra.

  1. z^{2} = -9 \Leftrightarrow z = \pm\sqrt{-9} = \pm 3i
  2. Verificação: (3i)^{2} = 9i^{2} = -9 ✓ e (-3i)^{2} = -9
Resposta3i e -3i

16 é real positivo: 16 = 16e^{i0}. Os quatro argumentos vão de \dfrac{{\pi}}{2} em \dfrac{{\pi}}{2}.

  1. Módulo das raízes: \sqrt[4]{16} = 2.
  2. Argumentos: \dfrac{0 + 2k{\pi}}{4} = \dfrac{k{\pi}}{2}, com k = 0, 1, 2, 3: 0, \dfrac{{\pi}}{2}, {\pi}, \dfrac{3{\pi}}{2}.
  3. Na forma algébrica: 2, 2i, -2 e -2i — os vértices de um quadrado de centro na origem.
Resposta2, 2i, -2 e -2i

Todas as raízes têm o mesmo módulo e argumentos igualmente espaçados de \dfrac{2{\pi}}{6}.

  1. As seis raízes têm módulo \sqrt[6]{{\rho}}: estão todas na mesma circunferência.
  2. Os argumentos diferem de \dfrac{2{\pi}}{6} = \dfrac{{\pi}}{3}, logo os pontos estão igualmente espaçados.
  3. Seis pontos igualmente espaçados numa circunferência formam um hexágono regular.
RespostaOpção (A)

Se z é raiz cúbica de w, então w = z^{3}. As outras raízes obtêm-se somando \dfrac{2{\pi}}{3} ao argumento.

  1. w = (1+i)^{3} = (1+i)(1+i)^{2} = (1+i)(2i) = 2i + 2i^{2} = -2 + 2i
  2. 1 + i = \sqrt{2}e^{i\frac{{\pi}}{4}}, logo as três raízes têm módulo \sqrt{2}.
  3. Argumentos: \dfrac{{\pi}}{4}, \dfrac{{\pi}}{4} + \dfrac{2{\pi}}{3} = \dfrac{11{\pi}}{12} e \dfrac{{\pi}}{4} + \dfrac{4{\pi}}{3} = \dfrac{19{\pi}}{12}.
  4. As outras duas raízes são \sqrt{2}e^{i\frac{11{\pi}}{12}} e \sqrt{2}e^{i\frac{19{\pi}}{12}}.
Respostaw = -2 + 2i; raízes \sqrt{2}e^{i\frac{11{\pi}}{12}} e \sqrt{2}e^{i\frac{19{\pi}}{12}}

Isola z^{4}: ficas com as raízes de índice 4 de -16, que tem argumento {\pi}.

  1. z^{4} = -16 = 16e^{i{\pi}}
  2. z = \sqrt[4]{16}\,e^{i\frac{{\pi} + 2k{\pi}}{4}} = 2e^{i\frac{(2k+1){\pi}}{4}}, com k = 0,1,2,3
  3. Argumentos \dfrac{{\pi}}{4}, \dfrac{3{\pi}}{4}, \dfrac{5{\pi}}{4} e \dfrac{7{\pi}}{4}; como \cos\dfrac{{\pi}}{4} = \operatorname{sen}\dfrac{{\pi}}{4} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}, cada raiz vale 2 \times \dfrac{\sqrt{2}}{2} = \sqrt{2} em cada coordenada.
  4. Soluções: \sqrt{2} + \sqrt{2}i, -\sqrt{2} + \sqrt{2}i, -\sqrt{2} - \sqrt{2}i e \sqrt{2} - \sqrt{2}i.
RespostaS = \left\{\pm\sqrt{2} \pm \sqrt{2}i\right\} (as quatro combinações de sinais)

Não precisas de calcular as raízes uma a uma: basta o raio da circunferência onde estão e o facto de formarem um quadrado.

  1. As quatro raízes têm módulo \sqrt[4]{16} = 2: estão numa circunferência de raio 2 centrada na origem.
  2. Os argumentos diferem de \dfrac{2{\pi}}{4} = \dfrac{{\pi}}{2}, logo formam um quadrado inscrito nessa circunferência.
  3. Num quadrado inscrito numa circunferência de raio R, as diagonais valem 2R e a área é \dfrac{d^{2}}{2} = \dfrac{(2R)^{2}}{2} = 2R^{2}.
  4. Com R = 2: área = 2 \times 4 = 8 unidades de área. O argumento de z_{1} só roda o quadrado — não muda a área.
Resposta8 unidades de área

Começa por escrever z na forma trigonométrica — o módulo é 1.

  1. |z| = \sqrt{\dfrac{1}{2} + \dfrac{1}{2}} = 1 e o afixo está no 1.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = 1, logo z = e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  2. a) As outras raízes têm o mesmo módulo 1 e argumentos \dfrac{{\pi}}{4} + \dfrac{2{\pi}}{3} = \dfrac{11{\pi}}{12} e \dfrac{{\pi}}{4} + \dfrac{4{\pi}}{3} = \dfrac{19{\pi}}{12}.
  3. b) w = z^{3} = 1^{3}e^{i \times 3 \times \frac{{\pi}}{4}} = e^{i\frac{3{\pi}}{4}}
  4. Na forma algébrica, w = -\dfrac{\sqrt{2}}{2} + \dfrac{\sqrt{2}}{2}i.
Respostaa) e^{i\frac{11{\pi}}{12}} e e^{i\frac{19{\pi}}{12}} · b) w = e^{i\frac{3{\pi}}{4}}
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Equações em ℂ

Três famílias cobrem quase tudo o que sai em exame: equações com z e \overline{z}, equações do tipo z^{n} = w e equações polinomiais de coeficientes reais.

Aprendizagem Essencial
  • Resolver equações simples em ℂ.

A. Equações que envolvem z e o conjugado

Estratégia: escrever z = a + b i com a, b \in \mathbb{R}, desenvolver e usar a igualdade de complexos — uma equação em ℂ vale por um sistema de duas equações em ℝ.

Exemplo 13 z + 2\overline{z} = 3 - i
  1. Fazer z = a + b i, logo \overline{z} = a - b i.
  2. Substituir: (a + b i) + 2(a - b i) = 3a - b i.
  3. Igualar a 3 - i: 3a = 3 \wedge -b = -1.
  4. a = 1 \wedge b = 1.
Respostaz = 1 + i

B. Equações do tipo z^{n} = w

Resolvem-se com a fórmula de De Moivre generalizada (secção 9): há exatamente n soluções. Se a equação aparecer «disfarçada» — por exemplo z^{4} + 16 = 0 — isola-se primeiro a potência: z^{4} = -16.

C. Equações polinomiais de coeficientes reais

Se o grau for 2, aplica-se a fórmula resolvente com \sqrt{{\Delta}} = i\sqrt{|{\Delta}|}. Se o grau for superior e for dada (ou for evidente) uma raiz, usa-se a regra de Ruffini para baixar o grau. E recorda: raízes não reais aparecem aos pares conjugados.

Exemplo 14 z^{3} - 3z^{2} + 4z - 2 = 0, sabendo que 1 é raiz
  1. Como 1 é raiz, o polinómio é divisível por z - 1. Aplica-se a regra de Ruffini aos coeficientes 1, -3, 4, -2:\begin{array}{r|rrrr} & 1 & -3 & 4 & -2\\ 1 & & 1 & -2 & 2\\ \hline & 1 & -2 & 2 & 0 \end{array}O resto é 0 — confirma que 1 é raiz — e a última linha dá o quociente z^{2} - 2z + 2.
  2. Fatorizar: (z - 1)(z^{2} - 2z + 2) = 0.
  3. Resolver o fator do 2.º grau: {\Delta} = 4 - 8 = -4, logo z = \frac{2 \pm 2i}{2} = 1 \pm i.
  4. Repara na estrutura: uma raiz real e duas complexas conjugadas — o padrão obrigatório para o 3.º grau com coeficientes reais.
RespostaS = \{ 1, 1 - i, 1 + i \}
Python Confirmar as raízes de um polinómio
def P(z):
    return z**3 + z**2 + 4*z + 4

for z in (-1, 2j, -2j):
    print(z, '->', P(z))     # 0 em todos os casos

# Verificar a fatorizacao (z + 1)(z^2 + 4)
def Q(z):
    return (z + 1) * (z**2 + 4)

print(all(abs(P(z) - Q(z)) < 1e-12
          for z in (1+1j, 2-3j, 5, -7j)))   # True

Substituir valores num polinómio é uma verificação barata e eficaz: se o programa não devolver 0, a raiz está errada.

Teorema Fundamental da Álgebra (Gauss, 1799)

Todo o polinómio de grau n \geq 1 com coeficientes complexos tem exatamente n raízes em ℂ, contadas com multiplicidade. Foi este resultado que consagrou ℂ: é o conjunto onde a álgebra «fecha». Não é preciso inventar mais nenhum número para resolver equações polinomiais.

Exercício 119§10 · 2.º grau com Δ < 0

Resolve em ℂ a equação z^{2} - 6z + 13 = 0.

Exercício 120§10 · equação binómia

Resolve em ℂ a equação z^{3} = 27i, apresentando as soluções na forma algébrica.

Exercício 121§10 · grau 3 com uma raiz conhecida

Resolve em ℂ a equação z^{3} - 2z^{2} + 9z - 18 = 0, sabendo que 2 é uma das suas raízes.

Exercício 122§10 · biquadrada

Resolve em ℂ a equação z^{4} + 3z^{2} - 4 = 0.

Fórmula resolvente. Com {\Delta} < 0, substitui \sqrt{{\Delta}} por i\sqrt{|{\Delta}|} — as duas soluções saem conjugadas.

  1. {\Delta} = (-6)^{2} - 4 \times 1 \times 13 = 36 - 52 = -16
  2. \sqrt{-16} = 4i, logo z = \dfrac{6 \pm 4i}{2} = 3 \pm 2i.
  3. Verificação com z = 3+2i: z^{2} = 5 + 12i e 5 + 12i - 18 - 12i + 13 = 0
RespostaS = \{3 - 2i,\; 3 + 2i\}

Escreve 27i na forma trigonométrica e aplica a fórmula das raízes de índice 3. São três soluções, vértices de um triângulo equilátero de circunraio 3.

  1. 27i tem módulo 27 e afixo no semieixo imaginário positivo ⟹ 27i = 27e^{i\frac{\pi}{2}}.
  2. z_{k} = \sqrt[3]{27}\;e^{i\left(\frac{\pi/2 + 2k\pi}{3}\right)} = 3e^{i\left(\frac{\pi}{6} + \frac{2k\pi}{3}\right)},\quad k = 0, 1, 2
  3. k = 0: 3e^{i\frac{\pi}{6}} = 3\left(\dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i\right) = \dfrac{3\sqrt{3}}{2} + \dfrac{3}{2}i
  4. k = 1: 3e^{i\frac{5\pi}{6}} = -\dfrac{3\sqrt{3}}{2} + \dfrac{3}{2}i
  5. k = 2: 3e^{i\frac{3\pi}{2}} = -3iControlo: a soma das três raízes é 0 — como acontece sempre nas equações z^{n} = w com n \geq 2.
RespostaS = \left\{\dfrac{3\sqrt{3}}{2} + \dfrac{3}{2}i,\; -\dfrac{3\sqrt{3}}{2} + \dfrac{3}{2}i,\; -3i\right\}

Se 2 é raiz, o polinómio é divisível por z - 2: usa a regra de Ruffini (ou agrupa os termos dois a dois). Fica uma equação do 2.º grau.

  1. Como 2 é raiz, o polinómio é divisível por z - 2. Regra de Ruffini com os coeficientes 1, -2, 9, -18: \begin{array}{r|rrrr} & 1 & -2 & 9 & -18\\ 2 & & 2 & 0 & 18\\ \hline & 1 & 0 & 9 & 0 \end{array} Resto 0 ✓ e quociente z^{2} + 0z + 9 = z^{2} + 9.
  2. Logo z^{3} - 2z^{2} + 9z - 18 = (z-2)\left(z^{2}+9\right).Em alternativa, agrupando dois a dois: z^{2}(z-2) + 9(z-2) — dá o mesmo, mas só resulta quando os termos se deixam agrupar.
  3. Lei do anulamento do produto: z - 2 = 0 \vee z^{2} + 9 = 0.
  4. z = 2  ou  z^{2} = -9 \Leftrightarrow z = \pm 3i.
  5. Estrutura esperada: uma raiz real e duas complexas conjugadas — os coeficientes são reais.
RespostaS = \{2,\; -3i,\; 3i\}

É uma equação biquadrada: faz w = z^{2}, resolve a equação do 2.º grau em w e só depois volta a z. Atenção: cada valor de wduas soluções em z.

  1. Com w = z^{2}: w^{2} + 3w - 4 = 0 \Leftrightarrow w = \dfrac{-3 \pm \sqrt{9+16}}{2} = \dfrac{-3 \pm 5}{2}, ou seja w = 1 ou w = -4.
  2. z^{2} = 1 \Leftrightarrow z = \pm 1
  3. z^{2} = -4 \Leftrightarrow z = \pm 2iEm ℝ esta equação teria só duas soluções; em ℂ tem quatro — tantas quantas o grau.
  4. Pela regra de Ruffini. Repara que z = 1 anula o polinómio (1 + 3 - 4 = 0). Com os coeficientes 1, 0, 3, 0, -4 — atenção aos zeros dos termos em falta: \begin{array}{r|rrrrr} & 1 & 0 & 3 & 0 & -4\\ 1 & & 1 & 1 & 4 & 4\\ \hline & 1 & 1 & 4 & 4 & 0 \end{array} Fica (z-1)\left(z^{3} + z^{2} + 4z + 4\right). Como z = -1 anula o cubo, aplica-se Ruffini outra vez: \begin{array}{r|rrrr} & 1 & 1 & 4 & 4\\ -1 & & -1 & 0 & -4\\ \hline & 1 & 0 & 4 & 0 \end{array} ou seja z^{4} + 3z^{2} - 4 = (z-1)(z+1)\left(z^{2}+4\right) — as mesmas quatro soluções.
RespostaS = \{-1,\; 1,\; -2i,\; 2i\}
NumWorks Resolver equações polinomiais na aplicação Equações
  1. Tecla casa, aplicação Equações, «Adicionar uma equação». Escreve x^{2}-2x+5 — o = 0 é a máquina que o põe.

    Editor da aplicação Equações da NumWorks com x^2-2x+5 escrito
    Basta o primeiro membro: o «= 0» é automático.
  2. Se as Definições estiverem em Complexos: Real, a resposta é seca: «O polinómio não tem nenhuma raiz real». O \Delta = -16 aparece na mesma.

    Ecrã de solução da NumWorks a dizer que o polinómio não tem raízes reais
    Em modo Real, a máquina pára aqui.
  3. Muda o formato para Cartesiana e resolve outra vez: x_{1} = 1-2i e x_{2} = 1+2i.

    É a mesma equação — o que mudou foi o conjunto onde se procuram as soluções. Repara ainda em que as duas raízes são conjugadas uma da outra: num polinómio de coeficientes reais isso tem sempre de acontecer.

    Ecrã de solução da NumWorks com x1 = 1-2i, x2 = 1+2i e delta = -16
    Em Cartesiana, as duas raízes conjugadas.

Exercícios propostos

Nove equações para resolver em ℂ: do 2.º grau com discriminante negativo às binómias, às biquadradas e ao grau 3 com a regra de Ruffini.

Exercício 123§10 · 2.º grau

Resolve em ℂ:

a) z^{2} - 4z + 5 = 0b) z^{2} + 9 = 0

Exercício 124§10 · soluções de uma quadrática

As soluções da equação z^{2} + 2z + 10 = 0 são:

  • (A)1 \pm 3i
  • (B)-1 \pm 3i
  • (C)-2 \pm 3i
  • (D)2 \pm 3i
Exercício 125§10 · equação binómia

Resolve em ℂ a equação z^{3} - 8 = 0, apresentando as soluções na forma algébrica.

Exercício 126§10 · fator comum

Resolve em ℂ a equação z^{3} + 2z = 0.

Exercício 127§10 · coeficientes reais

Sabe-se que 2 - i é solução de z^{2} + bz + c = 0, com b, c \in \mathbb{R}. Então:

  • (A)b = -4 e c = 5
  • (B)b = 4 e c = 5
  • (C)b = -4 e c = 3
  • (D)b = 2 e c = 5
Exercício 128§10 · biquadrada

Resolve em ℂ a equação z^{4} + 3z^{2} - 4 = 0.

Exercício 129§10 · grau 3 com Ruffini

Resolve em ℂ a equação z^{3} - 3z^{2} + 4z - 12 = 0, sabendo que 3 é uma das soluções.

Exercício 130§10 · determinar coeficientes

Determina os números reais b e c de modo que 1 + 2i seja solução de z^{2} + bz + c = 0. Indica a outra solução.

Exercício 131§10 · construir o polinómio

Determina o polinómio de grau 3, de coeficientes reais e coeficiente do termo de maior grau igual a 1, que tem 2 e 1 - i como raízes.

A fórmula resolvente vale em ℂ. Quando \Delta < 0, escreve \sqrt{\Delta} = i\sqrt{|\Delta|}.

  1. a) \Delta = 16 - 20 = -4, logo z = \dfrac{4 \pm 2i}{2} = 2 \pm i
  2. b) z^{2} = -9 \Leftrightarrow z = \pm 3i
  3. Nos dois casos as soluções são conjugadas — é o que acontece sempre que os coeficientes são reais.
Respostaa) S = \{2-i,\, 2+i\} · b) S = \{-3i,\, 3i\}

Calcula \Delta e não te esqueças de dividir tudo por 2a.

  1. \Delta = 4 - 40 = -36 e \sqrt{-36} = 6i
  2. z = \dfrac{-2 \pm 6i}{2} = -1 \pm 3i
  3. Confirmação pela soma das raízes: -1-3i + (-1+3i) = -2 = -\dfrac{b}{a}
RespostaOpção (B)

São as raízes cúbicas de 8, que é real positivo: 8 = 8e^{i0}. Uma delas é real; as outras duas são conjugadas.

  1. z^{3} = 8e^{i0}, logo z = 2e^{i\frac{2k{\pi}}{3}}, com k = 0, 1, 2.
  2. k = 0: 2e^{i0} = 2
  3. k = 1: 2e^{i\frac{2{\pi}}{3}} = 2\left(-\dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = -1 + \sqrt{3}i
  4. k = 2: 2e^{i\frac{4{\pi}}{3}} = -1 - \sqrt{3}i
RespostaS = \left\{2,\, -1 + \sqrt{3}i,\, -1 - \sqrt{3}i\right\}

Não dividas por z — perderias uma solução. Põe z em evidência e usa a lei do anulamento do produto.

  1. z^{3} + 2z = z\left(z^{2} + 2\right) = 0
  2. z = 0 \;\vee\; z^{2} = -2
  3. z^{2} = -2 \Leftrightarrow z = \pm i\sqrt{2}
  4. Uma equação de grau 3 tem, em ℂ, exatamente três soluções (contadas com multiplicidade) ✓
RespostaS = \left\{0,\, -i\sqrt{2},\, i\sqrt{2}\right\}

Com coeficientes reais, as raízes não reais aparecem aos pares conjugados. Depois usa soma e produto das raízes.

  1. Se 2 - i é raiz, também 2 + i o é.
  2. Soma: (2-i) + (2+i) = 4 = -b, logo b = -4.
  3. Produto: (2-i)(2+i) = 4 + 1 = 5 = c.
  4. A equação é z^{2} - 4z + 5 = 0.
RespostaOpção (A)

Substitui y = z^{2}, resolve a equação do 2.º grau em y e só depois volta a zsem descartar as soluções negativas de y.

  1. Com y = z^{2}: y^{2} + 3y - 4 = 0
  2. y = \dfrac{-3 \pm \sqrt{9 + 16}}{2} = \dfrac{-3 \pm 5}{2}, ou seja y = 1 ou y = -4.
  3. z^{2} = 1 \Leftrightarrow z = \pm 1
  4. z^{2} = -4 \Leftrightarrow z = \pm 2i. Em ℝ esta segunda hipótese seria rejeitada; em ℂ é ela que dá as outras duas soluções.
RespostaS = \{-2i,\, -1,\, 1,\, 2i\}

Aplica a regra de Ruffini com a raiz conhecida para baixar o grau, e resolve depois a equação do 2.º grau que sobra.

  1. Ruffini com 3 e coeficientes 1,\, -3,\, 4,\, -12: baixa-se 1; 1 \times 3 = 3, -3 + 3 = 0; 0 \times 3 = 0, 4 + 0 = 4; 4 \times 3 = 12, -12 + 12 = 0
  2. O resto é 0 (como tinha de ser) e o quociente é z^{2} + 4.
  3. Logo z^{3} - 3z^{2} + 4z - 12 = (z - 3)\left(z^{2} + 4\right).
  4. z = 3 \;\vee\; z^{2} = -4 \Leftrightarrow z = 3 \;\vee\; z = \pm 2i
RespostaS = \{-2i,\, 2i,\, 3\}

Podes substituir e igualar as partes, ou usar diretamente que a outra raiz é a conjugada e recorrer à soma e ao produto.

  1. Como b e c são reais, a outra solução é \overline{1 + 2i} = 1 - 2i.
  2. Soma das raízes: (1+2i) + (1-2i) = 2. Como a soma é -b, vem b = -2.
  3. Produto: (1+2i)(1-2i) = 1 + 4 = 5 = c.
  4. A equação é z^{2} - 2z + 5 = 0. Verificação: \Delta = 4 - 20 = -16 e z = \dfrac{2 \pm 4i}{2} = 1 \pm 2i
Respostab = -2, c = 5; a outra solução é 1 - 2i

Um polinómio de coeficientes reais que tem 1 - i por raiz tem obrigatoriamente também 1 + i. Já tens as três raízes.

  1. As raízes são 2, 1 - i e 1 + i, logo P(z) = (z - 2)\left(z - (1-i)\right)\left(z - (1+i)\right).
  2. O produto dos dois últimos fatores é \left(z-1\right)^{2} - i^{2} = z^{2} - 2z + 2.
  3. P(z) = (z-2)\left(z^{2} - 2z + 2\right) = z^{3} - 2z^{2} + 2z - 2z^{2} + 4z - 4
  4. P(z) = z^{3} - 4z^{2} + 6z - 4. Verificação: P(2) = 8 - 16 + 12 - 4 = 0
RespostaP(z) = z^{3} - 4z^{2} + 6z - 4

Exercícios de Exame · Radiciação e equações

Sessenta e três itens no formato do Exame Nacional sobre radiciação e equações em \mathbb{C}. As n raízes, o polígono regular que formam, e as equações que se resolvem com elas.

Item 148 escolha múltiplaradiciação

Qual das opções seguintes apresenta duas raízes cúbicas de um mesmo número complexo?

  • (A)1 e -1
  • (B)2 e 2i
  • (C)1 + i e -1 - i
  • (D)2 e -1 + \sqrt{3} i
Item 149 construçãoequação z⁴ = w

Resolva em ℂ a equação z^{4} + 16 = 0, apresentando as soluções na forma algébrica.

Item 150 construçãoequação polinomial

Resolva em ℂ a equação z^{3} + z^{2} + 4z + 4 = 0.

Item 151 construçãocom figura · polígono regular

Na figura estão representados, no plano complexo, os afixos A, B e C de três números complexos que são os vértices de um triângulo equilátero com centro na origem. Sabe-se que A é o afixo de 2i.

22.1. Determine os complexos cujos afixos são B e C, na forma algébrica.

22.2. Escreva uma equação do tipo z^{3} = w cujas soluções sejam os três complexos.

ABC O Re(z) Im(z)
O triângulo equilátero inscrito na circunferência de centro na origem, com o vértice A no semieixo imaginário positivo.
Item 152 construçãoExame Nacional · 2000 · Prova modelo · item 9

9.1. Considere o polinómio x^{3}-3x^{2}+6x-4. Determine analiticamente as suas raízes em ℂ, sabendo que uma delas é 1. Apresente-as na forma algébrica, simplificando-as o mais possível.

9.2. Seja z um número complexo de módulo 2. No plano complexo, sejam A a imagem geométrica de z e B a imagem geométrica de \overline{z}. Sabe-se que A está situado no primeiro quadrante e que o ângulo A\hat{O}B é reto. Determine \dfrac{z}{i}, apresentando o resultado na forma algébrica.

Item 153 escolha múltiplaExame Nacional · 2000 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 4

Na figura está representado um hexágono cujos vértices são as imagens geométricas, no plano complexo, das raízes de índice 6 de um certo número complexo.

O vértice C é a imagem geométrica do número complexo \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}}.

Qual dos seguintes números complexos tem por imagem geométrica o vértice D?

ABCDEFORe(z)Im(z)
O hexágono regular com centro na origem.
  • (A)\sqrt{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{6}}
  • (B)\sqrt{2}\,e^{i\frac{13{\pi}}{12}}
  • (C)\sqrt[6]{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{6}}
  • (D)\sqrt[6]{2}\,e^{i\frac{13{\pi}}{12}}
Item 154 construçãoExame Nacional · 2001 · Prova modelo · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 7+24i.

9.1. Um certo ponto P é a imagem geométrica, no plano complexo, de uma das raízes quadradas de z_{1}. Sabendo que o ponto P tem abcissa 4, determine a sua ordenada.

9.2. Seja z_{2} = e^{i{\alpha}}, com {\alpha} \in \left]\dfrac{3{\pi}}{4},\;{\pi}\right[. Indique, justificando, em que quadrante se situa a imagem geométrica de z_{1} \times z_{2}.

Item 155 escolha múltiplaExame Nacional · 2001 · 1.ª Fase (2.ª chamada) · item 4

Na figura está representado, no plano complexo, um heptágono regular inscrito numa circunferência de centro na origem e raio 1. Um dos vértices do heptágono pertence ao eixo imaginário.

Os vértices do heptágono são, para um certo número natural n, as imagens geométricas das raízes de índice n de um número complexo z.

Qual é o valor de z?

ORe(z)Im(z)
O heptágono regular inscrito na circunferência de raio 1.
  • (A)1+i
  • (B)1-i
  • (C)i
  • (D)-i
Item 156 construçãoExame Nacional · 2001 · Prova para militares · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = {\rho}e^{i\frac{{\pi}}{3}}, com {\rho} \in \mathbb{R}^{+}.

Determine, na forma trigonométrica, as raízes quadradas de \dfrac{z_{1}}{|z_{1}|}.

Item 157 construçãoExame Nacional · 2002 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 9

Em ℂ, considere os números complexos z_{1} = 1+i e z_{2} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}}.

Verifique que z_{1} e z_{2} são raízes quartas de um mesmo número complexo. Determine esse número, apresentando-o na forma algébrica.

Item 158 construçãoExame Nacional · 2002 · 1.ª Fase (2.ª chamada) · item 9

De dois números complexos z_{1} e z_{2} sabe-se que:

  • um argumento de z_{1} é \dfrac{{\pi}}{3};
  • o módulo de z_{2} é 4;
  • z_{1} e z_{2} são duas das raízes quartas de um certo número complexo z.

Sabendo que, no plano complexo, a imagem geométrica de z_{2} pertence ao segundo quadrante, determine z_{2} na forma algébrica.

Item 159 construçãoExame Nacional · 2002 · 2.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 1+i.

9.1. Determine os números reais b e c para os quais z_{1} é raiz do polinómio x^{2}+bx+c.

9.2. Seja z_{2} = e^{i{\alpha}}. Calcule o valor de {\alpha}, pertencente ao intervalo [0,\;2{\pi}], para o qual z_{1} \times \overline{z_{2}} é um número real negativo.

Item 160 escolha múltiplaExame Nacional · 2002 · Prova para militares · item 4

Seja w um número complexo cuja representação geométrica pertence à parte negativa do eixo real.

As representações geométricas das raízes quadradas de w pertencem a uma das retas abaixo indicadas. A qual delas?

  • (A)Eixo real
  • (B)Eixo imaginário
  • (C)Bissetriz dos quadrantes pares
  • (D)Bissetriz dos quadrantes ímpares
Item 161 construçãoExame Nacional · 2002 · Prova para militares · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z_{1} = 1-i.

Determine, na forma trigonométrica, os valores não nulos de z para os quais z^{2} = \overline{z} \times z_{1}.

Item 162 escolha múltiplaExame Nacional · 2003 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 4

Seja w um número complexo diferente de zero cuja imagem geométrica pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares.

A imagem geométrica de w^{4} pertence a uma das retas a seguir indicadas. A qual delas?

  • (A)Eixo real
  • (B)Eixo imaginário
  • (C)Bissetriz dos quadrantes pares
  • (D)Bissetriz dos quadrantes ímpares
Item 163 construçãoExame Nacional · 2003 · 1.ª Fase (2.ª chamada) · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

9.1. Sem recorrer à calculadora, determine \dfrac{\left(\sqrt{3}-2i\right)^{2} + \left(2e^{i\frac{{\pi}}{9}}\right)^{3}}{e^{i\frac{3{\pi}}{2}}}, apresentando o resultado na forma algébrica.

9.2. Seja {\alpha} um número real e sejam z_{1} = e^{i{\alpha}} e z_{2} = e^{i({\alpha}+{\pi})}. Mostre que z_{1} e z_{2} não podem ser ambos raízes cúbicas de um mesmo número complexo.

Item 164 construçãoExame Nacional · 2003 · 2.ª Fase · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Sem recorrer à calculadora, calcule, na forma trigonométrica, as raízes quartas do número complexo 1+\sqrt{3}i, simplificando o mais possível as expressões obtidas.

Item 165 construçãoExame Nacional · 2003 · Prova para militares · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere w = 1+2i.

Sabendo que w é uma raiz quarta de um certo número complexo z, determine, sem recorrer à calculadora, as restantes raízes quartas de z.

Item 166 escolha múltiplaExame Nacional · 2004 · 2.ª Fase · item 4

Os quatro vértices de um dos quadriláteros seguintes são as imagens geométricas, no plano complexo, das raízes quartas de um certo número complexo w.

Qual poderá ser esse quadrilátero?

(A)Re(z)Im(z)
(B)Re(z)Im(z)
(C)Re(z)Im(z)
(D)Re(z)Im(z)
Item 167 escolha múltiplaExame Nacional · 2004 · Época Especial · item 4

Um número complexo w tem a sua imagem geométrica na parte positiva do eixo imaginário.

As imagens geométricas das raízes cúbicas de w são os vértices de um dos triângulos representados. Qual é esse triângulo?

(A)Re(z)Im(z)
(B)Re(z)Im(z)
(C)Re(z)Im(z)
(D)Re(z)Im(z)
Item 168 escolha múltiplaExame Nacional · 2005 · 1.ª Fase · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 2e^{i\frac{{\pi}}{4}} e z_{2} = 2i.

Sejam P_{1} e P_{2} as imagens geométricas, no plano complexo, de z_{1} e z_{2}, respetivamente.

Sabe-se que o segmento de reta [P_{1}P_{2}] é um dos lados do polígono cujos vértices são as imagens geométricas das raízes de índice n de um certo número complexo w.

Qual é o valor de n?

  • (A)4
  • (B)6
  • (C)8
  • (D)10
Item 169 escolha múltiplaExame Nacional · 2005 · 2.ª Fase · item 4

Em qual das opções seguintes estão duas raízes cúbicas de um mesmo número complexo?

  • (A)e^{i\frac{{\pi}}{6}} e e^{i\frac{5{\pi}}{6}}
  • (B)e^{i\frac{{\pi}}{3}} e e^{i\frac{2{\pi}}{3}}
  • (C)e^{i\frac{{\pi}}{4}} e e^{i\frac{3{\pi}}{4}}
  • (D)e^{i\frac{{\pi}}{2}} e e^{i\frac{3{\pi}}{2}}
Item 170 escolha múltiplaExame Nacional · 2006 · 1.ª Fase · item 4

Os pontos A e B, representados na figura, são as imagens geométricas, no plano complexo, das raízes quadradas de um certo número complexo z.

Qual dos números complexos seguintes pode ser z?

ABORe(z)Im(z)
Os pontos A e B, afixos das raízes quadradas de z.
  • (A)1
  • (B)i
  • (C)-1
  • (D)-i
Item 171 construçãoExame Nacional · 2006 · Época Especial · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Considere a equação iz^{3} - \sqrt{3} - i = 0.

Uma das soluções desta equação tem a sua imagem geométrica no terceiro quadrante do plano complexo. Sem recorrer à calculadora, determine essa solução, escrevendo-a na forma trigonométrica.

Item 172 escolha múltiplaExame Nacional · 2007 · 1.ª Fase · item 4

Qual das opções seguintes apresenta duas raízes quadradas de um mesmo número complexo?

  • (A)1 e i
  • (B)-1 e i
  • (C)1-i e 1+i
  • (D)1-i e -1+i
Item 173 construçãoExame Nacional · 2008 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 1 - \sqrt{3}i e z_{2} = 8e^{i \times 0}.

Mostre, sem recorrer à calculadora, que -z_{1} é uma raiz cúbica de z_{2}.

Item 174 construçãoExame Nacional · 2008 · 2.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 1-i.

Considere z_{1} uma das raízes quartas de um certo número complexo z.

Determine uma outra raiz quarta de z cuja imagem geométrica é um ponto pertencente ao 3.º quadrante. Apresente o resultado na forma trigonométrica.

Item 175 escolha múltiplaExame Nacional · 2008 · Época Especial · item 4

Na figura está representado, no plano complexo, o polígono [EFGHI], inscrito numa circunferência de centro na origem do referencial e raio igual a 2.

Os vértices desse polígono são as imagens geométricas das raízes de índice 5 de um certo número complexo. Um dos vértices pertence ao eixo real.

Qual é o vértice do polígono [EFGHI] que é a imagem geométrica de 2e^{i\left(-\frac{3{\pi}}{5}\right)}?

EFGHIORe(z)Im(z)
O polígono [EFGHI], inscrito numa circunferência de raio 2.
  • (A)E
  • (B)F
  • (C)H
  • (D)I
Item 176 construçãoExame Nacional · 2009 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{2} = e^{i\frac{5}{6}{\pi}}.

Determine o menor valor de n \in \mathbb{N} tal que (-iz_{2})^{n} = -1.

Item 177 escolha múltiplaExame Nacional · 2009 · Época Especial · item 5

Considere, em ℂ, o número complexo w = 2e^{i\frac{{\pi}}{6}}.

No plano complexo, a imagem geométrica de w é um dos vértices do quadrado [ABCD], com centro na origem O, representado na figura.

Qual dos números complexos seguintes tem como imagem geométrica o vértice D do quadrado?

ABCDORe(z)Im(z)
O quadrado [ABCD], com centro na origem.
  • (A)2e^{i\frac{3{\pi}}{2}}
  • (B)2e^{i\frac{7{\pi}}{4}}
  • (C)2e^{i\frac{11{\pi}}{6}}
  • (D)2e^{i\frac{5{\pi}}{3}}
Item 178 escolha múltiplaExame Nacional · 2010 · 2.ª Fase · item 4

A figura representa um pentágono [ABCDE] no plano complexo. Os vértices do pentágono são as imagens geométricas das raízes de índice n de um número complexo w.

O vértice A tem coordenadas (1,\;0).

Qual dos números complexos seguintes tem por imagem geométrica o vértice D do pentágono?

ABCDE1ORe(z)Im(z)
O pentágono [ABCDE], com o vértice A em (1,\,0).
  • (A)5e^{i\frac{6{\pi}}{5}}
  • (B)e^{i\frac{6{\pi}}{5}}
  • (C)e^{i\left(-\frac{{\pi}}{5}\right)}
  • (D)e^{i\frac{{\pi}}{5}}
Item 179 escolha múltiplaExame Nacional · 2010 · 2.ª Fase · item 5

Seja w o número complexo cuja imagem geométrica está representada na figura.

A qual das retas seguintes pertence a imagem geométrica de w^{6}?

wORe(z)Im(z)
A imagem geométrica de w, sobre o semieixo imaginário negativo.
  • (A)Eixo real
  • (B)Eixo imaginário
  • (C)Bissetriz dos quadrantes ímpares
  • (D)Bissetriz dos quadrantes pares
Item 180 construçãoExame Nacional · 2010 · Época Especial · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere o número complexoz = \dfrac{(-1-i)^{8}}{\left(e^{i\frac{{\pi}}{8}}\right)^{2}} \times e^{i\frac{5{\pi}}{2}}

8.1. Verifique, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, que z = 16e^{i\frac{{\pi}}{4}}.

8.2. Determine a área do polígono cujos vértices, no plano complexo, são as imagens geométricas das raízes quartas de z.

Item 181 escolha múltiplaExame Nacional · 2011 · 1.ª Fase · item 5

Na figura, está representado, no plano complexo, a sombreado, um setor circular. Sabe-se que:

  • o ponto A está situado no 1.º quadrante;
  • o ponto B está situado no 4.º quadrante;
  • [AB] é um dos lados do polígono regular cujos vértices são as imagens geométricas das raízes de índice 5 do complexo 32e^{i\frac{{\pi}}{2}};
  • o arco AB está contido na circunferência de centro na origem e raio igual a \overline{OA}.

Qual dos números seguintes é o valor da área do setor circular AOB?

ABORe(z)Im(z)
O setor circular AOB, no plano complexo.
  • (A)\dfrac{{\pi}}{5}
  • (B)\dfrac{4{\pi}}{5}
  • (C)\dfrac{2{\pi}}{5}
  • (D)\dfrac{8{\pi}}{5}
Item 182 construçãoExame Nacional · 2011 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 1, z_{2} = 5i e z_{3} = e^{i\frac{n{\pi}}{40}}, com n \in \mathbb{N}.

9.1. O complexo z_{1} é raiz do polinómio z^{3}-z^{2}+16z-16. Determine, em ℂ, as restantes raízes do polinómio, apresentando-as na forma trigonométrica.

9.2. Determine o menor valor de n natural para o qual a imagem geométrica de z_{2} \times z_{3}, no plano complexo, está no terceiro quadrante e pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares.

Item 183 escolha múltiplaExame Nacional · 2011 · Época Especial · item 5

Considere, em ℂ, um número complexo w. No plano complexo, a imagem geométrica de w é o vértice A do octógono [ABCDEFGH] representado na figura.

Os vértices desse polígono são as imagens geométricas das raízes de índice 8 de um certo número complexo.

Qual dos números complexos seguintes tem como imagem geométrica o vértice C do octógono?

ABCDEFGHORe(z)Im(z)
O octógono regular [ABCDEFGH], com centro na origem.
  • (A)-w
  • (B)w+1
  • (C)i \times w
  • (D)i^{3} \times w
Item 184 construçãoExame Nacional · 2011 · Época Especial · item 8

Seja ℂ o conjunto dos números complexos. Considere z_{1} = 2 + \sqrt{3}i + i^{4n+2014}, com n \in \mathbb{N}.

Sabe-se que z_{1} é uma das raízes cúbicas de um certo complexo z.

Determine z, sem recorrer à calculadora. Apresente o resultado na forma algébrica.

Item 185 escolha múltiplaExame Nacional · 2011 · Prova Especial · item 5

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z = 8e^{i\frac{{\pi}}{6}}.

Qual dos números complexos seguintes é uma das raízes de índice seis de z?

  • (A)\sqrt{2}\,e^{i\frac{25{\pi}}{36}}
  • (B)\sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{25{\pi}}{36}\right)}
  • (C)2\sqrt{2}\,e^{i\frac{25{\pi}}{36}}
  • (D)2\sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{25{\pi}}{36}\right)}
Item 186 construçãoExame Nacional · 2012 · 1.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = (-2+i)^{3} e z_{2} = \dfrac{1+28i}{2+i}.

9.1. Resolva a equação z^{3} + z_{1} = z_{2}, sem recorrer à calculadora. Apresente as soluções na forma trigonométrica.

9.2. Seja w um número complexo não nulo. Mostre que, se w e \dfrac{1}{w} são raízes de índice n de um mesmo número complexo z, então z = 1 ou z = -1.

Item 187 escolha múltiplaExame Nacional · 2012 · 2.ª Fase · item 4

Na figura, está representado, no plano complexo, um polígono regular [ABCDEFGHI]. Os vértices desse polígono são as imagens geométricas das raízes de índice n de um número complexo z.

O vértice A tem coordenadas (0,\;-3).

Qual dos números complexos seguintes tem por imagem geométrica o vértice F?

ABCDEFGHIORe(z)Im(z)
O polígono regular de nove vértices, com centro na origem.
  • (A)3e^{i\frac{7{\pi}}{18}}
  • (B)3e^{i\frac{11{\pi}}{18}}
  • (C)3e^{i\frac{2{\pi}}{3}}
  • (D)3e^{i\frac{5{\pi}}{9}}
Item 188 construçãoExame Nacional · 2012 · Época Especial · item 8

Seja ℂ o conjunto dos números complexos e considere z = 8\sqrt{3} - 8i.

Determine, sem recorrer à calculadora, as raízes de índice 4 de z. Apresente as raízes na forma trigonométrica.

Item 189 construçãoTeste Intermédio · 12.º ano · 24.05.2013 · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos; i designa a unidade imaginária.

Mostre, sem recorrer à calculadora, que o número 2e^{i\frac{{\pi}}{10}} é solução da equação z^{6} \times \overline{z} = 128i.

Item 190 construçãoExame Nacional · 2013 · 1.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = \sqrt{2} + 2e^{i\frac{3{\pi}}{4}} e z_{2} = 1+i.

Sabe-se que \dfrac{z_{1}}{z_{2}} é uma raiz quarta de um certo número complexo w.

Determine w na forma algébrica, sem utilizar a calculadora.

Item 191 construçãoExame Nacional · 2013 · Época Especial · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{2} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{12}}.

As imagens geométricas de z_{2} e do seu conjugado, \overline{z_{2}}, são vértices consecutivos de um polígono regular. Os vértices desse polígono são as imagens geométricas das raízes de índice n de um certo número complexo w.

Determine w na forma algébrica, sem utilizar a calculadora. Comece por calcular n.

Item 192 escolha múltiplaExame Nacional · 2014 · 1.ª Fase · item 4

Na figura, está representado, no plano complexo, um polígono regular [ABCDEF]. Os vértices desse polígono são as imagens geométricas das n raízes de índice n de um número complexo z.

O vértice C tem coordenadas \left(-2\sqrt{2},\;2\sqrt{2}\right).

Qual dos números complexos seguintes tem por imagem geométrica o vértice E?

ABCDEFORe(z)Im(z)
O polígono regular [ABCDEF], com centro na origem.
  • (A)2\sqrt{2}\,e^{i\frac{13}{12}{\pi}}
  • (B)4e^{i\frac{13}{12}{\pi}}
  • (C)2\sqrt{2}\,e^{i\frac{17}{12}{\pi}}
  • (D)4e^{i\frac{17}{12}{\pi}}
Item 193 construçãoExame Nacional · 2015 · 2.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z_{1} = \dfrac{-1+i}{\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{12}}}.

Determine os números complexos z que são solução da equação z^{4} = z_{1}, sem utilizar a calculadora.

Apresente esses números na forma trigonométrica.

Item 194 construçãoExame Nacional · 2015 · Época Especial · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, sejam z_{1} = (1+i)^{6} e z_{2} = \dfrac{8i}{e^{i\left(-\frac{6{\pi}}{5}\right)}}.

Sabe-se que as imagens geométricas de z_{1} e z_{2} são vértices consecutivos de um polígono regular de n lados, com centro na origem do referencial.

Determine, sem recorrer à calculadora, o valor de n.

Item 195 escolha múltiplaExame Nacional · 2016 · 2.ª Fase · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z = 3+4i. Sabe-se que z é uma das raízes de índice 6 de um certo número complexo w.

Considere, no plano complexo, o polígono cujos vértices são as imagens geométricas das raízes de índice 6 desse número complexo w.

Qual é o perímetro do polígono?

  • (A)42
  • (B)36
  • (C)30
  • (D)24
Item 196 construçãoExame Nacional · 2016 · Época Especial · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z = \dfrac{2i}{1-i} + 2i^{23}.

Determine, sem recorrer à calculadora, os números complexos w tais que w^{3} = z.

Apresente os valores pedidos na forma trigonométrica.

Item 197 construçãoExame Nacional · 2018 · 1.ª Fase · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere w = 1 + \dfrac{2\sqrt{3} - \sqrt{3}\,i^{5}}{1+2i}.

Sabe-se que w é uma raiz quarta de um certo complexo z.

Determine a raiz quarta de z cujo afixo pertence ao primeiro quadrante. Apresente o resultado na forma trigonométrica, com argumento pertencente ao intervalo \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[.

Item 198 escolha múltiplaExame Nacional · 2018 · 2.ª Fase · item 4

Na figura, está representado, no plano complexo, um pentágono regular [ABCDE] inscrito numa circunferência de centro na origem e raio 1.

Sabe-se que o ponto C pertence ao semieixo real negativo. Seja z o número complexo cujo afixo é o ponto A.

Qual é o valor de z^{5}?

ABCDEORe(z)Im(z)
O pentágono regular [ABCDE], inscrito na circunferência de raio 1.
  • (A)-1
  • (B)1
  • (C)i
  • (D)-i
Item 199 construçãoExame Nacional · 2018 · Época Especial · item 11

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere o conjunto

A = \left\{ z \in \mathbb{C} : z^{4} + 16 = 0 \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) < 0 \right\}

Determine os elementos do conjunto A e apresente-os na forma algébrica.

Item 200 construçãoExame Nacional · 2020 · 1.ª Fase · item 4.1

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere, em ℂ, a equação z^{2} = \overline{z}.

Sabe-se que, no plano complexo, os afixos dos números complexos não nulos que são soluções desta equação são os vértices de um polígono regular.

Determine o perímetro desse polígono.

Item 201 construçãoExame Nacional · 2020 · Época Especial · item 8

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere o número complexo z_{1} = -1-i.

Determine, sem recorrer à calculadora, os números reais a e b de forma que z_{1} seja solução da equação\dfrac{a}{z^{2}} + bz^{4} = -2+i

Item 202 escolha múltiplaExame Nacional · 2021 · 1.ª Fase · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 2e^{i\frac{{\pi}}{4}} e z_{2} = 2e^{i\frac{3{\pi}}{28}}. Seja w o número complexo tal que w = \dfrac{z_{1}}{z_{2}}.

Sabe-se que, no plano complexo, o afixo de w é um dos vértices de um polígono regular com centro na origem do referencial e com outro vértice sobre o semieixo real positivo.

Qual é o número mínimo de vértices desse polígono?

  • (A)7
  • (B)14
  • (C)21
  • (D)28
Item 203 construçãoExame Nacional · 2021 · Época Especial · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, sejam z_{1} = \dfrac{1}{2}e^{i\frac{{\pi}}{4}} e z_{2} = 2i.

Determine, sem recorrer à calculadora, os números complexos z que são solução da equaçãoiz^{2} + z_{1}^{\,2} \times \left(\overline{z_{2}}\right)^{3} - 2 = 0

Apresente esses números na forma trigonométrica.

Item 204 construçãoExame Nacional · 2022 · 1.ª Fase · item 11

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, a equação

z^{3} = \left(\dfrac{-\sqrt{3}+i}{\sqrt{2}\,i}\right)^{6}

Determine o número complexo que é solução da equação e cujo afixo, no plano complexo, pertence ao terceiro quadrante. Apresente o resultado na forma a + bi, com a, b \in \mathbb{R}.

Item 205 construçãoExame Nacional · 2022 · 2.ª Fase · item 7

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, o número complexo z = \dfrac{4}{1-i} + 4i^{18}.

O número complexo z é uma das raízes cúbicas de um número complexo w.

Determine as restantes raízes cúbicas de w e apresente-as na forma trigonométrica.

Item 206 construçãoExame Nacional · 2023 · 1.ª Fase · item 11

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, o número

w = \dfrac{e^{i\frac{5{\pi}}{6}} - i^{17}}{i}

Determine, em ℂ, as soluções da equação z^{2} = w. Apresente os valores pedidos na forma a + bi, com a, b \in \mathbb{R}.

Item 207 escolha múltiplaExame Nacional · 2024 · 1.ª Fase · item 4

Na figura, está representado, no plano complexo, o triângulo [ABC], cujos vértices pertencem à circunferência de raio 2 centrada na origem do referencial, sendo o ponto A pertencente ao semieixo imaginário negativo.

Os pontos A, B e C são os afixos das raízes cúbicas de um certo número complexo w.

Em qual das seguintes opções se apresenta w, escrito na forma trigonométrica?

ABCORe(z)Im(z)
O triângulo [ABC], inscrito numa circunferência de raio 2.
  • (A)2e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  • (B)2e^{i\frac{3{\pi}}{2}}
  • (C)8e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  • (D)8e^{i\frac{3{\pi}}{2}}
Item 208 construçãoExame Nacional · 2024 · 2.ª Fase · item 8

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, o número w = \dfrac{-1-\sqrt{3}i}{e^{i\left(-\frac{3{\pi}}{4}\right)}}.

O número complexo w é uma das raízes sextas de um certo número complexo z.

Determine iz.

Item 209 construçãoExame Nacional · 2025 · Época Especial · item 8

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Seja w um número complexo de argumento {\theta}, com {\theta} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\;{\pi}\right[.

Sabe-se que w é uma das soluções da equação(1-i)z^{3} - 8\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}} = 0

Determine w. Apresente o resultado na forma a+bi, com a,b \in \mathbb{R}.

Item 210 construçãoExame Nacional · 2026 · 1.ª Fase · item 8

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, o número w = \dfrac{-\sqrt{3}+i}{2e^{i\left(-\frac{5{\pi}}{6}\right)}}.

Determine as soluções da equação z^{2} = w.

Apresente as soluções na forma a+bi, com a,b \in \mathbb{R}.

Duas raízes cúbicas do mesmo número têm de ter o mesmo módulo e argumentos que diferem de 2{\pi}/3 (ou 4{\pi}/3). Começa por comparar módulos — elimina logo duas opções.

  1. Critério: as três raízes cúbicas de um complexo têm o mesmo módulo e argumentos em progressão aritmética de razão 2{\pi}/3.
  2. (B) módulos iguais (2 e 2) mas argumentos 0 e {\pi}/2: a diferença {\pi}/2 não é 2{\pi}/3 nem 4{\pi}/3. Falso.
  3. (A) e (C): os argumentos diferem de {\pi}. Falso. (De facto 1^{3} = 1 e (-1)^{3} = -1.)
  4. (D) |2| = 2 e |-1 + \sqrt{3}i| = \sqrt{1 + 3} = 2 ✓. Argumentos: 0 e 2{\pi}/3 ✓ — a diferença é exatamente 2{\pi}/3.
  5. Confirmação: 2^{3} = 8 e (2e^{i2{\pi}/3})^{3} = 8e^{i2{\pi}} = 8. Ambos são raízes cúbicas de 8.
RespostaOpção (D)

Isola a potência (z^{4} = -16), escreve -16 na forma trigonométrica e aplica a fórmula de De Moivre generalizada com n = 4 e k = 0, 1, 2, 3.

  1. z^{4} = -16 = 16 e^{i{\pi}}
  2. z_{k} = \sqrt[4]{16} e^{i(\frac{{\pi}}{4} + \frac{2k{\pi}}{4})} = 2e^{i({\pi}/4 + k{\pi}/2)}, k = 0, 1, 2, 3.
  3. k = 0: 2e^{i{\pi}/4} = 2(\frac{\sqrt{2}}{2} + \frac{\sqrt{2}}{2}i) = \sqrt{2} + \sqrt{2} i
  4. k = 1: 2e^{i3{\pi}/4} = -\sqrt{2} + \sqrt{2} i
  5. k = 2: 2e^{i5{\pi}/4} = -\sqrt{2} - \sqrt{2} i
  6. k = 3: 2e^{i7{\pi}/4} = \sqrt{2} - \sqrt{2} i
  7. Os quatro afixos são os vértices de um quadrado de centro na origem e circunraio 2.Repara que as soluções surgem em dois pares conjugados — como tinha de ser, por os coeficientes da equação serem reais.
RespostaS = \{ \sqrt{2} + \sqrt{2}i, -\sqrt{2} + \sqrt{2}i, -\sqrt{2} - \sqrt{2}i, \sqrt{2} - \sqrt{2}i \}

Uma equação do 3.º grau de coeficientes reais tem sempre pelo menos uma raiz real: experimenta os divisores do termo independente (\pm 1, \pm 2, \pm 4). Em alternativa, agrupa os termos dois a dois e coloca fatores em evidência.

  1. Fatorização por agrupamento: z^{2}(z + 1) + 4(z + 1) = (z + 1)(z^{2} + 4).Em alternativa, e é o caminho mais seguro quando os termos não se deixam agrupar: -1 anula o polinómio, logo a regra de Ruffini com os coeficientes 1, 1, 4, 4\begin{array}{r|rrrr} & 1 & 1 & 4 & 4\\ -1 & & -1 & 0 & -4\\ \hline & 1 & 0 & 4 & 0 \end{array}ou seja o quociente z^{2} + 4 e resto 0.
  2. Lei do anulamento do produto: z + 1 = 0 \vee z^{2} + 4 = 0.
  3. z = -1z^{2} = -4.
  4. z^{2} = -4 \Leftrightarrow z = \pm \sqrt{-4} = \pm 2i.
  5. Estrutura esperada: uma raiz real e duas complexas conjugadas.
RespostaS = \{ -1, -2i, 2i \}

Os vértices de um polígono regular de n lados centrado na origem são as n raízes de índice n de um mesmo complexo: têm o mesmo módulo e argumentos que diferem de 2{\pi}/n. Aqui, n = 3 ⟹ diferenças de 2{\pi}/3.

22.1.

  1. 2i = 2e^{i{\pi}/2} (módulo 2, argumento {\pi}/2).
  2. Os outros vértices têm o mesmo módulo e argumentos \frac{{\pi}}{2} + \frac{2{\pi}}{3} = \frac{7{\pi}}{6} e \frac{{\pi}}{2} + \frac{4{\pi}}{3} = \frac{11{\pi}}{6}.
  3. 2e^{i7{\pi}/6} = 2(-\frac{\sqrt{3}}{2} - \frac{1}{2}i) = -\sqrt{3} - i — é o afixo B.
  4. 2e^{i11{\pi}/6} = 2(\frac{\sqrt{3}}{2} - \frac{1}{2}i) = \sqrt{3} - i — é o afixo C.

22.2.

  1. Se os três são as raízes cúbicas de w, então w = (2i)^{3}.
  2. (2i)^{3} = 8i^{3} = -8i.
Respostas22.1. -\sqrt{3} - i e \sqrt{3} - i · 22.2. z^{3} = -8i

Em 9.2, o ângulo entre os afixos de z e de \overline{z} é o dobro do argumento de z — é isso que fixa o argumento.

  1. 9.1. Como 1 é raiz, o polinómio é divisível por x-1. Pela regra de Ruffini:x^{3}-3x^{2}+6x-4 = (x-1)\left(x^{2}-2x+4\right)
  2. x = \dfrac{2 \pm \sqrt{4-16}}{2} = \dfrac{2 \pm \sqrt{-12}}{2} = \dfrac{2 \pm 2\sqrt{3}i}{2} = 1 \pm \sqrt{3}i
  3. Raízes: 1, 1+\sqrt{3}i e 1-\sqrt{3}i.
  4. 9.2. Se \arg(z) = {\theta}, então \arg(\overline{z}) = -{\theta} e o ângulo A\hat{O}B mede 2{\theta}.
  5. 2{\theta} = \dfrac{{\pi}}{2} \Leftrightarrow {\theta} = \dfrac{{\pi}}{4} (compatível com A no 1.º quadrante), logo z = 2e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  6. \dfrac{z}{i} = \dfrac{2e^{i\frac{{\pi}}{4}}}{e^{i\frac{{\pi}}{2}}} = 2e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)} = 2\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2}-\dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = \sqrt{2}-\sqrt{2}i
Resposta9.1. 1, 1+\sqrt{3}i e 1-\sqrt{3}i  ·  9.2. \dfrac{z}{i} = \sqrt{2}-\sqrt{2}i

Todos os vértices têm o mesmo módulo que C. E D é o vértice seguinte no sentido positivo — um só passo.

  1. Todos os vértices são raízes de índice 6 do mesmo complexo, logo têm o mesmo módulo: \sqrt{2}. Ficam excluídas (C) e (D).
  2. Os vértices estão espaçados de \dfrac{2{\pi}}{6} = \dfrac{{\pi}}{3} e, pela figura, D vem imediatamente a seguir a C no sentido positivo:\arg(D) = \dfrac{3{\pi}}{4} + \dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{9{\pi}}{12} + \dfrac{4{\pi}}{12} = \dfrac{13{\pi}}{12}
RespostaOpção (B)

Em 9.1, escreve a raiz como 4+yi, eleva ao quadrado e iguala a 7+24i. Em 9.2, enquadra o argumento de z_{1} comparando \operatorname{Re} com \operatorname{Im}.

  1. 9.1. Seja 4+yi essa raiz quadrada. Então(4+yi)^{2} = 16 + 8yi + y^{2}i^{2} = \left(16-y^{2}\right) + 8yi = 7+24i
  2. Igualando as partes imaginárias: 8y = 24 \Leftrightarrow y = 3. Confirmando com as partes reais: 16-9 = 7
  3. 9.2. z_{1} = 7+24i tem afixo no 1.º quadrante e \operatorname{tg}{\theta}_{1} = \dfrac{24}{7} > 1, logo {\theta}_{1} \in \left]\dfrac{{\pi}}{4},\,\dfrac{{\pi}}{2}\right[.
  4. Somando os intervalos:\arg(z_{1}z_{2}) = {\theta}_{1}+{\alpha} \in \left]\dfrac{{\pi}}{4}+\dfrac{3{\pi}}{4},\;\dfrac{{\pi}}{2}+{\pi}\right[ = \left]{\pi},\;\dfrac{3{\pi}}{2}\right[
  5. Esse intervalo é exatamente o 3.º quadrante.
Resposta9.1. Ordenada 3  ·  9.2. 3.º quadrante

O polígono tem 7 vértices, logo n = 7. Escolhe o vértice mais fácil de identificar e eleva-o a 7.

  1. O heptágono tem 7 vértices, logo n = 7. Todos têm módulo 1, logo |z| = 1^{7} = 1 — ficam excluídas as opções (A) e (B).
  2. Pela figura, o vértice sobre o eixo imaginário está no semieixo positivo: é o afixo de w = e^{i\frac{{\pi}}{2}}.
  3. z = w^{7} = e^{i\frac{7{\pi}}{2}} = e^{i\left(\frac{7{\pi}}{2}-2{\pi}\right)} = e^{i\frac{3{\pi}}{2}} = -i
RespostaOpção (D)

Dividir um complexo pelo seu módulo dá sempre um complexo de módulo 1 — e o argumento não muda. Isso simplifica tudo.

  1. |z_{1}| = {\rho}, logo\dfrac{z_{1}}{|z_{1}|} = \dfrac{{\rho}e^{i\frac{{\pi}}{3}}}{{\rho}} = e^{i\frac{{\pi}}{3}}
  2. Raízes quadradas:w_{k} = \sqrt{1}\;e^{i\frac{\frac{{\pi}}{3}+2k{\pi}}{2}} = e^{i\left(\frac{{\pi}}{6}+k{\pi}\right)},\quad k \in \{0,\,1\}
  3. k=0: e^{i\frac{{\pi}}{6}}.   k=1: e^{i\frac{7{\pi}}{6}} (o simétrico do anterior).
Respostae^{i\frac{{\pi}}{6}} e e^{i\frac{7{\pi}}{6}}

Basta mostrar que z_{1}^{4} = z_{2}^{4}. Passa z_{1} à forma trigonométrica para as contas ficarem imediatas.

  1. |z_{1}| = \sqrt{2} e o afixo (1,\,1) está na bissetriz do 1.º quadrante, logo z_{1} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  2. z_{1}^{4} = \left(\sqrt{2}\right)^{4}e^{i\frac{4{\pi}}{4}} = 4e^{i{\pi}} = -4
  3. z_{2}^{4} = \left(\sqrt{2}\right)^{4}e^{i\frac{12{\pi}}{4}} = 4e^{i3{\pi}} = 4e^{i{\pi}} = -4
  4. Como z_{1}^{4} = z_{2}^{4} = -4, ambos são raízes quartas de -4. \blacksquare
Respostaz_{1}^{4} = z_{2}^{4} = -4

Todas as raízes quartas têm o mesmo módulo — logo |z_{1}| = 4 também. Depois soma múltiplos de \dfrac{{\pi}}{2} ao argumento de z_{1} até chegar ao 2.º quadrante.

  1. As quatro raízes quartas de z têm todas o mesmo módulo, logo |z_{1}| = |z_{2}| = 4.
  2. Os argumentos diferem de \dfrac{2{\pi}}{4} = \dfrac{{\pi}}{2}. Partindo de \dfrac{{\pi}}{3}:\dfrac{{\pi}}{3},\quad \dfrac{{\pi}}{3}+\dfrac{{\pi}}{2} = \dfrac{5{\pi}}{6},\quad \dfrac{4{\pi}}{3},\quad \dfrac{11{\pi}}{6}
  3. O único no 2.º quadrante é \dfrac{5{\pi}}{6}, logo z_{2} = 4e^{i\frac{5{\pi}}{6}}.
  4. z_{2} = 4\left(\cos\dfrac{5{\pi}}{6} + i\operatorname{sen}\dfrac{5{\pi}}{6}\right) = 4\left(-\dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i\right) = -2\sqrt{3} + 2i
Respostaz_{2} = -2\sqrt{3} + 2i

Em 9.1, substitui x por 1+i e iguala a 0, separando parte real e parte imaginária.

  1. 9.1. (1+i)^{2} + b(1+i) + c = 0 \Leftrightarrow 2i + b + bi + c = 0.
  2. Agrupando: (b+c) + (2+b)i = 0 + 0i, logo\begin{cases} b+c = 0 \\ 2+b = 0 \end{cases} \Leftrightarrow \begin{cases} b = -2 \\ c = 2 \end{cases}
  3. Confirmação: as raízes de x^{2}-2x+2 são 1 \pm i
  4. 9.2. z_{1} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}} e \overline{z_{2}} = e^{-i{\alpha}}, logo z_{1}\overline{z_{2}} = \sqrt{2}\,e^{i\left(\frac{{\pi}}{4}-{\alpha}\right)}.
  5. Real negativo \Leftrightarrow \dfrac{{\pi}}{4}-{\alpha} = {\pi}+2k{\pi} \Leftrightarrow {\alpha} = -\dfrac{3{\pi}}{4}-2k{\pi}.
  6. Com k=-1: {\alpha} = -\dfrac{3{\pi}}{4}+2{\pi} = \dfrac{5{\pi}}{4} \in [0,\,2{\pi}]
Resposta9.1. b=-2, c=2  ·  9.2. {\alpha} = \dfrac{5{\pi}}{4}

Se \arg(w) = {\pi}, quais são os dois argumentos das raízes quadradas?

  1. O afixo de w está no semieixo real negativo, logo \arg(w) = {\pi}.
  2. As raízes quadradas têm argumentos\dfrac{{\pi}+2k{\pi}}{2} = \dfrac{{\pi}}{2} + k{\pi},\quad k \in \{0,\,1\}
  3. Ou seja, \dfrac{{\pi}}{2} e \dfrac{3{\pi}}{2}: os afixos estão nos semieixos imaginários positivo e negativo.
  4. Ambos pertencem ao eixo imaginário.
  5. Exemplo: as raízes quadradas de -4 são 2i e -2i.
RespostaOpção (B)

Escreve z = {\rho}e^{i{\theta}} (e portanto \overline{z} = {\rho}e^{-i{\theta}}) e iguala módulos e argumentos. Vão sair três soluções.

  1. z_{1} = 1-i = \sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)}.
  2. Com z = {\rho}e^{i{\theta}} e \overline{z} = {\rho}e^{-i{\theta}}:{\rho}^{2}e^{i2{\theta}} = {\rho}\sqrt{2}\,e^{i\left(-{\theta}-\frac{{\pi}}{4}\right)}
  3. Módulos: {\rho}^{2} = {\rho}\sqrt{2} \Leftrightarrow {\rho}\left({\rho}-\sqrt{2}\right) = 0. Como z \neq 0, vem {\rho} = \sqrt{2}.
  4. Argumentos: 2{\theta} = -{\theta}-\dfrac{{\pi}}{4}+2k{\pi} \Leftrightarrow 3{\theta} = -\dfrac{{\pi}}{4}+2k{\pi} \Leftrightarrow {\theta} = -\dfrac{{\pi}}{12}+\dfrac{2k{\pi}}{3}.
  5. k=0: -\dfrac{{\pi}}{12};   k=1: \dfrac{7{\pi}}{12};   k=2: \dfrac{5{\pi}}{4}.
Resposta\sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{12}\right)}, \sqrt{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{12}} e \sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}}

A bissetriz dos quadrantes ímpares dá dois argumentos possíveis. Experimenta os dois — o resultado é o mesmo.

  1. O afixo de w está na bissetriz dos quadrantes ímpares, logo \arg(w) = \dfrac{{\pi}}{4} (1.º quadrante) ou \arg(w) = \dfrac{5{\pi}}{4} (3.º quadrante).
  2. Se \arg(w) = \dfrac{{\pi}}{4}: \arg(w^{4}) = 4 \times \dfrac{{\pi}}{4} = {\pi}.
  3. Se \arg(w) = \dfrac{5{\pi}}{4}: \arg(w^{4}) = 5{\pi} \equiv {\pi} (a menos de voltas completas).
  4. Em ambos os casos o afixo está no semieixo real negativo, contido no eixo real.
RespostaOpção (A)

Em 9.2, se ambos fossem raízes cúbicas do mesmo número, teríamos z_{1}^{3} = z_{2}^{3}. Calcula os dois cubos e compara.

  1. 9.1. \left(\sqrt{3}-2i\right)^{2} = 3 - 4\sqrt{3}i + 4i^{2} = -1 - 4\sqrt{3}i.
  2. \left(2e^{i\frac{{\pi}}{9}}\right)^{3} = 8e^{i\frac{{\pi}}{3}} = 8\left(\dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = 4 + 4\sqrt{3}i.
  3. Numerador: (-1 - 4\sqrt{3}i) + (4 + 4\sqrt{3}i) = 3. Denominador: e^{i\frac{3{\pi}}{2}} = -i.
  4. \dfrac{3}{-i} = \dfrac{3 \times i}{-i \times i} = \dfrac{3i}{1} = 3i
  5. 9.2. z_{1}^{3} = e^{i3{\alpha}} e z_{2}^{3} = e^{i3({\alpha}+{\pi})} = e^{i3{\alpha}} \times e^{i3{\pi}} = -e^{i3{\alpha}}.
  6. Se ambos fossem raízes cúbicas do mesmo complexo w, teríamos z_{1}^{3} = z_{2}^{3} = w, ou seja e^{i3{\alpha}} = -e^{i3{\alpha}}, donde 2e^{i3{\alpha}} = 0 — impossível, porque \left|e^{i3{\alpha}}\right| = 1 \neq 0. \blacksquare
Resposta9.1. 3i  ·  9.2. z_{2}^{3} = -z_{1}^{3}, logo nunca são iguais

Passa 1+\sqrt{3}i à forma trigonométrica e aplica a fórmula. O módulo \sqrt[4]{2} não simplifica mais, mas os argumentos sim.

  1. \left|1+\sqrt{3}i\right| = \sqrt{1+3} = 2; \operatorname{tg}{\theta} = \sqrt{3} no 1.º quadrante, logo {\theta} = \dfrac{{\pi}}{3} e 1+\sqrt{3}i = 2e^{i\frac{{\pi}}{3}}.
  2. z_{k} = \sqrt[4]{2}\;e^{i\frac{\frac{{\pi}}{3}+2k{\pi}}{4}} = \sqrt[4]{2}\;e^{i\left(\frac{{\pi}}{12}+\frac{k{\pi}}{2}\right)},\quad k \in \{0,1,2,3\}
  3. Argumentos: \dfrac{{\pi}}{12}, \dfrac{7{\pi}}{12}, \dfrac{13{\pi}}{12} e \dfrac{19{\pi}}{12}.
Resposta\sqrt[4]{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{12}}, \sqrt[4]{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{12}}, \sqrt[4]{2}\,e^{i\frac{13{\pi}}{12}} e \sqrt[4]{2}\,e^{i\frac{19{\pi}}{12}}

Não precisas do módulo nem do argumento: as raízes quartas obtêm-se umas das outras por rotações de 90^\circ, ou seja, multiplicando sucessivamente por i.

  1. As quatro raízes quartas de z têm o mesmo módulo e argumentos que diferem de \dfrac{2{\pi}}{4} = \dfrac{{\pi}}{2}: obtêm-se de w multiplicando sucessivamente por i.
  2. w \times i = (1+2i)i = i + 2i^{2} = -2 + i
  3. w \times i^{2} = -(1+2i) = -1 - 2i
  4. w \times i^{3} = (1+2i)(-i) = -i - 2i^{2} = 2 - i
Resposta-2+i, -1-2i e 2-i

As n raízes de índice n de um complexo têm todas o mesmo módulo e argumentos igualmente espaçados. Que polígono é esse, sempre?

  1. As raízes de índice n de um número complexo têm todas o mesmo módulo e argumentos que diferem sucessivamente de \dfrac{2{\pi}}{n}.
  2. Logo os afixos são os vértices de um polígono regular de n lados inscrito numa circunferência de centro na origem.
  3. Com n=4, esse polígono é um quadrado centrado na origem.
  4. A opção (A) é um retângulo não quadrado; a (C) é um quadrado mas não centrado em O; a (D) é um losango não quadrado. Só a (B) serve.
RespostaOpção (B)

Calcula os três argumentos das raízes cúbicas de w = {\rho}e^{i\frac{{\pi}}{2}} e compara com os vértices de cada triângulo.

  1. w está no semieixo imaginário positivo, logo \arg(w) = \dfrac{{\pi}}{2}.
  2. Raízes cúbicas:{\theta}_{k} = \dfrac{\frac{{\pi}}{2}+2k{\pi}}{3} = \dfrac{{\pi}}{6} + \dfrac{2k{\pi}}{3},\quad k \in \{0,1,2\}
  3. Argumentos: \dfrac{{\pi}}{6} = 30^\circ, \dfrac{5{\pi}}{6} = 150^\circ e \dfrac{3{\pi}}{2} = 270^\circ.
  4. O triângulo com um vértice sobre o semieixo imaginário negativo e os outros dois simétricos acima do eixo real é o da opção (D).
RespostaOpção (D)

«Ser um lado» significa que P_{1} e P_{2} são vértices consecutivos. Escreve z_{2} na forma trigonométrica e compara os argumentos.

  1. z_{2} = 2i = 2e^{i\frac{{\pi}}{2}}: tem o mesmo módulo de z_{1} ✓ (têm de ter, para estarem na mesma circunferência).
  2. Sendo vértices consecutivos, a diferença dos argumentos é \dfrac{2{\pi}}{n}:\dfrac{{\pi}}{2} - \dfrac{{\pi}}{4} = \dfrac{{\pi}}{4}
  3. \dfrac{2{\pi}}{n} = \dfrac{{\pi}}{4} \Leftrightarrow n = 8
RespostaOpção (C)

Todas as opções têm módulo 1, portanto o que decide é a diferença dos argumentos. Que valor tem de ser?

  1. As três raízes cúbicas de um mesmo complexo são os vértices de um triângulo equilátero centrado na origem: os argumentos de duas quaisquer diferem de \dfrac{2{\pi}}{3} (ou de \dfrac{4{\pi}}{3}).
  2. (B): \dfrac{2{\pi}}{3} - \dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{{\pi}}{3} ✗   (C): \dfrac{3{\pi}}{4} - \dfrac{{\pi}}{4} = \dfrac{{\pi}}{2} ✗   (D): \dfrac{3{\pi}}{2} - \dfrac{{\pi}}{2} = {\pi}
  3. (A): \dfrac{5{\pi}}{6} - \dfrac{{\pi}}{6} = \dfrac{4{\pi}}{6} = \dfrac{2{\pi}}{3}
  4. Confirmação: \left(e^{i\frac{{\pi}}{6}}\right)^{3} = e^{i\frac{{\pi}}{2}} e \left(e^{i\frac{5{\pi}}{6}}\right)^{3} = e^{i\frac{5{\pi}}{2}} = e^{i\frac{{\pi}}{2}}
RespostaOpção (A)

Lê da figura em que quadrante está A, escreve A = {\rho}e^{i{\theta}} e vê onde cai 2{\theta}.

  1. Seja A o afixo de w = {\rho}e^{i{\theta}}. Como w é raiz quadrada de z, vem z = w^{2} = {\rho}^{2}e^{i2{\theta}}.
  2. Pela figura, A pertence ao 2.º quadrante: \dfrac{{\pi}}{2} < {\theta} < {\pi}.
  3. Logo {\pi} < 2{\theta} < 2{\pi}: o afixo de z está «abaixo» do eixo real (3.º ou 4.º quadrante, ou o semieixo imaginário negativo).
  4. Das quatro opções, só -i = e^{i\frac{3{\pi}}{2}} verifica essa condição.
RespostaOpção (D)

Isola z^{3}: fica um quociente de dois complexos na forma trigonométrica. Depois escolhe, das três raízes, a que cai no 3.º quadrante.

  1. iz^{3} = \sqrt{3}+i. Ora \left|\sqrt{3}+i\right| = 2 e o afixo está no 1.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{1}{\sqrt{3}}, logo \sqrt{3}+i = 2e^{i\frac{{\pi}}{6}}.
  2. z^{3} = \dfrac{2e^{i\frac{{\pi}}{6}}}{e^{i\frac{{\pi}}{2}}} = 2e^{i\left(\frac{{\pi}}{6}-\frac{{\pi}}{2}\right)} = 2e^{i\left(-\frac{{\pi}}{3}\right)} = 2e^{i\frac{5{\pi}}{3}}
  3. Raízes cúbicas:z_{k} = \sqrt[3]{2}\;e^{i\frac{\frac{5{\pi}}{3}+2k{\pi}}{3}} = \sqrt[3]{2}\;e^{i\left(\frac{5{\pi}}{9}+\frac{2k{\pi}}{3}\right)},\quad k \in \{0,1,2\}
  4. Argumentos: \dfrac{5{\pi}}{9} = 100^\circ, \dfrac{11{\pi}}{9} = 220^\circ e \dfrac{17{\pi}}{9} = 340^\circ.
  5. O 3.º quadrante corresponde a \dfrac{11{\pi}}{9}.
Respostaz = \sqrt[3]{2}\,e^{i\frac{11{\pi}}{9}}

Duas raízes quadradas do mesmo número são simétricas: mesmo módulo e argumentos que diferem de {\pi}.

  1. Se w_{1} e w_{2} são as duas raízes quadradas de z, então têm o mesmo módulo e os argumentos diferem de \dfrac{2{\pi}}{2} = {\pi}: são simétricas, w_{2} = -w_{1}.
  2. Nas opções (A), (B) e (C) os argumentos diferem de \dfrac{{\pi}}{2}.
  3. Na opção (D), -1+i = -(1-i): são números simétricos ✓
  4. Confirmação: (1-i)^{2} = -2i e (-1+i)^{2} = -2i — são as duas raízes quadradas de -2i.
RespostaOpção (D)

Mostrar que -z_{1} é raiz cúbica de z_{2} é mostrar que (-z_{1})^{3} = z_{2}. Passa -z_{1} à forma trigonométrica.

  1. -z_{1} = -(1-\sqrt{3}i) = -1 + \sqrt{3}i.
  2. |-z_{1}| = \sqrt{(-1)^{2}+\left(\sqrt{3}\right)^{2}} = \sqrt{4} = 2.
  3. \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{\sqrt{3}}{-1} = -\sqrt{3} com \operatorname{sen}{\theta} > 0 e \cos{\theta} < 0 (2.º quadrante), logo {\theta} = {\pi} - \dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{2{\pi}}{3} e -z_{1} = 2e^{i\frac{2{\pi}}{3}}.
  4. (-z_{1})^{3} = 2^{3}e^{i\left(3 \times \frac{2{\pi}}{3}\right)} = 8e^{i2{\pi}} = 8e^{i \times 0} = z_{2}
  5. Logo -z_{1} é uma raiz cúbica de z_{2}. \blacksquare
Resposta(-z_{1})^{3} = 8e^{i \times 0} = z_{2}

Não precisas de calcular z: as quatro raízes têm o mesmo módulo e argumentos que diferem de \dfrac{{\pi}}{2}. Basta rodar z_{1}.

  1. |z_{1}| = \sqrt{1+1} = \sqrt{2} e o afixo (1,\,-1) está na bissetriz do 4.º quadrante, logo z_{1} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{4}}.
  2. As quatro raízes quartas de z têm módulo \sqrt{2} e argumentos espaçados de \dfrac{2{\pi}}{4} = \dfrac{{\pi}}{2}.
  3. Partindo de \dfrac{7{\pi}}{4} e somando \dfrac{{\pi}}{2} sucessivamente (reduzindo a uma volta): \dfrac{{\pi}}{4}, \dfrac{3{\pi}}{4}, \dfrac{5{\pi}}{4}.
  4. O 3.º quadrante corresponde a \dfrac{5{\pi}}{4}.
Resposta\sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}}

Converte -\dfrac{3{\pi}}{5} em graus (ou compara com -\dfrac{{\pi}}{2} e -{\pi}): o quadrante decide quase tudo.

  1. -\dfrac{3{\pi}}{5} = -108^\circ. Como -{\pi} < -\dfrac{3{\pi}}{5} < -\dfrac{{\pi}}{2}, o afixo pertence ao 3.º quadrante.
  2. O módulo é 2, igual ao raio da circunferência, logo o afixo é um dos vértices.
  3. Pela figura, o único vértice no 3.º quadrante é H.
RespostaOpção (C)

Simplifica primeiro -iz_{2} num único e^{i{\alpha}}. Depois é uma equação em n com o argumento.

  1. -i = e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}\right)}, logo-iz_{2} = e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}+\frac{5{\pi}}{6}\right)} = e^{i\left(-\frac{3{\pi}}{6}+\frac{5{\pi}}{6}\right)} = e^{i\frac{{\pi}}{3}}
  2. (-iz_{2})^{n} = e^{i\frac{n{\pi}}{3}} e -1 = e^{i{\pi}} (ambos com módulo 1).
  3. \dfrac{n{\pi}}{3} = {\pi}+2k{\pi} \Leftrightarrow \dfrac{n}{3} = 1+2k \Leftrightarrow n = 3+6k
  4. O menor natural é n = 3 (com k=0).
Respostan = 3

Os quatro vértices de um quadrado centrado em O distam \dfrac{{\pi}}{2}. De A a D há três passos no sentido positivo — ou, mais depressa, um passo no sentido negativo.

  1. w é o vértice A: módulo 2 e argumento \dfrac{{\pi}}{6}. Todos os vértices têm módulo 2.
  2. Os vértices estão espaçados de \dfrac{2{\pi}}{4} = \dfrac{{\pi}}{2}, e D é o vértice imediatamente anterior a A no sentido positivo:\arg(D) = \dfrac{{\pi}}{6} - \dfrac{{\pi}}{2} = \dfrac{{\pi}}{6} - \dfrac{3{\pi}}{6} = -\dfrac{{\pi}}{3}
  3. Somando uma volta completa: -\dfrac{{\pi}}{3} + 2{\pi} = \dfrac{5{\pi}}{3}.
RespostaOpção (D)

O módulo é o mesmo em todos os vértices e A dá-to de graça. Depois conta os passos de \dfrac{2{\pi}}{5}.

  1. A = (1,\,0) é o afixo de 1: módulo 1 e argumento 0. Todos os vértices têm módulo 1 — fica excluída a opção (A).
  2. O pentágono tem 5 vértices, espaçados de \dfrac{2{\pi}}{5}.
  3. De A a D3 passos no sentido positivo:\arg(D) = 0 + 3 \times \dfrac{2{\pi}}{5} = \dfrac{6{\pi}}{5}
  4. As opções (C) e (D) correspondem a argumentos \pm\dfrac{{\pi}}{5}, que nem sequer são múltiplos de \dfrac{2{\pi}}{5}.
RespostaOpção (B)

Lê o argumento de w diretamente da figura e multiplica-o por 6. Depois reduz o resultado a uma volta.

  1. O afixo de w está no semieixo imaginário negativo, logo \arg(w) = -\dfrac{{\pi}}{2} (ou, equivalentemente, \dfrac{3{\pi}}{2}).
  2. \arg(w^{6}) = 6 \times \left(-\dfrac{{\pi}}{2}\right) = -3{\pi}
  3. -3{\pi} + 4{\pi} = {\pi}: o afixo de w^{6} está no semieixo real negativo.
  4. Esse semieixo está contido no eixo real.
RespostaOpção (A)

Na alínea 8.2 não precisas de calcular as raízes: basta saber que são os vértices de um quadrado inscrito numa circunferência cujo raio é o módulo delas.

  1. 8.1. -1-i = \sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}} (módulo \sqrt{2}, afixo na bissetriz do 3.º quadrante).
  2. (-1-i)^{8} = \left(\sqrt{2}\right)^{8}e^{i\frac{40{\pi}}{4}} = 16e^{i10{\pi}} = 16
  3. \left(e^{i\frac{{\pi}}{8}}\right)^{2} = e^{i\frac{{\pi}}{4}}, logoz = \dfrac{16}{e^{i\frac{{\pi}}{4}}} \times e^{i\frac{5{\pi}}{2}} = 16e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}+\frac{5{\pi}}{2}\right)} = 16e^{i\frac{9{\pi}}{4}} = 16e^{i\frac{{\pi}}{4}}
  4. 8.2. As quatro raízes quartas têm módulo \sqrt[4]{16} = 2: são os vértices de um quadrado inscrito na circunferência de centro O e raio 2.
  5. A diagonal do quadrado é o diâmetro, 4. Pelo teorema de Pitágoras, o lado a satisfaz a^{2}+a^{2} = 4^{2}, ou seja a^{2} = 8.
  6. A área é a^{2} = 8.
Resposta8.1. z = 16e^{i\frac{{\pi}}{4}}  ·  8.2. Área = 8

A área de um setor circular de raio r e ângulo ao centro {\alpha} (em radianos) é \dfrac{{\alpha}r^{2}}{2}. Só te falta r e {\alpha}.

  1. O raio é o módulo das raízes: r = \sqrt[5]{32} = 2.
  2. A e B são vértices adjacentes de um pentágono regular centrado na origem, logo o ângulo ao centro é {\alpha} = \dfrac{2{\pi}}{5}.
  3. \text{Área} = \dfrac{{\alpha}r^{2}}{2} = \dfrac{\frac{2{\pi}}{5} \times 2^{2}}{2} = \dfrac{2{\pi}}{5} \times 2 = \dfrac{4{\pi}}{5}
RespostaOpção (B)

Em 9.1, divide o polinómio por z-1 (regra de Ruffini). Em 9.2, o afixo pedido tem argumento \dfrac{5{\pi}}{4} (mais voltas completas).

  1. 9.1. Como 1 é raiz, o polinómio é divisível por z-1. Pela regra de Ruffini:z^{3}-z^{2}+16z-16 = (z-1)\left(z^{2}+16\right)
  2. z^{2}+16 = 0 \Leftrightarrow z^{2} = -16 \Leftrightarrow z = \pm 4i.
  3. Na forma trigonométrica: 4i = 4e^{i\frac{{\pi}}{2}} e -4i = 4e^{i\frac{3{\pi}}{2}}.
  4. 9.2. z_{2}z_{3} = 5e^{i\frac{{\pi}}{2}} \times e^{i\frac{n{\pi}}{40}} = 5e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}+\frac{n{\pi}}{40}\right)}.
  5. O 3.º quadrante sobre a bissetriz dos quadrantes ímpares corresponde ao argumento \dfrac{5{\pi}}{4}+2k{\pi}:\dfrac{{\pi}}{2}+\dfrac{n{\pi}}{40} = \dfrac{5{\pi}}{4}+2k{\pi} \Leftrightarrow \dfrac{n}{40} = \dfrac{3}{4}+2k \Leftrightarrow n = 30 + 80k
  6. O menor natural é n = 30 (com k=0).
Resposta9.1. 4e^{i\frac{{\pi}}{2}} e 4e^{i\frac{3{\pi}}{2}}  ·  9.2. n = 30

Num octógono regular os vértices distam \dfrac{2{\pi}}{8} = \dfrac{{\pi}}{4}. Quantos passos há de A a C — e a que rotação correspondem?

  1. Os oito vértices são as raízes de índice 8 de um mesmo complexo: têm o mesmo módulo e argumentos espaçados de \dfrac{2{\pi}}{8} = \dfrac{{\pi}}{4}.
  2. De A a C há dois passos no sentido positivo:\arg(C) = \arg(w) + 2 \times \dfrac{{\pi}}{4} = \arg(w) + \dfrac{{\pi}}{2}
  3. Rodar +\dfrac{{\pi}}{2} mantendo o módulo é exatamente multiplicar por i.
  4. Porque não as outras: -w é o vértice E (quatro passos); i^{3}w = -iw é o vértice G; w+1 nem sequer tem o mesmo módulo.
RespostaOpção (C)

Escreve 4n+2014 na forma 4q+r: como 2014 = 4 \times 503 + 2, o expoente é sempre \equiv 2.

  1. 4n + 2014 = 4n + 4\times503 + 2 = 4(n+503) + 2, logo i^{4n+2014} = i^{2} = -1.
  2. z_{1} = 2 + \sqrt{3}i - 1 = 1 + \sqrt{3}i.
  3. |z_{1}| = \sqrt{1+3} = 2 e \operatorname{tg}{\theta} = \sqrt{3} no 1.º quadrante, logo z_{1} = 2e^{i\frac{{\pi}}{3}}.
  4. z_{1} é raiz cúbica de z \Leftrightarrow z = z_{1}^{3}:z = 2^{3}e^{i\frac{3{\pi}}{3}} = 8e^{i{\pi}} = -8
Respostaz = -8

Começa pelo módulo: \sqrt[6]{8}. Isso já elimina duas opções. Depois verifica se o argumento é da forma \dfrac{{\pi}}{36} + \dfrac{k{\pi}}{3}.

  1. O módulo de qualquer raiz de índice 6 é \sqrt[6]{8} = \sqrt[6]{2^{3}} = 2^{\frac{1}{2}} = \sqrt{2}. Ficam excluídas as opções (C) e (D).
  2. Os argumentos são\dfrac{\frac{{\pi}}{6}+2k{\pi}}{6} = \dfrac{{\pi}}{36} + \dfrac{k{\pi}}{3},\quad k \in \{0,1,2,3,4,5\}
  3. Escrevendo com denominador 36: \dfrac{{\pi}}{36} + \dfrac{12k{\pi}}{36}. Com k=2 obtém-se \dfrac{{\pi}+24{\pi}}{36} = \dfrac{25{\pi}}{36}
  4. O valor -\dfrac{25{\pi}}{36} não se obtém para nenhum k (equivale a \dfrac{47{\pi}}{36}, que não é da forma indicada).
RespostaOpção (A)

Em 9.2, escreve as duas hipóteses como igualdades (w^{n} = z e w^{-n} = z) e multiplica-as membro a membro.

  1. 9.1. (-2+i)^{2} = 4 - 4i + i^{2} = 3-4i e (3-4i)(-2+i) = -6+3i+8i-4i^{2} = -2+11i, logo z_{1} = -2+11i.
  2. z_{2} = \dfrac{(1+28i)(2-i)}{2^{2}+1^{2}} = \dfrac{2 - i + 56i - 28i^{2}}{5} = \dfrac{30+55i}{5} = 6+11i
  3. z^{3} = z_{2}-z_{1} = (6+11i)-(-2+11i) = 8 = 8e^{i \times 0}.
  4. Raízes cúbicas:z_{k} = 2e^{i\frac{0+2k{\pi}}{3}} = 2e^{i\frac{2k{\pi}}{3}},\quad k \in \{0,1,2\}
  5. Ou seja, 2, 2e^{i\frac{2{\pi}}{3}} e 2e^{i\frac{4{\pi}}{3}}.
  6. 9.2. Por hipótese w^{n} = z e \left(\dfrac{1}{w}\right)^{n} = z, ou seja \dfrac{1}{w^{n}} = z.
  7. Multiplicando membro a membro: w^{n} \times \dfrac{1}{w^{n}} = z \times z, isto é z^{2} = 1.
  8. Logo z = 1 ou z = -1. \blacksquare
Resposta9.1. 2e^{i \times 0}, 2e^{i\frac{2{\pi}}{3}} e 2e^{i\frac{4{\pi}}{3}}

Conta os vértices: são 9, logo o passo é \dfrac{2{\pi}}{9}. De A a F são cinco passos no sentido positivo.

  1. A = (0,\,-3) é o afixo de -3i: módulo 3 e argumento \dfrac{3{\pi}}{2}. Todos os vértices têm módulo 3.
  2. O polígono tem 9 vértices, espaçados de \dfrac{2{\pi}}{9}.
  3. De A a F5 passos no sentido positivo:\arg(F) = \dfrac{3{\pi}}{2} + 5 \times \dfrac{2{\pi}}{9} = \dfrac{27{\pi}}{18} + \dfrac{20{\pi}}{18} = \dfrac{47{\pi}}{18}
  4. Subtraindo uma volta completa: \dfrac{47{\pi}}{18} - \dfrac{36{\pi}}{18} = \dfrac{11{\pi}}{18}.
RespostaOpção (B)

Escreve z na forma trigonométrica com o argumento em [0,\;2{\pi}[ e aplica a fórmula: quatro raízes, com módulo \sqrt[4]{|z|} e argumentos espaçados de \dfrac{{\pi}}{2}.

  1. |z| = \sqrt{\left(8\sqrt{3}\right)^{2} + (-8)^{2}} = \sqrt{192+64} = \sqrt{256} = 16.
  2. O afixo está no 4.º quadrante e \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{-8}{8\sqrt{3}} = -\dfrac{\sqrt{3}}{3}, logo {\theta} = -\dfrac{{\pi}}{6}, ou seja \dfrac{11{\pi}}{6}: z = 16e^{i\frac{11{\pi}}{6}}.
  3. z_{k} = \sqrt[4]{16}\;e^{i\frac{\frac{11{\pi}}{6}+2k{\pi}}{4}} = 2e^{i\left(\frac{11{\pi}}{24}+\frac{k{\pi}}{2}\right)},\quad k \in \{0,1,2,3\}
  4. Argumentos: \dfrac{11{\pi}}{24}, \dfrac{23{\pi}}{24}, \dfrac{35{\pi}}{24} e \dfrac{47{\pi}}{24}.
Resposta2e^{i\frac{11{\pi}}{24}}, 2e^{i\frac{23{\pi}}{24}}, 2e^{i\frac{35{\pi}}{24}} e 2e^{i\frac{47{\pi}}{24}}

Substitui e calcula os dois fatores na forma trigonométrica: z^{6} pela fórmula de De Moivre e \overline{z} trocando o sinal do argumento.

  1. Seja z = 2e^{i\frac{{\pi}}{10}}.
  2. z^{6} = 2^{6}e^{i\frac{6{\pi}}{10}} = 64e^{i\frac{3{\pi}}{5}}.
  3. \overline{z} = 2e^{i\left(-\frac{{\pi}}{10}\right)}.
  4. z^{6}\overline{z} = 64 \times 2\;e^{i\left(\frac{6{\pi}}{10}-\frac{{\pi}}{10}\right)} = 128e^{i\frac{5{\pi}}{10}} = 128e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  5. e^{i\frac{{\pi}}{2}} = i, logo z^{6}\overline{z} = 128i: o número dado é solução da equação. \blacksquare
Resposta\left(2e^{i\frac{{\pi}}{10}}\right)^{6} \times \overline{2e^{i\frac{{\pi}}{10}}} = 128e^{i\frac{{\pi}}{2}} = 128i

Passa 2e^{i\frac{3{\pi}}{4}} à forma algébrica: a parte real vai cancelar o \sqrt{2}. Depois é só w = \left(\dfrac{z_{1}}{z_{2}}\right)^{4}.

  1. 2e^{i\frac{3{\pi}}{4}} = 2\left(-\dfrac{\sqrt{2}}{2} + \dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = -\sqrt{2} + \sqrt{2}i.
  2. z_{1} = \sqrt{2} - \sqrt{2} + \sqrt{2}i = \sqrt{2}i.
  3. \dfrac{z_{1}}{z_{2}} = \dfrac{\sqrt{2}i}{1+i} = \dfrac{\sqrt{2}i(1-i)}{1^{2}+1^{2}} = \dfrac{\sqrt{2}(i+1)}{2} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}(1+i)
  4. O módulo é \dfrac{\sqrt{2}}{2} \times \sqrt{2} = 1 e o afixo está na bissetriz do 1.º quadrante, logo \dfrac{z_{1}}{z_{2}} = e^{i\frac{{\pi}}{4}}.
  5. w = \left(e^{i\frac{{\pi}}{4}}\right)^{4} = e^{i{\pi}} = -1
Respostaw = -1

O conjugado tem o argumento simétrico: a diferença entre os dois argumentos é 2 \times \dfrac{{\pi}}{12}. Depois, w = z_{2}^{\,n}.

  1. \overline{z_{2}} = \sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{12}\right)}: mesmo módulo, argumento simétrico.
  2. Sendo vértices consecutivos, a diferença dos argumentos é \dfrac{2{\pi}}{n}:\dfrac{{\pi}}{12} - \left(-\dfrac{{\pi}}{12}\right) = \dfrac{{\pi}}{6} = \dfrac{2{\pi}}{n} \Leftrightarrow n = 12
  3. Como z_{2} é uma das raízes de índice 12 de w, vem w = z_{2}^{\,12}:w = \left(\sqrt{2}\right)^{12}e^{i\frac{12{\pi}}{12}} = 2^{6}e^{i{\pi}} = 64 \times (-1)
Respostan = 12 e w = -64

Começa pelo módulo — todos os vértices têm o mesmo. Depois conta quantos «saltos» de \dfrac{2{\pi}}{6} há de C até E.

  1. |C| = \sqrt{\left(-2\sqrt{2}\right)^{2} + \left(2\sqrt{2}\right)^{2}} = \sqrt{8+8} = 4. Todos os vértices têm módulo 4 — ficam excluídas (A) e (C).
  2. O afixo \left(-2\sqrt{2},\,2\sqrt{2}\right) está na bissetriz do 2.º quadrante, logo \arg(C) = \dfrac{3{\pi}}{4}.
  3. O polígono tem 6 vértices, espaçados de \dfrac{2{\pi}}{6} = \dfrac{{\pi}}{3}. De C a E há dois saltos no sentido positivo:\arg(E) = \dfrac{3{\pi}}{4} + 2 \times \dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{9{\pi}}{12} + \dfrac{8{\pi}}{12} = \dfrac{17{\pi}}{12}
RespostaOpção (D)

Depois de simplificares z_{1} o módulo fica 1 — o que torna a raiz de índice 4 do módulo trivial. Restam quatro argumentos, espaçados de \dfrac{{\pi}}{2}.

  1. -1+i = \sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}} (módulo \sqrt{2}, afixo na bissetriz do 2.º quadrante).
  2. z_{1} = \dfrac{\sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}}}{\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{12}}} = e^{i\left(\frac{9{\pi}}{12}-\frac{{\pi}}{12}\right)} = e^{i\frac{8{\pi}}{12}} = e^{i\frac{2{\pi}}{3}}
  3. Raízes de índice 4:z_{k} = \sqrt[4]{1}\;e^{i\frac{\frac{2{\pi}}{3}+2k{\pi}}{4}} = e^{i\left(\frac{{\pi}}{6}+\frac{k{\pi}}{2}\right)},\quad k \in \{0,1,2,3\}
  4. Argumentos: \dfrac{{\pi}}{6}, \dfrac{2{\pi}}{3}, \dfrac{7{\pi}}{6} e \dfrac{5{\pi}}{3}.
Respostae^{i\frac{{\pi}}{6}}, e^{i\frac{2{\pi}}{3}}, e^{i\frac{7{\pi}}{6}} e e^{i\frac{5{\pi}}{3}}

Confirma primeiro que os dois têm o mesmo módulo (têm de ter, para serem vértices do mesmo polígono regular). Depois, a diferença dos argumentos é \dfrac{2{\pi}}{n}.

  1. 1+i = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}, logo z_{1} = \left(\sqrt{2}\right)^{6}e^{i\frac{6{\pi}}{4}} = 8e^{i\frac{3{\pi}}{2}}.
  2. 8i = 8e^{i\frac{{\pi}}{2}}, logoz_{2} = \dfrac{8e^{i\frac{{\pi}}{2}}}{e^{i\left(-\frac{6{\pi}}{5}\right)}} = 8e^{i\left(\frac{{\pi}}{2}+\frac{6{\pi}}{5}\right)} = 8e^{i\frac{17{\pi}}{10}}
  3. Ambos têm módulo 8 ✓. Como \dfrac{3{\pi}}{2} = \dfrac{15{\pi}}{10}, a diferença dos argumentos é\dfrac{17{\pi}}{10} - \dfrac{15{\pi}}{10} = \dfrac{2{\pi}}{10} = \dfrac{{\pi}}{5}
  4. Sendo vértices consecutivos, essa diferença é \dfrac{2{\pi}}{n}:\dfrac{2{\pi}}{n} = \dfrac{{\pi}}{5} \Leftrightarrow n = 10
Respostan = 10

As seis raízes têm todas o mesmo módulo: são os vértices de um hexágono regular. E num hexágono regular há uma relação especial entre o lado e o raio da circunferência circunscrita.

  1. |z| = \sqrt{3^{2}+4^{2}} = 5. As seis raízes de índice 6 de w têm todas módulo 5: são os vértices de um hexágono regular inscrito na circunferência de centro O e raio 5.
  2. Num hexágono regular, os seis triângulos que se obtêm unindo o centro aos vértices são equiláteros (o ângulo ao centro é \dfrac{360^\circ}{6} = 60^\circ).
  3. Logo o lado é igual ao raio: \ell = 5.
  4. Perímetro = 6 \times 5 = 30.
RespostaOpção (C)

Reduz z à forma algébrica, passa à trigonométrica e aplica a fórmula das raízes de índice 3: três raízes, espaçadas de \dfrac{2{\pi}}{3}.

  1. i^{23} = i^{3} = -i, logo 2i^{23} = -2i.
  2. \dfrac{2i}{1-i} = \dfrac{2i(1+i)}{1^{2}+1^{2}} = \dfrac{2i + 2i^{2}}{2} = -1+i
  3. z = (-1+i) - 2i = -1-i, com |z| = \sqrt{2} e afixo na bissetriz do 3.º quadrante: z = \sqrt{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{4}}.
  4. Raízes cúbicas:w_{k} = \sqrt[3]{\sqrt{2}}\;e^{i\frac{\frac{5{\pi}}{4}+2k{\pi}}{3}} = \sqrt[6]{2}\;e^{i\left(\frac{5{\pi}}{12}+\frac{2k{\pi}}{3}\right)},\quad k \in \{0,1,2\}
  5. k=0: \dfrac{5{\pi}}{12}; k=1: \dfrac{5{\pi}}{12}+\dfrac{8{\pi}}{12} = \dfrac{13{\pi}}{12}; k=2: \dfrac{5{\pi}}{12}+\dfrac{16{\pi}}{12} = \dfrac{21{\pi}}{12} = \dfrac{7{\pi}}{4}.
Resposta\sqrt[6]{2}\,e^{i\frac{5{\pi}}{12}}, \sqrt[6]{2}\,e^{i\frac{13{\pi}}{12}} e \sqrt[6]{2}\,e^{i\frac{7{\pi}}{4}}

Simplifica w até à forma algébrica, calcula z = w^{4} e só depois aplica a fórmula das raízes de índice 4, escolhendo o k que dá o 1.º quadrante.

  1. i^{5} = i, logo o numerador é 2\sqrt{3} - \sqrt{3}i = \sqrt{3}(2-i).
  2. \dfrac{\sqrt{3}(2-i)}{1+2i} = \dfrac{\sqrt{3}(2-i)(1-2i)}{1^{2}+2^{2}} = \dfrac{\sqrt{3}(2 - 4i - i + 2i^{2})}{5} = \dfrac{\sqrt{3}(-5i)}{5} = -\sqrt{3}i
  3. w = 1 - \sqrt{3}i, com |w| = \sqrt{1+3} = 2 e afixo no 4.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = -\sqrt{3}, logo w = 2e^{i\left(-\frac{{\pi}}{3}\right)}.
  4. z = w^{4} = 2^{4}e^{i\left(-\frac{4{\pi}}{3}\right)} = 16e^{i\frac{2{\pi}}{3}} (somando uma volta).
  5. Raízes quartas de z:z_{k} = \sqrt[4]{16}\;e^{i\frac{\frac{2{\pi}}{3}+2k{\pi}}{4}} = 2e^{i\left(\frac{{\pi}}{6}+\frac{k{\pi}}{2}\right)},\quad k \in \{0,1,2,3\}
  6. Com k=0: argumento \dfrac{{\pi}}{6} \in \left]0,\;\dfrac{{\pi}}{2}\right[ ✓ (é a única no 1.º quadrante).
Resposta2e^{i\frac{{\pi}}{6}}

Os cinco vértices são as raízes de índice 5 de um mesmo número — e esse número é precisamente z^{5}. Usa o vértice mais fácil de ler.

  1. Os cinco vértices de um polígono regular centrado em O são as raízes de índice 5 de um mesmo complexo w; em particular, w = z^{5} qualquer que seja o vértice escolhido.
  2. Escolhe-se o vértice mais fácil: C está no semieixo real negativo, à distância 1 da origem, logo é o afixo de -1.
  3. z^{5} = (-1)^{5} = -1
  4. Confirmação: C = e^{i{\pi}} e os vértices distam \dfrac{2{\pi}}{5}, logo A = e^{i\frac{{\pi}}{5}} e A^{5} = e^{i{\pi}} = -1
RespostaOpção (A)

Duas etapas independentes: primeiro resolve a equação (são quatro raízes, vértices de um quadrado), só depois é que a condição \operatorname{Re}(z) < 0 seleciona as que interessam. Passa todas à forma algébrica para poderes ler a parte real.

  1. Resolver primeiro z^{4} + 16 = 0 \Leftrightarrow z^{4} = -16.
  2. Forma trigonométrica de -16: módulo 16 e afixo no semieixo real negativo, logo -16 = 16\,e^{i{\pi}}.
  3. Pela fórmula das raízes de índice 4: z_{k} = \sqrt[4]{16}\;e^{i\left(\frac{{\pi}}{4} + \frac{2k{\pi}}{4}\right)} = 2\,e^{i\left(\frac{{\pi}}{4} + \frac{k{\pi}}{2}\right)},\quad k = 0,1,2,3
  4. Passando à forma algébrica: 2e^{i\frac{{\pi}}{4}} = \sqrt{2} + \sqrt{2}\,i \qquad 2e^{i\frac{3{\pi}}{4}} = -\sqrt{2} + \sqrt{2}\,i 2e^{i\frac{5{\pi}}{4}} = -\sqrt{2} - \sqrt{2}\,i \qquad 2e^{i\frac{7{\pi}}{4}} = \sqrt{2} - \sqrt{2}\,i
  5. Impor agora a segunda condição, \operatorname{Re}(z) < 0: ficam apenas as duas raízes com parte real -\sqrt{2}.
RespostaA = \left\{ -\sqrt{2} + \sqrt{2}\,i,\; -\sqrt{2} - \sqrt{2}\,i \right\}

Aplica módulos aos dois membros para descobrir |z|. Depois usa que, quando |z| = 1, se tem \overline{z} = \dfrac{1}{z} — a equação torna-se numa equação binómia.

  1. Módulos. De z^{2} = \overline{z} vem |z|^{2} = |\overline{z}| = |z|, logo |z|\left(|z| - 1\right) = 0 e portanto |z| = 0 \vee |z| = 1.
  2. Como se pedem as soluções não nulas, fica |z| = 1.
  3. Para |z| = 1 tem-se z\overline{z} = 1, ou seja \overline{z} = \dfrac{1}{z}. A equação transforma-se em z^{2} = \dfrac{1}{z} \Leftrightarrow z^{3} = 1
  4. As soluções são as três raízes cúbicas da unidade: e^{i0}, e^{i\frac{2{\pi}}{3}} e e^{i\frac{4{\pi}}{3}} — os vértices de um triângulo equilátero inscrito na circunferência de raio 1.
  5. O lado de um triângulo equilátero inscrito numa circunferência de raio r mede r\sqrt{3}. Com r = 1: o lado é a distância entre dois afixos, por exemplo \left|e^{i\frac{2{\pi}}{3}} - 1\right| = \sqrt{3}.
  6. Perímetro: 3\sqrt{3}.
Resposta3\sqrt{3}

Calcula z_{1}^{2} e z_{1}^{4} — os valores são muito simples. Depois é um sistema em a e b, igualando partes reais e imaginárias.

  1. z_{1}^{2} = (-1-i)^{2} = 1 + 2i + i^{2} = 2i e z_{1}^{4} = (2i)^{2} = -4.
  2. Substituindo na equação:\dfrac{a}{2i} + b(-4) = -2+i
  3. \dfrac{a}{2i} = \dfrac{a \times i}{2i^{2}} = -\dfrac{a}{2}i, logo o primeiro membro é -4b - \dfrac{a}{2}i.
  4. Igualando partes reais e imaginárias:\begin{cases} -4b = -2 \\ -\dfrac{a}{2} = 1 \end{cases} \Leftrightarrow \begin{cases} b = \dfrac{1}{2} \\ a = -2 \end{cases}
Respostaa = -2 e b = \dfrac{1}{2}

Num polígono regular de n vértices centrado em O, os vértices consecutivos distam \dfrac{2{\pi}}{n}. O argumento de w tem de ser um múltiplo desse ângulo.

  1. w = \dfrac{2e^{i\frac{{\pi}}{4}}}{2e^{i\frac{3{\pi}}{28}}} = e^{i\left(\frac{7{\pi}}{28}-\frac{3{\pi}}{28}\right)} = e^{i\frac{4{\pi}}{28}} = e^{i\frac{{\pi}}{7}}
  2. Há um vértice sobre o semieixo real positivo (argumento 0) e outro com argumento \dfrac{{\pi}}{7}.
  3. Se os vértices distam \dfrac{2{\pi}}{n}, o número mínimo de vértices corresponde a tomar \dfrac{{\pi}}{7} como a distância entre vértices consecutivos:\dfrac{2{\pi}}{n} = \dfrac{{\pi}}{7} \Leftrightarrow n = 14
RespostaOpção (B)

Calcula separadamente z_{1}^{2} e \left(\overline{z_{2}}\right)^{3} — ambos dão valores simples. A equação reduz-se a z^{2} = \text{constante}.

  1. z_{1}^{\,2} = \left(\dfrac{1}{2}\right)^{2}e^{i\frac{{\pi}}{2}} = \dfrac{1}{4}i.
  2. \overline{z_{2}} = -2i, logo \left(\overline{z_{2}}\right)^{3} = (-2)^{3}i^{3} = -8 \times (-i) = 8i.
  3. z_{1}^{\,2} \times \left(\overline{z_{2}}\right)^{3} = \dfrac{1}{4}i \times 8i = 2i^{2} = -2.
  4. A equação fica iz^{2} - 2 - 2 = 0 \Leftrightarrow iz^{2} = 4 \Leftrightarrow z^{2} = \dfrac{4}{i} = -4i.
  5. -4i = 4e^{i\frac{3{\pi}}{2}}, logoz_{k} = 2e^{i\frac{\frac{3{\pi}}{2}+2k{\pi}}{2}} = 2e^{i\left(\frac{3{\pi}}{4}+k{\pi}\right)},\quad k \in \{0,\,1\}
Resposta2e^{i\frac{3{\pi}}{4}} e 2e^{i\frac{7{\pi}}{4}}

Simplifica primeiro o segundo membro: passa numerador e denominador à forma trigonométrica, divide e só depois eleva a 6 — vais ver que dá um número real. A equação fica simples.

  1. Numerador na forma trigonométrica: |-\sqrt{3}+i| = \sqrt{3+1} = 2; afixo no 2.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = -\dfrac{\sqrt{3}}{3}, logo {\theta} = \dfrac{5{\pi}}{6} e -\sqrt{3}+i = 2e^{i\frac{5{\pi}}{6}}.
  2. Denominador: \sqrt{2}\,i = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{2}}.
  3. Quociente (módulos dividem-se, argumentos subtraem-se): \dfrac{2e^{i\frac{5{\pi}}{6}}}{\sqrt{2}e^{i\frac{{\pi}}{2}}} = \sqrt{2}\;e^{i\left(\frac{5{\pi}}{6}-\frac{3{\pi}}{6}\right)} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{3}}
  4. Elevando a 6 (De Moivre): \left(\sqrt{2}\right)^{6} e^{i\,6\cdot\frac{{\pi}}{3}} = 8\,e^{i2{\pi}} = 8.
  5. A equação é, portanto, z^{3} = 8 = 8e^{i0}, cujas soluções são z_{k} = 2\,e^{i\frac{2k{\pi}}{3}},\quad k = 0,1,2 ou seja 2, 2e^{i\frac{2{\pi}}{3}} e 2e^{i\frac{4{\pi}}{3}}.
  6. O afixo do 3.º quadrante corresponde a \dfrac{4{\pi}}{3} (isto é, 240^{\circ}): 2e^{i\frac{4{\pi}}{3}} = 2\left(-\dfrac{1}{2} - \dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right) = -1 - \sqrt{3}\,i
Respostaz = -1 - \sqrt{3}\,i

Simplifica z e passa-o à forma trigonométrica. Depois usa a propriedade das raízes de índice n: mesmo módulo, argumentos em progressão aritmética de razão \dfrac{2{\pi}}{3}. Não precisas de determinar w.

  1. \dfrac{4}{1-i} = \dfrac{4(1+i)}{2} = 2 + 2i e i^{18} = i^{2} = -1, logo 4i^{18} = -4.
  2. z = 2 + 2i - 4 = -2 + 2i.
  3. Forma trigonométrica: |z| = \sqrt{4+4} = 2\sqrt{2}; afixo (-2,2) no 2.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = -1{\theta} = \dfrac{3{\pi}}{4}. Assim z = 2\sqrt{2}\,e^{i\frac{3{\pi}}{4}}.
  4. As três raízes cúbicas de w têm o mesmo módulo 2\sqrt{2} e argumentos que diferem de \dfrac{2{\pi}}{3}. Não é preciso calcular w!
  5. \dfrac{3{\pi}}{4} + \dfrac{2{\pi}}{3} = \dfrac{9{\pi}}{12} + \dfrac{8{\pi}}{12} = \dfrac{17{\pi}}{12}
  6. \dfrac{3{\pi}}{4} + \dfrac{4{\pi}}{3} = \dfrac{9{\pi}}{12} + \dfrac{16{\pi}}{12} = \dfrac{25{\pi}}{12} = \dfrac{{\pi}}{12} + 2{\pi}
Resposta2\sqrt{2}\,e^{i\frac{17{\pi}}{12}} e 2\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{12}}

Converte e^{i5{\pi}/6} para a forma algébrica, simplifica i^{17} e reconhece que o numerador tem módulo 1. Dividir por i é subtrair \dfrac{{\pi}}{2} ao argumento.

  1. 17 = 4\times 4 + 1, logo i^{17} = i.
  2. e^{i\frac{5{\pi}}{6}} = \cos\dfrac{5{\pi}}{6} + i\operatorname{sen}\dfrac{5{\pi}}{6} = -\dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i.
  3. Numerador: -\dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i - i = -\dfrac{\sqrt{3}}{2} - \dfrac{1}{2}i. Este número tem módulo 1 e afixo no 3.º quadrante ⟹ argumento -\dfrac{5{\pi}}{6}, ou seja, é e^{-i\frac{5{\pi}}{6}}.
  4. Dividir por i = e^{i\frac{{\pi}}{2}} subtrai \dfrac{{\pi}}{2} ao argumento: w = e^{i\left(-\frac{5{\pi}}{6}-\frac{{\pi}}{2}\right)} = e^{-i\frac{4{\pi}}{3}} = e^{i\frac{2{\pi}}{3}} Somou-se 2{\pi} para obter o argumento principal.
  5. Resolver z^{2} = e^{i\frac{2{\pi}}{3}}: são duas raízes, de módulo 1, com argumentos \dfrac{{\pi}}{3} e \dfrac{{\pi}}{3} + {\pi} = \dfrac{4{\pi}}{3}.
  6. Forma algébrica: e^{i\frac{{\pi}}{3}} = \dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i \qquad e^{i\frac{4{\pi}}{3}} = -\dfrac{1}{2} - \dfrac{\sqrt{3}}{2}i
Respostaz = \dfrac{1}{2} + \dfrac{\sqrt{3}}{2}i ou z = -\dfrac{1}{2} - \dfrac{\sqrt{3}}{2}i

Basta identificar uma das raízes — a mais fácil é A, que está sobre um eixo. Depois eleva ao cubo.

  1. A pertence à circunferência de raio 2 e ao semieixo imaginário negativo, logo é o afixo de z = -2i.
  2. z é raiz cúbica de w, ou seja w = z^{3}:w = (-2i)^{3} = (-2)^{3} \times i^{3} = -8 \times (-i) = 8i
  3. Na forma trigonométrica: |w| = 8 e o afixo está no semieixo imaginário positivo, logo w = 8e^{i\frac{{\pi}}{2}}.
  4. Repara: o módulo das raízes é 2, mas o de w é 2^{3} = 8. É o erro mais comum neste tipo de item.
RespostaOpção (C)

Se w é raiz sexta de z, então z = w^{6}. Simplifica w primeiro — o argumento vai dar um valor muito cómodo.

  1. \left|-1-\sqrt{3}i\right| = \sqrt{1+3} = 2; o afixo (-1,\,-\sqrt{3}) está no 3.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = \sqrt{3}, logo {\theta} = \dfrac{4{\pi}}{3}.
  2. w = \dfrac{2e^{i\frac{4{\pi}}{3}}}{e^{i\left(-\frac{3{\pi}}{4}\right)}} = 2e^{i\left(\frac{4{\pi}}{3}+\frac{3{\pi}}{4}\right)} = 2e^{i\frac{25{\pi}}{12}} = 2e^{i\frac{{\pi}}{12}}
  3. w é raiz sexta de z \Leftrightarrow z = w^{6}:z = \left(2e^{i\frac{{\pi}}{12}}\right)^{6} = 2^{6}e^{i\frac{6{\pi}}{12}} = 64e^{i\frac{{\pi}}{2}} = 64i
  4. iz = i \times 64i = 64i^{2} = -64.
Respostaiz = -64

Isola z^{3} e passa 1-i à forma trigonométrica. Das três raízes cúbicas, só uma tem o argumento no intervalo indicado.

  1. 1-i = \sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)}.
  2. z^{3} = \dfrac{8\sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}}{\sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)}} = 8e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  3. Raízes cúbicas:z_{k} = 2e^{i\frac{\frac{{\pi}}{2}+2k{\pi}}{3}} = 2e^{i\left(\frac{{\pi}}{6}+\frac{2k{\pi}}{3}\right)},\quad k \in \{0,1,2\}
  4. Argumentos: \dfrac{{\pi}}{6}, \dfrac{5{\pi}}{6} e \dfrac{3{\pi}}{2}. Só \dfrac{5{\pi}}{6} \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[.
  5. w = 2e^{i\frac{5{\pi}}{6}} = 2\left(-\dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i\right) = -\sqrt{3}+i
Respostaw = -\sqrt{3}+i

Começa por escrever o numerador na forma trigonométrica. Depois de simplificares w, a equação z^{2} = w tem exatamente duas soluções simétricas.

  1. \left|-\sqrt{3}+i\right| = \sqrt{3+1} = 2 e o afixo (-\sqrt{3},\,1) está no 2.º quadrante com \operatorname{tg}{\theta} = -\dfrac{1}{\sqrt{3}}, logo {\theta} = \dfrac{5{\pi}}{6}: -\sqrt{3}+i = 2e^{i\frac{5{\pi}}{6}}.
  2. w = \dfrac{2e^{i\frac{5{\pi}}{6}}}{2e^{i\left(-\frac{5{\pi}}{6}\right)}} = e^{i\left(\frac{5{\pi}}{6}+\frac{5{\pi}}{6}\right)} = e^{i\frac{5{\pi}}{3}}
  3. As raízes quadradas de w sãoz_{k} = \sqrt[2]{1}\;e^{i\frac{\frac{5{\pi}}{3}+2k{\pi}}{2}} = e^{i\left(\frac{5{\pi}}{6}+k{\pi}\right)},\quad k \in \{0,\,1\}
  4. k=0: e^{i\frac{5{\pi}}{6}} = \cos\dfrac{5{\pi}}{6} + i\operatorname{sen}\dfrac{5{\pi}}{6} = -\dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i.
  5. k=1: e^{i\frac{11{\pi}}{6}} = \dfrac{\sqrt{3}}{2} - \dfrac{1}{2}i (é o simétrico do anterior).
Respostaz = -\dfrac{\sqrt{3}}{2} + \dfrac{1}{2}i \;\vee\; z = \dfrac{\sqrt{3}}{2} - \dfrac{1}{2}i
11

Conjuntos de pontos definidos por condições

Uma condição na variável complexa é uma frase sobre distâncias e ângulos. Aprender a traduzi-la (nos dois sentidos) é a competência mais rentável do tema.

Aprendizagem Essencial
  • Caracterizar domínios planos através de condições na variável complexa e vice-versa (circunferências, círculos, semirretas, retas e semiplanos).
Ponto de partida · distância entre afixos

Sejam M_{1} e M_{2} os afixos dos números complexos z_{1} e z_{2}. A distância entre os dois pontos é

\overline{M_{1}M_{2}} = |z_{2} - z_{1}|

Módulo de uma diferença = distância entre afixos. Todas as condições que se seguem saem desta única igualdade — por isso vale a pena lê-las sempre como frases sobre distâncias.

\overline{M_{1}M_{2}} = |z_{2} - z_{1}|

O segmento que une os dois afixos tem comprimento igual ao módulo da diferença dos complexos.

Grupo 1 · distância a um ponto fixo

Circunferência, círculo e coroa circular

Seja M_{1} o afixo de z_{1} e r > 0. Cada relação (=, \leq, <, >) dá origem a um conjunto diferente. Fronteira a traço contínuo = incluída; a tracejado = excluída.

|z - z_{1}| = r

Circunferência de centro M_{1} e raio r: os pontos que estão exatamente à distância r de M_{1}.

|z - z_{1}| \leq r

Círculo fechado de centro M_{1} e raio r: a circunferência e todo o seu interior.

|z - z_{1}| < r

Interior da circunferência (círculo aberto). A fronteira desenha-se a tracejado porque não pertence ao conjunto.

|z - z_{1}| > r

Exterior da circunferência: todos os pontos cuja distância a M_{1} é superior a r.

r_{2} < |z - z_{1}| \leq r_{1}

Coroa circular de centro M_{1}, entre as circunferências de raios r_{2} e r_{1}: a fronteira interior está excluída e a exterior incluída.

|z + 2i| = r · cuidado com o sinal

Antes de ler o centro, reescreve sempre na forma |z - z_{1}|: aqui |z - (-2i)|, logo o centro é (0,\,-2) e não (0,\,2).

Grupo 2 · distância a dois pontos

Mediatriz e semiplanos

Sejam M_{1} e M_{2} os afixos de z_{1} e z_{2}. Comparar as duas distâncias divide o plano em duas metades separadas pela mediatriz de [M_{1}M_{2}].

|z - z_{1}| = |z - z_{2}|

Mediatriz do segmento de reta [M_{1}M_{2}] — o conjunto dos pontos equidistantes de M_{1} e M_{2}.

|z - z_{1}| \geq |z - z_{2}|

Semiplano fechado definido pela mediatriz de [M_{1}M_{2}] a que pertence M_{2} — os pontos mais próximos de M_{2}.

Mnemónica: |z - z_{1}| \longrightarrow |z - z_{2}| — a desigualdade «aponta» para o lado de M_{2}.
|z - z_{1}| < |z - z_{2}|

Semiplano aberto definido pela mediatriz a que pertence M_{1} — os pontos mais próximos de M_{1}. A mediatriz fica excluída.

Mnemónica: |z - z_{1}| \longleftarrow |z - z_{2}| — a desigualdade «aponta» para o lado de M_{1}.
Grupo 3 · parte real e parte imaginária

Retas paralelas aos eixos e semiplanos

Escrevendo z = x + yi, tem-se \operatorname{Re}(z) = x e \operatorname{Im}(z) = y. As condições sobre \operatorname{Re}(z) dão retas verticais; as condições sobre \operatorname{Im}(z) dão retas horizontais.

\operatorname{Re}(z) = a

Reta vertical de equação x = a.

\operatorname{Im}(z) = b

Reta horizontal de equação y = b.

\operatorname{Re}(z) \geq a

Semiplano fechado à direita da reta x = a, incluindo-a.

\operatorname{Im}(z) < b

Semiplano aberto abaixo da reta y = b, sem a incluir.

Grupo 4 · direção

Condições com o argumento: semirretas e setores

Enquanto o módulo mede distâncias, o argumento mede direções. Atenção: a origem da semirreta nunca pertence ao conjunto, porque o complexo nulo não tem argumento — marca-se com um círculo aberto.

\operatorname{Arg}(z) = {\theta}

Semirreta com origem em O (excluída) que forma um ângulo de amplitude {\theta} com o semieixo real positivo.

\operatorname{Arg}(z - z_{1}) = {\theta}

Semirreta com origem no afixo M_{1} de z_{1} (excluído), com a mesma direção {\theta}. Subtrair z_{1} é mudar a origem.

{\theta}_{1} \leq \operatorname{Arg}(z - z_{1}) \leq {\theta}_{2}

Setor angular (região entre duas semirretas) com vértice em M_{1}, varrido no sentido positivo de {\theta}_{1} para {\theta}_{2}.

Pormenores que valem pontos
  • Traço contínuo = fronteira incluída (\leq, \geq, =); traço tracejado = fronteira excluída (<, >).
  • Em \operatorname{Arg}(z - z_{1}) = {\theta} a origem da semirreta não pertence ao conjunto (o argumento de 0 não está definido) — assinala-a com uma bolinha aberta.
  • |z| = |z - 4| é uma mediatriz (a reta x = 2), não uma circunferência. Compara com |z + 2| = 3, que já é uma circunferência de centro (-2, 0).
  • \wedge significa interseção das regiões; \vee significa reunião.
Python Testar se um ponto pertence à região
def na_regiao(z):
    # |z - 1 + i| <= 2   e   Im(z) >= -1
    return abs(z - (1 - 1j)) <= 2 and z.imag >= -1

for z in (1 + 0j, 1 - 3j, 3 + 0j, 2 + 1j):
    print(z, na_regiao(z))

# (1+0j)  True     -> esta no semicirculo
# (1-3j)  False    -> esta no circulo, mas abaixo de y = -1
# (3+0j)  False    -> fora do circulo
# (2+1j)  True

Escrever a condição em Python obriga a traduzi-la com rigor — é uma boa forma de perceber se a leste corretamente. Repara em z - (1 - 1j): o sinal do centro é o oposto do que aparece na condição.

Exemplos resolvidos passo a passo

O primeiro passo é sempre o mesmo: reescrever cada módulo na forma |z - z_{1}|, para ler o ponto de referência sem enganos de sinal.

a) |z - 2i| \leq |z + 3|

  1. Reescrever para identificar os dois pontos:|z - 2i| \leq |z - (-3)| Logo M_{1}(0,\,2) — afixo de 2i — e M_{2}(-3,\,0) — afixo de -3.
  2. A condição diz: «a distância a M_{1} não excede a distância a M_{2}», isto é, estar mais perto de M_{1}.
  3. É o semiplano fechado definido pela mediatriz de [M_{1}M_{2}] a que pertence M_{1}, incluindo a mediatriz. Mnemónica: em |z-z_{1}| \leq |z-z_{2}| a desigualdade aponta para M_{1}.

b) |z + 2 + i| \leq 2 \;\wedge\; |z + 2| \leq |z + i|

  1. Reescrever ambas as condições:|z - (-2 - i)| \leq 2 \quad \wedge \quad |z - (-2)| \leq |z - (-i)|
  2. Primeira condição: círculo fechado de centro M_{1}(-2,\,-1) e raio 2.
  3. Segunda condição: semiplano fechado definido pela mediatriz de [AB], com A(-2,\,0) e B(0,\,-1), a que pertence A.
  4. Como estão ligadas por \wedge, o conjunto pedido é a interseção das duas regiões — a parte do círculo que fica do lado de A.

c) |z - (1 + i)| \leq 1 \;\wedge\; 0 \leq \operatorname{Arg}(z - i) \leq \dfrac{\pi}{4}

  1. Primeira condição: círculo fechado de centro (1,\,1) e raio 1.
  2. Segunda condição: setor angular com vértice no afixo de i, isto é (0,\,1), entre as direções 0 e \dfrac{\pi}{4}. Atenção: o vértice do setor não coincide com o centro do círculo.
  3. Conjunção \wedgeinterseção: fica a parte do círculo compreendida entre as duas semirretas.

d) Reunião ou interseção? |z - 2i| \leq 2 \;\vee\; |z + 2{,}6 + 1{,}6i| \leq 1

  1. Cada parcela é um círculo fechado: o primeiro de centro (0,\,2) e raio 2; o segundo de centro (-2{,}6;\,-1{,}6) e raio 1.
  2. O conetivo é \vee (ou): o conjunto é a reunião — um ponto pertence à região se satisfizer pelo menos uma das condições.
  3. Com \wedge ficaria a interseção, que aqui seria o conjunto vazio, porque os dois círculos não têm pontos comuns.

Regra prática: \wedge ⟹ sombreia só o que é comum aos dois; \vee ⟹ sombreia tudo o que pertence a um ou ao outro.

e) O caminho inverso: da figura para a condição

A região sombreada é o quarto de círculo de centro na origem e raio 3 situado no 2.º quadrante, incluindo toda a fronteira. Escreve uma condição em ℂ que a defina.

  1. Distância à origem: os pontos estão a uma distância de O não superior a 3 ⟹ |z| \leq 3.
  2. Direção: o 2.º quadrante corresponde a argumentos entre \dfrac{\pi}{2} e \pi\dfrac{\pi}{2} \leq \operatorname{Arg}(z) \leq \pi.
  3. Como toda a fronteira pertence à região, todas as desigualdades são não estritas; ligam-se por \wedge: |z| \leq 3 \;\wedge\; \dfrac{\pi}{2} \leq \operatorname{Arg}(z) \leq \pi
  4. Alternativa equivalente: |z| \leq 3 \wedge \operatorname{Re}(z) \leq 0 \wedge \operatorname{Im}(z) \geq 0. Esta versão tem a vantagem de incluir a origem sem ambiguidade — o complexo nulo não tem argumento.

f) Calcular a área de uma região

Determina a área da região definida por \dfrac{\pi}{4} \leq \operatorname{Arg}(z) \leq \dfrac{3\pi}{4} \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) \leq 2.

  1. A primeira condição define o setor angular de vértice O entre as semirretas de direções 45^{\circ} e 135^{\circ}.
  2. A segunda «corta» esse setor pela reta horizontal y = 2.
  3. Vértices: a origem e os pontos onde cada semirreta encontra y = 2. Em \operatorname{Arg}(z) = \dfrac{\pi}{4} tem-se y = x, logo o ponto é (2,\,2); em \dfrac{3\pi}{4} tem-se y = -x, logo é (-2,\,2).
  4. É um triângulo de base 4 e altura 2:A = \dfrac{4 \times 2}{2} = 4
Resposta4 unidades de área

Quadro-resumo

Condição em ℂConjunto de pontosLer assim
|z - z_{1}| = rCircunferência de centro M_{1} e raio rpontos à distância r de M_{1}
|z - z_{1}| \leq rCírculo (fechado) de centro M_{1} e raio rnão mais longe do que r
|z - z_{1}| > rExterior do círculomais longe do que r
r_{2} < |z - z_{1}| \leq r_{1}Coroa circularentre duas distâncias
|z - z_{1}| = |z - z_{2}|Mediatriz de [M_{1}M_{2}]equidistante de dois pontos
|z - z_{1}| \leq |z - z_{2}|Semiplano fechado que contém M_{1}mais perto de M_{1}
\operatorname{Re}(z) = aReta vertical x = aabcissa fixa
\operatorname{Im}(z) \geq bSemiplano acima (ou sobre) y = bordenada \geq b
\operatorname{Arg}(z - z_{1}) = \thetaSemirreta de origem M_{1} (excluída)«vejo o ponto na direção \theta»
\theta_{1} \leq \operatorname{Arg}(z - z_{1}) \leq \theta_{2}Setor angular de vértice M_{1}entre duas direções
z = \overline{z} · \operatorname{Im}(z) = 0Eixo realigual ao conjugado ⟺ é real
z + \overline{z} = 0 · \operatorname{Re}(z) = 0Eixo imaginárioparte real nula

Laboratório · Construtor de domínios planos

condição ⇄ região

Arrasta z₁ e z₂ no plano. As fronteiras a tracejado estão excluídas.

Desafio · Que condição define esta região?

10 níveis

Observa a região sombreada e escolhe a condição que a define em ℂ.

0 / 0

Exercícios propostos

Catorze itens sobre domínios planos — quatro deles retirados de Exames Nacionais. Cada um tem sugestão e resolução completa.

Exercício 132§11 · reconhecer a região

Qual das condições seguintes define, no plano complexo, uma coroa circular?

  • (A)1 \leq |z| \leq 3
  • (B)|z| \leq 3
  • (C)1 \leq \operatorname{Re}(z) \leq 3
  • (D)|z - 1| = 3

Traduz cada condição por uma frase: «distância a…», «parte real entre…». Só uma delas limita a distância a um ponto por cima e por baixo.

  1. Uma coroa circular é o conjunto dos pontos cuja distância a um ponto fixo está compreendida entre dois valores.
  2. (A) 1 \leq |z| \leq 3: distância à origem entre 1 e 3 — é exatamente uma coroa circular ✓
  3. (B) é um círculo (só o limite superior).
  4. (C) impõe limites à parte real: é uma faixa vertical entre as retas x = 1 e x = 3.
  5. (D) é uma circunferência de centro (1,0) e raio 3 — apenas a linha.
RespostaOpção (A)
Exercício 133Exame Nacional · 2016 · Época Especial · item 7

Considere em ℂ, conjunto dos números complexos, a condição

0 \leq \arg z \leq \dfrac{\pi}{4} \;\wedge\; 1 \leq \operatorname{Re} z \leq 5

Esta condição define uma região no plano complexo. Qual dos seguintes números complexos tem a sua imagem geométrica nesta região?

  • (A)3 + 4i
  • (B)6 + 2i
  • (C)2e^{i\frac{13\pi}{6}}
  • (D)e^{i\frac{\pi}{6}}

No enunciado original as opções (C) e (D) estão escritas com a notação \operatorname{cis}; aqui aparecem na forma exponencial, que é equivalente.

Testa cada opção nas duas condições. Cuidado com (C): o argumento \dfrac{13\pi}{6} não é o principal — subtrai 2\pi. E não te esqueças de calcular a parte real das opções dadas em forma trigonométrica.

  1. A região exige duas coisas ao mesmo tempo: argumento entre 0 e \dfrac{\pi}{4} (isto é, entre 0^{\circ} e 45^{\circ}) e parte real entre 1 e 5.
  2. (A) 3+4i: \operatorname{Re} = 3 ✓, mas \operatorname{tg}\theta = \dfrac{4}{3} > 1, logo \theta > \dfrac{\pi}{4}
  3. (B) 6+2i: o argumento está bem, mas \operatorname{Re} = 6 > 5
  4. (C) 2e^{i\frac{13\pi}{6}}: como \dfrac{13\pi}{6} - 2\pi = \dfrac{\pi}{6}, o argumento é \dfrac{\pi}{6} \in \left[0,\,\dfrac{\pi}{4}\right] ✓; e \operatorname{Re} = 2\cos\dfrac{\pi}{6} = \sqrt{3} \approx 1{,}7 \in [1,5]
  5. (D) e^{i\frac{\pi}{6}}: o argumento está bem, mas \operatorname{Re} = \cos\dfrac{\pi}{6} = \dfrac{\sqrt{3}}{2} \approx 0{,}87 < 1
RespostaOpção (C)
Exercício 134Exame Nacional · 2017 · 1.ª Fase · item 7

Considere em ℂ, conjunto dos números complexos, a condição

\dfrac{5\pi}{4} \leq \arg(z) \leq \dfrac{7\pi}{4} \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) \geq -1

No plano complexo, esta condição define uma região. Qual é a área dessa região?

  • (A)\dfrac{\sqrt{2}}{2}
  • (B)\dfrac{1}{2}
  • (C)\sqrt{2}
  • (D)1
A região definida por \dfrac{5{\pi}}{4} \leq \arg(z) \leq \dfrac{7{\pi}}{4} e \operatorname{Im}(z) \geq -1.

Desenha primeiro as duas semirretas — são as bissetrizes dos quadrantes 3.º e 4.º. Depois corta com y = -1 e verás um triângulo: basta então a fórmula da área.

  1. A primeira condição define o setor angular de vértice na origem, entre as semirretas de direções \dfrac{5\pi}{4} (225^{\circ}, bissetriz do 3.º quadrante) e \dfrac{7\pi}{4} (315^{\circ}, bissetriz do 4.º quadrante).
  2. A segunda condição corta esse setor pela reta horizontal y = -1, ficando só a parte acima dela.
  3. Vértices da região. A semirreta de 225^{\circ} tem equação y = x (com x \leq 0): interseta y = -1 em (-1,\,-1). A de 315^{\circ} tem equação y = -x (com x \geq 0): interseta y = -1 em (1,\,-1).
  4. Obtém-se o triângulo de vértices (0,0), (-1,-1) e (1,-1): base 2 (de -1 a 1) e altura 1.
  5. A = \dfrac{2 \times 1}{2} = 1
RespostaOpção (D)
Exercício 135Exame Nacional · 2009 · 2.ª Fase · item 8

Na figura está representada uma região do plano complexo. O ponto A tem coordenadas (2,\,-1).

Qual das condições seguintes define em ℂ, conjunto dos números complexos, a região sombreada, incluindo a fronteira?

  • (A)|z - 1| \geq |z - (2-i)| \wedge \operatorname{Re}(z) \leq 2 \wedge \operatorname{Im}(z) \geq -1
  • (B)|z - 1| \leq |z - (2-i)| \wedge \operatorname{Re}(z) \leq 2 \wedge \operatorname{Im}(z) \geq -1
  • (C)|z + 1| \geq |z - (2+i)| \wedge \operatorname{Re}(z) \leq 2 \wedge \operatorname{Im}(z) \geq -1
  • (D)|z - 1| \geq |z - (2-i)| \wedge \operatorname{Im}(z) \leq 2 \wedge \operatorname{Re}(z) \geq -1
A região sombreada do plano complexo, com o ponto A de coordenadas (2,\,-1).

Começa pelas condições sobre \operatorname{Re} e \operatorname{Im} — eliminam logo uma opção. Para a terceira, identifica os dois pontos e pergunta: a região está do lado de qual deles?

  1. As duas condições «fáceis» são comuns a quase todas as opções: \operatorname{Re}(z) \leq 2 (à esquerda da reta x = 2) e \operatorname{Im}(z) \geq -1 (acima da reta y = -1). A opção (D) troca-as, definindo outra região — fica excluída.
  2. A terceira condição tem de dar a hipotenusa do triângulo. Em (A) e (B) compara-se a distância a P_{1}(1,\,0) — afixo de 1 — com a distância a P_{2}(2,\,-1) — afixo de 2-i, ou seja, o ponto A.
  3. A mediatriz de [P_{1}P_{2}] é a fronteira; falta escolher o lado. Como o ponto A(2,-1) pertence à região sombreada e está mais perto de P_{2} (distância nula), a condição correta é |z-1| \geq |z-(2-i)|. Mnemónica: em |z-z_{1}| \geq |z-z_{2}| a desigualdade aponta para o lado de M_{2}.
  4. A opção (C) usa os pontos (-1,0) e (2,1), que não são os da figura.
  5. Verificação: as três condições de (A) dão o triângulo de vértices (1,-1), (2,-1) e (2,0)
RespostaOpção (A)
Exercício 136§11 · área de uma região

Considere, no plano complexo, a região definida por

|z - 1| \leq 2 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) \geq 1

a) Identifique a região.   b) Determine a sua área.

A região definida por |z-1| \leq 2 e \operatorname{Im}(z) \geq 1.

Área do segmento = área do setor − área do triângulo. Para o ângulo ao centro, usa o triângulo retângulo formado pelo centro, pelo ponto médio da corda e por um dos extremos: \cos\alpha = \dfrac{d}{r}.

a)

  1. |z-1| \leq 2: círculo fechado de centro C(1,\,0) e raio 2.
  2. \operatorname{Im}(z) \geq 1: semiplano fechado acima da reta y = 1.
  3. A interseção é o segmento circular do círculo acima dessa reta (a «tampa» do círculo).

b) A área do segmento obtém-se subtraindo à área do setor circular a área do triângulo correspondente.

  1. Meio-ângulo ao centro. A distância do centro à corda é d = 1 e o raio é r = 2, logo \cos\alpha = \dfrac{d}{r} = \dfrac{1}{2} \;\Rightarrow\; \alpha = \dfrac{\pi}{3} e o ângulo ao centro é \theta = 2\alpha = \dfrac{2\pi}{3}.
  2. Área do setor: A_{\text{setor}} = \dfrac{1}{2}r^{2}\theta = \dfrac{1}{2} \times 4 \times \dfrac{2\pi}{3} = \dfrac{4\pi}{3}.
  3. Área do triângulo formado pelo centro e pelos extremos da corda: A_{\triangle} = \dfrac{1}{2}r^{2}\operatorname{sen}\theta = \dfrac{1}{2} \times 4 \times \dfrac{\sqrt{3}}{2} = \sqrt{3}.
  4. A = \dfrac{4\pi}{3} - \sqrt{3} \approx 2{,}46. Controlo de grandeza: a área total do círculo é 4\pi \approx 12{,}6, logo o segmento é cerca de 20\% — coerente com a figura.
Respostaa) Segmento circular (do círculo de centro (1,0) e raio 2, acima de y=1) · b) \dfrac{4\pi}{3} - \sqrt{3}
Exercício 137§11 · escrever a condição

Escreva uma condição em ℂ que defina, no plano complexo, o conjunto dos pontos que verificam simultaneamente:

  • a distância ao afixo de 1 + i é maior do que 1 e não superior a 2;
  • a abcissa não é inferior a 1.

Traduz frase a frase. Atenção à diferença entre «maior do que» (estrita, fronteira excluída) e «não superior a» (não estrita, fronteira incluída) — é aí que se perdem pontos.

  1. Primeira condição. «Distância ao afixo de 1+i» escreve-se |z - (1+i)|. «Maior do que 1» ⟹ desigualdade estrita; «não superior a 2» ⟹ desigualdade não estrita: 1 < |z - (1+i)| \leq 2 É uma coroa circular de centro (1,\,1), com a fronteira interior excluída e a exterior incluída.
  2. Segunda condição. A abcissa é a parte real: \operatorname{Re}(z) \geq 1.
  3. Como se exigem as duas ao mesmo tempo, ligam-se por \wedge: 1 < |z - (1+i)| \leq 2 \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) \geq 1
  4. Geometricamente: metade da coroa circular — a que fica à direita da reta vertical x = 1, que passa pelo centro.
Resposta1 < |z - (1+i)| \leq 2 \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) \geq 1
Exercício 138Exame Nacional · 2021 · 2.ª Fase · item 8

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Em ℂ, conjunto dos números complexos, a condição (1+2i)z + (1-2i)\overline{z} + 10 = 0 define, no plano complexo, uma reta.

Considere todos os números complexos cujos afixos pertencem a esta reta. Determine qual deles tem menor módulo. Apresente esse número complexo na forma a + bi, com a, b \in \mathbb{R}.

Faz z = x+yi e desenvolve: vais ver que as partes imaginárias se cancelam e sobra a equação cartesiana da reta. Depois minimiza x^{2}+y^{2} completando o quadrado — não é preciso derivar.

  1. Fazer z = x + yi, com x, y \in \mathbb{R}, e desenvolver cada parcela: (1+2i)(x+yi) = (x - 2y) + (2x + y)i (1-2i)(x-yi) = (x - 2y) - (2x + y)i
  2. Somando, as partes imaginárias anulam-se: 2(x - 2y) + 10 = 0 \;\Leftrightarrow\; x - 2y + 5 = 0 \;\Leftrightarrow\; x = 2y - 5 Era de esperar: a soma de um complexo com o seu conjugado é sempre real.
  3. O módulo de z é \sqrt{x^{2}+y^{2}}; minimizar o módulo é o mesmo que minimizar x^{2}+y^{2}. Substituindo: x^{2}+y^{2} = (2y-5)^{2} + y^{2} = 5y^{2} - 20y + 25
  4. Completando o quadrado: 5\left(y^{2} - 4y\right) + 25 = 5(y-2)^{2} - 20 + 25 = 5(y-2)^{2} + 5.
  5. O mínimo ocorre quando (y-2)^{2} = 0, isto é y = 2, e vale 5. Então x = 2 \times 2 - 5 = -1.
  6. z = -1 + 2i, com |z| = \sqrt{5}. Leitura geométrica: é o pé da perpendicular traçada da origem para a reta — o ponto da reta mais próximo de O.
Respostaz = -1 + 2i
Exercício 139§11 · mediatriz e equação cartesiana

Mostre que a condição |z - 3i| = |z + 1| define, no plano complexo, uma reta e determine uma equação cartesiana dessa reta.

Reescreve |z+1| como |z-(-1)| para leres o segundo ponto. Depois há duas vias: reconhecer a mediatriz, ou fazer z = x+yi e elevar ao quadrado.

  1. Reescrever para identificar os pontos: |z - 3i| = |z - (-1)|, logo P_{1}(0,\,3) e P_{2}(-1,\,0).
  2. A condição afirma que o afixo de z é equidistante de P_{1} e P_{2}: é a mediatriz de [P_{1}P_{2}] — logo, uma reta.
  3. Confirmação analítica com z = x + yi: \sqrt{x^{2} + (y-3)^{2}} = \sqrt{(x+1)^{2} + y^{2}}
  4. Elevando ambos os membros ao quadrado: x^{2} + y^{2} - 6y + 9 = x^{2} + 2x + 1 + y^{2}
  5. Simplificando: -6y + 9 = 2x + 1 \Leftrightarrow 2x + 6y - 8 = 0 \Leftrightarrow x + 3y - 4 = 0, ou seja y = \dfrac{4-x}{3}.
  6. Controlo: o ponto médio de [P_{1}P_{2}] é \left(-\dfrac{1}{2},\,\dfrac{3}{2}\right) e satisfaz a equação: -\dfrac{1}{2} + \dfrac{9}{2} - 4 = 0
RespostaMediatriz de [P_{1}P_{2}], de equação x + 3y - 4 = 0 (ou y = \dfrac{4-x}{3})
Exercício 140§11 · mediatriz e distância

Considera, em \mathbb{C}, a condição |z+2| = |z-2| = 4.

a) Mostra que as soluções da condição são números imaginários puros.

b) Interpreta geometricamente a condição.

Exercício 141§11 · comprimento de uma linha

Determina, no plano complexo, o comprimento da linha definida por\left|\operatorname{Im}(z)\right| \leq 2 \;\land\; \operatorname{Re}\left[z(1+i)\right] = 2

Exercício 142§11 · mínimo de uma distância

Seja z um número complexo que satisfaz a condição |z-3-2i| \leq 2.

Determina o menor valor que a expressão |2z-6+6i| pode tomar.

Exercício 143§11 · circunferência de Apolónio

Identifica o lugar geométrico das imagens dos complexos z definido pela condição|z-2| = 3\,|z+1|

Exercício 144§11 · área de uma região

No plano complexo, determina a área da região definida por |z - 2i| \leq 3 \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) \geq 0.

Exercício 145§11 · mediatriz e círculo

No plano complexo, considera a condição |z - 1| = |z + i| \;\wedge\; |z| \leq 2. Identifica a linha definida e determina o seu comprimento.

Em b), lembra-te de que |z-w_{1}| = |z-w_{2}| define a mediatriz do segmento cujos extremos são as imagens de w_{1} e w_{2}.

  1. a) Seja z = a+bi. Então|z+2| = \sqrt{(a+2)^{2}+b^{2}} \qquad |z-2| = \sqrt{(a-2)^{2}+b^{2}}
  2. A condição escreve-se\begin{cases} (a+2)^{2}+b^{2} = 16 \\ (a-2)^{2}+b^{2} = 16 \end{cases}
  3. Subtraindo as equações: (a+2)^{2} - (a-2)^{2} = 0 \Leftrightarrow 8a = 0 \Leftrightarrow a = 0.
  4. Substituindo: 4 + b^{2} = 16 \Leftrightarrow b^{2} = 12 \Leftrightarrow b = \pm 2\sqrt{3}.
  5. As soluções são z = 2\sqrt{3}\,i e z = -2\sqrt{3}\,i: têm parte real nula e parte imaginária não nula, logo são imaginários puros. ∎
  6. b) A condição |z+2| = |z-2| define a mediatriz do segmento de extremos -2 e 2 — que é o eixo imaginário.
  7. Acrescentar = 4 seleciona, nessa mediatriz, os pontos que estão à distância 4 de cada um dos pontos -2 e 2: exatamente dois pontos, simétricos relativamente à origem.
Respostaa) z = \pm 2\sqrt{3}\,i; b) os dois pontos do eixo imaginário à distância 4 de -2 e de 2

Escreve z = x+yi e desenvolve z(1+i). A segunda condição é a equação de uma reta.

  1. Seja z = x+yi. Entãoz(1+i) = (x+yi)(1+i) = x + xi + yi + yi^{2} = (x-y) + (x+y)i
  2. A condição dada escreve-se, portanto,|y| \leq 2 \;\land\; x-y = 2 \;\Leftrightarrow\; -2 \leq y \leq 2 \;\land\; y = x-2
  3. Trata-se do segmento de reta da reta y = x-2 compreendido entre y=-2 e y=2.
  4. Os extremos obtêm-se substituindo: para y=-2, x=0 — ponto B(0,-2); para y=2, x=4 — ponto A(4,2).
  5. \overline{AB} = \sqrt{(4-0)^{2}+(2+2)^{2}} = \sqrt{32} = 4\sqrt{2}
RespostaA linha é um segmento de reta de comprimento 4\sqrt{2}

Põe o 2 em evidência dentro do módulo: a expressão passa a ser 2 vezes uma distância entre a imagem de z e um ponto fixo.

  1. A condição. |z-(3+2i)| \leq 2 descreve o círculo de centro C(3,2) e raio 2.
  2. A expressão. Pondo 2 em evidência:|2z-6+6i| = \left|2\left(z-3+3i\right)\right| = 2\left|z-(3-3i)\right|Trata-se de 2 vezes a distância da imagem de z ao ponto fixo D(3,-3).
  3. Minimizar a distância. A distância do ponto D ao centro C é\overline{CD} = \sqrt{(3-3)^{2}+(2+3)^{2}} = 5
  4. Como 5 > 2, o ponto D é exterior ao círculo. O ponto do círculo mais próximo de D está sobre o segmento [CD], a uma distância 5-2 = 3 de D — é o ponto de coordenadas (3,0).
  5. \text{mínimo} = 2 \times 3 = 6
RespostaO menor valor é 6

Escreve z=x+yi, eleva ambos os membros ao quadrado e completa o quadrado em x.

  1. Seja z = x+yi. A condição escreve-se\sqrt{(x-2)^{2}+y^{2}} = 3\sqrt{(x+1)^{2}+y^{2}}
  2. Elevando ao quadrado (ambos os membros são não negativos):(x-2)^{2}+y^{2} = 9\left[(x+1)^{2}+y^{2}\right]
  3. x^{2}-4x+4+y^{2} = 9x^{2}+18x+9+9y^{2}
  4. 0 = 8x^{2}+22x+5+8y^{2} \;\Leftrightarrow\; x^{2} + \dfrac{11}{4}x + y^{2} = -\dfrac{5}{8}
  5. Completando o quadrado em x, com \left(\dfrac{11}{8}\right)^{2} = \dfrac{121}{64}:\left(x+\dfrac{11}{8}\right)^{2} + y^{2} = \dfrac{121}{64} - \dfrac{5}{8} = \dfrac{81}{64}
  6. Trata-se da circunferência de centro \left(-\dfrac{11}{8},\,0\right) e raio \dfrac{9}{8}.
  7. Verificação nos pontos do eixo real: |x-2| = 3|x+1|x = -\dfrac{1}{4} e x = -\dfrac{5}{2}, que são de facto os extremos de um diâmetro — o seu ponto médio é -\dfrac{11}{8} e a semidistância é \dfrac{9}{8}
  8. Nota: este lugar geométrico chama-se circunferência de Apolónio dos pontos 2 e -1 para a razão 3.
RespostaCircunferência de centro \left(-\frac{11}{8}, 0\right) e raio \frac{9}{8}

Identifica primeiro cada condição. Depois pergunta-te por onde passa a reta x = 0 relativamente ao centro do círculo — é isso que decide a fração do círculo que fica.

  1. |z - 2i| \leq 3: círculo fechado de centro C(0,\,2) e raio 3.
  2. \operatorname{Re}(z) \geq 0: semiplano fechado à direita do eixo imaginário (a reta x = 0).
  3. Essa reta passa exatamente pelo centro do círculo (o centro tem abcissa 0), pelo que a interseção é metade do círculo.Se a reta não passasse pelo centro, a região seria um segmento circular e a conta seria bem mais trabalhosa.
  4. Área do círculo: \pi r^{2} = 9\pi. Metade: \dfrac{9\pi}{2}.
Resposta\dfrac{9\pi}{2} unidades de área \approx 14{,}1

A primeira condição é uma mediatriz: escreve |z+i| como |z-(-i)| para ler os dois pontos. A segunda condição corta essa reta pelo círculo — que linha fica?

  1. |z - 1| = |z - (-i)|: os afixos equidistantes de P_{1}(1,\,0) e P_{2}(0,\,-1) — a mediatriz de [P_{1}P_{2}].
  2. Com z = x + yi: (x-1)^{2} + y^{2} = x^{2} + (y+1)^{2} \Leftrightarrow -2x + 1 = 2y + 1 \Leftrightarrow y = -x.
  3. |z| \leq 2: círculo fechado de centro O e raio 2. Como a reta y = -x passa pelo centro, a interseção é um diâmetro desse círculo.
  4. Comprimento do diâmetro: 2r = 4.Os extremos são \left(-\sqrt{2},\,\sqrt{2}\right) e \left(\sqrt{2},\,-\sqrt{2}\right): de facto, \sqrt{2+2} = 2
RespostaUm diâmetro do círculo, sobre a reta y = -x, de comprimento 4

Exercícios de Exame · Domínios planos

Quarenta e oito itens no formato do Exame Nacional sobre conjuntos de pontos definidos por condições. Circunferências, mediatrizes, semirretas e setores — e as regiões que as suas interseções recortam.

Item 211 escolha múltipladomínios planos

Qual das condições seguintes, na variável complexa z, define uma reta no plano complexo?

  • (A)|z - 1| = 2
  • (B)|z - 1| = |z + i|
  • (C)\operatorname{Arg}(z) = \frac{{\pi}}{4}
  • (D)|z| \leq 3
Item 212 escolha múltipladomínios planos

No plano complexo, a condição |z + 2i| = 3 define:

  • (A)a circunferência de centro (0, 2) e raio 3.
  • (B)a circunferência de centro (0, -2) e raio 3.
  • (C)a circunferência de centro (-2, 0) e raio 3.
  • (D)o círculo de centro (0, -2) e raio 3.
Item 213 construçãoregião do plano

No plano complexo, considere o conjunto de pontos definido pela condição

|z - 1 + i| \leq 2 \wedge \operatorname{Im}(z) \geq -1

23.1. Identifique e descreva a região definida.

23.2. Determine a área dessa região.

Item 214 construçãocom figura · escrever a condição

Na figura está sombreada uma região do plano complexo, limitada por dois arcos de circunferência de centro na origem, com raios 1 e 3, e pelos semieixos positivos. Toda a fronteira pertence à região.

Escreva uma condição em ℂ que defina a região sombreada.

O13 13 Re(z)Im(z)
O quarto de coroa circular no primeiro quadrante, entre os raios 1 e 3.
Item 215 construçãomediatriz

Mostre que a condição |z - 2| = |z + 2i| define, no plano complexo, uma reta, e determine uma equação cartesiana dessa reta.

Item 216 construçãoExame Nacional · 2000 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 8

Seja A o conjunto dos números complexos cuja imagem, no plano complexo, é o interior do círculo de centro na origem do referencial e raio 1.

Sem recorrer à calculadora, mostre que o número complexo \dfrac{1+\sqrt{3}i}{4e^{i\frac{{\pi}}{6}}} pertence ao conjunto A.

Item 217 construçãoExame Nacional · 2000 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 10

Seja A o conjunto dos números complexos cuja imagem, no plano complexo, é o interior do círculo de centro na origem do referencial e raio 1.

Defina, por meio de uma condição em ℂ, a parte de A contida no segundo quadrante (excluindo os eixos do referencial).

Item 218 construçãoExame Nacional · 2000 · 1.ª Fase (2.ª chamada) · item 10

Considere, no plano complexo, o quadrado [ABCD]. Os pontos A e C pertencem ao eixo imaginário e os pontos B e D pertencem ao eixo real. Estes quatro pontos encontram-se à distância de uma unidade da origem do referencial.

Defina, por meio de uma condição em ℂ, a circunferência inscrita no quadrado [ABCD].

Item 219 escolha múltiplaExame Nacional · 2000 · 2.ª Fase · item 4

Qual das seguintes condições define uma reta no plano complexo?

  • (A)|z-1| = 4
  • (B)\arg(z) = \dfrac{{\pi}}{2}
  • (C)3z+2i = 0
  • (D)|z-1| = |z+i|
Item 220 construçãoExame Nacional · 2001 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 10

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z_{1} = 2e^{i\frac{{\pi}}{3}}.

No plano complexo, a imagem geométrica de z_{1} é um dos cinco vértices do pentágono regular representado na figura, inscrito numa circunferência centrada na origem do referencial.

Defina, por meio de uma condição em ℂ, a região sombreada, excluindo a fronteira.

ORe(z)Im(z)
O pentágono regular inscrito numa circunferência, com um setor sombreado.
Item 221 escolha múltiplaExame Nacional · 2001 · 2.ª Fase · item 4

Qual das seguintes regiões do plano complexo (indicadas a sombreado) contém as imagens geométricas das raízes quadradas de 3+4i?

(A)23Re(z)Im(z)
(B)23Re(z)Im(z)
(C)23Re(z)Im(z)
(D)23Re(z)Im(z)
Item 222 escolha múltiplaExame Nacional · 2001 · Época Especial · item 4

Qual das figuras seguintes pode ser a representação geométrica, no plano complexo, do conjunto\left\{z \in \mathbb{C} : |z| \leqslant 1 \;\wedge\; \arg(z) = \dfrac{{\pi}}{2}\right\}

(A)Re(z)Im(z)
(B)Re(z)Im(z)
(C)Re(z)Im(z)
(D)Re(z)Im(z)
Item 223 escolha múltiplaExame Nacional · 2001 · Prova para militares · item 4

Qual dos seguintes números complexos tem a sua imagem geométrica no interior do círculo de centro na origem e de raio 1?

  • (A)\left(\dfrac{1}{2}e^{i\frac{{\pi}}{7}}\right)^{3}
  • (B)\left(2e^{i\frac{{\pi}}{7}}\right)^{3}
  • (C)1+i
  • (D)2i
Item 224 escolha múltiplaExame Nacional · 2002 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 4

Qual das seguintes condições define, no plano complexo, o eixo imaginário?

  • (A)z+\overline{z} = 0
  • (B)\operatorname{Im}(z) = 1
  • (C)|z| = 0
  • (D)z-\overline{z} = 0
Item 225 escolha múltiplaExame Nacional · 2002 · 1.ª Fase (2.ª chamada) · item 4

Qual das figuras seguintes pode ser a representação geométrica, no plano complexo, do conjunto\left\{z \in \mathbb{C} : |z+1| = |z-i| \;\wedge\; 2 \leqslant \operatorname{Im}(z) \leqslant 4\right\}

(A)Re(z)Im(z)
(B)Re(z)Im(z)
(C)Re(z)Im(z)
(D)Re(z)Im(z)
Item 226 escolha múltiplaExame Nacional · 2002 · 2.ª Fase · item 4

Na figura, está representado um retângulo de comprimento 4 e largura 2, centrado na origem do plano complexo.

Seja z um número complexo qualquer cuja imagem geométrica está situada no interior do retângulo.

Qual dos seguintes números complexos tem também, necessariamente, a sua imagem geométrica no interior do retângulo?

−22−11ORe(z)Im(z)
O retângulo de comprimento 4 e largura 2, centrado na origem.
  • (A)z^{-1}
  • (B)\overline{z}
  • (C)z^{2}
  • (D)2z
Item 227 construçãoExame Nacional · 2002 · Prova para militares · item 10

Em ℂ, conjunto dos números complexos, seja z_{1} = 1-i.

Represente, no plano complexo, a região do plano definida por0 \leqslant \arg(z-z_{1}) \leqslant \dfrac{3{\pi}}{4} \;\wedge\; |z-z_{1}| \leqslant 1

Item 228 construçãoExame Nacional · 2003 · 1.ª Fase (1.ª chamada) · item 10

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = 2-2i e z_{3} = -1+i.

Escreva uma condição em ℂ que defina, no plano complexo, a circunferência que tem centro na imagem geométrica de z_{1} e que passa na imagem geométrica de z_{3}.

Item 229 escolha múltiplaExame Nacional · 2003 · 1.ª Fase (2.ª chamada) · item 4

Considere, em ℂ, a condição|z| \leqslant 3 \;\wedge\; 0 \leqslant \arg(z) \leqslant \dfrac{{\pi}}{4} \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) \geqslant 1

Em qual das figuras seguintes pode estar representado, no plano complexo, o conjunto de pontos definido por esta condição?

(A)13Re(z)Im(z)
(B)13Re(z)Im(z)
(C)13Re(z)Im(z)
(D)13Re(z)Im(z)
Item 230 construçãoExame Nacional · 2003 · Prova para militares · item 10

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere w = 1+2i.

Considere, no plano complexo, a circunferência de centro na imagem geométrica de w e que passa na origem do referencial.

Defina, por meio de uma condição em ℂ, a parte desta circunferência que está contida no quarto quadrante (eixos não incluídos).

Item 231 escolha múltiplaExame Nacional · 2004 · 1.ª Fase · item 4

Na figura está representado, no plano complexo, um triângulo retângulo isósceles. Os catetos têm comprimento 1, estando um deles contido no eixo dos números reais, e um dos vértices do triângulo coincide com a origem do referencial.

Qual das condições seguintes define a região sombreada, incluindo a fronteira?

−11ORe(z)Im(z)
O triângulo retângulo isósceles, de catetos de comprimento 1.
  • (A)\operatorname{Re}(z) \geqslant 0 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) \leqslant 0 \;\wedge\; |z| \geqslant 1
  • (B)\operatorname{Re}(z) \leqslant 0 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) \geqslant 0 \;\wedge\; |z| \leqslant 1
  • (C)\operatorname{Re}(z) \geqslant -1 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) \geqslant 0 \;\wedge\; |z-i| \geqslant |z+1|
  • (D)\operatorname{Re}(z) \geqslant -1 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) \geqslant 0 \;\wedge\; |z-i| \leqslant |z+1|
Item 232 construçãoExame Nacional · 2005 · 2.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere w_{1} = 1+i e w_{2} = \sqrt{3}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{2}\right)}.

Represente, no plano complexo, a região definida pela condição\operatorname{Re}(z) \geqslant \operatorname{Re}(w_{1}) \;\wedge\; |z-w_{2}| \leqslant \sqrt{3}

Item 233 construçãoExame Nacional · 2005 · Época Especial · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = e^{i\frac{{\pi}}{6}}.

Represente, no plano complexo, o conjunto definido pela condição|z-z_{1}| \leqslant 1 \;\wedge\; |z| \leqslant |z-z_{1}|

Item 234 construçãoExame Nacional · 2006 · 1.ª Fase · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos. Considere que, para qualquer número complexo z não nulo, \arg(z) designa o argumento de z que pertence ao intervalo [0,\;2{\pi}[.

Represente a região do plano complexo definida pela condição\dfrac{1}{2} \leqslant |z| \leqslant 1 \;\wedge\; \dfrac{3{\pi}}{4} \leqslant \arg(z) \leqslant \dfrac{5{\pi}}{4}

e determine a sua área.

Item 235 escolha múltiplaExame Nacional · 2006 · 2.ª Fase · item 4

Na figura estão representadas, no plano complexo, duas circunferências, ambas com centro no eixo real, tendo uma delas raio 1 e a outra raio 2. A origem do referencial é o único ponto comum às duas circunferências.

Qual das condições seguintes define a região sombreada, incluindo a fronteira?

ORe(z)Im(z)
Duas circunferências tangentes na origem.
  • (A)|z-1| \geqslant 1 \;\wedge\; |z-2| \leqslant 2
  • (B)|z-1| \geqslant 2 \;\wedge\; |z-2| \leqslant 1
  • (C)|z-1| \leqslant 1 \;\wedge\; |z-2| \geqslant 2
  • (D)|z-1| \leqslant 2 \;\wedge\; |z-2| \geqslant 1
Item 236 construçãoExame Nacional · 2006 · Época Especial · item 9

Seja ℂ o conjunto dos números complexos e seja B a região do plano complexo definida pela condição|z| \leqslant 2 \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) \geqslant 0 \;\wedge\; |z-1| \leqslant |z-i|

Represente graficamente B e determine a sua área.

Item 237 escolha múltiplaExame Nacional · 2008 · 1.ª Fase · item 4

Considere, em ℂ, a condição z+\overline{z} = 2.

Em qual das figuras seguintes pode estar representado, no plano complexo, o conjunto de pontos definido por esta condição?

(A)1Re(z)Im(z)
(B)1Re(z)Im(z)
(C)−11Re(z)Im(z)
(D)1−11Re(z)Im(z)
Item 238 escolha múltiplaExame Nacional · 2008 · 2.ª Fase · item 5

Considere a figura, representada no plano complexo.

Qual é a condição, em ℂ, que define a região sombreada da figura, incluindo a fronteira?

3−3ORe(z)Im(z)
A região sombreada, definida por \operatorname{Re}(z) \leq 3 e -\dfrac{{\pi}}{4} \leq \arg(z) \leq 0.
  • (A)\operatorname{Re}(z) \leqslant 3 \;\wedge\; -\dfrac{{\pi}}{4} \leqslant \arg(z) \leqslant 0
  • (B)\operatorname{Re}(z) \leqslant 3 \;\wedge\; 0 \leqslant \arg(z) \leqslant \dfrac{{\pi}}{4}
  • (C)\operatorname{Im}(z) \leqslant 3 \;\wedge\; -\dfrac{{\pi}}{4} \leqslant \arg(z) \leqslant 0
  • (D)\operatorname{Re}(z) \geqslant 3 \;\wedge\; -\dfrac{{\pi}}{4} \leqslant \arg(z) \leqslant 0
Item 239 escolha múltiplaExame Nacional · 2008 · Época Especial · item 4

Qual das seguintes condições, na variável complexa z, define, no plano complexo, uma circunferência?

  • (A)|z+4| = 5
  • (B)|z| = |z+2i|
  • (C)0 \leqslant \arg(z) \leqslant {\pi}
  • (D)\operatorname{Re}(z)+\operatorname{Im}(z) = 2
Item 240 escolha múltiplaExame Nacional · 2010 · 1.ª Fase · item 4

Na figura está representada, no plano complexo, a sombreado, parte do semiplano definido pela condição \operatorname{Re}(z) > 3.

Qual dos números complexos seguintes tem a sua imagem geométrica na região representada a sombreado?

3ORe(z)Im(z)
O semiplano definido por \operatorname{Re}(z) > 3.
  • (A)\sqrt{3}\,e^{i\frac{{\pi}}{6}}
  • (B)3\sqrt{3}\,e^{i\frac{{\pi}}{6}}
  • (C)\sqrt{3}\,e^{i\frac{{\pi}}{2}}
  • (D)3\sqrt{3}\,e^{i\frac{{\pi}}{2}}
Item 241 construçãoExame Nacional · 2010 · 2.ª Fase · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}} e z_{2} = 3.

Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, escreva uma condição, em ℂ, que defina, no plano complexo, a circunferência que tem centro na imagem geométrica de z_{2} e que passa na imagem geométrica de z_{1}.

Item 242 escolha múltiplaExame Nacional · 2010 · Época Especial · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere o conjunto A = \left\{z \in \mathbb{C} : i \times (z+\overline{z}) = 0\right\}.

Qual das retas seguintes pode ser a representação geométrica, no plano complexo, do conjunto A?

  • (A)O eixo real
  • (B)O eixo imaginário
  • (C)A bissetriz dos quadrantes pares
  • (D)A bissetriz dos quadrantes ímpares
Item 243 escolha múltiplaExame Nacional · 2011 · 2.ª Fase · item 4

Na figura está representado, no plano complexo, a sombreado, um setor circular. Sabe-se que:

  • o ponto A é a imagem geométrica do número complexo -\sqrt{3}+i;
  • o ponto B tem abcissa negativa, ordenada nula, e pertence à circunferência de centro na origem e raio igual a \overline{OA}.

Considere como \arg(z) a determinação que pertence ao intervalo [0,\;2{\pi}[. Qual das condições seguintes define, em ℂ, a região a sombreado, incluindo a fronteira?

ABORe(z)Im(z)
O setor circular sombreado, no plano complexo.
  • (A)|z| \leqslant 2 \;\wedge\; \dfrac{2{\pi}}{3} \leqslant \arg(z) \leqslant {\pi}
  • (B)|z| \leqslant 2 \;\wedge\; \dfrac{5{\pi}}{6} \leqslant \arg(z) \leqslant {\pi}
  • (C)|z| \leqslant 4 \;\wedge\; \dfrac{2{\pi}}{3} \leqslant \arg(z) \leqslant {\pi}
  • (D)|z| \leqslant 4 \;\wedge\; \dfrac{5{\pi}}{6} \leqslant \arg(z) \leqslant {\pi}
Item 244 escolha múltiplaExame Nacional · 2011 · Época Especial · item 4

Seja ℂ o conjunto dos números complexos e considere z_{2} = e^{i\frac{{\pi}}{4}}.

No plano complexo, a região definida pela condição|z-z_{2}| \leqslant 1 \;\wedge\; \dfrac{{\pi}}{2} \leqslant \arg(z) \leqslant 2{\pi} \;\wedge\; |z| \geqslant |z-z_{2}|

está representada geometricamente numa das opções seguintes (considere como \arg(z) a determinação que pertence ao intervalo ]0,\;2{\pi}]). Em cada opção, O é a origem, C é a imagem geométrica de z_{2} e \overline{OC} é o raio da circunferência representada a tracejado.

Qual é a opção correta?

(I)CORe(z)Im(z)
(II)CORe(z)Im(z)
(III)CORe(z)Im(z)
(IV)CORe(z)Im(z)
Item 245 escolha múltiplaExame Nacional · 2012 · 1.ª Fase · item 4

Na figura está representada, a sombreado, no plano complexo, parte de uma coroa circular. Sabe-se que:

  • O é a origem do referencial;
  • o ponto Q é a imagem geométrica do complexo -1+i;
  • a reta PQ é paralela ao eixo real;
  • as circunferências têm centro na origem;
  • os raios das circunferências são iguais a 3 e a 6.

Considere como \arg(z) a determinação que pertence ao intervalo [-{\pi},\;{\pi}[. Qual das condições seguintes pode definir a região a sombreado, incluindo a fronteira?

QRPORe(z)Im(z)
Parte de uma coroa circular, no plano complexo.
  • (A)3 \leqslant |z| \leqslant 6 \;\wedge\; -{\pi} \leqslant \arg(z-1+i) \leqslant \dfrac{3{\pi}}{4}
  • (B)9 \leqslant |z| \leqslant 36 \;\wedge\; -{\pi} \leqslant \arg(z+1-i) \leqslant \dfrac{3{\pi}}{4}
  • (C)3 \leqslant |z| \leqslant 6 \;\wedge\; -{\pi} \leqslant \arg(z+1-i) \leqslant \dfrac{3{\pi}}{4}
  • (D)9 \leqslant |z| \leqslant 36 \;\wedge\; -{\pi} \leqslant \arg(z-1+i) \leqslant \dfrac{3{\pi}}{4}
Item 246 construçãoExame Nacional · 2012 · Época Especial · item 9

Seja w um número complexo não nulo.

Mostre, sem recorrer à calculadora, que, se o conjugado de w é igual a metade do inverso de w, então a imagem geométrica de w pertence à circunferência de centro na origem e de raio \dfrac{\sqrt{2}}{2}.

Item 247 escolha múltiplaExame Nacional · 2012 · Época Especial · item 4

Na figura estão representadas, no plano complexo, uma circunferência de centro na origem e raio 1, e uma reta r definida por \operatorname{Re}(z) = \dfrac{1}{2}.

Seja z_{1} o número complexo cuja imagem geométrica está no 1.º quadrante e é o ponto de interseção da circunferência com a reta r.

Qual das opções seguintes apresenta uma equação de que z_{1} é solução?

z₁½1rORe(z)Im(z)
A circunferência de raio 1 e a reta \operatorname{Re}(z) = \dfrac{1}{2}.
  • (A)|z-1| = |z-i|
  • (B)\operatorname{Im}(z) = \dfrac{\sqrt{3}}{2}
  • (C)\left|z-\dfrac{1}{2}\right| = 1
  • (D)|1-z| = \sqrt{2}
Item 248 escolha múltiplaExame Nacional · 2013 · 2.ª Fase · item 4

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, a condição\dfrac{3}{2} \leqslant |z-3+i| \leqslant 3 \;\wedge\; \dfrac{{\pi}}{3} \leqslant \arg(z-3+i) \leqslant \dfrac{2{\pi}}{3}

Considere como \arg(z) a determinação que pertence ao intervalo [-{\pi},\;{\pi}[.

Qual das opções seguintes pode representar, no plano complexo, o conjunto de pontos definido pela condição dada?

(A)Re(z)Im(z)
(B)Re(z)Im(z)
(C)Re(z)Im(z)
(D)Re(z)Im(z)
Item 249 escolha múltiplaExame Nacional · 2013 · Época Especial · item 4

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere w = (1+i)^{2013}.

A qual dos conjuntos seguintes pertence w?

  • (A)\{z \in \mathbb{C} : |z| < |z+1|\}
  • (B)\{z \in \mathbb{C} : |z| \leqslant \sqrt{2}\}
  • (C)\{z \in \mathbb{C} : z = \overline{z}\}
  • (D)\{z \in \mathbb{C} : \operatorname{Re}(z) = \operatorname{Im}(z)\}
Item 250 escolha múltiplaExame Nacional · 2014 · 2.ª Fase · item 4

Na figura estão representadas, no plano complexo, duas semirretas \dot{O}A e \dot{O}B e uma circunferência de centro C e raio \overline{BC}. Sabe-se que:

  • O é a origem do referencial;
  • o ponto A é a imagem geométrica do complexo \dfrac{2\sqrt{3}}{3}+2i;
  • o ponto B é a imagem geométrica do complexo -\dfrac{2\sqrt{3}}{3}+2i;
  • o ponto C é a imagem geométrica do complexo 2i.

Considere como \arg(z) a determinação que pertence ao intervalo [-{\pi},\;{\pi}[. Qual das condições seguintes define a região sombreada, excluindo a fronteira?

ABCORe(z)Im(z)
A região entre duas semirretas, exterior a uma circunferência.
  • (A)|z-2i| < \dfrac{2\sqrt{3}}{3} \;\wedge\; \dfrac{{\pi}}{4} < \arg(z) < \dfrac{3{\pi}}{4}
  • (B)|z-2i| < \dfrac{2\sqrt{3}}{3} \;\wedge\; \dfrac{{\pi}}{3} < \arg(z) < \dfrac{2{\pi}}{3}
  • (C)|z-2i| > \dfrac{2\sqrt{3}}{3} \;\wedge\; \dfrac{{\pi}}{3} < \arg(z) < \dfrac{2{\pi}}{3}
  • (D)|z-2i| > \dfrac{2\sqrt{3}}{3} \;\wedge\; \dfrac{{\pi}}{4} < \arg(z) < \dfrac{3{\pi}}{4}
Item 251 escolha múltiplaExame Nacional · 2015 · 1.ª Fase · item 4

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, a condição|z+4-4i| = 3 \;\wedge\; \dfrac{{\pi}}{2} \leqslant \arg(z) \leqslant \dfrac{3{\pi}}{4}

No plano complexo, esta condição define uma linha. Qual é o comprimento dessa linha?

  • (A){\pi}
  • (B)2{\pi}
  • (C)3{\pi}
  • (D)4{\pi}
Item 252 construçãoExame Nacional · 2017 · 2.ª Fase · item 9

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Em ℂ, conjunto dos números complexos, sejam z_{1} e z_{2} tais que z_{1} = 2+i e z_{1} \times \overline{z_{2}} = 4-3i.

Considere a condição |z-z_{1}| = |z-z_{2}|.

Mostre que o número complexo \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}} verifica esta condição e interprete geometricamente este facto.

Item 253 construçãoExame Nacional · 2017 · Época Especial · item 9

Em ℂ, conjunto dos números complexos, considere z_{1} = \dfrac{1-i}{\sqrt{2}\,e^{i{\theta}}}, com {\theta} \in \left]\dfrac{{\pi}}{12},\;\dfrac{{\pi}}{4}\right[, e w = \overline{z_{1}} \times z_{1}^{\,4}.

Seja A = \left\{z \in \mathbb{C} : \operatorname{Re}(z) < 0 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) > 0 \;\wedge\; |z| = 1\right\}.

Justifique que o número complexo w pertence ao conjunto A.

Item 254 construçãoExame Nacional · 2019 · 1.ª Fase · item 10

Considere em ℂ, conjunto dos números complexos, z_{1} = 3+4i e z_{2} = 4+6i.

Seja w = \dfrac{z_{1} + i^{6} + 2\overline{z_{1}}}{z_{1} - z_{2}}.

No plano complexo, a condição |z| = |w| \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) \geq 0 \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) \geq 0 define uma linha.

Determine o comprimento dessa linha.

Item 255 construçãoExame Nacional · 2019 · 2.ª Fase · item 9

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, z_{1} = 2-3i e z_{2} = 1-2i.

Mostre que o afixo do número complexo w = \dfrac{3z_{1} - i\,\overline{z_{2}}}{1+i^{7}} pertence à circunferência de centro no afixo de z_{1} e raio igual a \sqrt{53}.

Item 256 escolha múltiplaExame Nacional · 2020 · 1.ª Fase · item 4.2

Considere, em ℂ, a condição \operatorname{Re}(z) \times \operatorname{Im}(z) = 1.

Em qual das opções seguintes pode estar representado, no plano complexo, o conjunto de pontos definido por esta condição?

(A)Re(z)Im(z)
(B)Re(z)Im(z)
(C)Re(z)Im(z)
(D)Re(z)Im(z)
Item 257 construçãoExame Nacional · 2021 · 2.ª Fase · item 9

Resolva este item sem recorrer à calculadora.

Em ℂ, conjunto dos números complexos, a condição (1+2i)z + (1-2i)\overline{z} + 10 = 0 define, no plano complexo, uma reta.

Considere todos os números complexos cujos afixos pertencem a esta reta. Determine qual deles tem menor módulo.

Apresente esse número complexo na forma a+bi, com a,b \in \mathbb{R}.

Item 258 escolha múltiplaExame Nacional · 2022 · 2.ª Fase · item 6

Considere, em ℂ, conjunto dos números complexos, a condição z \times \overline{z} = 4.

Em qual das opções seguintes está representado, no plano complexo, o conjunto de pontos definido por esta condição?

(A)2−22Re(z)Im(z)
(B)4−44Re(z)Im(z)
(C)Re(z)Im(z)
(D)Re(z)Im(z)

Traduz cada condição por uma frase sobre distâncias. «Estar à mesma distância de dois pontos fixos» define que lugar geométrico?

  1. (A) «distância a (1,0) igual a 2» — circunferência.
  2. (B) «equidistante de P_{1}(1,0) e de P_{2}(0,-1)» — mediatriz de [P_{1}P_{2}], que é uma reta ✓
  3. (C) argumento fixo — semirreta com origem em O (excluída), não uma reta.
  4. (D) «distância à origem não superior a 3» — círculo.
RespostaOpção (B)

Escreve a condição na forma |z - z_{1}| = r. Atenção ao sinal: z + 2i = z - (-2i). E repara que = dá a linha, não a região.

  1. |z + 2i| = |z - (-2i)| = 3
  2. É o conjunto dos pontos cuja distância ao afixo de -2i, isto é a (0, -2), é igual a 3.
  3. Como a relação é uma igualdade, obtém-se a circunferência (só a linha) e não o círculo.
RespostaOpção (B)

Reescreve z - 1 + i na forma z - z_{1} para identificar o centro. Depois repara onde passa a reta \operatorname{Im}(z) = -1 relativamente a esse centro.

23.1.

  1. |z - 1 + i| = |z - (1 - i)| \leq 2: círculo fechado de centro P(1, -1) e raio 2.
  2. \operatorname{Im}(z) \geq -1: semiplano fechado acima (ou sobre) a reta horizontal y = -1.
  3. Essa reta passa exatamente pelo centro do círculo, pelo que a interseção é metade do círculo: o semicírculo superior, incluindo a fronteira (semicircunferência e diâmetro).

23.2.

  1. Área do círculo: {\pi} r^{2} = 4{\pi}.
  2. Metade: \frac{4{\pi}}{2} = 2{\pi}.
Respostas23.1. Semicírculo superior (fechado) de centro (1, -1) e raio 2 · 23.2. 2{\pi} unidades de área

São precisas duas ideias em conjunção: uma que controle a distância à origem (coroa circular) e outra que controle a direção (setor de 90^{\circ}). Como toda a fronteira pertence à região, todas as desigualdades são não estritas.

  1. Distância à origem entre 1 e 3, inclusive: 1 \leq |z| \leq 3 — coroa circular fechada.
  2. Pontos do 1.º quadrante, incluindo os semieixos positivos: 0 \leq \operatorname{Arg}(z) \leq \frac{{\pi}}{2}.
  3. Conjunção das duas condições.
  4. Alternativa equivalente para a segunda condição: \operatorname{Re}(z) \geq 0 \wedge \operatorname{Im}(z) \geq 0.
Resposta1 \leq |z| \leq 3 \wedge 0 \leq \operatorname{Arg}(z) \leq \frac{{\pi}}{2}

Duas vias: (i) reconhecer a mediatriz de [P_{1}P_{2}] e usar o ponto médio e o declive; (ii) fazer z = x + y i, escrever os dois módulos e elevar ambos os membros ao quadrado.

  1. A condição diz que a distância do afixo de z a P_{1}(2, 0) é igual à distância a P_{2}(0, -2): é a mediatriz de [P_{1}P_{2}] — logo, uma reta.
  2. Confirmação analítica com z = x + y i:\sqrt{(x - 2)^{2} + y^{2}} = \sqrt{x^{2} + (y + 2)^{2}}
  3. Elevando ao quadrado: x^{2} - 4x + 4 + y^{2} = x^{2} + y^{2} + 4y + 4.
  4. Simplificando: -4x = 4y \Leftrightarrow y = -x.
  5. Coerente: a reta passa no ponto médio (1, -1) e é perpendicular a [P_{1}P_{2}], — o declive de P_{1}P_{2} é \frac{-2 - 0}{0 - 2} = 1 e o da mediatriz é -1
RespostaMediatriz de [P_{1}P_{2}], de equação y = -x

«Pertencer a A» é só uma condição sobre o módulo: |z| < 1. Não precisas de calcular o argumento.

  1. z \in A \Leftrightarrow |z| < 1.
  2. O módulo de um quociente é o quociente dos módulos:\left|\dfrac{1+\sqrt{3}i}{4e^{i\frac{{\pi}}{6}}}\right| = \dfrac{\left|1+\sqrt{3}i\right|}{\left|4e^{i\frac{{\pi}}{6}}\right|}
  3. \left|1+\sqrt{3}i\right| = \sqrt{1^{2}+\left(\sqrt{3}\right)^{2}} = \sqrt{4} = 2 e \left|4e^{i\frac{{\pi}}{6}}\right| = 4.
  4. Logo o módulo é \dfrac{2}{4} = \dfrac{1}{2} e, como \dfrac{1}{2} < 1, o número pertence a A. \blacksquare
RespostaO módulo é \dfrac{1}{2} < 1, logo o complexo pertence a A

Duas coisas a traduzir: «interior do círculo» (desigualdade estrita no módulo) e «2.º quadrante sem os eixos» (duas desigualdades estritas nas partes real e imaginária).

  1. «Interior do círculo de centro O e raio 1» traduz-se por |z| < 1 (estrita, por ser o interior).
  2. O 2.º quadrante, excluindo os eixos, corresponde a \operatorname{Re}(z) < 0 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) > 0.
  3. Conjugando as três condições obtém-se um quarto de círculo aberto.
  4. Em alternativa, usando o argumento: |z| < 1 \;\wedge\; \dfrac{{\pi}}{2} < \arg(z) < {\pi}.
  5. ORe(z)Im(z)
    O quarto de círculo no segundo quadrante.
Resposta|z| < 1 \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) < 0 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) > 0

A circunferência inscrita tem centro no centro do quadrado. O raio é a distância do centro a um lado — que se obtém, por exemplo, pelo teorema de Pitágoras num dos quatro triângulos.

  1. Os vértices são os afixos de i, 1, -i e -1. O centro do quadrado é a origem, logo a circunferência inscrita tem centro em O: é do tipo |z| = r.
  2. O lado [AB] tem extremos (0,1) e (1,0), logo \overline{AB} = \sqrt{1+1} = \sqrt{2}.
  3. O raio da circunferência inscrita é a distância de O ao lado, ou seja a altura do triângulo retângulo [AOB] relativa à hipotenusa [AB]:\dfrac{\overline{OA} \times \overline{OB}}{\overline{AB}} = \dfrac{1 \times 1}{\sqrt{2}} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}
  4. ABCDORe(z)Im(z)
    O quadrado [ABCD] e a circunferência inscrita.
Resposta|z| = \dfrac{\sqrt{2}}{2}

Uma condição do tipo |z-a| = |z-b| tem sempre a mesma leitura geométrica. Qual é?

  1. (A) |z-1| = 4: pontos à distância 4 do afixo de 1circunferência.
  2. (B) \arg(z) = \dfrac{{\pi}}{2}: apenas o semieixo imaginário positivo (sem a origem) — uma semirreta, não uma reta.
  3. (C) 3z+2i = 0 \Leftrightarrow z = -\dfrac{2}{3}i: um único ponto.
  4. (D) |z-1| = |z-(-i)|: pontos equidistantes dos afixos de 1 e de -i — a mediatriz desse segmento, que é uma reta ✓
RespostaOpção (D)

A região é um setor de um círculo. Falta-te o argumento do outro vértice: soma o ângulo ao centro entre vértices consecutivos.

  1. O raio da circunferência é |z_{1}| = 2, logo a região está no interior de |z| < 2.
  2. \arg(z_{1}) = \dfrac{{\pi}}{3} é o argumento do vértice do 1.º quadrante.
  3. Num pentágono regular, vértices consecutivos distam \dfrac{2{\pi}}{5}, logo o vértice seguinte (no 2.º quadrante) tem argumento\dfrac{{\pi}}{3}+\dfrac{2{\pi}}{5} = \dfrac{5{\pi}}{15}+\dfrac{6{\pi}}{15} = \dfrac{11{\pi}}{15}
  4. A região sombreada é o setor entre essas duas direções, sem a fronteira.
Resposta|z| < 2 \;\wedge\; \dfrac{{\pi}}{3} < \arg(z) < \dfrac{11{\pi}}{15}

Não precisas de calcular as raízes: o módulo delas é \sqrt{|3+4i|}. E os argumentos ficam a 180^\circ um do outro.

  1. |3+4i| = \sqrt{9+16} = 5, logo as duas raízes quadradas têm módulo \sqrt{5} \approx 2{,}24.
  2. Como 2 < \sqrt{5} < 3, os dois afixos pertencem à coroa circular 2 \leqslant |z| \leqslant 3.
  3. As duas raízes são simétricas (os argumentos diferem de {\pi}): uma está no 1.º quadrante e a outra no 3.º. Logo a região tem de conter partes acima e abaixo do eixo real.
  4. Só a coroa circular completa entre os raios 2 e 3 serve.
  5. Confirmação: as raízes são 2+i e -2-i, pois (2+i)^{2} = 3+4i
RespostaOpção (A)

A condição sobre o argumento é uma igualdade, não uma desigualdade: fixa uma direção, e o módulo limita o comprimento.

  1. \arg(z) = \dfrac{{\pi}}{2}: os afixos estão na semirreta com origem em O e direção do semieixo imaginário positivo.
  2. |z| \leqslant 1: a distância à origem é no máximo 1.
  3. A interseção é o segmento de reta do semieixo imaginário positivo compreendido entre a origem (exclusive, pois 0 não tem argumento) e o afixo de i.
  4. As restantes opções mostram um segmento sobre o eixo real, todo o círculo, ou um quarto de círculo — nenhuma corresponde a uma igualdade sobre o argumento.
RespostaOpção (A)

A condição é só sobre o módulo: |z| < 1. Nem precisas de olhar para os argumentos.

  1. «Interior do círculo de centro O e raio 1» traduz-se por |z| < 1.
  2. (A): \left|\left(\dfrac{1}{2}e^{i\frac{{\pi}}{7}}\right)^{3}\right| = \left(\dfrac{1}{2}\right)^{3} = \dfrac{1}{8} < 1
  3. (B): 2^{3} = 8 > 1 ✗   (C): |1+i| = \sqrt{2} > 1 ✗   (D): |2i| = 2 > 1
RespostaOpção (A)

O eixo imaginário é o conjunto dos complexos com parte real nula. Escreve z = a+bi e simplifica cada opção.

  1. Com z = a+bi: z+\overline{z} = 2a e z-\overline{z} = 2bi.
  2. (A) 2a = 0 \Leftrightarrow \operatorname{Re}(z) = 0: eixo imaginário
  3. (B) \operatorname{Im}(z) = 1: reta horizontal que passa pelo afixo de i.
  4. (C) |z| = 0 \Leftrightarrow z = 0: apenas a origem.
  5. (D) 2bi = 0 \Leftrightarrow \operatorname{Im}(z) = 0: eixo real.
RespostaOpção (A)

A primeira condição é uma mediatriz — que reta é? A segunda limita a altura, transformando-a num segmento.

  1. |z+1| = |z-i|, ou seja |z-(-1)| = |z-i|: pontos equidistantes dos afixos de -1, isto é (-1,0), e de i, isto é (0,1).
  2. É a mediatriz de [(-1,0),\,(0,1)]. O ponto médio é \left(-\dfrac{1}{2},\,\dfrac{1}{2}\right) e o segmento tem declive 1, logo a mediatriz tem declive -1 e passa por esse ponto: é a reta y = -x, a bissetriz dos quadrantes pares.
  3. 2 \leqslant \operatorname{Im}(z) \leqslant 4 restringe a alturas entre 2 e 4: sobre y = -x, isso corresponde a x entre -2 e -4.
  4. O conjunto é o segmento de reta de extremos (-2,\,2) e (-4,\,4), no 2.º quadrante.
RespostaOpção (A)

Traduz «estar no interior do retângulo» por duas desigualdades sobre \operatorname{Re}(z) e \operatorname{Im}(z), e vê qual das operações as preserva.

  1. O retângulo tem 4 de comprimento e 2 de largura e está centrado em O, logo o seu interior é-2 < \operatorname{Re}(z) < 2 \;\wedge\; -1 < \operatorname{Im}(z) < 1
  2. Para o conjugado: \operatorname{Re}(\overline{z}) = \operatorname{Re}(z) e \operatorname{Im}(\overline{z}) = -\operatorname{Im}(z).
  3. Como o intervalo ]-1,\;1[ é simétrico, -1 < -\operatorname{Im}(z) < 1 continua a valer: \overline{z} está sempre no interior ✓
  4. Contraexemplos para as outras: com z = 1{,}9, 2z = 3{,}8 sai pela direita e z^{2} = 3{,}61 também; com z = 0{,}1, z^{-1} = 10 sai igualmente.
RespostaOpção (B)

Tudo está escrito em z-z_{1}: é como se a origem tivesse sido transportada para o afixo de z_{1}. A partir daí é um setor circular vulgar.

  1. O afixo de z_{1} = 1-i é o ponto (1,\,-1).
  2. |z-z_{1}| \leqslant 1: círculo de centro (1,-1) e raio 1.
  3. 0 \leqslant \arg(z-z_{1}) \leqslant \dfrac{3{\pi}}{4}: os ângulos medem-se a partir de (1,-1), de 0 (direção do semieixo real positivo) até \dfrac{3{\pi}}{4}.
  4. A região é o setor circular de centro (1,-1), raio 1 e amplitude \dfrac{3{\pi}}{4} (três quartos de meia-volta).
  5. z₁ORe(z)Im(z)
    O setor circular de centro no afixo de 1-i.
RespostaSetor circular de centro no afixo de 1-i, raio 1 e amplitude \dfrac{3{\pi}}{4}

O raio é a distância entre os dois afixos: |z_{1}-z_{3}|.

  1. r = |z_{1}-z_{3}| = |(2-2i)-(-1+i)| = |3-3i| = \sqrt{9+9} = \sqrt{18} = 3\sqrt{2}
  2. A circunferência de centro no afixo de z_{1} e raio 3\sqrt{2} é |z-z_{1}| = 3\sqrt{2}.
Resposta|z-(2-2i)| = 3\sqrt{2}

São três condições: um círculo, um setor de 0 a 45^\circ e um corte vertical em x=1. A opção certa tem de mostrar as três.

  1. |z| \leqslant 3: círculo de centro O e raio 3.
  2. 0 \leqslant \arg(z) \leqslant \dfrac{{\pi}}{4}: setor entre o semieixo real positivo e a bissetriz do 1.º quadrante. Isto exclui a opção com abertura até \dfrac{{\pi}}{2} e a que usa todo o círculo.
  3. \operatorname{Re}(z) \geqslant 1: corta a região à esquerda pela reta vertical x = 1. Isto exclui a opção sem esse corte.
  4. A figura correta mostra o setor de 45^\circ «truncado» à esquerda por um segmento vertical em x=1.
RespostaOpção (B)

O raio é a distância do centro à origem, ou seja |w|. E «estar no 4.º quadrante, eixos excluídos» são duas desigualdades estritas.

  1. A circunferência tem centro no afixo de w = 1+2i e passa na origem, logo o raio ér = |w-0| = |1+2i| = \sqrt{1+4} = \sqrt{5}
  2. A circunferência é definida por |z-(1+2i)| = \sqrt{5}, ou seja |z-1-2i| = \sqrt{5}.
  3. O 4.º quadrante (eixos não incluídos) corresponde a \operatorname{Re}(z) > 0 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) < 0.
  4. Conjugando as três condições obtém-se o arco pedido.
Resposta|z-1-2i| = \sqrt{5} \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) > 0 \;\wedge\; \operatorname{Im}(z) < 0

A hipotenusa vai de (0,0) a (-1,1) — é um pedaço da mediatriz de que segmento? Repara nos afixos de -1 e de i.

  1. Os vértices do triângulo são (-1,\,0), (0,\,0) e (-1,\,1): está no 2.º quadrante, com \operatorname{Im}(z) \geqslant 0 e \operatorname{Re}(z) \geqslant -1. Ficam excluídas (A) e (B).
  2. A hipotenusa é o segmento de (0,0) a (-1,1), contido na reta y = -x — que é precisamente a mediatriz de [AB], com A(-1,0) (afixo de -1) e B(0,1) (afixo de i).
  3. A região sombreada fica do lado de -1, ou seja, os pontos mais próximos do afixo de -1:|z-(-1)| \leqslant |z-i| \quad\Leftrightarrow\quad |z-i| \geqslant |z+1|
  4. A opção (D) tem a desigualdade ao contrário.
RespostaOpção (C)

Começa por passar w_{2} à forma algébrica — é um imaginário puro. E \operatorname{Re}(w_{1}) é só um número.

  1. \operatorname{Re}(w_{1}) = 1, logo a primeira condição é \operatorname{Re}(z) \geqslant 1: semiplano fechado à direita da reta vertical x = 1.
  2. w_{2} = \sqrt{3}\left(\cos\left(-\dfrac{{\pi}}{2}\right)+i\operatorname{sen}\left(-\dfrac{{\pi}}{2}\right)\right) = -\sqrt{3}i.
  3. |z-w_{2}| \leqslant \sqrt{3}: círculo de centro \left(0,\,-\sqrt{3}\right) e raio \sqrt{3} (que passa pela origem).
  4. A região é a interseção: a parte do círculo que fica à direita da reta x=1 — um segmento circular.
  5. 1w₂ORe(z)Im(z)
    A região definida por \operatorname{Re}(z) \geq 1 e \left|z+\sqrt{3}\,i\right| \leq \sqrt{3}.
RespostaSegmento circular: parte do círculo de centro -\sqrt{3}i e raio \sqrt{3} com \operatorname{Re}(z) \geqslant 1

A segunda condição diz «mais perto de O do que de z_{1}»: é o semiplano definido pela mediatriz de [Oz_{1}] que contém a origem.

  1. |z-z_{1}| \leqslant 1: círculo de centro no afixo de z_{1} (que está sobre a circunferência unitária, com argumento \dfrac{{\pi}}{6}) e raio 1.
  2. |z| \leqslant |z-z_{1}|, ou seja |z-0| \leqslant |z-z_{1}|: pontos que estão mais perto (ou à mesma distância) da origem do que do afixo de z_{1}.
  3. Trata-se do semiplano fechado limitado pela mediatriz de [Oz_{1}] que contém O.
  4. A interseção é o segmento circular do círculo que fica desse lado da mediatriz — a «fatia» virada para a origem.
  5. z₁ORe(z)Im(z)
    O segmento circular definido por |z-z_{1}| \leq 1 e |z| \leq |z-z_{1}|.
RespostaSegmento circular do círculo de centro z_{1} e raio 1, limitado pela mediatriz de [Oz_{1}], do lado da origem

É um setor de coroa circular. A área obtém-se subtraindo a área do setor pequeno à do setor grande — ou, de uma vez, por \dfrac{{\alpha}}{2}\left(R^{2}-r^{2}\right).

  1. \dfrac{1}{2} \leqslant |z| \leqslant 1: coroa circular de centro O, com raios \dfrac{1}{2} e 1.
  2. \dfrac{3{\pi}}{4} \leqslant \arg(z) \leqslant \dfrac{5{\pi}}{4}: setor entre as duas bissetrizes, do lado do semieixo real negativo (amplitude \dfrac{{\pi}}{2}).
  3. −1−½ORe(z)Im(z)
    O setor de coroa circular entre as bissetrizes.
  4. A = \dfrac{{\alpha}}{2}\left(R^{2}-r^{2}\right) = \dfrac{\frac{{\pi}}{2}}{2}\left(1^{2}-\left(\dfrac{1}{2}\right)^{2}\right) = \dfrac{{\pi}}{4} \times \dfrac{3}{4} = \dfrac{3{\pi}}{16}
RespostaÁrea = \dfrac{3{\pi}}{16}

Identifica primeiro o centro de cada circunferência: se passa pela origem e tem raio r, o centro está a r unidades da origem sobre o eixo real.

  1. A circunferência de raio 1 passa na origem e tem centro no eixo real: o centro é o afixo de 1. Escreve-se |z-1| = 1.
  2. Do mesmo modo, a de raio 2 tem centro no afixo de 2: |z-2| = 2.
  3. A região sombreada está dentro da circunferência maior (|z-2| \leqslant 2) e fora da menor (|z-1| \geqslant 1).
  4. As opções (B) e (D) trocam os raios; a (C) troca dentro por fora.
RespostaOpção (A)

A terceira condição é «estar mais perto do afixo de 1 do que do afixo de i»: é o semiplano abaixo da bissetriz dos quadrantes ímpares. No fim, B é um setor circular.

  1. |z| \leqslant 2: círculo de centro O e raio 2.
  2. \operatorname{Re}(z) \geqslant 0: semiplano à direita do eixo imaginário — argumentos de -\dfrac{{\pi}}{2} a \dfrac{{\pi}}{2}.
  3. |z-1| \leqslant |z-i|: pontos mais próximos de (1,0) do que de (0,1), ou seja, o semiplano abaixo da bissetriz dos quadrantes ímpares — argumentos até \dfrac{{\pi}}{4}.
  4. A interseção é o setor circular de raio 2 com argumentos de -\dfrac{{\pi}}{2} a \dfrac{{\pi}}{4}, isto é, com amplitude \dfrac{3{\pi}}{4}.
  5. 2−2ORe(z)Im(z)
    A região B, definida por |z| \leq 2, \operatorname{Re}(z) \geq 0 e |z-1| \leq |z-i|.
  6. A = \dfrac{{\alpha}r^{2}}{2} = \dfrac{\frac{3{\pi}}{4} \times 2^{2}}{2} = \dfrac{3{\pi}}{2}
RespostaÁrea = \dfrac{3{\pi}}{2}

z+\overline{z} simplifica-se de imediato — repara no que acontece às partes imaginárias.

  1. Com z = a+bi: z+\overline{z} = (a+bi)+(a-bi) = 2a.
  2. 2a = 2 \Leftrightarrow a = 1, ou seja, a condição é equivalente a \operatorname{Re}(z) = 1.
  3. Esse conjunto é a reta vertical (paralela ao eixo imaginário) que passa pelo afixo de 1.
RespostaOpção (B)

A região está abaixo do eixo real, o que fixa logo o sinal do argumento. E o lado vertical está sobre a reta \operatorname{Re}(z) = 3.

  1. A região está abaixo do eixo real e acima da bissetriz do 4.º quadrante, logo os argumentos vão de -\dfrac{{\pi}}{4} a 0. Fica excluída (B).
  2. O lado vertical está sobre a reta \operatorname{Re}(z) = 3 e a região fica à esquerda dela: \operatorname{Re}(z) \leqslant 3. Fica excluída (D).
  3. A opção (C) usaria a reta horizontal \operatorname{Im}(z) = 3, que não limita esta região.
  4. A vértice inferior é (3,\,-3): está simultaneamente sobre \operatorname{Re}(z)=3 e sobre a bissetriz do 4.º quadrante ✓
RespostaOpção (A)

Uma circunferência escreve-se sempre na forma |z-c| = r, com r>0. Reescreve cada opção nessa forma — ou reconhece o outro objeto que ela define.

  1. (A) |z+4| = |z-(-4)| = 5: pontos à distância 5 do afixo de -4circunferência de centro (-4,0) e raio 5
  2. (B) |z-0| = |z-(-2i)|: pontos equidistantes de (0,0) e (0,-2) — a mediatriz, que é uma reta.
  3. (C) 0 \leqslant \arg(z) \leqslant {\pi}: a união do 1.º e do 2.º quadrantes (com o eixo real) — uma região.
  4. (D) \operatorname{Re}(z)+\operatorname{Im}(z) = 2, isto é a+b = 2 — uma reta.
RespostaOpção (A)

A condição é só sobre a parte real. Duas opções eliminam-se logo pelo módulo, e outra por estar sobre o eixo imaginário.

  1. O afixo tem de ter \operatorname{Re}(z) > 3; em particular, |z| > 3.
  2. (A) e (C) têm módulo \sqrt{3} \approx 1{,}7 < 3 — excluídas.
  3. (D) tem argumento \dfrac{{\pi}}{2}: o afixo está sobre o eixo imaginário, logo \operatorname{Re}(z) = 0 — excluída.
  4. (B): \operatorname{Re}\left(3\sqrt{3}\,e^{i\frac{{\pi}}{6}}\right) = 3\sqrt{3}\cos\dfrac{{\pi}}{6} = 3\sqrt{3} \times \dfrac{\sqrt{3}}{2} = \dfrac{9}{2} > 3
RespostaOpção (B)

Uma circunferência de centro no afixo de c e raio r escreve-se |z-c| = r. Aqui o raio é a distância entre os dois afixos.

  1. z_{1} = \sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2}+\dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = 1+i.
  2. O raio é a distância entre os afixos de z_{1} e z_{2}:r = |z_{1}-z_{2}| = |1+i-3| = |-2+i| = \sqrt{4+1} = \sqrt{5}
  3. A circunferência de centro no afixo de 3 e raio \sqrt{5} é definida por |z-3| = \sqrt{5}.
Resposta|z-3| = \sqrt{5}

Lembra-te de que z+\overline{z} é sempre um número real. E multiplicar por i nunca torna nulo um número que não o seja.

  1. Com z = a+bi: \overline{z} = a-bi e z+\overline{z} = 2a = 2\operatorname{Re}(z).
  2. i \times 2a = 2ai = 0 \Leftrightarrow a = 0.
  3. Logo A = \{z \in \mathbb{C} : \operatorname{Re}(z) = 0\}: os afixos com parte real nula.
  4. Esse conjunto é o eixo imaginário.
RespostaOpção (B)

O raio da circunferência é \overline{OA} = |{-\sqrt{3}}+i| e a abertura do setor vai de \arg(A) até {\pi} (a direção de B).

  1. \overline{OA} = \left|-\sqrt{3}+i\right| = \sqrt{3+1} = 2, logo o setor está no interior de |z| \leqslant 2. Ficam excluídas (C) e (D).
  2. \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{1}{-\sqrt{3}} = -\dfrac{\sqrt{3}}{3} com afixo no 2.º quadrante, logo \arg(A) = {\pi}-\dfrac{{\pi}}{6} = \dfrac{5{\pi}}{6}.
  3. B está no semieixo real negativo, ou seja \arg(B) = {\pi}.
  4. O setor corresponde a \dfrac{5{\pi}}{6} \leqslant \arg(z) \leqslant {\pi}.
RespostaOpção (B)

Analisa uma condição de cada vez e vai eliminando opções: onde está o centro da circunferência? De que lado da mediatriz de [OC]? Que quadrantes estão excluídos?

  1. 1.ª condição|z-z_{2}| \leqslant 1: o afixo está no círculo de centro C e raio 1. A opção (III) usa a circunferência centrada em O — fica excluída.
  2. 2.ª condição\dfrac{{\pi}}{2} \leqslant \arg(z) \leqslant 2{\pi}: o afixo não pode estar no 1.º quadrante (aberto). A opção (I) tem os pontos assinalados no 1.º quadrante — fica excluída.
  3. 3.ª condição|z| \geqslant |z-z_{2}|: o afixo está mais perto de C do que de O, ou seja, no semiplano definido pela mediatriz de [OC] que contém C. Na opção (II) os pontos estão do lado de O — fica excluída.
  4. Resta a opção (IV): duas pequenas regiões, junto aos semieixos, que verificam as três condições em simultâneo.
RespostaOpção (IV)

Duas decisões independentes: os raios (cuidado — |z|, não |z|^{2}) e o ponto a partir do qual se medem os ângulos. Repara em que z+1-i = z-(-1+i).

  1. A coroa circular é o conjunto dos pontos cuja distância à origem está entre 3 e 6: 3 \leqslant |z| \leqslant 6. Ficam excluídas (B) e (D), que usariam raios 9 e 36.
  2. Os ângulos são medidos a partir de Q, afixo de -1+i. Oraz+1-i = z-(-1+i) logo é \arg(z+1-i) que mede o ângulo a partir de Q. Isto exclui (A).
  3. A condição -{\pi} \leqslant \arg(z+1-i) \leqslant \dfrac{3{\pi}}{4} deixa de fora apenas os pontos com argumento (a partir de Q) entre \dfrac{3{\pi}}{4} e {\pi} — exatamente a «fatia» delimitada pelas semirretas \dot{Q}R e \dot{Q}P, que não está sombreada.
RespostaOpção (C)

A propriedade a usar é w\overline{w} = |w|^{2}. Escreve a hipótese como uma igualdade e multiplica ambos os membros por w.

  1. A hipótese é \overline{w} = \dfrac{1}{2} \times \dfrac{1}{w} = \dfrac{1}{2w} (faz sentido porque w \neq 0).
  2. Multiplicando ambos os membros por w:w\overline{w} = \dfrac{1}{2}
  3. Ora w\overline{w} = |w|^{2}, logo |w|^{2} = \dfrac{1}{2} e |w| = \dfrac{1}{\sqrt{2}} = \dfrac{\sqrt{2}}{2}.
  4. |w| = \dfrac{\sqrt{2}}{2} é exatamente a condição «distância à origem igual a \dfrac{\sqrt{2}}{2}», ou seja, a circunferência indicada. \blacksquare
Respostaw\overline{w} = \dfrac{1}{2} \Rightarrow |w| = \dfrac{\sqrt{2}}{2}

Determina z_{1} explicitamente: sabes a parte real e sabes que o módulo é 1. Depois testa cada equação.

  1. \operatorname{Re}(z_{1}) = \dfrac{1}{2} e |z_{1}| = 1, logo\left(\dfrac{1}{2}\right)^{2}+b^{2} = 1 \Leftrightarrow b^{2} = \dfrac{3}{4} \Leftrightarrow b = \dfrac{\sqrt{3}}{2} (positivo, por estar no 1.º quadrante).
  2. z_{1} = \dfrac{1}{2}+\dfrac{\sqrt{3}}{2}i, ou seja \operatorname{Im}(z_{1}) = \dfrac{\sqrt{3}}{2}
  3. As outras: (A) |z_{1}-1| = \left|-\dfrac{1}{2}+\dfrac{\sqrt{3}}{2}i\right| = 1 e |z_{1}-i| = \left|\dfrac{1}{2}+\left(\dfrac{\sqrt{3}}{2}-1\right)i\right| \approx 0{,}52 — diferentes.
  4. (C) \left|z_{1}-\dfrac{1}{2}\right| = \dfrac{\sqrt{3}}{2} \neq 1.   (D) |1-z_{1}| = 1 \neq \sqrt{2}.
RespostaOpção (B)

Repara em que ambas as condições estão escritas em z-3+i: o «centro» de tudo é o afixo de 3-i, e os ângulos medem-se a partir desse ponto.

  1. z-3+i = z-(3-i), logo tudo se mede a partir do afixo de 3-i, ou seja, do ponto (3,\,-1).
  2. \dfrac{3}{2} \leqslant |z-(3-i)| \leqslant 3 define uma coroa circular de centro (3,-1), com raios \dfrac{3}{2} e 3.
  3. \dfrac{{\pi}}{3} \leqslant \arg(z-(3-i)) \leqslant \dfrac{2{\pi}}{3} restringe a um setor de 60^\circ a 120^\circ, medidos a partir de (3,-1): o setor abre para cima.
  4. A única opção com o centro em (3,-1) (à direita do eixo imaginário e abaixo do eixo real) e com o setor aberto para cima é a (A).
RespostaOpção (A)

Não calcules o módulo (é enorme!). O que interessa é o argumento: escreve 2013 na forma 4q+r.

  1. 1+i = \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}}, logo w = \left(\sqrt{2}\right)^{2013}e^{i\frac{2013{\pi}}{4}}.
  2. 2013 = 4 \times 503 + 1, logo\dfrac{2013{\pi}}{4} = 503{\pi} + \dfrac{{\pi}}{4}
  3. Como 503 é ímpar, 503{\pi} \equiv {\pi} (a menos de voltas completas) e \arg(w) = {\pi}+\dfrac{{\pi}}{4} = \dfrac{5{\pi}}{4}.
  4. Um argumento \dfrac{5{\pi}}{4} coloca o afixo na bissetriz dos quadrantes ímpares (3.º quadrante), onde \operatorname{Re}(z) = \operatorname{Im}(z)
  5. Porque não as outras: |w| = \left(\sqrt{2}\right)^{2013} é enorme, logo (B) falha; w não é real, logo (C) falha; e como \operatorname{Re}(w)<0, |w| > |w+1|, logo (A) falha.
RespostaOpção (D)

Calcula o argumento de A — isso fixa a abertura das semirretas. E repara se a zona sombreada está dentro ou fora da circunferência.

  1. \overline{BC} = \left|\left(-\dfrac{2\sqrt{3}}{3}+2i\right)-2i\right| = \dfrac{2\sqrt{3}}{3}: a circunferência é |z-2i| = \dfrac{2\sqrt{3}}{3}.
  2. A zona sombreada está fora da circunferência, logo |z-2i| > \dfrac{2\sqrt{3}}{3}: ficam excluídas (A) e (B).
  3. Argumento de A: \operatorname{tg}{\theta} = \dfrac{2}{\frac{2\sqrt{3}}{3}} = \dfrac{2 \times 3}{2\sqrt{3}} = \sqrt{3}, com afixo no 1.º quadrante, logo \arg(A) = \dfrac{{\pi}}{3}.
  4. Por simetria, \arg(B) = {\pi}-\dfrac{{\pi}}{3} = \dfrac{2{\pi}}{3}.
  5. A região entre as duas semirretas é \dfrac{{\pi}}{3} < \arg(z) < \dfrac{2{\pi}}{3}.
RespostaOpção (C)

Identifica o centro e o raio da circunferência. Depois repara em que a semirreta de argumento \dfrac{3{\pi}}{4} passa pelo centro — o que é que isso faz à circunferência?

  1. |z+4-4i| = |z-(-4+4i)| = 3: circunferência de centro C(-4,\,4) e raio 3.
  2. \arg(-4+4i) = \dfrac{3{\pi}}{4}: o centro pertence à semirreta de argumento \dfrac{3{\pi}}{4}, que divide a circunferência em duas semicircunferências.
  3. A outra fronteira, \arg(z) = \dfrac{{\pi}}{2}, é o semieixo imaginário positivo; a distância do centro a esse eixo é 4 > 3, logo não intersecta a circunferência.
  4. A condição fica então com metade da circunferência — a que está do lado dos argumentos menores.
  5. \text{comprimento} = \dfrac{2{\pi} \times 3}{2} = 3{\pi}
RespostaOpção (C)

Determina primeiro z_{2} (atenção ao conjugado!) e passa \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}} à forma algébrica. Depois é só calcular as duas distâncias.

  1. De z_{1}\overline{z_{2}} = 4-3i vem \overline{z_{2}} = \dfrac{4-3i}{2+i} = \dfrac{(4-3i)(2-i)}{2^{2}+1^{2}} = \dfrac{8-4i-6i+3i^{2}}{5} = \dfrac{5-10i}{5} = 1-2i.
  2. Logo z_{2} = 1+2i.
  3. \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}} = \sqrt{2}\left(\dfrac{\sqrt{2}}{2}+\dfrac{\sqrt{2}}{2}i\right) = 1+i.
  4. |(1+i)-(2+i)| = |-1| = 1
  5. |(1+i)-(1+2i)| = |-i| = 1
  6. As duas distâncias são iguais, logo 1+i verifica a condição.
  7. Interpretação geométrica: a condição |z-z_{1}| = |z-z_{2}| define a mediatriz do segmento de reta cujos extremos são os afixos de z_{1} e z_{2}; o afixo de \sqrt{2}\,e^{i\frac{{\pi}}{4}} é equidistante desses dois afixos e pertence, portanto, a essa mediatriz. \blacksquare
Respostaz_{2} = 1+2i; ambas as distâncias valem 1

O conjunto A é o arco da circunferência de raio 1 que fica no 2.º quadrante. Basta mostrar que |w| = 1 e que \arg(w) está entre \dfrac{{\pi}}{2} e {\pi}.

  1. 1-i = \sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)}, logoz_{1} = \dfrac{\sqrt{2}\,e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}\right)}}{\sqrt{2}\,e^{i{\theta}}} = e^{i\left(-\frac{{\pi}}{4}-{\theta}\right)}
  2. Em particular |z_{1}| = 1, e portanto |w| = |\overline{z_{1}}| \times |z_{1}|^{4} = 1
  3. \overline{z_{1}} = e^{i\left(\frac{{\pi}}{4}+{\theta}\right)} e z_{1}^{\,4} = e^{i(-{\pi}-4{\theta})}, logow = e^{i\left(\frac{{\pi}}{4}+{\theta}-{\pi}-4{\theta}\right)} = e^{i\left(-\frac{3{\pi}}{4}-3{\theta}\right)}
  4. De {\theta} \in \left]\dfrac{{\pi}}{12},\,\dfrac{{\pi}}{4}\right[ vem 3{\theta} \in \left]\dfrac{{\pi}}{4},\,\dfrac{3{\pi}}{4}\right[ e, portanto,\arg(w) = -\dfrac{3{\pi}}{4}-3{\theta} \in \left]-\dfrac{3{\pi}}{2},\;-{\pi}\right[
  5. Somando uma volta completa: \arg(w) \in \left]\dfrac{{\pi}}{2},\,{\pi}\right[ — o 2.º quadrante, ou seja \operatorname{Re}(w)<0 e \operatorname{Im}(w)>0.
  6. As três condições verificam-se, logo w \in A. \blacksquare
Respostaw = e^{i\left(-\frac{3{\pi}}{4}-3{\theta}\right)}, com módulo 1 e afixo no 2.º quadrante

Só o módulo de w interessa. Depois de simplificar, a condição é «distância à origem constante» com duas restrições de sinal — que quarto do plano fica?

  1. i^{6} = i^{2} = -1 e \overline{z_{1}} = 3 - 4i, logo 2\overline{z_{1}} = 6 - 8i.
  2. Numerador: (3+4i) + (-1) + (6-8i) = 8 - 4i.
  3. Denominador: (3+4i) - (4+6i) = -1 - 2i.
  4. Dividir pelo conjugado: w = \dfrac{(8-4i)(-1+2i)}{(-1)^{2}+(-2)^{2}} = \dfrac{-8 + 16i + 4i - 8i^{2}}{5} = \dfrac{20i}{5} = 4i
  5. Portanto |w| = 4 e a condição fica |z| = 4 \wedge \operatorname{Im}(z) \geq 0 \wedge \operatorname{Re}(z) \geq 0.
  6. Trata-se do arco da circunferência de centro O e raio 4 contido no 1.º quadrante — ou seja, um quarto da circunferência.
  7. Comprimento: \dfrac{1}{4} \times 2{\pi} \times 4 = 2{\pi}.
Resposta2{\pi} unidades de comprimento

Calcula w na forma algébrica e depois mostra que |w - z_{1}| = \sqrt{53} — é isso que significa «pertencer àquela circunferência».

  1. i^{7} = i^{3} = -i, logo o denominador é 1-i.
  2. \overline{z_{2}} = 1+2i e i\,\overline{z_{2}} = i(1+2i) = i + 2i^{2} = -2+i.
  3. Numerador: 3(2-3i) - (-2+i) = 6-9i+2-i = 8-10i.
  4. w = \dfrac{8-10i}{1-i} = \dfrac{(8-10i)(1+i)}{1^{2}+1^{2}} = \dfrac{8 + 8i - 10i - 10i^{2}}{2} = \dfrac{18-2i}{2} = 9-i
  5. A circunferência de centro no afixo de z_{1} e raio \sqrt{53} é definida por |z-z_{1}| = \sqrt{53}.
  6. |w-z_{1}| = |(9-i)-(2-3i)| = |7+2i| = \sqrt{49+4} = \sqrt{53}
  7. Logo o afixo de w pertence a essa circunferência. \blacksquare
Respostaw = 9-i e |w-z_{1}| = \sqrt{53}

Faz z = x + yi e reescreve a condição em x e y. Depois pergunta-te: em que quadrantes é que o produto xy é positivo?

  1. Escrevendo z = x + yi, a condição é x \times y = 1, ou seja y = \dfrac{1}{x}: uma hipérbole, e não uma parábola. Ficam de fora as opções (B) e (C).
  2. O produto xy é positivo, logo x e y têm o mesmo sinal: os pontos estão no 1.º quadrante (ambos positivos) ou no 3.º (ambos negativos).
  3. A opção (A) tem os ramos no 2.º e no 4.º quadrantes — corresponderia a xy = -1.
  4. A opção (D) tem os ramos no 1.º e no 3.º quadrantes ✓
RespostaOpção (D)

Escreve z = x+yi e simplifica: as partes imaginárias cancelam-se e sobra a equação cartesiana da reta. Depois minimiza x^{2}+y^{2}.

  1. Com z = x+yi e \overline{z} = x-yi:(1+2i)(x+yi) = (x-2y) + (2x+y)i, \qquad (1-2i)(x-yi) = (x-2y) - (2x+y)i
  2. Somando, as partes imaginárias anulam-se:2(x-2y) + 10 = 0 \Leftrightarrow x - 2y + 5 = 0 \Leftrightarrow x = 2y - 5
  3. O módulo ao quadrado é|z|^{2} = x^{2}+y^{2} = (2y-5)^{2} + y^{2} = 5y^{2} - 20y + 25
  4. É uma parábola de concavidade voltada para cima, com mínimo em y = -\dfrac{-20}{2 \times 5} = 2.
  5. Então x = 2 \times 2 - 5 = -1, ou seja z = -1+2i (com |z| = \sqrt{5}).
  6. Interpretação geométrica: é o pé da perpendicular tirada da origem para a reta.
Respostaz = -1+2i

Não desenvolvas z = a+bi — usa diretamente a propriedade z\overline{z} = |z|^{2}. Depois é só uma condição sobre o módulo.

  1. Para qualquer z, z\overline{z} = |z|^{2}.
  2. Logo a condição é |z|^{2} = 4 \Leftrightarrow |z| = 2 (o módulo é não negativo).
  3. |z| = 2 significa «distância à origem igual a 2»: a circunferência de centro O e raio 2.
  4. A opção (B) tem raio 4 (corresponderia a |z| = 4, ou seja z\overline{z} = 16); as opções (C) e (D) são hipérboles, que correspondem a condições do tipo \operatorname{Re}(z)\times\operatorname{Im}(z) = k.
RespostaOpção (A)
12

Laboratório Mandelbrot: quando z \mapsto z^{2} + c gera infinito

Aprofundamento sugerido nas Aprendizagens Essenciais: exploração computacional do conjunto de Mandelbrot, com referência à Teoria do Caos. Tudo o que vês abaixo sai de uma multiplicação e uma soma de complexos, repetidas.

Possíveis aprofundamentos (AE)
  • Explorar a utilização da tecnologia para investigar o comportamento de sucessões definidas por recorrência em \mathbb{C}.
  • Explorar o conjunto de Mandelbrot e os conjuntos de Julia como exemplos de objetos definidos por uma regra simples sobre os complexos.
A regra

Fixa um número complexo c. Define a sucessão

z_{0} = 0\hspace{1.6em}z_{n+1} = z_{n}^{2} + c

O conjunto de Mandelbrot M é o conjunto dos c para os quais esta sucessão não tende para infinito. Prova-se que, se algum |z_{n}| > 2, a órbita escapa de certeza — é esse o teste que o computador faz. As cores indicam quantas iterações foram precisas até ultrapassar 2.

Exemplo 15 Três órbitas, três destinos

A regra é sempre a mesma — z_{n+1} = z_{n}^{2} + c, a começar em z_{0} = 0. Só muda o c. Todas as contas se fazem à mão, com i^{2} = -1.

a) c = 1 — a órbita foge

  1. z_{1} = 0^{2} + 1 = 1  ·  z_{2} = 1^{2} + 1 = 2  ·  z_{3} = 2^{2} + 1 = 5  ·  z_{4} = 5^{2} + 1 = 26
  2. Em z_{3} já se tem |z_{3}| = 5 > 2: a órbita escapou, logo 1 \notin M. É esta a iteração — n = 3 — que o computador guarda para escolher a cor do ponto c = 1.

b) c = -1 — a órbita fica presa num ciclo

  1. z_{1} = 0^{2} - 1 = -1  ·  z_{2} = (-1)^{2} - 1 = 0  ·  z_{3} = 0^{2} - 1 = -1  ·  z_{4} = 0
  2. A partir do início repete-se 0 \to -1 \to 0 \to -1 \to \cdots: é um ciclo de período 2. Nenhum termo passa de 1 em módulo, logo -1 \in M — o ponto fica preto.

c) c = i — aqui é a aritmética dos complexos que faz o trabalho

  1. z_{1} = 0^{2} + i = i
  2. z_{2} = i^{2} + i = -1 + iPorque i^{2} = -1.
  3. z_{3} = (-1+i)^{2} + i = (1 - 2i + i^{2}) + i = -2i + i = -i Quadrado do binómio: (-1+i)^{2} = 1 - 2i + i^{2} = 1 - 2i - 1 = -2i.
  4. z_{4} = (-i)^{2} + i = -1 + i = z_{2} ⟹ a órbita entra no ciclo -1+i \to -i \to -1+i \to \cdots
  5. Os módulos valem 0, 1, \sqrt{2}, 1, \sqrt{2}, … — nunca chegam a 2, logo i \in M. Repara que a órbita não volta ao ponto de partida: entra no ciclo só a partir de z_{2}. Diz-se que c = i é um ponto pré-periódico (de Misiurewicz) — está na fronteira de M.
Respostas1 \notin M (escapa em n = 3) · -1 \in M · i \in M
As três órbitas a partir de z_{0} = 0. A tracejado, a circunferência |z| = 2: a órbita de c = 1 atravessa-a e foge (✕); as de c = -1 e de c = i ficam presas em ciclos, dentro do disco.
Porque é que basta testar |z| > 2

Só interessam os c com |c| \leq 2: se |c| > 2, logo z_{1} = c está fora do disco. Suponha-se então que, num certo passo, |z_{n}| > 2 \geq |c|. Pela desigualdade triangular (secção 4),

|z_{n+1}| = \left|z_{n}^{2} + c\right| \geq |z_{n}|^{2} - |c| \geq |z_{n}|^{2} - |z_{n}| = |z_{n}|\left(|z_{n}| - 1\right)

Como |z_{n}| > 2, o fator |z_{n}| - 1 é maior do que 1: o módulo seguinte é estritamente maior — e, sendo maior, o fator do passo seguinte ainda é maior. O módulo dispara e a órbita foge. Por isso uma única passagem acima de 2 chega para decidir — é o que torna a imagem computável — e, pela mesma razão, M está todo contido no círculo |c| \leq 2.

Python Ver a órbita de um c à mão
def orbita(c, n=6):
    z = 0
    for k in range(n + 1):
        print(k, z, ' modulo =', round(abs(z), 3))
        z = z*z + c
    print()

orbita(1)        # 0, 1, 2, 5, 26, ...   escapa
orbita(-1)       # 0, -1, 0, -1, ...     ciclo de periodo 2
orbita(1j)       # 0, i, -1+i, -i, ...   ciclo a partir de z2

Porque é que isto interessa no 12.º ano

Elevar ao quadrado é duplicar o argumento e elevar o módulo ao quadrado (secção 8). O que estás a ver é essa operação aplicada milhões de vezes: um retrato da sensibilidade às condições iniciais — dois valores de c indistinguíveis a olho podem ter destinos opostos. É o coração da Teoria do Caos, e a fronteira de M é um fractal: tem detalhe em toda a escala.

Explorador de Mandelbrot & Julia

clica, amplia, explora

Rato: roda para ampliar/reduzir, arrasta para deslocar, clica para fixar o c da órbita e do conjunto de Julia. Quanto mais amplias, mais iterações são precisas.

A linha branca é a órbita de c: liga z_{0}=0 a z_{1}=c, depois a z_{2}=z_{1}^{2}+c, e assim sucessivamente. Se c estiver dentro do conjunto, a órbita fica presa numa zona limitada (por vezes num ciclo, como no coelho de Douady); se estiver fora, ultrapassa o disco de raio 2 e assinala-se com ✕ a iteração em que escapa.

Três factos para levar para a aula
  • O conjunto foi visualizado pela primeira vez por Benoît Mandelbrot na IBM, em 1980, com uma impressora de caracteres — a imagem inicial era tão grosseira que se pensou tratar-se de sujidade no papel.
  • M é conexo (Douady e Hubbard, 1982) e está contido no círculo |c| \leq 2. A sua área é finita; o perímetro da fronteira é infinito.
  • Um ponto c pertence a M se e só se o conjunto de Julia correspondente for conexo. É por isso que a miniatura muda tão dramaticamente quando sais da região preta.
13

Python e pensamento computacional

As Aprendizagens Essenciais sugerem adaptar a resolução da equação do 2.º grau para incorporar números complexos. Antes de escrever código, descreve o algoritmo em linguagem natural — e depois verifica-o com casos que já sabes resolver à mão.

Possíveis aprofundamentos (AE)
  • Explorar a utilização da programação para representar e operar com números complexos.
  • Utilizar a tecnologia para conjeturar e confirmar propriedades trabalhadas ao longo do capítulo.

Todos os programas desta página correm no Python Math Studio — o compilador de Python que corre no próprio navegador, já com numpy, sympy, matplotlib e scipy disponíveis. Em cada bloco de código há um botão Correr: a consola abre-se numa janela já com o programa escrito, bastando carregar em Run Code.

Consola de Python

corre no navegadorprograma inserido no editor — carrega em Run Code

Como usar

  1. Num bloco de código desta página, carrega em ▶ Correr — a consola abre com o programa já escrito.
  2. Carrega em Run Code e lê a saída.
  3. Altera os valores e volta a correr — é assim que se explora.
módulo dos complexos
from cmath import *
polar(z) · módulo e argumento
rect(r, t) · volta à forma algébrica
phase(z) · argumento principal
abs(z) · módulo · z.conjugate()

Em Python a unidade imaginária escreve-se j: o resultado (2-3j) lê-se 2 - 3i.

A máquina confirma resultados; nos itens de construção o exame exige a resolução analítica justificada.

1 · Equação do 2.º grau em ℂ

Algoritmo: ler a, b, c; calcular {\Delta} = b^{2} - 4ac; se {\Delta} > 0 há duas soluções reais; se {\Delta} = 0 há uma solução dupla; se {\Delta} < 0 há duas soluções complexas conjugadas, obtidas substituindo \sqrt{{\Delta}} por i\sqrt{|{\Delta}|}.

# Resolve a*x**2 + b*x + c = 0 em C
import cmath

a = float(input('a? '))
b = float(input('b? '))
c = float(input('c? '))

delta = b**2 - 4*a*c

if delta > 0:
    x1 = (-b - delta**0.5) / (2*a)
    x2 = (-b + delta**0.5) / (2*a)
    print('Duas solucoes reais:', x1, 'e', x2)
elif delta == 0:
    print('Solucao dupla:', -b / (2*a))
else:
    r = cmath.sqrt(delta)          # devolve i*sqrt(|delta|)
    x1 = (-b - r) / (2*a)
    x2 = (-b + r) / (2*a)
    print('Duas solucoes complexas conjugadas:', x1, 'e', x2)

Testa com a=1, b=-4, c=13: deve devolver 2 - 3i e 2 + 3i — o Exemplo 1 desta página.

2 · Da forma algébrica à forma trigonométrica

import cmath

z = complex(-3**0.5, -1)        # z = -raiz(3) - i
rho, theta = cmath.polar(z)     # modulo e argumento principal

print('modulo   =', round(rho, 4))            # 2.0
print('argumento=', round(theta, 4))          # -2.618 rad
print('em pi    =', round(theta/cmath.pi, 4)) # -0.8333 = -5/6
print('de volta =', cmath.rect(rho, theta))   # confirma a conversao

3 · As n raízes de índice n

import cmath

def raizes(w, n):
    """Devolve a lista das n raizes de indice n de w."""
    rho, alfa = cmath.polar(w)
    r = rho ** (1/n)
    return [cmath.rect(r, (alfa + 2*k*cmath.pi) / n) for k in range(n)]

for k, z in enumerate(raizes(complex(-8, 0), 3)):
    print(k, round(z.real, 3), '+', round(z.imag, 3), 'i')

# 0  1.0 + 1.732 i
# 1 -2.0 + 0.0   i
# 2  1.0 + -1.732 i

4 · O conjunto de Mandelbrot em 12 linhas

def escapa(c, maxit=50):
    """Numero de iteracoes ate |z| passar 2 (maxit se nunca passar)."""
    z = 0
    for n in range(maxit):
        z = z*z + c
        if abs(z) > 2:
            return n
    return maxit

for linha in range(-12, 13):
    texto = ''
    for coluna in range(-40, 20):
        c = complex(coluna/20, linha/12)
        texto += '#' if escapa(c) == 50 else ' '
    print(texto)

Corre este programa e compara o desenho de caracteres com o laboratório da secção 12 — foi assim, com uma impressora, que a imagem apareceu pela primeira vez em 1980.

Hábitos de rigor

Verifica sempre com casos conhecidos (i^{2} = -1, |3 + 4i| = 5), testa os casos-limite (a = 0? w = 0?) e desconfia de resultados como 1.0000000000000002 — é vírgula flutuante, não matemática errada.

Desafios de programação

Seis programas para escreveres tu. Carrega em Experimentar no compilador e abre-se uma consola em branco: escreve o teu programa, corre-o e vê se dá o que é pedido. Só depois espreita a resolução proposta — que também podes correr, para comparares com a tua.

Desafio 1 Python§2 · potências de i

Escreve a função potencia_i(n) que devolve i^{n} usando apenas o resto da divisão de n por 4 — sem recorrer a 1j**n. Testa-a com n = 2026.

Desafio 2 Python§3 · real, imaginário puro ou nenhum

Escreve a função classifica(z) que devolve a cadeia 'real', 'imaginario puro' ou 'nem um nem outro'. Cuidado com o caso z = 0.

Desafio 3 Python§5 · divisão pelo conjugado

Implementa a divisão \dfrac{z}{w} sem usar o operador / entre complexos: multiplica pelo conjugado do denominador e divide por |w|^{2}. Compara o teu resultado com z / w.

Desafio 4 Python§7 · da algébrica à trigonométrica

Escreve a função trigonometrica(z) que devolve o módulo e o argumento principal de z, e imprime o resultado no formato {\rho}e^{i\theta} com o argumento em múltiplos de \pi.

Desafio 5 Python§9 · raízes e verificações

Escreve raizes(w, n) que devolve a lista das n raízes de índice n de w e, a seguir, verifica duas propriedades: a soma das raízes é 0 (para n \geq 2) e cada raiz elevada a n devolve w.

Desafio 6 Python§11 · estimar a área de uma região

A região |z - 2i| \leq 3 \;\wedge\; \operatorname{Re}(z) \geq 0 tem área \dfrac{9\pi}{2} (é o Problema 5 da secção 14). Escreve um programa que estime essa área contando os pontos de uma grelha fina que lhe pertencem, e compara com o valor exato.

Depois de calcular r = n % 4, o resto só pode ser 0, 1, 2 ou 3. Usa if / elif — ou, mais elegante, guarda os quatro valores numa lista e devolve lista[r].

Assim que uma condição é verdadeira, o return termina a função — por isso não são precisos elif. Com n = 2026, o resto é 2 e a função devolve -1, como no Exemplo 5.

def potencia_i(n):
    r = n % 4
    if r == 0:
        return 1
    if r == 1:
        return 1j
    if r == 2:
        return -1
    return -1j

# versao curta, com uma lista:
# def potencia_i(n): return [1, 1j, -1, -1j][n % 4]

for n in (0, 1, 2, 3, 15, 2026):
    print(n, potencia_i(n))

# 2026 = 4*506 + 2  ->  -1

A ordem dos testes importa: 0 tem parte imaginária nula, logo é real — e não imaginário puro. Testa primeiro z.imag == 0.

Testar z.imag == 0 em primeiro lugar resolve o caso z = 0: o zero é real e não é imaginário puro, porque ser imaginário puro exige parte imaginária não nula.

def classifica(z):
    if z.imag == 0:
        return 'real'
    if z.real == 0:
        return 'imaginario puro'
    return 'nem um nem outro'

for z in (3+0j, 5j, 2-3j, 0j):
    print(z, '->', classifica(z))

# (3+0j) -> real
# 5j     -> imaginario puro
# (2-3j) -> nem um nem outro
# 0j     -> real

abs(w)**2 é |w|^{2}, um número real — por isso a divisão final já é entre reais. Constrói o resultado com complex(parte_real, parte_imaginaria).

É exatamente o algoritmo do Treino da secção 5: \dfrac{3-2i}{1+4i} = \dfrac{(3-2i)(1-4i)}{17} = \dfrac{-5-14i}{17}.

def divide(z, w):
    c = w.conjugate()          # conjugado do denominador
    n = z * c                  # novo numerador
    d = abs(w)**2              # novo denominador: um numero REAL
    return complex(n.real / d, n.imag / d)

z, w = 3-2j, 1+4j
print(divide(z, w))     # (-0.294...-0.823...j)
print(z / w)            # o mesmo valor

# confere com a conta a mao: (-5 - 14i)/17

cmath.phase(z) devolve já o argumento principal, em \left]-\pi,\, \pi\right]. Dividir por math.pi ajuda a reconhecer os ângulos notáveis.

Repara que os argumentos saem já reduzidos ao intervalo principal: -1-i-\dfrac{3\pi}{4} e não \dfrac{5\pi}{4} — exatamente a convenção usada nesta página.

import cmath, math

def trigonometrica(z):
    rho = abs(z)                 # modulo
    theta = cmath.phase(z)       # argumento principal
    return rho, theta

for z in (1+1j, -2j, -1-1j, 3+3*3**0.5*1j):
    rho, theta = trigonometrica(z)
    print(z, '->', round(rho, 4), 'e^(i *', round(theta/math.pi, 4), 'pi)')

# (1+1j)   -> 1.4142  e^(i * 0.25 pi)
# -2j      -> 2.0     e^(i * -0.5 pi)
# (-1-1j)  -> 1.4142  e^(i * -0.75 pi)
# 3+3V3 i  -> 6.0     e^(i * 0.3333 pi)

cmath.polar(w) devolve dois valores de uma vez. Depois, cmath.rect(r, ang) volta à forma algébrica. Compara sempre com uma tolerância (< 1e-9) — nunca com == 0.

A soma das n raízes ser nula (para n \geq 2) tem leitura geométrica: os afixos são os vértices de um polígono regular centrado na origem, e o centro de massa desses vértices é o próprio centro.

import cmath, math

def raizes(w, n):
    rho, alfa = cmath.polar(w)
    r = rho ** (1/n)
    return [cmath.rect(r, (alfa + 2*k*math.pi) / n) for k in range(n)]

rs = raizes(-8, 3)
for z in rs:
    print(round(z.real, 3), round(z.imag, 3))

print(abs(sum(rs)) < 1e-9)                          # True: a soma e zero
print(all(abs(z**3 - (-8)) < 1e-9 for z in rs))     # True: cada uma elevada a 3 da -8

# 1.0   1.732   ->  1 + raiz(3) i
# -2.0  0.0     -> -2
# 1.0  -1.732   ->  1 - raiz(3) i

A condição traduz-se diretamente: abs(z - 2j) <= 3 and z.real >= 0. Cada ponto da grelha «vale» uma área de passo * passo — é isso que transforma a contagem numa área.

Quanto maior for N, melhor a estimativa — mas o tempo de cálculo cresce com N^{2}. É a mesma ideia do laboratório de Mandelbrot: decidir, ponto a ponto, se pertence ou não à região.

import math

def na_regiao(z):
    return abs(z - 2j) <= 3 and z.real >= 0

N = 400                 # pontos por lado da grelha
passo = 8 / N
dentro = 0
for i in range(N):
    for j in range(N):
        x = -4 + (i + 0.5) * passo
        y = -2 + (j + 0.5) * passo
        if na_regiao(complex(x, y)):
            dentro += 1

print('estimativa:', dentro * passo * passo)   # ~ 14.14
print('exata     :', 9 * math.pi / 2)          # 14.137...

5 · Quando é que uma órbita entra em ciclo?

Reconhecimento de padrõesOtimização algorítmicaMemória O(1)Ciclos infinitos

Enquadramento

No laboratório de Mandelbrot cada c gera a órbita z_0 = 0, z_{n+1} = z_n^{2} + c. Quando a órbita não foge, costuma acabar a repetir-se: existe p tal que z_{n+p} = z_n a partir de certa altura. A órbita tem a forma da letra {\rho} — um rabo, e depois um ciclo.

A maneira ingénua de detetar o ciclo é guardar todos os termos e comparar cada novo com todos os anteriores: memória O(n) e tempo O(n^{2}). O algoritmo da lebre e da tartaruga, de Floyd, faz o mesmo com duas variáveis.

O desafio. Duas partículas percorrem a órbita: a tartaruga um passo de cada vez, a lebre dois. Se houver ciclo, a lebre dá voltas e acaba por apanhar a tartaruga — e o encontro dá-se em menos de {\mu} + p passos, onde {\mu} é o comprimento do rabo. Depois há dois truques: recomeçar a tartaruga na origem e andar os dois a um passo revela onde o ciclo começa; fixar a tartaruga e dar voltas com a lebre revela o comprimento do ciclo.

E há uma pedra no caminho que não existe na versão teórica: em vírgula flutuante z_{n+p} nunca é exatamente igual a z_n. A igualdade tem de ser trocada por |z_{n+p} - z_n| < {\varepsilon} — e a escolha de {\varepsilon} passa a fazer parte do algoritmo.

import cmath

def periodo(c, eps=1e-12, maxit=20000, raio=2.0):
    """Lebre e tartaruga na orbita de 0 sob z -> z^2 + c."""
    passo = lambda z: z*z + c
    t = passo(0)                 # tartaruga: um passo de cada vez
    l = passo(passo(0))          # lebre: dois passos de cada vez
    n = 0
    while abs(t - l) > eps:                  # 1) encontro
        if abs(l) > raio:
            return ('escapa', n, None)
        t = passo(t)
        l = passo(passo(l))
        n += 1
        if n >= maxit:
            return ('sem ciclo', n, None)
    mu = 0                                   # 2) entrada do ciclo
    t = 0
    while abs(t - l) > eps and mu < maxit:
        t = passo(t)
        l = passo(l)
        mu += 1
    p = 1                                    # 3) comprimento do ciclo
    l = passo(t)
    while abs(t - l) > eps and p < maxit:
        l = passo(l)
        p += 1
    return ('ciclo', mu, p)

for c in (-1, -0.125+0.75j, -1.7548776662, 0.25, 0.3, 0.5+0.5j):
    estado, mu, p = periodo(complex(c))
    if p is None:
        print('c = %-22s %s (ao fim de %d passos)' % (c, estado, mu))
    else:
        print('c = %-22s ciclo de periodo %d, depois de %d passos de aproximacao'
              % (c, p, mu))

Repara em c = 0{,}25: a órbita converge para 0{,}5, mas tão devagar que ao fim de vinte mil passos ainda não caiu dentro da tolerância. É o ponto onde o cardióide toca o eixo real — e é a razão de existir o travão maxit. Sem ele, o programa nunca acabava.

Análise Cinco perguntas críticas
  1. A deteção ingénua guarda todos os termos: O(n) de memória. Floyd usa O(1). E em tempo, quantas avaliações de z^{2}+c faz cada uma até ao encontro?
  2. Experimenta c = -0{,}5 + 0{,}5i. O programa devolve período 5 — mas a órbita converge para um ponto fixo. Calcula o ponto fixo resolvendo z^{2} - z + c = 0 e explica o falso positivo. (Sugestão: o multiplicador é {\lambda} = 2z^{*}; quanto vale 5\arg({\lambda})?)
  3. Baixa {\varepsilon} para 10^{-15} e depois sobe para 10^{-6}. Que casos mudam de resposta? Qual dos dois erros é mais perigoso: dizer que há ciclo quando não há, ou o contrário?
  4. O critério de escape é |z| > 2. Prova que se |z_n| > 2 e |c| \leq 2 então |z_{n+1}| > |z_n| — e portanto a órbita foge mesmo.
  5. Adapta o programa para desenhar, para cada c de uma malha, uma cor consoante o período detetado. Que figura aparece? (É o mesmo desenho do laboratório da secção 12, mas colorido por outro critério.)

6 · O que é que z \mapsto z^{2} faz a uma grelha?

AbstraçãoReconhecimento de padrõesCasos de fronteira

Enquadramento

A transformação w = z^{2} duplica o argumento e eleva o módulo ao quadrado (secção 8). O que é que isso faz a uma grelha de rectas horizontais e verticais?

Uma recta vertical x = a tem imagem w = (a+iy)^{2} = a^{2}-y^{2} + 2ai\,y. Com u = a^{2}-y^{2} e v = 2ay, elimina-se y: u = a^{2} - \dfrac{v^{2}}{4a^{2}} — uma parábola deitada, aberta para a esquerda. As horizontais dão parábolas abertas para a direita. Duas famílias de parábolas, que se cruzam.

E cruzam-se a noventa graus, tal como as rectas de que vieram. Porquê? Porque perto de z_0, (z_0+h)^{2} - z_0^{2} = 2z_0h + h^{2} \approx 2z_0h — e multiplicar por 2z_0 é rodar e ampliar, duas operações que não alteram ângulos.

O desafio. Não acredites: mede. Toma dois passos perpendiculares a partir de z_0 — um de h, outro de ih — e calcula o ângulo entre as suas imagens usando o argumento do quociente. Depois procura o ponto onde a propriedade falha.

import cmath, math

def w(z):
    return z*z

def angulo(z0, h=1e-5):
    """Angulo, em graus, entre as imagens de dois passos perpendiculares."""
    a = w(z0 + h)    - w(z0)      # imagem de um passo horizontal
    b = w(z0 + h*1j) - w(z0)      # imagem de um passo vertical
    return math.degrees(abs(cmath.phase(b / a)))

print('z0                  angulo entre as imagens')
for z0 in (1+0j, 2+1j, -3+0.5j, 0.1-2j, 1e-3+0j, 0+0j):
    print('%-18s  %.6f' % (z0, angulo(z0)))

print()
print('a recta x = 2 vai para a parabola:')
for y in (-2, -1, 0, 1, 2):
    print('  (2, %4.1f)  ->  %s' % (y, w(complex(2, y))))

O ângulo dá 90^{\circ} em todo o lado — menos em z_0 = 0, onde dá 180^{\circ}. Ali o termo 2z_0h desaparece e sobra h^{2}: os argumentos duplicam, e um ângulo recto passa a ângulo raso. Repara também em z_0 = 10^{-3}: já se nota a contaminação.

Análise Cinco perguntas críticas
  1. Porque é que o programa usa h = 10^{-5} e não h = 10^{-12}? Experimenta e explica o resultado com o cancelamento de algarismos na subtração (z_0+h)^{2} - z_0^{2}.
  2. O ângulo é calculado como \arg(b/a) e não como \arg b - \arg a. Que problema é que a segunda forma teria quando os argumentos estão perto de {\pm}{\pi}?
  3. Verifica com a mão que a imagem da recta x = 2 é a parábola u = 4 - \dfrac{v^{2}}{16}, e confirma-o com os valores que o programa imprime.
  4. Faz o mesmo estudo para w = z^{3}. Onde é que a preservação de ângulos falha, e por quantas vezes é que o ângulo fica multiplicado nesse ponto?
  5. Desenha a imagem de uma grelha inteira: para cada recta da grelha, calcula uma lista de pontos-imagem. Quantas parábolas passam por cada ponto do plano w, e o que é que isso tem a ver com z^{2} não ser injetiva?

7 · Um validador para condições em {\mathbb{C}}

DecomposiçãoAbstraçãoFronteirasErros de vírgula flutuante

Enquadramento

A secção 11 traduz condições em regiões: |z-z_1| = |z-z_2| é a mediatriz de [z_1z_2], |z-z_0| \leq r é um círculo, \operatorname{Im}(z) \geq 0 é um semiplano. Um conjunto definido por várias condições é a interseção das regiões.

Considera A = \{z \in {\mathbb{C}}: |z-1| \leq |z-i| \;{\wedge}\; 1 \leq |z| \leq 2 \;{\wedge}\; \operatorname{Im}(z) \geq 0\}. À mão: a primeira condição dá o semiplano abaixo de y = x, as outras dão a meia coroa circular superior. Sobra o sector de 0 a \dfrac{{\pi}}{4}, de área \dfrac{1}{2}\left(2^{2}-1^{2}\right)\dfrac{{\pi}}{4} = \dfrac{3{\pi}}{8}.

O desafio. Escrever um classificador que decida, para qualquer z, se pertence a A — e depois usá-lo para estimar a área e confirmar a conta. A ideia que faz tudo funcionar é trocar cada condição por uma margem: um número que é \geq 0 quando a condição se verifica, e cujo módulo diz a que distância se está da fronteira.

E aqui está a armadilha: nenhum ponto de uma malha cai exatamente sobre a mediatriz. Testar abs(z-1) == abs(z-1j) devolve False praticamente sempre. Uma recta tem área zero: não se amostra. O classificador precisa de três estados — dentro, fora e fronteira — e a área verdadeira fica sempre entre as duas contagens.

import math

def margens(z):
    """Uma margem por condicao: >= 0 quer dizer 'satisfeita'."""
    return (abs(z - 1j) - abs(z - 1),   # |z-1| <= |z-i| : mais perto de 1
            abs(z) - 1,                 # |z| >= 1
            2 - abs(z),                 # |z| <= 2
            z.imag)                     # Im(z) >= 0

def classifica(z, faixa):
    m = margens(z)
    if min(abs(v) for v in m) < faixa:
        return 'fronteira'
    return 'dentro' if all(v >= 0 for v in m) else 'fora'

print(' N     inferior   superior   largura')
for N in (100, 400, 1600):
    passo = 6.0 / N
    dentro = fronteira = 0
    for i in range(N):
        for j in range(N):
            z = complex(-3 + (i + 0.5)*passo, -3 + (j + 0.5)*passo)
            c = classifica(z, passo)
            if c == 'dentro':
                dentro += 1
            elif c == 'fronteira':
                fronteira += 1
    a = dentro * passo * passo
    b = (dentro + fronteira) * passo * passo
    print('%-5d  %.5f    %.5f    %.5f' % (N, a, b, b - a))
print('exata  %.5f' % (3*math.pi/8))

O intervalo [\text{inferior},\,\text{superior}] contém sempre 3{\pi}/8 \approx 1{,}178, e a sua largura cai para cerca de metade de cada vez que N quadruplica — porque a faixa de fronteira tem largura proporcional ao passo. Não é um valor: é uma garantia.

Análise Cinco perguntas críticas
  1. O custo é O(N^{2}) avaliações. Se quiseres a largura do intervalo dez vezes menor, por quanto tens de multiplicar N — e por quanto fica multiplicado o tempo?
  2. Em vez da malha, sorteia N^{2} pontos ao acaso no quadrado (método de Monte Carlo). O erro passa a decrescer como 1/\sqrt{N^{2}}. Para esta região, qual dos dois é melhor?
  3. Troca \leq por < em todas as condições. Muda alguma coisa na área estimada? E na resposta a «1+i pertence a A
  4. Acrescenta a condição \arg(z) \leq \dfrac{{\pi}}{6}. Escreve a margem correspondente e cuidado: o argumento tem um salto em {\pi}.
  5. Como é que adaptarias o programa para desenhar a região, em vez de medir a área? E como distinguirias visualmente os três estados?
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Teste rápido

Dez questões de resposta imediata, com correção e explicação. Serve para verificares se podes avançar — ou se convém voltar a uma secção.

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Formulário essencial e referências

Tudo o que precisas de ter na cabeça (ou à mão) para um exame — numa página.

Forma algébrica

z = a + b i

\operatorname{Re}(z) = a, \operatorname{Im}(z) = b, i^{2} = -1

a + b i = c + d i \Leftrightarrow a = c \wedge b = d

Conjugado e módulo

\overline{z} = a - b i\hspace{1.4em}|z| = \sqrt{a^{2} + b^{2}}

z \overline{z} = |z|^{2} · z + \overline{z} = 2\operatorname{Re}(z) · z - \overline{z} = 2i \operatorname{Im}(z)

Potências de i

\begin{array}{ll} i^{0}=1 & i^{1}=i \\ i^{2}=-1 & i^{3}=-i \end{array}

i^{n} = i^{r}, sendo r o resto da divisão de n por 4.

Divisão

\frac{z}{w} = \frac{z \overline{w}}{|w|^{2}}

Multiplicar pelo conjugado do denominador.

Forma trigonométrica

z = {\rho} e^{i{\theta}} = {\rho}(\cos {\theta} + i \operatorname{sen} {\theta})

{\rho} = |z|; \cos {\theta} = a/{\rho}, \operatorname{sen} {\theta} = b/{\rho}, \operatorname{tg} {\theta} = b/a + quadrante.

\operatorname{Arg}(z) \in ] -{\pi}, {\pi}]

Operações em forma trigonométrica

{\rho}_{1}e^{i{\theta}_{1}} \times {\rho}_{2}e^{i{\theta}_{2}} = {\rho}_{1}{\rho}_{2} e^{i({\theta}_{1}+{\theta}_{2})} \frac{{\rho}_{1}e^{i{\theta}_{1}}}{{\rho}_{2}e^{i{\theta}_{2}}} = \frac{{\rho}_{1}}{{\rho}_{2}} e^{i({\theta}_{1}-{\theta}_{2})} z^{n} = {\rho}^{n}e^{i n {\theta}}

Raízes de índice n

z_{k} = \sqrt[n]{{\rho}} \, e^{i\left(\frac{{\alpha}}{n} + \frac{2k{\pi}}{n}\right)}

k = 0, \ldots , n-1: vértices de um polígono regular de n lados.

Simetrias

\overline{z} = {\rho}e^{-i{\theta}} — eixo real

-z = {\rho}e^{i({\theta}+{\pi})} — origem

-\overline{z} = {\rho}e^{i({\pi}-{\theta})} — eixo imaginário

i z = {\rho}e^{i({\theta}+{\pi}/2)} — rotação de 90^{\circ}

Sinal de z^{n}

z^{n} \in \mathbb{R} \Leftrightarrow n{\theta} = k{\pi},\; k \in \mathbb{Z}

z^{n} \in \mathbb{R}^{+} \Leftrightarrow n{\theta} = 2k{\pi},\; k \in \mathbb{Z}

z^{n} \in \mathbb{R}^{-} \Leftrightarrow n{\theta} = {\pi} + 2k{\pi},\; k \in \mathbb{Z}

z^{n} imag. puro \Leftrightarrow n{\theta} = \frac{{\pi}}{2} + k{\pi},\; k \in \mathbb{Z}

Condições e regiões

|z - z_{1}| = r — circunferência

|z - z_{1}| \leq r — círculo

|z-z_{1}| = |z-z_{2}| — mediatriz

\operatorname{Re}(z) = a · \operatorname{Im}(z) = b — retas

\operatorname{Arg}(z-z_{1}) = {\theta} — semirreta

Valores notáveis

{\theta}\cos\operatorname{sen}
010
{\pi}/6\sqrt{3}/21/2
{\pi}/4\sqrt{2}/2\sqrt{2}/2
{\pi}/31/2\sqrt{3}/2
{\pi}/201

Euler

e^{i{\theta}} = \cos {\theta} + i \operatorname{sen} {\theta} e^{i{\pi}} + 1 = 0

Todos os complexos de módulo 1 são da forma e^{i{\theta}}.

Percurso das Aprendizagens Essenciais

O tema Números Complexos está previsto para 30 aulas de 45 min (≈ 5 semanas): 12 aulas para a forma algébrica e 18 para a forma trigonométrica. Esta página cobre a totalidade dos objetivos de aprendizagem do documento Aprendizagens Essenciais — Matemática A, 12.º ano (janeiro de 2023) e inclui os aprofundamentos aí sugeridos (Mandelbrot e Teoria do Caos; referência aos quaterniões).

Referências

  • Aprendizagens Essenciais de Matemática A — 12.º ano. Ministério da Educação / DGE, janeiro de 2023.
  • Eck, D. (2020). Explore the Mandelbrot Set. math.hws.edu/eck/js/mandelbrot/MB.html — referência citada nas AE e inspiração do laboratório da secção 12.
  • Trocado, A. Matemática A — Exames Nacionais. alexandretrocado.com/mat_a — enunciados, resoluções e critérios de classificação.
  • Loureiro, C. et al. (1999). Trigonometria e Números Complexos. Ministério da Educação, Departamento do Ensino Secundário.
  • Milies, C. P. (1993). A Emergência dos Números Complexos. Revista do Professor de Matemática, n.º 24, pp. 5-15.
  • Veloso, E. (2016). Conexões da Geometria: O Plano Complexo. Lisboa: APM.
  • Gouveia, M. C. (2003-2004). Geometria Fractal e Teoria do Caos. Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.